[n:a/ coloca Sway-The Kooks, pode ouvir essa mÚsica a fic toda, só tira quando tiver outra música]
Capítulo 1
Eu já estava um pouco tonta, minha visão era turva e meu raciocínio bem lento.
Eu ria descontroladamente enquanto bebia alguma coisa verde, e saia pela porta da frente em um badalado pub londrino, onde eu e os músicos comemorávamos o começo da minha turnê, quando fomos bombardeados por paparazzi, em uma quantidade absurdamente grande. Os flashes estavam me deixando desnorteada, e todo mundo empurrando todo mundo, e as perguntas vinham de todos os lados, e tudo aquilo foi me deixando louca, então fiz um gesto obsceno e entrei no carro.
- ! – Adam me chamou, e pelo seu tom de voz ele fazia isso há algum tempo.
Minha cabeça doía, e meus olhos estavam "pesados"; fui abrindo lentamente os olhos e franzi o cenho devido ao sol que entrava pela janela.
- O que? - perguntei com a voz enjoada devido ao sono.
- Vai se arrumar, você tem uma reunião às dez horas, e depois começa oficialmente sua turnê.
Me levantei sem dizer nada, e fui direto ao banheiro apenas escutando a porta bater quando Adam saiu. Escovei os dentes e tomei um banho quente e relaxante.
Depois de alguns minutos me enrolei na toalha e procurei uma roupa aconchegante.
Coloquei uma camiseta branca, um moletom azul, calça jeans e all star; me olhei no espelho e conclui que minha expressão cansada denunciava a bebedeira da noite passada, coloquei meu wayfarer preto.
Acendi um cigarro e enquanto ia até o estacionamento aproveitei para mandar uma mensagem perguntando o endereço da reunião ao Adam, que logo respondeu.
Entrei no jeep preto, e sai; as ruas sempre cheias, e isso me irritava às vezes, depois de algum tempo finalmente cheguei à Camden Town, estacionei o carro, e desci andando em direção ao Starbucks que tinha ali.
Infelizmente causei um tumulto no local, demorei uns vinte minutos para atender todo mundo, fotos e autógrafos.
Acendi um cigarro e finalmente entrei e me sentei, sem cumprimentar ninguém.
- E ai qual o motivo da reunião? - perguntei sem muito interesse.
- Você disse que queria sair em turnê com uma banda legal, então eu selecionei algumas e as trouxe aqui, você só precisa escolher. – Adam disse me entregando um folheto com o nome de algumas bandas, entre elas Arctic Monkeys, The Strokes, Coldplay e .
Não precisei de muito tempo pra analisar todas as bandas que de fato eram muito boas, mas uma era minha preferida.
- . - disse sem nenhuma emoção evidente dando mais um trago no cigarro.
- Tudo bem, agora vá para seu apartamento e arrume suas coisas. Saímos em uma hora.
Revirei os olhos e me levantei, na porta havia alguns paparazzi apenas os ignorei e entrei no carro.
Trânsito lento outra vez, demorei até a chegar, entrei com o carro no estacionamento e subi apressada para arrumar minhas coisas.
Joguei qualquer coisa que vi a minha frente na mala, eu poderia comprar algumas roupas para usar nos próximos shows.
Eu estava ansiosa para começar, a turnê era a melhor parte de tudo isso, subir em um palco e me esquecer de todos os problemas, de todos os boatos, de todos os segredos, do medo.
Eu estava perdida em meus pensamentos quando Adam entrou todo apressado dizendo que já estava na hora de ir; ele pegou algumas de minhas malas e logo em seguida outros dois homens entraram para pegar o resto.
Desci para o hall de entrada, e me deparei com alguns rostos desconhecidos... Na verdade não tão desconhecidos assim.
Continuei andando em direção a Adam, que conversava animadamente com o rapaz de cabelos encaracolados; acendi um cigarro e finalmente parei do lado de Adam.
- , aqui esta a sua banda! Deixe-me apresentá-los formalmente; este é . – ele disse passando pelo cara de cabelos encaracolados e óculos escuros.
- Este é . – este também tinha cabelos encaracolados só que mais claros.
- E estes são e . - que conversavam e nem prestavam muita atenção.
Eu apenas acenei e logo dei um jeito de ficar sozinha por alguns minutos, terminando de fumar me concentrando, quando ouvi alguém me chamar. Era Adam avisando que já estávamos indo.
Nos reunimos, e fizemos uma oração qualquer; Adam tinha essa mania, que eu preferia não questionar nem me opor.
Eu era grata por tudo o que tinha, mas eu não sei... Deus não se encaixava muito bem naquilo que eu chamo de vida.
Colocamos todas as mãos no centro do circulo, eu observei cada rosto por alguns segundos, e gritei:
- É HORA DO SHOW! – e todos aplaudiram e fizeram barulho, definitivamente essa era a melhor parte de tudo.
O ônibus estava parado na frente do hotel, e já podíamos ver que a tarefa de chegar até ele não seria nada fácil, o local estava cercado por fãs, paparazzis, repórteres e seguranças.
Acendi mais um cigarro e pensei "Lá vamos nós" e dei um sorriso um tanto quanto sarcástico.
A gritaria histérica só aumento quando passamos pela porta, com o cigarro na boca, dei alguns autógrafos, tirei várias fotos, e respondi algumas perguntas.
"Qual é a sensação de estar saindo de turnê? O que você tem preparado para o show de hoje?"
- Cara é incrível, tenho algumas surpresas como algumas músicas novas que eu já tinha escrito há algum tempo e não tive coragem de colocar nos outros discos. – dei um trago no cigarro- E porra, é em Londres onde acontecem os melhores shows.
"A banda , que esta abrindo os shows dessa turnê, foi você que escolheu? Como é a relação com eles?"
- Sim, fui eu quem escolheu; eu pude escolher bandas maravilhosas, mas eu já era fã de e sempre quis fazer uma turnê com eles, e bom nós nos conhecemos há pouco tempo, na verdade acabamos de nós conhecer, mas sei lá, acho que vai ser legal; agora eu preciso ir.
Dei um último trago no meu cigarro, e entrei no ônibus.
Depois de alguns minutos finalmente estavam todos no ônibus e fomos para o Wembley Stadium, do lado de fora a fila estava gigante, acho que nunca tinha visto tanta gente em um show meu... Seriam apenas meus fãs, ou da outra banda também?
Bem eu sei que os ingressos se esgotaram em menos de meia hora.
Entramos no estádio e a gritaria diminuiu um pouco; os meninos foram ter uma breve passagem de som, junto com os meus músicos.
A hora passou muito rápido, e eu já estava pronta, usava uma camiseta preta, com alguns colares prata e uma jaqueta de couro vermelha, calça jeans e all star.
Acendi um cigarro enquanto via passar por mim, vestindo uma camisa gola V branca, um moletom cinza calça jeans e all star, segurando a sua guitarra, seguido por , e . Eles subiram no palco.
Meu coração estava a mil, eu fumava o último cigarro do maço quando eles desceram totalmente elétricos e suados, se aproximou de mim e disse eufórico:
- Cara, aquilo ta demais, meu a gente lotou esse porra! Noventa mil pessoas!
E nem tive tempo de responder, eu estava em estado de choque e logo Adam veio me entregando a Les Paul preta que eu usaria essa noite.
Meu coração bateu mais forte, os gritos estavam cada vez mais perto; apertei a guitarra conta o meu corpo e fechei os olhos, e de repente tudo o que eu via era a multidão gritando meu nome. [n:a/ coloca a música do Evanescence – Hello]
Eu me sentei ao piano, e disse:
- Esta é a última música, e ela é muito pessoal. Quando eu escrevi esta canção eu estava passando por um momento muito difícil e isso colaborou muito pra eu me tornar a pessoa que eu sou hoje... Eu estava perdida, e completamente sozinha, sem saber o que fazer... Eu estava com medo. Eu estava no meu limite, quando morrer foi à única solução que eu encontrei. - Dei uma pausa, pra olhar ao meu redor os gritos eram ensurdecedores, retomei de onde tinha parado - Essa música se chama Hello. Enquanto eu tocava todas as memórias me invadiram de novo, a dor angustia estavam ali de novo, e todas as mentiras ditas eu pude ouvir mais uma vez, e de novo eu me senti tão sozinha e desprotegida, era esse o meu medo, viver todo aquele pesadelo de novo.
Antes que as lágrimas tomasse conta de mim, eu senti que estava deixando o palco.
Quando eu finalmente entrei no corredor branco do Wembley Stadium, vi Adam sorrir pra mim e me dar um abraço aconchegante; por mais que eu não demonstrasse, ele era a minha única família.
- Você estava incrível. – ele sussurrou em meu ouvido e em seguida depositou um beijo em minha testa.
me olhava de um modo diferente, encostado na parede de braços cruzados.
Por alguns minutos me permiti observá-lo, até que começou a me empurrar pro camarim, segurando uma garrafa de cerveja.
- Vamos, a gente tem que comemorar, porra! A gente lotou essa merda, troca de roupa que a gente já ta indo. – disse me apressando, e aparentemente bêbado.
Eu não consegui me controlar, e acabei rindo da situação e entrei no camarim, mas me esqueci de algo.
- , volta aqui! – eu gritei, mas já era tarde demais, quem apareceu na minha porta foi um me olhando de um jeito extremamente sedutor usando uma jaqueta de couro preta e uma camisa cinza, bebendo cerveja.
- , me arranja um cigarro?! – Disse um pouco desconfortável, não sei por que mais ele me deixava encabulada.
Ele tirou o maço do bolso e me estendeu a mão segurando o cigarro.
Coloquei o cigarro na boca, e fiz sinal pra que ele acendesse, enquanto tirava minha jaqueta, ele assim o fez.
