SURPRISES OF LIFE
Autora: Téh
Beta-Reader: Rafah G.
CAPITULO 1
“10:30 no horário de Londres, exatamente no horário.” Pensei quando olhei em meu mais novo relógio de pulso. Presente da minha mãe. Por sermos uma ”típica” família inglesa, a pontualidade é importantíssima. Bom, já que estou falando, que seja a verdade não concordam? Então, que fique bem claro que a pontualidade é o nosso ÚNICO lado típico de uma família inglesa. Falando em pontualidade, onde estão os garotos que deveriam me levar para casa?
*****
Bom, vamos explicar o que está acontecendo.
Neste exato momento eu estou no aeroporto de Londres, pois acabei de chegar de Paris após esse ano e meio 100% sensacional finalizado com uma semana indiscutível. Paris Fashion Week. Simplesmente o auge da moda. E fiquei em Paris por todo esse tempo porque, com a ajuda “a distância” da minha mãe, montei totalmente a participação da F&S(empresa de moda onde minha mãe é sócia majoritária) nesta semana memorável, participação está que representa por volta de 54% dos looks da Fashion Week. E não pensem que um ano e meio é muito. Definitivamente não é.
Agora, antes que pensem mal de mim, eu não estava lá por mera vida ociosa, e sim porque tive que desfilar para a empresa da minha mãe, sem contar os motivos já citados... Não que eu seja uma modelo profissional, mas tenho meus momentos, sem contar que ser o “rosto” da S&F, ter cursado dois semestres da faculdade de moda em Londres, três semestres em Paris e ter uma mãe chamada Asheley Fleek ajuda muito. Mas agora, a semana já acabou e eu estou novamente em minha cidade. Já falei que amo Londres? Ainda não? Tudo bem então. I LOVE LONDON. Sério, amo todo esse clima congelante e chique. E voltar para cá, voltar para a minha casa, terminar minha faculdade aqui, ver meus pais e afins, só aumentam este meu amor a Londres.
- ? - uma voz masculina, que admito ser bem sexy, me chamou tirando-me de meus devaneios patrióticos e voltando minha atenção para o grande corredor que havia em minha direita.
- Exatamente. - respondi cordial já olhando para o dono da voz, e sim, ele fazia jus á voz. Ele era simplesmente lindo: pele branquinha cabelos loiros e bagunçados (de um modo sexy, diga-se de passagem), boca fina e em um tom avermelhado, olhar inocente e mesmo assim cativante, bochechas levemente rosadas e um sorriso encantador.
- Bom, vim te buscar porque seus pais não queriam algo como um chofer porque chama muito atenção, certo? - perguntou e eu só assenti dando assim espaço para ele se esquivar e pegar minhas malas, que não eram poucas. Isso porque eu já havia mandado muitas coisas na semana anterior, bom, eu estava voltando depois de um ano e meio, dá um desconto.
- Obrigada, mas deixe que eu ajude. - então sorri timidamente e peguei a nécessaire e mala média, que era de rodinha, deixando-o assim com outras duas um pouco maiores do que a minha e igualmente de rodinhas. - Você deve ser . - comentei, por ter relembrado do que minha mãe havia me dito mais cedo, quando nos falamos por telefone.
- Bom, não. Eu sou , mas prefiro só . - ele falou de maneira engraçada me fazendo sorrir. - Aquele é . - falou um pouco mais alto no intuito do amigo ouvir.
E...oh my god. Que . Não que não fosse bonito, porque era, mas o outro era simplesmente britânico. Lembra a pele de quando o descrevi? A de era definitivamente mais clara(quase que translucida), ele tinha cabelo castanho escuro que estavam levemente arrepiados, uma boca um tanto mais grossa do que a do primeiro e mais vermelha também (talvez pelo frio). Entre eles também podia se notar uma diferença de tamanho, sendo o mais alto, e mais forte também.
- Falando de mim ? - abriu um meio sorriso para o amigo que fez cara de uma criança sapeca, causando assim uma risada contagiosa de , me conquistando.
- Sempre amor. Sabe que não vivo sem ti. - respondeu com uma voz afeminada e correu para abraçar .
