Viva Las Vegas
by Jessy
Beta: Naty
Capítulo 1
- A senhorita não vai pedir nada mesmo? – o garçom perguntou pela terceira vez.
- Ahn... – a mulher olhou no relógio – me traz um dry martini. Acho que meu trabalho acabou.
- Pois não. - ele sorriu saindo.
- ? – uma voz em dúvida chamou.
- Sim. – ela se virou – ahn...
- Estou muito atrasado? – o outro perguntou.
- Imagina . – disse – e então? A banda é só você?
- Pois é, agora Panic é uma carreira solo, nós nos separamos, e cada um ficou com um pedaço do nome, Panic é meu... – brincou e olhou a cara da mulher à sua frente que o olhava de um jeito esquisito – isso foi uma piada, quer dizer era pra ser. Mas tudo bem.
- Me desculpe eu sou meio lenta e esqueci de rir – sorriu – e então?
- Aconteceram imprevistos com os outros três, e eu fui o único que pude vir, e olha que quase não venho também. – ele disse.
- Percebi. - concordou – e então, podemos começar nossa entrevista?
- Na hora. – esfregou as mãos e se surpreendeu ao ver um dry martini ser servido à jornalista.
- Você demorou sabe... - ela se explicou.
- Que isso, eu também peço um pra te acompanhar e você não ficar constrangida – ele sorriu – afinal estamos no cassino Monte Carlo.
- A primeira pergunta é essa. – riu – o porquê da escolha.
- Yeah, nós passamos frio pra caramba. – a entrevista continuava assim como os drinques – e não ajudou em quase nada.
- Imagino que não. – ela riu já se sentindo meio tonta – essa foi a décima pergunta né?
- Não sei, não contei. – disse – têm mais quantas?
- Vinte eu acho. – a jornalista respondeu.
- Vinte? – ele arregalou os olhos e deu um longo gole em sua estranha e azul bebida.
- Yeah, culpe suas fãs, elas que mandaram a maioria. – fez careta balançando a cabeça.
- Amo nossas fãs. – falou irônico.
- Não sei vocês, mas elas os amam de um jeito bem esquisito – ela disse o acompanhando em mais um gole na bebida – mas responde, alguém da banda é gay?
- Porque todas as entrevistas têm essa pergunta? – riu – sei que isso estranhamente decepciona alguns, mas não somos gays e temos certeza quanto a isso.
- Certo – gargalhou.
- Que foi? – ele não entendeu.
- Nada. Foi engraçado como você disse – ela riu – nossa a próxima é ridícula.
As perguntas continuaram assim como as bebidas. e já começavam a dar sinais de embriaguez.
- Eu não quero fazer mais essa entrevista. – fechou o laptop.
- Yeah! E eu não quero fazer mais responder à essas perguntas. – concordou – espero que não esteja bêbada, seria um escândalo pra sua carreira.
- Eu não estou bêbada, você está! E isso sim é um escândalo. - ela respondeu.
- Lógico que não, eu sou de uma banda, é o que fazemos quando não tocamos. – ele virou uma dose de tequila e chacoalhou a cabeça.
- Okay, estou em desvantagem. – concordou – que tal jogarmos? Estamos em um cassino.
- Quer jogar o quê? – ele perguntou se levantando assim como a jornalista.
- Poker Texas Hold’em – respondeu com os olhos brilhando e bebendo sua vodka, se escorou em para se manter sobre os saltos que usava.
- Ótima escolha – ele concordou tonto.
- Olha só um Elvis! – ela riu vendo um dos jogadores do jogo, sentar-se a mesa.
- Vamos arrebentar! – riu, e todos da mesa, viram o estado do “casal”.
- Merda. – socou a mesa ao ter que pagar ao jogo.
- Senhorita. – um garçom lhe serviu um copo de wisky – esse é oferecido pela casa. Divirta-se. – e serviu também.
- Sortudos. – Elvis riu distribuindo as cartas.
entrou aos beijos com no quarto, se beijavam ferozmente, com urgência arrancaram as roupas caindo na cama.
Capítulo 2
“We are the champions my friend, we keep the fighting til the end” – o celular tocava insistente pela quarta vez.
- Merda. – se mexeu abrindo um olhou e tacou o celular na parede, observou o tapete, não parecia com o seu, feito pela tia, estranhou, pois ele era a primeira visão que tinha todas as manhãs. Tentou levantou, mas seu corpo pesava uma manada de elefante, sentiu aquela dor chata invadir sua cabeça, sentiu cheiro de álcool e não lembrava de nada, sua respiração parou quando se deu conta que estava nua, mordeu o lábio com medo e olhou de lado lentamente. – ? OMG, o que aconteceu?
- Ahn, cala a boca! – ele resmungou, não deveria estar muito diferente dela.
- Ai meu Deus! – ela tapou os olhos ao ver que também estava pelado e acabara de se descobrir, mas outra coisa chamou sua atenção, vários balões decoravam o quarto e prendia um cartão, ela se enrolou no lençol e caminhou até lá. – Recém-casados? O que é ISSO?
- Eita. – se sentou na cama assustado – ahn? Uau! ? – ele se assustou com a visão dela trajando apenas lençol.
- , o que aconteceu? – ela perguntou nervosa.
- Ahn... - ele olhou pra baixo e se cobriu rápido, e deu um sorriso amarelo – bom... Eu acho que... Você sabe, nós...
- É disso eu já me dei conta. – ela mordeu o lábio, envergonhada – você se lembra de alguma coisa?
- Normalmente eu me lembro bem, mas dessa vez... – negou – e você?
- Nada, exatamente nada! E olha isso. – ela entregou o cartão a ele.
- RECÉM CASADOS? – não acreditou bem no que leu. – quem? – os dois olharam em suas mãos esquerdas.
- Nós? – disse em pânico. – isso é brincadeira né? Só pode ser. Já sei, vocês estrelas da música, são as vítimas daquele programa Punke’d.
- Será? – ele estranhou.
- Pode ser! – uma ponta de esperança apareceu pra jornalista. – hum o que é isso? – ela pegou um envelope e abriu – é não é brincadeira do Ashton Kutcher.
- O que é isso? – ele se levantou da cama.
- Uma certidão de casamento. No nome de e , isso te lembra alguém? – ela perguntou.
- Nós realmente nos casamos? – ele franziu a testa não querendo acreditar naquilo.
- Estamos ferrados.
- Mas eu não entendo! – coçou a nuca – ontem nós estávamos fazendo a entrevista...
- E bebemos realmente muito – ela completou – e fomos jogar Pôker, acho que perdemos...
- E eu fui ao banheiro. – continuou – não lembro de mais nada.
- Nem eu. – ela concordou e ouviram bater na porta.
- Eu abro!
- Serviço de quarto, especial pra lua-de-mel! – camareiro disse entrando com um verdadeiro banquete.
- Como você sabe que estamos casados? – perguntou.
- Ué senhor ... – o camareiro deu uma olhada nos trajes do casal, como se aquilo já fosse a resposta – o registro foi feito para uma lua-de-mel, e todos os casais que se casam aqui no Monte Carlo, se hospedam no Monte Carlo, mais alguma coisa?
- Sim. – disse – quem fez o casamento?
- Não tenho certeza, mas acho que foi o Jackie Presley. – o empregado respondeu confuso – posso ajudar em mais alguma coisa?
- Não obrigada. – agradeceu e fechou a porta – acho melhor eu trocar de roupa.- ela correu para o banheiro e se trocou no quarto mesmo.
- MERDAAA! TO FERRADA!!- saiu do banheiro gritando.
- O que aconteceu? – se assustou abotoando a camisa.
- Meu namorado, , meu namorado vai me matar! COMO ASSIM ESTAMOS CASADOS! MALDITA ENTREVISTA! – a jornalista teve um ataque.
- e agora? O que vai acontecer? Eu to casada com um cara de uma banda doida! E que tem as piores piadas do mundo.
- Também não é assim né . – estava espantado com o chilique dela.
- Minha vida acabou. – ela andava de um lado para o outro – eu ainda não tinha realizado o grau da encrenca que eu me meti.
- Hey ta achando que eu to gostando disso tudo é? – a parou.
- Ain, você também tem namorada? – ela perguntou nervosa.
- Não.- ele negou – mas eu também não queria okay, casamento nunca esteve nos meus planos, ainda mais com alguém que eu nunca tinha visto.
- Somos dois! – ela falou e começou a chorar.
- Calma , assim você me deixa sem saber o que fazer, eu fico nervoso com alguém chorando! – tentava pensar em alguma coisa. – nós vamos achar um jeito de desfazer isso tudo.
- Como ? – ela perguntou e ele balançou a cabeça mostrando que não sabia – Ai meu Deus, o Brutus vai me odiar pra sempre.
- Quem é Brutus? – perguntou.
- Meu namorado. – ela disse entre lágrimas.
- Bem sugestivo o nome. – ele tentou uma graça.
- Suas piadas são horríveis e não vai dar certo! – limpou o rosto.
- Olha já sei. – disse e ela o olhou – ninguém sabe que nós casamos, vamos fingir que nada disso aconteceu! E hoje à noite nós voltamos aqui, achamos esse tal de não-sei-quem Presley e anulamos essa loucura, okay?
- E vai dar certo?
- Se você ficar calma sim.
- Ta bem, mas eu tenho que ir trabalhar. – ela disse.
- Sim, mas que tal aproveitar o café-da-manhã? – sugeriu.
- Adoro essas tortinhas! – sorriu comendo.
-Argh frutas cristalizadas são nojentas – disse – chantilly, bom demais chantilly.
- Seu celular . – – eu vou trabalhar.
- Alô? – ele atendeu e ouvia com atenção ao outro lado da linha, desligou meio frustrado.
- To indo. – calçou seus sapatos.
- – ele respirou fundo – acho melhor não ir.
- Por quê? – ela não entendeu.
- Já sabem do casamento. – ele disse.
- Quem? Como?
- A imprensa, e não sei como. – falou – viu na tv.
- Oh não. – a jornalista correu até a tv e a ligou – não ta passando na Discovery.
- Imagino. – ele riu e ela parou no “E!” – “Divulgadas as fotos do casamento relâmpago de da banda Panic at the disco e a jornalista ”.
- Fotos? – se sentou em frente à TV, onde começou a mostrar fotos da noite passada – como assim tiraram fotos e puseram primeiro na imprensa? MEU DEUS eu nem tava vestida de noivaaa! Merda, hey teve convidados?
- Não conheço ninguém da foto, são parentes seus? – estranhou.
- Ah são sim , com certeza. – disse sarcástica. – nós tínhamos que ter pelo menos visto primeiro e aprovar as fotos.
- Bem vinda ao meu mundo. – ele fez reverência.
- Eu saí com a maior cara de bêbada da minha vida, e no meu casamento. – dizia inconformada – não é justo. OMG! o Brutus vai ver.
- Quem é Brutus? O seu cachorro? – perguntou.
- Não, meu namorado. – ela disse séria e com uma expressão de terror – ou pelo menos era né.
- Brutus? Desculpa, mas coitado. – o outro teve que rir.
- Meu celular. – o pegou no chão – minha irmã! Alô?
- “COMO ASSIM CASADA?” – Susie gritou do outro lado.
- Susie!! Tudo bem? Não sabia que você assistia a E! – tentou um sorriso.
- Mamãe quase teve um troço. E o Brutus, ?
- Hey calma, eu posso explicar, okay?
- Nós não fomos convidados para o seu casamento, com um cantor, como você pode explicar isso?
- Na verdade eu não posso. – respirou fundo, a família a deserdaria se soubesse a verdade. – tenho que desligar, diz pra mãe que eu ligo pra ela depois. Tchau também te amo. – ela desligou e se jogou no sofá.
- O que aconteceu? – perguntou.
- Nada não. – ela balançou a cabeça – e agora?
- A imprensa tá lá fora. – ele coçou a nuca.
- Acabaram de me ligar do meu trabalho – falou andando de um lado para o outro – não preciso trabalhar hoje, porque casei.
- Essa é a situação mais estranha que eu já vivi. – riu – mandaram vir nos buscar, sairemos pelo fundo.
- Okay. – ela concordou.
- Ninguém nos seguiu? – perguntou ao motorista.
- Não senhor. – ele respondeu.
- Eu posso ficar nessa esquina aqui mesmo. – disse.
- Lógico que não. – o ‘marido’ falou – não é bom andar sozinha por aí. Vamos comigo.
Capítulo 3
- o que aconteceu? – perguntou ao ver o amigo chegar.
- Casei. – ele respondeu e deu uma risadinha nervosa.
- Eita vai pra uma entrevista e volta casado. – disse rindo.
- Hum, pois é gente essa é a . – a apresentar.
- Ahn olá. – ela sorriu tímida.
- Você que é a jornalista. – a analisou – e eu pensando que o nosso não casasse.
- Mas só assim como foi, relâmpago né? – se juntou à brincadeira.
- Okay, chega. Vocês não entenderam? – respirou fundo – nós casamos, mas na verdade não.
- Ahn? – franziu a testa.
- Nós nos casamos sem saber, entende? – clareou as coisas.
- Agora sim, mas como? – perguntou e o ‘casal’ contou tudo.
- Mas então vocês se casaram. – concluiu.
- Sim. – respondeu.
- Então meus caros, sejam felizes. – sorriu.
- você não ta entendendo a situação. Nós não casamos em sã consciência. – dizia meio atordoado – e já saiu na imprensa, a tem namorado.
- Hum já falou com ele? – a olhou.
- Não. Saímos do Monte Carlo e viemos direto pra cá. – ela disse.
- Lua de mel no Monte Carlo? – sorriu – animadinhos hein.
- Pois é. – a jornalista corou um pouco.
- Meu Deus, tá nos noticiários todos de fofoca. – disse.
- Yeah. – concordou cabisbaixo.
- Mas o que vocês estão pensando em fazer? Ficar casados? – perguntou.
- Não, não. – disse – nós sabemos que fez o casamento, foi um tal de Jackie Presley, e ele vai estar lá no cassino hoje a noite. Nós vamos lá, falamos com ele e anula tudo.
- Fácil assim? – estranhou.
- Espero. – falou – acho melhor você ficar comigo hoje lá em casa, se sair, vão te ver e o resultado nunca é bom.
- Ahn eu preciso falar com o Brutus. – disse preocupada.
- Acho que ele ainda não viu nada, se não teria te ligado. – falou – você não prefere concertar tudo primeiro e depois falar com ele?
- Não sei . Tenho medo da reação dele. – ela mordeu o lábio pensando. – vamos mesmo arrumar isso tudo hoje?
- Vamos sim, se Deus quiser. – ele sorriu amarelo. – e ai?
- Mesmo assim, prefiro ir pra casa. – passou a mão no cabelo – vamos?
- Se você prefere assim. – ele concordou pegando as chaves do carro.
- Hum, acho que casaram mesmo hein. – brincou.
- Mas eu te levo. – o ‘marido’ vestiu o casaco.
- É aqui? – ele perguntou ao parar o carro e descer junto à ela.
- Sim, nesse prédio. – ela concordou.
- Ta bom, eu te pego aqui às dez horas, pode ser?
- Pode sim.
- . – uma fotógrafa gritou e aparecerem mais um monte.
- Vem! – o puxou pra dentro do prédio e entraram no elevador - chegamos.
- Apartamento 512. – leu enquanto ela abria a porta.
- Olha não repara viu, é casa de jornalista.
- Ah, nem se compara com casa de músico. – ele disse entrando. – eu queria que você me desculpasse por tudo isso.
- Imagina , não é sua culpa, nós dois não devíamos ter bebido tanto, e também eu conheci um lado seu que nunca conheceria. – ela disse simpática.
