Off Everything For Love

By: Danie
Beta-Reader: Anna




A vida é feita de surpresas onde a sua missão é viver. Alguns momentos podem durar tão pouco e ficar na sua memória por muito tempo. Algumas pessoas podem fazer parte tão pouco da sua vida e ser considerada pra sempre. Eu imaginaria um dia em que todas as pessoas tivessem o direito de ser feliz, mesmo sendo só por um momento, para terem a oportunidade de sentir o que realmente desejam e acreditar que sonhos não são bobagens. Às vezes, você percebe que as aparências enganam e que você pode sofrer bastante com isso. O tempo é uma coisa que não permite voltar para trás, então se arrependa de coisas que fez e que não deixou de fazer. Por mais que você fique triste, aproveite a vida a cada instante, intensamente, para ficar na sua memória ETERNAMENTE!


Capítulo 1

- Vamos, Peter! - chamava o amigo que se ainda arrumava. Peter era branco de cabelos castanhos. Olhos cor de mel e altura mediana. Era melhor amigo de . Ela, por sua vez, era morena, tendo cabelos longos e pretos. Tinham apenas 16 anos, e moravam juntos. Seus pais, no início, não concordaram com a idéia de morar juntos, mas conseguiu argumentos suficientes pra convencer os pais dos dois. Os pais de Peter, disseram que poderia morar junto com a amiga, mas com a condição de contratar uma empregada. Já que assim era o único jeito que conseguiram pra ter privacidade, e Peter concordaram. Cursavam o 3° ano e, apesar de ser dois adolescentes com os hormônios explodindo, nenhum dos dois nunca tiveram um caso. Peter tinha um amor inexplicável por , assim como ela tinha por ele também . Ambos guardavam um segredo, o qual, ninguém, nem mesmo seus amigos, podia ficar sabendo: eles são espiãs. O sonho de é virar agente oficial da CIA; porém, isso custaria caro: nenhum dos agentes pode ter um caso, pois colocaria em risco sua carreira de agente.
- Vamos! - Peter desceu ainda abotoando seu paletó.
- Pegou os óculos? - disse levantando do sofá.
- Estão no bolso - ele respondeu saindo de casa. Um carro preto os aguardava.
- O que o chefe quer dessa vez? - Peter perguntou à amiga.
- Sei não... - deu de ombros e ligou o rádio.
- Coloca os óculos - Peter avisou quando o motorista estacionou o carro.
- Olha só quem fala... Quem sempre se esquece de colocar os óculos? - disse colocando os óculos e descendo do carro. Foram em direção da sala do 'chefe'. Ele era O cara. Ninguém sabia como ele era, com quem andava, enfim, ninguém o conhecia.

- Oi chefe! - e Peter disseram ao entrar em uma sala escura. Sentaram e uma luz ascendeu.
- Bem vindos agentes! Como estão? Prontos pra mais uma missão? - Acredite, foi uma televisão de tela plana que falou isso.
- Sim - os dois responderam com a voz trêmula.
- Bom prestação! O alvo se chama James Stones, e vocês terão de saber absolutamente tudo sobre ele. Ah! Para isso, vocês terão de mudar de colégio.
- QUÊ? - os dois disseram juntos.
- Mas chefe, o que vou dizer ao meus pais?
- Calma, ! Já resolvemos isso com seus pais e eles já sabem que os dois vão mudar de colégio.
- Menos mal... - Peter disse num tom inaudível para uma televisão.
- Ok, agora vão! Pois as aulas começam amanhã e o motorista vai pega-los às 7. ESTEJAM PRONTOS! - Peter e taparam os ouvidos.
- Ta, ta bom... Estaremos prontos - responderam e saíram.


Terça Feira, 6 April, 6h10min. Residência de e Peter;

- Ai, eu não acredito que eu vou mudar de colégio! E quase no meio do ano! - disse pra si mesmo enquanto se trocava.
- Ta falando com quem, ? - Peter perguntou do outro lado da porta.
- É , Peter!
- Ok, ok... Esta com TPM é? - Peter provocou e deu um riso abafado.
- Cala a boca garoto! - ela berrou lá de dentro.
- Ta bom! Mas anda logo que daqui a pouco o grandalhão ta aí... - Peter disse por fim e saiu. vestiu uma blusa preta e uma calça jeans. Colocou em sua mochila, seus óculos e uma roupa reserva.
- Vamos - desceu as escadas correndo, pois o motorista já estava buzinando. Chegaram ao novo colégio e foram até a sala de aula sob os olhares de alunos antigos.
- Qual a nossa turma?
- 3002, bloco A - Peter respondeu guardando um papel no bolso.
- Acho que é aqui... Colega, que turma é essa? - perguntou a um que na porta de uma das salas do terceiro ano.
- 3002 - o garoto respondeu - - ele acrescentou, sorrindo amigavelmente e estendendo a mão. ignorou o cumprimentou e deu como resposta, um sorriso.
- Prazer - Peter disse entrando na sala.
- Que ignorância, ! - Peter disse dando espaço pra amiga passar, para ela se sentar no canto.
- Ele é lindo! Eu não posso me apaixonar, eu não posso me apaixonar! - dizia pra si mesma. A professora chegou e fez a chamada.
- Como a gente vai descobrir quem é James? - perguntou ao amigo, no tom mais baixo possível.
- Pela chamada, dããã - ele respondeu como se fosse óbvio.
- É, engraçadinho? Ela está fazendo a chamada por número!
- Temos que torcer pra que na hora do intervalo professor deixe o diário aí - concordou com a cabeça, e analisava cada aluno da sala.

- Que garota linda! - disse aos amigos. era o mais ajuizado de todos eles. Morava junto com os amigos, , e - Quem? A aluna nova? - perguntou analisando a garota.
- Claro!
- Eu acho ela bonita - disse olhando a garota também.
- Eu também - por fim, concordou.
- Pena que ela tem namorado né, meu caro? - James disse. James era um amigo dos meninos. Não moravam juntos, mas viviam juntos.
- É... - fez uma cara de triste.

- Podem descer - o professor de Química anunciou. Ele arrumava algumas coisas em cima da mesa.
- Vamos esperar todo mundo descer. Você procura nas mochilas e se o professor deixar o...
- Ele deixou o diário - se levantou.
- Vai aonde? Espera todo mundo sair - Peter disse olhando a amiga de pé.
- Tem razão - ela sentou de novo.
- Vão descer não? - um aluno tentou ser simpático.
- Não é da s...
- Vamos sim, daqui a pouco - Peter interrompeu que ia dar uma resposta ignorante. O garoto sorriu e saiu. Foi o último a sair.
- Não seja grossa, ! As pessoas não podem nos odiar - Peter avisou e se levantou logo em seguida, ela fez o mesmo.
- Tsc ah! - resmungou e foi a procura de alguma pista nas mochilas
- Cuidado pra não... ACHEI!
- Grita baixo, seu energúmeno! - foi em direção à mesa - Qual o número?
- O que fazem aqui? - a inspetora do colégio apareceu e Peter fechou o diário rapidamente enquanto se pôs na frente do amigo.
- Já estamos descendo - foi caminhando até à porta - Gravou o número? - ela disse entre os dentes
- Aham - ele respondeu da mesma maneira. A inspetora resmungou alguma coisa e fechou a porta atrás de si.

- Ali a novata, - apontou.
- Não aponta animal! - deu um tapa na mão de .
- Foi mal - ele se desculpou rindo.

- Por que aqueles projetos de gente estão olhando pra cá? - disse sentando no refeitório do colégio.
- Quem? Os amigos daquele que...
- É, Peter. Eles mesmos...
- Ah, o , né?
- É
- Deve estar falando de você.
- Espero que estejam falando bem... - disse e levantou e foi em direção ao bebedouro.

- Que garoto pé no saco! Onde ela vai, ele vai atrás - disse seguindo os dois com os olhos.
- Ih, mal conhece a garota e já ta com ciúmes? - riu do próprio comentário
- Ahaha, tão engraçado você... - riu ironicamente, fazendo os outros rirem também.
- Vão fazer o que hoje? - James perguntou ainda rindo.
- Vamos dá um rolé por aí, hoje! - deu uma idéia.
- Por mim, ta tranqüilo - disse e todos concordaram em seguida.

- Seja quem for este tal de James, temos que fazer amizade primeiro com os amigos dele - Peter disse vendo a amiga bebendo um água.
- Certo. Espero que não seja - ela disse por fim e voltou ao refeitorio com Peter atrás. e Peter analisavam os alunos do colégio, até que o sinal tocou.

- É agora que saberemos quem é James Stones - Peter falou subindo as escadas. dividiu o fone do MP4 com Peter enquanto aguardavam a próxima aula.

- Chamada, nº 1? - A professora começou.
- , , a chamada! - Peter tirou os fones de .
- Calma lá Peter! - eles prestavam atenção em cada número - Eeei, qual é o número? - se mancou.
- O próximo.
- 32? - a professora chamou.
- Presente!
- Eu não acredito! - olhou pro indivíduo.
- O que tem ser ele? - Peter não entendeu a reação da amiga.
- Ele é amigo do ! Me diz que isso é um sonho... - batia com a mão na própria testa.
- Para, , relaxa - Peter segurou a mão de - Vamos seguir e veremos no que vai dar - Peter disse e sorriu. sorriu também.

- OK, temos que virar amiguinhos dos amigos do Sr. ... Que merda! - disse com uma voz estranha. Eles saiam do colégio e iam em direção à entrada do colégio, onde o motorista os aguardavam.
- Ai, ... Tu é fogo! - Peter disse rindo e olhando a amiga ficar estressada.
- Queria ver se fosse com você! - disse olhando sério pro amigo.
- Tá bom, parei! - ele levantou as mãos e parou de rir. deu um sorriso tímido e seguiram em direção ao carro preto.

- Ei dudes! Olha aquele carro! - apontou.
- Mó carrão, cara! - disse com cara de impressionado.
- É... E olha quem ta entrando nele - falou olhando a cena. fez uma cara triste. Seguiu seu caminho ao lado oposto ao carro preto. Os outros o seguiram.
- Que houve cara? - perguntou chegando perto do garoto.
- Hãm? - ele olhou pro amigo - Ah, nada - respondeu voltando a olhar pra baixo.
- Você não ta a fim daquela garota não né?
- Acho que não. Mas tem alguma coisa nela que me chama atenção, cara. E eu não sei o que é! - disse, quase em prantos.
- Espero que você não se apaixone por essa garota, porque ela tem namorado - disse batendo no ombro do amigo. não disse nada, só voltou seu olhar pro chão. Os meninos foram caminhando até chegar em casa.

- Como vamos fazer pra virar amigos deles? - comia alguma coisa na cozinha, aproveitando que a empregada estava na lavanderia.
- Ah, , a gente vê. Mas tem que ser o mais rápido possível, porque senão o chefe tem um piti - Peter disse rindo, fazendo rir também.
- Vou pro meu quarto ver se tem alguma coisa na TV! Beijinhos - mandou beijos pro ar. Peter mandou outro estalado. subiu e ligou a TV de seu quarto. Ela passava de canal em canal, mas não conseguia prestar atenção em nada, por quê? Ela só pensava em . Ele mesmo, . Ela não sabia o que era, mas o olhar daquele garoto chamava a atenção dela. Não só o olhar, mas seu jeito simpático em recebê-la no primeiro dia de aula. O que ela estava sentindo? Ela mal conhecia o garoto. Falou com ele apenas uma vez e não deu o mínimo de confiança pra ninguém. Ela não queria estar apaixonada, ela não podia estar apaixonada. Parou de passar em canal em canal quando seu dedo já estava cansado.
- Não se tem nada de bom pra ver na TV... Nunca vi! Dia de domingo é um horror! Vou te contar! A gente paga pra ver programa em que o povo confunde humilhação com humor - dizia pra si mesma enquanto desligava a TV e deitava em sua cama.

- ACOOOOOOOOOORDA! - batia na porta de
- AAAAAH ! - colocou o travesseiro na cara.
- Vai dormir o dia inteiro é?
- Me deixa dormir cara - se virava de um lado pro outro.
- Nós vamos dar uma voltinha, quer ir não? - disse, ainda do lado de fora.
- Não!
- Então ta!
- Ok, eu vou - disse levantando.
- AE AE AE AE AE! - gritava do lado de fora. vestiu uma roupa e saiu mesmo com os cabelos bagunçados e cara de sono.
- Vão onde?
- Não sei - deu de ombros e desceu as escadas.
- Bora lá na casa mal assombrada - fez uma voz que ELE classificava assustadora.
- A gente vai lá quase todo dia, dude - disse de olhos fechados e com a voz arrastada, parecendo uma múmia pinguça
- Vamos indo, depois a gente decide pra onde a gente vai - disse saindo. Os outros o seguiram

Depois de 3 horas de sono, se levantou e foi pra cozinha a procura de Peter. Mas não viu nem sombra dele. Só encontrou a empregada fazendo a janta dos dois.
- Cadê o Peter? - ela perguntou entrando na cozinha coçando os olhos.
- Ele disse que ia sair por aí - ela disse sem tirar os olhos da panela.
- Ah! Ele me deixa aqui? Poxa! - resmungou voltando pro seu quarto. Ela lavou o rosto e trocou de roupa. Colocou a escuta (a que ela tinha contato com o chefe e, às vezes, com Peter) no ouvido. - Vou sair. Beijos - ela avisou à empregada e saiu. - Droga! Que mania do Peter de deixar esta bosta desligada! - ela se referia à escuta. foi caminhando pelas ruas quase desertas e viu, de longe, seu amigo. Ele estava conversando com , , , e James. Ela não acreditou no que estava vendo e foi até eles.
- É melhor você vir atrás de mim... - disse entre os dentes, passando devagar atrás de Peter.
- Já volto - Peter disse aos meninos e foi atrás de .
- O que você está fazendo conversando com eles? - perguntou batendo o pé.
- Ué, temos que começar a virar amigos o quanto antes - a garota bufou com a resposta.
- Certo, certo... vamos lá - concordou e foi em direção aos meninos. Peter foi logo atrás.
- Oi, meninos - disse ao chegar - Oi... James - ela deu ênfase ao James.
- Como você sabe meu nome? - ele levantou a sobrancelha. deu um sorriso cínico
- Segredo... - ela voltou a sorrir.
- Então, como se chamam? - perguntou.
- , mas pode chamar de - soltou um sorriso, mas agora era tímido.
- Eu sou , - apontou pra ele - e - apontou pro outros dois. Peter e continuaram a sorrir.
- Sossega menina! - Peter disse vendo a amiga se embalançar.
- Iiiiih! Me deixa! - ela parou e olhou pro amigo.
- Ah!
- Tu vai ver quando chegar em casa - ameaçou.
- Ih! Vai ter suruba! - disse esfregando as mãos.
- Suruba? - Peter e disseram juntos levantando a sobrancelha. Os meninos olharam pra .
- Eu jamais faria suruba com meu amigo! - disse dando de ombros.
- Amigo? Ele não é... er...seu... Namorado não? - perguntou gaguejando.
- Ahahaha, claro que não! - respondeu e deu um sorriso tímido, ficando vermelho.
- Já pensou? Se nós fossemos namorados, nós íamos brigar muito mais! - Peter disse abraçando a amiga.
- Me solta! - ela disse entre os dentes. Peter piscou os olhos freneticamente, sem soltar .
- Ta estressadinha, amor? - Peter provocou e os meninos riram.
- Você me irrita! - ela disse dando tapinhas de leve no braço do amigo - Vou pra casa. Tenho mais o que fazer - ela disse indo embora - Tchau, meninos.
- Peraí que eu vou com você! - Peter disse acenando pro garotos.
- NADA DISSO! Você vai ficar AÍ! - ela disse parando de andar e olhando pra trás.
- E se eu não quiser? - Peter fez uma cara de convencido.
- VOCÊ QUER! - ela gritou entre os dentes. Isso era típico dela. Peter bufou e voltou à companhia dos outros - E LIGA ESSA PORCARIA EM! - ela disse e Peter confirmou com a cabeça.
- Ligar o que? - perguntou confuso.
- Ers... nada! - ele deu seu melhor sorriso.

não foi pra casa. Queria ficar na rua. Ela foi passeando e acabou parando em um parquinho que tinha perto de sua casa. Como não tinha ninguém, ela sentou no balanço e ficou pensando. Mas pensando em quê? Em . Ela não queria pensar nele, mas era quase que impossível. Se ela se apaixonasse de verdade por ele? O que ela faria com sua carreira de agente? E seu sonho de virar um agente oficial? Iria por água abaixo. Ela embalançou a cabeça pra afastar aqueles pensamentos, pelo menos naquele momento. Decidiu ir pra casa ver se Peter já estava lá.
- O Peter já chegou? - ela perguntou à empregada quando abriu a porta de casa.
- Já cheguei sim, amor! Por quê? Sentiu minha falta? - ele provocou vindo da cozinha. A empregada subiu.
- Ah, pára! - ela andou até a cozinha e ele foi atrás - o que você conversou com eles?
- Até agora só descobri que ele tem 16 anos, e vive grudado com aqueles garotos. Mora com os pais e não trabalha.
- Hum... bom começo - disse comendo uma maça - Anota! - ela subiu com Peter e pegou um bloquinho em sua mochila.
- Agora temos que descobrir onde ele mora - Peter disse anotando o que ele conseguiu descobrir.
- Só seguirmos depois da aula - disse deitando na cama.
- Como se fosse fácil...
- Pra gente, TUDO é fácil, hani! - disse.


Capítulo 2

Quarta-feira 7 April, 7:40. Colégio School DHC:

- Bom dia! - estava na porta e disse ao ver e Peter.
- Oi, - Peter respondeu pois passou direto.
- O que ela tem? - seguiu com os olhos.
- TPM diária - Peter riu junto à - Liga não. Ela é assim, mas tem bom coração - o garoto sorriu e foi pro seu lugar - Aprenda a ser mais educada! - Peter disse baixo à amiga.
- Affão né, Peter? - resmungou pegando seu MP4 da mochila. Peter bufou.
- 'Ta ouvindo o que? - chegou e sentou na carteira à frente.
- Quê? - tirou o fone do ouvido.
- 'Ta escutando o que? - repetiu a pergunta.
- Avril - ela respondeu e voltou a colocar o fone no ouvido. Peter olhou pra - Ok, ok - Ela tirou os fones - Tudo bem, ?
- Tudo - ele riu - e vocês?
- Beleza! - Peter respondeu.
- Aula de que agora? - a garota perguntou.
- Nem eu sei - eles riram.
- , chega ae! - chamou o amigo
- Perae! - disse a Peter e a . bufou.

- O que você estava falando com eles? Por que a você ela dá assunto e pra mim ela passa direto? - fez bico.
- Caaaalma, meu caro! - bateu de leve no ombro do amigo - Ela só perguntou que aula vem agora...
- Grande coisa. - ainda fazia bico.

- Ninguém merece!
- Por que não respondeu ao ?
- Porque eu não quero falar com ele! - respondeu simplesmente.
- Você vai ter de falar mais cedo ou mais tarde, querida - Peter disse. Calou-se logo em seguida, pois a professora havia chego.

- Que saco de aula! - resmungou rabiscando seu caderno. Peter bufou e continuou prestando atenção na aula. continuou rabiscando seu caderno e resmungando no ouvido de Peter até tocar o sinal do recreio. Eles desceram e foram ao refeitório e sentaram bem no fundo, no canto. Por incrível que pareça, Peter e ficaram calados, até o garoto cortar o silêncio.
(N.a: Se eu fosse você, eu escutava uma música beeeeem romântica nessa parte, de preferência Not Alone - McFly xD )
- Está tão quieta, por quê? - Peter perguntou alisando o cabelo de .
- Ai Peter, o !
- O que tem ele, amor? - ele continuava a alisar o cabelo da garota.
- Eu acho que tô gostando dele - disse olhando nos olhos de Peter.
- Mas... Mas você não pode ter um caso!
- Eu sei, por isso... Eu não sei o que faço! - choramingava.
- Calma, olha, deixa o tempo passar, pra ver se é amor de verdade, ou pra ver o que acontece! - Peter disse e por fim deu um beijo na testa de que sorriu.

- Aii, que ódio! - disse socando o ar.
- Que foi, dude? - olhou para
- Aqui ali - apontou, com a cabeça, pra Peter que alisava o cabelo de .
- 'Ta gostando dela, ? - levantou a sobrancelha.
- Sei lá - olhou pro lado.
- Tááááá sim! - provocou rindo com os outros. voltou a olhar pra e Peter. Ele viu o garoto dando um beijo na testa de . se levantou. - Vai aonde? - parou de rir. não respondeu.
- Deve ser ciúmes - deu de ombros.
- Vou atrás dele - levantou e seguiu o amigo.
- Me conta, o que é? - perguntou se sentando no gramado ao lado do outro.
- Aff - ele bufou - Eu gosto dela, cara! - revelou.
- E?
- E? 'E' que ela caga e anda pra mim! - disse ficando vermelho.
- Você já pediu uma chance a ela?
- Não, e nem pretendo pedir
- Por quê? - perguntou assustado - Se não perguntar, não vai saber, meu amigo.
- E se ela disser não? - voltou seu olhar para o outro.
- Ae, é mais um fora - disse e não ficou muito satisfeito com a resposta e se levantou. foi atrás.

- O que houve com o ? - perguntou à Peter vendo o garoto levantar e atrás.
- Não sei - Peter também olhava a cena.
- Coisa estranha... - disse olhando para o amigo, que ainda olhava , e James. 'deitou' (apoiou a cabeça em cima dos braços) em cima da mesa enquanto Peter passava a mão por seu cabelo.

e voltaram à companhia dos amigos e um silêncio ficou no ar.

- ? - Peter batia de leve no ombro da amiga.
- Que foi? - ela levantou a cabeça.
- Vamos subir? - ela concordou com a cabeça e levantou junto à Peter. Passaram pela mesa de , , , e James. Ao passar, olhou pra e ele pra ela. Não disseram uma palavra. apenas abaixou a cabeça e seguiu o seu caminho junto a Peter. olhou pra Peter com cara de 'O que foi?'. O mesmo, como resposta, deu um sorriso. A garota ficou o resto das aulas calada. Peter prestava atenção à aula, mas estava preocupado com a amiga, pois sabe que a mesma era uma tagarela.

- Vamos seguí-los hoje? - Peter perguntou à que caminhava ao seu lado.
- Não, deixa pra amanhã! - deu seu melhor sorriso e Peter respondeu da mesma forma. Seguiram até em casa em silêncio. - Vou pro meu quarto - anunciou já subindo as escadas. Ela deitou em sua cama, e não queria pensar na possibilidade de estar apaixonada por um garoto que conheceu apenas à dois dias. Mas, para ela, era impossível não pensar nele. Ela nunca tinha se apaixonado por alguém, assim, tão forte. Nem pelo seu amigo que morava com ela. Ela pensava nele 24 horas por dia, mesmo sem querer. Ela queria arrumar alguma coisa pra tentar esquecer que sua existência, mas não achou nada em seu quarto. Seus pensamentos foram interrompidos por uma batida na porta.
- Amor?
- Oi Peter, entra - ela respondeu deitando na cama.
- 'Ta bem? - ele perguntou sentando ao lado dela.
- 'Tô sim, obrigada - ela deu um sorriso tímido.
- Bom... eu não quero te ver triste! - o mesmo também sorriu.
- Acho que vou dar uma volta por aí... - ela disse se levantando.
- Isso! Vamos dar uma volta e...
- SO-ZI-NHA! - ela disse pausadamente fazendo Peter rir.
- Certo, então vai lá, princesa.
- Beijos, I love you! - ela disse pegando seu inseparável MP4 e saindo do quarto.
- Eu também - ele sorriu. Para onde ela ia? Nem ela sabia. Colocou os fones no ouvido e ao som de My World de Avril Lavigne, ela deixo que seus pés escolhessem o caminho. Só escutando música, a garota não consegue pensar em nada. Só prestava atenção na letra, que mesmo em Inglês, ela conseguia entender algumas coisas. Ela caminhou até uma praça que ficava à 4 quarteirões de sua casa. Ela sentou em um banco e continuou a ouvir a música.

- Cadê o ? - perguntou ao sair do banheiro e ver James, e jogando vídeo game menos .
- Ele saiu e não disse pra onde ia - respondeu sem tirar os olhos da tela. sentou no sofá, mas ficou preocupado com o amigo.

caminhou pelas ruas, mas não achou um lugar vazio, onde pudesse pensar. Até que viu, mesmo de longe, um cabelo que, pra ele, era 'familiar'.
- ? - Ele disse pra si mesmo quando viu uma menina sentada, de costas pra ele, em um banco da praça. Ele se aproximou e ficou em pé atrás da menina tomando coragem de falar com ela. E se ele levasse um fora da pessoa que ele amava? - Oi, ... - ele disse, meio inseguro, sentando ao lado dela. Ela tirou os fones do ouvido.
- ?
- Oi... - ele deu um sorriso tímido.
- O que faz aqui?
- Vim pensar em você - corou.
- Hãm? - ela disse com cara de quem não entendeu.
- Aff - ele respirou fundo - ... Eu... Eu te amo! - ele revelou. não pode deixar de sorrir. Mas o sorriso sumiu quando ela lembrou das regras de um agente. Ela abaixou a cabeça. - Me da uma chance? - ele perguntou com a voz trêmula.
- Mas... - ela foi dizendo, porém chegou perto dela, perto demais... - ... - as respiração dos dois estava ofegante - Eu... - ela não conseguiu terminar a frase, pois lhe deu um beijo. Ela não queria, mas seu coração falou mais alto naquele momento e ela deu intensidade ao beijo. Lágrimas começaram a escorrer de seus olhos, mas ela não queria que aquele momento não terminasse nunca. - , eu não posso! - ela disse se levantou e saiu correndo. Ela foi pra casa o mais rápido possível. Ela não podia ter deixado acontecer. Se alguém ficasse sabendo? O que ela faria? O que ela falaria pro 'chefe’? Seria demitida na hora.

ficou um bom tempo sentado de cabeça baixa. Pensou nela. Pensou no que não queria que acontecesse o que aconteceu. Como ele pode se apaixonar em tão pouco tempo? E por que ela não o deu uma chance, já que ela cedeu o beijo? Tudo estava tão confuso em sua cabeça e queria esquecer o quanto antes. Foi pra casa com a imagem de dela em sua mente. Simplesmente, ele não conseguia esquecer aquela garota.

