I - I’m looking at you from another point of view...

- O show está chegando, ! - dizia sentada e dando pulinhos animados na cama do seu amigo . Se é que estar sentada e dar pulinhos é possível.
- , é a quinta vez que você me fala desse show do The Click Five em dois minutos, cara.
- Nossa, por que essa cara de peixe esturricado, meu bem? E depois, não é todo dia que o The Click Five faz um show aqui em Manchester, ok?! - A menina retrucou jogando o travesseiro na cara de .
- Peixe esturricado, ?! - Ele riu segurando o travesseiro. - Ah, é que eu e a Rachel brigamos feio, cara... - Continuou coçando a nuca com uma cara desanimada.
- E a ? - A amiga o encarou séria, e ele por sua vez, permaneceu em silêncio. – Ah, qual é, hein, ?! Você sabe que gosta da e ainda está com essa Rachel da vida!
- , você sabe que eu ‘to com ela há quase dois anos, não é fácil!
- Está certo, , faça o que você acha melhor. Não adianta eu falar nem com você, e muito menos com a , então sejam felizes. Só não se machuquem, ok?! - Disse e viu o menino concordando com a cabeça. - E eu vou indo porque amanhã é o acontecimento histórico nessa cidade, e eu tenho que estar preparada, ou seja, vou chegar à minha casa e dormir!
- Você vai dormir às sete horas da noite por causa de um show?! ‘Ta certo, cada louco com suas loucuras, né?! - Ele dizia fazendo uma cara engraçada enquanto sua amiga se levantava de sua cama.
- Louca tuas cuecas, ok?! Bom, vou lá, amor... - Ela deu um beijo na bochecha dele e ia saindo até parar na porta. - E pensa bem no que eu te disse, ok, sua múmia?! - Piscou e saiu ao ouvir seu amigo murmurar um 'ok'.
ouviu bater a porta da frente da casa, levantou com um suspiro lento, e olhou pela vidraça da janela, contemplou um pouco do céu estrelado que fazia aquela noite e pensou consigo: "Por que eu ainda faço isso?!", deu uma breve olhada no celular, fitando a foto dele e de Rachel se abraçando. Deu um sorriso de canto, mas ao ver a foto de toda a turma na festa do final do ano e ver o rosto de , seu rosto desmanchou. Deitou em sua cama e ficou pensando nela, até conseguir pegar no sono.

Desde pequenos, e eram os mais grudados do grupo, e toda essa amizade começou aos nove anos, quando ela se mudou para Manchester, onde conheceu suas três melhores amigas: , e . Ao se conhecerem se tornaram inseparáveis, e dois anos depois, através de , conheceram , e . O era filho de uns amigos da família da , que mudaram de cidade quando o garoto tinha 13 anos, e todas às vezes que eles visitavam a família da menina, , e companhia saiam juntos. Desde então, inseparáveis. Agora elas já estavam com 16 anos e os garotos com 17, e mesmo que e tivessem um casinho explícito, e viviam uma relação no melhor estilo ''sexo, brigas e sexo'', eles continuavam do mesmo jeito. Claro que cresceram, as meninas criaram formas chamativas, e os meninos com seus corpos que toda garota sonha, mas ainda não deixavam de se ver, se embebedar, jogar vídeo game, e tudo aquilo que costumavam fazer na infância. Ok, quase tudo, mas ainda eram os mesmos.
De todos nesse grupo, era a mais centrada, divertida, porém centrada; era a romântica, sempre acreditando no amor verdadeiro e todas as historinhas dos contos da Disney, daí seu affair com o ; era amiga de todos, mas fazia o tipo que não acreditava em todas as ladainhas de romances, para ela o único amor que valia a pena era dos seus pais e amigos; e , era a mais sentimental, porém a que mais fazia os outros rir.
O tal show, tão esperado por , era o da banda The Click Five que ela adorava, mas parte de sua empolgação vinha de James, que iria abrir o show com sua banda. James era o rolo da garota; era um menino bonito, que conheceu o tal grupo no colégio, há uns dois anos atrás, e desde então se tornou parte do grupo, ele e seu amigo Dave, um antigo namorado de .

- , o vai vim mesmo no show do Click Five? - dizia ao telefone com .
- Vai, ! Cara, estou tão feliz por poder ver ele que você não tem noção! - respondeu toda empolgada atrás da outra linha do telefone e pode sentir que a amiga estava sorrindo. [n.a: por que elas estão se falando por telefone se elas moram no mesmo condomínio?]
- Claro, né, ?! Se eu fosse você também estaria feliz agora...
- Ah, pára, . Você vê o todo dia, cara.
- Pois é, mas ele não me ama e , meu xuxu, não ‘to a fim de falar sobre ele agora, por favor. - Retrucou irritada.
- Ok, sem estresse, gracinha. Vou tomar um banho porque amanhã eu quero chegar bem cedo na fila e não vai ter como eu fazer a minha chapinha. - percebeu que a amiga estava muito ansiosa pro maldito show. Maldito porque ela não queria muito ir, mas sabe como são amigas, todas gostam menos você, ou você vai ou você vai, não tem muitas opções.
- Credo, mulher. São sete da noite, a sua chapinha vai durar até amanhã?
- ‘Ta falando que meu cabelo é ruim, garota? - disse com desdém. começou a rir.
- Claro que não, né?! Ok, amor, vai lá tomar seu banho que eu, bom, eu vou dar uma volta por aí. - disse como sempre dizia quando queria encontrar com .
- Aham... Sei dessa sua tua volta. Vai lá, amiga. Beijo e mande lembranças ao por mim. - disse rindo.
- Beijo e vá se catar! - riu e desligaram o telefone.

desligou o telefone e desceu as escadas, pulando de dois em dois degraus, só gritou um: "Já venho, mãe. Te amo.”, e bateu a porta da frente da casa. Colocou as mãos no bolso e saiu de cabeça baixa em direção a casa dele. A garota viu de longe a figura dela, sim, era ela.
- , meu bibelô! - Ela berrava feliz.
- Oi pra você também, ô animadinha! - respondeu rindo.
- Oi, meu amor! - correu até a amiga.
e eram as mais unidas do grupo, não que elas dispensavam as outras duas, mas sabe como é esse negócio de afinidade, certo?!
- O que você está fazendo aqui? Não vai dormir não, menina?! - disse num tom de excitação.
- , são sete horas. - a olhou com uma cara engraçada.
- Er... Você não foi a primeira pessoa que me disse isso hoje. - disse e parando pra pensar.
- Hm... E então, onde você estava?
- No . - Ela sorriu.
- Ah, sim. Ele te falou alguma coisa? - disse meio cabisbaixa.
- Sobre vocês?
- Sim, sobre quem mais?! Rachel? - A menina deu uma risada baixa.
- Na verdade ele também falou dela, - sorriu com cinismo - e de vocês também, pra variar... Bom, , eu vou indo. Preciso dormir e guardar energias pro grande acontecimento de Manchester amanhã! - Disse e a amiga riu vendo os olhos da garota brilhar e os gestos exagerados que fazia com as mãos. Deu um beijo na testa de e continuou seu caminho para casa.
- Pode ir parando! - foi atrás de . - Eu vou com você, ok?
- Dormir?
- Nós não vamos dormir, meu amor. Você nem está com sono. Cria vergonha na cara, ! - fingia estar brava enquanto a outra mostrava a língua rindo em seguida. Elas seguiram o caminho para a casa da que não ficava muito longe, afinal, elas ainda estavam dentro do condomínio que moravam. Estavam quase chegando, quando sentiu o bolso da sua calça vibrar, pegou seu celular e viu que era que chamava.
- Fala, minha dramática favorita.
- , você ‘ta fazendo alguma coisa? - perguntou do outro lado.
- Indo pra casa. Por que, amor?
- ‘To indo pra lá também, beijos! - A menina disse rápido e desligando em seguida sem esperar a outra responder.
- -Educada- ‘ta indo lá pra casa também... Chama a !
- Ih, cara. Ela tava fazendo chapinha quando eu falei com ela hoje, mais tarde eu ligo e falo pra ela ir pra lá.
Ao chegarem a casa, as meninas avistaram sentada nos degraus da porta. Entraram e como toda garota que se reúne com suas amigas, viraram a noite conversando, comendo coisas tipo chocolate e pipoca. Depois de muita conversa, elas já estavam aconchegadas no quarto de conversando animadamente.
- Eu preciso dormir, cara... - dizia sonolenta para as amigas.
- , são apenas 02h da manhã! - disse incrédula.
- É, meu amor, mas amanhã vai ter o show que eu e a mais esperamos! - dizia com os olhos brilhando e bocejando, logo em seguida. - É uma pena que a não pôde vir...
- Ela tava com medo de estragar a chapinha que ela fez pro dela! - disse e todas riram. - Gente, acho que vou dormir também... O sono de vocês me contamina!
- Ok, meninas. Boa noite então, e descansem bastante pro show de amanhã! - disse empolgada e se ajeitou no colchão junto com as amigas, que a essa altura já estavam cochilando e apenas murmuraram um 'boa noite' para a amiga.

