
Por:Fabi e Mari
Beta-Reader:Carol Silver
Capítulo 1
batia seus Louboutin meia-pata de couro de crocodilo impacientemente no carpete azul da primeira classe do avião da
British Airways. Valera a pena utilizar todas as milhas restantes (lê-se: não-confiscadas) em seu AMEX Black para fazer o upgrade da nojenta classe econômica que seu pai pagara para ela. A
primeira classe, contudo, não resolvia todos os seus problemas: o champanhe viera a calhar, mas nem ali era permitido fumar a bordo, e ela se encontrava em um estágio pós-abstinência/pré-
desespero.
Após doze horas de vôo, lera a Vogue americana, a francesa, circulara peças que queria no catálogo da Burberry e
empanturrara-se de Cristal com caviar. Depois, naturalmente, fora ao banheiro e pusera tudo para fora, e agora coçava com inquietação o maço de Parliaments dentro de sua Louis Vuitton
Calla Lily. Desejou inconscientemente estar deitada de bruços nas areias de Hampton Beach, fazendo topless com uma margarita extra-forte ao seu lado e seus amigos jogando football mais
adiante. Tudo era tão simples quando ela estava ali. Sem preocupações, sem pais... Sem rehab.
Londres ostentava um céu aberto e agradável de fim de verão. O calor quase fez sorrir, mas ela logo se lembrou de porque
estava ali, e o sorriso acabou contido. Retirou a pashmina laranja (Hermès) do pescoço e a pendurou na bolsa antes de começar a descer os degraus da escada que dava para fora da
aeronave. Um comissário de bordo charmoso a recebeu quando ela chegou ao solo, e ela flertou com um sorriso. Ele, porém, não retribuiu, e, somando aquilo ao restante da situação, era
compreensível o péssimo humor com que se dirigiu ao motorista que a aguardava com a placa: “Ms. ”.
-Pegue as Louis Vuitton pretas. – ela lhe disse secamente, à guisa de cumprimento. Ele assentiu e obedeceu, dirigindo-se às esteiras de bagagem. suspirou e catou um cigarro do maço, acendendo-o finalmente e dando um longo trago.
Seu Sidekick começou a tocar. Quem poderia estar lhe perturbando? Ela já estava irritada o suficiente com a sua situação, não queria que, no momento em que finalmente aproveitava
seu Parliament, alguém lhe interrompesse.
“London calling”.
-Alô? – atendeu secamente.
-? Darling? Onde você está? Bem, isso não importa agora, leve essa sua bunda magra para a Saks agora! Eu preciso de um Dolce novo
imediatamente! Warner Davenport me convidou para o baile beneficente que estão organizando no Constance.
-Saks? Querida, eu estou na sua cidade homônima. E não tem nenhuma Sak’s aqui. – ela foi bem curta e grossa, não estava com paciência para a amiga. Ou para ninguém mais, diga-se
de passagem.
Silêncio.
-Homa o quê? – London perguntou após alguns instantes.
revirou os olhos.
-To em Londres, retardada!
-QUÊ?????? COMO ASSIM, DARLING? Você foi comprar o seu vestido aí e NÃO me disse? Você tem que voltar logo! Se não, não dá tempo?? O Christensen já te chamou? Que
cor é o terno dele? VOCÊS TEM QUE COMBINAR.
A menina, irritada, bateu em sua testa em sinal de frustração.
-LONDON! ACOMPANHA! EU-ESTOU-EM-LONDRES! NÃO-DÁ-TEMPO-DE-VOLTAR-PARA-O-BAILE!
-Por quê?
-Se não te informaram, Londres é em outro continente!
-Tipo assim, o Havaí? Ah! Dá tempo sim!
Bufou. Como podia ter uma amiga tão burra assim?
-Esquece. Só assimila: não dá pra ir.
-Mas por que você tá em Londres, amiga?
suspirou.
-Por que meus pais perceberam que a rehab não adiantava mais e resolveram me mandar pra ficar com meus tios. Tã-dã! – ela disse cansada.
-Que horror, amiga! Então eu não vou te ver, tipo, nunca mais?
-Claro que vai, fofa. Assim que bobearem aqui eu me mando de volta. Não vai dar nem tempo de esfriar minha cama. – sorriu maliciosa,
sua mente já planejando a fuga. – Não esquenta, logo logo você vai saber de mim de novo.
-Tomara! Então tá. Vou ligar pro Warner.
-Cuidado pra não abrir as pernas demais hoje, sua vadia! – disse, finalmente rindo.
-You wish! – London disse, gargalhando, e desligou.
Respirou fundo e tragou um pouco o cigarro. Em seguida, olhou pelo canto do olho para o chofer, que a aguardava ao lado do carro, com a porta aberta. Ele aparentava cansaço,
provavelmente por ter carregado as seis malas extremamente pesadas dela. Ela rolou os olhos novamente e disse sem olhá-lo:
-Anda, totó. Me leva para o cárcere.
Capítulo 2
Neil (N/A: sim, é ele. O destruidor de Les Pauls vermelhas. GRRRRRR ò.ó ele é o chofer. Ele merece.) parou o carro em frente à imponente mansão dos Carmichael.
batia o pé impaciente, esperando que ele tivesse a “boa vontade” de abrir-lhe a porta. Ele, percebendo que a garota não parecia inclinada a sair sozinha, obrigou-se a atender ao pedido mudo dela. Saiu do carro, dando a volta por trás do veículo, e ela falou ríspida:
-Não é difícil. Só é preciso abrir a porta antes que passageiro morra de velhice. – e revirou os olhos.
O mordomo, que esperava à janela pela chegada deles, abriu a porta da casa antes que ela sequer pensasse em tocar a campainha. “Ele sim é eficiente”, ela pensou.
Aproximou-se do portal, e ele fez uma reverência.
-Bom dia, Srta. . Bem vinda a Londres. Seus tios não se encontram, porém eu estou aqui para servi-la no que for necessário. Chamo-me Tommy. (N/A: Ele. O Tommy. Yay! ;D)
Ela assentiu e, adentrando a casa, ouvindo-o dizer às suas costas:
-Vou levar-lhe aos seus aposentos. – ele virou-se para Neil, que estava parado à porta abobado. – Pegue as malas da senhorita. – e sussurrou em seguida:”imprestável”.
sorriu de leve ao escutar sem querer o comentário do mordomo. “Já gosto dele.” – pensou.
caíra direto na cama com a cabeça enterrada no travesseiro, não se importando em sequer reparar em seu “novo” quarto. Só queria
esquecer que aquilo tudo estava acontecendo. Dormiu quase imediatamente, devido a seu cansaço excessivo causado pela viagem.
Depois do que pareceram apenas minutos de sono, ouviu o estridente grito de sua “querida” tia Laura:
- , QUERIDA! Onde você está? ? !!!!
“Ai, minha cabeça!” Era tudo que a garota conseguia pensar. Cristal não deveria lhe deixar com ressaca. Ou devia? “E por que essa gralha tá me chamando?”
-, meu bem! Desça, estou louca pra te ver!
A menina ainda estava grogue demais pra perceber o que o “corvo” estava falando com ela.
Enterrou novamente a cabeça no travesseiro de plumas de ganso. Exaltou-se, porém, com o estrondo feito por sua tia ao entrar no quarto,
seguida de sua prima peste, Jade. Sentou-se à força na cama, bufando, e obrigou-se a dar um sorriso amarelo.
-Tia Laura!! Como vai? Que saudades da senhora!
-Senhora está no céu querida. Chame-me de você! Você sabe que eu odeio esses pronomes formais de tratamento! – “É depois de dez plásticas, acho mesmo que você não quer ser
chamada de senhora.” pensou , olhando os pés de galinha remanescentes na face da gralha. – Então, como foi sua viagem? Está com fome, darling? E como você se sente sabendo que amanhã é seu primeiro dia de aula na Inglaterra?
respirou e processou mentalmente as perguntas:
-Tá certo, tia, chamo a senhora de você. – a tia fez uma careta ao ouvir. – A viagem foi boa, obrigada. Não, tia, não estou com fome, valeu. E... ... ... O QUE???????????? – a guria
arregalou os olhos, acordando finalmente.
-É, querida, amanhã começam as suas aulas. Não é ótimo? Seu uniforme já está no guarda-roupa, dear. Experimente-o e depois desça para comer, a aguardamos lá em baixo. Não
precisa se arrumar demais, seu tio está viajando. Só mulheres hoje! – e saiu do quarto arrastando sua filha.
olhou para o armário aterrorizada. Foi até ele devagar e o abriu com medo do que fosse encontrar. Ficou surpresa ao perceber que
Tommy desfizera toda sua bagagem enquanto ela dormia. Então seus olhos pousaram na hedionda monstruosidade que se destacava acima de todas as outras coisas. O uniforme.
-EWWWWWWWWWWWWWWWWWWWWW!!!!!
Capítulo 3
acordou enjoada e aproveitou o fato para dar continuidade a sua tradição: não tomar café da manhã. Ela decidiu não usar a saia do
uniforme, que parecia ter saído de um filme de terror dos anos 30, e vestiu a feia camisa com sua saia de pregas Diane von Furstemberg, que era até bastante parecida, exceto pelo fato de que era usável. Tudo bem, seu comprimento era um “pouco” menor do que ela achava que seria apropriado na escola. But who cares?
Neil a deixou no portão do novo colégio. Ela se dirigiu à secretaria, pois sua tia havia lhe informado de que deveria pegar os detalhes sobre suas aulas lá. Contudo, não se deu muito
bem: levou logo uma detenção por causa do tamanho de sua saia.
“Great! Detenção no primeiro dia! E ainda vou ter que ficar nessa joça depois do horário de aula.”
Encontrou sua primeira sala com dificuldade; aquele colégio era muito maior do que o Constance Billard. Entrou no recinto atraindo todos os olhares: os garotos olhavam para suas
pernas; as garotas, para seus Jimmy Choo’s. Ignorou a atenção indesejada e sentou-se na única cadeira livre, na frente de um garoto loiro que dormia com a cabeça apoiada nos braços.
começou a lixar as unhas, como se não se importasse por estar em uma sala de aula.
Todos ainda a encaravam, e ela ainda os ignorava. O professor enfim chegou e depositou o seu material sobre a mesa. Pegou a lista de chamada e dirigiu-se à turma:
-Bom dia, classe. Temos uma nova colega entre nós. Srta. ? – ele perguntou esperando identificar a garota.
bufou e levantou seu olhar para o homem alto, calvo (com os cabelos restantes brancos) e gordo, porém com um ar muito simpático. Ela revirou os olhos e ergueu o braço direito.
O senhor sorriu e a cumprimentou:
-Seja bem-vinda. Essa é a aula de geografia geral, e eu sou o Sr. Jenkings. Agora, se me fizer o favor, poderia acordar o Sr. Poynter? Ele parece bastante entretido atrás da senhorita.
Ela se virou mal-humorada e cutucou o garoto loiro com sua lixa de unhas.
-Psiu. Ei. Moleque.
O garoto levantou a cabeça, sonolento.
-Hã? – Ô.o perguntou abobado.
-Acorda!
-Nem, me deixa dormir... – e voltou a abaixar a cabeça.
O Sr. Jenkings percebeu a relutância do menino e aproximou-se devagar. Ela o cutucou de novo.
-Fala isso pro professor.
Ele levantou assustado e deparou-se com o professor ao seu lado.
-Desculpe-me o incômodo, Sr. Poynter. Pronto para assistir à minha aula?
O garoto corou e assentiu. O professor sorriu e voltou para a frente da sala. não pode deixar de rir levemente com a cena.
-Muito bem... – o Sr. Jenkings começou a preleção.
-Ei.
Nenhuma resposta.
-Eeeeeei.
permaneceu impassível. Sentiu em seguida um forte cutucão na suas costas.
-Que é? – perguntou incomodada
-Você é nova aqui?
-Já me viu antes? – perguntou ríspida.
-Não, ué! Por isso que eu to perguntando!
-Então, gênio!
-Hum... – ignorou a resposta rabugenta dela – Qual seu nome?
Ela bufou e respondeu:
-. E o seu, Poynter?
Ele fez essa cara: Ô.o
-Como você sabe meu sobrenome?
-O professor falou, inteligência. E você não estaria me incomodando se não estivesse dormindo quando o professor falou o meu nome.
Ele fez uma careta.
-Sou Dougie. É de ?
-Não, é de . E o seu, é Dougie de Douglas?
-Não, é Dougie de Dougie. – ele disse rindo.
Ela virou os olhos. “Idiota.”
Ficaram calados um instante.
-Tem com quem passar o intervalo? – Dougie perguntou.
-Não.
-Quer passar comigo?
Olhar mortal. Medo.
-Vai, aposto que você não quer ficar sozinha nesse colégio grande e assustador e ninguém te conhece e você é uma pária. – Dougie insistiu.
“Ele sabe o que é pária.” Ela pensou surpresa.
-Hum... Pode ser.
Ela ignorou suas tentativas de conversa pelo restante da aula. Para seu descontentamento, ela teve que agüentar essas investidas por duas horas, já que geografia tinha dois tempos. Pelo menos a aula em si era interessante.
“TRIMMMMM” (N/a: triste, mas necessária essa “campainha” do sinal)
Ela ouviu Dougie levantar-se às suas costas e abaixou-se para pegar sua bolsa que estava no chão. Sentiu sua blusa subir com o movimento, mas não se importou. Ouviu, porém, Dougie dizer com a voz debochada:
-Feijãozinho.
Ela gelou. Voltou a erguer-se e encarou Dougie com a morte no olhar.
-O que você disse? – perguntou com a voz ríspida.
Ele exibia um sorriso maroto para ela.
-Feijãozinho. – Ele repetiu.
-Nunca. Mais. Repita. Isso. – ela sabia que ele se referia ao ridículo sinal em forma de feijão que ela tinha acima da linha do cóccix, no lado esquerdo das costas. Era traumatizada.
Ele continuava a sorrir para ela da mesma forma.
-Posso te chamar de Beanie? – ele ignorou o comentário letal dela.
Ela simplesmente bufou e saiu andando.
-Vou chamar você Beanie. – ele decidiu, seguindo-a.
Deixou a sala sem se importar com que rumo tomava, sendo ladeada por Dougie. Ele ainda exibia o sorriso irritante no rosto. Após caminharem a esmo por alguns corredores, ele falou:
-Então, você parece estar meio perdida. Não prefere que eu guie você? Eu to com fome, quero comer antes de acabar o intervalo.
apenas o olhou e deu de ombros. Odiava admitir que precisava de ajuda, mas ficar estragando o salto de seus Jimmy Choo’s não parecia uma boa opção, e ela, de fato, não sabia onde estava indo. Dougie riu e puxou-a pela mão, conduzindo-a em direção à cafeteria e fazendo um pequeno tour com a “nova amiga” durante o trajeto.
Adentraram o recinto, ela novamente atraindo todos os olhares. Imaginou se dessa vez era porque ela era a garota nova ou por estar de mãos dadas com Dougie. Tentou desvencilhar-se dele, mas ele apertava sua mão com força enquanto a puxava para a fila do buffet. Várias pessoas cochichavam olhando para eles, mas ela voltou a ignorá-los. Povo desocupado!