- O que houve ? - Peter levantou do sofá e perguntou ao ver a amiga entrar chorando em casa. não respondeu, apenas chorou no peito de Peter. Ele passava a mão em seus cabelos. Ele sentou no sofá junto à ela. - Que foi, amor?
- O ... O ... Me beijou Peter! ELE ME BEIJOU! - estava desesperada.
- Mas como? Aonde?
- Lá na praça! Eu estava lá sentada, aí ele apareceu não sei de onde e...
- Shiiii - ele puxou a amiga pra um abraço - Calma, amor. Tudo se resolve! - Ao ouvir as palavras de Peter, deitou em seu colo até conseguir dormir.

- Onde tu foi cara? - perguntou ao ver entrar, meio cabisbaixo. não respondeu e subiu as escadas em silêncio. levantou e foi ao quarto do garoto.
- ?Pode entrar?
- Entra - respondeu.
- Por que essa cara? - sentou-se na cama, ao lado do mesmo.
- A única que eu tenho - foi seco - Desculpa, é que...
- A ? - chutou e acertou.
- É cara... Eu não sei o que faço. Eu encontrei com ela e... - ele respirou fundo - Eu a beijei.
- VOCÊ O QUÊ? - se fez de desentendido.
- Eu a beijei, ! EU A BEIJEI! - teve a mesma reação que .
- E depois?
- Ela disse que não podia e saiu correndo - abaixou a cabeça e sentiu um aperto no coração.
- Dude, fica assim não! Segue sua vida! Procura outras garotas...
- Eu vou tentar, mas eu não consigo ! - estava ficando nervoso.
- Calma, dude! - deu um abraço amigo em .
- Valeu pela força! - deu um sorriso tímido e fez a mesma coisa.
- Ah, e ninguém sabe. Só a gente - sorriu e agradeceu de novo. desceu ao encontro dos outros. deitou e sua cama e tentou tirar a imagem de da cabeça. Fitou o teto até dormir.


Capítulo 3

Quinta-Feira, 8 April, 6h40min. Residência de Peter e :


- ! ACORDA MENINA! - Peter socava a porta.
- Calma, Peter! Pra que essa violência toda? - disse. Levantou, coçando os olhos.
- SERÁ PORQUE JÁ SÃO 6h40min?
- QUÊ? E POR QUE DIABOS VOCÊ NÃO ME ACORDOU ANTES? - Peter não respondeu. tomou banho e começou a acelerar. Trocou de roupa, prendeu o cabelo num coque mesmo e não deu tempo de passar nem o lápis de olho, pois o motorista já buzinava do lado de fora.

- O chefe quer vê-los hoje à tarde - o motorista disse quando Peter e entraram no carro. Os dois ficaram em silêncio até chegar ao colégio. Ao chegar, encontraram os meninos na entrada.
- Oi - disse à Peter e , acompanhado de um sorriso.
- Oi... - ambos responderam, mas só Peter sorriu. Todos se cumprimentaram. e se olhavam, mas não diziam uma palavra sequer. De repente surgiu um silêncio, que foi cortado por .
- Vamos entrando, senão o James não vai deixar a gente entrar - disse indo em direção à portaria do colégio.
- Perae ... James - fez uma cara de pensativa - James, não é ele? - perguntou apontando pra James.
- É, mas o porteiro também é James! - explicou. olhou pra Peter e Peter embalançou a cabeça negativamente.
- Por quê? - quis saber.
- Não, nada... - abaixou a cabeça com cara de pensativa. Todos subiram conversando algumas coisas do novo colégio. Peter fazia perguntas que todos estranhavam, mas conseguia converter a situação. já estava bem melhor do que do dia anterior e estava disposta a esquecer em nome de seu sonho. O que ela mais queria era continuar seu trabalho e nada nem ninguém ia impedir.

- Peter, agora eu fiquei preocupada... O que será que o chefe quer? - perguntou mordendo a tampa da caneta.
- Não sei, vamos esperar, deve ser alguma coisa sobre o caso ... - Peter deu de ombros e abriu seu caderno pra copiar o que estava no quadro.
- É... pode ser - se conformou e fez o mesmo que Peter dando um sorriso.

- Olha como ela tá feliz ao lado daquele... grrr... Ainda diz que é amigo! - se remoia de ciúmes - Parece que não aconteceu nada ontem... Olha como ela sorri...
- Calma dude... faz o mesmo! Você não vai ficar ae morrendo de ciúmes de uma aluna nova né? - disse ao amigo que estava sentado ao seu lado.
- Ok, ok... - respirou fundo e voltou a anotar o que a professora escreveu no quadro.


15h05min. Empresa de Espiões de Londres:

- Ai! Eu não acredito! - colocou a mão na boca ao pegar um envelope em cima da mesa, ao mando do chefe.
- Satisfeita, senhorita ? - o chefe se comunicou, como sempre, pela TV de tela plana.
- Ai, me desculpa chefe! Eu não queria... Eu juro... - lágrimas escorriam dos olhos de .
- Deixe-me ver ... - Peter disse tirando o envelope da mão de - Quem tirou essas fotos? - Peter disse analisando as fotos de e se beijando na praça - Estão mal tiradas... - Peter disse tentando aliviar o lado da amiga.
- NÃO INTERESSA! - o chefe gritou, mostrando que não estava pra brincadeiras.
- Perae, agora nós temos um guarda-costas também, é isso? - perguntou. Ela não se conformou.
- Sra. , não faça perguntas e assuma a realidade!
- Certo... O que vai fazer comigo? - perguntou com medo da resposta.
- Não vou te demitir porque vocês são os melhores espiões da agência - e Peter se olharam e sorriram - Mas deixo BEM CLARO - ambos taparam os ouvidos - Que da próxima, NÃO TERÁ PERDÃO!
- Sim senhor! - responderam.
- Descobriram alguma coisa?
- Só algumas coisas que estão anotadas no bloco da .
- Hum... bom... vocês tem UMA SEMANA pra terminar!
- UMA SEMANA? Tão pouco tempo... - Peter protestou.
- Boa semana... - O chefe disse por fim e a TV desligou.

- O que eu faço agora Peter? Que droga! - chorava e ao mesmo tempo batia na mesa da cozinha de sua casa.
- Calma amor! Tenta esquecer o ! - Peter fazia um sanduíche e conversavam aproveitando que a empregada estava na lavanderia.
- Vou tentar! Vou pensar mais na minha missão e esquecer que ele existe! Estou decidida! - disse isso com firmeza e sorriu pra Peter o que fez ele sorrir também.
- , temos uma semana! UMA SEMANA! - Peter disse comendo seu sanduba
- Eu sei Peter... Eu sei... - como sempre, pensativa - Vamos sair por aí procurando aqueles garotos.
- Então ta...
- Termina de comer né ?
- Não, vamos logo... - Peter disse já saindo.
- Vamos aonde, pra começar?
- Já sei! Vamos onde nós os encontramos ontem! - Peter olhou pra amiga com cara de quem teve uma idéia impressionante.
- Ok, vamos lá 'Sr. Incrível'

- É, mas bem que ela é hot! - disse lambendo os lábios. Todos estavam sentados na calçada em frente à casa 'mal assombrada' da rua.
- Até parece que você ficaria com ela... - deu de ombros. Estavam falando de Clarice. Uma menina do terceiro ano e que todos os garotos a querem. Todos menos um:
- O prefere a - James debochou.
- Melhor você ficar quieto, James... - disse sério pro amigo. não disse nada. Nem estava prestando atenção no assunto.
- Ok, não está mais aqui quem falou... - ele disse levantando as mãos.

- Ali! Eles! - Peter avistou de longe. Ele ia em direção aos meninos, mas o impediu
- Calma lá Peter... Ta com a escuta?
- Aham

- Bora entrar? - perguntou com um sorrisão no rosto.
- Aonde moleque? - perguntou cortando o sorriso de .
- Na casa mal assombrada né? - respondeu como se fosse óbvio.
- Bora? - adorou a idéia.
- Bora? - imitou.
- Bora? - de novo.
- Bora? - .
- AAAH! VAMOS LOGO! - levantou.
- Oi meninos... - ouve-se a voz de .
- Oi, ! Oi Peter - que estava cabisbaixo, deu um sorriso ao ver a menina. Ela sorriu também.
- Aonde iam? - Foi indiscreta. Peter deu um cutucão.
- Entrar aí - disse apontando pra casa. - levantou a sobrancelha com a resposta - O que deu a idéia.
- E vocês moram aqui a tanto tempo e nunca entraram aí? - ela continuou de sobrancelha levantada.
- Como sabe que moramos a tanto tempo aqui? - também levantou a sobrancelha.
- Podemos entrar também? - Peter perguntou salvando a pele de . Ela deu um sorriso cínico pra .
- Claaaaro! - respondeu - A casa é pública! - ele sorriu.
- Como vamos entrar se está trancado? - perguntou.
- A abre - Peter disse olhando para amiga.
- Seu nome é esse?
- É, ... - ela deu um sorriso tímido.
- Então , abre... - Peter deu espaço pra ela passar.
- Você me paga, garoto! - olhou pra Peter com um olhar assustador.
- I love you! - ele disse e riu. foi em direção à porta de entrada da casa que era fechada por uma porta de madeira e era trancada por dentro. juntou os punhos como se fosse lutar e se concentrou. Olhou pra porta.
- YEEEEEAAAH! - ela chutou a porta em estilo caratê. A porta abriu.
- É... - coçou o queixo - Pelo menos suas aulas serviram pra alguma coisa... - Peter disse entrando na casa.
- Cala a boca! - ela o seguiu. Os meninos cochicharam alguma coisa inaudível para os ouvidos de . A mansão tinha um muro grande. Pra chegar na casa, tinha um caminho que os levava até a entrada. Ela era branca com aspecto abandonado. - Qual a graça de 'invadirmos' - ela fez aspas com as mãos - Uma casa abandonada?
- Pára de reclamar garota! - Peter disse andando na frente.
- Aff - bufou - Fica na sua...
- Blábláblá - Peter provocou. bufou mais uma vez e o seguiu. Os meninos riram. Ao entrar na mansão, não encontraram absolutamente nada de interessante. A casa estava meia escura por causa das árvores que a cercavam, portanto, os meninos foram pra um lado e , se distraiu olhando um bichinho andando pelo chão, foi pra outro lado. 'Cadê a ?'. foi o primeiro a sentir falta da garota. Ele decidiu ir atrás dela, mesmo sem avisar, pois sabia que a casa não tinha perigo, mesmo sendo 'assombrada'. Andou por todos os lados mas não encontrou .
- Aaaai, que nojento! - disse pra si mesmo entrando num quarto onde tinha todas as espécies de insetos - Uma... Uma... Uma... Barata! AAAAAAAAAH! - a porta do quarto fechou. Ela se assustou e olhou pra trás.

- ? - perguntou baixo pra si mesmo ao ouvir o grito da garota. Ele continuou a andar pela casa a procura da menina - ? - ele gritou esperando alguma resposta.
- ? - ela ouviu a voz dele e respondeu. seguiu sua voz.
- GRITA DE NOVO! - ele pediu.
- AAAAAAAAAAAAAH! - ela berrou.

- Que barulho é esse? Cadê o e a ? - perguntou olhando pra trás.
- Isso não vai prestar... - Peter pensou alto.
- Quê? - tentou ouvir.
- Não, nada... - Peter sorriu - Eles devem estar por aí - ele voltou a andar.

- Você ta aí? - bateu na porta de um quarto, com as portas pretas.
- Ahaam! - ela respondeu tentando se afastar de uma largatixa - Que eeeeeca! - mexeu na maçaneta e abriu a porta.
- Você ta bem? - ele perguntou se aproximando da garota.
- Tô, obrigada... - ela sorriu, ele fez o mesmo e se aproximou dela - Não, ... - ela disse tentando se afastar dele, mas não adiantava, ele chegava cada vez mais perto. Ele foi andando em direção à garota até ela bater de costas na parede, não havendo lugar pra escapar. Ele colocou as mãos na parede e a olhou nos olhos. - Pára ... - ele chegou perto. '...Deixo bem claro que da próxima não terá perdão! a frase veio na mente e ela passou por baixo dos braços de . Ela respirou fundo e olhou pra . Uma lágrima escorreu de seus olhos e ela saiu do quarto sem dizer nada.

- Aonde você estava ? - perguntou ao ver .
- Cadê a ? - vez de Peter.
- Eu estava dando uma volta... e a , eu não sei dela não... - disse andando na frente de todos.
- Vamos embora? - perguntou tremendo - esse lugar está me dando medo.
- Você que deu idéia de entrar aqui! - disse acusando o amigo.
- Mas agora eu quero ir embora!
- Medroso! - James disse rindo com os outros.
- Mas e a ? - Peter perguntou - Se ela 'está por aí' - fez aspas com as mãos - Nós temos que achá-la!
- Certo... - continuaram andando, menos Peter.
- Onde você ta? - Peter aproximou o pulso da boca e falou o mais baixo possível.
- Na calçada, em frente à casa ...
- Ei! Vamos... Ela deve estar lá fora...
- Como você sabe? - James desconfiou.
- Eu conheço minha amiga - Peter piscou e foi em direção à porta. Quando todos sairam e estava sentada na calçada à espera de todos.
- Por que saiu sem avisar? - perguntou se sentando ao lado da menina. olhou pra ele, pensou, pensou, levantou a sobrancelha.
- Não estava a fim de ficar lá dentro, me dá... Calafrios?
- E você pergunta! - levantou a sobrancelha.
- Não tô entendo nada - sentou ao lado dos dois.
- É melhor não entender... - levantou - Vou pra casa. Amanhã a gente se vê no colégio! - piscou e acenou.
- Eeeei, eu vou ficar aqui? - Peter perguntou olhando se afastar.
- Você que sabe... - ela nem olhou pra trás e continuou andando. Peter optou à ficar. Eles tinham apenas uma semana.

- O que aconteceu? - Peter perguntou ao entrar em casa. estava no sofá vendo TV e comendo pipoca.
- Em relação à... ? - ela não tirou os olhos da TV.
- .
- Nada demais... Ele só tentou me beijar.
- E VOCÊ NÃO CEDEU NÃO NÉ? - Peter perguntou, ainda de pé.
- Eu seria capaz? - ela não tirava os olhos da TV. Peter olhou pra amiga mas não respondeu. Subiu e foi pro seu quarto.


Capítulo 4

Sexta-feira, 9 April, 8h. Colégio School DHC:

- Peter, uma coisa me chamou atenção... - se virou pra Peter e mordia a tampa da caneta.
- O que amor? - Peter se virou pra ela.
- O nome do porteiro também é James... o James, amigo dos meninos, é tão imbecíl, coitado! - ela olhava James de longe, tacando uma bolhinha de papel na professora - acho que ele não seria capaz de ser tããão perigoso !
- As aparências enganam... - Peter se virou pra frente.
- É... quero ver se a gente ta investigando a pessoa errada. - disse por fim e se virou pra frente também. estava pensativa durante a aula e Peter prestava atenção nas matérias, pois sabia que depois pediria explicação sobre o que foi dito na aula, pois ela não prestou atenção em nada. Esperaram, impacientemente, o sinal do recreio tocar. Quando suas 'preces' foram atendidas, desceram e se sentaram no gramado do colégio.

- A gente tem de virar mais amigos deles... eles estão desconfiando que nós nos juntamos às vezes.
- Verdade, mas como vamos chegar? Vamos virar 'amiguinhos', assim? Do nada?

- Ainda pensando nela ? - perguntou ao ver o amigo sentado no gramado olhando o nada.
- Hãm?
- Tá pensando nela? - ele repetiu a pergunta bem baixo pra que só ele escutasse.
- Não, tô não... - mentiu.
- Fala a verdade... ta sim né?
- É ... - aspirou - Estou... - ele abaixou a cabeça - ela tem um olhar... que sei lá...ela é misteriosa. Ela tem algum segredo!
- É... eu já reparei
- Abafa - falou entre os dentes
- Olá! Posso sentar? - sorriu.
- Claaaaro! - disse sorrindo também.
- Oi - Peter disse.
- Oi, senta aí! - disse sorrindo.
- Valeu. - Peter sentou.
- Então... - tentou puxar assunto.
- Então... ? - repetiu rindo.
- Vamos nos conhecer?
- Claro !
- O Peter nós já conhecemos! - sorriu.
- Bom pra vocês... - disse olhando em volta.
- Hãm? - aproximou.
- Nada não... mas em... vocês moram juntos?
- Moramos, menos o James. Ele não mora com a gente não.
- E você ? Tem boca não? - Peter disse olhando pro mesmo. riu.
- Prefiro ficar quieto. - ele respondeu sorrindo torto. abaixou a cabeça.
- Vamos sair hoje? Sexta-feira ninguém merece ficar em casa! - deu idéia e Peter a olhou com os olhos arregalados.
- Vamos ué! - respondeu por todos.
- Vamos aonde?
- Hum... vamos a um pub? Vocês gostam desses lugares?
- Sim, . Vamos ao pub que abriu semana passada, no centro. Parece ser bom! - disse animado.
- Que horas? - olhou pra .
- Sete, tá bom? - ela respondeu.
- Certo! - o sinal que anuncia o final do recreio soou - Vamos subindo. - James levantou junto aos outros.

- Sete na porta da casa 'mal assombrada'. - disse ao passar pelos meninos e piscou. Nenhum dos meninos responderam e seguiram e Peter com os olhos. Olharam o carro em que ambos entraram e fizeram alguns comentários. e Peter foram pra casa planejando o que fariam com os meninos, porque nem mesmo , sabia de onde tirou a idéia de chamar os meninos pra ir ao pub.

- Ai, nem sei com que roupa eu vou! - disse à si mesmo, tirando metade das roupas de seu armário. - Calma ! Você só vai a um pub, SÓ A UM PUB! Mas o vai estar lá. Aaaah, que droga! - ela disse entre os dentes jogando algumas roupas no chão. Decidiu ir tomar banho. Entrou no boxer e pensou em que roupa usaria, ou se molharia o cabelo ou não. Optou por deixar as madeixas secas. Saiu do boxer, ainda sem saber com que roupa iria. Preferiu usar uma roupa simples. Pegou uma saia Jeans e uma bata lilás em seu armário e os vestiu. Como deixou seu cabelo seco, ela o jogou pro lado. Passou um lápis, de leve, nos olhos e um brilho nos lábios. Usou seu melhor salto e colocou seu melhor brinco.
- Vamos ! - Peter bateu na porta. não respondeu e abriu a porta alguns segundos depois - Uaaaaau! , a gente SÓ vai ao pub!
- Ahaha, bobão. Vamos! - ela disse descendo as escadas e indo em ruma à porta.

- Você não vai se arrumar não, cara? - perguntou, já pronto, ao passar pela sala e ver sentado no sofá 'vendo' TV.
- Eu não vou... - ele deu de ombros e levantou.
- Ei ei ei... não vai por que? - parou de andar.
- Por que não tô a fim de vê-la!
- , supera isso, meu amigo! Você conhece a garota hà três dias. Não é possível que esteja tão apaixonado assim, a ponto de não quer vê-la!
- Você tá certo... vou me arrumar - disse e deu um sorriso. sorriu ao ver o amigo feliz e foi pra cozinha. - Como estou? - perguntou após uns 30 minutos depois.
- CARACA! A gente vai à um pub, meu caro... - , disse ao ver o amigo entrando na sala.
- Que foi ? Exagerei? - fez uma cara tristonha.
- Não amoooor! Tá lindo! - disse se aproximando e piscando freneticamente.
- Seu gay! - disse rindo.
- Vamos gente! O James deve estar esperando a gente. - disse pegando as chaves e saindo. Os outros o seguiram.
Danny estava com uma calça Jeans camuflada, uma blusa listrada horizontalmente e com gola. Duas cores se alternavam: o vermelho e o azul marinho. Por baixo, usava outra blusa com manga comprida de cor azul bebê; Tom vestiu uma blusa azul escuro por baixo e por cima optou por um casaco preto, deixando a gola de fora. Usava calça Jeans e um pantufão preto e branco; Harry estava de blusa de xadrez cinza e cinza claro. Também estava de calça Jeans, mas a dele, era verde; por fim, Dougie vestiu uma blusa azul claro com alguns desenhos como estampa. Usou calça Jeans com pantufão preto.

- Ali eles! - apontou na direção dos meninos, caminhando até lá. - Ooooi! - ela disse sorrindo e beijou a bochecha de cada um.
- Oi! - Peter disse acenando pra todos. 'Ela é tão linda!' pensava analisando a garota dos pés a cabeça.
- Vou comprar um babador pro ... - zoou, andando com os outros.
- Ahaha, engraçadinho! - riu falso. riu mais ainda e o olhou sério, o fazendo parar.
- Nós não vamos à pé não né?
- ÊÊÊÊ, Maria Gasolina! - disse rindo pra . deu um sorriso debochado.
- Cadê o motorista de vocês? - James perguntou. Peter e se olharam.
- Ta de folga! - riu de si mesmo, deixando os outros com cara de 'hãm?'
- , pára! - Peter deu um cutucão em .
- Ok, parei - ela parou de rir e abaixou a cabeça.
- Vamos de táxi! Ali um! - disse, após rir, apontando pro táxi que passava
- , não dá todo mundo dentro do carro! - disse fazendo gestos exagerados.
- Ali outro!
- Tanta sorte! - disse fazendo sinal pra um e correu atrás do outro. conseguiu parar o táxi e chamou os amigos. A divisão foi feita: , Peter, James e em um carro. , e em outro.

- O que há com o ? Ele ta tão diferente... - disse olhando pra que estava sentado entre ele e .
- , - olhou pro amigo. - não brinca mais como você brincou com ele há pouco tempo. Principalmente na frente da .
- Ta, mas por quê?
- Chegamos! Dá ... R$ 15,50. - o motorista disse. entregou o dinheiro à ele e desceram do carro.

- Vamos sentar láááá no fundão! - James disse caminhando até uma mesa vazia. Os outros o seguiram. Sentaram todos e chamaram o garçom. Fizeram seus pedidos e um silêncio ficou no ar.
- Uaaau! Adoro essa música! - disse ao ouvir algumas notas de Tomorrow. Deixando claro que não era a Avril que estava cantando. Era um show acústico que acontecia todas as noites de sexta-feira antes de começar a 'discoteca' - And I wanna believe you when you tell me that it'll be okay and I try to believe you ... - acompanhava.
- Por que não vira cantora? - riu.
- Ahaha!
- Você canto certo! - disse a olhando.
- E bem! - completou.
- It's always been up to you It's turning around, its up to me I'm gonna do what I have to do Just don't - ela continuou fazendo umas caras estranhas.
- Uhuuul! - aplaudiu após a música acabar.
- Alguém deseja cantar comigo? - A cantora perguntou olhando a platéia.
- Vai lá !
- Aaaah ! - fez manha.
- VAAAI! - também pediu.
- Ok, EEEU! - ela berrou lá de trás. foi até o palco e perguntou o que elas iriam cantar. Escolheram cantar 'Misery Business' de Paramore. - Mas acústico? - estranhou.
- Sim! - a moça respondeu.
- Ok, então... - concordou e sentou em um banquinho que tinha no meio do palco.
- I'm in the business of misery let's take it from the top she's gotta body like an hour glass that's ticking like a clock - começou fazendo caretas e embalançando a cabeça no ritmo do violão. - It's just a matter of time before we all run out but when I thought he was mine she caught him by the mouth.
- I waited eight long months she finally set him free I told him I couldn't lie he was the only one for me two weeks and we had caught on fire she's got it out for me but i wear the biggest smile - a outra continuou.
- No, I never meant to brag... but i got him where i want him now. Oh it was never my intention to brag... to steal it all away from you now But God does it feel so good cause I got him where I want him now if you could then you know you would cause God it just feels so... It's just feels so good! - cantou o refrão olhando diretamente pra .


- Mandou bem em! - James piscou.
- Valeu James... - ela deu ênfase ao nome dele.
- Grava um CD, querida!
- Nhaaan, menos ! - disse e os outros riram, menos . - Vou dançar! - disse após uns 5 minutos. Ela levantou e foi pro meio da pista ao som de '2 Hearts' de Kylie Minogue. levantou logo em seguida. Peter balançou a cabeça negativamente e nenhum dos meninos tentou impedir . Afinal, o que ele faria?

