Love The Way You Lie
Autor: Ana G. Pires
Beta-Reader Capítulos 1 a 16:Any Beta-Reader:Ka Meirelles

1. "Não busque boas aparências, elas podem mudar. Só precisamos de um sorriso para transformarmos um dia ruim."

Estava conversando com minha mãe na frente da escola quando meus olhos depararam com uns olhos azuis e então me traumatizei com eles. Eram os olhos mais perfeitos de todos que já conheci.
- ! Eu não te quero ver metida em briga nessa escola. - meus ouvidos não funcionaram por causa da hipnotização dos olhos azuis.
- Escutou, menina?! - minha mãe deu um berro que fez todos olharem para nós duas, principalmente os olhos que eu estava fitando com gosto.
Sorri para a minha mãe e me virei completamente para o portão da escola. Esse era o meu primeiro dia em uma escola totalmente desconhecida em uma cidade chamada Caernarfon - Inglaterra.
Morava no Brasil até então, mas minha família é de Londres, então meus pais decidiram morar aqui para ficar mais perto deles, e eu tive que vim também. Morar em um país totalmente desconhecido é muito esquisito.
Mas o que estou falando? De esquisitices? Eu sou esquisita! Uma pessoa normal não teria os cabelos verdes e nem tatuagens espalhadas pelo corpo, um piercing no nariz e usar roupas diferentes.
Apesar de ter essa característica super meiga, minha personalidade é inexplicável, como diz minha irmã. Sou cabeça dura mesmo e sou bocuda, mas amo estudar!Falei isso? Não gente, é mentira. Eu detesto estudos e sempre vou mal nas provas, menos uma que não que é a de Literatura.
Respirei fundo e entrei naquela escola de cabeça empinada olhando para todas as pessoas que passavam sobre mim, eu queria saber o nome do dono dos olhos azuis. Minha mente só transmitia aquela imagem para mim.
- ? - ouvi meu nome e então olhei para trás e tinha um menino parado com os cabelos bagunçados e as mãos nos bolsos da blusa preta rasgada.
Olhei para ele tentando lembrar quem era, mas minha cabeça não captou a mensagem.
- Oi. - ele disse para mim com um sorriso lindo e eu retribui com um também.
- Nossa! Na hora que minha mãe falou que você estava aqui eu fiquei surpreendido com isso! - pensa, pensa, em quem pode ser esse deus grego que está falando com você. Fechei os olhos tentando lembrar. Sem sucesso.
- Ah! Eu vou direto ao ponto. Não faça a mínima idéia de quem você pode ser. Eu juro que tentei lembrar quem era, mas sem sucesso. - falei e depois os dois sorrimos da minha fala.
- Então deixe eu me apresentar! Sou o Dougie, aquele pirralho que você adorava aprontar para cima de mim. - nossa! Dougie! Não pode ser meu, ele está completamente diferente.
- Caramba, menino! Como você está diferente! - voei para dar um abraço nele.
Depois do meu reencontro com o meu velho amigo fui acompanhada até a porta da minha sala, onde encontrei os olhos azuis novamente me fitando.
- Olha, não dê confiança para ele não. - p Dougie me disse em um sussurro. Então aquele menino lindo é considerado como um marginal nessa escola? Bem, eu adoro me arriscar e decidi sentar do lado dele.
Olhei então para o lado e percebi que ele não estava gostando da minha presença perto dele, sorri e comecei a puxar conversa.
- Oi! - Disse sem sucesso, porque ele não respondeu e também porque a professora havia chegado e me chamado na frente para me apresentar para a turma.
- Nossa você é do Brasil? - uma menina me perguntou com um sorriso que refletia em você por causa do brilho de seus dentes.
- Sim! Sou de uma cidade no interior de São Paulo, chamada Lavínia. É um pouco pequena, mas amo morar lá. - falei e percebi que eles se interessaram pela minha história e começaram a perguntar.
E assim foi a aula de história inteira, repleta de perguntas e eu claro me senti mais enturmada com a sala. Enfim o sinal bateu e fui pegar meu material, mas quando chegava perto da minha carteira senti meus pés sendo puxados por outro e olhei para o chão e vi que enrosquei em uma bolsa.
- Desculpa. - foi isso que o menino lindo falou para mim pegando a sua bolsa e saindo sem olhar para trás.
Estava no corredor já virando à direita quando a minha irmã me chamou. Parei e sorri, já estava sentindo saudade daquela chatinha.
- , nossa, ainda bem que te achei. Meu Deus essa escola é muito grande. - ela disse me abraçando e eu sorria porque ela pode ser muito chata às vezes, mas adorava aquela menina. é para mim a minha melhor amiga e irmã.
O jeito dela de ser é parecido com o meu, tirando que o cabelo dela é vermelho e curto e normalmente usa roupas que mostram as suas formas definidas.
- É eu sei , até me perdi aqui tentando achar a cantina, mas desisto. - quando falei isso o Dougie saiu da sala e veio ao nosso encontro.
- Hey! - ele nos cumprimentou e levou para a cantina, fazendo nos sentarmos à mesa da turma dele, que eram super simpáticos. Seus nomes eram fáceis de serem guardados. Como Britanny, Charlotte, e Flavio. Esse ultimo é brasileiro, por isso fiquei mais empolgada ainda com eles.
- Bem, o que vocês comem? - a Charlotte, ou melhor, Char, perguntou para nós.
- Eu como de tudo, já a minha irmã é vegetariana. - falei fazendo uma cara de quem consegue ser vegetariano com dezessete anos!
Então eu tive uma reação muito diferente quando vi os olhos azuis novamente olhando para mim na hora que virei. Ele estava sentado numa mesa sozinho e ao me ver virou a cara e ficou fitando as meninas da outra mesa.
- ! - a Britanny falou fazendo uma cara de nojo ao se referir a ele.
- Quem? - perguntei para ela e então apontou com os olhos o menino que eu estava fitando.
- é o menino mais galinha que já conheci na face da Terra e, além de tudo, tem um jeito muito estranho de viver. O povo acha que ele usa drogas, mas isso é só boato. Estava esquecendo de falar que ele faz parte da minha família. - ela falou isso muito devagar e com voz de repórter. Eu captei em questão de segundos.
O dia foi legal por eu estar em uma escola que não era meu costume, me senti bem por ver que as pessoas aqui não me achavam tão estranha assim, até gostaram do meu estilo e viviam perguntando como era o lugar que eu morava.
Mas uma pergunta que eu não vou esquecer. Estávamos na aula de biologia e então o professor fez o mesmo que a de história e ai começou o interrogatório. De repente o levantou a mão e o professor fez sim com a cabeça.
- Você pode nos dizer a tradução da sua tatuagem no braço esquerdo? - olhei para ele e fiz sim com a cabeça.
- Essa tatuagem é escrito em egípcio e a tradução é: não busque boas aparências, elas podem mudar.
- Então você está se referindo ao seu estilo? - ele perguntou novamente.
- Estou falando que você não pode saber quem é a pessoa pela aparência e sim pelos sentimentos dela. - falei e ele abaixou a cabeça dizendo obrigado. Depois disso a aula começou.

2. “Não pode haver amizade sem confiança, nem confiança sem integridade.”

Fomos para a casa do Dougie para ver a minha tia que fazia tantos anos que nunca vi. No caminho o menino que me fez ficar hipnotizada ficou bem atrás da nossa turma.
Eu como sempre fui muito curiosa larguei do braço da minha irmã e fui diminuindo os passos até deixar eles para trás, esperando que o fale comigo.
- Oi, moço! - falei dando um sorriso.
- Nossa, você não desiste mesmo. - ele disse sorrindo de lado. Vitória para mim! Ele finalmente falou comigo.
- Então, .
- . Chame-me de .
- Okey! e aí, tudo bem? - disse e assim ficamos conversando até o meu priminho olhar para o lado e não me ver e olhar para trás onde estava eu dando risada do que o acabou de falar.
- , acho que o seu amigo não está gostando nada de ver eu e você conversando. - então olhei pra frente e vi o Dougie me fitando parado na esquina.
- É, eu vou indo. Amanhã te vejo. - ele disse atravessando a rua e desaparecendo em um bosque que tinha lá e eu fui seguindo em frente me preparando para levar uma bronca do Dougie.
- Eu te disse para não conversar com ele.
- Dougie, só porque ele é estranho e vive saindo com um monte de meninas? - perguntei com muita raiva de saber que meu primo não desconfiou que eu também tenho as minhas esquisitices.
No caminho fiquei calada, sem dizer nada, e quando chegamos em uma esquina o povo parou e eu continuei andando, pois sabia onde era a casa.
- Moçinha, não fique com raiva do primo, ele não disse por maldade! E outra, você não vai parar de falar com aquele Deus grego só porque o povo fala mal dele. Você também é super esquisita, formam um casal e tanto. - A falava isso para levantar a minha auto-estima e também só ela mesma para falar essas coisas.
- Te amo, viu? - falei abraçando-a e depois seguimos o caminho conversando sobre coisas fúteis. Bem, o Dougie ficou para trás, ele me conhecia tanto quanto a e sabia que estava com raiva dele.
As pessoas não reconhecem o que as outras têm em mente, mas sim a sua beleza externa e isso me deixava muito irritada com o mundo e com a minha família; Esse era o maior defeito dela.
Ao chegar em casa abri a porta de dei um pulo tão grande na Jazmine que fez ela cair.
- Ai, eu sei que você estava com saudades de mim! - ela falou se recompondo do susto e do tombo. Meu próximo alvo seria a tia, mas ela estava trabalhando. Estava tão feliz por estar com a minha família que até fiz o almoço sozinha.
Almoçamos e ajudamos o casal de irmãos na casa deixando-a brilhando e mais tarde fui para o serviço da minha tia buscar ela e sendo eu muito curiosa peguei o meu celular e tirei uma foto de uma casa de três andares super linda com um jardim maravilhoso.
- Anda Poynter! - Eles falaram em coro e eu me virei e fui caminhando.
Adoro as paisagens dessa cidade, ela é obscura com a vegetação dando a cor entre as casas e o resto é só cinza. Em um ponto da cidade tinha um bosque que ia até a rua da casa dos Poynter's, eu me senti em uma floresta passando entre as árvores e vendo pessoas correndo parecendo animais procurando seus alimentos na flora.
- Hey! - uma pessoa falou comigo e então olhei quem era e dei um sorriso vendo o sentado de baixo de uma árvore com vários livros espalhados e um violão do lado. Olhei a minha família que estava admirando a beleza do lugar e fui falar com ele.
- Nossa, que menino intelectual! - falei vendo os livros didáticos da escola.
- Eu estudo, e muito! Ainda nesse lugar. - ele disse olhando nos meus olhos e então corei um pouco.
- Seus olhos são cor de mel. - Sorri com isso. Acho que tem mais uma pessoa que ama reparar nos olhos das pessoas.
- E os seus me hipnotizaram hoje também - falei levantando para dar um beijo de despedida e sair de lá.

3. Se você obedece todas as regras, acaba perdendo a diversão.

- Nossa Jaz! Eu não acredito, vocês estavam assim? - perguntei a respeito do namorado dela.
Ouvi a história da Jaz o caminho todo, soube que o namorado dela é um safado e dependente de drogas, que um dia tentou bater na minha prima. O medo me dominou por um instante. Por que essa menina não termina com ele? Apaixonada por um cretino que quase esfolou ela, se não fosse a intervenção do !
Ao chegar à rua da empresa onde a minha tia trabalha, senti que estava sendo perseguida e então olhei para trás e vi um moço de boné preto que ao me ver se escondeu entrando em uma loja.
Fui diminuindo meus passos e entrei na mesma loja que o cara junto com os meus primos e irmã que não entenderam a minha reação por um estabelecimento de moveis e eletrodomésticos.
- Meu, você é estranha! - Dougie dizia isso quando olhávamos uma mesa, mas a minha atenção estava mesmo é no cara de boné preto que não parava de olhar para mim.
- Agora que você foi saber? - Perguntei saindo de perto deles e indo em direção ao estranho.
Ao chegar perto do moço senti meus batimentos se acelerando e a cada passo que dava transpirava de ansiedade. Meu medo me dominou literalmente.
Não me lembro daquela pessoa em nenhum lugar que passei por aqui, quando vi a sua face e então ele me olhou com ódio e saiu correndo pela loja. Não sabia o que ele queria comigo, mas que me perseguiu até aqui, disso eu tinha certeza.
- Bem, vamos! E obrigada, moço. - falei saindo da loja, puxando o Dougie pela blusa.
Passamos em uma sorveteria e seguimos para a empresa da minha tia que ao me ver só não me pegou no colo porque não aguentou, mas deu um grito e me abraçou tão forte que teve uma hora que não respirava mais.
- Meu Deus, como você cresceu menina! - ela dizia isso me rodando para ver como estava e os meus primos só rindo da minha cara de fim de mundo.
Saímos de lá e fomos a uma lanchonete comer algo como um x-salada e uma coca, que me fez sentir muito gorda. A minha tia não parava de tagarelar um segundo me fazendo perguntas e falando da minha infância.
- É, eu acho que a precisa mesmo de uma levantada de humor. - a dizia isso quando ouviu o comentário da Jaz e optou por sair hoje à noite.
Voltamos para a casa à noite e claro que levamos bronca dos nossos pais por causa da nossa demora, principalmente da minha mãe que achou a história uma mentira e ligou para a casa da tia.
- Ah! Pode deixar, Sam, elas podem ir sim! - minha mãe falou desligando o telefone e dando um sorrisinho para nós e falando que estávamos autorizadas para sair com os nossos primos.
- Eu pensei que a mãe ia nos bater hoje! - minha irmã dizia isso fechando a porta do nosso quarto e se jogando em cima da minha cama.
- Eu também. Ela quer que nós aprontemos uma para ficar de castigo pelo menos um ano. - falei entrando no banheiro para tomar um banho.
- E aquele menino que você conheceu?
- Bem, ele é simpático e estranho como eu. - rimos disso e ficamos conversando até terminarmos de nos aprontar.
Às nova da noite o casal de irmãos chegaram em casa para nos buscar. Bem, a Jazmine ficou enrolando conversando com o meu pai e o Dougie ficou lá fora depois de dez minutos de espera.