- Hey sai daqui dude. O que ela vai ficar pensando? - ele disse olhando para mim e piscando.
- Não se preocupem comigo, se quiserem eu até fecho os olhos. - sibilei entrando na brincadeira e fechei os olhos vagarosamente.
- Que isso, eu não quero nada com essa bicha loira não. - disse forçando uma voz mais grossa, e mesmo de olhos ainda fechados, pude perceber que ele se afastara mais do amigo.
- Àquela hora queria... Agora não quer mais nada. Não te entendo . - falou e, entre risos, foi abrir o porta-malas do Fuzion prata que estava encostado quando nos aproximamos.
Inconscientemente acompanhei nas risadas, mas essas sessaram quando senti um leve hálito gelado e com cheiro de menta bater em minha boca.
- Acho que já pode abrir os olhos mademoiselle. - falou calmamente. Sim, a idiota aqui ainda estava de olhos fechados.
Obedecendo tal comando, abri lentamente os olhos e foi então que percebi o quanto ele estava próximo de mim, aja visto que as únicas coisas que eu conseguia enxergar eram aquelas íris brilhantes, de um azul intenso e fora do comum, em minha frente. Como eram bonitas!
- Seus olhos ... - falei meio sem pensar, e sério, acho que parecia aquelas pessoas retardadas que falam pela primeira vez. - S-São...lindos. - gaguejei ainda compenetrada naqueles olhos. E por estar tão perto de seu rosto, pude vê-lo corar ao ouvir minha fala.
- Obrigada Ms.Fleek. - agradeceu sem cortar o contato visual e muito menos a nossa pouca distância. - E é . - sorrimos.
- Sendo assim pode me chamar de . - sorri e me aproximei mais na intenção de beijar-lhe a face em forma de comprimento, porém acho que pensamos na mesma coisa já que ele também veio na minha direção, e digamos que foi bom (lê-se: ótimo) termos pensado juntos porque foi por causa disso que acabamos por nos beijar nos lábios.
Uma tia minha sempre me disse: “Se você deseja laranjas, mas a vida te dá limões, então faça uma limonada.” Então, já que estávamos ali mesmo, por que ficar só no selinho?
Vendo que a qualquer momento ele poderia recuar daquele nosso selinho demorado, passei a língua nos lábios dele pedindo passagem para um beijo mais profundo, que foi concedida sem esforço algum, iniciando assim O beijo. O modo como seus lábios se moldavam aos meus, e como nossas línguas interagiram, causando assim uma sensação única e maravilhosa, era totalmente diferente. Era quente, firme e carinhoso, tudo ao mesmo tempo. Mas infelizmente, como tudo o que é bom, nosso beijo foi acabando, já que precisávamos respirar, e assim foi feito. meio que terminou nosso beijo com vários selinhos, sendo o último o mais demorado me fazendo abrir os olhos e encontrar novamente os dele.
- I-Isso então..., foi bom. - ele tentou falar algo enquanto passava a mão direita na nuca, como quem não tem noção do que fazer agora.
- Sem dúvidas. - falei rapidamente sem pensar e corei quando este sorriu abertamente. - Prazer . - sorri meio envergonhada e andei em direção ao carro, sendo acompanhada por .
E para esclarecer os fatos, eu não faço isso com qualquer um, não mesmo. Também não tenho namorado e, pra falar a verdade, não beijava há “algum tempo”. Sim, eu sou uma socialite do mundo da moda, mas isso nunca me privou de certa medida de privacidade e de escolhas, escolhas essas que me levaram a não ter uma aliança em meu dedo. Não mais.
CAPÍTILO 2
FLASHBACK ON
Era um verão como todos os outros, mentira não era não, porque era o primeiro em que eu não teria que voltar para o colégio no fim, mas sim para a faculdade, e por algum motivo minha mãe havia decidido fazer um desfile bem quando minhas férias começariam o que certamente significaria “Bye Bye Férias da .”
Mas tudo bem, porque ela sempre me incluía e eu realmente amava ajudar nesses desfiles, pois me davam experiência e, posteriormente, créditos extras na faculdade.
