Capítulo 1 – “This could be the start of something new…”
[’s POV]
Eu e minha amiga éramos amigas desde a 7ª série. Nos conhecemos naquele ano e desde então ficamos super grudadas. Na 8ª série, à muito custo, nos mudamos para Londres com o objetivo de aprimorarmos nosso inglês e fazer uma boa faculdade.
Fomos matriculadas em uma das melhores escolas de lá e foi então que conhecemos e .
[’s POV]
A escola era uma das melhores do Reino Unido e, ainda por cima, gigantesca. Nosso primeiro dia de aula foi salvo graças a dois garotos, ligeiramente, encantadores. Atrasadas na aula, começamos muito bem, com o pé direito – literalmente.
Corríamos pelos corredores à procura da sala de número 23, 8ª “C”. Parecia coisa de doido. Nós acabamos esbarrando em dois meninos, que nos ajudaram a pegar o material esparramado no chão. Olhamos para eles e estes sorriram meigamente. Um deles se levantou e ficou encarando com um brilho nos olhos. Ele tinha cabelo arrepiado e bochechas coradas. Que gracinha.
- É nova aqui, certo? – eu e nos entreolhamos e sorrimos.
- Exatamente. Estamos procurando a sala da 8ª “C”... – Minha amiga coçou a testa visivelmente nervosa.
Os olhos dos garotos brilharam e em seus rostos se abriram sorrisos largos.
- Então, não desgrudem de nós, gracinhas. – o outro piscou.
- Traduzindo: estamos na mesma sala que vocês. – o com cara de nerd respondeu arrumando o cabelo e nos fazendo rir. Sorri, tínhamos achado nossos primeiros amigos.
- E... Quem são vocês? – perguntei com o dedo batendo no queixo. O garoto em frente de minha amiga ia responder, mas o na minha frente se apressou.
- Permita-me, - ele fez uma reverência ironicamente formal, inclinando-se para frente e apanhando minha mão, encostando seus lábios meigamente para liberar um beijo leve. – , mas chama de que nos entendemos melhor. – piscou ele e soltou minha mão. Eu ri timidamente e ele corou de leve.
- , - eu sorri e lhe dei um beijo na bochecha. – mas chama de que eu penso no seu caso. – arqueei a sobrancelha.
[’s POV]
É, realmente havia sido muito gentil com a , chegando até a se esquecer de que haviam mais duas pessoas ali, apesar de que ficamos nos encarando com sorrisos bobos e tímidos. Ele era bonitinho... não, era lindo! Aquelas bochechas eram a coisa mais graciosa nele! Por fim, ele se manifestou.
- Ah...oi...er...eu sou ! – ele estendeu a mão para que eu apertasse. – Mas me chama de . – ele piscou e coramos ao mesmo tempo.
- Er... . – eu apertei de volta a mão e lhe dei um beijo estalado na bochecha. Ele ficou vermelho feito pimentão. e conversavam animadamente, minha amiga ria das gracinhas dele, quando finalmente lembrou-se de me apresentar para seu novo “amiguinho”.
[’s POV]
Engraçado? Até demais!
- Errm... – cocei a testa. – , esse é o ... ; , esta é . E ah, - notei que o outro me olhava com cara de “estou invisível por acaso?” – Ahm, hey amiguinho feliz!
- ! – este sorriu apertando minha mão.
- Hã...guys? – coçou a nuca e olhou para o relógio.
- Droga. – olhou para mim. – Nos atrasamos! A aula começou há 10 minutos!
Já era de se esperar... Nós quatro corremos até chegar à classe e inventamos uma boa desculpa, muito esfarrapada por sinal. Mas o professor era tão tolo que acreditou. É claro que aquelas calças agarradas deviam atrapalhar a circulação do sangue por seu corpo, mas eu prefiro não comentar. E foi assim que os conhecemos, aquelas “criaturas” que mudaram nossas vidas por completo.
E por aí foi. O tempo passou e nossa amizade com os garotos foi crescendo. , pelo menos, tornou-se meu melhor amigo. Muitos diziam que nós nos curtíamos e sempre negávamos. Amor de melhor amigo ERA impossível, pelo menos nos meus pensamentos.
Aqui estamos nós! Quase três anos se passaram e, puxa! Estamos indo para o 4º grau da Sylvia Young Theatre School. Agora, estamos no mesmo colégio, porém há 6 meses sem nossos amigos, sem nossas criaturas de Deus que nos fazem rir. e foram “brincar” de se mudar, junto de seus amigos e colegas de banda, e .
[’s POV]
É, e haviam parado de repente de ir à escola. Motivos? A banda que eles haviam acabado de formar com e estava fazendo o maior sucesso! McFly! Eles não conseguiam mais ir à escola sem serem assediados por fãs na entrada. Sem contar, é claro, do aumento inesperado de procura por matrículas em nossa escola. Tudo estava uma loucura!
Fletch, o empresário deles, achou melhor os dois deixarem a escola e passarem a se dedicar mais à banda; eles teriam aulas particulares. Mas que tédio!
Capítulo 2 – “I want to drive it all night long…”
[’s POV]
Eu e estávamos de férias e passávamos o dia uma na casa da outra. Era um domingo, estávamos em minha casa fuçando na Internet quando, inesperadamente, meu celular tocou.
“” estava escrito na bina, não acreditava que poderia ser ele, afinal, raramente ele me ligava! Na dúvida, coloquei no viva-voz.
- Alô?! – eu disse com receio
- Oi ! – disse , do outro lado da linha.
- ! Quanto tempo! Ah, está no viva-voz. – eu disse rindo.
- Hey ! – , que estava do meu lado, riu também.
- Oi , o também está aqui!
- Hey girls! – ouviu-se a voz do do outro lado.
- Heeeeey . – dissemos em coro.
- Então, o que os faz ligarem para mim, quer dizer, para nós? – disse com um sorriso bobo.
Pudemos ouvir do outro lado da linha uma pequena discussão, do tipo “Fala você.” “Não você fala!” “Ah, deixa que eu falo então!”
- Meninas? – era .
- Oi! – respondemos tentando conter as risadas.
- Er... então, nós queríamos convidá-las para sair em turnê conosco. Vocês topam?
Entreolhamo-nos boquiabertas, nós saindo em turnê com o McFly? Isso era o sonho de qualquer garota, certeza que aceitaríamos! É claro que, teria que nos explicar direitinho quando seria o começo, fim, essas coisas. Mas que nós iríamos isso já era mais do que certo.
Foi fácil convencermos nossos pais, apesar deles estarem no Brasil. Arrumamos nossas malas e no dia seguinte os meninos vieram nos buscar. O grupo tinha um ônibus de dois andares e por dentro era lindo! Eles nos receberam com um abraço forte, um abraço de saudades mesmo.
Agora, cá entre nós, eu não sei por que, mas fiquei muito vermelha quando me beijou na bochecha. Meu estômago dava algumas voltas, ele estava tão lindo! Não sei como nunca havia reparado tanto nele quanto estava naquela hora. Ele me olhou de cima a baixo e abriu um sorriso tímido, típico dele.
- Nossa, como você está linda...er... quer dizer... – ele se enrolou todo, abaixou a cabeça corando um pouco e percebeu que ainda me mantinha entre seus braços. – Desculpe. – me soltou sem jeito.
- Sem problemas! – eu abri um largo sorriso.
[’s POV]
É, a perfeição pode ser alcançada. Ou quase. E nós sentimos isso, naquele momento. Um toque de celular e UAU! E eu que chegava até a pensar que aqueles bananas lindos haviam nos esquecido. Ainda bem que pensei errado.
Ao ouvir aquelas vozes do outro lado da linha me animei completamente. Eles continuavam atrapalhados, bobocas, fofos, me faziam rir e continuavam com as vozes mais perfeitas que já ouvi.
Turnê? Com eles? Caramba, pois é, inacreditavelmente não era um sonho.
Tinha no mínimo, três malas e logo Fletch, o empresário não mais misterioso deles, foi me ajudar. Vi e logo quis cumprimentá-lo e rir das besteiras dele, mas logo vi que ele e minha amiga estavam abraçados... E corados! Então deixei para falar um “Hey” primeiro para . Aquela gracinha metida.
Entrei no ônibus MARAVILHOSO e comecei a procurar por ele até que comecei a ouvir umas vozes, vindas do andar de cima. Subi as escadas e, sem fazer barulho, fiquei escondida.
Missão Impossível 4? Não, ainda.
- Olha, eu comprei sorvete de creme de uva! – dava um pote imenso de sorvete à .
- , seu gay! – pegou o pote e ficou examinando-o um tanto bravo. – Eu disse pra você que a não gosta de uva! Ela prefere flocos ou talvez napolitano, seu panaca débil!
Comecei a rir e terminei de subir as escadas, dando de cara com um paralisado.
- Bom, eu posso comer sorvete de uva por vocês. – abriu um sorriso bobo, corando levemente e se atrapalhando todo ao me ver.
- Ma-mas você já estava aqui? Ai caramba... – bateu a mão na testa. - por um momento pensei que não viria!
- Nunca mais pense isso! – eu me aproximei.
- Ah quer saber? – tacou o pote de sorvete no banco e me agarrou, dando um abraço forte e retardado e me enchendo de beijos no rosto. Ficamos uns minutos rindo e matando as saudades até que alguém pigarreou.
- Olha, eu sei que o casalzinho apaixonado está se divertindo, - disse sarcástico o que nos deixou corados e fez com que nos separássemos do abraço. – mas não vai dar para falar um “hey” pra não?
- Ah... Claro. – falou emburrado e eu consegui ouvir ele murmurar um “ela é a minha garota, ”. Morri. Sorri orgulhosa e me dirigi até e este me deu um beijo em cada bochecha.
- !
- ... – eu falei rindo com uma cara de incompreensão, enquanto notei que estava quase me puxando para longe de seu amigo. Percebi o clima estranho e, para minha salvação, e estavam subindo as escadas (de mãos dadas), seguidos de .
Me afastei dos dois e fui até o “casal” e . Antes de cumprimentar , sussurrei rindo para .
- Mas por que diabos vocês estavam de mãos dadas hein sua safadinha?