Dougie enchia sua bandeja, e ela apenas aguardava, cutucando as unhas da mão livre, uma vez que ele ainda segurava a outra firmemente. Normalmente, ela estaria irritada com esse tipo de atitude, mas não sabia explicar porque isso não estava acontecendo. Absolutamente contra sua vontade, pensou: “Ele até que é legalzinho.”
-Você não vai comer nada? – ele perguntou sem olhá-la.
-Não como pelas manhãs. – o informou secamente.
Dougie balançou a cabeça em desaprovação e a puxou para uma mesa no canto do salão, onde outro garoto abocanhava um sanduíche gigantesco com um olhar desejoso de quem não
come há meses. rezou mentalmente para que Dougie passasse direto pela mesa do garoto, mas não deu outra. Ele a sentou no banco e assumiu o lugar ao lado dela, cumprimentando o esfomeado:
-Hey, mate.
O menino apenas assentiu com a cabeça, a boca ocupada demais para falar. Em seguida, indicou apontando com a cabeça, como se
perguntasse a Dougie quem ela era. Olhou a menina dos pés a cabeça e sorriu maliciosamente. Dougie riu e os apresentou:
-Beanie, esse é Vossa Alteza Harry Mark Christopher Judd. Nossa própria realeza. Mas pode chamá-lo de Harry. – falou fazendo uma exagerada reverência.
Harry engoliu a comida e a cumprimentou com um sorriso:
-Oi, como vai? Bem vinda, Srta......?
-. .
-Mas o Dougie não disse Beanie? – Harry perguntou confuso.
Ela lançou um olhar maligno ao garoto sentado ao seu lado e falou:
-Ignore o que essa criatura falou. É .
- de ?
Ela o olhou novamente aborrecida. Dougie ria do pequeno dejà-vu.
-Não. É de .
-Então você é que nem o Dougie. Sua mãe também é uma louca que não sabe dar nomes inteiros? (N/a Mari: fic também é cultura. Pra quem não sabia, o nome do Dougie é
Dougie. : D)
Dougie o olhou indignado.
-E quem é você pra falar, seu idiota? Seu nome é Harry!
-É, mas meu nome é comum. Não parece um apelido. – e o olhou assim: õ.o
Dougie ignorou o comentário e dirigiu-se à menina:
-Come alguma coisa, enjoada.
-Já não te disse que eu não como pelas manhãs?
-Mas, se agora você vai andar comigo, vai comer. Eu e meus amigos somos uns esfomeados.
-Tem mais de vocês? – ela o olhou aterrorizada.
Dougie riu e empurrou uma maçã, que tinha pego para si, nas mãos de .
-Come pelo menos isso.
Ela revirou os olhos e aceitou a fruta. O garoto então perguntou a Harry:
-Dude, cadê os outros dudes?
-Tom tá na biblioteca, pra variar. E, na última vez que vi o Danny, ele tava entrando escondido no banheiro feminino. A não ser que agora ele mije sentado, acho que tinha alguma guria esperando por ele lá. O Felton tá sendo seguido pela legião de groupies dele.
-Amigos normais, esses seus. – comentou com Dougie enquanto olhava Harry dar outra mordida voraz no sanduíche.
-Ueeeeeey – Harry protestou com a boca cheia de comida.
Ela riu da tentativa frustrada dele de falar “Hey!” com a boca cheia. Ele engoliu a comida e perguntou à garota:
-Então, de que lugar dos EUA você é?
-New York City, honey – respondeu ela animada.
-Sweet! – eles exclamaram juntos.
O dia passou se arrastando, e finalmente só lhe restava aturar a fatídica hora de detenção. Dougie, depois de tirar muito sarro dela (-Castigo no primeiro dia! Hahahaha! Sua delinqüente!), informou-lhe onde era a sala. Agora ela caminhava solitária pelo corredor vazio do colégio, procurando a sala B-07.
Ao encontrá-la, entrou sem bater à porta e foi sentar na cadeira livre mais próxima. Reparou que havia poucas pessoas na detenção, bem diferente do Constance.
Assim que se sentou, entrou na sala a bedel mal-comida que iria fiscalizar a punição naquele dia. Deixou a bolsa sobre a mesa de professor e falou à sala, num tom de taquara rachada:
-Celulares em cima da mesa, por favor.
olhou horrorizada enquanto todos obedeciam à ordem, e a mulher recolhia os aparelhos preguiçosamente de cima das mesas. Quando ela fez menção de pôr o de dentro do cestinho onde os outros já estavam, a garota perguntou:
-Pra que isso?
A mulher não respondeu a . Simplesmente voltou para a mesa central e sentou-se. Um garoto que estava sentado ao seu lado lhe falou:
-Bem vinda a Colfe’s, darling. Nosso inferno particular. – Ele sorriu galantemente.
Ela o olhou desinteressada. Ele se apresentou:
-Danny Jones. Mas pode me chamar de gostoso.
-Aqui eles recolhem os celulares, mas não proíbem as pessoas de falar besteira? – ela alfinetou. Nesse exato momento, a mal-comida dirigiu-se aos alunos:
- A detenção começa agora, senhores. Podem-se calar.
Danny a olhou de esguelha, sorrindo, e deu uma piscadela “sedutora”. Ela lhe retribuiu levantando as sobrancelhas em sinal de desdém. Danny a encarou admirado. Ela bufou e encostou-se na cadeira. Aquela seria uma longa hora.
Quando a mal-comida anunciou que eles estavam liberados, se levantou rapidamente e foi buscar seu celular. Pegou o Sidekick prateado de dentro da cesta e rumou para a saída do colégio, sendo seguida por Danny.
-Ei! Você não vai nem me dizer seu nome? – ele pediu.
-Minha mãe me ensinou a não falar com estranhos. – caminhou mais rápido para livrar-se dele, desesperada para encontrar logo Neil. Nunca pensou que desejaria isso.
-Acabei de passar uma hora ao seu lado e ainda sou estranho?
Ela o olhou dos pés à cabeça com um olhar assustado antes de responder com segurança:
-Muito!
Danny parou e ficou com uma cara: “tipo, que?” (Ô.o)
A menina aproveitou essa distração temporária de Danny e andou mais rápido até o portão de saída. Deu graças a Deus quando avistou Neil parado em frente ao veículo, aguardando-a.
Entrou no carro e esperou a “lesma” entrar também.
-Vamos logo pra casa – mandou.
-Claro, senhorita. – Neil fez uma careta de desgosto e deu a partida, rumando para casa.
virou o rosto para a janela e pode ver um Danny muito bravo andando na direção oposta da do carro.
Capítulo 4
(N/a: Lembre-se, quando o texto estiver em itálico, é POV Danny)
Ao chegar à casa dos tios, foi recebida por Tommy. (N/a Fabi: imagina o Tommy agindo como o Alfred, o mordomo do Batman em Batman Begins. É assim que ele tá na minha
imaginação ^^)
-A Sra. Carmichael está no escritório e o Sr. Carmichael ainda está viajando. – ficou contente ao ouvir que o tio não estava. Não queria olhar para ele tão cedo.
-Obrigada, Tommy.
-E como foi o primeiro dia de aula, senhorita? – ele a seguiu enquanto ela caminhava para seu quarto. – Aconteceu algum problema lá? Afinal a senhorita chegou em casa uma hora depois do previsto.
Surpreendentemente, não se importou com a ousadia do mordomo. Parou ao pé da escada e deu de ombros, virando-se para responder-lhe:
-Hum... entediante. Não aconteceu nada, não, Tommy, mas aparentemente minha saia era um pouco menor do que deveria... então levei uma detenção... – falou como se não fosse nada. Não sabia por que, mas não sentia dificuldade em partilhar as coisas com o criado. Se fosse na casa dela, provavelmente seus pais nunca saberiam do pequeno contratempo.
Tommy assentiu com um sorriso quase imperceptível. Era possível que estivesse achando graça naquilo. Deu meia-volta e saiu na direção da ala dos
empregados, deixando sozinha.
Ela subiu as escadas e foi direto ao seu cárcere privativo. Ainda não tinha dado uma boa olhada nele. Aquela manhã ela acordara apressada, mal tendo tempo de se vestir, e, na noite
anterior, estava com uma ressaca forte demais para reparar em detalhes.
Entrou no recinto e ficou observando-o da soleira da porta. Era um quarto amplo, com grandes janelas na parede oposta a onde estava. Embutida na parede da janela, logo abaixo dessa, havia uma jardineirazinha (N/a Fabi: tipo a janela do Peter Pan, saca? Só que maior), onde ela poderia se sentar para admirar a vista, que dava para o jardim meticulosamente cuidado dos Carmichael. A cama era King Size de dosséis. Parecia uma cama de princesa, e fez uma careta ao reparar nela. “Não sou mais criança pra ter uma cama de dosséis.“ A colcha que vestia o colchão era cor de creme, seguindo o padrão de cores pastéis do restante do quarto. Havia um rico tapete persa cobrindo o soalho de madeira lustrada. Um pequeno “heater” de calefação ficava perto da janela. (N/a Fabi: é isso que a galera lá fora usa pra aquecer seus cômodos no inverno) A porta do armário (leia-se: closet) ficava em um das paredes, e ao lado da porta, pode perceber uma pintura. Não se ligou muito a ela, pois a menina não era fã de arte. E, na parede oposta a do closet, havia a entrado do banheiro.
Em suma, não era um quarto ruim. Era bem grande e confortável, impecavelmente decorado; porém, para , era uma prisão. Tudo que ela queria era voltar pra casa, e unicamente por essa razão a menina não gostou de seus novos aposentos.
Enquanto finalmente adentrava o quarto, ela pode ouvir uma voz lhe chamando.
- querida! Finalmente você chegou. Então como foi a aula, darling? – a tia dirigia-se quase saltitando ao seu quarto. – Conheceu muitas pessoas? Seus pais ligaram, estão desapontados que você não ligou para eles ontem à noite quando chegou. E veja se pode! Eles me falaram para não deixar que Neil te leve para os lugares e que você não pode fazer compras! Que absurdo! Não se preocupe, meu bem, você vai continuar com Neil como seu motorista, e amanhã eu vou te levar para umas comprinhas de boas-vindas depois da sua aula, o
que você acha? – a gralha, quer dizer, sua tia, falava sem parar. revirou os olhos enquanto a escutava tagarelar.
-Ah, tia querida, a aula foi ótima. Sim, conheci alguns garotos. – ela fingia estar animada ao responder. – Esqueci completamente de ligar para meus pais, sabe, estava tão cansada ontem.
E, ó, porque eles fariam isso comigo? Só porque eu não liguei para eles? – lágrimas de crocodilo formavam-se em seus olhos (N/a Mari: essa fic tá um zoológico.) – Isso é maldade, tia Laura.
E sim, adoraria sair com a senhora, opa, você, amanhã. - “Acho que eu deveria seguir a carreira de atriz. Não vou perder a oportunidade de fazer compras às custas dela, já que meus pais
cortaram meus cartões! Mesmo não suportando essa gralha!” pensava , sorrindo internamente.
A tia sorriu com alegria.
-Ótimo! Vou deixar você descansar então. Tommy trará seu chá no quarto, já que você demorou um pouco hoje e acabou perdendo-o. Boa noite, querida!
Agradecendo por conseguir livrar-se da tia até a manhã seguinte, sentou na cama cansada, desabotoando a fivela dos Jimmy Choo’s e atirando-os longe. Deitou-se entediada na cama e, intencionando ligar para London – ou Logan, quem sabe? – procurou o Sidekick dentro da Calla Lily. Céus, ainda a Calla Lily. Tinha que trocar de bolsa para sair amanhã.
Rolou a parte móvel do celular para cima, abrindo-o, e quase gritou com o que viu: uma foto de um cara cabeludo e horrível, segurando uma guitarra, estava em seu papel de parede.
“Que merda é essa?” pensou. Procurou a agenda telefônica, mas não reconheceu nenhum dos nomes que estavam ali. Os números, então, todos do Reino Unido. Aquele definitivamente não
era o celular dela. Com os dedos trêmulos de raiva, abriu a caixa de mensagens de texto, procurando por alguma pista sobre o dono daquele celular. Apesar de ser o mesmo modelo e cor do
de , agora ela percebia que estava em um estado deplorável: havia arranhões por toda a sua extensão, uma pequena rachadura no visor e faltava um botão no teclado. Ela não soube dizer como não reparara isso antes. Abriu a primeira mensagem, enviada naquele dia às 16:20 por uma tal de Olivia, e a leu:
“Danny Jones, seu sacana! Pegou detenção por estar no banheiro do primeiro andar com a Kendra? E o nosso encontro no banheiro do terceiro andar? Seu cachorro!”
teria rido se não estivesse tão irritada. Danny Jones? Não era o maluco da detenção? Aquele branquelo dos cabelos oleosos estava com seu precioso Sidekick, lendo todas as mensagens dela também? Seu estômago se revirou duas vezes.
-TIIIIIIIIIIIIAAAAAAAAAAAAAAAAAA!!!! – saiu aos gritos do quarto, batendo a porta.
-TIIA!! – ela entrou correndo no quarto da tia. – Você tem que me ajudar!
-O que foi, , querida? – a tia perguntou assustada.
-Preciso que você descubra um endereço para mim URGENTE! É CASO DE VIDA OU MORTE! – a menina suava frio.
-Claro, darling, mas o que aconteceu?
-Troquei meu celular com o de um garoto chamado Danny Jones hoje no colégio. Por favor, tia, diz que você o conhece! DIZ QUE SABE ONDE ELE MORA!
-Danny Jones? Danny, Daniel Jones? Claaaaaaaro que conheço, querida! – tia Laura, que estava sentada na chaise folheando uma revista, levantou-se devagar. – Ele é neto da Lady Abigail, a diretora do Comitê das Senhoras! Não se preocupe, Neil está cansado de ir à casa dela fazer entregas. Você chegará lá em um instante, não é longe daqui.
Sem dizer palavra, girou nos calcanhares e saiu correndo do quarto da tia. Voou pelo corredor e gritou para Tommy enquanto começava a descer as escadas:
-Tommy! Chama o Neil AGORA!
-Sim, senhorita. – O mordomo, que estava ao pé da escadaria, obedeceu e saiu rumo às alas dos empregados sem fazer perguntas.
Ela olhou para os pés. Deus, ela ainda estava sem sapatos! Subiu às pressas os degraus que já tinha descido e adentrou seu quarto ofegante, sua mão direita apertando o Sidekick
dolorosamente. Calçou um par de chinelos de pelúcia, que eram a única coisa à vista, sem sequer reparar o que eram, saindo para o corredor logo em seguida. Desceu as escadas
desesperada e derrapou ao chegar à porta de entrada. Não acreditou no milagre divino: Neil já a aguardava em frente à mansão com a porta do passageiro aberta. Entrou correndo no veículo
e ordenou:
-Pra casa de Danny Jones, lesma!
Neil fechou a porta depois que ela sentou e correu para o banco do motorista. “Nossa, ele correu! Acho que o segredo pra fazer ele funcionar é ser bruta com ele!” ela pensou, ainda
ofegante. O motorista deu a partida rapidamente e arrancou.
