
Autoras: Bruns e Tâh
Beta-Reader: Jules
Prólogo
Na vida há altos e baixos. Prefiro ficar com os momentos altos, porque são ali onde se encontra a felicidade. Mas, quando parece que estou no topo, eu caio de repente.
Cap.1 - A Despedida
Flashback On
- Little baby, a gente vai se ver em breve. - ele disse, passando a mão por meu cabelo - EI! Não chora senão eu choro também.
- Ai, Tom, eu não quero ir embora, eu quero ficar aqui com você pra sempre. - eu disse chorando de novo – Por que você não pode ir com a gente também? Porque nossos pais tinham que se separar agora? Por que eu e a mamãe temos que nos mudar de país? Por que não morar aqui na mesma cidade e no mesmo país, só mudando de casa? - eu disse isso tudo junto sem deixá-lo responder.
- Hãm? – ele perguntou e eu ri - Só uma coisa que eu entendi e que vou responder, que é a única coisa que eu sei também. Você e a mamãe estão se mudando para outro país porque nossa família mora lá. E também eu não vou porque eu já tô no ensino médio, então vai ser meio difícil eu parar agora. – ele terminou de falar e minha mãe entrou no quarto.
- , vamos, já tá na hora. – ela disse e veio abraçar Tom.
- Tom, se comporta, tá? Eu vou sentir muito a sua falta. – e ela já tava chorando – Te amo, filho.
- Eu também te amo, mãe, e também vou sentir muito a sua falta. Agora vão logo senão eu começo a chorar aqui. – ele disse rindo.
- Nossa, meu irmão quer se livrar logo de mim. – eu disse, também rindo.
- É claro, você não percebeu isso até agora? Você é lerda, hein menina! – ele disse, fazendo uma pose meio gay.
- Ai, que gay. – eu disse e ele riu.
A gente desceu e meu pai tava na sala.
- Tchau, pai. – eu disse, abraçando-o e chorando mais – Te amo.
- Você não para de chorar, não? – Tom perguntou, e eu dei um tapa no seu braço.
- Insensível. – eu disse, dando a língua pra ele.
- Não sou não. Vem aqui, little baby. - ele puxou e mordeu minha bochecha.
- Ai, Thomas Fletcher! – eu disse e ri.
- Vamos filha, estamos atrasadas. – minha mãe estava na porta, já tinha colocado as malas no táxi.
- Te amo, seu chato. – falei e dei um beijo no rosto dele.
- Também te amo, little baby. - ele disse, dando um beijo na minha cabeça.
- Ah, última foto. – eu disse, pegando minha câmera. Tom me abraçou e eu mordi a bochecha dele, tirando a foto. Depois bati outra só abraçada com ele. – Depois te mando!
Flashback Off
Cap.2 - De Volta a Londres
Morei 4 anos no Brasil. Ê, Brasil! Não tinha um lugar mais longe para minha mãe ir com o intuito de ficar longe do meu pai, não? Eu me pergunto isso todo santo dia. Mas aqui até que é legal. Tenho várias amigas... hum, tá legal, eu só tenho três amigas, mas já é o suficiente, né? Então, voltando ao assunto, minha mãe me disse hoje que vamos voltar amanhã para Londres, eu fiquei super empolgada. Claro, eu vou ver meu irmão! É claro que vou sentir saudades daqui e das minhas amigas, mas meu irmão é meu irmão.
Meu pai e minha mãe resolveram se reconciliar, vamos dizer assim, tentar outra vez.
diz:
Sério, amiga, que você vai voltar pra Londres?
diz:
Seríssimo! Eu tô tão animada que não consigo ficar sentada na cadeira.
diz:
Hm, sério? :(
diz:
Que foi, amiga?
diz:
Vou sentir sua falta.
diz:
Oun, também vou sentir sua falta.
diz:
Hm, nem parece.
diz:
Claro que vou sentir sua falta.
diz:
Eu sei que vai, só queria ver isso de novo kkk
diz:
Muito engraçada você, hein? Amiga, vou sair porque tenho que fazer minhas malas.
diz:
Tá amiga. Boa Viagem! Te lovo.
diz:
Também te lovo.
Arrumei minhas coisas e fui tomar um banho. Fiquei um bom tempo no chuveiro - acho que até cochilei, a água tava tão quentinha... Saí, vesti uma calça e uma blusa de moletom e voltei pro MSN.
O Tom tava online, então fui falar com ele.
diz:
Oi, chato.
Thomas diz:
Oi folgada! E aí, quando vai vir mesmo?
diz:
Oun, que lindo, tá com saudades de mim!
Thomas diz:
Não, é que eu tô tentando convencer meu pai a me deixar ir morar na casa do meu amigo para me ver livre de você.
diz:
Nossa, agora fiquei muito brava com você.
Thomas diz:
Eu tô brincando, little baby. É que vou buscar vocês no aeroporto, aí preciso saber.
diz:
Hm, a gente vai chegar depois de amanhã de manhã, eu acho.
Thomas diz:
Hm, então tá. Little baby, tenho que sair, eu e meus amigos vamos a uma festa.
diz:
Tá baby, vai lá, e eu vou dormir né? O que posso fazer? Boa noite.
Thomas diz:
Kkkkk, boa noite.
Thomas parece estar offline.
THOMAS ON
- Ah, então vamos conhecer a famosa ? – disse assim que eu desliguei o computador.
- Você tava lendo minha conversa? – eu perguntei.
- Tava, por que? – ele perguntou. Que filho da mãe!
- Nada, só porque é falta de respeito ler a conversa dos outros! – eu disse e ri com a cara dele.
- Calma aí, Tom. – ele falou.
- Ei, eu tô brincando. – eu falei, e ele pulou em cima de mim – Sai de cima, seu gay.
- Nossa, tô atrapalhando alguma coisa? – perguntou o quando entrou no quarto.
- Claro que tá, né? - falou.
- O que vocês estão fazendo? – perguntou, chegando na porta.
- Ui, nem te conto. – eu disse, e todos rimos.
- Nem é. É porque a irmã do Tom tá chegando e eu tava lendo a conversa dele no MSN, aí ele... – ia terminar, mas os meninos o interromperam.
- E aí, cara, ela é gostosa? – perguntou.
- Tá doido, cara, ela é minha irmã! – eu falei, começando a ficar nervoso com ele.
- Ah, mas você sabe quando uma menina é gostosa. – disse, fazendo cara de indignado.
- Cara, eu não vou falar se ela é gostosa ou não é, mesmo porque ela é minha irmãzinha e eu não posso ficar jogando-a na mão de uns doidos iguais a vocês. – eu disse, e os meninos riram.
- Do que vocês estão rindo? – eu perguntei.
- Você tá com ciúmes! – eles responderam juntos.
- Claro que eu tô, ela é minha irmã. – eu disse, fazendo cara de “é óbvio, caramba”.
- Você tem foto dela? – , o retardado, perguntou.
- Claro né, mas não recente. A última foto é de antes de ela ir embora, ela tava com 13 anos. – eu disse.
- Mostra aí. – agora que se pronunciou.
- Tá ali na cômoda. – eu disse – Mas nessa época ela era meio gordinha e usava óculos, então nem tentem achar uma menina gostosa. – eu disse.
Eles olharam pra foto e não disseram nada.
- Eer... Então, vamos pra festa? – disse, passando a mão pelo cabelo.
- Vamos, né. – eu disse, me levantando.
THOMAS OFF
- Eis que chega o dia de eu ir para Londres!
Não liga, eu falo sozinha mesmo. Mania de Família - nem é verdade, é só minha mesmo, não meta a família nisso, Fletcher.
- Vamos então, boazuda? – disse, aparecendo na porta do meu quarto – As meninas estão lá em baixo.
- ! – as meninas disseram em coro.
- , ! – eu disse do mesmo jeito.
- Ah, eu também quero meu nome desse jeito. - disse, fazendo cara de brava.
- ! – nos três falamos e rimos.
- Eu vou sentir sua falta. – disse, me abraçando.
- Nós todas vamos. – disse, e veio correndo me abraçar junto com a .
- Ain, gente, tô morrendo. – eu disse, levantando o braço.
- Era essa a intenção. – disse.
- Nossa, que medo agora. – disse.
- E eu sou do mal. – disse, e colocou a ponta do dedo na boca e depois na bunda, fingindo que tava apagando o fogo.
Todas rimos.
- Vamos, filha. – minha mãe disse, assim que o táxi chegou.
- Vamos, mãe. – eu disse, querendo já chorar.
- Eu odeio despedidas, são tão... tristes. – disse.
- É verdade. – disse, concordando.
- Ain amores, tenho que ir, amo vocês mais que picolé de cajá! – eu disse e elas riram.
- Também amamos você. – disse.
- Quem disse que eu te amo? – disse, e eu fiz cara de indignada – Eu não te amo, eu te lovo.
- Também te lovo. – eu disse. Abracei-as e entrei no táxi.
Viagem cansativa, viu. Mas tinha um gatinho na poltrona do lado que, meu Deus, que menino! Apaga o fogo que eu tô queimando.
Ele tá olhando pra mim, Deus meu. Oi, quer apagar meu fogo? Eu deixo.
- Oi. – ele disse. Acho que ele percebeu que eu tô babando.
- Oi. – eu disse e sorri.
- Prazer, Lucas. – ele disse sorrindo, e meu sorriso se alargou.
- Eer... Prazer, . Você é brasileiro? – eu perguntei.
- Sou sim, e você? – ele perguntou.
- Mais ou menos. - eu disse, e ele fez cara quem não entendeu, então eu expliquei – Eu nasci em Londres mas moro no Brasil. Meu nome é brasileiro e minha família é brasileira. – eu disse sorrindo. Ainda sorrindo, né? Oi, eu sou meio lesada.
- Ah, agora entendi. – ele disse.
A gente foi conversando a viagem inteira, quando a aeromoça avisa que a gente tava pousando em Londres e que a temperatura era 10°C. Legal, frio. Vou ter que me acostumar de novo.
Cap.3 - Bem Vinda a Londres
Eu peguei minha mala verde limão e, quando me virei, dei de cara com Lucas.
- Oi. – ele disse, rindo da cara que eu fiz. Eu me assustei, dá licença!
- Oi. – eu disse e ri.
- Eer, me passa seu número? – ele perguntou, passando a mão pelo cabelo.
Ah, não tô afim de passar meu número a uma pessoa feia e chata como você.
- Mas é claro, anota aí. – eu passei meu número pra ele – Hm, então, já vou indo. Vou procurar minha mãe, que desapareceu, e meu irmão. Até mais. – eu disse e saí andando.
Fiquei na ponta do pé para procurar o Tom ou minha mãe. Qualquer um servia. Mesmo eu estando de bota com salto eu fico baixa.
- Procurando alguém? – alguém me perguntou, e eu virei pra dizer “Não que te interessa! Eu sou meio nervosa, isso sim, é coisa de família.”, mas quando me virei, vi aquele menino com a covinha.
- Tom! – eu disse, surpresa e ao mesmo tempo alegre, e dei um beijo na bochecha dele.
- Maninha! – ele disse do mesmo jeito que eu e riu.
- Hm, já começou a implicar, né? – eu disse pra ele.
- Eu? Que calúnia! – ele disse, me abraçando - Vamos pro carro.
- Mas temos que achar a mamãe. - eu disse.
- A mamãe já tá no carro, então pediu para eu vir procurar você. - ele disse - Falando nisso, onde você tava?
- Conversando com um menino que eu conheci no avião e pegando minhas malas. – eu disse.
- Que menino é esse? – ele perguntou.
- Um menino que eu conheci no voo. – eu disse, fazendo cara de óbvio.
- Eu quero saber o nome dele, . – ele disse, se alterando.
- É Lucas, tá bom. – eu disse e saí andando.
- Ah tá, bem melhor. – ele disse – Esqueci de te falar, você tá muito gata!
- Seu chato. – eu corei e bati no braço dele.
A gente chegou em casa e eu fui arrumar minhas coisas no guarda- roupa. Depois fui tomar banho, e quando saí do banho eu caí na cama e dormi.
ON
Fomos à casa do Tom ver a irmã gostosa dele. Tá, nem tão gostosa assim, mas ela tinha treze anos na época da foto, ela deve ter melhorado, né? É o que eu espero.
- E aí, dudes! - o Tom disse, abrindo a porta para a gente entrar.
- E aí, cadê sua irmã? – um feliz perguntou, e um Tom bravo bateu na cabeça dele.
- Tá lá em cima. – ele disse – Vou lá chamá-la.
- Vai lá. – eu disse e ele subiu.
A gente sentou no sofá e ficamos conversando, até que Tom desceu.
- Cadê ela? – perguntou, olhando para a escada que levava à parte de cima da casa.
- Ela tá dormindo. – Tom disse – Eu acho que ela tava cansada da viagem, e ainda disse que ficou conversando a noite toda com um menino no avião.
- Então ela deve tá bem gostosa, né? Porque se ela tava conversando com o menino é porque ele gostou dela, então ela tá gostosa. – eu disse e recebi um tapa na cabeça. Olhei pro Tom com cara de que foi?
- Se você a chamar de gostosa de novo eu te bato. – ele disse.
- Tá legal, não chamo não. – eu disse, levantando a mão como se faz quando o policial fala mãos para cima!
- E ela tá muito bonita. – ele disse, perdido em pensamentos.
- Eca, ela é sua irmã. – disse, e nós rimos.
OFF
- Cadê seus pais? – eu ouvi uma voz da sala. Acordei porque tava com sede – mania, sabe - mas é só minha, eu acho.
- Eles saíram, foram num restaurante, eu acho. – Tom disse.
- Vamos jogar videogame então. – uma outra voz disse.
- Vamos. – várias vozes falaram. Que merda é essa, tem assaltantes na minha casa que querem jogar videogame com o meu irmão? Talvez eles estejam fazendo-o de refém... tá, eu sou louca mesmo.
Desci as escadas sem fazer barulho, e quando olhei pra sala tinha mais três meninos junto com o meu irmão que, por sinal, eram todos gatos.
- Hm. – limpei a garganta – Tom.
Ele virou o rosto em minha direção. Não só ele, mas todos, e eu corei. Tom levantou e veio em minha direção.
- Oi ! Fui lá no seu quarto para te apresentar o meninos mas você tava dormindo. – ele disse, me abraçando de lado.
- É, eu acho que ainda tô dormindo. – eu disse, e todos riram, me fazendo corar mais.
- Esses são ... – ele disse apontando um menino lindo e com a sobrancelha erguida, que falou:
- Oi, pode me chamar de . - e me deu um beijo no rosto.
- Oi. – eu disse, meio grouge, e meu irmão riu.
- Eu acho que você tá dormindo acordada. - ele disse.
- Não, eu tô legal. – eu disse, olhando pra ele.
- Esse é . – ele disse e apontou pro menino loirinho e do meu tamanho. Ri com meu pensamento fútil. Em vez de eu perceber o tanto que ele é gato, fui prestar atenção no tamanho dele.
- Oi, pode me chamar de . – ele disse, e fez cara de do que você ta rindo?
- Oi, desculpa eu tá rindo, mas é que você é do meu tamanho. - eu disse, ficando do lado dele para medir os tamanhos.
- Nem chegou direito e já vai zuando minha altura, né? – ele disse.
- Desculpa, . – eu disse, e dei um beijo na bochecha dele.
- E esse ser aqui é o . – ele disse, me apresentando ao menino, mas quando eu olhei pra ele fiquei hipnotizada com seus olhos. Que gato! Quase falei Miau.
- Oi, pode me chamar de . – ele disse, me dando um beijo no rosto.
- É um prazer conhecer vocês, mas eu vou tomar água, tô morrendo de sede. – eu disse, saindo da sala.
Ouvi uns cochichos, mas não deu pra ouvir o que eles falavam.
Voltei para a sala e eles continuaram a jogar. Eu ia subindo quando o Tom me pegou no colo.
- Fica aqui, little baby? – ele perguntou.
- Tá, eu fico, mas só se você me puser em terra firme de novo. – eu disse.
Ele riu e me colocou no chão.
- Ah, nem tive tempo de te falar “bem-vinda a Londres de novo”!
- Obrigada. – eu disse, em português, e ele olhou pra mim em dúvida. Tom não sabia quase nada de português, só o que eu ensinei, como Te amo, Você é linda e o nome da minha amiga, porque ela achava ele um gato, então...
- O que você falou? – ele perguntou.
- Eu falei obrigada. - eu disse.
- De nada. – ele disse, rindo.
Cap. 4
- Que horas são? – eu perguntei.
- Acho que são 3 da tarde. – disse.
- Nossa, eu dormi bastante, né? – eu disse, deitando no sofá com a cabeça no colo do .
- Ei, já tá nessa folga? – perguntou.
- Ela é assim mesmo, folgada. - Tom disse, e eu ri, bocejando logo depois.
- Eita, vi até seu estômago agora. – disse.
- Exagerado. – eu disse, e peguei o notebook que estava em cima da mesinha .
- Tô falando que ela é folgada. – Tom disse.
- De quem é? – eu perguntei, o ligando.
- É meu. – Tom disse, e eu dei de ombros, começando a mexer. As meninas estavam no MSN.
diz:
Ooooi amiga!
’ diz:
Oi amiga!
diz:
Como tá seu irmão gato?
diz:
Eu tô bem, viu ! Mas ele também tá bem.
diz:
O que vocês estão fazendo?
diz:
Eu tô no computador e ele tá com os amigos dele jogando videogame.
diz:
E são gatos?
diz:
São até demais.
diz:
Ooh, inveja!
diz:
Idem.
diz:
Kkk, e são muito gente boa também.
diz:
Quais os nomes deles?
diz:
, , e o Tom.
- Ei, a tá falando da gente, mas não entendo nada que tá escrito. - meu irmão gritou pros meninos, que vieram xeretar.
- Ei, tem meu nome aí! - o disse.
- O meu também. – disse, com cara de nossa, que absurdo.
- E o meu também. - disse.
- O que você tá falando aí? – o meu irmão perguntou.
- Ih, depois eu sou a folgada. – eu disse.
diz:
E aí, de qual mais gostou?
diz:
!
diz:
Já tem até um preferido, né?
diz:
Oun, que lindo.
- O que tem meu nome aí de novo? – ele perguntou, e eu corei.
- Nada, para de xeretar!
diz:
Gente, tenho que ir, vou sair com meus pais.
diz:
E eu vou dormir.
diz:
E eu vou ver Friends na TV.
diz:
E eu vou mandar esses meninos irem catar coquinho na praça! Beeijos.
Eu desliguei o computador e deitei de novo no colo do .
- Não vai contar mesmo o que você tava falando, né? - ele perguntou.
- Eu não. - eu disse.
- Entao tá, né. – ele disse, fazendo uma cara estranha e olhando pros meninos.
- O que foi? – eu perguntei, olhando pra eles.
- Já que você não quer contar, a gente vai fazer cócegas em você até você contar. – ele disse, e todo mundo veio atrás de mim. Eu, que já estava no colo do , foi fácil.
- PARA! – eu gritei.
- Você vai contar? – o perguntou.
- Tá, eu vou. - eu disse e eles pararam. Tomei um fôlego.
- Eu tava conversando com as meninas, e elas perguntaram o que eu estava fazendo. Aí eu respondi que estava falando com elas e vocês estavam aqui com o Thomas, foi isso. E a minha amiga perguntou como o Thomas estava porque ela te acha um gato, Tom. - eu disse, e comecei a rir da cara do meu irmão.
-Ah cara, vai que ela é gata! – o disse, olhando pra mim.
- Ela é gata, muito, quando saímos a atenção sempre vai pra ela. – eu disse.
- Então ela é muito gata mesmo, porque você já é. – O disse isso só pra ele, mas eu escutei.
- Obrigada. – eu disse, e corei.
- Por que você tá falando obrigada? – meu irmão perguntou. Acho que ele não tinha ouvido. No mesmo momento, olhou pra mim com olhar de súplica.
- Nada, eu sou meio doida. – eu disse e ri.
- Vamos assistir um filme? – eu disse, animada.
- Ah, eu tô com fome. – disse.
- Você sempre tá com fome. - disse.
- Eu posso fazer pipoca. - eu disse, e eles fizeram um siiiim em coro.
- Tá, já vou indo. – eu disse, levantando.
- Eu posso te ajudar? – falou.
- Claro. – eu disse e sorri.
Ele pegou minha mão e me abraçou, o que me fez sentir um calor gostoso. Chegamos na cozinha e fomos procurar a pipoca.
- Achei. – eu disse, e ele veio em minha direção – Mas eu não dou conta de pegar, tá alto.
Ele levantou o braço e pegou.
- Quem mandou ser baixinha! – ele disse, e me deu um beijo na cabeça. Olha que abuso.
- Ah, você vai ficar me tirando mesmo, né? – eu disse, cruzando os braços, ele só riu.
- Obrigado. – ele disse, e eu olhei pra ele sem entender – Por você não ter dito nada lá na sala .
- Ah. D-de nada. – eu disse, gaguejando quando lembrei da cena.
- Mas é verdade, viu. – ele disse e sorriu. Que sorriso, Deus meu.
- Obrigada. – eu disse, e corei de novo.
- EI, VOCÊS ESTÃO DEMORANDO DEMAIS, EU TÔ QUASE COMENDO O AQUI! - um morto de fome gritou da sala.
- A GENTE JÁ TÁ INDO. – respondeu enquanto a pipoca estava no microondas.
- O que vocês tomam? – eu perguntei, abrindo a geladeira.
- Tem cerveja aí? - ele perguntou.
- Tem. – eu disse, pegando quatro cervejas e uma coca. Ele colocou a pipoca em uma vasilha.
- Vamos então? – ele disse na porta da cozinha.
- Vamos. – eu abracei as cervejas e fomos para a sala.
- Quer ajuda aí? – ele perguntou, rindo.
- Não, tá de boa. – eu disse, quase deixando uma garrafa cair.
- É, tô vendo. – ele disse. Chegamos na sala. Thomas estava sentado no sofá, vendo e jogando.
- Ah, para de roubar, . – disse, bravo.
- Eu não tô roubando, é você que não sabe jogar. – ele disse, rindo.
- Chegamos. – disse alto.
- Nossa, little baby, esse ogro aí nem pra te ajudar, né? – Tom disse, olhando para o .
- Ei! Ogro ofendeu! – disse, e eu ri.
- Não, baby, ele pediu para me ajudar mas eu falei que não precisava. – eu disse, e entreguei uma garrafa pra cada um.
Cap.5
Enquanto rolava uma discussão entre Tom e porque queria que Tom pedisse desculpas, o meu celular começou a tocar Só os Loucos Sabem, Do Charlie Brown. Corri pra atender, enquanto todo mundo fico em silêncio olhando pro meu celular como se ele fosse um bicho. Oi, é só um celular, gente!
- Alô. – eu disse.
- Oi! ? É o Lucas. – uma voz muito sexy, por sinal, falou do outro lado da linha.
- Ah, oi Lucas. – comecei a falar em português, porque todo mundo parou pra olhar pra mim.
- Tudo bem? – ele perguntou.
- Tudo sim, e você? – eu disse.
- Tudo ótimo. Eu liguei porque queria saber se você não quer sair comigo? – ele perguntou.