[’s POV]
Depois daquele sussurro que, na verdade, não foi tão baixo assim, eu me atrapalhei toda virando um pimentão. abaixou a cabeça e eu não sei se ele ria de felicidade, vergonha ou nervosismo, mas ele também estava corado. encarregou-se de responder:
- Coisas de amiguinhos! – disse irônico e eu sorri amarelo.
deu um beijo em sua bochecha.
Eu e não sabíamos onde nos esconder, mas eu me acalmei e fui cumprimentar e . Depois de algumas perguntas e comentários como: “E aí, como anda a escola?”, “Vocês mudaram muito!” e “O pessoal pergunta muito de nós?” acabamos ficando sem assunto.
Ouvimos Fletch gritar lá de baixo que já estávamos de saída e a partir daí pareceu que acordávamos de um transe, pois cada um foi para um lado. e foram jogar vídeo game mais ao fundo do ônibus, e ficaram sentados nos bancos, também no andar de cima, comendo sorvete e colocando o papo em dia. Agora, eu e , bem, ele me puxou para o andar de baixo e quando terminamos de descer as escadas ele tapou meus olhos e sussurrou em meu ouvido.
- Eu tenho uma surpresa para você. – me arrepiei.
- O que? – tentei não gaguejar.
- Você verá. – nós dois rimos e começamos a andar em direção ao fundo do ônibus, eu acho. Quando chegamos, ele destapou meus olhos e eu me deparei com uma estante inteirinha, com portas de vidro, lotadas de DVDs, de todos os tipos e bem entre aquelas prateleiras estava uma TV de plasma, mais a frente havia um sofá cama. percebeu o brilho em meus olhos, mas uma expressão de incompreensão e explicou:
- Lembra na 8ª série, quando você foi em casa e me perguntou quais DVDs eu tinha? Lembra também que eu não tinha nenhum e que você me zoou pelo resto do ano? – ele corou um pouco.
- Claro que lembro, você me prometeu que teria a maior coleção de DVDs do mundo e eu não acreditei. – eu ri, me lembrando do momento.
**Flashback**
Na casa de ...
- , fique à vontade, vou à cozinha preparar alguma coisa para comermos. – disse entrando em sua casa e trazendo consigo.
- Claro, valeu. Você tem algum DVD? – a garota perguntou passeando os olhos por todos os lados à procura de um.
- DVDs? Erm... não tenho nenhum, na verdade, não ligo muito pra isso. – o olhou com indignação, como se ele fosse um E.T.
- Caramba , em que planeta você vive? – ela disse irônica, rindo.
- No planeta Terra, em Londres, estudo na melhor escola daqui, onde minha melhor amiga é gata e... – ele percebeu o que tinha dito e ficou vermelho. Para consertar o erro, propôs um desafio à garota que o olhava encantada. Fez-lhe uma promessa. – Ah quer saber? , eu prometo que, se um dia eu puder, terei a maior coleção de DVDs do mundo! – disse orgulhoso fazendo a amiga rir.
- Fechado então. – a menina disse triunfante apertando sua mão.
**End Flashback*
Estávamos diante de mais de 200 DVDs (isso pra falar pouco). Ele pegou minha mão e me levou até eles, me ajudando a escolher um. Não hesitei em escolher “Jogos Mortais”, afinal, adorava aquele filme. Ele me olhou com cara de você-não-teria-coragem, mas insisti e ele colocou o filme.
Nos sentamos no sofá, a pipoca já estava pronta, em cantos opostos, mas a pipoca foi nos aproximando. sempre raptava o balde de pipocas me forçando a pular em cima dele para comer mais.
- , me passa a pipoca, please? – pedi já que estava com preguiça de pegar.
- Ah, vem pegar . – ele disse com a voz arrastada, sem nem desviar os olhos da TV.
- E onde está? – eu ergui meu pescoço procurando.
- Numa mesinha aqui...
- Ah, por Deus , está do seu lado, por favor, pega pra mim!
- Levanta e pega. – ele me lançou um sorriso cínico e eu bufei.
- Ta bom, você venceu. – resmunguei. Me levantei, mas não saí do sofá, engatinhei até ele e me posicionei entre suas pernas, que estava abertas. Coloquei um braço no encosto e com o outro fui tentar alcançar a vasilha, me esticando por cima de meu amigo.
Como eu havia cogitado, ele ficou irritado porque eu estava atrapalhando a visão dele.
- , dá licença poxa! No melhor do filme! – ele desviava a cabeça e eu ria de um jeito sapeca.
- Nem vem, você não quis pegar o balde e agora agüenta! – dei língua.
- Ah é? Não vai sair mesmo? – neguei com a cabeça. – Se prepare... – ao terminar de falar ele começou a me cutucar; eu já havia, finalmente, alcançado as pipocas, mas não consegui sair de cima dele, porque prendeu minhas pernas.
Não me dando por vencida, tentei voltar novamente, mas para minha surpresa ele aumentou a intensidade das cócegas bem nesse momento, o que me fez perder o equilíbrio e voar pipoca para tudo quanto é lado. Caí em cima dele e ficamos com os rostos próximos, muito próximos eu diria.
ficou me encarando por um longo tempo, até aproximar sua mão para tirar uma pipoca do meu cabelo. Depois, ele desceu sua mão para minha nuca e foi aproximando nossos rostos para um beijo. Não sei o que estava acontecendo comigo, me sentia completamente hipnotizada por aqueles olhos...
, de repente, entrou na sala e se deparou com a nossa situação. Pigarreou e fingiu que não tinha visto nada. Perguntou normalmente para onde estavam os PlayStations enquanto eu e ele nos recompúnhamos. Ele pegou o que precisava e saiu, fechando a porta. e eu estávamos vermelhos e com sorrisos bobos, aquilo havia sido demais!
Capítulo 3 – “And remember all the things we've been through, all the good stuff…”
[’s POV]
Enquanto e passavam por momentos “deixa-eu-tirar-a-pipoca-do-seu-cabelo”, eu e estávamos tomando sorvete de uva enquanto víamos, sem interesse, (até certo ponto) e jogarem vídeo-game.
- Desculpa por ser de uva, - falava enquanto enfiava sua colher no pote. – eu sei que você prefere flocos...
- Ah, que é isso . – eu dei um sorriso largo e coloquei minha colher no pote também. Ele conseguia ser tão fofo e bobo ao mesmo tempo. Coloquei uma mão, Deus lá sabe por que, um pouco abaixo do ombro dele. – Prefiro flocos, mas uva passa! Aliás, não é todo dia que eu tenho a oportunidade de tomar sorvete com um membro do McFly. – foi só dizer isso que uma tarde, ainda na 8ª série, me veio na cabeça.
**Flashback**
Sorveteria ao lado da escola...
e haviam acabado de sair da escola para se divertirem e resolveram tomar sorvete, bela escapatória.
- Nossa! Tudo isso de sorvete de uva? – a garota fez uma careta e o amigo riu. – Aleluia! Flocos, meu querido flocos! – colocou duas bolas do sorvete em seu potinho com um sorriso infantil.
- É... Flocos é melhor que uva. – ria. – Mas nada supera, - ele fez cena, falando em tom alto e sarcástico, fazendo todos na sorveteria olharem para ele. – o poderoso... LIMÃO!
O comentário nada discreto fez a menina cair na gargalhada, chamando ainda mais a atenção dos que ali estavam. Os dois se sentaram numa mesinha ao ar livre, a brisa estava leve e pouco gelada.
- ...
- Diga ... – falou com a boca cheia de sorvete de limão.
- Promete que vamos tomar sorvete, juntos, para sempre?
- Não se preocupe, - o garoto falou em tom malicioso. – vamos tomar sorvete juntos até depois do nosso casamento!
**End Flashback**
- ! – eu falei quase berrando e rindo.
- Ai meu Deus, o que eu fiz? – , que já havia terminado o seu sorvete, começou a achar que tinha pirado.
- E quem disse que agentevaicasar? – eu falei rapidamente.
- , traduz, por favor. – ele colocou as mãos em meus ombros, se aproximando de mim.
- Ah, - fiquei vermelha. – não foi nada. É. Eu to maluca. Só me lembrei de uma coisa...– sorri. – e nem me pergunte o que foi.
- MERDA! – ouvimos um berro vindo do outro lado do ônibus; havia perdido no jogo.
- Quem será o próximo a desafiar o poderoso chefão? – berrava, se achando. Eu adorava esses jogos de luta, portanto resolvi me oferecer para jogar com .
- Posso tentar jogar com o poderoso? – me levantei rindo e olhando para ele.
- Ei , deixa que eu te mostro como se joga Mortal Combat. – se levantou e piscou, indo correndo até . – Como nos velhos tempos.
SEMPRE ganhava de mim nesses jogos, e sempre se gabava disso. Agora, eu comecei a jogar com o primo da , que morava em Londres, e me aprimorei nas técnicas. “ que me aguarde”.
Os dois começaram a jogar, rir, xingar e se gabar enquanto eu me sentei ao lado de fitando eles jogarem e reclamando “machistas”. Depois de meia hora o jogo acabou e venceu, já logo se gabando. percebeu meu olhar de “me-aguarde” e falou:
- Pode jogar com ele, . E ah, acaba com ele! – piscou e trocou de lugar comigo.
- Há, você? Jogando? – riu irônico.
- Que vença o melhor. – eu falei em tom metido e apertei “play”, começando uma nova partida.
Acho que surpreendi a todos ali; ganhei do meu amigo em todas as fases e quando o jogo acabou, soltei um berro de alegria e sarcasmo. ficou boquiaberto olhando de mim para .
- Mas como?
- Todos têm seus segredos, . – eu pisquei e estendi minha mão para o garoto sorrindo. – Não se preocupe “vidona”, não está perdendo o jeito. - Ele apertou minha mão sorrindo.
- A cada dia você me surpreende mais. – ele piscou. Ok, o que ele quis dizer com isso?
[’s POV]
Eu e terminamos de ver “Jogos Mortais” e depois ele se levantou para trocar o DVD, não hesitei e perguntei:
- , que filme agora?
- “Espíritos”, . – ele sorriu maleficamente.
- Ahhhhhh, mas eu odeio esse filme! – fiz bico, realmente aquele filme não me agradava.
