She Loves You, Idiot!
Por Jess Alves
Beta: Táh


Capítulo 1 – Vamos tomar sorvete, porque amar tá foda.

Estava eu jogada em meu sofá, acabando com um pote de sorvete de morango e assistindo pela milésima vez o filme Golpe Baixo - é com o Adam Sandler, ele arrasa.

- ,você ainda não está pronta? – Ouvi a voz de ,minha melhor amiga, tomar conta da sala de tv. Ela estava toda arrumada, parecia que ia a algum lugar.
- Pronta pra quê? – Eu não sabia do que ela estava falando. Devia ser mais uma de suas loucuras, prefiro não comentar sobre.
- Você esqueceu? Você não se lembra do que eu disse? – Ela ficou na minha frente e logo em seguida desligou a tv.
- Ei! – Gritei em protesto – Essa é uma parte emocionante, é a parte em que o mãozinha morre, eu já tinha até preparado os lencinhos pra começar a chorar. – Olhei para a caixa de lencinhos que estavam ao meu lado no sofá.
- Que mané mãozinha! Você vai levantar desse sofá e se arrumar. E rápido!
- Eu não quero,. – Choraminguei.
- , você está nesse estado há dias! Só toma sorvete, só come porcarias, não quer saber do mundo lá fora... Sem contar o trabalho e...
- Eu ainda trabalho, ok? Só pedi alguns dias de descanso, estou sobrecarregada.
- Tá bom, me engana que eu gosto!
- Estou dizendo a verdade.
- Anda, , levanta. Hoje é sexta-feira, é dia de curtir a noite de Londres.
- Pessoas felizes curtem a noite, eu não. Eu prefiro ficar aqui e assistir o especial Harry Potter que vai passar daqui a pouco. Vou até pedir mais pizza, porque os restos de ontem acabaram....
- ! Você está se ouvindo, garota? Não mesmo que eu vou te deixar aqui sozinha em uma sexta à noite, comendo pizza até enjoar e assistindo esse tal de Harry sei lá das quantas.
- Isso me deixa menos mal e alivia minha tristeza.
- Você está assim há semanas, já chega . Eu não gosto de te ver assim, toda largada e triste, sem sorrir. Seu olhar está vazio e triste.
- Eu não posso fazer nada, . Ele acabou comigo...
- Você não pode ficar assim por causa de um garoto! Ele não merece...
- Eu o amava, você sabe! Eu nunca faria com ele o que ele fez comigo. Me trair com a Rochele! Eu não esperava isso, achei que ele me amasse também.
- Victor sempre foi um idiota, eu sempre soube. Ele não te merece e você não vai derramar mais nenhuma lágrima, não por ele. Eu não deixarei!
- Acho que essa dor nunca vai passar. Me sinto péssima e não tenho vontade de fazer nada.
- Mas nós vamos a uma boate nova, é a inauguração dela hoje! Fomos convidadas.
começou a tagarelar sobre como conseguiu os convites, e como a boate devia ser maravilhosa e blá blá blá. Eu tentei prestar atenção, mas não consegui. Mais uma vez eu estava pensando em Victor e no que ele fez comigo. Eu tento não pensar nele, mas é difícil. Parte de mim ainda sente falta dele, e devo dizer que é uma parte bem idiota e grande.
- ! ! Você ouviu o que eu falei? – ) me despertou dos meus pensamentos.
- Me desculpe. – Falei sincera, e ela começou a falar sem parar mais uma vez, dizendo que eu precisa dar a volta por cima e não sei o quê. Juro que me irritei com tanta falação.
– Se eu for a essa tal boate, você promete calar a boca?
- SIIIIIIIM! – Ela gritou animada, e eu sabia que essa promessa dela não seria cumprida.
- Tudo bem, vou me arrumar. – Levantei-me lentamente do sofá e saí da sala de tv. Fui até meu quarto, onde escolhi qualquer vestido para usar, afinal, eu não estava nem aí pra qual era. Tomei um banho gelado pra ver se eu acordava pro mundo real e deixava de ser otária, talvez assim eu parasse de pensar em certa pessoa.
Ao terminar meu banho rápido, porém muito bom, terminei de me arrumar e fui até a sala, onde encontrei falando ao telefone.
- Nós estaremos chegando daqui a pouco... Sim, sim, ela vai... Eu não vou demorar, meu amor... Eu também... É... Tudo bem, beijos. – Ela desligou o telefone.
- Estava falando com quem? – Perguntei curiosa.
- Com o , foi ele que me arrumou os convites pra inauguração da boate, lembra? Eu te contei há alguns minutos, e você não prestou atenção.
- Ah sim, foi mal... – Eu disse, sem jeito – Você está saindo com ele?
- Ah... Er, mais ou menos. – Ela parecia estar sem jeito para me contar aquilo.
- Me conte isso, garota! – Eu ri – Somos melhores amigas, não esconda nada de mim.
- Ok, Ok. – Ela riu também – Esses dias que você não tem ido à revista por causa do seu ‘'sobrecarregamento'’... – Ela riscou as aspas no ar – Eu tive que fazer umas fotos pra banda dele e tal, e então ele foi super simpático comigo e me chamou pra tomar um café. Eu aceitei, claro! Ele é lindo, e ainda é super fofo comigo. – Os olhinhos de ) brilhavam – Aí até rolou um beijinho... mas não foi nada demais.
- Como assim não foi nada de mais? Vocês se beijaram. – Eu soltei um gritinho histérico e riu – E peraí... Por a caso esse é o do Mc...
- Isso mesmo, McFLY! E hoje nós vamos à boate com ele e seus amigos. Ele vai nos apresentar! Na verdade você vai conhecê-los, já que eu já falei com eles lá na revista, já os conheço e são bem simpáticos. – Ela sorriu.
- Eu não sei se quero ver gente nova, achei que ia ser somente nós duas...
- Não! Pare já com isso, você precisa sim de gente nova, novos ares, precisa se renovar, mulher! E olhe só... – analisou meu visual – Está linda, simplesmente linda! Vamos logo que não quero deixar esperando.
- Eu não estou linda, peguei qualquer coisa pra vestir e passei um pouco de maquiagem a fim de esconder um pouco minhas fiéis companheiras da última semana.
- Tá falando de quem?
- Das minhas olheiras, ué.
- Aff , vamos logo! Vamos, vou chamar um táxi.
Meu apartamento ficava no décimo primeiro andar, então descemos pelo elevador até o enorme saguão. O táxi já nos esperava, o taxista sabia o caminho até a tal boate.

Capítulo 2 – Eu não queria estar aqui.

Não demorou muito para chegarmos. Avistei o lugar bastante iluminado e chamativo, cheio de pessoas em uma fila enorme para entrar.
- Eu não acredito que vamos encarar essa fila, preferia ficar vendo filme em casa. Vamos embora, ainda dá tempo de pegar o início da Câmara Secreta. – Supliquei para , mas não adiantou.
- Nós vamos passar na frente de todas essas pessoas, relaxa. – Minha amiga linda e louca saiu andando, passando por todos da fila. Alguns reclamavam, e eu apenas a segui. Chegando perto da entrada da boate havia dois seguranças grandes e mal encarados. mostrou a eles uma espécie de convite, sei lá, um envelope amarelo que continha nossos nomes e sei lá mais o quê.
- Podem entrar. – Um dos seguranças disse, agora todo simpático.
- E aproveitem a noite. – O outro grandalhão disse.
- Ah, claro que eu vou aproveitar. Estou aqui sob protesto, não é um dos meus melhores momentos na vida. Eu queria estar assistindo ao Potter na minha casa, tomando sorvete e comendo pizza, mas não, estou aqui, claro que eu vou aproveitar. – Eu resmungava, já dentro da boate, e não ouvia, devido à música muito alta, MUITO mesmo.
- Olhe ali perto do bar! São os meninos. – Ela gritou perto de mim para que eu pudesse escutar, e depois acenou na direção de alguns garotos bonitinhos. Bem, bonitinhos é apelido, porque né... Uau,eles eram gatos demais. Todos eles.
Eu conhecia pela tv e revistas esses garotos do McFLY, mas nunca soube exatamente muita coisa sobre eles. Acho que são só mais uma bandinha, garotinhos com rostos bonitinhos e por quem as meninas babam. Devem ser chatos, metidos e vazios por dentro. Típico.
Minha amiga andava em direção aos garotos e eu a seguia. Prestei atenção um pouco no local em que eu estava: a boate era sensacional, tinha um jogo de luzes incrível, pessoas bonitas por todos os lados, a música alta que tocava era muito boa. Se eu estivesse em um dos meus dias normais e felizes, eu estaria louca pra me jogar na pista de dança e dançar até amanhecer com o meu namorado... Namorado...Victor. Ao me lembrar de novo dele, uma pontada atingiu meu peito e eu tive vontade de chorar. Eu queria estar com ele agora, apesar dele ser um tremendo idiota. Por que ele tinha que fazer isso? Estava tudo tão bem do jeito que estava.
- . . Acorda menina. – Saí de meus pensamento com me chamando. Ela me encarava de um jeito preocupado. Vi outros rostos me encarando também. Eram os tais do McFLY.
- Oi, eu estava pensando em algumas coisas, me desculpem. – Tentei sorrir, mas não consegui. Afinal, eu não tinha nem motivos para isso.
- Ela anda meio avoadinha assim mesmo, desculpem. – disse.
- Mas então meninas, sentem-se aqui com a gente. – Um dos meninos que eu não sei quem é falou, todo simpático. Eu e nos sentamos, e então começaram as apresentações.
- , esses são , , e . – apontou para cada um, e eles sorriram para mim. Que sorrisos lindos. Mas ainda devem ser vazios por dentro e completamente idiotas e mimados – E meninos, essa é a , ou .
- Oi . – Eles falaram em coro e eu ri um pouco com isso, nem sei ao certo por quê. Menos o tal do que não falou nada, nem sorriu, nem me olhou.
- Vocês conseguiram fazer ela rir! Por favor, um rodada de tequila aqui, precisamos comemorar! – falou toda animadinha, e pediu mesmo uma rodada de tequila para a nossa mesa.
- Hey dude, acorda aí, fale com as nossas convidadas. – Um menino, que eu acho que era o tal do , falou com . Eu não sou boa em gravar nomes.
- Eu estava distraído. – deu de ombros – Olá garotas. – Ele deu um meio sorriso e me encarou rapidamente, com seus olhos .
- Oi . – falou, depois de virar seu copo de tequila – Já está melhor ou ainda anda choramingando pelos cantos? – riu. Ela parecia tão íntima deles, me senti um pouco deslocada.
- Estou melhorando. – Ele disse, piscando pra ela – Eu sempre melhoro.
- Quem vê pensa, né . – gargalhou. Bom, eu acho que era o . Devia ser, pela tal risada escandalosa sobre a qual ) havia me falado. Eu, hein. – se faz de forte, mas fica aí todo triste pelos cantos. Parece um emo, ele está assim há semanas.
- É, ninguém aguenta mais ele ouvindo músicas deprimentes. Se você pegar o iPod dele agora, só vai encontrar versões de I Miss You, do Blink. – Disse depois de beber dois copinhos de tequila. Ele é rápido com bebidas, hein.
- Isso é mentira. – resmungou.
- Então passa seu iPod aí. – pediu, olhando pro garoto dos olhos lindos.
- Eu não trouxe
- É mentira, é mentira. – acusou – Ele trouxe sim, pare de mentir .
E então todos ficaram falando sobre estar numa espécie de fossa há alguns dias, e minha amiga louca abre sua boca e diz que eu também estou assim, e estou sofrendo por um cara que não me merece, que isso e mais aquilo e não sei o quê. Ótimo, agora meus sentimentos estavam sendo expostos numa mesa de boate. Valeu hein, . Pelo menos não eram só meus sentimentos, também falavam de . Pelo que eu pude entender, ele namorava uma tal de Ashley, mas depois descobriu que ela só estava com ele por interesse. Ele devia gostar muito dela, pelo que falavam.
- lambia o chão que a garota pisava. – balançava a cabeça negativamente, e todos interagiam na conversa, menos eu e o pobre .
- A também era assim com o tal Victor, fazia tudo que ele queria, tratava bem demais, esse é problema. Temos que tratar mal os garotos.
- Ei, não é bem assim não. – discordou.
- Claro que é, garotos não prestam. - riu.
- Eu presto, sou pra casar. – Disse .
- Casar com uma garrafa de vodka, né, só se for. – falou, e todos na mesa riram.
- Ei, você não quer... Hm, sair daqui um pouco? – Ouvi alguém falar perto de meu ouvido e me arrepiei ligeiramente, que estranho. Era . Olhei para ele, confusa. Como assim sair dali? Parece que ele entendeu minha confusão. – Vamos deixar nossos amigos falarem de nossas vidas tristes enquanto respiramos um pouco de ar fresco, não sei. – Ele deu uma risadinha baixa – Depois voltamos.
- Ok, vamos. Estou mesmo precisando de ar fresco. – Nós nos levantamos e saímos caminhando. Nossos amigos nem perceberam, que horror!
- Belos amigos nós temos. – comentou – Nem repararam na gente saindo.
- É verdade. São tão insensíveis, estavam falando dos nossos sentimentos, assim, abertamente, pra quem quisesse ouvir. Eu vou matar a .
- E eu aquelas bichas!
Eu ri do jeito engraçado que ele falou. Eu e estávamos em uma parte externa da boate, onde havia alguns banquinhos e plantinhas bonitinhas. Gostei do lugar, era possível ver algumas estrelas e não tinha muita gente ali. Sentei-me em um banco e se sentou ao meu lado. Ficamos em silêncio até ele falar alguma coisa.
- Sabe, eu não queria estar aqui. Não estou em clima pra isso.
- Então eu acho que te entendo perfeitamente. Eu só estou aqui porque praticamente me obrigou, e não parava de tagarelar comigo.
- Os caras também ficaram falando sem parar no meu ouvido que eu precisava relaxar, sair um pouco de casa. Mas eles não entendem que eu não quero, só quero ter o meu período de fossa em paz. Tenho esse direito, não tenho?
- Claro que tem. Eu também queria sofrer em paz, mas a minha amiga não deixa. – Eu ri do que eu falei.
- Vida injusta.
- Completamente. Por mim, eu estaria em casa assistindo filmes... Eu mal me arrumei para estar aqui, estou usando trapos. – Bufei. Eu realmente tinha roupas melhores pra usar do que esse vestido.
- Não se arrumou? Se esse é o seu desarrumada, imagine você toda produzida então. – Ele riu, e eu o acompanhei.
- A verdade é que eu preferia assistir Harry Potter.
- Harry Potter, ? Esse filme é a coisa mais chata do mundo.
- Não é não, é um mundo mágico onde ninguém sofre por amor. – me olhou, fazendo uma careta engraçada.
- É chato. – Ele tornou a dizer.
- Você já assistiu, por acaso? Aposto que não.
- Assisti só um e é chato demais, sério. Aquele menino que usa óculos é tão intrometido, se ele não se metesse no que não é chamado, não teria tanta confusão.
- Se ele não se metesse não teria filme, e ele é o protagonista.
- É chato, não faz sentido. E aquele tal de Voldemort é só garganta, só sabe falar que vai fazer e acontecer, mas nunca faz nada. São não sei quantos filmes, não sei quantos anos de espera e o tal do continua vivo.
- Você é que é chato.
- O Potter é mais.
Do nada nós dois começamos a rir, sem qualquer motivo aparente, apenas rimos. Isso era estranho, há dias nem conseguia me fazer rir e me sentir assim com uma pontinha de felicidade, nem que fosse passageira.
- Do que estamos rindo? – Perguntei, ainda risonha.
- Não sei, talvez porque precisávamos disso, um pouco de riso
O silêncio se instalou entre nós mais uma vez e ele, de novo, puxou assunto.
- Então, do que a senhorita gosta além de Harry-chato-Potter? Hein, dona ?
- Me chame de , por favor. – Eu dei um sorriso.
- Tudo bem, .
- Então, eu gosto de séries de tv. Minha favorita é Gossip Girl. Amo assistir também My Wife and Kids.
- My Wife and Kids é legal, Gossip Girl é gay.
- Não é nada, . – Dei um empurrão em seus ombros e ri.
- É sim, que coisa de maricas, ficar contando a vida dos outros em um blog.
- É muito mais que isso. Você não tem capacidade pra entender.
- Está me chamando de burro?
- Talvez não seja tanto assim, já que percebeu. – Eu ri – Estou brincando, gatinho.
Como assim eu chamei o garoto de gatinho? Eu mal conheço esse guri mimado. Eu só posso estar louca, isso é tudo culpa do Victor.
- Ah,então tá, gatinha. – Ele me olhou, e eu senti meu rosto corar quando ele me chamou de gatinha. Tipo, como assim?
- Acho que devemos voltar pra onde nossos amigos estão. Devem estar nos procurando.
- Ou não, né. Aqueles insensíveis.
- Só espero que já tenham arrumado assunto melhor do que nossas vidas.
- É, eu também.
Eu e o voltamos para dentro da boate. Fomos até a mesa que nossos amigos deviam estar, mas eles não estavam lá. Apenas estava lá, mas já estava saindo para ir dançar com uma garota. Ele disse que os outros tinham ido dançar também. Que ótimo, sobrou eu e o guri dos olhos .
- Você quer beber alguma coisa, ?
- Quero sim, vodka.
- Você tem idade pra beber? – Ele levantou uma das sobrancelhas.
- É claro! Já tenho 21 anos!
- Parece ter 18.
- Vou considerar isso como um elogio.
- Foi um. – Ele piscou pra mim e saiu para pegar nossas bebidas.
- Oi coisinha linda, está sozinha? Posso me sentar aqui ? – Antes que eu pudesse responder, o bêbado já estava sentado ao meu lado. Ele era até bonitinho, mas estava tri bêbado.
- Não, eu não estou sozinha, e você não pode se sentar aqui. Agora vá embora antes que eu chame os seguranças. – Eu falei irritada, e ele se aproximou de mim. Que saco.
- Está nervosinha, princesa? Posso lhe pagar uma bebida, talvez você fique mais calma?
- Eu não quero nada de você, cai fora.
- Eu tenho um jeito de te acalmar bem rapidinho.
- Você ouviu a garota, cara, cai fora. – apareceu, e sua voz estava firme. Parece coisa de filme. Se a situação não fosse tensa, eu poderia rir agora.
- Não se mete aqui cara, ela está me dando mole.
- Você bebeu ou o quê? Ah! Que pergunta né, você está bêbado. Eu não estou te dando mole.
- Dude, vou te dar duas opções: ou você sai daqui por bem e na boa, ou sai por mal. Mas aí eu vou ter que te bater.
- BOB! Você está aqui, não é seu safado?! – Uma mulher apareceu do nada e começou a estapear o bêbado.
- Ei amor, calma, eu só estava aqui conversando com essa garota.
- Ele estava dando em cima de mim e me enchendo o saco, isso assim.
- Eu não sei o que fazer com você, Bob, sempre aprontando! Vamos pra casa, vamos logo, seu imprestável, antes que você dê em cima da namorada de mais alguém. – A mulher saiu arrastando o tal Bob e o levou para longe de nós. Algumas pessoas ali ficaram olhando. Eu e rimos da situação.
- Acho que a mulher pensou que somos namorados. – Eu disse, depois de entregar minha bebida.
- Deixa ela pensar, não devemos nada para ninguém, certo? – Ele me olhou.
- Certo, pseudo-namorado. – Bebi toda a vodka de uma vez, sou radical! Ou não.
- Uou, vai com calma, namoradinha. - Ele me olhou, rindo. parecia ser até que simpático, talvez não fosse cem por cento vazio por dentro... Talvez. Nós ficamos conversando um pouco e bebendo. Eu já me sentia meio solta, efeito da bebida. Eu não devia ter bebido tanto. me parecia diferente também, acho que nós dois bebemos demais, mas ainda não estávamos bêbados. Ele me contou sobre sua ex namorada, o que de fato aconteceu - não foi uma história com final feliz, pode-se dizer. Imagino como ele deve estar se sentindo. Estamos nós dois sofrendo por amor, que ótimo, hein.
- , acho que nós dois devíamos realmente compartilhar nossos sofrimentos. Nós dois fomos usados, traídos, estamos acabados, sem esperanças pra felicidade e ainda gostamos das pessoas que não merecem nada de nós.
- Você é tão realista.
- Tem que ser, né...
- Que tal mais vodka? Ou algo mais forte?
- Ah não, eu quero dançar. – Falei, um pouco alegre demais.
- Mas eu estou cansado, nem sei se consigo levantar daqui.
- Claro que consegue. Vem, , por favor. – Eu fiz biquinho. O que estava acontecendo comigo? Ok, vou fazer como todas as pessoas normais, vou jogar toda a culpa na bebida.
- Você fica linda fazendo biquinho assim, só por isso eu vou dançar com você.
Normalmente eu coraria, mas no estado em que me encontrava, apenas ri escandalosamente. Fomos pra pista de dança, onde tocava uma música bastante agitada. Reconheci, era Gettin’ Over You, do David Guetta. Já disse que tenho uma queda pelo David Guetta? Não né, eu acho ele tão... sexy! Mas isso não vem ao caso. Comecei a me movimentar no ritmo da música, me acompanhava. O guri dançava bem! Nossos corpos estavam próximos, mas não muito. Uma proximidade razoável. Ele colocou a mão em minha cintura, todo sem jeito, e eu sorri. Para nós dois, ou pelo menos pra mim,parecia uma dança inocente, mas acho que quem olhava de fora via de um outro jeito. Comecei a sentir meu estômago de um jeito estranho, what the hell?
- , não estou me sentindo bem.
- O que você tem? – Ele me olhou de um jeito preocupado – Você está pálida.
- Não sei, acho que vou... – Antes que eu pudesse terminar de falar eu tive que sair correndo. Eu esperava encontrar o banheiro rápido, ou então eu vomitaria nos sapatos da primeira pessoa que eu visse pela frente. Tive sorte e logo encontrei o banheiro feminino. Não tinha ninguém, que bom, pelo menos assim ninguém me veria vomitando. Fui até uma das cabines livres, abri a tampa do vaso sanitário e vomitei, achei que ia por até meu rim pra fora.
Isso é nojento,eu sei. Mas é real.
- ! OMG, O QUE ACONTECEU? – acabara de entrar no banheiro e me ajudou segurando meus cabelos para trás enquanto eu ainda vomitava. Quando terminei, lavei minha boca e escovei os dentes. Eu tinha pasta e escova na bolsa, sou prevenida, desculpa aê. me ajudou a arrumar meu cabelo e me maquiar um pouco.
- Está melhor? – Minha amiga perguntou, preocupada.
- Um pouco. Acho que bebi demais com o ...
- Aquele irresponsável, ele não devia ter deixado você beber.
- Eu não sou nenhuma criança, , bebi porque quis. não tem culpa de nada. E como você sabia que eu estava aqui?
- disse que você não estava se sentindo bem e que saiu correndo, imaginei que estaria aqui. Agora vamos lá pra fora, e vamos embora, chega por hoje.
Eu e fomos ao encontro dos meninos, que nos esperavam no bar agora. Pareciam preocupados.
- Ela já está melhor, não se preocupem. – os tranquilizou.
- Tem certeza, ? Eu não devia ter te deixado beber demais, eu não devia.
- Calma aí, boy. – Eu ri fracamente – Eu estou bem, não é nada culpa sua, sou fraca pra beber mesmo. – Dei de ombros.
- Então, , pode deixar que a partir de agora eu vou beber por você. – falou de um jeito engraçado que me fez rir.
- Cala a boca seu gay, a menina está mal, se liga. – deu um pedala em .
- Acho que devemos ir embora, né. – disse, abraçando .
- Vocês são belos amigos, hein, nos deixaram aqui sozinhos, nem se preocuparam conosco. Eu não devia ter mesmo vindo aqui. Se não fosse pela eu ia ficar o tempo todo aqui sozinho e enchendo a cara.
- Pelo menos encheu a cara com ela, né esperto. – deu um soquinho no amigo e olhou sério pra ele – Ok, sem mais piadinhas.
- E você também, hein . Me convida pra vir aqui, fica falando da minha fossa pros outros e depois me esquece. – Rolei os olhos.
- Achei que você estive bem com o .
- E estava.
- Então por que brigar, meus amigos? Vamos beber mais um pouco.
- Que mané beber mais um pouco, , vamos é embora.
- Vamos de táxi pra casa do . – falou, olhando para o amigo.
- Por que pra minha casa?
- Por que é a mais próxima, e não discuta! Vamos todos pra lá.
- Então , nós devemos ir pra casa agora também.
- Ei, vocês vão pra casa do com a gente. – disse, sorridente.
- Por mim tudo bem. – concordou. Ela era louca ou o quê? Nós mal conhecíamos esses garotos. Tudo bem que eles são famosos e tudo mais, mas mesmo assim, o que ela tem na cabeça? Ah, mas eu esqueci que ela já é praticamente BFF deles. Eu hein.
- Não não, muito obrigada pelo convite. Mas eu prefiro ir pra casa, eu pego um táxi e é rapidinho... Bom, eu vou indo.
- Não precisa ter medo, , nós não mordemos. – riu.
- É baby, nós somos legais – me abraçou de lado. Ele estava tão alegrinho.
- Sai , vai assustar a garota. – tirou de perto de mim – Vamos , dorme lá em cas, vai ser legal. Você foi quem disse que precisamos compartilhar nosso sofrimento, então...
- É , para de fazer doce.
- Eu não estou fazendo doce, !
- Por favor, pseudo-namorada. Lá em casa tem sorvete.
- Pseudo-namorada? – Todos perguntaram, sem entender nada.
- É uma piadinha interna nossa. – Pisquei para .
- Nossa, eles já tem até piadinha interna. O que foi que perdemos? – perguntou, curioso.
- Eu vou, mas não pense que é por causa do sorvete, ok ?
- Eu sei que é pelo meu charme.
- Que charme? – Eu ri escandalosamente de novo.
- Não precisava ofender, hein.
- Agora dizer a verdade é ofender? – falou, arrancando risadas gerais.
Logo depois, seguimos para fora da boate, tomamos um táxi até a casa de . Chegando lá, os meninos foram direto para a cozinha, foi já se jogando no tapete da linda sala, diga-se de passagem. Eu fiquei meio deslocada, de novo.
- Hey , quer pizza? – passou por mim comendo alguns restos de pizza dormida, era o que parecia.
- , você quer fazer o favor de dividir essa pizza comigo? Eu também estou com fome, para de ser guloso. – ia atrás de pela casa, enquanto preparava algo pra ele comer, eu acho. havia ligado a tv e estava zapeando os canais. Ela é abusada demais, gente. Ri mentalmente com isso e comecei a andar, não podia ficar ali parada, não sei onde estava. Entrei na cozinha e senti um cheiro bom.
- Que cheiro gostoso. – Eu disse, me colocando ao lado de .
- Minha especialidade, macarrão. – Ele riu – Quer um pouco?
- Não sei se meu estômago vai aceitar, ele não parece estar muito bem.
- Ah, toma algum remédio, aqui deve ter alguns. – começou a procurar por remédios em algumas gavetas, até que encontrou e me entregou uns comprimidos. Ele pegou um copo d’água pra mim e então eu tomei o remédio.
- Obrigada, . – Sorri em agradecimento.
- De nada. – Ele sorriu de volta – E então,vamos comer?
- Comer o quê? – apareceu na cozinha.
- Meu super macarrão.
- Eu não vou deixar a comer essa gororoba, !
- Meu macarrão é ótimo, ok?
- Não, ele é ruim, encare os fatos.
- Ô , meu macarrão não é bom? – gritou da cozinha e, alguns minutos depois, apareceu para responder.
- Eu não sei, , eu nunca comi, mas deve ser uma delícia. Já li em algum lugar que você sabe cozinhar.
- Não acredite em tudo que essas revistas dizem, . Dizem que o tem mais de um metro e meio. – fez todos rirem, menos .
De onde saiu? Aqui tudo é muito louco.
No final, todo mundo comeu o macarrão que o fez. Foi divertido, todo mundo conversando e rindo. Os meninos não pareciam ser assim tão vazios e mimados, na verdade, pareciam ser ótimas pessoas. Depois que comemos e trocamos de roupa - eu e tivemos que pegar qualquer roupa velha de , os meninos tinham roupas lá – fomos assistir filme e acabamos por dormir na sala mesmo, todos juntos.

Capítulo 3 – Talvez os desconhecidos sejam mesmo amigos.

Acordei na manhã de sábado me sentindo meio perdida. Havia um relógio na sala que indicava ser dez horas da manhã. Olhei para os lados e encontrei babando um pouco em uma das almofadas. Do meu outro lado estava , ele parecia um anjinho dormindo. No sofá estava coberto com um lençol da Disney, que fofo. HAHA.
e dormiam lado a lado no tapete, eles eram tão bonitinhos juntos. O realmente era simpático, como havia dito. Ontem, enquanto comíamos, percebi que eles são pessoas legais...
Meus pensamentos foram interrompidos pelo barulho que minha barriga fez. Eu estava com fome. Como sempre.
Mas o que eu vou comer? Eu estou na casa de um estranho e totalmente desconhecido. Não é só porque ele é famoso que não é um desconhecido, pra mim ele é, nem tenho intimidade com ele. Parei e analisei a minha última frase, levando em consideração que eu chamo esse desconhecido de pseudo-namorado, dormi na casa dele e com as roupas dele... talvez ele não seja mais tão desconhecido assim, né?
Me levantei do chão e fui em busca de minhas roupas. Eu as havia deixado ontem em algum quarto lá em cima. Aquela casa era grande demais, será que alguém me arruma um GPS?
Até que não foi difícil encontrar minhas coisas, estavam no quarto de hóspedes. Aproveitei para tomar um banho rápido, fazer toda minha higiene matinal e me por apresentável. Depois de estar arrumada, desci até a sala, onde todos ainda dormiam, e segui para a cozinha a fim de preparar alguma coisa pra eu comer. Encontrei uma mulher na cozinha e uma bela mesa de café da manhã e me assustei. Eu hein, quem era ela?
- Er, bom dia. – Eu disse, timidamente.
- Bom dia, senhorita. – A mulher respondeu com um sorriso meio forçado ao meu ver – O que vai querer para o café da manhã? Quer que e prepare algo em especial?
- Não, não, obrigada. Pode deixar que eu me viro sozinha. – Eu disse e me sentei na mesa. Tinha tanta coisa ali que eu nem sabia o que comer. Alguns minutos depois, eu ouvi uma voz.
- Bom dia Judith, meu amor. – Era a voz de . Ele deu um abraço na mulher, que sorria docemente pare ele.
- Bom dia, menino .
- Bom dia . – Ele sorriu pra mim de um jeito encantador e sonolento – Dormiu bem?
- Sim sim, o tapete da sua sala é muito fofo. – Eu ri e ele me deu um beijo estalado na bochecha, em seguida se sentou ao meu lado.
- Você é sempre assim? Bom humor matinal? – Perguntei, depois de comer algumas torradinhas.
- Hoje tem você aqui, não podia acordar de mal humor, você iria se assustar. – Ele riu e depois se serviu com um pouco de suco – Judith, eu quero panquecas.
falou como uma criancinha e eu achei fofo.
- Aqui está, . – A mulher o serviu e ele sorriu, atacando as panquecas em seguida.
- Come com calma, , as panquecas não vão fugir.
- Sinto cheiro das deliciosas panquecas da Judith. – entrava na cozinha com em seu encalço.
- Mas são minhas. – falou de boca cheia.
- Mas eu também quero. – gritou, parecendo que não comia há dias.
- Calma meninos, vou fazer panquecas para todos.
- Essa é a nossa Judith. – deu um beijo no rosto da mulher, de quem eles pareciam gostar demais. Logo depois, e se sentaram à mesa.
- Ninguém espera ninguém aqui pro café não? Saem comendo tudo. – entrou na cozinha reclamando – Ah, bom dia e Judith.
- Bom dia, . – A mulher respondeu, e eu fiz o mesmo em seguida.
- Bom dia só para as mulheres. – riu.
- Faltou o , então. – falou em tom sério, e começou a rir.
- BOM DIA! – Algo saltitante entrou na cozinha e pulou nas costas do : era .
- Bom dia. – Respondemos em coro.
- Eu tenho problemas de coluna, socorro. – gritou, e saiu de suas costas.
- Parece um velho. – Ela disse.
- Eu disse isso só pra você sair das minhas costas. – Ele piscou pra ela, achando que era mil vezes mais esperto por causa disso. - O que temos pra comer? – se sentou ao lado de , que já comia bolo, à espera panquecas. preferiu cereal.
- , como se sente? Melhor? – me olhou. - Estou bem, o me deu um remédio ontem.
- e suas ervas milagrosas. – riu - , você não sabe, mas o é um tipo de pai de santo. Repare em como ele é estranho às vezes, não aceite tudo que ele te oferecer.
- Cala essa boca, , você tá assustando a garota.
- Eu não sou criancinha, . – Eu ri
- acha que todo mundo é bobão que nem ele. – falou, depois de comer cookies.
- As panquecas estão prontas. – Judith serviu os meninos, que agradeceram, e então ela saiu da cozinha.
- Por que só a tá toda bonitona e nós estamos completamente largados? – perguntou, olhando pra mim.
- Eu só quis me arrumar, vocês não iam querer me ver desarrumada, garanto. – Eu dei uma risada.
- Aposto que estaria linda.
- Já tá cantando a guria, ?
- Sou um homem livre.
- Não, você é um galinha, e a não é pro teu bico.
- defendendo a . Que é isso, gente? – começou a rir, como se aquilo fosse, tipo, a coisa mais engraçada do mundo. Eu, hein.
- Desde quando vocês viraram super amigos? – perguntou, com a boca cheia.
- E-eu, nós... Er...
- Nós temos muito em comum, é isso. – respondeu tranquilamente.
- Ah sei, os dois sofrem de amor. – fez uma cara estranha e engraçada.
- Eu posso contar uma piada matinal?
- Ah não, lá vem o e a piada da galinha, aposto. - rolou os olhos.
- Conte, , conte a piada. – Eu pedi.
- Viu, ela quer ouvir. – lançou um olhar para os meninos e eu tive que rir, foi engraçado – Então , é assim, a galinha...
O telefone de tocou, impedindo que ele continuasse sua piada.
- Salvos pelo celular. – ergueu as mãos, como se agradecesse aos céus.
- Alô. – Ele atendeu o telefone – Ah sim, bom dia pra você também... Não grita... Tudo bem, tudo bem... Eu vou avisar, ah, sei lá... Já estamos indo.
desligou o telefone e os meninos olharam pra ele como se perguntassem quem era.
- Aposto três balas de banana que era o Fletch. – disse. Quem é Fletch? Oi?
- Era ele mesmo, e nós temos que ir pra gravadora hoje ainda. Ou melhor, agora.
- Como assim agora? Hoje é sábado! – parecia indignado.
- Trabalho é trabalho, , não reclama.
- Falou o , pai de nós todos. – riu.
- Ah, temos que ir mesmo, melhor não reclamar... – Disse , conformado.
- Vocês podiam ir com a gente, meninas. – falou, lançando um olhar para .
- Ah não, muito obrigada pelo convite, mas eu tenho que ir pra casa. – Eu disse. Precisava ir pra casa, tinha minhas coisas pra fazer.
- Ah, , ia ser tão bom se nós fossemos...
- , eles vão trabalhar, nós iríamos atrapalhar.
- Não iam nada, ia ser divertido. – falou com certa animação.
- E eu ia poder passar mais tempo com a . – sorriu todo bobo.
- Ai o amor, perda de tempo.
- Também acho, , só serve pra nos fazer sofrer.
- Ih, os dois amargurados da vida. Vocês precisam é de um bom sexo. – falou e eu e olhamos pra ele – Que foi?
- Para de falar merda na frente da , !
- Ah, vai dizer que vocês não precisam de uma boa noite de sexo? Essa amargura aí passa rapidinho, diz aê . – olhou para o amigo, que apenas ria – Ah é, esqueci que tu é virgem.
- Vá se foder, . – lhe mandou o dedo do meio.
- Desculpe pelo , ele é assim mesmo. – deu um meio sorriso.
- Tudo bem, ele é engraçado.
- Viu , ela me acha engraçado.
- Claro, você é um palhaço mesmo.
- Não se mete aqui não, cabeçudo.
- Tá chamando quem de cabeçudo ?
- Você mesmo. Além de cabeçudo é burro, só tem vento aí nessa coisa que tu chama de cabeça.
Logo, e iniciaram uma briguinha matinal, mas não era nada sério, era até engraçado. disse que é sempre assim, mas que no fundo todos se amam e são gays. Ok, a última parte é mentira minha.
No fim, decidi ir pra gravadora com os meninos, eu e . Eu iria dar um voto de confiança a eles, que até agora estão me parecendo bem legais, e eu retiro exatamente tudo que eu disse antes sobre eles serem mimados, vazios e coisa e tal. Ok, talvez sejam um pouco mimadinhos, mas de uma forma não exagerada e até fofa, quem sabe. Eles são é bem divertidos, tudo parece tão leve e calmo a volta deles, parece não existir problema nenhum, só a grande amizade entre quatro garotos e uma grande diversão. Tudo pra eles é motivo de riso, e isso é tão legal. Queria poder fazer parte desse grupo e me sentir feliz. Ah, o que é que eu estou dizendo?!
Chegamos ao prédio da gravadora por volta do meio-dia, e os meninos tiveram algum tipo de reunião com o empresário deles. Eu e ficamos em uma sala onde havia muitos instrumentos musicais, esperando por eles. Iríamos almoçar todos juntos, por insistência de . Ele realmente era um cara simpático,vou aprovar ele para a , já podem casar, eu deixo. HAHA
- Pronto, chegamos. – entrou saltitante na sala.
- Gay. – olhou para ele.
- , lindinha. – foi ao encontro de . Pra quê tanto mel?
Olhei pra , que olhava o casal e balançava a cabeça negativamente. Eu fiz o mesmo.
- Nós podemos ir almoçar? – perguntou – Estou morrendo de fome.
- Eu também. Aliás, eu sempre estou com fome. – Ri fracamente.
- Onde você quer ir almoçar, linda? – falava enquanto me abraçava.
- Eu não sei, vocês podem escolher.
- Eu sei de um lugar ótimo, onde podemos ir e comer em paz sem nenhum paparazzi nos seguindo. – pareceu refletir um pouco sobre sei lá o que. Eu, hein.
- Ah, por falar nisso... Saímos no jornal, uma foto nossa na inauguração da boate. – olhou pra mim e para – Mas não é nada de mais, só uma nota sem importância – Ele deu de ombros.
- Então,vamos almoçar? Saco vazio não para em pé.
- Nossa, essa frase é da minha avó, hein . – zoou.
- Fica na sua aí, . – brincou com ele e riu.
- Até a , nova na turma, já tá tirando uma com a cara do . Sem moral mesmo esse, hein.
Saímos da sala onde estávamos, que se localizava no terceiro andar, e fomos para o saguão do prédio. Tivemos que tomar um táxi, já que ninguém estava de carro. Eu não sabia que gente famosa como eles conseguiam andar de táxi. Mas enfim, o restaurante não era longe dali, chegamos rápido. Era em uma rua calma, com pouco movimento. O lugar parecia bem aconchegante, eu gostei.
- Gostei daqui. – Eu disse quando entramos no estabelecimento.
- Espero que a comida seja tão boa quanto a decoração, estou morrendo de fome.
- Calma , você já vai comer, calma.
- Eu tô com fome, .
- Aqui é o nosso restaurante favorito, podemos sempre vir aqui em paz. É um ótimo lugar e o dono é nosso amigo de infância. – Disse .
- Hey garotos! Quanto tempo, achei que tinham esquecido de mim. – Um cara se aproximou de nós. Ele parecia ter mais ou menos a mesma idade dos meninos, tinha olhos verdes e cabelos castanhos.
- Menos Phill, nós jantamos aqui semana passada. – riu.
- Ah, é que eu amo vocês, bichas pops. – O tal Phill fez uma voz afetada, e eu me segurei pra não rir. percebeu e me olhou, rindo.
- Ah, deixe-me apresentar nossas mais novas amigas, e . – fez as apresentações - e , esse é o Phill, o dono daqui e nosso amigo.
Eu e sorrimos e cumprimentamos Phill.
- Meninas, sintam-se em casa. – Ele disse, simpático.
- Nós já somos de casa, Phill.
- Eu estava falando com as outras meninas, . – Todos nós rimos – Deixando de viadagem, tenho uma mesa reservada pra vocês, me sigam.
Assim fizemos. Seguimos Phill até o lugar que ele havia reservado. Era perto de uma varanda, um lugar bem fresco, muito bom, na minha humilde opinião. Assim que tomamos nossos lugares, um menino veio até nós e anotou nossos pedidos rapidamente. Phill conversou um pouco com os meninos e logo depois nos deixou para ir tomar conta do trabalho, parecia que o movimento estava bom hoje.
Era engraçado como eu havia gostado do local, estava me sentindo leve, tem uma energia boa aqui. Não que eu acredite muito nessa coisa toda de energia e tal, mas enfim, você está me entendendo? Porque eu não estou.
- Finalmente eu posso respirar aliviada e sem fome. – pronunciou-se depois de terminar seu almoço.
- Eu acho que não consigo é respirar, comi muito. – fez uma careta.
- Estou satisfeito, nada melhor que comer algo leve e não se encher de comida igual certas pessoas. – olhou para e .
- Eu concordo com você, , a minha salada estava ótima. – Eu disse.
- A come igual a um passarinho, por quê? – perguntou, olhando pra mim.
- Porque ela está na frente de vocês. Esperem ela pegar mais intimidade, vai comer até a mesa. – riu, e eu a olhei com um olhar de repreensão.
- , não fala isso, o que vão pensar de mim? – Escondi meu rosto com as mão e ri.
- Olha, ela tá com vergonha, que fofa. – riu da minha cara.
- , você é tão gay...
- Ele é fofo, . – Eu disse.
- Viu viu, segura essa, Mr. Seduction! – mostrou a língua para o amigo.
- , por que você está tão quieto? – Toquei em seu braço, e ele olhou pra mim.
- Só estou... um pouco cansado, é isso. – Ele sorriu.
- Ele já ta na TPM. – balançou a cabeça negativamente, rindo.
- Dude, não olha agora, mas tipo assim, a Ashley acabou de entrar aqui. – apreensivo.
Quem é Ashley? Amiga deles? O que ela tem com o ? Alguém me explica o que tá acontecendo? Er...
- Calma dude, não faça nada, apenas ignore. – disse para .
- Eu estou calmo. – não parecia calmo, parecia ansioso – Eu só preciso... Preciso falar com ela.
- Não! Por favor, né, . – bufou – Quer fazer papel de otário?
- Só quero falar com ela, normalmente. Calma , estou bem, nada vai acontecer. – soltou uma risadinha – Que drama.
- Nós te conhecemos bem, dude. – disse, olhando para ele.
- A garota está vindo em nossa direção. – avisou. Ainda não entendo nada. Oi?
- Alguém pode me explicar o que está acontecendo? – Eu pedi.
- Ela é minha ex-namorada. – me disse, calmo, e então eu fiquei quieta. Era a tal da Ashley que aprontou com ele. Que clima tenso. A menina se aproximou de nós. Ela devia ter mais ou menos a nossa idade, entre 22 e 24 anos, não sei. Era ruiva, cabelos lindos, pele clarinha e bem magra. Parecia ser uma pessoa normal. Mas ela era normal, né?
- Olá meninos e... meninas. – A ruiva olhou torto para mim e para .
- Oi Ashley. – Eles disseram em coro, sem emoção alguma.
- Hey Ashley! Como tem passado? – Ah, essa saudação toda animada aí veio do . Ele gosta de ser bobo ou o quê? Depois do que essa menina aprontou ele ainda fica aí mostrando os dentes pra ela, como se ela fosse dentista. Eu, hein.
- Bem, muito bem , e você? Você não me parece muito saudável, o que houve?
Que vadia, como assim ela ainda pergunta? Houve que você usou o lindo e fez ele de palhaço, mas ele aparentemente te ama demais e ainda baba por você. E o que deu em mim, hein?
- Engano seu, está muito bem. Não é verdade, gatinho? – Eu o olhei e todos me encararam sem entender. Nem eu entendi. Repito: O que deu em mim?
- Quem é ela? – A talzinha perguntou com desdém.
- Minha... amiga. – respondeu.
- Nossa amiga. – se pronunciou – E isso não é da sua conta, agora você quer, por favor, nos dar licença? Estamos de saída.
- Ah claro, querido. – Ela estava sendo falsa. Eu não gosto dela e mal a conheço.
- Obrigado. – falou de forma seca, e a menina se afastou de nós. ficou olhando seus passos.
- Ei, o que foi isso? – perguntou pra mim.
- Não sei, só não queria que ela achasse que estava por baixo. Ela queria saber se ele estava mal por ela, isso seria...
- Humilhante, é, eu sei. – falou triste e com o olhar vazio.
- Eu não gosto dessa garota. – Disse .
- Ninguém gosta.
- Eu mal a conheço e já não fui com a cara dela.
- Ela parece estar tão bem. Tão linda, tão...
- ! Para com isso, dude.
- É man, bola pra frente, esquece.
- Vamos pegar todas, você é o cara, ! Pode ter qualquer garota, não vai ficar se lamentando por uma qualquer.
- Pegar todas, né ? Essa é a tua. – Eu ri, tentando descontrair o clima, e me acompanhou.
- Meu coração é só seu , só estou ajudando o .
- Ui, pintou um clima agora. loves ! – fez um coração no ar. ainda me parecia meio distante, ele forçara um sorriso.
- É namoro ou amizade? – entrou na brincadeira.
- É amizade. – Eu respondi.
- Por enquanto. – piscou pra mim. Que foi isso?
- , o é assim mesmo, ele acha que pode conquistar a tudo e todos. Ele se acha sexy.
- Eu não me acho, eu sou. As mulheres dizem, as estatísticas provam.
- Hein?
- Vocês são chatos, amam cortar o meu barato. - fingiu estar com raiva e todos rimos. Até dessa vez.
Logo depois, saímos do restaurante. O nosso almoço foi por conta da casa, esse tal de Phill era realmente muito legal e muito amigo dos meninos. o amou, porque né... Qualquer pessoa que deixe ela comer de graça ela põe no colo, se deixar. HAHA
Depois desse almoço super legal, esses momentos super divertidos, todos fomos para as nossas devidas casas. Já era hora, né? Quando cheguei em casa, tomei um banho relaxante, coloquei uma roupa confortável e me joguei em minha cama. Parei pra pensar nas ultimas 24 horas que foram... diferentes do que eu estava acostumada a ter nas ultimas duas semanas, que eram: filmes repetidos, choro, sorvete, pizza, dormir, mais choro, lembranças. Eu tive momentos divertidos com aquelas pessoas que eu conheci há pouco tempo. Tenho que agradecer a por isso. Se não fosse por ela, eu teria ficado dentro de casa e não teria um pouco de animação. Eu tenho que confessar que foi bem legal conhecer os meninos do McFLY, eles animam qualquer pessoa. Entendo porquê vai tanto com a cara deles e porquê tá gamada no . Eu gostei muito de todos eles, e o tal me faz rir. Às vezes parece que ele dá em cima de mim, é engraçado. parece ser o mais calmo e responsável deles, o é a simpatia do grupo e o é... Bom, ele é bem legal. Tá, sim, eu achei ele bonito, lindo. Mas é só isso, ele é uma pessoa legal e nós temos algumas coisas em comum, podemos sofrer forever juntos. Ele me entende e eu o entendo, isso é bom, não é? Com esses pensamentos eu adormeci, por não sei quantas horas.

Capítulo 4 – Lembranças.

Algumas semanas se passaram desde que conheci os McGuys. Eu os chamava assim agora, como se fosse uma fã louca deles. Nós estávamos cada vez mais próximos, e cada vez mais gamada em . Eles saíam juntos sempre que a agenda de permitia, e agora saía em jornais e revistas de fofoca. “Quem é ela e o que ela tem que chamou a atenção de ?”. Algumas revistas estampavam isso em suas folhas. Mas não era nada fora do comum, sabe? estava bem, e nenhuma fã tentou matá-la ainda. Ela e nunca confirmaram nada sobre estarem saindo juntos, pra que isso estivesse aí pra quem quisesse ver. Eu e ela saíamos junto com os McGuys, e era sempre muito legal. Outro dia tivemos que fugir de paparazzis, foi tão engraçado, eu ria o caminho todo. Bem, os meninos não acharam nada engraçado, ralou a mão não sei onde e quase fez um escândalo. Eu, hein. Parece que os McGuys e se uniram em uma missão pra tentar me tirar da fossa, eu e . Então eles sempre nos chamam pra sair, fazer alguma coisa e nos animar. São legais sim ou sim? Mas eu e só queremos ter nosso período de “luto” em paz, ouvindo qualquer música deprimente.

- Quem é? – Eu ouvi um barulho na sala e estranhei, corri pra lá. Estava sozinha em meu apartamento tomando sorvete e vendo filmes no quarto. Vou engordar, ligo não ou não?
- , é você criatura? – Quando eu cheguei até a sala, vi que não era , era uma pessoa bem diferente.
- Oi. – Ele disse, meio sem graça – Achei que você não estivesse em casa, então usei a chave que eu tenho. Espero que não se importe.
- O-oi. – Eu gaguejei – Ah, não tem problema. Mas o que veio fazer aqui? – Perguntei, me sentindo tonta. Aquele olhar tinha certo efeito sobre mim.
- Eu só queria pegar algumas coisas minha que ficaram aqui, só isso. E aproveito pra te devolver a chave. – Ele estendeu a mão com a chave, e então eu peguei. Isso significava que ele não iria mais voltar pra mim, não é? Olha, tudo bem que ele foi um canalha, mas eu ainda o amo, me dá um desconto. É, eu sou babaca.
- Pode pegar então.
- Prometo não demorar, .
- Demore o tempo que quiser. – Dei de ombros, e então ele seguiu pelo corredor, indo até o quarto.
- , você sabe onde está minha camisa preta? Aquela que eu amo, não sei onde está mas tenho certeza que tá aqui. – Ele gritou lá do quarto. Victor nunca sabe onde deixa nada, ele sempre foi assim. Segui para o quarto pra ajudar ele a procurar a tal camisa, eu sabia qual era. Mas será que eu posso aguentar toda essa proximidade?
- Você nunca sabe onde está nada. – Eu ri e fui até o closet, mexi no meio de algumas roupas e logo achei a camisa dele – Aqui está.
Ele pegou a camisa e sorriu pra mim. Seus olhos verdes encontraram os meus e eu estremeci. Eu amava demais aquele olhar, aquele sorriso, aquela voz. Eu amava demais Victor.
- Obrigado, você sempre sabe onde está tudo, hein.
- Você é que não procura nada direito. - Me sentei na cama e fiquei observando Victor, que ainda sorria e voltava a mexer em meu closet à procura de suas coisas.
- , olha o que eu achei aqui dentro. – Ele veio até mim e se sentou ao meu lado na cama. Já disse que não sei se estou preparada para tanta proximidade. Victor tinha uma foto em mãos, uma foto nossa no aniversário dele do ano passado. Achei que tinha perdido essa foto.
- Meu aniversário do ano passado, você fez aquela mega festa surpresa...
- É, foi legal...
- Foi incrível, a melhor festa! Eu gostei tanto. – Ele se aproximou mais de mim. Se ele queria acabar com a minha sanidade mental, ponto pra ele. Fiquei observando seus olhos por alguns minutos e então ele grudou nossos lábios, e iniciamos um beijo calmo. Ele foi me deitando na cama e intensificando o beijo. Eu não acreditava que isso estava acontecendo. Eu não queria que aquele beijo acabasse, não mesmo, estava bom demais - só que tudo que é bom dura pouco... Victor separou nossos lábios e eu o olhei sem entender.
- O que houve?
- É que... Acho que isso é errado.
- O que é errado? Victor, eu gosto de você e...
- Eu também gosto de você, só que não é mais como antes, desculpe.
Ele se levantou da cama e saiu do quarto, pegando suas coisas e me deixando sozinha. Corri atrás dele, fui até a sala e ele estava saindo.
- Victor! – Eu gritei, e ele veio até mim.
- Desculpe por isso. – Ele colocou a mão em minha nuca e me deu um beijo rápido.
- Você me deixa confusa. – Suspirei.
- É melhor que a gente não se veja mais.
. - Eu ainda gosto de você.
- Você supera. – Ele foi em direção à porta, saiu de meu apartamento e eu observei tudo isso com lágrimas nos olhos. Era fato, eu ainda amava Victor.
Fui até meu quarto e procurei por uma caixa grande e colorida, onde eu guardava todas as coisas bonitinhas que costumava ganhar de Victor, até mesmo antes de namorarmos. Era uma caixa de lembranças: havia cartas, fotos, objetos... Eu fiquei ali, chorando e olhando aquelas lembranças. O tempo não podia mudar o que aconteceu, mas acabou e o tempo também não podia fazer com que voltasse a acontecer - só que eu não conseguia me conformar com isso. Eu só queria sumir no mundo agora, só isso. O meu período de fossa só ficou pior depois disso, nem nem os Mcguys conseguiam me fazer rir, muito menos me tirar de casa. Eu ligava para o telefone de Victor algumas vezes, mas ele nunca me atendia. A minha rotina era: dormir, comer besteira, chorar, chorar, ver filmes, comer mais besteiras e por aí vai... Meu trabalho? Eu estava a ponto de o perder. inventou que eu estava doente e então estavam tendo um pouco de paciência comigo. Eu não falava com ninguém, não atendia o telefone e muito menos visitas, só atendia porque ela invadia o apartamento, já que tem a chave. Eu não comia direito e não ligava pra nada. Não via motivos pra me importar com nada.

- , gatinha do meu coração, não fique triste, eu te amo muito. – Era a voz de , eu estava ouvindo as mensagens deixadas no telefone.
- , é bom você melhorar esse ânimo senão eu ligo pra sua mãe em Bolton, ouviu? – Agora era em tom autoritário. Eu ri fracamente.
- , linda. – Eram duas vozes agora em uma só mensagem, ouvi risos – Fica bem meu amor, não te queremos triste. Te amamos flor! Flor? Que gay, . – ouvi mais risos – Me deixa, é a minha mensagem pra ela, sai. Beijos, . – Eles falaram juntos e eu sorri. Eram e . Ri ao imaginar eles dois fazendo bagunça. Quando terminei de ouvir as mensagens, o telefone tocou e eu desejei mentalmente que fosse Victor, mas não era. Não era o número dele. Deixei o telefone tocar e tocar, até que a pessoa deixou uma mensagem.
- Hey, , o que é que está acontecendo? Não que a não tenha nos contado. – Ele riu fracamente – Mas eu quero saber de você, como está e se precisa de algo. Estou preocupado e sei que você está em casa agora e me ouvindo, você não quer falar comigo? Eu também não estou em um dos meus melhores momentos, mas estou tentando superar isso, e quero que você supere seu mal momento também. Quero te ver bem, minha pseudo-namorada. – Ele riu alto e me fez rir junto – Me liga quando quiser, pra conversar, desabafar, chorar. Eu não sou tão sensível quanto o , mas eu vou saber te entender, e... Bom, não tenho mais nada pra falar. Se cuida, tá bom?
Antes que - sim, era ele - pudesse desligar, eu resolvi falar com ele.
- . – Falei meio, chorosa.
- Oi, meu amor. – agora me chamava de amor. Nós éramos muito próximos agora, tipo melhores amigos. Eu era super amiga de todos os guys, só que eu era grudada em porque era com ele que eu podia me lamentar e ser compreendida. Às vezes eu já nem tinha cara pra choramingar com , ela não é obrigada a me ouvir chorando e lamentando pelo Victor all the time. Ela já faz demais por mim.
- , eu não quero mais ficar assim, eu estou me acabando. – Suspirei pesadamente.
- Não quero que fique assim, meu amor, não te quero triste.
- Também não quero mais ficar triste, só que parece inevitável. Depois que Victor veio aqui e nós nos beijamos... Eu estou confusa. Ele disse que era melhor nós não nos vermos mais.
- Se afastar dele vai ser melhor pra você, você não pode querer esquecê-lo estando sempre perto dele, não pode.
- Não consigo ficar longe dele. – Funguei.
- Claro que consegue. Escuta, eu estou conseguindo ficar longe da Ashley. Está sendo difícil pra mim, mas eu estou conseguindo. E além do mais, ela não vale nada, me fez de idiota e agora age como se nada tivesse acontecido. Eu ainda sinto algo por ela, mas não como antes. Estou decidido a esquecê-la.
- Não sei se quero esquecer o Victor...
- É pro seu bem, amor.
- Meu bem é ele, você sabe.
- Sei que te quero bem e feliz e ele não te merece, ele não corresponde seu amor, ele errou com você.
- Mas...
- Mas nada, meu amor, você sabe que eu estou certo, pare e pense.
Eu fiquei em silêncio pensando nisso. Talvez realmente tivesse razão.
- É, você pode estar certo.
- Sempre estou. – Ele disse de modo convencido, me fazendo rir – Ow, ela riu, estamos tendo progressos.
- , vem aqui ficar comigo, não quero ficar sozinha. não pôde ficar aqui, ela saiu com . E e devem estar por aí com algumas garotas.
- Ah, então eu sou a sua última opção? – Ele se fez de ofendido, e eu ri.
- Aham.
- Como você é sincera, hein. Mas tudo bem então, estou fazendo nada mesmo.
- Ah é, vai ficar fazendo pouco caso?
- Não estou fazendo pouco caso. – Ele riu – Eu chego aí logo logo, tá bom?
- Ta bom, não demora.
- Serei rápido, beijo.
- Vem logo. – Eu ri e desliguei o telefone. Falar com me fez bem. Ele é mesmo incrível, né? Em poucos minutos, já havia chegado em minha casa. Eu fui abrir a porta pra ele e me deparei com um incrivelmente lindo e sorridente.
- Pra você. – Ele estendeu a mão com um pacote da Starbucks.
- Muffins de chocolate! – Eu o abracei em agradecimento.
- Achei que devia estar enjoada de comer pizza. – Ele fez uma careta – E você está tão sexy com essas meias 3/4 e essa camisa larga do Blink, sem falar que o seu cabelo está super arrumado.
- Vai ficar me zoando agora, é? – Fiz bico - Jogo esses muffins na sua cara.
- Duvido, do jeito que você deve estar com fome... E eu não estou zoando, você está sexy. – Ele mordeu o lábio inferior e eu ri alto na cara dele.
- Para de graça, , vamos lanchar.
- Você só pensa em comer, é?
- Não, ultimamente penso em me jogar da janela e também chorar e essas coisas, quer eu que faça isso?
- Não! Vamos pra cozinha. – Ele saiu me puxando e eu ria.

- Eu vou comer esses muffins sozinha, ok? Aviso logo.
- Sozinha nada, nós vamos dividir.
- Você disse que era pra mim. Sai, folgado.
- Folgada é você, e egoísta.
- Pode ir parando , eu vou comer tudo.
- Vai ficar gorda e feia e ninguém vai te querer.
- Isso já acontece, então não tem problema se eu comer. – Fingi ficar com raiva e me olhou.
- Estou brincando, gatinha, você é linda. – Ele me deu beijos no rosto.
- Você me magoa, , vou chorar.
- Ah, você é um bebê grande mesmo, né . Para de falar e divide logo esses muffins comigo.
- Não , você me deu, é presente.
- Isso é comida.
- Eu chamo de presente.
- Então tá, come tudo aí. Vamos ver o que tem de bom na sua geladeira.
- Restos de pizza. – Dei de ombros e ele foi até a geladeira ver se tinha algo não estragado lá.
- Olha o que eu achei. –Ele parecia uma criança feliz – Morangos.
- Como você achou morangos aí? Fez macumba, foi ? – Eu me sentei na bancada e ele veio até mim.
- Você nem sabe o que tem na geladeira, que decadência, hein senhorita. – Ele balançou a cabeça negativamente e começou a rir.
- Quero morangos. – Fiz carinha de pidona.
- Vai ficar querendo. – Ele abriu a caixa e começou a comer os deliciosos morangos na minha frente.
- , por favor... – Eu fiz manha, e então ele se aproximou de mim.
- Isso é pra você deixar de ser egoísta, gatinha. – Ele riu – Mas como eu sou bonzinho, eu vou te dar UM morango, só um.
- Me dá logo isso, estava na minha geladeira.
- Mas você nem sabia que tinha, então fica quietinha e abre a boca.
- Ficou doido, ? – Eu ri .
- Abre a boca, . – Eu fiz o que ele pediu e ele colocou o morango na minha boca. tinha cada idéia que eu vou te contar, hein. Quem visse essa cena ia pensar besteira, eu na bancada da minha cozinha, apenas de meias e uma camiseta larga e comprida, com a centímetros de mim colocando morangos na minha boca. O que você pensaria?
- Tá, agora eu divido meus muffins com você. – Eu disse, descendo da bancada.
- Acho mais que justo, né.
- Toma. – Eu dei um muffin pra ele – Só um.
- Você é muito fominha.
- Para de reclamar. Vamos ver filmes? Isso me ajuda a não pensar em besteiras.
- Que filme? – Ele perguntou depois de dar uma mordida no muffin.
- Harry Potter. – Eu dei pulinhos.
- Eca, Eca.
- Nós vamos assistir.
- Não vou desperdiçar minha noite de sábado vendo Harry Potter, , não mesmo.

- Agora acabou? – perguntou, impaciente.
- Não, agora vem Haary Potter e a Ordem da Fênix!
- Isso não acaba nunca? Que coisa mais chata, .
- Para de reclamar, , curte o filme.
- Não dá pra curtir, é muito chato.
- Você que é chato.
- Sou nada.
- É sim. Seu chato. – Mostrei a língua para , num ato infantil, e ele, na onda da infantilidade, começou a me fazer cócegas sem parar. Ele estava em cima de mim e eu me contorcia de tanto rir – Chega, ... Eu não... Aguento mais.
- Quem é chato, hein, hein?
- Tá, tá, você é o mais legal do mundo.
- E o mais bonito também.
- Aí você já forçou muito, né. – Eu disse, rindo.
- Abusada, hein.
- , meu amor, agora você pode fazer o favor de sair de cima de mim?
- Desculpe. – Ele riu.
- Eu sou uma moça de família, você é todo indecente.
- Eu sou bad boy.
- Tá, tá bom, agora vamos ver o filme. Presta atenção senão nem vai entender os outros. – sentou na cama, e então eu deitei em seu colo. Ele mexia em meu cabelo... Comecei a enxergar o Hermione toda fora de foco, meus olhos estavam pesando mais e mais até que peguei no sono.

Domingo de tarde, casa do .

- Alguém quer mais carne? – perguntou. Estava acontecendo um churrasco na casa dele, poucas pessoas. Os guys, eu e , e a garota que arrumou ontem à noite, pelo que fiquei sabendo.
- Eu quero. – gritou.
- ! – me chamou baixinho.
- Fala.
- Por que você e estavam dormindo de conchinha hoje? O que rolou? – Quando ela falou, eu até me engasguei e quase cuspi toda a minha bebida na cara dela. Quase.
- Quê? Como assim? Conchinha? E o que você tava fazendo lá em casa?
- Eu fui lá porque tinha que pegar minha sandália linda azul que foi parar na sua casa como passe de mágica, e até ia falar com você, mas quando vi vocês dois juntinhos achei tão fofo que saí quietinha. Agora me conta, o que aconteceu? Vocês ficaram? Estão tendo um caso?
- Se liga, ! O é meu amigo, e você sabe que eu ainda amo o Victor.
- Tá bom... O que o tava fazendo no seu apartamento então?
- Ele me ligou ontem, a gente conversou, eu não queria ficar sozinha e então eu pedi pra ele ficar lá em casa comigo. Eu ia te ligar, mas você estava com .
- Hm, e o que vocês fizeram? Não rolou nenhum beijinho? – Ela perguntou curiosa.
- Não! Ele é meu amigo, eu já disse. A gente se dá muito bem e só.
- Mas vocês dormiram de conchinha...
- Você deve ter visto errado, e agora chega de falar nisso, vou pegar mais carne.
Saí de perto de e fui pegar mais carne. Conversei um pouco com , e ele queria porque queria me jogar na piscina. Depois de muito ele insistir pra eu tomar banho de piscina com todo mundo, eu coloquei um biquíni, que eu tinha levado na bolsa, e me juntei ao pessoal na água.

’s POV

Uow, como a tá... Hot! Esse biquíni vermelho deixa ela incrivelmente tentadora. Tenho que parar com esses pensamentos, ela é minha amiga, não posso pensar nisso.
Vi e até babando em cima dela, e senti uma pontinha de ciúmes, mas ciúmes de amigo, é claro. Amigos têm ciúmes de amigos, não têm?
- Vocês vão ficar aí parados ou vão entrar na água? – Julie, a garota nova do , perguntou.
- Estamos indo. – respondeu, e depois nós quatro pulamos juntos na água.
- Vamos fazer guerrinha de água. – gritou, e nós começamos uma guerrinha de água como se fôssemos crianças da quinta série, mas foi divertido.
- Chega, meus olhos estão ardendo. – reclamou.
- Deixa eu assoprar, . – nadou até ela.
- Hã?
- Daí passa, não sabia? – Ele assoprou o olho dela e em seguida lhe robou um selinho.
- ! Era pra assoprar, não beijar. – Ela riu, parecia ter... gostado?
- garanhão. – jogou água nos dois.
- Diz aí que você gostou, . – disse, daquele jeito convencido dele.
- Ah claro, vai sonhando. – saiu da piscina e eu também, logo depois. Os outros continuaram lá brincando de fazer o de bobinho.
Eu estava pegando mais bebida quando ela chegou e me abraçou por trás. Eu sabia que era ela.
- Não, não, vai lá abraçar o .
- Tá com ciúmes. – Ela ria, divertida.
- Pode ficar lá com ele, vai .
- Own, para . Quem é o meu melhor de todos? Você. – Eu me virei para olhar pra ela de frente.
- Acho bom mesmo, hein.
- Muito ciumento, coitada de quem namorar você.
- Você já me pseudo-namora. – Eu a abracei pela cintura, e ela deu um beijo no meu rosto.
- É verdade, mas seus ciúmes de pseudo não tem nada, hein. – Ela riu, e eu também.
- Ah, olha só, com o ela fica abraçadinha, mas comigo, nem aperto de mão eu ganho! – dramatizou.
- É pra quem pode, . – Eu ri da cara que ele estava fazendo.
- já foi passado pra trás. – zoou.
- Mr. Seduction perdendo a credibilidade, hein. – jogou a bola na cabeça de e todo mundo riu.
- Sacanagem isso, hein . – resmungava e ria ao mesmo tempo. - É porque o não tem segundas intenções comigo, e você sim
Eu não tinha segundas intenções? Bem, pelo menos ela não sabia. Ela é minha amiga, mas nesse biquíni vermelho... Eu tenho até quintas intenções com ela.
- é um bom menino, e olha o que ele ganha por isso. – deu um beijo no meu pescoço pra zoar com e conseguiu me deixar arrepiado.
- , o novo garanhão. – Julie disse, rindo. Até ela zoava o agora.
- Mais tarde a gente conversa, hein , sem o por perto.
- Eu sempre estou por perto dela, . – Disse, me sentindo o segurança de .
- Um dia você não vai estar.
- Uuuuuuuuuh, agora vocês vão disputar quem bebe mais e leva a grana e também a garota? – perguntou, divertida.

’s POV off

Capítulo 5 – I need help.

Acordei na segunda-feira de manhã não me sentindo deprimida. Fiquei ontem no telefone até tarde com , e isso me ajudou a não pensar em certas pessoas (lê-se: Victor) e, antes de dormir, troquei sms com . Ultimamente eu ando tão apagada, tão aleatória, tão sem graça, chata, sem vida e emoção. Nossa, eu estou totalmente fail. Mas isso não estaria acontecendo se Victor não tivesse estragado toda a minha vida.

- Vida ingrata. – Resmunguei enquanto andava pelos corredores de meu apartamento – O que é que eu vou fazer da minha vida?
Parei um pouco pra pensar realmente sobre isso. Já fazia bastante tempo que eu não namorava mais Victor, ele já deixara bem claro que nós não vamos voltar, eu ainda gosto dele e sinto sua falta, estou a ponto de perder o meu emprego e realmente não sei o que fazer... I need help.
- É isso, é isso que eu preciso, ajuda! Eu tenho que sair dessa fossa terrível. – Falei comigo mesma, peguei o telefone e me joguei no sofá. Disquei o número do celular de minha amiga e esperei ela atender.
- Oi .
- Oi minha amiga querida do coração.
- O que você tá querendo?
- Ai que horror, , eu só quero saber o que você tá fazendo agora.
- Como assim o que eu tô fazendo agora?! Estou trabalhando ué, ao contrário de umas e outras, eu pego no batente bem cedo.
- Ai como reclama, parece uma velha. Eu estou doente.
- Sei, sei. Me diga o que quer agora.
- Eu preciso da sua ajuda.
- Para...?
- Sair dessa fossa terrível. Eu não aguento mais, estou com tédio de mim mesma. Preciso esquecer o Victor, e não vou conseguir fazer isso aqui dentro pensando nele o dia todo.
- Tá falando sério? Ontem no telefone você disse que o amava e que só queria ele e não sei mais o quê.
- Claro que eu estou falando sério, hoje eu acordei pra realidade... Eu acho. Parei pra pensar na vida. Eu gosto dele, mas isso está me fazendo mal.
- Amém, meu pai, amém. Escuta, eu vou te ajudar, daqui a pouco é meu horário de almoço. Vamos almoçar juntas, pode ser? Aí resolvemos isso.
- Okay. Almoçaremos no Club Gascon, certo?
- Sempre, né. – riu.
- Então tá, beijos.
- Tchau.
Desliguei o telefone e fui me arrumar. Tomei banho rapidamente e escolhi qualquer calça jeans, uma blusa dos Beatles e all star de couro branco. Eu não queria me atrasar, senão reclamaria até a quinta geração.
Depois que eu já estava arrumada, pronta pra sair, peguei a chave do carro, meu iPhone e saí de casa. Quando estava no elevador, eu recebi uma mensagem: era de :

Por favor ,me ajuda. Me tira dessa reunião chata, Fletch não cala a boca, finge que entende tudo e faz desenhos estranhos ao meu lado enquanto ouve música. Por favor, me ajuda, .
xx


Eu sorri com essa mensagem, e logo respondi:

Hey, keep calm and smile. HAHA Sério, fica calmo aí que logo a reunião acaba, canta mentalmente alguma coisa, e o quê o Fletch falar você concorda. HAHA O que vai fazer mais tarde? Hm.
xxx


Antes que pudesse responder, eu já estava na garagem do prédio. Entrei no meu carro e dei partida. Fui encontrar minha amiga que me ajudaria hoje, assim como ela sempre faz. Quando cheguei ao Club Gascon, havia acabado de chegar.

- Hey, nem demorei, okay? – Eu disse quando a vi.
- Eu nem falei nada, senhorita . – Ela riu e nós nos sentamos em uma mesa vazia – Podemos comer primeiro?
- Tudo bem, estou morrendo de fome também, não tomei café... Acordei tarde.
- Você não faz mais nada da vida, hein, e acho melhor se preparar, hein.
- Pra quê?
- A Chloe tá atrás de você, disse que não é possível que esteja doente todo esse tempo e provavelmente ela vai te ligar mais tarde. Prepare-se para os gritos. - fez uma cara engraçada e eu ri.
- Tudo bem, tenho certeza que ela vai me entender, é uma chefe legal.
- Ironia mode on, né?
- Ela é legal, , só... grita. Muito. Sempre. - Nós rimos.
Pedimos nosso almoço e comemos em meio a risadas, piadinhas, bastante conversa e afins. deu um jeito de não precisar mais voltar pra revista depois, passaríamos a tarde juntas no shopping fazendo compras e comendo no McDonalds, claro. Ela me fez ir ao cabeleireiro, tive que cortar as pontas triplas do meu cabelo e comprar vários produtos para o mesmo. Estava sendo divertido, era sempre divertido estar com .
Depois de comprar MUITA coisa, nós duas estávamos exaustas. Fizemos uma parada pra descansar e tomar sorvete.

- Estou super cansada. – disse, depois de tomar um pouco de seu sorvete de morango. O meu já havia acabado.
- E eu? Poderia dormir aqui mesmo, sem mais. – Ri do que eu acabara de falar.
- Mas agora você tem roupas novas e maquiagem, e também um cabelo sem pontas feias. Até está parecendo gente, . – Ela sorriu sem mostras os dentes.
- O que quer dizer com isso, sua vaquinha?
- Eu? Nada, nada. – Ela riu e eu também – Mas agora, isso tudo não adianta se você não colaborar...
- Eu vou colaborar.
- Vai jogar aquela caixa de lembranças fora?
- Calma!
- Não está colaborando, ...
- Tá, tá, eu jogo fora. Juro. – Eu a olhei.
- Acho bom, joga aquilo tudo fora, e também deleta o número do celular dele e todos os outros contatos.
- Já fiz isso.
- Mas e da sua mente? – Ela tomou mais um pouco de sorvete e finalmente terminou.
- Er...
- Sabia. Então trata de fazer isso o mais rápido possível. Se livra de tudo que faça você lembrar dele e também volte ao trabalho, ficar trancada em casa só vai fazer você ficar mais emo feelings.
- Tudo bem. Hoje a Chloe deve me ligar, assim como você me disse, então resolvo isso... Eu realmente espero que toda essa operação dê certo, porque eu já não aguento mais.
- Vai dar, basta você querer. Eu vou ajudar e você sabe que os guys também, se for preciso.
Por falar neles, esquecei de ver se respondeu a mensagem – Peguei meu iPhone na bolsa e vi que ele já havia respondido:

Mais tarde eu e os caras temos coisas pra resolver sobre os próximos shows, parece que a reunião aqui não foi o suficiente. A propósito, a reunião já acabou, finalmente, e agora eu tenho que trabalhar em novas canções com . Está sendo um dia cheio. E você, o que tem feito?

Respondi, enquanto me observava com um sorrisinho, eu já sabia o que ela estava pensando.

Oh, pobre , trabalho chato esse de ser um rockstar, hein... HAHA
Eu estou no shopping com a , viemos fazer compras. Ela está me ajudando a não virar uma emo definitivamente. Hoje eu decidi que não quero mais ficar me lamentando pelos cantos... quero ver até quando isso vai durar.


Outra mensagem:

Vida boa é a sua, aí no shopping, fazendo compras tranquilamente... haha
Quando vamos nos ver de novo? Estou com saudades e os caras também, estão te mandando um beijo. Enfim, depois nos falamos... Love u
xx


- Desculpe , eram mensagens do .
- , né... – Ela sorriu, maliciosa – Vocês não se desgrudam mais.
- Somos amigos, ué.
- Você são muito... Sei lá, estranhos. Vocês são melosos um com um outro, vivem se abraçando, agarrados, parece até que namoram.
- Ah, não fala besteira, ! Todo mundo sabe que o é meu amigo. A gente se dá muito bem, temos muito em comum, ele me entende, é por isso...
- Ah sim, tem muito em comum? Sempre soube que ele era gay. – Ela fez uma cara séria que me fez rir.
- Para de besteira. Eu sou amiga de todos os meninos, mas com o é diferente... Não sei.
- E com o ?
- Que tem ele? – Eu falei, sem entender.
- Ele tá com uma queda por você, o me contou.
- O ?
- Não, o Ringo Starr. Claro que é o , sua tonta.
- Ei, pega leve. E não vai rolar nada com o , ele é muito gatinho, mas somos só amigos.
- E com o ?
- Também não vai rolar nada, só amizade, sempre.
- Vocês dormiram agarradinhos outro dia.
- Você precisa de óculos, nós só estávamos na mesma cama, coisa de amigo.
- Se toca , tá na cara que o tem algum tipo de interesse em você.
- Ah, valeu vidente. – Fiz joinha pra ela, que bufou irritada.
- , você dormiu com ele, em trajes íntimos, digamos assim, e...
- Eu tava com camiseta do Blink e meias, nada de íntimo aí.
- Tá bom, , se engana então.
- Não aconteceu nada de mais.
- Então o é viado, só pode.
- Será? – Fingi espanto e depois ri.
- Escuta, no churrasco lá na casa do eu vi...
- Viu o quê, ? Tenho até medo de perguntar.
- Vi o babando em cima de você de biquíni.
- Ele não tem malícia comigo.
- Você que pensa. – Ela riu alto – Ele é homem. Até que se prove contrário, né. – Ela riu de novo – É claro que ele tem malícia com você, e a senhorita devia acordar. Deixa de ser boba, não tem mais 16 anos! Fica esperta antes que ele escape.
- Escape?
- Você acha que do McFLY vai ficar sozinho por muito tempo? Claro que não.
- , não estou interessada no , só como amigo...
- Tudo bem , desisto. Você é mais cabeça dura que o cabeça oca do .
- Vamos mudar de assunto?
- Está bem .
- Vamos lá pra casa, experimentamos as roupas novas e sapatos e comemos muito doce, pizza e essas coisas boas que engordam.
- Por mim tudo ótimo, vamos.
Eu e fomos pro meu apartamento, e lá fizemos a maior bagunça. Comemos muitas porcarias, experimentamos nossas roupas novas e sapatos - foi tão divertido, como nos tempos de colégio. me supervisionou enquanto eu me livrava de cada lembrança de Victor. Joguei tudo fora. Confesso que foi difícil, muito difícil. Me deu um aperto no coração, algo me dizia pra não fazer aquilo... Mas enfim, estou disposta a tentar esquecê-lo, certo?
Chloe ligou pra mim e, como era de se esperar, gritou tanto que eu quase fiquei surda. Ela me comunicou que se eu não voltar para o trabalho na terça-feira que vem eu posso começar a procurar outro emprego, que tenso. Decidi que já era hora de voltar ao trabalho mesmo. Voltar a ter, ou pelo menos tentar ter, minha vida normal de volta. Não podia ficar nessa lenga lenga e choradeira pra sempre.

Terça-feira, 06:15 am.

BOM DIA, EUROPA! Sinta a minha animação em ir para o trabalho: vou respirar ar fresco, ver meu colegas e voltar à minha rotina normal de sempre. Até parece que fiquei em coma por alguns anos, eu hein...
Antes de ir para o trabalho, passei na casa de e dei uma carona pra ela, já que seu carro estava quebrado. Ninguém manda ela dirigir mal. Ops, espero que ela nunca saiba que eu disse isso.

- Eu fico muito feliz que você tenha voltado à sua rotina. Sem você aqui era chato, ninguém queria pagar meu almoço. – falou, enquanto andávamos pelos corredores da revista.
- Você é tão interesseira, ! – Eu a olhei e ela riu.
- Sabe que eu te amo.
- Você ama eu comprando almoço pra você. – Fiz uma careta.
- Sem drama, . Senão eu chamo o pra dar um jeito em você.
- Que história é essa? – Arregalei meus olhos.
- Ah, você sabe...
- Eu não sei de nada não. Eu, hein. Agora eu vou trabalhar que eu ganho mais, a gente se vê depois.
- Tudo bem, boa sorte no primeiro dia de trabalho.
- Não é meu primeiro dia aqui.
- É como se fosse, . Entra no clima. – fez uma cara engraçada, eu tive que rir. Eu me despedi dela e segui pelos corredores em direção à sala de Chloe para avisar que eu estava na área. Encontrei bastante gente, perguntaram como eu estava, porque sumi e essas coisas... Gente muito simpática. Chloe não gritou e eu comemorei mentalmente. Ela perguntou como eu estava, se estava me sentindo bem e blá blá blá. Assim que eu disse que já me sentia melhor, ela me encheu de trabalho pra fazer. Eu poderia ter dito que estava mal, hein? Mas tudo bem, é o meu trabalho, não vou reclamar. Segui pra minha sala, onde estava tudo do mesmo jeito como deixei antes de me isolar de tudo e todos.
Sentei-me em minha cadeira giratória e observei as coisas em minha mesa, meus objetos pessoais. Parei meu olhar em uma foto minha com Victor, nós dois abraçados. Reparei em como eu sorria, tão feliz... Havia muitas fotos minhas com Victor ali. Decidi que tinha que me livrar delas de uma vez por todas, pro meu próprio bem. Tirei todas as fotos dos porta-retratos e as rasguei. É, rasguei tudo. Sou corajosa, não? Depois desse ritual de libertação do ex namorado, eu liguei o computador e comecei a fazer o que tinha que fazer, não era pouca coisa. O dia seguiu tranquilo. Estive bastante ocupada, então não tive tempo pra pensar besteiras. Na hora do almoço, como de costume, fui almoçar com e ela me fez pagar seu almoço. Folgada? Não, imagina.
Quando era por volta de três e meia da tarde, eu rebeci uma ligação.

- Oi .
- , liga no canal dezessete daqui a pouco, daqui cinco minutos!
- Quê?
- Liga no canal dezessete! Eu vou aparecer na tv, é um programa de entrevistas.
- Não é só você quem vai aparecer, . – Ouvi a voz de gritando ao fundo, e ri com isso.
- Por que tanta empolgação? Vocês vivem na tv.
- Mas sempre é como se fosse a primeira vez. E você nunca nos viu na tv.
- Quem disse?
- Você nos desprezava.
- Isso é mentira.
- Isso é verdade, você já confessou e tudo. – Agora foi a vez de gritar.
- Mas agora é diferente. Eu amo vocês, meus amores. – Eu ri.
- Você me ama mais, não é? Porque eu sou o mais bonito.
- Isso mesmo, .
- Ei, e nós? – protestou – Achei que você me amasse.
- Sem brigas, meninos, por favor. Agora escutem, eu estou no trabalho, vou tentar assistir vocês na tv, mas preciso desligar.
- Tá, tudo bem, e nós precisamos entrar ao vivo agora. O vai vomitar.
- Corre pro banheiro. – gritou, e eu comecei a rir. Eles eram estranhos de um jeito legal.
- Tchau , beijos.
- Beijos pra todos, boa sorte na entrevista.
Desliguei o telefone e fui até a sala da . Provavelmente já havia ligado para ela. Eu já estava quase terminando todo meu trabalho, faltava pouca coisa, então fui ver o que estava fazendo.

- Quem é? – Ela perguntou quando eu bati na porta.
- Sou eu, pode entrar?
- Eu quem?
- O Bozo.
- Ah, pode entrar, Bozo. – Ela riu. Entrei na sala e encontrei comendo Pringles e vendo tv, uau.
- O que é isso? Queria ver se fosse Chloe aqui na sua sala e não eu.
- Ela já foi embora, me avisaram. – deu de ombros – Os meninos vão aparecer na TV, assiste aqui comigo. Quer Pringles?
- É, acho que vou aceitar. – Eu ri e me sentei no pequeno sofá que ali havia. Logo o programa de entrevistas começou e os meninos apareceram, e as pessoas na platéia gritavam loucamente. Pra que tudo isso?
- Olha como meu está lindo. – quase babava.
- Estão todos lindos. Olha a carinha de criança feliz do . – Eu ri e peguei um pouco de Pringles da .
- Então meninos, como vocês estão? – Perguntou o apresentador para eles. Eu e prestávamos atenção na tv.
- Estamos bem, muito bem. Menos o , ele está com diarréia – Disse , arrancando risos da platéia.
- Isso é mentira, eu só estava com vontade de vomitar. – fez uma cara engraçada.
- Mas isso já passou, não é? Não queremos você vomitando em rede nacional. – O apresentador deu uma risadinha.
- Pois é, o Fletch me mataria.
- Grande Fletch, como ele está?
- Bem, e precisando de uma namorada. Meninas, quem quiser namorar o nosso empresário, por favor nos mande uma mensagem via twitter. Pode colocar o nosso twitter aí na tela, não pode? – falava, todo descontraído.
- Claro que sim, aqui vocês é quem mandam. E por falar em namoradas... Estão todos solteiros?
Os meninos se entreolharam e ficaram em silêncio.
- Bom, eu estou na pista pra negócio. - abriu um sorriso.
- Mas você foi visto no domingo passado com uma garota, que, segundo fontes, se chama Julie.
- Julie é só uma... amiga. Sabem como é.
- Você a estava beijando.
- Eu beijo minhas amigas.
- Na boca? – gargalhou, e uma menina na platéia gritou algo como “Quero ser sua amiga,
- É, dude, hoje em dia as amizades são bem modernas.
- E vocês outros? Também estão na pista, como disse o amigo de vocês?
- Bem, eu tenho uma pessoa especial. – falou, e quase que eu tive que pegar uma colher pra juntar minha amiga, ela estava derretida.
- Está namorando?
- Só posso dizer que tenho alguém especial. – sorriu. Ele era mesmo fofo.
- Você ouviu isso, ? Ele tem alguém especial, ele me acha especial.Own
- Ouvi, , mas toma cuidado que a sua baba vai molhar toda sua mesa, hein. – Eu ri e voltei a prestar atenção na tv.
- e , como está o coração de vocês? – O apresentador disse de um jeito que me fez pensar que ele era gay.
- Eu amo e nada muda isso. – vez uma voz afeminada.
- Sai pra lá, . – deu um empurrão nele – Eu estou afim de uma garota, mas ela não me dá bola.
- Coma assim uma garota não te dá bola? Você é o do McFLY.
- Pois é, caro Dylan, ela não está nem aí pra mim, isso é muito triste. – fingiu chorar.
- Aposto que ele está falando de você. – Disse , enquanto se deliciava com mais Pringles.
- Até parece...
- E você, , já superou sua última decepção amorosa? Eu fiquei sabendo o que houve.
- Toda Londres ficou sabendo. – riu fracamente – Mas eu estou bem, desejo tudo de melhor pra essa garota e que ela siga sua vida longe de mim.
- Você já tem um novo romance? Algumas fontes me disseram que você tem sim um novo affair, é verdade?
- Não não, no momento estou muito envolvido com a música, só isso.
- quer fazer voto de castidade. – zoou.
- Acho que suas fãs lamentariam muito.
- Para as minhas fãs eu vou estar sempre disponível. Em um bom sentido, é claro.
- É, tem que explicar, senão amanhã estão todas de plantão na casa dele. – riu.
- Meninos, continuamos conversando no próximo bloco, pode ser? Vamos a um rápido intervalo aqui. – O apresentador disse, e então todos na platéia aplaudiram. O programa deu intervalo.
- , eu vou embora, vou até minha sala pegar algumas coisas pra terminar em casa.
- Não vai ver o resto do programa?
- Vejo em casa, se der tempo.
- Mas eles vão cantar.
- E eu vou pra casa, ué. Estou cansada, passei o dia fazendo milhares de coisas.
- Você está bem?
- Sim.
- Certeza?
- Claro, só estou cansada.
- Então eu vou embora agora também, vamos. – Ela se levantou de sua cadeira e desligou a tv. Eu fui até minha sala para levar alguns trabalho pra casa, depois segui com para o estacionamento. Ela iria lá pra casa e continuaríamos assistindo os meninos na tv juntas. Pegamos um pouco de trânsito, o que dificultou a nossa chegada em casa.

- Liga a tv, liga a tv! – falou desesperada assim que entramos em meu apartamento.
- Pronto. – Eu peguei o controle e liguei a tv.
- E agora, pra encerrar, os meninos vão cantar mais uma música.
- AAAAAAAAAAAAAAAAAH!
- Que foi?
- Tá no final, ! Tá acabando já. Maldito trânsito.
Enquanto se lamentava por não ter visto mais de seu amado na tv. Os meninos tomaram seus lugares no palco do programa e começaram a cantar uma música chamada Smile, uma bela música. Depois disso o programa acabou, e começou a brigar comigo porque não tinha nada de bom pra comer aqui em casa. O jeito foi pedir China in Box pra nossa janta.

Capítulo 6 – So Kiss Me

Estava eu muito feliz, passeando por um grande parque lindo e verde com muitas flores, até que eu encontro ninguém mais ninguém menos que ele: Victor.
- O que você tá fazendo aqui?
- Estou com saudades de você, minha garotinha.
- Não, você me faz mal, sai daqui, Victor.
- Você sabe que é mentira. Eu te amo e você me ama também.
- Você nunca me amou, você me fez de boba, acabou comigo...
- Não é verdade.
- Você me traiu.
- Mas eu ainda te amo. Muito. Não quero ficar longe de você.
- Verdade?
- Sempre te amei, isso nunca vai mudar.
Ele me puxou para perto e me deu um beijo, que foi correspondido por mim. Minuto a minuto o beijo ia se intensificando, e eu sentia tudo tão estranho... Até que eu ouvi um barulho, uma música do All Time Low começou a tocar. Ah! Era meu despertador.
- Uffa! Foi só um sonho. – Falei comigo mesma e peguei meu celular, eram 10:30 am. Sábado! Não preciso ir trabalhar, que maravilha! A semana passou bem rápido, e eu com muitas coisas pra fazer - realmente fiquei muito atarefada. Depois de terça-feira, eu não falei mais com os meninos, apenas pela internet, mas nada de telefone e muito menos pessoalmente. Nem havia falado com . Pelo visto, a agenda dos mcguys estava cheia também. Mas hoje eles ganharam uma folga e quer reunir todo mundo na casa dele. Vamos todos almoçar juntos, passar o dia juntos, e isso me lembra que eu já devia estar chegando lá. Então fui me arrumar correndo - eu só vivo correndo. Levei meia hora pra ficar pronta, saí de casa correndo e tropeçando até no vento. Às vezes eu posso ser tão desastrada... No caminho, eu liguei para , mas ninguém atendeu, ela devia estar dormindo. Quando cheguei na casa de , encontrei a casa em silêncio, quem abriu a porta para mim foi Judith.

