Manual do que não fazer perto de Harry Judd

Por Reh Cegan
Beta: Rafah G.

Lição 1: Preste SEMPRE atenção nos nomes dos amigos de infância do seu irmão, nunca se sabe, um deles pode ser Harry Judd.

Ás vezes eu acho que nasci do lado escuro da força, sabe? Daqui a pouco o Dean e o Sam Winchester vão querer me matar... Na verdade só o Dean, afinal o Sammy ta mais pra vir me ajudar a me afundar mais ainda na escuridão. Okay, mais é sério, tudo de pior acontece comigo, e eu não estou sendo tão dramática quanto vocês estão pensando. Muito pelo contrario, estou sendo sincera. Por exemplo, sabe aquele sonho que toda garota já teve pelo menos uma vez na vida de conhecer seu ídolo, seja cantor, ator, guitarrista, baixista, baterista, pintor e sei lá mais o que? Pois é, eu com meus 18 anos recém feitos ainda sonhava em conhecê-lo. Pôsteres, fotos, artigos de revistas e jornais. Eu tinha tudo isso, tudo referente a ele.
Sabe aquilo de imaginar como vai ser sua reação ao conhecer o cara? Aonde você vai estar, com que roupa vai ser? Eu também já pensei nisso. E eu como a maioria da humanidade, acredito eu, pensa em agir naturalmente, certo? Talvez até fingir que não reconheceu o individuo, ou até mesmo que nunca ouviu falar na divindade. Pois bem, pensem o pior jeito de conhecer o amor da sua vida. Lembra daquele mico enorme que você pagou na frente do carinha bonito da sua escola? Ele não é nada perto do que me aconteceu. E olha que eu já paguei vários micos na frente dos garotos bonitos da minha escola, e provavelmente vou passar a mesma vergonha na frente dos homens da minha futura faculdade. Não acredita? Bom, vou provar como eu tenho sorte.

, 18 anos residente de Londres, Inglaterra, Reino Unido, oceano Atlântico... ou seria Pacífico? Dane-se nunca fui muito boa em geografia. Como qualquer adolescente da minha idade, estudo. Tenho uma melhor amiga a , alguns amigos, moro com meus pais, tenho uma vida social relativamente normal. Em um mês começo meu curso de Arquitetura na Universidade de Londres, que não é assim tão longe do meu apartamento, sim moro em um apartamento num prédio moderno em uma rua de classe média. Olha, é o apartamento, não é exageradamente grande, mais também não é minúsculo, da perfeitamente para eu morar com meus pais e meu irmão. E ainda sobra espaço pro meu gatinho o Rei Jullian, o nome é porque eu simplesmente sou viciada no desenho dos Pingüins de Madagascar, eu ia chamar de Recruta, ou Capitão, mais enfim, Jullian combina melhor. Sou viciada em uma certa banda, talvez você já tenha ouvido falar, um tal de McFly. Jones, Fletcher, Poynter e Judd... Quatro homens perfeitos. Quatro corpos perfeitos. Quatro... Deuses?! Agradeço todos os dias aos Espíritos do Céu por eles existirem. Eu já disse que sou viciada em Madagascar, certo? Ótimo. Meu pai é empresário e ta sempre viajando. Minha mãe ta sempre gastando o dinheiro dele, ainda bem que ele ganha mais do que ela gasta. Meu irmão voltou essa semana da Austrália, depois de passar seis anos lá. Ele foi assim que fez 18 porque queria ser um surfista profissional, obviamente não deu certo e meu pai o obrigou a voltar, sim era meu pai quem bancava o . Eu, a filha exemplar que quase não faço nada de errado, minhas notas são relativamente boas, eu não costumo chegar tarde, não dou tanta despesa assim e também não saio por ai estourando o limite do meu cartão de crédito, mesmo porque eu não tenho cartão de crédito, eu sei, é triste.
Estava eu alegre e sorridente.... Mentira.
Estava eu feliz terminando de me arrumar para arrasar em algum pub... Mentira.
Estava eu triste e entediada sentada vendo Bones, num sábado a noite... Sim, é verdade.
Eu e , ele por preguiça de sair, ainda estava meio cansado da viagem (detalhe: ele chegou tem quatro dias). Eu por falta de opção mesmo. Meus amigos nunca me chamam pra fazer nada, e eu normalmente não tenho muita vontade de sair com eles, só com a , mais ela estava se recuperando da noite de ontem. Não pensem merda, eu também estaria dormindo se eu tivesse ido ao show do MCFLY. Show de volta deles, já que faziam meses que eles estavam lá na gravadora incansavelmente trabalhando para deixarem seu novo Cd mais incrível que os anteriores, e aí quando eles finalmente voltam a ativa eu não posso ir ao show. Odeia a minha vida. Culpa de meu querido papai. Me diz se não é muita sorte, eu estava no meu quarto mexendo no notebook quando a me ligou, detalhe: eu estava falando com ela no msn, então o que ela me diz toda eufórica? Que o McFly iria fazer um show de ‘volta’ e que os ingressos já tinham começado a serem vendidos. O que eu fiz? Liguei para o disk ingressos para reservar o meu, mais claro os Espíritos do Céu me amam e me ajudaram muito a alegrar minha vidinha monótona. O tal rapaz que atendeu disse muito felizinho pro meu gosto que os ingressos pra pista tinham acabado, mais como pode? Fazia menos de duas horas que estavam vendendo. Tudo bem eu me recuperei e disse que pegava um VIP mesmo. Espíritos do Céu estavam em falta comigo. Quase tive um treco na hora que o carinha falou o preço. Hey não sou casada com o Johnny Depp, não sou milionária. Como é que eu iria pagar esse ingresso? Com minha mesada não dava, não pagaria nem a metade. Liguei para meu querido e amado pai pedindo permissão afinal, seria ele quem teria de pagar. O que ele disse? Um lindo não, na minha cara assim como quem não quer nada. O que eu fiz? Chorei. Chorei. E chorei mais um pouco. Não resolveu. Uma semana depois o chegou viu meu estado depressivo e ficou com peninha de mim. Como eu amo o , ele disse que pagaria meu ingresso. Liguei na hora e o que uma moça me diz? Acabou os ingressos tanto pra pista tanto pra área VIP. Os Espíritos do Céu me odeiam.
Foi dia veio dia, o ontem chegou, a foi, sortuda. E eu fiquei. E hoje estou aqui fazendo nada com meu irmãozinho, sozinhos. Meus pais foram jantar fora. Oh vida! Oh céus! Oh terra! Oh triste existência!
Pra piorar nossa noite tediosa acabou Bones e não apareceu nada de mais útil pra assistirmos. Foi aí que o desligou a Tv e levantou pegou uma jaqueta que tava em cima da cadeira e foi pra porta.
- Você não vem?
- Pra onde? – perguntei olhando-o.
- Eu to com fome, podíamos ir até a Starbucks – disse dando de ombros. Coloquei meu Nike emo (sim eu tenho meu Nike emo, mais não é nada chamativo) e passei por ele que ainda me esperava ao lado da porta.
Ficamos em silêncio o caminho todo, apenas ouvindo a rádio local, que a propósito não tocava nada descente. Fizemos nossos pedidos e fomos sentar, estava bem vazia, não era muito comum entrar na Starbucks e não encontrar filas enormes na frente dos caixas, devia ser tarde, olhei o relógio de pulso do meu irmão 22:30.
- Ainda ta mal por causa do show? – apenas dei de ombros. Isso é pergunta que se faça? Era obvio que eu AINDA estava mal por causa do show. Caramba, era o McFly. - Qual é guria, vão ter outros shows e você vai e pode levar aqueles cartazes escrito: ‘Guitarrista me pega’, ‘Liga pra mim gatinho’ ou aqueles tipo ‘Casa Comigo, seremos felizes juntos’ riu enquanto imitava fãs gritando e se desesperando. Não tive como não rir. Apesar de ser meio mala ás vezes, meu irmão era legal e engraçado e eu realmente senti muitas saudades dele nesses anos todos. Era bom te-lo de volta.
Um atendente trouxe nossos pedidos e ficamos em silencio novamente. Sim nós comíamos em silencio. Um tempo depois reparei que meu irmão olhava um tanto quanto curioso para um canto as minhas costas. Provavelmente alguma garota. Uma loira peituda. Uma ruiva bunduda. Ou talvez uma morena siliconada. Não perdi meu tempo olhando para ver qual das três opções agradara meu irmão. Um tempo depois meu celular tocava era a , comecei a falar com ela e fiquei feliz quando ela disse ter tirado várias fotos do meu baterista lindo.
- Já volto! – falou levantando, dei de ombros e continuei falando com minha amiga. Não sei quanto tempo falei com ela, mais um tempo depois meu irmão voltou pra mesa junto com um outro garoto.
- esse é o Harold! – falou assim que sentou-se na minha frente, o garoto sentou ao meu lado.
- espera um pouco – disse no telefone, virei para o rapaz – Prazer, . – dei um sorrisinho, ele me olhou e sorriu.
- Harry! – o voltou a falar com ele. Aquele rapaz não me era estranho. Minha atenção foi direcionada a minha amiga novamente.
Não sei quanto tempo mais eu falei com ela, sei que ela desligou e os dois ainda conversavam rindo de algo que eu não me dei ao trabalho de entender. Ainda estava meio na dúvida, afinal quem era esse ser gostoso ao meu lado?
- Lembra quando fomos ao parque e sumimos? – perguntou rindo, o garoto, que eu esqueci o nome, gargalhava.
- Ahaaam lembro até hoje da bronca que eu levei do meu pai... – espera eu conheço essa marquinha na cabeça dele... Me lembra o... HARRY POTTER. Não, não é o Harry Potter é o gêmeo dele... O HARRY JUDD! AAAHHH será que é mesmo ele?
- me chamou – Você ta bem? ‘Ta com uma cara...
- Nossos assuntos são chatos, sua irmã esta entediada! – ele ri. RIU. O Harry tava rindo, de mim. Espíritos do Céu me levem daqui.
- Aconteceu alguma coisa? – eu olhei para o meu irmão. MEU CARAMBA ELE É AMIGO DO JUDD E NÃO ME CONTOU?
- Eu... Eu... – Eu o que? Pelos pingüins de Madagascar, o Harold Judd esta ao meu lado. Agarra logo mulher. Não, não posso agarrá-lo. Ah mais então o que eu faço? Eu não sei o que fazer. Se mexe , se mexe. Agora! – Vou ao banheiro! – ah ótimo, boa saída. Eles voltaram a rir quando eu sai. Ótimo tão rindo de mim. Sabem o que eu fiz quando cheguei ao banheiro? Entrei em desespero. OMG! OMG! OMG! OMG! Harry Judd baterista sexy do McFly esta na minha mesa falando com meu irmão. OMG! OMG! OMG! OMG! Harry Judd é amigo do meu irmão. OMG! OMG! OMG! OMG! Meu irmão conhece o baterista gostoso do McFly. OMG! OMG! OMG! OMG! Ele não me contou que conhece o baterista delicinha do McFly. TRAÍRA! TRAÍRA! TRAÍRA! TRAÍRA! Por Dumbledore eu estou aqui dando um surto no banheiro em vez de estar lá agarrando o homem mais sexy que eu já vi na vida, depois do Johnny Depp claro mais com a diferença que eu infelizmente ainda não o conheci pessoalmente. OMG! OMG! OMG! OMG! Harry Judd esta lá fora e eu estou aqui dentro quase tendo um infarto. Respira. Respira. Respira. Respira. Conta até 5: Um: Harry Judd Gostosão. Dois: Dougie Poynter Sensação. Três: Danny Jones Safadão. Quatro: Thomas Fletcher Casado. Cinco: McFly Semi Nu. Isso muito bem, relaxa. Agora vai lá e haja normalmente. Passei uma água no rosto e sai em direção a mesa. OMG! OMG! OMG! OMG! O Judd ta levantando... Não se vá garoto. Eu ainda não te agarrei. Meu irmão também ta levantando.
- Ah, você ta aí, já estava indo ver se você tava viva! – sorriu me olhando. – você ta legal?
- Eu to... – o Harry olhou pra mim, ele SORRIU pra mim. Acho que eu não to respirando...
- o que voc... !

Acordei no meu quarto, sim era o meu quarto, essas paredes vermelhas não me enganam. Nossa eu sonhei que o meu irmão conhecia o gostosinho do McFly.
- Ta melhor? – ele entrou no quarto, o meu irmão claro.
- To eu só... – melhor? Como assim melhor? – O que foi que aconteceu? – eu tava com a respiração falha.
- Eu sei lá, a gente tava na lanchonete ai você foi ao banheiro quando voltou tava mais branca que o normal, ai você caiu. Te trouxe pra casa, chamei um médico e ele disse que não era nada sério. – ele me olhava preocupado – Ta bem mesmo?
- Aham... – então não foi sonho?
- Ta com fome? – eu fiz que sim com a cabeça, ele saiu do quarto indo pegar algo para eu comer. OMG! OMG! OMG! OMG! Eu conheci o Harry Judd. Comecei a pular na minha cama toda feliz e sorridente até que... Por Merlim, eu nem consegui uma foto, um autografo ou qualquer coisa, nem mesmo um abraço. AH NÃO... EU DEI UM ATAQUE NA FRENTE DELE! Eu quero morrer.

Lição 2: Quando a campainha tocar, NÃO ATENDA.

Depois de comer junto comigo e ter certeza que eu estava bem meu irmão foi para o quarto e eu fiquei ali sozinha, pensando em dar uma volta até a London Eye e me atirar de lá de cima. Liguei para a e pedi para ela ir até lá em casa. Passei a tarde contando tudo detalhadamente para ela. Ela ficou bem feliz:
- Caramba, você conheceu o Judd... Nem acredito, olha o tamanho da tua sorte menina!
- Hey, você ficou maluca? Eu dei um ATAQUE na frente dele... Eu fiz tudo o que eu me prometi nunca fazer no dia que eu o conhecesse, se eu o conhecesse. – levantei a mão e comecei a enumerar – Não surtar. Conversar normalmente. Respirar. Pedir um autógrafo. Sorrir e definitivamente NÃO DESMAIAR.
- Ah eu sei, mais foi a emoção do momento, te pegaram desprevenida. E pensa por outro lado, ele e o seu irmão se conhecessem, talvez você o veja outra vez. Talvez ele tenha ficado preocupado achando que você estava doente. E talvez ele tenha achado que você estava quieta por estar mal e que foi por isso que você desmaiou, e não porque surtou ao vê-lo. – Eram ‘talvez’ demais. Mais talvez ela estivesse certa, eu espero mesmo que ela esteja.

Já era terça feira, eu não toquei no assunto Harry Judd amigo gostosão do meu irmão com ele. Embora, eu ainda quisesse saber o motivo dele não ter me dito nada. Na verdade, pensando bem, acho que ele nem mesmo sabe. Afinal quando ele viajou, eu não conhecia o McFly, e agora que ele voltou, não comentei em momento nenhum meu vicio pela banda, ou melhor, pelos integrantes. Ele sabia que eu era fã do McFly, eu tava mal por não poder ter ido ao show, mais como ele é bem alienado talvez não soubesse que o Harry era o baterista da minha banda preferida. E muito menos que eu era viciada no garoto. Afinal de contas, ele não era culpado. Eu estava deitada ouvindo música quando minha mãe entrou no meu quarto junto com o Jullian, ele pulou na minha cama miando e se aproximou de mim, fiz um carinho atrás da orelha dele.
- Estou indo ao mercado, quer alguma coisa?
- Não, valeu! – sorri ainda brincando com meu gato.
- Seu irmão saiu e deixou a chave, então não saia antes de um de nós chegarmos, ou ele vai ficar pra fora.
Concordei sem me importar, eu não iria sair mesmo. Jullian ronronava parecia um pombo. Ele estava tão grande, lembro-me de quando eu o ganhei, era minúsculo, eu conseguia pega-lo com uma mão, agora eu preciso das duas mãos, dos braços e ainda sim ele fica meio caído. Acho que ele esta gordo. Fiquei olhando-o achar uma parte confortável na minha cama e deitar-se.
Levantei-me Jullian me olhou com cara de sono e voltou a dormir. Sério, queria ser um gato, eles têm vida boa. Comem, dormem, comem, dormem, ganham carinho, comem, brincam e dormem mais. E são extremamente fofos. É difícil quem não goste do Jullian, mesmo a que não é tão chegada em gatos adora ele. Sempre que vem aqui, pega ele no colo e fica fazendo carinho, e o safado se aproveita e dorme. Fui em direção ao corredor, iria até a cozinha pegar alguma coisa para comer, abri os armários e não encontrei nada que me interessasse ainda bem que minha mãe foi ao mercado. Abri a geladeira e encontrei um único e solitário potinho de iogurte. Peguei-o fechei a geladeira, fui às gavetas perto da pia e peguei uma colher. Não tinha nada pra fazer, minhas férias estavam um saco e isso era um fato. Sentei no sofá azul de frente a TV e liguei. Olhei o relógio 13h30min talvez ainda estivesse passando as reprises de Friends. Fiquei ali assistindo, apesar de já ter visto várias vezes todos os episódios e ter todas as temporadas em DVD, ainda sim eu conseguia rir quando o Chandler fazia alguma coisa engraçada. Às vezes me surpreendo comigo mesma.
Já estava no final quando comecei a ouvir Aka Idiot do The Hives tocar, meu celular estava no quarto e eu estava com preguiça de ir pegá-lo. Provavelmente era , a única pessoa que me liga. Sim, eu acho que sou excluída da sociedade e todos se esquecem da minha existência, todos, menos ela. Continuei sentada a música já estava quase no final, talvez fosse algo importante. Corri para meu quarto me jogando na cama, na intenção de pegar meu celular do criado mudo, mais ele não estava lá, nem Jullian estava deitado. Jullian desaparecido + Celular não visível = Gato brincando com ele no chão. Olhei pra baixo da cama, não deu outra Jullian estava todo feliz dando patadas no coitado do aparelho. Com certa dificuldade consegui pega-lo. A música já tinha parado, assim que abri o flip vi um aviso de ‘nova chamada perdida’ olhei uma foto minha e de , era uma foto engraçada nós duas fazíamos caretas sujas de bolo. Um bolo muito bom por sinal. A mãe da minha amiga cozinha extremamente bem.

“You laugh at me and call me i-d-i-o-t.
You laugh and turn your back cause I'm not like you're supposed to be.”


Essa música era tão ‘minha cara’, ouvi mais um pouco e atendi antes que chamase a polícia achando que eu tinha sido sequestrada.
- Heey! – disse assim que atendi.
- FINALMENTE, POSSO SABER POR QUE VOCÊ NÃO ME ATENDEU ANTES? – gritou histérica.
- Eu tava na sala o telefone estava no quarto, o Jullian derrubou-o em baixo da cama, quando eu consegui pegar você ja tinha desligado! – falei calmamente. Ela bufou alto.
Eu ri.
- Que seja, se arrume vamos sair!
- Vamos? – perguntei em dúvida.
- Sim vamos, tenho um jantar em família para ir e meu pai me deu dinheiro pra comprar uma roupa nova! Olha eu odeio jantares em família, tem um monte de primo que eu nem sei o nome, mas dessa vez eu gostei! – ela ria.
- Só porque seu pai te deu dinheiro né safada!
- Sim, sim, e você como boa amiga que é vai comigo ao shopping escolher alguma coisa!
- Eu tenho escolha? – ri quando ela gritou um ‘não’ – Eu tenho que tomar banho, me arrumar e esperar ou a minha mãe ou o meu irmão chegarem, ele saiu sem as chaves... De novo! – rolei os olhos e tenho certeza que a vez o mesmo, era sempre isso o nunca leva-va as suas chaves e depois reclamava se chegava e nao tinha ninguem para abrir a porta. desligou pouco depois e eu fui ao banheiro, o provavelmente demoraria para chegar, e se chegasse que esperasse eu sair para abrir a porta.
Liguei o chuveiro enquanto tirava minhas roupas. Entrei no box menos de um minuto depois sentindo aquela água quente sobre minha pele. Era tão relaxante. Molhei os cabelos e fiquei um tempo ali pensando na vida, ate que me dei conta do tempo que estava ali e comecei a tomar banho de verdade. Uns minutos depois desliguei o chuveiro e pude ouvir a campainha tocando. .
Ele fez de propósito ne? Me sequei rapidamente, ele conseguia ficar extremamente insuportavel quando ficava para fora, coloquei uma toalha no cabelo e vi que meu celular tocava. Vi o nome dele piscando.
Sim, já devia fazer muito tempo que ele estava ali. Sai do meu quarto correndo, passei pelo corredor e quase tropecei no Jullian que estava deitado ali. Ouvi novamente a campainha e gritei:
- Ja to indo! – caramba custava esperar mais um pouco?
Abri a porta e então olhei pronta para brigar com meu irmão por nunca sair com as chaves, assim que o vi ali parado olhando para mim me arrependi até o ultimo por ter aberto a maldita porta.
- Ahn... Oi? – ele falou me olhando dos pés a cabeça sorrindo de lado. - Err... O-oi – gaguejei. Nem Darth Vader seria tão vilão a ponto de me colocar naquela situação. Estava começando a ficar extremamente irritada com os Espiritos do Céu. – Hum... O que você faz aqui? – Ai aqueles olhos azuis.
- Falei com o seu irmão ontem e ele me chamou para vir hoje... Quando eu toquei e ninguém abriu eu liguei pra ele perguntando se ele estava, mais ele disse que tinha dado uma saída mais ja estava chegando... – ele parou de falar ainda me analisando – Hum... Ele falou que você devia estar no quarto com o som alto por isso não ouviu mais que era pra eu tentar de novo... – ele coçou a nuca com a mão, não com o pé, dã é claro que foi com a mão.
- Uhn... Certo – Odeio o meu irmão, vou mata-lo quando ele chegar.
- Acho que você não estava ouvindo música – ele deu um risinho. Senti minhas bochechas ficarem quentes.
- Acho que não... Entra – falei dando espaço pra ele. OMG! Ah segunda vez que eu vejo o rapaz e ele me encontra quase nua... Harry Potter me empreste sua capa da invisibilidade, eu quero sumir.
Harry passou por mim e parou na entrada da sala dando uma olhada geral. - Belo apartamento! – ele sorriu e me olhou. Agradeci dando um pequeno sorriso. OMG! Lá estava eu, com uma toalha azul e branca com o simbolo do meu time: Chelsea (lembrando que o Harry torce para o Arsenal), que pegava na metade da minha coxa, eu ainda estava bem molhada e tinha umas gotinhas escorrendo pelo meu pescoço. Uma toalha branca nos cabelos, o que não os impediam de ficarem pingando no chão da sala. Acho que minha mãe vai me bater se eu manchar o chão. Descabelada, molhada e de toalha, essa era eu. Lindo, charmoso, cheiroso, seco e vestido, esse era o Harry.