- Que pena. – ele aproximou-se e pegou em meu queixo ainda com cara de malvado. – Acho que você terá que segurar em mim quando estiver com medo. – disse no maior tom sarcástico.
- Até parece. – bufei, mas não consegui manter a pose por muito tempo.
Dessa vez, nos sentamos no meio do sofá, lado a lado e pernas jogadas para trás. Durante o filme eu precisava agarrar o braço de , estava morrendo de medo. Ele foi passando lentamente seu braço por detrás do encosto até me envolver pelo ombro e me aproximar de seu corpo lentamente.
Agora, já que estávamos tão perto, procurava “abrigo” eu seu peito, dando para sentir seu perfume. Até em um determinado momento em que levei um baita susto e envolvi meus braços em seu pescoço.
ficou me observando por um tempo e depois começou a rir. Aquilo não tinha graça nenhuma!
- Ta rindo do que? – perguntei com a voz trêmula, ainda com meu rosto próximo ao seu de perfil.
- Você fica linda com medo. – ele disse ainda rindo e tirou uma mecha de cabelo que estava em meu rosto. Virou-se de frente para mim, segurou em minha bochecha e foi aproximando nossos rostos lentamente. Eu olhava em seus olhos até sentir necessidade de fechá-los para, enfim, sentir seus lábios contra os meus. Nós dois estávamos felizes, foi descendo sua mão para minha nuca, costas, cintura e começou a apertá-la contra seu corpo. Soltei um gemido breve e abri minha boca para que sua língua pudesse passar. Sentei-me em seu colo e movimentávamos nossas línguas com necessidade, meu ar já faltava e garanto que o dele também já estava quase nulo. soltou-me ofegante.
- Posso te dizer uma coisa que eu quero desde a 8ª série? - ele disse com a voz falha, ainda sem ar.
- Claro. – sorri com os olhos brilhando.
- Eu te amo. – ele sorriu tímido e me roubou um selinho. Fiquei estática, ele havia se declarado e minha ficha ainda nem caíra.
- Eu também te amo! – disse rindo e puxando-o para outro beijo.
Eu o amava desde o momento em que ele me ajudara a pegar os materiais no primeiro dia de aula, parecia uma espécie de química. Tinha medo de me declarar e ele me acusar de estar misturando as coisas, mas quando ouvi aquelas três palavras saindo de sua boca eu pude ter certeza de que estávamos quites.
foi empurrando meu corpo com o seu, sem parar de me beijar, para deitar-se no sofá até que eu senti-me completamente camuflada por seu corpo. Nossa situação esquentava, passeava suas mãos por baixo de minha blusa, depois foi descendo para as pernas, passando pela minha saia e me arrepiando por inteiro.
Eu, por minha vez, bagunçava seus cabelos e os puxava delicadamente toda vez que ele mordia meu lábio. subiu sua mão, que estava em meu joelho, mas esta enroscou em minha saia e acabou levantando-a. Parou de me beijar e olhou minhas coxas, depois voltou a me encarar com um sorriso maroto. Começou a abrir a própria calça, sorri para ele, mas o puxei pela camisa.
- Você não quer fazer isso em um lugar mais... privado? – eu sorri timidamente.
- Tipo o banheiro? – rimos. – Tem razão linda, pode ocorrer de um desses sem noção interromper nosso momento. – se inclinou e acariciou meu rosto, de leve,com sua bochecha.
- Hey, eles não são sem noção, só gostam da nossa companhia. – fiz cara de criança.
- Ok, ok. – ele sorriu de maneira fofa e me roubou um beijo intenso.
O filme já havia acabado, levantou-se e fechou a calça indo trocar o DVD. Temendo que ele me sacaneasse outra vez, levantei, arrumei minha saia, e me aproximei dele, abraçando-o por trás.
- Amor, que filme você vai colocar agora? – perguntei e vi que ele se arrepiou.
- Qual você quiser, minha linda. – disse virando-se e me abraçando pela cintura, beijando todo meu pescoço.
- Vou escolher um romântico então. – pisquei e puxei-o pela mão para me ajudar a escolher. Acabamos pegando “Dança Comigo?”, eu gostava tanto daquele filme. Mas o melhor, com certeza, foi me puxando para o meio da salinha e dançando comigo. Era, até certo ponto, engraçado, em alguns momentos ele fazia caretas, me fazendo rir.
Acabamos de dançar com ajoelhando-se e segurando minha mão, com um sorriso de canto.
- , você quer namorar comigo? – ele perguntou e eu coloquei a mão na boca. Como assim ele já queria namorar? Sorri, como se afastasse esse tipo de pensamento, e o levantei do chão.
- É claro que eu quero. – começamos a nos beijar de novo.
[’s POV]
Era incrível como garotos eram maníacos por vídeo-games. Meu jogo com acabou e eu já estava jogando contra . Cansei. Eu e resolvemos descer e ficar lá com e . “Eles são mais agradáveis...”, pensei comigo. “ou não” mudei de idéia ao espiar o que se passava naquela sala.
Havíamos chegado bem na hora em que nossos amigos beijavam-se de maneira intensa. ia fazer uma brincadeirinha, mas eu calei sua boca e o arrastei para a escada.
- Que merda! – resmungava em tom baixo enquanto tentava espionar e , é, ele havia voltado até lá! ¬¬ - Cara, eu achava que o era gay.
Revirei os olhos tentando não rir, que absurdo!
- Bom, de gay ele não tem nada. –Apenas pensava na cena que vira há pouco.
Ficamos sentados na escada por uns dez minutos até dois “abacates” tropeçarem em nós.
- ... E ? – apertou o olhar e fez questão de se esmagar, sentando entre eu e o garoto na escada.
- Falou, vou pegar a Playboy aqui em baixo e já volto. – desceu sob o olhar brilhando de dois meninos assanhados e uma careta minha. Tenho quase plena certeza de que atrapalhou o casal , porque ouvimos algumas vozes.
- Olha só, “Dança Comigo”, eu adoro esse filme!
- Eu te disse , não era uma boa. – ouvi a voz de minha amiga e segurei o riso.
- É, agora eu sei. – falou ofegante e eu e nos entreolhamos recebendo um olhar mortal de . – É a revista do Fletch?
- Sim, a Playboy dele.
- Não acredito. – e disseram juntos.
- Tchau e bom filme. – saiu com uma expressão meio assustada, mas os meninos ficaram mais distraídos com a revista que ele tinha em mãos.
- Argh! Eu não serei obrigada a ficar aqui, né? – disse irritada com a imaturidade dos três.
- Não! – responderam eles, curta e grossamente sem tirarem os olhos da revista.
- ! – eu falei brava e os três me olharam, estava em pé e de braços cruzados. – Eu não esperava isso de você! Ficar babando por essas vadias quando se tem coisas muito mais agradáveis para se fazer.
- Ah... – deu de ombros.
- Ai mamãe! – e zoaram da nossa cara. – Vai , obedece a mamãe! Vai ver TMI! [n/a Vê: é aquele programa em que eles vão sabem? Responder perguntas e brincar. xD]
- Também não é pra tanto! já é bem grandinho para fazer coisas úteis sem ficar olhando para peitos e bumbum.
- Se ele já não está olhando. – riu irônico assim como enquanto olhavam a peste ao meu lado olhar para meu bumbum.
[’s POV]
Ainda bem que eu e nos precavemos. Assim que entrou nos separamos e passamos a nos recompor. Ele pegou a revista de mulher pelada do Fletch, me fazendo revirar os olhos. Depois que ele saiu balançando a revista como uma criança, aproximou-se e cochichou em meu ouvido.
- Esses garotos, odeio as manias imaturas deles. – e mordeu minha orelha. Eu ri.
Nos sentamos no sofá, dessa vez como namorados, abraçados e de vez em quando trocávamos alguns beijos. chegou pouco tempo depois e estava sozinha, sentou-se ao meu lado no sofá.
- Hey . – disse sorrindo.
- Hey , . – ela disse desanimada.
- Cadê o ? – perguntou , como quem não quer nada.
- Ah, ele e mais os outros estão se divertindo vendo mulheres nuas. – disse sem emoção batendo as mãos no joelho. Eu e rimos.
- Não se preocupe, ainda não são capazes de lidar com relações sérias. – disse me apertando contra seu corpo e piscando para mim. Era óbvio que não estava entendendo nada.
[’s POV]
Fiquei sentada no sofá ao lado de com os braços cruzados.
- é um fofo imaturo. – pensei alto demais e me deparei com os olhares engraçados de e do tipo “ela-disse-isso?”
Tentando dispersar os maus pensamentos reparei no casal à minha frente, não fazia idéia do por que daquilo. Ta, eu havia visto eles se pegando há pouco, mas achei que fosse só uma atração que eles sentiam e nada mais.
Mas eu era muito curiosa e não conseguiria me segurar, comecei a bater a ponta das unhas no joelho.
- Sempre achei vocês uma gracinha. – deixei escapar, mesmo não querendo. – Quer dizer, er... vocês estão juntos? – dei uma de desentendida.
Minha amiga trocou olhares com do tipo “posso-contar-né?” e o mesmo retribuiu com um sorriso.
- Aham. – disse com um sorriso largo.
Pulei no sofá e dei um gritinho de felicidade. Sempre torci pelos dois, tão tímidos e agora... tão atrevidinhos! É óbvio que não seria cara-de-pau o suficiente para falar “É, bem que vimos vocês no maior amasso.”
Entretanto, foi só eu dar esse grito que ouvi gritar um palavrão cabeludo, urrou de raiva e disse alto.
- É o grito inconfundível da minha ! – largou a Playboy para trás e veio correndo até a sala de forma desastrada. – ! ! Ta tudo...ahhhhh! – estava tão desesperado que tropeçou, caindo em meio a algumas almofadas jogadas no chão.
- Gosh, ! – eu fui até ele e acariciei seu cabelo, tirando o mesmo de seus olhos. Ele sorriu bobo.
- Você está bem? Ouvi seu grito e... – se sentou rindo. – foi um tombo engraçado, não foi?
- Ah foi sim. – ria com quase em seu colo.
- Mas o importante é que ele está bem, né? – sorriu.
Logo, os outros dois apareceram com mais duas outras daquelas revistas em mãos.
- Mas que porra aconteceu aqui? – falou quando viu no chão rindo. – Que retardado!
