Two Lives
Autora: Pammy Verdan
Beta-Reader: Annie Brissow
Capítulo 1
’s Point of view on
- , está na hora. - Gritou .
- Já estou indo. - Respondi caminhando em direção ao palco.
Meu nome é , tenho 22 anos, compridos cabelos negros levemente ondulados, olhos verdes e um corpo que muitas mulheres sonham em ter. Tenho uma espécie de vida dupla porque trabalho durante o dia como secretária em um consultório médico, onde sou conhecida como “patinho feio” porque tento de todas as formas - usando aparelho falso, óculos, roupas totalmente fora de moda - esconder minha beleza para não correr o risco de descobrirem meu outro trabalho como dançarina e garçonete em uma boate de Londres, conhecida pelas suas belas stripers, dançarinas, garçonetes e pelos seus freqüentadores que são apenas homens da alta sociedade ou artistas que possuem muito dinheiro.
Trabalho de terça à domingo como garçonete, mas toda sexta, sábado e domingo trabalho também como dançarina. Quando a boate começa realmente a dar movimento vou para o palco, onde danço o resto da noite. Fico dançando a noite inteira para todos aqueles homens, maioria casados, e recebo boas gorjetas em troca e tem raras noites que ganho de gorjeta o preço equivalente ao meu salário. Recebo muitas propostas para ir ao quarto reservado, como é chamado o lugar pra onde as stripers levam algum cliente para estes terem uma apresentação privada e depois ir além, porém, eu sempre rejeito, não consigo me imaginar fazendo algum tipo de programa, apesar das altas propostas. Só levo essa vida dupla porque realmente preciso do dinheiro e esse meu último trabalho não é uma coisa que eu me orgulhe muito, mas o que fazer quando a necessidade fala mais alto? Ao fim da apresentação voltei para o camarim onde, minha melhor amiga e companheira de apartamento, e Cristina, que trabalha como dançarina e as vezes quando a grana era alta fazia programa, me esperavam.
- Fez sucesso hoje, como sempre. – Cristina falou e riu da cara que tédio que fiz. - Mas então, tem um empresário super rico que quer ir com você ao quarto reservado e ele ofereceu uma grana alta.
- Pode avisar que eu recuso, você sabe muito bem que eu não faço programa. - Respondi bufando, estou cansada de sempre fazer isso e depois escutar o mesmo discurso.
- Mas você precisa desse dinheiro, por isso que eu insisto, sua vida ia se resolver bem mais rápido assim. – Ela, vendo minha cara sem paciência, não insistiu mais. - Tudo bem, não falo mais nada, o Peter disse que está liberada.
- Finalmente uma notícia boa. - Respondi já trocando de roupa e pegando minha bolsa para ir embora, passei por dei um abraço de despedida e já ia em direção a saída quando ela segurou meu braço e disse.
- Não liga para o que ela fala, você está certa, e hoje vou ficar até mais tarde. - Apenas concordei com a cabeça e fui embora pensando que teria paz, mas me enganei, escutei alguém correndo e senti um braço me impedindo de entrar no carro.
- Tem certeza que vai recusar minha proposta? Se quiser eu aumento o preço. - Um homem jovem, que com certeza não passa dos 30, começa a falar e eu presumi que era o tal empresário.
- Desculpa senhor, mas eu não faço programa, volte para boate, lá tem várias mulheres lindas que amariam aceitar sua proposta. - Respondi tentando entrar no carro, mas ele me impediu de novo.
- Eu não quero nenhuma outra, quero apenas você.
- Mas como eu disse, não faço programa e se o senhor quiser alguém essa noite vai ter que procurar outra garota. - Falei finalizando o assunto e entrando rapidamente no carro antes que o cara me impedisse de novo, e indo embora.
Um dos lados ruins desse trabalho é quando um cara insiste em me levar pra cama, praticamente toda noite é isso, diz que é porque eu sou difícil então sempre tentam para ser o primeiro a me levar para o quarto reservado, mas será que é tão difícil entender que eu não faço programa e que nunca vou fazer? Finalmente cheguei em casa, esses dois trabalhos me deixam muito cansada, minhas pernas doíam de tanto dançar, mas sorte que amanhã só trabalho no escritório por ser segunda. Tomei um banho e fui finalmente deitar, nem reparei que horas chegou de tão rápido que peguei no sono.