- Bom dia Judith, onde está e os outros?
- Senhor e senhor foram comprar algo na rua, e os outros não chegaram. Ah, o senhor está lá em cima.
- Ah, vou esperar aqui então.
- A senhorita pode subir, já é de casa. – Ela sorriu simpática para mim. Pela primeira vez não pensei que ela estava sendo rabugenta comigo. Achei que ela não gostasse de mim.
- Então eu vou lá em cima. – Falei um pouco sem jeito, nem sei porquê, e segui em direção às escadas. Fiquei com medo de me perder pela casa, sem exageros. Fui até o quarto de , encontrei a porta entreaberta e também encontrei um andando de boxer preta e camiseta pelo quarto,com os cabelos molhados e bagunçados, devia ter acabado de sair do banho. Antes que eu pudesse dar meia volta e sair dali, ele me viu.
- ! - Ele sorriu de um jeito tão lindo pra mim – Entra.
- Não quero atrapalhar você a se arrumar.
- Para de palhaçada. – Ele veio até mim e me puxou para um abraço gostoso – Estava com saudades.
- Eu também, muita saudade. Foi uma semana corrida para todos nós. – Eu disse, ainda abraçada a ele.
- Como você está, se sente melhor do que nos outros dias?
- Sim, me sinto viva agora. – Eu disse, sincera, e então nos separamos.
- Que bom. É assim que eu gosto de te ver, melhor do que nunca. E digo isso em todos os sentidos, hein. – Ele me olhou de cima a baixo. Eu sabia que ele estava só brincando, certo?
- Para de me zoar. – Eu ri – E eu nem vou perguntar como você está, porque te vejo ótimo, não é? Animado, feliz. Isso é tão bom.
- É, estamos todos bem agora. – Ele sorriu, mostrando todos os dentes branquinhos – E só pra você saber, não estou zoando, você está uma gata. – Ele piscou, me deixando sem graça.
- Tá bom, . Agora acho melhor você ir colocar uma roupa.
- Por quê? Meu poder de sedução está te incomodando? – Ele riu.
- Se toca, . – Acompanhei ele na risada e então ele pegou uma bermuda azul e vestiu rapidamente.
- Agora vou arrumar meu cabelo, espera. – Ele entrou no banheiro e minutos depois saiu com o cabelo do mesmo jeito.
- Você não disse que ia arrumar o cabelo?
- Já arrumei. É difícil deixar ele assim, ok?
- Ah claro, muito difícil. Faço isso em dois minutos.
- Duvido. – Ele me desafiou.
- Olha só então. – Comecei a bagunçar todos os seus fios de cabelo de um jeito engraçado. Eu estava em sua frente, ele colocou as mãos em minha cintura e eu apenas ria – Acho que ficou bem melhor.
- Agora eu vou sempre te chamar pra arrumar meu cabelo. – Ele disse, olhando-se no grande espelho que tomava toda a parede e estava à sua frente. Me virei de costas para ele para poder olhar pelo espelho. Aproveitei pra fazer caras e bocas. É, sou estranha mesmo. me abraçou por trás e depositou o queixo em meu ombro. Eu senti um leve arrepio.
- Tão bonitinha, mas tão sem noção. – Ele riu.
- Sem noção, olha só quem fala, né. – Virei um pouco meu rosto e percebi que estava próxima demais de .
- Sou super normal, você é que tem probleminha. – Ele deu um beijo na minha bochecha.
- , onde e foram? – Perguntei do nada.
- Comprar cerveja. Segundo , o meu estoque era pouco pra ele.
- Vocês vão começar a beber logo de manhã?
- Já começamos, você nem estava aqui.
- Bêbados.
- É o nosso dia de folga, merecemos um pouco.
- Sei...
- .
- Que foi?
- Me dá um beijo?
- Claro . – Estranhei o pedido de , mas não contestei. Fiquei de frente pra ele e lhe dei um beijo na testa.
- Não quero beijo na testa. – Ele fez bico.
- Oras, quer beijo onde então? – Perguntei, colocando a mão em minha cintura, parecendo uma xícara, ou sei lá.
- Na boca. – Ele falou no meu ouvido e eu corei. Comecei a rir, pra disfarçar.
- Ficou maluco, ? O que deu em você?
- Vontade de você. – Ele falou, simplesmente, e me abraçou pela cintura.
- Não podemos nos beijar, somos amigos, sempre fomos, você sabe...
- Mas agora é...
- Mas agora nada, , e é melhor você se comportar se não quiser perder minha amizade. – Falei, encarando seus olhos , que agora pareciam tristes. Antes que ele pudesse falar algo, apareceu na porta do quarto.
- Dude, eu e ... É, foi mal, não quis atrapalhar.
- Não tá atrapalhando nada, , já estou de saída. – Saí do quarto sem olhar para .
- , volta aqui. – Ouvi ele me chamar.

’s POV

Eu não acredito que pedi um beijo pra . E um beijo na boca! Ela deve estar me odiando agora, saiu daqui furiosa. Preciso consertar as coisas agora.
- Fala . – Eu disse, passando as mãos pelo meu cabelo, nervoso.
- Dude, o que houve entre vocês? – Ele levantou uma sobrancelha.
- Nada. Fiz uma brincadeira com a e ela ficou nervosa, eu vou lá pedir desculpas.
- Tem certeza?
- Tenho! Vem, vamos descer.
Eu e fomos para a sala, onde já se encontravam todos reunidos, até e . Provalvemente chegaram enquanto eu estava lá em cima com .
- Falaê, galera. – Saudei – Cadê a cerveja, ?
- Já tá tudo na geladeira. – Ele fez joinha pra mim.
- Vamos pra piscina então. – se animou, e então fomos para a piscina. não me olhava, apenas me ignorava. Que maravilha, minha amiga está com raiva de mim porque eu fui um perfeito idiota com ela. O que eu faço agora?

- Dude, o que acontece que você e a estão distantes hoje? – perguntou quando estávamos longe dos outros.
- Eu pedi um beijo pra ela, man. Um beijo na boca, ela ficou furiosa.
- Você fez o quê? – Ele deu um gritinho, parecendo uma mulher.
- Ai meu ouvido, porra!
- Desculpe. Mas e depois?
- Depois nada, o chegou lá no quarto e ela saiu. Ela tá com raiva, nem me olha. Preciso pedir desculpas.
- Você devia dizer o que sente. Eu sei que você gosta dela, man.
- Ficou maluco? – Eu ri – Somos amigos e nada mais.
- Por que pediu um beijo pra ela então?
- Porque... porque sim.
- Porque você está gostando dela. Pode falar, .
É, talvez eu devesse dizer pra alguém a verdade. Eu estava sentindo algo por , mas ainda não sabia realmente o que era. Era confuso.
- Eu não sei, . Eu me sinto bem quando estou com ela, eu gosto do jeito como ela sorri, o jeito como ela fica quando está com vergonha, o jeitinho de criança que ela tem. Ela é tão fofa, tão menininha e ao mesmo tempo tão mulher, tão hot... Eu não sei definir o que eu sinto.
- Você está gamadinho na , meu amigo. – deu um tapinha em minhas costas e bebeu um pouco de sua cerveja.
- Não posso... Mas ela me atrai de um jeito, creio eu.
- Você está gostando dela, fala pra ela. Ela precisa saber.
- Depois de hoje, ? Ela negou o beijo, o que significa que só está interessada em ser minha amiga.
- Talvez ela tenha pensado que você estava brincando.
- Acho que não, acho que, apesar de tudo, ela ainda ama o tal Victor.
- Mas você, meu caro, pode fazer ela esquecê-lo de uma vez por todas.
- Você tá esquecendo de uma pessoa.
- Quem?
- . – Olhei em direção a , que abraçava . Eles riam juntos – Ele gosta dela.
- O tá de palhaçada. Ele curte a , mas não é nada sério. Já o seu caso... É amor.
- Desde quando você virou analista sentimental? – Eu ri.
- Só estou querendo te ajudar. Por isso digo para que fale com ela sobre seus sentimentos.
- Não sei.
- Posso dizer uma coisa? Minha humilde opinião.
- Diz.
- Eu acho que ela tem uma quedinha por você
- Tá maluco? – Eu ri - Ela não me vê com outros olhos.
- Você que pensa. Chega junto, , mas não com essa palhaçada de me dá um beijo.
- Quer que eu faça o quê então?!
- Beije-a! Vá à luta, dude.
- Hã?
- Tu é burro, hein man! Conquista a garota, chama ela pra sair, como quem não quer nada. Ah, você sabe fazer isso, né .
- Acha que vai dar certo?
- Certeza.
- E o ?
- Fala com ele depois. Não vão brigar por uma garota, né. Vocês são amigos, explica a situação pra ele.
- Vou fazer isso mais tarde.
- Por que vocês estão aí de segredinhos, hein? – chegou perto de nós e abraçou .
- Papo de homem. – Eu disse, e saí pra pegar um cerveja.

’s POV off

- Sai , você é tão chato. – Eu ria enquanto me fazia cócegas.
- Sou chato, é? – Ele me fazia mais cócegas, sem parar.
- Tá, tá, você é... Super... Legal... E eu te... Amo. Agora para... Por favor. – Falei, entre muitas risadas. Minha barriga doía já.
- Tudo bem, eu paro. Você foi uma boa menina agora. – Ele riu, depois me pegou no colo e pulou na piscina comigo.
- ! – Eu gritei. Sorte que já estava de biquíni.
- Tá calor. – Ele riu, e eu comecei a dar soquinhos nele, de brincadeira.
- Hoje vocês estão, hein... Animação a mil. – passou perto da piscina, rindo para nós.
- Só estamos aproveitando a vida.
- Eu estou com fome, e não consigo aproveitar nada com fome. – reclamou.
- Já vão servir o almoço, , tenha calma. Mande suas lombrigas esperarem .– disse para o amigo.
- Ei, eu não tenho lombrigas.
- Acho que tem sim, hein. – riu.
Poucos minutos depois estávamos almoçando à beira da piscina. O almoço estava ótimo, nós falamos muita besteira, falamos sobre várias coisas e, como sempre, foi divertido estar ali com eles.

- Gente, eu acho que vai chover. – comentou, olhando para o céu, e logo depois escutamos um trovão.
- Ah! – Eu gritei - Tenho medo.
- Uma mulher desse tamanho com medo de trovões? Que vergonha, hein .
- Não liga pra ele, . Mês passado o quase mijou nas calças por causa de um trovão de nada.
- , você disse que não ia contar pra ninguém. - Desculpe, dude.
- Vocês vão ficar aqui? Eu vou trocar de roupa, antes que a chuva venha pra cá e molhe todos nós, e assuste uns e outros. – olhou para mim e para .
- Tá vendo, manchou minha reputação de macho com a .
- Uma hora ela ia descobri, meu bem. – falou de um jeito engraçado e fazendo gestos.
- Vamos todos pra dentro de casa, ninguém vai querer ficar na chuva, né. – Disse . - Só o maluco do que gosta de tomar banho de piscina na chuva. Mas, como eu disse, ele é maluco.
- É gostoso tomar banho de piscina na chuva, ok ?
- Então fica aí e pega um resfriado. Eu vou correr, já está chuviscando. – saiu, saltitando igual a uma perereca com medo da chuva. foi atrás dela e logo depois .
- Eu quero ficar aqui sentindo cheiro de chuva, é tão bom. – Falei, olhando para . estava distante de nós – Fica aqui comigo?
- Claro, .
- . – gritou.
- Vem aqui.
- O que foi?
- Vem aqui urgente, o grampeou o dedo de novo.
- Agora?
- É, vem aqui logo.
- , eu já volto pra ficar com você, espera. – deu um beijo em meu rosto e saiu correndo. Eu comecei a rir pensando em com o dedo grampeado. Que tipo de pessoa faz isso?
- Ele sempre faz isso. – Ouvi uma voz perto de mim. Era , claro.
- Sai , estou chateada com você ainda. Sua brincadeirinha não teve graça.
- , desculpe. Não foi minha intenção.
- A gente não pode brincar com isso de sentimento.
- Mas eu só pedi um beijo.
- Aí é que tá. Pra você, um beijo é só um beijo. Pra mim, tem sentimentos envolvidos.
A chuva começou a cair fortemente e os trovões agora eram constantes. não havia voltado.
- Pra mim também tem sentimentos envolvidos. Mas me desculpe, não quero que fique chateada comigo.
- Eu gosto muito de você, , somos amigos e...
- Eu também gosto muito de você, , muito mesmo. Você é a minha princesinha e sabe disso. Sei também que somos amigos.
- Somos melhores amigos.
- Então, não fica com raiva de mim.
De repente, ouvi um trovão. O barulho foi tão alto que me fez abraçar , em um ato totalmente espontâneo.
- Ta com medo, é? – Ele riu baixinho e me abraçou – Ainda tá com raiva de mim?
- Não, . – Ouvi outro trovão mais forte ainda – Tô com medo.
- São só trovões, . Eu estou aqui. Você não queria sentir o cheiro de chuva? Vamos pra chuva.
Saímos da parte coberta onde estávamos e ficamos na chuva. Os pingos eram grossos e muito gelados, e eu ainda estava abraçada a .
- Tá gelado demais. Vou ficar resfriada. – fazia carinho na minha cintura.
- Não vai nada, isso faz bem pra saúde.
- Não sei disso não, hein.
- ...
- Oi?
- Você já beijou alguém na chuva?
- Não, e você?
- Eu já. Quer saber como foi?
Fiquei em silêncio.
- Quer?
- Quero, como foi?
- Bom. Mas sabe, não havia sentimento de verdade. Teria sido melhor se fosse com...
- Com quem?
- Com você.
Eu o olhei sem entender, seus olhos penetrantes me encararam e era como se tudo pudesse ficar bem só de olhar para aqueles lindos olhos. Uow, o que é isso? Eu fiquei quieta, e então resolveu passar seus lábios pelos meus, mas eu continuei quieta.
- Me dá um beijo, ? – E então, pela segunda vez no dia, eu beijei sua testa.
- Não na testa.
- Onde então? – Me atrevi a perguntar. Parecia que a cena do quarto ia se repetir, só que dessa vez algo diferente iria acontecer.
- Você sabe.
- Fala então, pra eu ter certeza.
- Depois de todo esse tempo você ainda não tem certeza de que eu quero os teus lábios nos meus?
Coloquei meus braços ao redor do pescoço de , ele aproximou seu rosto do meu, nossos narizes roçaram um no outro e ele sorriu. Eu fiz o mesmo. Ele puxou meu lábio de leve e aconteceu o que talvez devesse ter acontecido mais cedo em seu quarto: nós nos beijamos. colou nossos corpos, eu fechei os olhos, apenas sentia a chuva caindo sobre nós e uma onda de calor em meu corpo me dominava. Era estranho, era bom, era o efeito de sobre mim, e eu sinceramente estava gostando disso. O beijo conseguia reunir vários sentimentos, várias emoções. Eu não sabia ao certo o que estava sentindo...
parou o beijo e eu soltei um gemido em reprovação. Eu queria continuar, então selei nossos lábios mais uma vez e ele pareceu surpreso por um instante, mas logo depois retribuiu ao beijo com vontade. Eu não sei o que deu em mim, só sei que o beijo dele era bom e eu queria mais.
- Não... – Falei baixinho quando ele separou nosso lábios pela segunda vez.
- Eu estou sem ar, . – Ele riu.
- Você não queria beijo? Então! – Eu dei um selinho demorado nele.
- Foi melhor do que eu esperava. – Ele sorria, todo perfeito.
Ainda chovia, estávamos encharcados, mas eu não ligava.
- Acho melhor entrarmos. – me olhou.
- O que vamos fazer agora?
- Eu estou com fome, e você?
- Não , digo... Em relação a nós dois.
- , eu estou gostando de você. De verdade, e realmente queria que você sentisse o mesmo. Só quero ficar com você, ao teu lado. Eu te amo. – Ele sussurrou a última parte.
- ... Eu estou confusa. Esse beijo... E nós... É...
- Não fala nada, não precisa. Você pode pensar o quanto quiser, só não quero que as coisas mudem entre nós. Não suportaria ficar longe de você.
- Own, coisa linda. – Eu sorri feito uma boba. Será que eu gostava de do mesmo modo que ele gostava de mim? Estaria eu pronta pra um novo relacionamento e esquecer de vez Victor? Talvez eu devesse dar uma chance a mim mesma, uma chance a .

Capítulo 7 – I surrender.

Depois de sábado, no dia seguinte, falei com mas, pra minha sorte, não tocamos no assunto ‘beijo’. Não sei se queria falar sobre o acontecimento. Eu ainda estava confusa, pensava no que houve o tempo todo, os lábios de , nossa proximidade... Eu tinha gostado sim, não podia negar. Mas ele era meu amigo, certo? Podemos ficar juntos? No mesmo dia, contei tudo para , claro. Ela gritou, pulou e quase me bateu alegando que sou muito lerda e não pego logo de jeito o . Atenção: Isso foram palavras dela. Conversei bastante com ela, e depois comecei a considerar que talvez estivesse sentindo também algo por . Claro que não era nada que pudesse se comparar ao meu amor por Victor e tal, mas poderia ser algo novo, diferente e bom. Mas ainda não sei o que fazer em relação a isso, preciso pensar. Só que fica difícil quando está perto de mim.

- E aê, como você e estão? – perguntou depois de beber seu capuccino.
- Como assim? Não existe um “eu e ”. – Fiz as aspas com os dedos ,e ela riu depois – Do que tá rindo?
- De você, do que mais seria? Da capacidade que você tem pra não perceber as coisas. – Ela falava com ar de sábia ou sei lá o que – É fato que você está sentindo algo a mais pelo , mais que amizade. Vocês são muito grudados, não é possível que não haja algo a mais, um sentimento.
- Amizade forte e verdadeira, é assim.
- Mas ele tem interesse... Você também e você sabe, só não vê.
- Hm. – Tomei um pouco do meu café e fiquei em silêncio por alguns segundos – Talvez eu possa mesmo sentir algo por ele.
- Claro que sente. Dê uma chance ao pobre , ele gosta de você. me contou sobre uma conversa que eles tiveram, está nos seus pés. E, se quer saber, ele até já falou com sobre...
- Sobre exatamente o quê? – Perguntei, curiosa.
- Sobre ele ter um certo interesse em você. abriu o jogo com ele, disse que estava realmente gostando de você e essa coisa toda, então me contou que simplesmente aceitou na boa e desejou sorte a . Legal da parte dele, né?
- Será que ficou chateado? – Falei, preocupada
- Acho que não, ele é tão legal, tão de boa. Deve ter entendido e, afinal, ele não sente por você o que o sente.
- Será que sente mesmo algo por mim? Sabe como é, né, astro de uma banda, super famoso, pode ter quem ele quiser a qualquer hora...
- Vamos parando com isso. Quando é pra falar besteira você não para mais, né, pare já com essa besteira.
- Tá, não está mais aqui quem falou. – Terminei de beber meu café em silêncio. Daqui alguns minutos mais um longo dia de trabalho iria se iniciar. Logo, mais pessoas foram chegando à revista e o ritmo de trabalho aumentando, pessoas correndo pra fechar matérias, alguns estagiários sendo explorados, Chloe em sua sala na perfeita paz, sem gritar com ninguém ainda. Eu segui para a minha sala e para a dela - ela foi reclamando por ter ainda muito trabalho e pouco tempo pra comer mais muffins.

- , vou precisar que você faça uma entrevista de última hora com uma banda – Chloe já foi entrando às pressas em minha sala, sem nem bater na porta.
- Agora? Tenho coisas pra terminar e isso não estava programado, e eu não posso fazer uma entrevista.
- Por isso mesmo que é de última hora, e eu sei que você consegue. O empresário deles me ligou e eu não pude negar isso, uma entrevista com essa banda vai ser bom pra revista.
- Mas que banda é essa? – Finalmente perguntei.
- Somos nós.
- Sua banda favorita.
- Surpresa!
, e falaram respectivamente, e eu realmente fiquei surpresa. apenas sorria, o empresário deles estava lá falando ao telefone e parecia estar com pressa.
- A vai fazer as fotos, eu já avisei para ela. Vocês precisam ir até o estúdio, onde ela está, no quinto andar. – Informou Chloe.
- É, vocês vão pra lá e eu vou conversar com Chloe, temos coisas pra acertar. – Disse Fletch, após desligar o telefone – Não quebrem nada e não falem besteiras na entrevista, e , sua mãe mandou você sorrir nas fotos.
Eu ri da última parte.
- Ele nos trata como se fôssemos crianças. – disse.
- E não são? – Eu perguntei, rindo.
- Muito engraçada, né dona . –) me olhou.
- Vamos logo para o estúdio, vocês vão tomar todo o meu tempo, OMG.
- Você vai gostar de passar esse tempo com a gente. – disse, convencido, e então saímos de minha sala junto com Fletch e Chloe, que foram para a sala dela. Os dois conversavam sobre... qualquer coisa que eu não ouvi pois os meninos faziam mais bagunça que criança em dia de recreação.

- Ah, vocês chegaram, finalmente. – nos recepcionou docemente. Ou não. Ela e uma equipe de maquiagem e etc esperavam pelos meninos – Estou com fome e por causa de vocês vou ficar aqui até mais tarde.
- Calma meu amor, vamos pagar um jantar pra você depois daqui.
- Eu não vou pagar nada não, hein. – disse depressa.
- Eu pago, . – disse, todo sorridente.
- Blá blá blá, depois quero ver quem me leva pra comer, mas agora vamos começar as fotos.
- Seu namorado é que tem que levar. – Disse .
- Levo mesmo. – mostrou a língua para .
Eles pareciam crianças, pelo amor.
- Vou colocar vocês de castigo. – Eu ri.
- Podemos começar?
- Podemos. – Eles responderam em coro.
Enquanto fotografava os meninos, que pareciam pintinhos no lixo de tão animadinhos, toda uma equipe ajudava . Eu pensava em perguntas para a entrevista e um jeito de fazê-la bem rapidamente, depois iria pra minha casa tomar banho e dormir. Fim.

- Terminamos! – disse, após tirar mais ou menos um milhão de fotos, ao meu ver.
- Já? Tava tão legal – fez bico.
- Demorou séculos. Quase dormi aqui vendo vocês fazendo caretas. – Eu disse.
- Hoje vocês duas estão tão receptivas e amáveis. - ironizou.
- Desculpa guys, mas é que aqui qualquer um fica estressado, é muita coisa pra fazer.
- E ainda tem a Chloe, ninguém merece.
- Ela me parece legal. – Disse .
- Trabalha aqui pra você ver, o diabo veste Dior.
- Não é Prada? – perguntou, em dúvida.
- É que a Chloe ama Dior. – Expliquei.
- Ah. – Ele riu.
- Ela é chata.
- Não se preocupe, , quando casarmos você não trabalhará mais aqui. – a abraçou.
- Ah não, vamos parando com isso, preciso fazer a entrevista ainda, e tem que ser rápido, quero ir pra casa.
- , nós somos as estrelas, nós mandamo, então fica calminha aí. Cadê minha limonada?
- Você é um folgado mesmo, hein . Comigo não tem essa não, nada de estrelismo. Agora vamos começar! Todos sentem aqui perto de mim e , larga essa bóia de patinho. – Eu olhei para ele, que brincava com algumas coisas do cenário para fotografias.
- Ah, foi mal. – Ele riu e se juntou aos outros em seguida. aproveitava pra tirar algumas fotos espontâneas deles.
- Vamos começar com o mais bonito, no caso, eu. – estufou o peito.
- Sai daí, dude. Eu sou o mais inteligente, então começo a entrevista. – fez cara de sabe-tudo.
- Vocês nunca ficam quietos? – Perguntei.
- Quando estamos comendo – respondeu.
- Ok, o que vocês gostam de comer?
- TUDO. – Respondeu , e os outros riram.
- Especifique esse tudo, . – Eu pedi.
- Sei lá, tudo.
- Ajudou bastante. – Eu ri, e deu um pedala no amigo.
- Vocês fazem o quê no tempo livre?
- Escrevo músicas. – Respondeu .
- Eu durmo. – bocejou.
- Não tenho tempo livre. – fez bico, e eu ri mentalmente.
- Eu como. – deu de ombros.
- O que vocês gostam de ouvir no iPod de vocês?
- BLINK! – praticamente gritou.
- Calma , a gente sabe que você é fã. – olhou para o amigo.
A entrevista continuou em meio a brincadeiras, muitas risadas e fotos. Os meninos implicam um com o outro o tempo todo e fazem piadinhas. São crianças grandes.
Já era de noite quando terminou a entrevista, e até o Fletch havia ido embora, deixando os meninos por conta própria, o que, segundo eles, era muito estranho já que Fletch nunca desgrudava do pé deles. Palavra dos meninos isso. Boa parte do pessoal da revista já tinha ido embora, eu estava cansada e louca pra ir embora também.

- Acabamos, finalmente. – Eu disse, animada por terminar. Não que fosse ruim ficar com os meninos, era ótimo. Mas eu realmente queria ir pra casa.
- Podemos ir embora então? – Perguntou .
- Sim, agora a poderá comer em paz, e eu, ir pra minha casa.
- E nós vamos dormir, porque amanhã temos um milhão de coisas pra fazer, começando com uma reunião na gravadora às 06:30 am.
- Achei que gente famosa não acordasse cedo. – deu de ombros.
- Nós trabalhamos e muito, ok? O dia todo, all the time.
- Ah, pobre .
- Vamos descer? – Falei, já saindo do estúdio, e eles me seguiram.
- Todos vão pra casa? – perguntou.
- Sim. – respondeu, depois de chamar o elevador.
- Preciso pegar minhas coisas na minha sala ainda. – Eu me lembrei.
- Já peguei todas as minhas coisas, ainda bem. – disse.
- Eu vou lá buscar, vocês não precisam me esperar, podem ir na frente. – Eu disse . Não queria atrasar ninguém.
- Eu vou descer então, te espero lá em baixo, ok? – perguntou e eu concordei.
- Nós vamos te esperar lá também, . – sorriu pra mim.
- Tudo bem, não demoro. – O elevador chegou em meu andar e eu segui para minha sala a fim de pegar tudo o que eu precisaria levar para casa hoje. Chegando lá, recolhi minhas coisas e percebi que minha agenda não estava em cima da mesa e nem dentro da bolsa. Eu não podia sair sem ela, todas as minhas anotações e horários estavam lá. Eu procurei, procurei e não achei a maldita agenda. Comecei a revirar toda a minha sala. Que ótimo, agora eu iria ficar procurando a agenda e atrasar todo mundo lá em baixo. Pra completar a bela situação, o fecho frontal do meu sutiã simplesmente arrebentou, que maravilha! Eu só quero ir pra casa agora - depois de achar a porcaria da agenda, é claro.
Corri pro banheiro que havia em minha sala, tentei consertar o maldito sutiã mas não conseguir. Por sorte eu tinha um reserva, sou prevenida! Troquei de sutiã rapidamente.
- Maldita agenda, maldito sutiã – Praguejei.
- ? – Ouvi alguém me chamar e sai do banheiro, esquecendo de um mínimo detalhe chamado blusa. É, eu saí de sutiã. Adivinha quem tava me chamando? Ganhou mil libras se você disse .
- Você estava demorando, então eu vim te buscar,er – Ele me olhava. Voltei ao banheiro e peguei minha blusa, vesti rapidamente e voltei pra falar com ele – Tava melhor sem a blusa. – Ele sorriu malicioso.
- Pode parar.
- Tá, vou me controlar. – Ele riu – Por que estava demorando?
- Perdi minha agenda, e não posso sair sem ela.
- Sua agenda está com a , lá em baixo.
- Como sabe que é a minha?
- Seus dados estão nela, eu vi.
- Ah, então vamos logo descer, já atrasei demais todo mundo.
- Relaxa. – Ele passou o braço pela minha cintura e me guiou para fora da sala.
- Não gosto de atrapalhar as pessoas.
- Não está atrapalhando ninguém, , para com isso. – Ele disse – Me dá sua bolsa e suas coisas, eu levo.
- Não precisa, .
- Me dá, agora. – Ele falou de um jeito tão firme que eu entreguei minhas coisas a ele – Boa garota.
Descemos e fomos ao encontro dos outros rapidamente, eles conversavam no estacionamento.

- Pronto, aqui está ela.
- Procurava por minha agenda.
- Está comigo.
- me falou. Agora podemos ir embora. Desculpe por atrasar vocês.
- Já disse pra parar com isso.
- É , nem dá nada. – sorriu gentilmente.
- Então, é a hora de nos despedirmos. – fingiu chorar.
- Seu jantar vai ter que ficar pra depois, . – a olhou como se pedisse desculpas. Em seguida, todo mundo se despediu e seguiu seu rumo. já estava com seu carro, então não precisou da minha carona, e havia um carro lá esperando pra levar os meninos pra casa, a mando de Fletch, creio eu.

- Lar doce lar. – Abri a porta do meu apartamento e respirei fundo. Eu seria capaz de dormir em pé aqui e agora. Fui diretamente pro banheiro, eu precisava de um banho bem relaxante. Demorei quase uma hora no banho, e quase dormi em baixo do chuveiro. Sequei muito mal meus cabelos com uma toalha e vesti meu roupão confortável e lindo. Fui até a cozinha e encontrei comida, Rosa devia ter feito compras. Rosa é a moça que cuida da casa pra mim, ela faz tudo, já que sou preguiçosa e não tenho tempo.
Peguei um pouco de leite na geladeira, e estava pronta pra fazer um lanche qualquer quando o interfone toca e o porteiro me avisa que o Mr. está lá em baixo querendo falar comigo. Que ótimo, o que ele tá fazendo aqui? Porque ele não vai pra casa dormir como todo mundo. Disse ao porteiro que deixasse subir.
A campainha tocou e eu sabia que era ele, óbvio.
- Olá. – Ele sorriu
- Oi. – Falei sem emoção aparente
- Não tá feliz em me ver?
- Tô com fome, , e cansada. Ia comer antes de você chegar e me atrapalhar. – Falei, de modo ríspido.
- Bom, só vim trazer essa pasta, você esqueceu comigo naquela hora. – Ele me entregou o objeto – Boa noite e desculpe incomodar.
- Não, espera . – Mudei o tom de voz, agora um pouco mais simpática, afinal, por que eu estava tratando meu melhor amigo daquele jeito? – Desculpa, não queria falar assim com você, desculpa.
- Tudo bem, não devia ter vindo aqui mesmo, poderia ter deixado sua pasta na portaria.
- Não! , para. Já pedi desculpas. – Eu o abracei e ele passou a mão por meus cabelos – Fica um pouco aqui comigo.
- Não posso. – Ele falou, baixo.
- Pode sim, para de se fazer difícil.
- Não estou me fazendo, eu sou. – Ele riu.
- Entra, não vamos ficar aqui na porta. – Eu o puxei para dentro do apartamento e fechei a porta.
- O que vamos fazer? – Ele me abraçou por trás e nós fomos até a cozinha assim – Você ia comer, certo? Antes de eu chegar e atrapalhar.
- Eu não quis dizer isso, não faça eu me sentir culpada.
- Desculpa, gatinha. – Ele depositou um beijo no meu pescoço.
- Você quer comer? Tem bolo, Rosa fez bolos e biscoitos, e comprou muitas coisas. Que sorte a minha.
- Eu já comi, não estou com fome, obrigado. – Ele passava o nariz em meu pescoço, ainda me abraçava por trás enquanto eu pegava cookies no pote.
- Para, . – Eu ri e tentei afastá-lo de mim – Toma. – Coloquei um pedaço do cookie em sua boca.
- Tá gostoso. – Ele falou de boca cheia, me fazendo rir.
- Cadê a educação, hein?
- Esqueço de tudo perto de você. – Ele sorriu galanteador.
- Para de me cantar, não tem vergonha? – Eu ri.
- Não. – Ele falou, e nós ficamos em silêncio. Fiz meu lanche e ele comeu cookies comigo. Comeu até mais que eu.
- Acho que chega de comer, acabamos com os cookies.
- Você comeu tudo.
- Eu nada, , você comeu mais que eu. – Bocejei sem querer – Sono.
- Vem, vou te colocar pra dormir. – Ele saiu, me puxando.
- Não , tá maluco?
- Não seja uma criança má, .
- Não sou criança, sou uma mulher já, bem crescidinha. Não tá vendo?
- Estou, e como estou. – Ele parou por um segundo pra me olhar.
- Tarado.
- Gostosa. – Quando ele falou isso, eu corei instantaneamente, como uma garotinha no colegial - Ficou vermelha, ah .
- Nem tem graça, .
- Claro que tem. – Ele riu e eu entrei em meu quarto. Ele veio atrás.
- Gostosa, gostosa. Vou te chamar assim pra você ficar toda vermelhinha.
- Não pode só me chamar de ?
- gostosa.
- Sai, tarado. – Eu joguei um travesseiro nele.
- Agora é hora de você dormir, garotinha
- Tá cedo, e eu quero conversar com você.
- Eu tenho que ir daqui a pouco, não posso dormir tarde. Fletch me mata. – Ele se aproximou de mim e depois sentamos na cama.
- Escuta, desculpa por hoje. Não fui muito legal, né, sei que o estresse não justifica, mas é que...
- Não precisa se desculpar, eu te entendo. Agora eu preciso ir.
- Mesmo?
- Mesmo.
- Tudo bem, te levo até a porta.
Fui com até a porta. Ele me abraçava e eu queria ficar mais tempo perto dele. Não sei exatamente porquê, mas sabe quando você tem um amigo tão legal que quer ficar com ele o tempo todo? Então. Só que às vezes me dá um surto e eu começo a querer ficar longe dele, achando que assim vou ficar menos confusa em relação aos meus sentimentos.
- Quero um beijo de boa noite antes de ir. – Ele me agarrou pela cintura.
- Não sei, não sei se você merece.
- Claro que mereço. – Ele aproximou nossos rostos e me encostou na porta.
- Será? – Passei a mão em seus cabelos e sorri.
- Seja uma boa garota. – Ele puxou meus lábios e me beijou delicadamente. Eu deixei e correspondi, era impossível não corresponder a um beijo daquele. Embora a sensação fosse maravilhosa, a minha cabeça estava a ponto de explodir. Era a segunda vez que eu e nos beijávamos. Como assim? Isso não pode acontecer. Ou pode? Estou confusa, o que não é uma grande novidade. Ao pensar nessas mil coisas, parei o beijo.
- O que foi? – Ele perguntou.
- Não podemos.
- Claro que podemos.
- Não , somos amigos.
- Amigos com bônus, podemos ficar quando quisermos e ainda continuar com nossa amizade.
- Não sei, não vai dar certo.
- Confia em mim. – Ele abriu um lindo sorriso, e eu senti minhas pernas bambearem.
Ele voltou a me beijar, só que dessa vez com mais intensidade, com mais desejo. Era um beijo diferente, mas ainda sim era bom. Ele abriu meu roupão e fez com que o mesmo caísse no chão, me deixando apenas de roupas íntimas. me guiou até o quarto, e no caminho até lá eu consegui deixar ele sem camisa. Mas eu ainda estava em desvantagem, ele ainda tinha sua calça e tênis. Assim que chegamos ao quarto dei um jeito de me livrar do resto de suas roupas, deixando tudo espalhado pelo chão.
- Você não tinha que ir embora? – Perguntei, entre os beijos que eu dava em seu pescoço.
- Não mais, só se você quiser.
- Nunca.
Voltei a beijar seu pescoço, lhe provocando arrepios. Acho que me deixei levar totalmente pelo momento, ou talvez eu só quisesse isso há muito tempo e não tinha coragem de confessar nem pra mim mesma.

Capítulo 8 – Sick of waiting, I can't take it, gotta tell ya.

- O QUÊ?! VOCÊ TRANSOU COM ELE? – Minha amiga gritou, fazendo meia Starbucks olhar para nós duas. Eu quis matá-la e depois morrer.
- Isso mesmo, , grita mais porque lá na França ninguém escutou. – Eu falei bem baixinho, com muita vergonha agora – Descrição pra quê, né?
- Desculpe, foi o choque da notícia. – Ela falou em tom normal agora – Eu não acredito nisso, vocês dois... Tão lerdos... E agora tu me diz que dormiram juntos.
- Aconteceu. – Dei de ombros.
- E você nem gostou, né? – Ela riu.
- Não posso negar que foi ótimo, mas não sei o que vai acontecer agora... Como vamos ficar.
- Ficar ficando, ué.
- Ah claro, sempre muito simples você, né.
- Vocês é que complicam! , dá uma chance pro garoto, vocês estão se gostando, tem tudo pra dar certo.
- Mas eu...
- Mas nada! O que te impede de dar uma chance?
- Nada. – Falei bem baixinho, mas ouviu.
- Então... Se joga. – Ela riu.
- E se eu quebrar a cara? Talvez não esteja preparada. E se ele aprontar igual ou pior que o Victor?
- Eu arrebento a cara dele. – Ela falou séria, e eu tive que rir da cara que ela fez.
- Não ria, é sério. Só não bati no Victor pois não tive oportunidade. Ainda.
- Valeu, valentona. – Fiz joinha pra ela.
- Escuta, por que não liga pro ?
- Agora?
- É. – Ela pegou meu iPhone que estava em cima da mesa e me entregou.
- Não sei... Ele deve estar ocupado.
- Não vai saber se não ligar.
- Não quero ser chata.
- Liga!
- Tá, tá, espera. – Disquei rapidamente o número de e esperei que ele não atendesse, mas sabe como é, sou uma sem sorte mesmo.
- Alô? Ah, oi . – Uma voz atendeu do outro lado da linha. Não era .
- ...?
- Sim,sou eu
- está por ai? – Eu olhava para , que me olhava com curiosidade.
- Sim, está aqui do meu lado, vou passar pra ele. Beijos.
- Beijos, .
- Er, oi .
- Fala com ela, cara. – Ouvi alguém dizer lá do outro lado da linha.
- Tá muito ocupado?
- É, na verdade eu estou...
- Ah! Então eu te ligo mais tarde.
- Tá bom, tchau. – Ele desligou rapidamente, quase na minha cara, e eu não entendi.
- O que ele falou?
- Ele praticamente desligou na minha cara, acho que não quer papo. Disse que está ocupado...
- Então é isso.
- Mas ele... Sei lá, estava estranho.
- Coisa da sua cabeça, aposto.
- Talvez a noite não tenha sido muito boa pra ele. Ai meu Deus!
- Para de palhaçada, ! Ele só estava ocupado, nada de mais. Para de pensar besteira.
- Ele não gostou, foi isso. E agora não tem coragem de dizer isso pra mim.
- Você está parecendo uma adolescente virgem que ficou com o cara popular da escola. – rolou os olhos.
- Tudo bem, vou parar de pensar nisso. – Respirei fundo – Vamos falar sobre a próxima edição da revista.
- A bruxa da Chloe me encheu de trabalhos!
- Aposto que está aumentando, nem deve ser tanta coisa assim.
- Pare de defender aquela bruxa em sua forma humana.
- Não estou defendendo. – Eu ri.
- Pois parece.
- ...
- Fala.
- E se o estiver me evitando?
- Ai minha nossa senhora do meio fio, me dá equilíbrio! Ele não está te evitando, criatura.
- Assim espero. – Suspirei.
A verdade é que eu estava com medo de não querer mais falar comigo, não sei por quê. Pelo menos pra mim, a noite de ontem foi, de certa forma, importante. Mas e se ele ficasse constrangido? Se ele achasse que as coisas agora precisam ser diferentes? Se ele achar que não podemos mais nem ser amigos?

’s POV

- Dude, você transou com ela e agora a fica evitando? Isso não se faz com uma garota.
- Como se você entendesse muito sobre elas, né . – Eu rolei os olhos.
- Man, ela deve estar pensando que você não gostou ou algo assim, meninas sempre pensam essas coisas. Elas querem que você ligue no dia seguinte, diga que foi ótimo, mande flores, coisa de mulher. – Falou , o especialista.
- Eu não sei se devo falar com ela agora, não sei como vai ser...
- Como vai ser o quê? Vão se falar normalmente, cara! – , que até agora mexia no notebook, se pronunciou.
- Ela é minha amiga. Mesmo que eu tenha um certo interesse nela, vai ser estranho! Nós transamos.
- , você era virgem ou algo assim? – me olhou – Porra! Aja como homem e vá falar com ela, aposto que a uma hora dessas ela deve estar pensando mil besteiras.
- É,dude, você está pisando na bola a evitando dessa forma.
- Não sei, dudes, não sei. Vai ficar um clima muito estranho agora, eu não devia ter dormido com ela.
- Dormiu por que então?
- Como assim por quê, ? Ela ali na minha frente, de roupão, totalmente hot, provocante mesmo sem saber, eu não aguentei.
- Uh, posso imaginar. – fez uma cara de pervertido.
- Pode imaginar também um soco na sua cara? – Eu disse, sério.
- Uh, só estava brincando. Ficou com ciúmes da ! – Ele riu.
- tá gamado.
- Não tô não!
- Tá sim, está escrito em sua testa, dude.
- Ah, tudo bem... Não vou mentir, eu realmente estou gostando dela, mas ela é complicada.
- Todas as mulheres são, meu caro.
- Eu já disse, , conquiste-a.
- Eu não sei se isso vai funcionar, . Nem se falando direito a gente tá, e vamos ficar assim por um bom tempo, até as coisas voltarem ao normal.
- Acho que vamos ter que dar um jeito nisso. – olhou para os outros dudes e eles trocaram olhares cúmplices. Não entendi nada, mas sei que viria merda por aí, só pode.
- Nem pensem em aprontar nada.
- Ninguém nem falou nada, para de ser paranóico, .
- AH! VOCÊS ESTÃO AQUI. – Fletch entrou gritando na sala – ESTAMOS ATRASADOS!
- Para...?
- Tarde de autógrafos!
- Ah, é. – pareceu se lembrar – Tá na hora.
- Eu tô com fome, quero lanchar.
- Por que não comeu antes, ?
- Porque antes eu não tava com fome, não é óbvio? – fez uma cara engraçada.
- É só pedir pra alguma fã levar lanche pra você, aposto que elas não vão se importar. – riu e começou a mexer em seu iPhone – Vamos twittar isso.
- Vocês podem parar de papo, por favor? Andem logo, o carro para nos levar até o local da tarde de autógrafos já nos espera lá em baixo. – Fletch disse em tom mandão, sempre.
- É bom que alguém leve o meu lanche mesmo, eu não quero morrer de fome. – resmungava e nós seguíamos para fora da sala. Em poucos minutos já estávamos dentro do carro, indo para a tarde de autógrafos.

’s POV off

Estava em casa, terminando de me arrumar para ir jantar com e os guys em um restaurante italiano. É claro que eu não estava muito afim de ver , não sabia como seria, o que falaríamos. Com certeza ficaria um clima estranho depois do que houve, e tá mais do que na cara que ele não quer papo comigo, mas... Vocês já conhecem a minha querida amiga né, ela ficou tagarelando sem parar no meu ouvido até me convencer de ir.
Escutei meu celular tocando na sala e corri pra atender, devia ser me apressando.
- Oi, ! Eu já estou terminando de me arrumar, ok? Sem pressa, por favor.
- ... Er, eu não vou poder ir.
- O quê? Como assim? Você falou tanto, agora vai ter que ir ou eu não vou também.
- Não! Você tem que ir. Eu não posso mesmo ir, me desculpe, mas os meninos ainda vão, eles estão te esperando. Não os deixe esperando e vá bem linda.
- Mas me explica por que você não vai.
- Depois eu te conto tudo, se divirta, beijos.
- Mas... – Antes que eu pudesse falar mais alguma coisa, ela já tinha finalizado a ligação.
- Droga! – Falei sozinha.
não vai, mas eu não posso furar com os meninos, certo? E também não vou deixar eles esperando - pelo que ela me disse, eles já devem estar chegando ou já estão no restaurante, melhor eu correr. É só eu ignorar o e tudo vai ficar bem, não é mesmo? E afinal, o que pode acontecer, eu ficar sozinha com o e ter que falar com ele? HAHA óbvio que isso não vai acontecer.

- , onde estão os outros? – estava parado em frente ao restaurante, sozinho. Desejei mentalmente que eles estivem ido a algum lugar e já estivessem voltando, sério.
- Boa noite pra você também, . – Ele sorriu sem mostrar os dentes.
- Onde estão os outros, pode responder, por favor? E boa noite. – Falei sem emoção. Ele queria o quê? Que eu fosse simpática? Ninguém mandou ele me ignorar mais cedo no telefone. Fez pouco caso de mim, agora aguenta.
- e não vão vir, eles me ligaram dizendo que estão com dor de barriga por que comeram algo que umas fãs deram pra eles, e ... Hm, não chegou ainda, nem ligou.
- Oh, pobres e , tomara que melhorem.
- E onde está ?
- Ela não vai vir.
- Por quê?
- Ela não disse.
- Aposto que está com .
- Será?
- De certo.
- Hm, enfim, eu não deveria estar falando com você, então, com licença, vou embora. – Eu dei as costas para ele e, antes que eu pudesse dar um passo, ele me segurou pelo braço, me fazendo virar para olhá-lo.
- Por que não deveria estar falando comigo? – Ele me olhou de um jeito profundo. Tão profundo que eu quase me esqueci que estava irritada com ele.
- Me solta, !
- Não não vou soltar e... – Ouvimos uma música do Yellow Card começar a tocar: era o celular de – Espera um minuto. – Ele tirou o aparelho do bolso e atendeu.
- ! Você não vem, dude? Eu e a estamos esperando... É, eu e a , só eu e ela, os outros não vem, nem a ... Como assim? Você tá com ela? Fala logo... Que mané explicar depois o quê, man... Vai se foder, ! Eu sabia que isso era armação de vocês. Então aquelas bichas não estão com dor de barriga porra nenhuma, né? Eu sabia... Cala a boca, ! Vocês não valem nada... A vai querer ir embora... O quê? Não vou aproveitar nada... Quer saber, tchau dude.
desligou o telefone, me parecia irritado.
- O que houve? Ninguém vem? – Resolvi perguntar, e ele olhou para mim.
- É, aparentemente aconteceu algo com todos, os impedindo de vir até aqui.
- está com ?
- Ele deu a entender que sim, acho que estão todos juntos.
- Todos? Isso me cheira a armação. O que está acontecendo, ?
- Nossos amigos armaram pra gente, pra podermos...
- Ficar sozinhos.
- É.
Concluímos isso.
- Mas não deu muito certo. Estou indo embora, tchau.
- Ei, espera! – Ele me puxou pelo braço mais uma vez.
- Ai, me solta, ! Parece até que tem necessidade de ficar me pegando, eu hein.
- Talvez eu tenha mesmo. – Ele me puxou pra mais perto. Eu não estava gostando nada daquilo.
- Vamos jantar juntos, precisamos conversar.
- Eu não tenho nada pra falar contigo.
- Nem sobre a nossa noite passada? – Ele falou em meu ouvido, e eu senti minhas bochechas arderem. Pareço uma menininha idiota perto dele, que saco.
- Nós tivemos uma noite? Ah é, eu já havia me esquecido.
- Eu sei que você lembra. Não foi boa pra você? – Ele falava de um jeito sedutor. Imaginei que qualquer fã daria um rim para estar ali. Mas eu não, eu queria ir embora e ver tv sozinha na minha casa, e talvez eu comprasse um gato. Tá, esquece isso do gato.
- Foi boa pra você? – Fiz a mesma pergunta.
- Perguntei primeiro. – ele deu um sorrisinho - Quer saber mesmo? Posso te contar depois do jantar.
- Não vou jantar com você, .

- Então , o que vai pedir? – Ele sorriu para mim e analisou o cardápio, o garçom estava esperando nós nos decidirmos. Sim, eu ia jantar com ele. Ele ameaçou fazer um escândalo na frente do restaurante, ele chegou a ficar de joelhos, me fazendo passar a maior vergonha na frente de todos. Então me rendi, afinal, estava morrendo de fome. Mas ele não precisava saber disso.
- Qualquer coisa, pode ser o mesmo que você pedir.
- Então por favor, pra nós dois: espaguete com almôndegas. – Ele olhou para o garçom, que anotou o pedido e logo saiu – Gosta?
- Muito. – Dei um meio sorriso – Mas isso não significa que vamos conversar. – Eu tirei logo o sorriso do rosto.
- ... – Ele tentou pegar minha mão, mas eu não deixei – tem razão, precisamos conversar.
- Se você quisesse conversar comigo não tinha feito pouco caso de mim quando eu te liguei. Você não estava ocupado coisa nenhuma! Estava me evitando, e agora vem com esse papo de conversar e tenta me seduzir, eu não sou uma garotinha que cai na sua lábia, , sou uma mulher diferente, do tipo que você não está acostumado a lidar.
- Me desculpe por isso, . Eu estava nervoso, não sabia o que falar com você, foi isso. Fiquei com medo.
- Medo? De quê? Faça-me o favor, !
- Medo das coisas ficarem estranhas, não quero isso.
- Nem eu. – Falei baixinho, mas acho que ele ouviu.
- Olha, você quer saber mesmo se a noite foi boa, vou te dizer: foi incrível, e eu acho que nem precisava dizer isso, está escrito na minha cara.
- Não precisa mentir, .
- Não estou mentindo, gatinha. Eu amo você, quero ficar com você. Eu já me convenci disso, preciso convencer você agora.
- , eu não...
- Não o quê? Você não sente o mesmo?
- Eu gosto de você, mas é confuso... Eu não sei se é do mesmo jeito, se é o mesmo sentimento que você sente.
- Você vai ver que é. Você me ama, eu sei disso.
- Desculpe. – Eu abaixei a cabeça.
- Deixa eu conquistar você, vou te mostrar que temos que ficar juntos.
- Talvez eu não esteja preparada pra encarar um novo relacionamento. O meu último não teve um final feliz, e ainda é recente.
- Já faz meses, . E eu não vou te fazer sofrer. Eu te amo, de verdade.
- , acho que é muito cedo pra...
- Não é nada cedo. Nós nos conhecemos, viramos amigos e eu me apaixonei por você. Acredita em mim, não duvida do meu amor. Todo mundo já se ligou que eu te amo, que eu quero você, só você que não. Me dá uma chance. , eu estou aqui pedindo um pouco do teu amor, porque eu já não aguento mais não ter você, te ter como amiga, te ver e não poder te beijar, te ter nos meus braços. Estou cansado de esperar, não consigo mais aguentar. Tenho que te dizer: te amo.
Quando eu ia abrir a boca pra falar algo, tentar responder, pois eu estava sem palavras, o garçom trouxe a nossa comida, e então tudo que eu conseguir dizer foi:
- Vamos comer? Bom apetite.
suspirou pesadamente, parecendo ‘’desistir’’ de alguma coisa. Comemos em silêncio e não trocamos mais nenhuma palavra.

- Acho que podemos ir, certo? – Ele falou com certa tristeza. Eu detestava ver assim. Eu o amava, ele era meu melhor amigo.
- Preciso ir ao banheiro antes. Um minuto, ok?
- Certo. Pago a conta enquanto isso.
- Não vai pagar sozinho,vamos dividir.
- Sem essa, vou pagar tudo, é o mínimo que posso fazer depois de fazer você perder sua noite comigo.
- ... Não fala assim. Eu volto logo, me espere e não pague a conta sozinho.
Caminhei em direção ao banheiro e percebi alguns olhares sob mim, na maioria das vezes, olhares masculinos. Me senti bem com isso. Era bom ser valorizada, quem não gosta?
Quando saí do banheiro, esbarrei em uma garota e, como eu estava tentando fechar minha bolsa, ela caiu e tudo foi parar no chão. Que legal. Ironic mode on.
Rapidamente catei tudo do chão, com muita raiva. Odiava quando essas coisas aconteciam. Quando voltei pra mesa, onde estava (muito bonitinho, só pra constar), ele já havia pago a conta. Eu sabia que ele não ia me esperar, típico dele.
- Você não fez o que eu pedi, né? Não me esperou.
- Era só uma conta, não foi nada. – ele me olhou – Está de carro?
- Não, vim de táxi.
- Então vou te levar pra casa agora.
- Não precisa, vou sozinha.
- Não, eu vou te levar e pronto.
- Não vou embora com você, .

- Está entregue. – Ele disse quando estávamos na porta do meu apartamento. Vou te contar hein, as coisas estão conspirando de um jeito! e os Mcguys devem ter feito algum tipo de mandinga, sei lá. Bem que o me avisou que era um pai de santo, ele deve estar por trás do trabalho de macumba.
- Não acho... – eu mexia em minha bolsa – Não acho minha chave, que droga.
- Procura direito, .
Tirei todas as coisas de dentro da bolsa e nada da maldita chave.
- Puta que pariu. – Xinguei baixinho.
- Olha a boca, princesa.
- Que saco, não sei como eu perdi a chave! – lembrei de quando minhas coisas caíram no chão lá no restaurante – Ou talvez eu saiba.
- Você não tem uma chave reserva ou algo assim?
- Tenho.
- E cadê?
- Tá com a . Liga pra ela, liga pra ela, !
- Calma , tô ligando já. – Ele pegou o celular e discou o número de - Ninguém atende.
- Tenta o número da casa, número do , liga pra todo mundo! Ou melhor, liga pro chaveiro.
- , já é tarde. Que tipo de chaveiro trabalha a essa hora?
- Um chaveiro 24 horas!
- Não existe isso! Celular do só cai na caixa postal e ninguém atende na casa da também.
- Maldita hora que minhas coisas foram cair no chão.
- O quê? Como assim? – Ele não entendeu.
- Quando eu estava voltando do banheiro, esbarrei em uma garota e minhas coisas foram parar no chão. Minha chave deve ter ficado por lá e eu não vi.
- Vamos embora então. – colocou todas as minhas coisas de volta na bolsa, o que não era muita coisa.
- Pra onde? Ficou doido? Pode ir embora, vou dormir aqui na frente da porta até amanhã.
- Você não acha que eu vou te deixar fazer isso, né? Vamos pra minha casa.
- Você não acha que eu vou fazer isso, né? – Fiz uma careta pra ele.

- Sinta-se em casa, ! – Ele disse, assim que entramos em sua enorme casa.
- Eu não aguento mais. – Falei irritada.
- O que eu fiz? – Ele perguntou sem entender.
- Todas as coisas que eu disse que não faria hoje, ou que não aconteceriam, eu fiz e/ou aconteceram.
- Quê? – Ele parecia confuso.
- Primeiro eu pensei comigo mesma que não teria que ficar sozinha, muito menos falar com você no restaurante e, quando eu chego lá, você estava lá me esperando, sozinho, então tive que falar com você. Depois eu disse que não jantaria com você e nós jantamos juntos, e por ultimo eu disse que não ia embora com você, e você me levou até em casa. Ah, sem contar esse momento, né, também disse que não viria pra cá, e onde eu estou? Bem aqui na sua casa. Que raiva! – Tagarelei sem parar – Esqueci de algo?
- Esqueceu de dizer que não vai dormir comigo e no final a gente vai estar na minha enorme cama bem juntinho.
- Vai lavar uma louça, ! Nem vem de graça pra cima de mim, só vou dormir aqui porque é caso de urgência!
- Tudo bem, eu não vou mais te irritar. Vamos subir, eu te levo até o quarto de hóspedes e vou pedir pra Judith arrumar algumas roupas pra você, certo?
- Pode ser. – Saí andando em sua frente.
me levou até o quarto de hóspedes, onde eu dormiria, e minutos depois Judith apareceu com algumas roupas para mim. Eu a agradeci sinceramente. Tomei banho e troquei de roupa. Já era bem tarde, não veio mais falar comigo, já devia ter ido dormir. Decidir ir até a cozinha tomar água e esperava sinceramente não me perder. Já disse que a casa dele é enorme? Já, né. Procurei não fazer nenhum barulho. Percebi que estava chovendo forte. Quando cheguei na cozinha, tudo estava apagado e em silêncio. Acendi a luz e estava lá, tomando leite e comendo biscoitos. Eu gritei de susto.
- Calma , sou eu. – Ele riu.
- Não tem graça, ! Você é morcego pra ficar na escuridão?
- Eu não gosto de sair ligando todas as luzes.
- Ah, desculpe por acabar com seu momento dark, só vim pegar água.
- Tudo bem, já disse pra se sentir à vontade. Minha casa é sua casa também.
- Obrigada. – Eu fui até a geladeira e peguei uma garrafa de água. tinha uma caneca escrito ‘I love London’, então resolvi beber água nessa caneca - Eu amo essa caneca, é bonitinha.
- Também gosto. – Ele sorriu.
Em um ato de total falta de cérebro e inteligência, derramei água em mim. Não sei como aconteceu, só sei que eu sou muito idiota. Que tipo de pessoa derruba água nela mesma?
Eu estava vestindo uma camiseta branca que consequentemente ficou meio transparente. Eu estava de sutiã, não pensem merda!
- Como eu sou idiota. – Coloquei a caneca na pia e, quando me virei, encontrei me olhando.
- Hm, acho melhor você tirar a camiseta, ou vai ficar resfriada. Estou falando sem segundas intenções.
Tá legal, e eu amo dançar macarena nas horas vagas.
- Para de ficar olhando, !
- É que ficou sexy. – Ele mordeu o lábio inferior, isso sim era sexy. Ele começou a se aproximar de mim e eu dei alguns passos pra trás.
- Não me negue isso. – Ele me puxou contra seu corpo e eu não sabia o que fazer. Ele tinha um certo efeito sobre mim, não sei até que ponto isso era bom.
- … – Gaguejei, valeu hein – Para com isso. Eu já estou confusa demais.
- Eu pedi pra você deixar eu te conquistar, deixar eu te provar que temos que ficar juntos. Você me ama. Você vai perceber, assim como eu percebi. – tinha uma mão em minha cintura e a outra em minha nuca, o que me causava arrepios.
- , não complica minha situação. Eu gosto de você, mas...
- Mas nada, para de complicar, .
- Eu não resisto a você. – Confessei.
- Nem precisa, e é bom saber disso.
puxou meu lábio inferior devagar, me deu vários selinhos até que um desses selinhos foi se transformando em um beijo de verdade - beijo de gente adulta, se é que me entendem. brincava com a minha língua, e nós estávamos em perfeita sintonia. Ele acariciava minha cintura de um jeito delicado, e eu bagunçava todos os seus fios de cabelo. Queria que aquele beijo não acabasse nunca, estava sentindo uma coisa tão boa. Ele passou a mão em minha barriga por baixo da blusa e aos poucos ele tentava subir a mesma. Eu sorri entre o beijo e nós nos separamos um pouco, então ele tirou minha blusa e jogou em algum canto. Voltamos a nos beijar, só que agora com mais intensidade, desejo, e de repente eu achei que aquela cozinha estava ficando quente demais. Alguns minutos depois e também já estava sem sua blusa. Ele me sentou na bancada da cozinha e ficou entre minhas pernas, beijava e dava mordidas em meu pescoço, e provavelmente amanhã teriam marcas ali. Fiz o mesmo com ele, dei alguns leves chupões em seu pescoço. Queria saber como ele iria explicar as marcas depois.
- Vamos sair daqui, vamos pro meu quarto. – Ele disse entre alguns beijos.
- Aqui está quente. – Eu ri e ele me acompanhou.
- Muito quente.
me desceu da bancada e foi me guiando até seu quarto. Conseguimos subir a escada nos beijando e sem cair – é, somos demais. Parei.
- Olha o que você faz comigo, . – Eu disse enquanto me livrava de sua calça de moletom cinza, relevando sua boxer de cor vermelha, que me fez ter pensamentos nada puros.
- Acho que você nunca parou pra pensar no que você faz comigo. – Ele me olhou e eu percebi certo brilho em seus lindos olhos . Isso me encantava mais que tudo.

Abri os olhos e vi ainda dormindo. Eu estava com a cabeça apoiada em seu peito, que subia e descia conforme sua respiração tranquila. Ele era um anjo, eu estava quase convencida disso. Parecia que ainda era bem cedo. Observei por mais alguns minutos, passei a mão por seus cabelos e ele pareceu despertar.
- Desculpa, não queria te acordar.
- Bom dia, meu amor. – Ele sorriu sonolento, que coisa mais linda. Pode chamar a NASA?
- Bom dia pra você também. – Eu sorri e fiz carinho em seu rosto.
- É muito clichê se eu disser que queria acordar assim todos os dias?
- É. – eu ri.
- Mas eu queria acordar assim todos os dias.
- Que horas são? Estou com fome. – Eu fiquei de joelhos na cama, muito macia, diga-se de passagem, gostaria de ficar pulando nela. Percebi que eu usava apenas uma camiseta grande de .
- Você está sempre com fome. – Ele riu e me fez deitar de novo ao seu lado – O que você quer de café da manhã? – Ele me deu vários beijinhos.
- Ah, não sei... Talvez panquecas. – Fiz uma cara de pensativa – E suco de laranja, ou talvez de morango, não sei, sou indecisa.
- Estou vendo, né. – Ele riu e ficou por cima de mim, prendendo meus pulsos na cama, sem machucar, claro. Ficou me encarando sem falar nada, conseguiu me deixar sem graça.
- Que foi? – Eu ri.
- Depois de... Hm, tudo que aconteceu, significa que estamos bem?
- Estamos ótimos. – Ele pareceu surpreso com a minha resposta. Até eu fiquei surpresa comigo mesma.
- Mas de que jeito? Vamos voltar a ser amigos e fingir que nada aconteceu ou... - Você pode me dar um tempo?
- Posso, claro. – Ele falou, desapontando.
- Sempre vamos ser amigos. Mesmo que algum tinha a gente possa ter algo como namoro... – veja bem, eu já estava até considerando isso - ...Digamos assim, mesmo que um dia namoremos, vamos continuar sendo amigos.
- Há uma possibilidade disso acontecer ? – Um sorriso brotou em seus lábios.
- Sim, por que não? – Eu sorri também – Mas por enquanto nós somos amigos com bônus, tudo bem? Preciso de um tempinho, só isso que eu peço.
- Posso te falar uma coisa?
- Pode.
- Amo você. – Ele sussurrou no meu ouvido, me fazendo sorrir.
- Posso te falar uma coisa também?
- Pode. – Ele sorriu.
- Acho que te amo, assim como você me ama.
- Isso é bom.
- Não quero te decepcionar, te fazer sofrer.
- Nem vai, e eu também não vou te decepcionar.
- Mas agora vamos tomar café? Ou eu vou desmaiar de fome, gastei muitas energias ontem, sabe. – Gargalhei.
- Awn, deve estar cansadinha, né. – ainda estava por cima de mim, me deu vários selinhos. Quem programou ele pra ser fofo assim?
Depois desse momento de mel matinal, vamos chamar assim, nós nos arrumamos, fizemos nossa devida higiene matinal e descemos pra tomar café.
Escutamos falação e muitas risadas vindo da cozinha. Quando chegamos lá, encontramos a trupe toda reunida: , , e . Eles tomavam café animadamente e conversavam, quando eu e chegamos abraçados na porta da cozinha. Eles nos olharam e pararam de comer.
- Bom dia, gente. – Falei animada, e todo mundo respondeu um ‘bom dia’ em coro.
- O que é isso? Vocês não tem mais casa não?
- Na nossa casa não tem panquecas gostosas da Judith. – falou de boca cheia.
- É verdade. – concordou.
- Vocês sabiam que eu estaria aqui? – Perguntei.
- Claro, eu passei na sua casa antes e você não estava lá, só podia estar aqui, né. – falou, depois de comer sua torrada.
- É, eu perdi minha chave ontem, tive que dormir aqui. Liguei pra você e pro , mas ninguém atendeu.
- Estávamos ocupados. – lançou um olhar para , que a fez ficar sem graça.
- Sei, sei.
- E você ficou aqui fazendo o quê?
- Coisas. – me abraçou pela cintura, mordendo minha orelha em seguida.
- Sabia que vocês iam se acertar. – disse com ar de sabe-tudo.
- Eu que sabia, eu que montei o plano todo
- Sabia que tinha sido você, . – olhou para o amigo – Obrigado.
- Foi tão bom assim, é? – riu.
- Não podemos contar, é proibido para menores. – deu uma piscadinha.
- Fico feliz que estejam bem. Mas digam, é namoro ou amizade? – riu.
Eu e nos entreolhamos e respondemos juntos:
- É bônus.
Rimos sozinhos, e os outros não entenderam nada.

Capítulo 9 - Esclarecendo os Sentimentos.

Três semanas depois e eu e ainda tínhamos o nosso bônus. Nossa amizade estava como sempre, estava tudo normal, só que a gente se beijava agora. A verdade é que estávamos ficando, eu só ficava com ele e ele comigo, então posso dizer que era sério.
e andaram brigando, saiu em uma revista de fofoca que teria saído pra dançar com uma atriz americana. nem conhece a tal, mas não quis nem saber - minha amiga é radical - mas eles já voltaram às boas. Também né, depois de dedicar All about you pra ela em um show e depois ainda lhe mandar flores com um cartão fofo, ela ficou derretida, e eu já estava esperta ao seu lado com uma colher na mão pra poder junta-lá do chão, entendeu? Haha.

- Pronto, hoje o dia é só nosso, dia das garotas. – falou animada. Estávamos na casa dela pra colocar toda a fofoca em dia. Ela terminara de fazer pipoca.
- Como na época de colégio. – Eu peguei a bacia com pipoca e levei pra sala - O que vamos assistir? - Perguntei ao sentar no sofá.
- Acho que vai passar Os Vampiros Que Se Mordam em algum canal, sei lá. Quer ver? – ligou a tv e ficou procurando o canal em que ia passar o filme.
- Pode ser. – respondi - Quero refrigerante, .
- Vai pegar, ué.
- Pega lá pra mim? Por favor.
- Tô cansada, minha filha, trabalho muito. – Ela riu.
- Também trabalho. Se fosse o , ia lá pegar pra mim.
- , , só fala nele agora, mais do que antes. – Ela me olhou e parou de procurar o canal, já havia encontrado – Está apaixonada.
- Eu não sei se é bem por aí não...
- Como assim, ? Vocês estão ficando super sério. O faz tudo que você quer, se você mandar ele pintar toda Londres de rosa, ele vai pintar, porque ele ama você.
- Eu também gosto dele, mas...
- Mas o quê? Você pode realmente me dizer o que se passa?
- Eu não sei ao certo. Sei que gosto muito muito dele, eu o amo, não quero que ele fique mal, faria tudo pra ele ser sempre feliz. Quando estou com ele me sinto outra pessoa, de bem com todo o mundo, parece que nada de ruim existe. Sem contar que toda vez que ele me beija é... É como se fosse a primeira vez. Sinto borboletas no estômago, me sinto boba como uma garota de dezesseis anos. Fico com vergonha fácil perto dele, é estranho.
- É AMOR. – Ela gritou, me fazendo rir – Isso é amor, . Acho que você se esqueceu de como é, por isso não consegue identificar.
- Será?
- Tudo isso que você falou significa que sente o mesmo por ele! Você nem parece ter vinte e um anos! Tão bobinha...
- Sei lá, , só não quero quebrar a cara de novo. – Falei, me lembrando de Victor.
- Pode parar, e lembre-se que é quebrando a cara que aprendemos. Quanto mais erramos, mais aprendemos. Se paramos de errar, paramos de aprender e, parando de aprender, sinceramente, não vivemos.
- Uow, que profundo isso. E verdadeiro.
- Pois é, e eu sinceramente acho que seria bom você dizer essas coisas pro . Não deixa ele pensar que você não sente o mesmo. Diga pra ele que o ama, de verdade.
- Talvez eu faça isso. – Enchi uma mão de pipoca e comecei a comer.
- Talvez nada, manda uma mensagem pra ele agora e diz que precisam conversar.
- Depois, .
- Depois nada, você esquece! Parece criança, tudo tem que mandar fazer! – Ela pegou um pouco de pipoca.
- Ta bom, mamãe. – Eu ri e peguei meu celular, que estava ali perto. Enviei uma mensagem para rapidamente e fim – Satisfeita? Já enviei. Ele não vai responder agora.
- Ah é, é hora do show deles. Enfim, agora que você já se tocou que ama o , vamos ver o filme, que já começou.
- Eu tô afim de passar trote pros outros. – Falei rindo.
- Tá maluca, menina? – Ela me olhou como se eu fosse louca.
- Vai ser divertido, ! A gente sempre fez isso.
- Quando tínhamos entre 10 e 11 anos.
- Por favor, por favor, por favor.
- Tá bom, vai ser legal mesmo. – Ela levantou do chão e pegou o telefone. Passamos vários trotes, cantamos para desconhecidos. Foi divertido, eu sabia que seria. Depois assistimos o filme, que já estava quase no final, pedimos pizza, pintamos as unhas, falamos sobre os atores mais lindos da tv, coisas de garota.
Quando era quase uma e meia da manhã, o interfone tocou. Visita a uma hora dessas?

- Deve ser a pizza!
- Não pedimos mais pizza, . – Eu a olhei.
- Ah é, esqueci. É que eu tô com fome.
- Atende o interfone e pergunta logo quem é.
foi atender o interfone e voltou correndo. Passou por mim e não falou nada, abriu a porta de casa e foi correndo pro quintal pra ir abrir o portão. Eu fui junto. Quando ela abriu o portão, vi os McGuys desesperados e uma garota com eles. Quem era aquela vadia? Eu espero que ela não esteja com o , porque se não eu...
Meus pensamentos foram interrompidos por todos os guys falando ao mesmo tempo.
- Silêncio, falem um de cada vez. – pediu.
- Uma fã; uma não, várias fãs nos perseguindo. – Disse , com os olhos arregalados.
- Começamos a correr muito e lembramos da sua casa logo aqui, foi o único lugar que veio a nossa mente. – apoiava as mãos no joelho e tentava respirar calmamente agora.
- Nos abrigue aqui, , ou seremos devorados por elas lá fora. Sem contar que também tem paparazzis correndo atrás de nós. – Afirmou .
- Como isso foi acontecer? – perguntou.
- Não sabemos direito, as fãs sempre dão um jeito. – Disse .
- Hm, e quem é...ela? – Eu olhei para a garota dos cabelos castanhos.
- Ela tá comigo, , e espero que não se importe. – lançou um olhar suplicante para , e eu respirei aliviada de saber que ela não estava com .
- Tudo bem, estamos todos em casa. – abriu um sorriso e nós caminhamos para dentro da casa dela. Estava frio, então resolveu fazer chocolate quente pra todo mundo. A menina que estava com se chamava Megan, era simpática e super legal.
- MEU DEUS! – gritou e todo mundo olhou pra ele – Meu iPhone arranhou.
- Sabia que vinha viadagem pela frente. – disse e voltou a prestar atenção na tv.
- iPhone nem arranha, . – Megan pegou o aparelho e analisou.
Todos estavam distraídos conversando e etc, e estavam na cozinha fazendo o chocolate quente mais demorado da história dos chocolates quentes. Sei bem o que eles estavam fazendo.
Eu e fomos para a varanda nos fundos da casa, perto da piscina. Sentamos em um dos sofás dali e ficamos conversando, longe dos outros, queríamos ficar sozinhos.

- Devo dizer que você está muito linda com esse mini short e de maria-chiquinha. – Ele riu, me fazendo rir junto.
- Não fica me zoando, ok? Era pra ser uma noite de garotas, daí vocês aparecem aqui.
- Desculpe por estragar a noite de garotas de vocês, mas é que isso foi um imprevisto. – Ele beijou minha testa.
- Recebeu minha mensagem?
- Desculpa amor, não tive tempo de ler. – Ele pegou o iPhone e leu a mensagem em seguida – Precisamos conversar?
- Precisamos.
- Sobre?
- Nós.
- Diga então.
- Eu... Er, eu, eu amo você e cheguei à conclusão de que tudo que você sente por mim é correspondido. Eu te amo loucamente, apaixonadamente, e quero realmente ficar com você, só com você. Enfim, é isso, estou apaixonada por você, .
- O que não é novidade, escuto isso o tempo todo de todas as garotas. – Ele falou todo convencido, e eu o encarei séria – Estou brincando, meu amor, foi brincadeira, calma. – Ele me deu um selinho – Estou tão feliz de escutar isso de você, não sabe o quanto! Achei que esse dia nunca ia chegar.
- Não seja bobo, é impossível não gostar de ti. – Eu me aproximei dele e o beijei.
- Olha o casal. – chegou rindo feito um idiota.
- Se manda daqui, . – falou irritado.
- Ele ficou irritadinho. – ainda ria.
- , vem aqui dar um jeito no . – Eu gritei.
- Só vim chamar você pra tomarem o chocolate quente.
- Finalmente ficou pronto? Achei que você e iam ficar se pegando pra sempre na cozinha. – Me levantei do sofá e puxei junto comigo.
- A gente não tava se pegando lá dentro. – pareceu ficar com vergonha.
- Isso só prova o quanto você é lerdo então. – me abraçou por trás e nós saímos andando assim, deixando pra trás.
- O que vocês estavam fazendo lá fora? No frio? – perguntou, quando todos estavam tomando chocolate na sala.
- Coisas que casais fazem. – Eu o olhei rindo.
- Estavam fazendo sexo selvagem na varanda da ? Uow.
- Você só pensa nisso, ? – Eu perguntei, olhando para ele que riu.
- Ué, casais fazem isso.
- Está muito frio lá fora. – disse.
- As coisas teriam ficado bem quentes se o não tivesse ido lá atrapalhar. – disse, e eu lhe dei um tapinha no braço.
- Tá vendo, não rolou mas ia rolar um sexo selvagem.
- , você está com falta de sexo ou coisa assim? Só fala nisso. – olhou para ele.
- É que desde que começou a ficar com a , não dá mais a devida atenção a ele, entende? – riu.
- Isso era segredo, . – falou sério, o que fez todo mundo rir.
- Desculpa , mas agora eu sou só da . – beijou meu rosto.
- Só porque ela tem seios naturais! Deixa você , eu vou colocar silicone, me aguarde na próxima turnê. – fazia gestos estranhos e uma voz engraçada.
- Ok, vocês não precisam de toda essa viadagem na frente da Megan, né? Ela vai achar que eu sou como vocês.
- Você é o pior de todos, .
- Não escute nada do que eles dizem, Megan.
- É Megan, o é um cara legal. – Eu disse.
- Valeu, . – Ele sorriu.
- Fala alguma coisa, guria. – olhou para Megan, que estava um pouco tímida.
- Ela está com medo, vocês parecem loucos. – Disse .
- Vocês são divertidos. – Ela sorriu – Eu é que sou tímida mesmo.
- Aqui não pode ter ninguém tímido. – avisou, rindo – Manda sua timidez embora logo.
- Aos poucos ela deixa de ser assim. No início eu também era quieta, não lembram? – Eu disse.
- É, mas agora... Te contar, hein .
- Quer dizer o que com isso, ?
- Que o te corrompeu.
- Eu nada, me tira dessa.
- , você tem que assumir que me levou pro mal caminho.
- Eu nada, . Eu sou um cara tão tranquilo...
- Tu é safado. – Eu comecei a dar tapinhas nele, de brincadeira.
- Vocês dois são o casal de namorados mais fofo. – Megan disse.
- Ah, nós não somos namorados. – Eu sorri meio sem graça.
- Não? Ah, mas parece.
- Somos amigos com bônus, entende? – Eu ri, ainda sem graça.
- Quem vai querer brincar de banco imobiliário? – perguntou, mudando de assunto, talvez percebendo minha situação. Agradeci mentalmente.
(...)

Algumas semanas depois e era o dia de uma premiação. O McFLY concorria na categoria de “banda mais popular entre os adolescentes”. Eu realmente acho que eles vão ganhar.
Os meninos estavam ansiosos e nervosos por isso. Eu e estaríamos lá, já que eu era, tipo, o par de , e o de . Uow, eu em festas VIPs com o McFLY, a banda dos garotos que eu achava que eram cem por cento vazios e mimados.
Eu e já participamos desse tipo de festa, digo, nesse nível, por causa da revista e etc, mas antes não éramos amigas dos McGuys.

- Oi . – atendi o telefone – Onde eu tô? Na casa do ué, eu vou me arrumar aqui e vamos pra premiação juntos. – enquanto eu falava ao telefone, beijava minhas costas, meu pescoço – Para , espera. – eu ri baixinho – Sim, , eu estou te escutando... É o aqui te mandando um beijo... Não, ele não tá de fogo. – eu ri – Ok, ok... Até mais tarde, beijos. – Desliguei o telefone.
- O que ela queria? – perguntou
- Saber onde eu estava e que horas vou me arrumar, blá blá blá, coisas de .
- Achei que ela já soubesse que você está aqui. – Ele me deu vários selinhos.
- Eu esqueci de avisar, não falei nada pra ninguém.
- Hm. – ele me deu um selinho bem demorado – Tá com fome? Vamos lanchar.
- Não , temos que nos arrumar, daqui a pouco temos que sair. – Passei a mão pelos cabelos dele.
- Mas dá tempo de comer, minha barriga está roncando. – Ele fez uma careta engraçada.
- Você acabou de comer, não seja guloso, bebê. – Eu lhe dei um beijo, que ele fez questão de intensificar. Logo estávamos ofegantes, trocando carícias sem nos importar com o tempo ou qualquer outra coisa.

- Chega, . – Falei entre risos – Vamos perder a hora, você precisa se arrumar e parar de me agarrar.
- Tô com preguiça, .
- Vou ligar pro Fletch, então. – Falei, me levantando da cama.
- Não, não, eu já vou.
- Sabia que ia funcionar. – Eu ri.
- Eu não tenho roupa. – fez uma careta.
- Como assim não? E isso tudo no seu closet? É o que? Peça de museu?
- Tudo velho.
- Ah, então você vai com roupas velhas, só lamento, meu querido. Mas se quer saber, até com roupas velhas você fica lindo. – Pisquei, e ele levantou da cama.
- Fique onde está, não venha pra perto de mim, vai se arrumar.
- Não quer tomar banho comigo? – Ele abriu um sorriso cheio de malícia.
- Não, você é tarado e eu muito inocente.
- Inocente, é? – Ele veio andando em minha direção, se aproximando com um sorriso malicioso ainda nos lábios.
- Muito, e você quer me corromper. – Eu ri alto.
- Talvez eu possa te ensinar umas coisas pra você deixar de ser inocente. – Ele estava bem perto de mim agora. Ele acariciou minha barriga, eu estava apenas de sutiã – O que você acha? – Ele mordeu minha orelha e depois começou a deslizar suas mãos por minhas costas, tentando em seguida abrir o fecho do sutiã.
- Acho que vamos chegar atrasados na premiação. – Eu o empurrei delicadamente.
- Ah , assim você acaba com a minha festa. – Ele fez bico – Não tô afim de ir a essa premiação, quero ficar só com você aqui. Não pode ser?
- Não . Você tem que ir, é importante pra você, pra banda toda. Não vai deixar seus amigos na mão, e para de bobeira.
- Não é bobeira. – Ele parecia uma criancinha resmungando.
- Prometo que depois da premiação você tem direito a uma after party comigo, pode ser? Com tudo que você tem direito.
- Opa, tudo que eu tenho direito?
- Isso, você que manda.
- Comecei a gostar disso. Será que posso ter uma demonstração agora?
- Não banque o espertinho comigo, gato. Só depois da premiação. – Saí do quarto antes que tentasse me seduzir. Eu de certo cairia em tentação, sabem como é, né...

- , você não tá pronto ainda? Pelo amor de Deus, parece uma moça se arrumando, eu nunca vi tanta... – parei de falar quando ele saiu do closet totalmente lindo, com os cabelos bagunçados de um jeito arrumado, não sei explicar. Ele usava seu all star preto, o que dava uma despojada no look sério. Ele estava perfeito, eu esqueci como se respira, sério.
- Como estou? – Ele sorriu de um jeito que poderia iluminar toda Londres. Piegas, eu sei.
- Lindo, acho melhor você ficar em casa, aquelas fãs alucinadas vão cair, se jogar, voar pra você. Não quero.
- Não, você disse que tenho que ir, então eu vou, até me animei agora.
- Foi só eu falar das fãs. Tá animadinho demais pro meu gosto.
- Sem ciúmes, princesa. Senão eu vou reclamar também, esse seu vestido curto, deixando essas pernas à mostra, tão... Hot.
- Não tem nada de mais aqui. – Me fiz de inocente.
- Uow, imagine se tivesse. – Ele me olhou de cima a baixo, demorando (demais) o olhar em minhas pernas.
- Bom, acho que já podemos ir, certo?
- Sim, senhorita. – Ele passou o braço por minha cintura e saímos do quarto.
O caminho até a premiação foi tranquilo. ligou duas vezes perguntando por nós. Ele foi o primeiro a chegar, como sempre muito certinho. Aposto que não tinha nada arrumado ainda e o já devia estar lá, um monte de cadeiras vazias e ele lá - ri mentalmente imaginando isso. Mas ele devia estar com uma garota, como sempre.
Quando chegamos ao local da premiação eu quase fiquei cega, muitos flashs, fotógrafos, repórteres e etc, muita gente famosa, muita imprensa. Imaginem, posso dizer que foi tenso, sem contar as fãs querendo arrancar qualquer parte do corpo de . Quando eu e chegamos, os paparazzis fizeram o que sabiam de melhor: nos irritar. Falaram de fofocas, várias notícias falsas. Alguns perguntavam se eu namorava , se eu estava com ele por interesse, e coisas piores...
Nós apenas ignoramos.

- É sempre assim? – Perguntei, depois de passar pelo mar de fotógrafos.
- Acho melhor você se acostumar se quiser ser namorada de um rockstar.
- Namorada, é?
- Sim, namorada, só minha, pra sempre. – Ele me deu um beijo rápido.
- Olha o casal vinte, que lindo. – Chegou e uma garota morena muito linda grudada com ele.
- Oi . – Eu sorri – Quem é sua nova amiga?
- É a Susan, minha gatinha, meu verdadeiro amor. – Eles deram um selinho.
- Verdadeiro amor? – Olhei para , que olhou para mim e apenas riu.
- Que bom que encontrou seu verdadeiro amor dessa semana, dude.
- Qual é , agora é sério.
- É mesmo, eu e estamos muito felizes. – Susan disse, sorridente.
- Que bom, fico contente por vocês então. O amor é lindo, é muito bom, incrível. Não é, ?
- Não, o amor faz você vir a essas premiações quando eu queria estar em casa fazendo outra coisa.
- Sei que coisa, garanhão. – riu.
- Não deem ouvidos a ele. Vamos procurar por , ele já chegou.
- Ele disse que tá com a Megan, ele me ligou mil vezes já. – rolou os olhos e nós saímos procurando por e falando com algumas pessoas. Bom, e falando com algumas pessoas.

- Finalmente encontramos vocês. – Eu disse, ao ver , , e Megan.
- Finalmente vocês chegaram, que demora. – reclamou.
- demorou, ele demora como uma moça.
- É verdade, ele ainda não parou com isso? – riu.
- , nos apresente sua... – não sabia qual palavra usar.
- Meu grande amor. – Ele falou, e a menina abriu um enorme sorriso – Essa é a Susan, amor da minha vida.
- Nossa, ele já bebeu, foi? – falou baixinho pra mim, que apenas ri.
- Olá Susan. – Megan a cumprimentou.
- Vamos, sentem logo aqui, guardamos lugar para todos. – Disse .
- Dude, eles não vão nos dar comida? Que falência, eu tô morrendo de fome. – disse, depois de se sentar ao meu lado.
- Pode crer, meu estômago ronca no ritmo de Transylvania já. – deu uma risada.
- Que horror, esses meninos só pensam em comer. – Megan balançou a cabeça negativamente.
- Tudo esfomeado. – Concordei.
- Tem que ter comida e bebida, claro. – Tinha que ser o pra lembrar da cachaça.
- Silêncio gente, já vai começar, parem de tricotar. – resmungou.
- Vou twittar isso. – pegou o iPhone. Ô vicio, hein.
Logo a premiação começou. Foi tudo muito lindo, muita gente famosa e elegante, uow. Como era esperado, os guys levaram o prêmio na categoria em que concorriam, foi mais que merecido. Na hora em que os meninos foram receber o prêmio, duas malucas subiram no palco não sei como e uma agarrou e a outra agarrou o . Que maravilha, você não acha? Se eu fiquei com ciúmes? Ah, claro que não, imagina.
Detectou a ironia?

Capítulo 10 – I don't wanna share you with nothing else

- , não acredito que você tá com ciúmes. – tentou acariciar meu rosto, mas eu não deixei.
- Foram só duas fãs,relaxa , elas nem fizeram nada. – tentou ajudar .
Estávamos em um restaurante bastante reservado. Decidimos comemorar ali o prêmio que os meninos ganharam, era melhor pra ficar longe dos holofotes.
- Quem disse que eu estou com ciúmes? Nem ligo que o ficou de sorrisinhos com uma desconhecida. – Sorri sem mostrar os dentes.
- Se isso não é ciúmes, não sei mais o que é. – riu.
- A Susan nem falou nada com o , por que é que você tem que ficar assim?
- Eu me chamo Susan por acaso? Acho que não, né . – Falei seca.
- Uow, vamos parar com esse clima por aqui e agora, é noite de comemoração. – se pronunciou.
- Vamos acalmar os ânimos, gente. Que tal um bom vinho agora? – Megan deu a idéia.
- Acho digno. – concordou.
Logo começamos a beber taças e mais taças de vinho, todo mundo foi ficando super alegre. Mas eu ainda estava distante de - ele que fosse lá de sorrisinho com as suas fãs. Pra complementar a noite, houve uma hora em que uma garota veio até a nossa mesa e pediu pra tirar uma foto com os guys - até aí tudo bem -, mas ela tinha que se pendurar no pescoço do ? Ela tinha mesmo que fazer isso e encher o rosto dele de beijos? Tudo bem, ela é só uma fã, eu ainda consigo respirar.
- , dá pra você desfazer essa cara feia? São só fãs, relaxa. – falou baixinho pra mim.
- Não, são vadias disfarçadas de fãs querendo abrir as pernas pro meu .
- É, também. – Ela riu – Mas você precisa se controlar, não pode dar chilique toda vez que uma fã falar com o , isso sempre vai acontecer. Já acontecia antes de vocês estarem juntos e não tem jeito, você tem que se acostumar. Eu tento fazer isso, pelo menos, ou você acha que não rola um ciúme também? Mas eu não deixo o perceber.
- Eu sou ciumenta assim mesmo, você sabe. não devia ficar dando confiança pra essas gurias.
- Ele não dá porque ele ama você, ele só é simpático. São as fãs dele, sem elas não tem McFLY, não tem trabalho, ele tem é que tratá-la muito bem e você tem que entender. Não seja criança, .
- Não consigo me controlar. – Suspirei pesadamente – E já estou cansada, vou pra casa. – me levantei.
- Já vai, ? Tão cedo.
- Sim, , já estou com dor de cabeça, sabem como sou com as bebidas né. – Ri fracamente, e me lançou um olhar.
- Acho que você devia ficar mais, vamos comemorar, garota. - falou animado.
- Depois comemoramos mais. Agora fiquem aí e se divirtam bastante, ok?
- Não vai esperar o ? – perguntou.
- Quem vai esperar por mim? – falou. Ele tinha ido ao banheiro - , aonde você vai?
- Embora.
- Ficou doida? Tá cedo.
- Eu estou cansada, com dor de cabeça.
- Sente-se mal? O que você tem? – Ele me olhou com preocupação.
- Minha amiga sofre do mal de frescurite aguda. – falou, e eu lhe lancei um olhar mortal.
- É, a me parece cansada. – Megan disse.
- E estou, minha cabeça dói demais, não devia ter bebido tanto.
- Então eu beberei por você. – bebeu mais uma taça de vinho.
- Eu vou pra casa com você, então. – disse.
- Não, não precisa, eu vou pro meu apartamento, pego um táxi e pronto. Fica aqui e aproveita sua noite.
- Nada disso, eu vou com você, minha noite é com você. – Ele disse, baixinho.
- Tá, vou passar na sua casa pra pegar umas coisas, mas vou dormir no meu apartamento.
- Mulher complicada. – Ele riu não sei de quê – Dudes, vou embora com a , depois a gente se fala. E não façam nada que eu não faria.
- , não diga pra seus amigos não agirem como homens. – riu.
- Não teve graça, .
- Teve sim, dude. – ria.
- Tchau galera. – Me despedi e saí do restaurante com .
O caminho até a casa dele foi em silêncio total, ninguém falou nada, até ele quebrar o silêncio.
- Vai mesmo embora?
- Vou.
- Por quê?
- Porque eu quero.
- Não acredito que tudo isso é por causa das fãs.
- Não, imagina, nem ligo.
- ...
- Tudo bem que elas são fãs, mas abusam demais. Elas dão em cima de você, de todos da banda.
- Mas nós apenas somos legais com elas. Temos que ser, devemos tudo a elas. Mas a dona do meu coração é você. Minha namorada é você.
- Não sou sua namorada.
- Agora é. Ou você não quer?
- Claro que quero. – Falei de imediato e ele sorriu - Mas isso não muda os fatos.
- Que fatos?
- Você ficou de sorrisos pra menina que te agarrou mais cedo.
- Não fiquei não, estava rindo da situação, foi isso. – Ele explicou, e eu fiquei em silêncio por alguns minutos.
- Sei...
- Ah, minha ciumenta, para com isso, eu amo você.
- Sério?
- Muito sério. Só quero você.
- Ok, me desculpe por isso. Estou sendo ridícula, né?
- Não, está sendo a ciumenta mais linda, só isso.
- É que eu não quero ... Hm, perder você.
- Nem vai. Agora chega de ciúmes bobo e briguinhas. Você me deve uma after party, eu não esqueci.
- Você não foi um menino bom... Não sei se merece.
- Claro que mereço, sou seu namorado, agora com todas as letras.
- Vamos subir e eu penso no caminho, pode ser?
- Pode pensar enquanto eu tiro seu vestido também.
- Não, não seja apressado.
- Você vai dormir aqui?
- Vou.
- Que bom, não queria que fosse embora. – Ele me abraçou e fomos caminhando até o quarto.
- Também não queria ir.
- Não é legal dormir nessa cama sem você.
- Não é legal ficar em lugar nenhum sem você. – Eu o beijei assim que entramos no quarto.

Depois desse acontecimento, tudo ficou em paz, perfeito como flores e batata frita. Agora eu praticamente morava na casa de , passava a maior parte do meu tempo lá. Eu dormia lá, ia pro trabalho e depois voltava pra lá. Eu tinha uma escova de dentes lá, isso significa muito, ok?

- Olá meninos. – Saudei ao entrar em casa. e os McGuys estavam reunidos na sala, parecia uma reunião para compor músicas ou algo do tipo – Espero não estar atrapalhando.
- Claro que não, meu amor. – veio até mim e me deu um selinho – Nós só estamos trabalhando em uma música. Quer nos ajudar? – Ele riu.
- Não, obrigada, vocês são quem tem o talento aqui. – Eu ri também – E daqui a pouco a vem aqui, precisamos terminar umas coisas da revista.
- vem aqui? – perguntou animadinho.
- Vem sim, , mas nós vamos trabalhar, não ficar de papo.
- Ela é minha namorada, , você vai ter que deixar a gente se falar.
Ah, eu esqueci de contar: agora e são namorados. Ele a levou pra jantar e no fim da noite a pediu em namoro - a chora contando isso. Estou feliz por ela, mas ela não precisava chorar toda vez que lembra ou fala pra alguém.
- Vocês são tão chatos namorando. – Tentei fazer cara séria, mas não consegui.
- Só quando estão namorando? Desde sempre foram chatos. – Disse .
- Pelo menos não estou encalhado. – retrucou.
- E a Susan, gente? – Perguntei.
- Essa daí já rodou faz tempo. – riu.
- Não era o amor da vida do ?
- Quem é Susan? - parecia não lembrar da garota.
- Seu amor da semana passada. – respondeu.
- Ah,aquela gostosinha que foi comigo na premiação. Peguei fácil.
- Ela era boa? – perguntou.
- Muito boa, mas muito iludida. Mas deu pro gasto, man.
- Uow, eu vou subir, não quero ouvir esse papo de homem pegador.
- Não falem essas coisas perto da . – Disse , me abraçando.
- Eu já vou subir, amor, preciso tomar banho e estou morrendo de fome.
- Nós também estamos com fome, amor. – fez uma voz afeminada e olhou para , o que me fez rir.
- Sai , ele é o meu amor. – Eu disse.
- Já era meu bem antes de você chegar, gata. – piscou.
- Tem pra todo mundo, gente. – riu.
- Tem nada, só pra .
- É isso mesmo.
(...)