4. “Você teve meu coração e nós nunca estaremos separados por um mundo”

- Então, para onde vamos? - perguntei quebrando o silêncio no carro.
- Acho que vamos te apresentar à Londres! - Dougie disse isso e então sorriu para mim. Mas calma aí, não estamos em Londres!
- Ai, Meu Deus!Vocês são mais loucos do que eu. - disse isso dando uma risada e então encostei na minha irmã e fechei os olhos lembrando do meu dia.
Novas pessoas, lugares e perigos. Tudo que eu adoro e já presenciando isso nos primeiros dias em Caernarfon, pensava que a partir do dia que coloquei meus pés nesse lugar estava imune dessas coisas que me perseguiam no Brasil. Sorri por sentir que nunca vou abandonar essa minha vida de curiosa.
- Hey! ? - ouvi alguém falando comigo e então abri os olhos e levantei olhando um movimento de pessoas e carros.
- Chegamos?
- Uhum, você dormiu seis horas. - a Jazmine disse olhando pelo retrovisor.
- Bem vindas à Londres, priminhas! - Dougie disse olhando para o semáforo.
- Acho bom irmos para Ministry of Sound. - a Jaz disse e o Dougie afirmou com a cabeça virando o carro para a esquerda.
Ao chegarmos, pegamos um congestionamento de pessoas no lado de fora da boate e era pior do que aquela boate que fui em São Paulo; Eram muitas pessoas e uma querendo entrar, empurrando a outra.
Fiquei chocada com isso, mas me diverti muito com que cada um falava. Olhei para o lado e vi uma pessoa conhecida que ao me ver sorriu e baixou a cabeça, depois veio um monte de pessoas e tampou a minha visão.
- Venha! - a minha irmã me puxou e eu segui até entrar em um lugar com uma música alta demais e a iluminação meio escura, pessoas dançando ou sentadas, mas sempre conversando.
- Puta que pariu! - falei e a sorriu.
- Diversão em primeiro lugar! - foi isso que o Dougie disse entregando uma lata de cerveja.
Então fomos para a pista de dança ao som de Umbrella que me fez lembrar o meu ex-namorado e comecei a cantar junto com a música:

No clouds in my stones
Sem nuvens nas minhas pedras
Let it rain, I hydroplane into fame [Eh, eh]
Deixe chover, eu hidroplano na fama
Coming down with the Dow
Caindo com a Dow
When the clouds come we gone
Quando as nuvens chegarem nós já teremos ido
We Rockafella [Eh, eh]
Nós colega do Rock [Eh,eh]
We fly higher than weather
Nós voamos acima do tempo
In G5's or better,
Em G5's ou melhor
You know me, an anticipation, for precipitation
Você me conhece, uma antecipação, para uma precipitação
Stacked chips for the rainy day [Eh, eh]
Fichas guardadas para um dia de chuva
Jay, Rain Man is back
Jay, Homem-Chuva está de volta
With little Ms. Sunshine, Rihanna where you at?
com a Srta. Raio de sol, Rihanna onde você está?


Cantava auto e então a música foi entrando nos meus ouvidos e sem perceber estava dançando e curtindo o som, só parei quando senti alguém segurando a minha cintura e me virando.
- Oi! - ele disse me acompanhando na música, mas paramos e ficamos perto porque tropecei no meu pé,os nossos olhares ficaram estáticos e por alguns segundos senti a sua respiração perto de mim, mas ele se afastou.
- Não posso. - disse saindo perto de mim, apenas me dando um beijo na testa e pedindo para me cuidar.
Fiquei parada vendo ele se misturar junto com a multidão e desaparecer sem olhar para trás um milésimo que pode.
- ! - me chamou e fez não com a cabeça me abraçando como uma mãe.
- Eu não sei o que ele quis dizer. - falei para ela, mas a noite é minha e eu não iria deixar que isso me afetasse, pois conheci o menino hoje.
A noite foi incrível, tirando a parte do Dougie quase provocar um acidente na volta, foi o máximo, nunca dancei tanto como hoje. Ao chegar em casa cai logo na cama com a mesma roupa e com as sandálias, minha irmã fez o mesmo.

- ! Meu Deus, acorda, estamos atrasadas. - acordou fazendo barulho, peguei meu celular e olhei a hora e imediatamente levantei e fui para o banheiro com medo de perder a primeira aula.
Descemos a escada em questão de segundos e saímos de casa correndo, literalmente, e quando chegamos à escola o sinal bateu. Isso me acalmou muito.

Peguei o meu material e me sentei na carteira do fundo colocando os fones e deitando a minha cabeça, rapidamente peguei no sono e não vi a aula começar e nem muito menos quem era o individuo que estava dando aula.
- Moçinha, não vai sair não? - uma voz masculina veio falar comigo e então percebi que estava sem os fones, levantei a cabeça e vi os olhos azuis me olhando e rindo.
- Acabou? - perguntei tentando me levantar da carteira, mas sem sucesso, minhas pernas estavam pesando uma tonelada e estava com uma baita dor de cabeça. O veio e me ajudou a sair daquela sala me levando até a cantina e me sentando.
- Não sai daqui! - disse desaparecendo, olhei em volta e não vi ninguém que conheci ontem e nem a minha família.
- Bebe isso, vai melhorar a sua enxaqueca! - disse me passando um copo com água e um remédio que parecia dorflex.
- Nossa, cadê o povo dessa escola? - perguntei vendo que metade não estava presente na cantina.
- No teatro! Hoje a turma do terceiro estão reunidos para resolver o assunto da festa nossa. - Não estava entendendo nada.
- É assim, temos uma semana de trabalho, saímos nas ruas para arrecadar alimento em grupos e doamos para uma instituição. E depois fazemos uma festa para comemorar.
- Deve ser legal! - falei e assim ficamos conversando, ou melhor, nos conhecendo mais e a cada hora percebia que tínhamos algo comum.
Ao entrar na sala eu peguei a sua blusa e coloquei em cima da minha cabeça tampando ela e dormi duas aulas seguidas.
Acordei com um barulho perto de mim e levantei imediatamente para ver o que era, olhei em volta e vi a sala vazia e bem na minha frente o rindo de mim.
- Eita, você dorme hein?! - disse aos risos, peguei e mostrei o meu dedo do meio para ele.
- Sabe, eu sou um Einstein, não preciso estudar e nem muito menos prestar atenção nas aulas. - falei levantando e pela expressão do , eu estava horrível.
Saí da sala e entreguei a blusa dele e logo encontrei a minha família vinda ao meu encontro, os olhos do e do Dougie eram de ódio ao passarem perto, até arrepiei ao ver isso.

5. Abra seus olhos.


- Meu, não sei porquê você tenta fazer amizade com esse marginal! - Dougie dizia enquanto caminhávamos para a casa dele.
Estava calada, aquela troca de olhares deixou minha cabeça confusa e com mais dor, deve ser por isso que estou nesse momento ouvindo a tagarelice do meu primo.
- Cala a boca, não percebe que ela esta chorando! - dizia isso para ele enquanto meus olhos ficavam embaçados, eu realmente estava chorando. Mas chorando de que? Só pode ser de dor e muita dor de cabeça.
Chegamos em casa e eu fui direto tomar um banho quente e me deitei na cama, fiz massagem na minha cabeça e acabei dormindo com o remédio que tomei.
Acordei com o meu celular vibrando, não queria que meu sonho terminasse pela metade, mas precisava pegar meu celular. Uma mensagem nova.
precisamos conversar!” Não reconheci o número e retornei com uma mensagem.
“Onde?” E logo depois mais uma dizendo que era para estar no bosque perto da casa da tia Sam.
Levantei da cama e fui me arrumar e antes de sair tomei um copo de suco e comi uma torta, sai pensativa de casa só avisando a minha irmã que iria andar um pouco.

Coloquei os fones e dei play em uma música qualquer e caminhei até a casa dos Poynters, virando à esquerda e entrando naquele bosque, estava mais frio e escuro.
- ! - falei ao ver um menino sentado debaixo de uma árvore com um cobertor, lendo um livro.
- Nossa, que demora. - ele disse com um sorriso, sentei do seu lado e fiquei esperando por uma resposta.
- Então, o que tem para me dizer?
- Minha vida. - ele disse se virando para mim sério e frio.
- , eu não sou a pessoa certa para ter uma amizade com você. Minha vida é esquisita e mentirosa.
- Como assim mentirosa?
- Não que eu queira afastar você de mim, mas precisa saber o porquê do seu primo me detestar.
Na verdade o Dougie não detestava o , ele odiava até a morte. A história se resume a isso: e Dougie Poynter metidos eram amigos a um ano atrás, mas depois de uma interferência de um certo cara chamado Matt, os dois começaram a se odiar e desde então quando ambos passam perto querem se matar na porrada.
Então vamos as apresentações, Matt é um menino falso que adora se iludir com “falsas verdades”e assim convencer os outros ao seu redor seguir seu mesmo plano de vida: viver em um mundo irreal.
O menino chegou nessa cidade querendo fazer amigos novos e sim, levá-los para o caminho que eu chamo das trevas, um caminho mentiroso e de vícios, tais como drogas, orgias e roubos.
O e o Poynter foram os primeiros a se aproximar do menino e depois de três meses estavam metidos nesse mundo. Como todos sabem que o fácil é entrar e o difícil é sair, porém o foi o primeiro a se tocar e tentou ajudar o amigo, mas o Poynter alucinado com a vida que estava levando não quis saber dos sermões do e mandou ele se catar.
Resumindo, o não é um marginal e sim meu primo, que até hoje está envolvido com esse tal de Matt.
Estávamos caminhando naquele bosque frio e assombrado, quando olhei a hora e já se passava da meia noite. Espantei com o horário, não conversamos sobre nada até agora ou melhor não deu tempo de raciocinar até agora.
- , é melhor eu ir. - falei saindo do seu lado e pegando o rumo contrário do que estávamos caminhando.
- Hum? Está louca? Menina, eu vou te levar para a casa. - ele disse me pegando pelo braço e me levando para fora daquele lugar.
Seguimos então em direção a minha casa contando mais a respeito da vida dele, sendo que a minha não foi referida até agora.
- Pensando em que? - perguntou colocando a sua manta em mim.
- Nada, só como as aparências nos enganam. - a partir daí não falamos mais nada, deixando o silêncio nos dominar até a porta de casa.
- Então te vejo amanhã?
- Vamos ver! - disse dando um beijo doce na minha bochecha ,abrindo a porta para mim e esperando eu entrar em casa.

6. Contemple todos os seus sentidos.

O celular começou a tocar, levantei toda atrapalhada e fui direto para o banheiro e lá fiquei uns dez minutos recebendo água quente na cabeça.
- Anda logo! - minha irmã falou. Desliguei o chuveiro e fui me arrumar, colocando uma roupa preta com a calça rasgada nos joelhos e meu all star cinza, no meu cabelo fiz uma trança e deixei algumas mechas soltas dando contraste de bagunçado.
Saí do quarto, abrindo a porta de casa e largando minha irmã para trás comendo um pão de queijo, chegando à escola entrei na sala primeiro do que os outros e coloquei meus fones e deitei na carteira.
- Bom dia pra você também! - falou quando sentou no seu lugar e olhou para mim, que estava lendo um livro.
- Oi. - falei prestando atenção no livro. Depois o sinal bateu e os alunos foram chegando e logo em seguida o professor de matemática começando a dar a aula de álgebra.
- Professor, a menina está passando mal aqui. - o apontou na minha direção e todos olharam para mim e lógico, deveria estar passando mal mesmo vendo aquelas contas na lousa.
- Posso levá-la para a enfermaria? - perguntou fazendo com que o professor autorizasse e então ele veio me ajudar a se levantar.
- Não entendi a sua de me tirar da sala. - falei quando estávamos no pátio da escola indo em direção à biblioteca.
- Vi a sua cara quando o Senhor Jeferson entrou na sala se apresentando como seu mais novo professor de matemática. - disse dando um riso de lado, no qual minha boca se encheu de água para dar um beijo nele.

