If I love you?
Autora: ThayTatau
Beta-Reader: Rafah G
Prólogo
Suas mãos percorriam a extensão do meu corpo e eu só conseguia me perguntar o que eu estava fazendo ali. Sentia ele se movendo em cima de mim e entrando no meu corpo com mais velocidade e intensidade e meus gemidos já não diziam o que eu queria dizer, que doía, uma dor boa. A pura verdade é que mesmo vendo seus olhos vermelhos que mostrava o quanto ele estava embriagado, mesmo sabendo que no dia seguinte nem meu nome ele saberia, eu não podia evitar a atração.
Atração de seu corpo sobre o meu, das minhas unhas fincando suas costas, o suor que escorria pelos nossos rostos, eu podia imaginar uma parte do que aconteceria no dia seguinte, um terço na verdade, mas jamais, jamais imaginaria tudo o que viria.
Naquele momento tudo que eu sentia era ele, e mesmo não querendo ser só mais uma em sua vida eu sabia que seria isso, sabia exatamente o que eu seria para ele, um mero nada. Só que aquilo ficaria marcado na minha vida para sempre, exatamente para sempre.
A ligação
- - Odiava, odiava meu nome sendo dito em voz alta, não só em voz alta, mas ele por inteiro, será que era tão difícil me chama de ? Tipo tudo bem que não tinha muito a ver com meu nome, mas quem liga poxa vida? Ta que Mirely era minha chefe e tudo mais, mas mesmo assim, meu Deus eram três anos trabalhando naquele bar, ela podia muito bem me chamar pelo apelido.
-Diga Mirely - me arrastei até o balcão para ver o que ela queria.
-Mulher do céu você ainda não está pronta? Os clientes chegam daqui a algum tempo! - Clientes, certo, eu me esquecia deles algumas vezes, me dava raiva ter de arrumar e limpar as mesas e depois ter que me trocar e subir no palco e dançar algo “sexy” para eles simplesmente sentirem uma atração física e coisa e tal, detalhe que é permanentemente proibido as dançarinas do Make Pubb’s On (MP’sO) se envolverem com os clientes, se você estava achando que eu era uma puta pode ir esquecendo, tenho muito mais o que fazer do que ficar dando pros caras.
-Só vou terminar aquela mesa e já vou. - Disse na minha voz rotineira de “cansei dessa vida” e fui arrumar a mesa ouvindo Mirely reclamar de algo como “você não tem jeito , não tem jeito”.
A noite chegava com uma velocidade inabalada, meus quadris tinham que requebrar em todas as direções, mas só para se olhar mesmo, aquele velho ditado que olhar não tira pedaço? Farsa é o que eu digo, me sentia um pedaço de carne que os homens comiam com os olhos sem dó nem piedade.
Tudo sempre correndo bem, até que:
- o telefone! - Mike, o garçom, disse quase aos berros devido ao alto volume do som, desci do palco sentindo olhares pesados enquanto caminhava até o balcão.
-Quem é, Mike? - Disse antes de pegar o telefone de sua mão.
-Sua mãe. - Me assustei, normalmente era meu menino ligando dizendo que sentia minha falta, mas dessa vez era... minha mãe? Tipo, ela não me ligava a... três anos.
-Err... Alo? - Falei insegura.
-? - Sim era minha mãe.
-Mãe, nossa quanto tempo...bem..como foi que...
-Não tenho muito tempo para falar, querida. - Querida? Alguma coisa tinha acontecido - Seu pai está muito doente.
-O q-que ele tem? - Gaguejei um pouco e ouvi minha mãe fungando do outro lado da linha, pude sentir que ela já tinha chorado muito.
-Câncer filha, nos pulmões, ele e seu vício. - Prendi uma lágrima engolindo o choro que ia se instalar em mim. Pensei na ultima imagem de meu pai quando saí de Londres para ir morar em Nova York, um desapontamento, pensei que tinha secado todas as minhas lágrimas aquele dia, mas depois de tanto tempo era incrível que ainda restasse lágrimas por eles.
-Preciso que volte filha. - Minha mãe já não continha mais o choro.
-Eu... não sei mãe, eu tenho uma vida aqui, eu vou... mas não posso ficar muito.
-Tudo bem, tudo bem, mas venha logo porque não posso suportar isso sozinha.
Desliguei o telefone sentindo minhas mãos tremendo, planejava o que ia fazer na cabeça, pedir licença no trabalho pelo meu pai doente, pegar o primeiro avião de Nova York para Londres junto com , meu pequeno , e voltar... para o único lugar que queria fugir sempre.
A falta do sorriso
-Mas se não é meu netinho! - Minha mãe pegou do meu colo sorrindo e balançando ele para cima e para baixo, vi os cabelos enroladinhos dele subir e descer, mas ele nem ligava, ria lindamente.
Botei as malas no canto da porta da casa e me virei para pagar o taxista agradecendo mentalmente já ter chegado, a viagem com uma criança de dois anos é muito cansativa, mesmo sendo uma gracinha de menino ele também sabe ser um pestinha.
-Filha. - Olhei minha mãe estendendo os braços para me abraçar depois de ter botado no chão, sorri meio sem saber como deveria agir e a abracei, existem pessoas que ficam mais do que três anos sem ver os pais eu sei disso, mas o fato de nunca terem me ligado ou sequer se importando com para onde eu iria me magoou profundamente e com certeza Dona Laura sentia isso ao me abraçar, mesmo que fosse um abraço de mãe.
-Me desculpa filha, realmente eu e seu pai fomos muito...
-Cabeça dura? - Terminei a frase dela pegando meu filho no colo.
-Agora eu vejo que nós erramos. - Ela disse passando a mão levemente pela cabeça de e vendo-o balançar um bonequinho dos Power Renger vermelho - Ele é lindo.
Falando isso me fez lembrar que minha mãe nunca tinha visto o próprio neto, só para ter uma breve noção de como as coisas tinham se saído.
-Vamos entrar, seu pai está em casa. - Sorri fraco pegando a minha mala e a de que era pequena comparada com a minha, entramos e eu aproveitei para deixar as coisas no andar de cima vendo uma porta entreaberta.
Abri um pouco vendo uma cama de hospital e logo do lado meu pai numa cadeira de rodas vendo alguma programação ou ao menos tentando ver já que parecia mais babar do que ver alguma coisa, senti os olhos embaçarem por um tempo, mas segurei as lágrimas me sentando do seu lado em uma cadeira de palha.
-Oi pai. - Segurei em suas mãos que estavam em cima de sua perna e pude ouvi-lo pigarrear algo, ele levantou o rosto e sorriu, a partir daí manhas lágrimas simplesmente saltaram dos meus olhos e eu já não as controlava, eu o amava mesmo depois de tudo, tinha certeza disso, afinal era meu pai, meu pai em uma cadeira de rodas e doente.
entrou do mesmo jeito que eu havia entrado, com certo ar de curiosidade, ao me ver veio quase que correndo para meu colo e eu soltei as mãos de meu pai segurando-o.
-Pai, este é seu neto. - Disse meio insegura ao mostrá-lo a meu pai, mas ele logo abanou com a mão como se tentasse segurar .
Entreguei-o a meu pai e sorriu daquele jeito que me conquista, que me faz lembrar alguém que eu evito sempre, mas encantador. Tão encantador que nem meu pai pôde resistir e o abraçou, abraçou como me abraçava quando eu era pequena e precisava de alguém que... bem, me abraçasse.
- Mãe, eu te disse que não podia ficar muito. - Estávamos todos na mesa de jantar, bem, tirando papai que tinha que ficar sempre no andar de cima ligado aos aparelhos, tinha passado praticamente a tarde com ele enquanto eu arrumava as coisas no meu antigo quarto que parecia estar intacto.