Após semanas de trabalho puxado e cansativo, era hora de mostrarmos os resultados para minha mãe e sua sócia, Amanda Smith. *Eu a chamo de O “S” da empresa... Mas deixemos quieto.*
No dia em questão, Amanda trouxe seu sobrinho , visto que este havia acabado de se mudar para a capital e morava com ela. O tal garoto era realmente muito lindo, mas, além disto, era legal, inteligente, talentoso, prestativo, paciente, humilde, cavalheiro e romântico, coisa que fui descobrir depois de um tempo, já que após um mês do tal desfile começamos a namorar.
Nosso namoro durou um ano e dois meses mais ou menos, mas era algo meio escondido já que naquele mesmo ano, Amanda, me indicou como o mais novo “rosto e corpo” da F&S, e queríamos certa medida de privacidade.
Durante os primeiros oito meses estávamos muito bem, nos víamos todos os dias e tinha um bom relacionamento com a minha família, já que depois de quatro meses de namoro ele foi trabalhar na Moon Records, a gravadora/empresa da família. era compositor.
Nós até já trocávamos palavras como ‘Te amo’ ou ‘Não sei viver sem você.’
Tudo estava indo de vento em polpa até que começaram as brigas sem motivo e as incessantes reclamações dele por causa do nosso relacionamento “às escondidas”.
Ficamos um tempo levando isso como sempre, voltar de Madrid (onde estava em uma viagem de negócios com minha mãe) e ver os rostos de e Victória Lott, conhecida como Pixie Lott, se beijando na capa de uma revista adolescente. Ler aquela matéria me fez aceitar a proposta de transferir minha faculdade para Paris por dois semestres e montar a parte da F&S no Paris Fashion Week, como vocês já sabem.
“Olhe só quem saiu dos bastidores. , o compositor máster da Moon Records e estudante de música em Cambridge, deu as caras em um evento musical como “celebridade” pela primeira vez após mais de um ano trabalhando na grande gravadora Moon Records. E não é só isso, o tal mocinho não estava sozinho, ele estava acompanhado, ou de acompanhante (ainda não sabemos) da linda e talentosa Pixie Lott.
Ao que sabemos, eles se conheceram quando a mocinha quis saber quem havia escrito a musica que seria o seu novo single... Dando assim inicio ao romance, romance este que ficou bem claro durante o tal concerto musical onde ambos trocaram caricias, palavrinhas ao pé do ouvido e até o beijo que viriam na capa.
Mas a pergunta que não quer calar: “ , sempre que visto em alguma parte da revista mensal da Moon Records, não usava uma aliança de compromisso?” Não sabemos quem era a tal garota, só sabemos - e agora vocês também - que quem quer que seja a namorada misteriosa, perdeu o gato para Pixie Lott.”
FLASHBACK OFF
*****
Já se passaram uma semana desde a minha volta e, sinceramente, estou estranhando um pouco, porque parece que minha família está me escondendo algo. Dá pra acreditar que o Math (meu padrasto, mais conhecido com o produtor musical Mathews Fletch) não me deixou ir à Moon Records está semana como pretexto que eu devirei ficar descansando já que minhas aulas começam daqui a duas semanas? Estranho eu sei, mas tudo bem porque hoje vamos ter um jantar para que eu conheça a nova banda em que ele está colocando todo o seu esforço e dedicação.
Até onde sei e pra falar a verdade só o que sei, é que a banda se chama McFly e já é bem famosa aqui no Reino Unido e até no país de Gales, é composta de quatro “garotos”. Sendo dois deles e , aqueles do aeroporto.
- , já está pronta querida? - minha mãe falou ao entrar em meu quarto.
- Bom mãe... - fiz uma pausa dramática e ela revirou os olhos e riu. - O cabelo e a maquiagem sim, mas estou em dúvida nos vestidos, qual devo usar? - perguntei quando sai do banheiro e apontei para o closet onde havia dois vestidos em destaque. O primeiro era verde, longo e tomara que caia, nele havia vários detalhes em pedrarias e uma fenda do lado direto que deixava minha perna a mostra até o meio de minha coxa. E o segundo era azul turquesa e de um tecido fino e esvoaçante, ele tinha como parâmetro de comprimento o meio de minhas coxas e continha uma fita delicadamente trabalhada por cima do cetim azul marinho que marcava minha cintura. Na questão do decote, ele não era muito profundo, mas deixava meus seios parcialmente à mostra, nada indecente e muito menos pacato.
