
POR UM OUTRO MOMENTO
Quando turbinaram meu Eltinho
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Babi, Gabi, Manu, Naka e Paulinha
‘Você está brincando?’ perguntou, rindo.
‘Não’ ficou vermelho ‘Vocês perguntaram...’
‘É, mas quando rola de perguntarem onde foi o lugar mais estranho que fez sexo, pessoas normais dizem elevador...’ ia dizendo.
‘Ou no supermercado’ falou. Todos se entreolharam e riram.
‘Mas... num fusca?’ perguntou.
‘Rosa’ disse concordando.
‘Espero que tenha sido realmente bom porque meu amigo... ninguém merece...’ ficou falando enquanto se perdia em pensamentos, lembrando do tal fusca.
Eltinho.
Era uma garota bonita e estranha; usava uma bic, fitas e tinha mudado a vida dele de uma forma estranha. Ele não era o mesmo depois de George Michael. Desde então ele já tinha ido a dois shows do cantor e sabia todas as letras de cor.
E desde então, não tinha se lembrado dela.
Sorriu ao lembrar daquele dia e tirou a carteira rapidamente mexendo em vários papeis velhos. Viu um bem amarelado e amassado. .
‘Alô’ berrou com uma criança no colo. ficou desnorteado ao ouvir uma criança chorando. Seria dele?
‘Ahn... ?’
‘Quem qué falá?’ disse alto.
‘Erm... ’ ele ficou com medo de ser ao telefone.
‘ não ta não! Foi na biblioteca... quer deixar recado?’
‘Hm’ pensou. Ele queria se encontrar com ela novamente. Relembrar velhos momentos e velhas canções ‘É o seguinte, sou colega do curso’ ele apertou os olhos. Idiota! Ela não estaria mais no curso!
‘Hm...’ achou estranho ‘Então?’
‘Tenho que levar uns livros... é meio urgente’
‘Jura?’ a amiga fez cara feia. A casa estava lotada de livros ‘Pode vir, tem o endereço?’
parou em frente à garagem. segurava uma sacola com alguns livros.
‘Deixa os livros lá no fundo, ela vai saber que estão la’ a menina disse e apenas concordava. 'Toma o controle da garagem. Vou ao mercado. Quando sair, deixa o controle atrás do vaso de planta, ok?’
‘Certo’ disse vento a garota se afastar, entrando em um carro preto e bonito que estava do outro lado da rua. Então, tinha finalmente desistido do Eltinho.
Abriu a porta da garagem e viu montanhas de livros no fundo. Andou até eles, deixando sua sacola perto das outras coisas. O portão se fechou e ele acendeu a luz, pensando. O que estava fazendo ali? E se não quisesse mais nada com ele? E se ela realmente estivesse casada? E quem era essa garota que parecia morar com ela? E se...
Ouviu uma buzina. Foi ficando cada vez mais alta até o portão começar a se abrir. viu a luz do farol iluminar a garagem e fechou os olhos. A buzina ainda tocava alto.
estaciona o carro, revoltada e sem notar que estava ali.
‘Droga de buzina! Eltinho, pare com isso!’ ela berrou. O garoto riu. Ela ainda era a mesma! Usava o mesmo tipo de roupa e ainda usava o mesmo fusca. Ela chutou a lateral do carro e a buzina parou. A menina sorriu pra si mesma quando percebeu que não estava sozinha ‘Ai Deus do céu! Quem é você?’
‘?’ ele perguntou se aproximando. A menina franziu a testa, tentando se lembrar.
‘O que faz na minha garagem? Cadê a ? Ah não! Você é o novo namorado dela? Mas e o...’
‘Não! Não... eu não sou nada dela. Sou o . , lembra? Do dia em que me deu carona?’ ele disse chegando perto da menina. arregalou os olhos.
Ele ainda existia! Santo George!
‘Nossa... quero dizer... você...’ ela foi pra perto dele. O garoto sorriu.
‘Então, você se lembra?’
‘Estava prestes a pegar meu taco de baseball...’ ela riu.
‘Joga baseball?’
‘Não’ riu batendo a porta do carro. olhou, sorrindo.
‘Ainda o mesmo? Elton?’