-Mas filha, seu pai precisa de você e de também, nós reconhecemos o nosso erro! Ele não pode... bem... ficar sem as pessoas que ama nessa hora. - Me encolhi um pouco na cadeira, falar com minha mãe sempre me dava a sensação de voltar a infância.
-Só que não vão me dar muita licença no trabalho e você sabe disso.
-Arrume um aqui, não deve ser difícil arrumar um trabalho igual ao que você tem lá. - Olhei para ela indignada.
-Eu não vou discutir isso com você mãe! - Enfiei metade da comida na boca vendo fazer a mesma coisa e imediatamente limpei sua boca, eu tinha que parar de fazer birra perto do meu filho, era assim que ele conseguia o que queria de mim, só que bem, com a minha mãe isso não funcionava.
-Olha, eu tenho uma amiga que trabalha em um hotel, aposto que ela adoraria te dar um trabalho lá. - Encarei ela.
-Qual a parte do não rola que você não entendeu mãe?
-Filha, é só por um tempo, poxa eu to com saudades de você.
Foi aí que eu entendi que ficar numa casa sozinha não devia ser tão divertido assim.
-Eu cuido do . - Ela disse logo em seguida, o que não seria uma má idéia, já estava complicado pagar a babá dele.
-Certo, certo mãe, me dê o telefone dessa sua amiga que eu vou lá esses dias.
O sorriso dela valeu a minha escolha.
Segredo
Não que eu estivesse muito animada para começar o trabalho, mas quando parei em frente ao lugar que minha mãe havia me dado o endereço isso mudou um pouquinho, não era exatamente de um hotel que ela falava e sim de uma mansão. Só que eu também consideraria aquela casa, ou melhor, mansão, um hotel e olha que um de cinco estrelas.
-Bem, você pode cuidar da troca de lençóis que é de fato do que precisamos. - Em outras palavras eu seria uma camareira, não era ótimo? Tudo bem, não digo que meu trabalho como garçonete fosse melhor, mas estava dando graças a Deus por esse trabalho ser temporário.
-Por mim tudo bem. - Foi tudo o que consegui dizer depois que encontrei minha voz, quem não perderia a fala olhando para aquele lugar, era um dos bairros mais chiques de Londres, era tão enorme o local, com um quintal imenso e coisas do gênero.
-Perfeito, se você puder cuidar do cachorro também seria ótimo. - Cachorro? Onde isso estava incluído no contrato? Ok respire fundo, afinal eu sempre gostei mesmo de cachorros certo? Sorri de lado para a senhora que me mostrava a casa e logo um golden retriever saltou em cima de mim me derrubando.
-Isso é ótimo, Max gostou de você. - A senhora sorriu para mim, apenas isso, ela sorriu me vendo ser massacrada! Adoro essas pessoas que prezam minha vida. – Bom, ele precisa passear algumas vezes por dia, mas não precisa limpar os restos dele aqui no jardim, porque o jardineiro da família alega que serve de adubo.
Notei que fiz a mesma cara de nojo que a senhora a minha frente e logo ela riu me olhando e notando esse fato.
-Meu nome é Maria, como você percebeu sou a governanta do dono da casa. - Eu pensei em perguntar qual era o nome do dono, mas ela prosseguiu falando. - Ele é muito reservado, sabe querida? Às vezes penso que ele é solitário, mesmo com aqueles amigos doidos que ele tem.
Nada fora do normal, a maioria das pessoas que eu conhecia era assim.
-Não se preocupe Maria, não vou perturbá-lo. - Sorri fracamente enquanto ela me olhava sem uma expressão definida.
-Bom, presumi pela sua idade que isso seria difícil, mas você parece ser mulher de boa família, não?
Não havia entendido mesmo aquela pergunta. O que afinal ela pensava que eu iria fazer? Jogar-me em cima do dono da casa? Bem, eu tinha algumas preocupações maiores que essas, mesmo pensando nisso, apenas respondi:
-Certo, de família, não conhece minha mãe?
-Claro que conheço! Laura é fantástica, me contou muita coisa sobre você. – Bem, talvez agora eu entendesse por que ela achava que eu ia me jogar em cima do dono da casa. Que se dane, a única coisa que consegui fazer nessa hora foi abaixar a cabeça sentindo meu rosto queimar de vergonha por ela saber mais do que deveria. Acho que Maria deveria ter notado e por isso se desconcertou.
-Bom, melhor terminar o trabalho, você pode começar hoje mesmo, se puder levar Max para dar uma simples voltinha.
Sorri agradecendo mentalmente por ela deixar o assunto de lado e peguei a coleira do cachorro, a verdade era que o passeio de Max se resumia a andar pelo jardim vendo ele “adubar” as flores de Florence (incrivelmente esse era o nome do jardineiro da família, irônico não?).
Digamos que cheguei a minha casa exausta e tudo que queria era um banho e dormir, abri a porta com a nova chave que tinha de casa encontrando em frente à TV com minha mãe na poltrona tricotando algo, estranho ver essa cena, eu nunca sequer tinha imaginado.
-Cheguei meu amor! - Falei para como sempre e o vi disparando do tapete em que estava sentado e pulando nos meus braços, tão pequeno.
-Filha! Deve estar morrendo de fome né? Vou preparar algo. - Ok eu admito, podia muito bem me acostumar com essa “mordomia” de mãe. Sem contar que o novo trabalho começava cedo, mas eu não tinha que ficar a noite lá, sendo assim eu podia ver meu filho depois que saísse, era perfeito.
-Já matriculei em uma escolinha aqui perto. - Minha mãe disse assim que me viu entrar na cozinha com ele no colo.
-Jura! Que ótimo, eu ia procurar uma ainda, mas que bom mãe. - Sorri sentando-me à mesa.
-Foi ótimo mesmo, sabe? As professoras o amaram, disse que parecia um cantor de rock. - Estremeci na cadeira e sorri torto olhando para meu filho.
-Humm...
-Quando você vai contar a ele ?
Minha mãe se debruçou na mesa e eu vi em seus olhos o que ela queria dizer, eu sabia o que ela queria dizer... ela falava da única coisa que eu fugiria pra sempre, nunca iria contar, sabia disso, nunca iria contar nada, o medo de perder era maior que tudo, só que não foi isso que disse a minha mãe, o que eu disse a ela soou mais com:
-Não sei mãe, um dia.
Stranger Guy
Acho que devia fazer um mês que eu já trabalhava naquela mansão, para mim era a mansão de Maria! Só o que eu via o dia inteiro eram camas e mais camas, Maria e o cachorro, às vezes Florence também, mas só às vezes, ele era meio escondido do mundo.
Devia ser dois dias depois que completei um mês no trabalho mais ou menos que mamãe chegou para mim assim que eu estava saindo.
-Meu Deus. - Ela bateu em sua testa com a palma da mão e me olhou meio que pedindo desculpas. - Ai filha, esqueci de te avisar que hoje não posso ficar com o .
-Como assim mãe? - Disse meio brava parada com a porta já aberta, era um sábado, então nem a escolinha ele tinha.
-Mil desculpas, mas acho que Maria não se importa se você o levar para o trabalho filha, ela é minha amiga, se você explicar... sem contar que lá tem um quintal ENORME!
-Ta mãe, que seja, se eu perder meu emprego a culpa é sua! - Peguei a bolsa com as coisas de e o puxei para meu colo saindo rápido de casa para não ter que ouvir nada como “olha como você fala comigo mocinha”, mãe não muda mesmo, mas pelo menos agora eu entendia por que, ainda mais olhando meu filho.
