
-Hannah, você entra pela frente e abre as portas dos fundos para mim. – Adam falou para a namorada enquanto pegava as ferramentas no carro, estacionado na frente de uma grande e isolada casa cor de vinho. Depois de tê-las nas mãos e observar a garota loura se aproximar da porta, dirigiu-se aos fundos da casa com enormes sacolas. Esperou até que sua namorada abrisse a porta para ele e entrou. Puxou-a para um beijo.
-Vamos fazer esse direito. – Deu uma piscadela para a garota. Começou a recolher todos os objetos de valor que haviam na casa e enfiá-los na sacola.
-Adam, eu estou quase terminando aqui, dá uma olhada no sótão que eu já vou subir para te ajudar. – aconselhou Hannah, alguns minutos depois, enquanto colocava algumas estatuetas de prata em uma das enormes sacolas verde-musgo.
- Tudo bem. – Respondeu o rapaz com seus 30 anos, subindo as escadas com mais uma sacola.
Adam chegou ao sótão e observou objetos muito interessantes e aparentemente valiosos. Entre estatuetas, caixas banhadas em prata e ouro, um objeto chamou a atenção do rapaz: uma espada cuidadosamente colocada em um suporte na parede. – Uau.
O mesmo começou a recolher-lhos entusiasmado. Estava terminando de encher outra sacola quando escutou um barulho atrás de si. O ruído do piso de madeira, que ecoava na sala cada vez com mais força, parecia se aproximar mais a cada segundo. Adam olhava para trás a procura da origem do barulho, mas não via ninguém, nada. O barulho então parou, e Adam se deparou com a figura de i, homem velho; usava roupas extremamente grandes que pareciam bonitas, mas surradas com o tempo. Adam, estático, pôde examinar o homem e então reparar que ele tinha uma coroa sobre os cabelos grisalhos assim como sua barba, que pareciam nunca ter sido escovados. O homem puxou da grande roupa uma espada, dispersando os pensamentos de Adam.
-HANNAH, ME AJUDE!
--x—x—x—x—x—x—x—x—x—
-Nos diga... Hannah... – Sam falou olhando para a ficha médica da garota. – O que aconteceu depois que você subiu no sótão?
-Hmmm... Tinha esse homem... Velho, sujo... E ele estava segurando uma... Espada, e o Adam estava do lado dele, então o homem pegou outra espada e jogou para o Adam. – A garota tentava explicar na cama do hospital. – Adam não sabia o que fazer, foi quando o homem indicou com a cabeça a espada que tinha jogado no chão. O Adam a pegou, e o velho tentou atacá-lo... Ele queria que... Que o Adam lutasse com ele. – Falou a garota confusa.
-Entendo, e eles lutaram? O que você fez? – Perguntou o outro rapaz na sala, Dean.
-Eu corri para tentar impedir o homem de machucar o Adam, mas...
-Mas o que? – Perguntou Sam calmamente.
-Mas eu não consegui tocá-lo, e foi logo depois que o homem conseguiu derrubar o Adam no chão, e fez ele se ajoelhar. – A garota falou com os olhos marejados. – E então ele falou “ladrões não merecem viver”, e cortou... Cortou a cab... Matou o Adam... – Tentou terminar já tomada pelo choro. – Depois ele começou a vir na minha direção, mas o barulho do carro da polícia o fez ir embora, ele simplesmente desapareceu.
-Sentimos muito.
-A gente ia parar sabia?
- Como? – Perguntou Sam que já havia se virado.
-A gente ia parar de roubar, esse era nosso último roubo. Nós íamos construir uma família, e não roubar nunca mais. – Ela falou olhando para as algemas que a prendiam na cama do hospital.
-Muito obrigada pela ajuda Hannah. A Sociedade Espírita agradece, manteremos contato. – Falou Dean com um gesto frenético como se despedisse.
-Sociedade Espírita? – Sam perguntou indignado enquanto saiam do hospital. – A gente combinou que você não falaria isso.
-Qual é o problema, ela acreditou não acreditou? – Respondeu o irmão pegando as chaves do carro. – Eu acho que nós vamos ter que ficar na cidade para investigar isso melhor. “Velho com espada”? Nunca ouvi falar...
O outro concordou. Entraram no carro preto e deram partida.
--x—x—x—x—x—x—x—x—x—
Enquanto o Impala percorria a estrada larga e retilínea da Rua Navy, Sam observava as árvores floridas, sob um céu claro e brilhante. Casas rodeadas por flores delicadas e bem cuidadas, mas nenhuma com cerca, passando um ar de segurança. Já fazia uma hora que procuravam um motel para ficarem, todos lotados. Nenhum dia era igual ao outro na vida dos irmãos Winchester. Tiveram que, desta vez, alugar uma casa no pacato bairro Palm Springs. Nenhum dos dois falou nada até por os pés dentro de casa devido à estranha sensação, a sensação de voltar para casa.
- Dean, eu andei pesquisando - o rapaz alto falava sentado à frente de seu laptop -, e a casa onde o ladrão morreu estava desocupada. Aparentemente era de uma família rica que não queria causar escândalos então simplesmente abandonou a casa. Ainda não estou certo dos motivos da mudança, mas sei que Richard Ford, marido da dona da casa, morreu faz um mês, sendo que eles se mudaram há três semanas.
-Muito bem Sammy, fez o dever de casa – o outro falou enquanto pegava uma faca e começava a amolá-la. – Parece que vamos ter uma noite ocupada hoje.
Já estava anoitecendo, os dois rapazes chegaram à grande casa cor de vinho rodeada por árvores e arbustos e envolvida com faixas amarelas para que ninguém entrasse, mas isso não impediria os Winchester de fazê-lo. Cuidadosamente o mais baixo abriu a porta com um canivete enquanto o mais alto vigiava. Ao entrar na casa repararam que não haviam sobrado muitos objetos, já haviam sido levados pela polícia. A casa era iluminada pela luz da lua, pois a eletricidade já havia sido cortada, dando um ar ainda mais sombrio ao ambiente. Silenciosamente os dois procuravam algo que pudesse ajudá-los a encontrar o que havia matado o ladrão Adam. O medidor de ectoplasma não se manifestava, subiram ao sótão. Era grande, muito grande e escuro. Dados poucos passos os irmãos ouviram ruídos do piso de madeira, que ecoavam cada vez com mais força, parecia se aproximar mais a cada segundo, eles carregaram as armas, estreitavam os olhos tentando enxergar na escuridão, mas antes que pudessem fazer alguma coisa ouviram disparos, um dos tiros passou de raspão no braço de Sam. Dean continuou a atirar, mas tudo que conseguiram ver foram vultos fugindo pela janela, indo em direção ao telhado. Desceram as escadas para tentar ver melhor de fora, mas no tempo em que chegaram lá não havia mais nada, apenas um barulho que se distanciava no outro lado da casa.
- Nunca vi nada como essa criatura, parecia se multiplicar e fugiu, normalmente elas atacam...
Vamos Dean, temos que pesquisar mais. – Sam disse ao irmão que insistia em atirar no telhado. Ele olhou para o braço que ardia. – Balas??
-x-x-x-x-x-x-x-x-x-x-x-x-x-x-x-x-x-x-x-x-x-
Era sábado à noite, a música tocava mais alta do que nunca na casa das .
