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Escrita por:Carol D.
Beta:Ju S.
Capítulo 1
- , anda logo! – gritava . – Você vai conseguir atrasar a gente no primeiro dia! Dá pra ser mais rápida, ô lerdeza?
- Calma, , eu não acho meu brinco da sorte. Como eu vou achar o meu príncipe sem eles ? E como eu vou causar uma boa impressão sem eles? E como vai ser tudo perfeito sem eles? – falava tudo atropelado.
era uma linda menina, tinha cabelos castanhos lisos com leves ondulações nas pontas, olhos castanhos quase mel, um temperamento estranho, podia estar bem ou mal em questão de segundos, e uma inocência que chegava a ser engraçada. Tinha o defeito de nunca saber onde estavam suas coisas, e muito menos saber olhar para um relógio, o que nesse dia estressou mais do que qualquer outra coisa.
era amiga de desde sempre, e essa manhã ambas começariam a freqüentar a faculdade. Diferente de , era pontual e organizada, estava sempre atenta a tudo. A única semelhança delas, poderia se dizer que era a beleza, tinha os olhos castanhos, o cabelo quase loiro e um lindo sorriso. E nesse dia, o sorriso de não estava presente.
- ,SE VOCÊ NÃO DESCER DAÍ AGORA, EU VOU MATAR VOCÊ !
- Eu tô indo. Tô pronta, achei meu brinco. – descia correndo as escadas. a olhou de cima a baixo. – Toda essa demora, para você estar como eu te vejo todos os dias?
- Lógico que não! Olha minhas orelhas, não é todo dia que eu uso esses brincos! – respondia , com um ar infantil e de gozação
- Eu vou matar você! Sai logo dessa casa antes que eu te mate.
- Tá, calma. Não sei nem por que tanto nervosismo.
- NÃO SABE O PORQUÊ? É O PRIMEIRO DIA E A GENTE VAI NÃO VAI CONSEGUIR CHEGAR NO HORÁRIO!
- Calma, eu corto caminho e a gente toma café lá mesmo. – disse , rindo.
- Então anda, vamos logo. – já estava se acalmando.
Chegando à universidade, começou a ter um ataque aos pés da escadaria, pegando forte na mão de .
- , eu não consigo me mexer.
- O quê? Você tá louca, ?
- Não, só tô com medo.
- Medo do quê?
- Sei lá, é que é tudo novo.
- Calma, , o máximo que pode acontecer, é você realmente achar seu príncipe. Vem comigo agora. – puxava pela mão. E assim foram até a classe, com alguns outros ataques de desespero, um dos quais foi interrompido quando , sem querer, trombou em uma menina e acabou derrubando tudo no chão.
tinha trombado com , uma menina de cabelos ondulados até o ombro, olhos escuros e, para a sorte dela, super calma.
– Desculpa, moça, desculpa. – disse em tom de desespero.
- Tudo bem, deixa que eu te ajudo a pegar as coisas, aliás, eu me chamo , e você?
- Eu sou a , e desculpa, de novo.
- Tudo bem, só toma mais cuidado, aliás, eu acho que nós estamos atrasadas. – nessa hora, virou com um olhar fulminante para , que ficou sem graça.
- É, eu sei, . A gente se encontra no intervalo? – disse .
- Sim, me encontre no banheiro.
- Obrigada, . Agora eu vou pra aula. – disse , com um sorriso de agradecimento.
- É, eu também tenho que ir. Que curso você faz?
- Publicidade. E você?
- Não acredito! Eu também. Até que não foi tão ruim você trombar comigo, agora eu, pelo menos, conheço alguém. – riu .
- Então, vamos, porque eu odeio atraso.
- Vamos.
Enquanto isso, foi até sua sala, tentando se convencer de que tudo ia dar certo, de que todo mundo iria gostar dela, e de que nenhum professor iria colocá-la para fora logo no primeiro dia, como de costume.
Passando pelos corredores, ela viu uma menina de cabelos lisos e escuros, pele branca e olhos grandes e azuis, com uma certa dificuldade para abrir um armário.
Pensando que já estava tudo perdido mesmo, não custava nada ajudar alguém.
- Hey, quer ajuda?
- Ah, eu aceito sim.Tô tentando abrir esse armário há 15 minutos. – disse a menina, irritada.
- Calma, eu te ajudo. Deixe-me tentar. – E num passe de mágica, o armário abriu, deixando a menina muito feliz e , surpresa, já que ela sempre quebrava ou não abria nada.
- Ah, obrigada. - falou a menina, correndo em direção ao armário. – A propósito, eu me chamo Joanna.E você?
- Eu me chamo , mas pode me chamar de .
- Muito obrigada, , mas agora eu tenho que ir, esse armário me atrasou. Mas espera. E você, não tá atrasada?
- Eu estou atrasada e perdida. – disse , um pouco irritada
- Ah, pronto, eu pago meu favor a você. Qual a sua sala ?
- Sala 314.
- A minha também! Jornalismo?
- SIM! – disse , empolgada.
- Então vamos juntas.
Depois de três aulas maçantes passadas, as meninas teriam intervalo. convidou Joanna, e convidou .
Para variar, estava atrasada e perdida.Joanna só ria da cena toda.
- A vai me matar, me atrasei, to perdida e ela tá sozinha.
- Calma, , se ela tivesse sozinha, ela iria ter ligado. Falando nisso, liga para ela e pergunta onde ela tá.
- Tá, eu vou ligar. – disse , já discando o número. – ?
- Fala, lesada.
- Muito obrigada, eu também te amo. Sabe o que aconteceu? Eu não acho você. – disse , um pouco tímida.
- Eu sabia. – disse , rindo. – Eu tô vendo você daqui. Olha pra trás e passa essas árvores que aí você vai ver alguns bancos. Eu tô nos primeiros, vendo alguns meninos de longe, que são supostamente lindos. Corre pra cá.
- Meninos? Lindos? Tô chegando já. – disse , rindo.
Passado alguns minutos, porque consegue se perder até no caminho mais simples, elas encontraram e a menina do empurrão.
- Olá, . Olá, . – disse , com gestos exagerados e risos.
- Olá, . – falaram, simultâneamente, e .
- Gente, essa é a Joanna, que faz jornalismo comigo.
- Oi, Joanna. – e falaram juntas, zoando .
- Oi, meninas, tudo bom ? – disse Joanna, realmente não prestando atenção em nada, a não ser nos olhos de um menino loiro que elas avistavam de longe e estava cantando.
Nessa hora, todas perceberam o que tinha acontecido, como se o tempo tivesse parado para os dois. Joanna, percebendo isso também, corou e desviou o olhar, enquanto todos riam. resolveu prestar atenção nos quatro meninos e foi indo mais perto da multidão. Para ela, era uma voz que estava a chamando, porque ela realmente sentia que conhecia aquela voz, que podia confiar nela, mas quando finalmente conseguiu atravessar a multidão e ver quem estava cantando, a sua cara mudou, o tempo fechou e ela saiu de lá, enojada com ela mesma.
- N-Ã-O A-C-R-E-D-I-T-O ! – falou, indgnada, para as amigas. – , sabe quem tá lá tocando? Os meninos da festa; o safado do e aquele garoto que você tinha gostado.