- Vou me lembrar desse dia pra sempre. – o outro falou.
- Somos dois. O dia mais maluco da minha vida. – concordou – celebridade instantânea.
- Uau... Radiohead! – disse pegando um CD jogado no sofá de – não esperava encontrar isso, na casa de uma jornalista.
- Nós não somos ET’s, e esse álbum é perfeito! – ela disse. – um dos melhores de todos os tempos.
- É eu também gosto do ‘Ok computer’, mas o ‘In the Rainbows’ também ficou muito bom. – disse.
- Não se compara ao Ok computer. Karma Police é perfeita! – a jornalista sorriu.
- Quem imaginaria. – ele riu – você dizendo isso.
- Ué só porque sou jornalista eu não posso entender de clássicos do rock? – pôs a mão na cintura encarando .
- Ahn pode, mas você é toda séria. Mas ta ai, esse seu lado musical é realmente bom. – ele disse.- bom acho que eu já posso ir, volto às dez.
- Yeah. – concordou.
Capítulo 4
- Alô? – atendeu o celular enquanto dirigia até a casa de .
- “, acho bom você e a desfazerem esse casamento logo.”
- Por que ?
- “As fãs estão completamente loucas com isso”.
- Hum, devem ter xingado a de cada coisa né?
- “Você nem imagina”.
- Coitada, mas isso acaba daqui a pouco. Tchau. – ele desligou e ligou pra – “Oi, to na rua de trás te esperando... aham... eu espero... tudo bem, tchau”.
- Demorei muito né? – entrou no carro.
- Nada demais. – ele disse ligando o carro – acho que vim mais cedo mesmo.
- Não, eu perdi a hora vendo Mr. Bean. – disse e o outro riu daquilo – qual é? ele é muito bom.
- Sei que sim, só acho engraçado você ver esse tipo de programa. – disse.
- Hey Sr. , você pensa muito errado a meu respeito! Eu quem deveria me surpreender com suas normalidades. – falou.
- Não tem graça, de músico normalmente se espera tudo, mas jornalistas não. – falou colocando um CD pra tocar.
- Hum Avenged Sevenfold? – a jornalista perguntou.
- Não gosta? – ele a olhou – se fosse ontem eu chutaria que não, mas com as surpresas de hoje, eu chuto um sim.
- Pois ontem você erraria. Eu gosto sim, não só pelas músicas, mas já fiz uma entrevista com eles e são muito simpáticos.
- Hum entendi. Bom, chegamos. – respirou fundo parando o carro – pronta?
- Yeah, sorte pra nós. – ela tocou a mão dele e foram.
- Pois não? – o garçom os atendeu.
- Estamos procurando um tal de Jackie Presley – disse.
- Jackie Presley? – o garçom os olhou – não conheço.
- Como não? – perguntou – ele jogar Pôker e é um safado que faz casamentos.
- Desculpe senhor, mas nunca ouvi falar nesse Jackie Presley, com licença. – o garçom saiu.
- Como assim? – não entendeu – o cara não tá aqui?
- Ele disse que o Jackie Presley não trabalha aqui! – ficou nervoso – esse povo tá de brincadeira.
- E agora? – ela mordeu o lábio preocupada.
- Espera ai, vou falar com o gerente e aquele cara que serviu o nosso café-da-manhã.
- Okay – concordou.
- E ai? – viu voltar.
- Eu acabei de ligar para o advogado da banda, ele ta indo para a delegacia, vamos nos encontrar lá. – disse.
- Mas o que aconteceu? – seguia o outro até o carro.
- Ninguém diz conhecer esse tal de Jackie Presley e eu não achei o do café-da-manhã – explicou tudo – mas não se preocupe , eu vou nos tirar dessa. O Ralph é realmente bom.
- Pronto . – Ralph disse – vocês já deram a queixa, fizeram o retrato falado, mostraram todos os documentos. Agora o delegado vai analisar e amanha vai ser passado ao juiz.
- Juiz? – ficou surpresa.
- Sim, e eu vou abrir um processo contra o cassino. – Ralph falou.
- Quer dizer que hoje nada mais pode ser feito? – perguntou.
- É , eu vou ficar aqui pra conversar com o delegado, podem ir,manhã eu informo como tudo ocorreu. – o advogado disse.
- Okay, valeu Ralph. – coçou a nuca e olhou – amanhã tudo se resolve.
- Tudo bem , você não tem culpa. – ela disse – você me deixa em casa?
- Vamos.
- Boa noite. – disse ao chegar à casa de .
- Boa noite . – ela sorriu saindo do carro e abriu o celular lendo a mensagem que acabara de receber, encarou o volante e desceu o vidro.
- . – ele chamou antes que ela entrasse no prédio.
- Oi? – ela se virou.
- Via fazer o que agora? – ele perguntou e ela estranhou rindo.
- Ahn provavelmente comer cereal e dormir, por quê?
- Parece bem legal, mas quer ir á uma festa comigo?
- Agora? Uma festa ?
- Pois é, me intimaram e eu não posso ir sem minha mulher, certo? – ele riu e ela também.
- Hum, entendo. Mas eu não conheço ninguém lá. – disse – sou uma jornalista, vou ficar sem ambiente.
- Não vai não, eu prometo. – fez uma cara fofa – e aí?
- Só se você me prometer uma coisa. – ela sorriu – não vai me deixar bêbada.
Capítulo 5
- Chegou quem faltava. – disse cumprimentando – oi ! Ué continuam casados?
- Pois é. – sorriu sem jeito.
- Grande . – William do The Academy is... deu um tapa em .
- Você tá com o babaca do ? – Bob do The hush sound segurou .
- Dá um tempo Bob. – riu pegando na mão da ‘esposa’ e seguindo caminho.
- . – ) acenou e o ‘casal’ foi até ele – ?
- Oi. – ela sorriu – acho que todos terão a mesma reação.
- Continuamos casados, depois explico. – disse.
- Okay – o amigo concordou – então vem cá, .
- Vai lá com ele enquanto eu pego bebida pra nós. – ele parou – refrigerante.
- Certo. – ela sorriu indo com ).
- Meninas. – ) chegou a um local reservado com sofás e duas garotas – essa é a . Temporariamente mulher do .
- Ah você! – uma apontou alegre – menina sou sua fã! Fisgou o .
- ? – ) franziu a testa.
- Calma bebê. – beijou ) – não foi o que eu quis dizer, foi outra coisa. Anyway, eu sou pelo que você viu namorada do tchuco aqui. – ela apontou ) que sorriu – e essa é a que é namorada do .
- Prazer. – a jornalista sorriu – .
- Bom eu vou ali, fiquem ai. – ) disse.
- Senta ai menina. – disse – me conta tudo, maior viagem esse casamento seu com o , huh? O ) me disse e eu também vi na E!. O assunto rendeu né.
- A propósito, parabéns pelo casamento. – disse e contou a história da qual já estava começando a se cansar de repetir.
- Ai que surreal isso, meo. – riu.
- Acho que vou embebedar o . – gargalhou – mas é verdade que amanhã vocês se separam?
- Sim. – concordou – na verdade era hoje, mas houve imprevistos.
- Eu olhei hoje pela internet, menina seu nome já ta na macumba. – disse assustando a outra – preocupa não, isso acaba ficando normal. Só não ande desprevenida na rua.
- Ahn okay. – sorriu nervosa.
- É minha queria, a coisa é tensa. – sorriu – me admira uma jornalista casar com o . Apesar de que eu achei vocês dois juntos, uma beleza, que pena que amanhã você não é mais a Sra. . Vai voltar a ser só nós duas, .
- Yeah. – concordou dando um gole na bebida que segurava – deixa eu ver sua aliança.
- Hey, acho que sua mulher ta meio deslocada aqui. – disse.
- Também acho. A e a , são duas loucas, e a é normal. – brincou – mas se você diz por que aqui só tem músicos, não. Também me enganei, mas ela tem um gosto musical muito bom. Vou lá levar esse refrigerante pra ela.
- não precisa ficar aqui ouvindo nossos papos de mulher. – disse pra ele, que só ficava sentado ao seu lado, ouvindo as três.
- É verdade . – riu – eu sei que você entende muito do nosso mundo, mas a pode ficar constrangida com certos assuntos perto de você.
- Okay, entendi o fora. – ele se levantou.
- Acho ele tão fofo. – riu – uma pena o casamento não ser pra valer. Ele é totalmente incrível sabe? Só o tanto que ta sendo cavalheiro com você...
- É o é uma ótima pessoa. – concordou – mas eu tenho namorado, além disso tudo.
- Tem? – elas se assustaram. - mass...
- Ele não sabe de nada disso ainda, eu acho... - a jornalista disse – namoramos há cinco anos.
- Uau e ainda são namorados? – falou – acho que o nosso amigo foi mais rápido.
- É... - sorriu pensando naquilo.
- Não acredito que são três da madrugada e o ainda tá com os convidados...Poxa! – reclamou chamando a atenção de .
- Três da manhã? – ela deu um pulo. – tenho que ir.
- Já? – perguntou.
- Amanhã eu trabalho. – respondeu.
- Bom, eu espero que tenha gostado pelo menos um pouquinho. – disse antes de descer do carro.
- Imagina , eu adorei, as meninas são realmente legais. Obrigada, boa noite. – ela sorriu – amanhã é à que horas a audiência?
- Eu ainda não falei com o Ralph, vou ligar pra ele e eu te ligo – ele disse – antes que eu me esqueça, eu não tenho o seu número. – riu e passou o número.
Capítulo 6
chegou cansada ao seu apartamento.
- Checar recados. – ela apertou a secretária eletrônica que informou três novas mensagens de voz.
-“, por onde você anda? Não te vi o dia todo. Amanhã viajo a negócios. Beijos, gostosa”.
- Ain Brutus. – sentiu uma dor no peito que a fez ir se deitar, deixando as outras mensagens sendo mostradas, eram de duas colegas de trabalho lhe dando os parabéns pelo casamento.
A jornalista dormia bem tranqüila, quando seu celular começou a tocar.
- Alô? – ela atendeu sem abrir os olhos.
-“Oi, sou eu , te acordei?”.
- ? OMG, to atrasada. – ela se desesperou e foi correndo para o banheiro.
- “Não, não. Calma , são dez horas da manhã, nossa audiência é ás onze. Eu liguei só pra avisar, fica tranqüila”. – ele disse e passou o endereço do fórum.
- Eu devia ter ido trabalhar merda. –
-“Diz que a nossa lua-de-mel ainda não acabou.”. – o outro riu.
- Hum. – pensou – ate ás onze , tchau.
desceu do carro em frente ao fórum, e foi surpreendida por flashes e um paparazzi.
- , conte pra nós o porquê do casamento ter sido escondido? – o indiscreto fotógrafo perguntou – vocês namoraram escondido? Por quê? Você traiu Brutus Wandolf com ?
- O quê? – ela arregalou os olhos com aquilo e apertou o passo, mas isso não afastou o insistente fotógrafo. – eu tenho que fazer compras.
- Por que não está com você? É uma crise? – ele não parava de perguntar.
- Dá licença, por favor? – começou a se irritar com o questionário.
- O casamento é só fachada, e é gay? – ele perguntou a fazendo cair na risada antes de entrar em uma loja qualquer.
- Por favor? Vocês têm uma saída pelos fundos ou coisa assim? – perguntou olhando impaciente no relógio que marcava onze horas da manhã.
- Temos sim. – a vendedora disse e mostrou onde era.
- Me desculpem pela demora. – disse quando encontrou e Ralph sentados no corredor do fórum.
- Vamos. – Ralph abriu uma porta e eles entraram, sentando nas cadeiras de frente para onde o juiz provavelmente iria ficar assim que entrasse, o que não demorou acontecer.
- Podem se sentar. – o juiz disse se sentando, olhou os papéis – senhor e senhora . Vejo que foram mais uma vítima dos casamentos fast-food de Lãs Vegas.
- Sim senhor. – concordou.
- Meritíssimo. – Ralph começou – meus clientes foi alvo desse crime que se comete em cassinos, onde se aproveita dos que ultrapassam o limite de álcool e os levam a realizar atos impensados e fora de consciência. Casaram-se sem ter noção do que estava fazendo, o que torna essa união sem valor algum.
- Sim já tomei conhecimento da situação, senhor Ralph. – o juiz o olhou por cima dos óculos – bom, os documentos me parecem bem originais. O que torna esse casamento, apenas insatisfatório por ter sido realizado sob efeitos de bebidas. Os senhores não pretendem manter este compromisso? – o juiz perguntou.
- Não senhor. – Ralph respondeu rapidamente, vendo que e se olharam pensando na resposta.
- Bom, como o caso imputa bebidas e talvez mais produtos ilícitos, esta corte não dissolve o casamento de e .
- NÃO? – e se perguntaram assustados.
- Não. Poderia ser muito pior, vocês poderiam ser presos, pois de acordo com a Lei nº 6.617, os casamentos realizados em cassinos, os chamados casamentos relâmpagos, que sem consentimento de ambas as partes,acontece, é crime. Mas vou ajudá-los julgando que vocês podem continuar este casamento. Ficarão segundo a lei, casados por seis meses. E pagarão uma multa de mil dólares. E todas as semanas irão se consultar com uma psicóloga de casais. – o juiz disse – esta corte declara este caso encerrado. E não se preocupem que nada disso será revelado a terceiros, como à imprensa. Procurem se conhecer melhor, sem álcool. – o juiz deixou a sala.
- Não acredito. – deu um tapa na própria testa – e agora?
- Droga. – passou as mãos pelo cabelo pensando – sinto muito.
- Eu também – ela disse – bom parece que vou mesmo ter que contar tudo pro Brutus.
- Se quiser eu vou com você. – disse.
- Ta louco? Você reagiria como se depois de cinco nãos de namoro, sua namorada do nada aparecesse casada, com outro? – ela o encarou.
- Cinco anos? Vocês são namorados mesmo? – ele perguntou – não noivos?
- Namorados. – respondeu – ou pelo menos éramos. Eu vou...
- Agora?
- Não, ele está viajando. Acho que à noite eu falo com ele. – ela disse – agora eu vou pra casa pensar um pouco.
- – ele mordeu o lábio sem saber o que falar.
- Tchau – ela acenou indo embora.
- Ralph e agora?
- Foi o juiz quem disse... - o advogado falou.
- E ele pode fazer isso?
- Ele é o juiz, pode tudo aqui. – Ralph concluiu.
- Sabe o que é Brutus... É que a sua namorada é uma p... e se casou com o primeiro carinha lindo que viu, depois daquela nossa briga! – ensaiava como iria contar tudo ao namorado – pois é, pode me bater eu agüento. Só um murro? Eu mereço um golpe de muay thai, me dá um clinch. O quê? Você ta me perguntando o quê? Se ele é mais bonito que você? – ela parou e balançou a cabeça – e se ele perguntar isso? O que eu digo? Que não? Mas eu nem sei mentir. Cala a boca , é lógico que você acha o Brutus, seu namorado, mais bonito que o ... seu marido. AI MEU DEUS. – ela começou a ficar desesperada até que ouviu um fax chegar – fax. – foi até a máquina para pegá-lo – do Brutus. – ela leu – como assim? Ele já sabe de tudo, e agora? – olhava incrédula o papel – como ele é perfeito, pediu desculpas. Oh como eu sou uma vaca. – ?”
- Sim, eu mesma, quem é?
- “Oi, sou eu da festa de ontem, lembra?”
- Claro, a namorada do .
- “Isso mesmo, então, peguei seu numero com o . E ai como foi lá?”
- Ah não foi... – e contou tudo inclusive o que acabara de acontecer.
- “Ele terminou com você?”