- É dude, - dessa vez foi quem disse. – foi só ouvir seu grito, - apontou para mim que agora me sentava ao lado de . – que deu a doida, um maluco, - começou a imitar . – “ai, é o grito da ! Oh, será que ela está bem? Oh, , , eu te a...” – não pode terminar de importunar , pois este lhe chutara o meio das pernas. Harry fez uma careta enquanto , e riam muito.
Para acabar com o “clima”, eu resolvi parecer normal.
- Ahm meninos, cadê o empresário de vocês? – falei olhando para o corredor do ônibus.
- Por que? Quer dar uns pegas nele? – disse sarcástico.
- Claro que não, besta. – burro! Dei um pedala nele.
- Ta, mas, sério, cadê ele hein? – perguntou olhando para o novo namorado.
- O Fletch? – coçou o queixo e pareceu pensar em alguma resposta.
- Aposto que está trancado lá em cima... - se pronunciou.
- ...provavelmente comendo alguma vadia pelo telefone, como sempre. – terminou em tom malicioso. Eu olhei para e nós fizemos careta arrancando risos dos meninos.
- Nem me fale nessas mulheres que “coisam” por telefone. – disse com cara inocente e logo me veio à memória uma vez, ainda estávamos no 1º ano, eu, , e na casa do .
**Flashback**
Na casa de ...
- Então, que número agora?
- Hum... tenta esse aqui. – falou um número e o digitou no telefone em mãos.
- Está chamando.
- Aê! Coloca no viva-voz. – deu um sorriso sacana.
- Dude não atend...a-alô?
- Oi tesudo. – disse uma voz feminina e de prostituta do outro lado da linha.
fez uma careta, como se perguntasse o que ele falaria. – Está ficando excitado? – a voz falou novamente e nem teve tempo de responder, fez cara de quem não estava gostando, tomou o telefone da mão do garoto e o desligou.
- Ah... – os meninos protestaram e começou a rir. continuou. – Só porque eu queria ver o que o ia dizer!
ficou totalmente vermelho e resolveu falar:
- Isso seria ridículo. Me poupem.
- Ah, o é bem grandinho pra falar com uma mulher daquelas.
- você está com ciúmes? – abriu um sorrisinho de canto.
- O quê? – parecia ter levado um susto. – Eu e não temos nada.
- Vou fingir que acredito. – disse rindo. – Ok, próximo número?
**End Flashback**
Capítulo 4 – “If you can handle it, undress me…”
[’s POV]
- ? ??? – estalava os dedos na minha frente.
- Er...eu?! – só havia voltado para o “presente” naquele momento.
- Parecia que você estava em outra dimensão. – fez o famoso símbolo de Star Wars e todos nós rimos. [n/a Vê: (Y) nhááá, djow!!!!! *-*]
– Ainn, to com sono! – bocejou de uma maneira infantil.
- Eu também. – me espreguicei.
- Ah droga, - abaixou a cabeça. – tudo bem, deixamos a guerra de travesseiros para outro dia. – ele piscou para minha amiga.
- Beleza então, boa noite galera! – se ajeitou em um dos bancos e dormiu agarrando almofadas.
O mesmo fez , porém, agarrando as revistas. e ainda se pegaram antes de dormir, que eu vi, e dormiram agarrados. , bem, ele caiu no sono antes que eu e, erm, dormiu do meu lado, quase deitado 100% em mim. Olhar aquela carinha dorminhoca era a coisa mais fofa. (mesmo não acreditando que estou dizendo isso) Nós sempre acampávamos e dormíamos juntos, mas agora era diferente. Não era apenas uma coisa pura, de jovens, agora tudo parecia mudar de perspectiva.
Acordei cedo e o ônibus ainda movimentava-se. fez questão de dormir abraçado em mim e foi o maior sacrifício para sair dali sem acordá-lo, porém, obtive resultados. Coloquei uma almofada, caída no chão, entre os braços de . Sweet Escape, pretty classic.
Os outros continuavam dormindo, (roncando e babando, no caso de e ), e estavam tão...entrelaçados que, se não fosse pela roupa e pelas pernas, seria bem difícil saber o que era de quem.
Fui até minha mala e peguei toalha, roupas e mais alguns apetrechos para tomar banho. Subi sem fazer barulho até o andar de cima. Abri uma das portas e me deparei com um banheiro tão... bonitinho! Ele era anormal para um ônibus, tinha uma pia grande, um boxe espaçoso com cortina de ursinhos. Ao terminar de analisar tudo aquilo dei uma risadinha. Coloquei minha roupa em cima da pia e encostei a porta, acreditando que havia fechado-a por completo, como se estivesse trancada à quarenta cadeados.
Fiquei no chuveiro por vinte minutos, cantarolando e dando um jeito em meu cabelo. Em algum momento pensei ter ouvido o barulho da porta batendo e um sussurro. Ignorei completamente, achando que fosse coisa da minha cabeça. Desliguei o chuveiro e me enrolei numa toalha, em seguida puxando a cortina e saindo do boxe. Notei que minhas roupas haviam sumido da pia, por um momento entrei em choque, mas então vi que minha blusa estava caída ao chão, seguida de uma meia até...
- Ninguém viu seu esconderijo atrás do cesto de roupas, . – cruzei os braços e fui até ele.
- Droga, me descobriu. – ele falou marotamente enquanto levantava-se. – Estava tão divertido.
- Não teve graça nenhuma. – eu tentava segurar o riso. – , dá minhas roupas vai.
- Nah, eu gostei desse sutiã aqui. – falou irônico, colocando a peça sobre seu peitoral e fazendo pose.
- ... – eu me aproximei mais dele. – devolve agora. – estiquei a mão.
- Se quer tanto... – colocou as roupas na parte de trás e dentro de sua calça e piscou maroto. – vem pegar. Já que você gosta tanto assim da minha bunda.
Mesmo sendo um chato, convencido e maroto, ele sabia como mexer comigo.
- Não começa. – falei rindo enquanto passei meus braços rapidamente para seu bumbum. segurou meus braços e minha voz ficou fraca. – Não ouse...
Era tarde. O menino me roubou um beijo rápido, porém já com aquele gosto de “quero mais”. Ficamos ainda mais próximos, nos encarando, até que não agüentei mais. Saco. Esperava por aquilo há 4 anos! Dessa vez, eu que o beijei numa intensidade aceitável, que foi tornando-se cada vez melhor.
soltou meus braços e envolveu os dele pelo meu corpo. Me sentou em cima da pia e ficou com uma mão apertando minha coxa e a outra bagunçando meus cabelos molhados. Enquanto uma das minhas mãos o puxava pela camiseta, a outra ficava “encaixada” pouco abaixo da cintura dele.
Estava tudo cada vez melhor e mais intenso até a “maldição que assobiava” aparecer.
- Ai Deus! Vocês dois? OMFG que pegação! – era segurando uma escova de dentes na mão.
Eu e paramos com tudo e ficamos tentando normalizar nossas respirações, eu havia levado um susto tremendo. Porra, ninguém tem privacidade?
- Wow, usem camisinha! Não quero ser tio tão cedo... E Wow! Mais alguém sabe que vocês tão se pegando? E Wow! malandrinho, você é sortudo dude. – falava como uma criança de 10 anos que acabara de ver uma cena de filme pornô. – Espera, você estava tomando banho? – olhou meu estado com os olhos brilhando.
- ! – bateu na testa. – Estragou tudo seu mongolóide animal de tetas com cérebro de lagartixa amassada.
Não quis ficar ouvindo discussão masculina, pulei de pia e os dois finalmente me olharam. Era simplesmente imensamente, literalmente e todos os advérbios possíveis... constrangedor.
- Er..., aprenda a bater na porta. – falei enquanto pegava minhas roupas no chão. – E , obrigada. – pisquei e peguei rapidamente meu sutiã dentro da calça dele, resistindo em não manter a mão por lá. Sem falar mais nada, abri a porta e sem pensar desci as escadas de toalha. Naquele momento queria apenas ficar invisível. Mas não tinha poderes. As bochechas apimentadas teriam que superar os fatos.
[’s POV]
Eu e dormimos agarrados no sofá-cama, mas até isso acontecer, foi uma longa sessão de amassos. Acordei no dia seguinte com se mexendo, talvez estivesse tentando desfazer o emaranhado que nossas pernas tinham formado pela noite anterior. Abri meus olhos e recebi um beijo apaixonado de “bom dia!”.
- Eu preciso ir ao banheiro! – ele fez cara de sofrido e eu gargalhei. O ajudei a se desfazer de mim e ele saiu em disparada, trombando com que havia acabado de descer as escadas só de toalha.
Minha amiga acabou perdendo o equilíbrio e caindo no colo de , acordando-o.
- Nossa, só de toalha?! – ele esfregou os olhos. – Hoje é meu aniversário? – ele perguntou safado, mordendo os lábios depois de analisar . Bati minha mão na testa, tentando segurar o riso.
- Cala a boca ! – ela disse levantando-se rapidamente, deixando uma criança de bico.
- Que dia mais estranho. – concluiu e rimos junto. – Você não vai acreditar, eu e o , nós, erm, estávamos nos beijando lá no banheiro. – ela corou. – Só que o imbecil do apareceu e estragou tudo! – fez careta e eu gargalhei.
De repente escutamos um estrondo e dois corpos rolando escada abaixo. e levantaram-se gemendo e nós os olhamos atordoadas.
- Nossa , que namorado agressivo! – disse ao ver o estado de e .
- Putz , fica quieto cara! – bateu a mão na testa. – Desde quando o namora a , sendo que ele é gay? – ele disse sem notar meu olhar mortal sobre sua pessoa.
- Eu acho que ele disse a verdade. – disse e apontou para mim, que olhava com um olhar assustador.
- É-é??? – Ele perguntou pra mim e eu concordei.
- Madre mia!!!!! – colocou as mãos na cabeça assustado. – Ok, agora não penso mais nada dos meus amigos! – levantou a mão, como que fazendo um juramento.
- Bom, minha vez de tomar banho. – disse pegando minhas coisas e subindo em direção ao banheiro.
