Fotos que falam – E agora djow?
Escrita por: (# Bia F. Betada por: Mariana
÷ Capitulo 1:
Desde que o Dougie chegou ao país maravilha, já o vi usar essa faixa um milhão de vezes.
E a pergunta é: por que diabos esse troço, que faz a cabeça dele parecer um panetone descolorido, ta na cabeça dele? Pra quê? A chapinha dele quebrou e ele tem que usar isso para conseguir ‘domar’ seus cabelos selvagens, ou ele ta tentando segurar o cérebro?
Claro que vocês não deve estar entendendo nada, calma, eu explico. Lembra daquele meu –
último e feliz – comentário sobre uma certa foto? Então, ele é o motivo de basicamente tudo que esta acontecendo agora. Desde o meu feliz comentário, o empresário do McFly, o grupinho evangélico – que agora que eu fui perceber que de evangélico não têm nada, mas devem ser espíritas -, deu chilique e ligou furioso pro meu querido (ex) chefinho ornitorrinco, e disse, melhor, ele soltou a franga e e-xi-gi-u que eu fosse despedida, e adivinha? AS TORRES
GÊMEAS CAÍRAM, MAN! Já faz um tempo... E eu fui despedida já faz um tempo também. Não sabia se na hora dava uma de Maria do bairro e pedia pelo amor de dios, que ele me deixasse lá, ou se eu pulava de felicidade por que não iria mais ver aquela cara gorda e enrugada de pelanca de velho. Não fiz nenhum dos dois, passei os dias em casa, vendo minha amiga – -, trabalhar feito uma condenada e eu ficar coçando a beirada do meu furico. Certo, foi passando um mês, dois meses e assim por diante, até que eu cometi mais um erro e que talvez seja o carma da minha vida. Voltei a comentar sobre os tchutchucos leitosos do McFly. Sim, eu voltei a fazer isso, o principal motivo do meu desemprego, mais claro que eu não estava sã e fui induzida por uma voz misteriosa, e embolada, com um bafo do cão, . Ela deu a idéia de que eu fizesse um blog e nele comentasse sobre as fotos bizarras – assim como eles – e sobre os acontecimentos na carreira da bandinha futuristica do passado, mais anonimamente, isso te lembra algo? Oi? Hã? AAAAAH – gossip girl – TCHIIIIIN! Falou alguma coisa, colega?
Enfim, isso era só o começo, eu fiz sim, um post – só pra constatar, foi no mesmo dia da idéia e eu estava bêbada, fica a dica – beleza, foi só um, mais o negocio foi que uma semana depois, o blog estava cheio, atolado, transbordando, tava pior que os peitos da minha tia avó num sutiã PP, ARREGAÇADO de comentários. Eu fiquei super assustada com aquilo, e percebi como a internet é um troço perigoso, eles acham coisas sem ao menos ter divulgação! Tenho medo da internet, oi. Enfim, minha cruel dúvida era: o que eu iria fazer? Deixar lá apodrecendo, ou continuar? Essa era a hora certa para aparecer um anjo e um diabo nos meus ombros, e adivinha? Eles não apareceram, mas se aparecessem o diabinho ia ganhar, não tenho culpa se tenho uma leve tendência pro lado obscuro, devia nascer preta. Os negros são tudo de bom, ui, ui.