‘Claro! Eterno Elton! Nunca me deixou na mão... bom, não nunca... mas...’
‘E o George?’
‘Você lembra!’ parecia animada. riu.
‘Lembro de tudo!’
‘Que bom... que bom... também lembra que me prometeu um carro?’ a menina piscou malandra. balançou a cabeça.
‘Lembro que ia te ligar dentre cinco anos... e se não me engano, estamos no mesmo feriado’
‘! Santo George, você está certo! Quanto tempo’ e abraçou o garoto, que apenas riu.
‘Prazer te rever...’
‘Veremos’ piscou. Procurou pelo seu controle para poder abrir a garagem e o encontrou jogado no chão. Tentou fazer funcionar, mas não adiantava ‘Ah, droga...’
arrumou um jeito de esconder o controle que estava com ele. Não ia deixar fugir assim.
‘Nossa hein... que azar! Não funciona?’ perguntou irônico. balançou a cabeça.
‘Minha vida é um azar total! Só meu emprego me faz feliz’ ela abriu Eltinho atrás de suas coisas..
‘E o que faz? Já é alguém na vida?’ ele perguntou curioso.
‘Claro! Sou arquivologista!’ ela disse feliz da vida. franziu a testa.
‘E o que se faz, sendo arquio... volo... isso aí?’ ele viu ela vasculhar a parte de trás do carro.
‘Arquivo as coisas’ disse como se fosse óbvio. Ele concordou ‘Ah não! Minha pochete! Esqueci no trabalho... e agora não tenho nem a chave reserva e nem meu celular! Teremos que esperar a voltar...’
‘Será que ela demora?’ perguntou andando entre os livros e escondendo seu próprio celular, suas chaves e o controle. bateu a porta do carro.
‘Não sei! Quando sai, só Deus sabe...’
andou até o carro.
‘E o George? Já tem o cd novo?’
‘Ainda não... fui ao ultimo show, mas...’ ela ia dizer e riu.
‘Eu estava lá!’
‘Sério?’ a menina ficou feliz. Ele era mais parecido com ela do que imaginara. Talvez não fosse apenas um cara doido que corria de amigas de sua irmã.
‘Então... o que vamos fazer?’ perguntou. sorriu.
‘Podemos tentar abrir o portão na mão!’ ela falou animada. pôs a língua pra fora.
‘Ah... ok...’
‘Você é mais forte! Tenta puxar que eu vou ligar o rádio’ ela abriu o carro enquanto ia até o enorme portão de ferro. Olhou pros lados tentando ver uma saída. E realmente, não parecia ter como abrir aquilo sem o controle.
Ouviu ligar o rádio e mudar as estações. Gelou quando ouviu o refrão de ‘Sorry is not good enough’ e deu graças a Deus que ela murmurou algo ruim e mudou de estação. Tentou puxar o portão pra cima.
achou finalmente uma estação que gostava. Estava tocando Prince! Era mais um de seus ídolos. Olhou para agachado e tentando forçar o portão pra cima. Coitado, mal sabia ele que isso não daria em nada.
‘Alguma coisa aí?’ ela perguntou. Ele olhou pra trás, mega cansado, e negou ‘tenta mais um pouco’ ele concordou.
ficou observando o garoto se esforçar. Não sabia como eles tinham parado naquela situação de novo, mas devia ser o destino! Não era fácil ficar preso com Eltinho e com o mesmo cara, duas vezes! Bom, talvez com o Eltinho...
viu que a menina o observava. Sorriu e então tirou a camiseta.
arregalou os olhos. Ele ainda era o mesmo...
O garoto fez cara de quem estava cansado. Somente de calça, ele encostou em uma parte do portão que fez sua mão sujar de graxa. Achou graça em acabar sujando o rosto na tentativa de fazer conter o suor. apenas observava.
‘Nada ainda?’
‘Nop... estou exausto’ ele secou o suor do rosto, se aproximando dela. sorriu, saindo do carro. Se entreolharam.
‘Então?’ ele perguntou. Ela riu, dando de ombros.
A garota aumentou o volume do radio e foi até o capô do carro. Chamou para a acompanhar.
‘Vamos... conversar’
‘Certo’ ele disse sentando no capô do lado dela ‘O que quer saber?’