Chegando lá, percebi que alguém entrara na minha vez, bufei de raiva e abri a porta, deparando-me com um banheiro muito bonitinho e bem organizado. Através da cortina pude ver que tomava banho, olhei-o de cima a baixo mordendo meu lábio inferior. O que era aquela silhueta meu Deus? Mas ele não estava tomando banho completamente nu [n/a Vê: olha o desespero de ver o guy peladão! xD], ele usava um calção.
Fiquei com um conjunto de biquíni que eu havia levado para tomar banho e entrei silenciosamente no boxe, abraçando por trás.
- ?! – ele arriscou virando-se lentamente.
- Shhh... – terminei de virá-lo para mim segurando em seus ombros. Ele me prensou na parede me beijando intensamente, passando a mão pelo meu corpo úmido e apertando minha cintura. Minhas mãos arranhavam suas costas delicadamente, deixando claro que aqueles beijos estavam me deixando louca.
desligou o chuveiro e, ainda me beijando, nos guiou para fora do banheiro. Parou por segundos de me beijar para me pegar no colo e espiar se o quarto ao fundo do segundo andar estava livre, e foi pra lá que ele me levou.
- esse é o quarto do Fletch! – ri de maneira sapeca batendo levemente em seu ombro.
- Eu sei, relaxa. – ele riu me deitando na cama delicadamente, mordendo meu pescoço em seguida. Levantou-se rapidamente e trancou a porta, voltou a deitar-se por cima de mim e pegou em minha nuca, grudando nossos lábios.
Ele desamarrou a parte de cima do meu biquíni e a atirou no chão, apoiou o peso no braço e foi descendo a mão até parar na parte de baixo, desamarrando as laterais. Eu não tinha idéia de como impedir àquilo, meu corpo todo estava em êxtase, e tudo o que ele pedia era por . Arranquei o calção dele e então meu namorado debruçou-se sobre mim, abrindo a última gaveta da cômoda ao lado da cama que estava abarrotada de preservativos.
- Nossa! – arregalei meus olhos e riu.
- Qual é, você conhece o Fletch. – ele pegou um pacotinho e abriu. Colocou e voltou a me beijar com intensidade.
Nos tornamos um só, rolávamos pela cama rindo do nosso jeito desastrado de nos movimentarmos. me trazia para mais perto (se é que aquilo fosse possível) dele e de vez em quando apertava minha coxa. Essa era uma prova de amor que eu estava recebendo dele, era tão boa e ao mesmo tempo...nova.
O ponto alto foi atingido, meu corpo transbordava em alegria e mais uma sensação nova que eu não conseguia identificar. encostou a cabeça na cabeceira da cama e eu apoiei a minha sobre seu peito ainda normalizando nossas respirações. Ele começou a me acariciar em lugares que me deixavam arrepiada e com vontade de repetir o que havíamos feito há pouco, o beijei de maneira provocante e estávamos quase lá se não fosse um solavanco do ônibus e a parada brusca deste em seguida.
Ouvimos Fletch gritar com o motorista, é, o ônibus havia quebrado... NO MEIO DO NADA!
Capítulo 5 – “I'm hurt, but I'll be fine…”
[’s POV]
Olhei para que começou a rir ao ouvir Fletch resmungar no andar de baixo:
- Como assim quebrou? Eu disse que não era seguro esse atalho! – ele resmungava, arrancando gargalhadas dos meninos e que estavam lá embaixo.
Nos levantamos, enrolados pelo lençol e fomos observar a paisagem. Era um amplo campo que, ao fundo, tinha uma floresta. Saímos do quarto de Fletch, mas antes arrumamos tudo.
Voltamos ao banheiro e tomamos banho, trocando nossas roupas por limpas. Os meninos e já estavam fora do ônibus, zoando feito um monte de crianças e correndo feito malucos.
Eu e saímos abraçados e fomos junto dos outros, não hesitou em tirar uma com nossa cara.
- Mas que banho mais demorado hein ?! E você também , se afogou no chuveiro e precisou da ajuda da ? – nós dois nos entreolhamos e sorrimos maliciosamente.
Pareceu-me que entendeu, pois se afastou sem mais um pio. e estavam mais à frente, andando juntos, e de vez em quando se atrevia a roubar um selinho de minha amiga, que gritava irritada.
Larguei de e saí em disparada em direção aos dois, pulando sobre as costas de ; é, eu poderia ser muito criança quando queria.
- Parece que eu não sou a única com namorado né?! – disse em seu ouvido, mas alto o suficiente para que escutasse também.
- QUÊ?! – gritou e me fez soltar-me dela. – Dormiu com o Bozo em vez do , ?
- Hã? – fiquei com cara de interrogação. olhou para ela, piscando maroto.
- É verdade, - disse ele sarcástico. – você está tão gozada! – dei-lhe o dedo do meio e voltei para perto de , que abriu os braços e eu pulei em cima dele.
Seguíamos em direção à floresta e eu não queria nem pensar no que aquilo ia dar. , e tomavam Redbull e , Gatorade. E eu e , bem, só tínhamos tido tempo para pegar garrafas d’água, mas estávamos felizes mesmo assim.
Fomos adentrando cada vez mais a mata e eu tinha a leve suspeita de que estávamos sendo perseguidos. Por um momento, parei para observar, ver se achava o responsável por isso e quando me dei conta estava...perdida! OMG! O que eu faria naquele momento?
Fui andando sempre para frente, mas tinha a sensação de que estava andando em círculos; comecei a correr, como se isso fosse me ajudar, e na verdade ajudou. Tropecei na raiz de uma árvore e caí no chão, batendo a cabeça e desmaiando.
Lembro-me de ter retomado consciência no colo de alguém, estava escuro, mas ainda conseguia enxergar à minha volta. Olhei para cima e a primeira coisa que disse foi:
- ? – isso mesmo, era ele que estava me carregando, todo suado, mas com expressão determinada. Olhou para mim e sorriu delicadamente.
- ! Que bom que acordou! Estou te levando de volta para o ônibus, você nos assustou! Sumiu de repente e não conseguíamos te achar! – ele apertou o passo.
- , calma, pode me colocar no chão, eu consigo andar sozinha. – eu disse tentando descer.
- De jeito nenhum! me mataria se me visse fazendo-a andar com essa testa aberta do jeito que está.
Olhei para baixo, minha regata estava cheia de sangue, entrei em pânico; bem que eu estava sentindo minha cabeça latejar.
- não conseguiu te achar, ele está lá no ônibus, quase comendo alguém vivo de tão nervoso, mas também que lugar você se meteu! – agora se aproximava do ônibus.
Entramos, e estavam sentados em um dos bancos, muito próximos para meu gosto, a julgar pela aparência de minha amiga ela estava preocupada, agora só não sabia se era por minha ausência ou se era pela perna incrivelmente inchada dela.
tentava acalmar , que andava de um lado para o outro com as mãos entrelaçadas na nuca. Percebendo que ninguém havia notado nossa presença, gritou:
- Dudes, achei a ! – todos olharam assustados para ele e depois para mim, levantaram-se rapidamente e vieram em nossa direção. foi o primeiro a chegar.
- Meu amor o que aconteceu? Nossa, olha pra essa testa! – ele disse desesperado. deixou que ele me pegasse no colo, então ele me sentou em um dos bancos do ônibus e depois pegou uma maleta de primeiros socorros e sentou-se ao meu lado.
- Achei que estivéssemos sendo perseguidos e eu acabei me distraindo certa hora. – comecei a explicar, vendo que ninguém falava nada. limpava meu corte com água oxigenada e estava doendo pra caramba! – Depois eu percebi que vocês não estavam mais lá e comecei a andar tentando achar o caminho de volta. Mas me desesperei ao ver que estava andando em círculos e comecei a correr, só que acabei tropeçando, caí e bati a cabeça.
- , foi minha culpa, me perdoe. – disse com tristeza na voz. – Se eu não tivesse largado sua mão, você não teria se perdido e nada disso teria acontecido. – ele beijou minha bochecha e olhou em meus olhos. – Me desculpa?
- , não foi sua culpa. Eu que não deveria ter me distraído, desculpem-me por tê-los os deixado preocupados. – Todos afirmaram com um sorriso. – Só preciso tirar essa blusa e... – não tive tempo de terminar a frase. Quando me levantei, não consegui me apoiar nas minhas próprias pernas, caindo em seguida no chão.
levantou-se imediatamente, assustado, me ajudando a voltar a me sentar.
- O que houve?
- Eu não sei, não sinto minhas pernas. – disse tocando-as, apertando-as sem nada sentir.
- Acho que quando você bateu a cabeça, deve ter afetado alguma coisa. – disse sério. – Está sentindo-as sentada assim como está?
- Não... – eles se entreolharam com cara de “Fodeu” e me deixaram muito nervosa.
- É melhor ela ir a um hospital, pode ser algo grave. – se manifestou, depois de minutos pensativo.
- Como, seu lerdo? O ônibus quebrou no meio do nada! – deu um pedala no amigo.
- Ai, mas como você é burro , temos celular pra quê?! – devolveu o pedala. Por poucos segundos, a esperança iluminou nossos rostos. Mas foi duramente apagada ao percebermos que nem sinal os celulares tinham.
- Não se preocupe, você vai ficar boa. – me abraçou, sentando-me em seu colo assim que eu comecei a chorar.
- Será? – eu sabia que não sentir as pernas era algo, sem dúvida, muito estranho.
- Claro que sim, olhe para mim! – mostrou sua perna inchada que eu já havia visto quando entrara no ônibus. – Picadas de abelhas, você sabe que sou alérgica. Odeio isso. Mas amo abelhas. É possível? – suspirou, torcendo os lábios.
- Já tomou o anti-alérgico? – perguntei parecendo sua mãe.
- Já, mas o remédio demora, no mínimo, quatro horas para fazer efeito! – desanimou ainda mais, bufando.
- Bom, acho melhor dormimos, tivemos um dia cansativo. – passou um dos braços de em volta de seu pescoço e a ajudou a levantar-se, levando-a para o andar de cima. Os outros dois subiram também. Eu e ficamos embaixo, com o sofá-cama.
- , minha cabeça dói – eu disse em um fio de voz, apesar do curativo provisório que havia feito, minha dor na cabeça parecia ter piorado e eu não tinha quase forças para falar ou me mexer.