Depois disso eu esperava que ele fosse embora, mas ele continuou parado no mesmo lugar, imóvel.
Fechei a porta do camarim, e fui me trocar.
Adam já estava esmurrando a porta, quando sai ele me mediu da cabeça aos pés. [n:a/: Cheers – Rihanna]
- O que é tudo isso? – Adam perguntou um pouco chocado.
- Você vai ver. - Respondi com um sorriso malicioso nos lábios.
Adam revirou os olhos e saiu; eu o segui.
Depois de um tumulto do lado de fora, conseguimos entrar no pub, o local estava lotado, tocava uma música chata e eu não estava com vontade de dançar então fui até o bar beber alguma coisa.
Tirei o sobretudo e entreguei pra uma "recepcionista" que guardava os objetos.
Eu já tinha perdido a conta de quanto eu tinha bebido quando eu resolvi dançar, eu senti todos os olhares sobre mim por algum tempo, eu só me deixei levar pela batida enquanto dançava inconscientemente de um modo sensual, quando senti alguém segurar minha cintura e me apertar conta seu corpo. Ainda dançando, me virei lentamente pra saber quem ousava tanto assim, virei e me deparei com um cara alto, olhos azuis, cabelos bagunçados, fazia bem o meu tipo a não ser pela câmera mal escondida. Paparazzi maldito.
Me aproximei do seu ouvido, arranhei de leve seu pescoço e disse:
- Você devia esconder sua câmera melhor. – e me virei antes que ele pudesse tentar se explicar.
Subi as escadas que daria no segundo andar, que parecia mais calmo, a luz estava fraca, havia poucas pessoas então eu pude ver encostado na parede, com alguns caras. Me aproximei e coloquei a mão sobre a parede em que ele estava encostado, o impossibilitando de passar.
Ele tinha um pouco de cocaína nas mãos, depois de cheirar um pouco ele estendeu a mão para que eu fizesse o mesmo, então tampei uma de minhas narinas e o fiz; senti meu nariz arder um pouco, mas logo repeti a dose e outra vez senti meu nariz arder, enquanto terminava de cheirar o que restara.
Ele me encarou por alguns minutos, enquanto meus olhos o mediam da cabeça aos pés pude ver uma cartela com um comprimido em seu bolso; peguei a cartela e observei por alguns segundos. Êxtase.
- Me da isso ai. - disse estendendo a mão pra pegar enquanto eu tirava o comprimido da cartela.
Segurei firme o comprimido e cheguei perto do ouvido de , e disse:
- Vem pegar. – coloquei o comprimido na boca e em seguida senti as mãos firmes de na minha cintura me apertando contra seu corpo e os seus lábios nos meus, sem demora senti sua língua pedir passagem, e o beijo foi ficando cada vez mais fora de controle.
Entrelacei meus dedos em seu cabelo, e os puxei de leve, enquanto ele mantinha umas de suas mãos firmes na minha cintura, enquanto a outra segurava minha coxa.
desceu até meu pescoço dando alguns chupões ali.
Eu já não conseguia me controlar nem me importar com as poucas pessoas que estavam ali, se bem que eles estão tão chapados que nem ligavam; eu sentia algo inexplicável, desejo. Eu precisava tê-lo.
Entrelacei minhas pernas em sua cintura e puxei seus cabelos, senti me apertar contra a parede, enquanto ele me segurava com força, e os beijos ficaram cada vez mais intensos. me segurou junto de seu corpo e caminhou até uma porta do banheiro do segundo andar que não ficava muito longe dali.
Ele a abriu e nós entramos; me colocou sentada sobre a bancada da pia e me prensou de novo contra o seu corpo. Envolvi minhas pernas em volta de sua cintura, enquanto ele levantava meu vestido, e foi passando a mão lentamente pelas minhas pernas e coxas. Ele me provocava, então cheguei bem perto de seu ouvido e dei um gemido baixo, enquanto arranhava seu pescoço.
beijou meu pescoço apalpando com a mão direita meu seio, fazendo contorno sobre minha cintura com a mão. Joguei minha cabeça para trás e soltei um gemido leve ao perceber minha anciedade pelo desejo ele deu uma risada de leve.
Mordi sua orelha e arranhei sua nuca, eu já estava ficando excitada, molhada por dentro eu precisava ter aquele homem. Ele grudou um pouco mais nossos corpos beijando minha boca insaciavelmente pedindo urgentemente uma passagem para sua língua.
Não me aguentei por muito tempo e o puxei pela gola da calça. levantou um pouco mais meu vestido e desceu minha calcinha até o pé, tirou sua carteira de trás do bolso da calça e de lá retirou uma camisinha transparente guardando novamente a carteira de couro preto no bolso.
Eu o ajudei a desabotoar a calça a e o ‘vesti’. Abri um pouco as pernas com um sorriso malicioso, e ele entendeu como ‘avance o sinal’. E sem muita espera me penetrou vigorosamente, me apoiei em seu ombro enquanto dele dava as fortes estocadas e no mesmo instante senti uma onda de prazer me invadindo. Soltei um gemido perto de seu ouvido, o que o fez apertar minhas coxas contra o seu quadril e o beijei vorazmente, o que abafou nossos gemidos. Meu pescoço já se encontrava úmido pelo esforço de nossos corpos e com ele não era diferente.
colocou indo mais fundo dentro de mim, envolvi minhas pernas em sua cintura agarrando seu pescoço. Ele gemeu e eu não aguentei e gozei, continuou com as estocadas até que finalmente gozou jogando sua cabeça para trás.
Exausto, e sem ar, reaproximou nossos corpos, e beijou meu pescoço, enquanto eu deixava escapar alguns gemidos baixos, com minhas pernas ainda entrelaçadas em sua cintura.
Quando de repente, um homem adentrou o banheiro masculino presenciando aquela cena constrangedora; ele pareceu um pouco chocado no inicio, mas logo se dirigiu ao vaso sanitário; num súbito desci da bancada da pia, e coloquei minha calcinha, enquanto saiamos rápido e de mãos dadas do banheiro, entre risadas descontroladas. Estávamos muito doidos aquela altura do campeonato.
Ia descendo as escadas com ao meu encalço, sem termos trocado uma palavra quando ele me puxou e me segurou no meio da escada, me prendendo contra o corrimão e sem mais nem menos enfiou sua língua na minha boca, eu correspondi de imediato sentindo o gosto de cerveja em sua boca enquanto ele acariciava minha cintura, e descia apertando minha coxa; logo ele já estava dando chupões no meu pescoço.
O que nós não percebemos é que era possível nos ver do andar de baixo, e isso estava acontecendo, nós estávamos chamando a atenção.
Nós nos beijávamos quando senti alguém segurar forte em meu braço, e dizer:
- , nós vamos embora agora! – eu percebi que Adam estava exaltado, mas não pude conter a gargalhada que veio a seguir; Adam me direcionou um olhar matador, e logo se virou para :
- Você não vê que estão chamando a atenção? – perguntou severo, ainda me segurando pelo braço; eu tentei me soltar em quanto ele me arrastava escada abaixo, mas foi em vão. No andar de baixo Adam estava furioso, e nem se quer me olhava... Porque eu estava me importando com isso? Na verdade eu não me importo.
- Fique aqui enquanto eu busco as suas coisas. - Adam disse firme.
Enquanto esperava procurei por um cigarro, mas nada encontrei, então caminhei até o bar que estava próximo e pedi uma cerveja; enquanto dava o primeiro gole, vi com alguns comprimidos de Êxtase na mão, caminhei até ele e pedi que me desse dois, e ele rapidamente me deu, coloquei os dois comprimidos na boca e tomei um gole da cerveja, enquanto voltava para aonde Adam avia me deixado.
Adam passou a minha frente segurando meu casaco, fazendo sinal para que nós o seguíssemos.
A droga já estava fazendo efeito, minha cabeça estava girando, e quando saímos, lá estavam eles apontando suas câmeras nos nossos rostos, fazendo perguntas e mais perguntas, eles estavam nos pressionando cada vez mais, questionando sobre mim e , e estava quase impossível passar, os seguranças não estavam dando conta de segurar tanta gente, eu sentia que estava perdendo os sentidos, e por um segundo senti que iria desmaiar, então senti um par de mãos envolverem minha cintura com força, e terminar de me guiar até o carro.
Eu sentia uma dor de cabeça absurdamente grande, fui abrindo os olhos aos poucos, e percebi que estava dentro do ônibus, me levantei e observei que ainda estava de vestido; caminhei até o banheiro e fiz minha higiene pessoal, olhei-me no espelho eu estava horrível, resolvi tomar um banho frio; voltei até minha mala e peguei uma camiseta branca e uma blusa e calça de moletom cinza.
Depois de me trocar fui até a cozinha onde pude ver sentado, e Adam em pé ao seu lado.
Me sentei em frente , e encarei a mesa; Adam jogou várias revistas, onde eu e éramos a capa. Eu estava com a cabeça tombada para trás, segurando no corrimão, com uma das pernas na altura da cintura de , que beijava o meu pescoço, e segurava a minha perna.
Permaneci calada, apenas pronta par escutar o que Adam tinha a dizer.
Adam permaneceu calado, nós encarando por alguns minutos e de repente atacou.
- Mais um escândalo pra você, como você se sente? Eu já estou cansado das coisas que você anda fazendo, parece que a cada dia que passa você está ficando cada vez pior, você é uma mulher, deveria se dar o respeito, eu já nem te conheço mais... Você parece mais uma prostituta barata, que qualquer um usa e joga fora, cadê o seu amor próprio garota?
Eu senti um nó se formar em minha garganta, aquelas palavras tinham me ferido... Mas ele estava certo, eu estava passando dos limites, mas eu não sabia como parar.
- E você , o que você está achando? Você não está em uma festa em Vegas, seu moleque, vocês deveria ficar longe, me entendeu? – Adam cuspiu as palavras com desprezo; ele estava furioso.
