Capítulo 1 – All My Loving ;
se arrumava na frente do espelho para mais um daqueles jantares família que tanto odiava.
Eram sempre as mesmas coisas, os mesmo assuntos, as mesmas
pessoas... A única coisa que mudava, era o motivo do jantar.
Esse, era para comemorar os dezoito anos de casados de seus pais.
Aquilo a enchia.
Ela colocou o vestido azul que sua mãe deixou sobre sua cama, e começou a fazer a maquiagem. Nada muito forte, afinal, era apenas o jantar de família, mas ela tinha obrigação de ficar linda.
Não que isso fosse difícil.
Sentiu falta de , sua melhor amiga, que estava no País de Gales, no velório de sua avó.
O barulho lá embaixo já estava ficando insuportável. Ela estava demorando demais para se arrumar, e o jantar já tinha começado a um bom tempo.
- Hei! – abriu a porta do quarto da menina e entrou, ficando encostado no batente.
sorriu.
- Hei! – Ela sorriu, continuando a se arrumar.
insatisfeito com a recepção, fechou a porta atrás de si, e abraçou a menina pelas costas. Ela sorriu.
- Você está maravilhosa! – Ele disse, dando um beijo na ponta da orelha da menina.
sorriu e passou a mão no cabelo de , ainda de costas pra ele.
- Obrigada! – Ela agradeceu, e virou-se pro menino.
estava com uma calça simples, mas com um suéter vermelho lindo. Seu cabelo estava arrumado, e sua franja caía levemente nos olhos. Ela pôde sentir o perfume que ele usava. Como ela amava aquele cheiro.
- Você também está lindo! Eu adoro esse suéter! – Ela disse sincera.
- E eu adoro esse vestido! Sou obrigado a admitir que minha sogra, desenha melhor que minha mãe! – Ele admitiu, referindo-se a mãe de , que é uma estilista bastante requisitada em Londres.
e namoravam a dois anos, e a cada dia que passava, se apaixonava mais pela menina.
Apesar de seus poucos dezessete anos – no caso de , ainda dezesseis – Ele já sabia que era com ela que queria passar o resto de sua vida.
Definitivamente, ele a amava.
porém, não amava do mesmo jeito. Na verdade, ela estava com ele, pelos pais.
Sim, pelos pais.
A mãe de , e a mãe de eram donas de um império, no ramo da moda. As duas eram estilistas e sócias.
Já o pai de , cuidava dos negócios da família , já que era órfão de pai.
Quando começaram a sair, Joanna – sua mãe – colocou na cabeça de , que ela tinha que ficar com ‘pelo bem da família’.
Não que fosse um sacrifício, já que além de lindo – sim, ele era um dos garotos mais bonitos de toda Londres – ele era um doce de pessoa, fazia de tudo para ver bem. Mas mesmo assim, ela sentia-se mal por não sentir o mesmo que ele sentia por ela.
- Bobo! Sua mãe desenha maravilhosamente bem! – disse.
Era verdade.
deu de ombros, e virou-se novamente para o espelho, agora arrumando seu cabelo.
Ela deixou-os soltos, formando cachos no meio das costas. Terminando o cabelo, borrifou nos pulsos o doce perfume que usava, e virou-se para o namorado, que a olhava sorridente.
Sem demora, a puxou para mais perto, a beijando como se não a visse a anos.
gostava desse jeito imprevisível de . Ora com beijos quentes e rápidos, ora com beijos delicados.
- Acho bom descermos. Sabemos como é pervertido! Sabe Deus os comentários que ele pode fazer se demorarmos! – disse rindo, passando a mão pelo rosto do namorado.
riu.
- Ficaria feliz se realmente acontecesse alguma coisa... – disse baixinho.
ouviu, e deu um tapa no braço do menino.
- Vou fingir que não ouvi esse seu comentário, ! – Ela disse rindo, enquanto fingia sentir dor no local atingido pela namorada.
Ele deu um selinho na menina, e de mãos dadas, saíram do quarto e seguiram para a sala de jantar.
A casa de vivia cheia. Joanna e Robert eram famosos também pelas festas e jantares que davam, por isso, não saíam das colunas sociais; porém ficou surpresa ao ver a quantidade de pessoas presentes.
A quantidade de convidados, e a quantidade de empregados.
Garçons segurando bandejas de champanhe desfilavam pela sala, a sala estava enfeitada com rosas colombianas, e uma música suave tocava de fundo.
Estava tudo perfeito.
Joanna e Robert estavam conversando com a mãe de , Audrey.
- Vamos procurar os caras? – sugeriu.
- Pode ser... – deu de ombros, e ainda de mãos dadas, eles saíram em direção à piscina.
Sabiam que os filhos dos casais convidados, estariam ali.
Realmente, a área da piscina estava cheia de adolescentes. Todos filhos dos convidados de Joanna e Robert.
detestava algumas pessoas ali, por exemplo, Rachel, filha do casal White.
- Uau! – e ouviram uma voz familiar exclamar.
apenas riu, e virou-se, dando de cara com o irmão, , sorrindo e com os cabelos bagunçados.
Apesar de um pouco largado, ele estava lindo. Ele vestia um casaco preto, simples; uma calça apertada e all star. fazia o estilo rockstar rebelde. Joanna em uma de suas crises, queimou todas essas roupas de , obrigando-o a usar roupas decentes. Não levou uma semana para que enchesse seu guarda-roupas novamente. adorava o estilo de .
- Veja só se não é meu irmão mais lindo! – disse manhosa, pendurando-se no pescoço do irmão.
ria. Ele adorava o relacionamento de e .
- Será que é porque sou o único, sua cretina? – disse rindo, beijando o topo da cabeça da irmã.
deu a língua, e voltou ao lado do namorado.
- E aí, quem já chegou? – perguntou.
levou a taça de champanhe que segurava a boca, e deu uma olhada.
- Os White, os Black, os Carlisle... – dizia.
- Quem de interessante chegou? – reformulou a pergunta.
pegou duas taças de champanhe quando o garçom passou por eles.
- Ah, os , e os nossos tios... – deu de ombros, dando outro gole em sua champanhe.
sentiu o estômago revirar.
Seus tios tinham chegado.
- ? – perguntou, ao perceber que a namorada não notou a taça estendida pra ela.
sorriu, e deu um longo gole em sua bebida.
acenou para , que estava conversando com a filha do casal Black.
falou alguma coisa à garota, e se dirigiu ao grupo.
- , se não fosse sua mãe, eu juro que investia! – disse, colocando a mão no ombro do amigo, que riu.
- Oi pra você também, ! – disse, acenando para o amigo.
deu um beijo em cada lado do rosto de , e sorriu.
, o único filho do casal , outro grande nome da cidade. Eles eram donos de condomínios populares. Por ser filho único, era um pouco fútil, mas nada que o tornasse insuportável.
Ele vestia um suéter de cashmere verde musgo, e o cabelo arrumado perfeitamente.
tinha o sorriso mais bonito da festa, e todas as garotas presentes pareciam notar.
- Vou ignorar seu comentário! – disse rindo.
- Que comentário? – Outro garoto juntou-se ao grupo.
deu outro gole em sua bebida, quando ouviu a voz dele.
- O quer dar uns pegas na mãe do ! – disse rindo, dando de ombros.
- Sua mãe também tá boa, ! – comentou rindo, enquanto ria, e balançava a cabeça.
- Meu pai também acha! – disse.
- Você já viu o tamanho do meu tio, né?! – perguntou rindo, à .
deu de ombros.
- , como você ta gay! – comentou, olhando a roupa do amigo – Ta parecendo o !
- HEI! – exclamou, ofendido.
- Ele ta lindo! – disse, dando um selinho no namorado.
apenas riu.
- Você é suspeita pra falar, priminha. – disse, olhando com desdém.
- , evite beijar o na minha frente! Isso ainda me incomoda! – disse, fingindo seriedade.
forçou um sorriso, mas somente ele sabia que era um sorriso forçado.
, primo de e . O pai de , é irmão de Joanna.
Como odiava isso. Odiava ser primo de .
- E aí, já sabem o que vão fazer no final de semana? – perguntou, pegando uma taça de bebida quando o garçom passou por eles novamente.
- Já. Meu aniversário. – disse, como se fosse a coisa mais óbvia do mundo.
rolou os olhos.
- Falou o centro do universo. – Ele disse, passando a mão pelo cabelo, com o fim de desarruma-los.
Ele vestia uma camiseta branca social, e por cima um blazer preto. Vestia uma calça jeans simples, mas estava perfeito.
se odiava ao ter que concordar.
- Você não se cansa de ser insuportável, ? – perguntou séria.
riu.
- Tem certeza de que, eu sou o insuportável da história? – Ele perguntou, olhando fixamente nos olhos da prima.
ia responder alguma coisa, mas a abraçou.
- Parem vocês dois! – disse – Vocês não podem se encontrar que já começam a discutir!
- É ele! – disse, apontando o primo.
rolou os olhos.
- Você conhece a namorada que tem! – disse.
- O que quis dizer com isso? – perguntou.
Os dois ficaram se encarando durante alguns instantes. Por um momento esqueceram que estavam brigando.
- Eu... – já não sabia mais o que dizer.
- Olha só, o jantar vai ser servido! – disse, apontando dentro da casa.
- Vamos. – disse, beijando o pescoço da namorada, e guiando-a pra dentro da casa.
os seguiu, e e ainda ficaram lá fora.
respirou fundo.
- Você não me engana. – disse sério.
- Que? – perguntou, depois de tirar os olhos de e .
deu um gole em sua bebida e arrumou o suéter.
- A . Ela mexe com você.
- Ah, cala a boca ! Não pode beber duas taças de champanhe que já sai falando merda... – disse, deixando o amigo sozinho, e entrando na casa.
deu de ombros e o seguiu.
tinha razão. mexia com , muito pra falar a verdade.
Ele se odiava por isso! Primeiro: ela é sua prima. Segundo: namora , um de seus melhores amigos.
Terceiro: ela o odiava. E ele tinha que fingir sentir o mesmo.
Sempre que se encontravam, discutiam. Ele até gostava, adorava ver a cara dela quando nervosa, mas no fundo, queria dizer a ela que, ela não é nenhuma garotinha fútil – como ele mesmo diz. Queria poder dizer a ela todas as qualidades que ele via nela.
Queria dizer que, desde os onze anos ele a ama, mas que nunca disse por nada por serem primos.
sentou-se bem longe de e . Era torturante ver os dois, sempre juntos; ver a beijar toda hora.
Imediatamente lembrou-se de quando tinham onze anos. Eles brincavam sozinhos na borda da piscina da casa de seus avós.
empurrou na piscina, e a menina fingiu que se afogou. Preocupado, pulou na piscina para salva-la. começou a rir quando o menino colocou-a na borda, e ele ficou bravo. Depois, ao ver a menina rindo daquele jeito, ele não agüentou e começou a rir também.
Sem que percebessem, foram se aproximando, e ambos deram o primeiro beijo.
Claro que nenhum dos dois sabiam que eram o primeiro beijo do outro, mas foi especial.
