Off Everything For Love
By: Danie
Beta-Reader: Anna




A vida é feita de surpresas onde a sua missão é viver. Alguns momentos podem durar tão pouco e ficar na sua memória por muito tempo. Algumas pessoas podem fazer parte tão pouco da sua vida e ser considerada pra sempre. Eu imaginaria um dia em que todas as pessoas tivessem o direito de ser feliz, mesmo sendo só por um momento, para terem a oportunidade de sentir o que realmente desejam e acreditar que sonhos não são bobagens. Às vezes, você percebe que as aparências enganam e que você pode sofrer bastante com isso. O tempo é uma coisa que não permite voltar para trás, então se arrependa de coisas que fez e que não deixou de fazer. Por mais que você fique triste, aproveite a vida a cada instante, intensamente, para ficar na sua memória ETERNAMENTE!


Capítulo 1

- Vamos, Peter! - chamava o amigo que se ainda arrumava. Peter era branco de cabelos castanhos. Olhos cor de mel e altura mediana. Era melhor amigo de . Ela, por sua vez, era morena, tendo cabelos longos e pretos. Tinham apenas 16 anos, e moravam juntos. Seus pais, no início, não concordaram com a idéia de morar juntos, mas conseguiu argumentos suficientes pra convencer os pais dos dois. Os pais de Peter, disseram que poderia morar junto com a amiga, mas com a condição de contratar uma empregada. Já que assim era o único jeito que conseguiram pra ter privacidade, e Peter concordaram. Cursavam o 3° ano e, apesar de ser dois adolescentes com os hormônios explodindo, nenhum dos dois nunca tiveram um caso. Peter tinha um amor inexplicável por , assim como ela tinha por ele também . Ambos guardavam um segredo, o qual, ninguém, nem mesmo seus amigos, podia ficar sabendo: eles são espiãs. O sonho de é virar agente oficial da CIA; porém, isso custaria caro: nenhum dos agentes pode ter um caso, pois colocaria em risco sua carreira de agente.
- Vamos! - Peter desceu ainda abotoando seu paletó.
- Pegou os óculos? - disse levantando do sofá.
- Estão no bolso - ele respondeu saindo de casa. Um carro preto os aguardava.
- O que o chefe quer dessa vez? - Peter perguntou à amiga.
- Sei não... - deu de ombros e ligou o rádio.
- Coloca os óculos - Peter avisou quando o motorista estacionou o carro.
- Olha só quem fala... Quem sempre se esquece de colocar os óculos? - disse colocando os óculos e descendo do carro. Foram em direção da sala do 'chefe'. Ele era O cara. Ninguém sabia como ele era, com quem andava, enfim, ninguém o conhecia.

- Oi chefe! - e Peter disseram ao entrar em uma sala escura. Sentaram e uma luz ascendeu.
- Bem vindos agentes! Como estão? Prontos pra mais uma missão? - Acredite, foi uma televisão de tela plana que falou isso.
- Sim - os dois responderam com a voz trêmula.
- Bom prestação! O alvo se chama James Stones, e vocês terão de saber absolutamente tudo sobre ele. Ah! Para isso, vocês terão de mudar de colégio.
- QUÊ? - os dois disseram juntos.
- Mas chefe, o que vou dizer ao meus pais?
- Calma, ! Já resolvemos isso com seus pais e eles já sabem que os dois vão mudar de colégio.
- Menos mal... - Peter disse num tom inaudível para uma televisão.
- Ok, agora vão! Pois as aulas começam amanhã e o motorista vai pega-los às 7. ESTEJAM PRONTOS! - Peter e taparam os ouvidos.
- Ta, ta bom... Estaremos prontos - responderam e saíram.


Terça Feira, 6 April, 6h10min. Residência de e Peter;

- Ai, eu não acredito que eu vou mudar de colégio! E quase no meio do ano! - disse pra si mesmo enquanto se trocava.
- Ta falando com quem, ? - Peter perguntou do outro lado da porta.
- É , Peter!
- Ok, ok... Esta com TPM é? - Peter provocou e deu um riso abafado.
- Cala a boca garoto! - ela berrou lá de dentro.
- Ta bom! Mas anda logo que daqui a pouco o grandalhão ta aí... - Peter disse por fim e saiu. vestiu uma blusa preta e uma calça jeans. Colocou em sua mochila, seus óculos e uma roupa reserva.
- Vamos - desceu as escadas correndo, pois o motorista já estava buzinando. Chegaram ao novo colégio e foram até a sala de aula sob os olhares de alunos antigos.
- Qual a nossa turma?
- 3002, bloco A - Peter respondeu guardando um papel no bolso.
- Acho que é aqui... Colega, que turma é essa? - perguntou a um que na porta de uma das salas do terceiro ano.
- 3002 - o garoto respondeu - - ele acrescentou, sorrindo amigavelmente e estendendo a mão. ignorou o cumprimentou e deu como resposta, um sorriso.
- Prazer - Peter disse entrando na sala.
- Que ignorância, ! - Peter disse dando espaço pra amiga passar, para ela se sentar no canto.
- Ele é lindo! Eu não posso me apaixonar, eu não posso me apaixonar! - dizia pra si mesma. A professora chegou e fez a chamada.
- Como a gente vai descobrir quem é James? - perguntou ao amigo, no tom mais baixo possível.
- Pela chamada, dããã - ele respondeu como se fosse óbvio.
- É, engraçadinho? Ela está fazendo a chamada por número!
- Temos que torcer pra que na hora do intervalo professor deixe o diário aí - concordou com a cabeça, e analisava cada aluno da sala.