- Isso é uma ameaça? – respondeu áspero, num tom desprezível e desafiador.
- Não isso é um aviso. – Adam respondeu, e eles se encararam por algum tempo, até que Adam saiu.
Permaneci sentada, eu já tinha aprontado tanta coisa, mas eu nunca vi Adam daquele jeito.
Eu estava perdida em pensamentos, que só percebi que já tinha se levantado quando veio me avisar que Adam teve que ir pra Los Angeles resolver algumas coisas pro próximo show que aconteceria amanhã.
O clima dentro do ônibus estava pesado, mesmo sem o Adam por perto as coisas estavam tensas, já era noite, quando senti um cheiro forte de maconha vindo da sala, então fui até lá, e pude ver que os garotos fumavam, me sentei ao lado de e pedi que me desse um, e ai as coisas ficaram animadas.
Um, dois, três, quatro, cinco cigarros e as coisas ficaram animadas, conversas altas e risadas, muitas.
Estávamos todos rindo descontroladamente, quando sem que ninguém percebesse, se aproximou de mim, colocando uma de suas mão envolta de minha cintura, ele levou sua boca até meu ouvido, sussurrando algumas coisas quais eu não entendia, e muito menos me interessavam; mas de fato aquele sotaque no meu ouvido estava me excitando.
começou a distribuir beijos pelo meus pescoço e, num ato rápido, seus lábios estavam nos meus, sua língua logo pediu passagem e eu permiti, o beijo era intenso, e bom... Mas falta alguma coisa ali. Deixamos de nós beijar e então pude ver sair com cara de poucos amigos e dar um soco na porta.
Chegamos a Los Angeles, e fomos direto para o Staple Center, e ainda não tinha trocado uma palavra comigo, e eu não entendia porque, mas eu queria que ele voltasse a falar comigo.
As coisas estavam tensas entre nós no backstage, os meninos subiram ao palco, e como sempre voltaram elétricos, mas continuava o mesmo comigo.
Era a minha vez. A gritaria estava muito forte quando entrei no palco, usando uma calça jeans escura, uma bata branca e clog marrom. [n:a/ Not Like The Movies- Katy Perry]
Essa seria a música mais pessoal da noite em tão comecei:
- Bem, essa música dispensa muitas explicações, porque ela fala por si só... Mas resumidamente ela fala sobre não perder a esperança, e você saber que uma coisa não existe e mesmo assim acreditar, como contos de fadas, príncipes encantados... Ilusões.
Essa musica se chama Not Like The Movies. – eu disse segurando firme no pedestal a minha frente, e observando as pessoas a minha volta, então percebi que estava parado em uma das portas do Backstage que levavam ao palco, bebendo cerveja e olhando fixamente para mim.
Então comecei a cantar, sentindo que naquele lugar era apenas eu e todas as minhas decepções, aquelas mentiras que nós contam... Era só eu e o amor que eu sabia que não existiria, não outra vez.
Sai do palco sendo aplaudida de pé, e um arrepio percorreu meu corpo, pude sentir algumas lágrimas de emoção, que foram secadas rapidamente.
Quando finalmente entrei no backstage fui recebida por aplausos e champagne.
Rolei meus olhos por todos os lugares a procura dele, mas ele não estava lá.
POV’s[n:a/ Ressureição - Capital Inicial]
Eu sabia sobre o que aquela garota naquele palco estava sentindo, de algum modo eu podia sentir a dor dela, pela emoção nas palavras.
De repente, comecei a me sentir mal, uma tontura, seguida de uma tosse forte.
Caminhei apressadamente de volta ao backstage à procura de um banheiro, até que finalmente o achei.
Me apoiei na bancada da pia, e minhas vistas escureceram, senti algo escorrendo do meu nariz, coloquei a mão e pode ver o sangue.
Me desequilibrei de uma vez, e cai; encostei-me na parede, com a mão cobrindo o nariz que insistia em sangrar; minha cabeça girava, as coisas estavam turvas e fora do lugar.
Aquilo precisava parar, não podia acontecer mais nenhuma vez, eu não queria que ninguém me visse naquele estado, principalmente a .
POV’s off
Os garotos iriam sair pra comemorar e eu, por incrível que pareça, não estava muito afim, por isso resolvi ficar no hotel, mas antes de ir, pude ver vindo em minha direção, ele estava estranho, andava devagar, parecia um pouco perturbado.
Nós tivemos uma breve troca de olhares e então eu parti para o hotel.
Eu estava jogada em minha cama de pijama, assistindo um episodio reprisado de American Dad como eu estava acostumada a fazer há muito tempo.
Havia embalagens de chocolates e salgadinhos por todos os cantos, eu ria descontroladamente, e era um riso de verdade, aquilo era engraçado eu não tinha que fingir, por um tempo eu estava sendo eu mesma.
POV’s
Os caras tinham ido pra um bar qualquer, e como eu não estava me sentindo bem, preferi ficar no hotel.
Eu fumava um cigarro enquanto caminhava pelo corredor, e de longe eu podia ouvir uma risada, uma linda risada, que me fez rir só de ouvi-la rindo, caminhei mais um pouco e parei em frente sua porta, sem coragem pra bater.
Fiquei algum tempo encarando a madeira branca a minha frente, até que mais por impulso do que por coragem bati. POV’s off
Ouvi alguém bater na porta, eu ainda ria alto quando caminhei até a porta.
Quando abri uma surpresa, que automaticamente fez meu sorriso desaparecer dando lugar a uma expressão vazia.
- Oi. – disse aparentemente sem graça.
Não respondi apenas o encarei.
- Er... Posso entrar? – Ele disse colocando as mãos nos bolsos de um jeito fofo; dei espaço pra que ele passasse.
se sentou na beirada da cama, e eu me joguei ao seu lado, o ignorando por completo, enquanto continuava a assistir meu desenho favorito, mas ele tinha perdido a graça.
permaneceu em silÊncio por um longo tempo, apenas me olhando, quando me senti ao seu lado, e o encarei em silêncio.
- Porque você ficou estranho comigo? Passou a me ignorar? Isso machuca sabia? – eu não sabia por que estava dizendo aquilo, mas eu precisava dizer, ele tinha que saber que ele importava pra mim, de uma forma completamente estranha.
Ele encarou o chão por alguns segundos, mas logo depois me olhou nos olhos e respondeu:
- Me desculpe, mas eu não sei o que deu em mim, ver você com o . - antes que ele terminasse de falar, Adam entrou no quarto, olhando diretamente para , que imediatamente se levantou, e disse:
- Depois a gente conversa. – e depositou um beijo em minha testa e saiu.
Eu estranhei o gesto dele, mas me fez ficar fora do ar, por muito tempo enquanto Adam falava algo que eu não fazia a menor idéia.
Os dias foram passando, e e eu estávamos estranhos, mas um estranho bom; nós não conversávamos muito, mas às vezes trocávamos sorrisos pelos cantos, ele estava mudado desde o começo, ele estava mais... Carinhoso. Às vezes eu ficava com , mas não era nada sério.
Nossa turnê estava quase no fim, já tínhamos passado por Londres, Los Angeles, Nova York, Las Vegas e hoje tocamos em Paris, pra depois ter um mês de "folga" e embarcamos pra America do Sul pra encerrar a turnê.
Eu estava arrumando minhas coisas pra ir pro hotel depois do show, quando me parou e disse:
- Que tal a gente sair hoje? – Ele disse sorridente.
Antes que pudesse responder, se aproximou colocando seu braço por cima do meu ombro e disse:
- Desculpa, mas nós já tínhamos combinados de sair hoje cara.
Eu o olhei incrédulo por algum tempo, até que perguntou:
- Vocês já tinham combinado mesmo? – ele disse um pouco triste e desconfiado.
Olhei mais uma vez pra que em resposta me apertou contra seu corpo.
- É já tínhamos combinado, fica pra outro dia . – eu disse lhe dando um beijo na bochecha o vendo caminha na direção oposta.
- Cara, você é tão cara de pau. – eu disse olhando para indignada.
Ele apenas deu de ombro e disse um sorridente "vá se arrumar".
Coloquei um vestido com fundo branco e estampa floral, sapatilha bege e um casaco na mesma cor.
me esperava no carro, usando um jeans surrado, uma camiseta do The Strokes, moletom cinza e all-star.
Fomos em silêncio a maior parte do caminho, quando parou em uma lanchonete 24 horas; ele desceu sozinho e demorou um pouco, e quando voltou carregava duas batatas fritas e dois milkshakes.
O olhei com a expressão um tanto quanto chocada, confusa, mas reprimindo um sorriso que insistia em querer se formar em meus lábios.
- Não era um jantar? – perguntei zombado, enquanto ele me entregava às coisas para que segurasse.
- É um jantar do meu jeito. – ele disse dando um breve sorriso torto.
A nossa breve conversa terminou assim que ligou o carro novamente.
Chegamos ao hotel em que estávamos hospedados e fomos direto para a cobertura, que tinha uma vista incrível para torre Torre Eiffel, toda iluminada; e em volta era "decorada" com alguns bancos.
Encostei-me à beira da sacada, observando fazer o mesmo que eu.
Demorou um pouco até engatarmos uma conversa animada, sobre filmes, música, baseball e American Dad.
Aquela era a primeira vez que nós conversávamos sóbrios, e as coisas estavam indo muito bem; estávamos rindo descontroladamente, quando recuperávamos o fôlego nos encaramos por algum tempo em silêncio, até que se aproximou e colocou sua mão em minha nuca, aproximando nossos rostos e selando nossos lábios em um beijo calmo, e lento.
foi parando o beijo aos poucos, agora com sua mão em meu rosto, ele me olhava nos olhos, quando ele disse:
- Eu não sei o que ta acontecendo comigo, talvez eu esteja ficando louco, mas a verdade é que eu não consigo mais ficar longe de você, eu preciso de você, eu não suporto ver você com o . Eu sei, ele é meu amigo, mas, eu não vou deixar de lutar por você.