Nem preciso comentar o ódio que sinto desse aparelho que fica tocando música irritante pra te acordar chamado despertador. Depois de socar o meu, fui para o banheiro tomar banho e fazer minha higiene matinal, me arrumei, quer dizer me transformei e com uma preguiça imensa fui tomar meu café, fazendo o menor barulho possível para não acordar , deixei um recado na geladeira avisando que era para fazer compras e fui trabalhar. Cheguei ao consultório e fui em direção a minha mesa, comecei a ver quem eram os clientes de hoje, quando meu patrão chega com seu lindo sorriso.
- Bom dia, senhorita , quais são os primeiros clientes?
- Bom dia senhor . - Respondi com meu típico sorriso simpático, lhe passando os nomes dos clientes.
- Não marque nenhuma consulta para as duas da tarde, meu filho vai passar aqui para conversar comigo.
- Tudo bem, senhor. - Dizendo isso ele se retirou indo para sua sala.
, o filho músico, o único da família que não quis fazer uma faculdade, contrariando a todos. Ele com mais três amigos formam a banda McFLY muito famosa na Inglaterra e que está começando a ficar famosa em outros países. Já perdi a conta de quantas garotas vieram aqui na esperança de encontrar com ele, quem sabe hoje uma dá sorte.
A manhã foi passando como nos outros dias até que alguém chama minha atenção falando meu nome, quando levando meu rosto encontro um lindo par de olhos , eu nunca havia reparado como ele era tão lindo: sua calça na metade da bunda deixando sua cueca aparecer, seu cabelo arrumadamente bagunçado, se isso for possível, sua camisa vermelha debaixo de um casaco preto favorecendo seu belo corpo, pra terminar seu rosto que parece que foi perfeitamente moldado; acordei do meu leve transe, que espero que ele não tenha percebido, reparando o lindo sorriso que ele sustentava.
- Boa tarde, senhor . - Disse reparando ele entortar a boca ao escutar o senhor.
- Já disse várias vezes, , pra não me chamar de senhor, me sinto velho assim. - Falou me fazendo rir levemente.
- Ok então, .
- Por favor, me chame de , parece minha mãe me dando bronca. - Ao terminar de falar soltou uma leve risada bagunçado o cabelo.
- Está bem , seu pai te espera na sua sala. - Lhe dei o recado frisando bem seu nome.
- Agora sim, vou lá falar com o velho, obrigado. - Respondeu se retirando e me deixando ali pensando em como eu nunca havia reparado em como ele é lindo.
Finalmente chegou a hora de ir embora. Quando sai tive a sensação que estava sendo vigiada, tenho tanto medo de descobrirem meu trabalho que fico imaginando coisa. No carro fiquei pensando na confusão que é minha vida. Nasci no Brasil, tinha apenas uma irmã mais velha e quando fiz 15 anos minha mãe deu a luz a um casal de gêmeos. Era tudo felicidade até que dois anos depois descobrimos que ambos nasceram com uma doença rara e o tratamento é absurdamente caro e no Brasil eles não tem tecnologia suficiente. Quando fiz 18 anos uma amiga da minha mãe me convidou para vir para Inglaterra com ela, porque aqui eu teria melhores oportunidades de emprego e que conhecia um médico que poderia me dar um emprego bem remunerado logo de cara, que era o Senhor e me contratou na hora que soube minha história pagando um salário maior que o normal, mas ainda assim era pouco para sobreviver e mandar para o Brasil. Desde que eu cheguei aqui sempre recebi elogios quanto a minha beleza e então depois de 3 meses aqui na Inglaterra conheci , que me convidou para morar com ela e me falou onde trabalhava como garçonete e que estavam precisando de uma e quando o dono me viu logo me contratou e me perguntou se eu não queria trabalhar como dançarina, mas no começo fui contra, só depois de um ano que aceitei o cargo onde continuo até hoje. E todo dinheiro que consigo da boate mando para o Brasil.
Cheguei em casa e estava tão distraída que acabei esbarrando em que ia em direção a cozinha.
- Nossa heim , parece que nem me viu aqui. - Ela disse me acordando.
- O que você disse?
- Em que você estava pensando pra te distrair tanto?
- Problemas, amiga, problemas. – fez uma careta.
- Alguma novidade?