-DESCULPA, NÃO CONSIGO TE ESCUTAR. – Disse uma delas fazendo cara de desentendida enquanto aumentava o volume do rádio e passava um gloss chamativo nos lábios.
A outra garota que se encontrava no quarto riu.
-Ela está certa. Abaixa isso... – Falou uma quarta garota que passava molhando o corredor, com uma toalha enrola na cabeça e outra em seu corpo.
Pode-se ouvir a campainha tocando no andar de baixo.
-Ótimo! – falou bufando que ainda se encontrava na porta. – JÁ ESTOU INDO! – gritou enquanto descia as escadas e se aproximava da porta.
-Pois não? – a garota disse abrindo a porta com um sorriso.
-Oi... – respondeu um rapaz alto, com um cabelo bagunçado que alcançava os olhos, que se encontrava na porta – Uh, nós ouvimos uma música alta vindo daqui. Você se importaria...
-Ah, são as minhas irmãs... Desculpe-me... Eu vou pedir para elas fazerem menos barulho... – falou a garota sem jeito, mas ainda sorrindo.
-Obrigada. – respondeu o rapaz sem jeito, mas ainda sorrindo.
fechou a porta e virou-se com um tom escarlate.
- , você está bem??? – perguntou uma sexta garota que voltava da cozinha. Ela colocou, preocupada, a mão sobre a testa da garota.
-O que?Ah sim, eu estou bem! – respondeu ela rindo.
-Oh Meu Deus! – falou a mesma garota, com o queixo caído - É melhor isso não ser o que eu estou pensando mocinha!...Você gosta dele! – falou surpresa.
- O que aconteceu? – perguntou a menina que havia passado no corredor, agora já vestida.
- gosta do nosso novo vizinho.
-O QUE? – gritou indignada com o comentário.
Ao ouvirem isso as outras garotas desceram as escadas rapidamente fazendo barulho abissal.
--x—x—x—x—x—x—x—x—x--
- Dean, da próxima vez VOCÊ vai pedir para os vizinhos fazerem menos barulho. – Disse Sam entrando na casa encontrando o irmão na sala, assistindo tv.
-Por quê?Os vizinhos não foram legais com você Sammy? – o irmão perguntou rindo.
Sam olhou para o mesmo com expressão séria. – Não foi isso... A garota que atendeu a porta não tinha nada a ver com o barulho, as irmãs dela que estavam “incomodando”...
-Espera, você disse que ela tem irmãs? – Dean perguntou se levantando.
-É – o outro respondeu simplesmente.
-Quantas?
-Ah, sei lá Dean, mas pelo barulho devem ser muitas...
-Sammy, irmão, nós estamos sem açúcar, teremos que fazer uma visitinha as nossas vizinhas. – ele respondeu colocando sua cerveja na pia.
-O que?Nós não estamos sem açúcar. – Sam falou sem entender - Tem um pote inteiro ali. – ele falou apontando para um pote de açúcar que se encontrava em cima da geladeira metálica.
-Agora estamos – Dean respondeu jogando o açúcar do pote na lixeira.
--x—x—x—x—x—x—x—x—x—
“Dindom”
A campainha da casa das tocou novamente.
-Quem é? – perguntou uma delas.
-Nossos novos vizinhos... – respondeu virando-se apreensiva.
As garotas começaram a se arrumar, empurrar, debater, procurarem espelhos, tentarem espiar pelo olho mágico.
-Tá bom, chega!Acho melhor a abrir a porta. – falou uma delas.
-O que?Não, eu já abri antes, eu...eu...eu... – tentava explicar enquanto era empurrada pelas outras. A garota parou de resistir e abriu a porta já ofegante.
- Oi...! – falou desajeitada empurrando a cabeça de uma das irmãs para dentro.
-Oi! – falou outro rapaz, Dean, analisando a garota com um sorriso afetado. – Nós estamos sem açúcar, e Sammy está tentando fazer um bolo - falou indicando o irmão com a cabeça -, será que você poderia nos emprestar um pouco?
A garota olhou para Sam, que estava extremamente vermelho.
-Hm... Claro. Só um minuto. – ela falou abrindo a porta. Passou e uma das garotas a cutucou. – Ah, desculpa, essa são minhas irmãs. – falou para os dois rapazes. – Katharine, Roxanne, Elizabeth, Ashley e Jennifer – falou indicando cada uma das garotas, que eram muito bonitas e Dean novamente analisava cada uma delas com um sorriso maroto nos lábios. – Eu sou .
-Sem formalidades, por favor... – Dean falou.
-Ok, pode me chamar de . Kat, Roxy, Liz, Ash e Jen... – ela falou outra vez apontando para as garotas enquanto algumas delas sorriam, outras davam tchauzinhos.
-Vai ser difícil gravar todos esses nomes... Ei Sam, se você se juntar a elas vocês podem formar A Casa das Sete Mulheres. – Dean comentou ao irmão após calcular o número de garotas presentes, o rapaz riu sozinho, pois o irmão pareceu não achar nem um pouco engraçado.
foi para a cozinha pegar o açúcar e os dois Winchester ficaram no hall até uma das garotas convidar-los para sentar. Sam, como de costume, arranjou uma desculpa para poder sair o mais rápido possível. Fazendo o irmão querer estrangulá-lo.
-Ah, é verdade, já ia me esquecendo do bolo do Sam. Ele fica nervoso se o bolo não fica no pronto. – Dean não deixaria passar uma oportunidade de dar o troco no irmão como essa.
-Aqui está. – falou chegando ao hall com um pote cheio de açúcar. – Eu não sei o tipo de bolo, ou a quantidade, então coloquei o máximo que pude. – ela falou entregando o recipiente para Sam, que franzia o rosto tentando sorrir, mas mais parecia um pimentão. deu uma piscadela simpática para Dean, mostrando que levou na brincadeira, o rapaz fez o mesmo.
Ao se despedirem dos Winchester, fechou a porta e só deu tempo de ser virar e encarar as irmãs.
-O tal Sam parece ser um bom rapaz. – falou a mais velha delas, Katherine.
-Ah, por favor! O cara tem a palavra “problema” estampada na testa. Fazer bolo? Além do mais ele é bonito demais para ser um bom rapaz. – falou como se fosse óbvio.
-Quem é “problema” é o irmão dele; mas um problema que eu gostaria de resolver. – Ashley falou se abanando, causando risos.
-Bom, eu tenho que ir à biblioteca.
-A ... Você precisa arranjar um namorado sabia? – Roxy disse rolando os olhos.
-Alguma de nós tem que trabalhar. – a garota respondeu rindo, pegou sua bolsa de cima da mesa da sala e saiu de casa.
Era uma tarde agradável, o sol brilhando e uma brisa suave soprando, examinou o céu limpinho por alguns instantes e resolveu ir a pé, afinal a biblioteca não ficava tão longe assim. Ao passar pela casa alugada dos Winchesters pode ver os dois irmãos na cozinha, discutindo.
- - - - - - - - -
-Sam, a gente podia ter ficado mais um tempinho lá não! – Dean disse emburrado.
-Você disse que eu ia fazer um bolo, o que eu iria fazer lá, dar a elas a receita???
-Não, você poderia dar outra coisa... – o irmão falou piscando.
-Dean, você é inacreditável!
