Capítulo Um
Eu dançava sensualmente, como sempre. Até que me dei conta de um homem, na verdade, um jovem. Com os cabelos caindo sobre os olhos. E grandes e fascinantes olhos . Ele me fitava de tal forma, que parecia que ia arrancar pedaço. Eu já estava começando a ficar constrangida, mas não liguei muito e pisquei para o tal homem, que sorriu logo depois. Continuei a dançar, do jeito que sempre faço, abaixando e levantando devagar, do jeito mais sensual possível. Enquanto ele, e mais uns dez caras, não paravam de me olhar. Alguns até gritaram para eu tirar toda a minha roupa de vez. Se eles querem ver meus belos dotes, eles que paguem para ter uma noite comigo. Eu garanto, sou uma das melhores dessa boate. Ah, sou , e eu sou dançarina e garota de programa. Tenho uma vida nada fácil, admito. Mas é bem prazeroso. Eu gosto do que faço, e quem provou, também gosta. “Convencida? Não, realista.” Aqui na Roxanne, o que importa é o dinheiro que nós ganhamos. E eu posso dizer que eu sou uma das que ganha uma comissão, digamos assim, boa e deixando a desejar. Nenhum homem, em sã consciência, diz não para mim. Eu tenho meu charme e sei conquistar. Tudo o que eu quero, eu tenho. Levando em conta os homens também, não importa se é casado ou não, uma aventura é sempre boa. Qualquer mulher mataria para estar no meu lugar.
Continuei a dançar e percebi que o homem de antes estava vindo em minha direção. Joguei os cabelos, fazendo charme e ele mordeu o lábio. Ah, adoro quando eles fazem isso. É algo realmente excitante. Ele se aproximava cada vez mais, me fazendo notar suas elegantes sardas pelo rosto. Ui, gostei. Ele retirou do bolso um bolo de dinheiro, o que me fez querer ainda mais aquele homem. “Interesseira? NUNCA!”. Mordi o lábio superior, jogando o cabelo para trás logo em seguida. Virei de costas e comecei a rebolar mais ainda. Eu queria fazer com que ele me queresse muito, mas muito mesmo. Eu passava a mão por todo o meu corpo, me movendo lentamente, enquanto ele estava parado em frente ao palco, com o bolo de dinheiro na mão e um sorriso malicioso no rosto. Pude perceber que ele me olhava da cabeça aos pés. E finalmente ele tomou uma atitude e me chamou.
- Hm... Olá! – Eu me aproximei dele, abaixando, ficando frente a frente com aqueles maravilhosos olhos . – Será que a garota, ham, gostaria de tomar um drinque comigo?
- Hm, não sei... Ah, tudo bem. Um drinque e nada mais. – Eu pisquei sensualmente e ele estendeu sua mão (e que mão xx’) para me ajudar a descer do palco. Logo eu a peguei, descendo. Fomos para uma das mesas mais afastadas de todos, e ele chamou o garçom.
- Uma vodka pura, por favor – Ele pediu e percebi que, com ele, o negócio é forte ou ele só quer se mostrar o tal. – Para a bela dama? – Ele me olhou e sorriu de uma forma com que os dentes perfeitos aparecessem.
- Um martini, por favor. – Dei uma piscadela para Charles, o garçom. É, ele tem uma bunda legal.
- Então, como seria o nome da senhorita? – Ele virou-se para mim e pegou a minha mãe, beijando-a. Ai Senhor, que coisa mais brega, mas envolvente.
- e o senhor? – Ergui uma das sobrancelhas, retirando minha mão dos lábios quentes dele. Ah, estou ficando cada vez mais com vontade de tê-lo.
- , . Mas você, pode me chamar de .
- Hm, . Interessante. E você, pode me chamar de . – Fui me aproximando cada vez mais do corpo de . Sentindo a respiração ofegante do rapaz. “Adoro fazer isso com os homens". As bebidas chegaram e eu me afastei propositalmente.
- Ohn, obrigada Charles! – Dei um gole em meu martini, enquanto Charles deu meia volta e voltou para o balão. Cruzei as pernas, mostrando minhas botas de couro, cano alto e preta. Sexy demais. Os homens adoram. Ele apenas observou cada gole que eu dava. Os olhos dele perseguiam cada movimento meu. E isso está ficando cada vez mais interessante.
- Então... O que o trouxe ao Roxanne? É novo por aqui... Nunca o vi. – Me curvei sobre ele, deixando nossas bocas muito próximas. Ele, entretanto colocou o copo de vodka em cima da mesa, e colocou os braços em minha cintura.
- Vim atrás de uma aventura. – Ele lançou um olhar extremamente sexy, e umideceu os próprios lábios.
- Bem, se é assim, você veio ao lugar certo. – Sussurrei bem próximo da boca dele. E por um impulso ele me beijou. No começo, era calmo, e depois foi se intensificando. Os lábios dele tinham um gosto doce, e eram quentes, mas aqui tudo tem seu preço. Rompi o beijo.
- Nananinão queridinho. Aqui, a diversão tem um preço, e comigo é caro. – Me curvei novamente, mas agora me acertando, fitando as próprias unhas.
- Não se preocupe, eu pago o que for preciso. – Ele pegou em meu queixo levantando minha cabeça, e fazendo o olhar. Hm... Aquele sorriso era tentador.
- Ah, então se é assim... – Levantei, puxando-o pela gola da camisa e o levei para o meu quarto.
Capítulo Dois
No mesmo momento em que eu abri a porta, me agarrou por trás, me beijando com força. Não posso dizer que não gostei. Adoro quando me agarram. Ele me jogou contra a cama, se deitando por cima de mim. Ele mesmo me poupou o trabalho de tirar sua camisa. Em menos de cinco segundos a camisa, calças e até as meias dele, já estavam no chão. Ele só se encontrava com uma boxer preta, favorecendo seu peitoral musculoso. Ele voltou se deitar por cima de mim, mas eu virei o jogo e fiquei por cima. Sentei em cima de seu membro, dançando devagar, e tirando meus trajes de trabalho (sutiã e calcinha). No momento em que meu sutiã tocou o chão, ele me agarrou novamente, só que dessa vez beijando meus seios, com certa intensidade. Rolamos novamente pela cama, dessa vez ele ficando por cima. Enquanto ele beijava meus seios e pescoço, eu tirava sua boxer. A cada toque que ele me dava, eu gemia baixinho. Eu me desloquei rapidamente, e abri a gaveta da mesa de cabeceira, pegando o pacotinho de camisinha e abrindo com os dentes. Eu a coloquei no membro de , para que ele assim, pudesse me penetrar o quanto antes.
E foi isso que ele fez. Ele me penetrou devagar e forte. Seus movimentos eram fortes, me fazendo gemer cada vez mais alto. Ele começou a ir mais rápido, percebendo que eu já ia chegar ao clímax. E eu cheguei lá, mas ele não parou. Eu gemia alto e o beijava com intensidade. Mordi o pescoço dele, enquanto ele lambia meus seios. Ele foi diminuindo os movimentos, o que me fez perceber, obviamente, que ele tinha alcançado teu ponto máximo. Ele retirou o pênis de minha vagina, e me virou. Penetrando-me por trás. Ele fez a mesma coisa de antes, começou devagar mas bem forte, me arrancando gemidos maiores ainda. Ele começou a ir mais rápido, e eu suava frio. Com a tamanha força que ele depositava em mim, eu tive que me apoiar na cabeceira da cama. Quanto mais doía, mais era gostoso, eu gemia alto e ele fazia o mesmo. As mãos grandes dele me envolviam pela cintura, fazendo com que o membro dele penetrasse mais fundo.
- AAAAAAA! – Não agüentei e gritei, eu havia chegado lá e ele também. No momento em que ele parou e retirou novamente o pênis dele, que antes estava dentro de mim, ele se jogou por cima de mim, ofegando. Os braços fortes dele me abraçavam, e eu sorria involuntariamente. Posso dizer que com ele o sexo sim foi gostoso.
Capítulo Três
O sol entrava pela fresta entre a cortina e a janela, batendo justamente no meu rosto. Abri os olhos devagar e me espreguicei logo em seguida. Nesses meus movimentos pude perceber que não estava sozinha. Eu tinha esquecido completamente que o ainda estava ao meu lado, na cama. Eu tenho que acordá-lo. Nenhum cliente pode dormir a noite toda aqui.
- ? – Ele resmungou, e virou para o outro lado. – , acorda! – Eu o empurrei para fora da cama. E ele caiu, fazendo um enorme barulho.
- Outch! Não precisava me derrubar da cama! – Ele me olhou atentamente.
- Você precisa ir embora. – Me levantei nua e percebi o olhar dele sobre mim. Ele começou a recolher as coisas dele pelo chão. Em alguns minutos ele já estava todo vestido, e eu apenas com um lençol enrolado sobre meu corpo nu.
Ele veio em minha direção, na intenção em me dar um beijo, mas eu desviei. Eu estendi a mão para ele, que me olhou não entendendo nada. – Antes que você vá, eu quero meu dinheiro. – Sorri de canto e ele retirou novamente o bolo de dinheiro no bolso. Ele me pagou, e se aproximou de mim, aproximando seus lábios quentes perto de minha orelha, o que me fez estremecer de imediato.
- Valeu cada centavo. – Dessa vez ele foi se aproximando cada vez mais dos meus lábios, em outra tentativa de um beijo. Mas eu desviei novamente.
- Você pagou apenas por uma noite. – Sorri mais uma vez e ele me olhou incrédulo. Virei-me, indo a direção à janela. Fiquei olhando as ruas movimentadas de Londres, mais uma vez. Eu sentia o olhar dele depositado sobre mim. Até que ouvi a porta bater. Ele havia ido embora.
Deitei na cama alguns minutos depois, estava realmente cansada. O tem capacidade, admito. E ainda mais com aquele, membro. Sorri ao lembrar do objeto sexual dele. (n/a: HSAUISAHUISAHSAUI! @@’ eu vou fingir que eu não escrevi isso, obg (K))
Balancei a cabeça, afastando meus pensamentos perversos e ao mesmo tempo mordi o lábio inferior. Resolvi tomar um banho. Um logo e quente banho. Liguei o som e fui ao banheiro, liguei a torneira e esperei a banheira se encher por completa. Coloquei sais de banhos, o que fez a banheira espumar inteira. Joguei o lençol no chão, e entrei nela. Muitos pensamentos vieram em minha cabeça, mas acabei me distraindo com a música que tocava.
You make me so hot, make me wanna drop. You’re so ridiculous
Você me deixa tão quente, você me faz querer cair. Você é tão ridículo
I can barely stop, I can hardly breathe
Que mal consigo parar, mal consigo respirar.
You make me wanna scream, you’re so fabulous, you’re so good to me! Baby baby!
Você me faz querer gritar, você é tão fabuloso, você é tão bom pra mim! Baby baby!
You’re so good to me…
Você é tão bom pra mim...
Ok, essa música me fez sorrir que nem uma besta. A letra me fez refletir, e eu lembrei daquela noite com o . Sinceramente, ele me deixou quente, me fez querer cair. Mas a parte do ridículo, eu até discordo. Ele é lindo, oras. Ele me fez querer gritar, mas ele não é tão bom para mim. Ninguém é bom demais para mim. Eu sou boa demais para todos. Principalmente para ele. Eu.
Capítulo Quatro
Fiquei na banheira até toda a espuma se desfazer completamente. O banho, com toda certeza, foi relaxante. Eu precisava de um desses depois de uma noite daquelas. Peguei a toalha e enrolei ao meu corpo, indo em direção ao quarto. Abaixei o som e andei para frente do armário. Peguei qualquer roupa, mas de preferência mais confortável, como uma calça de moletom e uma camiseta. E foi o que eu fiz.
“Não é só porque eu sou prostituta que eu tenho que usar roupas minúsculas a toda hora!”