- Sério, ? – disse em tom de “tanto faz, tanto fez”.
- SÉRIO. – disse entre os dentes. Joanna e , que não entendiam nada, resolveram perguntar o porquê de tanto ódio.
– , porque essa cara? – encarou com uma cara de poucos amigos e resolveu explicar tudo.
- Ah, meninas, é assim... Semana passada teve uma festa pré-universitária, pelo menos era o que dizia no convite...Bem, nós fomos e conhecemos dois garotos lindos, que iam estudar aqui também. Um dos meninos realmente se encantou pela e ficou tentando alguma coisa. Eles ficaram e, dois minutos depois, ele disse que ia precisar ir ao banheiro.A aproveitou, deu uma volta e viu ele com outra. Quando ele “voltou do banheiro”, ele tentou ficar com a e ela disse que não ia mais, que ele tava com outra. Ele desmentiu e eles acabaram brigando. O rapaz disse coisas nada agradáveis pra . – contava quando interrompeu.
– Coisas nada agradáveis, vírgula, ele começou a contar mentiras, falando que eu era fácil, que ele era homem, que era pra eu entender, e que ele realmente tinha gostado de mim. - , que já estava se estressando, se jogou no banco e disse. – Mas não vamos falar sobre ele porque nem vale a pena, e, , o , tendo o como amigo, eu duvido que seja boa coisa também.
- , eu não tenho nada com o . – disse .
- É, mas eu só tô avisando.
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Capítulo 2
Passado aquele dia, as meninas combinaram de ir na casa da e da para fazerem nada juntas, como boas amigas devem fazer.
- ? – chamou .
- Diga
- To com tédio.
- É, eu também.
- Que tal a gente ir pra um pub ?
- Eu acho uma boa idéia. – falou, empolgada. – E aí, meninas, vamos? – gritou para que e Joanna ouvissem da cozinha.
- VAMOS!
E então foram todas para o pub perto da faculdade, que, normalmente, estava sempre lotado de estudantes que preferiam beber a estudar, o que se resume a todos!
As meninas desceram do carro, rindo da , que tinha conseguido ficar presa lá dentro, não se sabe como.
Quando conseguiu descer, ela passou na frente de todas, um pouco emburrada, e foi abrindo a porta do pub, sem reparar que outras pessoas também estavam vindo em sua direção. Foi aí que ela trombou com um garoto M-A-R-A-V-I-L-H-O-S-O e, desastrada como é, acabou caindo no chão. O menino a ajudou a se levantar e quando ela reparou quem era o menino, deu um jeito de se soltar dele rápido e entrar no pub, ainda mais revoltada.
– De nada, viu? – gritou o menino, sendo irônico e saindo do pub com seus amigos.- AAAAAAAAAAAAAAAHHHHHHHH! – gritou , passando as mãos nos cabelos. – Essa menina me deixa louco, e não no bom sentido. Depois daquela festa, ela ficou tão chata, e eu achando que ela era uma garota legal.
- , ela é legal, você que quis dar uma de esperto e foi idiota. – disse .
- Eu não quis dar uma de esperto, eu tava somente sendo homem.
- O que faz de você um idiota, porque nem sabe ser homem direito. – nessa hora todos começaram a tirar onda do .
- Mas que festa, hein, dude ? – perguntou .
- Aquela que a gente não foi, eu acho, né ? – respondeu Tom, dando um pedala em .
- Calma, cara. Mas, , qual foi a cagada do ?
- Ah, ele quis pegar todas, como sempre.Só que dessa vez, ele tinha achado uma menina que era legal e não era fácil como todas que ele pega, mas aí ele encontrou a Amber, lembram dela ? Então, ele resolveu se comer com ela lá mesmo, e a viu. Depois ele quis voltar pra , ela deu toco nele e ele fico irritadinho, só porque ele nunca leva toco.
e Tom se olharam e deram um pedala em ao mesmo tempo.
- , você é mesmo um idiota, né? – disse . – Eu vi a menina por dois segundos e já vi que ela é linda e engraçada. Você deixa uma menina dessa pra pegar a Amber, que deve ter dado pra festa toda também?!
- Eu não preciso de sermão, , aquela menina se achava demais, não ia dar certo também. E quer saber? Eu não vou mais vê-la também, então, problema resolvido.
- Ah, vai ser difícil você não a ver mais, você viu as amigas dela?
- Vi, e daí?
- E daí que elas são quatro e nós também. Desculpa, , mas você sobrou. Ou você fala com ela, ou você, sei lá...
- Ah, , meninas lindas também estão em outros lugares.
- É, mas uma que faça o Tom parar de falar da Giovanna, não! É, Tom, todo mundo viu você olhando pra menina de olhos azuis e ela te olhando de volta. Você não fala da Gio desde aquele dia.
- Ih, nem vem, ! A menina só era bonita, não posso mais olhar pra ninguém? Tá com ciúmes, meu amor? – disse Tom, fazendo ‘gestos gays’.
- O QUE É ISSO ? Você tá me traindo assim, na cara dura, ? – disse , indignado.
E assim os meninos foram durante o caminho, tendo ‘ataques gays’ e rindo, mas parecia não melhorar o humor.
Enquanto isso, no pub, as meninas estavam se divertindo, menos , que sentia que seu dia já estava arruinado.
- , melhora essa cara. Nem com 3 cervejas você melhorou. Por quê você ficou assim? – perguntou .
- Ela trombou com o , . – disse .
- E só por isso vai ficar assim?
- Ela não gosta dele, nem tente a entender.
- Não é assim, gente. É só que, sei lá, não gostei da atitude dele. E ele ainda tem coragem de fazer ‘cara de merda’ quando me vê, como se eu que tivesse feito algo errado. Aquele idiota lindo, mas idiota.
- Ih, essa raiva parece mais ego ferido. – disse Joanna.
- Nem foi, Jô. Ah, gente, me deixa com minha cerveja. – E passou a tarde olhando o pub através do seu copo meio vazio de cerveja, até que todas decidiram ir pra casa.
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Capítulo 3
No dia seguinte, acordou com os raios de sol que insistiam em passar pelo vão da cortina. Ela olhou o relógio e notou que tinha acordado meia hora antes do horário, então resolveu surpreender e fazer um café da manhã lindo e não atrasá-la hoje.
subiu com a bandeja do café, sem derrubar nada por algum milagre. Chegou lá e estava meio acordada, só deitada na cama.
- !
- Fala, . – falou, irritada.
- Calma, , só vim te trazer café na cama.
- Ih, não tenho dinheiro, não.
- Dãr, eu sei. É só pra compensar por ontem. – disse , passando a bandeja para e se sentando ao seu lado, para comer.
- Tá, se é assim, eu aceito.
Depois de comerem o café da manhã, chegarem na faculdade (sem atrasos), e o dia parecer que estava indo bem, aconteceu algo que nenhuma delas podia prever.
Enquanto as garotas passaram o dia sendo elas mesmas, rindo, tomando seu lanche nos campos da ‘facul’, elas eram observadas por quatro meninos, que não tiveram outra escolha a não ser transformar a vida de em um pequeno inferno.