Os meninos ficaram lá fazendo o que tinham que fazer, eu subi para o quarto e, meia hora depois, chegou. Nós fizemos o nosso trabalho, resolvemos o que tínhamos que resolver, graças a Deus. É muito trabalho, quero férias e um aumento, ok? Depois eu e ela ficamos falando besteiras até aparecer no quarto e me jogar pra escanteio, me abandonando pra sempre. Sentiu o drama? É, essa sou eu.
Depois todos nós ficamos juntos na sala até o jantar ficar pronto. É claro que os McGuys ficaram pra jantar, ou você acha que eles perdem algum tipo de boca livre?

- Estou mais que satisfeita. – disse, após terminar de mastigar.
- A lasanha estava ótima, Judith. – Eu sorri.
- Mais que ótima, é a melhor lasanha do mundo. – colocava mais lasanha em seu prato – E que minha mãe não escute isso.
Nós rimos.
- Obrigada. – Judith sorriu, e em seguida se retirou.
- , deixa mais lasanha pra mim, eu quero comer mais ainda. – reclamou.
- , você nem terminou de comer o que tá aí. – olhou para ele com espanto.
- Deixa ele comer, . – Eu ri.
- Deixa nada, ele é um folgado.
- Eu já estou acostumado com isso, . É sempre assim. – disse.
- Vocês são chatos, não é todo dia que eu como bem assim. – falou, com a boca cheia.
- E a comida que a faz, não é boa? – riu.
- Só comemos pizza, a maior parte do tempo. – deu de ombros.
- Ou cup noodles. – riu.
- Parece até que vocês moram juntos. – comentou.
- É quase isso.
- Tipo a e o .
- Eu quase não fico aqui. – Eu ri.
- Não, imagina... Você tem roupas aqui, escova de dentes, tudo seu já está aqui. Você mora aqui.
- E isso é muito bom. – sorriu.
- Pelo menos com a aqui, quando estamos aqui ela faz lanchinhos pra gente. O nunca faz nada pra gente, só pipoca. – fez uma careta.
- Agora não vou fazer nem pipoca, pra você deixar de ser ingrato.
- Ninguém vive só de pipoca, né , fala sério. – Disse .
- Vocês estão ferindo os sentimentos do . – riu.
- Eles vão se ver comigo, bando de viado ingrato.
A hora do jantar passou assim, bem divertida. Depois todos foram embora, restando apenas eu e em nosso ninho de amor - nossa, parei, é sério.

Eu, ) e Molly, a nova garota de , estávamos assistindo da área vip mais um show dos meninos, já estava quase no final. Eles estavam cantando Five Colours e geralmente essa é uma das ultimas músicas.

Everybody wants to know her name
How does she cope with her new found fame
Everyone asked me: 'Who the hell is she?'
That weirdo with 5 colours in her hair


- Já deve estar acabando, né. – Molly falou.
- Eu espero que sim, porque eu estou morrendo de fome.
- Mas você acabou de comer pringles e beber coca aqui. – Eu olhei para .
- Mas aquilo não me alimenta, e já faz uns 15 minutos.
- Parece que nem tem comida em casa, que horror.
- Preciso me alimentar bem.
- Por quê? Tá grávida? – Molly riu.
- Eu não, bate na madeira, guria. – fez uma cara esquisita, bem engraçada.

- Ótimo show, garotos! Foram incríveis. – Fletch era só sorrisos quando entrou no camarim com os garotos.
- Estava lotado, épico! – sorriu largamente.
- Vocês foram demais, sério, parabéns. – Eu corri para abraçar .
Molly e já se agarravam.
- Vocês dois podem por favor arrumar um quarto. – olhou para eles.
- Desculpe. – Molly falou meio envergonhada, e riu, abraçando-a pela cintura.
- Alguém tá afim de sair agora? – perguntou.
- Podemos, né tio Fletch? – perguntou brincalhão.
- É, vocês merecem. – Ele sorriu – Estão liberados, mas por favor tentem não aparecer na mídia fazendo besteiras, pelo menos até terça-feira.
- Terça? – perguntou.
- É, estou dando a segunda de folga pra vocês. – Ele piscou e saiu do camarim.
- Te amamos, Fletch. – Os meninos gritaram em coro.
- O que vocês querem fazer? – perguntou, olhando pra mim.
- Por que você não pergunta logo o que a quer fazer? – Perguntou , rindo.
- Pra vocês não ficarem me enchendo o saco.
- Eu quero ir pra alguma boate. – Falei animada.
- Acho digno. – se animou também.
- Todos de acordo? – perguntou.
- Sim. – todos falaram.
- Sugiro a Dynamite então, sempre vamos lá, é a melhor boate.
- Fechou então. – Disse , esfregando uma mão na outra com um sorriso nos lábios. Ri mentalmente.
Fomos pra tal boate. Os meninos falaram durante todo o caminho como lá era demais e coisa e tal, eu realmente esperava que fosse tudo isso que eles estavam falando.

- Uow. – Foi o que eu e dissemos ao chegar na boate.
- Gostaram? Esperem pra ver lá dentro. – sorriu.
- Incrível – Molly falou.
- Vamos entrar logo. – apressou.
Não precisamos ficar em fila nenhuma, desculpa, mas somos VIPs.
Logo que entramos na boate, nossos ouvidos foram totalmente preenchidos por uma música muito alta, muito mesmo, que eu identifiquei como qualquer música da Katy Perry.
- Vamos beber. – Disse .
- Não, vamos dançar e agora. – Molly saiu, puxando-o pra pista de dança.
- Aposto 50 pratas que quando ele voltar já vai estar com outra garota. – riu.
- Apostado. – olhou pra ele.
- E se ele voltar com duas? – Eu ri.
- Você ganha 50 pratas – riu – Como se isso fosse acontecer.
- Gente, eu tô com fome. – reclamou.
- O que você quer comer, meu amor? – pegou na mão dela, e saímos todos caminhando até o bar.
- Qualquer coisa.
- Ei, traz qualquer coisa aqui pra comermos. – fez o pedido ao bartender – E uma rodada de tequila também.
- todo poderoso, manda e desmanda. – riu.
- Ele é assim o tempo todo. – rolou os olhos e eu ri.
- Eu vou beber e logo e depois vou procurar a vítima da noite.
- Vai com tudo, . – Eu o incentivei – Ache a sua alma gêmea na boate.
Poucos minutos depois, o bartender trouxe a nossa rodada de tequila e alguns petiscos.
bebeu rapidamente e depois sumiu pela boate, boa sorte pra ele. Eu e fomos dançar, e ficaram no bar se agarrando.
Tocava uma música bem agitada, e todo mundo na pista dançava conforme a mesma, era legal, divertido. Principalmente porque eu dançava com , trocávamos risinhos e olhares durante a dança. Meu corpo estava colado ao dele na maior parte do tempo, eu sentia uma boa sensação, que não era possível de se descrever.
Eis que, no ápice da dança, aparece alguém pra nos atrapalhar.

- ? – A menina perguntou. Quem era ela?
- Sim, sou eu. – ele riu e olhou pra ela – Desculpe, quem é você?
- Sou eu, Taylor Smith! Não se lembra?
- Desculpe, não estou te reco...
Antes que pudesse terminar de falar, ela o abraçou e o chamou de ‘’pedacinho de pudim’’. Tipo, oi? Quando eu ia abrir a boca pra falar alguma coisa, falou primeiro.
- Taylor Smith, minha super garota? – Eles se separaram, e sorria como um idiota.
- Sim, pedacinho de pudim. Lembra agora? – Eles se abraçaram mais uma vez e depois ela mordeu a bochecha dele. Era como se eu não estivesse ali.
- Uow, como você tá... – Ele fez ela dar a famosa ‘voltinha’ – Gostosa. – Ele gargalhou em seguida, e ela bateu em seu peito – Você sempre foi linda, mas agora se superou.
- Para com isso, , e olhe só pra você. Sempre soube que você não ia ficar magrinho pra sempre, parecendo um palito.
- Você não está me chamando de gordo, né? – Ele riu.
- Não, estou dizendo que agora tem corpo de homem, e que corpo. – Os dois riram. Idiotas. – Deve estar pegando todas as meninas de Londres.
- Estou namorando agora.
Ah, ele pareceu se lembrar de mim.
- Quem é a sortuda?
- Ah, deixa eu apresentar vocês. – Ele me puxou pela mão – Essa é a , minha namorada, e , essa é a Taylor. Namorei com ela quando tínhamos quinze anos. – Ele riu, como se aquilo fosse engraçado.
- Olá Taylor. – Não tentei ser simpática, e percebeu, porque me lançou um olhar significativo.
- É um prazer conhecer você, sortuda. – Ela sorriu. Era um sorriso falso, e os dentes dela não eram mais brancos que o meus, tenho certeza.
- Os caras precisam ver você, Taylor! – estava todo animado – Fica com a gente, precisamos conversar muito, relembrar os velhos tempos.
Como assim relembrar os velhos tempos? Quer relembrar um tabefe na sua cara não, ?
- Séria ótimo, pedacinho de pudim. – Ela apertou a bochecha dele.
- Vamos voltar lá pro bar, vamos . – ele me olhou, e depois voltou a atenção para a garota idiota que está infernizando minha vida faz alguns minutos – Onde você está morando, minha super garota?
- Acabei de voltar de Nova York
- Agora vai ficar aqui então?
- Sim, acho que voltei pra ficar.
- Você precisa ir lá em casa, sério. Podemos dar uma festa pra comemorar sua volta, os caras vão adorar isso. O que você acha, ?
Eu não respondi, apenas saí andando na frente deles. Aquilo tudo era demais pra mim.
- Que cara é essa ? – perguntou pra mim.
- Nada.
- Cadê o ? - perguntou, já imaginando o que poderia ter acontecido.
- Tá com a amiguinha dele.
- Que amiguinha?
Antes que eu pudesse responder a pergunta de , chegou com a amiguinha dele.
- Taylor! – exclamou – Quanto tempo! Por onde você andou ?
- , que saudades. – Ela o abraçou – Acabei de voltar de Nova York. Me conte as novidades daqui.
- A novidade é que ele tá namorando e tá muito bem comprometido. – sorriu sem mostrar os dentes e puxou pra perto dela – Tudo bem, querida? Prazer, sou a , namorada dele. E você é quem mesmo ?
- Oi . – Taylor riu – Sou amiga dos garotos. É um prazer conhecer você.
- Amiga ela é do , sempre foi mais amiga dele do que minha e dos outros.
- Eu tinha privilégios. – falou, convencido.
- Não seja convencido – Ela falou, e ele a abraçou.
- Falei a verdade, ué.
- Onde estão os outros? Quero matar a saudade.
Eu quero matar você.
Os melhores amigos ficaram conversando por bastante tempo, até voltar bêbado e voltar sozinho. Taylor não desgrudava de , mas foi em que ela deu um selinho.
teve a brilhante ideia de chamar a garota pra passar alguns dias com a gente,dormindo na mesma casa que a gente. Eu posso matá-lo, sim ou sim?
É claro que a vadia, sim, ela é uma vadia, aceitou. Eu sinto que isso não vai dar certo, não mesmo.

’s POV

- Eu não acredito que estamos todos aqui juntos, como nos tempos de escola.
- Proponho um brinde. – Disse , levantando seu copo de caipirinha. Todos fizeram o mesmo.
Estávamos em um pub, eu, os caras e Taylor. e não estavam conosco, estavam no shopping e não deu tempo de avisá-las que estaríamos no pub. E acho que elas não se sentiriam à vontade, talvez. Vamos relembrar os tempos de escola e essas coisas, elas iriam se sentir deslocadas. Estou certo, não estou?
- É inacreditável que estejamos aqui, agora, bebendo como nos velhos tempos. Me sinto com dezesseis anos outra vez. – riu.
- Eu é que não acredito estar aqui com vocês depois de tantos tempo, acho que perdi muita coisa – Taylor sorriu.
- Não muita coisa, só que agora somos famosos, ricos, e eu sou o homem mais lindo da Inglaterra. – Eu disse, convencido.
- Não acredita nele,Taylor!
- Não fica com inveja, . – Eu ri.
- Não é inveja, até porque falaram isso na edição passada da revista, o mais bonito agora sou eu, por escolha do público.
- Pra você ver como o publico pode ser cego às vezes. – gargalhou.
- Ah, vá se foder, .
- Vai você que tá mais acostumado. – mostrou a língua, parecendo uma criança.
- Senti falta disso. – Taylor olhou para os meninos e me abraçou.
- Não sentiu falta de mim? – Fingi estar chateado.
- Claro que senti, pedacinho de pudim.
- Você ainda o chama assim? Meu Deus, vocês são toscos. – fez uma cara engraçada.
- O vai sempre ser o meu pedacinho de pudim. – Taylor beijou meu rosto.
- Eu nunca entendi esse apelido. – fez uma cara de pessoa que pensa, o que não é muito o caso dele.
- Porque você é burro. – o olhou.
- Você que é burro, seu aguado sem sal.
- Não chama o de burro, . – Taylor defendeu – Eu chamo o de pedacinho de pudim porque ele é como um pudim...
- Mole? – e falaram juntos, fazendo todo mundo rir, menos eu, claro.
- Não. – Taylor riu fracamente – Porque ele é gostoso como pudim. – Ela olhou pra mim e eu percebi certa malícia em seu olhar, como quando namorávamos.
- Eca, eu nunca mais vou comer pudim. – fez cara de nojo.
- , vamos dançar? – Taylor falou, já me puxando pra ir dançar com ela, nem deu tempo de responder.
Tocava Hot Mess,do Cobra Starship. Taylor estava bem animada pelo que eu percebi, ela dançava de um jeito que eu posso chamar de sensual. Eu não deveria ficar olhando, eu tenho uma namorada agora, porém, não sou cego. Ela ria pra mim, agora eu via malícia nos seus lábios,belos lábios. Eu não pensei isso.
- Vamos lá, , vai ficar aí parado? – Ela começou dançar bem perto de mim.
- Não acha que estamos próximos demais? – Eu ri, e coloquei as mãos em sua cintura.
- Tem medo de proximidade? – Ela continuava dançando.
- Não costumava ter, mas quando se tem namorada ciumenta, as coisas mudam de ângulo.
- A sua namorada não está aqui agora. – Ela falou, bem perto do meu ouvido.
- E...?
- Você pode fazer o que quiser então. Não é ótimo?
- Aonde você quer chegar, Tay?
- Eu? Só quero relembrar os velhos tempos. – Ela mordeu minha orelha – Pra tudo ficar exatamente como era nos tempos da escola, só falta uma coisa.
- Que coisa?
Eu não deveria ter feito essa pergunta.
- Nós nos beijarmos. – Ela abriu um sorriso e me beijou em seguida. Não correspondi o beijo, que tipo de pessoa você acha que eu sou? É, sou idiota, porque a Tay é linda, está me dando mole e eu não correspondo o beijo. Mas veja bem, eu realmente amo a , as coisas são diferentes agora.
- Tay. – Eu me afastei dela – Eu tenho namorada! E você sabe disso.
- Desculpa , mas é que eu não resisti, desculpa.
- Não faça isso outra vez. Lamento, mas as coisas não podem ser como antes em relação a nós. Quer dizer, podemos ser amigos como sempre, mas não podemos mais nos beijar, é diferente agora.
- Esse não é o que eu conheço, preso a uma garota... Mas tudo bem. Desculpe.
- Não estou preso a uma garota, é diferente. Não dá pra explicar...
- Já entendi. Acho que isso não vai se repetir.
- Amigos então? – Sorri para ela.
- Sempre. – Ela me abraçou.
- Vamos voltar pra mesa agora.
- Pode ir, eu vou ao banheiro, depois vou pra lá.
- Tudo bem.

- Nós vimos tudo. – Foi a primeira coisa que falou quando voltei pra mesa.
- Tudo o quê? – Me fiz de desentendido. A primeira coisa que pensei foi: FODEU.
- garanhão, sabia que ia pegar a Taylor. – deu um tapinha nas minhas costas.
- Você não tem vergonha de fazer isso com a ? – perguntou, em tom de reprovação.
- Posso explicar? – Perguntei sério, olhando pra eles – Eu não a beijei, foi ela quem se jogou pra cima de mim, eu nem correspondi o beijo.
- Tá bom, e o é virgem. – gargalhou – Ah, peraí, ele é virgem mesmo.
- Vai ver se eu tô na esquina, man. – falou, com cara de poucos amigos.
- Ta sempre lá fazendo ponto, eu vejo. – tornou a rir na cara de .
- Chega vocês dois. – Disse olhando para as duas criancinhas.
- Mas estou dizendo a verdade, eu não fiz nada, e já deixei claro pra ela que eu não vou trair a , não vou ficar com ela. Sou comprometido agora.
- Tá bom...
- Porra ! Tô falando sério. – Falei nervoso.
- Eu acredito em você, dude. – me olhou.
- Obrigado, pelo menos alguém. – bufei – E prestem atenção, nenhuma palavra sobre isso com a ! Entenderam? Deixa que eu me entendo com ela!
- Não falaremos nada. – falou, depois de beber sua cerveja.
- Não é pra falar nada pra também, hein . – Eu avisei.
- Vou ficar quieto.
- Aí vem a Tay, façam de conta que não viram nada.
- Pronto, voltei. Sentiram saudade?
- deve ter sentido, né. – falou baixinho, mas eu escutei. Lancei um olhar mortal pra ele.
- Posso fazer uma pergunta, Tay? – riu.
- Pergunta aê.
- beija bem?
Porra, .
- Ele vive dizendo que o beijo dele é o melhor... Quando vocês se pegavam no colegial, ele beijava bem?
- Ele sempre beijou bem. – Ela respondeu, olhando pra mim.
- Alguém quer batata frita? – , querendo mudar de assunto. Te amo , mas não sou gay.

s’s POV off

- Bom dia. – disse ao entrar na cozinha.
- Bom dia, meu amor. – Eu sorri e ele beijou meu rosto, se sentando ao meu lado em seguida – Por onde o senhor andou ontem? Te liguei e você não atendeu, não te vi chegar.
- Desculpa princesa, eu tava com os caras, trabalhando em umas coisas pro novo CD. O meu telefone deve ter descarregado, foi isso.
- Hm. – Continuei comendo minhas torradas.
- A Taylor já acordou?
- Ah, essa aí acordou cedo e já saiu, disse que ia ver umas amigas. – Dei de ombros.
- Você não vai muito com a cara dela, né. – Ele se serviu com suco.
- Ah, você percebeu, ponto pra você.
- Não seja ciumenta, .
- Não estou sendo.
- Senhor , telefone. – Uma das empregas que eu não lembro o nome trouxe o telefone.
- Fala viado... Ah, bom dia... HAHAHA O que tem?... Tá falando sério?
parecia preocupado com algo.
- Que merda... Tudo bem, vou ver o que eu consigo fazer... Valeu. – desligou o telefone.
- O que houve?
- Não, nada de mais.
- Você parece tenso.
- Não se preocupe, meu amor, não é nada, coisas da gravadora.
- Hm, não está mentindo, está?
- Não. – Ele sorriu, mas eu não senti muita confiança.
Eu vi falar com várias pessoas no telefone durante toda manhã. Ele não quis me falar nada sobre, não entendi direito.
Depois do almoço, eu estava tentando fazer brownies na cozinha quando ouvi a voz de na sala, gritando com . What the hell?

- Você não tem um pingo de vergonha na cara, né ?
- Para de gritar, . A culpa não foi minha!
- Foi de quem, então?
- Você não estava lá, não sabe o que aconteceu.
- Mais os jornais sabem. – Vi jogar o jornal na cara de – E a vai saber também, porque eu vou contar.
- Não vai contar nada, e para de gritar, porra! Ela vai escutar.
- Escutar o quê? – Perguntei.
- ... Er, não é nada.
- Para , você disse isso pra mim a manhã inteira, fala logo o que houve.
- A não sabe de nada, ...
- Você não vai falar, ? Então conto eu.
- Fala, ) – Eu pedi.
- O que o tava fazendo ontem à noite?
- Trabalhando com os outros guys, o estava lá também, certo?
-Não, errado! Seu namorado e o meu estavam em um pub com a queridinha deles, a Tay. - fez cara de nojo ao pronunciar o apelido da garota.
- Isso é verdade,? Você mentiu pra mim?
- , eu...
- Você sabe que não precisa disso, eu não ligo de você sair com os guys e com a sua amiguinha, mas você poderia ter me avisado pelo menos, não havia necessidade pra mentiras.
- Eu sei, , mas é que...
- Não, você não sabe. Se soubesse, teria me falado a verdade. Estou muito chateada com você, .
- E tem mais ainda, ...
- )! – Vi lançar um olhar suplicante para ela.
- Nem vem, , a precisa saber, não vou deixar você fazer minha amiga de boba.
- Falem logo o que está acontecendo, porra! – Falei, nervosa.
- Você não olhou o jornal hoje?
- Não, . – Falei, sem paciência.
- Então olha agora. – Ela me deu o jornal, o mesmo que antes jogou na cara de .
Demorei alguns segundos para entender. Havia uma foto de dançando com uma garota, era a tal da Taylor. Havia outra foto, nessa e a garota se beijavam, e estava escrito assim:

" do McFLY curte sua noite com uma garota nova.’’

- Uma garota nova, é ? – Falei, visivelmente irritada.
- , por favor, vamos conversar.
- Eu não tenho nada pra falar com você. Vou pegar minhas coisas e vou embora daqui agora.
- Não é pra tanto, ... Isso tudo é um mal entendido.
- Mal entendido é eu namorar com você, isso sim. Sempre soube que isso não ia dar certo. – Saí da sala, deixando e lá, ela olhava furiosa para ele. Fui pegar minhas coisas, pelo menos o que era possível, já que eram muitos os meus pertences que estavam na casa de agora. Depois eu buscaria o resto. Quando ele não estivesse em casa, de preferência.
Depois de pegar o que foi possível, fui embora com . tentou falar comigo, mas eu não dirigi nenhuma palavra a ele, tudo aconteceu muito rápido. Pouco tempo depois eu já estava no meu apartamento, chorando com .

- Não fica assim, . – Ela me abraçou.
- Eu sabia que isso não ia dar certo... Eu sabia.
- Não fique se culpando, o é que é um idiota.
- Ele me traiu. Assim como o Victor fez. Eu não acredito, achei que pudesse ser diferente.
- , eu não sei o que dizer. Mas não quero que você fique assim, não gosto de ver minha melhor amiga triste por causa de um babaca.
- Você não entende... Pra você é muito fácil, o é sempre certinho, não dá trabalho.
- Quem disse? Eu discuti com ele ontem à noite quando ele chegou do pub. Foi sério, só que nós já estamos nos acertando. Mas não é 100%.
- Pare, pelo menos ele não beijou outra.
- Talvez só não tenha sido flagrado pelos fotógrafos, pode ter beijado várias, ninguém sabe.
- Não acredito que ele tenha feito isso. – limpei um pouco das minhas lágrimas – Você confia nele, certo?
- Sim, mas...
- Mas nada, não deve ter aprontado nada, ele não é de fazer isso, todo mundo sabe, mas já o ... Todo mundo sabe a fama que ele tem.
- Que música é essa?
- Que música? Tá maluca?
- Ta tocando Round Round em algum lugar.
- Não é o toque do seu celular?
- Ah é, eu havia me esquecido. – ela riu e tirou o celular do bolso, atendendo em seguida – Oi , o que você quer?... Eu sei que sou muito educada, ligou pra dizer isso?
- Fala direito com ele. – Eu sussurrei.
- O que você quer falar com ela?... Não!... Problema seu... Não quero saber, ... Vou perguntar, espera!
Eu olhava curiosa para .
- quer saber se pode vir aqui falar com você, ele disse que tem uma coisa pra contar.
- Tudo bem, mas se for pra falar do melhor ele nem chegar perto, aviso logo. – Falei alto o bastante para que escutasse do outro lado da linha.
- Você ouviu, né?... Tá, tchau. – Ela desligou o telefone.
- Não seja grossa com ele.
- Ele bem que merece. – fez cara de velha rabugenta – Daqui a pouco ele chega aqui.
- Ok.
Eu já havia parado de chorar, finalmente. Fiquei assistindo Kitchen Nightmares com até chegar,o que não demorou muito.

- Por que você trouxe uma torta? – perguntou mal humorada para .
- Oi , me deixa passar.
- , deixa o pobre .
- Obrigado, . – deixou entrar no apartamento, e ele veio ao meu encontro.
- Você trouxe mesmo uma torta? – Eu ri.
- Sim. – Ele falou sorridente – Chocolate, puro chocolate.
- O que estamos esperando? Vamos comer. – Me animei –, pegue pratos e copos, por favor, eu pego o refrigerante.
- E o bonitão aí não vai fazer nada? – Ela perguntou.
- Eu já trouxe a torta.
- Mas ninguém pediu.
- Já chega, ! Se acertem logo vocês dois.
Eles ficaram quietos.
- Se vocês não pararem com essa palhaçada, eu vou comer toda essa torta sozinha.
- Você quer que a gente dê um abraço e um aperto de mão? – riu.
- Mais ou menos. – Eu fui até e a puxei pela mão para perto de – Pronto, deem um beijinho e tudo fica bem. Vocês não têm motivos pra brigar.
- Eu já expliquei tudo pra ela, mas ela finge não me ouvir, só diz que eu vou dormir no tapete.
- Se beijem logo.
Era uma cena engraçada, eu queria rir, mas não podia, ou então perderia toda a minha moral - se é que eu tinha alguma. e se encararam por alguns minutos em silêncio, até que tomou a iniciativa. Obviamente que a não reclamou, eles ficaram se beijando, um, dois, três minutos, quatro...
- Chega! Já estão bem até demais. – Eu os afastei.
- Nos empolgamos. – riu.
- Eu percebi, né.
- Agora podemos todos comer felizes.
- Nem todos estão felizes. – Falei baixinho quando e foram para a cozinha pegar talheres, pratos e etc.

- E então , você enrolou, enrolou e não disse o que tinha pra dizer. – Eu falei enquanto pegava mais um pedaço da torta.
- Ah. – ele bebeu um pouco de coca – Vou falar de uma vez, escuta: o não teve culpa. – Fiz menção para interrompê-lo, mas ele continuou a falar – Eu estava lá e vi, foi a Taylor que o beijou. Ele não correspondeu, e ainda deixou bem claro pra ela que ele ama você, que está muito feliz com você e essa coisa toda.
- Eu não acredito. – Falei simplesmente.
- É a verdade, o é inocente nessa, sabemos da fama dele e tudo mais, só que agora ele tá mudando... Por você.
- Hum. – continuei comendo meu pedaço de torta
- ... Talvez o esteja certo. Talvez o cabeça oca do esteja livre dessa culpa. Eu não vou com a cara dessa Taylor, ela tem cheiro de vadiagem. Ela deve ter se jogado pro achando que ele é o velho , mas ele não é mais, fim. Entendeu?
- Nem vem, . Você armou o maior barraco lá com o e agora vai defendê-lo?
- Eu tava de cabeça quente, com raiva do ... Foi a emoção do momento. Quando eu vi aquela foto no jornal eu fiquei com muita raiva, porque eu não suporto a idéia de alguém fazer mal a minha melhor amiga. E não parei pra analisar os fatos.
- Vai conversar com o , ....
- Eu não, tenho mais o que fazer. – Dei de ombros – E nem pensem em se meter nisso como sempre fazem.
Eles se entreolharam. Isso me deu medo.

Capítulo 11 – ‘’A vingança nunca é plena, mata a alma e envenena’’

Uma, duas, três semanas e meia se passaram. Eu estava sofrendo, mas guardava todo esse sofrimento pra mim, dentro de mim. Só chorava quando estava sozinha, não deixava ninguém perceber minha tristeza, minha fraqueza. Sorrisos falsos? Minha especialidade agora. Agora eu era conhecida como a ex namorada traída de , isso era ótimo, imaginem só... Ironic mode on. não falava sobre isso nas entrevistas e em lugar nenhum, mas as revistas de fofoca trabalham sempre a todo vapor - uma delas até disse que eu estava grávida e processando . Que gente mais criativa.
Que eu sentia saudade de era óbvio, mas eu não iria correr atrás dele, ele foi quem errou comigo. fica insistindo para que eu vá falar com ele, ela não se cansa. Quando não é ela, é o ou o ou . É, eles estão unidos por uma causa. Na primeira semana da nossa separação, me ligava, mandava e-mails, tweets, DMs e tudo que você pode imaginar. Eu ignorei tudo.

Festa de aniversário do , 10:30 pm.

- , minha garota. – vinha em minha direção.
- Feliz aniversário, gatão! – Eu o abracei – Seu presente tá no meu carro, depois eu pego.
- Obrigado. – Ele beijou meu rosto – Você está sexy demais, uow. – Ele riu – Se meu melhor amigo não fosse afim de você... Ah, se ele não fosse.
- Você faria o quê? – Eu ri.
- Nem te conto, gatinha.
- Faz melhor do que contar, me mostra. – Eu gargalhei, deixando sem entender.
- ! – gritou ao me ver.
- , como você está linda, toda trabalhada no brilho, arrasou. – Eu ri.
- Sou diva, eu sei. Você está linda também.
- O falou. – Eu olhei pra ele.
- já tá se jogando? Fala sério. – entrou na conversa.
- Eu não preciso disso, , as garotas caem em cima de mim.
- Tá bom, depois dessa eu vou até pegar uma cerveja pra mim. – Eu disse.
- Vamos então,. Eu quero beber muito às custas do hoje. – gargalhou e nós saímos andando, deixando e pra trás com cara de nada.
Depois de alguns minutos, chegou na festa, sem uma garota do lado, acreditem. Milagres podem realmente acontecer.
e estavam dançando e bebendo, dava atenção pra todo mundo e bebia mais que todos - e mais do que aguentava -, e já conversava com uma menina morena que servia as bebidas na festa. Ele atira pra tudo quanto é lado mesmo, hein?
Eu dançava sozinha na pista de dança no meio da multidão. Havia muita gente famosa ali - será que o é amigo do David Guetta? Porque se for... Ah, eu prefiro ficar até quieta. Você deve estar se perguntando se não falta alguém, né... Eu também senti a falta dele aqui, mas não perguntei pra ninguém se ele não viria. Continuei dançando e bebendo minha cerveja, já devia ser a quinta guarrafa, e eu ainda estava de pé, o que pra mim é um grande progresso. Enquanto eu dançava, passeava meus olhos ao redor do local, vi chegar, mais lindo do que nunca, se é que isso era possível. Ele estava com a vadia da Taylor, eu não acredito nisso. Eles cumprimentaram , e depois a vadia sumiu. Parei de prestar atenção.

- Eu demorei mas cheguei. – Escutei uma voz rouca bem perto do meu ouvido.
- Ah, é você... – Falei com desdém.
- Eu sei que você estava me esperando. – Ele me abraçou por trás e, tipo, quem deixou?
- Sai . – Eu me afastei – Eu e você não temos mais nada, nem amizade, você estragou tudo.
- Você não quer me escutar. Eu poderia te explicar tudo, você não me dá chances.
- Porque você não merece, eu já cansei de você, .
- Eu sinto sua falta. – Ele falou de novo, perto do meu ouvido – Sinto falta de quando dormia lá em casa, de quando me abraçava toda noite que chovia forte. Sinto falta de você o tempo todo...
- Não sente não, você tem a sua Tay.
- Eu não tenho nada com ela, e hoje foi o último dia dela lá em casa, ela vai embora. Nem tem mais nada dela lá.
- E o que eu tenho a ver com isso?
- , deixa eu te falar o que realmente aconteceu naquela noite, eu...
- Pedacinho de pudim, encontrei você, o que... Ah, ops, atrapalhei alguma coisa?
- Com licença. – Eu disse, sem fazer questão de ser simpática.
Terminei de beber a minha cerveja e peguei um drink com vodka no caminho. Eu meio que já trocava as pernas, mas eu estava bem. De repente começou tocar uma música que é meio estimulante pra você subir em uma mesa de sinuca e tirar a roupa - brincadeira. Começou a tocar Hot n’ Cold, e eu juro que tava tocando mais alto do que as outras músicas, corri pra pista dança, deixando meu drink em qualquer lugar. Todas as pessoas dançavam animadamente, eu dançava loucamente e o meu vestido fazia questão de subir a todo momento.
Alguém me agarrou, e eu não vi quem era de imediato. Me deu um beijo no pescoço e então eu reconheci: era , o aniversariante mais bêbado do mundo. Se bem que eu não estava em condições de falar de ninguém, porque né...
- , você não vai me dar o meu presente de aniversário?
- Vou, mais tarde. É uma surpresa, mas eu tenho que pegar no carro.
- Eu sei de algo que você pode me dar agora...
- E o que seria? – Eu envolvi meus braços ao redor do seu pescoço, joguei minha cabeça para trás e ri, bêbada.
- Você não faz nenhuma idéia? – Ele começou a dar beijos no meu pescoço.
- Talvez.... – Me fiz de difícil. Não que eu fosse fácil, ou... Ah, você entendeu.
- Vou deixar você me desejar feliz aniversário em grande estilo. – Ele falou, convencido e bêbado.
- Que honra. – Eu ri escandalosamente e entrelacei minhas mãos em seus cabelos. colou nossos corpos, e eu o beijei. Era um beijo que eu podia chamar de louco, era gostoso, era muito gostoso. Os lábios de são tão macios, viciantes de um jeito inexplicável. Agora eu entendo porque as mulheres vivem atrás dele.
Ele me apertava contra seu corpo, suas mãos eram hábeis. se superando comigo... Wow. Que homem é esse?
Nosso beijo continuava cada vez mais intenso, parecia que nunca ia acabar.
- Preciso de ar. – Eu ri, e ele puxou meu lábio inferior.
- Esperei tanto por isso, sabia que um dia você ia se render. – Ele falou risonho, e eu lhe dei um tapinha.
- Feliz aniversário. – Eu sorri – De novo.
- Agora sim foi em grande estilo.
Eu o beijei de novo. As pessoas dançavam e nem percebiam a nossa pegação - havia algumas pessoas se pegando loucamente ali também, não éramos únicos. Em festa de aniversário do ... Você queria o que, né? HAHA.
Depois de algum tempo de pegação, envolvi minhas pernas na cintura de e as coisas começaram a ficar mais quentes ali, se é que você me entende. Lembrando que eu estava de vestido.
Eis que meus olhos captam a imagem de um lindo ser do outro lado da pista de dança, olhando na minha direção. Era . Ele mantinha um olhar triste, com um misto de raiva e não sei identificar mais o quê.
Eu não tive pena. Ele não teve pena de mim quando resolveu me trair, então eu me certifiquei de que ele ainda estava olhando e comecei a beijar e dar leves mordidas no pescoço de , eu tentava parecer bem sensual,embora eu achasse que, nessa altura do campeonato, eu estava mais era parecendo uma vadia de esquina, é sério. Eu estava bêbada, descabelada, no colo de e provavelmente minha calcinha deveria estar aparecendo. Mas qual é, me dá um desconto: mulher traída, ainda apaixonada, bêbada... Me entenda.
- Vamos sair daqui. – falou no meu ouvido.
- Vamos pra onde?
- Não tá afim de uma after party? – Ele sorriu malicioso, e nós saímos da pista de dança ainda em clima de muita pegação. Eu não vi e , só e uma garota bem mais nova que ele, tenso.

’s POV

Eu ainda não estava acreditando que a ficou com o ali, na minha frente. Eu vi tudo, ela se comportando de um jeito tão diferente, mas ainda assim tão minha. Quem deveria estar no lugar do era eu. Depois do que eu vi, decidi que já era demais pra mim. Levei Taylor até a casa dela e não dei muita atenção pra ela, ela tagarelava sem parar no meu ouvido, já estava ficando chato. Eu tive vontade de mandar ela calar a boca, mas fiquei quieto.
No dia seguinte, eu acordei com dor de cabeça e tudo que vinha à minha mente era e se comendo na pista de dança. A mulher que eu amo, ficando com meu melhor amigo. Porra de vida!
Levantei lentamente da cama e procurei por uma garrafa de vodka que eu sabia que havia ali no quarto em algum lugar... Achei a garrafa dentro do closet.
Nota mental: colocar a garrafa em um lugar mais visível da próxima vez.
Comecei a beber, beber e beber, passei o dia bebendo, nem me dei ao trabalho de sair do quarto.
E então se passaram dois dias, eu preferi ficar dentro de casa pra não correr o risco de ver ou , eu não sabia o que poderia fazer... Estava muito puto.

’s POV off

Dois dias depois e eu ainda não havia visto . Já tinha resolvido tudo com , não foi nada complicado, não havia o que complicar. Ele estava bêbado, eu também, nós dois estávamos sozinho e afim de curtir o momento, aconteceu e pronto. Mas foi só aquela noite, somo só amigos, sempre fomos e está tudo esclarecido.

- Anda logo, ! Eu estou morrendo de fome. – me apressou.
- Espera, só falta pegar a bolsa. – Peguei minha bolsa e saí em direção à porta. Eu e estávamos em horário de almoço e, como sempre, iríamos comer no Club Gascon – Pronto, apressada, vamos.
- Ah, achei que ia ter de esperar séculos pra ir comer, meu estômago clama por comida. – Ela exagerou.
- Acho que você deveria clamar por um dieta, isso sim. – Eu caminhava lentamente ao lado de .
- Está me chamando de gorda, ? – Ela parou por um minuto, me olhou e depois voltou a caminhar.
- Só estava brincando. – Eu ri.
- Ah, que bom, ou eu teria que te matar. – Ela fez uma cara de psicopata que me fez rir ainda mais.
Nosso restaurante favoritos de todos os dias não era longe dali, então, depois de alguns minutos, chegamos lá e fizemos nossos pedidos. Almoçamos tranquilamente e depois ficamos conversando um pouco.
- Eu ainda não vi o depois da festa do . – Comentei enquanto comia minha sobremesa, um pedaço de torta de chocolate.
- me disse que ele tem evitado todos, principalmente . Ele está com muita raiva, é o que parece. – se deliciava com seu sorvete.
- Eu não quero que ele e briguem por minha causa, é ridículo.
- Logo eles se resolvem, tenho certeza. Eles não são do tipo que brigam por garotas, isso é passageiro, vai ver. – Ela tomou mais um pouco do sorvete – Mas eu acho... – ela tomou mais sorvete de novo – Que... – mais sorvete - Você deveria...
- Fala logo, caramba! Depois toma o sorvete.
- Tá bom, tá bom. Como eu ia dizendo, acho que você sim deveria falar com o , sei lá, esclarecer as coisas. Vocês precisam se acertar.
- Não precisamos não, eu estou muito bem assim e ele também, aposto.
- Ah, não vem com essa pra cima de mim, ! Por favor...
- E não tente você me convencer a ir falar com ele, acabou. Eu e ele não existe mais. It's over, e eu também não faço questão de vê-lo.
- Hm, então acho melhor não olhar pra trás.
- Hã? O que você... – Eu olhei para trás e meu olhar encontrou o de e logo depois... Taylor. Taylor? O que ele tá fazendo com essa vaca? A gente acabou de se separar, cadê o período de luto?
Ele acenou discretamente para mim e deu um sorriso, aquele sorriso que eu amava, mas agora isso não importava. Ele puxou uma cadeira pra pu... digo, Taylor, e estava todo meloso com ela, pegando em sua mão, sorrisinhos... O que era aquilo? Eles estavam ficando? E o que eles estavam fazendo aqui no MEU restaurante favorito? Aposto que ele sabia que eu estaria aqui, veio só se exibir com essa vaca dos dentes nem tão brancos.
- é tão infantil. – balançou a cabeça negativamente e riu – Tão óbvio o que ele está fazendo. Querendo lhe causar ciúmes.
- E está conseguindo. – Eu amassava com raiva um guardanapo.
- Vocês se merecem. – Ela riu de novo.
- Tudo bem, se é guerra que ele quer, teremos guerra!
- Tá falando do quê? – perguntou confusa.
- Ele está se vingando, né, por causa do aniversário do . Mas tudo bem, eu também vou dar um jeito de me vingar. Ele não vai ficar por cima, vou arrumar um namorado e esfregar na cara dele.
- Como assim vai arrumar um namorado? Ficou maluca?
- Vem comigo, te conto no caminho. – Eu me levantei, paguei minha conta e a dela, depois saímos do restaurante.

- O que é que vai fazer? – perguntou quando chegamos no prédio da revista.
- Não faço ideia, só preciso dar um jeito de não parecer por baixo, humilhada.
- Então por que disse ‘’vem comigo, te conto no caminho’’ ? – Ela tentou imitar minha voz, sem sucesso.
- Sei lá, eu sempre quis dizer isso. – Dei de ombros, e ela rolou os olhos.
- Para de ser infantil, mostre pro que não se importa. Se entrar no joguinho dele, ele só vai ganhar com isso, conseguindo o que queria: sua atenção.
- Será? – Falei pensativa. Será que tinha razão?
- Claro, sempre estou certa. – Ela piscou.
- Talvez, talvez você esteja certa... Vou mostrar pro que sou superior e não ligo pro que ele faz ou deixa de fazer, afinal, nem somos mais namorados.
- Quero ver até quando... – falou baixinho, mas eu escutei.
- Eu ouvi isso, hein.

’s POV

- Eu achei que a donzela não viria mais trabalhar. – riu assim que eu entrei na sala de reuniões da gravadora.
- Queria evitar olhar para alguns traidores. – Olhei diretamente para .
- Vocês não... Ah, eu não acredito, vocês estão brigados por causa da ?
- Eu não estou brigado com ninguém, o é que fica aí fazendo draminha.
- Eu não tô de draminha, você ficou com a minha garota!
- Eu tava bêbado! E ela também, e eu não sou o único culpado. Se ela não quisesse, eu não teria ficado com ela.
- Vocês querem calar a boca? – aumentou o volume da tv – Desenvolveram um novo aplicativo para o iPhone.
- Cala a boca, . – Eu e falamos juntos. apenas olhava agora.
- Isso é que é o pior. Sei o que você faz com as garotas quando está bêbado e sabe-se lá o que fez com a .
- Pare de falar como se ela fosse uma menininha inocente, ela não é! Ela é uma mulher. E que mulher, hein. – Ele deu um sorrisinho e eu quis socar a cara dele.
- Ela é a minha garota, como você pode fazer isso? Somos, ou éramos, amigos, sei lá.
- Ela não é a sua garota, ! Vocês não estavam mais juntos, todo mundo sabe que eu sinto uma atração pela e naquela noite rolou, a gente ficou. Mas foi só aquela noite, acabou.
- Você é ridículo, , você...
- Não, ridículo é o que eu vejo aqui! Chega! Vocês dois são amigos, não deviam brigar por causa de uma garota. Não importa que seja a , nem que fosse a Megan Fox... - parou de falar e colocou a mão no queixo, pensativo - Não, peraí, a Megan é gata... Enfim, escutem, é melhor pararem com essa palhaçada e se resolverem como adultos civilizados.
- Vamos começar a reunião. – Fletch entrou com pressa na sala – Sinto um clima tenso, o que houve? Tem mulher no meio?
- Tem. – respondeu e desligou a tv.
- Então é melhor eu nem saber, já tenho problemas demais com as minhas. – Fletch riu - Vamos começar logo a reunião, ainda temos muitas coisas pra fazer hoje.
- Falta o Jason... – Eu disse.
- Daqui a pouco ele chega, tá preso no trânsito.
- Sei que trânsito... – riu.
- Sem comentários sobre a vida pessoal do nosso amigo, mas soube que ele tá pegando a prima australiana. Eu não disse isso, hein.
- Eu já ouvi, Fletch. – Jason entrou na sala.
- Eu não falava de você, meu querido amigo. – Fletch riu – Os meninos estão de prova.
- Ele falava de você e da sua prima hot. – Eu disse.
- Põe hot nisso. – falou como se imaginasse a guria em sua frente.
- Ok, chega de papo furado.
A reunião começou, e eu não consegui prestar atenção em nada. Eu olhava pro e lembrava dele beijando, quase comendo , minha . Pensei na Taylor também - ela poderia ser bastante útil pra mim agora. Ela estava me dando mole, e eu poderia ficar com ela e fazer ficar com ciúmes, assim como eu fiquei quando a vi com . Pagarei com a mesma moeda, e pensei na coisa mais difícil: o que eu faria para ter de volta?
Posso mandar flores, ou fazer um jantar romântico... ou posso consultar um especialista: . Ele é todo meloso com as mulheres, sabe dessas coisas. Mas eu não quero fazer papel de idiota, dormiu com o meu melhor amigo, sabe-se lá o que eles fizeram, mas eu ainda amo essa mulher e a quero de volta. Mas antes eu vou fazer ela sentir o mesmo que eu: ciúmes.
- , eu preciso falar com você depois. – Eu disse, em tom baixo.
- Sobre? – Ele perguntou, curioso.
- Depois eu falo.
- Hm, ok.
- Então , você tem alguma idéia? – Fletch perguntou.
- Eu? Ah, er, eu passo pro , aposto que ele tem. – Cocei a nuca, meio perdido.
- Você está no mundo da lua, . – Jason riu.
- Eu diria que ele está no mundo da . – Disse .
É, talvez eu estivesse....

’s POV off

Dias depois

Alguns dias depois, as coisas não estavam sendo fáceis, mas eu ainda estava de pé. e Taylor não se desgrudavam, estavam o tempo todo juntos, apareciam em várias revistas, às vezes parecia que ele só queria se exibir com ela... mas parecia estar feliz. Ele fazia questão de esfregar isso na minha cara. Eu continuei com a minha vida de sempre. Eu não podia ficar esperando por , nem por ninguém. Continuei saindo normalmente, falando com os garotos, evitando e o amor de sua vida, fazia compras com quando dava, e trabalhava, trabalhava muito.

- O que é que a Chloe quer com a gente? Espero que não tenha gritos, sério.
- Ah, agora você acha que ela grita? Bem-vinda ao meu mundo. - me olhou, e eu ri da cara que ela fez.
Estávamos na sala de Chloe. Ela disse que tinha um trabalho para nós duas, e eu não fazia idéia do que se tratava.
- Aposto que ela quer nos encher com mais trabalho. Eu vou pedir um aumento, sério. – reclamou.
- Eu só espero que ela não demore, tenho muito trabalho pra fazer ainda hoje. Tenho que escrever sobre uma banda japonesa. A música é legal, mas eu não entendo nada. – Eu ri.
- Boa sorte. – riu também.
- Ah, vocês já estão aqui. Bom, tenho um trabalho pra vocês duas. É como um trabalho extra, já que estão fazendo muitas coisa aqui... Vocês vão receber por fora. – Eu e nos entreolhamos
- E que trabalho é esse? – perguntei, curiosa.
- Vocês precisam passar dois dias com os garotos do McFly. É pra uma matéria especial da revista. Vocês duas são as melhores profissionais que temos e confiamos esse trabalho a vocês, creio que não vai ser muito difícil, vocês já conhecem os garotos intimamente. – Ela deu um risinho – Espero que não haja problemas pra você, ... Todo mundo sabe dos últimos fatos.
- Não se preocupe, Chloe, sou profissional. – Eu disse, sem humor.
- Espero mesmo, espero que as duas sejam profissionais. – Ela olhou para – É trabalho e não diversão, .
- Nem vou me dar o trabalho de responder. – rolou os olhos. Ela fala assim mesmo com a chefe dela, louca sim ou sim?
- Tudo bem, depois eu mando um email pra vocês acertando tudo.
- E quando vamos ter que aturá-los, quando começa?
- Daqui três dias.
- Tudo bem então... Acho que posso sobreviver.
- Então é só isso, podem se retirar.
- Com licença. – Eu e falamos em uníssono, depois saímos da sala.

- Não acredito, vou ter que ver a cara do dois dias.
- Vai ser bom, sei que você vai gostar.
- Tá maluca, ? Eu quero distância daquele ser.
- Então veja por outro lado, o também vai estar presente nesses dois dias.
- E...?
- Como assim e...?! Para de ser tonta! Fica com ele de novo.
- Não vai rolar de novo, não mais.
- Vocês quase se comeram na pista de dança, agora ficam de gracinha. Virgens. – Ela rolou os olhos. O que deu nela hoje?
- Eu tava bêbada.
- Então resolvo teu problema levando algumas bebidas, pronto.
- Ah claro, tão simples.
- Eu vou contar a novidade pro , embora eu ache que ele já saiba disso. – Ela disse, indo em direção a sua sala – Depois a gente se vê.
- Ok.

Um dia antes de sair pela estrada com o McFly, eu e tínhamos que fazer uma espécie de entrevista com cada um dos meninos, entrevistaria e e eu, e . Já estava tudo certo, até que acontece um imprevisto e eu tenho que ir no lugar de entrevistar na casa dele. Isso não era bom, nada bom...

- , nós tínhamos combinado que você faria a entrevista com o mosntro dos olhos . – Eu falava com ela ao celular.
- Eu sei, . Mas eu não tenho culpa, a Chloe me deu mais trabalhos e tudo pra terminar hoje. E nem vai doer você fazer essa entrevista, é rápida, boba, muito fácil, daqui a pouco você acaba, vai pra casa e depois me conta como foi.
- Eu não quero ficar perto... dele.
- Qualquer coisa usa o spray de pimenta. – Ela riu – Agora preciso desligar, muito trabalho! Beijos, tchau.
- Tchau. – Desliguei o telefone.
Eu estava esperando descer para começarmos a entrevista idiota. Ele havia ido tomar banho, disse que ia ser rápido.
- Aqui estou eu, me desculpe pela demora. – Ele descia as escadas, sorridente.
- Não se preocupe. Podemos começar?
- Claro. – Ele me guiou até a enorme sala que eu já conhecia perfeitamente bem. Nos acomodamos no sofá – bem, eu sentei de forma comportada e ele se jogou no sofá. Ele era o dono da casa e estrela da entrevista, podia fazer o que quisesse. Minutos depois, Judith nos trouxe um lanche delicioso, mas eu preferi não comer. Vim a trabalho e não para comer. Imaginei no meu lugar. Claro que ela comeria, até impediria de comer se fosse preciso.
- Você não vai querer? Os cookies estão deliciosos. – Ele falou de um jeito tão fofo, parecendo uma criança que toma seu lanche da tarde feliz assistindo algum filme para crianças na tv.
- Não, obrigada, só quero mesmo é fazer a entrevista e ir embora.
- Ah, claro. Pode começar.
- Bom, primeiro, eu queria dizer que algumas perguntas são totalmente idiotas, a culpa não é minha.
- Tudo bem. – Ele riu.
- Então... o que todas as fãs querem saber é como anda o coração de script>document.write(Poynter). – Perguntei, meio desconfortável.
- Hm, o coração de é de todas as fãs, embora já tenha uma dona em especial.
- Você está solteiro? É o que me mandaram perguntar, não que isso me interesse de alguma forma. – Completei rapidamente.
- Eu tô... estou ficando com alguém, não sei exatamente se é namoro. Mas essa pessoa me faz feliz.
Não precisava jogar na minha cara.
- Hm... me diga alguma coisa que não sabemos sobre você.
- Eu sou uma mulher. – Ele deu uma risada gostosa – Ok, isso é brincadeira, você sabe bem. – Ele me olhou diretamente, me fazendo corar.
Eu pensei: E como sei, hein.
- Pode me dizer qual é o seu doce favorito?
- É um doce brasileiro, brigadeiro. Eu aprendi a fazer com uma pessoa muito especial, de um jeito muito especial.
Eu o ensinei a fazer brigadeiro, e depois a gente se pegou na cozinha dele. Boas lembranças...
- Ah, que legal. – Tentei sorrir – Qual tua cor favorita?
- Não tenho uma cor favorita... eu acho. Isso é confuso.
Era um tédio fazer aquelas perguntas, eu já sabia todas as respostas, eu sabia tudo o que ele mais gostava e o que não gostava também.
- Ok, agora é um jogo rápido, eu pergunto e você responde, bem rápido, com o que vier à sua mente relacionado a isso, certo?
- Manda ver.
- McFLY... ?
- Um sonho.
- Um lugar ...?
- A minha casa na praia.
- Fãs....?
- Importantes.
- Família...?
- Quero construir a minha, com filhos, muitos filhos.
- Futuro...?
- Imprevisível .
- Amor...?
- .
Ele me olhou intensamente, eu sustentei o olhar, ficamos em silêncio nos encarando por algum tempo.
- Seja profissional, .
- Estou sendo.
- Não está não.
- Você quem disse pra eu dizer o que viesse a minha mente.
- Ok, sem gracinhas. Continuando... – Respirei fundo – Um medo....?
- Não poder mais viver de música e não conseguir ter você de volta pra mim.
- Tá legal, , eu disse sem gracinhas e você não...
- Shh! – Ele colocou o dedo indicador nos meus lábios, pedindo silêncio – Vai continuar fingindo que não me conhece?
- Vou, se isso é preciso pra eu esquecer você e todo o estrago que você fez na minha vida.
- Talvez com isso você se lembre de mim e das coisas boas. – Ele colocou uma mão em minha nuca, me puxou pra mais perto de si e quando, nossos lábios estavam a ponto de se tocar, ouvimos uma voz.
- Pedacinho de pudim, cadê você?
- Puta que pariu. – Ele xingou irritado, e eu ri.
- Bom, a nossa entrevista termina aqui. – Eu me levantei do sofá – Obrigada.
- Até amanhã, teremos dois dias juntos ainda.
- Mal posso esperar. – Alguém achou a ironia? Sim, eu estava sendo irônica, eu não queria ficar perto dele... Ou queria?

’s POV on

Taylor atrapalhou todo o meu momento com , será que ela só serve pra me atrapalhar, é? Hm, talvez não, olhando pra ela, é bem hot, vai me servir pra outras coisas.
Depois que foi embora, eu e Taylor ficamos juntos, nos pegando. Viu, ela serve pra algo. Mas estar com ela não era o mesmo que estar com ... era incrível como eu sentia falta daquela garota idiota. Sim, ela é idiota, mas eu a amo.

- Meu amor, que horas vamos sair daqui amanhã?
- Eu sei lá, Taylor, depois eu vejo isso.
Taylor vai comigo nesses dois dias de shows, ela e , convivendo lado a lado. Pode ser legal, adoro ver mulheres brigando. É excitante, ainda mais se estiverem usando um biquíni bem pequeno. Sem comentários para os meus pensamentos.
- Não precisa ser grosso, . – Ela se levantou da cama.
- Ah, não vem com drama pra cima de mim agora não, estou com sono.
- Eu vou embora agora.
- Tchau. Chega cedo aqui amanhã.
- É isso então? Tchau?
- Você quer o que mais? Eu estou com sono, boa noite, e não bata a porta do quarto ao sair.
Ela pegou suas roupas, se vestiu rapidamente e depois saiu batendo a porta fortemente. Eu a havia irritado e sabia disso. Não me preocupei com isso, me preocupei em dormir tranquilamente, e foi isso que fiz.
No dia seguinte, acordei bem cedo. As coisas que eu levaria já estavam prontas, minhas malas todas feitas. Comi qualquer coisa na cozinha, bem rápido, e fiquei esperando por Taylor, que não demorou muito pra chegar.
Um carro da gravadora veio no buscar minutos depois. e já estavam no carro, faltava passar na casa de e provavelmente estaria lá.
Dito e feito: quando chegamos a casa de , estava lá com suas mil e uma malas.

- E a ? – Perguntei.
- Ela já está na gravadora, chegou primeiro que todos. – respondeu.
- Ah, que bom que ela já está lá. – Eu sorri.
- Detectei interesse – falou abertamente, sem se importar com Taylor ali.
- Nada disso, só estou sendo...
- Safado! – Taylor bateu no meu braço.
- Ah, não começa logo de manhã não, por favor. Fica quietinha ai e dorme hein, meu amor.
- Você tá muito chato, .
- Ah, é mesmo? Quer ficar no caminho? O motorista para agora o carro se você quiser.
- Nossa, quanto amor. – comentou.
- Sabe como é, né, somos um casal diferente, a minha parceira aqui é ótima. Quando dorme. – Eu sorri e dei um abraço forçado em Taylor.
- Ontem você me queria bem acordada. – Ela resmungou.
- Rolou um sexo selvagem. – Disse como quem diz: oi gente, vamos comer pão.
- não gosta desse tipo de sexo. – Taylor riu.
- Mas eu gosto, dica. – riu junto com ela.
- O que é isso? Aqui é um carro de família, respeito, por favor. – Disse , fingindo espanto.
- Quer levá-la pra você, ? Assim você sai do pé da ...
- Começou a falar dessa aí de novo... Nínguem merece.
- Olha como você se refere a minha amiga, hein sua...
- ! Olha a boca. – olhou para a namorada - Vamos acalmar os ânimos, por favor .
- O é que fica com ciúmes bobo da , nem namora mais com ela.
- Você não devia ficar no pé dela, ela não gosta de você.
- Muito menos de você depois do que você fez!
- Você sabe que não é verdade!
- Eu não sei de nada, e não é isso que a pensa, você é o errado.
- Você não tem que se meter nisso.
- Você é que tem deixá-la em paz.
- Vocês dois deviam calar a boca. – Disse Taylor.
- Eu concordo. – olhou para mim e para com uma cara séria.
(....)

Chegamos à gravadora e foi uma correria. Fletch só sabia gritar conosco, e não largava sua câmera digital. Filmava, tirava mil fotos, às vezes ela fazia umas perguntas loucas. anotava algumas coisas em um bloquinho, observava e escrevia. Era meio assustador, elas estavam nos analisando ou algo do tipo.
Eu estava andando com Taylor pra lá e pra cá de mãos dadas, e tentei ser muito atencioso com ela, de preferência quando estava por perto. Entenderam?
Eu queria que sentisse ciúmes, mas às vezes ela parecia nem me ver, muito menos ver Taylor. Acho que isso pode não estar funcionando. Quando eu percebia que estava olhando eu dava um beijo em Tay, isso é porque ela ficou com o na festa dele, bem na minha frente. Vamos ver se ela gosta de se sentir como eu naquele dia.

- Tudo pronto? Todos para o ônibus. – Fletch mandou e nós obedecemos. Todos foram para o ônibus que usamos quando saímos em turnê.
- Alguém viu minha escova de dentes? – perguntou.
- É uma verde? – perguntou.
- É.
- Ah, não vi não.
- Alguém pegou a minha cueca da sorte. – reclamou.
- Talvez o lixeiro. – Eu disse.
- Ela tinha sido lavada, valeu?
- Quando? Três anos atrás? Antes ou depois da sua caganeira? – zoou.
- Vocês são sempre assim? – perguntou.
- Estamos no nosso habitat natural. – riu.
- Por favor, vocês poderiam manter a ordem? – Fletch já estava se estressando.
- Não. – Os meninos gritaram juntos.
- Vão ser dois dias muito...
- Divertidos. – falou animada, interrompendo .
- Eu ia dizer longos, mas tudo bem. – Ela suspirou pesadamente.
- Ah, qual é , se anima. Está com seus amigos, vai ser legal. – falou animado.
- É , nós vamos beber muito depois dos shows e fazer brincadeiras indecentes. – já soltava a franga – Quem é que vai me dar um selinho? A ou a Tay? Ou a Ma...
- Se você falar ) eu te quebro. – fingiu dar uma chave de braço em .
- Vocês não dormem durante a viagem?
- Claro que não. – Olhei para .
- Quem dorme tem a cara pintada com batom ou alguma substância de cor, cheiro e origem suspeita.
- Oh my God...
- Mas ninguém vai pintar o teu rosto, eu não vou deixar, .
- Ah, obrigada . – Ela o abraçou. Fala sério, precisava?
- Ah, que casal mais lindo. – Disse Taylor, fazendo olhar pra ela com uma cara nada amigável.
- Vamos cantar. – disse do nada.
- O roubou pão na casa do João, o roubou pão na casa do João. – começou a batucar numa lata e eu o acompanhei.
- Quem, eu?
- Fala sério. – riu.
- Tu sim.
- Eu não.
- Então quem foi?
- A . – apontou pra ela.
- A roubou pão na casa do João, a roubou pão na casa do João.
- Quem? Eu? – Ela ria mais e mais, de um jeito lindo, devo dizer.
- Tu sim.
- Eu não.
- Então quem foi?
- Foi a .
- A roubou pão na casa do João, a roubou pão na casa do João.
(...)

- , onde você arrumou frango frito? – perguntou, curiosa.
- Trouxe na mochila. – Ele deu de ombros.
- Como assim?
começou a explicar pra como trouxe o frango frito e eles iniciaram uma conversa sobre frangos, parei logo de prestar atenção. Olhei para , que agora estava quieta ouvindo música, até que ela percebeu que eu a olhava.
- Perdeu alguma coisa aqui? – Ela me encarou.
- É , perdeu alguma coisa? – Taylor falou irritada. Os outros não perceberam nada.
- Não, nada. – Desviei o meu olhar de e dei um beijo em Taylor.
- Meninos, faltam só mais duas horas. – Fletch avisou.
- Amém! Eu quero almoçar ainda. Estou morrendo de fome. – reclamou.
- Teremos tempo pra almoçar, e depois uma sessão de autógrafos no shopping e, à noite, o show.
- Quanta coisa. – Taylor falou.
- Bem-vinda ao mundo dos rockstars, baby. – falou para ela.

Finalmente chegamos, e era por volta de uma e meia da tarde. Como sempre, as fãs sabiam onde iríamos estar e, como sempre também, elas estavam lá, com seus gritos - muitos gritos -cartazes e peitos... É, umas tinham muito peito. Não pense que eu sou algum tipo de tarado ou coisa assim, mas é que dude... não tem como não reparar.
Havia um esquema de segurança, como sempre, pois sem ele não sairíamos com roupas ou vida dali.

- Wow, acho que fiquei surda. – Taylor colocou a mão no ouvido.
- Relaxa, é impressão sua, depois passa. – falou.
- O quê?
- Eu disse que é impressão sua, você não está surda.
- Hein?
- É, eu acho que ela está mesmo surda. – Ele fez uma careta e nós rimos.
- Ok meninos, aqui está a chave do quarto de cada um. – Fletch nos entregou a chave de nossos quartos - Como sempre, vamos repassar nossas regrinhas básicas. Número um: não beber até cair no bar do hotel. – Ele falou olhando para .
- Quê? Eu nunca fiz isso, aquelas duas vezes não contam.
- Continuando... Número dois: não sumam da minha vista, três: não saiam de cueca pelo corredor. – Ele olhou pra mim.
- Principalmente se a sua cueca for de corações e estrelinhas, né . – gargalhou.
- Isso nunca aconteceu. – Falei sério. Ok, uma vez isso aconteceu, mas foi culpa de uma gata muito hot. Ela me fez vestir a tal cueca de estrelinhas e corações, e depois ela me colocou pra fora do quarto... O resto vocês imaginam. Mas a culpa não foi minha.
- Corações e estrelinhas, né . – riu da minha cara.
- Acabaram as regras já? – perguntou.
- Pronto, eu já acabei. Ah, quer dizer, só mais uma coisa: Não se metam em confusões, por favor. Toda vez que vocês se metem em confusão sobra pra mim, e isso me custa fios de cabelo.
- Estranho. – comentou.
- O que é estranho, ? – perguntou.
- Já era pro Fletch estar careca então, porque né... – Ela riu e nós também.
- Isso é uma grande verdade,mas eu faço ótimos tratamentos capilares.
- Hm, boiola. – falou baixinho.
- O que disse, ?
- Que quero uma carambola.
- Aham, sei...
- Acho melhor eu ir pro meu quarto, quero descansar. – pegou sua mochila e colocou nas costas.
- Porque eu e precisamos ficar em quartos separados? – Taylor perguntou.
- Pra evitar certas coisas. – Respondeu Fletch.
- Que coisas?
- Coisas menina, coisas! Agora todo mundo circulando! Vão descansar, não aprontem, comam e fiquem prontos, porque daqui a uma hora sairemos para a sessão de autógrafos.
- Não vai dar tempo de descansar. – reclamou.
- Ah que pena, . – Fletch sarcástico mode on.
- Bom, eu vou aproveitar o tempo pra descansar. – Eu disse – Vejo vocês mais tarde.
Saí andando, e Taylor também, no meu encalço.

’s POV mode off

- Só falta o e a coisinha dele, ainda não desceram. – Eu disse para Fletch, que acabara de perguntar onde estava o ser que eu tenho tentado ignorar.
- Que coisinha? – Fletch não entendeu.
- A tá falando da Taylor. – riu.
- Ah. – Fletch parecia ter entendido agora – Pode ir chamá-los, por favor, ?
- Eu? Mas por que eu? Pede pra ou pra um dos meninos... Eu não vou lá.
- Achei que fosse mais profissional. – Fletch resmungou – Chloe não vai gostar nada de saber disso.
- Tá bom, tá bom, eu vou. – Fiz uma careta – Tá vendo? Estou indo...
Fui andando e reclamando por todo o caminho. Agora eu sei o que os meninos passam, Fletch realmente pega no pé. Chato.
Primeiro fui até o quarto do , bati na porta e ninguém abriu, mas ele devia estar lá dentro, ouvi vozes. Duas vozes. Taylor devia estar com ele. Eca. Foi tenso só de imaginar o que eles poderiam estar fazendo lá.
- ... – Eu bati na porta mais uma vez.
- Eu não terminei de falar, volta aqui . – Escutei Taylor falando, parecia irritada. Minutos depois, abriu a porta.
- Oi. – Ele sorriu.
- Er, o Fletch tá esperando você e a sua... Hm, namorada. Só faltam vocês e estamos atrasados.
- Ah, nós já estávamos descendo, não é verdade meu amor? – Ele olhou para a guria, que estava emburrada.
Nós três descemos juntos até o saguão, todos estavam lá. tirava algumas fotos de e , Fletch falava ao telefone, comia um sanduíche estranho.
- Pronto, aqui estão eles. – Eu disse, e Fletch fez sinal para que fôssemos andando, ele continuava ao telefone.
Saímos pelos fundos do hotel, lá um carro nos esperava. O caminho até o shopping onde aconteceria a sessão de autógrafos não demorou muito, não tinha muito trânsito.
O shopping estava LOTADO! Todo mundo queria ver o McFLY, milhares de adolescentes se descabelavam lá, eu hein. O esquema de segurança para os meninos era forte, tinha muita gente da imprensa também. A sessão de autógrafos durou por duas horas, obviamente não deu pra atender a todas as fãs.

- Finalmente acabou, elas são insuportáveis e gritam demais, é um horror. – Taylor reclamou.
- Você nem estava perto. – Fletch olhou pra ela.
- Graças a Deus, mas ainda assim ouvi os gritos.
Taylor não ficou perto dos meninos na hora da sessão de autógrafos, apenas eu e porque estávamos ali a trabalho.
- Olhem o que eu ganhei. – exibia um ursinho muito fofo.
- Que gay. – Disse .
- Gay nada, é lindo. – olhava o ursinho.
- Também achei. – Comentei.
- Oi , você quer ser minha amiguinha? – fingia que era o ursinho que falava.
- Não, eu não quero. – Eu disse.
- Mas você não me acha bonitinho?
- Nem tudo que é bonito presta, veja o seu dono. – Eu sorri sem mostrar os dentes.
- Wow, podia ter dormido sem essa, dude. – ria.
- É verdade. – Fletch concordou.
- Pobre . – balançou a cabeça negativamente, ela ria.
- Pelo menos a minha Taylor não me trata assim. – abraçou a garota e lhe deu um selinho.
Nojo.

Quando chegamos ao hotel tinha um cara lá, muito gato por sinal, que era amigo dos meninos. Pelo que eu entendi, trabalhava com eles... Algo assim.

- Que você tá fazendo aqui, dude? – pareceu surpreso.
- Fletch não disse pra vocês que eu viria pra cá?
- Queria que fosse surpresa, e conseguei. – Fletch riu.
- Achei que você voltava da Austrália só semana que vem. – falou.
- É, mas terminei mais cedo o trabalho com os produtores de lá. Enfim, vocês são mal educados, nem apresentam as amigas. – Ele disse, olhando para mim, e Taylor.
- Bom, essas são , e Taylor. – Fletch apontava para cada uma de nós – e são de uma revista e estão aqui a serviço, a é namorada do , a é ex do em um passado recente e a Taylor é a atual do . Ele é rápido, né? – Fletch riu sozinho.
- Valeu, hein tio Fletch. – Eu o fuzilei com o olhar.
- Por nada. – Ele fez cara de diabólico. Tenho medo dele, sério.
- Ah, entendi tudo. Enfim, eu sou o James, James Bourne. – Ele sorriu – É um prazer conhecer todas vocês, principalmente você, .
- Mais um? Não acredito – riu.
- Mais um o quê? – James perguntou.
- Mais um admirador pra . Mas deixa quieto, tô indo pro meu quarto agora passar alguns e-mails pro pessoal da revista. – saiu andando, deixando certo mistério no ar.
- Ela é louca, não liga pra ela. – Eu ri.
- Louca mesmo. – Taylor rolou os olhos.
- Por que você não deixa de ser estúpida? – Falei para ela, que fez uma cara de afetada. Era demais pra mim, preferi sair dali, senão eu bateria nela.
Garota estúpida!

Capítulo 11 – “A vingança nunca é plena, mata a alma e envenena” - parte II

Fim do show dos Guys, 10:45 am.

- Foi incríiiiiiiivel. Quem quer me abraçar suado? – levantou os braços ao entrar no camarim.
- Que tal um banho primeiro? Te dou até dois abraços. – Eu ri.
- E um beijo? Não rola?
- Não.
- Eu vou passar perfume.
- E daí?
- Quero beijo.
- Sai daqui, . – Eu o empurrei, rindo.
- Chega de fotos, . – reclamava.
- Eu preciso de material. – Ela justificou.
- Mas você já tirou mais de mil fotos, não é o suficiente?
- Sim, se você quiser um trabalho de porco e o Fletch reclamando depois. E a Chloe junto.
- Mas já chega de fotos minhas, vai tirar foto do e do .
- O não é fotogênico. – Ela deu de ombros.
- Quem disse esse absurdo?
- E precisa dizer, meu filho? – riu.
- Eu sou lindo, a câmera me adora.
- Não, você é estranho demais.
- Para , o leva essas coisas a sério, vai ficar com trauma.
- Eu estou brincando, . – apontou a câmera pra ele e começou a tirar fotos.
- Ficou com dó agora, né, não acredito em você. Não sou fotogênico, oh que vida cruel. – brincava, fazendo caras e bocas. Continuava lindo. Ok, eu não pensei isso.
Prestava atenção em cada detalhe e de vez em quando anotava - isso seria importante na hora de escrever para a revista. Todos eles eram sempre muito brincalhões, Fletch, sempre que estava por perto, estava ao celular ou mandando, mas também tinha seus momentos descontraídos. sempre que podia ouvia música, come o tempo todo, gosta de ler e fica na internet, é viciado demais. Mas eles nem sempre têm tempo pra fazer essas coisas, é muita correria e Fletch pega mesmo no pé.
- E ae galera, assisti ao show lá do camarote, as fãs ficaram loucas comigo, até esqueceram de vocês. – James entrou no camarim.
- Se acha demais esse James, né. – deu soquinhos no amigo.
- O que vamos fazer agora? – James perguntou.
- Jantar, por favor! Estou morrendo de fome. – apareceu, agora de banho tomado.
- Só pensa em comer? Eu, hein. – olhou pra ele.
- Eu prefiro voltar pro hotel. – Taylor disse.
- Então eu vou com você, meu amor. – é tão prestativo que até me da vontade de vomitar no cabelo dele.
- Vamos jantar! – bateu o pé.
- Jantar onde ?
- Vamos pra uma boate.
- Jantar em uma boate, ? – levantou uma das sobrancelhas.
- Esquece a janta, vamos beber.
- Tá maluco, ? Amanhã vocês todos acordam cedo.
- O jeito é todo mundo ir jantar mesmo. – Disse .
- Eu vou voltar pro hotel, amanhã acordo cedo, tenho muito trabalho... – Eu disse – E acho que devia fazer o mesmo.
- Mas eu quero ficar com o . – Ela choramingou como uma criança.
- Mas é a banda que vai jantar, você só namora alguém da banda, não faz parte dela e estamos aqui a trabalho, esqueceu?
- Ah , o que é isso?! Eu faço questão que você vá com a gente, vai me fazer essa desfeita? Acabei de chegar... – James me abraçou meio que de lado.
- Não posso, é trabalho, não estou para diversão. Depois o Fletch vai dizer que não sou profissional e contar pra minha chefe.
- O Fletch vai ficar quietinho, não vai Fletch? – James olhou para ele.
- Não me coloquem nesse meio. Façam o que quiserem, mas não aprontem, por favor. Eu vou sair com umas garotas. Tchau.
- Como assim vai sair com umas garotas? – perguntou.
- Eu também tenho uma vida. – Fletch piscou e saiu do camarim.
- Então , vaaaamos, por favor. Já disse que faço questão. – Insistiu James.
- É , vamos. – , do outro lado, ajudava.
- Tudo bem, eu vou. – Me rendi.
- E de mim ninguém faz questão? – perguntou.
- Não dude, pode ir. – James riu.
- Belo amigo, hein.
- , você quem disse que ia voltar pro hotel com a Tay.
- É, e vou mesmo, tchau pra vocês. – Ele saiu, puxando a coisinha vadia pela mão.
- Eu hein.
- Então, onde vamos jantar? – perguntou.

Fomos para um restaurante muito legal. A comida era muito boa e o ambiente ótimo. Jantamos tranquilamente, e parou de reclamar de fome. e comeram tudo de doce que tinha no cardápio. Conversávamos animadamente sobre várias coisas, James era uma pessoa muito legal, eu gostei de conversar com ele. Todo mundo se divertiu bastante, comeu bem e riu demais com um gay que deu em cima do , mas isso é uma outra história... Deixa quieto.

- Bom, foi muito divertido o jantar, mas agora eu preciso de cama, estou morrendo de sono.
- Vai lá sonhar com o Fred, né . – James zoou.
- Eu não conheço aquele gay, ok? Ele me confundiu com outra pessoa.
- Olha o tipo de pessoa com quem você anda se relacionando, . – riu.
- Vocês são chatos! Boa noite. – saiu andando, irritadinho.
- Vou dormir também, galera. Boa noite – deu um beijo na minha testa e saiu logo depois.
- Todo mundo indo dormir, melhor eu ir também, senão amanhã o Fletch me acorda aos gritos.
- Eu vou com você, . – e se despediram de mim e de James e saíram, andando juntos. Sobrando apenas eu e James ali no saguão.
- Hm, acho que nós sobramos. – Ele riu – Não vai dormir?
- Estou sem sono, acho que vou beber algo no bar daqui. – Eu saí caminhando e ele veio logo atrás.
- Posso ir?
- Sim.
- Posso te pagar uma bebida?
- Sim.
- Você só diz sim?
- Sim.
- Eu sou bonito? – ele riu.
- Sim.
- Posso te beijar?
- Não!
- Achei que só dissesse sim. – ele tornou a rir.
- É,mas você abusou – sentei-me em um dos banquinhos do bar, ele se sentou ao meu lado e olhou por alguns segundos minhas pernas. Eu estava de vestido, mas não era curto, era de tamanho normal.
- O que vai querer beber?
- Cosmopolitan. – Eu sorri e ele pediu dois Cosmopolitans ao bartender.
Minutos depois nossas bebidas chegaram.
- Então ... Ex do , né...
- É.
- Ainda é afim dele?
- Claro que não, aquele estúpido.
- Vejo que não foi uma separação amigável. – Ele riu fracamente.
- É, nada amigável! Eu não suporto ficar perto dele. Estou aqui só por causa do trabalho. - Deve ser uma tortura pra você então.
- Você não imagina. é tão egoísta e... Eu o detesto. – Dei um gole em minha bebida.
- Você ficou estressada só de falar nele, wow.
- Ele é irritante, não se importa com ninguém e eu detesto isso. E também detesto aquela tal de Taylor.
- Parece ciúmes.
- A gente tem ciúmes de quem a gente gosta, e eu não gosto de ! Nem como amigo, porque ele estragou a amizade que tínhamos também.
- Vocês eram amigos antes de namorar? Muito amigos?
- Sim, demais... Estávamos sempre juntos, era realmente uma linda amizade até que ele estragou tudo com o seu jeito idiota de ser.
Comecei a contar toda a história para James, que me ouviu atentamente, e depois de mais alguns drinks eu já estava contando o que devia e o que não devia também. Mas eu não estava bêbada.

- Só não acredito em uma coisa...
- O quê? – Perguntei, depois de terminar com mais um drink.
- Que você não goste mais do .
- Por quê?
- Porque esse tempo todo que estamos aqui, você só falou dele. – James riu levemente.
- Isso não tem nada a ver, nem falei bem dele.
- Mas você ainda sente algo por ele, daí sente certa necessidade de falar, pensar, ver ele.
- Você é analista ou algo assim? Ou só louco mesmo?
- Sou experiente. – Ele piscou – E afirmo, você ainda ama o .
- Posso te provar que não.
- Como ?
Não perdi tempo, me aproximei de James e o beijei. Um beijo bem calmo, sem pressa e muito bom. Também né... Ele é gato demais e ainda beija bem.
- Pode me provar de novo? – Ele riu depois que terminamos o beijo.
- Hm, talvez. – eu lhe dei um selinho.
- Não entendo uma coisa. – James acaricou meu rosto.
- O quê?
- Você é bonita demais pro . – Ele riu.
- Você é quem está dizendo.
- Chega de falar de . – Ele se levantou do banquinho, e me fez levantar também – Vamos fazer algo melhor. – Ele me abraçou pela cintura.
- Tipo o quê? – Me fiz de inocente.
- Prefiro mostrar a falar. – Ele mordia minha orelha de leve e discretamente me fazendo arrepiar um pouco. Ok, muito. – Vamos sair daqui, podemos ir pro meu quarto e...
- Nada disso, apressadinho! E também eu não posso, Fletch não ia gostar nada disso, não seria profissional.
- Eu me resolvo com ele depois. – James apertou minha cintura.
- Não, nem adianta. – eu ri.
- E se eu disser que tenho assuntos profissionais pra tratar com você?
- Aí sim...
- Então vamos lá no meu quarto, tem umas coisas que eu quero que você analise. – Ele riu divertido.
- Muito espertinho, vou ser legal e deixar você me levar até a porta do meu quarto.
- Vou poder entrar?
- Não.
- Báh, que sem graça.
- Não reclama, vem. – Puxei James pela mão, ele me acompanhou.

- Hora da despedida.
- Tem certeza que eu não posso entrar? – Ele me encostou na porta do quarto e me deu vários beijos.
- Hm, não muita. – Eu disse, quase me rendendo. Eu disse quase.
- Então... - Ele tentou pegar de mim a chave do quarto
- Não dá, James. Se o Fletch nos pega já era. Ele é chato.
- É, eu sei. – Ele bufou.
- Não fica chateado. – eu pedi.
- Amanhã você não me escapa.
- Quem disse que eu quero escapar?
- Wow, então até amanhã. – Ele me beijou mais uma vez e, quando partimos o beijo, eu o puxei pela camiseta, deixando-o mais perto de mim.
- O último. – Lhe dei um selinho demorado – Agora pode ir.

No dia seguiente eu acordei bem cedo,e quando passava pelo corredor encontrei - não é uma boa forma de se começar o dia.

- Bom dia, . – Ele olhou pra mim com um sorrisinho de deboche.
- Não fala comigo. – ignorei-o e segui caminhando. Chamei o elevador e esperei alguns segundos. Quando ele chegou, entrou junto comigo. Que ótimo, agora respiraríamos o mesmo ar.
- Só quis ser educado, achei que estaria bem feliz depois da sua noite com o James. – Ele falou, olhando para outro lado.
- Do que você ta falando, idiota? – Fingi não saber de nada. Como ele descobriu?
- Não precisa mentir pra mim,. Eu vi.
- Viu o quê?
- Você e o James se pegando, ele quase te comendo na frente do teu quarto ontem à noite.
- Você estava nos espionando?
- Claro que não.
- Ah, não precisa mentir pra mim, . Ficou nos espionando, depois teve que ir bater uma, acertei? – Ri com deboche na cara dele.
- Não seja ridícula.
- Você é que é ridículo e eu não vou discutir com você. – O elevador chegou finalmente no térreo e eu e saímos sem olhar um para a cara do outro.

- Bom dia. – Eu e falamos ao encontrar todo mundo tomando café. Todos responderam um ‘bom dia’ em coro.
- meu amor, dormiu bem? – simpatia logo de manhã.
- Sim, muito. – Eu me sentei ao lado de James e ao lado de Taylor, que já estava lá.
- Bom dia, princesa. – James me deu um selinho e sorriu em seguida.
- Bom dia. – Eu passei a mão pelos fios de cabelo dele.
- Wow, o que foi que nós perdemos? Acho que faço essa pergunta por todos aqui presentes. – olhou pra mim.
- A tá de casinho com o James. – fez uma careta.
- Isso é sério? – Fletch perguntou.
- É. – James respondeu naturalmente – Ah, não tem nenhum problema, né?
- Não, claro que não. – Disse Fletch, e eu suspirei aliviada.
- , você precisa me contar tudo. – pediu curiosa.
- Não seja fofoqueira. – Eu ri.
- Só quero estar bem informada de tudo. – Ela mordeu sua torrada.
- Vocês falam muito e comem pouco. – comia vários pães.
- E isso é ruim? – Perguntei.
- Não, é bom que sobra mais pra gente. – e fizeram um high-five estranho.
- Tá, né. – Fingi entender - E qual é a agenda de hoje?
- Uma entrevista em um programa de rádio agora pela manhã, depois uma fotos. Não vai demorar. A tarde é livre e de noite estaremos voltando para casa. – Fletch respondeu.
- Tudo que eu quero é voltar pra minha casa e descansar. – parecia cansado de verdade.
- Só você?! Eu tô afim de me livrar da presença de certas pessoas. – Eu disse.
- Ela tá falando de você, James. – riu sozinho.
- Eu não teria tanta certeza, man.
- As donzelas já terminaram de tomar café? Precisamos ir. – Fletch já se levantava.
- Já terminei. – Eu disse, após pegar alguns biscoitos – Termino de comer esses no caminho.
- Já terminei também. – falou.
- Taylor, o que você tem que está tão quieta hoje? – perguntou.
- Dor de cabeça. – A garota respondeu.
- Não fica assim amor, logo passa. – falou, mas Taylor não deu muita atenção.
- Então... Vamos? – James quis saber.
- Sim sim, vamos logo. – se levantou, os outros fizeram o mesmo.

Na parte da manhã, os garotos só tiveram a entrevista e fizeram algumas fotos. Foi rápido, porém bem complicado. Na rádio, houve tumulto e uma menina puxou os cabelos de . ficou revoltada, apenas ria. James não desgrudava de mim, e eu não vou reclamar, porque eu estava gostando de tê-lo por perto. Era bom - muito bom, se é que você me entende. Melhor ainda era ver a cara que o fazia, ah, isso não tem nem comparação. Acho que estou conseguindo me vingar de um jeito muito bom.

’s POV

Qual era a do James? Sacanear com a minha cara? E a ? Ela ficou com o , agora com James, o que mais falta? Ela vai ficar com todos os meus amigos? O pior é que ela faz questão de ficar com todos eles na minha frente. Não que eu ligue muito pra isso, eu não ligo nem um pouco. Tá, eu ligo sim, e sinto um pouco de ciúmes, afinal, ela é minha ex e tudo é muito recente... Tá bom, porra! Eu ainda gosto dela, satisfeitos? O meu plano de me vingar e fazer ela sentir ciúmes não está mais dando tão certo assim, Taylor está estranha comigo e já percebeu tudo, a qualquer momento ela explode comigo. Isso não é importante, mas se acontecer, meus planos vão por água a baixo e a sai como vitoriosa.

- Tay, o que tá acontecendo? Você tá estranha. – Eu abracei a garota carinhosamente. - Você tá me usando pra fazer ciúmes na .
- É verdade...
- Não vai nem tentar negar?
- Não, é verdade mesmo. Eu gosto muito de você e fiquei feliz demais em te reencontrar, mas eu amo a .
- Eu nem sei o que dizer, ! Achei que você pelo menos ia, sei lá, tentar me enganar.
- Não. Estou sendo sincero... E você pode me ajudar, finge que estamos juntos, provocamos ciúmes na e...
- Não! Não vou deixar você me usar, e depois vai querer me jogar fora como um lixo!
- Não se faça de coitadinha que eu sei muito bem qual é a tua, nunca foi santa.
- Eu não sou boba e justamente por isso não vou deixar você me fazer de trouxa. Essa história pra mim já deu, ! Eu vou embora, diga aos meninos que deixei um beijo.
- Você não pode ir embora, eu não posso ficar sozinho aqui! A ...
- A , a , tudo ela! Que saco. – Ela falou, irritada – Vou até o quarto pegar minhas coisas e vou embora de táxi, tchau ! – Taylor me deu as costas e saiu apressadamente, com muita raiva. Fiquei ali parado, sem fazer nada.

’s POV off

De tarde todos estavam um pouco mais relaxados. Eu e James saímos juntos - sabe como é, precisávamos de um tempo sozinhos, longe dos outros. E por falar nos outros, eu não sabia de nenhum deles, cada um foi fazer algo diferente... Aproveitando que Fletch dormia e não podia gritar com ninguém, nada de estresse, agora era só relaxar. Eu e James fomos à uma praia. Era linda, um pouco deserta, tudo muito tranquilo por lá. Eu amei o lugar, passamos a tarde juntos sem ninguém pra atrapalhar e, quando estava quase anoitecendo, voltamos pro hotel, pois já teríamos que ir embora.

- Todas as minhas coisas já estão dentro do ônibus, acho que podemos ir. – Eu informei.
- Não tem só você aqui, . – me olhou – Eu ainda não peguei todas as minhas coisas.
- E tá faltando o que, ? – perguntou.
- Meu iPod, ele sumiu.
- Ah, é esse aqui? – James tirou um iPod do bolso.
- É! E tá fazendo o que com você?
- Peguei emprestado de manhã, foi mal.
- Por que não pegou o da sua namoradinha? – pegou o objeto da mão de James e nos deu as costas, entrando no ônibus em seguida.
- O que deu no dude? – perguntou sem entender nada, assim como eu.
- TPM. – respondeu, rindo.
- Pronto, já estou aqui. – chegou com um sorriso no rosto – Estava comprando brincos na lojinha do hotel.
- Todos estão aqui, acho que já podemos ir então. – Fletch fez sinal para que todos entrassem no ônibus.
- Espera, e a Taylor? – James perguntou.
- Não ficou sabendo?
- De quê?
- Ela foi embora.
- Embora? – Eu deixei escapar.
- É, parece que ela se estressou com o , algo assim. Agora chega de papo, eu não tenho tempo para fofocas... – Fletch nos empurrava para dentro do ônibus – Não agora. – Ele completou depois.
Eu perguntaria sobre isso para depois. Com certeza ela saberia de algo.
Nos apressamos em nos acomodar rapidamente dentr do ônibus. Os meninos já começavam a fazer a típica bagunça e eu só conseguia pensar no porquê de Taylor ter ido embora. Será que brigou feio com ? Será que eles terminaram? Ou foi só uma briguinha boba?

- . – me chamou.
- Fala. – Eu a olhei, parecia que ela tinha algo pra me contar.
- Sabe por que a Tay foi embora? – Ela fez uma cara de nojo ao pronunciar o apelido da garota.
- Não, e nem quero saber. Essas coisas não me interessam. – Menti.
- Sei que está mentindo, então vou lhe contar. – Ela sorriu marota – A tal e o brigaram por sua causa. Parece que ela estava com ciúmes, alguma coisa assim.
- E quem te disse isso?
- Fiz amizade com uma funcionária do hotel, que me contou
- Hm. – Fiquei em silêncio por alguns minutos, pensando nisso – Interessante.
Então eles brigaram por minha causa? Será que isso é verdade?

