
Por Débora & Amanda.
Beta-Reader: Bru Carmelli.
Capítulo um - Oh, boys!
- Finalmente não estamos mais ouvindo o barulho de obras do sexto andar... - disse olhando pela janela do corredor.
- É,ouvi falar que estão se mudando para lá dois garotos. – disse para a irmã.
- Tomara que sejam sexys... – disse brincando.
- É, se eles
forem sexys aí mesmo que eu não deixo você sair dessa casa, porque quem vai pegar eles sou eu. – disse para a irmã com uma voz gay.
A “família” estava se divertindo, coisa que não era muito comum. , , e eram
irmãos... ou quase isso. Na verdade, era irmã de e era irmã de , mas como sempre foram muito amigos, todos moravam juntos no décimo andar daquele prédio e consideravam-se uma família.
- Sempre pensei que você fosse gay, mas agora tenho certeza... – falou para que fez uma cara de espinafre amassado quando ouviu isso. (tente imaginar o que é uma cara de espinafre amassado).
- Tratem de ser úteis para alguma coisa e sejam amigos deles para que eles venham aqui pra casa TODO dia. – apontou para o irmão.
- Não sei, não. Eles devem ser muito feios, já que moramos no pântano do Shrek. – debochou.
- Severino, o porteiro me contou que eles se mudam pra cá amanhã... – disse se jogando no sofá com um pacote de salgadinhos.
- Ui, você está parecendo a Astolfa (sim, isso é um nome) de tão informado. – debochou da cara do irmão.
Astolfa e Gertrudes eram filhas da sindica do prédio. e o prédio inteiro sempre as zoavam por causa de seus nomes. Muito mimadas Astolfa e Gertrudes não eram muito amigas das duas... Aliás, não eram muito amigas de ninguém. Elas moravam no segundo andar do prédio e se achavam porque tinham uma Chiuaua com TPM.
- Nem fala no nome dela. – Disse envergonhado.
- CLARO! Você perdeu o BVL com ela quando tinha 12 anos... – Entregou .
- E eu me envergonho disso. – se encolheu. – Mas na verdade, se eu não tivesse perdido com ela eu teria feito feio pra Julie, que é minha namorada até hoje. – Ele estufou o peito.
- Claro, seu machão. – bateu no peito do amigo.
- Falando na Julie, tenho que me arrumar. – disse indo em direção ao seu quarto. – Vou ao cinema com ela.
- É, e depois vai passar no motel. – zombou.
- Isso era segredo! – colocou a cabeça pra fora de seu quarto.
- Ah! E falando em namorada... Eu vou pegar a Kayla em casa pra a gente ir pro show do Busted. – .
- É, você eu sei que não vai ao motel com ela porque a Kayla é VIRGEM! – gritou. foi para o quarto se arrumar deixando e na sala rindo da cara dos dois.
- Ai, ai, amiga... Os dois já têm namorada e a gente aqui... Catando coquinhos. – suspirou.
- Calma... Eu tenho certeza que esses garotos vão ser uns gatos... – .
- OU... Umas hienas. – disse.
As meninas passaram a noite conversando e sonhando em como seriam os novos moradores...
××
Estavam os cinco na mesa de café (A namorada do dormira na casa) vendo TV e comendo cereal.
- Atenção garotos de TODA a Inglaterra! Está é a sua oportunidade de ter uma banda de rock famosa! – Televisão.
- SHHH! CALA A BOCA! – Disseram os meninos em coro.
- Vocês que já tem uma banda de rock que tenha, pelo menos, um baterista, um baixista, um guitarrista e um vocalista, INSCREVAM-SE! E você que sabe tocar, mas ainda não tem uma banda, corra atrás! Mais informações no site que está aparecendo no rodapé da tela!
- Amigo, já sei o que a gente vai fazer da vida agora. – disse para .
- Mas a gente ainda precisa de dois integrantes. – .
- Por que vocês não chamam os garotos que vão se mudar pra cá hoje? – perguntou de boca cheia.
- E como é que você sabe que eles sabem tocar? – perguntou.
- Porque antes de ontem eu andei dando uma espiada na casa... E eu vi que tinha um quarto de música... – Ela disse.
- Sua safada! – disse para a irmã.
- Safada o caralho! Esperta. – .
- Bom, gente, eu vou ter que ir pra casa... – Julie disse se levantando.
- Mas já? – perguntou.
- A não ser que você queira que eu fique um pouco mais...
- Eu quero. – puxou a para seu quarto.
- SAFADINHOS! – disse para o irmão e sua namorada.
- Ai, ai... Eu preciso de alguém... – bufou.
- EU TO AQUI, NEGA! – disse pra irmã.
- Você não serve. – .
- Eu não tava falando nesse sentido, mas tudo bem... Agora eu vou falar com os garotos novos. – levantou-se e saiu pela porta.
- Que barulho é esse? – perguntou assustada.
- Deve ser seu irmão e a namorada... Eu é que não vou ficar aqui. – falou indiferente.
- Vou com você. – As duas saíram em direção ao play do prédio.
A essa hora da manhã o play estava deserto. As duas deitaram de cabeça pra baixo num banco e olharam para cima vendo as janelas dos apartamentos. Ficaram ali conversando até que avistaram duas cabeças em uma das janelas.
- OLHA AQUELES DEUSES NAQUELA JANELA! – gritou e apontou para uma das janelas.
- Um, dois, três, quatro, cinco, seis... – contou. – SÃO OS GAROTOS NOVOS!
- A gente tem que dar um jeito de chegar perto deles... – suspirou.
- É... A gente podia vender biscoito se fossemos mosqueteiras...– deu a idéia.
- É ESCOTEIRA SUA IDIOTA! – inteligente gritou para a amiga.
- DE QUALQUER JEITO... Poderíamos...
- E onde é que a gente ia arrumar a porcaria da fantasia de escoteira? – perguntou.
- Comprando...
- E onde é que vende? – perguntou.
- Sei lá, vamos ver na Internet – As garotas subiram e entraram no computador. Só acharam uma loja de fantasias que tinha fantasia de escoteiro... O nome era: Hot Chilly Costumes.
××
- É ali! – disse apontando para uma loja na esquina enquanto desciam do táxi.
- Impossível! – Disse – Checa de novo o nome.
- HOT CHILLY COSTUMES… - disse pausadamente.
- Mas ali é uma loja de fantasias ERÓTICAS, ! ERÓTICAS! - disse revoltada.
- Eu sei, mas vamos entrar… - Ela disse.
- Ok… - As duas entraram e olharam a sua volta. As fantasias eram curtas e MUITO indecentes. Logo, uma mulher com uma fantasia de “Alice no país das maravilhas” as atendeu.
- Olá, meu nome é Alice e Bem-vindas ao país das maravilhas! – A mulher disse. – Precisam de ajuda?
- Sim, a gente gostaria de ver duas fantasias de escoteiras. – pediu.
- Sigam-me. – A mulher levou as duas até uma arara que tinha varias fantasias como: enfermeira, empregada, ninja…
- Nós vamos levar todas dessa arara! – disse.
- TODAS? QUE ABSURDO! – disse indignada.
- Pode ser muito útil no futuro. – Ela comentou.
- Então, ta… vou ver o preço para vocês. – Alice disse pegando todas as fantasias.
- Obrigada. – agradeceu.
- Ficou… 2500 libras. – Alice.
- O QUE?! DOIS MIL E QUINHENTAS LIBRAS? QUE HORROR! – gritou olhando para a nota.
- Ta, aqui está a minha parte. – deu 20 libras para a mulher.
- O QUE? VINTE LIBRAS? – se indignou.
- Eu não quis comprar toda a arara. Estou comprando a minha fantasia que eu vou usar e não as que vão enfeitar o armário. – Ela disse para a amiga.
- AAAH, lá se vai a minha mesada… - deu o resto do dinheiro para a mulher e pegou as fantasias.
××
Ding Dong – A campainha tocou.
- JA VAI! – Elas ouviram a voz de . – Oi… onde vocês foram?
- Comprar fantasias… - respondeu.
- Pra que? – perguntou.
- Não interessa. – respondeu e as duas entraram.
As duas foram andando até o quarto. Elas colocaram suas fantasias de escoteiras e se olharam no espelho.
- MY GOD, ESTOU MUITO HOT! – disse ao se olhar no espelho.
- Vamos lá! – sugeriu.
- Ahan... – Elas pegaram umas caixas de biscoito na cozinha e desceram para o sexto andar.
tocou a campainha e logo ouviram o som de passos firmes andando até a porta.
- UOU... – disse assustado.
- Olá... Somos escoteiras. – disse.
- Estamos vendendo biscoitos para doar o dinheiro... – continuou.
- Está interessado em uma caixa? – perguntou.
- ! – gritou.
- Oi, ? – apareceu na porta. – UAU! Contratou prostitutas, ?
- Não, essas escoteiras querem saber se nós queremos biscoito. – Ele disse para o amigo.
- Depende... Se for de chocolate. – disse.
- Temos de chocolate e limão – disse mostrando os biscoitos para .
- Eu vou querer dois de limão, e você ? – perguntou.
- Vou querer dez de chocolate e quinze de limão. - disse olhando nos olhos de .
- Nossa , quer engordar? – perguntou com uma voz gay.
- Não... só quero ajudar os necessitados – disse olhando fixamente para as pernas de .
- Ah claro... Espera aí que eu vou pegar o dinheiro - disse entrando na casa.
- Querem entrar meninas? – perguntou.
- COM CERTEZA! – As duas disseram em coro.
As duas garotas entraram na casa e sentaram num banco, e ficaram se encarando enquanto fitava os biscoitos querendo comer um gulosa como sempre.
- Aqui está - disse com o dinheiro na mão. -Onze libras e cinqüenta centavos servem?
- Servem sim - disse levantando e estendendo a mão enquanto colocava o dinheiro sobre ela. A garota segurou o dinheiro e junto à mão de , ele retirou a mão dela por cima da dele e colocou a dele por cima, a menina retirou a dele e colocou a dela, ficaram fazendo esse movimento até que gritou:
- CHEGAAAA!
- Obrigada... – disse e sorriu para .
- Que isso... – Ele abriu a porta e saiu. estava prestes a sair quando foi segurada pela cintura.
- Oi? – Ela perguntou.
- Voltem mais vezes! – sorriu para ela e saiu.
As duas subiram para casa, animadas, e ao chegarem deram de cara com e Kayla (sua namorada) na pegação no sofá. Tentaram passar despercebidas, mas a tentativa foi em vão.
- QUE ROUPA É ESSA? – perguntou olhando para .
- QUE CARA VERMELHA É ESSA? – perguntou.
- Nasci com ela. – disse.
- Pois é... Nasci sem ela. – As duas passaram e foram para o quarto.
As meninas ficaram conversando até que a conversa foi interrompida por batendo na porta do quarto.
- QUE É? – perguntou.
- Vamos receber uma visita e gostaríamos que vocês trocassem de roupa. – Ele pediu.
- Ta bom. – As duas disseram com raiva.
- Eu odeio o ciúme que eles têm da gente. – comentou.
- Eu também. Dá vontade de sair pelada de propósito. – disse e bateu com força na mesa de cabeceira ao seu lado.
- Pelada a gente não pode sair... Mas com pouca roupa pode... – disse com um sorriso malicioso.
Elas trocaram suas roupas de escoteiras por um short curto, um top e um colete. Quando terminaram de se arrumar ouviram a campainha tocar.
- , to com sede. – disse depois de um tempo conversando com a amiga.
- É, eu também. Bora lá pegar água? – assentiu e as duas saíram do quarto. Escutaram vozes na sala e quando passaram por lá viram e sentados conversando com e .
- EU DISSE PRA TROCAR DE ROUPA, NÃO PARA TIRAR AQUELA E COLOCAR UMA MAIS CURTA! – gritou para as meninas.
- As escoteiras... – cutucou o braço de .
- É, as escoteiras... – repetiu.
- Eu não sabia que elas tinham namorado. – disse com uma voz triste.
- Boiei... – .
- Afundei... – .
- O QUE? ESSE DAÍ? MEU NAMORADO? ELE É O CARMA QUE EU CARREGO DESDE QUE NASCI! – gritou e assentiu.
- Então o que fazem aqui, escoteiras? – perguntou desconfiado.
- Escoteiras? – e perguntaram em coro.
- É, elas são escoteiras. – justificou.
- Elas foram lá pra casa, vestidas de escoteiras, vendendo biscoitos para a caridade hoje... E nós compramos. – disse.
- DETALHE: Nunca disse que iríamos doar para caridade... Doamos para nós mesmas... – disse.
- ELAS NÃO SÃO ESCOTEIRAS NEM AQUI NEM NA CHINA! – gritou.
- Já disse que amo todos vocês, né? – perguntou. – Vamos, , não precisamos de água.
- É... – disse. – A coisa ta feia. – As duas foram para o quarto.