-Má, não que eu com você? - disse meio embolado, afinal ele já tinha dois anos, mas tinha uma básica dificuldade em pronuncias, o Má era de mãe mesmo, seu maior problema era os nomes das pessoas como, por exemplo, minha mãe ele chamava de Lura quando é Laura, na maioria das vezes vouvó quando é vovó, mas eu dou uma trégua pra ele!
-Por que você está perguntando isso, filho? - Desci as escadas do metrô segurando ele com mais firmeza no braço e entrando no meio da multidão.
-Disse pá vouvó que ia pede o empriego - Ri do jeito que ele falava, não pelas palavras erradas, mas pela forma como levantava as mãozinhas pequenas, agia como um mini adulto.
-Meu querido, claro que eu quero você comigo, só não sei se a minha chefe vai gostar. - Torci os lábios e ele me imitou de um jeito completamente lindo, me fez lembrar...bem..-Ela é braba? - Ele disse arregalando os olhinhos.
-Não é não amor, mas é chefe da mamãe. - Depois de ter dito isso ele se conformou que a palavra chefe significava algo como se ela fosse minha mãe, afinal nós obedecemos aos pais mesmo eles não sendo bravos, bem às vezes eles são bravos, mas isso não vem ao caso!
-Maria? - Entrei na casa ainda com receio de fazer isso, já que estava no meu colo.
-Maiiiiaa!! - fez o mesmo que eu ao gritar o nome de Maria, bom, pelo menos foi uma tentativa de fazer o mesmo que eu.
-Mas menina do céu, por que ainda não entrou em casa para arrumar as coisas e por....o que o...que menino é esse? - Maria apontou para no meu colo e eu finalmente entrei na área da casa, o que ainda me deixava a um metro da casa, já que o jardim era mesmo enorme.
-Meu filho, olha Maria, minha mãe não pode ficar com ele, e ela me esqueceu de avisar, se não eu arrumava uma babá sabe? Mas não deu tempo e..
-Calma , eu não vejo problema nenhum o menino ficar! Afinal não há ninguém em casa além de nós. - Quase falei “como sempre”, mas achei melhor apenas sorrir agradecida, era de se esperar que depois de um mês trabalhando naquela casa eu já soubesse o dono dela certo? Bem errado, eu não fazia idéia nem da cara do individuo.
-Deixe-me ver esse menininho. - Maria disse esticando os braços e por um momento eu dei graças a Deus, eu amo mesmo carregar meu filho, mas vir com ele no colo é muito cansativo! Passei para os braços de Maria, que sorriu segurando.
-Você é lindo sabia? Esse cabelinho me lembra muito uma pessoa! - Nossa, todo mundo lembrava alguém olhando meu filho? Que coisa!
sorriu de um modo simpático e depois me olhou.
-Ela não é braba! - Nós duas rimos dele e Maria o botou no chão alegando que ele podia ficar no quintal brincando, achei uma ótima idéia enquanto eu ia arrumar as camas, que como sempre deviam não estar desarrumadas; ele podia ficar com Max, que era uma doçura de cachorro, meu filho sempre se deu bem com animais afinal, lembro-me de um dia que ele falou que ia ser veterinário.
“Má vo se veteinaio”
“Sedentário? Filho onde aprendeu essa palavra?”
“Cuida de cachoio!”
“AHH veterinário”
Eu ri um bocado naquele dia, porque ele mudou de profissão umas dez vezes, de veterinário para bombeiro, bombeiro para médico e assim foi.
Narração do dono da casa! (quem será? HAHAHA)
Cheguei exausto botando as malas na porta de casa, me espreguicei, fazia tanto tempo que não entrava por aquelas portas, não sentia aquele cheiro de minha casa, olhei em volta do quintal e vi Max latindo para alguma das portas de casa, assobiei e ele veio correndo.
-Epa garoto, como você ta, em amigão. - Sorri vendo seu rabo abanando, me inclinei um pouco para ver se conseguia achar o lugar para onde ele latia antes, mas deixei de lado entrando na casa e berrando:
-MARIA! EU VOLTEI! - Só que ninguém respondeu, achei estranho, muito levando em consideração que ela era minha governanta e cuidava da casa!
Subi as escadas deixando as malas no meu quarto, que por alguma razão estranha cheirava a mel, ou seria uma mistura de mel com flor e pêra? Bom, era um cheiro bom!
-MARIA. - Tentei chamá-la mais uma vez sem sair do quarto olhando em volta e notando alguma coisa estranha no quarto, parecia feminino, sei lá, era estranho.
Abri a porta do quarto para berrar mais uma vez só que o que fiz foi dar um pulo pra trás quase berrando! Uma miniatura de gente estava na frente do meu quarto, o que aquela miniatura fazia ali era a questão. Ele me olhou entortando a cabeça e eu fiz o mesmo, franzi a sobrancelha e ele fez o mesmo, era BIZARRO.
-Er...oi mini gente! - Vi um sorriso sair da criança a minha frente e me aproximei achando seguro (podia ser uma ilusão sabe? Nunca se sabe, às vezes eu bebo e vejo coisas, bom isso não vem ao caso).
-Oi. - Ele disse olhando o corredor.
- Você ta perdido? - Disse com um sorriso e me ajoelhando na altura do menino.
- Não, vuce ta? - Achei engraçado ele perguntar isso sabe? Tipo, eu tava na minha casa!
E ele era uma criança do espaço que veio me seqüestrar e me abduzir, OK parei.
-Da onde você veio mini gente? - Olhei fixamente para os olhinhos daquela criança, me lembrava alguém... Certeza.
-Vim com minha Má - Franzi a testa.
-Maria? - Perguntei intrigado. - Veio com a Maria? Você a conhece?
-Nheço. - Ele sorriu para mim.
-Ah, bem, se é amigo de Maria, é meu amigo! Vamos lá, qual seu nome?
Ele ficou num silencio, parecia que estava me analisando, sorri tentando mostrar confiança e falei:
-Vamos lá, eu te dou um chocolate se me falar! - O vi abrir um sorriso e responder.
-!!
-??
-É!!! E o teu?
Achei engraçada a forma como ele parecia ficar bravo comigo, e me considerava um besta repetindo o que ele falava, mas era meio difícil entender o que ele dizia!
-! - Sorri e ele estendeu a mão. - Que foi?
-Chocoiate ! - comecei a rir do garoto e fui até minha mala procurar um dos chocolates que salvava minha vida nas turnês.
-Pode me chamar de garoto!
-!!
-Ta, pode ser .
Pizza Gelada.
Ainda narração de :
-Ahn, então ...Cadê a Maria? - Tinha sentado na frente dele para ficar a sua altura, ficar ajoelhado depois de um tempo cansa sabe? E ele mastigava o chocolate tão devagar que chegava a dar tédio.
-Foi compa comida, pa dá pa mim. - Ele sorriu vitorioso mostrando todos os dentes, aquele menino era uma figura! Acho que pela minha mentalidade eu até podia virar o melhor amigo dele e ainda brigar para ver quem ganha no vídeo game.
-Nossa, ta sem comida!?
-Maia disse que ta sem cumida boa. - Ele me olhou entortando a boca como se tentasse decifrar o que ela quis dizer com isso, mas eu já sabia exatamente o que queria dizer.
-EBA, então tem pizza gelada!! Vamos lá amigão, hoje é nosso dia de sorte! - Me levantei depressa notando o quanto eu era mais alto do que ele. Acho que é bizarro falar que eu fiquei morrendo de medo de pisar nele ou coisa do gênero, certo?