“You laugh at me and call me i-d-i-o-t.
You laugh and turn your back cause I'm not like you're supposed to be.
But it's not a question - a question of low iq.
Cause if it was well then the answer wouldn't be me but you.”


Meu celular começou a tocar no meu quarto. - Deve ser o – disse baixo, ele sorriu novamente. Ele tem MESMO que sorrir desse jeito? – Ja... Já volto... Senta ai... – disse apontando para o sofá. Me dei conta de que a Tv ainda estava ligada. Fui andando rápido, não correndo, afinal não queria levar um tombo na frente dele. Vi meu celular piscando, olha só o Jullian não foi brincar com ele agora. Não era o .
- Ja ta pronta?
- Não , e olha não sei se vou poder ir com você...
- COMO NÃO?
- Acabei de sair do banho, meu irmão ainda não chegou e estou com visita.
- Quem esta ai? – ela perguntou ainda brava por eu ter dito que não ia com ela.
- Um amigo do meu irmão... – suspirei – Harold.
- O QUE? ELE TA AI? O QUE VOCÊ TA FAZENDO QUE NÃO TA LÁ FALANDO COM ELE? VAI AGORA ! – ela desligou na minha cara. Suspirei olhei para o espelho. Deus eu estava acabada. Sem maquiagem (não que eu use quilos, mais enfim), sem roupa, molhada... Eu devo ter sido um caçador na outra vida e exterminei os Lêmures e os Pinguins, essa é a única explicação para o fato de estar em tal situação. Abri meu closet, peguei uma camiseta preta do All Time Low uma jeans escura e um conjunto de langerie preto. Me sequei direito e me vesti rapidamente, ouvi uma música mais não era meu celular. Ouvi uma voz pouco depois, era o Harry. Ele estava no telefone com alguém. Assim que terminei de me vestir sequei o cabelo de qualquer jeito e passei uma escova, depois o baguncei novamente, afinal não gosto do cabelo totalmente ‘certinho’, pareço aquelas velhas, sei lá é estranho...
Passei um lápis no olho e depois de olhar no espelho e ver que eu já estava mais ‘apresentável’ sai em direção á sala. Jullian saiu do quarto do meu irmão e correu para a sala indo diretamente ao sofá onde Harry estava sentado vendo TV.
- Hey – ele disse sorrindo para o gato, estendeu a mão e o felino foi cheirá-lo, segundos depois Judd já ria brincando com ele. Oh, é agora que eu tomo uma poção de polissuco e me transformo no meu gato? – Rei Jullian? – Harry olhou a coleirinha (sim, meu cat tem uma coleirinha com um pingente com o nome), ele me olhou sorrindo.
- Ern... – por que diabos eu dei esse nome para o meu gato? Por que eu não dei um nome mais normal tipo ‘Snowbel’ ou talvez ‘Bolinha’ ou quem sabe ‘Peludo’ eu podia chamá-lo de ‘Fred’, é um nome legal e não é estranho, podia até chamá-lo de ‘Gato’, mais não eu tinha que dar um nome estranho. Eu me odeio.
- Já ouvi em algum lugar – ele disse sorrindo e voltando a brincar com o gato. - É do desenho... – disse sem pensar. Ele riu. Oh ótimo agora ele deve ta pensando que eu sou uma criança que passo horas vendo desenhos animados. Sim eu passo mesmo, e dai? Ele não precisava ficar sabendo, não antes de estarmos casados.
- Ah é... Madagascar... O Tom me fez assistir com ele – ele riu mais. Tom? TOM FLETCHER? Ahhh o Tom é tão fofinho, e aquela covinha? Own da uma vontade de morder controle-se você esta na frente do baterista delicinha.
Harry me olhou novamente e sorriu, será que ele achou que eu iria voltar de toalha? Ou então sem roupa? Uhn, se ele tirar a dele eu não reclamo... MUAHAHA, ta parei.
- Quer que eu te convide para sentar na sua própria casa? – ele perguntou rindo. Eu sorri e sentei na pontinha do sofá, mais afinal do que ele tanto ri? Dormiu com o Bozo foi? - Quer que eu ligue para o ? – perguntei olhando para a Tv.
- É tão ruim assim minha companhia? – ele tava falando sério? Eu o olhei. Ui Judd só estou dissendo isso porque você corre o risco de um atentado terrorista, posso de agarrar a qualquer momento, e não serei responsável pelos meus atos.
- Ern... Não... Eu só achei que... Sei lá, você estivesse com pressa... – gaguejei, uma palavra: humilhante. Ele riu. De novo. Ta escrito palhaço na minha testa? Não respondam.
- Tudo bem ele disse que ja estava vindo... – ele sorriu e voltou a olhar para a Tv. Fiquei algum tempo em silêncio, ouvi um miado fraco do Jullian ele se espreguiçou e correu para a cozinha. Sim os potinhos de comida dele ficam lá. Menos de trinta segundos depois ele voltou miando. O olhei por alguns segundos, o miado dele era engraçado era bem fraquinho e meio rouco.
- Acho que tem alguem com fome – Harry comentou tambem olhando para o Jullian. Concordei levantando e indo para a cozinha, Jullian ia feliz da vida passando entre minhas pernas. Não tinha nem ração nem água, coloquei um pouco no potinho branco e fui pegar a comida, nao tinha mais no pacote então tinha que subir no banquinho pra pegar em cima do armário, nao sei por que deixam tão em cima, caramba eu sou baixa. Jullian não parava de tentar pular pra pegar.
- SAI FORA! – eu me estressei mesmo.
- Quer ajuda? – Harry perguntou da bancada.
- Não, não precisa... – me estiquei toda pra alcançar a droga do pacote de ração, e o gato pulando e miando. – Saia Jullian, eu já to pegando caramba...
- Eu acho que você não ta pegando não. – ouvi a voz de Judd se aproximando. Olhei pra baixo, baixo não porque eu nao estava assim tão alta, mais acho que vocês entenderam.
– Eu pego.
- Eu consigo – disse voltando a me concentrar no pacote, tava lá no fundo do armário, eu estiquei meus braços, minhas mãos e as pontinhas do dedo e nada, nem relei no pacote. Dei um impulso, quase um pulo e alcancei, fiquei nas pontas dos pés, na hora que eu fui me apoiar no banco novamente o rabudo do meu gato tinha pulado ali e eu pisei nele. Obviamente que eu me desequilibrei e fui pro chão, imaginei que eu ia ter marcas por mais de um mês, mais antes de sentir os azulejos gelados senti um par de braços fortes e quentes. OMG! OMG! OMG! OMG! Judd o FODÃO.
- Você ta bem? – ele perguntou se abaixando comigo em seus braços. Ui, sou eu ou ficou quente?
- To eu... Aham – porque eu sempre gaguejo perto dele? Porque eu to sempre caindo perto dele? Porque eu não posso ser normal?
Ele sorriu, aqueles olhos azuis estavam me matando. Jullian pulou em cima de mim e começou a colocar a pata no pacote de raçao que ainda estava em minhas mãos. O baterista fodão, vulgo meu heroi particular, me ajudou a levantar e ainda pegou o pacote da minha mão. Abriu e colocou para o (in)feliz do meu gatinho querido, que foi todo feliz se atracar na comida. Parecia que eu não o alimentava há séculos.
Ficamos quietos olhando o bichento comendo e depois tomando um pouco de agua, ele parou e começou a lamber as patas e os bigodes. Eu ri, era engraçado. Harry tambem tava rindo. O Fred (vou mudar o nome dele) saiu rebolandinho e foi em direção ao corredor que dava para os quartos.
- Hum... Obrigada – disse depois de um tempo.
- Sem problemas, mais da proxima vez não seja tão teimosa e me deixe pegar o pacote, vai que eu não sou rapido o suficiente e você cai! – ele disse meio sério mais com um ar divertido. Concordei dando um sorriso fraco e sentindo minhas bochechas ficarem quentes.
- Fome? – perguntei e então lembrei que não tinha muitas opçoes de comida em casa. Diga não, diga não, diga não.
- Não, obrigado. – ele sorriu. Ouvi a campainha e fui atender. Ainda bem que eu estava vestida descentemente.
- Bom dia querida – minha vizinha, velha e intrometida, disse sorrindo. - Bom – concordei.
- Sua mãe esta? – fiz que nao com a cabeça – Seu pai? – repeti o gesto – Seu irmao?
- Não, minha mae foi ao mercado, meu pai ta trabalhando e o ... Nao faço idéia! É algo importante? – sera que nao dava pra falar pra mim?
- Ahhh não, não, só queria conversar um pouco – ha, nao precisa ser comigo nao, espere minha mae chegar. Vi ela olhando pra dentro e dando um sorrisinho, virei-me e vi Harry retribuindo com um aceno de cabeça.
– Bom vou indo então, não vou mais atrapalhar você e seu namorado! – ela deu um sorrisinho e saiu. Namorado? Onde? Quem? Como?
- Mais ele não é... – nem pude terminar a frase ela ja tinha entrado no apartamente de frente ao meu. Ótimo, aposto que ela vai espalhar pra todos que eu estava sozinha com um cara... Sera que ela me viu abrindo a porta de toalha? OMG! Darth Vader me salve, ja que os Espiritos do Céu nao estão mais contribuindo com isso.
Suspirei fechando a porta, torcendo para que o Harry não tenha ouvindo a parte do ‘seu namorado’, ele estava quieto olhando para TV onde passava um comercial de comida. Fome, estou com fome.
- Bom... Ja que eu te salvei de sair toda machucada... Posso mudar de canal? – ele perguntou meio envergonhado. OMG ele consegue ser tão fofo.
- Sinta-se em casa. – ele sorriu pegando o controle. Sentei-me ao seu lado, não lado grudada, tinha alguns centimetros de distancia entre nós dois, sabe não é muito seguro me deixar sozinha com o Hazz, nunca se sabe o que eu posso fazer. Comecei a imaginar cenas estranhas e doentias, okay nem tanto, mais eu comecei a imaginar o que ele faria se eu o agarrase. Eu sou doente. Comecei a rir imaginando a cena e ele olhou pra mim.
Isso lá é hora de se ter um ataque de risos? Tentei me recompor e após alguns cinco minutos eu consegui. Harry me olhava estranho, certamente ele já confirmou o que todos que me conhecem já sabem, eu tenho problemas mentais.
- Tudo bem? – ele perguntou meio incerto, eu confirmei com a cabeça.
- Eu só... – eu só o que? – Só lembrei de uma piada...
- Qual? – ele ficou curioso e sorriu esperando que eu contasse. Fodeu
. - Ahn... Err... Sabe, nem é tão engraçada... – ele continuou me olhando.
- Não deve ser pior do que eu ouço do Danny... Me conta, eu tambem quero rir... – ele sorriu. Danny? Danny Jones? Cade a nessas horas?
- Ahn... É... – sera que se eu falar que esqueci ele acredita, ou vai me achar mais anormal do que eu realmente sou? Pensa em uma piada menina – AH – lembrei de uma engraçada, idiota mais engraçada
– Tah, é assim... O psiquiatra pergunta pra loira: Costuma escutar vozes sem saber quem está falando ou de onde vêm? Ela respondeu: Sim... Costumo! Ele perguntou: E quando isso acontece? A loira responde: quando atendo o telefone! – Eu comecei a rir desesperadamente. Harry arqueou a sobrancelha me olhando sério. Ah qual é? Foi engraçada.
- Esquece o que eu disse você consegue ser pior do que o Danny... – ele começou a rir balançando a cabeça. Na hora eu parei de rir. O que ele queria dizer com isso? Eu ia falar alguma coisa mais ouvi a campainha tocar novamente. Ainda bem porque se não era capaz de eu falar alguma merda pra ele. Abri a porta dando de cara com uma sorridente.
- eu tinha que te contar – ela foi entrando sem ser convidada- Ah oi... Você deve ser o Harry? – ele concordou apertando a mão dela – A disse que você estava aqui. – sorriu e voltou a me olhar. Porque eu não poderia ser normal igual à de vez em quando? - Adivinha quem eu vi hoje...!
- Pessoas? – eu perguntei na dúvida. Ela me bateu. NA FRENTE DO HARRY. E o desgraçado começou a rir. Eu odeio a minha vida. – Cara, como você quer que eu adivinhe quem foi que você viu? Você vê um monte de pessoas... Sua mãe, seu pai, o Ryan, seus amigos que não são meus amigos, seus amigos que são meus amigos...
- ... O Ryan não é uma pessoa... Ele é um peixe...
- Eu o considero da sua família... Ele é legal e me faz rir e...
- Como é que você consegue rir com um peixe? – ela me olhou assustada – Nem me responda... – pude ouvir a risada baixa do Harry novamente. Eu preciso MESMO da sua capa de invisibilidade Harry Potter, a situação esta critica aqui em casa. – Enfim... Eu vi o Sam! – ela sorriu. Eu a olhei em dúvida.
- Sam? E eu lá conheço algum Sam? Fala sério... O único Sam que eu conheço é o do Supernatural, e eu sempre preferi o Dean...
- Deus dê-me paciência. – ela ergueu as mãos e olhou pra cima. Suspirei.
- Nhaa, me deixa em paz , eu não estou em um dia bom... – me joguei no sofá sem me importar com Judd rindo de mim.
- O que aconteceu? – ela olhou para o Harry.
- Ahn... Até onde eu sei nada muito sério... Ou aconteceu? – ele me olhou preocupado, ah, o Hazz ta preocupadinho comigo, que coisa mais fofinha. Neguei com a cabeça.
- E então? – me olhou séria.
- O Warrick morreu – suspirei olhando pro chão.
- O que? Quem? – agora estava abaixada na minha frente me olhando preocupada, nossa ta todo mundo se preocupando comigo hoje. Vi Harry se sentando mais próximo me olhando sério.
- Acho que é por isso que eu estou assim hoje... Tudo bem que eu sempre preferi o Nick, mais eu gostava do Warrick ele era legal e bonito e...
- Espera, do que você ta falando?
- Do CSI Las Vegas, você não viu? O Warrick morreu, de novo... – ela me olhou abobalhada – eu sei é surpreendente... Quase chorei de novo... E olha que eu já tinha visto esse capitulo...
- PUTA QUE PARIU ! – gritou do nada eu me assustei com ela. A me dá medo às vezes. – Eu aqui toda preocupada, e você vem me dizer que ta mal porque o carinha do CSI morreu? Tenha Santa paciência... – ela me olhava com raiva, ela tem um olhar mortal, e eu tava quase chorando achando que ela iria me bater.
- Ahn... Calma, pensa, pelo menos não é nada grave e...
- Eu preferia que fosse – ela cortou o coitadinho do Harry que tentou me defender – Eu quase me batendo por não ter percebido que alguém tinha morrido e que você estava mal...
- O que ta acontecendo? – o abriu a porta olhando com uma cara confusa pra nos três.
- ! – gritei desesperada correndo até ele antes que a maluca da minha amiga me batesse.
- O que foi? – ele perguntou me abraçando.
- Essa idiota da sua irmã me estressa...
- Hey, não fala assim dela, só eu posso falar mal da ! – isso foi à coisa mais estranha que eu já ouvi, ele estava mesmo me defendendo? me olhou com cara feia e se jogou no sofá próxima de Harry, que estava parado olhando tudo com a boca ligeiramente aberta. – Ah você ainda ta ai... - meu irmão me soltou indo pra perto do baterista gostoso. - Foi–mal a demora.
- Ta tudo bem... – ele disse rindo levantando e apertando a mão do .
Pouco depois os dois foram pro quarto dele e eu fiquei sozinha com a . Eu ainda estava com medo, afinal ela me olhava estranho.
- Conversamos outra hora. – ela disse com raiva e saiu da minha casa sem que eu desse tchau.
Fiquei no meu quarto a tarde toda e depois ajudei minha mãe a guardar as compras. À noite, depois que o Harry foi embora, eu liguei pra e me desculpei, nem sei do que, mais enfim ela ficou mais calma e começou a falar de como o Sam era perfeito.

Lição 3: Quando sua mãe perguntar o que você tem, diga: TPM! .