Capítulo dois - Kisses.
e já tinham ido dormir e os meninos estavam tocando na sala ao lado. acordou no meio da noite morrendo de sede e foi buscar água.
××
- To com sede e vou pegar água, alguém quer? – perguntou.
- Eu quero, Brodi. – pediu.
- Ok. – Ele saiu do quarto e foi em direção a cozinha. abriu a geladeira, mas uma mão com unhas pintadas pegou a garrafa d’água. – EEI! – Ele gritou. Quando levantou a cabeça se deparou com irritada. – Ooops, mal.
- Oi... – Ela disse desanimada.
- Oi, escoteira. Já vi que você gosta de usar roupa curta, né? – O garoto disse enquanto colocava água em quatro copos.
- Sim, algum problema? – Ela perguntou. colocou os copos em uma bandeja e se virou para responder.
- Não... Mas quando você for minha namorada... E... Ops... Er... É que... Tchau! – pegou a bandeja e rumou em direção ao quarto.
- Ta booom... – pegou a garrafa d’água e despejou em um copo, foi até o corredor e gritou para , que estava prestes a entrar no quarto:
- VOCÊ VAI PASSAR A NOITE AQUI? – Ele assentiu e entrou no quarto.
voltou para seu quarto e dormiu.
××
acordou às 8h30 da manhã, foi ao banheiro, fez sua higiene básica e foi andando até a sala. No meio do caminho olhou para o lado e viu a porta do quarto de seus irmãos fechada. Não resistiu de curiosidade, afinal a porta sempre estava aberta, e a abriu.
- OH MEU DEUS, isso é um sonho? - se perguntou enquanto via dormindo sem camisa. Ficou olhando ele dormir por uns instantes até que ele acordou e a viu.
- Oi. – Disse ele ainda sonolento.
- TCHAU. – Ela gritou e andou rápido pelo corredor até chegar à cozinha. Pegou um copo d’água e bebeu.
- Oi de novo – Disse (sem camisa).
- Ah... Oi... Você acha educado andar pela MINHA casa nessas condições?
- Você acha educado andar em casa nas SUAS condições?
- Essa casa é minha. – disse olhando para ele.
- E eu sou um convidado – falou olhando nos olhos dela.
- Tudo bem, eu prefiro você sem camisa mesmo! – deu de ombros e depois de perceber a merda que ela falara, deu um tapa na boca.
- O quê? – Perguntou animadinho.
- Er... Tô de boca cheia - disse e mordeu um pedaço da maçã que estava ao seu lado.
-Ta bom... Mas sabia que não é legal ficar te olhando assim desse jeito?
- Pena que eu não posso dizer que você também ta gordo.
- Não, você não ta gorda, você ta muito hot!
- Obrigada – disse de boca cheia dando a última mordida na maçã.
- É feio falar de boca cheia... - falou e deu seu sorriso maravilindo.
- É, mas eu já acabei a maçã.- .- Minha boca ta vazia agora.
- Não por muito tempo – Ele disse enquanto pegava a cintura da garota e a trazia para junto de seu corpo com força. Seus lábios se tocaram e eles se beijaram. entrelaçou seus dedos nos cabelos de puxando-o para mais perto de si e o garoto colocou suas mãos na cintura dela. foi levando até o sofá da sala, onde os dois se jogaram. ficou de joelhos enquanto ficou sentado agarrando-a pela bunda,os dois se beijavam profundamente, e aproveitando do fato de não ter ninguém mais na sala eles começaram a se ‘acariciar’. Quando estava prestes a descer o zíper da bermuda de e ele de abrir seu sutiã,eles notaram a presença de alguém...
- OLHA A PUTARIA! - gritou pasma olhando para os dois.
- ? Desde quando você ta ai? – perguntou assustada.
- Desde agora e graças a Deus eu vi isso antes do ou do , senão ia sair besteira! MUITA BESTEIRA!
- Obrigada, de certa forma. – .
- Eu vou me retirar. - disse enquanto andava pelo corredor.
- Ela chegou bem na hora. – se dirigiu a .
- É, isso já tava virando loucura.
- Pois é... Já tava mesmo... - disse – Eu vou para o meu quarto. Pensar um pouco...
- Er... Me dá um beijo? – pediu envergonhado. sorriu, o beijou e foi andando para o quarto ainda meio zonza pelo que acontecera.
- ! Que putaria toda era aquela? Vocês iam acabar se comendo ali no meio do sofá! - bronqueou enquanto entrava no quarto.
- Eu sei cara... Eu tava em transe.
- Você é mega crazy menina... Tsc tsc, seu irmão é ! Cuidado... - .
- Eu tomo cuidado, eu tomo juízo, eu tomo cerveja, vodka, caipirinha... - .
- Hunf... Olha, eu vou chamar o , o e o para irem tomar café da manhã já que o já ta acordado. Até demais... - disse enquanto saía pela porta. Entrando no quarto, viu que e já haviam acordado. estava se arrumando, para ser mais exata, passando um perfume, que por sinal era muito cheiroso.
- Vocês ficaram compondo músicas ou ficaram no computador a noite toda? - perguntou para , vendo o computador com uma luzinha piscando na cpu, que era sinal que o computador estava ligado há tempo demais.
- Os dois. - disse meio sem graça.
- Deixa eu desligar isso. – disse sentando na cadeira na frente do computador.
- NÃO! - Ele gritou - Você não vai gostar de abrir essas janelas. – disse com um sorriso amarelo.
- Ta bom então... - disse enquanto saia da cadeira – Desliga e vai tomar café da manhã lá na mesa com a gente depois.
- Eu não vou tomar café da manhã aqui hoje. – Disse .
- Ah... Ta bom então... Tchau. – disse se aproximando da porta.
- ! – Gritou .
- O quê? – Ela perguntou se aproximando dele.
- Desculpa por ontem, tá? – .
- Tudo bem. – Ela disse saindo de perto do garoto, quando ele a puxou pelo braço e a trouxe para perto dele. agarrou seus cabelos e trouxe o rosto de cada vez para mais perto dela.
- , eu... – disse meio sem consciência do que iria dizer.
Mas a garota não teve tempo de contestar, pois ele a calou com um beijo. Logo os dois estavam conectados como se não houvesse mais ninguém por perto, só , e...
- ! – a Voz de quebrou o silêncio.
- OOOOI? – gritou para o amigo.
- SABE ONDE ESTÁ O ? – Ele perguntou.
- DEVE ESTAR NO QUARTO! – sugeriu. e ouviram os passos de e cessaram o beijo.
- E agora? – perguntou assustada.
- SEI LÁ! – gritou. abriu a porta e deu de cara com e um de frente para o outro.
- Opa... – murmurou antes de se jogar no chão. – Deixei cair...
- O que? – perguntou desconfiado.
- Er... – pegou a primeira coisa que pode tocar e estendeu. – Minha... Minha samba-canção dos simpsons!
- ELA É MINHA! – gritou pegando a cueca da mão dele.
- Aaan... Então... ME VENDE? – perguntou.
- Não! – exclamou. – ... Aloou! Terra chamando! – acenou na frente de seu rosto.
- Ah... Claro... TCHAU! – Ela disse e saiu do quarto em direção ao seu.
- Por que vocês dois estavam aqui sozinhos? – .
- Ah, ela veio aqui para... Forrar a... Cama. – improvisou meio desajeitado com a resposta fula que acabara de dar.
- Estranho... A nunca gostou de arrumar nada... É sempre o que arruma... – disse desconfiado.
- Ér né... Estranho... – .
- Tchau , vou tomar café da manhã. Vem pra mesa com a gente. – o convidou já desconvencido de que o novo amigo tivesse aprontando algo.
- Eu vou daqui a pouco... Ufa. – respondeu feliz por ele ter ‘aceitado’ sua mentira.
××
- ! – gritou ao entrar no quarto.
- Sim? – A menina se virou para a amiga desesperada.
- Amiga! – se sentou na cama ao lado dela.
- Outro sim?
- EU PEGUEI O GOSTOSO DO SEXTO ANDAR! – Seus olhos brilhavam como os de uma criança.
TOC TOC – Elas ouviram uma batida na porta;
- , , o café ta pronto! – gritou do outro lado da porta.
- Ta bom, a gente já ta indo – gritou enquanto as duas andavam até a porta. Sentaram-se na mesa e comeram seus waffles quietas, tudo estava indo bem até que...
- AAAAH, AAAAAH, AAAAH – Disse sambando que nem uma nega maluca.
- O que é isso, ? Eu me envergonho do meu irmão. – suspirou.
- São formigas, ! Formigas subindo no meu pé!
- Formigas? Que absurdo! Por que elas estão aqui? Quem foi o idiota que deixou restos de macarrão com salsicha no chão? – perguntou indignada.
- Heheheh. – deu sorrisinho de lado.
- , eu vou te MATAR! – Gritou enquanto levantava da cadeira.
- Calma , me passa o telefone – pediu ao irmão. entregou o telefone em suas mãos e teclou o número da dedetizadora.
- 2569-6969 INSETIZANDO... – disse enquanto esperava atenderem.
- ! É muito mais caro. – fitou a irmã.
- Mas é muuuuito melhor. – fez graça. Enquanto isso falava no telefone.
- Gente, os carinhas da detetização vem ao meio dia. Falando em meio dia, o que tem para comer hoje, ? – Perguntou para o irmão.
- Deixa eu ver. – disse enquanto abria a despensa – Er... Não tem nada, .
- NADA? Quem foi o escrúpulo que comeu toda a comida da dispensa? – perguntou indignada e deu de novo seu sorrisinho de lado. - , eu vou te MATAAAR! – gritou levantando-se da cadeira mais uma vez.
- Calma, gente. - , que até então estava calado, disse. - Vocês podem almoçar lá em casa hoje.
- Obrigada .- , , e .
- É melhor vocês saírem logo daqui. – disse olhando para o chão que estava lotado de formigas.
- Melhor mesmo... – murmurou.
××
- Não liguem a bagunça! – pediu enquanto todos entravam na casa. Estava exatamente como no dia em que as meninas foram lá. Tinha uma camisa pendurada no encosto de uma das cadeiras, um pé de um tênis da Nike quase em baixo do sofá e um perfume delicioso vindo do quarto. Era o mesmo perfume que havia passado naquela manhã.
- Mais bagunçado do que aquele chiqueiro não tá. – comentou risonha.
- A culpa é toda do ! – acusou o irmão.
- EEI! A culpa é PARCIALMENTE minha... Mas eu não fico andando que nem uma profana pela casa. – disse.
- Realmente... Você ficaria horrível de puta! – entrou na cozinha logo atrás de . Ele abriu a geladeira e virou-se para ela.
- Gosta de lasanha? – perguntou para a menina apontando para uma lasanha na geladeira.
- Ahan... Esse é o almoço? – perguntou.
- Sim. – O menino sorriu. Um sorriso perfeito na visão de . Um sorriso estonteante.
- Ótimo... – Ela sorriu de volta.
Depois de estarem todos sentados na mesa e da lasanha estar quente, todos estavam comendo e conversando.
TIN DON – Eles ouviram a campainha.
- JÁ VAI! – gritou se levantando e indo abrir a porta.
- Olá... – Astolfa murmurou com um sorriso malicioso no rosto. – Vim dar boas-vindas... Posso entrar? – O garoto assentiu e ela entrou. Ao ver que e estavam sentadas à mesa, virou-se para , que já havia se sentado novamente. – Eu, minha irmã, meu pai e minha mãe síndica estamos muito felizes de ter vocês no condomínio. Estamos muito felizes que almas tãããão bonitas tenham vindo enfeitar o prédio. – Ela piscou para .
- Agradecemos! – gritou.
- Não foi chamada na conversa queridinha. – Astolfa disse um pouco antes de se jogar em cima de que estava sentado e começar a “montar nele”. – EU SEI QUE VOCÊ NÃO RESISTE A MIM!
- EI EI EI! – Ele gritou.
- SAI DE CIMA DELE SUA PUTA DE MERDA! – disse e pulou em cima da garota que caiu no chão. Astolfa puxou o cabelo de esta deu-lhe um soco no nariz. As duas ficaram se batendo enquanto os outros tentavam separar a briga. pegou Astolfa pela gola da camisa e a levantou.
- Você não é bem-vinda aqui! – gritou. – ME DÁ UMA VASSOURA! – obedientemente foi até uma portinha branca ao lado da sala e pegou uma vassoura. Ele deu a mesma a . – SAI DAQUI! SAI! SAI! – Ela disse dando vassouradas na menina.
- ! – gritou e todos se sentaram a mesa.
O almoço passou silenciosamente. Todos olhando para e olhando para . A raiva estava estampada na cara da menina.
××
- Vamos ensaiar, gente! – sugeriu depois do almoço. , e foram para a sala de música e e ficaram conversando.
- , eu vou lá pra varanda pensar um pouco. – disse.