- Claro! – eu disse, rápido de mais e muito entusiasmada, e ele riu.
- Então eu passo aí pra te pegar às oito, ok? – ele perguntou.
- Tá sim. – eu passei meu endereço pra ele – Então tá, beijos, até amanhã.
- Até, beijos.
E desligou.
- Quem era? – o Thomas perguntou.
- Aquele garoto do aeroporto que eu te falei. – eu falei e deitei a cabeça no colo dele. Tá legal, tô começando achar que eu sou mesmo folgada.
- E o que ele queria? – ele perguntou.
- Ah, ele queria saber se eu quero sair com ele. - eu disse.
- Esse não perde tempo, hein. - disse, e eu ri.
- Por que você diz isso? – eu perguntei olhando pra ele, mas não foi ele que respondeu.
- Porque é claro que ele tá com segundas, se não terceiras, intenções. - disse, passando a mão no cabelo.
- É, concordo. – falou.
- Depois eu sou a folgada. – eu disse, rindo, e subi pro meu quarto.
- O que ela quis dizer com isso, Thomas? – perguntou.
- Sei lá. - Thomas disse.
- Você tinha que saber, ela é sua irmã. - disse.
- Eu quis dizer que vocês me conheceram hoje e já tão me controlando. – eu disse.
- É porque a gente gosta de você, little baby. – o disse.
- Ei, só eu chamo ela assim. – Tom disse.
- Mas agora vai ter que dividir. – falou.
- Não, nem é, não mesmo. – Tom disse, meio alterado.
- Oun! – eu disse, e fui em direção ao meu irmão – Você tá com ciúmes de mim. – sentei no colo dele e mordi sua bochecha – Eu sou só sua, te amo, chatinho.
- Também te amo, litle baby. - ele disse, e beijou minha bochecha.
- Ounn! – os meninos falaram juntos – Abraço em grupo! – disse.
- Gente, eu tô sufocada. – eu disse, e me lembrei das meninas – Agora eu vou dormir porque eu tô com sono. Boa noite, meninos, e vai dormir, Thomas.
- Sim, mamãe. – ele disse e eu ri – Tem horas que você parece a mamãe.
- Se ela for gostosa igual a eu pego. – falou – Ops.
E levou muitos tapas na cabeça, até de mim.
- Foi mal. – ele disse – Saiu sem querer.
- Ah, eu acho que a gente tem que estar aqui pra ver como é esse cara que a vai sair. – disse com a voz séria. com ciúmes? Ai, morri.
- TÔ SUBINDO! – eu disse, rindo do comentário do .
- Eu tô falando sério. – ele disse.
- Boa noite, meninos – eu disse.
Cap. 6
Acordei de manhã grogue. Eu sempre acordo grogue. Fui tomar banho e escovar os dentes.
- Será que o Tom já acordou? – tá legal, eu falando sozinha de novo – Ah, vou lá ver.
Saí do quarto e fui em direção ao quarto do Tom. Bati na porta, mas ninguém respondeu, então entrei e vi um Tom babando só de cueca boxer. Que lindo meu irmão, se eu não fosse irmã dele eu pegava, UI!
Deitei do lado dele e comecei a passar a mão no rosto dele, mas nada, o menino dormia igual a uma pedra. Dei um beijinho no rosto dele e nada, então mordi sua covinha.
- AI! – ele disse, acordando – Nossa, sua mordida dói.
- Bom dia, amor. – eu disse.
- Bom dia? – ele disse com cara de estresse – Você me acordou com mordida.
- Oun, é que ninguém acordou ainda e eu não queria ficar sozinha. – eu disse, fazendo uma carinha triste.
- Ow baby, não fica assim. – ele disse e me abraçou, sempre funcionava – Eu só vou tomar banho e a gente sai pra tomar café da manhã, que tal? – ele perguntou.
- Tá legal. – eu disse, feliz, e ele riu.
- Eu não sei como eu acredito ainda que você tava triste. – ele disse.
- Ei, eu tava triste sim, mas você me alegrou, meu herói. – eu disse, e ele riu mais.
Ele foi tomar banho e eu liguei a televisão dele e comecei a passar os canais até que achei um que me agradasse. Tava passando Greek, e eu tava rindo quando o Tom aparece só de boxer de novo.
- Do que você tá rindo? – ele perguntou.
- Do episódio aqui de Greek. – eu disse, e ele riu.
- Só você mesmo.
Ele se vestiu e a gente foi tomar café na Starbucks.
- E aí, gostou dos meninos? – ele perguntou. Claro, eles são gatos, como não ia gostar.
- Claro, eles são demais. - eu disse, tomando o meu cappuccino.
- Que bom que voce gostou deles, é isso o que me importa. – ele disse sorrindo.
- E as novidades? O que aconteceu enquanto eu tava fora? – eu perguntei, e seu sorriso murchou um pouco.
- Você fala como se você tivesse ficado fora por uma semana. – ele disse olhando pra mim – Eu senti muito a sua falta, você nem sabe o quanto.
- Eu também senti muito a sua falta. – eu disse e ele me abraçou.
- Mas e as novidades? – eu disse, sorrindo.
- A gente tá tentando montar uma banda. – ele disse, sorrindo.
- E tá dando certo? – eu perguntei.
- Eu acho que tá. – ele disse, sério, com pensamentos longínquos, e eu ri - toca bateria, o baixo, eu toco guitarra e canto e o também. – ele disse.
- Hm, tomara que dê certo. – eu disse.
- E você, o que me conta do Brasil? – ele perguntou.
- O que você que saber? – eu perguntei, tomando um pouco mais do meu cappuccino.
- Ah, sei lá, que você tem amigas lá eu já sei, namorados? – ele perguntou com uma cara meio estranha.
- Tive um que foi sério, mas o resto foi só pegação mesmo. Mas esses uns não foram tantos assim, tá?! Eu acho que uns cinco. – ele fez uma cara engraçada.
- Como assim cinco? – ele perguntou.
- Ai, Tom, não começa. – eu falei.
- Tá, mass como era o nome do seu namorado? Quanto tempo você ficou com ele? E vocês... Sei lá... err fizeram aquilo? - ele perguntou.
- O nome dele é Luiz e eu fiquei com ele por 1 ano, e não, a gente não fez sexo. – eu disse.
- Ah, que alívio, você não sabe o alívio que é ouvir isso. – ele disse.
- Nossa, que é isso, Tom, até parece que eu sou a maior puta. – eu disse, indignada.
- Não é isso, amor, eu só tô aliviado de você ainda ser virgem. Sabe, mesmo que você esteja com 30 anos, eu vou querer que você seja virgem ainda, porque você é minha little baby. – ele disse.
- Oun baby, quando eu for perder a virgindade você vai ser o primeiro a saber. – eu disse. Olha como é lindo.
- Ah, eu nem sei se quero mesmo saber. – ele parou e pensou um pouco – Não, eu quero saber sim, e antes de você fazer, viu.
- Sim papai. – eu disse e ele riu.
- Mas vamos mudar de assunto porque esse papo tá tenso. – ele disse.
- Você sabe em qual colégio eu vou estudar? - eu perguntei.
- Você vai gostar de lá, é onde eu e os dudes estudamos. - ele disse.
- Você vai sair ano que vem, né?- eu disse.
- E vou fazer faculdade. – ele disse.
- Você tá pensando em fazer o que? – perguntei.
- Música. – ele disse com um sorriso no rosto.
- Que bom – eu disse.
- Vamos voltar. – ele falou.
- Vamos então. – eu disse.
A gente pagou a conta e, como era perto de casa, a gente foi a pé mesmo.
- Me leva nas costas, Tom? – eu perguntei, fazendo cara do gatinho do Shrek.
- Ah não, . – ele disse.
- Ah, Thomas, me leva? Antigamente você me levava. – eu disse.
- Mas antes você tinha 13 anos, agora você tem 16 anos e deve tá pesada. – ele disse sério.
- Nossa, muito obrigada por ter me chamado de gorda. – eu disse e saí andando.
- Ei, , não fica nervosa comigo. – ele disse.
- Então você me leva? – eu perguntei.
- Tá, sobe aí. – ele disse.
Eu subi e ele foi andando. Chegamos em casa e os meninos estavam na porta, conversando. Pararam de conversar assim que viram a gente chegando.
- Nossa, , você tá bem? - o perguntou.
- A melhor pergunta é se eu ainda estou vivo. – o Tom disse e eu dei um tapa nele.
- Por que não estaria bem? – eu perguntei.
- Porque o Tom tá te carregando, você quebrou o pé ou alguma coisa assim? – o perguntou.
- Não, ela só quis que eu a carregasse. – o Tom disse e eu desci das costas dele.
- É isso aí. – eu disse- Obrigada. – eu falei, e dei um beijo no rosto do meu irmão.
- De nada, da próxima vez você que me carrega. – ele disse, e riu da cara de espanto que eu fiz. Você tá louco que eu vou carregar um gordo como você, eu pensei, mas não disse nada.
- Eu tô brincando, . – ele disse.
- Thomas e , vão se arrumar que a gente vai à casa da sua tia para almoçar! – minha mãe disse, saindo lá fora.
- Almoço em família, que legal. – eu disse baixinho e riu.
- Vai se arrumar, . – ela disse de novo.
- Tá, mãe. – eu disse e entrei em casa, acenando para os meninos.
- E você também, Thomas. – ela disse.
- Tá, já tô indo. – ele disse.
Cap. 7
ON
Nossa, a mãe e a filha são gostosas. Eu falei que ela era gostosa e ninguém acredita, mais fiquei chateado porque ela nem falou oi pra mim.
Mas mesmo assim ela é gata.
OFF
Me arrumei e desci. Os meninos ainda estavam lá. Sentei entre eles enquanto a gente esperava o Tom se arrumar.
- Nossa, o Tom parece uma noiva pra se arrumar. – eu disse depois de um tempo.
- É sempre assim. – os meninos falaram.
- Então vai estudar no mesmo colégio que a gente. Legal. – o disse, e eu ri.
- É, legal mesmo.
- Sentiram minha falta? – o Tom perguntou, descendo as escadas.
- Não mesmo. – o disse, feliz.
- É, temos sua irmã aqui, ela é mais legal. – o disse.
- É verdade. – o disse, me abraçando.
- Eu senti sua falta. – eu disse e sorri pra ele.
- Ah, acabou com a nossa felicidade – o disse.
- É por isso que eu te amo, mana. – Tom falou e veio me abraçar.
- Então vamos. – minha mãe disse, descendo as escadas.
- Vamos sim. – eu disse e levantei – Meu pai não vai?
- Não, ele foi pro trabalho. – minha mãe disse – E vocês, meninos, vão?
- Na verdade a gente só veio avisar que mais tarde a gente vai ensaiar na casa do . – o disse.
- Hm, tá. – meu irmão disse – Na hora que eu sair de lá eu passo na casa do .
- Pode ir também, . – disse.
- É, pode ir também. – o disse.
- Tá, vou ver se apareço lá. Se bem que eu quero me livrar de vocês. – eu disse e ri.
- Ah, valeu mesmo. – o falou.
- Eu só vou porque o me convidou. – eu disse.
- Ah, a casa nem é dele. – o disse.
- Eu sou folgado. – ele disse.
- Vamos. – minha mãe disse.
O dia foi o máximo. Sabe, as tias me perguntando sobre os namorados, meus primos pequenos correndo ao meu redor e meus tios falando o quanto eu cresci... e minha bochechas? Essas sim se ferraram.
De tarde a gente foi para a casa do . O Tom tocou a campainha e um feliz abriu a porta.
- Oi dude, oi . – ele disse.
- Ah, você veio né? Eu sei que você não consegue ficar um minuto longe da gente. – o disse.
- É verdade, não consigo mesmo. – eu disse e o abracei – Oi pra você também.
- Oi, . – O disse.
- Oi, – eu disse, e dei dois beijinhos no rosto dele. É isso aí, cumprimento brasileiro.
- Vamos começar então? – o Tom perguntou.
Eles começaram a tocar, e eram muito bons. Nem sabia que o Tom tocava e cantava tão bem.
- Vamos tocar Star Girl, eu quero ver uma parte que eu não peguei direito. - Tom disse.
Eles começaram a tocar, e o cantava olhando profundamente para mim. Eu fiquei hipnotizada pelos seus olhos azuis, mas só depois fui ouvir a letra e corei.
Ele piscou pra mim? Ele piscou pra mim sim. Eu morro depois disso? Ou não, não sei, mas eu acho que um ataque cardíaco eu posso ter.
- Tô com fome. – disse depois de um tempo.
- Você sempre tá com fome. – todos disseram, até eu, e rimos.
- Eu também tô com fome. – eu disse.
A gente fez um sanduíche e comeu.
- Tom, tenho que ir para casa, eu vou sair com o Lucas, lembra? - eu disse.
- Bem que eu queria ter esquecido. – ele disse – Então vamos.
- A gente vai também. – o disse.
- É isso aí. – disse.
- Nossa, vocês são muito intrometidos. – eu disse.
- É, somos mesmo. – disse.
- Então vamos logo, intrometidos. – eu disse.
A gente foi pra minha casa. Eu subi pro meu quarto e eles ficaram na sala jogando video game, é só isso que eles sabem fazer mesmo. Tomei um banho e me arrumei, coloquei uma calça skinny e uma blusa branca que favorecia meu peito. Uiui, vou matar o Lucas. Um colete, uma sandália de salto preta, passei uma maquiagem bem leve e sequei minha franja, um pouco de perfume e pronto.
- , ele chegou. – meu irmão falou da sala.
- Tô descendo. – eu disse.
Na hora que eu desci eu me senti uma menina descendo as escadas no seu aniversario de 16 anos, e corei.
- Oi. – eu disse em português.
- Oi. – ele respondeu em português também, e a gente continuo falando em português.
- E aí, onde você vai me levar? – eu perguntei.
- Em um pub legal que eu conheci. – ele disse.
- Então vamos. – eu disse.
- Vamos. – ele disse.
Eu me virei pra dar tchau para os meninos, quando percebi que estavam todos olhando pra nós como se não tivessem entendo nada. Deer, e não estavam mesmo, .
- Eer... Tchau pra vocês, meninos. – eu disse.
- Tchau. – eles responderam em coro, e eu e o Lucas rimos.
Dei um beijo na bochecha do Tom.
- Tchau baby. – eu disse.
- Tchau little baby, onde vocês vão? – ele disse.
- No pub que abriu ontem. – o Lucas disse.
- Ah, sei onde é. – o Tom disse – Vê se não chega tarde, viu.
- Tá legal. – eu disse.
TOM ON
Não fui com a cara desse menino, tenho medo dele fazer alguma coisa com minha irmã. Sei lá, ele tem cara de doido. Mas se a disse que ele é gente boa, então eu confio.
TOM OFF
ON
Dentro do carro a gente tava conversando sobre coisas diferentes, principalmente sobre o Brasil.
- Em que cidade você morava lá? – eu perguntei.
- Ah eu morava em Brasília, e você? – ele perguntou.
- Eu morava no Rio. – eu disse.
- Nossa, nosso destino era nos encontrarmos em Londres mesmo. - ele disse e sorriu.
Eu corei e dei um risinho tímido.
- Chegamos. – ele disse, estacionando.
Entramos no pub e ele pediu uma cerveja pra ele e eu um suco. O que foi, eu sou uma moça de família. Tá certo depois do porre que eu levei com as meninas nunca mais eu bebo na minha vida.
Sentamos e ficamos conversando, começou a tocar uma música animada e eu comecei a meio que dançar, sabe aquela mania que você tem de dançar quando passa uma música animada? Então, foi
o que aconteceu.
- Quer dançar? – ele perguntou, já em pé, me estendo a mão.
- Hm... quero sim. - eu disse e segurei na mão dele.
Eu comecei a dançar e o Lucas colocou a mão na minha cintura, dançando também. Eu fechei os olhos para poder sentir a música mais intensamente, e quando abri os olhos de novo o rosto do Lucas estava mais perto do que eu imaginava, cara como ele é... Comestível [N/A: Tah, lembrei de você]. Eu alternava olhares entre a boca dele e os seus olhos. Ele viu minha vontade e deu uma risadinha, que me deu mais vontade de agarrar ele. Mas quando eu vi, a minha vontade já estava sendo saciada, quando ele grudou nossos lábios querendo aprofundar o beijo, e é claro, óbvio que eu cedi, porque delicioso como ele é... AIAI, o beijo foi ficando intenso, e as mãos dele já estavam descendo das minhas costas até um pouco mais embaixo, err... área restrita.
Ele foi me puxando para um canto mais escuro da boate e mais calmo, estranhei aquilo, mas o beijo estava tão bom que eu deixei. Quando chegamos na parte escura ele começou a colocar a mão por debaixo da minha blusa e foi subindo em direção ao meu seio, mas eu cortei o beijo e desci a mão dele pra onde estava.
- Lu... Lucas, acho melhor a gente parar por aqui. – eu disse, me separando um pouco dele. Eu ia voltando para onde nós estávamos antes mas ele segurou no meu pulso e apertou forte.
- Lucas, você está me machucando. – eu disse a ele, mais ele me ignorou completamente.
- Acho melhor a gente ficar aqui, princesa. - ele disse, mas aquele tom de voz não era o que eu conhecia. Eu olhei para ele e aquele também não era o olhar do Lucas que eu conheci.
- Lucas, v-o-c-ê está me m-a-ch-u-c-a-n-do. – eu disse pausadamente. Já estava ficando com medo.
- Shhh... – ele disse, tampando minha boca – Você fica bem mais linda de boca fechada.
- O que você está fazendo, Lucas? – eu perguntei, olhando pra ele.
- Eu não quero te machucar, mas você tem que cooperar, senão... – ele disse.
Eu conseguir tirar a mão dele da minha boca.
- O QUE VOCÊ QUER? – eu gritei pra ele.
- Já vou te mostrar. - ele disse, me apertando, e me beijou com força. Começou a abrir o zíper da minha calça e a passar a mão em cima do meu seio. Eu tentava me soltar dele mas não conseguia, ele era forte. Eu comecei a dar socos nele, tentando me soltar.
TOM ON
- E aí, cara, o que vamos fazer? - perguntou depois que saiu de casa.
- Vamos continuar jogando video game? – eu falei.
- Eu vou ganhar de você. - falou.
- É o que vamos ver. - eu disse.
Eu não conseguia parar de pensar na com aquele cara.
Eu já não aguentava esperar ela voltar e também não tinha mais nada pra fazer. O já tinha ganhado de mim umas 5 vezes, só porque eu estava distraído.
- Vamos sair? – eu perguntei.
- Vamos. - disse. Peguei a chave do carro e saímos.
- Nós vamos onde? - perguntou.
- Vamos ao mesmo pub que a tá.
Cap. 7
– O que foi? Eu não confio naquele cara – eles continuaram olhando para mim com cara de “E o que tem isso” – Que foi? Eu sou irmão dela.
- Tá, vamos logo. - disse.
Entramos no pub e eu olhava para todos os lados, procurando a e o carinha que eu esqueci o nome.
- Cadê eles? – eu perguntei depois de um tempo.
- Não sei, vamos procurar. – disse.
TOM OFF –
Minha boca já latejava e minha blusa já estava quase a cima do meu seio. Ele me puxava para uma salinha que eu imagino ser um depósito ou coisa do tipo. Eu tentava me soltar dele a qualquer custo.
TOM ON
- Cara, aquela não é a ? – o falou, apontando para um canto escuro do pub. Eu olhei pra lá e era minha irmã beijando o cara, mas aquilo tava meio estranho.
- Vamos lá. – eu disse.
- Vamos, tá muito estranho aquilo. – falou.
Na hora que eu cheguei mais perto, percebi chorando e tentando se soltar do... Lucas, acho que é esse o nome do idiota.
Eu fui separar a do tal Lucas, mas o deu um soco no nariz dele e ele caiu no chão. A veio na minha direção chorando e me abraçou, a blusa dela tava toda levantada e ela estava pálida, com a boca inchada. Eu a abracei e ela tremia. Tirei meu casaco e dei pra ela.
Nunca a vi chorar daquele jeito. Sua calça estava um pouco abaixada, eu a levantei e fechei.
- Shhhh... – eu falei pra ela e beijei sua testa.
Olhei para os meninos. e estavam com a mão no ombro da e ainda estava com os punho cerrados olhando para o idiota caído no chão. Eu ia na direção do mas ela me segurou.
- Eu quero ir embora. - ela disse.
- Então vamos. - eu disse – Vamos, ?
Ele olhou pra mim e concordou com a cabeça. Saímos do pub e fomos até a minha casa em silêncio, só ouvindo os soluços de abraçada a .
Chegamos em casa. subiu direto para o quarto e eu a segui, deixando os meninos na sala.
Cap. 8
- Você tá legal? – eu perguntei.
Ela só concordou com a cabeça.
- Eu preciso tomar um banho. - ela disse, e tirou o casaco que eu dei pra ela. Ela tinha marcas no corpo e arranhões na barriga.
- Tá, enquanto isso eu vou fazer alguma coisa pra você comer. – eu disse a ela.
- Eu não estou com fome, não precisa fazer nada. – disse, entrando no banheiro.
Eu desci pra sala.
- Como ela tá? – perguntou, levantando do sofá.
- Ela disse que tá bem, mas eu acho que ela tá em choque, não sei. – eu disse.
- Faz um chá pra ela, um calmante. – disse.
- É, dude, vai ser melhor pra ela. – disse.
- Se você quiser a gente fica aqui. - disse.
- Não precisa não, guys, eu vou ficar com ela até ela dormir. – eu disse.
- Então a gente vai indo, dude. – disse.
- Tchau guys. – eu disse.
- Tchau. - disseram em coro.
- Se precisar de alguma coisa, me liga. – disse.
- Tá, eu ligo sim. – eles saíram e eu fechei a porta.
Fui até a cozinha e fiz um chá de canela para , porque era o que ela mais gostava, e peguei um calmante no banheiro da minha mãe.
TOM OFF
Eu terminei de tomar banho e coloquei um moletom e uma camiseta do meu irmão.
- Entra. – eu disse quando bateram na porta do meu quarto, eu estava sentada na cadeira da mesa do meu computador e rodando na cadeira.
- Que lindo você com a minha blusa. – Tom disse, entrando com uma bandeja de chá que, pelo cheiro, era de canela.
- Obrigada pelo “lindo”. – eu disse – Hm... chá de canela! Acertei? – eu disse, levantando e indo em direção a ele, que colocou a bandeja em cima da cama.
- Eu trouxe um calmante pra você também. – ele disse, sentando e pegando a xícara dele.
- Eu não preciso de calmante, você vai dormir aqui. – eu disse, pegando minha xícara.
- Ah é? E quem te disse isso? – ele perguntou.
- Eu que disse, né mané. – eu disse, e ri da cara dele – Tô brincando amor, só se você quiser.
- É claro que eu quero, né mané. – ele disse, e eu fiz cara de indignada.
- Eu sei que você me ama. – eu disse.
- Que fica te iludindo? – ele perguntou.
- Nossa, também nem falo mais nada. – eu disse.
- Tô brincando, amor. – ele disse, e mordeu minha bochecha.
- Outch, doeu. – eu disse, e passei a mão na bochecha - Seu babão.
- Nem sou. – ele disse.
