Show De Vizinha









Cap. 1

*Flashback on*

acordou em uma manhã. Não fazia muito tempo que estava casada. Tinha encontrado o homem de sua vida. Ela desceu as escadas. Tinha que contar uma coisa pra ele.

“ALBERT!” gritou, chegando à cozinha.
“Oi, meu amor.” O homem veio e deu um beijo na boca de sua esposa. “Tudo bem?”
“Eu acho que a gente tem que conversar...” A mulher disse, sentando no sofá da casa deles.
“Aconteceu alguma coisa?” Albert disse, se sentando ao lado dela.
“Albert... Eu estou grávida.” Ela disse mais para si mesma do que para ele.
“O QUÊ?” O homem disse, agora visivelmente bravo com a sua esposa.
! EU TE DISSE QUE EU NÃO QUERIA TER FILHOS AGORA E VOCÊ ME VEM COM BARRIGA? QUE IDÉIA É ESSA? FIQUE SABENDO QUE EU NÃO VOU ASSUMIR ESSE FILHO NEM QUE VOCÊ ME PAGUE! PODE ARRUMAR SUAS COISAS QUE VOCÊ NÃO FICA AQUI NEM MAIS UM DIA!” O marido de disse e ela se levantou do sofá em um pulo.

A (sim, agora era , ela iria se separar) se revoltou e foi até o seu quarto. Pegou as primeiras malas que encontrou. Foi até o seu armário, pegou todas as suas roupas, suas coisas de higiene, seus acessórios, seus sapatos e tudo que era por direito dela e colocou-os dentro das malas, pegou-as e quando estava na porta se voltou para o, ainda, marido.

“Meu advogado vai vir aqui o mais rápido possível. Não esqueça que a gente só mora nessa casa por causa do dinheiro que EU tenho. Não pense você que vai ganhar alguma coisa, pois não vai. Eu tenho um filho pra criar.” disse e bateu a porta.

*Flashback off*

Era uma bonita manhã de domingo no subúrbio de Londres. O sol brilhava e contrastava com a neve branca. Faltava duas semanas para o natal e tinha acabado de mudar para aquela casa que tinha acabado de comprar com o dinheiro que tinha ganho com a venda da casa que morava com seu ex-marido, Albert. Ela estava andando na praça que tinha em frente à sua casa. Tinha morado de aluguel durante sete meses, ou seja, desde que saiu de casa, e usou esse período para procurar uma casa que a agradasse. Agora estava de sete meses e duas semanas, seu filho estava para nascer e aquela brisa de inverno era muito boa. Sentia que faria bem para seu filho, mas parece que ele não gostou, porque ela começou a se sentir mal. Uma tontura invadiu sua cabeça e um mal estar repentino a colocou ajoelhada no chão... Na neve! Um homem que passava na praça naquele horário em direção ao seu trabalho viu que ela não estava se sentindo bem e parou para ajudar.

“Está tudo bem, senhora?” O homem perguntou preocupado.
“Está, sim... Não se preocupe comigo.” Ela disse ainda ajoelhada e colocando uma de suas mão na cabeça.
“Com certeza não está bem. A senhora está grávida e é visível que está passando mal. Eu vou te levar pra algum hospital.”
“Não há necessidade, obrigada.” Ela disse, enquanto ele a ajudava a se levantar.
“Eu insisto. Espere aqui enquanto eu vou em casa buscar meu carro.”
“Tudo bem.” Ela aceitou a proposta. A primeiro momento pensou em fugir, mas viu que não tinha condições e que o homem estava fazendo tudo de boa vontade.

Depois de algum tempo o homem voltou em sua Mercedes conversível prateada. A entrou e ele tirou a capota do carro para que a brisa fosse nela, fazendo seus cabelos voarem.

... .” Ele disse estendendo a mão para ela e deixando a outra ainda no volante.
... .” Ela disse pegando a mãe dele. “Obrigada... Eu não tenho ninguém para me ajudar, sabe... Eu sou nova por aqui e nessas condições eu não posso dirigir, faria mal pro meu bebê.”
“Seu marido está no trabalho?” Ele perguntou, olhando para ela quando podia.
“Eu me separei a sete meses atrás, quando ele descobriu que eu estava grávida.” Ela disse e abaixou a cabeça.
“Nossa... Ele te chutou por que você estava grávida?” O perguntou.
“É... Ele não queria ter filhos, a gente tinha se casado a pouco tempo.” Ela respondeu. Por que estava contando sua vida para um estranho?
“Eu não faria isso com ninguém. É maldade. Mas... Como você está se sentindo? Melhorou do mal estar?”
“Ahh, eu estou melhor, sim... Obrigada, .” Ela agradeceu.
“Chame de . Era como me chamavam quando eu tinha minha banda.” pediu.
? McFLY?! OMG! Eu não acredito que é você! Eu adorava a sua banda!” exclamou e colocou um sorriso nos lábios de .
“Aqui está o hospital...” disse, se desviando do assunto da banda. “Não desça! Eu vou te ajudar.” Ele rapidamente saiu do carro e foi até o outro lado para abrir a porta para . Ele a tirou pela mão e a ajudou e ir até a recepção.
“Bom dia!” A recepcionista falou simpática.
“Bom dia... Ela está grávida e não está se sentindo bem. Ela é nova por aqui e precisa de acompanhamento médico de qualidade. O que vocês tem pra ela agora? Como eu já disse ela não está passando bem, acho que ela precisa de um médico.” O homem disse com o desespero estampado no seu rosto, enquanto se dobrava novamente, apoiando a mão nos joelhos.
“É uma emergência?” A recepcionista questionou calmamente.
“É! VOCÊ NÃO ESTÁ VENDO?” O gritou com a moça, que se assustou no mesmo momento.
“Claro, claro...” Ela disse, agora apressadamente. “A obstetrícia é naquela direção...” A mulher disse apontando para um longo corredor. “É a sétima sala a direita. A parte das emergências. Pode levar ela pra lá, nessa cadeira de rodas.” Agora ela apontava para uma enfermeira que já estava com a cadeira a postos para levá-la. “Que lá terá uma pessoa que está esperando por vocês. Não se preocupem, ela terá atendimento de qualidade. Depois que saírem de lá, passem por aqui novamente, por favor, que eu vou fazer o cadastro de vocês. Obrigada.” A moça disse e se voltou para o computador sem esperar a resposta de nenhum deles.

ajudou a colocar a na cadeira de rodas e assim que ela sentou, um líquido vermelho (N/A: SANGUE!) começou a escorrer pelas pernas dela. fez uma cara de desespero e em poucos minutos estava chorando desesperadamente.

