Sam's
Wedding II
The After Party
By: Rafaela C.
Beta Reader: Cah (Kerouls)
Capítulo
1 - Nights are twice as long without you near
FlashBack – on
“Cara, vai ter essa festa de Reveillon naquele pub em frente o Tamisa, sabe?” Danny disse enquanto comíamos no restaurante preferido dele.
“Sei... Aquele que faz aquelas paradinhas dos fogos de artifício todo ano, não é?” enfiei um pedaço de camarão na boca.
“Esse mesmo. Topa ir? Todos nós vamos...” ele me deu uma olhada significativa de “você não tem opção”.
“Vamos, mate, não tem nada melhor pra fazer, certo?” falei descrente. Esse restaurante era um tédio, só dava casal velho. Nada contra velhos, mas aqueles ali eram frescos e monótonos. Nunca quero ser assim, vou ser o velho mais radical que existe.
Ficamos mais um tempo ali zoando a cara daqueles coroas metidos a besta, e depois cada um rumou para suas casas. Cheguei ao meu apartamento, aquele paradão... E eu morto de tédio. Me joguei no sofá, afundando no mesmo. Liguei a TV, fiquei passando os canais para ver se achava algo descente, mas nem os canais pornôs passavam algo que prestasse. Desliguei aquela coisa inútil e fui até a cozinha pegar uma cerveja. Liguei o som em uma rádio qualquer. Tocava ‘Your Love is a Lie’ do Simple Plan. Gostei do novo som deles. Fui na janela ver o movimento dos carros lá em baixo, já que meu andar era o 14º. É, aquele tédio estava realmente me matando. Resolvi dormir para o tempo passar mais rápido e a hora de ir para o tal pub chegar logo. Eu tava a fim de beber até cair, e se cair, beber deitado.
Antes de me afogar na cama, algo chamou a minha atenção. Na minha cabeceira tinha um porta retrato e meus olhos se fixaram na foto que tinha lá. Uma foto que tinha no MySpace da , onde ela me carregava de cavalinho em suas costas. Essa foto era realmente engraçada, e esse dia (acho que foi no meu aniversário do ano passado) foi ótimo. Ver a bêbada é algo hilário. Comecei a ter flashbacks dos nossos momentos juntos.
Já fazia duas semanas que ela havia ido para Seattle, e desde então nós não nos falávamos. Ela não é muito chegada em correr atrás de ninguém, e eu tenho nem que seja um pingo de amor próprio. Tinha noticias dela pela Jazzie, minha informante. Ela me contava se a havia saído, que horas havia voltado, com quem tinha ficado (ela me jurava de pés juntos que até agora a não tinha ficado com ninguém). Eu sabia até as roupas que ela usava. Sou um psicopata, dude!
Peguei no sono sem perceber e só acordei com o telefone tocando irritantemente.
“Chora...” minha voz estava mole e eu ainda não tinha aberto os olhos.
“Você tava dormindo, Dougie??” era Danny, e agora eu iria levar sermão, ótimo.
“Tava, que horas são?” esfreguei meus olhos e finalmente os abri, olhando à minha volta.
“Dez e meia, seu demente! Arruma logo ai e vem voando! Você é muito retardado, se não tivesse um amigo tão prestativo como eu, iria passar a virada do ano dormindo!” bla bla bla.
“Tchau DannyBoy, já estou indo.” E desliguei. Sou meio estressado quando sou acordado. E quem não é? Afinal, dormir é a melhor coisa que existe.
Vesti uma bermuda camuflada, meu velho e bom Vans quadriculado e uma camisa branca qualquer. Peguei a chave do carro e fui para o tal pub. Estava lotado, musica extremamente alta, e aquele ambiente boêmio me animou pra caramba. Fui direto ao bar, sem ao menos procurar os caras. Pedi uma dose de wisky mais energético bem caprichada, dei um grande gole assim que ela chegou e fui atrás dos outros.
Andei, andei, andei, tava reconhecendo o território, muita mulher bonita dando bola (não reclamo), e finalmente vi uma mesa mais pro canto do bar, onde estavam Danny, Olivia, Harry, Izzy e...
LOUISE! O que é que ela estava fazendo ali? Esclarecendo as coisas, desde a briga do casamento, eu não a procurei, e ela me ligava vinte vezes por dia no mínimo. Não que eu não gostasse dela ou algo assim, mas eu precisava de tempo pra pensar, se é que você me entende. Eles acenaram, eu acenei de volta meio abobado. Agora eu seria obrigado a ir até lá, bem que eu queria sair correndo dali. Fui meio sem graça até a mesa deles, cumprimentei os casais e fiquei meio inseguro na hora da Louise. A abracei e lancei um olhar um tanto quanto ameaçador a Danny, que apenas deu de ombros. Só pode ter sido coisa da Olivia, ela ama dar uma de cupido de vez em sempre.
Sentei-me ao seu lado, todos conversavam algo SUPER animado (que eu não achava graça alguma). Eu bebi minha mistura em goles grandes, e logo que acabou, pedi um Hi-Fi. Sei que misturar não é bom, mas quem se importa mesmo?
Senti uma mão tocar a minha. Gelei dude. A única pessoa que estava do meu lado era ela, Louise. Olhei meio de rabo-de-olho, e vi que ela possuía um sorriso tímido no rosto. Dei mais alguns goles na minha bebida, mas não movi a minha mão.
“Vamos dançar, Dougie?” Ela perguntou bem perto do meu ouvido, me fazendo arrepiar um pouco. Eu já estava ficando bastante ‘alegre’ então aceitei. Peguei-a pela mão e a levei até a pista de dança que era ali no meio. Pedi mais um Hi-Fi ao garçom que passava ali, bebi o resto do meu e joguei o copo em qualquer canto. Abracei a garota pela cintura e a trouxe para mais perto. Nem se quer lembro da musica que tocava e nem me importava se ela era agitada ou lenta. Louise passou seus braços pela minha nuca e começamos a nos movimentar de um lado para o outro. Logo minha bebida chegou e eu já nem sentia mais o álcool descer na minha garganta. Bebi aquilo como se fosse água pra falar a verdade. Minha cabeça já girava e eu sentia uma alegria instantânea. Por isso que eu gosto desse maldito álcool.
“Sabe Dougie, eu não me importo do que você fez no passado. Eu sei perdoar... Eu aprendi a perdoar... E eu te perdôo!” De que porra ela estava falando? AH sim, da ?
“Er... que bom...” o que falar em uma hora dessas? Ela sorriu e eu sorri meio sem graça. As imagens já estavam ficando distorcidas na minha cabeça, e de repente eu vi em Louise uma outra pessoa. Eu provavelmente estava ficando louco, mas quem estava ali não era mais a Lou, ela desaparecera! Agora eu via a minha pequena... A imagem de se formou no que antes era Louise. A garota se aproximou de mim, e até o cheiro da eu podia sentir.
Acabei com a distancia que havia entre nós e a beijei. Era bom sentir o gosto da novamente, as mãos dela se entrelaçando nos meus cabelos e nossos cheiros se misturando.
Escutei meu relógio apitar mas não dei atenção. Eu não queria soltar dela. Estava com tanta saudade! Mas aquela droga insistia em tocar, e quando eu apertei um botão qualquer e me virei para beijar novamente, vi que ela não estava mais ali. Eu estou ficando louco, dude! Que porra está acontecendo comigo? Louise tinha um sorriso de orelha à orelha e eu provavelmente estava com uma cara de espanto. Olhei novamente pro meu relógio, que marcava exatamente onze horas. A saudade estava apertando demais e eu simplesmente tinha que me livrar dela nem que seja um pouco... E graças a deus inventaram algo chamado telefone!
“Err... Licença Louise, tenho que ir ao banheiro...” falei a primeira coisa que me veio a cabeça e saí. Fui para um lugar totalmente diferente de banheiro: para fora do pub. Sentei em algumas mesinhas de frente para o Tamisa. A rua estava muito movimentada, havia milhares de pessoas ali por perto reservando um lugar bom para assistir a queima de fogos. Fiquei encarando o rio um pouco, pensando no que eu iria dizer. Sim, eu estava disposto a ligar para ela. Eu precisava escutar a voz dela, o riso dela.
Peguei meu celular disquei aquele número que eu já sabia de cor. Tocou a primeira vez. Ansiedade. Segunda vez. Nervosismo. Terceira vez. Que porra será que ela está fazendo? Quarta vez. Ela provavelmente deixou o celular no silencioso. Quinta vez.
“Alô?” eu tremi. Sério, que gay, mas eu tremi! Congelei! Me deu vontade de desligar mas eu não sou criança desse jeito (pelo menos acho que não) e celular ainda tem algo chamado bina.
“ ?” eu meio que gaguejei. Que otário.
“DOUGIE?” ela gritou e começou a rir de felicidade, creio eu.
“É! Como você tá, ?” eu realmente queria saber como ela estava, com que estava, onde estava, essas coisas.
“Tô ótima! E você??” não sei porque, mas se eu pudesse vê-la, ela estaria sorrindo com certeza.
“Estou bem também... E com saudades...” sussurrei na ultima frase, era mais para somente eu escutar, mas tudo bem.
“Por incrível que pareça, eu também...” disse docemente. Sorri automaticamente. Eu imagino só a cara dela ao falar isso. Suas bochechas provavelmente estavam coradas. “Onde você está?”
“Naquele Melst em frente o Tamisa, sabe?” falei olhando para o nada, imaginando que ela estaria do meu lado.
“Sei... Imagino que ai esteja um tédio pra você estar me ligando...”
“Não posso ter saudades não, ?” disse rindo. “E você? Onde está?”
“Numa festa na casa de um amigo...” ela disse vagamente. Sabia, não ia demorar muito e ela já ia fazer milhares de amigos em Seattle.
“Ah sim...” falta de assunto é foda. Na verdade eu estava louco para perguntar milhares de coisas, mas algo me impedia de perguntar. Dei um gole no meu Hi-Fi. Criei coragem. “Você já ficou com alguém ai, ?” a mongol soltou uma risada alta.
“Claro que não, Dougie! Primeiro que nem deu tempo. Segundo, eu prometi a uma pessoa que está na Inglaterra que eu não iria ficar com ninguém...” droga. Agora é aquela historia de a consciência pesar. Eu tinha acabado de ficar com a Louise e a me fala algo assim. Acho que ela não entenderia se eu dissesse que eu fiquei pensando nela...
“Que bom...” mais um gole da bebida.
“Você tem noção que nós vamos ficar uns quatro meses sem nos ver, Poynter?” ela quebrou o silencio que tinha ficado.
“Prefiro não pensar nisso, se quer saber. É tempo demais. Acho que vou te raptar e te levar pra Austrália comigo, que tal?” Eu ri da minha idéia. Detalhe: eu não aceitaria resgate algum.
“Eu aceito ir com você. Três meses de vida boa, só indo na praia, surfando, bebendo! Você vai voltar uma baleia pra Inglaterra, Dougie! Cuidado pra não encalhar lá, hein?” ela disse rindo.
“Não achei a menor graça, pirralha...” fingi de bravo. “Ah, você faz falta aqui sabia? É sério, você chegando na minha casa gritando e fazendo escândalos faz falta...”
“Imagino.” Ela riu. “Você também faz falta, Poynter. Sei lá, eu não achei ninguém aqui que superasse seu grau de mongolisse...”
“Ah, obrigada pelo amor viu, !” nós dois rimos e depois veio o silencio.
“, o Tsunami tá pronto, vem tomar!” escutei alguém gritar do outro lado da linha.
“Já tô indo!” respondeu. “Err, Dougie, eu tenho que ir... Bom, foi ótimo falar com você... De verdade...” ela disse docemente.
“Foi mesmo...” eu disse pensativo. “Divirta-se , e feliz ano novo, certo?”
“Certo... Para nós dois então!”
“Isso... Bom, até mais, ...” eu queria adiar a hora de desligar.
“Até, Dougie...” e quem sabe, ela também.
“Amo você...” soltei.
“Acho que eu também, Poynter...” pera ai, eu escutei direito? Ela disse que me amava? Ou é mais uma coisa do álcool pra tentar me iludir? Assim que ela disse o que disse, desligou o telefone.
Eu continuei ali fora pensando nas possibilidades daquilo ser verdade ou não, até olhar no meu relógio e ver que marcava onze e cinqüenta e oito. As pessoas já começavam a sair dos vários pubs que havia ali e se concentrar em frente o Tamisa, onde aconteceria a queima. Não importava com queima de fogos ou qualquer outra porcaria, apenas no que tinha acabado de dizer. Eu ainda tentava digerir aquela informação.
“CINCO, QUATRO, TRÊS, DOIS, UM!” todos gritavam juntos, e assim que terminaram, um grande espetáculo de luzes começou a se destacar no céu. Muitos gritavam, choravam, se abraçavam e falavam coisas bonitas. Eu não me importava com aquilo. O que eu queria escutar e de quem eu queria escutar, eu já havia escutado. Não precisava de ninguém mais me desejando coisas da boca pra fora. Senti meu celular vibrar no bolso de traz da minha bermuda.
“Feliz ano novo, Poynter. Que nesse ano você tenha muito mais sucesso, e que seja muito mais feliz. Você merece... Love, .” Li a mensagem que ela havia acabado de me mandar. Pelo menos nós dois tínhamos o pensamento no mesmo lugar.
“Minha felicidade a partir desse ano depende da sua. Feliz ano novo para nós. Você sabe que eu te amo. xxx Dougie.” Escrevi e mandei.
FlashBach – off
Capítulo
2 - I can't stop thinking about you
“Everyone ask me who the hell is she, That wirdo with five colors in the harir!” Danny cantava o refrão final da última música daquele show. “OBRIGADA PESSOAL!” ele gritou e Harry fez um solo na bateria, e as pessoas ali gritavam histericamente.
“Que show, dude!” eu disse quando chegamos no backstage. Eu sempre suo como um porco, então peguei uma toalha e uma garrafa de água.
Sentei no sofá branco que tinha ali e tirei minha camiseta.
“Né? O pessoal tava animado!” Tom se jogou ao meu lado. Harry chegou abraçado com Izzy e os dois se sentaram em um outro sofá.
“Vocês têm algumas fãs aqui para tirar fotos, venham...” Fletch apareceu do nada na sala e abriu a porta como quem diz “anda, vem logo”. Levantamos e fomos em direção a um corredor que tinha ali. Haviam umas seis garotas de uns quinze, dezesseis anos... Duas choravam e as outras fizeram um pequeno escândalo.
“DOUGIE!” uma das que chorava me abraçou.
“Hey!” a abracei de volta. “Qual seu nome?”
“Ângela... Mas pode me chamar de Angie...” ela sorria e estava tremendo. Acho isso muito estranho cara...
“Prazer Angie...” sorri e peguei um CD que ela tinha na mão e o autografei. “Hey, não chora!” eu limpei uma lagrima que escorria em seu rosto. Conversei um pouco mais com ela e depois autografei os CDs das outras garotas e tirei fotos.
Depois de meia hora mais ou menos, nós voltamos para a salinha e esperamos pela van que nos levaria de volta para o hotel.
Os caras foram para um restaurante com as namoradas, mas eu segui o caminho do meu solitário e espaçoso apartamento. Não tava afim de sair, afinal, eu não tinha nada para comemorar.
Quando eu finalmente cheguei lá, a primeira coisa que fiz foi tomar um banho bem demorado pra tirar todo o suor e relaxar também. Fiquei debaixo d’água até meus dedos se enrugarem completamente. Amarrei uma toalha na minha cintura e fui em direção à cozinha. Pra aturar uma fossa sozinha, só com a minha loira: cerveja.
Conectei meu iPod nas caixas de som e coloquei na playlist do Blink 182, só pra não sair da rotina. Eu posso não ser mais um cover do Tom DeLonge, mas eu ainda amo esses caras demais. Deitei ali num sofá que dava vista pra Sidney inteira e comecei a filosofar.
Na verdade comecei a pensar em uma pessoa. Acho que não preciso comentar quem é.
FlashBack – on
“Douglas Poynter, dá pra você andar rápido? Que droga, o show começa daqui uma hora, nem deve ter mais lugar!” a pirralha irritante gritava no meu ouvido. Era a trigésima quarta vez que ela entrava no meu quarto me encher o saco, enquanto eu arrumava a minha franja.
“To indo, que droga!” não agüentei mais a idiota gritando no meu ouvido e sai do quarto logo, antes que ela me irritasse mais.
Eu e estávamos indo para o show da nossa banda favorita: Blink 182. Ela estava histérica, falando que iria pular no palco e agarrar o Mark.
Peguei o carro da minha mãe e fui para o local onde iria ser o show. Colocamos o Enema of the States só para aquecer, e cantávamos animadamente, parecia até que nós éramos grandes amigos. Mas quando o show acabasse, nossa guerra voltaria.
“But I'd play with fire to break the ice
and I'd play with a nuclear device
is it something I'll regret?
why do I want what I can't get?
I wish it didn't have to be so bad”
Quando chegamos, já dava para ouvir a gritaria de dentro do estádio. segurava fortemente meu braço, com certeza ficaria marca. A banda local ainda estava no palco, bom que eu não morreria assassinado pela .
Como ela tem esse espírito encrenqueiro, ela saiu chutando e esmurrando cada pessoa a sua frente, e me puxava pela mão. O estádio estava lotado, era um empurra-empurra irritante, e não ajudava, já que empurrava todos ali a fim de chegar mais perto do palco.
Por incrível que pareça, conseguimos chegar bem perto, a umas cinco fileiras apenas de distância do palco. Pelo menos pra isso aquela pirralha serve.
Solo de bateria. Gritaria. Luzes de todas as cores piscando.
Era agora.
fazia um escândalo gigante ao meu lado. Gritava, chorava, batia o pé, mexia freneticamente as mãos.
Provavelmente, se eu fosse mulher, estaria assim também. Mas me controlei para não parecer uma biba louca.
Os meus três ídolos entraram no palco cantando Dumpweed. Era um sonho se tornando em realidade. E não tinha nada para estragar. Nem mesmo a minha companhia. Muito menos ela...
FlashBack – off
Uma batida na porta me acordou do transe e eu fui até lá para ver que batia. Tropecei em alguns sapatos ali, mas cheguei inteiro.
“O que dese... AI MEU DEUS!” quase cai durinho para trás.
“Hey, Dougie...” ela disse de uma maneira doce. Louise estava parada no corredor a minha frente. Sim, LOUISE.
“Lo...Louise? O que você tá fazendo aqui?” não querendo ser arrogante, mas já sendo. Porra, ela queria me matar do coração, afinal?
“Estava com saudades... Resolvi te visitar...” ela sorriu e entrou no meu apartamento. Sem ser convidada, devo frisar. Não que eu não fosse a chamar para entrar, claro, eu sou um cavalheiro!
“Ah... Que prático...” sorri amarelo e apontei para o sofá que eu estava sentado antes.
Louise se sentou e eu fui em direção à cama. Ela me olhou torto e deu tapinhas em um lugar vago do sofá. Mexi nos meus cabelos em forma de vergonha talvez, e me sentei onde ela apontara.
“Err... E aí?” falei sem graça após alguns minutos de silencio. O que eu poderia falar? Ela apareceu tão de repente!
“E aí...” ela também disse num tom tímido. “Sabe Dougie, eu sinto sua falta...” Lou falou cabisbaixa. “Quero dizer... Você mudou muito desde o casamento...”
“É...todos mudam certo?” idiota. Não tinha algo pior pra falar não?
“Acho que sim... Preferia que não mudassem...” ela deu um sorriso meio de lado. Certo, silêncio. Aquilo estava bastante constrangedor.
“Dougie...” Lou quebrou o constrangimento. Olhei-a. “O que nós somos exatamente?”
“Eu...” pensei um pouco. “Eu não sei...” e não sabia mesmo. Nos não tínhamos terminado oficialmente. Digo, aquela coisa de ‘vai pro inferno, acabou!’
“Nós ainda... namoramos?” ela olhou tão profundamente nos meus olhos que eu estremeci.
“Acho que...” eu gaguejei um pouco. Eu não podia vacilar. Eu sabia exatamente o que eu queria da minha vida. “...não.”
Ela ficou um silencio e eu não fui capaz de olhá-la nos olhos, pois se eu o fizesse, eu com certeza ficaria com pena e voltaria atrás. Sou um fraco, eu sei.
Escutei um soluço e olhei Louise de lado. Ela chorava. Dude, o que eu faço agora?
