Mudanças
Autora: Ana G. Pires
Beta-Reader: Any
"Até onde sua coragem pode ir?"
"Será que uma longa amizade pode se transformar em uma linda história de amor?"
Capítulo 1 - As inseparáveis.
Pov's
Sabe aquela amiga que mais se parece com sua irmã do que uma simples amiga?
Pois é, isso que acontece comigo e com a . Desde que vim para o Brasil ela virou uma irmã, mãe, tia,
etc.
No começo eu não queria ninguém por perto, vivia trancada no meu quarto e um
certo dia eu conheci a louca da e daí em diante não nos desgrudamos mais.
Flashback ON
- Nem me apresentei! Desculpa gente, eu me chamo , mas podem me chamar de ou .
Antes de me mudar para São Paulo eu morava em Londres e lá eu convivia com uns meninos chamados Dougie, Harry, Tom e Danny ou se preferirem, eu era amiga dos tão conhecidos MCFLY.
Tive que me mudar para o Brasil por questões financeiras, meu pai é engenheiro e achou legal voltar a sua “Terra Natal”, é claro que no começo eu detestava a ideia de me separar dos meus amigos.
Flashback Off
- Eu sei que você me adora, . - dizia enquanto andávamos para ir ao Shopping.
- Arg! Como você é convencida, me dá até nojo de tanta humildade. - eu falava e fazia uma cara de nojo, fazendo-a rir.
Nós adorávamos sair para fazer compras, eu posso até dizer que era o nosso passa tempo predileto. Via cada pessoa estranha nas ruas de São Paulo que me amedrontavam às vezes.
Mas aquele dia eu vi uma coisa que me fez voltar ao passado; Isso quando tinha quinze anos. Me paralisou, eu não conseguia tirar os olhos daquele cartaz.
- , o que houve colega? - tentava me fazer voltar ao normal, para a Terra. - ? Oi!
Depois de cinco minutos olhando para aquela covinha, para os cabelos loiros ondulados, aqueles olhos azuis e para o sorriso torto, eu voltei ao normal e percebi que uma lágrima havia brotado no meu rosto.
- Tá, eu sei que eles são lindos e tal, mas doninha, você não acha que é um pouco velha para chorar por causa de um cartaz? - mariana parecia mais minha mãe falando do que uma amiga.
- Bem , você não sabe como é difícil esconder um passado tão gostoso e depois de muito tempo saber que você o encontrou em uma simples foto! - eu disse isso limpando a minha lágrima, para não transparecer que eu estava chorando. Eu nuca contei para minha melhor amiga que eu conhecia a banda preferida dela.
Depois de me recompor eu fui com a para uma loja de roupas; Isso me fez muito bem. Acabei comprando quase todas as roupas coloridas.
Capítulo 2 - A viagem.
Voltei para a casa depois de um longo dia. Peguei minhas roupas novas, coloquei-as em meu pequeno guardarroupa e fui tomar banho.
"Ai , como você é burra! Para de pensar naquele passado estúpido que você viveu em Londres! Pare, pare!"
Eu pensava enquanto a água quente caia sobre minha cabeça.
- Filha, a mãe chegou!
- Oi mãe! Calma aí que eu já estou saindo. - lembrei que eu tinha falado para minha mãe vir aqui em casa jantar comigo. É que depois que eu completei dezessete anos eu comecei a morar sozinha. Isso foi o máximo para mim, claro que significa mais responsabilidade.
Saí do banho e coloquei um short jeans curto e uma blusa listrada colorida que eu mesma fiz.
- Ah!Como você está linda filhota! - mães como sempre, achando seus filhos os mais lindos do mundo. Eu ri e fiz uma cara de felicidade.
Depois de uma macarronada que preparamos e depois que minha mãe foi embora, peguei minha agenda e liguei para a agência de viagens o mais rápido que pude. Não sabia o que estava fazendo, só sabia que eu queria ir para Londres.
- A-alou é da agência de viagens da TAM?
“É sim, eu posso ajudar?” A mulher falou com uma voz que me fez lembrar o Danny naquele momento.
“Pode sim.” Eu falei tão rápido que me assustei com minha própria voz.
“Hum, o que gostaria de saber senhora?”
- Eu quero saber quanto custa duas passagens para Londres.
"6.000 dólares” A moça me respondeu e logo fez outra pergunta. "A senhora está querendo ir para Londres quando?"
- O mais rápido possível. - respondi. Depois de ter marcado as passagens eu liguei para .
“Fala colega, o que houve?” Perguntou toda contente.
- Ah! Sabe , eu queria saber se você pode ir comigo para Londres...” - perguntei e ouvi um grito do outro lado da linha.
"L-O-N-D-R-E-S! Ai, tá zoando né?"
- Ér, claro que não né ! É sério! - falei com toda a certeza do mundo.
Era lógico que não ia ficar na dúvida. Ela aceitou de imediato e então eu fiquei tão feliz que gritei também.
Conversei sobre tudo da viagem e quando seria, falei que era para ela arrumar as malas porque uma semana passa rápido. Desliguei o telefone e fui dormi.
Uma semana se passou e eu estava já me despedindo de meus pais no aeroporto, no embarque aquela choradeira das mães.
Subimos no avião e conversamos muito, pois nenhuma de nós estava com vontade de dormir.
Porém o sono foi chegando devagarzinho e acabamos dormindo. Só acordamos quando a aeromoça falou.
- Senhores passageiros, sejam bem-vindos à Londres!
Capítulo 3 - De volta ao passado.
Saímos do avião e depois pegamos nossas malas para irmos até minha antiga casa, de taxi.
- , meu Deus! Como é linda essa sua casa! - falando espantada depois que eu abri a porta da minha antiga moradia. Ela olhou com uma cara de alegria para mim. Estava parecendo uma criança que tinha ganho seu brinquedo desejado.
Eu ri daquela carinha cômica da , peguei minha mala e coloquei em cima de um sofá que estava coberto por um pano branco.
- Vai ser super divertido arrumar essa bagunça toda! - coloquei minha mão na boca e comecei a pensar
em como limpar toda aquela poeira. Bem, resolvi puxar um dos panos brancos e então meus olhos pararam em um envelope branco.
Parecia uma carta, peguei na mão e sentei para ler.
Era uma letra tão fofa e parecia que era recente.
"Hey, sua Chata!
Como assim você não nos avisou que estava vindo para cá
Fiquei sabendo pela tia Léo, que me ligou ontem a noite, adorei saber disso... Vai ser
o máximo ter você aqui de novo!
Beijos, Danny”
Eu ri muito depois de ler isso a ficou curiosa para saber o que era aquilo e resolveu pegar da minha mão sem a minha permissão e então leu a minha carta. Intrometida ela, né?
- Quem é Danny? - eu estava em mente que era isso que ela ia falar.
- Um dos meus amigos daqui e também meu primo - eu me esqueci de mencionar isso, mas eu e o Danny somos primos de primeiro grau. Ele era o único que eu ainda tinha contato.
- , precisamos conversar... E sério - isso soou como certa rigidez e a minha cara de séria deixou minha amiga preocupada. se sentou perto de mim e eu comecei a revelar alguns acontecimentos do meu passado para ela. - Eu guardei isso em sete chaves, mas como você é minha amiga eu preciso falar.
- Meu Deus! O que você aprontou? - me perguntou com um jeito de preocupada que me fez rir muito, pois ela não se preocupa com nada e agora ficou assim.
- Não se preocupe menina, eu não fiz nada. Só queria te falar sobre meus amigos daqui. Eu sei que nunca mencionei o nome deles... Só agora você precisa saber para não entrar em pânico quando vê-los. - eu ri e lembrei do Dougie. Ele vivia me dizendo para não entrar em crise depois.
- Enfim, eu era, ou sou amiga dos tão famosos meninos da banda Mcfly.
Quando falei isso ouvi um grito que me fez ficar sem audição por alguns instantes.
- Ahm? Como assim? Você guardou a parte mais emocionante do seu passado só pra você?! Poxa que amiga você - ela fez uma cara de choro e isso me deixou muito mal. Eu não queria falar nesse assunto.
- Eu sei . Eu sei que você está furiosa comigo, mas se você passasse por tudo que passei com eles iria entender porque não falei nada com você! - eu simplesmente queria me enforcar em um pé de cebolinha por fazer minha amiga ficar decepcionada comigo. Me desculpei com ela e fui em direção ao meu quarto roxo.
Capítulo 4 - Vocês fazem toda a diferença.
Diz Shakespeare numa frase que quando duas pessoas se olharam, amaram-se; Assim que se amaram, suspiraram;
Assim que suspiraram, perguntaram-se um ao outro o motivo e depois que descobriram procuraram o remédio.
Estava no meu quarto lendo quando a campainha tocou e uma voz suave falou.
- Er... A está? - como eu sabia que era o Danny? Sim, eu tenho sexto sentido e fiquei feliz por ele vir nos fazer uma visita. Parei de ler o livro, eu só não saí do quarto deixei a falar com ele.
- Está sim, calma aí que vou chamá-la! - sorri feito criança e me levantei da cama num pulo só, soltei meu cabelo e ouvi um barulho no corredor.
- ! - abri a porta e vi a minha amiga caída no chão. Fui correndo ver se ela tinha se machucado, ainda bem que não. Rimos da cena e ajudei-a a se levantar.
- Tá tudo bem mesmo? - eu perguntei pra ela percebendo que seu tornozelo havia inchado.
- Acho que não... Meu pé está doendo. Ai! - poxa estava mesmo inchado. Gritei pelo Danny e ele veio correndo me ajudar. pegou-a no colo e levou-a para o sofá.
- Aii! Vai com calma aí tá? Porque está doendo. - não falava, ela gritava e fazia nós rir muito. Menina escandalosa.
- Parece que precisa de gelo e aqui não tem, vou em casa buscar e também aproveito e compro um remédio para dor. - Danny se preocupou mesmo com a , eu fiz que sim com a cabeça e ele me deu um beijo na testa e foi em direção a porta. - Já volto.
- Hum... ? Você não vai chorar né? - eu sentei do seu lado e virei a carinha dela pra eu ver. Ah! Fiquei com pena da minha amiga, que sorte a dela.
- Ele é atencioso com as pessoas. C-A-R-A-M-B-A! E você nem pra falar que tínhamos visitas hoje.”
- Ah! Nem eu sabia que ele ia vir hoje!
Quando Danny voltou trouxe mais um com ele. O Harry chegou fazendo uma festa, acho que esse menino não bate bem da cabeça.
- Nem acreditei quando o Danny falou que você estava aqui! - eu ri do Harry com as suas palhaçadas, ele só não superava o Dougie.
- Hey e você, que desgraça hein? Mal chegou e está estreando os cuidados médicos do Danny. O dó! - é, coitada mesmo da . Ele nunca gostou de medicina.
- Ria, ria. Pode deixar colega, vai ter vingança viu?! - falou com uma voz de bebê. Acho que ela está mesmo com dor.
- Que história é essa de médico, Danny? - perguntei e sentando no degrau da escada.
- É sabe, eu andei cuidando do Dougie esses dias. Agora estão me chamando de médico.
- E o que aconteceu com o Dougie?
- Ele caiu andando de bicicleta e se ralou.
- E como ele tem trauma de hospital o Danny cuidou dele em casa” - Ele caiu da bicicleta? Meu Deus, só ele mesmo pra fazer isso.
- Olha , fica feliz porque você não vai pro hospital. Agora se doer muito não adianta, vai ter que ir. - Danny falou e ficou olhando pra . Olhando não, secando a menina.
She lives in a fairy tale
Somewhere too far for us to find
Forgotten the taste and smell
Of the world that she's left behind
It's all about the exposure the lens I told her
The angles were all wrong now
She's ripping wings off of butterflies
With her feet on the ground
And her head in the clouds
Well go get your shovel
And we'll dig a deep hole
To bury the castle, bury the castle
Well go get your shovel
And we'll dig a deep hole
To bury the castle, bury the castle
Meu celular começou a tocar e me levantei pra atender.
- Já volto gente! Vou atender o celular. Se comportem, tá? - saí em direção ao meu quarto e atendi.
- Oi!
- Filha? - era a minha mãe. Me sentei na cama e contei da nossa viagem e o dia de hoje sem a parte do tombo da pra ela não ficar preocupada.
Danny Pov's
Calma cara! Me deixa recapitular. A minha prima veio para Londres, linda e perfeita como sempre, e trouxe uma amiga super gostosa junto!
Meu Deus! Eu já falei que amo a ? Pois bem, estou falando agora.
- Já volto gente! Vou atender o celular. Se comportem, tá? - disse enquanto eu enfaixava o pé da amiga dela.
- Está com fome, doentinha? - Harry perguntou para e eu olhei para o rosto dela parando bem em seus olhos;
E que olhos.
- Ah! To com pouca, essa dor tirou parte da minha fome. - eu dei um sorriso torto para ela e
recebi um mais lindo.
- Hum... Vamos ver se o Tom está em casa pra eu ir com ele no supermercado pra vocês. - Harry pegou o celular
ligando para o Tom. Ele falou que a estava aqui e que tinha acontecido um incidente com a amiga dela.
- Ai cara ela tá bem sim, o Danny está aqui também acho que o susto passou, mas elas não comeram nada até agora e então pensei se você poderia ir comigo pro supermercado fazer uma compra e depois passar em um restaurante pra comprar o almoço. -
acho que o Tom falou sim porque o Harry deu um sorrisinho e depois falou que ia pra casa do Tom.
- Já volto, tá? - ele saiu e sobrou eu e a na sala, então comecei a puxar conversa com e ela.
- Ai moçinha! Olha, é melhor essa faixa no pé do que um gesso no lugar. - riu de mim, nossa ela é muito fofa e gata.
- Então você e a são primos! Bem que eu desconfiei de algo quando ela olhou para aquele pôster de vocês no Shopping em Sampa -
meu ela é super doce quando fala. Gamei na menina. Não! Pare com isso Daniel, você não é assim, pare com esses pensamentos, ela é a melhor amiga da sua prima, então não pense besteira.
- Oi! Terra chamando... - ela disse dando risada.
- Nossa! Desculpa estava pensando em outra coisa.
- Ah sim.
Capítulo 5 - Amigos.
Pov's
Depois de falar dez minutos com minha mãe eu voltei para a sala e fiquei surpresa com que vi e sinceramente eu amei em saber que a fez amizade com o Danny. Meu Deus ela é rápida nisso e como meu primo não tem vergonha deve ter adorado isso, pois a minha amiga é linda e pelo olhar do Danny quando ele estava fazendo o curativo nela dava para ver que ele tinha se interessado.
- Hum... Cadê o Harry? - perguntei me sentando na poltrona que estava com muito pó, me fez espirrar.
- Foi comprar comida e o almoço com o Tom. - Ah que legal, o Tom vai vim aqui e, provavelmente, o Dougie também.
- É, eu vou ver se arrumo a cozinha então. - saí dali e fui em direção à cozinha. Resolvi dar uma ajeitadinha nela para almoçarmos. Peguei a vassoura que estava lá fora e a mangueira para lavar.
Enquanto eu limpava a cozinha ouvia a conversa na sala, era até interessante. falava como eu era quando cheguei ao Brasil e como ela é.
Ao secar a cozinha ouvi um carro parar na porta de casa e uma pessoa gritar na rua, é bem provável que fosse o Harry, porque ele é muito escandaloso.
- Chegamos, pessoal - Tom falou ao abrir a porta com um monte de sacola na mão e o Harry logo atrás dele.
- Oi! Você deve ser a , certo?
- É.
- Menina, você se benzeu antes de vim pra cá porque que sorte a tua. Tá doendo? Eu trouxe um remédio aqui pra dor se você precisar. - acho que o Tom assustou a um pouco porque quando eu vi ela estava fazendo uma cara de "Ai meu Deus, ele é louco".
- Tom! Não assusta a , ela fica traumatizada assim. - falei e fui pegar um pano para passar na mesa. Me virei de costas e me deparei com um loirinho me abraçando e dando vários beijos em mim.
- Caramba, ! Quanto tempo! - muito tempo, né?
- Também estava com saudade de você, Tom. - me soltei dele e dei um beijo na sua testa.
- E aí, que faz?
- Limpando isso para nós não comermos poeira em vez de comida.
- Está mesmo muito sujo. Sabe, eu andei pensado em uma coisa aqui....
- Fala, Tom. - ele se sentou em uma cadeira e eu fui limpar a mesa.
- Vocês poderiam ficar na casa do Danny... Sabe, até que limpe essa casa. - É, até que não é uma má ideia. Pensando bem é uma ótima.
- Bem pensado, Tom. - olhei para ele e sorri.
- Então depois de almoçarmos podemos ir e mais tarde vir limpar essa casa e você e a descansar. - Cara, eu adoro o Tom por isso, ele é muito humano com as pessoas.
- Hey, que estão falando? - O Harry perguntou entrando na cozinha com um monte de sacolas.
- Que as meninas podem ficar na casa do Danny até que essa casa fique limpa.