- É sim. – eu disse.
- Retira o que disse? – ele falou.
- Claro que não, você é um babão mesmo. – eu disse, e ele levantou a mão. Ele vai começar a contar, AFF, e eu vou ter que correr porque se não ele me mata de cócegas.
- Eu vou fazer cócegas em você até você retirar o que disse e falar que eu sou o melhor irmão do mundo. 1...2...3!
- Só se você me pegar. – eu disse e saí correndo.
A gente correu pela casa toda, só que a desastrada caiu quando estava subindo a escada correndo.
- Você tá bem? – Tom perguntou, rindo.
- Tô sim. – eu disse.
- Então, como prometido... – ele começou a fazer cócegas em mim.
- PARA TOM. – eu disse.
- Pede pinico? – ele perguntou.
- NÃO! – eu disse, rindo mais.
- Então eu não paro. – ele disse.
- Eu peço PINICO então. – eu disse, ele olhou pra mim - Tá... e você é o melhor irmão do mundo. E não é babão.
- Bem melhor assim. – ele disse, levantando, e foi em direção ao seu quarto.
- Você é muito chatinho. – eu disse, fazendo bico.
Ele olhou pra mim.
- E você é muito fofinha. - ele disse, apertando minhas bochechas.
- Nossa, você ama minhas bochechas, né? Ela já ta quase caindo do tanto que você a aperta.
- É que ela tem covas. – ele disse, fazendo uma cara de quem descobriu a América.
- Nossa, sério? Você também tem. – eu disse, fazendo a mesma cara. Ele riu e foi pro quarto dele.
- Ei, você não vai dormir comigo não? – eu perguntei na porta do quarto dele.
- Eu só vou tomar banho e já tô indo. – ele disse, tirando a blusa e a calça, ficando só de cueca.
- Tá bom, eu tô te esperando. – eu disse.
Quando cheguei no meu quarto, meu celular, que tava em cima da cama, tava apitando o barulho irritante de mensagem. Olhei no visor era do Lucas. Ham? Como assim mensagem dele? Apertei o botão para ver a mensagem.
xx a noite foi muito boa
pena que seu irmão apareceu
Boa noite
Lucas xx
Eu fiquei em choque. Como ele tinha coragem de me mandar uma mensagem daquele jeito?
Larguei o telefone no chão. Eu não tinha forças pra ir sentar ou coisa do tipo, então fiquei em pé no meio do meu quarto.
TOM ON
Eu cheguei ao quarto da minha irmã, e ela estava estática.
- Mana, que foi? – eu perguntei, olhando pra ela, preocupado. Ela não disse nada, só olhou para o chão, onde o celular estava. Peguei-o e li a mensagem que ali estava.
- CANALHA, IDIOTA, EU VOU MATAR ESSE CARA! – eu gritei. Ela começou a chorar e eu a abracei.
- Me desculpa. – eu disse, e ela ainda chorava – Shhhh.... Vai ficar tudo bem. – eu a sentei na cama - Você tem certeza que não quer um calmante? – eu perguntei, e ela só concordou com a cabeça - Então tenta dormir, tá? – eu disse, e ela deitou.
Eu desliguei a luz e deitei ao lado dela. A sorte é que a cama dela era de casal. Eu estava quase dormindo quando ela começou a chorar mais uma vez.
- Ei, não chora. – eu disse.
- Desculpa Tom, mas é que não dá. – ela disse, e eu a abracei.
- Eu estou aqui com você, tá? – eu disse, e ela concordou com a cabeça.
- Te amo, Tom. – ela disse.
- Te amo muito, little baby. – eu disse.
TOM OFF
ON
Eu só quero saber por quê eu estou me preocupando tanto com a . Eu não consigo dormir. Será que eu ligo pro Tom pra saber dela? Acho que eu vou ligar. Mas ele disse que ia dormir com ela, se eu ligar e eles tiverem dormindo eu a vou acordar. Vou deixar pra ligar de manhã, é isso mesmo.
Agora vou tentar dormir.
OFF
- Lucas, eu não quero falar com você. – eu disse, olhando pra mão dele que estava no meu braço.
- Mas eu não estou te perguntando se você quer falar comigo, eu tô falando que você vai conversar comigo. – ele disse, me puxando para dentro de uma casa.
- NÃO, LUCAS. – eu gritei, mas quando olhei ao redor, estava sentada na minha cama.
- Shhhh... Calma, foi só um pesadelo. – disse Tom, me abraçando e passando a mão na minha testa. Eu não aguentei e comecei a chorar – Não chora mana, eu não gosto de te ver chorar. Eu vou te dar o calmante. – ele disse e levantou da cama. Eu não contestei, porque eu queria dormir e esses pesadelos não deixavam. Ele voltou com um copo de água e um comprimido.
- Obrigada. – eu disse, e tomei.
- De nada, agora deita e dorme. – ele disse.
Acordei com a luz que vinha da janela batendo no meu rosto e minha barriga roncando. Cara, eu tô com fome.
Fiz minha higiene matinal e resolvi tomar um banho quente. Quando saí do banho, Tom ainda tava babando no meu travesseiro. Depois eu falo que ele é babão e ele não acredita.
- Tom. – falei, mexendo no braço dele, e nada – TOM!
- Que? Onde? Que foi? – ele acordou assustado, e eu comecei a rir.
- Acorda, babão. – eu disse.
- Nossa, você adora me chamar de babão, né? - ele disse, me olhando.
- Mas é claro, você fica babando no meu travesseiro. – eu disse, e ele passou a mão ao lado da boca – Eca! – eu disse, e ele passou a mão com baba no meu rosto - Eca Tom, que nojo. – eu levantei e fui lavar meu rosto.
- Isso é pra você aprender a nunca mais me chamar de babão. – ele disse.
- Será que a mamãe e o papai já voltaram? – eu perguntei.
- Não sei, mas eu acho que sim. – ele disse, dando de ombros.
- Ah, vamos comer alguma coisa que eu tô com fome. – eu disse.
- Nossa, como você muda de assunto rápido. - ele disse.
- Ah, eu não tenho culpa se eu tô com fome. – eu disse, fazendo bico.
- Então vamos, baby. – ele disse – Só deixa eu tomar um banho e me arrumar.
- Tá bom, então eu te espero lá na cozinha. – eu disse, saindo do quarto, e ele foi pro quarto dele.
Eu acho que meus pais estavam em casa, porque a porta do quarto deles estava fechada e o carro deles estava na garagem. Eu fui pra sala assistir televisão, mas não passava nada de bom. Fazer o que, né? Fiquei mudando os canais pra ver se eu encontrava algo que eu gostasse, mas desisti quando a campainha tocou. Fui atender e, quando abri a porta, era o .
- Bom dia, . – ele disse, e eu dei espaço pra ele entrar.
- Bom dia, . – eu disse. Ele passou por mim e me deu um beijo no rosto.
- Cadê o Tom? – ele perguntou.
- Tá tomando banho pra gente ir tomar café da manhã. – eu disse e sentei no sofá.
- Ah, então eu vou esperá-lo pra nós tomarmos café juntos, pode ser? – ele perguntou, sentando-se ao meu lado.
- Pode sim. – eu disse, pegando o controle da televisão. Eu acho que ainda tava meio dormindo – Eu ainda tô com sono.
- Deita aqui no meu colo. – ele disse, e eu deitei. Que foi? Ele que ofereceu.
Cap. 9
A gente ficou lá um bom tempo daquele jeito, até que o Tom desceu.
- Ei, ei, o que é isso? Que folga. – ele disse.
- É que ela tava com sono, aí falei para ela deitar no meu colo. – disse.
- Hm... vamos tomar café da manhã? – Tom perguntou.
- Vamos sim. – eu disse, levantando do colo do .
- Nossa, ela tava era amarrada? – perguntou, e eu ri.
Saímos de casa, eu abraçada no e Tom na frente. Meu celular tocou, uma mensagem.
xx Bom dia,
Onde você vai à essa hora?
E linda desse jeito abraçada com esse idiota?
Não gostei nada disso.
Beijos, Lucas xx
Eu gelei na hora. Como assim? Eu virei o rosto, olhando atrás do , procurando ver o Lucas.
- Que foi, ? – meu irmão perguntou e eu mostrei a mensagem pra ele.
- Como assim, esse cara agora vai fica te perseguindo? – ele perguntou, irritado.
- Não sei, Tom, mas eu só sei que eu tô com medo do que ele pode fazer. – eu disse, e abaixei a cabeça.
- Ei, não fica assim, ele não vai fazer nada. – ele pegou o meu queixo e levantou minha cabeça – Eu juro.
- Eu também te prometo que ele não vai fazer nada. – , disse beijando minha testa.
- Obrigada, gente. – eu disse.
- Agora vamos comer que eu tô com fome. – Tom disse, passando a mão na barriga. riu, e eu fiquei tentando ver onde Lucas poderia estar. Eu estava com medo, mas não queria demonstrar e deixar meu irmão preocupado. Entramos no carro dele e fomos para Starbucks tomar café da manhã.
- Amanhã é seu primeiro dia de aula, né? – perguntou.
- É sim, vocês vão comigo? – eu perguntei.
- É, a gente sempre reveza em que carro vai, e eu acho que amanhã é meu dia de levar todo mundo. – disse, e Tom confirmou com a cabeça.
- Então... Eu posso ir com vocês? – eu falei, meio indecisa.
- Dã, só podia ser irmã do Tom mesmo. É claro que pode! – disse, e recebeu um tapa do Tom e meu.
- Ei, eu só falei a verdade. – ele disse.
- Ha, você é muito engraçado, . – Tom disse. Ele levantou e fez gestos com as mãos, como se estivesse fazendo um agradecimento.
- Obrigada, obrigada, não precisa elogiar, eu já sabia. - disse, e eu disparei a rir.
- , você é tão modesto. – eu disse, e ele riu, sentando de novo.
A gente ficou um bom tempo rindo das piadas sem graça de e mais nada. Entrou um menino muito lindo no café, e eu sabia que o conhecia de algum lugar, só não lembrava de onde. Quando ele olhou na minha direção, ele abriu um sorriso e veio até mim. Como eu não sou mal educada, correspondi ao sorriso. Eu não me lembrava quem era ele, mas não me era estranho.
- RATINHA! – ele disse, e agora eu já sabia quem era.
- ANDREW! – eu disse, e levantei, indo abraçá-lo.
- Nossa, quanto tempo, tava com saudades. – ele disse, me dando um beijo e olhando para os meninos sentados na mesa nos olhando.
- Meu irmão, que você já conhece, e esse é o . – eu disse,
apontando para os dois.
- E aí, beleza? – ele falou.
- E aí, cara, sumiu. – Tom disse, se levantando para cumprimentar Andrew.
- É, a Ratinha aqui sumiu. – ele disse, e eu fiquei vermelha, porque o Tom sempre me disse que o Andrew tinha uma queda por mim. começou a rir.
- Que foi, ? – eu disse.
- Desculpa, cara, mas que apelido é esse? – ele perguntou.
- Não queira nem saber de onde surgiu esse apelido. – eu disse.
- Ah, agora eu quero saber! – disse.
- Desculpa aí, cara, mas quando eu dei esse apelido pra eu disse que nunca iria contar pra ninguém. – ele disse, e fez uma cara de decepcionado.
- Ah, que triste, eu queria saber. – ele disse, olhando para Tom como se ele tivesse com o mapa de um tesouro – Ei, Tom, você não sabe o porquê do apelido?
- Não cara, desculpa. – ele disse – Eles não me contaram. Fiquei umas duas semanas pedindo e nada.
- Ah, que paia, eu queria muito saber. – ele disse, olhando pra mim e para Andrew.
- Você não vai conseguir, . – eu disse, rindo da cara dele.
- Toma café da manhã com a gente. – Tom disse, se sentando.
- Tá, eu ia tomar café da manhã sozinho, ainda bem que eu encontrei você, Ratinha. – ele disse, me abraçando, e pigarreou.
- Tá legal então, vamos tomar café da manhã. – disse.
A gente sentou e ficou conversando um bom tempo, enquanto tomávamos café da manhã.
- A gente vai ensaiar hoje? – perguntou para Tom.
- Acho que sim, liga pro pra saber. – ele disse.
- Tá legal. – ele disse. Pegou o celular e começou a discar. Enquanto falava com , meu celular tocou. Mensagem do Lucas. Outra. O que ele queria agora?
xx Se eu te mando um torpedo
É certamente pra você me responder.
Eu perguntei: quem é esse idiota?
E agora outro?
Beijos, Lucas xx
Esse cara é louco, com certeza. Eu fiquei estática como ele. Sabia daquilo tudo e, de novo, eu o fiquei procurando como uma boba e nada. Recebi outra mensagem dele.
Xx Não adianta você me procurar
Se eu quisesse que você me visse,
Eu estaria na sua frente.
Mas eu estou te vendo perfeitamente xx
Alem de doido, esse cara é grosso. Será que eu respondo ele? Olhei para os meninos conversando na mesa, estavam entretidos em uma conversa sobre o molho barbecue. Doidos completos.
Resolvi responder a mensagem.
Xx O que você quer de mim, Lucas?
Já não basta o que você fez na boate?
Me esquece!
xx
- ! – ouvi alguém me chamando, e claro, era o .
- Fala. – eu disse, olhando pra ele.
- Nossa, tá de TPM? – ele disse, me olhando com cara de medo.
- Tô sim, e daí? – eu disse, olhando pra ele. Eu tava nervosa por causa da mensagem.
- Tá, fica tranquila, a gente só que te chamar pra ir ao ensaio. – ele disse.
- Ah, quero sim. – eu disse – Vamos Andrew?
- Ué, já que eu fui convidado, eu vou. – ele disse.
- Então vamos. – Tom disse, levantando e deixando dinheiro em cima da mesa.
Cap. 10
Fomos pra casa do , e quando chegamos estava a maior bagunça lá. estava deitado no sofá, largado com uma garrafa de cerveja na mão. Tinha umas três caixas de pizzas jogadas em cima da mesinha de centro.
- Nossa, faz quanto tempo que você não arruma sua casa? – eu perguntei pra .
- Minha casa só fica arrumada quando minha mãe passa aqui, porque, se depender de mim, ela fica assim sempre. – ele disse.
- Então eu vou tentar da um jeito nisso. – eu disse, e saí pegando as caixas de pizza e a cerveja que tava na mão do , porque ele já tinha terminado de tomar mas ainda estava com ela na mão. Cheguei na cozinha e a bagunça estava maior.
- MEU DEUS. – eu disse em português.
- Que foi, ? – perguntou.
- Que bagunça, . – eu disse.
- Ah, é sempre assim, vamos ensaiar. – ele disse, e saiu da cozinha. Eu deixei as caixas de pizzas e a cerveja vazia perto do lixo e fui para a sala.
- Eu escrevi uma música, vamos cantá-la primeiro? – perguntou.
- Ah, pode ser. – Tom disse.
Baby, I love you
(Baby, eu te amo)
I never want to let you go
(Eu nunca quero deixar você ir)
The more I think about,
(Quanto mais eu penso,)
The more I want to let you know...
(Quanto mais eu quero que você saiba...)
That everything you do,
(Que tudo que você faz,)
Is super fucking cute
(É fofo pra caralho)
And I can't stand it
(E eu não agüento)
I've been searching for
(Estive procurando)
A girl that's just like you
(Uma menina que é exatamente como você)
Cause I know
(Porque eu sei)
That your heart is true
(Que seu coração é verdadeiro)
cantava olhando para mim. Era tão linda, tão perfeita aquela música. Só com o olhar de eu estava arrepiada.
Baby, I love you
(Baby, eu te amo)
I never want to let you go
(Eu nunca quero deixar você ir)
The more I think about,
(Quanto mais eu penso,)
The more I want to let you know...
(Quanto mais eu quero que você saiba...)
That everything you do,
(Que tudo que você faz,)
Is super fucking cute
(É fofo pra caralho)
And I can't stand it
(E eu não agüento)
Let's forget,
(Vamos esquecer,)
And run away
(E fugir)
To sail the ocean blue
(Para navegar no oceano azul)
Then you'll know,
(Então você saberá,)
That my heart is true
(Que meu coração é verdadeiro)
Baby, I love you
(Baby, eu te amo)
I never want to let you go
(Eu nunca quero deixar você ir)
The more I think about,
(Quanto mais eu penso,)
The more I want to let you know...
(Quanto mais eu quero que você saiba...)
That everything you do,
(Que tudo que você faz,)
Is super fucking cute
(É fofo pra caralho)
And I can't stand it
(E eu não agüento)
You, you got me where you want me
(Você, você me tem onde você quiser)
Cause I'll do anything to please you
(Porque eu vou fazer de tudo para agradá-la)
Just to make it through...
(Só para sobreviver a...)
Another year
(Outro ano)
Nossa, aquela música era linda, e com cantando e olhando pra mim conseguia ficar ainda mais bonita. Mas eu não podia gostar do melhor amigo do meu irmão.
You, I saw you across the room
(Você, eu te vi na sala)
And I knew that this is gonna
(E eu sabia que isto iria)
Blossom into something beautiful.
(Florescer em algo bonito.)
You're beautiful.
(Você é linda)
Baby, I love you
(Baby, eu te amo)
I never want to let you go
(Eu nunca quero deixar você ir)
The more I think about,
(Quanto mais eu penso,)
The more I want to let you know...
(Quanto mais eu quero que você saiba...)
That everything you do,
(Que tudo que você faz,)
Is super fucking cute
(É fofo pra caralho)
And I can't stand it
(E eu não agüento)
And I can't stand it
(E eu não agüento)
Quando eles terminaram de tocar, eu bati palmas junto com Andrew e fui abraçar .
- Gostou? – perguntou, me abraçando.
- Claro, é linda. – eu disse.
- Nossa cara, essa música e profunda, fez para alguém especial? – Andrew perguntou, tirando sarro da cara de .
- Acho que é para uma menina que eu conheci. – disse e, não sei, mas eu senti uma forte dor no meu peito. Será que eu estava gostando do ?
- tá apaixonado. – ficou repetindo isso umas cinquenta vezes, tipo aquelas músicas que você canta quando é criança.
- Cala a boca, cara. – disse, jogando uma almofada na cara dele.
A gente ficou a tarde toda na casa do , e depois Tom foi deixar e Andrew em casa. Mas o Andrew foi pra casa dele, que era a caminho da nossa, e ele estava sem carro.
- Tchau, . – eu disse quando a gente estava entrando em casa, por incrível que pareça morava na casa em frente à nossa.
- Tchau, . – ele disse, voltando e me dando um beijo na testa – Tchau, Tom.
- Tchau, . – Tom disse, e entramos em casa. Meu pai e minha mãe já estavam dormindo, então tentamos fazer o mínimo possível de barulho.
- Boa noite, . – Tom disse quando chegamos na porta do meu quarto.
- Boa noite, mano. – eu disse, e dei um abraço nele. Entrei, tomei um banho quente, vesti meu pijama de sapinhos e decidi ligar o computador pra saber de notícias. Entrei no MSN e estava online.
diz:
Oi amiga, saudades.
diz:
Oi amiga! Saudades também. Tudo Bem?
diz:
Sim amiga, e você?
diz:
Tudo bem também.
diz:
O que me conta?
diz:
Eu nada, e você?
diz:
Ah, só que talvez nas férias eu e as meninas vamos te visitar.
diz:
Sério? Tomara mesmo. Amiga, agora eu vo sair porque eu tô caindo de sono, dia longo. Beijos.
diz:
Beijo amiga, depois a gente se fala.
Eu não tinha coragem de contar para ela o que aconteceu com o Lucas, acho que por vergonha. Meu celular estava tocando em cima da mesa do computador, eu já tava até com medo quando esse celular tocava: mensagem.
xx Boa noite,
Você fica linda com esse pijama de sapinhos.
Beijos, Lucas xx
O que esse cara quer? Já estava tarde, ele não devia estar dormindo não? Ele montou acampamento em frente à minha casa? Ele tá doido, só pode.
Eu fechei a cortina e fui dormir.
CAP 11
No outro dia, acordei cedo – era meu primeiro dia de aula. Minha mãe tinha falado para eu acordar o Tom quando eu acordasse, porque ele nunca acordava. Entrei no quarto dele, que estava babando e dormindo igual a um bebê.
- Tom, acorda. – chamei-o.
- Hmmm... – ele resmungou.
- Você tem que se arrumar para a gente ir pro colégio. – eu disse, e ele só resmungou - Vamos Tom, acorda. Se você não levantar agora eu vou morder sua covinha. – eu disse, e ele levantou rápido.
- Já levantei. – ele disse, e saiu só de cueca para o banheiro.
Eu fui para meu quarto, peguei meu uniforme do colégio, fiz minha higiene matinal e fui tomar um banho.
Meu uniforme até que era bonitinho: uma saia xadrez rosa com branco, uma blusa branca com uma gola em “v” e um bolero preto por cima com o símbolo do colégio. Eu só achei pequeno demais porque estava mostrando um pouco da minha barriga, a sorte é que eu estava magra.
Passei um gloss e uma sombra de leve e prendi meu cabelo em um rabo de cavalo. Desci, tomei café da manhã e fiquei esperando a princesa do meu irmão descer.
- Vamos, princesa? – eu disse quando meu irmão desceu.
- Haha, muito engraçado, você tá andando muito com o , . – ele disse.
- Ih pessoa estressada, toma café logo pra gente poder sair. – eu disse, e ele sentou pra tomar café enquanto eu assistia Phineas e Pherb. Nossa, como eu gosto desse desenho.
- Vamos, criança feliz. – Tom falou, passando pelo sofá onde eu estava e pegando a chave do carro.
Entramos no carro e fomos para o colégio. Chegando lá, Tom saiu do carro e eu o acompanhei. Ele me levou à secretaria para eu poder pegar o horário. Não tinha visto nenhum dos meninos ate agora.
CAP 12
- Srta. Fletcher, seu horário é esse. A primeira aula é de biologia. – ela disse, me entregando o papel com o meu horário.
- Eu acho que o também tem a primeira aula de biologia. – Tom disse.
- Que bom. Falando nisso, cadê os meninos? – eu perguntei.
- Ah, devem estar por aí, vamos procurar. – quando chegamos no pátio, estavam todos lá. estava sentado em cima da mesa, estava ao lado dele e estava sentado na cadeira com o pé em cima da mesa.
- Bom dia meninos. – eu disse, e eles olharam pra mim.
- Bom dia . – eles falaram em coro.
- E aí, guys. – Tom disse, sentando do lado de . Eles só cumprimentaram Tom com a cabeça.
- Nossa, quanta animação. – eu disse, e senti um pessoa me abraçando por trás. Ui, nem pensei besteira – Bom dia, Andrew. – nem precisei olhar para saber que era ele, o perfume era o mesmo desde sempre.
- Bom dia, ratinha. – ele disse, me dando um beijo no rosto – Como você sabia que era eu? – ele perguntou.
- Seu perfume é o mesmo – eu disse e ele riu.
- Que barulho é esse? – ele perguntou.
- É meu celular. – eu disse e peguei o mesmo. Outra mensagem do Lucas, o que ele quer agora?
xx Bom dia amor.
Fiz uma surpresa pra você.
Olha pra frente e verá.