- Que garota linda! - disse aos amigos. era o mais ajuizado de todos eles. Morava junto com os amigos, , e - Quem? A aluna nova? - perguntou analisando a garota.
- Claro!
- Eu acho ela bonita - disse olhando a garota também.
- Eu também - por fim, concordou.
- Pena que ela tem namorado né, meu caro? - James disse. James era um amigo dos meninos. Não moravam juntos, mas viviam juntos.
- É... - fez uma cara de triste.

- Podem descer - o professor de Química anunciou. Ele arrumava algumas coisas em cima da mesa.
- Vamos esperar todo mundo descer. Você procura nas mochilas e se o professor deixar o...
- Ele deixou o diário - se levantou.
- Vai aonde? Espera todo mundo sair - Peter disse olhando a amiga de pé.
- Tem razão - ela sentou de novo.
- Vão descer não? - um aluno tentou ser simpático.
- Não é da s...
- Vamos sim, daqui a pouco - Peter interrompeu que ia dar uma resposta ignorante. O garoto sorriu e saiu. Foi o último a sair.
- Não seja grossa, ! As pessoas não podem nos odiar - Peter avisou e se levantou logo em seguida, ela fez o mesmo.
- Tsc ah! - resmungou e foi a procura de alguma pista nas mochilas
- Cuidado pra não... ACHEI!
- Grita baixo, seu energúmeno! - foi em direção à mesa - Qual o número?
- O que fazem aqui? - a inspetora do colégio apareceu e Peter fechou o diário rapidamente enquanto se pôs na frente do amigo.
- Já estamos descendo - foi caminhando até à porta - Gravou o número? - ela disse entre os dentes
- Aham - ele respondeu da mesma maneira. A inspetora resmungou alguma coisa e fechou a porta atrás de si.

- Ali a novata, - apontou.
- Não aponta animal! - deu um tapa na mão de .
- Foi mal - ele se desculpou rindo.

- Por que aqueles projetos de gente estão olhando pra cá? - disse sentando no refeitório do colégio.
- Quem? Os amigos daquele que...
- É, Peter. Eles mesmos...
- Ah, o , né?
- É
- Deve estar falando de você.
- Espero que estejam falando bem... - disse e levantou e foi em direção ao bebedouro.

- Que garoto pé no saco! Onde ela vai, ele vai atrás - disse seguindo os dois com os olhos.
- Ih, mal conhece a garota e já ta com ciúmes? - riu do próprio comentário
- Ahaha, tão engraçado você... - riu ironicamente, fazendo os outros rirem também.
- Vão fazer o que hoje? - James perguntou ainda rindo.
- Vamos dá um rolé por aí, hoje! - deu uma idéia.
- Por mim, ta tranqüilo - disse e todos concordaram em seguida.

- Seja quem for este tal de James, temos que fazer amizade primeiro com os amigos dele - Peter disse vendo a amiga bebendo um água.
- Certo. Espero que não seja - ela disse por fim e voltou ao refeitorio com Peter atrás. e Peter analisavam os alunos do colégio, até que o sinal tocou.

- É agora que saberemos quem é James Stones - Peter falou subindo as escadas. dividiu o fone do MP4 com Peter enquanto aguardavam a próxima aula.

- Chamada, nº 1? - A professora começou.
- , , a chamada! - Peter tirou os fones de .
- Calma lá Peter! - eles prestavam atenção em cada número - Eeei, qual é o número? - se mancou.
- O próximo.
- 32? - a professora chamou.
- Presente!
- Eu não acredito! - olhou pro indivíduo.
- O que tem ser ele? - Peter não entendeu a reação da amiga.
- Ele é amigo do ! Me diz que isso é um sonho... - batia com a mão na própria testa.
- Para, , relaxa - Peter segurou a mão de - Vamos seguir e veremos no que vai dar - Peter disse e sorriu. sorriu também.

- OK, temos que virar amiguinhos dos amigos do Sr. ... Que merda! - disse com uma voz estranha. Eles saiam do colégio e iam em direção à entrada do colégio, onde o motorista os aguardavam.
- Ai, ... Tu é fogo! - Peter disse rindo e olhando a amiga ficar estressada.
- Queria ver se fosse com você! - disse olhando sério pro amigo.
- Tá bom, parei! - ele levantou as mãos e parou de rir. deu um sorriso tímido e seguiram em direção ao carro preto.

- Ei dudes! Olha aquele carro! - apontou.
- Mó carrão, cara! - disse com cara de impressionado.
- É... E olha quem ta entrando nele - falou olhando a cena. fez uma cara triste. Seguiu seu caminho ao lado oposto ao carro preto. Os outros o seguiram.
- Que houve cara? - perguntou chegando perto do garoto.
- Hãm? - ele olhou pro amigo - Ah, nada - respondeu voltando a olhar pra baixo.
- Você não ta a fim daquela garota não né?
- Acho que não. Mas tem alguma coisa nela que me chama atenção, cara. E eu não sei o que é! - disse, quase em prantos.
- Espero que você não se apaixone por essa garota, porque ela tem namorado - disse batendo no ombro do amigo. não disse nada, só voltou seu olhar pro chão. Os meninos foram caminhando até chegar em casa.