- É mesmo, Tom. Elas podem ficar lá em casa. - Danny falou saindo de perto da e indo pra cozinha.
- Até porque a tem alergia a poeira e a esta com esse pé inchado.
Terminei de limpar a cozinha com a ajuda do Harry e do Tom, o Danny foi ajudar a a se levantar e vir almoçar.
Depois do almoço o Harry lavou os pratos e eu fui pegar algumas roupas minhas e da para irmos para a casa do Danny.
- O remédio deve ter feito efeito nela. - Danny falava enquanto eu me aproximava da sala com duas pequenas bolsas de mão.
- Tá dormindo?
- Uhum.
- , acorda. Nós já estamos indo. - falei no ouvido dela e então seus olhos abriram e ela sorriu para o Danny.
Fechei a casa e fui para o carro.
Capítulo 6 - O reencontro.
Eu estava apaixonada pelo livro que estava lendo do Willian Shakespeare, umas das frases que mais me emocionam é essa:
"O tempo é muito lento para os que esperam
Muito rápido para os que têm medo
Muito longo para os que lamentam
Muito curto para os que festejam
Mas, para os que amam, o tempo é eterno."
Enquanto nós estávamos no carro eu resolvi ler um pouco, mas o Danny teve uma súbita ideia de ligar para o Dougie e colocar no viva-voz.
- Alô? - perguntou uma voz sonolenta
- Dougie?
- O que você quer, Danny?
- Obrigado pela delicadeza, mal educado. Se você quiser saber o que eu tenho para falar seja educado, beleza?
- Ai Danny, fala logo caramba!
- Tá bom. Lembra da ? - ah pronto, agora que eu não me concentro na minha leitura, fechei o livro e olhei pelo espelho a cara da e aquele sorrisinho sapeca dela, retribui o olhar e o sorriso, ela deve ter entendido.
- Claro que lembro! Como poderia esquecer?
Então cara, ela está aqui para passar as férias.
- Jura?
- Uhum.
- Mais ela está na sua casa ou na casa dela?
- Bem, elas vão pra minha casa agora se você quiser eu te busco ai pra você ir depois com os meninos limpar a casa da .
- Beleza então. - se matava no banco de trás do carro.
O Danny deu sinal para o carro de trás e logo os meninos ficaram do nosso lado.
- Olha eu vou buscar o Dougie na casa do pai dele. - como assim pai? Eles não moravam sozinhos?
- Ok então, Danny. - O Tom falou saindo na frente e o Danny virou a esquerda em direção a praia.
- Ai! - a gemeu atrás e fez com que eu e o Danny virássemos para ver o que era.
- Que foi ?
- Não sei, mas meu pé resolveu dar pontada agora. - eu olhei para o Danny e ele fez sim com a cabeça. É, o pai do Dougie podia ver isso já que ele é médico.
Quando chegamos, Danny desceu do carro e foi em direção até a porta. Depois de algum tempo apareceram os dois meninos mais lindos que já conheci, o Danny na frente e Dougie com o cabelo despenteado e com os botões da camisa desabotoado.
Os meninos abriram a porta numa sintonia que fez eu e a dar risada.
- Hey! E aí, meninas. Como estão? - Dougie entrou pegando o pé da e colocando em cima da perna dele.
- Bem... - foi isso que eu e a respondemos juntas, o Dougie deu uma risada e olhou no pé da .
- Meu, como você conseguiu fazer isso?!
- Sei lá.
- E aí linda, nem pra avisar a gente que ia vir pra cá - ele falou comigo e mexeu no meu cabelo.
- É que decidimos de repente - respondi me virando para trás e sorrindo para ele que me retribuiu com uma piscada.
- O pai do Dougie não está aqui. - Danny falou ligando o carro e dando a ré.
- É, ele foi trabalhar hoje.
A viagem para a casa do Danny foi silenciosa e eu pude ler um pouco. Chegando na casa, o Dougie ajudou a a descer e levou ela até o sofá.
Conversei um pouco com os meninos, mas subi para tomar um banho e dormir um pouco, estava cansada de mais já que a estava dormindo no sofá mesmo junto com eles.
Capítulo 7 - Notícias.
Estava dormindo quando percebi que alguém abriu a porta, me virei para ver quem era a pessoa e abri os olhos, mas não enxerguei direito.
- Podemos conversar? - eu me sentei na cama e olhei para a cara da pessoa e vi que era o Harry, sorri para ele e fiz sim com a cabeça.
- Nem acredito que você está aqui! - ele chegou mais perto de mim e me deu um abraço tão forte.
- Ah! Vai fala quais são as novidades por aqui! - eu me levantei e fui em direção ao banheiro, lavei meu rosto e procurei algo para amarrar meu cabelo.
- Bem, nem sei como te falar isso, mas você vai ter que saber um dia. - me sentei na cama e deitei na perna dele.
- Depois que você foi embora acontecia uma desgraça em cima da outra. É inacreditável isso sabe? Nem sei como eu estou suportando viver assim.
- Poxa Harry, o que foi?
- Os pais do Dougie se separam definitivamente, o Tom teve um ataque de ciúmes e espancou o irmão da Giovanna. - nossa, como o Danny não falou nada disso par mim? Coitados!
- Sabe, tudo isso se passando nesses anos e eu sem poder fazer nada além de apoiar. - é, no caso do Dougie sim, mas no caso do Tom eu posso intervir nesse assunto.
- Conte-me a história do Tom direito, Harry!
- Foi em uma festa e você sabe que o Tom adora beber.O irmão da Gi veio e começou a encher o saco dele e eles nunca se deram bem. Depois de dez minutos eu só vi o Dougie gritando e o Danny saindo correndo para onde o Tom estava. Mais tarde eu liguei para a Giovanna pra ver se estava tudo bem. - o Harry ainda me falou que a Gi não queria mais falar com o Tom e estão dois meses sem se falar e nem se ver.
Depois disso o Dougie entrou no quarto e se reuniu com nós e ficamos conversando sobre o sucesso deles e sobre os assuntos mais fúteis da vida.
- Af, Danny. Quer me matar é? - ouvi a dar um chilique no corredor, rimos disso.
- É, acho que o Danny gostou mesmo da sua amiga. - Dougie falou se levantando para abrir a porta e ajudar eles.
- Psiu, Dougie! - eu falei e fiz uma cara de brava pro menino que me retribuiu com um sorriso tão lindo.
- Olha vocês dois! Meus pais começaram assim com uma briga e olha no que deu!
- Ah não, me diga Dougie? - Depois de ajudarem a a subir a escada os meninos desceram para fazer a janta, ou tentarem fazer, porque só o que eu ouvi foi o Harry reclamar e o Dougie falar que era melhor ligar para uma pizzaria.
Algum tempo depois o Dougie subiu trazendo dois cachorros-quentes para nós.
- Olha como sou educado!
Capítulo 8 - O beijo.
Em um dos poemas do Shakespeare ele fala que são os pequenos acontecimentos diários que tornam a vida espetacular.
Depois de uma semana em Londres, a começu a melhorar e eu resolvi fazer um tour com o Harry pela a cidade.
Fui a vários lugares novos, revi muitas pessoas como a mãe do Dougie e a minha professora do primário e algumas colegas.
- Podíamos nos reunir em casa nesse final de semana. - eu apoiei a ideia do meu amigo e fomos comprar algumas coisinhas.
Danny Pov's
Cara, como aquela amiga da me seduzia. Meu Deus! Cada hora que ficávamos perto era para se apaixonar.
Já se passava uma semana que as meninas tinham chegado aqui, mas parecia uma eternidade.
Como elas me faziam bem. No final de semana a teve uma ideia de nos reunirmos na casa do Harry, já que a deu sinal de melhoras.
Eu estava me arrumando quando uma pessoa abriu a porta do meu quarto, me virei para ver quem era e me assustei quando vi a na minha porta de braços cruzados e rindo de mim.
- Meu, que demora pra se arrumar - ela entrou no quarto e se sentou na cama, eu simplesmente ri dela fui
em sua direção.
- Por quê? Agora só as mulheres que demoram para se trocar? - foi isso que eu perguntei enquanto ela deitava e apoiava seu pé na minha perna.
- Não, só que faz vinte minutos que você falou que ia se arrumar. - me levantei e peguei minha blusa da cadeira e comecei a colocar. Olhei pelo espelho a sorrindo.
- Que foi?
- Hum... Sabia que você tem até um corpinho bonitinho?! - eu ri disso e fiz com que ela corasse um pouco.
Aí eu sentei perto dela e cheguei mais perto.
- Você também é linda. - eu não aguentei e beijei seus lábios como um selinho,
depois se prolongou em um beijo longo.
- Ah! Danny você achou o carregador da máquina? - eu queria matar o Harry por interromper esse momento.
- É, eu falo com você outra hora. Oi, ! - ele saiu do quarto praticamente correndo e nem esperou
ela dar oi.
- Eu te espero lá em baixo. - ela me deu um selinho e saiu do quarto fechando a porta.
Pov's
Depois da demora do Danny fomos para a casa do Harry; E que casa. Meu Deus!
- Ah, gente! Acho que vou ser baterista também. - falei olhando a casa dele, porque sério, é L-I-N-D-A!
- Tá brincando, né? - a falou para mim dando risada do meu biquinho de "Ai que inveja".
- É! Eu não tenho vocação pra isso.
Foi uma tarde de muita palhaçada, tirando a parte de quase uma briga com o Tom e o Dougie, nos divertimos muito. Eu só sentia que faltava uma pessoa para completar o meu dia.
- Me leva na casa da Gi? - eu sentei perto do Dougie e apoiei a minha cabeça no ombro dele.
- Agora? - fiz sim com a cabeça e ele se levantou dando uma risada de lado. Saímos pela porta dos fundos e fomos a pé para a casa dela.
Capítulo 9 - Giovanna.
Sempre fui cabeça dura mesmo e não posso escolher como me sinto, mas posso escolher o que fazer a respeito e o que eu queria naquele momento era ver a Giovanna.
- A casa da Gi é virando essa rua. Vou ficar aqui te esperando. - Dougie falou e atravessou a rua para ir numa lanchonete que tinha do outro lado. Eu segui meu caminho, virei e logo me lembrei da casa da minha amiga.
Era a mesma entrada com um muro feito de plantas e depois um corredor de grama.
Abri o portão e fui em direção à porta de entrada, toquei a campainha e depois de alguns minutos uma menina de cabelos longos e mechas loira veio atender.
- ! - só foi isso que ela falou para eu perceber que era a minha amiga, poderia ter mudado o físico, mas a voz era a mesma.
Ficamos abraçadas por um bom tempo na porta e depois entramos.
- Cara, como esta mudada, Gi!
- Ah e você então? Olha só está mais linda do que antes!
- Por que não falou para alguém me avisar que você viria para cá?! - eu contei tudo para ela o que se passou na minha cabeça pra eu tomar a decisão de vir passar as minhas férias para cá e ela me falou dos últimos acontecimentos
do ano. Eu já sabia de quase tudo, menos de que ela estava fazendo faculdade de Jornalismo.
- Ah! Então eu tenho uma pré-jornalista como amiga?
- É! - ela riu e baixou a cabeça.
- Gi, o que foi?
- Sabe, eu queria falar com você uma coisa. - ela me contou o alvo principal de
eu estar ali na casa dela. Fiquei conversando sobre ela e o Tom por um bom tempo.
- Eu acho que você tem razão sabe, eu e ele muito tempo junto, não pode terminar assim. Eu ainda amo aquele garoto.
- eu ri e dei um abraço nela, fiquei feliz por ajudar meus amigos.Olhei o relógio e vi que era tarde demais
e dei um pulo da cama.
- Caramba, o Dougie vai me matar! - a Giovanna riu da minha expressão e eu retribui com um simples puxão e descendo a escada com ela.
- Calma menina, assim você faz eu perder o meu braço! - ela me parou no meio do corredor da sala e me olhou rindo muito.
- Não diga que você está...
- Não! Claro que não, Giovanna! É que ele me trouxe até aqui, só isso.
- Ah tá! Então vamos procurar o Dougie. - ela abriu a porta e fomos em direção
à lanchonete.
- ... E você e o Dougie?
- Não estamos juntos, se é isso que você quer saber. Somos só amigos! - chegamos ao lugar e meus olhos começaram a procurar o Dougie.
Caramba, cadê aquele moleque?
- Hum. Não estou vendo ninguém aqui com o cabelo sem pentear e baixinho, colega.
- verdade ele não está aqui. Como estávamos com fome resolvemos entrar e comer um lanche.
- Procurando por mim? - olhei para trás e vi o menino que procurava, onde ele tinha se metido?
- Onde estava? Olha, tem uma pessoa aqui que já estava pensando em ligar pra polícia!
- a Giovanna falou e ele deu uma risada, puxando uma cadeira pra se sentar com nós.
- Sério? Pensei que eu não fazia diferença pra ela! - eu ri disso e fiz careta pra ele.
- Eu me importo com todos que fazem parte da minha vida.
- Muito sentimental isso. - depois disso comemos e eu me despedi da Gi e fui acompanhada pra casa do Harry.
No caminho conversei muito com o Dougie, acho que nunca tagarelei tanto como com
ele.
- Ficou sabendo que o Danny beijou sua amiga?
- Ah, não acredito! - fiz uma cara de brava, mas no fundo estava feliz. Se rolar alguma coisa com eles, a ia concertar o meu primo, ela já fez isso uma vez com o ex dela e por que não agora com o Danny?
- Vai, fala sério que você não gostou? - detestava quando me contrariavam.
- Não, não gostei! - falei e mostrei a língua pra ele.
- E se fosse o contrário?
- Como assim ao contrário, Poynter? - então ele parou de andar e se virou para mim, me pegando pela cintura e
me aproximando dele.
- Se fosse eu e você, o Danny não iria gostar nada disso também. - naquela hora todas as borboletas da minha barriga se desgrudaram.
Eu fui mais forte e se me soltei dele, fazendo com que ele caísse no chão.
- Sua malvada! - não aguentei e comecei a rir muito. Não sabia que tinha esse poder, continuei caminhando em direção da casa do Harry deixando o Dougie caído no chão.
Capítulo 10 - Malvada.
Eu não posso exigir o amor de ninguém, mas posso dar boas razões para que gostem de mim e ter paciência para que a vida faça o resto. Acho que foi isso que aconteceu com o Dougie e ele agora demonstrou que gosta de mim.
Quando fazia o caminho para a casa do Harry pensei muito no meu passado. Eu era apaixonada por ele, mas só que o Dougie não dava confiança ou se fazia de difícil.
Cheguei na casa e olhei para trás pra ver se ele estava vindo mesmo, não encontrei ninguém. Me virei, entrei na sala e encontrei com os meninos conversando, a dormindo no colo do Danny e ele acariciando seus cabelos.
- Hey menina, onde estava?
- Na casa da Giovanna, o Dougie me levou lá.
- E cadê ele? - interrogatório agora! Só porque eu fui visitar uma amiga? Olhei para o Harry e me sentei perto do Tom.
- Aconteceu um probleminha, mas ele já, já estará aqui. - eu espero que sim, porque não quero ser a culpada pelo sumiço do Dougie.
Deitei-me com a cabeça no Tom e fechei os olhos, enquanto isso a porta abriu e o Dougie entrou furioso.
- Cara Danny, sua prima é muito má! Fez eu cair e não me ajudou! Além de tudo eu torci meu pulso! - poxa, ele está mesmo bravo comigo, o Tom deu uma risadinha e apertou minha bochecha.Eu sei sou terrível mesmo.
- Não esquenta Dougie,você sabe que a é M-A-L-V-A-D-A! - não aguentamos e rimos alto, fazendo com que a acordasse.
- Meu Deus, como vocês são escandalosos!
Fomos embora depois que a comeu. Chegamos em casa e a ela foi conversar comigo, falamos sobre meu primo e percebi que ela gostou dele realmente.
- Espero que você saiba, , que o Danny não é muito chegado em namorar.
- É, eu percebi isso. Mas mudando de assunto, o que aconteceu com o Dougie?
- Ele tentou uma aproximação mais íntima e eu o empurrei. - a deu muita risada disso.
- Ah! Como assim? Eu percebi que você tem uma quedinha por ele e quando ele chega perto de você, faz com que ele caia? - não respondi.
- Ele é mó sedução, como você não quer nada? - outra pergunta e essa eu respondi.
- Pois eu não quero! Ele pode ser o baixinho sedução, mas não faz meu tipo.
Ele era sim meu tipo, mas ninguém precisava saber disso e muito menos a minha quedinha por ele.
Capítulo 11 - Segunda-feira.
Fazia muito frio segunda- feira. Resolvi então dormir mais um pouco e fui interrompida
por um grito vindo de fora, levantei e olhei pela janela a e o Dougie brincando na neve.
- Hum... Acordamos alguém! - o Dougie falou e fez a olhar para mim, eles acenaram e eu retribui com um sorriso e saí em direção ao banheiro.