Para os dois.
sorriu sozinho ao lembrar disso.
do outro lado da mesa, sentia exatamente a mesma coisa.
E sentia-se mal por estar com , pensando em outra pessoa: no primo.
Ela sorriu ao ver que o menino ria depois de escrever alguma coisa em um guardanapo, e jogar nele.
Ah se Joanna visse o comportamento do filho à mesa...
Voltando a ; o sorriso do garoto era irresistível.
não conseguia vê-lo sorrir daquela forma, e não sorrir também.
- Amor, passa o sal pra mim? – pediu baixinho pra namorada, colocando a mão na perna dela, por debaixo da mesa.
forçou um sorriso, e passou o sal ao namorado.
Apesar de ser o homem mais perfeito do universo, era impossível sorrir totalmente, tendo no mesmo lugar.
De canto de olho, olhou para o primo, que também a olhava.
Por um momento, os dois se encararam, mas olhou para seu prato, e , voltou a olhar para o lado.
No geral, o jantar foi um sucesso.
Depois de todos servirem-se, Robert fez um pequeno discurso sobre como era maravilhoso passar dezoito anos do lado de Joanna, que fingiu chorar. As pessoas aplaudiram, e voltaram à sala, para as últimas bebidas.
Os garotos ficaram em um canto afastado da sala, sentados em almofadas.
por estar de vestido, estava com uma almofada no colo também.
- Você podia dormir em casa hoje, né? – disse baixinho, no ouvido de .
sabia perfeitamente o que queria dizer com isso.
Apesar de namorarem a um tempo, eles nunca transaram. Sempre que tentava alguma coisa, dizia que ainda não estava pronta.
sempre a respeitou, e nunca a traiu. Isso era outra prova de amor: que homem consegui ficar dois anos sem nada?
Porém, sempre que podia, ele tentava alguma coisa.
- ... – Ela o censurou, rindo.
Não deixava de ser engraçado.
, vendo que não conseguiria nada – pelo menos naquela noite – riu alto, e abraçou a namorada apertado, fazendo-a reclamar de dor.
rolou os olhos.
- Então, vocês virão pra festa de aniversário da , né? – perguntou, girando o líquido de dentro do seu copo.
- Claro! tem amiguinhas bem hots! – disse, mordendo o lábio inferior.
riu, e continuava olhando e de cara fechada.
- ? – estalou os dedos na cara do primo, que fingiu que nada acontecia. – Ta aí cara?
- O que você falou? Nem prestei atenção... – disse, dando um gole na sua bebida.
Ele precisava de algo mais forte.
- Se você vai vir na festa da ... – repetiu.
parou de conversar com . Aquele assunto a interessava.
- Não. – Ele disse simplesmente.
não escondeu o desapontamento. Ou melhor, escondeu.
- Como se eu tivesse convidado! – Ela disse, rolando os olhos.
olhou para a prima com os olhos semi-cerrados.
- Pois nem se tivesse convidado eu viria. Não há nada que me interesse em uma festa de aniversário de dezessete anos... Ainda mais, sua! – disse, olhando para a prima.
abriu a boca, mas não saiu nenhum som.
Ela simplesmente não sabia o que dizer.
- Eu te odeio, ! – Ela disse séria, fuzilando-o com os olhos.
deu um sorriso de canto – e que sorriso, diga-se de passagem.
- Estamos quites! – Ele disse sorrindo, dando um gole em seguida, em sua bebida.
ficou de pé.
- ... Vamos pro meu quarto? Essa festa já me encheu! – Ela disse séria.
sorriu sem perceber. Ele ainda tinha esperanças.
- Claro. – Sem demoras, ele também se levantou.
acompanhou os dois saindo da sala com os olhos.
Ótimo , agora eles vão ficar sozinhos e sabe Deus o que vão fazer!
e se entreolharam.
- Pegou pesado, cara! – disse à .
virou-se lentamente pra , com uma cara nada amigável.
- Não está mais aqui quem falou. – disse, erguendo os braços.
porém, sentou defronte ao primo.
- Você e a são dois imbecis! Parece que vocês têm doze anos de idade! – disse sério.
Por ser o mais velho, era ele sempre quem ‘puxava a orelha’ dos demais.
Nem sempre isso era bom, mas ele achava-se maduro.
- , não começa! – pediu, rolando os olhos.
O fato de e estarem sozinhos no quarto dela, o atormentava.
E saber que isso acontecia por sua culpa, não ajudava.
- É sério, ! Cara, somos primos! Eu e você nos damos bem, por que não, você e ela? – dizia.
concordava com a cabeça.
O medo que ele tinha de , o impedia de dizer qualquer outra coisa.
- Porque ela é uma garotinha fútil que se acha o centro do universo. Apenas por isso. – disse, dando de ombros.
entortou a boca.
- Eu sei que sou meio suspeito pra falar... Afinal ela é minha irmã e... , dê uma chance a ela de mostrar que não é assim! Eu sei que, no fundo você sabe como ela é de verdade! – disse sério.
ficou em silêncio.
Realmente, ele sabia como era de verdade.
Aliás, eles só começaram a brigar toda vez que se viam, por causa de . Desde que percebeu que a amava, começou a trata-la mal, como se com isso, deixasse de gostar dela.
Doce ilusão.
- Que seja. – deu de ombros, dando-se por vencido.
e sorriram.
- Então você vem a festa? – perguntou.
- Não fui convidado. – disse simplesmente, dando outro gole em sua bebida, que já estava quente.
deu um pedala – bastante forte – no garoto.
- Ouch ! – Reclamou.
- Você vai mesmo levar em consideração o que a minha irmã fala de cabeça quente? Você sabe que é mais que convidado. Não só dela, como meu! – disse, como se fosse a coisa mais óbvia do mundo.
sorriu involuntariamente.
- Que seja... Só virei porque não tenho nada mais interessante pra fazer no sábado! – disse, dando de ombros.
sorriu convencido.
Realmente, o poder de persuasão de era realmente bom.
e entraram aos beijos no quarto.
Apesar de ter plena consciência de que nada aconteceria naquela noite, ele queria aproveitar esse momento sozinho.
E não queria desperdiçar a chance de tentar.
Sem parar de se beijar, os dois deitaram na cama e conforme eles se beijavam, a mão de deslizava pela perna de , conseqüentemente levantando seu vestido.
Não era a primeira vez que aquilo acontecia. e brincavam às vezes. Nada além.
colocou as mãos por dentro da camisa de , e arranhou as costas do namorado.
Aquilo pareceu despertar o demônio em , já que o garoto colocou a menina por baixo dele, e começou a despi-la com certa velocidade.
estava gostando, fato. Mas outra pessoa vinha a sua mente quando ela fechava os olhos.
E essa pessoa estava lá embaixo.
- ... – disse, enquanto beijava sua barriga.
Estava bom... Mas era injusto com .
Ela não podia ficar com ele daquele jeito pensando em outra pessoa.
- . – Ela repetiu.
parecia não ouvir.
Com esforço, o empurrou para o lado, e cobriu-se com o lençol, já que o vestido já estava jogado no chão.
passou a mão no rosto e respirou fundo.
Não foi hoje, .
- Desculpe... – não sabia o que dizer.
A única que veio em mente foi o ‘Desculpe’.
Péssima escolha.
, ainda em silêncio, vestiu novamente a camisa.
- ... Eu... – Ela realmente não sabia o que dizer.
- Tudo bem. – Ele disse sério, se vestindo.
Apesar dele dizer ‘tudo bem’, suas expressões confirmavam o contrário.
ficou em silêncio, e se trocou, ficando de pé.
- Melhor eu ir embora... – Ele forçou um sorriso e beijou a testa da namorada – Até amanhã. Te amo.
- Eu também. – disse quando o namorado a beijou na testa.
acenou, e saiu do quarto da menina.
xingou-se mentalmente. era perfeito, por que ela não conseguia ir mais além com ele?
Ela vestiu uma camisola, e deitou. Apesar do barulho lá embaixo, decidiu que dormiria.
A noite dela tinha acabado ali.
Quando voltou para a sala – sozinho – perguntou imediatamente o que tinha acontecido.
- O problema foi esse, cunhado! Nada aconteceu, nada acontece... – Ele disse, visivelmente irritado.
não evitou outro sorriso.
- Bem, acho bom eu ir embora... Amanhã é sexta-feira e eu ainda tenho coisas a fazer... – disse, alegre.
Sua noite não foi totalmente perdida.
- Então vou com você. – disse – Bem, até depois , ! – despedia-se.
- Até depois, ! – despediu-se de – Até depois, primo!
- Até! – acenou para e , e saiu na frente.
despediu-se de mais algumas pessoas, enquanto já saía de casa.
Ele ficou olhando a janela do quarto da prima, e sorriu.
- Vamos? – disse, chegando ao amigo.
- Vamos. – disse.
Os dois entraram no carro de e saíram.
Por algum motivo, estava ansioso para sábado.
Capítulo 2 – O Mundo Vai Girar ;
- , acorda por favor... – cutucava o irmão, que ainda dormia.
- Hoje não... – Murmurou , que ainda dormia.
respirou fundo.
Ela abriu as cortinas do quarto do irmão, fazendo-o remexer na cama, cobrindo os olhos.
- Porra ! – Ele disse mal humorado – Hoje é sexta-feira!
- Exatamente! Você precisa me ajudar, ! Não quero que só a mãe cuide de minha festa! Eu quero ajudar, entende? – dizia, sentando-se na beirada da cama do irmão.
destampou os olhos e olhou incrédulo para a irmã.
- Você não me acordou por isso foi? – Ele perguntou sério.
era o irmão perfeito, mas era a pior pessoa do mundo quando acordava.
Ainda mais, quando era acordado.
- Foi... – disse, sorrindo feito criança.
- Ah mano, vai se ferrar! – disse, estressado, entrando no banheiro.
Ele começou a xingar alto, e contou até dez mentalmente. Ela já conhecia o irmão.
Ele a xingaria alto, depois ele a olharia no fundo dos olhos e ela faria cara de vítima.
Arrependido, a abraçaria e diria que nunca mais falaria com ela daquele jeito, fazendo em seguida o que a menina quisesse.
é uma pessoa totalmente previsível.
- ...Liga pra , vem falar sobre festa comigo?! Comigo?! – Ele resmungava.
cantarolava baixinho.
Ela ouviu o barulho de cuspindo na pia, e o barulho de descarga.
Ele saiu do banheiro, e olhou pra irmã, que encarava o chão.
sentiu o coração apertar.
olhou para o irmão, que olhou no fundo de seus olhos. Ele era um monstro.
Pelo menos, era isso que queria que ele pensasse agora.
- ? – chamou.
- Hum... – fazia-se de vítima.
sem demoras, a abraçou.
- Desculpa, eu nunca mais falo assim com você! O que você queria conversar comigo? Perdão... – Ele pedia arrependido.
riu.
- Eu quero que você me ajude com a festa! Não quero deixar somente nas mãos da mãe! – Ela dizia.