- Como vamos fazer pra virar amigos deles? - comia alguma coisa na cozinha, aproveitando que a empregada estava na lavanderia.
- Ah, , a gente vê. Mas tem que ser o mais rápido possível, porque senão o chefe tem um piti - Peter disse rindo, fazendo rir também.
- Vou pro meu quarto ver se tem alguma coisa na TV! Beijinhos - mandou beijos pro ar. Peter mandou outro estalado. subiu e ligou a TV de seu quarto. Ela passava de canal em canal, mas não conseguia prestar atenção em nada, por quê? Ela só pensava em . Ele mesmo, . Ela não sabia o que era, mas o olhar daquele garoto chamava a atenção dela. Não só o olhar, mas seu jeito simpático em recebê-la no primeiro dia de aula. O que ela estava sentindo? Ela mal conhecia o garoto. Falou com ele apenas uma vez e não deu o mínimo de confiança pra ninguém. Ela não queria estar apaixonada, ela não podia estar apaixonada. Parou de passar em canal em canal quando seu dedo já estava cansado.
- Não se tem nada de bom pra ver na TV... Nunca vi! Dia de domingo é um horror! Vou te contar! A gente paga pra ver programa em que o povo confunde humilhação com humor - dizia pra si mesma enquanto desligava a TV e deitava em sua cama.

- ACOOOOOOOOOORDA! - batia na porta de
- AAAAAH ! - colocou o travesseiro na cara.
- Vai dormir o dia inteiro é?
- Me deixa dormir cara - se virava de um lado pro outro.
- Nós vamos dar uma voltinha, quer ir não? - disse, ainda do lado de fora.
- Não!
- Então ta!
- Ok, eu vou - disse levantando.
- AE AE AE AE AE! - gritava do lado de fora. vestiu uma roupa e saiu mesmo com os cabelos bagunçados e cara de sono.
- Vão onde?
- Não sei - deu de ombros e desceu as escadas.
- Bora lá na casa mal assombrada - fez uma voz que ELE classificava assustadora.
- A gente vai lá quase todo dia, dude - disse de olhos fechados e com a voz arrastada, parecendo uma múmia pinguça
- Vamos indo, depois a gente decide pra onde a gente vai - disse saindo. Os outros o seguiram

Depois de 3 horas de sono, se levantou e foi pra cozinha a procura de Peter. Mas não viu nem sombra dele. Só encontrou a empregada fazendo a janta dos dois.
- Cadê o Peter? - ela perguntou entrando na cozinha coçando os olhos.
- Ele disse que ia sair por aí - ela disse sem tirar os olhos da panela.
- Ah! Ele me deixa aqui? Poxa! - resmungou voltando pro seu quarto. Ela lavou o rosto e trocou de roupa. Colocou a escuta (a que ela tinha contato com o chefe e, às vezes, com Peter) no ouvido. - Vou sair. Beijos - ela avisou à empregada e saiu. - Droga! Que mania do Peter de deixar esta bosta desligada! - ela se referia à escuta. foi caminhando pelas ruas quase desertas e viu, de longe, seu amigo. Ele estava conversando com , , , e James. Ela não acreditou no que estava vendo e foi até eles.
- É melhor você vir atrás de mim... - disse entre os dentes, passando devagar atrás de Peter.
- Já volto - Peter disse aos meninos e foi atrás de .
- O que você está fazendo conversando com eles? - perguntou batendo o pé.
- Ué, temos que começar a virar amigos o quanto antes - a garota bufou com a resposta.
- Certo, certo... vamos lá - concordou e foi em direção aos meninos. Peter foi logo atrás.
- Oi, meninos - disse ao chegar - Oi... James - ela deu ênfase ao James.
- Como você sabe meu nome? - ele levantou a sobrancelha. deu um sorriso cínico
- Segredo... - ela voltou a sorrir.
- Então, como se chamam? - perguntou.
- , mas pode chamar de - soltou um sorriso, mas agora era tímido.
- Eu sou , - apontou pra ele - e - apontou pro outros dois. Peter e continuaram a sorrir.
- Sossega menina! - Peter disse vendo a amiga se embalançar.
- Iiiiih! Me deixa! - ela parou e olhou pro amigo.
- Ah!
- Tu vai ver quando chegar em casa - ameaçou.
- Ih! Vai ter suruba! - disse esfregando as mãos.
- Suruba? - Peter e disseram juntos levantando a sobrancelha. Os meninos olharam pra .
- Eu jamais faria suruba com meu amigo! - disse dando de ombros.
- Amigo? Ele não é... er...seu... Namorado não? - perguntou gaguejando.
- Ahahaha, claro que não! - respondeu e deu um sorriso tímido, ficando vermelho.
- Já pensou? Se nós fossemos namorados, nós íamos brigar muito mais! - Peter disse abraçando a amiga.
- Me solta! - ela disse entre os dentes. Peter piscou os olhos freneticamente, sem soltar .
- Ta estressadinha, amor? - Peter provocou e os meninos riram.
- Você me irrita! - ela disse dando tapinhas de leve no braço do amigo - Vou pra casa. Tenho mais o que fazer - ela disse indo embora - Tchau, meninos.
- Peraí que eu vou com você! - Peter disse acenando pro garotos.
- NADA DISSO! Você vai ficar AÍ! - ela disse parando de andar e olhando pra trás.
- E se eu não quiser? - Peter fez uma cara de convencido.
- VOCÊ QUER! - ela gritou entre os dentes. Isso era típico dela. Peter bufou e voltou à companhia dos outros - E LIGA ESSA PORCARIA EM! - ela disse e Peter confirmou com a cabeça.
- Ligar o que? - perguntou confuso.
- Ers... nada! - ele deu seu melhor sorriso.