‘O que anda fazendo da vida?’ ela perguntou.
‘Erm... sou... mecânico’
‘Ah, jura? Que bom! Eltinho precisa de ajuda...’ ela riu. Ele percebeu o quanto era bonita, apesar da falta de maquiagem ‘E como vai sua irmã?’
‘Irmã?’ ele franziu a testa.
‘É, não tem irmã?’
‘Ahn... ah! Claro! Irmã! Claro! Poxa, ela vai bem... casada, dois filhos, sabe como é...’
‘Sei’ riu. Ficaram em silêncio. passou a mão na calça suja e ia encostar no capô quando ela deu um berro ‘A tinta ta nova!’ e puxou o braço dele. se desequilibrou e, pra continuar no capô, segurou na garota. Os dois estavam realmente próximos e respiravam profundamente.
‘Desculpe...’ ele disse envergonhado, sentindo a respiração dela.
‘Tudo bem, nada que você como mecânico não possa arrumar depois’ ela riu. riu também. Se aproximou devagar, achando que essa seria a chance mais oportuna mas virou o rosto. Ele olhou pra ela.
‘O que houve?’
‘Acho... que não estou pronta’ disse. Ele franziu a testa.
‘Tudo bem, entendo... então...’ os dois ficaram olhando pro portão. Sentiram a tensão aumentar por causa do calor. mordeu os lábios.
“A quem quero enganar?” pensou. Virou-se pra e começou a beijá-lo repentinamente. O garoto levou um susto, mas agarrou ela pela blusa e fez com que ficassem bem próximos.
“Espero que ela esteja gostando de ter um mecânico sexy sujo de graxa” pensou.
“Que nojo dessa graxa toda...” ela pensou ao mesmo tempo.
Os dois estavam se beijando freneticamente. Eltinho não tinha muito espaço mas isso apenas fazia com que eles se aproximassem mais.
puxou a camisa dela ao mesmo tempo que ela tentou abrir a calça dele. Os dois pararam e riram.
‘Quero fazer amor com você’ ele disse sussurrando. fez cara feia.
‘Faz’ disse. Ele franziu a testa, sem entender.
‘Erm...’
‘Ninguém faz amor. Você já viu alguém fazendo amor?’
‘Bom, nos filmes pornôs eles não...’ ia falar e ela balançou a cabeça.
‘Isso não existe. Ninguém faz amor. Fazem bebês no máximo, amor, não’
‘Certo... eu não quero fazer bebês...’ ele disse. Ela concordou.
‘Nem eu’ e então pararam. De repente se grudaram novamente, se beijando e se agarrando.
“Ok, vamos fazer amor, bebês, o que quiser...” ela pensou.
“Eu não sabia que era tão brega assim! Ai céus... tenho que parar de ouvir George” ele pensou.
puxou o cós da calça dele, abrindo o zíper. ficou respirando rapidamente olhando para os movimentos dela. Puxou a menina pra perto e fez com que ela ficasse debaixo dele. segurou em seu cabelo e voltaram a se beijar freneticamente.
Ah, se Eltinho pudesse falar...
Quando se deram conta, estavam no chão da garagem, cheios de graxa. se levantou e pegou a camiseta.
‘Se a chegar e abrir isso...’ ela disse. se levantou, vestindo a calça jeans.
‘Ela realmente iria achar estranho...’
‘Bom’ disse terminando de se vestir ‘você realmente existe?’
‘Eu? Carne, osso e graxa’ ele beijou ela de leve. Olhou no relógio ‘Acho que preciso ir embora...’
‘Mas e o portão?’ ela perguntou. Ele se lembrou.
‘Ah... verdade... poxa...’ olhou rapidamente pro meio dos livros. foi até o carro e abaixou o volume. Ouviram o barulho de um carro se aproximando.
‘Deve ser a ’
‘Certo’ terminou de arrumar a camiseta ‘Nos veremos novamente?’
‘E tem como isso não acontecer?’ os dois riram. abriu o portão da garagem e estranhou ao ver os dois lá dentro. E sujos de graxa.
‘? O que fazem aqui?’
‘Ficamos presos aqui dentro! Meu controle quebrou e... ficou quente e...’ ficou vermelha. olhou pra , que pegava suas coisas no meio dos livros.