- Uhum... – compreendeu – E o que você tem em mente?
sentou-se na cadeira da escrivaninha de , enquanto o menino sentou na cama.
- Eu pensei em inovar, sabe? Todas minhas festas são iguais... Eu pensei em ter alguma banda tocando... – mostrava suas idéias, maravilhada.
- Ah, boa... – realmente tinha gostado – Mas, que banda?
- Eu não queria nenhuma banda famosa... Eu queria uma banda que ninguém conhecesse... – Ela dizia, olhando para algo que não conseguia ver. – Eu queria... Uma banda de garotos tipo... Você! – Ela disse, certa.
- Eu? – apontou a si mesmo – , menos, bem menos!
ficou de pé, e deu um gritinho.
- É ISSO! – Ela disse sorridente – , você não me disse que tem uma banda, escondido do pai e da mãe?
- Banda de garagem , a gente toca só por diversão... – explicava.
- E daí?! Vocês poderiam tocar na minha festa! – adorava mais a idéia a cada palavra.
- , sem chance! – disse sério.
- Aaah... – Ela fez bico.
detestava o fato de ser tão influenciado pela irmã mais nova.
Ele fazia tudo o que ela queria.
- Tá , tá bom! – Deu-se por vencido – Mas você fica me devendo uma!
- Eu te amo, ! – Ela disse, jogando-se em cima do irmão, que riu.
- Mas oh, nossa banda toca rock... E não temos músicas próprias... – explicava.
- Tudo bem! Não tem o menor problema! – dizia – Então, converse com os outros integrantes... Já tenho a minha banda! – Ela disse feliz.
riu. Ele amava ver a irmã feliz.
- Era só nisso que você queria que eu ajudasse? – Perguntou .
- Não. Bem, lugar, decoração e tema, a mãe já resolveu, tanto que o salão já está todo arrumado. Já arrumei a banda, os convites foram entregues na semana passada... – dizia mais a si mesma, do que à – Bem, acho que agora falta apenas minha roupa... , eu preciso estar perfeita! – Ela dizia preocupada.
riu.
- , você já é linda. Sem drama, ok? Aliás, qual vai ser o tema da sua festa?
sorriu.
- Máscaras! Baile de máscaras! E o tema... Vai ser meio que cabaré, entende? – Ela sorriu encantada. Mas seu sorriso murchou - É sério ! Eu sou a aniversariante, preciso estar linda, ofuscar qualquer outra garota presente! E... Você pode me ajudar!
- Ah não, compras não! – disse sério.
- Por favor... – fez o maldito biquinho de novo.
- Tá ! – Mais uma vez, deu-se por vencido – Deixa eu me trocar então! Me espera lá em baixo!
- Ok! – saiu do quarto do irmão saltitando.
era o melhor irmão do mundo, fato.
- ... Que surpresa! – disse, ao deparar-se com o amigo, parado no meio da sua sala.
estava com o rosto um pouco amassado, porque ainda dormia quando chegou.
A empregada o acordou, avisando que tinha um amigo o esperando na sala.
- Desculpa te acordar cara... Mas é que eu precisava conversar com alguém, e você foi o primeiro que me veio a mente. – disse, visivelmente aflito.
arqueou uma sobrancelha e sentou no sofá, fazendo sinal para que fizesse o mesmo.
- O que houve? – Perguntou.
respirou fundo.
- É a ...
respirou fundo. Odiava quando pedia conselhos sobre , a ele.
Por e serem tão amigos, sabia tudo o que se passava no namoro dos dois.
As vezes ele preferia não saber, mas também, tinha coisas que valiam a pena.
Saber que continua ‘intocável’ é uma delas.
- Você vai terminar com ela? – perguntou, escondendo aquela gota de esperança que ele tinha.
Seria uma coisa boa, terminar com ela.
riu.
- Não, não mesmo. – Ele disse sério.
respirou fundo. Não foi dessa vez, .
- Então o que foi? – Perguntou.
respirou fundo. A empregada dos estava na sala, servindo o café na mesinha de centro.
- Eu... Eu acho que a ... Sei lá, ela anda muito distante, sabe? – Ele começou.
- Como assim distante? – pegou uma das bolachinhas da bandeja.
distante com ? Até que não parecia ser ruim.
era um cretino – segundo ele próprio. é seu amigo.
Que tipo de amigo ele era?
O tipo de amigo que é apaixonado pela namorada dele.
- Sei lá... Tipo, quando estamos sozinhos, ela é a melhor namorada do mundo sabe? Fazemos de tudo, menos aquilo... – contava.
- Hum... – ouvia, enquanto pegava outra bolachinha.
- Mas, quando estamos com outras pessoas... Ela fica distante, sabe? Ela fica aérea ao que eu falo, parece que ela não fica confortável comigo, entende? – dizia, pegando uma xícara de café.
Ele deu um gole e devolveu fazendo careta. Ele odiava café.
- Outras pessoas? Quem por exemplo? – perguntou, e pegou outra bolachinha.
Cara, aquelas bolachinhas eram boas!
- Ah... – pareceu pensar por um momento – Geralmente, vocês.
rolou os olhos e riu.
- ! Claro que ela vai ficar mais ‘na dela’ quando está perto do irmão, do primo e de um amigo da família! – dizia como se fosse a coisa mais óbvia da família.
entortou a boca.
- Não sei não...
- , deixa de ser inseguro, deixe esse papel com ela! Ela te ama, cara! – dizia aquelas palavras que o machucavam – Você acha que se ela não te amasse, ela estaria a dois anos com você?
sorriu de lado.
Porém, esse sorriso desapareceu.
- Dois anos, e nunca transamos... – Ele disse.
- , desde quando sexo é prova de amor? – perguntou sério.
- É prova de confiança. – disse.
- Cala a boca! – disse rindo – Eu fico com garotas que nunca vi na vida, e quando transo com elas não é porque as amo ou confio nelas. É porque eu senti vontade.
- Mas... Ah... – estava confuso.
- , deixa disso cara! Ela te ama, dá pra ver! – dizia. – Pára de colocar merda na sua cabeça e curte a namorada que tem!
sorriu. era o melhor cara pra isso.
- Tem razão...
- Claro que tenho razão! – disse. E mais uma bolachinha. – Vai procurar um presente pra ela, vai. Amanhã aquela coisa faz dezessete anos, mais precisamente no domingo, mas enfim, a festa é amanhã! – riu da própria confusão - E sabemos como ela é enjoada para presentes...
riu ao ver como se referia a prima.
- Ok... – ficou de pé – Valeu ... Eu fico confuso, entende? Obrigado por me ouvir!
ficou de pé, e deu tapinhas nas costas de .
- Que isso! – Ele respirou fundo – Ela te ama, só pensa nisso.
sorriu e assentiu com a cabeça, ele estava se virando para ir embora, quando sentiu o celular vibrar.
Resolveu atender ali mesmo.
- Oi? – Ele atendeu – Aham... Pode falar mãe. – apenas ouvindo – Como assim? Mãe tem a festa da e... Ah... Ok, Beleza, eu converso com ela... Tá, tá. Outro. – Desligou.
jogou-se no sofá novamente.
- O que houve, cara? – Perguntou .
respirou fundo.
- A minha tia, da França... Tá mal, cara. Não passa desse final de semana... E minha mãe quer que eu vá pra lá com ela... Pra vê-la antes dela morrer... – disse desanimado.
- Oh, meus pêsames. – adiantou.
deu de ombros e levantou-se.
- Bem, vou avisar a ... Antes vou ver se passo na joalheria, comprar algo pra ela... Enfim, valeu ! – acenou.
- Vai lá cara, boa sorte. – disse, sem se mexer.
A empregada o levou até a porta, e voltou a sala e continuou comendo suas bolachinhas.
Ele olhou para a porta e respirou fundo. É, o amava, por qual outro motivo ela ficaria com por dois anos?
nem podia imaginar.
- , decida-se! É o sétimo vestido que eu coloco e você diz que ficou maravilhoso! – dizia, olhando-se no espelho com um vestido vermelho.
- Mas é que você fica linda em todos... – irmão coruja , disse.
mandou um beijo ao irmão, e continuou se olhando.
rolou os olhos, e viu que o celular da irmã tocava.
- , tá tocando! – disse, apontando o celular.
- Atende. – disse, entrando novamente no provador.
Ele não olhou no identificador, e atendeu.
- Alô? – Ele disse.
- ? – Uma voz familiar disse do outro lado da linha.
sorriu involuntariamente. Já estava com saudades.
- ! – Ele disse alegre – Hei menina, como está?
Ele ouviu a menina rir.
- Bem, na medida do possível... E você? – Ela perguntou.
- Bem! – Respondeu animado – E aí, volta quando? – Ele prolongou a conversa.
- Era sobre isso que eu queria conversar com a ... Acho que não vou voltar a tempo da festa... – disse, visivelmente chateada – Aliás, onde está?
- No provador. Está experimentando o oitavo vestido... – Ele disse rindo.
também riu.
- Bem típico da . – Ela disse e concordou.
- Ah... vai ficar chateada de não ver você na festa... – disse.
Na verdade, ele ficaria mais chateado do que , mas isso não vem ao caso.
- E eu? – suspirou – Eu vou ver o que consigo fazer... Melhor não dizer isso a ela. Se eu conseguir voltar a tempo, passo na festa!
- Combinado! – sorriu.
Os dois ficaram em silêncio no telefone.
A menina respirou fundo.
- Bem , terei de desligar... Beijo. – Ela disse.
sorriu idiotamente.
- Outro. Até amanhã. – Ele disse.
Ouviu rir, e desligou o celular.
já não conseguia mais disfarçar, era completamente apaixonado por , melhor amiga da irmã.
Ela também gostava de , sabia disso, mas a pedido da amiga, nunca contou ao irmão.
não entendia porque eles não estavam juntos, já que se gostavam.
- Quem era? – perguntou, agora vestindo um modelo branco.
- . – sorriu.
- Ela vem? – perguntou animada. Sua amiga tinha que estar em sua festa!
- Não... – disse chateado.
- Droga. – reclamou – Bem, e este? – Apontou para o vestido que usava.
- Prefiro o anterior, mas esse ficou lindo também! – disse.
rolou os olhos e voltou para o provador.
A ligação de serviu como estimulante para , do contrário, ele não teria paciência de esperar provar mais quinze vestidos.
Mais ou menos duas horas depois tinha se decidido. Ficou com um modelo preto acima dos joelhos – bem acima dos joelhos, diga-se de passagem – e já sabia a máscara que usaria.
tinha aprovado o modelo, até porque se ele não aprovasse, não o levaria.
É, a opinião do irmão contava muito.
- Eu preciso de uma pulseira... E um colar! – dizia baixinho.
já estava exausto, e enjoado. Enquanto ele esperava , comprou três milk-shakes e dois Big Mac’s. Ele não era do tipo ‘adolescente saudável’.
- Você não vai comprar hoje, vai? – perguntou incrédulo.
Se ela demorou quase quatro horas pra escolher um vestido, Deus sabe quanto tempo ela demoraria pra escolher um colar e uma pulseira.
riu.