Acordei com a luz batendo no meu rosto, droga de claridade. Enquanto me espreguiçava e tirava as remelas dos cantinhos dos olhos meu estomago roncou. Droga de falta de comida. Levantei fui ao banheiro pelo mesmo motivo de todos os dias: xixi. Foi ai que enquanto fazia todo aquele processo de levantar a tampa da privada, abaixar as roupas de baixo e sentar, sim eu gosto de detalhar esses momentos íntimos, enfim, depois desse processo enquanto esperava o xixi sair ,olhei algo que definitivamente não me agradou em nada. Droga de menstruação. Acho tão nojento esse negócio gosmento sair de dentro de mim. Eca.
Depois de fazer tudo o que eu tinha que fazer, ou seja, tomar um banho trocar de roupa e colocar aqueles malditos absorventes que eu tanto odeio, desci para ir tomar meu café da manhã, meu estômago tava me matando. Eram 10:18, razoavelmente cedo para um sábado. Ouvi a campainha tocar no momento em que cheguei á copa, minha mãe passou por mim me dando um ‘bom dia’ antes de ir abrir a porta. Meu pai lia seu jornal matinal enquanto tomava seu café preto. comia algumas frutas picadas com cereais dentro de uma vasilha.
- Bom dia pirralha! – ele disse assim que eu sentei.
- Bom dia filha! – meu pai abaixou o jornal me dando um sorriso, meneei a cabeça para os dois sem nada dizer, estava de mau humor e isso era fato.
- Credo que cara é essa amiga? – perguntou entrando no local. – Bom dia homens da vida da minha amiga!
- Bom dia – os dois responderam juntos sorrindo para ela.
- Mais já aqui ? – olhei fazendo careta. Não tava com muita paciência pra ninguém hoje.
- Adoro quando você demonstra publicamente seu amor por mim! – ela riu me dando um beijo no rosto.
A campainha tocou novamente e quem levantou dessa vez foi o .
- Mas o que você tem minha querida? – mamãe me perguntou preocupada. Suspirei, não gosto muito de ficar divulgando que estou naqueles dias.
Don't keep your distance
- Descobri que não estou grávida esse mês! – disse dando de ombros enquanto pegava algumas uvas. Ouvi um barulho estranho olhei e vi meu pai quase roxo se engasgando com o café. Credo, o que deu no velho? O apareceu não sei da onde dando tapinhas nas costas dele.
- ! – meu pai gritou. Eu o olhei com medo, o que eu tinha feito? Era minha culpa dele ter se engasgado?
- Porque você não me contou que estava saindo com alguém? – ouvi falar, ainda olhava para meu pai. Saindo com alguém? Da onde ela tirou isso? Estou a tempos na seca, sim isso é triste. Droga de vida amorosa.
- O que foi que eu fiz? – perguntei com medo.
- COMO ASSIM O QUE VOCÊ FEZ? TA PENSANDO O QUE DA SUA VIDA? QUE SÓ PORQUE É MAIOR DE IDADE PODE SAIR POR AI COMO UMA PUTA? NÃO TE BOTEI NO MUNDO PRA ISSO! – eu ouvi direito? Meu pai tava me chamando de puta?
- Calma, querido, ela não está grávida! – minha mãe disse tentando acalmar a situação.
- MAIS PODERIA ESTAR! FICA SAINDO COM QUALQUER UM! – meu pai levantou-se e saiu batendo pé. Eu fiquei ali sentada ainda não tava acreditando no que tinha ouvido. Meu pai me chamou de puta, logo eu que mal saia de casa. Senti um braço passar pelos meus ombros, .
- Não chora amiga! – ela disse passando a mão na minha bochecha, eu tava chorando? - Mais eu... – disse segurando um soluço, ótimo, agora estava soluçando. – Eu não fiz nada... Eu só...
- Só dormiu com qualquer um e podia ter engravidado! – minha mãe disse olhando sério pra mim.
- De onde vocês tiraram que eu poderia estar grávida? Só se fosse do pôster do Johnny Depp que eu tenho...
- Foi você quem disse que não estava grávida esse mês. – minha mãe me cortou.
- Dã, porque foi o jeito mais razoável de dizer que eu estou menstruada, ou você quer que eu saia gritando pra todo mundo que eu to sangrando? – gritei, estava com raiva. - Vocês acham que eu saio dando pra Londres inteira é? Talvez seja melhor eu ir pra Austrália, cansei dos ingleses, vou começar a abrir as pernas para australianos, eles são bronzeados! – Levantei-me com raiva.
- Olha como fala mocinha... – minha mãe falou, mais não com raiva, foi meio que um quase pedido de desculpas.
- Eu falo como eu quiser, esqueceu que eu sou a filha PUTA que vocês colocaram no mundo?
- Se acalma ... – falou me olhando sério.
- Caramba será que é tão difícil entender que eu to de TPM e preciso de um pouco de carinho? Eu preciso de chocolates, filmes melosos pra chorar o dia inteiro e atenção, eu to sensível nesse momento da minha existência! Será que é tão difícil assim? Eu to pedindo muito? – fui em direção a cozinha e comecei a abrir os armários á procura de chocolates e doces, eu ainda estava chorando, eu odeio chorar, ainda mais na frente dos outros – Eu também preciso de uma faca, pra cortar meus pulsos já que NÃO TEM CHOCOLATE! – voltei para a copa. Droga de existência.
- Heey – meu irmão me puxou.
- Me solta não quero seu abraço – disse assim que senti seus braços passando por minha cintura.
- É claro que quer, todas querem – ele disse de um jeito engraçado, eu quase, quase sorri. Ele me abraçou forte e eu correspondi. Ouvi um barulho e soube que minha mãe tinha se levantado.
- Eu vou falar com o seu pai! – ela disse antes de sair. Como se eu quisesse falar com ele. ainda me abraçava sem falar nada ele passava uma mão em meus cabelos e com a outra me mantinha próxima a ele me puxando pela cintura. Ele fora o único que não desconfiou de mim, até mesmo a achou que eu estava saindo com alguém.
- Ta carente mesmo ein? – ele disse rindo depois que eu o abracei com mais força.
- Idiota – eu ri. Ele se afastou um pouco passando as mãos no meu rosto e deu um beijo na minha testa.
- Olha, você não precisa cortar os pulsos, como eu sou um irmão muito legal eu vou comprar chocolate pra você! – eu sorri dando um beijo em seu rosto. – Do que você quer?
- Todos menos amargo! – não precisava de mais nada amargo na minha vida.
- Todos... TODOS? – ele disse fazendo careta. Concordei sorrindo.
- Chocolate, chocolate branco, brigadeiro, menta, morango...
- Mais algum?
- Não sei... quer chocolatinho amiga? – apesar de tudo eu sabia que mesmo que eu estivesse grávida, coisa que não pretendo que aconteça tão cedo, ela estaria do meu lado.
- Ao leite! – ela sorriu. me soltou e virou-se:
- Vamos Harry? – Harry? HARRY? O Harry tava ali? O Harry ouviu tudo? OMG! Espíritos do Céu me levem!
- Claro! – eu não olhei pra ele, não iria conseguir depois de saber que ele ouviu tudo, traíra nem pra me avisar. Meu irmão idiota nem pra falar. Mais afinal onde esse menino estava que eu não o vi?
- Quer mais alguma coisa pirralha? - Não acho que por enquanto eu sobrevivo, mais vai rápido! – eu disse olhando para o chão. Ouvi a gargalhada dele antes de ve-lo saindo com Harry. Olhei pra ela me olhava séria. – Quarto. Agora.
Eu disse correndo pro meu quarto. Ela me seguiu. Assim que ela entrou tranquei a porta e me joguei em minha cama. sentou-se na cadeira no canto do quarto.
- Desculpa amiga, não sei o que passou pela minha cabeça, imagina você dando pra alguém... Sinto muito – ela parecia triste, parecia não, estava. Vi que uma lágrima escorreu e ela rapidamente passou a mão no local.
- Relaxa, não é com você que eu estou sentida. Mais imaginar que eu sai com alguém sem te contar é sacanagem ein... – ela sorriu concordando – Mais eu ainda quero te bater! – disse jogando uma almofada na direção dela.
- O que eu fiz? Além de ter duvidado de você por meio segundo?
- Não falou que o Judd estava ali... Eu gritando pra todos ouvirem que tava dando pra Londres inteira, que iria para a Austrália porque os homens de lá são bronzeados... – suspirei. Droga de Austrália.
- E gritou que estava sangrando... – ela deu uma risadinha.
- Espíritos do Céu levem-me dessa casa, levem-me desse país, levem-me dessa existência!
- Deixa de drama, agora não resolve de nada... Já era!
- Sabe, amiga você não esta me ajudando muito! – eu disse olhando séria pra ela. pulou na minha cama e me abraçou. Oh, adoro momentos gays.
- E com o seu pai? – ela perguntou.
- Nem quero saber dele, morreu, os Espíritos do Céu o levaram da minha vida!
- Credo , eu sei que ele pegou pesado com você mais... Ah sei lá... Acho que se fosse comigo eu provavelmente falaria a mesma coisa... Só que pra ele...
- Mais eu pretendo fazer isso, só to esperando ele vir pedir desculpas, ele e minha mãe! – continuamos conversando por mais um bom tempo. Já fazia uns quinze minutos que o e o Harry tinham saído, já estava na hora dos meus chocolates chegarem, sentei-me direito olhei para o meu quarto, estava uma zona. – Vamos ver um filme?
- Filmes melosos que te façam chorar o dia inteiro? – ela riu. Concordei sorrindo.
- NÃO! JÁ SEI! –gritei tendo uma idéia mais do que brilhante. – Não quero filmes melosos quero filmes com o meu Deppzinho, assim eu me recupero melhor e ainda vejo aquele ser extremamente gostoso...
- Alguém me chamou? – o meu irmão apareceu junto com o Judd, que me olhou sorrindo.Puta merda quero me matar.
- Ninguém falou de você não, menino – olhou-o confusa.
- Ouvi a dizendo algo sobre um ser extremamente gostoso...
- Idiota – comecei a rir enquanto ele sentava ao meu lado na cama. – Cadê meus chocolates? – ele me deu uma sacola com uns doze tipos de barras diferentes. Peguei uma ‘ao leite’ e joguei pra que agradeceu, tirei uma de chocolate branco que era o preferido do meu irmão e entreguei a ele – Qual você quer? – perguntei sem olhar para o Harry.
- Eu achei que você fosse comer todos sozinha... – ele riu.
- Não, eu sou legal e divido meus doces – sorri olhando-o brevemente.
- Sendo de chocolate tanto faz – peguei um de dois sabores e dei pra ele, peguei o de menta pra mim sorrindo bem feliz. O que o chocolate não faz com a minha pessoa.
- Você esta bem? – meu irmão me olhava.
- Mais ou menos, mais eu vou ficar, tenho chocolate, a e o Johnny Depp!
- Isso quer dizer que eu e o Hazz estamos fora dos planos?
- Nos ignoraram! – Harry tinha uma carinha de criança, meu irmão sorria.
- Ué, vocês vão ficar aqui? Achei que fossem sair pra fazer sei lá o que vocês homens fazem quando estão sozinhos...
- Até íamos, mais como você disse que estava carente e precisava de carinho resolvi ficar com você hoje! – sorri dando um beijo no rosto do meu irmão, ele conseguia ser extremamente fofo quando queria, e nem precisava fazer muito esforço pra isso.
- Hey, o ganha beijos e abraços e eu que estou aqui ouvindo você falar um monte de merda não ganho nem um obrigado? – fez careta.
- Eu fui com ele comprar chocolate – aqueles olhos azuis encontram-se com os meus. Eu sorri para eles.
- Não sei o que seria da minha pobre existência sem vocês cinco...
- Que cinco ?
- Você, o meu irmão, o Harry, o Jullian e o Johnny! – sorri recebendo um leve tapa na cabeça do meu não mais tão querido irmão. –Isso dói sabia? Você não pode me bater essa semana e nem nunca mais.
- Essa semana eu até entendo, mais você não vai ficar de TPM pra sempre! – ele riu.
- Mais se eu fosse você parava de me bater, já pensou se eu vou mesmo pra Austrália e começo a namorar um Wolverine da vida? Você vai estar morto.
- amiga querida, se você for pra Austrália me leva junto, dizem que lá tem muito homem e pouca mulher – fez uma cara muito pervertida.
- Cara, agora eu entendo porque você é assim – Harry me olhou triste, eu o olhei confusa – Com um irmão metido como o e uma amiga como a não podia dar em outra coisa...
- Eu sou assim? Assim como? – o que ele pensava de mim? Que eu sou idiota, retardada, desastrada, criança, e birrenta eu tenho certeza.
- Vai se foder Judd! – jogou a minha almofada no Harry.
Acabou que eu peguei Piratas do Caribe pra assistir e os três se jogaram na minha cama comigo. Cara, minha cama era grande, mais nem tanto assim, era o meu irmão, e o Harry nos cantos, eu estava no meio entre a e o .
Ficamos o resto da manha vendo filmes do Johnny até que o começou a reclamar que já não agüentava mais ver o mesmo cara em todos os filmes e que estava com fome. Eram 15h30min quando ele levantou pra pegar coisas para nós comermos, meu pai e minha mãe tinham saído já tinha um tempo.
voltou com uma bandeja cheia de coisas pouco saudáveis e depois foi pegar outros filmes no quarto dele. Eu queria ver Harry Potter, a queria Crepúsculo (eu nem tinha esse filme), Harry queria assistir De volta para o Futuro e o meu irmão queria assistir O Grito. Infelizmente ele colocou esse filme, não deu dois minutos a inventou uma história e foi embora, desgraçada me deixou sozinha.
Já tinha uns vinte minutos que o filme estava passando e eu não tinha visto nada. Estava com medo demais pra isso. Reparei que o meu irmão estava dormindo. Ótimo coloca esse filme das trevas e nem assiste. Olhei para o outro lado Harry parecia prestar atenção no filme. Será que ele gosta de filmes assim? Olhei-o por algum tempo e depois ouvi um grito, acho que o titulo tem tudo a ver com o filme... Peguei minha almofada de vaquinha e escondi meu rosto, sim eu não gosto desses filmes, sim eles me dão medo, sim...
- Tudo bem? – ouvi a voz do Harry olhei-o.
- Claro, claro, tudo bem... – era essa a minha oportunidade – você esta mesmo assistindo?
- Sim, por quê? – ele olhou para o dormindo. – Você esta com medo do filme?
- Medo? – eu sorri sarcástica – Como você é educado, Harry... – ele arqueou a sobrancelha sexy dele – Eu não tenho medo desses filmes... Eu tenho pavor. Harry me olhou e começou a rir baixo para não acordar meu irmão.
- É só um filme sabia?
- E dai? Isso não me impede de não conseguir dormir a noite com medo que alguma alma maligna venha puxar meu pé! – fiz careta, ele alargou o sorriso.
- Tudo bem, eu sou legal, se quiser pode mudar de filme... – eu sorri para ele.
- Harry eu já disse que você é o amigo mais legal que o meu irmão tem? – disse já levantando para trocar o filme. – Que filme você que ver? – olhei para ele que estava deitado com os braços cruzados atrás da cabeça.
- Qual você quiser... Mais prefiro um que não tenha o Johnny Depp! – ele riu baixinho. Concordei pegando o meu porta DVD, minhas opções de filme eram melhores que as do meu irmão, no dele só tinha filmes que me assustavam e alguns indecentes que eu achava nojento. Madagascar, Era do Gelo, Selvagens, Por água a baixo, Shrek, Up altas aventuras, Deu a louca na Chapeuzinho, Harry Potter, Piratas do Caribe, Edward mãos de tesoura, A janela secreta e vários outros que tinham o Johnny, tinha também... Sr. E Sra. Smith, A origem, Sim senhor e ACE VENTURA! Claro o Jim Carrey sempre me faz rir e eu simplesmente amo esse filme, e eu sei que o Harry também gosta, nada mais apropriado do que rir depois de um filme tão cabuloso como aquele que meu irmão colocou.
Coloquei o filme e voltei a deitar entre Harry e . Fiquei ali deitada rindo junto com Harry, depois que acabou o filme optamos por ver algum seriado, mostrei onde estavam os DVDs e o Hazz foi escolher. Vi ele segurando o de Friends, Supernatural, Cold Case, Bones, CSI (que era o meu preferido), The Big Bang Theory, Two and a Half Men, não consegui ver qual ele escolheu, mais logo ele já estava deitado ao meu lado novamente. Eu preciso dizer, eu dei muita sorte, o Harry esta deitado com a cabeça no meu travesseiro preferido, isso significa que... Meu travesseiro terá o perfume dele, serei uma viciada...
Logo vi Homer aparecendo na tela da TV, eu nem me lembrava que tinha Os Simpsons, sério mesmo, faz tanto tempo que eu não vejo...
No final do quinto episódio o acordou dizendo que estava com fome, alguma novidade? Tudo bem, eu também estava. Eu olhei para o lado e o delicinha do McFly estava dormindo, cara ele ficava tão lindo dormindo, tão calminho, tão...
- Deixa ele dormir e vem comigo – meu irmão falou levantando. Saiu bem devagarzinho para não acordar o meu amado baterista, quando estava fechando a porta o Jullian correu para minha cama, eu tinha até me esquecido dele, ficou a tarde toda sem dar o focinho.
- Vamos pedir pizza, não estou com vontade de fazer comida, do que você quer? – perguntou enquanto pegava o numero da pizzaria que estava na agenda ao lado do telefone.
- Frango com catupiry – sorri para ele.
- O que a gente pede para o Hazz? – ele me olhou, porque eu deveria saber? Poxa o amigo é dele.
- Calabresa! – dei de ombros e meu irmão me olhou surpreso – Todo mundo gosta de calabresa, ele deve gostar! – disse distraidamente. É claro que eu sabia que esse era o sabor preferido do Harry mais não comentei.
concordou com a cabeça e começou a discar, fui ao banheiro enquanto ele falava com o atendente. Quando voltei ele arrumava a bancada para dois, ou seja, eu e ele. Mais espera, nós somos três.
- Mais nós somos três...
- Deixa o Harry dormir, ele falou que estava cansado por causa dos shows que estão fazendo, quando ele acordar ele come. – concordei ajudando-o com os talheres e copos. É verdade, coitadinho dele, do Harry e dos outros garotos, afinal eles estão fazendo um monte de shows para divulgarem o novo CD, que a propósito eu já comprei, e esta perfeitinho mais claro o Harry não sabe, e se depender de mim continuara sem saber, afinal até onde sei nem passa pela cabecinha linda e perfeita com uma cicatriz parecida com a do Potter dele que eu seja fã do McFly. E pensando bem... Quanto tempo fazia que eu não o via? Umas duas ou três semanas acho... O que era bem triste, não que nós fossemos super íntimos, mais depois que você descobre que seu irmão é amigo de infância do amor da sua vida e esse rapaz começa a passar em sua casa com certa freqüência e de repente ele some, você começa a sentir-se triste e sozinha e... Ta parei.
Mais era mesmo bem triste não vê-lo com tanta freqüência... Poxa é o Harry Judd! Mais deixe ele para lá, afinal ele esta lá lindo e gostoso dormindo na minha cama. Morram de inveja.

4: Quando Harry Judd dormir na sua casa não saia, repito, NÃO SAIA do quarto do seu irmão durante a madrugada. .

Eu estava sentada no sofá em frente à televisão, que estava desligada, esperando pela minha pizza, eu e o meu irmão. Que a propósito estava deitado com a cabeça no meu colo enquanto eu fazia um carinho nos seus cabelos, ele estava de olhos fechados, pensei até que ele estivesse dormindo mais assim que a campainha tocou o que em minha opinião demorou séculos, ele levantou-se rapidamente e foi atender. Dois minutos depois já estávamos sentados na bancada nos atracando na pizza, sim somos esfomeados. Sinceramente, eu adoro pizza, todos os sabores, mais eu acho mesmo que nada supera frango com catupiry, é tão... Frango com catupiry. O prefere Lombo com champignon e eu até gosto, mais não é a mesma coisa.
- O Harry vai ficar dormindo aqui? – perguntei enquanto tomava um gole de Coca-Cola.
- Acho que sim, já esta tarde, e ele esta cansado, é melhor ele ficar dormindo na sua cama e amanhã vai pra casa! – OMG! Eu ia dormir na mesma cama que Harry Judd por uma noite inteira? Ah mais isso não ia prestar, não mesmo. Como eu sou uma pessoa que lê fanfics restritas eu tenho pensamentos impuros às vezes, e nesse momento eu estava tendo um. Qual é? Aposto que toda garota que tivesse Harry Judd dormindo em sua cama teria pensamentos impuros. Mais meu querido irmão existe e decidiu acabar com meu momento ‘oi, vou abusar do baterista do McFly essa noite, beijos’ – E você dorme no meu quarto hoje – falou antes de colocar um pedaço de pizza na boca.
Olha, eu adorava dormir na cama do meu irmão, é extremamente confortável, a cama dele era melhor do que a minha, mas assim, tendo o Deus todo poderoso, o ser mais gostoso de todo o Olímpio, o baterista delicinha, o homem mais sexy que eu já vi em minha humilde vida, dormindo no meu quarto, na minha cama, a ultima coisa que eu queria era dormir no quarto do meu irmão. Mais como minha vida nunca é 100% perfeita, isso não iria acontecer.
Terminamos de comer, eu entrei no meu quarto para pegar minhas roupas e minha toalha, já que o achou arriscado demais eu tomar banho no meu quarto, ‘E se ele acorda com vontade de ir ao banheiro e te pega lá?’ como se eu realmente estivesse me importando, God eu tenho que parar de ler fics restritas e qualquer outra coisa que envolva esses pensamentos pecaminosos. Tomei banho no banheiro do quarto do meu irmão, me vesti e fui deitar, como a cama dele é confortável, preciso de uma dessas. Ficamos uns minutinhos conversando, bem poucos na verdade, meu irmãozinho super fofo ficou preocupado com a demora de nossos pais e resolveu ligar pra ver se tinha acontecido alguma coisa. Minutos depois ele me disse que eles iam passar a noite fora, parece que eles precisavam de um tempo sozinhos... Meus pensamentos pecaminosos me deixaram enjoada. Afinal, onde meus pais ficariam? Claro que eu algum motel caro de Londres que tem aquelas banheiras que mais parecem piscinas com hidromassagem, enquanto tomam banho de espuma e tomam champanhes caros e depois eles iam... Ok eu estou bem enjoada agora.
Conversamos por mais alguns quinze minutinhos até eu sentir sono demais pra raciocinar sobre qualquer assunto que ele falava. Dormi deixando-o falar sozinho. Coitado. Acordei no meio da noite com sede. Eu estava deitada em cima no braço do , levantei bem devagar com medo de acordá-lo e sai do quarto abrindo minimante a porta para ela não fazer barulho. Estava passando pelo corredor quando vi uma figura estranha parada um pouco mais a frente. Gelei. Fiquei em silencio mais minha respiração estava falha, putz tinha um ladrão na casa, e ele estava mexendo na mesinha da sala, aposto que estava pegando os enfeites caros que minha mãe comprou. Eu estava ali vendo aquela figura curvada mexer nas coisas, eu tinha duas opções: primeira, voltar para o quarto acordar meu irmão e ligar para policia, o que provavelmente daria tempo do ladrão se mandar, a não ser que ele estivesse armado e nos matasse. Segunda opção: eu mesmo me livrar dele, como? Não tenho nem idéia. Foi nessa fração de segundos que eu me decidia o que fazer, que ele levantou, automaticamente eu dei um passo para trás pisando em algo peludo, Jullian. Ele miou alto atraindo a atenção do meliante para minha pessoa. É agora que eu morro.
- ? – OMG! O bandido sabe meu nome, será que ele ia me seqüestrar? Porque assim, eu estou brigada com meu pai, não tenho certeza se ele iria pagar um resgate – ? – ele falou se aproximando de mim. Fiquei com medo e gritei, ou tentei já que uma das mãos nojentas dele tapou minha boca. – Psssiiu, você vai acordar todo mundo.Espera, eu conheço essa voz. Esses olhos azuis, ainda que escuro eu reconheço.
- Harry? – disse meio assustada meio aliviada enquanto ele tirava a mão na minha boca e acendia a luz. Esquece o que eu disse sobre mão nojenta.
- Quem você pensou que fosse? – ele sorriu pra mim arqueando minimamente sua sobrancelha direita.
- Hrm... Um... Ladrão – disse olhando pra baixo com vergonha. Putz como que eu me esqueço que o Harry estava na casa?
- Desculpe, eu te assustei não foi? – ele sorriu sem graça coçando a nuca – Eu só não queria acordar ninguém, eu estava procurando um papel e uma caneta para deixar um bilhete, eu estou indo... Na verdade não sei por que vocês não me acordaram antes... – ele me olhou parecendo confuso.
- Hum... Você parecia cansado, então te deixamos dormir... E você não precisa ir embora ás... – olhei para o relógio da cozinha – 3h15 da madrugada, pode ficar até de manha – falei sorrindo um pouco.
- Não imagina, já estou dando trabalho, quer dizer, até da sua cama eu te tirei – ele riu baixo parecendo mesmo constrangido. – O que seus pais pensariam de mim?
- Eles não estão aqui! – comentei dando de ombros – E esta tudo bem, você não esta dando trabalho... E a cama do meu irmão é melhor do que a minha – falei fazendo careta ele sorriu.
- Mesmo assim...
- Não é sério, fica aí... Logo amanhece mesmo... E depois é o mínimo que eu posso fazer... Você e o deixaram de fazer não-sei-o-que pra ficarem comigo, você não precisava ter visto filmes com a gente, e ainda me deixou trocar aquele filme das trevas por um de comédia... Eu realmente estou te devendo e...
- Foi legal passar a tarde vendo filmes com você e com a sua amiga, e foi mais proveitoso do que sair com o , fazia tempo que eu não parava e ficava em casa fazendo esses programas mais caseiros sabe? – ele deu um sorriso triste – E eu não gosto tanto de filmes de terror como seu irmão, e prefiro Ace Ventura a O grito! – ele riu baixinho – Mais não, eu não tenho medo de filmes de terror... – ele riu mais quando fiz careta.
- Ok – eu sorri – mais então dorme ai, já ficou até agora mesmo... – dei de ombros Harry deu uma piscadinha, muito sexy, diga-se de passagem.
- Por que você levantou? – ele perguntou de repente – Fui eu quem te acordou?
- Não – falei rapidamente – fiquei com sede. – falei e fui andando em direção a cozinha pra pegar um copo d’água, Harry me acompanhou e encostou-se na bancada. – Quer? – ele negou com a cabeça. Sabe aquela sensação de que você esta sendo observada? Analisada? Pois é, eu estava com ela. Olhei pelo canto do olho para o Hazz ele estava me olhando, olhando para as minhas pernas mais precisamente, discretamente olhei para o meu pijama. Super Men, me salve. Eu estava com o pijama que ganhei da minha tia no meu aniversário, uma baby look de alcinha com a estampa do Burro e do Gato do Shrek e um shorts que pegava na metade da minha coxa. Mais uma vez eu estava constrangida e vestida indecentemente na presença do Judd. Por que eu tenho a impressão que isso sempre acontece?
Pigarreei levemente me virando para olhá-lo, ele olhou para mim sorrindo com a maior cara de inocente do mundo.
- Você deve estar com fome!
- Já que você tocou no assunto... É eu estou um pouco com fome! – ele continuava com aquele sorriso “I’m so sexy”.
- Sorte sua que eu e o somos muito legais – sorri me virando para pegar um prato, com os pedaços da pizza de calabresa, do micro-ondas. – Prefere que esquente?
- Pizza! – ele sorriu se aproximando de mim – Não , assim tá bom, obrigado!
Ele sentou-se na cadeira da bancada e começou a comer com a mão mesmo, peguei os guardanapos e coloquei ao lado dele, que agradeceu novamente.
- Ketchup? Maionese? Mostarda? – perguntei abrindo a geladeira. Ele negou com a cabeça. – Suco ou Coca-Cola?
- Coca! Pizza sem Coca-Cola não é a mesma coisa! – ele falou olhando brevemente para mim. Sorri concordando. Peguei a garrafa e um copo e servi-o. – Mais uma vez muito obrigado! – ele sorriu.
- Sem problemas! – sorri pegando meu copo com água e tomando os últimos goles. Não sabia se ficava ali o esperando terminar de comer ou se ia para o quarto, quer dizer seria falta de educação deixá-lo ali sozinho certo? Mais se eu ficasse ele poderia achar que eu estou flertando com ele, o que de fato esta acontecendo, mas eu realmente não preciso que ele saiba.
- Sabe – ele começou depois de tomar um gole de refrigerante, eu o olhei – não é por nada não mais... – ele sorriu – acho que você não cresce mais do que isso, não adianta ficar em pé! – ele riu baixinho, demorei alguns segundos para entender o que ele queria dizer. Qual é? Meu raciocínio é lento de madrugada.
- Heey – reclamei indignada fazendo-o rir mais uma fez. Sentei-me ao seu lado, o que o fez sorrir. – E eu gosto da minha altura, obrigada!
- Segundo o Doug, ser baixo é um charme a mais – ele disse me olhando – talvez ele tenha razão.
Nem preciso dizer que eu corei feito camarão na grelha. Isso só aumentou o sorriso dele. Ele terminou de comer e nós fomos voltando em silêncio para os quartos. - Hum... – eu o olhei antes de entrar no quarto do meu irmão – Valeu! – ele sorriu dando uma piscadinha. Apenas sorri de volta incapaz de falar qualquer coisa. OMG! Aposto que ele sabe os efeitos que causa em mim e ainda faz isso, safado. Entrei no quarto indo deitar ao lado do em silêncio, não demorou muito e eu apaguei.
- acorda! – senti algo ou alguém me chacoalhar – Acorda garota!
- Queeê? – abri lentamente os olhos, a claridade estava me incomodando, pô meus olhos são sensíveis pela manha. - Levanta já tá na hora do almoço! – falou me balançando mais um pouco. Hora do almoço? Eu dormi tanto assim?
- Hum... E vamos comer o que? Você vai cozinhar? – perguntei me sentando na cama e passando as mãos pelo rosto.
- Não, a mãe trouxe comida japonesa! – ele sorriu, era a comida favorita dele. Espera, quer dizer que minha mãe e meu pai estavam em casa? Droga. Levantei bem devagar e fui até o banheiro para fazer aquilo que todos fazem quando acordam. Cheguei à sala, já devidamente vestida, afinal não queria que Harry me visse só de pijama novamente. Meu pai e meu irmão estavam sentados no sofá vendo um programa qualquer e minha mãe arrumava a mesa. Olhei para um lado, olhei para outro, olhei na direção do banheiro, que tinha a porta aberta, olhei para o meu quarto com a porta fechada, será que o Judd ainda estava dormindo? Entrei na cozinha e minha mãe me deu um ‘bom dia’ bem animado, apenas acenei com a cabeça, qual é, ainda estou magoada. Vi que ela tinha arrumado a mesa para quatro. Eu + irmão + mãe + pai + futuro marido (lê-se Harry) = cinco pessoas, então por que só tinha lugar para quatro?
- Falta um lugar! – apontei pra mesa com a cabeça. Minha mãe me olhou e depois olhou para mim.
- Não falta nada! – ela falou dando as costas e indo pegar não-sei-o-que e me ignorando.
- Mais e o Hmf – senti a mão quente e grande do meu irmão em minha boca abafando a minha frase.
- Ela quis dizer que falta o lugar do Jullian, você sabe como a é mãe! – disse dando um sorriso forçado pra minha mãe que o olhou desconfiado, mais deu de ombros e voltou a fazer... Não sei o que. Meu irmão me puxou não muito delicadamente para o corredor dos quartos.
- O Hazz já foi embora – falou baixo olhando na direção do meu pai que ainda assistia TV.
- Por quê? – perguntei baixo.
- Ele tinha umas coisas para fazer, e achou melhor nossos pais não saberem que ele dormiu aqui, e sinceramente eu também acho! – falou me olhando, olhei confusa e rolou os olhos – Sabe, você e o pai já estão brigados, não precisamos de mais um motivo para ele te xingar, principalmente se souber que o Judd dormiu no seu quarto! Abri a boca para reclamar com ele, mais ele me olhou sério e saiu de perto de mim. Não vou nem comentar o quanto eu fiquei com raiva, como assim o Harry vai embora porque achou que meu pai ia pensar que temos um caso é? E eu dormi no quarto do meu irmão, que é amigo do Harry, meu pai não poderia mesmo achar que eu tive uma noite selvagem com o garoto, ou poderia?
Estava comendo em silêncio e muito concentrada, afinal eu tenho sérios problemas para comer usando rachi então, qualquer mole e poderia voar um sushi no prato de alguém, o que definitivamente não seria muito legal. Ouvia ao fundo uma conversa entre minha mãe e meu irmão que eu não fazia questão de ouvir. Estava fazendo um grande progresso, normalmente quando levam esse tipo de comida para casa eu não conseguia comer muita coisa, ou acabava pegando um garfo e uma faca, o que eu achava humilhante já que meus pais e meu irmão comiam perfeitamente bem com aqueles pauzinhos. E naquele dia por algum milagre de Merlin eu já tinha conseguido pegar alguns grãos de arroz e um sushi inteiro e comer sem derrubar, sim eu estava evoluindo igual a um Pokémon!
Estava tão feliz que até comecei a cantarolar That’s The Truth baixinho, enquanto tentava pegar mais algum arroz com o rachi, tarefa difícil.
- ! –dei um pulo espalhando todos os três grãos que eu tinha conseguido pegar. Olhei assustada para o meu pai, eu não tinha nem feito nem falado nada dessa vez, então ele não poderia brigar comigo – Te chamei umas cinco vezes, não ouviu? – ele perguntou mais calmo. Apenas neguei com a cabeça, ele pigarreou – Bom... Eu conversei com a sua mãe e com seu irmão... – baixei meu olhar para meu prato vendo aquele monte de arroz, sushi e sashimi intactos. – E... Eu quero me desculpar com você pelo que eu disse ontem! – eu o olhei rapidamente, meu pai não era o tipo de homem que sai pedindo desculpas. – Eu me exaltei, não deveria ter falado com você daquela maneira, eu errei e sinto muito por isso, mais... Da próxima vez tente falar de uma forma mais normal... Não que isso seja desculpa pelo que eu te disse, mais... Bom... Eu sinto muito! Você sempre foi uma ótima filha e nunca nos deu motivos para desconfiar de você!
- Sim, sentimos muito querida! – minha mãe falou com um sorriso culpado nos lábios. Eu os olhei por alguns segundos ponderando entre falar ‘não desculpo nada, eu odeio vocês e nunca mais vou desculpar vocês por terem me chamado de puta!’ ou ‘tudo bem, esquece’, eu queria dizer que não desculpa nada, afinal eu ainda estava magoada com aquilo, por outro lado se eles não tivessem gritado comigo Harry não teria passado o dia comigo e... Qual é, nem o Judd vale eu deixar isso tão barato, o que eles disseram não foi nada legal e eu realmente não dou motivos para esse tipo de atitude. Eu os olhei com certa raiva e já ia falar que não iria desculpar tão cedo quando senti um pisam no meu pé, olhei para o que me olhava sério com cara de mau. Respirei fundo.
- Ta tudo bem, deixa pra lá! – dei de ombros voltando a pegar o rachi.