Bem vocês já devem ter imaginado que eu continuei meus comentários do mau, claro! Mais outro motivo pra
eu ter mais medo é meu atual trabalho. Uma semana mais ou menos depois de eu criar o blog, me falou sobre uma proposta de trabalho que tinham dado pra ela na gravadora onde ela trabalha, beleza e o que eu tinha a ver com isso? Nada, colega. Mas, mais uma vez aquela voz misteriosa, que agora falava compulsivamente e estava com cheiro de creme dental, me convenceu a trabalhar. Agora nesse momento de reflexão eu preciso dizer algo que quero dizer quase todos os dias, VOU MATAR A E ESSA CRIATURA QUE ESTÁ BABANDO NO MEU OMBRO! Ok, voltando, adivinha qual era o trabalho super da pesada onde iriam rolar altas aventuras dentro da lei, com uns garotinhos pestinhas, hum, hum, hum? Ser a babá do grupinho evangélico. SIM, sim, sim, esse amor é tão profundo, você é minha prometida, vou gritar pra todo mundo, SIM, SIM, SIM! [/momento totalmente Broz]
Parei. É colega, esse mundo é tão pequeno e pretende me matar, eu tenho que correr de um lado pro outro com eles, dar
águinha, ajudar eles, não deixar eles se machucarem, e principalmente não os deixar sozinhos, VIREI BABÁ DE RELIGIOSOS-PSEUDO-FUNKEIROS! Eu acho que até agora minha ficha não caiu, meu medo é se um dia eles descobrirem que eu fiz o comentário feliz, por que pelo que eu soube, eles quiseram matar essa pessoa, vulgo eu. Ok, vejo vocês no cemitério.
— Dougie... — Falei pela trigésima vez calmamente olhando para criatura no meu ombro, roncando e babando. Deus, esse menino não dorme, ele desmaia. — DOUUUUUGIE! — Berrei, e ele só murmurou um ‘hum’. — CARALHO, DÁ PRA SAIR DO MEU OMBRO, MOLEQUE? — Eu, estressada? Imagina, colega. Sou super delicada.
Ele acordou num pulo, e ficou me encarando com os olhos arregalados, dei um sorrisinho como se não tivesse feito nada de mais e continuei olhando pra frente voltando a minha reflexão.
Eles tinham evoluído bastante desde a foto que eu comentei, o presidiário largou sua vida de detento e resolveu entrar de cabeça na vida religiosa de seus amigos, deixou o cabelo crescer e deixou um moicaninho, só pra não deixar suas raízes da prisão de fora, aquilo deve ter lhe rendido varias lembranças.
O pequeno salva vidas de aquário, passou por uma fase feia de juba de leão, eu acho que ele queria deixar um dred crescer em meio a tanta porquice de seu antigo cabelo, enfim ele é estranho mesmo. Agora ele resolveu ser gente de novo e descoloriu o cabelo, colocou um piercing no nariz, tenho quase uma idéia do porquê, alguém quer saber? Tuuuudo bem. Minha opinião é que como ele é um garoto alienado, tímido na frente de todos e o demônio escondido, viciadinho na banda que antes era a modinha Blink 182, depois de ficar traumatizado de sua fase ‘EUQUEROSEROTOMDELONGE, VOUUSARMEIASATÉOJOELHO, OI’ resolveu fazer contato com os seres alienígenas com seu camuflado piercing, que na verdade é uma micro, micro, micro, super micro antena. Mas imagina colega, quando aquele pintor de rodapé estiver no maior vuco-vuco, pronto pra pimpar a gorduxinha, estiver dando uns belos beijos no pescoço de uma garota - e essa garota por acaso tenha aquele famoso brinco de argola que mais parece um bambole pra anões -, a antena enrosca no brinco? Imagina, colega. O moleque perde o nariz e a boa noite.
O black power branco não evoluiu nada, só conseguiu domar um pouco suas madeixas nervosas, eu repito só um pouco, por que ele ainda tem seus dias de ‘roubei toalha’, falando em toalha até hoje ele não as devolveu a sua vó, coitada a velha deve ter morrido de preocupação, Jones marginal.
E o mais favorito, A CRATERA! Eu finalmente pude ver ele, e agora posso comentar com classe. A cratera na bochecha continua, colega, e agora ele ta com o cabelo no maior estilo ‘mãe-a-vaca-me-lambeu’, segundo alguns médicos esse tipo de corte não é muito recomendável, pois pode trazer tiques como, ficar toda hora mexendo com a cabeça pra tirar a franjinha do olho, sacolé, colega? Seu cabelo esta no maior estilo cor-de-ovo estragado, ele deixou o descolorimento, pois já estava descolorindo seus neurônios. Belo amigo você, Thomas, deixando seu amigo com o mau do descolorimento de neurônios, se bem que o moleque não é bem abençoado no requisito neurônios, deve ser irmão do Jones. Enfim, ele virou um ex-GGG e agora esta em plena forma, está até criando musculinho, não é um máximo pra quem antes tinha aquelas leitosas gordurinhas que caíam pra fora da calça?