- Não, eu sempre ganho de presente do pai! – Ela disse sorrindo, imaginando as jóias que o pai compraria.
Para quem não a conhecesse, seria a perfeita adolescente fútil que não sabe como gastar dinheiro.
Quem a conhecia sabia que, ela foi criada assim e não tinha culpa.
- Então vamos, eu estou exausto cara! – disse, pegando na mão da irmã.
sorriu, e os dois foram em direção ao carro, que estava no estacionamento do shopping.
Eles dispensaram o motorista – detestava toda essa coisa de motoristas e limusines – e foram no carro de . Um modelo esportivo conversível.
– ao contrário do que pensavam – não se importava em desmanchar o penteado quando abaixava o capô. Adorava o carro do irmão por sentir o vento no seu rosto.
Ela sentia-se em um filme adolescente.
- Liga o som, ! – Pediu.
não demorou e ligou. Estava tocando Sum 41. ergueu os braços e começou a cantar ‘Still Waiting’ aos berros.
Graças a , ela tinha bom gosto musical.
- Você canta pior do que a Marly! – disse rindo, referindo-se a cozinheira, quando chegaram em casa.
Marly sempre cantava Queen enquanto cozinhava. Parecia até que ela incorporava o Freddie Mercury. diz que já a viu dançando como o ex-vocalista.
- Não exagera! – disse, deixando a sacola com o vestido no sofá, e jogando-se nele.
Ela também estava exausta.
- Hei! – voltava da cozinha, segurando um copo de capuccino.
detestava café, mas gostava de capuccino.
- ? – perguntou surpresa.
tinha essa intimidade. Quando ele ia à casa de e ela não estava, sempre a esperava lá.
Mais precisamente na cozinha, conversando com Marly.
- Amor, precisamos conversar... – disse sério, sentando ao lado da namorada.
- Eu vou subir. Qualquer coisa, gritem! – disse, jogando as chaves do carro na mesinha de centro, e indo em direção a escada.
ignorou o irmão e olhou o namorado. Realmente não parecia estar brincando.
- O que aconteceu? – Ela perguntou séria.
respirou fundo.
- Houve um imprevisto e... Eu vou ter que ir pra França com minha mãe hoje... Ficarei o final de semana lá. – Ele disse sério.
- AH! – exclamou, desapontada.
Como assim seu namorado não estaria presente em sua festa de dezessete anos?
- Eu sei, eu também estou chateado... Parece que a minha tia, irmã do meu pai, está realmente mal. Meu tio acha que ela não passa desse final de semana. Minha mãe acharia desumano eu não ver minha tia antes dela... – deu um gole em seu capuccino. Ele não conseguia terminar a frase.
sentiu o chão desaparecer.
Ok, não era pra tanto, mas pra ela, era!
Sabemos que ela não ama , nem nada do tipo, mas ela gosta dele e... Queria que ele estivesse presente em um momento importante como aquele.
- Eu estaria sendo egoísta se pedisse pra você ficar... – disse depois de um tempo. Ela realmente ficou sensibilizada pela situação.
deu um selinho na menina.
- Mas eu não esqueci do seu presente... – Ele disse sorrindo.
sorriu também.
- , sua tia está morrendo e você se preocupa com presentes! – Ela disse sincera.
Viram só? Ela não é tão fútil.
- , fica quieta! Você é minha namorada, e eu não faço mais que minha obrigação! – Ele disse sorrindo tirando de dentro do bolso do casaco, uma caixinha preta.
Os olhos de brilharam.
- Eu sei que a tradição é, seu pai lhe dar a jóia que você usa no seu aniversário mas... Como eu não estarei aqui, tomei a liberdade de comprar. – disse, abrindo o estojinho preto.
ficou eufórica.
- Oh meu Deus! – olhou a jóia que o namorado comprara – É o colar Erickson Beamon! – Ela disse estupefata. [N/A: Sim meninas, o colar que o Chuck dá pra Blair no EP 8 :D]
simplesmente sorriu, e o tirou da caixinha, colocando-o no pescoço da namorada.
- Eu... Eu não posso aceitar! – Ela disse sincera.
deu um beijo na namorada.
- Sem essa! Eu comprei pra você! É pra compensar o fato de estar ausente no seu dia. – Ele sorriu – E esse colar foi feito pra você!
abraçou com força.
Não era pelo fato de ter ganho uma jóia como aquela, e sim pelo fato dele se importar tanto com ela. era perfeito, simplesmente perfeito.
- Eu te amo! – Ele disse mais uma vez, segurando o rosto da namorada nas mãos.
- Eu também! – Ela disse, e deu um selinho nele – Você é o melhor namorado do mundo! – Riu.
sorriu e a beijou.
Beijaram-se durante vários minutos. Era como se quisesse guardar o beijo dela, para aproveita-lo na viagem.
Porém, o beijo foi interrompido pelo celular do menino, que vibrava.
- Eu tenho que ir amor. – Ele disse sério, depois de ler a mensagem. ficou de pé, e também – Mais uma vez desculpa e... Eu te ligo!
sorriu e abraçou forte o namorado.
- Obrigada. – Ela agradeceu.
a beijou novamente e saiu da casa dela.
sentou-se no sofá sorrindo boba. era perfeito.
Por que não conseguia gostar dele, como gosta de ?
Ela pegou o vestido e o colar, e levou-os para seu quarto.
Amanhã seria seu dia. Com ou sem .
Capítulo 3 – Hey Tonight ;
O dia parecia ter sido encomendado. Apesar da época, o dia amanheceu quente e gostoso.
Definitivamente perfeito para uma festa de um .
passou o dia todo no salão. Como ela mesma dizia ‘queria estar perfeita’.
passou o dia ensaiando – com esforço, ele convenceu os outros integrantes a tocarem na festa – e passou o dia tentando achar uma máscara.
A noite, não diferente do dia, também estava perfeita. Realmente o dia favorecia .
- , você não vai mais achar! Desiste! – , já pronto, dizia.
Ele e tinham combinado de irem juntos. usava um smoking Armani e uma máscara tipo a do Zorro. O cabelo perfeitamente arrumado, como sempre.
estava com uma calça social e uma camisa listrada com os primeiros botões abertos. Ele usava all star, quebrando o ar ‘mauricinho’ das roupas. O cabelo como sempre, desarrumado propositalmente.
- , se você não tem como ajudar, cala a boca! – disse, após desligar o telefone.
Ele deixou para comprar a máscara em cima da hora, e não achava mais.
Parecia que a cidade inteira ia nessa festa, segundo .
- Já tentou na... – começou, mas jogou o celular no chão.
Ele pensou no que perderia se não fosse à festa. Ele perderia bebida, boa música – ele sabia que a banda do era boa – perderia ver incrivelmente linda... Com .
- Eu não vou mais. – Decidiu – Essa festa não vale o esforço que eu estou fazendo. – Ele disse sério.
- Ah não, ! Deixa disso cara! O quarteto já vai estar desfalcado sem o ! – dizia, gesticulando.
arqueou uma sobrancelha.
- Como assim ‘sem o ’? – perguntou.
- Você não tá sabendo? – perguntou confuso – A tia dele tá com o pé na cova...
- A francesa? – perguntou. falava muito sobre a tal tia francesa.
- A própria! Enfim, ele está na França! – contava, agora voltando a se olhar no espelho.
sentou na cama e pensou por alguns instantes.
Bem, agora a festa parecia mais interessante.
- Ok, mas ainda não tenho a máscara! – disse desanimado.
colocou a mão no queixo e ficou pensativo.
Era uma cena engraçada.
- Eu acho que já sei de um lugar! – sorriu. – Mas é a última vez que te ajudo quando você é irresponsável!
riu e levantou-se.
- Que seja!
Os dois saíram de casa, e dirigia.
As idéias de geralmente não são muito boas, mas já eram nove horas da noite e não estava em posição de escolher.
A festa estava marcada pra começar as sete da noite, mas sempre gostou de suspense.
Ela sabia que a essa hora, o salão já estava lotado, mas ela não ia se apressar.
Ainda em casa, ela colocou o vestido e o colar que ganhara de . Ela definitivamente estava linda.
O cabelo estava preso em um rabo de cavalo alto, e a franja estava caída nos olhos. Ela pensou em colocar um coturno, mas ficaria muito ‘garotinha do rock’ e sua mãe certamente não a deixaria sair de casa daquele jeito, então, colocou seu par de sapatilhas pretas.
- Hei, hei! – entrou no quarto da irmã.
Ele ficou parado, olhando-a. virou-se para ele, e mordeu o lábio inferior.
- E então? Como estou? – Perguntou, incerta.
sorriu.
- Linda! – Ele sorriu abertamente – Sem dúvidas a mais linda da festa!
abraçou o irmão.
- Obrigada. – Agradeceu – Aliás, você também está lindo!
fez um barulho com a boca e riu.
Ele estava calça jeans, all star, uma camisa social branca, e por cima um casaco preto. O cabelo como sempre, desarrumado, mas hoje ele usava um boné virado para trás.
- E sua máscara? – Perguntou .
tirou uma máscara simples, que cobria apenas o lado esquerdo do rosto e colocou-a.
- Aqui! – Ele sorriu. – E a sua?
sorriu e abriu o guarda-roupas, tirando de lá uma máscara prateada, que cobria apenas a região dos olhos.
sorriu, como se aprovasse.
- Bem, então vamos? – Ele perguntou, dando o braço pra irmã.
- Sim! – Ela disse, depois de borrifar a sua colônia Dolce.
Ela deu o braço ao irmão, e desceram em direção ao carro de .
- O que estamos fazendo nessa escola de teatro, seu imbecil? – perguntou irritado, ao perceber que estacionou defronte ao teatro.
- Você vai me agradecer! – disse, descendo do carro.
não entendia nada, simplesmente irritava-se mais a cada segundo.
Ele desceu e foi atrás de .
- , não vão nos deixar entrar aqui... – dizia, quando eles pararam para falar com o porteiro.
- . – mostrou a identidade.
O porteiro olhou alguma coisa nos computadores.
- Pode entrar. – O homem disse e avisou que estava com ele.
não entendia nada.
- Como... Você... – estava confuso, fato.
- Meu pai me obrigou a fazer teatro quando eu tinha quinze anos. Por isso que eu nunca pude ir aos seus jogos de hóquei! – explicava, enquanto caminhavam rápido por um corredor escuro – Ele disse que eu tinha que ter alguma atividade extra-curricular, e o curso de teatro da nossa escola era podre.
não sabia se ficava surpreso, ou se ria.
Na hora, veio a imagem de fantasiado e recitando versos.
- Por que nunca contou? – perguntou, segurando o riso.
Não que teatro fosse algo cômico, mas, teatro + já era palhaçada.
- Vergonha, oras. Veja se eu tenho vocação pra ser ator! – disse como se fosse a coisa mais óbvia – Aqui! – Ele disse, abrindo uma porta.
entrou e o seguiu.