Lição 5: Quando for convidada para assistir um ensaio do McFLY fique sentada o tempo todo.

Estava na sala sentada no sofá branco próximo ao corredor com Jullian esticado ao meu lado brincando com um prendedor de cabelo enquanto eu tinha o notebook em cima de uma almofada no meu colo, estava vendo o site do Super City e brincando, ou melhor, tentando jogar golfe no quarto do Hazz, acho que ele é a única pessoa no mundo que tem um laguinho e um campo de golfe no quarto mais enfim... É incrível como eu nunca consigo passar daqueles três buraquinhos, e como eu sou descoordenada até para apertar três miseras teclas “Z, X e Espaço” mais tudo bem, estava lá, tentando conseguir alguns pontos para trocar por um wallpaper bem legal dos meninos quando ouvi a risada do enquanto ele tentava abrir a porta, eu gelei quando ouvi a risada rouca do Judd.
OMG! Os dois entrariam em casa e me veriam de moletom e descabelada. Deixei o computador na mesinha de madeira e corri para meu quarto ouvi um ‘Finalmente’ quando o conseguiu abrir a porta, minha sorte é que eu já estava entrando no meu quarto.
- Jullian! – ouvi a voz do Harry e já podia imaginá-lo brincando com o meu gatinho.
- Tudo o que eu precisava! – meu irmão falou e eu fiquei imaginando do que ele falava.
Parei de escutar atrás da porta e fui em direção ao meu closet pegando uma jeans clara, uma camisa listrada e uma jaqueta branca, coloquei meu all star preto e fui para sala, após ter certeza que estava apresentável.
Ouvia risadas dos dois e quando olhei para eles sentados no sofá que eu estava á minutos atrás com o meu notebook em mãos eu gelei, eu esqueci o Super City aberto, agora o Harry sabe que eu sou fã do McFLY! OMG!OMG!OMG!OMG! Como eu sou burra.
- Maninha! – disse feliz eu o olhei e apenas dei um sorrisinho.
- Oi ! – Harry sorriu dando um tchauzinho com a mão.
- Oi! – disse aos dois e virei para a cozinha. Ótimo, e agora o que eu faria? Peguei um pacote de bolachas um copo de suco e estava indo para o meu quarto quando o Harry me chamou. Olhei para ele, meu irmão não estava ali. OMG!
- Hey! – disse baixo.
- Hey!– Ele sorriu me imitando – Vai fazer alguma coisa amanha?
Eu o olhei por alguns segundos, HARRY JUDD ESTAVA ME CHAMANDO PARA SAIR? RESPIRA, RESPIRA, CONTA ATÉ CINCO...
- Por? – perguntei calmamente Um: Harry Judd gostosão...
- Ahn... Eu vou ter um ensaio com os caras amanhã á tarde se você quiser ir, vai ser legal, vai ter mais algumas meninas lá e... Se quiser pode chamar a também! – ele sorriu.
OMG! Ele estava mesmo me chamando para ir a um ensaio da banda dele? Eu iria conhecer o Tom, o Dougie e o Danny! OMG! Era bom demais para ser verdade!
– Então, você vai? – ele me perguntou sorrindo. Pigarreei levemente antes de responder.
- Hum... Por que... Por que você esta me convidando? – perguntei um tanto insegura, qual é algum motivo tinha que ter.
- Bom – ele coçou a nuca ainda com um sorriso nos lábios – ainda não te agradeci como deveria por você ter sido tão legal comigo naquele dia e... err, como você gosta da banda achei que iria gostar de conhecer os caras! – ele sorriu sem graça agora.
- Quem foi que disse que eu gosto da sua banda? – perguntei tentando parecer chocada e indignada.
- Seu irmão quando a gente se viu na Starbucks, quando você saiu ele disse que você estava estranha o dia inteiro porque estava chateada de não ter ido ao show do tal do McFly! – ele riu fraco, fiquei vermelha.
- Se você sabia por que... Nunca falou nada? – perguntei com a voz falha. Harry deu de ombros.
- Achei legal você fingir que não me conhecia! – ele sorriu, senti todo o meu corpo queimar de vergonha, eu só queria sair correndo – E depois, se você não queria falar nada, não seria eu a falar!
- Falar do que? – apareceu pegando meu copo e tomando o meu suco. Uma palavra: Folgado.
- Que ela sabe da banda!
riu alto Harry sorria. Posso me jogar no Tâmisa agora?
- Você deixou muito na cara , esqueceu o computador ligado com a pagina da banda aberta! – meu irmão riu devolvendo-me o suco pela metade. Apenas dei de ombros.
- Então Harry... – ele parou de brincar com o Jullian que estava em seu colo e me olhou - Me da um autografo? – sabe o que ele fez? RIU. Sabe o que meu irmão fez? GARGALHOU. É o seguinte, ele já sabia que eu gostava da banda, então porque perder tempo? Quero mesmo um autografo e depois eu arranjo uma foto!
- Eu venho na sua casa há semanas e você quer um autografo? – ele perguntou com a sobrancelha arqueada mais ainda sim sorrindo. Dei de ombros novamente.
- Ué, você é o baterista do McFly, minha banda preferida, já que você sabe que eu gosto me de logo seu autografo! – ele apenas riu voltando a fazer carinho no gato. Será que ele achou que eu estava brincando? Resolvi ir para meu quarto antes que acontecesse mais alguma coisa constrangedora demais para minha sanidade mental.
- Você vai ao ensaio? – perguntou indo sentar-se ao lado do amigo.
Parei por um momento, ir ou não ir, eis a questão. Se eu fosse além de ver a banda que eu mais amo no mundo tocar na minha frente eu ainda iria conhecer os dois guitarristas e o baixista mais incríveis do mundo, e mais gatos também. Mais se eu dissesse sim o Harry provavelmente acharia que eu não tenho amigos nem uma vida social. Mais dizer não significaria deixar de ver tudo o que eu citei a cima. Pergunta difícil, resposta mais difícil ainda, e agora?
- Não sei, vou perguntar pra se ela esta afim de ir junto, a gente tinha marcado de fazer umas coisas amanha... – vi os dois concordarem com a cabeça e me virei para o corredor com um sorriso enorme em meus lábios, HÁ, isso mesmo, achem que eu sou uma pessoa ocupada. E saiba Judd que eu não sou uma pirada que se joga aos seus pés só porque você é um baterista gostoso, talentoso, rico e famoso. Quem eu quero enganar? É claro que eu quero ir a esse ensaio. É obvio que eu tô vibrando por dentro, mais eles não precisam saber disso.
Liguei para a que surtou quando eu falei do ensaio e que ela estava convidada.
“EU VOU CONHECER O DANNY SARDENTO GOSTOSO JONES! AAAAHHHH!”
E depois dessa simples frasezinha eu quase perco todo o meu poder de audição.
Estava sentada em minha cama com as pernas cruzadas, tipo índio, saca? Quando você esta na escolinha e a ‘Tia’ fala, “senta como indiozinho” Não sei por que, nunca vi nenhum índio sentado assim... Não que eu tenha visto muitos índios, porque na verdade eu nunca vi nenhum, só em desenhos e filmes... Eu estava sentada na minha cama com a jogando as roupas do meu closet em cima de mim após olhá-las por alguns cinco segundos. Ela estava com um vestido rosa tomara que caia bem lindinho, com os cabelos soltos e um salto preto, não muito alto, e claro um, sobretudo branco por cima, afinal esta nevando na cidade. Eu adoro a neve. Alias, eu adoro Londres!
Ela estava me ajudando a escolher uma roupa para usar hoje quando fossemos ao ensaio do McFly. Tipo, eu estava usando uma camisa preta do The Used que tinha a letra de ‘I Caught Fire’ nas costas, uma jeans meio larga, mais não muito, escura, quase preta, um Nike preto e uma jaqueta de moletom da Hurley, verde. Meus cabelos estavam presos de um jeito estranho, mais eu gostava deles assim. Mais segundo a eu não poderia me apresentar na frente do McFly vestida assim. Quem se importa o Judd já me viu de toalha, já me viu de pijama. Eu aparecer com uma roupa normal já é um progresso. Mais não para a .
- Que tal esse? – ele perguntou me mostrando um vestido preto com detalhes em prata que eu nem lembrava que existia, eu comprei para a minha formatura.
- , nós vamos ver um simples ensaio e não uma Premier de Harry Potter!
Ela deu de ombros guardando o vestido e voltando a procurar alguma outra roupa que ela julgava apropriada.
- Precisamos ir urgentemente ao shopping comprar roupas para você! – ouvi o comentário dela e rolei os olhos entediada.
- Vocês já estão prontas? – apareceu na porta do meu quarto. Eu fiz que sim com a cabeça gritou um ‘não’ que meu irmão ignorou. – Eu não vou mais poder ir com vocês, o pai pediu para eu ajuda-lo com alguns papeis, sabe como é... – ele falou chateado, fiquei com pena dele. –Bom, divirtam-se! – ele deu um meio sorriso e ia saindo quando...
- ESPERA! – gritei levantando e derrubando algumas roupas que estavam em cima de mim – Se você não vai, como nós vamos? Não temos o endereço!
- Relaxa o Harry daqui a pouco aparece ai, eu falei com ele! – ele deu um tchau e saiu.
OMG! Harry viria nos buscar... Eu no carro com Harry Judd? Acho que isso não iria prestar, ainda mais com a ao meu lado, como você me abandona em uma hora dessas? Que espécie de irmão é você?
- Que tal essa? – apareceu com uma roupa que eu nem lembrava já ter usado em toda minha vida! Pra mim parecia um vestido de fadinha, só faltavam às asas mais ela disse que era lindo. Eu já ia dizer que não íamos a uma festa a fantasia quando a campainha tocou. Corri para atender já imaginando que fosse o Harry, não que eu estivesse tão desesperada para vê-lo, mais se ele tivesse chego não daria tempo da minha amiga, aprendiz de psicopata tentar colocar aquele vestido a força em mim, o que era de fato um alivio.
- Hey! – sorri para ele assim que abri a porta.
- Pronta senhorita? – ele perguntou me dando um beijo da bochecha, senti essa região formigar.
- Esperando a ! – falei dando espaço para ele entrar.
- Harry! – apareceu sorrindo – Você não se importa de esperar uns cinco minutinhos ne? – ele negou com a cabeça – A ainda não esta pronta! – ele me olhou de cima a baixo.
- É claro que eu estou pronta, já disse pra você que eu não vou a nenhuma festa a fantasia depois do ensaio! – falei com raiva, ela segurava aquele vestido de fadinha e Harry já tinha visto. Aposto que ele imaginou que eu sairia voando se usasse aquilo.
- Mais ... – não terminou a frase por termos Harry ao nosso lado, ela não poderia falar nada na frente dele. – Ta tudo bem, mais depois não diga que eu não avisei. – dei de ombros pegando meu celular e minha bolsa em cima do sofá, pegou a bolsa e o sobretudo e saímos acompanhadas do baterista.
Entramos no carro (que eu não faço nem idéia do modelo, só sei que é preto e muito bonito e confortável, e provavelmente caro) eu estava indo em direção ao bando de trás mais a minha querida amiga praticamente me empurrou para o banco do carona. Harry entrou esperou nós colocarmos o cinto (que responsável) e saiu. Paramos em um sinal vermelho e ele ligou o som colocando na radio local, que como sempre, não tocava nada que prestasse. Olhei pelo canto do olho vendo-o batucando no volante alguma coisa que não se parecia em nada com á musica que tocava na radio, vai saber.
- Então... – começou e nós dois prestamos atenção nela – Onde exatamente estamos indo?
- Pra casa do Dougie, ele quer impressionar a nova namorada! – Harry sorriu voltando a olhar para a estrada já que o sinal estava verde.
- Isso acaba com a minha teoria! – falei baixinho, mas ele escutou, droga.
- Que teoria? – Harry me olhou rapidamente, vi que cantarolava algo enquanto mexia em seu celular – Então o Poynter é seu preferido? – ele perguntou de um jeito engraçado. Fiquei vermelha.
- Nããão – falei rápido fazendo-o rir levemente – minha teoria é que o Dougie terminaria com a Frankie de um jeito ou de outro e você com a Izzy para poderem ter um caso sem namoradas para atrapalhar! – ele me olhou surpreso. OPA! Acho que eu não deveria ter falado isso pra ele. Ouvi rir do banco de trás.
- Você acha mesmo que eu sou gay? – ele perguntou voltando sua atenção para a rua um tanto deserta.
- Err... – NÃO É CLARO QUE NÃO HARRY! – Eu só estava brincando!
Ele me olhou mais uma vez com uma cara estranha.
- Então sua teoria esta mesmo furada, faz mais de dois meses que eu terminei com a Izzy, e o Dougie arranjou outra namorada, e eu não gosto de ficar como o ‘outro’! – ele sorriu novamente, o que devo admitir me deixou mais tranquila, imagina se ele fica mesmo bravo comigo? O que eu faria?
– E minha teoria esta furada também? – eu o olhei em duvida, que teoria? – Não é o Poynter o seu McFly preferido?
Olhei-o por alguns segundos, ele achou mesmo que era o Dougster? Neguei com a cabeça quando ele me olhou.
- O Tom não deve ser, você deve saber que ele esta com a Gio e ela é meio ciumenta! Então é o Jones?
Ouvi a tossir no banco de trás, senti vontade de rir, mais me contive.
- Quem sabe – dei de ombros olhando pela janela. Até parece que eu iria dar esse mole de dizer que meu preferido era ele, sou burra mais não idiota, ou seria, sou idiota mais não burra? Dane-se.
Rodamos por mais alguns muitos minutos sem conversar nada muito importante, acho que estávamos saindo de Londres, mais não perguntei. Então sem avisar Harry parou em frente a uma casa grande e bem bonita, descemos e eu olhei para a rua, casas grandes, bonitas e carros muito caros em frente, obviamente estávamos em algum bairro nobre...
A porta abriu depois que Harry tocou a campainha, Dougie!
- Chegaram! – falou dando um tapa nas costas do Harry.
- Essa é a e essa a ! – fomos apresentadas assim que entramos e o Doug deu um beijo na bochecha da e depois na minha. Fiquei totalmente sem reação, parada estática. – Cadê sua namorada? Já te deu um fora?
- Haha, engraçadão! – disse dando um pedala no amigo – Foi com a Gio comprar cerveja para nós, os caras tão no estúdio. - Ele foi andando e a o seguiu assim como o Judd, eu continuei ali parada analisando a casa, abobada demais para fazer algo como andar.
- Você não vem? – Harry perguntou virei-me para olhá-lo. – Algum problema?
- Você me traz na casa do Dougie do McFly e acha que tem algum problema? É claro que tem um problema Harry, é o Dougie, e ali naquela sala estão o Danny e o Tom! Entendeu? McFly! – Harry sorriu passando o braço pelos meus ombros me fazendo acompanha-lo.
- Então eu sou odiado por você né, você não deu esse ataque quando me viu! – ele disse com a sobrancelha arqueada eu o olhei brevemente. Eu não só dei um ataque como eu desmaiei, e até hoje eu continuo dando ataques, ele que não percebe.
- Hm... Você que pensa, eu quase gritei quando te reconheci! Achei que estava ficando louca! – falei meio baixo mais ele ouviu, tanto que segundos depois eu ouvi a risada baixa e rouca dele. Ele apertou gentilmente meu ombro antes de entrarmos na sala, ou melhor, no pequeno estúdio da casa do Poynter.
Um sofá bege perto da janela, uma mesinha cheia de canetas e papeis, fios, tomadas, fios, , guitarras, fios, baixos, tomadas, bateria, papeis, violões e o McFly, essa era a visão que eu estava tendo da porta.
- Caras essa é a , esses são o Danny e o Tom! – Harry me apresentou depois de dar um toquinho estranho em cada um dos meninos. Eu sorri com vergonha. O que? Eu fiquei mesmo com vergonha, vocês acharam que eu fosse pular em cima ou o que?
- Oi! – dei um tchauzinho estranho, eles sorriram pra mim.
- Então é você a menina que abr...
- A irmã do é sim Danny! – Harry cortou o coitado olhando-o sério, não entendi e achei estranho a atitude mais fiquei na minha. Danny apenas sorriu me dando um beijo no rosto. Imobilizei.
- Muito prazer, o Harry falou que você e o seu irmão são muito legais! – Tom sorriu mostrando aquele buraquinho fofo da bochecha dele, em seguida me deu um beijo no rosto. Petrifiquei, igual a Hermione no Harry Potter dois. A Harry Potter e a Câmera Secreta, como foi perfeito aquele livro, e como me deu medo. Tinham aranhas, aranhas ENORMES, e tinha um basilisco que pra mim é igual a uma cobra, também ENORME, eu odeio aranhas, eu odeio cobras. Eu morri de medo vendo o filme. Mais foi tão legal, e o Rony estava com a razão: ‘Por que ele não disse sigam as borboletas?’
- ? – eu olhei pra que me olhava.
- Ahn? .
- Foi o que eu disse a já esta brisando de novo! – Cinthy falou sorrindo pra mim. .
Espera, Cinthy? Eu disse mesmo Cinthy? É a Cinthy? .
- ? ? – eu gritei quando a ficha realmente caiu. Ela sorriu abrindo os braços.
- ! – ela riu quando eu me aproximei abraçando-a com força. – Caramba quanto tempo... Tem tipo uns dois anos que não nos vemos e...
- Dois anos? Faz muito mais tempo que isso , faz tipo... Vinte e quatro messes!
- Err... dois anos são vinte e quatro meses! – falou me olhando com uma carinha de pena.
- Eu sei, mais dois anos parece pouco, agora se você fala vinte e quatro meses parece que faz mais tempo entende? É um numero maior! – eu sorri piscando pra ela, que rolou os olhos. Ouvi a risada dos garotos ao nosso lado e só então me toquei. – O que você esta fazendo aqui?
- Ahn... É que... – ficou vermelha eu não entendi o motivo, será que ela tinha invadido a casa?
- A é a nova namorada do Dougster, ! – Harry falou sorrindo dando tapinhas nas costas do baixista. Fiz uma cara de quem compreendia as coisas.
- Você namora Dougie Poynter baixista do McFLY e nem me conta? Valeu gracinha! – falei irônica mandando um joinha pra ela que fez careta.
- Quando a estiver namorando um australiano gostosão clone do Hugh Jackman e não te contar, não reclame! – falou rindo piscando pra mim.
- Mais ein? Australiano? – me olhou confusa e depois fez uma cara safada.
Minhas amigas pensam que minha vida pessoal é movimentada, coitadas. - Não mude de assunto, por que você não me contou?
- Meninas, tem dois anos que não nos víamos, perdemos contato totalmente, e eu... Perdi o seu telefone! – ela olhou pra baixo envergonhada.
- Como você perde meu telefone? É tipo... o MEU telefone! – olhei incrédula pra ela, Cinthy fez careta sorrindo fraco, ouvi a e os meninos rirem. – Você perdeu sua senha também? Porque eu te mandei milhares de e-mails e você não respondeu nenhum! - Você sabe que não levo muito jeito com computadores, e nem tenho paciência para eles! Enfim... Ah que saudades que eu estava de vocês! – ela sorriu me abraçando de novo, deu uma de intrometida e se juntou no abraço. Oh momento cute esse ein.
- Er... , essa é a Giovana, minha namorada! – Tom falou sorrindo mostrando a covinha, eu soltei da e olhei para a Gio.
- Prazer! – falei ao mesmo tempo que a , sorrimos olhando pra namoradinha fofa do Tommy.
- Igualmente! – ela disse se aproximando e nos dando um beijo na bochecha – Estava curiosa para conhecer a famosa ! Err... Oi? Famosa? ? Ahn... Ela deve passar tanto tempo com o Danny que esta ficando lesada igual ao coitado, eu, famosa? HAHAHAH, que comédia.
- quem? eu? – perguntei desentendida.
- Tem outra aqui? – perguntou rindo.
- Ah vai saber neh... Mais até onde sei não sou famosa não, acho que você esta me confundindo!
- Claro que não, é você a irmã do , certo? – confirmei com a cabeça – Pois então, é de você mesma que o Hazz fala!
- Eu só falei uma ou duas vezes... – ele falou vermelho, olhei pra ele. OMG! Harry Judd falando de mim? COMO ASSIM?
- Vamos começar logo o ensaio! – Dougie falou impaciente, Harry foi o primeiro a concordar e ir para perto de sua bateria. Eu e as meninas sentamos no sofá bege enquanto Tom e Danny pegavam suas guitarras e começavam os primeiros acordes de Shine a Light. Eu e as meninas sorriamos enquanto balançávamos de um lado para o outro ouvindo as musicas e vendo aqueles quatro garotos lindos cantando e tocando. Notei que a não tirava os olhos do Danny, e também pudera ne, com aquela voz dele. O Tom não parava de olhar na direção da Gio e sorrir, ela sorria mandando beijinhos no ar. O Dougie dava uns pulinhos loucos e fazia caretas para a que não parava de rir e balançar a cabeça negativamente. Eu? Bom, eu revezava meus olhares nos garotos, nas meninas, mas sempre parava para olhar o Harry por algum tempo. Aqueles olhos azuis, as caras que ele fazia enquanto tocava sua bateria. Ele parecia tão concentrado e ao mesmo tempo tão relaxado. Eu via a forma como ele sorria, como deixava seus olhos quase completamente fechados. Como ele ria dos pulos do Dougie, como tentava se balançar enquanto tocava. Em uma das minhas analisadas no conjunto da obra (lê-se: McFLY) quando passei meus olhos por Harry pude vê-lo olhando para mim, quando ele reparou que eu olhei deu um meio sorriso. Um meio sorriso de tirar o folego de qualquer uma. Sorri de volta e olhei para que me chamava. “O Danny é tão lindo!” apenas concordei com a cabeça.
Tocaram por mais alguns minutos até o Danny reclamar que seus braços estavam doendo.
- Gostaram? – Tom perguntou deixando a guitarra no pedestal.
- Tem como não gostar? Vocês são ótimos! – elogiou dando um beijo em Dougie quando ele sentou-se ao nosso lado, digamos que ele me espremeu contra a , nós nos olhamos e então ela me empurrou. - Eu sou mais velha! – sorriu para mim. Rolei os olhos e já estava indo responder quando ouvi uma risada atrás de mim.
- Quantos anos você tem? – Danny perguntou olhando para . Como sou uma boa amiga, nem vou comentar que ela ficou vermelha e quase gaguejou quando respondeu. - Dezoito! – Danny perguntou a minha idade e eu respondi o mesmo – Eu sou três meses e meio mais velha! – Jones riu começando a conversar com ela, sobrei.
- Curtiu? – Hazz perguntou ao meu lado com um sorriso, ele segurava suas baquetas
. - Um show particular da minha banda preferida? – perguntei irônica – Imagina só se eu ira gostar!
Ele riu e então olhou para os lados.
- Acho que suas amigas seduziram meus amigos!
- Eu acho que foi o contrario! – falei rindo levemente ao notar a vermelha novamente com algum comentário do Jones.
Eu estava sentada no chão ao lado do Dougie que estava abraçado com a . Tom, Gio, Danny e estavam sentados no sofá. Harry estava em pé
- Alguém me ajuda com os copos? – pediu sorrindo para todos, estávamos todos prontos para comer as 8 pizzas que os meninos tinham pedido.
- A ajuda! – sorriu me empurrando. Err, oi, quem foi que disse que ela manda em mim mesmo?
- Mais ein?
- Você é a mais nova, deve nos obedecer! Vai logo pirralha! – riu pra mim.
Totalmente contrariada eu levantei e fui seguindo um Hazz que ria indo até a cozinha
. - Aqui, pega esses! – disse me entregando quatro copos – Consegue levar?
- Harry eu sou desastrada mais nem tanto neh! – ele riu mais, concordando.
- Ah olha só, antes era o Dougie, agora é você, baixinha e pirralha! – eu o olhei incrédula, parei de andar. – O que?
- Como assim, baixinha e pirralha?
- Ué, você é a mais nova e a menor, queria o que? – fiz careta, ele riu mais – Eu to brincando ! – ele sorriu me puxando para um abraço com uma mão, a outra ele segurava os copos. Nem vou comentar que eu corei mais do que o Scobby Doo comendo pimenta neh!
Pouco depois ouvimos o grito do Danny e começamos a andar em direção ao estúdio da casa.
Okay eu quero dizer, como foi que eu não previ isso? Alôôo eu sou Cegan a menina mais desastrada de Londres, como foi que eu não pensei que esse tipo de coisa poderia acontecer? AHN?
Harry estava na minha frente e meio que ‘pulou’ alguma coisa e ainda me avisou “cuidado com os fios” eu ainda entorpecida com o recente abraço, obviamente não entendi e, também obviamente cai. Ali feito um saco de batatas. A última coisa que ouvi foi o grito do Harry. A última coisa que vi foi meu sangue. SANGUE.