Aproveitando o tempo que tinha durante o trajeto, resolveu bisbilhotar no celular de Danny. Decidiu olhar as fotos. A primeira mostrava Danny com o dedo no nariz, fazendo careta. rolou os olhos. “Idiota.” Em seguida, vinha uma foto dele segurando uma guitarra preta e rindo. “Guitarrista? Uau. Legal.” Na foto seguinte, Danny estava dormindo e babando durante uma aula, e uma mão magra e branca colocava um chifrinho em sua cabeça. riu e pressionou o botão com a setinha para o lado mais uma vez, para ver a próxima imagem. Nessa, Danny estava sorridente, usando boné e óculos escuros e parecendo bem descontraído. Tinha uma mochila nas costas, como se estivesse pronto para viajar ou algo assim, e havia ainda três outros garotos na foto com ele. sorriu surpresa, pois dois deles ela já conhecia: eram Dougie e Harry! E Dougie estava uma gracinha sem camisa. E que tatuagem legal! O quarto menino, contudo, ela não conseguiu distinguir. Era loiro, alto, e parecia ser o mais tímido. Ele sorria sem mostrar os dentes, e a pressão que seus lábios faziam nas bochechas formavam uma covinha órfã no lado esquerdo da face. (N/a: aaaaaaaaaaaaaaaaai a coviiiiiiiiiiiiiiiinhaaaaaaaaaaaaaaa! ;~~~~~~~~~ chorando rios! Desculpa, gente, autoras Fletcher aqui!) Definitivamente nunca o vira, ela lembraria daquela covinha. Eles não se conheciam... Ainda.
Antes, porém, que pudesse explorar mais a privacidade de Danny (N/a Mari: isso ficou meio perva, né? O.o) (N/a Fabi: meio? Não, ficou super perva!), sentiu o carro parar. Neil
olhou para ela pelo retrovisor central e informou:
-Chegamos, Srta. .
ficou novamente irritada com a inutilidade do motorista, que se recusava a adquirir o hábito de abrir-lhe a porta. Estava, contudo, com muita pressa, e não se permitiu esperar pela
regalia, saltando para fora do carro de imediato. Correu com suas pantufas pelo caminho de concreto que cortava o jardim frontal da mansão imponente e apertou a campainha com
impaciência. Uma, duas, três, cinco vezes. Até que viu, enfim, a maçaneta girar, e um mordomo extremamente similar a Tommy abriu a porta.
-Pois não, em que posso ajudá-la?
-Danny Jones está? – ela perguntou apressada.
-O Sr. Jones está ocup... – o criado começou a falar, mas foi interrompido por uma voz que vinha de dentro da casa:
-Eu sabia que você não iria resistir a Danny Jones. – Danny aproximou-se da porta presunçoso. Então dirigiu-se ao mordomo: Dispensado, Alfred.
Alfred fez uma reverência e retirou-se sem dizer palavra. Danny deu um sorriso safado para ela.
-De pantufas, é? Veio logo pra passar a noite? Minha cama cabe nós dois com conforto. (N/a Fabi: Mari, sua tarada! A menina mal conhece o Jones e ele já faz isso?????)
olhou para cima irritada e enfiou o Sidekick na mão direita dele.
-Isso é seu. Posso ter o meu de volta?
Danny olhou confuso para o aparelho e falou:
-Ué? Como assim você tem um clone do meu celular? – fez essa cara: ô.o
-Esse é seu celular, seu idiota! – explodiu, inconformada com o tanto que o garoto era tapado. – Trocamos de celular na detenção!
Ele examinou o Sidekick e assentiu:
-Verdade... Tá aqui a tecla que o Brucey arrancou e tudo. Então, quer dizer que eu estou com o seu celular?
arregalou os olhos em resposta.
-Dã? Gênio? – “Isso me lembra alguém. Ah, a London.”
Danny soltou uma gargalhada.
-Que louco, cara! Por isso eu apertava a discagem rápida pra ligar pra Domino’s e ele caía na Saks de New York! Achei que era, sei lá, bug da operadora! – então a olhou
maliciosamente, das pantufas até seus olhos. – Você fez isso de propósito, não foi? Pra poder vir aqui me ver?
soltou um GRRRRR! de irritação.
-AAAAAAH! Seu tapadooo!! Vai pegar meu celular, caramba! – falou exasperada.
-Tá, tá, tudo bem! Calmaê. – Danny disse assustado. – Tá aqui na sala ao lado, entraê um minutinho. Tá frio aí fora e – ele lançou um olhar de luxúria às pernas dela, mal encobertas pela
saia e pela meia calça branca – você não está agasalhada o suficiente.
Ela balançou a cabeça, desalentada, e entrou na casa. Admirou o interior da mansão; era tão suntuosa quanto a casa de sua tia ou sua cobertura na 5ª Avenida. Londres podia não ser tão
divertida quanto New York, mas certamente tinha luxo.
Alguns instantes depois, Danny voltou com outro Sidekick prateado idêntico na mão direita.
-Tá aqui, toma.
Ela pegou o aparelho da mão dele de uma vez, estudando-o, e depois olhou para Danny novamente.
-Você tá me dando seu celular de novo, seu estúpido.
-Ah, eh, é? – Danny pareceu confuso. – É que eles são tão iguais...
olhou para cima mais uma vez. “EU MEREÇO, SENHOOOOOOOOOOR!” Destrocou os celulares e girou o visor, abrindo seu próprio
celular. Sentiu alívio ao ver a foto dela e
das amigas no fundo de tela.
-Você não reparou que o seu background não era mais aquele cabeludo e sim três garotas?
-Ei, não insulte Bruce Springsteen! – ele pediu, sentido. – E, sei lá... achei que alguma das garotas tivesse colocado aí por diversão.
-Não percebeu que não conhecia nenhuma delas fora eu? Nem que sou eu nessa foto?
Ele deu um risinho nervoso.
-É que eu não costumo lembrar muito do rosto das garotas, sabe... – disse desconcertado. – E você está bem diferente nessa foto. – ponderou, olhando o background do celular dela
com mais atenção. – Ah, não... É você mesmo. Igualzinha.
o encarou incrédula. Sendo tapado assim, não imaginava como aquele garoto conseguia lembrar-se do próprio nome.
-Bem, problema resolvido, vou indo então. Eh, obrigada?
-De nada. E você não precisa ir. Estou com uns amigos aqui, você podia ficar e... Sei lá, se divertir com a gente. – ele convidou inocentemente.
fez que não com a cabeça.
-É melhor eu ir. Até nunca, Jones. – e deu-lhe as costas, caminhando petulante com suas pantufas em direção ao carro.
Danny a observou, com um sorriso no rosto, enquanto ela rebolava aquela bunda americana gostosa em direção ao carro. E que gracinha de pantufas! Ele acabara de adotar um
novo fetiche, definitivamente. Quando o veículo foi embora, ele riu consigo mesmo e fechou a porta, voltando para o cômodo ao lado, onde Tom e Harry o esperavam.
-Quem era, mate? – Harry perguntou ao ver o sorriso de Danny.
-Dudes, vocês não vão acreditar em quem acabou de sair daqui.
Capítulo 5
(N/a: Só pra esclarecer, quando o texto estiver em itálico, é POV Danny; em negrito, é POV Dougie; sublinhado, é POV Harry; e em itálico, negrito e
sublinhado ao mesmo tempo, é POV Tom.)
cutucava as unhas tediosamente enquanto esperava que a aula começasse. Seus olhos vagavam vez ou outra para a
porta, e, mesmo que não admitisse, esperava
ver Dougie entrando na sala de aula. Contra todas as probabilidades, eles tiveram todas as aulas do dia anterior juntos, e ela estava quase se acostumando com as bolinhas de papel jogadas
em sua carteira por ele.
O sinal do início das aulas tocou, e nem sinal de Dougie. Ela suspirou e voltou sua atenção novamente para as unhas.
-Ele não tem essa aula com a gente. – ouviu à sua direita. Voltou seu olhar, procurando quem falara com ela, e viu uma garota sorrindo
simpaticamente.
-De quem você está falando? – ela perguntou à menina, que sorriu outra vez em resposta.
-Do Dougie, claro. Todo mundo viu vocês de mãos dadas ontem.
a olhou surpresa.
-Eu e o Poynter? Que é isso, de onde vocês tiraram isso?
-Sei lá, vocês passaram o intervalo e o almoço inteiros ontem de mãos dadas, é meio estranho, né? – a menina baixou a voz, como se fosse contar uma fofoca. – Tá todo mundo
comentando. – e depois disse mais baixo ainda, como se falasse consigo mesma: Faz três anos que desejo estar no seu lugar.
deu de ombros. Não se importava mesmo com o que as pessoas falavam e, se a garota gostava de Dougie, isso não era problema seu.
-Prazer, meu nome é . – a garota se apresentou. a olhou dos pés à cabeça antes de responder:
- . – cara de nojenta.
-É de ? – perguntou divertida.
-Não, é de . – “Ninguém fazia essa pergunta idiota lá em casa.”
-Ah, que legal, que nem o Dougie é de Dougie!
a olhou com uma sobrancelha levantada, e corou.
-Você é de New York, certo? – tentou mudar de assunto. assentiu. – Que legal, deve ser
o máximo morar lá! Toda aquela movimentação e vida!
gostou da maneira que ela falava de New York. Interessou-se vagamente pela menina.
-É, é bastante bom morar lá.
-Por que você chegou atrasada para o semestre?
remexeu-se impaciente na carteira.
-Problemas. – limitou-se a dizer.
pareceu perceber que ela não queria falar no assunto e decidiu não prolongá-lo.
-Mas, então, você deixou algum namorado em New York?
dobrou o canto da boca em um pequeno sorriso. Divertiu-se ao pensar em Logan.
-Não. Não mesmo.
-E já se interessou por alguém daqui? – perguntou, talvez interessada demais, e entendeu o
porquê de tanto empenho.
-Não, eu não me interessei pelo Poynter. – ela disse, alargando seu sorriso. corou novamente.
-Tá tão na cara assim? – perguntou envergonhada.
-Não. Mas tudo bem. Pode confiar em mim, não vou dizer nada.
sorriu em agradecimento, e ela fez o mesmo em resposta. O professor de matemática entrou na sala e colocou seu material sobre a mesa,
chamando em seguida a Srta.
. levantou o braço entediada, identificando-se da mesma maneira que fizera nas três aulas do dia
anterior.
Olhou para . A menina ainda sorria simpática para ela. achou engraçado; não conhecia
muitos ingleses tão adeptos de demonstrar emoções. Não falou, contudo, mais nada,
puxando seu caderno para começar a copiar os exercícios que o professor colocava no quadro.
É. Talvez Londres não fosse tããããão ruim assim.
N/a: A seguir, cenas de: “Explorando a mente de Danny Jones/Harry Judd”
Ao chegar ao colégio naquele dia, Danny foi logo procurar seus amigos. Localizou-os rapidamente: Harry e Tom estavam parados à porta da sala onde tinham aulas de música.
Danny, vendo as baquetas de Harry tão desprotegidas em seu bolso traseiro, não resistiu a uma pequena brincadeira. Andou até o amigo e bateu em suas costas em um cumprimento.
-Graaaaaande Harry! – aproveitou para roubar sorrateiramente as baquetas – Graaaaande Tom! (N/a Mari: senti Danny trombadinha)
Tom olhou para ele desconfiado.
-O que você quer, Danny?
-Quem disse que eu quero alguma coisa? Não posso desejar bom dia aos meus queridos amigos? – o sinal tocou. – E tá na minha hora, vejo vocês depois. – e saiu correndo para sua
sala.
“3,2,1...”
-DAAAAAAAAAAAAAAAAAAAANNYYYYYYYYYYYYYYYYYYYYYYYY!!!!!!!!
Assim que Harry sentiu falta de suas baquetas, entendeu o porquê da animação de Danny ao cumprimentá-los.
-DAAAAAAAAAAAAAAAAAAANNYYYYYYYYYYYYYYYYYYYYY!!!!!!!!!
Mas o sinal já tocara, era tarde demais.
Após duas horas vendo números passeando em sua mente sonolenta, e sentindo uma fome incomum, ela ouviu seu estômago roncar.
-Qué isso? – olhou para sua barriga aterrorizada.
-Seu estômago roncou, ué. Cê tá com fome. – falou como se fosse a coisa mais simples do mundo.
-EWWWWW, o que a Inglaterra fez comigo? – a menina falou, liberando sua veia dramática.
achou graça.
-O quê, você não comia em New York?
-Pretty much that.
As duas riram, escutando em seguida o sinal tocar. Pegaram, então, suas coisas e rumaram para fora da sala. sorriu ao ver Dougie
encostado na parede, ao lado da porta.
-Hey, !
-Hey, Poynter! Fazendo o que aqui? Você não teve aula ou tava me stalkeando mesmo? – perguntou risonha.
-Não... É que eu tive os dois primeiros tempos livres... – falou ele, corando e passando a mão em seu pescoço em sinal vergonha.
abriu a boca para brincar com o guri, mas foi surpreendida por um par de braços que a ergueram no ar.
-Que diab... JONES, ME BOTA NO CHÃO AGOOOOOOOOORA! – o “agora” foi prolongado porque Danny saiu correndo com ela nos braços pelo corredor.
viu Dougie assustar-se e sair correndo atrás dela e de Danny. seguiu os dois. A cena atraiu
muitos olhares curiosos.
-EU TO DE SAIA! ME SOLTA SEU IDIOTA! AGORA! SOLTA, IDIOTA! IDIOTA! IDIOTA! IDIOTA! – a menina gritava a plenos pulmões. “Qual é a desse idiota?” – pensava ela.
Danny saiu da sala despreocupado quando o sinal para o intervalo tocou. Porém, sua calma se esvaiu quando viu Harry, muito irritado, vindo em sua direção. Sem hesitar,
desatou a correr enquanto gritava para Harry:
-OTÁÁÁÁÁÁÁÁÁÁÁÁÁÁÁRIO!
Ele continuou e virou no primeiro corredor que viu, tentando despistar Harry. Assim que dobrou, contudo, avistou . Bingo. Ele queria muito
falar com ela, mas também precisava
correr. Seu cérebro Jones, então, juntou os dois problemas em uma solução: carregá-la junto.
-Que diab... JONES, ME BOTA NO CHÃO AGOOOOOOOOORA! – Danny gargalhou ao ouvi-la. E a mão dele por baixo de sua saia era muito conveniente...
-EU TO DE SAIA! ME SOLTA SEU IDIOTA! AGORA! SOLTA, IDIOTA! IDIOTA! IDIOTA! IDIOTA! – a menina gritava a plenos pulmões.
Danny fez o caminho, com ela em seus braços, até o jardim do colégio, parando somente em frente a uma imponente macieira. Depositou a menina no chão, ainda segurando ela
firmemente, agora pelos pulsos.
-Então, eu sei que você estava se fazendo de difícil ontem, mas eu sei que você me quer. Porque a gente não deixa nossas vontades falarem mais alto e começamos uma coisa bem
gostosa aqui? – ele falou presunçoso enquanto a prendia na árvore.
estava realmente irritada com Danny. Começou a espernear com toda força que tinha enquanto gritava:
-ME SOLTA, SEU IDIOTA! ME
DEIXA IR EMBORA!