“Por favor, Lou... Não chora!” falei firme. Como se nem estivesse me escutado, ela chorou mais intensamente e mais alto. Eu passei um braço em seu ombro e a abracei. Eu disse que sou fraco...
“Desculpe...” ela me soltou e limpou seu rosto. “Só me diz o que eu fiz de errado! Foi meu escândalo? Eu chegar bêbada no hotel aquele dia? Porque se for, eu paro Dougie! Eu não bebo nunca mais!” ela falava desesperadamente e já começava a ME desesperar.
“Louise... Você pode beber sempre que quer! Pode até ter uma cirrose se quiser!” eu disse rápido e ela me olhou assustada. “Digo, não que eu queira que você tenha uma cirrose!” me adiantei. “O problema não é esse! É que...”
“É ela, não é?” Louise me interrompeu. Agora ela não me olhava, e sim para as mãos. Eu apenas concordei com a cabeça silenciosamente.
“O que ela tem, Dougie? O que ela fez pra te roubar de mim?” fizeram lavagem cerebral na Louise! Ela estava calma cara! Resolvi responder a sua pergunta sinceramente.
“Nosso caso é antigo, Lou... É muito antes de eu te conhecer. A sempre foi muito irritante, me implicava sempre... Faz escândalos, fala alto, é convencida...” ri sozinho ao falar da .
Qualquer outro apaixonado estaria falando de como a voz da amada é música para os ouvidos, ou como sua pele é macia. De como o beijo é doce e essas coisas melosas. E eu não... Estava falando de seus ‘defeitos’. Não defeitos, mas sim diferenças. O que me fazia gostar mais ainda daquela garota.
“Parece que você gosta muito dela...” Lou estralava seus dedos.
“É... Eu gosto...” sorri de cabeça baixa, sem graça.
“Sabe, Dougie, eu já te conquistei uma vez... Eu posso te conquistar outra. ” Ela disse docemente. Fiz menção de falar algo, mas ela colocou o dedo indicador em minha boca, me impedindo de o fazer. “E nem adianta me impedir. Eu tenho o direito de fazer isso.” Ela sorriu e eu apenas concordei silenciosamente.
Eu realmente não podia fazer nada contra esse seu pensamento. Ela não conseguiria de qualquer maneira.
Louise foi embora após alguns minutos de silêncio, não sei se quer para onde. E a visita dela só me fez sentir mais saudades ainda da .
FlashBack – on
Eu mexia no meu computador, quando eu escuto uma barulheira no andar de baixo.
“Jazzie, você não vai acreditar!” reconheci a voz de . Acho que um dia ela muda de vez para minha casa.
“Conta, garota!” a outra gritou animada. Minha irmã anda convivendo demais com a escandalosa.
“O Drew me mandou flores!” quando eu escutei isso, fui para o último degrau da escada e lá sentei para escutar melhor a conversa. Não, eu não sou curioso, muito menos enxerido.
“MEU DEUS!” Jazzie falou assustada e começou a pular no sofá. “O Drew é o cara mais lindo desse mundo! E o mais fofo! E ainda é filho de senador!” ela gritava e pulava. Ela estava mais empolgada que a própria , que a olhava com uma cara engraçada.
“Jazzie, foram só rosas!” falou como se fosse uma coisa bem comum de se ganhar.
“Como assim SÓ rosas?” a outra disse inconformada. “Isso significa o começo de um relacionamento, !” ela parara de pular e olhava com uma cara totalmente abismada.
“Amor da minha vida...” ela começou calmamente. “Primeiro: Eu tenho alergia a rosas. Estou pinicando e me coçando sem parar até agora! Segundo: Ele é totalmente chato! Jaz, se você for conversar com ele, o único assunto será de como o pai dele é rico e quantas casas ele tem espalhadas pelo Reino Unido. E para piorar: Ele acha que eutanásia é uma doença!” falava chocada.
Deus, que jumento! Que ser humano nesse universo não sabe o que é eutanásia?
“E não é?” Jazzie tinha uma expressão confusa. Não, essa garota simplesmente não tem o mesmo sangue que eu.
bufou e foi até a cozinha. E eu só observando seus movimentos. Jazzie ainda buzinava em sua cabeça.
“Hey, tia Sam!” cumprimentou minha mãe que acabara de chegar em casa com um punhado de sacolas de supermercado.
“Hey, querida...” ela foi até a menina e lhe deu um beijo na bochecha. “Porque Jaz está fazendo esse escândalo na sala?”
“Mãe, você tem noção que a vai dispensar o Drew?” até agora a pentelha enchia o saco. “E ele ainda lhe deu rosas, mãe!”
“Jaz, eu preferia erva daninha à rosas!”
se jogou no sofá, arrancando risos da minha mãe, e até mesmo da minha irmã. E eu confesso, ri junto.
FlashBack – off
“Caras, vocês não estão me entendendo! Eu preciso voltar!” falei pela milésima vez, e os idiotas continuavam rindo de mim. Eu devo estar com cara de palhaço.
“É legal ver você desesperado, Dougie!” Tom ria compulsivamente. Eles sempre reclamaram de eu nunca ter assumido um relacionamento com alguém, e agora que eu quero fazer algo a respeito, eles riem da minha cara?
“É sério, não agüento mais comer mariscos e eu já estou tão vermelho quanto você, Tom, ou seja, cheguei no meu limite!” enquanto eu falava, eu apontava para mim mesmo, e juro que eu não exagerei. Eu estava parecendo um tomate.
“Fala logo que você quer ver a !” Danny fez uma cara marota e deu tapinhas nas minhas costas.
“E se for? E daí??” falei irritado já. Esses caras enchem meu saco 24 horas por dia. Vamos zoar alguém? Chamem o Dougie. Vamos bater e fazer montinhos em alguém? Chamem o Dougie.
“Hm, estressadinho, hein?” Harry me deu um pedala. O QUE EU FALEI? “Mas então, eu volto com a Izzy daqui três dias, você pode ir comigo...”
“Posso mesmo?” acho que falei como uma criança.
“Pode neném...” Harry se jogou em cima de mim.
“AHH” eu ria ao mesmo tempo que o bundão me esmagava.
xxxx
Eu estava em um avião, embarcando para a Inglaterra finalmente. Gostei da minha estadia na Austrália, até demais. Pretendo me casar e voltar para lá, com certeza.
Mas naquele momento, a ansiedade estava me matando, afinal, eram quatro meses longe. Quatro meses, em que nós nos falamos no máximo duas vezes. Na maior parte do tempo lá, eu imaginava se ela pensava em mim do tanto que eu pensava nela. E se ela tivesse esquecido de mim? Arrumado algum jogador de futebol americano naquela universidade em que ela ia passar esse tempo? Ela poderia até ficar por lá mesmo, casar-se e ter filhos! Não, ela não faria isso.
Harry e Izzy estavam em poltronas longe da minha. Graças a deus que em primeira classe tem muita distração. Digo, tem álcool passando o tempo todo, comida boa, TV, wireless. Mas nada disso me tirava o nervosismo. Eu estava pensando constantemente no que falar assim que eu pisasse um pé no gramado da casa da . “Oi, eu te amo, vamos fazer um filho?” ou “Oi, , eu beijei a Louise no Réveillon, mas isso não interferiu em nada, vamos fazer um filho?”
Acho que a primeira opção é melhor. Talvez eu leve alguns murros, agora pela segunda opção, eu com certeza perderia minha capacidade de fazer filhos.
Certo que ela nem é obsessiva a esse ponto, mas acho que mulher alguma gosta de ser traída. Se é que aquilo pode ser considerado uma traição, já que na minha opinião, traição precisa envolver sexo. Mas acho que as mulheres não pensam assim.
Bom, passei as dez horas de viagem pensando em ser original para ela, de como ser diferente e falar as coisas certas que toda garota tem vontade de escutar. Não toda garota, a em especial.
Desci no Heathrow, aquele aeroporto gigante de Londres, o qual eu SEMPRE me perdia. Mas acho que eu já estava tão acostumado que fui automaticamente até os milhares pontos de táxi do lado de fora. Estava uma movimentação só, mesmo sendo de madrugada, havia uma movimentação tremenda, e o aeroporto estava todo iluminado. Adoro qualquer cidade quando de noite.
Peguei um taxi, e fui pra Greenwich High Road, que era a rua do meu apartamento. Um assalto que eu tive de pagar para o taxista, se quer saber.
Saudades desse prédio, dessa rua movimentada, dessa cidade que não pára. Entrei, cumprimentei Davy, que era o porteiro mais legal que eu já conheci, e subi correndo pro meu apartamento. Ficar quatro meses em hotel não é brincadeira. Me joguei naquele meu sofá marrom super confortável, e esqueci de tudo. Amanhã eu preocuparia em avisar minha mãe que eu cheguei, e principalmente com meus assuntos com a .
Capítulo 3 – I can’t stop thinking about you
Peguei uma pedra e arremessei. Nada.
Peguei outra, e mandei novamente naquela janela do segundo andar.
Ela só pode estar brincando. Peguei mais uma e...
“QUEM TÁ MANDANDO ESSAS PEDRAS AQUI?” minha menina apareceu na janela com a típica cara de brava. “DOUGIE?!” um sorriso abriu no seu rosto, e ela saiu correndo para dentro do quarto.
Nem um minuto depois, eu a vi abrir a porta e vir correndo em minha direção. pulou em cima de mim, entrelaçando suas pernas em volta da minha cintura, e eu imediatamente senti aquele perfume tão bom vindo de seu pescoço.
“Que saudades, anão!” ela falou com a voz fraca, enquanto me apertava.
“Muitas, ” dei-lhe um selhinho. “Muita” mais um. “Mas muita mesmo” e mais outro.
Ficamos mais um tempo abraçados. Eu não queria soltá-la, muito menos falar alguma coisa. Cara, até hoje acho estranho essas coisas que a me faz sentir.
“Como seu cabelo cresceu, Dougie! Impressionante como sempre que você vai pra uma praia, seu cabelo volta assim...” ela riu e começou a mexer nos meus cabelos por debaixo da touca preta que eu usava. “E você está mais vermelho que o Tom!”
“É... Por isso eu vim. Não queria ser confundido com ele, você sabe...” dei língua e já começou a pesar. Não que ela fosse gorda, longe disso.
“Por isso né... Eu sei que não é. Você tinha um motivo mais especial que eu sei...” ela falou convencida e estufando o peito.
“Tinha sim. Meu apartamento, a comida, meu carro... Err, o que mais...” fiz uma cara de pensativo e recebi um tapa no ombro. “Outch, tá ardendo, !” a coloquei no chão e passei a mão pelo lugar onde ela tinha me dado um tapa.
Em frente à casa dela, havia um jardim gigantesco, um gramado daqueles bem cuidados, e uma árvore no canto da cerca que separava uma casa da outra. me puxou pela mão até essa árvore, onde eu sentei e logo depois ela sentou entre as minhas pernas. Encostei meu queixo em seu ombro, e ela me pediu para que eu contasse das minhas experiências australianas.
Contei de como eu aprendi a surfar, que foi a parte em que ela mais riu de mim. Porra, queria ver se ela aprenderia assim tão facilmente quanto ela ri da minha cara. Surf não é pra qualquer um não, cara!
disse que desmontou de tanto rir quando viu fotos minhas com os outros guys surfando.
Contei das cidades que nós conhecemos, de todas as praias, as festas e luais, bares, e é claro, até cantei um pedaço de uma nova música.
“E como foi em Seattle?” falei quando ela finalmente parou de rir de tudo o que eu falava. Eu queria saber, indiretamente, se ela teve algum peguete ou algo do tipo nesse tempo. Eu tenho o direito de saber, oras.
“Ah, foi bem legal. Eu fui no Canadá também, e outras cidadezinhas pequenas perto de Seattle, todas muito fofinhas e iguaizinhas. A faculdade em que eu pratiquei meu curso era tão gigante, Dougie. E subterrânea!” falava super empolgada. “E o pessoal eram os mais legais, se quer saber. E eu fiquei super amiga dessa americana, a , e ela até virá aqui nas férias!” ela estava realmente empolgada, e enquanto falava, brincava com os dedos da minha mão.
“Que bom, . E ela é bonitinha?” fiz uma cara marota, só pra implicar. Ela se virou de frente para mim e me lançou um olhar assassino, caindo na risada logo após.
“Pior que sim. Mas eu me garanto, ok...” ela deu língua e eu concordei silenciosamente. Ficamos em silencio por alguns instantes, enquanto eu dava leve mordidinhas em seu pescoço, e ela acariciava a minha nuca.
“Tenho um presente para te dar...” falei mole, quase dormindo com o cafuné dela, que dude, é realmente muito bom.
“Oba, presente!” ela saiu imediatamente do meu colo, toda empolgada. Criança é foda. Bufei e estendi a mão para que ela me ajudasse a levantar.
Fui em direção ao meu carro, com ao meu alcance, claro.
“O que é, Dougie?” ela cutucou meu ombro.
“Espera, !” ri com sua ansiedade. Ela pegou minha mão e começou a andar no mesmo ritmo que eu.
“Anda, me conta!” a curiosa agora me empurrava de um lado para o outro.
“Calma, porra!” eu disse rindo, e ela fez um bico fofo.
Finalmente cheguei até o carro, a virei de costas e peguei um pacotinho dentro do porta luvas, e depois peguei o pote que estava em cima do banco carona.
“Pode virar, ...” falei bem carinhosamente, e ela virou com um brilho no olhar imenso. Pobre criança.
Primeiro entreguei o pequeno embrulho, e o maior eu escondia atrás de mim. Ela sorriu abertamente, e depois abriu o embrulho.
“Ah não, Dougie, que fofo!!” disse num tom de voz bem criança quando viu o que eu acabara de lhe dar. Era um mini ursinho de pelúcia em forma de canguru, que segurava uma plaquinha escrito: “I ♥ Australia!”
Ela me abraçou forte e me deu um beijo estralado na bochecha.
“Calma, tem mais.” falei maroto e ela me olhou mais curiosa ainda.
O presente que eu iria dar agora, com certeza seria o mais bizarro que eu já havia dado à alguém. Mas ela gostava dessas coisas bizarras, então acho que eu não deveria me preocupar. Entreguei o embrulho maior, e soltou um gritinho.
Ela abriu o embrulho rapidamente e começou a rir quando viu o que tinha lá dentro. Eu tive vontade de correr pra bem longe dali.
“Dougie... Isso é um bonsai?” ela falou num tom engraçado.
“Bem... Pelo que dizem...” mexi freneticamente nos meus cabelos por baixo da touca. Eu e minha estúpida mania. Sim, eu havia dado à ela uma daquelas arvores em miniatura. Eu fui na floricultura hoje de manhã com a intenção de comprar tulipas ou algo assim, mas quando eu vi essa arvorezinha tão pequenininha, pensei que seria a coisa perfeita para dar à . “Você gostou?” arrisquei.
Ela olhava para a arvore minúscula, e eu não sabia se sua cara era de admiração ou desprezo.
“Tá brincando? É muito fofo, Dougie! Olha que gracinha essas folhinhas!” ela tocava as folhas quase microscópicas. “Olha Dougie, se um dia sua banda não der certo, você pode trabalhar como lenhador de bonsai!” disse naturalmente e depois começou a rir descontroladamente, e eu a olhava com a típica cara ‘garota, você é louca?’
“Você não entendeu, não é mesmo Dougie?” ela me olhou com tristeza. “Droga, você acaba com as minhas piadas. Acho que o sol esturricou seus neurônios, ou você conviveu demais com o Danny...”
balançava a cabeça como negação.
“E sua gordinha, tá querendo apanhar, né?” lancei-lhe um olhar assassino e depois a puxei para mais perto de mim.
“Pensa que eu não tenho nada pra você?” ela disse marota e se soltou de mim. Murmurou um ‘volto logo’ e correu para dentro da casa, voltando segundos depois.
“Bom, esse primeiro é só uma lembrancinha que eu comprei no aeroporto de Seattle, apenas essas coisinhas significativas pra gente poder lembrar do lugar em que passamos...” ela dizia enquanto me entregou um pacote mal embrulhado. Nele continha uma Space Needle em miniatura, realmente bonitinho. Nunca fui à Seattle, mas realmente tenho vontade de ir nesse prédio giratório. Agradeci em forma de um selinho, mas ela logo se afastou, dizendo que tinha mais. Olhei-a surpreso, nunca imaginei que ela se lembraria tanto assim de mim lá. Me entregou um outro embrulho, dessa vez com um grande ‘Virgin’ estampado.
“Este é pra você sempre se lembrar de mim enquanto escuta...” disse sorridente, e então eu abri o embrulho sem rodeios. Era um CD do Yellowcard, e definitivamente, aquela havia se tornado sua banda favorita. “E lembre-se de mim principalmente na música onze...” ela apontou para a música onze na parte de trás do CD, que indicava a música ‘Keeper’.
“Ok...” concordei e a abracei pela cintura.
Encostei-a na porta do carro, e aproximei nossos rostos. me olhava marota e possuía um sorriso meio de lado em seus lábios. Como eu senti falta disso.
Aproximei nossos rostos mais ainda, para finalmente beijá-la, mas ela segurou meu rosto com uma mão, mas sem nos afastar.
encostou nossas bocas, e quando eu passei minha língua para que ela pudesse dar passagem, ela não deu, e nos afastou novamente. É, ela queria me provocar. Aproximei novamente, e rocei nossos lábios e sorrimos juntamente. Coloquei uma das minhas mãos em seu pescoço e a puxei para que ela não se afastasse novamente, e a beijei.
Todas aquelas coisas do primeiro beijo eu senti de novo. Aquelas coisas bem gays de se falar, sabe.
As mãos de estavam envoltas do meu pescoço, e as minhas apertavam sua cintura.
Ela realmente beijava bem, e muito bem por sinal. Era algo incomum, as sensações causadas pelo beijo eram totalmente incomuns. Ela começou a acariciar meus cabelos, me fazendo arrepiar. Juntei nossos corpos mais ainda, se é que isso era possível, e a empurrei mais contra o carro atrás de nós. Tudo estava ficando mais intenso, e eu já começava a dar leves mordidas no lábio inferior da .
“HEY, VÃO PARA UM MOTEL!” deduzi que a voz vinha de Jared, o irmão mais velho da . Ele tinha minha idade se não me engano, e fazia faculdade de alguma coisa esquecível. Ele não morava aqui em Londres, muito menos na Inglaterra, e sim, em Belfast na Irlanda do Norte, e eu não fazia idéia do porque dele estar aqui. E me atrapalhando, para piorar!
não parou de me beijar, mas riu e mandou o dedo do meio para seu irmão. Educação dentro da família é tendência. Ri também e parti nosso beijo, finalmente, com um selinho. Ela segurou meu rosto com as duas mãos e aproximou-os de tempos em tempos, dando selinhos simultâneos.
“Acho que minha saudade não vai passar...” falei baixinho e a abracei, afundando meu rosto em seu pescoço, aproveitando para deixar minhas marcas ali.
“Se for pra continuar desse jeito, nem quero que passe...” ela respondeu marota e me deu um beijo estalado perto da orelha.
“Hey, o Danny chega amanhã com a Olívia, e depois de amanhã é o aniversário dela... Então eles vão fazer uma festa lá no Iorck, vai comigo, né?” Falei, agora encarando aquele rosto perfeito.
“Claro que vou!” Ela disse animada. Para que eu perguntei mesmo? Desde quando perde uma festa?
Ri e lhe dei mais um beijo.
Ainda fiquei por ali mais um tempo, até que Jared desceu e nos fez companhia, e foi quando eu descobri que a faculdade estava em recesso, então ele agora infernizaria nossas vidas. Não que Jared fosse chato, muito pelo contrário. Era um cara super legal e engraçado. O convidei para a festa da Olívia também (foda-se o fato de que a festa não é minha).
Combinamos de fazer algo mais a noite, já que o queria ‘relembrar do beijo das londrinas’, de acordo com ele.
Então finalmente fui dar as caras na casa da minha mãe. Além de tudo, eu tinha que pegar o Flea, que estava lá fazia cinco meses, e eu estava realmente sentindo falta daquele ser que só fazia babar.
Já na casa da Sam, ela fez os típicos escândalos de mãe, falou que eu estava encardido (devo agradecê-la pelo grande amor pelo filho), e que eu tinha que cortar o cabelo. Nada feito, claro. O cabelo é meu e ninguém toca!
Ela me fez comer alguns donuts, bolachas, cereais... Eu deveria estar com cara de doente, só podia.