Sam saiu da cozinha, pegou sua carteira bruscamente e se direcionou até a porta.
-Aonde você vai? – Dean perguntou franzindo o cenho.
-Vou fazer o que nós dois já deveríamos estar fazendo há muito tempo, trabalhando.
- - - - - - - - -
distraída com a briga dos irmãos não percebeu que Sam havia saído da cozinha. Saiu do transe ao ouvir o rapaz bater a porta da casa violentamente e se deparar com ela.
-Oi. – ele falou simplesmente, mas com vergonha da situação. Tanta vergonha que ao ouvir o “oi” da garota disparou na frente. Após alguns minutos caminhando Sam, mais a frente, percebeu que estava logo atrás. O rapaz parou de andar e deu meio volta. Fazendo a garota parar bruscamente.
-Ei , pra onde você está indo? – ele perguntou a garota que olhava para o rapaz fixamente.
-Biblioteca municipal.
-Ah, foi o que pensei, olha, eu estou indo pra lá também, se importa se eu fizer companhia? – ele perguntou.
-Claro – a garota respondeu com um leve sorriso.
Sam e caminharam até a biblioteca na tarde ensolarada. Ao chegar ao primeiro piso da biblioteca queriam se despedir, pois cada um parecia ter coisas importantes e um tanto particulares para fazer. Antes que pudessem fazê-lo um garoto esbarrou em Sam, derrubando o jornal que se encontrava no bolso do rapaz. no intuito de ajudá-lo, se abaixou para pegar o jornal.
-NÃO!- Sam falou um tanto alterado se abaixando rapidamente para apanhar o pedaço de papel. Deixando estática e assustada – Não precisa, eu pego. – falou já vermelho.
Mesmo sem pegar o jornal a garota pode ler a matéria que Sam parecia tentar esconder: “Ladrão perde a cabeça, literalmente”.
chegou tarde da noite em casa, carregada de papéis e livros.
-ROXY, LIZZIE, KAT, ASH, JENNY! NOTÍCIAS! – Na casa das o grito era um meio de comunicação muito eficaz. E em questão de segundos cinco garotas apareceram na sala.
-Me parece que os nossos vizinhos são caçadores, e os melhores. Dean e Samuel Winchester. – falava enquanto separava os papéis e entregava uma cópia das fichas dos rapazes para cada uma das irmãs, que pareciam seriamente interressadas. – Eu disse que eles eram problema, olhem a ficha deles, parece que já se acostumaram em se meter em confusão.
- , como você descobre essas coisas?!
- - - - - - - - - - - - - - - - -
“Dindom”
Dean abriu a porta com a cara amassada, não havia dormido muito na noite anterior, cocou os olhos para que pudesse enxergar melhor e se deparou com .
- , oi! – disse felizmente surpreso.
- E ai Dean. Minhas irmãs e eu estávamos pensando se você e o Sam não gostariam de tomar um café lá em casa. – a garota falou tentando esquecer o fato de que ele estava de boxers.
-Hm...eu não tomo café, mas aceito uma cerveja. – Dean respondeu risonho. A garota sorriu. – Mas eu não acho que Sam queira.
-Bom, porque você não se veste enquanto eu tento convencer o Sam? – sugeriu.
-Tudo bem... – disse dando passagem à garota e subindo para o quarto.
entrou na casa, pouco mobiliada, mas os Winchesters conseguiram deixá-la bagunçada. Silenciosa, a garota caminhou pelo corredor até ver Sam na cozinha.
- Como ficou o bolo? – ela perguntou se recostando no vão da porta. Sam, que estava de costas, se assustou e derramou o café que estava preparando na pia.
- ? – ele virou desajeitado e muito surpreso.
-Desculpa, não queria assustar. – falou se agilizando para ajudar o rapaz com a sujeira. – Ainda bem que você derramou o café, eu vim justamente convidar você e o Dean para tomar café lá em casa... Ou cerveja... – disse rindo.
Sam riu também e hesitou em responder.
-Tudo bem...Eu estou sem café mesmo.
Os dois foram interrompidos por Dean que descera as escadas fazendo muito barulho. E em questão de segundos apareceu na cozinha empolgado.
-Prontos?
deu passagem aos Winchester, que foram recebidos pelas irmãs da garota. Foram direcionados a sala, enquanto fechava a porta densamente, passava chaves, trancava fechaduras, chamando a atenção dos rapazes; as irmãs fechavam as janelas e cortinas. foi para a sala, se juntando as irmãs que estavam a frente dos Winchester.
-Pelo jeito a gente vai ganhar mais que um café hoje. – Dean falou ao irmão brejeiro, que parecia mais preocupado do que animado.
-Por favor, sentem-se. – falou Katharine apontando para o sofá com expressão séria.
Os dois obedeceram imediatamente. Elizabeth pegou um papel de cima da mesa e começou a analisá-lo.
-“Dean Winchester, 26 anos. Ficha policial: arrombamento, roubo, identidade falsificada, invasão de propriedades, suspeito de assassinato...”
-Vamos facilitar: ladrão, suposto assassino, falsificador, invasor, não posso me esquecer, egocêntrico, debochado e canastrão. – interrompeu.
-Ow, vocês realmente me conhecem. – falou irônico.
-Ei, estamos esquecendo do outro Winchester. - Roxy se pronunciou indicando Sam com a cabeça.
-É verdade. “Samuel Winchester, 24 anos. Após a mort...” – Ashley parou de ler, pois levara um cutucão de . – Bom, isso não é relevante. – Sam agradeceu mentalmente pela garota ter parado.
-Alguém pode me dizer o que exatamente está acontecendo? – Sam finalmente se manifestou.
-E onde está o nosso café? – Dean completou.
-Nós os daremos o café e a cerveja, assim que terminarmos a nossa conversa. – Jennifer falou.
-Ok, o que vocês querem saber? – Dean perguntou despreocupado.
-A verdade. – falou olhando fixamente para os dois irmãos.
-Tudo bem...mas nós não somos loucos... – Sam respirou fundo - Somos caçadores... De coisas sobrenaturais,...
-Mas somos bonzinhos. – Dean interrompeu o irmão.
– Se vocês são caçadores, bem vindos ao clube. – a garota concluiu com um sorriso.
-Espera, vocês são caçadoras??? – os irmãos perguntaram em choque.
-X-X-X-X-X-X-X-X-X-X-X-X-X-X-X-X -
Sam e Dean voltaram para a sua casa alugada, após passar um tempo na casa das pareciam ter se acostumado com a idéia das moças serem caçadoras.
-Sam, se eu soubesse que elas são caçadoras eu não teria te mandado lá sozinho. – Dean falou bagunçando os cabelos do irmão, irritando–o profundamente.
-Mas falando sério agora... Você acha que elas são boas? – o irmão perguntou duvidoso.
-Claro, e como! Você não viu? – Dean falou sorrindo mal intencionado.
-Dean!Você entendeu.
-Talvez elas possam nos ajudar com o caso, afinal elas moram aqui. – sugeriu o outro.
-Finalmente uma idéia boa.
Na casa das todas pareciam trabalhar no caso que pode ler no jornal de Sam, sem que ele e o irmão soubessem; de alguma maneira, elas trabalhavam muito bem juntas, cada uma contribuía com alguma coisa.