Estavam todos reunidos na fila do show do Click Five, eram 14h quando estavam na fila aguardando a abertura dos portões. Como já era de se esperar, era a mais ansiosa pelo show, até porque James ia abrir e com certeza ele já estava lá, mas deram pulseiras só pros caras da banda, não queriam muito tumulto.
- , pelo amor de Deus... CALMA, MULHER! - berrou.
- Ai, ... Me deixa ser feliz. - A menina disse com um sorriso de orelha a orelha.
- Me dá um pouco da sua felicidade? - disse, cruzando os braços e se encostando à parede, com cara de tédio.
- Aff, . Pára com isso vai... Você nem vai ficar pulando igual uma vaca louca no show! - disse olhando pros lados pra ver se via chegar com , que tinha prometido trazê-lo da rodoviária.
- Ah... Queria que fosse você que tivesse gastado o seu lindo dinheiro pra um show de quem você não gosta!
- , aquele não é o Johnny? - disse, vendo um dos garotos que as menininhas da escola babavam.
se desencostou da parede e olhou pro lado esquerdo da rua, e viu o garoto, lindo por sinal, vir na direção das garotas com mais cinco rapazes, todos bem vestidos, cabelos jogados na testa penteados de uma forma perfeitamente bagunçada. Parou entre elas, e percebia que Johnny não tirava os olhos dela.
- Olá, garotas. - Johnny disse.
- Olá. - Elas falaram em coro.
Sabe aqueles sorrisos cheios de charme e confiança? Então, era esse o sorriso que Johnny levava nos lábios perfeitamente delineados, mas dessa vez seu sorriso estava maior e com uma pitada de admiração.
- Estão ansiosas pro show? - Um rapaz de cabelos castanhos, ao lado de Johnny perguntou.
- Muito! - disse rapidamente.
- Todas nós estamos. - disse logo atrás, sorrindo.
- Eu não ‘to, não! - disse emburrada.
- Por que não? - Johnny perguntou.
- Não gosto da banda. - A garota disse se encostando, novamente, na parede, enquanto a olhava com um olhar de poucos amigos.
- E o que está fazendo aqui, então? - O mesmo rapaz de cabelos castanhos perguntou.
- Elas me obrigaram. - sorriu cinicamente, jogando a cabeça de lado apontando pras garotas.
- Se você quiser companhia pra essa noite, podemos dar uma volta pelo parque. - Johnny disse sorrindo e dando uma piscadela a garota.
- Ah, e você não quer ver o show?
- Aposto que com você, a noite vai ser muito mais interessante. - Ele sorriu.
Enfim, às 15h abriram os portões, dando espaço para a juventude louca que estava do lado de fora entrar. Como era um festival com várias bandas, escolheram um pequeno parque de diversões que tinha na cidade, então tinha roda-gigante (não tão gigante assim, mas o suficiente para deixar as crianças felizes), carrossel, e mais alguns brinquedos sem muita importância. Tinha também umas barraquinhas de pipoca, algodão doce e cachorro-quente. Enfim, era um parque. As meninas seguiram para um canto perto da roda-gigante e ficaram jogando conversa fora até avistarem James chegar com um sorriso no rosto.
- James! - soltou um gritinho ao ver o garoto se aproximar e lhe dar um selinho estalado.
- E aí, linda? Meninas... - Ele acenou para as meninas que retribuíram simpáticas e se virou para . - Faz muito tempo que chegaram?
- Tempo suficiente pra eu estar cansada e quase desistir do show, parceiro... - disse rindo.
- Pô, , e não ver o Jimmyzão aqui no palco?
- Nem se acha, James. Eu sou muito mais ver a Madonna semi-nua do que você no palco... - disse rindo e vendo o garoto mostrar a língua. Ficaram ali conversando por quase uma hora e nem viram o tempo passar. Parecia que aquele era o evento do ano naquela cidade; pessoas de vários estilos, idades, e até crianças via-se por lá. Passaram uns punks ao lado das meninas e logo era de se notar que nem eles sabiam o que faziam ali.
- Hey James, que horas vai começar os shows? - perguntou virando um pouco a cabeça para poder enxergar James, que estava a abraçando por trás.
- Ah, daqui a meia hora mais ou menos... ‘Ta a fim de dar uma volta? - Ele perguntou dando um beijo no pescoço da menina e dando mais um daqueles seus sorrisos mega fofos que tanto encantava à . Ela não disse nada, apenas murmurou um “já volto” para as amigas, e entrelaçou as mãos com as de James, que a puxava para algum canto qualquer.
- Cara, eles são tão fofos juntos! - disse olhando o casal se afastar.
- A tem sorte, cara. Ela ‘ta com o James-sorridente-fofo-lindo-divertido-cobiçado-Bourne, isso me mata. - disse rindo.
- Você tem o , . Fica quieta.. - riu dando um pedala na amiga. - Falando nisso, cadê ele? Ele ficou de buscar o e nada. - Disse fazendo bico.
- Ele podia chegar, né?! - disse olhando pra que comia as unhas.
- Falando no capeta, o capeta aparece - disse vindo por trás do pessoal, junto com .
- ! - todos disseram – gritaram - em coro.
- Oi, conheço vocês? - disse segurando o riso e logo levou um pedala de . – Ai! Já disse que eu odeio seus pedalas e tapas, ?
- Ah, cala a boca, ! -Aa menina disse abraçando o garoto, logo depois, um abraço coletivo.
- , quem é esse? - perguntou ao ver outro garoto perto deles só observando a cena.
- , prazer. - O garoto disse abanando a mão, o abraçou e ia apontando.
- , , , Rachel, , que você já conhece, e a menina mais linda daqui que se você colocar os olhos, eu te arrebento, - disse com sorrisinho cínico, fazendo os outros rirem - . -Terminou com um sorriso doce nos lábios. - E cadê a e o James?
- Cara , eles devem estar se comendo , saíram agora pouco daqui , logo eles voltam. - disse abraçando a namorada pela cintura.
- Falando em comer, amor... - Rachel abriu pela primeira vez a boca desde depois do "oi" - Acho que vou comer alguma coisa com Nancy e com a Nick, ok? - A garota sorriu e deu um selinho demorado em , rolou os olhos. - Te amo. - E saiu.
- Meu amorzinho pra cá, meu amorzinho pra lá, vocês ainda ficam? - perguntou rindo.
- Não, a gente não fica, , a gente faz sexo. - sorriu sinicamente.
- Ah, , agora não! - a interrompeu.
- O que eu fiz? - A garota segurava o riso.
- Cínica! - falou alto, e todos riram menos que não entendia nada, olhou para o garoto.
- Relaxa, cara. Aqui é tudo assim, às vezes, nós fazemos festinhas do pijama, como as garotas dizem, a casa até fica com um cheiro de cortiço.
- Pára com isso, cara, ‘ta assustando ele. - falou logo atrás. - Olha, o negócio é o seguinte, não fica com medo não, ok?
o interrompeu rapidamente.
- Esse cara aí, é o cara mais pegador da nossa cidade, cara. Ele entende do que a gente ‘ta falando!
- Eu pensei que isso era só lá, cara. - disse com um sorriso safado nos lábios.
- Meu Deus! Mais um galinhão-pegador na turma! - disse incrédula.
- Eu nunca fui galinha! - disse levantando as mãos como se fosse ser enquadrado e olhando pra .
- Claro. Você é feio e chato, e nem eu sei como te agüento! - disse olhando pro namorado com um sorriso fofo nos lábios.
- Eu sei que você não vive sem mim, e é por isso que eu te amo, . - disse rindo e beijou a namorada em seguida.
- Ah, esses dois vão se casar... - disse cruzando os braços. - E você, ? Não vai beijar a ?
ficou super vermelha e olhou pra baixo, “agradecendo” a amiga.
- Ah! É mesmo! - sorriu. - , se importa de ficar aqui?! - negou e o garoto pegou pela mão e os dois saíram.
- Sobramos. - disse.
- Hey, meus amores! - chegou sorridente e saltitante perto dos amigos e sem perceber trombou com . – Ah, desculpa, cara. Eu não consegui parar! - Ela disse com uma carinha infantil que fez sorrir instantaneamente. O menino a olhou e notou o quanto a menina era bonita; ela era totalmente diferente das garotas que ele já havia conhecido (e olha que havia sido várias), sua pele era bronzeada, coisa bem difícil de ver em seu país, e seu cabelo tinha uma cor bem diferente de loiro e castanho. Ela tinha o corpo com curvas que era raro de se ver nas inglesas, e um sorriso que estava o deixando encantado. Também estava com uma roupa de doer os olhos. A única coisa que ele conseguia fazer naquele momento era ficar olhando para aquela garota atraente e bonita.
- , eu esqueci de te perguntar, amiga, mas... Você ‘ta indo pro circo? - perguntou rindo recebendo um gesto nada agradável da amiga.
- Eu comprei no Brasil, ok?!
- Só podia ser, né, ?! - disse tirando o cachecol da frente da estampa de sua blusa, onde se via em letras bem grandes "I Love NY", e nessa hora todos pararam pra prestar atenção na "briguinha" das duas.
- Olha, eu venho da terra do samba, beleza?!
- Já eu venho da terra dos músicos e bandas mais renomeadas da história. - dizia se gabando enquanto via a amiga cruzar os braços e fazer bico e logo foi abraçá-la, que por sua vez saiu de perto dela, mas logo cedeu aos "encantos" da outra, rindo.
- Er... Eu não sei se vocês sabem, mas os Beatles são daqui. - disse se intrometendo.
- Cala a boca! - Disseram juntas e logo riram, ninguém entendeu o ataque das duas, mas enfim, sabiam que elas eram desse jeito.
- A propósito, - se virou pra - eu sou a . - Ela novamente sorriu para o menino, que sorriu de volta para ela.
- É, eu sei... Ouvi citarem seu nome por aqui.
- Ah, sim! - Ela se virou para um lado qualquer e começou a fazer uma dancinha estranha e discreta ao ouvir uma música dos Kaiser Chiefs tocando ao fundo. - E você? - Perguntou depois de um tempo.
- Ah, eu sou o . - Ele sorriu sem jeito, nem ele sabia o porquê, mas aquela garota estava começando a o interessar. - Então quer dizer que você visitou o Brasil?
- Não, eu sou de lá... Me mudei pra cá quando pequena, e voltei há uma semana de lá porque estava visitando uns parentes.
Então eles engataram uma conversa sobre como era o Brasil. falava dos lugares que conhecia de lá, de como seu português era ruim, de como as praias de lá eram bonitas, de como alguns lugares de lá eram violentos, e de mais um monte de coisas. Quando viram alguém se aproximando e indo abraçar .
- ! Quanto tempo, dude! - James disse abraçando o amigo.
- James, cara! Por onde tu andou? Quanto tempo, man! - disse e logo depois se soltando do abraço.
- De onde vocês se conhecem? - perguntou confusa.
- Ah, , lembra quando eu fui fazer um show em Liverpool? Então eu o conheci lá durante um show. - James respondeu puxando a garota pela mão e a abraçando por trás, e apenas os observava. fez que sim com a cabeça e então James continuou - E pelo visto vocês já se conheceram, não é?! Mas tira o olho, hein, ?! Essa aqui já é minha! - James disse num tom de brincadeira e deu um sorrisinho sem-graça e coçou a nuca olhando para o lado oposto, sem responder nada. notou a expressão do garoto e, por algum motivo, se sentiu quente por dentro, e sem querer, um sorriso malicioso se fez em seu rosto. percebeu e automaticamente elas se olharam e fez uma cara engraçada para , e riram.
- Gostou do meu amigo? - James perguntou inocente para a garota.
- Aham, ele é bem legal... - Ela respondeu simplesmente e o menino sorriu, dando um selinho leve nos lábios dela.
- ‘Ta pensando em mim? - sussurrou no ouvido de , que se arrepiou - era meio inevitável não se arrepiar. amava como nunca tinha amado cara nenhum, sentia quase o mesmo, mas tinha medo de machucar Rachel, sua namorada.
- Não, eu ‘to procurando o Johnny, viu ele? - A garota saiu de perto dele, e sorriu. Adorava deixá-lo nervosinho.
- Não vi e nem quero ver - o garoto disse se afastando.
Os garotos viram um dos produtores do show anunciar o The Click Five, quase morria de tanto pular e gritar. Os outros garotos se animaram; e voltaram; e disseram que iam ver o show em outro lugar, porque lá estava apertado demais.
sentiu alguém puxá-la e quando ela viu era Johnny.
- Fui salva. Beijos, gente. Me encontrem depois, amo vocês! - E a garota saiu.
- Odeio esse cara. - disse chegando perto de e falando baixinho.
- Que cara que sai com a que você não odeia? - A menina retrucou.
- , fala baixo. A Rach ‘ta aqui! - Ele disse olhando para lados.
- Então se fodam, vocês dois! - mandou beijos, e começou a pular vendo os caras de uma banda qualquer subir ao palco.
- Você é um saco, vou atrás da Rachel!
apenas abanou a mão, e logo se despediu de James, que logo subiria ao palco.