Voltei ao banheiro, agora com a intenção de secar meus cabelos e penteá-los. Fiquei um bom tempo fazendo isso, já que meu cabelo é enorme. Terminei e andei em direção à cama. Deitei-me com a barriga para cima, e comecei a pensar naquela noite... Em como ele era... Hm... Bom! Em meio a “tantos” pensamentos, acabei pegando no sono.
Acordei depois de um bom tempo, já eram quase sete da noite e eu estava morrendo de fome. Espreguicei-me aos poucos, levantando da cama em seguida. Abri a porta e fui até a cozinha do Roxanne. Ah, esqueci de dizer que eu moro aqui? Agora já sabem. Alojei-me aqui para que eu não me atrasasse como antes. Eu sou uma pessoa meio, hm... Sem noção de horário sabe? E eu até prefiro morar aqui, é bem mais fácil.
Encontrei com Charles encostado no balcão, perto do bar.
- Oi Charles! – Acenei para ele, que o fez o mesmo.
- Oi ! Pelo jeito a noite foi boa... – Ele riu disfarçadamente enquanto eu abria a geladeira. Ele não ia gostar muito da cara que eu fiz, mas relevemos.
- É, foi. E você não tem nada a ver com isso, obrigada. – Falei enquanto retirava um pote de Nutella da geladeira, e colocava em cima do balcão aonde Charles se encontrava. Peguei uma colher e comecei a comer.
- Ui, depois dessa vou embora. – Ele se levantou com aquela cara de bunda e foi embora. Enquanto eu fiquei lá, comendo Nutella com a colher.
Depois de ter quase acabado com o pote, eu voltei para o meu quarto. Tomaria mais um banho antes da noite começar...
A música, como sempre estava alta e a boate lotada, não só de homens como também mulheres. E eu, em cima do palco mais uma vez. Eu requebrava com estilo e todos que olhavam, babavam também. Muitos gritavam para eu tirar a “roupa” e eu balançava a cabeça negativamente.
“Quer me ver pelada? Pague para isso!”
Em meio a tantos rostos, só um me chamou a atenção. Era . Pelo jeito ele gostou mesmo da noite passada. É impressão minha, ou ele está mais bonito do que antes?
Ele andou em direção ao palco e sentou em uma das mesas mais próximas. Resolvi tentá-lo um pouco e comecei a dançar como nunca! Eu batia em meus próprios quadris, jogava o cabelo, mordia o lábio e afins. Desci do palco e vários caras vieram atrás de mim.
Mas o objetivo era deixar o me querendo.
Puxei a cadeira de e sorri marotamente. Sentei em seu colo, comecei a rebolar em cima de seu pênis e eu pude perceber o olhar de desejo dele sobre mim. Ele apertava as mãos em minhas costas com certa violência. E eu puxava o cabelo dele para trás, inclinando-me para beijar seu pescoço. Dei algumas mordidinhas finais e inclinei novamente ao seu ouvido.
- Olha só quem voltou ao Roxanne! Parece que alguém gostou do que teve na noite passada. - Mordi sua orelha levemente e percebi que ele se arrepiava. Levantei-me com a intenção de voltar ao palco, mas isso não foi possível pelo fato dele ter me segurado. Mordi o próprio lábio, enquanto ele me abraçava por trás. Arrepiei-me com as mãos dele colocando meus cabelos para trás da orelha e sussurrando...
- Gostei... – ele beijou meu pescoço – E quero você novamente. – Ele me virou contra ele e me beijo com força. Eu pulei em seu colo, entrelaçando minhas pernas em volta de sua cintura, e ele agarrou minha bunda, dando alguns apertões.
Ele me levou até o meu quarto e eu desci de seu colo. Ele bateu a porta com força, e eu o agarrei novamente. Nós andamos em direção à cama (lê-se, esbarramos por tudo indo em direção à cama) e ele me jogou na mesma. Ele se sentou e eu fiz o mesmo. Comecei a retirar meu sutiã devagar enquanto ele retirava sua camisa. Estávamos completamente nus quando ele deitou em cima de mim e começou a beijar toda a região do pescoço, seios e barriga. Ele descia cada vez mais... A cada toque que ele dava eu estremecia.
Ele beijava agora a minha virilha e eu gemia baixinho. Ele ficou entre as minhas pernas fazendo sexo oral em mim. Eu me contorcia e gemia cada vez mais alto. Eu o puxei para cima e comecei a beijá-lo. Nossas línguas brincavam uma com a outra enquanto eu o deitava e ficava por cima dele. Posicionei-me em seu colo, fazendo com que ele me penetrasse e gemesse. Eu me movimentava lentamente para frente e para trás, mordendo meu lábio inferior, enquanto ele acariciava meus seios. Eu ia cada vez mais rápido e ele gemia junto comigo. Pulei em seu colo, batendo minha bunda em suas coxas, fazendo com que ele me penetrasse mais ainda.
- Isso! Isso... – Ele sussurrava entre seus gemidos e eu percebi que ele ia gozar. Fui diminuindo o ritmo, e me levantei do colo dele. Abri a gaveta ao lado da cama e retirei mais uma vez um pacote de camisinha. Coloquei no pênis de e me virei, ficando de quatro. – Quero que você termine o serviço desse jeito. – Me agarrei à cabeceira da cama e ele me penetrou fortemente,arrancando mais um de meus suspiros altos. Ele metia com força e dava tapas na minha bunda. Ele me agarrou por trás, pegando nos meus seios que balançavam freneticamente. Eu sentia meu interior arder por inteiro, mas não queria parar. Ele aumentou a velocidade eu gritei de dor com prazer. Depois de termos nosso orgasmo, ele se jogou sobre mim e me beijou docemente, mas de um jeito que eu pude perceber que ele estava cansado. E porra, se ele não ‘tivesse cansado, eu diria que ele é um alienígena ou toma viagra.
’s P.O.V -
Desde o momento em que eu cheguei ao Roxanne, o que eu mais queria era encontrar com . Nossa... Eu nunca tinha gostado tanto de uma transa do jeito que eu gostei da dela. Não é a toa que dizem que ela é a melhor. Eu a vi dançando no palco como ontem e ela estava mais linda ainda. Seu corpo era perfeito! Tudo o que um homem precisa em uma mulher! Além da transa perfeita, a mulher perfeita.
Sentei-me a mesa mais próxima do palco, para observar cada movimento feito por ela. Depois de alguns minutos ela desceu do palco e veio em minha direção. Não acredito nisso! Ela sentou no meu colo dude! Ela quer me enlouquecer de tesão, só pode! O toque dela me deixa maluco! Desse jeito eu vou morrer fato...
Não pude me controlar e no momento em que ela se levantou, segurei seu braço e a agarrei por trás. Coloquei alguns dos fios de cabelo dela, para trás da orelha e sussurrei.
- Gostei... – beijei o pescoço de - E quero você novamente. – A virei para mim e beijei-a com força. Nem vou comentar sobre ela ter pulado no meu colo, o que me deixou mais excitado ainda...
Depois de termos chegado “lá”, deitei sobre ela e a beijei. Um beijo doce e cansado. Nossa! Essa sim, sem dúvida nenhuma, foi a melhor transa que eu já tive!
End ’s P.O.V –
Capítulo Cinco
O beijo doce não durou muito, até que ambos caímos no sono. Acordei e já estava amanhecendo. Levantei, enrolei-me em um lençol e deixei dormindo na cama. Fui ao banheiro, fiz tudo o que devia fazer e voltei para o quarto.
Sentei na poltrona perto da janela e fiquei vendo o sol nascer, porém meu olhar se perdia toda vez que eu olhava para o garoto deitado na minha cama. Ele tinha uma beleza inexplicável. Não sabia se olhava o sol ou ele, ambos eram encantadores.
O que é que eu estou dizendo? Pareço uma daquelas garotinhas apaixonadas, que medo. Eu não estou apaixonada, não mesmo.
Agora o sol já entrava por todo o quarto e começou a se mexer. Sinal de que estava acordando. E eu? Fiquei ali, observando entre o sol e .
Finalmente ele acordou. Fui o mais seca possível e mesmo assim, ele se foi com um sorriso gigante em seu rosto o que me fez perceber que ele havia gostado de novo. Escorreguei pela porta assim que o vi se virar de costas e um sorriso se manifestou no meu rosto. Não era possível que eu estaria me apaixonando por um cliente.
- Droga! Ele não me pagou! – Saí correndo, mas já era tarde demais. , já tinha saído da boate e já havia adentrado o elevador. Não cheguei a comentar que o Roxanne fica em um prédio? Não? Anyway, ele fica. Mas não vai ficar assim, não mesmo. Comecei a apertar desesperadamente aqueles botões que haviam ali, até aquela droga de elevador subir de volta com o dentro, para me pagar.
- Funcionou! – Pulei assim que vi aquela porta se abrir e revelar um com o mesmo sorriso de quando ele saiu do meu quarto.
- ? – Ele olhou me olhou com uma cara de surpresa, mas, ao mesmo tempo, de felicidade e como sempre começou a me ‘secar’ com aqueles olhos penetrantes. Eu entrei naquele apertado elevador com os olhos dele me seguindo da cabeça aos pés. Mas dessa vez eu não estava mais constrangida, eu estava começando a pensar que ele me queria de novo, e não deu outra.
Assim que a porta do elevador se fechou ele veio pra cima de mim com um olhar safado no rosto. E eu? Fui andando para trás cada vez mais, até que ele conseguiu me prensar na parede. Nossa! Definitivamente, tinham que aumentar o elevador ou colocar um ar condicionado, porque, sinceramente, 'tava ficando muito quente ali.
Eu viajava naqueles olhos , e quando dei por mim, estava apenas a milímetros da minha boca e eu não pude evitar. Em poucos segundos nós já estávamos nos beijando. Bem, nessa altura já estávamos nos amassando. Não demorou muito, para que ele já estivesse retirando meu sutiã à força, porque a blusa ele já havia tirado há muito tempo. Claro que eu não pude evitar e eu rapidamente tirei a blusa maravilhosa de , que em menos de cinco segundos já estava jogada em um canto daquele minúsculo elevador e dei conta da sua calça jeans que já estava bem facilitada pra mim.
- Você fica lindo com essa calça... - Ele me fitou enquanto eu falava sensualmente – Mas fica bem melhor sem ela! – E rapidamente eu a tirei, com certo desespero. começou a me beijar mais violentamente e com um desejo que eu já até sabia qual era. Ele começou a acariciar meus seios ao mesmo tempo em que mordia meu pescoço.
Meu Deus! Ele estava me deixando louca! Só pode ser esse o objetivo dele. Aquilo estava bom, mas com um solavanco do elevador, nós fomos parar na outra parede e eu fiquei por ‘cima’ dele, se é que me entende. Agora era minha vez. Minha vez de provocá-lo, minha vez de fazer com que ele me quisesse ainda mais. Comecei a passar meu órgão no dele e pude perceber ele se arrepiar inteiro.
- Você não quer fazer isso ! – Ele disse com a voz falhando. Direcionei-me a orelha de e sussurrei sensualmente.
- Quero sim... – Eu gostei de saber que ele se arrepiava com o meu toque. O que não é diferente de mim, que me arrepio totalmente com o toque suave dele.
- Acho que estamos presos – Ele falou, mordendo o próprio lábio e arqueando a sobrancelha.
- Eu tenho certeza disso, mas... – Comecei a falar, mas não consegui terminar.
- Mas nada mocinha. Você será minha de novo! – Ele disse com toda a confiança, me jogando no chão e ficando sobre mim. Me deu um beijo tentador e olhou pro meu mini shorts. Eu só pude o ver voando por cima de mim. acariciava e apertava minhas coxas e eu gemia baixo. Nos beijamos intensamente. Era um beijo cheio de desejo, principalmente pra ele que logo colocou a mão na minha calcinha para tirá-la dali.
- Acho que isso está me atrapalhando um pouco – Ele apontou, sorrindo maliciosamente para minha calcinha e ameaçou tirá-la. Foi nessa hora que cai em mim e sai imediatamente dali.
- Bem, eu não estou em horário de serviço – Comecei a procurar pelas minhas roupas.