- Então que vamos fazer? Ir à enfermaria? - falei com sarcasmo, mas o pegou uma chave do seu bolso e me mostrou uma porta que dava para o estacionamento.
- Acho que vou voltar para a escola. - disse parando quando o abriu a porta do carro para eu entrar. Não sei o porquê da minha reação, mas ficar sozinha com ele é muito para mim.
- , qual é! Você mesma disse que é o Einstein.
Não consegui controlar os meus sentidos e acabei entrando naquele carro e quando fui por a minha bolsa no banco de trás vi um violão e uma pasta preta no chão que me chamou muita atenção. Peguei e li o que estava escrito na primeira folha: Walk in the Sun. Música? Será que uma pessoa como o é atraído pelo mundo da música?
- Nunca soube que os esquisitos adoram música? - indagou quando prestou atenção no que eu estava fazendo, sorrido de lado.

Eu me pergunto como é ser amado por você
Eu me pergunto como é estar em casa
E eu não ando quando tem pedras em meu sapato
Só o que eu sei é que com o tempo eu ficarei bem

Eu me pergunto como é voar tao alto
Ou como respirar embaixo d'água
Eu me pergunto se algum dia eu serei bom com despedidas
Mas eu ficarei bem se você vier comigo

É um longo, longo caminho para ir
Para onde eu estou indo, eu não sei
Yeah, só estou seguindo a estrada
Caminhando sob o sol
Caminhando sob o sol
Eu me pergunto como eles colocaram um homem na lua
Eu me pergunto como é lá...
Eu me pergunto se algum dia você cantará essa canção
tudo que eu sei é que a resposta está no ar

É um longo, longo caminho para ir
Para onde eu estou indo, eu não sei
Yeah, só estou seguindo a estrada
Caminhando sob o sol
Caminhando sob o sol

Sentado e olhando o mundo passar
É verdade quando nós morremos que vamos para o céu? Ooh...
Oh...
Tantas coisas que nós não entendemos
Coloco meus pés na areia quando estou caminhando sob o sol
Ooh...
Caminhando sob o sol

É um longo, longo caminho para ir
Para onde eu estou indo, eu não sei
Só estou seguindo a estrada
Caminhando sob o sol
Caminhando sob o sol


Li em voz alta aquela pequena música e fiquei chocada com que estava lendo, não tive reação para aquilo, era linda de mais a letra.
- , como consegue fazer isso? - falei virando a folha e lendo mais uma letra.
- Cidade vizinha? - ele disse parando o carro em um sinaleiro e então olhei para o lado e fiquei pensando, mas como diz um velho escritor: "nunca deixe de passar a oportunidade de sair para um passeio."
- Se você me deixar em casa depois. - falei e então ele riu e virou a direita pegando a rodovia, a me contou sobre a cidade vizinha. É lá que tem as melhores praias para dar um mergulho e conhecer pessoas. Ficamos conversando até a hora que eu peguei no sono.
- Mas é dorminhoca mesmo!
Acordei com um som super alto que me assustou, abri meus olhos e levantei rápida demais fazendo o rir de mim.
- É o carro vizinho! - ele disse entre risos, olhei para o carro ao lado que acabava de ultrapassar nós.
- Meu Deus!
- Está bem? - falou passando a mão no meu cabelo e depois entrelaçando entre a minha.
- Acho que meu filho está com fome. - falei ouvindo a minha barriga roncar.
- Okey então! - disse aos sussurros virando para um lugar chamado "Montanha de duas cabeças". Era um sítio que ficava algumas horas da cidade vizinha. Bem, o nome não é meigo e a aparência que tive no caminho poderia dizer que é assustador.
Ao chegarmos foram duas pessoas na nossa direção, no qual uma abriu a minha porta e outra foi cumprimentar o .
- Nossa, quanto tempo senhora Flamig! - disse dando um abraço na senhora de cabelos longos e brancos.
- Я, что я скучаю по тебе мальчик! - o que ela disse? Legenda, por favor? Dei um riso e me controlei para não rir mais.
- Ela é a minha amiga, Flaming. - disse vindo ficar do meu lado.
- Estão com fome? - respondemos que sim e acompanhamos ela até uma parte da entrada da casa, mas o me puxou para o lugar oposto do dela me levando para um jardim de cuja largura é infinita. Meu, que lugar lindo! Até parece um sonho! Meus pensamentos estavam gritando e eu me controlei para não falar alto.

- Te conheci tão de repente e tão diferente que fiquei impressionado com a sua curiosidade, do jeito de me tratar e de falar. No começo eu senti medo de conversar com você e simplesmente aconteceu o inesperado. Eu me apaixonei! - ele dizia isso e olhava diretamente em meus olhos, no qual ambos estavam prestes a soltar uma cachoeira de lágrimas.
- Como pode se apaixonar por uma pessoa como eu? - minhas lágrimas caíram e então ele se aproximou mais de mim acariciando minhas bochechas e depois me deu um selinho e eu dei passagem fazendo com que o beijo se aprofundasse mais. Era um beijo doce e calmo e se não fosse meus pulmões, ficaria ali o beijando até anoitecer.
- Feliz?
- Hum. Deixa-me ver. Bem, acho que vou pensar no seu caso! - falei e sorri, mas ele me beijou com mais vontade.


7. Eu não posso te dizer o que realmente é.


Muitas vezes é melhor sermos o que realmente somos, do que viver como as pessoas acham que deveríamos ser. Não existe ninguém melhor ou pior que ninguém, apenas diferente umas das outras e essas diferenças são que mostram quem realmente você é.
E depois de um tempo você encontra uma pessoa que é parecido com você e acaba se apaixonando por ela. Vale esperar um bom tempo para que isso aconteça, pois o resultado é inesquecível.
Às vezes os humanos possuem um hábito muito peculiar de julgar os outros por sua aparência, apenas pelo modo como ela se apresenta, porém consigo ver dentro de cada um o que realmente são e vejo como os meus semelhantes podem deixar-se levarem pelo físico e deixam de terem muitas vezes ao seu lado verdadeiros tesouros, amizades sinceras ou simplesmente o seu verdadeiro companheiro.
- Hey! Está pensando em que?
- Em como as pessoas são burras! - falei indo me deitar em seu peito.
- Sabe, também penso em como uma amizade pode terminar. - me virei e fiquei de frente a ele.
- Se uma amizade terminou é porque não era uma amizade verdadeira e sim aquela influenciada pelo físico e não pelo exterior! - depois ele veio me beijar.
Ficamos deliciando o cheiro das flores e o vento na nossa cara, e mais tarde, depois de uma boa macarronada, fomos embora. Nem preciso dizer que dormi na viajem de volta.

Hey there Delilah
What's it like in New York City?
I'm a thousand miles away
But girl tonight you look so pretty
Yes, you do
Times Square can't shine as bright as you
I swear it's true
Hey Delilah
Como é Nova Iorque?
Eu estou a mil milhas longe
Mas menina ,esta noite você está tão bonita
Está sim
Time Square não consegue brilhar tanto quanto você
Eu juro que é verdade


Hey there Delilah
Don't you worry about the distance
I'm right there if you get lonely
Give this song another listen
Close your eyes
Listen to my voice it's my disguise
I'm by your side
Hey Delilah
Não se preocupe com a distância
Eu estou bem aí se você se sentir sozinha
Ouça esta música mais uma vez
Feche seus olhos
Escute minha voz ela é o meu disfarce
Eu estou ao seu lado


Oh it's what you do to me
Oh it's what you do to me
Oh it's what you do to me
Oh it's what you do to me
What you do to me
Oh é o que você faz comigo
Oh é o que você faz comigo
Oh é o que você faz comigo
Oh é o que você faz comigo
O que você faz comigo


Hey there Delilah
I know times are getting hard
But just believe me girl
Someday I'll pay the bills with this guitar
We'll have it good
We'll have the life we knew we would
My word is good
Hey Delilah
Eu sei que os tempos estão ficando difíceis
Mas apenas acredite em mim, menina
Um dia eu pagarei as contas com este violão
Nós vamos ficar bem
Nós vamos ter a vida que sabíamos que teríamos
Minha palavra é de confiança


Acordei com uma música não muito conhecida, eu já tinha ouvido o meu primo cantando ela um dia. Abri os olhos e vi o olhando para a rodovia com o braço no vidro.
- Nossa, menina! Você é pior que um bicho preguiça! - ele disse todo concentrado e nem fez o favor de virar a cabeça para me ver.
- Eu hein! - virei a minha cara e continuei a dormir já que sou pior do que aquele bicho.
- Hey! Acorda! - abri meus olhos e olhei para fora vendo a minha casa, me virei e voltei meus olhos para o no qual estava me fitando com um sorriso lindo. Fui em direção a ele e o abracei forte, porque abraços para mim é a forma perfeita de mostrar o amor que sentimos. Muito mais do que um simples beijo na boca que não quer dizer nada, mas um abraço nos faz sentirmos bem, é sempre correspondido e não precisam de equipamentos, pilhas ou baterias especiais. Basta abrir os braços e o coração!
- Onde você estava esse tempo todo?
- Não sei, acho que no Brasil e você? - perguntei e logo fui interrompida por um beijo calmo.
- É melhor eu ir. Boa noite! - e mais um beijo, logo saindo do carro.
Entrando em casa só tinha a minha irmã que estava toda emburrada no sofá chorando, olhei para ela e fui logo sentar ao seu lado e ouvi as suas lágrimas.
- , o que ouve?
- A avó não esta passando bem, ! - quando ela falou isso veio a minha infância inteirinha na minha cabeça.

Minha Infância
Um pouco de mim

Eu morava na cidade, mas minha avó materna em um sítio onde eu ia todos os dias depois da escola, almoçava, dormia em uma rede debaixo de um pé de manga enorme e mais tarde eu cuidava dos meus animais. Sim, eu AMO qualquer tipo de animal que você imaginar, por quê?
Por que um animal, por mais que seja feroz, não tem a maldade de um homem. Desejaria que nós tivéssemos a inocência de um leão, a lealdade de um coelho, a paz de um pássaro ou pelo menos a capacidade de todos os animais de usufruir da natureza sem destruí-lá.
E quando chegava a primavera no Brasil eu pegava as minhas coisas e me mudava. Ficava até as minhas férias, adorava o cheiro das flores, o calor do sol. Das quatro estações, essa é a que eu mais gosto porque colore a terra, perfuma o ar e contagia a sua beleza.
De noite eu e minha avó sentávamos na varanda e ficávamos admirando a beleza do céu e, principalmente, a da lua, que me fazia levitar.
Era assim a minha vida e parte da minha infância: com minha avó sempre perto de mim, seja fazendo meus gostos ou seja me ensinando de tudo um pouco, uma mulher que sempre tinha um sorriso que contagiava e não deixava a velhice dominá-la.
Estou com tantas saudades dela, da sua voz, de seus olhos, de seu amor, carinho, cheiro, daquele abraço de urso que eu tanto esperava para receber! Dói tanto que agonia meu coração e não tem fim, dá vontade de gritar para todos ouvirem que sinto sua falta, vovó!

8. Eu te amo!


No dia seguinte eu estava no aeroporto com a e minha mãe, preparadas para irmos para o Brasil e, se for possível, eu fico por lá. Não pretendia voltar para cá, meus pensamentos estavam totalmente fluindo em minha avó.
- ! - alguém gritou de algum lugar do aeroporto e por mais que eu procurasse não achava e quando virei a cabeça, ali estava o me abraçando e beijando meus cabelos.
- Eu soube pela . - ele disse me olhando diretamente, olhei para o chão e vi um buquê de rosas e uma pasta preta. Sorri.
- Pra mim? - perguntei quando ele entregou aquelas rosa lindas e logo fui cheirando-as e que cheiro!A pasta era aquelas com as composições da suas músicas.
- ! - fiquei maravilhada quando ele me entregou aquilo, mas era dele e eu não podia aceitar uma coisa que foi ele que fez com tanto esforço.
Falei da minha situação e também disse que não sabia quando voltar. Queria ficar por lá ate a minha avó melhorar.
- Hey, não se preocupe comigo e com ninguém tá?! Olha, se você não voltar eu não vou me matar por causa disso e nem muito menos chorar por causa de você! - disse com tanta segurança isso que me fez chorar.
- Te amo, sabia?
- Eu sei e por isso eu também te amo! - nos beijamos, senti minha pele se arrepiar e como sempre aquele beijo doce.
- É melhor eu ir olhar quem está chegando. - olhei para o lado e vi o Dougie com uma cara de desaprovação, dei um abraço no e fui cumprimentar a minha família já com aspecto de despedia.
As horas se passaram dentro daquele avião e eu ainda não tinha dormido nem um segundo, peguei o meu presente e comecei a ler e a primeira pagina. Era uma letra para mim:

Boa Noite

Hey!
Eu quero, realmente quero que sejamos amigos, menina
Eu quero acordar em seu mundo
Eu realmente quero ser salvo
E espero não ser tarde demais
Eu realmente quero que você sinta minha falta
Eu sinto a dor quando você me beija
Eu pergunto porquê, eu pergunto por quê
Nós sempre chamaremos um dia

(Refrão)
oooo
Baby, nós estamos fazendo um filme
oooo
preso no meio e eu não sei por quê
oooo
Há de ser mais pra uma história
Como o garoto pega a garota e depois de salvar o mundo
Luzes, câmera, ação e boa noite

Hey!
Lembra o apelido que eu te dei?
Eu não quero lhe desperdiçar em estranhos
Eu não quero desperdiçá-los
Porque não faz nenhum sentido

Eu te dei as chaves da minha porta da frente
Então por que você está dando elas de volta?
Eu pergunto porquê, eu pergunto por quê
Nós sempre chamaremos um dia

oooo
Baby, nós estamos fazendo um filme
oooo
preso no meio e eu não sei por quê
oooo
Há de ser mais pra uma história

- Boa noite! - disse fechando os olhos.