“Sra. ? Por que você está chorando? Não fique assim, vai dar tudo certo. Você vai ser atendida e logo você e seu bebê estarão bem. Confie em mim!” disse confiante.
! Você nem me conhece, como você pode querer me ajudar tanto assim?” Ela perguntou, chorando mais ainda, pois o sangue não parava de escorrer.
“É uma longa história. Agora confie, ok?” Ele disse, chorando também. “Vai dar tudo certo. Não se preocupe. Os médicos só querem te ajudar. É verdade!”
“Obrigada.”

Essa foi a última palavra dela antes que ela entrasse junto com ele para sala de emergências. Ela foi atendida por uma obstetra. A doutora disse que algumas pacientes reagiam daquela forma quando passavam por uma forte emoção durante a gravidez, mas não era nada prejudicial ao bebê. As recomendações foram descanso e mais descanso e logo ela estaria bem com o seu menininho no colo. Os dois voltaram para o carro e estavam a caminho de casa

... Obrigada. As nossas emoções ficam a flor da pele e eu nem sei o que eu faria nesse lugar se você não tivesse parado para me ajudar. E mais uma coisa... Não me chama de sra. . É muito formal. Me chama de ... O que você acha?”
... Soa bem, eu acho.” Ele riu. “E pelo que eu fiz hoje... Não foi nada demais, sabe... Eu teria feito por qualquer pessoa que estivesse passando mal na rua. E agora eu quero acompanhar a sua gravidez de perto pra garantir que você não vai fazer nenhuma besteira!”
!”
“To brincando, mas eu quero acompanhar você... Eu nunca tive essa oportunidade e eu já estou ficando velho pra isso, não acha? Você deve ter uns... 26 anos... Tem a vida toda pela frente e eu tenho 30! Não tenho mais tempo pra isso... Se eu não ver um bebê agora, eu não vou ver nunca!” riu dele mesmo.
“Acertou minha idade e você não tá velho...” A mulher brincou com ele e viu que ele parava o carro na mesma praça onde tinha o encontrado pela manhã.
“Se precisar de qualquer coisa, me liga. Não precisa de cerimônia. Eu quero ver esse menino nascer saudável, viu? Aqui meu telefone” Ela riu da piada sem graça que ele tinha TENTADO fazer, enquanto ele escrevia em um pedaço de papel o celular e o número da casa dele.
“Se eu precisar eu ligo, sim. Muito obrigada por tudo de verdade! Eu nem acredito no que você fez. Eu contei tanta coisa pra você sem nem te conhecer. Você chorou junto comigo e me ajudou sem me conhecer também. Foi incrível. Muito obrigada!” Ela foi se dirigindo para casa e quando estava na porta deu um tchau para ele, que estava imóvel no mesmo lugar da praça, mas que respondeu ao tchau e viu ela desaparecer pela porta de casa.

Cap. 2

estava sentada no sofá de sua sala. Analisava aquele pedaço de papel, agora amassado, em que estava escrito o número de . Ela não tinha ligado para ele desde o acontecido e agora já fazia uma semana. Ela deveria ligar? Enquanto esses questionamentos passavam pela cabeça dela o telefone tocou. Seria ele? Não... Impossível! Ele não tinha o número da casa dela.

“Alô?” perguntou intrigada.
, eu disse que queria acompanhar a sua gravidez!” Uma voz conhecida falava do outro lado da linha. Era ele!
“Co-como você conseguiu meu telefone?” Ela gaguejou. Sabia que era ele.
“Conhece lista telefônica online? Você me deu seu nome completo, eu sei onde você mora, eu usei esses dados e pesquisei, acabei achando esse número que eu liguei!” respondeu ironicamente.
“Nossa! A tecnologia está muito avançada! Eu nem conhecia isso!” A garota brincou.
“Como anda esse menininho? Tudo bem com ele? Já tem nome?” O a bombardeou de perguntas.
“Ahhh... Ele está bem sim... Chutando muito a mamãe. Nome? Eu acho que eu vou colocar Derek. O que você acha?”
“Eu sempre quis colocar esse nome em um filho meu. Ia ser o no...” não terminou sua frase.
“Ia ser o que, ?” A perguntou feliz. Ele gostava do nome.
“Nada, não, .” O homem se desviou do assunto. “Foi no médico esses dias?”
“Nossa! Nunca mais saí de casa desde aquele dia...” A mulher disse e ele percebeu que ela estava corando só de ouvir sua voz.
“Então mais tarde eu vou passar aí pra te pegar. A gente vai no médico e depois vamos jantar em algum lugar, certo?”
“Combinado, . Até mais então.”
“Oito horas eu to aí na praça.”
“Minha casa é a branca na frente da praça, pode tocar a campainha quando chegar.” o alertou.
“Então tudo bem. Oito horas.”
“Oito horas. Beijo.” falou e eles desligaram o telefone.

abriu seu armário para ver o que iria usar assim que desligou o telefone. Foi tirando tudo, mas não encontrou nada de interessante. Foi quando viu um vestido lá atrás. Sua amiga Hannah tinha dado para ela assim que soube que ela estava grávida. Era um vestido lindo, vermelho que combinava perfeitamente com o que ela tinha pra fazer. Ela pegou o vestido e foi se arrumar. Fez escova no cabelo, escolheu sapato e ficou perfeitamente pronta para a hora em que chegasse. Se sentou no sofá e tentou se tranqüilizar, não tinha motivos para estar nervosa. A campainha toca. Seria ele?