Tomei um banho quente e coloquei uma roupa de frio, depois fui tomar café da
manhã; Com direito a bolo de chocolate e capuchino. Saí e me sentei na sarjeta da calçada olhando os dois jogarem neve um no outro.
- Bom dia pra você também! - Dougie falou vindo em minha direção.
Bom dia! - retribui dando um beijo na bochecha dele.
- Cadê os outros, só veio você? - perguntei olhando em volta pra ver se achava os meninos.
- É, os meninos nem sabem que eu estou aqui.
O Dougie passou o dia com nós, literalmente, para mim foi bom me diverti muito com isso.
- Ai , sério? - tinha acabado de ligar a internet e a mãe dela foi falar com nós duas, mas eu fui no banheiro tomar banho.
- Oi, meninas! - foi isso que eu ouvi no quarto, tomei banho super rápido pra poder falar com a Tia Nair.
- Oi, mãe. E aí, beleza?
- Beleza sim e com vocês duas... não três porque tem mais uma aí. - rimos. Dougie estava enrolado no meu edredom rosa.
- Não mãe, é ele!
- Ah, sim. Que vergonha! Tá fazendo frio aí?
- E muito. - eu falei, pulando na cama.
- É, percebe-se. - eu olhei para o lado e vi o Dougie se levantando e pegando o celular.
- Oi, Danny - eu cheguei mais perto pra ouvi a conversa deles, mas o Dougie não deixou escutar direito, só sei que eles vão fazer um show quarta-feira. Pulei em cima dele pra falar com o Danny, não deu muito certo isso e eu cai no chão levando meu edredom.
- ! - a tia Nair falou pela webcam e a olhou para trás, o Dougie desligou o celular e foi me ajudar a levantar.
- Tá vendo o que dá ser curiosa? - ele falou apoiando meu braço na sua cintura e me levando até a poltrona.
- Machucou querida?
- Acho que não, tia! - eu falei dando risada.
Depois de falar muito com a tia Nair, o Dougie veio dar a noticia que o MCFLY ia fazer um show em Londres quarta. Despediu-se de nós e foi embora.
Capítulo 12 - Bad Day.
Os dias se passaram tão rápidos que nem deu tempo de fazer muita coisa. Só terça que a tentou sair com o Danny, mas desistiu no meio do caminho e resolveu voltar pra casa.
- Nossa, que filme rápido! - o Harry falou quando a abriu a porta.
- Nem me fala. Desisto de sair com algum de vocês. - o Harry posou em casa naquele dia, não estava com vontade de voltar pra casa dele.
Na quarta, tive uma conversa com a sobre a nossa faculdade, estava pensando em morar aqui e antes de ir embora ver algumas faculdades.
- Ah sei lá. eu gostei daqui! Só não sei se eu vou acostumar morar aqui por muito tempo.
- ela falou fazendo uma cara de preocupada, então eu resolvi ligar pra Giovanna e ver se ela nos ajudava com o estudo.
- Claro, ! Vai ser super legal ajudar vocês. Mas é confirmado que vocês vêm morar aqui mesmo?!
- ela entoou aqui e eu expliquei que talvez sim, nada confirmado.
Às sete horas o Danny ligou perguntando se nós íamos mesmo ao show deles, a confirmou e ele falou que ia passar para nos pegar.
Caramba, nunca pensei que fosse tão chato passar por um bando de meninas como agora! Sem falar que uma arrancou parte do meu vestido.
Depois desse bolo de fãs nós conseguimos chegar ao camarim dos meninos. Eu estava com muita raiva, meu vestido lindo e maravilhoso de cor roxa agora estava faltando um pedaço.
- Tá tudo bem, colega? - a veio falar comigo e então eu mostrei a parte do meu vestido.
- Meu Deus! Que malvadas! - ela fez uma cara de espanto e eu uma de choro, depois o Harry veio falar com nós.
- , o que foi?
- É que tentaram arrancar a roupa dela. - a falou mostrando o rasgado do vestido.
- Ual!
- E aí, meninas. Preparadas pra verem um show ao vivo nosso? - o Tom entrou na sala bem na hora que eu me levantei e saí sem dizer nada pra ninguém.
- O que ela tem? - ele perguntou com uma expressão de preocupação.
- Acho que ela ficou nervosa! - Só foi isso que eu ouvi depois de virar e sair daquele lugar pela porta dos fundos.
Soquei-me na multidão que entrava no lugar do show deles, mas quando estava mostrando minha pulseira de vip para o segurança ouvi uma voz gritando meu nome
e um monte de pessoas gritando em seguida.
Virei em seguida para ver quem era o retardado que estava fazendo isso e me deparei com uma situação nada constrangedora, me senti envergonhada naquele momento.
- Hey pessoal, calma aí! Olha, sabe aquela garota que esta perto daquele
segurança? - pronto agora todos me olhavam como se eu fosse a celebridade.
- Bem, ela é o motivo de eu estar aqui. Então agora se vocês me derem licença meus amores, eu preciso levá-la de volta para o primo dela. - Sim eu estava vermelha feito um pimentão e isso era fato.
Se coloque no meu lugar, um cara que toca numa banda famosa no mundo de repente grita teu nome no meio da multidão de fãs.
Ele veio na minha direção e depois ficamos rodeados de seguranças e fotógrafos, cara eu não estava gostando nada disso.
- Tudo bem, vai passar. - o Dougie falou apertando minha mão e pedindo ajuda pra um dos seguranças, chegamos então no mesmo lugar de antes, mas agora eu não estava bem mesmo.
Aquele lugar e aquelas pessoas me deixaram confusas e com medo, principalmente a reação dos fãs.
Na hora que chegamos, me desesperei e comecei a apertar mais a mão do Dougie.
Esse não era meu mundo e nunca vai ser, não sei como os meninos não se sentem mal com tanta pressão dessas pessoas.
Acho que acostumam com o tempo, mas eu não vou acostumar com isso, só quero ser
normal. A de sempre.
A me deu um copo com água e isso me acalmou um pouco, deveria ter remédio dissolvido nela.
Depois que eu comecei a me sentir bem, os meninos entraram no palco.
Vinte minutos se passaram e então o Danny começou a falar com o público, o Tom virou para onde eu estava que era perto do palco e fez um sinal se eu estava bem mesmo, afirmei que sim com a cabeça.
- Sabe Danny, essa música que vamos cantar agora vai ser dedicado para uma pessoa que sempre esteve conosco e viu essa banda nascer,
praticamente. - o Tom respirou fundo depois que falou e continuou se virando completamente para mim.
- Ela é considerada a fã número um do MCFLY por isso. E agora que está aqui de
volta, em Londres, podemos dedicar essa música pra ela. - ele virou agora para o pessoal.
- Claro que eu considero vocês como fãs número um, mas ela é especial pra nós...
- ele colocou o microfone no suporte e pegou na guitarra, começando a tocar:
Where is the moment we needed the most
You kick up the leaves and the magic is lost
They tell me your blue skies fade to grey
They tell me your passion's gone away
And I don't need no carryin' on
You stand in the line just to hit a new low
You're faking a smile with the coffee to go
You tell me your life's been way off line
You're falling to pieces everytime
And I don't need no carryin' on
Foi seguido depois pelos meninos, então o Danny pegou o microfone e veio em minha direção, sorri. Ele me entregou o microfone e me pegou na mão.
Eu levei-o até a minha boca e comecei a cantar:
Because you had a bad day
You're taking one down
You sing a sad song just to turn it around
You say you don't know
You tell me don't lie
You work at a smile and you go for a ride
You had a bad day
The camera don't lie
You're coming back down and you really don't mind
You had a bad day
You had a bad day
Well you need a blue sky holiday
The point is they laugh at what you say
And I don't need no carryin' on
Tinha esquecido de falar que eu também cantava. Sim, eu amo isso e fazia muito tempo que eu não praticava.
You had a bad day
You're taking one down
You sing a sad song just to turn it around
You say you don't know
You tell me don't lie
You work at a smile and you go for a ride
You had a bad day
The camera don't lie
You're coming back down and you really don't mind
You had a bad day
(Oh.. Holiday..)
As pessoas começaram a gritar e cantaram junto comigo e com o Tom:
Sometimes the system goes on the blink
And the whole thing turns out wrong
You might not make it back and you know
That you could be well oh that strong
And I'm not wrong
So where is the passion when you need it the most
Oh you and I
You kick up the leaves and the magic is lost
Because you had a bad day
You're taking one down
You sing a sad song just to turn it around
You say you don't know
You tell me don't lie
You work at a smile and you go for a ride
You had a bad day
You've seen what you like
And how does it feel for one more time
You had a bad day
You had a bad day
Depois de cantar Bad Day com meus amigos fui aplaudida pelo público. Caramba. isso foi incrível e então não me contive e comecei a chorar.
- Ah, gente! Ela se emocionou! - o Dougie falou vindo me abraçar e depois todos vieram.
- Nossa! Sabe, vocês são maravilhosos! - eu falei depois de ser abraçada pelo Harry.
Capítulo 13 - Sentimentos.
Depois de me apresentar como prima do Jones para público e o Tom contar a minha história resumidamente, me despedi daquele povo e me juntei com a que me deu um abraço forte de mais.
Enxuguei minhas lágrimas e fui pro camarim tentar me recompor, fiquei por lá mesmo já que faltava pouco para o show terminar e a sempre do meu lado.
Adormeci no sofá deitada na coxa dela e só acordei com um cheiro de perfume extremamente maravilhoso,
Abri os olhos lentamente e vi uns olhos azuis me observando, sorri e fechei os olhos novamente.
- Vai querer dormi aqui mesmo? - dei risada.
- É, pelo menos não vou ser atacada por um bando de meninas novamente! - deram muita risada, então me puxaram pelos braços fazendo com que eu abrisse meus olhos.
- Ok, eu me rendo! Estou levantando! - puxei minhas pernas para me me sentar e me virei para o lado, comecei a observar a sala que estava.
Os meninos estavam todos lá e eu estava no meio da e do Danny, olhei para mais uma pessoa, parecia que eu conhecia de algum lugar, forcei minha memória.
- Tio! - Sim, era o pai do Danny. Levantei rapidamente e fui em direção a ele, abraçando-o
e lhe beijando a bochecha.
- Ah que saudade de você, pequena! - ele me olhou dos pés a cabeça.
- Nem tão pequena assim, cresceu e está linda. Cada vez mais parecida com sua avó.
- todos falavam isso para mim, sempre fui um ícone na família por herdar os traços da minha avó materna.
- É, mas eu aposto que ela era bem mais alta que eu, tio. - eu não a conheci, pois morreu quando nasci.
Queria ter conhecido, aposto que iria me dar bem com ela.
- É só um pouquinho assim - ele mostrou com o dedo até onde minha avó media.
Conversamos muito naquele lugar e quando o relógio marcava três horas da manhã fomos embora.
- , espera. - ouvi alguém me puxando pelo braço, virei minha cabeça e vi o Dougie olhando para mim.
- Posso falar com você? - os meninos pararam de andar quando perceberam que eu parei.
- Tá tudo bem com vocês? - o Harry perguntou e eu assenti que sim para ele, mas acho que não convenceu nada o pessoal.
- A vai comigo, pode ser? - eu olhei para ele fazendo com que meus olhos perguntassem por mim.
- Tudo bem então, Doug. Só você levando ela depois pra casa, sem problemas. - a falou fazendo com que o Dougie desse uma risada, fomos para o estacionamento, dei tchau para as pessoas e entrei no carro.
- O que foi, Poynter? - falei fazendo uma cara de preocupada. Ele não respondeu, só deu a ré no carro e continuou a atenção no trânsito.
Não estava suportando aquele silêncio e muito menos o menosprezo daquele menino, me virei para ele e respirei fundo antes de falar.
- É o seguinte, se você não for falar comigo eu abro essa porta e saio desse carro ainda em movimento!
- eu não falei, praticamente gritei no ouvido dele fazendo com que ele virasse a direita e fosse em direção a rodovia que dava pra uma praia que não ia ninguém.
- Insuportável! - me virei e olhei para a rodovia. Cara depois daquele meu ataque ele não falou comigo, só riu.
Chegando na praia ele estacionou o carro e se virou para mim.
- Olha, desculpa por ter que te raptar e ignorar, mas eu precisava desse tempo com você sozinho, sem ninguém por perto.
- ele estava me assustando, abaixei a cabeça e não me virei.
- Tá pode ficar assim, mas vai ter que me escutar. - agora estávamos os dois olhando para o mar, o caminho da areia.
- Sempre soube que você gostava de mim, mas não me importava e depois que você foi para o Brasil,
eu senti muito a sua falta e pensei muito do porquê de não ter ficado com você. E agora que voltou, você conseguiu me atrair de um jeito que nenhuma mulher conseguiu.
Raciocina , ele está falando isso mesmo?
- É como se você fosse um imã pra mim e ainda mais está simpática. Vou entender se você não quiser nada comigo, só queria mesmo que você soubesse que conseguiu me fazer ficar apaixonado por você.
Sim eu sempre fui apaixonada por ele,e nunca me deu nenhuma chance... Agora está falando isso? Olhei para ele e dei um riso torto.
- Sempre soube que eu tinha uma queda por você e não queria nada comigo... Agora
vem me falar isso? Você está doente, Poynter? Ou está faltando mulheres no mercado?
- isso soou como desprezo para ele.
- Não, eu só acordei! - ele falou se virando para mim. Eu não estava acreditando nisso!
Tinha uma parte minha que falava que era verdade o que ele falou.
- Hey, eu não sou famosa, Poynter! E você viu minha reação hoje sobre isso!
- , eu não estou procurando pessoas que são famosas, só as que mexem comigo.
Não me importo com isso! Ou você acha que eu também não passo mal às vezes por
causa de falta de privacidade? - é, pensando bem ele até que sabe falar bem. Abri a porta do carro e saí,
eu precisava de ar, aquela conversa estava me deixando sufocada.
Sai correndo em direção ao mar, queria sentir aquele vento fresco bater no meu rosto e também o cheiro do mar, percebi que meus olhos estavam molhados e embaçados, resolvi parar e cai na areia. Abracei-me e apoiei meu rosto nas minhas pernas percebi que o Dougie estava do meu lado.
- Você não pode querer viver só no topo de uma montanha, tem que escalar se quiser sentir a felicidade em si.
- ele me disse querendo me abraçar, reprimindo-se em seguida.
- Você não vai querer me dar sermões agora, Poynter. Não mesmo. - olhei para ele com desdém e me deitei vendo as estrelas.
- Aprenda que não importa em quantos pedaços seu coração foi partido, o mundo não pára para que você o conserte. Aprenda também que o tempo não é algo que possa voltar.
- falei olhando para a lua cheia perfeita.
- Eu sei que errei, . Mas eu estou apaixonado por você, se eu não posso parar o tempo para concertar o passado, posso pelo menos demonstrar que eu mudei em relação a você.
- ele deitou-se e pegou na minha mão, fazendo com que eu me arrepiasse, beijou-a e depois se virou para mim.
- Desculpa por tudo, pelo que eu fiz você passar.
- Você sabe que eu te amo e nunca vou largar de ser sua amiga por causa de um sentimento imbecil.
Eu já convivi com isso numa boa, por mais que isso me magoasse às vezes, mas sempre vou ser sua amiga.
- cheguei mais perto dele e apoiei minha cabeça em seu corpo, ele começou a fazer cafuné em mim e assim adormeci.
Capítulo 14 - Novo dia.
Danny Pov's
Estou morrendo de curiosidade para saber o que o Dougie queria com a .
Poxa, hoje foi um dia e tanto, sem falar que minha prima me deixou muito feliz por cantar no nosso show.
A é incrível e mais incrível ainda é a , na hora que entramos no carro ela me deu um
selinho e apoiou a sua cabeça no meu ombro, não resisti e passei o braço na cintura dela.
Levamos ela até na casa da , pensei melhor em não deixá-la sozinha e desci junto.
- Não confia mesmo em mim? - ela falou quando abria a porta, só balancei a cabeça afirmando que não.
- Valeu, então! - entramos e me deitei no sofá, estava acabado e muito cansado.
A subiu pro quarto e eu fechei os olhos aos poucos.
Pov's
- , hey acorda! Vem, levanta que eu vou te levar pra casa. - a não, estava tão bom aqui que não queria ir embora.
Apesar do frio me congelando aos poucos, estava bem.
- Só mais um pouquinho e eu prometo que levanto - falei me virando mais para ficar perto do corpo do Dougie.
- Vai, vamos, ! Está amanhecendo! - ele se levantou e eu não tive como não acordar.
Levantei, tirei a areia da minha roupa e fui batendo o pé em direção ao carro.
Cheguei em casa e vi a e o Danny dormindo no sofá, achei tão fofo os dois dormindo juntinhos só com um edredom, o Dougie entrou na sala e eu olhei pra ele e ri.
- Ai que amor! - ele falou me abraçando por trás e beijando minha nuca.