Lição 6: NUNCA saia para dançar só com UMA amiga, você pode se perder...

Abri meus olhos notando um lugar diferente. Um quarto de homem. Não era o quarto do meu irmão. Não era o quarto do meu pai. Não era o quarto de nenhum homem que eu conhecia. Não que eu conhecesse muitos quartos masculinos.
Sentei-me com um pouco de dificuldade ainda olhando o lugar. Senti uma dor na minha mão e olhei para ela. Meu antebraço esquerdo estava enfaixado, eu tinha pequenos arranhões na mão direita. Então me veio um flashback de... Não faço a mínima ideia de quanto tempo se passou, mas eu lembro perfeitamente bem de como consegui esses machucados.

Flashback

- Cuidado com os fios! – Harry falou depois de dar um pequeno pulo. Achei engraçado. Fios? Do que ele falava mesmo?
Ainda sorrindo fui na mesma direção que ele, pé direito, pé esquerdo e... Por que meu pé esquerdo não estava vindo mesmo? Olhei para baixo, estava enroscado em alguns fios dos instrumentos. Dei uns pulinhos ridículos só com o pé direito enquanto balançava o esquerdo para tentar soltá-lo.
- ? – ouvi a Gio. Droga de fios, me soltem. Quando finalmente consegui me soltar tropecei no pedestal do baixo do Dougie e derrubei os quatro copos, fui de cara para o chão. - AAHHH! – gritei sentindo uma dor no meu braço esquerdo. - ! – ouvi Harry gritar se aproximando de mim. Meu braço esquerdo estava doendo, olhei para ele, vi gotas de sangue saindo, um corte medonho e... Sangue, meu sangue?


End of Flashback

Passei a mão direita pelo braço esquerdo, ele doía, parecia que estavam me dando agulhadas, suspirei já sentindo lágrimas descendo por meu rosto. Ouvi um barulho e olhei na direção, a porta estava sendo aberta e vi Harry Judd entrando com alguma coisa na mão.
- Hey, você já acordou! – ele sorriu olhando para mim e sentando na ponta da cama. – Como está? – eu tenho que parar de desmaiar na presença dele. Já é a segunda vez que isso acontece. Ele sorriu e ‘esfregou’ uma mão no meu ombro dando um sorrisinho.
- Bem, eu acho – pelo menos dessa vez eu não tenho que perguntar o que aconteceu. – Quanto tempo faz que eu apaguei? – perguntei confusa olhando pela janela, não dava para ver muita coisa, as cortinas estavam fechadas.
- Umas três horas... – ele comentou olhando o relógio. Três horas?
- Acho que eu devo quatro copos ao Dougie... E provavelmente um baixo novo... Harry riu.
- Você não quebrou o baixo! – ele disse sorrindo para mim – E quem deve alguma coisa é ele, afinal se não fossem os copos dele você não teria se cortado, se não fosse a bagunça do estúdio dele, você não teria tropeçado e caído, e se não fosse eu te pedir ajuda você nem teria pego os copos... Acho que também te devo desculpas! – ele disse fazendo uma carinha de coitado. SIRIUS ME DÊ FORÇAS! Eu deveria receber um prêmio por não ter atacado esse homem, como ele faz uma cara dessas NA MINHA FRENTE?
- Nem você e nem o Dougie têm que se desculpar, afinal fui eu quem não olhou onde pisava. Sou desastrada, fazer o que... – dei de ombros.
- Bom, seu irmão já deve estar chegando, espero que não se importe... Te trouxe para minha casa, sabe como o é... Acho que ele não ia gostar de te ver em um lugar cheio de restos de comida e bebidas...
- Sem problemas… Espera… Esse quarto… É seu?
- Yeah! Gostou? – eu olhei em volta... Nada como ser baterista do McFLY e ter milhões de libras para comprar uma TV desse tamanho, e uma cama confortável assim...
- Seu quarto é muito legal – comentei ainda olhando em volta, Hazz sorriu.
- Fome? – concordei. Ele me ajudou a levantar e fomos para a sala onde os outros estavam conversando e rindo. Tipo assim: EU QUASE MORRO E NINGUÉM TA COM CARA DE SOFRIMENTO? TA TODO MUNDO RINDO? Com tantas pessoas no mundo para eu conversar, tinha que ser justo com eles? Insensíveis!
Tudo bem, vou resumir o que aconteceu no resto da tarde. Conversamos, comemos, - sim, porque mesmo eles já tendo comido aquele monte de pizzas, eles comeram comigo - o chegou e me fez passar uma vergonha que eu prefiro nem comentar, ele ‘discutiu’ com o Harry – o que me fez querer matá-lo – porque segundo meu adorado irmão eu estava sob responsabilidade do baterista e ele deveria ter adivinhado que eu sendo como sou iria acabar me machucando com tantos copos – SENDO COMO SOU? Ok, Bob Esponja me leve com você para o Siri Cascudo, eu poderia te ajudar a fazer hambúrguer de Siri.
Enfim né, meu maninho me levou da casa do Judd que ficou se desculpando – aí eu não consegui me despedir de ninguém – a ficou por lá mesmo – óbvio que depois eu vou fazê-la me dar detalhes do que aconteceu – eu fiquei sem falar com meu irmão – mesmo achando fofinho a preocupação dele – meus pais não estavam em casa – acho que fomos abandonados – e agora estou no meu quarto olhando para minhas paredes vermelhas enquanto meu gato está deitado ao meu lado brincando com um prendedor de cabelo que ele pegou de cima do criado-mudo. saiu – sem dizer pra onde ia – e eu sobrei de novo. Minha vida agitada me impressiona.
Estava saindo do banho quando ouvi meu telefone tocando, me enrolei na toalha e fui atender – derrubando litros de água no chão.
- , você tem uma câmera no meu quarto? Porque sempre que você me liga eu tô no banho...
- HAHA engraçadinha essa menina... Mas , eu não tô afim de ficar em casa mais um Sábado... Vamos em alguma boate curtir um pouco? Logo nossas aulas começam e nós não fizemos nada de útil!
Respirei fundo pensando sobre o assunto. Realmente, depois daquele dia na casa do Dougie/Harry não fiz mais nada... E também não vi mais o Harry – que a propósito está fazendo 25 anos hoje... E deve estar comemorando seu aniversário com alguma garota linda e maravilhosa... E eu aqui... Sozinha e isolada...
- Eu vou! – falei animada. Conversamos mais um pouco, e fui me arrumar.
Estava nevando, o que é meio óbvio para uma véspera de Natal em Londres. Eu não sou de usar roupas curtas, ainda mais no frio, mas não sei o motivo, mas nesse dia eu quis usar algo mais... Chamativo. Escolhi um vestido preto – que eu não me lembro de ter usado – que eu ganhei da minha mãe algum dia deste ano que eu não me lembro quando foi, peguei um salto – pois é, de salto alto, acredite quem quiser – preto, e um sobretudo também preto – porque eu não gosto de ficar me colorindo – Err... Isso existe? – passei uma maquiagem leve e terminei de me arrumar. Já estava passando pela sala quando vi meu irmão sem camisa saindo da cozinha com um copo de suco – tinha os cabelos molhados e uma jeans escura, que ficava ótima nele. Modéstia a parte, fui eu quem deu.
- Ué, já tá pronta? – ele perguntou me olhando. Concordei com a cabeça indo em direção da porta. – Não vai me esperar?
- Ahn? Eu marquei com a , ela já esta me esperando lá embaixo...
- Tudo bem, nos vemos lá então! – falou indo para seu quarto. Fiquei olhando para ele, como assim ‘nos vemos lá’? Ninguém me disse que ele também ia!
Chegamos a uma boate mais ‘sofisticada’ por assim dizer – isso que dá ter amiga filha de promotora de eventos, sempre se consegue ingresso VIP para alguma boate legal. Já estava bem cheia na verdade, um empurra-empurra que chegava a dar raiva. Por fim conseguimos chegar perto do bar e já fizemos nossos pedidos. Mesa ali? Impossível, estavam todas cheias. Mas tudo bem, nós só queríamos curtir mesmo. Dançar, beber, dançar e beber. Isso sim é vida!
Já não sei há quanto tempo estávamos dançando quando senti - me cutucar na cintura, olhei para ela que gritou algo que eu não compreendi devido a música alta. Só entendi que ela ia pegar alguma coisa para beber pelos gestos engraçados que ela fez. Ri fazendo um joinha e continuei dançando distraída.
Senti uma mão em meu ombro e por um minuto achei que fosse minha amiga de volta, mas era uma mão maior e mais pesada. Olhei pensando que talvez fosse o- , lindo engano.
Um cara de uns três metros de altura por uns quatro de largura – tá okay, ele não era tão grande, mas era gigante ao meu ponto de vista. Bombado, com uma camiseta um tanto grudada no corpo – o que o deixava muito gay. Ele colocou uma pata (lê-se: mão) na minha cintura me puxando para perto – pude sentir o cheiro de álcool misturado com cigarro quando ele falou perto do meu ouvindo.
- O que você faz sozinha aqui?
- Nada que seja da sua conta, agora pode, por favor, tirar sua mão de mim?! – meus pais deveriam sentir orgulho de mim, até para dar um fora eu sou educada.
- Uhuuu, além de gata é nervosa... Sabia que eu adoro garotas difíceis? – ele falou sorrindo passando a outra mão em meu braço grudando nossos corpos.
- Então vai procurar uma que se interesse por você... – falei tentando empurrá-lo. Inútil. Mas também, o cara era quase um... Gigante do João e o Pé de Feijão.
- As outras não me interessam essa noite! – ele deu um sorriso se aproximando de mim, tentei empurrá-lo e novamente não tive resultados favoráveis. Ele se aproximou beijando meu pescoço. Nojento. Onde estava , afinal? Ela poderia me ajudar de alguma forma, oras.
- Você é cheirosa! – ouvi sua voz falar perto do meu ouvido antes de sentir uma mordida leve no lóbulo da minha orelha. Posso vomitar agora?
- É, e ela também não é pra você, então dá o fora antes que eu seja obrigado a te bater, seu otário! – eu conheço bem essa voz, mas nunca a tinha ouvido com tanta raiva. Olhei aliviada para trás, assim que o Godzilla me soltou. Nunca senti tanta felicidade ao ver Harry Judd parado ao meu lado. A expressão dele era séria, chegava a dar medo.
Vi ele me olhar brevemente e logo voltar seu olhar furioso para o cara que ainda tinha uma mão em meu braço.
- Ora se não é Harry Judd... O que foi, está interessado na garotinha, é? Pois tenho uma novidade, eu vi primeiro! – ele sorriu de uma forma estranha que me fez ter medo. Hazz arqueou a sobrancelha direita parecendo debochado.
- Você viu primeiro? Eu a conheço há muito mais tempo, e interessado ou não, já falei para você sair daqui! – ele falou com as mãos nos bolsos, mas ainda olhando diretamente para o cara. Ouvi a risada do filhote de tiranossauro e em seguida senti um puxão. Ele me BEIJOU na frente do HARRY! Ou melhor, ele TENTOU me beijar, porque na hora que ele encostou os lábios – nojentos – em mim, o Judd – meu herói particular – me puxou novamente – me senti uma corda com os dois brincando de cabo de guerra.
Só tive tempo de ver o empurrão que o Harry deu no cara, fazendo com que ele caísse no chão – igual um saco de batatas inglesa – e me segurar pelo mão.
- E SE VOCÊ CHEGAR PERTO DELA NOVAMENTE EU ARREBENTO ESSA SUA CARA DE MERDA!
As pessoas em volta ficaram olhando um pouco assustadas. Harry me guiou até onde estavam os outros. Outros?
-- ! Tudo bem, amiga? - O que você ta fazendo aqui? Aliás, o que TODO MUNDO ta fazendo aqui? E porque você me deixou SOZINHA? – perguntei olhando seriamente para que estava ao lado do Danny.
- Eu vim buscar um Martini e encontrei com os meninos... Eu já estava indo te chamar quando vi o Harry indo na sua direção!
- E por que vocês estão aqui afinal? – perguntei agora olhando para abraçada ao Dougie, estava ficando incomodada, por que todo mundo vem para o mesmo lugar e NÃO me convida?
- Porque é meu aniversário e viemos comemorar! – Ouvi a voz do Harry, ele olhava para baixo parecendo envergonhado por isso. – Eu convidei você... Achei que não viesse...
- Me convidou? – perguntei confusa, quando foi que HARRY JUDD me CONVIDOU para o seu aniversário?
- É... Eu falei com o -... Ele não contou? Neguei com a cabeça. Mas pensando bem...

Flashback

- -, você vai fazer alguma coisa nessa quinta?
- Não sei, acho que não... – Respondi ainda entretida com Harry Potter e a Ordem da Fênix...
- Porque tem o aniversário do....
– O Sirius vai morrer agora... Não... Não... Belatrix não mate o Sirius... Todos menos o Sirius Black... Ele é seu primo... Eu quero que ele me adote... Quero ser afilhada dele... Não o mate.... Não... NÃAAAOOOO!!!
- Ouvi... Ouvi... – respondi agarrada em uma almofada enquanto as lágrimas caíam... Harry Potter puxe o Sirius de volta! Salve-o... Salve-o!