Eu não sabia o que dizer, eu sentia meu coração pulsar mais forte, eu sabia o que estava acontecendo; eu já tinha sentido aquilo uma vez, uma única vez.
Uma parte na minha cabeça, gritava desesperadamente pra que eu fosse embora e acabasse com aquilo antes que eu me machucasse de novo, mas a outra parte era mais forte, ela me fazia querer abraçá-lo, telo comigo; mas mesmo que aquilo fosse mais forte que eu, não podia me entregar não agora.
Como era previsto não consegui pronunciar uma só palavra, então apenas envolvi meus braços em volta de seu pescoço, e sussurrei em seu ouvido:
- Só promete que não vai desistir de mim.
segurou firme minha cintura, me aproximando mais de seu corpo, e olhando em meus olhos disse:
- Eu Prometo. – e esse selou nossos lábios em outro beijo calmo.
Passamos mais um tempo ali trocando caricias, e rindo de coisas totalmente aleatórias, quando finalmente conseguimos ir para nossos quartos, arrumar nossas coisas para voltarmos a Londres.
Estava no quarto, colocando as roupas jogadas em cima da cama de casal, dentro da mala, quando ouvi baterem na porta.
- Pode entrar. – gritei.
entrou um pouco constrangido, e disse rápido:
- Adam esta chamando, a gente ta indo pra um bar que tem aqui perto, então... Se arruma rápido.
Apenas assenti com a cabeça; estava saindo quando ele se virou e perguntou:
- Como foi o jantar?
O olhei com certo peso na consciência, e respondi.
- Foi bom. – disse lhe dando um breve sorriso desculpando-me.
se virou e fechou a porta atrás de si.
Eu precisava vestir algo rápido, então coloquei uma calça jeans escura, uma blusa de mangas compridas com listras na horizontal em preto, um chapéu de uma cor estranha, que parecia marrom, e clog marrom.
Enquanto me trocava Adam em mandou uma mensagem dizendo que já estavam todos no Hall me esperando.
Já estava pronta, enquanto pegava o maço de malboro jogado em cima da cama, juntamente com um isqueiro do Elvis Presley, retirei um cigarro e o coloquei na boca, pegando o isqueiro e o acendendo; joguei o isqueiro e o maço na bolsa, e esperei o elevador enquanto fumava.
Chegando ao Hall senti todos me olharem, enquanto alguns agradeciam, a minha chegada para poderem ir; se aproximou de mim, e colocou um de seus braços em volta da minha cintura e me dando um beijo no pescoço, o que me deixou visivelmente constrangida, mas ele pareceu não se importar e sorriu.
Como sempre os paparazzi estavam prontos para cada deslize que nós déssemos ou um furo que valesse milhões, e a mão de em minha cintura era um desses furos.
As perguntas se eu e estávamos juntos eram as mais frequentes, nenhum de nós respondeu apenas continuamos andando.
As coisas ficaram mais calmas quando entramos no bar, que estava cheio pra variar; no começo não se separou de mim por um minuto, segurou a minha mão, e me beijou como se fossemos um casal, mas logo já estávamos em sentidos opostos.
Já tinha perdido de vista há muito tempo, e nem me importava, eu estava em um canto um pouco afastado da multidão, com quatro ou cinco garotas, e uma delas eu reconhecia, Lindsay Lohan, sinceramente eu não sabia que porra aquela garota estava fazendo ali, mas foda-se.
Lindsay tinha uma carreira gorda de cocaína na mesa a sua frente, que ela cheirava, e eu esperava fazer o mesmo assim que terminasse de fumar o terceiro cigarro de maconha.
Eu estava muito chapada, tinha bebido bem mais que o normal e as drogas realmente não estavam ajudando, estava encostada na parede, ainda naquele mesmo canto afastado, fumando um dos últimos cigarros do maço quando se aproximou me surpreendendo com um beijo, ele me prendeu com força contra parede, enquanto passava as mãos pelos meus seios; eu tentava me afastar, mas ele tinha mais força.
Ele começou a me arrastar, para um lugar onde alguns "casais" se pegavam, faziam sexo, sei lá, e começou a tirar minha blusa, eu estava tentando juntar todas as minhas forçar para afastá-lo, mas não conseguia.
- , PARA! VOCE TÁ BEBADO DESSE JEITO EU NÃO QUERO! – eu tentava gritar, mas ele tampou minha boca, e sussurrou em meu ouvido:
- A gente nem fez nada ainda, como você pode não querer? Calma você vai gostar. – ele dizia apertando ainda mais os meus seios.
- É O QUE EU AMO! – finalmente consegui gritar, e aquilo foi à gota pra ele; parou no mesmo instante me olhando confuso e me jogou em cima de um dos puffes macios, e começou a abrir o zíper de sua calça, eu tentei me levantar antes que ele pudesse fazer qualquer coisa, mas ele foi mais rápido e me prendeu com o joelho, então a única solução foi o resto do cigarro que eu segurava em minha mão, coloquei o cigarro no braço de , e rapidamente recebi uma tapa no rosto como resposta.
Senti meu nariz sangrar e arder, me puxou pelo braço, me levantando e me colocando contra a parede me enforcando.
- Você se acha muito boa né? Você não é nada! É só mais uma vadia, quer saber? Foi um erro perder meu tempo com você! – Recebi outra tapa no rosto, e senti tudo a minha volta ficar embaçado; e ele prosseguiu:
- Você pode ter a fama que quiser, mas você sempre vai acabar sozinha, todo mundo sabe disso, com os seus maços de cigarros, cervejas caras e drogas. Ninguém nunca vai permanecer com você! – ele cuspiu as palavras com desprezo, me jogando no chão, como uma prostituta.
Ele me largou me fazendo cair sentada no chão e foi embora. Permaneci no chão por alguns minutos, eu estava sentindo uma mistura de ódio, raiva, eu não sabia o que fazer; limpei o sangue que ainda escorria pelo meu nariz, e sai. [n:a/ coloca The Scientist – Coldplay]
Descontrolada, perdi as contas de quantas vezes buscaram bebidas para mim, experimentei todos os tipos de drogas que era possível de se encontrar ali; eu já não tinha controle sobre mim mesma, jogada no canto como um lixo, provavelmente com marcas pelo rosto, e roxos pelos meus braços e pescoço, quando me encontrou.
Ele pareceu em choque quando me viu naquele estado deplorável, e correu ao meu encontro, quando percebeu os hematomas.
- O que aconteceu com você? – ele perguntou preocupado, colocando uma de suas mãos pelo meu rosto.
Eu não consegui responder, apenas o olhei suplicante, e o abracei; retribuiu o abraço, firme e pude senti-lo me levantar. Meu corpo estava mole, eu não sabia se conseguiria andar, na verdade eu não sentia um só músculo do meu corpo.
colocou um de meus braços por cima, de seu ombro e envolveu seu braço pela minha cintura me segurando com força, na verdade sustentando todo meu peso, e me guiou até a saída.
As pessoas lá dentro pareceram não notar nossa presença enquanto saiamos, as pessoas passavam por mim como borrões, lentamente.
Quando passamos pela porta da frente, os flashes vieram como bombas, eu ainda os via como borrões em câmera lenta, e escutava um zunido baixo e longe, enquanto enfrentávamos a multidão, senti meu corpo querer desistir, e cair ali mesmo, mas me segurou com mais força antes que isso acontecesse; escondi meu rosto em seu peito enquanto seguíamos pedindo passagem, até chegarmos ao carro mais a frente.
Aquele era o meu fim, eu estava me sentindo um completo fracasso, um lixo.
Assim que chegamos ao hotel, no hall de entrada parou por alguns minutos vendo o meu estado, e então ele passou uma de suas mãos pelas minhas costas e a outra pelos meus joelhos, e me levantou me carregando até o quarto.
me sentou na tampa do vaso sanitário, enquanto tirava minhas roupas, e me ajudava a entrar de baixo do chuveiro.
Senti a água fria bater em meu corpo, minhas vistas ficaram escuras, então senti me segurar firme mais uma vez.
me colocou no roupão, e ajudou a me vestir; colocou-me na cama e se sentou ao meu lado segurando a minha mão.
Um nó estava se formando em minha garganta, e parecia que todas as lágrimas que eu guardei pra mim todos esses anos, queriam sair bem agora, então deixei que elas tomassem conta de mim.
- O que foi? – perguntou preocupado, afagando meus cabelos.
- Eu sou um lixo , eu sou um nada. – disse entre soluços.
- Claro que não, você não é um lixo.
- , você sabe que eu sou, você viu. – então lhe mostrei mais uma vez, as marcas nos meus ombros, e alguns lugares pelas minhas coxas e pulsos, as marcas que ele evitou olhar minutos atrás – Ninguém nunca me amou, todo mundo sempre desistiu de mim, sempre.
- Claro que não, o Adam e os seus pais? E claro que eles te amam!
- Que pais ? Eles nunca se importaram comigo, eles achavam que eu era louca, eles achavam que eu matei minha irmã, mas eu não matei, eu juro que não. – mais lágrimas e soluços vieram. – Como assim matou a sua irmã? Você tinha uma irmã? – Ele perguntou visivelmente confuso.
- Era verão, eu tinha dez anos e minha irmã cinco, estávamos felizes tendo um fim de semana no lago, era pra eu estar cuidando da minha irmã, mas eu me distrai por um momento e ela caiu no lago e começou a se afogar, eu estava longe de mais, mas corri o máximo que podi para tentar salva-la, eu a ouvi gritar desesperada, mas quando eu consegui entrar no lago já era tarde, ele tinha morrido; eu a segurava em meus braços com os olhos marejados, quando meus pais chegaram, e a viram, eles não me deixaram explicar, e começaram a me acusar, diziam que eu tinha a matado. – eu estava sentada na cama, abraçando meus joelhos, sentindo as lágrimas rolarem pelo meu rosto, enquanto me abraçava de lado.