- Psiu, não acorda eles. - o puxei para meu quarto. Deitei na cama e ele na outra pegando meu edredom rosa.
- Você ama meu edredom rosa, né? - falei dando um risinho.
- Ah! Bicha ama rosa! Não sabia, baby? me fez rir mais ainda com aquela voz fina, fechei o olho e dormi.
Everyday feels like a Monday
There is no escaping from the heart ache
Now I wanna put it back together
'Cause it's always better later than never
Wishing I could be in California
I wanna tell ya when I call ya
I could've fallen in love
I wish I'd fallen in love
Out of our minds and out of time
Wishing I could be with you
To share the view
We could've fallen in love
oh oh oh oh
oh oh oh oh
oh oh oh oh
oh oh oh oh
Merda, eu queria matar o Dougie por deixar esse celular no volume máximo. Acordei e meti meu travesseiro nele.
- Porra, Dougie! Desliga isso! - fiquei nervosa. Ele acordou, pegou o celular na mão e desligou.
- Desculpa, estressadinha! - voltei a deitar e me virei. Senti-o me beijando e saindo do quarto.
Peguei no sono de novo e só acordei com um cheiro maravilhoso de comida, levantei e fui me arrumar, abri a porta e fui pra cozinha.
- Bom dia! - falei bocejando e me sentando.
- Boa tarde, olha só a hora! - respondeu apontando para o relógio. Caramba, era mesmo tarde!
Praticamente três horas. Cocei os olhos pra ver melhor, mas era mesmo essa hora.
Depois de almoçar e ajudar a com a limpeza fui dar uma volta cultural em Londres.
Passei no museu, na biblioteca e em algumas faculdades que me interessaram.
Voltei para casa umas dez horas da noite já jantada, pois tinha feito uma visita na casa da minha antiga babá
e que me recebeu muito bem. Abri a porta e ouvi várias vozes conversando junto.
Eu não conseguia entender nada, entrei e fui pra sala.
Quando cheguei encontrei com o pessoal e um monte de papel espalhado pela sala, dei oi para todos e me sentei perto da .
- Caramba, o que está acontecendo aqui?
- Reunião, priminha! É que o nosso produtor ligou e falou que quer uma música nova para semana que vem
. Resolvemos então nos reunir aqui.”
- A sim. - falei e peguei uma folha que estava em cima da perna do Dougie, comecei a ler a letra
linda.
- Não! - o Dougie falou para mim que estava sorrindo. Já estava me levantando e seguindo em direção a Tom, pegando o violão dele.
- É linda essa letra Dougie, por que não? - me sentei no chão e comecei a pensar no som dela. Então cantei sem pensar:
The time has come to say goodbye
(Está na hora de dizer adeus)
The sun is setting in the sky
(O sol está se pondo no céu)
The truth turned out to be a lie
(A verdade se tornou mentira)
It's over, over
(Está acabado, acabado)
Hum yourself a lullaby
(Sussurre para você uma canção de ninar)
This is the end but baby don't you cry
(Esse é o final, mas baby não chore)
So take away the melody
(Então tire a melodia)
And all that's left are memories
(E tudo que sobrou são memórias)
Of lovers, friends and enemies
(De amantes, amigos e inimigos)
They're all fading
(Todos eles estão desaparecendo)
You may not remember me
(Você pode não se lembrar de mim)
I haven't got the strength to carry on
(Eu não tenho a força para continuar)
Parei então de tocar e cantar e percebi que todos estavam me olhando, Tom
sentou-se perto de mim.
- Dougie é perfeita, por que não mostrou para nós essa letra?
- Não achei graça nela, só isso.
- Mas podemos te ajudar a compor e a deu um ritmo perfeito. - o Danny falou todo empolgado e logo se juntou
à mim e ao Tom.
- Olha, vamos trabalhar nessa então. - Tom disse pegando o papel e um lápis na mesa.
Eu e a fomos para o quarto, precisava falar com ela.
Conversei com ela tudo que passou na noite passada e o que eu achava disso. Estava confusa com o que o Dougie tinha falado e queria que ela me ajudasse.
- Se você gosta dele como me falou, acho que essa é a hora de pensar nesse amor que sente e ainda mais agora que ele se apaixonou por você.
- ela falava isso e me fazia pensar que esse era o caminho certo pra seguir, pois se eu amava ele como imagino é a hora de testar meus sentimentos.
Falamos também sobre a faculdade e ela ficou super animada quando recebeu a minha notícia que tinha ido visitar algumas delas, depois eu fui tomar banho e ela voltou para a sala.
Troquei-me e fiz uma trança no cabelo. Saí do quarto para me reunir junto com o pessoal, estava gostando de ouvir a voz deles cantando, me sentei no chão e dessa vez perto do Harry, me apoiei no ombro dele e só fiquei observando os outros três trabalharem.
- Não, Danny. E se usar essa palavra em vez dessa?
- É melhor. - Dougie falou e olhou para mim dando uma piscada e fazendo com que eu
sorri de lado.
Acho que passei a noite toda olhando eles compor a música e dando palpites quando precisava, era umas seis horas quando fui dormir.
Isso depois de ter cochilado na sala.
- Beijos para todos. - falei me levantando e indo para o quarto.
- Tchau . - eles falaram em coro, eu abanei a mão e entrei para o quarto caindo em minha cama.
Capítulo 15 - Memory Lane.
Acordei escutando uma pessoa cantar. Não era a voz do Tom e nem do Danny, era
uma voz doce e calma. A música era linda e a curiosidade me fez levantar e sair em direção
à sala.
Parei na porta que dava até lá e fiquei observando aquela pessoa que me fez acordar com a sua voz calma.
Two years away, got back today
(Dois anos atrás voltaram hoje)
Tried calling up this girl I used to know
(Tentei ligar para essa garota que eu conhecia)
But when I said hello, she didn't know
(Mas quando eu disse "olá" ela não sabia)
Just who the hell I was supposed to be.
(Nem quem diabos eu deveria ser)
Memory Lane
(Rua da lembrança)
We're here again
(Nós estamos aqui de novo)
Back to the days
(De volta aos dias)
When I'll remember you always
(Onde eu vou lembrar de você sempre)
So much has changed
(Tanto mudou)
Now it feels like yesterday I went away
(Agora parece que ontem eu fui embora)
Depois que percebeu a minha presença ele parou de tocar e ficou me observando. Ele deu seu sorriso mais lindo e eu segui em sua direção.
- Não pare. Acordei para escutar de perto e agora que cheguei você para? - falei chegando perto dele, então dei um beijo em seu rosto e deitei em seu ombro.
The words around, that she's moved town
(Rumores de que ela se mudou da cidade)
About a thousand miles away from here
(Cerca de mil milhas longe daqui)
And I found something she wrote a long time ago
(E eu achei algo que ela escreveu a muito tempo atrás)
And it reminds me of a place I know called
(E isso me lembra de um lugar que conheço chamado...)
Memory Lane
(Rua da lembrança)
We're here again
(Nós estamos aqui de novo)
Back to the days
(De volta aos dias)
When I'll remember you always
(Onde eu vou lembrar de você sempre)
So much has changed
(Tanto mudou)
Now it feels like yesterday I went away
(Agora parece que ontem eu fui embora)
So much has changed
(Tanto mudou)
(So much has changed)
So much has changed
(So much has changed)
So much has changed
(So much has changed)
Down Memory Lane
(Rua da lembrança)
We're here again
(Nós estamos aqui de novo)
Back to the days
(De volta aos dias)
And I'll remember you always
(Onde eu vou lembrar de você sempre)
And so much has changed
(Tanto mudou)
But it feels like yesterday I went away
(Agora parece que ontem eu fui embora)
So much has changed
(Tanto mudou)
(So much has changed)
So much has changed
(So much has changed)
So much has changed
(So much has changed)
Essa música me lembrava tantas coisas que eu fiquei um pouco emocionada. Quando ele acabou, meus olhos se encheram de lágrimas e eu senti que uma delas haviam escapado.
Então o Dougie limpou meu rosto e deixou o violão de lado se aproximando de mim e beijando meus lábios em um simples selinho, deixei se prolongar e começamos a nos beijar.
- Desculpa! - foi o que ele disse depois de terminar de me beijar, olhei para ele e sorri. Há quanto tempo eu esperava por isso? E agora acontece.
- Shhh, não fala nada. - levei meu dedo em seus lábios para que ele não falasse mais nada, me aproximei e lhe dei mais um beijo.
- Olha Dougie, podíamos trocar algumas palavras pra melhorar. - o Tom falou entrando na sala, paramos de nos beijar e ficamos em silêncio, mas só que o Tom é meio lerdinho pra perceber as coisas e demorou um pouco para me ver.
- Bom dia, zita! - ele falou olhando a mão do amigo dele na minha coxa e ficou meio sem graça por perceber isso, mas deu uma risadinha logo.
- Atrapalhei alguma coisa? - ele falou me vendo ficar corada e o Dougie abaixando a cabeça.
- Claro que não, Tom! só um pouquinho. - eu falei indo abraçar meu amigo e caminhando em direção ao me quarto pra me arrumar.
Depois fui tomar café da manhã e quando entrei na cozinha vi o Harry lendo um livro que era meu, dei um beijo em seus cabelos e me sentei.
- Shakespeare? - ele perguntou quando eu colocava café na xícara.
- Uhum, gosta?
- Claro! Você acha que um britânico não gosta de Shakespeare? - ele falou se virando para mim, conversamos sobre literatura enquanto tomava café.
- Dormiram, pelo menos? - perguntei depois da longa conversa cultural, ele fez não com a cabeça.
- Os três trabalharam a madrugada inteira e eu só cochilei no sofá, mas a
foi dormi logo depois de você.
- Hum.
Então me levantei e fui com o Harry para a sala, sentei perto do Dougie e ele deitou em minha coxa e depois dormiu.
- Devem esta cansados demais, né meninos? - falei e eles fizeram sim com a cabeça, acordei o Dougie e mandei-o dormir na cama. Os outros também foram para os quartos da casa descansar.
Fiquei na sala assistindo TV até a acordar, depois fui arrumar a casa e fazer o almoço.
Capítulo 16 - Namoro?
Fui para o meu quarto acordar o Harry e o Dougie. Abri a porta calmamente para não fazer tanto barulho e fiquei observando os meninos dormirem, pareciam duas crianças.
Fui em direção ao Dougie, cheguei perto da cama e me sentei de lado passando a mão em seus cabelos, ele acordou e deu seu sorriso mais perfeito fazendo com que eu não resistisse e desse um
selinho nele.
- Hey! - eu falei enquanto ele me puxou para a cama. - Vai querer acordar o Harry? - me beijou com mais força e eu com mais vontade e assim foi até perdemos completamente o fôlego.
- Hum... Vai acorda, fiz lasanha hoje. - falei saindo da cama e indo acordar o Harry, mandei um beijo no ar para os dois e sai do quarto.
Danny Pov's
- Acho que a sua prima e o Dougie estão ficando. - o Tom falou indo se deitar na cama ao lado.
- Que?
- Ah, qual é, Danny. Vai ficar com ciúmes agora? - ele falou e eu sentei na cama colocando a mão na cabeça, estava com dor e essa informação não foi muito captada pelo meu cérebro.
- É que eu encontrei os dois na sala perto de mais.
- Não to com ciúmes, já conversei com o Dougie sobre isso. Só estou com dor de cabeça.
- me deitei e conversei um pouco com o Tom e fechei os olhos.
Acordei com a conversando com o Tom sobre alguma ciosa de comida e depois ela foi até minha cama e me acordou.
- Vai Danny, acorda! - depois saiu do quarto e eu me levantei sem dor, deveria ser cansaço da noite passada, coloquei minha blusa e desci para a cozinha
aonde estavam todos. Dei um selinho na Mariana e me sentei.
- Meu Deus, que almoço maravilhoso! - falei olhando para aquela lasanha que parecia estar gostosa.
- A que fez! - a turma falou e eu olhei para minha prima e dei uma piscadinha para ela.
Depois daquele almoço maravilhoso resolvemos ir embora, estávamos cansados de mais e precisávamos ir para
as nossas casas.
Despedi-me das meninas, peguei os violões que estavam no sofá e fui para o carro esperar os meninos.
Vi o Dougie dando um beijo na minha prima na porta.
- Assumiu o namoro? - perguntei quando ele entrou no carro.
- Sim e não. - ele falou dando um sorriso safado.
Capítulo 17 - Baby's Coming Back
Pov's
O telefone tocou e então como a estava tomando banho eu parei minha leitura e fui atender.
- Oi. - falei com o livro na mão e minha atenção toda para a frase que acabava de ler.
- ? - minha atenção foi interrompida quando uma voz masculina falou no telefone.
- Oi, Poynter. - voltei a sentar na poltrona que estava e coloquei minhas pernas em cima da mesinha que tinha na sala.
- Tá ocupada hoje a noite?
- Não.
- Então, eu estava pensando em sair hoje. - Sim, isso era um convite.
- Onde?
- Pra um lugar que achei esses dias. - dei risada disso, mas me interessei então falei sim e fiquei esperando ele, não me arrumei.
Quando ele chegou a abriu a porta, estava tão interessada no livro que tinha me esquecido que ia sair com o Dougie, minha atenção se desviou quando um perfume passou entre meu pescoço e subiu para minha bochecha.
- Ahh! Que susto! - eu falei colocando o livro no colo e dando um abraço nele, nossa e como ele estava lindo.
Levantei-me e fui colocar uma bota já que estava com uma calça e um vestido de lã de manga comprida, amarrei meu cabelo e fui para a sala.
- Colega, ta muito bonitinha! - a falou e deu um riso.
Depois sai com o Dougie e entrei no carro, olhei para trás e vi um violão e uma bolsa, fiquei desconfiada com isso.
- Onde pretende me levar, moçinho? - falei quando ele entrou e ligou o carro.
- Vamos acampar hoje, senhorita. - desconfiava de algo, mas não disso. Ri e dei um beijo em sua bochecha, nem preciso dizer que fiquei feliz.
- E já avisei a . Antes que me fale alguma coisa do tipo.
Quando chegamos ao lugar que eu não reconheci, pois era novo para mim. Ele desceu e foi montar a barraca e eu fui desmembrar o lugar.
Não era feio, mas era frio e muito longe da cidade. Depois de um monte de árvores tem uma praia e logo um vilarejo, voltei para onde estava o Dougie e a barraca já estava montada, porém não encontrei ninguém lá.
Olhei em volta e vi uma pessoa em cima de uma rocha, subi e me sentei do lado.
- E aí, gostou do lugar? - ele falou e eu deitei em seu colo.
- Ah é legal! Tem uma praia depois daquelas árvores e um vilarejo em frente e esse lugar aqui muito fofo.
- rindo da minha tese sobre o lugar, mas depois nos beijamos e conversamos sobre assuntos fúteis.
- Tá zoando que você fez isso, ?
- Sério! Eu não suportava mais aquela menina falando que tinha seu MSN e te conhecia.
- falávamos enquanto caminhávamos em direção a barraca
- Você é maluca, sabia?
- Ah! Calma, só juntei um mais um. Danny tinha falado para mim que só ele possuía MSN da banda e isso me favoreceu muito, depois foi só uma
vingança que estava devendo para ela. - eu estava contando a história de uma menina que inventou sobre ele há um mês.
Entramos na barraca que estava mais quente que lá fora, eu deitei em seu peito, ele me abraçou e beijou meu cabelo.
- Frio?
- Uhum, não estou acostumada com o clima daqui. - falei e observei que tinha um violão perto de mim.
- Pra que esse violão? - apontei. Que eu saiba o Dougie toca baixo e não era fã
de violão como os outros.
- Tenho uma surpresa pra você. -ele falou fazendo com que eu me virasse para frente e desse um sorriso.
Detestava surpresas e acho que o Dougie já sabia disso.
- É, eu sei que você detesta, mas seja simpática comigo e deixa eu te mostrar essa letra.
- falou pegando o violão e começando a tocar eu fui me sentar um pouco pra trás, abracei minhas pernas e fiquei ouvindo aquela voz calma.
I knew that when i saw her
(Eu sabia quando a vi)
That my life would soon move over from the fast lane
(Que minha vida ia logo deixar de ser fácil)
Gone would be the days of all by drinking and my carrying on
(Se vão os dias de todas minhas bebidas e farras)
But when i settled down
(Mas quando me acalmei)
The party king uncrowned
(O rei da festa perdeu a coroa)
This stubborn memory hadn't faded
(Esta memória teimosa não tinha desaparecido)
Too many dumb mistakes
(Muitos erros bobos)
And all the grief it makes
(E toda a tristeza que isso causa)
Left nothing else to be debated
(Não deixou nada mais para ser debatido)
And if you say that you understand then you're lying
(E se você dizer que entende então está mentindo)
But if you figure that i'm alright now i can't deny it
(Mas se você descobrir que estou bem agora não posso)
Baby's coming back
(Meu Amor está voltando)
Baby's coming back
(Meu Amor está voltando)
So i'm on my best behavior
(Então estou me comportando da melhor forma)
I can't take it anymore
(Eu não aguento mais)
I just woke up on the floor today
(Eu simplesmente acordei no chão hoje)
Yeah yeah
I've long run out of my last chances but she's on her way
(Eu já gastei todas minhas últimas chances, mas ela está a caminho)
Não. Essa música não era pra mim... Ou era? Fiquei pensando nesse caso.