Algumas pessoas faziam gestos de olhos fechados. Sem dúvida estavam tendo aulas.
começou a fazer sinal para uma mulher baixa, que dizia alguma coisa baixinho.
Ela o viu, acenou e dirigiu-se aos meninos.
- ! – Ela o cumprimentou – Resolveu voltar com as aulas? – Perguntou esperançosa.
- Não exatamente, Sra. Marsh... – deu um sorriso amarelo – Na verdade, eu preciso de um grande favor seu.
A tal Sra. Marsh estudou e por debaixo de seus óculos de aro cor de rosa. Ela arqueou as sobrancelhas tatuadas.
- Que tipo de favor? – Perguntou receosa.
sorriu.
- Nosso amigo aqui – abraçou pelos ombros – Esqueceu de comprar uma máscara, e a prima dele está dando um baile de máscaras. A garota é incrivelmente temperamental, e se não comparecer, é capaz dela ter um infarto! – dizia.
sentia vontade de rir.
A mulher pareceu pensar por alguns segundos.
- Tudo bem. Venham. – A Sra. Marsh disse, guiando os garotos novamente pelo corredor.
Eles entraram na sala que estava escrito ‘Figurino’ na porta.
Dentro da sala, várias araras de roupas. Roupas de todos os tipos. Ali também tinham fantasias engraçadas...
Logo mais para o lado...
- Máscaras! – nunca foi tão feliz em aceitar uma ajuda de na vida.
- Escolha. Mas... Eu só poderei vende-las. – A mulher disse.
- Sem problemas! – disse.
começou a olhar as máscaras, e depois de bastante escolher, pegou uma simples (que cobria apenas a parte dos olhos) preta.
Era a menos chamativa, segundo ele.
- Obrigado Sra. Marsh, muito obrigado! – agradeceu.
- Acerte comigo depois! – Ela disse.
e sorriram, e saíram correndo da sala.
- Valeu ! – dizia, enquanto corriam para fora do teatro.
- Não foi nada cara! – disse rindo.
Eles saíram do teatro, e apoiaram-se nos joelhos para tomar ar.
Os cabelos de ficaram ainda mais bagunçados, no entanto os de , nem se moveram.
- Vamos? – disse por fim.
- Vamos! – sorriu.
Entraram no carro novamente, e seguiram para a festa de .
Joanna não exagerou quando disse aos filhos que contratara vários fotógrafos.
Quando e desceram do carro, vários flash’s o pegaram. rolou os olhos, pegando a irmã pela mão, e entrando com ela no salão.
olhou maravilhada para o salão. Estava tudo decorado com peças teatrais. Máscaras em vários lugares, cortinas... A decoração lembrava um cabaré.
não desejou de outro jeito.
- Uau! – disse, olhando o local.
- Uau! – concordou, rindo.
Um DJ tocava músicas dançantes enquanto a banda de não se apresentava. No bar, o barman fazia todo tipo de bebida. As garçonetes estavam com perucas cacheadas, vestidas como dançarinas de cabaré, e os garçons, com roupas iguais a do Brendon Urie.
- Parabéns, ! – Alguém que não conseguiu identificar disse.
sorriu e esqueceu que ainda não tinha colocado a máscara.
Ela colocou a mesma no rosto, e a imitou.
- Bem, que comece a festa! – disse, ainda de mãos dadas com a irmã.
assentiu com a cabeça, e foram para o meio do salão.
Tocava Don’t Matter, do Akon e as pessoas dançavam lentamente. Ok, nem tão lento.
, discretamente, procurava alguém com os olhos. Se é que ele viria.
- Feliz aniversário, sua cretina! – ouviu alguém dizer.
Ela virou-se e uma garota com um vestido amarelo (ou seria dourado?) um pouco acima dos joelhos, com sandálias de salto altíssimo e cabelo cacheado, sorria pra ela.
- Oh meu Deus! – gritou, abraçando a amiga que sorria, por debaixo de uma máscara branca de strass.
sorriu imediatamente ao perceber de quem se tratava.
- Você está linda! – disse sincera.
sorriu.
- Você também! Chegou quando? – Perguntou.
- A exatamente duas horas! Foi realmente difícil achar um vestido e uma máscara decente! – disse rindo.
Ela olhou para .
- ! – Ela sorriu – Você está... – Lindo. Ela queria dizer lindo – Realmente legal!
sorriu.
- Digo o mesmo!
e sorriam furtivamente um para o outro. rolou os olhos, rindo.
- Vou beber alguma coisa. – Ela disse, saindo.
- Quer dançar? – perguntou à , estendendo a mão a ela.
- Adoraria, ! – Ela disse sorrindo, dando a mão ao garoto.
viu os dois começando a dançar no meio do salão, e sorriu.
Era a primeira vez que realmente sentia falta de .
Sabia que se ele estivesse ali, eles estariam se acabando de dançar ou então, se beijando.
- Vai querer o que? – O barman perguntou simpático.
- Strawberry Dawn. – disse.
O barman começou com a pirofagia enquanto fazia a bebida.
Ninguém – tirando as pessoas mais próximas – reconhecia , o que ela agradecia mentalmente.
A última coisa que ela queria no momento, era pessoas babando seu ovo.
O barman sorriu furtivamente para a menina, e entregou a bebida a ela.
- Obrigada. – Ela disse sorrindo, dando um gole em sua bebida.
estacionou com o carro a uma quadra do salão, já que não tinha mais lugar.
Desceram do carro, e colocaram a máscara.
- Não é justo! – reclamou.
- O que? – perguntou, enquanto caminhavam em direção ao salão.
Eles já ouviam a música.
- Sua máscara é bem mais legal que a minha! – disse e deu de ombros.
- Cala a boca, ! – Ele disse rindo.
Os dois caminharam rápido, e rapidamente chegaram ao salão.
Eles também foram invadidos por flash’s e entraram correndo.
- Cara, eu vou me acabar hoje! – Foi o que disse, quando entrou.
apenas riu, e começou a procurar uma pessoa com os olhos.
Mesmo mascarada, ele a reconheceria a distância.
- Eu vou dançar! – disse sorridente – Você vem?
- Depois. Vai lá! – disse, e saiu.
Conforme andava, algumas garotas sorriam pra ele. definitivamente atraía as meninas, mesmo mascarado.
Ele foi em direção ao bar, que estava cheio.
- Mambo five! – disse ao barman, que logo começou a preparar sua bebida.
Ele percebeu uma silhueta feminina deixando um copo no balcão, e indo animada em direção a pista de dança.
Era ela.
esperou sua bebida – não tinha tanta pressa – e bebeu-a lentamente, apenas acompanhando cada movimento de a distância.
Agora tocava alguma música psy. começou a dançar, o que atraiu olhares de todos.
Principalmente de alguns caras.
A menina fazia movimentos simples, mas que com ela, viravam coisas incrivelmente sensuais.
percebeu que já era hora de dançar.
Ele deixou o copo vazio no balcão, e entrou no meio da pista.
- Não acha que está muito solta, não? – disse para a prima, que até então não tinha notado a presença dele ainda.
- Ahn? – Ela não tinha o reconhecido.
sorriu por ela não reconhecer sua voz no meio do barulho.
Ele estendeu a mão a ela, e ela a pegou, sorrindo.
Agora o DJ começou a tocar uma música lenta, anunciando que seria a última, antes da banda de tocar.
puxou para perto, aproximando os corpos. Ele segurou firme em sua cintura, enquanto ela segurava em seu pescoço.
Ela conhecia aquele cheiro.
- ? – Ela perguntou, olhando nos olhos do menino, que sorriu.
Ela sentiu o estômago dar voltas com aquele sorriso.
- Não vou te dar parabéns agora, porque ainda não é meia noite, e ainda não é seu aniversário. – Ele disse rindo, enquanto dançavam devagar.
evitou sorrir.
- Eu acho que você não foi convidado... – Ela disse rindo.
também riu.
- Eu sou um ótimo penetra! – Ele disse.
Era incrível como o humor de ambos, parecia bom naquela noite.
Nem nem estavam querendo brigar. Não naquela noite.
girou a prima, e a puxou delicadamente.
- Gostei da máscara. – disse simplesmente.
deu outro sorriso que fez o estômago de dar voltas.
- Você não sabe como foi difícil encontra-la! – Assumiu.
balançou a cabeça negativamente, e riu.
aproximou ainda mais os corpos, e , por impulso, apoiou a cabeça no ombro do menino.
- Estamos nos dando bem hoje, não acha? – comentou rindo.
- Digamos que é uma trégua. Pelo meu aniversário! – Ela disse rindo.
simplesmente não acreditava que aquilo estava acontecendo.
- Ok. Só pelo seu aniversário! Amanhã eu brigo com você. – disse rindo.
- Amanhã ainda é meu aniversário. – disse, agora olhando para o menino.
- Tá, você ganhou um bônus. – disse rindo.
A música acabou, e com esforço, separaram-se.
Eles continuaram se olhando, e virou-se, olhando para o palco.
Agora, e os três caras da banda dele estavam preparando os instrumentos.
- Finalmente vamos conhecer a banda do ! – disse, chegando mais perto da prima.
O garçom passou por eles, e ele pegou uma bebida.
fez o mesmo.
- É... – Ela disse, olhando os integrantes.
[N/A: independente do que o toca na formação original, no McFly, na fic ele é vocalista, certo?]
O que estava com a bateria tinha o cabelo de várias cores, não conseguia contar. Ele era alto e forte, mas tinha cara de bulldog. O que estava com o baixo era bastante branco, e mestiço. Ele tinha dois piercings no lábio e o cabelo com mexas azuis. O mais bonito, depois de .
O cara que segurava a guitarra era bem magro de estatura mediana. O cabelo era comprido, mas estava preso por um rabo de cavalo.
viu conversando com , e em seguida subindo para o palco.
Ele foi até o microfone, e cumprimentou os presentes.
- Até parece que ele canta... – comentou rindo, com desdém.
- Cala a boca! – disse, virando-se para o primo.
- O que aconteceu com nossa trégua? – Ele perguntou.
riu e voltou a olhar o irmão.
pegou o microfone e anunciou a primeira música.
Capítulo 4 – Uma Música ;
Eles começaram com Flipside, do The Click Five.
- Eu amo essa música! – disse animada, quando começou a cantar.
riu e estendeu novamente a mão para .
- Desde quando você gosta tanto de dançar? – perguntou rindo, começando a dançar.
- Depende da pessoa com que eu danço... – disse rindo, girando-a novamente.
- E desde quando eu sou uma pessoa que te inspira a dançar? – perguntou rindo, agora pulando, conforme cantava o refrão.
sorriu mais uma vez.
- Vamos fazer um trato? Sem perguntas hoje! – Ele pediu, e sorriu, assentindo com a cabeça.
Estava bom daquele jeito, não tinha porque ela fazer perguntas.
- Vamos beber alguma coisa? – pediu.
assentiu com a cabeça, e segurou na cintura da menina.
agradeceu mentalmente por sua mãe ter escolhido o tema ‘baile de máscaras’ praquela noite.