Capítulo 12 – I can't stay away from you

Uma hora e meia de viagem, e os meninos não calavam a boca um minuto. Não que fosse totalmente ruim, mas às vezes eu queria poder dormir um pouco e não podia porque eu tenho certeza que eles aprontariam algo comigo. , , James e brincavam de mímica e eu prestava atenção. jogava vídeo game com , aparentemente eles já estavam “de bem”. Eu não sabia ao certo se eles tinham conversado ou algo assim, só sei que não queriam mais brigar um com o outro, isso era bom.
- Tivemos um problema. – O motorista do ônibus informou.
- Que problema? – Fletch, que estava sentado, deu um pulo.
- Ainda não sei ao certo o que é, o ônibus simplesmente parou.
- Avisei pro não comer demais, agora o ônibus tá pesado. – James zoou.
- Vai demorar muito pra consertar? Ou melhor, tem conserto?
- É claro que tem conserto, . – deu um pedala no amigo – Não tem? – Olhou para o motorista em seguida.
- Acho que pode demorar um pouco, talvez muito, não sei informar.
- Ok, acho melhor nós descermos e vermos se podemos fazer algo, sabe como é, os machos. – disse, se sentindo e olhando para mim e .
- Então o não precisa ir, né? – Eu zoei e todos riram, menos o zoado em questão.
- HAHAHA muito engraçado, . – Ele disse.
Em seguida, os meninos desceram do ônibus. Eu e fomos junto, só pra ver no que ia dar.
- Acho que o problema é nas rodas. – palpitou.
- Talvez, vou dar uma olhada. – O motorista falou.
Estávamos parados em um lugar estranho. A estrada não estava muito movimentada, mas também não estava deserta. Era tudo bastante escuro e a paisagem não era das melhores. O que eu conseguia enxergar era mato, mato e hm, mais mato, e os mosquitos também estavam presentes, o que era bastante irritante. Os meninos ficaram falando do problema do ônibus, e tentavam consertar, eles tentavam ajudar o mostorista. O problema era mesmo na roda, mas não me pergunte exatamente o que é, eu não entendo disso e não fiz questão de ficar prestando atenção, queria manter os mosquitos e outros bichos que pudessem aparecer longe de mim.
- Vocês duas não vão fazer nada? – perguntou, olhando pra mim e para .
- Somos garotas, se liga, . – colocou a mão na cintura – Isso é trabalho de homem.
- Concordo com a , não acho que elas devam fazer alguma coisa. – Disse .
- Eu só perguntei. – resmungou.
- E eu só comentei. – olhou para ele, que mexia em alguma ferramentas.
- Quer saber? Se isso aí demorar muito eu vou pegar uma carona e vou embora. – Eu disse, cruzando os braços.
- Claro né, , é só mostrar as pernas na beira da estrada. – riu.
- Eu daria uma carona. – James falou com malícia – Daria até mais que carona.
- Eu aceitaria, com certeza. – Eu pisquei e comecei a rir em seguida.
- James, para de papinho e ajuda aqui. – falou meio... Com ciúmes? Adoro!
- Ah, eu tô fazendo bem mais que você aqui, hein ! Não faz cara feia pra mim não, tô ajudando bem mais. – Disse James enquanto mexia em sei lá o quê com o motorista.
Acho melhor eu ficar dentro do ônibus, porque do lado de fora os mosquitos só vão me picar e eu nem mesmo entendo o que esses meninos estão fazendo. Só quero que o ônibus volte a funcionar logo.
- Onde você vai, ? – perguntou.
- Ficar dentro do ônibus, serei mais útil lá. – Fiz joinha pra ela.
- Lá dentro tá um pouco abafado, melhor ficar aqui. – Ela disse.
- Não tem problema, não ligo.
- Você que sabe. – Ela deu de ombros e ficou no mesmo lugar, enquanto eu fui pra dentro do ônibus. Realmente estava um pouco abafado lá dentro, e eu percebi que estava com duas blusas. Tirei uma delas e fiquei com a blusa que era mais fina. Peguei meu iPod e sentei-me em uma das poltronas, começando a ouvir qualquer música do All Time Low que comecara a tocar aleatoriamente.
Pelo menos no ônibus não tinha mosquitos. Me distraí ouvindo músicas, tendo pensamentos loucos, como por exemplo: o que aconteceria se eu fizesse um picolé de vodka, será que seria bom?
Eu disse que eram pensamentos loucos. Eu disse.
Eu estava muito bem ali até entrar no ônibus para respirar o mesmo ar que eu. Ele é tão idiota! Ele olhava pra mim e falava alguma coisa, seus lábios se moviam mas eu não conseguia escutar devido ao volume da música, agora do Metro Station. Até que ele se aproximou e tirou os fones do meu ouvido.
- Você é surda, porra? – Falou irritado.
- Primeiro, não fala assim comigo, quem você pensa que é? Segundo: Não, eu não sou surda. E terceiro, você é um idiota e eu não quero falar com você. – Coloquei de novo os fones no meu ouvido e comecei a cantar Shake it bem alto. O que o deixou ainda mais irritado.
- Você é tão infantil, ! – Ele tirou os fones do meu ouvido de novo. Agora sim eu fiquei irritada.
- Que porra é essa? Quem você acha que é pra fazer isso? Faça isso mais uma vez e você vai se ver comigo, garoto mimado!
- Olha só quem fala, mimada irritante!
- Se tem uma coisa que eu não sou é mimada. Já no seu caso, não podemos dizer o mesmo.
- Irritante!
- Mimado!
- Metida!
- Egoísta!
- Criança.
- Peste.
- Gostosa.
- Hã?
Eu não entendi. A gente começa brigando e depois ele me chama de gostosa? Qual é a dele?
- Você é maluco, ?
- Por você.
- Tanto clichê. – Balancei a cabeça negativamente e ri em seguida.
Ele sentou ao meu lado. Ótimo.
- Sai daqui, , ou eu chamo o James.
- Tô morrendo de medo, não tá vendo?
- Eu vou gritar.
- Tenta.
Quando eu tomei fôlego pra gritar, fui impedida por . Como? Ele me beijou, sim, ele me beijou. De um jeito selvagem, urgente, tão apressado, parecia que era a última coisa que ele faria. Eu queria poder parar o beijo, dar um tapa bem dado na cara dele e correr lá pra fora para perto de James, mas eu não consegui me mover. Uma parte de mim me dizia pra ficar ali e matar a saudade que eu sentia daqueles lábios. Tentei resistir nos primeiro trinta segundos, mas foi em vão. entrelaçava suas mãos nos meus fios de cabelo, e o beijo continuava urgente, quente, cheio de malícia, até que tivemos que nos separar por alguns segundos pra respirar.
- Alguém... pode... – Eu estava ofegando, falava pausadamente e com dificuldade - Nos ver... não seria... nada... bom.
- Por que não?
- James, eu tô com ele.
- Você só ficaram, besteira. Não é?
- Hm, não sei se é bem por aí não... Não gostaria que ele me visse aqui agora nessa situação com você, não seria bom. E se os outros nos vissem? A minha fama não ficaria muito boa, e se o Fletch entra aqui? Oh Céus! – Eu havia recuperado o fôlego e agora estava entrando em desespero.
- Ei, ei, calma. – Ele segurou meu rosto – Não pensa em ninguém. – Ele chupou meu lábio – Vem aqui. – Ele se levantou e me puxou com ele.
- Pra onde? – Perguntei confusa e nós fomos andando para os fundos do ônibus. Havia uma porta, ele abriu e...
- Banheiro? - Perguntei, meio incrédula.
- Nunca fez sexo em um banheiro de ônibus? – Ele riu.
- Não! – Arregalei os olhos – E quem disse que eu vou fazer sexo com você? Eu nem devia ter te beijado.
Por um momento acordei para o que eu estava fazendo e tentei fugir. Não deu muito certo. me agarrou pela cintura e nós começamos a nos pegar antes mesmo de entrar no banheiro.
- Você não quer sair daqui. – Ele disse em meu ouvido, com a sua voz rouca, enquanto entrávamos no pequeno banheiro. Pequeno mesmo.
- Talvez eu queira sim, acho que você devia me fazer mudar de ideia. – Um sorriso sanaca brotou em meus lábios. Era tarde demais, o efeito já havia me dominado.
me encostou na porta e voltou a me beijar como há minutos atrás, de um jeito selvagem. Eu sentia que de ambas as partes havia saudade, muita saudade, e também muita malícia. O olhar de para mim transbordava malícia, o que era absolutamente correspondido por mim. Havia uma pia no pequeno banheiro, eu agredeci por ela estar ali. Seria bem útil, e não seria para escovar os dentes. Não nessa situação.
me colocou sentada na pia e eu envolvi minhas pernas em volta de sua cintura. Ele tirou minha camiseta quase rasgando a mesma. Ele estava me deixando louca, queria que aquilo não acabasse nunca. Puxei-o pela gola da camiseta pra mais perto de mim, se é que isso era possível. Nem um minuto parávamos de nos beijar fervorosamente. não conseguia se decidir entre meus lábios e pescoço, por onde ele dava deliciosas mordidas. Eu estava gostando tanto daquilo que não era capaz de fazer nada, apenas sentir e me entregar totalmente a ele, mesmo que fosse no banheiro de um ônibus de turnê.

- ? Você tá aí dentro? – Reconheci a voz de , ela batia como uma louca na porta do banheiro – E o tá aí dentro? Eu não tô vendo ele aqui em nenhum canto. , fala comigo, você desmaiou aí ou o quê? Eu tô apertada.
- Espera. – Foi o que eu consegui dizer para ela enquanto ria baixinho – Do que você tá rindo, ? Não tem graça, minha melhor amiga tá lá fora, e vai querer uma explicação pra você estar aqui dentro comigo.
- Não dá nada. – Ele apertou minha cintura e me deu vários beijos.
- Como assim não dá nada, guri? Anda, coloca tua blusa e vamos dar um jeito de sair daqui sem que veja.
- Isso é impossível, . – Ele disse, enquanto vestia sua blusa, e eu a minha.
- , eu vou fazer xixi nas calças, dá pra você e o darem uma rapidinha depois? – Ela falava em um tom baixo, pelo menos isso, né. Agradeci mentalmente.
- Não fala merda!
- Abre logo a porta do banheiro. – Ela bateu na porta com força, e então eu abri a mesma.
- Pronto. – Eu disse.
- Desculpe por fazer você esperar, . – sorriu. Como ele podia não querer entrar em pânico e não ficar com vergonha?
- O que vocês estavam fazendo? Consertando o encanamento, por acaso? – nos olhou.
- Não estávamos fazendo nada de... nada de mais. – Eu disse enquanto prendia os cabelos, estava suando.
- É, agora eu vou lá pra fora ajudar os caras. – gesticulou de um jeito engraçado e deu um beijo no rosto de - Depois a gente, hm, continua. – Ele falou no meu ouvido, mordendo minha orelha em seguida. Ok, isso foi uma provocação.
Quando saiu do ônibus, começou a falar sem parar, me perguntando o que houve. Eu tive que contar tudo ou ela me mataria, é sério. Minha melhor amiga é muito curiosa, muito mesmo. Ela até esqueceu que estava apertada.

- Você não estava quase fazendo xixi nas calças? – Perguntei depois que já havia contado tudo para ela.
- Ah, já até passou.
- Você me interrompeu em um momento crítico com o e agora diz que não quer ir mais ao banheiro?
- Que momento crítico? Vocês discutiam a separação lá dentro do banheiro?
- Fazíamos algo bem melhor, garanto.
- Dentro do banheiro, que horror.
- Eu não tinha muitas opções.
- Agora me diz uma coisa, e o James?
- Quem? Ah, sim. O James, bem... hm, foi só uma ficada, nada de mais, e ele sabe disso. Quando voltarmos pra casa, é cada um pro seu canto, ele sabe disso.
- Hm, assim esperamos né.
- Ei garotas, o problema do ônibus não vai poder ser resolvido agora e....
- Como assim? E nós vamos ficar onde então? – Interrompi .
- Como eu ia dizendo antes de uma louca cortar minha fala... – ele olhou pra mim –Vamos ficar em um hotel pelo menos até amanhã de manhã e depois partimos, não dará para consertar o ônibus agora, vamos ter que esperar.
- Vamos ficar em que hotel? – perguntou .
- Bom, está cuidando disso.
- ? Era melhor pedir carona na beira da estrada, porque né... Isso não vai prestar.
- Eu ouvi isso, . – acabara de entrar no ônibus – E vamos logo, peguem suas coisas, já temos onde passar a noite.
Todo mundo se organizou, pegou seus devidos pertences e fomos rumo ao nosso destino dessa noite. Andamos um pouco até o hotel, mas não foi muita coisa.

- Como você achou isso aqui, ? – perguntou, olhando para o amigo.
- Já conhecia. – Ele deu de ombros – Então lembrei.
- Hm, então quer dizer que você anda frequentando hotéis de beira de estrada ultimamente? – riu.
- Para casos de emergência, meu caro.
- Sei...
- Isso. É. Horrível. – Eu disse pausadamente enquanto entrávamos no hotel, se é que podíamos chamar aquilo de hotel – Me dá até medo.
- Ah, não se preocupe, eu estou aqui, . – James me abraçou rindo, e me deu um rápido beijo em seguida.
observou esse gesto.
- Olá, no que posso ajudá-los? – Uma menina que parecia ter uns dezoito anos nos recepcionou – Oh meu Deus, vocês...Vocês quatro são do... MCFLY!
- Ah não, fã maluca detected. – Rolei os olhos.
- Tudo bem, respira, respira, calma. – Ela falava consigo mesma – MCFLY!
- Calma, minha linda. – disse, sendo a pessoa mais simpática do mundo. Não podia ver mulher mesmo ele, hein – Você não poderia arrumar um quarto para cada um de nós? Seria muito útil.
- C-claro. – Ela parecia nervosa e não tirava os olhos de . Na verdade, ela olhava para todos eles.
A menina nos guiou até onde eu presumi ser a recepção, e então rapidamente fez nossas fichas, só que tivemos um problema em relação aos quartos...
- Só temos quatro quartos disponíveis.
- Oh, isso é um problema. – Disse Fletch – Um problema muito grande.
- Eu vou dormir com a . – apressou-se em dizer.
- E eu com a . – Disse James. Não sabia se aquilo seria o certo a se fazer, não sabia se devia dormir no mesmo quarto que ele, mas eu apenas fiquei quieta.
- e dormem juntos e eu e no mesmo quarto. – Disse Fletch.
- Por que eu tenho que dormir com o ? – perguntou.
- Ele ronca e eu preciso dormir bem. – Fletch respondeu, como se fosse uma coisa bem óbvia.
- Que ótimo. – rolou os olhos.
Em seguida, pegamos a chave de nossos devidos quartos e cada um foi para o seu. Eu observava atentamente o “hotel” e cada vez mais ficava com medo. Ele caía aos pedaços,tinha infiltrações, e eu já perdi a conta de quantas baratas já vi. O quarto, como era de se imaginar, não era grande coisa, continha apenas uma cama e um armário velho. Quando James mexeu no armário, saíram de lá dois ratos! Isso mesmo, ratos com R maiúsculo.
Eu queria fugir para as colinas.
- Isso parece um pesadelo. – Resmunguei.
- Fica tranquila, , amanhã já estaremos indo embora, vai ser rápido.
- Eu espero que seja mesmo.
- Mas agora podemos fazer algo bem melhor, não acha? – Ele se aproximou de mim e eu o empurrei sutilmente.
- Desculpe, mas eu só quero dormir. – Sorri sem graça.
- Tudo bem, como quiser.
- Você dorme desse lado e eu desse, você com a cabeça pra lá e eu bem aqui. – Indiquei a ele nossos lugares na cama.
- Por que não podemos dormir juntinhos?
- Acredite, não é uma boa idéia.
- O que você tem, ? Ficou meio estranha do nada e começou a...
- A o quê?
- Trocar olhares com o , de um jeito estranho.
Oh, ele havia percebido. Droga.
- Não, isso é coisa da sua cabeça, vamos dormir agora.
Depois que eu troquei de roupa, eu e James fomos finalmente nos deitar e dormir, e, para completar o cenário de filme de terror, começou a chover! Havia uma goteira em cima da nossa cama, ventava forte e parecia que as janelas do quarto seriam arrancadas. Ok, eu estava ficando com medo. James dormia profundamente, sem se importar com a água que pingava em sua cabeça. Também havia uma goteira em cima de mim, eu não conseguia dormir de jeito nenhum. Decidi sair do quarto, talvez algum funcionário daqui poderia me ajudar. Ou não.
Não foi uma boa ideia sair do quarto, tudo estava escuro lá fora, bem escuro. Acho que havia faltado luz e o barulho da chuva estava me assustando. Era uma chuva bem forte, apenas a luz da tela do meu iPhone iluminava por onde eu passava. Até que eu esbarrei em alguém e gritei, levei um susto.
- Shhh! Quer acordar os outros? – A voz perguntou.
- Me assustei, desculpe. – Eu disse, e percebi que o dono da voz era . Ele tinha uma lanterna que clareava bem mais que a luz da tela do meu iPhone, óbvio – Ah, é você . – Falei, meio aliviada – Ainda bem que não é nenhum fantasma ou velho tarado.
- É né. – Ele riu fracamente – O que está fazendo aqui?
- Tem goteiras em cima da minha cama, não consigo dormir.
- E o James?
- Dorme profundamente enquanto pinga água na cabeça dele.
- Ele tem um sono bem pesado. – riu.
- E você? O que faz aqui no escuro?
- ronca muito, ninguém merece.
- Oh, coitadinho de você. – Eu disse, divertida, e ele não disse mais nada.
Ficamos em silêncio ali no corredor por alguns minutos, era estranho.
- Então hm, er... – Pensei em alguma coisa pra dizer, mas não consegui. Era melhor nem ter aberto a boca.
- Vamos sair daqui, esse corredor é estranho. – riu e me puxou pela mão.
Era difícil circular pra lá e pra cá no escuro. A lanterna de ajudava, mas ainda assim era difícil. Fomos até a recepção, onde não encontramos ninguém, apenas alguns morcegos. Sim, morcegos. Eu não estou inventando, a situação era tensa.
- Morcegos. – Eu tremi. Sim, eu sou bem medrosa, e abracei . Só depois percebi o que tinha feito, me soltei rapidamente dele – Desculpe.
- ... Não precisa pedir desculpa, não precisa agir como se não tivesse acontecido nada entre nós. – Ele se sentou em um sofá que havia ali e me puxou para ficar ao seu lado.
- O que houve foi um erro. – Eu disse em tom baixo.
- Não, foi saudade...
- , nós não vamos voltar, não vamos namorar de novo, não vamos ser amigos. Nós apenas vamos conviver forçadamente.
- Não é isso que eu quero.
- Eu também não queria, mas as coisas precisam ser assim.
- Não precisam não, você é que está me afastando de você.
- , eu ainda estou abalada com o que você fez. Você me traiu, beijou a Taylor. Nós estávamos namorando, estávamos tão bem. – Suspirei pesadamente.
- ... – Ele pegou a minha mão e me olhou nos olhos – Naquele dia, eu não beijei a Taylor. Ela me beijou e eu não correspondi. Eu disse a ela que estava com você e que estava bem assim, ela só... confundiu as coisas, foi isso.
- Eu não...
- Pode perguntar ao e os outros, eles estavam lá, viram que eu não fiz nada, foi ela. – Ele me interrompeu.
- É meio difícil de acreditar, você tem a sua fama que não é nada boa, por que eu deveria confiar? Já aprontou com tantas garotas, por que justamente comigo iria ser diferente?
- Por que eu te amo, é tão simples. Eu nunca trairia você, jamais faria nada que colocasse em risco o nosso relacionamento.
- Não foi o que pareceu quando encontrou a Taylor na boate, você ficou babando nela.
- Foi coisa do momento. Eu estava feliz por vê-la outra vez, era como se eu fosse adolescente outra vez. Mas isso é passado, ela é o meu passado.
- Você tem uma história com ela.
- Não posso negar que ela foi importante, mas agora é só uma lembrança, e você é o meu presente, meu futuro.
- É tudo muito confuso, . – Eu coloquei uma mecha do meu cabelo atrás da orelha – Eu te amo, mas não posso ficar com você achando que a qualquer momento você vai aprontar. E eu estou chateada, muito chateada.
- Olha nos meus olhos. – Ele pediu e eu o fiz – Não tenho mais forças pra ficar longe de você, não quero mais isso.
A verdade é que estava me deixando cada vez mais confusa. Eu queria sim ficar com ele, mas não queria que ele me machucasse outra vez. Agora ele estava sendo tão fofo, mas nos dias anteriores foi um tremendo idiota, eu não consigo entender isso. Eu estava quase me rendendo, esquecendo tudo e dizendo que o perdoava. Talvez ele estivesse dizendo a verdade, talvez aquela vadia tivesse mesmo o beijado. Ela estava louca pra se jogar pra ele mesmo. tinha um certo controle sobre mim, eu precisava me manter firme, mas em momentos como esse é meio impossível. Ah, se ele soubesse que basta um beijo pra eu ficar toda derretida.
- Estou cansada disso. – Confessei.
- De quê? – Ele acariciava minha mão gentilmente.
- De brigar com você como uma criança, de ficar sem falar com você, de ver você com outras. Cansei.
- Você não pode me dar uma chance? Vamos começar tudo de novo. – Ele aproximou seu rosto do meu – Vamos ficar juntos. É isso que eu quero... É isso que você quer também. – Ele beijava delicadamente meus lábios a cada palavra dita.
- Eu tenho medo de me machucar mais uma vez.
- Prometo que não vai, nada vai dar errado dessa vez. – Ele me puxou para seu colo e tornou a beijar meus lábios – Vamos ficar juntos, .
- Eu não consigo pensar direito com você me beijando. – Eu ri fracamente.
- Não? Por quê? – Ele agora passava o nariz em meu pescoço, me fazendo arrepiar.
- Eu não sei, só sei que não consigo.
- Você quer que eu pare então? – ele acariciou minha cintura e começou uma trilha de beijos, do meu pescoço até minha boca.
- Não, eu gosto. – Eu o olhei nos olhos – E sinto falta disso.
Eu não devia ter dito isso.
- Achei que o James estivesse dando conta. – Ele riu.
- O James não é você. E foram só alguns beijos, eu não tive nada de mais com ele, ao contrário do que você pensa.
- Eu não penso nada. – acariciava meus cabelos de um jeito tão bom.
- Não sou igual a você, que termina um relacionamento e no dia seguinte já está na cama com outra pessoa.
- Ei, eu não fiz isso. – Ele protestou.
- Você transou com a Taylor, aposto.
- Mas não foi logo depois que terminamos, e foram só alguma vezes. – fez careta.
- Você tem coragem de falar na minha cara ainda?
- Foi só uma transa, . Nada de mais, eu estava carente, você me deixou sozinho...
- Ah, coitadinho né.
- Pois é, fiquei muito carente. – Ele fez biquinho e eu ri.
- Você ainda tá carente?
- Sim, muito.
- O que eu posso fazer pra sua carência ir embora? – Eu envolvi meus braços em volta de seu pescoço.
- Hm, poderíamos terminar o que começamos no banheiro do ônibus.
- Não lembro direito o que fazíamos lá. – Eu ri, me fazendo de desentendida.
- Então eu vou te lembrar. – Ele falou no meu ouvido.
- Não podemos fazer nada aqui, alguém pode chegar a qualquer hora.
- Tive uma ideia. – Ele me olhou e eu já havia entendido.
- Banheiro?
- Agora.
Nós rimos e saímos a procura de um banheiro, o que não foi nada difícil de encontrar. É, eu sou fraca e caí no papo do mais uma vez, não tenho vergonha de dizer, pois acredite, no meu lugar, você faria o mesmo quando se trata de .
No dia seguinte, todos acordamos bem cedo. Ainda era de manhã quando o ônibus ficou pronto, ainda bem. Eu e estávamos mais próximos do que o recomendável, James me parecia estranho, mas não comentei nada com ninguém. Ele reclamava de dor de cabeça o tempo todo. estava revoltado porque não achava o sinal de internet em um dos seus aparelhos multitecnologicos. Eu hein.
Eu contei para Mari o que aconteceu durante a madrugada, entre eu e . Eu precisava contar pra alguém e dizer como eu me sentia... feliz. Estranho, mas eu me sentia feliz.
Depois que os meninos tiraram fotos com a guria que era super fã deles e que trabalhava naquilo que não se pode chamar de hotel, fomos embora. Encaramos algum tempo na estrada, o clima era agradável, não chovia, mas também não fazia sol como no Brasil, o que já seria muito exagero. Ainda bem que o ônibus não tornou a dar problemas, o caminho de volta pareceu ser mais rápido e divertido. Dessa vez eu e cantamos várias músicas até então desconhecidas por alguns de nossos amigos. Músicas muitos toscas, tipo aquela “tenho tanto amor guardado pra te dar, tem muita conta pra pagar’’
É, repito: músicas muito toscas.

- Hey hey, aonde você vai? – perguntou, segurando meu braço. Já havíamos chegado na gravadora e Fletch queria uma reunião, sabe-se lá pra quê.
- Tô indo pra reunião, e você devia ir também. – Eu respondi, olhando em seus olhos, que pareciam mais lindos do que nunca. O que há de errado comigo agora, hein ?
- Quero falar com você. – Agora ele tinha uma mão na minha cintura e falava baixo.
- Aqui não, , estamos no corredor da gravadora, tenha paciência.
- Eu não ligo. – Ele riu – Você já mandou o James passear? Eu quero saber isso.
- Calma, provavelmente ele sabe que não vai rolar mais nada. Mas, de qualquer jeito, falarei com ele, tenha paciência.
- Hm, estou tendo. – beijou meus lábios rapidamente e eu sorri como uma idiota.
- Melhor irmos pra sala de reuniões logo, os outros já estão lá.
concordou comigo e nós fomos para a reunião. Fletch só queria falar um monte de coisa e não dizer nada, entendeu? Não? Nem eu. Então, ele ficou lá falando e falando, e eu queria ir pra casa e dormir. Não sei como os meninos aguentam isso quase todo dia, ou o todo dia, não sei. São verdadeiros heróis.
Depois da chata reunião os meninos foram dispensados e, antes de ir embora, falei com o James. Não tinha muito o que falar, só me certificar de que ele iria entender que só tivemos uma ficada e nada mais. Obviamente ele entendeu e levou numa boa, gente madura é outra coisa.
Enfim, eu tive que ir embora sozinha, já que a minha melhor amiga foi pra casa de seu namorado. Ela só vive na casa do , porque eles não marcam logo um casamento? Seria tão mais oficial e teria um casamento, e festa, e bolo de festa... eu amo bolo de festa de casamento. É, essa informação não enriquece em nada a sua vida.
Quando cheguei em meu apartamento, tudo estava perfeitamente no lugar, tudo arrumado e bem limpo. Frutas frescas na cozinha, isso significava que Rosa havia feito uma faxina geral no apartamento todo e também devia ter feito compras. Em minha geladeira não havia os meus fiéis restos de pizza. Eu decidi por ir tomar banho, colocar roupas limpas e depois comeria alguma coisa e, algum dia, quem sabe, poderia desfazer as malas, ou não. Eu tenho muita preguiça, desfazer as malas é sempre muito chato, considero bem cansativo.

- Alô? – atendeu o telefone. Resolvi ligar pra ela depois que tomei banho.
- Tá fazendo o quê, vadia? – Perguntei e mordi minha torrada.
- Quanto amor, , te amo também. – Ela riu – Eu estava transando com o , mas você ligou, aí nós paramos – Agora eu ouvia rindo alto.
- Eca, que nojo.
- É brincadeira, estávamos aqui de bobeira, vendo tv, só isso. E você, tá fazendo o quê?
- Eu tô comendo.
- Alguma coisa ou alguém? – Ela gargalhou.
- Engraçadinha, eu tô comendo torrada e bebendo nescau.
- Eu também quero nescau. – Ouvi falar.
- Diz pro que ele é um guloso.
- É mesmo, porque ele acabou de comer um pão estranho aqui com uma vitamina mais estranha ainda, receita do .
- Então deve ser estranha mesmo. – Eu ri – Enfim, eu vou desligar, acho que vou dormir. É ruim ficar aqui sozinha, sem ninguém, acho que preciso comprar um gato.
- Acho que você precisa ligar pro . – Ela falou um pouco mais baixo, talvez para não escutar.
- Pra quê? Ficou louca? Deixa ele na casa dele, descansar.
- Podem descansar juntos ou fazer algo mais legal, se é que você me entende.
- Amanhã tem trabalho, , tenho muita coisa pra fazer.
- Nem vem com essa, a Chloe deu um dia livre para podermos terminar de organizar a matéria sobre os meninos. Estava escrito no email que você não leu, porque estava ocupada com James ou , ou os dois, não sei o tipo de sacanagem que vocês preferem.
- Oh meu Deus, eu não escutei isso.
era tarada demais em certas horas.
- Eu vou desligar antes que você fale mais besteiras, ok? Beijos.
- Beijos, e liga pro , gay! Tchau.
Finalizei a ligação e terminei de comer minhas torradas e beber meu nescau na cozinha, sozinha. Isso pode ser deprimente.
Olhei para o telefone algumas vezes enquanto comia e não resisti, liguei para .
- Não atende, não atende. – Eu falava baixinho, e depois de alguns toques o telefone atendeu.
- Alô?
- ...
- ! Oi. – Ele deixou a animação transparecer na voz.
- Tudo bem, ?
- Tudo ótimo, e você?
- É, eu tô legal, eu queria perguntar uma coisa...
- Pergunta.
- Tá fazendo o quê? Tá ocupado?
- Tava deitado, tô de bobeira aqui. Por quê?
- É que, eu tô sozinha aqui e... Eu não gosto de ficar sozinha.
- Você quer que eu vá ficar com você? – Ele perguntou, com cuidado.
- É, se você não estiver fazendo nada, se você poder, claro... Mas eu não quero que seja um daqueles convites que...
- Eu já entendi, . – Se eu pudesse vê-lo, diria que estava sorrindo agora.
- Você vem?
- Já estou indo, me espera.
- Obrigada, tchau.

’s POV

- Me agradeça quando eu chegar aí. – Eu disse pra mim mesmo.
ligou pra mim, me pedindo para ir até a casa dela. Ela detestava ficar totalmente sozinha em seu apartamento. Obviamente não neguei seu pedido, eu estava de bobeira em casa, apenas tomei banho, troquei rapidamente a roupa e avisei para Judith que não voltaria hoje, provavelmente. Judith era como minha mãe aqui, então eu (quase) sempre avisava pra onde ia.
Peguei as chaves do carro na sala e minutos depois eu estava na frente da porta do apartamento de . Digamos que eu ultrapassei o limite de velocidade permitido. Gosto de viver perigosamente.

- , você veio. – abriu a porta sorrindo – Entra!
Entrei no apartamento e ela fechou a porta em seguida.
- Não acha que aqui é muito grande pra você morar sozinha? – Perguntei, olhando em volta do apartamento, que era realmente grande.
- Nem sempre eu morei sozinha aqui, a morava aqui comigo antes de comprar a casa dela, e depois eu morei com o Victor também. Não era bem morar, mas ele vivia aqui, então...
- Hm, entendo.
- O que você você quer fazer? É tão bom que esteja aqui, é medonho ficar sozinha, eu começo a ouvir barulhos onde não tem, sou louca. – Ela ria divertida e andava pelo apartamento, indo em direção à cozinha.
Se eu disesse o que eu realmente queria fazer com ela agora talvez ela me colocasse pra fora dali e me chamasse de tarado.
- Eu não sei, você é quem manda. – Brinquei.
- Você quer água ou alguma coisa assim? – Ela se inclinou pra procurar algo dentro da geladeira, e me desculpe, mas eu fiquei observando a bunda dela, e que bunda. Eu queria saber por que adora esses shorts curtos, talvez ela faça de propósito.
- Não, obrigada. – Eu tentava me controlar. Ela pegou alguma coisa na geladeira e se virou para me olhar.
- Nem suco de laranja?
- Não, nem suco de laranja. – Eu disse, e ela deu de ombros, colocou um pouco de suco em um copo e bebeu – Por que você usa shorts tão curtos?
- Porque sim, eles são confortáveis pra usar dentro de casa.
- Sei...
- Você quer que eu troque de roupa?
- Não precisa,a casa é sua.
- Se te incomoda que eu...
- Não , eu só perguntei. – Eu ri.
- Vamos ver tv, vai passar Efeito Boborleta, quero ver. – Ela deu pulinhos de felicidade.
- Sabe, é bem melhor quando você dá esses pulinhos.
- Como assim?
- O faz isso de vez em quando, é gay.
- Ah, eu posso imaginar. – Ela riu enquanto caminhava para a sala, comigo em seu encalço.
ligou a tv e procurou o canal em que ia passar o filme que ela queria ver, e depois pediu pra eu apagar a luzes da sala, assim eu fiz.
- Posso dormir durante o filme? – Sentei no chão da sala e me encostei no sofá.
- Não! – Ela sentou entre as minhas pernas – Posso ficar aqui, não posso?
- Claro – Eu disse, e então ela ficou ali e meio que ‘deitou’ em meu peito.
Eu comecei a acariciar seus cabelos, o filme começava e nós prestávamos atenção. Eu até gostava do filme, mas eu sinceramente queria outra coisa.
- , por que está fechando os olhos?
- Porque essa é a parte que o cachorrinho morre queimado, é triste.
- Às vezes você parece uma criancinha. – Soltei uma risada.
- Essa parte é forte, você não tem coração. – Ela tentou se defender.
- ... – eu a chamei em um tom baixo.
- Oi, .
- Tem certeza que vai ver o filme até o fim? – Eu agora falava em seu ouvido, senti ela se arrepiar automaticamente – Nós podemos fazer algo melhor.
- Quero ver o filme, . – Ela passou a mão no meu cabelo e puxou levemente, ela fazia uma voz manhosa – O filme é bom.
- Não é melhor do que o que podemos fazer. – Eu coloquei uma mão na barriga dela por baixo da blusa e comecei a acariciar levemente. “Sem querer”, digamos assim, eu descobri que estava sem sutiã, o que me excitou um pouco.
- Para, . – Ela pediu, enquanto eu continuava com as carícias. Eu queria ver até quando iria resistir.
- Não tô fazendo nada. – Tirei a mão de sua barriga e comecei a beijar seu pescoço, dando algumas mordidas de vez em quando.
- E vai ficar fazendo nada sozinho, porque eu vou ver o filme. – Ela fingiu estar prestando atenção na tv, mas eu sabia que não estava conseguindo se concentrar no filme.
- Tudo bem. – Eu ri, e agora descia a alça de sua fina blusa aos poucos, e beijava seu ombro. Joguei seus cabelos pro lado e voltei minha atenção ao seu pescoço, agora dando leves chupões nele. Eu sentia estremecer a cada toque, mas ela tentava ainda fingir estar vendo o filme. Maldito filme, nunca odiei tanto o Ashton Kutcher como agora.
Aos poucos eu ia passeando minhas mãos pelo corpo de , aquele corpo que já conhecia bem. Comecei a passar a mão em sua perna, e quando minha mão chegou perto de sua virilha ela, em um movimento rápido, se sentou de frente pra mim e me encarou.
- Ok, que se dane todo o Efeito Borboleta, eu prefiro o efeito . – Dito isso, me beijou,me puxando pela nuca e quase tomando o controle da situação. Ela me beijava com desejo, eu explorava toda sua boca, aquela boca perfeita, dos lábios delineados e incríveis. bagunçava meus fios de cabelo e também acariciava minha nuca, eu mantinha minhas mãos firmes em sua cintura. Ela realmente sabia como me deixar louco.

Capítulo 13 – ‘’Vem aqui e eu te mostro como tem que ser’’

Acordei no dia seguinte me sentindo leve. Sorri ao lembrar da noite passada. Me virei na cama a fim de ver ao meu lado.
- Booooom dia. – Meu sorriso foi embora assim que eu vi que o outro lado da cama estava vazio – Cachorro!
Bom, o que eu queria, também? Café da manhã na cama e flores? Nós nem voltamos a ficar juntos mesmo, nem voltamos a namorar, não posso exigir nada dele.
Bufei com esses meus pensamentos, e minha barriga roncava de fome. Eu usava apenas roupas íntimas. Peguei uma camiseta grande do Mickey e vesti, seguindo pra cozinha, em seguida e xingando mentalmente.
Ao chegar na porta da cozinha senti cheiro de comida, cheiro de panquecas, pra ser mais exata. Era fazendo o meu café da manhã, eu não acreditei. Ele vestia sua boxer e sua camiseta preta do Blink 182 que estava perdida aqui em casa e eu não sei como ele achou.
- , achei que tinha ido embora. – Eu disse, ao adentrar a cozinha.
- Por que eu faria isso? – Ele perguntou, confuso.
- Sei lá. – Dei de ombros.
- Não vai me dar bom dia direito?
- Bom dia. – Eu sorri.
- Não tem beijo, não tem nada? Que sem graça, .
Então eu me aproximei dele e lhe dei um selinho demorado, apertando sua bunda em seguida. Ele riu.
- Satisfeito?
- Sim, por enquanto.
- Vocês fez mesmo essas panquecas pra mim? - Eu perguntei enquanto levava as panquecas até a mesa.
- Pra nós dois, imaginei que acordaria morrendo de fome. – Ele beijou meu rosto, e nos sentamos um ao lado do outro.
- Obrigada, você é um anjo. – Eu sorri.
- Vamos comer?
- Vamos. – Respondi com entusiasmo, e começamos a tomar café. Se estivesse aqui diria que somos melosos demais. Eu até posso concordar com ela, mas eu gosto demais desse mel. Haha

- , seu celular está tocando loucamente e me irritando com essa música da Shakira. Aliás, por que uma música da Shakira como toque?
- É a música do , ele quem escolheu. – riu de dentro do banheiro – Atende pra mim, já estou saindo do banho.
- Oi, . – Atendi o telefone e me joguei na cama, de barriga pra baixo.
- ? Sua voz parece mais ainda de mulher agora. – O garoto riu.
- É a , seu idiota. – Eu ri também.
- Ah, então o bonitão passou a noite aí, né.
- Aham.
- Fizeram o quê?
- Jogamos xadrez.
- Sério? Eu amo jogar xadrez, poderiam ter me chamado.
- Fala sério, , eu estou brincando. – Eu ri do quanto poderia ser bobo.
- Eu sei, só estava fingindo.
- Tão inocente.
- Mas onde está ?
- Saindo do banho. – saiu do banheiro e veio em minha direção, eu lhe entreguei celular – Tchau,. – Falei alto.
- Fala viado.
Depois eu parei de prestar atenção na conversa, até porque não dava pra escutar o que falava, então ia ficar meio perdida. Prestei atenção no Bob Esponja, que estava passando na tv. Eu assisto Bob Esponja, valeu? E aposto que você também, mas não confessa.
Whatever.
- Bob Esponja, ? Decadente. – riu e se sentou na cama, perto de mim.
- Eu gosto, é divertido. – Agora eu estava sentada também – O que queria?
- Dizer que a Taylor procurou por ele.
- Ah, essa coisinha existe ainda.
- É. – riu – Eu acho que o quer pegar ela.
- quer pegar todo mundo.
- Bom, que seja, eu não ligo.
- Não se importa se o ficar com a Taylor?
- Claro que não, eu não tô nem aí pra ela.
- Agora né, porque antes era o amor da sua vida, sua razão de viver, era puro mel. – Fiz uma careta.
- Você ficou com ciúmes?
- Um pouco. – Ok, fiquei com muito ciúmes, mas ele não precisava saber. Certo?
- Sei, sei. Então funcionou.
- O quê?
- Meu plano de te fazer ciúmes.
- Está me dizendo que só ficou com ela pra me fazer ciúmes?
- Estou dizendo que aquele mel todo era forçado, só quando você estava por perto. – Ele riu divertido.
- Não tem graça, .
- Pra você ver como eu me senti vendo você com o e depois com o James.
- Ciúmes?
- O que você acha?
- Ah , com o foi só diversão, eu estava bêbada. E o James... Hm, bem, ele é gato.
- Mas eles enfiaram a língua na sua boca, isso não muda os fatos.
- Sabe qual o fato que não muda?
- Qual ?
- Que eu te amo, e eu poderia ter ficado com mil caras, ia continuar te amando, sempre vou te amar.
- É bom saber disso. – Ele beijou meus lábios e me puxou para seu colo – Você não vai ficar com mais ninguém, porque agora nós estamos voltando a namorar, é oficial.
- Você não vai perguntar se eu quero?
- É claro que quer, todas querem namorar com .
- Você é tão convencido. – Eu lhe dei um tapinha.
- E você me ama.
- Fazer o que né, cada um com o castigo que merece.
- Que horror, . – Ele se fez de ofendido
- Brincadeira, meu anjo. – Eu dei um selinho demorado nele – Mas eu acho que você precisa ir embora agora.
- Por quê? Está me expulsando?
- Preciso trabalhar, fazer mil coisas, e com você aqui não vai dar muito certo.
- Eu fico bem quietinho, .
- Não, , eu sei que você não vai ficar quietinho.
- Prometo não atrapalhar, só falo quando você falar comigo. Me deixa ficar, por favor.
- Você parece uma criança. – Eu ri.
- Vai deixar eu ficar? – Ele beijou meu pescoço – Eu posso ajudar você com o trabalho, é sobre a banda, não é? Quem melhor pra te ajudar do que um integrante do McFLY? Huh?
- Ah, ....
- Por favor, . E depois eu te ajudo a relaxar, depois podemos sair pra jantar ou ficar aqui comendo pipoca, o que me diz?
- Oh Céus, tudo bem, pode ficar . –Eu disse, e um grande sorriso brotou nos lábios de .
- Não vai se arrepender – Ele me abraçou.
- Sei, mas agora eu preciso ir pro escritório e começar o trabalho. Vem comigo?
- Claro,vou te ajudar.
Eu e saímos do quarto e fomos para o escritório que eu usava pra fazer meus trabalhos quando estava em casa. Bom, eu tinha bastante coisa pra fazer, muita coisa pra organizar. Não seria um trabalho chato, já que tudo tinha a ver com os meninos e eles são meus melhores amigos agora, mas seria cansativo. Em algumas vezes eu pedia a opinião de e ele me ajudava, de vez em quando precisava ligar pra também pra ela me dar um help. estava se comportando, foi bonzinho e fez até o almoço para nós dois. Ele era um cara prendado pode-se dizer.

- Bom, terminei! – Levantei da cadeira, me espreguiçando um pouco – Finalmente.
- O quê? Quem? O que eu perdi? – parecia confuso e sonolento.
- Você estava dormindo? Não acredito, . – Eu ri.
- Eu não, estava lendo algumas coisas aqui e vendo essas fotos. – Ele pegou um álbum de fotografias que estava ao seu lado no sofá.
- Mentira sua, quase babou aí no meu sofá. – Eu ainda ria – Enfim, eu vou tomar banho agora, enquanto isso fica quietinho aqui, tá?
- Não posso ir com você?
- Não, eu vou tomar banho sozinha.
- Como você é má com o meio ambiente.
- O quê? – Perguntei sem entender.
- Se eu tomar banho com você, vamos economizar bastante água e ajudar o planeta.
- Fala sério , que cantada mais barata. pedreiro, deve ter futuro hein.
- Sei que você gosta, pode confessar.
- Tá bom , fica se iludindo aí enquanto eu vou pro banho. – Dei um beijo no rosto dele e saí do escritório.
Tomei meu banho sem pressa e coloquei qualquer roupa. Eu não ia me arrumar ficar em casa por causa do , não mesmo. Quando terminei o banho e saí do banheiro, estava no quarto, sentado na cama segurando uma foto.
- Que foto é essa? – Me sentei ao seu lado e vi que era uma foto minha com Victor do lado.
- Me diz você. – Ele virou a foto e leu em voz alta o que estava escrito – “Meu grande amor, aquele que faz eu me sentir a melhor e mais feliz pessoa do mundo. Victor, te amo pra sempre.”, e olha que fofo, tem um coração e tudo aqui. – Ele riu com desdém.
- Qual é , essa foto não significa mais nada pra mim, é passado. – Eu peguei a foto da mão dele e joguei em qualquer canto.
- Tem certeza? Por que ainda guarda então?
- É uma lembrança, só isso.
- Você quer lembrar dele?
- Claro que não, .
- Então por que não joga essa foto fora?
- É só uma foto, a lembrança de um momento que não volta mais, já passou.
- Você queria que voltasse?
- , eu não estou aqui com você agora? Eu já não disse que te amo? Então, o Victor já passou, você é meu agora.
- Você ainda pensa nele, .
- Não , para com isso. – Eu tentei beijá-lo, mas ele não deixou – Com bases em fatos você afirma isso? Só por causa de uma foto? Aquele foto faz parte de um momento da minha vida, das lembranças, de coisas que dizem quem eu sou, coisas da minha vida. É por isso que eu guardo, assim como as fotos que eu tenho com você.
- Nós não temos fotos juntos, não muitas.
- Não? Quem disse? – Levantei e e peguei meu notebook que estava em uma mesinha ali no quarto, liguei o mesmo e voltei pra cama ao lado de .
- O que tá fazendo? – Ele não entendeu.
- Olha – Mostrei pra ele uma pasta com fotos somente nossas, eram bastantes fotos. - Como você tem essas fotos?
- São espontâneas. Quando a gente menos espera está lá nos fotografando e nem percebemos direito.
- São fotos lindas, eu nem sabia da existência delas.
- Pois é, daí fica falando do que não sabe, né senhor . – Eu olhei pra ele.
- Desculpa, eu exagerei por causa de uma bobeira.
- Eu também acho, né. – Deixei o notebook de lado.
- Desculpa? – Ele ia me beijar, mas agora eu não quis.
- Agora eu é quem não quero beijo.
- Quer sim, eu sei, sempre quer. – Ele me puxou pra um beijo e eu ri, me rendendo.
Como sempre.

- ,você vai no aniversário da irmã do ? – apareceu do nada em minha sala.
- Não sabe bater na porta? – Fiz uma careta.
- Sou de casa.
- Aqui não é minha casa, e se eu estivesse me pegando com alguém? – Perguntei, e ela apenas riu como se isso fosse impossível. Eu me pegar com alguém ali, na verdade, era impossível mesmo.
Eu hein.
- Você vai ou não no aniversário? – Ela repetiu a pergunta.
- Sim, disse que vamos, mas eu não sei o que comprar, vai ser estranho e vou me sentir deslocada.
- Não vai nada, vai ser super legal.
- Pra você que fala com tudo e todos, deve conhecer até a vó do . Eu não, eu nem conheço os pais do .
- Drama detected. Então você vai, né?
- Sim.
- Então eu te vejo lá, os outros guys também vão.
- Ok, e ah,você já viu como ficou a matéria na revista?
- Que fizemos sobre os guys?
- É.
- Vi mais cedo. – Ela sorriu – Achei que ficou legal.
- Ficou muito engraçada, tem umas fotos muito loucas do .
- E a Chloe gostou, disse que vamos fazer mais coisas assim.
- Lá vem mais trabalho.
- E mais dinheiro.
Rimos juntas.
(...)

- ! Eu não sei o que vestir, me ajuda!
- , qualquer coisa que você vestir vai ficar ótimo, agora se apressa ou vamos chegar atrasados.
- Você disse que era cedo ainda.
- Isso foi duas horas atrás. Se arruma logo.
- Quer que eu vá de toalha?
- Até que não seria má ideia, seria muito interessante pra mim. – Ele se aproximou e me deu um beijo – Mas eu ainda prefiro que se vista, bem rapidinho.
- Tudo bem, vou me apressar. – Fui em direção ao closet (sim, eu tinha um espaço para minhas roupas no closet de ) pra pegar algo pra vestir.
Escolhi um vestido azul marinho bem bonito, na minha opinião. Não era chamativo,era discreto e moderno, perfeito.
Depois de alguns minutinhos eu estava pronta. De cinco em cinco minutos fazia questão de me apressar. Saímos de sua casa e fomos pro apartamento da irmã de , onde iria acontecer a pequena ‘reunião social’ – palavras dela - para seu aniversário. Quando chegamos lá, eu vi a cobertura cheia - sim, ela morava na cobertura. Quase 100 pessoas! Não é exagero, e isso porque a reunião ia ser ‘’pequena’’
- Oh, vocês chegaram, finalmente! – A irmã de nos recebeu com um enorme sorriso – O casal mais esperado.
- Olha a pirralha, ficando menos pirralha hoje! Feliz aniversário. – abraçou a menina.
- Seu chato, estou fazendo 20 anos já! Esse garoto é muito insuportável. – Ela olhou pra mim, rindo.
- Feliz aniversário. – Eu a abracei em seguida.
- Obrigada. Fico feliz que tenha vindo, você e .
- Você acha que eu ia perder comida e bebida de graça? Às suas custas? Nunca né. – zoou.
- Olha quem chegou, viadinho . – apareceu com ao seu lado.
- Vocês demoraram. – Disse .
- Acontece que a princesa aqui demorou muito pra se arrumar. – apontou pra mim. - Ele queria que eu viesse com trapos.
- De toalha, na verdade.
- Começou. – rolou os olhos e a irmã de riu.
- Fiquem à vontade, preciso receber mais alguns convidados. – Ela saiu de perto de nós.
- Achei que fosse uma pequena reunião e nada mais – Comentei.
- É porque você não conhece a minha irmã direito, . Com ela nada é pouco, é sempre muito.
- Cadê então muita comida? Porque eu estou com fome. – fez uma careta.
- Onde estão e ? Já chegaram? – Perguntei.
- está conversando com uma garota e foi pegar bebida, ele veio sozinho.
- Já estão falando de mim e da minha solidão, né? Eu sabia – apareceu rindo.
- Ninguém falou nada, nem começamos a dizer que a Megan não quis sair contigo.
- levou um fora, é isso mesmo produção? – Eu ri.
- Ele ligou pra menina e ela disse que já tinha planos! foi descartado.
- Eu ainda estou aqui, não podem me zoar pelas costas como pessoas normais?
- Somos sinceras, desculpa aê. – falou.
- Não fica assim com essa cara de fracassado, , nós estamos aqui pra ajudar.
- É verdade amigo, não precisa ficar deprimido.
- Eu estou normal.
- Ah, então cara de fracassado é seu normal? Me desculpa, eu esqueci.
Todos rimos, menos . Começamos a zoar o pobre do nosso amigo e ficamos rindo da cara dele.

Quando era uma e meia da manhã, apareceu com um bolo na enorme sala e fez todo mundo cantar parabéns pra sua irmã, como se ela fosse uma criancinha, foi divertido.
- Pena que mamãe e papai não puderam vir, não é ?
- É, maldita viagem de ultima hora, logo no teu aniversário. Mas acho que amanhã mesmo estão de volta.
- E quando eles voltarem podemos fazer uma nova festa.
A irmã de gostava mesmo de festas.
- Na próxima festa eu quero comida italiana, ouviu pirralha?
- Para de ser folgado , traz marmita de casa então.
- Depois dessa eu ia dormir, hein. – deu uma risada.
- Sai daqui, , cadê a sua vítima da noite? – Perguntou .
- A japonesa é linda! Tô na dela. – olhou para um canto da sala.
- A japonesa tem namorado, seu idiota!
- Mas ela tava me dando mole.
- O acha que só porque uma garota diz ‘oi’ ela já está dando mole pra ele. – riu.
- Cadê o namorado dela então?
- Eles brigaram, mas é sempre assim, brigam e logo depois voltam.
- Não quero nem saber, não vou me apaixonar. Só quero um lance.
Eu ri mentalmente do jeito que falou isso.
- , você é terrível. – Balancei a cabeça negativamente.
- E as mulheres adoram.
- Fazer o que quando a pessoa é iludida, hein? – perguntou rindo.
- Médicos mandam não contrariar. – zoou.
- Vocês dois tem inveja da minha beleza.
- Ah claro, quem não queria ser o Mr. Seduction?
- Isso, todos me invejam, sou , o garanhão de Londres, de toda a Europa!
- O que é que tinha na bebida do ? – A irmã de riu.
(...)

Quase três horas da manhã e o apartamento ia esvaziando pouco a pouco, só iam ficando as pessoas mais íntimas. Sabe fim de festa quando as meninas tiram o salto, e os meninos estão mais pra lá do que pra cá? HAHA então. Agora tocava uma música calma e um pouco melosa, uma música típica de fim de festa, que ninguém presta atenção. Eu pseudo-dançava com enquanto os outros comiam o que sobrou.

- , eu quero ir pra casa. – Falei em seu ouvido enquando ainda pseudo-dançávamos.
- Acho que vamos ter que dormir aqui, . Já está muito tarde.
Olhei pra ele e fiz uma careta.
- Que foi? Não quer ficar?
- Sei lá, não quero abusar, fico meio sem graça. É a primeira vez que venho aqui e já vou ficar pra dormir?
- Para de bobeira, ! A pirralha é da turma, não tem essa não.
- Ela vai pensar que eu sou uma folgada.
riu.
- Para com isso ,a nem liga pra essas coisas e você fica cheia de preocupações.
- Mas a namora o , é diferente.
- E você namora comigo, que sou mais bonito. – Ele sorriu de forma convencida – Esquece isso, vamos dormir aqui e pronto.
- Tá, tá... – Me rendi e me deu um selinho.
Ficamos ali trocando beijinhos e carinhos, um milagre foi ninguém atrapalhar. Depois nos juntamos ao outros pra comer e beber se não acabariam com tudo e não deixariam nada para nós. Conheço esse povo.

Manhã seguinte, por volta de 09:30 am

- A minha cabeça dói demais. – reclamava e massageava a lateral da cabeça com os dedos.
- Preciso de um café muito forte. – estava de cabeça baixa na mesa da cozinha. Se não tivesse acabado de falar eu diria que ele estava dormindo.
- Ninguém mandou vocês beberem como se não houvesse dia seguinte. – falou.
- Você fala como se não tivesse bebido, né. – falou com os olhos semi cerrados.
- Bebi, mas não como vocês que brigaram por um garrafa de vinho.
- Quem é que brigou por vinho?
- Tá vendo, você estava tão bêbado que nem lembra, mais,. – Disse .
- Vocês são tão fracos pra beber. – Eu dei uma risadinha.
- Bom dia! - entrou na cozinha toda animada.
- Dia. – Murmuramos.
- Cadê a animação do pessoal? Cadê?
- Foi embora e só ficou a ressaca. – Disse .
- Nossa! Que gente fraca.
- Foi isso que eu disse.
- , onde está sua irmã linda e dona da casa com o nosso café da manhã?
- Minha irmã linda e dona da casa saiu cedo e disse que era pra gente se virar na cozinha.
- Ok, então vamos colocar a pra cozinhar. – me olhou e riu.
- Claro, amo cozinhar. – Disse ironicamente.
- A mal sabe fritar um ovo. – riu da minha cara.
- Não fiquem zoando a minha princesa. - entrou na cozinha e me deu um beijo no rosto – Bom dia, amor.
- Bom dia. – Eu sorri e o abracei.
- Não comecem com essa melação, por favor. – fez uma cara estranha.
- Ah, está com ciúmes, ? – foi até o amigo e lhe deu um beijo no rosto.
- Ah, o amor gay, bom viver em um país livre. – Disse , rindo.
- Aposto que o quer beijo também, ciumento. - olhou para , que a ignorou.
- Tem para todo mundo, não briguem. – riu, se achando.
(...)

Capítulo 14 – Try to avoid the insecurity

- Anda logo, ! O filme vai começar. – Eu gritei.
- Calma, não é você que precisa carregar mil coisas.
Olhei para e ele estava carregado de coisas, balde de pipoca, doces e etc. Nós estávamos em sua casa e íamos assistir um filme, só nós dois.
- Ah, tadinho do meu bebê, vou te ajudar. – Levantei do sofá e o ajudei com as coisas que ele carregava.
- Obrigado.
Logo estávamos acomodados no sofá, eu estava entre as pernas de e comia pipoca, enquanto ele comia todos os doces possíveis.

- , por que você está chorando? – me olhou, preocupado.
- Porque essa parte é muito emocionante.
- Mas não precisa chorar.
- Sou sensível, . Olha só, o pai tem que dormir com o filho dentro de um banheiro de estação de metrô! É uma cena emocionante. – Limpei algumas lágrimas. Eu era mesmo sensível ao assistir filmes, principalmente dramáticos como o Em Busca da Felicidade. Posso ver esse filme mil vezes, mil vezes chorarei.
- Awn, não chora, princesa. – agora limpava minhas lágrimas teimosas.
- Tá, já vou parar. – Eu me recuperava, e de repente ele riu – Que foi? – Perguntei sem entender.
- Eu amo isso.
- O quê? Me ver chorar?
- Não, sua boba. Amo o teu jeitinho único de ser, sensível, carinhosa... – Ele começou a fazer carinho na minha nunca – Tão irresistível.
- Acho que você está me confundindo com outra pessoa. – Eu ri.
- E carismática, bem humorada sempre... quase sempre, né. – Ele fez uma careta – Linda, por dentro e por fora, você é uma mulher incrível, e ainda tem jeitinho de menina, isso me encanta.
- , para, eu estou ficando sem graça. – Eu sorri meio sem jeito, sentia minhas bochechas corando.
- Estou apaixonado por você. – Ele aproximou nossos rostos.
- Sinto o mesmo por você. – Sorri feito uma boba.
- Te amo. – Ele puxou meu lábio de um jeito sensual.
- Te amo mais, te quero. – Eu lhe dei um selinho demorado.
- Você é minha. – chupou meu lábio.
- Sempre. Não quero ser de mais ninguém. – me puxou para seu colo rapidamente e começou a me beijar, tudo de um jeito muito sensual. A cada toque ele estava me supreendendo, e eu gostava disso.
- O que deu em você? – Eu ri ofegante, enquanto passeava suas mãos por dentro da minha blusa.
- Não posso ter um momento com a minha namorada? – Ele mordeu minha orelha, me fazendo arrepiar – Por que está ficando arrepiada,? – Um sorriso malicioso brotou em seus lábios.
- Frio. – Eu ri, e ele começava a desabotoar os botões de minha blusa.
- Engraçado, não sinto nada. – Ele disse e eu ri alto.
Minutos depois eu estava com as pernas em volta da cintura de e sem a minha blusa, a blusa de se encontrava no chão também e eu passeava minhas mãos por seu peito.
- Você não quer subir? Vamos pro quarto. – falou entre os beijos que dava no meu pescoço.
- Talvez, não, não sei. – ia descendo os beijos e eu já não conseguia pensar direito.
- Quer? – Ele me deu um longo beijo.
- Quero, quero mais. – Eu não falava coisa com coisa, e parecia se divertir com isso.
- , você quer subir pro quarto ou não? – Ele riu e voltou a beijar meu pescoço, dando mordidas também.
- ,você está fazendo de propósito – Eu entrelaçava meus dedos em seus cabelos.
- O que eu estou fazendo? – Ele apertou minha cintura e depois começou a falar em meu ouvido – Você quer que eu pare? Quer? É só você mandar.
No outro minuto eu já estava deitada no sofá e estava por cima de mim, me beijando com vontade.
Até ouvirmos alguém tocando a campainha loucamente.
- Puta que pariu! – xingou irritado.
- Manda alguém antender.
- Todos os empregados estão de folga.
- Então deixa, não vai atender. – Eu puxei para mais um beijo caloroso e a campainha continou a tocar.
- Deve ser importante, amor. – saiu de cima de mim, vestiu sua blusa outra vez e foi ver quem era.
Logo ele estava de volta com ao seu lado.
- ? O que faz aqui? E por que está pálido? – Perguntei.
- É, o que faz aqui, querido amigo? – falou meio impaciente – Explique, espero que tenha um ÓTIMO motivo!
- Eu vou falar, mas , por que está de sutiã? – me encarou e eu percebi que não tinha vestido minha blusa – E está descabelada...você e não estavam... é,oh! Vocês estavam!
Rolei os olhos e peguei minha blusa, vestindo-a em seguida.
- Até alguém atrapalhar – Bufei.
- Me desculpem, mas é que eu fui assaltado!
- Como assim você foi assaltado? Ninguém assalta pessoas famosas!
- Vai nessa. – me olhou fazendo joinha – Levaram meu celular, o carro, dinheiro e o cartão do clube de golfe.
pareceu lamentar mais a perda do cartão do clube de golfe do que a perda das outras coisas.
- Quando foi isso? – perguntou.
- Logo depois que eu saí de um lugar, com uma pessoa.
- Que lugar? Que pessoa? – Eu quis saber.
- Isso não vem ao caso.
- E por que você veio pra cá?
- Porque eu estou abalado demais para ir pra casa.
- Faça me o favor, !
- Eu vim buscar apoio aqui, !
- Então tá, toma um abraço. – abraçou o amigo e deu uns tapinhas em suas costas – O importante é que você está bem, vivo e saudável.
- Obrigado.
- Pronto, te dei meu apoio, agora pode ir.
- Que horror, . – Eu ri - , pode ficar aqui com a gente até se recuperar do trauma – Ri de novo – Só não abusa, hein.
- Obrigado, .
- Mas e agora? E o carro?
- Estava no seguro, então não tem problema, né ? Por favor me diz que o teu carro tinha seguro!
- Claro! Tá me achando com cara de ?
- Nunca se sabe, né.
- Enfim, agora eu vou pro meu quarto de sempre, e podem continuar o que faziam antes. – foi em direção às escadas.
olhou pra mim com um sorriso malicioso e eu cortei logo suas intenções.
- Nem vem, acabou o clima. – empurrei-o gentilmente quando ele tentou se aproximar.
- , meu amor, a gente reconstrói o clima, vamos lá. – Ele me seguia enquanto eu andava em direção à cozinha.
- Não , não vai rolar. – Eu ri da cara que ele fazia.
- , eu vou te matar, dude. – gritou.
- Vai tomar um banho e relaxa, tá amor? – dei-lhe um selinho e comecei a pegar coisas para fazer um lanche.

- , você acredita que o ainda está dormindo? Será que tá morto? – entrou na cozinha e se sentou ao meu lado.
- Ele deve estar cansado, coitado, um trauma e tanto. – Tomei um gole do meu capuccino e continuei mexendo no notebook que estava em cima da bancada.
- O que você está vendo aí? Parece concentrada... – riu.
- Tumblr e coisas....
- Que coisas? - Ele tentou ver o que mais eu lia – Ah, fofocas! Que feio, . Está lendo um site de fofocas? – Ele riu de novo – Deixa eu ver – Ele pegou o notebook – E sobre o McFLY... sobre mim!
- Eu gosto de saber o que acontece... – Falei meio envergonhada.
- Mas você não pode acreditar em tudo que dizem, por favor, meu amor.
- Então é mentira que você está saindo com uma ruiva atriz pornô?
soltou uma risada gostosa e eu o acompanhei.
- ,para com isso... É coisa de gente desocupada, vem aqui – Ele colocou a mão em minha nuca e me deu um beijo calmo e carinhoso – Não leia mais essas coisas, tá?
- Ta bom... Mas posso ler as fofocas sobre o ? – me olhou – Estou brincando. Mas agora, mudando de assunto...
- Fala. – Ele acariciou meu rosto.
- Quando vou conhecer teus pais?
De uns tempos pra cá, vim pensando nisso, nunca me falou de seus pais e nem nada. Tentei evitar a comparação com Victor, mas não consegui. Quando eu namorava Victor, logo no início de nosso namoro ele me levou pra conhecer seus pais e nos demos super bem, mas isso é passado, passado.
- Meus pais? Por que isso? – Ele ficou um pouco nervoso, percebi.
- Porque sim...
- , parece até que somos adolescentes do colegial assim, que besteira. Um dia você conhece meus pais.
- Que dia?
- Não sei, . Por que tanto interesse nisso agora?
- Nada , nada...
Me levantei, peguei o notebook e deixei na cozinha sozinho, fui em rumo à sala.
(...)

já havia ido para sua casa, eu estava assistindo um filme no quarto, enrolada em vários cobertores. Estava frio e não estava em casa, ele me disse que ia comprar algumas coisas na rua, mas não sei o que era. Na verdade, não prestei atenção, eu não queria papo com ele.
Sim, eu fiquei um pouco chateada com a história dele não querer me levar pra conhecer os pais. Bem, ele não disse que não queria, mas foi isso o que pareceu. Será que eu não sou boa o suficiente e seus pais não me aprovariam? HAHA besteira isso! Ou não, pode ser a verdade, talvez seja isso...
Meus pensamentos foram interrompidos por , que acabara de entrar no quarto.
- Está muito frio pelas ruas...
Fiquei quieta e disfarçadamente olhei para ele. Vi que ele tinha em mãos produtos da Starbucks... AMO STARBUCKS!
se aproximou.
- Olha o que eu trouxe para nós, frapuccino e muffins. – Ele sorriu – Eu sei que você ama.
- Não estou com fome. – Disse, sem tirar os olhos da tv.
Obviamente era mentira, eu estava louca para comer aqueles muffins.
- Tem certeza? Estão uma delicia esses mufins. – Ele pegou um e deu uma mordida grande.
Fiquei em silêncio.
- Ah , você está chateada comigo?
- Não.
- Por causa de mais cedo lá na cozinha?
- Não.
- Já entendi, está sim. – Ele deu mais uma mordida no muffin – Não fica assim, isso é besteira meu amor, é uma coisa sem importância.
- Pra você, ! O que há de errado? Não sou boa o suficiente para seus pais me conhecerem?
- Nada disso...
- Você tem vergonha de mim?
- Oh, não fale besteiras, .
- Então o que é?
- Não é nada, você ficou um pouco paranóica, eu acho. – Ele fez uma careta – Eu disse que não ia te levar pra conhecê-los? Não disse. Você vai conhecê-los,mas agora para já com isso.
- Não está me enrolando? – Perguntei desconfiada
- Não.
- Sei...
- Pega seu frapuccino agora. – Eu sentei na cama e ele me deu o copo com frapuccino.

’s POV on

Eu não sei o que deu na . Mais cedo na cozinha ela veio com um papo de conhecer meus pais... Por que isso agora? Não entendi. E então ela ficou chateada porque eu não disse que ia levá-la pra conhecê-los. Parece que isso é mesmo importante pra ela, mas eu não quero que ela conheça meus pais, eu tenho os meus motivos e não quero que nada nos atrapalhe!
Quando eu cheguei em casa e fui até o quarto ela estava assistindo algum filme, parecia chateada ainda, então eu tentei enrolar ela, dizendo que ia sim levá-la para conhecer meus pais, mas ela não acreditou muito... A não é boba, me conhece, mas por hora pareceu adiantar um pouco. Ela até melhorou a cara pra mim, e aceitou o frapuccino.
- Não está me enrolando? – Ela perguntou desconfiada.
- Não. – Falei, fazendo força para que ela realmente acreditasse.
- Sei... – Ela não parecia muito convencida.
- Pega seu frapuccino agora. – Eu disse e ela se sentou na cama, entreguei o copo para ela.
- Obrigada, amo frapuccino. – Ela sorriu.
- Eu sei. – Eu me aproximei e lhe dei um selinho.
- Mas não pense que vai me enrolar, . – Ela falou, pegando um muffin em seguida.
- Não vou te enrolar, meu amor. – Eu mordi o muffin dela, que me deu um tapinha na mão.
- É meu! – Ela riu.
- Estou com fome.
- Mas você é muito guloso mesmo, né. – Ela me deixou dar mais uma mordida em seu muffin.
Terminamos de tomar nossos frapuccinos e comer os muffins juntos. Eu deitei junto de e ficamos abraçados enquanto passava algum filme idiota na tv. Eu não conseguia me concentrar em nenhum filme quando estava perto dela.
- , eu ainda estou com frio. – reclamou.
- Chega mais perto, eu te esquento. – Eu falei com segundas intenções, ela percebeu e riu.
- Não, você vai abusar de mim. Pega mais um edredom.
- Eu não vou pegar um quarto edredom, .
- Por favor. – Ela fez uma voz manhosa e eu a puxei para mais perto de mim.
- Está melhor? – Eu perguntei perto de seu ouvido. estava de costas pra mim, mas bem próxima. Eu coloquei minha mão em sua barriga por baixo de sua blusa, e acariviaca lentamente.
- Um pouco. Isso é tudo que pode fazer? – Ela deu uma risadinha.
Então ela queria me provocar, não é?
Eu pressionei o corpo dela contra o meu mais um pouco. Comecei a dar beijos em seu pescoço, mordi sua orelha e então deu um jeito de virar-se de frente para mim. Ela selou nosso lábios rapidamente e iniciamos um beijo quente, nossas línguas pareciam estar em sintonia, e nós não queríamos terminar com aquele momento. Pronlongamos ao máximo o beijo, que a cada minuto ia ficando mais intenso, se é que era possível.
Logo eu estava em cima de . Terminamos o beijo e ela me encarava ofegante e risonha.
- Ar, preciso de ar. – Ela riu e eu fiz o mesmo.
- Nos empolgamos. – Deitei por cima dela sem jogar todo meu peso e deixei meu rosto afundar em seus cabelos, que tinham um ótimo cheiro.
- Mas eu não cansei. – Ela deu uma risada gostosa.
- Você é tarada, às vezes tenho medo de que abuse de mim. – Tirei meu rosto de seus cabelos e deitei ao seu lado. apoiou sua cabeça em meu peito e começou a fazer desenhos abstratos ali.
- Convivência com você e seus amigos safados, como o . – Ela falou tranquilamente e eu lembrei de quando ela ficou com , aquilo era desconfortável. Obviamente já havíamos esclarecido essa coisa toda, mas ainda sim era desconfortável.
- , sei...
- Oh, , pare já com isso.
- Não falei nada.
- Mas está pensando. Está pensando sobre quando eu fiquei com o .
- Não estou não. – Menti.
- Você sabe que eu estava bêbada, e nós não tínhamos mais um relacionamento, por tanto, eu não traí você.
- Eu sei disso, ...
- Então por que tá com essa cara?
- Você nem está me olhando pra saber como está minha cara. – Fiz uma careta.
- Te conheço , aposto que tá fazendo uma careta agora.
- Estou começando a ficar com medo. – Ri.
- Não mude de assunto, hein, não quero que você tenha ciúmes de mim com o , ele é seu melhor amigo, e é meu amigo também.
- Eu sei, , mas ainda é estranho quando penso que você ficou com ele.
- Foram só uns beijos...
- Vocês se comiam na pista de dança, eu vi!
- Exageramos um pouco, mas se quer saber, foi só aquilo mesmo.
- Você foi pro quarto dele depois...
- Não rolou nada, nós estávamos tão bêbados e tão loucos que só ficamos lá falando besteiras e comendo doces. Você sabia que o esconde doces no quarto?
- Não rolou nada? Nada mesmo? Nada nada?
- , eu não transei com ele, entendeu agora?
- Eu sabia disso.
Na verdade eu tinha essa dúvida até hoje, sempre achei que e tinham ido pra cama naquela noite.
- Aham, me engana que eu gosto. – agora me olhava e estava com a boca bem perto da minha – Você é muito bobo, . Mas eu te amo. – Ela me deu um selinho bem demorado.
- Te amo também. – Eu sorri e ela me deu outro selinho, que aos poucos se transformou em um beijo de verdade. Ficamos alguns minutos nos beijando.

’s POV off

Sábado. Eu não tinha trabalho, estava livre e bem disposta. Decidi correr no parque de manhã, liguei para e pedi que ela fosse comigo. Ela reclamou por ter que acordar cedo e tudo mais, mas foi.
não estaria em casa hoje, ele tinha shows com a banda e só voltaria quarta-feira. Morrerei de saudades.
- Vamos ! – Eu disse, depois de me alongar.
- Vamos onde? – Ela estava sentada em um banco, com óculos de sol gigantes e tomava água, a minha água.
- Correr! Vamos correr!
- Ah não, eu vim te dar o apoio moral, vou ficar só olhando. É isso que melhores amigas fazem, dão o apoio.
Eu a olhei incrédula.
- Vou ficar correndo sozinha e você só só vai olhar?
- É isso mesmo, entende rápido né amiga. – Ela riu – Pode ir lá, olha só, já preparei uma playlist muito boa e trouxe alguns biscoitinhos na bolsa – Ela mexeu em sua bolsa e pegou o iPod.
- Ai , não sei o que faço com você! Eu vou correr porque preciso emagrecer, então fique aí, sua sedentária.
- Claro, você é uma baleia, ! Tão gorda, tenho até dó. – Ela fazia uma cara engraçada – E eu sou sedentária com muito orgulho, tá? ARRIBA.
- Eu hein. – Eu ri – Tô indo!
Vi colocar os fones no ouvido e comecei a correr pelo parque. O dia estava bonito, estava quente, quente no estilo Londres, sabem como é. Fazia algum tempo que eu não corria pelo parque, costumava fazer isso mais vezes quando namorava com Victor. Ele sempre corria comigo, era bom... Bons tempos.
Que pensamentos são esses, ? Parou, parou!
Victor é passado, passado mesmo.
Oras, fazia um tempo que eu não pensava nesse imbecil, não sei o que se passa agora...
Depois de exatos quarenta e cinco minutos correndo eu estava cansada, então resolvi voltar para onde se encontrava.
- Ai! Me desculpa, eu não vi você... VICTOR?!
Eu havia esbarrado em alguém.
- , quanto tempo... – Ele abriu um sorriso e me abraçou.
Eu fiquei imóvel, não conseguia nem dizer nada.
- Como você está? Ainda corre por aqui, né. – Ele deu uma risadinha.
30 segundos calada e voltei pro planeta Terra.
- Tenho que ir - murmurei e saí andando.
- Ei , você ainda está com raiva de mim? Eu não queria que ficássemos brigados. – Ele disse, e eu parei de andar para escutá-lo, não sei por quê.
- Olha , eu sei que eu errei com você, foi muito errado tudo o que eu fiz, mas nós tivemos uma história muito forte, nós ainda estamos ligados, eu sinto isso.
- Victor, esqueça. Agora você é passado, eu estou namorando outra pessoa e...
- Eu sei, eu sei, você namora aquele musicozinho idiota, sai em todas as revistas, eu já vi. – Ele rolou os olhos.
- Ei, não fale assim de , ele é o meu namorado. – Falei com raiva.
- Ele é um imbecil, aposto que não gosta dele como gostava de mim... Como gosta de mim, sei que você ainda me ama.
- Fala sério, Victor, você não se enxerga? Eu estou com o , do McFLY. Ele é o cara mais perfeito do universo, você acha mesmo que eu ainda gosto de você?
- Deve estar com ele só pelo dinheiro. – Victor acusou.
- Você sabe muito bem que eu não preciso disso.
- Então é pela fama!
- Não seja ridículo. Eu estou em um relacionamento sério com e muito feliz, se quer saber.
- Sério, sei... Todo mundo sabe da fama desse cara. Você é só mais uma pra ele, ele vai te usar e depois jogar fora, esses caras de bandinhas são assim. Mas eu não, ... Eu gosto de você de verdade.
- Claro que gosta, e resolveu demonstrar me traindo com a Rochelle no meu próprio apartamento.
Oi, meu nome é , e sobrenome, ironia.
- Foi um erro, eu estou arrependido...
- Eu também estou arrependendida, mas de ter gostado de você um dia!
Nós falávamos em um tom baixo. De vez em quando eu me exaltava um pouco, mas logo voltava ao tom normal. Nada de barraco no parque, gente. O celular de Victor tocou e ele parecia querer ignorar o barulho.
- Não vai atender? – Perguntei irritada, o celular estava na mão mão dele. Percebi que no visor aparecia o nome ‘’Rochelle’’
Safado, ele continua com ela! Não que isso importe agora, mas... você entende.
- Não deve ser importante, é a... – Ele olhou o celular e, antes que falasse algo, eu falei:
- É a Rochelle, eu já vi! Atende!
Dei as costas para Victor.
- Não se atreva a vir atrás de mim, estou com a e ela te dará uma surra se você chegar perto, sabe que ela realmente pode fazer isso.
Lembrei de uma vez em que briguei com Victor e ela tentou quebrar um prato na cabeça dele - isso é sério, dude.
Segui meu caminho e Victor não veio atrás. Era bem melhor assim, melhor para todos.
- Você demorou! Estava ficando intediada. – reclamou e eu sentei ao seu lado.
- Cansei. – Respirei fundo – Encontrei o Victor agora pouco.
arregalou os olhos.
- Aquele canalha imbecil vagabundo?
- E traste, esqueceu do traste. – Eu ri.
- É, traste! Canalha imbecil vagabundo traste. O que ele te disse? Falou com ele? Enfiou a porrada? Ele saiu sangrando? Onde ele está?
- Calma, eu deixei ele no caminho. Ele veio com um papo todo estúpido, disse que tava arrependido de ter me traído, disse que eu ainda o amo e que estou com só pelo dinheiro... Imbecil, como sempre. – Bebi um pouco da minha água.
- Você deveria ter me chamado, eu ainda quero dizer umas poucas e boas pra esse vadio!
- Relaxa, ! Eu estou calma, achei que ainda não estivesse preparada para encará-lo outra vez, mas me saí muito bem, eu acho.
- Claro! Essa é a minha amiga, meu orgulho. – sorriu feliz.
- Ah, e você não sabe o que mais aconteceu: a Rochelle ligou pra ele, o telefone dele tocou e eu consegui ver que era ela quem estava ligando. Que safado! Safados, os dois.
- Não prestam! Aquela menina nunca me enganou, se fazia de nossa amiga... Sempre desconfiei daquele papo de “Ah, sou amiga de todos”. Senta lá, Claudia!
Eu acabei rindo do jeito como falava.
- e ! – Duas meninas exclamaram. Duas meninas desconhecidas por mim, e por também, creio eu.
- Oi. – Eu disse, meio sem entender nada. só olhava confusa – Desculpa, conhecemos vocês? – Tentei não parecer rude.
- Nós somos fãs do McFLY, será que podíamos tirar uma foto com vocês duas? – A menina ruiva falou. Ela devia ter uns 15 anos, ou menos.
- Foto? Com a gente? Por quê? – fazia uma cara muito engraçada.
- Porque vocês são namoradas dos guys, certo? – A menina morena disse, sorrindo.
- Ah sim, isso é verdade. – Disse .
- Podemos tirar uma foto com vocês? – A ruiva perguntou de novo.
- Sim, sim, claro. – Fui simpática.
Tiramos algumas fotos rapidamente, as meninas pareciam ser legias. Pelo menos não me ameaçaram de morte nem nada, porque tem cada fã... Nem falo nada.
- , diz pro que ele é lindo? Não fica com ciúmes, mas o seu namorado é muito gostoso. – Disse a ruiva.
Eu dei uma risada.
- Tudo bem, eu digo. E algum recado pro ? – me olhou.
- Diga que se a chutá-lo algum dia eu estarei esperando. Pode dar meu telefone pra ele?
A menina morena parecia esperançosa. Ela era mais nova que a ruiva, pelo que parecia, aparentava uns nove ou dez anos, uma criança.
- Você é muito nova pra ele, mocinha, e eu nunca vou chutá-lo. – olhou para a garotinha, que pareceu triste – Mas não fique triste, fiquei sabendo que existem covers por aí, sério.
- Verdade?
- É sim, eu vi na internet.
Eu e a menina ruiva rimos. Meu celular tocou, era .
- Olhem só, adivinha quem está me ligando, é o ... Querem falar com ele, meninas? – Eu perguntei, e na mesma hora um brilho imenso atingiu o olhar daquelas meninas.
- CLARO! – Elas gritaram animadas e deram pulinhos.
- Eu vou chorar. – Disse a ruiva.
- Não seja chorona, Carly! - Disse a mais nova, parecendo mais velha, por um minuto.
- Sabe que ele é o meu favorito, Jenny!
Atendi o telefone e coloquei no viva voz.
- ! Que saudade.
- , bicha louca. – falou perto do telefone para que escutasse.
- Estou com saudades também, meu amor, e diz pra que eu escutei isso! Bicha louca é o namorado dela, que está mandando um beijo pra ela, ele está no banheiro.
- , manda o devolver o papel higiênico! – Era a voz de .
- Segura o papel, ! Vamos fazer o de bobinho, o bobinho cagado. Pega .
- Me dá esse papel, ! Eu vou matar vocês.
Nós escutávamos toda essa bobeira. E era engraçado demais.
- Calem a boca, quero falar com a minha namorada.
- Amor, aqui tá no viva voz. – Eu ri.
- Aqui também.
- Beijo , meu amorzinho.
- Sai . – Falei de implicância e logo depois ri. As duas meninas observavam e riam.
- Pronto amor, pode falar, estou te ouvindo. ficou quieta.
- Eu liguei só pra saber como você está.
As meninas fizeram um ‘Awn’ em coro, isso inclui .
- Estou bem, melhor seria com você aqui, mas...
- Eu volto logo pequena, prometo.
- Mesmo?
- Mesmo mesmo.
- Chega de mel, seja homem, . – zoou e eu ouvi os meninos rindo do outro lado da linha.
- Vou te ignorar , sei que você me ama. Amor, o que você tá fazendo agora? Está em casa?
- Não, eu vim correr no parque.
- Com a ? – perguntou, rindo.
- Ela só ficou sentada.
- Com o apoio moral, , não esqueça, apoio moral.
- Sedentária. – gritou.
- Gordo! – rebateu.
- Sou gostoso, isso sim.
As duas meninas riam e riam.
- Quem mais está com você? Ouço mais risadas. – quis saber, e as meninas se entreolharam.
- Ah, você não sabe o que aconteceu. Encontrei duas fãs do McFLY aqui, elas pediram pra tirar foto comigo e com a , e agora estão aqui, escutando você e os guys. Digam oi, meninas.
- Oi. – Ouvi dizer.
- Ela tava falando com as meninas lá, seu imbecil. – gargalhou e nós também.
- Oi, meninos. – Elas falaram sorrindo mais que tudo.
- Como vocês estão, garotas? – perguntou.
- Beeeeeem. – As duas responderam com um gritinho.
- , eu sou sua maior fã. – Disse a menina morena – Eu amo você, casa comigo?
Parecia que ela ia chorar.
- Ow, alguém trás o papel. – gritou e todo mundo riu, até a menina que antes parecia que ia chorar.
- Quantos anos você tem, girl? E qual o seu nome? – perguntou.
- Tenho 10 e me chamo Jenny, a minha irmã tem 14 e se chama Carly, ela ama você, , e não consegue nem falar direito, ela é uma boba.
- Hey Carly, não fique nervosa, ok? – disse, descontraído.
- Carly, o namora a , mas eu tô disponível, não serve? – perguntou, rindo.
- Dude, é pedofilia! – disse.
- Pedofilia foi você com aquela menina na minha festa! Ela tinha o o que? 8 anos?
- 19, ok? 19!
- Você é velho, !
- Não sou nada!
- É sim.
- Parem com isso. – pediu – O que nossas fãs vão pensar?
- que começou.
Eu ri, pareciam crianças.
- Eu vou ter que desligar, meninas.
- Posso pedir uma coisa antes? – Carly perguntou.
- Pode. – respondeu.
- , me segue no twitter? É @Carlyxxmcfly
- Espera um minuto... Pronto! Estou seguindo.
- Isso é surreal! – A menina deu um gritinho.
- Amamos vocês. – Disse Jenny.
- Muito. – Complementou Carly.
- Obrigada meninas lindas, beijos pra vocês. – Disse – Agora preciso desligar. , te ligo à noite, tá bom? Amo você, e , disse que te liga depois.
- Te amo também.
finalizou a ligação.
- E ae meninas, o que acharam da voz do viadinho?
- !
- Ué.
- Ué nada, não fala assim do .
- Parece sonho, acho que nunca nem sonhei com algo assim. – Carly riu.
- Graças a vocês, obrigada, de verdade. – Jenny sorriu.
- Bem, agora temos que ir, não é ?
- É verdade, foi um prazer conhecer vocês, meninas.
- A gente se vê por aí, girls.
Nos despedimos e fomos embora do parque. Não era nem meio-dia ainda, chamei para almoçar lá em casa - quando eu digo lá em casa, é a casa de , onde agora era minha casa. Praticamente morávamos juntos, eu vivia lá, faz tempo que não vou ao meu apartamento. Mas sei que ele está sendo bem cuidado pela Rosa!
Eu e fizemos algumas comprinhas em algumas lojas, nada de mais, e depois fomos pra casa, eu queria descansar um pouco. A manhã foi divertida e até escrevi sobre isso no meu twitter.

Manhã animada, tirando algumas coisas... Corri no parque e depois conheci duas fãs simpáticas do McFLY....

... elas até falaram ao telefone com ! Haha X

E por falar nele, estou com saudades... @mcfly

Gosto de twitter,sim!

passou o resto do dia comigo, e eu a chamei para dormir comigo, já que não estava em casa e eu não estava afim de ficar sozinha - e ela também não, já que também não estava em casa. Foi divertido, nós fizemos um pequena bagunça, comemos pizza, doces, ela fez um bolo louco, assistimos Kitchen Nightmares e fomos dormir muito tarde. Ficamos o domingo juntas também, e na segunda-feira ela foi embora. Nós trabalhamos na segunda, normalmente, assim como na terça e na quarta: a quarta foi um dia agitado! Muito trabalho na revista, muito mesmo, e eu ainda tive que aturar o mau humor da minha chefe, que estava descontando toda sua raiva em cima de tudo e todos. Acho injusto, afinal, ninguém tem culpa dela ter levado um bolo de um carinha da night, HAHAHA.
Eu precisei fazer uma entrevista com uma cantora nova que anda fazendo sucesso por Londres. Ela era muito simpática, então facilitou o meu trabalho. estava a ponto de se jogar do décimo andar, alegando ter muito trabalho e pouco tempo pra respirar - digamos que ela está a poucos passos de se demitir, sério. Eu tentei acalma-la um pouco, mas ela só ficou realmente calma depois de receber uma mensagem de seu namorado, .
Pra completar o dia cheio, recebi uma mensagem de Victor quando voltava pra casa, a qual eu apenas ignorei. voltaria pra casa à noite e eu estava com muita saudade, queria estar lá esperando por ele. Ainda era relativamente cedo, eu acho. Liguei o rádio do carro e estava tocando uma música que eu reconheci, ouvi cantarolando outro dia, era... Hm, qual o nome mesmo? Take me there! Era uma música legal, aumentei o volume e segui meu caminho pra casa. Confesso que não conhecia todas as músicas dos garotos, antes de conhecê-los pessoalmente eu não gostava muito deles. Nunca nem havia realmente escutado uma de suas músicas, então eu não era o que se pode chamar de maior fã do McFLY, mas isso está mudando, ok? Não quero ser uma poser, como dizem por aí.
Por sorte, não tinha muito trânsito, thank God! Cheguei logo em casa, tomei um banho rápido e coloquei roupas confortáveis. Pedi que Judith preparasse o prato favorito de e voltei pro quarto, talvez eu dormisse um pouco....

- Você precisa escolher, , Victor ou eu. – Era a voz de .
- Eu não consigo!
- Você me ama, , todos sabemos.
- Não complica as coisas, Victor! – Eu pedi.
- , devemos ficar juntos, eu amo você. – me encarou com um olhar penetrante.
- Vocês estão me deixando confusa. Eu te amo, , mas Victor ainda é importante.
- Você não pode ficar com ele, sou eu quem você ama agora. – se aproximou de mim.
- Não escuta isso, ! Temos uma história e vamos ter um futuro juntos, você sabe, meus pais te amam, um dia casaremos.
- ... – parecia suplicar.
- Isso dos seus pais gostarem de mim não tem nada a ver.
- Tem sim, você sabe que isso é importante, você liga muito pra isso, aposto que esse imbecil aí nunca nem te levou pra conhecer os pais dele.
Fiquei quieta.
Eu, e Victor estávamos em uma praia, muito bonita por sinal, e do nada começava a chover, eu estava ficando cada vez mais confusa. À medida em que eu eu me calava e não dizia mais nada, ia desaparecendo.
- NÃO! ... O que está acontecendo?!
- Você me escolheu. – Victor sorriu.
- Eu não escolhi você, eu amo !
- Você me ama, isso é fato.
- . – Eu chorava, e então a chuva parou. Eu comecei a correr pra longe, sem um destino exato. Victor permanecia quieto, não foi atrás de mim. Eu corria sem parar.

- ! – Eu gritei – Ufa! Foi só um sonho idiota e sem noção – Olhei para os lados e tudo estava escuro, só o abajur estava ligado. Olhei no relógio e eram oito horas da noite.
Tinha uma mensagem de no meu celular:

Estou chegando, até 09:00 pm chego em casa :- ) te amo xx

Decidi tomar um banho quente e relaxante. Precisava me arrumar um pouco, eu não queria receber meu namorado toda descabelada com uma blusa larga dele e meias 3\4, beleza?!
Me arrumei sem pressa e desci para ir até a cozinha. O jantar estava pronto e eu disse à Judith que não precisava mais fazer nada, eu assumiria o comando de tudo, até porque não tinha mais nada pra fazer - qual é, não sou uma dona de casa nata.
Assisti um pouco de tv e quando me dei conta já era quase nove horas, ainda não havia chegado. Meu celular tocou, era ele.
- Oi, amor.
- ... Acho que não vou chegar a tempo de jantarmos juntos.
- Ah! – Falei desapontada – Tudo bem.
- Mas eu preciso que faça uma coisa pra mim.
- O quê?
- Está no quarto?
- Não, estou na sala vendo tv.
- Vai até quarto então, preciso que pegue algo pra mim.
- Pegar o quê ? – Perguntei curiosa.
- Vá até lá primeiro.
Levantei do sofá e fui andando pro quarto, subi as escadas rapidamente e quase caí, desastrada!
- Ai! Eu quase caí.
- Não tenha pressa, . – falou do outro lado da linha.
- Pronto, já estou no quarto. E agora?
- Sabe a gaveta onde eu guardo algumas letras de música?
- Sei sei, a primeita gaveta...
- Vá até ela e abra a mesma.
- Espera aí... – fui até a peguena gaveta e a abri – E agora?
- Já abriu?
- Já!
- O que tá vendo?
- Alguns papeis, e uma coisinha azul, de veludo, parece aqueles lugares onde vem um cordão dentro. , anda comprando presente pra outra mulher?
Ele riu baixinho.
- Pega isso que você está vendo, e abre.
Coloquei o telefone no viva voz e o deixei em cima da cama. Abri a tal caixinha de veludo, isso era uma caixinha mesmo? Não sei, mas era bonita. Quando abri, vi um lindo colar com uma pedra linda em forma de coração, era um rubi! WOW!
- Já abriu?
- J-já! Que lindo! É pra mim?
- Não , quero que você dê sua opinião, é pra outra garota. – Ele riu – É claro que é pra você, minha pequena.
- Eu não posso aceitar, !
- Por quê?
- É um belo presente, mas não quero que fique gastando seu dinheiro comigo.
- Não diga besteiras, eu quero lhe dar este presente, não me negue isso. Coloque o colar agora.
Não questionei, coloquei o colar.
- Ah, ficou perfeito em você, como eu imaginei.
- Ah, como você sabe? Não está vendo. – Eu estava de frente para o espelho agora. - Olha pra porta do quarto.
- O quê? – Perguntei sem entender enquanto olhava pra porta e avistei – Ah! ! Você me enganou. – Fui até ele e selei nossos lábios em um beijo rápido, e ele desligou o telefone.
- O colar ficou perfeito em você, realmente. – Ele me abraçou pela cintura.
- Obrigada, ele é lindo. – Eu sorri – Mas não devia ter gastado seu dinheiro.
- , por favor... Sem isso. Não posso dar um presente pra minha namorada?
- Eu é que deveria lhe fazer uma surpresa hoje, não ao contrário, poxa!
- Desculpe então, na próxima vez deixo as surpresas por sua conta. – Ele riu e me deu um selinho – Como você está? Se comportou direitinho?
- Dei uma mega festa enquanto estava fora, eu e ,e chamamos todos os caras mais gostosos de Londres. – Eu ri alto e ele me encarou sério – É brincadeira, – Eu ainda ria.
- Eu sei, você me ama demais pra me trocar por outro. – Ele disse, convencido.
- Tem toda razão, e eu estava com saudade. – Dei vários beijos no rosto de – É ruim ficar sem você, dormir sozinha...
- Também é muito ruim ficar sem você, amor. Não é muito agradável ouvir roncando no ônibus de tour. – fez uma careta.
- Vamos jantar? Judith fez seu prato favorito! Imaginei que chegaria com muita fome e muito cansado. – Eu fui tirando o casaco de – Quero saber como foram os shows. – Abri alguns botões de sua camisa - Muitas meninas bonitas por lá?
- Quero fazer uma coisa melhor, depois jantamos. – falou em meu ouvido – E se quer saber, não tinha nenhuma garota que se comparasse a você. Depois falamos dos shows.
- O que você quer agora? – Perguntei com malícia.
- Você nem imagina? – foi me guiando até a cama, me deitou na mesma e começamos a nos beijar fervorosamente.
Estávamos realmente com saudade um do outro, eu podia sentir a cada beijo, a cada toque de . Eu queria que momentos assim durassem pra sempre, eu queria que todos os meus momentos com durassem pra sempre. Toda vez que estamos juntos é tão especial, é tão diferente. Diferente de um jeito bom, eu não sei explicar, ele tem todo um efeito sobre mim, o famoso efeito .
Ele sabe ser carinhoso, sabe ter fogo, ele sabe exatamente o que eu quero. Acho que não sei mais viver sem esse garoto! O que me deixa com medo, tenho insegurança, a qualquer momento ele pode aprontar comigo e partir o meu coração, e então lá vamos nós de novo, eu quebrando a cara em mais um relacionamento. Já pararam pra pensar que pode ter qualquer garota? É, ele pode, e me escolheu pra ser a sua namorada. Eu que não sou famosa, apenas trabalho em uma revista conhecida, mas não sou nenhuma celebridade peituda e sensual. Fala sério, eu devo ser a pessoa mais invisível de Londres - ok, também não é assim. Mas por que raios intergaláticos – raios intergaláticos existem? – foi gostar de mim? Às vezes acho que não sou boa o suficiente pra ele, sinceramente.
- , ! – me chamava.
- Oi, estou ouvindo. – Parei de pensar em mil coisas, já estava ficando confusa.
- O que foi? Estava com o olhar distante. – Ele acariciou meu rosto.
- Besteiras.
Afinal, meus pensamentos eram pura besteira mesmo, mas me intrigavam.
- Me conte, quero saber.
- Hmm...
- Vamos lá , fala.
estava deitado ao meu lado na cama e mexia destraidamente em meu cabelo, de um jeito muito bom.
- Tava pensando, você pode ter qualquer garota, e eu sou sua namorada. Eu que não sou famosa e tudo mais, talvez você mereça coisa melhor. – Eu ri um pouco.
- Tem razão, isso é uma besteira mesmo e você não devia pensar assim. Você é a pessoa mais incrível que eu já conheci, ! E deveria saber, porque eu já disso isso muitas vezes.
- Você está enganado, logo enjoa de mim e arruma outra. Nosso namoro pode não durar, você pode conhecer outras.
- Está duvidando do meu amor por ti?
- Não! Claro que não. – Falei rapidamente – Mas é que... Hm, as coisas acabam.
- , que história é essa? – Ele perguntou confuso – Aonde quer chegar?
- Ah, não sei , são coisas da minha cabeça, e você sabe que faz sentido.
- Por que tão insegura?
Suspirei pesadamente.
- Não é nada, eu só... Te amo demais, e a ideia de te perder me apavora, não suportaria isso.
- Ei, ei, não vai me perder nunca. – me deu um selinho e sorriu em seguida – Amo você, o que eu preciso fazer pra você acreditar?
- Apenas seja meu.
- Mas isso eu já sou.
- Então basta. – Eu fechei os olhos e senti vontade de chorar, então me beijou lentamente, estava sendo completamente carinhoso, completamente meu.