- OI! - fez um esforço pra poder o ouvir.
- Oi ! - continuava dançando e sorriu cínico ao ver o garoto. A música acabou e começou a tocar Loner In Love de Busted. - O que você quer? - ela disse nervosa, pois ele estava se aproximando, de novo.
- Posso te pedir uma coisa? - ele perguntou parando de andar.
- Pode. - ela disse simplesmente mas com medo.
- Dança comigo? - ele sorriu tímido. , sem ter certeza do que estava fazendo, confirmou com a cabeça e foi em direção a . A música tocava e os dois ficavam cada vez mais próximos um do outro. sentiu um arrepio quando sussurrou em seu ouvido:
- Você... quer... namorar comigo? - o olhou nos olhos e abaixou a cabeça logo depois. Ela se soltou dos braços de e foi em direção à mesa onde estavam os outros.
- O que foi ? - Peter perguntou ao ver a menina se sentar, meio cabisbaixa.
- Nada Peter. - ela deu seu melhor sorriso. chegou à mesa e olhou pro seus pés. o olhou e já sabia que o 'problema' era a . preferiu ficar quieto e conversar com o amigo quando chegasse em casa.
- Me leva pra casa? - disse olhando pra Peter. Peter não entendeu o ato da menina e arregalou os olhos.
- Por quê? Aqui ta tão bom! - disse sorrindo.
- Tô passando mal... - disse levantando. a olhou e desviou o olhar. - Vamos Peter? Por favor!
- Ta, ta bom... - Peter levantou.
- Tchau meninos, e desculpa. - disse cabisbaixa e saiu do pub acompanhada de Peter. Os meninos os seguiram com o olhar, como sempre.

- Me conta. O que aconteceu? - Peter pediu enquanto caminhavam lentamente pelas ruas desertas.
- Ele... me pediu... ers... pra namorar comigo. - conseguiu completar a frase e ficou vermelha. Não sabia se era de raiva ou de vergonha.
- Ele não te beijou não né?
- Peter, - , que estava olhando pro chão, direcionou o olhar pro seu amigo. - por quê você sempre pergunta isso? Você acha que sou capaz de acabar com a SUA carreira?
- Não, . Não é isso...
- Mas parece que isso! - gritava no meio da rua.
- Ta estressada?
- Não, Peter! - disse, criando um silêncio logo em seguida. Foram caminhando até em casa sem nenhum dos dois dizer uma palavra.

Sábado, 10 April, 11h. Residência de e Peter:

acordou com o sol em seus olhos. Olhou pro relógio e se perguntou 'Por que Peter não me acordou?’. Ela estranhou, pois todo sábado ele a acordava batendo na porta dizendo que já era tarde, mesmo sendo 8 da manhã. Ela levantou e lavou o rosto. Olhou-se no espelho e viu que estava com o olhar triste. Não deu muito importância, pois sabia que era por causa de e não queria pensar nele naquele momento. Trocou de roupa e desceu à procura de Peter, mas só encontrou a empregada fazendo o almoço.
- Vai tomar café não? - a empregada perguntou.
- Não... já ta tarde. Cadê o Peter?
- Saiu e não disse pra onde foi. - a emprega disse ao ver saindo da cozinha e pegando as chaves de casa. Ela caminhou pelas ruas, pois sabia que Peter não estava muito longe. Ela o encontrou na praça que fica próxima à casa 'mal assombrada'. Na praça em que e deram seu primeiro beijo. E o beijo que quase joga o sonho de , por água abaixo.
- O que está fazendo aqui, sozinho? - sorriu ao sentar em um banco, ao lado do amigo. Peter continuou de cabeça baixa. Peter ao menos a olhou, fazendo o sorriso de sumir totalmente. - Peter? - ela chamou o amigo, e mesmo assim, ele continuou de cabeça baixa. Ela segurou seu queixo e o fez olhar pra ela - O que houve?
- Nada ... - ele disse tentando não olhar pra nos olhos.
- Nada? Tem certeza?
- Eu to cansado de bancar o otário! - Peter disse aumentando o tom de voz. o olhou com os olhos arregalados.
- Por que esta dizendo isso?
- Eu me preocupo com você e você diz que EU acho que você seria capaz de acabar com a MINHA carreira! , se acontecer, VOCÊ será demitida! - Peter levantou do banco. ouviu as palavras de Peter sem dizer uma palavra. Ela o seguiu com o olhar, vendo o amigo ir embora. Uma lágrima caiu de seus olhos. ‘... se acontecer, você será demitida!', ‘... da próxima, não terá perdão!'. Essas duas frases martelavam na cabeça de , a fazendo ficar mais triste. O que ela faria? Abria mão de seu sonho?

- E o que ela disse? - estava no quarto junto à .
- Ela não disse nada! Ela saiu de perto de mim! Eu não acredito! QUE RAAAIVA! - socava o ar.
- Calma ! Agora não tem mais jeito! Segue sua vida e esquece aquela garota!
- Certo! Eu vou esquecê-la! EU VOU ESQUECÊ-LA! - estava certo do que faria.

- Alô? - Peter atendeu ao telefone assim que chegou em casa.
- O motorista passará aí em 30 minutos pra buscá-los. - Peter ouviu. Sabia que era o chefe.
- Mas... - Peter tentou dizer que não estava, mas só ouviu o típico barulho: 'TUTUTU...' - Aff, vou ter de ir atrás dela.
- Atrás de quem? - apareceu na sala.
- Não, esquece. O motorista vem nos buscar aqui em 30 minutos. - Peter disse sem olhar pra . Subiu e foi se trocar.

- Sra. ? - A empregada bateu na porta.
- Tô aqui! Entra! - disse enrolada na toalha.
- Vou sair. Vou ao mercado.
- Certo!

- Vamos ficar em casa hoje? O DIA TODO? - perguntou à fazendo gestos exagerados.
- É né? Vamos dar uma volta? - deu idéia se levantando e indo à porta.
- Aonde vão? - perguntou descendo as escadas.
- Dar uma voltinha! - olhou pra com cara de criança que pedia permissão pra sair.
- Nem chamam a gente!
- Você estava lá em cima com o ! - se defendeu fazendo bico e cruzando os braços. - Quer ir?
- Não! Vou fazer companhia ao . Ele ta mal! - disse indo pra cozinha.
- Idiota né? Se ele ia dizer que não, pra que falou que a gente não chamou ele? - disse fechando a porta e atrás.

Peter estava no sofá da sala esperando . Ele estava inquieto.
- Vamos! - disse. Peter não disse nada e seguiram até o carro. - Cadê os óculos?
- Esqueci! Já volto... - Peter desceu do carro.

- ! ! - puxou a camisa do amigo. - Aquele ali de terno não é Peter? Amigo da ?
- Aonde, cara? - estava a procura do garoto.
- Ta vendo aquele carro preto?
- Hãm... não é o carro da e do Peter?
- É! Então... eles entraram naquela casa ali!
- Descobrimos onde eles moram! AEAEAEAE! - fez um escândalo atrás da árvore onde estavam 'escondidos'.
- CALA A BOCA CARA! - o puxou pelo braço
- Vamos lá falar com ele! - deu a idéia e nem esperou a resposta do amigo. Ambos foram até o carro preto.

- Aff! O que eles estão fazendo aqui?
- O que a senhora disse? - o motorista de virou pra .
- Nada! - disse tirando os óculos e saindo carro.
- O que fazem aqui? – disse vindo por detrás, fazendo e levar um susto.
- ? Porque está vestida deste jeito? – perguntou ao ver a menina com uma roupa toda preta, paletó e óculos escuros.
- Aqui, eu pergunto! O que querem? – estava sendo seca.
- Estávamos caminhando por aí, aí vimos seu carro e viemos até aqui falar com vocês! – deu um sorriso.
- A ta...
- Oi... – Peter disse ao sair de casa e ver conversando com e .
- Eae Peter! – disseram.
- Vamos? – o motorista abaixou o vidro e chamou Peter e .
- Temos que ir! Tchau! – acenou. Peter fez o mesmo dando um sorriso.

- Será que eles estranharam alguma coisa?
- Não sei – Peter disse simplesmente.

- Por que será que eles estavam vestidos daquele jeito?
- Não sei ... alguma coisa tem aí...


Empresa de Espiões de Londres:

- Descobrimos uma foto do investigado! – a ‘TV de plasma’ disse.
- Cadê? – Peter perguntou e logo em seguida apareceu na tela uma foto.
- Mas esse... esse não é o James aluno! Esse é o James porteiro! – disse se aproximando mais da TV.
- Como vocês descobriram o nome desse James ‘aluno’. – ele imitou a voz de na última palavra.
- Pelo diário de classe! – Peter disse, todo orgulhoso.
- Ah, e vocês viram o sobrenome do garoto?
- Ai, eu não acredito! – bateu com a mão na própria testa.
- Vocês têm CINCO DIAS!
- Certo, certo... – Peter disse, meio incerto.
- Eu espero! Podem ir... e faz o favor de investigar A PESSOA CERTA! – e Peter taparam os ouvidos e saíram da sala. A TV se apagou.

- ! ! Encontramos o Peter e a na rua! – disse ao encontrar e na cozinha. olhou pra ao ouvir o nome da garota. – Dudes, eles estavam com uma roupa estranha!
- O Peter estava de paletó e a com uma roupa preta apertadona e de óculos escuros! – disse se sentando ao lado de . Ele observava o amigo que comia uma maça tranquilamente.
- O que você tem ? – perguntou preocupado com o amigo. e se olharam e fez uma cara de ‘vai contar? Você que sabe’.
- Eu to apaixonado pela ... – ele disse voltando a comer sua maçã.
- VOCÊ O QUE? – perguntou pra ter certeza do que tinha escutado.
- Gosto dela ... – ele repetiu a resposta.
- Mas como assim? Você conhece ela há pouco tempo! - exclamou
- Tempo suficiente pra se apaixonar por uma garota. - Ele continuava a comer a maçã como se não tivesse dito nada. - Vou subir... – disse ao terminar de comer sua preciosa maçã.

- Peter? – bateu na porta do quarto.
- Fala... – ele disse seco.
- Posso entrar?
- Entra.
- Peter... er... me desculpa? – ela disse fazendo uma cara de dor.
- Perdoar de que? – ele se sentou na cama.
- Peter!
- O que? – ele olhou pra ela. sentou ao lado do amigo.
- Me desculpa pelo o que eu disse! – Peter olhou pra janela. – Eu não queria... – não conseguiu terminar a frase. Ela tapou o rosto com as mãos e começou a chorar. Peter ficou a olhando chorar por algum tempo. Ela chorava em silêncio. – Peter, - ela enxugou o rosto com os dedos. – eu te amo muito! Eu não quero ficar mal com você! Por favor! Não podemos brigar, e logo agora! Eu só tenho você e... – ela voltou a chorar. Peter não disse nada, só observava a amiga chorar. Como ele não disse nada, e o olhou nos olhos e levantou logo em seguida. Foi em rumo a seu quarto. Afundou seu rosto no travesseiro e tentou dormir.

- , ... eu te amo tanto! – dizia pra si mesmo deitado na cama e fitando teto – pena que você não quer nada comigo! Pensei que um dia eu podia ser feliz com você... Mas eu não posso me prender a você! Vou ser feliz, mesmo sem você! – Como podia estar tão apaixonado assim, se conheceu a menos de uma semana? ficou ali deitado pensando em , até que dormiu.

- Sra. ? - a empregada acordou .
- Ooooi ... - respondeu ainda deitada.
- O almoço está pronto - ela disse por fim e desceu as escadas. levantou e foi pra cozinha. Encontrou Peter já almoçando. Ela olhou pra ele, mas não disse nada. Sentou-se e comeu em silêncio. Peter olhava, olhava, olhava, mas não dizia nada.
- Vou ao shopping, e não pretendo jantar em casa – disse ao terminar e deixar a cozinha. – Preciso esfriar a cabeça! É muito coisa pra uma pessoa só! – ela pensou alto enquanto penteava seu cabelo. Ela o prendeu em um rabo de cabelo frouxo e vestiu uma calça jeans. Colocou seu All Star preto e um colar de coração que dava destaque a sua blusa branca. Passou uma maquiagem de leve e pegou sua bolsa. Saiu em rumo ao shopping.

- Ta aonde cara? – ligou pra assim que acordou e não viu o amigo
- Vim da uma volta... to em uma loja de instrumentos – respondeu andando pela loja.
- A ta... se cuida em! Abraço – disse e desligou

- Que linda! – disse ao passar por uma loja e ver uma guitarra na vitrine. Ainda não estava no shopping, portanto, tinha uma placa do lado de fora escrito: ‘Dia de Sábado, fecharemos 16:00’. olhou no relógio e viu que já eram 15:50. – Será que dá tempo de ver alguma coisa? – ela se perguntou. Andou até a loja e viu a guitarra de perto. Ela era meia que lilás com rosa. Tinha um monte caveirinhas pretas em volta. Ela entrou na loja e foi até os fundos procurar algum vendedor, mas não encontrou ninguém. Ela rodou pela loja inteira, até que viu alguém conhecido. – Aaah, eu não acredito! Só pode ser perseguição! – ela disse olhando , de longe, vendo alguns instrumentos. Ele estava com uma bermuda marrom, tênis Adidas preto e branco e com uma toca marrom ’Como ele é lindo! Perfeito...’. acordou de seus transes, ao ouvir um estrondo que vinha do início da loja. A loja escureceu e ela foi até a entrada. Ao chegar, encontrou .
- Sério, isso? – disse ao ver as portas fechadas. a olhou com a sobrancelha suspensa. – AAAAAAAAH! NINGUÉM MERECE! – ela berrou entre os dentes.
- O que você ta fazendo aqui? – perguntou fazendo o olhar dos pés a cabeça.
- Eu que te pergunto... – ela olhou pras portas fechadas. fez o mesmo.
- E agora? O que vamos fazer?
- Relaxa... – olhou pra .
- Relaxar? Nós vamos ficar presos aqui até segunda feira! – fazia gestos exagerados.
- Agora que eu preciso do Peter, eu estou brigada com ele! – pensou alto
- Ta brigada com o Peter? – perguntou. o olhou nos olhos e não respondeu. – Vai aonde?
- NÃO-SAÍ-DAÍ! – ela disse pausadamente enquanto ia pro fim da loja. Ela pegou seu celular, pois tinha esquecido a escuta em casa, e ligou pra Peter. Chamava, chamava e ninguém atendia. Ligou pro ‘chefe’. Mas o que ela falaria? Nem deu tempo de pensar, pois a secretária atendeu ao telefone.
- Cintia, passa pro chefe... – disse baixinho sentada no chão.
- Quem é?
- É a Sra. . Passa logo pra ele!
- Ok! – ela disse a passou a ligação pro ‘chefe’.
- Fala
- Chefe, eu estou presa dentro de uma loja. Liga pra polícia e diz que a loja foi assaltada.
- Eles vão pensar que o assaltante é você!
- Isso não é problema! Depois o senhor liga pra polícia e se identifica. Aí, é só mandar me soltar. Aliás, mandar NOS soltar.
- Quem ta com você?
- Um amigo do ex-investigado...
- Ta bom, já vou ligar... ta com a escuta?
- Não. Esqueci em casa...
- Ta. Boa sorte! - o ‘chefe’ disse por fim e desligou. foi até o início da loja e se sentou no chão, ao lado de .
- O que você foi fazer? – a olhou
- Tentar fugir... – ela disse e riu
- Não acredita? Vamos sair desse lugar daqui a pouco! – olhou pra . Ele riu mais ainda. deu de ombros e pegou seu MP4 dentro da bolsa. Colocou no ouvido e esperou a polícia chegar ao som de Fall Out Boys.
- A gente preso dentro de uma loja e ela escutando MP4... – disse e riu.
- QUÊ? – ela tirou os fones
- Nada, ... nada... posso er... ouvir com você? - ele perguntou com medo da reação dela.
- Pode... - ela sorriu e entregou um dos fones a ele.
- THANKS FOR THE MEMORIES, THANKS FOR THE MEMORIES... - cantava e a olhava fazer gestos 'estranhos' com a mão. tirou o fone do ouvido ao ouvir sirene de carro de polícia.
- POLÍCIA! - eles escutaram lá de dentro e bufou.
- Você... ligou pra polícia? - levantou a sobrancelha.
- Não! - ela levantou. fez o mesmo. Eles olharam a porta suspender lentamente.
- NINGUÉM SE MEXE! - um policial disse apontando uma arma pro dois. bufou e levantou as mãos junto a . – Os dois pra delegacia.
- Isso só pode ser um pesadelo! – disse indo pro carro da polícia. Um policial entrou com os dois no elevador ao chegar na delegacia, pois A sala principal ficava no 5º andar.
- Eu mereço Senhor... – disse se sentando no chão e fazendo uma careta. riu.
- A senhora pode se levantar? – o policial pediu
- Por que? Não se pode sentar mais não?
- Não! Se levante, por favor! – o policial falou secamente
- Aff... – bufou – QUE MUNDO INJUSTO! – ela berrou de dentro do elevador. Quando o elevador parou no 5º andar, os encaminharam à sala principal, onde ficava o delegado.
- Hum... vejamos... dois adolescente... Assaltando uma loja de instrumentos! – ele bateu na mesa e o olhou assustado. só olhava o ato do delegado embalançando a cabeça negativamente e rindo. – ela, com cara de anjo... ele, bem vestido, mas com cara de marginal e...
- Mais algum preconceito? – ela perguntou, sem medo. a olhou com cara de ‘que coragem’.
- Quem você pensa que é pra falar assim comigo? – o delegado falou e fez uma careta.
- Olha, senhor... hum... John...
- Além do mais, ela lê mentes! – ele disse a interrompendo
- Não senhor, eu leio crachás! – ela deu um sorriso debochado – Continuando... – o delegado ficou com cara de idiota e riu baixo. – O seu telefone vai tocar, e vão pedir pra liberar a gente. E você não pode esquecer de pedir perdão.
- De onde você tirou isso? – perguntou olhando nos olhos
- Shiiii...
- Senhorita, voc...
- , pra você – ela sorriu mais uma vez. O delegado bufou.
- Eu dou as ordens aqui, e eu digo que o telefone não vai tocar e que... – o barulho do telefone tocando interrompeu o delegado de seu discurso.
- Atende! – disse sorrindo pra .
- A-a-alô? – o delegado gaguejou ao atender e olhou pra que estalava os dedos. – Mas... ok. Sim senhor... ta bom. – ele disse por fim, desligando o telefone. COMO-VOCÊ-FEZ-ISSO? – o delegado perguntou, nervoso.
- Não interessa! Podemos ir? – ela perguntou já levantando.
- Podem...
- Não ta esquecendo de nada? – ela perguntou já na porta
- Ers... me... desculpem! – ele disse na má vontade. – Onde já se viu? Um delegado ter de pedir desculpa a dois pirralhos... – e puderam ouvir o delegado dizendo ao sair da sala.

- ? Onde tu ta?
- Eu to saindo de uma delegacia, ! – respondeu e o olhou com uma cara estranha.
- DELEGACIA? POR QUÊ?
- Quando chegar em casa eu te explico! – disse por fim e desligou. e desciam no elevador sem dizer nada. se sentou no chão, pois de acordo com ela ‘o elevador demora um ano pra chegar no térreo’. a observava. ’Linda! Como eu amo essa garota! Mas eu não posso pensar nela, NÃO POSSO PENSAR NELA! pensava enquanto o elevador ainda estava no 3° andar.

- Bom, vou dar mais uma volta! Tchau – acenou ao sair da delegacia.
- Er... tchau! – ele também acenou e deu um sorriso tímido fazendo sorrir também – ah, e obrigado – ele sorriu mais uma vez.
- Nada, que isso! – ela sorriu e seguiu seu caminho.

- ! O que aconteceu? – perguntou em prantos ao ver o amigo entrar em casa. Tom explicou aos amigos tudo o que aconteceu.




Capítulo 5

- A ainda não chegou não? – Peter perguntou à empregada ao chegar e não encontrar em casa.
- Não, não... – ela respondeu e Peter olhou no relógio. Já eram 22:00 e nenhum sinal de .
- Por que ela ta demorando tanto? – ele se perguntava enquanto trocava de roupa. Ele tinha ido dar uma volta, já que em dia de sábado não tinha nada pra fazer e não o chamou pra ir ao shopping.
- Sr. Peter? Já estou indo! – a empregada anunciou do lado de fora.
- Ah, OK!
- Amanhã de manhã estou de volta!
- Certo! – ele disse e não se ouviu mais a voz da empregada. – Acho que vou ligar pra ela! Será que aconteceu alguma coisa? – Peter estava ficando mais nervoso a cada segundo que se passava. Ele decidiu descer pra esperá-la vendo TV. Só assim ele se distraia.
23:00. Peter já estava quase dormindo no sofá quando decidiu ligar pra ela (N.a: JÁ ERA HORA! >.< ). Discou pra ela. Chamava e chamava, mas ninguém atendia. Tentou de novo.
- Alô? Quem é? – Peter perguntou ao ouvir uma voz masculina atender o celular de .
- É o Dr. Robert! Você é parente da Senhorita... ?
- Sim, sim! O que houve com ela? Cadê ela? Me deixa falar com ela! – Peter disse se levantando do sofá.
- Olha, vem pro Hospital do Centro. Aqui te direi o que aconteceu – Peter não perdeu tempo e pegou as chaves de casa. Saiu em direção ao hospital.
- Oi, cadê o Doutor... Robert? – Peter perguntou à enfermeira que andava pelos corredores do hospital.
- É aquele ali! – a enfermeira apontou pra um homem de cabelos meios frisados que estava com uma prancheta na mão e aparentava ter uns 35 anos. Ele agradeceu e foi em direção ao tal homem.
- Oi, o senhor é o Doutor Robert?
- Sou sim! Quem é você?
- Ah, eu falei com você há alguns minutos atrás! Cadê a ? O que aconteceu com ela? Ela ta bem?
- Calma meu garoto! Senta aí – o médico disse apontando pro sofá e Peter atendeu ao pedido.
- Certo, cadê ela?
- Ela sofreu um acidente... – Nesse momento, lágrimas brotaram dos olhos de Peter – Ela está passando bem, mas precisa ter cuidados.
- Posso vê-la? – ele disse com uma expressão de dor.
- Ela deve estar dormindo. É melhor você ir pra casa, amanhã você volta. – o Doutor aconselhou dando um sorriso.
- Eu quero só vê-la! Por favor... por favor... – ele disse as duas últimas palavras com um tom quase inaudível.
- Ta bem. – o médico concordou – Mas só um pouco, e tente não acordá-la, ok?
- Sim, sim. – Peter embalançou a cabeça, em sinal de que faria tudo que o médico disse e levantou. O Médico levou Peter em direção ao quarto e foram conversando pelo caminho.
- Mas como foi o acidente? Ela fraturou alguma coisa?
- Não, não! Ela só perdeu muito sangue. Estamos esperando ela acordar pra fazer algumas perguntas a ela para que comecemos a fazer alguns exames.
- Mas ela ta fora de perigo, né Doutor?
- Ta, ta sim. – ele respondeu e deu um sorriso amigável. – Cadê os responsáveis por ela?
- Ah, moramos sozinhos, mas se quiser amanhã trago eles aqui!
- Certo... precisamos que eles nos autorizem a fazer os exames e é bom que eles saibam do ocorrido...
- Ta bem! – Peter deu seu melhor sorriso.
- É aqui! – o médico abriu a porta do quarto e Peter entrou.
- Só um pouco! – o médico avisou. – Vou deixar vocês a sós – sorriu e saiu. Peter caminhou até a cama de . Ele a observou dormindo, por um momento. Ele se aproximou e passou a mão em seus cabelos, como ele fazia quando ela estava mal.
- Princesa, me desculpa por ser grosso com você... – ele disse, ainda massageando sua cabeça. estava com alguns pontos na testa e alguns arranhões no rosto. – Eu te amo, muito! E não quero que fique mal! Vai dar tudo certo! – ele sorriu ao ver a amiga abrindo os olhos lentamente. Seus olhos se fecharam logo em seguida.
- Vamos? – o médico apareceu e chamou Peter. Ele sorriu de novo e saiu junto ao médico. Peter foi pra casa, cabisbaixo.

Domingo, 11 April, 6:40. Residência de e Peter:

- Sr. Peter! Cheguei! – a empregada gritou lá de baixo.
- Ok, to descendo! – Peter desceu as escadas. – Vai aonde com essa roupa? – a empregada perguntou ao ver Peter de paletó e gravata.
- Tenho que sair! Urgente!
- E cadê a Senhorita ?
- Ela sofreu um acidente, e ta internada. Vou ver com ela ta. Tchau! – Peter acenou e saiu porta a fora.
- Bom dia! Cadê a Senhorita – o motorista perguntou ao ver somente Peter entrar no carro – E você vai assim pro colégio?
- Me leva pra agência!
- Mas...
- Depressa! – Peter ordenou e o motorista acelerou com o carro.

- Bom dia Peter! O que faz aqui a essa hora?
- Senhor, aconteceu um acidente com a Senhorita
- Mas como assim? O que houve?
- Eu não sei! Eu não estava com ela... mas ela esta internada!
- Precisamos das informações até o dia 15!
- Deixa isso comigo! Eu consigo tudo por ela... mas o problema é que o médico precisa dos responsáveis dela!
- Chame-o e o leve ao hospital! – o ‘chefe’ disse como se fosse óbvio.
- Mas se eles souberem disso, a vai ter de voltar a morar com os pais!
- Não! Isso não! – dez segundos de silêncio - Veremos... Vamos contratar alguém pra se responsabilizar por ela...
- Ah, e outra coisa: a empregada que trabalha lá em casa, ela ta desconfiando. Será que... você pode contratar também uma... hehe – ele riu – Uma empregada? – ele sorriu de orelha a orelha.
- Certo... Certo! Providenciaremos. Quando será necessária a ida de um responsável ao hospital?
- Ainda hoje!
- Ok, mandarei uma contratada! Onde fica?
- É o hospital da cidade!
- Hum... então ta certo! Ainda vai pro colégio?
- Não! Vou pro hospital ficar com ela! – ele disse e se levantou.