- Eles me levaram ao psiquiatra, eles pensavam que eu estava louca, me obrigavam a tomar remédio, então com onze anos me mandaram pra um colégio interno, o St Bees, as pessoas de lá eram horríveis, me tratavam como louca, inventavam boatos sobre mim, eu não tinha amigos, não tinha família, eu estava sozinha, eu tinha medo de ficar lá, eu tinha raiva de mim, foi ai que as marcas vieram e só pioraram, e as drogas. – dei uma pausa para respirar e continuei – Então quando eu tinha dezoito anos Adam apareceu dizendo que era amigo dos meus pais e tinha minha guarda me levando pra Londres, então em menos de um ano, eu era a garota mais rica e famosa do mundo; eu não queria isso, eu só queria que me ouvissem e acreditassem em mim só isso. – terminei, jogando meus braços em torno do pescoço de e chorando; chorei até pegar no sono.
Voltamos a Londres, as coisas ficavam tensas quando , Adam e estavam juntos, frequentemente eu tinha que separar discussões que se tornavam brigas, entre eles.
Era Novembro, a neve cobria Londres, quando eu e andávamos abraçados pelo Green Park, enquanto tomávamos um café bem quente.
As coisas estão bem entre mim e , definitivamente nós estávamos juntos, e todos sabiam disso, nós não precisávamos esconder nada.
Ficamos parados por um longo tempo, aproveitando que não nevava por enquanto, me dava um abraço de lado, enquanto eu brincava com os seus dedos.
Eu estava extremamente pensativa e, pelo visto, esse fato não passou despercebido por ele.
- Uma libra por seus pensamentos. – ele falou usando a mão que eu brincava para me fazer olhá-lo nos olhos.
- Meus pensamentos valem tão pouco assim? Sei que sou louca, mas não é para tanto. – falei tentando brincar com o meu passado, mas o sorriso que tentei prender no rosto se transformou em algo melancólico. Eu sentia isso, eu via a reação dele a esse sorriso. não ficou feliz com isso.
- Você não é louca.
- Não afirme o que você não sabe. – falei um tanto agressiva, esse continuava sendo um assunto delicado para mim - Não quero sua pena , e sei que você não acredita em mim. Como todo mundo nessa merda de planeta, você sempre terá um pé atrás comigo.
- Por acaso você está na minha cabeça? Sente o que eu sinto? Ouve o que eu ouço? Acho que não . Então fique calada a respeito do que eu acho ou deixo de achar.
Essa foi a gota para mim. Me levantei do banco do parque e praticamente marchei para a minha casa. Não avancei muito e uma mão agarrou meu pulso e me fez olhar para trás.
- Não era para você ir embora. – ele falou aparentando arrependimento de suas palavras anteriores.
- Não vou perder meu tempo com pessoas que não acreditam em mim. – falei deixando meu orgulho sair até pelos meus poros.
- O que eu tenho que fazer para você acreditar em mim? Matar um cachorrinho? Me jogar de uma ponte em um rio congelado?
- Sim. Pode matar aquele filhote. – falei e apontei para um filhotinho no colo de uma menininha. Eu sabia que ele não faria, abominava qualquer agressão a animais.
- ... – sua cara era torturada – Vou pular da ponte.
- Duvido. – falei imparcial.
- Vamos até o Tamisa. – ele falou tirando a chave do carro do bolso direito e me arrastando até o próprio carro. Segui sua loucura esperando para ver no que daria. Estava inquieta, sabia que poderia ser letal ele pular em um rio das pontes altas do Tamisa e também pela temperatura da água.
Quando ele estacionou seu carro no meio fio e andou até o meio da ponte, fiquei gelada de medo. Quando ele subiu no parapeito da ponte eu não me aguentei.
- Tudo bem, você me convenceu. – falei e segurei forte seu braço – Por favor, desce daí. – falei em tom suplicante.
sorriu e ficou em pé ao meu lado. Ele me abraçou fortemente e falou as três palavras que eu tinha medo.
- Eu te amo , mas você me irrita. – ele sorria brincalhão. Nem me deu tempo de responder e já selou nossos lábios. Esse beijo tirou meu fôlego, era tranqüilo, natural – Você é minha vida agora. – ele falou em meu ouvido. Tive que gargalhar com essa – O que foi?
- Menos drama Edward Cullen, seja realista. Você não é a minha vida, mas ao menos é a parte que faz valer à pena. – falei e ele sorriu.
- Faça de suas palavras minhas. – ele me tomou em seus braços novamente.
- Plágio é crime meu querido. – falei enquanto jogava meus braços em volta de seu pescoço.
- Dane-se. – ele me beijou novamente. Tudo o que nunca quis me tornar estava ali na minha frente. Eu era uma apaixonada romântica... Mas ao menos ainda tínhamos criatividade.
Esse clima amoroso e ameno durou por exatos um mês e quatro horas... Após isso, meu mundo veio a baixo.
POV’s
A cada dia que passava as tonturas, dores no peito e o sangramento estavam aumentando, estava difícil esconder isso de todo mundo, principalmente de , eu não queria que ela me visse, assim definhando, me acabando aos poucos, na verdade eu não suportava a ideia de vê-la indo pelo mesmo caminho que eu, eu já tinha lhe pedido tantas vezes pra que parasse de abusar do álcool, das drogas, mas ela não me escutava, eu sabia que era difícil. Aquilo era uma espécie de calmante pra ela, mas ela precisava parar.
O último mês foi muito louco, as coisas aconteceram tão rápidas, mas eu tinha consciência de que eu amava aquela garota e não conseguiria viver sem ela.
Nós estávamos no Brasil, ficaríamos duas semanas por aqui, o primeiro show seria dali a cinco dias, então daria para aproveitar.
Eu estava deitado na cama do hotel e por incrível que pareça, não estava do meu lado desta vez, foi quando Adam entrou derrubando tudo dentro do quarto e gritando:
- Você já viu o estado da sua namorada? Você ta vendo o que você ta fazendo com ela? - ele fazia gestos com as mãos e gritava; levantei-me da cama e questionei:
- O que aconteceu com ela?
- Ela ta jogada no chão completamente drogada, você não devia estar com ela, você só faz mal a ela! – ele me pegou pela gola da camisa e continuou: - Você não é homem o suficiente pra fazê-la parar, você não consegue ajudar a garota que você diz amar, você é um completo inútil, eu quero você termine com ela.
- O que? Eu não vou terminar com ela. – eu disse indignado·
- Moleque, deixa de ser egoísta, se você realmente a ama é melhor você se afastar e deixe ela ficar bem de novo, como ela estava antes de você aparecer. – Adam me empurrou e saiu com a mesma raiva que entrou.
Na verdade ele estava certo, eu não tinha conseguido fazê-la ficar bem, ela estava morrendo sem se dar conta.
POV’s off
Eu estava encostada na sacada do Copacaba Palace perdida em pensamentos, a histeria dos fãs em frente ao hotel se perderam em meio a tantas coisas que se passavam por minha cabeça; fazia dois dias que estávamos no Brasil e simplesmente ficou estranho, me tratando friamente, quase não falava mais comigo, na verdade, ele nem me olhava mais, eu já estava cansada dessa mudança repentina de humor.
Fui arrancada de meus pensamentos, com uma gritaria mais alta do que o normal – talvez nem estivesse tão alto assim, eu é que tinha me desligado do mundo por alguns minutos – olhei um pouco desnorteada e vi parar ao meu lado, há alguns centímetros de distância, ele evitava me olhar, eu o sentia cada vez mais frio, e aquilo estava me deixando tão mal, eu não sabia o que tinha feito pra que isso acontecesse. Talvez ele tivesse se cansado de mim, desistido... Não sei, só sei que o meu coração doía a cada vez em que eu pensava na possibilidade de que ele me deixasse.
Senti meu olhos marejarem, e antes que as lágrimas rolassem pelo meu rosto, caminhei até o quarto novamente o mais rápido possível, mas senti que alguém me seguia. .
Assim que entrei no quarto, me virei o encarando parado na porta, e ataquei:
- O que ta acontecendo?
- Nada. – ele respondeu como se fosse obvio.
- Como nada? – me exaltei – Você fica estranho sem mais nem menos, age como se não me conhecesse e não ta acontecendo nada? – as lágrimas já escorriam livremente pelo meu rosto, eu não conseguia contê-las – Me diz o que ta acontecendo, pelo amor de Deus, eu não consigo viver com essa angustia de não saber.
me olhou por alguns segundos, e logo em seguida deu uma gargalhada.
- O que ta acontecendo? É que você é louca garota, eu não sei como eu pude te suportar por tanto tempo assim, você é tão tola que nem se deu conta que você era só mais uma que eu vou usar e jogar fora. – Ele dizia aquilo de um modo nojento, como se ele nunca tivesse se importado, e eu não acreditava aquilo não podia ser verdade, não podia.
- Então é isso? Você só estava brincando quando disse que me amava? Eu era só mais um passatempo pra você? - Outra gargalhada.
- Você achou mesmo que eu iria amar uma garota que é capaz de matar a própria irmã? Você é louca, não consegue se controlar, age como se fosse uma vadia, você está recebendo tudo o que você merece.
- Mas você prometeu não desistir de mim, você prometeu !
- No seu mundo promessas não existem.
A dor em meu peito era impossível de se explicar, as palavras dele me atingiram como balas, era horrível; e o quão burra eu fui por acreditar, eu sabia que isso iria acontecer.