- Erm... – Ele parou e me olhou, meio indignado. Ele nunca pensaria que eu falaria isso.
- Ah, você está me devendo da noite passada! – Estendi a mão para receber o dinheiro. E foi o que ele fez, colocou lá uma quantia extremamente boa.
Comecei a socar novamente aqueles botões, mas sem sucesso. me encarou por um bom tempo. Percebi que ele estava meio sem graça por tudo. Um ato fofo, realmente fofo. Depois de alguns minutos o elevador deu outro solavanco, abrindo a porta logo em seguida. Dei uma ultima olhada em e saí de lá.
- Eu ainda vou te ter de novo! – Ele gritou antes que a porta se fechasse. Me virei, olhando para a porta fechada e suspirei, repetindo a mesma frase para mim mesma.
- Estarei esperando, ...
Capítulo Seis
Aquele dia parecia não ter fim. Dava a ligeira impressão que as horas não passavam. Fiquei atenta ao relógio pregado na parede e o barulho do maldito tic-tac penetrava, martelando meus ouvidos. Andei por todos os lados, minhas unhas ficaram quase inexistentes de tanto que eu as mordia e as arrancava. Queria ver novamente, isso era óbvio. Alguma coisa me prendia a ele. Deitei-me para tentar afastar tantos pensamentos e apagar a imagem de um sorrindo para mim, o que não adiantou muito.
Rolei pelos lençóis amarrotados e abracei o travesseiro. Se a intenção era esquecer , por pelo menos meia hora, foi um esforço sem sucesso. Eu podia sentir o cheiro doce dele.
Era como se ele estivesse ao meu lado! Eu podia sentir suas mãos quentes em cada parte do meu corpo, abraçando-me e me apertando. Estremeci só em lembrar de cada toque. Cada beijo. Meus pensamentos eram tomados por uma só frase: “Eu ainda vou te ver de novo!”.
Mas do que é que você está falando, ? Você não gosta dele! Não gosta! Você não pode se envolver emocionalmente com o trabalho, lembra?
Gostaria de não me lembrar, obrigada. São nessas horas que eu me arrependo de ter essa vida. Não posso namorar, não posso amar... Abrir mão de tudo isso não foi fácil, mas se eu quisesse ter uma vida boa, era isso ou nada. Não me queixo, muito pelo contrário. Eu adoro a vida que tenho, mas ela, às vezes, traz benefícios um tanto... ruins. Sabe, eu passo todos os meus dias dentro dessa boate, saio de vez em nunca. Tenho tudo o que preciso aqui, menos, é claro, roupas. Um dia ou outro, lá vou eu atrás de roupas para o trabalho. Se bem que...será que eu posso chamar o que eu uso aqui, como roupas?
Já era quase uma hora da manhã e nada de no Roxanne. Eu já estava ficando preocupada, digo, ansiosa. Comecei a ficar nervosa, mas não deixei de dançar em nenhum momento. Meu olhar se alternava entre a porta e o homem no bar. Calma, calma. Não criemos pânico! Respira e inspira.
Mais ou menos meia hora se passou e eu desci do palco, estava cansada. Já que não está aqui, partimos para outro então. Andei lentamente até o bar e sentei-me ao lado do tal , aproveitei e cruzei as pernas, deixando minhas coxas bem visíveis. Senti aquela sensação de estar sendo observada e não era para menos. O ao meu lado me secava, só faltava arrancar um pedaço, se é que me entendem. Eu estava me sentindo em um daqueles programas do 'Animal Planet' sobre os animais carnívoros e suas presas. Naquele momento, ele era o tigre esperando o sinal para me atacar e eu era a pobre gazela indefesa.
Ou seria o contrário? [n/a: ela não é nem um pouco tarada né? Ou melhor, que canibal rs e-e]
- Charles, um Martini, por favor. – Falei com a voz falha e em poucos minutos minha bebida já estava à minha frente.
- Aqui está, . – Ele deu uma piscadela para mim e eu fiz o mesmo. Dei goles pequenos e lentos de forma sensual e não pude deixar de reparar nos olhares vidrados do em cima de mim. Ficamos assim por pouco tempo até ele se pronunciar.
- Boa noite. – Ele se virou para mim, deixando seu rosto mais próximo do meu.
- Boa noite, erm... – Olhei fundo nos olhos dele. Seus olhos pareciam um poço sem fim no qual eu adoraria entrar.
- , mas você pode me chamar de . E você...?
- Prazer, . , , mas prefiro que me chame de . – Quando me dei conta, minha mão já estava sendo segurada por ele, bem próxima à boca.
- O prazer é todo meu, . – Ele puxou minha mão para mais perto de si e lhe deu um beijo. Uma coisa bem brega, eu diria, mas adorável. Seu beijo foi delicado, prazeroso. Daria tudo para ser beijada assim todos os dias. Em todo o corpo, não importa aonde.
Depois dessa apresentação “casual”, ficamos ali, conversando e rindo sobre diversos assuntos. era um homem bonito e interessante. Exemplo básico do homem certo para se passar uma noite incrível.
Bebida vai e bebida vem, comecei a ficar um pouco mais alegre e percebi que também.
- Então... – Sua boca ficou bem próxima do meu ouvido e senti meu corpo todo estremecer. Fiquei quase sem reação nenhuma. – Que tal irmos para um lugar mais sossegado? – Aquele sussurro foi seu último antes de morder minha orelha e começar a beijar meu pescoço.
Virei um pouco o rosto e ele subiu seus lábios para minhas bochechas, roçando nas mesmas. Olhei nos olhos dele e pude perceber o desejo que ele estava depositando sobre mim.
- Pensei que nunca perguntaria. - Aproximei-me de seu rosto, podendo assim, sentir a respiração ofegante de . Rocei meus lábios nos dele e os mordi logo em seguida.
Levantei-me e o puxei pela gola da camisa, levando-o para o meu quarto.
Ao ouvir a porta se fechar por trás de mim, senti o corpo dele colado com o meu. Os lábios dele pressionavam os meus com força, chegando a doer. As mãos de exploravam todo o meu corpo, alguns arranhões foram dados e tinha chegado a hora dos beijos e chupões em meu pescoço. Eu gemia baixinho e aproveitei o momento e comecei a retirar a camisa de . Em meio a tantos beijos, nós já estávamos nus e jogados em cima da cama. Posicionei-me entre as pernas dele, ajeitando a penetração. Obviamente, eu estava por cima.
Controlei todos os movimentos para me satisfazer ainda mais, aumentei o ritmo, arrancando gemidos altos e abafados de , comigo não era diferente. Eu gemia e mordia meu lábio com força, por pouco não acabei o cortando. Ele acariciava meus seios enquanto eu agilizava meus movimentos. Era um prazer inexplicável. sentou-se ainda comigo por cima dele, ele me beijou com gosto, brincando com a minha língua e explorando cada centímetro da minha boca. Senti meu corpo queimar por inteiro ao perceber que eu ia chegar lá. Pressionei-me com força e com intensidade e gritou! Acabei cravando minhas unhas no ombro dele e ele posicionou a cabeça perto do meu pescoço e seios, beijando por todo o local. Nós íamos chegar lá, fato. Eu gritava de dor e de prazer e lançava gemidos altos. O quarto foi abafado por gritos de ambos. Meu corpo estava cansado e me joguei contra o corpo dele, o derrubando na cama. Apoiei minha cabeça em seu peitoral suado, ele respirava com dificuldade. Senti seus dedos acariciarem meus braços, e ficamos ali, em silêncio...
Mas, a única coisa em que eu conseguia pensar era em . Ah, quer saber? FODA-SE! Eu vou ganhar dinheiro do mesmo jeito!
’s P.O.V –
Cheguei à boate na esperança de encontrar dançando como no dia em que a conheci, mas ela não estava lá. Rolei os olhos pela boate toda e nenhum sinal dela. Provavelmente estaria em seu quarto... Me esperando? Talvez.
Perguntei a um garçom e ele disse que não tinha a visto já fazia um tempo. A minha única alternativa era ir até seu quarto! Bons momentos eu passei ali, bons momentos...
Sai quase correndo em direção ao segundo andar, peguei o elevador e quando a porta se abriu um aperto súbito tomou conta do meu coração. Barulhos realmente encorajadores eu escutei saindo do quarto dela.
Aproximei-me um pouco mais e percebi que eles não eram apenas “barulhos”, eram gritos, gemidos, bem altos para falar a verdade. Como ela podia? Ela está com outro homem gemendo mais do que comigo e eu aqui, parado em frente ao seu quarto? Será que ela não se importou com nenhuma noite comigo? Será que ela não se importa comigo?
Ah, mas do que eu estou falando?! Eu sabia que não era nada demais. Ela é uma prostituta, o que mais eu posso querer? Que ela não transe com ninguém, só comigo?
Acho que isso seria impossível.
Eu odeio admitir, mas eu gosto dela. E muito. Cada movimento que ela deu em cima daquele palco me hipnotizou. Fez meu coração bater mais forte. Mas do que importa agora? Ela está lá, dando para outro cara!
Fui embora dali o quanto antes, não agüentei ouvir aquilo por mais nenhum segundo. Peguei o elevador e sai correndo de lá. Não tenho nada com ela – óbvio – mas sinto como se tivesse. E isso estava doendo dentro do meu peito, machucava. Eu me senti traído de alguma forma. Andei pelas noites frias de Londres pensando nela. Só nela.
End ’s P.O.V –
Capítulo Sete
As ondas batiam e arrastavam meus pés pela areia gélida, enquanto a noite caía em seu leito e a lua subia silenciosamente para iluminar o céu. O ambiente estava tão úmido, quente, até. Pela primeira vez em toda a minha vida, eu senti um calor imenso, sentindo que estava com roupas demais. O céu começou a ficar com aquele maravilhoso tom de azul escuro misturado com um roxo forte, estranho. E a lua... Nossa! Estava linda. Excepcionalmente linda naquela noite. Cheia e brilhante. A única fonte de iluminação daquela praia deserta. Pelo menos, eu achava que era deserta...
Uma mão pousou sobre o meu ombro direito, me fazendo pular pelo susto. Automaticamente meu rosto virou encarando o rosto pálido e lindo de .
- ? – Eu olhei no seu rosto angelical e fixei meus olhos nos seus. Aquele poço predominante... Ele estava agachado ao meu lado, segurando firme em meu ombro. A outra, entretanto, abraçou a minha cintura, me colando mais perto do seu corpo. Ele sentou-se na areia e fitou atentamente meu rosto, abrindo um sorriso torto maravilhoso. Minha respiração ofegou e meu coração pulsava insanamente. Suas mãos foram diretamente ao meu rosto, segurando-o com delicadeza, passando os dedos em minha face, parando exatamente em minha boca. Eu hesitei e ele me interrompeu.
- Shi! Não fala nada... Não agora... – Ele sussurrou e sua voz grossa me surpreendeu, deixando meu coração disparado. Sua testa encontrou com a minha e seus dedos desceram até meu queixo, alisando-o com o polegar. Nossas bocas estavam alinhadas e seus lábios a poucos centímetros dos meus e...
Eu abri os olhos lentamente, enquanto a luz solar entrava pela fresta da cortina pela janela. Cocei os olhos para tentar retirar o embaçado do mesmo e rolei pela cama e os lençóis por ali. Demorou um tempo para que minha mente reconstituísse os fatos e sim, eu tinha sonhado com . Um sonho muito bom, por sinal. Olhei para o teto e lembrei-me da noite passada.
- ! – Eu disse para mim mesma, olhando vagamente pelo quarto. Nem sinal dele. Eu rolei mais um pouco pela cama, me virando para a pequena mesa-de-cabeceira ao lado da cama, e em cima havia um pequeno papel sob um pequeno monte de dinheiro enrolado em um elástico.
Desculpe-me, mas tive que ir embora. Geralmente não passo a noite toda fora. Porém, garanto que me verá novamente. Aliás, seu dinheiro está aí. Não sabia exatamente quando ia me custar, então deixei uma quantia boa. Obrigado pela noite .
.