Hospital do Centro de Londres:

- Onde eu estou? – disse ao acordar e olhar em volta – Hospital? O QUE EU TÔ FAZENDO AQUI? – ela berrou. Uma enfermeira apareceu ao ouvir o grito de .
- Calma Senhora...
- Senhorita! O que eu to fazendo aqui? Ai! – ela tentou se levantar – Minha cabeça ta doendo! – ela disse colocando a mão onde doía.
- Calma senhorita ! – a enfermeira disse mexendo no travesseiro dela e a fazendo voltar a deitar.
- ? – ela suspendeu a sobrancelha.
- Este é o seu nome, correto?
- É?
- Senhor Robert... – a enfermeira saiu e foi à procura do médico.


- Ih, a novata não veio hoje! – James disse e riu.
- Nem o novato! – fez o mesmo.
- Fica quieto animal! – disse dando um tapinha de leve no ombro do amigo.
- Ta bom, ta bom... – levantou os braços e fez uma careta. não disse nada; só estava meio pensativo e toda hora olhava a mesa onde era lugar de e Peter.

- ?
- Quem é você? – disse ao ver Peter
- Ela perdeu a memória. – o médico disse ao entrar no quarto.
- Ta brincando né?
- Infelizmente, não... mas creio que seja temporariamente.
- Menos mal...
- O que aconteceu? – perguntou olhando os dois conversando.
- Nada, nada...
- Quem são vocês? E o que eu estou fazendo em um hospital?
- Me deixa sozinho com ela, Doutor?
- Sim, claro! – ele saiu.
- SAI DE PERTO DE MIM! - ela berrou e Peter riu.
- Você é rebelde em! Posso conversar com você?
- Mas sem encostar em mim!
- Certo... olha, você se chama , lembra?
- Não... – ela disse pensativa.
- Aff – ele respirou fundo, pois sabia que seria difícil. Ficou em pé em frente a ela – Então, seu nome é . Tudo que vou falar aqui, você não pode contar pra ninguém! – ele sussurrou.
- Ta. - prometeu.
- Você é uma agente, e mora comigo. Meu nome é Peter.
- Agente? QUE LEGAL!
- Shiiiiiii
- Ah, é... desculpa. - tapou a boca e se encolheu. - Mas ser agente seria legal! - sorriu.
- Bom começo... – Peter pensou alto.
- Por quê? – ela quis saber.
- Não, nada... Então. Aos poucos, você vai se lembrando das coisas. Ta sentindo alguma dor?
- Agora não... Mas às vezes eu sinto dores na cabeça. – ela disse e sorriu.
- Vai dar tudo certo, ta?
- Uhum... – ela afirmou com a cabeça.
- Ei, psiiiu? – Uma mulher de óculos escuros chamava Peter que estava sentado na recepção. Peter olhou pros lados e viu a mulher olhando pra ele. Ela acenou e fez sinal pra que ele fosse até ela.
- Quem é você?
- Você é o Peter né?
- Sim, e você?
- Cadê o médico? – ela disse olhando por cima dos óculos - Me enviaram pra ser responsável pela senhorita .
- Ah, sim! – ele sorriu. Peter levou a mulher até o médico.

- ? Posso falar com você, rapidinho? – disse batendo na porta do quarto do amigo.
- Entra !
- Er... , me desculpa entrar nesse assunto de novo, mas ...
- ?
- Sim.
- Hum...
- Eu vou esquecê-la! Estou decidido! Me ajuda nisso ?
- Sim, claro! – sorriu.
- Valeu ! – deu seu melhor sorriso e saiu do quarto com a certeza de que esqueceria aquela garota que estava em seus sonhos todos os dias.

- Quer dizer que você vai ser a nova empregada também? – a nova emprega perguntou dentro do carro junto a Peter.
- Sim, mas o ‘chefe’ avisou que morarei com vocês?
- Não, não.
- Pois então, eu vou morar com vocês, e tenho uma filha! – ela disse e Peter arregalou os olhos.
- Ers... quantos anos?
- 15. – ela sorriu.
- Ah... Ta... a propósito, qual seu nome?
- Vick! E o da minha filha é Louise. – ela continuou a sorrir.

- Dude, o que aconteceu com o ? Ultimamente ele não fala absolutamente nada! – perguntou na cozinha, quando estavam os dois a sós.
- Não sei mentiu.
- Cara, eu to preocupado com ele. Será que tem haver com a ? – perguntou e se engasgou - O que houve?
- Não, nada... – ainda tossia.
- Eu vou dar uma volta, tá? – disse pegando as chaves na cozinha.
- Se cuida! – disse e sorriu pro amigo. fez o mesmo como resposta. saiu porta a fora e olhou pra que comia alguma coisa.

- ? – o médico acordava a menina com leves tapas no braço.
- Ooooi – ela abriu os olhos lentamente.
- Ta sentindo alguma dor?
- Agora não...
- Certo, vamos fazer alguns exames hoje e talvez amanhã você tenha alta! – Dr. Robert disse sorrindo e fez o mesmo.

- Oi, ! – estava em uma lanchonete e ouviu a voz conhecida e se virou pra ver quem era.
- Ah, oi Mary. – sorriu ao ver a menina. Mary estudava no mesmo colégio que . Ela era apaixonada por ele, mas nunca teve coragem de chegar nele, principalmente dentro do colégio, pois tinha medo que suas amigas a zoassem. Ela estava sozinha, então deve ter sido por isso que tomou coragem de falar com o .
- Posso sentar? - a loira perguntou.
- Pode sim, senta aí... – olhou pra cadeira.
- O que faz aqui sem seus amigos?
- Nada...
- Certeza? – ela sorriu.
- Absoluta! – ele sorriu também. ’Essa pode ser minha oportunidade de esquecer a . Mas será que ela quer alguma coisa comigo? Só arriscando. pensou enquanto bebia do seu suco. – Er... tá a fim de sair hoje a noite? – perguntou com medo da garota.
- TA BRINCANDO NÉ? – a garota demorou um pouco pra absorver a informação.
- Não, é sério!
- Claro que aceito!
- Então tá certo, as setes, aqui em frente mesmo! – disse fazendo joinha com a mão.
- Combinado! – ela sorriu.

- , você sabe onde é a casa da ?
- Sei sim, por quê?
- Me leva lá?
- Mas por quê?
- ME LEVA!
- Ih, tá bom! – levantou e pegou as chaves de casa.
- E o )?
- Deve estar dormindo...
- Então vamos! – disse já saindo.

- Louise, Peter! Peter, Louise! – a nova empregada fez as apresentações.
- Prazer! – Peter disse sorrindo, e estendeu a mão pra menina.
- Igualmente – ela sorriu também e o deu a mão como comprimento.
- Fique a vontade! A casa é sua...
- Obrigada! – ela agradeceu e Peter foi mostrar a casa à nova amiga. Louise tinha os cabelos castanhos e tinha o corpo bem formado. Tinha um sorriso que Peter, só de ver pela primeira vez, amou.

- Pronto! Esse é o último! – o médico disse depois de tanto ouvir reclamando de dor nos quartos do hospital.
- Aleluia! – disse encolhendo o braço após o médico retirar um pouco de seu sangue.
- Amanhã deve estar tudo certo! Seu amigo, cadê ele?
- Ah, ele é age... – ela ia dizendo, mas lembrou que era segredo dela e do Peter - er... ele deve ta em casa!
- Ah, sim. – O Médico disse guardando alguns tubinhos.

DING DONG
tocou a campanhia, mas ninguém atendeu.
- Aperta de novo! – disse e atendeu ao pedido. Peter abriu a porta.
- Oi, ! Oi, ! – Peter sorriu ao ver os dois. – Tudo bom?
- Tudo! Por que não foram ao colégio? Aconteceu alguma coisa?
- Ah, não. É que, a sofreu um acidente e...
- ACIDENTE? ELA TA BEM?
- Não, tá sim ! – Peter sorriu.
- Ufa! – e respiraram aliviado.
- Só que ela... perdeu a memória. – Peter fez uma cara de triste.
- Sério? – perguntou de olhos arregalados.
- Super sério!
- Que droga! – entortou os lábios.
- É...
- Então tá... amanhã a gente se vê no colégio!
- Certo... – e iam se afastando, mas pararam ao ouvir Peter.
- Ah, não falem nada ao não tá?
- Por quê?
- Pra não deixar ele preocupado. E tenho certeza de que ela não ia querer que ele soubesse... – Mesmo não entendendo Peter, e concordaram e prometeram que não falariam nada. ’Será que assim a pára de sofrer pelo ? Peter pensou deitado em sua cama.

Capítulo 6

Segunda-feira, 12 April . 6:50. Residência de , , e :

- Porque chegou tarde ontem? – perguntou baixo, quando estava na cozinha com .
- Fui sair com a Mary. – ele respondeu tomando café.
- Ah, você é rápido em garanhão! – deu um tapa nas costas do amigo o fazendo engasgar.
- Valeu! – disse se limpando.
- Mals Dude...
- Ta tranqüilo.
- Rolou alguma coisa?
- Uns beijinhos... falei pra gente ficar mais vezes. Ela é legal. – lavava alguma coisa na pia.
- Uhuu!
- Qual o motivo de comemoração? – chegou à cozinha com a mochila.
- Fiquei com uma garota ontem! Com a Mary do colégio... sabe quem é?
- Mary... – colocou a mão no queixo e fez uma cara de pensativo. – Mary... ah! A do segundo ano?
- Ela mesma!
- Mas e a ? – levantou a sobrancelha. o olhou sério.
- Bom dia amores de minha vida! – salvou .
- Oi ... – disse fingindo não ouvir o que o amigo disse.
- E ae... – disse saindo da cozinha.

Residência de e Peter:

- Vick! To indo pro colégio! – Peter disse saindo.
- OK! – ela gritou da cozinha.
- Tchau Louise! - Louise estava trocando de roupa em seu novo quarto. Ela não respondeu. Peter pensou que ela não tinha escutado e saiu em rumo ao carro preto que o aguardava.

- Senhora ?
- Aqui... – ela falou com nenhuma alegria visível.
- Seus exames estão todos certos, e hoje mesmo você leva alta!
- AAAAAAAAAAAAH! – ela berrou. – QUE LEGAL!
- Shiii! Ainda tem gente dormindo! – ele disse e ela se encolheu.

Peter chegou ao colégio e puxou assunto com James, o porteiro do colégio. Ele teria de descobrir pelo menos a idade dele.

- Ali sua ficante, ! – disse ao ver Mary com suas amigas.
- Ficante? – suspendeu a sobrancelha.
- É! – afirmou.
- Vou lá falar com ela! – disse se afastando.

Peter estava conversando com James. James desconfiou, mas respondia as perguntas de Peter. Peter avistou, de longe, dando um selinho em Mary. Ele embalançou a cabeça negativamente e voltou a conversar com o porteiro.

- Ali o Peter! Vamos falar com ele! – disse e os outros o seguiram.
- Oi Peter! – os três disseram.
- Oi ... – Peter deu um sorriso canto de boca.
- Como tá a ?
- Não fui ainda ao hospital. Vou hoje quando sair do colégio!
- Podemos ir? – perguntou.
- Podem, mas acho que não seria legal o ver a ... se é que vocês me entendem. – Peter sorriu de lado.
- Eu te entendo! – disse sorrindo amigavelmente. Peter retribuiu o sorriso.
- Então... eu vou ver como ela ta. O , eu invento alguma coisa pra ele fazer... – disse coçando a cabeça.
- Ta bom...
- Vamos subindo! – disse ao soar o sinal.

- Dudes, cadê o James em?
- Vai chegar atrasado! - respondeu a levantando os braços. , e conversavam. Peter prestava atenção nas matérias pra depois passar tudo pra . , pensativo. James não apareceu no colégio até o segundo tempo. Então os amigos concluíram que ele não iria ao colégio.
Sinal do recreio soou e foi falar com Mary. Peter sentou no refeitório e começou a anotar no bloquinho de , o que ele conseguiu conversando com o porteiro. Na capa, tinha uma foto, colada, de . Ele ficou olhando. ’Te amo tanto...’ os pensamentos de Peter foram interrompidos pela voz de .
- Ta escrevendo o que? – se sentou.
- Curioso! – deu um pedala no amigo.
- Forma de puxar assunto! – disse e Peter sorriu.
- Cadê o ? – Peter perguntou guardando o bloquinho.
- Que foto linda! – disse ao ver o ato de Peter. – Posso ver?
- Er... – Peter olhou pro bloquinho – poo...pode... – ele o entregou à .
- Que linda! – também analisou a foto. estava de cabelos presos num rabo de cavalo, e usava uma maquiagem leve. A foto tinha fundo branco, que parecia que ela posava pra modelo. Ela usava uma roupa preta, a roupa que ela usava pra ir à agência.
- É... – Peter concordou pegando o bloquinho ao ver o abrindo.
- Então certo. Hoje no hospital né?
- Quem ta no hospital? – chegou de mãos dadas à Mary
- Er... Senta ae dude! – deu seu melhor sorriso. sentou meio desconfiado e Mary fez o mesmo.
- Oi, Mary! – e disseram e a menina sorriu.
- Oi... – ela respondeu dando um sorriso também. Depois de algum tempo conversando, Peter levantou ao avistar o porteiro.
- Já volto! – Peter levantou e deixou os meninos conversando. Peter foi até o porteiro que o olhou com uma cara de desconfiança. Mesmo assim, Peter não deu importância e fez algumas perguntas.

- Dudes, foi com aquela roupa que vimos a ! Naquele dia em que eu e fomos a casa dela! – disse e o olhou.
- Ela é muito estranha...
- O Peter também é! – completou .
- Será que eles guardam alguma coisa? – perguntou olhando Peter conversando com o porteiro.
- Será que eles são da NAZA? Ou do FBI? – disse rindo loucamente. Só parou quando o deu um pedala.
- To boiando... – Mary disse apoiando as mãos na mesa.
- Ah, amor. Desculpa! – deu um beijo na testa dela e ela sorriu.
- Mas por que será que a não veio hoje? – levantou a sobrancelha, já que ele não sabia de nada. o olhou.
- Quem é essa em ? – Mary perguntou olhando pra . Ele desviou o olhar.
- Uma amiga... er.. você... nunca a viu com a gente não? – disse gaguejando.
- Acho que não... – ela pensou. – Ah! Uma morena de cabelo longo?
- Sim! – eles responderam.
- Ah, sei quem é... ela realmente é esquisita. Eu não fui com a cara desde que ela chegou ao colégio! – Nesse momento, todos olharam pra cara dela. – Que foi? Opção minha! – ela desviou o olhar para as amigas que a chamavam. Ela levantou e foi em direção as meninas, mandando um beijo no ar pra . Ele deu seu melhor sorriso e seguiu a garota com o olhar.
- Como ela é hot! – mordeu os lábios.
- Eu prefiro a ... – olhou as unhas como um gay. e riram. O sinal do recreio tocou e todos subiram. Peter ficou conversando com o porteiro até ele ordenar que ele subisse. Peter o obedeceu e subiu as escadas resmungando. ’Consegui bastante coisa’ ele sorriu ao pensar. As aulas passaram normalmente e não conseguia tirar aquela menina de cabelos longos de sua cabeça. Mesmo estando com Mary, ele não se sentia a vontade com ela e sentia falta de . Ele ainda não sabia o motivo de suas faltas, mas preferiu não perguntar nem a nem a Peter, pra não dar muita pista, fazendo acreditar que ele tinha ‘esquecido’ a garota.
Peter saiu do colégio olhando para o chão e foi surpreendido por um grito de .

- Peter! – ele vinha correndo em sua direção junto a e . Peter se virou pra ver quem era e sorriu ao ver os três.
- Oi...
- Você vai visitar a agora? – perguntou coçando a cabeça.
- Primeiro eu vou em casa... vocês querem me encontrar lá? É melhor...
- Então tá...
- É no Hospital do Centro! – ele disse se afastando e indo em direção ao carro que o esperava.
- O que vai fazer com o ? – seguia Peter com os olhos.
- Mandar ele ia à casa do James... – deu as costas a e foi procurar . encontrou junto a Mary no refeitório. Ele implorou ao garoto pra que fosse à casa de James. Ele remediou e fez várias perguntas do tipo: ‘Porque não vamos juntos?’. enrolava cada vez mais e mesmo não entendendo, acabou cedendo.

- O Chefe quer vê-lo hoje...
- Seei, sei... mas só depois que eu for no hospital ver como a tá.
- OK... – o motorista acelerou o carro.

- Por que me mandaram sozinho?
- Amor, tem alguma coisa aí... – Mary disse abraçada a . Os dois caminhavam em direção a casa de James.
- É... eu sei...
- Por que a cabelão faltou? – Mary olhou nos olhos e mais uma vez ele desviou.
- Não sei amor, não sei... e vamos mudar de assunto. – ele deu seu melhor sorriso.

- Isso não vai dar certo! O , quando ficar sabendo que a gente foi visitar a sem ele saber, e pior, que ela estava internada, ele vai ficar muito puto, dude! – dizia pra em prantos.
- Calma ! – disse dando um tapinha nas costas do amigo.
- Vamos logo, senão a gente se atrasa! – disse. Não queria continuar naquele assunto, pois sabia que era verdade o que o amigo dissera. Foram até o Hospital falando besteiras (fato). Quem mais falava era e , pois ficou quieto o tempo todo.
- Ali o Peter! – disse ao ver o menino sentado em um dos bancos na portaria do Hospital. Caminharam até ele.
- Oi... – ele disse simplesmente ao ver os três.
- Vamos entrar? – disse sério.
- Vamos! – Peter respondeu caminhando até a recepção do lugar. – Por favor, o Doutor Robert? – ele perguntou a enfermeira.
- Estou aqui meu garoto! – o médico disse ao ver Peter e os amigos. – Ah, trouxe mais amigos pra visitar ela né? – ele sorriu fazendo os outros sorrirem também. – Estava fazendo os exames nela, e hoje ela leva alta!
- Sério? – Peter e disseram juntos.
- Sério! – o médico sorriu junto à e . – Mas você sabe né Peter? Cuidados com ela! – o sorriso do médico sumiu.
- Certo, certo...
- Podemos vê-la? – perguntou coçando a nuca.
- Podem sim, mas sem barulho. – o médico disse por fim, ensinando o caminho aos quatro.

- ? – Peter disse ao ver a garota com o travesseiro na cara.
- EU QUERO DORMIR! – ela berrou, ainda com o travesseiro tapando o seu rosto.
- Não faz assim! Tira esse negócio do rosto, se o médico te ver assim, ele vai brigar com você! E olha quem veio te visitar – Peter disse se aproximando. Ao ouvir as últimas palavras, descobriu o rosto.
- ! – ia em direção a garota gritando igual a um condenado, mas o puxou pela camisa.
- Não grita ! – falou baixo.
- Quem são vocês? – ela suspendeu a sobrancelha.
- Não se lembra da gente não? – fez cara de triste. também fez e embalançou a cabeça negativamente.
- Eu ainda tinha esperanças... – disse e abaixou a cabeça.
- , esse é o – ele apontou pro indivíduo. – e ! – Apontou pro dois que ainda estavam longe da cama de .
- Chega maaaaais! – ela disse sorrindo bobamente. e atenderam ao pedido da menina e chegaram o mais próximo possível da cama sorrindo.
- Eu... eu lembro mais ou menos de você! – ela disse com uma expressão estranha apontando pra .
- Sério? – ele sorriu ao ouvir .
- Ahaam! – ela sorriu também.
- Poxa! E não se lembra de mim? – perguntou levantando a cabeça.
- Na...não... – o sorriu dela desapareceu. – Me desculpa meninos!
- Está aqui a autorização dela! – Doutor Robert entrou no quarto de e mostrou alguns papéis a Peter. – Mas, cadê a responsável por ela? Temos de ter a assinatura dela também!
- Então, posso ligar pra ela! Espera só um minuto! – Peter disse pegando seu celular no bolso e se afastando um pouco. Doutor Robert saiu do quarto, pois a enfermeira o chamou na recepção.
- ... – disse se aproximando dela.
- Ooooi... – ela disse voltando seu olhar pra , já que ela estava olhando pra janela.
- Você... você...lem..lembra do ... ? – ele arqueou a sobrancelha.
- ? – ela disse e colocou a mão na cabeça e gemeu de dor.
- O que você fez? – chegou perto ao ouvir a menina gemer.
- Nada! – levantou as mãos.
- COMO ‘NADA’? ELA TA SENTINDO DOR E...
- Calma... ? Ele não fez nada!
- Você me chamou de ? – olhou nos olhos de . Ela manteve seu olhar a . - Minha cabeça ta doendo e ta confusa, me desculpa! – ela disse tapando o rosto com as mãos.
- Não, não... – pegou as mãos de e a tirou de seu rosto. sorriu fazendo a menina sorrir também.
- Pronto! Cadê o Doutor? – Peter disse o procurando.
- Ele saiu. A enfermeira o chamou e...
- Certo, vou atrás dele! – Peter disse e saiu.
- , como você sabe do ? Você lembra-se dele?
- Não... er... - estava confusa em relação ao nome dele.
- . - ele a ajudou.
- É, . Eu não lembro muito dele. Lembro pouco, mais ou menos. Ah, não sei! – ela disse colocando a mão na cabeça e gemendo mais uma vez.
- Que foi? – segurou a mão de .
- Não, nada...

- ? O que faz aqui? – James estava só de boxer e se assustou ao ver e Mary
- Posso entrar?
- Pode... entra colega...
- A ‘colega’ tem nome e é Mary! – ela disse entrando na casa de James.
- Ta bom, ta bom... – ele disse dando passagem e levantando os braços.
- Porque não foi pro colégio? – sentou no sofá junto a Mary.
- Acordei tardão cara! Cadê o resto da cambada?
- Ah, não quiseram vir! Me mandaram aqui sozinho... – disse e James suspendeu a sobrancelha. – É... também achei estranho, mas já que eles decidiram...

- Meninos, essa é a ...
- LOUISE? – os três disseram ao ver a menina entrando no quarto de .
- ? ? ? – ela afinava cada vez mais a voz.
- Era só o que me faltava... – disse baixinho.
- O que? – olhou pra ele.
- Não, nada! – ele deu seu melhor sorriso.
- O que você faz aqui? – perguntou com uma cara estranha.
- Eu é que pergunto!
- Vejo que vocês já se conhecem né?
- Até demais! – disse se virando pra .
- Quem é ela? – sussurrou pra ele.
- Uma ex do...
- Shiii! – chamou atenção do amigo.
- Ex de quem? – estava confusa.
- Bom, ela já pode ter alta! – o médico entrou no quarto junto a Vick.
- Olá meninos! – Vick disse ao ver os três.
- Vick? – eles disseram na maior desanimação.
- Ê lêlê, o negócio ta é bom! – disse sorrindo pra Peter. – Da pra apresentar?
- , essa é a Louise e essa é a Vick! – Peter sorriu e as duas se aproximaram de , fazendo e se afastarem.
- Senhorita ... – Vick analisou a menina. – Eu te conheço...
- Pena que eu não te conheço... – ela deu um sorriso debochado.
- ! – Peter disse alto, chamando atenção da garota.
- Que? – ela se entortou pra olhar pro garoto.
- Nada...
- Bom, ela pode ter alta em paz ou não? – o médico disse rindo.
- Certo, certo... vamos saindo... – Peter disse saindo do quarto.
- ENFIM, privacidade! – disse quando estava sozinha no quarto. Ela levantou e pegou sua mochila que Peter tinha deixado em cima do sofá, bem próximo de sua cama. Ela pegou a roupa mais bonita que tinha dentro da bolsa e a vestiu. Prendeu seus cabelos com um pouco de dificuldade, pois ao puxar os fios, sua cabeça ainda doía. Ela catou uma maquiagem básica dentro da bolsa, mas a única coisa que achou foi um brilho que estava no final. ’Nem escolher um brilho o infeliz consegue’ ela pensou rindo. Ao terminar de se arrumar, ela pegou a bolsa que ela estava no dia do acidente e colocou dentro da mochila que Peter trouxera.

- Fiu-fiu! – Peter fez ao ver saindo do quarto. Ela deu um sorriso bobo e deu um beijo na bochecha do amigo.
- Vamos? – ela disse apontando em direção a porta.


Capítulo 7

- Onde foram? – perguntou sentado no sofá. Ele estava vendo TV e nem olhou pra cara dos amigos.
- Ers... – procurava uma resposta.
- , é que...
- Deixa ! Só quero saber: por que estão me excluindo desse jeito?
- Nós não estamos te excluindo!
- ESTÃO SIM ! – alterou a voz e levantou do sofá.
- Calma dudes! – disse. Ele estava assustado com a situação.
- Se vocês estão escondendo alguma coisa... – ele disse deixando um suspense no ar e subindo as escadas. foi pra cozinha.

- Cara, sabia que isso não ia dar em boa coisa! – disse no quarto de .
- Se sabia, por que foi com a gente?
- Ué, eu queria visitar a ! – sorriu de orelha a orelha.