If i had a dollar for every single time i fought her
(Se eu ganhasse um dólar por cada vez que brigasse com ela,)
I'd buy a handgun
(Eu compraria uma arma)
But that couldn't shoot away
(Mas isso não poderia atirar longe)
The bull's eye that she made on my heart
(O tiro certeiro que ela deu no meu coração)
And if i sound like a beaten man well i guess so
(E se eu soar como um homem derrotado, bem, acho que sim)
But on her way is the sweetest prize and i can't let go
(Mas ela estando à caminho é o melhor prêmio e não posso deixar)
Baby's coming back
(Meu Amor está voltando)
Baby's coming back
(Meu Amor está voltando)
So i'm on my best behavior
(Meu Amor estou me comportando da melhor forma)
I can't take it anymore
(Eu não aguento mais)
I just woke up on the floor today
(Eu simplesmente acordei no chão hoje)
Yeah yeah
I've long run out of my last chances but she's on her way
(Eu já gastei todas minhas últimas chances mas ela está a caminho)
What i told her on the telephone was that i'd been so bad
(O que eu disse a ela no telefone foi que eu tenho sido tão mau)
I wouldn't blame her if she mowed down these wild oats i'd sown
(Eu não a culparia se ela cortasse esta aveia selvagem que eu tinha semeado)
But when she said she'd give me one more chance
(Mas quando ela disse que ia me dar mais uma chance)
I said knock three times when you arrive
(Eu disse 'bata três vezes quando chegar')
Baby's coming back
(Meu Amor está voltando)
Baby's coming back
(Meu Amor está voltando)
So i'm on my best behavior
(Então estou me comportando da melhor forma)
I can't take it anymore
(Eu não agüento mais)
I just woke up on the floor today
(Eu simplesmente acordei no chão hoje)
Yeah yeah
Baby's coming back my darling
(Meu Amor está voltando, minha querida)
Baby's coming back this evening
(Meu Amor está voltando essa noite)
I've long run out of my last chances but she's on her way
(Eu já gastei todas minhas últimas chances, mas ela está a caminho)
Eu estava com muita raiva dele, primeiro porque tinha feito uma música para mim e segundo porque ele se apaixonou pela menina mais besta desse mundo.
Mas quando a música terminou eu pulei em cima dele dando vários beijos e depois me deitando e abrindo sua blusa.
- Oi moçinha, bom dia! - falou para mim e quando abri os olhos e levantei minha cabeça, encontrei um menino sentado no meu lado sem camisa e com o cabelo despenteado.
- Bom dia! - falei indo beijá-lo.
- Hum... e aí, ta bem?
- Uhum. - disse dando um risinho fraco, fui puxada pela cintura e beijada com mais força nos lábios.
Arrumamo-nos e desmanchamos a barraca, depois fomos a pé ao vilarejo, passamos muito tempo naquele lugar andando de rua em rua conversando e até piada rolou no decorrer da conversa.
- Cansei! - disse olhando para o mar. Dougie pegou na minha mão e a beijou.
- É melhor voltar, já tá ficando tarde. - falou me abraçando de lado. Voltamos para o carro e seguimos em direção a Londres.
Capítulo 18 - Não importa.
Quando chegamos em casa o Dougie decidiu entrar para pelo menos tomar um banho quente.
Abri a porta e constei que a casa estava um silêncio.
- , , , ! - gritei sem esperança de resposta, me virei para o Dougie e ele mexeu os braços.
- Deixa linda, ela deve estar dormindo em algum quarto. - ele falou tirando sua blusa e indo em direção ao banheiro, voltou para trás e sorriu malicioso para mim.
- Bem... Já que eu tenho uma namorada e ela está na minha frente. Sabe, é tão ruim tomar banho sozinho!
- ele disse isso e eu dei risada, segui em sua direção.
- Precisando de ajuda para tirar a roupa, Poynter? - falei maliciosamente para ele que estava com a mão debaixo do meu vestido.
Depois do banho fui procurar a pelos quartos e sem chance, ela não estava em casa.
Voltei para a sala e me sentei no colo do meu namorado.
- Liga pro Danny.
Danny Pov's
- Oi - uma voz feminina atendeu ao telefone e meu coração foi a mil.
- Oi lindeza! - falei e escutei um riso fraco.
- Fala, Danny. - adorava o jeito de ser dela, não se importava muito com as pessoas e vivia a vida dela sem se preocupar.
- É então, você está ocupada essa noite?
- Não! Sua prima foi raptada por um maníaco e me deixou aqui sozinha vendo TV e comendo pipoca. - eu ri.
- Bem, então você aceita meu convite para vim aqui em casa?
- Ah! É sempre bom estar com companhias - ela falou e eu não aguentei e comecei a rir de felicidade. Poderia conversar com ela sem a intervenção de ninguém.
- Legal! Estou indo te buscar!
Tomei um banho rápido e vesti uma roupa não tão exagerada, só uma calça e uma blusa xadrez e sai para buscar a .
Quando cheguei nem precisei parar o carro, tinha uma menina parada na porta da casa conversando com uma senhora e ao me ver se despediu da mulher e veio para o carro, só deu tempo de abrir a porta para ela entrar.
- Oi, cheiroso!
- Oi, moça bonita! - falei e dei um selinho nela.
- E aí, o que vamos fazer hoje? - ela perguntou ligando o rádio.
- Não sei... Hoje a noite é sua. - virei e dei uma piscadinha para ela.
- Hum... Legal! Então eu quero conhecer o antigo Danny antes da fama. Posso? - É
como se fosse impossível isso, mas poderia tentar.
- Danny ou Daniel? - perguntei virando a esquerda em vez de ir em direção a minha casa, ela me fez lembrar do meu antigo lugar que
eu sempre ia à noite.
- Não sei.
Cheguei à antiga praça de um vilarejo não muito longe de Londres, mas era um lugar calmo e romântico para uma noite como essa.
- É um antigo lugar que sempre vinha antes de ir para casa. - expliquei saindo do carro e olhando as ruas. Não tinha mudado muito, pelo menos as casas eram as mesmas, havia um restaurante perto da praça e uma igreja bem no meio dela, uns trailers que faziam os melhores hot-dogs que já comi.
- É muito fofo e calmo. - Mariana falou pegando minha mão.
Ficamos ali conversando sobre nossas vidas, depois fomos comer um hot-dog e visitar a igreja que estava aberta. Sentamos no meio da praça e deitamos pra ver o céu.
- Eu nunca imaginei que existia esse Danny! - nem eu imaginei que poderia retornar alguma coisa da minha antiga vida.
- Já pensou o quanto a vida de vocês mudaram?
- Um pouco.
- Deve ser estranho não ter muita privacidade. - me virei e olhei-a.
- Não muito. No começo é difícil, mas depois acostuma. Só eu que nunca acostumei com isso e sempre passo mal.
- Percebi quando tentamos sair aquele dia. - ficamos nos olhando por um bom tempo eu não entendia o que ela queria com essa conversa.
- É melhor irmos. - falei olhando para o relógio que marcava três da manhã. Me levantei e estendi a mão para ajudá-la.
Chegamos em casa e eu sem entender ainda que ela queria dizer com aquilo... Será que mudei tanto assim esses anos?
- Lindo, o que foi?
- Só não entendi o que você queria dizer com aquela conversa. - ela riu de lado e pegou meu queixo virando minha cabeça na sua direção.
- Danny, presta atenção! Não importa aonde você já chegou, mas para onde está indo e ou você controla seus atos ou eles te controlarão. Aprenda que ser flexível não significa ser fraco ou não ter personalidade, pois não importa a delicadeza e fragilidade do momento sempre existe dois lados.
- ela respirou e voltou a falar. - Não pense que porque ganhou a fama precisa mudar, se você chegou até aqui é porque as pessoas gostam do seu jeito.
Depois disso eu entendi o que ela queria me dizer, abracei-a forte e dei um beijo. Saímos do carro e entramos em casa. Sem pensar comecei a tirar suas roupas e beijar aquele corpo.
Acordei com pessoas dando risadas, levantei e coloquei uma roupa indo para o banheiro escovar os dentes, percebi que a já havia acordado.
- Olha, o dorminhoco acordou! - olhei para frente e vi minha mãe sentada no sofá e ao lado dela a Mariana, desci as escadas e fui dar bom dia para as duas.
- Nossa, as mulheres que eu mais amo nessa vida estão já acordadas. - falei me sentando do lado da .
- Pra você ver! - A falou me dando um selinho.
- E aí mãe, tudo bem?
- Ah, tudo sim, filho. Sua irmã mandou te avisar que vem passar o final de semana aqui.
- Ah sim! - conversamos um pouco e então paramos quando o telefone tocou, levantei e fui atender.
- Oi!
- Danny, a está com você?
-Ah! Desculpa , por não te avisar. Mas ela tá sim.
- Hum, então tá bom. Só fiquei preocupada por não encontrá-la aqui em casa.
- Pode deixar prima, eu levo ela aí. - desliguei o telefone e voltei a me sentar.
- Mãe, quer ir visitar a ?
- Claro! Ela é minha sobrinha.
- Então vamos. Eu só vou procurar a chave do carro.
Pov's
- Eu te falei que ela estava com o Danny - Dougie falou quando eu desliguei o telefone.
- Tinha esquecido que tinha um vidente como namorado. - fui para a cozinha ver o que tinha para comer.
Capítulo 19 - Reconciliação.
- Ai, merda! Cadê a ? - falava enquanto fazia o arroz.
- Bem, não sei. O que eu sei é que o Tom e o Harry estão vindo aí. - ele falou olhando a janela.
- Oi, amores! - O Harry falou abrindo a porta indo direito dar um beijo no Dougie.
- Ah, sai daqui seu gay. ele disse afastando o amigo, foi até cômico. A cena fez eu e o Tom rir.
- E aí zita.- Tom falou abrindo as panelas.
- O que vocês dois querem? - olhei para eles. Não eram dois e sim, três. Aposto
que se o Danny estivesse ali seriam quatro.
- Amor, você sabe que dá de dez a zero em todos nós aqui em composição. Na
última reunião nós decidimos fazer um novo CD, mas não estávamos muito com a cabeça para pensar nisso. Você poderia nos ajudar a fazer uma?
Meu Deus! Fazer uma música para o McFLY era muito para mim e ainda fazia tempo que não me dedicava a
isso.
- Eu posso até ajudar vocês, mas não sei se vão sair boas as letras. - falei e quando vi já estava no chão.
Alguém abriu a porta e não nos importamos com isso, ficamos lá no chão dando risada.
- Meu Deus, o que é isso aqui? Um bolo humano! - era a Giovanna que tinha aberto a porta, quando ouvimos a voz dela nos levantamos e fomos abraçá-la.
Fazia um tempo que os meninos não a viam.
- Gi, estávamos com saudades! - O Harry falou dando um abraço forte nela.
- Eu também, meninos! E você, Tom, não vem me cumprimentar? - o Tom ficou meio indeciso e depois foi cumprimentar e eu dei um sorriso para o Dougie e para o Harry, seria um bom começo para os dois.
- Precisamos conversar. - ela disse puxando o Tom para o corredor que ia ao meu quarto.
- Meninos venham e me ajudem! Você, Harry, lava a louça e você, Dougie, limpa
essa mesa. - disse dando ordens para eles que seguiram minhas instruções e foram
fazer até mais, limpando o chão da cozinha.
- Hey, chegamos! - a disse ao me ver fazendo comida, olhei para o lado e vi minha tia.
- Ah, Oi, pessoal! - fui dar um abraço neles.
- Tia! Que linda que a senhora está! - abracei-a forte e dei vários beijos.
- Você também, sobrinha. - Nos sentamos e começamos a conversar.
- Ah, deixa . - falei para minha amiga que estava indo em direção ao fogão e mexendo a carne.
- Tá! Tudo bem então.
- Meu, já faz uma hora que aqueles dois estão conversando. - Harry falou olhando para o relógio e indo tomar água.
- Eles quem? - Danny perguntou fazendo uma cara de preocupado. Apaguei o fogo da carne e me
sentei do seu lado.
- A Giovanna e o Tom. - falei passando a mão no cabelo dele.
- Ah, tá! - ele olhou para mim e me deu um beijo na bochecha.
Começamos a almoçar quando os dois chegaram na cozinha dando risada. Não entendi nada daquela felicidade deles, será que fizeram as pazes?
- E aí, o que temos no almoço? - Tom falou quebrando o silêncio da cozinha. Sorri para a Gi e ela me retribuiu com um largo sorriso, eu entendi como um sim.
- O de sempre só que foi a quem fez. - Dougie falou colocando a mão dele sobre minha coxa e não tive como arrepiar.
Almoçamos sem conversar muito. Depois os meninos arrumaram a louça e eu fui dormir junto com a e o Danny.
- Hey! Me dêem um espacinho. - falei dando um pulo sobre eles depois de me arrumar entre o casal
e dormi.
- Deixa ela, Danny. - a falava enquanto o Danny bagunçava meu cabelo.
- Será que o Tom reconciliou com a Gi? - ela perguntou para ele que agora estava mexendo com o meu pingente.
- Eu gostei dela, muito simpática. Ela só que fala demais, sabe. - ele riu disso
e depois tirou a minha corrente mostrando para a .
- Sabe o que é isso?
- É, o Dougie deu pra ela quando ela foi pro Brasil. - ele falava enquanto passava a corrente para a .
Caramba, eles nunca sossegam?
- Ela sempre gostou dele?
- Uhum, só que o pequeno nem dava confiança pra ela.
- Hum... - alguém colocou a corrente novamente em mim.
- Vem, vamos deixá-la dormir em paz.
Amém, eu pensei. Danny se enroscou no edredom e caiu fazendo a rir.
- Tonto. - falei sem abrir os olhos e me virei de lado.
Capítulo 20 - Gravidez.
Já fazia um bom tempo que vim para Londres e faltava muito pouco para ir embora, então nos reunimos na casa do Tom para assistir um filme e conversarmos
à toa.
Eu desisti de assistir ao filme que o Danny tinha alugado e fui para uma sala que parecia de estudos.
Me sentei numa cadeira e comecei a ler uns papéis que estavam sobre a mesa.
- Meu Deus, eles são ótimos nisso só está faltando um pouco do toque feminino. -
falei sozinha e não percebi que tinha uma pessoa do meu lado, olhei sobre a mesa para procurar um lápis e vi uma mão sobre o objeto.
- Nossa, que susto! - falei quando levantei minha cabeça para ver quem era.
- Estava tão concentrada que nem percebeu que eu estava aqui. - Tom falou para mim dando uma risada.
- Tom essas composições são ótimas! - ele riu de mim mais uma vez, então eu peguei o lápis e continuei o trabalho deles em uma música.
I need to live with nothing fixed
(Eu preciso viver sem nada para consertar)
Don't tell me what's gonna happen next
(Não me diga a próxima coisa que irá acontecer)
I'm alright, I like the way this feels
(Estou bem, eu gosto dessa sensação)
Leave behind all the things I miss
(Deixarei para atrás todas as coisas que sinto falta)
The next stop isn't where you think it is
(A próxima parada não é aonde você pensa que é)
'Cause tonight I'm riding off the rails
(Porque esta noite eu estou andando fora dos trilhos)
'Cause we all fall down
(Porque todos nós caímos)
Everybody knows the end
(Todo mundo conhece o fim)
When the curtain hits the floor
(Quando as cortinas atingem o chão)
Everybody knows the end
(Todos conhecem o fim)
Don't wanna get there wishing that you'd given more
(Não quero chegar lá querendo ter dado mais)
It's not over, 'till it's over
(Não é o fim, até ser o fim)
So how do we begin?
(Então como vamos começar?)
Yeah, when everybody knows the end
(Yeah, quando todos conhecem o fim)
Parei de escrever quando senti algo ruim, era como um enjôo, corri em direção ao banheiro.
- ! - o Tom foi atrás de mim, mas fechei a porta antes.
Passei muito mal aquele resto da tarde, sempre com sensações horríveis no estômago e vomitando muito.
- Nossa, o que aconteceu com ela, Dougie? - Giovanna perguntava enquanto eu estava dormindo.
- Não sei, começou a passar mal e vomitou muito.
- Agora que ela melhorou?
- Uhum, depois que o Tom deu um remédio para ela. - ele falava enquanto mexia no meu cabelo, mas acordei com um cheiro de fritura que me fez ir novamente para o banheiro.
- Caramba, ! Não para nunca? - O Harry perguntou saindo do banheiro para eu entrar.
- Acho melhor levar ela pro médico!