“Relaxa, ! É claro que é ele! Só ele te conhece nessa cidade!” A menina disse para si mesma enquanto caminhava em direção a porta. “Oi, ! Que bom que você veio. Entra!”
“Não, obrigado. Nós temos que ir pro médico. Vamos?” deu licença da porta para que ela passasse, o que ela fez e em seguida trancou a casa e se dirigiu, ao lado do homem, até o carro. Ele abriu a porta para ela e eles saíram em direção ao hospital.

O silêncio reinou sobre eles até a chegada ao hospital. O desceu do carro e abriu a porta para a , que o acompanhou até o hospital e lá eles entraram para a sala da mesma pessoa que os havia atendido da outra vez.

estava bem e seu bebê estava mais saudável. Ela disse pra doutora que o bebê já tinha um nome, que seria Derek e a médica gostou muito. Foi quando tudo mudou na vida de .

“Derek? É um lindo nome. Quem escolheu o nome... O papai...” Ela disse e apontou pra . “Ou a mamãe?” A obstetra perguntou, apontando pra .
“Er... Bem... É que...” ficou sem jeito de dizer e esperou dar o aviso.
“É que tipo... Ele não... Ele não é pai do bebê.” disse e a doutora ficou envergonhada.
“Desculpe! Você se separou e ele é seu novo marido, correto? Mas ele não é pai do bebê! Desculpe!” A obstetra se apressou novamente, causando constrangimento entre os presentes.
“Doutora, ele nem mesmo é meu marido, nós somos só amigos, mas eu fui abandonada pelo meu marido e ele está me ajudando nesse momento difícil.” A explicou toda a situação.
“Eu não acredito! Peço perdão novamente. Eu tenho que aprender a ficar com a minha boca fechada. Mas... Podem ir que está tudo bem tanto com a mamãe quanto com o bebê. Apesar de tudo isso, ela precisa de acompanhamento médico freqüente e seria bom se ela viesse duas vezes por semana.” Ela agora se dirigia a , que assentiu com a cabeça e abriu a porta para que passasse e fosse, ao seu lado, eu direção ao carro.

Chegando no carro, teve uma crise de riso. A menina sorriu ao ver o jeito que ele sorria. Era um sorriso bonito, que aparentemente iluminava aquela visão branca em um período quase natalino.

“O que houve, ?” A mulher perguntou ainda sorrindo.
“Ela pensou que eu era o pai do Derek? Caramba! Será que a gente anda tão grudado assim? Eu não tenho cara de ser seu marido! Fala sério!” falava entre risos.
! Eu não sou tão feia assim.” Ela entrou na brincadeira e deu um leve tava no braço dele, enquanto ele dava partida no carro.
“Você é linda, ... Eu só to querendo dizer que nós não aparentamos estar casados. Nem tem aliança, sabe...” disse, tentando sair daquela teia que ele tinha trançado envolta dele mesmo. Ele tinha dito que ele não tinha cara de ser o marido dela. Tinha algum problema ali, com certeza e logo descobriria o que era.

Eles seguiram para o restaurante. Não era tão longe do hospital, mas com certeza não era mais no subúrbio londrino. Era bem no centro de Londres, onde tudo já estava bastante iluminado para o natal. Eles não demoraram muito no hospital, o que fez com que eles chegassem aproximadamente nove horas no restaurante. Era um lugar bonito, aparentemente caro, especializado em comida italiana.

puxou uma cadeira para e a empurrou depois que ela se sentou, sentando-se logo em seguida, na cadeira que estava do lado dela.

“O que você quer comer?” perguntou enquanto abria o menu, se aproximando dela.
“Eu acho que eu vou deixar você escolher. Eu não conheço nada muito assim de comer aqui em Londres. Eu sempre vivi mais pro subúrbio, você que conhece as comidas boas!” A mulher riu e ele chamou o garçom para fazer o seu pedido.
“Bom... Eu vou querer uma pizza de brócolis e uma lasanha, por favor.” O homem pediu e o garçom anotou o pedido.
“Desculpe ser indiscreto, mas o restaurante está com uma promoção... Hoje é aniversário de casamento de vocês?” O homem perguntou.
“Olha aqui, meu senhor...” se levantou da mesa impacientemente. “Eu tenho alguma aliança no meu dedo? Ela tem alguma aliança no dedo dela? NÃO! OU SEJA, NÓS NÃO SOMOS CASADOS!” Ele se acalmou e se sentou novamente. “Entendeu?”
“Claro, senhor. Trarei seu pedido em pouco tempo.” O garçom afirmou e foi embora.

e conversaram por longas horas, até quase as duas da manhã, inclusive enquanto comiam. Pouco depois das duas da manhã, eles já quase não tinham assunto e a resolveu perguntar o que lhe intrigava.

...” A mulher perguntou.
“Fala, ...” O homem respondeu.
“Por que você fica tão bravo quando falam que nós somos casados?” perguntou realmente interessada.
“Por que você não fica?” Ele responeu com uma pergunta e fez a mesma cara curiosa que ela fez.
“Bom... Logo depois da separação do Albert, eu saí muito com meus amigos e todo mundo perguntava se eu era casada com algum deles e quando eu saia só com um faziam o que fazem com a gente. Eu fiquei brava no começo, mas depois eu me acostumei e é por isso que eu não fico brava.” A se explicou.
“Bom motivo, mas analise pelo meu lado... Eu não sou acostumado com isso e todos começam a fazer esse tipo de coisas comigo. Como você acha que eu vou me sentir, ? Bravo, assim como você ficava no início, entende?”
“Hummm, entendo, sim.” Rapidamente eles mudaram de assunto, mas não tardou para que eles saíssem do restaurante e fossem para as suas casas.
tinha ficado realmente intrigada com as atitudes de em relação aos ‘foras’ que as pessoas tinham dado naquele dia. Geralmente não é uma coisa que você espera de um amigo seu, a não ser que você seja uma pessoa muito ruim, o que ela achava que não era. Tinha alguma coisa a mais nas atitudes de e ela iria descobrir a qualquer custo, não importando o quão fundo ela teria que ir na vida do garoto para descobrir as coisas mais íntimas dele.