End of Flashback

- Por que essa cara?
- Eu acho que ele falou... Mas eu não prestei atenção, por isso não entendi...
- Então – Harry falou sentando-se na banqueta perto do balcão do bar, fazendo sinal para o barman dar alguma bebida que eu não sei qual é – Se não foi por isso... O que veio fazer aqui?
- Ué... Aqui é um ambiente público... Vim com a curtir... – dei de ombros. Ele riu baixo.
Olhei para o lado, - tinha ido dançar com o Danny – que coisinha mais fofa, minha amiga com o Sardento do McFLY – o Dougie e a - estavam se pegando em um sofázinho próximo, o Tom e a Gio... Nem sei se estavam ali, porque eu não tinha os visto em lugar nenhum.
- Seu irmão está ali – o baterista apontou para um ponto, olhei e vi o dançando com uma garota que eu não vi direito por causa da distância.
- Hm... Harry! – ele me olhou – Obrigada! – ele sorriu.
- Não tem que agradecer, -! – ele falou pegando seu copo de bebida.

Okay, a partir daqui eu só irei ‘narrar’ o que me contaram, porque sinceramente eu não me lembro de quase nada, são apenas alguns flashes que eu tenho, e na verdade, eu agradeço por não lembrar da maioria das coisas que aconteceram depois disso!

Lição 7: Nunca discuta com Harry Judd!

Flashback 1:

“Fiquei ali parada olhando para o Harry por alguns segundos. Cara, por que será que ele está sempre me ajudando? Antes eu só o via como ‘O carinha gato do McFLY, o baterista delicinha que eu sonhava me casar’ mas desde que eu conheci (tirando os momentos constrangedores) ele era legal, e estava sempre me ajudando de alguma forma, e depois de hoje, bem, ele realmente é meu herói particular. PS: Sonhava uma vírgula, eu ainda sonho em casar com ele, mas ele não precisa saber disso. Não agora.

- Você está bem? – ele me olhou com a sobrancelha arqueada. PQP, quanto tempo eu fiquei olhando pra ele?
- É... – falei pegando alguma coisa para tomar com o barman gatinho e olhei em volta. Vi um vulto loiro e presumi – eu não tenho idéia do significado dessa palavra, mas quem se importa? – que fosse o Tom, ele estava sentado em um sofá mais afastado, perto do Dougie e da . e Danny tinham sumido da minha visão. E meu irmão estava se pegando com uma garota de cabelo cacheado que eu não sei quem é!
Eu estava ali sentada olhando a movimentação, sem a mínima vontade de ir dançar ou fazer qualquer outra coisa que não fosse ficar ali sentada olhando a movimentação
. - Acho que não sou o único entediado!
- É, mas a diferença é que você é o aniversariante, e só está entediado porque quer... A propósito, Feliz Aniversário, Harry!
- Obrigado! E olha só quem fala, tá paradona aí, por quê? Ninguém está te obrigando! Vai lá dançar!
- Prefiro ficar aqui, é mais seguro! – dei um pequeno sorriso. Acho que ele entendeu o que eu quis dizer porque suspirou sorrindo.
- Relaxa menina, eu fico de olho, se ele se aproximar de você eu acabo com ele! – ele riu piscando pra mim.
- E não vai fazer mais nada da vida? Quer dizer... Harry, você é o baterista do McFLY, é seu aniversário, vai aproveitar!
Ele abriu a boca, mas não falou nada. Apenas sorriu se aproximando de mim, fiquei olhando sem saber o que fazer/falar, mas afinal, o que ele está fazendo?”


Flashback 2:

“ Saí rápido daquele lugar, não estava interessada em ver o Harry com a namorada! Óh mundo cruel, por que eles tinham que se beijar na MINHA FRENTE? E daí que ele não sabe que eu gosto dele? Precisa se pegar com a namoradinha loira e inteligente, NA MINHA FRENTE? Senti que estava quase chorando, o que era ridículo, ele não é nada meu e no máximo me vê como a irmãzinha legal e engraçada que o faz gargalhar por vários motivos insanos. Então por que eu estava tão mal? Ou melhor, por que a garota tinha que aparecer bem agora?
PQP, é claro que ela tinha que aparecer, é namorada dele, era óbvio que estivesse na festa!
Sorri brevemente para o carinha da entrada e fui andando em direção a rua. Precisava de um táxi, mas precisava do meu celular para ligar. Cadê meu celular? Na bolsa, é claro, e ONDE ESTÁ MINHA BOLSA?Dumbledore, esqueci a dita cuja em cima do balcão do bar! ÓTIMO, terei que voltar e ver o Harry se pegando com a namoradinha. ÓTIMO. DIVINO. PERFEITO. MARAVILHOSO.
- Olha só quem eu encontrei! – um frio percorreu minha espinha, quer dizer, acho que foi até a espinha, o fato é que eu não estava com frio de verdade, e sim com medo, e minha pele ficou arrepiada. – E seu ‘amiguinho’ não está aqui agora!
Virei-me devagar para a direção do filhote de Rex. Ele estava ali, com um sorriso macabro nos lábios.
- E então, seu amigo te deixou sozinha aqui? É um pouco perigoso, sabe? Você sozinha aqui fora, esta escuro, está tarde, você está totalmente desprotegida e vulnerável. Será que ele não pensou nisso?
Eu olhava desesperada para aquele cara que dava passos lentos em minha direção, talvez se eu corresse bem rápido, ele estava bêbado e provavelmente não me alcançaria... Ah, até parece, eu pareço uma tartaruga correndo, fala sério!
- Ah, mas é claro que ele se esqueceu de você... Ele está com a namorada... Violinista, não? – ótimo. Até aquele cara viu o Harry com a namorada, que maravilha! – Mas não fique assim, gracinha, eu estou aqui, e não estou pensando em te trocar nem pela loira, nem por nenhuma outra! – ele deu um sorriso doentio agora andando mais rápido em minha direção, dei uns passos para trás olhando para os lados. O que eu faria?
- Tudo bem, não farei nada que você não queira... A não ser é claro que você não queira ficar comigo... Porque eu quero ficar com você desde que te vi dançando e essa vontade só aumentou depois que vi o Judd te defendendo daquele jeito!
Sentia lágrimas se formando em meus olhos, ele estava a dois ou três passos de mim! De repente me deu um surto e eu dei um grito antes de me virar e sair correndo desesperada pela rua escura! Ele ria andando atrás de mim. Eu precisava fazer alguma coisa, mas não tinha ideia do que, só sabia que deveria correr, e correr muito rápido, mas não era isso que estava fazendo, eu estava de salto! Oh! Deus, como isso me acontece no único dia que eu resolvo usar salto alto?
- Pode correr querida, mas uma hora você vai se cansar, e nessa hora eu vou estar atrás de você! – já estava me sentindo em um filme de terror com o assassino maluco atrás de mim tentando me matar, embora a intenção dele não fosse bem essa!
Sentia o vento gelado em meu rosto, as lágrimas grossas caindo. Eu queria gritar, gritar alto, mas não conseguia, minha voz parecia estar presa. Senti uma dor no tornozelo ao mesmo tempo que caí de joelhos, olhei para trás, aquele cara estava andando mais rápido até mim, fiquei nervosa e tentei levantar para voltar a correr e tentar conseguir alguma ajuda, mas a dor era grande e eu não conseguia permanecer em pé.
- E foi mais fácil do que eu pensei! - o cara disse se abaixando ao meu lado, me analisando.
- M-me deixa-a em p-paz – pedi com a voz falha, ele apenas balançou a cabeça sorrindo!
- Tarde demais, docinho! – ele sorriu me puxando para cima.
- Eu v-ou grita-ar!
- E quem é que vai te escutar? Sabe, você facilitou minha vida, estamos longe da boate, numa rua escura com poucas casas... É, você não é muito esperta! – ele riu me olhando.
Tentei me soltar dele, mas novamente foi inútil, ele segurava meus pulsos com força e ia me empurrando em direção ao muro de um beco sem saída.
Sentia as lágrimas caindo cada vez com mais intensidade por meu rosto, meus soluços saíam abafados por causa da mão dele em minha boca, eu já não sabia mais o que fazer e não via como sair dali. Meu coração estava desesperado. Minhas pernas e meus braços moles. Eu já não tinha mais nenhuma reação. Sentia a outra mão dele levantando meu vestido e sua respiração em meu pescoço. Meus olhos estavam fortemente fechados. A mão que estava em minha boca foi para minha cintura, apertando-a com força. Bem, eu já não conseguia gritar mesmo, não faria diferença. Foi quando ele rasgou parte do meu vestido que senti uma moleza no meu corpo inteiro, abri meus olhos e o vi caído no chão, então tudo escureceu.”


Flashback 3:

“- ! ! Fala comigo, garota! Fala alguma coisa! ! – abri os olhos e então senti um aperto no corpo. – Meu Deus! Eu fiquei tão preocupado!
- Harry... Você está me esmagando! – falei baixo e então senti o abraço dele afrouxar um pouco e ele tocar em meu rosto.
- Como você está? – abri a boca mas ele fez que não com a cabeça. Havia um misto de preocupação e desespero estampados em seu rosto.- Não, não fala nada! Eu vou te levar em um hospital!
- Não precisa, eu estou bem! – falei enquanto ele me ajudava a levantar.
- Bem? Você está de brincadeira, acabou de desmaiar e tudo! Eu vou te levar para ver um médico! – olhei para o lado e vi o cara que há alguns minutos estava em cima de mim caído, sangrando. – Eu não o matei, se é isso que está pensando! Embora minha vontade fosse exatamente essa. – Harry falou sério olhando brevemente para o corpo caído e então voltando o olhar para mim. – Vem, vamos para o hospital!
- Harry... – falei soltando minha mão da dele que me puxava em direção a rua. Ele parou e olhou pra mim confuso – Você não pode deixar ele aqui assim...
Ele me olhou por alguns segundos com uma expressão confusa e no instante seguinte parecia revoltado.
- O QUE? VOCÊ ESTÁ DE BRINCADEIRA COM A MINHA CARA?! VOCÊ ESTÁ PREOCUPADA COM ESSE CARA? COM ELE? QUERO MAIS QUE ELE APODREÇA AI! POR MIM, QUE MORRA! NÃO VAI FAZER FALTA! MENOS UM FILHO DA PUTA DO MUNDO! – me assustei com os gritos dele dando um passo involuntário para trás. Ele deve ter reparado, pois respirou fundo e quando falou novamente sua voz era baixa. – Olha, vamos logo, você pode estar machucada ou qualquer coisa do tipo!
- Eu estou bem, só um pouco tonta... E não estou pedindo para você levá-lo ao hospital, apenas chame uma ambulância... Avise alguém que tem um cara jogado no chão! Ele negou com a cabeça voltando a dizer que não se importava com o que aconteceria com o homem!
- Harry... Por favor...
- Eu não acredito no que você está me pedindo... – ele fechou a cara e então olhou para o ser caído desacordado, cheio de sangue e machucados. Pegou o telefone do bolso discando rapidamente alguns números e pouco depois falando com alguém. Não prestei mais atenção no que ele falava, apenas virei para a rua, vazia e escura.
- Agora vem comigo! – falou me puxando pelo braço com um pouco mais de força do que o necessário.
- Eu estou falando, não preciso de um médico, eu estou bem, só quero ir pra casa!- Ele me ignorou até chegarmos à rua da boate.
- Harry, me escuta... – ele apertava com mais força meu pulso e não prestava atenção no que eu falava. Puxei meu braço com força mais ele não soltou. – Você está me machucando! – falei puxando-o novamente. Dessa vez ele me soltou e parou de andar virando-se para mim. Fiquei com medo. Ele parecia furioso.
- Entra nesse carro! – falou apontando para o carro atrás dele. Não me mexi. – Eu estou falando sério, entra na droga do carro!
- Eu já disse que não quero e não preciso ir ao hospital, só quero ir pra casa!
- ENTRA NA PORRA DO CARRO! – olhei realmente assustada para ele. Harry fechou os olhos com força fazendo careta. – Eu te levo para casa!

Ficamos o caminho inteiro sem falar nada. Então ele parou o carro em frente ao prédio. Abri a porta do carro e quando virei para agradecer ele já estava descendo.
- Eu subo com você!
- Não precisa, eu consigo fazer isso!
- Para de me contrariar, ok? Eu disse que subo com você então eu vou subir, você querendo ou não!
- Cadê os seus pais? – perguntou assim que entramos no meu apartamento.
- Eles viajaram... – falei baixo. Vi Harry pegando o celular novamente e dessa fez não fazia idéia pra quem ele ligava. Aproximei-me do sofá sentando-me ali e olhando para a televisão desligada.
- Seu irmão não atende e o Dougie disse que ele já saiu... Com uma garota! – isso significa que ele não passaria a noite em casa. E que eu ficaria sozinha. Olhei para baixo sem falar nada. Harry estava parado em silêncio.
- Hm... Obrigada... Por me trazer e... Todo o resto...
Olhei para ele, Judd estava parado no meio da sala olhando para o lado. Mantinha a mesma expressão séria e fechada de antes. – Harry? – ele continuou parado, não sabia se ele estava me ignorando ou simplesmente perdido em pensamentos. Levantei indo em sua direção e tocando em seu ombro, ele virou-se de repente me olhando. Ficamos em silêncio por alguns segundos, apenas nos olhando.
- Me diz uma coisa. – ele falou calmo ainda me olhando – Você conhecia aquele cara? Neguei com a cabeça. Harry riu. Fiquei olhando sem entender. - Você quer que eu acredite que depois de tudo, você ainda quis que eu o ajudasse mesmo sem conhecê-lo? Primeiro você sai do lugar sem falar nada para ninguém, deixa até suas coisas, depois aparece três quadras da droga da boate com o cara, e ainda fica com pena dele! E agora acha que eu sou idiota e não percebo as coisas?
Pisquei algumas vezes antes de entender realmente o que ele estava dizendo. Eu estava entendendo bem, Harry Judd estava me chamando de puta? Já não bastava meu pai, agora ele também?
- Sai. Da. Minha. Casa. Agora! – falei séria, engolindo a vontade de chorar. Ele continuou parado me olhando – Quem você pensa que é, seu idiota? Só porque é um bateristazinho de uma banda acha que pode sair falando o que quiser para todo mundo que tudo bem? NÃO ESTÁ TUDO BEM! VOCE NÃO É NINGUÉM PARA FALAR ASSIM COMIGO! AGORA SAI DA MINHA CASA! – fui até a porta e abri esperando que ele saísse. Ele nem se moveu – Tá esperando o que pra sair?
Ele andou devagar até a porta sem dizer nada, quando ele passou fui fechando a porta já sentindo lágrimas caírem. Não tenho certeza de como aconteceu tão rápido, mas antes de fechar totalmente a porta Harry se virou abrindo-a com força e no segundo seguinte senti seus braços em minha cintura e seu rosto na curva do meu pescoço. Não me mexi, fiquei parada. Não o empurrei, mas também não o abracei.


Flashback 4:

- Então tudo bem mesmo? – era a quinta vez que ele me perguntava isso, apenas concordei com a cabeça vendo-o deitar na minha cama ainda me olhando preocupado. A verdade é que eu ainda sentia-me mal, e com um pouco de raiva por tudo o que ele havia me dito. Mas ao mesmo tempo, não sei que sentimento era aquele, mas vê-lo chorando enquanto me pedia desculpa e se xingar por ter me dito aquilo tudo me fez não querer matá-lo. – Eu não sei mesmo o que me deu... Me desculpe... Eu só...
- Esquece isso... – falei virando-me para o lado, por mais que eu tivesse ‘desculpado’ não queria ficar falando sobre o assunto, e naquele momento também não queria olhar para ele.
- Eu só não agüentei pensar que talvez... – ouvi seu suspiro alto – Talvez você gostasse dele... – Harry terminou a frase em um volume muito mais baixo que o normal mais por estarmos no mais completo silêncio pude ouvir perfeitamente bem.
- Então... Você achou que eu gostei de ser agarrada por um cara bêbado três vezes maior do que eu? Bom saber... – falei de uma forma meio irônica ainda sem olhá-lo.
- Não foi isso que eu quis dizer...
- Ok, esquece isso, não quero ficar pensando no que aconteceu hoje! – falei já sabendo que logo voltaria a chorar se continuasse lembrando de tudo.
- Eu realmente sinto muito... – ele falou baixo.Tive certeza que ele tinha se virado pela movimentação nas cobertas.
- Mesmo assim... Obrigada por tudo! – falei baixo olhando para minha mão.
- , eu...
- Harry... Eu não quero mais falar sobre isso, ok? – falei um pouco mais alto. Ficamos em silêncio, achei até que ele estava dormindo, pouco depois Jullian apareceu pulando na cama.
- Vem aqui, bagunceiro – ouvi a voz dele falar pouco mais alto que eu um sussurro com o gato. Um tempo depois adormeci.

- ... Acorda, ! – abri os olhos assustada, a primeira coisa que vi foram os olhos azuis de Harry me olhando com preocupação. – Você está bem? – ele perguntou com a voz um pouco mais tranqüila.
- Eu só... Tive um sonho... – falei sentando-me devagar, ainda com o coração acelerado.
- Quer alguma coisa? – neguei com a cabeça. Jullian estava parado no meio da cama olhando para mim, estiquei-me um pouco passando a mão em sua cabeça. Deitei novamente, mais calma e me virei para Harry que ainda me olhava preocupado. - Eu já estou bem, pode voltar a dormir!
- Eu não estava dormindo! – ele falou rápido, olhei para o relógio digital no criado mudo: 4h20. – Queria ter certeza que você estava bem... – ele falou baixo brincando com o gato.
- Olha, Harry... – falei calmamente me sentando novamente, ele me olhou – Você foi um completo idiota, estúpido, ridículo e grosso... – falei olhando diretamente para ele. Harry apenas abaixou a cabeça concordando. – Mas mesmo assim, se não fosse por você... Bem, digamos que eu não estaria deitada aqui agora... E você também não precisava passar a noite aqui... Então, de qualquer forma, obrigada, de verdade.
Ele me olhou ainda parecendo chateado.
- Você nunca vai me desculpar pelo o que eu te falei, não é?
- Você só falou aquilo que achou e...
- NÃO! – ele gritou de repente – É isso que você não entende... Eu não penso esse tipo de coisas de você, não de você! Entende? Eu só... Não sei... Não consegui agüentar ver aquele cara com você... E saber que você ainda se importou em saber se ele estava bem me deixou... Frustrado. Quer dizer, você sabe tão bem quanto eu o que ele queria fazer, ele não estava se importando com você, e mesmo assim você ainda se preocupou com ele... Eu não consegui entender isso na hora.
- O fato dele ser um idiota não significa que o resto do mundo tem que ser também... E bom... Na hora eu não pensei nessa parte...
Harry riu baixo.
- Isso porque você é uma pessoa mais legal do que eu... Por mim teria deixado aquele merda caído no chão para os lobos matarem!
- Que lobos? Estamos em Londres, não tem lobos soltos na rua!
- Ah... Você entendeu o que eu quis dizer! – ele falou dando de ombros. – Então... Tudo bem? – ele me olhou sorrindo.
Concordei com a cabeça com um pequeno sorriso no rosto. Harry me puxou, me abraçando. Ele tem que parar com essa mania, tá achando que eu sou uma corda?
Acordei sentindo os bigodes do Jullian em meu rosto, abri os olhos vendo-o parado me olhando de perto. Sorri brevemente passando uma mão por sua cabeça. Fui me virar para me espreguiçar e senti um par de braços em volta de mim, e só então percebi Harry Judd dormindo ao meu lado. Olhei-o por um breve segundo, ele estava tão lindo. Foi nesse segundo que ele abriu os olhos ainda meio sonolento e me olhou sorrindo.
- Bom dia!
- Bom! – falei na mesma hora que Jullian pulou no meio de nós dois.
- Sabe, eu não me importaria de acordar todo dia assim! – ele falou sorrindo me olhando. Eu entendi direito? Não, não poderia ser, não era isso que ele queria dizer.
- Nem vem, o Jullian é meu e eu não te dou! Se quer ser acordado por um gato compre um pra você! – falei rindo e então me sentei na cama prendendo meus cabelos.
Pude ouvir uma resposta baixa do Harry antes de entrar no banheiro.

“Não me interesso muito por gatos... Mas talvez uma gata... Não seria má idéia! Certo, Jullian? Você iria gostar da minha casa...”

Lição 8: Olhe bem para os lados, você pode não saber, mas esta sendo observada!