- O segundo, com certeza. - ela falou indo pegar o vestido. - Nossa , você vai ficar linda com esse. Não que não ficaria como outro, mas esse é perfeito. - os olhos dela brilhavam e isso sempre me impressionava no que diz respeito a ela, pois sabia apreciar desde a peça mais sofisticada e detalhada até um simples, porém de bom gosto, vestido curto. - Foi você quem desenhou?
- Foi, enquanto estava no avião. - complementei enquanto já vestia de forma cuidadosa o vestido. - Mãe, serão somente os meninos do McFLY que nos acompanharão no jantar?
- Até onde eu sei sim , você não os conhece certo? - ela perguntou um tanto apreensiva e eu estranhei.
- Não, só conheço dois deles, e . - e um sorriso involuntário surgiu em meu rosto ao falar o nome do último. Preciso dizer que isso não passou despercebido por ela?
- E esse sorriso depois do nome do vem por que... - nisso eu já estava sentada do outro lado o quarto colocando uma sandália ouro velho e com alguns detalhes em pedras da mesma cor.
- Nada não mãe. - dei um sorrisinho sacana e ela entendeu.
- Então, já que não é nada e voce está quase pronta, vou descer para chamar o Mathews.
- Ok! - falei e fui para o armário de bolsa escolher algo pequeno e que combinasse com minha sandália.
Eu tinha que estar bonita, afinal a primeira impressão é a que fica, sem contar que estaria lá, e por algum motivo eu esperava que o beijo do aeroporto se repetisse, já que não consegui para de pensar nisso.
CAPITULO 3
Já devidamente vestida e maquiada, só me dei ao trabalho de descer os dois lances de escadas, que me levava do meu quarto (que é nada mais nada menos do que TODO o terceiro andar da casa - valeu Math) até a sala de estar, e lá avistei minha mãe, deslumbrante como sempre, junto com o marido.
-Hey oi Math. -sorri e dei-lhe um abraço. -Estou ansiosa pra conhecer seus meninos... Por mais que eu já devia tê-los conhecido. -o repriendi. - Não sei pra que tanto suspense assim. Por acaso um dos integrantes seria um dos Jonas Brothers? -falei entre risos enquanto nós três nos dirigíamos até a garagem subterrânea onde só ficavam os carros pessoais, sendo esses a minha BMW M6 preta, o Camaro SS vermelho de Math e o Mini Cooper prata da mamãe. -Mas hoje minha curiosidade acaba néh?!
-É sim . -ele respondeu meio nervoso e lançou um olhar piedoso para minha mãe.
- Então filha... Descansou o suficiente para voltar para a faculdade? Afinal só faltam 15 dias. -minha mãe desviou radicalmente de assunto e Math pareceu respirar novamente.
-Descansei até demais, e já comecei a revisar umas tendências de cores vindas de Dublin, espero traze-las em breve para uma averiguação lá na F&S.
-Que ótimo , eu fiquei mesmo sabendo de uma nova tendência de cores, mas não tive tempo de ir atrás. -mamis continuava a falar até que Math a entrecortou, já que estávamos paradas no meio da garagem falando do que ele chama de “O Mundo da Moda”.
-Então moças, será que existe a possibilidade de continuarem esse assunto no carro ou até mesmo no escritório um outro dia?
Olhei para ele com cara de poucos amigos, mas em seguida já sorri e fui acompanhada da Ms. Fleek.
-Tudo bem amor, já paramos. -minha mãe aproximou-se dele e rendeu-lhe com um selinho breve. -Terminamos essa conversa quando você levar a novidade lá na empresa ok ? -piscou para mim e entramos no carro de Math, seguindo para o Gordon Ramsay, um ótimo restaurante de Londres.