-Ta a fim de subir nos meus ombros? - Falei olhando para baixo, o único modo de ver o garoto, ele levantou os bracinhos mostrando que queria subir, eu admito ele é encantador! Segurei embaixo de seus braços e puxei para meu colo, passando logo depois para meu ombro, segurando suas perninhas e sentindo-o mexer em todo meu cabelo.
-Opa! Cuidado com isso ai! Já tive muitos traumas com pessoas que arrancaram meu cabelo. - Falei me lembrando de uma louca que havia arrancado.
-Não vo lanca nada - Ri do garoto enquanto descia as escadas, incrível como ele sabia exatamente o que queria falar, mas embolava TUDO.
Chegando à cozinha botei sentado em cima da mesa e dei uma olhada na geladeira, claro que eu estava certo, Maria odiava qualquer coisa que não parecesse com algo comestível e por algum motivo pizza gelada para ela parece plástico! Não sei por que, para mim é comida divina!
-Se liga nisso amigão. - Passei um pedaço de pizza congelada para ele e botei o meu na boca mastigando como se não comesse há anos.
-Bom. - Vi a boca inteira do menino, mas sua camiseta suja de tomate era querer muito que uma criança não se sujasse, ainda mais, pequeno do jeito que era! Peguei um pano em cima da pia e molhei a ponta tentando remover a mancha de molho que tinha ficado na blusa do menino.
-Má não vai gota disso. - Ele disse apontando para a camiseta.
-A Maria não é má não, ela não vai brigar. - Por um momento ele me olhou como se não entendesse o que eu tinha dito, me senti meio idiota e quando ia abrir a boca para protestar...
-MAS QUE ISTO ! - Maria berrou vindo em minha direção e me amassando em um abraço - SABE QUANTA SAUDADE SENTI, MENINO?
-Mariavocêtamesufocando! - Disse tentando me tirar daquele abraço.
-O que disse? - Ela afrouxou um pouco os braços me dando espaço para respirar e foi o que fiz logo depois me soltando dela.
-Ai Maria!
-Está decidido, você não vai mais nessas turnês. - Maria era uma mulher gorduchinha e quando apontava o dedo para mim parecia minha mãe brigando por eu não ter arrumado meu quarto. Ri de sua expressão ao falar isso, mas logo notei que ela olhava para , que parecia se divertir com a cena levantando os bracinhos e sujando toda a cozinha com molho vermelho, fiz uma careta me virando lentamente para Maria.
- . - Maria botou as mãos nos quadris, agora eu tava ferrado, isso aí, aqui jaz , um grande amigo que um dia quis que uma pobre criança soubesse o que é pizza gelada - Você sabe que eu não gosto dessas coisas! E ainda dá pra criança comer?
Ela falava caminhando em direção a e arrancando o pedaço da mão dele, depois pegou um papel e começou a limpar seus dedinhos.
-Olha só como, não só o garoto, mas a cozinha toda ta cheia de molho!
-Dá tia Maia!- se esticava todo para pegar o pedaço de pizza enquanto Maria o segurava por um dos braços.
-Nem pensar menino, o que sua mãe diria para mim se eu deixasse? Fomos até o supermercado para você comer essas porcarias? Nem pensar, eu prometi um excelente almoço!
Ok, agora eu estava confuso, ia defender pedindo para que Maria o deixasse comer o resto da pizza pelo menos, mas ela ter falado da mãe dele me deixou intrigado, não que parecesse, mas eu achei que ele fosse filho dela, por que outro motivo ela o traria para o trabalho?
-Maria, quem é a mãe?
-Como? - Ela me olhou e vi que teve a chance de pegar o pedaço de pizza e abocanhá-lo inteiro. Bem depois disso Maria se deu por vencida e deu mais um pedaço para que não passasse fome mais tarde, depois disso ele saiu correndo atrás de Max, eu cruzei os braços olhando para ele, tinha alguma coisa familiar naquele garoto.
-Quem é a mãe, Maria? - Falei olhando para o lado de fora da minha casa, talvez eu conhecesse a mãe, certo? Por isso ele estava aqui, por que era uma conhecida, isso não seria estranho.
-De ? A é uma camareira nova, precisávamos de uma e parece que hoje a mãe dela não pode cuidar do menino, acho até engraçado você ter achado ele nessa casa tão grande! Não acha essa casa grande demais para você, ?
Sério que depois do “é uma camareira nova” eu não tinha entendido mais NADA!
-??? - Olhei para Maria.
-Oi?
-Me ouviu? - Ela disse tirando as compras da sacola.
-Er... não. - falei sinceramente e dei um sorriso amarelo – Desculpe, é que o garoto é...
-Encantador! Eu sei... Por que não vai tomar um banho, eim? Você acabou de voltar de viagem, deve estar precisando.
-Uhn... boa idéia. - Falei seguindo até meu quarto.
Novo amigo?
Narração do off... volta a falar:
Olhei em volta vendo o quarto exatamente perfeito e dei um sorriso de orelha a orelha.
-Terminei!! - Ao falar isso pego minha bolsa em cima da poltrona seguindo o caminho até a escada.
Ok, talvez seja muito trabalho, mas eu pude jurar que tinha ouvido barulho de chuveiro ligado em algum dos quartos.
-Uhn. - Encolhi os ombros tentando conferir até Maria berrar.
-!! - Dei um pulo me assustando um pouco e desci correndo achando que é algo com , e quando chego lá vejo meu filho completamente lambuzado de chocolate.
-O que houve aqui!? - Pergunto a Maria segurando no colo e limpando com um pano em cima da mesa que já parecia estar sujo (aproveitei).
-Ah, mas sabe que esse menino chega só para fazer bagunça e... - Ou Maria estava falando que era um bagunceiro, mas virada para o outro lado, ou ela estava falando de outra pessoa e nem tinha notado minha presença.
-Maria, de quem você está falando, pelo amor de Deus?
-Do , Má. - Virei meu rosto rapidamente para vendo sua expressão angelical.
-Quem, meu filho?
-! É o moçu que mora qui! - Levantei uma sobrancelha.
-O dono na casa chama ?
-Chama, Má. - Sorri vendo que meu filho tinha acertado o nome de alguém, certo que é complicado de errar, não é mesmo?
-Maria? - Chamei mais uma vez, aí sim ela me notou.
-Ah me desculpa ! - Olha só, criando intimidade com a chefia! - É que o ...
-To sabendo, o dono da casa certo?
Maria sorriu para mim e olhou para .
-Seu fofoqueirinho! - Vi meu filho ficar vermelhinho e tive uma vontade imensa de apertá-lo sem soltar MESMO.
-Ai, você devia trazer ele mais vezes!
-Má, me traz Má, pa pode vê o ! - sorriu de um jeito fofo, nossa, será possível que segundos com o cara fazia meu filho ter essa ligação com o estranho? Acho que eu tenho que começar com aquele papo “filho, não fale com estranhos, olhe para os dois lados da rua antes de atravessar...”
-Verdade, eles se adoraram! - Maria confirmou com a cabeça. Bom, não vi problemas nisso! Afinal ia ajudar muito a minha mãe, era complicado ela sempre cuidar dele afinal.
-Por mim tudo bem gente! - Sorri para os dois mostrando gratidão a Maria - Mas então, já terminei lá em cima!
-Pode ir querida, tudo sob controle, agora que o homem da casa chegou vou explorar dele. - Imaginei que fosse um homem da idade de Maria, sabe? Meio muito mais velho que eu e gordinho como ela, assim fariam um lindo casal, porque do jeito que ela fava dele só podia ser amor! Ou eu brisando como sempre.