Pov’s


Life is getting harder day by day
And I don't know what to do, what to say, yeah
And my mind is growing weak every step I take
So uncontrolable now they think I'm fake, yeah
A vida tem ficado difícil dia após dia
E eu, eu não sei o que fazer, o que falar, sim
E minha mente está enfraquecendo a cada passo que eu dou
So uncontrolable now they think I'm fake, yeah
É incontrolável, agora eles pensam que sou uma farsa, sim

'Cause I'm not alone, no no no
But I'm not alone, no no no
Not alone
Porque eu não estou sozinho não, não, não
Mas eu não estou sozinho não, não, não
Eu não estou sozinho

And I, I get on the train on my own
Yeah my tired radio keeps playing tired songs
E eu, eu pego o trem sozinho
Sim, meu rádio cansado continua tocando músicas cansadas

And I know that there's not long to go, oh
When all I wanna do is just go home
E eu sei que não falta muito para chegar
Tudo que eu quero é apenas ir pra casa

Yeah yeah, no no
'Cause I'm not alone, no no no
But i'm not alone, no no no no
Yeah yeah, não não
Porque eu não estou sozinho não, não, não
Mas eu não estou sozinho não, não, não

People rip me for the clothes I wear
Everyday seems to be the same, they just swear, yeah
They just don't care
They just don't care
They just don't care
As pessoas me criticam pelas roupas que eu visto
Todo dia parece o mesmo, eles só juram, yeah
Eles apenas não se importam
Eles apenas não se importam
Eles apenas não se importam

'Cause I'm not alone, no, no, no
But I'm not alone, no no no no
Nah nah nah nah nah nah nah nah nah nah
Nah nah nah nah nah nah nah nah nah nah
No, no
Nah nah nah nah nah nah nah nah nah nah
Nah nah nah nah nah nah nah nah nah nah
No, no

But I'm not alone, la la la la
Yeah yeah, I'm not alone
Porque eu não estou sozinho não, não, não
Mas eu nao estou sozinho não, não, não

Nah nah nah nah nah nah nah nah nah nah
Nah nah nah nah nah nah nah nah nah nah
Não, não
Nah nah nah nah nah nah nah nah nah nah
Nah nah nah nah nah nah nah nah nah nah
Não, não
Mas eu não estou sozinho, la la la la
Yeah yeah, eu não estou sozinho


De tudo ficou um pouco: do seu beijo; minha boca vazia. De tuas palavras; a minha surdez. De teu medo; a minha coragem. Do teu corpo, meus olhos cegaram.
De teus olhos caramelos ficou em mim tua memória, que jamais ousarei em perder. Mas de você fica sempre um pouquinho de tudo.
- Vai atrás dela. - ouvi alguém falando comigo, olhei para frente e vi o Dougie encostado em uma árvore de cabeça baixa.
- O que você está fazendo aqui? - perguntei. Fazia anos que Dougie Poynter nunca dirigiu uma palavra comigo.
- Você estava certo, . - ele disse vindo se sentar perto de mim, coloquei meu violão de lado e sorri.
- Agora que você percebeu,Dougie? - perguntei e assim fiquei conversando com aquela cabeça dura, que agora decidiu mudar de rumo e virar “gente”.
- Amigos? - Poynter levantou-se e estendeu a mão para mim depois de uma hora conversando. Pensei e por que não dar uma chance para aquele baixinho?
- Seu tonto, você acha que não? - então nos abraçamos e saímos daquele bosque em direção à uma lanchonete.
- Mas eu acho que você deve ir atrás da ! - Ele insistia com essa história, mas é cabeça dura mesmo.
- Eu prometi a ela que não iria perturbá-la.

9. Amigos Para Sempre.

Fevereiro, Março, Abril, Maio e, assim, os meses se passavam nesse lugar só eu e a .
Oito de Maio de 2010 era um dia qualquer aqui no sítio, a minha avó estava passando já bem e caminhava normalmente sem a ajuda de ninguém e eu estava chegando da escola e resolvi passar na loja de música para ver alguns violões.
Estava tão admirada com a beleza dos instrumentos que de repente tropecei em alguém e cai sem ver a pessoa de tão nervosa que estava comecei a caluniá-la, dizendo as seguintes palavras:
- Hey! Não vê por onde olha não?
- Você que tinha que ver dondoquinha!
- Dondoquinha? Olha aqui, seu grosso! - e foi na nessa hora que estava colocando o dedo no rosto dele que percebi que era um menino que eu reconhecia de algum lugar e comecei a rir.
- ? - perguntei e logo aquele menino sorriu para mim e me deu um abraço tão apertado e caloroso.
- Sua irritadinha, como ousa fazer isso comigo?! - falou fazendo eu me sentar em uma cadeira e logo pedindo para a moça um suco de uva para ambos.
- Eu? Você que não me viu.
- E aí, que faz aqui estranha?
- Vendo um violão.
- E eu um instrumento novo.
- A legal. Está pensando em montar uma banda é? - e depois disso ficamos conversando sobre música (que é o meu assunto preferido). E quem me trouxe para esse mundo? ! Tinha que ser né gente, meu melhor amigo, um menino que ama música e agora está querendo entrar definitivamente para esse mundo.
Sabe o que é mais engraçado?! É que o Dougie também ama, e o é apaixonado por cantar e fazer composições. E o amigo do Dougie, o , é louquinho por ter uma banda!
- Não!
- Que foi, menina?
- , eu já sei onde você pode tocar! - expliquei tudo a ele e, claro, que o menino achou o máximo! Tirando a ideia de sair do Brasil.
Depois da nossa conversa de uma hora e meia, fomos ver os instrumentos e, claro, eu comprei o violão mais fofo e lindo! Ele era preto cheio de notas musicais desenhadas nele e com as cordas meio azuladas. Ele era lindo! Bem, o ficou indeciso no dele, mas comprou o mais caro.
Mais tarde fomos para o sítio, porque eu tinha dito a ele que minha avó não estava bem e por isso estava aqui.
- Não volta?
- Não sei. - e foi nessa pergunta que a figura do apareceu na minha cabeça, como se ele estivesse ali perto de mim.
- ?
- Hum! 'Tô bem, tá.
Passaram-se meses e o não havia dado notícias para mim, estava com saudade dos seus abraços, carinhos e a voz (que para mim é a mais perfeita de todas). Nunca ouvi ele cantando, mas acho que deve ter uma voz calma e uma três oitavas perfeita.
Fomos seguindo pelo caminho a pé, naquele sol de fritar um ovo e carregando o meu violão. A cada lugar que achávamos uma sombrinha, parávamos. Poxa, era dois quilômetros andando que nem camelo no deserto do Saara!
- Não olha ali! Parece que está morrendo! - falava de um jumentinho que estava em pé e de olhos fechados.
- Não, ele deve estar descansando. - Falei rindo e graças a Deus que estávamos perto!
- E como são os meninos?
- Ah! Vamos começar pelo . Bem, ele é super simpático com todos, meigo e carinhoso... Na sua vida artística adora fazer com perfeição. O outro é o meu primo, você deve ter uma ideia em como deve ser a criaturinha; Louco, extrovertido, adora irritar os outros... E por ultimo, o , ou se preferir, ele é extremamente adulto de mais, mas é brincalhão às vezes e leva sério o que faz.
- Legal! Tipo de pessoas que eu me relaciono com facilidade. - ele disse todo contente.
Quando chegamos a estava fazendo o almoço e a mãe conversando com alguém no telefone, disse oi para todos e um beijo bem carinhoso na minha avó, que estava sentada em uma cadeira fazendo tricô.
- Nossa avó, que lindo! É pra quem?
- Pra mim! - a , lógico, foi logo se intrometendo na conversa. Mas o cachecol era lindo mesmo, porém para irritá-la eu disse:
- Horrível avó, ainda bem que não é para mim! - mostrei a língua para e ela me deu o dedo do meio.
Já o foi logo dando um abraço caloroso e um beijo em todos, gritando e festejando (é o estilo dele, gente, não liga). Depois do meu ataque de risos por causa da cena dele com a minha irmã, fui ver quem era a pessoa que a minha mãe estava no telefone.
- Quem é? - perguntei e nem uma resposta e enfim ela me deixou no vácuo completamente, sai de lá com uma cara de taxo, eu odeio que me façam de besta.
- por que você não ensina o a andar de cavalo? - Eu achei a ideia o máximo, se não fosse a ultima vez que eu tentei ensiná-lo e o menino me deu um trabalhão. Primeiro ele montou no cavalo do lado errado e fico virado pra bunda do animal e não de frente; Depois o bicho começou a andar, digo correr e eu tive que me virar nos trinta e ir atrás dele com a minha égua; Por ultimo o tombo do provocado pela a minha irmã, que apareceu com uma mine-saia e a parte de cima de um biquíni! Ele, quando estava acertando a montar no cavalo, de repente ouço um grito e vejo o meu amigo caído com a cara no chão.
- Se ele não der trabalho! - disse me virando para ele, que logo colocou uma folha de caderno na frente de sua cara dizendo bem baixo:
- Estou morto hoje, meu Deus!
E assim se fez, depois do almoço eu e tratamos de ir para o pasto pegar os cavalos e ele já deu trabalho:
1- Foi difícil ele passar naquela multidão de bovinos;
2- Ele levou um tombo correndo a trás de seu cavalo;
3- O cavalo puxou a corda, puxando o menino junto, e eu tive que fazer o animal parar.
- Vamos desistir! - ele disse quando eu estava colocando o arreio nos cavalos; Olhei para ele com desdém e ri.
- Você acha que depois dessa loucura sua vamos desistir? Nunca! Vem. - fomos em direção á uma pista prepara para essas coisas que tinha no sítio.
O começo da aula foi um pouco entediante e tive que chamar um pião para me ajudar. De repente o consegui montar no cavalo e dar seus primeiros passos, eu claro fiz a festa, mas foi bem antecipado, porque o garoto se desequilibrou e não caiu.
Depois de três horas conseguimos fazer o ter postura e correr em volta da pista, sem se desequilibrar e nenhum errinho. Decidimos então caminharmos pelo pasto e assim foi a metade do meu dia. Tarefa cumprida.
- , você consegui! - festejei quando chegamos perto da arena novamente.
- Graças a Deus eu não morri! - ele disse se ajoelhando e agradecendo seus Santos protetores e o nosso Deus.
Então fomos de volta para a casa fazermos um lanchinho, quando estava perto eu vi um carro preto estacionado na mangueira, é muito raro aparecer carros por aqui, mas olhos se desviaram quando o Senhor Calisto me pediu ajuda para dar de mamá a um bezerro novinho. Eu fui.
- Ela é linda né? - falei observando a criaturinha mamando em minhas mãos.
- Linda mesmo! Você leva jeito para animais, menina.
- Desde criança - disse por fim.
- Não sabia que você era apaixonada por animais! - uma voz que fazia muito tempo que não escutava apareceu nos meus pensamentos, mas estava muito perto para dizer que era um pensamento meu, me virei e vi o sorriso mais lindo e caloroso do mundo, e aqueles olhos azuis. Ainda bem que a bezerrinha estava terminando de mamar, soltei a mamadeira no chão e voei para o colo do , que me agarrou com tanto amor que cheguei até a arrepiar.
Ficamos nos olhando por um bom tempo e então selamos os nossos lábios, estava sentindo a falta daquele corpo que sempre me fazia ficar com borboletas no estômago quando ficava perto de mim.
- Estava com saudades! - ele disse enfim.