- Ok, amor. – deu um abraço nela, consolando-a.
foi até a grande varanda que havia na casa dos meninos e sentou-se em um banco de madeira que havia lá. Ela ficou olhando para o céu e logo ouviu passos atrás dela.
- ? – perguntou e a menina virou o rosto em sua direção.
- Ah, oi. – Ela murmurou antes do menino sentar-se ao seu lado.
- Você sabe que ela que fez aquilo, não? Eu não reagi, não queria causar problemas com a filha da sindica... – se justificou.
- Tudo bem... Ela sempre faz isso com os garotos que eu gosto... – disse triste.
- Você gosta de mim? – perguntou com um sorriso bobo no rosto.
- Não, sabe? Você foi só um bode que passou pela minha vida... – Ela falou sarcasticamente.
olhou nos olhos da menina que desviou o olhar para o por do sol. Quando ela voltou a olhar dentro de seus olhos, colocou uma de suas mãos em seu cabelo e a outra na cintura da garota forçando que seus corpos se tocassem. Ele aproximou seu rosto e seus lábios se tocaram em um beijo. subiu uma de suas mãos para o peito do garoto e a outra ela pousou no pescoço dele.
segurou a mão de depois que separaram seus rostos e ficaram olhando para o por do sol. Ela encostava a cabeça no ombro dele e ele a envolvia com seu braço.
- Snif, snif... – Eles escutaram. Os dois olharam para trás e viram com lágrimas escorrendo de seus olhos.
Capítulo três - In love
- ? – Os dois se viraram assustados. –, ta tudo bem? – perguntou.
- É, é, é tão lindo... – balbuciou afogando-se em lágrimas.
- Ta bom, ele ta bêbado! Vamos descer . – disse enquanto se levantava.
- Não consigo. – choramingou.
- ... – lançou um olhar para ele.
- Ta bom. – se levantou e pegou no colo como se ele fosse uma noiva recém-casada.
- Quer casar comigo? – Perguntou chorando.
- Não ... Acho que você bebeu pinga demais. – olhou seriamente para e o levou para o quarto onde estavam , e .
- Onde vocês estavam e por que o ta chorando desse jeito? – .
- Não dá pra perceber que ele ta bêbado não? – respondeu confusa.
- Nossa, o é fraco pra bebida mesmo, ele nem abriu a segunda garrafa.
- Deixa quieto . – .
- Ta bom... Eu acho melhor a gente dar uma pausa. – .
- É verdade, eu tinha marcado com a Kayla de sair e só vou voltar de madrugada. – disse.
- O que você acha de sair também ? – sugeriu. – Você e a Julie?
- Não! Eu vou ficar aqui com os meus amigos... – falou com o pouco de voz bêbada que ele ainda tinha.
- Ah ... Você ta bêbado. Vou te levar pra Julie e te dar um jeito. – .
- Ta bom... Mas tomem cuidado meninas. – disse enquanto se dirigia ao banheiro.
- Ah, por medida de segurança, vê se o apartamento já ta liberado. – pediu.
- TA BOM, ! – gritou.
- , posso usar seu telefone? – perguntou.
- Pra quê? – perguntou.
- Eu vou ligar para a INSETIZANDO e ver se a nossa casa já ta liberada.
- Por que vocês não passam a noite aqui? – sugeriu e sorriu.
- Pessoal, a gente já vai sair. – . – Você já ligou para a Insetizando ?
- Já sim , ainda não pode não, só amanhã. – olhou para .
- Ah ta. – foi saindo pela porta com atrás ainda em estado de choque (ou de bêbado).
- E então o que a gente vai fazer...? – sorriu tarado para .
- Dormir! – gritou andando para o quarto. – Brincadeira. – Ela disse rindo da cara de tacho que fizera.
- A gente podia ver um filme. – deu a ideia. – Eu faço a melhor pipoca do mundo.
- Boa idéia! A gente tem um bando de filmes. Do que vocês querem ver? – perguntou.
- Comédia! Eu amo comédias! – pediu com os olhos brilhando.
- Eu vou pegar o filme. - .
- Eu vou fazer a pipoca. – .
- Eu te ajudo . – (com um sorriso sexy).
- E eu vou DORMIR! – declarou.Todos olharam para ela. – Nossa que medo da cara de anus de vocês... Era brincadeira...
Todos faziam alguma coisa, procurava o filme em uma das três caixas lotadas de DVDs, fazia a pipoca , se agarrava em e dormia (é, ela não resistiu).
- ACABEI – gritou.
- Vem logo . – . correu até a sala, ligou a televisão, colocou o filme e acordou . sentou no canto esquerdo do sofá, sentou no chão á baixo dela, e sentaram no chão em baixo da ponta direita do sofá e ficaram se beijando. Não parecia que eles iriam prestar alguma atenção no filme.
- , você tem certeza que um filme com esse nome é comédia ? – perguntou apontando para a TV.
- É sim . – – O nome é só de brincadeira.
O filme começara, um quarto, uma menina falando no celular com o namorado,ela desliga o celular olha para o espelho,olha para o espelho... Fica uns 2 minutos olhando para o espelho... Ela se vira e vê A SAMARA.
- AAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAH – gritou e arranhou a bochecha de que estava segurando.
- AAI MINHA CARAAAA. – gritou.
- Você disse que o filme era de COMÉDIA... Você não sabe o que é comédia? Porque eu não acho isso engraçado. – gritou com o coração palpitando.
- Eu não achei nenhum de comédia,eu só não falei isso pra você porque se não você não ia ver. – .
- Que absurdo.
- Eu sei, desculpa ... mas agora a minha bochecha está arranhada e tá doendo sabia?! – .
- Desculpa também. Eu vou pegar um gelo pra você. – disse para , dirigindo-se à cozinha. Pegou um gelo para e colocou em sua bochecha, ficou como uma boa enfermeira,ao lado de , mas sempre que se assustava com o filme ganhava mais um arranhão.
- Pronto, acabou. - disse . - Quantos arranhões eu tenho ?
- Um, dois, três... Treze. – Disse ela meio envergonhada.
- , ; o filme já acabou! Vocês prestaram atenção em alguma coisa ou ficaram se beijando o filme inteiro? – perguntou.
- Ah, a gente? - interrompeu seu beijo com . – Claro que a gente prestou atenção... Muito engraçado o filme né?
- Claro, SUUUPER! – .
- O que é isso espalhado pelo seu corpo ? – .
- Nada não. – olhou para .
-Já são duas da manhã gente! Daqui a pouco o e o chegam. – alertou . – arruma essa bagunça que eu vou dormir.
- EU? Por que eu? – perguntou injuriada.
- Porque você dormiu enquanto a gente tava trabalhando. – explicou.
- Vocês são uns ingratos, eu dou todo o suporte emocional do mundo pra vocês e é assim que vocês me tratam... - bufou. – Me ajuda ?
- Ajudo sim, se eu conseguir. – .
- Ta gente, boa noite. – foi em direção ao quarto de hóspedes.
- Quer dormir comigo ? – perguntou.
- Eu até queria... Mas daqui a pouco o e o tão aí...
- Ah, ta bom então. – disse desapontado.
××
- . – disse enquanto tentava acordar a amiga. – ACORDAAA.
- Eu não... vai se ferrar... vai comer merda. – reclamou e voltou a dormir. ‘Ótimo’ pensou.
- Eu vou para a piscina tá?
- CALA A BOCAAA. – gritou. colocou seu biquíni, pôs uma saída de praia, um chapéu, um óculos e desceu para a piscina. Sentou-se em umas daquelas cadeiras de tomar sol e ficou lá pensando.
××
- Acorda , ACORDA! – o balançou.
- Pra quê? Quem morreu? – perguntou.
- Ninguém, pelo contrário. Olha quem esta lá em baixo. – .
- Quem? Lady Gaga? – .
- Não, a .
- O que ela ta fazendo lá em baixo á essa hora? – perguntou.
- Olha você. – . se levantou ainda morrendo de sono e foi até a janela olhar.
- WOW! Acordei agora! Nunca tinha visto ela de biquíni. – babou.
- Vai descer ou vai ficar aí com a sua Poker Face?
- É óbvio que eu vou descer - tirou sua bermuda e colocou uma de banho, terminou de se arrumar e desceu. estava olhando a piscina e colocando o pé nela para medir a temperatura da água. Estava muito fria, com certeza ela não entraria agora, ela se virou e...
- Oi – a cumprimentou fazendo a garota se assustar e cair de costas na piscina.
- AAAAAH, EU NÃO SEI NADAAAR! – gritou.
- Calma! Eu vou te salvar. – disse enquanto pulava na piscina. Pegou no colo e os dois saíram dela.
- Ah, não me põe no chão não... – . - Eu to me sentindo a Cinderela.
- Nossa, você quase se afogou e mesmo assim ainda tem cabeça para se achar a Cinderela! – deu um risinho.
- Eu não quase me afoguei, eu sei nadar. E muito bem, ganhei medalha de ouro em seis das dez competições de natação que eu participei. – se justificou. - Só falei que estava me afogando porque eu queria que você me carregasse no colo.
- AH, Claro...- disse com um sorriso enorme no rosto por saber que a paixonite dele era correspondida.Os dois sentaram-se nas cadeiras de praia e ficaram ali jogando conversa fora.
××
- Bom dia . – parou na porta no quarto de que estava olhando a janela.
- Oi , entra.
- Ta olhando o que na janela? – perguntou curiosa.
- O e a lá em baixo na piscina, é muito engraçado ver como as pessoas são ridículas quando estão apaixonadas.
- Nossa , você é muito insensível!
- Sou? Então vem aqui na janela ver. - foi na janela e viu e conversando, olhando nos olhos um do outro, rindo...
- Que falta eu sinto de um bem, que falta me faz um xodó... Mas como eu não tenho ninguém... Eu levo a vida assim tão só... - cantarolou e suspirou.
- Um, para de cantar essas músicas que só quem canta bem aqui sou eu. Dois, obrigado por me chamar de ninguém. – .
- Você ainda não entendeu o recado seu lerdo? Vai ficar ai se achando ou vai começar a fazer o que você já deveria ter feito antes? – bronqueou. No mesmo instante -acabei-de-me-tocar tomara a cintura da menina e lhe deu um beijo sufocante. colocou suas mãos no pescoço dele e o trouxe para mais perto, colocou suas mãos cruzadas na barra da blusa do baby doll da garota e tirou deixando-a nua na parte de cima,ela colocou suas mãos na bermuda de e a tirou com a maior facilidade do mundo,deu uma risada e foi trazendo até a porta do quarto, enquanto o agarrava com uma mão trancou a porta do quarto com a outra.
- Tem camisinha? - perguntou parando o beijo.
- Tenho sim, aqui – disse enquanto pegava uma em sua gaveta.
- Que bom que você tem. Por que você vai precisar. – Disse voltando a abraçar , tirando suas boxers e jogando-o na cama.
-AAAI MEU ARRANHÃO! - Foram as ultimas palavras decentes daquele quarto.
××
e estavam conversando, zoando, rindo, se divertindo nas cadeiras de praia. Era um dos momentos mais felizes da vida dos dois, colocou sua mão em cima de seu tórax e quase se queimou:
- AAH, ta quente! – Ele gritou.
- Calma garoto. – disse colocando suas mãos no tórax de . colocou suas mãos sobre a mão de e olhou para ela.
- É melhor você parar , minha mão já ta fritando. – Ela o puxou pela mão e os dois mergulharam na piscina. a trouxe para perto de si e os dois se beijaram.
- Sabe de uma coisa? – . - A gente pode se conhecer a bem pouco tempo, mas você já é muito importante pra mim...
- Nossa ! Você também é muito importante pra mim. – . - Ah quer saber? Vem cá. - disse pegando a mão de , saiu da piscina e correu pelo play .Os dois entraram na parte coberta do play, abriu uma portinha que havia em uma das paredes e puxou para dentro. Era a escada; sentou no chão e sentou em seu colo com seu rosto virado para o dele,os lábios deles se tocaram e os dois se beijaram. trouxe o corpo de para perto do dele com força, puxou o laço da parte de cima do biquíni de , colocou suas mãos sobre o laço das costas e...
- Olha o respeito! – Seu João (o outro porteiro) acabou com a ´festa´. - Onde vocês estão com a cabeça? Nem são casados! Onde esse mundo vai parar?
- Ah não! De novo não! – bufou indignado.
- Calma . Desculpa Seu João. – disse dando um laço na parte superior do biquíni, nem teve tempo mais para se lamentar porque já estava o levando para cima das escadas. Seis andares depois eles chegaram. abriu a porta da casa e os dois entraram correndo.
- É melhor você pegar a camisinha. – avisou.
- A porta do quarto ta trancada e todas as minhas estão lá dentro. – olhou para baixo.
- A porta não vai atrapalhar dessa vez. Eu tenho umas na minha bolsa. – Os dois entraram no quarto de hóspedes e enquanto trancava a porta, pegava a camisinha.Camisinha pega, porta trancada os dois voltaram a se agarrar. tirou a parte de cima de seu biquíni e o trouxe para perto dela,os dois começaram a se beijar e tirou a parte inferior do biquíni dela. tacou o garoto na cama.