Tenho que parar de refletir agora, meu querido chefe novo com cara de emoticon está me chamando.
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Capitulo 2:
Não tenho o mínimo saco pra agüentar reuniões ou escutar pela milésima vez a mesma coisa, e acho que mais ninguém tem. O Fletch trata os moleques como se eles fossem porcelana chinesa, man, dá um tempo, eles já tem 20 anos na cara, qualé me tiraram pra babá geral, hein? Devia tatuar todos os cuidados que devo ter com eles nas minhas costas, só pro Fletch acalmar o rabo.
Ia enumerando os vários defeitos do emoticon sobre ‘cuide-bem-das-minhas-bolas’, porque era o que realmente eles pareciam ser dele pra ter tanto cuidado, não preciso repetir aquela parte de ‘dá um tempo, eles já tem 20 anos na cara’, certo? Se bem que tecnicamente eu já repeti. Enfim, ia enumerando os defeitos dele enquanto ia pro quarto do hotel tentar dormir, é, tentar, sempre acontece algo em cada hotel diferente. Passei o cartão na porta do quarto e abri a porta me deparando com o que eu diria ser uma suíte, mais para os mais noobs, era apenas o quarto da empregada, é, ser babá de rockstars leitosos tinha lá suas vantagens, mas também se não tivessem, eu não estaria mais aqui há muito tempo. Me joguei em cima daquela cama fofamente fofa, parecia que estava deitando na lama (ah qualé? A lama é algo muito confortável se você não ligar pra nojeira em que deitada). Depois levantei e fui tomar um relaxante banho com direito a uma banheira com hidromassagem, que faz com que você fique parecendo uma uva passa vencida. Depois de ficar mais de 1 hora se deliciando na água, coloquei um pijama e deitei na cama, calma, sentia até um alivio interior e já estava até começando a acreditar que hoje eles iria me dar, até escutar os berros do Poynter. SHIT, eu devo ter grudado chiclete na cruz, daqueles bem grandes. Como eu reconhecia a voz do Poynter? Ele berra que nem uma garotinha na puberdade, aliás, acho que ele nunca saiu da puberdade.
— QUE MERDA É ESSA? — Perguntei assim que saí do meu quarto, me deparando com um Jones rindo escandalosamente e o Fletcher rolando de tanto rir, e agora não era literalmente já que ele perdeu seus pneus pra borracharia.
— O Danny, HAHAHAHAHAHAHA tranco HAHAHAHAHAHAHAH u o HAHAHAHAHA Dougie HAHAHAH no HAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAAHA. — Depois de alguns segundos tentando entender o que o Harry disse, separando a risada das palavras ou silabas, eu entendi. Certo, o Danny trancou o Dougie no quarto, e o que há de mais nisso? Eu sei que o moleque é estranho, mais não achei que fosse a esse ponto. — HAHAHAHA NO ESCURO! — Harry explodiu em risadas, e eu quis explodir o Jones.
— PUTA QUE PARIU, MAS QUE MERDA JONES, TU SABE QUE O MOLEQUE MORRE DE MEDO DE ESCURO E FAZ ESSA MERDA? O QUE VOCÊ TEM NO LUGAR DO CÉREBRO? UMA ERVILHA EM FASE DE CRESCIMENTO? CARALHO, DÁ LOGO O CARTÃO DO QUARTO! — Eu sei que não devo falar tanto palavrão, mas se liga, isso dá mais poder ao meu grito, e assusta mais eles, definitivamente. Vi o Jones me entregar o cartão me encarando assustado assim como o ex-roliço e o Mr. Cabeça de saco (depois eu explico o porquê do meu apelido carinhoso). — E VOCÊS ENTREM NA PORRA DO QUARTO E NÃO APRONTEM MAIS NADA SENÃO EU JURO QUE FAÇO CADA UM DE VOCÊS LEMBEREM A PRIVADA! — Eles viraram-se e sumiram da minha vista como foguetes com prisão de frente que acabaram de tomar laxante, preciso parar com essas comparações, fato. Mas há, eu sei colocar ordem no barraco, pode não parecer – cof cof – mas eu sei ser estressada quando quero. É, o Fletch fez até um teste pra ver quem seria a melhor, e segundo ele foi a que os meninos tiveram mais medo, há eu sou demais, falaê.