- Foi. – ela chorou.
- “Ele disse que descobriu tudo? Calma não chora não.”
- Não, ele é tão perfeito que pediu desculpas e disse que isso iria mesmo acontecer.
- “Ain que estranho menina. Foi mesmo por fax?”
- Foi.
- “Vocês estavam juntos por cinco anos, e ele só diz isso? Ele não ficou louco, xingou, ligou chorando... “
- Não. – chorou mais – eu sou uma besta, não mereço ele mesmo.
- “Hey não diz isso. Você não teve culpa.” – disse – você vai tentar falar com ele? “
- Sim, eu quero me desculpar. – disse.
- “Bom então ta né, e anota ai meu número. Qualquer coisa liga, beijo. – elas desligaram.
Capítulo 7
- E ai ? Cadê sua mulher? – perguntou.
- Ta na casa dela, não vejo ela desde o dia do tribunal. – disse meio preocupado.
- Po isso ai! Isso é que é casamento. – disse rindo.
- Qual é, ela tem ou tinha namorado, não sei. E agora? Eu entendo o lado dela, e não vu forçar nada. – o outro respondeu.
- Tinha, pequeno , tinha namorado. – disse.
- Ahn? – o olhou sem entender.
- Yeah, fofoca de mulher meu amigo. A falou com ela, e o tal do Brutus, puts que nome é esse? Então ele terminou com ela. – contou.
- Coitada. – lamentou.
- Sim, mas... – deu um sorriso suspeito – às vezes acho que minha namorada é espiã. Ela disse que foi muito estranho tudo – e ele repassou tudo o que falou.
- Ele foi agradável assim? – estranhou – a mesma me disse que ele ficaria louco e tudo mais.
- Pois é meu amigo. – concordou – acho que o Brutus, ficou com medo do nosso Popeye aqui. – e todos riram.
- Alô? Qual é Brutus? É o décimo recado que eu te deixo em dois dias, eu sei que você deve estar me odiando, mas desculpa. Eu sei que joguei os cinco anos fora fazendo isso, mas me perdoe, sei que não te mereço, mas ainda te amo. Beijo me ligue. – ela desligou e o telefone tocou – Alô? – ela pensou logo no ex.
- AMIGA. – berrou do outro lado a assustando – aqui é a , porque é grande.
- Oi. – forçou um sorriso – alguma coisa urgente?
- Muito. Você não tem noção, ligue a TV, no E! – ela disse sem respirar.
- Espero que seja importante . – pegou o controle remoto e colocou no E! – “É parece que ele devolveu na mesma moeda, o socialite Brutus Wandolf, viajou para Barbados com a modelo Julia Hiva. Isso foi a resposta ao casamento de sua ex, a jornalista com o músico na última quinta-feira”.
- “Viu ? Eu posso te chamar assim né? Então, ele terminou com você por causa disso, não por causa do .” – falou.
- Eu não acredito. – ficou catatônica.
- “Por isso ele foi tão amigável e pediu desculpas – a outra continuou, mas desligou o telefone.
- FILHO DA PUTA, CACHORRO, DESGRAMADO, BROXA! IDIOTA, LOSER, RETARDADO, IDOSO... – berrava no telefone deixando como mensagem para o ex – lê essa seu corno! Eu te chifrei, e quer saber? Foi ÓTIMO, muito bom mesmo. O fez cada coisa que você nunca irá fazer, sabe por quê? Porque você ta velho, careta! E eu to casada, CASADA! O que você nunca vai ser, seu covarde, maluco. – ela desligou e caiu chorando no sofá – idiota.
A campainha tocava insistente no apartamento de .
- Pode entrar. – ela gritou deitada no chão.
- ! – e correram até ela – como você ta?
- Ótima, não ta vendo? – disse irônica, seus olhos estavam vermelhos e inchados.
- Levanta daí. – disse – anda você precisa de um banho.
- Não. Eu quero ficar aqui pra sempre. – ela se agarrou ao tapete.
- , você tem vinte anos, não seis. – disse com a mão na cintura.
- Gente. – entrou enquanto se levantava.
- . – ela o encarou.
- Eu sinto muito. – ele disse constrangido.
- Nada disso estaria acontecendo, se aquela maldita entrevista não tivesse acontecido. – ela disse chorando.
- acorda. – a sacudiu – o seu ex terminou por fax, e não foi por causa de vocês dois. Ele sim é um safado, e o não tem culpa disso.
- Eu sei... – concordou cabisbaixa – ele não podia fazer isso comigo.
- Ta tudo bem . – piscou – eu prometi tirar você dessa , e olha a merda que virou.
- Que bom que você ta consciente disso, Sr. – a jornalista falou entrando no banheiro e batendo a porta – droga.
- Pronto? Ta mais calma? – perguntou sentado no sofá.
- Cadê as meninas? – perguntou penteando o cabelo.
- Foram embora. – ele respondeu – como se diz: “em briga de marido e mulher, não se mete a colher.”
- Pois é. – forçou um sorriso – e então, veio aqui pra ver ser eu tava mal em ser trocada por uma modelo?
- Claro que não. – disse – eu não faria isso.
- E eu defendendo aquele canalha. – ela puxou o próprio cabelo.
- você não ia terminar com ele, mesmo?
- Sim , mas ia ser pessoalmente, não por um fax, e ele mentiu dizendo que ia viajar a negócios. É humilhante.
- Imagino. Nunca pensei em tudo isso acontecendo. Mas olha pelo lado bom, agora você não tem mais aquele peso na consciência.
- Okay, , talvez eu vá a um psicólogo, muito obrigada – ela disse – mas qual o motivo mesmo da visita?
- Eu trouxe as meninas, e quero conversar sobre nós.
- Nós? – ela o olhou.
- Sim, estamos casados há uma semana. – ele disse – mas, separados.
- Acho que vamos continuar assim. – falou – não?
- Bom não sei – ele negou – é assim que você quer?
- É , cada um em sua casa. – ela confirmou.
- Okay , assim será. – se levantou do sofá – tenho que ir, qualquer coisa me liga.
- Tchau . – ela disse fechando a porta.
Capítulo 8
- Hoje é a nossa primeira sessão. – a psicóloga sorriu – então como se sentem casados?
- Bem. – e responderam sem emoção.
- Certo. – a psicóloga analisou – como foi a lua-de-mel?
- Lua-de-mel? – sorriu nervosa olhando pra .
- Foi maravilhosa. – deu uma risadinha.
- Podem me contar como foi?
- Ahn... – engoliu seco.
- Na verdade, não tivemos uma lua-de-mel, porque eu tenho a banda e a trabalhar, ainda não tivemos realmente uma lua-de-mel. – respondeu.
- Não acredito! – Heith, a psicóloga arregalou os olhos assustando os pacientes – vocês pularam a melhor parte do casamento. Mas vão achar um tempo pra recompensar isso, certo?
- Ah claro. – tossiu – vamos sim.
- Namoraram muito tempo?
- Não. – respondeu.
- Já conheceram as famílias um do outro?
- Também não. – sorriu amarelo.
- Okay, começamos mal, não? Sei da situação de vocês, o juiz me passou. – Heith disse, o casal bufou – não eu não vou contar à imprensa, sou uma profissional. Mas no caso de vocês é fundamental que conversem comigo. Agora me contem, como tudo aconteceu, pra chegarem onde estamos?
- A culpa é toda dele. – disse assustando – quer dizer, a maior parte, eu sou fraca com bebidas.
- Não é minha culpa isso. – ele se defendeu – eu nem sabia disso, eu nem te conhecia.
- Mas você quis que a entrevista fosse no cassino.- ela retrucou, e Heith acompanhava a discussão.
- Você disse que era pra ser em um lugar onde a banda gosta de ir, no Monte Carlo ué. – falou como óbvio.
- Viu? Ele faz parte de uma banda. – ela olhou para a psicóloga – e como uma pessoa sã, não devia ter me deixado beber tanto.
- Ora essa . Você tem vinte e um anos, não precisa de babá. Você era uma estranha, não iria tirar o copo de você. – o outro falou.
- Por sua culpa, meu namorado terminou comigo. – disse.
- PARA DE ME CULPAR PORRA. Aquele idiota terminou com você, porque já estava com outra, ele te traiu e pelo jeito não foi a primeira vez. – perdeu a paciência com as acusações da mulher.
- Você não tem o direito de dizer isso. – disse com os olhos cheios d’água.
- CHEGA. – Heith gritou mais alto – como são imaturos. E eu vou dizer três coisas: não culpe somente o . Segundo: Esqueçam que esse casamento aconteceu às essas circunstâncias. E terceiro: MOREM juntos como um casal.
- Não mesmo. – disse e concordou – eu tenho minha casa, a minha vida.
- Digo o mesmo. – falou. E Heith os olhou com fúria.
- Sim vocês TINHAM cada um a sua vida, mas se casaram e isso é fato, e o casamento não vai ser dissolvido, e se não acatarem o meu digamos, conselho, vou sugerir ao juiz mais três meses de casamento. Que tal agora?
- Pensando bem, podemos morar juntos sim. – sorriu falsamente ouvindo amaldiçoar a psicóloga em um sussurro. – não é ?
- Claro, porque não? – ela concordou.
- , . Eu só quero que vocês revejam melhor a situação. São novos, podem fazer esse casamento dar certo. – Heith disse, agora, amorosa.
- Como assim? – lia uma revista enquanto tomava café com e contava sobre a sessão na psicóloga mais cedo. – “ admite que seu casamento seja uma farsa, e que é gay.”
- Uau pegaram pesado – disse – tadinho do zito!
- Que perseguição infernal quanto à orientação sexual do . – balançou a cabeça.
- Ih, isso é um saco, já agüentei falarem do também – ela disse – vocês hein, deixam na cara que o casamento é uma farsa.
- Não é minha culpa. – a olhou.
- Imagina, é dos dois. – a amiga retrucou – lê ai a reportagem.
-“O casamento do músico com a jornalista, é especulado por todos. Não se vê o casal junto, nem trocando afeto. E o mais escandaloso: Moram em casas diferentes. Comprovado: O casamento foi forjado para encobrir a homossexualidade de .” – leu – credo gente.
- Credo gente? – imitou a outra – toma vergonha , se isso saiu é porque vocês dois tão realmente agindo como estranhos um com o outro, qual é? Reage, aproveita disso e mostra pro bruto do Brutus o quão feliz você está. O é uma pessoa maravilhosa, e você também é, os dois juntos, ficam lindos é uma perfeita combinação, e ficam dando bobeira, qual é?
- é praticamente tudo uma encenação entendeu? – disse relutante, mas sabia que a amiga estava certa em cada vírgula que dizia.
- Então minha querida ta faltando muita emoção nessa peça. – falou – você tem noção de quantas mulheres e meninas, até meninos, te odeiam porque queria estar no seu lugar agora? E é você que ta. Mesmo que não seja seu sonho casar com o , faz isso tudo valer a pena, já aconteceu mesmo. Agora é ridículo ele estar casado, e vocês terem que agüentar falarem que ele é GAY. Cadê sua postura baby?
- Okay , já tive minha sessão psicológica por hoje. – disse – eu sei que fui estúpida. Mas vamos mudar isso.
- Ah e adorei a psicóloga, você DEVEM morar juntos. E até que mais três meses ou um ano de casamento, não seria ruim né. – piscou pra que riu balançando a cabeça;
- E agora, o que vamos fazer? – perguntou.
- Ué, ta bem claro que vamos ter que morar juntos. – respondeu – está tudo contribuindo pra isso, a psicóloga, as fofocas....
- Yeah. – coçou a nuca – pode ser pra minha casa?
- Pode sim. – concordou – no fim de semana?
- Sim. Hoje temos show, então sábado eu te ajudo com a mudança. – falou – não se preocupe tem três quartos vagos.
- Certo. – ela sorriu – agora eu tenho que ir trabalhar. ?
- Oi?
- Isso vai dar certo. – sorriu docemente.
- Vai sim. – ele concordou do mesmo jeito.
Capítulo 9
- BEM VINDA. – e gritaram, quando
abriu a porta da casa de , onde estavam todos da banda, no que parecia uma festinha.
- Oi gente! - sorriu assustada com aquilo, não tinha comentado que daria uma
festa no dia da sua mudança.
- Não foi minha idéia. – disse com as mãos para o alto e chegou perto de –
idéia das meninas.
- . – a abraçou – bem vinda ao lar.
- Obrigada. – ela teve que rir, aquelas eram as meninas mais animadas que conhecia. – meninos!
- Hey. – acenou do sofá, onde jogava vídeo-game com .
- Como vai ? – a cumprimentou com um abraço e um beijinho no rosto.
- Bem, . – ela sorriu.
- Tem refrigerante, cerveja, salgadinho e bolo. – disse saindo da cozinha – ainda bem que você se mudou pra cá
, o ta precisando dar um jeito nessa casa, e ninguém melhor que uma mulher.
- Percebi. – riu olhando a sua volta. A casa de era bem grande e espaçosa,
com uma sala que daria perfeitamente para três ou até quatro ambientes, uma longa escada que levava ao segundo andar onde ficava os quartos, uma porta
que parecia a entrada para um porão. Era muito grande, mas mal mobiliada, sofás enormes e aconchegantes, as paredes brancas, uma TV enorme de plasma
colocada na parede, um potente som do outro lado da sala.
- Ah qual é, eu quase não fico aqui, então não presto muito atenção em decoração. – se justificou trazendo um copo de
refrigerante que ofereceu á .
- Obrigada – ela agradeceu pegando o copo.
- Não se preocupe agora você tem uma mulher, e que pode muito bem cuidar disso. – falou e brindou rindo com a
amiga.
- É verdade. – piscou pra . – vamos investir seu dinheiro em outras coisas.
- Ixi, começou bem . – disse rindo enquanto escolhia um dos CDs do amigo
pra tocar.
- Ta aprendendo . – disse.
A festinha de boas vindas à acabou, e o caminhão de mudanças descarregou tudo na casa.
- Uau eu não sabia que uma jornalista tinha tantas coisas. – disse.
- E eu só trouxe o básico! – a esposa sorriu.
- Básico é? – ele concordou com a cabeça – tem um quarto de bagunça pode colocar... – ele ia dizendo para o rapaz que descarregava as coisas.
- Claro que não. Tudo o que eu trouxe é útil! – disse – você tem muito espaço nessa casa, mas não soube aproveitar
isso.
- Ahn okay designer. – brincou – só não mexa no meu estúdio e no meu quarto, o resto...
- eu não vou mudar nada, eu só vou colocar minhas coisas nos seus devidos lugares. – ela falou – fica tranqüilo.
- Certo. – ele concordou.
- Bom esse é o seu quarto. – mostrava a casa à .
- Hum muito bom. – ela disse.
- Se você quiser colocar seu computador no escritório. – ele falou.
- Não precisa, eu gosto de trabalhar no quarto mesmo. – ela respondeu.
- Okay, bom vou deixar você se ajeitar. – deu um leve sorriso – vou estar por aqui.
- Obrigada . – a jornalista retribuiu o sorriso.
- Ahn me chame só de – o outro pediu – é menos formal.
- Certo . – concordou – erm, , meu
apelido é .
- Até mais, ! – disse e ela fechou a porta.
- No man, a acabou de se mudar, vocês já fizeram uma festa de boas vindas, mais festa hoje num dá. –
dizia ao telefone com .
- “Isso ai, vida de casado mesmo.” – o outro brincou.
- Há-há.
- “Brincadeira, . Ta certo, curte um pouco sua mulher ai.”
- Ta engraçado hoje hein? Meo, ta estranho o clima aqui. – deu uma risadinha nervosa.
- “É assim mesmo, eu acho. Depois nos falamos .” – e desligaram.