Danny fez o caminho, com ela em seus braços, até o jardim do colégio, parando apenas embaixo de uma macieira gigante. Pôs a menina no chão, ainda segurando ela com força,
agora pelos pulsos.
-Então, eu sei que você estava se fazendo de difícil ontem, mas eu sei que você me quer. Porque a gente não deixa nossas vontades falarem mais alto e começamos uma coisa bem
gostosa aqui? – falou, pensando que abalava, enquanto a prendia na árvore.
-ME SOLTA, SEU IDIOTA! ME DEIXA IR EMBORA! – ele riu novamente.
“Nem tão cedo, querida!”
Dougie vinha correndo em seu encalço.
-Danny, você é louco? Como assim você pega uma menina que você não conhece e sai correndo com ela colégio a fora? – ele perguntava esbaforido.
Danny lançou um olhar pervertido para .
-Aaah, mas a gente se conhece, e como!
Dougie olhou para Danny.
-Como assim você conhece a Beanie?
-E como você conhece ela, Poynter?
bufou irritada.
-Longa história. – respondeu a Dougie. – E pare de falar esse nome por aí!
Assim que a garota terminou de falar, chegou ofegante perto deles.
-! Ce tá bem?
-To sim, , esse sem noção não fez nada comigo. – referia-se a Danny.
-Ainda. – Danny falou marotamente.
Dougie fechou a cara, mas, antes que pudesse falar qualquer coisa, ouviu um grito ao longe.
-DANNY!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!
Um Harry muito vermelho vinha correndo em direção a eles. Podia-se ver a raiva estampada em sua face.
-Devolve A-GO-RA, seu mongol! – esbravejou Harry.
-Não tá comigo, Harry, ‘magina... – Danny mentia descaradamente.
Enquanto eles discutiam, pode ver um menino alto e loiro chegar ofegante perto dos demais. (N/a Mari: queria dizer que nessa hora a Fabi
tinha escrito "alTOM" ao invés de "alto".
eh duro ser Fletcher, isso sobe à cabeça. eu sinto sua dor, amiga!) (N/a Fabi: isso é vício. Triste essa vida de viciado no “covudo” mais lindo da Inglaterra!) (N/a Mari: covudo é ótimo!) Ela
percebeu que era o guri que chamara sua atenção da foto do celular de Danny. Observou-o apoiar as mãos nos joelhos, recuperando-se da corrida. Ele tinha as bochechas rosadas devido ao
esforço feito, e seu cabelo estava desarrumado pelo vento. Ele era lindo. (N/a: FATO)
-Duuuuuuude, não faz mais isso comigo! Sair desembestado que nem uma égua doida do nada! – ele reclamava com Harry.
não pode deixar de rir disso, atraindo sem querer o olhar do loiro para ela. Ele sorriu em resposta, exibindo sua covinha. Ela sentiu seu
coração palpitar. “Epa, coração palpitando
não dá! Qual é o meu problema?” Pensou a garota.
-Ah! Não vai devolver? – Harry olhou para Dougie malignamente. – MONTINHO NO JONES!
Os dois pularam em cima de Danny e tentaram recuperar as baquetas de Harry, que até então ainda não reparara que estavam no bolso
de trás da calça de Danny. Ela percebeu
que olhava abobalhada para Dougie no montinho. Decidiu deixá-la com seus devaneios.
O loiro charmoso, achando graça dos amigos, aproximou-se dela e falou:
-Desculpe pelos meus amigos idiotas! Isso não acontece sempre.
-Só todos os dias? – ela perguntou rindo.
Ele riu de volta e estendeu a mão para um cumprimento.
-Tom Fletcher, a seu dispor. – falou ele com um piscadinha. (N/a Mari: AAAAAAAAAAAAAAAAH! MORRI! .... Fabi… Fabi? Gente, a Fabi desmaiou.)
-Hum… É... – “Se controla, !” – .
-Cute name.
-É, eu sei. – “Caramba, ele foi a única pessoa que não fez nenhuma brincadeira besta com meu nome”
Ele riu dela. Ou com ela? Os meninos se levantaram e foram até os dois. Dougie, tentando ser prestativo, falou para Tom:
-Hey, mate, essa é a .
-Eu já sei quem ela é. E antes que você tente me apresentar pra ela, ela já sabe quem eu sou. – falou Tom a Dougie, deixando o menino no vácuo.
, percebendo que estava sozinha e excluída, apresentou a menina.
-Guys, essa é a . esses são Tom, Dougie, Danny e, e..., e...
-Harry? – falou Harry tentando completar a fala da menina.
-É isso mesmo!
-Como você pode esquecer meu nome? – perguntou Harry com uma cara de orgulho ferido, enquanto Dougie e Danny tiravam sarro dele.
apenas deu de ombros, rindo e demonstrando culpa. Inevitavelmente seu olhar se cruzou com o de Tom, e ele também sorria, as mãos nos
bolsos em uma postura descontraída.
Ela corou.
-Então, vamos lá pra dentro que eu to com fome? – Harry, que estava sempre com fome mesmo, sugeriu, tentando se livrar da chacota dos amigos.
Danny, Harry e Dougie foram à frente, sendo o último seguido de perto por . Tom abaixou a cabeça e perguntou discretamente para
:
-Posso te acompanhar? – e piscou de novo para ela.
sorriu. “Precisa mesmo perguntar?”
Capítulo 6
(N/a: Lembre-se, quando o texto estiver em itálico, é POV Danny; em negrito, é POV Dougie; sublinhado, é POV Harry; e em itálico, negrito e sublinhado ao mesmo tempo, é POV Tom.)
descobriu, após o intervalo, que não teria aula de francês.
-Ótimo, o mal-amado faltou! – exclamou Dougie, que também tinha a aula com ela.
-Ah, que bom então, num tava a fim de falar francês mesmo...
Awkward silence.
-A gente faz o que agora? – ele perguntou.
-Sei lá. Você é o cara que conhece esse colégio. Eu sou apenas a menina nova – ela falou debochando dele e começou a caminhar sem rumo.
-Que tal a gente ir lá no jardim? – Dougie falou. Em seguida, gritou, percebendo que estava sozinho. – EEEEEI! Me espera. Saco! – e foi no encalço da menina.
Ela andou a esmo e só percebeu onde estava quando viu a grande macieira de antes.
-A-há! Sabia que você ia ouvir minha opinião! – ele exclamou feliz. (^^)
-Que opinião? Eu parei de te ouvir quando eu comecei a andar. – afirmou sentando-se ao pé da árvore.
-Ouch! Essa doeu. Porque você é tão má comigo? – fez beicinho, sentando-se ao lado dela.
-E então, qual a história de vocês? – perguntou ela, ignorando seu comentário.
-Que história? (ô.o)
-Vocês quatro, como é que vocês são amigos?
-Ah! Bom, o Harry e o Danny se conhecem desde crianças, por causa de suas famílias. O Tom entrou pro grupo quando chegou no colégio. Ele veio de Eton e acabou fazendo as
mesmas matérias que o Harry; eles são do mesmo ano. E eu conheci os caras quando eu peguei uma detenção junto com o Danny. Eu fui pra lá por ter jogado um apontador de lápis na
professora. Mulherzinha mal-comida, aquela! E o Danny, pelo de sempre: garotas.
-Ele é o rei da detenção, né? – comentou divertida.
-Eu acho que ele passa mais tempo lá do que na sala de aula mesmo...
-E como assim o Tom e o Harry são do mesmo ano? Eles não são do NOSSO ano?
-Ah, não... eles são dois anos mais velhos que a gente. Tão no último ano do colégio. E o Danny tá no ano acima do nosso.
-Por quê? O Danny repetiu?
-Milagrosamente, não. – riram.
Continuaram a conversar, e, algum tempo depois, pode ver um garoto andando abraçado a duas meninas e sendo seguido por mais duas.
-Quem é aquele Zé Mané ali?
-Aquele? É Tom Felton. É o capitão do time de footy. Por quê? Tá interessada? – perguntou ele, meio desgostoso. (N/a: pra quem não sabe, a gente paga pau pro Tom Felton. Ele é
gostoso e isso é FATO.)
-Não, só achei estranho um panaca andar assim com quatro meninas... E elas, não tem respeito por si próprias não?
Dougie sorriu muito ao ouvir isso. Ela achou graça da felicidade do menino. Olha só, Dougie Poynter estava na sua. Planos. Logo, porém, seus pensamentos foram desviados para Tom e
sua covinha. Ela sorriu internamente. Planos maiores.
-Tá, mas, quando você fala footy, é footy tipo soccer? – ela indagou.
Dougie fez uma careta.
-You are soooooo american!
Danny andava entediado pelo gramado. “Droga de tempo livre sozinho! Os dudes estão na porcaria da aula e o estúpido do Felton resolveu desaparecer!” pensava ele enquanto
caminhava com a cara emburrada e as mãos nos bolsos da frente da calça do uniforme. “Que inveja do Dougie, queria tá tendo aula com a americana gostosa.” O pensamento veio
involuntariamente, junto com um sorriso malicioso.
-Hey, Loser! – ouviu uma voz conhecida chamando-o.
-Diz, panaca! – disse sorrindo. Era bom ver um rosto conhecido, mesmo que fosse o feio do Felton.
Duas das seguidoras de Felton postaram-se ao lado de Danny, dando risadinhas infantis. Danny passou o braço pelo ombro de uma delas e beijou a outra na face.
-E aí, idiota, fazendo o quê?
-Procurando alguma coisa pra fazer... Esse é o pior horário livre de todos. Não é nem antes nem depois da aula, ou seja, não posso sair mais cedo ou dormir até mais tarde. E nenhum
dos meus amigos tá comigo.
Felton estendeu a mão fechada com o polegar para cima.
-Valeu, cara, sou ninguém agora?
-NÃO! Tomzinho lindo, você é O cara. – as garotas exclamaram.
Danny riu internamente das fãs dele. Elas eram patéticas. Então sorriu, virando os olhos.
-Nem lembrei de você. Fato. – falou, dando de ombros.
Awkward Silence. Again. Logo foi quebrado, contudo, por uma risada histérica de uma das fãs de Danny.
-Isso, Poynter! Vai! REBOLA ESSA BUNDA GOSTOSA! – A menina gritou, olhando para a esquerda de Felton.
Os garotos se viraram e viram Dougie rebolando que nem um lêmure doido, embaixo da árvore onde estavam mais cedo. Ele começou a rir com a visão do inferno
bem no momento em que Dougie virou para eles e cobriu o rosto com vergonha.
Os dois abandonaram suas fãs e saíram correndo em direção ao garoto. Felton chegou primeiro e disse:
-Fala, Poynter! Que tosco cara! Rebolando sozinho pra uma árvore... Tsc Tsc, daqui a pouco vão te internar, hein. – em seguida, olhou para trás de Dougie e sorriu – Huuum... Quem é a
amiga?
Danny, que chegava atrasado ao grupo, não precisou ver quem era para saber de quem Tom falava. “” pensou ele pecaminosamente,
fazendo uma cara de tarado. A sorte estava lhe
ajudando.
Algum tempo depois, o assunto da conversa havia retornado para Tom Felton.
-Ah! Ele é sempre assim, sempre tem um monte atrás dele.
-Eu conheço bem garotos assim. Eles não conseguem segurá-las por muito tempo – disse ela, pensando em Logan. Não conseguiu refrear um sorriso. – Aposto que daqui a pouco elas
debandam pra outro.
-Pois eu aposto que vão aparecer mais quatro pra babar o ovo dele! – Dougie desafiou.
-Tá apostado! – ela sorriu marotamente – E o que o perdedor faz?
-Dança que nem um lêmure louco? – Dougie sugeriu, rindo. Ela percebeu que ele realmente esperava que ela perdesse.
Os dois observaram Felton por algum tempo, até que outro garoto se aproximou dele, atraindo duas das garotas como um imã.
-NÃOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOO! – ele colocou as mãos no rosto, como no quadro “o Grito” – Cara idiota!!!!!!!
-Dança, AGORA, que nem um lêmure doido! – mandou, gargalhando até não poder mais. – AGORA, POYNTER!
Dougie suspirou e levantou-se, iniciando sua dança micante.
dobrava-se de rir no chão, atrás de Dougie. Quando viu o guri virar-se, ouviu uma risada espalhafatosa, que ela logo reconheceu como
sendo da última pessoa que ela queria ver
naquele momento: Danny. Dougie gelou, escondendo o rosto com as mãos, e ela viu que ele encarava o garoto loiro de antes, objeto da aposta.
-Fala, Poynter! Que tosco, cara! Rebolando sozinho pra uma árvore. – tagarelou ele enquanto se aproximava – Tsc Tsc, daqui a pouco vão te internar, hein. – em seguida, olhou para ela
com luxúria e sorriu. – Huuum... Quem é a amiga?
Ela revirou os olhos. “Homens! Sempre iguais.” E viu Danny enfim se aproximar. “Ótimo, convenção dos tarados.”
-Tom, essa é a . Ela é americana, mate! – Dougie apresentou, fazendo uma cara marota – ,
esse é o Felton. Ah, e seguidoras dele.
As quatro meninas deram risinhos toscos e acenaram um oi pra Dougie.
-Nós seguimos o Danny – duas delas falaram. não pode deixar de imaginar como aquelas meninas deviam ter um cérebro muito pequeno.
-Prazer, Tom Felton. Capitão do time de footy e seu criado. – falou ele galantemente, buscando a mão dela para plantar-lhe um beijo. – Ou você prefere soccer? – arriscou, beijando a
mão em seguida.
Ela sorriu. “Pelo menos ele tem estilo. E educação. E é BEM gato” Tom aproveitou que segurava a mão dela e puxou-a para cima, pondo-a de pé. “E forte!”
“ODEIO O FELTON!!!!! , TIRA ESSE SORRISO ABESTADO DA CARA AGORA!!!!!! ATÉ VOCÊ VAI BABAR POR
ELE?” Pensava Dougie, morto de ciúmes.
“Sai. Daí. Agora. Felton. Eu vi primeiro!” Pensava Danny puto.
admirou como ele era charmoso. Ao ver, porém, as gurias se jogando em cima dele para marcar território, revirou os olhos e pensou:
“Não preciso de mais um Logan na minha vida.” Tratou de tirar o sorriso bobo da cara, o que, por sua vez, causou sorrisos em Danny e Dougie. Percebeu que Felton ainda segurava sua
mão. Desvencilhou-se dele bruscamente, perguntando:
-Então, você é do ano do Jones?
-É, esse idiota é sim do meu ano. Infelizmente. – Danny tomou a palavra, tentando chamar a atenção de .
-Brigado pela parte que me toca, Jones. – disse um Tom meio carrancudo.
-E ai, meu amor, fugiu da aula pra pensar em mim? – Danny perguntou se achando.
-É, e por que eu taria com ela se fosse esse o caso? – Dougie interrompeu antes que o respondesse. Ela ficou desapontada; tinha uma
resposta tão boa pra Danny – Idiota, a gente
não teve aula de francês.
-Ah! O mal-amado faltou? – Tom perguntou alegre – Ótimo, sem aula de francês pra mim! (^^)
-Esse é o horário livre de vocês? – ela perguntou.
-Isso! – Danny confirmou feliz. – Quer ir anotando pra saber quando me encontrar?