Um tempo depois os dois casais (se é que eles se consideravam casais) já estavam dormindo e e inocentes que eram não faziam a menor idéia do que estava acontecendo nos quartos ao lado.
Capitulo quatro – Let’s get this party on
Depois de uma soneca ao lado de , levantou e foi até a cozinha. Ela tirou tudo o que gostava do armário: A massa de panquecas, um tablete de chocolate, leite, leite condensado e alguns ovos só para dar alguma consistência. Ela misturou e acabou saindo uma gororoba um tanto quanto nojenta.
- ! – gritou ao entrar no quarto.
- Oi? – Ele saiu do cômodo só com a calça jeans que estava usando na noite anterior.
- GOROROBA DE CAFÉ! – A menina apontou para a cozinha.
- Não é possível que já seja de manhã, ! – foi até a janela e abriu a cortina. Ele apontou o céu escuro para a garota que murchou o sorriso.
- Aaah, ta TÃO gostosa... – Disse desanimada. a pegou pela cintura em um abraço. – Ok, , pode me soltar agora que eu tenho que ir preparar o jantar. Me empresta sua camisa? – Ela apontou para o seu corpo já que estava só de roupas intimas.
- Claro. – Ele jogou uma camisa preta para a menina que a vestiu.
- Nossa – fez uma careta. – Estou muito sexy! – Ironizou.
- Mesmo. – lhe deu um beijo.
- Ok, mas não posso me distrair porque tenho um bando de esfomeados pra alimentar.
- Quis dizer: eu, e ? – andou atrás da menina até a cozinha.
- Vocês mesmo. – Ela sorriu enquanto colocava o prato de gororoba na geladeira.
- Aliás, qual é o menu, chefe?
- Não sei, depende. O que tem na sua casa? – Indagou andando até a dispensa novamente.
- Sei, não. Vamos pedir uma pizza?
- Acabou com o meu barato... – bufou. – Só se for de calabresa.
- Ta. – discou o número da pizzaria e, consequentemente, pediu uma pizza.
- Boa noite, gente. – murmurou saindo do quarto.
- Oi, amiga. – acenou para que acenou de volta. – Com fome?
- Ahaaan – Ela respondeu.
- O pediu uma pizza de calabresa. Deve estar chegando. – As duas se jogaram no sofá impacientes.
- Oi! – saiu do quarto e deu um beijo em . – Ae! Hoje tem a festa daquele garoto. – lembrou.
- Que festa? Que garoto? – perguntou curiosa como sempre.
- Um garoto. Ele convidou a gente mais por causa das garotas... – disse enquanto fechava a porta de casa com a pizza na mão.
- Mas agora vocês não precisam mais de outras garotas. – murmurou decidida.
- É verdade, mas não somos seus namorados, então... – justificou. levantou-se do sofá e andou até ele.
- É, né. – Olhou de cara feia pra ele, cruzando os braços.
- Calma, amor. – Ele disse – É só palhaçada.
- Acho bom, . – se jogou no sofá novamente um pouco ressentida.
- E vocês querem ir? – perguntou indiretamente.
- Sim... – respondeu tímida.
- Mas é claro que sim! – completou.
- Ótimo. Vão para casa se arrumar e eu passo lá às 20:00 pra nós irmos. – falou e as meninas logo saíram da casa em direção ao décimo andar. Elas tocaram a campainha e logo veio atender.
- Oi, meninas, quanto tempo! Lembraram que tem casa? – Ele perguntou sorridente.
- Sim, sim. Eu estava entretida demais para lembrar disso, querido irmão. – e riram juntas e passaram direto pelo garoto até o quarto.
- Eu tomo banho primeiro. – pegou sua roupa e se trancou no banheiro.
Dali à um tempo, ouviram a campainha tocar.
- EU ATENDO! – Gritou saindo correndo do quarto e abrindo a porta. – Heey, !
- Oi, . – Ele deu um abraço na menina.
- A ta lá no quarto só calçando o sapato. Pode entrar. – falou, mas é claro que ele havia entrado antes mesmo de ela convidar. Ela seguiu o menino até o quarto.
- Oi, ! – deu um selinho na garota que se olhava no espelho.
- Oi, babyski. – pegou a bolsa em cima da cama antes de virar-se novamente para os amigos. – Cadê o ?
- No carro esperando. Então vamos? – Ela assentiu e os três desceram em direção ao carro.
- Oi, gente! – exclamou ao ver os amigos e entrarem no carro. – Ta linda, ...
- Valeu, . – Agradeceu um tanto quanto envergonhada dando um beijo na bochecha do menino. e foram atrás juntos.
- Ae, ! – – É meio estranho ficar vendo isso, ok.
- Deixa eles. – sorriu.
Quando chegaram, parou o carro no portão da casa e os quatro entraram.
- Que casa foda essa. – disse enquanto entrava de mãos dadas com .
- Pois é... – .
- ! ! – Um garoto loirinho se aproximou. – Quanto tempo, hein?
- Pois é... – balbuciou passando a mão no cabelo.
- Essas são e . – apontou as duas.
- É um prazer ter garotas tão bonitas na minha festa.
- Obrigada. – As duas disseram em coro.
- Quer dançar? – perguntou para que assentiu sorrindo.
- Vamos lá fora, ? – apontou para uma porta de vidro que mostrava um jardim grande e belo.
- Claro. – Os dois saíram e se sentaram em um banco de madeira branco.
- A noite ta linda, não?
- Sim... – pegou a mão da menina e aproximou seus rostos. Ele a beijou. subiu sua mão para o pescoço do garoto e ele apertou a cintura dela contra ele. segurou o braço de com sua mão livre e o mesmo levantou a garota do banco. Logo ela estava entre a parede de concreto e que ainda a beijava, mas então ela caiu em si.
- ... – Sussurrou ainda com a boca colada na dele – Sério... aqui não. – Ele soltou a garota e apenas lhe deu um selinho. sorriu e os dois voltaram para a festa onde puderam avistar e dançando no meio da multidão.
- , para de pisar no meu pé – disse para o menino.
- Desculpe... – O menino respondeu sorrindo. – ... – Ele sussurrou. - Vou ao banheiro.
Subiu as escadas da casa, quando começou a tocar Dontcha das Pussycat dolls. “Ah não” pensou. “Essa música é minha!” E começou a rebolar como se não tivesse ninguém ao redor. até podia achar que não dançava muito bem,mas nessa noite ela dançou bem o bastante para prender a atenção de todos os meninos que estavam ao seu redor, e ter uma roda de meninos á sua volta. Era incrível como se sentia á vontade na pista de dança.
desceu alguns degraus da escada e parou no meio dela tentando ter uma vista de onde estaria , para variar ela não estava no local de antes (isso era o que ele pensava), fora substituída por um bando de garotos gritando numa roda, com uma garota dentro dela. “Engraçado” ele pensou “Ela ta usando a mesma roupa que a ”. olhou mais nitidamente para a garota. Quando percebeu desceu correndo pelas escadas e se enfiou no meio da rodinha.
- Acabou a palhaçada! - gritou e os garotos viraram-se deixando com , que olhou com um olhar fulminante para ela.
- Desculpa, eu perdi o controle. – Se desculpou.
- Olha, eu não gosto disso, , você sabe.
- Para de ser ciumento! E além do mais, nós não temos nenhum compromisso lembra? – O menino olhou para baixo ressentido.
- ! – Uma garota morena com cabelos lisos até a cintura se aproximou.
- O-o-oi... – Gaguejou.
- Tudo bom? Quanto tempo! – A morena disse.
- Anny, essa é ...
- Sua namorada? – Anny perguntou sorrindo.
- Mi-mi-minha namorada! – Ele tartamudeou.
- Bonitinha. Onde você arrumou?
- Ela mora no prédio pra onde eu me mudei. – envolveu as costas de com seu braço.
- Ela é muda?
- Sou não, só não falo com garotas como você... – sorriu forçado.
- Como assim “garotas como eu”? – Anny perguntou apertando os olhos.
- Com roupas tão curtas... que parecem prostitutas, sabe?
- E você ainda é virgem, é? – A garota se aproximou de .
- Não, querida, só não fico mostrando isso pra todo mundo. – Ela ia literalmente avançar na mulher.
- ! NÃO! – Ele puxou o braço de . – Por que você sempre faz isso?
- Não fiz nada que não fosse provocado para acontecer. – Ela disse séria.
- Essa garota dá em cima de todos os garotos...
- Mas você bem que ficou nervoso perto dela, não é, ?
- Você sabe que só tem uma garota que mexe comigo... – sorriu maliciosamente para a menina.
- Anny? Astolfa? – A garota perguntou mesmo já pressentindo a resposta.
- Acho que o nome dela é... .
- , você não disse hoje mesmo que não era meu namorado? – indagou lembrando-se do que dissera para a mulher.
- Eu ia falar o que? Amiga?
- Não... sei lá o que... Nada sério, ficante, qualquer coisa menos namorada.
- Então, você quer dizer que não aceitaria meu pedido de namoro? – Levantou uma sobrancelha.
- Nunca disse isso! – levantou o indicador.
- Então, ta...
- Ótimo! – pegou ela pela cintura e a puxou para um beijo. Ele a abraçou e sussurrou:
- Namora comigo? – O coração de bateu mais rápido e ela sorriu.
- Quer dizer então, que agora você é meu namorado? – Ela perguntou com a cabeça encostada no ombro dele.
- Não sei... você ainda não respondeu a minha pergunta.
- Sim... – desencostou sua cabeça do ombro do garoto e o mesmo grudou seus lábios.
- Ciumenta! – disse quebrando o beijo.
- É você! - disse sem desgrudar do garoto.
- Claro! Eu fico com raiva porque você tava rebolando com 15 garotos fazendo rodinha e gritando, e você porque uma garota veio falar comigo.
- Tanto faz! - Voltou a beijá-lo.
××
- ... – sussurrou para o menino quando estavam os dois sentados em um sofá na casa.
- Oi. – Ele virou a cabeça para ela e sorriu.
- Você me ama? – Ela perguntou tímida.
- Mas, ein?
- Desculpa, não devia ter perguntado isso. – Ela sorriu fraco e voltou a observar a pista de dança. sentiu segurar seu braço. – Que foi? – Se virou para ele.
- Imagina se eu falar que sim e te assustar? – Ele disse rindo consigo mesmo.
- Não me assustaria.
- Então, ta... Eu te amo. – segurou o pescoço dela e a beijou.
- Ô casalzinho! – Um desconhecido gritou do alto de um palquinho improvisado no canto da casa. Os dois olharam. – Querem dar uma de High School Musical? Troy feat Gabriella?
- Não! – gritou. – Obrigado!
- E o que acontece com quem recusa o microfone? – O desconhecido perguntou para a multidão.
- TOMATEEEE! – Todos gritaram com um tomate na mão.
- O que é isso? Uma espécie de gincana?
- É que em todas as festas de verão daqui tem concurso de música no palquinho. – Ele respondeu. – Mas como oitenta por cento das pessoas que a gente pergunta não aceitam cantar, nós fizemos a regra do tomate esse ano.
- E aí ,Troy feat Gabriella ou tomate?
- Troy feat Gabriella. – disse morrendo de vergonha. Os dois subiram no palco e olharam para a tela que continha a letra da música. olhou cuidadosamente e leu: “Living in my own world Didn't understand That anything can happen When you take a chance’’ Era música de High School musical “Start Of Something New”.
- Eu não vou cantar isso aqui não! – Gritou indignado!
- Calminha menino! – O desconhecido disse. – Era só brincadeira! Você tinha que ver a sua cara! – Então pegou o controle da televisão e colocou outra letra. Era ‘One time’ do Justin Bieber, olhou com uma cara não muito satisfeita para o desconhecido. – É essa ou a outra! – bufou e o ritmo começou. Nem é preciso comentar que quem ganhou a competição foram e . Eles desceram do palco com o troféu em mãos orgulhosos e sentaram no sofá.
- OOOU! – O casal ouviu e se viraram para a sua frente. – Vamos?
- Vocês vão na frente dessa vez. – disse e puxou para o carro.
- Isso não é fofo? – apontou para o casal se beijando no banco de trás do carro.
- Não, isso é estranho. - disse.
- E ela é minha amiga, e daí? É fofo quando duas pessoas são tão conectadas. – fez uma careta. – Homens... – murmurou.
Capítulo cinco – The second time is even better.
- Tem certeza de que não quer descer, ? – perguntou abrindo a porta de casa.
- Pra que? Pra segurar vela? Não obrigado.
- Ta bom! Você é quem sabe. – fechou a porta e pegou o elevador, ela
estava indo encontrar na piscina.
- Oi, amor! - pulou em cima de e lhe deu um beijo.