não sabia se puxava assunto, ou se preferia ficar quieta. É, a menina sempre sonhou que esse momento seria um pouco mais romântico e delicado.
- Er... onde estamos indo? - franziu a testa preocupando-se, eles já estavam bem longe do pessoal.
- Não se preocupe, eu só quero ficar longe de toda aquela gente, entende? Ficar um pouco com alguém que realmente me faz bem. - E não mentia, ele realmente sentia algo por , mais só não sabia se podia continuar sentindo o que ele tanto queria sentir.
se sentia cada vez mais perdida. Não sabia pra onde estavam indo, só sabia que estava gostando.
- . - chamou a menina puxando-a pela cintura.
- ? - sentia seus joelhos tremerem, como se fosse cair. Não conseguia definir ao certo a sensação.

Ninguém havia percebido mais e haviam saído de perto da turma, e a levou ao parque, já que o espaço era grande, tinha tudo naquele evento.
- Mais eu não quero ir à roda gigante! - dizia com voz manhosa.
- Vamos, amor, o que te custa?! - insistia olhando pra garota com cara de cachorro vira-lata sozinho sem casa, com fome e frio numa noite chuvosa.
- Ah, , não faz essa cara! - Ela o olhou, e ele continuou do mesmo jeito. – Ok, eu vou, mas tem que ser rápido porque o show do The Click Five vai começar!
- Nem vai demorar, prometo! - ele disse dando um sorriso enorme.
E o casal entrou na roda-gigante sem saber que ela parava 15 minutos durante o percurso. Rodaram umas duas vezes, segurava a mão de e observava tudo em sua volta, quando a roda-gigante parou.
- ! O brinquedo parou! – gritou.
- Ele deve ficar parado um pouco pras pessoas admirarem, . Calma! - Ele olhava pra garota que parecia que ia ter um treco.
- Não pode! E o show do Click Five?
De repente, a banda de James havia saído do palco, e luzes mais fortes davam espaço para a entrada da tão esperada banda, eles ouviram anunciar que Click Five ia entrar, dando espaço para os fãs berrarem feito loucos, e uma bater no braço do namorado.
- , seu filho da puta, desgraçado. Te odeio! Eu quero sair daqui! - Ela berrou.
- Calma, . Logo isso para, fica aí que dá pra ver eles! - falava calmamente e a garota olhou pra ela querendo fuzilá-lo.
Passados duas musicas do Click Five, começou a tocar "All I need is you".
- Minha musica preferida! - olhou raivosa pra , que selou seus lábios deixando-a mais nervosinha ainda, mas depois que ficaram ouvindo um pouco, virou o rosto da garota pra si, colou a testa dele na dela e começou a cantar, olhando pros olhos e pra boca de .
- “We don't need the world right now, we got time to work it out, hold on tight, I'll hold on too, cause all I need is you.” - O garoto cantava no ritmo da música, fechou os olhos e ouvia, sorrindo.
- Ai, . Que lindo! - A garota disse com os olhos brilhando.
- Você foi a melhor coisa que me aconteceu, . Promete que não vai me deixar nunca? - Ele a olhou sério, com medo de que o sonho acabasse.
- Se você prometer que vai me amar sempre, eu prometo nunca sair de perto de você, meu amor! - selou os lábios de , e como sempre, sentia aquelas benditas borboletas no estômago e um frio que a fazia suar. Sentia o coração que parecia pular, pegou na mão do garoto, e o beijou, com mais vontade, com mais amor que antes, como se o mundo fosse acabar assim que eles partirem o beijo, e com não era muito diferente, ele se sentia alegre, não queria soltar os lábios dela. Os melhores lábios que ele já havia beijado, e olha que foram muitos lábios. Queria ali, pra sempre ao seu lado, queria que fosse a mãe dos seus tão desejados quatro filhos. Ela se recusava, mais sabia que se fosse ela, ele a convenceria do sonho. E eles eram assim, não era uma simples paixão, muito menos primeiro amor, era o verdadeiro, e eles sabiam disso, pois sentiam que se amavam, que foram feitos um pro outro.

estava se divertindo muito com Johnny, pois tinha um bar dentro do lugar onde ia ser o show, uma luz meio avermelhada, e algumas doses de bebida que ela mal sabia o que era, só estava bebendo. A porta se abriu e a garota viu que e Rachel entravam de mãos dadas, o garoto acenou com a cabeça pra , que apenas sorriu, e ficou ali, os observando, discretamente.
e Rachel se sentaram, ficou de modo que podia ver e Johnny.
- , essa não é a garota que mora no seu condomínio? - Rachel perguntou.
- É, ela mesma, por quê? - disse olhando cardápio de bebidas.
- Ah não, por nada, já me lembro de ter a visto!
- Ela estuda na nossa escola, Rachel. - O garoto disse chamando o garçom.
- Ah, é mesmo. - Ela sorriu e mandou um beijo pro namorado.
pediu duas bebidas, e um crepe, pois estava com fome, e quando ele menos esperava viu uma das piores cenas que ele poderia ter visto. Viu beijar o cara mais pop do colégio, ficou ali parado olhando, enquanto sentia vontade de pular em cima do cara e enchê-lo de pancada.
- Amor, o que foi? - Rachel disse olhando o namorado que estava todo vermelho.
- Nada, amor, não é nada - e o garoto bebeu mais um gole de sua bebida. - Rachel, eu já venho. - Ele se levantou e saiu pela porta. Quando abriu os olhos, viu que o garoto não estava mais lá. Sorriu por dentro, pois pensou que o garoto poderia ter ficado com ciúme e preferiu não ver a cena. encontrou seus olhos com o de Rachel, tinha dó dela, pois era corna e das piores, deu um sorriso leve, e viu a garota se levantar e logo sair correndo chorando.
- Eu hein... - deu um riso leve.
- Bando de gente louca. - Johnny sorriu.
- Fazer o que, não é?! - disse olhando pra porta onde viu a mesma se escancarar, vendo a imagem de .
- , vem, o show acabou. - Ele disse ríspido.
- Nossa! Senhor Grosso, to indo! - A garota deu um beijo leve nos lábios de Johnny. - Até o colégio! - E deu uma piscadela.
a olhou de canto de olho, a garota não falou nada, já sabia o que tinha acontecido.



II - Was I too close for Comfort?

estava alucinada com a sua banda favorita no palco, pulava, gritava, dançava, e fazia todos repararem nela. Odiava ser o centro das atenções, mas nessas horas em que estava se esbaldando, não podia negar que realmente era chamativa. Então notou que sua garganta clamava por água e foi atrás de uma tendinha para comprar. Chegando lá, se apoiou na bancada e começou a beber sua água, até ver que alguém sentou-se ao seu lado e a observava.
- Você costuma se acabar em todos os shows que vai? - perguntou em meio a uma risada leve.
- Depende, tratando-se do Click Five, ninguém me segura. - Ela respondeu dando uma piscadinha para o garoto, rindo.
- Você chamou bastante atenção lá... - Ele reparou que a blusa da menina estava desajeitada, e seus cabelos presos num coque mal feito, deixando a mostra suas três estrelinhas tatuadas na nuca. - Principalmente no estado em que se encontra! - Ele riu novamente a vendo mostrar a língua. - Bonita tatuagem.
- Ah, tenho outras...
- Posso ver?
- Em público não, meu querido... Aliás, quem sabe um dia você não as vê?! - disse saindo de perto e deixando um imaginando onde poderia estar às outras tatuagens. James sortudo, droga! A menina dando mole pra ele, e ele sem poder fazer nada. Pobre ... Até parece.