- Nenhuma, vou tentar falar com a minha irmã hoje. – desejou boa sorte e abriu a geladeira, pegando alguma coisa. – Fez as compras? – Perguntei e ela apenas murmurou um sim enquanto mastigava algo me fazendo rir. – Sabe quem foi lá no trabalho hoje?
- Tantas pessoas passam por lá, como vou adivinhar.
- O . – Fazendo ela me olhar rapidamente. – Sozinho. – Completei, vendo-a murchar um pouco. Ela tem certa queda pelo , companheiro de banda do .
- Alguma lunática hoje? – Perguntou se referindo as fãs.
- Não, nenhuma. – Neguei. – Mas ainda bem, porque algumas me dão nos nervos. – Reclamei fazendo gargalhar.
- Nunca foi fã de ninguém não, insensível?
- Já sim, mas algumas realmente passam do limite. Acham que eu sei cada passo que o dá, algumas até me ameaçam. – Respondi fazendo rir ainda mais. - Sabe o que eu percebi hoje? Que eu nunca havia reparado como ele é lindo.
- Mas você já comentou comigo que sempre achou ele bonito. – perguntou estranhando.
- Já, mas nunca reparei de verdade como reparei hoje. – Ela me olhou com uma cara maliciosa.
- Ih... Apaixonou-se é?! – Me zoou.
- Está maluca? Nem posso pensar nisso. – Falei indo em direção ao quarto.
- E porque não? - Perguntou me seguindo.
- Ele é filho do patrão e você sabe muito bem que eu não posso namorar ninguém por enquanto. – Respondi indo pegar minha roupa para tomar banho.
- , você sabe que é só explicar sua situação que qualquer cara vai entender.
- Você sabe muito bem que não é assim, todos acham que quem trabalha como dançarina em boate é prostituta, você mesmo que é só garçonete já falaram isso. – Vi que ela concordou. – Mas isso vai durar pouco tempo, quando eu finalmente conseguir o dinheiro do tratamento dos meus irmãos vou largar o trabalho na boate.
- E enquanto isso você vai sacrificar sua vida pessoal? - Eu sei como ela é contra ao fato de, como ela diz, ''sacrificar minha vida pessoal''. - Desde que você veio pra Inglaterra você não se envolveu realmente com ninguém, entendo perfeitamente isso de ajudar no tratamento dos seus irmãos, se fosse comigo eu faria a mesma coisa, mas isso não impede de você sair às vezes, namorar com alguém, sabe, curtir a vida, você só trabalha, vive o dia todo nesse estresse, hoje é nossa folga, por que não saímos para algum lugar apenas como e e não como a garçonete e a dançarina?
- Eu adoraria, mas eu preciso realmente dormir. – Apesar de a proposta ser tentadora, eu estava cansada demais.
- Tudo bem então, mas temos que sair. Você precisa sair.
- Eu sei disso. – Concordei, saiu do quarto e fui tomar um banho para depois descansar para o dia de amanhã.
’s Point of view off
’s Point of view on
Depois de conversar com o velho fui para o estúdio ensaiar. Hoje por sorte não apareceu nenhuma fã no consultório, tenho pena da de ter que aguentar algumas. Fui lá porque fazia tempo que não conversava com o meu pai, ando tão estressado com os preparativos desse CD novo que estava precisando conversar com alguém de fora. Cheguei ao estúdio e fui logo para a sala de reuniões onde os caras estavam jogando ping-pong.
- Chegou quem faltava. – Comentou .
- Então, vamos ensaiar? – Perguntei.
- Daqui a pouco, ainda temos uma hora para descanso. – Respondeu .
- Descanso? – Dessa eu tive que rir.
- Foi o que falaram, e eu não vou reclamar. – Falou nos fazendo rir.
- Como foi a conversa com o seu pai? – Perguntou .
- Foi boa, estava precisando conversar com alguém de fora, essa coisa toda do novo CD está me deixando muito estressado.
- Não é só você meu caro, todos nós estamos. – Comentou . - Precisamos sair fazer algo que relaxe.
- Eu sei de um lugar diferente e perfeito, digamos que para relaxar. – Falou .
- Onde? – Perguntou .
- Conhecem a Destiny?
- É aquela boate onde só tem gatas trabalhando? – Perguntei.
- Essa mesma. Vamos?
- Eu topo, sempre quis ir lá mesmo. – Aceitou . – E vocês dois? – Perguntou se referindo a mim e o .
