Capítulo 1 – A Ilha.

- Meninas, o que faremos amanhã? – perguntou animada.
- Vamos para a Ilha das Piscinas? Mas vamos de jet-ski dessa vez! – sugeriu feliz.
- Boa idéia! É milagre ou o quê?! Você tendo uma boa idéia... – disse rindo.
- Mané – falou, dando-lhe um pedala.
- O que você acha, ? – perguntou à menina.
- Hã?! Ótimo, ótimo... – disse sonolenta. – Mas agora vamos dormir – concluiu, colocando o travesseiro em cima da cabeça.
As quatro amigas estavam de férias, no mar mediterrâneo, próximas a Grécia. Essas eram suas últimas férias de julho na escola, afinal, estavam no terceiro ano do colegial. Estavam em um hotel diferente; suas atrações eram divididas em ilhas, cada qual destinada a uma coisa diferente: Ilha das Piscinas, Ilha dos Esportes, Ilhas da Criança, etc. Os hóspedes podiam se locomover entre as ilhas por um iate, usado somente para aquilo, ou tinham também a opção de “turismo marítimo”, podendo ir de jet-ski, recebendo as instruções de um guia. Era isso que as meninas pretendiam.

***

- , onde RAIOS você vai com tanta mala?! – perguntou , mirando-a.
- É uma de roupas e uma de comida! – a menina respondeu feliz.
- Meu Deus! – exclamou rindo.
- Claro! Vamos ficar lá por quanto tempo?! Três dias? – perguntou , enquanto comia uma bisnaguinha.
- É – respondeu .
- Então, vocês também estão levando todas as suas roupas, apesar de ser um pouquinho demais, já que trouxemos roupas para mais de um mês... Mas tem higiene pessoal, essas coisas. Então, deixem minhas comidinhas em paz! – argumentou .
- Você é estranha, sabia? – perguntou . A menina afirmou com a cabeça.
- Mas nós vamos de jet-ski? – questionou , com cara de babaca.
- Claro né mané – disse rindo.
- Ahhhhh, tá... – concluiu lerda.
- Então, meninas, é melhor irmos logo, antes que percamos a aula instrutiva do guia de jet-skis. Aí, vamos ter que esperar pelo menos duas horas por outra, sabe? – argumentou , já pronta há séculos.
- Tá, então vamos logo, Srta. NERD – disse rindo.
- É ,, relaxa, baby – falou, piscando o olho. – Nós estamos de férias!
- JUUURA?! – disse , dando-lhe um pedala.
- AIIIN! Minha cabecinha! – reclamou, massageando a cabeça.
- Ouuuun, TADINHA DA ZANGOSA! – falou, apertando as bochechas da menina, que fez um bico e cruzou os braços.
- Não vou mais – disse com voz manhosa, sentando-se.
As outras três se entreolharam, e disseram juntas:
- Está bem. – E saíram do quarto, rumo à aula instrutora.
Elas não estavam nem na metade do corredor quando:
- HEI! ESPEREM POR MIM! – berrava , abarrotada de malas.
, e caíram na gargalhada.
- Sabia – murmurou baixinho. As outras duas assentiram com a cabeça.

***

- Bom, para começar, pessoal, sigam sempre para o norte, que, no caso aqui, é a direita. Não vão ao sul, no caso, a esquerda – ia dizendo o guia. As meninas, para variar, sequer prestavam atenção. – São ilhas desabitadas, buracos negros de qualquer sinal celular ou GPS. Se precisarem de qualquer tipo de ajuda, apertem o botão vermelho no GPS do jet-ski, que lhes dará rota até a Ilha das Piscinas. Usem coletes salva vidas e…
- Olha, pessoal, um passarinho! – disse em tom débil.
- AH, QUE GRACINHA! – falou empolgada, olhando para cima, se inclinando para trás e batendo a cabeça num poste. – AI, MINHA CABEÇA!
e conversavam entretidas; ANI (Assunto Não-Identificado).
- E o mais importante: parem o jet-ski ao menos a quatro metros de distância da praia. Em hipótese ALGUMA o deixem na areia, porque ela entra no motor e oxida em questão de hora, sem conserto. Mantenham suas malas bem amarradas no jet e não retirem o colete no meio do trajeto. Seus jet-skis já estão numerados e suas bagagens devidamente amarradas. Tenham um bom trajeto – concluiu o instrutor, liberando a passagem das pessoas.
- Alguém prestou atenção no que ele disse? – perguntou meio distraída.
- Acho que não… - respondeu, olhando em volta.
- Ah, meninas, GPS serve pra que, afinal?! – questionou.
- Eu sei que temos que ir para a direita, serve?! – disse , rumando até o jet-ski em qual estavam amarradas suas coisas.
, e seguiram também até os quais continham suas coisas e deram a partida todas juntas, fazendo o GPS ligar automaticamente: “Siga quatrocentos metros para norte-oeste”, falava o aparelhinho, enquanto a trajetória aparecia na telinha.
- Olha, ele fala! – disse feliz.
- Cara, isso é legal... – falou empolgada.
- Ehhhh... – disse com os olhinhos vidrados.
- Cara, como vocês são caipiras... – comentou rindo, chacoalhando a cabeça.
- Caipiras nada, duvido que você sabia que esse monstrinho falava – retrucou alegre.
- MONSTRINHO?! Cala a boca, Zangosa... Pelo amor de Deus – disse rindo.
- É, , pegou pesado – concordou, dando risada.
- Dane-se o nome desse treco, vamos logo, vai – disse acelerando.
- Oun, tá Zangosa de novo! – riu, também acelerando.
- Toma cuidado, hein, , vai que ela resolve te morder! Sabe como é... – disse , caindo na risada.
- É, vai pegar raiva – sussurrou .
- Há-Há-Há! Que engraçadas! – disse , mostrando a língua. – VÃO BEBER ÁGUA! – concluiu, pisando no acelerador e saindo na frente das meninas.
- NÃO VAMOS, NÃO! – berrou , pisando também, logo quase alcançando as meninas.
- Impressionante como a gente só se ferra – disse , acelerando naquele momento seu jet-ski.
- Nem me fala… - comentou rindo, acelerando também.
As duas saíram praticamente juntas e logo alcançaram e , que riam por terem deixado e para trás. As quatro seguiram naquela rota por uns dez minutos, seguindo o caminho que o GPS lhes indicava. “Vire à direita em cem metros”, disse o aparelhinho finalmente, depois de terem seguido aquele tempo todo a mesma instrução. Um barulho ensurdecedor invadiu os ouvidos das meninas.
- O QUE É ISSO?! – berrou assustada.
- OLHA! – apontou para o céu.
- ESTÁ MUITO BAIXO! – exclamou , olhando também.
- VAI CAIR! – concluiu .
Poucos segundos depois, ao longe, ouviu-se um forte estrondo de colisão. As meninas taparam os ouvidos.
- MEU-DEUS – disse boquiaberta.
- Foi isso mesmo que eu acabei de ver?! – perguntou meio chocada.
- Cara, não é possível... – falou meio desacreditada.
- Era, sim… Era um jatinho – disse assustada. - Alguém mais tem que ter visto! – exclamou , olhando em volta. - Quem?! Não tem mais ninguém aqui, só nós viemos nesse horário! – falou à menina.
- É, e estamos no meio do nada! – comentou , notando que não conseguiam ver a ilha de onde saíram, mas também não enxergavam a qual deviam ir, só umas outras minúsculas ao longe, onde aquilo ( seja lá o que fosse) tinha caído.
- Temos que ir lá ver o que aconteceu! – exclamou , virando-se em direção as ilhotas ao longe. - , tá muito longe! – comentou sensata. - Exatamente, temos que ir lá ver! – a menina insistiu, recomeçando a acelerar.
- Eu também acho... – concordou , também virando seu jet-ski na direção do acontecido.
- VAMOS LOGO, ENTÃO! – berrou .
As quatro viraram os jet-ski na direção oposta a que deviam seguir, ignorando totalmente os aparelhos GPS que diziam freneticamente “recalcular, recalcular”. Seguiram reto por vinte e cinco minutos em média, sem saber o que encontrariam; sequer ouviram o aparelhinho “perda de sinal GPS”. Sem mais demora, avistaram a ilha na qual provavelmente assistiram a queda do jatinho. Elas sequer perceberam que haviam saído da rota, e menos ainda quando atolaram os jet-ski na areia e os arrastaram para a praia.
Apesar de serem novas, queria fazer Medicina e se dedicara a fazer cursos de primeiros socorros.
- Caramba! O que nós vamos fazer?! – exclamou ao ver o avião.
- Calma. Podem ter vítimas – disse , parando.
- Vítimas?! – perguntou lerda. riu.
- ANTA, vítimas são MORTOS – explicou.
- AH, eu não vou chegar perto daí, não! – disse com cara de nojo. lhe deu um pedala. A primeira fez biquinho e cruzou os braços, com cara de bravinha.
As outras três caíram na risada.
- Ehh... Vamos fazer o seguinte: a não gosta de sangue, e a ... Bem, deixa a pra lá – falou com um sorrisinho mau.
- Eu te ajudo – disse meio séria.
- Óbvio. – sorriu.
- Duas, por favor, peguem nossas malas nos jet-skis, e as de vocês também, vai que tem mais alguém aqui e roubam... – devaneou .
- Tá – concordaram e , seguindo rápido para longe dali.
- Hmm... Vamos lá? – perguntou , engolindo em seco.
- Vamos – respondeu , rumando ao jatinho.
Pelo menos meia hora depois, haviam cinco corpos na areia. Por sorte, o jatinho estava basicamente inteiro, tendo caído provavelmente com uma inclinação de trinta graus, batendo de leve de “bico”, não estragando a estrutura interna traseira.
Obviamente, com o impacto, os passageiros estavam desacordados e machucados. e vinham caminhando ao longe.
- PRECISAMOS DE ÁGUA DOCE! – comunicou a e .
- Ok, nós vamos procurar. Pensei mesmo ter ouvido barulho de água vindo do mato ali... – disse séria, seguindo rumo à mata.
, desajeitada, a tentou seguir:
- Hei, não se esqueça de mim! – ela exclamou esbaforida, mas não sendo rápida o bastante, ficando para trás.
- ... – chamou coma voz fraca.
- Fala – disse , que observava enquanto dava uma olhada nos corpos.
- , esse cara tá morto – comunicou a menina. – Era o piloto não era?!
- Era. Vamos tirá-lo daqui – concluiu , pegando o homem pelos calcanhares e arrastando-o para longe.
Ela conseguia ser bem fria nesse tipo de situação, que envolvia o emocional. As amigas sempre disseram que ela devia tentar algo como policial forense, legista, etc., mas ela preferiu psicologia. retornou cinco minutos mais tarde, sem corpo algum.
- , por favor, vai até a mata ali e berra, encontra a , eu preciso de água urgente. Esse cara tá sangrando muito com esse corte no supercílio, preciso limpar antes de estancar – disse preocupada.
- Ok.
A garota correu até o lugar pelo qual passara pouco tempo atrás e adentrou a mata.
- , não é melhor tirar as roupas deles? – perguntou .
- Na verdade, é necessário, não sabemos se há outros ferimentos – disse a menina séria.
se posicionou a modo de abrir a camisa de um deles aleatoriamente; somente viu o primeiro a sua frente e se aproximou. fez o mesmo. Quando tiraram as camisas por completo... Elas calaram por um segundo e se entreolharam. O olhar de caiu no peito nu do rapaz que acabara de despir, e vice versa.
- Eu acho que conheço MUITO bem essa tatuagem ... – disse com os olhos arregalados para o desenho no peito do rapaz.
- E eu acho que conheço MUITO bem essa daqui... – apontou para uma tatuagem que cobria o braço e parte do peito do menino desacordado ante elas.
- Não pode ser – disse meio inconformada.
- Teríamos percebido antes... – chacoalhou a cabeça.
- Essa estrela... – falou, com os olhinhos brilhando.
- Não tem como não ser... – começou , observando.
- MCFLY! – exclamaram juntas.
- Como não percebemos antes?! – perguntou inconformada.
- Boa pergunta! SWEET LITTLE TOMINUS! – falou feliz.


Capítulo 2 – Só pode ser um sonho...

- Aquele cara tava morto! – dizia insistentemente, enquanto ela e seguiam o barulho de água.
- , você já falou isso... – a menina disse entediada. - Pelo menos umas dez vezes.
- Mas ele tava morto! – ela repetiu compulsiva.
- Tá bom, já entendi. – continuava entediada.
- , você não entendeu? MORTO! “EME-O-ERRE-TÊ-O”, MORTO! – falou dramática.
- , faz um favor pra nação e fica quietinha! – disse , rindo da cara da menina.
- Sua insensível! – lamentou , que fez cara de banana.
Falando em banana...
- Olha, ! Uma bananeira! – ela disse feliz, apontando pra uma árvore, há uns metros de distância delas.
- Maravilha – comentou, rumando até a árvore. – Podemos obter comida e abrigo daqui. O mais estranho é que essa árvore não deveria estar aqui...
- Por que não?! – questionou mané.
- Será porque nós estamos na Grécia, e bananas são tropicais?! – disse rindo, dando-lhe um pedala.
- Ai! Mas o importante é que temos uma bananeira! – exclamou feliz.
- ... Você tá ouvindo isso? – perguntou , caminhando alguns passos.
- O quê??! – a acompanhou.
afastou algumas folhas.
- ÁGUA! – exclamou a menina, ao avistar uma pequena cachoeira, que dava em um pequeno lago.
- EBA!
Elas se aproximaram.
- É pura – concluiu , lavando o rosto e enchendo uma garrafinha d’água de dois litros, cujo conteúdo haviam bebido mais cedo.
- EBAAA! – disse novamente feliz, jogando água para cima, feito uma criança.
- MANÉ – falou rindo.
Elas se lavaram, pegaram algumas bananas e folhas de bananeira para forrar o chão. Seguiram com dificuldade pela parte da mata em que tinham passado e, chegando a praia, rumaram até onde estavam os corpos e as meninas.

***
Harry Judd começava a se mover. Abriu os olhos devagar, piscou meio tonto, sequer reparando que estava de cuecas. Avistou um céu muito azul... Algumas árvores... Areia... Duas meninas com roupas curtas... Devia estar ficando maluco...
- Hã? Onde estou? – dizia mais para si mesmo, com a voz fraca, tentando inutilmente se levantar.
- Hei, calma aí – disse , percebendo o menino acordado. Dirigiu-se a ele e o fez deitar novamente. Seu supercílio sangrava.
- Quem é você? O que houve? Onde eu estou? – perguntou assustado, relutante com a menina. – AI, minha cabeça... – Ele colocou a mão na testa. – ESTOU SANGRANDO!
- Calma, calma... Espera, deixa eu limpar esse sangue todo, depois explicamos. Deita – disse séria, olhando-o fundo nos olhos azuis.
Ele relutou um pouco, mas, sem escolha, deitou-se.
e vinham vindo, abarrotadas de coisas, que deixaram no chão ao se aproximarem. teve um treco quando reparou que eram os McGuys ali. Ficou estática, tentando tomar fôlego, com medo de fazer ou falar alguma babaquice. se chocou um pouco, mas nenhum “exagero em copo d’água”, igual diria .
- , você conseguiria ir até o avião? Deve ter um kit de primeiros socorros lá – pediu . – Tem que ter.
- , vem comigo? – a chamou.
- Claro – disse a menina se levantando.
As duas caminhavam entretidas conversando, rumo ao jatinho que estava há vários metros dali.
- O que está acontecendo?! – perguntou Harry novamente, fraco.
- Calma, vem cá – disse , pondo a cabeça do menino em seu colo. Pegou sua camiseta, umedeceu com a água que tinha trazido e começou a limpar com suavidade o sangue no rosto do rapaz.
- Por que eu estou aqui? – ele questionou confuso.
- Olha, devagar. Vocês estavam em um jatinho, se lembra? – ela começou, pausadamente. – Não sei como e nem por que ele caiu – ela acrescentou, observando as expressões do menino. – Nós estávamos no mar, passando de jet-ski, e vimos o que aconteceu. Decidimos vir até aqui, ver se podíamos fazer algo. Você cortou o supercílio, se machucou, e eu estou cuidando disso – concluiu a menina, esperando sinceramente que ele parasse de relutar tanto a ela.
Ele parecia estar se lembrando. Não disse nada. Porém, relaxou deitado no colo de .
- E por que eu estou de cuecas? – ele perguntou, mirando a si mesmo em um tom perdido.
sentiu uma vontade profunda de rir, mas se controlou, porque só o que faltava era ele achar que estava no meio de obsessivas sexuais.
- Porque tínhamos que ver se não tinha nenhum outro ferimento… Você teve sorte, não tem nada aí – a menina respondeu séria. , que ouvira tudo, se aproximou de e sussurrou em seu ouvido:
- Belo FIT do Mr. FIT... – E riu.
A outra deu um sorrisinho, e respondeu em voz alta:
- Com certeza. – E riu também.