- ? – chegou à sala onde o encontrou deitado no sofá, jogando vídeo-game
- . – ele se sentou no sofá.
– Olha o que eu achei! – ela sorriu mostrando o que tinha nos braços.
- Achou o Cyrus! – disse sorrindo.
- Hum é Cyrus o nome desse gatinho lindo? – ela acariciava o gato branco.
- Ele é bem folgado mesmo. – disse – você gosta de gatos?
- Amo, sempre quis ter gatos, mas meu pai dizia que eles soltam muito pêlo, e blá blá blá. – disse.
- Tem a Pantera! – ele falou e assoviou.
- Quem? – a mulher franziu a testa.
- Ela. – apontou a enorme cachorra que vinha correndo e pulou nele o lambendo.
- Uma dálmata! – sorriu admirando Pantera – que linda.
- Deve ta achando minha casa um zoológico né! – ele a olhou.
- Não, imagina, adoro animais! E agora é nossa casa. – colocou Cyrus no chão.
- Ahn? – o outro não entendeu.
- Você disse: Minha casa! – falou – Nossa casa .
- Oh claro, nossa casa. – ele riu – eu pedi pizza pra nós.
- E então como ta o trabalho? – perguntou enquanto comiam pizza.
- Ta indo. – respondeu sem emoção – agora um monte de gente acha que eu sou celebridade, então devia abandonar
a vida de jornalista, mas eu já esperava por isso.
- Hum entendo. – ele concordou.
- E eu to tentando me acostumar a ir com escolta até o trabalho. – ela sorriu fraco.
- É para o seu bem, acredite. Também não gosto daqueles brutamontes me cercando, mas enfim – disse – odeio
azeitonas.
- Ain eu amo. – sorriu.
- Pode pegar. – ele disse e ela pegou as azeitonas do prato dele.
- Obrigada. E a banda como ta? – a mulher continuou o assunto.
- Muito bem. Engraçado que depois de todo esse rolo de casamento, aumentou nossa popularidade. – ele balançou a cabeça.
- Mídia é uma coisa imprevisível – concordou – mas que bom então, teve seus pontos positivos afinal.
- Yeah. – o outro sorriu – amanhã vai ter uma festa, bom não é festa, vai ter show do Fall out boy em uma boate, você quer ir?
- Que horas? – a jornalista perguntou.
- Ah começa meia noite por ai. – respondeu.
- Eu tenho uma matéria pra fazer amanhã, mas vou tentar encaixar. – ela disse.
- Obrigado . – sorriu – vai fazer o que amanhã de manhã?
- Organizar minhas coisas aqui. – falou – ninguém merece caixas como enfeite, mesmo que por seis meses.
- Eu sei, a casa ta precisando mesmo de uma melhora na bagunça. – disse – mas sabe né, estávamos em estúdio
gravando, então não aparecia muito por aqui.
- Imagino, tadinho do Cyrus e da Pantera. – brincou.
- Yeah, mas eles ficaram na casa da minha mãe. – ele explicou – viajaram um pouco também.
- Ah ta entendi. – ela concordou e encarou o chão, ótimo, o assunto havia acabado.
O pesado silêncio ainda pairava sobre e , que brincava com Cyrus e Pantera,
para a situação não ser pior.
- Rola Pantera! – tentava fazer a cadela rolar, o que não acontecia. – acho que ficou intimidada.
- É acho que ela não gostou muito de mim. – disse observando Pantera a encarar.
- Ela não ta acostumada com movimento aqui, ainda mais de mulher – disse e pensou um pouco – quer dizer, não que
ela esteja acostumada com presença de homens, o que eu quero dizer é...
- Eu entendo . – disse rindo e o silêncio voltou – então...
- Eu vou... – os dois disseram ao mesmo tempo e se olharam rindo. – pode falar. – cedeu.
- Não tudo bem, fale. – disse.
- Primeiro as damas. – ele insistiu.
- Okay, sem tempestade no copo d’água pra apenas dizer que eu vou para o quarto. – ela falou.
- Era isso? – a olhou – e eu ia dizer que vou para o estúdio, não se preocupe ele é acústico, você não vai ouvir nada, a
menos que eu abra a porta. Mas fica de boa que eu não vou fazer isso.
- Okay. – concordou se levantando – Boa noite .
- Noite , ah e qualquer coisa o estúdio tem telefone é só segurar a tecla cinco.
- Certo. Mas eu ficarei bem – ela sorriu – acho que ainda me lembro de como subir as escadas.
Capítulo 10
- Bom dia! – chegou à sala e encontrou alongando.
- Dia ! – ela sorriu – é ioga.
- Ah que legal – ele riu – já tomou café-da-manhã?
- Não! As torradas estão saindo. – ela disse e se pôs de pé indo tomar café-da-manhã com .
- Dormiu bem? – ele perguntou.
- Sim! Muito bem, mas ainda estou com sono, dormi tarde – ela disse – tinha que terminar uma manteria sobre crianças afetadas por conta das guerras.
- Já terminou? – ele se interessou.
- Não, apenas comecei, mas ainda tenho que visitar um orfanato que tem crianças assim, aqui em Vegas. – disse.
- Muito interessante . – falou – quando você for eu quero ir junto.
- Sério? – ela o olhou surpresa.
- Claro que sim.
- Fico feliz . – ela sorriu largamente e tomou seu suco. – vou ligar no orfanato e te falo.
- Okay. – ele sorriu de volta – bom eu tenho que ir, reunião.
- Boa sorte e bom dia. – ela desejou.
- E o almoço?
- eu não vou estar aqui no horário do almoço, mas...
- Não tudo bem. Só perguntei por você mesmo. – ele disse – bom, tchau e bom dia pra você também. Ah não se esquece do show do Fall out boy. – e saiu.
- Você deve ser a Shelly! – abriu a porta.
- Sim. – uma mulher de aparentes trinta anos sorriu.
- Obrigada por vir Shelly. – agradeceu – vamos entre.
- Calma, puxa mais um pouquinho pra cá. – e a empregada redecoravam a casa de
. Realmente havia mexido em tudo menos no estúdio e no quarto de . – isso,
agora esse vaso de flores e... ufa. – as duas se sentaram exaustas no sofá – acho que sozinhos eu desmaiaria. Olha Shelly gostei do seu serviço.
- Olá! – entrou em sua sala onde trabalhava.
- Insiste em trabalhar né. – Stacy, sua colega , sorriu indo com .
- Lógico, amo isso aqui. – sorriu.
- Checa os comentários da sua coluna do site. – Stacy falou.
- A última reportagem? Sobre O preço da beleza? – ela perguntou e viu a outra concordar – porquê?
- Olha ué. – a amiga simplesmente respondeu.
- Não acredito. – dizia enquanto lia os comentários – não sei se fico feliz por ter agora meninas de treze anos lendo
minha coluna, ou triste por ser xingada de nomes que nem eu conheço.
- Casamento tem seus frutos, ainda mais com famoso. – Stacy falou.
- É. – ficou pensativa.
- Senhor . – Shelly, a empregada, aparece quando entrou em casa.
- OMFG! – ele quase grudou na parede de susto – quem é você?
- Sua esposa, , me contratou. – Shelly disse.
- Ah foi? – ele sorriu nervoso e olhou a sua volta – o que fizeram com a minha casa?
- Qualquer coisa, a sua esposa, disse para ligar pra ela, o número está no mural de recados – Shelly informou.
- Mural de recados? – o outro não entendia nada.
- Fica no corredor entre a sala e a cozinha, Dona disse que assim tudo se organiza. – a empregada repassou o
recado.
- OMG! Meu quarto, meu estúdio. – disse e saiu correndo.
- Senhor . – Shelly o seguiu – sua esposa não deixou mexer nesses cômodos, fique tranqüilo.
- Ufa, ela lembrou – respirou aliviado – você vai continuar trabalhando aqui? Qual seu nome mesmo?
- Meu nome é Shelly. – a empregada disse – e ainda não sei sobre o quanto tempo vou ficar. Dona que conversaria
com o senhor.
- Ah sim! Tudo bem. – ele concordou – disse a que horas voltaria?
- Não senhor. – Shelly negou.
- Okay, acho que você já pode ir Shelly. Tudo está muito bem, e amanhã ligaremos. – disse.
- Certo. – a mulher sorriu e se foi.
- Eu posso terminar em casa essa matéria e te passar por email. – disse à sua chefe, olhando impaciente o relógio
que marcava nove da noite.
- Eu acho melhor terminar aqui. Assim não perdemos tempo. – Donna, a chefe disse. – ou tem algum problema?
- Na verdade... – mordeu o lábio.
- , espero que o seu casamento radical, não interfira no seu trabalho. –
Donna a encarou por cima dos óculos.
- Certo – a jornalista teve de concordar, xingando mentalmente a terceira geração da família de sua chefe.
saiu do banho de tolha ao ouvir o telefone tocar.
- Alô – ele atendeu ofegante.
- “?”
- ?
-“Sim! Ta tudo bem?”
- Tudo certo, e por ai?
-“Ahn ocorreu alguns imprevistos...”
- Você não vai?
-“Não, eu vou! Eu disse que iria e vou sim, só não poderemos ir juntos!”
- Eu te espero, não se preocupe.
-“Imagina , te deixou uma mensagem na secretária, dizendo para não se
atrasar, que vocês vão participar do show.”
- É verdade.
-“Não se preocupe , eu pego um táxi e vou.”
- Cadê os seguranças?
-“Na verdade, eu achei que já não precisava deles o tempo todo.”
- Mas eles podem ir ai te buscar.
-“ me escuta, eu vou chegar viva e não muito atrasada! Okay? Eu prometo.”
- Certo . Quando chegar me liga.
-“Pode deixar, até lá .”– ela desligou e voltou ao trabalho.
Capítulo 11
- cadê a ? – um fotógrafo perguntou ao ver o músico descer do carro sozinho.
- Com licença. – ignorou a pergunta entrando na boate.
- Casal metido. – o fotógrafo comentou com outro que concordou.
- Cadê a ? – perguntou ao ver chegar.
- Oi . – riu a cumprimentando.
- Desculpa. – ela o abraçou – e ai cadê sua esposa?
- Ficou presa no trabalho. – ele disse entortando a boca.
- Não acredito. – a amiga arregalou os olhos – ela não vai vir? Eu vou ter que gritar sozinha pelo Pete?
- Porque vamos ter que gritar sozinhas pelo Wentz? – se intrometeu na conversa – Oi . – ela sorriu pra ele.
- A não vem. – falou.
- Ah não! – fez careta.
- Meninas, fiquem calmas. – disse – antes de tudo, a é uma mulher casada...
- O Pete também. – elas riram.
- Yeah, e segundo... – fez número dois com os dedos – ela vem sim, só vai se atrasar um pouco, eu acho...
- Porque não falou logo, ? – o olhou com desprezo.
- Eu bem que tentei. – o amigo riu – cadê os namorados de vocês?
- Aqueles trastes? – perguntou – conversando e bebendo ali naquela mesa. – ela apontou.
- Okay, eu vou lá. – disse indo até a mesa dos amigos.
- Há-há que ótimo. – socou a mesa e se arrependeu disso – droga! Que hora de acabar a energia.
- você está ai? – Charlie, seu amigo, perguntou com uma vela acesa.
- Infelizmente sim. – uma impaciente respondeu.
- Ixi, a Donna resolveu pegar no seu pé hoje? – Charlie colocou a vela na mesa de e se sentou na cadeira.
- Logo hoje. – ela disse sarcástica – e nos últimos detalhes da matéria, puft! Acaba a energia.
- Vejo o seu drama. – Charlie deu uma risadinha.
- Que horas são, Charlie? – ela perguntou.
- Meia noite e dezoito. – o colega respondeu – a Donna foi embora, pode ir, eu termino a matéria pra você. É sobre o crescimento dos vegetarianos não é?
- Sim. – ela concordou.
- E eu sou um, então adoraria terminar isso pra você.
- Jura? Te amo Chaz! Eu fico de devendo essa. – se levantou rápido, pegando sua bolsa.
-Tem certeza de que ela vem? – perguntou ao ver olhar pela milésima vez para a entrada da boate.
- Acho que ela não conseguiu se livrar do trabalho. – o amigo disse – está nos chamando.
- Yeah! Vamos. – foi para o palco junto aos amigos.
- Moço eu sou . – tentava convencer o segurança da boate, enquanto era fotografada naquela situação.
- porque não veio junto com ? – um fotógrafo perguntou.
- Sinto muito senhorita, hoje é somente para convidados. – o segurança disse.
- Você não foi convidada ? – os paparazzi não desistiam.
- Ah ótimo, eu esqueci meu celular. – a mulher bufou, já era meia noite e cinqüenta.
- ? – um homem, que aparentava ser músico sorriu.
- Frank Iero? – ela se assustou ao reconhecê-lo, ele a conhecia?
- Algum problema? – ele perguntou e encarou o segurança.
- Sim! Eu cheguei atrasada, está lá dentro, e eu esqueci meu celular. – ela respirou fundo.
- Dia difícil hein. – Frank sorriu – ela está comigo.
- Okay. – o segurança concordou os deixando passar.
- GALERA! – o paparazzo gritou – e Frank Iero.
- Obrigada. – sorriu.
- De nada. – ele piscou.
- Agora pode deixar que eu acho . – ela disse.
- Diz pra ele não te largar mais assim. – Frank sorriu e saiu no meio da multidão.
- . – puxou o jornalista a assustando.
- Aiai sua louca! Oi! – elas se abraçaram.
- Olha só! – apontou o palco onde Fall out boy e PATD estavam reunidos fazendo um animado cover de The Kinks.
- Já começaram tem tempo? – ela perguntou decepcionada.
- Hum acho que essa é a última música. – disse.
- Droga! Prometi que chegaria a tempo de ver o no palco. – passou a mão na testa, querendo espantar o cansaço.
- Você ainda vai ver muito. – piscou – depois dessa música show só do FOB. Gritar o Pete! Aliás nós vamos.
- Nah me desculpem meninas, mas eu prefiro o Patrick! Posso gritar ele? – disse e se assustou com a cara das amigas.
- OMFG! O Pete é um deus grego! Como assim você prefere o Patrick? – quase teve espasmos.
- Suspeitei – riu – qual é? O Patrick é muito fofo, e, aliás, eu sou uma mulher casada minhas queridas.
- Já ouvimos isso hoje. – deu de ombros – e ai menina conta como foi o primeiro dia de casados? Quer dizer na casa dele.
- Estranho muito estranho! Fica aquele silêncio mortal, sabe? – dizia – mas tudo parece estar se ajeitando, adorei os animais, o gato a cadela...
- Dormiram juntos? – perguntou curiosa.
- Não né ! – riu daquilo.
- Ah qual é! Não seria a primeira vez. – a outra retrucou.
- Nossa nem me lembre. – corou.
- Foi ruim assim? – arregalou os olhos.
- Não! Quer dizer não sei, não lembro...
- Atenção todos! Eu gostaria, de antes que meus amigos do PATD deixassem o palco, dar os parabéns ao pelo casamento! Seguiu meus passos. – Pete brincou – cadê a felizarda ?
- Na... – coçou a nunca, ela não estaria ali.
- Olha lá! – Pete gritou assustando que seguiu com os olhos o feixe de luz que iluminou , que estava visivelmente sem graça, ela olhou para o palco com um pouco de dificuldade por conta da insistente luz, e avistou que parecia surpreso, sorriu timidamente para ele que respirou aliviado e retribuindo o sorriso – Parabéns a vocês.
- Poderia me ensinar sua mágica de tele transporte? – brincou cumprimentando .