Acontece que esses quatro meninos, os quatro mesmos do dia do pub, tinham uma banda e viram uma promoção da MTV para clipes de novas bandas. Os meninos ficaram super empolgados e começaram a bolar idéias para o clipe.
A fim de conquistar a votação do publico feminino, resolveram fazer um clipe estilo comédia romântica e para isso, queriam quatro garotas, e, bem, aí o resto vocês sabem.
- Ok, Tom. Mas aonde vamos achar quatro garotas lindas sem termos de pagar para elas? Porque, não sei se você sabe, mas o dinheiro da banda tá curto. – disse .
- Nós temos uma universidade cheia de garotas, aposto que as meninas do jornalismo e da publicidade ajudariam a gente. Só precisamos escolher as mais ajeitadas. – Tom disse, como se fosse óbvio.
- Não sei não, Tom, a gente teria que se dar bem com elas também. – disse .
- A gente nunca teve problemas com garotas e não vai ser agora que teremos.
- Ah, então vamos logo procurar pelo campus, porque o tempo é curto. – disse , empolgado. Ele nunca perdia a chance de conhecer uma garota nova, imagine quatro.
- Não, cara, essa não. – disse .
- Muito menos essa. - disse .- E que tal aquela? – disse.
- NO WAY! – todos disseram, espantados.
- Foi só pra descontrair, gente. Nunca chamaria a gordona. – disse, sem jeito.
- A galera fica as olhando como se fosse desfile, nem vai adiantar. Vamos dar uma volta e ver o que a gente acha. – disse , todo feliz com a idéia.
Os meninos já estavam cansados de andar, porque não achavam nenhuma menina que quisesse ajudar desconhecidos que queriam dar uns amassos com elas para um vídeo, ou não chegavam a um acordo sobre a beleza das meninas. Até que os quatro pararam para olhar quatro meninas, que estavam simplesmente sendo meninos, deitadas na grama, comendo algumas coisas e tomando o leve sol que conseguia fugir das nuvens de Londres.
- Cara, são elas. – disse , sem piscar.
- Dois votos. – Tom e disseram ao mesmo tempo.
- Eu discordo. – disse , já saindo de onde estava.
- Opa, opa, para onde você tá indo? Se for pra andar, é para ir onde elas estão. – disse .
- Eu to indo pra longe delas. Você reparou que uma das meninas é a menina do pub?
- Eu vi. E você viu que ela e as amigas são lindas? E que o já conhece a ? Já é meio caminho andando.
- É, e a me odeia. Meio caminho pra trás. Fim de caso. – sorriu.
- Nem é, Danny, porque você vai pedir desculpas e ajuda, e a gente vai ganhar isso. – disse .
- Você só diz isso por que quer a .
- Não vem ao caso. E você deve desculpas a ela, do mesmo jeito. – disse , já empurrando na direção das meninas. e Tom os seguiram.
Enquanto isso, as meninas...
- Gente, é impressão minha ou os quatro gatos do pub estão vindo para cá? – disse , já se arrumando.
- Se tiverem vindo, deve ser pro pisar em mim dessa vez, não bastou me deixar no chão. – disse , com desdém.
- , eles tão vindo mesmo pra cá. E o tá sorrindo pra mim. – disse , forçando um sorriso.
- Nem ligo. Não quero saber. E se o estiver junto, eu tô indo embora. – disse de olhos fechados, só aproveitando o sol.
- Então quer dizer que você vai embora? – uma voz rouca disse.
- Falando do rabo... Gente, tô indo. Vejo vocês em casa. – disse , se levantando e indo em direção à saída.
- Vai atrás dela, . – disse, empurrando o amigo.
- Tá! , espera! – fingiu que não ouviu e passou a acelerar o passo.
Enquanto isso, os seis que sobraram, ficaram se encarando e sorrindo que nem bobos.
- É, então... – disse Joanna, sem graça. – O que vocês querem aqui, além de causarem a terceira guerra mundial?
- Ah, é que, sabe... a gente queria pedir um favor a vocês. – disse, sem parar de olhar para .
- E o que seria esse favor? – respondeu.
- Ah, se vocês não poderiam interpretar nossas namoradas em um vídeo que a gente quer fazer para ganhar um contrato numa promoção da MTV. – falou tudo junto e muito rápido, ficando mais vermelho a cada olhar que lançava para .
- O quê? – perguntou , sem entender nada.
- O que o queria dizer, é que a gente tem uma banda e nós vamos participar de uma promoção, a qual nós temos que gravar um vídeo, mas precisamos de quatro meninas pra ajudar a gente. E a gente queria vocês, topam?
Todas as meninas se olharam e sorriram em pensar que poderiam ficar mais perto dos meninos. Aceitaram na hora. Todos ficaram muito felizes e foram para o pub comemorar. Uma cerveja ali, uma risada aqui...
- Gente, sem querer ser estraga prazeres, mas a não vai querer participar. – disse Joanna.
- Nós mandamos o atrás dela, lembra ? – disse Tom.
- Por isso mesmo que ela não vai querer participar, Tom.
- Quando ela ver que vocês todas aceitaram e que o vai parar de ser ele mesmo, ela vai aceitar. – disse , passando seus braços em volta de e fazendo a menina corar.
- Tomara que vocês estejam certos, porque se conheço a , o deve estar roxo. Ela quase me matou por não ir à formatura dela. – disse .
Enquanto isso, , cansado de gritar por , resolveu a seguir de longe até sua casa.
‘Se eu não fizer isso, os caras me matam. Ela é bonita, eu a pego no vídeo. Vai ser de brincadeira, ela nem vai poder falar nada sobre eu pegar outras. Você só ganha, , só ganha.’ pensou.
Chegando na casa de , acelerou o passo para poder entrar na casa antes dela fechar a porta, e assim acabou assutando a garota. veio correndo e se enfiou pela porta, quando a fechou na metade dele, gritando por socorro. , sendo mais forte, conseguiu se colocar para dentro, e , não entendendo nada e achando que estava sendo assaltada, pegou o guarda chuva, que ficava do lado da porta, e começou a bater nele.
- PÁRA, , PÁRA! – gritava .
- Quem é você e como sabe meu nome? Vou te matar, cara! - conseguiu chegar mais perto de e a segurar por trás, fazendo ela parar de o bater.
- Outch! Eu sei que você tava louca pra me bater, mas chega, né?– ele disse, calmo.
- ? ?
- É, .
- AH, MOLEQUE! ALÉM DE TUDO, VOCÊ AINDA QUER ME MATAR DO CORAÇÃO? AGORA QUE EU TE MATO MESMO. - gritava, tentando se soltar de qualquer maneira, mas não conseguia, e, sinceramente, nem sabia se queria.
- , se você parar, eu te solto e a gente conversa, tá?
- Tá, , então me solta.
- Pronto. Tá solta. – disse , colocando a mão na cabeça e notando a dor das pancadas.
- Desculpa, , mas você me assustou, po.
- É, eu sei, mas você podia ter parado quando viu que era eu.
- Não, você tava merecendo. Vem cá que eu vou te ajudar, vai. – o levou até a cozinha e deu pra ele uma compressa de água quente e um comprido para as dores.
- Você pode ficar aqui e esperar as meninas chegarem, para alguém te dar uma carona. Só não quero falar com você, ok?