Era véspera de Natal, Harry tinha ido embora cedo – antes do meu irmão chegar – depois de ter certeza que eu estava bem e depois de ter comido metade da comida da minha casa, morto de fome. Então, eu fiquei lá, sozinha e desamparada com o Jullian, enquanto meu irmão tinha sumido. O que eu faria a noite? Meus pais não estavam. Meu irmão eu nem sabia se estava vivo. A iria para a casa dos avós. O Harry tinha ido para a casa dos pais dele, e mesmo que não fosse eu acho que não passaria com ele... Enfim, a foi conhecer os pais do Dougie. Danny e Tom foram para suas devidas casas familiares. E eu aqui. Sozinha. Pois é, eu não tenho família, eu não tenho amigos, eu não tenho nada. Sou depressiva. Sou sozinha. Sou anti-social. Sou... Interrompida nos meus momentos dramáticos pelo meu gato! Fiquei sentada no sofá vendo desenhos com meu gatinho dormindo no meu colo enquanto fazia carinho nele. Ê vida boa a desse felino.
O telefone começou a tocar e eu olhei para o lado entediada, me estiquei um pouco e consegui alcançá-lo.
- ! – meu irmão falou feliz... Hm... O que essas garotas fazem com ele para deixá-lo tão feliz pela manhã? Melhor não saber.
- Onde você dormiu?
- Não importa, se arrume, vamos jantar em um restaurante hoje!
- Querido, que horas você acha que são? Tá um pouco cedo pra ficar me arrumando para o jantar e...
- São 14h40! Mas antes do restaurante vamos ao shopping, ainda não comprei seu presente! – EBAAAA MEU PRESENTEEE!!!
- Seu desnaturado, como você ainda não comprou meu presente? Que espécie de irmão é você e...
- Você comprou o meu?
- Err... Então...
- Se arrume, passo aí em uma hora!
- Ta bom, beijo.
- Tchau! – adoro quando eu sou simpática e fofa e mando beijo e ele me respondeu com um ‘tchau’, tão educado!
Levantei com toda a coragem que me resta de me mexer e fui em direção ao meu quarto, separei uma roupa mais legal pra colocar, afinal, é véspera de NATAL! E fui tomar meu banho demorado, porque eu quero acabar com a água do mundo e gosto que meu pai brigue comigo por causa da conta d’água!
Estava lá fechando o botão da minha calça e olhando para minha camisa roxa em cima da cama quando vi! Ela estava lá, olhando para mim. Me observando. Me analisando. Esperando um momento de distração para me atacar. Para me matar. Fiz o que todas as pessoas normais fazem quando tem esse tipo de visão. Se desesperam. Ficam indefesas.
- AAAAAAAAAAAHHHHH!!! – gritei mesmo, com toda minha força e saí correndo desesperadamente.
- , o que...? – pulei assim que o vi entrando pela porta olhando para mim com uma cara preocupada. Pulei mesmo, sem dó nenhum. Me joguei nos braços no Harry que se assustou e acabou dando alguns passos para trás, desequilibrado. – Heeey, o que aconteceu? – ele perguntou passando a mão nos meus cabelos enquanto eu chorava compulsivamente molhando toda a camisa dele. Que se dane, eu quase morri.
- É horrível, Harry... Tentou me matar... Ficou olhando pra mim... Eu tava me arrumando e quando vi... Tava na minha cama... Foi horrível!
- O QUE? – Harry me afastou um pouco me olhando preocupado – Como foi isso? Quando? Cadê aquele filho da puta?
- Ta na minha cama e... – ele me empurrou um pouco e foi para o meu quarto – NÃAAO, HARRYYYY!!! CUIDAAADO!!! – gritei desesperada, Superman salve o Harry! Não deixe aquela coisa matá-lo.
- Não tem ninguém no seu quarto! – ele falou voltando. Ufa, esta vivo. – Tem certeza que você não sonhou?
- Fugiu! – falei olhando pra ele desesperada – Fugiu! Agora ela vai se criar lá! E a noite quando eu estiver dormindo ela vai me matar e...
- Ela? Ela quem? – ele perguntou me olhando sério.
- A aranha, é claro! Ela vai querer se vingar de mim e...
- ARANHA? – ele gritou de repente me assustando. – Você gritou por causa de uma aranha?
- Você não a viu, tá bom? É enorme e assustadora! E estava me encarando!
- Espera! Eu achei que fosse aquele cara de ontem! Isso tudo foi por causa de uma aranha? – ele perguntou perplexo.
- O que aquele cara estaria fazendo na minha casa? No MEU quarto?
- Eu sei lá!
- E como você entrou aqui? – perguntei reparando que ele INVADIU MINHA CASA! VOU CHAMAR A POLÍCIA!
- Eu vim aqui pra deixar seu presente e quando eu fui tocar a campainha eu... – Presente? Ele falou presente? Eu vou ganhar um presente do Harry? Ai, Hermione Granger, eu não comprei nada pra ele! E agora? – e entrei! Você sempre deixa a porta aberta, não é difícil entrar aqui!
- Harry... – falei olhando pra baixo e então eu reparei. DARTH VADER! Eu estava SEM CAMISA! Isso mesmo. Eu pulei nos braços do Harry, dei um escândalo e todo o resto SEM CAMISA! Ele me viu, ou melhor, ele esta me VENDO de sutiã... De bolinha! OMG! OMG! OMG! OMG! OMG ! Que vergonha!
- ? Tá me ouvindo? – ele perguntou me olhando.
Corri pro quarto do meu irmão! Fala sério, não entro no meu até matarem a aranha. Peguei a primeira camisa que eu achei e coloquei. Como se ajudasse muito! Maldita aranha. É tudo culpa dela! Maldita! Tomara que morra!
- O que...? Aaah... – Harry falou rindo quando me viu voltando! Devo ter ficado mais vermelha que o Charizard do Pokemón.
Ficamos alguns segundos em silêncio, eu estava constrangida demais para falar alguma coisa.
- E o que você queria falar comigo? – ele perguntou após algum tempo, eu o olhei. O que eu queria falar com ele?
- Quem veio até minha casa foi você... – falei dando de ombros.
- Hm... É verdade! – ele sorriu. Foi em direção a porta – que ainda estava aberta – e pegou um embrulho grande que tinha ali fora. – Feliz Natal! – sorriu me entregando. Olhei sem reação para ele. OLHA O TAMANHO DAQUILO! Devia ser o maior presente que eu ganhei na vida, sem exageros. – Não tinha muita certeza do que comprar pra você... Mas quando vi achei que você iria gostar!
- Harry eu... – E AGORA? – Não precisava...
- Não precisava mais eu quis te dar mesmo assim... Pega! – ele me estendeu.
- Mas ontem foi seu aniversário e eu nem te dei nada... E também não comprei nada de Natal... O certo seria eu te dar um presente e não você e...
- , você não precisa comprar nada pra mim, eu já tenho quase tudo o que preciso! E se você não pegar logo eu vou ficar chateado com você!
Dei um sorriso sem graça pra ele e peguei o embrulho. WOW! Além de grande era pesado. Harry segurou pra mim enquanto eu tirava o papel vermelho que embrulhava o meu presente.
- Harry, eu... Eu... – não conseguia falar, aquilo era PERFEITO!
- Você gostou? – ele perguntou meio em dúvida, olhei pra ele.
- Se eu gostei? Harry... É... – como caracterizar meu presente? – Perfeito! É lindo! É fofo! É... Maravilhoso!! – falei sorrindo pra ele e olhando direito meu ‘pequeno’ presente.
- Que bom que você gostou... Mereço um abraço? – ele perguntou rindo.
Coloquei meu mais novo filhote, meu lindo Pingüim de Madagascar enorme, lindo e pesado em cima do sofá e abracei Harry, com força. Eu não perderia essa oportunidade!
- Obrigada! É o melhor presente que eu ganhei! – falei olhando pra ele depois de soltá-lo. Harry riu lindamente me dando um beijo na bochecha.
- Eu não me importaria de ficar aqui falando com você... Mas tenho que pegar estrada ainda, senão vou atrasar pra Ceia e minha mãe enlouquece... – ele falou fazendo uma careta, eu ri. – E você, vai fazer o que?
- Restaurante com o ! Falando nisso, ele está atrasado para vir me buscar!
- E você vai com essa camisa? – ele perguntou sorrindo.
- Melhor do que ir sem... – dei de ombros, ele riu concordando – E eu não entro no meu quarto, tem uma aranha enorme lá!
- Vou te dar mais um presente então... – ele riu indo pro meu quarto, ok, eu imaginei ele se jogando na minha cama e tirando a roupa e... PAREI!
- Onde foi que você viu? – ele gritou de lá de dentro.
- Em cima da cama... – falei olhando meu presente. Fiquei alguns segundos lá olhando pro meu Recruta enquanto Judd matava a desgraçada da aranha.
- Pronto, joguei no lixo... Se quiser ver o corpo ta lá e..
. - NÃO! Eu confio em você! – falei rapidamente, ele só sorriu mais.
- Bem, então já vou indo! Pode entrar no seu quarto!
- Ok, boa viagem! – falei enquanto abria a porta! – E obrigada, pelos dois presentes, estou na dúvida qual foi o melhor... – Harry gargalhou.
- Feliz Natal, ! – ele me puxou para um abraço, bem apertado.
- Feliz Natal, Harold! – abracei-o da mesma forma.

Quatro horas e cinqüenta minutos. Foi esse o tempo gasto no shopping com meu irmão. Foi esse o tempo que tivemos que ficar em filas e mais filas. Foi esse o tempo que fui empurrada e me perdi dele três vezes na mesma loja. Presentes comprados, fomos para o restaurante. Devo dizer, não foi tão ruim passar a noite com ele. Ficamos rindo, conversando coisas inúteis e rindo das pessoas que ficavam nos olhando. Sim, somos estranhos. Trocamos nossos presentes, que já sabíamos o que era, mas fingimos cara de surpresa mesmo assim! E lá pelas 2h30 da manhã chegamos em casa.
viu meu presente e perguntou de quem eu tinha ganhado, não sabia se deveria falar que Harry me deu, mas em todo caso não contei! ‘Comprei!’ disse simplesmente, ele acreditou. Antes de dormir peguei meu celular tinha três novas mensagens, uma dos meus pais:
“Feliz Natal, seu presente só chega dia 27!” Uma da :
“Feliz Nataaaaal amigaaaa, muitos presentes pra você. Espero que tenha comprado um bem legal pra mim, haha beijinhos”
Nem comento o interesse dela, sorte que já comprei. E uma última que eu não sabia de quem era, pois não conhecia o número:
“Agora é oficial, Feliz Natal, !” Fiquei uns bons 15 minutos pensando em todo mundo que poderia ter me mandando aquela mensagem, de fato era pra mim, afinal tinha meu nome no meio. Mas de quem era? Resolvi perguntar:
“Feliz Natal pra você também!!! Mas... Quem é você?”
No tempo que fui pro banheiro trocar de roupa e colocar a roupinha vermelha que eu tinha comprado para o meu lindo gatinho, e depois conseguir colocar nele, foi o tempo que demorei para ver que já tinha sido respondida.
“Ficamos sem nos ver algumas poucas horas e você já esquece de mim? Nunca mais mato aranhas pra você!”
OMG! OMG! OMG! Era do Harry. Mas como ele tinha meu número? Eu nunca passei... OMG! Harry Judd me mandou uma mensagem!
“Haaaarry! Jamais esqueceria do homem que salvou minha vida e matou uma aranha por mim! Boas festas!”
Mandei sorrindo e deitei na cama com meu gato ao meu lado e meu mega pingüim ocupando metade da minha cama. Meu celular brilhou e eu vi uma nova mensagem: “Tome cuidado, não estou aí para te salvar delas!”
Respondi:
“Meu irmão serve para alguma coisa, afinal. Matar aranhas”
E fiquei esperando.
“Você está sozinha?
Estranhei a pergunta.
“Meu irmão está no quarto dele. Por quê?
Esperei alguns minutos, ele não tinha respondido, já estava achando que ele não iria mais responder. Estava fechando os olhos quando meu celular começou a tocar, quase pulei tamanho o susto.
- Alô?
- Feliz Natal! – pude ouvir a voz do Harry do outro lado da linha, sorri sozinha.
- Feliz Natal, Harry!
- Eu ia te ligar antes, mas está uma loucura aqui, não consegui me livrar do meu irmão antes. – ele deu uma risada baixa.
- Coitado dele, só esta com saudades de você, não seja mau!
- Então eu devo desligar e voltar a falar com ele? – Judd perguntou. Fiquei sem responder. Espertinho.
- Como eu vou saber? Quem ligou foi você, quem tem que saber a hora de desligar é você! – falei orgulhosa da minha resposta.
- Eu vou desligar se você não quiser falar comigo... – ele falou mais baixo.
- E como eu vou saber se você ainda quer falar comigo? – perguntei rápido sorrindo novamente.
- Se eu não quisesse não teria te ligado... – ele riu – E como foi sua noite?
- Frustrante. Descobri que meu irmão está com uma garota, e eu não sei quem é!
- Isso não é novidade, todo dia ele está com uma garota diferente e ninguém sabe quem é! – ele respondeu rindo, ri junto, era verdade.
- Então... Você também não conhece?
- Não.
- Droga, Harry, eu tava contando com você, que espécie de amigo é você que nem conhece a nova namorada do meu irmão? Incompetente! – reclamei rindo. Harry gargalhou.
- Vou descobrir e te conto! – ele respondeu, ouvi uma voz no fundo – Espera só um minuto! – Harry falou alguma coisa que não pude entender e pouco depois estava de volta – ... – ele falou com a voz meio arrastada – Tenho que desligar, minha mãe quer a ‘família reunida’ e eu estou na varanda, vou ter que entrar e ficar ouvindo aquelas histórias chatas daqueles parentes que eu nem sei o nome! Gargalhei. Gargalhei mesmo, devo até ter acordado o meu irmão.
- Tudo bem, Harry, vai lá, e finja interesse pelos assuntos! - Pode deixar... – ficamos em silêncio, não sabia se devia desligar. – Então...
- Então... – repeti rindo.
- Nos vemos quando eu voltar?
- Nos vemos quando você voltar! – sorri.
- Bom! – ele falou animado, estranhei isso mais não comentei. – Então boa noite, , Feliz Natal e até quando a gente se ver!
- O mesmo pra você! Até esse dia! Beijos!
- Beijos, durma bem e não deixe as aranhas te pegarem! – ele riu.
- Valeu, agora que eu não vou conseguir dormir, vou ficar pensando nas aranhas... – falei fazendo careta ele riu mais. – Tchau, Judd!
- Tchau, ! – ele respondeu antes de desligar.
Nem preciso dizer que eu estava com um sorriso enorme no rosto, né? Mas a dúvida ainda pairava sobre meus pensamentos, como ele tinha meu telefone? Tudo bem que eu sou bem esquecida, mas eu lembraria se tivesse passado meu número para Harry Judd!
Olhei meu pingüim enorme e fiquei pensando, eu deveria mesmo comprar alguma coisa para o Hazz, ele já tinha me ajudado tanto, e ainda me dado um mega presente (literalmente).

Lição 9: Sempre chegue na hora para pegar um avião

Dia 25 passei com o e o Jullian, meu companheiro fiel. Ficamos sentados desfrutando da boa programação da TV que se resumia a filmes e desenhos natalinos! Nosso almoço foi um bom e velho sanduíche do McDonald's! Eu disse um? Foram dois meus e três do meu irmão! Em todo caso, um tempo depois ele deu uma escapada pro quarto e foi ligar pra garota QUE EU AINDA NÃO SEI QUEM É! E eu fiquei olhando para o teto já que estava na propaganda, quando finalmente voltou a passar o filme do Drake & Josh meu celular tocou. Adivinha quem? Sim, minha amiga me ama e me liga pra mandar Feliz Natal e cobrar o presente! Conversamos por um tempo bem feliz e fiquei sabendo que ela estaria de volta no dia seguinte e passaria lá em casa. Thiago voltou e ficamos o resto do dia daquele jeito, comendo chocolate e assistindo o especial do Bob Esponja. E pensar que eu achava já ter visto todos os episódios...
Dia 26 acordei com uma sorridente e pulante na minha cama, segurando meu presente. Mal apontei o lugar que estava o presente dela e a louca já correu pra pegar e abrir! Deu um grito que fez o Thiago correr pra ver o que estava acontecendo! Como sou uma amiga MUITO legal dei uma bolsa Prada, super chique, e hiper cara. Mas ganhei meu ingresso tão desejado para o show do Green Day, então foi uma boa troca, já que OS ingressos eram VIP's! Diz aí se minha amiga não é super esperta? Já me fez dar o outro ingresso pra ela, como se eu não fosse fazer isso de qualquer forma.
Acabou que eu fui almoçar na casa dela, e o Thiago saiu com a 'namorada'?. O resto do dia foi chato e entediante. Okay, nem tanto, a me contou do... hm... Lance? Que ela estava tendo com o Danny. Sim, Danny Jones, o guitarrista sardento do McFLY, minha amiga tá pegando.
Depois de ouvir por mais de uma hora o quão fofo/lindo/tudodebom/carinhoso/fofo/lindo/engraçado/lerdo/lindo ele era e como as coisas estavam indo bem pra eles, tanto que o sardento convidou minha amiga pra passar o Reveillón com ele, mas ela iria passar com a família, e me chamou pra ir junto, mas eu tenho que ir com a minha. Enfim, depois desses surtos "own, Danny seu fofo, tá pegando a minha amiga!" e " E DANNY SENTADOS NUMA ÁRVORE SE BEIJANDO LÁLÁLÁLÁLÁ" eu não sei o resto da música, e de mais alguns "Own, já imagino os filhos de vocês" ele ligou pra ela, DE NOVO! E eu resolvi ir embora e deixar a minha amiga menos vermelha, ela me daria os detalhes depois!
Cheguei em casa e qual minha surpresa? Não tinha ninguém. Fiquei lá, feliz e tranquila até minha mãe ligar dizendo que ela e meu pai já estavam pegando o vôo e estariam em Londres em poucas horas. Legal, meus presentes estão a caminho!
Fui tomar um banho, colocar meu pijama e minhas pantufas novas (em forma de coelho e rosas), colocar comida e água pro meu gato, pegar um pacote de bolachas e seguir em direção ao meu quarto. Estava pensando em assistir a Janela Secreta quando vi meu celular piscando. Nova mensagem:

"Muitos presentes? As aranhas não te atacaram? Você está viva? Eu estou! Cheguei em casa agora, se precisar que eu vá matar aranhas me avise! Haha. Xoxo Harry"

Que engraçadinho esse menino.

"Tá pensando que minha casa é um viveiro(?) de aranhas, é? Só ganhei o presente da Claudia, o do meu irmão e o seu. Meus pais só chegam de madrugada! Xx"

E lá fui eu achar o filme, então lembrei que tinha emprestado pra e que ela não tinha devolvido ainda. Sentei na cama pegando uma bolacha e colocando na boca, o que eu assistiria?

"E o que tem isso? Seu presente são seus pais? Que menina fofa!" Eu já disse que o Harry é muito engraçadinho? Então...

"Óh sim, claro. Sou muito apegada a minha família, você não sabia? Alguma sugestão de filme? Não sei qual assistir!" esse menino é tipo um Power Ranger pra responder mensagens, muito rápido.

"Por que ver filmes? Não tem nada pra fazer?"

Respondi um ”Não, estou sozinha e abandonada em casa” e esperei pela resposta dele. Que não veio. Legal, até o Harry me ignora. Cansada de esperar e cansada de olhar para a televisão desligada resolvi comer o resto das bolachas e ir dormir. Dei uma olhada rápida no quarto do meu irmão em busca do meu gato, que estava deitado em cima do travesseiro, e fui pra minha cama.
Dia 27 acordei cedo, isso que dá dormir antes das 21h. E vi que tinha duas novas mensagens do Harry "Se eu disser que minha bateria acabou e eu não achava o carregador, você acredita? Assista Shrek!"

"Ou você está dormindo, ou foi sequestrada, ou alguma aranha te pegou, ou está me ignorando. Me avise amanhã qual era a opção certa! Boa noite"
nem respondi nada, qual é? Sou difícil!E estava sem créditos.
Estava assistindo Os Padrinhos Mágicos quando meu pai acordou e foi sentar ao meu lado.
- Feliz Natal! - ele deu um sorriso passando a mão na minha cabeça.
- Feliz Natal! - olhei pra ele por dois segundos e então voltei minha atenção para o Cosmo. Eu quero um padrinho mágico, por que o Timmy pode ter dois e eu nenhum?
- Já fez as malas? - eu olhei para meu pai - Vamos viajar!
- Quando? Pra onde? Por que ninguém me avisou?
- Eu e sua mãe vamos hoje à noite para garantir nossa vaga no hotel! Você e seu irmão que ainda não estão prontos vão amanhã de manhã, as passagens já estão compradas! Vamos para Miami. Seu presente de Natal é esse.
- Miami?
- Disney... E o parque do Harry Potter também! Vamos passar uns dias lá! - ele piscou todo safado e eu fiquei olhando com cara de idiota. DISNEY? HARRY POTTER? WOA! PADRINHOS MÁGICOS, EU TENHO!
Dei um abraço rápido nele e fui toda desesperada arrumar minhas malas. E o Thiago ainda dormindo. Que loser. Acordei ele aos pulos e contei as novidades, ele não parecia muito feliz, talvez por eu ter pulado em cima dele, nunca se sabe! Às 23h fomos levar meus pais até o aeroporto, e quando estávamos voltando o Thiago me joga a bomba:
- Hm... ? - eu o olhei enquanto ele dirigia - Eu não vou amanhã com você!
- E por que não? Como assim? Você falou isso para o pai? Ele vai te matar!
- Não falei ainda, vou falar amanhã. Depois que você pegar o avião eu ligo avisando. - ele me deu uma olhada rápida - Vou passar a virada com a...
- A? - instiguei. Alguém sabe o significado dessa palavra? É assim mesmo que fala?
- Com a garota com que estou saindo.
- Quem é?
- Um dia eu te apresento! - e acabou aí. Não falou mais nada sobre o assunto. Quando chegamos ele terminou de arrumar as coisas dele e ficou vendo Os Simpsons. Fiquei no meu quarto olhando para o teto e pensando. Eu estaria na Disney em poucas horas, tá okay? Eu estaria em Miami em poucas horas, mas de lá para a Disney não deveria demorar muito. Eu iria tirar uma foto com o Pato Donald. E com o Pluto. E veria a Bela e a Fera! E tomaria Cerveja Amanteigada no Parque do Harry Potter, e passearia por Hogsmeade. E comeria uns feijõezinhos de todos os sabores. E compraria todos os doces da Dedos de Mel! E passearia por Hogwarts. E compraria uma varinha e um uniforme da Grifinória e...
Acordei com meu irmão me chamando. Olhei para o relógio 6h30. Ele já estava saindo para encontrar a garota lá, por quem ele estava me deixando. Me trocando. Meu irmão estava me trocando por umazinha que eu não fazia idéia de quem era.
Ele me deu um tchau rápido e se foi. Foi-se. Me deixou. O que eu fiz? Voltei a dormir. O vôo era só às 10h30, eu saindo às 9h40 daria tempo.
Meu celular tocou com uma nova mensagem. Do : “Boa viagem!” Olhei a hora. 10h15. PQP! Estava ferrada e atrasada, muito atrasada. Peguei a primeira roupa que vi jogada no chão enquanto ligava pra portaria pedindo pra chamarem um táxi. Prendi o cabelo de qualquer jeito e calcei os tênis pegando minha mala e levando pra sala. Peguei o Jullian e coloquei o coitado de qualquer jeito dentro na gaiolinha de viagem dele. Peguei um pacote de ração e os potes de água e comida e entrei no elevador. Parei no andar de baixo e toquei a campainha da Meg, a mulher que cuidaria dele por alguns dias. Me despedi do meu baby e voltei para o apartamento, peguei minhas malas, fechei a porta e saí. Torcia para o vôo ter atrasado. Entrei no táxi eram 10h31. TINHA de estar atrasado ou meu pai me mataria.
Joguei umas libras para o motorista sem nem saber se estava certo ou não, peguei minhas coisas e corri pelo aeroporto, pessoas me olhavam, eu nem me importava. Estava atrasada, provavelmente tinha perdido o vôo. Corri para o Portão B e... NADA. Olhei para o guarda que estava parado ao lado do portão de embarque e perguntei do vôo. Ele me olhou apontando para o relógio, 11h06. O avião já tinha saído há meia hora.
- Mas moça, têm que ter UMA única cadeira no próximo vôo! - falei desesperada para a atendente, que estava de muita má vontade, vale citar.
- Sinto muito, estão todos lotados até dia 2!
- Moça, meu pai vai me matar. Vai me ressuscitar, arrancar meu fígado fora, cozinhar, bater no liquidificador e dar para os tubarões, e o resto de mim ele joga para os crocodilos!
- Sinto muito. - falou dando um sorrisinho. Sentia o caramba, estava pouco ligando pra mim e minha morte triste/dolorosa/trágica.
Bufei e saí empurrando o carrinho com as minhas malas. Eu estava morta. Eu mesma poderia me matar, qual é? Eu sempre quis ir pra Disney, nunca fui. Aí veio o Parque do Harry Potter, dei um escândalo pra poder ir e não fui. E agora eu iria, NOS DOIS! E não vou mais. Sentei em uma cadeira e fiquei pensando nas minhas opções. Nenhuma. Eu deveria ter ido passar o Réveillon com a . Pelo menos seria melhor do que passar sozinha em casa. Bom, eu pegaria o Jullian com a Meg, então tecnicamente não estaria sozinha...
- ? - olhei pro lado para ver quem era. Imagina minha cara de surpresa ao ver Harry Judd, todo lindo se aproximando empurrando um carrinho com uma mala.
- Harry? - ele parou na minha frente me olhando. - Ta fazendo o que aqui?
- Vou pegar um avião! - ele deu de ombros. ÓBVIO. Estamos em um aeroporto, um trem que ele não iria pegar. - Pra onde você vai?
- Eu ia! - falei fazendo careta - Miami. Mas o que importava mesmo é que eu iria pra Disney e agora vou ficar em casa sozinha! E você?
- Leeds, vou passar uns dias na casa de um amigo... - ele parou de falar me olhando - Você já tentou mudar a passagem?
- Não tem lugar até dia dois... - dei de ombros - Que horas é seu vôo?
- Meio dia, cheguei antes porque não tinha o que fazer em casa!
Dei um pequeno sorriso pra ele.
- Você não respondeu minha mensagem! Estava me ignorando? - ele perguntou sorrindo sentando ao meu lado.
- Não, só vi ontem de manhã... E estava sem crédito... Mas agora eu tenho! - sorri pra ele que riu. E então ficou sério. Harry tem umas mudanças de humor muito rápidas, da até medo.
- Vai comigo. - ele me olhou sorrindo.
- Pra onde?
- Leeds, claro! Assim nenhum de nós dois passa sozinho! - ele levantou-se parecendo empolgado.
Eu o olhei por alguns instantes.
- Você está brincando! - afirmei olhando desconfiada pra ele.
- Não, pensa, você vai ficar sozinha em Londres porque perdeu o vôo para os Estados Unidos. Eu vou ficar sozinho em Leeds porque não quis passar a virada com a minha família... Então pronto! Vamos passar juntos!
- Por que você não vai passar com a sua família? - perguntei meio sem perceber. Sério, eu esperava ele me chamar pra ir... Sei lá, comprar um cappuccino ali na lanchonete. Não viajar. - Tivemos uns problemas, eles estavam me... Incomodando com algumas coisas... Resolvi não passar com eles pra não correr o risco de brigarmos! - ele deu de ombros. Concordei com a cabeça, então ele me estendeu a mão. - Vamos, deve ter lugar no meu vôo, não deve ter muita gente indo pra Leeds essa época do ano!
- Não sei, Harry... - falei olhando pros lados.
- Vamos logo, está com medo de mim? - ele desafiou.
- Não... Só não... Não sei...
- Vamos, vai ser legal! Confia em mim! - ele sorriu. Quem diz não pra esse sorriso dele?
- Tá, mas você vai ter que explicar para os meus pais como ao invés de estar em Miami estarei em Leeds!
Ele riu concordando e eu peguei na mão dele para levantar e acompanhá-lo na tentativa de trocar a passagem.
- Leeds, estamos indo! - Harry sorriu quando sentamos no avião. Falar que tinha pouca gente indo para Leeds era brincadeira. Não tinha quase ninguém. Consegui um lugar ao lado dele e ficamos conversando e rindo durante as poucas horas de vôo.