- Segredo. – ela riu e viu vir em sua direção, mordeu o lábio sem graça.
- Pensei que não viesse. – ele disse.
- Eu também. – ela concordou – mas consegui.
- Obrigado . – disse sincero – chegou há muito tempo?
- Na verdade, eu cheguei há dez minutos eu acho. – confessou.
- Ah pensei que tivesse aqui há mais tempo. – falou.
- É eu não vi vocês tocando. – ela franziu a testa – em casa eu te conto tudo.
- Tudo bem, não vai faltar oportunidades. – ele sorriu.
- Verdade, mas o cover de The Kinks ficou realmente bom. – elogiou e deixou escapar um bocejo.
- Cansada? – ele perguntou.
- Sim, mas estou adorando aqui. – ela sorriu e viu e acenar chamando por ela – tenho que ir gritar pelo Patrick.
- Pelo Patrick? – riu – okay!
Capítulo 12
- Se não tivéssemos acabado a turnê há duas semanas, estaria dentro dessa! – conversava com os amigos de outras bandas – cair na estrada com amigos e violões, é foda demais.
- E o ainda tem que curtir a vida de casado. – brincou.
- Concordo. – balançou a cabeça.
- Grande . – Frank Iero levantou a garrafa de cerveja a – parabéns pelo casamento.
- Valeu. – agradeceu.
- Escolheu bem hein. – Iero disse – a é encantadora.
- Conhece ela? – o outro perguntou.
- Conheci hoje na entrada. – Frank disse – sabe né o segurança barrou ela, ai dei uma ajudinha.
- Foi? Ela não me disse. – disse sem graça – valeu por ajudar ela.
- Que nada. Você tava no palco. – Frank deu um tapinha nas costas de – mas não deixa ela por ai não hein.
- Pode deixar Iero. – concordou.
- Uau! – acompanhava a performance de Pete no palco – podia aprender a fazer essas caras e bocas.
- ! – riu da amiga.
- Que foi? É verdade ué, as caras que o Wentz faz, mata qualquer um. – a outra retrucou se balançando com o ritmo de Hum Hallelujah.
- Apoiada ! – falou – tenho certeza que foi com uma dessas caras é que pediu a Ashlee em casamento, que ele engravidou ela...
- Não tenha dúvidas quanto a última! – riu – ain todo mundo casando, construindo família...
- Yeah! E nós aqui né. – respirou fundo e olhou que sorria vendo Patrick cantar – você é uma vaca sortuda.
- Hein? – ela franziu a testa se virando pra .
- É! Você saiu das garras de um safado que te enrolou durante cinco anos, e que por sinal te traía, era mais velho – a outra dizia – e de primeira, gol! Casou-se com um dos caras mais fofos do mundo.
- . – cutucou a amiga.
- Não ! Ela ta certa, por mais que eu não queria enxergar isso, é verdade. – a jornalista forçou um sorriso.
- “E agora para encerrarmos, uma música em homenagem ao casal da noite! Abram espaço para uma dança de e ”. – Pete disse ao microfone, e dois fechos de luz iluminaram o casal, um em cada lado da boate.
- Vai lá! Ain que lindo. – sacudiu que sentiu suas bochechas queimarem ao começar o lento toque de Golden, e se deu conta de que seria uma dança lenta. Um espaço foi deixado para o casal, onde se encontraram, visivelmente nervosos com a situação.
- O Pete é louco. – disse quando pegou em sua mão e a trouxe para junto de seu corpo. – por isso que eu prefiro o Patrick.
- Não tinha idéia de que ele faria isso. – ele respondeu sentindo apoiar as mãos em seus ombros, e desceu as suas para a cintura dela.
- Ele não sabe de nada? – eles mantinham a conversa em sussurros.
- Não. – negou sentindo o perfume dos cabelos de sua mulher.
- Está explicado. – ela deu uma leve risada.
How cruel is the golden rule?
When the lives we lived are only golden-plated
And I knew that the lights of the city were too heavy for me
And though I carry karats for everyone to see.
- Até que isso ta bem relaxante! – disse de olhos fechados, deixando apenas a guiar.
- O quê? A dança ou a voz do Patrick? – perguntou debochado.
- Os dois. – ela respondeu – que música linda.
- Podia ter ouvido as músicas lindas do Panic também. – ele disse afetado.
- Oh não aumente o peso na minha consciência. – afundou o rosto no ombro dele.
- Relaxa , só brinquei. – sorriu – sei que você deve ter ótimos motivos para ter faltado à apresentação de seu marido.
- Você é uma pessoa má, . – falou rindo.
Tongues on the sockets of electric dreams
Where the sewage of youth drown the spark of my tears
And I knew that the lights of the city were too heavy for me
And though I carry karats for everyone to see.
- Conheci a empregada. – disse sentindo a respiração fresca de bater em seu pescoço.
- Empregada? – abriu um olho.
- Yeah! Não lembro o nome dela. – ele disse.
- , quer mesmo falar sobre isso, agora? – disse com uma voz entediada.
- Desculpe, quando não sei o que fazer, falo de coisas sem noção. – ele confessou.
- Fica calmo, . – ela o encarou docemente com um singelo sorriso nos lábios, ele não estava muito diferente, seu rosto parecia mais angelical do que nunca, tinha os olhos vivos e que pareciam sorrir em sintonia com os lábios. Diminuíram o ritmo da dança.
And pray they don’t grow up to be me.
- Pronto. – sorriu se inclinando e beijando carinhosamente a testa de , que o recebeu de olhos fechados.
Capítulo 13
- , este é o Patrick! – apresentou o amigo.
- Ah... – ela sorriu sem graça – Patrick Stump do Fall out boy.
- Yeah. – Patrick sorriu também – e você é a do... ahn.. do .
- Isso ai. – a jornalista o achou mais fofo ainda – nossa eu tenho que falar, sua voz é linda!
- que me desculpe, mas você é que é linda. – Stump olhou .
- Ih sabia que não devia apresentar. – fingiu ciúmes – é uma das poucas que preferem você ao Wentz.
- Ao menos uma pessoa boa das vistas hein. – Patrick brincou.
- Pete é legalzinho, mas você é que tem A voz. – ela riu.
- Me dá seu número. – Patrick pediu e quase ouviu rosnar.
- Pega o meu. – ofereceu e os três gargalharam.
- Sério , achou a pessoa certa. – Patrick bateu de leve nas costas do amigo – cara de sorte hein.
- Valeu. – encarou o chão meio sem jeito. – agora temos que ir. Vejo você por ai Stump.
- Yeah, um prazer conhecer você . – ele sorriu e deu uma piscadinha os deixando ir embora.
- Ele piscou pra você? – passou o braço pela cintura dela antes de passarem pela porta de saída – humpf... – eles foram rapidamente fotografados pelas várias câmeras que ali havia.
- Piscou, acredita? – riu abaixando o rosto dos flashes – mais fofo do que eu poderia imaginar.
- Fizeram as pazes? – uma mulher com um gravador perguntou seguindo o casal, o que era feito por outros paparazzi, e o casal apenas ignorava – é verdade que dormem em quartos diferentes?
- Você e Frank Iero brigaram? – outro começou a especular
- Porque não liberam mais fotos do casamento de vocês? – as perguntas se misturavam e se perdiam, pois nem nem respondiam, apenas andavam grudados até o carro – pra provar que o casamento foi de verdade, ou assumem que isso tudo é uma farsa?
- o fato de Brutus Wandolf ter declarado que nunca se imaginou casado com você, a afeta?
- Como assim? – sussurrou com raiva para , não sabia daquilo.
- Calma. – disse abrindo a porta para ela entrar e deu a volta correndo, e entrando também.
- Chegamos . – disse ao desligar o carro – ? – ele a chamou novamente, mas percebeu que ela dormia e achou melhor não acordá-la, cuidadosamente a pegou no colo e a levou para o quarto – Boa noite. – ele sorriu e apagou a luz.
-, podemos almoçar juntos?”
- Claro. A que horas posso te pegar ai?
- “Meio dia. Temos assuntos a tratar.”
- Okay. Até lá. – e desligou.
- Parabéns . – sorriu para o amigo e lhe entregou um jornal – seu nome nunca saiu tanto na mídia.
- “Frank Iero, pivô de crise no relacionamento de e .” – leu aquilo – que mancada a minha.
- É se quiserem continuar com esse casamento acho melhor, melhorarem essa relação de vocês. – disse sentado em uma caixa de som.
- Por exemplo: A mídia quer fotos do casamento! – disse sábio – as que saíram mal dá pra ver vocês dois.
- Vou fazer uma lista de assuntos a tratar com a . – concordou pensativo.
- Yeah, mas diz ai como é ter uma mulher como a dentro de casa e não pegar? – perguntou fazendo os outros rirem. - qual é? A é muito bonita, com todo o respeito .
- É você ta certo, ela é muito bonita mesmo, e não sei, ontem foi o primeiro dia dela lá em casa, foi normal de um jeito bem estranho. – respondeu sem saber explicar.
- A gente finge que entende. – balançou a cabeça rindo.
- Hoje temos entrevista. – disse.
- À que horas? – olhou no relógio.
- Vamos gravar às três da tarde. – o outro falou – parece que vai ao ar à noite.
- Hum certo. Então eu já vou, até as três. – pegou suas chaves.
- Boa sorte little . – se despediu.
- Desculpe a demora. – entrou no carro – a praga da minha chefe sempre arranja um jeito de me importunar.
- Ahn acho que são poucos os que se dão bem com os chefes. – falou dirigindo até um restaurante por perto.
- Sorte sua ser músico. – disse descendo do carro – sei que tem exigências, mas nada comparado à Donna Smarty.
- Vamos nos sentar ali. – ele indicou um boa mesa, afastada, onde poderiam conversar em paz. – o nome da cruz é Donna?
- Sim. – se sentou de frente pra – ah e foi por culpa dela que eu cheguei mega atrasada ontem no show.
- Mesmo? – tirou os óculos escuros.
- Foi! Justo ontem ela implicou que eu tinha que terminar a matéria no escritório e não podia levar pra casa, como geralmente faço. – ela contou tudo o que aconteceu.
- Aí esse Charlie terminou pra você? – olhava o cardápio.
- Sim! E ficou maravilhosa a matéria. – sorriu – mas me diz como foi o seu dia até agora?
- Normal, gravamos um vídeo inútil pra pôr no myspace – ele riu ao ver a cara que fez – sim, coisa inútil mesmo. Fiquei sabendo que vamos gravar um programa na MTV hoje, às três horas.
- Legal, muito emocionante vida de músico bem sucedido. – ela disse.
- E todo mundo ta falando sobre uma suposta crise nossa, que você me traiu com o Frank. – fechou o cardápio e viu o garçom se aproximar.
- Difícil conviver com essa imprensa hein? – falou e esperou fazer os pedidos pra explicar tudo – então, também é culpa de Donna Smarty, ela me prendeu lá, e aconteceu tudo, e eu saí correndo e esqueci meu celular no escritório, não tinha como eu te ligar, e fui barrada na entrada e o Frank me ajudou.
- Entendo, e nós temos que mudar isso . – disse – sairmos mais juntos, er... abraçados.
- Yeah, eu sei. – ela concordou – hey e sobre a empregada , a Shelly?
- Ahn levei um susto quando entrei em casa e vi ela. – contou – mas a casa ficou muito melhor mesmo.
- Verdade. – sorriu – olha ela tem escolaridade completa, boas referências, sabe receitas brasileiras e chinesas, fala espanhol...
- Por que ela é empregada? – teve que perguntar.
- Ela é imigrante do México, entendeu?
- Entendi, bom então não vejo porque não contratar a... – ele forçou a expressão.
- Shelly. – o lembrou.
- Isso mesmo. – ele concordou – Shelly.
Capítulo 14
e almoçavam e trocavam algumas palavras sobre assuntos inúteis.
- me dá sua mão! – disse olhando fixamente para ele, suas mãos estavam sobre a mesa, diferente das do marido que tinha uma mão no queixo e outra pousada na perna.
- Ahn? – a olhou sem entender.
- Sua mãos meu bem. – ela disse com um doce sorriso, que fez ele entender e suas mãos foram de encontro às de , e logo ouviram cliques.
- Desculpa eu sou meio lerdo. – disse sorrindo, mantinham aquela cena tão real, brincavam com o dedos um do outro.
- Quando pequena, adorava brincar de guerra de dedos. – riu começando a brincar daquilo com que logo venceu – ah não vale, eu era muito boa nisso.
- Falta de treino. – piscou rindo – ou então você que é ruim mesmo.
- Não senhor, o seu polegar que é grande demais. – respondeu.
- O seu que é pequeno demais. – retrucou – não se mexe!
- O quê? – arregalou os olhos – tem algum bicho em mim?
- Quase isso! – ele brincou pegando o guardanapo.
- Tira ! Por favor! – ela pediu em pânico.
- Pronto, calminha! – ele limpou o canto do lábio dela – era molho de tomate. – sorriu amarelo.
- Era molho? – franziu a testa – você disse que era quase um bicho.
- Ah isso vai da imaginação de cada um. – falou e conseguiu um sorriso de .
- Besta. – ela balançou a cabeça – mas eu te perdôo, deve ter rendido ótimas fotos.
- Verdade. – ele concordou.
- Oh não, meu horário de almoço já está acabando. – falou ao consultar o relógio de pulso que usava.
- Humpf... vai fazer plantão hoje também? – o marido perguntou.
- Plantão? – ela riu – espero que não! Vou tentar sair o mais cedo possível.
- Da última vez que eu ouvi isso...
- Eu prometo, quer dizer, não prometo! – ela disse – eu vou voltar pra casa mais cedo, certo ?
- Se você diz, ! – ele sorriu.
- Espero que a Hilary não pergunte do casamento. – disse terminando de arrumar o cabelo.
- Do jeito que ela é – abanou o ar.
- PANIC AT THE DISCO! – a apresentadora os chamou. Ao entrar, os garotos tocaram Nine in the afternoon.
- Como estão? – Hilary perguntou enquanto eles iam se sentando no sofá de frente sua poltrona.
- Bem. – respondeu sorrindo.
- Parabéns pelo sucesso de Pretty Odd. – ela elogiou – foi uma mudança radial do primeiro CD, não?
- Sim! Mas estamos muito felizes com a resposta do público quanto a isso. – respondeu.
- E a faixa que merece destaque é...?
- Concordamos que é Northern Downpour. – olhou os outros que concordaram.
- Esse segundo álbum deixa o gênero emo-rock por sons um tanto sutis não?
- Nós amamos as músicas do Pretty Odd. É mais um rock clássico. – falou.
- E quanto às várias comparações com The Beatles e Beach Boys. A maioria das faixas lembra algo do Sergeant Pepper dos Beatles.
- Aquelas faixas são nostálgicas e nós somos profundamente influenciados por bandas como The Beatles e The Beach Boys. A nossa maturidade como músicos provavelmente ajuda a navegar pelo disco. E nós sentimos que o segundo disco está mais refinado do que o primeiro. – disse.
- Meninos, e aquela afirmação de que vocês seriam o novo Radiohead?
- Não ligue, isso é o que acontece quando você fica bêbado durante a entrevista. – assumiu a culpa. E assim seguiu a entrevista
- E o hoje ta tão caladinho. – Hilary olhou – nenhuma piada ainda, será porque casou?
- agora é o homem da casa, então está tentando se acostumar à seriedade. – zombou.
- Isso meus garotos vamos falar da vida pessoal. – a loira riu – na última entrevista lembro de alguma coisa do tipo: “estou curtindo a vida solteira, compromisso não estão nos meus planos.” E agora está casado!
- Pois é. – ele deu um meio sorriso – algumas coisas a gente não prevê!