não foi pra casa. Queria ficar na rua. Ela foi passeando e acabou parando em um parquinho que tinha perto de sua casa. Como não tinha ninguém, ela sentou no balanço e ficou pensando. Mas pensando em quê? Em . Ela não queria pensar nele, mas era quase que impossível. Se ela se apaixonasse de verdade por ele? O que ela faria com sua carreira de agente? E seu sonho de virar um agente oficial? Iria por água abaixo. Ela embalançou a cabeça pra afastar aqueles pensamentos, pelo menos naquele momento. Decidiu ir pra casa ver se Peter já estava lá.
- O Peter já chegou? - ela perguntou à empregada quando abriu a porta de casa.
- Já cheguei sim, amor! Por quê? Sentiu minha falta? - ele provocou vindo da cozinha. A empregada subiu.
- Ah, pára! - ela andou até a cozinha e ele foi atrás - o que você conversou com eles?
- Até agora só descobri que ele tem 16 anos, e vive grudado com aqueles garotos. Mora com os pais e não trabalha.
- Hum... bom começo - disse comendo uma maça - Anota! - ela subiu com Peter e pegou um bloquinho em sua mochila.
- Agora temos que descobrir onde ele mora - Peter disse anotando o que ele conseguiu descobrir.
- Só seguirmos depois da aula - disse deitando na cama.
- Como se fosse fácil...
- Pra gente, TUDO é fácil, hani! - disse.



Capítulo 2




Quarta-feira 7 April, 7:40. Colégio School DHC:

- Bom dia! - estava na porta e disse ao ver e Peter.
- Oi, - Peter respondeu pois passou direto.
- O que ela tem? - seguiu com os olhos.
- TPM diária - Peter riu junto à - Liga não. Ela é assim, mas tem bom coração - o garoto sorriu e foi pro seu lugar - Aprenda a ser mais educada! - Peter disse baixo à amiga.
- Affão né, Peter? - resmungou pegando seu MP4 da mochila. Peter bufou.
- 'Ta ouvindo o que? - chegou e sentou na carteira à frente.
- Quê? - tirou o fone do ouvido.
- 'Ta escutando o que? - repetiu a pergunta.
- Avril - ela respondeu e voltou a colocar o fone no ouvido. Peter olhou pra - Ok, ok - Ela tirou os fones - Tudo bem, ?
- Tudo - ele riu - e vocês?
- Beleza! - Peter respondeu.
- Aula de que agora? - a garota perguntou.
- Nem eu sei - eles riram.
- , chega ae! - chamou o amigo
- Perae! - disse a Peter e a . bufou.

- O que você estava falando com eles? Por que a você ela dá assunto e pra mim ela passa direto? - fez bico.
- Caaaalma, meu caro! - bateu de leve no ombro do amigo - Ela só perguntou que aula vem agora...
- Grande coisa. - ainda fazia bico.

- Ninguém merece!
- Por que não respondeu ao ?
- Porque eu não quero falar com ele! - respondeu simplesmente.
- Você vai ter de falar mais cedo ou mais tarde, querida - Peter disse. Calou-se logo em seguida, pois a professora havia chego.

- Que saco de aula! - resmungou rabiscando seu caderno. Peter bufou e continuou prestando atenção na aula. continuou rabiscando seu caderno e resmungando no ouvido de Peter até tocar o sinal do recreio. Eles desceram e foram ao refeitório e sentaram bem no fundo, no canto. Por incrível que pareça, Peter e ficaram calados, até o garoto cortar o silêncio.
(N.a: Se eu fosse você, eu escutava uma música beeeeem romântica nessa parte, de preferência Not Alone - McFly xD )
- Está tão quieta, por quê? - Peter perguntou alisando o cabelo de .
- Ai Peter, o !
- O que tem ele, amor? - ele continuava a alisar o cabelo da garota.
- Eu acho que tô gostando dele - disse olhando nos olhos de Peter.
- Mas... Mas você não pode ter um caso!
- Eu sei, por isso... Eu não sei o que faço! - choramingava.
- Calma, olha, deixa o tempo passar, pra ver se é amor de verdade, ou pra ver o que acontece! - Peter disse e por fim deu um beijo na testa de que sorriu.