Eu peguei o bolo de dinheiro e percebi que havia mesmo uma boa quantia de dinheiro. “Legal” Eu pensei comigo mesma. O quarto estava vazio, meu coração também. Garanto que me verá novamente. As palavras ecoavam em minha cabeça, mesmo eu tendo apenas lido. Eu gostaria de vê-lo novamente, mas isso significa que eu não terei por mais uma noite. E eu não quero isso!
Olhei para a janela coberta pelas cortinas e a abri lentamente, deixando as luz solar fracamente iluminar meu quarto. Eu estava decidida, eu iria sair daqui. Pelo menos para aliviar a tensão que pairava em minha consciência, corpo e tudo mais.
Tomei um banho quente e não muito demorado. A pressa de sair dali era maior do que a vontade de ficar na água quente. Enrolei a tolha em meu corpo e o frio correu em minhas veias, fazendo-me tremer e ranger os dentes. Coloquei um moletom preto, minha velha calça jeans e um antigo all star azul escuro. Ótimo! Roupa perfeita para andar nas ruas gélidas de Londres. Meu cabelo molhado estava perfeitamente penteado e para um toque final, a franja presa no topo da cabeça.
- Ah! – Soltei um gritinho irritante – Meu Ipod. – vasculhei todas as gavetas e finalmente o encontrei. Pobrezinho. Havia eras que eu não o escutava.
Coloquei os fones em meus ouvidos, sem machucá-los e o liguei rapidamente. Oh Star da Paramore começou a tocar e eu aumentei um pouco o volume. Desligando-me de qualquer barulho ou ruído que eu não quisesse escutar.
Deixei meus pés me guiarem para qualquer lugar agradável ou o mais imprevisto possível. Tentei não ligar para os detalhes e as cores das ruas que eu passava. Eu nem me importei com o tempo que havia passado. O céu já estava ficando colorido. Talvez um crepúsculo estivesse chegando. Continuei vagando sem rumo pelas ruas, me deparando com uma praça velha, com uma ponte escultural sob um pequeno lago de águas claras. Sorri involuntariamente e subi na pequena ponte, ficando por cima, abraçando-me logo em seguida em uma reação estúpida de me esquentar por causa do frio que pairava no momento. Meus olhos se perderam para a imagem refletida na água. Uma tensão e uma impressão de sujeira prevaleceram sobre mim. Eu tive a leve impressão de que minha vida era uma merda. Ela não era, ela é.
O céu matinha as cores misturadas. Aquela linda visão do crepúsculo me fez bem, muito bem... Não me sentia tão bem e ‘livre’ assim fazia muito tempo. O sol foi desaparecendo pelo horizonte, deixando lugar para a lua se fixar no céu escuro e iluminar mais uma noite fria na indispensável Inglaterra.
A noite caiu e meus olhos se perderam no meio da escuridão, eu tinha que voltar para a Boate. Seria mais uma noite cansativa e prazerosa... Não havia outra opção.
Caminhei em direção ao meu destino estúpido, me culpando a cada cinco minutos por ter sido tão fútil em aceitar viver assim. Não que eu não goste, é claro que eu gosto – ou pelo menos gostava. Meus cabelos estavam secos agora e alguns fios bateram em meu rosto por causa do vento. Meus lábios estavam secos e minha pele fria. Se eu não me conhecesse diria que estava doente. Andei distraidamente, me perdendo em ruas desconhecidas e tendo que recomeçar o caminho novamente. Meu subconsciente que comandava meu corpo agora, eu nem fazia idéia para onde eu estava indo, para onde ir. Até que reconheci as ruas pacatas não muito longínquas de onde a Roxanne se encontrava. Me arrastei – literalmente – até lá. Não faltava muito, mais ou menos uns três quarteirões. Abaixei minha cabeça por uns instantes e me arrependi desse ato minutos depois.
- Ai! – Eu gemi, quando algo ou alguém esbarrou com certa força em mim. Cambaleei para os lados, balançando os cabelos sem querer.
- Ah, desculpe-me... – Eu reconheci aquela voz. Aquela doce e grossa voz. O destino estava brincando comigo, ou eu estava brincando com ele. Isso era possível? Com tantas pessoas no mundo eu fui esbarrar justamente NELE?
- ?
Capítulo Oito
- ? – Se eu estivesse olhando para mim mesma naquele instante, eu diria que meus olhos estavam tão arregalados que poderiam saltar dali. Meu coração disparou e, involuntariamente, eu sorri.
- ? – me olhou. Ele estava bem mais chocado do que eu, porém, eu só conseguia sorrir. – Desculpe... Eu... Não te vi... – Ele soluçou e mesmo assim sua voz continuava linda e extremamente gostosa de ouvir. colocou as mãos nos bolsos do seu jeans surrado, abaixando a cabeça, deixando as mechas de seu cabelo caírem desajeitadamente sob seus olhos.
- Sem problemas... Eu também estava distraída. Sem problemas... – Eu estava com dificuldade em falar. Na verdade, eu nem sabia se o que eu estava dizendo poderia fazer algum sentindo. E muito menos, se ele tinha entendido.
me olhou: seus olhos estavam desfalcados pela noite. Porém, em nenhum momento eles pareciam ter cor. Estavam tão vazios, mortos. Algo começou a apertar em meu peito.
- Hm... Então tá. Eu... Tenho que ir... – Sua voz estava trêmula, eu pude sentir que não era exatamente o que ele queria dizer. E, ocasionalmente, eu sorri. lançou-me aquele sorriso torto, sem ânimo e começou a andar na direção oposta da boate.
- Ei, ! – Eu segurei seu braço, depositando toda força que eu tinha em minhas mãos, com medo dele fugir. Mas, eu sabia que aquilo não era o suficiente para segurá-lo por muito tempo. – V-você vai à boate hoje? – Minha voz estava rouca o suficiente para gaguejar. Minha mente estava rezando para que a resposta dele fosse a que eu precisava ouvir.
- É... Talvez. – Ele não se virou, continuou parado, sem nenhuma objeção com minha mão segurando seu braço. E que braço...
- Ah, ok. Então... Até! – O soltei devagar e ele continuou ali. Sua respiração era ofegante e a minha não era tão diferente.
- Até. – Foram as últimas palavras que eu consegui ouvir saindo de sua boca, antes dele retomar seu caminho, se afastando da boate. Se afastando de mim...
Respirei fundo, observando os traços de desaparecendo entre as ruas e a escuridão. Naturalmente, continuei meu caminho à boate, aguardando mais uma noite prazerosa e sem escrúpulos.
O tempo passou tão devagar. Ou talvez, apenas minha ansiedade estava freneticamente atacada. Meu quarto estava vazio. Os únicos sons que eu podia identificar era o som exageradamente alto da boate alguns andares abaixo e a minha respiração suficientemente alta para que chegasse zumbindo em meus ouvidos. Eu já estava pronta: meu cabelo solto, brilhando com o excesso de creme colocado; minhas – míseras e minúsculas – roupas de couro preto, com detalhes em vermelho; minha maquiagem, que apesar de não muito exagerada, à luz do dia com certeza eu me sentiria desconfortável e uma estranha aos olhares que obviamente depositariam em mim. Nada demais. Apenas mais uma roupa de trabalho, apenas mais uma produção meramente patética para satisfazer os desejos sexuais de alguém com condições financeiras que pudesse pagar pelos meus serviços. Patético.
Levantei da cama e coloquei-me de frente ao espelho pendurado na parede. Realmente, eu estava com vergonha de me olhar. De olhar o monstro no qual eu me tornei: fútil, desagradável e uma exploradora dos desejos humanos.
Por que só agora eu tenho vergonha do que eu sou? Por que só agora eu tenho vontade de acabar com isso e voltar no tempo para viver o que eu poderia ter vivido? Por que só agora eu necessitava de alguém que me confortasse, de alguém que me desse tudo o que eu preciso... Eu necessitava de ?
Assustadoramente, a boate estava lotada. Não só de homens, mas também mulheres. Dificilmente eu as via por ali. Só as minhas companheiras – e concorrentes – de trabalho. Porém, era algo novo. Talvez essa noite não fosse um caso perdido...
O que mais me deixou atordoada foi ver Maggie: a dona da boate. Ela sentava perto do bar, com um sorriso esplêndido no rosto. Seus cabelos louros – presos em um coque, com fios soltos - brilhavam toda vez que os holofotes se encontravam com ela. Maggie encontrou o meu olhar e sorriu, acenando brevemente para mim.
Era estranho vê-la por ali. Ela nunca ficava nesse ambiente. Ela era mais reservada, até. Simpática e carismática. Maggie foi um amor comigo quando resolvi me juntar a ela nessa vida. Acho que ficarei devendo a ela por toda a minha vida. Ou talvez, não. Apesar da idade, Maggie tinha um rosto perfeitamente juvenil. É, hoje em dia as plásticas estão ficando cada vez melhores fato.
Charlie passou por mim, carregando uma bandeja com copos vazios e sussurrou em meu ouvido.
- Suba logo. Já está na hora. – E ele desapareceu no meio da multidão.
Capítulo Nove
Já havia se passado das duas da manhã e nada, nem ninguém poderia dar um pouco de vida a essa noite. Ou pelo menos, não até aquele momento.
O corpo dele desviava entre a multidão e seu rosto era o único que me chamava atenção. Foi repentino, justamente quando eu achava que estava tudo perdido, o rosto dele floresceu entre tantos outros. Não...
... Era apenas minha imaginação.
Não levou muito tempo para que eu percebesse que a imagem dele sentando-se em uma das mesas mais próximas ao bar – perto de Maggie, por sinal – não era a minha imaginação dando uma de louca. Isso, por sinal, fez um sorriso brotar em meus lábios.
me olhava. Não exatamente como eu queria que me olhasse – com desejo ou qualquer outro tipo de olhar que estivesse nas entrelinhas: me querer -, mas implorando algo. A música acabou assim como o meu tempo em cima do palco. Não foi exatamente algo muito encorajador para mim. Eu desceria do palco e me veria obrigada a falar com ele. E foi isso que aconteceu.
Nunca me senti com tanta insegurança, e enquanto caminhava, – sensualmente, por sinal – uma pequena parte de mim queria fugir; sair correndo para bem longe e nunca mais voltar. Porém, outra parte – maior ainda – queria ficar. Queria se aconchegar nos braços quentes de , queria sentir seus lábios e a pressão deles.
- Hey. – Parei à frente de e minha voz saiu tão falha que eu nem tinha certeza que ele poderia ter escutado.
- Ah, hey. – Ele falou abrindo aquele sorriso torto, do qual eu tanto gostava, me olhando em seguida.
- Posse me sentar? – Meu sangue subiu até meu rosto, aglomerando-se em minhas bochechas, fazendo-me corar levemente.
- Por que não poderia? – Em um tom extremamente irônico, ele falou e se arrastou para o lado, dando-me espaço suficiente para encaixar meu corpo por ali. Sentei entrelaçando meus dedos uns nos outros, em sinal de nervosismo. Perguntei-me se poderia ter percebido, se ele se importava mesmo com a minha presença, mas seu rosto não mudou de expressão. Continuava com o mesmo jeito irônico ao meu lado.
Por todo o tempo em que ficamos sentados, sem dizer uma sequer palavra, nem tinha notado a presença de um pequeno copo em suas mãos. Seus dedos deslizavam rapidamente pelas bordas.
- Você não veio ontem. – Isso foi uma afirmação.
- Talvez. – A indiferença na voz dele me machucava. Eu não entendia o porquê dele estar sendo assim tão... Frio.
- Por quê? – Era o que eu mais queria saber. Todos sempre me procuravam, sempre. Mas, por que ele não?
- Teria feito alguma diferença se eu tivesse vindo? – Pela primeira vez seus olhos se focaram em mim. Somente em mim. Sua expressão vazia e o sorriso irônico.
Meu queixo caiu - não literalmente - e meu coração pareceu parar. A única coisa que eu conseguia pensar naquele momento, era me lembrar de respirar.