- Oi, ! – disse com o mesmo entusiasmo. Os dois se sentaram na canga estendida no chão.
- E aí? Ta de ressaca por ontem? – perguntou rindo.
- O que? Depois daquela humilhação eu não volto naquela casa nunca mais! – falou indignado e riu.
- Merece uma recompensa. - disse brincando e lhe dando outro beijo.
O garoto agarrou-a pela cintura trazendo-a para mais perto de si e a
garota repousou suas mãos em seu pescoço tornando o beijo cada vez
mais profundo e romântico. começou a brincar com seus dedos sobre o tronco de até que colocou suas mãos sobre a abertura da parte de cima do biquíni dela.
- , seu safado, nem tenta!
- Por que? Ninguém vai nos ver. – Ele deu um sorriso tarado e apontou para a casa do zelador que não estava presente, já que era sábado.
- Porque eu iria me sentir uma vadia se eu transasse de novo com você se nós não tivéssemos um compromisso sério, oficial e abençoado.
- Ué! Mas nós temos um compromisso sério! – . – E eu nunca pensei que você não ficaria comigo só por isso. Justo você!
- Ta bom, não é por isso. É porque eu nunca consegui mentir para o . Nós fizemos um pacto muito sério quando eu tinha nove anos de sempre contar tudo para o outro; e eu ainda não contei sobre nós. Ou seja, nossa relação não é oficial nem abençoada. – disse séria.
- Qual é o seu problema?! Mas, tudo bem. Vamos ganhar essa benção que você tanto precisa. – O namorado falou com uma voz compreensiva. - E
quando vai ser a oficialização? Hoje à tarde. Ta bom! Vou me arrumar.
- O que você pensa que vai fazer ?
- Nada de mais. Só chamar três amigos meus e a irmã de dois dos três para jantarmos num restaurante hoje. – Logo, subiu para casa.
××
- Mas por que a gente tem que levar elas? – choramingou como uma criança.
- , , , meu amigo , é fundamental a ida dessas belas moças ao jantar. – foi improvisando.
- Para caso de espancamento ter alguém para chamar a ambulância. – disse baixo, mas não tão baixo a ponto dos garotos não terem escutado.
- HÃ? – Gritaram e assustados.
- NADA NÃO QUERIDOS! Vão se trocar, colocar uma roupinha... Querem chamar as namoradas? Podem! Faço questão! – empurrou os amigos e olhou fulminantemente para .
Enquanto os garotos se arrumavam e ligavam para as namoradas, e esperavam sentados no sofá da casa do décimo andar.
- AAAAAH! – gritou e apareceu na visão dos garotos correndo de que estava com uma feição de raiva estampada em seu rosto. – ME AJUDA! , sua namorada ta dissimulada! Pede pra ela parar de querer me matar!
- , pára! – pediu. – Antes que vocês caiam na porrada e o vestido dela suba!
- É, ou antes que ela rasgue essa sua blusa minúscula! – .
- Vou parar porque eu não quero causar nenhuma fratura craniana! Mas você vai me pagar por isso ! – disse arrumando o cabelo.
- Mas afinal, o que aconteceu? – perguntou.
- Ela comeu os 3 kg de chocolate que a minha mãe trouxe da Suíça para MIM!
- ! – Os dois arregalaram os olhos para ela, que deu um sorrisinho.
- Eu já disse que vou lavar a louça desse mês inteiro, ! E você pode ficar com o chocolate do ! Mas enfim... – pulou do sofá e foi para o lado da amiga. – Como estamos rapazes?- Ela sorriu e abriu os braços e fez uma pose de modelo com dor de barriga; a primeira estava com um vestido tomara que caia, cabelo preso, salto alto e argolas, e a segunda com uma calça jeans escura super skinny, uma blusa branca de alças, argolas pratas e salto alto.
- HOT! – riu e abanou o rosto com a própria mão de brincadeira.
- O que é hot? - disse entrando na sala e sentando em um pufe.
- Esse clima cara! Ta muito quente aqui! Verão em Londres é assim né? Pior do que o deserto do Saara! – safou-se por pouco.
- É, até que ta quentinho... vai colocar uma roupa.
- para de ser babaca! Eu já sou maior de idade faço o que eu quiser! – indignou-se.
- Mas você ta NUA! Que horror! Vai se trocar AGORA! Eu sou seu irmão mais velho eu mando em você!
- Claro que eu to nua ! A minha perna é azul índigo agora! – brigou com o irmão deixando e cada vez mais tensos. A tensão só diminuiu quando a campainha tocou.
- Vou atender devem ser a Julie e a Kayla. – levantou-se do pufe.
- Ótimo, o deixou o com medo, olha a cara dele. – apontou para a cara de ursinho panda de que colocava uma bala na boca a cada cinco segundos de tanto nervosismo.
- Vamos animar isso daqui gente! – ligou o rádio e colocou numa
estação onde estava tocando Dont’cha. - Ai meu Deus! Eu A D O R O essa
música. Vamos dançar! – A menina puxou a mão da amiga e as duas
começaram. se levantou e sexymente se juntou ás meninas.
- Vem, ! – o chamou.
- Não, brigada cara. Essa música não me traz lembranças boas. – Ele
olhou para .
- O QUE É ISSO? – , , Kayla e Julie entraram na sala.
- Tamos colocando a franga pra fora manows! Vem também! – .
- Nem pensar! – disse. – Eu vou com o e com as garotas no meu carro. A gente se encontra lá. – O irmão de bateu a porta.
- Ele é burro ou alguma coisa do tipo? – perguntou.
- Não fale do meu irmão! Ele é uma boa pessoa.
- A gente pode ficar aqui, ? – a puxou pela cintura.
- NÃO! Você é um covarde e tem medo do meu irmão!
- Eu não sou covarde! É que o seu irmão dá muito medo!
- Cuidado, vou te trocar pelo . – A garota virou de costas.
- Não vai não! Eu sou mais gostoso que ele! Eu tenho mais pegada!
- Já que você é tão gostoso e forte assim, você vai me agüentar no colo. – pulou nas costas do namorado que segurou as pernas dela e a levou até a porta. e foram logo atrás de mãos dadas.
- Pega a chave no meu bolso, ! – pediu ao amigo.
- Eu não vou meter a mão na sua bunda!
- Eu não posso soltar a mão da ! – Ele se explicou.
- E eu não vou descer daqui! – disse. fez uma cara de nojo, colocou a mão no bolso traseiro da calça de e puxou a chave.
- Eu vou atrás com o ! – .
- Não! Eu vou atrás com o ! – .
- Nem pensar! EU vou atrás com o ! – brincou.
- TA BOM! – e disseram e sentaram nos bancos da frente do conversível. Ligaram o som e colocaram o grupo em que elas eram viciadas de sempre, Pussycatdolls. Ficaram cantando e dançando com os cabelos ao vento .
- Vocês fazem coco na areia? – Perguntou um garoto parado no carro ao lado.
- Não! Por que? – olhou para o garoto com uma feição assustada.
- Porque vocês são umas gatinhas. – O homem disse e deu uma piscadinha.
- Oh my GOD! Que cantada mais podre! – riu.
- Pois é, mas elas já têm donos! Tchau otário! – gritou e o sinal abriu.
- Ui, ! Agora eu sou sua?! Na hora de falar pro não né?!
- Eu já tomei coragem! Eu sou FODA! – Disse enquanto estacionava no restaurante. Os quatro desceram do carro e entraram no estabelecimento. , e as namoradas já estavam sentados numa mesa ao lado da grande parede de vidro que tinha vista para uma cadeia de montanhas. A comida já havia sido posta na mesa; eles foram se servindo e começaram a comer.
- Então, , o que você tinha para falar pra a gente? – perguntou e em seguida começou a enfiar farofa em sua boca.
- É... Eu... Eu to namorando a sua irmã ! – confessou depois respirou e olhou desesperado para o chão. passou alguns segundos digerindo a resposta e olhou nos olhos de .
- E a nossa banda cara? Vai desmoronar agora! Você vai se distrair e nós não vamos ganhar o concurso das bandas da Inglaterra!
- Calma, . - Disse com uma voz serena. – Isso é normal, não tem problema! Lembra, a Julie é amiga da e mesmo assim ela sempre apoiou o namoro de vocês!
- É verdade! Então, por mim ta tudo bem! Desde que vocês não façam NADA na minha frente! – ficou um pouco frustrado e sorriu para .
- Mas não sou só eu e que estamos namorando. - deu um tapinha nas costas de .
- O QUÊ? – Gritou e todos que estavam no restaurante olharam para a mesa deles.
- FAROFA! – respondeu com a boca cheia de farofa e com isso voou farofa para a toda a cara do .
- Que nojo! – tirou a farofa da cara. – E que absurdo! É A MINHA IRMÃ! Eu a vi nascer, cê ta entendendo? Eu tenho uma ligação com ela! Foi primeira garota que tomou banho comigo! Ela que brigava comigo quando eu comia terra! Você não pode fazer uma coisa dessas!
- querido! Eu disse para você não misturar vodka com cerveja! – Kayla remediou o namorado.
- , antes que você comece a chorar, aceita logo os fatos, vai pra casa da Kayla da uma dormida lá, que você ta muito mal! – .
- Ok então... eu te amo. - disse e foi empurrado por Kayla até a porta do restaurante.
- Gente eu também vou! Eu e Julie vamos... É...
- Que exemplo de irmão que eu tenho... – falou enquanto seu irmão se distanciava.
- E A CONTA? – Gritou , mas só obteve um tchauzinho como resposta. - Tá vendo né ?! Você vai ter que pagar tudo!
- EU? Porque eu? – disse inconformado.
- Porque você comeu a farofa inteira. - disse.
- Antes que sobre para mim, eu vou ao banheiro retocar a maquiagem, você vem ? – se levantou.
- Claro! – A amiga disse indo junto. pagou a conta e os garotos foram para fora do restaurante esperar e .
- Vamos! – As duas passaram andando, e os garotos foram atrás delas.
- E então, para onde a gente vai? – perguntou.
- Que tal lá para casa? – sugeriu enquanto entrava no carro.
- Vocês podem ir, porque eu quero levar a para outro lugar. – .
- Ah, já sei até onde você vai levar ela... – fez uma expressão de rejeição. – Tem certeza cara? Ela não é o tipo de garota que vai gostar...
- Ta bom , mas leva a gente lá mesmo assim. – disse, enquanto o amigo dava a partida no carro. Quinze minutos depois parou em frente a uma casa enorme de tijolos com um jardim na frente e um parquinho vazio.
- Aqueles balanços ali se balançando sozinhos estão me dando muito medo! - segurou o braço de .
- Eu também to com medo , aí não mora nenhum fantasma, vampiro ou Frank Stein não né? Porque parece muito.
- Não gente aí não mora nenhum fantasma ou nada do tipo, eu garanto. – acalmou as garotas. desceu do carro, apertou a mão de e os dois foram andando em direção a porta da casa.
- , porque tem um balanço escrito seu nome aqui? Você é um fantasma?
- Eu sou sim, vim pra terra só pra te assombrar! – deu uma piscadinha para ela.
- Ave Maria cheia de graça... - começou a rezar.
- , você quer parar? Eu não sou um fantasma nem nada do tipo! Essa daqui é a casa da minha mãe e do meu pai!
- Ah é? Desculpa... Mas porque você me trouxe aqui? – perguntou.
- É, já vi que o tava certo. Eu devia ter vindo aqui sozinho.
- Claro que não ! Que ideia!
- Olá... ! – Uma moça que aparentava ter uns 50 anos abriu a porta.
- Oi, mãe! – deu um abraço na mulher. – Essa é a , minha namorada.
- Oi, ! – A mãe de disse.
- Oi, senhora .
- Eu não acredito que ainda me chamam assim! Pode me chamar de Tia! Entrem!
- Tia? Porque Tia? – perguntou se sentando no grande sofá da casa.
- É um apelido, me chamam assim desde que eu tinha seis anos. Não seria educado te contar essa história. Quer sorvete?
- Quero sim. – assentiu.
- Obrigado por perguntar mãe, eu também quero. Cadê o meu pai? – perguntou enquanto se sentava.
- Foi comprar banana no supermercado, é uma nova dieta que ele ta fazendo. – A mãe de gritou da cozinha. – Aqui. – Ela disse dando uma taça de sorvete para o filho, outra para a nora e pegando a sua.
- Então mãe, eu vim pegar aquela caixa.
- Oh meu Deus, que bonitinho, meu bebê ta crescendo! Ta de parabéns! – Ela o abraçou.
- , vem comigo. - puxou a namorada pela mão e os dois saíram da casa.
- Onde você ta me levando? – perguntou e assim que parou, ela olhou para cima. Era uma casa na árvore. E que casa na árvore! A garota ficou perplexa olhando para ela. subiu na escada que dava para a casa e o seguiu.