Lucas xxx
Quando olhei pra frente, ele estava lá, com uma mochila nas costas e com o uniforme do colégio, sorrindo para mim, tão cínico. Como assim? Não pode ser.
- O que foi, , que você ficou pálida? – disse.
- Sabe quem tá aqui? – eu falei, ainda olhando pra frente. Todos seguiram meu olhar.
- Como ele tem coragem de aparecer aqui? - disse – Eu vou acabar com ele – ele disse, e foi levantando para ir onde Lucas estava, mas eu o impedi.
- Não , deixa isso quieto, porque se você for lá e bater nele você pode levar uma advertência ou até mesmo uma expulsão. - eu disse.
- Mas , e se ele te fizer algum mal? – ele falou, e os meninos confirmaram o que ele disse.
- Gente, aqui dentro do colégio ele não pode fazer nada contra mim. – eu disse, e eles se acalmaram.
- Mas mesmo assim, , a gente não vai sair de perto de você. – Tom disse, vindo me abraçar.
- Gente, eu tô vendo que o assunto é serio mais eu tô boiando na conversa. – Andrew falou.
- Depois eu te conto tudo, Andrew, porque já tocou o sino. – eu disse, e todos fomos para sala.
tinha a mesma aula que eu, então fomos juntos para a sala.
- Ei garota. – uma menina me chamou quando eu estava entrando na sala junto com e eu olhei para trás pra saber quem era.
- Oi. – eu disse, sorrindo. Oi? Eu sou educada!
- O que você é do Thomas? – ela perguntou.
- Por que você pergunta? – o que ela queria saber do meu irmão? Qualquer coisa eu falou que sou namorada pra ela tirar o olho dele.
- Nada, é que vocês se parecem. – ela disse, sorrindo pra mim. Gostei dela, menina sorridente.
- Ah, eu sou irmã dele, . – eu disse e sorri pra ela.
- Prazer , eu sou Elizabeth. – ela disse.
- Ah, prazer. – eu disse e seguimos para a sala.
- Você conhece meu irmão? – eu perguntei.
- Não exatamente. – ela disse.
Quando entramos na sala, Lucas estava sentado perto da janela. Ele estava conversando animadamente com um garoto, mas quando me viu, acenou para mim.
- , ele está falando com você. – Elizabeth falou.
- É, eu sei. – eu disse, e segui para minha a mesa, onde estava.
- , você tá bem? – ele perguntou.
- Tô bem, , mas estou com medo. – eu disse, e ele me abraçou.
- A gente vai proteger você, tá? Nós somos seus amigos e vamos ficar ao seu lado. – ele disse.
As aulas passaram devagar, e parece que Lucas tinha as mesmas aulas que eu e não parava de me olhar, eu já estava ficando desconfortável.
Quando o sinal tocou para o intervalo, eu saí da sala junto com , que tinha a mesma aula que eu, mas eu senti alguém me puxando para a dentro da sala de volta. Quando olhei para ver quem era, tive uma surpresa. Fiquei estática, não sabia o que fazer.
- O que você quer, Lucas? – eu disse, depois de um tempo.
- Só queria matar a saudade que eu tava de você, e perguntar por que está fugindo de mim o tempo todo? – ele disse.
- Como assim, Lucas? Você só pode ter algum problema mental, eu não deveria nem estar aqui conversando com você, olhando na sua cara. – eu disse, com raiva.
- Mas amor, eu não te fiz nada, só queria que a coisa fosse legal entre a gente. – eu já estava ficando com nojo dele, do jeito como ele falava de tudo.
- Lucas, eu não tenho mais nada pra falar com você. – eu disse, já sem paciência, e saí da sala (lê-se: tentei sair da sala), mas ele me puxou de volta e me beijou. Eu tentei mordê-lo, chutá-lo, mas ele era mais forte que eu.
- ME SOLTA! - gritei quando ele desgrudou nossas bocas – VOCÊ É LOUCO OU O QUÊ?
- Calminha, . – ele disse, apertando meu braço.
CAP 13.
TOM ON
- Cadê a ? – perguntei quando chegou na mesa e olhou para trás dele.
- Ela tava atrás de mim, mas não sei onde ela tá agora. – ele disse. e estudavam com a porque eram mais novos que eu e .
Ficamos esperando por um bom tempo e eu já estava nervoso com aquilo. Com o Lucas no colégio, eu não ia ficar tranquilo.
- Vamos atrás dela. – disse, aparentemente nervoso também.
- Vamos. – eu disse, e fomos em direção à sala do e da . Quando estávamos perto da sala, ouvimos gritar com alguém, então entramos na sala que estava com a porta só encostada. Lucas estava segurando pelo braço, e ela tinha uma cara de assustada, como quem quer chorar.
- Solta ela, cara. – eu disse, e ele olhou pra mim com cara de surpresa, soltando o braço dela.
- Eu já não te falei para você ficar longe dela? – disse, com os punhos cerrados, prontos para bater nele.
-, calma. – disse, e eu olhei pra ela – Tom, vamos, não tem mais nada pra fazer aqui.
- Não, , esse cara tem que aprender uma lição. – eu disse e fui pra cima do Lucas, mas ela me segurou.
- Tom, vamos embora agora. – ela disse, firme. Olhei pra ela, estava com a boca vermelha e seus olhos suplicavam.
- Vamos. – eu disse, e olhou pra mim como se pedisse para bater no Lucas – Vamos, .
- Vamos. – ele disse, não gostando muito. Eu abracei e, antes de sair, me virei para o Lucas.
- NÃO CHEGA MAIS PERTO DELA, OK? – eu disse, e saí da sala.
TOM OFF
Tom pediu para a diretora para eu e ele irmos embora. Ele falou que eu estava passando mal. Ela nos deixou ir e eu fui me despedir dos meninos.
- Obrigada por me defender, . – eu disse, e o abracei.
- Não precisa agradecer, eu já disse que sempre vou te proteger. – ele disse e me deu um beijo na bochecha, me causando um choque.
- Mas mesmo assim, obrigada . Tchau! – eu disse.
- Tchau, dudes. – Tom disse, me abraçando, e saímos do colégio em direção ao carro.
- Você tá legal? – ele perguntou, e eu só concordei com a cabeça. Dentro do carro fomos em silêncio. Às vezes Tom olhava pra mim como se ele esperasse que eu chorasse, gritasse a qualquer momento.
Chegando em casa, fui para meu quarto, tomei um banho e deitei na cama. Peguei meu Mp4 e coloquei When You're Gone, da Avril Lavigne, e acabei dormindo. Acordei com Tom tirando o fone do meu ouvido.
- Ei, a janta tá pronta. Mamãe e papai já estão lá embaixo. – ele disse, sentando-se ao meu lado.
- Hm... eu não quero jantar. – eu disse, e virei de costas pra ele.
- , você tem que comer alguma coisa. Só tomou café da manhã e depois dormiu a tarde toda. – ele disse, passando a mão no meu cabelo.
- Ai, eu não quero descer, Tom, tô com preguiça. – eu disse, fazendo manha.
- Ai ai, quer que eu traga pra você? – ele perguntou.
- Quero sim. – eu disse, e ele saiu do quarto. Fui até meu computador e o liguei, vamos ver quem tá aqui de interessante. Só tinha Andrew online.
diz:
Oi amor.
Andrew diz:
Oi amor. Tudo bem?
diz:
Mais ou menos e você?
Andrew diz:
Tô bem. Mais o que foi?
diz:
Depois te conto.
Andrew diz:
Ah amor, eu estou preocupado com você. Foi embora mais cedo e disse que não tá muito bem.
diz:
Quer vir aqui? Aí eu te conto.
Andrew diz:
10 min chego aí. Beijos.
diz:
Tá bom, beijos.
Tom entrou no quarto com minha comida e um copo de suco de uva, meu preferido. É por isso que eu amo meu irmão.
- Obrigada, maninho. – eu disse quando ele colocou o prato na mesinha do computador.
- De nada, . – ele se sentou na minha cama – , eu tô preocupado com você.
- Por quê, Tom? – eu perguntei, olhando pra ele.
- É que eu tô preocupado com esse negócio do Lucas, eu tenho medo de ele fazer algo com você. Mas se ele fizer, eu juro que eu MATO ele! – ele disse, enfatizando o mato.
- Calma Tom, eu também estou com um pouco de medo dele, mas ele não vai me fazer nada. – eu disse, e acrescentei mentalmente um “eu espero”.
- Tá bom, mas vamos ficar de olho nele. – ele disse.
A campainha tocou e eu disse que era Andrew, ele se levantou e foi atender a porta.
- Oi ratinha. – ele disse, e eu levantei da cama pra abraçá-lo.
- Oi, ratinho. – eu disse.
- Putz, você até hoje não tinha me chamado assim. – ele disse, e me deu um beijo no rosto - Agora me conta tudo.
Eu contei tudo pra ele, desde a viagem até a boate e hoje no colégio. Ele não falou nada. Às vezes concordava com a cabeça ou mexia a mesma para eu continuar a falar, só quando eu terminei que ele falou.
- Nossa, , como você não tinha me contado isso até agora? – ele disse.
- Ah, não sei, Andrew, é tanta coisa que eu nem lembrei. – eu disse.
- Não fica assim, tá , eu vou ficar sempre perto de você. - ele disse, e me abraçou.
- Eu sei disso. – eu disse e o abracei de volta.
O celular dele começou a tocar, e eu vi na tela escrito ‘’amor’’, quem será? Ele falou que tinha que atender e eu falei que tudo bem.
- Oi amor... também estou com saudades... hm, que legal... Beijos ... Te amo. – ele disse, e desligou o telefone, me deixando sem entender nada. Como assim ele tinha uma namorada e não me falou?
- Era sua namorada? – eu perguntei, e ele fez uma careta.
- Err... eu tenho que te contar uma coisa. – ele disse, fazendo uma careta.
- Fala. – eu disse, com medo do que ele ia falar.
- , me promete que não vai se afastar de mim por causa disso? – ele falou.
- Claro que não vou me afastar de você, pode falar. – eu disse, segurando sua mão.
- Eu sou gay, . – ele disse, e eu fiquei estática. Como assim ele era gay? Oi, eu sou burra e pensava que ele gostava de mim. NOSSA, agora isso sim foi uma surpresa.
- ? Você tá bem? , fala comigo, por favor. – ele disse, e eu nem tinha percebido que ele tava me chamando.
- Oi?! Tô bem sim, Andrew, só não esperava ouvir isso. – eu disse, e ele meio que riu.
- Tá bem, eu sei que não é uma coisa esperada de se ouvir. – ele disse e eu ri. Ficamos em silêncio por algum tempo, eu tentando absorver a informação. Que foi? Eu porque sou lerda, e ele acho que porque queria me dar um tempo para pensar.
- Nossa, sempre sonhei em ter um amigo gay. – eu disse, depois de um tempo, e ele riu. Ele é louco, eu sei.
- Eu sabia que você ia falar isso. – ele disse e eu ri – Eu fiquei com medo da sua reação, mas sabia que podia contar com você. – ele disse e eu o abracei.
- Mas é claro que podia contar comigo. – eu disse, abraçada com ele.
Nós ficamos a tarde toda lá sentados, conversando sobre coisas aleartórias, até que ouvi alguém batendo na porta.
- Entra. – eu falei e Tom entrou com a cara amassada.
- Você tava dormindo? – eu perguntei, e ele concordou com a cabeça.
- Eu TAVA dormindo, mas o idiota do me ligou. – ele disse, enfatizando o “tava”.
- Por que ele te ligou? – eu perguntei. Que foi? Sou curiosa.
- Ah, ele queria saber se eu e você não queremos ir a um pub. – ele disse, fazendo uma cara de que não estava interessado.
- Ah, eu quero ir. – eu disse, e Tom ja ia saindo do meu quarto quando lembrei do Andrew – Tom, o Andrew pode ir também?
- Claro que sim. A gente sai oito horas da noite, e já são seis, então não enrola, , porque eu te conheço. – ele disse e eu ri.
- Ah, sou eu que demoro igual uma noiva para me arrumar? – eu perguntei, rindo. Ele fez uma careta e saiu do quarto sem falar nada.
- Você vai, né? – eu perguntei para Andrew.
- Vou sim. – ele disse e me olhou sério – , eu queria que você não contasse nada para os meninos por enquanto, tenho medo de eles não quererem mais sair comigo, sei lá. – ele disse, fazendo careta.
- Tudo bem, And, eu não conto nada. – eu disse, levantando da cama – Me ajuda a escolher uma roupa.
- , eu sou gay mas não entendo nada de moda, então nem tenta. – ele disse, rindo.
- Mas eu só quero uma opinião construtiva. – eu disse, e ele riu mais.
- Assim eu posso ajudar. – ele disse.
- Você vai se arrumar aqui? – eu perguntei.
- Eu acho que não preciso ir em casa não, né? Porque eu tomei banho antes de vir para cá e também acho que essa roupa está boa, não tá? – ele disse, levantando e dando uma voltinha, bem gay, na minha opinião, mas muito boa. Que foi? Ele é gato, querida. Vamos lá, momento passarela: ele vestia uma calça jeans, uma blusa de manga preta com uns detalhes em branco com capuz e bem colada no corpo, favorecendo seu físico BEM modelado. Uiui, se ele não fosse gay eu pegava! Ri com meu pensamento.
- Do que você tá rindo? – ele disse, arqueando a sobrancelha – Essa roupa não tá boa?
- Tá boa sim, paixão. É que eu tava rindo do meu pensamento pervetido. – eu disse, e ele olhou pra mim com medo, o que me fez rir mais.
- O que você pensou? – ele perguntou.
- Que se você não fosse gay, eu tinha coragem. – eu disse, rindo, e ele começou a rir junto comigo.
- Ah, você sabe que antes, quando a gente era mais novo e eu não sabia que eu era gay, eu tinha uma quedinha por você?- ele disse, fazendo uma voz de indiferente, e eu arquei a sobrancelha como ele havia feito antes - Tá bom, eu tinha um abismo por você, mas deixa quieto. – ele disse e eu ri.
Cap. 14
- Mas , falando em quedinha, ou abismo, como preferir, em quem você tá de olho ultimamente? – ele perguntou.
- Ah, não sei, acho que em ninguém. – eu disse, desviando meu olhar para a janela, porque Andrew olhava diretamente para mim e eu havia ficado vermelha, porque lembrei do .
- Ah , não mente pra mim, eu sei que você gosta de alguém, porque senão você nem tinha ficado vermelha. – ele disse.
- Tá, eu gosto do . Na verdade, eu tô bem confusa. – eu disse, abaixando a cabeça.
- Eu já desconfiava que você gostava do . - Andrew disse, me fazendo olhar diretamente para seu olho – O jeito que você olha para ele é óbvio.
- Tá tão na cara assim? – eu perguntei assustada. Será que outra pessoa percebeu?
- , mesmo eu não entendendo de moda, eu sou gay e entendo os seus olhares. Os meninos são muito... meninos, por isso não percebem. – ele disse, rindo.
- Mas você acha que é errado eu gostar dele, sendo ele melhor amigo do meu irmão e um pouco mais velho que eu? – eu perguntei, buscando uma resposta sincera dele.
- Ah , eu não acho isso errado. Na verdade eu não vejo nenhum empecilho porque, pelos olhares dele pra você, eu acho que ele gosta de você. – ele disse sorrindo.
- Ah Andrew, acho que isso não tem nada a ver. – eu disse, e fiquei pensando. Será? OMG, será? Tá bom, eu tenho problemas.
- Ok, agora vai se arrumar senão seu irmão te mata. – ele disse, batendo na minha bunda para eu andar.
- Calma And, já tô indo. – eu disse, indo para meu closet e o abrindo.
- Qual você vai escolher? – ele perguntou rindo, eu tinha bastantes roupas. Sim, eu sou consumista.
- Eu vou escolher umas três e você me ajuda a escolher uma, tá certo? – eu perguntei e ele concordou com a cabeça.
Primeiro vesti uma calça jeans e uma blusinha azul com um laço no busto, depois vesti um vestido preto com um sobretudo, uma sandália de salto e um cinto, e por último vesti uma blusa de manga verde, uma calça skinny e uma bota preta.
- Esse foi o melhor look. – ele disse, e eu decidi ir com aquela roupa.
- Então eu vou tomar banho agora. - eu disse e fui para o banheiro.
Liguei o chuveiro na água quente e fiquei um bom tempo ali, o que estava muito bom, e depois comecei a lavar meu cabelo.
- , posso mexer no seu computador? - Andrew gritou de dentro do quarto.
- Yep. – eu gritei de volta.
Desliguei o chuveiro e fui escovar meu dentes, e comecei a secar meu cabelo, jogando a franja de lado. Saí do banheiro só de sutiã e calcinha. Já que ele é gay, o que que tem? Entrei no meu quarto e And nem olhou para mim. É, ele é gay mesmo.
Coloquei a roupa que a gente escolheu e fui fazer uma maquiagem básica, deixando meu cabelo solto.
- And, tô pronta. – eu disse, e ele olhou pra mim.
- , você tá linda. – ele disse, me olhando de cima a baixo.
- Só tá faltando uma coisa, o perfume. – eu disse, pegando meu perfume 212 sexy e passei.
- Uiui, só porque vai encontrar o tá assim. – Andrew disse, e eu corei.
- Ah, nem devia ter te contado, agora você vai ficar enchendo a minha cabeça. – eu disse, ele riu e me abraçou.
- Eu tô brincando, , não falo mais. Vamos descer, já são sete e meia, o Tom deve estar pronto. – ele disse, abrindo a porta.
Peguei minha bolsa Channel e peguei um dinheiro que eu tinha guardado, colocando-o dentro dela junto com o meu celular.
- Vamos ratinho. – eu disse, e passei meu braço pela cintura dele.
- Vamos ratinha. – ele disse, beijando o meu cabelo e me abraçando de lado.
Descemos e ligamos a televisão já que, como era de se imaginar, o Tom não estava pronto. Começamos a assistir uns clipes que passavam, quando a campainha tocou e eu fui atender. Era .
- Oi . – eu disse, meio com falta de ar. Nossa, como ele estava gato com uma blusa com capuz bem colada no corpo e um terninho aberto por cima, uma calça jeans e sapatênis, e como ele tava cheiroso.
- Oi . – ele disse, com um sorriso lindo e me deu dois beijinhos. Morro agora ou depois?
- E aí, Andrew! – ele disse quando entrou, e sentou no outro sofá.
- , cadê o Tom? – ele perguntou, olhando para mim.
- Ah, você sabe, ele é uma noiva. Mas eu nem fui lá. – eu disse, sentando do lado do Andrew e encostando a cabeça no ombro dele.
- Ah, eu sei como é. – ele disse rindo e piscou pra mim, eu corei e sorri pra ele.
Sério, se ele não parar de fazer isso eu não respondo pelos meus atos.
- Eu vou lá ver se o Tom está pronto. – eu disse, e levantei do sofá.
- Tom. – chamei-o, batendo na porta.
- Entra. – ele gritou e eu entrei. Ele estava pronto, mas arrumando o cabelo em frente ao espelho.
- Vamos? já está aí e eu já estou pronta. – eu disse.
- WOW! Você tá linda. – ele disse quando se virou para me olhar – Quem você quer agradar?
- Obrigada Tom, eu não quero agradar ninguém. – eu disse.
- Vamos então, eu já estou pronto. – ele disse, me abraçando e me puxando para sair do quarto.
- Eer! Tom, você por acaso contou para mamãe e o papai sobre...? – eu não terminei a frase, mas ele entendeu.
- Não , eu deixei pra você contar, caso você queira. – ele disse.
- Obrigada Tom. Falando neles, cadê? – eu perguntei.
- Ah, eles foram pra casa de uma tia nossa. – ele falou e descemos.
- Ah! A princesa chegou. – disse, abrindo os braços e vindo na nossa direção, só que passou direto por mim e abraçou Tom, e eu comecei a rir.
- Ah , vai te catar. – ele disse, saindo do abraço.
- Então vamos? – disse Andrew, levantando.
- Vamos. – Tom disse.
- E os meninos não vão? – eu perguntei, indo em direção à porta.
- Se contente comigo, baby. – disse , me abraçando. Eu não aguentei e comecei a rir.
Saímos e, quando eu fui entrar no banco ao lado do Tom, Andrew me empurrou para o lado.
– , você tem coisa melhor para fazer lá atrás. – ele disse, batendo na minha bunda.
- And, não... – mas antes de eu falar mais alguma coisa ele me jogou no banco traseiro, e se sentou ao meu lado. Começou a tocar I Miss You, do Blink, e eu comecei a cantar e dançar no ritmo da música.
- Olha como a criança é feliz. – Tom disse, e eu fiquei sem graça porque e Andrew pararam para me olhar. Eu parei de cantar e de dançar, e Andrew começou a rir. Então começou a cantar e dançar como eu tava antes. Eu ri e continuei.
Chegamos ao pub e ficamos um tempo procurando um lugar para sentar, até que achamos e pedimos bebidas. Eu pedi um suco e os meninos cerveja, como sempre. e haviam chegado com duas meninas. A que estava com se chamava Meg e a que estava com se chamava Ashley. Elas eram bem loiras e bem... siliconadas.
- Oi. - eu disse quando elas se sentaram. Elas só me olharam e responderam uma coisa que eu não entendi. Fingi que elas não estavam lá e continuei a conversar com e Andrew, já que os meninos, isso inclui Tom, estavam quase engolindo as meninas. O legal é que Tom disse que ia no banheiro e, quando vi, ele estava engolindo uma menina no canto.
- , eu vou ao banheiro. – Andrew disse perto do meu ouvido e foi em direção ao banheiro.
Começou uma musica animada e eu comecei a me mexer no ritmo dela.
- Me concede essa dança, senhorita? – disse em pé, estendendo a mão para mim.
- Claro. – eu disse, segurando a mão dele e sorrindo. Levantei e fomos em direção à pista de dança. Começou a tocar Telephone da Lady Gaga. Comecei a dançar animada e colocou a mão na minha cintura. Morri? Quase. Me arrepiei toda e ele sorriu, dançamos até a musica acabar.
- , acho melhor a gente sair daqui. – disse.
- Por quê, ? – eu perguntei, olhando pra ele, que estava sério, olhando por trás de mim.
CAP 15
Ele saiu me arrastando, literalmente, de lá.
- O que tá acontecendo, ?
- Nada, só quero te mostrar um lugar. – ele disse, e eu olhei pra ele meio desconfiada. Mas tinha que confiar nele, o que demais ele poderia fazer comigo?
No caminho ele não falou nada, e eu também não disse nada porque parecia que ele estava concentrado em algo importante. Ele só me abraçou e chegamos em um lugar lindo, havia um lago e estava deserto, mas também porque estava bastante frio, então ninguém ia se arriscar a sair para ir ao parque, né?
- Que lindo, ! Mas até agora eu não entendi por que a gente saiu do pub. – eu perguntei, olhando pra ele.
- Não era nada, . – disse, desviando o olhar do meu.
- Fala logo, . – eu disse, e ele olhou pra mim e sorriu torto.
- ... é porque o Lucas estava lá. – ele disse e abaixou a cabeça.
- Ah! – eu disse, surpresa, e não soube mais o que falar.
- Tá vendo? Por isso não queria te falar. – ele falou, e eu olhei pra ele.