-Ei, eu estava pensando... – Ashley quebrou o silêncio estagnado na sala, fazendo com todas prestassem atenção. – Os Winchester são um dos melhores caçadores não? – as irmãs concordaram – Porque nós não nos juntamos a eles?
-Eu não acho que eles sejam do tipo que trabalha em grupo. – Elizabeth contestou e concordou.
-Mas isso não quer dizer que nós não possamos tentar – Roxanne se manifestou
.
-Acho que nós deveríamos tentar ir à casa sozinhas hoje, e se descobrirmos alguma coisa, falamos com eles. - Katherine deu a melhor sugestão, fazendo com que todas concordassem.
No porão, embaixo do piso de madeira da sala elas guardavam suas armas e todas as coisas de caçadas, para que ninguém desconfiasse. As garotas se preparam então para a caçada.
Dean e Sam tocavam a campainha da casa das , esperando alguém atender a porta. Tocaram uma, duas, três vezes, e nada. Aparentemente elas não estavam em casa, pois se estivessem, pode ter certeza de que os vizinhos saberiam.
-Parece que elas não estão em casa – Dean disse tentando espiar pela fresta da janela.
-Você acha? – Sam perguntou burlesco. – É melhor nós irmos para a casa onde o tal Adam Lesk morreu, e pesquisarmos por nós mesmos.
Por volta das 10 horas da noite os Winchester estacionaram o Impala na frente da casa, que agora não tinha mais as faixas da polícia, e sim uma placa para venda. Sem sucesso Sam tentava abrir a porta da frente.
-Deixa isso para um profissional – Dean falou pegando o canivete das mãos de Sam, e segundos depois abrindo a porta presunçoso.
Entraram no local que já não continha mais nenhum móvel ou objeto pessoal, subiram ao sótão; a mesma coisa.
- Droga, o que a gente vai fazer agora? – Sam perguntou passando as mãos no cabelo.
-Falar com a Hannah de novo pra procurar mais pistas. – Dean falou dando meia volta.
-Tudo bem Scooby Doo.
-Ei! – Dean se manifestou. – Eu sou o Fred!Ele é mais charmoso. – disse arrumando a gola da blusa com cara de garanhão.
Estavam quase descendo as escadas quando ouviram passos e sussurros vindo do fundo do sótão. Começaram a se aproximar da janela com as armas carregadas, ouviram o barulho da madeira se aproximar novamente, com miras cegas dispararam as armas.
-ESPERA!!! – ouviram um grito vindo do fundo do local. Era de uma voz feminina, e os dois rapazes logo cessaram fogo. Seguida pela aquela voz vieram outras, que tomaram forma ao se aproximar da janela.
- ?? – Dean perguntou pasmo estreitando os olhos– Jenny?... Katherine?... Ashley? – ele falava enquanto via as garotas aparecerem sob a luz da lua.
- Dean? Sam? – ela falava com dificuldade para enxergá-los.
-O que vocês estão fazendo aqui? – Dean falou se aproximando, podendo finalmente ser visto. – Nós quase atiramos em vocês!
-Na verdade vocês atiraram, ainda bem que tem mira ruim. – falou causando risos.
– Nós achamos que vocês eram a criatura, seja lá o que for agora. – Sam falou aparecendo atrás do irmão.
-Bom, nós pensamos a mesma coisa. – Ashley se manifestou.
-Eles estiveram aqui da outra vez – Katherine falou olhando preocupada para as garotas – Isso quer dizer que aquilo que a acertou não era a criatura, o que nos faz começar do zero. – Ela falou olhando agora para os dois rapazes.
- VOCÊ ATIROU EM MIM? – Sam perguntou olhando para .
- Estamos kits, e eu achei que você era o que nós estávamos caçando.
Sam levantou a manga da camisa xadrez e olhou para o curativo, fazendo se aproximar preocupada.
-Desculpe-me. Você acha que vai conseguir viver com esse enorme machucado? – ela falou brincando.
-É, acho que sim... Ainda bem que você tem uma mira ruim. – Sam disse sorrindo, levantando a cabeça novamente e encarando a garota que ria também. A luz da lua refletiu no rosto do rapaz fazendo com que seus olhos azuis esverdeados brilhassem feito diamante.
-Então... dá pra gente ir embora agora? – Dean interrompeu irritado.
-Cla-Claro, vocês vieram com carro? – perguntou se voltando para Dean.
-Não, nós viemos com O carro. – ele disse com uma piscadela jogando as chaves do carro para cima.
Os seis saíram da casa e foram em direção ao carro de Dean, que estava faceiro.
-Um Impala? Muito bonito – Katherine falou examinando o carro que parecia novinho em folha, trocou olhares com as irmãs que riam. Virou-se para trás apertando um botão, acompanhado por um barulho agudo e breve que veio de trás da casa. Curiosos, os Winchester foram para os fundos da casa. Ao ver o carro que lá se encontrava Dean desfez o sorriso.
-Uma SUV? – Sam falou analisando boquiaberto o grande carro e preto. – Tudo bem Dean... eu ainda gosto do seu Impala... – disse rindo enquanto dava leves tapinhas de consolação nas costas do irmão.
-Quer ir com a gente? – Ashley perguntou a Sam, que abriu um largo sorriso. – Só que alguém vai ter que ir no carro com o Dean. – Coisa que nenhuma das se importaria em fazer.
- Tudo bem, a vai, não vai? – Dean perguntou olhando para a garota e para Sam. – A Jenny pode vir se ela quiser também – ele falou feliz da vida.
-Calma Dean, uma de cada vez. – o irmão lançou um olhar cortante enquanto abria a porta do carro para que pudessem entrar.
No carro de Dean, tentava convencê-lo de que o Impala era tão bom quanto a SUV. Já convencido, Dean passou para um assunto que parecia o interessar mais.
-Então , você tem namorado? – O carro de Dean fazia um ruído estranho, talvez estava ficando sem gasolina, tiveram então que parar em um posto, com a demora, acabou por dormir no carro. Ao chegar à casa das , Dean se viu obrigado a acordar a garota.
- ? – o rapaz sussurrou no ouvido da garota. Pulou de susto quando Sam bateu na janela do carro freneticamente, fazendo com que acordasse.
-Já chegamos? – a garota perguntou enquanto se espreguiçava.
-Já – Dean respondeu enquanto abria a porta do carro, fazendo com que o irmão fosse para trás.
-Ei, , o que você acha de mostrar as informações que pegamos para os dois? – Katherine sugeriu abrindo a porta da casa.
- Por mim tudo bem... – ela falou olhando para os dois rapazes, que concordaram.
Ao entrar na casa das Dean não entendia como não percebera que elas eram caçadoras, procurava por alguma coisa “diferente”.
-Dean, não adianta procurar, nós guardamos todas as coisas das caçadas no porão. – Ashley falou para ele, que ficou alegre em ver as outras garotas.
-Ei meninas, porque vocês não foram para a caçada também?
-Nós não vamos todas para as caçadas, algumas ficam em casa para passar informações. Normalmente a fica, ela é medrosa. – Roxy falou enquanto as outras riam.
-Ei, isso não é verdade...completamente... Eu só prefiro ficar em casa pesquisando... – justificou.
-Heey Sammy, você tem uma companheira de esquisitices. – Dean falou rindo para o irmão.