Era só o que me faltava! Quero saber o que a Vick e a Louise estavam fazendo lá... se o souber que ela conhece a , não vai prestar... pensava enquanto comia uma maça, sentado na cozinha.

’Por que eu não consigo parar de pensar nela? se perguntava toda hora. Quando estava sozinho, ele sentia a falta do sorriso, do jeito, da . Mas quando estava com Mary, ele esquecia a menina completamente. Ele não sabia se estava realmente apaixonado ou se era coisa da cabeça dele. Ele estava deitado em sua cama fitando o teto e com a cabeça cobrindo suas mãos. Acabou adormecendo, tentando não pensar em .

- , lembra daqui não? – Peter insistia. Talvez ela se lembrasse de alguma coisa.
- Não, Peter! – ela já estava cansada de dizer que não se lembrava de nada. Só de . Às vezes, vinha em sua mente, a imagem de algumas pessoas, mas ela não sabia quem eram elas.
- Ta bom, ta... oh seu quarto é aqui! – Peter mostrou o lugar à .
- QUE MÁXIMO! – disse entrando no quarto. Peter sorriu ao ver a amiga feliz. e Peter conversaram sobre algumas coisas. Peter explicou tudo sobre a missão dos dois. Ele, apenas, esqueceu de um detalhe: de falar que agentes não podem se envolver emocionalmente. Peter saiu do quarto da menina e foi em direção a cozinha.
- Oi, Louise! – Peter sorriu ao ver a garota sentada comendo na cozinha.
- Oi... – ela também sorriu. – Como ela está?
- Ta bem, mas ainda não se lembra de nada. – Peter abaixou a cabeça.
- Isso é temporário?
- O médico acredita que sim! – ela deu seu melhor sorriso e se sentou ao lado de Louise.

- , posso falar com você? – batia levemente na porta do quarto do amigo.
- Que é ? – estava com a voz falha. Devia estar dormindo.
- Posso entrar? – insistia.
- To cansado!
- Por favor!
- Ta, entra... – acabou cedendo. entrou e encontrou deitado em sua cama com o travesseiro na cara.
- ? – chamou, esperando que o amigo mostrasse o rosto, mas nada fez.
- Fala. - disse com a voz abafada pelo travisseiro.
- Me desculpa, é que tem coisas que...
- , você já é grandinho demais e não precisa me dar satisfações! – mostrou a cara e estava vermelho. Com o olho inchado.
- Mas , me entenda!
- Eu te entendo!
- Mas não parece! – a cada frase os dois aumentavam o tom de voz.
- ...
- Me escuta você! Eu te considero meu melhor amigo, e um dia você vai entender porque não quero... ah, esquece! – desistiu de falar ao ver a expressão de ‘pouco interessado no assunto’ do amigo. seguiu em direção a saída do quarto, mas foi surpreendido por .
- , eu te entendo... – disse dando um sorriso amarelo. fez o mesmo e saiu.

estava tentando lembrar-se de seu quarto. Ela olhava as paredes, a janela, mas não se lembrava de absolutamente nada. Ela foi até sua mochila do colégio que estava jogada no chão, e a abriu. Pegou o primeiro caderno que viu e abriu a primeira página. ?' ela se perguntou ao ver o nome do garoto escrito bem pequeno. Seus pensamentos foram interrompidos por Peter.
- Amor, o almoço já ta pronto! - Ta! – respondeu ao ouvir a voz do amigo. ’Amor? Será que sou namorada dele e eu não sei? Não vou perguntar, seria muita cara de pau!’ pensou e fechou o caderno no mesmo instante, deixando a palavra ‘’ de lado e saindo do quarto.

- , você ta bem pra ir ao colégio amanhã? As provas estão chegando! Você não pode ficar com nota baixa.
- Aham, eu vou sim, claro! Por que não iria? – respondeu comendo alguma coisa na cozinha. Peter sorriu com a resposta da amiga.
- Alguém viu minha mãe? – Louise perguntou ao entrar na cozinha e ver apenas Peter e sentados.
- Não, acho que... acho que ela foi na lavanderia – Peter disse com uma expressão pensativa.
- Então vou atrás dela! – Louise disse pegando as chaves de casa.
- Aconteceu alguma coisa?
- Não Peter! Só quero falar com ela! Só isso... – ela sorriu.
- Quer que eu vá com você?
- Se você quiser... – ao ouvir a resposta de Louise, Peter levantou e foi em direção à porta, esquecendo totalmente que estava ali. seguiu Peter com os olhos e cara de frustrada. Ela bufou e foi pra sala; ligou a TV e passou canal por canal, até encontrar alguma coisa que a agradasse.

- Vamos a algum lugar hoje! Vamos, vamos, vaaaaaaaaaaaaamos! – disse. Estavam os cinco sentados no sofá ‘vendo’ TV. James estava quase babando no colo de . estava esparramado no ombro de e pulava de um lado pro outro pedindo pra ir a algum lugar.
- Cala a boca ! Eu quero ver TV! – disse fazendo sinal pro garoto sair da frente da TV. fingiu que não escutou e continuou pulando.
- VAMOOS, VAMOS, VAMOS!
- Vamos aonde cara-pálida? – James perguntou acordando e limpando a baba.
- Sei lá! Vamos dar uma voltinha, please!
- Vai você! – disse se acomodando no sofá.
- Vocês hein! Plena segunda-feira e eu em casa vendo quatro marmanjos ‘dormindo’ uns em cima do outro! – colocou a mão no queixo. - Isso tá estranho. – ele colocou a mão na cintura. Na mesma hora, todos levantaram e se ajeitaram no sofá. riu.
- Não acredito que to falando isso, mas... o ta certo! Vamos em algum lugar! – levantou.
- Ah, eu vou ficar! – disse se levantando e indo à cozinha.
- Por quê? – foi atrás de .
- Porque to a fim! – Ele respondeu abrindo a geladeira. – Pensando bem... vou à casa da Mary! – ele sorriu e tomou um gole de água.
- Mas já esta anoitecendo! – disse encostando-se à bancada da cozinha.
- Até agora não vi nenhum problema!
- Então... vamos, ers... você vai na casa dela e depois vamos a um ... no... – pensava. – no shopping?
- Segunda feira no shopping? – fez cara de incrédulo.
- É! Ta vazio!
- E não sei qual a graça de ir a um shopping vazio... – bufou com a resposta de . deu um sorriso cínico e foi pra sala com atrás.
- Quem quer ir ao shopping?
- , é melhor deixar o shopping pra outro dia! Hoje é segunda e shopping em dia de semana é um saco! – disse sentado no sofá. Os outros concordaram fazendo um furduncio na sala.
- CALEM A BOCA! – gritou com toda a sua força. Os quatro o olharam com os olhos arregalados e se calaram. – Certo. , você que insistiu tanto pra sair, aonde você quer ir?
- Eu já disse que vou pra casa da Mary... – disse e o olhou sério. – Ta bom, calei! – ele levantou os braços.
- Então ...
- Sei lá! Vamos dar uma voltinha! Ninguém merece ficar dentro de casa! – fez bico.
- Então vou subir pra me trocar! – levantou e subiu as escadas.
- Eu também! – levantou também.
- , então tu vai à casa da Mary e depois você se encontra com a gente!
- Ta bom! – ele sorriu e subiu as escadas.

- Nada de bom na TV, que merda! Nunca tem! Acho que vou à locadora alugar alguma coisa... – disse e tentou levantar – AAAAH! Minha preguiça não permite! – Ela riu dela mesma e voltou a cair no sofá. Deixou a televisão ligada no canal de desenhos.

- ANDA ! – gritava o amigo lá de baixo. Só faltava ele pra terminar de se arrumar. já tinha ido buscar Mary e marcou com na praça perto da casa ‘mal assombrada’.
- Pronto! – desceu as escadas correndo e pegou as chaves de casa. Saíram porta a fora.

- Anda amooooor! – chamava por Mary que ainda se arrumava. Dez minutos depois ela desceu. – Até que enfim!
- Ah, você me pegou de surpresa, amor! – Mary disse dando um selinho em . Mary e caminharam em direção à praça.

- Devagar, Peter! – Louise pediu quando Peter embalançou o balanço mais forte. Eles estavam em uma praça. Divertiram-se o dia todo e Peter esqueceu de que precisava de cuidados especiais. Eles foram ao McDonald’s, deram uma voltinha no shopping e caminharam pelas ruas de Londres. Isso tudo, depois de encontrar com Vick na lavanderia.
- Devagar? – Peter perguntou com uma voz esquisita. Ao terminar a palavra ele embalançou o balanço mais forte. Louise soltou um grito fino.

- Dudes, aquele ali não é Peter? – perguntou aos amigos forçando os olhos, pois estava meio escuro.
- Acho que é sim! – disse se aproximando.
- Mas aquela não é a amiga dele, a tal da ... É? – James perguntou confuso.
- Não, aquela é a...
- Oi dudes! – chegou por trás abraçado à Mary.
- Er... oi ! – se virou com o susto.
- O que estão vendo? – olhou na direção em que olhara.
- Hãm? – olhou pro amigo.
- EEEI! Aquela não é a Louise? – se soltou do abraço de Mary e chegou mais próximo.
- Quem é ela ? – Mary perguntou batendo o pé.
- Ers... uma amiga, amor. – voltou a abraçar Mary.
- Hum... – Mary resmungou ainda desconfiada.
- Vamos lá falar com eles! – disse indo em direção a Peter e Louise. tentou puxar a blusa de , mas foi em vão.

- OOOOOOOI! – gritou.
- Oi ! – Peter e Louise disseram.
- Oi... – chegou junto aos outros.
- ? O que faz aqui? – Louise perguntou com a sobrancelha suspensa.
- Não é da sua...
- Calma dude! – disse, evitando que dissesse uma resposta ignorante.
- Ok, ok. Vamos aonde?

30 Minutos depois...

Louise e Peter decidiram ir pra casa, pois no dia seguinte teriam aula.
- ? AMOR! – Peter se assustou ao chegar em casa e encontrar jogada no chão. O que teria acontecido? E a empregada, onde estava?
- O que aconteceu? – Louise assistia Peter pegando no colo.
- Eu me esqueci dela! – Peter disse incrédulo. – Eu não acredito, eu não acredito! – Peter subiu as escadas com no colo. Ao entrar no quarto, deitou-a na cama e procurou se tinha alguma coisa quebrada. não acordava então Peter decidiu deixá-la dormir.
- Peter, é melhor eu ir pro meu quarto...
- Ok! Boa Noite! – Peter disse e deu seu melhor sorriso. Peter deitou ao lado da amiga e acariciou seus cabelos e a observou dormir tranquilamente. Acabou dormindo também.
No meio da noite, acordou. Levantou e olhou pro lado. Viu Peter dormindo e caminhou lentamente até a porta. Desceu as escadas tentando não fazer muito barulho. Caminhou na ponta dos pés até a cozinha e preparou um lanche. Estava com fome, pois não tinha jantado. Sentou-se à mesa e comeu seu sanduíche tranquilamente. observava a janela, mantendo seu olhar pro ‘nada’.
- ? – Peter chegou à cozinha e chamou pela amiga. Ela não o olhou e continuou a olhar pra janela. – , você ta bem?
- Tô. – ela disse comendo seu sanduíche sem olhar pro amigo. Peter se aproximou.
- Por que não olha pra mim? O que aconteceu? – Peter sentou ao lado de . o olhou nos olhos.
- Não aconteceu nada, Peter. – ela disse simplesmente.
- Por que estava jogada no chão?
- Porque... porque ... não sei me cuidar sozinha?
- Pára de criancice! – Peter bateu forte na mesa e não se moveu e olhou com cara de ‘inacreditável’. Ela fechou os olhos por um momento e o abriu logo em seguida.
- Criancice? – ela suspendeu a sobrancelha. Ela mantinha a calma.
- Me perdoa, por favor... desculpa. – Peter ia lhe dar um beijo na testa mas se levantou.
- Boa Noite... – ela caminhou até seu quarto com o sanduíche na mão. Ela passou pela empregada que descia as escadas fechando seu roupão. Perguntou à o que tinha acontecido e que barulho foi aquele lá embaixo, mas a senhorita passou direto. Vick caminhou até a cozinha, pois viu a luz acessa.
- O que aconteceu?
- Onde você estava?
- Eu estava dormindo!
- E porque quando eu cheguei, ela estava jogada no chão? – Peter levantou. Estava vermelho de raiva.
- Sr. Peter, eu não sei! – Vick disse tranquilamente.
- COMO VOCÊ NÃO SABE VICK?
- Calma! Eu cheguei e ela estava vendo TV, depois eu perguntei se ela queria alguma coisa, ela tava sonolenta, mas mesmo assim ela disse que não queria nada e que eu podia dormir. Eu subi e fiquei no meu quarto. – Vick explicou e Peter bufou.

- Meu namorado é que ele não é... ele preferiu ficar com a tal de Louise do que comigo! – disse deitada em sua cama. Ela tinha terminado de comer seu sanduíche e foi tentar dormir, já que teria que acordar cedo.

- Vou ou não falar com ela? – Peter se perguntou ao subir as escadas e deixar Vick na cozinha. Optou por não falar nada. Poderia aborrecer mais a menina. Preferiu a deixar dormir e esfriar a cabeça. Foi pro seu quarto e fitou o teto até pegar no sono.


Terça-feira, 13 April . 6:15. Residência Peter e :

- Bom dia... – Peter entrou na cozinha e só encontrou Vick preparando o café.
- Bom dia. – ela respondeu secamente.
- Vick, me desculpa por falar daquele jeito com você! É que só de pensar que poderia acontecer alguma coisa com ela, eu ...
- Não, tudo bem. – Vick não deixou Peter terminar a frase e sorriu. Peter retribuiu da mesma maneira.
- Me faz um favor?
- Sim, claro!
- Acorda a , por favor?
- Certo, mas por quê? Não esta falando com ela não? Vocês brigaram?
- Não é isso... é que ontem, ela tava estranha. Não sei... mas tenho medo de ir lá acordá-la e...
- Bom dia... – entrou na cozinha de camisola e meia.
- Bom dia! – Peter sorriu ao ver a menina.
- Bom dia! – Vick a olhou. sentou-se à mesa e tomou seu café em silêncio. Peter a olhava, mas de sua boca não saia absolutamente nada.
- Ooooi. – Louise chegou à cozinha.
- Bom dia! – Peter e Vick disseram juntos. se levantou e saiu da cozinha sem falar com Louise.
- O que ela tem? – Louise seguiu com os olhos e sentou ao lado de Peter.
- Não sei... ela ta estranha! – Peter disse.
seguiu pro seu quarto e foi se arrumar. Vestiu uma calça jeans de boca apertada e calçou seu All Star preto. Colocou uma bata branca e deixou seus cabelos soltos, jogado pro lado. Passou seu brilho e lápis nos olhos. Desceu as escadas e sentou no sofá à espera de Peter.
Como seria seu primeiro dia de aula?

e Peter chegaram ao colégio sem trocar uma palavra. Peter não sabia porque sua amiga o evitava. Mas ele sabia que isso era ruim pra ele. Ele não se sentia bem quando os dois brigavam. Peter desceu do carro e foi em direção ao porteiro. ficou no carro esperando o portão abrir.

- To com saudades do James... – abaixou a cabeça e fez cara de cão sem dono.
- É... eu também! – disse. James se mudou, pois os pais brigavam o dia todo. Ele foi morar com a tia em outro país, já que os pais perderam a guarda do garoto.
- Nós estamos! – disse dando ênfase ao ‘nós’.
- Ali! – apontou. olhou na direção do dedo.
- O carro da ! – disse e Mary o olhou, já que estavam abraçados.
- Vamos lá. – disse e seguiram até o carro preto. Mary foi na má vontade, mas conseguiu arrastá-la.

- Ta com sono, senhorita ? – o motorista perguntou vendo deitar no banco de trás.
- Ahaam... – ela murmurou.

- Tenho que ir! – Peter disse ao ver , , Mary, e indo em direção ao carro preto. – Oi, o que fazem aqui?
- Ah, oi Peter! Pensamos que estavam dentro do carro! – disse e sorriu.
- Cadê a ? – perguntou olhando em volta.
- To aqui! – abriu a porta do carro e desceu. deu um sorriso. e foram abraçar . soltou Mary que bufou. deu um beijo na bochecha de e nada fez. O sinal de entrada tocou.
- Vamos entrando! – disse caminhando até a porta do colégio. Todos o seguiram e entraram.

- Ela nem falou comigo! – disse a . Estavam no gramado, na aula de Educação Física e eles normalmente não participam.
- Você estava com a Mary...
- Cara, ela não se lembra de você! – disse. Vacilou.
- Por quê não? – perguntou com cara de confuso.
- Porque... porque...porque... – olhava pro lados e não sabia o que dizer.
- Tanta mentira... – levantou e sem olhar pra trás foi até o refeitório.

- ? – Peter e estavam sentados no refeitório do colégio. Ao ouvir seu nome, olhou pra Peter. – Até quando você vai me evitar?
- Eu não estou te evitando! – ela voltou a olhar pra onde olhava antes.
- Então porque não fala comigo? O que eu fiz? Você sabe que eu te amo muito, e você é a única pessoa que eu sei que posso contar e...
- Tem a Louise também! – ela disse num tom debochado.
- Eu não acredito que... eu não acredito que você... ta assim por causa dela! – levantou. Seguiu até a saída do refeitório e esbarrou em . Pediu desculpas, mas nem olhou pra ele. Depois, seguiu seu caminho.





Capítulo 8

- O que houve com ela? – perguntou ao ver Peter. Sentou ao lado dele.
- Não sei... ela ta me evitando.
- A mim também! – abaixou a cabeça. Peter o olhou e embalançou a cabeça negativamente. – O que estava fazendo com a Louise ontem?
- Ela mora lá em casa agora... – Peter sorriu.
- QUÊ? – deu um gritou fazendo o resto do refeitório o olhar.
- Qual problema? – Peter não entendeu.
- Hãm? Ah, nenhum... – se mancou e olhou em volta.

- Oi ! – disse ao encontrar a menina no bebedouro.
- Oi . – ela limpou a boca e deu seu melhor sorriso.
- O que houve? Que cara é essa? Aconteceu alguma coisa? – perguntou tudo de uma vez. estava confusa e não sabia se devia ou não confiar em pra contar alguma coisa, pois ela se lembrava dele, mas não lembrava se ele era confiável ou não. Mas tinha alguma coisa a incomodando e ela precisava botar pra fora.
- .... o Peter... ele é meu amigo... mas ... mas é que... ele ta me largando pra ficar com aquela ... grrrrr... com a Louise! – ficou vermelha. Era de raiva.
- Você ta com ciúme do Peter?
- Não é isso... é que...
- É sim ! Isso é questão de conversa! Conversa com ele!
- Meu orgulho não deixa! – ela fez bico e cruzou os braços.
- Então você prefere ficar com raiva dele à conversar com ele?
- Ah, sei lá! É que... é que isso é tão complicado!
- Eu sei! Vai lá e fala com ele! – disse dando um beijo na testa da menina logo em seguida.
- Obrigada ! – mostrou um sorriso e seguiu em direção ao refeitório e foi beber sua água.

- Oi. – ela disse ao chegar e encontrar e Peter conversando.
- Oi...... – os dois disseram gaguejando e soltou um riso abafado. Um silêncio ficou no ar e fazia cachos no cabelo. Peter precisava escrever algumas coisas no bloquinho, pois faltavam dois dias pra ele entregar ao chefe tudo que ele sabia sobre James Stones. Mas ele não queria deixar sozinha com , pois ele não sabia o que ele podia fazer com ela. Peter queria apresentar à , e perguntar se ela se lembrava dele, mas estava com medo da reação da garota. Quanto a , preferiu ficar quieto, pois não queria levar um fora de . Ele decidiu arriscar. Se levasse um fora, seria mais um pra sua coleção.
- Por que não apareceu ontem? – perguntou, com certo medo dela.
- Porque eu estava internada. Você não soube? – perguntou olhando estranhamente pra Peter.
- INTERNADA? COMO ASSIM? O QUE ACONTECEU?
- Calma ! – Peter disse e olhou pra assustada.
- Ok, mas o que aconteceu?
- Eu sofri um acidente, mas não lembro direito como foi...
- Ta doendo alguma coisa? – passava a mão nos braços da garota.
- Não ... não tem nada doendo... – riu da cena. - Porque não te contaram?
- Não sei... ultimamente estou sem amigos, porque eles não me dizem mais nada!
- Quem são seus amigos? Afinal, quem é você?
- Você não se lembra de mim? – fez uma expressão confusa.
- Não, eu não lembro...
- Ela perdeu a memória.
- E porque nunca me dizem nada? – estava ficando nervoso com a situação. o olhou assustada de novo. – Me desculpa ! Eu sou o . – disse dando um sorriso, mostrando todos os dentes possíveis. retribuiu do mesmo jeito, e ao ver o sorriso daquele garoto, ela sentiu borboletas em seu estômago.
O sinal que anunciava o final da aula de Educação Física soou. Os três levantaram e foram pra sala em silêncio. prestava atenção nas aulas assim como Peter. Do outro lado da sala, a situação estava diferente: não parava de pensar naquela garota. Olhava pro lado o tempo inteiro e não conseguia prestar atenção na aula.
Quando o sinal que terminava o tempo soou, tirou a caneta que prendia seu cabelo e olhou pra Peter.
- Posso conversar com você?
- Sim, claro! – Peter sorriu.
- Me desculpa te evitar... mas é que eu não sei... eu to precisando de companhia, e quando eu mais precisava de alguém pra conversar, você preferiu sair com a Louise e me deixou sozinha em casa, tinha até esquecido que eu existia e me deixou na cozinha plantada esperando você se tocar que eu tinha saído do hospital no dia anterior e...
- Shiiii. – Peter colocou o dedo na boca de , em sinal pra ela parar de falar. fechou os olhos. – Me desculpa, eu não queria te deixar assim! Não fiz por mal... você sabe! Me desculpa princesa... – Peter disse dando um longo abraço em . Ela se soltou do abraço ao ver sorrir pra ela. Ela piscou pro menino e se ajeitou na cadeira com a chegada do professor.

- Vamos passear? - perguntou à e a Peter, sorrindo igual a uma criança. O sinal do último tempo tinha tocado e ele aproveitou a ausência do professor.
- Vamos aonde?
- Não sei Peter... Da uma volta! - ele sorriu mais ainda. riu com a resposta dele.
- Quem vai? - perguntou pegando seu MP4 na mochila.
- Ah, não sei também...
- Quem mandou você vim aqui? - Peter perguntou desconfiando.
- Ninguém, por quê? - o sorriso de sumiu.
- Nada...
- Já volto!
- Vai aonde? - Peter perguntou seguindo a amiga com os olhos. não respondeu e saiu com o MP4 no ouvido. foi até o bebedouro do colégio. Ela sentiu uma mão em seu ombro e se virou pra ver quem era.
- Oi! - disse sorrindo. Não conhecia a menina.
- Oi, . - a menina disse dando ênfase ao nome da garota que ela mal conhecia.
- Oi, quem é você? - disse parada em frente ao bebedouro.
- É você quem fica dando em cima do namorado da minha amiga né? - a loira disse e riu com a acusação.
- Eu? Que horror! Eu não dou em cima de ninguém! Aliás, quem é o namorado da sua amiga?
- O ! - a loira disse. Ao ouvir o nome do garoto, sentiu uma coisa estranha. Não sabia o que era, mas seu sorriso debochado sumiu totalmente de sua face.
- O ? Eu não tenho nada com ele, patricinha! - a loirinha não agüentou a provocação e partiu pra cima de . Especificamente, pro seu longo cabelo. Puxou até ficar com a cabeça no chão. O refeitório estava vazio, pois o sinal tocara. A loira sentou na barriga de , e deu tapas em seu rosto. O MP4 de se encontrava embaixo do seu próprio corpo. Aquele objeto em baixo de si a incomodava. subiu seu corpo tentando tirar o objeto e não se importando com os tapas que a loira dava freneticamente em seu rosto. "Cara, o que eu to fazendo? Eu lutei caratê!" lembrou e deu um chute na coluna da garota, fazendo a loira cair em seu colo. grudou no cabelo da loirinha e levantou se apoiando nos cachos da menina.
- Sua Loser! - disse bem baixinho com os dentes cerrados no ouvido da menina.
- Grrr, me solta! - ela tentou dar um berro, mas puxou seu cabelo, fazendo a loira sentir dor.
- MAS O QUE ESTA ACONTECENDO POR AQUI? - o diretor chegou, pegando de surpresa. Ela soltou o cabelo da rival e se ajeitou, enrolando delicadamente o fone do seu MP4, como que se o diretor não estivesse ali. - AS DUAS PRA DIRETORIA! - Já que nenhuma das duas respondera ao diretor, ele ordenou.
- Ah, era só o que me faltava! - bufou. A loira estava choramingando.
- VOCÊ QUEBROU MINHA UNHA!
- Ih loirinha, fica quieta! - disse caminhando lado a lado com ela e atrás do diretor.
- Silêncio, as duas! - o diretor disse abrindo a porta da direção e dando espaço pra que as duas passassem. - Agora se expliquem! - ele disse após sentar em sua cadeira.
- Ela começou! - a loira apontou pra que a olhou com ar incrédulo.
- Eu pedi pra se explicar e não pra dizer quem começou ou não!
- Aaaaaaai! - gemeu baixo, debochando da garota.
- Senhorita , pode me dizer o que houve?
- Sim. Eu estava bebendo água, e do nada, essa louca apareceu e...
- Sem elogios, por favor!
- Ok, ela apareceu e me puxou pelo cabelo!
- Que ela puxou seu cabelo eu reparei... - o diretor riu vendo o cabelo das duas, todo embaraçado.
- Ahaa. - sorriu debochado, como costumava fazer e rolou os olhos.
- Diretor, é mentira! Ela que puxou meu cabelo!
- Aaaai meninas! Vocês esquecem que aqui tem sistema interno de câmeras!
- Se ferrou paty! - disse baixinho para a garota que estava ao seu lado.
- Grrrrr... - ela bateu o pé.
- Senhorita , pode esperar sua turma no pátio. Pode se retirar. - o diretor disse dando sua última palavra à . Ela saiu da sala em silêncio e seguiu de cabeça baixa em direção ao banheiro. Seu rosto doía e estava marcado. Ela abriu a torneira e passou um pouco de água no rosto.
- Loira idiota! Como assim? Eu dando em cima do ... Maluca!
- Quem ta dando em cima do ? - Mary saiu de dentro de uma das cabines.
- Ah, não é possível! - disse com uma voz engraçada e se apoiou na pia. - Diz, eu mereço? - ela se perguntou olhou pra própria imagem refletida no espelho.
- FALA PIRANHA!
- Piranha? Você ta a fim de me provocar? – perguntou levantando a sobrancelha e fazendo uma cara estranha.
- Não, eu quero fazer isso com você! - Mary disse indo em direção à e tentando agarrar seus longos cabelos que estava todos embolados.
- Tenta só! - disse baixo no ouvido da garota segurando a mão da menina.
- AAH FILHA DA PU...
- Sorria pra câmera! - disse acenando pra câmera que tinha em cima da porta da entrada.
- AAAAAH! - Mary tapou o rosto com a mão, se soltando de . Saiu correndo do banheiro.