— SOOOOOOOOOOCORRO, ME TIRA DAQUI, POR FAVOOOOOR! — Voltei a realidade com os gritos afetados do Dougie, Deus, o menino ainda ta trancado. Passei o cartão no trocinho que faz abrir e assim que a porta abriu, algo identificado pulou, grudou feito lesma no cio, me agarrou. Dougie, meu querido, não se empolga, as coisas não são bem assim. — . — Ele disse em um sussurro misturado com choro, ok, essa é a hora em que meu coração amolece e eu o abraço falando que está tudo bem, que eu estou ali pra protegê-lo, que eu nunca mais vou deixá-lo sozinho, que vou ser sua heroína que vai sempre estar ali pra qualquer perigo que apareça, e, ei, alguém viu aí uma pipoca pra acompanhar o filme? Ok, eu confesso que senti pena do moleque, ele chorava feito uma garotinha que tinha descobrindo que o papai Noel não existia, e que aquele cara em que ela sentava todo ano no colo era apenas o açougueiro que cortou seu peru de natal.
— Calma, Poynter... — Disse e o abracei contra minha própria vontade, tudo em nome do trabalho, até aceitar dormir com o pequeno polegar, pra ele se sentir mais seguro, ALGUÉM TEM UM SACO DE VOMITO AÍ? Eu tenho que admitir – novamente, preciso parar de fazer admissões! – que o salva vidas de aquário não é tão mal assim, afinal ele é bem cats, mais a beleza não conta quando o moleque é um garoto que ainda ejacula dormindo e pensa que mijou na cama. Ou conta, enfim. Cá estou eu deitada na cama do moleque que ainda soluça abraçado em mim, mais precisamente com a cabeça na minha barriga, sinto que ele ainda ta tremendo, vai entender, não vou tentar convence-lo novamente que não tem merda nenhuma no escuro, senão ele começa sua historia de ficção sobre as coisas obscuras que há no escuro, faça-me um favor, minha época de Guerra nas estrelas já passou. Olhei pra mesinha que havia do lado da cama, vendo que o relógio já apontava 3:00 da manhã e eu ainda alisava os cabelos do pequeno Poynter no país das maravilhas. Certo, o moleque já dormiu e isso dá pra saber pelo peso que ele está forçando sobre a minha barriga, pela baba e pelo fato dele não reclamar quando eu dou umas leves pedaladas nele, finalmente eu posso dormir, todos digam amém.
Tenho apenas 4 horas pra dormir.
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Capitulo 3:
Não me pergunte como e nem por que, mas deve ter sido a energia que o micro, micro, micro, super micro antena do Dougie teve sobre mim, porque eu consegui acordar no horário sem nem ao menos ter um despertador! Eu me surpreendo com meu cérebro. Meus olhos ainda ardiam e eu tava com um puta sono, mas o trabalho me chama. Levantei devagar largando o moleque de qualquer jeito na cama e fui pro meu quarto, é, eu ainda tenho que ter responsabilidade sobre a agenda deles. Qual é, por que não me deram a guarda deles pra completar o serviço de mãe/assistente/babá/organizadora/secretaria/segurança e mais coisas que não dariam pra acompanhar minha linha de raciocínio. Ok, o que eu preciso fazer? Achar meu celular,
matar o Tom, olhar a agenda, matar o Tom, acordar os meninos, matar o Tom, falar com o Fletch,
DEGOLAR O TOM! Eu tentei ignorar o fato de querer endireitar os dentes do Tom com o próprio punho, mas ninguém mexe em certas coisas minhas. AQUELE FILHO DA PUTA PEGOU MEU CELULAR!