Do contrário, não poderia ficar assim com sem nenhum comentário envolvendo os dois.
Os dois chegaram no balcão, e o barman começou com a pirofagia.
olhava maravilhada para ele. com um sorriso de canto, olhou pra ela.
- Eu também consigo fazer isso! – disse.
gargalhou alto e ironicamente.
- Aham! E eu sou a Rainha Elizabeth! – ironizou.
estendeu a mão.
- Quer apostar? – Ele perguntou.
, sem pensar duas vezes, apertou a mão do menino.
- Apostado! – Ela disse rindo.
pulou o balcão, deixando o barman com cara de interrogação.
- Nunca te ensinaram que, quando aposta, não é pra perder? – perguntou, colocando uma espécie de avental.
apenas riu, e continuou olhando o primo.
Ele comentou alguma coisa com o barman, que deu de ombros.
colocou um monte de coisas na coqueleteira e começou a agitar, no ritmo de Dance, Dance do Fall Out Boy.
apenas olhava rindo. Desde quando era tão agradável?
Decidiu parar de fazer perguntas, e apenas curtir o momento.
parou de dançar e colocou o conteúdo da coqueleteira em um copo enfeitado.
Ele mesmo cortou um limão e colocou na beirada do copo.
- O melhor drink que você beberá na vida! – disse, estendendo a bebida a .
olhou receosa para o copo. tirou o avental e pulou novamente o balcão.
- Anda, experimenta! – Ele incentivou.
olhou mais uma vez para a bebida, fechou os olhos, e bebeu.
A bebida era doce, e amarga, quente e gelada, tudo ao mesmo tempo. Quase não dava pra perceber o gosto de álcool.
Era bom.
- Uau ! – sorriu – É bom!
sorriu satisfeito.
- Isso significa que eu ganhei a aposta, certo? – Ele perguntou, dando o seu sorriso sacana.
rolou os olhos, e deu outro gole em sua bebida.
- Que seja. – Ela deu de ombros.
sorriu, a pegou pela mão e ficou defronte a prima.
- Não quer saber como chama a bebida? – Ele perguntou, com a cara extremamente séria.
não entendeu a pergunta, mas sorriu de canto.
Não entendeu essa seriedade repentina de .
- Como chama? – Ela perguntou.
aproximou-se ainda mais da prima, e disse, ainda sério.
- Me beija.
não sabia se ele estava falando sério, ou era apenas o nome da bebida.
A seriedade dele comprovava a primeira opção.
Sem pensar duas vezes, encostou seus lábios no de , que imediatamente a abraçou forte.
Dependendo da reação de , ela podia colocar a culpa na bebida.
Mas a reação de não era de alguém que reclamaria.
Ele colou seus corpos, e beijava como se o mundo fosse acabar no próximo segundo.
Suas mãos puxavam levemente o cabelo da menina, e ela bagunçava ainda mais os seus cabelos. Eles não pensavam, não sabiam como se olhariam quando partissem o beijo.
Aliás, nenhum dos dois queria partir tão cedo aquele beijo.
Ambos esperaram seis anos para isso, e não queriam que terminasse tão cedo.
mordeu o canto da boca de , e com dó, partiram o beijo. Ambos com os lábios incrivelmente vermelhos.
Ainda abraçado a , olhou no fundo de seus olhos, encostando sua testa na dela.
Ele não fazia idéia do que dizer, simplesmente ficou olhando aqueles olhos que tanto o encantavam.
colocou os braços em volta do pescoço do primo, também sem dizer nenhuma palavra.
- E agora, uma das nossas canções preferidas... – Ouviram dizer, do palco – Always.
sorriu, e abraçou com certa força.
Ela fez o mesmo. Não queriam separar-se.
sentia rinocerontes em seu estômago. Ao que tudo indicava, ela não o odiava, e... Também gostava dele. Seria isso?
Ou ela simplesmente ficou alegre com as bebidas e sentiu vontade de beija-lo?
Decidiu não se encher de perguntas.
A banda começou a tocar, e novamente apoiou a cabeça no ombro de .
Como ela amava o cheiro que ele exalava.
A banda começou a tocar, e ambos prestavam atenção na música.
I've been here before a few times
(Estive aqui algumas vezes antes)
And I'm quite aware we're dying
(E eu estou completamente ciente de que nós estamos morrendo)
And your hands they shake with goodbyes
(E suas mãos, elas tremem com despedidas)
And I'll take you back if you'd have me
(E eu traria você de volta , se você me tivesse)
começou a dar pequenos beijos no pescoço de . Ele sentia-se embriagado pelo perfume que ela usava.
arrepiava-se com cada toque do menino.
Ela não queria que aquela noite acabasse nunca.
So here I am I'm trying
(Então aqui estou, estou tentando)
So here I am are you ready
(Então aqui estou, você está pronta?)
olhou para o primo, que não hesitou em beija-la. Tinham que aproveitar até dar a meia noite e as mascaram serem tiradas.
a segurava forte, como se não quisesse que ela escapasse.
Eles se beijavam devagar, como se quisessem guardar pra sempre, o gosto um do outro.
Come on let me hold you, touch you feel you
(Vamos, deixe-me abraçar você, tocar você, sentir você)
Always
(Sempre)
Kiss you, taste you all night
(Beijar você, provar você, a noite inteira)
Always
(Sempre)
Eles partiram o beijo quando ouviram essa parte da música.
simplesmente sorriu e beijou o pescoço da menina.
arranhava a nuca de , deixando-o arrepiado.
And I'll miss your laugh your smile
(E eu sentirei falta do seu riso, do seu sorriso)
I'll admit I'm wrong if you'd tell me
(Eu admitirei que eu estou errado, se você me disser)
I'm so sick of fights I hate them
(Eu estou tão cansado de brigas, eu odeio elas)
Let's start this again for real
(Vamos começar isso de novo, de verdade)
prestava atenção na letra da música, enquanto descansava a cabeça em seu ombro novamente.
- Ouviu? – Ele perguntou sorrindo. – Eu estou tão cansado de brigas, eu odeio elas. Vamos começar isso de novo, de verdade. – Ele repetiu.
arqueou uma sobrancelha, mas ele não viu por causa da máscara. Sorriu.
Ela ia dizer algo, quando colocou o dedo indicador nos lábios da menina, fazendo-a se calar.
- Só escuta... – disse.
So here I am I'm trying
(Então aqui, eu estou, estou tentando)
So here I am are you ready
(Então aqui, eu estou, você está pronta?)
- ... – começou, mas a calou com um selinho.
Por que não conseguia ficar quieta?
- Só escuta. – Ele repetiu.
Ele virou para o palco, abraçando-a por trás, e colocando sua cabeça no ombro dela.
Eles estavam no meio da pista, de modo que não poderiam ser vistos por , ou qualquer outro conhecido.
Come on let me hold you, touch you, feel you
(Vamos, deixe-me abraçar você, tocar você, sentir você)
Always
(Sempre)
Kiss you, taste you all night.
(Beijar você, provar você , a noite inteira)
Always
(Sempre)
Agora, cantava baixinho no ouvido de , que fechou os olhos ao ouvir a voz do primo em seu ouvido.
Nunca percebeu a voz que tinha.
Come on let me hold you, touch you, feel you
(Vamos, deixe-me abraçar você, tocar você, sentir você)
Always
(Sempre)
Kiss you, taste you all night.
(Beijar você, provar você , a noite inteira)
Always
(Sempre)
Ele ainda a abraçava forte.
realmente estava ‘dizendo a música’ para .
Ela percebeu isso.
I've been here before a few times
(Estive aqui algumas vezes antes)
And I'm quite aware we're dying
(E estou completamente ciente de que nós estamos morrendo.)
Come on let me hold you, touch you, feel you
(Vamos, deixe-me abraçar você, tocar você, sentir você)
Always
(Sempre)
Kiss you, taste you all night.
(Beijar você, provar você , a noite inteira)
Always
(Sempre)
terminou de cantar, e e ficaram se encarando.
- Só quero avisar que... – disse, quando acabaram a música – É meia noite! Parabéns ... – a procurou com os olhos – Aonde quer que você esteja! – Ele riu e desceu do palco.
Agora todos tiravam suas máscaras.
e se encararam.
sorriu, e tirou a máscara da prima, vendo-a com mais clareza. ainda olhava fixamente pro primo, então, mesmo tirou sua máscara.
Os dois ficaram apenas se olhando.
Eles não sabiam o que dizer, ou fazer.
Capítulo 5 – Vou Te Levar Comigo ;
- ! – gritou, indo correndo em direção a irmã – Você... Gostou? - Ele perguntou, sorrindo feliz.
deu um sorriso maroto e olhou pra baixo, mordendo o lábio.
- Eh... – Ela não raciocinava direito – Claro! Uhum, muito! – Ela disse, sorrindo.
sorriu.
- Que bom! Toquei The Click Five, porque sei que você gosta... Eu sei que prefere Boys Like Girls mas...
- , foi perfeito! – Sim, foi perfeito! – Obrigada, amor! – disse, abraçando com força o irmão.
chegou até eles, segurando uma bebida e sorrindo de orelha a orelha. Ela não ficava bêbada facilmente, por isso podia beber tranquilamente.
- ! – Ela chamou.
e olharam.
- ! – colocou, e deu de ombros. ainda estava calado – Foi realmente bom! Adorei vocês cantando Blink! – Ela disse sorrindo.
- Gostou mesmo? – perguntou sorrindo, passando a mão pelo cabelo e tirando o boné.
- Muito! – Admitiu .
- , vamos lá fora comigo? – chamou.
- Ah! Ninguém deixa a comigo! – Reclamou .
deu de ombros, rindo.
- Vamos? – Repetiu.
assentiu com a cabeça. a abraçou pelos ombros, e eles saíram do salão.
Eles se encararam, e olhou pra baixo.
Sem as máscaras era bem mais difícil.
- Bem... – não sabia o que dizer. Mas ele tinha que dizer alguma coisa.
- Foi a bebida. – disse rápido. – Isso, foi aquela bebida que você fez pra mim! – dizia rápido.
riu. Ele sabia que não tinha sido a bebida. Ele sentiu que também queria.
- , presta atenção. – puxou a menina pra mais perto – Vamos aproveitar hoje, tá certo? Amanhã podemos colocar a culpa na bebida, eu posso colocar a culpa em você, e você em mim! Mas... – Agora, ele beijava o pescoço da prima – Eu sei que você quer ficar comigo, assim como eu quero ficar com você. – Como era canalha! – O que acha?
olhou fundo nos olhos do primo.
Ele não valia nada, fato.
Os dois estavam altos, fato. Mas tinham plena consciência de seus atos.
Sem pensar duas vezes – porque se pensasse muito, ela não faria – pressionou seus lábios contra os de . Ele logo tratou de intensificar o beijo.
- Vem comigo. – Ele disse, pegando na mão da menina, e guiando-a para onde o carro de estava estacionado. Por sorte, tinha ido com a limusine da família.
pegou as chaves – e agradeceu mentalmente por ser irresponsável e sempre deixar chaves com ele – e abriu a porta traseira.