-Nops, é só pra anotar mentalmente que não devo nunca cabular aula de francês.
Dougie gargalhou alto, e os garotos se entreolharam constrangidos. não via a hora de sair de perto daqueles dois pavões e inventou
qualquer desculpa para sair com Dougie dali.
-Dougie, vamo comigo lá na secretaria ver se o professor de História deixou aquele texto pra gente tirar Xerox?
-Hum... tá... beleza. Bora lá!
saiu arrastando Dougie pela mão e o viu mostrar o dedo do meio, vitorioso, para os dois outros amigos. Ela riu internamente. Esse tava
sendo fácil.
Danny devolveu o gesto “amigável” de Dougie e escorou-se no ombro de Felton. Falou sem desviar o olhar da garota:
-Cem pratas pra quem pegar ela primeiro.
Tom Felton o olhou de esguelha sorrindo.
-Cem pratas E dois ingressos para um jogo do Manchester. E só vale se provar o feito.
-Feito.
Apertaram as mãos.
Capítulo 7
(N/a: Lembre-se, quando o texto estiver em itálico, é POV Danny; em negrito, é POV Dougie; sublinhado, é POV Harry; e em itálico, negrito e sublinhado ao mesmo tempo, é POV Tom.)
Ouviu o sinal bater e novamente seu estômago roncar. “Não sabia que a Inglaterra dava fome.”
-Comida!!!! Finalmente!! – Dougie exclamou feliz. – Vamo logo pro refeitório! – e levantou do gramado pra onde tinham voltado depois de o lugar ser liberado por Danny, Tom e seus
Krills. (N/a: camarãozinho que fica bem perto das baleias).
balançou a cabeça sorrindo e falou:
-Vamos, esfomeado, vamos. – “Também quero comer!”
-Eu te falei que eu e meus amigos somos esfomeados. Vem, eles já devem estar na mesa.
se sobressaltou.
-Todos, TODOS, os seus amigos vão estar lá?
Dougie a olhou desconfiado.
-Por que a pergunta?
-Nada, ahn... só não queria encontrar com o Jones e com o Felton...
Dougie sorriu muito ao ouvi-la.
-Não se preocupe, eu te defendo daqueles ridículos.
-Posso chamar a ? – ela perguntou de imediato, ignorando-o. Ela teria de mantê-lo ocupado se quisesse por seus planos em prática.
O sorriso de Dougie esmoreceu.
-Claro...
foi procurar por para que elas almoçassem juntas. Quando a encontrou, convidou-a
para juntar-se a ela e Dougie durante a refeição. sorriu feliz e arrastou a
garota até o lugar onde o menino estava na fila. pode ver, ao longe, Tom Fletcher sentado ao lado de Harry na mesma mesa do dia anterior.
Sentiu uma vontade repentina de correr para
lá.
-Oi, Dougie! – Falou contente.
Ignorando a menina, Dougie dirigiu-se a :
-E aí, flor do dia, vai comer ou não?
o olhou com censura e ordenou:
-Compra um sanduíche qualquer aí pra mim, que eu vou sentar na sua mesa. – Arrastou uma desapontada para mesa, ouvindo o grito do
guri às suas costas.
-Nós nem nos casamos ainda e você já tá montando em mim! – todo o refeitório voltou-se para ver com quem Dougie falava. Murmúrios começaram imediatamente.
riu e continuou andando. Sentou-se à mesa e reparou no olhar confuso dos que lá estavam. Tomou o cuidado de assumir o lugar ao lado
esquerdo de Tom, garantindo-lhe uma
vista privilegiada da covinha. Ele sorriu ao vê-la sentar-se ao seu lado.
-Ué, você e o Poynter tão juntos? – Harry perguntou com a boca cheia, fazendo a pergunta cuja resposta muitos no salão queriam saber.
riu maliciosamente.
-Por que o interesse... ahn... Judd!?
-Valeu por esquecer meu nome, de novo! – Harry revirou os olhos.
-Mas, amor da minha vida, responde aí! To me matando de curiosidade aqui. – Danny pediu aflito.
-Não te interessa. – ela disse abusada. Olhou em seguida para , que estava do outro lado de Tom, e balançou, discretamente, a cabeça em
negação. A menina sorriu contidamente
em resposta, e, para a surpresa de , Tom também. “Eba, ele percebeu.”
-Tudo que a gente viveu não significou nada pra você? Você não me ama mais? – perguntou um Danny choroso.
-Claro que não, idiota! Ela tem neurônios! – Dougie, que chegava à mesa, exclamou.
Os meninos não contiveram a risada, e Danny mostrou o dedo do meio para Dougie.
-Eu também teria se vocês não me batessem tanto! – Danny falou raivoso.
-Owwwww, Danny boy é burrinho e admite isso! – Tom Felton exclamou, rindo.
-Vai se f*&@#, viado! – Danny estava com muita raiva deles.
Tom Fletcher ria sem parar dos amigos; quando conseguiu se controlar, virou-se pra e falou-lhe:
-Desculpe pelos meus amigos idiotas! De novo! Acho que essas besteiras acontecem com muito mais freqüência do que eu achava. – ele interceptou o sanduíche que Dougie tentava
entregar a sem obter sucesso, pois seus bracinhos curtos não abarcavam o diâmetro da mesa, e entregou-o à garota com um sorriso.
-No worries. – “Ele se lembra da nossa conversa.” pensou sorrindo abertamente. Aceitou o sanduíche sem nem se dar ao
trabalho de agradecer a Dougie. Estava
adorando a atenção que Tom lhe dedicava. – Hey, , tem aula de que agora? – perguntou à garota sem retirar os olhos do menino e sua covinha.
-VCAD (N/a: Visual Communication and Design), por quê?
-Hum... É que eu tenho um horário livre, e o ridículo do Dougie tem Literatura agora... – disse, finalmente olhando para ela. – Vou ficar sozinha.
-Opa, não se depender de mim! – Harry exclamou feliz e, incrivelmente, não de boca cheia. – Também tenho um horário livre agora. Ah, é, o Tom também. – falou ele olhando para o
amigo.
Tom corou, sorrindo. Ao fazer isso sua covinha ficou à mostra mais uma vez, deixando hipnotizada. Danny percebeu as faíscas entre os
dois e apressou-se em dizer:
-Não seja por isso, meu amor! Eu mato aula pra ficar com você se precisar de companhia!
-Não se atreva, Sr. Jones! – uma mulher velha, que reconheceu como sendo a bedel mal-comida que fiscalizara sua detenção no dia
anterior, falou às costas de Danny.
-Sra. Stromwell, e-eu não vi a senhora aí! – Danny gaguejou.
-Claramente. – a mulher disse irritada. – E, por esse delito, vai pegar mais uma detenção hoje.
Todos na mesa tentavam sem sucesso engolir as gargalhadas, e Danny a encarava perplexo.
-Que delito, Sra. Stromwell? Eu nem cabulei aula ainda!
-Bem dito, Sr. Jones! Ainda! E como sei que o senhor o fará de qualquer jeito, poupe-nos o trabalho de uma notificação formal e apareça no horário e no lugar de sempre, estamos
combinados? – ela, em seguida, olhou para Harry: Sr. Judd, tenho um recado para o senhor. Já que o senhor tem o próximo tempo livre, o treinador deseja vê-lo após o almoço, assuntos do
time. Foi para isso que vim aqui, mas parece que matei dois coelhos de uma vez só, não é? – disse, voltando a olhar para Danny. – Até mais tarde, Sr. Jones. – e saiu, deixando espaço para
que todos na mesa gargalhassem livremente.
-HAHAHAHAHAHA, NÃO ACREDITO, JONES! – Dougie urrava de rir. – SEU AZARADO DO CARALHO!
-Vocês também são uns idiotas! Podiam ter-me avisado que ela tava aí! – ele gritava indignado. – Você, Tom, você tava de frente! E não fez nada! – acusou a Tom Fletcher.
Ainda rindo, Tom deu de ombros, eximindo-se de culpa. Controlou um pouco o riso e, enquanto todos ainda estavam muito entretidos zoando Danny, baixou a cabeça e falou ao ouvido
de , que também ainda ria:
-Parece que seremos só nós dois hoje.
parou de rir um pouco e o encarou admirada. “Você fez de propósito?” ela pensou. Como se pudesse ler seus pensamentos, Tom acenou
que sim com a cabeça e deu de ombros
mais uma vez. Um balão de felicidade inflou no peito dela.
“Ótimo.”
Danny até iria matar aula mesmo, uma vez que já estava de detenção de qualquer jeito, mas, assim que o sinal do início das aulas tocou, a mal-comida Sra. Stromwell
já estava lá ao seu lado, pronta para levá-lo pela orelha até a sala de aula. Dando um tchauzinho triste para os amigos, que se dobravam de rir mais uma vez, ele foi carregado para a aula de...
De que era mesmo a aula?
“Merda de Stromwell.”
e Tom andaram lado a lado pelo jardim, calados e com sorrisos tímidos idênticos na face. Ela arriscou olhá-lo de esguelha, e a
covinha irritantemente perfeita a encarava,
como se a desafiasse a ficar sem beijá-la por muito mais tempo. Era impossível não querer beijar aquela covinha.
Tom a ajudou a sentar-se na grama, embaixo da mesma macieira de sempre, e sentou-se ao lado dela em seguida, cruzando as pernas. Ela olhou à volta. O jardim estava bem vazio, e as
poucas pessoas que estavam por ali tinham livros nas pernas e pareciam bastante concentradas. “Tão diferente do Constance!”
-O que foi? – Tom perguntou ao vê-la olhar o jardim.
-Nada, é só que... As pessoas aqui são muito diferentes das de onde eu moro.
Tom ergueu uma sobrancelha.
-Mas você mora aqui agora, não é?
Ela o olhou admirada e em seguida percebeu o que dissera.
-É... Verdade. Ainda não me acostumei com estar fora de New York, só isso. É como se...
-Londres não fosse a sua casa? – ele completou. Ela assentiu imediatamente.
-Era exatamente isso que eu ia dizer.
Ele deu um risinho triste.
-Eu sei como se sente. Também me senti assim quando cheguei de Eton.
-Por que você saiu de Eton? – ela indagou curiosa.
Tom deu de ombros.
-Cansei de ver só caras o dia todo.
Ela riu.
-Sério? Foi por isso que você saiu?
Ele riu de volta.
-Ah, sei lá... Lá era tudo tão... Eton. Sabe? Eu me sentia preso. Eles tentavam me persuadir a fazer coisas, seguir caminhos que eu não quero pra mim. Mas foi bastante esquisito quando
decidi voltar pra Londres. Bom, mas esquisito.
Ela entendeu mais ou menos o que ele quis dizer.
-Mas aí você conheceu os caras, não é?
Tom abriu um sorriso lindo. A covinha gritou para ela: “ME BEIJA!” Custou-lhe muito não obedecer.
-Sim. E foi o máximo! Está sendo o máximo. Ser amigo deles, quero dizer. Eles podem ser meio idiotas, mas não deixam você na mão. Nunca.
assentiu, imaginando como devia ser ter amigos assim. Ela não tinha. A não ser London, mas não era desse jeito.
-E como era lá em NY?
-Lá? É perfeito! Lojas perfeitas, compras, e, principalmente, festas o tempo inteiro!
Tom riu com sua empolgação.
-Você é baladeira, é?
-Então, defina baladeira. – ela pediu.
-Hummm, média de festas semanais?
-2... 3... 4?
-Tá, tudo bem, agora você tá me assustando. – ele disse, rindo. – Mas diz aí, como eram essas festas?
-Bebidas, drogas, sexo e Rock’n’Roll! – falou em tom divertido. Ele arregalou os olhos assustado, e ela apressou-se a dizer – Calma, a
parte do sexo era brincadeira, pelo menos
pra mim.
-E a parte das drogas? – perguntou preocupado.
-Bom, essa não, – ela respondeu constrangida. – mas essa é uma história que eu te conto depois...
Quando deu por si, reparou que o rosto de Tom estava muito perto do seu. Ele a olhava intensamente nos olhos.
-Por que não agora? – ele insistiu.
-Como vou saber que posso confiar em você? – falou ela com um sorrisinho maroto estampado na face, tentando esconder o nervosismo.
-Posso te mostrar? – ele disse, aproximando-se mais. O coração dela pulava em seu peito. “Coração pulando? Que esquisito!” Quando, porém, seus narizes estavam quase se tocando,
Tom simplesmente desapareceu.
levou alguns segundos pra perceber o que acontecera. Viu Harry jogado em cima de Tom, assanhando seus cabelos grosseiramente.
-Meu amor, você tá aqui! Senti tanto sua falta! – falou Harry, emanando uma vibe gay.
-Caralho, sai de cima de mim! O que diabos você tá fazendo aqui, Judd? Você não devia tá no treino??? – Tom perguntou irritado.
-Eu ESTOU no treino. A gente tá treinando no jardim hoje, porque metade do time não tá aqui.
-HEY, JUDD! VEM PRA CÁ AGORA, SEU CORNO! – gritaram ao longe os colegas de time de Harry
-TO INDO, GALERA! – gritou ele ao pé do ouvido de .
-Ai, Judd, não precisa me deixar surda! – exclamou a menina, com raiva, não só do grito, porém mais da interrupção.
-Opa, desculpa, ... Sem querer... – ele levantou-se e ofereceu a mão a ela. – Quer assistir o treino?
-Não, obrigada, to bem aqui.
Tom sorriu ao ouvir a resposta dela.
-É, vai lá, Judd. Vaza! – ele ordenou presunçoso.
“Puta-que-pariu, Judd, como assim você atrapalhou meu quase beijo com Tom!” Pensou irritada.
Vendo Harry afastar-se relutante, se virou para Tom, que estava deitado charmosamente, apoiando-se nos cotovelos, e perguntou-lhe:
-Que diabos ele joga?
Tom deu uma risada e respondeu:
-Ele não é um lorde? Pólo, óbvio!
o encarou surpresa.
-Não? Cadê os cavalos? Tipo, eles tão treinando no jardim!
-Você já viu algum colégio permitir cavalos estragando seu jardim? Eles só treinam com os cavalos no campo. E, quanto a treinarem no jardim, é que eles tão sem cavalos mesmo. – Tom
gargalhou.
-Como é que alguém treina pólo sem cavalo?
Tom diminui o sorriso e perguntou apreensivo:
-Quer ir lá conferir?
-Hummm... Não, obrigada, to com preguiça – respondeu ela, tentando deixar não muito óbvio que preferia estar ali com o garoto. Tom voltou a sorrir abertamente, mostrando sua linda
covinha.
-Tudo bem, a gente fica aqui!
Eles continuaram a conversar amenidades, até que uma bola maciça de 8cm de diâmetro atingiu na cabeça, fazendo com que a guria
deitasse involuntariamente no chão e
começasse a berrar de dor.
-DESCULPA! – ouviram um grito ao longe – FOI SEM QUERER! – o grito foi aumentando a intensidade. Logo, o garoto que gritou aproximou-se de onde e Tom estavam. –
Mals ae!
-SEU IDIOTA! VOCÊ ACERTOU A ! F*$¨*%$! – Harry gritou com o garoto ao chegar ao local – Tá doendo,
?
-NÃO! Só muito! – falou ela chorosa.