— , o que você fez com o Tom? — Fletch perguntou no exato momento que entramos na cafeteria.
— O que te faz pensar que eu fiz alguma coisa com ele? — Perguntei no maior cinismo enquanto olhava a agenda deles. Ok, eu sei muito bem o que fez ele pensar isso, mais o Tom mereceu ta?
— Talvez pela cara dele de assustado, até parece que viu a avó do Danny sem roupas! — O que o a avó do Jones tem a ver com isso? Fletch consegue ser pior que eu na hora de fazer comparações, tcks, tcks.
— Só dei um carinhoso aviso pra ele não pegar mais meu celular... — Continuei no meu tom de voz e me sentei à mesa, esperando os outros fazerem o mesmo.
— Aviso carinhoso? Não quero nem imaginar como deve ser uma ordem dela!
— Eu ouvi isso, Harry, e se você não quiser comer suas bolas no café da manhã, CALE A BOCA E COMA LOGO! — Depois disso todos comeram quietos, e eu como sempre verificando a agenda, ISSO NÃO É TRABALHO DO FLETCH?
Eu sempre preciso fazer minhas reflexões, e o melhor momento é quando os 4 mosqueteiros estão dando entrevista, eu sei que o Fletch me manda ficar de olho neles, pra ver se eles não dizem nenhuma merda, mas novamente: ISSO NÃO É O TRABALHO DO FLETCH? Caso ele queira reclamar, vou usar isso contra ele, certo agora preciso voltar à minha reflexão. Isso de ficar refletindo tem mais a cara daqueles psicólogos de gente velha que precisa ficar se martirizando em pensar em como a vida é boa, encher a cara por descobrir que deu pra um cara gay, que seu namorado tinha aids e em como a vida seria boa se ela tivesse assistido mais a aulas de sexologia, minhas comparações são gatas, fala aí? Não tenho culpa se ninguém me ouve e eu sou obrigada a falar com a minha própria mente... Enfim, como me deu uma alivio ter saído do País da suruba pública e onde arrancar coisas – principalmente roupas – é algo normal, por que eu digo isso? MANO, ARRANCARAM A BLUSA DO DANNY E QUASE ME MATARAM! E as pessoas ainda têm coragem de dizer que lá é um país calmo, da alegria, onde o pobre dorme debaixo da ponte e acorda alegre, mostrando sua gengiva lisa digna de uma propaganda da Colgate sobre dentaduras! Nunca vou esquecer em como é bom ter o Harry por perto.
(# Flash Back, super clichê mode on.
Lá estava eu tranqüila arrumando as coisas dos meninos, já que não iríamos mais usar mais o camarim, vejam como até a faxineira me usa. Gosh, agora eu sei por que ela me usou, isso aqui é um lixo, roupa suada, pedaço de comida misturada com as coisas deles, um chiqueiro, por que eu sempre fico com a pior parte? E eu não devia ter aberto minha boca tão cedo. A porta abriu-se do nada, revelando uma guria baixinha com o cabelo ruim pra caralho e com cara de psicopata e como se não bastasse segurando uma faca de cortar peixe. O que uma pessoa faz com uma faca de cortar peixe? Não precisa responder, eu sei muito bem o que se faz, mais parece que a mini serial killer não. Ela se aproximou apontando a faca pra mim, com uma cara digna de um Oscar por deformações após ser amassado por uma britadeira. Qual é? Ela vai cortar minhas escamas?
— Eu sei muito bem do seu plano... — A assassina mirim disse. Que plano? Será que ela bateu com a cabeça? Ou foi excesso de oxigênio no cérebro?
— Então me conta, porque eu não sei... — Arqueei minha sobrancelha ainda a olhando, como ela conseguiu entrar aqui? A segurança desse país é uma merda, como aqueles gorilas subdesenvolvidos deixam uma anã como essa entrar... Se bem que pelo tamanho ela pode ser irmã do Poynter, será que o pequeno polegar é brasileiro e ninguém sabe?