- Aii, que ódio! - disse socando o ar.
- Que foi, dude? - olhou para
- Aqui ali - apontou, com a cabeça, pra Peter que alisava o cabelo de .
- 'Ta gostando dela, ? - levantou a sobrancelha.
- Sei lá - olhou pro lado.
- Tááááá sim! - provocou rindo com os outros. voltou a olhar pra e Peter. Ele viu o garoto dando um beijo na testa de . se levantou. - Vai aonde? - parou de rir. não respondeu.
- Deve ser ciúmes - deu de ombros.
- Vou atrás dele - levantou e seguiu o amigo.
- Me conta, o que é? - perguntou se sentando no gramado ao lado do outro.
- Aff - ele bufou - Eu gosto dela, cara! - revelou.
- E?
- E? 'E' que ela caga e anda pra mim! - disse ficando vermelho.
- Você já pediu uma chance a ela?
- Não, e nem pretendo pedir
- Por quê? - perguntou assustado - Se não perguntar, não vai saber, meu amigo.
- E se ela disser não? - voltou seu olhar para o outro.
- Ae, é mais um fora - disse e não ficou muito satisfeito com a resposta e se levantou. foi atrás.

- O que houve com o ? - perguntou à Peter vendo o garoto levantar e atrás.
- Não sei - Peter também olhava a cena.
- Coisa estranha... - disse olhando para o amigo, que ainda olhava , e James. 'deitou' (apoiou a cabeça em cima dos braços) em cima da mesa enquanto Peter passava a mão por seu cabelo.

e voltaram à companhia dos amigos e um silêncio ficou no ar.

- ? - Peter batia de leve no ombro da amiga.
- Que foi? - ela levantou a cabeça.
- Vamos subir? - ela concordou com a cabeça e levantou junto à Peter. Passaram pela mesa de , , , e James. Ao passar, olhou pra e ele pra ela. Não disseram uma palavra. apenas abaixou a cabeça e seguiu o seu caminho junto a Peter. olhou pra Peter com cara de 'O que foi?'. O mesmo, como resposta, deu um sorriso. A garota ficou o resto das aulas calada. Peter prestava atenção à aula, mas estava preocupado com a amiga, pois sabe que a mesma era uma tagarela.

- Vamos seguí-los hoje? - Peter perguntou à que caminhava ao seu lado.
- Não, deixa pra amanhã! - deu seu melhor sorriso e Peter respondeu da mesma forma. Seguiram até em casa em silêncio. - Vou pro meu quarto - anunciou já subindo as escadas. Ela deitou em sua cama, e não queria pensar na possibilidade de estar apaixonada por um garoto que conheceu apenas à dois dias. Mas, para ela, era impossível não pensar nele. Ela nunca tinha se apaixonado por alguém, assim, tão forte. Nem pelo seu amigo que morava com ela. Ela pensava nele 24 horas por dia, mesmo sem querer. Ela queria arrumar alguma coisa pra tentar esquecer que sua existência, mas não achou nada em seu quarto. Seus pensamentos foram interrompidos por uma batida na porta.
- Amor?
- Oi Peter, entra - ela respondeu deitando na cama.
- 'Ta bem? - ele perguntou sentando ao lado dela.
- 'Tô sim, obrigada - ela deu um sorriso tímido.
- Bom... eu não quero te ver triste! - o mesmo também sorriu.
- Acho que vou dar uma volta por aí... - ela disse se levantando.
- Isso! Vamos dar uma volta e...
- SO-ZI-NHA! - ela disse pausadamente fazendo Peter rir.
- Certo, então vai lá, princesa.
- Beijos, I love you! - ela disse pegando seu inseparável MP4 e saindo do quarto.
- Eu também - ele sorriu. Para onde ela ia? Nem ela sabia. Colocou os fones no ouvido e ao som de My World de Avril Lavigne, ela deixo que seus pés escolhessem o caminho. Só escutando música, a garota não consegue pensar em nada. Só prestava atenção na letra, que mesmo em Inglês, ela conseguia entender algumas coisas. Ela caminhou até uma praça que ficava à 4 quarteirões de sua casa. Ela sentou em um banco e continuou a ouvir a música.

- Cadê o ? - perguntou ao sair do banheiro e ver James, e jogando vídeo game menos .
- Ele saiu e não disse pra onde ia - respondeu sem tirar os olhos da tela. sentou no sofá, mas ficou preocupado com o amigo.

caminhou pelas ruas, mas não achou um lugar vazio, onde pudesse pensar. Até que viu, mesmo de longe, um cabelo que, pra ele, era 'familiar'.
- ? - Ele disse pra si mesmo quando viu uma menina sentada, de costas pra ele, em um banco da praça. Ele se aproximou e ficou em pé atrás da menina tomando coragem de falar com ela. E se ele levasse um fora da pessoa que ele amava? - Oi, ... - ele disse, meio inseguro, sentando ao lado dela. Ela tirou os fones do ouvido.
- ?
- Oi... - ele deu um sorriso tímido.
- O que faz aqui?
- Vim pensar em você - corou.
- Hãm? - ela disse com cara de quem não entendeu.
- Aff - ele respirou fundo - ... Eu... Eu te amo! - ele revelou. não pode deixar de sorrir. Mas o sorriso sumiu quando ela lembrou das regras de um agente. Ela abaixou a cabeça. - Me da uma chance? - ele perguntou com a voz trêmula.
- Mas... - ela foi dizendo, porém chegou perto dela, perto demais... - ... - as respiração dos dois estava ofegante - Eu... - ela não conseguiu terminar a frase, pois lhe deu um beijo. Ela não queria, mas seu coração falou mais alto naquele momento e ela deu intensidade ao beijo. Lágrimas começaram a escorrer de seus olhos, mas ela não queria que aquele momento não terminasse nunca. - , eu não posso! - ela disse se levantou e saiu correndo. Ela foi pra casa o mais rápido possível. Ela não podia ter deixado acontecer. Se alguém ficasse sabendo? O que ela faria? O que ela falaria pro 'chefe’? Seria demitida na hora.