- Você e a não se casaram muito rápido? – ela perguntou.
-Você acha? – devolveu a pergunta – a verdade é que quando se acha alguém especial, não pode deixar fugir. – todos riram.
- Como se conheceram?
- Amigos em comum. – respondeu, tinha que pensar rápido em tudo.
- E sobre as fotos do casamento? Não foi uma cerimônia tradicional, pelo que podemos ver nas duas únicas fotos, reveladas á mídia. – Hilary perguntou e todos da banda olharam pra , nervosos por ele naquela situação.
- Na verdade, esse foi o segundo casamento, quer dizer a segunda cerimônia, que decidimos como tema: Las Vegas. – se expulsou fazendo aquilo parecer realmente real, causando risos nos amigos – sabe né, nos casamos de novo na lua-de-mel, foi bem divertido, dá pra ver que não estamos sóbrios.
- E só agora você conta isso? – a apresentadora ficou brava – agora exigimos mais fotos desse casamento.
- A é muito reservada por estar no meio jornalístico, ela sabe bem como tudo funciona - ele falou. – por isso resolvemos não alardear, foi uma coisa só pra amigos mesmo.
- se tiver nos assistindo, ouça o nosso apelo: Libere as fotos do casamento mais comentado do mês. – Hilary disse encarando a câmera – o quê? Ela está no telefone?
- Ahn? – franziu a testa.
- A produção conseguiu localizá-la no trabalho – a loira disse feliz – Alô ?
- “Oi?” – respondeu sem muita certeza do outro lado.
- , a jovem que fisgou nosso .
- “Pois é!” – a jornalista riu nervosa, assim como que sentia suas mãos umedecerem com o suor do nervosismo.
- Então, conte como é ser casa com um músico famoso, como ?
- “Na verdade é complicado, mas nada foram do comum. E vale a pena os esforços. Entendo que seja uma pessoa pública, e eu sou uma fã dele, então entendo bem.”
- Ownn que fofo, os primeiros meses são mesmo de lua-de-mel. – Hilary disse – onde passaram a mágica lua-de-mel?
- “Hum não viajamos infelizmente, então só tivemos uma noite no Cassino Monte Carlo”. – respondeu, ela se encontrava em uma arriscada situação, falava baixo já que Donna lhe encarava de sua mesa, tinha que desligar.
- É ficamos sabendo desse detalhe. – Hilary deu uma risadinha – mas me conte, qual mania do é a pior?
- “Mania? Ele não tem muitas, acho que a pior é...” – tentava pensar em qualquer mania – “ ... a de tomar banho com a porta aberta.” – todos riram e as mulheres da platéia gritaram.
- OMG! – a apresentadora gargalhou apontando que era focado pela câmera – revelações quentíssimas, agora a última pergunta , essa carinha doce do , é realmente como ele é na hora H?
- “Outch.” – arregalou os olhos, como responderia àquilo? Ao ver Donna se levanta da cadeira se apressou – “definitivamente é só a carinha mesmo.” – ela disse rápido – “mas ele sabe sim ser muito doce.”
- Uh! – Hilary ria de tudo aquilo, mas não tanto quanto , e – ta certo , obrigada por nos atender.
- “Imagina, beijos .” – a jornalista disse e desligou colocando um sorriso sacana no rosto ao ver Donna dar meia volta.
Capítulo 15
e estavam sentados no sofá da sala, assistindo ao começo do programa do qual a banda havia participado mais cedo.
- qual é o nome dessa música? – perguntou vendo eles tocando na TV.
- That Green gentleman. – ele respondeu e a olhou – por quê?
- É boa. – a mulher disse e voltou seu olhar para a tela da TV onde mostrava a banda indo se sentar para a entrevista.
- Segundo casamento? – olhou .
- Cara eu não sabia o que responder – ele se justificou – você não tem noção do que é responder àquelas cara a cara.
- Cara a cara realmente não sei, mas pelo telefone e com a sua chefe te vigiando também não é tranqüilo. – ela disse – como assim fotos do casamento?
- Eles querem fotos da festa, cerimônia...
- Percebi , mas nós não temos. – ela falou.
- Fácil, diz que não libera, já deixei claro que é você quem manda nessa parte. – disse.
- Aham ta, a Hilary praticamente lançou um movimento: LIBERE AS FOTOS! – ajeitou o cabelo atrás da orelha pensando nervosa – se eu não liberar, vou será megera, vão invadir aqui em casa...
- Okay, respire . – disse calmo – é só fazermos um casamento falso, só pra ter fotos.
- Casamento falso? – ela franziu a testa – seria o terceiro casamento.
- Não! Fazemos um normal e falamos que foi o primeiro entendeu? Eles só viram fotos do casamento no Cassino, onde eu disse que foi o segundo casamento, aí nós falamos que o primeiro, esse que nós podemos fazer, e liberar as fotos. – explicou.
- Então um casamento para ter fotos? – concluiu em dúvida.
- Essa é a idéia. – ele concordou – nossa eu fiquei muito nervoso nessa hora – ele comentou a parte em que mostrava Hilary dizendo que conseguiram falar com .
- Imagina minha cara quando disseram que era da MTV. – falou.
- Imagino. – balançou a cabeça – como assim tomo banho coma porta aberta?
- Nossa. – ela riu tapando o rosto com as mãos – me desculpe , foi a primeira coisa que eu pensei.
- Mas de onde tirou isso? – ele perguntou rindo.
- Brutus tinha essa mania. – ela falou em um tom baixo.
- Ahn... – parou de rir e encarou a TV – mas sabe que sob pressão você se sai muito bem, em vista de mim.
- Essa: “só é a carinha mesmo” foi boa né. – os dois riram – tive que responder mega rápido, a Donna minha chefe já estava indo brigar comigo.
- Você me desculpe, mas essa Donna é um saco. – falou.
- E eu não sei? – torceu o nariz – e agora? Que música é essa?
- Camisado. – ela respondeu – do primeiro cd.
- As duas são boas mesmo. – o jornalista sorriu – pelo menos você tem uma boa banda, imagina se no seu lugar fosse um cantor country, ou até quem sabe uma boyband tipo V.
- É olhando assim, você escolheu bem. – riu.
- Temos que ver esse casamento falso né. – disse.
- É sim, vai ter que ser tudo bem esquematizado, pra não descobrirem. – ele falou – o que vai ser difícil.
- Vou pensar em alguma coisa. – disse.
- “Alô?”
- Alô mãe? – disse ao atender o telefone.
- “” – a mãe disse em um tom bravo.
- Ainda está brava comigo? – a filha mordeu o lábio esperando a resposta.
- “Sim! É inaceitável uma coisa dessas, ora essa, não convidar a família para o casamento, ainda mais SEU casamento, um fato inédito, nunca achei que fosse se casar.”
- Como assim?
- “Duvidava que o Brutus fosse se casar, conheço bem esse tipo.”
- Pois então, mas eu me casei com o .
- “O que não melhora nada, coisa estranha, troca de namorado sem avisar à família e do nada se casa. Nem parece minha filha , certinha e organizada.”
- Me cansei de ser sua filha certinha, organizada e BEATA.
- “Olha como fala com a sua mãe. Se fosse sua irmã Susie, não seria assim.”
- Não mesmo, porque eu sou a . – ela retrucou segurando as lágrimas – humpf, deixa. Não devia ter ligado, tchau. – e desligou.
- Olha só, o que acha de ser... – disse ao ver entrar na sala, mas parou ao ver sua nada feliz cara – o que aconteceu?
- Nada. – ela respondeu pegando Cyrus do chão.
- Ahn então, o que você acha... – ele continuou.
- amanhã a gente conversa. – foi para o quarto com o gato.
- TPM? – se perguntou pensando estar sozinho.
- Não, não é TPM! – respondeu de onde estava, o assustando – liga pra Shelly e diz que ela ta contratada.
- São onze horas da noite. – ele a lembrou meio inseguro.
- Não me diga. Liga pra ela . – quase ordenou.
- Okay! – ele sem muita escolha obedeceu – “Caramba se TPM for pior...” – ele pensou, já que assim era mais seguro.
Capítulo 16
- Bom dia! – disse alegre ao entrar na cozinha e ver pegando leite na geladeira.
- Bom dia? – ele respondeu surpreso com a mudança de humor da mulher – Shelly chega às oito.
- Certo, muito obrigada por ligar pra ela. – sorriu.
- Não foi nada. – ele disse.
- eu estava pensando. – disse enquanto colocava café em uma xícara – nosso casamento pode ser na semana que vem.
- Yeah, tem que ser logo, até porque a banda fará um pequeno tour logo, logo. – disse.
- Pois é, e sabe mais o que eu pensei? – ela arregalou os olhos pressionando os lábios, fazendo um suspense alegre.
- Você pensou muito . – ele riu – mas o que é?
- Em como fazer nosso casamento não ser descoberto. – ela disse.
- Como?
- Fácil, é só não ser o NOSSO casamento. – falou simplesmente.
- Ahn, eu acabei de acordar, pode ser mais específica? – ele pediu.
- Imaginei. – deu uma risadinha – é só fazermos nosso casamento, mas trocarmos os noivos, entende? – ele negou – olha só , a imprensa está nos perseguindo então nós fingimos que somos apenas convidados do casamento, mas quando chegarmos ao casamento, nós que vamos nos casar, entende?
- Hum, to começando a entender. – balançou a cabeça – alguma idéia para os noivos?
- Você quem tem muitos amigos, arranja um que tenha namorada, e não seja famoso. – disse.
- Boa idéia . – sorriu – vou achar alguém.
- Eu vou começar a preparar a decoração e o resto. – ela disse.
- ! – e Polyanna invadiram o trabalho da amiga.
- Meninas. – ela sorriu nervosa, olhando a sua volta.
- Viemos ver como você está! – sorriu falsa – mentira, já sabemos de tudo.
- Uau mundo globalizado é outra coisa né. – balançou a cabeça.
- Para de falar em linguagem de jornalista – fez careta – e o que você ainda ta fazendo ai sentada?
- Essa é a minha cadeira, na minha sala. – sorriu.
- O seu casamento é na semana que vem, quer se casar de toalha e no banheiro da sua casa? – perguntou.
- Ahn? – quase não acompanhou o raciocínio das amigas que logo a puxaram da cadeira e pegaram sua bolsa – minha chefe!
- Sem desculpas. – falou e elas saíram dali.
- Cara de quantos casamentos seu, eu vou ficar sabendo? – perguntou zombando.
- Se tudo der certo, este é o último. – disse.
- vai se casar o tanto de vez que dizia que não se casaria. – falou.
- Ixi coitadinha da , vai acampar na igreja. – riu.
- Okay macacada, é o seguinte. – encarou os amigos – eu preciso de alguém... – e contou o plano.
- Poxa que plano mais mirabolante, tudo isso pra se casar. – balançou a cabeça – a é só jornalista mesmo?
- Às vezes acho que não hein. – sorriu – mas e ai?
- Cara, amo a , mas casamento agora não. Foi mal. – disse – o e a ! Pronto.
- Hey nem vem. – se assustou – não iria querer se casar, sabe...
- Okay gente já entendi o quanto vocês não querem se casa...
- É , você já vai se casar o bastante por nós. – brincou – hey eu posso ver por ai se tem algum conhecido que é namorado e se ajeitaria a farsa.
- Já comprou as alianças também? – perguntou.
- Já temos. – mostrou sua mão esquerda.
- Qual é? São horríveis essas de vocês. – disse – parece ser feita de latão.
- Maldade. – analisou – pior que é verdade. – ele tirou a aliança – nem nossos nomes têm.
- Oucth. – teve que rir de – são seis meses de casamento , não são seis dias, tem que fazer valer a pena.
- Ah qual é? – abanou o ar – está vivendo os dias mais insanos e excitantes da vida dele. É tudo surreal o que está acontecendo.
- Têm sido bem diferentes mesmo. – concordou sorrindo.
- Gente já volto. – se afastou um pouco das amigas e atendeu o celular – Alô Mãe?
- “Filha!”
- Ta tudo bem?
- “Não! Eu tenho que pedir desculpas por ontem á noite.
- Não está mais me odiando?
- “Odiando? Ora essa , eu só fiquei preocupada, nunca quis falar aquelas coisas.”
- Foi errado não te contar, me desculpe.
- “Tudo bem, já passou, o que importa é que você está feliz! Vi fotos de vocês juntos na TV . Formam um belo casal, como é mesmo o nome dele?
- , mãe.
- “Isso mesmo, parece muito simpático. Sua prima Geórgia está em estado de choque, parece que ela é fã da banda dele.”
- Sério?
- “Sim, filha venha nos visitar e apresentar o pra família, que tal no fim de semana que vem?
- Ir ai? Ahn eu vou falar com , sabe né, músico tem agenda lotada.
- “Ele achará um espaço pra você e sua família.”
- Okay mãe, tenho que desligar, vou falar com ele.
- está com saudades? – riu ao ver voltar.
- Era minha mãe. – disse.
- Ela vem? – perguntou.
- Não claro que não, ela não sabe de nada. – respondeu – aiai eu tenho exatamente uma semana, nenhuma loja de noivas vai conseguir um bom vestido nesse prazo. E eu não quero me casar de toalha. – olhou .
- E você não vai, é só ficar calma. – sorriu.
- JÁ SEI! – deu um grito de empolgação.
- Oh uma epifania! – riu – diga .
- Meu irmão! – ela respondeu.
- Cadê? – olhou em volta.
- Não ele não está aqui. Mas ele é estilista. – ela disse.
- Sério? – ficou surpresa – qual o nome dele?
- Eric. – respondeu – você nunca deve ter ouvido falar dele, ele é um estilista digamos que, decadente. Mas pode nos ajudar.
- Não custa tentar. – falou.
- Sister! – Eric abraçou .
- Eric, precisamos muito da sua ajuda. – a irmã disse.
- OMG! Essa é ? A danadinha que o tudo de bom ! – Eric arregalou os olhos.
- Oi! – sorriu.
- E o que posso fazer por vocês? – Eric perguntou.
- Precisamos urgentemente de um vestido de noiva. – a irmã disse.
- Você vai se casar ? – ele deu um grito – tenho que ligar pra mamãe, você quer que eu faça seu vestido? Que honra , e o já tem roupa?
- ERIC! – gritou o assustando – para de falar, você não vai ligar pra ninguém e eu não vou me casa, é a !
- Mas de novo? – ele olhou a jornalista.
- Eric você é um paparazzi ou estilista? – perguntou.
- Gente quanta energia negativa! – ele estalou os dedos e rodopiou – e sim eu sou um estilista mas adoro uma fofoca, mas okay depois vocês me contam tudo, vamos ver os vestidos, que cor?
- Provavelmente branco. – disse e teve que rir da figura que era o irmão de .
- Que tal esse? É o último que eu fiz. – ele mostrou um vestido branco, tipo tubinho, tomara-que-caia e curto.
- Isso nem parece vestido de noiva. – fez careta.
- Eu não usaria isso, é quase uma blusa. – disse – têm outros né?
- É claro querida. Isso aqui é um ateliê. – Eric disse ofendido e começou a mostrar vários modelos de sua autoria, todos bem exagerados.
- Vestidos modernos, não? – analisava um vestido de frente única com apliques de flores e plumas.
- O que acha desse? – pegou um vestido enorme, de saia balonê.
- Deve ter quem goste. – disse – OMG. – ela arregalou os olhos ao ver o vestido que Eric segurava, era decotado até o umbigo e a saia com armação, começava curta e aumentava na parte de trás, com fitas douradas.
- Minha obra prima. – o estilista disse sorridente.
- Adorei esse. – mostrou um vestido estilo melindrosa e elas riram.