— Não se faça de burra, sua vadia! — OPA, VADIA É A MÃE, COLEGA! Como assim ela vem me chamando de vadia? Ela nem me conhece, vadia é ela que abre as pernas quando vê eles, na esperança de ser pimpada, pobre criança.
— Querida à única burra aqui é você, que está tentando me matar com uma faca cega. — Eu poderia ser educada, mas a pequena imitação da noiva cadáver se enganou e me chamou de mãe.
— Cala essa sua boca, eu vou dar fim em você e o seu plano de tentar destruir os McGuys! — Ok, Deus para o mundo e me dá o controle, que eu quero dar replay.
Replay #)
"Cala essa sua boca, eu vou dar fim em você e o seu plano de tentar destruir os
McGuys!"
Impossível não rir depois dessa, eu olhei bem pra pequena Gremlin, e comecei a rir! EU TENTANDO DESTRUIR ELES? SE NÃO FOSSE POR MIM ELES JÁ TERIAM SER AUTO-DESTRUÍDO! HAHAHAHAHAHAHAHAHAH. Essa guria deve ver muita TV, ou algo parecido pra vir aqui e tirar uma conclusão dessas. Aí, cara, é cada coisa que me aparece. Nesse meu meio ataque de risos a guria se enfezou e veio querendo me furar, mas o salvador da pátria Harry Juliam Henrico III Judd apareceu e me salvou daquele mini monstrinho. Foi só a menina ver o Mr. Cabeça de saco aparecer que seu alvo mudou pra ele, ela correu berrou e até chorou isso na sua longa caminhada de uma parede correndo até a porta, e grudou no Harry enquanto murmurava coisas que meus ouvidos não fazem questão de escutar. E eu? Me recuperei do meu acesso de risos e fui caminhando até o Harry, que me olhava assustado.
— Querida, eu vou levar isso daqui pra você não furar o ex-presidiário aí. — Peguei a faca da mão dela, e ela virou o rosto pra mim, rosnando. — Se cuida, Harry. — Saí do camarim deixando os dois lá dentro, e só escutando o Harry dar alguns berros. Não me pergunte o que a menina fez com ele, ele nunca me contou, mas tem trauma de ficar com fãs sozinho.
(# Flash Back, super clichê mode off.
Isso foi apenas uma das coisas que aconteceram lá, mas ainda bem que já estamos de voltar à terra da Tia Beth. Tudo bem que algumas coisas aqui continuam sendo bizarras, mas nada se compara àquilo, sem falar que eu precisei comprar um aparelho pra surdo. Deus, como berram, parecem gatos no cio quando estão na seca.
— , VENHA JÁ AQUI! — Escutei o Fletch rosnar. Gosh, por que nem pensar eu posso? Eu devia tirar o trabalho do Fletch e pegá-lo pra mim, o homem não faz nada além de mandar e reclamar. Levantei de má vontade e caminhei até o emoticon barbado.
— Quié? — Olhei pra ele que no momento parecia àqueles peixes bolhas de tão inchado que estava.
— COMO VOCÊ DEIXA OS GAROTOS ENTRAREM NA MINHA SALA? COMO, ? — Ele parecia um balão vermelho preste a explodir a qualquer momento. Depois de muitos, mas muitos berros da franga do Mattew, eu consegui entender o porquê de todo aquele showzinho. Fletch tem alergia a nozes, COMO EU IA SABER DISSO? Ia testar todas as comidas do mundo pra saber a qual ele tem alergia? Que eu saiba meu trabalho é só cuidar dos ingleses da língua enrolada e não dar conta do empresário estourado!
Agora tenho que acompanhar ele no hospital, alguém tem uma aspirina?
Notas:
Achei esse capitulo muito sem graça :~ perdi um pouco do ‘pique’, preciso de idéias meninas! u_u
Dree Schiffer, menina, PRECISAMOS CONVERSAR, adorei seus apelidos :} e eu descobri que tu lê meu blog e é seguidora *-* é o destino, man HSUAHUSAHUHSASA;
E as outras meninas – são muitas não nem como colocar aqui, aham eu sonho ;B – muito obrigada pelos comentários *-*