10. Ela me ressuscita.

Pov’s

Sabe o que significa a palavra Amor?
Para mim nunca se passou isso na cabeça, ou melhor, para uma pessoa que possui dezenas de mulheres, não existe essa palavra amor.
Eu era até então aquele tipo de jovem que saia a noite e ficava com pelo menos três garotas (ou mais, se duvidarem), alcoólatra de carteirinha e amante da música (amo e sempre vou amar esse mundo).
Mas eis que surge uma pessoa no meu caminho e muda tudo, me ressuscita daquele inferno que eu estava vivendo.
Foi numa segunda-feira, o primeiro dia de aula depois de umas férias horríveis que passei, e como todo ano, alunos novos e sim, eu me sentindo em outro mundo, onde você não tem com quem conversar. Decidi então que iria me isolar dos meus antigos amigos.
Porém quando estava entrando no portão da escola uma menina que estava falando com outra mulher me olhou e nesse instante eu me perdi, era como se fosse um clique de um cadeado se fechando. Voltando no início, eu nunca senti nada por nenhuma garota. Mas o jeito que ela me olhava, era de admiração, parei na porta da escola e comecei a olhar para a menina e percebi alguns aspectos dela. Primeiro seus cabelos eram verdes e suas roupas eram quase do meu estilo, porém por ela ter esse estilo esquisito, era meiga e totalmente linda.
Depois sai de lá, eu tinha que reagir e então fui o primeiro a entrar na sala e peguei o ultimo lugar da sala; De repente a menina estava lá na porta junto com o meu ex-amigo Poynter e quando a vejo estava do meu lado, falando comigo. Não respondi.
Eu tinha que evitar. Não consegui e depois de alguns dias eu estava lá me declarando para ela e nos beijando. Que se dane se ela é prima do menino que se diz meu inimigo, eu me apaixonei e, além de tudo, não mandamos nos nossos sentimentos. A ciência comprova isso.
O amor é uma caixinha de surpresas que se parece uma criança que, às vezes, tem manha ou tem meigo. Uma criança que sabe chorar e sorrir dependendo do momento.
E nesse momento eu estou sorrindo porque essa menina me transformou, porque agora eu estou com ela depois de muito tempo sem vê-la.

- Ai, Calisto, pode soltar isso agora! - falava soltando-se dos meus braços e indo em direção ao pequeno animal, eu não pude reparar na sua roupa e nem no menino que estava perto de mim rindo do peão que tentava ajudar , mas ela não queria, dizendo que sabia muito bem o que fazer e como cuidar do recém-nascido.
Ela era toda cuidadosa com o animal, parecendo que era um bebê, mas é apenas um ser irracional. Para que todo esse cuidado com eles?
- Bem, todos os animais para ela são como se fossem pessoas como nós ! - o menino disse parecendo que estava lendo meus pensamentos.
- . - ele se apresentou dando a mão direita para mim.
- . - eu disse fazendo o mesmo - Você lê pensamentos? - pergunta idiota, mas fazer o que né.
- Não, é que normalmente eu entendo as pessoas que nunca viram a fazendo esses tipos de serviços.
- Entendi. Amigos desde a infância?
- Isso mesmo.
- Hey! - o veio ao nosso encontro e, meu Deus, o que era aquilo? O ou um dos peões que trabalhavam aqui, porém logo vi que o Dougie estava também a caráter e que só faltava eu.
- Temos roupas pra ti também, . Ou esté pensando que vai ficar assim? - me olhou dos pés a cabeça e eu me senti um estranho perto deles.
Depois de virar amigo novamente do Dougie, descobri o que era morar com ele, tinha esquecido de falar isso, mas é pessoal. O cara largou a família dele e se mudou literalmente para a minha casa.
Mais tarde quando fiz amizade com outro retardado, o , esse também mudou pra lá e assim a minha casa virou uma república.
- Nossa, menina! Nunca te vi assim. - Dougie falou com a após vê-la com aquelas roupas que marcavam as suas curvas impecáveis do corpo.
- Não acredito! Até vocês dois vieram pra cá? - ela falou quando reconheceu a voz do primo.
- Se acha que eu iria deixar esse monstro vir sozinho para cá? - Dougie disse se virando pra mim.
- E o ?
- Vim de cobaia para carregar a mala dos dois. - ele disse fazendo de conta que iria chorar e fez a ir dar um abraço nele.
- Não chora, bebê. Eu to aqui tá?! E além do mais vai ter muita diversão! - isso me deixou um pouco enciumado. E não foi apenas eu, porque o Dougie olhou pro com uma cara de maníaco.
- , perdeu! - tom falou baixo quando me viu olhando para ele. Apenas mostrei o dedo do meio.
- Delicado. - falou depois que viu a minha cena de mal educado e não gostou, pois recebi um tapa dela.

11. Sensações.

Pov’s

O meu dia não poderia ser melhor, estava fazendo o que eu amo e, além de tudo, os meus amigos estavam por perto. Felicidade!
Fomos a uma cachoeira que tinha perto de lá e como eu adoro aquele lugar acabei pulando naquela água que para mim estava muito boa. Enquanto isso vi o me olhando como se ele não tivesse me reconhecendo.
- Hey!Vai ficar aí me olhando ou vai entrar? - ele sorriu e foi tirando a sua blusa. Bem, eu nunca o vi sem blusa e por minha admiração o menino é impecável de corpo.
Me arrepiei quando ele veio ao meu encontro, seu sorriso estava mais lindo do que nunca e seus lábios mais provocantes, não hesitei e o beijei. Era diferente a sensação, seu beijo estava mais caloroso do que antes.
Nossos corpos estavam mais perto e eu não conseguia parar, era tão bom que ao menos percebi onde estava a sua mão, na verdade o que queria mesmo era sentir a presença dele perto de mim. Mas em um certo momento,quando estávamos perto o suficiente, o empurrei para longe de mim.
- Tá loca? Ou está querendo me afogar? - ele perguntou com uma cara de assustado, não sabia o que falar, mas não queria ter uma relação mais séria com ele. Pelo menos não agora. Apenas ri dele e fui ajudá-lo.
- Hey! Venha, deixa eu te ajudar. - uma das minhas unhas o machucou, então eu ri demais. - , nossa! Não sabia que tinha esse poder. - falei percebendo a sua reação de medo de mim.
- Ai, , doeu sabia? - ele disse olhando para mim que nesse momento beijei rapidamente seus lábios.
- Para de falar, menino tonto! - disse brincando e jogando água nele - Sabe o que é isso?
- 'Tô boiando... Literalmente! - respondeu rindo.
- Chama-se “Um passo para o mundo dos contos de fadas”.
- Ahn?! - ele estava com uma cara de tonto que me permitiu rir um pouco dele.
- Nunca ouviu falar do conto “A princesa e o sapo”? Então, encontrei você, um sapinho na lagoa, te dei um beijo e você virou um príncipe!
- Hum... Assim você me assusta! Ficou idiota de uma hora pra outra! - disse rindo.
Na verdade eu estava tentando fugir um pouco da situação. Ficar agarrada com ele não era uma boa alternativa. Realmente só me passou pela cabeça contos de fada naquela hora, me imaginei como a pequena sereia nadando no meio de muitos corais! Ai, que lindo! OK, ok, sou uma tonta!

12. Sem explicações.

Bem, eu estava realmente maluca! Não conseguia parar de lembrar aquelas sensações que aconteceram comigo. Mas o que eu queria mesmo era o só para mim e nada mais.
Eu não tenho ideia porquê a gente fica adiando as coisas, mas se eu tivesse que chutar, diria que tem muito a ver com o medo. Medo do fracasso. Medo da dor. Medo da rejeição. Seja lá do que a gente tenha medo, uma coisa é sempre verdade: com o tempo a dor de não ter tomado uma atitude fica pior do que o medo de agir.
Agir, era isso que eu precisava fazer. Porém como conseguir isso sem a intervenção do medo? Essa é a minha dúvida agora!
- ? - ouvi alguém falando comigo, mas não conseguia sair daquele mundo de dúvidas. Só fui acordar quando recebi um selinho na boca.
- Quê? - falei olhando para cima e vendo me olhando.
- Você não está bem hoje, menina. Literalmente! - ele disse isso se levantando e saindo de perto de mim, me deixando sentada debaixo daquela árvore e me perguntando o porquê dele ter feito aquilo.
- , volta aqui! - gritei me levantando e indo atrás dele, mas ele não fez questão de olhar para trás.
- É assim? Então tá, vai em frente e me deixa aqui! Idiota. - falei sem hesitar e então percebi que estava chorando, devo ser uma besta mesmo!
Fui para o meu lugar e me deitei de costas sobre aquela grama, me lembrei dos dias na Inglaterra e por mais incrível eu desejava que tudo que passei lá nunca estivesse mesmo acontecido.
As minhas lágrimas saiam com prazer dos meus olhos sem eu saber o verdadeiro motivo do meu choro em silêncio, pois eu queria gritar, espernear e estou aqui em silêncio admirando o céu em sua composição.

- ! Hey, acorda! - ouvi alguém falando meu nome e então abri meus olhos e tinha um menino lindo olhando para mim e sorrindo.
- ! Minha delicia! - me joguei em cima dele parecendo uma criança.
- Ai, . Estou curioso pra saber o que ouve com você e o , para o menino chegar furioso no sítio.
- Hãm... Bem, tivemos uma pequena briga. Acho que não foi uma briga de verdade, mas ficamos nervosos. - tentava achar um caminho para explicar o que realmente aconteceu comigo e com o , porém não tinha um significado certo pro acontecimento.
- Nossa, nem me chamaram para brincar! - Dougie apareceu junto com o que não gostou nada da cena que viu, eu em cima do , mas se conteve e não saiu.
Depois de algum tempo estávamos lá sentados e conversando besteiras e rindo, porém o não desgrudou um pouco os olhos de mim e do , só faltava sair fumaça, porque vermelho de raiva ele já estava.
- ? - Dougie perguntou, mas não obteve resposta.
- Gente, tenho uma ideia! - disse se preparando para falar, contudo fomos surpreendidos. saiu da roda e foi bufando em direção a estalagem.
- Caramba! O menino é histérico! - falou todo assustado.
- Não , ele é ciumento! - falei saindo da roda e indo atrás dele.

13. Declaração.

- ? - puxei-o pelo braço fazendo com que ele ficasse cara a cara comigo, aqueles olhos me fizeram perder o raciocínio, mas eu tenho que falar tudo que está entalado no meu coração.
Coloquei a sua mão sobre o meu coração, meus olhos se encheram de lágrimas, eu não queria chorar, mas não contive. Era ele que eu amo, então para que tantas desavenças?
- Por que ? Por um momento eu queria que você gostasse de mim desde o primeiro dia que cruzei o seu caminho. Mas por outro momento eu não queria ter me apaixonado por você! Essa sua vida obscura que ninguém te entende, eu... Eu ainda não sei sobre a sua vida, se você me ama mesmo... Te quero muito, mas estou confusa, nunca consegui gostar de alguém ao ponto de me entregar completamente.
Minha vida sempre foi a escola, sítio e a música. Eu não tive tempo para outro na minha vida. , eu não sou igual às outras meninas que você está acostumado a ficar e levá-las para cama. Desculpe-me se você pensou que sou assim.
Depois desse desabafo todo eu comecei a chorar, me virei e segui para o jardim, onde me sentei debaixo de uma árvore e chorei mais ainda. Nessa hora eu não queria ouvir o som da sua voz, apenas que ele viesse atrás de mim e me desse um abraço de desculpas ou ao menos se abrir para mim.

Pov’s

Nunca vi uma pessoa chorar tanto como a naquele momento. Minha raiva, e meu ciúmes se misturaram com a angustia de poder ajudá-la, eu precisava falar alguma coisa que a fizesse sentir-se melhor, mas não saia nada.
Aquelas palavras dela doíam como se eu estivesse levando um tiro de canhão, não sei por que desejei tanto o meu ciúme e nem ao menos que ela me amasse tanto.
Depois que ela saiu, fiquei sem rumo, tentei achar o chão e respirar, mas não conseguia, pois ela levou consigo o perfume do ar; Tentava enxergar, mas sem esperanças, nada via além de seus passos indo em direção ao jardim.
- Eu imaginava que as nuvens fossem feitas de algodão doce, pensava que as chuvas fossem lágrimas dos anjos. Quando estava aqui sonhava que um duende me perseguia dando risadas e me segurando quando caia. Acreditava em contos de fadas e até mesmo no seu amor por mim. - ela começou a rir depois de falar isso, então me sentei perto dela e comecei a ouvir.
- Sabe, , eu sonhava que havia príncipes encantados, com olhos azuis e cabelos cacheados, pedi a Deus para que um dia conhecesse um homem com essa cor de olhos. Ele então fez com que eu conhecesse você e, por incrível que pareça, comecei a acreditar na palavra amor. Hoje eu duvido!
- Então comece a acreditar que existem essas coisas todas. Acredite que existem pessoas que te olham nos olhos quando precisam ser verdadeiras, que pedem desculpas com a simplicidade de uma criança. - comecei a chegar perto dela, limpar suas lagrimas e beijá-la. - Acredite que possa ter pessoas que com um sorriso, um beijo, um abraço e uma palavra te faça feliz. - então consegui com que ela desse um sorriso torto e fechasse os olhos para me beijar.
- Me perdoe! - falei depois de um beijo intenso e cheio de desejo.
- Na hora da raiva é fácil dizer em esquecer tudo, em deixar para lá, em partir para outra. Mas na verdade não quero esquecer, quero você aqui do meu lado para sempre e esquecer tudo que nos fez separar! Eu prometo que vou fazer de tudo para ficar do seu lado.
- Sempre. - terminamos a frase jutos e então mais um beijo.
- , dê tempo ao tempo! - ela disse ficando perto de mim.