- Oh não, o que eu vou fazer? – se jogou em um sofá do ateliê- eu não vou achar um vestido a tempo.
- Vai sim. – disse.
- Minha família não é muito normal, então minha mãe não guardou o vestido dela pra eu usar quando/se eu casar. – falou.
- LÓGICO! – gritou mais uma vez naquele dia.
- Você bem que podia parar de gritar né? – disse pra amiga.
- Eu tive uma idéia sua chata. – fez careta – Eric você vai ter que usar o talento que você julga ter e nos ajudar.
- Eu tenho viu, desnaturada. – o irmão resmungou.
- Vamos logo. – disse apressada.
- Aonde? – e perguntaram.
- Sua casa? – Eric desceu do carro junto com as três.
- Esperava uma idéia pra me ajudar. – torceu o nariz.
- Mas é pra te ajudar. – respondeu – sem mais perguntas, lá dentro vocês entenderão – ela abriu a porta e eles entraram.
- Okay. – Eric concordou vendo a irmã subir as escadas.
- Aqui está. – ela sorriu descendo com uma enorme caixa nas mãos.
- O que é isso? – perguntou e a amiga colocou a caixa cuidadosamente no sofá e a abriu.
- OMG . – se assustou ao ver o que havia dentro da caixa.
- Sim, minha mãe me deu o vestido dela. – sorriu.
- . – Eric a encarou – você vai...
- Yeah, ele agora é seu. – ela disse.
- Claro que não. – recusou – eu sei que estou desesperada, mas é seu, da sua mãe, eu não posso aceitar.
- você vai aceitar. – a amiga afirmou – eu nem sei se vou me casar. E você vai fazer bom uso dele! Aceita logo, é meu presente de casamento. Você já é uma amiga muito especial, então eu não aceito um não como resposta.
- Nossa que cheiroso. – Eric cheirou uma blusa – é do ?
- Eric. – pegou a blusa.
- Mas qual é a minha função aqui? – ele perguntou.
- Acéfalo! Você é o estilista lembra? – disse – esse vestido é antiqüíssimo, a não pode se casar com isso que até ombreiras devem ter, ai você vai dar um “up” no vestido, entendeu?
- Agora sim. – ele sorriu – então vamos lá , me diz como quer, que aqui tem muito panos. – e os quatro ficaram planejando o vestido.
Capítulo 17
- Que milagre você em casa! – entrou na sala, onde assistia TV com Cyrus deitado em sua barriga, quase cochilavam.
- ! – sorriu – tadinho, até o Cyrus ficou entediado com a programação da TV.
- Qualquer um fica. – ele disse – olha só somos nós! – ele apontou a imagem que passava na TV.
- “O casal criticado pelo comportamento, parede ter reagido e mostra que estão realmente casados e apaixonados, será mesmo?”
- Ahn ontem no restaurante. – riu – deu certo! Os ângulos ficaram ótimos.
- Você ta desenvolvendo um radar pra paparazzi. – brincou e se sentou no sofá – fomos ótimos atores.
- Com certeza. – ela sorriu – olha só a ciumenta Pantera!
- Menina do papai. – acariciou a cadela. – hey quer fazer alguma coisa pra se divertir?
- Tipo o quê? – ela o olhou.
- Guitar Hero! – comemorou – no PS3!
- Não me venha com essa de que você joga Guitar Hero! – falou conectando o vídeo-game na internet.
- Qual o problema? Eu tenho irmão! – disse – e modesta parte, eu sempre fui boa.
- Okay, daqui pra frente não vou mais me surpreender com você! – riu surpreso – diz uma música ai!
- Hum, The Rock Show do Blink 182. – ela sorriu.
- Ótima escolha! – concordou escolhendo a música pedida.
- Já aviso que vou no hard, porque tem séculos que não jogo. – ela avisou.
- Desculpas! – fez careta, estavam prontos para tocar.
- AÊ! – comemorou por ter ganhado de – Noventa e sete por cento! Chupa essa!
- Não valeu, eu fui no expert e você no hard! – ele reclamou.
- Eu avisei, mas agora eu vou no expert e pode escolher a música. – deu de ombros – ah não, nem vem , PATD não vale.
- Lógico que vale. – ele riu – vai London Becknoded songs about Money.
- Apelou! – ela mostrou língua e começaram a tocar.
- HEY! – gritou quando propositalmente esbarrou nele, o fazendo errar algumas notas.
- GANHEI! – pulou no sofá – eu ganhei do próprio , tocando PATD! Inacreditável.
- Você sabe que roubou. – ele disse.
- Dois a zero . – a mulher o provocou – pode procurar outro emprego.
- Quanto tempo fazia que você não jogava? – ele perguntou se sentando no sofá.
- Realmente muito! Um ano e meio eu acho. – disse e viu ele rir debochado. – qual é? Ganhei e pronto.
- Senhora , telefone. – Shelly apareceu.
- Vai ter revanche. – ele ameaçou e atendeu ao telefone.
- Banana . – fez careta rindo.
- Alô? – ele atendeu rindo.
- “ meu filho!”
- Mamãe?
- “Que saudades meu bebê! Eu não acredito que você se casou!”
- Ahn... é foi mãe!
- “Eu estou tão feliz, eu a vi! Tão linda.”
- Pois é.
- “Só quero avisar uma coisa: Venha nos buscar no aeroporto, eu e sua avó acabamos de chegar”.
- Aonde?
- “Querido, Las Vegas, onde você mora...”
- Vocês estão aqui?
- “ está tudo bem? Andou usando tóxicos? É claro que estamos aqui, estamos esperando, não demore e traga a... . Te amo, tchau.” – ele desligou e se virou para .
- Que foi ? – ela estranhou a cara de assustado dele – não sabia que perder no Guitar Hero te fazia tão mal assim.
- Minha mãe ta aqui! – tinha o olhar fixo e estava pálido, assim que entendeu a situação ficou no mesmo estado. – temos que ir buscá-la no aeroporto.
- OMFG! – caiu no sofá.
- Okay, nos casamos rápido porque... – os dois conversavam sobre as resposta que dariam a mãe de , enquanto iam para o aeroporto.
- Porque participamos da promoção casamentos instantâneos! – gargalhou.
- Acho que está fora de questão. – entortou a boca, mas não pôde deixar de rir – porque ela resolve vir aqui logo agora?
- Mudando de assunto ... – disse – minha mãe me ligou e disse que quer te conhecer e falou pra irmos a Los Angeles no fim-de-semana que vem.
- Outch. – a olhou – e você disse o que?
- Que iria falar com você. – ela respondeu quando o sinal ficou verde e continuou o caminho – algum problema?
- Acho que é melhor esperar mais, não? – ele perguntou em dúvida.
- Esperar? Mais cedo ou mais tarde isso vai acontecer, ou não? Você quer que a minha família continue brava comigo por eu ter casado e não ter contado? – ela o encarou – não quer conhecer eles , é isso?
- Não , não é isso, calma! – disse aflito, aquilo parecia o começo de um briga, com o que ele não estava acostumado – eu não disse isso.
- Pode falar , estamos casados, não use meias palavras – a mulher disse e cruzou os braços – é fácil pra você né, sua mãe está aqui na cidade agora.
- me escuta. – ele a olhou rápido – não é nada com a sua família, eu só acho que para conhecer a família precisa de um conhecimento maior entre a gente. Vão ter perguntas...
- E com a sua mãe, querido? – ela fez questão de mostrar seu cinismo.
- É diferente. – ele falou estacionando no aeroporto e desceu do carro bravo – podemos resolver isso depois. – ofereceu a mão para ela que o fuzilou com o olhar.
- É claro que vamos discutir isso em casa. – ela aceitou sua mão e foram em direção à entrada do aeroporto – eu não desisto fácil!
- Certo. – ele deu uma risadinha disfarçada, e pensou em como seria “legal” sua mãe conhecer logo quando ela estava com aquele humor.
- Qual o nome da sua mãe? – perguntou.
- Josephine, mas ela gosta que a chamem de Joe. – ele disse – e o da minha avó é Elizabeth.
- Avó? – o olhou e ele sorriu confirmando.
Capítulo 18
- Mamãe! – sorriu.
- Oh... – Josephine abriu um largo sorriso e veio na direção do casal – ! – ela abraçou a nora primeiro.
- Como foi de viagem Joe? – perguntou simpática deixando o marido surpreso, era incrível a mudança de humor dela.
- Muito bem querida. – a sogra disse abraçando agora o filho.
- Meu amor, vejo que você está muito bem.
- Estou sim mãe. – concordou – cadê a vovó?
- Está voltando do banheiro – Joe falou e deu um passo atrás para analisar melhor o casal – meu bebê, mal acredito que está casado.
- Josephine... – Elizabeth chegou – !
- Vovó. – a abraçou, e ela viu pelo ombro do neto e o largou rapidamente indo até a jornalista.
- Você deve ser . – Elizabeth disse sorrindo.
- Sou sim, e a senhora deve ser a Elizabeth. – respondeu com o mesmo tom, brincando.
- Orgulhosamente avó do seu marido. – a avó disse e sorriu sem jeito – mas faço questão que você me chame de vovó.
- Certo, vovó Beth. – arriscou uma intimidade a mais.
- Melhor ainda. – a mais velha respondeu.
- Vamos meu filho, pegue as malas. – a mãe pediu, e ele pegou enquanto as três iam à frente conversando.
- Pode ir na frente! – disse à Josephine antes de entrarem no carro.
- Imagina , você é a esposa! – a sogra falou – o seu lugar é ao lado do – ia relutar – não adianta insistir. – Joe logo fechou a porta de trás.
- Ela é assim mesmo. – disse ligando o carro.
- Que bom que puderam vir juntos nos buscar. – Joe disse – porque vida de jornalista parece ser bem corrida e cheia, não?
- É sim, mas no sábado eu só trabalho de manhã. – disse.
- Vocês estão brigados? – Elizabeth estranhou.
- Porque mamãe? – Joe perguntou sem entender.
- Ora essa Josephine, eles entraram no carro e não se beijaram, quase não se tocam ou falam um com o outro – a avó disse – ainda mais jovens que tendem a ter um relacionamento tão caliente.
- A é tímida vovó. – disse.
- Bobagem. – Elizabeth abanou o ar – timidez, bom é aproveitar, bem me lembro de meu Wilson.
- Desculpe vovó. – disse sem graça – é que com o é meio difícil tudo o que fazemos em público sai na TV ou revistas.
- Oh sim, entendemos perfeitamente. – Joe disse – viu m mamãe?
- Ah é, ta. – Elizabeth resmungou.
- Nossa filho, como sua casa melhorou hein. – assim que entrou na casa, Joe comentou.
- É, a deu uma mudada no ambiente. – ele disse colocando as malas na sala.
- Não digo que mulher é fundamental a um homem? – ela sorriu – preciso tirar meus sapatos, eles estão me matando. Onde será o nosso quarto?
- Tem um pra mim? – Elizabeth perguntou – sua mãe fala dormindo.
- Claro, claro. – o neto riu – Shelly?
- Sim. – a empregada apareceu.
- Leve as malas para os quartos de hóspedes. – pediu e a empregada o olhou em dúvida.
- Senhor , um dos quartos está sendo ocupado pela... – Shelly ia dizendo.
- Oh sim, minhas coisas. – a interrompeu rapidamente e olhou a sogra – achei que ficaria muito cheio nosso quarto e coloquei um pouco das coisas no de hóspede. Me desculpem, Shelly pegue minhas coisas e coloque no quarto do... no nosso quarto.
- Sim senhora. – a empregada obedeceu sem entender nada, mas pegou as malas e foi fazer o que lhe fora pedido.
- Até empregada você tem agora. – Joe sorriu se sentando no sofá – vejo que esse casamento só trouxe melhoras.
- Que bom que acha isso. – sorriu se sentando no outro sofá – e então pretendem ficar por quanto tempo em Las Vegas?
- Ainda não sabemos né mamãe. – Josephine respondeu – queríamos mesmo era te conhecer.
- Verdade? – sorriu meio assustada.
- E agora tem algum fotógrafo por perto? – a avó perguntou vendo que o neto acompanhava a conversa de pé e não junto à .
- Estava com o pensamento longe. – ele balançou a cabeça e foi até e se sentou ao lado dela, sorrindo para Elizabeth.
- Casais de hoje. – a avó respirou fundo.
- anda preocupado com a pequena turnê que fará logo, logo. – disse pegando a mão do marido e a acariciando, do que gostou.
- Turnê? – a sogra se espantou – pensei que estivesse de férias.
- E estou, essas foram grandes! – o filho disse retribuindo o carinho na mão de – mas teremos alguns shows pela frente, nada muito longe.
- Oh filho, vida de músico é realmente solitária. – Joe comentou – mas leva a pra essa turnê.
- Imagina Joe. – ficou sem resposta – eu adoraria, mas sabe né, jornalista está sempre trabalhando.
- É verdade. – a sogra concordou – mas é só dizer quando, e eu venho lhe fazer companhia.
- Seria ótimo. – sorriu e observou sua mão jun to a de . – e então estão com fome?
- Oh eu estou querida. – Beth disse – é a empregada que cozinha?
- Podemos ir a um restaurante. – sugeriu.
- Tenho uma idéia melhor. – Josephine sorriu largamente – eu cozinho, faz tempo que não cozinho pro meu filhote e assim vocês podem ficar juntinhos aqui na sala.
- Okay. – concordou, nem adiantaria discordar mesmo.
- Contem meus filhos, como vocês se conheceram? Adoro essas histórias. – Elizabeth pediu enquanto esperavam Josephine preparar o jantar.
- Amigos. – disse. – o .
- . – disse ao mesmo tempo, deixando a avó sem entender.
- Os dois. – sorriu amarelo – o e o que nos apresentou.
- Conheci o e ele me apresentou o . – disse apertando de leve a mão do marido, mostrando que estava nervosa.
- Foi amor a primeira vista? – a avó quis saber.
- Não!
- Sim!
- Quer dizer, pra mim não. – ele respondeu tentando disfarçar.
- Já pra mim, foi. – a jornalista sorriu.
- Pra mim foi à segunda vista. – disse rindo.
- Oh, você nunca me disse isso. – lhe deu um tapinha rindo.
- Agora estou contando. – a imitou, e a avó acompanhou toda a cena.
- Adoro o seu romantismo. – disse e mordeu o lábio o encarando sorridente.
- Eu sei. – se aproximou mais do rosto dela, fazendo uma cara sapeca, só faltavam se beijar.
- Okay, vou ver se Josephine está precisando de ajuda, fiquem ai. – Elizabeth se levantou e foi para a cozinha. e caíram na risada.
- Essa foi convincente! – afundou o rosto no ombro de .
- Muito. – ele disse no ouvido dela.
Capítulo 19
- Boa noite, queridos! – Josephine beijou e na testa – até amanhã, durmam com Deus. – e entrou para seu quarto.
- Boa noite vovó! – disse vendo a avó sair do banheiro.
- Fiquem a vontade! – Elizabeth disse – durmo com tampões e sua mãe tem um sono de pedra. Podem fazer a festa.
- Ha-ha, imagina vovó. – corou – boa noite – e foi para o quarto de , onde nunca havia entrado antes. – uau, isso é que é cama hein. – ela riu ao ver a enorme e extra larga que tinha no quarto.
- Enfim sós! – fechou a porta e mexeu as sobrancelhas, fazendo rir – acho que nos saímos bem hoje.
- Também acho. – concordou olhando o quarto a sua volta – acho que a Shelly organizou minhas coisas por aqui.
- Ótimo. – o outro disse – bom, acho que minha mãe vai embora amanhã.
- Yeah, cadê minhas roupas? – se levantou.