- Aaaai, a não voltou até agora! - Peter disse batendo a perna insistentemente.
- O que houve? - se sentou ao lado de Peter, aproveitando que o professor estava em sua mesa corrigindo alguma coisa.
- Onde a foi? - Peter perguntou com uma expressão preocupante.
- Calma Peter! Ela deve ta matando aula por aí... - disse rindo.
- Duvído!
- Com licença? - ao ouvir uma voz conhecida, Peter olha pra porta junto com o resto da turma.
- ? - Peter e se levantaram ao ver a menina toda arranhada.
- Sentem-se! - o professor levantou.
- Ok! - os dois atenderam à ordem do professor.
- O que houve senhorita ?
- HA, ELA TA COM A CARA ROXA! - um garoto que estava na frente de , quase ganhou um soco. foi impedido por .
- APANHOU DE QUEM? - uma loira disse. Essa quase ganhou um tapa na fuça por Peter. Impedido por .
- LOSER! - uma garota lá da frente disse. se agachou na frente da menina.
- Se atreva a dizer isso de novo. - fechou o punho. - Pra ver o que acontece. - ela dizia entre os dentes e bem baixo só pra menina ouvir.
- Ok, Ok... - a menina chegou pra trás a cada movimento de .
- Se explica! - o professor disse e olhou a garota no fundo dos olhos e seguiu pra mesa do professor logo em seguida. explicou o que havia acontecido e o professor anotou no diário, sua falta justificada.

- ? O que houve? – Peter perguntou visivelmente desesperado, ao ver a menina sentada em um dos bancos do colégio.
- O é ... er... é meu... meu ex? – respondeu com outra pergunta, corando levemente.
- Não exatamente... , isso é complicado e...
- Por favor, me explica!
- Oi ! Que arranhões são esses? – chegou junto a e .
- É que... uma loira quis cair na porrada comigo ... e...
- Que loira?
- Na verdade, foram duas loiras! – disse, respondendo à .
- Isso é covardia! Quais? Me amostra que eu acabo com elas! – disse fechando o punho.
- Uma delas é aquela ali. – disse apontando pra uma loira que ia de encontro a .
- A Mary? – suspendeu a sobrancelha deixando sua voz cair alguns décimos.
- A conhece? – também suspendeu.
- Ela é... é... na... – ia dizendo.
- Amiga do ! – Peter completou.
- Mas...
- ‘Mas’ nada !
- Eu nunca vi amigos se beijarem. – disse se levantando e indo em direção à portaria do colégio.
- ! Espera! – Peter tentou correr atrás da menina, mas foi surpreendido por um puxão em sua camisa.
- Por quê ‘amiga’ do ?
- Depois a gente conversa ! – Peter disse sorrindo amarelo e logo em seguida foi atrás de .

- Ei, ! – disse ao ver passar. Ele estava abraçado à Mary. olhou pros dois com uma cara estranha. Foi embora depois.

- ! O que foi? Por que saiu de lá?
- To com dor de cabeça, quero ir pra casa! – Ela disse entrando no carro preto e deitando no banco de trás. Peter entrou e foram pra casa em silêncio.

- O que há com ela? – levantou a sobrancelha e olhou pra Mary.
- Sei lá!
- Legal, ganhamos suspensão! – A loira, amiga de Mary disse mostrando alguns papéis à Mary.
- O que fizeram? – suspendeu a sobrancelha .
- Er...na...
- Batemos na tal de e...
- VOCÊS BATERAM NELA? – se soltou do abraço de Mary e olhou as duas com semblante de raiva.
- Não ! Não foi bem assim! Eu só disse que era pra ela não da em cima de você e...
- ELA NÃO DÁ EM CIMA DE MIM! VOCÊ ESTÁ LOUCA? – gritou, fazendo com que todos o olhassem.
- Calma, ! – Mary deu um sorriso falso. se afastou e foi em direção aos amigos que estavam em um dos bancos do colégio.
- O que houve ?
- O que aconteceu com a ? – nem respondeu a pergunta de .
- Sua namorada queria bater nela...
- Filha da puta! – socou o ar.
- Vai com calma ! Por que ta assim?
- A Mary que a quis bater nela!
- FILHA DA PUTA! – levantou.
- Ah, perae! O que a te disse? – deu ênfase ao nome da menina.
- Ela disse apenas que a Mary queria bater nela!
- Ah, e você não reparou o estado dela? Ela tava toda arranhada ! – disse nervoso, fazendo gestos exagerados.
- Calma, ! Aonde... aonde você vai?
- Pra casa! – disse já de costas e caminhando até a saída do colégio.

- Os meninos marcaram cinema pra hoje, você vai? – Peter perguntou vendo sua amiga toda arreganhada no sofá da sala vendo TV.
- Não. – Ela respondeu simplesmente, sem tirar os olhos da TV.
- ... por que? – Peter sentou ao lado dela.
- Eu não quero Peter! – Agora ela o olhou nos olhos.
- Me conta, o que você tem?
- Peter, me explica: o que o tem com minha vida? Parece que esse nome me persegue! Você diz que ele era meu amigo, mas nem comigo ele fala direito. A outra no bebedouro disse que eu quero dar em cima do namorado da amiga dela. E a loira no banheiro me diz a mesma coisa, mas no caso, ela é a namorada do . Minha cabeça ta confusa! Quando eu estou perto dele, sei lá, meu coração dispara. Parece que to apaixonada por ele, ou ele é importante pra mim ou alguma coisa assim. Parece que ele é a única coisa que falta pra eu ser feliz!
- Calma, não fica assim! Posso te explicar tudo, ok?
- Certo... aproveita que não tem ninguém! – sorriu.
- ... O ... assim... ele... você... – Peter não sabia como explicar.
- Desembucha! – riu, dando um tapinha nas costas de Peter.
- Ok. Antes do acidente, você... tinha uma pequena atração por ele e...
- O QUÊ? – se levantou rapidamente do sofá.
- Senta !
- Ok! – ela obedeceu.
- Você é uma agente, certo? – ela confirmou com a cabeça. – Uma das regras de um agente...
- ...é não ter nenhum caso, pois pode colocar a carreira em risco! Eu to lembrando! Acho que os tapas que a loira me deu, serviu pra alguma coisa.
- Não brinca com isso que eu ainda acabo com aquela garota! – Peter fechou o punho.
- Ta bom, ta bom! – levantou os braços e sorriu. - Continua...
- Você gostava do , mas não podia ter nada, principalmente agora. O chefe soube que você beijou o e disse que...
-... da próxima não terá perdão! To lembrando Peter! – vibrou junto com o amigo.
- Isso!
- Mas Peter, a Mary é, então, namorada do , né? – tinha uma expressão de confusa.
- É!
- Então por quê você falou que era amiga?
- Não sei!
- Peter...
- Ok... porque pensei que você sentia ainda alguma coisa por ele.
- Mas eu sinto... mas não posso sentir, eu não quero sentir! – entrava em desespero a cada palavra. Peter pegou a menina e a deitou em seu colo. Cariciou seus cabelos. Ficaram ali uns 15 minutos. Foram interrompidos pelo barulho do telefone tocando. Peter tirou de seu colo levemente.
- Alô?
- Quero OS DOIS – Peter afastou o telefone da orelha – aqui. O Motorista vai passar pra pegá-los em 15 minutos.
- Ok! – Peter disse, desligando logo depois.
- Quem era? – perguntou coçando os olhos.
- O chefe! Ele quer nos ver...
- Ah, ainda bem que vou conhecê-lo! – sorriu junto a Peter.
- Mas ninguém sabe como ele. Ele...
- ... fala através de uma TV?
- AAH, VOCÊ TA LEMBRANDO! – os olhinhos de Peter brilhavam. sorriu. – Sobe pra trocar de roupa! – obedeceu e subiu. 10 minutos depois ela desceu.
- Você vai assim? Sabia que você não ia lembrar isso...
- Isso o que? To feia? – fez bico.
- Não, ta linda! É que você tem seu uniforme e só pode entrar com ele. Eu já esperava isso, você odiava aquela roupa!
- Ah, me vesti com tanto carinho... – disse ainda fazendo bico e subindo as escadas lentamente.
- Eu vou te mostrar! – Peter foi atrás da amiga e apostaram corrida quem chegaria primeiro ao quarto. Peter mostrou a roupa à , que estava dentro de um sofá falso, no quarto de . Ela sorriu ao ver a roupa.
- Que uniforme lindo! – ela disse pegando a roupa e a analisando.
- É... acho que o acidente mexeu com você...
- Sem graça! – rapidamente pegou uma almofada em cima de sua cama e jogou no amigo.
- Sério! Antes você era minha marrentinha! Estressava-se por tudo!
- Acho que era pra manter a postura!
- Grandes merda ser espião... – Peter deu de ombros. – Se arruma logo. O motorista vem pegar a gente e ele é pontual.
- Ok, com licença cavaleiro! – ela disse dando reverência exagerada ao amigo.
- Sim, chatinha! – ele deu língua e saiu do quarto aos risos.
- GAY! – ela gritou.
- PRECONCEITUOSA! – ele respondeu com voz de mulher. Peter desceu as escadas e foi esperar a amiga. - Oi Louise, oi Vick! – Peter disse ao ver as duas entrando - Ainda bem que chegaram. Eu e vamos na agencia.
- Certo... – Vick disse levando um saco pra cozinha.
- Posso ficar aqui com você? – Louise perguntou sorrindo. Peter babou no sorriso da menina.
- Cla... claaaro! – ele disse após sair dos transes. Louise sentou no sofá e logo em seguida desceu. Uma buzina tocara no lado de fora da casa. passou direto, batendo a porta atrás de si.
- Você não vai não? – Louise perguntou. Peter ainda olhara pra menina com cara de bobo.
- Hã? O quê?
- A ! Ela já saiu, você não vai? – Louise explicou rindo.
- Ah, sim! Beijos. – ele mandou beijos pro ar e saiu porta a fora. – Por que não me esperou? – Peter perguntou entregando os óculos escuros à amiga.
- Eu não gosto dela – sorriu debochado.
- Aff... – Peter bufou.

- Aaah! Não pode ser, não pode ser! – caminhava pelas ruas desertas. – Será que ainda amo aquela garota? Ela mal se lembra de mim! – pensava. Estava confuso, assim como . – Porque não me respondeu quando falei com ela? Mas ela me tratou tão bem! Ela nem tem me dado foras! Será que ela não lembra mesmo de mim? – não parava de se fazer perguntas que o complicava mais ainda. Não sabia o que fazer. Será que pedia mais uma chance? Ou será que continuava com Mary, pra tentar esquecer aquela garota que em um dia disse que não podiam ficar juntos? Seus pensamentos foram interrompidos por seu celular.
- Fala .
- Cara, vem pra casa. É melhor! – disse tentando convencer o amigo do que ele dissera. não respondeu e desligou o telefone. Foi caminhando pra casa tristemente.

- Senhorita ! Quanto tempo! – uma luz se acendeu na sala escura.
- Podes crê... – respondeu sorrindo maroto. Peter o deu um cutucão. – Quer dizer... quanto tempo mesmo!
- Peter, já tem tudo pro dia 15?
- Claro!
- Que dia 15? – perguntou baixinho a Peter.
- Shiii. – ele fez sinal pra que ela calasse a boca.
- Senhora , seja bem vinda novamente à nossa agencia. – não disse nada, apenas sorriu.

- Foi aonde ? – perguntou sem tirar os olhos do vídeo-game.
- Andar por aí, pensar na vida... – Ele bateu com a porta atrás de si.
- Ah, oi ! – sorriu ao sair da cozinha e ver o amigo.
- Oi . – sentou no sofá.
- Ainda não esqueceu ela né? – desligou o jogo.
- É... ainda não... – estava cabisbaixo. - Mas vou conseguir! – ele sorriu junto aos dois amigos. – Cadê o ?
- Ta lá em cima se trocando.
- Pra que? Aonde ele vai?
- Vamos ao shopping... – ele disse dando ênfase à palavra ‘vamos’.
- Ah, vocês três né? Bom divertimento! – disse ao se levantar.
- Ah, peraí! Você também vai! – se levantou também.
- Ela vai?
- Não...não...não sei! – gaguejou.
- , você tem que se acostumar com a presença dela cara! – também levantou.
- Por que não podemos nos afastar deles?
- Deles? – suspendeu a sobrancelha.
- Do Peter e da ! – disse como se fosse óbvio.
- Por quê?
- Eu não consigo ficar perto deles! Eu a quero, dude! – disse entrando em desespero novamente. olhou pra com cara de apaixonado. riu junto a .
- Então... vamos? – sabia que isso ia fazer mal ao amigo, mas ele tinha que se acostumar com a idéia.
- Ok, mas só porque você ta pedindo!
- Ah, então se eu que pedisse você não ia?
- , não complica! Simplifica! – deu um pedala na nuca do amigo e riu junto a .
- Já to pronto! – disse descendo as escadas.
- Vai se arrumar ! – disse ligando a TV. subiu e foi se arrumar.

- Entendeu né? – Peter perguntou após explicar tudo sobre o caso, já que ele estava se responsabilizando por tudo depois do acidente de .
- Sim senhor!
- Certo, então vai se arrumar pra irmos ao shopping!
- Se você me der licença...
- Ah, é! – ele se mancou e levantou da cama e saiu do quarto. tirou seu uniforme e foi tomar banho. Ao sair, vestiu sua calça jeans de boca apertada e calçou uma rasteirinha. Colocou uma bata branca e deixou os cabelos soltos. Passou um brilho nos lábios e lápis de leve nos olhos. Passou seu melhor perfume e pegou sua bolsa. Desceu as escadas e foi em direção à sala.
- Ta linda! Vamos! – Peter disse pegando a amiga pelo braço e saindo de casa.
- O Shopping não é pra lá? – perguntou apontando pro lado oposto.
- Sim! Mas vamos nos encontrar com os meninos.
- Ah, é. Esqueci! – bateu na própria testa e sorriu. Ela pegou seu MP4 na bolsa e foi escutando Fall Out Boys, deixando Peter de lado.



Capítulo 9
- Ali eles! – apontou pros dois que vinham caminhando lentamente.
- Meu Deus! Ela tá linda! – disse ao ver a menina.
- Menos ! – disse pro amigo.
- O que? Ela não tá linda não? – perguntou com a sobrancelha suspensa.
- Tá mas...
- Oi! – Peter disse aos meninos. acenou, e ainda estava com o fone no ouvido.
- Da pra você tirar esta bosta do ouvido?
- QUE PETER? – ela berrou.
- Tira isso do ouvido! – ele disse tirando os fones dela.
- Ih Peter! – fez bico e cruzou os braços.
- Ah! – ele deu língua. Ela fez o mesmo. Os meninos riram.
- Oi meninos. – ela disse ainda emburrada.
- Oi ! – eles responderam rindo da cara dela.
- Vamos gente... acho que vai chover hoje! – disse olhando pro céu.
- Aaah não! – disse com voz de mulher.
- Aaaaah, vai paty! – disse imitando a voz do amigo.
- Cala a boca bicha!
- Ih, que viadagem! – disse olhando os dois. Os outros riram. Foram zoando até o shopping mais próximo.
- Vamos ao cinema? – deu a idéia.
- Tá cheio da grana né?
- Ih ! Me deixa! – disse entrando no shopping seguido dos outros. fez bico, tentando dar um beijo na nuca de .
- Vamos ao cinema ou não?
- Eu topo! – disse.
- Também! – sorriu pra . Ele abaixou a cabeça, tímido.
- Por mim tudo bem... – Peter disse analisando sua carteira.
- E tu ? – perguntou. Todos olhavam pra ele.
- Hãm? Ah, tudo bem... – estava pensativo olhando pra algum lugar.
- Então vamos! – disse indo em direção às escadas rolante. Todos foram.
- Ei, aquela ali não é a loira que queria te bater? – Peter perguntou à que estava ao seu lado na escada rolante. Mary estava beijando um loiro na praça de alimentação. , e estavam lá na frente, já que eles não esperaram a escada subir sozinha.
- É a Mary... – disse a Peter bem baixo.
- O terminou com ela? – perguntou. Estava confusa.
- Não! – disse. subiu as escadas sem esperar ela subir sozinha e direcionou seu olhar pra , que olhara pra escada, esperando os amigos chegar lá em cima. Ela foi até e não deixou que ele olhasse pra baixo.
- , vem cá! – disse puxando o menino pelo braço. Ele a seguiu, sem entender.
- Vamos aonde?
- Vamos comprar pipoca! - Ela sorriu, entrando na fila. Peter olhou pra confuso. Ela fez sinal pra que ele olhasse pra trás. Quando Peter olhou, viu Mary e o loiro com quem ela estava aos beijos. Peter cutucou . Ele olhou pra trás e viu Mary.
- Que foi gente? – perguntou sem entender. Ele e se aproximaram de e Peter.
- A Mary! – disse bem baixo.
- O terminou com ela? – perguntou vendo os dois indo em direção ao banheiro.
- Não que eu saiba! – disse incrédulo.

- Vou ao banheiro! – disse cortando o silêncio.
- NÃO! – disse sem pensar, fazendo a olhar assustado. – Er... espera mais um pouquinho... – ela sorriu amarelo.
- Mas eu to apertado! – rebolava, fazendo rir. Ele riu também.
- Ok, ok... vai lá, corre! – ela disse vendo o menino se afastar. aproximou o pulso da mão.
- Vai ao banheiro e prende o até eu dizer que pode soltar - disse baixinho. Peter não respondeu, mas foi ao banheiro. Ao ver Peter sair, fez sinal pra que viesse até ela. Ele obedeceu, assim como e .
- O que houve? – perguntou vendo a cara de .
- O que vocês estão esperando pra comprar o ingresso?
- Você, ué!
- Aha, é mesmo! – ela disse pegando a carteira dentro da bolsa. – Vamos ver que filme? – ela perguntou entregando uma nota a .
- Sei lá! Qualquer um! – ele disse dando de ombros e indo em direção à fila de ingressos junto com e .

- , aqui não tem cabine! Não tem como trancar o !
- Você só pode estar brincando né Peter? – ela aproximou a mão à boca - Duas pipocas grandes, por favor! – ela disse pra atendente.
- Sério, ...
- Peter, deixa de ser idiota! Eu disse pra você arrumar um assunto pra que ele fique ai no banheiro!
- Ah, sim!
- O que você tá fazendo? – estranhou Peter colocando a mão próxima a boca e falando alguma coisa.
- Er... nada! – Peter fingiu lavar a mão. resmungou alguma coisa, ainda desconfiado. – Tá calor né? – Peter perguntou fazendo uma cara esquisita.
- Há, tá brincando né? – perguntou fechando a torneira e sacudindo as mãos depois.
- O que, cara? – Peter riu de si mesmo.
- O que você tá escondendo?
- Eu? Nada! – Peter se apoiou na pia do banheiro vendo secar as mãos no secador. soltou um riso falso. Ele ia saindo do banheiro, mas o loiro ainda lavava as mãos.

- Dudes, isso não vai prestar! Temos que fazer alguma coisa pra que o não veja a Mary com o outro garoto! – disse.
- Mas vai ser difícil esconder os dois dentro de um shopping. O não é burro, vai perceber logo! – disse andando mais um pouco na fila.
- Você não está ajudando...
- Mas ele tem razão, . – disse, concordando com o amigo. fez uma cara de ‘eu sou demais’ e se exibiu.
- Ah, pára! - ele deu um pedala em . - Olha, a Mary, provavelmente já esta do lado de fora esperando o loirinho. Vocês vão lá ao banheiro e puxa assunto com o até o loiro sair do banheiro.
- Tá.
- Façam de tudo pra que a Mary não veja vocês dois. Acho meio difícil, mas não custa nada tentar. Isso se ela não viu vocês até agora.
- Também né? Ela estava quase comendo o loiro!
- Tsc, cala a boca ! – deu um pedala no amigo.
- Ih, ta bom!
- Anda, vão! – disse por fim, vendo os dois amigos indo em direção ao banheiro.

- Obrigada! – disse pegando as duas pipocas, após ter pago. Ela seguiu em direção a . – Cadê o resto?
- Foram ao banheiro. – disse pegando um saco de pipoca da mão da amiga.
- Pra que? – estranhou.
- , o não pode ver a Mary com outro!
- Eu sei... eu sei...
- Por que chamou o pra comprar pipoca contigo? -
- Eu já tinha visto a namorada dele beijando outro. – disse simplesmente.
- , sei que não é da minha conta... mas... você sente alguma coisa pelo ?
- Er... não... acho que... não... ...Porque? – ela estranhou, corando levemente.
- Nada... deixa pra lá!
- , começou, termina!
- É que... o , sei lá... parece que ... parece... que ele gosta de você...
- Ah, isso?
- É... você não lembra dele não?
- Não... mas vou contar só a você, porque me sinto bem com você. Mas quando estou perto dele, sei lá, eu me sinto estranha.
- ‘Estranha’, como?
- Não sei ! Parece que ele é o que tá me faltando! Pareço estar apaixonada, não sei!
- Ah, entendi...
- Mas, por favor, que isso não saia daqui!
- Claro que não vai! – sorriu. sorriu também.

- ! Peter! – e disseram ao entrar no banheiro e ver sair com Peter atrás.
- Dudes! Já estou indo, estou esperando vocês lá fora! – ameaçou sair, mas e o seguraram pela camisa – Que foi dudes? – se assustou.
- Com licença... – o loiro passou pedindo licença aos três. Os três deram passagem e ao abrir a porta, Mary estava do lado de fora.
- MARY? – disse ao ver o loiro dar um selinho nela.
- ? O que você tá fazendo aqui?
- Eu que deveria te perguntar né? E o que você ta fazendo com esse cara?
- Ele é... ele é meu...
- Namorado, prazer! – o loiro estendeu a mão. ignorou o comprimento e saiu em direção às escadas. ia atrás, mas Peter o segurou.
- É melhor deixar ele sozinho... – Peter disse e sorriu.

- Me vê ... seis ingressos por favor... – disse pegando sua carteira. Ele se virou pra perguntar as horas à , mas nem chegou a abrir a boca – ? O que houve com ele? – perguntou. olhou pra trás e viu o garoto descendo as escadas, furioso. olhou pra porta do banheiro e viu o loiro junto à Mary.
- Segura aqui. – entregou o saco de pipoca a Peter e foi correndo atrás de . – ! Espera! – ela gritava descendo as escadas o mais rápido possível. Ao chegar lá embaixo, ela correu atrás do menino que a ignorava. – ! – Ela chamou mais uma vez e ele corria. Ele saiu do shopping e ela foi atrás. Ela correu até ele e parou na frente do menino, o fazendo parar também. o olhou, o analisou, mas só pôde sentir a respiração do menino à sua frente.
- O que você quer? – perguntou. Estava vermelho de raiva.
- O que houve? – ele não respondeu e saiu andando na frente, deixando pra trás. – Eu só queria te ajudar! – Ao ouvir as palavras de , parou de andar. – Posso? – ela perguntou com medo do menino. Ele se virou.
- Pode. – ele tentou um sorriso. Ela sorriu também. se aproximou. Foi chegando mais perto cada vez mais. As pessoas em volta os olhavam. estava com medo, estava confusa.
- , não... não chega mais perto!
- Ainda diz que quer me ajudar! – ele saiu de perto e voltou a caminhar, sem rumo.
- Você acha que eu te ajudo, só te beijando?
- Isso tá confuso!
- Me conta, o que houve? – sabia o que tinha acontecido. Sentia-se mal em esconder dele, mas ela achava melhor assim.
- Ela estava com outro, ! – estava em desespero.
- Você a ama? – não sabia o que dizer. Perguntou sem pensar.
- Na...não... – gaguejou.
- Por que se preocupa?
- , ela era a única pessoa que eu tinha pra esquecer a pessoa que eu realmente amo! – disse se aproximando da menina. Mas parou ao dizer a última palavra.
- , você pode ter a garota que você quiser. Então não se preocupa... – sabia que não estava ajudando em nada, mas estava perdida em sentimentos. Não sabia o que realmente sentia por aquele garoto.
- Mas a única que não me quer, é ela; a garota que eu amo. – disse. Seus olhos brilhavam. respirou fundo antes de fazer a próxima pergunta.
- Quem... quem é... ela? – mordeu o lábio, temendo a resposta dele.
- É você . Eu te amo... – ele disse. Apenas uma lágrima escorreu de seus olhos. fechou os olhos. Ao abrir, estava à sua frente, pronto pra fazer o que ela mais temia. – Te pergunto novamente. Quer ... namorar... ers... comigo? – fez uma cara de sofrimento. demorou pra responder. Não sabia o que dizer. E quanto à regra de não ter um caso? E quanto a seu sonho? ...da próxima não terá perdão! essa frase veio a sua mente. E seu sonho de ser agente da CIA? Será que estava disposta a abrir mão de um sonho por alguém que não lembrava?
- , - ela abaixou a cabeça – er... – pensou melhor. Decidiu encarar o menino nos olhos. – Posso te responder em duas semanas? – ela perguntou. Fez a mesma expressão de dor que o garoto fizera antes. riu abafado com a resposta. Ela continuou séria. – Então?
- Espero o tempo que for preciso! – ele sorriu, feliz. Ainda tinha esperança de ter a menina que amava em seus braços. sorriu também.
- Vamos? – disse ainda sorrindo.
- Vamos! – ele sorriu também e seguiram lado a lado pro cinema.