- Não, , tá tudo bem, é só que eu tô tentando acreditar que esse cara tá me seguindo mesmo.- eu disse, e me olhou por um longo tempo e depois me abraçou.
- Acho melhor a gente ligar pro Tom avisando. – eu disse.
- Ele certamente não vai ouvir, então é melhor mandar uma mensagem. – disse, já pegando o celular para mandar a mensagem.
Fui em direção a um banco que ficava em frente ao lago, e puxei junto comigo. Ele mandou a mensagem e ficamos sentados conversando.
- Ai! Tá muito frio. – eu disse, e me abraçou.
- Pode deixar que eu te esquento. – ele disse e começou a rir. Depois que ele se calou, começou a trovejar e chover.
- Ah, era só o que me faltava. – eu disse e se levantou.
- Vamos , vou com você até em casa. – ele disse e eu levantei.
- Ah bobão, você não consegue me pegar. – eu disse e saí correndo, e ele veio atrás de mim.
- Na hora que eu te pegar, você vai ver! – ele disse, e eu comecei a rir e correr mais.
- Não dou conta de correr mais. – eu disse depois de um tempo que a gente estava correndo em volta do parque.
- Então se rende. – ele disse, e eu parei de correr de uma vez, e como ele não conseguiu parar a tempo, nos caímos no chão e ele caiu em cima de mim.
- Ai , eu tô ensopada. – eu disse rindo.
- Tá linda assim. – ele disse, tirando uma mecha do meu cabelo que estava no meu olho, e foi chegando mais perto de mim. Eu sentia sua respiração quente no meu rosto e meu coração quase saiu pela boca. Ele encostou sua boca na minha e depois pediu passagem pra aprofundar o beijo, que começou calmo mas depois foi se tornando mais intenso, como se a gente precisasse daquilo para viver. Ficamos um bom tempo nos beijando, até que ele quebrou o beijo com selinhos.
- , me desculpa, eu não consegui me segurar. - ele disse com uma cara preocupada e se levantou, ficando em pé na minha frente e me ajudou a levantar. – Seu irmão vai me matar. – ele disse, passando a mão pelo cabelo.
- Cala a boca, . – eu disse e olhei pra ele.
- Você tá certa em estar brava comigo, mas foi mais forte que eu. – disse e eu ri.
- Não , cala a boca, eu também queria isso. – eu disse, chegando mais perto dele, rindo.
- Ah tá, que bom. – ele disse e me beijou de novo. Fomos andando pra minha casa e continuava a chover, mas nós não estávamos preocupados se amanhã estaríamos gripados por causa da chuva, só queríamos aproveitar um ao outro. Fomos abraçados até em casa, conversando, brincando e fazendo graça. Chegamos na porta de casa.
- Então até mais? – disse, passando a mão na nuca e bagunçado o cabelo.
- Não.- eu disse, e ele olhou pra mim, confuso – Não! Entra, você precisa se secar. – eu disse e ele riu.
- Ah tá! Pensei que você não queria mais me ver. – ele disse.
- Só se eu estivesse louca, né? – eu disse rindo, e puxei-o pelo braço. Ele me abraçou por trás.
- Você pode pegar uma roupa do, Tom. – eu disse.
- Tá bom! – ele disse, e subimos para o quarto do Tom.
Ele escolheu uma roupa do Tom e eu dei uma toalha para ele se secar. Começou a tirar a camiseta que estava molhada.
- Err! Vou sair para você trocar de roupa. – eu disse, dando um risinho nervoso e ficando vermelha. Ele riu. Que foi? Ele é bom, mas eu sou moça de família.
- Tá bom. – ele disse, e eu fui pro meu quarto. Entrei no banheiro para tomar um banho quente, tirei minha roupa molhada e tomei banho. Saí do banheiro só enrolada na toalha. Estava escolhendo uma roupa quando entrou no meu quarto.
- Desculpa , eu devia ter batido. – ele disse, voltando e fechando a porta.
- Não , tudo bem, se quiser pode ficar, eu me troco no banheiro. – eu disse e ele voltou.
- Err! Acho melhor eu te esperar na sala. – ele disse, trocando olhares entre meus olhos e minhas pernas. Deu um risinho nervoso ficando vermelho, oun! Como ele fica lindo com vergonha.
- Tá bom, eu já vou descer. – eu disse e ele saiu.
Escolhi um moletom com capuz e minhas pantufas de bichinho.
- Ai que lindo. – disse, rindo, quando eu desci.
- O que? – eu perguntei.
- Sua pantufa é tão linda. – ele disse, rindo mais.
- Ai , para de rir da minha pantufa, ela é linda. - eu disse, fazendo manha mexendo os pés e olhando para minhas pantufas.
- Não tô brincando. – ele disse, me abraçando e me dando um selinho - Suas pantufas são lindas.
- Tá com fome? – eu perguntei.
- Nossa, como você muda de assunto rápido. – ele disse, e eu comecei a rir.
- Por que todo mundo me fala isso? – eu perguntei, com cara de indignada e fazendo bico.
- Porque sim. – ele falou.
- Tá bom então. – eu disse, dando de ombros – Tá com fome? – eu perguntei de novo. Eu estava mesmo com fome.
- Tá bom, eu tô com fome. – ele disse e fomos para a cozinha.
- O que você quer comer? – eu perguntei, abrindo a geladeira.
- O que você for comer eu como. – ele disse e sentou na cadeira.
- Então vou fazer sanduíche. – eu disse, pegando as coisas para fazer o sanduíche.
- Quer que eu te ajude? – ele perguntou.
- Pode deixar que eu faço. – eu disse, começando a fazer os sanduíches. Enquanto eu ia fazendo, a gente ia conversando.
Terminei de fazer os sanduíches e coloquei Coca-Cola pra gente. Fomos para sala, liguei a televisão: estava passando House.
- Acho que você já pode casar. – ele disse, comendo (lê-se: devorando) o sanduíche.
- Ah, obrigada. – eu disse rindo
Ficamos conversando em quanto comíamos nossos sanduíches. Quando terminamos eu me encostei no seu ombro e ficamos assistindo televisão. De repente, ele se virou para mim.
- Você tá entendo alguma coisa? – ele perguntou, sorrindo.
- Não. – eu respondi.
- Então vamos fazer uma coisa melhor. – ele disse, se aproximando de mim até que nossas bocas se encontraram e começamos a nos beijar. Ele passou sua mão por minha nuca e eu senti o corpo inteiro se arrepiar. Ele foi descendo sua mão por minhas costas até que ele colocou a mão por dentro do meu moletom e foi desabotoando meu sutiã. Mas no momento em que eu entendi suas segundas e terceiras intenções travei, tirei sua mão de dentro do meu moletom e me afastei dele.
- Fui muito rápido, né? – ele perguntou, olhando para mim com uma cara fofa.
- Tá tudo bem, só não dá agora. – eu disse, levantando do sofá e arrumando meu sutiã – Err... vou tomar água.
- , desculpa. – ele disse, se levantando para ir atrás de mim.
- Pode ficar aí, , eu tô bem. – eu disse e fui para a cozinha. Enchi um copo água e me encostei na bancada. Quando olhei pra minha mão, eu estava tremendo.
Quando começou a me beijar e colocar a mão em baixo do meu moletom, lembrei do dia na boate com o... Lucas. Isso me fez travar e me trouxe lembranças ruins. Aquele dia nunca irá sair da minha mente. Quando eu estava na cozinha, Tom chegou me vendo naquele estado.
- O que foi, ? Por que você tá assim, tremendo? – ele perguntou.
Cap. 16
Eu não sabia o que falar, então eu saí correndo e me tranquei no quarto. Não sabia como falar que eu tinha quase transado com o melhor amigo dele. Tom foi falar comigo, bateu na porta. Quando ouviu meu irmão me chamando, resolveu ir falar com ele.
- Calma, Tom! – disse .
- O que você tá fazendo aqui? – perguntou Tom.
- É que estávamos no pub, e saímos porque o Lucas estava lá. Começou a chover, nós acabamos nos molhando e a ofereceu para que eu entrasse para trocar a roupa molhada – disse .
- Isso porque você mora em frente a nossa casa e não podia ir lá pegar uma roupa SUA. – Tom disse nervoso.
- É porque eu não queria deixar ela sozinha, Tom. – disse nervoso. Eu nem tinha me tocado que ele morava em frente a minha casa.
- Tem certeza que foi só isso, ? Minha irmã estava muito estranha – Tom disse, desconfiado.
- Err... Eu acho que eu tenho que te contar, vamos para a sala. – disse, e eu ouvi passos. E agora, o que ia acontecer? Será que ia contar tudo para Tom? Eu precisava ouvir o que eles estavam conversando, então eu sai do meu quarto nas pontas do pé e fui para perto da escada.
contou toda a história para meu irmão, desde o pub até aqui em casa, até mesmo o que tinha ocorrido um tempo atrás.
- Como assim você beijou minha irmã, cara? Tá louco? – Tom falou, nervoso. Eu conhecia meu irmão, quando ele ficava nervoso ele ficava cego e nem lembrava de nada.
- Cara, foi um impulso meu... Aconteceu. – disse, passando a mão pelos cabelos, nervoso.
- Aconteceu? É isso que você me fala? Aconteceu? – Tom disse, dando um riso irônico.
- Cara, foi só um beijo. – disse.
- Não foi só um beijo, , vocês quase transaram. – Tom disse, falando mais alto, e eu comecei a ficar nervosa.
- Mas não aconteceu, Tom, foi só um momento de descontrole meu. – disse.
- Ela é minha irmã! – Tom gritou, e eu não aguentei. Desci as escadas, me colocando no meio dos dois.
- Tom, calma, vamos conversar. – eu disse, colocando a mão no seu peito. Ele olhava fixamente para , depois olhou para mim e me puxou para meu quarto.
- , se você quiser pode ficar no quarto de hóspedes. – eu disse. Não sabia o que fazer.
- Não, , acho melhor eu ir. – disse, já indo para a porta.
- Tá bom, , depois a gente se fala. – eu falei e ele concordou com a cabeça. Eu fui para meu quarto e Tom andava de um lado para o outro.
- , como é que você me apronta algo assim? Eu pisquei e você tinha ido embora e nem me avisado, e ainda chego aqui e vejo você nesse estado. – disse Tom, gritando comigo. Ele estava fora de si, então eu comecei a chorar e sentei na minha cama.
- Para, Tom. – eu disse, chorando. Eu odeio quando alguém grita comigo. Ele parou de gritar e veio até mim.
- Desculpa por ter gritado com você, eu não consegui me controlar quando o me disse o que havia acontecido, porque você e minha irmã e eu tenho que cuidar de você. – ele me abraçou, e aos poucos eu fui me acalmando.
- Tá bom, eu te desculpo. Sei que você se preocupa comigo, não foi minha intenção te deixar preocupado. – eu disse.
- Agora vou tomar um banho e dormir, amanhã eu falo com o .
- Tom, me promete que vocês não vão brigar? Vocês são muito amigos e não quero que vocês briguem por minha causa. – eu pedi.
- Tá bem , eu não vou brigar com ele, vou apenas conversar. – Tom falou e passou a mão no meu cabelo.
- Boa noite, little baby. – ele disse, me dando um beijo na testa
- Boa noite, Tom. – eu disse, e sorri para ele.
TOM ON
Fui para o meu quarto, tirei minha roupa e fui para o banheiro. Tomei um banho quente, voltei para meu quarto, peguei uma samba canção e me deitei. Peguei meu iPod e coloquei I Miss You do Blink 182 pra tocar e acabei adormecendo.
- , o que foi? Por que você tá chorando? – chamei-a, que estava chorando em um canto escuro. Aonde eu estava? Que casa era aquela? E porque a estava com aquele barrigão? Ela estava grávida.
- Tom, deixa eu te apresentar, essa é minha nova namorada... – disse, mas ele não falou o nome dela.
Acordei suado e ofegante. Que pesadelo horrível, minha irmã grávida.
TOM OFF
Eu tentava dormir, mas o sono não vinha. Estava virando de um lado para o outro, já estava impaciente quando meu celular tocou.
- Alô. – eu disse, nem olhei no visor.
- Oi, ? É o . – ele disse, meio indeciso.
- Oi . – eu disse, sorrindo. Eu devia estar com um sorriso maior que o meu rosto.
- Tudo bem? – ele perguntou.
- Tá, , meu irmão não me matou. – eu disse e ri, e ele suspirou.
- Ah, era isso mesmo que eu queria saber. – ele disse.
- Hum, você ligou só para saber se meu irmão tinha me matado? – eu perguntei.
- Na verdade eu queria saber se você não quer ir ao nosso ensaio amanhã? – ele disse, meio incerto.
- Quero sim. – eu disse, sorrindo - Vai ser que horas?
- Depois do colégio. Nós vamos sair de lá e ir direto para a casa do . – ele disse.
- Tá bom então, , até amanhã. – eu disse.
- Beijos, , boa noite. – ele disse.
- Boa Noite, . – eu disse, e desliguei. Resolvi descer para beber água. Quando cheguei na cozinha, meu irmão estava sentado na cadeira olhando para o chão.
- Tom. – eu chamei, e ele olhou para mim – O que foi que você tá assim?
- Nada, eu só estou sem sono. – ele disse. Eu soltei um “ah”, mas sabia que ele estava preocupado com o que aconteceu mais cedo. Enchi um copo com água e me encostei na bancada para beber.
- Acho que já vou subir, o sono bateu. – ele disse, e saiu.
Tomei a água e também subi, deitei na minha cama e acabei dormindo.
Acordei com a luz batendo nos meus olhos. Fiz minha higiene matinal e fui acordar meu irmão.
- Tom, acorda. – eu falei, balançando-o, que nem se mexeu – Tom, acorda, senão eu vou te jogar um balde de água. – eu disse, e ele levantou rápido.
- Já acordei. – ele disse, e eu ri, saindo do quarto dele. Fui tomar café da manhã e meus pais estavam lá.
- Bom dia, família. – eu disse, e dei um beijo em cada um.
- Bom dia, filha. – meus pais falaram.
- Vocês andam sumidos. – eu disse, e eles concordaram.
- A gente tá trabalhando muito, filha, mas essa semana vamos ficar mais com você e seu irmão. – meu pai disse e eu sorri.
- Ah, que bom. - eu disse.
Meu irmão desceu e tomou café com a gente.
- Posso levar vocês na aula hoje? – meu pai perguntou.
- Claro pai. – eu disse e saímos. Quando chegamos na escola, eu abri a porta do carro para descer e o Lucas apareceu bem atrás de mim.
- Prazer, senhor . Queria me apresentar formalmente, sou o namorado da sua filha – ele disse, com um sorriso de ponta a ponta.
Cap. 17
Eu fiquei sem reação, não sabia o que dizer. E como eu conhecia meu pai e ele nunca importou com os meus namorados, ele ia chamar o Lucas pra fazer alguma coisa em família, eu tinha certeza. Fechei os olhos, estava com ódio, eu queria avançar naquele garoto, mas não podia.
- Por que você não almoça com a gente hoje, para podermos nos conhecermos melhor? – meu pai falou e eu fiz careta.
Naquele momento fiquei sem ter ação, fiquei paralisada de tanta raiva, queria matar o Lucas. Diante da apresentação dele, meu pai o chamou para ir almoçar em nossa casa.
- Claro, senhor , vai ser um prazer almoçar com vocês. – Lucas disse.
- Não, mas...- nesse momento meu pai me interrompeu.
- Então vamos te esperar às 12:30hrs.
Quando meu pai saiu, eu já fui logo gritando com o Lucas.
- Como você faz isso? Ficou maluco?!
- Ué, ! Por que o espanto? Nós somos namorados mesmo, e já tava na hora de seus pais saberem.
- Você é doido mesmo, não somos e nem nunca seremos namorados. - nesse momento não aguentei e dei um tapa na cara do Lucas. Apesar disso, ele sorriu.
- Tchau amor, nos vemos no almoço!
Ai fiquei com tanta raiva dele, porque ele faz tanta questão de me aborrecer?
Durante a aula, me lembrei que eu tinha sido convidada pelo pra assistir o ensaio da banda deles, aí fiquei aliviada pois eu iria pra casa do , mas fiquei com medo do Lucas ir até minha casa e falar coisas das quais meus pais não necessitavam saber.
Quando saí da sala encontrei o Tom, e ele foi logo falando:
- Minha maninha linda, vamos ter que passar em casa antes de ir pra casa do , minha última aula foi educação física e eu tô todo suado.
- Claro Tom, vamos sim, aproveito e tomo banho também.
Chegando em casa, Tom foi tomar banho e eu fui falar com a minha mãe, disse a ela que se o Lucas fosse até nossa casa era para ela não recebê-lo.
- Não entendo filha, por que não devo receber o rapaz? – ela perguntou confusa, pensei rápido e inventei uma história.
- Mãe, é que esse rapaz não gosta de mim, ele adora me colocar em situações ruins, e hoje de manhã, quando o papai foi nos deixar na escola, ele apareceu e disse ao papai que era meu namorado e então o papai o convidou para almoçar.
- Ah! Agora entendo filha, mas por que você não desmentiu tudo pro seu pai?
- Não sei mãe, fiquei com tanta raiva que nem sabia o que falar.
- Vou ver o que faço, mas com certeza seu pai irá querer falar com você assim que chegar do trabalho à noite.
- Mas até lá, mãe, eu dou um jeito de explicar tudo para ele sem que fique aborrecido comigo por causa daquele idiota. – eu disse, e subi para meu quarto porque tinha que me arrumar rápido, pois o Tom já estava quase pronto. Tomei banho rápido, e quando já estava descendo as escadas, a campanhia tocou.
- Pode deixar que eu abro, mãe! – gritei quando abri a porta, não pude crer no que meus olhos viam: era o Lucas. Como ele teve coragem de vir até a minha casa?
- Oi, meu amor! – ele disse irônico.
- Não acredito, você é muito cara de pau mesmo!
- Calma gatinha, estou aqui porque o meu sogrinho me convidou.
- Você não é bem vindo nessa casa, não quero você perto das pessoas que eu amo.
- Não se preocupe, não farei nada de mal a eles.
- Vá embora, não quero você aqui. - quando olhei pro lado, o meu pai estava descendo do carro.
- O que fazem aqui fora? A comida está lá dentro. - meu pai disse.
- É que estamos conversando, papai. – eu disse.
- Não há nada do que não podem falar lá dentro.
- Então, já que é assim, vamos entrar, minha linda. – ele disse, sério.
- Não, não va... – eu ia falar que não íamos entrar, mas meu pai me interrompeu.
- Anda , convida seu namorado para entrar. – ele disse.
Lucas entrou na frente com o meu pai e eu fui atrás, bufando e querendo matar o Lucas. Eles estavam na sala conversando sobre futebol quando Tom desceu.
- Pai, o que esse cara tá fazendo aqui? – Tom perguntou, quase avançando em cima do Lucas.
- Ele é namorado da . – Ele disse, fazendo pouco caso.
- Como assim seu namorado? – ele perguntou, olhando para mim, e eu fiz careta.
- Deixa de ser inconveniente, Tom. – Meu pai disse, e ele ainda olhava para mim.
- Tom, me ajuda a pegar uma coisa no meu quarto? – eu perguntei e ele me acompanhou.
- Me explica isso. – ele falou no momento em que chegamos no meu quarto.
- Ele se apresentou para meu pai como meu namorado lá no colégio naquela hora que você saiu do carro. – eu disse, e ele socou a mesa do meu computador.
- Porra, eu nunca quis matar uma pessoa, mas hoje isso tá acontecendo. – ele disse, e eu me assustei.
- Tom, o que eu faço agora? – eu perguntei com a voz fraca.
- Não sei, só se a gente contar a história para o papai. – ele disse, e eu fiz que não com a cabeça - Então eu não sei.
- Vamos descer, eu consigo fingir por hoje e depois que ele for embora eu mato ele. – eu disse, e Tom olhou para mim.
- Eu tenho que ir para o ensaio. – ele disse, dando um sorriso sem graça, mostrando as covinhas.
- Pode ir, manda um beijo para os meninos. – eu disse.
- Aonde você vai, Tom? – meu pai perguntou assim que descemos as escadas e viu Tom com as chaves do carro.
- Vou ensaiar com os meninos... acho que não vou dormir em casa. – ele disse e saiu. Olhei para meu pai, que estava com o Lucas ao seu lado, e fiz uma careta. Lucas piscou para mim.
- Senta aqui, . – ele disse, apontando para o seu lado, e eu fiz que não com a cabeça. Eu tinha decidido, ia contar para meu pai.
- Pai, preciso falar com você. – eu disse, e ele olhou para mim.
- Precisa ser agora, ? Seu namorado está aqui, não é melhor você ficar aqui com ele? – ele perguntou.
- Não pai, ele não é meu namorado, e não, eu não quero ficar com ele. – eu disse, e meu pai me olhou assustado.
- O que é isso, filha? – ele perguntou.
- Preciso falar com você. – eu disse, e ele se levantou. Quando meu pai ficou de costas para Lucas, esse me olhou como se quisesse me matar.
- Se você falar alguma coisa, você vai se ver comigo. – ele sussurrou para mim. Ele falava sério e eu percebi isso. Meu pai foi comigo para a cozinha.
- O que foi ? – ele disse.
- Esse menino não é meu namorado. Ele veio comigo na viagem e começou a dar em cima de mim. Ele é meio possessivo, sabe, e acha que eu sou namorada dele. A gente já saiu uma vez, mas eu não quero nada com ele. E isso me irrita, ele até já tentou me beijar a força. – eu disse, e meu pai me olhou com desconfiança – Eu tenho nojo dele.
- E por que não me disse isso antes? – ele perguntou.
- É que eu fiquei com tanta raiva naquela hora que não saía nada da minha boca. – eu disse, e meu pai me abraçou.
- Então o que ele ainda tá fazendo aqui? – meu pai perguntou.
Cap. 18
- Pai, deixa quieto, vamos almoçar e depois ele vai embora. – eu disse, e meu pai me olhou desconfiado.
- Tá bom. – ele disse e foi para a sala. Eu ajudei minha mãe arrumar a mesa, chamei os dois para a mesa e almoçamos em silêncio. Eu não aguentava olhar pra cara do Lucas, senão acho que teria indigestão. Terminamos de almoçar e eu me levantei.
- Já terminou? – eu perguntei para o Lucas, que afirmou com a cabeça. Quando eu fui tirar o prato dele, ele passou a mão na minha perna e piscou para mim. Eu olhei pra ele com nojo e saí. Fomos para a sala, e eu queria muito que Lucas fosse embora.
- Amor, vamos andar por aí? – ele perguntou.
- Não, acho melhor você ir embora. – eu disse, olhando pra ele.
- Tá bom, então até amanhã. – ele disse, e tentou me dar um beijo, mas eu virei o rosto e ele saiu.
Eu fiquei bufando de raiva e fui para meu quarto. Liguei para meu irmão.
- Tom! O Lucas saiu daqui agora, você ainda está com os meninos? – eu perguntei.
- Tô sim! A gente acabou o ensaio agora e estamos aqui jogando vídeo game e tomando cerveja, vamos pedir pizza agora. – ele disse – Vem pra cá?
- Eu vou então. – eu disse.