- Nem a pau! - falei depois de dar descarga e sair.
- Mas florzinha, você não para de vomitar! - falou para mim com uma cara de preocupada.
Saí da sala e fui me deitar no quarto de Tom. Depois a Gi entrou no quarto deitando perto de mim e fazendo carinho na minha cabeça.
- É o que eu estou pensando? - ela falou para mim, me fazendo abraçá-la forte. Não sabia se era verdade, mas estava atrasada a minha menstruação e esses enjôos.
- Ai Gi, não sei é muito cedo ainda para saber.
- Hey! Vocês estão juntos praticamente um mês. - É isso é verdade, mas só foi uma vez que não usamos camisinha.
- , você está com medo de estar grávida ou do Dougie não aceitar isso?
- Os dois! - falei e comecei a chorar.
- Calma, vai ficar tudo bem. - ela falou praticamente me pegando no colo para de
fazer dormir. Ela começou a cantar uma música que não conhecia, mas que me acalmou.
- Shhhh... Ela dormiu agora.
- Vem amor, vamos sair e deixar o Dougie falar com ela. - percebi alguém abrir a porta e outra pessoa me abraçar.
Abri os olhos e vi que era o Dougie. Me levantei e comecei a chorar muito, fazendo com que ele me desse um beijo.
- Hey, eu to aqui tá? - ele falou no meu ouvido, fazendo com que eu apoiasse minha cabeça em seu peito.
- Agora me conta. O que foi?
- Não sei, só estou passando mal. Acho que é o clima daqui. - queria falar a verdade, mas fiquei com medo.
- Não sei... Se fosse o clima, a teria a mesma reação. - ele falou pegando na minha mão e beijando-a.
Mordi meus lábios e não me contive, se eu estivesse grávida ele teria que saber.
- Sabe, estou com muito enjôo, minha barriga não está aceitando algumas comidas, o cheiro da fritura me mata...
Acho que temos companhia. - falei pegando a mão dele e colocando na minha barriga.
Só percebi uma lágrima saindo dos olhos dele e então o Dougie sorriu para mim.
- Não esta me dizendo que...
- Que estou grávida! - ele veio me beijar antes de acabar a frase, ficamos nos beijando até perdemos o fôlego.
- Meu Deus! Eu vou ser pai! - ele gritou muito alto e fez-me rir muito e acho que os meninos também porque depois disso ouvi uma tropa subir as escadas e abrir a porta.
- Caramba, Dougie! Quer deixar a surda?! - Danny falou, mas acho que não prestou tanta atenção no que o amigo tinha gritado.
Porém a e a Gi vieram me dar um abraço que fez as três caírem sobre o Dougie.
- Ai! - nós rimos, hoje não foi um dia nada comum para nós. O meu mundo estava mudando nesse dia e não queria perder essa alegria.
-Ah! Quem vai ser pai? - O Harry entrou no quarto e fez o Danny se virar para ele.
- Pai?
- É,
ouvi alguém gritar alto que vai ser pai” - ele falou caminhando até a cama e indo me abraçar. Danny ficou parado pensando, sem dizer nada,
e depois deu um sorriso e grito.
- NÃO! - Ele veio até mim e colocou a mão na minha barriga. Ele ria que nem criança.
Depois ele me abraçou muito e comecei a chorar.
- Calma gente, se a estiver grávida mesmo ela precisa descansar e se alimentar e mais meninos,
saiam de cima dela! Ou vão querer que ela passe mal? - Giovanna falava enquanto puxava eles para fora da cama.
- Hey, chata! - O Danny falou quando ela puxou-o de cima de mim.
- De nada, Danny. - Depois que eles saíram eu fiquei olhando para as paredes. Tinha que ter esse momento sozinha.
Pensei na minha vida, em como seria de agora em diante com mais um membro na família e amanhã ia fazer o teste de gravidez para ver se estava mesmo grávida.
Acabei dormindo entre meus pensamentos, sonhei que seria mãe de gêmeos e que um parecia comigo e outro com o Dougie.
Eles eram lindos e a sensação de ser mãe estava dominando a minha cabeça. Rolei na cama e parei quando senti alguém na cama, abri os olhos e vi o Dougie dormindo num sono profundo, dei um
selinho nele e me levantei para ir ao banheiro.
Quando me dirigia para o banheiro ouvi uma conversa e fui ver quem era, entrei na sala que tinha no andar de cima e o Danny e a pararam de falar.
- Oi pra vocês também. - falei me virando e voltando para o banheiro, acho que atrapalhei o casal.
- volta aqui... Precisamos conversar.
- Calma aí. Danny. Só me deixa ir ao banheiro.
- Pronto! Fala menino, o que você quer? - perguntei me sentando na poltrona.
- É, bem... Amanhã estava pensando te levar em algum médico.
- Ahm eu estava pensando nisso mesmo, se estiver grávida mesmo vou querer um
acompanhamento médico daqui, mesmo estando no Brasil.
- Você acha que o Dougie vai deixar você ir sozinha pro Brasil?! - ele falou dando risada.
- Bem, não sei. - me levantei e fui dar um beijo neles, voltando em seguida para o quarto.
Fiquei observando o meu namorado dormir e não estava acreditando que ele concordou com essa gravidez.
Capítulo 21 - Destino Mudado!
- É, pelo que estou vendo nesse exame a senhorita esta realmente grávida! - a médica falava enquanto o Dougie apertava minha mão.
- E quantos anos em a futura mamãe?”
- Dezessete. - falei e olhei para o Danny que assentiu, estava nervosa naquele dia e então o Danny e o Dougie resolveram entrar comigo na sala.
- Hum. Pela sua idade acho que deve saber que sua gravidez deve ser bem observada, corre risco...
Quero dizer, não é nada para vocês se preocuparem é só fazer o que eu orientar.
Ai, medo. Como assim corro risco? Será que é de morte? Coloquei minha mão na barriga e ouvi a orientação da médica.
- O quê? - o Dougie perguntou quando a doutora falou que o pai teria que fazer alguns exames só para ver se ele estava bem de saúde.
- A qual é Dougie, são só alguns exames. - Danny falava dando uma risada. No final saímos da sala e as meninas levantaram rápidas e foram os nosso encontro.
- E aí? - perguntaram curiosas.
- E aí que estou grávida! - falei e elas me abraçaram. Fiz uma carinha de preocupação, como falar isso para os meus pais quando chegar?
Fomos para a casa do Danny e conversamos sobre isso, depois comecei a passar mal com o cheiro de fritura que vinha da vizinha.
- A médica falou que isso é normal nos primeiros meses. - Danny falava para alguém na sala.
- Caramba! De novo, ? - O Harry falou quando percebeu que eu estava no banheiro vomitando.
- Ah, menino. Me deixa vai.- disse saindo do banheiro.
- Gente, o que ela vai comer? - A falou apontando para mim.
- Fritura que não vai, passa mal. - O Danny levantou olhando para a cozinha.
- Hum.
- Vou dormir um pouco - falei saindo da sala. Cheguei ao quarto do meu primo, abri o guarda roupa dele e peguei uma blusa, tirei minha calça e minha blusa e coloquei a dele, deitei na cama e peguei um livro que estava na mesinha comecei a ler.
- Oi, lindo! - falei quando percebi que o Dougie estava sentado na cadeira do computador.
- Oi, futura mãe! - ele falou e eu sorri de lado. Então o Dougie veio se sentar perto de mim
e colocou a mão na minha barriga e depois beijou-a.
- Tá feliz, papai? - perguntei mexendo no seu cabelo enquanto ele beijava minha barriga.
- O que? Eu vou ser pai do filho da menina que eu amo nessa vida. Não é pra ficar contente?
- ele falou e me beijou nos lábios.
- É percebi, não para de sorri um minuto. - dei risada do que falei e me apoiei em seu peito.
- Os meninos estão pensando em dar uma festa de despedia pra vocês.
Ah, legal. - Entrelaçamos as nossas mãos.
- E eu estava pensando em ir com você para o Brasil. - olhei para ele e fiz uma
cara de questionamento.
- Não adianta, moçinha. Eu vou e pronto. Já esta resolvido. - ele falou olhando em meus olhos.
Não sabia o que dizer, claro que seria bom ter o meu namorado perto de mim.
Dormi na casa do Danny e acordei com uma gritaria na rua, tirei o braço do Dougie que estava na minha cintura e olhei a janela, eram os meninos discutindo sobre um jogo de futebol. Não estava a fim de descer e então voltei a dormir.
- Hey! Linda, acorda. - me virei na cama e vi o Dougie com uma bandeja de café da manhã, dei um riso e fui beijá-lo.
- Nossa, tudo isso é pra mim? - olhei para a comida e que cardápio de café da manhã.
- Se quiser eu levo de volta! - não, tá brincando né? Ataquei a bandeja e comi muito aquela manhã.
- Queria ir ver seu pai hoje. - disse terminado de tomar um suco que eu aposto que foi o Tom quem fez.
- Por quê?
- Por que ele vai ser vovô e é médico, oras! - ele me olhou erguendo uma das sobrancelhas.
- Ah, vai!
Danny Pov's
- Porra, Harry! Não sabe chutar essa bola, não? - o Tom falava enquanto ficava vermelho de tão nervoso.
Olhei para cima e vi a na janela, fui dar um Tchau e ela já havia saído.
- Hey! Não vão querer brigar agora! - falei indo separar os dois. saiu na porta para ver o que estava acontecendo.
- Não mesmo porque o café está na mesa. - ela falou se virando para dentro, eu acompanhei e deixei os dois sozinhos discutindo.
- A já acordou? - perguntei sentando na cadeira e pegando um copo de suco.
- Não sei, ninguém desceu até agora. - ela falou meio cabisbaixa e eu entendi o porquê.
- Ai! Desculpa amor, estou dando muita atenção pra minha prima esses dias. - fui beijá-la, mas ela se afastou de mim.
- Imagina! - ela disse indo em direção a sala.
- Olha eu sei que você esta brava comigo, mas a esta grávida e ela precisa de nossa atenção.
- ela se virou para mim com lágrimas nos olhos e eu abracei-a.
Pov's
- Você não resiste mesmo, né? - ele perguntou pegando minha mão e beijando-a. Fiquei toda arrepiada com isso.
- Ah! O que tem eu ir ver seu pai? - disse fazendo um biquinho super sedutor, ele só deu risada de mim.
- , meu pai está trabalhando e se você quiser vê-lo terá que ir ao hospital em Paris.
Que dó, meu futuro sogro está em Paris e eu não vou poder contar a novidade pra ele pessoalmente? Fiquei triste com isso.
- Olha, para de fazer biquinhos! Você está me deixando doido com isso. - Dougie implorou para mim que não contive e dei muita gargalhada.
Abriram a porta e antes de saber quem era já sabia, aquele perfume só poderia ser o Harry.
- Oi gente, desculpa aí... Sabe, precisamos trabalhar Dougie. - ele falou indo dar um beijo em mim e um pedala no Dougie.
- Eu já vou, Harry. - antes de sair o Harry mandou beijinhos para mim.
- Idiota! Eu tenho que ir, . - falou levantando-se da cama. Me de um
selinho, pegou a bandeja e abriu a porta.
Voltei a me deitar na cama e peguei o livro do Danny para ler.
Pov's
"Falar é completamente fácil quando se tem palavras em mente que expressem sua opinião.
Difícil é expressar por gestos e atitudes o que realmente queremos dizer, o quanto queremos dizer, antes que a pessoa se vá.
Fácil é julgar pessoas que estão sendo expostas pelas circunstâncias.
Difícil é encontrar e refletir sobre os seus erros, ou tentar fazer diferente algo que já fez muito errado.
Fácil é ser colega, fazer companhia a alguém, dizer o que ele deseja ouvir.
Difícil é ser amigo para todas as horas e dizer sempre a verdade quando for preciso.
E com confiança no que diz.
Fácil é analisar a situação alheia e poder aconselhar sobre esta situação.
Difícil é vivenciar esta situação e saber o que fazer ou ter coragem pra fazer."
Era assim que me sentia desde o dia que a me chamou para passar as férias junto com ela, minha vida mudou desde então.
Não queria pensar em nada nesse momento e tudo que o Danny falava para mim não
entrava em meus ouvidos. A minha mente está cheia de mais, é o meu limite. Não aguentava mais, uma hora ou outra eu ia explodir, mas nunca vou abandonar a minha amiga nesse momento que ela mais precisa de mim.
Respira e inspira Sabe, preciso de um tempo só para mim... Então os meninos entraram na sala e chamaram o Danny para uma reunião. Dei graças a Deus, precisava refletir sobre essas mudanças sozinha sem ninguém por perto.
- Tchau, ! - eles falaram em coro e fecharam a porta, subi as escadas e fui ver a , ela estava simplesmente dormindo com um livro no colo. Fiquei observando ela dormir e pensei sobre como ajudar uma futura mãe.
Jovem de mais, muito forte, resistente. Por um lado a era sensível e fraca e pelo que eu sei essa gravidez está em risco.
Conversei em particular com a médica e ela me disse que era para cuidar dela como se fosse uma boneca, pois não sabemos até onde ela iria aguentar essa gestação.
Fiquei na porta do quarto do Danny por uns bons minutos até que minha pulsação começou a ficar forte e meus olhos cheios de lágrimas, não contive e chorei.
- Meu Deus, ela é jovem de mais. - pensei alto comigo mesmo e sai do quarto entrando no corredor e me sentando no chão frio.
- ! - abri meus olhos quando ouvi aquela voz suave e calma falando comigo, acho que cochilei nos meus pensamentos.
- Oi, o que foi? Tá com alguma dor? - falei vendo a deitando em minhas pernas.
Não sabia o que falar para ela, queria contar a verdade, mas não é muito para minha amiga.
- Nada, eu estou bem, menina. Só um pouco indisposta! - ela falou com um sorriso na cara.
Eu sei que ela força para manter esse sorriso e a alegria dela, mas deve estar sofrendo com tudo que esta acontecendo.
Conversamos sobre a viagem nossa de volta para o Brasil e falando sobre as mudanças que nossas vidas sofreram.
Capítulo 22 - Desespero.
Pov's
Would you dance
(Você dançaria)
If I asked you to dance?
(Se eu te pedisse pra dançar?)
Would you run
(Você correria)
And never look back?
(E não olharia para trás?)
Would you cry
(Você choraria)
If you saw me cryin'
(Se me visse chorando)
Would you save my soul tonight?
(Você salvaria minha alma esta noite?)
Would you tremble
(Você tremeria)
If I touched your lips?
(Se eu tocasse seus lábios?)
Would you laugh?
(Você riria?)
Oh please tell me this.
(Oh, por favor, me diga isso)
Now would you die
(Agora, você morreria)
For the one you love?
(Pela pessoa que você ama?)
Hold me in your arms tonight.
(Me abrace esta noite)
A festa estava ótima e ainda com o show particular que tivemos nem preciso dizer que eu estava amando. Minha despedida, voltaria em breve para cá.
Comecei a passar mal e muito mal, entrei em casa e não aguentei, despenquei no chão.
Danny Pov's
- !- ouvi alguém gritar de dentro da casa. Então o Dougie parou de tocar e correu para ver o que era, não resisti e também fui.
Vi minha prima no chão desmaiada e a Giovanna chorando, corri para ajudar meu amigo e a levamos para o hospital imediatamente.
- , , pelo amor de Deus, acorda! - o Tom falava enquanto eu dirigia.
- Desiste Tom, ela não acorda! - o Dougie disse segurando as mãos dela, o silêncio dominou o ambiente e ficamos assim até chegarmos ao hospital.
Quando parei o carro na porta do lugar, já havia um grupo de enfermeiros esperando com uma maca, já que a foi na
nossa frente com o Harry e a Giovanna resolver isso.
- Ela está desmaiada? - uma das enfermeiras perguntou, fiz que sim com a cabeça e então a colocaram na maca e
levaram-na para dentro do hospital.
- Calma, cara! A é forte e você sabe disso. - o Harry falava para o Tom que estava chorando sentado na sala de espera.
Eu e o Dougie não paramos de nos mover. Andávamos de um lado para outro, até que a médica que atendeu ela na primeira vez apareceu na sala.
- Ela acordou. Está tudo bem com o feto, só que agora a Sr. precisa descansar um pouco.
Então, quem vai posar com ela hoje? - olhei para o Dougie e ele assentiu com a cabeça.
Nos despedimos e saímos para o estacionamento.
Dougie Pov's
Desde quando eu conheci a me sentia extremamente atraído por ela, mas deixava a minha fama me dominar.
Não deixei que aquele amor que havia nascido se fortalecesse.
E nesse ano eu não sei se estava cansado da minha vida ser sempre a mesma, decidi deixar ela me dominar e isso me fez bem.
Por que não recomeçar e dar uma nova chance para esse amor? Então mergulhei completamente nisso e agora estava perdendo-a para a morte...
Não, nunca!