- Você vai ficar boa, amor, confie em mim. – ele disse sorrindo e me deu um leve beijo nos lábios. – Não se preocupe. – assenti com a cabeça e pousei a mesma sobre seu peito, adormecendo logo em seguida.
No meio da noite acordei com um barulho que vinha da janela, parecia alguém batendo. Não dei muita importância no começo, mas depois percebi que o barulho ficou mais freqüente. Como não podia me mexer, acordei que estava abraçado comigo.
- , amor, acorda. – comecei a cutucá-lo e nada dele acordar. Dei-lhe um beijo nos lábios e ele acordou rapidinho, esses homens, viu.
- O que foi ? – ele disse sonolento, me abraçando mais.
- Tem um barulho vindo da janela e eu ‘to com medo. – disse num sussurro.
- Não precisa ter medo, eu estou aqui ok? Agora volta a dormir que você está cansada. – ele disse aproximando mais nossos corpos, se é que fosse possível, e me beijou a testa. Fiquei ainda algum tempo matutando o barulho até que enfim peguei no sono novamente.
[’s POV]
Quando passou por mim e me fez capotar da escada caindo em cima de , ganhei uma cantada idiota, respondi-lhe com um tapa no rosto e ainda, quase fiquei sem minha toalha – se é que me entende.
Bom, não foi o único a zoar do sumiço de minha amiga e . Dude, agora a até contou em detalhes e eu estou boba. Ela era tão santinha...
só me contara sobre sua “relação íntima” tipo, uns dois dias depois. Mas antes, ainda estávamos em um momento “Dude, we’re lost” quando eu acordei com um barulho vindo lá de fora.
- Mas o que é isso? – eu falei me sentando na cama e colocando os pés no chão; soltei um gritinho mudo ao notar que o efeito do anti-alérgico enfim fizera efeito. Olhei para minha perna quase nua e dei um sorriso satisfeito.
Levantei-me sem fazer barulho e fui até a janela, por incrível que pareça havia uma árvore ao lado do ônibus e nela havia um esquilo que caminhava pelos galhos, fazendo-os bater no teto do ônibus. “Que gracinha,” pensei com ironia. “essa criatura fofolete me acordou”, e voltei para o banco depois de dar alguns pulinhos para comemorar a volta da minha perna. E não me chamem de louca. Isso é felicidade.
O dia seguinte, para a infelicidade de muitos, estava extremamente quente e nós continuávamos perdidos no meio do nada. Ainda tivemos uma notícia de que o guincho não estava disponível nem para os queridinhos do McFly. Portanto os garotos tiveram a idéia absurda de empurrar o ônibus.
- Piraram? – dizia inconformada enquanto passava filtro solar nos braços, sentada em uma cadeira de praia que os meninos haviam “montado” do lado de fora, até porque suas pernas ainda não haviam melhorado.
Eu saí de dentro do ônibus com um mini-shorts lilás e um top preto, com chinelos havaianas “(todo mundo usa)” e óculos escuros daqueles mosca, abelhinha ou seja lá como chamam. O meu favorito, caramelo e grande. Bem grande. Coloquei as mãos na cintura e fiquei encarando os quatro magrelos que se aqueciam para empurrar o monstruoso ônibus da turnê.
- Acredite , são maluquinhos. – falei em tom sarcástico. – Você acha que esses quatro franguinhos, - o comentário fez com que todos olhassem desesperados, para os seus braços branquelos e peitos nus. – vão conseguir empurrar esse ônibus imenso, sozinhos? – olhei para as unhas, naquele dia, pintadas de vermelho vivo, e fiz um biquinho junto de . – Awn , acho que vamos ficar aqui nesse calor horrendo e ser picadas por mosquitos feios até algum cavalheiro de verdade aparecer para nos salvar.
Mal terminei o comentário e os garotos já entraram em pânico.
- Se depender de mim, - se apressou com voz cavalheira. – você e serão protegidas até que... – não pôde dizer mais nada, pois passou em sua frente, em tom maroto, se ajoelhando com os braços agarrados à minha cintura.
- Deixa que da minha , cuido eu. – dizia sorrindo de canto.
- Mas o quê? Wow, wow, wow, - não demorou para reclamar. – é a minha .
Wow! Garotos brigando pela minha pessoa, isso foi divertido!
- Espera, - falou como se fosse o cara mais cavalheiro do mundo, o que ele não sabia que era engano dele. – eu prometo proteger a porque ela caiu só de toalha em cima de mim, então eu fui O escolhido, é claro.
Rir, disfarçar, chorar ou gargalhar? Eis a questão. Tirei os óculos para ver melhor a cena comovente.
- EPA! – falou com cara de safado. – Eu não estava sabendo disso... pô , também quero. – ele piscou. Eu tentava me desfazer dos braços dele.
- JÁ BASTA! – virei o rosto para confirmar que a voz vinha de . O garoto estava completamente vermelho e expressão ofegante no rosto. – Vocês não têm nada que querer a minha de toalha porque eu já a tive e ainda pretendo ter muito mais. – ele falava rapidamente enquanto se aproximava, desgrudando as mãos de de mim, me ‘arrastando’ para ele e colocando sua mão nas minhas costas. – E não é SÓ uma garota de toalha... É A garota... E minha.
Ninguém pôde dizer mais nada, pois sem esperar por mais um segundo ou um sequer zumbido de moscas, ele me roubou um beijo.Intenso, sem pressa de chegar ao fim e – definitivamente - quente. Não me entendi naquele instante, mas eu estava ardendo. Culpa daquele imbecil. Ok. Estava envolvida demais em ‘vocêéquenteememata.com’ para olhar a cara dos meus amigos, mas posso imaginar certa reação. Uma pena que ninguém registrou o momento.
Capítulo 6 – “Out of our minds and out of time...”
[’s POV]
Retribuí o beijo com a mesma intensidade, porém, em uma fração de segundo parei, sentindo as bochechas arderem, coradas. Minha voz ficou fraca, as palavras estavam perdidas. Encarei seus lábios, já que seus olhos me matariam no momento.
- Nunca. Mais. Faça. Isso. – abaixei meus óculos com agressividade, encaixando-os no meu rosto. – E não me siga. – frisei cada palavra com um sorrisinho de triunfo, saindo em direção à floresta.
Bom, eu não saí para o meio do mato à toa para bancar a dramática rainha do mato. Insistia em desejar saber se me seguiria. Muito previsível. Não demorou muito para ouvir o som de passos esmagando as folhas caídas no chão e uma voz chamando por mim. apareceu e apertou minha cintura, o que me arrepiou e tudo o que minha grande pessoa foi capaz de fazer foi rir, subindo o olhar por seu corpo que se aproximara. Tirei as mãos dele de mim com delicadeza, acenando com a cabeça, insinuando que queria andar.
- Isso aqui era bem mais horripilante ontem à noite. – eu andava em direção a nada, sendo seguida por .
- Né... – ele falava como se tivesse algo enroscado na garganta, algo que o impedisse de falar. – Erm, você é estranha.
Grosseiro e engraçadinho, desde a 8ª série, aquele moleque. Parei e me virei de frente para a criatura. Ele me tirava do sério com tão pouco.
- Eu não tenho culpa... - comecei a andar de costas sem ligar para nada; até cheguei a ouvir um barulho de água, mas nem dei muita importância.
- ... – me interrompeu com cara de “vai dar em merda”
-... Se os seus amiguinhos ficaram... – continuava andando e tagarelando sarcástica e histérica e...
- ... – sendo interrompida novamente.
- ... Querendo... – falava ofegante.
- , olha... – torceu a boca.
- ... Não mude de assunto!... – tirei os óculos escuros – ... Algo comigo!
- ...
Já era tarde demais, caí em uma pequena lagoa de água cristalina, sendo formada por diversas cachoeiras. Dei um gritinho e fiquei me debatendo até alcançar uma rocha.
-... Zinha. – fez uma careta ao terminar de me chamar pelo apelido e foi até a borda, se abaixando. – Ai Deus! Está tudo bem meu amor?
Dei uma risada histérica e um pouco obcecada.
- Por que. Você. Não. Me avisou?
- Eu tentei, porra, - sorriu. – mas você é metida demais, e impaciente!
- Olha quem está falando, seu orgulhoso!
- Bobinha... Mas está tudo bem?
- Vai ficar melhor agora. – eu sorri maliciosamente e puxei para baixo, que caiu ao meu lado na água. O , digamos que, espirrou metade da água do lago quando caiu com seu corpanzil, mas foi engraçado.
Eu o puxei e ele agarrou meu braço, me levando mais pro fundo do lago com ele. Então, depois subimos para a superfície. Coloquei meus óculos em uma pequena rocha e joguei meu cabelo para trás, deixando apenas um pouco de minha franja no rosto.
- O seu “melhor” era que eu ficasse ensopado também? – ria.
- Você até que não é tão burro quanto imaginei. – respondi com um sorriso singelo no rosto, piscando em seguida.
- Sabe o que seria melhor para mim? – ele falou enquanto nadava mais para perto de mim.
- , não comece... – minha voz falhou. Novamente.
- Por quê? – ele pegou minha mão e nadou comigo até um canto próximo da cachoeira, onde pôde me encurralar. Bobo, porém, esperto... Mas não o suficiente. – Você acha que não podemos tentar... – nossos lábios roçaram. – algo mais?
A resposta não surgia. E eu não compreendia absolutamente nada.
O coração acelerou, o sangue correu por minhas veias, os pulmões se perderam.
- Vem, - falei olhando para baixo, abrindo um sorriso tímido nos lábios– vamos nadar.
- , - passou o dedão pelo meu rosto, tentando bancar o romântico; mas é óbvio que, depois, começou a falar de suas propostas marotas. – não sei porque se esconde.
- O quê?! – eu falei, agora, encarando-o aos poucos.
- Já está tão óbvio que você é gamada em mim desde a 8ª série! E eu em você. – seu tom foi claro e objetivo, e atrás da malícia, eu senti que havia um começo de sentimento. Uma verdade.
- Você não tem provas! - Auto-defesa, tentativa de controlar a histeria.
- Ah, - fez uma cara sarcástica de “e agora?” e sorriu maliciosamente. – e o que você me diz do baile de formatura na 8ª série?