- Claro. – Respondemos juntos.
- Que dia? – Perguntei.
- No sábado, as mais gatas dançam nesse dia pelo que soube. – parecia realmente animado com essa ida à boate.
- Fechou então, vamos no sábado. – Aceitou .
- Está realmente animado com essa ida à boate, heim . – Zoei e ele apenas riu.
- Com certeza. Uma vez fui a uma despedida de solteiro e contrataram duas stripers, as mais feias de lá, mas cara as duas mais feias eram o paraíso, gatas, lindas, gostosas. Se as mais feias são assim eu quero ver as mais gatas, até você que não gosta de dormir com garotas de programa vai querer uma delas. – Ele explicou com uma cara que nem maliciosa era, já beirava o taradismo, se é que essa palavra existe.
- Acho que nem preciso dizer que agora estou muito mais animado em ir. – abriu um sorriso malicioso.
- Pena que hoje ainda é segunda, espero que sábado chegue logo. – acompanhou com o sorriso malicioso.
- Então sábado vamos ver se o está exagerando mesmo. – Falei rindo e eles ficaram me zoando e me chamando de gay por não ter dito nada malicioso.
Ficamos conversando mais um pouco sobre a boate e quando deu o horário fomos ensaiar. No começo não estava muito animado com o plano para sábado, mas depois de tanto os caras ficarem falando, me animei. Se o que o falou for verdade vai ser ótimo ver algumas gatas. Eles já planejaram quanto de dinheiro vão levar para poder dormir com algumas delas, às vezes eu concordo quando as mulheres falam que nós homens só pensamos nisso. É como o disse, eu não gosto de dormir com garotas de programa, não é por preconceito nem nada, é uma forma de trabalho e melhor elas vendendo o que são delas do que roubando de outros. Realmente não sei explicar porque eu não gosto, acho é porque eu só gosto de me envolver quando rola mais que um simples tesão, isso soa meio gay, mas fazer sexo só pelo sexo não é comigo. Claro que já transei com mulheres na mesma noite que eu conheci, mas eu conversei com elas antes, rolava toda aquela conquista e eu gosto de conquistar, e com essas garotas você compra qualquer uma, basta ter dinheiro que consegue a que quiser.
Quando o ensaio acabou dei uma carona para o , seu carro estava na oficina.
- Espero que essa semana passe correndo. – Comentou me fazendo rir.
- Deixa de ser tarado, parece que nunca viu uma mulher na vida.
- Ouviu o que o falou? Não são simples mulheres, são o paraíso. – Respondeu sonhador e eu ri mais ainda.
- Caem mulheres aos nossos pés e não entendo o porquê de vocês quererem tanto dormir com essas.
-Várias caem aos nossos pés, mas confesso que para conseguir as mais gatas tenho que sofrer um pouquinho e lá não, vou poder escolher a que eu quiser. – pensa totalmente ao contrário de mim. – E juro que não entendo porque você nunca fica animando com essas coisas, você é gay? – Perguntou arregalando os olhos e tentando prender o riso.
- Cala a boca . – Nós dois rimos. – Ao contrário de você eu gosto da conquista e não do fácil.
- Você é estranho. – Balançou a cabeça negativamente. – Mas mesmo assim leva dinheiro, pode acontecer um milagre.
- Tudo bem, eu levo dinheiro. – Ficamos conversando mais um pouco até que chegamos a casa dele e fui para minha casa dormir.
’s Point of view off
Continua…
N/A: Voltei com uma nova fic. Não ia postar agora, já que só tenho mais um capítulo pronto, mas não aguentei mais esperar. Essa fic é meio antiga, mas eu tinha abandonado e resolvi voltar a escrever e estou realmente animada. Essa vai um pouco de drama como vocês já devem ter percebido, mas o romance vai ser maior. Pensei em colocar restrita, mas não tenho vocação para escrever cenas mais quentes, então vai ficar assim mesmo. A att não vai ser tão rápida porque ainda tenho Waiting For My Salvation para escrever. Espero que realmente gostem e comentem ok?
@pammy_vpn
Outra fic da autora:
Waiting For My Salvation (McFLY/Andamento)
Nota da beta: Deixei alguma coisa passar? Me avisa pelo e-mail annieb.ffadd@hotmail.com ou pelo twitter @br_annie