Cap. 3

A mulher estava deitada. No dia seguinte seria o natal e não sabia como convidar sua amiga, Hannah, que morava no centro de Londres, para passar o natal com ela ou quem sabe, se auto-convidar para passar o natal com Hannah. Ela pensou em ligar, mas sabia que Hannah tinha sua própria família, sua filha, Joahnna, para criar e um marido que era bem apegado. Talvez se ela ligasse ficaria muito na cara que ela precisava de um lugar para passar o natal.

De qualquer jeito, ela tinha que ligar o mais rápido possível, porque a festa de todas as pessoas seria naquela noite.

“É...” Ela pensou. “Eu já sou tão cara-de-pau com a Hannah, mais uma vez não vai fazer diferença.”

Ela começou a se dirigir para o telefone e quando ia pegando-o, ele tocou. levou um susto, mas atendeu rapidamente.

?” A voz do outro lado perguntou.
“Sim, quem é?” A perguntou para a pessoa do outro lado da linha.
“Vai dizer que você não reconhece a voz da única pessoa que tem o seu telefone?”
?”
“Eu mesmo!” O respondeu alegremente.
“Tudo bom...?”
“Tudo, sim... Quero te fazer um convite.” O homem foi direto ao ponto.
“Pode fazer, ...”
“Quer vir passar a noite de natal aqui em casa? Eu estou sozinho e acho que você também não tem ninguém pra passar o natal com você.”
“É verdade... Então eu vou aceitar seu convite, você se incomoda?”
“Eu convidei... Por que eu me incomodaria?” Ele perguntou.
“É mesmo! Então eu chego aí que horas?”
“Por volta das nove, tudo bem?”
“Tudo...”
“Então a gente se vê... Beijos, .” Ele disse e desligou o telefone em seguida.

A mulher voltou para o seu sofá, mas lembrou que mesmo que não fosse passar o natal na casa de Hannah, era dever dela ligar para desejar um ‘feliz natal’ para a melhor amiga.

pegou o telefone e começou a discar o número de Hannah.

“Alô?” Hannah perguntou.
“Hannazinha do coração da ?” A perguntou de volta.
“AHHHHHHHHH!” A amiga gritou. “! Há quanto tempo, menina! Eu nem tenho seu telefone mais!”
“Ainda bem que eu tenho o seu... Vou te passar o meu anota.” falou e em seguida deu seu número pra amiga. (N/A: *Sem criatividade pra inventar um número de telefone legal*)
“Então tá bom, florzinha... Onde vai ficar no natal?”
“Eu vou ficar na casa de um vizinho.”
“Vizinho, ?” Falou com voz maliciosa.
“É... Mas não pensa merda não, Hannah, porque você sabe que eu não to querendo me envolver com ninguém agora! E ele com certeza não quer nada comigo... A história é tão longa, Hanninha...”
, então depois você me conta... Eu tenho que preparar a ceia pra Jojo e pro James... Depois você me liga pra dar notícias do bebê.”
“Tudo bem, então. Beijos. E feliz natal” As duas se despediram, desejaram seus votos de felicidade e logo em seguida voltou para sua antiga posição no sofá com sua barriga enorme.

A mulher rapidamente desistiu dos seus planos iniciais. Ficar deitada parecia muito... Calmo e ela não tinha um vestido apropriado para usar na noite de natal. saiu de casa e foi até uma lojinha de roupas de festa que não ficava muito longe de sua casa.

Por Deus naquela loja haviam roupas tamanhos grandes, porque a barriga da garota estava incrivelmente grande. A comprou um vestido branco, de alcinha, que se soltava na região da barriga, dando mais oportunidades de movimentos para uma mulher grávida.

voltou para casa, almoçou, dormiu um pedaço da tarde e usou o resto dela para se arrumar.
Ficou esperando a hora de ir para a casa de se aproximar e quando viu que faltava apenas meia hora para as nove da noite, saiu de sua casa e foi até a residência de . Apreciou cada parte da paisagem... A lagoa congelada, as árvores brancas e as casas enfeitadas por causa do natal. Viu também as famílias contentes cantando músicas natalinas em volta da lareira e da árvore enquanto distribuíam presentes e as crianças esperavam o Papai Noel.

Presentes?!

Oh, não! Ela não tinha comprado nada para o ! Ao perceber isso, a correu o máximo que pôde até encontrar uma lojinha que vendiam acessórios masculinos.

Ela entrou e comprou a gravata que pensou ser a gravata perfeita para presentear . voltou apreciando a paisagem mais do que antes, porque ainda faltavam quinze minutos.

chegou na casa de em cima da hora (lê-se: faltava um minuto para às nove). Ela esperou que seu relógio marcasse nove em ponto para tocar a campainha. O homem rapidamente veio e abriu a porta.

! Que bom que você chegou! Entre, entre!” Ele disse animadamente.
“Com licença...” A mulher disse entrando na casa de .
“Tudo bem?” Ele perguntou e colocou uma das mãos nas costas da amiga para conduzi-la para dentro de sua casa.

A casa era de boa aparência e tinha muitas fotos espalhadas, principalmente sobre o piano de cauda que ficava na sala. Lá deveria ter por volta de uns vinte porta retratos.