- HELLO BOYS! – Eu e falamos animadas ao entrar em uma sala enorme com muitos instrumentos. Fomos até a gravadora dos meninos fazer uma surpresinha.
- SENHOR, QUE SUSTO! ALGUÉM ME DÁ ÁGUA! – falou, realmente assutado. E gay.
- Eu hein, tá devendo é, ? – perguntou rindo.
- Não liguem, ele tá tomando progesterona, já mandei parar. – zoou e veio ao meu encontro – O que fazem por aqui?
- Viemos fazer uma surpresinha. – já estava abraçada a – Gostaram?
- Claro. – falou, sorridente.
- Trouxeram comida? – fingiu desdém – Estou com fome.
- Não, não trouxemos comida, querido . – Eu disse – Onde está meu homem?
- Seu homem eu não sei, mas o tá na outra sala procurando uma palheta estranha que ele perdeu. – Disse , que abraçava minha amiga pela cintura.
- Você e adoram zoar meu bebezinho, né? – Dei língua.
- A gente faz o que pode. – riu e fez um V com os dedos pra mim.
- Vou atrás dele, volto logo!
- É a sala do segundo andar, aquela onde o caiu de bunda outra vez. – avisou.
- Valeu. – Falei, já saindo da sala e indo procurar por . Logo cheguei à tal sala e ri lembrando do dia em que caiu de bunda no chão. Ele tentava fazer um passinho de dança estranho no dia. HAHAHA.
- . – Chamei ao entrar na sala, mas ninguém respondeu. Logo escutei a voz dele, procurei e encontrei sentado no sofá que ficava de costas pra porta, então ele não me viu. Ele estava ao telefone com alguém.
- Ah, eu também estou com muitas saudades, meu amor. – Ele falou de um jeito carinhoso.
What the fuck?
Resolvi ficar ali paradinha e quietinha. É, eu ia ouvir a conversa dele mesmo, que se dane.
ria de um jeito que poderia até ser contagiante, poderia
. Com quem ele estava falando? A curiosidade não me deixava em paz.
- Não não, isso não tem nada a ver, você sabe... HAHAHA... E daí que eu estou namorando? Ainda podemos nos ver sempre, minha gatinha... HAHAHA Não tem nada a ver com a ... Ah, não fala isso, eu amo você, amo sim.
Dude, que palhaçada é essa? Alguém me explica, por favor.
- Minha menina, você é tão bobinha, mesmo que eu esteja namorando, nunca vou esquecer você, tá bom?... Eu sei, eu sei... Eu prometo então... Claro que você vai gostar! Tenho certeza... Tá legal, HAHA, mas agora preciso desligar. Te amo, beijos.
finalizou a ligação e guardou seu iPhone, e então eu bati na porta para que ele me visse ali.
- ! Que surpresa. – Ele sorriu, e eu fui até onde ele estava.
- Eu é que tive uma surpresa ao chegar aqui. – Ele não entendeu – Com quem você falava ao telefone? Cheio de mel e bla bla blá.
- Você ouviu a minha conversa agora pouco? – Ele me olhou desconfiado.
- Sim, eu ouvi! Eu venho aqui te fazer uma surpresa e te encontro cheio de amor com outra no telefone?! Não vou deixar você me fazer de palhaça, . Me fala quem era, me fala o nome dela, o nome da sua vadia! – A minha voz transparecia raiva, fato.
- Ei! Não fala assim. – Ele me olhou de um jeito sério.
- Agora vai defender ela também?! Que lindo, muito romântico você, .
- Escuta, ...
- Nem tente mentir! Eu escutei tudo, você está me traindo! Já podia esperar.
- O que é que você escutou? Me fala.
- Tudo, toda a conversa, você se derretendo aí pra umazinha qualquer!
- Você quer saber a verdade, ?! Quer né, então eu vou te dizer.
- Diga, estou esperando.
- A verdade é que eu estava sim falando com uma outra garota, e se você quer saber, ela é uma garota muito linda e incrível. E você escutou eu dizendo que a amo, não escutou?! E eu amo mesmo, eu amo aquela garota, e amo muito, pra dizer a verdade.
Idiota! Ele ainda tinha coragem de falar tudo isso assim na minha cara? Ele estava dizendo bem na minha frente que amava outra.
It’s over.

Capítulo 15 – So much love to save

[Deixe o vídeo carregando e quando for pedido, coloque a música pra tocar ]

- Eu sabia que você ia me decepcionar outra vez. – Me segurei para não chorar, tinha que me manter firme, ou pelo menos fingir.
- Não , você foi quem me decepcionou. Você não confia em mim, eu já percebi isso.
- Agora você quer se fazer de vítima, como vou confiar?! Você está me traindo, até já confessou.
- Eu não confessei nada, você entendeu tudo errado. Eu estava falando com a minha prima de sete anos.
Prima? 7 anos? Opa, por que ninguém me avisou isso antes? Chama a produção aí gente... onde eu enfio minha cara agora?
- Prima, é? – Perguntei, totalmente sem graça. Eu queria me matar.
- É , minha prima, e ela não é uma vadia.
- , eu... Eu não sei o que dizer, me desculpa.
- Quer saber, nem fala nada, . Obrigado por demonstrar toda sua confiança. – Ele falou em tom irônico, e logo depois saiu da sala, me deixando sozinha ali, com uma tremenda cara de pateta, me sentia a pessoa mais idiota do mundo.
Depois disso o clima ficou estranho entre nós. estava realmente chateado comigo. Ficamos alguns poucos minutos na gravadora e depois fomos embora. Ele só falava o necessário comigo, e eu estava me sentindo realmente mal por isso. Todos perceberam o clima estranho. Quando chegamos em casa, antes de descer do carro resolvi tentar resolver as coisas, mas foi frio e mal de deu atenção, só faltou me deixar falando sozinha.

- Mas , ele tava cheio de amor no telefone, como eu ia saber que era a prima dele de sete anos?
- Confiança , confiança. Ele não diz que te ama de verdade?
- Diz.
- Você acredita?
- Sim.
- Então pense, ele te ama e nunca fará algo que coloque o relacionamento de vocês em risco, você precisa confiar.
- Mas ele é , sabemos de sua fama.
- Sim, sabemos, mas também sabemos que ele está mudado e babando por você. , você tem esse homem em suas mãos. – deu uma risadinha e voltou a comer seu almoço.
Estávamos no Club Gascon almoçando, como sempre.
- Não sei bem se é isso não. – Dei um gole no meu suco de abacaxi.
- Você precisa parar com essa insegurança idiota.
- Não é idiota, só me preparo para a realidade, o que pode acontecer, só isso.
- , minha linda do meu coração, às vezes você é mais lenta que o meu querido . Preste atenção, se o não te amasse, o que ele iria estar fazendo com você? Vocês moram juntos e tudo mais, falta casar.
- Ah , mas é que....
- Mas é que nada, veja bem: você pisou na bola com ele, saiu tirando conclusões precipitadas. Ele tem sim o direito de ficar chateado, e cabe a você resolver isso agora.
- Falar é fácil, né . – Eu a olhei.
- Fala é fácil sim,mas eu também passo por esse tipo de coisa,você sabe que o meu relacionamento com o não é 100% calmo! Nós discutimos, ficamos de birra e essa coisa toda, só que sempre nos acertamos conversando.
- não é como o ...
- Claro que não, o é bonito. – Ela riu e eu fiz uma careta para ela, rindo em seguida.
- Sem comentários sobre isso, sem comentários. – Eu disse – Bem, hoje à noite vou tentar me desculpar seriamente com , espero que ele não me ignore.
- Faça isso, fique calma e depois me conte tudo.

Depois de almoçar com voltamos ao trabalho, era só mais um dia normal. Quando voltei pra casa, as coisas não saíram como planejadas: eu não consegui me resolver com , nós acabamos brigando, isso sim. E ele encontrou a mensagem de Victor no meu celular, uma mensagem que eu ignorei no outro dia e nem me dei ao trabalho de ler,ela dizia:

Adorei te encontrar hoje,queria te ver mais vezes. Vamos correr juntos no parque como antes? Victor XX

disse que já que eu não confiava nele, ele também não deveria confiar em mim. Foi uma longa noite, discutimos por bastante tempo, e isso me deixou muito triste e com muita raiva também. Não queria isso acontecesse, queria me acertar com ele.
Bem, uma semana se passou e eu e estávamos na mesma, sem ter nenhum tipo de conversa nem nada, o que era realmente muito estranho, estava me queimando por dentro.

’s POV

Desde que me acusou de a estar traindo eu fiquei muito decepcionado com ela. Essa acusação me chateou demais, parece que ela não confia em mim. Eu nunca faria nada que a magoasse, eu nunca trairia , mas parece que tenho que provar minha honestidade pra ela, ou sei lá. Uma semana já havia passado e nós continuávamos ‘’de mal’’.
Não dormíamos na mesma cama, eu ficava no quarto de hóspedes, e parece que à medida que o tempo passa, as coisas vão ficando piores entre nós, e vamos nos afastando cada vez mais. Não posso negar que isso tem acabado comigo, embora eu tente não demonstrar nenhum tipo de sentimento. Você deve estar me mandando parar com tanta viadagem agora, mas a questão é que eu fiquei chateado pelo fato de não ter me dado nem um pouco de credibilidade - tirou suas conclusões precipitadas e foi logo achando que eu estava errado, ela precisava ter confiado em mim. me contou que ela teve uma pequena briga com porque, segundo ela, está me “defendendo demais”, e então agora ela tem duas novas amigas estranhas, de quem ela nunca falou, e eu aposto que essas meninas estão enchendo a cabeça dela de besteiras. Pelo menos é bem sensata, e dava bons conselhos a ela. a conhece e tudo mais... Essas novas amigas são suspeitas demais, e creio que só estão atrapalhando. Ontem mesmo quando estávamos brigando mais uma vez, disse: ”A Miranda tem razão, você está tentando virar o jogo, tentando me fazer sentir culpada quando o único culpado é você.”
Miranda é uma das novas amigas, eu acho que ela trabalha na revista.
Não preciso nem dizer que não vai com a cara dela, né?
Eu já suspeitava muito dessa amizade, e também do caráter dessa garota, não sei por que, até que a mesma veio pra casa com e não vamos pular o fato de que ela deu em cima de mim descaradamente quando nos deixou sozinhos na cozinha para ir até o quarto pegar o notebook. me tratava cada vez mais hostil, eu não sabia mais o que estava acontecendo entre nós. Confesso que nem eu, nem ela estávamos fazendo algum tipo de esforço para que isso se modificasse.
Ela só sabia me acusar de todas as coisas possíveis, enquanto eu tentava me manter indiferente. Me sentia como se tivesse sido posto em julgamento com ela.
Eu não estava feliz, nada era como antes. Nossos amigos tentaram ajudar, mas não funcionava, ela ainda estava desentendida com . estava destruindo o nosso relacionamento. Ok, não era só ela.
Eu não queria isso, já me sentia acabado, essa é a verdade.

- Por que essa cara de bunda, ? – perguntou e se sentou ao meu lado no sofá na sala de reunião.
- Você realmente não sabe, ? Por causa da , né. – respondeu por mim.
- Hoje faz um mês, dude. Um mês que estamos brigados, eu não aguento mais.
- Por que você não fala isso pra ela? Tenta conversar. – deu uns tapinhas amigáveis em minhas costas.
- É verdade, cara, conversando vocês se entendem. – Disse .
- Eu não consigo, ela me evita assim como eu fiz no início, e ainda tem aquela história do ex dela, que mandou mensagens. Eles se encontraram enquanto eu estava fora.
- Foi por acaso, no parque, enquanto ela corria, . Não veja coisa onde não tem. – falou de modo sério.
- Eu não sei mais o que fazer, não sei. E essas amigas novas, uma deu em cima de mim, parece o colegial de novo.
- , vocês precisam se resolver, é sério cara. – começou a falar – Ninguém aguenta mais ver você com essa cara acabada e a do mesmo jeito, tá na cara que os dois sofrem e ficam se fazendo de fortes.
- Ela acha que eu ando me divertindo por aí, e me trata pior que um bandido. Como ela pode me tratar assim depois de tudo? – Afundei minha cabeça em minhas mãos, de um jeito meio desesperado.
- Você fala como se não fizesse nada, como se fosse um santo. Acontece que os dois; os dois, ouviu bem? Vocês dois têm culpa no cartório! – disse enquanto se levantava do sofá.
- Talvez precisemos de um tempo. – Eu disse, sem ter certeza se queria aquilo, e os dudes me olharam de um jeito confuso.


Apesar de não estar com cabeça pro trabalho, o Fletch me obrigou a trabalhar até o ultimo minuto, novidade. Eu me sentia péssimo, ainda mais por hoje fazer um mês de briga. Isso não era pra ser comemorado, era como luto, e combinava com a minha cara de enterro - e a minha cara só piorou quando revistas de fofoca já anunciavam o fim do meu namoro. Como eles ficaram sabendo de algo?
Muitos jornalistas na frente da gravadora, todos querendo saber mais sobre o assunto, querendo saber a verdade. Isso era extremamente irritante. Será que eles não percebem que é uma coisa pessoal e não diz respeito a ninguém?
Na hora de ir embora, precisei sair pelos fundos pra despistar os fotógrafos idiotas que faziam questão de me irritar cada vez mais. Quando cheguei em casa, não avistei pelo andar de baixo, não a procurei, fui direto para a sala de música, onde costumava fazer algumas composições, ou só pensar. Fiquei na sala por um bom tempo escrevendo uma música, não sei se ficou muito boa, mas isso me ajudava a relaxar e esvaziar um pouco a mente, e eu realmente estava precisando disso. Então resolvi subir até o quarto. Quando estava indo para o quarto de hóspedes, vi a porta do meu quarto entreaberta. estava lá, encolhida na cama, e chorava. Ao ver essa cena, o único pedaço inteiro do meu coração se partiu. Gay, eu sei.
Entrei no quarto devagar e me sentei ao seu lado na cama. Eu queria falar alguma coisa, mas não sabia por onde começar, então peguei o violão e tirei do bolso um papel com a letra da música que escrevi lá em baixo na sala de música.

’s POV off

Eu estava no quarto,chorando tudo o que eu não consegui chorar nas últimas semanas. não estava em casa, então eu poderia chorar em paz e sem demonstrar nenhum tipo de fraqueza em sua frente. Eu sentia um grande aperto no coração, nem sabia mais o que pensar. Algumas vezes pensei em tentar resolver tudo com e pedir desculpas realmente sinceras, mas Miranda e Jennette me aconselharam a não fazer isso, senão eu estaria sendo uma grande idiota e frágil, a quem tem nas mãos e faz o que quiser, palavras delas. Eu não queria parecer uma boba, mas acho que já era tarde demais. Decidi escutar minhas duas novas amigas, pelo menos elas não defendiam o tempo todo, assim como . Nós tivemos um pequeno desentendimento por causa disso e ainda não voltamos a nos falar.
Jennette me disse que o melhor seria voltar pro meu apartamento e ficar lá até melhorar comigo, mas não achei que isso fosse necessário ainda. Mas eu poderia estar errada.
Então eu chorei, chorei e chorei, por não saber mais o que fazer, por não aguentar mais aquela situação. Era difícil demais ficar longe de , você não imagina o quanto. Quando você ama uma pessoa e não pode tocá-la, isso é realmente triste, e eu acho que preciso de um conselho realmente bom. Começo a desconfiar que os conselhos de minhas novas amigas não funcionam muito, porque desde que eu comecei a por em prática o que elas me disseram as coisas só pioraram. Acho que sinto falta de brigando comigo em tom autoritário e me mandando consertar as coisas, eu sei que ela só quer o meu bem.
Sou uma estúpida.
Algo atrapalhou minha conclusão de ser uma estúpida, a presença de . Senti seu perfume invadir meu pensamento, ele acabara de entrar no quarto, e se sentou na cama, perto de mim. Ficou em silêncio alguns segundos, e então eu olhei para ele pela primeira vez. Ele estava com o violão e um pedaço de papel também.
não falou nada, apenas mantinha um olhar triste, de quem queria dizer muita coisa e ao mesmo tempo nada, eu consegui entender. Consegui parar de chorar e limpar minhas lágrimas. Ele me entregou o papel, eu também não disse nada, apenas peguei o papel, desdobrei e li. Tinha alguns rabiscos, palavras riscadas, no topo da folha estava escrito: That’s The Truth.
Os primeiros acordes no violão começaram.

[n/a: Coloque a música pra tocar agora ]

I feel like I've been put on trial with you
(Eu me sinto como se eu tivesse sido posto em julgamento com você)
I know that's something's wrong and I'm the one accused
(Eu sei que há alguma coisa errada e eu sou o acusado)
When the verdict's in, it's us that's gonna lose
(Quando o veredito vier, somos nós que vamos perder)
I can't wait for you to finally hear the truth
(Mal posso esperar para você finalmente ouvir a verdade)
'Cause I shouldn't have to plead my case
(Porque eu não deveria ter que defender minha causa)
So much love to save
(Há muito amor para salvar)


Ele começou a cantar e eu acompanhava lendo a letra da música na folha. Prestei bastante atenção na letra e percebi que falava exatamente sobre a nossa situação.

If you listen to the things that your friends say you're gonna be lonely
(Se você ouvir as coisas que os seus amigos dizem, você vai se tornar solitária)
How can you treat me like that when I give my all to you
(Como você pode me tratar desse jeito quando eu te dei meu tudo?)
'Cause I haven't been messing around
(Porque eu não tenho me divertido por aí)
I wouldn't ever go out and do things that you don't want me to do
(Eu nunca sairia e faria coisas que você não queria que eu fizesse)
'Cause I can tell you right now that you'll never find evidence on me
(Pois agora eu posso te dizer que você nunca encontrará evidências em mim)
That's the truth
(Essa é a verdade)
Yeah, that's the truth
(É, essa é a verdade)

Percebi o olhar de sobre mim. Encarei-o por alguns segundos e seus olhos penetrantes prenderam minha atenção por completo, como eu amava aqueles olhos. Ele continuou cantando.

I need a lawyer just to talk and who's telling you what to say
(Preciso de um advogado só para conversar e quem te diz o que falar?)
They wish they had what we had and it's jealousy in the way
(Eles queriam ter o que tínhamos e a inveja está atrapalhando)
'Cause I can't sit 'round and watch them build a case
(Porque eu não posso ficar sentado os assistindo construir um caso)
And there's no saving us now I'm just doing this to clear my name
(E nada nos salvará agora, eu só estou fazendo isso para limpar o meu nome)
'Cause I shouldn't have to plead my case
(Porque eu não deveria ter que defender a minha causa)
So much love to save
(Há tanto amor para salvar)

If you listen to the things that your friends say you're gonna be lonely
(Se você ouvir as coisas que os seus amigos dizem, ficará sozinha)
How can you treat me like that when I give my all to you
(Como você pode me tratar desse jeito quando eu te dei meu tudo?)
'Cause I haven't been messing around
(Porque eu não tenho me divertido por aí)
I wouldn't ever go out and do things that you don't want me to do
(Eu nunca sairia e faria coisas que você não queria que eu fizesse)
'Cause I can tell you right now that you'll never find evidence on me
(Pois agor eu posso te dizer que você nunca encontrará evidências em mim)
That's the truth
(Essa é a verdade)
Yeah, that's the truth
(É, essa é a verdade)
That's the truth
(Essa é a verdade)

Cause I shouldn't have to prove my case
(Porque eu não deveria ter que defender a minha causa)
So much love to save, save, save, save...
(Há tanto amor para salvar, salvar, salvar, salvar...)


Eu ainda prestava bastante atenção na música, que era linda demais, por sinal. parecia cantar com toda sua sinceridade, a letra da música parecia tudo o que ele queria me falar mas não sabia como. Sua voz estava perfeita e era como se me hipnotizasse a cada verso. Eu sabia que estava triste, e eu também estava. Eu não aguentei, comecei a chorar com essa parte da música, desabei outra vez.

If you listen to the things that your friends say you're gonna be lonely
(Se você ouvir as coisas que os seus amigos dizem, você vai se tornar solitária)
How can you treat me like that when I give my all to you
(Como você pode me tratar desse jeito quando eu te dei meu tudo?)
'Cause I haven't been messing around
(Porque eu não tenho me divertido por aí)
I wouldn't ever go out and do things that you don't want me to do
(Eu nunca sairia e faria coisas que você não queria que eu fizesse)
'Cause I can tell you right now that you'll never find evidence on me
(Pois agora eu posso te dizer que você nunca encontrará evidências em mim)
That's the truth
(Essa é a verdade)
Yeah, that's the truth
(É, essa é a verdade)


A música terminou e ele ficou me encarando, eu sustentei o olhar, ainda chorando. colocou o violão ao seu lado na cama e pegou em minha mão.
- That’s the truth. – Ele suspirou, de forma cansada.
Como se estivesse cansado das brigas.
- Eu... eu não sei o que dizer. – Murmurei – Não quero que as coisas continuem assim.
- E você acha que eu quero? Olha pra mim, não aguento mais – Ele acariciava minha mão de forma delicada.
- Me desculpe, desculpe por não ter confiado em você, eu fui uma idiota, eu sei que você me ama e isso basta, não devia ter desconfiado nem nada disso. Me desculpe também por não ter contado sobre Victor, é que foi uma coisa totalmente sem importância, tanto que eu nem li a mensagem que ele deixou. Mas eu deveria ter te contado, me desculpe por isso, .
Que se danem os conselhos de Miranda e Jennette
. - Devo desculpas também pela forma como falei com você nos últimos dias.
- Tudo bem, eu realmente mereci. – Funguei.
- Nada disso, eu exagerei, estava nervoso. – Ele deu um beijo em minha mão.
- Eu realmente me sinto muito idiota, não deveria ter escutado minhas novas amigas.
- Eu preciso te contar uma coisa. – Ele fez uma daquelas caretas lindas.
- Você vai terminar comigo? É isso? – Arregalei os olhos, e ele riu fracamente.
- Não é isso, pequena. É que, lembra aquele dia que você veio aqui com a Miranda? – Eu assenti – Então, ela deu em cima de mim. É claro que eu não dei ideia pra ela, no dia preferi ficar quieto, achei que você não iria acreditar em mim. Mas agora resolvi falar.
- Isso é sério? Como ela pôde? Que vadia!
- Eu não mentiria sobre isso, não mentiria pra você. E eu não vou nem um pouco com a cara dela, ela é muito suspeita.
- Ela e Jennette queriam me ajudar...
- Ajudar como? Querendo ficar comigo? Acho que ela queriam nos afastar um do outro, inveja, pura inveja. Não entendo por que ficou amiga delas.
- Eu precisava de conselhos, já que não fala mais comigo.
- E arrumou logo essas duas como amigas?
- Talvez eu estivesse desesperada demais. – Ri fracamente.
- Não ande mais com elas, são duas invejosas.
- Talvez eu devesse ter supeitado logo quando Jennette disse que era melhor eu voltar pro meu apartamento.
- Ela te disse pra fazer isso?
- Sim, mas achei que não fosse necessário ainda. Mas estava começando a aceitar a ideia.
- Nem pense nisso outra vez! Quero você aqui comigo, sua casa agora é aqui.
Um sorriso brotou em meus lábios após ele dizer isso.
- Ainda bem que não escutou essa maluca. Volte a falar com , ela sim é sua amiga.
- Não sei se ela vai querer falar comigo ainda, pisei na bola com ela, andei pisando na bola com todo mundo. – Abaixei a cabeça.
- Mas pode consertar as coisas,basta tentar.
pegou em meu queixo e levantou meu rosto, me encarou e sorriu para mim. Seus olhos haviam mudado de um tom escuro e vazio para um claro e esperançoso, como costumavam ser.
- Desculpe, mais uma vez. Não devia ter escutado aquelas duas vacas. E eu vou dar um jeito nelas, não acredito que Miranda deu em cima de você! Como ela foi tão falsa comigo? E como eu fui tão idiota de não perceber?! Argh.
- They wish they had what we had and it's jealousy in the way. – Ele cantarolou.
- É, isso é verdade. That’s the truth. A propósito, é uma bela música.
- Escrevi hoje quando cheguei. Queria falar com você, mas não sabia como e nem exatamente o que, e a música me ajudou, como sempre.
- Você é incrível. – Aproximei nossos rostos e ele colou nossas testas – Não mereço tanto, é muito pra pouca .
- Isso não é verdade, pare.
- Me desculpe, mais uma vez.
- Já está desculpada, .
- Preciso me redimir, o que posso fazer?
- Não precisa fazer na... Ou melhor, pode sim. – me olhou cheio de malícia, e eu entendi o que ele queria dizer.
- Olha, já quer abusar de mim. – Eu ri.
- Um mês, , sinto falta, sinto sua falta. – Ele começou a beijar o meu ombro devagar, enquanto eu apenas fechava os olhos – Você não sentiu minha falta? Gostou de ficar longe de mim?
- Senti muito sua falta, não imagina o quanto. Foi o pior mês de todos.
- Então... – Ele abaixava a alça da minha blusa muito devagar, beijou meu pescoço e depois meu ombro de novo, sem pressa nenhuma.
- Eu gosto tanto de você, .
- Eu sei, e gosto de você também. Eu te amo, de verdade. – me olhou fixamente e começou a dedilhar em minha nuca, de modo que acabou com toda minha sanidade.
- , por que tão irresistível? – perguntei, e ele riu um pouco.
- , por que tão linda?
Logo depois selou nossos lábios, com toda a calma do mundo, eu gostava disso. Nosso beijo foi se intensificando e eu já passeava minhas mãos pelo corpo de , corpo que eu já conhecia muito bem. Eu estava por cima dele, que apertava minha cintura de um jeito que só ele sabe fazer. Toda uma energia estranhamente boa percorria meu corpo - talvez fossem as mãos de , mas eu prefiro dizer que foi a energia.
Poderíamos nos beijar mil vezes, sempre ia ser como se fosse a primeira vez. Eu lembro exatamente do nosso primeiro beijo: foi em um sábado, no jardim, e estava chovendo.
Um beijo daqueles não pode ser esquecido.
- Não. – Ele resmungou baixinho quando separei nossos lábios.
- Eu. – lhei dei um selinho – Te. – mais um selinho – Amo. – outro selinho.
Depois ele fez o mesmo comigo.
- Que bom que estamos bem. – Ele sorriu de um jeito mais perfeito que o normal, não sei como era possível.
- Detesto brigas, me deixam péssima.
- Também não gosto, minha princesa, odeio te ver chorar.
Ficamos alguns minutos em silêncio, um sentindo a presença do outro.
- , você precisa se resolver com a . Ela sente sua falta e você a dela, eu sei.
- E se ela me ignorar?
- Não vai saber se não tentar. – beijou a pontinha do meu nariz – Eu vou chamar ela e o para jantarem conosco amanhã! O que acha?
- Pode ser, aí eu falo com ela.
As coisas finalmente se resolveram, e tudo voltou ao normal. Eu e jantamos juntos na perfeita paz, e Judith até fez um bolo pra comemorar que eu e voltamos às boas! Muito legal da parte dela.
No dia seguinte, como previsto, e foram jantar comigo e com - eu achei que recusaria o convite.

- Então , eu preciso te mostrar a música que eu escrevi, vem comigo até a sala de música.
Sabia que queria que eu e ficássemos sozinhas para conversar.
- É, estou curioso para ver!
saiu andando com para a sala de música, deixando eu e na sala de estar. me deu uma discreta piscadinha, entendi o recado.
olhava para o outro lado, e não falou nem um “a” comigo. Decidi quebrar o silêncio então, afinal, eu lhe devia desculpas.
- Ok, eu não aguento mais isso. Olhe pra mim, .
Ela nem se moveu.
- Eu sei que está chateada, eu não devia ter falado com você daquele jeito. Me desculpe, eu fui uma idiota, estúpida e babaca.
- É, nisso concordamos.
Suspirei pesadamente.
- Me desculpe, eu sei que você só quer meu bem. Você é a minha melhor amiga e eu sinto sua falta.
- Vai lá conversar com a Miranda e Jennette!
- Elas não são mais minhas amigas. São duas vacas.
Esqueci de mencionar que mandei Jennette e Miranda pastarem assim que cheguei ao trabalho de manhã. Coloquei as duas em seus devidos lugares!
- Eu sei muito bem, mas você as preferiu.
- Eu estava errada, , foi um ato de desespero, não sabia o que fazer. Já pedi desculpas, o que mais posso fazer?
- Beijar o meu pé e confessar que o é uma bicha louca. – Ela deu uma gargalhada e virou o rosto pra me olhar – Está desculpada, eu estava tirando uma com a sua cara. – Ela ainda ria – Mas não apronte uma dessas de novo!
- Ah, minha melhor amiga linda! – Eu a abracei – Senti sua falta, senti falta dos seus conselhos e tudo mais. São os melhores, me desculpe por tudo.
- Também senti sua falta, nem o estava me aguentando mais. – Nós rimos.
- Prometo nunca mais fazer isso de novo, nunca mais arrumarei amigas vacas e invejosas.
Os meninos voltaram pra sala e nos encontraram rindo juntas.
- ALELUIA! Voltaram a se falar, já não aguentava mais isso. – bateu palmas.
- Sabia que iam se resolver, uma sentia falta da outra.
- Obviamente a sentia mais a minha falta, ninguém vive longe de mim. – se fez de convencida.
- Ah tá, até parece, aposto que você chorou de saudade de mim. – Entrei na brincadeira.
- Você se acha, né . – Ela me deu um pedala.
- As duas ficavam choramingando. - falou.
- A só sabia reclamar que a estava andando com duas garotas. Ela falava bem assim: Ai, a só anda com aquelas duas vacas, duas meninas irritantes. Eu detesto elas, por mim podiam ir pra bem longe, se merecem, todas elas.
imitou a voz de de modo muito engraçado.
- E a ?! A vai me ignorar, não vivo sem ela, por que ela é tão boba? Mas é minha melhor amiga, oh.
Agora foi a vez de imitar a minha voz. Não foi nada engraçado ao meu ver, embora caísse na gargalhada enquanto eu e olhávamos pra eles com uma cara bem séria, e eles continuavam a nos imitar.
- A dizia: Eu sinto falta da , mas não vou falar com ela. Mas eu sinto falta, oh, não tenho outra melhor amiga, só ela. Sinto saudade, e não conte pra ninguém, .
Os dois continuavam rindo feito babacas. Nós os deixamos falando sozinhos e fomos assistir tv juntas. Nossos namorados são muito estranhos.
Depois, todos jantamos juntos e foi muito divertido. No final da noite, e apareceram também, e nós ficamos jogando cartas até bem tarde. Todos acabaram dormindo aqui em casa, já que era sexta-feira e ninguém ia ter trabalho no sábado. Decidimos fazer um churrasco e foi muito legal, muito mesmo.

- , você pode parar de agarrar a e ir olhar a carne? – gritou de dentro da piscina.
- Cara, o quer mandar em tudo quanto é lugar, ninguém te merece, dude. – reclamou e voltou a beijar .
- Eu mando mesmo, sou o mais bonito. – estufou o peito e começou a jogar água na cara dele.
- Mais bonito onde? Eu sou o mais gato, mais sensual, eu deveria mandar em tudo então! Se toca, .
- , você é um invejoso. Sabe que as fãs me preferem, pode checar no facebook.
- Face o quê? – fez uma cara engraçada.
- Facebook, ! Seu noob! – Eu ri dele.
- Todo mundo tem facebook, . Menos você. – falou enquanto entrava na piscina. Finalmente desgrudou de e ele foi cuidar da carne.
- Eu não tenho tempo pra essas besteiras.
- Não tem tempo ou não sabe mexer, hein dude? – riu.
- Vou fazer um facebook pra você, , e te ensino a mexer, tá bom? – Eu disse – Sou muito solidária.
- Eu não quero isso, a única face que eu conheço é a poker face da Lady Gaga, e só.
- Ok, vamos falar na linguagem dele agora. – se juntou a nós na piscina – , no facebook tem várias gatinhas que postam lindas fotos, e você pode conhecer várias delas, sacou?
- Quando você vai fazer o meu facebook mesmo, ? – se animou – Pega o notebook agora, vamos lá.
Todos rimos.
- Como você sabe que tem várias gatinhas lá, hein ? Me conta. – lançou um olhar mortal para .
- Eu não sei de nada não, amor, eu deduzi, foi isso. – tentava se explicar.
- Qual é, , tem gatinhas ou não tem? – perguntou.
- Claro que tem, ! – disse – Quer dizer, não sei de nada não, não sei. – Ele falou, olhando para , e nós rimos da situação.
As coisas agora definitivamente estavam bem.

Capítulo 16 – He is not gay? OH!

- É sério, eu não aguento mais, não aguento mesmo!
teve uma discussão com Chloe, foi uma coisa séria.
- Você precisa ficar calma, . Keep calm!
- Eu sou uma fotógrafa, não sou jornalista, nem organizadora de festas, sou fotógrafa! Não aguento mais Chloe me dando um milhão de tarefas que não tem nada a ver com a minha função aqui. Eu não sou uma estagiária.
- Eu sei, amiga. Eu sei também que é uma das melhores fotógrafas de toda Londres e que outras revistas fariam de tudo pra ter você na equipe.
- Ela é uma bruxa. – falou mal humorada – Vou me demitir.
- Não faça isso, respire e mantenha a calma, acho que não vale a pena pedir demissão. Eu também não ando muito contente com o trabalho aqui, confesso.
- Você fica aí aguentando calada, eu não consigo!
Suspirei.
- O que você vai fazer?
- Terminar de fazer as tarefas que tenho pra hoje.
- Só isso? Sei que está com algo em mente, te conheço. – Falei um pouco preocupada, poderia aprontar uma loucura.
- Relaxa, não vou matar ninguém nas próximas horas, acho que estou um pouco mais calma.
- Que bom então. Vou voltar pra minha sala pra terminar de organizar umas coisas, ainda tenho que escrever um editorial, oh vida.
- Então vai lá. – sorriu para mim.
- Keep calm! Não se esqueça disso.
Saí da sala de e encontrei Miranda no corredor, virei a cara, apenas. Se eu desse muita atenção para essas cobras, seria capaz de matá-las! Ainda bem que elas nem tentaram falar comigo, tinham amor à vida.

No dia seguinte acordei um pouco atrasada, ainda peguei um terrível engarrafamento no caminho. Parece que todo mundo resolve sair na mesmo hora. Oh shit!
Quando cheguei ao trabalho, o comentário era geral, todos falavam algo sobre . Resolvi ir até a sala dela pra saber o que estava acontecendo, e a encontrei colocando seus objetos pessoais dentro de uma caixa.

- O que está acontecendo? – Perguntei enquanto a observava.
- Pedi demissão, estou indo embora daqui, .
- Como assim? É sério?
- Muito sério, não aguento mais. Sempre soube que essa Chloe era uma BRUXA! – Ela falou um pouco mais alto a última palavra.
- , você não pode ir, vai me deixar aqui sozinha?
- , você sabe que não precisa ficar, você não precisa desse emprego e sabe muito bem. E não tente dramatizar, já estou decidida a ir embora.
- Esse emprego é importante pra mim. – Eu disse em voz baixa.
- Não, é só uma forma que você encontrou de mostrar ao seu pai que você consegue se virar sozinha, já que ele não queria que você trabalhasse como jornalista.
- Pois então, é importante por isso. Se não fosse esse emprego, ele ia me obrigar a fazer medicina, como ele! Sabe muito bem que essa não é a minha.
- A sua também não é ficar aqui escrevendo matérias idiotas, sei que não é isso que realmente gosta de escrever.
- Eu gosto de escrever as matérias sobre música aqui, e entrevistar algumas pessoas.
- ! Aqui você não tem seu devido reconhecimento, assuma.
- Mas é a revista mais famosa de Londres.
- Pode ser a mais famosa,mas já não é a melhor!
- ...
- nada, eu cansei daqui, sério, e te desejo boa sorte pra continuar. – Ela terminou de guardar suas coisas na caixa – Depois mando alguém pegar o resto das minhas coisas.
- Vai mesmo embora?
- Já estou indo, vou pra casa e pensar no que farei daqui pra frente.

3 semanas depois....

Três semanas haviam se passado. Era estranho não almoçar mais com todos os dias e não vê-la no trabalho, era muito estranho. É claro que nos falávamos por telefone, e ela ia em minha casa e tudo mais, mas ainda ainda assim era estranho não trabalhar mais com ela depois de bastante tempo.
Eu estava saindo da revista quando meu celular tocou e eu vi que era . Assim que atendi, ela gritou no meu ouvido.
- ONDE VOCÊ ESTÁ?
- Saindo do trabalho, e você quase me deixa surda.
- Vem pra cá agora.
- Casa do ?
- É.
- Para...?
- Eu preciso te mostrar uma coisa, te levar num lugar. VEM! Logo, rápido!
- Qual é a loucura dessa vez?
- Apenas venha! Anda logo, .
- Tudo bem, chego aí em pouco tempo.
- Beijos.
Finalizei a ligação e logo entrei em meu carro e dei partida. Em pouco tempo cheguei até a casa de , que também era a nova-casa-de- agora. Assim como eu e , eles também moravam juntos.
A casa de era incrivelmente bonita e totalmente moderna, eu gostava muito quando ela fazia churrasco lá e convidava todo mundo. A piscina dele é em forma de oito.

- Pronto, estou aqui. – Joguei minha bolsa no sofá e me sentei em seguida. Sim, eu era folgada na casa dos meus amigos – Cadê o ?
- Trabalhando, no mesmo lugar que o seu namorado, coincidência né. – Ela fez uma cara de idiota pra mim – Será que é porque eles tocam na mesma banda? Oh.
- Um minuto de silêncio,amiga.
- Nada de silêncio, levanta daí, preciso te levar até um lugar que eu ganhei.
- Você ganhou um lugar? – Fiz uma careta de confusão.
Não estava entendendo.
- É, o me deu, tipo, ah, vem comigo, explico no caminho.
saiu me puxando e fomos até o tal lugar que ela queria me levar em meu carro. Ela estava tão animada com isso, deveria ser algo muito bom.

- Você está me deixando muito curiosa, não pode dizer logo do que se trata?
- Já estamos chegando, aguenta aí!
era quem dirigia.
- Chegamos?
- Não.
- E agora?
- Não!
- Agora já?
Eu pentelhei igual a uma criança de cinco anos.
10 minutos depois.
- Chegamos, – Ela olhou pra mim com um sorriso.
- Amém! Vamos, estou ansiosa!
estacionou o carro e nós saímos dele logo em seguida. Estávamos em uma rua que ficava no centro de Londres, não era muito longe da casa de , nem da casa de - na verdade, era perto do meu apartamento e da casa de e também, afinal, todos morávamos perto do centro.
- Ok, eu ainda não entendi. – Eu disse enquanto ainda estávamos paradas na calçada em frente ao que parecia ser um estabelecimento de portas fechadas.
- É muito lerda mesmo, né! Vem, vamos entrar. – Ela falou, pegando uma chave na bolsa e abrindo a porta do estabelecimento em seguida.
Peraí, como ela tinha a chave daquele lugar?
- Continuo não entendendo, você conhece o dono disso aqui, por acaso? – Perguntei enquanto entrávamos no local, que era bastante espaçoso.
Bastante mesmo.
- Eu sou a dona disso aqui, . – Ela me olhou com um sorriso like a boss e eu ri.
- What? Volta um pedaço aí do filme que eu não tô conseguindo acompanhar.
Ela sorria ainda.
- Eu e o compramos isso aqui. Sabe, depois que pedi demissão eu fiquei sem nada pra fazer, e então ficava tendo várias idéias, até que cheguei a esse projeto.
- Que projeto, ? Caramba, fala!
Eu estava ficando nervosa de tanta curiosidade.
- Eu tive a idéia de abrir uma cafeteria!
- Cafeteria? – Perguntei, surpresa – Bom, já vou ter onde tomar café de graça.
Vantagens. Me gusta.
- Mas não é só uma cafeteria, não quero nada comum, não não. Então eu tive uma idéia. – Ela falava enquanto andava pelo local olhando cada detalhe, eu a acompanhava fazendo o mesmo – Sou fotógrafa,certo? Amo fotografar, isso você sabe e também sabe que eu tenho milhares de fotos guardadas, umas muito boas e...
- Umas? – Eu a interrompi – TODAS! As suas fotos são maravilhosas.
Ela deu uma risadinha.
- Obrigada. Anyway, eu tive a idéia de expor essas fotos, vou fazer uma exposição aqui com todas as minhas fotos que tenho guardado por tanto tempo, e também fotos novas, quero tirar mais fotos, fazer uma coisa totalmente diferente e incrível.
- Wow, eu estou gostando da idéia! – Eu falei animada.
- Yeah! Pense como seria bom poder tomar café em um lugar repleto de fotografias, como as do we heart it ou do tumblr,pense!
- Estou pensando, seria incrível. – Eu dei uns pulinhos gays, como diria .
- Unir o café e a fotografia, parece legal, né? Eu quero que seja tudo bem cool, que as pessoas se encantem, se sintam bem ao entrarem aqui, que sintam a fotografia tanto quanto eu.
- Sabe, você poderia deixar um espaço para que os próprios clientes tirassem suas fotografias e a deixassem registradas aqui, um mural da fama.
- Oh, seria muito bom, muito mesmo. pensando, que milagre.
- HÁ-HÁ, muito engraçadinha.
- E então, o que achou de tudo? Gostou da idéia? Do lugar?
- Sim, tem todo meu apoio.
- Sabe, a rua é no centro mas por aqui é tudo bem calmo, ambiente tranquilo, perfeito.
- Parabéns amiga, vai ser um sucesso!
- foi um anjo me ajudando em comprar isso aqui, somos sócios.
Ela sorriu radiante.
- Que gracinha, fico feliz. Vou poder tomar café de graça, isso é demais! Aposto que também vai amar. Aquele viciado em café.
- não vai trocar a Starbucks por nada. – riu.
- , estamos falando de café grátis agora!
- Grátis um peixe frito na sua cara, ! Eu estou começando um negocio e você quer me falir logo de cara? Seu namorado é do MCFLY, tem grana. – Ela gargalhou.
- Que horror, . Só queria um capuccino. – Fingi uma cara triste.
- Nem um expresso, só água de graça, e da torneira. – Ela riu.
- Bom, mudando de assunto... Você vai precisar fazer uma boa reforma, né.
- É, já pensei nisso, e amanhã mesmo começa. Encontrei uma super equipe que vai fazer toda a reforma, e eles prometeram não demorar. Eu vou fazer questão de estar presente para ver cada detalhe, quero participar de exatamente tudo.
- Estou empolgada! Você arrasou, .
- Ah, obrigada – Ela me deu um abraço – Seu apoio é muito importante. Você é a primeira da turma a saber.
- Claro, tenho privilégios. – Eu e ela rimos – Vou twitar pro agora.
Peguei meu iPhone e fui direto no aplicativo do twitter.

@mcfly, café de graça, café de graça! Esqueça Starbucks, a @Photograph_ vai abrir uma cafeteria! a melhor de todos os tempos X

Logo depois o viciado do me respondeu:

@xx Café de graça? ? Cafeteria? Onde? Quando? Por quê?

@mcfly Depois eu te conto, por enquanto é tudo meio secreto...HAHAHA

@xx Estou curioso! Vai me explicar tudo depois hein X


Depois dessa pequena conversa via twitter, eu e ficamos conversando por um bom tempo. Ela me contou todas as idéias que tinha em mente para a cafeteria, e eu opiniva sempre e dava algumas idéias também. Por fim a levei em casa, já que viemos no meu carro, e depois fui pra casa.

- Oi meu amor. – Dei um selinho em .
Ele estava no quarto, sentado na cama e mexendo no notebook. Tinha uma tigela cheia de M&M ao seu lado.
- Oi pequena. – Ele sorriu – Como foi seu dia?
- Trabalho e mais trabalho, é tão chato sem a ... E ah! Estive com ela hoje.
- Tô sabendo. Ela vai abrir uma cafeteria, é isso?
- Como assim você já sabe? contou?
- Também. Mas eu vi antes no twitter, e as fãs já estão falando. Falaram até que o vai virar escravo da e virar garçom, porque ela vai obrigá-lo a sair da banda. – riu.
- As fãs de vocês têm uma imaginação muito fértil, de verdade. – Fingi um olhar assustado e depois ri.
- Legal que ela tenha um projeto, é animador. – comentou, ainda mexendo no note.
- Pois é, ela tem idéias incríveis! Ela vai fazer uma exposição com inúmeras fotos que ela nunca publicou. – Enquanto eu falava, ia tirando minha blusa. Precisava de um banho quente, e logo – E ela quer saber se tem algum problema publicar umas fotos que ela tem do MCFLY e tudo mais, sabe como é né, isso de direitos autorais é chato.
Tirei minha calça jeans e continuei a falar.
- Então, o que você acha? Acha que o Fletch pode implicar ou algum dos meninos pode não gostar?
não respondeu.
- ! Estou falando com você – Joguei uma almofada nele.
- Desculpa, eu não escutei mais nada depois que você tirou a blusa. – Ele mordeu o lábio inferior e fechou o notebook.
- Ah, que coisa ! – Fingi estar brava e fui até ele na cama, lhe dando um beijo rápido em seguida – Vou te castigar por isso.
- Me castigue, tenho sido um mau menino. – Ele disse e eu ri, em seguida peguei um pouco de M&M e coloquei na boca.
Sentei no colo de e o beijei novamente, minhas pernas estavam envolvidas na cintura dele e aquela proximidade toda poderia até me deixar desnorteada.
Era bom.
Resolvi brincar com e então parei o beijo, me afastei dele, sai de seu colo e ele me olhou sem entender.
- Preciso ir tomar banho.
- Ah, para com isso! Não seja má.
- Depois a gente continua. – Eu ri divertida enquanto ele fazia caretas engraçadas.
- , você é muito má, olha meu estado. – Ela olhou para o seu ‘amigo’
- Se vira, tô indo tomar banho.
- Tudo bem, minha mão é minha melhor amiga. – Ele disse, rindo, e eu corri para o banheiro pra tomar meu banho.
- Você é podre, . Meu Deus. – Gargalhei.
(...)

Passaram-se alguns dias e cada vez mais estava animada com seu novo projeto, e não posso negar que cada vez mais eu me envolvia nisso também, era divertido! Eu ajudava bastante , estava empolgada. Só não tão empolgada quanto para a estréia de Harry Potter! Woooooooooho.

- , você já encontrou alguém para fazer o marketing da cafeteria?
- , ainda não tem nem nome! – o olhou depois de beber seu suco.
Era quarta-feira à tarde. Eu, e os guys estávamos em um pub incrivelmente tranquilo e simpático, na minha opinião.
- Você precisa logo de um nome, girl! Que tal ’s caffe? – sorriu de um jeito estranho, mostrando todos os dentes. olhou pra ele e fez uma careta.
- Acho que isso é um não, hein . – riu.
- Tem quer ser um nome legal, gente. – falou como se pensasse em algo.
- Café do bonitão.
Todos olhamos para .
- Que foi? Meu nome é mais bonito que o do ! Just saying.
- , o que você acha de Photograph & Coffee?
- Genial, tinha que ser minha garota. – me olhou.
- Awn. – Dei um beijinho no rosto de .
- Curti esse nome. É simples e, bem, diz do que realmente se trata, fotografia e café.
- Curtiu mesmo mesmo mesmo? – Perguntei.
- Yeah! Qua tal um brinde agora ?
- À mais nova cafeteria de Londres. – Eu disse, e levantei meu copo de suco de laranja.
- Photograph & Coffee! – disse animada, e todos imitaram meu gesto com seus copos, fazendo um brinde.
- Créditos para mim, por favor, e pra minha namorada. – olhou para – Quero uma parte dos lucros por isso.
- Ah tá, senta lá Claudia!
- O sócio da sou eu, ! Mas bem, se você quiser investir no negócio...
- Não tenho dinheiro pra isso.
Disse o meu namorado, mão de vaca em certas horas.
- Claro que ele não tem dinheiro pra isso, todo o dinheiro dele vai pra Vans off the wall, sabe...
- Ou cordão de rubi pra namorada. – Ele me olhou e eu fingi indignação.
- Vai jogar na cara, é ?
- Claro que não, meu amor, você merece. – Ele me deu um beijo rápido nos lábios.
- Ela merece? Um cordão de rubi? Nem era aniversário dela! No meu aniversário do ano passado a única coisa que você me deu foi uma corda pra minha guitarra, escrito: manda ver! - fez uma típica cara de bunda. Mas era zoação dele e todos rimos.
- Enfim , agora que sua cafeteria já tem o nome, você pode começar a cuidar do marketing. Isso é uma coisa muito importante, não esqueça.
- É, eu sei... mas confesso que estou meio perdida.
- Calma amor, temos tempo pra arrumar tudo. – pegou a mão da namorada e deu um beijo na mesma, sorrindo em seguida.
- É , e eu vou te ajudar, pode contar comigo, você sabe. – Sorri para ela.
- Obrigada, .
- Bem, eu conheço alguém que pode cuidar do marketing pra você, . Você e podem falar com ele e aí vocês vêem se gostam das propostas dele ou não. O que acha?
- Sério que você conhece alguém, ? Isso é bom, já me adianta muito.
- É, é um amigo meu. Ele trabalha com marketing e essas coisas. Posso ligar pra ele depois e tal. Certo?
- Ok. Ótimo.
- Ah, o que seria de vocês sem a minha pessoa.
convencido mode on.
- Doeu! – deu um pedala no amigo.
Ficamos conversando praticamente a tarde toda. ligou para seu amigo e e eu marcamos de nos encontrar com ele no dia seguinte, depois que eu saísse do trabalho, assim poderia ir com .
No fim da tarde, cada um foi pra sua casa descansar e tudo mais. Foi uma ótima tarde, sempre é bom estar com meus amigos.

Quinta-feira, não sei que hora da tarde:

- Oh, vocês são as famosas amigas de , certo? Eu me chamo Gabe, é um prazer conhecê-las. – O rapaz nos recepcionou de forma simpática assim que nós entramos em seu escritório.
- E sou , e ela é a . – apontou pra mim.
- , amei seus Jimmy Choo! Incríveis.
Wow, ele entendia de sapatos.
- Obrigada. – Eu disse – São da coleção nova.
- Por favor, sentem-se garotas. – Ele apontou duas cadeiras e voltou a se sentar na sua, já ele que antes estava de pé para nos receber.
- Então, me contou que você, ... – Ele olhou para ela – ...vai abrir uma cafeteria, então precisa de alguém pra mexer com o marketing, certo? – minha amiga assentiu – Então, tomei a liberdade de já preparar algumas coisas, algumas idéias pra mostrar pra você, assim me diz o que acha, e também me conta o que tem em mente.
Gabe entregou uma pasta para , e então ela analisou as idéias do rapaz, e eu a ajudei, dando minha humilde opinião às vezes.
- Bom, eu sou totalmente nova nessa coisa toda, então não entendo muito. – começou – Eu gostei das propostas que você apresenta aqui. – Ela apontou para a pasta preta.
- Eu achei criativo, realmente boas idéias! – Eu disse.
Não que eu entendesse muito daquilo né, mas...
- Então tudo o que eu posso dizer é que está contratado. Você cuidará de todo o marketing da minha cafeteria! Depois podemos marcar de nos encontrar de novo para discutirmos sobre tudo, acertar todas as coisas e tudo mais, ok?
- Perfeito! Negócio fechado.
Gabe e apertaram as mãos, como se selassem um acordo, então ele olhou para o bracelete de minha amiga e disse:
- É um bracelete Versace, certo? Muito bom gosto.
- É! Como sabe?
Ele deu uma risadinha.
- Gosto de Versace.
- Quem não gosta?! – Eu disse.
- É mesmo, quem não gosta de Versace?! Desculpa perguntar, mas onde você gosta de fazer compras, ? É que eu gostei do seu estilo.
Ele ia querer comprar roupas iguais as minhas e braceletes iguais ao que usa? Sem preconceitos.
- Não sou muito de ficar escolhendo, mas gosto da Bendel’s.
- Claro, devia imaginar, lá tem roupas incríveis.
- Você entende das coisas,não só de marketing. – Eu ri – Poderíamos fazer compras juntos algum dia.
- Eu iria adorar, é só marcarmos.
- Ok, me dá seu telefone. Te ligo.
ria discretamente e observava a cena. Gabe me deu seu número de telefone. - Agora nós precisamos ir. – Eu disse – Até breve, eu espero.
- Até breve, meninas – Eu e levantamos das cadeiras e Gabe também,ele se despediu de nós com um beijo no rosto de cada uma.

Estávamos onde em breve, assim esperamos, será a cafeteria da minha best friend. Mais um dia discutindo idéias, e agindo a vida. HAHA

- Eu queria ter mais tempo pra te ajudar com tudo. – Disse, enquanto fazia uma lista de intens para comprar.
- Não se preocupe, . Sei que está fazendo tudo que pode pra me ajudar, e agradeço muito por isso. – Ela sorriu e continuou a procurar o número de pessoas importantes que poderiam lhe ajudar na inauguração da cafeteria.
- Mas como hoje é meu dia de folga, posso te ajudar o dia todo. – Falei animada.
- Vou te por pra trabalhar como uma estagiária. – Ela riu.
- Quer dizer então que vai me explorar, né, sua vaca.
- Yes.
- Ainda assume na minha cara.
- Ah, coitadinha né. , eu acho que você deveria sair da revista, sei lá, just saying.
- E trabalhar com o quê?
- Você é uma pessoa muito estranha, sente necessidade de trabalhar. Como se precisasse disso.
- Eu posso até reclamar do trabalho, mas gosto, me acostumei e é bom pra mim. E eu preciso sim trabalhar!
- Segundo seu pai, não.
- Meu pai não sabe de nada, eu já tenho 21 anos e ele ainda quer ficar dizendo o que eu tenho que fazer ou não. Eu realmente amo meu pai, mas ele exagera com isso de “minha garotinha frágil, oh, ela vai quebrar”.
Fiz uma careta e riu de mim.
- Não ria do meu drama familiar.
- Tudo bem, tudo bem, como você quiser. Mas depois voltamos com essa conversa, ok?
- Depois nada, acaba aqui.
- Tá, vou fingir que concordo com isso.
Eu sabia que não ia esquecer esse assunto.
- Vamos falar do Gabe, gatíssimo.
- !
- Quê?
- Ele é gay!
Ela riu alto.
- De onde você tirou isso?
- Tá na cara né, porfá! Ele reconheceu meus Jimmy Choo!
- E daí?
- E nós vamos sair pra fazer compras.
- sabe?
- Não, nem falei nada.
- Isso , não fala nada, faz igual você fez em relação à mensagem do Victor, não conta não. Daí o descobre e vocês brigam, sabe como ele é. E se isso acontecer, outra briga, eu duvido que ele vá escrever outra música! Outra That’s the truth. Até porque, convenhamos, seu namorado não vai ter inteligência pra isso de novo. – Ela riu sozinha da própria piada idiota.
- Não teve graça. – Fiz uma cara de Kristen Stewart pra ela, ou seja, cara de nada.
- Desculpe, não resisti. Mas é sério o que eu tô falando, diz pro sobre o Gabe e tal, pra ele não dar chilique.
- É, você tem razão, não quero confusão, não quero brigar de novo com o meu bebê.
- Eca!
- Que foi?
- Esse mel.
- Vai à merda,.
- Quanto amor, .

- Alô, Gabe?
- Oi . Tudo bom?
- Tudo ótimo, e com você.
- Tudo bem. Já está vindo?
- Sim, estou chegando no shopping, me espere.
- Ok, eu vou ficar aqui olhando algumas roupas, quando chegar me ligue.
- Tá, beijos.
Desliguei o telefone e em poucos minutos eu já estava no shopping ao lado de Gabe, e com algumas sacolas na mão.
COMPRAS!
Eu estava empolgada por fazer compras com ele, é sempre legal ter um amigo gay. Gabe me deu opiniões sinceras sobre roupas e nós nos divertimos bastante juntos. Ele era tão estiloso, sabia conversar sobre várias coisas, entendia muito de moda.

- Gabe, me ajuda aqui com o fecho do vestido. – Eu pedi de dentro do provador, e ele fez uma cara engraçada - Você não tem problema, pode entrar aqui.
Gays são inofensivos, podem ver mulheres com roupa de baixo sem problemas.
- Como assim não tem problema? – Ele perguntou.
- Ah, você sabe!
Então ele me ajudou com o fecho do vestido que eu queria experimentar. Acabei comprando o vestido, e depois nós fomos almoçar juntos.
- Foi muito divertido fazer compras com você, eu amei! É sério.
- Vamos fazer isso mais vezes, amei você, sua companhia.
- Você está saindo com alguém? – Eu perguntei curiosa.
Talvez pudesse arrumar um par para Gabe.
- Não, no momento não, e você?
- Bem, eu tenho namorado. É o amigo do , você deve conhecer, o . – Sorri involuntariamente ao pronunciar seu nome.
- Você namora o ? – Gabe se engasgou com seu suco.
- Ei, calma! O que houve? – Perguntei assustada com ele.
- Eu achei que você estivesse solteira, por isso eu... bem...
- Você o quê? – Perguntei confusa.
- Você não percebeu?

’s POV on

- Alô? ?
- Sou eu sim, . O que tu quer? não tá perto de mim não.
- Nossa, te amo também, hein amor.
- Tô brincando, . Não vai cortar meu café de graça, né?
- Eu nunca disse que ia te dar café de graça!
- Vou desligar, tchau.
- NÃAAAAAAAAO!
Ele riu do outro lado da linha.
- Escuta , qual é a do Gabe?
- Como assim qual é a do Gabe?
- Ele é hetero, gay ou o quê?
riu de novo.
- Ele é hetero, mas que idéia! Você acha que eu ando com gays por acaso?
- Espero TUDO de você, dude, você anda com o , você é da mesma banda que essa bicha louca. – Foi minha vez de rir, e me acompanhou.
- Você não presta, dude! Mas por que essa pergunta louca agora? O que está acontecendo?
- A ! Ela acha que o Gabe é gay e até foram fazer compras juntos.
- Ele não é gay! Só exagera demais com isso de moda, mas ele não é gay. É como dizem por aí, metrosexual.
- Ah, não fala nada pra , deixa ela descobrir, pra não julgar mais as pessoas pela aparência.
- Você é uma menina má, .
- Minha obrigação de melhor amiga, estou ajudando!
- Seeeei.
- Cala a boca, . – Eu ri – Obrigada pela informação, preciso desligar agora.
- Ok, beijos sua chata.
- Beijos, mais chato ainda.
Vamos ver como a dona se sai dessa.

’s POV off

- Percebi o quê, Gabe? – Falei, antes de dar a última garfada no meu almoço.
- Meu interesse em você.
- Em mim? – Eu comecei a rir.
- Qual a graça?
- Você está brincando, não está?
- Eu pareço estar brincando? – Ele me olhou de um jeito sério.
É, não parecia estar brincando.
- Mas você não é gay?
Ou ele era Bi?
- GAY? Quem te disse isso?
- Ué... ninguém.
- Eu pareço gay?
- Espera, você não é gay? É que você...
- É que eu entendo de moda mais do que muita mulher e não ando com uma bola de futebol embaixo do braço, é isso né?
- Gabe, é que... Oh, me desculpe. Eu nem sei o que falar, eu sou uma tonta mesmo.
- Eu não pareço gay.
Agora parecia mais ainda dando chilique. Ok....
- Me desculpe,eu não sabia.
- Eu estava tentando me aproximar de você.
- Mas eu tenho namorado.
- Eu não sabia disso, muito menos que era o !
- Ok, toda essa situação é constrangedora, você estava afim de mim, que sou namorada do , que você conhece; e eu achava que você era gay.
- Não só conheço o , somos amigos.
- Ai meu Deus.
- Que foi?
- Como assim que foi? Você me viu de lingerie! Como vou explicar isso pro ?
- Não, não fala nada. Ele me mataria!
- Antes você do que eu.
- Por favor, , não fala nada.
- Eu não vou mentir pro meu namorado outra vez. Escuta, vou explicar tudo pra ele e ele vai entender.
Eu espero.
- Ele vai querer arrancar meu fígado.
- Aí paciência, né dude.
- ... por favor.
- Relaxa.

Capítulo 17 – The devil wears Dior.

Depois da confusão constrangedora com Gabe, liguei para a fim de contar o que aconteceu, e fiquei surpresa quando ela soltou um: Ah, eu já sabia, liguei pro e perguntei.
Que safada essa minha amiga, me deixou pagar esse mico.
Que lição aprendemos hoje, crianças? Que não se deve julgar as pessoas pela aparência, por mais que pareçam gays. Sempre dizem que garotos bonitos são chatos, e legais são feios; bonitos e legais, são gays. Gabe era super legal e também muito lindo...
Sério, parei com isso.
Acho melhor não voltar a sair com ele, já que ele disse que tinha certo interesse em mim. Tudo o que eu menos quero agora é brigar com o . Falando nele, quando eu cheguei em casa ele já estava dormindo, devia estar realmente muito cansado, porque ele nunca dorme antes de falar comigo e também nem era tão tarde assim, não era tarde. Achei melhor que ele estivesse dormindo, assim não teria que contar sobre Gabe, deixa pra depois....

- ..? – Ele acordou assim que eu saí do banheiro de camisola.
- Oi. Fiz muito barulho? Desculpa, não queria te acordar. – Peguei meu livro, que estava em cima da gaveta. Ia ler antes de dormir. Tenho cultura HAHA.
- Não, não fez barulho. – Ele me olhou com a cara mais sonolenta do mundo, seus fios de cabelo estavam completamente desgrenhados – Onde você estava?
Fiquei em silêncio por um tempo, pensando em alguma mentira, mas acabei achando melhor falar a verdade.
- Com o Gabe. – Me sentei na cama ao lado de , que deitou no meu colo.
- Com o Gabe? – Ele perguntou em um tom tranquilo.
- É, você não vai acreditar... – ri para disfaçar o nervosismo – Eu achei que ele era gay, nós fizemos compras juntos, fizemos um programa de meninas, e eleatémeajudoucomofechodomeuvestido.
- O quê? Não entendi nada, . – riu – Você achou que o Gabe fosse gay e o quê?
- Ele... É... Ele me viu.
- Hm, ele te viu...?
- De lingerie.
- Como é que é? – levantou do meu colo e me olhou sério.
- Mas não foi intencionalmente, eu achei que ele fosse gay, então achei que não teria problema. Não foi de maldade, .
- Ele viu minha namorada de lingerie!
- Não foi por querer. Eu não sabia que ele era hetero!
- E por que ele não recusou? Por que ele não te disse que não era gay?
- Ele não sabia que eu achava que ele era gay, foi isso...
- Ah tá, não seja ingênua, . Ele queria te ver de roupa intima, é claro.
- , foi tudo um mal entendido... Ele nem sabia que eu era sua namorada, fica calmo, relaxa. – Eu dei um selinho nele.
- Ele é meu amigo... Assim como o ...
- , não começa! Escuta, o Gabe não sabia de nada, não sabia do nosso namoro, eu não sabia que ele não era gay, foi tudo um grande mal entendido. Não faz drama, eu não quero brigar com você, por isso estou te contando o que houve. Não quero te esconder nada, e também não quero que arrume confusão com o pobre Gabe, porque ele está morrendo de medo de levar uma surra sua!
- Não me peça pra ficar quieto, vou falar com ele...
- Não vai não, não vai arrumar confusão. Eu estou te contando e esclarecendo tudo. Pelo amor, ele quase mijou nas calças de tanto medo de você, !
- Isso é verdade? – riu. Ele riu, isso era bom!
- É! Ele deve estar em casa encolhido na cama agora de tanto medo.
- Ah, aquela bicha, sempre medroso mesmo.
- Então não vai matá-lo? Está tudo entendido?
- Está! Só porque você está pedindo, só porque você me contou tudo.
- Obrigada. – Eu sorri aliviada.
- Agora vem cá – colocou a mão na minha nuca e me puxou pra mais perto, me causando arrepios – Quero um beijo por ter sido um bom namorado.
Grudei nossos lábios e senti uma onda de calor, ao encostar meus lábios nos de senti como se tudo na vida fosse mais fácil, como se tudo fosse melhor. Não havia problema, não havia tristeza nem nada que pudesse me preocupar, não havia nada disso mesmo.
- Bem, agora chega, eu quero ler. – Parei o beijo e ele me deu inúmeros selinhos.
- Vai ler o quê? – Ele deitou no meu colo de novo, como se pedisse carinho, e eu lhe beijei a testa. Ele sorriu bobo em seguida.
- Adivinha só... Harry Potter e as relíquias da morte.
- De novo?
- É pra isso que eu tenho todos os livros, pra ler de novo e de novo e de novo.
- Esse é parte 1 ou parte 2?
- Que parte 1 e parte 2, ?
- Ué, não tem duas partes isso?
- Só o filme! Só o filme.
- Ah tá, me desculpe, eu não sei dessas coisas.
- Você é poser. – Eu ri - O filme vai estreiar daqui alguns dias, o último filme. O fim. A batalha final, bem contra o mal, o menino que sobreviveu contra aquele que não deve ser nomeado, segredos serão revelados, personagens mostrarão suas verdadeiras faces...
- Hm...
- Ai , como você é insensível.
- Que foi, amor? – Ele riu.
- Eu aqui abrindo meu coração e você com seu ‘hm’
Ele riu de novo, apenas.
- Vou ler pra você, pra você entender...
- Não não, eu já vou descer, vou lá na cozinha.
- Eu vou com você e leio.
- Não precisa não amor, sério, não precisa.
- Você não quer que eu leia, né? – Eu ri.
- Sabe que eu não sou o maior fã do Larry.
- Larry, que Larry?
- Do filme, ué.
- HARRY! Harry Potter! Meus Deus. Como meu namorado é poser.
- Harry, Larry, whatever.
(...)

Meu trabalho tem acabado comigo, Chloe demitiu sua assistente não sei por que e, desde então, eu tive que assumir o cargo - fui quase obrigada a fazer isso. Eu trabalho mais, muito mais nessa função e não ganho nem um centavo a mais por isso. São milhares de coisas pra fazer, tarefas extras, tenho que levar trabalho pra casa e não tenho mais tempo nem pra ajudar ! O que me deixa realmente chateada, eu mal tenho falado com , chego muito tarde e na maioria das vezes tenho sempre uma tarefa pra terminar. Confesso que ele tem ficado meio de lado, mas ele está entendendo, não é culpa minha, é o meu trabalho. Assim como eu entendo o dele, que às vezes faz ele ficar fora por dias, ele entende o meu...

- Pequena... você não vem dormir? – descia as escadas com cara de sono, esfregando os olhos. Ele vestia apenas sua boxer de cor azul escuro – Já passa da uma da manhã.
- Eu já estou indo, meu amor. – Me levantei do sofá, onde antes eu estava terminando um relatório e comendo biscoitos, e fui ao encontro de .
- Você disse isso tem uma hora. – Ele me abraçou pela cintura.
- É, eu sei, mas eu tenho que terminar umas coisas... – Eu disse, tentando desviar meu rosto de seus beijos, porque uma vez que ele me beijasse eu não terminaria mais nada.
- Você não tem mais tempo pra mim...
- Claro que tenho. – Eu disse, sabendo que aquilo não era verdade. Eu tinha muito trabalho agora.
- Até os meninos sentem sua falta, nunca mais saímos juntos, nunca mais fizemos nada.
Eu sabia exatamente o que ele queria dizer com essenada.
- Seja paciente, por favor. Não é culpa minha, é que...
- Eu sei, eu sei, você agora virou assistente e tem mais coisas pra fazer e eu preciso entender, porque é o seu trabalho e blá blá blá blá. Já sei, .
- Então por que não entende?
- Sinto sua falta, vem, vamos subir. – Ele deu vários beijos no meu rosto e depois desceu pro pescoço.
- Não posso. – Disse baixinho – Tenho que terminar, você está me atrapalhando.
- Estou, é? – subiu minha perna até a altura de sua cintura e apertou com força, me fazendo soltar um pequeno gemido.
- Para, , para...
- Não, não vou parar. – Ele sussurou no meu ouvido e depois começou a dar lever chupadas em meu pescoço.
- ......
- Eu quero que você chame pelo meu nome, seja uma boa garota. – Ele beijava todo o meu colo agora. Eu envolvi minhas pernas em torno de sua cintura e ele sorriu com isso.
- Não, você precisa parar com isso, agora. – Eu disse sem muita convicção.
- Tá, eu vou parar. – Ele me beijou em seguida, e eu tive certeza que ele tinha sido irônico com a frase anterior.

- ! – Eu gritei enquanto descia as escadas apressadamente, e quase caí – Por que você não me acordou? Eu estou atrasadíssima! E como eu fui parar no quarto? ! Cadê você, criatura?
- Senhor está na piscina, com o amigo . – Judith apareceu do nada, estilo mestre dos magos. Eu hein.
- Ah sim, obrigada Judith. E hm, bom dia. – Forcei um sorriso. Eu estava irritada.
Eu ia atrás de mas lembrei do relatório, o relatório! AI MEU DEUS, O RELATÓRIO! Eu não terminei. Chloe vai comer o meu fígado. Adeus, vida. Fui até a sala e procurei pelos papéis, mas não encontrei nada, não tinha nada lá.
- Judith, me socorre! – Eu a chamei quase chorando.
- O que houve, senhora ?
- Não me chame de senhora , já disse. – Eu a olhei – Nem sou tão velha assim. – Eu ri.
- Desculpe-me.
- Enfim, você viu uns papéis que estavam aqui? Era um relatório que eu estava fazendo, eu não encontro.
- Ah sim, senhor pediu para que um estagiário da gravadora terminasse seu relatório e entregasse em seu trabalho.
- Sério?
- Sim senhora.
- Senhora não!
- Senhorita?
- , somente . – Eu sorri, sem ser forçado agora.
- Ok, .
- Obrigada Judith, era só isso.
- Com licença. - Ela se retirou e eu fui atrás de na piscina.

- ! - Minha expressão era séria.
- Oi minha linda. – Ela saiu da piscina e veio me abraçar, me molhando toda – Bom dia.
- Bom dia nada, !
- Ihhhh, vem problema. – Ouvi falar e rir em seguida. Ele, que estava deitado em uma espreguiçadeira, usando um wayfarer preto, como sempre.
- Que houve, bebê? – Ele perguntou de um jeito fofo e eu quase esqueci porque estava brava, quase.
- Olha só que horas são, DEZ HORAS! DEZ DA MANHÃ! Por que você não me acordou? , a Chloe vai me matar, e tem o relatório... Hoje eu deveria chegar mais cedo.
- Não se desespere. Sabe o Johny? Ele terminou seu relatório, eu pedi. Ele veio aqui em casa, terminou e entregou na revista. Eu pedi pra ele avisar que você não ia poder trabalhar hoje.
- Você está explorando o pobre estagiário? Isso não é certo, !
- Ele concordou numa boa, e eu dei ingressos do show do MCFLY pra ele levar pra irmã dele, que é uma super fã.
- Ah, sei... Mesmo assim. Já olhei no meu celular e tem milhares de ligações da Chloe lá.
- Para de se preocupar, eu vou ligar pra ela... agora. – Ele me abraçou pela cintura e fomos andando até onde estava o telefone, ao lado de , que agora parecia dormir.
pegou o telefone e discou o número - eu não sei como ele já sabia aquele número.
- Alô? Chloe? Aqui é o do MCFLY, tudo bem?... Tudo ótimo, não não, não estou ligando pra dar nenhuma entrevista... Não não, eu sou o namorado da sua nova assistente, , e queria informar que hoje ela não poderá comparecer no trabalho... Claro, perfeitamente. Mas você entende, não entende?... É que precisamos resolver umas coisas, e eu tenho certeza que você não vai brigar com a minha querida namorada por ela faltar hoje, certo?... Ah, sabia que você era compreensiva... Claro claro, muito obrigado... Recebeu? Ah sim, então tá... Ok ok, beijos. – desligou o telefone e olhou pra mim sorrindo.
- E aí?
- Pronto, ela entendeu perfeitamente e disse que recebeu o relatório. Sou demais, pode falar.
- Claro, depois de praticamente esfregar na cara dela via telefone que era do MCFLY, uuuuuh.
- Com algumas pessoas temos que ser assim.
- Bom, de qualquer jeito, acho que você merece um obrigada.
- Tô esperando. – Ele me olhou e colocou o telefone onde estava anteriormente.
- Obrigada . – Aproximei minha boca de seu ouvido e sussurrei – Obrigada também pela noite de ontem.
Ele sorriu largamente e , que antes parecia dormir, se pronunciou.
- Não precisa falar baixo, eu já sei o que rolou ontem à noite, me conta tudo!
- ! – Eu o repreendi.
- Ele está só zoando com você, . – riu.
- E ah! Oi , bom dia, desculpe pela entrada dramática. – Eu fui até ele e lhe dei um beijo no rosto.
- Tudo bem. – Ele deu uma risadinha.
- Então, o que fazem aqui, posso saber? Não têm trabalho?
- Fooooooooolga! – e gritaram juntos, feito crianças.
- E cadê o resto? A cambada.
- está ajudando com todas as coisas da cafeteria e tal, tá dormindo até agora porque ontem ele foi pra baladinha com umas duas garotas aí... E eu estou aqui apreciando o dia com meu melhor amigo e sua linda namorada.
- Quer almoçar aqui, né? – Eu ri.
- Quero, por favor. – Ele confessou.
- Sabe que nem precisa pedir. – Eu disse.
- Oh, obrigado . Sabe, senti sua falta nos últimos dias, me disse que anda trabalhando demais...
- Pois é, tenho tarefas extras agora, eu não tenho tempo pra mais nada. Também sinto falta de sair com a galera, ir aos pubs e tudo mais.
- Nem pro namorado ela tem mais tempo, . Veja só...
- Ela finalmente enjoou de você, dude. – riu da cara do amigo.
- Isso é mentira. sabe que eu faço o que posso.
- Você tá trabalhando demais, eu já falei, ...
- Não vamos falar disso agora, por favor. Eu estou com fome.
- Vou pedir pra Judith trazer seu café da manhã aqui, tá?
- Oba! Café da manhã! – comemorou.
- Você não, você já comeu. – olhou pro amigo.
- Eram sete da manhã, ! E não seja mão de vaca, o que são alguns pães a menos na sua casa?
Eu ri mentalmente.
- Chegou aqui sete da manhã, ?
- Sim, e essa bicha do estava dormindo ainda, tive que esperar.
- Esperar comendo todo o bolo que tinha na cozinha.
- Esperar da fome!
- Ok ok, sem ressentimentos. – Eu disse, olhando para os dois – Eu vou me arrumar e volto pra tomar café.
- Se arrumar pra quê, ? Amei seu estilo pé no chão.
- Vá se ferrar, .
Fui correndo pra dentro de casa tomar um banho e trocar de roupa, coloquei uma roupa leve com biquíni por baixo, o dia estava quente. O sol resolveu dar o ar da graça na nossa querida Londres.

- Mas , eu não achei justo o Fred morrer. Com tanta gente pra JK matar, ela me mata logo o Fred!
- Eu também não gostei, achei nada a ver!
- Do que vocês estão falando? – perguntou, boiando no assunto enquanto tomava uma taça de sorvete dentro da piscina e tentava acompanhar minha conversa com .
- Harry Potter. – Eu respondi enquanto mexia no notebook, mexia no dele. Estávamos vendo alguns produtos de Harry Potter numa loja online.
- Ah não, não vou aguentar vocês dois falando disso.
- Vamos ignorar o , . – Mostrei língua pro meu namorado – Vamos falar do filme, a estréia se aproxima.
- A premiere se aproxima, !
- Ah sim, eu não vou.
- Por quê?
- Não sou famosa, não fui convidada nem nada. – Falei um pouco triste. Afinal, eu queria ir na premiere de Harry Potter.
- , você não contou pra ela? – olhou para o amigo. riu.
- Não, estava esperando mais um pouco...
- Contou o quê? Huh?
- Fala pra ela, , coitada.
- Fala logo, caramba!
- , os convites pra ir a premiere chegaram.
- Mas você é convidado, não eu.
- Ele pode levar quem ele quiser, . – me olhou.
- Séeeeeeeeeerio? – Falei, já levantando da espreguiçadeira e pulando.
- É. Toda vez que tem premiere do filme somos convidados. Mas nunca fui.
- Mas isso muda esse ano! Por favor, , você tem que ir, por favor.
- Isso é muito chato, !
- ! Eu te imploro – Fiz cara de cachorro abandonado no frio de Londres – É a última premiere, eu preciso ir, por favor.
- , para de torturar a guria! – riu.
- Se a gente não tiver nada pra fazer, vamos. Ok?
- É claro que não vamos ter nada pra fazer, é a premiere de Harry Potter! Eu vou, eu vou, eu vou! Eu vou, ! Woooooooho!
- Qual é a idade da minha namorada mesmo? – riu de mim, que agora estava pulando com .
(...)

Foi um dia muito divertido, realmente. Mas parece ter sido o último, depois não faltei mais no trabalho e segui com a minha rotina de muitas tarefas de assistente. Não é exagero eu dizer que agora eu mal tinha tempo pra comer... A Chloe não estava pegando nem um pouco leve comigo, não mesmo.

Terceira semana como escrava

- , quero meu capuccino aqui às 2 horas.
- Sim, pode deixar.
- E ligue pra minha casa, avise para a empregada preparar o jantar cedo. Não se esqueça de pegar o meu cachorro no veterinário depois do almoço. E também não esqueça do meu almoço aqui, daqui 15 minutos.
- Daqui 15 minutos é o meu horário de almoço.
- Não não, não é mais.
- E que horas eu vou almoçar?
- Isso não é problema meu. Eu trabalho pra você ou você pra mim?
(...)

Quarta semana como escrava

- Você não devia ter pego meu casaco na lavanderia ontem? Onde está?
- Não deu tempo, você me mandou fazer mil coisas.
- Você anda muito lerda, a minha antiga assistente era mais competente!
- Então por que a demitiu?
- Na verdade, ela se demitiu.
- Nem imagino o porquê. – Falei baixo. Ironia detected.
- Sem gracinhas, por favor. E vamos, estamos atrasadas... cadê meu café?
- Atrasadas pra quê?
- Tenho uma entrevista hoje, a Fashion Magazine quer fazer umas fotos comigo e fazer uma entrevista, você prescisa estar lá comigo pra me ajudar no que for preciso.

- Eu vou precisar de uma meia-calça nova. , vai comprar uma.
Ela estava abusando do direito de ser chata. Mas tudo bem, lá fui eu comprar a maldita meia-calça.
- Aqui está. – Eu entreguei para ela a tal meia-calça.
- Agora não precisa mais, fiz as fotos sem meia-calça mesmo.
As pessoas da tal revista me olhavam, algumas com dó e outras divertidas.
Isso não era legal.
- O que seria de você sem a ? - Um homem perguntou enquanto arrumava o cabelo de Chloe.
- Provavelmente, uma pessoa melhor.
Todos riram. Nem teve graça.
Chloe iniciou uma sessão de fotos e entre um intervalo e outro me mandava fazer várias coisas e gritava comigo. Ela nunca fora tão chata assim.
- Chloe, podemos conversar?
- Não, agora não. Estou no meio de uma coisa importante, e tire essa cara emburrada, está me irritando. Não está bem?
- Não, eu não estou bem! Você grita comigo e me trata como um nada, e essa nem é a minha função, eu não sou assistente.
- Olha só, não tô com tempo pra sentimentos agora, se não tá gostando, que pena.
- Ah, é uma pena mesmo, porque eu tô caindo fora, me demito.
- O quê?
- É! Me demito, assim como a , e pessoal, olha só! – Eu falei alto pra chamar atenção da produção da revista – Ela é uma péssima chefe, péssima! Acabei de me demitir, porque o diabo veste Dior!
- Você não pode! Não tem esse direito.
- Já era, querida. Já me demiti.

- Se demitiu? WHOOOOOOOA! – comemorou assim que eu dei a notícia.
- É, segui seu exemplo! Ela estava me explorando esses últimos dias, eu aguentei até onde deu, passei dos meus próprios limites de paciência.
- Isso é tão bom! Agora que você é uma desempregada e não tem mais o que fazer da vida, poderia me ajudar todos os dias aqui na cafeteria, né. As coisas andam a todo vapor, daqui duas semanas é a inauguração e aparece cada vez mais coisa pra fazer.
- Obrigada por expor minha situação de um jeito bem delicado. – Sorri sem mostrar os dentes pra ela.
- De nada, estamos aê, . – Ela riu da minha cara.
- Mas vou te ajudar sim, eu estava mesmo querendo tempo pra poder te ajudar. Mas olha aqui, se tentar me explorar igual a Chloe vai rolar fight, em você eu bato, hein.
- Ah tá bom, quem vê pensa, né dona ? – fez uma cara engraçada pra mim e eu comecei a rir.
- Oi, meninas da minha vida. – apareceu com a trupe toda: , e .
- , o que tá fazendo aqui? – me abraçou – Não deveria estar no trabalho?
- Ela pediu demissão. – bateu palmas - E o que vocês estão fazendo aqui?
- Demissão? Isso é sério? Não posso negar que estou feliz por isso. – ignorou a pergunta de .
- É super sério, a Chloe estava gritando comigo e me maltratanto, parecia até uma cena de “O diabo veste Prada”.
- Ah, tadinha da minha namorada. – beijou meus lábios.
- Eca. – Disse .
- Cala a boca, . – mandou.
- Olha a baixaria no meu estabelecimento! – riu – Bom, já que estão todos aqui, vamos pegando vassouras, desinfetantes...
- Pra quê?
- Ué, aqui precisa de uma limpeza.
- Você não contratou gente pra fazer isso? – perguntou.
- Sim, mas é que vocês farão isso de graça e vai ser muito mais divertido.
- De graça? Ah tá. – olhou para .
- Eu sou uma estrela do rock britânico, não vou trabalhar. – fez uma cara de metido.
- Ah é? Vamos ver então, estrela de rock... , me dá esse balde aí perto de você. – pediu.
- Toma, mas tem água aí.
- Beleza. – Ela pegou o balde com cuidado – Que tal um banho, estrela do rock? – jogou toda a água do balde em , e nós todos começamos a rir.
- Vocês estão rindo de quê? – agora parecia um gato depois do banho, eles ficam murchos.
Logo pegou outro balde com água que tinha ali e jogou em ,e começou uma pequena guerrinha de água dentro da futura cafeteria, imagina o caos.

- Estou ensopado. – tirou a camiseta, e eu prefiro não fazer comentários sobre a visão que me foi proporcionada. Just saying.
- , eu vejo o sutiã da sua namorada, oh! – riu e mandou o dedo do meio pra ele.
- Quer apanhar, ?
- É, quer apanhar, ? – perguntou, e logo em seguida bateu com a camiseta de em .
- Quero ver como vou pra casa toda molhada desse jeito! – Eu disse.
- Quem disse que vão pra casa? Vão me ajudar na faxina.
- , você é muito chata, na boa!
- Eu sei, , eu sei. Agora vamos ao trabalho.
realmente fez todo mundo limpar tudo, fazer uma faxina. Levamos vários tombos no chão molhado e escorregadio, mas acabou sendo bastante divertido. Confesso.
No dia seguinte eu acordei mal, estava com um mal estar terrível e minha cabeça latejava um pouco...
Olhei pro lado e não vi dormindo, o relógio marcava 06:35 am. Levantei da cama sem nem saber por que, já que aparentemente não tinha vontade de fazer isso, só de deitar e dormir por mais bastante tempo. Ouvi alguém cantando Do Ya no banheiro e sorri involuntariamente, sabia que era . Abri a porta do banheiro bem devagar e ele nem percebeu. fazia a barba e cantarolava.
- Do ya do ya do ya love me?
- Do you need a little time? – Cantarolei em seguida e abracei por trás.
- Olha só, ela sabe alguma música do MCFLY. – Ele terminou de passar sua loção pós barba e me deu um beijo de bom dia.
- Do ya do ya do ya want me, oh, to hold you when you cry?
- Oh, será que estou dormindo com uma fã de MCFLY agora? – Ele acariciou meu cabelo.
- Para de zoar, eu gosto das músicas da banda.
- Ah gosta, você é uma super fã né.
- Claro! Amo McFLY, ai, casa comigo.
- , como você é poser.
Nós rimos e ele me deu um beijo, e depois outro e mais outro.
- Para, você me chamou de poser. – Eu puxei seu lábio inferior.
- Minha poser favorita. – me colocou sentada em cima da pia – Te amo, tá bom?
- Eu também te amo. – Passei minhas mãos por seu peito – Não vai trabalhar hoje, fica em casa.
- Não posso, tem reunião com o Fletch. – depositou um beijo no meu pescoço.
- Eu não tô me sentindo bem hoje, quero ficar com você. – Envolvi meus braços em volta do pescoço de e beijei seus olhos, sabia que ele gostava disso.
- Não adianta beijar meus olhos, senhorita , eu não posso faltar na reunião. Mas podemos almoçar juntos, o que acha?
- Comida italiana?
- Yep.
- Então tá bom. – grudou seu lábio quente e macio no meu por alguns segundos.
- Agora preciso me arrumar. Vem. – Ele me desceu da pia e saímos do banheiro.
Alguns minutos depois e já estava completamente lindo pra sair e me deixar forever alone em casa.

- Meu vans preto sumiu, não tá em lugar nenhum. – reclamava.
- Tá na casa do , ele pegou emprestado.
- Por que ele pegou emprestado? Nós nem calçamos o mesmo número.
- Eu não sei, , coisas de ...
- Whatever, vou recorrer ao meu velho e bom all star.
- Faça isso, se arrume, fique lindo e me deixe sozinha em casa... Talvez eu compre um cachorro pra me fazer companhia. – Eu andei até o closet onde ele pegava seu all star preto. Fiz minha melhor cara de criança carente, talvez funcionasse.
- Não faz assim, . Eu realmente preciso ir, quando eu posso eu fico todo tempo do mundo com você, você sabe.
- Tá bom, tá bom, eu me rendo. Se arruma todo pro Fletch então.
riu, pegou seu all star e o calçou em seguida, rapidamente.
- Preciso ir, nem vou tomar café, mas a senhorita trate de comer direito, hein. – Ele beijou minha testa – Durma mais um pouco, ainda é cedo.
- É, vou dormir nesta enorme cama, sozinha, sem ninguém pra me abraçar, oh que vida. - Dramatizei.
- Como a minha namorada está carente hoje. – Ele sorriu pra mim – Até a hora do almoço, minha pequena, se cuida.
- Vai com Deus e tenha uma boa reunião. – Eu dei um selinho nele e voltei pra cama, iria mesmo dormir mais um pouco. saiu do quarto e poucos minutos depois eu já havia pego no sono.

- ACORDA ACORDA! – Ouvi uma voz invadir o quarto por completo, e a claridade veio junto com essa voz.
. Só poderia ser ela, quem mais faz isso comigo?!
- Vamos , só porque pediu demissão quer ficar morgando na cama enorme do seu namorado? Eu hein, levanta pra viver, gatinha. – Ela começou a bater a colher em uma panela. WTF?
- What the hell is wrong with you? – Eu resmunguei, e ela puxou o cobertor de mim. - São nove e meia da manhã, amiga linda, vamos trabalhar.
Me sentei na cama, prendi meu cabelo e finalmente abri os olhos – é, eu não tinha aberto ainda!
- Pelo amor de Deus, feche essas cortinas. – Cobri meu rosto com as mãos.
- Para de moleza, vai me ajudar hoje com umas coisas da cafeteria.
- Sabe que eu AMO te ajudar, mas hoje não vai rolar. Estou morrendo de dor de cabeça, só tenho vontade de ficar deitada, também me sinto... fraca, sei lá.
- Está grávida!
- Eu hein, que grávida o que, até parece que eu quero filho nesse momento da minha vida.
- Isso que você tem é falta de banho! Anda, levanta. – Ela começou a me puxar pra fora da cama. Sem brincadeira, ela me puxou pelo braço.
- Cara, qual o seu problema? Como consegue ter toda essa energia essa hora da manhã?
- Eu tomo banho.
- Vai pra merda, . – Ri fracamente. Eu estava com preguiça até para rir.
Depois que eu quase caí no chão, ela conseguiu me tirar da cama e me fazer ficar de pé, me jogou dentro do banheiro e disse que só era pra eu sair de lá depois de tomar banho. Amiga mais folgada que essa não tem.

- Estou pronta! Podemos ir sei lá pra onde.
- Você não vai tomar café? – perguntou.
- Não, eu como depois...
- Eu quero comer as panquecas da Judith.
- Nada disso. Você veio até aqui, me tirou da cama, fez eu me arrumar porque você ia me levar pra rua, então agora vamos sair logo antes que eu mude de idéia.
- Hm, like a boss. – Ela gargalhou e nós saímos do quarto.
Apenas peguei um pedacinho de bolo e saí comendo. Fomos para a cafeteria de , no carro dela.

Passei boa parte do tempo não me sentindo muito bem. De vez em quando ficava tonta e minha barriga doía estranhamente, eu não sabia o que estava sentindo.
Até que senti tudo ficar preto. Lembro que, antes disso, me mandou pegar uns papeis pra ela, mas antes que eu o fizesse senti tudo girar, e então eu desmaiei.