***

- Tomara que a gente encontre alguma coisa no avião... – comentou .
- Tomara mesmo. Mas qual é, é impossível não encontrarmos nada. Caixa de primeiros socorros tem na cabine do piloto – disse descontraída.
- , você tem noção de que um cara morreu e nós simplesmente ignoramos isso?
- Sim, mas, , pensa. O cara já estava morto, nós não tínhamos mais nada a fazer por ele, somente cuidar dos vivos.
- Tem razão… Mas sei lá, ele merecia pelo menos um enterro decente – falou.
- Nós faremos um. Quando os outros meninos acordarem – concluiu .
A ficha ainda não havia caído. Não eram SÓ caras. Era o McFly.
- FINALMENTE! – exclamou , ao avistar o jatinho.
As duas caminharam até ele; estava praticamente intacto. Não havia sinal de vazamento de líquidos, portanto, sem riscos de explosões. Pelo menos, por enquanto. entrou primeiro, indo direto para a cabine do piloto. a seguiu.
- , olha, está tudo inteiro aqui! – disse que acabara de achar um violão.
- Achei os primeiros socorros! – comunicou com uma maleta grande. – Nossa! Tá tudo inteiro mesmo! Os meninos deviam estar em pé, porque o estrago por aqui nem foi tanto.
- , até as bagagens! – exclamou , subindo nos assentos e olhando os bagageiros. – Mais um violão! E ótimo, agora eles não vão ficar pelados.
- Ah, que merda, deixa isso aí! – disse rindo. riu e devolveu as bagagens. – Era brincadeira, sua mané. – lhe deu um pedala.
- Ah... – falou, entendendo somente naquele momento, e pegou as bagagens.
- , sabe o que eu pensei agora?! – perguntou .
- Hã.
- Papel higiênico! – exclamou a menina rindo.
- PUUUUTZ. É mesmo! – concordou. – Como a gente vai fazer?!
- Vamos procurar... Quem sabe?
- Se não tem outro jeito... – disse , dando de ombros.
As meninas ficaram por um bom tempo no avião (jatinho particular dos meninos), por fim, retirando de lá: as malas, o kit de primeiros socorros, papel higiênico, os violões (nem sinal de nenhum outro instrumento), toalhas, jogos de lençóis, várias sopas em lata e comidinhas de avião, uns cobertores e travesseirinhos, também de avião. Não me pergunte de onde elas tiraram tudo isso ou como elas carregaram tudo, mas conseguiram. Caminharam de volta...
- , , encontramos muitas coisas felizes! – disse animada. – O jatinho está praticamente intacto!
- Primeiros socorros? – perguntou , dando um sorrisinho esperançoso.
- Aqui – lhe entregou a maleta.
- Maravilha! - exclamou a menina feliz, tirando dali esparadrapos, algodões, tesoura, um líquido e um analgésico/anti-inflamatório.
Passou com cuidado o líquido no corte de Harry, cortou finas tiras de esparadrapo, fazendo-lhe pontos falsos, e lhe deu o comprimido.
- Obrigado – ele respondeu, com a voz ainda fraca.
- De nada – disse ela com um sorriso meigo. – Fica aqui que eu já volto.
- Como se eu fosse conseguir fugir, mesmo que quisesse – Ele sorriu pela primeira vez. quase teve um treco.
As meninas arrumaram perto da mata, longe da areia, forrando o chão com dois lençóis sem elástico, onde puseram com esforço Tom, Danny e Dougie, ainda desacordados. Guiaram Harry até lá.
A tarde foi passando, e Harry foi aos poucos ficando melhor.
Mais duas horas e escureceria.
- Você, é a . Você é a . Você, a – dizia Harry, apontando para as meninas, que assentiam. havia acabado de lhes apresentar.
- Ai, tô com fome – ele falou, pondo a mão sobre sua barriga malhada.
- Nós também... – responderam as outras três, olhando para , que bufou e lhes entregou sua mala de comida.
- Não comam muito, manés. Sabe-se lá quanto tempo mais vamos ficar aqui – advertiu-os.
O pé de Danny estava inchado, provavelmente o tinha torcido. Tom tinha febre. E Dougie tinha muitos, porém pequenos, cortes.
- Hum, isso aqui tá bom! – exclamou , comendo bisnaguinhas.
- MINHAS BISNAGUINHAS! – berrou sentida.
- , são só bisnaguinhas… - disse Harry, consolando a menina.
- Tá legal, eu vou cuidar dos meninos – falou a menina muito vermelha ao perceber o braço de Harry por cima de seus ombros.
O menino sorriu e a deixou ir cuidar de Tom, Danny e Dougie, ainda desacordados.
passou anti-séptico em todos os pequenos cortes de Dougie. Fez curativos nos machucados necessários e possíveis, checou sua temperatura e o cobriu, pois começava a esfriar.
Danny tinha torcido o pulso e o tornozelo direito. Devia estar em pé na hora da queda. A menina passou um relaxante muscular em seu pé e colocou ataduras, imobilizando-o. Passou uma faixa simples pelo pulso. Cobriu-o também.
Tom estava o pior dos três. Tinha febre, calafrios. Um corte no peito, mais um arranhão. não sabia bem o que fazer. Limpou o corte, tapou-o com curativos. Cobriu Tom e fez-lhe compressas temporárias de água fria.
- Pessoal, acho que deveríamos fazer uma fogueira! – disse empolgada.
- Ótima idéia! – concordou feliz.
- Ah, eu não vou buscar as madeirinhas, não! – reclamou mané.
- Madeirinhas? Não seriam gravetinhos, ? – perguntou , segurando o riso.
- É tudo a mesma coisa... – respondeu , dando de ombros, mas corando ligeiramente.
- ORA, MEU! GRAVETINHO MARAVILHA, MAMÃE! – berrou , dando um pedala em , rindo muito.
- AIIIN! Minha cabecinha! – reclamou, massageando o local atingido. Judd caiu na risada. – POSSO SABER DO QUÊ RAIOS VOCÊ ESTÁ RINDO?! – berrou a menina para Harry, que segurou a risada instantaneamente.
- Nada não... – disse ele, sentindo uma profunda vontade de rir.
- BOM MESMO! – ela falou, se levantando, caminhando uns dez metros longe e se sentando, com os braços cruzados e um bico.
- Vamos procurar as “madeirinhas”? – perguntou , ignorando completamente a .
- Vamos! – concordou animada.
As duas se levantaram, de modo que os meninos ficaram com . Caminharam rumo à praia.
- , vamos apostar quem pega mais galhos? – perguntou , com os olhinhos brilhando feito criança.
- VAMOS! – concordou feliz.
- OLHA LÁ, ! Nossos jet-skis! Uma de nós poderia ir buscar ajuda, não acha?! – sugeriu , referindo-se às máquinas atoladas na areia.
- Boa idéia! Como não pensamos nisso antes?! – perguntou , se aproximando de um e começando a arrastá-lo até o mar.
- É, eu sou um gênio! – disse , cheia de si.
- , não tá pegando! – berrou , já no mar.
- Liga o GPS! – aconselhou , enquanto arrastava um jet-ski pra água.
- , não adianta, não tá ligando nada! – respondeu.
- Como não?! – exclamou a menina.
- PUTZ! , como nós somos burras! – bateu com a mão na testa.
- Que foi?
- A areia... no motor... OXIDA! – disse a menina, caindo em si.
- Isso quer dizer... – começou .
- Quer dizer que não temos como sair daqui! – respondeu em tom desapontado.
- NÃO É POSSÍVEL! – berrou inconformada.
- Infelizmente, é, sim – disse , olhando para baixo.
se calou por alguns segundos. Parecia pensar muito seriamente na situação em que se encontravam. Não muito tempo depois, soltou um sorrisinho satisfeito.
- Você tem problemas?! De que RAIOS VOCÊ ESTÁ RINDO?! – gritou , visivelmente inconformada e desesperada.
- , qual é… Pensa. Estamos presas numa ilha com o McFly! Do que RAIOS estamos reclamando?!
parou por um segundo. - Olhando por esse lado... – disse ela, abrindo um sorrisinho malicioso.
sorriu-lhe abertamente.
- Já podemos voltar a procurar as “madeirinhas”? – disse, mais feliz do que antes.
- Siiiim! – falou saltitante. – Em meia hora, lá onde estão os outros, quem trouxer mais, vence?
afirmou com a cabeça.
As duas se entreolharam, competitivas. começou:
- Um...
- Dois... – continuou .
- Três - disse em um tom sombrio.
As duas saíram correndo uma para cada lado pela areia.

***

resolveu dar uma volta e molhar os pés no mar. Olhou no horizonte a luz do crepúsculo. Sabia que logo a escuridão tomaria conta do céu alaranjado ao longe.
ficara com Harry e os demais desacordados, cuidando deles. A cara de Judd não era das melhores...
- Harry, você está bem? – perguntou cautelosa. Ele já não relutava mais a ela, nem a nenhuma delas. Bem adaptável...
- Acho... que comi demais – disse ele com a mão sobre o estômago, fazendo uma careta.
- Ah, Harry! Esqueci de avisar! Você não devia comer essa comida pesada! Pão? Meu Deus, isso pode nos trazer problemas!
- Tô meio enjoado... Tonto... – ele falou com a voz fraca. imediatamente pôs a mão em sua testa.
- Tá com febre, Judd. Melhor deitar ali – disse a menina, indicando o local preparado para ele ao lado dos outros três. – Você vai ficar bem – ela concluiu, cobrindo-o assim que o mesmo deitara.
Já estava quase escuro quando e voltaram correndo e rindo com um monte de galhos secos, jogando-os na areia e observando para ver quem seria a vencedora.
- Ah, qual é! Você não é cega, eu ganhei! – disse , olhando para seu monte de galhos visivelmente menor que o da menina ao lado.
- Eu sei que não sou cega, agora você... – falou, caindo na risada.
Elas permaneceram com a discussão, que nunca acabaria. Nenhuma jamais admitiria que perdera, nem sob pena de morte.
ainda não voltara.
- Meninas – chamou baixo, preocupada com os meninos, que pareciam nada bem.
- Anda, confessa logo que você perdeu, pra que complicar as coisas?! – dizia cheia de si.
- Não, você tem que confessar, eu ganhei – retrucou.
- Meninas – chamou novamente um pouco mais alto dessa vez.
- Mas você não ganhou! É cega ou o quê? O meu monte está VISIVELMENTE maior – argumentou , fazendo referência ao monte de galhos a seus pés.
- Não está, não, o meu é maior! – insistiu inconformada.
- MENINAS! – gritou dessa vez, sabendo que só aquilo adiantaria.
- Que é?! – as duas perguntaram juntas.
- A … Vão atrás dela, já está quase escurecendo – disse , revirando os olhos.
- Ok, só não grite da próxima vez – falou.
- Eu chamei vocês duas vezes antes de gritar – argumentou , dando um sorrisinho simpático.
- Ops… Foi mal – disse sorrindo.
- Tudo bem – falou, começando a rir. – E vê se vocês param de discutir… A ganhou, , você sabe.
- Merda. – caiu na risada.
- AHÁ! – disse , apontando para a menina. – Vamos logo, vai...
As duas foram atrás de antes que escurecesse completamente.
fazia compressas compulsivamente em Tom, e agora em Harry, que suavam frio.
- Minha cabeça dói – delirou Harry, olhando fundo nos olhos da menina ao seu lado.
- Não vai ter jeito – disse , virando-se e pegando a maleta de remédios. Tirou de lá um xarope; ele não parecia conseguir engolir sequer um comprimido. – Toma.
Harry engoliu o líquido de boa vontade.
- Obrigado.
Pouco depois, parecia adormecido.
Não muito depois, as outras três retornaram. Com muito custo, acenderam uma pequena fogueira, aonde em volta as quatro de sentaram. se apossou de um dos dois violões que encontraram intactos no jatinho, e as meninas tocavam e cantavam:

“I’ll send a SOS to the world
I’ll send a SOS to the world
I hope that someone gets my
I hope that someone gets
My message in a bottle...”

Ficaram ali por um bom tempo, até que resolveu ir dormir. Caminhou vários metros a leste, não visível de onde a fogueira estava. teve que ir cuidar dos meninos, debilitados. e continuaram ali, cuidando para que a fogueira não apagasse.
estendeu alguns lençóis, deitou e quase imediatamente adormeceu. Tomaria um banho bem cedo amanhã.
e conversaram ainda por muito tempo. Depararam-se com dormindo entre os McGuys.
- Nada boba ela... – sussurrou , rindo ao ver a cena.
- Não mesmo. – também riu.
Trocaram olhares cansados e bocejos. Caminharam até onde estava adormecida e sequer perceberam a hora que dormiram; simplesmente apagaram.


Capítulo 3 – Tomorrow’s gonna be a brigther day...

- BOM DIA, UVAS! – cantarolou no ouvido de , que dormia.
Ela preparara um café da manhã com a comida que tinham (excluindo do cardápio suas preciosas bisnaguinhas).
- Ah, me deixa dormir! – reclamou, virando para o lado oposto de .
- Ahhhh… Você quer dormir? Achei que você fosse gostar mais de conhecer uma pessoa que já acordou, e está bem melhor... Um anão aí... Um tal de Dougie Lee Poynter – disse a menina sorrindo abertamente, meio cantarolando em um tom de voz irônico. – Sabe quem é por acaso?
- Você só pode estar brincando – falou , sentando-se imediatamente.
- Ah, é? Olha ali, então. – apontou para o lado oposto a elas, distante, de onde não poderiam vê-las, mas elas poderiam vê-los. E, obviamente, eram visíveis dois meninos, não mais só um.
- MEU DEUS! – disse meio animada, meio desesperada. – MEU DEUS! Caramba! Ah, como ele é lindo! – ela concluiu com voz teatral. riu. – Você já falou com ele? - Claro, né – disse rindo. – Foi engraçado, eu fiquei vermelha, como sempre. Ele me zoou por isso depois. Harry que me apresentou.
- Ah, qual é, você tem muita sorte... – riu, dando-lhe um pedala.
- Ah, eu sou o máximo – disse , rindo ainda mais.
- Ah, cala a boca! – lhe mostrou a língua.
- Vamos logo, mané, conhecer o Poynter da sua vida... – falou em voz teatral, dando um sorrisinho sapeca.
- Cara, isso vai ser o máximo.
As duas se levantaram juntas, olharam para e dormindo, não muito longe delas mesmas. Caminharam até onde estavam os garotos e, não menos importante, a comida.
- Olá, meninos – disse feliz ao se aproximar.
- Olá, – Dougie e Harry responderam juntos.
- Hmm… Oi, meninos – cumprimentou meio tímida.
- Oi! – Dougie falou feliz, sorrindo para ela. Ele estendeu a mão. – Eu sou o Dougie.
- Prazer, Dougie, – disse ela, apertando-lhe a mão, não podendo deixar de sorrir.
- O prazer é todo meu, acredite – ele falou, dando um sorrisinho.
Harry lhe deu um pedala.
- AIAI! – ele reclamou com voz infantil, esfregando o local onde fora previamente atingido.
O próprio Harry, e caíram na gargalhada.
- E aí, Judd? Melhor? – perguntou para descontrair.
- Bem melhor, – ele respondeu, dando um BELO sorriso Judd. – Muito obrigado.
- Dougie? – continuou a menina, mirando o anão.
- Eu tô bem… Mas ficaria melhor com uma massagem, certamente – disse ele, afirmando com a cabeça, com cara de “eu sou um mini gênio”.
riu.
- Tá melhor do que eu esperava...
- AHÁ! Você já esperava por mim! ÓBVIO, eu sou simplesmente... – Ele fez uma pausa dramática. – ...o máximo.
- E modesto também obviamente... – disse Harry, rindo da cara do menino.
- Ah, claro, essa característica dele é singularmente notável. – riu.
lhe olhou com uma cara de “você REALMENTE me assusta às vezes”.
- Qual foi a do singularmente notável? – ela questionou, com cara de interrogação.
- Qual o problema? – perguntou sem entender.
- Vocábulo excessivamente complexo para seu insignificante modo de se expressar, eu subentendo – disse Harry como um verdadeiro lorde inglês.
As duas o olharam com uma cara de “quem RAIOS é você e o que fez com Harry Judd?”
- Eu falo que aqueles anos todos em colégio interno masculino não fizeram bem a ele... – disse Dougie, soltando uma risadinha.
As meninas se entreolharam, sem saber se riam. Harry ainda estava sério. Ante o constrangimento das meninas, Harry caiu na risada.
- Vocês não acharam mesmo que eu tinha tido um surto psicótico, não é? Me digam que não, por favor, senão eu não vou parar de rir pelas próximas três horas... – ele falou, ainda rindo.
- Não, não... – disse , olhando furtivamente para .
- Claro que não... – A menina correspondeu o olhar.
Harry olhou para Dougie, que o olhou de volta. Os dois soltaram gargalhadas gostosas. As meninas deram-lhe pedalas.
- Manés – disseram juntas, meio rindo.
- Bom, galera, tá tudo muito bom, tá tudo muito bem... Mas ainda temos um gordo e um burro desacordados. Quer dizer, o Tom e o Danny, óbvio – falou, soltando uma risadinha. – E quanto a você, anão, devia ir descansar logo. Harry ainda pode sair, dar uma volta... Nada muito cansativo, hein?!
Ela foi andando até onde Tom e Danny estavam.
- Hey, , espera, eu vou agora! – disse Dougie em tom infantil, levantando-se e indo atrás da menina. – Até mais tarde, , Harry.
- Até – disseram os dois juntos.
e Dougie caminharam juntos até onde Tom e Danny jaziam desacordados.
- Hmm... Dormiu bem, ? – perguntou Harry, enquanto bebia uns goles d’água.
se sentou, pegou uma banana, descascou-a e deu a primeira mordida.
- É, razoavelmente bem, antes da MANÉ me acordar.
Harry riu. Olhava bobamente para ela comendo a banana. Pegou-se imaginando... coisas.
- Hmm, algum problema? – perguntou . – Você quer?
Em um segundo, ele caiu em si obviamente. Chacoalhou a cabeça negativamente.
- Não, não, obrigado.
deu uma risadinha.
- E você? Dormiu bem?
- Eu dormi bastante bem... com a do meu ladinho – ele começou, fazendo cara de safado, e um olhar sexy. – Mas também fui acordado... por um Dougie confuso e sem noção, que não fazia a mínima idéia de onde estava.
caiu na gargalhada, imaginando Dougie quando acordara, olhando para os lados, totalmente bobo.
- Ahh, ? – chamou Harry descontraído.
- Sim?
- Vamos dar uma volta à beira mar? Eu tô realmente precisando me mexer...
- Ah, se vai te fazer bem... – falou sorrindo.
“CARA! VOU CAMINHAR COM HARRY JUDD!”, ela pensou inocentemente... com um sorriso bobo.
“Com CERTEZA que vai me fazer bem…”, pensou Judd, mordendo o lábio inferior.
- O que acha de irmos agora? – perguntou o menino, tentando disfarçar um sorrisinho malicioso e satisfeito.
- Ah, pode ser – respondeu a menina, nada boba.
- Então, vamos.
Harry se levantou e lhe estendeu a mão para ajudá-la a levantar. aceitou a ajuda e sorriu, afinal, ele era Harry Judd. Eles já caminhavam alguns passos.
- Ah, espera aí – disse o menino parando. Tirou a camisa e jogou-a longe, onde estavam sentados. – Bem melhor agora.
corou suavemente e deu um sorrisinho sem graça. “MEU DEUS!”
Eles se dirigiram a beira mar, começando a caminhar. Eram por volta de nove da manhã.

***

- ? – disse chacoalhando a amiga. – Acorda, Zangosa!
- Hã? Mãe? Que horas são? – Resmungou a menina sonolenta. – ME DEIXA DORMIR!
- Antinha do meu coração, não sou sua mãe! – exclamou rindo.
- O quê?! – disse a Zangosa assustada, sentando-se imediatamente. – Ah, droga! Tinha esquecido que estávamos nesse pesadelo.
- Ah, percebeu, foi? – riu.
- Yeeep – falou , de mau humor.
- Vai, levanta logo, vamos procurar algo pra comer... – disse , levantando-se.
- Eu quero tomar um banho, isso sim!
- Acho que você pode ir... Aliás, DEVE ir, enquanto só tem um menino acordado – refletiu por um segundo.
- Tem toda razão – disse , olhando em volta e procurando suas malas.
- Bom, , eu vou comer.
foi se dirigindo para onde arrumara um café da manhã mais cedo.
- OK, só avise as pessoas que eu fui tomar banho, não quero ninguém lá! – exclamou com a voz histérica.
soltou uma risadinha e concordou com a cabeça:
- Está bem, , está bem.
levava xampu, condicionador, sabonete, toalha e a troca de roupas. Irritava-se só de pensar que deviam estar num SPA naquele momento.
achou ótimo terem comida. Comia muito devagar, mastigando. Não achava nada ruim estarem ali, as quatro amigas estavam juntas. O cenário era maravilhoso. A sorte não podia ter sido maior. Se não fosse o fato de estarem perdidas... Fechou os olhos por um segundo. Pensava muito no futuro. Sabia que aquilo que estavam vivendo era LITERALMENTE uma experiência única. Viveria cada segundo, aproveitando ao máximo. Respirou fundo e resolveu ir ao mar. Afinal, nada a perder, nada a fazer. O biquíni já estava por baixo de suas roupas mesmo. Despiu-se e rumou ao mar.