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Era um dia normal como todos os outros, só que dessa vez eu resolvi que ia buscar o na escolinha depois do trabalho, ele ia todo sábado comigo e já tinha implorado para faltar algumas vezes só para ver esse tal de que eu não fazia idéia de quem era! Engraçado não? Eu arrumava praticamente todos os quartos, mas não via o cara em canto nenhum da casa e meu filho parecia sumir também, até que eu descia as escadas na hora de ir embora e meu filho sempre estava lá brincando com Max, Maria fazendo a comida e o tal de ? Nada! BULHUFAS.
Esperei por um tempo do lado de fora até o sinal bater e as crianças virem ao encontro dos pais, ao me ver, deu um salto no meu colo gritando:
-Máá!!! - Ele agarrou meu pescoço apertando forte - Cadê vouvo?
-Ah, não posso vir pegar meu menino de vez em quando!?
-Poude! - Ele sorriu largo para mim - A ente vai vê a tia Maia e o ?
-Que? Filho, hoje não né, a mamãe conseguiu sair mais cedo pra vir te ver e não voltar lá.
Ele fez um bico tão fofo que quase me fez desistir e sair correndo de volta para a mansão.
-Vovó fez arroz com bife!
-Vouvo! - Ele disse se chacoalhando nos meus braços, esse era o prato predileto dele, ainda mais quando tinha batata frita!
-Má. - puxou a manga da minha blusa no metrô, ele estava no meu colo, mas mesmo assim fez questão de puxar a manga para que eu o olhasse.
-Oi filho. - Disse olhando para ele.
-Pu que eu não tenho pá? - Franzi a testa vendo seus olhinhos azuis cintilando, olhos que por sinal não eram meus, nada de era meu, nem sequer a ponta de seu dedinho mindinho do pé.
-Quer uma pá, filho?
-Quero um pá!! - Ele disse quase berrando no metrô, o que o menino ia fazer com uma pá?
-Meu deus eu compro uma pra você, pequena ta? Nada de bagunça lá na casa da vovó.
-Má, pode compra pá? - Foi só quando ele disse a palavra Má que eu entendi que ele não queria uma pá, queria um pai! Um pai, meu filho sentia falta de um pai, claro que sentia, toda criança tem mãe e pai.
-Um pai. - Repeti em voz alta me sentindo péssima. Meu filho nunca conheceria o pai, eu até podia contar para ele quem era seu pai, eu até podia contar para o próprio pai, claro que duvidaria que ele acreditasse! Mas as chances eram tão mínimas, mais fácil descartar.
-Filho, você tem um pai, só que ele...
-Não gota de mim? - Olhei espantada!
-Claro que não, meu querido! Bem, é só que seu pai, ele é meio... olha, um dia eu te conto, certo?
Achei que ele ia chorar, se ele começasse a chorar acho que eu chorava também, senti algo latejando no meu coração, foi aí que ele me espantou mais ainda dizendo.
-O pode se meu pá?
Pura coincidência
Olhei meio torto para , como assim? meu pai? Desde quando ele tinha gostado tanto desse cara?
-Filho, você não pode perguntar se ele quer ser seu pai, e se ele disser não? Você vai ficar triste!
-Má se vuce fica com ele ai ele vai te que se meu pá. - fez uma carinha de cão sem dono, aquela que me faz querer dizer SIM, me traga o homem aqui que eu caso com ele por você meu filho, mesmo se ele for um caduco de 55 anos!
-Amor, as coisas não são assim. - fez um bico, mas depois que um cara com peruca passou, ele se destraiu, como ele se distrai fácil, ele, não eu!
Fiquei pensando naquilo durante um bom tempo, era sexta feira e dormia no meu colo enquanto eu e minha mãe víamos televisão, ainda estava cedo, digamos que umas 20h da noite. Bem, não estava cedo, mas acho que o Logan (um amigo de infância, Logan antes era meu vizinho, bem antes de ser expulsa da casa dos meus pais, e aparentemente ele não morava mais com os seus pais, só que eu tive sorte em vê-lo um dia saindo da casa ao lado) não achou tarde para me ligar:
-Quem é? – Falei, meio atordoada.
-? - Ouvi a voz, mas achei difícil de reconhecer - Mulher!! LOGAN.
-AHHH. - Afastei um pouco o telefone do ouvido quando ele berrou seu nome, Logan sempre foi escandaloso - Meu Deus, a que devo a honra?
-Eu quero te chamar para vir a uma festa , você trabalha muito, tem que sair desse casulo e vir se divertir... lembra da Jessica? Então, ela está aqui! Sabe aquela da rua de baixo que ficava catando pinhas no inverno.
Nossa, da onde as pessoas desenterravam essas histórias?
-Lembro sim, nossa que saudades dela! - Pior que era mesmo, Jessy era meio doidinha, mas eu a adorava - Mas Logan, eu acho complicado sabe, eu to com meu filho aqui e...
-Eu cuido dele . - Ouvi minha mãe do sofá - Você precisa sair de casa.
Talvez com tanta insistência ou porque realmente queria, sentia falta e precisava acima de tudo, acabei aceitando ir à festa.
-Me diz onde é que eu vou.
-Eu passo aí daqui cinco minutos. - Sorri para o telefone, era ótimo não ter que me preocupar em como chegar - Mais uma coisinha... Roupa, quero você num vestido! Não é pra ser longo, mas quero vestido.
Desde quando Logan exigia algo? Ainda mais se tratando de roupa. Aquele menino está começando a ficar meio gay, ou não, talvez só esteja querendo ver minhas pernas! MEU DEUS.
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-Assim que eu gosto de te ver . - Logan falou abrindo a porta - Ta linda!
Sinto meu rosto queimar em brasa, eu devia ter me desacostumado a receber elogios, mas não posso negar que aquele vestido preto básico que ia até a metade das minhas coxas e um decote digamos que... cheio de fartura, me deixava assim... Não sou boa em me elogiar, por isso vou usar o termo “um pitéu”.
-Brigada Logan. – Disse, quando ele já estava do meu lado e engatando a marcha, reparei que o lugar nem era tão longe, mas eu jamais chegaria sozinha.
-Madame. - Logan abriu a porta para mim e eu segurei em sua mão, saindo do carro, olhei em volta vendo varias pessoas em uma fila.
-Jura que a gente vai pegar fila? - Fiz uma careta, olhando para a multidão.
-Não me zoa . - Logan caminhava direto para porta e eu apenas o seguia - Eu não sou qualquer um não.
E falando isso nós já estávamos dentro da festa, um som alto fazia com que meu corpo vibrasse, eu nem tinha notado como foi que havíamos sequer entrado na casa de festa, e ainda tentava assimilar todas aquelas cores que invadiam meus olhos.
-Vem cá. - Logan me puxou ao que parecia ser uma mesa e eu reconheci de cara a Jessy.
-AHHHHHH. - berros inacabáveis.
-Olha só pra você, nem parece que teve um filho! - Dei uma rodadinha vendo a cara dela e falei quase a mesma coisa, tirando a parte do filho, mas soou mais parecido com um:
-Mulher, você ta gata eim!
Sentei em uma das cadeiras perto dela e logo vi seu rosto se aproximando do meu.
-Viu quem ta aqui? - Ela me disse, como se aquilo fosse um segredo, e meu coração saltou, fiquei curiosa na hora.
-Quem??
-VEM, vamos dançar. - A única coisa que vi foi a boca de Jessy abrindo para falar e um alguém me puxando forte para a pista de dança, olhei para frente, vendo o Logan.
-Menino, ela ia me falar uma coisa. – Disse, quase voltando para lá, mas as mãos de Logan são mais rápidas e ele logo abraçava minha cintura, me prendendo contra seu corpo. Olha, eu normalmente teria me desvencilhado facilmente, mas por que não aproveitar, Logan não era feio, na verdade ele era bem o contrário disso, era muito gostoso.