- Quer que eu te busque? – ele perguntou.
- Não, eu vou pedir pro papai me levar. – eu falei, e ele concordou.
- Já trás pizza. – ele disse.
- Tá bom, folgado. – eu falei. Desliguei e fui chamar meu pai.
- PAI! – eu gritei, e ele saiu do quarto com cara de sono – Pai lindo, me leva na casa do ? – eu pedi com cara de cachorro que cai da mudança.
- Tá bom, . – ele disse – Na hora de voltar, vem com seu irmão.
Eu peguei uma blusa do meu irmão e desci, meu pai já me esperava no carro.
– Pai, temos que comprar pizza. - passamos em uma pizzaria e compramos 3 pizzas: uma de frango com catupiry, uma de calabresa e uma de napolitana. Chegamos e eu desci do carro.
- Tchau, pai. – eu disse, e ele acenou de dentro do carro. Toquei a campainha e ouvi um barulho de coisas caindo, ou melhor, de pessoas caindo.
- Sai daqui, . – eu ouvi falando.
- Merda, , tira a mão daqui. – disse.
- Pô , se controla. – Tom disse.
E só ria.
- Dá para abrir a porta? – eu perguntei, com frio e rindo.
- Já vamos abrir. – gritou e riu depois disso. Passou-se eu acho que um minuto e a porta abriu. Eu olhei para o chão e os meninos estavam todos caídos ali, e em pé ao lado da porta.
- Oi . – ele disse e me deu um selinho. Eu olhei pra ele e olhei para meu irmão, que só ria junto com os meninos, e sorri.
- O que aconteceu aqui? – eu perguntei.
- A gente foi tentar abrir a porta juntos e deu no que deu. – Tom disse.
- Nossa, eu sou tão importante assim? – eu perguntei, fazendo pose.
- Na verdade, não tanto assim, porque a gente só quer as pizzas. – falou e se levantou, pegando as pizzas e saindo.
- Nossa, obrigada. – eu disse, fazendo bico.
- Para mim, você é o que mais importa. – disse, me dando outro selinho.
- ! – eu disse, olhando para ele alarmada, e ele sorriu relaxado.
- Fica tranquila, eu e seu irmão já conversamos. – ele disse e sorriu.
Eu olhei pra ele e sorri. Ele sorriu de volta e fomos para a cozinha, onde os meninos estavam.
- Ei, guarda pizza para mim. – entrei na cozinha.
- Não, você não vai comer. – Tom disse.
- Nossa, quanta maldade no coração, maninho. –disse, e ele riu.
- Eu tô brincando, pode comer, mas só um pedaço. – eu olhei pra ele cerrando o olho.
- Nossa, eu trouxe três pizzas e só vou poder comer um pedaço?- perguntei.
- Tá bom, você pode comer três, aí fica justo. – disse.
- Não aceito isso. – e peguei duas caixas de pizzas na mão.
- Ei, essa pizza é nossa. – disse.
- Até você! – olhei para ele e ri.
- Claro, eu tô com fome. E também você não pode engordar, não quero nenhuma namorada gorda. - passou por mim e pegou um pedaço de pizza e uma cerveja.
- Nem sabia que eu era sua namorada.
Ele fingiu que eu não disse nada e continuo a comer, eu não sabia se ficava triste ou se eu ficava alegre, então eu só comi calada; e os meninos estavam fazendo uma enorme bagunça.
Cap. 19
Os meninos foram jogar vídeo game enquanto eu fui para a varanda do quarto do . Fiquei pensando em como tudo aconteceu rápido. O Lucas atrás de mim, eu ter ficado com o , eu ter me acostumado com os meninos e tudo. Sentia falta das meninas...
Meu pensamento foi interrompido quando o meu celular tocou. Olhei no visor: a ligação era do Brasil.
- Hey. – eu disse só pra tirar onda com a cara delas.
- Alô? Quem está falando? – reconheci como a voz da .
- É a . – comecei a rir porque elas começaram a gritar, devia estar no viva-voz.
- Ai amiga, como você está?- disse mas, antes de eu responder, apareceu outra voz que eu reconheci como .
- Tô com saudades, amiga. – e eu ri mais ainda.
- Meninas, eu posso falar? – elas ficaram caladas e eu pude falar – Eu tô bem, e vocês? Também tô com muitas saudades de vocês todas.
- Estamos bem, amiga. Vamos chegar aí semana que vem, tá lembrada, né? – disse. Como assim iam chegar aqui semana que vem? Nossa, é mesmo, agora são férias lá no Brasil.
- Nossa, é mesmo. – sentei na cama do .
- Ela tinha esquecido da gente, . – disse rindo.
- Não, claro que não. É que estão acontecendo tantas coisas aqui, que nem me toquei que aí já são férias. – eu disse rindo, e bateram na porta do quarto – Entra.
- Quem é, amiga? – disse.
- Meu irmão e os amigos dele. – os meninos entraram com uma cara de medo e me olharam falando no telefone.
- Pensamos que você estava ficando doida e viemos te salvar. - disse.
- Meus heróis! – fiz uma voz parecida com aquelas donzelas em perigo.
- Com quem você está falando? – perguntou.
- Com minhas amigas do Brasil. Meninas, ainda estão aí? – não ouvi nenhum barulho enquanto falava com os meninos.
- Claro que sim, estávamos prestando atenção na conversa. – disse rindo com as meninas.
- O que vocês beberam hoje?
- Nada amiga, só estamos felizes porque daqui uma semana estaremos aí. – ela falou – , fala para a deixar a gente falar oi para os meninos. – gritou.
- Eu já ouvi, espera que eu vou colocar no viva-voz. – eu coloquei no viva-voz – Meninas, podem falar.
- Oi meninos. – elas falaram e eu ri, porque os meninos ficaram com cara de bobos.
- Er... oi meninas. – eles falaram.
- Ai, que cute. Amiga, agora temos que desligar porque minha mãe vai me matar quando chegar a conta disso aqui. – disse rindo.
- Tá bom, meninas. Beijos, amo vocês, até semana que vem. – eu já havia tirado do viva-voz.
- Até, beijos. – elas falaram juntas – Amamos você. – e desligaram. Depois da ligação delas eu me senti mais feliz.
- Só podia ser amiga sua mesmo. – falou, rindo.
- Por quê? – coloquei a mão na cintura.
- Porque você e elas são desmioladas – falou, rindo mais.
- Nossa, nem sou. – cruzei os braços e fiz bico.
- Ficou bravinha. – disse, me abraçando.
- Sai, você nem para me defender. – disse, empurrando-o.
- Ixi, ficou emburrada? Já sei um remédio pra isso. – Tom falou, caminhando na minha direção.
- Não maninho, já não estou mais emburrada, tá vendo o meu sorriso. – eu sorri pra ele.
- Agora já era. - e começou a fazer cócegas em mim.
- PARA, TOM! – eu gritava, mas acho que os meninos também gostaram da ideia e começaram a fazer cócegas em mim também – PARA, EU TÔ SEM FÔLEGO!
Todos pararam de fazer cócegas e riam sem parar, porque eu estava vermelha de tanto rir.
Ficamos até tarde assistindo televisão, e os meninos estavam um pouco alterados por causa das cervejas que eles haviam bebido.
- Vamos assistir filme? - perguntei depois de um tempo que estávamos sentados no sofá sem fazer nada.
- Vamos. – disse e levantou do sofá – Mas qual?
- Não é mais um besteirol americano! – Todos falaram e eu ri.
- Tá, né? Nem vou opinar que esse filme é uma droga. – falei, rindo - Quem vai fazer pipoca?
Todos apontaram para mim e riram.
- Por que eu?
- Porque você é a única do sexo feminino presente na sala. – meu irmão disse.
- Mas tem o , que tem alma feminina. – disse.
- É verdade, vamos . – puxei-o, que passou o braço pela minha cintura.
- Vamos, querida. – falou, me puxando para a cozinha.
Cap.20
- Você está se aproveitando da situação. – fez cara de bravo e levantou.
- Calma, boy, eu tenho alma feminina. – e continuou com a mão na minha cintura.
- Acho que EU vou ajudar a . – tirou a mão de da minha cintura e me abraçou.
- Consegui o que eu queria. – falou e sentou no sofá de volta.
- Vocês não acham que estão muito folgados com minha irmã não? - Tom riu.
- Ela é da família, não tem problema. – se manifestou e me puxou para a cozinha.
- E aí, boy, onde deve estar a pipoca? – perguntei rindo e abrindo a porta de um dos armários.
- Não sei, . Acho que deve estar em uma dessas portas do seu lado esquerdo. – falou, vindo em direção do armário.
se aproximou e abrimos a porta do armário juntos, virei e senti a respiração dele entre os meus lábios. Ficamos um bom tempo só nos olhando, e sem que percebêssemos fomos nos aproximando um do outro, meu coração acelerava e quando íamos nos beijar, entrou.
- É, imaginei... desculpa, eu estou atrapalhando alguma coisa?
- Não, claro que não. – respondeu .
- É que imaginei que vocês não iriam achar a pipoca, mas vi que foram no caminho certo. – deu uma risadinha.
- , para o seu bem, some. – falou antes que ele desse mais uma indireta.
- Sim senhora, você é quem manda. – bateu continência e saiu rindo.
Eu e o também rimos meio sem graça, fingimos que nada aconteceu. Peguei a pipoca e a coloquei no microondas enquanto o pegava a vasilha para colocá-la.
- , qual sabor de pipoca você mais gosta? - perguntei para quebrar o clima tenso. Mas que pergunta foi essa, ?
- Gosto da de manteiga, e você? – perguntou, olhando para mim.
- Eu gosto da de bacon, minha preferida. - ficamos conversando enquanto a pipocava estourava.
- Como está a banda? – perguntei.
- Ah, você sabe como é, né? É muito difícil, tem muitas bandas boas hoje, então não e fácil. Vamos na segunda em uma gravadora.
- É, isso é verdade, tem muitas bandas boas, mais vocês vão conseguir. – sorri para ele, que sorriu de volta.
As pipocas ficaram prontas. Eu as despejei dentro da vasilha e pegou quatro latinhas de cerveja e uma de refrigerante para mim.
- , traz a vasilha com a pipoca, por favor?
- Claro, , afinal você não tem como levar, né? – apontei com a cabeça para as latinhas e ele riu.
- Até que enfim. – Tom disse quando chegamos na sala.
- Ah Tom, deixa de ser chato. – eu falei e ele me mandou língua.
- Vamos ver o filme ou não? – falou.
- Sim, sim. – respondeu .
- Então vamos, coloca aí. - disse , entregando as latinhas para cada um.
Eu e nos ajeitamos no sofá e o filme começou. Eu não conseguia prestar atenção no filme, só conseguia prestar atenção na mão do que estava entrelaçada na minha. Um calor gostoso percorria meu corpo, era boa aquela sensação de proteção. Meu estômago dava voltas e o perfume dele preenchia meu pulmão. Era um cheiro bom; não forte, mas um perfume suave e delicioso. Ele fazia movimentos circulares com o dedo na palma da minha mão e isso me causava arrepios. Eu deitei no colo dele, que começou a fazer um cafuné na minha cabeça, e minhas pálpebras começaram a pesar.
- Amor? – sussurei.
- Oi. – ele falou, abaixando o rosto para me ouvir melhor.
- Me leva para cama? – falei, mas depois corei.
- Levo, amor, quando terminar o filme, dorme aqui. – ele deu uma risadinha e continuo a fazer cafuné.
Cap. 21
Acordei com o sol batendo no meu rosto, e eu xinguei até a última geração. Odiava acordar com luz no meu olho. Levantei meio grogue e acabei pisando em algo... ou em alguém, porque ouvi um xingamento.
- Porra, . – Tom esbravejou.
- Desculpa, eu não costumo olhar para o chão quando eu acordo. – disse, ironicamente – Porém, bom dia.
- Bom dia. – ele bufou e levantou.
- Por que você dormiu no chão? – olhei para ele.
- Porque os meninos dormiram aqui e não tinha quarto para mim, então eles falaram para eu dormir com minha irmã. – ele riu e eu soltei um “Tá bom, né?”.
- Não vão pra a aula?
- Não. Eu tô de ressaca e os meninos certamente também, então não.
- Aí eu entro no barco e não vou. – revirei os olhos.
- Se você quiser ir, vai. – falou.
- Nossa, alguém acordou de mal humor! Eu não vou. Não quero encontrar o Lucas de jeito nenhum.
- Me desculpa, eu tô de ressaca e acordar cedo era a última coisa que eu queria. – falou e me abraçou.
- Se quiser pode voltar a dormir, deita na cama e eu vou comprar café na Starbucks para vocês. – passei a mão no cabelo dele.
- Valeu maninha, mas troca de roupa. – ele falou quando eu estava saindo do quarto. Olhei para meu corpo e vi que estava com uma samba canção e uma blusa da Hurley.
- Opa! Quem me trocou? – perguntei, olhando para ele.
- Fui eu, claro!
- De quem são essas roupas? – olhei desconfiada para ele.
- Do . – ele deu de ombros e deitou na minha cama - Suas roupas estão ali em cima da poltrona. – apontou para a poltrona que estava em um canto.
- Tá, obrigada. – fui até ela e peguei minhas roupas, tirei as que eu estava vestindo e vesti as minhas.
- Nada, agora vai porque eu estou com sono e com fome. – Tom falou e eu ri.
- Tô indo. – ri e saí do quarto.
Peguei dinheiro e desci, saí e fui em direção à Starbucks.
- Bom dia. – o atendente muito gatinho disse sorrindo, li no seu crachá escrito “Joe”.
- Bom dia. Eu gostaria de quatro cafés bem fortes, um frapuccino e oito waffes. – falei, sorrindo... eu sou educada! Ele anotou meu pedido e saiu, fiquei esperando meu pedido quando ouvi alguém me chamando.
- , bom dia. – Elizabeth disse e me deu um beijo na bochecha.
- Bom dia, também não foi à aula? – deer, , isso é meio óbvio, né?
- Não... me dei uma folga. – pareceu meio desconfortável em falar que tinha faltado aula, não entendi mais deixei quieto – E você, por que não foi?
- Ontem eu e os amigos do meu irmão ficamos acordados até tarde, aí já sabe, preferi ficar dormindo. – ri e ela sorriu.
- Você vai tomar café da manhã aqui? – perguntou.
- Não, tenho que levar café para os meninos. – fiz uma careta e ri.
- Hm, que pena, pensei que ia ter alguém para me acompanhar no café da manhã. – ela falou com um sorriso triste.
- Se você quiser podemos ir lá para casa do e tomarmos café juntas. – falei e sorri.
- Seria ótimo. – ela sorriu e foi fazer seu pedido. Nossos pedidos ficaram prontos e saímos conversando. No meio do caminho, o celular dela tocou.
- Alô!... Sim... Eu estou com uma amiga... ... Vou para casa do amigo dela... Sim.Tá bom, pode deixar... ligo. – e depois desligou – Nossa, meu irmão é chato quando quer.
- Irmãos são assim mesmo. – falei e sorri.
Chegamos na casa do e estava deitado - lê-se: jogado - no sofá, vendo TV.
- Bom dia, meninos. – falei, e eles olharam para gente.
- Bom dia, e ... – disse, se levantando e me dando um selinho.
- Bom dia , essa é a Elizabeth, minha amiga, ela estuda lá no colégio. – falei.
- Lisa, por favor. – ela falou, estendendo a mão para cumprimentá-lo.
- Ah! A gente já se conhece. – ele sorriu.
Senti alguém me cutucando: era Tom tentando pegar o café. Atrás dele estava e , mas quando viram Elizabeth ficaram parados e Tom me puxou.
- Como você traz essa menina aqui? Ela é louca.
- Eu a convidei para tomar café com a gente. – eu nunca tinha visto meu irmão tão estressado, depois vou perguntar pra ele por que ele ficou tão chateado com a Lisa assim. Percebendo que o clima não estava muito legal, chamei os meninos para a cozinha para tomarmos café. Eles foram indo conversando com a Lisa e eu fui atrás abraçada com Tom, para que ele se acalmasse. Chegando na cozinha estavam todos sentados; Lisa meio sem graça olhando para o Tom, que estava encostado na porta.
- Não vai vir comer, dude? – perguntou para Tom.
- Vou sim. – ele pegou o café e saiu da cozinha.
- O que deu nele? – perguntou.
- Não sei, .
– falou olhando para a porta, depois voltou a comer.
- Vou lá ver o que aconteceu. – me levantei e fui para o quarto onde havíamos dormido.
- Ei. – entrei. A porta estava um pouco aberta e ele estava sentado em uma cadeira na varanda com um violão no colo e o copo de café do lado – O que aconteceu lá em baixo?
- Nada, . – falou e começou a dedilhar no violão.
- Como assim não? Depois que eu cheguei com a Lisa você ficou assim. – falei, sentando em frente a ele.
- Deixa quieto, . - falou olhando para mim, seu olhar era triste.
- Por favor, o que aconteceu? – perguntei, pegando a mão dele.
- Tá, a Lisa é minha ex- namorada. – falou, me olhando.
- E o que tem? – perguntei, mas depois me veio na cabeça uma outra pergunta – Por que vocês terminaram?
- A gente terminou... porque depois de um tempo ela se tornou possessiva, me ligava de dois em dois minutos e queria estar em todo lugar que eu estava. No começo foi até legal, eu gostava dela, na verdade até acho que sinto algo por ela, mas com aquela perseguição não dá. E eu acho que ela só está virando sua amiga por minha causa, ela nem gostava dos meninos. – falou, olhando para mim.
- Me desculpa, eu não sabia. – falei.
- Tudo bem, , você não sabia. E também não estou falando para você parar de ser amiga dela, só para ficar esperta. – falou e eu sorri.
- Tá bom, vamos descer? – me levantei e estendi a mão para ele.
- Não, , vou terminar de escrever uma música. – apontou para um papel ao lado do copo de café.
- Tá legal. – dei um beijo em sua bochecha e saí. Quando desci, os meninos estavam jogando vídeo game e Lisa estava rindo de alguma coisa.
- . – Lisa falou quando me viu descendo as escadas – Eu tenho que ir.
- Tá bom. – falei, e ela olhou para mim e veio na minha direção
- Ei, eu sei que o Tom te contou sobre o que rolou entre a gente. Queria te pedir desculpa por não ter falado nada, e também não virei sua amiga só para ficar mais próxima dele. – ela falou.
- Tá tudo bem, Lisa. – falei, colocando minha mão no seu ombro.
- Então, para eu ter certeza que você não está chateada comigo, quero que você vá na festa que vou dar na minha casa hoje.
- ela falou.
- Vou sim. – sorri para ela.
- Promete? E leva os meninos?
- Prometo, levo sim.
- A gente vai. – falou, confirmando.
- Intrometido. – mandei língua para ele.
- Tá bom, então tchau. – falou, e seu celular tocou – Alô... Tô saindo... Tá bom, eu falo... er... Depois te falo. - Lisa olhou de rabo de olho para mim – Tchau, .
- Tchau Lisa, até mais tarde. – sorri e ela saiu. Fechei a porta e depois me joguei no sofá, olhando os meninos jogarem vídeo game.
- O que vamos fazer? – perguntou.
- Não sei. – bufei.
- Hoje é sexta, temos que fazer algo. – se animou.
- A gente pode almoçar no shopping e depois tomar banho de piscina. – saltei do sofá e bati palmas.
- A garota da pantufa virou criança... de novo. – olhou para mim e riu.
- Ai , vai ver se eu estou na esquina. – olhei para ele.
- Estressadinha. – me puxou, e eu caí sentada no seu colo. Ele me abraçou.
- Me larga. – tentei levantar, mas ele me segurou.
- Não vou te soltar. – falou e beijou meu pescoço.
- Tá bom então, vamos ou não? – perguntei.
- Vamos. – falou, mas continuou deitado.
- Então vamos. – levantei do colo do e bati na perna de .
- Levanta, meu povo. – fui em direção à porta enquanto os meninos se arrastavam, mas me lembrei do Tom.
- Vou chamar meu irmão. – voltei e fui em direção ao quarto onde meu irmão estava, e ele estava mexendo no computador.
- Tom, nós vamos no shopping almoçar e depois vamos para a piscina, você vai?
- Vou sim. – levantou e desligou o computador – Vamos. – falou, saindo do quarto.
- Me leva nas costas até a porta? – olhei para ele e fiz minha melhor cara de “eu sou carente”, e ele bufou.
- Ah não, . – falou, e eu abracei seu braço.
- Por favor? – olhei para ele.
- Tá bom, sobe aí. – virou de costas para mim, eu sorri e subi na sua costas, e ele desceu as escadas comigo na suas costas. Os meninos esperavam vendo televisão.
- Vamos? – perguntei.
- Vamos. E aí, Tom, é legal servir de cavalo? – perguntou e riu, e Tom mandou o dedo do meio para ele. Desci das costas do Tom e fui para a porta, com eles me seguindo.
- Vamos em que carro? – perguntei.
- Pode ser no meu. – Tom falou e pegou as chaves, abrindo o carro. Entramos no carro e meu celular tocou; era uma mensagem do Lucas, pra variar.
”Como queria estar te abraçando agora, mas como não posso, fico te observando. Você está linda.
Lucas”
Em seguida, chegou outra mensagem dele.
”E não pense que eu te esqueci nesse tempo que fiquei sem falar com você, só estou preparando uma surpresa, logo você vai ver.
Beijos, te amo. Lucas”
Cap.22
Eu não sabia o que fazer. O que esse garoto tava aprontando agora?
Tenho muito medo do que ele possa fazer. Eu não podia contar aos meninos porque se não eles podiam ir atrás dele.
- , – falou (lê-se: gritou) – vamos logo eu to com fome!
- To indo! – sorri para ele e fui em direção ao carro.
Almoçamos e eu aproveitei que estava no shopping e comprei um biquíni lindo azul turquesa, enquanto os meninos estavam em uma loja de CDs, conversando com um cara.
- Meninos, já podemos ir, - falei quando cheguei perto deles.
- Ah, essa aqui e minha irmã! – Tom me apresentou para o cara com quem eles conversavam e me abraçou de lado fazendo com que eu chegasse mais perto dele.
- Olá! Prazer, . – ele pegou minha mão e beijou.
- O prazer é todo meu. Sou James! – falou e sorriu. Um sorriso galanteador e ao mesmo tempo pervertido, e olhou feio para ele.
- , ele nos chamou para tocar com a banda dele na inauguração da loja do seu tio. – Tom falou animado.
- Que bom! Quando vai ser? – perguntei animada.
- Próximo Sábado. – falou e me abraçou.
- Que ótimo! – sorri para e ele me deu um beijo na testa.
- Agora temos que ir, depois te ligo, hein James?! Para marcamos tudo direitinho – Tom se despediu dele e nós também.
Fomos para casa e eu subi direto para o quarto de hóspedes da casa do para me trocar. Depois que terminei de me trocar, desci.
- Quanta saúde, hein?! – falou quando eu descia a escada e eu ri.
- É, mas essa saúde é só minha! – falou, me abraçando por trás quando cheguei à ponta da escada.
- Nossa, tá me traindo, amor? – falou com uma voz afetada para .
- É que ela é mais gostosa. Mas quando ela for embora, a gente aproveita - falou, piscando para ele.