“Você é casado? Eu não sabia!” Ela perguntou inocentemente.
“Não... A garota das fotos não é minha esposa.” Ele disse forçando um sorriso.
“Ahhh! Você toca?” A questionou passando os dedos sobre as teclas do piano e querendo mudar de assunto ao mesmo tempo.
“Eu toco... Eu diria que é o instrumento que eu toco melhor...” respondeu.
“Nossa! Quando eu era uma groupie...” pigarreou antes de continuar. Era realmente muito constrangedor admitir que já tinha sido uma groupie da banda do seu atual melhor amigo. “Bom... Quando eu era, piano não era seu melhor instrumento.”
“Sabe, ... Quando a banda acabou eu resolvi me dedicar mais às minhas habilidades e às habilidades que eu poderia vir a adquirir. Eu me dediquei ao piano em especial, porque eu sabia que o sonho da minha avó era que eu tocasse piano tão bem quanto a mãe dela tocava.”
“Que gracinha... Se dedicou por um sonho da avó!”

ficou sem saber o que responder para a garota, então simplesmente se sentou no sofá e fez um sinal para que ela se sentasse com ele. se sentou e puxou assunto de maneira que eles começaram a conversar animadamente. Eles conversaram sobre diversas coisas. Desde jogos de baseball até política. e realmente tinham uma capacidade incrível de se entenderem e tinham vários pontos em comum.

Quando a meia noite foi se aproximando, o pediu licença para que pudesse ir até a cozinha buscar as coisas da ceia e cada, ao voltar, ele carregava comidas que tinham aparências maravilhosas e abririam o apetite de qualquer um.

Os dois se sentaram na mesa e começaram a conversar, enquanto comiam e quando não tiveram mais assunto, somente conseguiu falar alguma coisa.

“A noite está linda, não está?” Ela disse olhando pela a janela. “Essa neve branca caindo deixa tudo mais bonito. Nem consigo acreditar que já se foram oito meses. Daqui uns dias o Derek está aqui.”
“Realmente, , oito meses. Imagina... O tempo voa, mesmo que eu não tenha estado contigo durante todo esse tempo.” O falou e se voltou para sua comida

*Flashback on - *

! Pára com isso... Hoje é a noite mais especial do ano!” A mulher gritava enquanto fazia sua escova.
“Vamos, Angie! Eu já preparei a ceia.” puxou ela pra fora do banheiro.
...” Angie começou melosa. “Esse piano está sempre aí, mas você nunca toca ele pra mim. Por que não toca hoje, nessa noite tão especial?”
“Esse piano... Não gosto muito de tocar. Você sabe que eu tenho e sei tocar por causa da minha vó. Acho que ele é melhor pra ficar como mesinha de colocar fotos. Olha como nós ficamos bem nessa foto aqui.” apontou para a foto em que estavam ele junto com a moça.
“Tá bom, então!” Angelina deu um leve selinho nele. “Onde está nossa ceia?”
“Está posta na mesa. Pode se sentar.” puxou a cadeira para a mulher que estava em sua casa.

Os dois se sentaram na mesa e começaram a conversar, enquanto comiam e quando não tiveram mais assunto, somente Angie conseguiu falar alguma coisa.

“A noite está linda, não está?” Ela disse olhando pela a janela. “Essa neve branca caindo deixa tudo mais bonito. Nem consigo acreditar que já se foram oito meses. Daqui uns dias o Derek está aqui.”
“Realmente, Angie, oito meses. Imagina... O tempo voa, mesmo que eu não tenha estado contigo durante todo esse tempo.” O falou e se voltou para sua comida. “Sabe... Por causa das turnês e tudo mais... Quase nem pude acompanhar o meu filho crescer.”
“Tá tudo bem.” Angelina se debruçou sobre a mesa e beijou o marido apaixonadamente. “Quando o próximo vier você acompanha.” Ela piscou.
“Sabe qual foi a melhor coisa que eu já fiz na minha vida toda?” perguntou para a mulher sentada com ele à mesa.
“Qual?”
“Ter me casado com você.”

*Flashback off - *

Cap. 4

!” chamou atenção do homem. Já fazia alguns minutos que ele estava disperso.
“Nossa! Desculpa, . Eu estava me lembrando.” Ele respondeu inocentemente.
“Lembrando de quê?”
“De algumas coisas que aconteceram há um ano atrás.”
“Coisas boas ou coisas ruins?”
“O que eu estava me lembrando era bom.”
“Que compartilhar?” Ela deu um largo sorriso e fez cara de menina levada.
“Não, não... Não era nada interessante. Vamos. Me conte algumas das suas histórias como groupie do McFly.”

A menina começou a contar as histórias e ia se lembrando aos poucos de como tinha sido a sua vida na adolescência.

*Flashback on – *

“ANGIE! SÃO ELES! ELES ESTÃO VINDO” A menina gritou quando viu os quatro integrantes da banda passarem.
! ME BELISCA! EU TO SONHANDO! SÃO ELES MESMO!” A acompanhante gritou.

Era uma noite fria em Londres, mas o tanto de pessoas que estava naquele lugar misturado com a emoção daquele momento, com certeza, esquentaria qualquer um. Era um show do McFly e as duas garotas tinham chegado na noite do dia anterior ao local do show para não perderem a chance de ficarem na frente, bem próximo ao palco, uma vez que elas não tinham dinheiro suficiente para comprar o camarote.

“Angie... Eles estão olhando para a gente. Será que deu certo a gente pintar o nosso cabelo com cinco cores diferentes?” A perguntou.
“Deu certo, sim... AHHHHHHHHHHHHHHHHHHHH! Eles estão acenando para nós, ! Se mata! Se mata!”

*Flashback off – *

“Eu ainda não era rica, porque eu ainda nem era médica. Eu tinha conhecido a Angelina duas semanas antes, quando compramos o ingresso pro show. Nós fomos comprar na mesma hora e no mesmo lugar. Por mais estranho que parecesse, nós estávamos, as duas, com as mesmas cinco cores no cabelo e nós duas éramos groupies e estávamos tristes por ser o último show da banda de vocês. Começamos a conversar e ficamos muito amigas nessas duas semanas.”