Sentei-me naquele sofá mais confortável impossível da sala, me afundando totalmente no meio daquele tanto de almofadas coloridas, enquanto minha mãe sentou-se do meu lado e eu comecei a contar sobre minha estadia na Austrália, do novo álbum, de como minhas semanas seriam totalmente cansativas e cheias a partir da chegada dos outros garotos. Ela disse que, como em todo trabalho, esse também tinham suas conseqüências. Não conseqüências precisamente.
Depois de mais alguns rodeios, fui até o quintal, onde coloquei uma coleira em Flea e seguimos até o carro.
“Se você fizer alguma coisa no meu carro desta vez, eu te mato, cachorro!” apontei o dedo na cara do animal, que começou a abanar o rabo freneticamente. “Você é retardado...” conclui rindo, mas o retardado era eu, que conversava com cachorros.
Capítulo
4 – You epitome of perfection;
Em meu apartamento não fiz nada além de relaxar. Queria aproveitar os últimos dias que eu teria, antes da minha
rotina de entrevistas, reuniões, aparições e mais entrevistas começasse. Férias é bom, mas tudo que é bom dura
pouco, como sabem.
Vi televisão como qualquer cidadão qualquer, joguei um pouco de Winning Eleven, bebi umas duas latas de cerveja
que havia comprado no caminho de volta para casa. Até que deu sete horas e resolvi ligar para a
a fim de confirmar nosso encontro às oito. Ela, com sua memória
extremamente lesada, havia esquecido e desligou o telefone nervosamente para poder começar a aprontar. Já vi que
eu iria ter que esperá-la anos luz.
Tomei um banho rápido, coloquei uma bermuda, blusa social branca e meu velho vans quadriculado decadente, que
estava precisando conhecer algo chamado lavanderia.
Sete e meia.
Saí do prédio em direção ao condomínio da , que ficava relativamente longe do
meu apartamento, e perto da casa da minha mãe. Ainda não tinha tido oportunidade para escutar o Paper
Walls, então resolvi colocá-lo, e pulei direto para a música quatro. Um toque bem melancólico começou a tocar,
mas um toque gostoso de ouvir. A voz de Ryan Kye começou a se espalhar pelo meu carro e fui reparar na letra da
música, já que era para me lembrar de .
[Keeper @ Yellowcard] [Tradução]
‘I wish I could be somebody else
I wish I could see you in myself
Wish there was something inside me
To keep you inside me
Say what you really feel
You know I need something that’s real
I wish there was something inside me
To keep you inside me’
Não sei exatamente o significado exato que queria que eu entendesse, mas a
música era realmente muito bonita. E é bom ter toda essa coisa de lembrar dela por uma música. Apesar de que eu
não preciso de uma música para pensar o tempo todo nela.
Depois de mais alguns minutos, cheguei finalmente em seu condomínio, quando o CD já tocava a música número doze.
Desliguei o som, e nem pensei em buzinar, pois sabia que ela não estaria pronta. Travei o carro e fui em direção
àquela casa de dois andares branca, com persianas e uma varanda enorme.
Toquei a campainha e fui atendido pelo Sr. , e isso me gerou um grande
constrangimento. Não que eu não o conhecesse, já que eu passei minha infância praticamente toda em seu jardim, mas
eu nunca o cumprimentei como... Sogro! Eu nunca soube agir muito bem diante dos familiares das minhas outras
namoradas, quer dizer, eu nunca sei agir da maneira certa, e sempre acabo falando mais do que eu deveria. Eu não
ajo bem sob pressão, fato.
“Hey, Sr. !” eu o cumprimentei meio nervoso, estendendo a mão.
“E ai, Dougie! Quanto tempo, meu filho!” Ele foi muito mais simpático e já me puxou para o abraço. Adoro pessoas
simpáticas, principalmente quando estas são seus sogros.
“Estava viajando, senhor...” falei ainda meio nervoso e tímido ao mesmo tempo.
“Pelo amor de Deus, Dougie, não me chame de senhor só porque agora sou seu sogro!” Ele disse caindo na gargalhada
e me puxando para dentro da casa. Devo frisar que adoro pessoas simpáticas.
“Foi mal, tio Mark, é que eu meio que... sei lá, não sabia se agora teria que tratá-lo diferente por ser meu
sogro!” Ri junto e já fui sentando no sofá. Por isso que eu digo: não me dêem liberdade, eu abuso!
“Grande coisa, sempre soube que vocês iriam casar um dia...” tio Mark deu uma piscadela, e antes mesmo de eu
protestar, dizendo que nem noivos ainda estávamos, ele me interrompeu. “! Trate de descer, o Dougie está te esperando!” Ele gritou.
Pude ouvir os gritos vindos do andar de cima, provavelmente estava tendo um
surto por não estar pronta ainda. Mulheres...
Esperei alguns minutos intermináveis, já estava até bebendo com tio Mark e Jared, e estava no meu segundo cigarro.
Vocês poderiam, algum dia, me explicar porque vocês demoram intermináveis horas se arrumando? Não é só passar um
delineador ou sei lá o nome daquela coisa que passam no olho, e colocar roupa?
Finalmente, escutei os passos fundos vindos provavelmente dos saltos da , e
me contorci no sofá para poder vê-la descendo as escadas. Cena típica de filmes, eu sei.
Ela estava com um vestido bege com pequenas alças, bem delicado e bem acima do joelho, claro que isso foi a
primeira coisa em que reparei. Se eu não estivesse de tão bom humor, reclamaria do tamanho dele. Mas ela
estava incrivelmente linda, e eu não me atreveria a reclamar. Tinha os cabelos presos em um rabo de cavalo,
deixando aqueles ombros que eu tanto amava, à mostra.
Levantei-me sorrindo e fui até a ponta da escada, estendendo-lhe a mão, que assim quando a segurou, eu dei um beijo estalado na mesma.
“Parece até cena de filme...” Jared resmungou rindo. Claro que ele tinha que estragar meu clima super príncipe
encantado dos filmes da Disney!
soltou uma risada gostosa e entrelaçou nossas mãos, me levando de volta para
a sala.
“Pai, não sei que horas volto, okay?” Ela disse, dando um beijo na bochecha do pai, e logo depois, dando um tapa
na cabeça do irmão.
“Mas vai dormir em casa?” tio Mark perguntou normalmente, como quem pergunta ‘vai comprar pão?’. Me assusto com a
modernidade da família . Não que eu me incomodasse com aquilo, claro.
“Óbvio!” disse rindo, acabando com as minhas esperanças de... Bem, você
sabe. Sorri amarelo, enquanto ela me puxava para fora de sua casa.
“Pra onde vamos, senhor Poynter?” Ela disse num tom de voz engraçado.
“Surpresa, senhorita...” respondi todo galã, abrindo a porta esquerda do carro para que ela entrasse. Não há nada
como deixar curiosa. Ela bufou e
ligou o som, que começou a tocar ‘Cut Me, Mick’ a 12ª música do Paper Walls.
Como de costume, deu um pequeno escândalo e aumentou o som no ultimo volume,
me obrigando a abrir os vidros do carro para espalhar um pouco do som.
“You are the one that I need, You know that I can still bleed” ela cantava animada, enquanto fingia que
possuía um microfone nas mãos, e apontava para mim. Ri das caras e bocas que ela fazia, e assim que paramos no
primeiro semáforo, puxei-a pela nuca e lhe dei um beijo.
“Você está linda, ...” falei alisando sua bochecha com meu dedo polegar.
“Você também está muito elegante, Poynter...” ela falou rindo, me dando um beijo estalado logo após. “Tirando esse
seu vans que tá precisando de uma boa lavada...” gargalhei. Acho que ela lê meus pensamentos.
Eu levaria à um restaurante bem longe do centro da cidade, chamava-se Aldia,
e era um restaurante um tanto quanto requintado. Para arrumar uma reserva, dois meses de antecedência. Mas eu
tenho meus contatos, então arrumei antes. Não, eu não sou um traficante por trás do McFLY.
Ela estava super empolgada e me perguntava de cinco em cinco segundos para onde íamos.
“, esse seu excesso de curiosidade me irrita!” Fingi-me de bravo. “Você
sempre estraga as minhas surpresas, então dessa vez relaxa, okay?” falei mais calmo e apertei suas bochechas. Ela
bufou e voltou a cantar alguma música do Yellowcard que tocava pela milésima vez.
“Dougie, contei que eu vou ficar famosa?”
me perguntou animadamente, se
sentando de lado no banco, de frente para mim.
“Não... Me conte...” continuei atento na rua.
“Sabe aquela coisa, tributo sei lá, que vai ter para a princesa Diana em julho?” Concordei com a cabeça. “Então,
sabe que minha escola de ballet era onde a princesa dançava, não sabe?” Concordei de novo. Estava cansado de
saber disso, porque nunca se cansou de dizer que dançava na mesma escola
que um dia a princesa dançou. “E advinha que escola de ballet vai dançar no tributo huh?” Ela falou em um tom
convencido. Dessa vez virei para ela curioso. Ela concordou de uma maneira bem engraçada.
“Não acredito, !” Falei animado. Esse sempre foi o sonho dela, e eu estava
feliz por ela estar o realizando. Ela sempre foi louca por ballet, sua vida era isso, acho até que ela saiu de
dentro da barriga da sra. dançando. “Isso é ótimo! Parabéns, minha linda!”
Dei um beijo estalado na bochecha, enquanto ela ficava toda orgulhosa de si. Eu realmente estava feliz por ela.
“Chamado do próprio príncipe William...” ela acrescentou. Fechei a cara.
“Hm... Aquele que você chama de gostosão?” falei frio, sem querer demonstrar ciúmes nem nada. Aquele idiota.
Sempre que ia falar dele, seus olhos brilhavam e ela nunca cansava de falar
do quão ‘gostoso’ ele era.
Babaca.
“Sim!” ela disse batendo palmas. Virei minha cabeça bruscamente para ela, com a cara mais furiosa que eu consegui
fazer. “Quer dizer, ele não é gostosão, Dougie, isso é coisa da sua mente!” Voltei minha atenção para a estrada.
“Dougie...” me chamou carinhosa. Não respondi. “Doooougie...” ela continuou,
só que dessa vez me deu um cutucão. Olhei-a de relance e rapidamente voltei minha atenção para a estrada.
“Dougiezinhooo...”
“QUE FOI?!”
“Quer que eu te conte a piada do caranguejo que eu aprendi com meu amigo gay de Seattle??” ela falou toda
carinhosa encostando sua cabeça em meu ombro. Golpe baixo de gente arrependida! Mas eu nunca resisto mesmo.
“Vai, conta...” eu respondi rindo e ela começou.
“Era um gordão feio e careca que tinha uma namorada gostosona. E eles estavam na praia sabe...”
ria a cada palavra que dizia, provavelmente lembrando do gay contando. Ela
nunca sabia chegar no final de piada alguma porque sempre ria no meio delas. Bom, ela me contou a piada e vou ser
obrigado a censurar pelo alto teor de pornografia. Mas era muito pornográfica MESMO. A tinha que se comportar como mocinha e não sair contando essas piadas sujas por ai. Aposto que ela
já tinha contado até para o pai.
Fiquei rindo uns vinte minutos seguidos, quase fiz o número um nas calças, cara! A piada era realmente engraçada,
mesmo a estragando ela com a sua risada pior que a do Danny.
“Chegamos...” cessei meus risos e falei assim que chegamos ao local. Era parecido com um chalé, e o lugar era
muito montanhoso, por isso afastado da cidade. Eu tinha feito uma reserva para o lado de fora, onde tinha uma
vista agradável e tudo mais. Coisa de fresco mesmo. Mas eu queria que essa noite fosse especial, e eu queria
tratar a do modo que ela devia ser tratada.
“Dougie, se você tivesse me dito que iríamos num restaurante milionário, eu teria me vestido melhor!” Ela me deu
tapinhas e logo depois entrelaçou seus braços no meu.
“Você está linda desse jeito, . Não era roupa que iria mudar isso...” falei
carinhoso e lhe dei um selinho. Acho que a vi corar. Deve ter sido impressão...
Entreguei a chave do meu carro para aquele carinha que fica parado para pegar os carros e estacioná-los, e segui
em frente.
“Reserva no nome de quem, senhor?” O recepcionista com cara de bunda perguntou assim que chegamos na entrada.
“Dougie Lee Poynter...” respondi sério.
“Você tá parecendo aqueles empresários milionários, Dougie...” cochichou no
meu ouvido enquanto o outro procurava meu nome no computador.
“Sou elegante demais, né , o que eu posso fazer...” falei super convencido,
fazendo-a rir e logo depois, me dar um beliscão na bunda. SIM, UM BELISCÃO! E NA BUNDA! SIIIM, NO MEIO DE UM
RESTAURANTE MILIONÁRIO! Você não leu errado.
“ , comporte-se porque eu sou
difícil e só vou ceder depois da décima taça de espumante!” Fiz uma voz de gay, e o recepcionista com cara de
bunda nos olhou com um olhar de reprovação. Cara de bunda pra mim é fome, fica a dica.
“Mesa 16, senhor...” ele falou meio receoso e me entregou um cartão.
Um outro carinha todo engomado e com cara de cú nos guiou até a mesa. Acho que todo servente de gente milionária
tem cara de bunda. Por isso que gosto de botecos. Fui fazendo caretas por trás do homem, enquanto
se segurava ao máximo para não rir, e nós já havíamos virado atração ali, já
que todos aqueles casais raquíticos e sem sal nos olhavam com a famosa cara de bunda. Conclusão: não são só os
serventes.
Enfim chegamos à mesa do lado de fora do chalé. Ela era decorada com alguma flor qualquer, algumas velas, enfim,
coisa fina. Afastei a cadeira para que se sentasse, sim, sou um verdadeiro
cavalheiro, eu sei.
“Traz uma garrafa de Black Label, por favor...” pedi ao garçom assim que sentei. Olhei para
, para que ela fizesse seu pedido.
“Err, vou acompanhá-lo...” ela sorriu, e o garçom foi lá ordenar nossos pedidos.
“Tá forte, hein ...” comentei por ela ter escolhido o Black comigo. “Só não
esquece que quem vai dirigir vai ser você...”
“JURA?” ela berrou, atraindo mais olhares. “Mas você nunca me deixa dirigir seu bebê, Dougie...” ela disse
irônica. Esse bebê, soou mais gay do que o normal.
“É, mas acho que não saio normal daqui hoje...”
“Novidade...” ela deu língua e apertou meu nariz.
Conversamos mais alguns minutos, na verdade ficamos falando mal das pessoas ao nosso redor, até que nossa bebida
chegou.
Ao fundo, uma orquestra tocava aquelas músicas clássicas chatas que as pessoas chamam de cultura, mas eu nem
escutávamos a música, estávamos mais interessados no Johnny e em falar mal
das pessoas. Detalhe que estávamos parecendo aquele tipo de velhas que se encontram para falar mal das outras
amigas.
“Olha só aquele casal! Que horror, mal conversam, e se conversam, é pra comentar do quão gostosa é a comida.
Blergh, odeio esses casais pastéis...” comentou sobre um casal à três mesas
da nossa. E era verdade. Aquele tipo de casal vegetativo sabe? De aparências... “Jura que nunca vamos ser assim,
Dougie?”
“Claro que nunca vamos ser! Vamos ser aquele tipo de casal radical, sabe? Aos noventa vamos estar escalando o
Everest, e vamos rir da cara dos outros quando formos em restaurantes como este...” terminei e dei um gole longo
no Johnny, enquanto me acompanhava.
Mais tarde resolvemos comer um tal pato ao molho de laranja. Ew, eu insistia em um simples arroz com bife, mas diz
a “Já que estamos em um restaurante milionário Dougie, vamos nos
comportar como tal!” Não gosto dessas frescuras, mas como já disse, a noite era dela.
Não demorou muito para aquela coisa que chamavam de comida chegar, e nós já estarmos satisfeitos. E bêbados. Quer
dizer, acho que só eu estava ficando bêbado, já que metade do Black era eu quem estava tomando.
“Vamos dançar, .” Me levantei meio cambaleando da mesa, arrancando risadas
gostosas dela.
“Você só pode estar bêbado! Indo dançar por livre e espontânea vontade??” ela levantou receosa e pegou minha mão,
me guiando até um palquinho de madeira que ficava à alguns metros dali, perto da orquestra.
Ela apoiou seus braços em meus ombros, enquanto eu coloquei minhas mãos firmemente em sua cintura. Se eu já pisava
em seus pés adoidado, imagina agora, meio tonto.
Alguma música lenta começou a tocar, e mais casais foram se juntando à pista. Puxei a para mais perto de mim, podendo sentir sua respiração quente no meu pescoço.
“Você é muito, mas muito, muito linda.” Falei tropeçando nas palavras.
“Você também, Poynter...” ela disse fraquinho, dando pequenos beijos no meu pescoço.
“Cara, imagina só os nossos filhos? Cacete, vão ser lindos demais!” Parei para imaginar o Dougie Júnior. Ele
seria o maior pegador, aos 3 já vai ter passado a mão na bunda de todas as coleguinhas! “Nossos filhos vão
ser lindos, não vão?” Cutuquei o senhor do nosso lado, que me olhou com a maior cara de bunda de todas. Acho que
um dos requisitos para entrar nesse restaurante, era ter cara de bunda! Sua esposa, por sua vez, não podia ser
mais simpática, e virou o rosto para nós.
“Você está grávida, meu bem? Tão novinha!” A velhinha se dirigiu à ,
inconformada.
“NÃO! De jeito nenhum!” Ela riu nervosa e me lançou um olhar assassino. “Páre de falar essas bobagens, Poynter!
Para começar, você é tão fraco, que até hoje não me levou para a sua cama!” Ela disse desafiadora.
“Opa, não seja por isso...” falei maroto, puxando-a para fora da pista, mas tropecei na metade do caminho.
“Onde você pensa que vai, bebum? Pode voltar aqui!” me puxou de volta e
entrelaçou os braços no meu pescoço novamente.
“Você sempre acaba com as minhas esperanças, ...” fiz bico.
“Own...” ela apertou minhas bochechas.
Ficamos mais um tempo ali, ora conversando entre nós, ora com a velhinha ao nosso lado. Ela concordou que os
nossos filhos seriam mais bonitos que os da Jolie e do Pitt. Cara, imagina o meu filho com o Pitt? Okay, isso soou
estranho.
Depois de alguns (longos) minutos, voltamos à mesa, e pedimos mais qualquer coisa para comer, na verdade a
comeria, já que eu beberia, porque fazer os dois ao mesmo tempo engorda.
Bebemos, comemos, rimos, namoramos. Tinha horas que até esquecíamos que estávamos em um local público.
Chamei o garçom para finalmente pagar a conta (depois de quatro horas que já estávamos ali, daqui a pouco iriam
nos expulsar à ponta-pé.)
“Vamos, ...” Eu disse, me levantando dificilmente. Minha vista já estava
totalmente embaçada e minha língua pesava dez quilos agora. Peguei o Johnny, que ainda estava um pouco para baixo
da metade, e fui em direção à saída, com aos meus calcanhares.
“Onde você pensa que vai com esse wisky?” ela sussurrou rindo no meu ouvido.
“Oras bolas, ainda falta muito para acabar, e eu paguei caro nessa porcaria!” Acho que eu falava um pouco alto, já
que todos me olhavam. “O que estão olhando? Seus chatos!” Falei mais alto ainda e mandei língua para todos.
Sim, eu realmente fiz isso, enquanto andava de cabeça baixa, rindo horrores.
Chegamos no carro, eu entreguei a chave à ela, e entrei.
“Meu amiguinho Johnny...” eu falei baixinho, alisando a garrafa do wisky. “Focê é tão munitchinhu!”
“Dougie, você está bem?” entrou no carro dando um escândalo de gargalhadas.
Concordei com a cabeça e abracei o Johnny.
Ela engatou a primeira, e saiu. Com a graça do bom Deus, ela trocou de CD. Não que eu não gostasse de Yellowcard,
mas em um dia eu já tinha escutado ele dez mil e uma vezes.
“Vamos ver o que você tem aqui...” ela disse enquanto fuçava no porta-luva à procura de um cd. “Death Cab? Não
sabia que você escutava!” disse empolgada e tirou o cd do encarte,
colocando-o no tocados.
Your Herat is An Empty Room começou a tocar.
“Death Cab for Cutie me faz dormir…” bocejei.
apenas me olhou e sorriu,
voltando sua atenção à estrada.
Coloquei a mão em sua perna, e ela a pegou, entrelaçando nossos dedos.
Depois de um minuto, eu peguei no sono.