No caminho, minha mãe engatou uma conversa com o marido sobre onde passariam o aniversário de casamento, e eu fiquei ali, avulsa e completamente perdida em meus próprios pensamentos. Pensei sobre o tempo que fiquei em Paris, o quão bom havia sido e das coisas que tinha aprendido, mas com isso também me lembrei da saudade que senti e dos momentos de solidão (que foram a maior parte da minha permanência na França). Como é bom estar em casa. Também me peguei pensando nesse tempo desde a minha volta á Londres. Sabe, nos últimos acontecimentos. Meus pensamentos vagaram em meio a esse meu novo projeto particular e como eu esperava ser bem aceito, até que me peguei pensando em Lais, minha melhor amiga entre qualquer outra coisa no mundo, e que por afinidade também trabalha no mesmo ramo que o meu só que na Irlanda. Desde pequenas estávamos juntas em qualquer que fosse a situação, e só nos separamos quando eu fui para França e ela, sequentemente, para Dublin. Ela sempre me ajudou em qualquer que fosse o assunto, nunca negou um ombro amigo e sempre esteve lá quando precisei; até quando terminei com . Lembro-me como se fosse hoje o dia que ela mesma entrou em meu quarto e começou a tirar todas as fotos dele dos meus murais espalhados pelas paredes, dos porta-retratos expostos na escrivaninha e tudo mais. Ela me ajudou desde que eu li aquela maldita revista. Lógico que estava sendo muito difícil para ela, mas Lais foi a primeira que me incentivou a mudar de ares, ir para longe daquela situação. E assim o fiz.
Continuei a pensar nos momentos com minha melhor amiga até que meus pensamentos foram novamente redirecionados, mas agora para um âmbito que não ia há muito tempo: .
Esse menino/homem havia me machucado tanto que eu não tinha noção do que faria ao vê-lo novamente, até porque, depois que eu li o tal artigo nunca mais o vi, ou melhor, nunca mais me permiti vê-lo, tanto que fiz o possível e o impossível para que ele não chegasse perto o bastante de mim. Eu fiquei tão chocada, arrasada que nem ao menos o dei o benefício da fala, eu simplesmente liguei para ele, falei o que tinha (e não tinha) que falar, terminando assim com o nosso namoro, e desliguei o celular em seguida. Mas agora, depois desse um ano e pouco, vendo e revendo meus conceitos e minha vida, percebo que não faria isso de novo. Eu o deixaria falar porque assim eu ao menos não guardaria essa mágoa por não saber muito mais do que todo o Reino Unido.
-O que você acha filha? -Mamãe me despertou de meus pensamentos.
-Ah mãe desculpe eu nem estava prestando atenção. Pode repetir? -sorri sentei no banco do meio, entre o dela e do Math, apoiando meus cotovelos entre os bancos dianteiros.
-Então, eu estava aqui falando com o Math e acho que escolhemos o lugar para a nossa viagem. Vamos pro HAWAII. - ela gritou o lugar e começamos a rir por causa da alegria da garota (vulgo: my mom).
-Ai que tudo mãe. Vocês podem ficar naquele hotel chiquérrimo em Honolulu que a Kiara Stanford indicou-nos semana passada.
-Verdade eu já tinha me esquecido. Vou ligar para o nosso agente de viagem amanhã, e ver o que ele indica. -ela completou olhando para Math e ele assentiu.
-Chegamos. -ele disse quando paramos em frente ao Gordon Ramsay e o manobrista veio em direção ao Camaro. Math olhou com certa insegurança para o rapaz e entregou-lhe a chave. Já mencionei que esse carro á o xodó dele?
-Olha se eu fosse você cuidava bem hein, senão esse aqui te mata. -direcionei a fala ao manobrista e dei leves tapinhas no ombro direito de Math.
Ao entrarmos, fomos recebidos por Bernardo Federovsk, um chef do restaurante e amigo intimo de minha mãe.
-Oi Bê, que saudade. -ela o cumprimentou com um abraço e este retribuiu com o mesmo carinho.
-Ah quanto tempo não te vejo Asheley, está mais bela a cada dia. -preciso dizer que ela corou instantaneamente? É, minha mãe é cheia de vergonhas.
-Olá Matthews Fletch, como está meu jovem? -Bernardo direcionou a atenção ao Math que ficou radiante ao ser chamado de “jovem”. (Só pela maneira de expressão pode-se ver que o cozinheiro já passou de seus 50 anos a algum tempo).