- , espera. A gente precisa conversa, mesmo. É sério.
- Tá, , mas só porque eu te bati.
- Ok.
- Vai, você tem 5 minutos.
- , os meninos foram falar com você hoje porque a gente queria ajuda de vocês em um clipe que a gente vai fazer para uma promoção da MTV.
- E aonde eu entro nisso?
- Você seria uma das atrizes do clipe. Só que a gente não tá numa boa, por isso eu vim falar com você e pedir desculpas também.
- Não ouvi minhas desculpas.
- Desculpa, , eu fui um idiota na festa. E desculpa o dia do pub, mas esse foi sem querer. – disse, com um olhar sincero.
- Tá, melhor que desculpa nenhuma. E o que eu teria que fazer no clipe?
- Ser namorada de um de nós. Nós vamos fazer no estilo romântico, para tentar ganhar o público feminino.
- Eu continuo não gostando de você, mas eu tenho certeza de que as meninas aceitaram e vão me obrigar a aceitar. É só você ficar longe de mim o máximo possível, especialmente nas gravações, e eu não faço casal com você.
- Ok.
- Então, eu vou subir. Quando as meninas chegarem, você pede carona.
- ?
- O que, ? Já não disse que sim?
- Desculpa, tá?
- Tá, tá, tá.
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Capítulo 4
subiu as escadas até seu quarto. Chegando lá, ligou seu rádio e colocou o CD de sua banda favorita.
Enquanto isso, , ouvia a garota cantando lá de baixo e, como odiava ficar sozinho, ainda mais com dor, ele resolveu ir ao encontro dela.
Ele subiu as escadas devagarzinho, encostou-se à porta do quarto e sorriu, imaginando como deveria estar se divertindo, pulando na cama e cantando desafinadamente, quando, do nada, a porta se abriu.
caiu pra trás e tropeçou nele.
- AH! – gritou , cambaleando e caindo de joelhos no chão.
- AIN. – gritou , caindo para trás.
- Ai, ai, meu joelho. – se encolheu perto da porta. – Você tá bem, ?
- Eu tô sim. Eu já tava anestesiado de tanto remédio. E você?
- Não, acho que machuquei o joelho. Vai ficar roxo, merda. Posso saber o que você tava fazendo na minha porta?
- Ah, eu não gosto de ficar sozinho. E você parecia esta se divertindo... – falou, sem jeito. – Mas deixe-me ver seu joelho.
- Não, vai doer! Não mexe. – falou, se afastando.
- Pára de manha e me deixa ver! – passou os dedos delicadamente no joelho de , enquanto ela fazia cara de dor. – Nem é nada, zinha. É só por gelo que melhora. – agora sorria pra ela.
- Mas dói. – fez “carinha de dó”.
- Mas vai melhorar. Vamos até a cozinha colocar gelo.
- , eu ainda não te suporto.
- É, eu sei, mas eu já pedi desculpas. Agora vem. – disse , se levantando e puxando , fazendo a ficar perto de si. estava com uma cara de dor e de criança, o que estava fazendo se esquecer de que não suportava a garota e, em um impulso, passou as mãos pelos cabelos da menina e a beijou. se entregou ao beijo por mero segundos. Quando percebeu que estava beijando , quebrou o beijo e ficou o encarando.
- O que você pensa que está fazendo?
- Eu estava te beijando. E se você não se importar, eu vou fazer de novo.
segurou forte o rosto da garota e aproximou seus lábios, a envolvendo em um beijo cheio de desejo. Dessa vez a menina o beijou de volta, bagunçando seus cabelos e mordiscando seus lábios.
Quando recuperou os sentidos, ela empurrou com todas as suas forças.
- , chega! Acho que você já fez o bastante por hoje e...e...e... – agora gaguejava.
- ‘E...e...e...’ o quê, ? – sorria vitorioso.
- Eu e você não temos mais nada, nem vamos ter. E eu sei o caminho da cozinha sozinha. Só fica longe de mim, antes que eu não faça essa merda de clipe! – e assim, ela desceu as rapidamente as escadas.
- , volta aqui! – correu atrás dela.
- Eu disse pra você ficar longe. É difícil fugir de você dentro de uma casa. – falou, dando voltas na mesa, tentando fugir de .
- Que bom, porque eu corri atrás de você o dia todo e isso, realmente, tava me cansando. – conseguiu ficar perto da menina e a segurar forte pelos braços, fazendo-a o encarar. – , presta atenção, eu te beijei agora porque eu quis, eu beijei a Amber naquela festa porque eu quis. Eu sou assim, faço o que eu quero na hora que eu quero.
- Por isso, é um idiota. – rolou os olhos. – , me solta porque eu não quero mais beijos.
- Não foi o que pareceu lá em cima.
- Aquilo não foi nada, você não é nada. E pra quem tá querendo um favor meu, você já ta abusando, então, me solta e acha o caminho da sua casa, porque, pelo visto, você tá bem melhor. – disse, apontando para a porta.
- , eu disse que tava cansando de correr atrás de você. Eu vou embora, mas não vou mais correr atrás.
- E eu disse que não faz diferença. Quantos tocos você quer levar?
- Ah, menina chata!
- E você quer um favor meu, então, por favor, colabora.
saiu da casa, batendo a porta e em passos fundos. ‘ Não acredito naquela menina e não acredito em mim. Por quê fui atrás dela? Por quê toda vez isso?‘ Foi quando esbarrou em uma garota, pediu desculpas sem olhar direito pra ela e seguiu em frente.
- ! – gritou a menina. se virou e a olhou de cima em baixo.
- Amber!
- Nossa, , o que aconteceu para te deixar assim? Tá bem?
- Acabei de melhorar. – disse ele, jogando um olhar sacana. Amber entendeu tudo e o resto é história contada em quatro paredes.
Enquanto isso, se preparava pra dormir. Já tinha anoitecido e suas amigas não haviam chegado ainda. Mal sabia ela que a reunião do pub se estendeu até a casa dos guys, onde eles começaram a discutir idéias pro clipe e todos se surpreenderam quando viram chegar com uma nova adição ao seu dia.
Todos olham com cara de espanto, sem entender muita coisa. deveria ter voltado com pra casa, discutido sobre o clipe e ficado livre de complicações.
agiu como se não houvesse ninguém na casa e foi subindo as escadas com Amber.
- ? – disse.
- O que, ?
- O tá com a menina da festa, a mesma que causou toda a confusão.
- É, eu sei, mas agora a gente tem quer deixar sem confusões. Será que a aceitou fazer o clipe?
- Acho que pra ele aparecer com outra, não. – E assim a reunião animada acabou e as meninas voltaram para a casa de , com o intuito de convencer a participar do clipe, nem que fosse como cenário.
- , você tá dormindo? – disse , abrindo a porta do quarto devagar.
- Não, não estou. Onde vocês estavam?
- A gente foi pra casa dos meninos, discutir idéias pro clipe, mas, pelo visto, você não aceitou fazer, já que o chegou lá com a Amber.
- ELE O QUÊ? - falava sem acreditar,
- Ele chegou lá com a Amber, mas por que está tão brava?