- É, achei que não. – Ele abaixou o rosto, fitando o copo novamente.
- Por que disse isso? – Foi difícil manter o tom de voz instável, eu estava tremendo. Eu estava machucada.
- Por que você não reflete por pelo menos um minuto, ou apenas se lembra dos seus gemidos na noite passada? Acho que depois disso, você vai encontrar uma resposta para a suas perguntas. – Eu congelei. Acabei de ser jogada em um lago congelado e estava sofrendo de hipotermia e a qualquer instante meu coração ia parar lentamente e eu ia morrer.
A expressão no rosto dele mudou para raiva, ou sei lá. O sorriso, mesmo irônico, desapareceu, e suas sobrancelhas se curvaram. Abaixei a cabeça, tentando não olhar para ele. Meu cabelo caiu em cima da minha face e me aliviei por aquilo estar podendo esconder a dor que refletia do meu rosto. O silêncio pareceu prolongar a não ser a voz dele ecoando em meus ouvidos.
- Que diferença isso faz? Você é uma... Prostituta! Não faz tanta diferença com quem você transa, não é? – Eu não podia acreditar no que eu estava ouvindo. Onde estava aquele meigo e sensível que eu conheci? Onde está aquele que eu me apaixonei? A dor começou a latejar em meu peito. Eu olhei para o mesmo, sem entender, procurando alguém. Procurando a pessoa que estava enfiando a mão dentro dele e cortando em pedaços meu coração. Mas eu não precisava procurar por ninguém. Eu sabia muito bem quem era. Quem estava fazendo isso. Eu queria morrer...
- Que diferença isso faz? Você acha mesmo que não faz diferença nenhuma? – Eu não sabia de onde eu estava tirando forças para falar, porque eu estava sem voz. Eu sabia disso. Mas isso não era o suficiente, eu precisava falar, eu precisava esclarecer tudo. – Não é só porque eu sou uma prostituta que eu não tenho sentimentos, ! Eu não transo com qualquer um, seu idiota! Eu... Realmente pensei que você fosse diferente. Mas não. Você é só mais um babaca... Como eu pude ser tão idiota e me apaixonar por você, seu... Seu estúpido?! – Não... Eu não disse isso. Não mesmo! Ele pareceu chocado. Acho que eu o peguei de surpresa e... Sai correndo. Eu sabia que a qualquer momento as lágrimas iam começar a descer descontroladamente e eu ia ficar com aquela cara de se-fudeu-sua-estúpida-isso-serviu-de-lição-que-homens-não-prestam.
Apertei o botão do elevador várias e várias vezes, quando ele se abriu eu entrei e quando a porta já estava se fechando um vulto passou por ela. Eu pulei, o susto foi tão grande que eu quase caí, porém se não fosse ele para me segurar. me levantou novamente e eu me assustei ainda mais. O que ele estava fazendo aqui?
Ele me abraçou tão forte que eu não conseguia me mexer e em míseros segundos nossas bocas já estavam grudadas. Sua língua procurava insanamente pela minha, enquanto eu me debatia em seus braços. Eu não podia ser dominada por aquele impulso insano. Ou seja, eu já estava agarrada a ele e nossas bocas já estavam ardendo quando o elevador parou no meu andar. Ele pegou e eu pulei sem seu colo, enlaçando minhas pernas em sua cintura. Eu estava tão machucada naquele momento... Mas eu não queria que ele me deixasse, que ele fosse embora. Eu queria tê-lo pelo resto da noite e se fosse necessário, pelo resto dos dias.
Puxei com uma força desnecessária seu pescoço, apertando ainda mais nossos lábios. Ardia e se nós não parássemos, meus lábios iam começar a sangrar. Foda-se! Que sangrasse! A única coisa que me importava era e mais nada. A pressão dos seus lábios, o seu corpo quente dando choques quando encontrava com o meu... , e !
Ele se virou ficando de frente para a porta e a abriu desesperadamente, chutando-a logo atrás de nós quando passamos. Eu o beijava com tanta força e ele passava as mãos rapidamente pelas laterais da minha cintura, deslizando até a bunda e apertando-a. Não reclamei, obviamente. Ele jogou seu corpo na cama, me deixando por baixo dele. Seus lábios agora vagavam pelo meu corpo, lambendo e mordiscando. Eu já estava ficando completamente louca naquele momento.
Puxei a camisa de , abrindo-a com toda a força, quebrando alguns botões. Adiantei-me e abri o zíper da calça jeans surrada de , descendo-a logo em seguida. Nossos lábios voltaram a se encaixar e rolamos pela cama. Quando eu me dei conta, nós já estávamos nus.
Eu encaixei minhas pernas nele, gemendo com a pequena dor ao fazer isso. Era isso. Ele já estava lá... Comigo. Ele ia me ter e eu ia tê-lo.
Ele segurou com força a minha cintura, me fazendo rebolar. Eu fazia movimentos circulares, e às vezes, ia para frente e para trás, deslizando. Eu gemia alto, o suficiente para qualquer um que passasse pelo lado de fora do meu quarto pudesse ouvir. cravou suas unhas inexistentes em minha cintura quando eu comecei a ir mais rápido, a expressão de dor e paixão era percebível em seu rosto. Suas mãos encontraram meus seios e ele começou a massageá-los com certa força. Ele se sentou, comigo ainda por cima dele, e começou a morder os bicos dos meus seios, um de cada vez.
Eu estava explodindo de excitação. Era apaixonante ficar com ele! Eu comecei a ir mais rápido e ele mordeu meus lábios, beijando-me com força. Ele apertou minhas costas, fazendo-me cair ainda mais sobre ele, sentindo seu membro ereto dentro de mim. Meu corpo explodia, chamuscava. Nós estávamos quase lá, entende? E não era como das outras vezes. Era diferente. Isso continha mais intensidade, algo a mais. Continha paixão.
Meus gemidos começaram a ficar cada vez mais altos e ele não deixou de gemer também. Eu me balancei em cima de seu corpo, me pressionando cada vez com mais força até que eu gritei. Literalmente! Eu já tinha chegado lá e ele também. Meu corpo suava sem parar e meus lábios ardiam ainda. A tensão do meu corpo foi embora e eu estava leve. Era como se eu tivesse ido ao céu e caminhado pelas nuvens e depois voltado para me juntar a . Isso foi estranhamente clichê, mas ok.
Ele se jogou para trás, encostando a cabeça no travesseiro e eu caí sobre seu corpo nu. Apoiei a cabeça em seu peito e ele abraçou meu corpo com força. Eu precisava dizer algo... Precisava demonstrar o quanto isso era importante para mim. O quanto ele era importante para mim.
- ... – Eu sussurrei, quase sem voz. Eu estava tão cansada.
- Sim? – A voz dele estava calma, suave. Eu poderia ficar ali pelo resto da minha vida, só ouvindo a voz dele, ou apenas sentindo o corpo dele. Tanto faz!
- Eu te amo. – Sussurrei uma última vez antes de fechar os olhos e cair no sono.
Capítulo Dez
Abri os olhos devagar e percebi a ausência de . Os flashbacks da noite anterior invadiam minha mente e eu estava cada vez mais confusa em relação à . Tentei imaginar onde ele pudesse estar. Levantei-me, troquei de roupa e saí, indo ao bar e encontrando lá, sentado e bebendo.
- Bom dia - Ele me deu um selinho e eu sorri feliz. Tentei não parecer muito envolvida, já que se alguém nos visse, eu estaria ferrada. O único presente era Charles que ignorava a nossa presença. Sentei no colo de , e com as mãos na minha cintura, começou a beijar meu pescoço; subindo até a minha boca e um beijo feroz se dá início. Ouvi algumas limpadas de garganta e parei com o beijo. Charles estava nos olhando com um sorriso tarado, eu o olhei confusa.
- O que foi? – Falei seca. Charles só sabia atrapalhar. Estúpido.
- Saiba que a Maggie... – E sorriu ainda mais. – Está vindo para cá. - Piscou e voltou a limpar alguns copos, e colocá-los no armário.
Levantei-me do colo de rapidamente e segurei em sua mão, arrastando-o até o elevador.
- Calma, ! O que foi? – Ele soltou minha mão e entrou calmamente no elevador. Eu fiz o mesmo, só que com o coração batendo velozmente.
- Você tem que sair daqui, ... Você tem que sair daqui. – Repeti inúmeras vezes, deixando-o confuso, assim como eu. Agradeci a Deus quando o elevador finalmente anunciou meu andar e sai correndo até a porta de meu quarto.
- , pelo amor de Deus! Me explica o que está acontecendo aqui? Por que você está tão eufórica, porra? – segurou meu braço com força, fazendo-me virar e encarar seus olhos .
- , entra pega suas coisas e vem comigo. Eu te explico tudo, mas antes, você TEM que sair daqui. – Dei ênfase ao 'tem'. Abri a porta e ele entrou correndo. Pegando suas chaves, carteira, e colocando a jaqueta. Entrei rapidamente e busquei por algum moletom em meu armário. Não estava literalmente frio, porém era melhor me agasalhar antes de sair pelas ruas de Londres.
Saímos correndo do meu quarto, entrando rapidamente no elevador que por incrível que pareça, continuou ali. pegou em minha mão e eu apertei a mesma, alisando os dedos em sua pele macia. Chegamos ao bar e falei com Charles.
- Se ela perguntar, eu fui comprar algo no mercado. Só isso, Charles. – Lancei-lhe um olhar autoritário e ele acentiu com a cabeça.
Corri até a porta, ainda segurando a mão de . Passamos por ali e caminhamos pelas ruas sem rumo algum. Sua mão soltou-se da minha e, meigamente, colocou os braços envolta da minha cintura.
Andamos basicamente uma meia hora, em um silêncio completamente instável. O que já estava me irritando muito. Logo à frente, encontramos uma Starbucks.
- Quer um café ou um muffin? – falou, me puxando contra si e apertando com um pouco mais de força minha cintura. O olhei e sorri abobalhadamente. Fazia anos que eu não comia uma muffin.
Entramos e sentamos em uma mesinha próxima à janela. A garçonete veio, não era feia, e começou a olhar estranhamente para . Eu conhecia aquele olhar, fato. Alguma coisa dentro de mim queria sair e bater naquela carinha bonita até ela ficar deformada. A olhei malignamente, esperando que a mesma se tocasse e fosse embora. E ela foi depois de um bom tempo conversando animadamente com . Nem me dei o trabalho de escutar, estava puta o suficiente para achar isso o maior absurdo do mundo. Revirei os olhos e bufei brevemente. Ela foi embora.
- Não precisa ficar com ciúmes, . – falou e me senti completamente ofendida.
- Ciúmes? Quem disse que EU estava com ciúmes, ? – Bufei e cruzei os braços. Como ele ousa dizer que eu estou com ciúmes? Que absurdo, cara.
- Ninguém precisou dizer, . O jeito que você ficou denunciou tudo. – Ele sorriu, deixando todos os dentes à mostra e eu me derreti.
- Não... Ciúmes? Eu? Nunca... – Tentei falar, mas não conseguia, acabei me perdendo olhando no sorriso maravilhoso dele.
- Ok, você não vai admitir, mas eu sei que estava. Então... Já que você não se pronunciou, eu pedi alguns muffins de chocolate e de baunilha, e dois chocolates quentes, tem algum problema? – Seu sorriso foi se desmanchando, mas ainda permanecendo no canto dos lábios aquele sorrisinho torto que eu adoro.
- Problema algum, . – Sorri, coloquei as mãos em cima da mesa e estremeci quando as dele pousaram em cima das minhas.
- Então... Danny. Até hoje eu não sei nada sobre você. – Levantei uma das sobrancelhas. Dei-me conta que me apaixonei por um completo estranho.
- Hm... Sou de Bolton, tenho uma banda e sou completamente louco por você. – Deixei meu sorriso se elevar, abrindo-o de orelha a orelha. Senti uma extrema felicidade dentro de mim e apertei com força suas mãos. Foi realmente muito bom escutar isso.