-Estou ótimo Bernardo.
-Que maravilha. Fiquei sabendo da nova banda, conheci os garotos a pouco e são crianças engraçadas, gostei dele. -após o elogio Bernardo finalmente me percebeu ali e deu um sorriso tão sincero que não tive como não o imitar. -Não me digam que é a jovem Fleek.
-Oi Bernardo, sou eu sim.
-Como está linda, tanto quanto da ultima vez que nos vimos. Quanto tempo faz mesmo? Acho que quase dois anos. -ele disse meio incerto passando levemente a mão no queixo.
-Mais ou menos mesmo, eu estava morando na França. Mas prometo voltar com mais frequência agora que regressei a Londres.
Com mais um pouco de conversa nos despedimos de Bernardo e seguimos até a Sala St. James (um lugar, dentro mesmo do restaurante, mas desta feita destinado a algo mais refinado e particular). Chegando lá, pude avistar quatro rapazes conversando animadamente enquanto entornavam fartas taças de vinho. Ao passo que fui me aproximando reconheci tanto Doug quanto Haz, e ao ver o segundo um leve e espontâneo sorriso se formou em meus lábios. Não que eu estivesse interessada nele, mas esperava ter a oportunidade de conhecê-lo quem sabe.
Math apertou o passo, chegando assim à mesa antes de mim e a esposa, e falou algo para algum dos rapazes, este se endireitou na mesa e ficou quieto no mesmo momento abaixando levemente a cabeça, me impedindo de ver seu rosto. Nesse exato momento já estávamos ao encalço de Math
.
-Então garotos, como já sabem essa é Asheley, minha esposa e , minha afilhada. -Matthews nos apresentou quando chegamos á mesa. - Agora , esses são , , ... -fui sorrindo e apertando a mão de um por um. Eu podia sentir o olhar de minha mãe sobre mim desde o momento em que me aproximei da mesa, embora estivesse tudo indo muito bem, até que Math fazer uma pausa dramática ao invés de me apresentar ao garoto que estava sentado na sua direita, o único que eu ainda não havia visto e que sem dúvida era a minha “surpresa”, pelo menos foi assim quando ele se virou em minha direção.
Tem como alguém me ajudar aqui? Como é mesmo aquela sequencia pra mandar ar pros pulmões? Ah lembrei: INSPIRA em 3, EXPIRA em 6. INSPIRA em 3, EXPIRA em 6. Isso . Mas, o que eu faço agora? Afinal eu não esperava ver o...
-? -inconscientemente faltei entre dentes, e só não fui embora porque... Dude por que mesmo que eu não fui embora? Ah, deve ser porque já sou adulta e madura o suficiente pra relevar o passado.
-Oi . -como aquele idiota ousa dirigir-me a palavra? Eu preciso de... de...
-Hey, me vê um duplo 4 Godfathers (*). -pedi a um garçom que passou ali e mantive a compostura porque para todos os efeitos já estou aqui mesmo.
Nota (*) Composição do 4 Godfathers: 1 dose de Jack Daniels, 1 dose de Johnnie Walker, 1 dose de Jim Beam e 1 dose de José Cuervo.
CAPITULO 4
Como você definiria uma Surpresa? Em tese seria o acontecimento de algo que não esperamos. Mas pra mim, não tão simples assim. Por exemplo: quando nosso time ganha um jogo, por mais que fiquemos demasiado felizes não podemos dizer que estamos surpresos já que o time se preparou para a vitória. É com esse pensamento que taxo uma surpresa como algo que não é planejado, mas que de alguma forma influencia sua vida. Essa semana, pra mim, foi cheia dessas “surpresas”. Ah eu mencionei que nem sempre a surpresa é boa?