- Porque o “fdp” chegou aqui, me pediu desculpas, me seguiu até o quarto e me beijou várias vezes! Eu o mandei embora e ele foi atrás da Amber na mesma hora?! “Manocu”!
começou a rir sem parar da amiga, que ficava cada vez mais nervosa, mas ela nunca ficava nervosa de verdade com .
- Se você parar de rir da desgraça alheia, eu agradeço.
- , eu tenho certeza de que você adorou beijar o . Mas, e agora, e o clipe? – falou entre risos.
- E agora que eu prometi fazer o clipe e não curti beijar o . Agora o ‘fdp’ me paga, ele vai ver o que dá mexer comigo!
- , você não tem nada com ele. Vocês não partilham nada, a não ser desprezo mútuo.
- Não, não tenho mesmo, mas ele me beijar, pedir desculpas e depois sair com a mesma garota que fez a gente brigar pela primeira vez, é muita sacanagem para ser cometida por alguém que está precisando de um favor meu.
- É ,isso é, mas o que você vai fazer? Vai desistir do clipe?
- Eu vou fazer o clipe e vou ser eu mesma. Vou deixar o maluco, escreve o que eu estou te falando.
- Toda vez que você fala com essa cara, você me assusta.
- Cansei do se achando a última bolacha do pacote. Mas, e aí, o que vocês decidiram pro vídeo?
- Na verdade, a gente nem falou muito do vídeo. A gente tava esperando vocês e eu fiquei paralisada babando no . Joanna e Tom já marcaram até de sair, e e ficaram falando sobre Beatles e jogando videogame.
- Já vi tudo, sou vela oficial.
- Não é assim, seu dia foi bem mais produtivo que os nossos, safadinha.
- Claro, eu amei beijar o . – foi irônica.
- Você sabe que amou. – disse, se levantando. a acertou com um dos muitos travesseiros que ela usava pra dormir.
- Amei nada. E sai daqui! Eu vou dormir para estar linda e maravilhosa amanhã.
- Ok, senhoraeunãocurtobeijaro.
- , eu vou te bater.
- To saindo. Beijos.
- Beijos, .
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Capítulo 5
No dia seguinte, já era sábado. O tão querido e almejado sábado, onde você pode dormir até depois do meio dia, fazer nada o dia inteiro e badalar a noite inteira, ou fazer nada, again.
queria dormir até sabe Deus que horas, mas quando deu 9:30, seu celular começou a tocar alguma musica do Blink-182 em um volume alto.
- Alô? – dizia, sonolenta.
- Te acordei, né, ? – disse a voz de ao telefone.
- É, mas nem dá nada. Tudo bem?
- Tudo sim. E com você?
- Também.
- , eu e os meninos queríamos saber se vocês podem vir aqui em casa hoje, na verdade, agora, para a gente discutir o clipe, sabe?
- Agora?
- É, a gente já tem que deixar tudo pronto, fazer os formulários e correr pra MTV até amanhã e aí a gente só vai ter uma semana pra fazer o clipe.
- Só uma semana?
- É, só uma semana. Vocês vem?
- Eu vou acordar a e ligar para as meninas e a gente corre para aí.
- Até mais, então. – desligou o telefone.
correu até o quarto de e começou pular em sua cama, acordando a menina, que a olhou com ódio.
- , o que você está fazendo aqui a essa hora da manhã?
- O me ligou, o me ligou! – disse , pulando na cama.
- E daí? Me deixa dormir, é sábado. – falou, colocando a cabeça debaixo dos travesseiros.
- Na verdade, você não pode, porque a gente tem que ir à casa dos meninos.
- Pra isso que ele ligou? - disse com a voz abafada por ainda estar com a cabeça debaixo dos travesseiros.
- É, eles querem ver tudo sobre o clipe hoje. Parece que só temos uma semana.
- E eu tenho mesmo que ir? Qualquer coisa está boa pra mim.
- Você sabe que você vai querer se meter em todos os pequenos detalhes, então, levanta vai.
- E você só quer ir porque é o . – disse , se levantando do nada e quase derrubando .
- Aonde você está indo? – disse , sem entender nada.
- Tomar banho e afins. Coisa que uma pessoa normal faz antes de sair de casa. – disse . nervosa.
- Sabia que você ia.
- Eu não posso ir lá de qualquer jeito. . vai estar lá e ele tem que se arrepender de tudo.
- É, ... – dizia , sem jeito. – e, provavelmente, a essa hora a Amber, também.
- Esqueci desse detalhe. Mas, tudo bem, eu sou mais forte que meus impulsos pra sair metralhando os dois.
- É, sei.
- Eu sou, pelo menos vou ser. E vai se arrumar, porque já são 10 horas agora.
- Tô indo.
chegou ao banheiro, se olhou no espelho e repetiu pra ela mesma ‘eu sou forte e vou conseguir ser civilizada, eu vou conseguir, mesmo querendo matar ele, eu vou’.
Tomou banho e colocou um jeans surrado, seu All Star e uma blusa meio justa, meio larga, daquele tipo que você ama e foi até , que a essa hora já tinha gritado, esperneado e estava na sala esperando com e .
- Tô pronta. – disse em um bom humor inesperado.
- Alguém tá muito feliz por ter acordado tão cedo. – Joanna disse.
- Eu vou ter que agüentar o , logo, eu preciso do meu melhor “sorriso colgate” e melhor personalidade de estrela de Hollywood em dia de Oscar. – disse, sorridente.
- Tô vendo que alguém vai ser a pessoa mais encantadora do mundo sempre agora. – falou.
- Pode apostar, não que eu já não fosse, mas... Vamos pro carro? – disse a menina, abrindo a porta.
- VAMOS! – disseram todas, em coro.
Chegando à casa dos meninos, já era hora do almoço e, por incrível que pareça, fazia sol em Londres se sentiu feliz com aquilo e, assim, mais confiante. Ela apertou a campainha e esperou meio impaciente, mordendo uma das unhas e se controlando pra não roê-la.
- Alguém abre a porta aí! Se a gente parar, vamos errar a receita toda! – Gritou Dougie, que estava na cozinha com Tom. Ambos leram em algum lugar que homens que cozinham impressionavam garotas, e resolveram tentar. estava no banho, ainda estava dormindo da noitada e Amber, que estava vagando pela casa, resolveu abrir a porta.
- Oi, vocês devem ser as meninas do clipe não?
- É, somos nós. – disse , se colocando na frente de e segurando forte sua mão.
- Ah, entrem. Os meninos tão fazendo almoço pra vocês e, bem, eu já vou. Tenho que descansar de ontem, se é que me entendem. – Amber sabia que não a suportava e fazia tudo que podia para irritá-la. O negócio de se importar tanto que tenha ficado com Amber se dá por que elas se odeiam desde o primário e Amber sempre ia atrás de todo e qualquer namorado ou possível namorado de , mas isso é história pra outro dia. Na realidade, Amber só não ficou lá para provocá-la, porque os meninos a expulsaram da casa e ela só estava esperando para poder fazer sua grande saída.
- Você viu isso, ? – disse .
- Eu vi e você vai ficar calma.
- Eu não posso nem dá um soquinho em ninguém?
- Não, não pode, e volta com seu sorriso. – sussurrou.