ficou um bom tempo sentado de cabeça baixa. Pensou nela. Pensou no que não queria que acontecesse o que aconteceu. Como ele pode se apaixonar em tão pouco tempo? E por que ela não o deu uma chance, já que ela cedeu o beijo? Tudo estava tão confuso em sua cabeça e queria esquecer o quanto antes. Foi pra casa com a imagem de dela em sua mente. Simplesmente, ele não conseguia esquecer aquela garota.

- O que houve ? - Peter levantou do sofá e perguntou ao ver a amiga entrar chorando em casa. não respondeu, apenas chorou no peito de Peter. Ele passava a mão em seus cabelos. Ele sentou no sofá junto à ela. - Que foi, amor?
- O ... O ... Me beijou Peter! ELE ME BEIJOU! - estava desesperada.
- Mas como? Aonde?
- Lá na praça! Eu estava lá sentada, aí ele apareceu não sei de onde e...
- Shiiii - ele puxou a amiga pra um abraço - Calma, amor. Tudo se resolve! - Ao ouvir as palavras de Peter, deitou em seu colo até conseguir dormir.

- Onde tu foi cara? - perguntou ao ver entrar, meio cabisbaixo. não respondeu e subiu as escadas em silêncio. levantou e foi ao quarto do garoto.
- ?Pode entrar?
- Entra - respondeu.
- Por que essa cara? - sentou-se na cama, ao lado do mesmo.
- A única que eu tenho - foi seco - Desculpa, é que...
- A ? - chutou e acertou.
- É cara... Eu não sei o que faço. Eu encontrei com ela e... - ele respirou fundo - Eu a beijei.
- VOCÊ O QUÊ? - se fez de desentendido.
- Eu a beijei, ! EU A BEIJEI! - teve a mesma reação que .
- E depois?
- Ela disse que não podia e saiu correndo - abaixou a cabeça e sentiu um aperto no coração.
- Dude, fica assim não! Segue sua vida! Procura outras garotas...
- Eu vou tentar, mas eu não consigo ! - estava ficando nervoso.
- Calma, dude! - deu um abraço amigo em .
- Valeu pela força! - deu um sorriso tímido e fez a mesma coisa.
- Ah, e ninguém sabe. Só a gente - sorriu e agradeceu de novo. desceu ao encontro dos outros. deitou e sua cama e tentou tirar a imagem de da cabeça. Fitou o teto até dormir.

Capítulo 3



Quinta-Feira, 8 April, 6h40min. Residência de Peter e :


- ! ACORDA MENINA! - Peter socava a porta.
- Calma, Peter! Pra que essa violência toda? - disse. Levantou, coçando os olhos.
- SERÁ PORQUE JÁ SÃO 6h40min?
- QUÊ? E POR QUE DIABOS VOCÊ NÃO ME ACORDOU ANTES? - Peter não respondeu. tomou banho e começou a acelerar. Trocou de roupa, prendeu o cabelo num coque mesmo e não deu tempo de passar nem o lápis de olho, pois o motorista já buzinava do lado de fora.

- O chefe quer vê-los hoje à tarde - o motorista disse quando Peter e entraram no carro. Os dois ficaram em silêncio até chegar ao colégio. Ao chegar, encontraram os meninos na entrada.
- Oi - disse à Peter e , acompanhado de um sorriso.
- Oi... - ambos responderam, mas só Peter sorriu. Todos se cumprimentaram. e se olhavam, mas não diziam uma palavra sequer. De repente surgiu um silêncio, que foi cortado por .
- Vamos entrando, senão o James não vai deixar a gente entrar - disse indo em direção à portaria do colégio.
- Perae ... James - fez uma cara de pensativa - James, não é ele? - perguntou apontando pra James.
- É, mas o porteiro também é James! - explicou. olhou pra Peter e Peter embalançou a cabeça negativamente.
- Por quê? - quis saber.
- Não, nada... - abaixou a cabeça com cara de pensativa. Todos subiram conversando algumas coisas do novo colégio. Peter fazia perguntas que todos estranhavam, mas conseguia converter a situação. já estava bem melhor do que do dia anterior e estava disposta a esquecer em nome de seu sonho. O que ela mais queria era continuar seu trabalho e nada nem ninguém ia impedir.

- Peter, agora eu fiquei preocupada... O que será que o chefe quer? - perguntou mordendo a tampa da caneta.
- Não sei, vamos esperar, deve ser alguma coisa sobre o caso ... - Peter deu de ombros e abriu seu caderno pra copiar o que estava no quadro.
- É... pode ser - se conformou e fez o mesmo que Peter dando um sorriso.