Segunda feira tinha chego e, como de sempre, passava na casa de , para seguirem o caminho até a casa de , , e por último - que agradecia, pois era o último a se levantar.
escutou o barulho da campainha e logo desceu, fitando o olhar de , que há olhava pelo brechó da porta, a garota jogou beijos pra mãe e logo saiu.
- , temos que conversar! - disse logo que começaram a andar.
- Sobre? -A garota respondeu como se não soubesse de nada.
- Sobre o show! Sabe, você não devia ter ficado com aquele cara!
- E você com isso, ? Você não é nada meu, ok? Não tem que ficar com ciuminho só por que eu sai com um cara que não quis só me comer.
- Você é muito estressadinha pro meu gosto! - O garoto a olhou com um tom de deboche.
- , eu vou à frente, tchau!
ficou olhando a garota se movimentar mais rápido e ficou parado, fitando-a de costas. Como ela era bonita; até brava ficava linda. Sentia-se encantado por ela, a garota lhe entorpecia, mas o medo de machucar Rachel era maior que o sentimento dele por ela.
estava sentada em frente da calçada de , que logo a viu e a chamou. se levantou e cumprimentou a garota.
- Oi, ! – disse enfezada.
- Nossa, que cara é essa?
- !
- Ah, sabia, cadê ele falando nisso?!
-Ta vindo. - A garota apontou, vendo que o rapaz falava com alguém no celular.
Ele estava mais próximo e dava pra ouvir o que ele estava falando; deu pra perceber quem estava do outro lado da linha.
- Ah, amor, me desculpa pelo show, você sabe que eu te amo, eu vou sentir muito a sua falta essa semana que você não vai estar aqui! - Ele chegou perto das meninas e fez sinal com a mão para que esperassem. – Ah! Feliz dois anos de namoro pra você, ta vendo como não esqueço? - Ele deu uma risada gostosa, que adorava ouvir. – Ok, amor, se comporte, te amo muito, minha linda. - Ele desligou o telefone.
- Ah, que cena linda. - disse olhando pro garoto que sorria. Começaram a andar.
- Dois anos, cara, parece que conheci a Rachel ontem! - O garoto disse.
- Ela te perdoou por ter visto você beijar aquela menina do primeiro ano?
- Aham, ela sempre perdoa tudo o que eu faço, por isso que estamos juntos até hoje. - O garoto riu e deu um pedala nele.
- Você se define de cafajeste, ?! - Eles esperaram sair de sua casa, logo passaram pela casa de e .
- É, vocês vão ter uma surpresa hoje! - disse ao chegarem à escola.
- Vamos?! - disse logo atrás com uma cara de “dãr”.
- Sim! - A garota respondeu.
- O quê? - se intrometeu.
- Vocês vão ver!
- Aff, , odeio ficar curiosa, cara. - disse fechando o armário, segurando os livros.
- Ta estressadinha, por que, hein?! - retrucou logo depois.
- Não, gracinha! - sorriu sinicamente. – , vamos ali comigo?
- Aham. Beijos, meninas, até mais tarde.
As garotas ouviram um ok e saíram pelo corredor da escola.
- Oh, my God! - fitou a porta da escola e viu e entrando na escola. Nesse meio tempo, os garotos haviam se tornado muito amigos de . Claro que o garoto ainda tinha uma certa timidez em relação as meninas, mas não deixava de fazer suas palhaçadas costumeiras.
- Meu Deus... O ! - deu pulinhos.
- Ai, meu santo, o , menina! Ele voltou. - insistiu.
- Ah, mas o é um gato, cara! - Ela ria.
deu um pedala na amiga, que colocou a mão na cabeça logo depois.
- Oi, meninas! - disse abrindo os braços.
- ! Meu amor! - pulou no amigo que a segurou, e logo a soltou, dando espaço para abraçar o amigo.
- Vocês vão estudar aqui agora? - dizia se soltando de e olhando pra , que a olhava também.
- Vamos sim, não via a hora de poder voltar pra cá e estudar aqui, cara. Meus amigos estão aqui, deve ser melhor que lá! - disse todo animado.
- Claro que aqui é melhor, é mais perto de Londres, tem uma meia influência com a população daqui!
- Ok, ... Você continua o blaster nerd que só a enxerga. - disse segurando o riso, a respondeu com o dedo.
tinha avistado de longe e foi atrás do garoto.
- O que você esta fazendo aqui? - perguntou com uma cara indignada.
- Ué, o que você acha que eu faria numa escola?! - respondeu.
, como sempre, pulava nas costas de e o fazia levar até a primeira aula. Pulou nas costas do garoto, que se desequilibrou e os dois garotos foram para o chão; causando risadas de todas as pessoas em volta. e se levantaram rapidamente.
- O que você esta fazendo aqui?! - perguntou vendo e na frente deles.
- Vim ver se tem macaco no telhado, - respondeu secamente.
- Não sabia que tinha macaco na escola. - se intrometeu e levou um pedala de .
- Não bate nele, assim. Só eu posso bater, ok? - berrou e deu um pedala em .
- Ai! Parem de me bater, porra!
- Você sabe que eu te amo, . - disse logo em seguida e sorriu.
- Casal mais mela, puta que pariu! - disse rolando os olhos.
- Porque você não viu o e a . - disse segurando o riso, olhando pro amigo que estava a ponto de fuzilá-lo com os olhos.
- O que me tem no meio? - chegou abraçando pela cintura.
- Er, nada não, amor. - respondeu pra garota que assentiu com a cabeça.
- ! - James puxou a garota dando-lhe um selinho.
- James! - o abraçou.
- Cacete, sobrei! - disse olhando pros lados vendo todos em casais.
- Sobramos! - disse a .
- Não quero você, obrigada! - se afastou fazendo todos rir.
- , só você pra me fazer rir oito horas da manhã, cara!- deu um beijo estalado na bochecha da amiga.
- Own, maçã, te amo. - E as duas ficaram se olhando iguais "apaixonadas felizes".
- Meu Deus! Elas estão virando lésbicas! - começou a gritar e colocou a mão na cabeça com ar de assustado.
- , por favor, cala a boca! - olhou pra ele, que olhou pra .
- Amor, olha ela... - Ele fez biquinho de coitado.
- , meu amor, você ta ficando maluco?! - Ela falava com carinho com o garoto. - Essas aí são duas retardadas malucas por homens. Não são que nem eu que tenho olhos pra um só, mesmo você sendo um idiota, burro, lerdo, retardado...
- Ok, , não precisa difamar ele aqui, poxa! - disse interrompendo o garoto.
- , você não fala nada até agora, ontem você não parava de falar, dude! - perguntou rindo pro garoto que levou susto.
- Não - ele disse rindo baixo. - É que não sou tão intimo, prefiro não me meter!
- Ué, mais você tem que se meter pra poder ficar amigo dos outros! Se meta na gente!
- , isso não pegou muito bem. - olhava a garota com uma cara engraçada. E todos riram e ouviram o barulho do sinal, se despediram e foram cada um pra sua sala.

Foi ótimo saber que ficaria sem a sua tão odiada aula de matemática; odiava a professora, ela era gorda, fedida, suava igual um porco e ainda não sabia explicar a maldita matéria. Sorte a dela. rezava pra que ela tivesse morrido ou algo do tipo. Pegou seu iPod, colocou os fones no ouvido e sentou em um dos bancos. Cinco minutos depois ela viu que alguém tinha se sentado ao seu lado. Quando ouvia musica, o mundo poderia estar acabando, q ela ficaria ali, concentrada; olhou pro lado e viu que era , tirou os seus fones do ouvido e pausou o aparelho.
- O que você ta fazendo aqui? - Ela perguntou como se fosse algo extremamente estranho ficar sem aula.
- Acho que o mesmo que você - o garoto respondeu dando um suspiro. - Topa fazer alguma coisa? - Ele olhou pra ela, percebeu que ele parecia inquieto, não conseguia parar de se mexer.
- A gente ta numa escola, ! Não tem nada pra fazer aqui - Ela o olhou com uma cara engraçada.
- Ah, não tem nenhum lugar, tipo almoxarifado, sei lá?
- Ter tem, ma...
- Então, vamos lá - se levantou puxando junto que quase capotou.
- Calma, , tem que ter cuidado pra ir lá, porque é perto da sala da diretoria e é proibido ir lá!
- E quem disse que eu ligo? - Ele piscou pra garota que sorriu e, cara... Que sorriso! Ele definitivamente era o garoto mais bonito que ela já vira, e claro, o mais diferente.
Eles conseguiram, sem muito esforço, entrar no antigo laboratório que dava vista pra parte verde da escola onde os alunos geralmente iam estudar. Sentaram ali e ficaram olhando, falando algumas besteiras, ria e Jessica adorava o jeito que ele ria. Divertia-se muito com ela, se sentia envolvido por ela, por mais que a garota ironizasse quase tudo e dissesse coisas frias vez ou outra, sabia que ela escondera a garota doce que era por dentro; ele queria a desvendar, queria a beijar provar aqueles lábios que pareciam o chamar.
- , você me mata! - O garoto disse rindo.
- Olha que se têm muitos jeitos de matar. - Ela piscou, e riu logo em seguida.
- Qual é o outro? - O garoto ficou sério e havia se aproximado. Ele não tirava os olhos da boca de e ela que não é burra, percebeu e então ficou parada, apenas fitando aqueles lábios avermelhados do garoto, que cada vez mais parecia se aproximar de seu rosto. Sentiu a respiração quente do garoto bater na sua pele; estava tão hipnotizada que praticamente nem notou que estava mordendo os próprios lábios, só notou quando pensou em James, mas... James? Não, ele não merecia isso, por mais que não tivessem nada concreto, o garoto não merecia. Mas estava impossível resistir aquilo, resistir aquele garoto, mas deu um pulo ao ouvir um som estridente informando sobre o fim das aulas.
Se afastou do garoto com a mão no peito devido ao susto, e ficaram se encarando por alguns segundos, o único som que se ouvia era da bagunça dos alunos indo embora e a respiração pesada do casal. Mas, afinal, por que ela estava tão desconcertada assim? Ela não era assim, sempre teve uma forma de se sair bem quando se tratava de garotos e situações parecidas, até porque, não fazia o melhor tipo "garotinha apaixonada". Ela pegou o material que estava em uma cadeira ao lado do menino e notou o olhar confuso e desapontado dele sobre ela.
- É... É melhor eu ir andando. Tchau, . - Deu um sorrisinho fraco e acenou saindo em passos largos para fora da sala, deixando pra trás um confuso e com o coração mais acelerado que o normal. Aquela garota definitivamente estava mexendo com ele e era esse o seu medo.



III - Something that I never had.