-Esquece, depois você pergunta! - Ri da cara que ele fez e aproveitei, dançamos um pouco e depois eu aleguei estar com sede demais para continuar e fui até o balcão.
-Por favor, um Martine. - Sorri para o garçom e apreciei aquele malabarismo com a garrafa antes de encher meu copo.
Peguei o copo e me virei apoiando os cotovelos no balcão e bebendo o Martine, foi quando eu ia cruzar minhas pernas que sinto uma pancada forte, muito forte, mas acho que nem foi a minha perna que sofreu os danos maiores.
-SANTO DEUS. Senhor, senhor, você está bem? - Me agachei ao lado do homem virado de barriga pra baixo, um cheiro famíliar entrou pelos meus pulmões.
-Hunn. - Ele se ajoelhou no chão e eu finalmente pude ver quem era - Aute.
“Aute” é tudo que ele diz depois de tanto tempo sem me ver? Certo, ele não faz idéia de quem eu sou, eu acabo esquecendo essas coisas quando o assunto é... bem, quando o assunto é (o pai do meu filho, que não sabe que é pai), eu acabo esquecendo tudo ao redor!
-Acho que vou sobreviver. - disse, cravando seus olhos nos meus, não dá para evitar sentir um arrepio, dava vontade de contar tudo para ele, exatamente tudo - Oi.
-Que bom.... Oi. - Franzi a testa, sem entender nada do por que desse “oi” e falei - Consegue levantar ?
-Acho que si... Sabe meu nome? - Alguém explica ao retardado que ele é famoso, por favor.
-Não é muito difícil saber seu nome . - Sorri meio sem graça.
-Ah, e você sabe o meu, mas eu não sei o seu. - Tive vontade de falar “sabe sim, seu panaca”, mas como eu estava num ótimo dia, apenas falei.
-. - Ajudei a se levantar e o sentei no banquinho do balcão.
Seria uma ótima noite, não?
La Vie Boheme.
Gente, pra não se perder é melhor dar uma olhada nesse link:
http://pt.wikipedia.org/wiki/Rent (musical)
-. - repetiu meu nome, e por algum motivo isso me fez arrepiar por dentro - Bonito nome.
-Brigada, . – Sorri, ficando vermelha, por que meus glóbulos vermelhos tinham que denunciar meu estado emocional? Que merda, por que tinha que notar e dar aquele sorrisinho sacana? Por que algo me diz que era dele que Jessy falava quando disse “sabe quem está aqui?” E agora eu ia me torturar, ou melhor, torturaria o Logan, por culpa dele não ouvi o que Jessy ia falar, porque eu sei, tenho certeza que se soubesse que estava aqui eu teria ido embora na primeira oportunidade.
-Acho que eu vou sobreviver. - Chacoalhei a cabeça, tentando voltar à realidade e desviei meus olhos para o joelho de .
-Santo do céu, como foi que isso ficou roxo assim? - Arregalei os olhos, vendo que havia levantado um pouco a calça para ver seu “estado” físico depois da caída.
-Nem é pra tanto! - Ele disse entortando a cabeça - Está feio, mas nem dói!
Apertei o local roxo e não deu outra.
-AUTEEEEEEEEEEE. - Esse foi o berro de depois do meu apertão - BEM, não precisava fazer isso também né?
Não consegui evitar rir um pouco da cara de choro que ele fez, mas logo depois me virei para o barman e disse:
-Moço, tem gelo?
me olhou com certo brilho, que eu não queria nunca ter imaginado ele me olhar assim, eu me sentia tão vulnerável, tocável, me fazia lembrar coisas que eu sempre tentei esquecer, mas sabia que nunca ia conseguir.
-Eu tenho que ir. – Falei atropelando as palavras, enquanto me afastava subitamente de , olhei em volta procurando por Jessy, mas naquela multidão tudo parecia meio embaçado, as luzes rápidas faziam com que as pessoas parecessem andar em câmera lenta e isso só me dava mais dor de cabeça.
Senti alguém segurar meu braço com força, não era Jessy, porque o aperto era forte, virei lentamente temendo ver os olhos brilhantes de , mas suspirei aliviada ao ver o verde escuro dos olhos de Logan, a balada era escura, mas quando vinham os fleches de luz branca os olhos ficavam muito visíveis, sem contar que eu conhecia muito bem aqueles olhos verde-escuros, que para mim parecia mais um verde-musgo.
-Logan!! - Me espantei com meu próprio grito, reparando que algumas pessoas nos olharam – Logan, eu to com vontade de te matar!
Vi a reação estranha de Logan e logo a pergunta:
-Por quê?
Bufei impaciente, olhando em volta e depois voltando os olhos para Logan, desistindo de achar Jessy naquela caverna dançante.
-Se não fosse você, moleque, eu nem estaria aqui!
-Então você devia agradecer , deixa de ser chata, menina. - Apesar do enorme carinho que Logan tem por mim, eu sei muito bem que às vezes ele sente vontade de me esganar, mas se não fosse ele, naquele momento eu estaria em casa dormindo ao lado de meu filho e não numa balada a metros do pai do meu filho (que por sinal era a última pessoa no mundo que eu queria ver).
-Vai, relaxa um pouco , você já foi no andar de cima? Ta tendo balada com tema! Lembra aquela peça de teatro chamada Rent? Então mulher! - Logan parecia mais eufórico à medida que me contava as “novidades” da balada - Vai tocar La Vie Boheme daqui a dois minutos!
Realmente a sugestão de Logan parecia atraente, sempre fui viciada nesses tipos de coisas, musicais e tal. Aquela musica tinha sido meu vício por pelo menos três meses e meio quando era um pouco mais nova.
-Certo, mas depois disso eu vou pra casa! - Eu disse, cruzando os braços na altura do peito e vendo Logan me encarar com a testa franzida.
-Ta tão ruim assim aqui, ? - Desfiz minha postura séria, olhando para meu amigo, tudo que ele queria era me ajudar e eu ali reclamando por ter visto , aquele que me tiraria o fôlego se fosse visto por mim há alguns anos atrás, aquele que ME tirou o fôlego quando vi há alguns anos atrás.
-Não, claro que não Log. Só que... - Não sabia como falar aquilo, os únicos que sabiam do que houve comigo foi meu pai, minha mãe e Jessy, que era minha melhor amiga na época - Eu realmente não curto baladas, Log, você sabe disso.
Vi Logan apertar os lábios, formando uma linha de tanto pressioná-los.
-Certo, depois de ver essa música, eu te levo, ok?
-Ok!
Um buraco no meio da pista era isso que eu via enquanto me aproximava do local ao lado de Logan, por alguma graça divina eu consegui ver Jessy no caminho, aquilo parecia mais um labirinto. Por enquanto tudo corria bem, estava com meus dois amigos e nem sinal de , suspirei aliviada, me botando bem na frente, tendo uma vista de “camarote” para as pessoas que cantavam as musicas de Rent.
A musica antes da La Vie Boheme estava terminando, quando Jessy falou no meu ouvido.
-Sabe quem vai cantar a La Vie Boheme?
Pronto! Era isso que faltava, um motivo para sair correndo dali, um ótimo motivo para sair correndo dali, mas então por que eu não consegui mexer meus pés? Por que meu sangue tinha congelado? Congelado ou coagulado?
-GENTE, MINHA GENTE. - Berrou um homem com o microfone - Temos o prazer de apresentar nossos pupilos, McFly!!