Eu não consegui responde-lo, dizer alguma coisa para fazê-lo ficar, quando ele disse:
- Acabou. – ele disse as palavras zombando, com um sorriso no rosto e saindo pela mesma porta em que havia entrado.
Então mesmos sabendo que era inútil sussurrei:
- Eu te amo!
POV'S
Enquanto eu dizia aquelas malditas palavras eu sentia meu coração gritar, e meu corpo ansiava por ela, pedindo que eu parasse de falar todas aquelas merdas e a abraçasse como eu fazia antes, e não a fizesse chorar.
Quando ela chorou, eu me senti mais inútil do que eu já me sentia, eu estava sendo covarde, eu sabia que aquilo doía que o seu passado era o seu desequilíbrio, mas mesmo assim sem piedade eu o usei contra ela.
Ao passar pela porta, senti as lágrimas tomarem conta de mim, e os soluços cortarem minha garganta, caminhei apressado até meu quarto, e me joguei em um canto qualquer, deixando que a dor e a culpa tomassem conta do meu ser.
Eu espero que ela fique bem depois que eu sair de sua vida.
POV’s off
Me sentei no chão, encostada na cama, sentido todas as minhas forças acabarem, e as lágrimas rolarem sem impedimento.
Eu me sentia desamparada, sozinha outra vez, era como se tudo que fosse bom, no final sempre me levasse ao mesmo lugar, sozinha.
Antes de me deitar peguei alguns comprimidos de Antidepressivos e calmantes que estavam em minha bolsa, os tomei juntamente com um longo gole de cerveja, e me deitei sentindo as lágrimas molharem o travesseiro.
O resto da semana passou lentamente, e eu continuava assim deitada à base de calmantes, antidepressivos, drogas, álcool e muitas lágrimas; eu não tinha mais forças pra continuar, eu tinha depositado toda minha confiança naquele maldito amor outra vez, e de novo ele me deu a mesma decepção em troca.
Adam tentava de todas as maneiras me alegrar, me fazer sair, mas era em vão.
Hoje era o dia de uns dos shows mais esperados por mim, mas eu sabia que eu não conseguiria; eu já havia ligado para agência de viagens reservando um voo de volta à Londres, eu não cantaria aquela noite, talvez nunca mais.
Despistei Adam dizendo que os encontraria no Estádio, um pouco mais tarde e ele apenas concordou.
Eu tinha pouco tempo, então me arrumei rapidamente, mas antes eu precisava fazer uma coisa, peguei um pedaço de papel qualquer e uma caneta e as palavras simplesmente saíram.
Quando foi a última vez que você pensou em mim?
Ou você me apagou completamente da sua memória?
Muitas vezes penso sobre onde eu errei,
Quanto mais eu penso, menos eu sei.
Mas você não lembra a razão que me amou antes.
Eu tinha esperança de que você veria meu rosto e que você se lembraria.
Não se esqueça de mim, eu imploro.
xx , eu te amo!
Senti as lágrimas molharem o meu rosto outra vez, e alguns pingos no papel; as enxuguei, dobrando o pequeno papel e o colocando no bolso da jaqueta de couro que havia deixado comigo antes de tudo ficar... Confuso. Eu sabia que ele a buscaria e cedo ou tarde leria aquele bilhete.
Peguei minha mala e fui para o hall de entrada.
O taxi me esperava lá embaixo; passei rapidamente entre os paparazzi com a ajuda de alguns seguranças enquanto o taxista colocava minha mala no porta-malas.
Caia uma chuva fraca, sobre o vidro do carro enquanto dirigíamos em direção ao aeroporto, o transito estava lento o taxista fala alguma coisa que eu não entendia muito bem, por estar perdida outra vez em meus pensamentos.
Como eu podi confiar de novo? Eu já havia sentido essa dor uma vez; olhei para a pequena tatuagem no meu pulso esquerdo e me lembrei do garoto alto, de cabelos escuros bagunçados, que conheci no verão no ano mais confuso da minha vida.
Depois de sair do "colégio" no nosso primeiro encontro nós nos beijamos no seu Mustang ouvindo Radiohead; e no meu aniversário de dezoito anos fizemos tatuagens iguais, - olhei mais uma vez para a tatuagem em meu pulso. - costumávamos roubar o licor dos seus pais e subir para o telhado, falar sobre o nosso futuro como se soubéssemos de algo; mas ele se foi, assim como , ele simplesmente desistiu de mim, agora eu ouvi dizer que ele removeu sua tatuagem, e que eu não passo de uma lembrança... Eu jurei que depois dele eu não me entregaria mais, porque o amor não existia, ele era psicológico.
Ainda perdida nas lembranças, com as lágrimas rolando livremente, ouvi um forte barulho de pneus freando, me tirando rapidamente do transe me fazendo olhar para minha direita aonde vi através do vidro gotejado os fortes faróis de um carro vindo em minha direção, e em seguida um barulho ensurdecedor.
Senti meu corpo ser arremessado, e ao cair, senti uma dor insuportável na cabeça que me deixou tonta, vendo algumas pessoas se aproximarem como borrões, e sangue muito sangue a minha volta quando tudo ficou escuro.
Adam POV’s
Os garotos já estavam no palco, tocavam a última música, já devia ter chegado, eu estava começando a ficar preocupado com o que ela podia fazer quando senti o celular vibrar no bolso da frente.
Atendi, o barulho dificultava um pouco as coisas, mas fui plenamente capaz de entender quando alguém do outro lado disse que havia sofrido um acidente.
Eu estava em choque, mas podi ouvir o hospital em que ela estava, e aquilo ficou ecoando pela minha cabeça.
Eu não sentia nada, não tinha controle sobre as minhas pernas, eu queriam correr, mas eles não me obedeciam.
Elas finamente obedeceram meus comandos quando apareceu no corredor; no impulso imediato repleto de ódio e raiva, me dirigi até ele o virando de frente para mim, e lhe dando um soco no rosto.
Adam POV’s off
POV’s
Eu conversava com , tinha acabado de descer do palco quando fui surpreendido por Adam, com o soco no rosto.
- O que você ta fazendo seu doente? – perguntei confuso, sentido Adam me puxar pela gola da camisa.
- Se a morrer você é o único culpado. – ele gritava, sem controle.
- Como assim se a morrer? – comecei a senti meu coração palpitar mais forte, com medo da resposta que viria a seguir.
- A sofreu um acidente de carro. - Era possível ver as lágrimas nos olhos de Adam, mas eu não conseguia acreditar.
Num impulso empurrei Adam contra a parede, e lhe dei um soco no rosto, seguido por vários outros enquanto eu esbravejava.
- Se a morrer, eu juro que eu vou atrás de você até no inferno. – antes que pudesse continuar a descontar minha raiva em Adam, alguém nós separou.
Me soltei rapidamente e caminhei em direção há um dos carros que tinham nós trazido, enquanto ligava pra algum jornalista, há essa hora já devia ser notícia no mundo todo.
Anotei a porra do nome de qualquer jeito, e entreguei ao motorista.
Eu estava impaciente dentro do carro, eu não podia perdê-la de jeito nenhum, eu sabia que ela nunca me perdoaria por tê-la deixado, mas eu precisava dela, viva mesmo que não fosse mais do meu lado, eu não suportaria a ideia de não vê-la respirar, sorrir... Respirei fundo, enquanto passava a mão pelo cabelo, e sentia as lágrimas rolarem.
Chegamos ao hospital, que estava cercado pela imprensa, desci correndo, entrando no hospital o mais rápido que podia e fui a sua procura.
É claro que Adam não me deixaria vê-la, assim que disse seu nome a recepcionista, Adam já estava atrás de mim, pronunciando as palavras cruciais.
- Você não pode vê-la você não é nada dela, e não passa de um vazio pra ela.
Quando a recepcionista se virou para perguntar o que eu era dela, respirei fundo e sussurrei o mais triste nada de minha vida, me afasto, apenas vendo Adam conversar com ela, e logo em seguida seguir pelo corredor claro.
O tempo passou lentamente, eu ainda estava sentado naquela mesma cadeira há horas, esperando uma só notícia, esperando um só "ela está bem"; foi nesse momento em que Adam apareceu com os olhos vermelhos e inchados; eu teria que deixar meu orgulho de lado pra saber como ela estava.
Me levantei em direção à Adam e logo perguntei:
- Como ela está? – meu coração estava na boca, batia tão rápido que parecia ser possível escutá-lo de longe.
Adam não se moveu, muito menos me olhou quando, disse:
- Ela esta em coma. – meu mundo caiu, senti minhas pernas tremerem, e por alguns segundo podi jurar que meu coração parou de bater.
Sai apressado, pegando a jaqueta jogada na cadeira, e enfrentando a multidão lá fora, que perguntavam o motivo de minhas lágrimas, os ignorei e entrei no carro.
Quando cheguei ao hotel, à mesma multidão, passei cortando por eles, eu queria ficar sozinho pra sempre.
Entrei no quarto, me permitindo chorar tudo que jamais havia chorado em toda minha vida, e eu sabia que aquilo era minha culpa, se eu não tivesse aparecido na vida dela, ela estaria bem – joguei alguns enfeites que estavam em uma estante na parede, então deixei que a raiva tomasse conta de mim, joguei tudo pro chão, quebrei tudo o que consegui, mas a raiva não passava, então peguei vários comprimidos de êxtase, alguns calmantes e antidepressivos que tinha pegado uma vez de na esperança de que ela parasse de usá-lo compulsivamente; peguei várias cervejas e as tomei como se fosse água, não pararia te ver o seu fim, quando isso aconteceu, foram usadas carreiras gordas de cocaína, cigarros de maconha, martini e vodka, eu já não sentia mais meu corpo, meus olhos estavam inchados e vermelhos, as lágrimas ainda caiam, eu não me dava conta de mais nada, só da dor.