- Entra. – Ele disse, e entrou.
Antes de entrar, ligou para , avisando-o que pegaria o carro.
não iria pra casa, iria para o antigo apartamento, no carro de uma morena que ele acabara de conhecer.
riu e entrou no carro.
Os dois sentaram-se, e ligou o rádio.
Tocava Hero/Heroine, do Boys Like Girls. olhou no fundo dos olhos de , de modo que eles ficaram apenas se encarando.
Ah como ele amava aquela menina. Amava tanto que chegava a doer.
E pensava e sentia a mesma coisa. Amava , mais que a si própria, as vezes.
Amava desde quando era criança. Simplesmente amava.
A música tocava e riu quando ouviu uma frase em especial.
- Never felt so good to be so wrong. – Ele repetiu baixinho, cantando. [N/A: Tradução: Nunca foi tão bom ser tão errado.]
riu ao ouvir cantando, ele realmente tinha uma voz bonita.
com cuidado, tocou os lábios de , como se estivessem se beijando pela primeira vez. Ele colocou uma mão no pescoço dela, e com a outra acariciava seu cabelo. Ele a tratava agora como uma boneca, que podia se quebrar a qualquer momento.
estava gostando daquilo, estava gostando muito. Sentiu descer a boca, chegando em seu pescoço, causando-lhe arrepios por todo corpo.
percebeu e sorriu – é, o sorriso sacana que só ele tem! – e riu.
Ele voltou a beijar a boca da menina, que agora, bagunçava os cabelos dele. A cada toque de , sentia o corpo esquentar.
puxou , colocando-a em seu colo defronte pra ele – sem parar de se beijar. Conforme se beijavam, colocou a mão na perna da menina, subindo na medida que o beijo esquentava.
percebeu o que estava fazendo, e o que estava prestes a acontecer.
Ele parou, e olhou nos olhos de . A menina estava com os lábios bastante vermelhos e o cabelo e o vestido desarrumados – bem, o vestido estava bastante pra cima.
- ... Você... Tem certeza? – Ele perguntou sério. Ele queria, e sabia que ela também.
sabia que com , apenas brincava. Nunca fora além.
olhou para o primo, o amava, e sempre sonhou que sua primeira vez fosse com alguém que amasse.
Ela simplesmente abaixou a cabeça, e começou a desabotoar botão por botão da camisa do primo.
voltou a beija-la, agora abrindo o zíper do vestido dela, e puxando-a para mais perto.
rompeu o beijo e encarou o peito do garoto. realmente tinha crescido e não era mais aquele menino magrelo de onze anos. Ela voltou a beijar o menino, enquanto tirava o vestido de , deitando-a no banco. Ele ficou por cima da menina, e finalmente tirou seu vestido. Ele parou para ver a sua menina ali, apenas de calcinha embaixo dele. É, ela também tinha crescido!
abriu o botão da calça do primo, e tentou tira-la com os pés. a ajudou.
Eles voltaram a se beijar, e já estava sentindo sua boxer bastante apertada. Ele com cuidado, tirou a calcinha da menina, e ela, suas boxers.
Não teve velas nem música romântica – bem, tocava Boys like girls – de fundo. Mas para , foi perfeito.
estava deitado de lado, olhando a menina de olhos fechados. Ela não estava dormindo, estava apenas de olhos fechados.
sorria bobo, não acreditava que estava ali, com a sua menina. Não foi sua primeira vez, mas sem dúvida, foi a melhor. era inexperiente e tudo mais, mas ele a amava, e isso a tornava a garota mais boa na cama, do mundo.
respirou fundo, e isso fez com que abrisse os olhos.
- ... – Ela chamou baixinho, olhando para o menino.
- Hum... – Murmurou o menino, sem deixar de olha-la.
sorriu de lado, e começou a brincar com os dedos do primo.
Ela não queria dizer nada, apenas chamar o nome dele; como se quisesse provar a si mesma que, não era um sonho.
riu. também gostava dele!
Por que outro motivo ela se entregaria a ele? Ele sentiu uma sensação no estômago ao pensar nisso.
Não era nada, ele sempre tinha essa sensação quando se tratava de .
Ele nunca assumiu que eram borboletas no estômago.
- ... – Dessa vez, foi quem chamou.
- Oi... – Ela disse.
respirou fundo, a última coisa que ele queria no momento, era separar-se de .
- Acho bom eu te levar pra casa... – Ele disse.
assentiu com a cabeça, voltando a se sentar.
Eles se encararam por alguns segundos, e a puxou novamente para seu colo, voltando a beijar seu pescoço. Ele queria realmente aproveitar a noite.
Ele não sabia como seria amanhã.
Era fácil repetir o que já tinha sido feito, e não se queixou nenhum pouco de faze-lo.
Uma, duas, três, quatro, cinco vezes.
estava exausto, com a cabeça jogada pra trás no banco, de olhos fechados, enquanto voltava a colocar seu vestido.
- ... – Ela riu, beijando o pescoço dele – Eu tenho que ir... Já são quase cinco da manhã!
- Ah... – reclamou.
Mesmo estando exausto, ele queria continuar com ela. Não queria ter que leva-la embora.
- Eu preciso ir... – Ela disse, o beijando.
assentiu com a cabeça. Com esforço, colocou sua roupa e sentou-se no banco da frente, para dirigir.
fez o mesmo, e ligou o rádio. Tocava Cemetery Drive, do My Chemical Romance.
Os dois ficaram em silêncio durante um bom tempo. O tempo que levou para se aproximar da casa dos tios.
Dois faróis antes de entrar na avenida que levava a casa de , a beijou.
Só Deus sabe quando – ou se – faria isso de novo.
sentia exatamente a mesma coisa. Ah como era bom ficar ali com .
Ouviram o carro de trás buzinar – apesar de ser quase cinco da manhã, tinham carros na rua! – e voltou a dirigir. Ambos sem trocar uma palavra.
Em cada sinal vermelho eles se beijavam. Beijavam como se fossem tirar a roupa e partir para a ‘sexta vez’; porém sempre era interrompidos por buzinas.
Não demorou que estacionasse o carro na frente da casa de .
Ele suspirou.
- Vai lá priminha. – Ele disse simplesmente.
mordeu o lábio. Agora era como se a noite passasse rapidamente como um flash em seus olhos.
Ela saía do carro, quando a puxou de volta e deu um beijo na prima.
O último beijo.
Capítulo 6 – Sunday Morning ;
ainda dormia, quando sentiu alguém abrindo a porta e toda luz do quarto invadir seus olhos.
- Parabéns, amor! – Ela ouviu, e sentiu alguém sentar na ponta da cama.
Com custo, abriu os olhos e sentiu a cabeça pesar. Nunca mais beberia na vida.
- ? – Ela perguntou confusa, sentando-se na cama.
Odiava quando a via no momento em que acordava. Ela ficava péssima quando acordava.
- Minha tia morreu ontem de manhã, mas só consegui vir embora de madrugada... – disse, chegando perto da namorada. Ele não parecia muito chateado com o fato da tia ter morrido.
Ele fez menção de beijá-la, mas o barrou.
- Não , deixa eu escovar os dentes! – Ela pediu rindo.
riu, e ela saiu da cama, indo em direção ao banheiro.
Fechou a porta, e apoiou os braços na pia, encarando-se no espelho. Ela ainda não acreditava que, horas atrás, estava com .
Oh meu Deus, ela ficou com !
E agora, como ela agiria com ? E como agiria quando encontrasse com o primo?
A cabeça dela voltou a doer. Ela abriu o armário do espelho, e pegou dois comprimidos contra ressaca que restavam no frasco. Os engoliu sem ajuda de água, e encarou-se novamente no espelho.
a esperava ali, no quarto, enquanto ela só conseguia pensar em .
- Eu sou um monstro. – Disse a si mesma, esmurrando a pia.
- Falou comigo? – perguntou alto, do quarto.
- Não amor, não... – Ela disse alto do banheiro, agora massageando a mão.
Amor... Ela não prestava! Pelo menos, era isso que ela pensava.
Respirou fundo, e escovou os dentes, os cabelos. Ficou apresentável.
saiu do banheiro, e foi a seu encontro, encostando-a na porta.
- Já te disse que você fica linda só com essa camisolinha? – Ele perguntou rindo, dando um beijo na namorada.
não correspondeu o beijo como esperava. Foi um beijo... Morno.
E com gosto de creme dental.
- O que foi, amor? – Ele perguntou, estranhando.
- Nada... – Ela deu um selinho nele – Eu só estou com um pouco de dor de cabeça... Aliás, que horas são? - Ela perguntou, abrindo o guarda-roupa.
olhou no celular.
- Três horas... Aliás, sua família ta toda aí embaixo... Sua mãe organizou um almoço de comemoração do seu aniversário. – contava, enquanto se arrumava. Ela colocou um vestido leve e simples, branco, com uma sandália de salto baixo. Parecia que era de cristal – Ela queria vir te acordar, mas não deixei... Esperei um pouco antes de vir te chamar...
esboçou um sorriso.
- Obrigada. – Agradeceu, agora penteando os cabelos.
ficou a olhando.
Ele considerava-se o garoto mais sortudo do mundo, por namorar .
Para ele, ela era a garota mais linda do mundo.
colocou uma faixa branca nos cabelos, e deixou-os soltos. Passou apenas um corretivo para disfarçar as olheiras, um lápis fraco nos olhos, e um gloss rosa, apenas para dar cor aos lábios.
- Posso te cumprimentar agora? – perguntou rindo, quando a menina terminou.
riu.
- Claro que pode! – Ela disse.
correu – sim, correu! – e abraçou a namorada, tirando-a do chão.
- Parabéns amor! Eu te amo... – Ele disse, dando um beijo em .
o beijou, mas quem viera em sua mente foi .
.
Agora o coração de apertou. E se... Ele estivesse lá em baixo? Pelo que conhecia a tia, ela o obrigaria a ir ao almoço.
- Quem tá aí em baixo, ? – perguntou, rompendo o beijo.
não entendeu.
- Ah, o , a , o , o ... – disse, e sentiu o estômago dar voltas.
Sim, estava lá.
- Ah, eu não quero descer... – disse.
Ela sabia que não poderia se esconder pra sempre, mas ela podia evitar o encontro.
- ! Ta todo mundo te esperando! – disse, apontando a porta – Vamos lá!
- Não.. – parecia uma criança que recusava-se a comer legumes.
tentava convencer a namorada. Por qual motivo ela não queria ver parentes e amigos?
- Você é nojento, ! – reclamou, quando terminou de contar sua noite aos amigos.
e estavam sentados lado a lado, dividindo uma cadeira de piscina, estava com as pernas na água da piscina, e estava sentado, com um copo nas mãos.
Ele estava aéreo. Enquanto contava sobre sua noite, não pode não lembrar da sua.
Foi perfeita, perfeita.
Quando o cumprimentou, sentiu-se mal. Mal porque o traiu, e realmente gostava de .
Eram melhores amigos.