14. Promessa.

Estávamos andando em direção a estalagem quando parei e puxei a para perto de mim, eu precisava saber como ela consegue gostar de uma pessoa tão insensível como eu.
- Como se apaixonou por mim? - perguntei olhando para o seu rosto e nesse momento ela colocou uma mecha do seu cabelo atrás da orelha e seus braços sobre a minha cintura.
- Bem eu já te disse que tenho uma quedinha por pessoas de olhos azuis? Então quando te vi pela primeira vez não queria saber se você era bonito ou não, mas os seus olhos me hipnotizam de uma forma que me deixou curiosa.E depois, quando soube que você estava na mesma sala que eu, sorri por dentro e queria mais e mais te conhecer, o seu jeito obscuro me deixou mais curiosa em saber como você é. Além do mais, você é fácil de ler. - e assim sorriu.
- Nossa, fico surpreso! - falei passando a mão em suas bochechas rosadas.
- E você?
- Eu não sei ao certo, mas acho que foi a sua persistência que mexeu comigo. Admito que no começo você era insuportável, porém a sua persistência comigo em querer ser amiga me abalou de uma forma que não tem explicação. Esse ano foi o mais difícil para mim e então o que eu mais queria era um amigo com que eu pudesse conversar e chorar. Você praticamente mudou a minha vida sabia? Me fez mais seguro e além do mais olha agora eu e o Dougie juntos, como antes. - depois disso ela sorriu com prazer e eu não aguentei e sorri também.
- Promete para mim que um dia vamos ser uma família? - ela perguntou olhando nos meus olhos fixamente e com a sinceridade que sua voz transmitia, não tinha como falar não para ela, além do mais estava perdidamente apaixonado pela .
- Prometo!
- me ajuda a dar comida para os cavalos? - sorri, acho que nunca fiz isso na minha vida.
Ajudei a limpar o celeiro e a dar o feno para os animais, mais tarde fomos para o outro lado do sítio, onde existia centenas de bois e vacas e mais serviço.
- Você nunca mencionou o nome dos seus pais! - ela disse por fim, pegando uma corda e enrolando; Apoiei meu corpo na pá que estava segurando e respirei fundo, sabia que um dia ela iria perguntar.
- É uma longa historia, meus pais foram para Londres cuidar dos negócios que meu avô tem e eu fiquei naquela cidade cuidando da minha irmã e da casa. Não tenho uma boa comunicação com minha irmã e isso me mata, ela sempre fica calada quando converso com ela, apenas fala o essencial.Quando meus pais ligam eu pergunto por que ela é assim comigo, pois com eles ela é tagarela. Ninguém responde a minha pergunta.
- , já tentou conversar com ela sobre isso? Existe algo no passada que fez com que ela ficasse assim com você? - ela perguntou sem olhar para mim, apenas alimentando o gado.
- Não sei. - foi isso que disse, mas não sabia mesmo o motivo da minha irmã ser assim comigo.
- Existem mais segredos entre o céu e a terra que o homem duvida. - ela disse voltando para mim.- Se sua irmã é assim com você, tem uma razão séria! Me diga, .
- Realmente eu não sei, ! E se soubesse eu ia te contar, mas não sei. - essa era a mais pura verdade.
- Tudo bem então.
- Hey, vai querer ser veterinária? - perguntei olhando para aquele corpo todo dela e vendo como ela era realmente muito atrativa.
- Besta! Penso que os animais são mais fieis do que os humanos, eles não falam, mas sentem quando seu dono está com dificuldades e querem ajudá-lo de alguma forma, dando carinho. Penso em um dia querer retribuir tudo que eles fazem por mim.
- É magnífico como você consegue tratar de um boi ou um cavalo sem ter medo!
- Ai , você acha que não tenho medo de levar um ponta pé de um deles? Mas por mais que você tenha medo não tente demonstrar isso para eles.
- Engraçado, porque eu não demonstro meu medo e eles não vão com a minha cara! - falei fazendo biquinho e então recebi um beijo. Hoje era noite de lua cheia, voltamos para a casa e eu fui tomar banho primeiro do que os meninos, mesmo ouvindo eles me xingarem.
- Hey, ! Gostou daqui? - Dougie perguntava enquanto eu colocava uma blusa.
- É diferente do que a minha fazenda, nunca me senti tão confortável assim com a natureza. - rimos do que eu disse.
- Acho esse sítio um encanto cara e além do mais dá para você sentar e começar a fazer muitas músicas, falando nisso! - o adorou a ideia de fazer parte do nosso grupo; Andei conversando sobre isso e ele achou o máximo.
- Eu gostei dele, cara! - falei me sentando no chão.
- Também.
Era tarde demais quando fomos dormir ,despedimos do povo na sala e fomos para os nossos quartos, havia um quarto para cada pessoa na casa, eu fiquei no último deles. Como sempre, o mais afastado.
A viajem foi muito cansativa e eu estava exausto com isso, quando fechei os olhos dormi, depois ouvi alguém abrindo a porta e abri os olhos. Fiquei surpreso quando vi que era a .
- Ficou com saudade, foi? - perguntei dando espaço na cama para ela se deitar.
- Acho que sim. - ela disse se cobrindo e virando para mim.
- Minha irmã não para de se mexer na cama e eu não consigo dormir direito, então pensei que você poderia deixar eu dormir aqui sabe. - disse com uma voz de bebe que não resisti e sorri.
- Claro que pode.
Ficamos a noite toda conversando e nos beijando, fomos dormir umas seis horas da madrugada, mas acordei cedo demais. Fui tomar um banho e colocar uma roupa descente.
Parei no caminho da mala e fiquei observando como a era perfeita e linda até dormindo. Agradeci a Deus por ele ter colocado ela no meu caminho, depois ela acordou e percebeu que eu não estava mais na cama.
- ?
- Aqui!
- Nossa acordou cedo! - abri um sorriso torto e fui dar um selinho nela.
- Bom dia, linda!
- Bom dia!

Pov’s

Dormir com o foi um começo e tanto, além do mais estava com saudades daquela voz dele e de conversar qualquer assunto, estava completamente apaixonada por ele e isso me fortalecia cada dia.
Ver os meninos conversando isso foi ótimo para mim, me deu um alegria imensa naquela manhã ensolarada, onde apoiei o meu corpo no batente da porta e fiquei apenas observando.
- O pior foi o tentando tocar bateria esses dias! Cara, não sei se eu tampava os ouvidos ou ria dele.
- Caramba, o meu forte mesmo é a guitarra, nem tento usar outro instrumento sem ser esse.
- Tentei ontem compor alguma música, mas nada! Não parava de pensar em outra coisa.
- , essa outra coisa seria a ?
- Ah gente, já basta o e agora o ? Vou pedir indenização por isso! - Dougie protestou e nessa hora a chegou e eu a puxei pelo braço e fiz sinal para ela ouvir o que eles estavam falando.
- Dougie, ninguém manda nos seus sentimentos se eu me apaixonei pela sua prima é porque não foi eu que pedi isso. - disse isso e saiu todo estressado para fora.
- Cara, só disse brincando. - Dougie fez uma cara de assustado e a minha irmã de apaixonada e então o olhou para a porta e me viu, depois soltou um riso de lado e fez sinal com olhos para que eu fosse lá para fora.
- Vocês duas ouviram tudo que os meninos falaram lá na cozinha? - perguntava para mim e para a e nós só assentimos que sim, olhando para as nossas unhas.
- Ai, , preciso arrumar as minhas unhas! Olha só como elas estão estragadas! - , como sempre, nunca presta atenção em outra conversa quando está olhando para as suas unhas!
- Mulheres, quem entende?
- Bem, eu as entendo! - falei indo dar um beijo nele, mas logo lembrei da .
- , que história é essa de você e o ?
- Qual?

15. Passado Obscuro.

Pov’s

“Qual?” Era isso que minha irmã perguntava olhando para as suas unhas, eu não sabia de nada que estava acontecendo com ela esses últimos meses, as nossas conversas que duravam dias desapareceram, agora só restava um oi ou apenas "como você está, irmã?" estava mudada comigo e isso era fato!
- Bem, eu vou deixar vocês sozinhas. - falou saindo de fininho e deixando nós sozinhas.
- ? Que está acontecendo com você? - perguntei puxando seu braço e fazendo que ela me olhasse fixamente nos olhos.
- Ai, eu estou cheia de você sabia? Só você que pode viver um grande amor? E eu? - ela questionava e a cada pergunta sua voz sumia e seus olhos se enchiam de lágrimas, eu não sabia o que dizer. Queria apenas abraçá-la e dizer que eu a amava, mas ela virou a cara para mim e saiu correndo para o quarto.
- Sinto muito. - foi isso que falei quando ela saiu correndo e desapareceu.
Depois disso fui caminhar um pouco, precisava disso e além do mais eu queria pensar em algo par ajudá-la, percebi nas suas falas que matava ela quando via eu e o .
- ? - ouvi alguém falar comigo e me virei.
- Dougie! -fui abraçá-lo, mas não resisti e minhas lágrimas caíram involuntariamente. - Que está acontecendo com minha irmã? - perguntei para mim mesma.
- Não sei, ela está precisando do , acho que é isso. - Dougie disse, então percebi que o que ela precisava mesmo era de alguém que a amasse e esse alguém apareceu de uma forma involuntária e ela não sabe como reagir a esse amor que arde em seu coração.
- As vezes eu tenho medo do que pode acontecer com a , sabe Dougie. Ela é bem vivida e isso que me dói, saber que a minha irmã adora uma nova experiência.
- Verdade, não sei quem é pior, você ou ela! - ele dizia se lembrando daquele dia horrível, aquele dia que nunca vou esquecer.

Flashback

Lembram de quando eu me mudei para Londres? Relatei aqui que era por causa de família, mas na verdade era por causa de uma simples noite, aquela que eu nunca vou esquecer.
Era sábado e eu e minha irmã estávamos nos arrumando para ir a uma festa que teria na cidade, estávamos impecáveis e lindas quando ouvimos um barulho de uma buzina e fomos correndo para a sala dar beijos nos nossos pais e sair.
- Oi, ! - falamos quando entramos no carro, bem o era o nosso amigo predileto na cidade e muito mais do que amigo, era o meu conselheiro.
- Oi, meninas!
No caminho para a festa rimos muito das besteiras que tive que ouvir do e da minha irmã, mas por fim chegamos e como sempre tivemos que passar por uma pequena revista.
- Boa festa, jovens! - a moça disse depois de revistar a .
O lugar estava impecável e lotado, olhei para os cantos e quando vejo abri um riso e me virei para a .
- Hey, tem gente te esperando ali. - indiquei com os olhos e ela saiu que nem um jato, ri disso.
- Só você mesmo, , para ajudar a sua irmã nos encontros amorosos dela.
- Ai, você é foda cara! - disse puxando-o para a pista de dança e assim ficamos horas e horas dançando.
- ! - ouvi a voz de uma pessoa gritando meu nome.
- Nossa, que foi menina? Você está pálida! - falei ao segurar a mão da amiga da Carol.
- A ! - ela não conseguia falar e suas lágrimas começaram a escorrer. Entrei em desespero.
A menina me levou em um lugar, fora do local de festa, e então eu comecei a ver uma menina caída cheia de sangue. Meus olhos se encheram de lágrimas e gritei.
- N-A-O! - não poderia ser a minha irmã, não ela! Mas o fato que era ela ali jogada naquele lugar desmaiada com suas roupas rasgadas e com uma hemorragia.
Nessa hora o me abraçou e eu cai no chão, fui chegando perto da minha irmã até que parei e virei o seu rosto, meus olhos nesse momento estavam tão encharcados que não via nada. Abracei-a e desejei que nesse momento Deus tirasse a minha vida do que a dela.
- Ela foi estuprada! - a menina relatou para mim e nessa hora a polícia chegou.
- A sua irmã foi dopada e agredida por três jovens, bem um deles se entregou e os outros dois fugiram do local. - um dos policiais falava comigo.
- Eu quero ver! - falei em choro, eu precisava ver quem era o marginal que fez isso com a minha irmã.
Fui levada para uma sala na delegacia, então abriram a porta e estava lá o tal menino que eu ajudei ela a se encontrar com ele.
- Por que você fez isso, por quê? - batia nele com toda força que me restava ele não dizia nada, apenas me deixava batê-lo. - POR QUÊ? - fui levada ao hospital com sintomas de pressão alta e lá me deram calmante.
Minha irmã teve hemorragia durante uma semana e depois que soubemos que ela não poderia ter mais filhos, nos mudamos para Londres.

Flashback Off

- Essas lembranças me martirizam!
- Eu sei...
Eu lembro ainda que a minha irmã fez uma promessa dela nunca mais se apaixonar, mas não mandamos nos nossos sentimentos. Eu ainda tenho medo de acontecer novamente isso com ela, dela ser vítima de mais uma violência.
- Tem medo de o machucar a ? - afirmei que sim com a cabeça, eu poderia saber que o é a pessoa mais doce, mas se falando na minha irmã isso me dá medo.
- Então confie nele, o cara não tem coragem de matar uma mosca, imagina então em levantar a mão para uma mulher!
Nessa hora o apareceu e veio se juntar a nós, logo depois a , que por fim ficou ao lado do . Eu e Dougie rimos deles e não aguentamos o clima e tivemos que sair.
- , está com fome? Acho que eu vou fazer um sanduíche para mim. - Dougie disse dando uma piscadinha para mim e eu entendi a razão.
- Nossa acabei de lembrar que tenho que alimentar os cavalos e encontrar o , acho que vou apenas almoçar primo. - E nessa hora nos levantamos e saímos de lá deixando o casal a sós. Eles merecem, dei-me de convencida.
Quando estava a caminho da estalagem, vi o sentando debaixo de uma árvore com um violão, fazia tempo que não via segurando um instrumento, me aproximei ao máximo para que ele não me visse. Nunca escutei o som da sua voz e essa seria a minha primeira vez.