Fim de uma vida, agora era meu coração batendo a mil, enquanto eu via o ondulado do cabelo de surgir em meio ao espaço vazio e os olhos brilhantes, vi que ele fixou seus olhos em mim, mas que maldito.
Ele sorriu, mas que cretino!
Deu uma piscadela para mim, não com um olho, com os dois, como se tentasse me focalizar melhor no meio da multidão, nossa que raiva, ele fazia de propósito!
Consegui ouvir os microfones fazerem o barulho normal de “estou ligado”, os meninos não tinham instrumentos, então deduzi que a música seria tocada por um CD enquanto eles cantavam, isso era apenas um showzinho para eles, uma diversão para esquecer os problemas e os grandes shows, aqueles com turnês infernais! Claro que eu sabia de tudo isso, mas ainda sim, para mim era a morte, ver assim tão perto com a minha básica mistura de raiva e desejo por ele.
-Deu pra notar que nós somos quatro, só temos homem e a musica que vamos cantar tem participação de mulher, certo? - começou a falar, sempre começava a falar, era bom em quebrar o gelo entre platéia e cantor.
-Então eu queria uma ajudinha! Qual das mulheres aqui canta bem e sabe a letra? - sorriu buscando com os olhos mãos levantadas, achou vários gritos, isso sim, eu me mantive quietinha, caladinha no meu canto. Sim, minha mãe falava que eu cantava bem, e daí? Sim, eu também sabia a letra, já tinha até apresentado como Mimi na escola, MAS E DAÍ?
-MENINOS, ELA SABE! - Jessy começou a berrar e apontar para mim, peraí, PRA MIM?? Aquela mulher queria morrer? Ela sabia da história toda, que diabos ela pensava que estava fazendo?
Pior que não tinha desgrudado os olhos de mim, e isso de Jessy sair gritando por aí só o fez abrir um largo sorriso e me puxar para o espaço vazio, vou contar um negócio, as mãos dele são quentes, pronto falei.
Certo, se eu tinha que ir para aquele buraco sem fim, ia levar Jessy comigo, era necessário 5 homens pelo menos, e 3 mulheres, só para as vozes principais, o resto era tudo segunda voz mesmo, e provavelmente pela emoção da lembrança que era aquele espetáculo, todo mundo acabaria cantando o vamos “La Vie Boheme!!!”, mesmo assim eu tinha que levar Jessy comigo, se eu cantaria as partes da Mimi, ela ia ter que cantar as partes lésbicas com outra mulher, HAHA se ferrou!
Puxei ela pelo braço, vendo que lutava insistente, mas mesmo assim falei com uma voz de raiva.
-Nem tente, espertinha!
-Um dia você vai me agradecer por ter feito isso, . - Agradecer por ter me botado na boca do leão? Acho que não. E um dia não era hoje, sendo assim HEHE.
-Ok, parece que já tem todo mundo, . - Ouvi a voz de atrás de mim, sim havia três mulheres e cinco homens, os quatro integrantes do McFly se entreolharam.
-Eu vou fazer a voz do Mark. - Disse sorridente, bem, pelo menos ele não faria o par romântico comigo, isso ficou por conta de , mas a parte romântica foi pulada da musica, certo, melhor assim, quanto mais rápido essa humilhação acabasse, melhor. Se bem que estava começando a parecer engraçado, ainda mais quando botou um óculos fundo de garrafa, longe de parecer Mark, mas ainda sim muito hilário.
Collins seria o , junto com o , que seria o Angel (ou a Angel, nunca soube!), claro que combinavam Collins e Angel, o par gay! Tenho que admiti que não eu conseguia parar de rir enquanto era anunciado quem ia cantar o que, Jessy fez par com uma menina chamada Clarisse, ela não era lesbica e nem Jessy, mas estavam zoando um bocado. Sendo assim, o Roger e eu a Mimi, supimpa não? (N/A: Não me matem se não entenderem nada G.G HDSUDSH)
-Que tal irmos logo com isso? - Balbuciou , quando viu que passava os braços em volta da minha cintura, estava todo mundo zoando seus personagens antes de começar a “apresentação”, e todo mundo que assistia não conseguia parar de rir, olhei para , que tinha os olhos penetrantes naquele momento, seria um indicio de ciúmes? Impossível.
-SOLTA O SOM AI! - Berrou sorridente e o som se soltou e logo um cara chamado Jasper começou a cantar as partes de Benny.
(N/A: Se quiser entender melhor o que se passou no bar da um ligue aqui:
http://www.youtube.com/watch?v=czJHTEeEJmU, eu vou pular toda a cantoria HEHE)
- They make fun - Yet I'm the one
Attempting to do some good
Or do you really
Want a neighborhood
Where people piss on your stoop every night?
Bohemia, Bohemia's
A fallacy in your head
This is Calcutta
Bohemia is dead
– Sabe, o carinha não cantava mal, na verdade era muito bom e parecia com o velho Benny, o chatão do filme.
Pode-se dizer que eu me dei muito bem cantando com o a parte da Angel e da Mimi, era divertido, não estava ruim, acho que podíamos ser contratados para cantar em algum lugar, se pá.
Sorri ironicamente para , quando aquilo tudo acabou estávamos todos acabados! E eu queria muito um gole de alguma bebida!
-VEM CA. - me puxou pelo braço, me guiando até o bar, ele tinha lido meus pensamentos, mil pessoas vindo parabenizar o ótimo “show”, nem eu sabia que era tão boa cantora.
-Um copo de água, por favor. - Normalmente eu pediria uma batida ou algo assim, mas minha garganta estava realmente seca, eu queria água, só água me salvaria!
-Eu quero uma cerveja! - sorriu, olhando para o homem que foi buscar nossos copos... Ele havia dito “uma cerveja”.
Flashes voltando na minha cabeça com essa mesma palavra, “eu quero uma cerveja”, exatamente pronunciadas nesse mesmo tom, timbre, sorriso, naquele dia eu só observava, estava perto o bastante para ouvir, mas acabei dando o azar de só ter coragem de falar com ele quando meus olhos estavam vermelhos.
-Tenho que ir. – Disse, sem pegar a água e saindo disparado até a porta... “uma cerveja”, era isso, uma cerveja para acabar com sua noite.
Futuro Guitarrista
–Puta merda !!! Mas que bosta- Logan vinha atrás de mim berrando insultos, se vocês acham que “puta merda” foi um insulto é por que não ouviram os outros que vieram em seguida. E ainda bem que não ouviram!
–Quer calar a boca Logan? Não pedi pra me trazer em casa!- Cruzei os braços encostando as costas pesadamente no banco do carro. O fato era que eu não ia aguentar ficar nem mais um milésimo naquele lugar com o , eu tinha ouvido “uma cerveja”, Deus, só Deus sabia o que essas palavras me faziam lembrar, mas o que podia fazer? Não foi só o ter ficado bêbado na noite em que “fez” meu filho, foi o fato da minha pessoa ter cedido...Era , mas também era um bêbado, senti minhas bochechas ficarem vermelhas, vergonha.
–, eu vi você cantando, te vi rindo, você estava com a banda que mais gostou na vida, o ‘tava dando muito em cima de você! Não era a famosa que sempre foi APAIXONADA pelo ?- Logan dirigia, mas sempre que podia olhava pra mim, como se tentasse decifrar um enigma.
–Era...falou bem Loganito, ERA- Tentava encarar o vazio, estava muito tarde, eu devia estar em casa vendo filmes de comédia romântica e chorando no final feliz, devia estar passando a mão no cabelo do meu filho dando-lhe um beijo na testa e indo dormir, mas nããããããããão eu tinha que ser teimosa.