- Então aproveita agora, to indo embora. – falei rindo e me soltei do abraço de
- Não, não! Eu só falei isso para ele não ficar triste, mas eu só quero você. - falou sério
- Ah, então assim eu aceito. – falei e ele me puxou e me beijou. Foi um beijo intenso, com paixão, como só o sabia. Após algum tempo, o beijo foi se intensificando mais e ficando mais caloroso e a gente até tinha esquecido de que tinha alguém no mesmo local.
- Ei! Arrumem um quarto! – falou e riu
- É isso mesmo que vamos fazer! – respondeu e eu fiquei vermelha, parecendo um tomate.
saiu me puxando escada acima e eu só fui ficando mais escarlate.
Cap.23
Coloque para tocar: http://www.youtube.com/watch?v=m6pW_q1PvH0
- , eu... – eu comecei a gaguejar e ele riu.
- Não acredito que você pensou que eu te trouxe aqui para a gente... – ele não conseguiu terminar a frase porque começou a rir da minha cara de assustada.
- Mas... – eu ia falar mais ele me interrompeu.
- Mas nada! Eu só quero conversar com você. – falou sério, olhando para mim e eu me perdi naqueles olhos lindos.
Entramos no quarto de hóspedes que ele estava e ele sentou na cama e bateu onde estava vago para eu sentar.
Eu fui hesitante, sentei ao seu lado e minha mão parecia tão atraente porque eu não parava de olhar para ela.
- , olha para mim. – ele falou e eu olhei – O que aconteceu hoje?
- O que aconteceu...? – não sabia do que ele falava.
- Hoje quando estávamos indo para o shopping o seu celular tocou, você ficou pálida e ficou distante – me lembrei da mensagem do Lucas e olhei para o chão.
- Ei, pode confiar em mim, me conta. – falou e levantou meu rosto. Só peguei meu celular e coloquei nas mensagens que o Lucas me mandou e entreguei para ele, que leu em silêncio e depois olhou para mim.
- O que será que esse menino está aprontando? – falou calmo.
- Eu não sei, mas to com medo do que ele pode fazer! – falei triste.
- Não fica assim, nós vamos te proteger! – ele me deu um beijo e eu o abracei. Ficamos um bom tempo assim em silêncio, até que ele me chamou.
- Eu tenho uma coisa para você – ele falou e ficou vermelho.
- Sério? O que é? – fiquei super curiosa.
- É melhor eu mostrar! – falou e pegou um violão que estava encostado na cama e começou a cantar.
Give me more love than I've ever had,
Me dê o amor que eu jamais tive.
Make it all better when I'm feeling sad,
Torne tudo melhor quando estou me sentindo triste.
Tell me that I'm special even when I know I'm not.
Me diga que eu sou especial mesmo quando eu sei que não sou.
Make it feel good when I hurt so bad,
Me faça sentir bem quando estou muito machucado.
Barely gettin' mad,
Quase nunca fico zangado,
I'm so glad I found you.
Eu sou tão agradecido por ter te encontrado.
I love being around you.
Eu amo estar perto de você.
You make it easy,
Você facilita tudo.
As easy as 1, 2, 1, 2, 3, 4.
Tão fácil quanto 1, 2, 1, 2, 3, 4
There's only one thing,
Só existe uma coisa
To do, three words,
para fazer, três palavras
For you.
para você.
I love you (I love you)
eu te amo (eu te amo)
There's only one way,
Só existe uma maneira
To say those three words
de dizer aquelas três palavras
That's what I'll do.
e é o que eu vou fazer.
I love you (I love you)
Eu amo você.
Give me more love from the very start,
Me dê mais amor desde o início.
Piece me back together when I fall apart,
Me recomponha quando me despedaço.
Tell me things you never even tell your closest friends.
Me diga coisas que você nunca disse nem para seus amigos mais íntimos.
Make it feel good when I hurt so bad,
Me faça sentir bem quando estou muito machucado.
Best that I've had,
melhor que eu já tive,
I'm so glad I found you.
Eu sou tão agradecido por ter te encontrado.
I love being around you.
Eu amo estar perto de você.
You make it easy,
Você facilita tudo.
As easy as 1, 2, 1, 2, 3, 4.
Tão fácil quanto 1, 2, 1, 2, 3, 4
There's only one thing,
Só existe uma coisa
To do, three words,
para fazer, três palavras
For you.
para você.
I love you (I love you)
eu te amo (eu te amo)
There's only one way,
Só existe uma maneira
To say those three words
de dizer aquelas três palavras
That's what I'll do.
e é o que eu vou fazer.
I love you (I love you)
Eu amo você.
I love you (I love you)
Eu amo você, eu amo você.
You make it easy,
Você facilita
As easy as 1, 2, 1, 2, 3, 4.
tanto quanto 1, 2, 1, 2, 3, 4
There's only one thing,
Só existe uma coisa
To do, three words,
para fazer, três palavras
For you.
para você.
I love you (I love you)
Eu amo você.
There's only one way,
Só existe uma maneira
To say those three words
de dizer aquelas três palavras
That's what I'll do.
e é o que eu vou fazer.
I love you (I love you)
Eu amo você.
I love you (I love you)
Eu amo você.
One, two, three, four.
um, dois, três, quatro
I love you (I love you)
Eu amo você.
I love you (I love you)
Eu amo você
Cap.24
Ele terminou de cantar e olhou para mim, tirou uma caixinha do bolso e me entregou eu abri e tinha duas alianças lindas.
- Fletcher, aceita namorar comigo? – falou, olhando dentro do meu olho e eu me perdi olhando para ele.
– Ei, agora é a hora que você fala ‘own, , claro que aceito’ ou ‘não, você não é tão bonito quanto eu esperava’. – ele falou e passou a mão no cabelo,
- Own, , claro que aceito! – falei e ele sorriu.
- Você podia ter sido um pouco mais criativa, mas tá tudo bem! Eu aceito essa resposta. – falou e me beijou.
- Te amo, ! – falei e ele olhou para mim.
- Te amo muito! – me beijou. Foi um beijo apaixonado e calmo. Partimos o beijo e eu encostei a cabeça no seu ombro.
- Vamos descer? – olhei para ele.
- Vamos! To com fome. – falou e eu ri.
- , você sempre tá com fome. – falei e ele riu.
Descemos e fomos para a piscina.
- Olha! O casal voltou. – falou
- O que vocês estavam fazendo lá em cima? – Tom perguntou visivelmente bravo.
- Ixi, nem te conto... – deu um sorriso pervertido e eu olhei para Tom, que estava vermelho de raiva.
- A gente só estava conversando. – Falei e Tom soltou um ‘uhum’.
- Ei, que alianças são essas ? – perguntou, pegando a minha mão que tinha a aliança.
- Hum... me pediu em namoro. – eu fiquei escarlate e riu.
- Que lindo! – fez uma voz afetada – Você roubou mesmo meu bofe, né?
- Claro, amor! – pisquei para ele e sorri.
Ficamos a tarde toda na piscina, conversando e bebendo –pelo menos os meninos bebiam – e quando começou a ficar escuro, todos foram para suas casas para poderem se arrumar para a festa da Elizabeth.
- Não tem ninguém em casa. – Tom falou e eu concordei com a cabeça.
- É, deixaram um bilhete na geladeira. – mostrei para ele.
‘Fomos ao cinema, tem comida na geladeira, se forem sair levem os celulares e não voltem tarde. Beijos, papai e mamãe’
- Nossos pais estão revivendo os velhos tempos. –
Tom falou e eu ri.
- Vou me arrumar. – falei, subindo as escadas.
- ! – Tom me chamou quando já estava quase chegando ao topo da escada.
- Oi? – me virei para ele.
- Nem me contou que estava namorando. Está feliz? – perguntou sorrindo.
- Estou muito feliz! – falei e sorri para ele.
- Isso é o que importa! – falou e subiu as escadas, passou por mim e me deu um beijo na bochecha – Agora vai se arrumar.
- Tá bom!
Entrei para meu quarto, tirei a roupa que eu estava usando e fui para o banheiro tomar um banho quente. Saí do meu banho e fui escolher minha roupa. Coloquei The Cab – Bounce para tocar enquanto escolhia uma roupa, acabei colocando um vestido preto básico e um scarpin azul turquesa, um brinco pequeno e um colar que combinava com o sapato. Fui fazer minha maquiagem, passei um gloss rosa, rímel, blush e uma sombra esfumaçada preta. Passei meu perfume 212 sexy e saí.
Meu irmão já me esperava na sala, vendo televisão. Ele estava com uma blusa branca e uma calça jeans. Lindo!
- Vamos, maninho? – falei assim que cheguei perto dele.
- Vamos, linda! – falou e me abraçou de lado, desligou a televisão e saímos.
Chegamos na festa e estava bem lotada. Logo na entrada já encontrei Elizabeth.
- Oi, Liza. – falei dando um beijo na sua bochecha.
- Oi, ! Que bom que você veio, pensei mesmo que você não viria. – falou e sorriu.
- Eu estou aqui, não estou? – sorri para ela.
- Está sim. – disse sorrindo e me abraçando – Olá, Tom, tudo bem?
- Olá, Elizabeth! Tudo e você?
- Tudo ótimo! – quando ela falou com meu irmão, seus olhos brilharam, e eu olhei para Tom que estava sério.
- Os meninos já chegaram? – perguntei para liberar a tensão que tinha ficado.
- Já sim! Estão perto da piscina. – falou e deu espaço para nós passarmos e já cumprimentava outras pessoas que chegavam.
Fomos para a parte da piscina e os meninos já estavam lá bebendo, fazendo graça.
- Oi, meninos! – falei cumprimentando todos eles e dando um selinho em .
- E ae, dudes?! – Tom cumprimentou eles e sentou ao meu lado.
- Já tava com saudade! – falou no meu ouvido e eu sorri de lado.
- Eu também estava. – passei a mão pelo seu cabelo, fiquei com a mão na sua nuca e beijei ele.
- Dá para parar de beijar minha irmã na minha frente? – Tom falou virando o rosto e riu.
- Não dá! – ele falou e me deu um selinho.
- Oi, gente! – ouvi uma voz conhecida e olhei para cima. Era James. Instantaneamente, me abraçou mais forte.
- Oi, James! – respondemos juntos
- Posso me sentar com vocês?
- Pode sim! – Tom falou e ele sentou ao lado de Tom.
- Vou buscar algo para eu beber. – falei e me levantei.
Cap.25
Quando cheguei na cozinha tinha varias bebidas alcoólicas e nada de bebidas sem álcool então optei por beber mesmo, peguei uma garrafa de cerveja e me virei para sair, mas quando fui sair esbarrei em alguém e quase cai, mas a pessoa me segurou.
- Quase, se não fosse eu você tinha caído. – Espera! Eu conheço essa voz.
- Lucas? – olhei para a pessoa que segurava meu pulso com força e ele sorriu.
- Olá , já estava com saudades. – ele falou chegando mais perto de mim e eu fui me afastando. - O que foi querida? – o cheiro de álcool vindo dele me deixava tonta.
- Lucas me solta – falei olhando para a mão dele que segurava minha mão e ele também seguiu me olhar e também viu a aliança que o havia me dado.
- Que aliança e essa? Foi aquele babaca que te deu? – ele falou apertando mais meu pulso e aquilo já começava a doer.
- Lucas você está me machucando. – falei com lágrimas nos olhos.
- Me responde, foi aquele babaca? – ele me sacudiu e olho fixamente para mim.
DANIEL ON
estava demorando muito e aquele James estava me estressando, não vou muito com a cara dele, não sei se é porque ele quase come a com um olhar ou se é porque ele é um idiota mesmo.
- Gente, eu vou atrás da , ela está demorando. – Falei levantando da cadeira onde eu estava sentado.
- Deixa a menina respirar dude, se você não percebeu, ela não te agüenta mais. – falou e começo a rir junto com ele, e eu só mostrei meu dedo do meio para eles.
Estava procurando pela e não a encontrava, já estava começando a ficar nervoso e preocupado, mas quando passei pela cozinha vi uma cena que me deixou com ódio, atravessei a sala em um minuto.
DANIEL OFF
- Ela falou para você soltar ela – ouvi uma pessoa falar por trás do Lucas e reconheci na hora como a voz de .
- Agora a festa está completa. – Lucas disse dando uma risada que me deu medo e olhou para mim sério.
- Solta ela, se não eu vou ter que ser obrigado a fazer você soltar a força. – falou serio, olhando para ele com raiva.
- Tá bom então, me faça soltar ela à força. - Lucas olhou com indiferença para ele.
Foi tudo muito rápido, Lucas já estava caído no chão com a boca sangrando e se virava para mim.
- Você está bem? – falou passando a mão no meu rosto.
- Estou . – falei dando um sorrisinho fraco.
De repente também estava no chão com o olho roxo, Lucas havia levantado e revidado o soco de , eu fiquei desesperada, porque depois que Lucas se levantou começou uma briga as pessoas se aglomeraram ao redor, mas ninguém fazia nada.
- PAREM COM ISSO! – eu gritava, e não sabia o que fazer. A primeira coisa que passou na minha cabeça foi chamar os meninos, então corri até os meninos que ainda estavam do lado de fora da casa e nem haviam vistos que estava tendo uma briga e que era que estava brigando.
- TOM! – gritei ainda de longe e ele me olhou, corri até ele e ele me olhou preocupado, os meninos também olharam para mim.
- Que foi ? Você está branca. – Tom levantou da cadeira e veio até onde eu estava.
- e Lucas... Estão brigando. – falei e os meninos levantaram, indo até onde os dois brigavam, chegaram lá já separando a briga.
- Vou acabar com você. – gritou nervoso, descabelado, com um pedaço da sua camiseta rasgada, e sua boca sangrava um pouco.
- Eu pago para ver. – Lucas disse dando um sorriso sarcástico, ele estava pior que , seus dois olhos estavam roxos, seu nariz e sua boca sangravam.
Tom empurrou para fora e eu segui eles, os meninos também vieram atrás de mim, entramos no carro de Tom, eu, e fomos atrás enquanto ia na frente com Tom.
- Você esté bem? – perguntou enquanto os meninos falavam mal de Lucas e montavam planos para acabar com ele.
- Estou sim , e você? – perguntei olhando para sua boca que sangrava e segurei sua mão.
- Só minha boca que esta ardendo um pouco, mas isso é normal. – deu um sorriso e depois fez uma careta.
- A gente da um jeito nisso quando chegarmos lá em casa. – falei passando a mão pelo seu rosto e ele sorriu me dando um selinho.
Me encostei no seu ombro enquanto ele fazia carinho no meu cabelo, chegamos na minha casa e os meninos desceram e se acomodaram no meu sofá, enquanto eu fui no banheiro pegar um kit de primeiro socorros e voltei para a sala.
Sentei ao lado de e comecei a limpar a sua boca, que já tinha parado de sangrar, mas estava machucada. reclamava um pouco que estava ardendo.
- Para de ser fresco. – disse para , que ainda reclamava.
- Cala a boca, . – disse. Terminei de limpar o machucado dele e guardei as coisas.
- Obrigada amor. – falou e me deu um selinho.
Ficamos conversando um pouco e depois cada um foi para suas casas. morava em frente, então foi mais fácil e meu irmão foi levar e em casa.
Cap.26
Fui tomar um banho quente e pensar em tudo que aconteceu hoje, eu tinha que dar um basta nessa brincadeirinha do Lucas de qualquer jeito, só não sei como eu vou fazer isso. Saí do meu quarto enrolada na toalha e procurei uma roupa confortável, meu celular tocou assim que terminei de me trocar e fui olhar uma mensagem.
“Não vai ficar assim amor, vou me vingar de você e do seu namoradinho.
Xx Lucas”
Eu não sei o que me deu, porque eu comecei a chorar e uma vontade de gritar me dominou então eu me joguei na cama e comecei a gritar contra o travesseiro, eu chorava muito, depois de algum tempo eu ouvi o barulho do carro de Tom, limpei as minhas lágrimas e desci para tomar água e acabei encontrando Tom tomando água.
- Boa noite. – sorri para ele e ele balançou a cabeça, peguei um copo e coloquei água.
- Tom, minhas amigas estão chegando no fim da semana.
- Tudo bem! Elas vão ficar aqui? – Tom perguntou.
- Sim, pelo menos por enquanto, se elas decidirem terminar os estudos aqui ela vão alugar um apartamento.
- Tudo bem. – ele falou serio.
- Tom, sobre hoje, não aconteceu nada.
- Como assim não aconteceu nada? Ele te machucou, ele anda te chantageando, está te perseguindo, você está vivendo um inferno, eu estou vivendo um inferno, todos estão vivendo um inferno por causa desse garoto. – ele suspirou e me olhou com tristeza – Às vezes me da vontade de fazer justiça com as próprias mãos, eu estou muito preocupado com você. – passou a mão no meu rosto.
- Eu estou bem, só acho isso um... Inferno, eu não entendo porque o Lucas me persegue desse jeito – meus olhos começaram a lagrimejar, Tom abriu os braços para mim e eu o abracei.
- Te amo Little baby, tudo vai ficar bem, vamos cuidar de você tá?
- Eu confio em vocês. – sorri para ele e ele me deu um beijo na testa.
- Vou subir, a semana é longa. – Tom falou e subiu, eu fiquei mais um pouco na cozinha e depois subi.
A semana em si passou sem muitos acontecimentos, Lucas não deu sinal de vida em nenhum minuto, não foi à escola e também não mandou mensagem, isso foi um alivio, pelo menos passei uma semana normal, mas ao mesmo tempo em que isso me confortava, me deixava preocupada também, porque o Lucas era igual criança quando está quieta, é porque está aprontando, e pela mensagem que ele me mandou no dia da festa, ele não ia deixar para lá o que aconteceu. Então isso me deixava tensa, porque eu pensava que a qualquer minuto ele podia aparecer e aprontar. Fiquei muito amiga da Elizabeth, nós estávamos como carne e unha, aquela história toda de ela gostar do meu irmão já tinha sido esquecida.
- Tom! – gritei meu irmão.
- Já estou indo. – ele gritou e depois desceu as escadas correndo – Vamos!
- Vamos. – eu disse e saímos – As meninas estão chegando, que emoção.
- , essa é a 15° vez que você fala isso. – Tom me olhou.
- Ah, para de ser chato, você vai amar elas. – eu falei ligando o som, que tocava La Loca – Shakira, e comecei a dançar.
- Doida mesmo. – Tom falou chegamos ao estacionamento do aeroporto, eu desliguei o som e sai do carro, Tom me seguiu até a recepção.
- Cadê suas amigas, doida? – Tom falou impaciente.
- Estão chegando. – falei e ele me olhou.
- Você vai amar ela, minha amiga já te ama. – eu comecei a rir dele – Olha lá, elas chegaram.
TOM ON
Olhei para onde a olhava e MEU DEUS! Acho que eu paralisei, porra, quando a falou que eu ia amar, não achei que fosse tanto.Sabe aquelas coisas de filme, câmera lenta? Pois é bem assim que eu vi a amiga da , eu sei tinha umas 2 meninas com ela mais a que vinha sorrindo na nossa direção com um cabelo loiro até no ombro, os olhos verdes, seu cabelo estava preso em um rabo de cavalo e ela estava vestida com uma calça jeans e uma blusa rosa simples elas vieram correndo e abraçaram a .
- Que saudade louca chuchu – uma menina ruiva cheia de sardas falou para e ela sorriu .
- É mesmo louca, vocês não tem noção da saudade que a gente tava – uma menina morena com o cabelo curto e mechas loiras falou, ela parecia uma boneca tinha uns olhos mel bem profundos.
- Ah, nem me falem eu quase tive um infarto quando vocês falaram que viriam – falou.
- Isso e verdade – eu sorri para as meninas que pareciam nem ter percebido minha presença e elas sorriram de volta, agora eu acho que perceberam minha presença.
- Meninas, para quem não conhece esse meu irmão Tom gatinho – ela falou e eu corei porque as meninas sorriram.
- Quem não conhece seu irmão né, , Tom quando ela morava no Brasil era todo dia falando que tava com saudades de você tinha foto de vocês dois em todos os cantos, ah sim e também no protetor de tela do computador dela – a menina que parecia uma boneca falou e eu ri.
- Ainda bem que ela não me esqueceu por que se não ia ter vingança – eu falei e riu apertando minha bochecha.
- Enfim, essas são minhas amigas – ela apontou para a menina ruiva cheia de sardas e eu a cumprimentei com um beijo no rosto - essa linguaruda é a – ela apontou para a menina que parecia uma boneca – eu ri e cumprimentei-a também com um beijo no rosto – e essa aqui e a , a minha amiga que eu te falei – sorriu para mim e eu concordei com a cabeça e cumprimentei-a também.
- É um prazer meninas, falou bastante de vocês – eu sorri e me cutucou.
- Por que você não leva o carrinho com as malas, elas devem estar cansadas da viagem – apontou para o carrinho que a estava segurando, só tinha umas cinco malas no carrinho eu saí empurrando em direção ao carro enquanto elas vinha atrás conversando.
TOM OFF
Meu irmão pegou o carrinho e levou em direção ao carro
- Nossa, seu irmão é lindo – falou rindo e começou a rir também.
- Cuidado viu , já tem gente de olho – todas olhamos para a que corou bruscamente.
- Para gente, eu o conheci hoje, vocês ficam pegando no pé só porque eu falei há muito tempo atrás que ele era o meu estilo de cara e que eu achava ele lindo – ela falou rápido e a gente riu.
- Tudo bem, , a gente vai parar de pegar no seu pé – falou e sorriu, foi um sorriso meio pervertido.
- Por que você esta sorrindo assim? – eu fiquei com medo.
- Tomara que seu irmão tenha uns amigos tão gatos quanto ele é – ela falou e todo mundo riu, chegamos aonde o carro do meu irmão estava estacionado, ele já tinha guardado as malas e estava esperando dentro do carro, a gente colocou no banco da frente por que a gente falou que não ia mais pegar no pé dela, mas não dissemos que íamos dar uma força, né? Fomos conversando o tempo todo, tinha muitas fofocas e claro quando chegamos a rua da minha casa vi que tinha uma pessoa sentada na porta da minha casa, eu forcei um pouco a visão e vi que era .
- O tá aí – Tom falou e revirou os olhos.
- É, eu vi – falei sorrindo.
- Quem é ? – perguntou curiosa.
- Namorado da – Tom respondeu bufando.
- Cala a boca, ele é seu melhor amigo – eu falei batendo no braço dele.
- Mas ele é seu namorado mesmo assim – ele falou rindo e eu ri junto.
- Namorado dona ? - forjou uma cara de brava.
- É dona , namorado - falei rindo mais ainda.
- E você nem contou para a gente – forjou um tom de que estava brava.
- Me desculpa gente, é que era tanta coisa para falar e também vocês já estavam vindo para cá mesmo – eu falei e dei um sorriso amarelo para elas que riram.
- A gente te perdoa dessa vez – falou séria.
Tom estacionou o carro na garagem e a gente desceu.
- Oi amor – veio me dando um beijo.
- Oi lindo – falei depois que correspondi ao seu beijo, Tom revirou os olhos e riu.
- Não fica com ciúmes Tom, você é especial – brincou e abraçou ele.