***

“Ai, droga de mato! Droga de lugar! Droga de vida!” ia resmungando aos tropeços rumo a cachoeira. Ao chegar, timidamente e com cautela, despiu-se e pulou na água.
- AHHHHHHHHHHHHHHHHHHHH!
“Aiiiiin! Por que tá geladaa?!”, ela pensava com voz de criança. “Droga de lugar fuleira, nem pra colocarem aquecedor nesse treco!”

***

- Enfim, pensando bem, não foi nada mal o jatinho ter caído – dizia Harry animado.
- Ah claro, nós somos o máximo! – brincou rindo, cheia de si.
Os dois já estavam descontraídos, caminhando há mais ou menos meia hora.
- Hmm... – começou ele, mordendo o lábio inferior e dando um sorrisinho. – Concordo que você é o máximo...
corou de leve. Ele se sentia o máximo cada vez que via o rubor tomar conta das bochechas da menina.
- Dá pra parar com isso? – a menina pediu rindo, dando-lhe um soquinho.
- Com isso o que exatamente?! – perguntou ele, fazendo-se de desentendido.
- Me fazer ficar vermelha! – exclamou ela, corando mais uma vez.
- Calúnia! Eu não estou fazendo nada! – disse ele, olhando nos olhos da menina, que parou de andar e colocou as mãos na cintura, encarando-o com um sorrisinho desafiador.
Harry, obviamente, não se agüentou, começou a rir.
- Tá bom, eu paro! – Ele riu, olhando para baixo. – Belas pernas – soltou baixinho.
- Harry Judd, eu DEFINITIVAMENTE abro mão de você – disse a menina corando por mais uma vez, rindo.
Os dois continuaram a caminhar. passou a ignorar as tentativas muito constantes de Harry de tentar fazê-la ficar constrangida, sequer reparando nas olhadelas furtivas dele a suas pernas.

***

- Vai, anãozinho, deita logo aí e vê se descansa – disse , indicando o local onde Tom e Danny estavam deitados desacordados.
- Tá bom, mamãe – o garoto falou em tom intencionalmente infantil e meigo, sorrindo.
sorriu para ele e abaixou para dar uma olhada nos outros dois.
- Caramba... – Ela soltou uma exclamação baixa, preocupada.
- Que houve, ? – perguntou Dougie deitado de barriga para cima, com os braços atrás da cabeça.
- Tô preocupada com os meninos, Dougster. Esse pé do Danny e esse arranhão no peito do Tom... – dizia ela baixo, enquanto trocava os curativos de Tom e verificava se Danny tinha febre.
- Calma, , eles vão ficar bem, você vai ver – ele falou em um tom impressionantemente consolador e meigo.
- Ah, Dougie. Se acontecer algo sério com eles, a culpa vai ser toda minha! – deixou escapar meio alterada, com um pingo de desespero audível.
- Hey... Calma. Eles tão em boas mãos – disse o baixinho em tom aconchegante.
Ele se levantou devagar, aproximando-se dela. Passou o braço por seus ombros, acolhendo-a. Ele sentia uma estranha afeição por ela. Não encontrava um motivo especial, talvez por ter cuidado dele enquanto estava mal, a atenção e o tempo que dedicava cuidando de seus amigos, sem ter nenhum motivo concreto para fazer aquilo. E se lembrava dela ter sido a primeira pessoa que viu quando despertara, já acordada, somente os observando.

***

Harry e , já caminhando de volta ao “acampamento”, conversavam animados.
- Mas sério mesmo agora, sem tentativas de te constrangir – disse ele, mirando-a de baixo e dando um sorrisinho. – Muito obrigado pela companhia.
Ela sorriu suavemente, como quem diz “não há de quê”.
Ele se aproximou devagar dela e apoiou a mão em sua cintura. Por um segundo, podia sentir os lábios dele nos seus... na trave. Ela sentiu um forte rubor, misturado com felicidade, alegria, raiva, medo e sabe-se lá o que mais queimando suas bochechas. Harry se aproximava novamente...
- MEEEEEERDA DE LUGAR! – Ouviram uma voz de taquara rachada gritar de algum lugar.
Afastaram-se rapidamente. Olharam para trás, deparando-se com com óculos de sol e um imenso chapéu de praia, caminhando em sua direção, bufando. Sentiram um forte impulso não controlado de rir, caindo na risada.
- Fala, Zangosa! – gritou para a menina, que lhe mostrou o dedo.
Harry riu.
- Ah, que droga de lugar! Onde vou secar meu cabelo? – ela perguntou com voz de manha.
Harry riu novamente. Ele gostava do jeito de , ela definitivamente o fazia ter impulsos seguidos de rir a cada palavra que dizia (o que era bem raro, diga-se de passagem).
Olharam para o lado, e viram vindo correndo em direção a eles, saindo do mar. Judd se controlou até o último fio de cabelo para não comentar nada a respeito das curvas da menina, de biquíni.
- , você ainda tá reclamando? – riu, aproximando-se.
Ela corou imediatamente ao notar a no mínimo forte presença de Harry ali.
- Ehrnnn... Hmmm... Bom, pessoal, vou por uma roupa – disse ela rápido e sem graça.
Ela correu rumo a suas roupas.
- Não sei como ela agüenta entrar nesse mar... – comentou, fazendo uma careta.
- Qual é o problema? – perguntou Harry rindo. Ele não fazia idéia do porquê, mas achava uma graça ela falando.
- Tem sal... – disse ela, fazendo uma careta meiga, como se falasse de um monstro.
- Juuuura, ?! – riu alto e lhe deu um pedala.
- Ai, ai! – Ela esfregou a cabeça, no local onde a atingira. Mostrou-lhe a língua.
Harry riu mais uma vez. Dessa vez, o acompanhou.

***

- Tá melhor, ? – perguntou Dougie, afagando sua cabeça.
- Tô, sim, Dougster, obrigada – disse ela com um sorriso meigo.
Ele lhe deu um beijo suave no topo da cabeça.
- Oun, você é tão gay... – Ela riu.
- GAY?!
- Gay de bonitinho...
- Ahh... Vou levar como um elogio vai – disse Dougie rindo.
Ambos sentiram uma movimentação perto de si.
- Olha, Dougie! O Tom tá se mexendo!
- Finalmente dude! –Dougie falou, aproximando-se do amigo juntamente a .
O gordinho piscava os olhos. Parecia confuso, assustado.
- Eu morri? – Foi a primeira coisa que falou, fazendo os outros dois abrirem sorrisos.
- Hmm, acho que não – respondeu sorrindo.
- Ahh, que bom – disse ele, parecendo realmente satisfeito.
A menina sorriu feliz para ele.
- Como você tá, dude? – perguntou Dougie.
- Com fome dude – respondeu Tom com a voz fraca, dando um sorrisinho cansado. – Definitivamente.
- Doug, vai lá onde tá a comida, pega um das sopas em lata, dá um jeitinho de esquentar, a fogueira pode estar acesa ainda, e me traz. Eu fico com ele – pediu , sorrindo meiga para o menino, que assentiu e a obedeceu sem demora. – E não se esforça muito, tá?
- Volto logo.
- Onde eu estou? – Tom perguntou, tomando o impulso de levantar. – Ai.
- É melhor não se mexer, Tom – disse meio preocupada. – Fica quietinho aí.
- Quem é você? – perguntou ele, meio desconcertado.
- Ah, meu nome é . Vou te explicar... – começou ela.
Ele pareceu relutar por um segundo, mas logo assentiu.
- O jatinho em que você estava caiu. Nós estamos numa ilha desconhecida. Harry e Dougie já acordaram, e Danny está desacordado. Nós vamos cuidar de você. – Ela disse o mais devagar possível. – Seria melhor deixar os detalhes pra mais tarde, não acha?
Ele abriu e fechou a boca várias vezes para falar. Parecia estar assimilando toda aquela história. Deu um sorriso, cansado, fraco e disse por fim:
- Prazer, . Tom.
- Prazer, Tom – disse a menina, feliz como sempre.
- Ai, tô com fome.
riu.
- Já pedi pro Dougie ir buscar algo pra você comer. Mas vai ser só sopa, não quero ninguém passando mal aqui...
Ele sorriu.
- Obrigado.
- Nada. E falando em fome... – mexeu em sua mala, de onde resgatou um dos seus pacotes de bisnaguinhas.
- Ah, tortura! Eu quero! – disse ele com voz de manha.
- Sem chance. – riu.
- Ai... – Ele gemeu baixinho. – Minha cabeça... Tá girando... Ai... Minha cabeça... – Ele foi falando, cada vez mais baixo. – Girando... Ai...
- TOM, CALMA, TOM! – Ela se aproximou rápido.
Ele desmaiara.
- Tom! – ela chamava, com a voz alterada, mas era inútil.
- AHÁ! – Ele deu o bote, roubando o pacote de bisnaguinhas da mão da menina.
Ela parou por um instante, absolutamente possessa.
- HEI, Thomas! Você não tem vergonha?! Golpe baixo! – riu. – E você vai passar mal, tô avisando...
- Só uma... – ele dizia, tentando enfiar duas de uma vez na boca. Ela arrancou o pacote de suas mãos. – Má. Cruel – ele falou de boca cheia, tentando sorrir.
Dougie apareceu com a sopa.
- Pronto, Fat-Guy, agora você pode encher sua pança. – Dougie entregou a lata nas mãos de . – Tá quente, cuidado.
A menina abriu a sopa, e fez Tom começar a comer.
- Mas é ruim... – Reclamava ele, fazendo careta feito bebê.
- Come, você tá muito fraco.
- Mas eu quero bisnaguinhas... – disse ele, fazendo cara de triste.
- Ah, gordinho, qual é, vai! Você sempre come qualquer coisa que vê pela frente, pára de manha. – Dougie abriu um sorrisinho feliz.
Ouviu-se barulhos vindos da mata. Eis , , Harry e .
- DUDE! Que bom que você acordou! – exclamou Harry feliz, aproximando-se.
- É, dude, acho que tô bem melhor – respondeu Tom, com a voz meio fraca, mas bem.
Harry sorriu feliz.
Dougie olhava para e e se perguntava porque não as tinha visto antes.
- Tom, essas daqui são as meninas: , e – apresentou Harry, apontando para elas.
- Desde quando o Dougie tá acordado? – perguntou , sussurrando para .
- Sei lá eu também! – respondeu a menina rindo.
- Ah, meninas. , Dougie, Dougie – começou , lembrando-se – , Dougie, Dougie .
O anão se aproximou das meninas com um sorrisinho feliz e educado, dando-lhes beijos na face de cumprimento.
- Hey, por que o Fletcher pode comer as bisnaguinhas e nós não?! – perguntou Harry, mirando .
- Não pode, não! – disse , olhando imediatamente para Tom, que foi pego em flagrante comendo novamente as bisnaguinhas. Ele bagunçou o cabelo e fez cara de anjo.
- Eu? – ele arriscou.
As meninas riram.
Dougie e Harry se sentaram ao lado de Tom, entretendo-se em contar com detalhes tudo que acontecera, inclusive as partes de como as meninas chegaram à ilha, o resgate, e etc. As meninas se entreteram conversando e arrumando as coisas, afinal, estava tudo uma bagunça.
O dia se passou impressionantemente rápido, dando lugar a uma linda noite. O céu estrelado em contraste com a lua cheia refletindo no mar dava um clima extremamente tropical ao lugar, que remetia as meninas o Brasil.
As quatro haviam tomado banho pouco antes de escurecer, e os meninos, de tanto insistirem que estavam bem o suficiente para isso, foram também. Depois que elas voltaram, obviamente.
Todos interagiam bem, exceto talvez por , que dedicava cem por cento do tempo a cuidar do burro desacordado, Danny Jones.
Tudo estava bem. Haviam construído uma nova fogueira, bem maior que a da noite anterior, grande o suficiente para iluminar e fornecer calor.
Tom com esforço, não muito, mas esforço, sentava-se ali com Dougie, que também se esforçava, Harry, que já estava bem, , e .
O gordinho meigo Tom tocava violão, ainda meio fraco. Só podia comer sopa, apesar de lutar com até a morte por comida decente, e devia beber muita água.
Dougie sentia seu corpo arder suavemente quase o tempo todo, graças a seus pequenos mas muitos cortes pelo corpo, cujos curativos deviam ser trocados constantemente.
Logo, teriam que construir um abrigo decente. Não parecia que conseguiriam sair dali tão cedo. Impressionantemente, ninguém estava preocupado com isso. Estava tudo tão bom daquele jeito...
- Toooom! – começou feliz. – Toca All About You?!
O menino deu um de seus fofos sorrisos de covinha. Adorava aquela música, e naquele pequeno intervalo de tempo, já adorava também. Ele tomou fôlego, e começou alegre:

“It's all about you (it's all about you)
It's all about you baby (it's all about)
It's all about you (it's all about you)
It's all about you...”
Ele sorriu feliz e meigo para as meninas. Dougie se mexia de um lado para o outro, fazendo uma dancinha, interpretando a música e cantarolando junto, acompanhado por Harry. Impressionantemente em sincronia.

“Yesterday you asked me,
Something I thought you knew
So I told you with a smile
It's all about you”

“Then you whispered in my ear
And you told me too
Said you make my life worthwhile
It's all about you...”

- ...Caramba, eu simplesmente não tinha me tocado. Eles são o McFly, os caras que nós sempre sonhamos em conhecer... – exclamou em volume inaudível para os meninos uns dois metros longe. – E agora eles estão bem aqui, tão, tão perto!
- Pois é. Se alguém me falasse que eu estou sonhando agora, eu não duvidaria – concordou , voltando seu olhar ao trio cantante e dançante.
- É estranho como eles parecem normais – disse , meio rindo. – Lembra como nós achávamos que íamos pirar se os conhecêssemos algum dia?
- É, eu nem tinha pensado nisso... – começou . – Mas a situação ajudou também, não é? Afinal, nós sequer tínhamos percebido que eram eles no começo.
- Também, né, a grande preocupação eram os passageiros, independentemente de quem raios eles fossem – falou, sorrindo meiga.
- Ai, Harryzinho lindo! – sussurrou , apertando as próprias bochechas.
Ela sentiu algo atingindo sua cabeça.
- “Harryzinho” é gay, hein?! – Ouviram a voz conhecida de dizer, atrás delas.
- Ah, apareceu a margarida! – disse animada. – Olá, !
- Largou o Jones, é?! – perguntou , dando um sorrisinho.
- Ahh... Não podia deixar de vir ver meu Tommy-Boy – a menina falou, mirando o loiro com voz sonhadora, os olhinhos brilhando. – Quando eu o ouvi começar a tocar, achei que estava sonhando...
As outras três caíram na risada.
- It's all about... yoooooou – Tom terminou a música e sorriu.
acenou para as meninas e voltou para cuidar de Danny.
- Meu Deus, eu conheço essa música... – disse , quando Tom começou com um dedilhado.
- Ah... Não é possível – falou com os olhinhos brilhando.
- Será que ele vai... – começou .
- HERO! – exclamaram as três juntas.
- Vaaaai, Judd, pára de ser mala... – disse Tom, parando de tocar, ao ver que o menino não começara a cantar no tempo certo.
- Não, não... – dizia o menino, sem graça, sério.
- Vai, Harry, pára de frescura, bebê! – Dougie riu, apertando-lhe as bochechas.
- Ah, cai fora, anão. – Harry tirou a mão de Dougie de perto de seu rosto, meio rindo. – Canta Ignorance, você então!
- Eu canto se você cantar primeiro – disse Dougie em tom infantil e triunfante.
Harry revirou os olhos e assentiu com a cabeça para Tom. O loiro começou novamente com o dedilhado. Harry começou a cantar. As meninas quase morreram... literalmente. Ele era MUITO lindo. Harry Judd: o sonho de toda e qualquer garota.

***

- , você tá aí? – ouviu a voz de alguém chamar.
- Hei, quem tá aí?! – ela perguntou imediatamente.
- Calma, , sou eu – disse Dougie, saindo de trás de uns arbustos.
- Ai, que susto, Doug. Sei lá quem eu imaginei que era... – A menina sorriu de leve.
- Ahh, que gay. – Ele riu.
- HEI! – Ela também riu. – Minha fala!
- Nhé, nhé, nhé... – cutucou Dougie, fazendo caretas.
- Ah, fica na sua aí, little Poynter! – A menina lhe mostrou a língua.
- Ah, é?! Vem aqui ver o LITTLE Poynter – disse ele, com cara de tarado.
- UI! Meu Deus, que medo!
- Bom mesmo!
Ele a olhou com cara de poucos amigos.
- Na verdade só queria saber se estava tudo bem – ele disse meio tímido.
- Ah, fica tranquilo, tá tudo ótimo – respondeu ela com um sorriso simpático.
- Ah, então tá... – Ele ia saindo, tímido. – ?
- Sim, Doug.
- Vamos comigo dar uma volta mais tarde? Sei lá, a noite tá tão bonita e...
- Ah, vou sim, Dougster! – disse ela com um sorriso meigo.
Ele sorriu abertamente, acenou e rumou até a fogueira novamente.