“Dougie... DOUGIE!” ouvi gritos e alguém me chacoalhava. Acordei assustado, dando um pulo e batendo minha cabeça
no capô do carro. “Está entregue... Olha, vou com seu carro embora, e amanhã cedinho o trago de volta, okay?”
falava calma.
“Ahn? Que?” eu tentava me ajeitar psicologicamente depois de um susto e uma batida de cabeça. “Ah, okay... Boa
noite, amor. Você é a melhor namorada do mundo, beijos...” falei desconcertado, ainda com os olhos meio fechados.
Dei um selinho em , e vi que ela estava ligeiramente corada. Deve ter sido
outra impressão.
Sai do carro e a vi se afastar com meu bebê. Depois subi pro meu apartamento, com direito a soneca dentro
do elevador...
Capítulo
5 – She laugh of my dumb jokes when no one does;
Acordei com uma puta dor de cabeça pra variar um pouco. Levantei devagar para ver as horas no relógio da cabeceira, mas assim que vi, reparei que tinha um bilhete em cima da cômoda.
“Você estava dormindo tão bonitinho que não tive coragem de acordar. O Danny ligou e disse que a festa será às quatro. A chave do carro está em cima da bancada da cozinha, e me liga assim que acordar.
xoxo,
sua .
ps.: Têm aspirina na gaveta, bebum.”
Ri principalmente da ultima frase, e de como ela me conhece como ninguém. Às vezes tenho medo disso. Peguei a aspirina e tomei com a água que estava em cima da cabeceira também.
Levantei lentamente e fui para o banheiro escovar os dentes. Assustei com a minha cara monstra, e reparei que meu cabelo realmente precisava de um corte. Mas isso fica pra depois.
Aproveitei para tomar um banho pós-bebedeira, sempre melhora meu estado. Enquanto eu deixava a banheira se encher de água, peguei uma cerveja. Receita infalível, e falo isso porque sou experiente: nada melhor para curar a ressaca do que com mais bebida.
Finalmente entrei na banheira e relaxei. Mas relaxei mesmo. Fiquei ali até sentir que os meus dedos derreteriam.
Enrolei-me em uma toalha e fui pegar uma roupa. Já eram três da tarde, então já estava quase na hora.
Coloquei uma blusa social, dobrei-a até o cotovelo, uma calça qualquer três números maior que eu, e meu velho e surrado DCshoes no pé.
Liguei para a e ela iria com Jared para a festa, já que este havia sido convidado também.
Deu a hora, e eu parti para o local onde seria o aniversário da Olívia.
O lugar estava lotado, e eu estava apenas uns dez minutos atrasado devido o transito da minha casa até aqui. A música tocava alta, e o estacionamento nem havia mais vagas, o que me deixou puto.
Estacionei em qualquer lugar ali e entrei. Muita gente, mas muita gente mesmo. Seria impossível achar qualquer pessoa ali.
“Dougie!” escutei alguém me gritar, que reconheci como sendo Tom.
“Dude!” fui até ele, e nos abraçamos por um longo tempo. Fazia tempo que eu não o via desde que cheguei da Austrália e ele não.
“Vamos parar com esse excesso de afeição, já tá ficando estranho...” Tom me soltou e rimos.
“Hey, Gio!” cumprimentei a namorada de Tom, que me respondeu animadamente, como sempre. “Sabe onde estão os outros?”
“Bom, Harry está no bar, e Danny deve estar brigando com a Olívia em qualquer canto por ai...” ele disse rindo.
Senti meu celular vibrar. Era chamando. Sussurrei um ‘espere um momento’ ao Tom, e fui atender a chamada. “Hey minha linda, onde você está?” falei um pouco alto, já que a música ali estava gritante.
“Estou no bar com o Harry, e você?” ela falou no mesmo tom.
“Er, com o Tom, já estou indo ai!”
“Okay, te espero!”
Andei por aquele amontoado de pessoas, não sabia que Oli conhecia tantas pessoas assim. Aqueles idiotas pisavam no meu pé sem parar, e eu estava prestes a bater em algum. The Killers invadia meus ouvidos, e a voz do Brandon Flowers nunca foi tão irritante.
Não sei porquê, mas eu não havia me acordado muito bem. Demorei mais alguns minutos até conseguir chegar naquele bendito bar.
Ela estava em um dos banquinhos, perto de Harry, Izzy e Jared. Eles conversavam animadamente sobre alguma coisa, e eu reparei de longe, no quanto a estava linda. Como se aquilo fosse novidade. Ela não usava nada demais, apenas um vestido bastante colorido e com estampa floral, o que vocês chamam de rasteirinha no pé, e seu cabelo estava preso em um rabo-de-cavalo. Estou começando a achar que ela faz isso de propósito. Só porque eu não resisto àqueles ombros, àquela nuca...
Aproximei-me devagar, e enquanto ela olhava para o lado oposto de onde eu estava, beijei de leve um de seus ombros, ela imediatamente se contraiu.
“Dougie!” se virou e se debruçou literalmente em mim, me dando um beijo daqueles.
“Esse podia ser nosso cumprimento oficial, se quer saber...” falei rindo e ela novamente selou nossos lábios.
“Hey, nós existimos!” Jared, o oficial estraga prazeres, se manifestou e eu me contive para não socar meu cunhado. Cumprimentei cada um ali, e claro, fiz questão de quase esmagar a mão de Jared quando a apertei. Sentei-me do lado da e pedi um Martini Rose para acompanhá-la. Começamos a conversar, eu e Harry não nos cansávamos de contar sobre as nossas aventuras na Austrália, eu comentei que queria casar e me mudar pra lá. Mais tarde Danny apareceu com Olívia, e os dois entraram na conversa. Ficamos ali por um longo tempo, Jared já havia ido agarrar alguma mulher em algum lugar, eu já estava no meu décimo e lá vai cacetada copo de alguma bebida e contava piadas idiotas que somente a ria.
Olívia não estava mais ali, provavelmente conversava com suas amigas, Tom e Gio trocavam carícias em uma mesa...
A festa estava realmente animada. estava de costas pra mim e eu a abraçava, enquanto víamos o movimento das pessoas ali. Ela cantava a música que tocava, quando de repente parou de cantar. Eu olhava para o lado oposto para o qual ela olhava.
“Dougie...” ela me chamou baixinho. Encostei meu queixo em seu ombro e murmurei qualquer coisa.
apenas apontou para a entrada do local, e eu pude ver quem acabara de entrar. Era só o que me faltava, dude! Nem preciso dizer quem era, preciso? “O que ela está fazendo aqui??” leu meus pensamentos.
“Sei lá, provavelmente a Oli a chamou...” falei meio incerto. “Você não está incomodada com isso, está?” virei-a de frente para mim, e ela não me olhava nos olhos. “Hein?” repeti.
“Não, é só que... Sei lá, é estranho...” respondeu cabisbaixa.
“Pois você não tem motivo algum para ficar assim, e esquece que ela existe, okay?” disse olhando profundamente em seus olhos, enquanto segurava seu rosto em minhas mãos.
concordou silenciosamente e se virou novamente. Voltei a abraçá-la.
Vi Louise nos olhar de relance, e dar um leve sorriso. Deve ter sido só impressão.
Depois de um tempo Jared voltou e foi andar por aí com Jazzie, e nós continuamos a beber.
“Minha irmã me contou...” Jared disse do nada.
“Contou o que?” dei um gole da minha Margerita.
“Sobre você e aquela ali...” ele fez um gesto com a cabeça, apontando para Louise que conversava com algumas outras garotas.
“Hm...” mais um gole. “Não era nada demais... Só namorávamos...”
“Tô sabendo... E acabou mesmo?” Jared me olhou apreensivo. Dei outro gole na bebida azul.
“Claro, não vê que tô com a sua irmã?” falei meio impaciente. Jared deu de ombros e pediu tequila ao garçom.
Olhei-o desconfiado, sabe como ficamos quando tempos culpa no cartório. Fiquei observando aquele azul celeste da minha bebida, já sentindo minha cabeça girar e meus braços quererem se movimentar sem a minha permissão.
“Hey dude, quero fazer uma surpresa pra Olívia, será que você me ajuda?” Danny apareceu do nada atrás de mim.
“Claro, do que se trata?” acabei com a minha bebida de uma vez.
“Vem comigo...” ele me puxou, e eu senti minhas pernas cambalearem. Me deu uma bendita vontade louca de rir, e Danny me olhava como se eu fosse louco.
“Não posso rir mais não?” me defendi. Ele caiu na gargalhada junto, e fomos em direção ao que seria um palco, e entramos em um quartinho atrás dele. Lá estavam Harry e Tom.
“Eu preparei uma música para tocar aqui, é pra isso que quero que vocês me ajudem...” Danny começou. “Vocês topam?” Todos nós concordamos e fomos em direção ao palco. De repente, toda a atenção da festa se direcionou à nós.
“Olá pessoas! Bom, aqui está meu presente para a minha linda.” Danny sorriu e apontou para Olívia, que sorria de orelha a orelha. Começamos com os acordes de uma música do Plain White T’s, e os casais dali dançavam apaixonadamente. As imagens estavam sendo mandadas pro meu cérebro totalmente distorcidas, e eu cometi alguns erros insignificantes. Quase caí algumas vezes, recebendo olhares repreensivos de Tom, mas tudo o que eu fazia era rir.
Terminamos, e todos aplaudiram freneticamente. Foi ai que pude ver ali no meio, ao lado da minha irmã. Ela tinha aquele sorriso lindo no rosto, e eu tive uma idéia. Fui até Danny e cochichei algo em seu ouvido.
“Bom, parece que não sou só eu que quero fazer surpresas aqui...” ele soltou uma risada escandalosa e eu lhe dei um pedala. “Nosso Dougie também quer mostrar seu talento à vocês!” Entreguei meu baixo ao Danny, e falei à Tom e Harry a música para tocar.
“E essa, vai para a menina mais linda daqui!” falei meio desconcertado, me apoiando em apenas um perna, já que eu estava quase caindo. Todos riam da minha cara, e eu estava me achando o cara mais engraçado do mundo. “Um, dois, três, vai!” então os caras começaram a tocar.
A música era Josie, do Blink.
“Yeah my girlfriend
takes me home when I'm too drunk to drive
And she doesn't get all jealous when
I hang out with the guys
She laughs at my dumb jokes when no one does
She brings me Mexican food from Sombrero's
just because Yeah just because;
Eu cantava com meus olhos fixos em , que ria a cada palavra que saia da minha boca. Eu estava extremamente ridículo, já que eu fazia caras e bocas enquanto eu cantava.
“And my girlfriend Likes U.L and D.H.C
And she's so smart and independent
I don't think she needs me
quite half as much as I know I need her
I wonder why there's not another
guy that she'd prefer”
Eu alongava as palavras, e minha voz estava muito desafinada por causa do álcool.
Via Danny rir freneticamente da minha cara enquanto eu dava algumas reboladas ali.
“And when I feel like giving up
like my world is falling down
I show up at 3a.m.
She's still up watching vacation
and I see her pretty face
It takes me away to a better place and
I know that everything
know that everything
know that everything, everything's gonna be fine”
“Você é a melhor, ! Obrigada por me aturar!” eu disse cambaleando e apontando para ela, quando eu sem querer caí, causando risadas de todos ali. veio correndo e parou em frente à mim.
“Você é um retardado, Poynter...” ela disse rindo, me ajudando a levantar.
“De nada, meu amor!” falei, roubando um beijo dela. De repente, escutamos palmas, mas palmas vindas de uma pessoa apenas.
“Muito linda a declaração, Dougie...” virei e me deparei com Louise encostada em uma parede, com uma feição de extremo cinismo. Já , possuía uma de raiva.
“Er... Obrigada...” falei meio incerto, e mexi nos meus cabelos freneticamente, entrelaçava seus dedos nos meus.
“Você contou à sobre a minha visitinha lá na Austrália?” ela disse se aproximando de nós. De repente, todo o álcool das minhas veias havia sumido.
me olhou com uma cara desentendida e eu tive vontade de sair correndo dali. “Vejo que não contou... Bom Dougie, um dos princípios de um bom namoro, é não esconder as coisas de sua namorada, sabia?” ela sorriu triunfante e eu morri de vontade de esmurrar sua cara. “Bom, vejo vocês por ai...” Louise terminou, se virou e sumiu por entre a multidão.
não olhava para mim, e sim para algum ponto fixo qualquer.
“Quer me explicar alguma coisa, Dougie?” ela começou, ainda sem olhar diretamente nos meus olhos.
“, eu te juro por tudo que é mais sagrado, que não aconteceu nada! Digo, um dia do nada, a Louise apareceu lá, mas foi só isso!” eu falava desesperado.
“Tem certeza que foi só isso, Poynter?” agora ela me olhou, e eu pude perceber que seus olhos estavam marejados.
“Claro, ! Pra que eu mentiria à você?” cheguei perto dela e a segurei pelos ombros.
“Não sei... Você já fez isso uma vez, não é mesmo?” disse vagamente, balançando a cabeça de um jeito descrente, e saiu do recinto.
DROGA! Droga, droga e milhões de drogas! Porque isso tinha que acontecer justo agora que tudo estava tão bem? Acho que Louise falava sério quando disse que iria fazer de tudo para me ter. Mas definitivamente, ela não me teria daquele jeito, não mesmo! Sai correndo atrás de , é óbvio. Olhei de relance Louise, que se encontrava encostada no bar, e ela me lançou um sorriso totalmente maligno, dude. A minha vontade era de enfiar a cabeça dela dentro do frízer. Corri para a saída, onde vi sair.
“Hey, hey, hey...” segurei seu braço e percebi que ela chorava.
Foram poucas as vezes que eu vi a chorar, e isso não é nada bom! “Dá pra me escutar? Eu posso explicar!”
“Então explique Dougie! Me explique e me diga que estou louca, me faça esse favor!” limpou suas lagrimas e se virou para mim.
“Eu não sabia que ela iria lá, okay? Se eu soubesse, pode ter certeza que eu teria dado um jeito de impedi-la. Mas ela simplesmente apareceu no meu flat, o que eu poderia fazer?” estava bastante frio ali fora, e eu podia ver se contraindo por causa dele. “Ela apareceu e começou a dizer coisas...”
“Ques coisas?” ela me interrompeu, segurando seu choro, provavelmente.
“Disse que não iria desistir de mim...” respondi olhando para meus pés. “Mas não significou nada, ! Eu mesmo a disse que estava com você e que era com você que eu queria ficar! Foi insignificante a ida dela até lá!”
“E porque você não me contou, Dougie? Se foi tão insignificante, porque você simplesmente não me contou?”
“Sei lá... Eu só não achei que fosse preciso, entende?” dei de ombros pacificamente.
“Não Dougie, eu não entendo.” disse fracamente e foi dando as costas lentamente. “E ela tem razão sobre uma coisa. Um namoro não pode dar certo quando um esconde coisas do outro...” ela disso por fim, e foi em direção ao seu carro.
Capítulo
6 – I don't shine if you don't shine;
Eu liguei para ela umas duzentas vezes no mínimo. Ela não me atenderia, eu sabia. Dude, dá pra entender que eu não fiz isso por mal? Quero dizer, eu não escondi aquilo porque eu quis, e se eu soubesse no que ia dar, eu teria contado! Mas foi algo tão... estúpido que eu não achei que tinha importância! E eu tinha certeza que se eu contasse à , ela ficaria puta. Então iria acabar mal de todos os jeitos.
De qualquer forma, eu estava pensando em um jeito de, sei lá, ela me perdoar. Eu simplesmente estava sem criatividade naquele momento, se quer saber.
Era segunda-feira, ela tinha escola, e isso me deu uma idéia. Não uma idéia mirabolante, mas uma idéia.
A escola onde e Jazzie estudavam era perto do estúdio onde eu e os caras estávamos trabalhando, então de lá já passava para vê-la.
Bom, eu não fiz muita coisa, na verdade nunca faço, o trabalho duro sempre fica pro Tom e pro Danny, eu e o Harry nessas horas somos dois completos inúteis. Fui lá apenas para marcar presença e dar aquele apoio moral pros amigos, e depois fui para o colégio das garotas. Passei com meu carro bem devagar por aquela rua, atraindo vários olhares de várias pessoas curiosas. Abaixei o vidro da porta do carona, e quase parei no meio da rua para poder enxergar alguma coisa naquele gramado gigante daquela escola gigante. Ainda bem que não estudo mais naquela coisa, vivia me perdendo.
Finalmente vi aqueles olhos lindos e brilhantes (olá, psicopata) saírem do portão principal da escola, ao lado de Jazzie e uma estranha. Digo, estranha por eu não a conhecer, não estranha de estranha, ah, vocês me entenderam. As três saíram rindo horrores, atraindo conseqüentemente vários olhares. Claro, três gatas daquelas atraem qualquer tipo de olhar. Ew dude, uma delas é sua irmã, você é doente.
Resolvi segui-las. Fui diminuindo mais ainda a velocidade, e andando bem perto da calçada. Depois de uns cinco minutos, as garotas perceberam que estavam sendo seguidas e me viram. Finalmente, estava cansado, oras.
“Dougie!” minha irmãzinha fez um escândalo. “Pensei que fosse um psicopata nos seguindo, ou algo do tipo!” ela disse eufórica, colocando a mão no próprio peito, se acalmando. Sorri e acenei. Olhei para e nossos olhos se cruzaram, bem a tempo dela os desviar. grudou no braço de Jazzie e da outra, e começaram a andar mais rápido. Pisei um pouco mais no acelerador para alcançá-las.
“Hey, querem carona?” perguntei simpático, bem ao lado delas. Jazzie já iria responder, mas foi interrompida.
“Não.” se adiantou. Jazzie a lançou um olhar furioso. Bem conheço minha irmã e ela odeia andar à pé. Fresca.
“Vamos, não custa nada vocês entrarem!” insisti.
“Já disse que não, Dougie! Nós combinamos de ir à pé, e é assim que vamos, não é, garotas?” ela direcionou às outras, que se entreolharam. Escutei uma buzina bem atrás de nós. Olhei e vi um carro vermelho e reconheci por sendo de Ross, o namorado de Jazzie. Acenei por fora do carro.
Jazzie deu gritinhos de alegria, olhou para , que apenas rolou os olhos e continuou andando. Jazzie e a outra se direcionaram ao carro do Ross.
acelerou o passo, mas eu continuei a seguindo. Por sei lá quantas quadras.
“Okay Poynter, agora eu estou começando a ficar irritada de verdade!” ela parou de andar subitamente e se virou para mim.
“Aleluia! Porque a bateria do meu carro já está quase esgotada!” falei maroto e ela bufou.
“Quer parar de me seguir?” disse num tom extremamente irritado.
“Na verdade, quero não...” sorri. “Mas posso parar... Se você entrar no carro...”
“E pra que eu faria isso?” ela perguntou desafiante.
“Pra gente conversar melhor...” respondi no mesmo tom.
“Acho que não. Prefiro andar...” ela disse finalmente e voltou a andar. E eu engatei primeira e voltei a segui-la. olhava para o carro irritada, e na mesma hora desviava seu olhar para as vitrines ou para as pombas na calçada. Até que ela parou de novo.
“Você sabe ser muito irritante às vezes, Poynter, já sei com quem a Jazzie está aprendendo a ser assim.” Ela bufou novamente e veio em direção ao carro, mas apenas apoiou seus braços na janela.
“Mal de família...” dei de ombros. “Vamos, entre! Não custa nada, , você não vai morrer por conversar comigo!”
“É, quem tem grandes chances de morrer aqui é você...” sorriu marota e abriu a porta do carro, entrando logo em seguida. Medo.
Voltei com a velocidade normal do carro e liguei o som, para não ficar aquele silencio esquisito entre nós.
não olhava para mim, mas sim para o movimento lá fora. Olhei-a algumas vezes de rabo de olho, assim como ela.
“Okay, isso está realmente estranho, então dá para começar a falar?” falou irritada e se sentou de lado no banco. Ri e olhei-a rapidamente, sem perder a atenção na rua. Parei no pequeno estacionamento de uma pracinha que havia ali.
“Vamos descer?” sugeri já saindo do carro, sem mesmo ouvir a resposta dela. me seguiu e fomos em direção à uma barraquinha de sorvetes. “Um cascão de amendoim e outro de chocolate em pedaços, por favor!” pedi para a velhinha simpática do sorvete. Ela sorriu e foi preparar nossos sorvetes. Nem perguntei à , pois sabia que seu sorvete favorito era de amendoim. A senhora entregou-nos os cascões e a deu aquele sorriso infantil.