havia saído mais cedo e não esperou os garotos para voltarem pra casa. Parou em frente à casa de , e ficaria lá até que ela aparecesse, o que não demorou muito.
- O que você tá fazendo aqui? - perguntou ao ver sentado ao lado de sua porta.
- Temos que conversar! - Ele disse olhando pra garota. Ele ia se levantando e logo ficando de frente pra garota.
- Você já disse isso hoje e eu já te disse que não temos nada o que conversar. - A garota disse indo em direção a porta quando a segurou pelo braço.
- Ok , a gente não conversa. Coloca suas coisas aí e vamos lá pra casa!
- Você falando assim, - a garota suspirou -, até parece eu que sou uma puta que você não paga e ainda escolhe o dia hora pra me comer. - A garota puxou o braço que segurava.
- Você sabe que não é assim!
- Ok, , você não me deve explicações. Fica aí, eu já volto! - A garota entrou em sua casa, estava feliz por dentro, pois ia ter mais uma vez em seus braços - nem que fosse só sexo -, mas era ele: o cara que ela amava. E ele era dela, por algumas horas, mais era. A garota deixou as suas coisas no quarto e logo desceu e saiu dizendo alguma coisa como “Mãe, trabalho na . Qualquer coisa eu ligo, tchau.”, e foi até do lado de fora.
- Podemos ir? - perguntou a garota que havia acabado de sair de casa.
- Sim. - Ela respondeu, colocou as mãos no bolso e abaixou a cabeça, e foi andando em direção a casa do garoto.
andava ao lado dela, observando-a, sentindo aos seus olhos, a garota mais perfeita que ele já conhecera. Seus olhos; seus cabelos; seu corpo; o jeito que ela o tratava como se fosse o cara mais importante, mas ao mesmo tempo um cachorro vira-lata que não tem uma mínima importância.
percebeu que a observava, olhou pra ele e ela não conseguiu não sorrir.
- Eu tô tão bonita assim, ?
- Você é linda! - Ele sorriu.
A garota abaixou a cabeça e sentiu as bochechas arderem.
- Ah, obrigada. Acho que chegamos!
murmurou um "entra" e a garota entrou logo atrás dele. se sentia bem na casa de , talvez fosse por passar boa parte da infância jogando videogame e vendo filmes e mais filmes naquela casa e também o fato da mãe de dizer que ela era a nora que ela sempre quis.
fechou a porta e abraçou por trás. Colocou as mãos na cintura da garota e a apertou contra seu corpo, colando os lábios no pescoço da garota, que fechou os olhos. Ela virou seu corpo de frente ao corpo de e ficou fitando os olhos dele. Os dois ficaram ali, se olhando , logo ela fechou os olhos e sorriu, fechou os olhos também, e selaram os lábios, dando beijos estalados que logo se tornou um beijo quente e apaixonante. a deitou no sofá, ficando sobre ela. Logo estavam nus e juntando seus corpos, e depois de vários movimentos de e gemidos prazerosos de , a garota sentiu o peso do garoto sair de cima dela. Um pouco de suor dele pelo corpo e aquele sentimento que era enorme e indescritível e que aumentava cada vez mais. se virou para a menina, colocou o braço em volta da cintura dela e a puxou trazendo pra mais perto de si, e começou a fazer carinho em seu rosto. Ela, por sua vez, só fechou os olhos e ficou apenas sentindo a carícia do garoto. abriu os olhos e sorriu. Quando ele ia dizer algo, o celular do garoto tocou e ele a "jogou" pro lado do sofá e logo foi colocando a roupa.
- Alô? - falou rápido como se a ligação tivesse o atrapalhando. – Oi, Rach! - olhou para que estava se trocando; ela parecia agressiva, coçou a cabeça. se sentou na frente dele com um sorriso "amigavelmente" cínico. – Ah, tô em casa... Er, jogando videogame! Hm, sair?! Ah, tudo bem - e ele olhou pra que se apressou a sair de lá mais a segurou pelo braço. - Ah, acho que nem vai dar, Rach, combinei de sair com os caras... Desculpa... Er, eu... - Ele fez uma breve pausa, olhou pra e desviou o olhar - também te amo!
A garota puxou o braço se afastando de .
- Que ótimo saber que sou o seu videogame! - E a garota sorriu cinicamente para ele que bufou.
- O que você queria que eu dissesse?
- Olha, amor - fez um telefone com a mão - eu tô aqui com a , aquela menina idiota do condomínio, sabe?! Então, ainda bem que você ligou agora, tava comendo ela até agorinha...
- Por que você é assim?! - a interrompeu.
- Assim como?! Idiota? - Eles se encararam, e qualquer um que olhasse pra eles poderia ver a tristeza nos olhos de e o remorso nos de . - Eu vou embora - ela disse por fim.
- Não, você não vai!
- E desde quando você manda em mim? - Ela retrucou já saindo da casa do garoto, que logo se apressou correu atrás dela e a segurou pelo braço. Puxou-a pra perto de si, e olhou ela nos olhos.
- Você não vai sair daqui!
- Você ta me machucando, , me solta!
tentou a beijar, e a garota o empurrou com força e começo a berrar.
- NÃO TENTE CONCERTAR AS COISAS DESSE MODO, . QUE SACO! EU ODEIO VOCÊ!
- Quer comer alguma coisa? - estava implorando por dentro para que a garota parasse de gritar, de dizer que o odiava, por que aquilo doía, mais do que um punhal enfiado no peito.
- Você pega pesado, - ela suspirou, olhou pra baixo, voltou a olhar pra ele. - Ok, eu fico, mas é porque eu to com fome!
- É que você não resiste a minha comida - ele piscou, riu.
- Falou aí, cozinheiro de primeira. Isso é porque você não experimentou a minha especialidade tá?! - Ela jogou os cabelos, e seguiu que estava indo pra cozinha.
- Qual é a sua especialidade?! Me fazer ficar excitado?! - riu, mas não por muito tempo, pois levou um pedala de .
- Cala a boca, , não é só você que fica, ok?! - E a garota riu. sentiu uma pontada de ciúme e percebeu que o garoto abaixou a cabeça. - Que isso, ?! Ciúmes?
abriu o congelador, pegou um pacote de nuggets.
- Que tal? - Ele sorriu e assentiu com a cabeça e ficou pensando “quem cala consente". Ficaram comendo ali e falando sobre coisas banais como: "eu prefiro maçã", "mas mijar é bom, cara, você se sente aliviado pra caralho". foi embora, e levou com ela o gosto do garoto nos lábios, e o cheiro dele na pele - aquele perfume doce e marcante que ela não conseguia parar de gostar. [n.a: He can’t stop digging the way (?)]


IV - When he walks in the room my heart goes boom!

Depois da segunda - e com alguns acontecimentos espontâneos e "rotineiros" -, terça, quarta e quinta, estava tudo ótimo por ali... Menos na casa de . O garoto sabia que os pais andavam brigando demais, mas não pensou que seria muito sério.
Ele era muito apegado a família, tinha uma irmã, mas quase nunca a via, pois morava com a madrinha na Rússia. Seus pais tinham saído para fazer compras, uma coisa muito normal; estava com o seu violão, tocando umas musicas que o próprio tinha feito, quando ouvia berros do andar de baixo da casa.
- E pensar na família que é bom nada, né, seu cafajeste?! Eu sei que você me trocaria por um misero copo de uísque! - Ele ouvia sua mãe gritar de fundo.
- Ah, é?! Então tá! Eu sei que você troca a nossa família, por aquele seu amante babaca que mora nos Estados Unidos! - ia ouvindo, com medo do que poderia acontecer e foi descendo as escadas sem fazer barulho.
- Ah, claro! E aquela sua secretaria vadia de 23 anos que você pega quando tá cansado de fazer sexo comigo?! Se ao menos você fosse bom de cama, meu amor... – ela deu uma risada alta e irônica. – Sabe por que ela transa com você?! – ela ia diminuindo a voz e falando com sarcasmo. – Dinheiro, meu querido, apenas isso!
- Você tá vendo por que eu te troco pela bebida? - o pai de foi agressivo, e pegou a mãe dele pelo braço, e a apertou com força.
- ME SOLTA, SEU BÊBADO! - ela tentava se soltar do marido e entrou logo no meio da briga.
- SOLTA ELA, PAI! - o garoto berrou, era mais forte que o pai, e então se enfiou na frente dele e tirou sua mãe dos braços do pai. Ele não agüentava ver aquilo, seus pais o olharam, e não pensou em mais nada e saiu de casa. Não conseguia segurar as lágrimas que caiam constantemente.
Em frente à casa de havia uma praça, onde todos eles brincavam quando eram criança, e todos eles , quando se sentiam mal , iam pra lá, com não foi muito diferente. Como o quarto de era de frente a praça, ela via sempre os acontecimentos de lá. Viu que não estava com uma cara nada boa, resolveu ligar para , para que fosse acolher o namorado. Não demorou muito e estava lá perto do garoto, não sabia o que fazer; nunca havia visto chorar - a não ser por ser criança e ralar o joelho. Era ruim ver o seu namorado naquele estado, se sentou do lado dele, o garoto se assustou e parou de soluçar. Olhou pra e abaixou sua cabeça, a garota o abraçou e ele se acolheu nos braços dela. Ficaram ali sem dizer nada. só ouvia as fungadas de e no fim, ela resolveu perguntar o que aconteceu, e o garoto disse tudo rapidamente, como se tivesse desabafando tudo o que tinha por dentro e acabou chorando mais. não disse nada, apenas abraçou forte o namorado. sentia-se protegido nos braços de , sentia como se nada pudesse o afetar. levantou a cabeça e viu que havia molhado a manga da blusa da menina e riu de leve, fazendo sorrir fraco.
- Obrigada, . - Ele disse dando um longo selinho na namorada e encostando a sua testa a dela.
- , você sabe, não importa o que aconteça, eu vou estar do seu lado sempre, por que eu te amo, e não quero te ver assim outra vez, tá certo, amor? - A menina disse com os olhos ardendo sentindo que lágrimas iriam cair, e o garoto assentiu com a cabeça.