- , ! – Ouvi me chamando, sua voz estava muito distante – Acorda, minha melhor amiga!
Aos poucos fui recobrando a consciência. Abri os olhos e várias pessoas estavam ao meu redor, os funcionários de e ela.
- Estou ótima. – Forcei um sorriso, e então me ajudaram a levantar.
- O que você tem? O que houve? Tragam água pra ela, agora! – estava nervosa.
- Calma! Foi só uma tontura.
- Vamos pro hospital agora.
- Não é pra tanto.
- Claro que é, você desmaiou! Não é como respirar.
- Oi?
- Vamos pro hospital.
Uma menina me trouxe um copo com água e me fez beber tudo. me levou pro hospital e eu fui obrigada a fazer alguns exames pra saber como estava minha saúde. Não demorou muito, e também não tinha nada de muito errado comigo, o meu problema era uma coisa simples: falta de comida.
É, eu andei comendo pouco, quase nada, e isso deixa as pessoas fracas. O médico me passou alguns remédios, ele disse que eu precisava de vitaminas e uma alimentação decente. Eu tenho uma alimentação muito decente, ok? Vai dizer que pizza não é decente?! Talvez esse médico precise rever o que é decente.
parecia minha mãe, concordando com o médico e me dando bronca. Depois ela me levou pra casa e ligou para avisando o que aconteceu. Ele chegou em casa em poucos minutos, super preocupado.

- Não foi nada de mais, eu já disse.
- Mentira , ela anda sem comer! Precisa se alimentar direito ou vai morrer. – disse, e olhou assustado pra ela.
- Só estou colocando de um jeito para que ela entenda, ué.
- Foi quando ela virou assistente, desde então não come direito, não se cuida.
- Eu tinha muito trabalho, muito mesmo, não dava pra parar pra comer.
- , a sua saúde vem em primeiro lugar. – me olhou.
- Eu sei, mas não achei que fosse acontecer algo assim.
- É, nunca achamos que vai acontecer até que acontece!
- Tá tudo certo agora, gente!
- É, eu espero! , fica de olho nessa guria, manda ela comer.
- Eu vou cuidar dela, e ela vai comer apenas coisas saudáveis por um bom tempo.
- Que bom! Toma. – tirou da bolsa um papel e entregou para – É a dieta dela, com coisa saudáveis.
- Fala sério!
- Shhhhhh!
Os dois mandaram eu ficar quieta. Pareciam meus pais.

Capítulo 18 – The proposal.

Depois de sofrer por um longo tempo sendo obrigada por a comer apenas coisas ‘saudáveis’ e ter no meu pé fazendo a supervisão, finalmente eles me deixaram voltar a comer comida de gente, mas ‘sem exageros’.
Palavras de .
Mas eu não estava dando a mínima pra isso nesse dia, não mesmo. Algo de mais importante estava pra acontecer: Pré-estréia de Harry Potter 7.2
Eu, e fomos juntos pra premiere, , e foram depois e nos encontramos lá.

- Eu não acredito, não mesmo! Eu estou muito feliz de estar aqui.
- É incrível, não é? Eu poderia ter vindo de cosplay do Harry! – Disse , me fazendo rir.
- O que tem eu? – Harry perguntou.
- Não você! Harry Potter!
- Eu só espero que nenhum repórter venha me perguntar algo sobre o filme. – falou, olhando para os lados, procurando algum repórter, talvez.
- E eu, por isso vou ficar bem quietinho. – comentou.
- Vocês não sabem de nada, hein, até eu sei mais sobre o filme que vocês. – olhou para e – Não sou nenhuma fã, mas já vi os filmes, e a já me contou o que acontece no último livro.
- O Harry morre, todo mundo sabe, . – falou, e nós rimos da cara dele.
- É dude, eu realmente espero que nenhum repórter te pergunte nada. – ria ainda.
- Meu Deus! Aquela não é Helena Bonham Carter?! Eu preciso falar com ela, , eu amo essa mulher! Ela é uma diva! – Eu surtei.
- Vamos lá, e depois vamos falar com os gêmeos Phelps, eles são super legais.
era o amigo das estrelas HAHAHA. Eu e ele saímos para falar com alguns atores e deixamos os outros da turma lá parados com cara de bobos.
A premiere foi incrível, pena que foi a última. Eu chorei horrores junto com na hora do discurso da JK, sério. Você não vai entender se não gostar realmente desta incrível história do menino Potter.
Eu consegui uma foto com Ralph Fiennes! Você não tem noção do quanto isso é incrível. Bem, e também foi ótimo poder assistir o filme antes de todos, foi realmente incrível, parecia um sonho. No final de tudo, quando estávamos indo embora, um repórter pediu pra falar com os guys, era ao vivo. Eu e ficamos apenas observando os mcguys, e eu ri mentalmente da cara de desespero do , que não falava nada, apenas sorria e concordava com o que e falavam. Foi uma coisa muito engraçada, muito mesmo. O repórter apontou o microfone pra ele no fim, ele soltou:
- Yeah, mal posso esperar pela premiere da continuação ano que vem.
Pra ficar melhor, o acompanhou.
- O beijo do Harry e da Hermione vai ser lindo.
e bateram com a mão nas próprias testas, enquanto eu e ríamos muito.
O repórter encerrou a reportagem e até o cinegrafista ria dos meninos.

- Era melhor vocês terem ficado quietos, quanta besteira numa só frase, !
- Qual é, ! Não são duas partes?
- Essa foi a última premiere, seu idiota. – riu.
- Pelo menos eu falei algo de bom.
- Claro , a Mione termina com o Potter, claro claro.
- Vocês me envergonham. – balançou a cabeça negativamente.
- Esse filme é muito complexo. – reclamou.
- Continuo achando o tal Potter um intrometido.
- Chega de tanta besteira! – Disse – Que tal fazer uma maratona Harry Potter pra esse dois entenderem as coisas?
- Eu concordo. – Eu disse.
- E pedimos pizza. – sugeriu.
- E pipoca. – se animou por completo.
- Nossa opinião não conta? – perguntou.
- Não! Poser não tem vez. – Eu disse.
Estávamos na casa de , fomos pra lá depois da premiere e resolvemos fazer uma bagunça lá mesmo.
- Eu vou pedir as pizzas. – falou – Vou pedir cinco!
- É muita coisa! – Eu disse.
- É pouco, isso sim.
(...)

‘’4 dias para a inauguração da Photograph e Coffee’’
Foi o que postou em seu facebook.

- , eu estou muito nervosa, acho que vai dar tudo errado!
- Calma , fica calma. Você está preparando isso com tanto cuidado, vai sair tudo perfeito. – Eu falava com ao telefone.
- Falta muita coisa ainda.
- Não falta nada, para de ser paranóica.
- , eu vou chorar.
- chorando? Não acredito! Isso é quase como nevar no Brasil!
- Eu estou nervosa! Isso é muito importante pra mim, se eu falhar...
- Ei! Pare, tudo vai dar certo, confia. Amanhã nós vamos ver o que falta e terminar, já estão todos avisados da inauguração.
- Será que vem alguém?
- ! Você conhece muita gente influente, imprenssa e essa coisa toda. E os meninos vão, isso vai ser ótimo!
- Pois é, vou pegar uma carona na fama deles. – Ela riu, finalmente mais relaxada.
- Yep! A inauguração da Photograph e Coffe vai ser um arraso. – Senti um arrepio percorrer por todo meu corpo, era beijando meu pescoço – Agora eu preciso desligar, te ligo depois, ok?
- Ok, beijos.
- Beijos, te amo e não fique nervosa.
- Te amo também. Obrigada.
Desliguei o telefone e me virei de frente para .
- Cheguei. – Ele sorriu e me dei um longo beijo em seguida – Quem era? – Ele finalizou o beijo e eu sentia minha boca inchada.
- . Ela está muito nervosa por causa da inauguração e tudo mais.
- Ah! Eu tenho certeza que tudo vai sair perfeitamente bem, ela está empenhada nisso, e tem você a ajudando. – Ele sorriu pra mim de forma carinhosa.
- Ela precisa ficar calma.
- Daqui a pouco você liga pra ela e a acalma, já vai se livrar de mim.
- Quem disse que eu quero me livrar de você?
- Sabia que não. – Ele falou de um jeito convencido.
- Convencido. – Eu fiquei na ponta do pé e selei nossos lábios, em seguida colocou uma mão em minha cintura e a outra em minha nuca. Ele acariciou minha cintura com uma mão e com a outra puxou meus cabelos de leve, foi me guiando até o sofá de couro que havia na sala tv e eu sabia onde aquilo ia parar. Continuamos nos beijando sem nenhuma preocupação, paramos apenas pra tirar nossas blusas. apertava minha perna por baixo da saia. Eu já estava ficando com calor.

- Não é melhor trancar a porta ?
- Relaxa , ninguém vai entrar aqui. – Ele tirou minha saia e eu tirei sua bermuda em seguida.
- Seria constrangedor. – Eu dei uma risadinha e voltamos a nos beijar.
acariciou meus seios por cima do sutiã e começou a descer os beijos, beijou meu queixo, meu pescoço e deu inúmeros chupões nessa região; e continuou descendo com beijos até a minha barriga, senti um arrepio total e isso era realmente muito bom.
Poderíamos ficar assim por horas, apenas nós dois nesse momento de prazer, eu juro que não me importaria.
Os dias passaram voando, foi realmente tudo muito rápido. Piscamos e logo chegou o dia da inauguração da cafeteria de . Eu nem preciso dizer como ela estava, né? Estava louca e deixando todos loucos também, principalmente , coitado.

- Meu Deus! Isso não é aí, Jared! E Allyson, tire essa mesa do meio do caminho, está errado! Meu Deus, está tudo fora de controle. – surtava.
Era essa a cena: minha amiga gritando com seus funcionários que, segundo ela, não estavam fazendo tudo como devia ser. Assim que entrei na cafeteria, só ouvi gritos.
- Booooooom dia! – Coloquei minha bolsa em cima de alguma mesa e fui dar um abraço em minha amiga – Como está? Preparada?
- Bom dia, ! Estou uma pilha, não consigo nem comer, não consigo fazer nada, mal dormi.
- O que é que falta pra ficar tudo pronto?
- Precisamos apenas arrumar aqui, fazer o básico da arrumação. A limpeza já foi feita ontem e tudo mais. Mas também preciso terminar de organizar as fotos, algumas... são tantas!
- Eu te ajudo! Vai ser legal... e, ah! Por que as paredes estão foradas com esse pano preto? – Perguntei confusa.
- É uma surpresa, ninguém pode ver, nem o viu. – Ela sorriu marota.
- Deixa eu dar só uma espiadinha, .
- Isso aqui não é Big Brother não, . – Ela balançou a cabeça negativamente e riu – Vem, vamos pro escritório, as fotos estão lá. – Subimos pro segundo andar da cafeteria, onde se encontrava o escritório. As coisas estavam chiques demais, dude!
ainda inventou de tirar mais fotos, fotos comigo, fotos minhas... e depois deixou que eu tirasse fotos só dela também. Foi divertido, mas teria que correr bastante pra que todas as fotos pudessem ser usadas.
Durante toda a manhã eu ajudei com as fotos e tudo ralacionado à cafeteria, só paramos na hora do almoço. Eu estava louca pra comer, mas não conseguiu comer muito, alegando muito nervosismo. Às três e quinze da tarde todas as fotografias estavam prontas, do jeito que queria: havia telas com fotos espalhadas por todo o local, estava lindo, mal podia esperar pra ver tudo à noite, tudo definitivamente pronto. me expulsou da cafeteria dizendo que eu não poderia ver mais nada, teria que esperar como todos os outros, o que achei muito injusto, mas acabei concordando.
Fui pra casa e, quando cheguei lá, encontrei a maior bagunça do mundo...

- Porra ! Joga direito. – gritava com o amigo. Ele e estavam jogando vídeo game sentados no chão da sala de tv, enquanto estava largado no sofá falando com o notebook (sim, ele é louco), e estava ao seu lado comendo uns doces e fazendo umas caretas. Também tinha algumas latinhas de cerveja na mesinha.
- O meu nariz tá coçando, dude. – fazia uma careta, provavelmente tentando fazer a coceira passar (?).
- Se concentra cara, coceira no nariz é para os fracos!
- Obrigada, muito obrigada.
- Vocês são lindas, todas vocês.
- e não podem falar agora.
e malucos continuavam falando com o notebook, eu estava ficando assustada já.
- Hello boys. – Saudei – Festa boa aqui, hein.
- Oi amor. – falou, sem tirar os olhos da tv.
- GANHEI GANHEI GANHEI! TOMA TOMA! – levantou do chão e começou fazer uma dancinha estranha.
- Olhem quem chegou aqui, a . – virou o notebook em minha direção e então eu percebi, ele e estavam fazendo um chat para as fãs – Diga ‘oi’, .
- Oi, gente. – Acenei meio tímida. Era melhor não falar muita coisa, sabe como é, as fãs podem querer me matar. Eu hein.
- Eu ganhei, eu ganhei. perdedor! – foi pra frente do notebook e começou a gritar estranhamente zoando , eu ri mentalmente.
- Eu deixei você ganhar, seu idiota. – veio até mim e me deu um selinho.
- Agora você vem me dar atenção, né, cheguei e você nem olhou pra minha cara. – Fingi estar brava.
- Você não pode competir comigo, . – piscou.
- Com o vídeo game, não com você, ! – disse.
- Bom, que seja. Eu vou subir e começar a me arrumar pra inauguração da cafeteria da minha melhor amiga.
- Mas ainda é cedo. – Disse .
- Eu preciso preparar um monte de coisas, isso demora.
- Hm, fico pronto em cinco minutos. – Ele voltou a comer seus doces.
- E, ah! O que vocês estão fazendo aqui? Vocês estão me saindo belos vagabundos, não fazem mais nada. – Eu zoei.
- Que calúnia! Somos os mais trabalhadores de todo o Reino Unido. – falou e eu ri loucamente.
- Vocês vivem de folga.
- Uma vez na vida e outra na morte. E nós merecemos um descanso, Fletch arranca nosso lindo couro britânico todo santo dia, ninguém aguenta sem uma pausa, né.
- Certo, . Certo. – Eu ri.
- Hoje ele nos liberou mais cedo por causa da inauguração da cafeteria, só por isso. Porque ele gosta muito da . – comentou.
- Todos amam a minha amiga linda.
- Eu estou curioso pra ver como está a cafeteria, não me deixou ver mais nada. – falou, animado.
- Ela me expulsou de lá depois que a ajudei com as fotografias, não pude ver tudo definitivamente pronto. – Fingi uma carinha triste – Enfim, vou subir, continuem com a festa de machos de vocês.
- Isso, só machos aqui, se manda . Esse é o clube do .
- Clube do por quê, se a casa é minha?
- Porque você não pode ter um clube, , eu sou o líder de todos os clubes desde pequeno.
- Mas a casa é minha e você não é mais pequeno.
- Já tem um clube, você não pode mudar, é o clube do .
- Agora vai ter o clube do ! E eu estou saindo do clube do então.
- Você nunca esteve no clube do .
- Eu não queria mesmo, o clube do é muito melhor.
A cena era muito engraçada! Dois homens ‘discutindo’ feito criancinhas, pegou o notebook e fez com que todos vissem pela webcam a briguinha dos dois, era realmente muito engraçado. Eu deixei eles sozinhos e subi pro quarto pra começar a me arrumar, mesmo que ainda faltasse um pouco pra dar oito horas da noite. Mas não importa, eu chegaria mais cedo que os outros lá mesmo.
Demorei horrores pra escolher uma uma roupa, acabei optando por um vestido preto que comprei há pouco tempo. Quando terminei a maquiagem, me olhei no espelho e me senti satisfeita com o que vi. entrou no quarto e se jogou na cama, ficou me observando dar os toques finais no meu cabelo, que estava meio preso de lado, e alguns fios soltos... despojado.

- Você não vai se arrumar? – Falei, depois de passar mais gloss.
- Já vou tomar banho. Você está linda, incrivelmente linda. – sorriu pra mim.
- Obrigada. – Eu sorri de volta – Onde estão os meninos?
- Foram pra casa se arrumar, mas o ficou, ele vai com a gente.
- Hm.
- já te ligou?
- Ainda não, estou até estranhando.
- O está nervoso, ele treme. – se levantou da cama e rumou pro banheiro.
- É normal. – Eu ri também – Ele quer que tudo saia certo. – Fui até banheiro pegar meu perfume favorito, Yves Saint Laurent. Enquanto eu procurava por meu perfume entre as milhares coisas de em cima da pia, ele tirava a camiseta. Olhei pelo canto do olho, disfarçando. Logo depois ele tirou toda a roupa e eu esqueci até o que estava procurando, esqueci até meu nome. Quem sou eu?
Observei sua barriga bem definida, suas entradinhas tão bem desenhadas que levavam ao caminho da felicidade, HAHAHA. Ok, melhor eu parar.
- Eu sei que você está me secando, . – Ele riu e logo depois entrou no box – Quer tomar banho comigo? – Ele deu um sorriso sapeca.
- Não, eu já tomei banho. E eu não estava te secando. – menti.
- Tá, vou fingir que acredito. - Ele começou a lavar o cabelo e eu saí do banheiro sem nem mesmo pegar o perfume, ou eu acabaria mesmo tomando banho com ele.
Tão fraca, tão vulnerável ao efeito .

- ! Você chegou! – me recepcionou animada assim que coloquei os pés na cafeteria junto com e . Logo depois ela falou com seu namorado e também cumprimentou . Eu fiquei parada,olhando encantada para o local, estava realmente muito lindo.
- Tudo certo, amor? – perguntou.
- Até agora sim, mas continuo nervosa. As pessoas estão chegando e parecem gostar. – Ela sorriu e a abraçou.
- Está tudo muito lindo, . – falou enquanto observava todo o lugar.
- Venham, vou mostrar o resto pra vocês, isso é só uma pequena parte. – Ela se virou para falar com uma menina – Lizzie, receba as pessoas que chegarem enquanto eu mostro tudo para os meus amigos, ok?
A menina concordou e foi nos guiando pela cafeteria.
Era tudo perfeito, as paredes que mais cedo estavam cobertas por um pano agora estavam descobertas, revelando fotografias por toda a extensão da parede. Eram muitas fotos, fotos em preto e branco que dava todo um efeito super legal, e fotos com cores bastante vivas. Era incrível, a minha amiga realmente sabe o que faz, e faz muito bem. Havia algumas fotos no teto também, eram fotos de doces, vários cupcakes fofos e essas coisas, fotos de ursinhos, era fofo. Continuamos andando até o fim da cafeteria, onde tinha uma enorme porta de vidro que nos permitia ver a rua: um parque, pra ser mais exata. Essa porta nos levava a uma varanda, não muito grande e nem muito pequena, onde tinha algumas mesinhas com cadeiras e um sofá que parecia confortável, e uma mesinha bem na frente desse sofá. Dali era possível observar todo o verde do lindo parque, e também tinha um daqueles negócios que quando o vento bate faz um barulho super agradável, sabe? Bem, eu não sei qual o nome daquilo, mas sei que o barulho que faz é extremamente relaxante.
- E aê, o que acharam? – Ela perguntou, olhando pra nós.
- Me sinto no we heart it. – Eu disse – Está incrível, amiga. Fez um ótimo trabalho.
- Eu tive sua ajuda.
- Minha ajuda não adiantaria de nada se você não tivesse o talento que tem com a fotografia.
- Minha namorada é incrível. – deu um selinho em .
- Quero saber onde estão fotos minhas, isso sim vai deixar tudo bem lindo. – riu para .
- Eu coloquei fotos suas por todo o canto, .
- Viu, sei que minha beleza te encanta.
- Não, é porque tinha muitos mosquitos. – fez uma cara engraçada e nós rimos, menos .
- Muito engraçadinha, muito, só não vou te zoar porque hoje é um dia especial, você merece os meus parabéns, isso sim. Está tudo ótimo. – Ele sorriu.
- Obrigada, bobão.
- , a tá me chamando de bobão. – fingiu reclamar comigo.
- E a mentira, tá onde?
Eu disse, e começou a rir da cara de . Logo os dois começaram a conversar e eu fui observar mais as fotos, eram muitas, enquanto que foi receber as pessoas que chegavam a todo momento. Havia fotógrafos, gente importante e essas coisas, afinal, minha melhor amiga era uma das fotógrafas mais famosas de Londres, uma das melhores!
Olhei para as fotos na parede, muitas fotos de nós duas juntas, fotos dela com o Fletch, ela e o . Eu ri de uma foto que ela e estavam juntos na cozinha, parecia ser a casa dele, ela fazendo uma careta e com uma panela na cabeça, os dois estavam lindos. Vi uma foto minha com , eu apertava suas bochechas, e tinha uma foto onde eu estava sentada ao lado de , no jardim da casa de : eu mexia no notebook e fazia o mesmo com o seu, ao meu lado. Tinha foto de todos juntos, tinha foto de desconhecidos, fotos dos meninos se apresentando, umas fotos sem sentido algum, bem, pelo menos pra mim. Era muita foto, e aquilo era extremamente lindo - tinha foto de até dois metros de altura, wow! Eram vários tamanhos. Lindo!
As mesinhas espalhadas pela cafeteria tinham um ar tão cool, tudo era legal, até o balcão, tudo tudo tudo.
- ? – Ouvi uma voz desconhecida perto de mim e me virei pra ver quem era.
- Sim, eu mesma. – Eu sorri e não acreditei no que vi. Ou melhor, não acreditei em quem vi.
- Olá, eu sou o... - Não deixei que ele terminasse, sabia quem ele era.
- Você é o Peter Settle, editor-chefe do The New York. – Sorri largamente. Aquele cara era incrível, quem me dera ser como ele. Ele trabalha no The New York! Um jornal super importante de NY. Por falar nisso, o que ele faz aqui?
- Oh, vejo que já me conhece. – Ele riu – E é um prazer conhecer você.
Nós apertamos as mãos.
- Todo mundo conhece você, mas como você me conhece?
- Bem, eu ouvi falar de você. Muitas pessoas têm falado de você, já que é uma jornalista tão boa pra sua idade.
- Quem tem falado de mim? Eu andei escondida, não fiz nada que realmente fosse a minha área, só consegui um emprego e não era exatamente o que eu queria, mas era bom pro início né, mas enfim, nem trabalhando mais estou. – Tagarelei.
- Isso é bom!
- Bom? – perguntei confusa – O que exatamente?
- Bem, deixe-me explicar, serei rápido. O The New York quer você na equipe.
- O que? Sério? Espera, não brinca assim comigo. Isso deve ser algum tipo de pegadinha. The New York é em NY, como podem estar me querendo na equipe?
- Por que você acha que me mandaram pra Londres? Pra te convencer, pra te fazer essa proposta. O que acha de uma temporada em NY?
- Está falando sério?
- Muito sério. Essa é uma oportunidade única pra você, vai jogar fora?
- É um sonho, sei que é uma oportunidade única...
- Então, você mesma disse que não está trabalhando, essa é a hora.
- Mas eu tenho meus amigos aqui, minha vida, tem meu namorado...
- Ah sim, você namora o , certo? Vi vocês no jornal outro dia.
Não sei por que, mas sorri envergonhada.
- Mas ele vai entender que isso é uma grande oportunidade pra você. Não acha?
Eu fiquei em silêncio. Não sei como iria reagir com uma situação dessas.
- Bem, você que sabe. Mas pense bem, uma oportunidade dessas não aparece todo dia pra todo mundo. Eu achei que você realmente iria querer trabalhar no The New York.
- Eu quero! E quero muito, tenho noção do quanto isso é grandioso, mas...
- Mas não quer deixar seu namorado, entendo você. Só precisa decidir se vale tanto a pena assim jogar fora uma oportunidade por apenas um namoro... Bem, pegue meu cartão, tem um tempo pra pensar. Me ligue, não esqueça.
Ele me entregou seu cartão com nome, telefones, e-mail e até twitter. Logo depois deu um beijo no meu rosto e saiu andando, sumiundo no meio de toda a gente que estava na cafeteria, que já estava lotada.
Eu fiquei olhando para o cartão e logo depois guardei em minha bolsa. Levei um pequeno susto por causa de , que apareceu do nada. Pelo menos assim creio eu.
- Esse frapuccino é bom demais! disse que é um receita secreta. – Ele tomava o líquido em um copo muito bonitinho – Quer?
- Não, vou pegar algo pra mim. – Eu sorri – e já chegaram?
- Já, e não estão sozinhos. Entende, né. – deu um risinho.
- Ah esses dois, não tomam jeito.
- Já viu nossas fotos juntos? – Ele perguntou.
- Algumas, estão muito lindas – Eu disse.
- Gostei de todas as fotos. Tem uma foto do cheio de torta na cara. – Ele riu depois de tomar mais frapuccino – E quem era aquele falando com você?
- Ah, um jornalista de Nova York, nada de mais. – Fingi desinteresse – Bem, vamos lá falar com e , quero ver as novas garotas deles.
Saí andando com , mas antes peguei um capuccino que tinha gosto de café e morango. Era muito estranho, pelo menos nos primeiros dois goles, mas depois ficou estranhamente bom. Eu hein.

- Isso aqui tá muito bom! – falava enquanto devorava um muffin bem grande baunilha – , posso levar uns pra casa?
- Sinta-se à vontade. – Ela riu.
- ...? – Uma mulher loira se aproximou de nós em nossa mesa – Olá, eu sou Cassie do London Daily, eu falo sobre os melhores acontecimentos na cidade. Você poderia me dar uma pequena entrevista?
- Olá. – sorriu de forma simpática – Conheço seu trabalho, e gosto.
- Obrigada. E deixe-me dizer, adoro suas fotografias, você é realmente uma ótima fotógrafa. Bem, vamos começar. – A mulher pegou um gravador de dentro de dua pequena bolsa, e tinha uma câmera fotográfica na mão – Então , como surgiu a idéia de abrir uma cafeteria tão inovadora?
- Eu não sei exatamente. – começou, rindo – Eu pedi demissão do meu antigo trabalho e não tinha mais nada pra fazer. – Ela fez um careta engraçada. Eu e os guys prestávamos atenção, comia loucamente – Então um dia, pensando na vida, pensando no que eu poderia fazer, eu tive essa idéia de abrir uma cafeteria. Eu acho que todo mundo já pensou alguma vez em abrir uma cafeteria, é algo muito legal, ainda mais quando você vê o quanto a Starbucks deu certo. – riu.
- E as fotografias, de onde veio a idéia de unir isso aqui?
- Eu não queria uma coisa normal, uma coisa clichê. Lembrei da minha melhor amiga, que é louca por fotografias também, e passa horas em sites como tumblr e we heart it só olhando fotografias. Ela sempre diz que se sente bem fazendo isso, então eu imagina que há outras pessoas que, assim como ela, também se sentem bem com fotografias. Resolvi trazer isso pra cá, para que as pessoas, ao entrarem aqui, se sintam à vontade, se sintam bem, sintam a magia da fotografia. – olhou pra mim por fim e eu sorri.
- Oh, então we heart it, tumblr e sua melhor amiga foram uma das inspirações para o negócio?
- Com certaza. E preciso dizer que tive uma grande ajuda dela e do meu namorado, que também é meu sócio. Ele realmente confiou em mim e me ajudou a comprar esse lugar. – deu um selinho bem rápido em .
- Ninguém lembra de nós. – zoou, se referindo a ele, e .
- Claro que eu lembro, seus trastes. – olhou pra e depois para Cassie outra vez - A ajuda de todos os meus amigos foi realmente muito importante, eles estiveram me dando apoio, me agüentando com os meus surtos e fazendo a faxina aqui – riu e a Cassie prestava atenção em tudo, parecendo gostar do que ouvia. Às vezes apresentava um sorriso.
- Você com certeza fugiu do clichê, , e eu tenho certeza que sua cafeteria vai ser um sucesso. Quer fazer um convite a todas as pessoas que vão ler isso amanhã no jornal?
- Yeah. Venham todos, porque a qualquer momento vocês podem encontrar um McGuy aqui tomando café.
- Olhem só, ela se aproveitando da nossa fama.
- Claro, eu preciso vender meu peixe, e vocês ajudam, muitas meninas gostam de vocês, seus fedidos.
- Eu não sou fedido. – se fez de ofendido.
- Você não amor, os outros. O , por exemplo.
- Pode parar, , meu cheira muito bem.
- Bem, eu posso tirar uma fotografia? – Cassie perguntou interrompendo nosso momento idiota feliz, sempre fazíamos isso.
- Claro! – respondeu e então logo depois Cassie tirou uma foto de todos juntos e uma foto só de – Não se esqueça de deixar sua própria foto no mural.
- Ok, obrigada pela entrevista, foi um prazer. Sucesso pra você.
A mulher saiu andado e começou a tagarelar, muito feliz.
- Não acredito, está dando tudo certo. As pessoas gostaram, está cheio, me entrevistaram, eu estou feliz! Obrigada, meu Deus, obrigada a vocês que me ajudaram taaaaanto.
- Não precisa agradecer, , estamos aqui pra isso. – sorriu para ela.
- Só preciso de mais muffins. Ou não, agora vou comer pão de queijo.
- Seu gordo!
- Não sou gordo, . - fez uma cara de bunda.
- Deixe-me fazer uma pergunta, por que as garotas de vocês dois... – apontei para e – ...já foram embora?
- Elas são primas, ou algo assim, sabe, e precisaram ir logo pra casa porque os pais estavam pegando no pé. – respondeu.
- Qual a idade delas? – Perguntei curiosa.
- Dezenove, as duas.
- Wow! Vocês ainda serão presos.
- Pois é, pedofilia é crime. – Disse , os zoando – Bem, não posso ficar muito tempo parada, tenho que ir falar com umas pessoas. Fiquem à vontade, e , pare de comer. – Ela saiu e levou junto com ela. Eu, e ficamos conversando sobre várias coisas enquanto reclamava por querer pão de queijo.
Eu hein.
Eu vi o editor-chefe do The New York ir embora. Ele olhou pra mim por alguns segundos e eu senti um aperto no coração. Comecei a pensar em como seria bom pra mim ir trabalhar em NY, seria bom pra minha carreira, seria bom pra mostrar pro meu pai do que sou capaz. Eu queria me provar pra ele, dizer que sou capaz! Era realmente uma oportunidade brilhante, mas eu não consigo cogitar a idéia de deixar , não mesmo. Parece bobeira pra algumas pessoas, mas eu estou ligada a ele, não posso deixá-lo.

Capítulo 19 – Ex-namorados podem ser amigos?

No dia seguinte, a inauguração da cafeteria saiu em alguns jornais, wow! estava super feliz, a cafeteria estava funcionando normalmente e ela ficava por lá pra supervisionar tudo. Eu passava boa parte do meu tempo lá com ela, ajudando-a em tudo que fosse preciso. Não cheguei a comentar sobre a proposta de trabalho em NY, eu sei muito bem o que ela diria...
Eu tive que ir ao banco resolver um problema com o meu cartão de crédito - eu odeio bancos e suas filas, seus funcionários preguiçosos e todas essas coisas, mas eu tive que ir. Quando saí de lá, eu encontrei um par de belos olhos verdes.
Ah não!
Eu não sei por que, não sei quem permitiu, mas ao encarar aqueles olhos, que eu sabia perfeitamente de quem eram, senti um frio, algo que provavelmente deviam ser dragões, deram cambalhotas dentro de meu estômago.
- Oi . – Ele saudou, sorrindo até demais. Ele estava tão diferente, parecia mais feliz do que nunca, eu não sei explicar. Deve ser coisa da minha cabeça lunática.
Eu murmurei um ‘oi’ e evitei olhar para seus olhos outra vez, guardei meu iPhone na bolsa, que antes estava em minha mão, e apressei o passo.
- Não precisa ter pressa, nem medo de mim. – Ele disse, risonho, e veio atrás de mim.
Era só o que faltava, ele vai me seguir.
- Se continuar me seguindo eu chamo a polícia. – Eu disse quando ele já andava ao meu lado. Ainda sorrindo.
- Não teria coragem de fazer isso, eu te conheço, esqueceu?
Eu teria coragem sim. Não teria, dude? Claro que teria.
- O que é que você quer?
- Tomar um café com você, pode ser?
- Nem morta, Victor. Você não desiste não, é?
Nós continuávamos andando.
- É só um café, . Não vou abusar de você, nem nada do tipo. Só quero conversar.
- Conversar sobre o quê? Não temos mais nada pra conversar, nada mesmo.
- Você nunca me dá chances, eu preciso te falar umas coisas, preciso te explicar.
- Victor, você não entende mesmo, né. – Balancei a cabeça negativamente – Nós, eu e você... – Apontei pra nós dois – ...Terminamos, não temos mais nada um com o outro. Você quer que eu faça um desenho?
- Por que você tem medo de mim? – Ele perguntou, parecendo ignorar o que eu havia dito. Odeio quando fazem isso.
- Não tenho medo de você!
- Então por que mal fala comigo? Me evita e me trata desse jeito? É medo de ter uma recaída, ?
- Recaída? Por favor! Eu te trato assim porque você merece, seu babaca. – Tratei de andar mais rápido.
- Ah, você está com medo da sua paixão por mim voltar mais forte do que nunca, aliás, ela nunca se foi.
- Cale a boca, ou eu vou gritar! – Ele andava rápido também, me acompanhando agora.
- Olha só, é o medo.
- Imbecil.
- Vamos lá , só um café, e eu juro que te deixo em paz.
Não respondi.
- Tudo bem, isso só prova minha teoria, você ainda me ama. – Vi um sorrisinho brotar nos lábios de Victor enquanto ele ainda me olhava.
Ah, ele não ia sair como vitorioso da história, não ia sair por cima! Eu é que não vou deixá-lo ficar por aí achando que eu ainda gosto dele, isso é patético. Vou mostrar quem é que manda! Ele quer tanto café que eu deveria jogar café quente no ouvido dele.
- Tem uma Starbucks logo ali na esquina.
O sorriso dele só aumentou.
- Tira esse sorriso idiota da cara! Só estou aceitando isso porque eu vou esclarecer umas coisas pra você e depois você nunca mais vai me procurar. Ouviu bem?
- Claro, como você quiser.

Nós fizemos nossos pedidos e em poucos minutos estávamos com nossos capuccinos na mesa.
- Me desculpa por ter te irritado desse jeito. – ele começou – Mas eu sabia que se fizesse isso você viria até aqui comigo, eu só quero conversar, me redimir.
- Você está me tirando como otária ou o quê? – Perguntei e depois dei um gole no meu delicioso capuccino – Se bem me lembro, você mesmo disse que era melhor não nos vermos mais, você disse depois de me beijar no meu apartamento.
- , me desculpa pelo que eu te fiz, me desculpa mesmo. Agora eu sou outra pessoa, eu mudei, realmente mudei. Não quero que você volte comigo, não pense isso, eu sei que você está feliz com o , e é isso que eu quero, sua felicidade, apenas isso.
Ok, ele me pegou de surpresa com toda essa sinceridade. Eu sabia que ele estava sendo sincero, eu podia ver nos seus lindos olhos verdes.
- Victor, eu...
- Não sabe o que dizer? Então me deixe continuar, eu quero que você me desculpe. Não quero ter que te ver na rua e fingir que somos dois estranhos, e nem te dizer um simples ‘oi’ porque sei que vai me ignorar, esse não é o caminho certo que as coisas precisam seguir.
- Por que está falando tudo isso agora?
- Como eu te disse, eu mudei. Acredite em mim, mudei. E eu te fiz muito mal, eu sei.
Quando ele disse isso lembrei da época em que terminamos e eu fiquei realmente péssima.
- Fui um idiota por fazer as coisas que fiz, não queria que ficasse mal por minha causa. Hoje vejo quanta besteira, deixei uma garota linda como você escapar.
- É, você deixou. – Eu disse, com uma amargura visível na voz – Sabe Victor, eu te amava muito, muito mesmo, e você não deu valor pra isso, jogou tudo fora. Eu corri atrás de você e você não me deu a mínima na época, olha que ironia agora.
Ele me olhou fixamente.
- Muita ironia – concordou comigo – Agora só quero que me desculpe por tudo, e que possamos pelo menos ser colegas, quero teu bem, só isso. Desejo felicidade pra você e pro . Sei que ele te faz feliz.
- Muito feliz. Graças a ele a minha vida está incrível, graças a ele eu saí da depressão idiota na qual fiquei por sua causa. Ele esteve comigo nos momentos mais difíceis. Ele é tão incrível, pode ter suas falhas mas tenho certeza que nunca faria o que você fez comigo.
Victor abaixou a cabeça e eu pude sentir que ele ficou meio... triste?
- Você nunca vai me desculpar, não é?
- Não faz bem guardar mágoa das pessoas, e se você está dizendo que realmente mudou e esse papo todo, tudo bem.
- Não é só papo, ...
- Tá, ok. Você tem minhas desculpas. Satisfeito?
- São sinceras?
- Você me conhece.
Ele abriu um largo sorriso e seus olhos brilharam.
Lindo.
- Tenho que ir agora. – Dei um meio sorriso e ele se esticou para me dar um beijo no rosto.
- Obrigado.
Eu não disse nada, apenas deixei o dinheiro do meu capuccino em cima da mesa, antes que ele disesse que não precisava, e saí. Tomei um táxi e fui pra casa.

Alguns dias passaram e eu fiquei pensando nesse momento com Victor. Era uma coisa estranha, ele realmente parecia diferente. Eu comentei com sobre isso, mas ele já veio dizendo ‘’não quero você perto desse homem, não quero’’. Ele nem precisava dizer isso, não tenho nenhuma intenção em procurar Victor ou algo do tipo.
Mas parece que o destino não leva muito em consideração o que eu penso ou deixo de pensar...

- Oh shit! Que chuva idiota – Eu reclamei, enquanto observava pelo vidro da Photograph & Coffe a forte chuva – Eu devia ter ido logo com , mas ela disse que voltava rapidinho, que não ia demorar no banco.
- Ela pode estar no engarafamento. – Disse Jared, um dos funcionários, que era muito legal por sinal – Quer que eu chame um táxi?
- Por favor! Se não eu vou ficar aqui até anoitecer. E quero um chocolate quente e aquele bolo que está escondendo, por favor.
Eu iria me aproveitar, já que não estava por ali supervisionando. HAHA
Minutos depois, Jared voltou com o meu chocolate quente e uma fatia de bolo.
- Aparentemente, não tem nenhum táxi disponível. – Ele disse.
- Não é possível! Fala sério?
- Sim, sério.
- Bem, então vou esperar a chuva diminuir. Maldita hora em que meu carro foi quebrar.
Comecei a comer o bolo, e Jared voltou ao trabalho. Terminei o lanche bem devagar e percebi que a chuva estava parando, estava só chuviscando. Me despedi do pessoal, peguei o guarda-chuva e saí.
Estava frio, apertei o trench-coat contra o corpo e segui meu caminho, desejando mentalmente para que a chuva não aumentasse. Mas saca só o que aconteceu, começou a ventar relativamente forte, e sim, a chuva aumentou. Pingos grossos começaram a cair, o trânsito estava tenso e as pessoas andavam rápido. Eu não sou a pessoa mais sagaz do mundo, então eu detestava situações assim, porque eu sempre me sentia meio perdida em meio à multidão.
Continuou chovendo, chovendo e chovendo, o guarda-chuva não dava mais conta, eu fiquei completamente irritada e o joguei fora. Continuei o caminho, completamente molhada, escutei meu celular tocando, eu não iria atender.
Enquanto eu caminhava, agora não tão depressa, um carro parou ao meu lado e buzinou. Revirei os olhos e continuei andando, o maldito carro me acompanhou, o vidro abaixou, revelando quem era.
- Não acha que não é uma boa idéia fazer caminhada nessa chuva? – Victor perguntou, e então o carro parou – Entra, não vou deixar você nessa chuva.
- Não precisa, obrigada.
Sabia que era idiotice fazer aquilo, eu realmente precisava de uma carona.
- Para de palhaçada, achei que estivesse tudo certo agora.
- E está, mas não significa que eu tenha que passear de carro com você. – Eu havia parado pra falar com ele, a chuva ainda era forte.
- Você continua a mesma! Não vamos passear, só vou te levar pro meu apartamento, onde você vai colocar roupas secas antes de pegar um resfriado.
Ouvi o barulho de um trovão e rapidamente passei a pensar na proposta.
- Até faço aquele seu chocolate preferido, aposto que não bebe o mesmo há muito tempo.
Claro que não, porque só ele sabia fazer.
- Só porque cansei de tomar banho de chuva.
Dei a volta no carro e logo estava dentro dele.
Victor me levou pro apartamento dele. Ele havia se mudado, não era mais o apartamento onde eu costumava dormir. Outro prédio, outro lugar, tudo diferente.

- Bem-vinda. – Ele falou assim que abriu a porta, e eu entrei – Fique à vontade.
O apartamento era grande, não maior que o meu, mas era grande. Eu fiquei parada, segurando minha bolsa e pingando enquanto ele saiu andando por um corredor e voltou com toalhas e algumas roupas secas.
- Coloca sua bolsa aí na cadeira. – Ele disse, e então eu o fiz – Toma, acho que dá pra vestir alguma coisa. – Ele me entregou as roupas e eu as avaliei, iria precisar de uma tesoura.
- Obrigada. Se não for pedir demais, pode me arrumar uma tesoura?
Victor me olhou assustado.
- Pra eu fazer uns ajustes, nada de mais. – Eu ri – Você se importa se eu cortar?
- Não, claro que não. Bem, o banheiro é no fim do corredor, pode tomar banho. Vou procurar a tesoura.
- Ok.
- Mas antes, me dá seu trench-coat. Vou colocar pra secar.
Eu tirei com trench-coat que estava ensopado e Victor ficou me encarando.
- Que foi? – perguntei desconfortável.
- É que... não, nada. – Ele pegou meu trench-coat e saiu andando. Eu fui pro banheiro, tomei banho e coloquei uma calça jeans que ele me arrumou. Victor me arrumou a tesoura e pude fazer alguns ajustes, a calça ficou muito legal, afinal, jeans boyfriend está na moda, certo? Não que ele fosse meu namorado, ah, você entende! E a camiseta preta dele virou uma super fashion de gola canoa.
Sou uma genia, ou não.
Eu e Victor ficamos jogando videogame, ele fez chocolate pra mim - e confesso que foi até bem divertido. Quando a chuva realmente parou, já era noite... eu precisava ir embora.

- Bem, agora que eu venci, de novo... – eu ri – ...tenho que ir embora.
- Eu deixei você ganhar, foi isso. – Victor tentou se defender.
- Aham, sei sei. Mas então, tenho que ir, daqui a pouco o me liga e....
Meu celular começou a tocar em cima do sofá da sala.
- Foi só falar nele, olha só. – Peguei o celular e atendi – Oi .
- ? , onde você está? Liguei pra e ela me disse que não estava com ela, e alguém da cafeteria disse que você já tinha ido embora. Onde você está? Está tudo bem?
- Ei ei ei! – Eu ri um pouco – Fica calmo, eu estou bem, muito bem, e já vou pra casa.
- Onde você está?
- Puta merda! – Victor reclamou por bater o pé sei lá como na mesinha que tinha na sala.
E acho que ouviu sua voz.
- De quem é essa voz? Quem tá com você, ?
- , eu tô na casa do Victor, mas como eu disse, já tô indo pra...
- Você o quê? O que tá fazendo aí?
Fui interrompida.
- Ele foi gentil em me trazer pra cá, porque eu estava encharcada andando pela rua naquela terrível chuva.
- , eu te disse que não queria você perto desse cara!
- Não seja infantil, ele me fez um favor!
- Você está sendo ingênua! Ele só quer...
Não deixei ele terminar.
- , a gente conversa quando eu chegar, tchau!
Desliguei o telefone, e Victor me olhava.
- Desculpe,não queria lhe causar problemas, só ajudar.
- Não dá nada, me resolvo com o meu garoto em casa.
- Você gosta muito dele, não é?
- Muito. Por que a pergunta?
- Nada, é que dá pra notar... quando você fala dele.
- Hm, bem... preciso ir. Obrigada pela hospitalidade, foi muito gentil. – Eu sorri em agradecimento e calcei meus sapatos.
- Não quer que eu te leve?
- Não, não precisa, pego um táxi e tudo bem. Obrigada de novo.
- De nada. – Ele sorriu pra mim – Vou descer com você até a portaria.

- ... – Chamei por ele assim que cheguei em casa. Tudo estava escuro. Larguei minha bolsa em cima do sofá e logo depois uma luz acendeu, revelando um com cara fechada sentado na poltrona. No maior estilo poderoso chefão - eu quis rir, padrinho... HAHAHA
- Onde você estava? – ele perguntou como se não soubesse – Ah sim, estava com o seu ex. Isso é tão normal, não é ?
- Mais normal do que meu namorado achar que é da máfia, huh.
- Não vai mudar de assunto. – Ele se levantou e veio até mim.
- , eu estou cansada, foi um longo dia, eu tomei muita chuva, só quero deitar e dormir.
- Se divertiu com o seu ex?
- Por que você está tão irritante hoje? – Eu o encarei profundamente.
- Você estava no apartamento do seu ex, sabe-se lá fazendo o quê.
- Olha , vou fingir que não escutei, você está sendo ridículo. Victor só quis me ajudar.
- Ele quer se aproveitar!
- Acha que sou tão idiota que não sei me cuidar? Você não o conhece como eu conheço, ele está arrependido pelo que fez, me pediu desculpas, ele é outra pessoa.
- Só falta dizer que vai voltar pra ele, só falta isso. – Os olhos de eram puro sarcasmo.
- O que deu em você hoje?
- O que deu em mim nada, o que deu em você?! Se enfiou na casa do seu ex, não devia ter feito isso. – elevou a voz.
- Agora você vai me dizer o que eu devo ou não fazer? Não foi nada de mais.
- Eu sou seu namorado!
- Não é meu dono. Eu vou onde eu quiser, com quem eu quiser, não somos casados nem nada.
- Ainda bem!
- Ainda bem digo eu.
- Ta bom então.
- Tá.
- Ok.
- Beleza.
Parecia uma briguinha entre Sonny e Chad, de Sonny with a chance. Pra você ver o nosso nível.
Ele ficou na sala e eu fui pro quarto batendo o pé, eu só queria dormir em paz.

- Bom dia. – Murmurei assim que entrei na cozinha pra tomar café da manhã.
- Bom dia. – respondeu com animação. Ele não estava mais com raiva? – Hoje a Judith não está trabalhando, então eu mesmo fiz o café da manhã. O que vai querer?
- Suco e torradas. – olhei-o desconfiada. Ele me serviu o café da manhã e ficou me observando comer – Não está mais com raiva? – Perguntei com cuidado.
- Não. – Ele olhou pro nada.
- Posso perguntar por quê? – Passei geléia em mais algumas torradas. Ele deu de ombros – Então.....por quê?
me encarou por alguns minutos.
- Confio em você. Ontem foram só ciúmes.
- Obrigada por confiar, e não precisa ter ciúmes, você sabe.
- Você é linda, todos os caras ficam de olho por aí, e o Victor já teve algo com você. É inevitável não ter ciúmes.
- O que é isso? se sentindo inseguro? – Disse em tom brincalhão – Eu gosto de você, ainda não percebeu?
- Não quero te perder.
- Nem vai. – Levantei da cadeira e dei a volta na mesa, indo até onde estava sentado, de frente pra mim – Você é único pra mim. – Eu o abracei e lhe dei um beijo estalado na bochecha.
- Bem, agora preciso te dizer uma coisa.
- O quê? – Perguntei, curiosa.
- Semana que vem tem um feriado prolongado, certo? Então, a minha sobrinha vem pra cá ficar uns dias com a gente, tem problema?
- Aquela de sete anos? – Perguntei envergonhada agora, me lembrando do barraco que eu armei alguns meses atrás.
- É, essa mesma. Ela quer muito te conhecer. Então, tem problema se ela vier?
- Não, claro que não. E não precisa me perguntar. – eu ri – A casa é sua, .
- Minha casa é sua casa, moramos juntos. – Ele sorriu pra mim.
- Hm, será que ela vai gostar de mim?
- Claro! A Molly vai te amar.

Capítulo 20 – Dear Niece.

Depois que me disse que sua sobrinha viria passar um tempo conosco, fiquei ansiosa. Eu queria que as coisas corressem bem, para que eu ainda pudesse me redimir em relação à minha criancisse do outro mês. E sobre a nossa pequena briga... acontece, ué.

- CHEGAMOS! – Escutei uma gritaria lá em baixo na sala. Eu estava terminando de secar meu cabelo no quarto. estava lá em baixo. Terminei logo e desci pra ver qual era a da bagunça, talvez Molly já tivesse chegado.
- linda do meu coração. – abriu os braços e vinha em minha direção para um abraço, mas antes que ele o fizesse, veio correndo não sei da onde, o empurrou e me abraçou primeiro. WTF?
- Bom dia, amiga. – Ela disse, animadíssima.
- Bom dia. – Eu ri – Por que toda essa animação?
- Feriado, baby!
- Wow! E a cafeteria não abre hoje?
- Sim, mas fecha cedo. Depois eu vou pra lá. Tem Jared cuidando de tudo pra mim enquanto isso.
- , você é uma mal educada de marca maior – resmungava.
- Awn, tadinho do meu lindo. – Eu dei um abraço no garoto fofo. – é má, muito má.
- O parece uma menina. Não sei quem é pior, ele ou o .
- Não implica com ele, . – Eu fiz uma voz de bebê.
- Eca vocês, vou lá pro jardim beber com o . – saiu andando e eu continuei abraçada com .
- Está animada para conhecer a pequena Molly? Ela é tão linda.
- Estou nervosa!
- Por quê? – ele riu e fomos andando pra cozinha.
- Eu tenho medo que ela não goste de mim.
- Fala sério, .
- a ama demais, ele falou dela a semana toda. Se ela não gostar de mim vai ser frustrante.
- Para de bobeira, ela vai te amar, tenho certeza.
Chegamos na cozinha e encontramos comendo lasanha.
- Oi . – Fui até ele e lhe dei um beijo no rosto – Comendo lasanha às nove da manhã?
- Oi , espero que não e importe... estou com fome.
- Não tem problema, pode comer o que quiser.
- Queria que o falasse isso sempre pra mim. Ele só diz “não coma toda a comida da casa” e bla bla bla.
- Bem, eu vou lá pra fora falar com o ... o veio?
- Sim. – respondeu.
- Então vou lá ver o que estão aprontando.
- Vou ficar aqui e obrigar o a dividir essa lasanha. – pegou garfo e faca na gaveta do armário. E lançou-lhe um olhar que dizia: nem vem que não tem.
Eu deixei os dois lá e fui pro jardim.

- O que estão aprontando por aqui? – Perguntei.
- Só jogando conversa fora, nada de mais. – respondeu. Ele, e estavam sentados na grama do jardim comendo uns bolinhos. e bebiam sei lá o quê.
- Eu espero que o que vocês dois estejam bebendo seja refrigerante ou algo do tipo, não quero bebidas por perto quando Molly chegar. Escutaram? – Apontei para e .
- Relaxa . – Disse – Bebe uma aí com a gente.
- Que mané bebe uma aí, eu tenho que manter tudo em ordem, não quero que a irmã de pense que não arrumo nada aqui, que não sei cuidar dele. Por falar nisso... – Olhei para – ...Vai trocar de roupa, anda logo.
- E coloca um terno e seu melhor sapato, . – zoou – tá pilhada.
- Não estou não!
- Olha só, elas chegaram. – apontou e eu olhei pra trás. A irmã de , , caminhava em nossa direção sorrindo, enquanto a Molly estava no colo de , trocando caretas com .
- Ai meu Deus, elas chegaram. – Eu meio que surtei comigo mesma. Falei baixo mas, escutou.
- Não precisa disso, relaxa amor.
- Tio ! – colocou a menina no chão e ela correu para , que levantou da grama e pegou a menina no colo, girando-a no ar em seguida.
A menina era linda, loirinha, dos olhos azuis de uma doçura angelical. A pele dela era bem branquinha como a de , ela tinha uma franjinha que a deixava parecendo uma boneca. Ela nem parecia real... talvez eu esteja exagerando.
A irmã de era linda também. Ela tinha traços parecidos com os de , parecia ser muito simpática.
- Minha princesa! Eu estava com muita saudade. – encheu a menina de beijos.
- Oi gente. – saudou, animada.
- Oi pirralha. – deu um abraço na garota.
- Se toca, sou mais velha que você. – Ela riu.
- ! Como você está gorda! – riu.
- , que horror! - Eu o repreendi.
- Não liga, ele sempre diz isso quando nos encontramos, é tipo uma piadinha interna em que só ele vê graça.
- Tem graça sim, irmãzinha.
- Cala a boca, ! Não vai me apresentar sua namorada?
- , . , fez as apresentações – As mulheres da minha vida, reunidas.
- Awn, que lindo, . – Disse fazendo uma cara engraçada.
- Você sabe que eu tô falando delas, né? – apontou para sua irmã, sua sobrinha e pra mim.
- Elas? Ah! – Ele fingiu decepção e nós começamos a rir.
- , você ainda não conhece a , minha namorada. – aprensentou e uma a outra.
- Oi . – sorriu.
- Conheço você pelos jornais e revistas.
- Estou famosa? Wow.
- É que eu vi sobre sua cafeteria no jornal e essas coisas.
- Escutaram? Estou fazendo sucesso, serei mais conhecida que o McFLY.
- Até parece. – fingiu desdém – O McFLY tem a minha presença, nada se compara.
- Um minuto de silêncio pro . – Eu disse.
- Bem, eu preciso ir. Só vim mesmo trazer a Molly, Jason está me esperando lá fora, vamos comprar umas coisas.
- Você ainda tá com esse panaca? – perguntou incrédulo.
- , eu sou casada com ele. – A irmã de disse, com uma cara óbvia.
- E daí?
- Tio , por que meu pai é um panaca? – Molly perguntou.
- Porque ele...
- !
- Tá tá, vou ficar quieto!
- , eu queria que você ficasse e almoçasse com a gente. – Eu disse – Você e o seu marido.
- Você ficou louca? – moveu os lábios, sem emitir som nenhum.
- Não , obrigada! Deixa pra outro dia, eu prometo. Venho sozinha. – Ela olhou para .
- Eu sinto sua falta! Mas não gosto do Jason, você sabe...
- Eu sei, eu sei . Agora eu tenho que ir, tchau viados e tchau meninas, foi um prazer conhecê-las, espero que outro dia falemos direito, com mais tempo. – Ela sorriu – E Molly, se comporta com essa coisa que você chama de tio, não apronta nada, ouviu? Nada!
- , você tá falando como se ela fosse uma pestinha, não fala assim com ela.
- , eu conheço minha filha. E não fica mimando ela o tempo inteiro hein, pelo amor!
- Tá tá. – colocou Molly no chão, que ainda estava em seu colo, e deu um abraço apertado na irmã – Te amo, sua idiota.
- Te amo também, gordo!
Era um carinho lindo entre eles dois. HAHA
- Tchau , foi um prazer. – Me despedi dela e depois fez o mesmo.
se despediu de todos com abraços e beijos e logo foi embora. Eu realmente queria que ela ficasse mais tempo.

- Tio , posso tomar banho de piscina? – A menina perguntou saltitante.
- Mas não sozinha! A senhorita não sabe nadar.
- Isso foi no ultimo verão, agora eu sei! Meu pai me ensinou.
- Pelo menos pra algo ele serve.
- ! Para com isso. – Eu lhe lancei um olhar feio.
- Por que você não gosta do meu pai, tio?
Rapidamente, salvou a situação.
- Quem é que vai querer sorvete?
A menina pareceu esquecer o que acabara de perguntar .
- Eu eu eu eu! Eu quero.
- Vamos lá na cozinha buscar, apostando corrida. 1,2,3 e já.
Eles dois saíram correndo, parecia mais criança do que Molly.
- , não pode falar do pai dela assim, não na frente dela! – Eu disse.
- É verdade, dude. – concordou comigo.
- E afinal, por que não gosta dele? – perguntei curiosa.
- Eu conto pra você depois, ela já está voltando.
Molly corria, deixando pra trás agora.
- Também quero sorvete! Ninguém trouxe pra mim?
- Eu divido com você, tio.
- E comigo? – Perguntou .
- Não, você não, só com o meu tio lindo. – Molly deu língua.
- Achei que eu fosse o tio lindo – falou.
- Sai daí, riu.
- E então Molly, pronta para o melhor feriado de sua vida? – Perguntei.
- Siiiiiiiim. – Ela respondeu animada - Tia , você é muito linda. – Molly deixou todo seu sorvete com e me deu um abraço – E legal, embora tenha roubado meu tio de mim.
Ela falou feito gente grande.
- Eu não roubei seu tio, ele ainda é seu.
- É verdade, Molly, eu te disse pelo telefone. Não é porque eu estou namorando que você não pode vir aqui, podemos ficar juntos sempre.
- Olha só, ela é ciumenta que nem a , né. – riu.
- Eu não sou ciumenta, !
- Imagina se fosse hein... imagina. – olhou pra mim.
Ignorei e olhei para Molly.
- Anjinha, você pode sempre vir aqui, e pode ficar quantos dias quiser.
- Vou vir brincar mais vezes aqui, prometo. E tio , eu prometi pra uma amiga minha que ia arrumar uma foto sua pra ela, você pode me dar uma foto sua?
- Amiga? Quantos anos ela tem?
- !
- Que foi, ? Expandindo horizontes.
- Ela tem a minha idade, tio.
- Muito nova.
- Muito nova pra quê?
- Pra passear na montanha russa do tio . – Eu respondi.
- Tio tem uma montanha russa? Eu posso brincar nela, tio ?
- Não! – respondeu imediatamente.
- Por quê?
- Por que você só pode brincar na montanha russa de outro menino, é isso. – Eu disse, torcendo pra ela não perguntar mais nada.
- E quando tiver trinta anos, só!
- Estou confusa. – Molly olhou para .
- Eu também. – fez uma careta – Do que estão falando?
- Ai . – deu um pedala forte no amigo.
- A conversa tá muito boa, coisa e tal, mas eu tenho que ir.
- Já? Fica mais um pouco, .
- Não posso, , tenho que ir pra cafeteria ver como estão as coisas, não posso deixar Jared com todo o trabalho lá.
- Ah, entendo... mas amanhã você volta então, certo?
- Se o deixar... – Ela brincou.
- Sem a minha permissão vocês já ficam aqui, né...
- Que horror, ! Nunca mais venho na sua casa!
- Estou brincando, , não seja dramática como a . Todos vocês são mais que bem-vindos aqui, podem vir a hora que quiser, e sabem disso.
- Então , amanhã você volta, eu vou fazer o almoço...
- Você? Obrigada por avisar, vou trazer umas pizzas e salvar a nação aqui. – Ela riu na minha cara.
- Muito engraçada, sua linda. Te chamo pra minha casa e você me trata assim.
- Ai , você não foi feita pra cozinhar, na boa.
- Vai embora, , sai daqui. – eu ria junto com ela ainda – Fica me insultando, eu hein.
- Eu já tô indo. - Ela me deu língua – , você vem?
- Não, vou ficar mais com a Molly linda, depois vou pra casa.
- Tá bem então.
- Pode levar ele pra casa, ! Quem vai ficar com a Molly sou eu! – falou.
- Vocês dois tirem o cavalinho da chuva, eu sou o titio preferido. – falou, como sempre muito convencido, fazendo todo mundo rir dele.
- Vocês estão esquecendo que a sobrinha é MINHA! – se manifestou.
- Nossa, que menina mais disputada, tá vendo ? – Eu disse rindo enquanto olhava a cena.
- Molly, minha princesa, com quem você quer ficar? – perguntou.
- Com todos vocês. – Ela falou toda sorridente, linda linda.
- Toooooooma!
- Toma o quê, !? Ela disse todos! Alem de burro é surdo?
- Chamou quem de surdo, hein ?
- Viu, nem escuta o que eu falo.
Bla bla bla e ficaram ‘discutindo’ feito crianças, obviamente nada sério, brincadeira deles.
foi embora e os guys ficaram, todos eles babando na Molly. Ela era realmente encantadora. Era legal ficar observando os guys com ela, eles ficam tão incrivelmente fofos, então... Ele faz tudo o que ela pede, é como se fosse o pai mais bobo do mundo. Todos nós ficamos brincando com Molly, assistindo filmes, comendo bolo, fazendo um milhão de coisas legais. Quando a noite caiu, cada guy foi pra sua casa.

- Molly, está na hora de ir dormir. – falou depois de olhar o relógio no pulso.
- Não estou com sono. – Ela bocejou.
- Estamos vendo isso. – Eu ri.
- Por favor tio, me deixa ficar acordada. – Ela abraçou , que estava sentando no sofá.
- Nope! A senhorita precisa dormir bem, e amanhã vai acordar cedinho, vamos passear.
- Só eu e você?
- Não, a vai também, não é ? – olhou pra mim.
- É! E vamos nos divertir muito.
- Que bom! Então eu vou dormir logo.
- Isso, seja uma boa menina, suba, troque de roupa e eu já vou te dar um beijo de boa noite, tá bom?
- Ta bom, tio. – Ela saiu correndo.
- Não corre!
- Deixa ela, .
- Sou um tio preocupado!
- Você é um tio babão. – Eu ri e ele me puxou para sentar em seu colo.
- Ela é linda, não é? Eu a amo como se fosse minha filha.
- E isso é muito fofo, . – Eu acariciei seus cabelos – E sim, ela é linda.
- Puxou ao tio, sabe. – Ele disse de modo convencido.
- HAHA, a sua irmã é linda, linda mesmo, e parece tão simpática.
- Ela é super legal, eu amo aquela idiota, mas não suporto o Jason.
- Pode me dizer agora por quê?
- Porque ele é um otário, quando a Molly nasceu ele nem quis saber dela, muito menos da ! Ele não se preocupou nada com elas duas, deixou a pra ir curtir o mundo, enquanto ela ficou aqui enfrentando a maior barra. Nossos pais demoraram pra aceitar, eles não queriam que fosse uma mãe solteira, mas depois não teve jeito, eles tiveram que aceitar. E durante todo esse tempo eu dei apoio a ela, eu fique do lado dela, e quando Molly nasceu, eu me encantei completamente por ela.
- Mas não entendo. – olhei-o confusa – Como Jason e estão juntos agora?
- Depois de um tempo, quando a Molly fez três anos, o Jason voltou pra Inglaterra e procurou a . Minha irmã, muito babaca, aceitou ficar com ele de novo, e então ele a pediu em casamento e bla bla bla, ele é um imbecil.
- Ele deve ter mudado, . Eu acredito na mudança das pessoas.
- Pois eu não.
- Você não?! Você não vive dizendo aí que mudou, que não é mais o de antes e coisa e tal?
- É diferente, mudei por você. – Ele me deu um selinho.
- Jason mudou pela sua irmã e pela sua sobrinha, é o amor.
- Não acredito.
- Não vamos continuar com isso, porque sei que você é um cabeça dura!
- É, não se discute com . – Ele puxou meu lábio inferior – Vamos dar boa noite pra Molly.
- Vamos! – Eu levantei do colo de e depois fomos até o quarto onde Molly iria dormir. Quando chegamos lá, a pequena já dormia agarrada à uma boneca que trouxera de casa.
- Olha só, ela já dormiu. – Eu disse depois de cobrir a menina com o edredom.
- Boa noite, minha princesa. – beijou a menina.
- Olha só, assim eu tenho até ciúmes. – Brinquei.
- Ah ! – Ele riu – Você é minha princesa também.
- Acho bom, hein!
- Cheia de marra, hein. – Ele disse logo após sairmos do quarto e ele fechar a porta. (...)

- Boooooooooooom dia! Acordem, acordem, já é de manhã. – Alguém me balançava de um lado pro outro.
Abri os olhos lentamente e enxerguei Molly totalmente animada, agora pulando em cima da cama e gritando.
Nota mental: não ter filhos.
- Bom dia. – Eu bocejei em seguida.
- Acorda, tio . – Ela fazia cócegas nele – Bom dia, . Tia .
- Seu tio está num sono pesado, pelo que parece. Diga as palavras mágicas que ele acorda.
- Que palavras mágicas? – Ela perguntou curiosa.
- Assim ó: , está atrasado, o Fletch está uma fera! E seu skate quebrou!
deu um pulo da cama, rapidamente estava de pé, por pouco não caiu.
- O quê?
- Bom dia, tio. – A menina sorriu para ele – Você demorou pra acordar.
- Bom dia, princesa. Me desculpe, estava com muito sono. – Ele a pegou no colo – Já tomou café?
- Ainda não.
- Então vai se arrumar, troca de roupa, que nós vamos tomar café e sair.
- Obaaaaaa! Não demora se arrumando, ok? Tio sempre diz que você demora como uma moça.
- Eu não vou demorar, e não escute as palhaçadas do . – colocou a sobrinha no chão e ela saiu do quarto saltitando.
- Bom dia, . – Ele voltou sua atenção para mim.
- Bom dia. – Murmurei e voltei a deitar na cama.
- Levanta, nós vamos sair.
- Eu não vou.
- Por quê?
- Algo me diz que sua sobrinha quer que seja só você e ela hoje.
- Nada disso, ela quer que você vá também. Não seja boba.
- Mas eu vou ficar em casa, tem muita coisa pra fazer, podem ir.
- Eu vou tomar banho e descer pra tomar café, em menos de 15 minutos quero você lá na cozinha também. Sem mais. – Ele foi pro banheiro e fechou a porta, sem me deixar falar mais nada.

- Eu vou cair! – Disse apavorada enquanto me ajudava a me manter de pé usando patins.
- Não vai não, eu estou aqui e isso é muito fácil, olhe só a Molly. – Ele apontou pra garota que se exibia fazendo piruetas.
Molly escolheu andar de patins pelo parque, mesmo eu dizendo que não sabia andar, ela insistiu e o titio não negou, claro.
- Se mantenha firme, não caia. – me deu um impulso em direção a Molly – Molly, ajude a , segure-a.
A menina abriu os braços para mim e eu ia toda desajeitada, eu sabia que ia cair de qualquer jeito, só não espera que a pequena me fizesse tropeçar. Oh yeah, ela colocou o pé na frente, não me segurou e eu cai.
Dude, ela vê Gossip Girl.
- Ops, você caiu. Que desajeitada, tia ! Levante. – Ela fez uma cara de anjinho. Eu estava com raiva e, pra completar, alguns paparazzis estavam por ali. Aposto que amanhã terá uma foto minha em alguma revista de fofoca, e o pior, eu caída no chão.
Ótimo.
- , você está bem? Se machucou? – perguntou preocupado.
- Não, tá tudo bem, tudo certo. – Olhei para Molly.
- Tio, podemos tomar sorvete agora?
- Claro, mas antes... – o celular de começou a tocar – Um minuto, vou atender.
saiu de perto de nós e foi atender o telefone.
- Por que você fez aquilo? Não teve graça. – Eu olhei para Molly quando estava distante.
- O quê? Eu não fiz nada, tia . – Ela falou toda inocente.
- Eu não sei por quê, mas começo a desconfiar que você não gosta de mim.
- Eu não gosto de você? Por quê? Só porque você roubou o meu tio de mim e agora ele só quer saber de você? Magina....
Quando ela aprendeu tanta ironia?
Ela vê Gossip Girl, certeza.
- Eu não roubei o seu tio! Você não precisa ter ciúmes, escuta. – Tentei buscar o meu mais doce tom de voz, que talvez nem exista – Eu quero ser sua amiga, só isso. O seu tio é seu tio e meu namorado, podemos dividir, não tem competição.
- Ah tá bom! Não precisa fazer o tipo boazinha, todas tentam isso. Vou avisar, não tente me afastar do meu tio, e também não tente colocá-lo contra mim, não vai adiantar!
- Eu vou ter uma conversinha com ele, pra contar o que aconteceu, porque eu tropecei!
- Vai perder o seu tempo, ele não vai acreditar, sou o anjinho do titio. Outras já tentaram, acredite. Ou faça melhor, vai lá, fala com ele, assim vocês brigam e você some.
Wow, a guria era uma pestinha. Onde está aquela que parecia uma bonequinha linda?
Antes que eu falasse mais alguma coisa, voltou.
- Minhas princesas, houve um imprevisto, eu preciso ir pra gravadora.
- Ah não, tio! – A menina choramingou.
- Me desculpe, princesa, mas eu preciso ir, é importante. Mas vocês duas podem continuar aqui, aproveitem o dia, encontro vocês em casa.
- Não! – Falei imediatamente. Eu não iria ficar sozinha com aquela criança do mal.
- O que foi, ?
- É que... hm, sem você, não vai ter graça.
- Ah, que amor! Mas fiquem sim, você precisam se divertir e assim se conhecem melhor.
- É uma ótima idéia! – Molly disse, e eu estranhei.
- Então fiquem, se divirtam e nos vemos depois. Tudo bem?
- Tá bom, tá bom. Almoçamos juntos então, acho que e cia vão lá pra casa.
- Tudo bem, a Judith já esta avisada pra fazer comida para um batalhão. – Ele riu – Agora preciso ir, se cuidem. – deu um beijo no rosto na sobrinha e um selinho demorado em mim – Amo você. – Ele disse baixinho só pra mim.

Depois que foi para a gravadora, eu e Molly ficamos sozinhas andando pelo parque. Ela me fez comprar um milhão de sorvetes, toda que vez que eu comprava um ela dizia que estava ruim, chorava e me fazia ir trocar. Ela arrumou briga com uma garotinha no parquinho, eu tive que me meter e a babá da garota ainda brigou comigo. E ela também derramou suco na minha camiseta branca. Um amor,um amor.

- Come esse cachorro-quente aí bem quietinha, sentadinha aqui do meu lado no banco. Escutou?
Ela me ignorou, fingiu não escutar e começou a comer. Pelo menos estava quieta.
Bufei irritada por todas as coisas e meu telefone tocou, era o carinha do The New York que eu conheci na inauguração da cafeteria.
- Alô... Peter Settle?
- É! – ele disse, animado – Tudo bem, ?
- Tudo certo sim, e com você?
- Tudo ótimo. Bem, estou ligando pra saber se você já tem uma resposta pra mim?
- Oh! Eu havia me esquecido, desculpe.
- Esqueceu?
- É, não tive tempo pra pensar nessa coisa toda. NY, deixar meu namorado, meus amigos... É complicado.
- É uma oportunidade, girl.
- Eu sei, mas tem muita coisa em jogo.
- Seu futuro está em jogo, não pode jogar isso fora.
- Por isso tenho que pensar bem. Eu sei que você não tem nada a ver com isso, mas tem meu namorado, isso complica demais.
- Se ele ama você, ele vai entender.
- (...)
- Bem, você quem sabe... estou te dando mais tempo. Em NY realmente queremos você. Estou indo embora amanhã, mas você pode me ligar quando decidir. Tem todos os meus telefones e emails, certo?
- Certo. Er, obrigada.
- De nada, você é uma grande profissional.
- Wow, não é pra tanto.
- Não se diminua, é a verdade.
- Obrigada de novo.
- Preciso desligar agora. Pense bem na proposta! Beijos.
- Beijos, tchau.
Peter finalizou a ligação e eu fitei o nada, pensando mais uma vez nessa oportunidade de trabalho incrível.
- Nova York. – Pensei alto e olhei pro relógio, que já marcava 11:20 am.
Molly estava do meu lado com a roupa toda suja de cachorro quente e dando migalhinhas de pão para os pombos.
- Vamos embora, precisamos encontrar seu tio em casa.
Nos levantamos do banco e procurei por um táxi, já que nos trouxe de carro e usou o mesmo para ir pra gravadora.
Não demorou muito para tomarmos um táxi, mas resolvi que ia passar na cafeteria de antes, depois iríamos pra casa.

- Aonde estamos indo?
- Na cafeteria da . Hm, já chegamos.
Paguei o taxista e descemos do carro.
- Por quê?
- Fica quietinha e eu deixo você comer bolo de chocolate, o quanto você quiser.
- Você deixando ou não eu vou comer, senão eu conto pro tio que você me negou comida. – A menina saiu andando na minha frente e entrou na cafeteria.
- Que abusada. – Bufei, entrando na cafeteria em seguida.
- Minha linda. – sorria bobamente para a garota. O que ele estava fazendo ali? – Você está bem sujinha, né.
- A me sujou.
- É mentira, ela não sabe comer cachorro-quente.
- Oi, . – veio até mim, me dando um abraço apertado e um beijo em seguida.
- Oi big tiger. – Dei uma risadinha – Vou falar com a , toma conta da sua menininha aí.
Deixei Molly com e fui procurar no escritório.
- Grrrrrrrrrr!
- O que houve? – analisou minha cara.
- Aquela garota é uma pestinha, olha o que ela fez na minha blusa. – Apontei para minha peça de roupa manchada – Ela me fez tropeçar de patins, me fez comprar milhares de sorvetes, brigou com uma criança no parquinho, ela é terrível.
- E o que disse?
- Nada, ele não estava lá, ele foi pra gravadora,onde acho que deveria estar também.
- Ah não, acho que é um lance só com a música do e do , tá lá de intrometido mesmo. Enfim, conta pro , pra ele brigar com ela.
- Ela é um anjinho perto dele, ele nunca vai acreditar. Ela disse que outras já tentaram contar pra ele e não deu certo, ela tem ciúmes de mim com o tio, é terrível.
- Não gosto de crianças.
- E eu passei a ter medo delas, não sei o que essa coisinha pode aprontar!
- Relaxa, . Seja lá o que for, não vai te prejudicar. É só uma criança mimada que pode ser corrigida com alguns anos no reformatório.
- Fala sério? - Olhei pra ela incrédula.
- Yep! Agora vamos descer e tomar um café.
Eu e tomamos café juntas e depois ficamos jogando conversa fora com o , enquanto Molly comia todo tipo de doce. Algum tempo depois, ligou e todos fomos no carro de lá pra casa, almoçar. e já estavam lá com .

A trupe toda almoçou junto, todo mundo reunido. Conversamos bastante e nos divertimos, como sempre. E comeu tanto que quase passou mal, ele é um olho grande de marca maior, ainda teve que agüentar reclamando com ele, parecia uma mãe dando bronca no filho de dez anos. Depois do almoço fomos pra varanda e ficamos lá jogando conversa fora, enquanto Molly brincava com as bonecas novas que comprou pra ela. Judith nos preparou um delicioso pudim no fim da tarde e quase não deixou comer, o que o fez ficar com um bico de criança mimada. Bah, esses dois.
Começamos a conversar sobre viajens e etc. Os meninos falando sobre as tours que já fizeram por aí, e estava tudo muito bem até Molly tocar em um assunto, aparentemente toda inocente.

- Tia , quando você vai pra NY? – Ela largou as bonecas e se aproximou dos adultos.
- Do que está falando, Molly? A tia não vai viajar. – riu e a menina o olhou.
- Vai sim, tio. Ela vai pra NY, não é tia ? Eu ouvi quando ela falou no telefone hoje no parque.
Todos olharam pra mim.
- NY, ? – me olhou com a cara mais séria do mundo, e fez a mesma coisa.
- A Molly ouviu errado, eu não...
- Era uma viajem surpresa com o tio ? Ah, eu estraguei tudo, desculpa, não devia ter falado.
- Devia ter falado sim, meu anjo. – Disse ainda sério, me encarando. - , eu não, eu... Olha....
- Só me diz uma coisa, isso é verdade mesmo, ? – perguntou antes que eu pudesse falar algo para .
- É , isso é verdade? – fez a mesma pergunta, e o clima era tenso.
- Bem, acho que vocês precisam conversar sozinhos, eu estou indo pra casa, está na hora já. – Disse , já se levantando – Vamos , eu preciso falar uma coisa com você.
- Que coisa?
- Anda logo, ! – se tocou e se levantou também, indo embora com depois de darem um rápido tchau. e ficaram, disse que ia querer falar comigo ainda, ela estava brava. e ela levaram Molly para dentro da casa e eu fiquei sozinha com pra conversar.
- , a sua sobrinha entendeu tudo errado.
- Está dizendo que ela está mentindo?
- Não, apenas que ela ouviu errado, eu não vou pra NY.
- Seus olhos dizem outra coisa, você está mentindo, . Está me escondendo alguma coisa.
- Não estou não. – Menti.
- Eu sei que está, eu conheço você, , e não acredito que não quer me contar o que se passa.
- , não é nada, eu não vou pra lugar nenhum, não podemos esquecer isso?
- Se você quer...
Ele saiu andando, me deixando sozinha e confusa, não sabia se era certo contar tudo pra ele.
Depois eu fui falar com , mas ao contrário de , ela não desistiu até arrancar toda verdade de mim, então eu contei tudo depois de várias ameaças de morte!
Ok, brincadeira.
como sempre vinha com seus conselhos sensatos. Disse que eu deveria contar tudo para o , e também disse que eu devia ir pra NY!

- Que tipo de melhor amiga é você? Quer se livrar de mim?
- O tipo de melhor amiga que sabe que isso é uma oportunidade incrível pra você e que não bate na porta duas vezes. É uma ótima chance, e sei também que você amaria ficar em NY por um tempo.
- É, mas deixar não está nos planos, de jeito nenhum.
- É o que complica... mas você precisa pensar em você primeiro.
- Eu não vou embora, . Eu vou ligar pro Peter e dizer que não vou e agradecer pelo convite.
- Você tem certeza?
- Tenho!
- Bem, eu já disse tudo o que eu acho, agora its up to you, babe.

Dois dias depois e Molly já tinha ido embora. Eu e estávamos de novo falando sobre NY, nós acabamos discutindo...

- Chegou isso pra você. - Ele jogou um envelope em cima da cama.
- O que é i... – Antes de terminar a frase eu vi o que tinha no envelope, que já estava aberto – Ah! Você leu?
- The New York, né? Bom.
estava de costas pra mim, mexendo nos seus CDs.
- , me desculpa. – Eu fui até ele.
- Desculpar? Pelo quê? Por você ter mentido pra mim? – ficou de frente pra mim.
- Eu sabia que você ia ficar desse jeito que está agora, por isso eu preferi não falar nada. E você não devia ter mexido na minha correspondência.
- Por favor, né ! Não vem com essa. Eu achei que tínhamos um jogo aberto, que não escondíamos nada um do outro.
- E é assim! Só que agora...
- Só que nada! Você ia pra NY sem nem me avisar, ou o quê? Ia me avisar no dia? De dentro do avião, é?
- Eu não vou pra lugar nenhum! Esse também é um dos motivos pra eu não ter falado nada, eu não aceitei a proposta, eu até já agradeci e disse que não vou.
- Não?
- Não, eu vou ficar aqui!
- Por quê?
- Por causa de você, seu babaca! – Eu o empurrei levemente.
- Você vai deixar essa oportunidade passar?
- Já deixei.
- Não é justo.
- O que não é justo?
- Você não aceitar ir pra NY.
- Não te entendo. Estava aí fazendo uma revolução e agora diz que não é justo!
- Eu li o que estava escrito na correspondência, é uma boa proposta, e parecem mesmo querer você lá...
- , eu não vou te deixar. Eu já escolhi.
- Me sinto culpado.
- Não fique, foi minha escolha.
me deu um abraço apertado.
- Não precisa fazer isso por mim. Não quero que vá embora, mas também não posso te dizer pra não ir, isso seria tão bom profissionalmente pra você.
- Estou fazendo por nós. Não posso ficar longe de você.
- Você não existe. – Ele beijou a minha testa e me abraçou de novo, ficamos um bom tempo nos abraçando.
Senti uma sensação estranha. Algo estava pra acontecer, mas não sabia o que seria.

Capítulo 21 - Bad news

’s POV

- Então a recebeu uma proposta de emprego em NY mesmo?
- Isso mesmo, . E eu me sinto culpado, porque ela disse que não vai, basicamente por minha causa.
- Você disse pra ela não ir? – deu um gole na sua cerveja.
- Não, mas mesmo assim...
- , a já é bem grandinha, ela faz as próprias escolhas.
- Eu sei, , mas eu quero o melhor pra ela, e seria ótimo pra ela trabalhar em NY.
- Só que você não se imagina sem ela.
- Isso mesmo.
- É difícil, , mas a sabe o que é melhor pra ela...
- Eu tenho que fazer algo. – Falei a última parte só pra mim.
- Oi meninos. – entrou na cozinha toda sorridente.
- Oi . – respondeu – Tudo bem?
- Tudo ótimo. Continuo procurando por um emprego, vou tentar né.
- Assim que se fala, garota.
- Oi amor. – veio até mim e me deu um selinho demorado – Tá bem? – Ela bagunçou meus cabelos de leve.
- Tudo certo, amor. – Eu respondi, sem muita certeza – Eu e vamos pedir pizza, vai querer de quê?
- CALABRESA! – Ela falou super empolgada, e riu – Eu vou subir e trocar de roupa, esperem por mim pra comer.
- Então vai rápido, . – mandou - Eu tô morrendo de fome e nós vamos pedir na pizzaria nova que promete pizza em 25 minutos em qualquer lugar da cidade ou temos o dinheiro de volta.
- Isso é sensacional. – Eu disse.
- Ok, ok, já estou indo e quase voltando.
(...)

não demorou, e a pizza também não. Nós comemos, depois eu e jogamos vídeo game enquanto tagarelava ao telefone com , e depois quis jogar com a gente.
Ela ganhou de mim cinco vezes no futebol.
Sem comentários.

- Você perdeu cinco vezes, ! – fazia um tipo de dancinha da vitória.
- Eu não estava afim de ganhar. – Fiz pouco caso de brincadeira.
- perdendo pra uma menina, que vergonha!
- Cala a boca , você perde pro , o que é quase a mesma coisa. – Lancei essa na cara de , que se calou.
- Podia ter ficado sem essa, . – riu – Bem, agora vou dormir, está tarde e amanhã eu vou cedo ajudar a na cafeteria e depois continuar procurando por um emprego, nem que seja no McDonalds.
- Sabe que não precisa disso, né. – Eu olhei pra ela, que se espreguiçava.
- De jeito nenhum que eu vou ser sustentada por você! – Ela quase gritou.
- Calma, eu só falei.
- Eu sei, eu sei, obrigada por ser atencioso. – Ela sorriu de forma doce.
- Ow ow, vamos parar por aí com o mel, e ah! Eu vou dormir aqui, valeu?
- Folgado você? Quase nada, né . – pegou uma almofada e jogou em .
- Pelo menos ele está avisando, teve uma época em que ele simplesmente entrava aqui em casa, ia pro quarto e dormia, depois aparecia na cozinha pra comer e eu levava um puta susto, porque simplesmente não sabia que ele estava aqui. Né, seu viado.
- Ninguém manda me dar uma chave da casa.
- O tem uma chave daqui?
- Não só eu, e também.
- Meu Deus! Não estou segura aqui. – zoou.
- Muito engraçada a sua namorada, .
(...)

’s POV off

Algum tempo depois...

- Calma dude, fica calmo, tudo vai ficar bem. Calma. – Eu escutei repetir para umas mil vezes na sala. Eu não sabia do que se tratava, todos os guys estavam lá em casa e parecia inconsolável.
- O que aconteceu? – Perguntei assustada.
me encarou com os olhos vermelhos, ele estava chorando.
- Minha mãe sofreu um acidente, , e está em coma!
- Oh meu Deus! – Foi tudo o que eu consegui dizer antes de correr para abraçar .
- E eu vou precisar ir pra Oxford e ficar por lá um tempo, a > já foi e eu vou amanhã.
- Eu vou com você!
Os meninos se entreolharam, depois olharam pra e saíram da sala, eu não entendi nada.
- , a gente precisa conversar sobre isso.
- Não precisamos não, eu vou com você e ponto.
- Não é preciso.
- Claro que é, , eu...
- , nós vamos dar um tempo.
cuspiu as palavras, e aos poucos faziam efeito sobre mim.
- O quê?
- Tempo, eu e você, durante alguns meses. Não vai dar pra manter uma relação a distância, e eu preciso ir ficar com a minha família, só eu e eles. Entende?
- , você tá terminando comigo?
Ele não precisou responder, consegui entender as palavras. As frases fizeram sentido, mas o meu chão sumiu por completo.
- Eu não acredito. – Ri ironicamente.
- , não é definitivo, só um tempo, apenas isso. – Ele pegou minha mão e me olhou profudamente – Amo você, não estou te deixando, só estou fazendo o que é necessário.Eu vou voltar, e quando voltar...
- Tudo vai ser como antes? – Eu o interrompi.
- Vai! Você fica aqui com o meu coração, quando eu voltar seremos namorado e namorada outra vez.
- Não sei se aguento.
- Precisa. – Ele beijou minha testa.
- Vou voltar pro meu apartamento.
- Tudo bem. Amanhã cedo eu estou indo pra Oxford, acho que você vai estar dormindo ainda.
- Não vou dormir aqui, vou pegar minhas coisas e ir pra casa do . – Saí andando em direção à escada, liguei pra no caminho até o quarto, peguei algumas coisas enquanto falava com ela e perguntei se poderia dormir lá com ela e . A casa podia até ser do , mas era quem botava moral.
Ela, como sempre, não me negou abrigo. Eu expliquei tudo pra ela e ela já queria bater em , típico dela. Ela sabia o que aconteceu com a mãe dele, porque avisou, mas não sabia que ele ia pedir ‘’um tempo’’ pra mim.
Quando eu desci com as minhas coisas, escutei vozes alteradas, vozes de e . Não consegui escutar direito o que falaram, só sabia que era uma discussão. Vi sair furioso da cozinha. Ele passou por mim e nem falou nada... Logo depois os outros guys também saíram.

- , eu vou pra sua casa. – Eu comuniquei e ele arregalou os olhos, olhando para em seguida - Já avisei pra , ela deixou, espero que não se incomode.
- Claro que não, . É sempre bem-vinda.
- Obrigada. Então... vamos?
- , amanhã pego minhas coisas aqui. Boa viagem, melhoras pra sua mãe e dê um beijo em . Diga pra ela ficar bem.
assentiu e se aproximou de mim, me puxando para um beijo lento, de despedida.
- Desculpa. Amo você. – Ele falou baixinho e eu pude jurar que vi balançar a cabeça negativamente.
Talvez fosse coisa da minha cabeça.
Me despedi de e fui embora com , ficou com .

- é retardado ou o quê? Ele não podia ter feito isso, não faz sentido! – quase gritava enquanto preparava brigadeiro para nós.
- Ele pode fazer o que quiser, . – Eu disse chateada.
- Não com a minha melhor amiga! – Ela exclamou – , por que você não o impediu de fazer essa burrada?
- Meu amor, o que eu podia fazer? Ele falou pra mim e pros caras que já tinha tomado uma decisão, que ia ser preciso fazer isso, que a prioridade era a família dele agora. Não posso fazer nada. Eu sinto muito, . – me abraçou e eu retribuí o abraço, senti vontade de chorar.
- , não vou deixar você chorar pela burrada do , ainda mexendo no doce.
- , pega leve, a mãe do cara tá em coma, ele tá sofrendo pra caralho.
- Podemos estar sendo egoístas, amiga. – Eu disse.
- Não! Eu entendo, e estou triste pelo , que deve estar mesmo arrasado, eu sei, mas ele não podia ter feito isso, não faz sentindo!
- , o faz o que ele bem entender, você não pode se meter, ninguém pode.
- É claro que eu posso, !
- Tá bom,! Não vamos mais falar sobre isso. – saiu da cozinha, deixando toda nervosinha.
- sempre defendendo os homens!
- Eles são amigos e, bem, não quero mais falar sobre isso. Amanhã eu volto pro meu apartamento, volto pra minha vida de antes, antes de ser a namorada de um rock star.
- Conta comigo pra tudo que precisar, estou aqui, você sabe.
- Só quero um emprego agora, e que tudo fique bem. Enquanto isso, faz logo esse brigadeiro aí que eu quero comer.

Com o tempo algumas coisas foram voltando ao normal. Eu já estava de volta em meu apartamento, e passava a maior parte do tempo ajudando na cafeteria. Ainda estava sem emprego fixo, estava sobrevivendo com uma mesada enviada pelo meu pai todo mês - é humilhante, eu sei... É como se eu tivesse assinado algum documento dizendo que sou uma LOSER! Talvez meu pai estivesse feliz de me ver quebrando a cara...
Eu mantinha um contato básico com . Eu liguei pra ele agumas vezes, ele nunca me ligava... Nós nos falávamos mais pela internet. Parece que Fletch deu férias pra todos os meninos enquanto fica com sua família, a mãe dele continua em coma, é uma situação delicada pra todo mundo.
E como eu estava? Eu estava mal, como era de se esperar... Eu queria comigo, queria estar com ele, mas ele não parece querer o mesmo que eu, isso era realmente triste.
E cada dia iria piorar mais e mais.
Não preciso dizer que ainda era louca por , né, e eu realmente ainda tinha esperanças de voltar com ele. A cada dia eu fazia contagem regressiva pra ele voltar logo e tudo voltar a ser como antes, como ele prometeu, só que eu esqueci de uma coisa...
Homens mentem. All the time.
- ! – A felicidade transbordou em mim assim que vi na cafeteria de – Eu vim correndo assim que soube que já tinha voltado!
- ! Quanto tempo. - Ele sorriu, estava tão mais bonito. Usava uma calça de jeans escuro, uma blusa com listras em preto e branco e nós pés vans quadriculado.
Lindo.
- Como você está? E sua mãe? Me conta! – Eu o enchi de beijos, inúmeros selinhos.
- Minha mãe já está bem, ela saiu do coma. Graças a Deus! – Ele falou radiante.
- Que bom, meu amor. – Eu sorri largamente e em seguida o beijei. Senti algo de diferente, mas não sei dizer o quê. estava tenso, não sei.
observava de longe com uma cara nada boa. estava ao seu lado, os outros guys não estavam presentes. Eu e nos sentamos em uma mesa e pedimos muffins e capuccino, e logo se aproximaram de nós e se sentaram conosco. Conversamos e contou sobre como sua mãe estava e essas coisas. Depois de algum tempo, e se retiraram, depois de lançar vários olhares pra e trocar olhares cúmplices com . Não entendi nada, apenas ignorei. Eu estava feliz demais por ter meu dude de volta.