Cheguei no quarto e vi uma menina dormindo em um sono profundo. Aproximei-me e deixei meus sentimentos dominarem meu corpo, percebi lágrimas brotarem no canto do rosto.
Sentei ao seu lado e segurei sua mão firme, depois ela acordou e sorriu para mim.
Só tive tempo para retribuir uma piscada e beijar aqueles lábios que sempre me seduziam.
Tinha que pensar em uma maneira para não a deixar desconfiar da minha fraqueza, não sabia qual seria o plano.
- Oi! - falei sorrindo.
- Oi, mocinho.
- E aí, tá melhor? - assentiu com a cabeça.
Conversamos um pouco e ela acabou adormecendo novamente e eu fui me deitar em uma poltrona que tinha no quarto.
Capítulo 23 - Surpresa.
Acordei com pessoas conversando baixo de mais, com um cheiro de hospital e uma dor de cabeça. Não sabia o que havia acontecido um dia antes, não lembrava de nada
e então resolvi abri os olhos lentamente, me vi em uma sala de hospital.
Olhei em volta e meus pais estavam ali, junto com os do Dougie, mais os meus tios e uma mulher que
eu não sabia quem era, dei mais uma olhada em toda a sala e sorri vendo minha mãe sorrindo para mim e vindo ao meu encontro.
Abri os braços e dei um abraço bem apertado nela.
- Oi filha, calma está tudo bem! - ela falou passando as mãos para limpar minhas lágrimas.
- E-eu. - não conseguia falar e nem encontrar forças para movimentar o maxilar.
Fiquei ouvindo a minha mãe contar a história para seu aparecimento repentino e então tive uma nova filosofia sobre a vida.
As pessoas dividem-se entre aquelas que se poupam como se vivessem para sempre e aquelas que gastam como se fossem morrer amanhã.
Eu estava no segundo tipo de pessoas, que são aquelas que nesse momento tem que gastar todas as suas forças e bens materiais para que não morra cedo de mais.
Isso me deixo um pouco nervosa e com raiva, coloquei a mão na minha barriga e falei alto demais.
- Meu filho! - e então as pessoas que estavam na sala sorriram amarelos para mim.
- Hey , seu bebê está bem, só resta saber se a mãe está bem tanto quanto o filho.
- minha tia falava isso colocando a mão na minha barriga, voltei a me deitar e mordi meu lábio inferior.
- É, acho que estou ótima para sair desse lugar. - disse e soltei uma risada. Não, acho que não vou voltar hoje para a casa.
A porta abriu, voltei a abrir os olhos e coloquei o melhor sorriso na minha face, lógico né, não queria que me vissem feia, parecendo um vampiro.
Respirei fundo, a pessoa estava demorando muito para entrar no quarto, não aguentei e voltei a fechar os olhos e relaxar a ponto que dormisse. Silêncio. Não abri os olhos, mas senti alguma pessoa encostar-se a mim que me fez arrepiar.
Depois foi chegando perto demais a ponto de sentir a sua respiração perto do meu queixo e de repente um beijo nos lábios. Dougie.
- Hey! Não vai acordar não? - ele falou na minha orelha.
- Hum... Acho que não. - falei de olhos fechados, depois mais uma pessoa entrou no quarto e mexeu no meu braço, fazendo com que eu abrisse os olhos e visse que era uma enfermeira retirando a agulha de soro.
- Bem , você está de alta. - ela falou e saiu da sala, não me contive e ria feito criança.
Os mais velhos já haviam saído, então era a mina vez de me arrumar. Levantei e o Dougie me deu uma bolsa com meus pertences.
Fiquei contente por ter minha família ao meu lado naquele momento, então quando saímos daquele lugar que
me fazia ficar mal, meu instinto de criança ficou mais apurado ao ver que meus amigos estavam em casa juntos.
- Ah! Vou chorar assim! - falei abraçando todos ao mesmo tempo, eles conseguiam fazer com que um adulto se torne criança em quentão de segundos.
A minha casa se transformou em uma verdadeira casa, as paredes estavam pintadas com cores novas e meu quarto tinha agora um ar de jovem-adulto com uma cama de casal, as paredes verdes
- a minha cor preferida depois do roxo - e um berço de bebê ao lado, fiquei emocionada com isso e sem contar com a decoração.
- Cacete, vocês... Vocês... - não sabia o que falar naquela hora, fui correndo abraçar eles novamente. O meu dia foi especial e muito divertido.
Yesterday you asked me
(Ontem você me perguntou)
Something I thought you knew
(Algo que pensei que você sabia)
So I told you with a smile
(Então te disse com um sorriso)
It's all about you
("É tudo sobre você")
Estava cantando All About You (era uma música que o Tom e meu pai fizeram juntos), quando alguém me interrompeu e começou a cantar junto comigo:
Then you whispered in my ear
(Então você sussurrou em meu ouvido)
And you told me too
(E me disse também)
Said you make my life worthwhile
("Você faz minha vida valer à pena)
It's all about you
("É tudo sobre você")
Sorri e me virei colocando as mãos nos ombros e continuando a cantar:
And I would answer all your wishes
(E eu atenderia todos seus desejos)
If you asked me too
(Se você me pedisse)
But if you deny me one of your kisses
(Mas se você me negar um dos seus beijos)
Don't know what I'd do
(Não sei o que eu faria)
Estávamos dançando em sintonia com a música e fazendo uma dupla perfeita. Dei uma gargalhada quando senti que tinha pisado no pé direito dele:
So hold me close and
(Então me abrace forte)
Say three words like you used to do
(E diga três palavras como você costumava fazer)
Dancing on the kitchen tiles
(Dançando nos azulejos da cozinha)
It's all about you, yeah
(Você está por toda parte)
E estávamos mesmo dançando nos azulejos da cozinha, mais risada. Fazia tempo que não tinha esse momento com meu pai, apoiei minha cabeça no seu ombro e deixei ele me conduzir
na dança.
- Então me abrace forte e diga três palavras como você costumava fazer dançando nos azulejos da cozinha.
Sim, você faz minha vida valer a pena então eu te disse com um sorriso. - olhei para meu pai e minhas lagrimas derramaram juntas com as dele.
- Eu te amo! - falei terminando a frase dele e dando um forte abraço.
- Eu também. Sempre! - ele me disse fazendo com que eu me sentasse em seu colo, limpei suas lágrimas
e dei um beijo em seu rosto.
- Meu bebê cresceu e eu nem percebi isso. - ele falava entre as lágrimas e eu enxugando-as e fazendo carinho nele.
- Será mamãe! - pronto agora eu chorei mais ainda.
- E você vovô! - abracei-o e dei um beijo saindo do seu colo e olhando para trás, meu namorado estava assistindo essa cena que o emocionou também e assim ele terminou a música começada vindo me dar um beijo.
So hold me close and
(Então me abrace forte)
Say three words like you used to do
(E diga três palavras como você costumava fazer)
Dancing on the kitchen tiles
(Dançando nos azulejos da cozinha)
Yes you made my life worthwhile
(Sim, você faz minha vida valer à pena)
So I told you with a smile
(Então eu te disse com um sorriso)
It's all about you
(É tudo sobre você)
It's all about you (it's all about you)
É tudo sobre você (É tudo sobre você)
It's all about you baby (it's all about)
É tudo sobre você, baby (É tudo sobre)
It's all about you (it's all about you)
É tudo sobre você (É tudo sobre você)
It's all about you
É tudo sobre você
- Cuida bem dela mocinho. Não quero ver essa menina sofrendo novamente por sua causa.
- meu pai disse indo dar um abraço no Dougie, um beijo em mim e saindo da cozinha.
Capítulo 24 - Compras.
Every night in my dreams I see you, I feel you.
(Toda noite em meus sonhos eu vejo você, sinto você.)
That is how I know you go on.
(Isso é como eu sei que você continua.)
Far across the distance and spaces between us
(Longe atravessando a distância e espaços entre nós)
You have come to show you go on.
(Você veio para mostrar a você ir em frente.)
Near, far, wherever you are.
(Perto, longe, onde quer que esteja.)
I believe that the heart does go on.
(Creio que o coração prossegue.)
Once more, you open the door
(Mais uma vez, você abre a porta)
And you're here in my heart.
(E você está aqui no meu coração.)
And my heart will go on and on.
(E meu coração irá sobre e sobre.)
- Poxa meninos, está ficando boa essa música! - minha mãe disse fazendo com que eu acordasse do meu cochilo.
- Valeu, tia! - o Tom disse e pegou alguma coisa que caiu sobre mim, acho que era um lápis ou coisa assim.
- Não é melhor colocar a na cama? - a Marina perguntou e depois não me lembro de mais nada, só de alguém me carregando no colo e colocando na cama depois saindo.
Depois acordei, mas já era de manhã e estava uma falação na cozinha que não tinha como conseguir dormir, virei e me levantei indo me arrumar e mais tarde tomando café da manhã.
- Ah! Isso é injusto, cara! - entrei na cozinha e me assustei com os gritos do Harry.
- Injusto uma ova! E gente a criança nem nasceu! - Dougie mais estressado ainda e então fiquei observando a cena apoiada no batente da porta com os braços cruzadas, a discussão era para ver quem seria os padrinhos do meu bebê.
Coloquei a mão na barriga e sorri com a falação dos oito. Sim, até meus pais estavam metidos nisso, depois não contive com a fala do Tom e ri alto demais fazendo com que eles parassem de falar e prestassem atenção em mim.
- Tá vendo bebê?! Você nem nasceu e está causando briga na família! - falei
entre as gargalhadas e o Dougie se levantou.
- É, quero ver quando nascer!
- Caramba filhota, já dá pra ver a barriguinha! - minha mãe falou e se levantou olhando para minha barriga, eu puxei a blusa olhando também e realmente estava meio crescidinha.
- Ih! É mesmo! - falei fazendo um biquinho, mas estava feliz por ver meu filho se desenvolvendo rápido dentro de mim.
- Não fique assim, menina. Quero ver você então quando estiver no oitavo mês!
- Vai chorar dia e noite. - o Danny completou a fala da minha mãe.
- É aconselhável então o Dougie usar sempre algo para tampar os ouvidos, porque a não chora,
esperneia. - a falou e todos caíram na gargalhada e eu retribui com uma simples amostra da minha educação; O dedo do meio.
- E aí, pronta para compras? - minha tia entrou no quarto perguntando isso, era
incrível como ela é mais animada do que eu para fazer compras. Olhei para ela e sorri, já não aguentava mais essa vida de sedentária. Levantei-me num pulo e fui me arrumar.
Ficamos comprando roupas de bebês o dia inteiro, literalmente, pois chegamos em casa e já havia escurecido.
- Meu Deus. Vocês compraram a loja toda, foram? - o Dougie falou quando viu a mãe dele carregando um monte de sacolas de roupas.
- Olha filho, eu vou ser vovó e então deixa eu me divertir! - ela falou apertando sua bochecha.
Dei uma risada e um selinho nele.
- Cadê os meninos? - perguntei sentando do lado dele.
- Foram embora. Só o Danny ficou, mas foi dormir. - fiquei conversando com ele até a madruga, mostrando as roupas que compramos e vendo nomes de pessoas.
- Ana Laura é bonito.
- É, e Jared também é um belo nome para uma criança.
- Então está decido. Se for menina, Ana Laura e se for menino Jared! - falei sentando em seu colo.
- Tudo bem, patroa! - ele disse dando o seu melhor sorriso que eu tanto amava, não resistindo dei um beijo.
Ficamos assim até dizer chega.
Capítulo 25 - Walk In The Sun.
Danny Pov’s
- Não, Dougie! - gritei quando meu amigo ganhou de mim novamente no vídeogame. Estava virando rotina eu ficar na casa do casal depois que me separei da .
- Eba! Mais uma vez, Danny! - É eu sei, o Dougie era mesmo muito bom nesses jogos.
Fazia três meses que a se mudou para cá e dois que a resolveu se despedir de mim sem mais nem menos.
Não entendia isso, estávamos bem e de repente ela resolve terminar tudo entre nós.
Não estava bem com isso e então a minha prima me deu a maior força e o Dougie conselhos e mais conselhos para eu me sentir bem.
- Oi, meninos. - ela falou abrindo a porta e entrando com várias sacolas. Estava linda grávida, a sua barriga crescida e a pele branca feita uma neve e macia fazia dela uma
Miss Mãe.
- Oi, amore! - ele disse indo ajudar com as sacolas e eu também me levantei indo dar um beijo naquela mocinha.
- E aí, como foi o show ontem? - ela perguntou, tinha me esquecido desse detalhe e daquele show.
Nem queria lembrar, foi tão triste.
FLASHBACK ON
I wonder what it's like to be loved by you
(Eu me pergunto como é ser amado por você)
I wonder what it's like to be home
(Eu me pergunto como é estar em casa)
And I don't walk when there's a stone in my shoe
(E eu nao ando quando tem pedras em meu sapato)
All I know that in time I'll be fine
(Só o que eu sei é que com o tempo eu ficarei bem)
I wonder what it's like to fly so high
(Eu me pergunto como é voar tão alto)
Or to breathe under the sea
(Ou como respirar embaixo d'água)
I wonder if someday I'll be good with goodbyes
(Eu me pergunto se algum dia eu serei bom com despedidas)
But I'll be ok if you come along with me
(Mas eu ficarei bem se você vier comigo)
Estava cantando essa música quando parei de respirar. Não sei, meus sentimentos fluíram de um jeito que não contive, essa letra era dela, então meus olhos transbordaram de lágrimas e minha voz foi desaparecendo a cada vez que sua imagem aparecia na minha mente.
O Tom colocou a sua mão no meu ombro e eu mexi minha cabeça fazendo negação, não tinha como cantar essa música agora, nesse estado!
Os meninos se entreolharam e baixaram a cabeça. Um silêncio fluiu no palco e na platéia, depois palmas e mais palmas vindas das pessoas que nos assistiam. Sorri e me levantei do banco.
FLASHBACK OFF
- Ah, não fica assim Danny! - falou me abraçando forte e eu chorando com a história que eu e o Dougie contamos para ela.
- Eita, que isso? - perguntei quando senti alguma coisa chutando que vinha da barriga da minha prima, sorri e coloquei a mão no local.
Que fofo! Olha, Dougie! - ela disse puxando a mão dele e colocando na barriga dela também.
Sim, o bebê estava chutando!
Rimos disso, meu Deus ele chutava muito, acho que era fome.
- Caramba, . Você está dando comida para essa criança? - perguntei tirando minha mão da sua barriga.
- Tonto! É normal isso. - ela falou dando risada, depois o Dougie deu um beijo nela e eu virei a cara, precisavam se agarrar perto de mim?
Saí de dentro da casa para dar uma volta na rua e pensar em uma composição ou alguma coisa do tipo.
Precisava esquecer das coisas passadas e então só meu trabalho para fazer isso.
A vida tem ficado difícil dia após dia e eu não sei o que fazer o que falar e minha mente está enfraquecendo a cada passo que eu dou.
- Música, música, música... - falei voltando para a porta e abrindo, peguei meu notebook e comecei a escrever.
Life is getting harder day by day
(A vida tem ficado difícil dia após dia)
And I don't know what to do, what to say, yeah
(E eu, eu não sei o que fazer, o que falar, sim)
And my mind is growing weak every step I take
(E minha mente está enfraquecendo a cada passo que eu dou)
So uncontrolable now they think I'm fake, yeah
(É incontrolável, agora eles pensam que sou uma farsa, sim)
'Cause I'm not alone, no no no
(Porque eu não estou sozinho não, não, não)
But I'm not alone, no no no
( Mas eu não estou sozinho não, não, não)
Not alone
(Eu não estou sozinho)
And I, I get on the train on my own
(E eu, eu pego o trem sozinho)
Yeah my tired radio keeps playing tired songs
(Sim, meu rádio cansado continua tocando músicas cansadas)
And I know that there's not long to go, oh
(E eu sei que não falta muito para chegar)
When all I wanna do is just go home
(Tudo que eu quero é apenas ir pra casa)
- Nunca vi o Danny assim... - a disse olhando para mim. Será que estava acabado assim? Sim, eu estava acabado por dentro, mas por fora...
- Nem eu. Parece que ele não tem mais vida. Só escreve, canta, trabalha. - Dougie falou se levantando e vindo até mim, colocando a mão em meus ombros.
- Danny... - me virei e olhei para eles.
- Oi.
- Cara, para com isso. Assim você vai morrer aos poucos, menino!
- Já estou morrendo mesmo, não me importo com isso. - falei me levantando, pegando as chaves do meu carro, da minha casa e saindo dali.
Capítulo 26 - Dois mundos.
Como pode uma pessoa ficar feliz e ao mesmo tempo triste? Não sei, mais era
assim que estava me sentindo nesse exato momento. O Danny naquele estado e eu com meu corpo em perfeita transformação carregando um filho do Poynter.
Eu podia arriscar um conselho para meu primo, mas nossas dúvidas são traidoras e nos fazem perder por medo de arriscar. E ficar naquele mundo dividida entre tristeza e alegria não era para mim, levantei da cama e fui para a cozinha.