“Quando entramos no show, quase não dava para acreditar! E principalmente, quando vocês acenaram para nós. Eu quase tive um ataque histérico. Acho que depois daquele dia, eu nunca mais vi a Angie. Não sei se ela está viva ou está morta, porque nos separamos assim que o show acabou. Alguém da banda chamou ela e ela foi, apesar de ter quase certeza que o chamado era pra mim, eu deixei ela ir e fui embora.”

“Tentei procurá-la depois, mas quando eu ia na casa dela, os pais dela nunca sabiam onde ela estava. Liguei pro celular, mas sempre caía na caixa de mensagens. Talvez ela estivesse tentando me evitar, porque namorou algum de vocês... Você namorou com alguma Angelina?”
“Angelina? Não... Nunca conheci nenhuma Angelina. Deve ser algum dos outros, ou até mesmo nosso produtor. Mas eu me lembro de ter acenado pra duas moças com os cabelos coloridos no fim do show.”
“Tem certeza?”

*Flashback on – *

“Ei! Menina! Vem aqui!” Um dos integrantes do McFly gritou.
“Eu?” Uma das duas groupies com cinco cores no cabelo perguntou!
“A da direita!” O mesmo garoto gritou.
! Eu to na direita dele! To indo lá!” A mesma groupie gritou.
“Hã? Ok, vai lá.” , que não estava prestando nem um pouco de atenção na cena, falou, acordando de seu transe.

As meninas eram e Angelina. Angelina saiu correndo sem saber que , o integrante que havia chamado, estava falando em relação ao lado das meninas e não ao seu próprio lado.

Angie estava conversando com o produtor da banda e estava conversando com um de seus colegas.

“Cara, você se deu mal. A outra era bem mais bonita! Pena que ela estava meio desligada, né? E a outra tava morrendo de vontade de se jogar nos seus braços.” O companheiro de disse.
“Pois é, cara. Essa daí também é bonitinha. Quem sabe a gente dê certo. Pra tudo existe uma razão, não é? Talvez a outra não fosse combinar comigo.” sorriu amarelo. “Vou lá nela, cara. Quem sabe, né?”

*Flashback off – *

? Ta tudo bem?” já estava ficando preocupada. “Eu estou te chamando há um tempão e você ta aí, com essa cara de paisagem. Tá tudo bem?”
“Desculpa, , eu estava tentando me lembrar desse dia, mas eu realmente não conheço nenhuma Angelina. Desculpe”.
“Tudo bem. Não te culpo por não se lembrar de duas fãs estranhas que estavam fazendo de tudo para dormir com algum de vocês...”
“Sua GROUPIE!” Ele gritou e os dois caíram na risada.
“Eu era groupie e já confessei isso, tá bom pra você?”
“Tá sim... E o peru tá bom pra você?”
“Tá maravilhoso.”
“O Derek tá gostando?” O perguntou e olhou para sua barriga. Sentia algumas coisas que a incomodavam um pouco, mas não achava que era realmente importante para estragar a noite de natal do seu amigo. “Está ou não está?”
“Acho que está, mas... Eu vou ali na cozinha pegar um copo de água pra ELE beber. Acho que o Derek tá com um pouquinho de sede.” Ela se levantou e, quando se aproximava da porta do cômodo, sua bolsa estourou e a se assustou.
!” gritou, saindo rapidamente da sua cadeira para poder ajudá-la. “Calma. Eu to aqui com você. Eu vou te levar pro hospital. Seu bebê vai nascer.”
...” As dores, que antes apenas incomodavam, começavam a mostrar seus reais efeitos. “Você sabe o que está acontecendo? O que vai acontecer comigo e com o Derek?”
“Vai ficar tudo bem. Sua bolsa estourou e logo o Derek vai nascer e você vai ter seu filho nos braços.” O já a colocava dentro do carro. “Fica tranqüila que vai dar tudo certo... Pra vocês dois.”

*Flashback on – *

“E o peru tá bom pra você?”
“Tá maravilhoso.”
“O Derek tá gostando?” O perguntou e Angelina olhou para sua barriga. Sentia algumas coisas que a incomodavam um pouco, mas não achava que era realmente importante para estragar a noite de natal do seu marido. “Está ou não está?”
“Acho que está, mas... Eu vou ali na cozinha pegar um copo de água pra ELE beber. Acho que o Derek tá com um pouquinho de sede.” Ela se levantou e, quando se aproximava da porta do cômodo, sua bolsa estourou e Angie se assustou.
“ANGELINA!” gritou, saindo rapidamente da sua cadeira para poder ajudá-la. “Calma. Eu to aqui com você. Eu vou te levar pro hospital. Nosso bebê vai nascer.”
...” As dores, que antes apenas incomodavam, começavam a mostrar seus reais efeitos. “Você sabe o que está acontecendo? O que vai acontecer comigo e com o Derek?”
“Vai ficar tudo bem. Sua bolsa estourou e logo o Derek vai nascer e você vai ter nosso filho nos braços.” O já a colocava dentro do carro. “Fica tranqüila que vai dar tudo certo... Pra vocês dois.”

Angelina gritava e lágrimas escorriam gélidas pelo seu rosto. As dores ficavam insuportáveis e não havia como acelerar mais o carro, devido à neve que insistia em cair naquela noite. Mais gritos. começava a se desesperar. Chegaram ao hospital e pegou Angie nos braços, a levando com pressa para dentro.

“MINHA ESPOSA ESTÁ TENDO UM FILHO! PELO AMOR DE DEUS! ALGUÉM ME AJUDA!” O gritava. Seus olhos mostravam o desespero que ele sentia.
“Calma, meu senhor. Não grite. Já atenderemos sua esposa.” Uma enfermeira muito gentil e calma apareceu do seu lado, colocando a mão no ombro dele.
“MOÇA! ELA TÁ PASSANDO MUITO MAL. EU NUNCA VI NINGUÉM ASSIM PRA TER UM BEBÊ! AJUDA ELA!” Algumas lágrimas já começavam a cair dos olhos de .
“Tudo bem, senhor. Já iremos atendê-la.” A moça gentil trouxe uma cadeira de rodas e a colocou sobre esta.