Os dias foram passando assim, a base de mais álcool e mais drogas seguindo assim sucessivamente.
Nós ainda tínhamos um show em São Paulo, eu não queria ter que ficar longe, porque mesmo eu sendo um inútil chapado, meu pensamento estava lá com ela, desejando vê-la.
Fomos forçados a ir, estávamos em São Paulo, um dia antes do show, eu não havia saído do quarto por nenhum motivo nesse mundo, eu estava jogado na cama, na mesma situação deplorável de antes, fazendo as mesmas coisas, usando as mesmas drogas, bebendo as mesmas cervejas, chorando pelo mesmo motivo.
Peguei um papel jogado no chão e uma caneta falha e comecei a escrever tudo aquilo que eu queria dizer a ela, mas eu sabia que não teria essa chance.
Estávamos no estádio do maracanã, com exatamente oitenta e duas mil duzentos e trinta e oito pessoas, eram os fãs dela que estavam ali, mesmo sabendo que ela não estaria lá, eles tinham consciência que era ali que ela queria estar, que era ali o lugar dela.
Subimos ao palco, estava tudo diferente, as pessoas estavam tristes, de baixo da chuva que não cessava; o show continuou, mas o vazio era perceptível, todos nós precisávamos dela.
Iríamos tocar a última música, quando pela primeira vez em toda turnê eu fiz o que ela mais gostava, peguei o violão e me posicionei no centro do palco.
- Eu queria tanto que você estivesse aqui comigo, sem você isso aqui é tão vazio; e a dor no meu peito é tão grande, que você não faz idéia, eu me arrependo a cada segundo de todas as palavras que eu te disse aquela noite... - as lágrimas molhavam meu rosto, e eu pouco me importava, eu estava falando aqui pra ela, era ela que precisava ouvir aquilo, só ela – Eu preciso que você fique bem, por favor; eu só preciso de você.
Então os acordes suaves do violão encheram o lugar, e enquanto cantava eu sentia ainda mais a dor aqui dentro. [n:a/ coloca Just You – Jensen Ackles]
Eu acredito na sua força embora eu entenda que você se sentiu sozinha
Porque quando você precisa de um amigo não há ninguém forte
Para voltar a cair em seu passado e ainda irá pesar, mas
Eu irei prendê-lo através da dor, dor.
Então, no final não é só você com suas memórias e suas cicatrizes
Cai sobre mim se você sempre se esquece de como você é bonita
Enquanto cantava pude me lembrar dela dizendo o quão ela se sentia sozinha, e que se eu a deixasse ela não teria forças pra continuar; de quando ela chorava lembrando-se de seu passado e de quando ela se olhava no espelho em um domingo de manhã, e dizia que ela era mesmo horrível, como as garotas diziam.
Eu acredito em suas palavras e seus olhos
E quando você fala de seus sonhos
Eu percebo que eu invejo a quem você dá seu coração
Então, no final não é só você com suas memórias e suas cicatrizes
Cai sobre mim, se você sempre se esquece de como você é bonita
Lembrei-me do dia em que estávamos no Green park, e ela disse que eu não acreditava nela, que ela era louca.
E eu nunca vou deixar você... desvanecer
E eu quero que você saiba que eu te amo
Por tudo que você é e tudo o que você será
Então, no final não é só você com suas memórias e suas cicatrizes
Cai sobre mim, se você sempre se esquece de como você é bonita é
E você é.
Lembrei-me de que tinha prometido nunca deixa–lá, de quantas vezes tinha dito que a amava, e agora ela duvidava disso, de tudo o que eu disse de todo o meu amor.
A música terminou, olhei a minha volta, reparando em cada rosto, como nunca havia feito antes, as pessoas estavam emocionadas assim como eu.
Saímos do palco, sem a vibração de antes, mesmo sabendo que era inútil percorri meus olhos por todos os cantos e ela não estava lá, uma forte dor no peito, me atingiu, eu sabia o que viria a seguir, então tentei caminhar ates que acontecesse, mas na tentativa de fugir acabei caindo, ainda com a mão sobre o peito, sentindo o sangue escorrer pelo meu nariz, e em seguida eu estava sentindo o gosto estranho de sangue, em minha boca, eu tentava falar, mas a tosse era forte, minha garganta ardia, era como se tivessem navalhas a cortando, meu peito doía mais ainda cada respiração, eu sentia tudo a minha volta girar, eu já não conseguia entender o que me falavam, as coisas foram ficando turvas, e enquanto tudo escurecia, eu pude escutá-la dizendo meu nome.
POV’s off
Cinco meses se passaram, havia morrido por excesso de álcool e drogas, ainda não tinha acorda do coma, até agora. Adam POV’s
Eu estava sentada na poltrona do lado da cama, esperando um milagre, por cinco meses eu sabia que talvez fosse impossível, mas eu ainda tinha fé. Os médicos disseram que ela tinha perdido parte da memória, que ela poderia se lembrar de tudo, de algumas pessoas ou de simplesmente nada, ninguém, sabia ao certo, era uma questão de tempo.
Andava meio perdido em pensamentos, meio disperso, mas aquilo jamais passaria despercebido.
Observava e quando a vi mexer os dedos da mão, lentamente, com certo receio, me levantei o mais rápido que pude, e apertei o botão que chamava os enfermeiros, e me pus parado ao lado da cama.
Os enfermeiros logo vieram, tudo aquilo pelo o que eu tanto rezei estava acontecendo ela tinha acordado, mas uma coisa ainda me assombrava: como dizer que havia morrido?
Adam POV’s off
Acordei na cama de um hospital e senti meu corpo doer, olhei a minha volta a procura de um rosto conhecido, então Adam estava ali, olhando preocupado para mim.
Sorri aliviada, fazendo sinal pra que ele se aproximasse, e ele assim o fez.
- Como está se sentindo? – ele perguntou um pouco apreensivo.
- Um pouco dormente. – respondi dando uma leve risada.
Eu estava um pouco confusa sobre o que realmente tinha acontecido, eu sabia que tinha sofrido um acidente, me lembro do carro vindo em minha direção, mas eu estava em um lugar desconhecido, me lembro de que voltava pra Londres.
Bem, mais tarde eu soube que estava em coma já faziam cinco meses por conta deste acidente. Adam disse que terminaria de me contar quando tivesse alta.
Adam assinava alguns papeis, pessoas passavam sorridente me cumprimentado, como se me conhecessem, eu apenas as retribuía com um sorriso tímido.
Nós passamos pela porta do hospital, e varias pessoas me chamavam, tiravam fotos, muitas fotos, eu não entendia o porquê de toda aquela multidão.
Adam percebeu que eu não entendia e me abraçou forte, e eu apenas escondi meu rosto em seu peito enquanto ele pedia licença e entravamos no carro.
Já no quarto, o silêncio estava estranho, Adam estava diferente, tudo a minha volta estava diferente era como se faltasse algo.
- O que foi aquilo tudo lá fora? – perguntei me referindo há saída do hospital e a chegada do hotel.
- você é famosa, umas das pessoas mais conhecidas de todo o mundo. – Adam disse calmamente, mas eu não me lembrava, aquilo na verdade era assustador.
Adam parece ter percebido minha expressão apavorada, então segurou meu rosto e disse:
- olha, eu preciso que você faça uma coisa por mim. – assenti com a cabeça e ele continuou – Eu não sei se você se lembra... Na verdade, eu preciso que você passe um tempo na reabilitação, eu só quero que você fique bem.
Eu não sabia o motivo daquilo tudo, eu não tinha certeza do que lembrava, as coisas estão cada vez mais confusas, mas eu me lembrava de algumas noites bebendo, e usando drogas... Eu sabia que era por isso.
- Adam tudo bem, eu vou sem problemas, eu só quero te pedir uma coisa.
- o que?
- Faça a multidão parar, eu não sei, talvez eu gostasse disso, mas eu não consigo, eu não quero essas pessoas atrás de mim, eu quero ser normal, quero que me esqueçam.
- Isso pode demorar um pouco.
- Só... Façam elas pararem. – eu disse suplicante.
- Tudo bem. – Adam se aproximou, me abraçando de lado, depositando um beijo em minha testa.
Eu já havia arrumado minhas malas, estávamos embarcando de volta a Londres, e então eu passaria um tempo na The Crossroads Rehab Center.
Em todas as vezes que tive que enfrentar aquela multidão assustadora, um nome não saiu da minha cabeça: . Quem era ele? Porque me perguntavam tanto dele?
O tempo passou rápido, Adam ia me ver todos os dias na reabilitação, ele ficava comigo o tempo todo, eu gostava disso, de tê-lo por perto.
Eu estava de olhos fechados, minha visão, ainda assim era invadida por uma forte luz. Sim, era dia. Eu podia perceber mesmo fechando os olhos mais forte, fui vencida pela claridade e pela carícia de uma mão macia que encontrava a minha. Aqueles olhos eram tão vivos e estavam tão próximos aos meus que não teve como eu resistir e abri um doce sorriso.
- Oi. - Ele falou pra mim, sorrindo de volta, não pude impedir que borboletas fizessem uma rave no meu estomago. Ele era tão lindo e fofo comigo.
- Estou horrível. – falei me espreguiçando.
- Sério? Eu não acho.
- Você é um mentiroso então.
- Não sou não. – ele falou me dando um selinho – Você é linda dormindo.
- Deu pra me ver dormir agora foi?