***

- E aí, , gostou da música? – perguntou Tom, aproximando-se da menina.
- Oi, Tom! Oun, foi tão bonitinho! – disse a menina, apertando as próprias bochechas.
O loiro sorriu.
- Que bom que você gostou!
- Ah, parece tão sonho nós estarmos aqui... – a menina comentou feliz – Sei lá, vocês são o McFly! Nunca poderia imaginar!
- Acredite, nem nós poderíamos imaginar – o menino falou, dando um sorriso de covinha.
- Claro, vocês são burrinhos! – riu.
- Burrinhos, é? – perguntou Tom com uma voz ameaçadora. – Ah, , você vai desejar nunca ter dito isso...
- NÃO, NÃO! Por favor! – ela dizia, já rindo.
Ele tomou impulso e começou a fazer cócegas nela.
- AHH! SOCORRO! – ela gritava, debatendo-se e rindo.
-Ah, socorro, é?! – ele dizia, rindo também, pelas caras e bocas da menina. – Socorro nada!
- EU DESISTO! VOCÊS NÃO SÃO BURRINHOS!
ria muito. Era impressionante como, às vezes, ela parecia uma criança de cinco anos.
- Talvez seja tarde demais para desistir – Tom falou com cara de mau.
- POR... FAVOR! – disse ela, sem fôlego de tanto rir.
- Ahh, com esse “por favor” fica difícil resistir... – Ele sorriu e parou com as cócegas.
- AI, morri agora – ela falou, tomando fôlego.
- Ah, desculpa. Eu não resisti.
- Ah, tudo bem. – riu novamente.
- Oun, você é tão meiguinha... – disse Tom com um sorriso besta.
Ela sorriu, corando, meio sem graça.
- O que você acha de entrarmos no mar amanhã? – o loiro sugeriu, descontraído.
- Ah, pode ser – concordou, sorrindo de leve (o que houve com “como ela consegue entrar nesse treco?! Tem sal”?).
- Então amanhã de manhã, quando eu acordar, te chamo e nós vamos, ok?
- Tá bom – ela disse com uma carinha feliz.
- Você é muito linda – ele falou, dando-lhe um beijo na face.
Ela corou feliz por mais uma vez.

***

- Hmm... Milagre te encontrar sozinha. – ouviu uma voz rouca dizer em seu ouvido.
- Ai, Harry, que susto! – disse a menina, dando-lhe um tapinha.
Ela tinha ido buscar uma blusa em suas coisas, que estavam meio afastadas de onde todos estavam.
- Nossa, sou tão feio assim? – ele perguntou, com um sorrisinho malicioso.
- Não, seu besta! Você me assustou mesmo. – Ela sorriu.
- Ah, bom... Mas o que você veio fazer aqui?
- Tô com frio. Vim buscar uma blusa... – disse , abaixando-se em direção a sua mala.
Harry colou seu corpo no dela. Ela o sentiu por trás dela, muito perto. se levantou rápido, o que fez Harry puxá-la para mais perto. Podia sentir a respiração dele em seu pescoço.
- Tá com frio ainda? – ele sussurrou em seu ouvido.
Elas respirou fundo. Não conseguiria responder. Suas pernas bambeavam... Ela sentia os lábios mornos dele tocando seu pescoço agora...
Ele a virou com agilidade e a encostou numa árvore. Aproximou-se devagar, rumo a sua boca. Quando praticamente sentia os lábios dele nos seus... ele desviou. Na trave de novo. Ela não sabia o que fazer. Sua respiração estava acelerada.
- Agora que você não está mais com frio, eu já posso ir... – disse ele baixo em seu ouvido.
Beijou-lhe suavemente o pescoço e rumou, sem sequer olhar para trás, de volta à fogueira.
“Meu Deus, ele quer me deixar maluca. Só pode” pensou consigo mesma. Respirou fundo, pegou sua blusa e rumou de volta à fogueira.


Capítulo 4 – Uma longa noite...

- , será que você poderia me fazer um favor? – pediu Dougie, aproximando-se da menina, que estava sentada sozinha, tocando concentrada seu violão para si mesma.
- Fala, Poynter...
- Hmm… Você pode ficar com o Danny mais tarde...?
o encarou com um sorrisinho debochado.
- Por favor...? – disse ele, fazendo seus olhinhos brilharem, com uma carinha inocente e desamparada.
A menina bufou e revirou os olhos.
- Está bem, Dougie. – ela falou tranqüila. – Mas não pense que foi pela sua cara de cachorro pidão, porque não foi – acrescentou a menina ao ver que o rosto do anão se iluminara com um sorriso cheio de si.
- Eu não disse nada... – Dougie sorriu meigo. – Muito obrigado, viu?
- Por nada, Dougster, mas não acostuma – também sorriu.
- Pode deixar, não vou acostumar. E… o que você tava tocando mesmo?
- Ah, nada demais – começou a menina tímida. - Tava só vendo se eu lembro de algumas músicas de cabeça, ou uns exercícios pra treinar agilidade...
- Nossa, eu nunca tive paciência pra exercício nenhum – comentou Dougie.
- Na verdade, nem eu, mas como não tenho definitivamente NADA pra fazer... – disse , focando-se novamente em seu violão.
Ouviram um barulho vindo do mato.
- Olá pessoas. – Ouviu-se a voz rouca de Harry Judd invadir o local.
- Alô, dude – Dougie falou simples e feliz.
- Olá – respondeu doce e tranqüila.
- Hmm... Tão fazendo o quê? – perguntou o recém-chegado com simplicidade.
- Nada demais – contou concentrada, com um tom entediado escondido em sua voz.
- Eu tô olhando a tocar – disse Dougie animadinho.
- Hmm... – Harry sorriu.
- Harry, você viu a por aí? Ela foi buscar uma blusa, tá demorando – comentou .
- A ? É, nós nos esbarramos por aí agora a pouco... – ele falou, com um sorriso quase imperceptível, algo lhe soava cômico. – Ela já deve estar chegando.
- Ah, que bom – disse entediada.
Um longo momento de silêncio se passou.
Nenhum dos três parecia ter nada para falar, sem se incomodar com isso.
Pouco depois, ouviu-se um barulho vindo da mata.
- Olá, pessoal – disse , aproximando-se do trio, um pouco ofegante.
- Oi, – os três responderam juntos, desanimados.
- Hmm... Já vi que tão animadas as coisas por aqui – a menina foi sarcástica, fazendo um joinha.
- Nossa, demais – disse , rindo do comentário da amiga.
- Caramba, não é possível, vamos arrumar algo pra fazer! – falou, tentando estimular os outros.
Harry lhe lançou um olhar malicioso, do tipo “ eu sei bem o que nós poderíamos fazer”, o que fez a menina corar e desejar não ter dito aquilo.
- Hmm. Mas o quê? – Dougie perguntou.
- É, o quê? – concordou Harry, sem olhar para desta vez.
- Ahh... O quê? – disse .
- O quê...? – falou, sem resposta. – Não faço a mínima idéia.
- Nem eu – concluiu Dougie.
- Muito menos eu – disse .
Harry somente suspirou.
Do nada, como sempre, ouviram um estrondo, seguido de uma voz em tom alto e animado:
- OLÁ, UVAS! – disse , pulando no meio deles, super feliz.
- ! Que bom você por aqui! – Harry falou impressionantemente, levantando-se e abraçando a menina com força. – Preciso falar com você... – ele sussurrou em seu ouvido enquanto o fazia.
- OK – respondeu baixinho.
- Agora. – Ele não a largara.
- Tá, vou dar um jeito – ela murmurou.
- Nossa, hot esse abraço, hein?! – brincou , vindo de sabe-se lá de onde, juntamente a Tom.
- Huuum... Hot devia ser o que você e o gordo aqui estavam fazendo ali atrás – zoou Dougie, fazendo todos rirem e Tom corar de raiva.
- Cala a boca, anão, não estávamos fazendo nada – disse o loiro, revirando os olhos.
- UI! – brincou Harry rindo.
- Nhé, nhé – resmungou Tom, mostrando-lhe o dedo e rindo logo em seguida.
Ele e se sentaram perto de Dougie, e . permanecia em pé.
- Bom, pessoal… Só vim ver se estava tudo bem por aqui. – Ela sorriu. – Vou voltar para cuidar do Danny.
- Tá bom, soneca. – riu.
- Tá bom, gordinha – acrescentou , piscando para .
- HEY! – exclamou , mostrando-lhes a língua e saindo rumo pelo mesmo caminho que viera.
- Espera aí, , acho que vou com você! – exclamou Harry, saindo apressado atrás da menina.
Assim que a alcançou, passou seu braço pelos ombros da menina.
Os dois caminharam alguns passos em silêncio.
- Fala, Judd – disse , já que já se aproximavam de onde Jones jazia desacordado.
- Amo quando você me chama de Judd... – ele falou baixo, dando um sorrisinho sexy.
- Uhhh... – exclamou brincalhona.
Ambos deram mais alguns passos e se sentaram frente a frente, ao lado de Danny.
- Eh... Eu queria te perguntar uma coisa – disse o menino, olhando-a fundo nos olhos, sem vacilar.
- Fala, Judd maravilha.
- A ... faz mais o tipo... romântica? – ele arriscou, como quem não quer nada sério.
- Ahn... LITERALMENTE, não – respondeu rindo, direta.
- Hmm... Bom saber – disse ele, mordendo o lábio inferior.
riu.
Ela se voltou para Danny, tendo que trocar sua camisa, encharcada de suor, de febre.
Um silêncio caiu sobre os dois.
- Estranho. Você não vai me perguntar por que a pergunta? – ele questionou, levantando uma sobrancelha.
- Hmm... Não? – Ela riu.
- Por quê? – arriscou ele com cuidado.
- Não vou me meter na sua vida, oras – ela disse, com um sorriso meigo.
- Mas... se importa de ouvir?
- Obviamente que não – falou, com um sorriso pilantra.
Harry sorriu igualmente para ela e se pôs a contar tudo que acontecera, desde a caminhada na praia.

***

- Ah, pessoal, mas que tédio! – exclamou do meio do nada, fazendo os outros pularem. – Qual é, vamos fazer alguma coisa!
- Ah, claro... O quê? – perguntou Dougie, sem ânimo algum.
- Sei lá, usem a criatividade! – exclamou a menina novamente, inconformada.
- Ai, tô com fome – reclamou Tom.
- Tom, às vezes, você é idêntico a comentou rindo. - É, vocês dois são gordos, só falam de comida, falam só besteiras, essas coisas... – provocou , piscando para , com um sorrisinho mau.
- HÁ-HÁ-HÁ. Muito engraçado! – disse o menino irônico.
sentiu sua cabeça ser atingida.
- Ah, mas não é possível! Quando não é a , é você, Tom, meu Deus! – lamentou ela, esfregando o local previamente atingido.
riu.
- Se ferrou... – A menina riu, mostrando a língua.
- HÁ-HÁ, como você é engraçada, – respondeu , com um meio sorriso.
- Ah, obrigada – disse meiguinha, colocando as mãos no joelho.
- Oun... – Tom abraçou a menina.
trocou olhares com . As duas realmente se seguraram para não rir.
- Hey, dudes, get a tree – Dougie falou feliz.
- Get a tree? – Tom questionou confuso.
- É, onde você vai “get a room” no meio de uma ilha deserta?! – perguntou o menino, como se fosse óbvio.
(N/A: “Get a room” é uma expressão que as pessoas usam, tipo, arrumem um quarto. Tree: árvore.)
- AI, QUE MERDA! – exclamou Tom rindo inconformado. – Baixou o Jones aqui, não é possível! – concluiu ele, dando um pedala em Dougie.
- AIAI! Caramba, gordo! Doeu! – reclamou o anão, esfregando a cabeça.
As meninas riram.
- Ahh, Poynter, aquela foi muito péssima, mereceu, vai – Tom falou, tentando se redimir pela força com a qual acertara Dougie.
- Não foi nada! – o outro respondeu, fazendo biquinho e cruzando os braços feito uma criança.
- NOSSA! Igualzinho à quando fica brava! – exclamou , apontando para o menino e caindo na gargalhada.
- NOSSA, IGUAL! – concordou, mirando Dougie e rindo também.
- Não tá, não! – disse , fazendo biquinho e cruzando os braços feito criança, exatamente igual a Dougie segundos antes.
Todos se entreolharam e, sem conseguirem segurar, caíram na gargalhada.
- É IGUALZINHO, SIM! – exclamou o próprio Dougie, rindo.
- Ahh, gente, não fala, senão ela fica zangozinha – disse , fazendo bico.
lhe mostrou a língua.

***

- E foi isso – Harry concluiu toda a história.
- Meu Deus, Judd, você vai literalmente deixá-la maluca! – riu.
- Hmm... Quem sabe – disse ele, mordendo o lábio inferior.
riu novamente.
- Há! Tive uma idéia! – exclamou a menina empolgada no meio do nada. – Hoje à noite, eu e o Dougie vamos dar uma volta. Que tal se você...
começou a contar sua idéia.

***

- Hmm... O Harry e a tão demorando... – comentou Dougie meio inseguro. – Acho que vou lá dar uma olhada. Vai que aconteceu alguma coisa...
Ele se levantou.
- É, é mesmo – concordou . – Eu vou também.
Ela também se levantou.
- Ahh, ok – disse Dougie, sorrindo meigo. – Vamos.
Os dois saíram juntos até o caminho que levava a onde Danny estava desacordado, deixando para trás Tom, e .
Caminharam por alguns minutos sem dizer nada; não se incomodavam com o silêncio, afinal, conversa poderia trazer perguntas inconvenientes. Nenhum dos dois queria realmente admitir, nem para si mesmos, o REAL porque de estarem indo atrás dos outros dois.
- Aí, sim, você fica com ela – concluiu , sorrindo radiante.
- , você é um gênio! – exclamou Harry, sorrindo malicioso para ela.
- É, eu sei – disse a menina rindo.
O menino lhe deu um pedala.
- AI, OW! – reclamou, mostrando-lhe a língua e esfregando a cabeça.
Harry sorriu para ela, olhando fundo em seus olhos. Perderam-se ali por um segundo, olhando nos olhos um do outro, sorrindo.
Ouviu-se, de repente, um barulho.
- AHÁ! Achamos vocês! – exclamou Dougie feliz, saindo por entre umas árvores.
- Alô, dudes – disse Harry simples.
- Olá – falou normal.
- Hmm... Harry, , aproveitando... Vocês se importam de ficar aqui com o Danny um tempo? É que eu e o little Poynter aqui vamos dar uma volta, a noite tá tão linda... – disse num tom intencionalmente descontraído.
- Hmm... Está bem – Harry aceitou, dando a um sorrisinho quase imperceptível.
Os três olharam para em busca de sua resposta.
- É... Por mim, tudo bem também. – A menina deu de ombros.
sorriu feliz para os dois.
- Obrigada.
- Nada – responderam os dois juntos.
- Então... Vamos, ? – perguntou Dougie, sorrindo, pela primeira vez, maliciosamente para a menina.
Ela o mirou, levantando as sobrancelhas e sorriu suavemente.
- Mané. Vamos.
Ele a puxou para o lado oposto de onde viera. Queria um lugar vazio.
o sentiu passar o braço por seus ombros.
e Harry os observaram desaparecer ao longe.
Um longo silêncio se seguiu para os dois.
Harry se acomodou.
- Enfim sós – ele disse baixinho.
- Não tão sós assim – falou, apontando para Danny desacordado.
Harry riu.
- Acho que ele sinceramente não vai se incomodar – Judd falou ainda baixinho, mirando a menina de baixo, sexy.
olhou em volta da pequena clareira. Era meio oval o espaço que haviam achado um ou dois dias antes, pequeno e aconchegante. A visão não era encoberta por uma árvore sequer, e a lua cheia brilhava no céu.
- Bela noite – comentou a menina, enquanto olhava para cima.
Um segundo de silêncio se seguiu.
- Com certeza – Harry respondeu, parado exatamente atrás dela, sussurrando em sua orelha.
deu um pulo. Como RAIOS ele fora parar ali?
- Hei, calminha... – disse ele, puxando-a por trás, pela cintura.
Ela não respondeu. O efeito Judd caíra sobre ela.
Ele lhe beijou o pescoço.
- Não vai dizer nada? – perguntou ele provocante, trazendo-a para mais perto, ainda sussurrando.
Ela não conseguiu responder. Estava totalmente sem fôlego. Por mais ar que inspirasse, parecia não ser suficiente.
- Vou levar seu silêncio como um sinal de que posso continuar – sussurrou ele, dando um sorrisinho malicioso. – Estou certo?
chacoalhou negativamente a cabeça.
- Ahh... Você não quer? – Ele continou sussurrando em seu ouvido.
Ela respirou fundo.
- Não – ela conseguiu finalmente dizer.
Ele a virou para si, encostando-a numa árvore. Olhou fundo em seus olhos e se aproximou lentamente, parando a pouco mais de centímetro de seus lábios.
- Tem certeza? – ele sussurrou.
tomou fôlego. Ela queria. E queria muito.
Chacoalhou negativamente a cabeça.
Ele deu um sorrisinho.
- Ótimo. – Ele deu um sorriso malicioso.
Olhou-a fundo nos olhos. A ficha de caiu. Qual era a de ficar parecendo uma menininha inocente?! Sem chances.
Ela deu um sorriso malicioso dessa vez.
Passou os braços agilmente pelo pescoço de Judd, que se surpreendeu por um segundo.
- Te peguei, Harry – disse ela com um sorriso mau.
Ela se aproximou devagar, roçando os lábios nos dele.
Fazia movimentos devagares, fazendo-o tremer de vontade.
Continuou com a brincadeira por alguns segundos, rindo das caras do homem a sua frente.
Desviou-se de sua boca, mordiscando-lhe o lóbulo da orelha.
- Ai... – Ele gemeu baixinho.
sorriu satisfeita. Queria vê-lo vir com gracinhas de novo.
Ele, por sua vez, decidiu assumir o controle novamente.
Tão rápido quanto ela reagira, ele a segurou pelos cabelos com força, olhando-a fundo nos olhos por mais uma vez.
Sorriu novamente antes de capturar seus lábios, em um beijo quente e intenso.
, pega de surpresa, cedeu.
Ela se perguntava como, em uma ilha deserta, sem perfume algum, ele ainda cheirava tão bem.
Estava perdida no beijo, quando ele delicadamente se afastou e sentou ao lado de Danny.
Bateu a mão no chão ao seu lado, indicando para ela se sentar, sorrindo meigo dessa vez.
Ela correspondeu o sorriso e se sentou ao lado dele, que agilmente a envolveu e a beijou novamente.
Ele, delicadamente, deitou-a devagar, passando as pernas por cima de seus quadris.
Ela sentia as mãos dele já por baixo de sua camiseta, fazendo círculos em sua barriga.
Continuaram se beijando por algum tempo.
Se ele havia tentado deixá-la louca, aquela era sua vez.
Devagar, tirou a mão dele de sua pele e se sentou novamente, sorrindo para si mesma.
Ele se desorientou um pouco, mas logo entendeu.
Se eram joguinhos que ela queria, eram joguinhos que ela teria.
Seus lábios estavam tão próximos e tão distantes ao mesmo tempo...