- Olá! Alguém em casa? – Joanna entrou, chamando por alguém.
- Opa! – Tom apareceu na sala, com avental e uma colher na mão.
- Cozinhando, Tom?
- Tentando, Jô, espero que vocês gostem de macarrão.
- A gente gosta sim.
- E se a gente não gostar, sempre tem o telefone da pizzaria. – Disse Carol se intrometendo.
- Ah, valeu pela confiança. – disse.
- Vocês estão umas gracinhas de avental, sabiam? – disse .
- É, eles estão mesmo. – disse enquanto descia as escadas.
- Um, dois, três... Ué, cadê o ? – disse .
- Deve estar dormindo, sobe lá, , e acorda ele. – Disse .
- Eu? – a menina disse apontando pra ela mesma. – Não, obrigada, tô bem aqui.
- Alguém tem que ir chamar. Eu vou vencer a no videogame de novo, e acho que as outras meninas estão ocupadas na cozinha com os outros meninos. Logo, só sobrou você.
- Ele sobrevive se não participar do almoço. Tenho certeza de que mais algumas horas de sono farão bem a ele. – Disse ela, se sentando do lado de Harry. – E, além do mais, eu arraso no videogame. olhou pra ela com uma cara de ‘pelo amor de Deus, me deixa sozinha com esse Deus grego. Te vira porque você tá de vela para todos’.
- Pensando melhor...Acho que a comida dos meninos pode fazê-lo morrer mais rápido. É, vou acordá-lo. – , antes de se retirar do cômodo, sorriu para .
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Capítulo 6
foi subindo as escadas e se tocou que não sabia onde ficava o quarto. Percebeu uma trilha de cinto, calças, boxer, camisas e julgou que eram de , e que a noite passada dele tinha sido agitada. Ela foi pegando as roupas e seguindo até o quarto que a trilha levava. Ela abriu a porta devagar, chamando por ele baixinho pra não assustá-lo. Ela odiava ser acordada, então sempre acordava as pessoas com ‘delicadeza’. Como o garoto não acordava, ela resolveu aproveitar aquele momento para olhar um pouco melhor o quarto. Viu seus CDs, seus instrumentos, posters, foto com amigos, onde ele sempre estava sendo zoado.
deixou as roupas em uma cadeira que achou e ficou só com a boxer de algum desenho animado antigo. Olhou pra ela e riu, resolvendo se sentar do lado da cama e chamar .
- , acorda. Já é hora do almoço. – Ela falava enquanto bagunçava seus cabelos, mas nada do menino acordar.
- acorda, anda. Se meche, abre o olho, qualquer coisa. – disse, o chacoalhando um pouco.
- Não, mãe, não quero.
- Não é sua mãe, bobo. – ela ria.
- Não, Amber, então espera eu descansar, não agüento mais! – ele disse, se fazendo de desentendido. Mas já sabia que era que estava ali, e resolveu provocá-la.
- É a , . Acorda vai e põe suas boxers, porque você deve estar pelado. – disse, jogando as boxers no rosto dele, com cara de poucos amigos.
- Tá, já acordei. – colocou a cabeça debaixo do travesseiro.
- E tem que ser ruim de acordar que nem eu! Vai, , põe as boxer e levanta que tá todo mundo te esperando pra almoçar e decidir do clipe.
- Tá, já levantei. Satisfeita?
- Não. Coloca a roupa e se lava pra gente descer, porque eu to de vela lá embaixo e me expulsaram de lá. – se sentou em um puff que tinha no quarto.
- Por isso que você veio me acordar?
- É, gênio.
- Mas a gente tá bem?
- Por que não estaríamos?
- É verdade. Pronto, tô limpo já e vestido, pode se virar.
- Muito melhor, sumiu a visão do inferno. – disse, sorrindo.
- Até parece, nunca reclamaram.
- Primeira vez pra tudo. Agora vamos descer quero ver o que os meninos cozinharam.
- Eles cozinharam? Vou pedir pizzas.
- Foi o que eu disse, mas você devia comer.
- Por quê?
- Assim você vive menos. – disse, dando uma careta.
- Você não ficaria uma semana sem mim.
- E por que não?
- Você não ia ter com quem implicar ou fingir que não suporta.
- Eu não estou fingindo, mas, realmente, eu ficaria com horas vagas.
- Chega, se comporta, vai. A gente tem um clipe pra fazer.
- É, e, pelo visto, os casais do clipe estão formados. – disse ela, observando todos no fim da escada e ficando feliz pelas amigas. Os guys eram legais, até , quando estava quieto e longe de .
- Ficamos juntos. Irônico.
- E você adorou.
- E você também. – sorriu, vitorioso.
- Quem te iludiu? – agora ela sorria e saia andando em direção a mesa. só observava tudo.
- E aí, ? O que você fez para nos matar?
- Não vou matar ninguém, . E acho que depois de quase destruir a cozinha, conseguimos algo muito bom.
- Eu espero, né, a gente podia comer lá fora. Tá tão quentinho hoje.
- É, também acho legal, porque você e o não arrumam as coisas lá fora? – disse Joanna.
- É verdade, , todos os pratos. – passava pratos pra ela e mostrava onde estava o resto das coisas.
- Não temos nem escolha? – disse .
- Não, vocês não têm. – olhou pra com a melhor cara de ‘ sai daqui agora que eu estou curtindo o e a Joanna, o Tom’.
- É, nós não temos, vem logo. – passava os pratos para e o empurrava para fora com passos fundos e respiração pesada.
- Posso saber por que a gente não tinha escolha ? – pegava os pratos e os colocava em ordem, enquanto colocava os guardanapos e talheres.
- Porque eles estão de fogo e nós sobramos.
- Nós não precisamos sobrar. – lançou seu melhor olhar malicioso e a puxou pela cintura, a deixando de costas para a mesa. Sem querer ela, se apoiou em um prato e ele acabou caindo no chão e quebrando, também, o clima, o que pra foi ótimo, senão só Deus sabe o que ela faria ali. Danny deu um pulo para trás e ficou sem graça. começou a catar os cacos, quando o pessoal apareceu na porta.
- A tentou me matar com um prato.
- É só que ele é tão cabeça dura que o prato quebrou. – disse, mostrando os pratos e fazendo piada. Todos deram uma risada e voltaram pra dentro.
continuou colocando a mesa como se nada tivesse acontecido, assim como .
O almoço foi divertido e, por incrível que pareça, ninguém morreu intoxicado. Depois de limparem toda a bagunça, se sentaram em um círculo no chão da sala. Tom estava com uma prancheta e caneta para anotar tudo e assim começaram a discutir sobre o clipe...
- Erm, e então, meninos, qual a idéia de vocês? – perguntou.
- Bem, a idéia é algo como uma comédia romântica mesmo, bem tosca, alegre e água com açúcar. – disse , não muito feliz.
- E sendo uma coisa totalmente de garotinhas, a gente resolveu deixar vocês decidirem como as coisas vão rolar. – encarava .
- E a música? E os casais? Não existe romance sem casal. – .