- E-eu era uma criança! – Auto-defesa parte II. Estava como uma garota mimada, inconformada. A histeria pulsando em meus olhos, lábios. O corpo quase tremendo com as lembranças.
- Uma criança delirando para me beijar? – ele ficava cada vez mais sem vergonha. – E o que você diz de nossas tardes do sorvete, os acampamentos e seu ataque de ciúme quando ligamos para aquela prostituta por engano?
- Eram sorvetes... – não terminei de falar; eu tinha ouvido a palavra “ciúmes”? – e, e quem disse que EU teria ciúmes de um caipira como você?
- Ok, agora virei caipira? – ele fechou a cara, mas sem perder o sorriso de canto. – Certo. E o que me diz de todos os nossos lances no ônibus, nossos olhares e tudo o mais?
- Eu não digo nada, não tenho que. Você está fantasiando. Eu sou apenas a vítima.
- Ótimo! E o que você me diz da sua atitude ‘falsa santa’ no banheiro do ônibus, quando retribuiu meu beijo e passou a mão boba em meu corpo sarado? Você simplesmente não resiste a mim.
Era o cúmulo. Ele sabia como me desarmar.
- , eu deveria estar com sono ainda, e... – não conseguia mais encontrar desculpas convincentes. – é culpa sua se você apareceu lá e me provocou, me irritou.
- E também é culpa minha se você não se controla quando fica perto assim de mim? – ele ficou perigosamente perto, tentando se contentar em esperar. A malícia do momento aumentava e ele estava mais do que colado em mim. A água que congelava minha pele poderia se transformar em vapor. Estava entrando em desespero, precisava parar com aquela respiração ofegante. Aquele calor com seus toques tinha que acabar. Não era certo. Nada certo.
- Eu me controlo, e muito bem ! – é, não havia mais palavras e, aliás, não era minha auto-censura que iria colocar minha cabeça de volta para funcionar.
- Então, - deslizou os lábios pela minha bochecha até chegar à boca e sussurrou no melhor tom de provocação possível. – vamos ver se você controla os seus desejos. – eu não pude pensar em mais nada e lá ia , mais uma vez, avançando a boca na minha, chupando meus lábios lentamente e enfiando a língua habilidosa onde não devia.
Não era um beijo comum, porque não conseguia decifrar o que sentia. Vontade de ficar com vergonha? De gritar por ódio, dar-lhe um tapa no rosto e arrancar sua garganta? Castrá-lo? Era amor? A verdade sendo revelada? O famoso desejo? Tortura? Medo?
Eram dúvidas demais para uma única certeza.
Parei o beijo e fiquei encarando o garoto, que sustentava uma expressão convencida, metida, orgulhosa. Cheio de si.
- Disse que não resiste.
- Não se convença por isso. – eu sorri sarcástica. – Foi apenas um beijo. – os batimentos se aceleraram, e eu devo ter me esquecido de como era respirar. Poderia estar fora de mim, alterada pelas abelhas ou bêbada de cansaço. Mas havia algo errado comigo.
O impulso foi mais forte que a razão. Que a teimosia, o orgulho. Nossos olhares se encontraram novamente e senti o ódio pulsar em minhas veias, subir para minha cabeça. Ele era tão insuportável.
O desejo que tomou conta de mim era tão patético. O pecado foi tão inevitável.
Avancei os lábios com certa agressividade delicada em sua boca, envolvendo os braços em suas costas. Até que ser ladra era divertido. Roubar era uma aventura e tanto. Ainda mais quando o assaltado era ele. Os lábios eram a arma, as mãos a segunda armadilha, e o beijo... Esse era o que unia o certo e o errado.
Não estávamos tão empolgados e agressivos quanto na tragédia desgraçada do banheiro, mas fora especial. Era diferente. Foi a fusão do inverno e do verão, da chuva e do arco-íris, lua e sol. Foi algo que me proporcionou incontáveis arrepios, desejos inexplicáveis e uma estranha falta de arrependimento.
“Cachorro infeliz” ri em meus pensamentos eufóricos enquanto nos envolvíamos, enquanto o barulho da queda d’água servia como trilha sonora para nós.
[’s POV]
Realmente, ficar assando naquele sol, não era do merecimento de ninguém. Isso porque eu precisava da ajuda de ou de qualquer um dos meninos para me locomover, resultando em um desespero danado quando eles me ignoravam.
As expressões deles ao terem que empurrar o ônibus foram AS melhores e não teve como não rir. Eles coçavam a nuca na maior cara de “o que eu faço?”, todos sem camisa e suados. De vez em quando me lançavam olhares cansados.
- Do que está rindo ? – perguntou passando a mão pela testa molhada.
- Nada... – mordi meu lábio segurando a gargalhada. – só acho, quer dizer, tenho certeza de que não vão conseguir empurrar esse treco. – se aproximou desanimado e sentou-se na beirada da cadeira onde eu me encontrava, cochichando.
- Estou tentando convencê-los disso faz tempo, mas acha que adianta? – rimos. – Eu estou sem força... – ele fez biquinho e eu arqueei a sobrancelha.
- E você quer que eu faça o que, meu amor? Convença esses cabeças duras?
- Não é isso o que eu quero. – ele me olhou safado. – Quero um beijo que só você sabe dar para que eu ganhe força. – se aproximou, mas antes que ele me olhasse uma última vez eu o puxei com vontade para um beijo intenso.
Rapidamente ele subiu em cima de mim, apoiando cada um de seus joelhos de um lado das minhas pernas ainda imóveis. Aos poucos ele foi escorregando o tronco, aproximando mais nossos corpos quentes pelo calor e quando me dei conta, estávamos metidos em um amasso pré-sexo, com direito a movimentos insinuantes.
- Esses dois, viu. – ouvi dizer rolando os olhos.
- Deixa de ser mau comido ! – soltou com uma voz um tanto quanto obsessiva.
- Vou procurar a e o , vem comigo? – disse depois de um tempo em silêncio. e eu nos beijávamos como esquimós.
- Não dude, valeu. Vou comer alguma coisa no ônibus. – entrou e rolou os olhos, seguindo em direção à floresta.
voltou a aprofundar o beijo, só que dessa vez uma vertigem me atacou sem piedade, seguida de uma forte dor de cabeça. Com todo aquele calor, o sol...estava me sentindo enjoada. Empurrei pelo ombro com as mãos nos olhos e a respiração falha. Ele me olhou assustado, mas até sua imagem rodava diante de meus olhos.
- o que houve? O que você tem? – ele se levantou, eu estava muito tonta.
- Não...consigo, respirar. . – gemi, fechando os olhos tentando me acalmar.
- Calma, calma. Já paramos de nos beijar, é só respirar fundo, está sentindo mais alguma coisa? – agachou-se ao meu lado, colocando a mão logo acima de meus olhos. Os abri e encarei seu rosto preocupado.
- Estou com...vertigem. Me sinto...fraca. – minha voz estava quase desaparecendo. Era o meu pior mal estar até então, não tinha mais consciência do que acontecia à minha volta, tudo rodava.
- Você está quente, vem, vou te tirar desse sol. ! – ele disse entrando no ônibus comigo em seus braços.
- Eu! – apareceu na ponta da escada.
- A , ela está tendo vertigem. Me ajuda! – falou em tom de desespero, tentei enxergá-lo, para que pudesse acalmá-lo, mas não deu muito certo.
- Ela está sentindo mais alguma coisa? – colocou a mão em minha testa.
- Fraqueza... – disse com a voz quase inaudível.
- Não está respirando direito. – ele disse ao notar minha voz falhando. – É insolação, a deixamos no sol por muito tempo. Mantenha a cabeça dela erguida, eu vou buscar toalhas para abaixar a temperatura do corpo.
o obedeceu, olhei em seu rosto e em seguida me senti desfalecer no sofá.
[’s POV]
- ! Ai meu Deus! Ela desmaiou! – eu me assustei ao ver fechar seus olhos de repente. A culpa era minha, sempre era. Eu que tivera a idéia de colocar a cadeira no sol e agora...bom, agora ela sofria novamente. , seu imbecil, que espécie de namorado é você?!
- Acalme-se, me ajude a descer as toalhas molhadas. – apontou com a cabeça na escada. Eu não queria deixá-la ali sozinha, soltei de sua mão e subi correndo.
- Eu não consigo me acalmar , ela está mal de novo por minha causa! – ele deu as toalhas encharcadas e me empurrou para andar mais rápido.
- Anda, coloca tudo isso em vota de todo o corpo. – ele disse sério e eu o obedeci. A pele de se arrepiava, me machucando profundamente ao vê-la nesse estado.
- Mas, espera, como você aprendeu isso? – eu o olhei curioso.
- Você deve achar que eu só vejo as Playboys do Fletch não é?! – concordei sem dúvida. – Pois então achou errado, eu também leio revistas de medicina, há bastante coisa interessante nelas. – o olhei espantado. Que orgulho do meu amigo!
Terminamos de enrolar as toalhas sobre seu corpo, ela ainda não havia despertado, então resolvemos esperar. Sentamos nos bancos do corredor do ônibus e eu coloquei as mãos no rosto. Estava desesperado!
Capítulo 7 – “And she keeps playin' me around…”
**Flashback**
havia chamado para jantar em sua casa. Apesar de ele ser “virgem” na cozinha, precisava pensar em algo para impressionar a amiga. Agora que eles estavam no primeiro colegial, precisava fazer mais alguma coisa para mostrar que gostava de . Passara a tarde inteira preparando tudo: saiu para comprar os mantimentos, velas e arrumou a casa, logo depois de despachar a família para a casa de campo.
Pegou uma receita de brócolis cozido na manteiga com salmão e arroz integral, colocou um jeans folgado, camisa branca, já tão surrada que estava transparente, e colocou o avental, começando a cozinhar.
Depois de colocar o salmão no forno e arrumar a travessa de brócolis, foi arrumar a mesa para dois. Voltou à cozinha, enfeitou o peixe com molho e ouviu a campainha. Olhou atordoado para o relógio e viu que estava na hora. Gelou. Tirou o avental, foi atender a porta e encontrou do lado de fora; ela vestia uma saia jeans pregueada, camiseta xadrez cheia de botões de manga curta, os cabelos seguros por uma tiara da mesma estampa da blusa e sapatilhas brancas, que davam um ar “retrô” à garota.