Life is getting harder day by day
And I, I don't know what to do what to say, yeah
And my mind is growing weak every step I take
It's uncontrolable now they think I'm fake
Yeah

A vida tem ficado difícil dia após dia
E eu, eu não sei o que fazer, o que falar, sim
E minha mente está enfraquecendo a cada passo que eu dou
É incontrolável, agora eles pensam que sou uma farsa
Sim

'Cause I'm not alone ( no, no, no )
But I'm not alone ( no, no, no)
I'm not alone

Porque eu não estou sozinho (não, não, não)
Mas eu não estou sozinho (não, não, não)
Eu não estou sozinho

And I, I get on the train on my own
Yeah, My tired radio keeps playin' tired songs
And I know thats there's not long to go, oh
And all i wanna do is just go home

E eu, eu pego o trem sozinho
Sim, meu rádio cansado continua tocando músicas cansadas
E eu sei que não falta muito para chegar
Tudo que eu quero é apenas ir pra casa

People rip me for the clothes,
I wear, yeah yeah
Every day seems to be the same
They just swear, yeah
They just don't care
They just don't care
They just don't care

As pessoas me criticam pelas roupas
que eu visto, sim, sim
Todo dia parece o mesmo
Eles apenas falam palavrões, sim
Eles apenas não se importam (3x)

Cause I'm not alone (no, no, no)
But I'm not alone (no, no, no)

Porque eu não estou sozinho (não, não, não)
Mas eu não estou sozinho (não, não, não)

Era tão linda a sua voz, era apenas calma...
- ? - ouvi me chamarem e então percebi que estava do lado do . - Hey, que faz aqui?
- Ouvindo você cantar, poxa você nunca cantou para mim... - disse fazendo biquinho e assim ele riu.
- Nunca cantei para nenhuma mulher. Apenas para seu primo e pro que foi o primeiro a me ouvir.
- Nossa! Perdi para o pela segunda vez. - falei e isso e fiz ele rir novamente, mas era o sorriso mais perfeito que já presenciei em toda a minha vida.
- Duas vezes por quê?
- Minha irmã e agora você, homem de sorte o ...

16. Novas sensações.

Os dias se passaram e eu estava mais apaixonado pela Marina, ela estava mais linda e radiante, ela se transformou aqui, o seu cabelo de uma hora para outra passou do verde para o loiro e suas roupas agora definiam seu corpo. Ela estava mais atraente e isso estava me martirizando, eu sei que nunca forcei a levá-la para a cama, mas não estou mais aguentando.
- ! - olhei para o lado vendo o Dougie chorando de tanto rir.
- Cara você está completamente louco pela minha prima, nem faz questão de desviar o olhar quando ela passa perto de você. - Dougie falava entre risos.
- Vai se ferrar, Dougie! - dei um tapa em sua cabeça.
Fazia horas que estávamos ali sentados em uma mesa repleta de papeis e nenhuma música boa, eu estava desistindo quando o chegou e começou a ler as músicas.
- Hey, pessoal! Por que não juntamos essas duas letras em uma só? - fazer musica é questão de anos e anos, é como se fosse construir uma casa ou coisa do tipo, só sei que demora.
- E eu tentei aceitar, mas você continua me contando todas aquelas mentiras. Agora não consigo dizer meu ultimo adeus! - Epa, que letra é essa que o estava cantando?Comecei a procurar pelos papeis, mas nada.

Goodbye to you, been wasting all my time
You're no longer mine, and now you've left me
I can't seem to get you off my mind
That's when I realized, you had me hypnotised

A que estava lavando a louça cantou também, mas que raios de música é essa?
- Ai ainda se lembra disso? - ela perguntou sorrindo para ele.
- Você acha que não, e além do mais não faz muito tempo que escrevemos.
- Você a terminou?
- Não.

Now I start to wonder why
You shrug me off when I say hi
Treat me so bad despite how hard I try

Eu e os outros ficávamos nos perguntando com os olhos o que era isso. Por que o não nos contou sobre essa música?
- E aí, minhas celebridades! Estão com fome? - apareceu com a parte de cima do biquíni e com um short que me fez ficar de boca aberta, literalmente, e quando ela veio e se sentou no meu colo eu fiquei sem reação, queria beijá-la, mas tive que retirar esse pensamento de minha cabeça.
- Por que vocês não trabalham nessa música? Ela é tão fofa e só basta terminá-la. - deu uma ideia fascinante.
Ficamos o dia inteiro na sala entre violões e folhas, só nos demos conta que era noite quando a nos chamou para irmos jantar.
- Nossa tia, essa comida está maravilhosa! - Dougie falava pegando mais um pedaço de lasanha e eu não parava de admirar a prima dele, ela estava irradiante hoje.
- E a música?
- Estamos quase terminado, só falta o ritmo! - falei pegando meu suco.
Depois tive que ir tomar um banho, estava cansado demais e pensei que depois de um dia longo poderia resultar em uma noite de sono, quando dei por si,tinha esquecido meu celular na sala. Resolvi então ir pegá-lo.

Vide le luci in mezzo al mare
pensa alle notti lá in américa
ma erano solo le lampare
e la bianca scia di un'elica
Senti il dolore nella musica
e si alzó dal pianoforte
ma quando vide uscire
la luna iscire da una nuvola
gli sembro piú dolce anche la morte
guardò negli occhi la ragazza
quegli occhi verdi come il mare
poi all'improvisso usci una lacrima
e lui credette di affogare

Viu luzes em alto-mar,
lembrou de noites lá na América
Mas eram só lanternas a brilhar,
no rastro branco de uma hélice
Sentiu doer a música,
se levantou do piano
Mas vendo a luz surgir
atrás de uma nuvem
Até a morte lhe pareceu mais doce
Olhou fundo nos olhos da mulher,
aqueles olhos verdes como o mar
De repente viu escapar um lágrima
e pensou estar à se afogar

Quando estava no corredor que dá ligação para a outra casa ouvi alguém cantando tão lindo, não resisti e fui ver quem era e me deparei com a , então aquela voz linda era dela? Parei na porta e fiquei ouvindo-a.

Te voglio bene assai
ma tanto tanto bene sai
é una catena ormai
che sciogliei il sangue dint'e vene sai...

Eu te amo tanto sabe,
mas tanto, tanto, sabe?
É uma corrente agora
que faz o sangue queimar nas veias

Fui de encontro com ela e a abracei por trás, ela percebeu que era eu e começou a se balançar de um lado para o outro.
- Não sabia que cantava bem assim! - disse no seu ouvido.
- É apenas uma canção de família, bem antiga! Eu apenas conseguia dormir se minha vovó a cantasse para mim. - então a puxei para mais perto de mim se virando.
- Cante para mim então!

Potenza della lirica
dove ogni dramma é un falso
che con un puo di trucco e con la mimica
puoi diventare un altro
ma due occhi che ti guardano
così vicini e veri
ti fan scordare le parole
Confondono i pensieri
così diventa tutto piccolo
anche le notti lá in America
ti volti e vedi la tua vita
dietro la scia di un'elica
ma sí é la vita che finisce
e non ci penso poi tanto
anzi si sentiva gii felice
e ricomincio il suo canto

Que poder é esse da ópera, onde todo drama é falso
Com um pouco de maquiagem e representação podemos nos transformar em outro
Mas quando dois olhos te olham assim tão perto e verdadeiros
Te fazem esquecer as palavras, confundem teus pensamentos
Assim, tudo se torna pequeno
Também as noites lá na América
Você vira e vê a sua vida
Como o rastro de uma hélice
Mas, sim, essa vida que se acaba
E ele nem pensou sobre isso
Ou, ao contrário, ele já se sentia feliz
E recomeçou seu canto

- É em italiano. - ela disse por fim, se sentando em cima da mesa.
- Que foi, ? - eu estava olhando com tanto desejo que não resisti, cheguei perto e a beijei, aquele beijo era diferente dos outros. Tinha mais desejo e percebi que não era só eu que estava a fim de transar.

16 - Parte Dois. Novas sensações.

Quando nos separamos olhou pra mim e mordeu seu lábio inferior, que me fez ir instantaneamente para seu pescoço, a vi se arrepiar, e acho que tinha achado seu ponto fraco. Ela puxava meus cabelos com certa força, mas não me causando dor, e sim mais prazer.
Depois de deixar algumas marcas consideráveis em seu pescoço voltei para sua boca, selando nossos lábios com urgência, logo estávamos em um beijo cheio de desejo, minhas mãos passeavam livremente por seu corpo cheio de curvas, e suas mãos eram indecisas ficavam em meu cabelo ou em minhas costas, ela se separou de mim me encarou e eu a olhei, confuso. Começou a desabotoar minha camisa, quando finalmente jogou a peça pra longe sua boca atacou meu abdômen hora mordendo,ora beijando e aquilo realmente me deixava excitado, ela olhou para o volume aparente entre minhas pernas e riu maliciosa.
Agora era minha vez, tirei sua blusa rapidamente e na mesma velocidade seu sutiã, massageei levemente seus seios a ouvindo gemer baixo ela ainda com suas mãos em minhas costas e arranhava a mesmas. Nos beijamos novamente, e ela percorreu sua mão por todo meu abdômen até chegar ao meu umbigo, mordi seu lábio meio que a incentivando a continuar, abriu o zíper da calça com certa dificuldade, e logo ela estava no chão junto com minha boxer, mostrando meu membro já completamente ereto.
Eu já estava sem paciência para joguinhos a larguei e fui até minha calça e peguei do bolso um pequeno pacotinho, rasgando o mesmo e colocando a camisinha em meu membro. A levei até a mesa e a coloquei sentada, ela parecia concordar com tudo que eu fazia.

- Anda logo .
- Também te amo muito - Me deu um selinho e saiu de cima da mesa para se vestir.

Pov’s

Não sabia o que estava acontecendo comigo, aquela não era a Poynter que eu conhecia, eu não poderia ter feito aquilo;imaginava uma coisa mais romântica! Balancei a minha cabeça e coloquei a minha roupa, olhei pelo canto dos olhos e vi o colocando a sua calça, sorri ao pensar que me apaixonei por um monstro que deixa qualquer mulher louca.

Depois de nos arrumarmos fui terminar o meu serviço na cozinha, limpando a pia e por ultimo passando um pano no chão, o apenas me ajudou limpando a mesa o qual deixamos desorganizada; não conversamos enquanto fazíamos o trabalho, apenas ficamos nos olhando e sorrindo, parecendo bobos.

-Acho que nunca vou esquecer essa mesa. -Ele olhava para a mesa enquanto falava, então eu fiquei um pouco confusa, não queria demonstrar isso, mas a minha cara de paisagem foi horrível. - você está esquisita!
-Não estou! É que fiquei um pouco confusa sabe, eu pensava em uma cama em vez de uma mesa.
E nessa hora o deu uma gargalhada e veio perto de mim, me dando um beijo no pescoço; ele descobriu o meu ponto fraco.
-Hey! Podemos então ir para uma cama. -Ele disse com uma cara de safado que me fez dar um tapa nele.
-Besta! Não quero ser mãe tão cedo. -Falei o pegando o seu braço e ele me deu um abraço aconchegante.
-Te amo muito. -Disse me dando um beijo nos lábios. Então saímos da cozinha.

17-“A felicidade está no sorriso de cada manhã, no abraço de toda tarde e nos beijos de muitas noites.”

Pov’s

Dizem que todos os dias você deve comer uma maçã por causa do ferro. E uma banana pelo potássio. E também uma laranja pela vitamina C. Uma xícara de chá verde sem açúcar para prevenir a diabetes.

Todos os dias, deve-se tomar ao menos dois litros de água. E uriná-los, o que consome o dobro do tempo.

Todos os dias, deve-se tomar um Yakult pelos lactobacilos (que ninguém sabe bem o que é, mas que aos bilhões, ajudam a digestão). Cada dia uma Aspirina, previne infarto. Uma taça de vinho tinto também. Uma de vinho branco estabiliza o sistema nervoso. Um copo de cerveja, para... não lembro bem para o que, mas faz bem. O benefício adicional é que se você tomar tudo isso ao mesmo tempo e tiver um derrame, nem vai perceber.

Todos os dias, deve-se comer fibra. Muita, muitíssima fibra. Fibra suficiente para fazer um pulôver.

Você deve fazer entre quatro e seis refeições leves diariamente. E nunca se esqueça de mastigar pelo menos cem vezes cada garfada. Só para comer, serão cerca de cinco horas do dia...

E não esqueça de escovar os dentes depois de comer. Ou seja, você tem que escovar os dentes depois da maçã, da banana, da laranja, das seis refeições e enquanto tiver dentes, passar fio dental, massagear a gengiva, escovar a língua e bochechar com Plax. Melhor, inclusive, ampliar o banheiro e aproveitar para colocar um equipamento de som, porque entre a água, a fibra e os dentes, você vai passar ali várias horas por dia.