A semana passou voando, mas também muito parada. Finalmente sexta-feira havia chego, sem muita animação das pessoas em questão, pois estava mal com o que tinha acontecido e não saia da casa do namorado; havia viajado com Rachel pra ver uns avós da garota; estava com cólica não saia por nada e dizia que tava ocupada com alguma coisa mais nunca dizia o que era, então só saíram e , e como não queria ficar de vela, não saiu também.
tinha acabado de sair do banho quando ligou. Já eram 20h e a garota disse que iria passar por lá para irem à casa de . achou estranho, mas resolveu ir mesmo assim. Adorava ir lá mesmo!
Ao chegarem lá, as garotas deram de cara com Rachel, que saía da casa de . Não gostou nada de ver as meninas por lá e logo atrás da mãe de , abriu um enorme sorriso e as mandou entrar.
- , AS MENINAS CHEGARAM - a mãe de berrava do andar de baixo da casa, e dava pra ouvir o barulho dos pés do garoto pela escada, logo apareceu, olhou para as garotas e sorriu.
- , tenho que falar com você. , você vem? - pensou, achou melhor esperar e deixar os amigos se falarem e depois eles conversavam todos juntos.
- Não, , tudo bem, podem ir vocês. - A garota disse se sentando no sofá. sorriu e piscou pra ela... Como ela gostava dele! Ficou ali, olhando pro nada, quando foi dissertada pela mãe de . – Ah, oi. Desculpa tava aqui pensando sobre algumas coisas e me perdi aqui. - A menina deu uma risadinha de lado.
- Ah, não, tudo bem. - Ela disse com um sorriso muito simpático no rosto. - Eu sei que já te disse, , mas sabia que você é a nora que eu sempre quis ter?! - Ela colocou a mão no ombro da garota e sorriu. Ela se sentindo um camarão, um tomate, pimentão, que seja, ficou extremamente corada.
- Ahn, que bom, err, eu acho... - A menina ficou sem palavras, porque literalmente, isso não acontecia sempre: a mãe do cara que você gosta dizendo que sempre quis que você fosse sua nora. Naquele momento já era muito difícil de aceitar isso como uma brincadeira, pois dessa vez ela pareceu séria, e gostava de . As coisas haviam complicado desde o momento em que o sexo passou a ser amor para a garota.
Ao chegarem ao quarto, deu uma olhada rápida para fora do quarto e fechou a porta, puxando para se sentar na cama.
- Seguinte - ele começou - terça-feira é aniversário do e na quinta o da , certo?
- Er... certo. - Uma pausa - E?
- E que a gente vai fazer uma festa surpresa para eles! - Ele dizia animado e notou um brilho nos olhos do amigo.
- Me diz que essa idéia veio da sua mãe?
- Eu tô falando sério, !
- Ok, irritadinho. Mas é estranho ver o Sr. -eu-pego-geral-e-nao-tenho-sentimentos- ter uma idéia dessas... - ela recebeu um olhar impaciente do garoto. - Ok, eu entendi e adorei a idéia... Mas de onde surgiu isso?
- Eles são meus amigos, oras. - Ele respondeu coçando a nuca e recebendo um olhar de dúvida da amiga. - Apesar de tudo, claro. Mas deixa eu te explicar...
Então ele explicou como seriam os preparativos, onde seria a festa, enfim, tudo que se faz pra organizar uma festa. Combinaram de sair no dia seguinte para poderem comprar o que precisavam e finalmente irem atrás dos contatos para alugar uns chalés.
Silêncio; trinta longos minutos de silêncio. A mãe de tinha ido fazer comida, ou algo muito parecido, que estava por sinal com um cheiro muito bom. A garota ouviu os passos pela escada, mas agora eram de duas pessoas que pareciam extremamente felizes e saltitantes. [n.a: imagine a cena -nn ASLDÇÃÇLSÇ qq]
se levantou e já iam pra fora. Como sempre, a mãe de as acompanhavam até a porta. e iam conversando algo sobre o que chamavam mais atenção, saias curtas ou blusas decotadas. acabou perdendo, até porque entendia muito do assunto.
- Então, meninas, até amanha! - disse abrindo a porta.
- Tem certeza que vocês não querem jantar? - A mãe de perguntou.
- Não pergunta isso pra ela não, tia! Ela não rejeita comida nem a pau! - disse quase berrando fazendo todos quase morrerem de rir.
- Ah, mais um dia ela vai ter que aprender a fazer a comida como eu faço pra se casar com o , não é, ?! - a mãe de piscou para a garota que engasgou. se segurava para não explodir em risadas.
- Ah, mamãe. Não precisa, a sabe fazer uma comida muito boa, ela vai cuidar de mim, assim como você cuida! - E o garoto abraçou a mãe e ganhou um beijo na testa da mesma.
- Falta só um tchau pra Rach, então. - disse e olhou pra garota, e sorriram de lado.
- Ah, a Rachel. - A mãe de disse com desânimo.
- É melhor irmos, não é, ? - falou muito ironicamente. Todos olharam pra ela, e riram. - Até amanha, . E, sogrinha, eu venho aqui mais vezes. - jogou beijos no ar e piscou pra ela, como sempre fazia. pegou a menina pelo braço e começou a rir escandalosa.
- Que hilário, meu. Você ficou super vermelha, dava pra ver na sua cara que você queria se enfiar em algum lugar e não sair dali nunca mais!
- É, né? Isso por que você não viu o que aconteceu lá dentro, ok? - olhou pra ela com cara de medo, desatando a rir em seguida e deixando uma master curiosa.
- Ah! Me conta! - começou a pular escandalosamente
- Então dorme aqui em casa, gata! E aproveite que no armário tem uma parte só sua! - disse com cara de como se fosse uma insolente.
- Ah, você sabe que eu te odeio também, meu amor, e acho que dormir nessa sua casa mau caráter mais uma vez não vai me matar. - E as duas riram, e entraram na casa de .


V - I don't care if you don't care.

Depois de combinado, foi até a casa de no dia seguinte. Aliás, eram dez horas da manhã e ele estava pulando na cama da menina para que ela acordasse.
- Vai se ferrar, !
- Vai se arrumar, ! - ele dizia rindo.
- Aff, cara, eu te odeio – ela levantou da cama, pegou qualquer roupa e entrou no banheiro para se arrumar.
- Vai logo! - berrou deitado na cama dela e riu ao ouvi-la resmungar algo para ele. Quando a mesma saiu do banheiro, parecia outra: além de estar menos amassada e mais arrumada, saiu sorrindo e alegre. Toda empolgada para as compras.
- Vamos? - ela perguntou sorrindo, recebendo um olhar de medo do amigo. – Ah, você me conhece quando eu acordo, agora vamos logo! - ela berrou o fazendo rir. - Vamos às compras, amiga! - continuou fazendo uma voz afetada.
- Ai, vamos porque está tendo uma liquidação di-vi-na! - imitou um gay tirando uma gargalhada da garota.
Depois de comprarem tudo que tinha que comprar, cada um foi avisar os amigos sobre a festa, então disse que avisaria os meninos e as meninas. Despediram-se e deixou sua amiga na casa de , claro. Porque ela com toda educação do mundo, exigiu que ele a deixasse lá, e depois seguiu para a casa de , pois era a mais próxima.
estava vendo tevê, no canal de comercial, não estava prestando muita atenção, e se assustou com a campainha que tocava insanamente, o garoto pulou do sofá e abriu a porta, pensando que alguém havia morrido.
-Aff, , vai assustar a mãe! - exclamou e riu.
-Ah, desculpa, cara, mas é que eu estou animado!
-Entra aí, dude! - abriu mais a porta para que o garoto entrasse. – Então, o que você quer aqui?
-Primeiro uma cerveja!
-Folgado, pega lá na cozinha - disse se sentando num dos sofás esperando voltar com as cervejas. logo voltou, deu uma para o amigo e se sentou no sofá de lado a . - Ok, agora fala: o que você quer?
- Tipo, terça é aniversário do !
- E... ?
- Todo mundo fala isso! Aí na quinta é aniversário da ! Vamos fazer uma festa surpresa pra eles, vamos para um pub, depois a gente dorme nos chalés da praia!
- Você não cansa dela, né, dude? - disse bebendo um gole de sua cerveja, fez o mesmo e depois de engolir respondeu ao garoto.
- Dela quem?
- Da , né. De quem mais?
- Ah! - disse apenas.
- O que você vai fazer pra ela de aniversário?
- Ah, o que a gente faz sempre: sexo - levou um pedala de . - Que foi, cara?
- Sexo é presente? Larga de ser panaca! Você gosta dela?
- Sabe, , faz dois anos com a Rach...
- Eu não estou falando da Rachel - o interrompeu.
suspirou fundo, e encostou-se às costas do sofá. Sentiu que estava na hora de assumir ao seu melhor amigo, que os quatro meses de relacionamento baseados em sexo havia feito se apaixonar por ela.
- Eu gosto dela, cara! - começou a fitar o teto.
- Gosta como? - apoiou os cotovelos no joelho, bebeu mais um gole olhando pra .
- Ah, ela é perfeita! - abaixou o olhar e ficou olhando pra foto do final do ano passado, onde estavam todos (menos por que eles ainda não se conheciam), mas estava ao lado de Rachel, e ao lado de , o que sempre acontecia, e logo continuou. - Tanto no jeito de ser como na beleza, cara. O jeito que ela é, ela é doce, mais ela é um cocô quando quer, eu muitas vezes já pensei nela quando ficava com a Rachel.
- Quem diria, hein, ? Aquela amiga da que sempre ganhava no videogame de você ia te fazer ficar assim!
- Ela é diferente - bebeu mais um gole de sua cerveja.
- E a Rachel?
- Eu e ela não podemos terminar, !
- Por que não? Você gosta da menina e ela provavelmente gosta de você também.
- É, eu sei, mas são dois anos, cara!
- E daí, meu?
- Você não entende!
- Não entendo mesmo - bebeu mais um gole de sua cerveja, olhou para a tevê e ficou uns minutos em silêncio. - O que você vai dar pra ela?
- Já disse: vamos fazer sexo e está bom, não está?
- Não, - fitou o amigo como se fosse metralhá-lo.
- O que eu faço, então? - bebeu a sua cerveja até o fim dessa vez.
- Dorme com ela, cara, só dormir, fim!
- Eu não vou agüentar ter ela na minha cama. Porra! Ela é gostosa! - disse com ar de desespero.
- Eu sei, cara, é difícil. Mas aposto que ela vai gostar muito mais se vocês dormissem juntos!
- Acho que não, hein? - fez uma pose de gatão. - Ela não resiste a mim!
- Aff, . Eu não vou te ajudar mais!
- Não. Ok, você vai me ajudar e eu prometo não comer ela, mas me diz o que eu falo pra Rachel?
- Fala que você vai viajar com a sua mãe, a sua mãe disse que ela não pode ir porque aonde ela vai os lugares já estão cheios, e é só pra vocês dois!
- Ela vai querer ir do mesmo jeito, cara!
- Se vira então, dude - disse dando de ombros.
- Ah, que bela ajuda! – disse bufando. - Você não quer ir lá pra casa, ? A gente tem que ver aquele negócio do trabalho de biologia.
- Ah, é verdade, né? Vamos sim, vou deixar um bilhete aqui - se levantou e pegou um pedaço de papel e caneta e escreveu que estaria na casa de , pendurou na geladeira, e logo voltou até a sala. – Vamos?
se levantou e ia em direção a porta; ia logo atrás dele. abriu a porta mais disse pra esperar porque ele ia pegar escova de dente, bufou, mas esperou; sabia que o amigo era estabanado. Logo voltou e os garotos foram pra casa de .
Chegando lá, e estavam indo ao quarto, para fazerem o trabalho que seria para sexta feira. Falavam de alguma coisa bem fútil, como brócolis não ficaria bem pra uma música, mas insistia em dizer que todos iriam amar uma musica com esse nome. No meio do trabalho, o celular de tocou, o garoto olhou no visor e atendeu sem nenhum ânimo.
- Alô? – ele disse rápido e continuou a fazer as pesquisas no site de procura. - Ahn, oi, pai, não, mas agora eu to fazendo trabalho, você viu o meu bilhete? Urgente?! Ta certo, estou indo - desligou o celular e logo voltou a falar com . – , já venho, cara, meu pai ta com problema lá e qualquer coisa eu te ligo, beleza?
- Não, dude, beleza, vai lá!
saiu correndo da casa de , em menos de cinco minutos estava em casa. Abriu a porta e viu umas malas e seu pai o esperando sentado no sofá.
- O que é isso? Você vai viajar?- perguntou seco olhando a sua volta.
- Não, , eu vou embora! – seu pai disse com a cabeça baixa, apoiando as mãos nos cotovelos.
- O quê? E vai deixar a gente aqui? – disse rápido com medo de ser verdade.
- Vou, , eu estou fazendo mal para a sua mãe, e estou fazendo mal a mim também.
- Não, você não vai! Faz a merda e deixa a gente aqui?! - dizia nervoso para o pai, durante esse tempo todo, o garoto mal conversava com os pais.
- Eu tenho que ir, , por favor, entenda! – o pai de tinha lágrimas nos olhos. - Olha, diga a sua mãe que um dia eu espero voltar, e que eu estou fazendo isso por nós, porque eu amo a sua mãe. E tudo o que aconteceu ontem, , quero que você não fique pensando que eu sou um idiota que trai a sua mãe – balançou a cabeça como se dissesse não, mordendo os lábios, - E eu te amo filho, eu vou te ligar sempre, prometo.
- Mas, pai, quem vai cuidar de mim?! Por favor, fica! – o garoto cedeu as lágrimas que insistiam em cair.
- Você tem a , filho, e eu tenho certeza que você vai ficar bem! Só me promete uma coisa? – fez que sim e seu pai continuou. - Quando a sua mãe estiver melhor, me liga, porque aí eu volto – ele deu um suspiro e se levantou, pegando as suas malas. ouvia ele ir e voltar para colocar no porta malas do carro. No fim, ouviu um barulho de motor de carro se ligando e o barulho foi diminuindo conforme o carro andava pelas ruas de Manchester.
chorava e não tinha a mínima idéia do que fazer, deitou-se no sofá e ficou ali até dormir.