***

- Hey, little, onde nós vamos? – perguntou , depois de andarem já há algum tempo.
- Surpresa. Eu quero te mostrar um lugar que eu achei – disse o menino meigo, sorrindo para ela e olhando-lhe nos olhos.
A menina sorriu de leve.
Ele sorriu animado para ela.
Continuaram a caminhar, indo para uma parte da mata que não conhecia.
Apesar do escuro, era distinguível pela luz da lua os lugares pelos quais passavam.
Andavam desviando dos galhos, pedrinhas e troncos pelo chão.
Por alguns minutos, a floresta parecia densa demais, e se perguntava se Dougie sabia realmente onde estava indo.
Estava na dúvida se perguntava ou não, mas quando decidiu por perguntar; notou que as árvores começavam a ficar mais espaçadas, e o chão com menos “obstáculos”.
Andaram por poucos minutos mais, e Dougie parou.
- É aqui – disse ele com um tom ansioso na voz.
Olhou-a nos olhos, sorriu e afastou alguns arbustos em sua frente.
Deu-se a visão de um lugar absolutamente lindo.
Era aberto, suavemente iluminado pela luz da lua cheia.
Caminharam alguns passos, e se descobriu em uma enorme pedra, plana, uns cinco ou sete metros acima do nível do mar.
Era possível ver grande parte da praia, com areia branca e fina.
O céu pontilhado de estrelas e o mar tranquilo se encontravam no horizonte.
O som das ondas passava tranquilidade, aconchego.
O clima quente era apartado pelo suave maresia, que trazia com si um cheiro doce.
Chegava a ser perfeito.
- Hmm... ? Você gostou? – Dougie perguntou inseguro. Talvez a tivesse trazido no lugar errado. Vai ver ela não era exatamente o tipo de garota que gosta de praia e paz.
- Se eu gostei? – começou a menina, virando-se e olhando fundo nos olhos azuis do pequeno. – Dougie, é o lugar mais lindo que eu já vi... – concluiu , sorrindo bobamente e olhando em volta.
Ele soltou um suspiro de alívio.
- Mas, como você achou isso aqui?
- Ah, eu tava dando umas voltas por aí, achei... e gostei – respondeu ele com simplicidade.
- Oun, Little Poynter, é perfeito! – disse feliz, com um sorriso sapeca.
- Já falei que você vai ver o Little Poynter, – ele falou, mordendo o lábio inferior e dando o mesmo sorriso que ela.
- Hmm... Duvido que seja tanto assim, hein? – Ela riu.
- Eu não me importo nem um pouco de te mostrar – disse ele com a mão no cós do shorts, falando sério.
- Não! Dougster, eu tava brincando! – exclamou, sem saber se ria ou não.
Ele a mirou e caiu na risada.
- Não acredito que você caiu! – disse ele rindo.
- Ai, seu mané! – Ela lhe deu um pedala.
- AI! DOEU! – ele reclamou com voz de manha, esfregando a cabeça.
riu.
- Olha só esse céu – ela falou distraída.
- , deita aqui – disse Dougie, deitando-se no chão e indicando para apoiar em seu ombro, por cima do braço.
sorriu suavemente e o fez; ele a abraçou forte.

***

Tom tocava violão e cantava para e , que estavam morrendo de tédio ali.
Harry e há muito haviam sumido, e eles sabiam que e Dougie tinham ido dar uma volta.
- Ah, eu vou dormir – disse , se levantando e se espreguiçando. – Boa noite.
- Hey, , espera aí, eu também vou – Tom falou, também se levantando. – Fica com o violão, .
O menino lhe entregou o violão e saiu atrás de .
- Ah claro, que maravilha. – bufou. – Nem cuidar do Danny eu fui. Pelo menos, tenho o violão.
Ela deu de ombros e começou a tocar.
caminhava sonolenta, mas depressa.
- Hey, , espera! – Tom chamou a menina.
- Fala, Tom – disse a menina meiga.
- Eu só queria te dizer... – Ele se aproximava dela devagar. – Que adorei te conhecer... – Estava muito próximo. – E só queria fazer... – Seus narizes se encostavam.
estava sem ar.
- Só queria fazer... isso.
Tom se aproximou rápido, envolveu-a com delicadeza e colou seus lábios nos dela.
A menina se sentiu confusa por um ou dois segundos, não sabia se correspondia ou não. Mas não demorou muito, sua dúvida passou.
Passou os braços pelo pescoço de Tom, que a puxou com mais vontade pela cintura, colando os corpos.
Eles se beijavam com intensidade, as mãos dele delicadamente percorrendo as costas dela. Aceleraram o beijo por alguns instantes e, logo depois, reduziram para um ritmo constante.
O loiro parou por alguns instantes, voltando-se para o pescoço de .
Ela sentia os lábios úmidos e mornos dele por ali, suaves.
Ele a olhou fundo nos olhos, mordiscou-lhe o lábio inferior e colou a testa na dela.
- Você não sabe o quanto eu precisava fazer isso... – ele sussurrou, com um sorrisinho nos lábios.
A morena sorriu.
Ele se inclinou e lhe deu um selinho.
- Boa noite, .
- Boa noite, Tom – ela disse envergonhada; tudo tinha sido muito rápido.
Ela se virou para continuar seu caminho até sua “cama”, mas depois de dois passos, sentiu algo lhe puxando o braço firmemente.
- Só mais um pouquinho, vai – o loiro sussurrou em seu ouvido, puxando-a na direção beira mar.
Entre beijos e carícias, os dois se sentaram na areia perto do mar.
Ela sentia as mãos quentes dele por debaixo de sua blusa, em sua cintura, segurando-se forte perto dele.
A língua morna invadindo sua boca, a cada vez com uma intensidade diferente, espalhando um gosto doce.
Ela se viu sentada em seu colo, envolvendo-o pelo pescoço.
Ele sorria meigo, distribuindo-lhe suaves beijos pelo rosto.
Ela sorriu de volta, dando-lhe um selinho demorado.
Ele a puxou com agilidade para perto, aprofundando o beijo por mais uma vez, trazendo-a mais para perto do que era imaginável ser possível.
Sabe-se lá por quanto tempo mais continuaram ali...

***

- Bom, Harry, acho que vou dormir – disse descontraída, dando-lhe dois tapinhas no peitoral e parando de beijá-lo.
- Ahh, não vai, não... – ele pediu, mordiscando-lhe o lóbulo da orelha. – Não vai me deixar nesse estado.
notou um volume nas calças de Harry. Caiu na risada.
- Você ri?! Isso aqui, – ele apontou para baixo – é culpa sua!
- Ahh... Não é nada, você é que é louco! – Ela riu.
- Sou louco, é? – ele falou baixinho em sua orelha.
Ela afirmou com a cabeça.
- Hmm... Vamos ver... – disse ele, mordendo o lábio inferior.
Rapidamente, passou as pernas por cima da cintura de .
Deitou-a e a segurou os braços acima da cabeça.
- Agora, sim... sou louco – ele sussurrou em seu ouvido.
Beijava-lhe o pescoço. Olhou para os lados para ter garantia que não vinha ninguém (exceto Danny, desacordado ali do lado, desconsiderado).
Harry tirou a camisa.
- Agora, sim, sou louco – sussurrou novamente no ouvido dela.
Beijou-a intensamente, percorrendo-lhe todo o corpo com as mãos.
tomou fôlego.
- Tá legal, agora, sim, você é louco – disse baixo, apoiando as duas mãos no peito do menino, e o empurrou. Ele caiu pra trás. – Mas agora acho que vou indo – ela concluiu, dando um sorrisinho malicioso, e se levantou.
Harry se levantou rápido, indo atrás dela. Puxou-lhe pelo braço e foi direto ao pescoço.
o sentiu beijar seu pescoço, e uma ligeira dor que logo passou.
- Só pra você ter um trabalhinho e não esquecer de mim tão cedo... – ele sussurrou, dando um sorrisinho safado.
apalpou seu pescoço. Tinha certeza que estava roxo.
- Seu gay! – ela falou, dando-lhe um tapa no braço.
Ele deu um sorriso malicioso e satisfeito.
- Não resisti... – disse ele, envolvendo-a pela cintura. – Prometo que não faço de novo.
- Bom mesmo.
Ele a beijou com vontade.
- Boa noite, – ele falou, com um sorriso nos lábios.
- Boa noite, Harry – a menina respondeu. – E, ah, é. Cuida do Jones aí – ela concluiu, apontando para o menino desacordado logo ali.
Caiu na gargalhada ao ver a cara do menino.
Ela piscou para ele e saiu andando, sem olhar para trás.
- Vai ter troco, gracinha – ele avisou para , já alguns passos longe.
- Tô esperando, coisa fofa. – Ele a ouviu responder.

***

- Olha, , parece uma flecha aquela constelação ali! – disse Dougie, apontando para o céu.
- Claro que parece, anãozinho, é o Cruzeiro do Sul. – sorriu.
- Ahh, mas como eu ia saber?!
“Terminando o colegial...” pensou a menina, rindo.
- Melhor deixar pra lá, Dougster... – ela falou, ainda rindo.
Ele abraçou a menina. Os dois continuavam deitados, ela apoiada no ombro dele, por cima de seu braço.
Por um segundo, eles pararam de falar. Dougie olhou fundo nos olhos dela. Encararam-se por alguns segundos.
Ele se sentou devagar. também. Ouvia-se o barulho suave do mar, das ondas quebrando na areia.
O loiro se aproximou devagar...
Ela sentia a respiração dele naquele momento.
Seus narizes se tocaram. Ambos fecharam os olhos. Pouco tempo depois, puderam sentir lábios suaves e macios tocando os seus.
Ele sentiu a ponta da língua dele tocar seus lábios, pedindo passagem para aprofundar o beijo.
Dougie apoiou uma de suas mãos na nuca dela e outra na cintura, devagar e delicadamente. , ao apoiar as mãos em seus ombros, fez o mesmo.
Ele aprofundou o beijo. Um gosto doce invadira a boca de ambos.
O mesmo estava lento e constante. Queriam aproveitar cada segundo. Dougie não ousava sequer mover as mãos. Não queria estragar o momento.
O ritmo do beijo diminuiu até se separarem. Dougie abriu devagar os olhos e notou que ainda estava de olhos fechados. Aproximou-se, dando-lhe um selinho.
Ela abriu os olhos; ele sorria.
Os dois ficaram em silêncio. O barulho das ondas era o único ruído por ali. A única luz era a da lua cheia, que iluminava bem o local. O clima estava ótimo, o céu estava limpo.
Era realmente uma noite maravilhosa.
- Hmm... Você fica linda a luz da lua – disse Dougie sem jeito, bagunçando os cabelos e sorrindo os olhinhos quase fechando.
- Nossa, anão, que gay – comentou, caindo na risada.
- Era só pra quebrar o silêncio, sua má! – Ele riu. – Mas eu gosto mais do que nós estávamos fazendo antes...
Ele se aproximou dela, tirando uma mecha de cabelo de seu rosto. Beijou-a mais, bem mais intensamente do que antes.

***

tocava empolgada Cazuza no violão. Apesar de estar sozinha, se divertia.
- Olá, ! – disse , aproximando-se com simplicidade.
- Ahh, olá ! – exclamou empolgada.
- Cansei de cuidar do Danny. Deixei o Harry fazer isso – falou, dando de ombros.
- Ah, bem que eu reparei que ninguém tinha me chamado para cuidar dele. O Poynter tinha me pedido... – contou, parando de tocar.
- Sério?! Desculpa, eu nem sabia! – exclamou a menina. – E cadê a ?!
- Foi dormir.
- E o Tom? – perguntou novamente, dando um sorrisinho.
- Também foi, logo depois da – respondeu , correspondendo ao sorriso de .
- Hmm, sei... Zangosa muito safadinha! – riu abertamente agora.
- ÉÉ! O que será que eles tão fazendo agora?! – perguntou , com uma cara pensativa, rindo muito.
- Ahh, que nojo! Melhor nem imaginar! – disse , fazendo uma careta.
- Melhor mesmo – concluiu . – Mas, anãozinho... Ouve o que eu aprendi a tocar – acrescentou a menina, com os olhos brilhando.
As primeiras notas de Adam’s Song saíram do violão, e quase pirou.
As duas cantavam alto, juntas:
“I NEVER THOUGH
I’D DIE ALONE!”

***

- Tom, acho que vou dormir... – disse , bocejando.
Eles já estavam sentados à beira mar há muito tempo.
- Ahh... Mas já?! – O menino fez bico.
- Ahh, mas eu tô com sono... – ela falou meiga, esfregando os olhinhos.
- Oun... Tá bom, então – concordou ele fofo. – Mas antes...
Ele se aproximou devagar e sorriu de leve antes de beijá-la.
Minutos depois, concluiu com um selinho.
- Boa noite, – disse ele, dando-lhe um beijo na ponta do nariz.
- Boa noite, Tominus. – Ela riu.
- TOMINUS?!
- É, a te deu esse apelido quando estávamos no primeiro ano! – ela explicou, rindo.
- Ahh, TINHA que ser! – disse ele, rindo também.
lhe deu um beijo na bochecha.
- Boa noite, Tom.
- Boa noite, . – Ele lhe deu um selinho. – Durma bem, Zangosa.
A menina sorriu e seguiu o caminho até onde as meninas dormiriam.
Chegando lá, pegou uma blusa em suas coisas, vestiu-a e se deitou.
Estava muito escuro. As árvores encobriam a luz da lua.
Minutos depois, sentiu alguém deitando ao seu lado.
- ? ? ?
- Sou eu... – Ela ouviu um sussurro conhecido em seu ouvido. – E relaxa, porque eu não vou fazer nada. Nem tentar.
- Fica tranqüilo, Tom – disse ela meiga. – Boa noite.
- Boa noite – ele murmurou em seu ouvido, passando as mãos por sua cintura, colando os corpos e lhe dando beijinhos no pescoço.
Poucos minutos depois, abraçados, os dois adormeceram.
(Soneeeecas...)

***

Harry xingava baixinho, cuidando de Danny sozinho, fazendo uma compressas em sua testa e o cobrindo.
- Belo fim de noite. Acabar cuidando de um ser estranho com grandes problemas de localização e que provavelmente nasceu de um experimento mal sucedido feito nos laboratórios da NASA por nerds frustrados com o movimento punk. Maravilha... A me paga. Ahh, se paga. E a também. Voltinhas bonitinhas a luz da lua com o Poynter super mara! – Ele parou, revirou os olhos e bufou. – E eu aqui. Legal, cara.
Judd parecia um velhinho gagá. Falava sozinho, reclamando, mas continuava a cuidar de Danny.

***

sentia os lábios de Dougie bem mais intensos colados nos seus. Uma das mãos, o menino escorregara até as pernas da menina, a qual percorria as coxas. A outra, a segurava firmemente pela cintura perto dele.
Eles se afastaram por um segundo. Dougie a olhou fundo nos olhos, sorrindo suavemente. Com a mão previamente na perna da menina, ele a tocou no rosto.
Contornou com o dedo indicador os lábios dela cuidadosamente, como se qualquer toque forte demais pudesse esmagá-la.
Acariciou-lhe as bochechas com as costas da mão, coradas por sua atitude.
Por fim, deslizou a mão até a nuca de , segurando-lhe; o dedão logo atrás de sua orelha.
Sorriu para ela meigamente. Viu-lhe o sangue subir as bochechas. A boca entreaberta da menina procurando por ar; despertou-lhe um desejo incontrolável de tomá-la nos braços novamente.
Sem hesitar por um segundo sequer, sentou-a entre suas pernas e colou por mais uma vez seus lábios naqueles outros, doces.

***

- Caramba, , tô ficando com sono... – disse bocejando, enquanto as duas pulavam ondas na beira do mar.
As duas, depois de muitas músicas no violão, decidiram dar uma volta.
- Quer ir voltando? – a amiga perguntou.
- Você se importa?
- Claro que não, fica tranquila! – falou feliz.
- Então, vamos? – pediu meiga.
- Vamos – assentiu sorrindo.
As duas mudaram de direção, mas continuavam à beira-mar.
- Ai, , tô preocupada com a minha babãe – disse , fazendo uma voz que só ela sabia.
- É mesmo, né? Quanto tempo será que demoram pra nos achar? Porque só faz dois dias, afinal. Tá tudo muito bom, tá tudo muito bem... Mas e quando fizer um mês?! – fez uma careta.
- Ahh, claro que nos acham antes disso! Tem a caixa preta no jatinho dos meninos, e na pior das hipóteses, fazemos um sinal de fogo... – concluiu pensativa.
sorriu. era mesmo criativa. Tinha certeza de que a amiga tinha em mente mais ao menos uns dez planos, caso o resgate demorasse um tempo inconveniente.
Olhou para o céu, quando teve um idéia.
- ! Que tal se nós pegássemos uns lençóis e dormíssemos aqui na praia?!
- ÓTIMA IDÉIA! – exclamou empolgada.
- Eu sou demais – disse sorrindo, cheia de si.
- Eu sou mais. – riu.
- Aham, tá bom – falou, fazendo joinha.
As duas se olharam por alguns segundos e caíram na gargalhada logo depois.
- Vai, vamos logo – disse , saindo correndo no meio do nada.
- HEY! ME ESPERA! – berrou , saindo correndo atrás da amiga.
As duas correram que nem malucas e chegaram ao “acampamento”, onde pegaram os lençóis e se dirigiram até a areia.
Não repararam a presença de , nem de Tom, nem de Zinhento.
( Zinhento? Ah, desculpa, história errada. Os Zinhentos foram extintos pelos terroristas de uma galáxia far far away...)
Voltando à história...
Estenderam os lençóis na areia e se jogaram em cima, exaustas.
- Poxa, , você é lenta na corrida, hein? – brincou , rindo.
Teve um silêncio como resposta.
- ?! Tô falando com você! – insistiu a menina.
Novamente silêncio.
- ? Anãozinho? Esquisita? Alguém? – Tentou novamente e novamente. – Ótimo, dormiu. É só impressão minha ou só me ferro?
, que de dormindo não tinha nada, soltou uma risada gostosa, porém muda.
Algo a fez continuar a fingi que dormia. Estava cansada mesmo.
Depois de alguns minutos olhando as estrelas, deu de ombros, virou de lado e dormiu.
Tinha sido um ótimo dia.

***

e Tom dormiam feito anjinhos.

***

Harry adormecera ao lado de Danny.