- UAU! Isso não é uma casa na árvore! Isso é uma mansão na árvore, ! Eu sempre quis ter uma, mas a minha mãe não sabia fazer e quando meu pai tentou fazer uma ele quebrou o braço. – tagarelou e olhou para baixo com uma cara de decepção.
- É, meu pai fez pra mim, sem quebrar o braço. Ele tem lá seus dons de construção. – se sentou no pufe que havia perto da entrada.
- É, percebo. – ainda maravilhada parou para observar a casa. Era ampla, tinha sofás, pufes, uma lareira no canto da parede e uma enorme cortina tampando toda a parede da frente da casa. – , para que essa cortina? Não vai me dizer que tem vista para o quintal. – não estava acreditando no que estava vendo, a casa da árvore não era NADA convencional.
- O pior é que tem! – puxou a cortina e uma parede enorme de vidro ficou a mostra, a vista era absurdamente linda.
- Nossa, essa casa é mais bonita que a minha! – falou impressionada e se sentou no tapete para ter uma visão melhor da paisagem. sentou atrás dela e a abraçou.
- Sabe por que eu vim aqui? Porque eu ainda não tinha certeza se eu iria mesmo querer morar lá com o . Ele é o meu melhor amigo, mas aqui eu tinha a minha família que sempre foi muito importante para mim, eu sempre fui muito apegado á ela. Então eu não sabia se eu iria ficar lá por muito tempo e deixei algumas coisas minhas aqui. Agora eu sei que eu vou ficar lá por muito tempo, você é a minha certeza. – olhou nos olhos de .
- ! – Ela sorriu. – Que meloso, cuidado vai grudar!
- É, eu sei! Eu ensaiei! O me ajudou. – Ele disse sorrindo.
- Esse é o MEU . – Os dois se beijaram profundamente. colocou suas mãos nas costas de e ficou decepcionado, pois ela estava de vestido e não de blusa. colocou seu peso para o lado e consequentemente os dois caíram no tapete da casa, ficaram um instante lá jogados no chão rindo da situação, até que deitou-se em cima de apoiando seus cotovelos no tapete e o beijou. Ele passou as mãos pela perna da garota e foi subindo o vestido dela até tirá-lo, desceu suas mãos para a parte de baixo da camisa dele e tirou-a. O garoto colocou suas mãos dentro do bolso de sua calça e tirou um pacote de camisinha; Ela sorriu e foi distribuindo beijos pelo seu tronco, descendo em direção as sua calça, mordiscou seu umbigo e desabotoou a mesma, puxando-a para baixo. levantou e tornou a beijá-la, acariciando suas costas, tirando seu sutiã e jogando-o longe. Antes que pudesse fazer outra coisa inverteu a posição no tapete, o beijou e tirou suas boxers.
××
- Uma promoção do Big Mac e um Mc Lanche Feliz, por favor. – pediu a atendente do Drive-Thru do McDonald’s.
- Eu não acredito que esse vai ser a nossa tarde romântica !
- Ah , tem alguma coisa mais gostosa do que dividir uma batata frita? – fez biquinho.
- Tem!
- Aqui está o seu pedido moço. – A atendente disse entregando a o pacote.
- Obrigado... JOSYSLAYNE. – falou lentamente o nome dela enquanto lia seu crachá.
- De nada... – Ela mordeu os lábios e deu uma piscadinha.
- Que absurdo é esse?! – se esticou para subir a janela do lado do carro de .
- Adoro quando você fica com ciúmes. – brincou e deu um selinho nela. Alguns minutos depois eles chegaram ao condomínio.
- E então, qual é a programação? – perguntou enquanto abria a porta da casa de .
- Bom, a gente vai comer... E depois quem sabe... – abraçou por trás.
- Hm... – correu para a varanda da casa.
- Me dá o MEU Mc Lanche Feliz! – correu junto com ela. se sentou na varanda, pegou o Big Mac e deu uma mordida.
- O big Mac é MEU, !
- O seu não era o Mc Lanche feliz?
- Ah, era... Mas eu tô afim de dividir o hambúrguer com você. – .
- AAH! Claro! – disse oferecendo uma mordida para . Eles dividiram o hambúrguer até sobrar apenas uma mordida, os dois ficaram olhando para o pedaço restante com uma cara de mafiosos e ágil pegou o pedaço muito rapidamente, como num impulso avançou para a boca dela e lhe deu um beijo de tirar o fôlego.
- ! QUE NOJO! DEIXA EU ENGOLIR O HAMBURGUER! – gritou tossindo um pouco.
- Deixo, mas a gente podia parar de comer agora, eu to interessado em outra coisa.
- Ué! E o Mc Lanche feliz? – apontou para a caixa.
- Sei lá... – se levantou, pegou a caixa e olhou pela varanda do sexto andar.
- O que é que você ta vendo, ? – se levantou e olhou pela varanda também; Quando olhou para baixo e viu um mendigo.
- EI, SEU MENDIGO! – Gritou. O mendigo olhou para cima e viu .
- OI MOÇA!
- O senhor quer comida?
- CLARO! – mendigo.
- Então toma! – disse e jogou a caixa.
- OPA! VALEU MOÇA! DEUS TE ABENÇOE! – O morador de rua agradeceu satisfeito, pegou a caixa e saiu da vista dos dois.
- , passou pela sua cabeça guardar o Mc Lanche Feliz para comer depois? – perguntou intrigado.
- Ah, não... Você tava olhando para ele, aí eu pensei que fosse para eu dar.
- Na verdade eu não estava olhando para ele, mas tudo bem. – sorriu e olhou para frente, viu uma garota com uma camisola curtíssima dançando no prédio da frente.
- VOCÊ VAI SE ARREPENDER DISSO ! – gritou empurrando ele até chegar o quarto, o jogou na cama e olhou indecentemente para ele.
- Vêm, pode vir! – falou com uma voz sexy, então começou a dar tapas na bunda dele.
- Isso é pra você aprender a não ficar olhando outras garotas sem ser EU! – disse gritando e batendo cada vez mais forte.
- Pára , pára! – gritou e se levantou; abraçou-a rápido e a beijou. depressa tirou a camisa dele e pôs suas mãos sobre seus ombros fazendo carinho na região. colocou suas mãos por baixo da blusa dela e desatacou o feixe de seu sutiã; voltou as mãos para baixo da blusa dela e a tirou junto com o sutiã. Enquanto tirava seus tênis sem interromper o beijo, pegava a carteira de que estava no bolso de traz da calça dele e de lá tirou uma camisinha. acariciou as costas dela e desceu suas mãos até sua calça desabotoando-a e puxando-a para baixo com facilidade. fez o mesmo com as calças dele e começou a acariciar as boxers de que deu um risinho tarado. Ela puxou as boxers para baixo, ele fez o mesmo com a calcinha dela e deu aquela risada que só ele sabe dar.
Capitulo seis – Samba, praia e um hotel barato.
- ... – cutucava o menino.
- O que? – Ele perguntou com a cara amassada de sono.
- O telefone ta tocando... – Ela continuou deitada e o menino resmungou.
- E daí? – Depois de muito o telefone tocar, se levantou e atendeu. – Alô?
- ! – Ele reconheceu a voz de e sua agitação.
- Transou com ela ou ela disse que você é o homem da vida dela? – perguntou com os olhos quase fechando de tanto sono, já que havia sido acordado por e por .
- Transei com ela, mas não é isso... – bufou.
- O que foi então? Ruim ou bom? – foi andando com o telefone e se sentou ao lado de .
- Não foi nada demais – Ele disse indiferente.
- Então... POR QUE VOCÊ ATRAPALHOU O MEU SONO? – perguntou gritando.
- Porque eu achei que seria de bom tom avisar que o concurso vai ser no Brasil, e que a gente vai amanhã de manhã. Só pra vocês irem arrumando as malas. – riu.
- Porque você ta rindo? – perguntou ao amigo.
- Por nada, não. – .
- Sei... – Ele olhou para a namorada que ria.
- Então ta, beijocas gostosas... – fez voz gay e desligou o telefone. balançou a cabeça em um sinal de reprovação enquanto ria.
- Acredita que o concurso vai ser no Brasil?– Ele perguntou pra namorada.
- Sério? – A garota se empolgou.
- Sério, e a gente vai amanhã... – bufou. – O que?
- Eu não tenho biquínis sexys, o que significa que eu e vamos sair pra comprar biquínis sexys pra usar nas praias do Brasil. Devem ser TÃO legais – Ela se levantou e pegou seu celular já discando o número de . Depois de um bom tempo ela atendeu.
- Alô? – .
- Oi... já ficou sabendo do concurso? A GENTE VAI PRO BRASIL! – começou a fazer uma dancinha.
- Eu sei... E nós vamos comprar biquínis sexys pras praias, né? – assentiu.
- Aham, eu vou comprar um escrito ‘Salva-vidas’ – e riram juntas.
- Claro que você vai, porque eu ando ao seu lado com você em um troço desses – Ela foi irônica.
- Mas é Claro! – fez o mesmo.
- Ok, amiga, beijos. – disse e desligou o telefone.
- O que houve? Era o ? – perguntou levantando uma sobrancelha.
- Não, era a . Ela disse que vamos comprar biquínis sexys. – Ela riu.
- Ah! Você quer sorvete? – perguntou abraçando a namorada por trás.
- Posso colocar minha roupa antes? – Ele olhou para que estava só de calcinha e riu.
- Eu também tenho que colocar minha calça, já que descer para tomar sorvete na casa dos meus pais de cueca não é muito decente...
- Razão – Ela se soltou do menino e vestiu sua roupa.
Os dois desceram da casa da árvore e foram para a cozinha da casa. A mãe de estava lá, fazendo café.
- Oi, Mãe. – murmurou e deu um beijo na bochecha da mulher.
- Oi, filhote. – Ela disse – Olá, – Ela sorriu para a menina que sorriu timidamente de volta.
- Tem sorvete? – indagou.
- Tem... – Ela o olhou e bufou – Ta no freezer.
- Valeu, mãe! – Ele pegou o pote de sorvete e as colheres e deu para a namorada.
- Obrigada, Senhora . – sorriu para a mulher que piscou pra ela.
- Faço tudo pra minha nora – A mãe de desviou seu olhar para o filho que estava vermelho como um tomate. – Qual é o seu problema em admitir que ama a menina, ? – Perguntou para o menino. – Afinal, vocês já são namorados e você fica que nem um tomate cozido quando eu falo em casamento. Ta pensando o que, moleque? Que vai ficar vadiando por aí a vida toda?
- Mãe... – Ele sussurrou – Isso é constrangedor. – não pode conter o riso e soltou uma gargalhada deixando o menino mais vermelho.
- Cara, , não dá pra te imaginar entrando na igreja ou trabalhando de terno... – Ela disse entre o riso.
- Por acaso o meu filho tem cara de desempregado? – calou a boca e continuou comendo o sorvete.
××
- ! – gritou da cozinha para a menina que estava na varanda.
- Oi, amor. – Ela andou até a cozinha e se sentou na bancada – Vai fazer o almoço, já? – Perguntou.
- Vai querer o que? Eu cozinho e você faz o cardápio.
- Hm... COSTELA! – Ela gritou – Tem aí?
- Não... Mas tem macarrão e salsicha. Eu vou fazer – Ele deu um beijo demorado na menina e se voltou para a comida.
- Não acredito que você esperava que eu pedisse macarrão... – Ela bufou. – Posso ajudar?
- Claro! Pega o refrigerante lá na sua casa porque aqui não tem nada.
- Vou aproveitar e tomar um banho e fazer a mala.
- Aí você chega aqui amanhã, a gente vai pro aeroporto e o macarrão fica aqui mofando – sorriu.
- Por que? – Ela perguntou.
- Porque pra quantidade de coisas que você vai fazer, você só chega aqui amanhã, né? – Ele disse.
- Qual é a da chatice, ? – perguntou e foi para o apartamento. Ela abriu a porta e viu e Julie deitados no sofá, cobertos por um cobertor vermelho, provavelmente pelados.
Passou em silêncio por eles e foi direto para o banheiro. Tomou um banho, arrumou a mala, pegou o refrigerante e foi para a casa do namorado. Chegando lá jogou a mala no sofá com raiva.
- Ta estressada hoje, amor? – perguntou dando um beijo na bochecha da menina.
- Mais ou menos... – Ela colocou o refrigerante na geladeira e se voltou para ele.
- Ah, não fica assim não. Você tem o titio pra te acalmar. – Ele sorriu.
- Besta... – Ela sorriu de volta e deu um beijo em . Ele a levantou e a colocou na bancada, segurando em seu pescoço e em sua cintura. A garota passou sua mão para o cabelo do menino puxando-o e fazendo soltar um gemido abafado. – Desculpa – Ela murmurou sem descolar a boca da dele e trazendo-o para mais perto dela. apoiou a mão na parede atrás da bancada e se inclinou para cima da menina deixando-a encostada na parede.
TIM DON – Eles ouviram a campainha e bufou empurrando que foi em direção a porta.