-Pó dexar, eu te levo na enfermaria. – falou Tom levantando-se.
-Não, eu levo! – Harry protestou.
-Não... EU levo! – falou o garoto que acertou a bola em , olhando para as pernas dela e tentando disfarçar um sorriso. – Afinal, fui eu
quem a acertou...
-Vocês tem treino, EU levo. – insistiu Tom, pegando-a no colo e rumando para a enfermaria.
“Yuhu! Adorei essa bolada! Tom ME carregando no colo!” Pensava a guria, que já havia parado de chorar.
sorria abobada enquanto Tom limpava seu corte na testa com cuidado. Ele mordia o lábio inferior, demonstrando concentração, e
suspirou inconscientemente ao
observar tamanho cuidado.
-Me explica de novo por que é você quem tá fazendo esse curativo?
Tom riu.
-Há um motivo pro Danny não ir pra aulas, sabe? Isso normalmente acaba em desastre.
-O que você quer dizer com isso? – ela perguntou, sorrindo abobada.
-Ele explodiu alguma coisa na aula de Química, e a enfermeira está muito ocupada tentando se livrar da gosma verde na cabeça dele e do Felton. Aparentemente é bem perigosa. A
gosma, quero dizer.
-Ele e o Felton são parceiros de laboratório? Isso nunca daria certo...
Tom riu de novo:
-Né?
Alguns minutos depois, ele terminou o curativo e afastou-se dela, observando seu feito com as mãos na cintura.
-Até que não ficou muito ruim. – concluiu.
Ouviram então um barulho de porta batendo na sala ao lado, e, em seguida, a voz exasperada de Dougie:
-CADÊ ELA?
-Ela quem? – perguntaram Danny e Felton juntos.
-A BEANIE!
-BEANIE? Quem é Beanie? – perguntaram os outros dois juntos novamente.
-A !
-A ?!?! ELA TÁ AQUI???? – Danny perguntava olhando de um lado para o outro rapidamente. A gosma verde caía em Dougie
enquanto ele fazia esse movimento.
-Para de jogar essa coisa em mim! – Dougie reclamou.
-O que aconteceu com a , Poynter? – Felton perguntou.
-Aparentemente o Harry matou ela!
-Eu NÃO matei ninguém! – Harry entrou na enfermaria batendo a porta. – E não fui eu quem mandou ela pra cá!
-Então quem foi? – perguntaram Danny, Dougie e Tom Felton em uníssono.
-Foi o lesado do Brant!
-Porrada no Ant depois da aula? – Felton perguntou, virando-se para Danny.
-Combinado. – confirmou ele.
-Mas cadê ela? – Dougie indagou, novamente histérico.
Tom olhou para e perguntou como se lesse seus pensamentos:
-Quer dar o fora daqui?
-Por favor. – pediu ela no mesmo momento que ouviam a enfermeira responder a Dougie:
-Eles tão ali na sala ao lado.
Tom pegou pela mão e saiu correndo com ela pela outra porta da enfermaria.
-Eles quem? – a indagação feita em coro foi a última coisa que ouviram ao sair do recinto.
Harry e Dougie correram para a sala ao lado, porém não encontraram ninguém lá.
-Cadê eles? – Harry procurou.
-Eles? Ela tá com quem? – perguntou Felton.
“Ela só pode tá com o puto do Fletcher.”
“Ela só pode tá com o puto do Fletcher.”
-Ela TÁ com o puto do Fletcher! – Harry disse irritado. – E porque diabos você tá aqui, miniatura de gente? – colocando a mão na cabeça de Dougie e fazendo cafuné
paternalmente.
-Não me chama assim! – respondeu Dougie irritado, tirando a mão de Harry de sua cabeça – O John me falou que a Maggie falou que a Kate falou que o rato da biblioteca falou que o
Ant falou que tinha atingido a na cabeça com a bola de pólo. Ai eu tive que vir pra cá e ver como minha Beaniezinha tá!
-O rato da biblioteca? Quem diabos é esse, Poynter? – perguntou Felton em dúvida.
-É aquele nerd bizarro da minha aula de literatura... Ele saiu no meio da aula pra ir no banheiro e quando voltou contou essa história bizarra... – respondeu a “miniatura de gente”.
Capítulo 8
(N/a: Lembre-se, quando o texto estiver em itálico, é POV Danny; em negrito, é POV Dougie; sublinhado, é POV Harry; e em itálico, negrito e sublinhado ao mesmo tempo, é POV Tom.)
“Nunca pensei que eu diria isso, mas...” Pensou antes de falar:
-Tia! Não vai dar pra gente ir fazer compras hoje.
-Por que, querida? – perguntou Tia Laura preocupada.
“Porque eu prefiro ficar em casa pensando em Tom Fletcher.”
-Por causa disso, ó! – respondeu ela apontando pra testa
-Meu Deus! O que foi isso minha querida? Quem te fez essa monstruosidade? Fale-me que eu vou lá no Colfe´s agora buscar satisfações!
-Relaxa, tia, foi só um acidente... Nada demais... Quer dizer, na verdade foi culpa de Harry Judd. – ela disse, divertindo-se.
-Judd? Você ficou amiga de Harry Judd? – a tia ficou subitamente animada. – Então realmente foi um acidente. O pequeno Harry jamais faria mal a uma mosca. Ele é um verdadeiro
lorde. – segurou a gargalhada e balançou a cabeça, subindo as escadas para o seu quarto.
-Harry Judd e Daniel Jones. Seu círculo social já está excelente, meu bem! Você devia conhecer o menino Fletcher. Ele estudava em Eton, sabia?
sorriu internamente. “Sei, muito bem.” Pensou ela marotamente.
estava se sentindo entediada. Encontrava-se deitada em sua cama, olhando para o teto do quarto. Pegou sua Louis Vuitton e estava
saindo do seu quarto quando
Tommy apareceu à sua porta.
-Telefone para a senhorita. – disse o mordomo entregando o aparelho Bang & Olufsen sem fio para ela.
-Quem é?
-Acho melhor a senhorita perguntar a ele. – Tommy falou com um discreto sorriso.
“Ele? Quem é? Nenhum dos meus amigos tem o telefone daqui...” Pensou ela enquanto pegava o telefone da mão de Tommy. Dirigiu-se a cama e sentou-se.
-Alô?
Silêncio.
-Alô? – começou a ficar impaciente.
-Oi? ? – uma voz conhecida respondeu do outro lado. Parecia nervosa. “Ai Meu DEUS! Não pode ser....”
-É, sou eu sim, quem é? – a palma das mãos suou involuntariamente.
-É o Tom. Eeh, Fletcher. Tudo bem?
“Ai MEU DEUS! O TOM TÁ ME LIGANDO!!!!! EEEEEEEEII, se controla garota. Você não é o tipo que dá chilique!”
-Oi, Tom, tudo bem sim. E com você? – ela perguntou; não queria admitir, mas estava nervosa.
-Tudo também.
Depois de mais alguns segundos de silêncio, perguntou:
-Então ligou pra quê?
-É... Que... Queria saber como tava sua cabeça, é isso! – Tom respondeu, deixando sua ansiedade evidente.
-Ah, tá bem. Nem tá mais doendo. Obrigada pelo curativo e por me ajudar a escapar daqueles doidos.
-Qué isso. (N/a Fabi: tipo, imagina que ele tá falando todo feliz do outro lado da linha e você até pode ver ele fazendo essa carinha :) ^^) Foi um prazer te ajudar. Não que seja um
prazer te ver machucada, não, isso não é bom, mas é que...
-Tudo bem, Tom, eu entendi. – ela falou rindo. Estava adorando a dificuldade dele de articular-se. – Mas, me diz uma coisa, como foi que você conseguiu esse telefone?
Ele ficou calado por um tempo.
-Bom, na verdade, eu consegui com o Danny. – a resposta de Tom não alegrou nem um pouco a garota. “Como diabos o Jones tem o numero da minha tia?” Pensava ela.
Tom ficou calado por um tempo, parecia ponderar a indagação.
-Bom, na verdade, eu consegui com o Danny. – respondeu ele, cauteloso. – É que, eu não sei se você reparou, mas ele ficou meio obcecado por você. Então ele meio que fez a vó dele
descobrir quem eram seus parentes, e então pegar seu telefone. Acho que ele deve tá ligando pra sua casa agora.
-E como você conseguiu que ele te desse o número? – ela não parecia muito contente com a informação que ele acabara de lhe dar, o que deixou o garoto um tanto feliz.
-Simples, ele não me deu. – disse, voltando a rir. – Eu roubei do celular dele. Vamos concordar que o Danny não é das pessoas mais espertas do mundo. Então foi bem fácil pegar o
número sem ele perceber.
-Mas como você fez isso? – agora ela parecia até animada “Será que ela ficou feliz em saber que eu fiz isso?” Indagava ele esperançoso.
-Eu tava na casa daquele Zé Mané, e aproveitei pra pegar o celular dele quando ele foi na sala discutir com o Alfred sobre algo relacionado a guitarra dele, nem sei o que era... Ai eu
aproveitei, peguei o número e vim pra casa te ligar. Eu tava muito preocupado contigo.
“Okay, eu não devia ter dito isso. Agora ela vai pensar que eu sou algum weirdo psicótico que persegue pessoas que ele acabou de conhecer. IDIOTA!”
Percebendo que a garota não respondia, Tom pensou que o melhora a fazer seria sair daquela situação embaraçosa.
-Então , era só isso, queria só saber se você tava bem. Tchau. Falo contigo depois. – falou rapidamente e desligou o telefone, sem esperar
uma resposta dela.
-Então , era só isso, queria só saber se você tava bem. Tchau. Falo contigo depois. – falou rapidamente e desligou o telefone, sem
esperar uma resposta dela.
“Hehehehe, que bonitinho, ele ficou nervoso . Bom saber que não sou só eu. Mas também não precisava ter desligado na minha cara. Pensou ela, jogando as costas na cama.
Voltou a encarar o teto e logo caiu em um sono profundo com um sorriso tímido no rosto, que alargou-se ao longo do sonho.
estava sentada em sua cama encarando os dois pares de sapato sobre seu tapete persa. “Manolo ou Choo’s? Manolo ou Choo’s?
Manolo ou Choo’s? Ó, dúvida cruel” Antes,
porém, que pudesse decidir, ouviu a porta do quarto abrir-se de supetão e sua prima insuportável adentrar o recinto.
-Bom dia, prima querida! – Jade cacarejou. – Como vai você?
a olhou mortalmente e disse com a voz seca:
-Estava bem, Jade, até você aparecer. O que quer aqui à essa hora?
-Naaaada, só vim ver como você estava. – disse, aproximando-se de com um sorriso malicioso. estranhou e deu de ombros. Jade recostou-se em seu joelho direito e
perguntou melosamente:
-E aí, prima, gostando do novo colégio?
jogou as costas na cama, suspirando.
-É, Jade, é até bem legal.
Mas a prima não a escutava mais. Ao invés disso, aproveitara a distração dela e já corria porta afora com os Manolos de nas mãos.
gritou:
-EEEEEEEI! DEVOLVE! – mas era tarde demais, a menina já devia estar longe, e ela não se atreveria a brigar com a prima na frente da tia.
Encarou os Choo’s remanescentes no chão. Suspirou e deu de ombros mais uma vez.
“Jimmy it is.”
entrou cansada na sala de aula de inglês e atirou-se na cadeira ao lado de .
-O que foi isso, garota? – referiu-se ao seu curativo, que agora estava mais apresentável, uma vez que Tommy consertara o mondrongo
feito tão carinhosamente por Tom.
-Acidente de pólo. – limitou-se a dizer.
-E você joga pólo? – indagou surpresa.
-Não. Foram os outros.
não pareceu entender, mas resolveu não perguntar mais nada. Baixou os olhos e comentou:
-Nice Choo’s.
sorriu.
-Obrigada!
-Garotas! – ela ouviu uma voz familiar às suas costas. Virou-se e deu de cara com Dougie, que a olhava com reprovação.
-Mais essa aula contigo, coisa! – ela exclamou. – Não me livro de você, tipo, nunca?
riu, e Dougie parecia de coração partido.
-Ouch. Essa doeu. – ele lamentou.
sorriu e esticou-se para plantar um beijo de reparação na testa de Dougie.
-You know you love me. – ele disse, vitorioso. Ela o reprovou com um aceno de cabeça.
-Gossip Girl, Dougie, você? Esperava mais. Tsc Tsc.
-Ah, eu gosto de Gossip Girl! – exclamou.
Dougie a olhou com interesse.
-Mesmo?
A garota assentiu, e eles começaram a conversar sobre a ridícula série de TV. detestava aquela paródia patética de sua vida, mas, se era
para fazer e Dougie conversarem,
tudo bem.
“Bingo.”
não pode deixar de rir ao entrar na cafeteria e deparar-se com Danny e Tom Felton ainda com os cabelos verdes. Aproximou-se da
mesa dos garotos e sentou-se de frente
para eles.
-Belo capim. – Ela tirou sarro. riu ao seu lado, e Danny mostrou-lhes a língua. (N/a Mari: precisava colocar essa n/a aqui... Toda vez que
leio essa pérola da Fabi, me abro de rir
lol! Belo capim é ótimo!)
-Hey, guys, vocês sabem que essa aqui é a ? – Dougie, que chegava à mesa e ocupava o lugar ao lado da garota, perguntou aos amigos.
Danny e Felton a olharam com pouco interesse e cumprimentaram:
-What’s up? – ao mesmo tempo. Então se entreolharam, e Danny reclamou com Felton:
-Dude, para de me imitar.
-Dude, é você que tá me imitando. – O outro se defendeu.
-Dude, vocês são gays. – Harry, que se aproximava do grupo nesse exato momento, falou, arrancando risadas das garotas e de Dougie. Felton mostrou-lhe o dedo do meio.
Danny dirigiu-se a :
-Então é verdade que você se machucou ontem, né, ? – ele apontou para o curativo. – E com quem a senhorita estava, posso saber?
gaguejou, mas, antes que pudesse responder, ouviu a tão esperada voz às suas costas:
-Comigo, ora. – Tom juntava-se ao grupo com cinco livros pesados nos braços. Depositou-os ruidosamente sobre a mesa e expirou: – Ufa! Isso pesa!
-Dude, essa é a . – Dougie se apressou em informar a Tom.
Tom a lançou um sorriso caloroso e falou:
-Eu sei. A a apresentou pra gente ontem. Como vai, ?
sorriu de volta, e pensou satisfeita: “Até que enfim ela está recebendo a atenção que
merece de Dougie. E olha como o Tom é atencioso... Pera. Essa não sou eu. Suspirando
pelo cara da biblioteca? Dá um tempo!”
Danny e Felton não aparentavam ter gostado de saber que e Tom estavam juntos na enfermaria e principalmente que eles haviam fugido
deles. Os dois lançavam olhares raivosos
para o amigo. Depois de uns cinco minutos, viu os dois se levantarem e irem embora.
-Então é verdade que você se machucou ontem, né, ? – Danny apontou para o curativo. – E com quem a senhorita estava, posso
saber?
Quando ia responder, Tom apareceu carregando cinco livros pesados. “Nerd, tsc tsc, desse jeito o pobre coitado nunca vai pegar mulher
nenhuma... To precisando ensinar umas
coisinhas pra ele” Pensava Danny com dó do amigo.