Estava nervosa com isso, sei que não posso, mas vou fazer o que? Coloquei a mão na minha cabeça e percebi que estava tonta de mais para continuar a andar. Sentei e comecei a respirar fundo muito fundo.
- ! O que foi? - ouvi alguém perguntando.
- Nada, só um pouco nervosa e com dor de cabeça. - falei me virando, aquela barriga estava me incomodando já, estava
muito grande e o seu peso, meu Deus, não sei como conseguia andar.
- É normal. - era minha tia. Ela sempre vinha para casa me ver a pedido da minha mãe.
- Normal! Meu Deus, eu estou muito inchada, tia! - disse me olhando e ela sorriu para mim. Depois fui me deitar no sofá.
Faziam cinco meses agora que estava grávida, passou rápido de mais. Bem, não me importava tanto;
Tinha a vida de princesa já que ninguém me deixava fazer nada.
FLASHBAK ON
- Casar? - perguntei para o Dougie.
- Sim, C-A-S-A-R! - ele me respondeu com um sorriso, então pulei em cima dele e
o enchi de beijos.
- Calma!
- Tá bom, parei. - sentei na cama e coloquei meu melhor sorriso, agora que iria casar com ele.
Não me importava com nada, só com ele e meu bebê.
FLASHBAK OFF
Sorri ao me lembrar do pedido de casamento dele, foi tão fofo! Agora me chamava Poynter!
Nossa, isso era de mais para uma menina de 17 anos.
- Hey! Se você não parar de se mexer eu não durmo! - falei para a minha barriga.
Essa criança se mexia muito, por isso não sei do sexo dela ainda.
- Acho que é menino.
- Se for vai ser jogador de futebol, não para de me chutar um segundo! - falei e ela deu risada.
- Ai, , só você mesmo. - ela disse se sentando na poltrona.
Estava sozinha em casa, os meninos haviam saído para fazer uma turnê na África e
eu fiquei aqui. Eles me ligavam todos os períodos do dia.
Capítulo 27 - Sonhos.
- Mamãe! - uma menina gritava para mim vindo me abraçar correndo, peguei-a no colo e dei-lhe vários beijos.
- Olha, mamãe. - peguei da sua mão uma flor de girassol, não agüentava e ria mais ainda, depois a coloquei no chão e sai correndo de mão dadas com
ela.
Tinha uma sensação boa, mas percebi que isso só era um sonho quando ouvi alguém rindo do meu lado, me virei na cama e abri os olhos.
- Que foi, seu besta?! - falei quando percebi que era o Dougie.
- Eu? E você? Sorria feito criança dormindo. - Arg! Mas o sonho que tive era tão real! Sorri e passei a mão em seu rosto.
- Saudades? - ele perguntou.
- Não, nem um pouco! - falei me virando de volta para a cama, depois disso o bebê deu um chute que me fez gemer.
- Ai! Puxa saco você! - falei passando a mão na minha barriga. E como, acho que os bebês acostumam com os pais desde quando estão dentro do útero. E esse então não podia ouvir a voz do pai para começar a se mexer.
- Oi filho, o papai chegou! - Dougie querendo fazer média com meu filho, eu mereço! Voltei a fechar os olhos e dormir.
Hey, I'm looking up for my star girl
(Hey, eu estou procurando minha garota estrela)
I guess I'm stuck in this mad world
(Eu acho que estou preso nesse mundo maluco)
The things that I wanna say
(As coisas que eu quero dizer)
But you're a million miles away
(Mas você está a milhões de quilômetros de distância)
And I was afraid when you kissed me
(E eu estava com medo quando você me beijou)
On your intergalactical Frisbee
(No seu Frisbee intergaláctico)
I wonder why, I wonder why
(Eu me pergunto por que, eu me pergunto por que)
You never asked me to stay
(Eu me pergunto por que, eu me pergunto por que)
Acordei com uma voz vinda da sala e cantando tão calmo.
- Olha só, acordou! - parou de tocar e veio me dar um beijo em mim e na minha barriga.
Capítulo 28 - Mal-estar.
Pov’s
I wonder how they put a man on the moon
(Eu me pergunto como eles colocaram um homem na lua)
I wonder what it's like up there
(Eu me pergunto como é lá...)
I wonder if you'll ever sing this tune
(Eu me pergunto se algum dia você cantará essa canção)
All I know is the answer is in the air
(tudo que eu sei é que a resposta está no ar)
Such a long, long way to go
(É um longo, longo caminho para ir)
Where I'm going I don't know
(Para onde eu estou indo, eu não sei)
I'm just following the road
(Yeah, só estou seguindo a estrada)
through a walk in the sun
(Caminhando sob o sol)
through a walk in the sun
(Caminhando sob o sol)
Sitting and watching the world going by
(Sentado e olhando o mundo passar)
Is it true when we die we go up to the sky Whoa...
(É verdade quando nós morremos que nós vamos para o céu? Ooh...)
- É verdade sim, Danny. - estava ouvindo essa música tocar e lembrando dos dias que passei em Londres com eles.
"Como o mundo muda?" Não entendo essas mudanças que ocorrem na vida das pessoas e essa era a pergunta que o Danny fazia quando estávamos juntos. Lembranças...
Abri meu Twitter e comecei a ler as postagens das pessoas, era cada coisa que escreviam sem pé e sem cabeça que me fez rir. Olhei mais uma vez e o Tom estava online.
Então li o que ele escreveu:
", se você estiver lendo essa mensagem, por favor, ligue para mim. Beijos!"
Meu Deus era para mim, engoli rápido o pão que estava comendo e peguei o telefone e a agenda para ligar.
- Olha, eu já disse que não quero mais cartões de crédito! - Tom atendeu muito bravo o telefone e eu não contive
o riso.
- Tom! Sou eu, a .
- ! - ele gritou e ouvi passos e mais passos.
- Oi menina, não dá mais sinal de vida pra gente não?! - o Harry falou.
- É que estou muito ocupada esses dias.
- Hey, é o seguinte. Vamos ao assunto. O Danny foi internado ontem com muita febre e não sabemos de onde está vindo porque ele estava bem esses dias.
- ele falou e eu já sabia o porquê do Danny estar assim. Era eu, como ele poderia ficar tão frágil sem a minha presença? Respirei fundo, mas as minhas lágrimas foram mais fortes do que eu e comecei a chorar.
- Ele... Ele desde a hora que a senhorita se mandou, ficou bitolado no trabalho, agora virou outro. Não, eu quero o Danny de volta, .
- Harry falava e a cada palavra eu me sentia culpada por isso. Eu sei como eles também estão sentindo.
- Olha meninos, eu sei que isso tudo é minha culpa. Eu estou agora nos meus dias de férias... Posso ai ver o que faço para ajudar.
- falei entre lágrimas.
- Vem mesmo , não sabemos o que está acontecendo com o nosso amigo e a está
muito preocupada com esse problema e deixando ela muito nervosa.
- Tá, eu vou ver aqui o dia que posso ir e depois te ligo, Tom. - me despedi deles e desliguei da vida.
Agora era eu e minhas lágrimas.
Danny Pov’s
Dores e mais dores de cabeça, essa febre que nunca acaba... Quando que vou voltar ao normal? Virei minha cabeça e observei o quarto do hospital, a estava sentada conversando com minha irmã, parecia que estavam contentes.
Tentei falar alguma coisa, mas o que saiu foi um oi bem fraco, então elas viraram e olharam para mim. A ficou sentada e a minha irmã se levantou para ver o que eu queria.
- Oi, maninha. Ei e aí como vai o baby? - Até que fim reencontrei minha voz novamente e tive força para falar.
- Esta ótimo, só eu que estou meio indisposta ultimamente! - ela disse dando o seu melhor sorriso. Raciocinei um pouco e cheguei a conclusão que meu afilhado ou afilhada estava prestes a nascer, só mais um mês.
- Danny, tenta dormir um pouco, okey?
Sim senhora eu tento, mas sem chance; Minhas noites de sono foram embora quando a voltou para o Brasil. Fechei os olhos e não sei de mais nada depois.
Pov’s
Sunday morning rain is falling
(Manhã de domingo, a chuva está caindo)
Steal some covers, share some skin
(Roube alguns lençóis, roce um pouco de pele)
Clouds are shrouding us in moments unforgettable
(As nuvens estão nos envolvendo em momentos inesquecíveis)
You twist to fit the mold that I am in
(Você se contorce pra encaixar em mim)
But things just get so crazy
(Mas as coisas simplesmente ficam tão loucas)
Living life gets hard to do
(Viver fica difícil)
And I would gladly hit the road
(E cairia com satisfação na estrada,)
Get up and go if I knew
(Levantaria e iria se soubesse)
That someday it would lead me back to you
(Que algum dia ela iria me levar de volta pra você)
That someday it would lead me back to you
(Que algum dia ela iria me levar de volta pra você)
Someday..
(Algum dia...)
Estava escutando Sunday Morning quando o taxi parou de se locomover e eu percebi que estava de frente da casa da . Olhei em volta e não encontrei ninguém, saí do carro e peguei minha mala.
Tinha uma cópia da chave e abri a porta entrando na casa e, meu Deus! Fiquei tão surpresa com a reforma que deram nela, nem parecia
a mesma, estava com um cheirinho de perfume de bebê no ar.
- Hey! Oi, pessoal! - falei ao ouvir algum barulho vindo do corredor.
- ! - O apareceu com uma cara de sono e sem blusa, só com a calça xadrez do pijama.
- Oi, ! - falei retribuindo o seu abraço.
- Meu, ainda bem que você voltou, não sei o que seria sem a senhorita por perto.
- Eu sei. - abaixei a cabeça e comecei a chorar. Depois fiz o café da manhã para o casal e saí em direção ao hospital, mas antes fui dar um beijinho na minha amiga que dormia feito um anjo.
Capítulo 29 - Vida e morte.
Pov’s
Estava contente pela volta da e pelo meu primo ter saído daquele hospital.
Quando recebi a resposta que eles estavam namorando, caramba, só não pulei porque não aguentei.
Estava já no nono mês de gestação e não aguentava mais carregar aquele peso todo, recebi a notícia da médica que meu filho poderia nascer a qualquer momento desde agora.
- Olha, não sei, Tom. E se mexermos nessa letra. - os meninos agora só faziam reuniões em casa e eu me divertia com as conversas deles.
- Ah! Que isso, não e não! - a falava com o Danny, acho que estavam discutindo as suas férias. Sim, o casal ia tirar férias e bem longe de nós.
Senti-me meio desconfortável, minha respiração aumentou e estava difícil de entrar ar nos meus pulmões e além, de tudo a minha barriga estava dolorida.
- ! - ouvi alguém me chamar, mas não prestei atenção. Levantei-me e fui ao banheiro. Sorri ao ver que minha bolsa estourou, era
a hora do meu bebê nascer.
Passei mal pra caramba e não conseguia me mexer para voltar à sala então gritei e as pessoas vieram ver o que estava acontecendo.
- Acho que vai nascer! - falei para eles e então todos saíram correndo para pegar o carro e outras coisinhas.
- Calma, respira fundo! - o Harry falava para mim e ele que respirava parecendo que ele estava em trabalho de parto.
- Harry, olha, calma você, okey? - falei dando risada. Como poderia rir com muitas dores assim? Meus batimentos cardíacos estavam mais devagar e minha pulsação estava tão fraquinha.
Chegamos ao hospital e eu fui direto ao centro cirúrgico. Estava tão rápido que nem deu tempo para ver quem eram as pessoas, só senti o Dougie perto de mim pelo seu perfume.
Não estava me sentindo bem mesmo e sabia que essa pulsação fraca não era boa, fiquei muito nervosa com isso e só ouvia
que era pra ficar calma!
Calma, Calma e de repente ouvi uma voz de um bebê, era meu!
- Pronto, calminha olha só a mamãe e o papai aqui. - ouvi a enfermeira vindo trazer o meu filho, chorei ao ver ela.
Sim era uma menininha linda e tinha os olhos do pai. Ao me ver ela parou de chorar e ficou me olhando, entre lágrimas um sorriso nasceu.
- Meu Deus, ela é linda! - falei olhando para o Dougie que agora estava chorando.
Entreguei-a para ele e comecei a sentir uma sensação horrível.
Meus batimentos estavam parando devagar e eu estava ficando mais frágil e enxergando embaçado agora.
Não conseguia ouvir nada, só meus batimentos parando.
Fui fechando os olhos devagar e depois, não sei de mais nada.
Dougie Pov’s
- ? - falei quando percebi que ela estava fechando os olhos devagar, meus olhos desviaram dela e foram para a minha filha;
Linda, incrivelmente dividida entre a beleza da mãe e a do pai.
- Dougie é melhor o senhor sair daqui! - a médica falou séria de mais, tinha alguma coisa errada acontecendo.
- Tá, mas e a bebê?
- Pode deixar, ela vai tomar banho mesmo! - a enfermeira falou pegando a Ana Laura no colo.
Dei um selinho na e saí da sala.
- Não, está acontecendo alguma coisa com a ! - falei para mim mesmo nem percebendo que meu emocional estava me dominando
e as lágrimas escorrendo.
- Dougie!? - ouvi pessoas gritando meu nome, então me virei e olhei os meus amigos.
- Nasceu! E Danny, é uma menininha! - falei e não me contive, fui logo abraçando minha mãe.
- Calma filho, vai dar tudo certo com ela. A é forte e vai resistir! - fiquei assim apoiado com minha mãe no sofá da sala de espera ate a médica voltar.
- Eu nem sei por onde começar, mas tentamos de tudo e ela não reagiu a nenhum procedimento que fizemos.
Meu Deus! Ela... Não pode ser! E agora? Meu mundo desabou.
Danny Pov’s
Quando menos esperamos e sem nenhum aviso, Deus tira de nós o que mais amamos.
Em nosso peito apenas a dor de um punhal que a cada "meus pêsames" parece pesar.
Nossos pensamentos divulgam para cada gota de sangue em nosso corpo a culpa de nunca ter dito: "te amo"; "preciso de você", "estou sempre aqui", "me preocupo".
Nossos sonhos caem por terra, nossa independência parece perder a importância.
E a resposta para essa dor? O tempo. Uma certeza?
Quando amamos transmitimos em pequenos atos e gestos, e as palavras não importam mais;
Quando precisamos de alguém, sentimos sua presença, e as palavras não têm mais sentido;
Quando nos sentimos sós e abandonados, surge uma palavra ou um gesto e descobrimos que nunca estaremos sós.
Não temos culpa da vida ter início, meio e fim. A nossa culpa está apenas em amar tanto e sentir tanto
por perder alguém.
É só pensar nos bons momentos que conquistamos juntos e com o passar do tempo transformamos nossos entes queridos em eternos companheiros.
E, no fim, apenas a saudade e uma certeza: não importa onde estejam, estarão sempre conosco.
- Estarei sempre contigo prima, sempre! - falei para ela naquele caixão, não podia acreditar nisso. O Dougie estava sedado pela tristeza que a dominou.
- Dougie, não fique assim! - falei abraçando-o.
Dougie Pov’s
A cada passo meus pés estão sendo guiados por seu apoio, por sua ajuda, meu amor por você não tem comparação com nada, é tudo tão impossível que se torna irreal.
Parece que tudo foi uma mentira, que minha cabeça vai continuar aconchegada em seu peito. Seus braços
são minha salvação, me sinto no teu mundo, me sinto do teu lado, na mesma sintonia do seu corpo, no mesmo som da sua voz, no mesmo embalo do seu ritmo, me sinto parte de você.
É como se fosse a outra metade de minha vida, que tampasse meu vazio. Você é um desejo, é um prazer, mais é um conforto ter seus olhos nos meus, ter seus braços
em volta de mim. É bom saber que sempre esteve aqui em todos os momentos, você sempre vai ser minha rainha. Não importa os nossos mundos.
Você me fez sentir em um conto de fadas como se o mundo fosse um campo de tão calmo e eu precisasse mais do seu amor, da sua paz, da sua vontade, como se seus olhos fossem um paraíso aonde eu pudesse viver com você para sempre;
Seu toque, seu sorriso, seu romantismo e sua felicidade me atingiram com uma bala tão forte que ultrapassa barreiras
e que nada conseguiria ultrapassar.
- Te amo sempre! E obrigado por tudo que você fez por mim, .
esse nome nunca vou esquecer...
FIM!
N/A: Bem, meus leitores, reta final. Sim, acabou essa fic, espero que vocês gostem dela e leiam muito mais muito mesmo. Fico feliz pelos comentários e vou fazer alguns agradecimentos aqui: Eu não seria nada sem a minha Beta; Any, valeu menina, por me ajudar a colocar essa fic no site.
E muito obrigado Fabis, pela ajuda sua nesses últimos capítulos e espero a sua
aqui no site também...
E a vocês, leitores, obrigada por lerem essa fic! E comentem ela por mim. Bjoss e boa leitura!