- Idiota! – disse pra Mary antes de se afastar da mesma. Peter e a olhara com olhar de desprezo e seguiram .
- Mas o que aconteceu gente? – perguntou. Estava todo enrolado com dois sacos de pipoca grandes e seis ingressos na mão.
- O viu a Mary... – disse pegando um saco de pipoca da mão de .
- Cadê a ?
- Não sei Peter. Acho que ela foi atrás dele. – disse. Ao ouvir, Peter ia atrás de e , pois pensou que não daria em boa coisa.
- Deixa os dois Peter! – disse o fazendo voltar.
- Ok, ok... – ele disse respirando fundo.
- Mas o filme vai começar em dez minutos e os dois não estão aqui! – disse fazendo alguns gestos.
- Então vamos esperar os dois. – disse indo em direção aos uns bancos de espera e sentando logo em seguida. Os outros fizeram o mesmo. Cinco minutos depois, Peter avistou e subindo as escadas rolantes.
- Ali os dois! – Peter apontou e foi em direção ao casal.
- Oi Peter! – os dois disseram juntos.
- O..oo..oi – ele disse assustado ao ver o sorriso dos dois.
- Toma aqui o ingresso de vocês – despachou logo os dois papéis que o irritava.
- Valeu ! – disse. – Vou comprar mais pipoca e refrigerante. Acho que só isso não vai dar... – riu. – alguém vem comigo. – ela nem olhou pra trás pra ver quem iria e foi a caminho da lanchonete.
- NÃO DEMORA QUE O FILME VAI COMEÇAR! – berrou caminhando em direção à entrada do cinema. , Peter e o seguiram.
- Me vê duas pipocas grandes e seis refrigerantes grandes? – se dirigiu a atendente. – Poxa, ninguém veio me ajudar! – ela disse fazendo bico e abrindo sua bolsa pra pegar a carteira.
- Eu vim! – disse e sorriu, vendo o sorriso que a menina dera.
- Aqui! – a moça do balcão entregou dois sacos à . pegou um. Logo em seguida, ela entregou uma bandeja com refrigerantes. devolveu o saco de pipoca pra e pegou a bandeja. Com dificuldade, entregou uma nota à moça. e foram caminhando em silêncio até a entrada do cinema.

- Tô com fome... – disse quando terminou o filme.
- Não bastaram os dois sacos de pipocas que você comeu sozinho não? – disse se levantando.
- Acho que não... – ele disse coçando a nuca.
- Vamos à pizzaria? – disse com os olhinhos brilhando.
- Tu come hein... tá igual ao ! – disse rindo junto aos outros. deu língua e desceu as escadas do cinema.
- Aqui tá claro! – disse passando a mão em sua barriga.
- Dããããã! – Todos disseram dando tapas comunitário em .
- Vocês são mal! – disse fazendo bico. – Calma amorzinho, você já vai comer... – disse olhando pra baixo.
- Ele tá falando com a barriga ou com quem estou pensando? – perguntou fazendo todos ri menos .
- Que pizzaria vocês querem ir? – perguntou à e , já que os dois anunciaram fome.
- Vamos ao rodízio! – e disseram juntos, e riram depois.
- TÃO LOUCOS? – perguntou apontando pra própria cabeça. – Acho que ninguém aqui agüenta rodízio!
- Eu agüento! – disse levantando o dedo.
- Eu também! – fez o mesmo que e os dois riram.
- O que colocaram no refrigerante deles hein? – Peter perguntou fazendo os outros rirem.
- Então eu e vamos comer! – sorriu mostrando todos os dentes.
- Isso! – concordou.
- Então tá! Vão aonde? – perguntou.
- Ali oh! – apontou pra primeira pizzaria que viu.
- Ok, então quando terminarem de comer, me liga.
- Ta bom pai! – e disseram. Pareciam duas crianças felizes. sorriu ao ver os amigos se afastarem.
- Não tô gostando nada disso... – disse só pra escutar e fechou a cara.
- O é ingênuo! – sorriu vendo os dois correndo até a pizzaria; provavelmente apostando corrida.

- Caraca, esse rodízio demora, né? – estava inquieta, morta de fome, assim como .
- É! Eu to com fome! – fez bico.
- Mas eu to mais do que você! Você comeu dois sacos sozinho, . Eu comi METADE de UM! – disse e deu língua. fez careta. Após alguns minutos, que pareciam dias pra e , foram servidos os primeiros pedaços de pizzas. Os dois comiam desesperadamente, parecendo esfomeados.

- Vamos aonde agora? – perguntou caminhando ainda sem local definido pra ir.
- Sei lá! Vamos dar uma volta por aí... – disse caminhando também.
- Era melhor ter ido pra pizzaria... – disse ainda de cara fechada.
- Relaaaaaxa, ! – disse dando um tapinha nas costas do amigo.
- Tô bem relaxado, não tá vendo? – debochou.

- , er... posso te perguntar uma coisa?
- Aro, ara. – disse com a boca totalmente cheia e tentando colocar mais pizza na boca.
- O que você sente pelo ?
- COF, COF. – se engasgou com a pergunta e começou a tossir.
- Que houve ? Tá bem? – ele disse com os olhos arregalados.
- Não, tô bem ... tô bem! – ela disse após ter passado a sessão de ‘cof cof’
- Então...?
- Não sei . Eu não lembro muito dele e... eu não quero falar sobre isso agora, ok? Na hora eu certa eu te conto, já é? – sorriu e piscou.
- Já é brow! – disse piscando também.

- Vamos brincar ali?
- Tá dando uma de é, ?
- Cala a boca ! – disse rindo junto aos outros. O celular de vibrou. Ele tirou do bolso e atendeu.
- Fala .
- Vem me buscar, pai! – disse com voz de criança, fazendo rir.
- Ah, vocês que venham até a mim! – disse com voz de galã.
- Deixa de ser idiota! É melhor você vim aqui do que eu ir ai, né? Você sabe onde eu tô; já eu, não sei onde você tá.
- TôemfrenteaoMcDonald’stambémteamotchau. – disse tudo junto e desligou o telefone.
- Você tá bem ? – Peter perguntou rindo ao ver o menino desligar o telefone e caminhar lentamente.
- Tô sim, por quê?
- O que eles disseram? – todos seguiam .
- Eu disse pra eles encontrarem com a gente aqui em frente ao McDonald’s.
- Mas não estamos em frente ao McDonald’s. – disse como se fosse óbvio.
- Estamos nos encaminhando pra lá...
- Do jeito que o é idiota, acho que ele vai demorar pra encontrar o McDonald’s... – disse andando atrás dos amigos.
- Ih, nem conte com a pra nada, ela é desligada. – Peter disse e fez ‘joinha’ com a mão.
- Então é melhor irmos buscar os dois... – mudou de idéia e pegou seu celular.

- Mas ... – tentou dizer alguma coisa, mas só ouviu ‘tututu’.
- O que ele falou? – disse pegando sua bolsa.
- Eu não entendi nada... – disse se levantando junto a .
- , como vamos encontrar com eles agora?
- Sei lá! O Peter não tem celular não?
- Tem... mas meu celular fica sem serviço dentro do shopping. – disse entortando os lábios.
- O meu tá acabando a bateria, droga! – deu um soco no ar, saindo da pizzaria.
- Tenta ligar pra ele... – disse. tentou ligar, mas o celular desligou no primeiro toque de .
- Desligou! – disse. – Filha da P...
- Olha a boca! – disse vendo jogar seu celular no chão. – Ta louco ?
- Esses aparelhos me estressam! – disse pegando seu celular do chão. – Aaah, desculpa meu bebê, não fiz por mal! – acariciava o aparelho. ria da situação. - Vamos... brincar!
- Brincar? De quê? – suspende a sobrancelha.
- Ali! – apontou pra uma casa de jogos.
- Bora? – sorriu feliz. Nem um dos dois parecia que tinha 16 anos na cara. Os dois correram pra casa de jogos e encheram o cartão.
- Vamos ao simulador de montanha-russa?
- Não! Acabamos de comer, vamos passar mal! – disse passando a mão na barriga.
- Certo, então vamos naqueles negócios de corrida?
- Tá bom! – eles foram ao primeiro brinquedo de corrida que viram e começaram a jogar.

- Ah, deu caixa postal!
- O tem preguiça de carregar aquele celular... – disse dando de ombros.
- Então vamos até o restaurante. Talvez ainda estejam lá. – Peter deu a idéia e todos concordaram.
- Ali! – apontou para dois adolescentes brincando em um simulador de corrida. - Não são eles?
- São... – disse se encaminhando até os dois.
- Bonito, né? Estávamos preocupados com vocês e vocês... JOGANDO? – disse incrédulo.
- Ah... – resmungou sem tirar os olhos do jogo.
- Perdeu! LOSEEEEER! – disse se levantando.
- Isso não vale! Você roubou! – fez bico e levantou também.
- Tô cansado, vamos embora? – disse.
- Aaaah, ainda temos créditos pacas nesse cartão! Vamos gastar! – disse fazendo manha. rolou os olhos.
- Por favoooooor! – juntou as mãos, como se estivesse rezando.
- Vamos aonde, então?
- Vamos naquela máquina de dança! – disse apontando pra maquina e indo até ela. Passaram o resto do dia se divertindo. Quando o shopping estava prestes a fechar, tomaram vergonha na cara e foram cada um pra suas casas.

- Ai, to exausta! – disse ao chegar em casa e se jogar na cama. Eram 23 horas.
- Também, né?
- Tô com fome... – ela disse e se encaminhou pra cozinha.
- Oi, já chegaram! – Louise apareceu na sala.
- Oi Louise... – Peter disse ao avistar a menina. Os dois foram até a cozinha.
- Oi . – Louise disse vendo a menina fazendo um sanduíche.
- Oi. – ela disse simplesmente abrindo a geladeira. Peter bufou. Enquanto fazia seu lanche, a cozinha ficou em silêncio. – Boa Noite – ela disse deixando a cozinha. Peter se despediu de Louise e foi atrás de .
- Posso entrar? – Peter perguntou após bater na porta. estava no computador comendo seu lanche.
- Entra...
- De novo né ? – Peter disse fechando a porta.
- Ah, sobre isso não! Amanhã a gente conversa Peter! – ela não tirou os olhos do computador.
- Então tá . Quando você tiver algum problema, deixa que eu falo pra você me contar ‘amanhã’! – Peter disse saindo do quarto. Ele perdeu a cabeça. Será que estava apaixonado por Louise?
- AAAAAAAAAAH, ENTÃO DESCULPA! – gritou se virando pra porta. Nem ela sabia por que gritara.
- EU TÔ CANSADO DISSO! EU TO CANSADO DE ATURAR SEUS ATAQUES! QUANDO VOCÊ TEM ALGUM PROBLEMA, EU ESCUTO A QUALQUER HORA!– olhou pra Peter assustada.
- VOCÊ SABE QUE EU NÃO GOSTO DELA!
- , você não tem que gostar dela! Eu não pedi isso! Eu só quero paz! É difícil você falar com ela civilizadamente? – não respondeu e embalançou a cabeça negativamente. Peter continuou na porta – RESPONDE!
- É! – ela respondeu no mesmo tom. Ao ouvir a resposta de , Peter saiu do quarto e foi pra sala pensar.
- Que droga! Brigamos de novo! – disse desligando o computador. – Eu sou imprestável! – jogou fora o último pedaço de seu sanduíche. Ela perdeu a fome. – Aaaai, o que eu faço? – ela passou a mão em seus cabelos. Pegou seu MP4 e desceu as escadas. Caminhou até a porta e saiu pra rua. Peter apenas a seguiu com os olhos.
- Idiota! – Peter disse quando a porta fechou. caminhou pelas ruas, como sempre fazia quando estava triste ou chateada. Ouvindo When You're Gone de Avril, ela pensou: ‘Será que sou feliz?’. O que ela faria com ? O que ela faria com Peter? O que ela diria a em duas semanas? O dispensaria e diria que não dá, que ela não pode ficar com o cara que ela realmente ama? Ou iria pra bem longe? Viveria sozinha ou voltava a morar com seus pais? Sentou em um banco de praça e pensou em todas as possibilidades de um dia ser feliz. Como ela sentia falta de amigos. Ela só tinha a Peter, mas brigavam toda hora. Ela até chegou a lembrar que considerava seu amigo. - Será que vou lá conversar com ele? Não, tá muito tarde... aaai, vou pra casa! E minha decisão já está tomada! – disse certa de si. Mas que decisão?
chegou em casa e se deitou no sofá, ligando a TV bem baixo em seguida. Ela cochilou, mas não conseguiu dormir a noite inteira.


Quarta-feira, 14 April . 6:20. Residência Peter e :
- Aaaah... – bocejou e se espreguiçou. Peter passou. Os olhares se cruzaram. levantou e foi pro seu quarto. Tomou banho e vestiu uma saia Jeans e uma blusa preta decotada. Prendeu os cabelos num coque e pegou sua mochila. Saiu do quarto e foi em rumo ao carro preto que a aguardava. Entrou e esperou Peter.
- Bom dia ! – o motorista disse. Ela bocejou antes de responder.
- Bom dia. - sorriu. Ela colocou o MP4 no ouvido e ouvindo Don't Tell Me de Avril Lavigne, ela olhava a rua, perdida em pensamentos.
- Bom dia! Pode levar a Louise também? – Peter disse se dirigindo ao motorista. só percebera a presença de Louise, quando ela entrou no carro e sentou ao seu lado.
- Oi . – Louise disse como se fosse por obrigação. tirou os fones do ouvido e olhou pra loira ao seu lado.
- Bom dia Louise! – sorriu. Peter, que estava sentado na frente, estranhou a reação da menina e a olhou pelo espelho. Durante o percurso até o colégio, Louise e Peter conversavam sobre algumas coisas, mas não deu à mínima, pois estava com o MP4 em seus ouvidos.

- Dudes, olha que gata! – disse ao passar por uma loira de uma bunda enorme. seguiu a menina com os olhos junto a . e bufaram. Estava indo pro colégio.
- Ali a e o Peter! – disse ao ver os dois saindo do carro.
- ... e a Louise! – completou quando viu a loira descendo do carro. – O que ela tá fazendo aqui?
- Será que ela vai estudar com a gente? – disse colocando a mão no peito, como se tivesse sentindo dor.
- Aaaaah não! Seria demais! – disse cruzando os braços.
- Oi meninos! – disse. Dando um beijo na bochecha de cada um.
- Oo-ooooi ... – disse ao receber o beijo da menina. Ela riu.
- Oi! - Peter disse acenando.
- Oi! – fizeram da mesma forma.
- Vamos entrando... – disse dando as costas.
- Peraí! Vocês não viram a Louise aqui não? – Peter perguntou fechando a cara. continuou andando como que se Louise não estivesse ali.
- Deixa ele Peter! Não faço questão da presença dele mesmo... – Louise disse dando de ombros e fazendo cara de nojo. a olhou e suspendeu a sobrancelha, como que se aquilo que ela dissera tinha sido um absurdo. O clima ficou pesado. coçou a nuca e olhou pros amigos.
- Er... oi... ers... Louise – disse forçando um sorriso. Ela sorriu de lado e seguiu em direção a entrada do colégio. Todos a seguiram. Peter e Louise se encaminharam pra secretaria. O resto foi de encontro a que estava sentado em uma das mesas do refeitório.
- E aí! – disse pra ao sentar.
- ... er... o que ela faz aqui?
- Não sei . Não faço a mínima idéia. Espero que ela não estude aqui! – disse fazendo bico.
- Por quê?
- , por mais que o Peter goste dessa garota, eu não a suporto! Eu falo agora com ela por questão de educação e porque o Peter quer 'paz'. Mas às vezes eu esqueço que minha educação existe.
- Não gosta dela porquê?
- Deixa de perguntas ! O que importa é que eu não gosto dela!
- Bom começo... – falou pra si mesmo olhando em volta.
- Oi? – tentou escutar.
- Er... nada ... nada... – sorriu de lado. Subiram logo em seguida ao ouvir o sinal que anuncia o início das aulas.

- Assina aonde diretor?
- Aqui, senhorita Louise! – o diretor indicou. Ela assinou onde foi mostrado.
- Bom, bem vinda ao School DHC! – o diretor disse fazendo reverência exagerada a garota.
- Obrigada! – ela sorriu e se levantou junto a Peter. Os dois saíram em silêncio e foram em direção à sala de aula.
- Com Licença? – Peter bateu levemente na porta e entrou.
- LOUISE? – berrou. Estava sentado ao lado de . estava na frente ao lado de . estava logo à frente ao lado de uma carteira vaga.
- Sim? – ela se virou em direção à voz.
- O que faz aqui?
- Ela vai estudar com a gente! – Peter disse animado. socou o ar ao ouvir a resposta.
- Calma cara! – disse só pro amigo escutar.
- Calma, ? Eu odeio essa garota e ela vai estudar no mesmo colégio que eu! Ela vai fazer da minha vida um inferno! – ele disse no mesmo tom que o amigo, porém em desespero.
- Quem garante? – perguntou, não respondeu. Peter e Louise foram pro final da sala e se sentaram na última cadeira. seguiu os dois com o olhar; abaixou a cabeça ao ver a decisão de Peter de sentar ao lado da menina que conhecia há poucos dias. Ela riu de si mesma.
O professor tinha acabado de explicar a matéria, o mesmo autorizou que a turma conversasse em voz baixa. Após, se levantou e foi em direção à mesa do professor e perguntou se podia ficar lá fora, já que faltavam alguns minutos pro intervalo. Ele autorizou e ela foi pegar um ar lá fora; estava precisando. Saiu da sala e seguiu pro pátio do colégio. Sentou na grama e novamente pensou em sua vida. Pensou em como esta sofrendo pela pessoa que ama. Ela não queria chorar. Era inevitável. Mas no meio de suas lágrimas, brotou um sorriso. Ela sorriu pra si mesma e prometeu a si que não iria mais sofrer, que iria ser feliz. Era apenas isso que ela queria. Será que é pedir demais?

- Aonde ela vai? – disse vendo se levantar e falar com o professor.
- Não sei... – deu de ombros.
- Deve ir beber água. – se virou pra se intrometer. se virou e começou com um assunto idiota sobre meninas do colégio. não prestava atenção em nada e estava perdido em pensamentos.
- Vou atrás dela! – disse se levantando e indo pedir permissão pro professor pra sair. Ele saiu e foi à procura dela. Sorriu de longe ao ver a menina sentada no gramado do colégio encostada-se a uma árvore, sorrindo bobamente. Ele tomou coragem e seguiu, corando, em direção a ela.
- Oi. – ele disse sorrindo e sentando ao lado da menina.
- Oi ! – ela disse sorrindo e o olhando nos olhos.
- O que houve?
- Nada... tô pensando, só isso! – ela disse entortando o nariz.
- Lágrimas? – passou as costas da mão pelo rosto de .
- De felicidade... eu acho... – ela disse incerta de si. sorriu com a resposta.
- Eu te amo! – disse sorrindo e ficando mais vermelho do que já estava antes.
- Eu também. – ela disse sorrindo também. Abaixou a cabeça logo em seguida.
- O que houve? – ele perguntou suspendendo seu rosto levemente.
- Sabe, eu não queria te amar... não é justo!
- Porque? – ficou confuso com a conclusão dela.
- Um dia você me entende! – disse sorrindo. Abaixou a cabeça e embalançava a perna insistentemente. a olhou e viu que lágrimas escorreram de seu rosto. O sorriso que ela dera antes, sumiu totalmente de sua face.
- , me diz! Por favor! Não quero vê-la assim! – sussurrou.
- ... – o olhou nos olhos – promete... promete que... promete que não conta, à ninguém? – será que assim era a melhor forma?
- Claro! Eu prometo! – beijou os dedos cruzados. Ela sorriu junto a ele.
- É que... – sentiu um frio no estômago. – , eu sou ... uma...er... agente. – ela disse com medo da reação dele. riu. ameaçou a levantar, mas a segurou. Ficaram se encarando por um momento.
- É sério? – sussurrou.
- É. Eu não queria... – ela disse, brotando mais lágrimas.
- Qual o problema nisso? O que impede de ficarmos juntos? – continuava a sussurrar a olhando nos olhos. se levantou e caminhou ao bebedouro. ficou sentado olhando as nuvens. Sua esperança acabou naquele momento?
bebeu sua água e ao som do sinal do recreio voltou ao encontro de .
- Você não me respondeu. – disse sem olhar pra . Ele olhava o nada, direcionando seu olhar pra frente.
- Você me entende? – ela o olhou. Ele apenas confirmou com a cabeça e se virou pra dar um beijo na testa de . Levantou-se e seguiu um caminho, o qual não sabia qual era. o seguiu com o olhar e como em câmera lenta, viu o garoto que ela amava se afastar cada vez mais. Quando não pôde mais vê-lo, encarou seus sapatos.

- O que aconteceu?
- Não sei... deve ter pedido pra ir ao banheiro, ou algo assim... – Louise deu de ombros.
- Vou lá... – Peter tentou levantar, mas Louise o impediu ao ver se levantar também.
- Deixa que ele vá lá! – Louise sorriu debochado. Peter voltou a sentar e conversaram até o sinal do intervalo tocar.
- E aí ! – disse ao sentar ao lado de no refeitório, no mesmo lugar de sempre. e sentaram também.
- Oi dudes. – disse sem ânimo nenhum visível.
- O que há?
- Nada ...
- A mim você não engana! – fez voz de mulher.
- Nem a mim! – também fez voz de mulher e cruzou os braços. deu um pedala em cada um e forçou um sorriso.
- Dude, conta se quiser! Eu não vou forçar a nada... – disse o olhando nos olhos.
- Me deixa esfriar um pouco a cabeça, depois eu falo. – disse deitando sua cabeça na mesa, em cima de seus braços. entortou os lábios ao ver o amigo triste e abriu a boca formando um ‘Ele tá mal mesmo’.