–Ihhhh, essa história ‘ta muito mal contada - Vi que havíamos parados e olhei para o lado de fora da janela vendo a casa dos meus pais, minha casa.
–Bom, se você acha, mas eu não tenho nada pra contar, boa noite Logan..-Abri a porta do carro olhando com um sorriso falso para meu amigo- E obrigada viu?
Sim, sim obrigada Logan, por uma noite dos horrores, bem eu queria completar com isso, mas ia pega muito mal né?
Quando senti meu pé tocar no chão Logan me segurou, quase tombei para trás, me segurei na porta e olhei assustada para ele.
–‘Ta maluco é?
– pode contar agora o que ‘ta havendo nesse seu mundo doido- Os olhos verdes de Logan quase me fizeram afundar nele, um pântano, era igual a um pântano verde musgo no qual eu sentia mergulhar e temia não conseguir voltar, senti até a falta de ar que uma pessoa sente quando está se afogando, minha respiração parou quando a dele chegou perto da minha, visivelmente furioso.
–Nada, não há NADA- Foi isso, tudo que falei, puxei meu braço e sai do carro batendo a porta ainda meio zonza com a aproximação, com os olhos furiosos, ouvi o carro de Logan dando a partida e sair disparado, parecia que ele ia se jogar no primeiro caminhão que visse na sua frente, quer saber? Que se dane que ele se exploda!
Definitivamente eu não estava pra draminhas.
–Má, vê se o Dan vai gota- Meu filho falou com um desenho na mão, rabiscos, pareciam duas bolas com sorrisos.
–Claro que vai filho, ‘ta ótimo- Disse entregando de volta ao Léo e arrumando ele em meu colo. Estávamos no metro a caminho do eu trabalho, olhei pelas janelas, tudo passava tão rápido, só conseguia ver meu reflexo na janela e um garotinho no meu colo franzindo a testa olhando para seu desenho.
–Que foi filho?- Olhei de volta para , estava inquieto no colo, agitado, não parava as pernas um segundo.
–Não cheiga- Ele falou dobrando o papel de desenho, eu sorri.
–Vamos chegar amor, viu? Falta uma estação- Falei apontando o local que indicava as estações- Já, já amor.
–MEU DEUS LEONARDO!- Berrei vendo meu filho disparar pela rua até a mansão, sorte que naquela hora nenhum carro passava, mas o que tinha dado na cabeça daquele menino, meu Deus!
Sai correndo atrás dele sem me importar se algum carro passaria ou não, senti meu salto afundar na grama.
–Merda- Disse pra mim mesma tentando arrancar o sapato da terra e vendo o salto quebrar- MERDA!
Ri nervosa entrando na casa sujando o carpete da entrada.
–Mas o que é isso ?- Maria vinha com o rosto visivelmente vermelho para cima de mim, me encolhi ao encontrar com os olhos dela em brasa.
–Ahnn...- Mordi meu lábio inferior, vendo Maria na minha frente batendo o pé.
–AHN..Nada menina, vai já pegar um balde e esfregar esse chão...isso é carpete, não vai sair fácil não!- Maria disse, eu achei que ela ia me dar um empurrão, mas apenas chegou mais perto me fuzilando.
–Maria...meu filho...ele disparo e...
–Não quero desculpas , só faça o que eu mando e já!- Arregalei mais os olhos, o que será que tinha acontecido para esse mau humor todo de Maria?
–Maria eu vou fazer, mas o meu filho tá por ai e eu não sei onde- Disse agora tentando ser mais imponente.
–Eu o procuro, agora vai, vai, vai, vaiii!!- MEU, mas que irritante! Odeio pessoas que ficam, inexplicavelmente, de mau humor.
Terceira pessoa on:
Maria bateu a porta do último quarto, mas onde estava aquele menino? Não o via em lugar nenhum, foi quando um clarão veio a sua cabeça, claro! Como ainda não havia pensado nisso? era obcecado por , só podia estar procurando também, ou já teria achado! O que de fato não seria nada bom, tinha acordado de um mau humor tremendo, tinha infestado toda a casa com esse mau humor, até a pobre Maria que não tinha nada a ver foi vitima do mau humor do menino, por quê? Tudo por causa de uma menininha de boate, valha-me Deus que ele não ouça os pensamentos da velha Maria.
TOC TOC TOC.. três batidas, Maria esperou bufando um pouco sem a menor paciência para agressões de .
–Entra!- Sua voz rouca invadiu os ouvidos da mulher que girou a maçaneta com cuidado vendo a cena mais fofa que já tinha visto.
estava sentado no chão com ao seu lado, o menino tentava puxar o livro de .
–É pa le aqui Dan!- O garoto “brigava” com enquanto puxava o livro dele para suas mãos proporcionando algumas risadas em e até em Maria que tinha pegado metade da cena, aquele menino realmente tinha o dom de levar a alegria, olhava de para notando algo extremamente familiar, seria a alegria contagiante? O sorriso! Era o sorrio, tão semelhante, o cabelo....encaracolado, dos dois, eram....eram iguais!!!
–!!- Maria falou sorrindo, todo o mau humor de antes já não estava mais lá- Sua mãe ficou louca quando você saiu correndo!
–O que você fez?- olhou um tanto assustado para o menino.
–Vim vê vuce Dan- Ok encarem os fatos, não da para ficar bravo com um menino desses, ele simplesmente é contagiante.
–A , não pode! Imagina se você se machucasse- disse tirando a voz de bravo e substituindo para a de preocupado, não sabia por que, mas algo naquele menino o atraia! Como um ímã.
–Deculpa- O menino abaixou o rosto visivelmente envergonhado, o abraçou de forma protetora e disse:
–Só não faz mais isso ..- olhou para Maria ainda parada na porta do quarto- Fala para a mãe dele que está tudo bem, se ela quiser pode vir aqui.
–Certo- Maria sorriu fechando a porta e indo até onde sabia que encontraria , refletiu mais um pouco lembrando da semelhança, devia ser só coincidência serem tão parecidos, não é?
–Dan, que issu?- disse apontando para o violão, seus olhos brilharam de encontro com o instrumento, parecia mais um dos brinquedos que tinha em casa, mas aquele era melhor, aquele era brinquedo de adulto! Como uma criança, tudo que é de adulto sempre era mais divertido.
–Isso é um instrumento, a gente toca junto com a voz pra formar a musica- sorriu vendo o menino pegar o violão e voltar para o lugar de origem.
–Eu toco e vuce canta!- Disse sorrindo, parecia que estava ganhando o dia só com aquele violão.
–Certo!! Já sei até uma musica legal!
Terceira pessoa off.
N/A: Pensei que nunca mais fosse escrever essa fic, HAHAHA.
Fui conferir os comentários na “A Esfera Azul” e decidi ver se essa aqui ainda existia, não é que está aqui? HAHAHA.. Link e tudo, *o* Que bom que não tiraram, resolvi retomar!
Desculpe as meninas que acompanhavam, sei como é frustrante quando a fic de repente some.
E OLHA SOH:
Prislei, você por aqui menina HAHAHA.. leia, leia sim tudo que escrevo –aloka!
Mas gente, só pra deixar bem claro, essa não é uma fic como A Esfera Azul, os capítulos serão BEEEEEM menores!! Não qro demorar mto pra att, mas não garanto nada tbm *-*. Espero que vcs apenas se divirtam dando uma fuxicada. Como eu sei que pouca gente vai ler, não estou me importando tanto assim HAHAHAHA.
Apenas divirtam-se *-*
bJONES ;D
N/B : AHH que coisa mais fofa *-*. Espero que opte por continuar mandando atts :). Qualquer erro de português ou script mande email para mim