- Hm, interessante, . Mas, hm, o que você toca, exatamente? – Perguntei, tentando não deixar transparecer tal felicidade.
- Sou . – retirou uma das mãos e passou-a no cabelo, colocando para trás alguns fios de cabelo que caíam.
- Qualquer dia desses, o quero ouvir tocar, . – Falei docemente, enquanto apertava com certa força a sua mão que ainda estava segurando a minha.
- Então eu tocarei, ... – Sua cara meiga estava cada vez mais próxima da minha, consegui escutar sua respiração, e finalmente, seus lábios estavam chegando e quase se colando aos meus...
- Com licença. O pedido.
Comecei com alguns insultos em minha cabeça. Maldita garçonete!
A mesma continuava a se insinuar para , e ele apenas sorria. Idiotas. Peguei a xícara com o líquido escuro dentro e assoprei algumas vezes. Bebi o chocolate e o calor do mesmo fez-me estremecer na cadeira. percebeu o ato, e olhou para mim.
- Está bom? – Sua voz doce e aveludada.
- Está ótimo. Fazia tempos que não tomava um... – Falei, enquanto dava outro gole curto no chocolate, pegando em seguida um muffin de chocolate.
- Que bom... Então... Vai me explicar o porquê de termos saído daquele jeito e o porquê de tanta preocupação? – pegou o copo a sua frente e o bebeu sem mais.
- Bem... Vou te contar exatamente o porquê. – Então disparei. – Trabalhar à noite, especificamente em uma boate, pode ter tantos aspectos bons, como ruins. Os bons, é que você aproveita tudo e todos ao seu alcance e o prazer é um modo de ganhar dinheiro. Portanto, os ruins são os sentimentos expostos. Veja bem... Sexo é algo relativo e em certas ocasiões não tem hora e nem lugar. Agora, dependendo da pessoa, a coisa se torna mais íntima. Como por exemplo, eu e você. Nossa relação passou dos limites do relativo e foi ficando cada vez mais pessoal. Então... No Roxanne, existem certas regras. E esta relação entre nós dois, está completamente fora de questão. Eu não podia ter me envolvido de tal forma com um cliente. Muito menos ter desenvolvido sentimentos por ele. A única coisa que importa no Roxanne, é o dinheiro, não o amor. Ou seja, qualquer tipo de relação amorosa é proibido. – Dei de ombros, respirando pesado. prestava atenção em cada palavra. Continuei. – Então, pense comigo: se minha chefe por acaso sonhar que eu tenho algum tipo de relação com você, eu perco meu emprego de imediato. Por isso, tive que tirá-lo de lá. – Por fim, suspirei fundo, e dei mais alguns goles no chocolate quente, que no momento, já estava morno.
- Entendo... E por que não larga o emprego? Se você me ama de verdade, você poderia deixar essa vida... Por mim? – Não esperava essas perguntas. Não por enquanto. Tentei achar palavras para responder, mas não as encontrava. Tive a impressão de que fiquei mais ou menos uns cinco minutos gaguejando.
- Entenda, ... Eu realmente não posso. Você não sabe o quanto foi difícil encontrar um refúgio no Roxanne, e além do mais...Eu não tenho onde morar, não tem condições para isso.
Ele se afastou, bufando. Senti uma vermelhidão em minhas bochechas.
- Eu realmente queria poder sair de lá, . Mas eu tenho um contrato... Eu tenho tudo que eu preciso lá. Eu não posso... Não dá...
Capítulo Onze
me olhou melancolicamente, e eu não iria agüentar por muito tempo.
- Você pode morar comigo... – Ele sorriu torto e eu pressionei o meu indicador contra seus lábios.
- Eu sou praticamente uma estranha pra você. Não vai querer morar com a primeira mulher que aparecer na sua frente, vai? – Forcei um sorriso ao sentir que era verdade que eu não sentia nenhum respeito por mim. Percebi que até eu tinha um preço. Rolei meus olhos para baixo e fitei meus pés.
- Eu não vou morar com a primeira mulher que apareceu na minha frente, vou morar com a segunda. E, além disso, você transou com um estranho por...? – me olhou em dúvida esperando que eu continuasse.
- Dinheiro? – Minha voz falhou e eu me senti mais constrangida do que não me sentia em anos. – Mas o que tem essa de segunda mulher?
- Nada... Mas olha... Eu ‘to sendo sincero, você pode vir morar comigo. Eu moro com meus amigos, você iria gostar. – Seus olhos brilharam ao mencionar seus amigos, e logo, suas mãos pousaram sobre as minhas, passando o dedão nas costas destas.
- Ah... ... Eu não sei. – Bufei, e retirei minhas mãos debaixo das suas, colocando-as sobre minhas coxas embaixo da mesa. Ele voltou com as mãos para sua frente, e deixou o sorriso morrer em seu rosto. O fitei rapidamente e me arrependi profundamente por isso. - Eu posso, pelo menos, pensar no assunto, então? – Ao responder, abriu novamente aquele sorriso extremamente lindo, e eu senti meu estômago revirar novamente.
- Claro que pode! Você realmente precisa pensar a respeito... É. Os caras vão adorar ter uma mulher em casa! – Ele estava completamente animado, e eu não podia simplesmente acabar com aquela felicidade. Eu não podia dizer que era simplesmente impossível deu ir morar com ele. Minha casa, minha vida, eu mesma... Era tudo o Roxanne.
- Me conte mais sobre seus amigos, . – Pedi amigavelmente, e ele sorriu contente antes de sair uma explosão de coisas de sua boca.
Ele contou sobre tudo, absolutamente tudo. O nome de cada um, a idade, onde mora, como são, as palhaçadas... Tudo.
- E tem o ... Ele é legal e mora aqui em Londres mesmo. O conheci em um teste, mas ambos não fomos aceitos. Ele é muito bom no que faz, não sei como ele pôde ser rejeitado... Enfim... Ele é meu melhor amigo. – Seus olhos brilharam quando disse esta última parte. Sorri timidamente; nunca tive alguém para chamar de “melhor amigo”.
- Eles parecem ser bem legais mesmo, .
- E são. Isso vai soar muito gay, mas eles são tudo pra mim... E... Você também. – pegou em minha mão mais uma vez, e acariciou-a gentilmente. Abaixei minha cabeça, sentindo minhas bochechas corarem instantaneamente.
- Eu acho melhor irmos, . Está tarde e eu ainda tenho que me arrumar. – Falei timidamente; minha cabeça ainda estava baixa e alguns fios de cabelo caíram sobre minha face. Fitando meu colo, estremeci quando senti sua mão coloca-los atrás de minha orelha. O olhei rapidamente; seu corpo inclinado sobre a mesa e um sorriso tímido em seu rosto. Ele era perfeito... Perfeito demais para ser verdade. Eu sabia que não podia tê-lo, e era tudo o que eu mais queria. Já era tarde demais, eu estava apaixonada.
pagou a conta e fomos embora. Seu corpo ao meu lado, esquentando-me toda vez que o vento batia sobre nós; uma de suas mãos roçava na minha, e logo, esta já estava com os dedos entrelaçados com o dele.
- Venha... Eu quero te mostrar uma coisa antes que escureça. – Seu aperto de mão foi um pouco forte demais. Ele me puxou e então seguimos no sentido contrário ao Roxanne. Senti-me desconfortável quando as pessoas que passavam por nós, lançavam-nos olhares desaprovados. Talvez aquilo fosse apenas fruto da minha imaginação, como tantas vezes foi...
O vento batia em meu rosto, e levava meu cabelo consigo. andava rápido demais; fui obrigada a segui-lo em seu ritmo. Casas, prédios, lojas... Tudo ficava para trás e deixavam borrões em meus olhos. As cores já se misturavam no céu acima de nós e o sol estava se pondo.
- ... – Falei, sem fôlego.
- Já estamos chegando, .
Suspirei e mais alguns passos, e viradas...
- Nossa... – Foi o que minha voz conseguiu reformular antes de falar. Eu estava anestesiada diante à visão à minha frente. O sol se colocando exatamente atrás de duas pequenas montanhas; um lago extenso abaixo destas e as cores... Um verdadeiro arco-íris sobre nossas cabeças. abraçou-me por trás, enlaçando os braços em minha cintura e pousando o queixo no meu ombro. Fechei os olhos por alguns momentos, apenas curtindo aquele momento gostoso e... Feliz. Eu me senti completa, pela primeira vez em toda a minha vida.
- Então... Gostou? – Ele sussurrou em meu ouvido; estremeci com seu hálito quente esquentando toda a extensão do meu pescoço.
- É lindo, ... Obrigada. – Respondi calmamente.
Ele me virou para si; nossos rostos centímetros um do outro. Sua respiração estava ofegante, eu podia senti-la. Eu podia sentir seu peito descendo e subindo por conta desta, por causa da mínima distância entre nós. Aproximei meu rosto ainda mais, roçando meu nariz ao dele. Fechei os olhos preguiçosamente, e então, meus lábios foram selados com dois quentes e suaves. Nossas línguas brincavam e enrolavam entre si. Inclinei a cabeça, encaixando nossos lábios perfeitamente. Ele, no entanto, abriu um pouco as pernas, em uma sincronia perfeita, adentrei com as minhas ali, ajeitando-nos em uma posição favorável. Mordisquei sua língua algumas vezes, e sugava a minha gentilmente. Rompi o beijo, ainda com o rosto a centímetros do dele.
- É melhor nós irmos, ... Eu tenho... Que trabalhar... – Falei entre pausas, estava sem fôlego mais uma vez.
- Tudo bem... – Ele disse, murmurando um “eu acho” em seguida. Sorri por isso.
Com sua mão segurando a minha, voltamos ao Roxanne. Parecia tão mais fácil voltar do que ir. Não demorou muito, e estávamos a duas quadras da boate. Soltei sua mão rapidamente. Ele me olhou; uma sobrancelha levantada.
- Não podem nos ver juntos, . – Sussurrei, abaixando a cabeça. Estava cada vez mais difícil fazer isso com ele.
- Eu sei... Eu sei. Então... Nos vemos mais tarde? – Ele abriu um meio-sorriso.
- É você quem sabe, . – Olhei-o de volta.
- Então você já sabe a resposta. – Ele piscou. Seus olhos brilharam para mim.
- É claro... – Fiquei frente a frente com seu corpo, e beijei seus lábios rapidamente, mordendo o lábio inferior rapidamente. Ele gemeu.
- É melhor eu ir... Até mais, . – Afastei-me, e mordi meu próprio lábio. Um sorriso malicioso manifestou-se em meus lábios.
- Até... – Foi o que consegui escutar antes de me virar e arrastar-me para a boate.
Adentrei o edifício; Charles fazia sua última limpeza do dia antes de abrirmos as portas.
- Ora, ora... Olha quem apareceu. – Assim que me viu, falou. Seu sorriso cínico me enojava. Andei até ele, ficando realmente muito próxima de seu rosto. Pousei meu dedo indicador sobre seu peito, e brinquei ali, logo falando.
- Charles, Charles... Por que você não cuida da sua vida? – Sorri maliciosamente, empurrando seu corpo para trás. Ele balbuciou e quase caiu sobre a mesa atrás de si. O cinismo desapareceu de seu rosto, deixando lugar para algo ainda pior: raiva.
Saí andando até o elevador, mas algo, ou melhor, alguém agarrou meu braço.
- É melhor a senhorita se controlar, ... – Seu rosto estava mais próximo do que eu poderia imaginar. Pude sentir sua respiração ofegar. – Antes que aconteça algo que acabe com o seu romancezinho... Se eu fosse você, eu começava a tratar as pessoas melhor, de acordo com o que elas queiram... – Sua boca agora estava perto de minha orelha. Tremi, mas dessa vez foi por medo. O que ele estava dizendo? Tentei me soltar, mas ele me segurou com mais força. - É melhor tomar cuidado, ... Nós não queremos que nada aconteça com o seu emprego... Ou quem sabe, com o seu namoradinho, certo? – E ele me soltou; seu sorriso esbanjava malícia. A raiva e o medo poderiam ser transmitidos pelo olhar que lhe lancei. Ele virou-se; pegando o pano – que antes usava para limpar as últimas mesas, e não sei como foi parar na mesa ao lado do elevador – e voltou ao trabalho.