***

- Hey, Dougster, vamos indo, vai – sussurrou no ouvido do menino. – Tá tarde.
- Hmm... É, infelizmente, acho que você tem razão.
- Eu sempre tenho razão, little Poynter – disse a menina, dando um sorrisinho malicioso.
Ele lhe correspondeu o sorriso e lhe beijou o pescoço.
se levantou, dando uma última olhada na paisagem.
- Hey, ! Tive uma idéia! – disse ele, com os olhinhos brilhando.
- Fala, anãozinho. – sorriu.
- Amanhã à noite, vamos dar um mergulho? – ele perguntou em tom infantil, com um sorriso alegre no rosto.
- Hmm...
- Por favoooor, vaaai! – insistiu ele, fazendo biquinho.
- Tá boooom, seu bobo! – Ela riu.
- EBA! – ele comemorou feliz, beijando-lhe o rosto.
Ele entrelaçou os dedos nos dela, e caminharam juntos até a praia.
Chegando ao acampamento...
Viram que não havia ninguém perto da fogueira.
- Ahh, não tem ninguém aqui. Poderíamos ter ficado lá! – Dougie reclamou com a voz manhosa.
- Não poderíamos, não, Dougster! Tenho que cuidar do Danny, esqueceu? – disse com um sorrisinho.
- Ahh, esse Jones até desmaiado consegue atrapalhar – comentou o loiro, fazendo bico.
A morena sorriu para ele com aquela expressão de criança contrariada, a carinha meiga.
Apertou-lhe as bochechas.
- Oiin, tadiiinho do baby! – ela disse rindo.
Ele deixou escapar um sorriso e lhe mostrou a língua.
- Apelona. – Ele complementou com um sorriso. – Vamos lá, então?
- Ué, você vai?!
- Claro, vou te deixar dormir sozinha com um homem?! – Dougie falou, tentando fazer da voz meiga máscula e falhando penosamente.
caiu na risada.
- Hunf – resmungou ele ofendido.
- Vaamos logo, vai – disse sorrindo.
Seguiram juntos até onde Danny estava e se depararam com a cena de Harry dormindo ao lado dele, quase de conchinha.
- Olha que gracinha o casal... – Dougie riu, quase fechando os olhinhos.
- Põe gracinha nisso – disse , com um meio sorriso.
- Nhé. Nhé.
A menina riu.
- Bom, eles parecem estar bem, vamos dormir.
- Está bem – concordou ele, com uma carinha linda.
Os dois deitaram lado a lado e, sem muito esforço, adormeceram.



Capítulo 5 - Another day over…

Aos primeiros raios de sol, Tom acordou esfregando os olhos, e caindo em si.
Não tinha sido um sonho afinal. O jatinho realmente caíra.
Seu olhar caiu sobre , que dormia tranquilamente, com uma expressão serena no rosto.
Lembrou-se que já tinha passado um dia ali, e que não fora nada ruim.
Acariciou os cabelos da menina, e beijou-lhe o topo da cabeça. Levantou-se silenciosamente, e foi atrás de alguém acordado.
Caminhou alguns passos devagar, olhando o horizonte. O sol não tinha de tudo nascido, o céu alaranjado passava uma paz fora do comum.
O loiro respirou fundo, e deu um sorriso de covinha. Ia ser bom ficar ali, pelo menos um pouco. Fugir de tudo, de toda aquela histeria.
Continuou caminhando, passando pela fogueira apagada da noite anterior, rumando para dentro da mata, até chegar aonde Danny estava.
Se deparou com ele ainda desacordado, dormindo ao seu lado, Harry e Dougie apoiados nela, também adormecidos.
e estavam fora de vista;
Sua barriga roncou, lembrando-o que estava como sempre, com fome.
Mexeu nas coisas de , de onde tirou bisnaguinhas, água, e vários toddynhos. Haviam bananas também, mas ele as detestava.
Sentiu-se satisfeito com o que encontrara. Sentou ali do lado com um pacote de bisnaguinhas em mãos, um toddynho, cruzou as pernas, e como um bom gordo, pôs-se a comer.

***

Harry abriu os olhos devagar, piscando várias vezes. Se percebeu deitado muito próximo de e se perguntou como tinha ido parar ali.
Depois de algum esforço lembrou-se de estar cuidando de Danny e adormecer. Olhando em volta com mais atenção, pode perceber a presença de Dougie também ali, segurando a mão da menina.
“FDP espertinho, deve ter pegado ela ontem…” Pensou pouco antes de se sentar, e quase gritar ao ver Tom sentado ali ao lado se entupindo de bisnaguinhas.
- Caramba dude! Mas que merda! Quer me matar de susto?! - Disse Harry baixinho, mas enfático.
- Quer me matar de susto digo eu! - Respondeu Tom de boca cheia.
- Mas é gordo mesmo… - Disse o outro rindo.
- Ah, cala a boca Judd. - Respondeu Tom também rindo.
- Parece que alguém se deu bem ontem… - Disse Harry fazendo menção a Dougie e de mãos dadas.
- Pois é… - Disse Tom corando.
- Ah Fletcher… Eu vi, você tá vermelhinho! - Disse Harry caindo na risada. - O que você andou aprontando?!
- Nada Judd, fica quieto vai. - Disse Tom rindo sem graça.
- Dude você pegou a …!!! - Disse Harry dando uma risada gostosa.
- Não peguei nada… - Começou Tom, mas Judd levantou as sobrancelhas, rindo. - Tá boom! Peguei, mas e daí?!
- HÁÁ! O que houve com o santo Fletcher?! - Disse o outro ainda rindo.
- E você acha que engana quem com a hein Juddão?! - Disse o loiro com um sorrisinho pilantra.
- Hunf, fica na sua aí. - Disse Harry com cara de Zangoso.
Tom soltou uma gargalhada.
- Ouuun, não fica bravinho não Judd… - Acrescentou Tom com voz de criança.
- Caramba dudes, vocês falam alto! - Reclamou Dougie acordando, soltando com cuidado da mão de , e caminhando sonolento uns poucos passos até os outros dois.
- Bom dia pra você também Dougster. - Disse Tom rindo.
- Bom dia. - Resmungou ele com voz de sono.
- Oi. - Respondeu Harry. - Gracinha você e a hein?! Mãozinhas dadas? - Acrescentou rindo.
- Ahh, você tá é com inveja. - Disse Dougie sorrindo. - Só porque ela é hot dude.
Um silêncio caiu sobre os três…
- É dude, felizmente, seu silêncio disse tudo. - Disse o anão cheio de si, com um sorrisinho.
- Ahh, fica na sua aí, little Poynter. - Disse Harry erguendo a sobrancelha.
Tom caiu na risada.
- E você também Fletcher! Você e a , perdidos lá no meio do nada! - Disse Harry rindo.
- Ahh Harry, inveja envelhece meu caro padawan. ( Aprendiz de Jedi em nível básico, Star Wars, caso alguém não saiba;) - Disse Tom fazendo biquinho.
- Inveja nada, a também é hot losers! - Disse Harry fazendo o “L” na testa, cheio de si.
- E Tom, me dá uma bisnaguinha vai, para de ser gordinho. - Disse Dougie meigo, rindo.
- Ah, cala a boca. - Respondeu o loiro, lhe jogando o pacote.
Dougie e Harry deram risadinhas. Adoravam chamar o Tom de gordo, embora ele fosse magro já há um tempinho.
- Tô preocupado com o Jones. Ele não acorda dude! - Exclamou Harry roubando uma bisnaguinha da mão de Dougie e enfiando na boca.
- É, já faz dois dias. - Disse Tom preocupado.
- Logo ele acorda… Tá sendo bem cuidado. Até as roupas dele as meninas trocam. - Disse Dougie pegando um toddynho na mala de , espetando o canudinho e tomando um gole.
- Tá desacordado, e mesmo assim tem mais sorte que nós. - Concluiu Harry.
- Pois é… - Acrescentou Tom. - Mas eu tô sentindo falta de um retardado falando e fazendo besteiras.
- Ahh, que grande bichona. - Disse Harry rindo.
Dougie sorriu.
- Aposto que você também sente Harry, essa sua cara de macho é pura fachada. - Disse ele rindo.
- Ahh, cala a boca Poynter… - Disse Harry rindo.
Não muito tempo depois, os garotos ouviram passos.
Lá vinham e .
- Bom dia meninos. - Disse sonolenta.
- Bom dia . - Responderam os três em coro.
- Bom dia pra você também . - Disse Dougie sorrindo.
- Só se for pra você, Poynter. - Disse séria.
- NOOOOOSSA! Toma essa! - Berrou Harry rindo.
deu um sorrisinho maldoso e Dougie fez bico.
- Você é má. - Concluiu ele com voz infantil.
- Sou mesmo. - Concluiu a menina.
- Eu é que não me arrisco a falar bom dia. - Disse Tom rindo.
- É, eu também não tentaria. - Disse rindo se apossando de um toddynho.
- Bom dia Tom, - Disse rindo. - Bom dia Harry;
- Bom dia . - Disse Tom meigo.
- Bom dia. - Disse Harry com um sorrisinho Judd.
- Caaaara, deixa só a acordar e descobrir que estão comendo as bisnaguinhas dela… - Disse rindo.
- É, ela vai matar vocês. - Concordou rindo.
- É, mas por enquanto ela tá muito ocupada dormindo com o Jones, e não parece que vai acordar tão cedo… - Disse Harry rindo. - É Poynter, você deixa ela dormir com outro cara?! - Provocou Tom rindo.
- Ahh, vai atrás da vai… - Disse Dougie com um sorrisinho mau.
Tom lhe mostrou o dedo, mas se levantou.
- Vou mesmo, ela já tá demorando. - Disse Tom sorrindo.
e trocaram olhares sem entender nada, mas deram de ombro pouco depois.
O loiro deu alguns passos, acenou e foi em busca da perdida.
- Mas que bando de gays… - Disse Harry rindo.
- Pois é… - Disse arrumando o cabelo a modo de prendê-lo em um rabo-de-cavalo.
- NOOOOOOSSA! - Gritou Dougie - Que RAIOS é isso roxo no seu pescoço?! - Perguntou o menino caindo na risada.
corou furiosamente, e ágil soltou os cabelos, escondendo o pescoço.
- O que?! Não tem nada aqui. - Disse ela lançando um olhar fatal a Harry, que realmente se segurava para não rir.
- NÃÃO, magina… - Disse Dougie rindo. - Aposto que isso é obra do Harryzinho aqui… - Concluiu apontando pro amigo ao seu lado.
- Que mané obra do Harryzinho! Eu não me rebaixaria tanto… - Respondeu a menina dando um sorrisinho malicioso.
Harry sorriu mau, se levantou batendo as mãos em seu calção de banho, e tirando a camisa.
- Quem tá afim de um mergulho?! - Disse o garoto levantando as sobrancelhas sexys, sorrindo.
- Eu! - Disse feliz despindo sua saída de praia.
- Eu também! - Disse animada, fazendo o mesmo que a amiga.
- É, eu também, só me deixa chamar a ! - Disse Dougie em um tom infantil e alegre.
- Dougie, eu acho que não vai adiantar… Quando ela dorme fundo assim… - Disse ao vê-lo rumar a garota.
- Vai adiantar sim… - Disse ele com os olhinhos brilhando.
- Bem, se ele acha que consegue… - Disse dando de ombros.
- , acorda. - Disse ele baixinho mexendo nos cabelos da menina.
Como as meninas já esperavam, nada, nem um sinal de vida.
- … Acoooorda…! - Ele insistiu, falando um pouco mais alto.
Nada de novo, nem um músculo.
- ! - Ele berrou em voz alta, fazendo todos darem um pulo, mas , nada.
- Eu bem que avisei… - Disse rindo da cena.
- Dormindo fundo assim, ninguém consegue acordá-la cara, só se for milagre. - Acrescentou rindo.
- Eu bem que tentei. - Disse o anão ofendido, se levantando.
- Vamos logo então?! - Disse Harry rindo da cara de derrotado de Dougie.
- Vamos. - Disseram ambas as meninas.
Os quatro saíram em direção ao mar.

***

- ? ..? - Chamava Tom enquanto caminhava pelas redondezas de onde ambos haviam dormido noite passada. Ela não estava mais deitada.
“Onde RAIOS ela se meteu?!” Tom pensava a cada passo que dava.
Sentiu alguém lhe cobrir os olhos com delicadeza.
- Adivinha quem é? - Ouviu uma voz doce dizer.
- Hmmm… E.T? - Sugeriu o menino rindo, bobo.
- BÉÉÉ, resposta errada baby. - Disse lhe dando um pedala suave.
Tom riu.
- Bom dia linda. - Disse ele lhe dando um selinho.
- Bom dia Toooom. - Disse ela com um sorrisão débil.
- Dormiu bem? - Perguntou ele feliz.
- Bem, bem e você? - Respondeu a menina meiga.
- Muito bem. - Respondeu ele sorrindo de leve. - Você demorou, fiquei preocupado.
- Ahh, eu tava cansada. - Justificou a menina esfregando os olhinhos.
- Oun, tadinha. - Disse ele apertando suas bochechas. Ela sorriu franzindo o nariz, meigamente.
- Mas agora já descansei.
- Que bom! - Disse ele dando um sorriso de covinha. - Vamos dar uma volta então?!
- Vamos! - Disse ela animada feito criança indo em loja de brinquedos.
Os dois saíram juntos a caminhar.

( Preparem-se pra próxima cena girls, adivinha quem vem aí?! HAHAHA )

***

Danny Jones abria os olhos devagar.
Piscou várias vezes, se sentindo fraco, enxergando embaçado.
Via árvores… Devia estar sonhando…
Mexeu as mãos com esforço, e sentiu-se tocando em algo macio.
Ao olhar para o lado, se deparou com uma menina dormindo tranquilamente.
“Dude, eu definitivamente preciso parar de beber tanto. Não faço a mínima idéia de como vim parar aqui. Se eu ainda lembrasse dela… É, mas pelo menos ela é gata. E olha como dorme, a noite deve ter sido o máximo…” Pensava, dando seu sorrisão débil pela primeira vez em dois dias.
“ Cada vez melhor Jonão…” Cheio de si.
“Eu sou demais…”
Se sentou com esforço, observando cada detalhe da menina ao seu lado, e de tudo em volta.
Pensou, e pensou, mas realmente não se lembrava daquele lugar.
Sua última lembrança era tão confusa… Tinha alguns flashes… Nada conectível, e nem lógico. Também não sabia o porquê de lembrar de vozes desconhecidas falando coisas desconexas.
“Seja lá o que for, ela deve lembrar.” Concluiu o gênio maravilha, cutucando-a com cuidado.
- Hei, acorda. - Falou ele baixinho.
Como já era de se esperar, nem se mexeu.
- Heeeei, acooorda…! - Ele insistiu, cutucando-a com mais força.
Nada novamente. Nem uma alteração na respiração.
- HEI ACORDA! - Ele gritou, chacoalhando-a.
Ela continuou lá, imóvel.
“ MEU DEUS, MEU DEUS, MEU DEUS. Será que eu matei ela?! MEU DEUS!”
- Por favor esteja viva, por favor esteja viva, por favor esteja viva, por favor esteja viva!!!! - Ele sussurrava enquanto a chacoalhava cada vez com mais força. Ela por sua vez, permanecia imóvel. - ACOOOORDA VAAI!
Depois de muito chacoalhar, e nada conseguir, ele desistiu.
Os nervos a flor da pele, olhava em volta, tentando lembrar… Mas a única coisa que vinham a sua cabeça eram vultos, a voz de Tom “SEGURA DANNY!”, e uma voz feminina, calma, desconhecida. Estava confuso… Começava a se desesperar… Quando ouviu uma voz doce gritar, e um peso sobre seus ombros:
- JONES, VOCÊ FINALMENTE ACORDOU! - Berrou pulando em seus ombros. - Ahh, estávamos TÃO preocupados! - Concluiu a menina alegre. - Como você está se sentindo?!
- Ahn… A noite foi tão boa assim…?! - Perguntou o menino confuso, escolhendo as palavras com cuidado. “Parabéns Jones, durma com groupies mesmo…”
- Noite…?! Danny, você mal acordou e já bebeu?! - Perguntou rindo.
- Hmm… Não teve… Noite? - Arriscou o menino, pronto para receber um soco por não lembrar.
Ela olhou para ele, revirou os olhos, bufou e riu:
- Claro que não mané! - Disse a rindo. - E você não lembra de nada, não é?
- Hmm… Ehh… Pra ser sincero… Não. - Disse ele inseguro. - Nem desse lugar… Nem de você.
- Claro que não lembra! - Disse ela calma. - Desculpa, fiquei feliz de te ver acordado, esqueci de falar.
Ele a olhou como se fosse louca.
- Não tem como você lembrar de mim, porque nós não nos conhecemos. - Começou ela.
- FUI SEQÜESTRADO?! - Berrou ele no meio do nada.
Ela revirou os olhos por mais uma vez.
- Nããão Danny. Cala a boca e me deixa falar vai. - Disse ela séria.
- Ah tá, foi mal. - Disse ele simples.
- Você, o Dougie, o Tom e o Harry, estavam em um jatinho, voando, e ele caiu. Eu e minhas amigas vimos o que aconteceu, e viemos tentar ajudar. Vocês todos estavam desacordados. Com cuidados, um a um vocês acordaram, e você era o último. Por isso eu dormi aqui com você, estava cuidando… Entende? Falando nisso, prazer, . - Concluiu a menina com um sorriso meigo.
Danny fez uma careta, como se estivesse tentando absorver tudo o que ouvira.
Após alguns segundos, abriu e fechou a boca várias vezes pra falar.
- Você cuidou de mim? - Perguntou. A menina afirmou com a cabeça. - Nós estamos presos numa ilha deserta? - Perguntou ele novamente.
afirmou de novo com a cabeça.
- Nosso jatinho caiu? - Danny perguntou mais uma vez, e por mais uma vez ela assentiu.
- Você trocou minhas roupas e me viu pelado? - Ela por mais uma vez fez que sim com a cabeça, dessa vez rindo.
- DUDE, isso é demais!!! - Concluiu ele com uma risada gostosa típica Jones.
sorriu.
- Não se empolgue Jones, - Disse ela. - Vamos, você tem que comer, está sem nada há dois dias.
- Meu deus. - Disse ele.
abriu uma sopa em lata, e lhe entregou.
- Ahh, eu estou tão fraco ainda… - Disse ele fazendo voz de doente, e cara de cão sem dono.
bufou e riu.
- Está beeem, mas não se acostume…!