- Eu vi o beijando uma menina de máscara prateada! – acusou.
despertou-se de seu transe, e olhou preocupado para .
Eles ainda não tinham conversado sobre a noite.
Ele ficou com medo.
- Sério? – perguntou rindo – Eu nem vi o na festa... – Riu – Agora sei o motivo...
sorriu amarelo. olhou pra ele rindo.
não percebeu algum significado no olhar de .
- Eh... Sabe como é... – disfarçou.
jogou o canudinho do seu drink, em .
- Você não muda, ! – Ela riu.
sorriu amarelo e olhou para a porta, ele estava ansioso para ver a menina, fato. Mas tinha medo, tinha dúvidas de como se portar com ela, agora.
- Adorei essas bebidas! – comentou, olhando o copo vazio – Acho que a também vai gostar... Aliás, vou lá chamar ela! – Ela disse, saindo do lado de .
olhou a menina entrar na casa, e largou-se mais na cadeira.
- Acho que vou entrar... – comentou, apontando a piscina com a cabeça.
Todos já tinham almoçado. Apesar de Joanna dizer que o almoço era para a filha, não esperou que a mesma acordasse para servir seus convidados.
- A água tá boa! – Avisou .
continuava aéreo, perdido nos seus próprios pensamentos.
- , o que aconteceu, cara? – perguntou – Você ta estranho hoje...
forçou um sorriso. Ele tinha todo motivo do mundo para estar feliz, saltitando pelos cantos. Mas a presença de não deixava.
No momento, ele só sentia culpa, era a única coisa que ele conseguia sentir.
- Acordei com dor de cabeça... – Mentiu.
riu.
- Acho que a noite com a mascarada foi bem agitada, hein ! – comentou rindo, dando soquinhos na perna do amigo. – Ele até pediu meu carro emprestado! – Ele riu – Eu também já usei o banco traseiro! – Assumiu.
começou a rir.
- É, realmente não muda. Às vezes dá orgulho de ser seu primo, sabia? – disse rindo.
sorriu amarelo mais uma vez.
Se soubesse o que realmente tinha acontecido, talvez nem olhasse mais em sua cara.
- Amor, vamos... – não sabia mais o que dizer pra convencer a namorada a descer.
- Melhor não, minha cabeça ta doendo muito e... Eu posso passar mal na piscina... – Inventava , que estava sentada no puff do quarto.
- Hei, hei, hei! – chegou no quarto, deixando a porta aberta – Por que você não está lá em baixo comigo, mocinha? – Perguntou, colocando a mão na cintura – Eu não quero continuar no meio daqueles três marmanjos sozinha!
riu.
- Eu não to me sentindo bem... – Mentiu.
- , já tentei de tudo... Ela não quer descer. – disse, ficando de pé, escorando-se no batente da porta.
bufou.
- ! – Fingiu seriedade – Você vai descer agora! Eu tô com saudades, poxa! Quero ficar com você! – Ela riu – Daqui a pouco vamos entrar na piscina... , hoje é seu aniversário! – pedia.
respirou fundo. Ela não podia mesmo fugir pra sempre.
- Que seja... – Deu-se por vencida.
riu.
- Te amo, ! – Ele disse rindo, pegando a namorada pela mão.
- Eu sei! Todo mundo me ama, querido! – disse rindo.
Ela saiu na frente, e e a seguiram.
Passaram pela sala, e cumprimentou alguns convidados. Não era muito fácil sorrir para todos.
- Oh meu Deus como ela está linda! – ouviu a tia dizer.
Ela virou-se, e sua tia, Molly – mãe de – a olhava maravilhada.
A mãe de era a melhor pessoa do mundo, e amava a tia.
- Tia! – disse, abraçando a tia apertado.
- Você está linda, querida! – Molly disse, girando a menina.
riu.
- Eu tenho sorte, não? – Ele perguntou rindo.
- Muita! – Molly riu – Espero que um dia encontre uma menina como ! – Ela disse.
esboçou um sorriso.
- Aliás , você a merece! – Molly disse sorrindo, colocando a mão no ombro do menino, que riu.
- Cadê o tio ? – perguntou, mudando o assunto.
- Ele não veio, está na Irlanda a negócios! – Molly explicou – Bem, vou conversar com minha cunhada, divirtam-se, meninos! – Ela disse, saindo em direção a mãe de .
e caminharam lado a lado, e saíram da casa, indo até a piscina.
O coração de simplesmente gelou quando o viu ali, apenas de bermuda, com um copo nas mãos, e olhando fixo pra algum ponto que não via.
Ela sentiu elefantes em seu estômago.
- Até que enfim! – Disse rindo, quando e se aproximaram.
virou-se lentamente pra prima, que olhava pra baixo.
Ele ficou olhando-a, até que seus olhares se encontraram.
- Parabéns. – disse, depois de uns instantes em silêncio.
respirou fundo quando a abraçou por trás, e colocou a cabeça em seu ombro.
- O-Obrigada... – Gaguejou.
e ela mecanizaram um sorriso.
- Gente, entra na água! – disse, depois de saltar na piscina.
olhou abobado pra menina, de biquíni.
- Hei , você está linda! – Elogiou .
- Obrigada ! – agradeceu, sentando-se em uma cadeira do lado da do irmão.
Ela sentou no colo de , e o menino abraçou-a pela cintura.
Aquilo fez as mãos de tremerem.
Claro que ele ficava incomodado quando os dois ficavam juntos, mas agora, era bem pior.
Agora pra ele, era como se fosse apenas dele, e ninguém pudesse tocá-la.
- , vamos comigo lá dentro? Minha mãe tava querendo te ver... – disse do nada, ficando de pé.
olhou para o chão assustada.
- Já encontrei com ela. – Disse simplesmente.
Ela não queria ficar sozinha com .
- Mas ela quer conversar comigo e com você... Juntos! – Ele dizia entre dentes.
- Vai lá, amor! Não custa nada! – Incentivou .
Aquilo atingiu tanto , quanto .
- Tá... – Ela disse, levantando-se.
Os outros começaram um assunto, e e caminhavam em silêncio, lado a lado.
Ele pegou na mão dela.
- Aqui é melhor... – Ele disse, levando a menina para o jardim da casa, onde estava vazio.
sentiu o corpo esquentar quando ele pegou em sua mão.
- Fala... – Ela disse, tentando se fazer indiferente.
arqueou a sobrancelha.
- Bem... É só eu, ou você também está sentindo-se... Mal por ontem? – Ele perguntou.
Então ele tinha se arrependido? Pensou .
- Muito. Foi um erro. – disse rápido.
É, ela tinha considerado um erro. Pensou .
Os dois ficaram em silêncio.
- E ? – Perguntaram juntos.
respirou fundo.
- Você não pretende contar, pretende? – Perguntou.
- Claro que não! – disse rápido – Mas... Eu não posso continuar assim com ele, entende?
sorriu involuntariamente.
- Você então... Vai terminar? – Ele perguntou.
Sua vontade era perguntar: “você vai terminar com ele e ser minha de verdade?” ou algo do tipo.
Resolveu ficar quieto. Ela não sabia que ele a amava.
Ela só sabia que tinha fama de transar com todas as garotas de Londres.
respirou fundo e sentou no banquinho branco do jardim. sentou a seu lado.
- Não posso. – Assumiu.
- COMO ASSIM NÃO PODE? – perguntou alto, assustando .
Ela arregalou os olhos, e disse devagar.
- Por que... Err... – Ela não sabia o que dizer. Não podia simplesmente dizer que, se terminasse com , sua mãe a deserdaria por ‘não ajudar a família’. – é o namorado perfeito, e eu o amo. – Mentiu.
riu sarcástico.
- Ama? – Perguntou em tom irônico – Eu vi o tanto que você o ama, ontem no carro do ! – Ele disse irritado.
Agora ela amava o ?
ficou de pé, os olhos encheram-se de lágrimas.
- Aquilo foi um erro, já disse! – Ela olhou pra cima. Não ia chorar na frente de – Eu me deixei levar pelo momento, eu bebi um pouco... AAAH – ela fechou os olhos – Eu me arrependi.
Aquelas palavras atingiram em cheio. Foi a vez dele sentir os olhos arderem.
Não, ele não ia chorar por uma garota, ainda mais na frente dela!
- Então não valeu de nada pra você? – Ele perguntou sério.
- Nada. – Mentiu .
riu amargurado, e olhou pra cima.
- Ótimo! – Ele riu de novo – Ótimo, porque pra mim também não valeu nada, aliás, você foi a pior garota que eu já transei, sabia? – Ele mentia.
As lágrimas de agora, pareciam querer saltar de seus olhos.
- Eu era virgem, seu idiota! – Ela disse com a voz trêmula, mas com ódio.
Ele não tinha o direito de dizer isso pra ela!
Claro que sabia disso.
- Eu percebi. – riu mais uma vez. Aquilo estava acabando com ele – Foi mais uma prova de amor ao , não foi? – Ele perguntou.
Agora não agüentou, as lágrimas começaram a cair, e ela soluçou.
- Eu te odeio, ! Te odeio! – Ela disse no meio do choro, empurrando o garoto e saindo em direção a seu quarto.
abriu a boca mas não saiu nenhum som. Ele nunca a viu chorar, e saber que aquele choro, era por causa dele, o machucou.
olhou pra cima, e colocou as mãos na cabeça.
Ele era um idiota.
Por que tinha que se apaixonar justamente pela namorada do seu melhor amigo, pela sua prima?
Sem avisar ninguém, saiu da casa da prima. Ele não conseguia mais ficar ali. Simplesmente não conseguia.
porém estava no quarto. Ela não chorava mais, não merecia nenhuma de suas lágrimas.
Ela estava no banheiro, tomando banho frio. Odiava água gelada, mas no momento, a água gelada a fazia esquecer-se de tudo.
Trocou-se e colocou uma camisa de , e um mini-short. Não ia voltar pra lá.
Não demorou para que entrasse em seu quarto.
- O que foi, pequena? – Perguntou preocupado.
No momento que viu preocupado, começou a chorar. Ela não merecia .
- , não chora pelo amor de Deus! – pediu, abraçando a namorada com força – O que foi que aconteceu?
Mas não falou nada, simplesmente abraçou o namorado com força, escondendo a cabeça no seu peito.
- Fica aqui comigo? – Ela pediu, em meio a lagrimas – Eu não quero mais voltar...
- Claro, claro! – disse, colocando a menina na cama, e deitando ao lado dela.
Ele a colocou em seu peito, e acariciava seu cabelo.
abraçou com força, e beijou o topo de sua cabeça.
Ele não suportava ver sua namorada assim.
- Eu te adoro . – disse baixinho.
riu e beijou o nariz da menina.
- Eu te amo. – Ele disse.
Os dois ficaram quietos, e logo pegou no sono, por dormir tarde.
ficou ali até de noite e sua mãe ligar, pedindo para que ele voltasse pra casa.
Capítulo 7 – Não Quero Lembrar;
estava mexendo o cappuccino dentro do copo, enquanto conversava com ela, no pátio do colégio. Elas estavam senta