“Deus, à séculos não tomo esse sorvete!” ri da cara de orgasmo que ela fez.
Ficamos mais um tempo em silencio, andando naquela praça super arborizada e cheia de crianças e cachorros.
“Você me desculpa?” falei assim, do nada mesmo. Ela não me olhou, continuou andando, até que deu um suspiro. “Eu juro que não escondi aquilo de você por mal...”
“Eu sei Dougie... É só que às vezes eu sou muito insegura, sabe? Com esse bando de mulher atrás de você, como você acha que eu me sinto?” disse num tom meio de desabafo, sentando-se em um banquinho ali.
“Grande coisa, você não acha que a Jazzie não me conta de todos os meninos que dão em cima de você?” sentei também.
“Acabo com aquela vadia loira fofoqueira...” ela se fingiu de brava.
“Mas é sério... Eu fico na mesma situação que você ... Temos que encarar o fato que somos gostosos, mas que gostamos um do outro...” falei meio convencido e ela gargalhou.
passou seu braço pelo meu ombro e me puxou para um beijo. Coloquei minha mão em sua cintura e outra em sua nuca. Era como se nem houvéssemos brigado. Ficamos nos beijando por sei lá mais quanto tempo, e isso não me importava.
“Quer jantar hoje lá em casa? Quero dizer, meus pais foram para o rancho do tio Arnold e Jared vai dormir na casa de algumas das peguetes dele, então pensei em cozinhar alguma coisa, o que você acha?” disse toda animada, depois que nos separamos.
“Você cozinhando? Essa eu quero ver!” ri, puxando ela para mais um beijo. “Vê se não põe veneno na minha comida ok?”
“Vou pensar no seu caso...”
Nove horas, a hora que combinei de estar na casa da .
Não sei se ela faria algo romântico, chique, simples, um fast-food... Então coloquei apenas uma calça jeans, e blusa social aberta alguns botões. Estacionei o carro em frente à sua casa, e vi as luzes de toda a casa acesas. A música estava bastante alta lá dentro, a definitivamente não respeita os vizinhos.
Toquei a campainha. Ouvi a música sendo abaixada, e uma totalmente descabelada e com molho na roupa inteira, inclusive em seu rosto. Gargalhei da situação, e foi ai que ela percebeu sua situação.
“Deus, você todo bonitinho e olha o estado da garota!” ela bateu em sua própria testa, me deu um selinho e passagem para que eu entrasse na casa. O chão de lá era totalmente coberto por carpete, então a primeira coisa que fiz foi tirar os sapatos, sabe como é garoto educado.
A vi ir aumentar o volume da música novamente, que reconheci por ser AC/DC.
“Você está meio do metal ultimamente, hein ?” zoei, enquanto a via dançar ao som de Highway to Hell.
“Pois é, estou descontando minha ira por você na música...” ela gritou e foi rebolando até a cozinha, me fazendo rir.
“I’M ON THE HIGHWAY TO HEEEEELL!” cantei junto de Brian Johnson. “Essa música é demais!” comentei entrando na cozinha e vendo dançar enquanto mexia em alguma coisa na panela.
“Totalmente!” ela concordou e eu me aproximei dela. Abracei-a pela cintura, colando nossos corpos, e apoiei meu queixo em seu ombro, distribuindo beijos pelo seu pescoço. “Me deixe cozinhar em paz, Dougie, assim não me concentro!”
“Para cozinhar precisa de concentração?” ri.
“Claro! Eu sou quase uma chef, e verdadeiros cozinheiros se concentram totalmente na comida...” disse fraquinho enquanto eu não parava de beijar seu pescoço e a via se arrepiar. “Vai ver televisão, vai Dougie...” ela riu e me empurrou para fora da cozinha. Tá né, rejeitado pela minha namorada. Sentei naquele sofá que praticamente me engoliu. Fiquei sapeando os canais, e cada programa mais chato que o outro.
“HEY, coloca na Warner, porque às dez tem Supernatural” escutei gritar da cozinha. Ah é, e seu vício por seriados. Coloquei no canal, que ainda passava Gossip Girl, acho que é assim. Essa tal de Serena é realmente gostosa.
Senti o cheiro bom vindo do que a fazia. Daí vi que Gossip Girl havia acabado e Supernatural ia começar.
“, o seriado vai começar!” gritei. nem respondeu, só vi um vulto vir correndo e se afundar no sofá ao meu lado.
“Deus, eu tô muito ansiosa por esse episódio!” ela disse eufórica e agarrou minha mão.
O seriado começou, e eu estava como , totalmente eufórico. O seriado era realmente MUITO bom, suspense, ação e comédia misturados. Fiquei fã do tal Dean. [n/a: claro que eu tinha que comentar sobre Supernatural e Dean aqui HAUHAUHUA]
“LARGA DE SER BURRO, SAM! NÃO VAI LÁ NÃO SEU DEMENTE!” já estava de pé gritando com o Sam, que ia entrando em uma casa onde tinha esse assassino que roubava órgãos de pessoas para ser imortal.
“Dude, ele vai morrer!” agora eu estava agoniado também.
Depois de meia hora assistindo, em uma das propagandas sentimos um cheiro não muito agradável. Olhei para , que me olhou receosa, já imaginando o que seria: era cheiro de queimado.
“NÃÃÃO, MEU NHOQUE!” ela gritou desesperada e correu em direção à cozinha. Fui atrás dela, vai que a coisa estava pegando fogo.
desligou o forno e tirou o nhoque lá de dentro. O bicho estava literalmente queimado. Ela jogou a comida no lixo e se sentou no chão da cozinha.
“DROGA! Era uma receita infalível que eu aprendi no programa do Jamie Olvier!” escutei ela choramingar.
“Calma linda, a gente pede uma pizza!” sentei-me ao seu lado e a abracei.
“Nada romântico, Dougie!” ela levantou a cabeça para me encarar. Eu ri e segurei seu queixo, dando um selinho logo em seguida.
“Vamos, tô louco por uma pizza de calabresa...” me levantei, puxando-a junto comigo. Peguei o telefone ali no balcão e disquei o numero que eu sabia de cor: Domino’s.
Voltamos para a sala abraçados, terminando de ver o episódio de Supernatural. Depois de uns quinze minutos, escutamos a campainha.
Me levantei e atendi o carinha da pizza. Levei-a até a mesinha de centro da sala, junto com a Pepsi que eu havia pedido. Peguei um pedaço com a mão mesmo, assim como a , e comemos assistindo Eli Stone na Sony.
“Falei que comia mais que você, Dougie!” disse vitoriosa após o seu quinto pedaço de pizza. Apostamos para ver quem comeria mais, mas ela foi mais rápida, comendo cinco e eu apenas três.
“Você é psicologicamente gorda, ...” zoei, recebendo um tapa logo após. Estávamos deitados no carpete da sala, e eu nem estava mais prestando atenção no que passava na TV. Olhei para , que estava concentrada no programa. Depois de um tempo, ela percebeu que estava sendo observada, e se virou para mim também. Ela sorriu de um jeito extremamente lindo, um sorriso que misturava timidez e infantilidade, sei lá.
Me aproximei de seu rosto, colocando uma mexa de seu cabelo atrás da orelha. fechou seus olhos ao meu toque, e eu aproveitei para acabar com o espaço que nos separava.
A beijei calmamente, me encaixando por cima de seu corpo. Ela tinha uma de suas mãos em minha cintura e outra espalmada em meu peito.
Desci meus beijos para seu pescoço, enquanto subiu suas mãos para meus cabelos, puxando-os levemente.
Parei minhas mãos em sua cintura, apertando-a contra mim, e fui subindo a sua blusa lentamente, enquanto minhas mãos exploravam cada parte de sua barriga. Vi que ela arrepiava a cada lugar em que eu passava, até que eu finalmente levantei sua blusa totalmente, tirando-a logo em seguida. Antes de voltar a beijá-la, reparei em cada parte perfeita de seu corpo. Olhei-a nos olhos e sorri, recebendo outro em troca.
Voltei minha atenção à sua boca, e agora nossos beijos foram criando intensidade. mordia meu lábio inferior levemente, me dando uma sensação boa. Eu sentia que aquele seria o momento. O momento, entendem? Não seria a primeira vez, óbvio, mas com certeza seria mais especial que a primeira.
“Quarto...” ela sussurrou sem fôlego em meio de um beijo e outro, e eu me levantei, puxando-a comigo, sem ao menos separar nossas bocas. mantinha suas pernas envoltas à minha cintura e seus braços agarrados em meu pescoço, e eu fui em direção ao seu quarto, como ela mandou. Subi as escadas lentamente, tomando cuidado para não cair, mas nem assim, partindo nossos beijos.
Enfim cheguei naquele quarto com papel de parede num tom rosa claro, e a deitei na cama.
me puxou pelo colarinho da minha camisa, e começou a desabotoá-la lentamente.
Quando minha camiseta já estava no chão, ela parou de me beijar subitamente, e eu a olhei assustado.
“Só um minuto.” Ela se levantou e foi em direção ao aparelho de som que ficava em sua escrivaninha. ligou-o e Read My Mind dos Killers invadiu o quarto. Ela sorriu de lado. “Tudo fica melhor com música...” falou fraquinho e voltou para a cama, ficando em cima de mim.
Puxei-a pelo pescoço para voltarmos a fazer o que fazíamos. tinha suas unhas estacadas em meu peito, e de tempos em tempos ela arranhava de leve o local, me causando arrepios. Abaixei minhas mãos até seu short, e o desabotoei, puxando-o rapidamente para baixo, deixando-a somente de roupas intimas. Não tardou e eu fiquei apenas de boxers e ela somente de calcinha.
Eu explorava cada parte de seu corpo, distribuindo beijos por todas as partes. Já estávamos ligeiramente suados, e eu já não agüentava aquela boxer me apertando. Quando minha mão estava no elástico de sua calcinha, parei de beijá-la e a olhei.
apenas sorriu docemente, e eu pude ver em seus olhos que era aquilo o que ela realmente queria, tanto quanto eu. Sorri de volta.
“Eu te amo...” falei antes de jogar sua calcinha de ovelhas em qualquer lugar do quarto.
Capítulo
7 – If you love me, won’t you let me know?
Abracei-a. Estávamos aconchegados debaixo do edredom, e o cheiro de seu perfume já me intoxicava. Dei-lhe beijos, até perceber aquele gosto de tecido na minha boca. Abri os olhos assustado, e percebi que eu estava tendo ilusões amorosas com o travesseiro.
Olhei ao meu redor, encontrando-me sozinho naquele quarto de paredes rosas. Me senti uma garotinha recém-desvirginada sendo largada pelo seu amado. Que coisa mais homo.
Foi aí que olhei para o relógio em forma de porco na parede e percebi que eram nove horas. Óbvio que a não estaria ali, e sim na escola.
NA ESCOLA! Deus, e eu estava em sua casa ainda!
Rezei para que meus sogros (muito menos meu cunhado) não houvessem chegado de onde quer que estivessem.
Seria socialmente estranho ter que encará-los após ter tirado a ‘dignidade’ de sua filha.
Procurei minhas roupas e as vesti rapidamente. Sai dali de fininho. Desci as escadas parecendo um psicopata, tomando todo o cuidado do mundo para não fazer barulho.
Quando eu ia em direção á porta de entrada em passos de formiga, fui surpreendido por uma voz aguda que me chamou. Dei um pulo parecido ao de uma gazela e olhei para o lado, podendo encarar minha sogra.
“Dougie, querido! Onde você pensava em ir?” Tia Lisa veio toda sorridente até mim, colocou um de seus braços sobre meus ombros, e me puxou em direção à cozinha.
“Err... Eu não sabia que estavam aqui...” falei tímido, o que não era totalmente mentira. Dei de cara com tio Mark e Jared sentados em volta à mesa redonda, tomando café e comendo. A mesa dos era sempre farta, não importasse a ocasião. Não sabia como conseguia se manter magra.
“Tudo bem meu querido. nos avisou que você estaria aqui...” a tia disse simpática, me apontando um lugar na mesa. Espera ai...
“ELA O QUE?” eu meio que gritei. Patético, eu sei. Mas cara, ela contou aos pais dela que eu estaria ali! Certo, estranho seria se eu aparecesse do nada, mas imagina só onde eu queria enfiar a minha cara! Em qualquer buraco negro que eu encontrasse na minha frente. Pensando bem, não em qualquer um...
“Não se sinta envergonhado, garanhão...” tio Mark disse em meio de risos, lançando-me piscadelas e cutucando Jared com o cotovelo. Eu meio que arqueei minhas sobrancelhas. Sério que o meu sogro estava tranqüilo em eu ter acabado de sair do quarto de sua filha? Alguém me explica se isso é normal?
“Pai, você é estranho!” Jared disse num tom debochado. Concordo com você, cunhado. “Quando eu dormi com Julie aqui, aquela ruiva, no colegial, você só faltou me capar!” ele pareceu incrédulo.
“Não é a mesma coisa. E cale essa boca, volte a comer.” Tio disse entre dentes, lançando à Jared um olhar mortal, depois voltando a sorrir para mim. Sorri amarelo e sentei-me aonde devia. Já vi de onde tirou aquele gene todo estranho.
Tirando alguns momentos incrivelmente vergonhosos [Jared definitivamente merece pena de morte por ter a incrível mania de envergonhar as pessoas] o café foi bastante tranqüilo. Na verdade foi bastante hilário ficar vendo tio Mark mandar seu filho calar a boca o tempo todo. A família é definitivamente a mais engraçada da história. Tive muitas crises de riso, e comi pra caramba, acho que a Tia Lisa deve pensar que eu não tenho comida em casa e provavelmente nunca mais me chama para um café da manhã com medo de que eu acabe com seu estoque de rosquinhas caramelizadas. Caralho, elas eram realmente uma delicia.
Infelizmente tive que ir embora para encontrar os caras no estúdio. Estávamos terminando os detalhes de alguns acordes, e discutindo a idéia de colocarmos algumas amostras de músicas em um jornal. Ótima maneira de atrair mais pessoas que não têm oportunidade de escutar o nosso som. Dei uma passada lá, eu como sempre fiquei com a minha bunda grudada num sofá de coro, vendo o Danny e o Tom ralarem. Não que eu fosse um inútil, claro que eu meto meu dedo em tudo, mas nessas coisas mais complexas, deixa que os nerds se cuidem. Já tínhamos três entrevistas marcadas para o mesmo dia, ou seja, a maratona está voltando.
Depois de mais algum trabalho, fui liberado e parti para minha casa, antes que eu tivesse de voltar para o estúdio. Aproveitei para dar uma volta com Flea, que provavelmente já havia destruído minha casa nessa altura do campeonato. Muita frescura pro meu gosto essa história de cachorros ficarem estressados.
Como imaginava, só faltava o sofá estar de cabeça para baixo.
“Vamos, seu gayzão.” Coloquei uma coleira naquela coisa gigante e cheia de pelos, e resolvi dar uma volta pelo parque que tinha em frente ao meu apartamento. Era bem legal, e o cão estava familiarizado lá. As crianças eram legais, assim como algumas de suas mães. Não que eu flertasse com as mães, óbvio.
Peguei meu Ipod, até começar a escutar All American Rejects. Eu não escuto só Blink e Beatles como muitos pensam.
Cheguei ao parque. Como disse, muitas crianças e suas mães gostosas. Quer dizer, claro que tinha sempre aquela capenga para estragar o grupo, mas não vem ao caso. Algumas acenavam para mim, e eu com toda a educação que minha mãe deu para mim, acenava de volta. Por educação, que fique claro.
Andei e andei. Andei mais um pouco. Até que aquele grande saco de pêlos me cansou, também, ele deve ser dois Dougies e mais um Harry.
“Hora do descanso, Flea...” falei pesadamente, com a respiração totalmente descompassada.
Sentei num banco ao lado de uma pequena banquinha de revistas, e enquanto descansava, aproveitei para ver se tinha a nova edição da Rolling Stones.
Para minha surpresa, ao invés disso, o que eu achei? Uma revista de fofocas. E adivinha quem estava na capa? Sim, eu. Mas não somente eu. Estava acompanhado de . Sim, .
‘Péssima notícia para as apaixonadas no nosso baixista favorito. Sim, Dougie Poynter está de namorada nova!’
Esse século XXI é tão vagabundo, que nem mais privacidade nós temos. Eu falo isso como se eu me importasse. Certo, eu nunca me importei. Mas pelo fato de eu nunca ter pelo que importar. Eles me atingiram agora.
Joguei a revista longe, sem ao menos me importar com seu conteúdo ou com o velhinho que ficou me amaldiçoando de todas as maneiras. Peguei Flea e sai enraivecido até meu apartamento, quase morrendo atropelado por uma lambreta enquanto atravessava a avenida.
Yeah my girlfriend, takes me home when I’m too drunk to drive
Certo, agora era a hora em que minha orelha ficaria vermelha de tanto alguém gritar nela. Meu celular tocava, e pelo toque, nem precisava pensar em quem era. Assim que eu abri o flip, fiz questão de colocá-lo a dois metros de distancia.
“DOUGLAS POYNTER?” a garota gritou. Alguém ai arrisca um chute para saber quem é? “Você poderia me explicar porque uma foto nossa foi parar na mesma revista onde diz que a Lindsay Lohan virou lésbica? HEIN? HEIN?” continuou histérica.
“Bom dia para você também, meu amor, você viu como o céu está azulado e o sol brilha forte?” falei calmo. Já disse que ainda não inventaram algo melhor do que irritar alguém chamado ?
“QUE HAJA UM APOCALISE!” ela gritou novamente, e eu me contorci para não rir. Se eu risse da cara dela, meu instrumento definitivamente viraria comida de peixe no Pacífico. Eu ainda quero três filhos.
“, sabia que estresse dá rugas? Se acalme, meu bem!” disse rindo e me jogando no sofá, com uma maçã na mão.
[n/a: Poynter plagiou minha frase u_u]
“É, eu sei.” Ela disse em meio de um suspiro. Parecia mais calma. “Pois fique você com o enorme peso na consciência de que todas as minhas rugas são sua culpa!” voltou com o tom histérico, mas depois caindo na gargalhada junto a mim.
“A gravidade pode atingir todos os cantos do seu corpo, que mesmo assim você estaria linda!” falei depois de rir, e com um pedaço de maçã na boca.
“Pois eu duvido que você ficaria com alguém que tivesse peitos caídos. Duvido mesmo, Poynter!” ela disse rindo e eu sorri de lado.
“Se esse alguém se chama , eu fico...” falei sincero.
Ficaria mesmo. ficou em silencio alguns segundos. Talvez pensando em algo para me rebater, ou talvez sorrindo pelo que eu disse. “E por acaso, não era para estar na escola?” poupei-a de ter que dizer algo. Eu conheço , ela estava sem palavras.
“Na verdade eu estou. Mas é aula de espanhol, então é relevante. Eu estava tão entediada que fui ler a revista. E fiquei chocada com ela. Você reparou no quão vesga eu fiquei naquela foto?” ela disse chocada.
“E em como eu pareci um ogro de boca aberta?” me juntei à brincadeira. Rimos juntos.
“O que você vai fazer hoje?” me perguntou, depois de cessarmos as risadas. Mordi mais um pedaço da maçã.
“Bom, tenho algumas entrevistas para fazer, músicas para lançar...” falei de boca cheia.
“Como meu homem é ocupado, gente...” ela disse em um tom engraçado.
“Pois é... Sou um homem de negócios...” dei de ombros. ficou em silencio algum tempo, mas eu escutei algum barulho estranho pelo outro lado da linha. “E você?” perguntei, dando mais uma mordida na maçã.
“Bom, alguns preparativos da valsa da minha formatura. Você sabe, faltam poucas semanas até eu me formar, então está tudo uma correria...” disse em meio de um suspiro.
“Entendo... Mas hein, vou poder te ver hoje? Você sabe, não tive oportunidade de te levar um café da manhã na bandeja nem um buquê de rosas...” falei pensativo. E me lembrei que nunca havia dado rosas à alguém antes. Bizarro.
“Se eu não morrer agora, quem sabe. Droga, Dougie, tenho que desligar. Aquela gorda mal-comida chamada inspetora ta entrando aqui, mais tarde te ligo, okay?” ela disse desesperada. Ri e concordei. Nem tive tempo para pensar em nada, já que meu relógio mostrava que eu estava mais do que atrasado para encontrar os garotos.
E lá fui eu para o começo de uma longa maratona.
“Até mais, Tom!” dei um pedala na cabeça do meu amigo antes descer do seu carro.