-Porque você não mostra ao Sam o que descobriu, enquanto nós mostramos a casa e as armas ao Dean? – Elizabeth perguntou olhando para que olhou surpresa para a irmã e depois para Sam, igualmente surpreso.
-Tudo bem. – ela respondeu, mostrando o caminho da sala para Sam. Deixando as irmãs e Dean para trás.
e Sam chegaram à sala, era grande e organizada, em um lado havia um grande sofá com pufes, e do outro, perto da escada, uma mesa com um laptop. Sam reparou na estante cheia de livros de todos os tipos, de romances a suspenses, livros de historia, geografia, matemática e os livros sobre caçadas. Ficou a examiná-la por alguns estantes, até que finalmente reparou na varanda, com portas de vidro e grandes cortinas que davam para o jardim da casa, a lua continuava lá, bela e intocável.
-Bonita não? – perguntou se pondo ao lado do rapaz.
-Sim. – ele respondeu sorrindo para ela. A garota que segurava o laptop em mãos, abriu as portas da varanda sorrindo e se sentou em uma das mesinhas de madeira que haviam no jardim da casa. Sam não entendeu muito bem, mas fez o mesmo.
– Me diz , como vocês se viram? Vocês ganham dinheiro como caçadoras?
-Não, nossos pais ainda mandam dinheiro... – ela disse rindo.
-Os pais de vocês? – perguntou surpreso.
-Sim, eles são historiadores, vivem viajando pelo mundo, quando eles acham alguma coisa de sobrenatural nos avisam. Eles vivem muito bem, e bem protegidos, o que é o mais importante.
- Então vocês são caçadoras por opção? – ele perguntou franzindo o cenho.
-Não, nós ajudamos por opção... caçar é só uma maneira de fazê-lo. – ela disse sorrindo. Sam ficou impressionado, nunca conhecera ninguém como , quer dizer, como as ...
Antes que pudessem fazer ou falar alguma coisa sentiram leves pingos de água caindo em suas cabeças, que em questão de segundos se transformaram em uma chuva carregada. Mais que rapidamente puxou Sam pela mão, levando-o para dentro. Os dois entraram na sala rindo e um pouco molhados. Sam bagunçou os cabelos para que secassem mais rápido, se voltou então para , que já sentara na frente do computador, e se pos ao lado dela.
-Então, o que você conseguiu? – falou se debruçando na mesa ao lado da garota.
podia ouvir a respiração de Sam, ele estava nervoso.
Com dificuldade a garota tentava se concentrar olhando fixamente para o computador.
- Bom, parece que estamos lidando com um espírito, e que não está mais na casa, alguma coisa o fez sair de lá. Não houve mais nenhum caso de morte na casa, que foi construída há 20 anos, e em nenhum lugar perto. As informações são vagas, mas já ajudam alguma coisa... – ela falou se virando ao rapaz.
-Você pegou isso em algum arquivo do governo, algum site?
- Só se o nome do site for Nate. – Elizabeth falou entrando na sala acompanhada pelas irmãs e Dean, que ainda estava pasmo com a coleção de armas da garotas.
-Liz! – ralhou com a irmã.
- Quem é Nate? – Sam e Dean perguntaram em coro.
Antes que pudesse responder Ashley se apresssou - É nosso vizinho, filho do dono da BlairNet uma rede de pesquisa. Ele vive dando informações para nós em troca de jantares com a . – falou rindo.
- Cara esperto. – Dean comentou para si mesmo. – Sam! Essa não é a rede de computador particular que você sempre tenta entrar? O cara deve ser poderoso. – falou olhando para Sam, que tinha um sorriso amarelo no rosto.
-Se quiser eu arrumo um encontro para você Dean. – falou para Dean, que fez uma cara de debochado.
O relógio das bateu meia-noite, causando alvoroço nas garotas. Muitas se arrumavam e se colocavam a frente do computador, enquanto Sam e Dean permaneciam estáticos, trocando olhares. Dean pigarreou chamando atenção das garotas que já estavam todas ao redor do computador.
-Ah é, já íamos esquecendo de vocês. – Roxy puxou os dois pelo braço, trazendo-os para perto do computador.
- O que está acontecendo aqui? – Dean perguntou assustado.
-Nossos pais, nós sempre nos falamos nas terças-feiras a meia-noite... Por causa do fuso horário... Agora se comporte. – Katherine explicou.
Sam e Dean fizeram cara de entendimento.
Em poucos segundos puderam ver os pais das aparecendo na tela do computador, ajustaram a câmera. O Sr. e a Sra. estavam bronzeados, com mochilas enormes nas costas e roupas confortáveis. No fundo, podia-se reparar em móveis feitos de madeira e da janela viam-se enormes estátuas budistas feitas de ouro maciço.
- Filhas! Como vocês estão crescidas! – a senhora falou emocionada. – Estamos na Tailândia! – falou enquanto apontava para a vista da janela.
Ao ouvirem isso as garotas ficaram animadas, abriram largos sorrisos e trocavam olhares entusiasmados.
-Não temos muito tempo para falar, mas queria dizer que recebi o e-mail de sobre o caso, nunca ouvi falar, mas se é um espírito vocês devem procurar mais informações. – o senhor explicava enquanto todas prestavam muita atenção. A imagem da câmera começou a falhar, por conta da forte chuva.
-Pai? – Roxanne batia na tela no intuito de melhorar a imagem.
-Para Roxy! Assim você quebra o computador! – Elizabeth repreendeu a irmã.
A partir daí todas começaram a falar ao mesmo tempo, bater no computador, gritar umas com as outras.
- Chega! A gente já perdeu o contato! – Katherine falou se levantando e subindo para o quarto. Fazendo com que todas as outras ficassem quietas. Os Winchester olhavam a cena assustados.
- Bom, acho melhor nós irmos embora. – Sam falou sem jeito.
-Ah, tudo bem, eu acompanho vocês até a porta. – falou se levantando.
Direcionou os rapazes até a porta e os encarou.
-Desculpa por isso... E boa noite. – os dois deram um leve sorriso e se distanciaram.
-x-x-x-x-x-x-x-x-x-x-x-
O dia seguinte amanheceu frio e chuvoso, mas acordou cedo, a casa estava praticamente vazia, as outras irmãs estavam trabalhando em casos diferentes. Ela aproveitou então para pesquisar mais sobre o seu caso. As informações que tinha eram muito vagas. Procurou a manhã inteira, mas não achou nada que fosse relevante.
ouviu a campainha tocar e viu Jenny correndo para atender a porta. Segundos depois viu a irmã aparecer na sala acompanhada por um rapaz, tinha cabelos louros que tinham movimento quando o vento vindo da janela batia, olhos azuis e um belo sorriso.
-Nate? – levantou da cadeira surpresa.
-x-x-x-x-x-x-x-
- DEAN, ESTOU SAINDO! - Sam fechou a porta de casa, fechou o casaco e colocou o capuz azul marinho. Foi só sair de casa que a chuva engrossou. – Droga – disse apertando o casaco contra o peito para se proteger do frio. Dean não quis o emprestar o Impala para ir à loja de livraria histórica, então teve que ir a pé. Ao passar pela casa das , Sam pode ver pela janela, ao dar mais alguns passos viu um rapaz se aproximando dela. Sam baixou a cabeça e apertou o passo, sem olhar para o lado.