- Olha como ela tá feliz ao lado daquele... grrr... Ainda diz que é amigo! - se remoia de ciúmes - Parece que não aconteceu nada ontem... Olha como ela sorri...
- Calma dude... faz o mesmo! Você não vai ficar ae morrendo de ciúmes de uma aluna nova né? - disse ao amigo que estava sentado ao seu lado.
- Ok, ok... - respirou fundo e voltou a anotar o que a professora escreveu no quadro.


15h05min. Empresa de Espiões de Londres:

- Ai! Eu não acredito! - colocou a mão na boca ao pegar um envelope em cima da mesa, ao mando do chefe.
- Satisfeita, senhorita ? - o chefe se comunicou, como sempre, pela TV de tela plana.
- Ai, me desculpa chefe! Eu não queria... Eu juro... - lágrimas escorriam dos olhos de .
- Deixe-me ver ... - Peter disse tirando o envelope da mão de - Quem tirou essas fotos? - Peter disse analisando as fotos de e se beijando na praça - Estão mal tiradas... - Peter disse tentando aliviar o lado da amiga.
- NÃO INTERESSA! - o chefe gritou, mostrando que não estava pra brincadeiras.
- Perae, agora nós temos um guarda-costas também, é isso? - perguntou. Ela não se conformou.
- Sra. , não faça perguntas e assuma a realidade!
- Certo... O que vai fazer comigo? - perguntou com medo da resposta.
- Não vou te demitir porque vocês são os melhores espiões da agência - e Peter se olharam e sorriram - Mas deixo BEM CLARO - ambos taparam os ouvidos - Que da próxima, NÃO TERÁ PERDÃO!
- Sim senhor! - responderam.
- Descobriram alguma coisa?
- Só algumas coisas que estão anotadas no bloco da .
- Hum... bom... vocês tem UMA SEMANA pra terminar!
- UMA SEMANA? Tão pouco tempo... - Peter protestou.
- Boa semana... - O chefe disse por fim e a TV desligou.

- O que eu faço agora Peter? Que droga! - chorava e ao mesmo tempo batia na mesa da cozinha de sua casa.
- Calma amor! Tenta esquecer o ! - Peter fazia um sanduíche e conversavam aproveitando que a empregada estava na lavanderia.
- Vou tentar! Vou pensar mais na minha missão e esquecer que ele existe! Estou decidida! - disse isso com firmeza e sorriu pra Peter o que fez ele sorrir também.
- , temos uma semana! UMA SEMANA! - Peter disse comendo seu sanduba
- Eu sei Peter... Eu sei... - como sempre, pensativa - Vamos sair por aí procurando aqueles garotos.
- Então ta...
- Termina de comer né ?
- Não, vamos logo... - Peter disse já saindo.
- Vamos aonde, pra começar?
- Já sei! Vamos onde nós os encontramos ontem! - Peter olhou pra amiga com cara de quem teve uma idéia impressionante.
- Ok, vamos lá 'Sr. Incrível'

- É, mas bem que ela é hot! - disse lambendo os lábios. Todos estavam sentados na calçada em frente à casa 'mal assombrada' da rua.
- Até parece que você ficaria com ela... - deu de ombros. Estavam falando de Clarice. Uma menina do terceiro ano e que todos os garotos a querem. Todos menos um:
- O prefere a - James debochou.
- Melhor você ficar quieto, James... - disse sério pro amigo. não disse nada. Nem estava prestando atenção no assunto.
- Ok, não está mais aqui quem falou... - ele disse levantando as mãos.

- Ali! Eles! - Peter avistou de longe. Ele ia em direção aos meninos, mas o impediu
- Calma lá Peter... Ta com a escuta?
- Aham

- Bora entrar? - perguntou com um sorrisão no rosto.
- Aonde moleque? - perguntou cortando o sorriso de .
- Na casa mal assombrada né? - respondeu como se fosse óbvio.
- Bora? - adorou a idéia.
- Bora? - imitou.
- Bora? - de novo.
- Bora? - .
- AAAH! VAMOS LOGO! - levantou.
- Oi meninos... - ouve-se a voz de .
- Oi, ! Oi Peter - que estava cabisbaixo, deu um sorriso ao ver a menina. Ela sorriu também.
- Aonde iam? - Foi indiscreta. Peter deu um cutucão.
- Entrar aí - disse apontando pra casa. - levantou a sobrancelha com a resposta - O que deu a idéia.
- E vocês moram aqui a tanto tempo e nunca entraram aí? - ela continuou de sobrancelha levantada.
- Como sabe que moramos a tanto tempo aqui? - também levantou a sobrancelha.
- Podemos entrar também? - Peter perguntou salvando a pele de . Ela deu um sorriso cínico pra .
- Claaaaro! - respondeu - A casa é pública! - ele sorriu.
- Como vamos entrar se está trancado? - perguntou.
- A abre - Peter disse olhando para amiga.
- Seu nome é esse?
- É, ... - ela deu um sorriso tímido.
- Então , abre... - Peter deu espaço pra ela passar.
- Você me paga, garoto! - olhou pra Peter com um olhar assustador.
- I love you! - ele disse e riu. foi em direção à porta de entrada da casa que era fechada por uma porta de madeira e era trancada por dentro. juntou os punhos como se fosse lutar e se concentrou. Olhou pra porta.
- YEEEEEAAAH! - ela chutou a porta em estilo caratê. A porta abriu.
- É... - coçou o queixo - Pelo menos suas aulas serviram pra alguma coisa... - Peter disse entrando na casa.
- Cala a boca! - ela o seguiu. Os meninos cochicharam alguma coisa inaudível para os ouvidos de . A mansão tinha um muro grande. Pra chegar na casa, tinha um caminho que os levava até a entrada. Ela era branca com aspecto abandonado. - Qual a graça de 'invadirmos' - ela fez aspas com as mãos - Uma casa abandonada?
- Pára de reclamar garota! - Peter disse andando na frente.
- Aff - bufou - Fica na sua...
- Blábláblá - Peter provocou. bufou mais uma vez e o seguiu. Os meninos riram. Ao entrar na mansão, não encontraram absolutamente nada de interessante. A casa estava meia escura por causa das árvores que a cercavam, portanto, os meninos foram pra um lado e , se distraiu olhando um bichinho andando pelo chão, foi pra outro lado. 'Cadê a ?'. foi o primeiro a sentir falta da garota. Ele decidiu ir atrás dela, mesmo sem avisar, pois sabia que a casa não tinha perigo, mesmo sendo 'assombrada'. Andou por todos os lados mas não encontrou .
- Aaaai, que nojento! - disse pra si mesmo entrando num quarto onde tinha todas as espécies de insetos - Uma... Uma... Uma... Barata! AAAAAAAAAH! - a porta do quarto fechou. Ela se assustou e olhou pra trás.