- Eu estou tão tão tão feliz por você estar de voltar. Estamos pra fazer nove meses e mais alguns dias de namoro. Bem, na verdade eu estou confusa, porque nós terminamos algumas vezes e voltamos. – eu ri – Então não sei se devo contar desde o início. – comecei a contar alguns meses nos dedos da mão – Mas acho que o que vale é...
me interrompeu.
- Precisamos conversar.
- Por que ficou sério assim? – perguntei, um tanto assustada.
A boca de assumiu uma linha fina e reta. Seus olhos estavam escuros e ele me olhava fixamente. Percebi que ele segurava com força demais seu copo de capuccino, agora vazio.
- Percebi que você acha que ainda estamos juntos, e as coisas...
Ele continuou falando e eu parei de prestar atenção depois de ‘’percebi que você ACHA QUE AINDA ESTAMOS JUNTOS’’
Como assim? Não estamos?
- Peraí, , facilita pra mim. O que quer dizer?
- Não ouviu o que eu disse?
- Não, parei de prestar atenção bem no início da frase.
- , é difícil pra mim, mas não estamos mais namorando. Acabou.
- É difícil pra você? , o que há de errado? O que eu fiz?
- Você não fez nada, pequena. Mas é que não dá mais, eu fiquei muito tempo longe e não podemos mais continuar com isso.
- Você tá chamando o nosso namoro de “isso”? – fiz aspas com os dedos.
- , não complica. Por favor.
- Você disse que quando voltasse tudo ia ser como antes.
- Eu sei que disse, mas não dá mais, por favor, me entenda.
- Você não gosta mais de mim? – Os meus olhos encheram de lágrimas.
- , você não entende.
- Quem não entende é você, ! Me fala o que tá acontecendo! – As lágrimas começaram a rolar.
- Nada!
- Como assim nada? Você arrumou outra? Me diz! Como do nada você termina comigo?! E termina de novo, não é a primeira vez que você faz isso, você vive me dando um pé na bunda, você tá sempre terminando, tá sempre brincando com os meus sentimentos. Desde a primeira vez que fez isso eu prometi que não voltaria pra você, mas eu sempre volto, porque eu sou uma imbecil, eu sou uma trouxa.
- Não fala assim, pequena!
- Eu não sou mais sua pequena! Você perdeu o direito de me chamar assim, a partir de agora.
ficou em silêncio, e isso era o que mais me irritava. Eu queria que ele falasse, que me explicasse.
- Me diz, ! Por favor, me diz o que eu fiz de errado. Eu não posso te perder, não faz isso comigo. , você é a minha vida, sem exageros.
- , você supera.
Ele me disse as mesmas palavras que Victor há alguns meses. Muitos meses.
Isso doeu, de verdade. Pela segunda vez na vida meu coração sentiu a mesma dor, ou até um pouco mais forte, porque, de fato, eu amava mais , de um jeito mais intenso.
- Isso é tudo que você tem pra me dizer? Eu não consigo entender, ! Pelo amor de Deus, como você tem coragem de fazer isso comigo? Por favor, não me deixa.
Eu estava me humilhando, mas por ele valia a pena.
- , eu já tomei a minha decisão, não podemos mais ficar juntos, acabou. Me desculpa, mas é isso. Acabou.
- Você não me amava de verdade? Pode me dizer se eu fiz algo que você não gostou, me diz. Fala alguma coisa, me dá um motivo concreto, não me deixa assim sem saber de nada. , você disse que continuaríamos juntos, você não podia ter mentido pra mim, não podia!
Eu já chorava desesperadamente. Era humilhante. Foi então que eu percebi que não adiantava mais discutir com ele, eu não conseguiria mudar sua decisão. Algumas pessoas na cafeteria já olhavam - o movimento era pouco naquela manhã, mas as poucas pessoas observaram a menina idiota ser chutada pelo namorado famoso do McFLY.
mais uma vez optou por seu silêncio idiota, então eu saí dali o mais rápido possível, sem olhar pra trás.
Entrei no meu carro e dei partida, com os pensamento a mil... Eu não parava de pensar no que acabara de acontecer, pra mim era só um pesadelo. logo ia se tocar e me ligar, pedindo pra voltar. Eu me faria de difícil mas logo voltaria pra ele, como sempre. Porque eu definitivamente não podia viver sem aquele estúpido. Isso não deveria ser uma afirmação, e sim uma pergunta.
Liguei o rádio a fim de melhorar um pouco e ouvir uma música pra me livrar de pensar em pelo menos enquanto eu dirigia, mas assim que liguei o rádio ouvi os primeiros acordes de Remembering Sunday tocar. Não era exatamente música que eu precisava ouvir, mas não troquei de estação, deixei o som do All Time Low invadir o carro.

He woke up from dreaming and put on his shoes
Started making his way past
Two in the morning
He hasn't been sober for days

Leaning now into the breeze
Remembering Sunday, he falls to his knees
They had breakfast together
But two eggs don't last
Like the feeling of what he needs

Now this place seems familiar to him
She pulled on his hand with a devilish grin
She led him upstairs
She led him upstairs
Left him dying to get in

Forgive me, I'm trying to find my calling
I'm calling at night
I don't mean to be a bother
But have you seen this girl?
She's been running through my dreams
And it's driving me crazy, it seems
I'm gonna ask her to marry me

Even though she doesn't believe in love
He's determined to call her bluff
Who could deny these butterflies?
They're filling his gut

Waking the neighbors, unfamiliar faces
He pleads though he tries
But he's only denied
Now he's dying to get inside

Forgive me, I'm trying to find my calling
I'm calling at night
I don't mean to be a bother
But have you seen this girl?
She's been running through my dreams
And it's driving me crazy, it seems
I'm gonna ask her to marry me

The neighbors said she moved away
Funny how it rained all day
I didn't think much of it then
But it's starting to all make sense
Oh, I can see now that all of these clouds
Are following me in my desperate endeavor
To find my whoever, wherever she may be


As lágrimas não pararam de cair desde que eu saí da cafeteria, era muita informação pra pouca . Por que fez isso? Por que? Por quê? Eu não conseguia parar de me perguntar isso. Nós havíamos terminado outras vezes, mas eu sinto que agora é diferente. Nós já brigamos, ficamos separados, e nunca senti como agora. Parece que dessa vez não tem mais volta, eu sinto uma coisa muito diferente e não sei dizer o que é, e isso faz meu coração apertar.

I'm not coming back
(Forgive me)
I've done something so terrible
I'm terrified to speak
(I'm not calling, I'm not calling)
But you'd expect that from me
I'm mixed up, I'll be blunt
(You're driving me crazy)
Now the rain is just washing you out of my hair
And out of my mind
Keeping an eye on the world
From so many thousands of feet off the ground
I'm over you now
I'm at home in the clouds, towering over your head
I guess I'll go home now
I guess I'll go home now
I guess I'll go home now
I guess I'll go home


É ruim amar alguém com todas as forças e do nada esse alguém te mandar pastar sem nenhum motivo concreto, simplesmente tchau e boa sorte. Isso não é justo, não foi justo comigo. Se ele me amava tanto, por que está fazendo isso agora? POR QUÊ? Eu simplesmente não consigo entender.
Percebi que tinha parado no sinal, ele abriu e eu continuei no mesmo lugar,só percebi isso por causa de pessoas irritadas buzinando loucamente atrás de mim e me xingando. Nem liguei. Segui pelas ruas, eu não iria pra casa. Estava mal demais, pra mim o que acabara de acontecer era uma situação extrema. Eu estava realmente mal, e eu precisava de colo. E onde eu poderia encontrar?

Capítulo 22 – Mom,I’m back!

Mãe.
Isso mesmo, fui pra casa da minha mãe. Dirigi loucamente até até Bolton, sem me importar com o horário que chegaria lá - eu tenho certeza que minha mãe me acolheria.

’s POV on

- Seu imbecil! Você viu o jeito que ela saiu daqui? Olha aqui, , é a segunda vez que você deixa a desse jeito. Tudo bem que aquela vez com o negócio do beijo você era inocente, mas eu não quero saber. Você só faz mal pra minha amiga.
- Pega leve, .
- Pega leve nada, !
Eu estava morrendo de raiva daquele projeto de homem por quem é apaixonada.
- , eu fiz o que tinha que ser feito, acredita em mim, é o melhor pra .
- O melhor pra é ficar com você, sua bicha retardada! Ela ama você! She loves you, idiot!
- Mas eu não a amo mais, não como antes. Você não entende, . As coisas mudaram, eu, sei lá, eu apenas não sinto mais o mesmo.
- Como assim não sente mais o mesmo? Você acha que a minha amiga é algum tipo de brinquedo? , você é um retardado. A não é dessas que você está acostumado, ela é especial, ela tem sentimentos! E eu tô vendo que você com certeza não os merece.
- Dá pra vocês dois calarem a boca? Parem de brigar! – falou, autoritário.
- Seu amigo é um idiota!
- , não fala do que não sabe. – olhou pra mim e eu fiquei indignada.
- Para de defender ele! Ele está errado.
- Você é que fica defendendo a sem saber dos meus motivos. – Foi a vez de falar.
- Quer saber, fiquem vocês dois aí. Vou ligar pra minha amiga porque ela deve estar péssima, por sua culpa, babaca! – Eu dei um leve empurrão em e saí andando.
Aquele babaca machucou mais uma vez! Eu realmente gosto muito de , mas ele é um babaca, meu Deus! Está sempre machucando a - ok, não é sempre, na maioria das vezes ele faz minha melhor amiga muito feliz, mas também quando é pra pisar na bola, ele é o melhor do melhor do mundo em quebrar o coração dela. E isso me deixa com vontade de partir a cabeça oca dele com uma panela. Não mexe com a minha melhor amiga, dude, eu fico revoltada!

’s POV mode off

- Mãe, cheguei!
Eu disse naturalmente quando abri a porta da casa dos meus pais, que eu ainda tinha a chave. Passei pela sala e não tinha ninguém, minha mãe estava na cozinha. Fui até lá e a abracei fortemente. Eu precisava disso.
- ! – ela disse, muito surpresa – O que aconteceu? O que faz aqui?
- Nada. – Menti, com a voz já chorosa.
Minha mãe retribuiu o abraço.
- Você não me engana, mocinha. – Ela me olhou – E por que essa voz? Me diz o que tá acontecendo, você não vem aqui há séculos.
- Onde está o papai?
- Ele ainda não chegou do consultório. Vem, sente aqui. – Ela sentou em uma das cadeiras e apontou uma ao lado para que eu me sentasse – Me diz, qual o problema?
- ... – comecei a chorar de novo – Ele terminou comigo, definitivamente.
- Ah, meu amor. – minha mãe olhou carinhosamente – Não fica assim, pelo que sei vocês já terminaram muitas vezes.
Olhei sem entender pra ela, eu nunca tinha falado nada sobre isso.
- Eu leio as revistas, minha filha. – Ela riu levemente.
- Dessa vez é muito sério, mãe. Não terá mais volta. Ele mentiu pra mim, disse que ficaríamos juntos quando ele voltasse de Oxford, ele não me ama mais! Ele me fez de trouxa, só isso.
- Ninguém faz a minha filha de trouxa. Calma, meu amor.
- Eu não sou boa o suficiente pra ele, mãe. Eu não fui mulher suficiente pra segurar ele.
- Pare de bobeira, ! Não é nada disso. Foi ele quem saiu perdendo, perdeu uma menina incrível como você.
- Mãe, ele é o homem mais perfeito que existe em Londres, sem exageros. É só estalar os dedos que aparecem mil garotas perfeitas, e eu não, eu sou quem? Ninguém. Eu vou ficar sozinha por um bom tempo, enquanto ele se diverte com mil garotas.
- , meu amor, eu nunca vi você falar desse jeito. O que é isso? Essa não é você!
- Eu quero morrer! Parece que nada faz sentido. O que eu vou fazer daqui pra frente?
- Vai continuar a sua vida, normalmente.
-Não posso.
- Claro que pode!
- Mãe, eu só quero ficar aqui por um tempo, longe de tudo e todos. Eu aposto que os sites de fofocas vão me encher o saco, já devem saber de tudo. Então, posso ficar aqui?
- Claro que pode, é sua casa aqui também!
- E o que papai vai dizer?
- O que papai vai dizer sobre o quê? – Olhei pra porta da cozinha e meu pai estava lá parado.
- A veio nos visitar, vai ficar um tempo aqui.
- Por que essa visita repentina? – Meu pai me deu um abraço.
- Saudades.
- Agora diga o real motivo.
- Eu não posso sentir saudade dos meus pais?
- , você não vem aqui faz quase um ano!
- Pai, eu estive trabalhando muito, não dava pra vir aqui. E também toda vez que eu vinha o senhor começava a falar que eu tinha que desistir do jornalismo e ser médica. Isso me irrita profundamente!
- Só porque eu ia começar a falar disso agora. – ele riu – Tudo bem, não vou dizer nada, mas depois nós vamos conversar sobre algumas coisas.
- Então, tudo bem eu ficar por aqui? – perguntei.
- Claro! Quanto tempo quiser.
- Obrigada, papai. – Eu o abracei mais uma vez – Senti sua falta, chato.
- Sei, sei. – ele falou brincalhão – Agora me diz por que essa carinha tão triste?
- Ela e o namorado terminaram. – Minha mãe falou antes de mim.
- Mãe! – olhei feio pra ela.
- Isso é papo para mulheres, mas seja lá o que o safado fez, não fique mal por isso, minha filha, você é uma princesa e merece ser tratada como tal. – Ele deu um beijo na minha testa.
- Diz isso porque se acha o rei. – Eu disse rindo.
- Também! – Ele me acompanhou no riso – Vou subir, tomar banho e depois jantamos todos juntos, e você me conta como tem sido em Londres, tá?
- Tudo bem, pai. – Assenti e ele saiu da cozinha depois de dar um selinho carinhoso na mamãe.
- Achei que ele fosse implicar. – Eu disse.
- Você sempre pensando o pior do seu pai. – Ela balançou a cabeça negativamente – Escuta, por que não vai até o seu quarto, toma um banho e desce pra conversarmos um pouco?
- Tudo bem, te ajudo com o jantar.
- Não vai me dizer que aprendeu a cozinhar, é isso mesmo?
- Não! Eu não aprendi. – ri um pouco – Mas ainda posso colocar a mesa.
- HAHA, vou aceitar sua ajuda.
- Ok, eu volto já!
Dei um beijo em minha mãe e saí da cozinha.

- O jantar estava delicioso, querida. – Meu pai disse depois de sua última garfada no macarrão.
- É verdade, a melhor comida do mundo, nem se compara aos meus congelados – Eu ri.
Tive um jantar tranqüilo com meus pais. Pelo menos eu não choro há mais de três horas.
O telefone da casa começou a tocar e minha mãe foi atender, ela voltou pra cozinha com o objeto na mão.
- É pra você, é a .
Eu devia saber que não conseguiria me esconder dela, uma vez que ele conhece todos os lugares possíveis para onde eu poderia ir.
- Alô. – Peguei o telefone e suspirei pesadamente.
- ! Qual é a da parada? Tá fazendo o que em Bolton? Eu procurei você por toda Londres, até em hospitais e delegacias, e ameacei de morte...
, bastou ouvir esse nome para que eu sentisse um enorme buraco queimar dentro de mim, eu senti vontade de chorar outra vez.
- , não quero falar sobre isso. – funguei.
- ,eu sei o que houve,mas não quero você assim. O é um babaca, eu já discuti com ele e com o .
- Com o ? Por quê?
- Porque ele fica defendendo o o tempo inteiro!
- , não quero que brigue com o por causa dessa situação!
- Eles estão errados, eu não vou ficar dando idéia pra eles dois, eu discuto mesmo, você sabe.
- É, sei como você é!
- Anyway, como você está? Eu vou buscar você, não pode ficar aí.
- Eu vou ficar bem aqui,. Eu preciso passar um tempo com os meus pais, e aqui eu tenho o colo da minha mãe pra me reconfortar e até meu pai tem ajudado... Eu vou passar um tempo em Bolton, vai ser melhor pra mim.
- Você ficou louca? Eu não vou deixar, sua vida é aqui em Londres! Eu vou buscar você agora!
- . – Falei devagar – Você é minha amiga, e me ama muito, eu sei, te amo também. E somos tão amigas assim porque uma sabe a hora de respeitar o espaço da outra, e a hora de você respeitar o meu espaço é agora. Tô precisando de um tempo longe. Se eu ficar aí, tudo que eu vou pensar vai se resumir em .
- Nada disso.
- Não é como daquela vez com Victor, agora é pior, muito pior, você não imagina. Eu não esperava que fosse fazer isso comigo, eu sou louca por aquele imbecil, ele tirou meu chão, me tirou tudo. E sem contar que as revistas de fofoca vão cair matanto.
Ouvi suspirar do outro lado da linha.
- É, tem razão, talvez seja melhor um tempo em Bolton. Mas eu irei te visitar.
- Tudo bem, pode vir, mas tenha cuidado, não quero que ninguém saiba onde estou, nem os guys. Ninguém.
- Eu não vou contar, prometo.
- Obrigada, amo você.
- Eu te amo também, agora preciso desligar. Se cuida. Beijos.
- Beijos.

Algum tempo depois e eu ainda estava em Bolton com os meus pais,agora quebrando um galho pro papai como secretária de seu consultório, enquanto a guria que trabalhava lá estava resolvendo uns problemas familiares. Eu não queria ficar totalmente na fossa por casa de , então eu comecei a sair com uns caras, uns muito bonitinhos, mas não chegavam aos pés de . Esse era o problema, não a beleza e sim o fato de que eu ficava comparando qualquer garoto com quem eu saísse com o tal do . GRR!
Alguns garotos não gostavam dos mesmo carinhos que gostava ou não beijavam como beijava, não sabiam do que eu gostava como sabia, e também não falavam como , não andavam como , não se vestiam como , e muito menos na cama, não eram como . Oh my God!
Mas, como diria um professor que eu tive no terceiro ano do ensino médio: ‘’vida que segue’’ .
Então eu comecei a ter um casinho com um menino chamado Carter. A coisa era quase séria, não um namoro, mas mas era uma ficada séria, você entende? Ele era daqui de Bolton mesmo, tinha os cabelos loiros e cacheados, olhos verdes brilhantes, e sotaque engraçado, típico daqui, mas nele era bem melhor. Eu passei a só ficar com ele, ele só comigo (bem, pelo menos eu achava isso). Pois é, o canalha me traía! Tudo bem que não éramos namorados, mas é questão de ser honesto e coisa e tal! Homens não entendem isso. Está vendo como eu tenho sorte com homens? Talvez eu tenha aquilo que chamam de ‘dedo podre’, mas tudo bem. Eu fiquei com o ego ferido, mas não fiquei triste ou algo assim. Eu não gostava dele, mas eu precisava tentar parar de pensar em , o que eu já estava considerando ser impossível.
Quer saber? O Carter nem beijava tão bem assim e era muito safado - não que isso não fosse bom às vezes, mas sei lá, não era como .

Capítulo 23 – New Year.

O natal chegou, e eu ainda em Bolton, o que estava sendo muito bom. Eu fiz algumas amizades legais, estava conhecendo pessoas novas, mas não conseguia me desligar totalmente de Londres. Eu sabia de quase tudo que acontecia lá com os meus amigos , , e , eu lia todas as not[icias sobre eles na internet, e estava sempre ligando pra e vice-versa. lotava minhas mentions no twitter, outro dia eu falei com todos eles pela webcam, graças a .
Bem, eu passei o natal com os meus pais, troquei presentes com e os guys, que me mandaram cartões lindos e bengalas de açúcar, ideias de , me disse. Cada um dos guys passou o natal com a família (viu, eu disse que estava sabendo de quase tudo), e foi com para a casa da irmã dele. Ela estava muito muito feliz por isso.
Isso me fez lembrar que nunca conheci os pais de ... anyway.
No ano novo, eu fui ameaçada de morte por quatro elementos: , , e . Eles disseram que se eu não passasse o ano novo com eles eu morreria. Não estava nada a fim de ver com alguém pendurada no pescoço dele, soube que ele anda saindo com uma diferente a cada dia. Mas eu também confesso que uma parte de mim (uma parte idiota, trouxa, babaca, retardada) queria muito vê-lo, saber como ele estava, estava com saudades. Isso é obvio.
Eu ainda gostava dele, e não era pouco.
Eu acabei aceitando. Eu também queria muito passar um tempo com e os meninos, estava com bastante saudade, eles faziam muita falta na minha vida, muita mesmo.

- Daqui a pouco será um novo ano, tudo novo, tudo de novo! Woooooooah. – comemorou estranhamente.
Estávamos no novo apartamento de , era uma cobertura sensacional, com vista pra London Eye! Na sala enorme uma parede de vidro que dava todo um charme ao cômodo. e seu bom gosto... uau! Estava rolando uma baita festa na cobertura, convidou um monte de gente - bom, não podia esperar menos dele, né.
- A já está bêbada, olhem só. – riu da cara dela.
- Não estou nada. – Ela riu alegre demais.
- , dá um jeito na sua namorada.
- Ele está mais bêbado que ela, . – Eu olhei beber a décima caipirinha da noite. Era pouco pra ele.
- Casal bêbado. – falou e nós rimos – Por que você parece tensa?
- . – falou, e a olhei feio.
- Já podia imaginar. – Disse – Não fica assim, porque daqui a pouco ele chega.
- Esse é o problema, não sei como vou reagir. – Murmurei.
- Mostra pra ele que você é mais, que você é poderosa, gata. – falou meio gay e eu ri – Mostra pra ele que você superou o término, porque agora você está comigo, o mais gato de Londres, o mais sexy – me puxou pra perto dele, grudou nossos corpos e deu um beijo no meu pescoço.
Cadê ele todo gay agora?
- Baixou o em você, foi? – Eu ri e o abracei pela cintura.
- Sou muito melhor, gata. – Ele beijou meu pescoço de novo e nós dois começamos a rir juntos. Eu sabia que era só brincadeira dele. tinha total liberdade comigo e eu com ele.
- Então me mostra do que você é capaz, seja selvagem. – Eu ainda ria, de leve arranhei o braço dele.
- Que unha de gavião é essa? – Ele gargalhou.
Antes que eu respondesse, se juntou a nós, ele que antes dava atenção para os convidados.
- Larga minha gata, ! – Ele disse em tom de brincadeira. - Perdeu playboy.
- Vocês são tão bobos, senti falta disso. – Eu abracei os dois de uma só vez.
- Ninguém me abraça, ninguém me ama. – choramingou.
- Seu bobo, eu amo você também. – O abracei e fiz o mesmo com .
- Fico feliz que tenha vindo, . Sentimos sua falta e sentimos muito pelo que aconteceu com o seu namoro com o...
- Não precisa falar, ... Tá tudo bem. – Forcei um sorriso.
Fez-se dois segundos de silêncio entre nós e eu olhei para a entrada, vi chegar. Ele falou com algumas pessoas, sorriu, acenou, mexeu no cabelo.
COMO É QUE PODE UM SER FICAR CADA VEZ MAIS GOSTOSO?
Ele veio até nós, e eu senti meu corpo arrepiar, não sei por que, fiquei logo tensa, não sabia como agir.
Droga.
- Eaê bichas, feliz ano novo. – Ele falou animadamente – Começaram a beber antes da minha chegada, que amigos hein.
- Você demorou. – Disse , olhando pro amigo.
- Sabe como é, tive que ter a última transa do ano né, a Kourtney me deu trabalho, por isso demorei. – Ele riu e eu tive vontade de socar a cara dele. Precisava falar na minha frente?
- Isso foi desnecessário, olhou feio pra ele.
- Desculpa, esqueci da presença das damas. – Ele deu um beijo estalado no rosto dela – Feliz ano novo, sua insuportável.
- Feliz ano novo, babaca. – Ela deu um beijo nele também.
e já estavam de bem, apesar de ela ainda estar com raiva por ele ter terminado comigo. Ela era minha melhor amiga, e amiga dele também, eu a entendia perfeitamente. E não tenho raiva por ela falar com ele, não mesmo. Como eu poderia ter raiva da melhor amiga de todos os tempos?
- Ainda não é ano novo, . – falou.
- Mas é quase.
estava muito animado, tinha muita excitação em sua voz. Ele estava bem, e eu um lixo.
- E aê , como é que você tá? – Ele deu dois beijos no meu rosto. Agindo como se nada nunca tivesse acontecido. Todos ficaram tensos.
- Ótima, ótima, e você?
Resolvi fazer do jeito dele.

’s POV on

Putz! Quando eu cheguei no apartamento do , a primeira coisa que eu vi foi a , confesso. Ela estava muito gostosa, puta que pariu! Usava um vestido simples, branco e justo no corpo, deixando suas curvas bem visíveis, e estava de salto alto, preto. Ela estava gostosa, já disse isso? Melhor do que nunca.
Fui falar com as bichas e com a , falei com ela também, que estava muito gostosa ao lado de e , já falei que ela tava gostosa? A cumprimentei normalmente, mas antes soltei uma piadinha falando de Kourt, para que ela não achasse que eu não estava pegando ninguém. Na verdade, não transei com a Kourt, não existia uma Kourt. É, eu inventei. Patético.
Quando me aproximei para beijar o rosto de , logo senti deu perfume forte. Eu sabia exatamente qual era, Yves Saint Laurent, ela amava esse perfume. Percebi que todos ficaram tensos, talvez por imaginarem que talvez eu e fôssemos começar a brigar ali no meio de todos. Essa noite eu não queria brigas, eu queria outra coisa dela, eu queria bem mais.

- Eu estou ótimo também. – Eu sorri pra ela.
- Que bom. Bem, eu vou entrar pro clube do e pegar uma capirinha, alguém quer? – Ela perguntou.
- Eu passo,vou ficar com o drink verde. – Um garçom passou na mesma hora que disse isso, e então ele pegou o tal drink verde – É irado!
riu de e saiu andando. Andando em cima dos seus saltos pretos... Eu não sei por que, mas tenho tesão em mulher de salto. Observei ela andar, ela rebolava, acho que sem perceber. Eu estava ficando louco.
- Perdeu, . – Escutei murmurar pra mim.
- O quê? Tá louco? – Perguntei atordoado.
- Eu tô vendo você secar a , não para de olhar pra bunda dela.
- Você ficou louco? Eu nem reparei!
- Ah tá, vai se engando então. Não tem um homem aqui dentro que não tenha reparado em como ela está hot hoje!
- Talvez esteja um pouco. – Eu disse com desdém.
- E você tinha tudo isso pra você. – balançou a cabeça negativamente – Agora outro pode chegar e ter. Hoje ela está especialmente deliciosa.
As palavras de transbordavam em malícia. Eu quis mandá-lo parar de falar daquele jeito, mas não podia, ou ia parecer ciúmes.
Mas a verdade é que eram ciúmes.
- Tanto faz. – Dei de ombros, parecendo não me importar.
- O que as maricas tanto cochicham? – perguntou, curiosa.
- Papo de macho, tá ligado? – Eu disse, olhando pra ela.
- Sei o papo de vocês. – riu olhando pra minha cara. Nem entendi.
- Vou pegar uma bebida. – Fui pelo mesmo caminho que passou antes.

Quase meia-noite

- Oi. – Me aproximei de , que estava na varanda, afastada da agitação da festa – Quer beber?
Eu tinha uma garrafa de Heineken na mão, e sabia que ela não gostava de cerveja. Falei só pra puxar assunto. Mas me surpreendeu, virou-se pra mim – ela que antes estava de costas olhando o céu - e pegou a garrafa da minha mão, bebendo o pouco que tinha, acabando com a cerveja.
- Wow! Desde quando bebe cerveja?
- Não finja que se interessa. – Ela soprou as palavras e já estava de costas pra mim mais uma vez.
- Não precisava falar assim também, né.
Ela soltou uma risada irônica.
- Você merece coisa pior.
- Você está irritada comigo.
É, não foi uma pergunta.
- Chegou a essa conclusão sozinho? Quer uma estrelinha colada na roupa?
- Sabia que hoje quando cheguei eu reparei logo em você? – Eu a abracei por trás, ignorando o que ela disse.
- Informação desnecessária.
Ela estava arisca demais.
- Hoje é ano novo, . Relaxa. – Eu comecei a dar beijos no pescoço dela, beijos demorados.
- Não é só porque é ano novo que eu preciso fingir que você não foi um canalha comigo. , fica sabendo que eu só estou aqui pelo meus amigos. Não tinha vontade nenhuma de olhar sua cara azeda.
Apesar de muito irritada, em nenhum momento fez menção pra sair dos meus braços.
- Eu preciso ter você. – Falei no ouvido dela e a senti arrepiar.
- Você não presta, , e eu nunca mais vou cair na sua, nunca mais! É uma promessa de ano novo!
- Nunca mais? Você nunca mais vai querer sentir os meus toques? – Eu acariciei sua virilha por dentro do vestido, sem pedir nenhum tipo de permissão.
- Nunca mais. – Ela disse com a respiração falha ou eu estava delirando?
- Certeza? – Eu apertei minha mão no mesmo local e a escutei soltar um gemido baixinho, sorri involuntariamente – E os meus beijos? Não vai sentir falta? – Tornei a beijar seu pescoço lentamente, dessa vez dando mordidas.
- ! ! Venham logo, vai dar meia noite, vamos fazer a contagem. – apareceu do nada pra atrapalhar. Eu o xinguei muito, mentalmente.
rapidamente saiu dos meus braços e foi pro meio da multidão com , fingindo que nada acabara de acontecer. me deu uma olhada séria e feia antes de sair com ela. Eu sabia por que.

- 5,4,3,2....
puxou a contagem, todos estavam com taças na mão, bêbados ou não. Esperando pelo novo ano.
- FELIZ ANO NOVO! – gritou mais alto que todos.
- Feliz ano novo, melhor amiga. – a abraçou, sorrindo – Eu amo você, obrigada por ser a melhor de todas.
- Eu te amo também, minha amiga, você é que é a melhor do mundo!
- Awn, que lindas. – as abraçou e começaram a pular.
- Feliz ano novo, viado. – disse pra mim e nos abraçamos.
- Um brinde à nossa amizade. – Disse , e nós brindamos e todos se abraçaram muito. Foi aquela coisa de final de ano em novela, sabe como é, muita gente, todo mundo se abraça, deseja coisas boas e etc. Eu confesso que gosto desse clima, é muito bom! Nos dá esperança pra fazer tudo diferente e melhor. Mas agora eu estava interessado em abraçar a , que estava muito gostosa, já comentei?
- Feliz ano novo. – Soprei no ouvido dela e a abracei.
- Feliz ano novo, . – Ela se soltou de mim.
- Você é a primeira pessoa por quem fico excitado esse ano. - Cala a boca, ! – Ela riu – Você cheira a vinho e todas as outras bebidas da festa.
Wow, ela riu! Mil pontos pra mim.
- gatona. – a pegou no colo e a girou no ar – Feliz ano novo.
- Feliz ano novo amor, amo você, seu lindo. – Ela beijou o nariz dele.
Ciúmes detected
. - Também quero, também quero beijos. – fez um bico ridículo, mas considerou fofo.
- Aw. – Ela abraçou meu amigo do bico ridículo – É o nosso primeiro ano novo juntos! Acho que vou chorar.
- Não começa não, . Se você chorar eu choro, chora , chora, todos chora, como dizem no twitter. – riu.
- Então vamos beber. – sugeriu.
Eu estava começando a me sentir excluído.
Que gay.

’s POV off

- Olha só, sozinhos outra vez, no mesmo lugar. Como eu amo o destino. – veio de novo todo cheio de si pra cima de mim.
- A minha promessa de fim de ano já está valendo, então sai daqui.
- Por que veio pra cá de novo?
- Por que eu quis e não te devo explicações, se manda.
- Não, porque sabia que eu viria aqui atrás de você mais uma vez, e você está querendo o mesmo que eu!
- Não mesmo.
Talvez sim.
- Você sempre foi muito difícil, mas eu sei exatamente como fazer você se render. – me puxou pra ele, me fazendo encará-lo, rapidamente grudou os lábios nos meus e em poucos minutos eu me vi procurando com ele um quarto de hóspedes pelo apartamento.
Parabéns, . Ironic mode on.

- Trancou a porta? – Eu perguntei, enquanto beijava loucamente meu colo. Ele fez um barulho estranho com a boca, que eu entendi como um sim. Me ocupei de entrelaçar meus dedos em seus cabelos enquanto ele tirava meu vestido e jogava em um canto qualquer.
- Facilita pra mim. – Ele disse enquanto sofria pra abrir o sutiã que eu usava.
- Você nunca aprende. – Facilmente o sutiã foi parar no chão junto com o vestido, e também a calça e blusa de .
apertava suas mãos em meu corpo com urgência, eu queria mais daquilo, estava sendo realmente muito bom. Ah, como eu queria mais.
- Senti falta. – Ele falou entre beijos no meu ombro.
- Eu também. – Passei minhas pernas em volta da cintura dele,em seguida arranhei suas costas inocentemente.
- Ah, é pra provocar, é? – Ele sorriu maliciosamente, depois apertou minha cintura e brincou com o elástico da minha calcinha de renda rosa antes de tirá-la.
(...)

Foi a primeira transa do ano. Agora tudo estaria bem! O ano começaria diferente, com as coisas em seus devidos lugares, como nunca deveriam ter deixado de ser.

Acordei no dia seguinte usando apenas a camiseta que vestira noite passada, ele me abraçava por trás e dormia tranquilamente. Me mexi um pouco tentando não acordá-lo, mas foi em vão.

- Bom dia. – Eu disse, sorrindo até demais.
- Bom dia, . – Ele coçou os olhos.
- Que horas são?
- Meio-dia!
- Nós ficamos acordados até muito tarde. – Ele mordeu o lábio inferior, parecendo lembrar de tudo que fizemos.
- É. – eu ri – Devem estar procurando por nós.
- Vamos lá falar com o pessoal e comer alguma coisa. Mas antes, vem aqui. – me puxou e acabou ficando por cima de mim na cama – Está com tanta pressa assim? O café da manhã pode esperar. – Ele chupou meu lábio e depois escorregou as mãos pelo meu corpo, ora fazia leves carinhos, ora apertava com força.
Era bom acordar assim.
- Tô louca pra contar que voltamos. – Bati palmas alegremente e lhe dei um selinho.
- , nós não voltamos. – Ele riu e se eu pudesse ver meus próprios olhos, diria que um certo brilho sumiu na hora.
- Como assim?
- Foi só sexo... Achei que soubesse.
- Então você me seduziu, veio com todo aquele papo porque só queria me pegar? – Meu sorriso sumiu assim como o tal brilho nos olhos.
- Esse é o . – Ele sorriu sacana.
- Esse é o idiota que eu ainda gosto. – Senti minha cara ficar vermelha de tanta raiva. Me vesti rapidamente e saí do quarto batendo a porta, passei pelos meus amigos e nem disse tchau, eu estava com MUITA raiva.
Voltei pra casa dos meus pais e eles ainda não estavam em casa, foram passar o ano novo com uns amigos. Fui direto pro meu quarto - já mencionei que meu quarto continuava o mesmo? Desde que eu tinha 14 anos, com pôsteres na parede de bandas como Blink, The Killers, Beatles, é claro, e outras aí, também bandas boas. Havia uma espécie de mural na parede, que eu fiz junto com , eram nossas fotos em diversos momentos do colegial. Havia várias fotos dos meus antigos colegas, alguns ex namorados também, eu hein. Faltava uma foto dos guys ali, isso sim. Depois eu resolveria isso.
Fui pro banho a fim de tirar o cheiro – delicioso - de de mim, cheiro de canalha.
Deixei a água quente cair sobre o meu corpo por quase uma hora. Desculpa natureza, mas eu estava precisando. Quando terminei o banho, coloquei um pijama todo colorido - isso fazia eu me senti bem, ok? Não implique. Escutei meu celular tocando no quarto, e fui atendê-lo.
- Alô? – não reconheci o número.
- ! Sou eu,.
- Ah! Oi , fala. – Me joguei na cama enquanto falava.
- Como é que você está? Saiu daqui como um furacão.
- Pergunta pro , ele deve saber como estou.
- Nós aqui já estamos sabendo o que houve.
- Ele ainda saiu contando?! Não acredito!
- O bateu nele. – Escutei gritar.
- Tá no viva voz, esqueci de falar, e o não está aqui, fica tranquila.
- Eu tô com muita raiva dele! Ele não tinha o direito de fazer isso comigo, não mesmo. É verdade que você bateu nele?
- É, a gente discutiu.
- Por sua causa, . – se manifestou outra vez.
- Cala a porra da boca, ! – falou irritado – Não escuta ele não, .
- Hm, sei. A tá aí?
- Foi pra casa com o e disse que ia ligar pra você.
Se fez silêncio.
- Hm, ... Eu sinto sua falta, sabe, quero dizer, todos nós aqui sentimos sua falta. Antes você estava sempre por perto, te víamos quase todos os dias, agora mal ouvimos sua voz.
- We miss you,. – Disse .
- Sinto falta de vocês também.
- Volta pra Londres. – pediu.
- Não posso, . Pelo menos não agora. Conviver com vocês significa conviver com o , e isso iria me fazer muito mal.
- , o é um panaca, esquece ele. – falou com certa raiva na voz, quase imperceptível. Quase.
- , naquele dia que o pediu um tempo pra mim, vocês brigaram ou algo do tipo? – Perguntei curiosa, e ele não respondeu nada.
Segundos depois se pronunciou.
- Ah! É, tô indo ali na cozinha comer, tá ?! Conversem.
pareceu sair de perto de .
- Bem. – começou – Eu e tivemos um pequeno desentendimento aquele dia.
- E por quê?
Silêncio.
- Fala, !
- Por sua causa, ...
- O quê?
- É, eu achei injusto o fazer isso. Eu não concordei, fiquei puto quando ele contou pra gente porque sei o quanto você gosta dele, e sabia que ficaria triste. Eu não quero você triste, .
- Aw, seu fofo. Obrigada por isso.
- De nada...
- Escuta, eu tive uma ideia, por que vocês não vem aqui pra Bolton? É! Venham, fale com a , combinem, venham, e então matamos a saudade. O que acha?
- Pode ser na outra semana? Eu e os guys estaremos de folga.
- Venham, venham! Vai ser legal, podem dormir aqui em casa, eu vou falar com a mamãe e com o papai, vai ser incrível.
riu.
- Que foi?
- Você parece uma adolescente combinando a festa do pijama.
- Ah, não implica, . – Eu ri um pouquinho – Tudo certo então?
- Sim. – confirmou.
- Então vou esperar por vocês aqui, até a próxima semana, beijos. Manda um beijo pro .
- Não vou ficar mandando beijo pra homem, .
- É o meu beijo, . Meu para ele.
- Eu quero beijo.
- Mas eu já mandei pra você. Ah, ! Cala a boca, você está tirando uma com a minha cara. – Eu falei brincalhona.
- Tá, eu mando seu beijo pra ele, . Eu mando.
- Isso, bom menino, agora preciso desligar. Amo vocês. Tchau.
Finalizamos a ligação e eu fiquei olhando pro teto, pensando em mil coisas...acabei adormecendo.

’s POV on

- Você precisa disfarçar, dude. – falou com a boca cheia de Pringles.
- Dá pra você tirar o pé sujo de cima do meu sofá novo? – Arqueei uma sobrancelha – E disfarçar o quê? Tá maluco?
- O que... – falou daquele jeito gay dele.
- Fala, !
- Você... e a , o que você sente, essas coisas.
- Ah, você não acha que eu...
- Não precisa nem gastar seu inglês tentando me convencer do contrário! Posso ser lunático, mas não sou burro! Esse aí é o . – riu e continuou comendo as Pringles.
- Não tem nada rolando. – Eu disse simplesmente.
- Eu sei que tem, na festa de ano novo você ficou secando-a com os olhos o tempo inteiro, ficou babando. Quase que literalmente.
- Ela é uma mulher hot, faço isso com todas.
- A não é todas, você sabe. – falou com ar de sábio. Só ar mesmo.
- Para com essa palhaçada.
- Eu estou te dizendo isso porque logo todo mundo vai notar, aposto que a já sabe há muito tempo. Olha, eu vi na festa como você olhava pra , como deu um jeito de atrapalhar ela e o juntos, e é visível que você não brigou com o só porque ela é sua amiga, você gosta dela.
- Não é nada disso, você precisa parar de assistir a Oprah!
- Não fala da Oprah, ela ajuda as pessoas, muda vidas! E não desconversa. Só toma cuidado, não vale a pena brigar com o de novo por causa de uma garota. Vocês vão ter que resolver isso.
- O não gosta mais dela.
- Ah ! Você sabe muito bem que isso é mentira, aliás, só eu, você e sabemos a verdade.
- Mas o fato é que não estão mais juntos e não vão voltar, a precisa seguir vivendo, não pode ficar esperando pelo .
- E você vai se por a disposição dela, certo?
- Se ela precisar, qual o problema?
- Não quero brigas.
- Não terá....
- Você sabe que o é louco por ela.
- Se fosse mesmo não faria ela sofrer.
- Aff, desisto .
Sorri satisfeito por ter vencido pelo cansaço.

’s POV off

Capítulo 24 – Home is where the heart is

- ! ! ! ! Vocês vieram mesmo, lindos.
Eu abracei todos eles atrapalhadamente.
- Claro! Você acha que a gente ia perder de visitar você?! Jamais. – Disse .
- Dude, que saudade. – Eu disse quando já entravamos em casa – Sentem-se, devem estar cansados.
- Muito – fez uma careta.
- Onde estão seus pais, ? – Perguntou .
- Ah! Eles tiveram que fazer uma pequena viagem de última hora, lamentaram muito por não poderem estar aqui e verem vocês todos.
- Me ver né, quem quer ver esses daí??! – brincou e foi andando pra cozinha – Estou com sede, . Cadê a limonada com gelo? Me sirva.
- Você é tão abusada! – Eu a segui rindo – Venham meninos, vamos fazer um lanche.
Quando os guys chegaram era de tarde, então fizemos um lanche na cozinha e ficamos conversando por bastante tempo, colocando o papo em dia... essas coisas.

No outro dia...

- Vamos sair ou pedir uma pizza? – Perguntou .
- Voto por pizza e filmes, saímos amanhã. – sugeriu.
- Só se o filme for De volta para o Futuro! – Eu disse.
- Ou Potter! – se animou.
- Não, não! Tem que ser terror. – Disse , e logo em seguida concordou.
Depois de uma pequena revolução para escolher o filme, escolhemos um de terror, com um nome muito macabro que eu não lembro, o medo deve ter invadido minha mente.

- Eu estou com medo. – Me vi abraçando sem querer.
- Não fique, estou aqui, . – Ele deu uma risadinha e me abraçou de volta.
As luzes estavam apagadas e todos concentrados no filme. só faltava entrar na tv. Eu, hein.
- Eu vou até a cozinha fazer um lanche, não aguento mais ver tanto sangue. – Me desgrudei de e segui para a cozinha, minutos depois ele veio atrás de mim – Que foi? Cansou também?
- Sim, o filme tá chato, sem você lá... Digo, sem você lá pra fazer caras de medo engraçadas.
- Não fica rindo de mim, . – Fiz uma voz manhosa enquanto procurava biscoitos.
- Ah, me desculpe, senhorita. – Ele riu e me abraçou de um jeito engraçado, depois começou a fazer cócegas em mim.
- Para, . – Eu ria alto.
- Não vou, não vou. – Ele se divertia – Diga que eu sou lindo.
- Lindo e absoluto! Agora para. – Eu ainda ria.
Finalmente ele parou, e nós estávamos abraçados. Senti o perfume dele, era gostoso, eu lembro que às vezes usava o mesmo. ...
- Gosto do seu perfume. – Falei aleatoriamente – Me lembra o .
- Nunca mais vou usá-lo perto de você então, se for pra ficar com essa carinha triste. – Ele me olhou.
- Não estou triste. – Menti.
- , eu sei que está sendo difícil, não precisa mentir, não pra mim. – Ele acariciou meu cabelo.
- Preciso ser forte.
- Você é forte, mas de vez em quando precisa desabar, faz parte.
- Não preciso.
- Eu vou estar aqui pra segurar você.
- Obrigada por isso. – Eu sorri.
- Eu gosto tanto de você. – Me vi encostada na bancada da cozinha e de frente pra mim, perto demais do meu rosto, eu podia sentir seu hálito refrescante – Por favor, não sofra. – Ele dedilhou no meu braço e eu fechei os olhos, queria chorar. É, eu queria chorar, não posso?! Que coisa.
- Para, . Você é um amor, amo você, mas não do jeito que é com o .
- Eu gosto tanto de você. – Ele repetiu no meu ouvido e colocou a mão na minha cintura.
- Eu sei, amor, mas eu não quero ficar te iludindo, te amo demais pra te machucar, . – Juntei forças pra falar.
Não é fácil se manter sã enquanto te seduz, acredite. Ele é um homem e tanto, mas não posso fazer isso com ele, nem comigo.
- Só um beijo, . – Ele beijou o cantinho da minha boca e acariciou minha cintura.
Escutamos um pigarro: .
ficou mais assustado do que eu, que rapidamente o empurrei pra longe de mim e não sabia onde enfiar minha cara.
- Você não viu nada disso, . – Eu falei apreensiva.
- Relaxem, não vi nada mesmo. – saiu da cozinha depois de pegar um copo com água.
- , isso não pode acontecer de novo! Foi um erro, eu não devia! Me desculpa, eu ainda gosto do e me sinto uma grande vadia agora.
- Ei, não seja tão dura consigo mesma.
- Sério , não pode se repetir. Imagina se o sonha que isso aconteceu, nunca mais terei chances com ele.
- Sério que você ainda pensa em ficar com ele?
- Não. – Menti automaticamente – Ok, sim, eu ainda penso nisso, tenho esperanças.
- , ele não vai voltar com você, não mais.
- Como pode ter tanta certeza?
- Ele não te ama mais! Você não enxerga? Ele te deixou sem nem se quer se preocupar com os teus sentimentos.
- Isso não é...
- Não é verdade? Para de se enganar, está se iludindo. E se ele quisesse voltar com você, você voltaria? Passaria por cima do seu amor próprio? Pra quê? Pra namorarem de novo e depois ele terminar quando bem entender, aprontar com você e te fazer sofrer de novo e de novo e de novo, que tipo de amor é esse, ?
Eu estava assustada. nunca falou daquele jeito comigo.
- O que deu em você?
- O que deu em mim? Nada, é só que eu gosto de você desde o dia lá no pub. Quando eu te vi, ... wow, foi, sei lá, sensacional. Não que eu acredite em amor à primeira vista e essa coisa toda gay, mas eu realmente senti que você era diferente e especial, e nós ficamos amigos, e então cada vez mais eu me encantava por você. Mas eu sabia que você estava na do , totalmente, e bem, ele também estava na sua, ele esteve de quatro por você, todos nós sabíamos disso. Mas agora parece que tudo acabou e não me sinto culpado de estar aqui te dizendo essas coisas.
Silêncio na cozinha.
- Ok , eu não sei o que dizer então, toma um suquinho de maracujá e vai descansar um pouco, errr... eu vou pro meu quarto dormir. Tchau.
Eu realmente não sabia o que dizer, então agi como uma idiota, o que já faz parte da minha vida, ser idiota.
Passei pela sala e todos perguntaram se eu não ia terminar o filme, dei uma desculpa e segui pro meu quarto, recebendo um olhar muito sugestivo de . Droga, ele sabia demais.

- Qual foi a da parada ontem, ? Tu e ! – falou enquanto abria as cortinas do meu quarto, eram apenas 9 e meia da manhã.
- O quê? Hã?
- Não se faz de besta, eu sei tudo. Eu consigo prestar atenção no filme, onde meu namorado põe a mão, e a na conversa alheia na cozinha.
- O meio que... hm, se declarou ontem. – Eu enterrei minha cabeça no travesseiro.
- O QUÊ????????? - Ela pareceu histérica.
- É, disse que gostou de mim desde aquele dia no pub e tal, mas sabia que eu estava gostando do e o de mim, e agora tudo acabou e umas coisas. Eu não acredito nisso.
- E você disse o quê?
- Que ele precisava de um pouco de suco de maracujá. – Desenterrei minha cabeça do travesseiro.
- Nossa , como você é idiota.
- Obrigada! – Fiz joinha pra ela.
- Precisava falar uma coisa tão imbecil? Como acha que o deve estar agora? É como se você não ligasse pro que ele sente, que péssimo.
- Desde quando é uma mocinha indefesa?
- Ele pode ser um galinha, mas ele nutre um bom sentimento por você, parece ser verdadeiro e sincero! , ele brigou com o por sua causa, te defendendo, mais de uma vez! Se toca.
- Mas eu não gosto dele!
- Gosta do , toda Londres e agora Bolton já sabem disso. Mas ele é um babaca, te chutou e eu não vou deixar você deixar oportunidades passarem por você por culpa dele.
- Que oportunidades?
- !
- O quê?
- É, eu sou team agora.
- Pelo amor de Deus, ! Vai tomar uma chuveirada e vê se tira essa idéia da cabeça. – Me levantei da cama e me espreguicei estranhamente.
- Você está sendo tonta, mas logo vai ver que estou certa, como sempre. Mas converse com o , nem que seja pra pedir desculpas por ontem, porque ele merece e você sabe.
(...)

’s POV on

- Então vocês estão em Bolton?! – Eu falava ao telefone com .
- Como você descobriu isso?
- Está na primeira página do The Sun. Será que a internet não pega aí na casa da ?
- Como você... ah! No The Sun.
- Depois leia a manchete. – Eu disse, irritado.
- Dude, calma. Você queria o quê? Que a gente chamasse você pra casa da sua ex que você chutou? – Foi a vez de falar.
- Poderiam ter avisado, eu...
- Você nada , não tente argumentar. – Agora era a voz de .
- Bem, agora vou desligar porque nós vamos fazer um belo passeio depois do café da manhã. Tchau dude, se cuida. – finalizou a ligação.
Joguei o telefone longe, irritado, muito irritado.
Então agora os dudes andavam fazendo algum tipo de festa do pijama com a enquanto eu ficava sozinho em Londres. Bem, não totalmente sozinho...
- , amorzinho, eu preciso ir pra casa. Mas antes me dá um beijo.
Eu acabei trazendo um garota pra casa ontem, Kitty.
- Eu te levo pra casa, Kitty. E quem sabe não continuamos nossa diversão por lá.
A menina me deu um beijo rápido e depois riu.
- Por mim tudo ótimo.
Se os dudes iam ficar no clubinho da , eu ia me divertir sem eles, fazendo coisa melhor.

’s POV off

Fizemos um pequeno passeio pela cidade. Foi divertido: andamos de bicicleta, de pedalinho no lago, os meninos tentaram jogar futebol americano no parque mas foram interrompidos cinquenta mil vezes por algumas fãs... É, eles são famosos e eu esqueço disso quase sempre.
Depois fizemos um piquenique muito bom, foi extremamente divertido, com direito a inúmeras fotografias graças à .

- Eu poderia comer essa torta de chocolate sozinho, sério. – Disse .
- É, eu não duvido. – Eu ri.
- Agora precisamos nos livrar de toda essa caloria que comemos! Vamos brincar de fazer o de bobinho.
- Por que eu preciso ser o bobinho, ?
- Porque é assim since always.
- Vocês nunca me dão direito de reclamar.
- Então tá bom, como somos legais vamos fazer um jeito diferente hoje. – Disse – Olha só, quem botar a mão aqui em cima da minha por último vai ser o bobinho! VAAAI!
Todos colocaram a mão em cima da mão de e foi o último.
Era como se tivéssemos uns 10 ou 13 anos.
- Vocês roubaram!
- Que mané roubamos o quê, vai . Bobinho.
Os guys se levantaram e pegou a bola de futebol americano que ele comprou no caminho. foi brincar com eles também, eu pedi para que ficasse, dando a desculpa de que ele ia me ajudar arrumar as coisas do piquenique. disse “mas é só tirar e dobrar a toalha, precisa da ajuda de ?”
não tinha sacado o que acontecia.
Novidade.

- Pode falar o real motivo agora. – riu.
- Bem, eu preciso pedir desculpas por ontem... fui uma babaca. Não pense que não ligo pros seus sentimentos, eu ligo sim, . Você é especial pra mim, e amo você, assim como amo e .
- Só amizade,sei...
- Eu não posso ficar te iludindo.
- Não poderia me dar uma chance?
- Não agora, sabe, as coisas são recentes... não posso me meter em outro relacionamento. Na verdade, acho que nunca mais vou ter um relacionamento.
Ri fracamente.
- Não diz isso... Você vai se apaixonar de novo, eu estou na fila.
- Já estou apaixonada, ou melhor, ainda sou.
- Sabe que não vai dar certo manter esse sentimento, né.
- Não quero falar sobre isso, .
- Ok, não vamos falar, até porque iríamos acabar discutindo.
- É, e não queremos isso.
- Correto.
- Amigos?
- Por enquanto. – Ele me puxou para um abraço forte.
- Não seja tonto.
- Tá, me desculpe, tonta.
Nós rimos de um jeito bobo e fomos brincar com o resto da galera. Me fizeram de bobinha e ficou feliz por não ser o bobinho pela primeira vez desde que conhece aqueles caras.
LOL

- , nós viemos até Bolton, então isso significa que você nos deve uma visita em Londres agora. – concluiu.
- É isso aí! – concordou.
- Ah, vocês sabem que eu não...
- Você não o quê, ?! Vai evitar pro resto da vida? Vocês dois precisam superar isso feito gente grande, não dá pra ficar nessa pra sempre.
- Não é tão fácil assim, .
- Você é quem está complicando, . – disse uma frase típica de , devia ser a convivência.
- Você realmente deveria aparecer por Londres.
- Vocês sabem que eu não...
- Por favor, né , não pode fugir dele pra sempre.
- Posso sim!
- Vocês deveriam encarar isso como dois adultos, terminaram o namoro, beleza. Não precisam ser melhores amigos, nem viver lado a lado, mas você não pode evitar de ir aos lugares por causa dele. – Disse .
- Todos contra mim?
- Não estamos contra você, . Eles só falaram o que é, de fato, a verdade. – Foi a vez de falar.
- Ok, ok... agora podemos mudar de assunto? Huh?
(...)

É, eles conseguiram me fazer pensar na possibilidade de voltar pra Londres... Eu não podia fugir, lá era meu lugar, e não em Bolton.
Então, depois que meus amigos voltaram pra casa, depois de dias maravilhosos com eles, eu ainda fiquei pensando no que falaram. Continuei trabalhando no consultório do papai, apesar de sua secretária ter voltado ao posto. Mas ele tratou logo de me arrumar algo pra fazer por lá, não reclamei, aceitei. Não estava em condições de reclamar nada.
Segui minha vidinha em Bolton com alguns colegas, e o trabalho... Um tempo com meu pai era bom, e com mamãe também, mas eu estava sentindo falta de casa já, meu apartamento.
Londres.

’s POV mode on

- Fala ... Hm, não!... Na gravadora, onde você deveria ter chegado a uma hora atrás!... Ah não, imagina!... Sua bicha louca. Já acabou a reunião... Nada. O que eu tô fazendo? Hm, mexendo no meu note, vendo umas coisas.... Por que você não cala a boca e vem logo? Fletch está pronto para um ADP! .... Isso mesmo, Ataque De Pelanca. Ok, tchau gayzão.
Finalizei a ligação de e continuei olhando as fotos da no facebook dela, e era um milagre ela não ter me excluído, como fez no twitter. A me deu unfollow.

- , o que você acha de... Hm, por que fechou o note assim rápido? – riu – Estava vendo pornografia, né? – se aproximou e me deu soquinhos – Também quero ver, compartilhe. – Ele riu alto.
- Você me assustou, seu viado! Não é nada de mais, sai.
- Para de ser mulherzinha, me deixa ver também. – Ele tomou o note das minhas mãos - Fotos da ? Você estava vendo as fotos da ?
- Isso aí deve ter aparecido por engano! Eu hein.
- Sei... e o twitter dela? Foi aberto por engano também? E o tumblr... , você estava stalkeando a ?
soltou aquela gargalhada irritante dele.
- Claro que não! Não seja idiota.
- O que tá rolando? – entrou na sala.
- Chega aqui, , está stalkeando a .
- Tá com saudade, é ?
- Até parece. – Menti.
- Ninguém mandou você dar o fora nela!
- Qual é, ?! Vocês sabem mais do que ninguém que eu tive motivos! Não foi por falta de amor ou algo do tipo, foi pela minha mãe!
- Dude, eu não entendo uma coisa.
- Você nunca entende nada, né . – riu.
- Estou falando sério, prestem atenção. , por que sua mãe não gosta da ? Elas nem ao menos se conhecem.
- Isso é estranho.
- Eu não sei dudes, mas desde que eu falei sobre meu namoro com a , a minha mãe me fez mil perguntas sobre ela, sobrenome e todas essas coisas, parece exagerado mas não é. É como se ela conhecesse a antes e eu não soubesse disso.
- Eu hein...
- E então ela começou uma implicância sem limites com a , mesmo não a conhecendo. Meu pai diz que é ciúmes, o que pode ser verdade, coisa de mãe.
- Coisas estranhas de mãe, entendo. – comentou.
- O fato é que eu não poderia negar o pedido da minha mãe, ela disse pra mim no hospital que só iria se tratar pra se recuperar se eu terminasse com a . Vocês queriam que eu fizesse o quê? É a minha mãe, né! Por mais que eu ame a , não poderia negar o pedido. Ah! Eu já contei isso, vocês sabem da história toda.
- É, sabemos dude, e sentimos muito... sabemos que você ama a .
- Me sinto mal por vocês dois.
- Obrigado pelo apoio, dudes! Mas não contem nada pra ela, nada mesmo!
- Ela nunca vai saber de nada disso por nós, você sabe. E falo pelo também.
- está feliz né, eu aposto. Agora ele pode ficar secando a o quanto quiser.
- Ele não vai fazer isso. – disse com certeza e começou a cantarolar estranhamente olhando para o nada.
- O que foi, ? Fala logo, você não sabe disfarçar.
- Falar o quê? Ficou doido, ? Ah, olha só, o chegou.
- Salvo pelo , hein.
- Olá , meu amor, que bom que chegou. – disse com jeito afeminado.
- E trouxe comida! – tinha várias sacolas nas mãos – Vamos comer, dudes!
(...)

’s POV off

Dias depois...

- O meu pedido é um frapuccino! Rápido! – Falei rindo, e obviamente minha melhor amiga reconheceu minha voz. Ela estava de costas pro balcão da Photograph & Coffee.
- !! Que surpresa. – Ela veio me abraçar/esmagar.
- Oi amiga. – ri – Como estão as coisas?
- Bem! O que faz aqui? Saudades! Por que não avisou?
- Eu resolvi passar aqui pra comer alguma coisa depois de deixar minhas malas no meu apartamento, sabe...
- O quê? Malas? Apartamento? Voltou pra Londres de verdade?
- Yep!
- OH MY! – Ela tornou a me esmagar e eu nem conseguia mais rir, onde está meu ar?
- Socorro, ! HAHA, estou sufocando.
- Desculpe, foi a emoção! Vamos ligar para os guys. Sair e comemorar, e não diga não.
- Ok, não vou recusar. Não estou recusando festas, meu bem.
- Wow, é assim que eu gosto de ver. – Fizemos um high-five.

- Um brinde à nossa amiga que está de volta! – propôs.
- Woooooooah! À . – disse e todos os guys a imitaram, brindando em seguida.
- Estou aqui pra ficar mesmo, não pretendo ir embora de novo.
- Que bom, muito bom. – comemorou.
- Senti saudade de vocês, das nossas saídas divertidas.
- E nós sentimos sua falta, . – disse carinhosamente.
- Agora que vem dançar comigo? Vamos animar, galera.
- Eu! – se levantou junto comigo.
- Vamos também, . – Eu o puxei pra pista de dança junto comigo e .
Fomos pro meio da multidão e começamos a dançar em trio, era engraçado, divertido.
e dançavam em volta de mim e eu fingia provocá-los, as pessoas olhavam. Eu era a garota de mais sorte ali, definitivamente.
Dançamos por um bom tempo e curtimos a noite, era muito bom estar com a minha bff e os melhores guys do mundo.
Embora faltasse um ali.
De qualquer modo, era bom estar em casa outra vez. Nosso lar é onde o coração está, não é isso? haha

Capítulo 25 – I must be dreaming

Hey, I'm looking up for my star girl
I guess I'm stuck in this mad world
The things that I wanna say
But you're a million miles away
And I was afraid when you kissed me
On your intergalactical frisbee
I wonder why, I wonder why
You never asked me to stay


Era a música que tocava no carro enquanto eu dirigia até a casa do . Nós combinamos de comer umas pizzas juntos, a trupe toda.
Fiz o caminho rapidamente até lá sem trânsito, eu odeio trânsito, sério mesmo. Ninguém gosta, né.
Nossa, que informações mais inúteis.
Apenas me ignorem.

- Chegoooooooooooooooooou!
abriu a portão saltitante como uma gazela. Desculpe, .
- Heeeeeeeeeeeeeello. – Eu saudei.
- linda! Vem cá. – veio correndo pelo jardim e me colocou no colo.
Todos já começaram a beber?
- , me coloca no chão. – Falei, rindo.
- Saudades. – Ele me deu um beijo.
- Igualmente! Agora me põe no chão.
- Ok. – Ele me colocou no chão, como uma pessoa normal.
- Obrigada. – Eu o abracei e fomos andando para dentro da casa, onde os outros estavam.
- Dude, atenção só pro , valeu. – fez joinha.
- Aw, olha o ciúmes – Dei um abraço em logo depois.
- Larga isso! Me dá aqui agora!
Encontrei e disputando uma caixa de bombons.
- Não vai comer, !
- Só uns chocolatinhos, !
- NÃO!
- Oi família. – Eu parei pra observar a cena.
- ! – Os dois, que antes ‘’brigavam’’, disseram juntos.
- Como estão?
- Eu estou querendo comer uns chocolates, mas o pançudo não deixa.
- Por que não deixa ela comer pelo menos um, ? – Perguntei rindo.
- Porque eles são pra você.
veio até mim com a caixa de chocolates. Suíços.
Wow.
- Obrigada, amigo. Amo chocolates, você sabe.
Abracei-o.
sorriu.
Todos olhando.
Silêncio.
Tenso.
- Err, o que temos pra comer? – Perguntei, tensa.
- Chocolates, ora. – Respondeu .
- Na na não, vou comer tudo sozinha.
- Ah vai, você não sai daqui com essa caixa, girl.
- Olha aqui gente, eu sinto muito se o não comprou nada pra vocês. Reclamem com ele, hein.
(...)

Fizemos uma bagunça super divertida na casa de , comemos pizza, doces, tomamos banho de piscina de madrugada. Foi tri legal!
Por uma vida com mais dias como esse.

’s POV

Sexta-feira à noite e nenhum dos dudes atende o telefone? Não acredito que saíram sem mim.
Liguei pro e nada, liguei pro e nada, e nada... , e igualmente.
Será que eles estavam com a ?
Whatever.
Tratei de arrumar logo uma diversão particular, sexta em casa é que não ia rolar. Não mesmo.
No dia seguinte resolvi passar na casa do . Fui sem avisar, sempre fazia isso, e encontrei a turma reunida.
estava lá.

- Oi dude, tá fazendo o que aqui? – parecia me esconder algo, entendi logo.
- Por que tá nervoso? – Eu ri.
- Não estou nervoso. – começou suar.
- Você é tão babaca, me diz logo que a tá aqui e me deixa entrar na sua casa.
Eu havia entendido tudo.
- Tá, tá, acertou. Ela está aqui. Você não pode entrar.
- Por quê? – Perguntei incrédulo.
- Vocês vão arrumar briga. Desculpe, dude.
- Qual é, ?! Não vai me deixar entrar?
- É pelo bem de todos.
- Eu não acredito nisso. Você e os caras estão me excluindo total ultimamente, parece papo de viado, mas é só a verdade. Tudo agora vocês fazem com a , não me chamam pra mais nada.
Eu me sentia gay, parecia até a com ciúmes.
- O que está acon...
apareceu atrás de .
- Ah! – Foi o que ela disse, apenas.
- Quer saber? Fica aí com a sua amiga, você e os outros. Eu só espero que ela saiba tocar algum instrumento, porque acho que o Mcfly acabou de perder um integrante.
Óbvio que isso era mentira. Só quis dramatizar.
Muito tempo namorando a deu nisso.
(...)

’s POV off

- Não acredtio que o vai sair da banda!
- Por minha culpa! Ele não merece, mas me sinto culpada.
- Calma, ele não vai fazer isso, claro que não! A banda está acima de qualquer coisa e sabe bem .– Disse .
- Não sei não hein, ele anda muito sentimental, sei lá. – falou, preocupado.
- Eu vou falar com ele!
- Ficou doida, ? – arregalou os olhos – Isso dá até morte.
- Eu não posso deixar que algo aconteça, não quero prejudicar vocês... O está fazendo isso por minha culpa.
- Ele está com ciúmes, só isso.
- Não temos culpa se gostamos de ficar com a , . – fez uma cara engraçada – Ela é demais. Team .
Ri mentalmente.
- Vou falar com ele! Ele deve ter ido pra casa, certo? Então vou até lá e volto pra cá depois. Beijos.
Antes que algum de meus amigos pudesse falar algo, eu saí. Dei partida no carro e fui em direção à casa que eu já conhecia bem.
Eu sabia que não precisava fazer aquilo, mas uma parte de mim (bem imbecil) pedia que eu fosse atrás de . Eu precisava de uma dose de na minha vida.

- Quem deixou você entrar na minha casa? – Ele perguntou, arrogante.
Estava na sala de jogos, jogando sinuca.
- A Judith, já que ela já me conhece...
- Vou precisar repetir pra ela que não se pode deixar qualquer uma entrar aqui.
Bufei, rolei os olhos e contei até seis mentalmente. Respirei fundo e mentalizei a frase: Keep calm and qualquer coisa.
- ... – Comecei – Vim aqui pedir pra você parar com essa palhaçada, você deu um show na casa do hoje e foi ridículo. Não pode sair da banda.
- Posso sim, a hora que eu quiser. Eles gostam tanto de você que pode até ficar com meu lugar lá. – Ele deu uma tacada na bola.
- Não acredito que isso tudo são ciúmes. – Eu coloquei a mão na cintura e comecei a rir.
- Está rindo do que, ?
Ele parou para me olhar.
- De você! Está sendo tão ridículo.
- Não tenho ciúmes. Não sinto ciúmes de ninguém.
- Sente sim que eu sei! Você é possessivo, quer que tudo seja seu, acha que tudo é seu.
- Eu não acho, simplesmente é assim. – Ele sorriu convencido e voltou a jogar.
Aquilo estava me irritando, porque ele não estava prestantando realmente atenção em mim, digo, no que eu falava com ele.
- O que você realmente quer, ?
- Só vim aqui pedir pra você não sair da banda, é importante pros guys, você sabe. Não pode fazer isso com eles.
Mentira pura. Eu quero você, .
Ele finalmente deixou o taco de lado e me encarou no fundo dos olhos, um tanto... desafiador? É, eu acho que sim.
- Quer jogar?
- Quê?
- Jogar! Sinuca.
- Não, obrigada! Você é maluco, melhor eu ir embora. Tchau.
Assim que fiquei de costas ele disse:
- Está com medo?
E riu debochadamente.
Aquilo me irritou, de verdade. Eu não tinha medo dele.
Não mesmo.
- Não tenho medo de você, ! Se enxerga! – Virei-me para encará-lo – Me dê um taco, vou acabar com você. Eu jogo sinuca desde pequena com meus primos.
- De brinquedo não conta. – Ele deu uma risadinha e pegou um taco pra mim.
Começamos a jogar. Era estranho aquilo. Não deveríamos estar fazendo isso, nós terminamos e eu o detesto. Não é como se fossemos BFFs!

- Você não está fazendo certo. – Ele disse.
- O que foi!? Agora vai colocar defeito em todas as minhas jogadas? Se bem me lembro, eu estou ganhando.
- Tacadas de sorte.
- Eu sou boa, assuma!
- Você é muito convencida. – Ele balançou a cabeça negativamente e foi rapidamente até o bar que tinha na sala de jogos pegar whisky pra ele e pra mim. Aceitei sem reclamar. Eu estava boazinha demais.
Idiota demais.
ficou quieto e deu uma tacada, só observei e depois já era a minha vez.
Comecei a perceber que já bebia mais do que jogava, isso era mal.
- Está fazendo errado. – Ele repetiu e tirou minha concentração. De propósito.
Imbecil.
- Cala a boca!
- Presta atenção, é assim. – deixou seu taco e copo de lado e se aproximou de mim.
Eu estava inclinada sobre a mesa, concentrada em dar uma tacada.
parecia ter a intenção de me ensinar uma jogada. Só parecia mesmo.
Acho que ele estava querendo outra coisa.
- Você está me atrapalhando, isso é jogo sujo.
- Eu estou é ajudando. Presta atenção como se faz, você precisa se inclinar mais.
Ele estava atrás de mim, tentando me ensinar alguma coisa, segundo ele. Aquilo não era bom.
Na verdade era, mas bem....err
- Você não sabe de nada, .
- Claro que sei. – Ele começou a dar beijinhos no meu pescoço. Nossos corpos estavam bastante próximos.
Me virei e fiquei de frente pra ele.
- Para! É sério.
Ele colocou um braço de cada lado do meu corpo, me prendendo ali.
Como se eu quisesse sair.
Eu não disse isso.
- Parar com o quê? Estamos jogando uma partida de sinuca, apenas. – Ele insistia no meu pescoço e apertava minha perna, coloquei minha mão em cima da sua meio que automaticamente.
- Odeio você.
- Eu sei.
- Então para!
- Você não quer isso. – Ele me colocou sentada na mesa de sinuca.
Não disse nada.
abriu os botões da minha blusa e começou a beijar todo meu colo enquanto eu apenas agarrava seus cabelos. Ele demorou fazendo aquilo.
Logo tirou minha blusa e me puxou para um beijo.
Eu o agarrei pela camisa com força, não queria me separar dele. Mas cortou o beijo e eu entrelacei minha pernas em sua cintura.
- Calma . – Ele riu – Calma, eu vou cuidar direitinho de você hoje.
Me beijou de novo, e depois de novo, enquanto suas mãos exploravam meu corpo.
- Não seja panaca.
- Tão agressiva. – Ele colocou alguns fios do meu cabelo pra trás e depois acariciou meus seios por cima do sutiã ainda e lambeu entre eles. Wow, as coisas estava ficando quentes naquela sala.
- Menos papo, pode ser?
- Menos papo e mais gemidos.
- Você é tão nojento.
(...)

Logo nós não estávamos mais só no beijo e nos carinhos inocentes; eu estava definitivamente tendo a minha dose do dia, e em cima da mesa de sinuca dele.
Eu dormi na casa dele, as coisas estavam saindo de controle.
Eu não podia fazer isso. Não mesmo, deveria estar sonhando.
Ou seria tendo pesadelo?

- ... o que foi?
Eu estava sentada na ponta da cama com a cabeça enterrada nas mãos. acabara de acordar.
Eu estava pensando nas coisas, como estão erradas, erradas demais.
- ...
Ele chamou de novo, agora estava perto de mim, me abraçando.
- Que foi? – Ele mordeu minha orelha.
- A gente. – Respondi sem deixar de ficar levemente arrepiada.
- O que tem? – mordiscava minha orelha sem parar e fazia um carinho gostoso na minha barriga.
- Não dá certo, né?
- ...
- Eu sei, eu sei... já sei que terminamos e não vamos voltar. A gente não dá certo, parece que é só sexo mesmo. Erramos quando transformamos nossa linda amizade em amizade com bônus e depois veio o namoro e agora isso, essa situação indefinida.
- Eu queria poder te explicar umas coisas.
- Queria que me explicasse, me falasse o que eu fiz pra você deixar de me amar.
- eu não... não... eu não... escuta, não fica pensando nisso. Você é uma ótima garota.
- Pareço não ser boa o suficiente pra você.
- Para com isso, pequena.
Ele falou de modo fofo, quase sussurrando em meu ouvido. Eu estremeci, fazia tempo que ele não me chamava assim.
Suspirei pesadamente. Confusa.
Olha só até que ponto as coisas chegaram, eu realmente não entendia N A D A !
- Quer fazer uma loucura? – Ele perguntou, com um sorriso sapeca.
- Preciso ir pra casa. – Tentei me levantar da cama mas ele não deixou, me puxou e me fez ficar por cima dele.
- Não, fica. Vamos fazer uma coisa. – Ele aproximou os lábios do meu ouvido – Você sabe que eu preciso de você como você precisa de mim.
Ele me encarava de um jeito profundo, engraçado, lindo.
- O quê? – Não pude deixar de sorrir observando aqueles lindos olhos.
- Vamos desligar os celulares e sair daqui, de toda essa loucura, fugir de tudo, segunda-feira bem cedo nós voltamos, prometo.
- Não podemos, não posso fazer isso.
- Por que não?
- ficaria preocupada, os guys também, você tem seus compromissos. Isso é loucura.
- Isso mesmo, vamos fazer essa loucura.
- Não , esquece... e nós, hm, estamos separados, e também detesto você. Não posso me esquecer disso.
Falei a ultima parte só pra mim.
- É uma trégua . Uma oferta de paz. O que me diz? – Ele me beijou – Huh? – me beijou de novo.
- Eu acho que preciso de mais beijos pra pensar bem.
Tão vulnerável ao efeito .
(....)

- Isso é muito louco! Não acredito que saí da cidade com você, . – Eu ri enquanto caminhávamos por uma praia quase deserta, era quase noite.
- Admite que está gostando. – Ele me abraçou.
- É né, não tinha nada melhor pra fazer. – Brinquei.
- Olha que metida! – Ele me deu um leve beslicão.
- Ai! Doeu, .
- Aw, vem cá pequena, vou dar um beijinho que passa. – Paramos de andar e ele me abraçou pela cintura.
Ficamos minutos em silêncio.
- Fala alguma coisa, .
- Alguma coisa.
- Engraçadinha. Diz que está gostando de estar aqui comigo.
- É, talvez eu esteja. – Fingi desdém e ri – Por que eu deveria fazer isso?
- Pra eu ter certeza que está sentindo o mesmo que eu.
- Você está gostando de estar aqui?
- Não poderia estar melhor.
- Por que você faz isso, ?
- Shh! – Ele colocou o dedo indicador nos meus lábios, pedindo silêncio – Agora não, hoje não. Esse tempo é só nosso, nossa trégua, e não vamos discutir, não falaremos sobre assuntos críticos e nada que possa estragar o que estamos tendo agora.
- É que você me deixa confusa.
- Relaxa. – Ele me pegou no colo e começou a correr em direção ao mar.
- O que está fazendo?! Para , sério, essa água deve estar tri gelada.
- Nada melhor pra relaxar do que tomar banho de mar.
Comecei a gritar feito uma criancinha. A água estava gelada demais e começou a jogá-la em mim de brincadeira.
- Ai! Meu olho. – Fingi ter machucado meu olho e acreditou.
- O que houve? – Ele se aproximou preocupado, e então eu comecei a jogar água nele.
- AHAHAHAHAHA te peguei.
- Ah é?! Você vai ver só! Atacar!! – Ele gritou e em seguida jogou mais água em mim, e depois me agarrou. Parecíamos duas crianças bobas, isso sim.

- E agora vamos pra onde? Dormir na rua? Porque né...
- Eu nunca te contei, mas eu... hm, tenho uma casa por aqui.
Estávamos no carro, ele dirigia em direção a sei lá onde.
- Uma casa? O que mais sobre você eu não sei?
- Já namorei uma lésbica, no primeiro ano.
Comecei a rir loucamente.
- Ok, essa é mentira.
- Me fala algo sobre você que eu não sei.
- Você sabe de tudo, já te contei. – Ele falava sem parar de prestar atenção no trânsito – Sou um cara normal, com umas manias estranhas.
- Aham, sei.
Paramos por conta do sinal e me deu um selinho demorado, que eu queria transformar em um beijo mais intenso, mas ele não deixou, o sinal abriu.
- Já estamos chegando. – Ele riu.
- Assim espero! Anda logo, estou com fome.
- Calma senhorita. Só mais alguns mintuos, espera.
continuou dirigindo atentamente, enquanto eu jogava em seu PSP como um nerd viciado.
Eu gosto dos joguinhos de futebol, valeu!?

- Pronto! Chegamos. – Ele desceu do carro, deu a volta e abriu a porta para que eu saísse.
- Obrigada.
- Por nada. Toma a chave e entra, eu vou pegar nossas coisas – Ele me entregou a chave da casa que ficava em um chaveiro em forma de guitarra. Atrás escrito: McFLY.
Fui em direção à casa, carregando apenas minha bolsa, logo atrás com todas as nossas coisas que trouxemos para o período de fuga.
Abri a porta da casa, que não era muito grande, apenas um andar, e me deparei com belos móveis, tudo muito aconchegante, era perfeito.
- , isso aqui é incrível. Eu poderia morar aqui sem problemas.
Um segundo e eu já estava falando besteira.
- Não que eu queira morar aqui, com você, essas coisas, bem, eu , você sabe.
- Já entendi, . Calma. – Ele colou nossas coisas em cima do sofá.
- Tem comida?
- Eu acho que vamos ter que sair pra comer.
- Eu estou cansada, , como você me trás pra cá se não tem comida?
- Me desculpa amor, não pensei nisso. Vamos fazer assim, eu vou sair, compro alguma coisa pra gente e você fica aqui, toma banho, relaxa e fica bem linda me esperando pra comermos, ok? – Ele segurou meu queixo.
- Tudo bem, mas não demora. – Eu o abracei pela cintura.
- Vai ser rápido, pequena.
me deu um beijo rápido e saiu, eu fui pro banho relaxar e logo depois ele estava de volta com um bem precioso chamado COMIDA. Jantamos juntos e animadamente, conversamos sobre vários assuntos bobos, falamos sobre infância, colegial, futebol, música e etc etc.

- Eu não aguento mais comer, sério. – Falei enquanto levava meu prato até a pia – Nunca mais na vida comerei.
- Sei, daqui a pouco você vai querer fazer um lanche.
- Mentira! – Eu ri e colocou mais louça na pia.
- Deixa isso aí, não precisa lavar. – Ele disse assim que eu abri a torneira.
- Vou deixar tudo sujo!?
- Eu lavo, depois. – Ele me abraçou por trás e colocou o queixo no meu ombro.
- Eu lavo agora, rapidinho.
- Não quero você trabalhando.
- É só a louça, . Relaxa, e não é como eu fosse algum tipo de princesa que não pode fazer nada. – Ri alto.
- Você é a minha princesa, vem, deixa isso aí.
me fez parar de lavar a louça e me levou pra assistir tv com ele na sala.

- Eu não vou assistir Gossip Girl, . – Ele protestou.
- Por quê?
- Isso é tão gay!
- É o drama mais sexy da tv, tá escrito na caixinha os DVDs da segunda temporada.
- Tem mulheres gostosas e nuas?
Fechei a cara pra ele. Um minuto de silêncio.
- Estou brincando, amor. – Ele riu e apertou minhas bochechas.
- Babaca.
- Vem cá, menina agressiva. – Ele me puxou para mais perto dele no sofá e me beijou. Logo deixei o controle da tv de lado.
- Chega. – Lhe dei um selinho – O Pai do Chuck morreu, é uma parte triste, eu quero ver de novo.
- Aham. – Ele ignorou por completo a minha fala e continuou me beijando, dedilhando em minha nuca.
- Eu quero ver tv, , sai. – Eu ri, na verdade eu não queria parar de beijá-lo.
- Então tá bom, fica vendo essa série idiota aí, vou ficar aqui quietinho.
- Não é idiota!
- Tá tá – Ele me puxou pro colo dele e eu fiquei sentada lá, assistindo GG.
Obviamente ele não ficou quietinho como disse que ficaria.
- Você está me provocando.
passava a mão lentamente por cada parte do meu corpo.
- Eu não, estou prestando atenção na série aí, até que é legal. – Ele riu.
Mentiroso.
- Então tira a mão de dentro da minha blusa!
- Por quê? Você não gosta que eu faça isso? – Ele acariciou um dos meus seios.
Fiquei quieta.
- Não gosta? – Ele repetiu a carícia, fazendo movimentos rápidos. Soltei um pequeno gemido – Isso foi um não? Hm, eu acho que deveria continuar.
Ele continuou com suas mãos habilidosas e eu estava completamente excitada. Ponto pro .
- , menino mau. – Eu disse já completamente rendida aos seus toques.
- Eu acho te deixei excitada, então vou parar porque não quero que perca alguma parte emocionante da sua série.
Ele fez com que eu saísse de seu colo e rumou até a cozinha, me deixando com cara de nada no sofá.
Aquilo não ia ficar assim, não se para na melhor parte.
- ! – Eu fui atrás dele na cozinha.
- Que foi? – Ele perguntou, rindo
- You. Me. Bed. Now!
- Eu sabia que você não ia resistir. – Ele sorriu malicioso e me pegou no colo, me levando até o quarto em seguida.

- Último dia !
- Amanhã voltamos pra nossa vida normal, pequena.
- Separados. – Abaixei a cabeça.
Estávamos na praia, sentados na areia, e inventou de levar o violão que ele comprara.
- Não fica assim, por favor.
- Tudo bem. Vou melhorar.
- Queria te dizer tanta coisa, .
- Então diz.
- Eu não posso.
- Por quê?
- Esquece, deixa quieto.
- Você sempre me deixa confusa, sempre.
- Não fique...
Silêncio.
- deve estar dando alouca atrás de mim. – Ri ao lembrar de minha melhor amiga.
- Os guys também, devem estar atrás de você, é claro, não de mim.
- Para de bobeira, eles são seus amigos.
- Eles gostam muito de você.
- E de você também, não vem de drama não.
- Aprendi com a melhor.
- Iidota.
- Olha , não sei se nossos amigos devem saber do que aconteceu aqui.
- Também acho melhor ficar em segredo.
- Nosso segredo. - Ele me deu um selinho.
- Eu devo estar sonhando.
- Isso me lembra uma música. – Ele pegou o violão e começou a tocar uma música, reconheci os primeiros acordes de I must be dreaming, The Maine.
Que não curte The Maine?!
Se você disse: ‘’eu’’, toma vergonha na cara e vai ter cultura, amigo.
- Eu gosto tanto dessa música. – Bati palminhas como uma criancinha idiota.
- Eu sei. – Ele riu.
começou a cantar, me olhando fixamente. Cantei junto com ele, só que bem baixinho.

She thinks I'm crazy
Judging by the faces that she's making
And I think she's pretty,
But pretty's just part of the things she does that amaze me


Aquele trecho fazia sentido, eu o achava mesmo um louco. Enquanto ele cantava, foi como se um flashback dos últimos dias passassem pela minha cabeça, foram os melhores dias ever.

She calls me sweetheart
I love it when she wakes me
When it’s still dark
And she watches the sun
She's the only one I have my eyes on
Tell me that you love me
And it'll be alright
Are you thinking of me?
Just come with me tonight
You know I need you
Just like you need me
Can't stop, won't stop
I must be dreaming
Can't stop, won't stop
I must be dreaming

[…]

- Você tem uma voz sexy. – Eu disse, quando ele terminou de cantar.
- Obrigado. – Ele riu e deixou o violão de lado – Sei que você gosta, principamente quando falo no teu ouvido assim. – Ele colocou a boca bem perto do meu ouvido e usou sua melhor voz rouca e sexy.
- Eu demonstro tanto assim? – perguntei, rindo.
- Apenas fica arrepiada dos pés a cabeça. – Ele respondeu tranquilamente.
- Que mentira.
Era verdade e eu já estava arrepiada. Droga, não queria que ele tivesse certeza do efeito que tem sobre mim.
- Ah, não precisa negar, .
- Tá, eu gosto mesmo. Qual o problema?
- Nenhum. – Ele riu – Eu sei todos os seus pontos fracos.
- Também sei os seus!
- Então me responde qual é o maior de todos eles! Qual meu maior ponto fraco?
- Hm...
Demorei pra responder.
- Talvez seu pescoço, você não resiste a umas mordidas.
- Não me chamo , desculpa.
Ele riu.
- Meu maior ponto fraco não é o pescoço! Nem vem.
- Me engana, aham.
- Você sabe que não é.
- Sei de outros também, além do pescoço. – Ele me olhou cheio de malícia e eu acho que consegui corar.
Mas que idiota você, hein .
- Enfim, acho que não sei então qual seu maior ponto fraco. Qual é?
- Ele está na minha frente.
- Nem de longe eu sou um ponto fraco seu, não mesmo.
- Você não acredita?
- Não.
Respondi simplesmente e ele olhou pro lado e riu.
- Você é tão boba, não tem noção do efeito que tem sobre mim, já pensei tantas coisas, . Você não faz idéia.
- Pensou o quê?
- Sobre nós dois, desde que viramos amigos. Aquele dia na boate, e depois você lá em casa, foi tão legal.
- É verdade, bons tempos. – Sorri ao lembrar.
- Você tinha vergonha de mim e dos meninos – Ele riu.
- Claro, eu mal conhecia vocês.
- E nos odiava.
- Não era bem assim, só achava vocês inúteis, mimados e babacas.
- Obrigado, hein.
Eu ri.
- Depois mudei completamente de opinião, vocês foram muito legais comigo. Mas eu sempre me dei melhor com você.
- Nós ficamos bastante grudados.
- Era bom. Era gostoso quando você ia pra minha casa só pra ficar comigo sem fazer nada.
- Sinto falta disso.
- Sinto falta de você, .
- Minha , minha pequena. – Ele acariciou meu rosto delicamente e me deu um selinho bem demorado, depois colou nossas testas.
Eu estava chorando.
- O que foi, amor?
- Tenho fingido que está tudo bem, mas não está! Não odeio você, não te detesto, eu apenas sinto sua falta, fiquei chateada porque terminou comigo, mas eu simplesmente não consigo te tirar da minha cabeça, não dá. Desculpa.
- Não chora, por favor, meu amor.
- Eu estou abrindo meu coração, , porque eu não aguento mais. Eu não sei viver sem você.
- Nem eu sem você.
- Então por que as coisas estão como estão?
- Prometemos não falar sobre isso...
Ele estava desconversando.
- Tudo bem – Funguei e limpei minhas lágrimas.
Não, não estava tudo bem.

Capítulo 26 – See how I'll leave with every piece of you

- O quê? Eu e a minha ex? Nós estamos mais separados do que nunca, a única coisa que eu quero dela é distância.
- Mas e as fotos de vocês juntos nos últimos dias? Parece que saíram da cidade escondidos, como namoradinhos.
Eu assistia à entrevista pela tv – não que eu já não tivesse lido muito sobre no The Sun. Eu e fomos flagrados no nosso momento de trégua, aquilo não era bom. Agora toda Londres já sabia o que tinha acontecido.
- Vocês não podem acreditar em tudo que veem e ouvem. – Ele deu uma risada – Eu estou muito bem solteiro, e não quero namorada por enquanto, elas só servem pra dar dor de cabeça. Agora chega disso... mais alguma pergunta relacionada ao novo CD?
- Vocês já acharam a Kate?
Daí eu desliguei a tv.
- Você ouviu tudo isso, ?
- Aham. – Ela me lançou um olhar... triste?
- Eu não acredito que ele disse essas coisas.
- Sinto muito, . Sei o quanto gosta da bicha.
- É... mas isso vem passando dos limites. Desde a semana passado, quando saímos da cidade juntos, ele não me procurou mais, e eu não entendo nada, te juro.
- Não sei mais o que te dizer... Você sabe o que penso.
- Sei, sei. Você e outras pessoas também acham que eu tenho que ser uma pessoa mais forte, tomar uma decisão e não mudar mais, ser mais... mulher? Todos tem dito isso. Mas eu simplesmente não consigo, eu... – suspirei – Amo o ... amo de verdade, chega parecer doentio.
- Eu te entendo, porque te conheço... Sei que você é assim, quando gosta não tem jeito, gosta e pronto. – Ela me deu um abraço – Mas não acha que pode estar fazendo papel de boba perante outras pessoas? Digo, não que a opinião de quem não tem nada a ver com a sua vida importe, mas não estamos falando só de meia dúzia de pessoas, estamos falando de toda Londres, todo mundo sabe o que acontece ou deixa de acontecer entre você e ... E sei lá, ele tá sempre saindo como maioral. Parece que você corre atrás dele e ele te usa e depois joga fora.
- Nunca tinha parado pra pensar assim. – Falei baixo.
- Eu sei, e eu, como sua melhor amiga, preciso falar. Eu sei que a história não é assim, gosta de você, mas tem uma parte no quebra-cabeça da história que falta, que não sabemos e tá complicando tudo. Então, eu acho que até que ele resolva a vida dele, venha até você e diga “, quero ter filhos melequentos e feios como eu com você”, – ela tentou imitar a voz de – você deve sossegar e deixar ele pra lá, pelo menos por um tempo. Deixa ele sentir tua falta, te procurar, e se não procurar, ele é um babaca viado mesmo. tá aí pra te consolar, amiga. – Ela me deu uns soquinhos e eu ri fraco.
- E eu vou aguentar? Parece que tem uma voz na minha cabeça que diz “corre pra ele, corre” . A voz é como aquela que o Harry Potter escuta no filme 2, da câmara secreta.
- Eu hein, . Sai pra lá.
- O pode me dar o que ninguém mais pode...
- O quê? filhos melequentos e feios?
- Cala a boca. – Eu ri.
- Ah, tá falando de sexo... tô ligada. Vamos comprar um vibrador, amiga.
- Ai , como tu é pobre! Fala sério.
- Ué...
Ela ria divertida.
- Já ouviu falar em ?
- Potter?
- do MCFLY.
- Hm...
- Não faz esse ‘hm’, . Se tu estala os dedos aqui agora, o se materializa aqui na tua casa, no teu sofá, pronto pra ti. Eu não duvido...
Eu apenas ri.
- Você sabe que tem um poder com o .
- Sei de nada não, ... Vamos tomar um sorvete?
(...)

’s POV on

- Dude, fala pra mim, eu sou teu melhor amigo... Fala a verdade.
- , você já sabe a verdade. Sabe que eu gosto da .
- Então eu vou repetir pela milésima vez: FICA COM ELA!
- Eu não posso, sua anta! A minha mãe faria a terceira guerra mundial, você a conhece. Ela me fez prometer que terminaria com a e não voltaria mais.
- Isso é muito estranho, você não deveria ter aceitado isso.
- E deixar minha mãe morrer sem fazer o tratamento? Ficou maluco?
- Não foi isso que eu quis dizer, dude, mas isso é muito estranho... Por que sua mãe pediria algo assim? Ela é mãe e quer te ver feliz, você deveria conversar com ela. Porque sua felicidade definitivamente é a .
- Eu a amo.... com todas as minhas forças, com todas as forças da galáxia.
- Mas você só tem feito merda! – me deu um pedala que doeu.
- Ai! – reclamei.
- Desde o ano novo, já começou fazendo burrice! E depois eu quem sou lerdo!
- Queria que eu fizesse o quê? Ficar desse jeito com a é a única maneira que eu tenho de ter ela por perto, sem que ela se apegue de certo modo, porque se ela pensar que eu a estou usando é mais fácil, ela sente raiva de mim e não vai querer que voltemos a namorar.
- Você é doente, amigo? Que linha de raciocínio mais estúpida!
- Eu acho genial.
- Genial? A tá sofrendo mais do que tudo! Toda vez que vocês transam ou fazem sei lá o quê, ela fica acabada, porque você é incrível com ela e depois você a chuta, e isso não se faz, , não com uma garota como a .
- Eu sei, . Mas não é por querer, não é com a intenção de machucá-la, eu só estou protegendo o que temos.
- Você está sendo egoísta. Você a quer, mas não está disposto a enfrentar sua mãe e os caprichos dela.
- Não é verdade.
- Você sabe que é, e deveria pensar sobre isso, cara. Me promete que vai ficar longe da por um tempo?
- O quê? Por quê? Eu não posso...
- Se você a ama, lute por ela ou a deixe ir. Não dá pra ficar nessa, a garota tá sofrendo por tua culpa, e eu gosto muito dela e de você pra ver os dois se destruindo assim emocionalmente.
- , eu não posso ficar longe da .
- Então resolve tua historia lá com a tua mãe, man.
- Tudo bem, vou tentar conversar com a minha mãe...
- Boa sorte, dude! E fica bem. – me deu um abraço.
Era bom ter um amigo como ele.