- Eu sempre faço isso. – falou me dando outro selinho. Sua mão que estava na minha começou a subir e eu automaticamente fui retribuindo as suas caricias, logo aprofundei o beijo permitindo o contato de sua língua contra a minha. Suas mãos passeavam livremente pela região da minha barriga e eu arranhava levemente suas costas, ele passou as suas mãos pra dentro de minha blusa levantando a mesma, nesse momento senti como se estivesse levando um choque com os toques que o Adam me dava, entendi perfeitamente onde aquilo iria chegar e o ajudei a tirar a mesma. Ele ainda estava com sua blusa e eu rapidamente a joguei em algum lugar do quarto junto com a minha. Ele tirou sua calça, ficando apenas com sua boxer preta me proporcionando uma bela visão do seu corpo. Ele subiu em cima de mim me beijando com mais intensidade e desejo. Passei minhas mãos sobre o seu corpo cravando minhas unhas em suas costas quando ele pôs uma mão no meu seio e sua boca desceu pro outro me fazendo arfar quando sua língua o tocou. Ficamos mais um tempo apenas nos tocando, percebi quando ele começou a perder o controle.
- ... Eu... Você tem certeza?
- Nunca estive tão certa em toda a minha vida. – falei e desci minha mão até sua boxer a tirando logo em seguida. Ele fez o mesmo com minha calcinha, estava com os olhos brilhando e pude ver o fogo que se encontrava nos mesmos.
- Esperei tanto tempo por isso. – ele falou e abriu levemente minhas pernas se encaixando entre elas. Então me penetrou com força, soltei um gemido em seu ouvido e isso só o excitou ainda mais. Ele investia com força e a cada estocada eu apertava mais os seus cabelos, meus gritos e gemidos foram abafados por seus lábios que se chocaram nos meus quando ele aumentou a velocidade. Eu cravei minhas unhas em seus braços e jogando a cabeça pra trás quando seus lábios passaram pro meu pescoço.
- Você é perfeita, sabia? – ele falava ofegante. Senti o Adam soltar um gemido e logo em seguida chegamos ao extremo.
Ele desabou exausto em cima de mim e acariciou o meu rosto. Saiu de dentro de mim e se deitou de lado me puxando pra deitar em seu peito. Ficamos algum tempo abraçados, ele apenas passeava com os seus dedos levemente por minhas costas nuas, foi nesse momento que eu percebi que Adam era o que eu precisava.
Dois anos, isso foi o tempo que passei na reabilitação, quando sai de lá parecia uma criança olhando pela janela, não me lembrava de muitas coisas. Sim, sabia coisas de minha infância, de parte da adolescência, mas eu sentia que a parte mais importante da minha vida me escapava por um dano infeliz no meu lobo frontal e temporal.
- Adam, eu era feliz como uma estrela da música? – perguntei tentando forçar uma resposta da minha memória.
- Muito, no palco você parecia mágica, havia paixão no que você fazia.
- E fora do palco? – perguntei sentindo o ponto se aproximar, mas envolto por uma nevoa de esquecimento, era frustrante.
- Não, durante um tempo, depois você se encontrou, mas logo se perdeu de novo. O que importa é que você está bem. – sorri e voltei a encarar a janela.
- , eu já estava há algum tempo para te pedir isso, mas... – eu via suas mãos apertarem compulsivamente o volante, Adam parecia estar nervoso – Sei que não é o modo mais romântico, mas me parece o mais correto.
- Fala logo Adam. – o incentivei a falar.
- Quer se casar comigo? – ele não olhava para mim, olhava fixamente para a rua. Ele devia estar esperando uma rejeição, mas ele era a pessoa que eu mais estava em débito.
- Aceito. – falei calma e segura de minha decisão. Se era a decisão correta, por que senti que estava fazendo o maior erro da minha vida?
Adam me olhou surpreso, e logo essa emoção se transformou em felicidade, nunca o vi tão radiante. Ele era um cara diferente.
- Sério? – aquele sorriso era lindo.
- Sim, temos que começar a planejar tudo.
- Obvio. me esqueci de falar, não consegui o seu apartamento de volta, o contrato do aluguel só vai acabar daqui a cinco meses, nesse meio tempo você vai morar comigo. Tem algum problema?
- Nenhum. – falei imaginando o que eu usaria na igreja.
###
Após sete meses de espera, finalmente o dia havia chegado. Eu iria me casar, eu teria que dar a notícia de que esperava um filho de Adam. Esse seria um dia e tanto.
Me arrumei sozinha em casa, usei meu cabelo natural, prendi pequenos brilhantes nele todo, fiz uma maquiagem leve e natural, não iria usar o lápis carregado de sempre, vesti meu vestido branco em corte grego, calcei suas havaianas prateadas e peguei o buquê de rosas azuis.
Os detalhes me escapavam durante o percurso até a igreja, só dei por mim quando comecei a andar pelo parque durante o sol poente.
Era engraçado ver os convidados usando óculos de sol, mas mantive o foco, Adam era o que importava no momento.
Andei até ele e cumpri meu papel perante o juiz.
Durante as amabilidades da festa eu o puxei para um local isolado. Era a hora ideal de lhe contar a respeito do nosso filho(a).
- Tenho uma novidade para você. – disse sorridente.
- Qual é honey? – ele falou com as mãos na minha cintura enquanto me puxava para mais perto. Passei meus braços pelo seu pescoço e falei em seu ouvido:
- Duas palavras. Você adivinhará.
- Quais são elas então?
- Parabéns papai. – esperei sua reação. Adam me afastou e me encarou incrédulo. Sua mão foi até minha barriga enquanto ele me olhava pasmo, assenti com a cabeça e ele me abraçou enquanto me girava no ar. Quando me pos no chão novamente ele me beijou de uma forma apaixonada.
A vida de mãe não era fácil. estava com cinco meses. Eu achava esse nome bonito, forte, mas Adam foi relutante em me deixar colocá-lo em meu filho. Nunca entendi seu motivo, e ele nunca tentou me explicar.
Estava aproveitando alguns minutos de paz enquanto o meu bebê dormia. Olhei para a televisão procurando alguma distração, American Dad... Pritchard, imediatamente esse nome tomou o foco da minha mente. Algo dentro de mim me implorava para me lembrar dele. Decidi descobrir quem era .
Digitei no Google o nome. O primeiro link que apareceu foi um do Youtube, lá estava escrito "a última música de " cliquei.
Logo nos primeiro acordes eu a reconheci. Toda a minha memória havia voltado para mim.
Todos os porres, todas as tragadas, todos os shows, todos os meus traumas, exatamente tudo. Mas o principal, todos os beijos, todos os momentos que passei ao lado dele, todas as noites, todas as músicas... Aquela música.
Lágrimas escorriam compulsivamente pelo meu rosto, como eu pude esquecer o homem da minha vida, onde estaria agora?
Mesmo sem enxergar direito procurei sobre o paradeiro dele e logo a manchete apareceu.
"Overdose mata em seu show" abri o link e li o resto da matéria em desespero.
"Após a música que fez para sua ex-namorada e ex-estrela do rock , teve uma hemorragia interna devido ao uso excessivo de álcool e drogas..."
Não consegui terminar de ler, apenas li o nome do cemitério.
Peguei o meu filho e o coloquei no carro em sua cadeirinha, dirigi vagarosamente pelas ruas até chegar ao cemitério. Tirei de dentro do carro e segui em busca do tumulo. O avistei longe, isolado de todos, sorri comigo mesma, era espaçoso.
Me ajoelhei ao seu lado e abracei mais forte meu filho que ainda dormia, chorei compulsivamente por horas. A dor em meu peito era incomparável, parecia que iria me matar, era desesperadora, eu tinha vontade de me deixar vencer pelo pânico e ir embora dessa realidade cruel. Mas minha vida de repente não era só minha, ela era de Adam e de nosso filho também.
Aonde quer que estivesse, eu sabia que ele não iria gostar que eu desistisse de minha vida, alias, ele terminou comigo. Enxuguei o resto de minhas lágrimas e me levantei com o pingo de dignidade que ainda me restava. Andei para o carro e engatei a primeira.
Voltei para casa e apenas ignorei o fato de estar casada com o homem errado. Adam havia feito muito por mim, estava na hora da retribuição, eu o amaria dentro de meus padrões.
Com certeza o amor que eu sentia por Adam não chegava a um centésimo do que eu sentia por , mas era o suficiente. Tinha que ser o suficiente.
Nunca mais consegui chamar meu filho de , sempre inventava apelidos para ele, e o que nós mais gostamos foi Stan, que por ventura, era o nome do personagem preferido do em American Dad! Como essa vida era irônica.
FIM
N/A: Obrigado a Kurt Cobain e ao Nirvana por me fazerem ter um surto e escrever essa fic, Cherie Currie por ser muito drogada, e revoltada, Amy Winehouse que me inspirou muito com toda a sua luta, e o seu amor, que acredito eu ter sido a maior causa de sua morte e principalmente a banda The Kooks, por serem os protagonistas da minha estória insana.
Lore e a Agda futura poynter que foram as minhas maiores colaboradoras, que me ajudaram muito quando eu precisava que complementavam minhas ideias, e fizeram esse milagre de fic. A Barvin que fez essa capa muito linda, eu me apaixonei pela capa bgs;*, e a dona Anny Judd que deu andamento a isso tudo aqui. OBRIGADO LEITORAS LINDAS, SEM VOCÊS ISSO AQUI IRIA SER SÓ MAIS UMA ESTÓRIA. EU AMO VOCÊS.
ASPAOSPOAPSOAPSOPO meu que lixo ficou isso aqui.
PS: então, se você comentarem, e pedirem mais, pode haver duas continuações, uma que conta sobre a relação dela com os pais, e o que aconteceu no colégio, e todos os segredos que vocês nem imaginam que uma pessoa poderia ser capaz de esconder, e a outra é sobre o primeiro amor dela, que fez deixar de acreditar que o amor fosse possível; então se você quiserem é só dizer que querem ali na cbox.
xoxo joo.
Nota da Beta
Qualquer erro nessa fic fale comigo pelo gmail. Por favor, não falem sobre os erros na caixinha de comentário.