- ? - perguntou baixo pra si mesmo ao ouvir o grito da garota. Ele continuou a andar pela casa a procura da menina - ? - ele gritou esperando alguma resposta.
- ? - ela ouviu a voz dele e respondeu. seguiu sua voz.
- GRITA DE NOVO! - ele pediu.
- AAAAAAAAAAAAAH! - ela berrou.

- Que barulho é esse? Cadê o e a ? - perguntou olhando pra trás.
- Isso não vai prestar... - Peter pensou alto.
- Quê? - tentou ouvir.
- Não, nada... - Peter sorriu - Eles devem estar por aí - ele voltou a andar.

- Você ta aí? - bateu na porta de um quarto, com as portas pretas.
- Ahaam! - ela respondeu tentando se afastar de uma largatixa - Que eeeeeca! - mexeu na maçaneta e abriu a porta.
- Você ta bem? - ele perguntou se aproximando da garota.
- Tô, obrigada... - ela sorriu, ele fez o mesmo e se aproximou dela - Não, ... - ela disse tentando se afastar dele, mas não adiantava, ele chegava cada vez mais perto. Ele foi andando em direção à garota até ela bater de costas na parede, não havendo lugar pra escapar. Ele colocou as mãos na parede e a olhou nos olhos. - Pára ... - ele chegou perto. '...Deixo bem claro que da próxima não terá perdão! a frase veio na mente e ela passou por baixo dos braços de . Ela respirou fundo e olhou pra . Uma lágrima escorreu de seus olhos e ela saiu do quarto sem dizer nada.

- Aonde você estava ? - perguntou ao ver .
- Cadê a ? - vez de Peter.
- Eu estava dando uma volta... e a , eu não sei dela não... - disse andando na frente de todos.
- Vamos embora? - perguntou tremendo - esse lugar está me dando medo.
- Você que deu idéia de entrar aqui! - disse acusando o amigo.
- Mas agora eu quero ir embora!
- Medroso! - James disse rindo com os outros.
- Mas e a ? - Peter perguntou - Se ela 'está por aí' - fez aspas com as mãos - Nós temos que achá-la!
- Certo... - continuaram andando, menos Peter.
- Onde você ta? - Peter aproximou o pulso da boca e falou o mais baixo possível.
- Na calçada, em frente à casa ...
- Ei! Vamos... Ela deve estar lá fora...
- Como você sabe? - James desconfiou.
- Eu conheço minha amiga - Peter piscou e foi em direção à porta. Quando todos sairam e estava sentada na calçada à espera de todos.
- Por que saiu sem avisar? - perguntou se sentando ao lado da menina. olhou pra ele, pensou, pensou, levantou a sobrancelha.
- Não estava a fim de ficar lá dentro, me dá... Calafrios?
- E você pergunta! - levantou a sobrancelha.
- Não tô entendo nada - sentou ao lado dos dois.
- É melhor não entender... - levantou - Vou pra casa. Amanhã a gente se vê no colégio! - piscou e acenou.
- Eeeei, eu vou ficar aqui? - Peter perguntou olhando se afastar.
- Você que sabe... - ela nem olhou pra trás e continuou andando. Peter optou à ficar. Eles tinham apenas uma semana.

- O que aconteceu? - Peter perguntou ao entrar em casa. estava no sofá vendo TV e comendo pipoca.
- Em relação à... ? - ela não tirou os olhos da TV.
- .
- Nada demais... Ele só tentou me beijar.
- E VOCÊ NÃO CEDEU NÃO NÉ? - Peter perguntou, ainda de pé.
- Eu seria capaz? - ela não tirava os olhos da TV. Peter olhou pra amiga mas não respondeu. Subiu e foi pro seu quarto.