Rapidamente, ela já havia sumido. Haviam levado Angelina para a sala de parto.

Horas se passavam e nenhuma notícia de Angie chegava aos ouvidos de . Suas mãos suavam frio, seu coração batia acelerado e sua roupa já estava completamente molhada pelas lágrimas.

“Sr. ?” Um médico de cabelos grisalhos apareceu.
“Sim, sou eu.”
“Sua esposa está tendo complicações durante o parto e corre risco de morte. Seu filho também não aparenta estar muito bem. Faremos o que for possível para salvar os dois, ou pelo menos um, mas o parto prematuro é realmente muito perigoso. O de oito meses é até mesmo mais perigoso do que o de sete. Se tivermos que escolher entre um dos dois, quem o senhor prefere que salve? Sua esposa ou seu filho?”
“Se essa escolha tiver que ser feita, salve o que for mais fácil, mas eu realmente quero que os dois saiam daquela sala vivos.” O suava cada vez mais.

Mais tempo se passou, já era de manhã e nenhuma notícia de nenhum dos dois membros da sua família. A possibilidade de perder a mulher que amava ou perder o fruto do amor dos dois, ou até mesmo perder os dois, não era muito animadora. respirou fundo. O médico se aproximava.

“Sr. , tenho uma notícia pra te dar.” O mesmo médico que havia dado as notícias desanimadoras.
“Como estão eles?”
“É sobre isso que eu vim falar com o senhor. Infelizmente, sua esposa teve várias complicações com o parto normal, que era o desejo dela e quando ela finalmente deixou de teimar para nos deixar fazer o parto cesariana, já era quase tarde demais. O bebê ficou com falta de oxigenação no cérebro e sua esposa não reagiu bem a cirurgia.”
“Você quer dizer que me esposa foi para UTI e meu filho está na incubadora?” Essa era a esperança de .
“Infelizmente, sr. , quero te dizer que, tanto sua esposa, quando seu filho morreram. Preciso que o senhor assine o atestado de óbito para mim, para que possamos providenciar o funeral deles.”

se jogou no chão. Havia sido realmente uma noite estressante e essa notícia era a pior que ele poderia ter em qualquer momento da sua vida. Estava arrasado, acabado. Todo aquele estresse havia terminado com as suas forças. A tristeza que sentia por ter perdido as duas pessoas que mais amava em todo mundo estava o consumindo por dentro. Chorou. Liberou toda a mágoa que estava em seu coração. Não havia mais nada a ser feito. Estavam mortos. Mortos. Sua ‘família’ não existia mais. Estava sozinho. Ficou algum tempo no chão, até recuperar as forças para assinar o atestado. Queria recuperar a vontade de viver que havia ido embora junto com Angelina. Tinha certeza de que era isso que ela queria pra ele. Que ele continuasse a ter vontade de viver, porque ela sempre dizia que a coisa que ela mais amava nele era a vontade dele de viver, que ela nunca queria que ele perdesse aquilo.. Queria que ele reconstruísse sua vida. Tentaria. Tentaria com todas forças continuar a sua vida, do jeito que Angie queria que ele fizesse.

*Flashback off – *

Cap. 5

gritava e lágrimas escorriam gélidas pelo seu rosto. As dores ficavam insuportáveis e não havia como acelerar mais o carro, devido à neve que insistia em cair naquela noite. Mais gritos. começava a se desesperar. Chegaram ao hospital e pegou nos braços, a levando com pressa para dentro.

“ESSA MULHER ESTÁ TENDO UM FILHO! PELO AMOR DE DEUS! ALGUÉM ME AJUDA!” O gritava. Seus olhos mostravam o desespero que ele sentia.
“Calma, meu senhor. Não grite. Já atenderemos a moça.” Uma enfermeira muito gentil e calma apareceu do seu lado, colocando a mão no ombro dele.
“MOÇA! ELA TÁ PASSANDO MUITO MAL. EU JÁ VI UMA MULHER NESSE ESTADO PRA TER UM BEBÊ E A HISTÓRIA NÃO TERMINOU MUITO BEM! AJUDA ELA!” Algumas lágrimas já começavam a cair dos olhos de .
“Tudo bem, senhor. Já iremos atendê-la.” A moça gentil trouxe uma cadeira de rodas e a colocou sobre esta.

Rapidamente, ela já havia sumido. Haviam levado para a sala de parto.

Horas se passavam e nenhuma notícia de chegava aos ouvidos de . Suas mãos suavam frio, seu coração batia acelerado e sua roupa já estava completamente molhada pelas lágrimas.

“Sr. ?” Um médico de cabelos grisalhos apareceu. Com certeza, ele era o mesmo daquela terrível noite de , mas o médico não se lembraria.
“Sim, sou eu.”
“A moça está tendo complicações durante o parto e corre risco de morte. O filho dela também não aparenta estar muito bem. Faremos o que for possível para salvar os dois, ou pelo menos um, mas o parto prematuro é realmente muito perigoso. O de oito meses é até mesmo mais perigoso do que o de sete. Se tivermos que escolher entre um dos dois, quem o senhor prefere que salve? A moça ou o filho dela?”
“Se essa escolha tiver que ser feita, salve o que for mais fácil, mas eu realmente quero que os dois saiam daquela sala vivos.” O suava cada vez mais.

Mais tempo se passou, já era de manhã e nenhuma notícia de nenhum dos dois. A possibilidade de perder a única mulher que tinha conseguido entrar em sua vida depois de Angie ou perder o filho dela, que ele gostaria de ter uma convivência e criar como se fosse SEU filho, ou até mesmo perder os dois, não era muito animadora. respirou fundo. O médico se aproximava.