’s POV off

Uma semana depois....

- Sabe, eu realmente tenho considerado a ideia de ir pra Nova Iorque nos últimos dias.
- Eu te dou todo o apoio, . Eu vou morrer de saudades, mas quem liga? – dramatizou e terminou seu capuccino.
Estávamos no escritório da cafeteria, conversando sobre muitas coisas.
- Não seja dramática, não é tipo pra sempre. Eu vou voltar e você pode ir me visitar.
- Claro, Nova Iorque é ali, né.
- ... parece que não quer que eu vá!
- E não quero. Bem, eu quero sim, porque vai ser ótimo pra você e meu dever de melhor amiga é esse, dar o apoio para as coisas que vão te fazer bem. Não quero ser egoísta, mas como fico aqui sem você?
- Awwwwww. Melhor amiga do mundo todo. – Eu levantei do meu lugar e fui até ela lhe dar um abraço de urso – Amo você.
- Tá, fim do drama. Eu deixo você ir. – Ela riu alto – Mas eu vou ligar todo dia e que se dane a diferença de horários.
- Não me importo, pode ligar.
- Já sabe mais ou menos quando quer ir?
- Daqui alguns dias...
- Mas já? – arregalou os olhos.
- Quanto antes melhor, quero me envolver em muitos projetos com o jornal lá, vai ser tão bom! Sinto que aqui estou me limitando, não posso fazer tudo como poderei fazer lá. Vai ser muito bom, muito mais produtivo ficar em NY por uns tempos.
- E essa sua decisão de viajar assim, do nada, é só por motivo profissional mesmo ou viado tem algo a ver com isso? – ela perguntou meio desconfiada.
Melhor amiga é fogo.
- Quem? Não conheço esse aí não.
- Hm. Se não quer falar, não fala, mas eu sei. – Ela me lançou um olhar como se fosse raio x.
Eu, hein.
- Podemos falar de outra coisa? Vai me ajudar com os preparativos da viagem?
- Quem vai viajar?
Os meninos chegaram à cafeteria.
- Eu vou pra NY, !
- QUÊ??????????
Eles perguntaram juntos. Como se fossem surdos, sei lá.
- Não sei por que o espanto. – Bebi meu suquinho que já estava quente.
- Vai nos deixar?
- Ih, olha o dramático, igual a namorada. – Olhei para e depois .
- A quer abandonar a trupe, não acredito.
- Não vou abandonar nada, parem.
e já haviam se pronunciado, menos .
- E você , o que tem a dizer sobre minha ida?
- Boa viagem. – Ele forçou um sorriso – Bem, eu acabei de lembrar que esqueci meu celular na gravadora, vou voltar lá e depois vou pra casa resolver umas coisas, tchau.
- Mas dude...
Antes que pudesse falar qualquer coisa, já estava fora da cafeteria.
Estranho, muito estranho.
- O celular não estava na mão dele? – perguntou.
- Era isso que eu ia dizer...
- Acho que isso da ir pra NY mexeu com ele, hein.
- E lá vamos nós. – sussurrou, e eu pensei no que falou. Por que minha ida pra NY mexeria com o ?!
Talvez porque ele goste de mim.
burra.
Mas eu ia fazer o quê? Sou péssima pra conversar esse tipo de coisa com o , ainda lembro dos acontecimentos na casa dos meus pais.
Suquinho de maracujá epic fail.
Por isso vai ser melhor ficar em NY por um bom e longo tempo, nada de e sentimentos feridos, nada de , mas meus sentimentos em relação a ele continuarão feridos. But who cares?
Eu só quero me concentrar no trabalho e recomeçar em outro lugar, vai ser legal sair da minha zona de conforto. Por mais que eu ame Londres, eu preciso ir.

’’Ex namorada de fugindo?’’

Era isso que estava escrito no canto da página do The Sun. Ao lado disso, uma foto minha e de juntos de quando ainda estávamos juntos. Cliquei no link pra ler tudo. Normalmente eu entrava no The Sun pra saber notícias, fofocas dos outros, e não sobre mim mesma! Aquilo definitivamente era muito estranho.
está fugindo de seu ex McFLY ? Fontes confirmam que ela se mudará pra NY em poucos dias.
O casal que andou saindo da cidade juntos para uma fuga da realidade, embora neguem o acontecimento, não se falam há algum tempo, e nós sabemos que esses dois já tiveram muitas idas e vindas, mas o amor sempre prevalece. Mas não dessa vez, parece que está muito bem solteiro e já foi visto circulando com várias garotas pela noite londrina, enquanto sua ex parece seguir sua vida com seus amigos, companheiros de banda de , vale dizer. Soubemos que está muito focada em seus trabalhos como jornalista e escritora, e dizem que ela vai escrever um livro contando como é ser a namorada de . Estamos ansiosos pra saber como esse livro termina - é melhor preparar os lencinhos, pessoal!
A ex do astro pop viaja daqui alguns dias, e nós achamos que ela está apenas fugindo para não ver seu ex amado nos braços de outras. E vocês, o que acham? (...) ‘’

E tinha mais ainda! Pasmem, eu parei de ler, porque era muita idiotice misturada em uma página só.
Fugindo do ? Escrever um livro sobre ele? MEU DEUS! Eu quero mais é que ele se dane, sério.
E o The Sun definitivamente me amava! A celebridade aqui é o , não eu. Eu sou só uma garota estúpida que namorou um estúpido famoso, rico e bonito.
Muito bonito, mas enfim.
Vamos esclarecer algumas coisas, no meu meio de comunicação favorito, o twitter.

Oi todo mundo! Vamos esclarecer umas coisinhas: 1 - Não estou fugindo do , vou pra NY a trabalho! 2 - Não vou escrever livro nenhum.

Nem sobre o , nem sobre ninguém, nada. Dá pra pararem de inventar coisas? Eu e temos nossas vidas separadamente agora, e eu...
... agradeceria muito se nos esquecessem, ou pelo menos esquecessem de mim. Imprensa fofoqueira idiota!

Night All xxX


Falei com algumas pessoas no twitter e depois desliguei o notebook. Eu estava pronta pra dormir ouvindo a minha rádio favorita em toda Londres, a Capital fm, quando o meu celular tocou. Na verdade, demorei alguns segundos pra acordar pra realidade e saber que era ele tocando, já que fiquei cantando Ignorance – o toque do meu celular.

- Alô?
- ?
- Sim. ?
- É, sou eu. Tudo bem?
- , eu não falo mais com você, tchau.
Desliguei o telefone.
Mas ele ligou de novo, vocês sabem como ele é.
- Dude, não liga mais pra mim.
- Eu acabei de ver o que você escreveu no twitter.
- Para de me stalkear.
- Eu não faço isso! Me escuta, também li as coisas no The Sun. Você vai embora?
- Isso não é da sua conta!
- Então devo começar a pensar que você está fugindo de mim?
- Não seja ridículo, ! Não vê como estou deixando cada parte sua fora da minha vida? E se quer saber, eu vou pra NY porque aceitei a proposta de trabalho que recebi lá. Satisfeito?
- Eu não quero que vá.
Ele falou de modo sincero, bem, pelo menos era o que parecia. Eu não conhecia mais , não sabia mais quando estava falando a verdade ou só tirando mais uma com a minha cara e se divertindo.
- HAHA, e que eu tenho a ver com isso? , NÃO quero mais nenhum tipo de contato contigo, porque toda vez que isso acontece, por mais que na hora pareça ótimo e totalmente certo, eu sempre me ferro no final, meu coração fica em pedaços e, sinceramente, já não tem mais onde remendá-lo.
- Fica, . Por favor.
- Só pra você ter com o que continuar se divertindo, né? Deve ser super legal pra você fazer o que faz comigo. Mas não mais, . Agora acabou, de verdade.
- Não...
- Nós poderíamos ter tido exatamente tudo, tudo juntos, e você jogou isso fora, você não ligou pra nada, e eu nem sei por que tudo isso. Mas agora não importa mais nada!
- Eu não joguei tudo fora, você não entende!
- E você não explica! Aliás, acho que não há explicações, apenas que você brincou com meus sentimentos desde o início, só isso.
- ... eu não fiz isso, não diz isso. Eu...
- Você nada! Acaba aqui essa conversa, tá bom? Não me liga mais, e eu não vou te procurar, vai ser melhor pra todo mundo, já tomei minha decisão. Fica longe de mim, .
Desliguei o telefone antes que pudesse falar mais alguma coisa, e também tirei a bateria do objeto, só por garantia.
Aumentei o som do rádio e quis rir, e riria se não fosse meio triste, a música que tocava era Rolling in the Deep, Adele. Que essa música tocava na rádio toda hora não era novidade, mas ali, naquele momento, parecia até algum tipo de trilha sonora para a situação e dizia exatamente tudo sobre o que se passava. Era muita ironia da vida mesmo, hein...

There's a fire starting in my heart
Reaching a fever pitch and it's bringing me out the dark
Finally, I can see you crystal clear
Go head and sell me out and I'll lay your ship bare

’s POV on


- Eu te amo! – Eu disse, mas ela já havia desligado o telefone na minha cara. Joguei o celular em qualquer canto e peguei meu iPod que estava ao meu lado na cama, coloquei os fones no ouvido e coloquei no modo aleatório, a fim de achar qualquer música que me fizesse fugir dos pensamentos que tinham a ver com . Eu só queria parar de pensar nela e dormir pelo menos essa noite.
Não adiantou muito, o meu iPod era um filho da puta de primeira geração! Começou a tocar Adele, a música mais clichê de todas, Rolling in the deep.
E depois eu mataria por ter colocado aquela música ali! Mas fazer o quê, né, fiquei ouvindo aquela música, talvez por algum motivo ela tivesse começado a tocar naquela hora própria, digamos assim.

See how I'll leave with every piece of you
Don't underestimate the things that I will do

There's a fire starting in my heart
Reaching a fever pitch and its bringing me out the dark


Fiquei prestando atenção na música, deitei na cama e dei uma risada, a música fazia mesmo todo o sentido do mundo pra mim e pra . Queria que ela a escutasse também, agora.

’s POV off

The scars of your love remind me of us
They keep me thinking that we almost had it all
The scars of your love, they leave me breathless
I can't help feeling
We could have had it all
(You're gonna wish you never had met me)
Rolling in the deep
(Tears are gonna fall, rolling in the deep)
You had my heart inside of your hand
(You're gonna wish you never had met me)
And you played it to the beat
(Tears are gonna fall, rolling in the deep)


E não é que era a mais pura verdade? Esse amor deixou muitas cicatrizes, apenas em mim, creio eu. saiu bem, sem nenhuma cicatriz para lembrá-lo do que tivemos. E toda vez que eu falo com ele é como se a cicatriz doesse, eu sinto uma enorme dor em todo o coração e lembro de como tudo era antes, e de como tudo poderia ter sido quase perfeito. Nós realmente poderíamos ter tido tudo, tudo... parecíamos perfeitos um pro outro. E aquele filho da mãe só brincou comigo, brincou e brincou.
Isso definitivamente não teve nenhuma graça pra mim.

’s POV on

Baby, I have no story to be told
But I've heard one of you and I'm gonna make your head burn
Think of me in the depths of your despair
Making a home down there, as mine sure won't be shared

(You're gonna wish you never had met me)
The scars of your love remind me of us
(Tears are gonna fall, rolling in the deep)
They keep me thinking that we almost had it all
(You're gonna wish you never had met me)
The scars of your love, they leave me breathless
(Tears are gonna fall, rolling in the deep)
I can't help feeling


Mais uma vez a devia estar me odiando com todas as suas forças, e agora eu já não sabia que rumo essa história toda ia tomar. Ela estava indo embora... eu estava perdendo a minha garota de vez, e nem ao menos sabia o que fazer. Talvez não tivesse nada pra fazer mesmo.
Eu deveria deixar ela ir? E se isso fosse mesmo o melhor pra nós dois? Ela longe, nós não brigaríamos mais, ela não se machucaria tanto. Parece que nós nunca mais vamos voltar a ter o que tínhamos, nem amizade e muito menos algo mais. Eu só queria que ela soubesse que eu sofro tanto ou até mais que ela, eu detesto ficar longe dela, mas a gente simplesmente não pode passar por cima de certas coisas pra fazer o que queremos.
Principalmente quando envolve família.

’s POV off

We could have had it all
(You're gonna wish you never had met me)
Rolling in the deep
(Tears are gonna fall, rolling in the deep)
You had my heart inside of your hand
(You're gonna wish you never had met me)
And you played it to the beat
(Tears are gonna fall, rolling in the deep)

Could have had it all Rolling in the deep
You had my heart inside of your hand
But you played it with a beating

Throw your soul through every open door
Count your blessings to find what you look for
Turn my sorrow into treasured gold
You pay me back in kind and reap just what you sow


Percebi que já estava chorando, como sempre. Me afundei no travesseiro e fechei os olhos com força, mas tudo que vinha na minha cabeça eram os lindos olhos de , brilhantes, completamente iluminadores. Aquilo chegava a ser pertubador, enquanto ele devia estar dormindo tranquilamente sem nenhum problema, eu estava aqui sofrendo, mais uma vez.
Alguém precisa mudar o rumo desse jogo, porque eu só me ferro.
Eu gostaria de saber se ele pensa em mim ainda, como antes, se ele ainda sente alguma coisa verdadeira por mim... Não que isso importasse, porque eu estou decidida a ficar sem ele, não importa o que ele faça ou o que aconteça por obra do destino.
E dessa vez eu não vou mudar a minha palavra, ou não me chamo !

(You're gonna wish you never had met me)
We could have had it all
(Tears are gonna fall, rolling in the deep)
We could have had it all
(You're gonna wish you never had met me)
It all, it all, it all
(Tears are gonna fall, rolling in the deep)

We could have had it all
(You're gonna wish you never had met me)
Rolling in the deep
(Tears are gonna fall, rolling in the deep)
You had my heart inside of your hand
(You're gonna wish you never had met me)
And you played it to the beat
(Tears are gonna fall, rolling in the deep)
Could have had it all
(You're gonna wish you never had met me)
Rolling in the deep
(Tears are gonna fall, rolling in the deep)
You had my heart inside of your hand

But you played it
You played it
You played it
You played it to the beat


Capítulo 27 – Fuckin’ blue!

’s POV on

- Dude, que cara é essa? – perguntou quando cheguei à gravadora.
- Não dormi direito. – Tirei os óculos.
- QUEM TE BATEU, AMIGO? – entrara na sala.
- Eu apenas não dormi direito! São olheiras.
- Você ta horrível. – disse.
- Obrigado!
- O motivo é o que eu imagino?
- Eu apenas liguei pra ela, .
- Ah não, tudo de novo... o que foi que eu pedi? Você não consegue deixá-la em paz um minuto?
- Calma! Não precisa estressar! Quer saber, você tá muito chato , parece até o . Vocês deveriam parar de se meter nisso, que é apenas entre e eu. E tchau, vou pra casa, falem pro Fletch que morri com dor de barriga.

’s POV off

- Eu comi alguma porcaria que não me fez bem!
- Ninguém manda comer McDonalds todo dia, .
- Não como todo dia!
- Não, só ontem, e anteontem e anteanteontem...
- Não seja mentirosa. Eu preciso de um sal de frutas ou qualquer coisa que resolva esse enjôo idiota ou vomitarei na sua roupa.
- Eca, como você é indelicada.
- Jura? – Fingi vomitar em cima de e ela saiu correndo, e eu ri.
Tudo isso na cafeteria.
Minutos depois ela voltou com alguns comprimidos e água.
- Toma, isso deve ajudar.
- Você não vai amassar o comprimido pra mim?
- Fala sério , ainda não engole comprimidos? Achei que tinha parado com isso no ensino médio.
- Eu me engasgo, não consigo!
- Quase na terceira idade e não engole comprimidos, que frouxa.
ficou me zoando, e então eu chamei Jared e ele amassou o comprimido pra mim com uma super boa vontade, um lindo.
- Espero que isso passe logo, preciso terminar de arrumar minhas malas ainda.
- Já comprou a passagem?
- Já, hoje mais cedo pela internet. Está quase tudo organizado. Eu já combinei com a Rosa e ela vai arrumar meu apartamento uma vez no mês, pra não ficar totalmente largado.
- Vai mesmo daqui três dias?
- Siiiiiiiiiim! E tomara que tudo dê certo. – Falei empolgada.
- Vai dar. – sorriu.

- Um brinde a nossa querida . – propôs, e todos levantaram os copinhos com vodka.
- Vamos sentir sua falta, amiga. – me abraçou depois de beber sua vodka.
- Eu já disse que não vou ficar lá pra sempre. E não esqueçam que amo vocês, todos.
- Despedidas me deixam sentimental.
- Não seja gay, . – deu um pedala no amigo.
- Então vamos dançar, não quero ninguém triste. – Puxei pelo braço e fomos pro meio da pista de dança. Tocava All Fired Up das The Saturdays.
Is this real life?????? Eu amo The Saturdays, pirei quando ouvi a batida de All Fired Up e sobrou pro me acompanhar na dança.
- Cara, você ficou louca. – Ele falou, rindo no meu ouvido.
- Eu amo essa música .
Eu dançava conforme o ritmo, jogava o cabelo pra lá e pra cá, dançava perto de e fazia ele me acompanhar e não ficar parado, ríamos um da cara do outro, era divertido.
All fired up i feel alive, i feel alive
- Se mexe, ! – Eu ri e ele colocou as mãos em minha cintura, comecei a me movimentar mais rápido com a batida da música e seguia o ritmo. Depois ele me virou de costas e colou nossos corpos, ele jogou meu cabelo pro lado e começou a dizer em meu ouvido que não acreditava que estivesse dançando daquele jeito.
- É o poder das The Saturdays, baby. – Eu ria.
Continuamos dançando e rindo feito dois bobos. O era divertido demais, por isso eu o amava tanto. Ótimo amigo.
A música acabou e eu precisei correr pro banheiro, eu ia vomitar.

- Você tá bem, ? – perguntou.
- Tô, foi só um enjôo esquisito, acho que ando comendo besteiras demais.
- É verdade, só ontem ela comeu 2 pacotes de salgadinho de queijo e não dividiu comigo, que absurdo! – reclamou.
- Você já tinha comido uma pizza sozinho!
- Mentira, eu tirei um pedaço pra ti.
- Um pedaço com menos de um centímetro, não conta.
- Ainda reclama, olha só.
- Ok, ok, sabemos que vocês são mortos de fomes, fim. – riu.
- Mas , você tá meio pálida...
- Logo volto ao normal, é assim mesmo, .
- Vou procurar um remédio na minha bolsa pra você. – sempre atenciosa comigo.
- Não precisa amiga, já tô legal.
(...)

1 dia para a viagem

- , o que você tá colocando na minha mala?
- Uma foto minha, ué, pra você sempre se lembrar do quão lindo eu sou e que você me ama.
- Cara, você é muito convencido! – Disse – Você acha que a vai lembrar logo de você? Ela vai lembrar de mim, eu sim sou bonito, não você.
e estavam no meu apartamento me ajudando com as malas. e estavam resolvendo não sei o que na cafeteria ou apenas se comendo, não sei.
- Eu vou lembrar de todos vocês, ok?
- Ui, olha só que sexy. – pegou uma calcinha fio-dental.
- ! Me dá isso aqui. – Corei.
- Quando poderemos ver você usando isso, ? – perguntou e eu lhe dei uns cascudos.
- Nem nos teus sonhos.
- Eu vou ver, você não, . Seu abusado.
- Nem você, vai tirando seu cavalinho da chuva, dude. Vocês dois são abusados, hein, me respeitem, sou uma dama.
- Claro, e nós somos os vagabundos.
- Isso mesmo. – Terminei de fechar mais uma mala.
Suspirei.
- NY aí vou eu! Correr no Central Park, andar de bicicleta pela Times Square...
- Chegamos!
e
- E trouxemos comida.
- Comida! Sai da frente, . – saiu correndo.
- Eu, hein. – Eu ri e fui encontrar e , junto com .
- E aê, o que contam? – Perguntei.
- Fechamos com aqueles viadinhos do One Direction para fazerem um acústico lá na cafeteria. – Disse .
- Não chama eles de viadinhos! Os caras são bons.
- viadinho. – riu.
- Vocês estão falando sério? Todo mundo gosta de 1D!
- Foi uma bela jogada de marketing né, podem falar, a cafeteria vai lotar!
- Isso é sensacional. - comemorei - Pena que não vou estar aqui pra ver.
- Por quê?
- Ela vai pra NY amanhã, !
- Ah é, eu esqueci.
- Lerdo!
(...)

Sexta-feira, 07:30 am

- Esses dias eu tenho me sentido muito estranha...
- Por causa da viagem?
- Não, não sei. Eu tenho ficado enjoada, e ontem quando o fez aquela comida estranha na cozinha eu quis vomitar até meu fígado.
arregalou os olhos.
- Que foi?
- Como está sua menstruação? Já veio?
- Ainda não, mas ela é assim, louca e desregulada.
- Tem certeza?
- Tenho! Você não está achando que eu tô...
- Sim, eu estou!
- Fala sério, ! Eu não...
- Você não transa com ninguém, sei. E o ? Suponho que vocês não ficaram jogando xadrez naquela fugidinha de vocês.
- Ah, mas a gente... – Não completei a frase, porque lembrei que eu e transamos algumas vezes sem camisinha.
- Vocês o quê?
- Esquecemos a camisinha.
- VOCÊS O QUÊ??? VOCÊ FICOU MALUCA? MEU DEUS.
começou a andar de um lado pro outro no quarto. Me assustei.
- Só aqueles dias...
- , você pode estar grávida agora!
- Não fala isso nem de brincadeira. – Bati na madeira da cama.
- Eu vou comprar um teste de gravidez e você vai fazer hoje!
- NÃO! Eu vou viajar, não quero saber se tô grávida ou não.
- E se estiver? Não vou deixar você sair daqui com um possível sobrinho ou sobrinha minha!
- Nem vem, ! Vou pra NY custe o que custar, e eu não estou grávida!
- Eu já volto!
- Aonde você vai?
- Farmácia!
Bufei irritada, e ela saiu do quarto.

- Já foi, ? – perguntou do lado de fora do banheiro.
- Se ficar vermelho é o quê? – Abri a porta.
- Não está grávida !
- Então... Bem, eu estou.
- O quê? Como assim?
- Deu azul.

Capítulo 28 - No pique de Nova York

Silêncio.
Eu olhei para sem saber o que fazer, meio que desesperada. Caminhei até minha cama e sentei, ainda sem saber o que fazer. foi até mim e me abraçou, e ficamos em silêncio por longos minutos até o telefone dela tocar.
- Oi . – Ela disse – Quê?... Eu? Não, claro que não, ! ...De onde tirou isso? ....Site de fofoca, não acredite nessas coisas! Uma foto?... Ué, pode ser montagem, eu tô na casa da com ela.... Tchau , depois a gente fala. Tchau.
- Que foi?
- perguntou se estou grávida. Porque me fotografaram enquanto comprava o teste de gravidez pra você.
- Ah não. – Bati em minha própria testa com a mão – Desculpe por isso.
- Não precisa pedir desculpas, depois dou um jeito no sem contar a real história. O fato é que você não sai de Londres grávida.
- Eu não vou ficar aqui, .
- , cala a boca, agora você tem uma vida dentro de você, não pode pensar mais só em você. Você é responsável por uma criança agora.
- , eu mal cuido de mim! Como posso ter um filho agora?
- Não pensa em abortar, né?
- CLARO QUE NÃO! Que horror, nunca faria isso.
- Acho bom!
- Mas eu não sei cuidar de criança, eu não posso. Eu preciso ir pra NY daqui algumas horas.
- Você brincou, né? Não vou deixar você sair daqui, .
- , me escuta... eu volto pra Londres antes que minha barriga fique enorme, eu posso dar a desculpa que estou engordando muito por culpa do McDonald’s e Starbucks 24 horas da Times Square.
- Não seja idiota, ! Nós temos um problema aqui, meu Deus. – parecia uma mãe desesperada. – Eu preciso cuidar de você e desse bebê! Você precisa contar isso pros seus pais.
- Eu não vou contar nada pra ninguém! E nem você, ouviu bem? Você não vai contar N A D A pra ninguém!
- Mas ! Isso é uma coisa séria.
- Coisa séria é o crime que eu vou cometer se você abrir essa boca, não fala nada pro , muito menos , e aquele que não deve ser nomeado!
- , você está me colocando num beco sem saída.
- Ainda bem que entendeu! , é sério, não fala nada pra ninguém, nem eu sei o que fazer ainda. Imagina a reação das pessoas.
- Imagina quando o souber que vai ser pai!
- Ele não vai ser pai – Gritei - Esse filho é só meu. E agora vou terminar de arrumar minhas coisas pra viagem!
- Você não vai sair de Londres, . Você não pode.
- Eu vou sim! Não só posso como vou.
- Depois nós conversamos, eu preciso ir encontrar com o , ele tá me ligando de novo. – ela pegou o celular e desligou - E convencê-lo de que não estou grávida. Eu volto aqui ainda logo depois do almoço, fica aqui quieta e não faça nada que prejudique você e meu sobrinho ou sobrinha. E não saia de Londres.
foi embora e eu fiquei sozinha. Sozinha não, com meu filho ou filha. Se minha melhor amiga pensava que eu ia ficar ali parada, quieta até ela voltar e tentar me impedir de viajar, ela estava muito enganada.

13:00 pm.

’s POV on

“Desculpem por ter ido viajar sem me despedir, mas vai ser melhor assim. Eu fico muito emotiva com despedidas, assim como o , haha. Deixo pra cada um de vocês um beijo enorme, vou sentir saudades! Vocês são os melhores amigos do mundo, os melhores, e eu não estou indo pra sempre, já cansei de dizer.
, me desculpe, você sabe pelo quê, mas nós vamos ficar bem, eu garanto; e você é a melhor BFF do mundo.
Venham me visitar, mando o endereço depois e prometo não demorar. Tenho certeza que NY vai ser incrível. Eu amo muito vocês e, por favor, não falem de mim para o , não digam onde estou. E ah!, , você mais do que ninguém, fique quieta!
Isso não é um adeus, apenas um até logo, amigos.

XoXo ‘’

- Encontrei esse bilhete na geladeira quando cheguei. – Eu disse depois que leu o bilhete em voz alta – Eu e viemos pra cá e a porta estava fechada, mas não com chave. Ela se foi sem se despedir.
- Safada! Ela não podia ter feito isso! Não mesmo. Vou pro aeroporto!
- Fazer o que lá, ? Essa hora a já deve estar dentro do avião.
- Ela não podia ter ido, ! Eu nunca vou me perdoar se acontecer algo enquanto ela estiver longe, eu tenho obrigação de cuidar deles, a não sabe se cuidar.
- Deles quem, ?
- Dela! A . Estou falando dela.
parecia nervosa, preocupada com a amiga.
- Calma , vai ficar tudo bem. Sabemos que é a sua melhor amiga e que você vai sentir saudade, mas calma, tudo vai ficar bem. A não vai demorar pra voltar pra cá.
- Vocês não entendem...
abraçou a namorada e pediu para que ela se tranquilizasse, não adiantou muito.
tentou ligar pra , mas o telefone estava desligado. Só conseguimos falar com no dia seguinte, ela ligou pro meu celular pra avisar que chegou bem.

- Diz pra que eu tô legal.
- Tá no viva voz, ela tá aqui.
- , desculpa. Prometo me cuidar.
- Sua vadia, é melhor que não apronte nada, e oh, depois vamos conversar sério.
- , me traz uma caneca bem linda!
- Para de ser pidão, !
- Eu levo sim, ! Pode deixar. – Ela riu.
- Bem, preciso desligar. Aqui tá tudo bem e a cidade é incrível, depois entro em contato com vocês. Beijos.
desligou o telefone.
- Ela está bem, isso é o que importa. – Eu disse.
- Ela ligou pro seu celular, hmmmmmm.
- Hmmmmm o quê, ? Não vem de viadagem não que eu não entendo.
- Não entende porque é lerdo, mais que o .
- Ow ow, parou de insultar meu bebê!
- Bebê? Esse bicho velho aí? – Comecei a rir loucamente junto com , e nos mandou o dedo do meio.
- Ui, o bebê tá estressadinho.

’s POV off

QUERIDA NOVA IORQUE! Por favor seja boa pra mim e para o meu bebê...
Alguns dias em Nova Iorque e eu já tinha a minha vida quase organizada - não totalmente, mas quase. Eu tinha um médico para me acompanhar durante a gravidez, pelo menos enquanto eu estivesse na terra da Gossip Girl...
Eu tinha as coisas mais importantes para a sobrevivência: internet rápida e os telefones dos fast foods na minha geladeira! Fuck yeahhhhhhh.
Eu estava morando em um loft muito irado, com a mobília mais irada ainda, tudo patrocinado pelo jornal. Isso era incrível demais, certo?
Eu tinha até um carro aqui!
Fiz amigos no jornal, as pessoas foram muito receptivas comigo, muito mesmo.
Conheci lugares novos e muito legais. Volta e meia tinha uma festinha pra ir, eu não podia beber, mas não estava proibida de dançar.

- Ai meu Deus, eu não acredito! – Minha mais nova amiga, Claire, surtou.
- O que foi, garota? – Eu ri depois de terminar meu drink sem álcool.
- Olha só quem tá aqui na night. – Ela riu e apontou pra entrada da boate.
- Fala sério. – Eu teria cuspido meu drink se jão não o tivesse engolido.
Ian Somehalder estava ali, respirando o mesmo ar que eu.
- Só pode ser pegadinha, né. É um cover, só pode. Não pode ser ele mesmo.
- Eu soube que ele sempre vem aqui, mas eu já estive aqui outras vezes e nunca o encontrei.
- Cara, eu pegava esse homem. Fácil fácil.
- Todo mundo pegaria o Ian! Agora eu quero saber se ele te pegaria. – Ela riu alto e pediu mais uma tequila ao bartender.
- Claro! Você duvida?
- Óbvio que sim, ! Ele não vai ficar com ninguém aqui, nunca. Nós, simples mortais...
- Vamos apostar então.
- Você já bebeu, amiga? Disse que ia ficar só no refrigerante. – Ela riu.
- Eu não estou bêbada e vou ficar com o Ian.
- Aham, lavo sua roupa por um mês e arrumo sua casa inteira se isso acontecer.
- Prefiro que faça a comida e lave minhas roupas, apenas.
- Qualquer coisa que você quiser, porque você não vai ficar com o Ian.
- Tempo?
- Até o fim da noite.
- Regras?
- Vale tudo.
- Então espere, amiga. – Eu ri e ela me olhou desacreditada.

Eu e Claire estávamos na área vip da boate, assim como Ian, o que facilitou bastante as coisas. Quase no fim da noite eu o vi na pista de dança, dançando como uma pessoa normal e não como o deus da beleza que ele é.
Me aproximei dele assim como quem não quer nada e vi minha amiga rir de longe.
Forcei uma situação para que parecesse que ele esbarrou me mim, sou uma gênia.

- Ai!
- Me descul... wow. Me desculpa.
- Tá tudo bem. – Falei sem nenhuma emoção.
Despreze pessoas famosas e elas serão suas amigas, HAHAHAHA.
- Tem certeza? Eu posso te pagar uma bebida?
O QUÊ? IAN SOMEHALDER QUER ME PAGAR UMA BEBIDA? CLARO QUE PODE, PAGAR O QUE VOCÊ QUISER.
- Hm, não sei. Melhor não.
Se liga na estratégia.
- Ah por favor, eu insisto. É o mínimo que posso fazer.
- Tá, tudo bem. Um refrigerante, nada com álcool.
Era melhor não recusar muito, sabe como é, né.
Fomos pro bar, e ele me pagou uma bebida, não dava mais pra ver as caras e bocas que Claire fazia, mas ela deveria estar muito arrependida de ter apostado comigo.

- O seu sotaque é muito sexy. – Ele colocou uma mecha do meu cabelo atrás da orelha.
- Ah, obrigada. – Eu sorri – Já eu, acho você sexy. – Mordi meu lábio inferior.
- Não muito. Na medida. – Ele riu – É brincadeira.
- Convencido...
- Bem, eu preciso ir, , já passa das três da manhã. – Ele olhou o relógio no pulso esquerdo – Foi ótimo conversar com você.
- Que pena... Mas eu também já vou. Amanhã eu ainda trabalho, só à tarde, mas trabalho.
- Quer uma carona? Eu te dou, com o maior prazer.
Peguei meu celular e rapidamente mandei um sms para Claire, avisando que eu ia embora acompanhada.
Ela deveria estar surtando.

- Você não quer, hm... entrar? Tomar uma água, sei lá.
- Eu quero uma coisa, mas não é água...
Ele me abraçou por trás enquanto eu abria a porta do apartamento.
- Hm, e o que você quer? – Fiquei de frente pra ele assim que entramos em casa.
- Isso. – Ian selou nossos lábios em um beijo rápido.
- Olha, agora que começou, termina né.
- Não precisa nem pedir duas vezes.
Envolvi meus braços em volta de seu pescoço e deixei que ele comandasse a situação, intensificando o beijo mais e mais. Ele explorava cada canto da minha boca com a língua, sua língua quente me fazia sentir coisas estranhas, coisas estranhas porém completamente boas. Era um beijo repleto de desejo porém era um beijo leve, você entende? Era livre de culpa e eu não precisava pensar se ele quebraria ou não meu coração na manhã seguinte. Porque eu definitivamente não era apaixonada por ele, por mais que ele fosse gato.
O beijo foi ficando quente e mais quente, minutos depois eu estava semi-nua nos braços de Ian, mas parou por aí mesmo.
É, estão pensando o quê?! Que eu sou algum tipo de vadia? Ok, só de vez quando. LOL
Eu não transei com ele, mas ele dormiu no meu apartamento e, se não acreditam, não ligo.

- Desculpa, eu não queria acordar você. Mas será que eu posso tomar banho antes de ir?
Disse Ian Somerhalder sem camisa olhando nos meus olhos.
Is the real life?
- Claro.
Eu posso tomar com você se quiser.
- Tem toalhas no armário do banheiro.
- Obrigado. – Ele sorriu e me deu um pequeno beijo matinal.
WOW, eu quero esse homem pra mim.
- E bom dia. – Ele sorriu e me beijou de novo. Emaranhei meus dedos em seus cabelos, bagunçando-os divertidamente.
- Bom dia pra você também. – Sorri – Foi fofo da sua parte dormir aqui.
- Fofo? Por quê?
- Outro homem não dormiria aqui a menos que rolasse sexo.
- Fala sério. Ainda existem homens assim?
- Sim, pode acreditar.
- Eu vou tomar banho. Não quer vir?
- Vou pensar no seu caso.
(...)

- Você ficou mesmo com ele? Se eu não tivesse visto no site de fofocas hoje cedo não teria acreditado!
- E você duvidou do meu poder de sedução, bitch!
- Droga, vou ficar de empregada agora. – Ela ria.
- É, vai mesmo! HAHAHA, espera um minuto, tenho outra chamada. – Apertei o botão pra atender a chamada em espera que vinha diretamente de Londres – Alô?
- !
- , meu amor.
- Você vai casar com o Ian Somerhalder?
- Eu? Não, claro que não. – Ri alto – E eu tô bem, obrigada por perguntar.
- Ah! Sem drama, eu estava checando as fofocas e wow, você está com o vampiro.
- Eu não estou com ele, apenas fiquei com ele ontem e acabou. Uma dose de sorte na noite.
- Ele nem é tão bonito como dizem.
Ouvi resmungar ao fundo.
- Cala a boca recalcado, ele é o maior GG!
- GG? – perguntei rindo.
- Gato gostoso!
Ri descontroladamente.
- Mais um no , ele nem é tão bonito como dizem. – se pronunciou.
- Gente, é sério, foi só uma ficada. Comemorando minha chegada em NY com grande estilo, hahahaha.
- Tá mandando ver, hein , no pique de Nova Iorque. – riu.
- Isso mesmo, to arrasando. Mas podemos nos falar depois? Eu tô com outra ligação e ainda vou trabalhar. Oh, vida triste.
- Tá bom, amiga. Beijos, te amamos.
- Beijos. – Ouvi os meninos falando em coro.
- Tchau vocês, lindos e linda.
Finalizei a ligação e voltei a falar com Claire.
- Achei que tinha me esquecido.
- Desculpe, eram meus amigos de Londres. Sinto saudade.
- Ah! Não fica triste, diz pra ele te visitarem aqui.
- É uma boa idéia, mas não agora, eles tem compromissos por lá, minha amiga tem a cafeteria dela, meus amigos a tour e o CD novo...
- Seus amigos têm uma banda?
- Sim. McFLY, conhece?
- VOCÊ É AMIGA DOS CARAS DO McFLY?
- Sim, eu sou. – Eu ri.
- Por que não me falou isso antes?
- Você nunca me perguntou, ué.
- Eu amo McFLY, cara!
Eu ri.
- Como eles são? Eles comem?
Eu ri mais.
- Claro que eles comem, até demais, se quer saber. Eles são pessoas normais, ou melhor, anormais. São ótimas pessoas, menos um.
- Quem? Qual é o mais chato?
- O ! Definitivamente.
- Ele parece ser o mais fofo, romântico, quando ele se apaixona ele parece um príncipe encantado.
- Só parece, minha filha, só parece.
- Peraí... seu sobrenome é , não é?
- Aham.
- Você é a ex do ! Ai meu Deus.
Rolei os olhos.
- Essa é a parte que você começa a me odiar loucamente porque acha que eu sou uma vadia?
- Não! Claro que não. – Ela riu – Não sou assim.
- Mas , me conta, tudo.
- Tudo o quê?
- Como é namorar o , por favor.
- Ai senhor. Você é chata, hein Claire.
- Sou uma fã.
- Chata.
- ...
- Tá, o que quer saber?
- Não, espera! Eu vou pra sua casa e então falaremos do McFLY e depois vamos trabalhar juntas.
- Ai, meu pai amado... Tá bem, tá bem.
Claire veio pra minha casa e me fez falar um monte de coisas sobre os guys pra ela. Evitei ao máximo falar sobre . Não queria lembrar daquele estúpido.
Conversamos por bastante tempo até chegar a hora de irmos trabalhar. Fomos pro jornal de tarde e depois jantamos no shopping juntas.
Claire era uma menina legal, mais nova que eu, com seus 19 anos. Fã de McFLY, McFlyer, como ela se intitula, HAHA eu hein, que nome mais esquisito. Fiquei amiga dela logo nas primeiras semanas aqui, ela foi muito receptiva comigo - assim como todos os outros, mas sei lá, ela era mais divertida e me identifiquei bastante com ela.

Quando vou te ver de novo?

Ian xx

Como conseguiu meu número? Que eu me lembre não te dei HAHA

Xx

Eu tenhos os meus meios... xx

Não sei quando vamos nos ver, acho que só depende de você : -)

Semana que vem então? Vou te levar no melhor restaurante de NY!

Hm, pode ser. HAHAHA brincadeira, tá combinado, vou amar.

Então até lá.
Ps.: Você tem um perfume incrível x

AHAHAHAHA obrigada :-) c u x


- Você vai sair com o vampiro de novo?
- ! Ele não é um vampiro! Mas bem que eu queria umas mordidas, hm.
Rimos alto.
- Como você é tosca, !
- Eu não. Enfim, eu vou sair sim com ele já que o mesmo me convidou...
- , você ta grávida!
- Mas não estou morta!
- ...
- !
- A barriga já cresceu?
- Não sei, não consigo notar diferença nenhuma.
- Você tem ido ao médico?
- Sim, ele disse que isso é normal, ainda é cedo pra barriga crescer notavelmente e que cada mulher reage de um jeito...
- Eu queria tanto estar com você pra te ajudar, auxiliar você com essa criança. , por favor, não faça besteiras!
- Eu não vou fazer nada,! Eu não tenho bebido, tenho comido bastante.
- Comido o quê?
- Biscoitos, batatas... essas coisas.
- Você tá maluca? Precisa de uma alimentação saudável!
- Agora tem frutas no McDonald’s.
- , eu tô indo pra NY! Alguém precisa te dar uma porrada.
Eu ri.
- Relaxa , deixa comigo que tudo vai ficar bem.
Ouvi a campainha tocar e andei até a porta, ainda falando com . Ela tagarelava sobre minha alimentação não saudável enquanto eu abria a porta para pegar uma entrega para mim.
Quem mandou? Também não sei.
Assinei algum tipo de recibo e não dei gorjeta ao carteiro. Sou pobre.
Peguei o pacote e ainda tagarelava.
- Chegou uma coisa pra mim. – interrompi-a enquanto abria o pacote.
- O quê? Quem mandou? São mais porcarias não saudáveis?
- É um... sutiã, hahahahaha.
- Sutiã?
- Sim! E tem uma calcinha também. Tudo de renda vermelha.
- Ui, que sexy. já tá mandando presente pra fora do país?
- Não é do , sua tonta. Escuta... – peguei o pequeno cartão que encontrei e comecei a ler – “Eu espero que você goste... é só uma coisinha pra não esquecer do nosso encontro na sexta, e eu adoraria que usasse isso. Ian xx”
- Olha o vampirão! Que isso, hein .
- Que engraçado. – Eu disse.
- É sexy.
- É engraçado!
- Você não vai dormir com ele!
- Por que não? Ele é bonito, me quer, eu o quero. Falta o quê?
- Como você vai fazer sexo com um bebê dentro de você?
- , você não lê? Sexo durante a gravidez não faz mal!
- Mesmo assim. O bebê pode ficar traumatizado com a cena.
- Que cena? Ele nem vai ver.
- Ai ! Você é tão difícil, quer aprontar todas! Não é mais como antes, agora uma vida depende de você, e não é da sua que estou falando.
- Eu sei, e estou me cuidando, cuidando dessa vida! Mas eu não vou deixar de fazer certas coisas por conta dessa gravidez nada desejada.
- Não fala assim! Que tivesse usado a porcaria da camisinha então com aquela bicha! Preciso desligar, o tá chegando e não quero que ele escute nosso papo. Tchau, não arruma confusão. Love u!
- Love u too.

Londres

’s POV on

Ouvi batidas na porta.
- Entra. – Respondi. Era Judith, com uma empregada que trazia uma bandeja.
- , trouxe sua janta, já que não desceu para comer.
A empregada colocou a bandeja ao meu lado na cama.
- Não precisa, sério. Pode levar.
A empregada ia pegar a bandeja de volta, mas Judith a impediu e pediu para que ela se retirasse em seguida, e assim a mulher fez.
Judith ficou e se aproximou de mim.
- Eu estou preocupada .– Ela me olhou nos olhos e depois desviou o olhar para meu copo de whisky.
- Com... ?
- Com você, menino! Eu sinto como se fosse sua mãe aqui, e tenho obrigação de cuidar de você.
- Você realmente é como uma mãe pra mim.
- Há dias você não se alimenta direito, só trabalha, muito. Passa maior parte do tempo no estúdio quando está em casa e anda bebendo – Ela tirou o copo da minha mão – exageradamente.
- Eu tô legal.
- Não, você não está. É por causa da senhorita ? Seja sincero comigo.
- Não...
Menti.
- Então por que me pediu para que colocasse em seu quarto as roupas que ela esqueceu por aqui? E por que todas aquelas fotos estão espalhadas no chão? – Ela apontou para as fotos de que eu tinha, estavam todas no chão, andei vendo algumas...
- Ela foi embora, Judith. Embora dessa casa, da minha vida, do país. Ela está em NY e saindo com outra pessoa.
Judith colocou o copo em cima da cômoda e se sentou ao meu lado na cama, em seguida me deu um abraço.
- Sinto muito, . Sei o quanto gostava dela.
- Ela acha que eu não a amo, que eu não sofro sem ela.
- Não é possível que alguém ache isso. Eu via como você ficava quando ela estava aqui, era diferente de quando trazia outras garotas pra casa. Seus olhos brilhavam radiantes, e você fazia tudo o que ela pedia.
Judith deu uma risada.
- É o que o amor faz com as pessoas. – Eu disse – Mas nós terminanos e tudo ficou caótico.
- Por que terminaram?
- Minha mãe pediu! A minha mãe odeia a e eu nem sei por que, nem ela quer contar.
- Isso não faz sentido.
- Não mesmo, mas se eu não terminasse com a , minha mãe disse que não faria o tratamento que precisava para se recuperar do acidente.
- Você deveria investigar pra saber por que sua mãe não gosta da , que é uma pessoa tão alegre e divertida.
- Ah, ela é! – Sorri ao lembrar do jeito da minha pequena - Tem uma risada contagiante, está sempre brincando, mas o que tem de divertida tem de ciumenta. Eu sinto falta dela.
Judith era como se fosse da família, realmente era minha segunda mãe, e em poucos minutos eu me vi chorando com a minha segunda mãe, abraçado a ela como um garotinho de cinco anos de idade. Ela afagou meu cabelo e me pediu calma, disse que tudo ficaria bem.
- Obrigado.
- Não precisa agradecer, menino . Não chore mais, você é bonito, inteligente, talentoso, e vai superar isso, as coisas vão se resolver, eu tenho certeza.
- Espero...
- Bem, eu vou descer e, por favor, coma! – Ela levantou da cama e pegou o copo de whisky – Isso fica comigo, e isso também. – Ela pegou a garrafa que estava perto do copo. – E eu sei onde estão as outras, não tente pegar.
Ela realmente cuidava de mim.
Judith saiu do quarto e eu voltei a olhar as fotos de , era realmente muito triste. Ela estava longe e com outro cara enquanto eu curtia uma fossa!

- Tio ! – Molly gritou ao me ver entrar na sala.
- Minha princesa. – Eu a abracei fortemente- Como você está?
- Bem! Muito bem, mas estava com saudades.
- Eu também, meu amor.
- Oi gordo. – saudou.
Estávamos na casa da nossa mãe.
- Pirralha! Tudo bom? Cadê o seu querido marido?
- Ah, não começa, gordo...
- Anyway, cadê a nossa mãe? Eu preciso ter uma conversa com ela.
- Ela saiu e ainda não voltou, e o pai está viajando sei lá pra onde.
- Hm, vou esperar ela voltar então.
- O que houve?
Eu e fomos andando pra cozinha, com Molly junto a nós.
- Preciso saber de umas coisas, perguntar.
- É sobre a ? Eu fiquei sabendo de tudo... sinto muito.
- , cadê a tia ?
- Ela não veio, meu amor.
- Por quê? Onde ela está? Eu vi uma foto dela na internet com um vampiro. Vou pegar meu tablet, espera.
Molly saiu correndo.
- Vampiro? – Perguntei pra .
- O Ian Somerhalder. Acho que a está saindo com ele...
- É, li algumas coisas... até minha sobrinha já sabe.
- Ela está seguindo em frente, irmão! Você a dispensou.
- Por causa da mamãe! Por que ela odeia tanto a ?
- Eu não sei, mas tem algo a ver com o passado da mamãe, eu ouvi uma conversa pela metade outro dia e entendi isso.
- O passado da mamãe? O que a tem a ver com isso? Pelo amor de Deus. Ela fica inventando histórias pra justificar essa implicância idiota.
- Você está mal, né...
- Olha pra minha cara.
- Eu sei que gostava dela, gordo. Estava escrito na sua testa.
- Eu a amo, mas a perdi.
- Você deve conversar com a mamãe e pedir explicações concretas à ela.
- Foi por isso que eu vim aqui. Mas de qualquer modo, vai adiantar o quê? A já não quer saber de mim.
- Você pode cotnar toda a verdade pra ela finalmente. Não seria melhor?
- Mesmo assim, não justificaria as coisas que eu andei aprontando.
- Ah! Você também não colabora, né seu cabeça de batata, já fez merda...
- Tio tio tio! Olha só.
Molly voltou com seu iPad em mãos e me mostrava uma foto de com o tal Ian.
Um cara muito feio.

- Não corre com isso na mão, Molly, ou eu vou devolver pro !
- É meu! Ele me deu. – Ela falou com a mãe e depois me olhou – Por que a tia tem foto com o vampiro? Você deixou, tio ?
- Molly, eu não namoro mais a tia .
- Por que titio? Ela era tão linda.
- As coisas não deram certo, meu amor.
- Que coisas?
- Molly vai brincar vai! Deixa seu tio em paz.
- Não fala assim com ela, deixa a menina, !
- É, me deixa, mãe.
A minha sobrinha era a coisa mais fofa do mundo.
- Vamos mudar de assunto. Você não quer passar uma semana na casa do titio?
- Eu posso, mãe?
- Claro que pode.
- Wooooooooooooah, e vou poder levar meu tablet lindo que o tio me deu?
- Sim, pode levar tudo o que você quiser. Vamos nos divertir muito.
- Que legal, vai ser demais, tio.
(...)

’s POV off

- Como será que você vai ser?
Eu estava de frente para o espelho enquanto acariciava minha própria barriga e conversava com meu bebê.
- Será que vai ser menino ou menina? Por favor, tenha os traços do seu pai, porque eu não sou nenhuma rainha da beleza. Se for um menino será que terá olhos como os do pai? Será que você vai ser lindo como o papai? E quando crescer, vai ser talentoso como ele? E fará sucesso com as mulheres... só não vale ser um babaca como o papai, não vale. Me ouviu bem?
- Ok bebê, se você for uma menina, me desculpe, vamos falar de coisas pra garotas! Eu vou levar você em todos os shoppings de Londres e te ensinar a reconhecer Louis Vuitton falsas. Quero que tenha os olhos do seu pai e o cabelo bom dele também, porque o meu é muito horrível, e tenha o meu senso de humor, seu pai é muito estressadinho. Eu vou comprar todas as barbies pra você, vai ser tão incrível! Brincaremos de casinha e tudo que você quiser.
- Fico imaginando como os guys vão reagir quando souberem que estou grávida. Você vai amar os seus titios, porque eles vão ser seus titios! Eles são incríveis, tem o que é muito lindo e é um amor de pessoa, mas todas as mulheres do planeta querem ficar com ele. Tem o , que também é muito lindo, é a coisa mais fofa de Londres e é inteligente, talentoso.... e tem o , que é namorado da sua titia e madrinha , que é minha melhor amiga, e um dia ela vai ter uma filha também que vai ser a sua melhor amiga, e isso tudo vai ser lindo!
- Você vai amar o , ele é divertido, bonito, bom com as pessoas e faz tudo pela tua titia . A sua titia é a melhor pessoa do mundo, você sempre vai poder contar com ela, ela é incrível. E você quer saber sobre o seu pai? Bem, eu não sei como vão ser as coisas, eu estou com raiva dele e muito chateada, não queria que ele tivesse contato com você, você é minha, ou meu! Mas ele será o pai e eu não posso negá-lhe isso, a menos que eu diga que o filho é de outro, mas isso seria complicado... então eu preciso de tempo, ok? Mas eu posso falar dele pra você, com sinceridade já que mais ninguém nos escuta.
- Seu pai é lindo, o mais lindo que eu já conheci na minha vida toda. Ele tem olhos penetrantes, que te prendem a ele como mágica, não sei explicar. Ele é fofo, já me fez várias surpresas incríveis, fez uma música pra mim quando brigamos. Ele é muito talentoso, ele tem uma banda com os seus titios. E hm, o que mais? Ele gosta de beijar na chuva, e gosta de ser mimado, ele é um bebê grande, você precisa ver.
Eu ria sozinha com o meu bebê ao falar de . Das boas coisas.
E então meu celular tocou.
- Alô?
- , a dona do perfume sexy e encantador. Lembra de mim?
Eu ri.
- Oi Ian. Tudo bem?
- Melhor agora... e você?
- Eu estou bem. A que devo a honra de sua ligação?
- Eu hm, nada... só queria falar com você, me certificando que não me esqueceu.
- Oh, por Deus, como alguém esqueceria de você? Haha.
- Ah, é verdade...
Silêncio.
- Hm, , eu gostaria de ver você hoje. Você está ocupada?
- Não, eu estou... em casa.
A campainha tocou.
- Espera só um minuto, parece que tenho visita.
Andei até a sala e, quando abri a porta:
- Oi. – Ouvi Ian duas vezes, no telefone e ali ao vivo na minha frente.
- Olá, senhor convencido. Que surpresa, você estava no telefone comigo e agora está aqui, que engraçado. Entre, por favor.
Dei passagem para que ele entrasse em casa e me dei conta que eu não estava nada apresentável.
- Espero que não esteja atrapalhando... Desculpa não avisar antes, mas eu realmente queria te ver.
- Não, tá tudo bem... Eu só não estava esperando e, como pode ver, não estou com trajes muito apropriados. – Eu ri sem graça e ele me observou da cabeça aos pés.
Eu vestia um moletom largo e cinza com o desenho do Mickey estampado na frente e shorts mínimos. Meu cabelo tinha um coque muito mal feito, na verdade eu devia estar bem descabelada e com vergonha agora.
- Desculpe, vou trocar de roupa.
- Não, não precisa. Você está provocante. – Ele se aproximou.
- Oh céus, você bebeu? Olha só pra mim. – Eu ria.
- Estou olhando. – Ele fixou o olhar em meus lábios – E ficando com vontade de te beijar.
- Então por que não beija? – Me atrevi a perguntar, e dois segundos depois nossos lábios estavam grudados e eu sentia calor, muito calor.
Que homem mais... hot!

Capítulo 29 – New life

’s POV on

- Tio , faz o tubarão de novo!
Molly brincava animada dentro da piscina.
- Pede pro meu anjo, eu cansei. – Eu disse, já do lado de fora da piscina.
- O tio não sabe ser tubarão.
- Eu sei sim! Sou um tubarão melhor que o .
- Ninguém faz nada melhor que o meu titio.
- Man, essa Molly ta ficando muito puxa saco! – riu.
- Fazer o que se ela me ama? HAHA. – Entrei na piscina de novo – Tudo bem minha princesa, eu serei o tubarão de novo.
- E eu? Vou ficar excluído!
- Saiam da freeeeeeeeeeeeeente. – apareceu do nada, veio correndo em direção à piscina e deu um pulo dentro da mesma.
- Ai tio ! – Molly reclamou.
- Da onde essa criatura saiu?
- E aê viadinhos. – Ele saudou.
- Cadê a ? Não veio? – Perguntei.
- Eu tô aqui. – Ela caminhava em direção às espreguiçadeiras na beira da piscina – Sou uma pessoa normal, sabe, não saio correndo pra cair dentro da piscina dos outros.
- O não é os outros. – se defendeu.
- Relaxa , tô acostumado. – Eu ri – Tudo bem?
- Tudo ótimo, os negócios na cafeteria estão melhores do que nunca. – Ela se sentou na espreguiçadeira e pareceu relaxar.
- Vem pra água, ! – chamou.
- Daqui a pouco. – Ela mexeu na bolsa e pegou o celular que parecia estar tocando – AMIGA! Sim, estou bem e você? Que saudades... claro claro! .... O quê? Não, não tô perto do agora, nem falei com ele ontem, nem hoje.... Quando?.... Fala sério... , por favor né... Eu já te falei, você não me ouve.
Era a no telefone com ela. Eu quis correr até e arrancar o telefone de suas mãos e falar com , ouvir sua voz que eu tanto sentia falta.
começou a falar mais baixo e não consegui mais escutar. Até ela falar alto de novo.
- A mandou um beijo pra você, , e disse que te comprou um presente. – riu.
- Eu também existo, valeu, ? – gritou.
- O está aqui dramatizando, ... , ela disse que te ama também e te chamou de anta. , não chama ele de anta.... Tudo bem, então depois nos falamos. Beijos, tchau.
desligou o telefone e todo mundo olhou pra mim.
- Que foi?
- Nada. – Todos falaram em coro.
- Vocês são esquisitos – Fiz uma careta – Tá tudo bem, ok?
- Do que vocês estão falando? – Molly perguntou.
- De nada, minha linda, não é nada.
- Que horas sai o almoço? Eu tô com fome – perguntou.
- Novidade. – Disse .
- Hoje não tem almoço.
- O QUÊ? COMO ASSIM? TU ME CHAMA PRA TUA CASA E NÃO TEM ALMOÇO? – surtou e eu comecei a rir.
- Calma mate, é brincadeira.
- parece que não come há cinco anos, mas antes de sair de casa comeu duas fatias enormes de bolo. – entregou.
- Que mentira, comi um pedacinho só!
(...)

’s POV off

Um tempinho depois...

Nova Iorque

- A minha barriga daqui a pouco tempo vai estar enorme, vou ficar horrorosa. – Reclamei enquanto acabava com uma panela de brigadeiro.
- Você não está horrorosa! Você vai ser mamãe.
Claire estava na minha casa, fazendo meu almoço. Ela perdeu a aposta, lembram? - Nossa, grande coisa...
- Que horror, não fala assim, .
- É que as vezes eu canso de estar grávida! – Eu disse, e Claire riu.
- Você não pode “cansar”. – Ela fez as aspas com os dedos – Ninguém se cansa de estar grávida.
- É esquisito, nunca estive grávida antes. – Fiz uma careta.
- Você é esquisita, isso sim. Já sabe se é menino ou menina?
- Eu não quis saber, fiquei com medo, sei lá. Talvez eu queira uma surpresa.
- Que emoção! Eu estou ansiosa pra saber. – Claire andou até a geladeira e ficou observando uma foto que tinha na porta da mesma – Por que tem um adesivo na cara de uma pessoa? – Ela riu e abriu a porta da geladeira, pegando alguns legumes em seguida.
Espero que não seja pra eu comer.
- Hm, está na cara do . – Fiz uma careta.
- Coitado. – Ela riu e olhou a foto mais uma vez depois de fechar a geladeira.
- Coitado nada, a foto ficou até mais bonita.
havia me dado aquela foto, foi tirada em uma das pequenas reuniões na casa de , na época em que eu morava lá. Todos estavam na foto, , , , a própria , eu e . Nós estávamos bem grudados, me abraçando por trás e eu sorrindo mais que tudo. sorria lindamente e fazia chifres em , que saiu fazendo uma cara esquisita enquanto exibia os músculos pra câmera e fazia um V com os dedos e dava língua.
Uma foto incrível agora com um elemento a mais: o adesivo na cara de .
- Você é tão engraçada, ... Escuta, e o Ian?
- Viajou, faz um tempinho já que a gente não se fala. Mas o nosso último encontro foi incrível, e eu prefiro não dar detalhes, você é nova demais.
- Me conta!
- Não. – Eu ria – É proibido para crianças.
- Então vou te denunciar por estar explorando uma criança!
- Foi você quem apostou, não esqueça, HAHA.
- Eu nunca imaginei que você ia ficar com o Ian, e mais de uma vez!
- As britânicas tem o poder, meu bem!
- Sua metida!
- Toma, lava isso. – Botei a panela suja de brigadeiro dentro da pia.
- Olha a exploração, !
- Eu estou grávida, não posso fazer nada. – Eu ri.
- Gravidez agora é doença?
- Não, apenas um período de férias.
- Quem te disse isso?
- Eu acabei de inventar, ué.

- Ian, é melhor você se render, meu bem. Eu estou ganhando, vou levar essa parada.
- Você está muito confiante, mas algo pode mudar.
Nós estávamos tendo uma noite divertida no boliche.
- STRIKE! É o terceiro. – Fiz minha dancinha da vitória estranha.
Aprendi com .
- Eu sou boa, admita!
- Hm, é.. você é realmente muito boa. – Ele tentou me dar um beijo, mas umas meninas atrapalharam.
Fãs.
- Ian, pode nos dar um autógrafo? Por favor. – Uma das 3 meninas disse.
Elas estavam meio que surtando, é sério. Sorriam de orelha a orelha de um jeito engraçado e uma delas quase esmagava um caderninho.
- Claro, claro que sim. – Ele pegou a caneta da menina e autografou um pedaço de papel que ela tinha.
E depois deu autografo para as duas outras meninas.
- Você é lindo demais. – Uma delas o abraçou rapidamente.
- Obrigado! Vocês são demais.
- Posso tirar uma foto?
- Claro! – Ele respondeu simpático.
Eu observava tudo, meio que achando graça.
- Obrigada Ian, nós já vamos.
- De nada, minhas lindas. Tchau tchau.
Elas acenaram freneticamente e sorrindo demais. Quando elas se afastaram, eu me reaproximei.
- Wow.
- Fãs... uma comédia. Desculpe por isso.
- Eu vi. Você foi muito atencioso, e não se desculpe. Já namorei um carinha famoso, sei como é.
Agora o era só um carinha famoso.
- Ah, você é a ex do , do MCFLY... agora eu sei porque ele ficou louco por você.
- Ah sabe?
- Claro. Você deixa qualquer um louco. – Ian me pegou pela cintura e eu sorri.
- Então eu estou te deixando louco? É isso que quer dizer?
- Yep! – Ele passou os lábios nos meus – Que tal dar um tempo no boliche?
- Não vejo problema. – Eu ri – Mas isso não vai impedir que você perca.
(...)

‘’McFLY fará shows em Nova York’’

Dizia o site da banda.
- POR QUE VOCÊ NÃO ME CONTOU? – Surtei ao telefone com .
- Eles queria fazer uma surpresa, e bem, eu fiquei com medo.
- Medo de quê?
- De contar e você ter um treco, iria fazer mal pro bebê. Me desculpe.
- Eu estou surtada! Não quero ver na minha nova cidade! Como ele ousa?!
- , relaxa! Ele nem ao menos sabe onde você está. Eu e os meninos não passamos seu endereço pra ele, e ele também não pediu. Fica calma, você não vai nem sentir a presença dele em NY!
- Mas eu queria ver os meninos, queria ir ao show. Que droga, só atrapalha a vida de todos.
- Você não quer que eles toquem sem o só pra você ir ao show, né?
- Será que fariam isso?
- !
- Ok, ok. Sei que não. Mas... grrrr.
- O que foi?
- Logo agora que tudo está tão bem! Aqui tudo tem sido ótimo, o trabalho, a cidade, as pessoas. E o Ian! Meu Deus, que cara incrível. É tão fácil estar com ele, sem preocupações, sem fofocas, mentiras... somos apenas nós dois e ninguém interferindo.
- E nada vai mudar, ... fica tranquila. Eu queria muito poder ter ido com os meninos, mas tenho mil coisa pendentes aqui em Londres, estou chateada.
- Não fique, na próxima você vem e vamos fazer a noite das garotas em NY! Eu prometo.
- Wooooooooooah! Agora preciso desligar. Amo você, tchau.
- Amo você também, amiga.
Finalizamos a ligação e eu fui dormir, era tarde e eu precisava ir trabalhar na manhã seguinte.

- (...) E ela ficou terrível, passou a me explorar como se eu fosse sua escrava. Era como uma versão britânica de The Devil Wears Prada!
Ian riu lindamente.
- Depois eu me demiti e fim da história. Mas chega de falar sobre isso, o que houve em Londres ficou em Londres.
- Você parece querer se livrar de algumas lembranças.
- É, algumas são totalmente inúteis e passado.
- Wow wow, calma.
- Eu estou calma.
- Ok, chega disso. O que me diz do restaurante?
- Uma palavra: incrível. – Eu sorri para ele.
- É o meu favorito aqui.
- Comida incrível, esse vinho é incrível... Amei, e fico feliz por estar compartilhando isso comigo.
- Sinto como se você fosse especial. – Ele tocou minha mão, que estava em cima da mesa.
- Oh, muito obrigada. Você é um cara muito legal, muito encantador.
- É, eu tô sabendo, HAHA, é brincadeira, você sabe.
- Olha aí, o senhor convencido ataca outra vez.
Rimos.
- O que acha de darmos uma volta pela cidade? Acho que você ainda não conhece muita coisa...
- Vamos! – Bati palminhas animadamente.

- Você tem certeza que conhece esse lugar?
Passeávamos por um lugarzinho muito fofo, era noite, então tudo estaria escuro se não fosse pelas luzes dos lindos postes que iluminavam cada cantinho dali.
Era como um parque, algo assim. Tinha banquinhos espalhados, banquinhos de praça, fofos.
- Claro, conheço como a palma da minha mão.
- Aqui é totalmente lindo. – Parei de caminhar e observei o local – Essa cidade é maravilhosa.
Ian me abraçou pela cintura e eu encarei seus olhos.
- Eu já disse que amo seu sotaque?
Eu ri.
- Já. Não sei o que tem de mais nele...
- É sexy.
- HAHA!
- É sério.
- Ah, para de papo. Me beija logo.
Antes de me beijar de verdade, ele me encheu de selinhos rápidos, o que me fez sorrir, sorrir sinceramente. E então eu percebi o que estava acontecendo, eu estava feliz.
Seguindo em frente.
Eu estava em outro país, em outra cidade, com outro cara, com outra vida e estava feliz. Nada me entristecia, eu teria um bebê lindo daqui alguns meses, seria a madrinha, não precisava saber que o filho é dele. Tudo estava perfeito, eu tinha um novo plano de vida...
E definitivamente estava fora dele.

- Wow, finalmente eu estou conhecendo seu apartamento.
- Eu fico pouco aqui, não moro em NY, você sabe.
- É, sei que só está por aqui enquanto deu uma parada nas gravações.
- Mini férias.
- Não quero que vá embora.
- Não vamos falar disso, porque eu sei que te deixa tristinha, e eu não quero você triste. Ok? – Ele beijou meu queixo.
- Vem, quero te mostrar o resto do apartamento.
Ian me guiou pelo enorme corredor até chegarmos em seu quarto, que assim como a sala, também tinha uma linda vista para o Central Park.
- Aqui é tudo tão arrumadinho, nossa. Veja só sua cama, perfeitamente feita.
Pulei na cama sem cerimônias, me joguei mesmo.
- Você é tão abusada, .
Ele fez o mesmo em seguida.
- E eu gosto disso. – Ele me deu um beijinho.
E eu quase esqueci o real motivo de estar ali, eu iria contar pra ele sobre minha gravidez, já estava na hora, né, mais do que na hora.
Eu precisava ser sincera.
- Bem, eu preciso te contar uma coisa. Séria. – Me sentei na cama.
- O que foi? – Ele perguntou, preocupado.
- Estamos saindo há algum tempo... e você tem sido incrível comigo. Então sinto que preciso ser sincera com você, assim como tem sido comigo, e não tô fazendo isso.
- Fala, .
- Calma! É o seguinte, eu namorei o , você sabe, e mesmo depois que terminamos, ficamos juntos muitas outras vezes lá em Londres, dormimos juntos e...
- Pode pular a parte de vocês dormindo junto, obrigado.
- Enfim, eu tô grávida, dele. É isso.
Escondi meu rosto com as mãos. Talvez envergonhada.
- Ah! É isso? Ele riu suavemente.
- Tá rindo por quê?
- Porque eu já sabia.
- Como? – Arregalei os olhos.
- Você está com cara de grávida – Ele riu de novo – E seus enjôos e vontades estranhas, e mais sua conversa com sua amiga de Londres, eu escutei.
- E por que não me disse nada?
- Só achei que você ia me contar na hora certa, eu confiei em você, e aqui está você me provando que não estava errado. – Ele sorriu e eu o abracei fortemente.
- Você é um anjo.
- Não, vampiro. Não confunda.
Rimos.
- Bem, eu vou entender se você não quiser ficar mais comigo, porque estou grávida de outro e toda essa coisa. Sem ressentimentos, tudo bem.
- Não diga besteiras, sua bobinha. Eu gosto de ficar com você, e seu filho pode ser de outro, mas você é minha e eu vou cuidar de você e do seu bebê.
- Não me faça chorar, Ian, por favor. – Eu ri.
- Vem cá, vem. – Ele me puxou para um beijo lento e carinhoso.

Ian e eu tivemos uma ótima semana depois disso, fizemos passeios muito legais pela cidade, ele realmente era um amor de pessoa, e tinha toda a paciência do mundo comigo e com o meu bebê. Cada vez estávamos melhor, mais próximos.

- Sabe , eu sempre quis ser pai. – Ele falou enquanto eu estava quase dentro da tv assistindo HP.
- ! ! – Ele me chamou de novo – Presta atenção em mim, para de ver isso, é da concorrência. – Ele riu.
- Oi amor. – Eu disse, ainda meio que prestando atenção na tv.
- Você me chamou de quê?
- Que foi, Ian?
Ele desligou minha tv e então eu sentei na cama.
- Oi amor, fala. Desculpa, é que eu amo HP.
- Você me chamou de amor. – Ele riu de forma boba.
- Sim, chamei ué.
- Nunca o fez antes...
- Não seja bobo, amor.
- Aw.
- Agora você está sendo gay.
Eu ri.
- Você gosta que eu te chame de amor? – Perguntei, pertinho da boca dele.
- Aham. – Ele puxou meu lábio inferior.
- Amor, amor, amor. – Repeti várias vezes, e então Ian aproximou nossos corpos, mais ainda. Acariciou minha cintura e depois fez um carinho bem delicado na minha barriga.
- Gosto tanto de vocês dois.
- Eu e meu bebê também gostamos de você. – Eu sorri – Bem, acho que esse bebê não é só meu. É nosso...
- Também sinto como se fosse assim... como eu disse antes e você não prestou atenção, eu sempre quis ser pai.
- Ah que fofo. Eu acho que nunca pensei em ser mãe, mas enfim, aqui estou eu.
- A mãe mais linda de Nova York.
- Sem mentiras, por favor. – Eu ri e ele me beijou.

Passaram-se algumas semanas, Ian me levava para passeios fofos, românticos e até ia comigo de vez em quando compras coisas pro bebê. Ok, ele ia sempre.
E Claire também sempre me ajudava, ela era um anjo nova iorquino em minha vida, sério. Eu tinha feito alguns novos e simpáticos amigos na cidade, vizinhos do prédio, no trabalho, na Starbucks da Times Square, onde eu amava passar algum tempo... minha nova vida estava boa demais, se não fosse pela saudade enorme de algumas certas pessoas. , , e .

- Cara, olha só a minha barriga! Grande.
- Que linda, que linda. Eu acho que vou chorar, grávidas são fofas.
- Ai Claire, para com isso. – Eu lhe dei um pedala.
- Eu já estou com três meses, e não consigo querer parar de trabalhar.
- Mas vai ter!
- Não quero ficar longe dos projetos, agora as coisas estão melhores que nunca.
- , please! Sossega esse faixo.
- Ih, você é chata! Se ficar me enchendo eu não te apresento ao McFLY.
- Eu já comprei meu ingresso.
- Não com acesso aos bastidores – Fingi olhar as unhas.
Ela gritou.
- Meu Deus, criatura histérica.
- Daqui 1 mês eles estarão aqui, nem acredito.
- É, nem eu...
Falei enquanto já imaginava mil maneiras de fugir de . Ele não poderia me ver ou sacaria a parada toda...

1 mês depois

- ! – Os três caras falaram juntos.
Isso mesmo, apenas três, nada de .
- Meus amores.
Essa é a parte em que eu começo a chorar.
- Que saudades. – foi o primeiro a me abraçar euforicamente.
- Ai minha barriga, !
– Sua barriga está linda! – Ele fez uma pausa e me analisou, todos analisaram. Eles não sabiam da gravidez, até agora.
- Você ta grávida! – Falaram juntos outra vez.
Eles eram o quê?! Aquelas boybands da Disney?
- Não, é que o cachorro-quente daqui tem muito fermento – Ri sozinha e eles mantinham os olhos arregalados – Ah, qual é dudes. Surpresa!
- Que surpresa mais...
- Viva! Uma surpresa viva.
completara a frase de .
- É por isso então que mandou que eu trouxesse essa camiseta de bebê. – me entregou um pacote fofo.
Abri e encontrei uma camiseta que dizia: ‘’Minha madrinha é uma linda’’
- Típico dela. – Eu ri.
Os meninos começaram a me encher de perguntas, ao mesmo tempo. Depois ficaram me mimando e etc. Também surtaram como um bando de maricas.
- Vocês vão ser titios!
- Que lindo.
- Começou e a viadagem dele.
- Cala essa boca, .
- Ai vocês, não comecem, grávidas não podem ver brigas.
- Ah é, me desculpe, . – Disse todo cuidadoso, e eu ria. Isso era muito engraçado.
- Agora eu preciso ir. Vai ser um caos sair desse hotel, vocês têm fãs malucas, tipo, literalmente. Eu passei aqui só pra dar um abraço rápido em vocês.
- A gente te leva lá em baixo e você sai pelos fundos, sem problemas.
- Tudo bem, vamos rápido porque eu não quero ver, bem, vocês sabem.
- Relaxa , o saiu por aí pra dar umas voltas, ele anda meio esquisito, parece uma chaminé.
- Por quê?
- Tá fumando demais, demais, tipo, mesmo.
- Damn... vocês precisam ajudá-lo! Não que eu tenha algo a ver com isso.
- Ele é o pai do seu bebê.
- Mas não vai nem precisa saber disso, eu quero vocês de bico fechado ou nunca vão ver a sobrinha ou sobrinho de vocês. Entenderam? O não merece ser pai do meu bebê, é como se fosse só meu e do Ian, que tem me ajudado demais, ele tem sido um amor.
- A gente só se mete em roubada. – bateu com a palma da mão na própria testa.
- Se vocês contarem eu nego e vou ficar muito triste. Vocês querem uma grávida triste? Acho que não, né...
- Você ta abusando disso de grávida, né?
- Eu não, longe de mim... Agora vamos, preciso ir pra casa. Vejo vocês depois do show? Podemos sair juntos, e eu queria levar uma amiga, se vocês deixarem.
- Amiga americana? Claro que pode, tô dentro, tô solteiro, “vamo que vamo”.
- , até parece. Quem vê pensa que você oferece algum perigo.
gargalhou.
- Vai se ferrar, .
e começaram uma daquelas briguinhas bobas de sempre deles.
Isso era estar em casa.
- Ignorando as crianças. Claro que pode levar sua amiga, , e ah! disse que se você arrumar outra bff ela vai cortar você em pedaços com uma faquinha de prata. Ela quem disse.
Comecei a rir.
- Ela é tonta, jamais vou trocá-la. Isso nunca vai acontecer.
- Bem, vamos descer. Venham crianças babonas. – disse para e .

- Até logo, linda. – me deu um abraço – Até logo bebê mcflyer.
- Não vem dando esses apelidos de fã maluca pro meu bebê não.
- Ser um mcflyer é um orgulho, .
- Ah tá.
- Todos somos Mcflyers.
- Vocês são é doidos, e aquelas fãs também. Enfim, tchau.
Abracei cada um deles demoradamente.
- Amo vocês, meus bebês grandes.
Nos despedimos e eu saí do hotel, pelos fundos. Foi mais tranquilo, apenas esbarrei em uma pessoa, mal vi quem era, pedi desculpas e segui meu caminho.

’s POV

Quando eu e os dudes chegamos em NY foi estranho, a primeira coisa que eu pensei: . Eu precisava encontrá-la e colocar as coisas em seus devidos lugares. Mas eu nem ao menos sabia onde começar a procurar, fui pro hotel com os caras e logo depois fui dar uma pequena volta pela cidade e fumar um pouco, que era o que me acalmava ultimamente, e os dudes andavam reclamando disso.
Quando voltei pro hotel uma garota, na verdade, uma mulher, passou por mim, esbarrou em mim. Ela tinha um perfume bom, e parecia com a , mas tinha o cabelo mais curto, cor meio diferente e também acho que estava grávida.
Definitivamente não era a .

’s POV off

Capítulo 30 – Make your Choice

- Eu não acredito que estou conhecendo vocês! – Claire tentava manter a calma.
Os meninos foram simpáticos com ela, o então... sem comentários.
- Calma, girl. – abriu seu lindo sorriso e, se estivesse aqui, ia sobrar pra ele.
- O que nós vamos fazer agora? – Perguntei – Tô morrendo de fome.
- A gente pode sair pra jantar e depois curtir em algum lugar tranquilo, tranquilo para grávidas, e não pode envolver álcool.
- Dude! Nunca pensei que uma frase como essa pudesse sair da boca do , só pode ser 2012 mesmo.
- Eu só estou sendo cuidadoso com a .
- Cuidado hein , o vampiro te mata.
- Parem de bobeira, Ian é super de boa.
- E cadê ele?
- Ocupado com coisas do trabalho dele.
- Vamos parar de falar de homem, vamos sair porque estou com fome.
- Legal, eu vou jantar com o McFLY!
- Isso é só o início, gatinha.
passou o braço pelo ombro de Claire. Eu senti que ela ia desmaiar.
LOL.

Jantamos, conversamos animadamente sobre tudo, nossas besteiras de sempre. Foi incrível matar um pouquinho da saudade, só faltava .
Depois fomos para um pequeno bar na cidade, totalmente reservado, onde ninguém nos encomodou. Eu fiquei na base do suco, já Claire... estava solta, acho que ela bebeu um pouquinho demais com o . Meu Deus, nem quero ver no que isso vai dar.

- E como está a cafeteria? .
- Está tão bem! As coisas estão realmente funcionando.
Quando e Claire estavam num canto falando sobre sei lá o que e havia ido ao banheiro, eu perguntei para .
- E o ?
- Ele não tá legal, . Não vou mentir, depois que você veio embora... ele meio que, sei lá, parece que perdeu a vontade de fazer muita coisa.
voltou.
- Falavam sobre a saudade quem sentem de mim quando me ausento?
- Ah tá, se ilude aí, vai. – Fiz joinha pra ele e depois lancei um olhar para , ele entendeu.

’s POV

Era o terceiro dia em NY, eu sabia que os caras andaram se encontrando com a e tudo mais. Mas como era esperado, eu fiquei de fora da festinha entre amigos. Então eu resolvi sair sozinho mesmo, pra beber um pouco, um pouco mesmo ou o Fletch me mataria. .
Parei na primeira boate que achei próxima ali, foi só perguntar no twitter que me indicaram umas mil.
Wow.

’s POV off

- , você não pode ir à boate, grávida.
- Mas o David Guetta vai estar lá! Eu sou piradinha nesse DJ.
- Mas ...
- Por favor Ian, me leva. Por favor. Ou eu irei sozinha.
- Tudo bem, eu levo! Mas eu vou ficar grudado em você, hein.
- Tudo bem, melhor ainda. – Eu lhe dei um beijo.
- Ah, a situação começou a melhorar. – Ele continuou me beijando – Gosto disso.
- E eu. – Passei minhas unhas em suas costas por baixo da camiseta - Agora vamos nos arrumar, vem!
Levantei e puxei Ian da cama, oh pessoa preguiçosa.

- , aqui tá muito cheio! Vamos embora, não quero que se machuque.
- Ian! Não vou pra casa antes de ver meu DJ favorito. Vamos curtir, por favor.
- Não sou facebook, . – Ele riu – Ok, foi uma piada infeliz.
- Ainda bem que você sabe, né. Vem, vamos lá pra frente.
- Não mesmo, vamos ficar aqui perto do bar, dá pra ver bem.
- Mas aqui ele não vai me ver.
- Por que quer que ele te veja?
- Vai que ele se apaixona. David apaixonado por mim, que lindo. Moraríamos juntos na França.
Ian me olhou sério..
- Ah, foi uma piada infeliz.
Imitei-o.
- Ainda bem que você sabe, né.
Agora ele me imitara.
- Chato.
- Vem cá. - Ele me puxou delicadamente pela nuca e me deu um beijo demorado.
Ficamos nos beijando boa parte do tempo, e bebendo drinks coloridos, HAHA, enquanto meu DJ favorito não chegava - ele estava atrasado alguns minutos, talvez horas. Era tarde quando olhei o outro lado do bar e vi uma pessoa conhecida que eu queria não conhecer.

- Ai não.
- Que foi, minha ?
- Eu... ai meu Deus, é que... o tá aqui.
- E...
- Ele tá precisando de ajuda. Olha só pro outro lado do bar.
Ian seguiu meu olhar direcionado para , que não parecia nada bem.
- Eu preciso ir até lá.
- NÃO! Você não vai, deixa ele lá, ele é maior de idade e sabe muito bem o que faz.
- Ian...
- , nem pense nisso. Fica aqui, esquece que ele está aqui.
Ian tentou me distrair, mas já era tarde demais, eu não parava de olhar para .
- Desculpa, eu preciso ajudá-lo.
Ian segurou meu braço, não me machucando.
- Se você for... eu vou ficar chateado e vou considerar como uma escolha.
- Eu gosto muito de você, Ian. – lhe dei um selinho e saí em direção a . Só vi Ian indo embora minutos depois.
Que droga, grrrrrrrrrrrrr.

- ! – Chamei.
- Quem é você? É um anjo?
- Tão bêbado que nem me reconhece. Vem, vamos sair daqui.
- Ei você! Nada de bebidas pra ele, não mais. – Falei pro bartender e afastei o copo que pretendia pegar.
- Eu não quero ir embora.
Fiz ficar de pé e me acompanhar até a saída da boate, onde tomamos um táxi até minha casa.
- Não acredito que tô perdendo David Guetta por conta do meu ex bêbado que eu odeio.
- Quem tá bêbado? – Ele tentava me agarrar.
- Você! Claro. Vem, você vai tomar banho, bem frio.
Conseguir que ele fosse até o banheiro foi uma grande batalha, mas eu venci.
- Entra aí, !
Liguei o chuveiro, água gelada, muito gelada, nível Pólo sul.
mal conseguia ficar em pé. Que desastre, uma grávida tentando cuidar de um bêbado.
Sou uma santa, podem falar.
Minutos depois eu me vi dentro do box com ele, de roupa, devo dizer.
conseguiu tirar a camisa xadrez pelo menos, sem cair, devo acrescentar.
- Está muito frio. – Ele reclamou como uma criança.
- Você está fedendo a cigarros e bebidas. – Peguei shampoo e comecei a esfregar em seus cabelos.
colocou as mãos em minha cintura e eu senti um frio estranho, não pela água, eu tinha certeza disso.
Ele fazia barulho estranho com a boca, como uma criança de sete anos, e fechava os olhos fortemente para que os olhos não ardessem com o xampoo. Me vi rindo de , com naquele momento.
Eu me dei conta que estávamos tendo o noss primeiro contato depois de muito tempo. Ele tinha sua barba por fazer e os cabelos um pouco maiores que o normal.
Parei de analisá-lo assim que terminei de lavar seu cabelo. A hora do banho chegara ao fim, peguei toalhas e me sequei, ele fez o mesmo.
precisou vestir uma roupa perdida de Ian que se encontrava em minha casa, por sorte –espero que Ian não se importe depois. Eu, muito boazinha que sou, fiz, ou pelo menos tentei fazer café, não sou boa com isso. Mas a cafeteira é.

- Isso tá ruim! – Ele fez uma daquelas caretas.
- É café de bêbado, não reclama.
- Eu não tô bêbado, caramba.
- Por que você tava bebendo tanto, ? Não cansa de fazer bobagem?
- Saudades da minha garota, ela me deixou.
- Ou você a deixou? Não foi isso? Bem, não importa, você pode dormir no meu sofá, mas amanhã, assim que conseguir andar sem tropeçar nos próprios pés: rua! Não quero te ver pela manhã.
Deixei ele na cozinha e fui pro meu quarto, precisava por a cabeça no lugar.
2 horas depois...

- , eu não consigo dormir.
- E eu com isso?
- Por que está sendo tão má?
- Eu não sou má, mas você merece.
- Sabe, eu comeria uma torta agora.
- Oi?
Ele definitivamente estava bêbado.
- Doces, essas coisas. Eu queria, .
- Você tá completamente chapado.
- Penteado? O quê?
- Eu disse chapado! C H A P A D O.
Falei pausadamente. sentou na minha cama, sem nenhum tipo de permissão.
- Não tem bolo aqui?
- Não, não tem, .
- Você quer jogar? Tipo, jogo da velha.
- Você precisa sair daqui, ir dormir.
- Então me expulsa. – Ele deitou do meu lado e eu não consegui pensar em nada para tirá-lo dali.
- Viu.
- Viu o quê, ?! Você está me irritando profundamente!
Silêncio.
Ele dormiu, em menos de segundos.
Bêbado.

5:15 am

Acordei de madrugada e adivinhem por conta de quê... Sonhei com o , pra variar. Eu fugia dele na vida real, tentava e me mantinha longe, até agora. Mas nos meus sonhos, ele sempre esteve presente, eu não conseguia controlar, infelizmente.
Percebi que ainda estava na minha cama, me abraçando... como uma criança frágil e desprotegida. Não conseguia ver malícia ali, isso era engraçado.
Saí dos braços dele com cuidado, não que ali não fosse um bom lugar... Esqueçam isso, por favor.
Rumei até a cozinha, a fim de beber um copo de leite e esquecer do meu sonho.

- Teve pesadelos? – Uma voz rouca perguntou perto do meu ouvido e eu me arrepiei por completo.
Efeito detected.
Eu quase deixei o copo de leite cair no chão, que bobagem.
mordiscou minha orelha e eu precisei firmar o copo em cima da bancada.
- O meu único pesadelo tá aqui falando comigo.
- Não sou seu pesadelo, você sabe. – prendeu meu cabelo no alto com as mãos, eu estava de costas pra ele, então começou a beijar meu pescoço de um jeito delicado.
- Pescoço não, por favor.
Eu estava cedendo, que porra!
- Por quê, ? – Ele continuou beijando bem lentamente, me fazendo querer mais. Aquilo era definitivamente muito errado, porém bom.
- Você sabe.
Minhas pernas bambearam e ele começou a sussurrar em meu ouvido.
- Senti sua falta, demais. Você não imagina o quanto tem sido difícil ficar longe, você não imagina. Agora estamos aqui, eu e você...
Ele sussurava exatamente como eu gostava. Eu sentia falta daquilo, porém cai na real naquele exato momento. Rapidamente me virei de frente pra ele.
- CHEGA!
- Que houve? – Ele perguntou, assustado.
- Você tá bêbado, amanhã não vai lembrar de nada, e isso é até bom. Não podemos continuar com isso, eu decidi que não ficaria mais com você, afinal, você mesmo tratou de me chutar, e não quero voltar nesse assunto, porque me faz mal! E agora eu tô bem na minha nova vida, com uma cara muito melhor que você e vamos parando por aqui, o que houve foi um erro, grande erro.
- Por que me trouxe pra cá?
- Você precisava de ajuda e, embora seja um grande idiota, já foi meu amigo, e não podia deixar você naquela situação na boate, eu tive pena de você, , só isso.
- Não minta pra si mesma.
- Não estou mentindo.
- Você me ama.
- Não! Eu não amo, amor eu sinto pelo Ian, que é um cara incrível e merece meu amor, porque nunca vai fazer nenhuma burrada, ao contrário de você. Você foi o maior erro da minha vida, .
- Está enganada, sabe disso.
- Eu não quero mais você, assim como você não me quis. Estamos iguais agora, dessa vez sou eu quem não quero mais. Não quero um relacionamento que só me faz sofrer, descobri que posso ter um cara que gosta de mim e que só me faz feliz, sem mentiras e todo o estresse que você acrescentava na minha vida!
me ignorou e me beijou, me pegou de surpresa.
Eu não correspondi.
- ME SOLTA!
Efeito bloqueado com sucesso. Quem diria, hein...
- Não é possível que esteja realmente apaixonada por aquele idiota... Enfim, eu vou embora.
procurou suas próprias roupas, que já estavam secas, e as vestiu, calçou seus sapatos e foi embora sem dar tchau e batendo a porta.
Depois eu acabei ficando preocupada, eu não sabia se ele estava bem o suficiente já pra sair por aí sozinho, quando chegara aqui estava muito mal.
Mas enfim, que se dane!
Não consegui dormir de novo, fiquei rolando na cama e assistindo ao canal de leilão de tapetes.
Deprimente.
Minha noite foi catastrófica, ainda perdi o David Guetta. Tudo por culpa do babaca do , viu só... é só ele estar por perto que tudo fica terrível, e ainda tinha Ian. Eu precisava me resolver com ele, pedir desculpas, se eu ficasse brigada com ele por culpa de eu faria aquele projeto de rock star comer capim pela raiz! Ah, eu faria.
Por sorte, estava tão bêbado que aparentemente nem percebeu minha barriga de grávida.

’s POV on

Flashs me vieram a cabeça na manhã seguinte:
Eu um pouquinho bêbado, , banho, café ruim, beijo, rejeitado.

- Ai! Droga de dor de cabeça. – Reclamei sozinho no quarto de hotel.
Ouvi alguém bater na porta.
- Entra.
- Falaê dude, belezinha?
- Dá pra você parar de gritar? – Fiz uma cara nada boa.
- Wow, pelo visto tá de ressaca. A noite foi boa então, né?
- Você nem imagina. – Falei ironicamente, e , com toda sua inteligência, não percebeu.
- Pegou quantas? Me conte.
- A .
arregalou os olhos e parecia que ia cair duro no chão. Comecei a rir.
- Tá falando sério? Isso não tem graça.
- Por que todo esse espanto? Você sabe que ela está aqui, você e os outros. Eu sei que vocês se encontraram com ela. Mas agora eu também sei onde ela está. Nos encontramos ontem à noite. Ela me encontrou, na verdade, mas tanto faz.
- Então você já, você já... bem, o que você vai fazer em relação à criança?
- Que criança? – perguntei confuso.
- Você viu a ontem?
- Sim, já disse que sim.
- E não notou nada de diferente nela?
Fiquei pensando e não respondi.
- Pelo amor de Deus, você só a viu do pescoço pra cima?
- Que tipo de pergunta é essa?
- Você devia estar bêbado mesmo. Esquece.
se levantou da cama e saiu do quarto, me deixando sem entender nada.
Toda vez que eu tentava me lembrar de algo minha cabeça doía loucamente.
Acabei adormecendo e quando acordei lembrei de uma coisa importante, eu não sei onde estava com a cabeça que não percebi uma mudança drástica no corpo de .
- CARALHO! A grávida!

’s POV off

CONTINUA…

N/a: Segunda-feira 01:26 am
E aê dudes, beleza? Capítulo pequeno né, desculpem ): mas daqui a pouco a próxima att vem aí e vocês lêem mais, ok?
O mcguy descobriu sobre o bebê, e agora? E ah! Uma pergunta, querem que o bebê seja menino ou menina? Me ajudem a decidir por favor :-)
Comentem, bastante! Expressem suas opiniões, me deixem feliz HAHA vocês sempre fazem isso com cada comentário. Obrigada.
E ah! O show da Dems foi INCRÍIIIIIIIIIIIIIIIIIVEL! Mais do que incrível, eu fiquei tão perto dela, ela é tão real, e tão linda, tão, pffffffffff PERFEITA. Aquele cabelo e tudo mais pffffff noss, enfim HAHA ninguém perguntou.
Não vou dizer mais nada, vou deixar que vocês digam e isso é tudo pessoal HAHA

@makeonewish
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Kisses and peace Xoxo