Ofegante, voltei minha atenção ao elevador, apertando o botão freneticamente. Assim que o mesmo chegou ao térreo, entrei e apertei meu andar. Encostei-se à parede, escorregando e caindo no chão. Senti as lágrimas presunçosas encherem meus olhos, e as segurei ali. Eu era forte o suficiente para que nenhum filho-da-puta me fizesse chorar por ameaças. Ele não seria capaz... Ou seria?
Capítulo Doze
A lua no céu aveludado brilhava lá fora; nenhuma estrela ousara entrar em seu caminho. Sorri. Eu estava pronta para descer. Meu cabelo solto balançava com o vento que vinha da janela aberta, enquanto eu terminava a maquiagem que fazia. Rímel aqui, lápis ali... Um pouco de batom, pó, e uma sombra prateada para combinar com meus sapatos de fivela pratas, enquanto minhas – poucas – roupas deixavam todo o destaque para ele. Eu estava de preto. Couro preto. Não tão confortável quanto minhas roupas de camurça e veludo, porém, bem mais sensual.
Estudei meu rosto no espelho, e esperei dar meu horário. Era quase meia-noite. O vento bateu novamente; pude sentir meu perfume se espalhar pelo quarto. Que, no qual, estava uma bagunça completa. Peguei as roupas que estavam jogadas, e logo, arrumei a cama, deixando os lençóis e a grande colcha avermelhada lisas sobre o colchão. Suspirei; minha cabeça doía constantemente, e eu não queria descer. O fato da ameaça de Charlie não me fez sentir-me muito bem. O que ele estaria disposto a fazer, ou melhor, o que ele queria com isso?
O som na boate parecia alto demais naquela noite. Vasculhei meus olhos por todo o salão; rodei mais uma vez no mastro, empinando a bunda e dançando como sempre. Havia clientes novos por ali, observando-me de perto. Muitos jogavam notas de cem libras, e eu sorri, pegando-as todas e colocando-as no pequeno fio que pertencia a minha calcinha. Fiquei mais calma. Eu sempre ficava enquanto dançava. Era meu hobbie favorito... Talvez tenha sido por isso que eu entrei nesse mundo da prostituição.
All I ever wanted, was to see you smiling.
Tudo o que eu sempre quis era te ver sorrindo.
All I ever wanted, was to make you mine. I know that I love you, oh baby, why don't you see?
Tudo o que eu sempre quis, era fazer você meu. Eu sei que te amo, oh, baby, por que você não vê?
That all I ever wanted, was you and me.
Isso era tudo o que eu sempre quis.
I'm so alone, here on my own. And I'm waiting for you to come
Eu estou tão sozinho, aqui na minha. E eu estou esperando você vir.
I want to be a part of you. Think of all the things we could do.
Eu quero ser uma parte de você. Penso em todas as coisas que poderíamos ter feito.
And everyday you're in my hand. I want to have you in my bed.
E todo dia você está na minha mão. Eu quero ter você na minha cama.
You are the world; you're in my eyes. All I ever wanted in my life.
Você é o mundo; você está nos meus olhos. Tudo o que eu sempre quis na minha vida.
Escutei com atenção a música do Basshunter que tocava completamente alta no salão; estava mais do que óbvio o que tudo aquilo significava. Tudo o que eu queria era o ver sorrindo, e fazê-lo apenas meu.
Eu sabia que o amava também, mas às vezes parecia que ele duvidava desta pequena e simples verdade. Mesmo estando com todas essas pessoas em minha volta, olhando-me com malícia nos olhos e sabendo que sua ereção crescia a cada movimento meu, eu me sentia sozinha. Eu estava apenas na minha, o esperando chegar. Eu queria ser uma parte dele, me integrar à vida que ele levava. Eu pensava nas coisas que poderíamos ter feito se não fosse aqui, nesta maldita boate, que tivéssemos nos conhecido. E ele estava mesmo em minhas mãos, porém, eu o queria ainda mais na minha cama, comigo. Ele era o mundo, ele estava fazendo parte da minha visão. Era , e . Tudo o que eu sempre quis na minha vida...
Continuei a dançar distraidamente, enquanto os últimos versos de "All I Ever Wanted" soavam nas enormes caixas de som que tomavam cada ângulo de noventa graus que aquela sala poderia formar. Não notei quando alguém, ou melhor, ele sentava-se na fileira de mesas mais próxima ao palco. Seus olhos estavam brilhando demais aquela noite. Pareciam quartzos de tão brilhantes que eram sob a iluminação do local. Ele sorria amigavelmente, deixando a fileira de dentes branco-amarelados aparecer; os dois dentes da frente destacavam-se nos demais por serem um pouco desalinhados. Um charme exclusivo, eu diria.
Dancei mais umas duas músicas, encerrando assim meu expediente no palco. Desci rapidamente. Alguns dos homens que se penduravam na grade do palco me perseguiram. Eu apenas os ignorei. Andei até , sentando-me em seu colo assim que cheguei a sua mesa.
- Você veio. – Sussurrei em seu ouvido. Seu corpo abaixo do meu estremeceu, e eu o olhei; um sorriso maroto acabara de brotar em seus lábios.
- Eu não poderia deixar de vir, . – Seu sorriso crescia enquanto falava. Seus lábios estavam bem próximos dos meus; joguei a cabeça para trás, rindo por isso. Seus lábios logo estavam grudados ali, mordiscando toda a extensão do meu pescoço. Inclinei-me para frente, olhando para a porta de entrada. Meu coração deu um pulo, assim como eu.
- O que houve?! – levantou-se também, olhando na direção que meus olhos estavam focados. Eu não pensei que ele voltaria novamente... Pelo menos não hoje.
Olhei para , e ele olhou de volta, sem entender. Voltei meus olhos até a entrada, e o sorria para mim. Pelo jeito ele não tinha visto confuso ao meu lado. Ele se aproximou de forma rápida e pegou em minha mão.
- , o que foi que aconteceu?! – Ele me chacoalhou. Tentei falar e não conseguia. Apenas fitei o vindo em minha direção. Ele, no entanto, percebeu a mão do moreno ao meu lado entrelaçada na minha, e acelerou o passo. Chegando mais perto, aconteceu o inusitado.
- ?! – Por incrível que pareça, não fui eu quem havia gritado, mas sim, . Olhei para ele, entorpecida. Ele apenas olhava para , com um sorriso no rosto.
- ?! O QUE DIABOS VOCÊ ESTÁ FAZENDO AQUI? – gritou, sorrindo também. Ambos ignoraram minha presença, e se abraçaram amigavelmente.
- Lembra da garota que eu te falei, ? É ela. – Eles se soltaram tão rapidamente que não pude nem respirar. Um sorriso radiante chamuscava no rosto de , e , no entanto me olhou assustado.
- ? – disse. Seu sorriso malicioso no rosto deixava-me um tanto constrangida. Dei um passo para trás. Não podia estar acontecendo isso comigo, não mesmo.
- Oh... Olá, . – Gaguejei. olhou-me confuso.
- Vocês já se conhecem? – Ele gritou.
Um zumbido adentrou meus ouvidos, deixando-me tonta. Senti minha cabeça pesada. Meus olhos começaram a arder e então, desmaiei.
Capítulo Treze
- ? , acorde, por favor. – Uma voz rouca soava em meus ouvidos. Tentei abrir os olhos, e quando o fiz me arrependi de tal ato. Eu estava em meu quarto, ao meu lado; suas mãos alisando delicadamente minha bochecha. estava ali também - e era este o fato que me fez me arrepender de acordar do meu pesadelo particular. Quase pulei da cama, se não fosse a mão extremamente grande de para me segurar.
- Ei, ei, ei! Aonde você pensa que vai? Você desmaiou e é melhor ficar onde está. Descanse um pouco, . – Seus olhos estavam carinhosos e eu não pude negar a este pedido. Deitei-me novamente, sentindo náuseas ao fazer isso. Meu estômago começou a revirar e revirar e então me soltei de , correndo até o banheiro. Ajoelhei-me na privada e vomitei. Meu corpo estava cansado e pesado, mal pude segurá-lo. Caí ao lado da privada, apoiando a cabeça na parede e ficando ali por algum tempo, sentindo meus olhos ficarem mais pesados do que meu próprio corpo. Ouvi passos e então e já estavam ali. tentou me ajudar a levantar, mas antes que ele pudesse fazer outra tentativa, já havia me pego em seus braços.
- Acho melhor você tomar um banho. , você pode encher a banheira? – A voz de soava autoritária e tão cuidadosa ao mesmo tempo. Tentei involuntariamente abrir os olhos e percebi que estava aflito. Seus olhos estavam mortos de alguma forma... Senti-me culpada por alguns instantes. O que ele iria fazer quando soubesse que eu tinha dormido com ? Não... Não posso nem pensar nisso.
Olhei para ; este abria as torneiras da banheira e esperava a água esquentar. Senti o ar abafado dentro do cômodo.
- ... Será que você pode esperar um pouco no quarto? – Neste momento eu já havia fechado os olhos novamente; meu corpo não estava nem um pouco relaxado.
- Hm, claro. – Ouvi murmurar e ao mesmo tempo, escutei seus passos apressados ecoando pelo piso.
- Precisamos tirar essa roupa, . – Então ele me colocou sentada na privada, mas antes escutei o barulho da descarga. O cheiro não era muito agradável e aquilo estava me causando náuseas novamente. Suas mãos ágeis trataram de retirar minhas – poucas – roupas, e em poucos segundos, eu estava nua. me pegou novamente em seus braços, colocando-me dentro da banheira com a água fervente.
Estremeci um pouco. Meu corpo começou a relaxar em questão de segundos; lavava cada parte do meu corpo com cuidado, e às vezes sentia suas mãos um tanto descontroladas em algumas regiões mais íntimas. Não o culpo por isso, até. Estava bom... Ele massageou meus seios algumas vezes e imaginei seu sorriso malicioso, já que eu não tinha forças o suficiente para abrir os olhos e observar este em seu rosto.
Senti um jato leve de água em meu rosto, e lavava minha boca. Deveria estar suja, obviamente. Não sei quanto tempo durou meu banho, só lembro-me de me pegando novamente em seus braços e ouvir meu corpo sair da água. Um barulho confortável, eu diria.
Eu já estava na cama, vestida apropriadamente para uma boa noite de sono – senti o cheiro do moletom que sempre usava em ocasiões como esta – e também havia cobertores por cima de mim. havia cuidado de tudo, e então eu adormeci, sentindo as pontas de seus dedos alisarem toda a extensão do meu rosto.
- , precisamos conversar. – Foi a última coisa que ouvi antes de adormecer profundamente.
’s POV - On
Assim que chegou à boate, assustei-me. O que diabos ele fazia ali?, pensei comigo. Mas aquilo não importava no momento. Fiquei feliz pelo fato de poder apresentar a minha garota para ele. Meu melhor amigo. Ele ficaria feliz, é claro. E, no entanto, fiquei surpreso ao ver a reação de ambos ao se encontrarem, e ainda mais pelo fato deles já se conhecerem.
- Vocês já se conhecem? – Gritei, e me assustei por agir assim. Olhei para e ela estava tão confusa quanto eu. Pelo menos era o que parecia.
E então, ela caiu.
- ? – Abaixei-me para pegá-la e fez o mesmo. O olhei e sorri. – Deixe comigo.
Algumas pessoas na boate nos olharam, mas não por muito tempo. O som estava alto demais e todos estavam divertindo-se o bastante para não se preocupar com uma das dançarinas dali. Percebi que o cara do bar ficou nos olhando por um bom tempo, até eu conseguir equilibrar em meus braços e carregá-la até o elevador. apertou o botão e ajudou-me a entrar com ela em meus braços.
- Obrigado, ... – Agradeci e pedi para ele apertar o botão do décimo segundo andar. E ele o fez.