- ! – disse ela. – O horário era esse, não era? – viu que o garoto ainda não tinha se arrumado. Mas para ela não importava, ele estava lindo aos seus olhos.
- Era sim, me desculpe , eu perdi a noção da hora. – bateu na própria testa, cada vez mais envergonhado. – Eu troco de roupa rapidinho, não se preocupe. – ele fez menção de retirar-se, mas o segurou delicadamente pela mão.
- Não precisa, . – corou ao soltar a mão do garoto.
- , eu não posso ficar assim, é o nosso jantar! – disse preocupado.
- Relaxa , como você disse, é o nosso jantar. – sorriu corando e achou aquilo fofo. – Não há ninguém para impressionar. – beijou a bochecha do amigo.
- Se você diz. – ficou sem jeito. – Fique à vontade, eu vou buscar o jantar. – ele a deixou na sala de jantar e adentrou a cozinha.
observou a mesa cuidadosamente posta para dois, cada prato em uma ponta, os arranjos, as velas, franziu a testa; sabia ser romântico. Teve uma idéia: pegou seu prato, os talheres, a taça e a cadeira e sentou-se na lateral da mesa, ao lado de .
- Espero que goste de brócolis com salmão. – disse chegando com as travessas. Parou no meio do caminho olhando bobo para a menina que sorria inocentemente, sentada próxima ao seu lugar.
- Oh, você se importa? Odeio me sentar longe das pessoas com quem converso. – riu.
- Claro que não. – colocou as travessas na mesa e voltou buscar o arroz. Serviu , mas quando foi se servir, distraiu-se com a pulseira que a menina usava, havia sido seu presente de aniversário a ela.
Entretanto, ele só sentiu uma ardência e gemeu.
- Ai meu Deus, , você está bem? – levantou-se e tirou a mão do amigo da travessa fumegante.
- Vou sobreviver, - ele fez careta. – me ajuda a comer? – fez bico, parecendo criança.
- Claro! – riu e terminou de servir , dando a comida em sua boca.
- Olha, eu sinceramente não sei como me redimir, primeiro eu perdi a hora e agora queimei minha mão. – falava em tom dengoso.
- , você não precisa se desculpar, - acariciava seu rosto. – são coisas que acontecem quando somos principiantes na cozinha. – ela abafou uma risadinha que, ao invés de deixar irritado, o fez rir.
- Obrigado. – ele disse encarando fundo os olhos de que a fez estremecer. A garota se inclinou um pouco na cadeira e ele fez o mesmo; depois de muito se encararem, encostou seus lábios nos do amigo com um pouco de medo, o medo que desapareceu assim que segurou em seu rosto.
a guiou para a sala, deixando o jantar para trás, aquele momento não podia ser interrompido. enroscou seus dedos no cabelo do rapaz, enquanto aprofundavam o, até então, inocente beijo de amigos. Ela foi inclinando seu corpo para deitar no espaçoso sofá e a acompanhava.
Ele escorregou suas mãos quentes pela blusinha de , deixando-as descansarem na cintura da menina. Logo, os hormônios de pediam por mais, ele não poderia forçá-la, mas já não podia mais responder por seus atos. Foi desabotoando cada botão de sua camiseta xadrez, a respiração de falha, deixando-se ser levada pelo êxtase do momento.
sentia-se tonta, tantos sentimentos revirando seu estômago, o calor que seu corpo emanava parecia atrair cada vez mais as mãos do amigo. Ele escorregou as mãos para as coxas dela, subindo por dentro da saia. Ela sentia medo, precisava pará-lo.
- ...eu não...eu não estou pronta ainda. – ela disse falhamente. Estava nervosa por impedi-lo e as palavras começaram a sair sem freio de sua boca. – E-eu sou virgem, eu tenho medo de...tenho medo de... – ela não o encarava, estava com vergonha, podia sentir suas bochechas queimarem.
- Hey, hey... – pegou em seu queixo e a fez olhá-lo. – calma, ok? Não faço nada que você não queira. – beijou sua testa. achou fofo da parte dele, achava que ele seria igual aos outros garotos do colégio, sem sexo não havia mais nada. Ela viu que não era assim com ele, pensou ser especial de alguma maneira ao amigo e sorriu para .
Naquela noite, eles ficaram. Poderia não parecer muita coisa na hora, mas significou muito depois.
**End Flashback**
[’s POV]
Lembrei-me do nosso primeiro jantar juntos. Como ela me dissera, nervosa e preocupada, que era virgem. Sorri com essa lembrança, ela parecia tão frágil naquele momento, tanto quanto se parecia agora, enrolada em muitas toalhas. E se ela não me perdoasse?
- Dude, calma! É normal acontecer isso, aqui o sol é muito quente. – ele dizia de tempos em tempos, mas a consciência pesava.
- , eu tive a brilhante idéia de colocar a cadeira no sol. – disse irritado e irônico. – Ela já se machucou duas vezes e foi por descuido meu! – voltei a esconder meu rosto.
- , agora você sabe que precisa dar atenção a ela, não ser esse garoto avoado que você está acostumado a ser.
- E se ela morrer? – levei um pedala dolorido de .
- Ela NÃO vai morrer porque você VAI cuidar muito bem dela. Ela te ama, , vai entender.
- ? – finalmente ouvi a doce voz de minha . O que seria da minha vida sem ela?
[’s POV]
Acordei um pouco tonta, mas com o corpo refrescado e bem melhor do que antes. A primeira coisa que fiz foi chamar por , eu não me lembrava de sua expressão antes de desmaiar, queria vê-lo de todas as maneiras.
Ele veio correndo e por pouco não tropeçou em algumas almofadas, caindo sentado. Ele estava muito agitado e um pouco desesperado.
- , meu amor, você está bem? – ele pegou minha mão, beijou-a e encostou-a em sua bochecha. Aquilo era engraçado.
- Estou bem melhor . Acalme-se. – disse passando outra mão em seu rosto, como era bom sentir sua pele.
- , me desculpa, me desculpa, me desculpa, me desculpa, me desculpa! Por favor! Eu não deveria ter te deixado no sol, sabendo que você não conseguia se mover sozinha. Eu fui um idiota, me desculpar por ter feito você se perder e bater a cabeça. Juro que nunca mais vou te deixar sozinha, eu prometo, me desculpa? – ficava mais desesperado a cada palavra.
- , calma, calma amor. Não precisa se desculpar de nada ok? Eu estou bem e é isso o que importa ‘tá bom? Não me chateie com sua culpa, ‘tá? – ele me abraçou com força, como se não nos víssemos há muito tempo.
- , eu nunca mais vou te deixar sozinha ta?
- Que gracinha, - beijei seus lábios. – está bem.
levantou-se e cutucou nas costas.
- Erm..., já podemos tirar as toalhas da .
- Ah sim, desculpe. – ele riu e começou a tirar as toalhas. – Tudo isso eu devo ao , sem ele não saberia como agir. – ele disse batendo nas costas do amigo e eu sorri agradecida.
- , você esqueceu essa toalha. – peguei a dita cuja na mão e como se fosse a coisa mais normal do mundo eu me levantei do sofá. É, eu me levantei! Comecei a gritar de felicidade e me abraçou. Ele beijou minha bochecha e começamos a fazer uma dancinha ridícula no meio do corredor do ônibus.
desceu as escadas e me olhou espantado. Parei de frente para ele, apontei para minhas pernas com a cabeça e ele abriu seus braços, que eu não recusei. Uma lágrima escorreu por seu rosto e eu a enxuguei, rindo. Começamos a cantar coisas sem sentido e fomos para fora.
Inclinei minha cabeça para trás, rindo cada vez mais, me girou no ar em seguida me beijando como nunca antes. Era o momento mais histérico e feliz daquela viagem até então.
- Eu prometo que quando chegarmos a Manchester eu compro a aliança mais bonita para você meu amor.
- , sem promessas ok? – disse fingindo receio.
- Confie em mim está bem? – ele disse ligeiramente ofendido e eu sorri beijando-lhe a bochecha.
Aonde estariam , e ?”
[’s POV]
Ainda nos beijávamos no lago das cachoeirinhas; bem, mesmo contra 50% da minha vontade. ‘Tá, contra 30% da minha vontade. Eu só podia estar bêbada! Estava passando a mão pelo incrível peitoral dele e ainda deixava sua mão boba pelo meu corpo, até que (de novo)...
- OMFG – nos separamos imediatamente. surgia, tipo, DO NADA, na margem do lago, ficando em cima de uma rocha, com expressão sarcasticamente de espanto. Ele se aproximou mais e berrou irônico. – Vocês dois, hein?! Ficam fugindo pro meio do mato para se devorarem. – ele ria e eu e coramos, minhas mãos o afastando ainda mais – Até onde esse “relacionamento” será secreto, hein ?
- Erm... – coçou a nuca. – , o que você está fazendo aqui? – ele bufou. – Nunca consigo privacidade, porra!
- Hum... – agachou-se e colocou as duas mãos dentro da água, balançando-as. – quer dizer que a coisa estava boa, é? – revirei meus olhos e ele continuou. – Aposto que você se faz de santa, não é ?
Ok. Aquilo era o cúmulo.
- E eu lá tenho culpa se esse, esse... – eu estava ofegante, apontava o dedo indicador na direção de enquanto olhava para com desgosto. – se esse monstro espera pela melhor oportunidade para me agarrar?
- Correção. – disse em tom autoritário. – Novamente foi ela quem me beijou e começou a me agarrar e passar a mão em meu peitoral, não resistindo ao meu encanto.
começou a rir e a fazer aquela cara de “Wow, pegador”. olhou para mim com aquela cara de “Viu como eu tenho poder?” e eu respondi com os olhos berrando por “Você me paga, nojento!”. Nós havíamos parado o beijo, separado nossos lábios e tudo o mais, porém algo me prendia. Ainda estava, de certa forma, envolvida pelos braços de . Idiota.
Continua...
n/a Vê: Oi de novo gente!!!! E aí? Estão gostando??? Calma, o mistério do ônibus será resolvido! o/ Enquanto isso um pouco de ironia por parte de sua amiga e seu McGuy desesperado por você, qtal? Não se esqueçam de comentar oks?! xx,V