- Vai ser um curta, e como é pra bandas novas, eles pediram tipo algo demo. A música se chama ‘get over you’, a letra tá aqui. – disse com desdém e passou um papel com a letra para .
tinha feito essa musica logo após o incidente da festa, pra . Ele realmente tinha gostado dela e tudo tinha acontecido tão rápido, que ele resolveu passar tudo pro papel. Os meninos gostaram e assim nasceu a música do clipe, mas pediu pra Tom dizer que foi ele quem escreveu, assimm não teriam suspeitas de nada.
- Hmm, gostei da letra, dá pra brincar. – disse .
- Mas, e aí, como vão ser os casais? – Joanna encarava Tom.
- Eu acho que a gente já podia escolher, né. – encarava .
- Com tanto que eu não tenha que beijar o ... – disse com ar de “nem aí”.
- Como se eu quisesse beijar você.
- Ah, chega! Não vão brigar. Vocês dois vão ter que se agüentar. e são um casal, fim, nem pensem em reclamar, porque se não eu coloco uma cena de sexo selvagem no clipe. – Tom disse, nervoso.
- E agora vamos pro óbvio e desconfortável. e , e , Joanna e Tom, e fim de papo. – disse irritado e bufando.
Depois de decidirem os casais, foi decidido que o clipe seria gravado em uma praça. Os garotos trocariam olhares com as garotas na cena inicial e depois disso cada um teria sua cena romântica. No final, as garotas sairiam rindo e os meninos veriam que foi tudo fruto de suas imaginações.
A tarde terminou e cada um foi pra suas casas, acabaram de fazer todas as coisas que precisavam fazer, entregaram formulários, acharam um amigo para filmar e editar. Na segunda feira começariam a filmar, aproveitando que era começo de aula e poderiam perder alguns dias sem se prejudicar.
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Capítulo 7
- Segundas-feiras não são as minhas preferidas, mas essa, definitivamente, vai ser uma das piores.
- , relaxa, vai. Você vai ter que ir lá, sorrir, ficar linda na frente da câmera e, no máximo, quase beijar o . – disse o “quase” com muita ênfase.
- Pode ser “quase”, ou até mesmo beijar, mas se fosse qualquer outra pessoa, menos ele.
- Ah, pára de graça! Não estraga a minha felicidade.
- Verdade, desculpa, esqueci que você vai “quase” beijar o . – disse , rolando os olhos.
- Ei, “quase” é melhor do que eu nunca beijar o .
- Não sei porque vocês dois estão assim, era tão mais fácil se vocês parassem de enrolar.
- Digo o mesmo pra você e para o .
- A única diferença é que você gosta do e eu odeio o .
- Lógico, odeia. Por isso fala dele de 5 em 5 minutos, esqueci disso. – ironizou.
- Tá, chega, vamos logo!
- Você já tá pronta?
- Tô, as meninas disseram que íamos ter que usar algum figurino. Acho que são vestidos.
- O QUÊ ? Não vou colocar nada que não sejam calças.
- Ah, você vai. Se eu tenho que “quase” beijar o , você vai usar vestido.
- Mas você não odeia o .
- Eu odeio sim. Você só não compreende os vestidos! Os vestidos nunca te traíram ou te fizeram mal, agora, vamos logo pra praça.
E saíram de casa, indo para a praça. Era um dia de primavera em Londres, o sol estava fraco e não estava nem muito frio nem muito calor, perfeito para um longo dia de filmagens. A praça era linda, muito verde, gramados e uma pequena fonte linda de cor mármore. Ficava na frente da casa de , onde seria o camarim e tudo mais que o grupo precisasse. e chegaram quando todos estavam prontos e com suas cenas ensaiadas.
- Isso é hora de chegar?
- Desculpa, , é que eu não queria acordar.
- Tudo bem, . Só que agora suas cenas vão ter que ser gravadas amanhã. As suas e as da , porque nós vamos ter que ensaiar tudo com vocês.
- Sem problemas! A gente podia ensaiar hoje à noite, depois da gravação, pra adiantar pra amanhã? – disse , olhando diretamente para .
- Por mim tudo bem, na casa de vocês ?
- Claro, vamos todos juntos depois das gravações. – sorriu de orelha a orelha.
- Maravilha. – disse seca enquanto ia entrando na casa e procurando o que fazer já que não gravaria suas cenas naquele dia.
- O que ela tem, ?
- Ela está em negação.
- Como assim negação?
- Ela não assume que está caidinha pelo seu amigo, .
- Ah, o está com isso também. – disse, dando de ombros.
Enquanto isso, ia subindo as escadas atrás de e Joanna. Foi direto para o quarto de e, chegando lá, a porta estava entreaberta. Dentro do quarto estava , dedilhando uma música que sabia que não era a do clipe. Ela se esguiou na parede e ficou escutando, prestando atenção em cada verso. Quando a música parou, segundos depois, se deparou com uma completamente sem graça.
- Hum, posso saber o que você está fazendo aqui?
- É que eu não gosto de ficar sozinha. – disse relembrando de quando ele estava a espiando.
- Lógico, só que a casa está lotada.
- Só que eu não achei ninguém. As meninas que deveriam estar nesse quarto.
- Aham. – disse, sendo irônico e sorrindo vitorioso.
- Tira esse sorriso da cara.
- Não estou sorrindo. Eu vou descer que eu tenho cenas pra gravar, já que as nossas não vão poder ser gravadas hoje, por causa de alguém.
- Nem foi culpa minha.
- Tá, .
então desceu as escadas enquanto continuava andando pelo corredor e acabou trombando em um desconhecido.
- Ai, desculpa, eu sempre faço isso.
- Tudo bem, eu sou o James. E você é?
- Fora a pessoa mais desastrada, a .
- Ah, então foi você que atrasou a programação?
- É, acho que foi, mas foi um erro inocente.
- Tudo bem. Já que você está sem cenas hoje, não quer me ajudar com a filmagem?
- Ajudo. O que eu tenho que fazer?
- Só andar com essa câmera por aí, ficar falando com o pessoal e se filmar um pouco. Vai ser o backstage, então você faz o que você quiser. – disse, sorrindo e passando a câmera pra menina.
- Só isso?
- Só, aí depois, se você quiser a gente edita junto.
- Combinado então. Como eu sou a toda poderosa da câmera indiscreta, – a menina ligava a câmera e mirava em James – me diga, James, o que você espera desse vídeo sendo o todo poderoso diretor-faz-tudo desse vídeo caseiro?
- Eu espero realmente vencer pra ver se eu recebo algum pagamento depois de tudo isso.
- E como diretor, você acredita no talento de atores desses garotos?
- Na verdade, não, mas como são apenas dois minutos, eu acho que vamos enganar alguém – James riu.
- E as garotas, lógico, que somos as mais lindas que você já viu.
- Claro, , as mais lindas.
- Sempre soube.
Agora ela se postava do lado de James e mirava nos dois
-Agora, queridos telespectadores, vamos acompanhar o dia do seu querido diretor, Esse é o “making the video - mcfly antes do sucesso”. Até mais. – ela desligou a câmera e foi descendo as escadas com James.
- Então, se eu pegar algum clima romântico indiscreto por aí, eu posso filmar?
- Lógico, vai trazer mais gente pra assistir.
- AHÁ! que me aguarde.