VI - We don't, we don't care!

No decorrer da semana, estava tudo como sempre fora: aulas chatas, aulas cabuladas, aulas, aulas, aulas. Já era terça-feira e pegou o celular, pensando se deveria ou não ligar para .
- Quer saber? Eu vou ligar pra ele é agora! - Ela dizia deitada em sua cama, - Mas e se ele nem quiser falar comigo? Ah, fica quieta, besta! - Ela riu de si e discou o número do garoto. No segundo toque o celular fora atendido. - Er... ?
- Sou eu mesmo, quem é?
- A , cabeção! - Eles riram.
- A que devo a honra de sua ligação? - sentia-se feliz por ela ter ligado. Seus amigos já haviam falado com ele, mas era ela. Sentiu-se quente por dentro e não deixou de sorrir um segundo pela ligação.
- Por acaso é seu aniversário? - Ela disse fazendo uma voz óbvia. Dava pra notar que ele sorria e era isso que a fazia sorrir mais ainda. - Olha só, feliz aniversário, e tudo que todo mundo já desejou pra você, ok?
- Tudo que já desejaram pra mim? E se ninguém me desejou nada até agora?
- Então... Tudo o que vão te desejar! - Riram novamente. Silêncio. Mas não era um silêncio chato, que incomodava; eles estavam ouvindo suas respirações e, por algum motivo, estava sendo ótimo.
- Tá fazendo alguma coisa de bom aí, linda?
- Tirando falar com você? Não.
- Eu sei que falar comigo é sempre um prazer... - ele dizia se gabando.
- Com certeza... Você deve dar prazer em outras coisas, certo? - ela disse maliciosa soltando uma gargalhada logo depois.
- Espera eu voltar para Manchester, garota. Aí você vai ver se eu sou ou não bom em prazeres - ele ria também, mas claro que a vontade de pegar aquela garota aumentava cada vez mais que pensava nela. Aliás, pensar nela estava se tornando constante, mas com certeza era pelo fato de querer tocar em seu corpo. Com certeza, claro.
- Ok, eu espero, então. Mas agora eu tenho que desligar, vou sair com James e o resto do povo. Beijo, aniversariante, e aproveite o dia da melhor forma possível, certo?! - Droga, o James...
- Ok, , mas aproveitar o dia da melhor maneira possível sem você aqui? Impossível! - ele soltou uma gargalhada gostosa - Mesmo assim, valeu, linda, beijos.
Desligaram o telefone e foi tratar de se arrumar, a fim de ir na sorveteria com os amigos e James.
James... O que eram afinal?! Não ficavam com ninguém diferente, mas não namoravam, gostavam de se pegar, mas não havia sentimentos... Ah, o que importa? Pelo menos havia conversado com o -gostoso-. Ah! Um dia pegaria aquele garoto. Para depois fazer o que sempre fazia, fingia que não havia acontecido nada, claro. Segundo , ela era o sem bolas e com peitos. Coisa horrível de se dizer a amiga. Mas... É. Não tem uma justificativa.

Na quarta-feira resolveram cabular as aulas e passaram o dia na rua, fazendo nada. Apenas bebendo e comendo besteiras. Em plenas nove horas da manhã, bebendo. É, essa é a nossa juventude!
- Já pensou no que vai querer de aniversário, ? - James perguntou.
- Eu quero sorvete! - ela respondeu feliz. Ou alterada?
- Eu quero ir pra CASA! - berrou no ouvido de James.
- Vai deixar o cara surdo, maluca - deu um pedala na amiga após uma tragada no seu cigarro e riu.
- Pára de me bater, , você não tem dó de mim? - ela fez uma cara de choro.
- Ninguém tem dó de você, . - disse rindo sendo seguida por vários "nem eu" dos amigos, o que gerou gargalhadas entre eles. Gargalhadas, pois estavam quase bêbados; tudo era graça para eles.
- Mas eu tenho dó de mim e vou pra casa - disse se levantando e puxando James com ela. - Se despede deles, Bourne, aí a gente vai embora daqui. - Ela fez uma cara safada e e zoaram ele. não dizia nada, apenas bebia e comia vez ou outra.
- Pra que casa você va,i se tem a sua mãe? - perguntou rindo fazendo uma cara óbvia.
- Pra minha - James respondeu cheio de si, já que morava apenas com Matt e Charlie, seus amigos de banda.
- Beijo, meus amores, meu dia promete! - disse da forma mais vulgar que pôde e riu mandando beijos para os amigos.
- Ela não presta, cara... - dizia rindo da amiga.
- Claro que presta, ela só não se apega, oras - disse na defesa de .
- Acontece que o Bourne tá caidinho por ela, e só ela não vê. Você acha alguma graça em fazer das pessoas seu brinquedinho sexual? - disse seco. o olhou incrédula.
- Se ele tá caidinho por ela ou não, a culpa não é dela. Todo mundo aqui sabe muito bem como ela é. Além de não se apegar a ninguém, ela é lerda pra notar quando o cara tá a fim dela ou não. Não acho que isso seja motivo pra você chamá-la de puta indiretamente. - Ela sorriu cínica.
Os outros os olharam e estranharam a atitude do garoto. sempre ria do jeito louco de ser de e sempre foram mega grudados. Já essa mini briga com os deixaram mais boquiabertos ainda. Eles nunca brigavam, aliás, nenhum ali nunca brigava, mas estava ficando estranho a cada dia que passava.

Por fim, a quarta-feira se estendeu em comida barata e bebidas também baratas. Estavam todos ansiosos pra que sábado chegasse logo, pois a festa dos aniversariantes da semana prometia [n.a: -QQQ].
Pra não passar a quinta-feira despercebida, resolveram todos ir até a casa de , levaram uns filmes, bebidas e fizeram alguma coisinha sem muita importância. Assim que atendeu a porta, seus amigos a bombardearam com presentes e já foram garantir seus lugares nos sofás, enquanto foi o último a entrar e entregar o presente.
- Caraca, , o que é?! - perguntou olhando aquela caixona e ameaçando sacudi-la.
- Abre. Não, não balança ela, só abre. - ele disse sorrindo. Seu sorriso aumentou quando viu os olhos da garota brilhando e ela pegando aquele São Bernardo gordinho de dentro da caixa.
- Um São Bernardo! Ah, , eu sempre amei esse cachorro!
- Eu sei, você me disse isso no ano passado, e como eu não tinha nada em mente, resolvi dar algo que sabia que você ia gostar. Alias você gostou? - ele perguntou envergonhado.
- Eu amei, ! E você lembrou, faz tempo, cara! Ah, obrigada, , foi o meu melhor presente. - ela sorriu sincera.
- Mas você nem abriu os outros!
- Mas eu sei que foi o melhor de todos! - ela piscou e riram.
- Vem cá, ... - ele se aproximou da garota e a abraçou forte, falando todas aquelas frases de "feliz aniversario e blá blá blá", segurou o rosto dela com as duas mãos e deu um beijo na testa da menina, que sorria boba com tudo aquilo.
Ela não precisava só de sexo, ela queria o carinho de , queria aquela atenção, aqueles gestos, queria ele para si. Mais do que nunca, teve toda certeza de que amava o garoto.
- O, casal, será que dá pra informar onde tá a pipoca? - apareceu do nada, fazendo e ficarem como dois pimentões.
- Na terceira porta do armário, eu já pego pra você, . - disse sorrindo de leve e foi fazer a pipoca.
Ficaram vendo filmes até tarde da noite, e depois seguiram para suas respectivas casas. Na sexta-feira nada de novo aconteceu, e isso era bom, já que queriam estar ‘blaster’ dispostos para a festa.


VII - Everybody likes to a party on a Saturday night!