- Oi, ! – Gertrudes murmurou. a olhou com cara de espinafre amassado e abraçou por trás.
- O que você quer, Gertrudes? – perguntou para a menina que deu de ombros e entrou na casa sem convite.
– Saber se você e o seu amigo querem ir a nossa festa. Minha, da minha irmã e da nossa Chiuaua Betina. – Ela sorriu.
- Vou ver o que posso fazer para ir...
- Isso quer dizer que você quer ir, mas a sua namoradinha, a sua dona, não quer deixar, por isso você vai perder a noite para ficar com ela transando quando, na verdade, ela é uma merda na cama? – Gertrudes perguntou para o menino.
- Na verdade, isso quer dizer que eu não posso ir porque eu vou estar no Brasil com a minha banda, com uma amiga e minha namorada, por isso, eu não posso estar em Londres e vir a sua festa, por mais que eu não queira isso. – Ele disse.
- Ah... – Ela murmurou sem graça – Qualquer coisa me liga que eu já fui ao Brasil e posso te passar umas informações.
- Agora, você pode ir? – perguntou e a menina saiu da casa.
TIN DON – bufou e novamente os dois foram atender a porta. Eram e recém-chegados da casa dos pais de .
- Oi, galerinha – disse sorrindo. – Já trouxe minha mala, .
- Quem disse que vocês vão dormir aqui? – perguntou.
- Eu... – pegou sua mala e a levou para o quarto do namorado. e foram fazer o almoço e e ficaram conversando no quarto.
- Há quanto tempo você tava me falando que queria um nego, amiga? – perguntou para , que deu de ombros.
- Só sei que tava precisando e achei o .
- Nossa! Você diz como se estivesse com fome e tivesse encontrado uma banana. – colocou a mão na boca fingindo estar indignada.
- Mas eu achei uma banana! – Ela disse – Brincadeira. Eu amo muito o , sabe? Ele me completa – olhou para a amiga e viu a cara dela de ‘Quem é você e o que fez com a ?'
- Quem é você e o que fez com a ? – Eu não disse?
- Nada, eu só estou apaixonada, . Eu amo mesmo o , ele é o cara mais legal que eu já conheci, acho que eu nunca namorei alguém tão especial.
- Ai, que fofo, amiga. Acho que também nunca namorei ninguém tão especial quanto o . Ele me entende. E afinal, eu sempre quis um homem que me protegesse – Ela deu um sorriso pervertido. – Sabe, né? – riu com a amiga e as duas ficaram ali conversando e colocando as fofocas em dia.
××
- , você não precisa se arrumar tanto para viajar! – batia na porta do banheiro. saiu de lá, não estava maquiada nem nada, mas fez questão de arrumar o cabelo pra ir pro Brasil.
- Nossa isso é se arrumar tanto? – Ela apontou para si mesma. – Eu to normal.
- Tá linda. – beijou a namorada e os dois desceram para o carro onde e esperavam impacientes.
- ALELUIA! – comemorou quando viu os amigos chegando. Todos entraram no carro e dirigiu para o aeroporto. Quando chegaram lá, viram e parados na fila para pegar as passagens que tinham comprado na Internet.
- Olá, senhores atrasadinhos... – disse – Toma – Ele entregou o passaporte da irmã – E aqui – Ele deu o de a ela. – Agora será que vocês podem ficar aqui enquanto eu vou ao banheiro antes que o dê pití ou a minha bexiga estoure?
- Ok... – tomou o lugar do irmão que saiu correndo para o banheiro. – Aê, !
- Oi?
- Trocou as nossas libras por reais? – Ela perguntou para a amiga
- Aham. Aí eu consegui um hotel, bem baratinho, mas é um pouco longe do lugar onde vai acontecer o concurso.
- Ah... – murmurou. – Ok.
- Vocês vão fazer compras? – perguntou para a namorada.
- Mas que pergunta! – – Claro que vão! São mulheres: Mulheres+dinheiro+país desconhecido = Compras.
- É... –
- Ta assim tão calado por que, ? – indagou – Porque você sabe que lá a sua namorada vai arrumar um garoto mais bonito e mais sarado e vai ficar com ele deixando você e a sua cara de pimenta seca aqui? – Ele deu um soco no ombro do amigo e riu.
- O que seria uma cara de pimenta seca? – perguntou.
- Não faço a mínima idéia. Talvez algo do tipo... – fez uma careta com a cara esticada. – Entendeu?
- Próximo! – A mulher fanha do balcão gritou.
- Acho que eu deveria ficar do lado do , mas tudo bem... – reclamou assim que pegaram suas passagens no balcão.
- Ta reclamando de que? Vai ficar do meu lado. Eu sou muito mais gostoso do que a – riu.
- E como... – .
- Sou mesmo! – protestou.
- Não mais do que o ! – brincou.
- Claro que não... Eu sou O gostosão – Todos riram.
Eles chegaram na sala de embarque. Estavam todos sentados, esperando a chamada para o voo.
- Mas a gente vai à praia na segunda ou na quarta? – perguntou para o namorado que estava com o mapa da cidade em mãos.
- Sei lá...
- Atenção, passageiros do vôo 1243 de Londres para o Brasil. Primeira chamada para o vôo 1243. – Eles ouviram.
- Então vamos? – perguntou pegando a mala de mão da irmã. Eles levantaram e entraram no avião. com , com e com .
- Ai, , tira a sua perna da minha poltrona – reclamou.
- Ah, você ainda nem guardou as malas de mão, espera um pouco, pô. – .
- Aí, será que os dois podem parar de discutir? Não to com saco pra isso, não! – .
- Ué, a culpa é minha se o SEU irmão coloca a perna dele na MINHA poltrona aonde eu vou passar as próximas 14 horas? – disse.
- Não, mas também não é culpa minha se você não tem atitude pra tirar a perna do MEU irmão da SUA poltrona onde você vai passar as próximas 14 horas... – .
- Boa viagem, . Boa viagem, – tentou evitar a briga.
- Boa viagem, amor. – disse e deu um beijo na menina. – Boa viagem, .
- Boa viagem, TODOS! – Depois de todos terem desejado ‘Boa viagem’ para todos, sentaram-se e logo em seguida ouviram:
- Atenção, passageiros, dentro de cinco minutos vamos decolar. Mantenham suas cadeiras eretas e suas mesinhas fechadas. Obrigada pela preferência e bom voo - A voz da mulher ecoou pela aeronave e todos se ajeitaram em seus lugares.
××
- – Disse cutucando o amigo.
- Que foi? – abriu os olhos.
- Eu preciso passar... – estava quicando.
- Por quê? – Ele perguntou sonolento.
- Preciso ir ao banheiro. – sorriu e deu espaço para o menino passar. Ele foi andando e esbarrou na perna de que abriu o olho já furioso.
- AI, PORRA!
- Calma, menino! – disse – Desculpe.
- Cuidado!
- Ta...
- Então toma cuidado... – encostou a cabeça na poltrona de novo.
- Vou tomar...
- Então toma, logo...
- Quer parar? – riu.
- Só se você tomar cuidado...
- Já disse que eu vou tomar, caralho!
- Promete que vai tomar cuidado?
- Prometo.
- Então promete, logo! – só ria cada vez mais da cara do amigo.
- Porra, vai se foder, – disse irritado e saiu, deixando rindo sozinho.
- Tá rindo de que? – perguntou para o irmão da poltrona da frente.
- Da cara que o fez... – disse entre o riso.
- Para de zoar o . Ele é tão legal – sorriu.
- Tá bom, o que você quer?
- Que horas são? – Perguntou .
- Seis da manhã... – Ele murmurou. – Falta só uma hora, mais ou menos...
- Nossa, como eu odeio os voos demorados. – bufou e cutucou a amiga que estava dormindo.
- Oi? – abriu os olhos sonolenta. – Chegamos?
- Não, quase... – bufou e voltou a fechar os olhos – Não, conversa comigo, amiga!
- Eu to com sono, – Ela disse – Dá pra me acordar só quando a gente chegar?
- Não... eu to entediada...
- Olha pra o telão que deve tá passando algum filme – sugeriu.
- Ah, mas tá passando A Lagoa Azul...
- Não disse? Um filme.
- Mas não é um filme legal, ! – balançou a amiga.
- Vê pra passar o tempo...
- NÃO! – Ela murmurou – Eu preciso conversar!
- Se você não me deixar dormir, eu não vou comprar sorvete com você no Brasil! – ameaçou.
- Tá bom... – bufou e tentou dormir. Sem sucesso. – ... – cutucou o menino.
- QUE É ? – Ele abriu os olhos e olhou para a menina – Ah, é você... passa. – Ele deu espaço pra ela passar e ela sentou-se na cadeira de .
- To entediada... – Ela disse.
- Eu não... to é com sono, mas parece que ninguém pode me deixar dormir nessa Terra... – bufou.
- E parece que ninguém pode conversar comigo nessa Terra... – Ela cruzou os braços.
- Eu não posso mesmo – Ele levantou o braço da poltrona e beijou a namorada. passou a mão para a cintura da menina e ela passou suas mãos para o pescoço do menino.
- ? ? – tentou chamar os dois, sem sucesso, então se sentou no lugar de .
- Oi, – Ele cutucou a irmã.
- Oi?
- Sou eu! – .
- Já chegamos? – Ela perguntou quase dormindo novamente.
- Não...
- Então, dá pra me acordar SÓ quando a gente chegar? PELA MILÉSIMA VEZ?
- Só se você prometer que vai acordar o quando a gente chegar no Brasil, porque quando eles dormiram lá em casa... O só acordou quando o jogou água na cara dele, eu creio que aqui você não possa fazer isso.
- Vai ser fácil... – Ela disse.
- DUVIDO! – duvidou da irmã que apenas virou para o lado e dormiu.
××
- ... ... – cutucava o namorado. – , chegamos...
- Hm.
- CHEGAMOS! – Ela disse pausadamente.
- Foda-se.
- . – Ela passou a mão no pescoço dele, e depois deu uma mordida no lóbulo de sua orelha.
- Ui. – se arrepiou. – Assim eu acordo.
- Chegamos, vamos. – pegou na mão do namorado.
- Ah, sim... – levantou e deu um abraço na namorada. Eles pegaram suas malas e saíram do avião. Os seis já estavam do lado de fora do aeroporto com todas as malas.
- Nossa, , que sono pesado, ein? – comentou.
- Sempre teve... – . – Pelo menos ele dormiu – Ele olhou para a namorada que deu um sorrisinho.
- Desculpa, ...
- Pro você pede desculpas, né? – .
- Desculpa, amiga! – deu um abraço nela.
- Tá... – e disseram ao mesmo tempo.
- Então, vamos pegar o táxi pro hotel ou não? – disse se abanando. – Aqui tá MUITO calor.
- Aqui é o Brasil, demência. Não é Londres, não... – .
- Mas eu ainda quero SORVETE! – .
- Eu vou comprar com você quando a gente chegar no hotel... – colocou suas mãos no ombro de .
- Claro você sempre acaba indo – sorriu para a amiga que riu. Eles pegaram um táxi que seguiu para o hotel. Estavam tão distraídos olhando para o céu, azulzinho que nem perceberam quando o carro parou.
- Só posso vir até aqui. – O taxista disse – O resto vocês vão ter que subir sozinhos – Ele apontou para uma favela cheia de casas precárias que eles nem imaginavam o que eram.
- Ok – deu o dinheiro para o homem e os seis saíram do carro. Eles seguiram o caminho.
- Ai, cara, tá mó calor e a gente tem que subir isso tudo? você tem certeza que esse hotel é bom, né? – .
- Claro, gente, confiem em mim... – A menina disse enquanto eles entravam na favela.
Capítulo sete – Bloody Hell.
- Eu não to vendo nada aqui que se pareça com um hotel gente! – olhou para os lados.
- É verdade, você tem certeza que deu o endereço certo ? – indagou enquanto puxava suas malas e as da irmã com dificuldade.
- Eu acho que sim, mas eu não sei falar português direito. – deu de ombros.
- você deve ter falado TUDO errado, querido! – bufou.
- E olha o jeito que essas pessoas tão olhando para a gente, tão me dando medo... – murmurou amedrontado.
- , amor, do que você não tem medo? – o fitou.
- Daquela mulher ali! – apontou para uma mulata numa roda de samba e recebeu um tabefe em seguida de .
- Eu acho melhor a gente pedir ajuda para alguém. – parou um pouco para descansar.
- Mas olha as nossas caras! Eles vão perceber que somos gringos. – disse. – E sei lá se vão assaltar a gente...
- Eu vou pedir ajuda para a mulata! – se ofereceu.
- E eu vou te dar uma voadora... Ou eu saio com aquele homem ali. – avisou com apontando para um homem bombado dentro do bar.
- Ta bom eu fico quieto...
- Vocês querem parar de discutir e nos ajudar? – perguntou já enfezado.