Lição 10: Se o gelo acabar, NÃO SAIA PARA COMPRAR.

Tínhamos acabado de sair do aeroporto internacional de Leeds, procurando um táxi. Eu só tinha ido á Leeds uma vez, no casamento de uma tia que morava ali na época. Harry não parava de falar sobre a casa em que ficaríamos, e eu só pensava no que meus pais falariam quando percebessem que eu não estava no vôo para Miami.
- TÁXI!! - Harry gritou, assim que o carro parou, ele abriu o porta malas e jogou nossas bagagens dentro. Eu abri a porta de trás entrando e cumprimentando o taxista, porque eu sou muito educada, claro. Harry entrou pouco depois dando o endereço da casa onde ficaríamos para o homem, que logo começou a dirigir pelas ruas não muito movimentadas da cidade.
- Já descobriu quem é a namorada misteriosa do seu irmão? - Harry se virou ,me olhando, neguei fazendo uma careta.
- Esse é um dos mistérios que tenho que descobrir logo!
- E qual seria o outro? - perguntou curioso. Suspirei.
- Como contar para meus pais que estou em Leeds! - Harry apenas sorriu.
- Acho que você não deveria se preocupar tanto com isso - deu uma piscada e virou-se para a janela, olhando a paisagem.
- Fácil para você falar! Quem sofrerá as consequências serei eu, não é mesmo? - Harry me olhou rapidamente e apenas deu um meio sorriso. Fiquei em silêncio por alguns instantes olhando para frente, a única coisa que eu consegui ver eram os cabelos pretos do taxista. Virei para o baterista e perguntei uma coisa que já se passava por minha cabeça há alguns dias.
- Hmm... Harry? - ele me olhou - A Izzy sabe que eu estou com você em Leeds? Porque se ela não sabe eu acho que ela não vai ficar muito feliz... Na verdade acho que mesmo que ela saiba ela não deve estar muito feliz!
Harry franziu o cenho me olhando confuso.
- Não entendo, por que eu teria que contar alguma coisa para a Izzy?
Eu o olhei, incrédula, tipo, como assim, 'por que ele teria que contar alguma coisa' WTF? Sempre achei que o lerdo da banda fosse o Danny!
- Pelo óbvio? Ela é sua namorada! Eu não iria querer meu namorado viajando com outra garota, mesmo que fosse a irmã mais nova do amigo dele!
Judd me olhou sério por alguns segundos e então começou a abrir um sorriso, em seguida começou a rir, e instantes depois ele gargalhava loucamente balançando a cabeça e colocando as mãos no rosto tentando abafar as risadas. Só eu estou perdida?
- Por que exatamente você esta rindo? - perguntei inclinando levemente a cabeça.
- Eu não acredito... Você achou mesmo? - e começou a rir novamente. Harry ainda estava rindo quando o taxista parou o carro dizendo que aviamos chego.
Descemos, o moço nos ajudou com as malas e enquanto Judd o pagava eu olhei para a casa. Ela era enorme, e linda! Aliás, tudo o que pude ver da propriedade me encantou. Um jardim imenso com uma árvore enorme na frente.
A casa tinha dois andares, janelas grandes e um sótão. Dava para ver a construção de alvenaria, os tijolos e as vigas de madeira escura, o telhado inclinado de fibrocimento, eu poderia andar nele sem medo de cair, e se levarmos em conta que eu tenho um pequeno medo de altura, ele realmente parece seguro!
- O que achou? - Harry perguntou ao meu lado virei-me para ele sorrindo.
- É linda!
- Espere só para ver por dentro, é ainda mais incrível! - sorriu se aproximando do portão e abrindo-o.
- Primeiro as damas! - ele falou dando-me passagem para entrar na casa. Mal entrei e parei para olhar cada canto detalhadamente.
Se existia uma coisa que prendia totalmente minha atenção era uma casa. Eu gosto de olhar cada detalhe, por mais insignificante que pudesse parecer. Eu adoro casas e, obviamente, escolhi a profissão certa!
Por dentro a casa era revestida de uma madeira escura, envelhecida. Eu conseguia ver a sala de onde eu estava com um sofá de couro preto e enorme. Uma estante de mogno escuro, com uma TV de LDC gigante, um aparelho de som e DVD. Um carpete de couro sintético, de uma cor clara que constatava com o resto do lugar, e ainda tinha uma lareira ao canto. Conseguia ver uma parte da sala de jantar, mesa grande com o tampo de vidro, e oito cadeiras ao redor.
- Não mudou nada desde á última vez que estive aqui! - Harry falou após alguns minutos analisando - Venha, vou mostrar seu quarto!
Subimos dois lances de escadas e entramos em um quarto no sótão, as janelas eram enormes e por elas eu podia ver o jardim nos fundos da casa, que não era muito grande nem muito sofisticado, mas tinham várias flores, a maioria ainda fechada, talvez pela época do ano. Tinha também alguns bancos e cadeiras feitos com uma madeira que eu não soube identificar, mas que davam a impressão de serem muito mais velhos do que deveriam ser. Uma piscina enorme coberta e uma pequena fonte mais ao canto, deveria ser incrível ver o pôr-do-sol, por exemplo. E essa é á hora em que vocês descobrem que eu também tenho um lado romântico estilo garotinha de filme adolescente.
Voltei meu olhar para o quarto que era bem maior que o meu. Tinha uma cama de casal que parecia ser extremamente confortável, uma poltrona de couro próxima á janela, uma estante e um guarda-roupa de madeira.
- Então? Gostou? - Harry perguntou sorrindo afastando-se das malas e se aproximando de mim.
- Você tinha razão, a casa inteira é incrível! - sorri voltando á olhar pela janela.
- Sabia que você ia gostar... - ele riu, eu o olhei confusa, do que ele ria? - Mentira, eu não sabia! Na verdade achei que fosse detestar!
- Por que eu detestaria? - perguntei com o cenho franzido, ele deu de ombros.
- Achei que você era mais o tipo, 'garota da cidade'!
Eu o olhei incrédula. Como assim 'garota da cidade'?
- Tudo bem que eu detesto baratas e tenho pânico de aranhas, mas, para sua informação quando eu morava em Chelmsford eu tinha uma casa na árvore, ok? - Harry gargalhou concordando.
- Eu lembro que antes de se mudarem o não parava de reclamar que seu pai tinha feito uma casa na árvore para você, mas todas às vezes que ele pediu não ganhou nem um graveto!
- Como eu não me lembro de você nessa época? - Qual é! Harry Judd era o melhor amigo do meu irmão e vivia na minha casa, como eu não lembro NADA referente a ele naquele tempo?
- Eu estudava no Uppingham School, seu pai tirou o de lá porque estávamos sempre na diretoria, depois disso não falei muito com ele... E vocês mudaram para Londres uns meses depois, e antes quando eu ia à sua casa você estava na escola! - ele fez uma careta. - Eu devo ter te visto umas duas ou três vezes, e você era pequena demais. E também não gostava de mim! - ele falou a última parte rindo.
- O quê? Eu nem me lembro de você Harry, como sabe que eu não gostava de você? - perguntei curiosa. Algum dia na minha vida eu não gostei de Harry Judd?
- Hm... Acho que era por ciúmes do seu irmão, ele parava de brincar com você quando eu chegava... Então eu passei a evitar ir lá quando você estava para não ter problemas... - ele riu dando de ombros.
- Só eu não lembro essas coisas... Você tinha que ter visto o que a minha mãe falou de você depois que foi embora da minha casa, aquele dia dos filmes... "Nossa como o Harry cresceu, nem parece mais aquele garotinho bagunceiro que ia lá pra casa andar de bicicleta com você ". - Harry riu na minha tentativa fracassada de imitar a voz da minha mãe
- Isso agora é passado! Vocês mudaram para Londres e eu só me mudei quando fiz 17 por causa da banda! foi para a Austrália e só voltou agora. E por uma incrível coincidência nos encontramos de novo e voltamos a nos falar. E agora eu estou aqui como costumava fazer antigamente nas férias... Mas com você! - ele deu um sorriso fofo.
- Heey! Você não respondeu a minha pergunta! - falei de repente, lembrando-me da nossa conversa inacabada. - Sabe eu acho que ainda sou nova para morrer por causa da sua namorada, então...
- você ainda não entendeu? - ele riu negando com a cabeça.
- Entendi o que?
- Eu não tenho que dar satisfação de nada para a Izzy! Ela não é mais minha namorada á meses. Achei que você soubesse disso!
- Mas vocês estavam juntos no seu aniversário... - o olhei confusa.
Ele suspirou passando a mão no cabelo.
- Não foi nada disso, não era para ela estar lá! Eu não tinha convidado-a para a festa! Ela apenas apareceu na hora errada, ok? - ele me olhou nos olhos, impressão ou os olhos azuis dele estão com um brilho diferente?
- Hm... Ok! - falei concordando com a cabeça e olhando para a janela.
- Eu realmente não tinha convidado a Izzy... Acontece que ela e a Gio ainda são amigas, então elas estão sempre se falando... A Gio acabou contando que seria lá e ela apareceu e... E estragou tudo...
Eu apenas o olhava sem entender muito do que ele falava, mas afinal, quem entenderia?
- Eu vou te explicar tudo, mas não agora, não hoje! Só... Só aproveite esses dias, esta bem? - ele deu um pequeno sorriso se aproximando de mim. Se eu estava estática? Imagina. Judd se curvou um pouco e beijou a minha testa. Sim, ele se curva e beija minha testa, agora imaginem o quão baixa eu sou perto dele!
- O que acha de irmos comprar comida? - ele voltou a dar um meio sorriso - Acho que não deve ter nada aqui... Vou tomar um banho e trocar de roupa, daqui uma hora te encontro lá embaixo ok? O Jared deixou um dos carros na garagem, podemos usá-lo. Harry parou e me olhou por uns segundos, em seguida passou pela porta, encostando-a.
Três dias. Três dias que Harry Judd passou mudando de assunto e ignorando por completo minha curiosidade. Depois daquela 'conversa' no quarto ele não falou mais nada sobre o assunto.
Minha conversa com os meus pais foi bem tranquila, bem mais do que eu esperava, quer dizer, meu pai nem mesmo gritou comigo! Na verdade, foi até bem estranho, eu ali falando toda apreensiva imaginando que ele pegaria o primeiro vôo para Leeds para me arrastar para casa e sei lá o que fazer comigo por causa da minha irresponsabilidade em pegar um simples avião, mas invés disso ele apenas falou: 'Tudo bem filha, nos falamos quando eu e sua mãe voltarmos! Já falei com o ... Aproveite estes dias!' WTF? Quem é você e o que fez com o meu pai?
Dia 28, quando fomos ao mercado comprar comida, aproveitamos para comprar as coisas que usaríamos no nosso nada tradicional jantar de Réveillon. Devo dizer que os dotes culinários de Judd me impressionaram bastante. O máximo que eu sabia fazer era um bolo de chocolate que eu aprendi com a mãe da . E um doce de nome estranho que eu não sei falar que aprendi a fazer com a no 2°ano, mas era meio complicado de fazer já que era brasileiro, e não é em qualquer canto de Londres que se encontra aquele creme doce que se usa para fazer... Isso que dá arranjar amiga brasileira. Em todo caso, voltando ao assunto 'jantar de Réveillon', eu estava na cozinha terminando de preparar um pavê quando ouvi Harry xingando alto.
- Não esta gelando! - falou desesperado apontando para á geladeira. Franzi o cenho largando o chocolate e me aproximando.
- É claro que esta gelando Harry...
- Não está, olha só - falou tirando uma garrafa de refrigerante - eu coloquei tem umas três horas, já era para estar bem gelado, e continua quente igual quando eu coloquei!
- Mas estava normal até ontem quando...
- Acabou á luz - ele fez careta.
Não contei? Dia 30, sete da noite, eu no banho e... Acaba á luz. Sim, muito agradável claro. Eu quase não bati em tudo que estava na minha frente. Quase não morri de frio. E quase não tropecei na escada. E hoje de manhã descobri que coloquei meu moletom do lado errado. Brilhante.
- Não tem gelo? - perguntei e ele negou depois de verificar.
- São 19h30, se formos rápidos dá tempo de ir comprar na cidade e voltar... - ele falou olhando o relógio no pulso.
- Mas ainda não está pronto... - falei apontando para o doce que estava em fase de 'construção'. - Você consegue terminar em 15 minutos? - concordei com a cabeça. - Então vou procurar uma térmica enquanto você faz isso... - falou saindo pelo corredor. Hm, beleza. Adoro quando a geladeira estraga em plena noite de Réveillon! Tão agradável.
- Ok, são quase dez horas, acho que dá tempo de chegar e terminar de arrumar tudo, certo? - Harry perguntou enquanto colocávamos as compras no carro.
- Claro que sim, só falta... Tudo! - fiz careta, Judd fechou o porta-malas quando terminou de colocar as compras e suspirou.
- Vem comigo! - ele falou puxando minha mão e correndo pela calçada.
- O que...? Harry você esta louco? Temos que ir pra casa e terminar tudo...
- Você sabe tão bem quanto eu que não vai dar tempo, demoramos quarenta minutos apenas para chegar lá!
- E o que vamos fazer e, o mais importante, por que estamos correndo? - é sério, eu não gosto de correr. Me chamem de sedentária, eu não ligo. O problema é que eu corro de um jeito muito estranho, é meio... Constrangedor.
- Entre aqui! - ele parou de correr e me empurrou por uma porta, quando eu passei tocou um sininho chato e o dono do lugar nos olhou. Era uma pizzaria!
- Boa noite! Vocês ainda estão atendendo, certo? - Judd perguntou se aproximando do balcão.
- Sim, sim. Mas devo dizer que vocês foram os únicos que apareceram aqui hoje, e deram sorte, já estávamos fechando! - o senhor sorriu enquanto me cumprimentava com a cabeça, dei um sorrisinho ainda assimilando o que estava acontecendo.
- Ótimo, três grandes por favor, uma de calabresa, uma meio lombo com champingon e - Harry se virou para mim - O que você quer?
- Ahn... Frango com catupiry...
- Ótima escolha, e o que mais? - dei de ombros - Uma de frango com catupiry e a outra metade de quatro queijos!
- Ok, mais alguma coisa? - o homem perguntou anotando o pedido.
- Uma Coca-Cola enquanto esperamos! - Harry sorriu e andou em direção a uma mesa mais ao fundo. - , você não vem?
Andei até onde ele estava e sentei em sua frente.
- Me explica para ver se eu entendi. Nosso jantar será pizza?
- Você se importa? Não tem nenhum restaurante aberto, e nunca conseguiríamos chegar e preparar tudo até meia noite - ele mordeu o lábio inferior me olhando em dúvida.
- Esse será o melhor jantar de Réveillon da história! - falei sorrindo e Harry riu.
- Pizzas?
- Aqui!
- Outra garrafa de champagne?
- Confere.
- Gelo?
- Na térmica!
- Refrigerante?
- Ok!
- Ótimo, temos tudo! Podemos ir para casa! - Harry falou dando a partida depois de termos certeza que tínhamos comprado tudo o que seria necessário.
Escutávamos uma rádio qualquer com músicas tranquilas, era uma estrada parcialmente escura, sem nenhum outro carro. É claro que não, quem mais estaria na rua às 22h50min do dia 31 de dezembro?
- Você esta muito quieta, no que esta pensando? - Harry perguntou me olhando rapidamente e voltando a prestar atenção na estrada.
- Só o quanto isso é estranho!
- Como assim? Quer dizer as pizzas? - ele perguntou rindo.
- Também - sorri voltando a olhar pela janela do carro.
- Então? - incentivou. Suspirei e olhei para frente.
- Não sei exatamente... É só... Estranho. Eu deveria estar em Miami agora, com meus pais, mas estou em Leeds, com você!
- Nossa! Assim você fere meus sentimentos! - ele fez careta.
- Não é você o problema Harry - eu ri baixinho - mas você também deveria estar com sua família, ou então com seus amigos... E olhe só, nós dois aqui, no meio do nada, indo comer pizza em plena noite de Réveillon... Não que seja ruim - acrescentei quando ele me olhou - Só é... Diferente.
Harry concordou balançando a cabeça. Abriu a boca umas duas vezes, mas não falou nada.
- eu tenho que...
- Você ouviu este barulho? - perguntei assustada, após ouvir um barulho alto.
Harry foi reduzindo a velocidade, até parar totalmente.
- Espere aqui - falou soltando o cinto e abrindo a porta do carro. Se eu comecei a pensar que algum bicho sobrenatural iria aparecer e nos atacar? Claro que não, eu quase nem assisto Supernatural! - Fodeu!
- O que aconteceu? - perguntei saindo do carro enquanto via Harry abrindo o capô, na hora saiu uma fumaça preta e nós dois nos afastamos.
- Ótimo! Carburador. - Falou fazendo uma careta e passando a mão nos cabelos. Wait, alguém sabe o que isso significa? - Não tem como sairmos daqui sem arrumar isso! - Harry falou depois de ver minha cara confusa.
Então, é isso mesmo? São 23h01min e estamos parados no meio do nada com o carro quebrado, faltando 59 minutos para a Virada do Ano? Eu agradeceria se tivesse uma ajudinha sua Dumbledore! Power Ranges! Ben10! Pinguins de Madagascar! Sirius Black! Harry Potter! Espíritos do Céu, qualquer um... Darth Vader?



N/A: Eu sei, eu sei, esse título ficou estranho, já que a geladeira que estragou, e não o gelo que acabou. Mas foi o mais 'bonitinho' que pensei, então, relevem!
Ok, me batam! Há quanto tempo eu não atualizo isso aqui? Mas é difícil... Perdi as contas de quantas vezes escrevi, apaguei e escrevi de novo esse cap. e o outro até aparecer uma idéia boa! Acho que essa foi à melhor de todas... hmmm
Mas agora eles fazem mais sentido, tanto que este já esta sendo postado, ou seria, ‘já foi postado’? hmm...
Obrigada a todo mundo que leu/lê, comenta, indica, dá idéias, reclama, e tudo!
Feliz Natal e Feliz Ano Novo atrasado u.u Maaaas, tudo de bom para vocês! Alguém ganhou um pinguim de presente? EU GANHEI >.<
Obrigada Rafa, minha linda <3
Obrigada todo mundo <3
AAAAH, obrigada quem votou em Manual para destaque de dezembro (:
Na verdade... eu fui cara de pau e sai pedindo...hmmm HAHHAHA
Chega que isso já esta enorme! Até daqui alguns dias, porque, sim, o próximo não vai demorar meses ;D
Xx Reh Cegan
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N/B: Ano novo maravilhoso com Judd *-* vou torcer pra demorar a próxima att. (yn)