-Comigo, ora. – falou Tom em um tom presunçoso. Depositou os livros ruidosamente sobre a mesa e expirou: – Ufa! Isso pesa!
“Filho da puta! Como assim, esse idiota tava com a minha conquista? E esse olhar de gazela apaixonada que a tá dando pra ele? Isso não
é bom, nem um pouco... Tenho que
rever a aposta com o Felton, AGORA!” Danny estava indignado com a atenção que dava para Tom.
Ele olhou para Felton, discretamente, fazendo sinal para saírem dali.
Os dois se levantaram após uns cinco minutos e saíram da mesa sem que ninguém percebesse. Dirigiram-se ao jardim, e Danny logo falou:
-Mate,temos um problema.
-Qual, otário?
-A americana tá interessada no Fletcher...
-Foi? Nem percebi... Como é que você sabe?
-Ela olhava pra ele que nem uma pata besta apaixonada, sem falar que ele tava com ela ontem na enfermaria...
-Putz, como assim interessada no Fletcher? Tipo, ele é meu amigo, e adoro ele demais... Mas... Tipo, ele não faz o tipo das garotas, ele é meio geek, o coitado... EU faço o tipo das
garotas!
Enquanto falava isso, três garotas passaram pelos dois e falaram:
-Oi, Tom; oi, Danny! – elas usavam a saia do uniforme acima da altura padrão do cós, deixando suas longas pernas à mostra. Os dois deram uma grande secada nelas.
- Ah! Adoramos o cabelo verde de vocês, extremamente provocante. – disse uma delas.
-Hum... foi o idiota do Jones, pra variar . – falou um Tom meio envergonhado.
-Mas tá ótimo de verdade, todos os garotos deveriam fazer que nem vocês!
-Brigado... – comentou Danny, meio indeciso se elas estavam brincando com ele ou se estavam falando sério.
- Então, vão fazer o que no almoço, lindos? – perguntou a mais assanhada das três, enquanto mordia os lábios de uma maneira sexy.
-Vamos passá-lo com vocês! – Danny e Felton responderam ao mesmo tempo, esquecendo-se completamente do assunto que os levara ao jardim.
-Ok, vemos vocês depois, então. – saíram as três, dando uma piscadinha para eles.
-Dude, esse negócio da gente falar junto tá me assustando! PARA de me imitar! – disse Felton, dando um pedala em Jones
-Você que pare de me imitar! E essa porra doeu, NÃO faça isso de novo!... Pera, porque mesmo que a gente tá aqui?
-Porra, tu é burro mesmo! A gente tava falando da ?!
-Ah, é mesmo... então, o que a gente faz? Se ela tá interessado no Tom, como é que a gente faz pra aposta valer?
-Você não confia em si mesmo não, né? É só se exibir mais pra ela do que nunca! Merda! Te disse minha estratégia...
-Valeu ae, mas a gente bem que podia zoar um pouquinho o Fletcher, né? – disse Danny maleficamente... Seu cérebro tinha formado uma rara ideia...
-O que você quer dizer com isso?
-Tive uma ideia genial!
-Você? Tendo uma ideia? CORRAM QUE O MUNDO VAI ACABAR! O JONES TÁ PENSANDO! – gritou Felton, zoando com a cara do amigo – FUJAM ANTES QUE SEJA
TARDE DEMAIS! O JONES TEVE UMA IDEIA! VAMOS TODOS MORRER!
-Para de ser idiota e me ouve!
-E quem, pelo amor de Deus, sabe me responder onde é o Timor Leste e qual a língua oficial de lá? – perguntava o Sr. Jenkings, com um olhar desesperado. Fazia meia hora que a
sala permanecia calada. Podia-se ouvir uma mosca voar.
-Ammm, África? E eles falam timoresteano? – arriscou um menino.
“Ai, meu papai, será que eu vou ter que agüentar pessoas burras onde quer que eu vá? É claro que fica na Ásia e eles falam português!” Pensava entediada.
Dougie olhou para a menina e falou:
-Ei, você tá com cara de quem sabe, por que não responde e deixa o professor feliz? Hein, Beanie?
-Pra ser o teacher´s pet? Nunca na vida! E para de me chamar assim!
-Professor, a sabe!!! – o garoto falou prendendo o riso.
O Sr. Jenkings a olhou com um olhar de súplica. A menina bufou e se controlou para não bater em Dougie.
-Fica na Ásia, e eles falam português. – respondeu ela como se fosse a coisa mais óbvia do mundo. – E tétum.
Os olhos do professor brilhavam com emoção. Finalmente um aluno seu o deixava feliz naquele ano letivo.
-Está certíssimo! Você acabou de ganhar um ponto na sua prova!
As pessoas olhavam para com uma cara indignada. A aluna nova já tinha ponto, e era inteligente? Todos comentavam, baixinho, coisas
como:
-Americanos não são burros?
-Será que ela dormiu com o professor pra saber as respostas?
-Tipo, olha os sapatos dela, como ela pode ser inteligente?
fez o que sabia fazer melhor: ignorar os comentários retardados dos outros. É, morar na Inglaterra talvez não fosse ser bom como
começava a pensar.
O final do almoço se aproximava, e estava sentada junto de e dos amigos de Dougie.
Ela não parecia muito feliz, mas isso passou despercebido a Dougie.
-Hahaha, Beanie, você é a mais nova teacher´s pet do Jenkings! Vo te zoar pro resto da vida! – o guri gargalhava sem parar.
-É, graças a você, eu sou. Brigada, Poynter. – retorquiu ela num tom mordaz e seco. Não queria esse tipo de coisa pra si, já era complexada para ainda ter que se preocupar com esse
tipo de situação.
-Hum, desculpa. Não sabia que você ia ficar tão sensível assim por causa disso!
chegou ao cúmulo de irritação.
-Eu quero ter o mínimo possível a ver com esse colégio! Daqui a pouco eu to indo pra casa e quero não me lembrar dessa joça de país! – falou ela lembrando-se de seu plano de fuga
para casa.
Todos ouviram calados, perplexos demais com as palavras de para falarem qualquer coisa. Um silêncio constrangedor caiu sobre a mesa.
Segundos antes do anúncio do reinício
das aulas soar, Tom se virou para e falou baixinho:
-Quer companhia pro tempo livre? Ou vai ser um sacrifício pra você ter uma lembrança comigo? – sua voz soava magoada.
Ela sentiu-se mal por ter ofendido aquelas pessoas que a tratavam tão bem, mas não pediria desculpas; era orgulhosa demais para isso. E, para ela, um pedido de desculpas seria o
mesmo que admitir precisar de ajuda, e isso ela não suportava.
-Claro. Pode ser uma boa, melhor do que ficar sozinha. – respondeu ela tentando parecer indiferente, mas internamente se maltratava por estar sendo bruta com Tom. Ele era tão fofo
com ela.
Essa pequena conversa, porém, foi ignorada por todos, que se dirigiam às salas de aula. Menos Harry, que também tinha tempo livre. Ele, contudo, resolveu não ficar perto da garota e
foi atrás dos colegas de time para praticar um pouco.
Tom pegou pela mão e a levou até a macieira de sempre. Aquele lugar começava a ficar marcante. Chegando lá, sentaram-se e ficaram em
silêncio por um bom tempo.
-Por que você deu aquele chilique na mesa? – Tom, não suportando mais ficar calado, perguntou aflito. – Tá sendo tão ruim assim ficar perto da gente?
-Não, não é isso... É que... Deixa pra lá, você não entenderia mesmo...
-Try me!
Ela o encarou por alguns segundos. Ele estava bastante sério e magoado, e isso cortou o coração dela. “Porra, você nem conhece o garoto e fica toda melosinha pro lado dele!
,
FOCUS!” Pensava ela. Bufou e abriu a boca para falar:
-Bom, é que eu ainda quero voltar pra NY. Lá é minha casa, como a gente já conversou disso. E eu tenho meus amigos, que eu sinto falta, meus pais... Sabe, bateu uma saudade. – ela
falava calmamente, nem parecia que mentia. Bom, mentia em partes: realmente tinha saudades de sua casa e de NY, mas do resto, era pura balela. Saudade dos pais? Rá! Até parece. Nunca,
porém, admitiria pra alguém seus problemas e complexos, muito menos para um garoto que acabara de conhecer.
-Hum... eu entendo. Viu? Eu disse que iria!
-Por que você deu aquele chilique na mesa? – Tom, não sendo mais capaz de segurar sua inquietação, perguntou aflito. – Tá sendo tão ruim assim ficar perto da gente?
-Não, não é isso... É que... Deixa pra lá, você não entenderia mesmo...
-Try me! – falou confiante.
Ele percebeu que ela o encarava. E a encarou de volta. Ele se sentia desapontado por ouvir aquelas coisas dela, pensava que eles tinham química, sei lá. Parecia tão certo os dois juntos,
e ouvi-la dizer que não queria nada da Inglaterra, inclusive ele, doía muito.
-Bom, é que eu ainda quero voltar pra NY. Lá é minha casa, como a gente já conversou disso. E eu tenho meus amigos, que eu sinto falta, meus pais. Sabe, bateu uma saudade. – ela
falava calmamente.
Tom percebeu que ela mentia. Não era por esses motivos que ela falara o que falara. Já haviam conversado sobre isso antes... E foi invadido por uma curiosidade muito grande. Tinha que
desvendar o que se passava na cabeça dela! E iria fazer com que ela quisesse ficar lá, em Londres, ao lado dele e dos amigos. Não sabia como, mas iria. Para não revelar sua nova resolução,
contudo, ele mentiu pra ela também:
-Hum... eu entendo. Viu? Eu disse que iria! – disse aproximando-se dela.
sorriu timidamente para o garoto. Percebeu como eles estavam próximos. Seria aquela uma repetição do dia anterior? Eles aproximaram-
se mais ainda, e sentiu seus
narizes se tocarem. Ela fechou os olhos e entregou-se ao beijo que ele lentamente iniciava.
Capítulo 9
(N/a: Lembre-se, quando o texto estiver em itálico, é POV Danny; em negrito, é POV Dougie; sublinhado, é POV Harry; e em itálico, negrito e sublinhado ao mesmo tempo, é POV Tom.)
Dessa vez, não houve interrupções. Era um beijo calmo e delicado. Ela pode perceber que ele não queria assustá-la. Com o tempo, o beijo tornou-se mais intenso, virando quase
um amasso. Ela queria aquilo. Beijar Logan não era nem de longe tão interessante e gostoso como beijar Tom. Parecia certo e perfeito.
Naturalmente, porém, tudo que é bom em sua vida dura pouco, e ele interrompeu o beijo.
-Desculpe, eu não devia...
-Não precisa pedir desculpas, Tom... Eu quis isso! – ela falou corando levemente. – Não foi uma coisa forçada, nem nada...
-Eu também queria... Desde o momento que te vi. – ele falou, ficando vermelho que nem um pimentão. Ela estremeceu.
-! AMOR DA MINHA VIDA!!! – eles ouviram alguém gritar ao longe, e ficou irada. Jones TINHA que estragar seu momento perfeito com Tom! Ela estava começando a
odiar aquele menino de pernas finas.
Ele se aproximou dos dois, acompanhado por Felton, e olhou com uma cara triste para eles.
-Como você pode, ? Me trair desse jeito! Com o meu melhor amigo? – Danny falava com uma voz falsamente chorosa.
A menina encarou a frondosa árvore com uma cara irritada, ignorando o rapaz.
Aproveitando-se da ligeira distração da menina, Danny olhou de esguelha para Felton e sorriu marotamente. Agora seu plano de pregar uma peça no amigo e no alvo da aposta
entrava em ação. Ele só não sabia que não poderia ter escolhido um momento pior para fazê-lo.
Felton balançou levemente a cabeça em sinal de concordância.
-, meu amor, como você pode? – ele repetiu.
Viu a garota bufar, e, quando ia responder, Tom falou:
-Você tá maluco, Jones? Tá falando de que? E por que diabos vocês não estão na aula de química? – perguntou apontando para os dois amigos. –E porque diabos vocês escolheram
agora para chegar aqui?
Danny olhou Tom perplexo; o amigo estava realmente incomodado com a sua interrupção. Aquilo só serviu para atiçar mais ainda Danny. Tom não podia chegar e simplesmente roubar
seu objeto de desejo temporário.
-Maluco, não! Eu sei bem o que vi! Você tava beijando ela que eu vi! Me traindo Fletcher... Estou decepcionado com você!
Felton ria com a encenação de Jones. Aquilo seria muito engraçado.
*FLASHBACK ON*
-Dude, presta atenção! A gente tem que seguir os dois onde quer que eles forem pro seu plano dar certo. – Felton falou.
-Mas quem vai seguir a quando ela entrar no banheiro?
-Danny, como você consegue ser tão burro? – Felton bufou – A gente só vai seguir eles quando os dois estiverem juntos! Assim, se acontecer alguma coisa, a gente põe seu plano em
ação. – ele olhou indignado o amigo. – Como foi que você conseguiu ter uma ideia genial dessas se você é tão burro assim?
*FLASHBACK OFF*
-Mate, o que diabos você tá falando? – Tom aparentava estar muito irritado.
-Ok, eu desisto, você ganhou Fletcher!
-Jones! Cai. Fora. Daqui! – ordenava uma irritada ao extremo. – FORA! AGORA!!!!
-O que eu ganhei, Danny? Enlouqueceu de vez? – Tom dizia exasperado. Felton simplesmente ria, mas decidiu manifestar-se e entrar na confusão:
-É, Fletcher, o melhor homem venceu. Me dou por vencido. Anda, Danny, entrega pra ele!
-Tá aqui, ó. Suas cem libras e o vale dos dois ingressos pro jogo do Manchester. – Danny estendeu a mão segurando a nota e o papel fazendo menção de entregá-los a Tom. – Pega
logo! Eu não tenho o dia todo... – seu tom de voz era derrotado e choroso.
-E por que você está me dando isso? – Tom aparentava estar tão confuso quanto .
“O que diabos tá acontecendo aqui?” Pensava a menina.
-Dã? Já se esqueceu da nossa aposta???? – falou Felton, como se fosse a coisa mais óbvia do mundo. – Quem pegasse a americana primeiro ganhava dois ingressos e cem libras, não
era esse o combinado?
levou alguns segundos para processar essa informação. Ela estava atônita. “Toda aquela atenção era por causa de uma aposta? ELE ME BEIJOU POR CAUSA DE UMA APOSTA?!?!?!”
Ela virou-se para o menino, que fazia uma cara cínica de dúvida e incompreensão. Ele a encarou de modo profundo. Os joelhos de tremiam, porém ela não sabia se era de raiva ou a sensação que ele trazia a ela. Optou pela primeira opção.
Ouviu-se então um grande barulho. Grandes marcas vermelhas de dedos se formaram no rosto branco de Tom após o tapa. sentiu seus olhos marejarem e se controlou para não chorar.