“Pentelho.” Ele me mostrou seu lindo dedo do meio. “Te vejo amanhã...” ele disse antes de acelerar o carro. Mandei beijos no ar, e ele buzinou algumas vezes antes de virar a esquina.
“E ai Davy...” cumprimentei feliz o porteiro feliz, que me lançou um sorriso feliz juntamente com um aceno feliz, e veio me seguindo todo feliz. Realmente, ele é a felicidade em pessoa.
“Você tem visitas senhor.” Ele disse. Horas acho que ele é meio mongolzinho, sem querer ofender. Mas não deixa de ser legal. Pensei em imediatamente e não pude deixar de sorrir. “Era uma moça muito gostosa!” ele deu um sorriso meio retardado. Arqueei a sobrancelha e lhe dei um sorriso de dois segundos, espero que ele perceba a ironia. Ele voltou imediatamente para o balcão de entrada.
Sacou o poder do garoto né? Só eu posso falar que é gostosa, onde já se viu, falta de respeito, cara.
Subi o elevador todo feliz, pensando em que surpresa minha garota poderia estar me preparando, já que ela sempre me avisa quando vem aqui.
Passei pelo corredor que levava até o meu apartamento. Eu precisava mudar a decoração dali, porque aquela coisa rústica demais já havia me irritado. Coisa da minha mãe, é óbvio.
Abri lentamente a porta de entrada, sem fazer um ruído se quer. Não conseguia esconder o sorriso do meu rosto, até que eu escutei um barulho vindo da cozinha. Já até imaginava o que ela estava aprontando.
Fui nas pontas dos pés até chegar na bancada da cozinha e a ver escondida por trás da porta da geladeira, procurando algo.
“Aprendeu com o James Oliver a como fazer nhoque novamente, ?” falei rindo. Ela pareceu parar de fazer o que fazia. Então ela fechou a porta da geladeira.
“Na verdade, não é nhoque o que eu vou fazer...” a garota de cabelos extremamente lisos e um sorriso maroto e extremamente aberto, disse. Ela definitivamente não era a . Mas que diabos ela fazia ali? No meu apartamento? Na minha cozinha?
Capítulo
8 – Why are we breaking up?;
Eu fiquei encarando Louise, enquanto ela ainda sorria. Eu ainda não tinha juntado as peças, não entendia o porquê dela estar ali. Afinal, eu não a chamei, e ela deve saber que aparecer assim é meio falta de educação.
“Louise?” soltei meio incrédulo. Cheguei mais perto dela, só pra ter certeza de que eu não estava bêbado e vendo coisas.
“Hey, Dougie!” ela veio sorridente até mim e me deu um beijo estalado na bochecha. Eu continuei sem reação, pensando se seria indelicado da minha parte perguntar que porra ela fazia no meu apartamento. “Eu sei o que você esta pensando. O que diabos essa louca está fazendo aqui?” esperta você Lou. “Bom, resolvi lhe trazer um jantar. Tenho certeza que você está até agora sem comer. Fiz espaguete e almôndegas...” ela apontou para a pequena mesa que tinha ali no meio da cozinha. Foi só ai que reparei o que ela havia feito. Havia velas espalhadas ao longo da mesa, e o cheiro da comida me intoxicou, liberando o monstro que tinha dentro do meu estômago.
Peraí, ninguém me conquista pelo estomago, que coisa mais antiquada.
“Louise, eu não acho que isso seja uma boa idéia...” eu disse me afastando dela, que a cada passo ficava mais próxima.
“E porque não, Dougie? Não me diga que não gosta de espaguete?” ela fez uma cara de inocência, enquanto se aproximava mais e mais, até que me encurralou entre seus braços e o balcão que separava a cozinha da sala. Senti uma vibração no meu bolso de trás da calça. Celular. Minha salvação.
“Só um minuto.” Acenei, enquanto passei por debaixo de seus braços e fui em direção à sala. O visor me dizia que minha namorada me ligava. Não, isso não iria acabar bem, e eu previ isso. “Hey, amor.” Falei meio desconcertado, tentando falar o mais baixo possível para que Louise não escutasse.
“Hey! Sabe, aqui em casa tá o maior tédio. Não agüento mais ganhar do Jared em Top Gear...” escutei sua voz linda e entediada, e mais ao fundo, uma voz masculina xingar alguma coisa. Ri nervoso.
“Er, o que você quer fazer? Quer que eu vá ai acabar com você no jogo?” falei normalmente, enquanto eu procurava algum sinal de Louise.
“Na verdade eu estava pensando em ir para a sua casa...” ela disse simplesmente e eu dei um pulo.
“O QUE?” gritei e logo depois arrependi, quando vi Louise aparecer pela porta da sala. Sorri nervoso. “Err, não dá amor, a casa tá uma bagunça, não quero que você veja esse meu lado sabe...” disse a primeira coisa que veio na minha cabeça. Desculpa mais esfarrapada impossível, eu sei. Mas seria a cena do ano a chegando na minha casa, e dar de cara com Louise. Era óbvio que aquela garota não ficaria mais na minha casa, mas eu não podia pisar em falso.
“Ah, fala sério Dougie, como se eu nunca tivesse visto suas bagunças!” ela insistiu e eu comecei a ficar histérico. Eu já andava de um lado para o outro e meus cabelos estavam totalmente bagunçados de tanto eu passar a mão por eles.
“Eu prefiro ir ai, ...” insisti mais.
“Mas...”
“Dougie, que molho você prefere? Branco ou bolonhesa?” NÃO! NÃO NÃO E NÃO!
Alguém tem duvidas de que isso foi proposital?
Olhei espantado para Louise e balancei a cabeça em forma de negação. Ela forjou uma cara inocente.
“Dougie, quem está ai?” perguntou pausadamente. Eu engoli seco. O que eu deveria dizer? Mentir, ou falar a verdade? Afinal, eu me ferraria das duas maneiras! E tudo culpa dessa garota, e eu nem sabia quais eram as intenções dela fazendo isso! “Dougie, me responde. Quem está ai?” agora seu tom era mais alto e descontrolado. Eu não respondi. Eu não sabia o que falar, eu era um covarde. Sempre fui e pelo visto, sempre vou ser! “Dougie, por favor. Me diga que não é quem eu estou pensando...” a voz de soou mais leve dessa vez, e eu tive certeza de que ela segurava um choro.
“, eu posso explicar, eu...” comecei num tom totalmente desesperado, mas antes que eu pudesse gritar, espernear ou qualquer que fosse a minha reação, desligou o telefone. Um acesso de raiva percorreu cada veia do meu corpo, substituindo o sangue.
Minha mão começou a tremer, e minha têmpora palpitava.
“Ops.” Louise disse no tom mais cínico que podia existir. Eu não consegui controlar minha raiva, e meu celular que agora a pouco se encontrava em minha mão, havia sido arremessado na parede com toda a força que eu tinha. Um barulho estrondoso ecoou por toda a sala, e eu pude ouvir o suspiro de susto vindo de Louise. Eu não fiquei com um pingo de pena ou arrependimento ou sentimento qualquer naquele momento. Eu não conseguia olhar no rosto daquela garota, se eu olhasse, eu provavelmente seria preso logo após.
“Louise, saia da minha casa.” Falei de olhos fechados, tentando controlar minha respiração. Meus punhos estavam fechados, em menção de conter a minha raiva.
“Dougie, eu...”
“SAIA DA MINHA CASA!” eu gritei. Gritei literalmente e corri em direção à porta, escancarando-a logo em seguida. Ela provavelmente estava chocada, até eu estaria, mas eu simplesmente não conseguia conter todos aqueles sentimentos de ódio que eu sentia naquele momento. Ela havia feito aquilo propositalmente sem sombras de dúvidas, e isso não lhe dava direito nenhum por simpatia.
Louise hesitou alguns instantes, mas depois pegou seu casaco rosa jogado no sofá, e passou por mim com olhos cheios de lagrimas. Falsas.
Bati a porta bruscamente assim que ela passou por ela.
“MALDITA!” gritei para o prédio todo escutar. Meu punho se fechou em um golpe contra a porta, e eu não consegui conter os murros contínuos que eu dava na mesma. Eu sempre tive esses ataques de raiva, e sempre algum objeto saia em prejuízo. Meu ódio era tanto, que nem dor eu sentia, e o barulho da madeira sendo chocada brutalmente pela minha mão direita, era assustadoramente alto.
Parei somente quando vi a porta que antes era branca, ficar com manchas vermelhas, e foi ai que vi minha mão sangrar desesperadamente.
Encostei minha testa na porta, e milhares de pensamentos pairavam na minha mente, e de algumas coisas eu tinha certeza:
1) provavelmente não acreditaria em mim. E eu dou total razão à ela, apesar de dessa vez, nada ser minha culpa.
2) Ela terminaria comigo, e eu simplesmente iria à loucura, e eu não estou exagerando.
3) Eu havia quebrado no mínimo, três ossos da minha mão, porque ela estava doendo de um jeito insuportável.
Meus olhos começaram a arder, e logo em seguida senti uma lagrima cair de um dos meus olhos e morrer no meu queixo. Depois elas começaram a cair sem vergonha alguma. Eu estava perdido. Totalmente perdido. Eu era um fraco, um covarde que nunca consegue dizer não! Eu deveria ter expulsado Louise a partir do momento em que eu a vi na minha cozinha. Mas NÃO! O RETARDADO AINDA PERGUNTA O QUE ELA ESTAVA FAZENDO ALI! Além de tudo eu sou um tremendo idiota sem cérebro! As intenções dela eram óbvias!
Fui até a cozinha desesperadamente, abri a torneira e enfiei minha mão lá embaixo, a fim de pelo menos limpar a ferida imensa que avia aberto ali. Eu não tinha tempo para procurar curativos, então peguei um pano de prato ali e enrolei, apenas para fazer aquilo parar de sangrar.
Andei pela sala procurando pelas minhas chaves, tirei todas as almofadas do sofá, chutei tudo que via pela minha frente, até achá-las jogadas no chão. Rapidamente as peguei e sai porta a fora.
Não agüentei esperar pelo elevador idiota, então simplesmente voei sobre os degraus da escada de emergência.
Passei pela portaria correndo, sem dar explicações à Davy, provavelmente eu o socaria por deixar qualquer pessoa subir em meu apartamento, e ele era o responsável pelo meu possível término. Mas eu não deixaria isso acontecer. Eu definitivamente não deixaria.
Sai com meu carro da garagem a mais de cinqüenta quilômetros por hora, que se fodam as multas, que se fodam os pedestres.
Eu fazia curvas tão fechadas, que nem mesmo Hamilton seria capaz de fazer numa situação como essa. Os meus pneus cantavam a cada freada. Acho que fiz um trajeto de meia hora em dez minutos, e sem nem mesmo perceber, eu estava em frente à casa de .
Sai do carro e corri desesperadamente pelo jardim, até chegar na varanda, que foi quando comecei a bater na porta dos sem ao menos saber que horas eram. Sem me importar em acordar alguém.
Depois da décima batida, um Jared com cara totalmente amarrada apareceu. Não sei se era porque eu provavelmente acabara de acordá-lo, ou por eu ter possivelmente magoado sua irmã.
“Jared, pelo amor de Deus, deixe-me falar com sua irmã!” falei em uma velocidade espantosa. Faltava ar nos meus pulmões, e eu tive que colocar minhas mãos sobre meus joelhos, numa tentativa de me acalmar.
“Dougie, eu não acho que isso seria uma boa idéia...” ele começou calmo, mas sem desmanchar a feição amarrada.
“Por favor cara. Eu preciso explicar. Ela precisa escutar o que realmente aconteceu! Dude, eu sei que você me entende, por favor, deixa eu subir!” supliquei em desespero, eu provavelmente estava patético.
“Desculpa cara, mas eu não posso fazer isso.” Jared continuou firme e eu tive vontade de terminar o trabalho da minha mão em seu rosto. Meus olhos começaram a marejar novamente, e eu baguncei meus cabelos nervosamente. Lancei um ultimo olhar de suplica à ele, no entanto, Jared não parecia se comover. Para ele estar tão serio, só podia estar MUITO magoada. Eu não podia deixar as coisas desse modo! Ela tinha que me ouvir, ela tinha que saber que foi tudo armação!
Desci os degraus da varanda e parei no meio do gramado em frente à casa.
“!” gritei, mas sem resposta. “!” gritei novamente, e dessa vez minha voz saiu mais arrastada, já que o desespero estava tomando conta de mim. Antes de ter oportunidade de gritar por ela novamente, senti um peso me puxar pela gola da minha camiseta e me prensar contra uma árvore.
“Dougie, agora chega. Vá para sua casa, e tente ficar o mais longe possível da minha irmã, você tá me entendendo?” Jared, que era o dobro do meu tamanho, e tinha o dobro dos meus músculos, disse entre dentes. “Você está a fazendo sofrer demais, Poynter, e se você pensa que a é como essas groupies que você está acostumado, sinto te dizer, mas ela não é! Então procure uma para se divertir, porque a diversão com essa daqui...” ele apontou para uma janela especifica do segundo andar de sua casa “ACABOU!” Ele me olhou profundamente, e a raiva em seus olhos eram tão claras quanto nos meus. Ele me soltou brutalmente e foi em direção à sua casa novamente.
Juntei as duas mãos em meu rosto, indo depois aos meus cabelos. Eu já não tinha controle sobre meus olhos e eles jorravam lagrimas sem minha permissão. Antes de ir para meu carro, dei uma ultima olhada na janela onde Jared apontara. Minha visão estava embaçada, mas eu tinha certeza de que lá estava , me observando. Não pude definir sua feição, a noite escura e as lágrimas me impediam de distinguir qualquer detalhe. Procurei por seus olhos, e quando eles se encontraram, subitamente saiu do meu campo de visão, e seu quarto voltou a ficar escuro. Fui desconcertado em direção ao meu carro, cambaleando, sem ter muito poder sobre as minhas pernas.
Quando finalmente estava dentro dele, engatei-o e voltei com a mesma imprudência em que eu havia chegado.
Que eu morresse em um semáforo qualquer.
Capítulo
9 – Hey girl, you know you drive me crazy;
“Dougie…” alguém me cutucava. “Dougie, vamos, acorde!” agora esse alguém me sacudia. “ACORDA, SEU MERDA” o bastardo gritou no meu ouvido.
“O QUE? O QUE?” acordei em um pulo assustado. Danny filho de uma ...;
“Que fossa é essa, cara?” o idiota sentou na beirada da minha cama e foi só naquela hora que senti minha cabeça rodar na velocidade da luz. Comprimi minhas mãos em meus olhos para ver se aquela dor passava. E foi aí que lembrei também, do que eu fiz ontem após sair da casa da . Fui no Mountbatten, bar a umas três quadras da minha casa, e que eu regularmente vou quando preciso esquecer do mundo. O dono, Joan, sempre me trás para casa quando eu fico impossibilitado de coisas como dirigir ou até mesmo andar.
“Acho que terminou comigo...” falei tão baixo que nem mesmo eu me escutei. Me sentei, encostando na cabeceira da cama e apoiei minha cabeça em meus braços. Eu ainda não tinha parado para pensar racionalmente sobre ontem, e agora que eu estava sóbrio, as coisas pareciam fazer mais sentido.
“Como assim, cara?” Danny me olhou assustado.
“Culpa daquela...” me segurei para não xingar aquela garota que apareceu ontem em meu apartamento. “Louise, apareceu aqui no meu apartamento ontem. Veio com uma conversinha de jantar, mas antes de eu poder expulsá-la da minha casa, ligou...” olhei pro teto, incrédulo ainda de como eu não tenho sorte em nada nessa vida.
“E ai?” Danny parecia apreensivo e curioso ao mesmo tempo. Fechei meus olhos com força, segurando para não parecer uma bichinha.
“E ai que Louise fez questão de fazer barulho. Juro que ela fez de propósito, cara. Ela tinha um olhar maligno sabe?” Eu falava entre dentes, de tamanha era a raiva que eu sentia. Danny me olhava abismado. Encarei o chão abaixo da cama. “Então escutou e... O resto você pode imaginar...”
“Ela não deixou você se explicar? Tenho certeza que ela entenderia...” acho que nem mesmo Danny tinha certeza sobre suas palavras.
“Jared não me deixou explicar. Ele disse para eu ficar longe de sua irmã ou ele acabava comigo...” baguncei meus cabelos nervosamente. “Ela estava tão... decepcionada sabe? Aquilo me doeu demais cara, eu me senti uma verdadeira merda...”
“Mas não é sua culpa, Dougie! Foi armação! tem que te ouvir!” Danny dizia com um incentivo na voz e eu simplesmente voltei a me deitar e coloquei o travesseiro sobre meu rosto.
“Ela não vai querer me escutar...” minha voz saiu abafada pelo travesseiro. Senti ele voar longe e vi um Danny totalmente nervoso a minha frente.
“E você não vai tentar? Vai ficar na cama como uma garotinha que levou um fora no baile de formatura? Vamos lá, Dougie, acorde para a vida.” Quando percebi, Danny estava me puxando para fora da cama. “Primeiro escove esses dentes porque sinto seu bafo de tequila daqui!” ele foi me empurrando em direção ao banheiro, e qualquer coisa que eu tentava dizer, Danny me calava. “Estou te esperando na sala, vou te levar ao colégio da .”
Parei em frente ao espelho e vi o quanto eu estava patético. Danny tinha razão. Ela teria que me ouvir.
O problema disso tudo, é que eu sou um verdadeiro desastre quando o assunto é mulheres. É incrível que nada nunca está a meu favor, quando eu consigo alguma namorada, o máximo que nosso romance irá durar serão alguns meses. Acho que eu atraio o contrário do Cupido. Não há outra explicação.
E em situações como essas, eu nunca sei como agir. Eu normalmente começo a suar e até enjoado eu fico. Eu com certeza fui uma mulher, daquelas bem sentimentais, na minha vida passada.
Escovei os dentes, coloquei uma faixa no meu cabelo, porque nem pente dava um jeito naquilo. Peguei uma roupa qualquer, jogada em meu guarda-roupa (se é que aquela coisa pode ser chamada assim) e fui de encontro a Danny na sala. Ele folheava uma Playboy, não queiram imaginar a sua cara. Pigarreei, e ele me olhou assustado.
“Err... vamos!” ele deu um pulo para fora do sofá e me guiou para fora da minha própria casa, como se eu não soubesse o caminho.
No carro, fui treinando com Danny o que eu falaria a , como eu a convenceria de que tudo aquilo foi pura armação. E depois de tudo, ela pularia no meu colo, me daria um abraço sufocante e faríamos amor. Não no meio do corredor da escola, claro.
Danny me deixou na porta daquele colégio enorme. Dei uma ultima olhada para ele, que retribuiu com um aceno incentivador, e entrei pelo portão principal.
A escola tinha um gramado gigantesco atrás dos muros que a separava da rua. Haviam árvores espalhadas, com bancos abaixo das mesmas, uma fonte antiga em frente à entrada, e vi algumas estudantes passarem por mim, e cochicharem alguma coisa. Se eu não estivesse tão concentrado em meu objetivo, aquilo teria sido uma distração.
Coloquei as mãos nos bolsos da minha bermuda e andei de cabeça baixa até entrar dentro do prédio. Antes de chegar ali, eu havia mandado uma mensagem à Jazzie, a fim de saber a sala de . Era a de numero 022 no segundo andar.
Percorri aquele corredor interminável até chegar às escadas, e as subi, relembrando de tudo o que eu falaria para , e me controlando para não sair correndo dali.
Mais um corredor, e agora eu olhava atentamente para as plaquetas com números em cima de cada porta. Depois de andar mais um pouco, finalmente a achei. Na porta havia uma pequena janela, em que eu podia ver os demais alunos dentro da imensa sala de aula, mas meus olhos procuravam por alguém em especial.
Eu a vi. Estava na ultima fileira, bem lá no final da sala. Ela rabiscava alguma coisa e seu caderno, com certeza não era matéria do professor qualquer que estava lá, já que era visível a falta de atenção dela.
Meu coração pareceu ser comprimido pelos meus pulmões ao ver daquele jeito. Ela absolutamente não estava alegre, do jeito que ela sempre era.
O garoto que estava ao seu lado disse algo animado a ela, e apenas abriu um pequeno sorriso sem graça e voltou sua atenção aos rabiscos.
Me virei de frente para a parede ao lado da porta e encostei minha cabeça na mesma, fechando os olhos fortemente e desejando que nada daquilo estivesse acontecendo.