“Sr. , tenho uma notícia pra te dar.” O mesmo médico que havia dado as notícias desanimadoras.
“Como estão eles?”
“É sobre isso que eu vim falar com o senhor. Infelizmente, a moça teve várias complicações com o parto normal, que era o desejo dela e quando ela finalmente deixou de teimar para nos deixar fazer o parto cesariana, já era quase tarde demais. O bebê ficou com falta de oxigenação no cérebro e sua esposa não reagiu bem a cirurgia.”
“Você quer dizer que me esposa foi para UTI e meu filho está na incubadora?” Essa era a esperança de . Ele nem percebeu que havia se referido a como esposa e a Derek como filho.
“Infelizmente, sr. , quero te dizer que isso foi o que aconteceu. Os dois estão internados, mas os médicos estão trabalhando para melhorar os estados dos dois. Nenhum dos dois corre risco de morte mais. Fique tranqüilo.”

se jogou no sofá do hospital. Os dois estavam bem. Poderia finalmente pegar Derek no colo, mesmo que aquele Derek não fosse o seu filho que havia morrido. Poderia ajudar no processo de pós-parto, mesmo que aquele parto não fosse o parto da sua esposa. O que ele mais queria na vida estava se concretizando: ver finalmente um bebê nascer, acompanhar ele crescer, acompanhar a recuperação de uma mulher que tinha acabado de dar a luz. Ele não permitiria que ficasse sozinha em sua casa, pois ela precisaria de toda a ajuda possível naquele momento.

Três dias se passaram até que finalmente recebeu alta junto com Derek. havia a visitado constantemente no quarto do hospital e também ao bebê.

"! Que saudade de ver você em pé!" disse assim que a viu saindo do quarto com seu filho nos braços.
"Também estava com saudade de me ver em pé! Tava morrendo de vontade de pegar meu pequeno nos braços." Ela sorriu e colocou seu filho na cadeirinha de bebê que o já havia preparado no banco de trás do carro dele e em seguida o abraçou.
"Eu tive tanto medo de você morrer." sussurrou no ouvido dela enquanto ainda a abraçava.
"Pensando em você eu tive forças pra continuar vivendo, !"
"Você tá me fazendo recuperar a vontade de viver..." Os dois foram para seus devidos lugares. dirigindo e no banco do passageiro em direção ao cartório para batizar Derek.

Ambos falavam coisas carinhosas pro bebê e foi durante um desses diálogos com Derek que anunciou que iria morar em sua casa, pelo menos até as coisas se acalmarem.

", você sabe que você vai lá pra minha casa, pelo menos até você estar completamente bem, não sabe?"
", eu não poderia aceitar!"
"Por favor. Eu insisto. Eu vou te ajudar em tudo que você precisar." O homem falou sem desviar os olhos do trânsito
"Ahhh, muito obrigada mesmo. Você não sabe o quanto eu estou precisando de ajuda e apoio."
"Mas tem uma condição!"
"Você fala pra eu ir morar na sua casa e ainda tem condição? Tá legal... Qual é?" disse em tom irônico.
"Bom... Você é uma ótima amiga e eu não quero perder a sua amizade, uma vez que eu me afastaria de você se você fosse mãe solteira..." brincou. "Então eu quero que você me deixe registrar o Derek como se eu fosse o pai dele. Ele se chamaria Derek ." A resmungou. "Vai lá, não é tão ruim! Eu quero que ele me chame de 'papai' também. Eu não tenho filhos e provavelmente nunca vou ter. Eu queria muito que alguém me chamasse de papai. Basta você não contar pra ele que eu não sou o pai dele."
"Tá bom, vai!" concordou e vibrou, estacionando no cartório.

Oito anos depois...

já estava com 34 anos e o tinha seus 38. Por mais que ela houvesse insistido durante esses oito anos, nunca deixara ela mudar da sua casa, se valendo de argumentos não muito convincentes, tais quais "Eu já sou velho. Eu posso cair da escada e morrer se não houver ninguém pra me ajudar". Apesar de não se dar por vencida, foi ficando e ficando. Agora já faziam oito anos que ela morava com . Já tinha até mesmo vendido sua casa. Apesar de estarem sempre juntos, nunca houve nada entre eles além da amizade. Os dois se respeitavam e respeitavam Derek, que achava que os dois eram seus pais e que eram casados.

Era aniversário do menino e os preparativos para a festa estavam agitados. Como ele nascera no natal, a festa seria uma semana antes. A corria de um lado para o outro da casa, enxendo balões e organizando os salgadinhos. também estava agoniado com a preparação. Ele estava arrumando cada coisa no seu devido lugar, organizando as mesas e tirando os refrigerantes da geladeiras. Os primeiros amiguinhos de Derek começavam a chegar.

"Oi, sr. ! Olá, sra. !" Um garoto baixinho cumprimentou e revirou seus olhos. "O Derek está por aqui?"
"Pode subir. Ele está no quarto dele arrumando o video game." se aproximou por trás e colocou sua mão sobre o ombro de . "Acho que eu vou tomar um banho pra festinha do Derek. Você aguenta ficar sozinho por um tempinho?" Ela apoiou o queixo sobre a sua mão.
"Claro, . Vai lá. Relaxa um pouquinho com uma água quente escorrendo pela cabeça. Você merece. Eu tomo conta de quem for chegando até lá."
"Você é um amor, sabia?" A deu um leve beijo no rosto dele e subiu correndo as escadas para tomar seu banho.

Continua...

Respostas dos comentários

N/A: E aí? Gostaram da atualização? Bom, vocês já não são mais menininhas, mas ainda dá tempo de rolar alguma coisa, não dá? Eu realmente acho que dá. Os relacionamentos atualmente começam com as melheres depois dos 35 anos e na fic ainda é só 34, não é? O que vocês acham que vai acontecer no próximo capítulo? Só vou adiantar que as coisas PODEM começar a esquentar, viu? As respostas aos comentários da última atualização estão no link acima.
Atualizo de novo assim que eu ganhar mais 20 comentários, ok?
Beijones!

Da mesma autora:
O Diário Da Princesa
Alguém Como Você
How To Touch A Girl
Entre Brasil e Inglaterra: She Left Me
Entre Brasil e Inglaterra 2: Lonely
In The Dark
In The Dark
|