- Bem, , tô indo lá dirigir essa cambada, enquanto isso, vai filmando qualquer coisa aí. – James deu um beijo no topo da cabeça da garota e , que estava na sala lendo o script viu tudo, e, não conseguindo disfarçar, fez uma cara muito feia. , percebendo isso, ligou sua câmera e correu filmar .
- E aqui temos , vocalista e guitarrista da banda, que está todo mordido e ninguém sabe o porquê.
- Sai daqui, .
- Você poderia não ser grosso comigo, porque isso vai pro programa?
- Não, eu vou continuar assim.
- E esse é o motivo de eu ir pro céu. Fazer par romântico com essa pessoa, garante sua vaga! – disse com a câmera no alto pegando ela e no quadro, e a “cara de merda” que fazia enquanto ela falava.
- Na verdade, eu fui o único que aceitou ser par dela, pena, né. – disse passando a mão na cabeça da garota e bagunçando todo seu cabelo enquanto ela ficava vermelha de raiva.
- Com licença, pessoal, eu vou desligar porque eu vou matar o vocalista da banda. – desligou a câmera.
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Capítulo 8
O tempo havia passado um pouco rápido demais. James gritava lá fora e chamava todos os garotos. Ele explicava como funcionaria a cena deles cantando.
- Então, meninos, é o seguinte, vocês vão ficar perto da fonte e vão estar tocando. No último verso, quando vocês se tocarem que era só um sonho e as meninas cruzarem com vocês, vai cair na fonte, colocar o cotovelo no apoio e ficar cantando ‘Help me babe I gotta get over’ e vocês todos também, enquanto ajudam ele a se levantar. e , eu sei que vocês não ensaiaram nada, mas hoje é só colocar o figurino e caminhar. você vai ter que olhar pro meio sem graça e morder o lábio. Na hora que você morder o lábio, ele cai e vocês continuam andando, combinado ?
- Só uma duvida, porque eu tenho que cair?
- Porque você foi estúpido agora pouco com ela.
- Ah, lógico, agora ela ganha um protetor também.
- Falou alguma coisa, ?
- Não, James.
Enquanto os garotos faziam os testes da música, as meninas estavam a uns 10 metros de distância deles, esperando o sinal pra começarem a andar.
- Eu não acredito que vocês me fizeram usar um short.
- Você não colocava o vestido de jeito nenhum, . – disse Joanna.
- Você tá no verão e está atuando. Pensa que a garota sem nome do filme usaria o short, que na verdade é quase uma bermuda. – disse .
- Posso saber onde vocês duas estavam, já que eu não achei vocês em lugar nenhum da casa?
- Eu tava ensaiando a cena de hoje. – disse .
- Eu estava praticando a cena de hoje. – disse Joanna, ficando vermelha.
- PRATICANDO? – todas disseram juntas.
- É, a gente tá junto, eu acho.
- Parabéns, Jô, isso é lindo. – disse .
- Na verdade, isso é ótimo, agora a química de vocês no vídeo vai causar o que falar. - disse .
- E você, , só ensaio? – disse .
- Só ensaiei. E vocês, como vão fazer com as de vocês?
- A chamou os meninos para irem lá em casa para ensaiar. – disse , nervosa.
- , você quer começar a terceira guerra mundial? – disse .
- Eu já expliquei pra ela. Faça amor, não faça guerra, mas não sei por que ela insiste na guerra.
- Ah, olha lá, o James deu o sinal. Graças a Deus! Meninas, comecem a conversar e a jogar risadas, e, bem, a andar também.
As meninas começaram a andar e, como se James tivesse pedido a Deus, uma brisa veio dando movimento a suas roupas e cabelos, realmente fazendo os meninos babarem, o que ajudou muito na cena. Quando as meninas estavam passando pelos meninos, o final da frase ‘She has everything that she wants and’’ passou as mãos nos cabelos, o colocando para trás e mordeu seu lábio. nem precisou de muito esforço, deu um passo pra trás e caiu na fonte. Todos olharam assustados e continuaram cantando. não tirava os olhos de . Mesmo fazendo cara de dó, resolveu olhar pra trás e piscar pra ele. James conseguiu fazer um close dessa cena e ficou melhor do que ele esperava.
- Muito bem, pessoal, agora as cenas dos casais. Tom e Joanna, vocês primeiro. Troquem as roupas. Tom coloca a blusa do Harry Potter e, Joanna, coloca o vestido azul. – disse James, satisfeito.
- Sim, senhor James. – disseram juntos e após alguns minutos eles estavam na praça, pra gravar.
- Então, Jô, agora é a hora que você vai estar sentada no banco, olhando pro nada com uma cara de tédio. Tom, você vai passar. Na hora que ele passar, você sorri, o Tom se aproxima, arranca essa florzinha estrategicamente colocada no chão e te entrega. Você sorri e vocês começam a caminhar juntos.
- Tudo bem!
James gravou a cena deles em apenas duas tomadas e ainda havia tempo sobrando o suficiente para eles poderem fazer um lanche e filmar e .
No intervalo, todos se reuniram na cozinha e andava com sua câmera indiscreta.
- Então, , ansioso para sua grande cena de sexo selvagem?
- Eu estou super feliz com a cena, acho que vamos conseguir ótimos gritos da . – disse, brincando, enquanto ficava vermelha.
- E você, , julgando pelos ensaios, você acha que conseguirá fazer essa cena?
- Eu, sinceramente, acho que ainda estamos um pouco tímidos. O James cortou essa cena, agora ela vai ser feita por você e o .
- Tá, cansei da brincadeira. Vou filmar o e a .
- E aí, pessoas?
- E aí, ? – disse , fazendo careta.
- E aí? – escondia o rosto.
- Como vocês sabem, amanhã são as nossas cenas, o que vai decidir o futuro desse vídeo, porque nós somos os casais mais importantes nesse vídeo. – disse brincalhona.
- Concordo plenamente, só que eu e a somos o casal mais lindo.
- Vou ter que concordar, porque o estragou a nossa dupla de dois.
- Eu tô ansiosa pra cena de vocês. – disse .
- Eu nem tô, aliás, eu nem sei qual é a nossa cena.
- E isso, senhoras e senhores, é uma pessoa profissional.
- Não enche, . Mas, e aí, , você sabe como é minha cena?
- Sei. – disse, rindo.
- E como é? – estava apreensiva.
- O único beijo do clipe é de vocês dois.
- O QUÊ ? QUEM DECIDIU ISSO?
- Calma, , a gente tiro dois ou um. É uma progressão. É de um sorriso pra um abraço, de um abraço pra um quase beijo, e de um quase beijo pro beijo.
- Ah, vou parar de filmar! – ela desligou a câmera – e vocês dois são o quase beijo?
- Sim, senhora. A gente vai ensaiar em casa hoje, lembra?
- Eu não vou ensaiar beijo nenhum. – disse Carol, indo assistir agora a cena de e , que estava começando a ser filmada.
estava usando um vestido branco, e , uma blusa verde.
Eles vinham caminhando juntos e sorrindo. Quando a abraçou, pela cintura e eles sorriram um para o outro e a beijou na cabeça, o que daria certinho nas transformações dos casais. Cada cena seria a continuidade da outra. Então, o próximo passo seria o quase beijo de amanhã.
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Continua...