-x-x-x-x-x-x-x-
-E ai . – o rapaz disse abrindo um sorriso enquanto analisava a garota.
-O que você está fazendo aqui? – perguntou enquanto se aproximava do rapaz.
- Meu pai está fazendo uma festa de gala, eu vim te convidar para ir. – O tal Nate falou se aproximando. – Ele comprou umas antiguidades caríssimas e quer mostrar para os amigos.
- Me convidar? Por quê? A sua namorada não vai poder ir? A Cameron está ocupada fazendo compras? – falou cruzando os braços.
- Não, eu e a CANDICE terminamos. – ele falou olhando para ela.
-Sinto muito. – disse se arrependendo por ser grosseira.
- Eu e a Cameron terminamos há um mês atrás. – disse com ar convencido, fazendo rolar os olhos.
- Nate, você não tem jeito mesmo... E quanto ao convite, eu vou pensar, mas obrigada. – ela disse indicando a porta ao rapaz, que se sentiu obrigado a sair.
- EU TE MANDO O CONVITE! – o rapaz gritou acenando com um largo sorriso já fora da casa. Ela balançou a cabeça rindo e fechou a porta. Ao se virar se deparou com Jennifer e Ashley sorridentes.
- Festa de gala? – Jennifer perguntou animada.
-Com o Nate? – Ashley perguntou ainda mais animada.
-Sim, festa de gala, - ela falou olhando para Jennfier - e não, não com o Nate. –respondeu olhando para Ashley – Jen, Ash, eu entendo que vocês acham que eu preciso me divertir mais, sair com garotos – ela disse sorrindo docemente para as irmãs que faziam caretas tristes. – Mas acreditem, o Nate não um deles. Não se preocupem, tenho certeza que ele irá arranjar uma acompanhante para festa.
Passaram-se três dias sem notícias dos Winchester, eles, assim como , pareciam estar muito ocupados o tal espírito. A garota estava começando a se preocupar, sem motivo, porque os Winchester sabiam muito bem como se cuidar.
-Vamos , nos fale logo o que você descobriu! - Roxanne falava nervosa. Ela, Ashley, Jennifer e se encontravam na sala.
- Tudo bem... – falava enquanto pegava algumas anotações. – Eu f... – a garota foi interrompida pelo barulho fragoroso da porta de entrada.
- MENINAS! – puderam ouvir um grito abafado vindo de lá, misturados com gemidos de dor.
Mais que rapidamente todas as meninas correram para o hall e puderam ver Elizabeth segurando o braço de Katharine que estava ensangüentada, com arranhões no rosto, feridas nos braços; sua roupa se encontrava em um estado horrível e ela gemia de dor apoiando uma das mãos no joelho enquanto a irmã tentava mantê-la de pé. O coração de bateu acelerado ao ver a irmã naquele estado, correu para ajudá-la, acompanhada por Roxy. Katharine havia saído de manhã cedo para uma caçada, achou melhor que a irmã não fosse sozinha, mas quem disse que irmão mais velho escuta... Ashley correu para a sala, afofou as almofadas para que a irmã pudesse deitar; Jennifer apenas ficou parada, observando a situação, com uma expressão de espanto levava as mãos à boca.
-Jenny, é melhor você ir para o seu quarto. Nós cuidamos disso. – falou enquanto carregava a Katherine com a ajuda de Elizabeth e Roxanne.
- , vá chamar ajuda. – Os pensamentos de eram muitos, e passavam rapidamente, ela ficou apenas encarando a irmã machucada e o rastro de sangue que ela deixou do hall até a sala por alguns segundos. – !Os Winchester! – Elizabeth repetiu indicando a casa dos vizinhos com a cabeça quando finalmente prestou atenção no que Elizabeth falara. Ela assentiu, passando as mãos na testa e levando aos cabelos; saiu da sala correndo. Chegou frente da casa dos Winchester arfante, com os olhos marejados e muito vermelhos. Tocou a campainha sem cessar, até que o rapaz alto atendesse a porta.
- !Você está bem? – ele perguntou com olhar preocupado examinando a garota que não parecia nada bem.
-Sam! – ela falou como se ele fosse o último ser humano vivo na terra; seus pensamentos eram os piores.
-Por Deus , você não está bem, está muito frio. Entra e me diz o que aconteceu. – Ele examinou a garota novamente que se encontrava com uma blusa de malha verde-musgo no início do inverno. Ela estava tão atordoada que esqueceu de por ao menos um casaco. Sam fez menção de guiá-la para dentro, mas ela deu um passo para trás.
- A Katherine foi atacada, está ferida, precisamos de ajuda! – se concentrou e falou o que queria, passou as mãos nervosamente no cabelo outra vez.
-Ela oq- DEAN!- Sam franziu o cenho virando-se para trás. Rapidamente pegou seu casaco. Segundos depois Dean apareceu no hall bagunçado dos Winchester. –Katharine está machucada, pega os curativos. - Dean assentiu e voltou casa adentro. –Vamos – ele falou pegando no braço da garota aquecendo-a automaticamente. Se ela não estivesse naquela situação pode ter certeza de seu rosto se encheria com um tom de rosa e ferveria de vergonha. Correram até a casa das , seguidos por Dean. havia deixado a porta aberta e não ocorreu a nenhuma das fechá-la. Ao entrarem na casa puderam ouvir gemidos autos vindos da sala, Dean fechou a porta. Ao chegarem na sala de estar puderam ver Katherine deitada no sofá rodeada por suas irmãs e uma poça de sangue.
- Ela está pior do que eu imaginava... – Dean falou se aproximando, agachou-se, desviando-se das poças de sangue, ao lado de Katherine que lutava para se manter consciente e entre um gemido e outro balbuciava palavras que eram impossíveis de serem entendidas apesar do esforço da garota.
- Ela precisa ir para um hospital! – se manifestou nervosa olhando para cada presente na sala esperando que a apoiassem.
- O que nós vamos dizer a eles que aconteceu com a sua irmã? – Dean se pôs de pé e fitou por alguns instantes.
-Não me importo, tudo que eu quero agora é que Katharine fique bem. – Louise falou em um tom elevado enquanto olhava para cada um presente. Todos assentiram. Sam foi o primeiro a se levantar, seguido pelas irmãs e Dean. pegou a chave do carro enquanto Sam e Dean carregavam Katherine. Ao passar por Louise, Dean pegou a chave do carro de suas mãos.
- Eu dirijo. – disse.
Os irmãos colocaram Katharine no banco de trás, Dean dirigiu-se para frente e olhou para as irmãs que apenas encaravam.
-Vocês não vêm?
-Não cabe todo mundo. Louise e Elizabeth vão. Eu fico em casa com a Roxy e com a Jenny caso precisem de alguma coisa. A gente pega um táxi depois. – Ashley disse encarando as irmãs do jardim de entrada da casa das .
-Tem certeza? – Elizabeth perguntou com um olhando as irmãs abraçadas.
Forjando um sorriso Ashley assentiu. Elizabeth sentou ao lado de Dean. Louise sentou no banco de trás e encarou Sam que já havia sentando ao lado de Katharine.
- Quando a gente chegar no hospital eu tiro ela mais rápido. – Ele se explicou sentindo o corpo balançar de um lado para o outro a cada curva que Dean fazia.