‘Mas eu dei o controle pra ele’ apontou. olhou pra , que sorriu.
‘Obrigada’ ele devolveu o controle para em frente a uma perplexa. Voltou na garota e deu um beijo em seus lábios. Entregou um cartão ‘Pode levar o Eltinho lá. Diga que é em nome do que eles vão fazer tudo o que quiser. Podem turbinar o Eltinho’
‘Mais?’ perguntou irônica. riu. Pegou o celular, colocando no bolso enquanto ela abria a boca ‘Seu canalha!’ disse rindo. Ele a beijou novamente enquanto ficava sem entender.
‘Nos encontraremos de volta...’
‘Se não durar cinco anos’ ela riu. Ele negou.
‘Prometo que volto em menos tempo do que pensa’ e ela concordou. Ele acenou para e apertou o passo. A garota chamou.
‘Ei! E os livros?’ perguntou ao vê-lo carregando a sacola. franziu a testa e então lembrou que ainda estava com a sacola que veio. não entendeu nada quando ele a entregou as coisas.
‘Fique com eles. Eu venho buscar’ sussurrou pra ela, piscando e saindo correndo. olhou pra e pro cartão de um mecânico muito famoso e mais caro da cidade.
‘Até que enfim arrumou um namorado decente!’ disse indo pra casa.
‘Ei, não é meu namorado...’ protestou rindo ‘Ainda’ e as duas fecharam a porta atrás de si.
entrou no estúdio correndo, cheio de graxa e suado. olhou perplexo.
‘Onde esteve?’
‘Numa garagem’ ele riu satisfeito.
‘Ah, claro... dando uma de mecânico?’ perguntou irônico. concordou.
‘Mais ou menos isso’
‘O que estava fazendo?’ perguntou.
‘Sexo’ tirou a camisa. Os amigos se entreolharam.
‘Ah, claro...’ riu.
‘Conta outra...’ balançou a cabeça.
‘É sério! Com uma arquivologista super gostosa’ disse.
‘Ahhhhh claro! Naquele fusca também?’ sacaneou. concordou. Os amigos riram.
‘Aprende a mentir, . Vamos, vamos gravar logo esse novo cd... estou ficando cansado das historias dele’ disse indo pra outra sala.
olhou novamente para seu bolso, encontrando ainda o papel com o numero de .
Algumas coisas realmente não mudavam.
FIM
Agradecimentos: Primeiro queremos agradecer ao Duduxo Ltda (o único mole por dentro e duro por fora); depois ao Ben Stiller, por existir; ao Coelho da Duracell; à todos os gays mencionados nessa fic (amamos vocês!); a todos que usam expressões bregas também utilizadas na fic; ao criador das pochetes e dos controles remotos. À Manu, que dessa vez não babou mas dormiu; à Paula que não parava de falar na hora que a Babi ia escrever; à Naka por emprestar o nome, rins e breguice dela para a personagem original; à Gabi por ser a única que fica quieta (não quanto à Manu, porque ela não dormiu); e à Babi pelas expressões frenéticas dessa fic.
Ps: Isso foi escrito no dia de ‘Uma Noite no Museu’;
Ps2: A fic foi escrita entre as 04:30 e 06:00 da manhã, portanto zZZZzzzZZzz;
Ps3: Se você usa a expressão ‘fazer amor’, não se ofenda. Mas deixe de ser brega.
Ps4: Se você usa a expressão acima, nos explique como se faz amor (literalmente);
Ps5: Fic bastante filosofada, então tente entender tudo com duplo sentido;
Ps6: A virgindade do Tom foi grande inspiradora de estudo para a concepção dessa fic. Obrigada Tom. Obrigada Giovanna;
Ps7: Qual continuação você gostaria de ler daqui há cinco anos?
a) “Eltinho vai à Marbella” b) “Eltinho gozando a vida” c) “Eltinho de férias”
d) “Eltinho vai pra fazenda” e) “Eltinho no jardim de infância” f) “Eltinho Balboa”
g) “Eltinho que é bom, o romance está no ar” h) “Quantos McFLY´s cabem dentro de um fusca?”
Cheers! o/
Babi, Gabi, Naka, Manu e Paulinha.