Meia hora depois…

- Ufa, bem melhor. - Disse o menino feliz, arrotando.
- Ahh Danny! - Disse rindo.
- Ahh, foi mal , não resisti. - Disse ele piscando.
- Hei, ficamos conversando, esquecemos de chamar todo mundo!!! - Exclamou caindo a ficha.
- Nossa, parece que faz tanto tempo que eu não vejo aqueles malas…
- TOOOOOOM, DOOOOUGIE, JUUUUUDD! - Berrou . - Isso deve ser suficiente. - Concluiu rindo ao ver Danny cobrir os ouvidos com as mãos.
- Bela voz. - Disse ele rindo.
- Mané. - Disse ela com cara de poucos amigos, mas rindo também.
Pouquíssimo tempo depois, ouviu-se o barulho de gente correndo:
- , O QUE HOUVE?! - Ouvia-se Harry berrar.
- >, EU VOU TE SALVAR…! - Ouvia-se Dougie.
- CALEM A BOCA IMBECIS!! - Ouvia-se Tom.
Chegaram segundos depois, se deparando com Danny, que ria:
- JONES! - berraram os três juntos pulando em cima do garoto.
- Porra dude, a gente achou que você ia morrer! - Disse Dougie feliz abraçando-o.
- Cala a boca Poynter! - Disse Harry extremamente feliz, lhe dando um pedala.
- Ahh dude, que bom ter você de volta!!! - Disse Tom feliz abraçando-o juntamente com os outros dois.
- HEI, meninos, saiam já daí, vão sufocar o coitado!!! - Exclamou sorrindo feliz pela alegria deles.
- , você acordou! - Disse Dougie feliz levantando-se imediatamente e correndo na direção dela.
- Puto. - Zoou Danny rindo.
- Ahh cara, mas você tá bem?! - Perguntou Harry meio preocupado.
- Tô ótimo, eu acho. Mas quase morri. Quando acordei, a tava dormindo, e não acordava! Eu achei que tinha matado ela… - Exclamou Danny em tom débil.
Harry e Tom soltaram risadas gostosas.
Ouviram-se vozes femininas se aproximando. Cinco segundos depois:
- DANNY! - Gritaram , e juntas.
- Meu deus, tô no paraíso… - Disse Danny baixinho sorrindo ao ver as meninas.
- Danny, que bom que você acordou! - Disse com um sorrisão.
- É, estávamos tão preocupados! - Disse .
- Oi. - Disse , , e a . - Disse Tom ao menino.
- Prazer! - Disse Danny feliz. - Mas vocês não vão me abraçar?! - Perguntou decepcionado.
As três deram risada, e rumaram até o menino, abraçando-o.
- Oun, que bom que tá tudo bem! - Disse apertando as próprias bochechas.
- É cara, agora não temos com o que nos preocupar! - Disse feliz.
somente sorriu.
- Hei, por que só quando eu estou desacordado soou o centro das atenções?!
- Jones, cala a boca! - Disse Tom rindo. - Poxa, tava com saudade de falar isso…
- Mas é gay… - Disse Harry rindo.
- É, eu também tava com saudade de falar… - Disse Danny bagunçando os cabelos.
- Danny, cala a boca, você nem sabia que tava sem falar! - Disse Dougie em seu habitual tom infantil.
- Fica na sua aí Poynter… - Disse Danny rindo.
- E Jones, logo logo você vai precisar de um banho, tá nojento… - Disse Harry fazendo uma careta.
- Só mais tarde. - Começou . - Eu e as meninas vamos levá-lo e ajudar. Ele ainda tá muito fraco…
- Ah, e por que em mim você não dá banho?! - Reclamou baby Dougie.
riu da cara do menino.
- Por que você não é tão gostoso quanto eu… - Disse Danny alisando suas roupas e sorrindo.
- Bé, bé, bé… - Disse Dougie mostrando a língua e fazendo uma dancinha.
- Danny, você precisa de alguma coisa?! - Disse se sentando ao seu lado.
- Ai, não sei… Estou tãão cansado… - Disse ele fazendo drama.
- Oun, tadinho… - Disse tocando-lhe o rosto.
- Acho que você devia descansar mais Danny… - Disse chegando perto.
- É, ainda tá fraco… - Disse se aproximando também.
- Vocês tem razão meninas… - Disse largando Dougie e indo até Danny.
As quatro formaram uma roda em volta dele.
- Nhé, nhé, nhé… - Disse Harry revirando os olhos e cruzando os braços.
Tom arregalou os olhos e fingiu não estar vendo aquela cena.
Dougie fez cara de “Tô bavo” com direito a biquinho e caretas.
- Você quer água?! - Ofereceu .
- É, tem que beber! - Exclamou .
- É, você tá há dois dias sem ingerir nada! - Disse .
- Mas você vai ficar bem…! - Disse feliz mexendo em seu cabelo.
Os outros meninos formaram uma roda.
- Ahh dude, ninguém merece! - Disse Harry bravo.
- Não mesmo - Concordou Tom.
- Nem comento. - Resmungou Dougie muito ocupado em manter seu bico de “Você-roubou-meu-pirulito-seu-garoto-bobo-feio-e-mau.”
- Ai, acho que tô com fome… Comi tão pouco… - Ouviram Danny dizer.
- AH cara, DIZ que eu não ouvi isso…! - Exclamou Harry.
- Fome?! Fome tô eu! - Exclamou Tom.
- Hunf. - Resmungou Dougie.
- Olha como tão todas em volta dele!!! - Disse Harry baixinho.
- É! - Concordou Tom.
- Bobão. - Disse o anão.
- Quer dizer, não que eu me importe… Afinal, nem ligo pra elas…! - Arriscou Harry.
- É, é, quem liga pra elas?! - Concordou Tom, gaguejando.
- Más. - Acrescentou Dougie.
- O problema, é que ele é um pilantra! - Disse Judd bravo.
- Me recuso a tecer comentários a esse respeito. - Disse o gordinho fazendo bico.
- É, elas tão todas derretidinhas… - Disse Dougie fazendo caretas.
As meninas passaram o resto da manhã conversando e cuidando de Danny.
Ele, fascinado, sorria bobamente adorando a situação.
Quando já passava do meio dia…
- … - Chamou Tom se aproximando.
- Fala Tomzinho. - Disse feliz.
- Vamos dar uma volta? - Disse o menino sorrindo suavemente.
- Vamos sim, - Respondeu ela sorrindo meiga.
- Vamos até a cachoeira, assim buscamos água e caminhamos pela sombra. - Concluiu o menino feliz.
- Está bem. - Disse sorrindo.
Tom sorriu satisfeito para Harry e Dougie, porque conseguira tomar alguma atitude em relação ao surto Jones.
Os dois saíram juntos caminhando felizes.
Harry fazia caras de tédio a cada palavra, e Dougie quase socava Danny por causa de umas mãos bobas.
Jones naquela hora segurou pela cintura. Dougie em reflexo levantou rapidamente rumo a menina, e a beijou com vontade.
Todos se olharam com cara de interrogação.
“Pronto Jones, agora vê se entende que eu vi primeiro!” - Pensou Dougie manhoso.
- Hey Little Poynter, o que houve? - Disse meiga ao menino.
- Nada, só lembrei que não tinha te cumprimentado direito hoje. - Disse o menino com voz infantil.
- Ahh… - Disse ela sorrindo e lhe dando um selinho.
Dougie deu um sorrisinho satisfeito para Danny, e voltou a se sentar.
Harry parecia pensar em como faria para salvar de Jones. Não copiaria Dougie. Qual é, ele era o Judd.

***

- Ufa, bem mais fresco aqui… - Disse Tom se ajoelhando a beira da cachoeira para lavar o rosto.
- Bem mais… - Disse feliz.
Repentinamente, a menina tirou seu shorts, fazendo cara de sapeca. Olhou para o menino distraído perigosamente a beira da cachoeira, com o bumbum empinado.
Deu alguns passinhos, sorriu má, e o empurrou sem dó, fazendo-o cair de cara na água, ficando com as pernas para o ar, chacoalhando freneticamente.
A menina deu uma risada gostosa, e pulou na água gelada.
Segundos depois, o gordo volta a superfície.
- , mas que zinhento! - Disse Tom fazendo uma careta e rindo.
- Tom, mas que boca suja! - Disse lhe dando um tapinha.
Tom riu, e tirou sua camisa, jogando-a para fora.
- ESTRELIINHA! - Disse feliz fazendo o contorno da estrela no peitoral de Tom com o dedo.
O menino riu, dando-lhe um beijo na bochecha.
- A água tá boa…!
- Também acho… - Disse feliz.
Tom olhou-a fundo nos olhos. Se aproximaram devagar encostando os lábios.
Se beijaram com delicadeza por algum tempo, felizes.
- Você é tão meiguinha. - Disse Tom a , que sorria suavemente.
- Oun. - Disse apertando de leve a bochecha dele.
Tom abraçou-a. O tempo parou naquele momento.

***

Harry estava decidido. Ia dar um jeito naquilo. Como assim o Jones tinha toda atenção de todas as garotas?
Se levantou devagar, caminhou alguns passos e abraçou por trás, beijando-lhe de leve o pescoço.
- Mais tarde nos podíamos conversar… - Sussurrou no ouvido dela.
- Quem sabe. - Respondeu ela se virando em direção a ele.
Iam se beijar…
- EU BEM QUE FALEI QUE O ROXO NO PESCOÇO DA TINHA SIDO OBRA DO JUDD AQUI!! - Exclamou Dougie caindo na gargalhada.
- HMMM… - Disseram e juntas, rindo.
Danny abriu um sorrisão. Era tão a cara de Harry fazer aquilo!
- Dougie Doo! Eu vou te matar! - Exclamou brava.
- Dougie O QUÊ?! - Perguntou Danny confuso.
corou. Ficou verde, amarela, vermelha, lilás, as sete cores do arco-íris.
e caíram na gargalhada imediatamente.
Quando estavam no primeiro ano, cortou o cabelo chanel, ficando idêntica a Velma do Scooby-Doo. sempre brincava que ela ia atrás do Dougie Doo, que sempre fora seu favorito. Desde então, as meninas haviam se acostumado a referir-se a ele assim. Mas quem imaginaria que ela ia deixar escapar?!
- Dougie LEE. - Corrigiu ela assim que retomou a voz.
e choravam de rir.
- Dude, vocês são estranhas… - Concluiu Dougie.
lançou um olhar mortal as amigas.
- Não foi nada Little Poynter, deixa pra lá. - Disse sorrindo para o menino.
Danny olhou imediatamente para , pedindo explicação com seu sorriso fofo. A menina discretamente indicou com as mãos que conversariam depois.
Ele piscou feliz para ela, fazendo-a sentir umas… Borboletas no estômago? Será?
- É melhor mesmo esquecer… - Disse já recuperada.
Pouco tempo depois, , , Dougie e Danny começaram uma conversa animada.
Harry estava sem camisa, sentado mais para o canto, apoiado em uma árvore.
se aproximou devagar, sentando-se ao lado dele.
- Fala Judd, - Disse ela com um sorrisinho sentando-se ao lado dele.
- Eu adoro quando você me chama assim… - Disse ele baixo com um sorriso pilantra.
- Você sempre fala isso Judd.
- É porque eu gosto mesmo. - Concluiu o menino sorrindo.
- Mas o que houve afinal? Você tá aí, todo quieto, sério, com essa cara de sexy… - Disse rindo;
- Ah nada… Só tô olhando vocês cuidando do Jones. Ele tá babando. - Respondeu Harry com um sorrisinho insatisfeito.
- Tá nada… - Disse lhe dando um soquinho.
- AH NÃO, imagina… Cara, olha só pra vocês… - Disse ele correndo o olhar por toda extensão do corpo da menina.
- Esquece Judd, você não vai conseguir me deixar sem graça. - Disse a menina sorrindo.
Ele ergueu uma sobrancelha e sorriu, malicioso.
- Eu conseguiria se quisesse… - Sussurrou ele.
- Não conseguiria não… - Respondeu a menina meiga.
- Você acha? Me aguarde então. - Disse ele baixinho.
- Tô esperando Judd… - Disse rindo.
Ele ia tomar fôlego para responder…
- HEI! O que vocês dois tão fazendo aí no cantinho?! - Exclamou Dougie vindo em direção aos dois.
- Alô Little Poynter. - Disse a morena feliz.
- Só estamos conversando, calma aí Dougster. - Disse Harry sorrindo quase imperceptivelmente para .
- Hmm… - Disse Dougie estendendo a mão para a menina, fazendo-a levantar e a envolvendo pela cintura.
Aproximou os lábios devagar e beijou-a longa e intensamente.

***

- Bom Tom, tá ótimo aqui, fresquinho e talz, mas acho que devíamos ir voltando… - Disse sorrindo meiga.
- Está bem. - Concordou o menino sorrindo. - Só mais um pouquinho ok?
Ela sorriu de leve e assentiu com a cabeça.
Tom a envolveu suavemente pela cintura, passando a outra mão por seus ombros. Sorriu tranquilo pouco antes de colar os lábios nos dela.

***

- Hey , tem como você pegar água pra mim? - Pediu Danny com uma carinha triste.
- Claro. - Disse a menina simpática, se dirigindo até as coisas de .
- Obrigado. - Disse o menino sorrindo satisfeito.
abriu a mala de , e pegou a água, notando no silêncio de uma pessoa:
- entregando a garrafinha a Danny.
- Ela toca? - Perguntou Danny tentando parecer desinteressado, mas na verdade se empolgando.
- Toca sim, desde pequena. - Disse sorrindo.
- Hey, legal dude. - Disse ele sorrindo. Sentiu vontade de vê-la tocar. - E vocês aí no cantinho? - Chamou Jones. - Ela é uma só, não adianta brigar. - Ela é minha, isso sim, seus bobões. - Disse Dougie mostrando a língua.
- Ui, Dougster possessivo. - Disse Danny rindo.
- Sou mesmo. - Respondeu ele abraçando por trás.
- Nossa, que macho. - Disse Harry caindo na risada.
- Ah, vocês são gays. - Respondeu Dougie se fingindo de ofendido. - Vem , vamos dar uma volta. - Exclamou o menino a puxando pela mão. Ela se deixou levar.
Os dois foram em direção a praia.
- Deixa só ele ver o gay. - Sussurrou Harry para si.
Danny deu uma risada gostosa.
- Vocês se levando a sério é a coisa mais hilária que já vi.
- Ah Jones, vai dormir. - Disse Harry rindo. - , vem, preciso falar uma coisinha com você…
- E se eu não quiser?! - Exclamou a menina dando um sorrisinho.
- Ai você não vem. Mas garanto que vai se arrepender depois… - Disse o menino piscando pra ela, dando um sorrisinho malicioso, e rumando para mais adentro da mata, para o lado oposto a cachoeira.
bufou, revirou os olhos, xingou. Mas foi atrás dele.
- HEY! E EU?! - Berrou Danny ao ver que ficara sozinho.
Ah, quem mandou acordar atrasado? (hahaha)
Uns dez minutos se passaram, e Jones resmungava para si.
- AH, fui abandonado. - Lamentava chacoalhando a cabeça decepcionado. - Só me dou mal, aqui, sozinho no meio do nada! Mal sei onde estou, oh, pobre de mim.
Pouco tempo depois, ouviu risadinhas, e ao olhar para cima se deparou com , com o violão em mãos, rindo.
- Que gracinha… Toda quietinha aí rindo da minha desgraça… - Disse o menino em tom brincalhão.
- Oh, pobre Jones… - Respondeu a menina irônica, rindo.
- Hey! - Disse ele cutucando-lhe a perna.
se sentou ao lado de Danny, ainda segurando o violão.
- Você toca? - Perguntou o menino interessado. Queria ouvir ela dizer.
- Não, só gosto de segurar ele sabe, por hobbie mesmo. - Disse séria, visivelmente irônica, soltando um sorrisinho. Ele fez cara de poucos amigos.
- Você é má. - Disse ele rindo.
- Era brincadeira, toco sim. Ou pelo menos tento… - Disse sorrindo tímida.
- Ahh, quero só ver. - Disse Danny pomposo.
- Hmm… Eu gosto muito dessa.
olhou para Danny. Com um movimento rápido, começou a tocar e cantar:

“ Close your eyes and I'll kiss you
Tomorrow I'll miss you
Remember I'll always be true…”

Danny se surpreendeu por um instante, mas logo sorriu animado, e começou a cantar juntamente com ela:

“ And then while I’m away,
I’ll write home everyday,
And I’ll send all my loving,
To you.”

Os dois trocaram sorrisos felizes, empolgados, e continuaram:

“ I’ll pretend, that I’m kissing,
The lips I am missing,
And hope that my dreams,
Will come true…!”

parou por um segundo, os dois tomaram fôlego, deram um sorriso maior ainda um para o outro (se é que era possível) e continuaram:

“ And then while I’m away,
I’ll write home everyday,
And I’ll send all my loving,
To you!
All my loving, I’ll send to you,
All my loving,
Darling I’ll be true…”

terminou de tocar, sob as palmas de ninguém mais, ninguém menos que Daniel Alan David Jones.
- Dude, isso foi demais! Você toca muito! - Exclamou o menino animado, rindo feliz;
corou de leve.
- Ahh, toco nada. - Disse ela baixo, como de costume.
- Toca sim! E canta também! - Acrescentou com um sorrisão.
A menina o olhou com cara de “Oi-você-é-o-Danny-Jones-e-toca-e-canta-melhor-do-que-mais-da-metade-da-população-mundial”.
- Ahh, acredite se quiser. - Disse ele por fim, mostrando a língua.
franziu o nariz em uma careta fofa.
- Mais uma? - Perguntou ela tímida.
- Com certeza! - Disse ele empolgado.
- Sugestão?
- Beatles percebi que você gosta né? - Disse ele sorrindo meigo;
Ela afirmou com a cabeça feliz.
- She Loves You? - Ele arriscou.
Ela sorriu alegre.
- Tirou as palavras da minha boca.
Ele sorriu satisfeito.
Tomaram fôlego:

“ She loves you, yeah, yeah, yeah!
She loves you, yeah, yeah, yeah!
She loves you, yeah, yeah, yeah!
You think you’ve lost your love,
Well I saw her yesterday,
It’s you she’s thinking of,
And she told me what to say…!’

***

- Ah, tava tão gostosa a água. - Disse feliz enquanto ela e Tom caminhavam de volta ao acampamento pela beirada da praia.
- Tava mesmo. - Disse Tom feliz lhe dando um beijo no rosto. - Foi umas das melhores coisas que nos aconteceu cair aqui se você quer saber. Estávamos muito cansados e estressados.
- É, eu e as meninas estávamos de férias. - Disse pensativa. - Mas é impossível saber quanto isso tudo vai durar…
- Como assim?
- Ah, qual é… Vocês são o McFly, vão vir atrás de vocês. - Disse em um tom chateado, imaginando aquele sonho acabando.
- Sim, mas em tempo indeterminado. Não há sinal de nada aqui, celular, GPS, nada. Está calor, temos boa companhia. Não há com o que se preocupar afinal. - Disse Tom com um sorriso de covinha.
- É, você tem razão. Não vale a pena encanar com uma coisa que não sabemos quando e como vai acontecer. - Disse sorrindo suavemente.
- Exatamente. Ainda temos muito o que viver por aqui. Nos conhecer, conversar, rir. Tudo vai acabar bem mesmo… - Concluiu ele sorrindo meigo.
sorriu, parando de andar. Tom também parara, olhando nos olhos escuros da menina.
Ela se inclinou suavemente, dando um selinho no mesmo.
Ele aproveitou a atitude dela, e com suavidade beijou-a.