É realmente muito ruim brigar com a . É a pior sensação do mundo, saber que ela dormiu pensando que... Vai saber o que ela pensava. Eu ficava totalmente desesperado e desnorteado, era realmente estranho, já que eu nunca me preocupei tanto com o que uma pessoa pensava de mim. Mas eu cheguei à conclusão de que com ela era diferente. Não sei por que, mas era. Eu nunca me vi sendo controlado (emocionalmente) por alguém dessa maneira.
O sinal de troca de horários tocou, e eu pude ver a porta ao lado ser aberta, enquanto dezenas de pessoas saiam, eu esperava por uma. Olhei por dentro da sala e a vi colocar os materiais dentro de sua bolsa, e a sala ia ficando mais vazia.
Entrei quando havia apenas umas três pessoas mais a , e as esperei ir embora, enquanto ela ia em direção à porta sem olhar para frente. Trombou em mim.
“Me desculpe...” ela disse baixinho e só ai olhou para frente. Ela ficou assustada, eu percebi isso. Coloquei minhas mãos novamente em meus bolsos, e a olhei meio sem graça. “O que você está fazendo aqui, Poynter?” me perguntou extremamente seca.
“Vim te ver...” falei simplesmente e me aproximei dela, mas ela deu um passo para trás.
“Já viu, pode ir embora agora...” desviou seu olhar para as cadeiras ao seu lado e eu suspirei pesadamente.
“, me escuta, me deixa explicar, por favor...” eu novamente me aproximei e coloquei uma mão em seu rosto. Ela não pareceu se importar, até que tirou minha mão bruscamente.
“Estou cansada, Poynter! Cansada das suas explicações, até porque eu já sei o que você vai dizer! , não foi a minha intenção, ela simplesmente apareceu na minha casa!” ela forjou uma voz até engraçada, e eu me assustei por ela realmente saber o que eu ia dizer.
“Mas foi realmente o que aconteceu, ! Eu até achava que era você quando Davy me disse que uma garota havia subido em meu apartamento! Eu a expulsei imediatamente da minha casa, , e quando você ligou, juro por Deus que ela falou de propósito. Você tem que acreditar em mim...” eu falava desesperado. Eu estava mesmo desesperado, dude! Eu já mexia minhas mãos freneticamente e as mesmas estavam pingando de tanto nervosismo. simplesmente olhou para o chão e balançou a cabeça. Ficamos em silencio por alguns instantes.
“Eu até acredito em você, Dougie...” ela disse fracamente. “Mas não é mais sobre isso que estou falando. Será que você não vê que vai ser sempre assim?” Sua voz falhava, e eu tinha certeza que ela começaria a chorar a qualquer instante. E que ela não começasse, porque uma coisa que eu não estou preparado, é a ver chorar. Eu a olhei sem entender, até que ela continuou a falar. “Sempre vai existir uma garota para atrapalhar, Dougie. Você tem milhares de fãs, todas querendo algo mais com você, todas correndo atrás de você a qualquer custo, e eu sei o que vai acontecer quando você estiver em turnê. Você vai levar a cada dia uma garota para o seu quarto de hotel, enquanto eu fico aqui imaginando o que você está fazendo! E outra, Dougie, sabe o que aconteceu hoje a caminho da escola? Eu fui perseguida por paparazzis! Eu não nasci para ser uma Nancy da vida, Poynter, eu tenho apenas dezessete anos, dá para entender isso? Era pra eu estar em festas com minhas amigas, e ficando com garotos normais da minha idade!” falava rápido e meu cérebro não estava me ajudando muito para digerir todas aquelas informações.
Eu não sabia o que falar, afinal, o que eu falaria? Era verdade que eu sempre levara garotas aos meus quartos de hotéis, mas eu nunca havia namorado alguém antes! Eu não sabia como seria agora! Na verdade eu sabia, isso não aconteceria nunca mais!
“, eu fui assim a minha carreira inteira, mas eu nunca tive você do meu lado antes disso! Sinceramente, eu não preciso de outra garota. Se eu precisasse, eu não estaria aqui, correndo atrás de você. Não vê isso? E eu nunca pedi para você ser uma Nancy, na verdade Nancy é uma louca varrida, eu quero apenas você! Desse jeito que você é! Eu nunca pedi para que você parasse de sair com suas amigas, eu quero mais é que você curta a sua vida, nunca que eu quero que você pare a sua adolescência por minha causa. E foi sempre você que disse que garotos da sua idade são chatos e entediantes!” eu definitivamente estava desesperado.
“Quem sabe um namoro chato e entediante não seja o melhor para mim?” vi uma lagrima descer em seu rosto, e sem pensar duas vezes eu fui em sua direção e a abracei. Ela tentava sair dos meus braços, mas eu a segurei forte até ela se render.
“Eu nunca vou fazer algo que te magoe, . Se servir de consolo, eu fico totalmente desesperado quando você fica assim comigo, imagine se você me deixa por um bastardo de dezessete anos?” ela riu abafado, já que seu rosto estava afundado em meu peito. “Tudo o que eu quero é que você seja feliz, e eu vou fazer de tudo pra sempre ter um sorriso no seu rosto...” eu segurei seu rosto com as minhas duas mãos e vi que seus olhos estavam vermelhos e ela tinha um pequeno sorriso em seus lábios. “Por favor, não esquece que é você quem eu quero, e só você...” falei olhando profundamente em seus olhos, antes de tocar meus lábios nos dela. tinha suas mãos espalmadas em meu peito, e eu ainda segurava seu rosto.
Eu posso dizer que aquilo tudo era muito bizarro pra mim, era muito estranho me sentir daquele jeito, totalmente dependente dela.
Mas à essa altura do campeonato, eu não me importava mais, eu só queria estar com ela. Apenas com e ninguém mais.
Capítulo
10 – You deserve to be treated more than right;
Q:Os meninos do McFly estão namorando?
Dougie: Er... [longa pausa] ...não sei realmente! É, er, é meio complicado. Tem uma garota que eu gosto, mas estou muito ocupado para saber realmente o que está acontecendo...
Com o nosso novo álbum, Radio:ACTIVE, a venda, estava tudo uma verdadeira loucura. Ainda mais agora que tínhamos nossa própria gravadora. Eram responsabilidades multiplicadas ao cubo. Já havíamos feito dezenas de entrevistas, e outras milhares já estavam programadas, ou seja, eu mal tinha tempo de trocar de roupa. Eu estou com essa blusa xadrez há dois dias seguidos! Não que eu não tenha tomado banho, mas... Bom, não importa. A cada dia era uma apresentação diferente em um programa de TV diferente, e eu admito que tava sentindo falta disso.
Mas toda essa fama vinda à tona tinha suas conseqüências. Quero dizer, faziam duas semanas, se não brincar mais, que eu não via .
Eu estava em Sheffield semana passada, então várias milhas nos separavam.
Conversávamos por telefone, é claro, ela sempre me dizia o quanto eu parecia gordo na TV. Eu estava prestes a ter um ataque anoréxico. Isso soou gay.
Também me zoava dizendo que eu parecia aquele Joe Jonas ou um Menudo com minha faixa no cabelo. Minha namorada me apóia em qualquer momento da minha vida.
Eu sempre sentia muita falta dela, isso era inegável. Apesar de eu não demonstrar muito para o além, ela era indispensável. Escutar aquela risada escandalosa e alta no meu ouvido, sentir aquele perfume da Calvin Klain que eu mesmo havia dado, até das mordidas e crises de ciúmes eu sentia falta. Danny me chamava de boiola, por estar à apenas duas semanas longe e estar chorando pelos cantos feito emo. Claro que eu não era emo, muito menos chorava pelos cantos, mas Danny é um idiota de qualquer forma, não sei como a coitada da Olívia o agüenta.
Mas eu finalmente voltei para Londres. Ainda com muitos programas e reuniões para acertar, mas eu estava no meu lar. Sem saber, eu agendei um jantar no Atma, um dos melhores e mais caros restaurantes da cidade. Eu nunca fui de me importar muito com isso, e sei que minha namorada muito menos, mas ela merecia ser tratada bem, da melhor maneira possível. Eu queria recompensá-la pela ausência de alguma forma, eu sei que ela não suportava a idéia de namorar um famoso, e os transtornos que isso causava.
A ultima vez que havia me ligado, ela me contou que as visitas de seu MySpace haviam dobrado e que a cada dia, no mínimo vinte garotas a adicionavam. Algumas até a xingavam, o que me deixou bastante triste. Quero dizer, o que minha namorada tem a ver com toda a minha carreira? Por que motivo minhas fãs deviam odiá-la? Eu não entendia muito, mas sempre dizia para que não ligasse muito para isso, apesar de ser difícil. Tinha algumas que estavam até a xingando. Isso me deixava meio chateado.
“Saia aqui de fora, porque estou bem em frente à sua casa” falei assim que atendeu seu celular.
“O que? Mas você não vinha só segunda-feira?” ela disse com um visível tom alegre em sua voz.
“SURPRESA!” gritei que nem um retardado, e desligou o telefone imediatamente. Eu estava realmente muito feliz por estar prestes a vê-la novamente. Uma coisa era certa: eu não conseguia mais viver sem ela. se tornou algo essencial na minha vida. Eu queria poder não depender tanto de alguém assim... Chega a ser meio patético.
“MEU DEUS, EU NÃO ACREDITO!” escutei berros de alguém passando pela porta, e veio correndo me encontrar no meio do jardim. Logo senti seu peso contra meu corpo, e a segurei pelas pernas, já que ela estava no meu colo. “É VOCÊ MESMO?” ela continuou escandalosamente. Até desses ataques eu sinto falta. Eu com certeza ficarei surdo um dia por tantos berros vindo da .
“Bom, até onde eu saiba, sim!” roubei um beijo dela. Ficamos com as bocas coladas por um tempo, tirou as mãos da minha nuca e colocou-as no meu rosto.
“Que saudades eu tava do meu namorado” ela disse marota com uma cara de mimada.
“Para de me iludir, eu sei que você nem tava lembrando de mim” fiz bico e ela deu um tapinha no meu braço.
“Larga de ser dramático, Poynter. Você que me esqueceu literalmente...” deitou sua cabeça em meu ombro, e percebi que estava a segurando no colo a mais de cinco minutos.
“ ... Não sinto mais meus braços...” falei entre dentes e ela levantou a cabeça instantaneamente. Lá vem drama. Vejam só quem é o dramático da historia.
“Eu fico duas semanas sem ver meu namorado, e quando o vejo, ele me chama de gorda!” -Drama-Queen pulou do meu colo e cruzou os braços emburrada.
“Perdi meu posto de dramático...” abracei-a pela cintura e dei um beijo estalado em sua boca. rolou os olhos e envolveu meu pescoço com seus braços.
“É triste ficar sem você, sabia?” ela fez um biquinho e deitou a cabeça em meu peito, me fazendo colocar uma mão em seus cabelos e acariciá-los. Como era bom aquele cheiro que vinha dela...
“Imagino, minha presença é muito ilustre...” dei de ombros e ela levantou a cabeça, encostando o queixo no meu peito.
“Você é um idiota, Dougie...” deitou a cabeça novamente. Depositei um beijo de leve em sua testa e apertei-a mais contra meu corpo após passar um vento frio entre nós. “Vamos entrar? Mamãe está louca para te ver...”
“Eu amo minha sogra, vamos...” peguei em sua mão e fomos em direção à casa.
Estava uma barulheira lá dentro, meu sogro assistia a um jogo do Manchester contra Liverpool, seu time favorito, e fazia muito escândalo. Sei de onde puxou esse gene.
“DOOUGIE!” escutei minha sogra gritar da cozinha e vir em minha direção, me dando um abraço super apertado e me fazendo ficar sem ar. do meu lado viu minha cara de desespero e desatou a rir.
“Hey, tia Lisa...” falei sem ar, quando ela finalmente me largou. Hora de paparicar a sogra. “Como a senhora está bonita...” falei galanteador e tia Lisa abriu um sorriso coringa para mim.
“Acho que você tinha que ficar com minha mãe, não comigo...” cochichou em meu ouvido disfarçadamente e eu tive que segurar o riso.
“Ei garoto, acha que só a sogra merece bajulações?” Tio, você não espera que eu diga que o senhor está lindo, espera?
“Hey, tio Mark... Como o senhor está... Com mais cabelo...” irônico. Tio Mark fazia jus ao seu sangue alemão. Ele parecia vir direto de um Octoberfest. Calvo, com bigode e uma pança enorme. E tia Lisa realmente era bonita. Como a , não entendo essa historia de beleza interior. Ou o amor realmente era cego.
“Muito engraçado Dougie. Agora pegue uma cerveja e venha assistir ao jogo comigo” ele disse mandão, e fui em direção à cozinha. Não que eu seja folgado, mas eu abri a geladeira e a peguei. Afinal, eu conheço essa família desde quando eu babava e usava fraldas, entao eu não precisava de cerimônias.
“Pai, você não vai roubar meu namorado de mim! Não hoje!” me puxou do sofá assim que eu sentei, e enroscou seu braço no meu. Não briguem por mim, pessoal.
“Ah, , deixe de ser tão ciumenta e possessiva, assim Dougie não te adoentará...” tio disse, seguido de um gole de cerveja. Talvez Mark não conhecesse sua filha tão bem pra saber que ela faria um escândalo após essa frase. suspirou pesadamente.
“Pai, porque não leva mamãe para o quarto? Soube que vocês dois não andam lá essas coisas...” ela disse seguido de um risinho. Como minha namorada é má! Minha tia deixou cair um copo que limpava e vi a tempora da testa do tio Mark inchar.
“Você anda falando de nossa vida sexual para nossos filhos, Lisa?” tio perguntou furioso.
“Não sei do que está falando. Já disse que sua filha tem problemas psicológicos!” tia revidou e forjou uma cara chocada.
“Não acredito que você conte aos meus filhos sobre nossos problemas sexuais!” o mais velho ignorou totalmente a esposa e agora abanava as mãos pro céu.
“Vamos...” sussurrou e me puxou em direção da porta. De fora, ainda era possível escutar os gritos vindo do casal, e começou a rir histericamente.
“Você é muito má, . Você vai causar o divorcio dos seus pais!” disse incrédulo enquanto ela continuava a gargalhar.
“Acredite Dougie, eu os fiz um favor. Mamãe também me contou que sempre depois de uma briga... Bom, você sabe...” ela disse marota, soltando um risinho crianção.
“Ew. Não quero imaginar” balancei freneticamente a cabeça, espantando qualquer imagem doentia do tio Mark peladão da minha cabeça. Um pesadelo, na real.
“E além do mais, meu pai realmente ia te obrigar a ver aquele jogo daquele Liverpool estúpido mesmo. Não é uma coisa muito legal, ele empolga, começa a gritar e jogar cerveja pra todo lado...” ela bufou e começamos a andar de braços dados.
“Obrigado por me salvar” dei um selinho rápido. “Não quer ir de carro? Tá ficando frio...” passei um braço por seus ombros, trazendo-a pra mais perto de mim. usava um daqueles sobretudo até o joelho, por cima de uma calça jeans.
“Na verdade não... Você me esquenta” Ela deu uma piscadela e eu gargalhei. A família é a mais pervertida do Reino Unido, absolutamente!
“Isso tudo é desespero?” falei rindo e recebi um olhar nada agradável. “Okay, claro que eu te esquento... de qualquer forma que quiser...” pisquei e mandei um beijo no ar.
“Safado.”
“Eu né, ...”
Continuamos andando por aquela rua, e apesar de ser verão em Londres, o vento estava intenso. Sinto saudades do clima estável de Essex. Ficamos conversando muito, contei sobre as musicas, entrevistas, futuras turnês, enquanto ela me contava sobre sua formatura, que seria esse mês. sempre me falou sobre essa formatura, acho que ela espera por esse momento desde que entrou no ensino fundamental. Não sei qual é o encanto que garotas vêem em Baile de Formatura... Não gosto de lembrar do meu, foi definitivamente a experiência mais triste da minha vida...
“Você fala isso porque não arranjou um par na sua formatura, Dougie...” começou ela, após eu reclamar. Sabia que não devia, porque esqueci do detalhe que ela presenciou o desastre. “Deus te deu uma segunda chance, não vê? Você pode curtir meu baile como se fosse o seu! Eu deixo. E agora você tem um par. O melhor par que você poderia arranhar” modesta como sempre disse, me dando um beijo na bochecha.
“Não me deixe esquecer de agradecer Deus por essa oportunidade, okay?” ironizei. No condomínio de havia essa praça de recreação. Não sei como a chamam para falar a verdade, mas de dia, aquilo era cheio de pirralhos e cachorros. Haviam balanços, gangorras, enfim, um verdadeiro playground. Vi que íamos em direção à esse parque, e esqueci totalmente das minhas reservas no Atma. Olhei no relógio e vi que eram dez e meia, e a reserva era para as dez. Eles não aceitavam atrasos. Maldita ética da Inglaterra.
largou minha mão e saiu correndo em direção à gangorra. Sentou-se em um. Talvez ela fosse brincar sozinha, autismo quem sabe... Mas aí vi seu olhar suplicante e ela provavelmente iria me forçar a balançar, ou sei lá para que serve aquele brinquedo.
“Anda Dougie, não seja estraga prazeres!” ela resmungou “Vem, vem, vem, vem, vem, vem” ela continuou com uma voz tão irritante que eu não tive outra opção a não ser me juntar a ela. Olhei para os lados, rezando para que ninguém nos visse nesse momento autista.
“Quantos anos você tem? Acho que você mente sua idade para mim, , você tem mesmo dezessete anos e não dez?” falei enquanto começávamos a... o que se faz em uma gangorra afinal? Qual o objetivo? Ir para cima e para baixo feito retardados?
“Há Há, muito engraçado. Fez curso de como ser engraçado com o Danny ou você nasceu assim?”
“Há Há. Como minha namorada é engraçada” disse irônico e de repente parou a gangorra, me prendendo em cima. Fiquei incomodado com isso, quero dizer, uma garota consegue me prender assim tão facilmente?
“Namorada?” ela perguntou em choque. Porque ela estaria chocada?
“É isso que somos... não?” falei meio incerto por causa de sua reação. Será que talvez eu fosse, quem sabe, o boytoy de ?
“E toda aquela historia de ‘Estou muito ocupado para saber o que realmente é’?” ela indagou irritada. Droga, odeio entrevistas. Odeio ser pressionado em entrevistas. Odeio esquecer o fato de que minha... namorada ou sei lá o que seja, leia revistas.
“ ... eu estava cansado naquela entrevista, eu realmente nem me lembro de ter falado isso, me desculpa...” provavelmente isso se tornaria uma briga, entao eu rezava mentalmente para que acabasse logo.
“Não é isso... É só que... sei lá, me senti como ninguém, entende?” Drama?
“Como você pode pensar isso, ? Depois de tudo que eu sempre fiz por você?” falei incrédulo e tentei voltar para o chão, mas ela insistia em me deixar preso. Castigo, ótimo.
“É que você nunca... sabe... me chamou para namorar... Oficialmente, eu digo...” ela respondeu meio cabisbaixa e vi suas bochechas corarem. Isso é um momento único, dude.
Já que ela não me soltava ali de cima, pulei, o que arrependi de ter feito depois, já que cai de bunda na areia e isso doeu um pouco. Além de me deixar fedendo xixi de gato.
Levantei, bati a mão em minha camisa social para tirar aquela areia e fui em direção à , que estava sentada na mesma posição na gangorra. Me ajoelhei e peguei sua mão.
“ , você quer namorar comigo? Oficialmente?” me senti propondo-a em casamento, o que foi meio... estranho.
Não podia acreditar que ela não considerava-nos como namorados. Provavelmente dizia às amigas que era só um casinho ou algo assim. Mulheres são mesmo complicadas, sempre querem tudo na mão, tudo tão... oficialmente. Não gosto dessa palavra. Mas se ela queria assim, seria assim. Não faria nenhuma diferença para mim estar ‘oficialmente’ ou não, mas no entanto que eu estivesse com ela. Não importava como.
“Não sei...” ela disse cabisbaixa. Meu coração parou por um segundo. Senti que aquela camisa começou a me apertar, mesmo estando com três botões abertos. Juro que comecei a tremer. Como assim ela não sabia? Ela tinha alguma duvida sobre nós? Porque mulheres têm que ser assim? Porque elas são tão imprevisíveis, insensíveis e cruéis? Porque estava fazendo isso comigo agora?
Como de costume, comecei a me desesperar, e eu provavelmente estava vermelho por estar sem respirar.