- Não tem problema. – Estranhei o fato de ele estar quieto demais e até um pouco aflito.
- ... O que é que você está fazendo aqui?
- Depois te explico. É melhor você cuidar dela primeiro. – Respondeu frio.
Eu a dei banho, e a arrumei para dormir. Ela havia vomitado, e eu não podia deixá-la daquele jeito. Senti meu coração apertar-se dentro do peito e não gostei nada desse ato. Eu estava me envolvendo demais... E se aquilo acabasse mal? Eu... Não poderia agüentar.
Fiquei alisando sua face enquanto dormia; sentava-se em uma poltrona perto da janela, perdido. Ele se virou pra mim e falou.
- , precisamos conversar. – Sua voz estava fria, como antes.
- Fala. – Respondi do mesmo tom. Não estava gostando daquilo, nem um pouco. Ele se levantou, e eu fiz o mesmo. Encaramos-nos por algum tempo, e ele suspirou.
- É melhor eu te contar isso agora, antes que você descubra de outra forma, e você é o meu melhor amigo...
- Fala logo, . – Pedi.
- Eu conheço a , porque... Eu transei com ela. – Ele fez uma pausa, suspirando novamente. - Me desculpe... – Ele colocou a mão sobre meu ombro, e eu não conseguia acreditar.
- Você o quê?! – Eu me excedi, falando alto demais. Senti o sangue correr pelas minhas veias, e meu pulso fechar-se.
- Me desculpe, dude... Eu não sabia! Como é que eu ia imaginar que ela era a de quem tanto você falava? Me desc... – E então eu o soquei. Só senti meu braço voando, e meu pulso acertar seu nariz com força – porque realmente doeu na minha mão.
- Mas que porra é essa, ? – E então ele colocou as mãos no nariz; seus olhos lacrimejando. Ele cambaleou até a porta, e antes de sair, ele disse mais uma vez. – Me desculpe, cara, por favor.
- SAIA DAQUI, ! – Meus nervos estavam a mil. Minha cabeça rodava, e assim que ele saiu do quarto, sentei na cama, apoiando meus dedos em minhas têmporas. Eu entendia... Eu entendia o porquê do pânico que envolvia os dois, entendia o porquê daquele sorriso malicioso nos lábios dele quando a viu. Eu entendia tudo. E ela não me contou nada.
A olhei revirar-se na cama, abraçando o travesseiro ao seu lado. Senti a raiva arder dentro de mim. Sentei na poltrona – onde havia estado alguns minutos antes – e fiquei observando pela janela. Esperei acordado, até o momento que o sol nascesse e ela acordasse.
- Hmmmmmm. – A ouvi murmurar, e então virei-me para observá-la na cama. Ela se remexia e pude ver seus olhos abrindo lentamente. Ela me olhou e sorriu. Não pude fazer o mesmo.
- Bom-dia. – Arfei.
- Bom-dia, . – Ela colocou as mãos nos olhos, coçando-os e logo se despreguiçou. – O que você está fazendo aqui? Pensei que tivesse ido embora depois de eu ter dormido.
- Eu precisava falar com você. – Levantei-me e a fitei. Ela estava confusa, e sentou-se na cama.
- O que foi?
Por um impulso, fui até a cama e a peguei pelos braços. Levantando-a. A raiva não havia passado nem um pouco. me olhava assustada, enquanto eu apertava seus braços.
- ... O que... O que foi? ! Você está me machucando! – Ela gritou, tentando se soltar. Mas eu não deixei, mesmo tendo afrouxado um pouco o jeito que a segurava.
- Mais do que você me machucou, ? Você achava que poderia esconder o fato de você ter transado com o meu melhor amigo por muito tempo? Achava mesmo que eu não fosse descobrir? E, claro, se ele voltasse aqui pra te foder mais uma vez, você simplesmente deixaria, como se nada entre nós estivesse acontecendo? Que merda você estava pensando em fazer comigo? – Falei tudo o que estava entalado em minha garganta, e enquanto falava, eu a sacudia. Seus olhos estavam arregalados, e pude ver vestígios de lágrimas ali.
- Não, ... Por favor. Eu não... Eu não sabia! Eu nunca poderia saber! E esse é o meu trabalho, porra! Me solta, ! Você está me machucando! Me solta! – Agora as lágrimas já caíam de seus olhos, ela tentava a todo o custo se soltar. Eu não deixei. Eu não... Podia. Pare de chorar, não faça isso comigo!, pensei comigo. Eu estava sendo tão idiota... Abaixei minha cabeça, e a soltei. Fiquei olhando para o chão. Eu sabia que estava errado, eu sabia que não podia culpá-la, muito menos . Eu fui um estúpido.
- ... – Ela falou. O som da sua voz me fez estremecer. Levantei meu rosto e a encarei. Ela chorava silenciosamente, enquanto abraçava o próprio corpo, alisando-o. Eu devo tê-la machucado tanto...
E então eu a peguei novamente pelos braços, e a beijei. A beijei com força, até mais do que deveria. E ela correspondeu, pulando sobre mim, e enlaçando suas pernas em minha cintura. Segurei sua bunda, pressionando-a para cima. Dei alguns passos até a cama, caindo sobre seu corpo. Suas mãos adentravam minha camisa, e ela raspava suas unhas em minha pele; gemi baixo e abafado, ainda a beijando. Soltei seus lábios, mordiscando-o com força. Seus olhos estavam abertos, e ainda caíam lágrimas. Levei meus lábios até suas bochechas, beijando cada parte que as lágrimas passavam, e logo passei a beijar seu pescoço, mordendo e chupando com força. Ela gemia, e eu adorava aquilo. Levantei um pouco o corpo, dando espaço para podermos retirar nossas roupas. E foi o que fiz, levantando apressado sua blusa de moletom – que eu mesmo escolhi - e deixando-a semi-nua, já que não havia colocado um sutiã em seus seios; minhas mãos envolveram sua cintura tão rapidamente que impressionei-me com tal fato, afinal, estava retirando desesperadamente sua calça, enquanto suas mãos já estavam abrindo o zíper de minha calça. Não me lembro bem quanto tempo levou para que todas as roupas - que antes cobriam nossos corpos nus - estivessem jogadas em algum canto do quarto. Nossas bocas já estavam vermelhas, e a minha latejava constantemente devido à força que eu colocava sobre os lábios dela assim que a beijava. O gosto suave de sua língua adentrava e eu não podia parar, me controlar. A essência que fluía de seu corpo me deixava completamente desnorteado, anestesiado... Louco.
Deitei-me sobre ela; seu corpo frágil embaixo do meu, roçando cada parte de sua pele na minha. Suas pernas entreabertas ajudaram bastante no momento da penetração. rebolava freqüentemente eu estocava com cada vez mais de força. Movimentos de vai e vem faziam-me delirar. Algumas estocadas, e eu podia sentir meu corpo todo tremer e arrepiar-se; retirei meu membro de dentro dela, virando-a de costas para mim, e ela ao mesmo tempo foi empinando sua bunda macia e delicada para mim. Enfiei com força, indo e vindo constantemente. Eu escutava seus gemidos e assim eu soltava alguns também. Altos, até. Segurei em sua cintura com as duas mãos, pressionando com força meu corpo no dela, roçando minhas bolas em suas coxas. Eu ri com o som que este ato causou. Cravei minhas poucas unhas em sua pele rosada e fui trazendo seu corpo para frente e para trás, enquanto minhas estocadas continuavam fortes e rígidas.
- Vai, ... Eu vou gozar... Ai... Vai, ... Com mais força... - Ela gemia entre cada palavra, e eu estocava com mais força, jogando meu corpo pra cima do dela. Seus gritos estavam me levando à loucura, até que senti seu corpo amolecer sobre meu membro. Ela tinha gozado. Sorri maliciosamente e pressionei os olhos contra minha pele, indo e vindo velozmente e enfiando com a força que eu precisaria. Meu membro começou vibrar e no mesmo momento, eu gozei. Ali dentro. Dei mais algumas estocadas - que foram abafadas por meus gemidos abafados e roucos - e então caí sobre seu corpo suado e ofegante, apoiando minha cabeça em suas costas, e dando pequenos beijos por ali.
’s POV - Off
Olhei para a janela com os olhos ardendo e meio embaçados; o sol nascia pelo horizonte. Deslizei meu corpo pela cama, mas algo me interrompeu. estava deitado ao meu lado e seus braços envolviam meu pescoço. Eu mal conseguia me lembrar da noite anterior. Olhei para seu rosto. Sua beleza era tamanha que eu me perdia nesta. Ele parecia um anjo... O meu anjo.
O sol começara a adentrar pela minha janela, e a luz batia perfeitamente em seus cabelos, fazendo-o brilhar. Senti meus lábios tornarem-se um sorriso, e no mesmo instante eu senti meu estômago revirar-se de uma forma horripilante. Afastei-me de seu corpo, enrolando-me o mais rápido que pude no lençol; saltei da cama, correndo até o banheiro. Caí diante o vaso sanitário e vomitei. Vomitei até não poder mais. Até sentir minhas tripas saírem pela minha garganta.
Levantei-me com dificuldade, parando sobre a pia e abrindo a torneira, deixando o máximo de água que minhas mãos poderiam jogar em meu rosto e assim eu o fiz, lavando minha boca também. Senti o gosto ácido ardendo e queimando minha garganta. Olhei-me no espelho por alguns segundos... Minha face estava indiscutível. Eu parecia uma menina de rua... Uma bêbada. Parei para pensar e... Não. Aquilo não poderia estar acontecendo. Claro que não. Poderia ser uma infecção... Ou algum tipo de doença. Mas aquilo? Definitivamente não.
Corri para o quarto, parando de frente ao espelho grane incrustado na parede. Virei-me de lado, analisando-me. Alisei minha barriga por cima do tecido aveludado do lençol e fiquei observando...
Não! Eu não poderia estar grávida... Poderia?
Continua...
N/A: Olá, meninas. Já faz algum tempo que eu não atualizo, não é mesmo? Umas devem estar pensando que eu morri, outras nem devem estar se importando... Mas isso não vem ao caso agora! Eu vim aqui apenas para avisar que estou deixando a fic em Hiatos. Irei explicar os motivos: a inspiração anda meio baixa e quase não vem... Quem escreve, sabe do que eu estou falando. É completamente terrível escrever sentindo-se pressionada. Porém, o maior e real motivo é porque eu estou reescrevendo a EFAM. Sim, reescrevendo cada um dos capítulos.
Eu fico feliz por saber que gostam dela do jeito que está, só que estou fazendo isso para melhorar ainda mais e fazer com que mais pessoas gostem do que eu escrevo. Estou detalhando ainda mais, concentrando em não me focar apenas no Jones e não colocar certas características e com isso, deixando que todos possam ler com seus respectivos preferidos e não encontrar sardas ondem não existem. ÇLDSLDSADSÇALDAS~]ÇDSA]~SADÇ~SDÇ. Além disso, eu estava relendo a EFAM e encontrei erros de concordância, gramática e coisas do gênero... nada de muito grave. Nada que eu não possa concentar, afinal, estou nesse ramo há quase dois anos! Acho que já manjo na arte de escrever, falaaaae -n. Uma coisinha básica: vai ter sexo explícito sim, e essas cenas são bem grandes. Preparem o coração, e segurem suas bundas na cadeira, porque a EFAM vai ter muita coisa pela frente e tenham paciência, por favor... Os capítulos estão ficando grandes, detalhados e às vezes confusos... *mistério, hoi* Paciência e compreensão é tudo o que eu mais quero de vocês e claro, que não me abandonem nunca! A Everything For a Moment não seria NADA sem vocês, minhas leitoras lindas.
Acho que é isso... Assim que eu terminar de reescrever eu começo a mandar as atualizações semanais, isso é uma promessa!
ps.: galaxydefenders@hotmail.co.uk - Não tenham medo de mim, qualquer coisa é só me mandar um e-mail, ou procurar por uma tal de Vigz Galina por aí.
xoxo, vicky!