***

- , vamos adiantar nosso mergulho? - Perguntou Dougie meigo, enquanto os dois andavam a beira mar.
- Está bem. - Disse ela feliz, retirando sua saída de praia.
Dougie a observou por alguns segundos, meio bobo.
- O mané, vamos logo! - Disse ela rindo.
- Ah, tá. - Disse ele desorientado tirando a camisa.
Os dois caminharam juntos até o mar, adentrando-o.
Dougie mergulhou primeiro, e logo em seguida. Foram indo mais para o fundo, passando a área de arrebentação das ondas, a água batendo no peito de ambos.
Dougie sorriu sapeca para a menina, e se aproximou. Envolveu-a, e a fez entrelaçar as pernas em sua cintura. Estava dentro d’água, não pesava nada.
Encostaram as testas uma na outra, roçando os lábios. Não se aguentando, Dougie a beijou.
Encostou os lábios de leve, e lentamente aumentou o ritmo, as mãos percorrendo da nuca, até o fim de suas costas, beirando a parte de baixo do biquíni da menina.
Começou a distribuir suaves beijos por seu pescoço, descendo para seu colo, sorrindo sapeca a cada centímetro de pele de que seus lábios tocavam.
- Hei Dougster. - Disse ela levantando-lhe o rosto com as mãos. - Parando de descer com esses beijinhos… - Concluiu sorrindo.
Ele fez um bico de cachorro pidão, deu lhe uma mordidinha suave no ombro, e logo sorria novamente.
Percorreu com as mãos as pernas dela envoltas em sua cintura, mordendo o lábio inferior e sorrindo malicioso.
Olhou fundo em seus olhos, e voltou a beijá-la intensamente.

***

Harry caminhava rápido para dentro da mata.
- HEI, dá pra esperar?! - Ele ouviu a voz de gritar, provavelmente não muito atrás dele.
“Sabia.” - Disse uma vozinha orgulhosa dentro de sua cabeça.
Ele parou, sorrindo maliciosamente. Se deparou com a menina ofegante, poucos segundos depois.
Harry num reflexo, caminhou rapidamente até ela, puxando-a pela cintura com força, tateando algum lugar no qual pudesse encostar.
Encostou-a numa árvore, olhando em seus olhos. Ela se perdeu por alguns segundos naquela imensidão azul. Foi fortemente interrompida de sua viagem dentro daqueles olhos por lábios agressivamente tomando os seus.
Agilmente entreabriu a boca, dando passagem para uma língua doce e morna invadir sua boca com habilidade e destreza que ela jamais vira igual.
Sentiu-se pressionada com mais força a árvore a suas costas, soltando um gemido involuntário baixinho, e passando uma de suas pernas pela cintura do menino a sua frente.
Ele sorriu satisfeito ao ouvir o suave som saindo da boca dela, segurando-a pelos cabelos sem muito cuidado, fazendo-a fazer o mesmo.
O ritmo intenso continuava, agradando os dois. Ela mantinha uma das mãos segurando-o pelo cabelo, logo atrás da nuca, e a outro percorrendo o peitoral bem definido de Harry.
Ele, por sua vez, mantinha uma de suas mãos também perdida nos cabelos da menina, mas a outra percorria a perna dela envolta em sua cintura.

***

Danny e conversavam animadamente.
Ele estava contando histórias, falando dos amigos, dizendo como Tom era obsessivo por comida, como Dougie tinha sérios traumas por sua voz infantil, e como Harry era mau humorado de manhã.
ria do que o menino dizia, e comentou que sua música favorita, “Please, Please” lembrava-lhe Harry todas as vezes que ouvia.
Danny começou a gargalhar imediatamente. Ria alto, desafinado.
Pôs-se a contar para , como foi quando compuseram sua música preferida, de como arrancaram de Harry, as intimidades dele com Lindsay, e que depois de terem conseguido toda informação sobre o romance do quase/não casal Juddão e Lohan, os meninos esconderam a letra e a composição musical de Harry, deixando-o extremamente puto, zoando-o de estar apaixonado secretamente pela ruiva, e o imitando “duude, eu peguei a Lindsey Lohan…” (carinha de encantado).
O mais sexy do McFly, só foi descobrir o que deveria tocar dois dias antes da gravação do novo CD, mas como já era de se esperar, riu até chorar da letra, imaginando a cara da ruiva.
Desde então juraram entre eles que jamais admitiriam que a música era realmente sobre o caso relâmpago dos dois, e sobre como ela podia realmente achar que ele estaria apaixonado e a ir querer por mais de uma vez.
ria muito com a história, mas principalmente com a interpretação de Danny, que tinha pegado o violão, e começara a tocar a música, imitando o que seriam as caras de Harry quando ouvira a obra prima dos amigos pela primeira vez.
- HAHAHAHA, Jones, você definitivamente não tem mais o que fazer…! - Dizia entre risadas, que deixavam o menino cada vez mais alegre e animado, abrindo cada vez mais um sorrisão bobo enorme.
- Ahh, vai dizer que só a idéia de imaginar o Harry putinho, tentando descobrir o que estávamos fazendo já não te mata de rir?! Ele, e a pose dele de lorde inglês, - Começou Danny, arrumando sua postura, e pondo as duas mãos no colo, exatamente como Harry. - Todo descompensado correndo atrás de gente, e xingando por aí… - Concluiu rindo, animado.
riu do comentário, de imaginar a cena, e da interpretação do menino. Era tão fácil conversar com ele. Como se não tivesse que prestar atenção a fazer comentários na hora certa para demonstrar interesse, porque ela estava realmente interessada, e nem pensar se faria ou não um certo comentário, porque, afinal, se ela dissesse algo que não devia, ele provavelmente não entenderia, ou fingiria que não para evitar problemas. Ou então, cairia na gargalhada igual quando ela deixou escapar o porquê de Dougie Doo, que soltara pouco tempo atrás.

***

- Toooom! - Chamou com um tom infantil e sapeca na voz.
- Fala … - Respondeu ele com um sorriso de covinha.
- Vamos apostar corrida?! - Disse ela feliz.
- HAHA, até onde?! - Perguntou ele rindo, certo de que ganharia.
- Até o Danny! UmdoistrêsJÁ! - Exclamou ela rápido, saindo correndo.
- HEY! - Berrou Tom para a menina, correndo atrás dela, que gargalhava.
Correram por vários metros, quando repentinamente Tom parou.
Empinou o bumbum, se inclinou para frente, e fungou no ar:
- ORA BOLAS! Mas que cheiro de Zinhento! - Disse o menino fazendo uma careta. - Dude, deviam dedetizar essa ilha… A fuleragem tá rolando solta! Daqui a pouco os Zinhentos vão invadir nossas casas e achar que são gente! - Concluiu ele pensativo.
, ao reparar que Tom parara, recuou alguns passos:
- Que houve Tom? - Perguntou a menina preocupada.
- Nada, só pensei ter sentido cheiro de Zinhento…
- CRUZES! - Berrou a menina assustada.
- Vamos logo embora daqui , não quero dar de cara com um Zinhento. - Concluiu o gordo escoltando para longe dali.

***

e Dougie estavam sentados na areia, fazendo uma competição de castelinhos:
- Lá, lá, lalalá, o meu vai ficar mais bonito! - Cantarolava Dougie chacoalhando a cabeça.
- Não vai nã-ão! - Respondeu também cantarolando , concentrada.
- Quer saber por que o meu vai?! - Perguntou Dougie alegre se levantando.
- Por que? - perguntou, distraída e inocente.
O anão encheu o pé no castelo da menina.
- Porque você não tem mais castelo!!! - Exclamou ele sapeca, saindo correndo.
- Filha da puta! - Gritou saindo correndo atrás dele.
Os dois pareciam gato e rato pela praia.
Pouco depois, alcançou-o, e ambos escorregando, caíram rolando pela areia.
Dougie acabou por baixo, e por cima, segurando-lhe as mãos.
- HAHA, bobinho. - Disse fingindo que ia beijar o menino, e se levantando. - Vou ver como estão as coisas com o Jones. - Concluiu, indo até o mar para dar um mergulho e se lavar.
Percebeu que Dougie não se movera.
- Você não vem?! - Perguntou ela rindo.
- Já vou. Ainda estou em estado de choque. - Disse o menino imóvel na areia.
riu.
- Tá bom né… - Disse ela, seguindo seu caminho.

***

Harry e estavam sentados. Harry estava encostado em um árvore, em outra, e ambos desfaziam folhinhas que estavam no chão.
- Você não vai confessar, mas eu sei que sou o máximo. - Disse Harry dando um sorrisinho pilantra para .
- Digo o mesmo Harry. - Disse sorrindo.
O menino riu.
- É, já faz dois dias que estamos aqui. Espero que sobrevivamos. - Começou Harry brincando.
- É, eu espero também. - Disse brincalhona. Fazendo cara de assustada. - Imagina a manchete no jornal: Meninos do McFly são encontrados mortos seminus em uma ilha deserta, com meninas desconhecidas também seminuas… - Concluiu a menina rindo com a idéia de sair no jornal juntamente com o McFly.
- Dude, ia ser nosso auge. Provavelmente iam pensar que morremos de sexo, drogas e rock ‘n’ roll. - Disse o menino animado com a idéia.
- É, só não ia ser meu auge e nem das meninas. Iam pensar que fomos putas contratadas por vocês… - Disse a fazendo uma careta não satisfeita.
- Iam ser as putas mais lindas e doces que alguém já teve. - Disse Harry sorrindo pensativo olhando para o chão.
- Nossa Harry, que foi que te deu?! - Brincou sorrindo, olhando para o menino. - Isso foi tão sensível…
- HAHA, não sei o que me deu. Essa história de manchete de jornal, de sairmos vivos meio que me fez pensar em como e quando sairemos daqui, e em como as coisas ficarão depois disso tudo. - Disse ele em tom não debochado.
- Coisas? Que coisas? Você diz… Nós todos? - Perguntou querendo entender aonde ele queria chegar.
- Exatamente. Sabe, podemos não nos conhecer 100% até agora, digo isso de todos com todos. Mas com o tempo, porque já está meio óbvio que não virão nos resgatar tão cedo, senão já teriam vindo, vamos nos conhecer. E vamos nos tornar próximos, talvez mais próximos do que jamais fomos com outras pessoas. A convivência faz isso. E um belo dia, que não temos idéia de quando vai ser, vão surgir aviões e helicópteros, que vão nos tirar daqui, e voltaremos a ter tudo como era antes. Ou não. - Disse Harry meio desanimado.
- Mas Harry, é exatamente por isso que temos que aproveitar isso tudo, aqui e agora!
Essa amizade que está começando, isso tudo a nossa volta, nós oito… Porque mais do que nunca, o amanhã é incerto demais pra nos preocuparmos com ele! Se ficarmos pensando em quanto tempo vai durar, vamos enlouquecer aqui, vivendo hoje pensando em depois. Vamos deixar o amanhã para amanhã, e viver o agora. Porque de uma coisa podemos ter certeza sabe, isso tudo nunca mais vai se repetir. Não mesmo. Não dessa forma. - Disse com um sorriso suave no rosto. - Vamos esquecer isso…
- É, é bobagem. - Disse o menino pensativo. - Agora, se você contar para alguém desse surto de gay que eu tive , você á uma anã morta. - Concluiu Harry voltando ao tom debochado e sexy de sempre, sorrindo.
- Isso aí. - Disse sorrindo e dando um soquinho no menino. - Sou uma anã morta?! Ah Harry Judd, essa eu pago pra ver! - Concluiu ela rindo e se levantando. - Vem, vamos voltar lá pro Danny e ver como estão as coisas.
Harry revirou os olhos, sorriu, e se levantou para acompanhar a menina.

***

- And it will be nice to be alone,
For a week or two,
But I know that I will be,
Right back here with you…

tocava uma de suas músicas preferidas no violão, “Married with Children - Oasis”, e Danny acompanhava, meigo e feliz.
Do meio do nada, surge, correndo e ofegante, interrompendo sem querer o “quase” não casal.
- OLÁ PESSOAL! - Disse ela feliz. - TOOOM, GANHEEEEI! - Berrou ela para o mato, cheia de si.
Danny e trocaram olhares de interrogação, e caíram na risada.
saltitava.
- VAAAI LOOOGO GOOORDINHO, VEEEM! - Berrava ela feliz, ainda para o mato.
Cinco segundos depois, puderam ver algumas plantas se mexendo.
Eis que surge Tom Fletcher, o gordinho lento e atrasado, que perdera a corrida apostada com , depois de se distrair com um Zinhento.
O menino estava suado, vermelho e ofegante.
Danny soltou uma de suas risadas gostosas típicas, fazendo Tom lhe mostrar o dedo, pois não conseguia falar.
- Duuude, já até sei o que aconteceu. - Disse Danny rindo. - Aposto que isso era uma corrida, e você perdeu.
- A ganhando uma corrida?! Tom, sinto muito, mas você deve ser REALMENTE lerdo. A é uma negação em qualquer coisa relacionada, ou que chegue perto de esporte. - Disse rindo.
lhe mostrou a língua.
- Ela - Começou Tom ofegando. - trapaceou - Continuou o menino. - tinha - Tomou fôlego - um Zinhento - Respirou - ela - Fôlego de novo - se aproveitou. - Concluiu, soltando o ar.
Danny, e caíram na risada.
- Tsc, tsc. Gordo, gordo, você deveria fazer mais esportes. - Disse Danny rindo.
Tom revirou os olhos, lhe mostrou novamente o dedo, e se jogou ao lado do menino, deitando-se.
- Ufa. - Disse.
- Loser Tominus! - Disse fazendo o “L” na testa.
- Aposto que ela sempre quis fazer isso… Quando é conosco, ela sempre perde. - Comentou baixinho, rindo.
- Não perco não! - Protestou rindo.
- Nããão, imagina… - Respondeu rindo.
- Não perde o que Zangosa? - Ouviram uma voz conhecida dizer.
sai do mesmo lugar da mata de onde Tom surgira. Vinda da praia.
- Olá ! - Disse Danny animado.
- Alô Jones. - Disse a menina sorrindo.
- Olá zinha! - Disse apertando-lhe as bochechas.
- Olá Zangosinha! - Disse lhe dando uma mordida.
- Oi ! - Disse feliz.
- Aloha! - Disse a menina feliz. - Mas o que a Zangosa tava dizendo que não perde ?
- Ela ganhou uma corrida com o Thomas aqui. - Disse apontando para o menino, que ainda se recuperava. - E agora tá dizendo que não perde pra gente. - Concluiu a menina rindo.
- Pffff… Pobre Zangosa. - Disse piscando para , que sorriu.
Danny as olhava conversar, meio fascinado, com um sorrisão bobo estampado na face.
- Eu sou muito boa em esportes tá?! - Disse rindo.
- Claro , claro. - Disse rindo.
- Olha, a única vez que eu me lembro da ganhando alguma coisa, foi no STOP. Mas não acho que isso valha como esporte… - Disse rindo.
- Pior é que nem ganhar ela ganhou. Daquela vez tivemos que ficar argumentando meia hora que itálico não era cor, mas não adiantou, ela decretou a própria vitória, e ninguém a contesta desde então. - Lembrou-se rindo.
- Hunf. Engraçadíssimas vocês. - Disse fazendo joinha.
e riram.
Ouviu-se o barulho de passos vindos da direção oposta a praia.
- Olá pessoal. - Disse feliz.
- Olá! - Responderam todos juntos.
Dois segundos depois, logo de trás de :
- Hei. - Disse Harry dando um “tchau” geral para todos.
- Olá Harry! - Disse feliz.
- Oi Little . - Respondeu ele com um sorriso Judd.
- Little é o caramba Judd. - Disse Tom brincalhão, parecendo ter retomado seu fôlego.
- Sorry Thommy. - Disse Harry com voz gay, levantando as mãos, rindo.
- Dessa vez passa. - Disse o gordo rindo.
- Harry surge do meio do mato… - Comentou Danny rindo.
- Pois é dude, sabe como é, eu amo a selva… - Disse Harry rindo.
- Ama sexo selvagem, isso sim! - Disse Jones dando uma risada gostosa.
- Ah, essa é a paixão dele… - Brincou Tom.
- Claro, meu hobbie… - Disse Judd com um sorriso pilantra.
- Ahh, que nojo. - Disse fazendo uma careta.
se levantou no meio do nada.
- Bom galera, vou dar uma volta. - Disse a menina normal.
- Ahh , mas tava tão legal a gente tocando! - Lamentou Danny.
- Mais tarde tocamos mais. - Disse não podendo deixar de sorrir.
- EBA. - Disse ele dando um sorrisão.
- Ahh, também vou! - Exclamou feliz para .
- Poxa, eu também! - Concordou .
- Vamos todas então?! - Perguntou feliz.
abriu um sorrisão.
Saíram as quatro em direção a praia, esbarrando com Dougie.
- Onde vocês tão indo? - Perguntou o menino fofo.
- Dar um volta… - Respondeu sorrindo.
- Tá bem zinha, vão lá. - Assentiu o menino dando-lhe um selinho, e rumando de volta a mata, na direção onde os outros guys estavam.


...Continua...


N/A:
Heeeey Girls! Como estão?!
Cara, definitivamente eu preciso terminar logo o colegial, maldita escola toma todo meu tempo!
Como vocês já devem ter percebido, esse capítulo não é o que se pode chamar de concluído...
Mas achei melhor mandar logo alguma coisa, porque meu deus, fazia tempo.
Para alegria das Jones finalmente Jonão acordou, e preparem-se, porque vem muito mais por aí.
Vocês devem ter percebido que o apelido da Judd sumiu, ficou fixo.
Resolvi colocá-lo assim, porque a minha Judd, Mariana, está no Canadá, loonge, e estou morrendo de saudades, e ela mais do que merecia essa homenagem! Te amo Zangosinha!
(Zangosa lê-se ZangoZA, mas por convenções deixamos com "s" mesmo. A grande razão disso, é que com toda sua inteligência, Mari não sabe distinguir os nomes dos 7 anões... - Zangado + Dengoso -HAHAHA)
Muuuito obrigada pelos comentários,
Vou atualizar logo.
(Como escrevo a mão, demoro digitando fazendo revisões...)
CRÉDITOS:
Na descrição que o Harry faz do Danny enquanto a Poynter o deixa lá cuidando dele, os créditos são da desciclopédia.
Zinhento é o apelido de uma amiga muito querida que fico feliz em zuar, ela tinha que aparecer na história de algum modo.

Drive safe girls!
Fe Mercante.

N.B
Genteem, não surtem e nem me matem - nem matem a Fernanda -, eu fiz uma confusão na hora de betar a fic, a Feh falou que o apelido ia ser fixo, e eu acabei entendendo tudo errado, e deixando a Judd fixa.
Mas agora já está tudo certinho, e ninguém precisa se estressar... hum*
Desculpe novamente queridas :x