“Dougie, calma! Eu estava brincando!” ela começou a gargalhar, e ria tanto que começou a rolar na areia. Literalmente. Eu não achei a mínima graça. Me ver entrar em desespero é algo engraçado? Alguém me explica a piada. Fechei a cara totalmente, e esperei que acabasse logo com seu show.
“Own amor, foi bonitinho ver sua cara de desespero...” ela veio colocando sua mão em meu rosto e eu o virei para que ela não me encostasse. Há uma coisa que eu não gosto, e são brincadeiras sem graças.
[Trilha Sonora, HÁ]
A vi se ajoelhar em frente a mim, mas eu apenas a olhava pelo canto do olho, não queria olhá-la diretamente. Senti suas mãos pegarem as minhas e acariciá-las.
“Se tem algo que eu mais quero nesse mundo, Dougie Poynter, é ser sua namorada...” disse docemente, olhando em meus olhos. Hesitei um pouco, e ela colocou a mão em meu rosto, me fazendo olhá-la. “E ser sua... Só sua... Até o dia que você cansar de mim...” continuou com um sorriso meigo no canto de seus lábios, e senti sua mão acariciar minha bochecha lentamente. Meus olhos se fecharam automaticamente ao toque delicado dela.
“Isso significa nunca...” falei fracamente.
“Entao, eu serei sua para sempre...” ela disse no mesmo tom, aproximando nossos rostos, e eu pude sentir sua respiração quente bater em minha boca. Me rendi, e depositei minhas mãos lentamente em sua cintura, por debaixo do sobretudo.
começou a passar suas mãos pelo meu cabelo, o que me fez ficar cada vez mais mole. Eu suspirava cada vez que ela as movimentava, mas tentei me concentrar.
Cada pelo do meu corpo se arrepiava, e eu podia afirmar com certeza, que aquele era a melhor sensação que um ser humano pode sentir.
Rocei meu nariz no dela, e a vi soltar um risinho. Ela finalmente abriu os olhos, mas não tirou as mãos do meu cabelo. E as minhas, estavam em suas costas, subindo e descendo lentamente, e eu podia senti-la arrepiando também.
“E eu sou seu para sempre...” falei finalmente. Ela sorriu abertamente, antes de eu poder sentir seus lábios juntos aos meus.
Beijei-a como se fosse o fim do mundo ou como eu nunca fosse vê-la novamente. Era paixão, alegria, nervosismo, tudo misturado de uma maneira que fazia meu estomago revirar. O jeito como essa garota mexa comigo não é normal.
Senti suas mãos passearem do meu cabelo até meus ombros e descerem até o meu tórax. As minhas ainda passeavam pelas suas costas, ate que elas trilharam um caminho até seu rosto.
deu uma leve mordida em meu lábio antes de separar nosso beijo.
“Acho que esquecemos que ainda estamos em um lugar publico...” ela disse ofegante e baixinho. Abri meus olhos lentamente com um suspiro, e olhei para os lados.
“E deserto...” coloquei.
“Bem ousado...” ela riu e me beijou novamente. “Mas não deixa de ser... público” interrompeu novamente.
“Certo, você tem razão. Ainda tenho que apresentar à minha nova namorada o meu apartamento...” fiz uma cara marota e ela me deu um selinho.
se levantou e me deu a mão como suporte.
“Vamos, namorado...” ela disse com um sorriso de orelha a orelha, me abraçando pela cintura.
“Vamos, mulher da minha vida...” falei baixinho e vi o sorriso mais lindo do mundo brotar em seu rosto.
Dei um beijo em sua testa, e voltamos a andar em direção ao meu carro, abraçados.
Capítulo
11 – Trying to be so perfect, cuz I know you worth it;
[ acostumei com essa história de trilha sonora ]
estava meio debruçada sobre mim, beijando meu pescoço com avidez enquanto minha mão livre apertava sua coxa, e eu até me esqueci de olhar o semáforo para ver se ele já estava verde. Até que um carro atrás de nós buzinou furioso e eu acordei do meu transe, dando partida no carro novamente. continuava beijando meu pescoço, e suas mãos desabotoavam minha camisa, e eu estava tendo problemas para me concentrar no transito, algumas vezes ziguezagueando na rua.
“, vamos esperar até minha casa, ou se não eu ainda vou causar um acidente” eu falei rangendo os dentes, quase parando o carro em um beco qualquer para terminar (ou melhor, começar) com aquilo. Ela parou o que estava fazendo e me olhou ofegante.
“Okay, vou me controlar” ela fez uma cara inocente e se sentou direita no banco carona.
Pisei fundo no acelerador, com certeza eu ia a 100 km/h, graças a Deus eram no mínimo duas da manhã, eu me virava com as multas amanhã.
Depois de cinco longos e torturantes minutos, meu carro estava parado na garagem do meu prédio. nem mesmo esperou eu abrir a porta para que fossemos para o apartamento e pulou no meu colo. Escutei suas costas baterem no volante, mas ela não pareceu ligar. Sua boca foi em direção à minha com urgência, e entao senti seus lábios quentes pressionarem os meus, e sua língua procurar a minha com pressa. Automaticamente minhas mãos foram em direção às suas coxas, e uma delas foi levantando seu vestido lentamente, alisando cada parte de seu corpo em que passava.
As mãos de estavam grudadas no meu pescoço, ora apertando minha nunca, ora puxando meus cabelos.
Finalmente minhas mãos alcançaram suas costas, e eu dei um leve apertão em sua cintura, trazendo-a para mais perto de mim. Nós estávamos incrivelmente próximos, do meu lado, o banco do carro me empurrava para ela, do seu lado, o volante a empurrava para mim.
desceu sua boca até meu pescoço, mordendo no local enquanto abria o resto dos botões da minha camisa. Suas mãos, que estavam perto do cós da minha calça, subiram arranhando meu peito, e passando pelos ombros, e entao desceram apertando meus braços e tirando a camisa finalmente. Seus beijos desceram para meu ombro direito e ela começou a beijar minha tatuagem.
“Sua tatuagem é meu fetiche, você sabe...” disse ofegante, subindo para minha boca. Eu não disse nada, estava impossibilitado de dizer qualquer coisa, porque todo o sangue do meu cérebro estava lá embaixo.
Me levantei um pouco e a fiz bater as costas no volante, então beijei seu pescoço, e aquele perfume de lavanda me intoxicou literalmente. envolvia minha cintura com suas pernas descobertas, e minhas mãos passeavam por ali deliberadamente. Esqueci de seu pescoço e passei a beijar seu colo, o que fez soltar um gemido, e puxar mais fortemente meus cabelos.
“Dougie, acho que seu porteiro tá nos olhando” ela disse ofegante, enquanto eu ainda não me decidia se beijava seu colo ou pescoço.
“Deixa ele. Um pouco de diversão não faz mal” falei rapidamente e voltei a beijá-la. suspirou pesarosa.
“É sério Dougie, não quero servir de filme pornô para ninguém” ela disse me puxando pelos cabelos para que eu a encarasse. Eu estava todo suado, e aquele carro mais parecia uma sauna, seus vidros estavam quase todos embaçados. “Nós ainda estamos num lugar público!” ela me puxou novamente quando eu fiz menção de voltar a beijá-la.
“Meu Deus, você é uma chata! Eu te odeio, ” falei com raiva e a tirei do meu colo, pegando minha camisa e a colocando no corpo molhado, sem abotoar um botão se quer. ajeitou o vestido em seu corpo e saiu do carro.
Fui andando em sua frente pisando forte, e ela veio correndo em minha direção, pegando na minha mão e andando no mesmo ritmo que eu.
“Prometo que vou te recompensar” ela sussurrou bem perto do meu ouvido, fazendo minha raiva sumir e desejar que chegássemos logo no elevador.
Cumprimentei Davy com pressa, puxando rapidamente para dentro do elevador.
“Então recompense” falei antes de pressioná-la na parede e fazê-la me envolver com suas pernas novamente. Olhei rapidamente para os botões e apertei o “11” que era o numero do meu apartamento, voltando minha atenção para a boca de . Eu a pressionava cada vez mais com força contra a parede, fazendo-a soltar baixos gemidos contra meus lábios. Ela bagunçava meus cabelos freneticamente, e minhas mãos apertavam fortemente suas pernas.
De repente escutei um bip e percebi que meu andar havia chegado.
As portas do elevador foram abertas, e com ainda no colo, fui andando rapidamente às cegas até meu apartamento. Com uma mão eu segurava as pernas de , e a outra levei até meu bolso a procura da chave. Bati contra a porta de entrada, sem parar de beijá-la por um segundo, e abri a porta, fechando-a com o pé. Joguei a chave em qualquer lugar, e tratei de tirar o vestido do corpo de . Ela fez o mesmo, partiu nosso beijo ofegante e tirou minha camiseta. Ela soltou suas pernas da minha cintura e levou sua mão até meu cinto, desafivelando-o. Fomos nos beijando e batendo em tudo que aparecia pela frente até chegar no meu quarto, onde a joguei na cama e direcionei meus beijos à sua barriga.
“Você é a garota mais linda desse mundo, ” eu falei ofegante, me pondo em cima dela e olhando profundamente em seus olhos. Sentia o peito de tocar no meu por causa de sua respiração pesada.
Ela levou uma mão até meu rosto, alisando-o e ás vezes mexendo carinhosamente no meu cabelo.
“Você é o garoto mais lindo desse mundo, Dougie” ela disse fracamente, antes de me virar ferozmente e ficar por cima de mim, juntando nossas bocas novamente e acabando com o espaço entre nós.
Abri meus olhos lentamente. Tudo ainda estava escuro, então pensei em voltar a dormir, afinal, eu também sou filho de Deus. Mas acidentalmente, para o meu desgosto, meus olhos bateram no relógio de cabeceira e eu vi que já eram onze da manhã. Levantei assustado em um pulo e olhei novamente para a cama. Ela não estava mais ali. Acho que eu tinha que me acostumar com o fato de que eu era a garota da relação. Não é muito legal acordar e não ver a pessoa com quem você passou a noite ali do seu lado. Devo me lembrar de nunca mais fazer isso com qualquer outra garota. É meio dolorido... E solitário.
Mas havia um bilhete em cima do travesseiro que dizia: “Dê uma checada na sua secretária eletrônica, meu lindo. xx .”
Foi o que eu fiz. Apertei o pequeno botão vermelho na base do telefone.
“Você tem três novas mensagens” a voz irritante da secretária anunciou. Após um bip, pude escutar a voz linda da soar pelo quarto.
“Hey anão! Tô te mandando essa mensagem de voz porque fiquei com preguiça de escrevê-la, então... Bom, é só pra te avisar que hoje tem ensaio lá no colégio uma hora da tarde. Isso não é um pedido. É uma ordem. HAHA” ela gargalhou, me fazendo rir junto. “Eu te... err... Te espero lá, beijos!” e fim de mensagem.
Liguei o radio em uma estação qualquer e fui dançando que nem um palhaço para o banheiro. Tomei um banho rápido, fiz ovos mexidos, só para enganar a fome. Quando olhei no relógio acima da geladeira e vi que já eram dez para uma e tratei de correr para fora do apartamento.
Depois de quinze minutos, estacionei meu carro em frente aos portões da escola de e Jazzie e os adentrei.
De fora era possível escutar o som de musica clássica tocar, e meu estômago já revirou de escutar esse som. Era mais que claro que eu era um perdedor quando se tratava de dança. Piorou quando a dança é valsa. Fui em direção ao salão de festas daquela escola que eu conhecia tão bem, e vi um amontoado de pessoas, já com seus devidos pares, dançando. Estiquei o pescoço e tentei procurar por , mas ali, no mínimo, havia umas cem pessoas. Entrei no salão e fui esbarrando nas pessoas, procurando por que parecia estar em lugar nenhum. Para a minha sorte, uma das pessoas que esbarrei foi Jazzie, que soltou um grito desnecessariamente agudo no meu ouvido.
“Olha por onde você anda, mané” ela gritou histérica, o que me fez desejar não ter esbarrado nela. Fresca do caralho.
“Onde está ?” perguntei sem rodeios, não tava a fim de uma discussão com a pirralha. Jaz rolou os olhos e apontou para a direita. Olhei para o lugar e vi dançando com um garoto, que sussurrava algo em seu ouvindo e ela ria histericamente. Uma onde de calor e raiva percorreu minha espinha e eu fui a passos pesados em direção à ela.
“” a chamei, e ela imediatamente olhou para mim. Ela se soltou do garoto e pulou em meu pescoço, e acho que o bastardo percebeu que eu era o dono dela e saiu de fininho.
“Porque você demorou tanto?” ela fez biquinho, mas eu não desamarrei meu rosto. Eu provavelmente estava vermelho de raiva ainda. Não respondi, apenas coloquei a mão em sua cintura, puxando-a bruscamente para mim e pegando em sua outra mão. Comecei a nos movimentar de acordo com a musica, enquanto lançava olhares de ódio para aquele moreno bombado que ainda olhava em nossa direção. Ou melhor, na direção da MINHA namorada.
“Dougie?” me chamou, mas eu não estava afim de conversa. Ignorei-a novamente, o que a fez se afastar um pouco de mim e me encarar. “O que foi?”
Virei meu rosto para outra direção que não fosse seus olhos, na tentativa de continuar ignorando-a. Ela tirou a mão do meu ombro e colocou no meu queixo, virando meu rosto bruscamente e me fazendo encará-la, mas eu não o fiz, movi apenas meus olhos para outra direção.
“Toda essa criancice é ciúmes?” disse arrogante. Rolei os olhos.
“Eu não estou com ciúmes” respondi seco.
“Ah não? Então porque está me tratando assim?” ela novamente puxou meu rosto quando tentei me esquivar.
“Não tô te tratando assim. Tô normal” continuei ríspido.
“Dougie, quem tem dezessete – quase dezoito – anos aqui sou eu, okay? O papel de criança mimada e ciumenta é meu! Larga de ser invejoso e páre com essa idiotice!” ela falou agressiva, me dando um tapa na cabeça.
“Você quer que eu fique normal depois de dançar com esse bombadinho? Logo depois de uma briga e você ter dito que ia atrás de garotinhos idiotas da sua idade?” falei sussurrando, mas não tirando o tom arrogante da voz. rolou os olhos e bufou impaciente.
“Você às vezes é muito irritante, Poynter” pisou no meu pé, me fazendo gritar e roubar a atenção das dezenas de casais a nossa volta. Sorri sem graça à quem olhava, e o fechei imediatamente quando fui encarar .
“Eu sou irritante?” olhei para os lados quando percebi que meu tom de voz era alto. “EU?” sussurrei impaciente.
olhou para suas unhas que estavam em meu ombro, fazendo cara de desprezo. Continuei a olhá-la incrédulo, esperando por sua resposta. Ela começou a olhar para todos os cantos do salão, deixando um silêncio irritante entre nós.
“Acabou com seu showzinho, né?” disse ela cínica, o que me fez ficar ainda mais vermelho de raiva. Quando abri minha boca para revidar, colou nossos lábios em um beijo, me impedindo de dizer qualquer palavra. Ela nos separou e me encarou apreensiva. Não disse nada, apenas fiz uma careta, fazendo-a rir. “Sabia, eu tenho um poder de persuasão ótimo” ela disse com o peito estufado de orgulho.
Continuamos a dançar, e eu percebi que tinha evoluído no negócio, já que não pisei nem se quer uma vez nos pés da . O que significava que ela era a ruim na dança agora, já que ela havia pisado uma vez. Propositalmente, mas aquilo não deixou de ser uma pisada.
De repente, senti uma mão pesada ser depositada em meu outro ombro, e eu estava preparado para virar e dar um murro na pessoa, já que eu tinha certeza que seria o bombado infeliz. Virei com a cara mais amarrada e cheia de ódio do universo, mas para minha surpresa, não era o fulaninho. Minha feição mudou totalmente para uma de vergonha ao ver Tio Mark, o pai de , bem ali na nossa frente com um sorriso enorme na cara gorda dele.
‘He-hey tio Mark!” falei totalmente sem graça, e o tio me puxou para um abraço quebra-ossos. Talvez ele não percebeu minha feição ‘vou te matar agora, infeliz’. Por isso digo que a família é meio estranha.
“Dougie, meu genro querido!” ele disse ainda me apertando, e tinha certeza que, para quem assistia, aquilo estava um pouco – bastante – gay. “Me concede a mão da para uma dança?” completou Mark com uma reverencia ridícula. Tive vontade de sair correndo, mas ele era meu sogro, então tinha que entender o fato de que ele tinha alguns problemas mentais.
“Claro... Sogro querido” falei meio que num sussurro e dei espaço para que ele dançasse com .
Ela me lançou um beijo enquanto se balançava com seu pai sorridente.
“Vou lá para fora” sussurrei e apenas fez um ‘jóia’ com a mão, e entao atravessei e empurrei aquele amontoado de gente à minha frente.
Quando finalmente cheguei no gramado de entrada, corri em direção a meu carro e lá me apoiei, tirando e acendendo um Malboro.
Depois de longos dez minutos, as pessoas começaram a sair da escola, e eu apaguei meu segundo cigarro imediatamente. Causar uma boa impressão para a família da sua namorada é o que vale.
Vi se aproximar ao lado de Mark, Jaz e sua amiga de Seattle que não me lembrava o nome. Tio fazia algumas caretas e gestos exagerados com as mãos, enquanto as três riam histericamente dele. O resto das pessoas os olhavam com desprezo. Ri da situação e beijei no rosto quando ela me abraçou.
“Você vai para casa ou vai com Dougie, filha?” tio Mark perguntou quando as risadas cessaram. olhou pra mim procurando pela resposta e eu mesmo respondi.
“Ela vai comigo, Tio Mark... Se não tiver problemas, claro...”
“Sem problemas. Daqui uns dias tô vendo meu bebê ir morar com você...” ele disse como se aquilo fosse a coisa mais normal do mundo. Sem mais comentários sobre a família . Ri sem graça e vi lançar um olhar maligno ao pai. Tio Mark se despediu, assim como Jazzie e (descobri seu nome), então abri a porta do carro para que entrasse.
A primeira coisa que ela fez ao entrar foi ligar o rádio, que tocava MGMT.
“Sabe o que hoje me fez lembrar?” ela começou, encostando a cabeça no recosto do banco. Murmurei um ‘hm’ para que ela continuasse. “Os treinos para o casamento da sua mãe”. Isso me fez sorrir. Aqueles tempos eram realmente bons. Mas tenho certeza que os de agora são melhores ainda.
Estendi minha mão sobre sua perna, e a pegou imediatamente. Olhei-a nos olhos e ela me retribuiu o olhar intensamente com um sorriso. Aproximei meu rosto do dela e dei um selinho surpreso e voltando a prestar atenção na rua a frente.
Continua...
N/A.: Eae
gatinhas of my heart, como vocês estão? Eu estou
bem, obrigada, super animada com o Natal [com certeza quando essa fic
att o natal já vai ter passado]. Eu tenho certeza que
não vou ganhar muitos presentes esse ano, mas toda a comida
vale [baba] que horror, a gente costuma esquecer o que é o
Natal de verdade, que é o nascimento de Jesus, me perdoem as
católicas, mas apesar de ser cristã, nao dou
muita bola para isso. WOW, agora minha N/A virou discussão
religiosa! HUAHAUHUA ok, parei. Bom, como muitas me pediram, coloquei
uma cena meio hot,
não sei se ficou boa, me digam vocês \o\ Eu nem ia
colocar essa cena, mas como vocês são safadas,
procurei satisfazer a vontade de vocÊs HAUHAUA.
Bom, é isso, um ótimo natal para todas
vocês, e já vou adiantanto meu Feliz Ano Novo,
desejo de coração muita felicidade para todas no
ano de 2009, muito McFLY na vida de vocês, MUITO DOUGIE
POYNTER [e fletchers, jones e judds que lêem essa fic], muito
sexo drogas e rock 'n' roll [not]
enfim, tudo de melhor
porque vocês são todas lindas e merecem ;D
Vou deixar aqui um bonus para vocês, mais uma musica do MGMT,
que chama Electric Feel, e ela é muito gostosinha de se
ouvir. Mas deixo claro: Tirem o olho do Andrew [vocalista] porque ele
é tooodo meu [rãm].
E viram como eu não demorei para atualizar? FLORES E PALMAS
PARA MIM!
Pronto, fim de uma N/A gigante.
xx rafa c julich.
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Goes Down,
Sam’s
Wedding, Dear Diary, The One That I
Need, Welcome to
College
Quem quiser manter contato: orkut, msn.