É, começou com o jantar SURPRESA que eu tive a algumas semanas, onde dei de cara com e aguentei firme até sairmos de lá. Então eu pensei: “Oh será que tem como ficar pior?” E ai fica a dica: NUNCA PENSE ISSO HONEY, porque de fato PODE SEMPRE PIORAR. Por que esse meu ataque? Vou te falar. Essa semana retornaria (no passado mesmo) minhas aulas na faculdade, e lá vou eu. Acordei um tanto quando mais cedo, me vesti adequadamente, peguei meu notebook, projetos e minha bolsa e fui em direção à garagem pegar meu baby. De lá fui direto para uma Starbucks localizada a dois quarteirões do campus, onde peguei um muffin e um Frappucino e devorei-os. Até então estava tudo sob os conformes, passei pela grande e luxuosa entrada, rumei até a secretaria, onde eu “encontraria” meu novo horário e atividades extras, e lá encontrei-me com Janice (a recepcionista).
-O bom filho a casa torna não é mesmo Srta. ?
-Bom dia Jan, sabe é tão bom voltar. -suspirei e dei uma boa olhada no recinto, que com poucas alterações, permanecia quase que intacto desde que eu havia me transferido.
-Fico feliz em revela. -ela falou cordialmente e se levantou andando em direção a uma grande e imponente estante de madeira maciça onde ficavam os arquivos, desde inscrições e bolsas, até transferência e panfletos, é tinha de tudo. -Aqui está Srta. Fleek. Sua Re-transferencia. - isso existe? -Olha, não sabia que a Srta. ia mudar de curso, sempre surpreendendo hein.
-Ã? Como é que é Jan? -eu creio não ter ouvido certo, espero. -Olha eu não mudei de curso, só de unidade, mas ainda faço Designer de Moda.
-Não querida, aqui na sua transferência está que, além da mudança de unidade, também houve a alteração de curso, do curso de inscrição #056 vulgo: Moda para o de inscrição #053 para, Marketing e Propaganda. -ela lia diretamente do formulário que foi devidamente retirado de um envelope pardo que continha uma grande inscrição, com o meu nome, bem na frente.
-Deus isso não está acontecendo. -passei a mão no cabelo e olhei desolada para ela. -Eles eram Jan, eu não vou mudar de curso. E agora?
-Pelo o que me é de conhecimento, até teria como alterar essa possível falha, mas não esse semestre.
-O QUE? -dei um grito indignado, atraindo olhares de pessoas de ali trabalhavam.
-Acalme-se querida. É que não se pode mudar de curso mais de uma vez por semestre e nem mais de quatro vezes por matricula.
-Não não não... Olha Jan, obrigada mesmo pela ajuda, mas preciso falar com o Sr. Jordan imediatamente.
-Receio que não seja possível. -ela disse-me com certa dúvida e de cabeça baixa.
-Certeza? -dei um sorrisinho de esgueira e saguei £ 150 da carteira. Ela me olhou cumplice e pegou o telefone que havia em sua frente. Após isso falou meia dúzia de palavras e finalizou com um sorriso.
-O Sr. Jordan a espera. Já sabe onde é a sala. -ela sorriu marotamente e disfarçadamente se apoderou da quantia que eu havia colocado em cima do balcão.
-Muito obrigada Janice. -acenei com a cabeça e sai rumo a sala do reitor.
Para encurtar um pouco, eu cheguei lá e soltei os cachorros nele, óbvio. Onde já se viu acontecer um erro desses? Mas ele foi irredutível ao concordar e repetir tudo que Janice já havia me falado anteriormente. Então não havia sequer a possibilidade de alteração em um erro que NÃO FOI MEU, mas que mesmo assim, EU SERIA PREJUDICADA. Aja visto que só poderia voltar para o curso de moda dentro de exatos seis meses. Lógico que eu tinha a minha disposição cursar o 1º semestre de Marketing e Propaganda, mas definitivamente não é minha área, então optei por trancar a matrícula até o próximo semestre. O reitor se desculpou pela provável falha humana nos meus documentos, e se responsabilizou. Um ato louvável eu diria, se eu não soubesse que ele só queria puxar o saco. Mantive a compostura, até onde foi possível, mas não sai de lá antes de demonstrar minha total insatisfação pelo modo como era tratado a parte burocrática da instituição, e que só não cancelaria a minha matricula, pois mesmo com falhas, continuava sendo a melhor faculdade na quesito de Designer de Moda. Se eu esperava por tudo isso? Claro que não, mas foi como eu disse no começo tudo se resume em uma palavrinha de oito letras: S-U-R-P-R-E-S-A.