- Olhe lá no closet. – falou apontando uma porta entreaberta onde foi.
- Achei. – ela disse lá de dentro e deu uma risada – você tem umas roupas tão engraçadas.
- Ah é? – ele foi até onde ela estava se encostou na porta observando analisar seu guarda-roupa.
- Uhum. – ela concordou sorrindo – parece que saiu de um filme renascentista.
- Ta dizendo que sou ultrapassado? – ele perguntou a encarando.
- Bom se você só usasse esse tipo de roupa, sim. – respondeu – mas como você também se veste normal, não! Mas sabe, é legal, sei lá da uma boa impressão, do tipo que você é romântico. E é disso que os homens estão precisando.
- Das minhas roupas?
- Não besta, romantismo. – os dois riram.
- Eu sou romântico. – ele afirmou.
- Sério? – o olhou – hum que bom, já sei o que responder quando me perguntarem isso, então. – ela saiu do closet – ah senhor , nós dois temos um assunto pendente.
- Nossa que sono – bocejou falsamente – que é mesmo o assunto?
- Nem pense em fugir. – ela franziu a testa – nós vamos em Los Angeles visitar minha família, mostrar que estamos de fato casados.
- Ahn... – ele foi até o banheiro.
- . – o seguiu e parou com a mão na cintura, o que fez rir – do que você ta rindo, eu posso saber?
- Não , é que... – ele tinha que rir, não conseguia ver a cara de brava da mulher – me desculpe, foi mal.
- E então? Qual a sua resposta? – ela o encarou.
- Bom... – tirou a camisa meio sem graça por , mas ela não parecia nem notar – quando?
- No próximo fim de semana, certo? – melhorou a cara de brava.
- Okay. – concordou sem saída.
- Oh que marido mais doce eu tenho! – disse cínica e voltou para o quarto, deixando ele se trocar.
- Alguém precisa dormir no chão ou sofá? – perguntou antes de se deitar na cama, onde já estava.
- Não! A cama é grande o bastante, até porque eu não iria dormir no chão. – disse se virando para dormir.
- Certo, nem eu. – concordou e se deitou virado para o lado contrário de .
abriu os olhos, encarou o teto sentindo um peso a mais em si, olhou para baixo, era o braço a perna de sobre seu corpo, ele a prendia, estranhou aquilo, talvez tivesse se desacostumado a acordar com alguém junto na cama.
- ! – ela chamou num sussurro, não teria como se levantar com ele a prendendo daquele jeito. Respirou fundo, aproveitando um pouco aquela sensação de conforto, de proteção, até que se lembro que era ali. – !
- Hum? – ele resmungou ainda dormindo.
- acorda, você ta babando em mim. – se mexeu.
- Ahn? – tentou abrir os olhos – qual seu nome?
- Mas é abusado. – bufou – okay, acorda agora . Me solta. – a vontade que ela tinha de gritar com ele, era grande.
- Outch. – acordou assustado – bom dia?
- Qual é o meu nome? – ela perguntou cínica – quer que eu te fale meu nome?
- ! – ele pulou meio metro a encarando com medo.
- Acertou. – ela sorriu se levantando e indo para o banheiro – você é sempre pegajoso assim, ou foi coisa de momento?
- Humpf. – saiu da cama e se espreguiçou – é que você não descobriu ainda como eu durmo, por isso, erm... te agarrei.
- Deve ser de um modo bem estranho. – a mulher colocou pasta na escova de dente.
- Engraçado, essa noite tive uns sonhos esquisitos. – riu pegando sua escova.
- Você é perigoso na cama. – riu dele que levantou uma sobrancelha a encarando pelo espelho.
- Você sabe! – disse e parou de rir.
- Okay, acabou a gracinha. – eles continuaram a escovar os dentes.
- Queridos, chegou esse convite aqui pra vocês. – Josephine entregou um envelope para .
- Convite? – ela olhou o escrito: “Sr e Sra .”, achou aquilo engraçado.
- O que diz ai? Algum show interessante? – perguntou ao ver abrir o envelope amarelo.
- Hum que legal! – disse.
- Quais as bandas? – ele quis olhar.
- Nenhuma banda . – a jornalista sorriu – é o convite da War Kids aid. Sabe aquele evento que tem todo ano?
- Aquele que é para crianças atingidas ela guerra? – coçou a nunca e concordou – esse ano querem que o Panic faça alguma apresentação beneficente?
- Nada disso. – disse – o convite é para nós dois. Esse ano vai funcionar de outro jeito, cada casal adota uma criança no fim de semana do evento, do orfanato New Life que abriga as crianças atingidas de alguma forma pela guerra.
- Adotar? – perguntou rindo – gostei da idéia.
- OH vocês vão ter u filho! – Josephine abriu um enorme sorriso e abraçou – que bênçãos dos céus.
- A está grávida? – Elizabeth perguntou assustada.
- NÃO! – ela respondeu rápido.
- Eles vão adotar um filho, mamãe! – Josephine explicou.
- A não pode ter filhos? – Beth continuou.
- Não é isso! É apenas um evento beneficente. – Joey mais uma vez explicou.
- ? – se assustou ao atender a porta.
- Opa! – ele sorriu já entrando – churrasco! – e assim , , e apareceram também.
- Meninos! – Josephine sorriu os abraçando.
- Ahn? – parou na escada sem entender o movimento ali.
- ! – acenou.
- Eu os convidei filho! – Josephine falou – saudades.
- Vamos pra piscina! – disse abrindo uma porta que dava para ma área de churrasco e uma grande piscina.
- Aqui tem piscina? – perguntou surpresa.
- Amiga! – balançou a outra – como ta tudo? – ela deu uma olhada para Josephine.
- Oh maravilhosamente bem. – ela sorriu indo com para a área de churrasco – e eu nunca tive a curiosidade de abrir a porta.
- , meu filho. – Josephine o abraçou.
- Tia Joey, vovó Elizabeth. – ele sorriu.
- Oh , então foi você o grande cupido do nosso casal? – Elizabeth perguntou animada.
- Ahn? – franziu a testa.
- nos contou que você e apresentaram a a ele. – Beth continuou.
- Ahh... ele disse? – entendeu – pois é fui eu sim! Sabe né eu sentia que eles se encontrassem, era pimba! E o tinha levado um pé na bunda, mas quando eu apresentei a no começo...
- Foi amor à primeira vista né? Ele disse. – a velha sorriu.
- Foi? É sim foi amor a primeira vista! – concordou – tão romântico, não é vovó?
- Muito. – ela concordou feliz e deu um suspiro, e saiu à procura de .
- Amiga e seu vestido? – , e conversavam enquanto os homens preparavam o churrasco e pegavam violões.
- Falem baixo. – pediu – elas não podem escutar.
- Quando elas vão embora? – perguntou dando um gole em sua cerveja.
- Não sei. – mordeu o lábio – estou dormindo no quarto do .
- Sério? – sorriu com os olhos brilhando.
- E antes não estava? – estranhou.
- Não né. Nada disso é verdadeiro. – falou.
- Ah sei lá! – deu de ombros – pensei que já que entraram nessa, iriam tentar melhorar as coisas, quem sabe até uma relação.
- Ué pode se considerar, que somos amigos. – sorriu – mas tanto eu quanto encaramos essa situação como um grande teatro. Até que somos bons atores.
- Que triste. – fez careta – estão dormindo na mesma cama?
- Sim. – a amiga respondeu – mais uma cena da nossa peça.
- Uau como podem ser tão mecanizados e frios? – ficou boquiaberta.
- Não é isso. – disse – apenas agimos de acordo com a situação.
- se sente assim? – franziu a testa.
- Não sei. – franziu a testa e olhou onde estava.
- com essa seca que está chegando, vou te visitar com freqüência. – disse de dentro da piscina – sua piscina é a melhor.
- Anda, vamos entrar. – chamava .
- Podem ir, eu fico vendo vocês daqui. – ela dizia relutante.
- Ah não! Ta fazendo muito calor, você não pode deixar essa piscina. – também insistiu.
- O que? A não quer entrar? – Josephine se aproximou delas – querida vá se divertir com eles na piscina.
- Não vai recusar o pedido da sogra né? – riu.
- chame sua mulher, ela está com vergonha. – Josephine falou para o filho que ensaiava para pular na piscina.
- Imagina Joey. – sentiu seu rosto queimar.
- . – foi até ela – vamos entrar na água, ta muito boa! Prometo que não vamos te afogar, ou ficar pulando.
- Ouwn, vai resistir? – lhe deu uma cotovelada.
- Okay eu vou me trocar. – se deu por vencida e foi se trocar.
- Finalmente! – disse de dentro da piscina ao ver aparecer. Ela abriu timidamente o roupão, que revelou seu corpo com voltas sinuosas bem modeladas no biquíni branco. Os olhares se voltaram para ela a envergonhando.
- Pula logo. – gritou.
- Aê hein. – os amigos jogaram água em que estava embasbacado com a visão que teve da mulher.
- Ela é linda não é? – Joey comentou com a mãe.
- Meu neto é sortudo! – Beth sorriu.
Capítulo 20
A tarde tinha sido agradável para todos, e ao anoitecer os outros foram embora.
- Já fiz aulas de várias danças. – Beth contava à .
- Sério? – ela sorriu – fiz balé até os dezoito anos.
- Oh balé, adoro! – a velha disse docemente – já experimentou Hula?
- Mamãe. – Josephine balançou a cabeça e Elizabeth deu de ombros.
- Não, não. – riu. – nunca tive a chance de aprender Hula.
- Não sabe o que está perdendo. – Elizabeth disse – já sei, eu te ensino.
- Ensina? Hula? – se assustou.
- Isso! Agora rebola devagar. – tentava acompanhar o ritmo de Elizabeth – rebola com vontade ! Joga o cabelo, passa mão pelo corpo...
- Achei a música! Rick Martin! – Josephine colocou o som e a aula de dança, na sala, continuou.
- Uou! – riu ao ter que descer até o chão e fazer uma cara sexy.
- Que é isso? – apareceu na sala assustando .
- ! – Beth foi até o neto – agora você tem parceiro !
- Pra que? – o neto perguntou sendo puxado ela avó até .
- Hula! – Joey sorriu.
- Hula? – ele riu – quer que eu dance isso?
- Com a sua mulher. – a avó fez cara de brava.
- Vovó a deve estar cansada! – dizia.
- fica quieto. – Beth quase o beliscou e então ele ficou ao lado de – o primeiro passo é o ‘alicate’.
- Alicate? – o neto se assustou – como assim?
- para de reclamar! – disse.
- Isso ai minha filha! – Elizabeth piscou pra – e voltando à dança... No alicate, você segura a cintura da . – fez aquilo meio indeciso – segura forte!
- Okay. – ele concordou apertando as mãos na cintura da mulher.
- Sentiu o alicate? – Elizabeth perguntou à jornalista que explodiu em risadas – certo, próximo passo bambolê.
- Os nomes desses passos são bem originais huh? – disse irônico.
- Concentre-se no bambolê, você vai balançar a cintura da , em círculos, como se ela tivesse com um bambolê. – ela disse e eles o fizeram.
- E agora é o quê? Saca-rolhas? - riu e também.
- Agora dancem! – Elizabeth soltou a música animada e assistiu e tentarem sem sucesso, fazer todos os passos.
- Somos muito ruins! – se encostou no ombro de rindo.
- Queridos o jantar está à mesa. – Josephine os chamou.
- Graças a Deus. – o filho sorriu.
- E então querida, seus pais são daqui? – Josephine perguntou durante o jantar.
- Não! Eles moram em Los Angeles. – respondeu – estava falando com em irmos visitar eles.
- Oh eles ainda não conhecem o ? – Elizabeth bebeu seu vinho.
- Desde o casamento tudo tem sido muito corrido. – falou – mas eu disse à minha mãe que logo vamos visitá-los.
- Claro vocês têm que ir logo. – Joey falou – família é o mais importante.
- Yeah. – concordou e sorriu para que devolveu o mesmo sorriso carregado de significados.
- Ouviu o que sua mãe disse, querido? – disse sentada na cama com seu laptop aberto.
- Eu já tinha concordado ontem. – saiu do banheiro terminando de vestir seu pijama.
- Sei, sei. – falou olhando fixamente para a tela do computador.
- Hoje você vai ver como eu durmo! – abriu um armário de onde tirou apenas travesseiros.
- Pra que isso tudo de travesseiros? – a mulher o olhou sem entender – pretende dormir no chão e vai fazer uma cama com seis travesseiros?
- Não! E na verdade são sete! – disse e se jogou na cama junto aos travesseiros – é assim que eu durmo, dois na cabeça, um abraçando, um nas pernas, um no pé, um de lado só pra saber que ele ta ali e um no rosto.
- Uau. – ficou boquiaberto – entendi o porquê do tamanho da cama, mas você já ficou sem ar alguma vez?
- Nunca, anos de prática. – ele piscou – ta fazendo o que ai?
- Escrevendo um artigo! – ela falou – sabia que aqui em Vegas, para cada cem mulheres, existem 103,3 pessoas do sexo masculino? E que para cada 100 mulheres com 18 anos ou mais, existem 102,5 homens?
- Não sabia não. – disse – ta sobrando homem, quer dizer essa pesquisa não levou em conta a orientação sexual, né?
- Não. – a mulher respondeu.
- Ah ta! Então considerando os homens mesmo, ta em falta. – riu, fazendo rir também – você está segura .
- Não quero pensar nisso daqui a seis meses. – ela falou – mas tudo bem! Já me conformei, só escolho os homens errados.
- Obrigado! – fez uma cara afetada.
- Qual é? – ela riu – você parece ter sido o mais certo, isso é claro porque eu não escolhi!
- A bebida faz cada coisa... – balançou a cabeça se ajeitando em meio aos travesseiros.
- Você se lembra? – perguntou.
- Do que? – a olhou de lado.
- Ahn você sabe, de nós dois... – ela ficou sem jeito – da lua-de-mel.
- Ah sim! – ele riu – bom nitidamente não, mas lembro sim, por quê?
- OMG! Que vergonha. – fechou o laptop e enfiou a cara no travesseiro.
- Vergonha do quê? Você se saiu tão bem. – falou.
- Ora essa . – a jornalista quase teve um colapso – me saí bem?
- Ta que as frases: “Me possua... uau que animal selvagem..”, me assustaram. – riu ao ver a cara de .
- EU NÃO DISSE ISSO! – mordeu o lábio envergonhada – disse?
- É triste dizer que não. – ele negou e recebeu um tapa da mulher – outch! Você não disse isso
- Não acredito em você! – ela encarou o teto – aliás você nem deve se lembrar de nada!
- Okay você não disse nada, que eu me lembre. – ele falou – mas eu lembro do resto sim. E como eu disse, você se saiu bem.
- Mudando de assunto. – balançou a cabeça – meu vestido já está sendo erm... feito, eu acho.
- Que bom! – disse – amanhã poderíamos ver o local né?
- Não sei , as meninas me tiraram mais cedo do trabalho ontem. Donna deve estar uma fera. Que saco, to cheia daquela maluca, será que ela não sabe que a escravidão já acabou?
- Calma, nós vamos dar um jeito nisso amanhã. – falou – Boa noite, .
- Noite, ! – os dois apagaram os abajures.
Ola!!
UAU, como demorou essa att! O.o
Mas, cá estou, e ai gostaram da att?
Bom o casamento está chegando.. tchan tchan.. eu adorooo essa parte!
Sem muito o que dizer, dias de tédio!
Cursinho não é coisa de Deus ;) hahauahua
Well, continuem por aqui!
Beeijos.
'If the sun would come out and sing with me.'
Msn: jessy_wales@hotmail.com
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