- Sai para lá, seu gay – Tom empurrou ele e as meninas riram.
- Oi meninas que eu não sei o nome – falou acenando para elas.
- Essas são , e – eu apontei para cada uma.
- Ah legal.
- Mas, cara, o que você tá fazendo aqui, não que eu esteja te mandando embora mais é que você tava aqui sozinho no frio – Tom perguntou e eu bati no braço dele.
- É que eu tava de bobeira ai passei aqui com café da manhã, e como eu sabia que as amigas da estavam chegando hoje eu resolvi aparecer – sorriu e eu abracei ele.
- Como se não aparecesse sem motivos né? – Tom riu e entramos em casa os meninos pegaram as malas das meninas enquanto a gente arrumava o café da manhã.
Cap.27
Os meninos desceram e ficamos conversando e rindo. As meninas me difamando como sempre contando dos meus podres para os meninos e meu irmão até se irritou em um momento quando o assunto namorados da foram citados, mas acalmamos ele.
As meninas decidiram subir para seus quartos, para tomar banho e dormir um pouco por que estavam cansadas.
- Gostou das meninas, Tom? – perguntei quando estávamos sentados na sala vendo tv eu estava no meio das pernas de e ele mexia no meu cabelo.
- Sim, elas são muito legais – olhou para mim e depois mudou de canal.
- Só legal né? – brincou com ele que mandou o dedo do meio para ele.
- Só legal, eu conheci elas hoje – Tom falou e eu ri.
Ficamos lá vendo tv e jogando conversa fora até a hora do almoço. Os meninos chegaram falando que estavam com fome, então saímos para comprar almoço enquanto as meninas ainda dormiam, compramos comida e voltamos para casa.
Eu fui chamar as meninas para almoçar e fui para a cozinha comer com os meninos, estávamos esperando as meninas descerem para podermos comer, elas desceram de pijama, foi a primeira a entrar na cozinha.
- Eu até sairia correndo e trocaria de roupa, mas eu to com muito sono – ela falou e todo mundo riu o pijama era pequeno, então ela só deu um sorriso e sentou ao lado de que olhou para suas coxas. – Bom dia para vocês que eu não conheço, eu sou a amiga mais gata e mais gente boa da .
- Isso de ser gata to vendo mesmo – falou e eu ri.
- Tá bom, mas olha para meu rosto não para as minhas pernas – falou rindo.
- Prazer, eu sou o – ele estendeu a mão e ela ignorou a mão estendida dele e beijou seu rosto.
- Aprende querido, prazer é só na cama – sorriu e e riram.
- Amei você – falou rindo dando a volta na mesa e indo até ela.
- Eu também te amei – eu ri.
- ? Pelo amor de Deus – não conseguia de parar de rir.
- O que? Ele que falou que me ama – respondeu em português e eu ri mais.
- Muito prazer, – ele falou mordendo a boca e riu.
- Prazer, – ela falou dando dois beijinhos no rosto de .
- Que putaria e essa aqui? – entrou na cozinha rindo da que tinha quase caído na escada.
- Carne nova no pedaço – informou, elas já estavam mais “vestidas”, riu com a frase linda da , minha amiga era tão delicada. Era sempre assim a pegava todos, a mais atirada de nós quatro.
- Eu to morrendo de fome, e nem precisa falar que eu já sei “você esta sempre com fome Tom” – ele mesmo falou e a gente riu.
Sentamos e comemos os meninos não paravam de conversar e eu não parava de rir deles, combinamos de sair a noite os meninos depois do almoço foram cada um para sua casa incluindo e Tom que foi para a casa do , eu e as meninas ficamos assistindo filmes e elas me contando o que tinha acontecido no tempo em que eu estava fora.
Quando deu 18:00 fomos nos arrumar para ir para o pub, tomamos banho cada uma em um banheiro, eu tomei no quarto dos meus pais, no quarto do meu irmão, no meu quarto e no quarto dos hospedes, quando terminamos fomos todas para meu quarto nos arrumar eu coloquei uma calça meia na cor marrom coloquei uma blusa regata rosa e uma jaqueta branca por cima, coloquei uma sandália de salto branca e uma pulseira, não gostava muito de brincos então nem coloquei , fiz minha maquiagem mais leve passei uma sombra rosa e um batom rosa com gloss, colocou uma saia de couro preto uma blusa preta de manga, um colar dourado grande e um boot preta, fez sua maquiagem bem forte passou uma sombra preta com bastante delineador e batom vermelho sangue, colocou um vestido rosa com um cinto na cintura, um boot cor da pele e uma pulseira de perolas, ela sempre romântica fez uma maquiagem bem leve quase igual a minha, colocou uma regata branca e uma blusa xadrez azul e rosa com uma calça preta skinny colocou uma ankle boot e um brinco de pena que ficou bem legal fez uma sombra preta e colocou um gloss da cor da boca.
- Estamos gatas, hoje vou pegar o ... e o – falou como se estivesse falando do seu cabelo.
- Meu Deus, , deixa para ! – riu.
- e quem disse que a quer algum deles? – perguntou séria.
- Gente, eu to aqui – lembrou – e eu achei o um gato mais deixa a pegar os dois, ela sempre faz um trio mesmo - nos rimos quando fez careta.
- Eu não gosto de numero par – ela comentou rindo - mas se quiser pode pegar o eu não me apego – rimos mais ainda.
Meu celular tocou , olhei no visor “big Fletcher”.
- Oi Tom – falei rindo ainda da .
- Oi, eu e o , já estamos aqui na porta – ele falou.
- Estamos descendo amor – falei e desliguei.
Descemos eu tranquei a casa e saímos tinha dois carros, o carro do e do Tom, cumprimentei os meninos e dei um selinho em . Quando foi cumprimentar o e o ela deu um beijo em cada no canto da boca e os meninos riram.
- você me deixa maluco – falou e ela riu.
- Não mais do que eu, caro – olhou para as pernas descobertas de que entrou no carro do Tom, empurrou para entrar primeiro e entrou pelo outro lado, foi ao meio dos dois, foi na frente com Tom e foi no carro comigo e com .
- Você tá linda – falou mexendo no meu cabelo e eu corei, ele estava com uma calça jeans, uma blusa branca e um sapatênis, com o cabelo meio bagunçado.
- Você também está – falei e ele sorriu saindo com o carro.
Ele foi o tempo todo com a mão na minha coxa e eu me senti anestesiada com o seu toque, íamos conversando o tempo todo, ficou rindo pensando no que estava provocando os meninos.
Chegamos ao Pub, estava lotado pegamos em uma mesa bem no canto da boate, o garçom veio até a nossa mesa.
- O que vão pedir? – o garçom falou.
E quase comeu ele com os olhos.
- Sex On the Beach – falou com uma cara maliciosa.
- Só se for comigo – comentou rindo e riu.
- Um suco de uva – eu falei e completou – com vodka, aonde já se viu você vir para um pub e não beber.
e também pediram vodka com suco e os meninos pediram cerveja, começou a tocar Like a Virgin da Madonna a musica mais antiga, as meninas me puxaram.
- Vamos, , é a nossa música – me puxou e começamos a dançar, a meio que tinha uma feito uma coreografia então tinha ficado meio sensual demais, eu estava com vergonha, mas eu acho que a vodka ajudou a me desinibir, eu olhei para a mesa e os meninos nos olhavam, eu chamei o com o dedo e ele apontou para ele mesmo como se tivesse perguntando se eu estava chamando ele, eu afirmei com a cabeça e ele sorriu vindo até mim com sua garrafa de cerveja na mão eu comecei a dançar a coreografia na frente dele, que me segurou e colocou sua boca no meu ouvido.
- Não faz isso, – ele alou com a voz falha e eu sorri.
- Por que não amor? – fingi não saber do que ele estava falando.
- Você sabe o porquê – eu neguei com a cabeça ainda dançando com a mão no seu ombro – por que se não parar, eu posso não me controlar.
- Entendi – ri e beijei seu pescoço, começamos a dançar abraçados, olhamos para o lado estava dançando no meio do e , estava sentada conversando com o meu irmão e estava bebendo.
- Minha amiga tá sozinha – falei para que estava muito ocupado deixando marcas no meu pescoço e ele levantou o olhar ate nossa mesa.
- Vamos resolver o meu problema depois o dela – dito isso me beijou.
- Ei casal se engolindo – alguém me cutucou e eu me virei pronta para xingar a pessoa que havia atrapalhando o momento e ouvi bufar ao meu lado, já estava preparando um “o que foi?” ou “vai se fuder” mais era Andrew, sorri para ele que riu da minha cara de paisagem – desculpa estar incomodando mas e que eu queria apresentar meu primo Sean – “por que ele não podia apresentar esse primo dele depois?” ele puxou um menino que estava de costas para a gente.
Cap. 28
- Prazer Sean – o cumprimentei, o menino era lindo, lindo mesmo tipo capa de revista, tinha um rosto angelical e ao mesmo tempo bem masculino, fiquei babando no menino e pigarreou – esse é o , meu namorado – apresentei e ele o cumprimentou com a cabeça.
- Eae cara – apertou minha cintura.
- quer sentar com a gente Andrew? – sorri para eles, olhei para o lado e ainda dançava com os meninos.
Fomos para a mesa e só esta lá, Tom e estavam dançando perto do bar, estava mexendo no canudo da sua bebida.
- , trouxe companhia – falei e ela olhou para gente, quando ela olhou para Sean teve a mesma reação que eu tive, simplesmente babando.
- Esse aqui é Andrew meu amigo de muito tempo, eu acho que já falei dele para vocês – sorri e ela se levantou.
- E o seu amigo que é gay? – perguntou e eu olhei para ela em alerta eu não sabia se a sexualidade dele era falada para a família, mas Andrew sorriu e saiu do meu lado soltando a franga, se Sean não sabia que ele era gay agora com certeza ele sabia.
- Eu mesmo – falou meio afetado e rimos- esse gato aqui é meu primo Sean, todo seu – empurrou Sean para e ele a segurou por que ela quase caiu, ele riu e se sentou com ela. Eles começaram a conversar e Andrew resolveu ir à caça.
- Eu vou ali ao bar, por que vi um cara que vai me pagar uma bebida – e saiu.
- é tão estranho ver o quanto ele é gay – eu olhei para Andrew indo meio que rebolando em direção ao bar e me abraçou rindo.
- Antes ele era gay? – perguntou e eu corei mais acho que ele não percebeu por que a luz da boate era baixa.
- Não... err! Acho que não, pelo menos se era eu nunca tinha percebido.
Flashback on
Eu e Andrew estávamos no meu quarto, tinha acabado de chegar de viagem. Tava de férias e vim para casa do meu pai em Londres.
- , você é virgem? – perguntou olhando para mim, sério.
- Sou, eu pensei uma vez em perder minha virgindade com você – corei bruscamente.
- Eu? Por... que eu? – ele gaguejou e eu olhei para baixo.
- Você sabe, por que você e a pessoa que eu mais confio, é meu melhor amigo – sorri.
- Dói tanto ouvir você falar “melhor amigo” – ele falou levantando meu queixo.
- Você sabe que eu te amo, mas não como você me ama – eu falei e ele me olhou eu acho que processando o que eu havia falado.
- Mas eu sei que você me ama de algum jeito – ele pegou meu queixo e chegou mais perto de mim e me beijou, eu deixei que nosso beijo se aprofundasse e tomou um ritmo, as coisas começaram a esquentar, eu passei a mão pelas suas costas levantando um pouco sua blusa, ele desceu seus beijos ate meu pescoço e eu me arrepiei, em um movimento rápido ele tirou minha blusa e me deitou na cama, eu arranhava suas costas e gemia baixo com os beijos distribuídos pelo meu pescoço eu tirei sua calça e ele no mesmo momento tirou minha saia eu senti seu desejo emanar para mim, parecia um desejo insaciável, ele apertou minha coxa e eu gemi baixo, ele colocou a mão na minha cintura, já querendo tirar minha calcinha e foi quando eu ouvi a porta da sala bater e alguém me chamou, era Tom, Andrew pegou sua roupa correndo e entrou no banheiro, eu peguei minha roupa e vesti rapidamente, Tom bateu na minha porta me chamando eu já estava devidamente vestida quando ele entrou.
Flashback Off
- você está ai? – passou a mão na frente do meu rosto e eu olhei para ela, ainda estava abraçado comigo conversando com Sean que ainda estava sentado.
- Oi – falei com a voz falha.
- Vamos ao banheiro? – ela perguntou e eu concordei com a cabeça e dei um selinho em avisando que ia ao banheiro.
- Que cara chato – protestou quando estávamos saindo de perto da mesa.
- Pensei que tinha gostado dele – eu falei olhando para ela surpresa.
- Ele só tem um assunto, e esse assunto é como ser modelo e essas coisas ele nem e tão bonito assim – ela falou e eu ri.
- Só se você tenha ficado cega , ele e lindo.
- Nem é tanto assim, ele se acha – ela falou revirando os olhos.
- Você parecia estar se divertindo – eu ri da cara de nojo que ela fez.
- Disse bem, só parecia – chegamos ao banheiro.
Ela entrou em um box e fui me olhar no espelho, eu fiquei me lembrando a todo momento e me sentia incomodada, fazia algum tempo que não pensava naquela noite e eu fiquei pensando em como ia reagir quando soubesse, se eu fosse contar.
- – me cutucou e eu olhei para ela – o que foi?
- Estava só viajando aqui – eu falei e ela me olhou enquanto lavava a mão.
- Em? – ela perguntou e eu queria contar a história para ela.
- A história e meio grande – falei e ela me olhou.
- Quando chegarmos em casa a gente compartilha – ela falou piscando e eu entendi que ia juntar todas as meninas.
- Tá bom, to precisando mesmo – saímos do banheiro e eu decidi que ia beber hoje.
- Vai indo para a mesa que eu vou pegar uma bebida – falei para já indo em direção ao bar.
Cheguei ao bar e pedi ao barman uma bebida forte, estava no bar esperando quando alguém esbarrou em mim.
- Me desculpa – a pessoa colocou a mão no meu ombro.
- Tudo bem – eu falei me virando de frente para a pessoa. Era um menino lindo, moreno, olhos verdes e tinha cílios enormes, era bem alto.
- Se eu soubesse que era tão linda nem tinha pedido desculpas – ele falou e eu senti o cheiro de álcool.
- Hum... Obrigada – falei dando um sorriso sem graça para ele
- Senhorita sua bebida – o barman me chamou e quando eu ia pagar o menino que tinha esbarrado em mim pagou minha bebida.
- Pode ficar com o troco – Ele falou e eu sorri – não me apresentei prazer Logan.
- Tenho que voltar para minha mesa Logan, foi um prazer – eu falei me livrando da sua mão que ainda estava no meu ombro e sai indo em direção a mesa, já estava chegando à minha mesa quando alguém segurou meu pulso.
- O que foi Logan? – perguntei quando me virei.
- Você não se apresentou – ele falou como se fosse óbvio.
- Ah... er... , agora tenho que ir foi um prazer – falei me soltando, bebi um gole da minha bebida que estava forte demais e já estava quase chegando a minha mesa quando Logan apareceu na minha frente.
- Você não quer dançar? – ele perguntou e eu olhei para a mesa, estava me olhando e já estava levantando.
- Olha Logan eu tenho namorado e ele já esta vindo para cá – eu olhei para que já estava quase ao meu lado.
me abraçou olhando firme para Logan.
- Algum problema por aqui? – perguntou olhando fixamente para Logan.
- Nenhum, eu já estava indo para a mesa, Logan me chamou para dançar...
- E então ela disse que tem namorado – Logan deu um sorriso de canto.
- Então se você já terminou estamos indo para a nossa mesa – me puxou desviando de onde Logan estava parado, quando passamos Logan segurou novamente meu pulso.
- O que...? – eu ia terminar de reclamar, mas Logan foi mais rápido.
- Você não se importa, não é? Ela pode dançar comigo – falou olhando diretamente para .
Cap. 29
- Na verdade eu me importo sim – fuzilou Logan, e eu vi que aquilo não ia ser muito legal.
- A gente só vai dançar – Logan insistiu me puxando.
- Logan, eu não quero dançar com você – puxei meu braço.
- Só uma dança – Logan falou.
- Não, ela não quer e eu também não vou deixar ela dançar com você – falou me colocando atrás dele – e não coloca a mão nela novamente.
- Você não manda em mim – Logan falou, ele estava muito bêbado e colocou a mão no meu pulso pressionando. fechou a mão com força.
- , não – eu falei, mas foi em vão porque ele já tinha acertado um sono no nariz de Logan, e em vez de revidar ele caiu no chão com o nariz sangrando, no mesmo momento os meninos vieram segurar para que ele não começasse uma briga se bem que no estado em que Logan estava caído no chão nem conseguia levantar , depois chegou dois caras enormes e levantaram Logan do chão, um segurou Logan e o outro segurou levando os dois para fora da boate.
- Não e permitido brigas dentro da boate – um dos seguranças falou para que bufou.
- Me desculpa, eu acho que os rapazes aqui ultrapassaram na bebida – eu falei tentando ser pelo menos simpática.
Todo mundo saiu da boate, estava abraçada com e com . Andrew estava sozinho, mas parecia um pouco bêbado, estava ao lado de Tom olhei para os lados e não vi e Sean.
- Andrew cadê seu primo e ?
- estava no banheiro e Sean tinha ido ao bar na hora da briga – Andrew deu um sorriso malicioso.
- Eu tenho que ir lá chamar eles – falei, mas me impediu.
- Pode deixar, eu vou, fica ai com – ela falou e entrou novamente boate.
Estávamos esperando voltar com e Sean quando Logan pareceu acordar e levantou dando um soco no rosto do e saiu em direção ao estacionamento ninguém entendeu nada por que ele parecia que estava desmaiado, a boca de havia cortado um pouco e eu fui até ele.
- Sabe que não precisava ter arranjado uma briga, não sabe? – eu falei e ele me abraçou.
- Eu me segurei até o último minuto, – ele falou respirando fundo.
- Mas ele estava bêbado, certamente ele não se lembrará disso.
- Não e só por que ele estava bêbado que ia deixar ele se aproveitar da minha namorada – bufou e me abraçou com força, meu coração deu um solavanco.
- Amor, não precisa desse ciúme – beijei seu nariz.
- To machucado aqui – fez um beicinho e eu dei um pequeno beijo – eu te amo – meu coração deu outro solavanco e eu respirei fundo.
- Eu também te amo – beijei sua boca de leve por causa do seu corte mais ele me puxou para mais perto e aprofundou o beijo.
- Vamos – alguém falou me separei e vi e Sean vindo em nossa direção.
estava normal, tentei achar algum ponto de felicidade nela ou alguma coisa que pudesse identificar que ela havia ficado com Sean, mas não percebi nada.
Todos concordamos e fomos em direção aos carros, me despedi de e entramos fui com o meu irmão e com as meninas em um carro e os meninos foram no carro do . Quando chegamos em casa, minha mãe e meu pai já estava dormindo então entramos e nem ligamos as luzes.
Eu e as meninas nos dividimos nos quartos. e dormiram no quarto de hóspedes que tinha uma cama de casal, dormiu comigo na cama de casal do meu quarto.
- Você não esta bem, né? – me perguntou quando eu sai do banho, estávamos arrumando a cama para podermos dormir.
- Eu estou bem, só estou precisando desabafar, falei até com a e ela sugeriu para a gente juntar o clube da luluzinha – eu soltei um riso fraco e ela veio me abraçar.
- Eu não sei o que ta acontecendo, ou o que aconteceu, mas nós vamos te ajudar – ela falou e eu dei um beijo no seu rosto.
- Eu sei disso, obrigada – me separei dela e fui me deitar.
POV TAYSE
Eu não conseguia dormir, eu acho que eu estava muito bêbada. Tomei um banho e quando sai já estava capotada, então eu desci para tomar um copo de água, quando cheguei na cozinha Tom estava de cueca no meio da cozinha, uma cueca samba canção, meu Deus que corpo, só depois de um tempo que eu percebi que eu estava olhando para o irmão da minha melhor amiga, mas ele era impossível de não babar. Eu fiquei vermelha e com certeza se as meninas estivessem aqui elas estariam tirando uma com a minha cara. Eu dei meia volta para sair da cozinha sem que o Tom me visse, mas quando eu estava saindo esbarrei na porta da cozinha.
- ? – Tom me chamou e eu me xinguei mentalmente.
- Oi Tom – me virei fingindo um bocejo e ele sorriu.
- Estava fugindo de mim? – ele aumentou o sorriso e eu acompanhei com um sorriso.
- Claro que não, e que eu estava sem sono, aí vim tomar água, mas quando cheguei aqui em baixo me veio um sono repentino – falei nervosa, estava estalando os dedos meu sinal de nervosismo e forcei outro beijo.
- Ah! E esse sono só apareceu quando você me viu? – Tom falou em um tom divertido e eu fiquei constrangida.
- Não, eu só ia tomar um copo de água - falei gaguejando e ele riu.
- Tudo bem eu não devia ficar andando por ai só de cueca – ele falou e eu respondi para mim mesma “é não devia mesmo” – falei baixo.
- O que você falou? – ele perguntou olhando confuso para mim e eu neguei com a cabeça.
- Falei que aqui é sua casa você tem o direito de andar só de cueca – sorri – mas enfim, boa noite.
Me virei para sair e ele me chamou.
- Você não ia tomar água? – ele me de um copo cheio de água e eu bebi.
- Obrigada, boa noite – eu disse entregando o copo para ele, ele colocou em cima da mesa e me puxou.
- Não ganho nenhum beijo de boa noite? – ele falou e eu sorri, meu coração era capaz de ser ouvido a distância.
- Claro – eu dei um beijo demorado na bochecha dele e quando me separei dele, ele estava sério quando eu estava saindo ele me puxou pela nuca e colou os lábios no meu, eu fiquei surpresa com essa reação do Tom, por que ele se mostrava bastante tímido, mas eu acho que a bebida tinha soltado ele, me puxou para mais perto dele eu coloquei minha mão no seu cabelo e puxei um pouco, ele aprofundou o beijo e apertou minha cintura eu dei um suspiro pesado quando seu língua se enroscou na minha, ele me beijava como se quisesse aproveitar cada segundo eu sorri entre o beijo, eu estava perdendo o fôlego, mas eu queria aproveitar , ele me colou mais a ele como se isso fosse possível e separou o beijo com selinho e eu sorri.
- Isso sim é um beijo de Boa noite – ele falou com as bochechas vermelhas, eu só não sabia se era de constrangimento ou por causa do calor que ficou nos nossos corpos. Eu concordei com a cabeça e sai meio tonta em direção ao quarto aonde babava.
Deitei na cama, mas agora que meu sono não vinha mesmo fiquei pensando no beijo de Tom.
TAYSE OFF
CONTINUA...
Nota da autora: Oi meninas! Dois capítulos para vocês, por que como eu fiquei bastante tempo em falta com vocês, merecem né? Obrigada a vocês que esperaram e que quando teve atualização vieram comentar, é por vocês que eu ainda posto. Eu não gostei muito dessa parte que eu escrevi, eu já tinha escrito há muito tempo essa parte no caderno e só passei agora para o PC então eu modifiquei um pouco da que eu já tinha escrito. E é isso
Um beijo para vocês!
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