-... agora estou oficialmente sem nada pra fazer durante SEIS MESES. -falei para minha mãe que estava sentada na poltrona que estava virada em minha direção.
-Olha filha, faz mais de anos que você não tira férias de verdade. Tudo bem que acabou de voltar de uma viajem, mas foi a trabalho. Bem que você poderia viajar a passeio um pouco. - já falei que minha mãe adora uma farra?
-Mas vou sozinha? Nem tem graça mãe. Você definitivamente não pode ir comigo, a Lah não está aqui pra me fazer companhia, meus amigos acabaram de começar o semestre...
-Podia ir com o McFLY na segunda turnê deles pela Europa, acho até que eles também vão para a Irlanda e o País de Gales. -ela disse meio incerta.
-Mãe você está mesmo me dizendo para viajar com a banda do ? -falei indignada porque, convenhamos, ele não é a pessoa que eu mais quero passar um tempo junto Né?
-Primeiro que a banda não é do , ele só é um integrante, e segundo, ah filha seria legal você viajar com os garotos, eles são legais, divertidos, bonitos... -definitivamente minha ver a própria mãe fazendo cara de safada ao falar de homens gatos não é algo com que eu esteja acostumada.
-Dona Ashley Fleek, andou bebendo ou algo assim? Desde quando você quer que sua filha inocente e imaculada já viajar com quatro homens que ela mal conhece? -lancei a ela o olhar mais santo que consegui, e dei um sorriso inocento a seguir.
-Ah não vem com essa de inocente não minha filha, eu sei de muito mais coisas do que a senhorita acha. Então essa carinha não me engana. E sem contar que dos quatro, o máximo que você pode se aproveitar é de dois, já que namora e você nem de brincadeira chegaria perto do .
-Eu não to ouvindo minha mãe falar de quem eu posso ou não me aproveitar. -eu ri e fiz uma cara de indignação. -Mas, então... O namora é?
-Pensei que você já soubesse, afinal, ele namora sua melhor amiga.
-Como é que é? Ele namora a Laís? -impressão minha ou o povo esqueceu que em Paris existia meios de comunicação? Pow dude.
-Aham. Faz uns meses já. Há quanto tempo vocês duas não conversam?
-Alguns meses.
-Então é isso. -mamãe disse ao se levantar e caminhar lentamente até a escada de mármore que dava acesso ao andar do quarto dela. -Talvez você devesse ligar pra ela, quem sabe ela também não vai à turnê, ai te faz companhia.
Uh... Pensando bem, até que acompanha-los na turnê não seria má coisa. Tem o que é engraçado, que é dos meus no que diz respeito ao consumo de alcoólicos (enche a cara igualzinho), e ok o também estará lá... Mas dane-se, ainda tem o hot do .
CONTINUA...
N/A: hey pessoas lindas, eai o que acharam? *big smile* Esse capitulo foi curtinho e admito, MUITO DEMORADO. E sei que tem algumas que gostariam de me trucidar por não ter contado como foi o jantar, mas descrevendo coisas assim é muito fácil banalizar o momento, então não o descrevi. Sabe às vezes eu tenho um grave problema de inspiração, e geralmente isso acontece em mês de provas e pans. Então, sorry. Espero de vdd que vcs estejam gostando, mas impressão minha ou vcs NÃO ANDAM COMENTANDO? Poxa comentem nem que for uma palavrinha, é que os comentários indicam que vcs estão lendo e é isso que uma autora precisa saber, se as pessoas de fato leem. De qualquer forma, agradeço as minha fieis amigas/leitoras Anny e Isa, sweets vcs são fofas demais. E tamo ai pra qualquer coisa.
Ah, e para aquelas que gostariam de dar algum tipo de opinião na fic, dar uma idéia ou simplesmente conhecer mais uma mega fã do maravilhoso, sensacional e perfeito McFLY... Procura lá no face: Téh Desiree.
BJUDDS CRIATURINHAS FOFUXAS. >> “ TTYL”
N/B: QUE COMECE A TOUR AHAHAH. Qualquer erro de português ou script mande um email para rafinharockgurniak@hotmail.com