Enfim, sábado! Eles iam pra um pub mega badalado por lá e logo depois iriam para uma praia que tinha lá perto dormir em chalés, que e tanto foram atrás. Eram 17h e , e estavam na casa de e iriam se arrumar lá. Claro que ninguém comentou da surpresa da praia que fariam. Os meninos passariam lá às 21h e elas já estavam se arrumando.
Ah, qual é?! Quatro meninas, duas chapinhas, muitas roupas e apenas 4 horas para escolher, sempre tem que ser antecedente!
Arrumaram-se, se maquiaram, mudaram a roupa, mudaram o cabelo, comeram alguma coisa, mudaram a roupa de novo, e por fim, eram 20:47 e estavam dando os últimos retoques na maquiagem.
- ...
- Fala, .
- O que ta acontecendo com o ? - perguntou receosa e olhou para as amigas, que a encorajou com olhares para que continuasse o assunto. - É que ele anda meio estranho ultimamente, cara...
- Eu sei, meninas... Nem carinhoso comigo ele tá mais! - disse num tom triste. - E nem conversar, falar o que tá acontecendo ele quer...
- Não é o caso de você colocá-lo contra a parede, amiga? - se pronunciou.
- Já tentei, ele não quer nem falar comigo direito... Parece que o que ele quer de mim é apenas o físico, sabe?! - disse sentindo que iria chorar. percebeu e abraçou a amiga.
- Tá afim de mudar de assunto, gata? Vai borrar sua maquiagem e você tá linda!
- Obrigada, , obrigada, meninas...
Mudaram de assunto e deram seus últimos retoques na maquiagem.
Às 21h05m, os meninos chegaram lá, todos arrumados demais, perfumados demais, lindos demais. Ao olharem suas respectivas garotas, só não babaram por um milagre dos céus; estava com uma blusinha roxa decotada, com algumas bolinhas lilás e uma saia jeans com uma bota sem salto, e um casaco por cima; estava com um vestidinho verde claro, uma calça skinny escura e seu all star branco; estava com um short jeans escuro, um coturno e uma blusinha tipo asa de morcego verde escura, com os cabelos presos num coque deixando a mostra s parte de baixo pintada de azul; e estava com um vestidinho amarelo com detalhes pink, uma boininha de crochê verde musgo, um cachecol no mesmo estilo que a boina e uma sapatilha pink. Estranhas? Não, diferentes. Era isso que eles adoravam nelas, seus respectivos jeitos exóticos de serem, eram diferentes de todas as garotas que já haviam visto, e claro, as mais divertidas. É claro que foi uma onda de elogios sem parar no recinto.
não sabia onde parar o olhar: James ou . Ah, sim, havia voltado de viagem naquela tarde mesmo, e estava um tanto quanto estranho... Não, diferente. Ok, ele estava bonito... Não! Lindo. Qualquer pessoa que o visse pensaria que ele era algum tipo de artista de sucesso, sabe?! Se ele já era bonito, imagine arrumado pra sair? Melhor, estava algo surreal, sabe... Brad Pitt? Tá, ele é velho, mas lindo, admita.
Por fim, parou os olhos em e eles se encararam por algum tempo. Algum longo tempo, por assim dizer. percebeu e deu um leve cutucão na amiga, que a olhou assustada.
- O seu é o do lado - ela cochichou para que apenas ouvisse.
- Oi? - Ela respondeu saindo do transe olhando para a amiga.
- Acho que você deveria olhar pro James, e não pro nosso querido ... - disse descendo um pouco mais as escadas, deixando uma com cara de boba para trás. - ! Feliz aniversário, aniversariante! [n.a.: [/pleunasmo] bjs q] - Ela correu e pulou no colo do amigo.
- Pra você também, ! - Ele respondeu feliz dando um beijo na bochecha dela.
- Me acompanha até a festa, gatinho? - piscou e riu em seguida.
- Se o ali não ficar com ciúmes... - retrucou e riu ao sentir um tapa dado por .
- Não se preocupem - se intrometeu. - Ele vai comigo. Não é, ? - terminou dando os braços para e James, rindo.
- Ah, você vai com dois?! Eu também quero, poxa! - disse fazendo bico.
- Não tá bom só comigo, sua gulosa?! - a olhou indignado e riu depois vendo a menina apertar suas bochechas. - Tá bom, gente, vamos logo pro pub antes que... Sei lá, antes que alguma coisa! E as meninas vão no carro do James com a no volante, e os cueca no carro do , e eu no volante - ele sorriu convencido.
- Por que no volante? - disse secamente para .
- Ah, , não reclama e vamos - retrucou e eles seguiram para os carros.
Assim que saíram da casa de , eles foram direto ao pub. Escolheram uma mesa que dava bem de frente ao palco, onde as bandas não muito conhecidas da cidade geralmente tocavam. Logo vieram as bebidas, pegou sua cerveja e virou com tudo, quase acabando com o conteúdo em duas goladas. Os outros o olharam estranho e ele apenas deu de ombro, olhou para e deu um beijo em sua testa, enquanto ela o olhava com a testa franzida, preocupada, mas logo se distraiu com qualquer outra coisa. e estavam sentados um perto do outro, ria das coisas que falava ao seu ouvido; e James se beijavam vez ou outra; , e estavam sem falar nada, apenas observando a mesa. De repente, puxou e a beijou como nunca havia feito, tinha uma certa agressividade, ou qualquer outra coisa parecida, até a garota se assustou.
- Gente, o que deu com o ? - perguntou olhando a cena com os olhos arregalados.
- Ah, eu não sei não, viu, . Ele tá meio seco esses tempos pra cá. Não é o de antes. - respondeu com um tom de voz meio triste e bebeu um gole de sua bebida.
- Ah, eu não digo nada por que mal o conheço e, bom, ele deve tá com problemas, né, cara? - olhou pra , depois pra .
- Tomara que ele não continue assim, ou então acredito que o bicho vai pegar - disse olhando para o nada e sentiu o olhar dos garotos sobre ela. – Ah, qual é? Você sabe como eu sou, ! E se você continuar com a gente, logo vai saber também, . - Continuou dessa vez num tom mais baixo.
- Falou aí, barraqueira! - a olhou, rindo.
- Não acredito que você parou de me beijar pra dizer que a é porra louca! - James disse bufando num tom incrédulo e rindo depois.
- Tadinho dele, gente - continuava a rir, enquanto dava um beijo de esquimó no garoto. virou o rosto, não queria ver a cena; não sabia por que, mas ver aquilo o incomodava. A única coisa que ele sabia é que iria pegar aquela garota. James que o desculpasse, mas ele sabia que o que queria era recíproco. A menos que ela só gostasse de provocar e depois saía fora, mas claro que ela não sairia fora, e claro que ele a pegaria. Afinal, que garota que ele quer, que ele não consegue?
e perceberam que virara o rosto pro lado a fim de não ver o ocorrido. cutucou , e mandou que o levasse pra fora, para conversarem um pouco, logo se levantaram e foram pra fora do pub. cutucou .
- James, desculpa, er, , amor, eu acabei de me lembrar de uma coisa urgente. Vamos ao banheiro comigo?
- Ah, é muito sério, ? Tá tão bom aqui - a garota respondeu com uma voz arrastada.
- Ah, é um pouco. Vamos? - pegou na mão da amiga que suspirou e foram até o banheiro.
- O que aconteceu, ? - perguntou com medo de que tivesse acontecido alguma coisa muito grave para elas terem que sair dali e não poder contar perto dos amigos.
- , amor, você reparou que o te olha de um jeito estranho? - se encostou à pia do banheiro, enquanto dava uma retocada na maquiagem.
- Como assim? Ele tava normal até agora, não vi nada de diferente com ele. - A garota olhou para a amiga que cruzou os braços.
- Ele não quis ver você e James se beijando, acho que, bom ele tem uma queda por você... E eu sei que você tem uma queda por ele também, eu só queria te falar pra ter cuidado com o James, por que sabe como é, né? Tadinho do garoto - olhou pra que não conteve o riso. não agüentou e riu também.
- Eu sei o que eu faço, deixa comigo, gata - piscou para - E até porque ter aquele garoto me olhando diferente não é nenhum prejuízo - continuou num tom malicioso e desatou a rir ao ver a cara incrédula da amiga e logo elas ouviram os acordes de “Last Night” do The Strokes, deram gritinhos histéricos e foram pra fora do banheiro dançar.
As duas foram bem pro meio da pista, e dançavam animadamente; elas amavam dançar e isso não era segredo para ninguém. Enquanto dançavam, roubavam os olhares para elas. Não que o pub parou para vê-las dançando, claro, mas você entende! Roubaram os olhares principalmente de e , que estavam voltando para a mesa e as viram dançando.
- Na moral, , eu ainda piro se não pegar ela - disse meio desesperado e riu dando um pedala nele.
- Eu só não vou bancar o amigo super defensor porque eu sei bem como ela é. Mas que ela é hot, ah, isso é! - Ele riu mais ainda.
- Nem vem que a sua tá do lado, e tu pode chegar nela quando quiser...
- Acho que a tá longe de ser minha, cara.- O garoto suspirou.
- Você gosta dela, cara? Sério, gosta ou não? Por que não larga aquela menina chocha e fica logo com a ? Pelo que eu conheço, ela não deve ser uma menina chata pra se ter como namorada.
- Você não entende, . São dois anos, cara, dois anos!
- Você tá preocupado com a Rachel ou com os dois anos? - perguntou com desdém.
- Eu vou voltar pra mesa. - saiu deixando o amigo pra trás.

- , eu vou ali no bar pegar alguma coisa pra beber. Quer algo? - perguntou quase aos berros para , que apenas negou com a cabeça.
Chegou ao bar e pediu algum energético qualquer, apenas por gostar do sabor do negócio, e se encostou de costas para o balcão. Começou a beber tranquilamente e ria vendo dançando (lê-se: se jogando) com as determinadas músicas.
- É comum você chamar tanta atenção enquanto dança? - chegou perto do ouvido da garota, que se assustou ao vê-lo ali.
- É comum você assustar meninas distraídas? - ela perguntou no mesmo tom.
- É mais comum eu fazer outras coisas com esse tipo de menina - ele respondeu num tom malicioso e ela se virou pra ele.
- E que tipo de coisas você faz com essas meninas? - ela o encarou.
- Por que você não me deixa te mostrar? - disse mais baixo e bem mais próximo ao ouvido dela. Colocou uma das mãos na cintura da garota e a trouxe para mais perto de seu corpo. Ela, por sua vez, apenas sentiu as pernas quase cederem, ela queria beijá-lo, lógico que queria, mas quando olhou em volta, avistou James a procurando.
Afastou-se de e acenou para que James a visse. olhou para trás e viu um James com um sorriso meio down em direção a eles. Olhou para e ela apenas lhe deu um sorriso malicioso e foi ao encontro do... ao encontro do James, na falta de algum termo que os definam. apenas deu de ombro e voltou para a mesa meio atordoado. Afinal, o que diabos aquela garota queria?!
- , eu vou ter que ir embora, minha linda - ele disse cabisbaixo.
- Aconteceu alguma coisa, Jimmy? - a menina perguntou preocupada.
- Nada demais. Só algumas coisas que eu preciso resolver em casa, mas eu tenho que ir.
- Sem chances de você voltar?
- Sem chances de eu voltar - ele soltou uma risada fraca vendo o bico de .
- Ah, tá bom, então, Jimmy. Amanhã a gente se vê?
- Amanhã você estará em condições de sair de casa?
- Vai se ferrar! - riu dando tapinhas no ombro do garoto, que ria também.
- Você deixa o carro lá em casa, amanhã?
- Deixo sim, pode deixar que eu não vou destruí-lo. - James sorriu e ela o acompanhou até a porta do pub e lhe deu um selinho simples nos lábios, seguido de um "qualquer coisa me liga!".
Quando perdeu James de vista, se virou e, por um impulso, olhou para onde esteve antes com .
Por algum tipo de ironia, estava lá novamente e seus olhares se cruzaram. Ficaram se encarando por algum tempo até ela ver um sorriso com certa malícia nos lábios de . É... James que a desculpasse.
Quase que automaticamente, começou a andar na direção do garoto, e ao chegar lá, ela ficou olhando para o garoto que manteve o olhar fixo ao dela. Colocou a latinha do seu energético, já vazia, sobre o balcão, e se juntou a , que estava dançando animada com um grupo de meninas desconhecidas.


Continua...