- Então... aqui é o banheiro... mas a frente é o ... – Peter ia dizendo, mas parou ao avistar sentada no gramado de cabeça baixa.
- ‘Mais a frente...’ – Louise disse como que pedisse pra ele continuar. Peter ignorou a menina e foi em direção a . Ela foi atrás bufando.
- ? – Peter chamou uma vez e levantou a cabeça ao ouvir a voz do amigo.
- Oi Peter, oi Louise! – ela disse sorrindo.
- Que foi, princesa? – ele disse sentando e acariciando o cabelo dela.
- A vida... ta tão...
- Tão...?
- Deixa pra lá! – ela sorriu amarelo .– Então, temos que entregar o negócio pro chefe amanhã né? – ela tentou mudar de assunto.
- Sim, sim! Já tenho tudo pra entregar a ele. Fique tranqüila! – Peter disse sorrindo com todos os dentes a mostra. Ela sorriu de volta.
- Vou ao banheiro! – Louise disse vendo , e se aproximar. Ela não gostava da presença deles, e nem eles gostavam da presença dela.
- Ok! – Peter disse vendo Louise se levantar.
- Oi! – disse sentando junto aos outros.
- Oi meninos! – disse sorrindo. Peter sorriu.
- Que olho inchado é esse?
- Nada ...
- Se não quer contar... não conta, não vou obrigar.
- Não é isso... é que...
- Você não me deve explicações! – disse, colocando o dedo indicador na boca de , a fazendo calar.
- Cadê a loira? – se entortou pra perguntar.
- Louise! – Peter concertou.
- É... cadê ela?
- Foi ao banheiro...
- Peter... – apontou pro mesmo, que ainda se encontrava acariciando o cabelo de . – sem querer se intrometer na sua vida, mas cuidado com a Louise!
- POR QUE TEM QUE SE METER NA MINHA VIDA? – Peter disse se alterando e fazendo gestos exagerados. o olhou. Expressão confusa misturada com medo e assustada. Peter bufou e passou a mão pelos próprios cabelos. – Me desculpem, é que... – Peter não conseguiu se explicar.
- Eu só queria ajudar! – disse com medo de Peter.
- Eu sei, eu sei... me desculpa! – Peter implorou novamente.
- Você a conhece de onde mesmo?
- Ela é ex...
- Amiga do ! – não deixou que terminasse.
- Ela é ex-amiga do ou é amiga do ?
- Amiga... ou ex amiga? – fez uma expressão confusa.
- Não sei! – riu. – Se for amiga, ela que me desculpe, mas tá mais pra amiga da onça do que pra amiga mesmo. Me desculpa Peter, mas é minha opinião!
- Sim, sei... – Peter disse sorrindo. - Cadê o ?
- Refeitório. – disse simplesmente.
- Que foi ? – perguntou vendo se levantar. – Vai aonde menina?
- Refeitório.
- ? – chamou de novo.
- Oi? – ele acordou dos transes.
- Que foi dude? Tá calado...
- Tô vendo que a Louise vai se dar bem aqui... – disse apontando pra loira que beijava um moreno do terceiro ano. Peter olhou em direção do dedo de e passou a mão pelo rosto. Seus olhos brilharam, mas nada fez. Ele desviou o olhar pra que estava ao seu lado.
- Por que ter cuidado?
- Ela fez o sofrer, e muito! Ela não presta. Palavra de amigo! – Peter não disse nada.

foi ao refeitório e sentiu uma dorzinha ao ver com a cabeça apoiada na mesa. Ela se aproximou e se sentou em frente ao menino. Ficou por alguns instantes o olhando e ouvindo sua respiração.
- ? – disse após levantar a cabeça lentamente e encontrar o analisando.
- Oi... – ela disse quase em sussurros. Ele riu.
- Tá aqui há muito tempo?
- Não... Uns 5 minutos. – ela sorriu.
- O que faz aqui? – ele perguntou e ela procurou uma resposta, como não encontrou, embalançou a cabeça negativamente, em sinal de que não sabia o que estava fazendo ali.
- Quer que eu vá embora? – ela perguntou vendo que o menino não dissera nada.
- Não, claro que não! – ele disse a segurando pelo braço. – Senta aqui! – ele disse dando espaço pra ela sentar ao seu lado. Ela assim fez.
- ...posso... ser... er... seu amigo? – riu da própria pergunta. Ela riu também.
- Sim, claro! – ela disse como se fosse óbvio.
- Promete não me abandonar? – tinha medo de perdê-la.
- Promete me esperar? – tinha medo de perdê-lo.
- Prometo! O tempo que for preciso! – ele sorriu.
- Prometido! – ela também. O sinal do fim do recreio soou e os dois subiram, sorrindo bobamente.




Capítulo 10

- Vamos! – Peter disse ao entrar no carro e encontrar deitada no banco de trás. O motorista deu partida no carro. Ao chegar em casa, foi pro seu quarto guardou suas coisas no armário. Será que diria ao seu amigo que contou a que são espiões? Desceu às escadas e foi em direção à cozinha, onde se encontrava Peter.
- Peter preciso falar com... oi Louise – disse ao se deparar com a menina na cozinha.
- Oi . – ela disse simplesmente e se sentou.
- Pode falar ! – Peter sorriu.
- Er... depois a gente se fala... – ela disse e deu um sorriso sem graça, dando largos passos para trás.
- Não , pode falar! – Peter insistiu.
- Depois Peter! – disse por fim e se virou pra ir pro seu quarto. Ela subiu e se jogou na cama.
Sentia-se feliz. Só não o bastante por uma coisa: não gostava de Louise e não queria que Peter se apaixonasse por ela. Ela pensava em algum jeito de separar os dois. Mas de que jeito? Ela morava em sua própria casa! Era inevitável. Ela não sabia, mas sentia que se Peter se aproximasse mais desta menina, ele ia sofrer. Deixou Louise de lado e se levantou. Já falou demais com Peter sobre essa garota. Se ele não quis escutar, o problema não era dela. Ele já era bem grandinho para tomar suas próprias decisões. Trocou de roupa e desceu pra almoçar. Será que Louise ainda estava na cozinha? Novamente, ela desceu as escadas e seguiu pra cozinha. Peter estava sozinho preparando alguma coisa. Parecia suco. – Cadê a Louise?
- Ta no quarto da mãe... – Peter disse mexendo algo em uma garrafa transparente. – O que queria me dizer? É sobre a Louise? – Peter disse, agora a olhando nos olhos.
- Não Peter, não é sobre ela... já falei por demais. Você sabe o que esta fazendo. Pelo menos eu acho... – disse se sentando em uma cadeira.
- Então... fala...
- É que... Peter, eu contei pra ele!
- Disse o que e a quem? – Peter sentou em sua frente. suspirou antes de responder.
- Eu disse ao que sou agente. – o olhou com um semblante triste. Mas bem no fundo, lá no fundo, estava feliz e não se arrependia do que tinha feito.
- É O QUE? – Peter se levantou – Você tá louca? , se o chefe descobre? PENSA! Eu não acredito que você fez isso! – Peter passava a mão pelos cabelos. o olhou com cara de espanto. Queria pedir ao amigo que a entendesse, mas as palavras não saiam. Uma lágrima escorreu de seus olhos. Ela continuava a olhar pro amigo. Ele por sua vez voltou a fazer o que fazia antes. Por que era tão grosso com ela? Por que ‘esquecia’ dela às vezes? Devagar, se levantou e saiu da cozinha. Passou pela sala e encontrou Louise. Subia as escadas lentamente, como que se alguma a impedisse de subir. Andou pelo corredor na mesma velocidade, mas parou ao ouvir seu nome.

- ... – Peter se virou, mas ela já não estava mais lá. Ele guardou a garrafa transparente na geladeira e saiu da cozinha.
- O que aconteceu? – Louise estava sentada na sala vendo TV.
- Ah, tanta coisa! – Peter sentou ao lado da menina.
- Me conta...
- É a , eu já não sei mais o que eu faço com ela...
- Eu já to cansada de falar pra você que ela é muito dramática! Deixa ela pra lá! Se você continuar mimando ela, ela vai ser mais dramática ainda!
- Eu sei, eu to tentando... – Peter disse passando a mão pelos cabelos. Louise o abraçou.

- Que garota imbecil! Como ela fala assim de mim? – , que ouvia tudo do corredor, disse ao se abaixar. – Idiota! O Peter ainda quer que eu fique ‘amiguinha’ dela. Fala sério! E ele vai pela cabeça dela! – disse incrédula e se levantou. Desceu as escadas como um vulcão. Parou e observou por um momento, Peter e Louise abraçados no sofá. Ele olhou pra ela, mas nada disse. Ela pegou suas chaves e saiu. Pra onde iria dessa vez?

- , que cara é essa? – perguntou o olhando.
- Cara de apaixonado... – disse piscando os olhos freneticamente. Eles iam pra casa andando.
- Oi? – disse meio assustado.
- Ih, em que planeta tu tava? – perguntou preocupado.
- Eu estava só pensando na prova de amanhã... – respondeu olhando pro chão.
- A mim você não engana! – disse e andou mais rápido. Foram zoando até chegar em casa.
continuava cabisbaixo. Afinal, o que ele tinha? A menina que ele mais amava não tinha pedido pra ele a esperar? subiu e foi pro seu quarto. Os outros foram à cozinha. se jogou na cama e com a cara no colchão, ficou pensando nela, até que dormiu.

- Vamos dar uma voltinha! – disse sentando em uma cadeira na cozinha, saboreando uma maça.
- Vamos aonde? – disse abrindo a geladeira.
- Tô preocupado com o . – disse. Percebe-se que ele não estava prestando atenção em .
- O que ele tem? – se serviu de água.
- É a ?
- Acho que sim... ele anda muito pra baixo. Vou lá falar com ele... – disse já saindo da cozinha e indo em direção ao quarto do amigo. Bateu na porta uma vez. Bateu duas.
- ? , ta aí? – chamou dando leves tapas na porta.
- Oooi... – respondeu baixinho.
- , abre! – disse, não respondeu. Meio tonto, levantou da cama e foi em direção à porta e a destrancou.
- Fala ...- disse coçando os olhos. entrou no quarto e sentou na cama.
- O que há?
- Com o que? – sentou ao lado do amigo.
- Você sabe! – cruzou os braços.
- Ok, ok... ela me pediu pra esperar.
- Sério? Você deveria estar feliz!
- É, mas será que ela vai me dar outro fora? – mostrava um semblante tristonho.
- Se tivesse de dar, ela já teria te dado há muito tempo! – disse. Mesmo com poucas palavras, sentiu segurança nas palavras do amigo. – Vai passar o dia dormindo? Não vai comer nada não? – disse olhando deitar novamente.
- Ah, to sem fome! – fechou os olhos.
- Vamos dar uma voltinha!
- Ih, tu ta estranho cara... – abriu os olhos e riu.
- Tá me estranhando mêo? – disse com voz de mulher e cara de macho.
- Não...pô... – foi rolando, se afastando até que caiu da cama. riu. – Eu tô bem! – Disse ao se levantar. continuou a rir e se sentou na beirada da cama.
- Sério dude, vamos sair! Ficar em casa é um tédio!
- Tá bom, vou me trocar! – disse. Ele esperava que o amigo saísse do quarto, mas após concordar com a cabeça, ele sentou ao lado de , o fazendo olhar com cara estranha. – Que é? – perguntou suspendendo a sobrancelha.
- Você não vai trocar de roupa? – cruzou os braços.
- Se orienta! Me espera lá embaixo! – disse se levantando e indo ao banheiro. riu e saiu do quarto.

- Falou com ele?
- Falei, vamos sair! – respondeu a .
- Só vocês dois? – perguntou coçando o queixo.
- Deixa de ser besta! Vamos todos! – disse dando ênfase ao ‘todos’.
- Vou assim mesmo... – disse se referindo a sua roupa.
- Aonde vamos? – perguntou coçando a nuca.
- Sei lá...
- Prazer em não ficar em casa... – disse tomando um gole de sua coca.
- Vamos? – apareceu na cozinha.
- Borá! – disse se levantando. Os outros foram atrás.
- Vamos aonde? – perguntou do lado de fora.
- Ficar por aí... – disse trancando a porta.
- Tá mãe! – disse com voz de criança. Foram zoando pelas ruas quase desertas. Pulavam e brincavam como crianças felizes. Pararam ao ver uma conhecida. Ela estava de longe. Não dava pra ver seu rosto, mas uma pessoa a conhecia perfeitamente:
- ? – se assustou ao ver, ainda de longe, a menina sentada no meio fio da calçada de uma praça. Ele correu em direção à menina que estava de Havaianas roxa, saia jeans e blusa branca. – ? – chamou. Ele estava agachado em frente à menina.
- ? – ela disse ao o olhar nos olhos.
- O que foi princesa? – perguntou após sentar ao lado dela.
- Não, nada... – ela estava com uma expressão confusa. – Oi meninos! – ela disse. Tentou um sorriso.
- ! – disse indo abraçar a menina que permanecia sentada.
- ! – ela disse visivelmente animada.
- Aonde iam? – um outro sorriso nasceu.
- Não sei... dar uma volta! – sentou ao lado da menina.
- De acordo com o , é um tédio ficar em casa... – disse fazendo gestos exagerados. riu.
- Fala sério, você não concorda comigo? – perguntou com cara de convencido.
- É... concordo... – fez cara de pensativa. Ela riu junto aos outros.
- Yeeah! – a deu a mão. Ela pegou na mão do menino e se levantou.
- Vamos na sorveteria? – perguntou sorrindo bobamente.
- Vamos! – disse e e se levantaram.
Durante o percurso, eles zoaram, espantaram os pombos, se fingiram de mendigos, brincaram no balanço e falaram mal da professora de matemática.
- Eu quero de chocolate! – disse ao abrir a porta de vidro da sorveteria.
- Eu quero de baunilha! – disse correndo junto com até o balcão.
- Quer de quê ? – perguntou e corou.
- Er...chocolate! – ele disse após pensar ou entrar em transe, como preferir.
- E você ? – se virou pra ele.
- Baunilha! – respondeu e passou a língua pelos lábios.
- !
- Chocolate! – respondeu e se encaminhou pra uma mesa. fez os pedidos junto à . e seguiram .

- O parece uma criança! – disse olhando o amigo de longe debruçado no balcão. e riram.
- Corrigindo: os dois parecem uma criança! – disse ao ver os dois brincando de ‘Dim dim castelo’ (N.a.: Aquela brincadeira que os dois participantes batem com as mãos e tal...). Os outros dois riram ainda mais. e olharam e acenaram. mandou beijo pro ar. riu e mandou um beijo pro ar pra . O mesmo fez cara de nojo. riu.
Apreciaram seus sorvetes brincando. passou o dedo no sorvete e depois passou o mesmo dedo no nariz da menina, a fazendo sorrir. Ele sorriu também.
- Vamos lá pra casa ! – Dougie disse com um sorriso estampado no rosto.
- Ok! – concordou e todos levantaram.
- E o Peter? Como tá? – perguntou quando estavam no lado de fora da casa.
- Caham! – zoou fazendo os outros rir.
- Só perguntando, idiota! – disse tentando se mostrar bravo.
- Ele tá bem... – disse após rir. - Eu acho... – abaixou a cabeça.
- O que aconteceu? – perguntou estranhando a reação da menina.
- Aquela tal de Louise... ela fica colocando miolo na cabeça dele...eu não estou nem falando com ele.
- Que tipo de ‘miolo’? – fez aspas com as mãos.
- Ah, ela fala mal de mim, sabe? Eu ouvi e... onde você vai ? – perguntou vendo o menino virar as costas e ir pro caminho oposto de onde iam. Ele não respondeu.

- Vou subir Louise, beijos. – Peter disse e subiu as escadas de sua casa. Entrou no quarto e bateu a porta atrás de si. Se jogou na cama com a barriga pro teto. Se sentia pesado. Olhou pra um mural de fotos que tinha ao lado da porta. Tinha tantas lembranças ali. A maioria era foto dele com . Levantou-se pra analisar as fotos mais de perto. Sorriu ao ver uma foto em que tentava fazer um bolo, mas acabou cheia de massa pelo corpo. Olhou pra outra foto, sorriu mais ainda. Ele estava vestido de mulher e de homem. Ela sorria. Parecia feliz. Foi até o som e inseriu um CD de Hey Monday e colocou na música '6 Months'. Voltou a olhar as fotos. Tinha outra que eles estavam na praia. estava sentada na areia. Peter que tinha tirado a foto. estava dentro de um coração desenhado. Sentou na cama e pensou no rosto da menina quando a mesma saiu minutos atrás. Odiava ver sua melhor amiga triste, mas ele achava que Louise tinha razão. Mas ele adorava mimar aquela garota pra ver nascer um sorriso, nem que seja por segundos. Sabia, ou achava, que ela tinha feito a coisa errada, mas ele precisava entender que essa era a única maneira de ter esperanças de um dia ter em seus braços o menino que agora ela amava. O que ele faria? Continuava a confiar nas palavras de uma ‘estranha’ que entrou em sua casa por acaso, e que outros dizem que ela não presta, ou procuraria sua amiga que convive há anos e amava demais? Será que estava apaixonado por Louise? Parece que sim. – Vou atrás dela. – disse a si e saiu de seu quarto.
- Aonde vai? – Louise perguntou ao ver Peter descendo as escadas e passar pela porta. Ele não respondeu e Louise bufou com isso. Caminhou, caminhou, mas não tinha idéia de onde ela estaria! Na casa do ? Ao menos sabia onde era. Tentou a praça que tinha perto de sua casa. Parou ao ver . Mas não estava sozinha. Estava com . Escondeu-se atrás de uma árvore.

! – foi atrás e o segurou pelo braço. – Aonde você vai? – Perguntou o olhando sério nos olhos.
- Vou falar com essa garota! – ele se soltou.
- , – suspirou – o problema é comigo, com ela e com o Peter. Se alguém tiver de resolver alguma coisa, deixa que eu resolvo, ok? – disse com medo da reação dele. não disse nada, apenas caminhou em direção aos amigos. continuou de costas pros meninos e passou as mãos pelos cabelos.
- ? Vamos? – chamou.
- Não, é melhor eu ir pra casa... – disse com uma cara preocupada.
- Vamos, por favor... – pediu. encarou seus pés, pensou, e concordou. Olhando pro chão, seguiu os meninos.
- ! ! – parou ao ouvir.
- Peter? – estranhou. Ele parou em sua frente. Estava ofegante.
- , precisamos conversar! – Peter disse ainda tentado puxar ar. riu. Seu riso parecia debochado. – , por favor! – Peter implorou.
- , estamos ali no banco da praça, tá? – disse e deu um beijo na testa dela e a mesma assentiu com a cabeça. sorriu pra e seguiu os três que se encaminhavam pra praça.
- Então... – cruzou os braços. Tentava demonstrar raiva, mas não conseguia sentir.
- , por favor, me desculpa ter se estourado com você, mas é que...
- Peter, a Louise não já tá casada de falar pra você que não é pra me mimar? – fraziu a testa.
- De onde você tirou isso?
- Vai mentir pra mim agora? É isso?
- Você ouviu? – perguntou. sorriu, debochado de novo, indignada. Ainda não acreditava que o amigo dissera aquilo.
- Me desculpa! – Peter disse e abaixou a cabeça. o olhou. Após alguns segundos, ela se virou e seguiu em direção aos meninos que os aguardavam.
- Vamos? – tentou sorrir.
- Vamos! – se levantou e deu um abraço demorado em . Caminharam pra casa em silêncio. não conseguia dizer nada. Apenas olhava as pessoas passando. Como sorriam! Há tempos que ela não conseguia sorrir daquele jeito. Queria voltar a ser como era antes. Viver e sorrir. Ela estava dividida entre o amor e o sonho. O que ela sentia era tão forte assim que não podia deixá-lo pra viver longe dele? E quanto ao Peter? Será que ela voltava a confiar nele ou não?

- Vamos comer o que? – perguntou ao chegar em casa.
- Não consegue ficar sem comer, incrível! – disse trancando a porta.
- Era só pra cortar o silêncio! – respondeu se jogando no sofá.
- EU estava pensando em pedir uma pizza, mas já que era pra cortar o silên...
- Opa! – se levantou do sofá e seguiu que foi pra cozinha. – Pede aí! – pediu sentando em uma cadeira.
- Não! Era pra cortar o silêncio, lembra? – abriu a geladeira.
- Nhaaa!

- Senta ! – disse ao ver a menina em pé olhando a casa.
- Obrigada. – sorriu de lado. – Bela casa!
- Obrigado! – sorriu. abaixou a cabeça.
- Bom, vou à cozinha! – disse e saiu.
- Me desculpa, ok? – segurou o queixo de .
- Por que?
- Por querer se meter na sua vida.
- Você é a minha vida! – disse corando.
- Eu te amo! – disse abraçando a menina ao seu lado. – Isso vai passar!
- Eu sei que vai... – sussurrou.

- VÃO QUERER PIZZA? – uma voz berrou da cozinha.
- Vamos lá! – disse se levantando e puxando pela mão. Ela o seguiu.
- Falei pra ele não berrar... – se defendeu tomando um copo d’água.
- Não, tudo bem... – sorriu.
- Vão querer pizza? – perguntou.
- Calabresa! – disse levantando o dedo.
- Me too! – disse. ligou pro ‘Disk Pizza’ e fez os pedidos. Comeram, brincaram, jogaram vídeo-game e fizeram coisas que não vale a pena citar aqui.
- Gente, tá na minha hora... tenho que ir! Amanhã tenho aula e eu tenho de ir na agen...er...tenho que ir! – disse e se levantou do sofá. Seguiu até a porta e olhou pra trás. – Vem cá, ninguém vai abrir a porta pra mim não? – colocou a mão na cintura ao ver que ninguém se moveu.
- Você tem braço, você tem dedo, você pode abrir! – disse, tentando se concentrar no jogo que estava apostando com . suspendeu a sobrancelha com a resposta de . abriu a porta e saiu. largou o Joystick e foi atrás de .
- ! – chamou.
- Oi. – se virou.
- Ele estava brincando!
- Brincadeira idiota do seu amigo!
- Ah, vamos, deixa disso! - disse. Depois de não responder e encarar o menino à sua frente, riu alto. – O que foi?
- Você acha mesmo que eu ficaria chateada por causa disso? – disse ainda rindo. riu também. – Bobo! – disse, dando língua. – Tchau ! – acenou e foi caminhando pra casa.

Ao chegar em casa, encontrou Louise sentada no sofá, no mesmo lugar que ela viu antes de sair.
- Cadê o Peter? – perguntou, séria e seca.
- Tá no quarto. – respondeu da mesma maneira. subiu as escadas e ao caminhar pelo corredor, encontrou Peter saindo de seu quarto. Ela ia passando direto, mas Peter a segurou pelo braço.
- Me solta... – disse simplesmente. Ele fingiu que não ouviu.
- Me perdoa, por favor! – Peter disse, quase em sussurros. se soltou, e abaixou a cabeça. Por mais que ele tenha feito o que fez, ela não conseguia sentir raiva, mágoa ou tristeza pelo amigo. Ela ajeitou a franja que caia sobre seus olhos.
- Peter, - suspirou – eu não sei por que você fez isso, não sei por que confiou nela, mas... cara, - o olhou nos olhos – eu não consigo sentir ódio de você, eu não consigo ficar sem te perdoar e... – ia dar continuidade, mas Peter colocou o dedo indicador na boca dela em sinal pra ela parar.
- Me perdoa mesmo? – deu um sorriso triste pro amigo, e o abraçou.
- Sim, eu te perdoou! – ela sussurrou ainda abraçada a ele. Soltaram-se do abraço. sorriu e foi pro seu quarto. Tirou o chinelo e deitou em sua cama. Afundou o rosto no travesseiro. Será que agora seria pra sempre? Esta bem com o , recuperou a memória, fez as pazes com o amigo, o que faltava acontecer? Estava torcendo pra que fosse pra sempre.

- Ela ficou chateada? – perguntou ao vir bater com a porta.
- Não, ela disse que não ficaria chateada por isso! – disse sorrindo. Sentou no sofá.
- Que bom! – disse ainda jogando. suspirou.
- O que houve? – perguntou.
- Nada, vou subir. – disse se levantando. Foi pro seu quarto e tentou dormir. Na mente? Ela.

- ?
- Oi... – ela respondeu ainda deitada.
- Tava dormindo? – quis saber, mesmo com a porta ainda fechada.
- Não, entra! – disse se levantando. Peter abriu a porta. Ao ver o amigo entrar, sorriu. – Aconteceu alguma coisa?
- Não, é só pra lembrar que amanhã temos que ir a agencia levar as coisas pro chefe! – Peter disse se sentando na cama.
- Ah, é! – ela lembrou, passando as mãos pelo rosto. – Depois do colégio né? – perguntou. Ele afirmou com a cabeça. – Ok...
- Então, vai dormir princesa!
- Uhum... Peter, - chamou quando viu o menino levantar e caminhar em direção à porta – é só entregar o que você escreveu ou temos que fazer mais alguma coisa?
- Normalmente, a gente entrega e ele passa a missão pra outra pessoa. – Peter sorriu.
- A ta... – coçou a cabeça. – Então amanhã acaba a nossa missão?
- É... porque?
- Não, nada... Boa noite! – disse se deitando. Peter deixou o quarto.


Quinta-feira, 15 April . 6:10. Residência de Peter e :

- Bom dia... – disse ao entrar na cozinha.
- Bom dia. – Louise respondeu junto a Vick. bebeu seu café tranquilamente olhando para a janela.
- Oi! – Peter chegou à cozinha. olhou pra Peter e sorriu. Ele fez da mesma forma.
- Bom dia amor! – Louise disse ao ver o sorriso de Peter. Vick olhou pra filha, semblante assustador.
- Oi Vick. – Peter fechou a cara. O sorriso que estava estampado no rosto da loira sumiu totalmente ao ver a expressão de Peter. Ele pegou seu café e sentou ao lado de . Louise pegou sua xícara e sentou ao lado de Peter também, fazendo Peter se sentar no meio das duas. Peter olhou pros dois lados. Não sabia o que fazer. Ele olhou pra . Ela riu baixo e se levantou. Deixou sua loça na pia e foi se trocar. Será que tinha se irritado novamente com Peter?

Peter olhou pro lado. Viu Louise sorrir vitoriosa. Ele deu um sorriso canto de boca.
- Vick, vou à agência hoje... – Peter tentou sair daquela situação.
- Tudo bem... – ela respondeu passando o pano em um prato. Peter terminou de tomar seu café em silêncio. Ao terminar, saiu da cozinha e foi se trocar.

Continua



Nota da autora: Sinceramente, eu acho a história dessa fic legal,
só o que me incomoda é o modo que eu a escrevia!
É porquê tô sem tempo suficiente, senão eu reescrevia isso, na boa OO'
Mas enfim, espero que estejam gostando Q
Comentem e façam uma autora feliz. -s

RECOMENDO:
What's my age again [McFLY/Andamento]
As Any Lover [McFLY/Andamento]
I Want It That Way [McFLY/Andamento]
Namorado de aluguel [McFLY/Andamento]
All We Need Is [McFLY/Finalizadas]
Heartbreaker [McFLY/Andamento]

LINKS: orkut | portal Fãs | twitter | blog
MSN: daniee__@hotmail.com

OUTRAS FICS:
Conto de Farsas em Restritas // andamento
Don't Forget em McFLY // andamento

Marchan Off. hahah³
comente aqui ou aqui ou aqui.