“Ele pensa em tudo” pensou Louise com um leve sorriso, que logo se apagou assim que ouviu mais um dos gemidos de Katharine.
-Vai ficar tudo bem Kath. Já estamos chegando ao hospital. – Louise tentava falar calmamente enquanto checava o pulso de Katharine e pressionava um dos panos ensangüentado no abdome da irmã com cuidado.
estava atordoada, por mais que Dean dirigisse, o hospital parecia ficar cada fez mais distante. Alguns segundos depois avistou o largo edifício branco e desceu os olhos para a grande placa de metal fincada no jardim do mesmo, “Hospital Rosely Hoosefelt” ela leu. Deu um grande suspiro e encarou a irmã:
-Já chegamos Kath, agora vão cuidar de você.
Dean virou a curva e deu uma parada brusca em frente à porta do hospital.
-ALGUÉM PODE AJUDAR AQUI!TEMOS UMA PESSOA GRAVEMENTE FERIDA! – ele já havia saído do carro e entrado no hospital para pedir por ajuda.
foi então ajudar Sam a tirar a irmã do carro. O rapaz pegou a garota no colo enquanto e Elizabeth o seguiam. Logo apareceu uma equipe de médicos, e rapidamente colocaram Katharine na maca e adentraram a enorme porta da sala de emergência, deixando todos arfantes, parados encarando a porta dupla com a placa “SOMENTE PESSOAS AUTORIZADAS”.
-Senhora, quando nós vamos receber notícias? – Elizabeth perguntou com os olhos cheios de lágrimas a enfermeira que estava no balcão.
-Oh querida, eu não sei te dizer, mas assim que eu souber de alguma coisa avisaremos. Você e os outros podem esperar ali. – a senhora gorda, com o aperto no peito apontou para uma salinha ao lado.
A garota assentiu e se juntou aos outros.
-Tenho que ligar para as meninas que estão em casa. – ela disse enquanto pegava o celular e ia para fora.
foi para a sala de espera, sentou-se em uma das poltronas e fechou os olhos.
-Ei , você precisa de alguma coisa? – abriu os olhos e viu Dean em pé a encarando com um olhar de pena.
-Não, eu estou bem...Obrigada. – a garota falou enxugando as lágrimas e forjando um sorriso.
Dean abriu a boca para tentar falar algo que pudesse fazer a garota se sentir melhor, abriu e fechou várias vezes, mas nada vinha em sua mente. – Ok então – se virou e se dirigiu a porta – Vou ver se consigo alguma notícia.
Fechou a porta e bateu com a mão na testa por não ter consolado a garota. Dean não era muito bom com palavras de consolo ou com momentos emotivos.
baixou a cabeça novamente. Sam abriu a porta da pequena salinha cuidadosamente e se pos na frente da garota.
- ?
Ela levantou a cabeça e encarou o rapaz. Sam viu seus olhos levemente inchados e a ponta de seu nariz vermelha por conta do choro. O rapaz sentiu um aperto no coração.
-Heey , vai ficar tudo bem. – ele falou sentando-se ao lado dela e trazendo-a para perto de si. encostou a cabeça nos ombros de Sam e se entregou ao choro. Dava leve soluços e enquanto o rapaz falava coisas como “vai ficar tudo bem”, “não se preocupe”, “tudo bem ”.
Dean foi conversar com a enfermeira e ao voltar a sala pode ver Sam e . Ele admirava isso no irmão, embora nunca admitisse. Sam era sensível e sabia o que fazer e como fazer para os outros se sentir melhor; sempre dizia alguma palavra de consolo. percebera isso também.
-Dean, não vai entrar? - Elizabeth pos a mão no ombro de Dean.
-Ã? Vamos, vamos. – o rapaz respondeu abrindo a porta da salinha de vidro.
-Lou. – Lizzie chamou a irmã, que se soltou de Sam, limpou as lágrimas do rosto e olhou para a irmã e Dean logo atrás. – Eu liguei para casa e convenci as meninas a ficarem por lá. Acho que é melhor para elas, ligarei assim que tivermos notícias da Kath.
A garota assentiu e agradeceu. Elizabeth se sentou ao lado da irmã e a abraçou. Sam então se levantou a foi até Dean.
-Vamos deixá-las sozinhas um pouco. – disse indicando a porta.
Elizabeth e ficaram lá sentadas no pequeno sofá da sala de espera por horas. Sam e Dean adentraram então a sala com algumas sacolas com comida.
- Ei, a gente achou que vocês poderiam estar com fome. - Falou Sam meio sem jeito, erguendo as sacolas de papel.
A gordura dos sanduíches escorria pelas sacolas, mas o cheiro era delicioso. As duas abriram leves sorrisos e seguiram Sam e Dean até a pequena mesa de centro. Famintos, todos abriam as sacolas e pegavam seus sanduíches. Dean atacou a batata frita com tudo - em sua boca encontravam-se mais batatas do que cabia. Sem que percebessem, a porta de vidro se abriu e o médico ficou a observá-los por alguns segundos; eles realmente pareciam famintos. Aquele pequeno caos foi cessado com o pigarro sério do médico. Instantaneamente todos olharam para o lado e, ao notar a presença do homem, largaram toda a comida na mesa; Dean estava com sua boca ainda ocupada com as batatas, e no impulso cuspiu-as na mesa.
-Então Doutor, alguma notícia? – perguntou Elizabeth se levantando aflita, sendo acompanhada por todos os outros.
-Sim, tenho uma notícia boa e uma ruim, qual vocês querem ouvir primeiro? – respondeu o médico com outra pergunta.
- Que bela hora para fazer esse tipo de pergunta... – falou Dean, mais para si mesmo do que para os outros.
- Primeiro a boa então... A garota está estabilizada... – disse olhando o rosto aliviado de todos. – E a notícia ruim... – ele fez uma grande pausa. – Ela está em coma, pois bateu com a cabeça e também perdeu muito sangue sabem... Não sabemos quando ou se ela irá acordar. Sinto muito. – Falou ele finalmente se retirando rapidamente e deixando os quatro as sós na sala.
- Meu Deus! – Elizabeth levou a mão ao rosto.
- Eu sei, ele nem esperou a gente responder! – comentou Dean indignado, levando em seguida uma cotovelada de Sam.
- Calma Liz, o importante é que ela está estável agora, e logo a gente vai poder ver ela. – consolava a irmã. – Vamos terminar de comer e falar com a enfermeira.
De volta a mesa, o jantar foi silencioso. Elizabeth e mal terminaram suas comidas. Assim que receberam a permissão de visitar Katharine foram rapidamente ao quarto em que a irmã se encontrava. Sam e Dean ficaram na sala esperando enquanto as duas abriam a porta de madeira envernizada.