- Eu vou pedir ajuda pra alguém com o meu português nada fluente. – se encaminhou para o bar
- Isso não vai dar certo... – olhou para cima preocupada.
- Olha que babaca. Deus que tosco. – e riam sem parar olhando .
- Coitado, ele foi nos ajudar e vocês ficam rindo da cara dele. – defendeu o namorado.
- não é por nada não, mas olha o fazendo mímica pra aquele velho barbudo. – apontou para que estava digamos que bem ridículo dando uma de mímico para o homem entendê-lo. Ele se virou e foi caminhando em direção aos amigos.
- Pessoal, aquele é o seu Nelson, ele é dono do bar. Ele disse que não passa taxi nem aqui e nem aqui por perto à essa hora. Então ele ofereceu a casa dele em troca de 30 dólares por pessoa.- .
- 30 DÓLARES? ELE TÁ MALUCO? – perguntou revoltado.
- Ou é isso ou a gente pode morrer, foi isso que ele falou.
- Eu não to nem ai. Eu sei que um dos dois homens da minha vida vai pagar. - cantarolou.
- Você paga, . – logo colocou a responsabilidade em cima de .
- Gente, vamos logo. O seu Nelson mora em cima do bar. – puxou os amigos
××
- Ok pessoal então essa é a casa dele... Essa é a cozinha... E essa é a sala que é a mesma coisa... E todo mundo vai dormir aqui nesse cômodo cozala ou sazinha. – traduziu o que o Nelson estava falando.
- eu pensei que a gente ia dormir em quartos e não nessa espelunca! – reclamou enquanto todos entravam na casa.
- , você quer morrer? – perguntou à irmã.
- Não... – Ela respondeu.
- Então se contente com isso.
- Pessoal, mais tarde o bar fica com mais gente e se vocês quiserem descer pode deixar que sai tudo por cortesia da casa. – Seu Nelson avisou e logo saiu da casa.
- Vamos tomar banho e descer? – sugeriu.
- Não sei, acho melhor a gente ficar aqui em cima ensaiando para o teste de depois de amanhã. De cara eles vão deixar só 20 das 60 bandas que tem. – se sentou no sofá e os garotos assentiram.
- Eu não, eu vou descer. Aqui em cima é um calor infernal e fede ainda por cima. – torceu o nariz – Vem comigo ?
- Claro! Deixa só eu tomar banho primeiro. – Enquanto os meninos trocavam de roupa, entrou no banheiro com uma toalha na mão.
- Ai, mal entrei aqui e já quero sair... quero ir pro hotel looogooo! – resmungou
- Eu também não aguento mais não... – concordou. De repente um grito agudo vindo do banheiro assustou os cinco
- , ta tudo bem? – correu até a porta do banheiro.
- Tem uma barata subindo no meu pé e o chuveiro ta muito frio! – gritou.
- Gente deixa eu entrar porque eu sou mulher! – pediu e entrou no banheiro.
- , olha isso... eu sei que eu sou fresca mas a barata tava subindo no meu pé! Você ta entendendo? – falou já quase chorando
- Eu te entendo. E eu prefiro ficar fedendo do que entrar debaixo dessa porcaria ai! Agora põe uma roupa e vamos descer. – disse acalmando-a e logo as duas saíram do banheiro.
vestiu-se e as duas desceram as escadas para o bar que era MUITO diferente do que elas pensavam. Muitos homens velhos e bêbados conversando alto demais em uma língua que nenhuma delas entendia e nenhuma mulher.
- , e agora o que a gente faz? Vamos embora? – perguntou.
- Não, ! – Ela pediu - Você ta vendo aquela linguiça ali? – disse apontando para um prato cheio delas.
- Tô, o que é que tem elas?
- É que faz mais de dois anos que eu não como linguiça!
- Ta bom, já entendi. Senta ai nessa cadeira e sorri. – puxou uma cadeira enferrujada do balcão. - Como a gente vai pedir a linguiça se a gente não fala a língua deles?
- Isso eu não sei, mas com o nosso charme a gente consegue tudo. – Ela se levantou e cutucou um homem que segurava uma bandeja com um prato de linguiças.
- Oi, moço. Você pode me dar esse prato? – perguntou pausadamente esperando que ele entendesse. O homem estreitou os olhos e deu meia volta. – Não funcionou. – Reclamou.
- Agora eu vou fazer o que as pessoas famintas como eu fazem. – se levantou e foi até uma mesa aonde os tais homens barbudos e bêbados conversavam. Pegou o prato com um sorrisinho sem nem ao menos pedir e sentou-se novamente.
- Você ficou maluca? – Ela acenava para os homens que as olhavam com interesse enquanto balbuciavam alguma coisa que não entendiam.
- Só com fome.
- Enfia logo a linguiça na boca que você ta me matando de vergonha, ! – avisou
- Ta bom! – Ela encheu a boca e imediatamente as duas subiram as escadas para a gigantesca casa onde estavam hospedadas.
××
estava sentado no sofá enquanto os amigos dormiam. Era o único acordado já que deviam ser três da manhã e os meninos resolveram dormir cedo para ensaiar pela manhã. A porta da casa rangeu e uma mulher pouco familiar entrou.
- Oi, tudo bem? – A moça disse e logo se lembrou de onde a conhecia.
- Você fala a minha língua?
- Falo sim. Sempre fui nerd na escola. – Ela esticou a mão – Eu sou a filha do seu Nelson. – Ela sentou no sofá e inclinou-se na direção de – Então, você tem namorada? – A moça indagou mordendo o lábio inferior.
- Tenho. – respondeu receoso.
- Ainda bem que eu não sou ciumenta! – Ela avançou em , beijando-o com zero inocência. Ele fez força para tirá-la de cima dele, mas tudo o que conseguiu foi afastá-la alguns centímetros.
- É sério, eu amo muito a minha namorada e eu não quero ficar com você. – virava o rosto.
- Ai, para de ser bobo! Eu sei que você quer. – A mulher dizia com uma voz provocante.
- ! – gritou!
- Ah, é esse o nome do safado? Me larga! Já falei que eu sou casada! – A mulher gritou e bateu em . Em segundos já tinha saído da sazinha.
- ! O QUE VOCÊ ACABOU DE FAZER? SEU IMUNDO, DESGRÇADO, CANALHA, IMBECIL, MAL COMIDO – gritava enquanto lágrimas insistentes rolavam pelo seu rosto.
- ! VOCÊ NÃO PERCEBEU QUE ELA TAVA ME AGARRANDO? – se defendeu.
- Gente eu vou descer. , , vamos descer. – acordou os meninos e os quatro desceram para o bar.
- Ah, PELO AMOR DE DEUS, ! EU PERCEBI COMO VOCÊ ESTAVA INTERESSADO NELA!
- Calma, ! Você não estava aqui, você não viu tudo! – suplicou acalmando-a – , você tem que acreditar em mim! Eu estava sentado e ela sentou do meu lado. Ela que me agarrou. Eu sei que é difícil acreditar, mas essa é a verdade. – Agora também chorava. baixou o olhar para o chão, mas voltou a olhá-lo nos olhos.
- , eu nunca senti isso por nenhum garoto. Eu te amo tanto. Mas não parece que você me ama também – Ela suspirou.
- Eu te amo. Mudei muito depois que eu te conheci e eu nem acredito que eu to falando isso para alguém. Desde o primeiro dia que eu te vi eu gostei de você... mesmo naquela situação. – Ele sorriu - Eu prometo que eu vou melhorar. Eu só quero que você acredite em mim. – pediu segurando a mão dela. se levantou, olhou para ele e rumo em direção às escadas.
- ! – levantou-se e foi atrás dela.
- Vai ser pior se você vir atrás. – Ela avisou.
- o que é isso? Você tava chorando? Essa é a segunda vez na vida que eu te vejo chorando? - perguntou preocupada.
- Ai, foi horrível sabe? Eu sei que eu posso estar sendo muito dramática, mas eu amo tanto o ... – disse de cabeça baixa sentada na escada.
- , você confia nele? – perguntou olhando em seus olhos.
- É claro que eu confio! Você viu como ele tava agarrado nela. Se ele quisesse ele viraria o rosto. – choramingou.
- Você não quer subir? Sabe, respirar... Não precisa falar com ele. Você ta cansada, ainda nem dormiu...
- É, eu vou subir... eu durmo e amanhã eu falo com ele. – disse e subiu as escadas enquanto voltava para a mesa com , e ,dessa vez sem precisar roubar as linguiças.
- ...posso conversar com você? – perguntou assim que ela entrou na casa. suspirou e seguiu para o sofá.
- Eu vou dormir . – Ela murmurou e deitou-se.
××
- admite, você já está bêbado, você é muito fraco para bebidas! – murmurou numa expressão séria.
- EU NUM TO BEBO NAAAAAOO YARNUOOO YARNOSILVEEEER... – Harry exclamou e abaixou o rosto numa simulação de choro. Enquanto isso ria alto como se tudo aquilo fosse muito engraçado.
- Meninos vocês estão mais que bêbados . , eu tenho muito orgulho de ter você como irmão e quero que você saiba disso. – murmurou.
- A gente tem que arrumar um jeito de levar eles lá pra cima.
-... Pipoca grátis na casa do seu Nelson! Todo mundo subindo! – falou para os garotos.
- PIPOCA! – Os dois gritaram como crianças e logo subiram as escadas.
- Sh! A e o estão dormindo – cochichou alguma coisa no ouvido do irmão. – Agora põe eles no banho.
- Nesse banheiro imundo? – perguntou.
- É, quem mandou eles ficarem bêbados? – foi levando e para dentro do banheiro.
××
Ainda eram cinco horas da manhã e já estava acordado. Ele olhou para , que ainda dormia. Não podia perdê-la, era a melhor coisa que acontecera na sua vida! Precisava se desculpar e rápido. Os olhos dele se arregalaram quando uma idéia pulou em sua mente. FLORES, é claro! Calçou os tênis e saiu a procura de uma floricultura.
já andara por mais de duas horas e ainda nada de flores. Como pode achar que encontraria uma floricultura ali? Continuou caminhando, talvez achasse pelo menos o caminho de volta.
××
7 horas e o despertador do celular de tocou. Quando se levantou, o papel que estava em seu colo caiu no chão.
‘,
Escrevi isso pelo caso de eu ainda não estar aqui quando você acordar.
Sabe como eu fiquei triste só em pensar em te perder? Sabe como eu fiquei com raiva daquela mulher? Pode ter certeza que muito.Eu sei que eu posso não ser o namorado que você pediu a Deus, mas sabe eu te amo MUITO. Mais do que você pensa...Eu fiquei com medo de falar com o que nós estávamos namorando. Não porque eu não queria namorar com você que, acredite,desde que eu te conheci eu quis muito, e sim por que ele dá muito medo,e se ele não aceitasse de nenhum jeito e você quisesse me largar? Pode ter certeza que esse é meu maior medo. Te perder. Eu te amo como ninguém nunca amou ninguém. Por favor não me deixe ficar sem você. E acredite ou não,o não me ajudou a fazer esse bilhete,haha. Beijo e mais uma vez: eu te amo.
.’
Uma lágrima escorreu dos seus olhos. apertou o pedaço de papel contra o peito. Como pode desconfiar dele?
××
‘Ai,caramba eu to ferrado aqui’ – pensava. Agora já havia duas horas e meia que ele saíra da casa e nem sabia mais o caminho de volta. Ele não sabia falar português, mas sabia falar um pouco de espanhol. Viu um grupo de adolescentes conversando e respirou fundo.
- Floricultura.
O grupo o olhou de cara feia e logo começaram a rir.
- Gente, ele deve ta procurando uma floricultura.- Um deles disse rindo.
- Mas porque ele não perguntou? – O primeiro indagou.
- Sei lá, ele deve ser idiota.
- Vamos levar ele até a do meu pai. – O segundo falou.
- É, mas ele deve ser gringo... eu vou pedir dinheiro pra ele
Então os três garotos saíram andando e foi atrás sem entender NADA do que eles estavam falando.Um tempo depois os garotos pararam na frente de uma loja cheia de flores, agradeceu e foi andando. Um dos três pulou o puxou de volta e apontou para a carteira que estava no bolso de trás da calça. No inicio hesitou, mas tirou de lá dez reais e deu na mão do garoto.
Entrou na loja olhando todas aquelas flores e comprou um buque de rosas. Mas só quando saiu da loja que olhou para os lados viu que não reconhecia nada.
Continua...
N/A: E aí, gente! Agora sim a história toma rumo. Agora que estamos todos de férias, acredito que vá atualizar mais rápido e também porque nossa beta querida voltou para nós. E chegamos ao centésimo comentário! Uhul! Enfim, feliz natal pra vocês. Beijos das autoras.
N/B: Heeey! Mil desculpas pela demora, my God! Finally, aí está a att! Hm, deixei passar algum erro? Avisa pra mim please? brucarmelli@gmail.com
Beijos :)