-Merda! -Não estava conseguindo fazer um texto para a minha prova de recuperação e nem ao menos estava com cabeça para isso, eu queria estar passeando ou simplesmente dormindo, mas os meus dias de sono resultaram em recuperação e isso me deixou muito brava.
Se ao menos não tivesse ninguém em casa eu poderia até pensar em fazer algo criativo e que não me deixasse de recuperação final, mas esta casa esta lotada e além de tudo o está no quarto ao lado.
-Mas que saco!

Some people laugh
Some people cry
Some people live
Some people die

Some people run
Right into the fire
Some people hide
Their every desire

Algumas pessoas riem
Algumas pessoas choram
Algumas pessoas vivem
Algumas pessoas morrem

Algumas pessoas correm
Direto para o fogo
Algumas pessoas se escondem
Todos os seus desejos

-Gente que voz é essa?
Sai da tela com computador e fui procurar essa voz maravilhosa, andando pelo corredor cheguei a acreditar que fosse a voz do Dougie, mas o menino esta tomando banho; virei-me e cheguei a conclusão que poderia ser do .

But we are the lovers
If you don't believe me
Then just look into my eyes
'Cause the heart never lies

Some people fight
Some people fall
Others pretend
They don't care at all

If you want to fight
I'll stand right beside you
The day that you fall
I'll be right behind you

To pick up the pieces
If you don't believe me
Just look into my eyes
'Cause the heart never lies

Mas nós somos os amantes
Se você não acredita em mim,
Então olhe dentro dos meus olhos
Porque o coração nunca mente

Algumas pessoas lutam
Algumas pessoas caem
Outras fingem
Não ligar para nada

Se você quiser lutar,
Eu ficarei bem ao seu lado
No dia que você cair,
Eu estarei bem atrás de você

Para recolher os pedaços
Se você não acredita em mim,
Olhe dentro dos meus olhos
Porque o coração nunca mente

-É tão linda a letra! -Falei encostada a porta, ele apenas sorriu e com os olhos fez sinal para eu sentar do seu lado.

Another year over
And we're still together
It's not always easy
But I'm here forever

'Cause we are the lovers
I know you believe me
When you look into my eyes
'Cause the heart never lies

'Cause the heart never lies
Because the heart never lies

Outro ano acabou,
E nós ainda estamos juntos
Nem sempre é fácil,
Mas eu estou aqui para sempre

Porque nós somos os amantes
Eu sei que você acredita em mim
Quando olha dentro dos meus olhos

Porque o coração nunca mente

Porque o coração nunca mente,
Porque o coração nunca mente.

-Because the heart never lies! -Terminei de cantar junto com ele e por fim ele me deu um beijo na bochecha.
-Hum... me ajuda a fazer uma musica para a minha prova de recuperação? -Perguntei meio que envergonhada, mas não possuía outra opção e eu tinha que passar nessa prova.
-Tudo bem! -Ele disse e eu voei em cima dele para dar um beijo, fui correndo no meu quarto, peguei o meu computador e voltei para o quarto dele.

Dê Uma Olhada Ao Redor

Não posso ser tudo que você precisa
Eu não tomarei de ânimo leve
Correndo por aí como uma prostituta
Você não me encontrará chorando
O que mais você poderia possivelmente precisar?
Você nunca está satisfeita
Eu não posso me preocupar mais com isso
Eu sinto que vou morrer

Dê uma olhada ao redor, yeah
E veja o que você tem feito

Assim, por um momento, o que
Saiba que você não tem ninguém
Outro problema na minha vida
Você não está aqui, é claro
Ao meu lado

Eu só desejo que você pudesse ser
Só um pouco mais você para mim
Você está espalhando mentes e você não está
Mesmo perto de mim
Por que você me segue onde quer que eu vá?
Você não vê que você devia partir?
Sim, por favor apenas vá para casa.

Dê uma olhada ao redor, yeah
E veja o que você tem feito

Assim, por um momento, o que
Saiba que você não tem ninguém
Outro problema na minha vida
Você não está aqui, é claro
Ao meu lado

Bem, eu pensei muito sobre isso
Você deveria fazer uma mudança
E realmente tentar

Dê uma olhada ao redor
E veja o que você tem feito
Assim, por um momento no tempo
Saiba que você não tem ninguém
Outro problema na minha vida
Você não está aqui, é claro
Ao meu lado

18-Não viva sempre triste

Ficar de recuperação não é tão chato como pensei,mas para a minha irmã sempre é estressante, espero que ela se dê bem nessa redação. Mas que diabos a nossa professora queria com esse tema!
Ela simplesmente poderia ter escolhido a segunda guerra mundial, o aquecimento global, coisas fáceis de se escrever e não um tema que é totalmente diferente: O AMOR. Bem falar sobre o amor é uma coisa difícil, pelo menos para mim.
-Escrever o que?! -Me perguntei depois de duas horas ali de frente a um caderno; depois disso me levantei e fui no quarto do pegar o seu notebook, acho que deve ter alguma coisa falando sobre o amor.
Ao entrar na Internet e pesquisar sobre algumas letras de musica, documentários de cientistas e coisas assim, mas o que mais me marcou foi uma frase do Caetano Veloso e um texto que dizia sobre a frase:
Concordo com Caetano Veloso, "de perto ninguém é normal". Mas "Closer - Perto Demais", de Mike Nichols, me deixou pensando diferente: de perto, somos normais demais.

O filme é uma demonstração tocante de nossas impotências e incompetências sentimentais. Se você quer saber por que, em regra, somos infelizes em amor, não perca.
Para não estragar o prazer de quem não viu o filme, nada de resumo, apenas as reflexões fragmentárias com as quais passei a noite, depois de ter assistido a "Closer - Perto Demais".

1) Por que, no meio de uma história amorosa que funciona, um encontro (que sempre parece mágico) pode levar alguém a trocar a intimidade de um casal companheiro por uma visão?
Os evolucionistas dizem que os homens são infiéis por necessidade biológica. Para que a espécie continue, os machos seriam programados com o desejo de fecundar todas as fêmeas possíveis. A teoria tem uma falha: as mulheres são tão infiéis quanto os homens (embora os homens se recusem a acreditar nessa banalidade).
O senso comum tem outra explicação: a paixão iria se apagando com a repetição, os humanos gostariam de novidade. Pequeno problema: a idéia de que a novidade seja um valor é especificamente moderna; no entanto a inconstância em amor é um hábito antigo. Outro problema ainda maior: na condução de nossas vidas, somos obstinadamente repetitivos. Insistimos nas mesmas fantasias e nos mesmos sintomas. Contrariamente ao que diz o provérbio, errar é divino, perseverar é humano. Por que seria diferente em matéria amorosa? Como pode ser que um encontro, em que mal se sabe quem é o outro ou a outra, contenha uma promessa que basta para levar alguém a dar um chute num amor que dura?
Tento responder: apaixonar-se é idealizar o outro, durar no amor é lidar com a realidade do amado ou da amada. Antes de ponderar os charmes da idealização, duas observações.
Um impasse: para manter a paixão, devo continuar idealizando o parceiro. Mas, para idealizar o outro, devo mantê-lo a distância. Se mantenho o outro a distância, renuncio aos prazeres de amor, companheirismo, cumplicidade, convivência.
Um paradoxo: se me separo porque me apaixono por outra ou outro, o parceiro que deixei se distancia de mim, portanto volto a idealizá-lo e a me apaixonar por ele.

2) Por que gostaríamos tanto de idealizar o outro que vislumbramos num novo encontro? Uma nova paixão amorosa é provavelmente o sentimento que mais pode nos transformar, para o bem ou para o mal. Por exemplo, se o outro me idealiza, carrego seu ideal como um casaco novo: modifico minha postura para que o pano caia bem no meu corpo. De uma certa forma, tento me parecer com o ideal que o outro ama em mim.
Cada amor, quando começa, é uma aventura. Não porque encontro um novo parceiro, mas porque, ao me apaixonar, descubro ou invento um novo ideal e, ao ser amado, mudo para me aproximar do que o outro imagina que eu seja.
A inconstância amorosa talvez seja a expressão imediata do desejo de mudar -não de trocar de parceiro, mas de se reinventar.
Não é estranho que, na hora em que um amor começa, alguém decida se dar um novo nome. Nenhuma mentira nisso, apenas a convicção e a esperança de que a paixão nos transforme.
Infelizmente, mudar é difícil: a sedução exercida pelos novos amores é uma veleidade, um pouco como as resoluções de que as coisas serão diferentes no ano que começa.

3) Dizem que um casal que se ama briga muito. O uso erótico das brigas é conhecido: a paz se faz na cama. Menos conhecido é o uso amoroso das brigas: chegar ao limite da ruptura pode ser um jeito de recomeçar, de voltar ao momento inicial da paixão, quando ambos esperavam que o amor os transformasse.
Problema: ninguém sabe qual é o ponto de equilíbrio além do qual as brigas não garantem renovação nenhuma, apenas desgastam um amor que se perde.

4) Alguém se apaixona por outra pessoa porque, ele se queixa, sua parceira precisa dele. É aquela coisa: seu amor me exige demais, você me sufoca, me prende. Isso, é claro, é um jeito de dizer: com você sou sempre o mesmo. Também é uma projeção: separo-me porque não agüento minha própria dependência de você. Visto que me detesto por estar a fim de lhe pedir amor a cada minuto, acho intolerável que você me peça. Quem pensa e age assim, em geral, fica sozinho no fim.

5) Um homem volta para o lar depois de ter estado nos braços de outra. Sua mulher pergunta: você me ama ainda? Ela tem razão, é a única pergunta que importa.
Uma mulher volta para o lar depois de ter estado nos braços de outro. Seu homem pergunta: você esteve com ele? Insiste: quero a verdade. Pede os detalhes: gostou? Gozou? Onde aconteceu, em que posição, quantas vezes?

O ciúme feminino é uma exigência amorosa. O ciúme do homem é uma competição com o outro, um duelo de espadas, uma esgrima homossexual que tem pouco a ver com o amor pela amada e muito a ver com as excitantes lutinhas masculinas da infância.
Enfim, quem sabe o filme nos ajude a inventar jeitos de amar menos desafortunados e mais interessantes.
Ao final fiquei impressionada como o autor escreveu e como ele está certo em alguns tópicos, me inspirou a escrever, então abri o Word e liguei o ipod do em The heart never lies.

Vida

Já perdoei erros quase imperdoáveis, tentei substituir pessoas insubstituíveis e esquecer pessoas inesquecíveis.
Já fiz coisas por impulso, já me decepcionei com pessoas que eu pensava que nunca fossem me decepcionar,
mas também decepcionei alguém.
Já abracei pra proteger, já dei risada quando não podia,
fiz amigos eternos, amei e fui amado, mas também já fui rejeitado,
fui amado e não amei.

Já gritei e pulei de tanta felicidade,
já vivi de amor e fiz juras eternas,
"quebrei a cara" muitas vezes!

Já chorei ouvindo música e vendo fotos,
já liguei só pra escutar uma voz,
me apaixonei por um sorriso,
já pensei que fosse morrer de tanta saudade
e tive medo de perder alguém especial (e acabei perdendo)!

Mas vivi!
E ainda vivo!
Não passo pela vida...
e você também não deveria passar.
Viva!!!

Bom mesmo é ir a luta com determinação,
abraçar a vida e viver com paixão, ,br> perder com classe e vencer com ousadia,
porque o mundo pertence a quem se atreve
e a vida é MUITO para ser insignificante.

Senti alguém vindo por trás e quando senti o cheiro do perfume vindo do banheiro sorri involuntariamente.
-! -Disse e ele veio me beijar no pescoço, e como sempre me arrepiei.
-Nossa, amor quem fez essa marquinha aqui! -Ele passou a mão pela marca roxa em meu pescoço.
-Acho que foi um monstro que tentou me comer, mas eu não deixei. -Disse dando risadas e assim ele girou a cadeira até ficar de frente com ele.
-Que faz? -Olhei para o lado tentando enxergar a minha folha de recuperação, puxei-a perto de mim e mostrei para ele que por sinal deu um riso. -Meu Deus recuperação? Ainda de redação?!
-Ai! Menospreza, eu deixo. -Disse baixando a cabeça, mas o tem razão de rir, pois quem fica de recuperação em redação é um burro mesmo.
-Hey! Não falei por mal, desculpa. -Ele levantou a minha cabeça e deu um leve beijo em meus lábios.
-? Canta para mim! -Praticamente emplorei para ele que por fim pegou seu violão e começou a cantar.

Continua...

N/a:Bem estou aqui para fazer uma anotação diferente nessa atualização!Vocês perceberam alguma modificação no meu jeito de escrever essa fic?!Pois bem em nenhuma fic minha tem cenas de sexo detalhadas,mas com a ajuda da minha amiga Mariana (no qual é autora da fic the kill) deu uma ajudinha para escrever esses capítulos e eu fico muito grata por isso!Mas se não gostarem pode criticar eu deixo! E continuando...eu queria deixar um vídeo para vocês:
vídeo

N/b:Hey girls, uma beta nova por aqui o/ qualquer dúvida, ou erro mandem um e-mail.