Avistaram Katharine deitada em uma das camas do hospital, rodeada por aparelhos que a ajudavam a manter-se estável. Estava com a típica roupa verde clara que os pacientes usam e coberta até a cintura por uma manta da mesma cor que sua veste. Em seu rosto não se encontravam mais aquelas expressões de dor e sofrimento, mas transmitiam agora, serenidade. Apesar dos arranhões e das ataduras, entre elas uma faixa de gaze que envolvia toda sua cabeça, Katharine parecia estar apenas adormecida; pelo menos era isso que esperavam as outras . As duas se aproximavam cautelosamente, como se não quisessem fazer muito barulho para não atrapalhar a que se encontrava na cama. Puseram-se ao lado dela e lentamente depositou sua mão na da irmã deitada. Passou os dedos levemente pelos tubos que adentravam sua pele e carregavam soro junto consigo. Não podia deixar de sentir-se mal pela situação em que Katharine se encontrava. Viu Elizabeth acariciando o rosto da mais velha cuidadosamente e deixando várias lágrimas silenciosas escaparem de seus olhos. Ela realmente odiava tudo aquilo, seu coração dava um nó toda vez que via alguém chorar; ver uma de suas irmãs daquele jeito a angustiava.
Da pequena janela da porta do quarto, Sam observava silenciosamente as três garotas. Ele sabia exatamente como elas se sentiam, já passara por aquilo. Ver alguém que você ama deitado em uma cama de hospital, ou até a beira da morte e não poder fazer absolutamente nada a respeito disso.
- Sam, está tarde. É melhor a gente ir. – Dean colocou as mãos sobre o ombro de irmão tirando-o de transe.
- Ã? Claro... – Disse abrindo a porta do quarto.
Os dois Winchesters entraram sem jeito e logo tiveram a atenção de e Elizabeth.
-Hmm... Então, como ela está? – Perguntou Sam com as mãos no bolso de seu velho jeans.
-Estável – Elizabeth respondeu com um sorriso amarelo.
-Bom, já está tarde. Vocês precisam de alguma coisa? – Dean se pronunciou.
- Não, estamos bem – respondeu pelas duas. – Obrigada por tudo; e boa noite.
- Boa noite – Os irmãos responderam em coro e, sem jeito, se retiraram da sala. Caminharam até o carro, silenciosos:
- A gente devia ter ficado mais um pouco não acha? – Indagou Dean com as chaves estagnadas na fechadura. Ele se sentia mal pelas , e ainda mais por tê-las deixado sozinhas. Sam olhou surpreso para o irmão. – Só para ter certeza de que elas vão ficar bem... – Justificou Dean como se devesse uma explicação. - Mas é melhor a gente se concentrar no caso e sair logo dessa cidade - sacudiu os pensamentos de sua mente e entrou no carro. –Sabe Sam, eu estou pensando em convidar a pra sair... – E todos aqueles pensamentos voltaram.
- O quê? – Sam virou rapidamente, mas logo conseguiu controlar seu tom de voz e expressão facial.
- É eu estou pensando em convidá-la para sair. Ela é bonita, inteligente, ela também caça isso facilita muito as coisas.
-Dean, eu só não acho que ela seja seu tipo...
- O quê? Claro que é! Porque não seria? – Perguntou o mais velho indignado.
- Bom, você mesmo disse... Ela é bonita, inteligente...
Dean abriu um sorriso no canto da boca:
- Se eu não conhecesse você, diria que está com ciúmes...
-Ciúmes? Eu? Da ? Nãão... – Tentava falar Sam como se fosse absurdo.
- Então não tem problema nenhum... – Dean olhou para o teto com uma expressão maliciosa. - Desde que ela apareceu na porta da “nossa casa” hoje, com aquela blusinha rosa...
- Dean! Sem detalhes, por favor... – Interrompeu o outro irmão fazendo gestos e fechando os olhos. - E a blusa era verde – completou em um tom mais baixo.
- Ah Sam, admita! - disse Dean já tomado pelo riso.
- Admitir o quê? – O outro tentou fingir que não entendia.
- Que você gosta dela! Ou que você é gay...
Sam revirou os olhos. Respirou tão fundo que pareceu puxar todo o ar do ambiente para suas narinas.
-Se você contar isso pra alguém eu jogo esse carro em um barranco! – Disse sério ameaçando o irmão. – Tudo bem... - Deu outra longa pausa. - Eu gosto dela...
- Ótimo, isso só vai fazer as coisas ficarem mais divertidas. Amanhã vou chamá-la para jantar – o mais novo lançou um olhar furioso para o outro. – Estou brincando, relaxa!
- Ta bom Dean, será que a gente pode ir embora agora... O dia não foi dos melhores...
- É, eu preciso de uma cerveja... Ou duas... - Dean assentiu, deu partida no carro, e eles seguiram a estrada curvilínea em direção a Rua Navy.
—x—x—x—x—x—x—x—x—x—
Por telefone, as combinaram ainda na noite anterior que cada uma passaria um dia da semana no hospital com Kath e no domingo fariam uma visita juntas. Era segunda-feira, e só quarta era o dia de . O sol ameaçava sair na manhã seguinte, prometendo um dia ensolarado, mas não quente. Ela chegou em casa por volta das sete e meia da manhã; não havia conseguido dormir na noite anterior e queria ficar o maior tempo possível ao lado de Katharine antes de ir embora do hospital. Abriu a porta silenciosamente e subiu as escadas da mesma maneira. Passou por alguns quartos e em um deles pode ver Roxane de pé rente a janela, cabisbaixa, mas de vez em quando olhava pelo vidro, pensativa. entrou no quarto e se aproximando da irmã colocou a mão sobre ombro da outra.
- Roxy?
- ! – Roxane abraçou a irmã rápida e fortemente por alguns segundos. – Como ela está? Daqui a pouco vou para o Hospital. Você sabe o quanto eu odeio hospitais...
- Eu sei Rox, e sinto muito, mas é bom para a Katharine ter companhia, caso ela acorde.
A irmã assentiu não muito confiante - E Elizabeth?
- Virá mais tarde. Está esperando você chegar. Como estão as outras meninas?
- Bem, na medida do possível. Quem mais me preocupa é a Jenny, ela não parou de chorar a noite inteira, mesmo depois que vocês ligaram com notícias. Não come nada desde ontem. Ela não está acostumada com essas coisas e você sabe o quanto ela é sensível...
assentiu, mas não conteve a feição triste.
-Bom, vou dormir um pouco, estou muito cansada. Te vejo a noite.
deu um beijo na testa da irmã.
– Te amo Roxy. Cuida bem da Kath.
R
Roxane esboçou um sorriso:
- Também te amo .
fechou a porta do quarto da irmã e foi direto para o seu. Largou seu casaco em algum lugar e se jogou na cama. Sua cabeça rodava e seus pensamentos eram mil, mas estava cansada demais para pensar em alguma coisa. Fechou os olhos e em questão de minutos tudo escureceu.
Continua...
Notas da autora: Essa é a primeira história que eu escrevo, então dêem um desconto. Quanto às atualizações, meninas e gays e bis, fiquem calmos, não se matam e o mais importante, não ME matem, sempre que eu tenho tempo eu estou atualizando. As atualizações estão sendo curtinhas, mas só para mostrar para vocês que eu estou levando O Mistério do Rei a sério e não vou deixar ninguém na mão, basta um pouquinho de paciência. Para comentar é só clicar aqui em baixo aonde diz: “seiláquantos caçadores já resolveram esse mistério”. POR FAVOR, se vocês quiserem dar alguma diga sobre a história, o que vocês esperam, o que vocês acham que irá acontecer e o que gostariam que acontecesse é só colocar no comentário também, estou aberta a opiniões porque muitos só colocam “atualiza logo” e eu gostaria muito de saber o que vocês estão achando, críticas construtivas ajudam muito mais.
Beijos, Lu.