-Seu filho de uma... Seu idiota! EU TE ODEIO! NUNCA MAIS DIRIJA A PALAVRA A MIM! – ela falou com raiva e saiu pisando firme dali. Tudo que queria era ir pra casa, se
aconchegar em sua cama, em NY! Ouviu atrás de si a voz de Tom gritar:
-! ESPERA! EU JURO QUE NÃO FIZ ISSO!! É TUDO CULPA DESSES IDIOTAS! POR FAVOR, ME DEIXA EXPLICAR!
Ouviu então um grande barulho. Ele sentiu o rosto quente e as marcas dos dedos dela se formarem imediatamente. Os olhos da menina estavam marejados.
-Seu filho de uma... Seu idiota! EU TE ODEIO! NUNCA MAIS DIRIJA A PALAVRA A MIM! – ela falou com raiva e saiu pisando firme dali.
Ele estava atônito. “Que porra acabou de acontecer?” Em pouquíssimo tempo, reagiu e gritou o mais alto que podia:
-! ESPERA! EU JURO QUE NÃO FIZ ISSO!! É TUDO CULPA DESSES IDIOTAS! POR FAVOR, ME DEIXA EXPLICAR! – ele gritou, começando a correr em seguida,
ao perceber que ela não pararia para lhe escutar. Tentou alcançá-la, mas ela já havia sumido de vista. Respirou fundo e olhou na direção da árvore onde estava a pouco.
-DAAAAAAAAAANNYYYYYYYYYY! EEEEEEEEEELTOOOOOOON!
Ela dirigiu-se com rapidez à entrada do colégio. Agradeceu mentalmente por não encontrar ninguém no portão para lhe barrar o caminho de volta à casa da tia. Nunca na vida
desejou tanto que Neil a estivesse esperando, mas, como sua sorte não era tão grande assim, não havia ninguém lá fora aguardando-a.
Começou a andar rumo à casa onde estava temporariamente hospedada, não se importando por gastar a sola de seus lindos Choo’s. Segurava as lágrimas que teimavam em chegar a
seus olhos. Não se daria ao luxo de chorar por um idiota como aquele.
“Nem Logan desceria tão baixo! Merda de vida! Preferiria um milhão de vezes tá na rehab agora do que aqui!”
Enquanto caminhava, um carro parou perto de . Por mais incrível que fosse, o imprestável do Neil estava abrindo a porta para que ela entrasse no carro. Ela agradeceu mentalmente
por uma vez na vida ele não ser um idiota e falou ríspida:
-Me leve para a casa de minha tia agora!
Ao chegar à casa dos tios, não teve paciência de esperar Neil abrir a porta para ela. Entrou em casa correndo, dirigindo-se a escada, atropelando Tommy nesse ínterim. Sua atenção, contudo, se prendeu em um ponto fixo no final do corredor antes que ela pudesse subir o primeiro degrau. Ele não poderia estar ali. Não agora.
-Ora, ora. Quem diria. Você, aqui. – o tom de voz dele não era nem um pouco agradável, o que contrastava com o sorriso em seu rosto. – Quando Laura disse que você viria, eu não
acreditei. Mas, mais uma vez, você me surpreendeu.
o encarava atônita; queria fugir dali. Olhava para os lados, procurando alguma coisa que pudesse lhe tirar daquela situação, mas não encontrou nada. Procurou por Tommy, mas ele também não estava lá. Respirou fundo e começou a subir a escada, ignorando o homem que agora se aproximava.
-O que foi, ? Não vai abraçar seu querido titio não? – Sua voz soava sarcástica. Aproximou-se perigosamente dela, estendendo um de seus braços em direção à cintura dela.
Ela esvaiu-se dele; sentia nojo só de olhá-lo. Continuou a subir, porém foi interrompida por ele. Sentiu seu braço ser puxado com violência para trás, o que a quase fez cair.
-Me. Solta. Agora. – ela falou pausadamente. Arriscou a soltar-se, não sendo, entretanto, bem sucedida. Ele a segurava com mais força.
-O que foi, não sentiu saudades? – ele falou ao seu ouvido.
-Me solta agora. – ela falou fraca, seu braço doía, e as lágrimas formavam-se em seus olhos. – E tenho nojo de você, Avery.
-Hahaha – ele riu, sua risada saindo de forma seca e assustadora – Quem é você pra falar de nojo, ein, sua putinha? – apertava seu braço com mais força ainda. Ela sentia que o membro
poderia quebrar a qualquer minuto.
não pensava em mais nada a não ser fugir dali; seu corpo, entretanto, não respondia. Ela congelara no lugar em que estava, o medo crescendo cada vez mais em seu peito. Evitava encará-lo, mas ficava cada vez mais difícil. Ele puxava o corpo dela para virar-se para ele.
Avery levantou sua mão livre e a levou até o rosto da garota. Acariciou-lhe a face, como se não o fizesse há muito tempo e necessitasse fazê-lo. Ela afastava o rosto, porém ele a buscava
novamente.
Ficaram assim por alguns segundos, que mais pareceram horas para . Finalmente, ele pareceu cansar daquele jogo e soltou o braço dela. estava tão apavorada que não
conseguiu se mexer, e isso pareceu divertir o homem.
-Há, sabia que você queria isso, nem fugir você fugiu. – ele deu uma gargalhada, aproximando-se novamente dela. Agarrou sua cintura com uma mão e com a outra pegou o rosto da menina, virando-o para ele.
-Eu senti saudades de você... e dos nossos encontros. – falou Avery após uma breve pausa.
conseguiu, enfim, sair do seu estado de torpor e perguntou-lhe:
-Onde está tia Laura? Você realmente está fazendo isso com ela por perto?
-Ela saiu com Jade... Não voltam até a noite – deu um sorriso malicioso olhando para o corpo da garota – Não se preocupe, ela não irá atrapalhar nossa comemoração pela sua chegada.
Aquela fala trouxe o horror de volta a mais forte do que antes. Pensando rapidamente, ela chutou o tio nas partes íntimas, e, quando ele a soltou, ela saiu correndo escada acima, alcançando o quarto em que dormia. Adentrou-o finalmente e trancou a porta. Foi até o banheiro e trancou-se lá também.
se recostou à porta e escorregou lentamente até o chão. Não conseguiu mais segurar suas lágrimas e desatou a chorar longamente. Ouviu a porta do quarto ser esmurrada pelo tio,
e os gritos dele para que ela abrisse a porta. Seus joelhos tremiam de pavor.
Depois de um tempo, os gritos cessaram, e ela pode por fim respirar calmamente. Queria mais do que tudo voltar para casa. Olhou para a Miu-Miu que estava jogada ao seu lado e
pegou seu Sidekick. Procurou na lista pelo telefone que queria e ligou.
-Alô? – uma voz feminina atendeu do outro lado da linha.
-Mãe? – tentava parecer que não havia chorado.
-Ah, é você, . O que quer?
-Nossa, mãe, eu te ligo, e você me atende desse jeito? O que foi que eu fiz?
-Quer mesmo que eu diga? Agora, fale, o que você quer?
respirou fundo antes de responder.
-Quero ir pra casa, mãe.
-Como se isso fosse acontecer. Você já aprontou demais por aqui. Não merece mais nada. Quem sabe talvez seus tios finalmente lhe corrijam, eu já desisti de tentar.
-Quem é? – ouviu uma voz distante do outro lado da linha.
-Sua filha. – a mãe respondeu secamente. Ela não escondia o fato de que estava decepcionada.
-Mãe, por favor, eu só quero ir pra casa.
Ouviu um barulho e então a voz de seu pai.
-O que você quer?
-Pai? Me leva pra casa, por favor. – ele não respondeu. A guria pode sentir que ele estava furioso com ela. – Eu juro que me comporto daqui pra frente, e freqüento a rehab que nem
você e a mamãe querem, mas, por favor, só me tira daqui.
-Você perdeu seu direito de pedir coisas há muito tempo. – Sr. respondeu sério e desligou o telefone.
voltara a chorar descompassadamente. Estava sentada, abraçava suas pernas, ainda encostada à porta do banheiro. Procurou em sua bolsa pelo maço de Parliaments e acendeu um quase imediatamente. Tragou o cigarro com força, chorando cada vez mais. Entre uma tragada e outra abaixava sua cabeça até os joelhos, deixando-a apoiada lá enquanto as lágrimas caiam.
Olhou para o braço e percebeu que no dia seguinte com certeza teria uma grande marca roxa ali. Tentou acalmar-se respirando fundo. “Se eu não sair dessa merda de país com a ajuda
dos meus pais, eu arranjo outro jeito.”
Pegou o Sidekick e ligou para London.
-! Meu bem! Com licença, Sr. Atwood, eu to no telefone aqui? Tipo, dá pra não interromper?
-Srta. , retire-se da minha sala agora! – pode ouvir a voz de seu antigo professor de Inglês bradar do outro da linha. Sabia que tinha causado problemas à amiga, mas no
momento, eles não importavam nem um pouco. Tinha um assunto urgente a tratar com ela.
-Ai! To saindo! Muita falta de educação a sua interromper uma ligação! – London reclamava do professor. – Então, amiga, tudo bom? Que saudades! Sofri tanto escolhendo um vestido
sem você pra me ajudar! Você não vai vir mesmo pro baile beneficente?
-London, cala a boca e me escuta! Eu preciso que você vá até o aeroporto, ou ligue pra lá, e reserve uma passagem de Londres a NY, qualquer companhia, o mais rápido possível. Faz
isso no meu nome, entendeu? E paga com o seu cartão, depois eu te reembolso. Agora não tem como eu fazer isso.
-Opa, calmaê, ! Não entendi nada! E também não precisa ser grossa! Agora, respira fundo e explica tudo tintin por tintin.
bufou. Por que London não poderia pensar rápido nem quando ela mais precisava?
-London, liga pra alguma companhia aérea, reserva uma passagem de Londres a New York, no nome de , o mais rápido possível pro horário mais perto que tiver.
Paga com seu AMEX, por que eu não to podendo fazer isso. Depois eu te pago de volta. – ela falava bem devagar para que a amiga pudesse entender tudo. – Ai, assim que você fizer isso,
você vai me ligar e falar o horário do voo. Eu já vou tá no aeroporto esperando, ok?
-Ok, , mas pra que isso?
-London, por algum acaso você se esqueceu que eu to em Londres, contra a minha vontade?
-Não, mas é que, sei lá, eu pensei que seus pais fossem te trazer de volta logo...
-Eles não vão fazer isso, ok? – ela lutava para segurar as lágrimas. Estava com ódio dos pais, mas precisava voltar pra casa. – Então eu preciso da sua ajuda.
-? Você tá chorando? AI MEU DEUS! VOCÊ TÁ CHORANDO! ACONTECEU ALGUMA COISA, NÉ? CALMA AMIGA, VO TE TIRAR DESSA CIDADEZINHA DE
QUINTA CATEGORIA! NEM QUE EU TENHA QUE IR DIRIGINDO ATÉ AÍ E PERCA O BAILE HOJE!
-London, calma, não é pra tanto. E não eu não to chorando. Só faz o que eu te pedi, ok? – demorou alguns segundos pra associar tudo que a amiga tinha gritado em seu ouvido. – E
London, você não pode dirigir até aqui. – bufou inconformada. – Esqueceu que eu to em OUTRO continente?
-Hihihihi, é mesmo, né? Você tá no Havaí! Pó dexar, querida, to indo comprar sua passagem agooooora! (:D) – ela falou animada e desligou o telefone.
respirou fundo e dirigiu-se ao quarto. Seguiu até o armário e o abriu pegando suas malas. Colocou, então, todas as suas roupas dentro delas de qualquer jeito. Sorriu finalmente,
pensando: “Finalmente vou sair desse inferno e voltar pra casa.”
Capítulo 10
(N/a: Lembre-se, quando o texto estiver em itálico, é POV Danny; em negrito, é POV Dougie; sublinhado, é POV Harry; e em itálico, negrito e sublinhado ao mesmo tempo, é POV Tom.)
abriu uma fresta da porta de seu quarto, tentando escutar algum barulho ao redor. Não ouvindo nada, saiu de lá à
procura de Tommy, e encontrou-o mais à frente
no corredor, conversando com uma empregada. não reparara em nenhum outro empregado além de Tommy e Neil.
Quando o mordomo viu a garota, dispensou a arrumadeira com um gesto de mão e dirigiu-se à .
-Posso lhe ajudar em algo, senhorita?
-Tommy, mande Neil me esperar lá embaixo, pegue minhas malas no quarto e leve-as lá pro carro.
-A senhorita vai viajar?
-Vou. Vou voltar pra casa.
-Com licença, mas seus tios sabem?
-Não, e não irão saber até que eu esteja em NY. – ela respondeu séria. – Mas, me diga, meu tio está em casa?
-Como quiser senhorita. Não, o senhor Carmichael não se encontra. Ele foi buscar a senhora e a filha.
-Hum... Ótimo... Obrigada, Tommy. Agora, por favor, vá rápido.
-Não seria melhor, antes de viajar, refazer seu curativo?
-Hum... É mesmo, tinha me esquecido dele... Brigada de novo.
virou-se e voltou para o quarto. Sentou-se em sua cama e esperou pelo mordomo, para que ele refizesse o curativo.
-London, repete o número pa-u-sa-da-meeeeen-te! – implorou.
-Ai, amiga, é que eu num sei se isso é um 3 ou um 8!
-Amiga, você aprendeu a ler? – bufou. “Tá, , focus!” Dirigiu-se então à atendente da companhia aérea sentada atrás do balcão. – Querida,
checa pra mim o próximo voo
Heathrow-JFK. Meu nome é .
Esperou um momento enquanto a funcionária buscava.
-Eu encontrei, mas creio que houve algum engano na hora da reserva. – ela disse confusa. – Está escrito e não
.
-É MESMO! – gritou com a atendente, irritada. Falou então com London:
– Já achei aqui, amiga, depois te ligo. – e encerrou a
ligação.
-A senhorita tem preferência por janela, meio ou corredor?
-Que classe essa passagem foi comprada?
-Econômica.
“Alguém atira?”
-Tá, vai, que seja! Janela!
-Pode por sua bagagem. – a mulher olhou então para as seis malas de . – E o excesso pode ser pago em cartão de crédito ou dinheiro.
“Eu tenho limite de bagagem? Como assim? Comofás?” Pensava assustada. Não sabia nem que isso existia. Mas
logo seu pensamento foi interrompido pelo grito estridente:
-!
congelou no lugar e, pouco segundos depois, sentiu alguém cutucá-la no ombro.
-Aonde você pensa que vai, hein, mocinha? – tia Laura berrou em seu ouvido, mostrando-se muito irritada. – Sai assim de casa, sem avisar? Nós fomos notificados pelo criado!
“Tommy!” Foi tudo que ela pode pensar. “Não acredito.”
Ela viu, pelo canto do olho, Avery olhá-la com uma expressão de vitória no rosto. Sentiu-se enojada mais uma vez. Ouviu então a tia falar à moça do balcão:
-Cancele o check-in. Não será mais necessário. – olhou para . – Nós vamos para casa.
“Era isso que eu tava tentando fazer.” A guria pensou triste.
estava estirada na cama, encarando o teto mais uma vez. “Merda, merda, merda, merda, merda.” Ouviu alguém bater à porta.
Ignorou, temendo que fosse seu tio. A batida se
repetiu, sendo seguida pela fala:
-Srta. , sou eu, Tommy.
Ela suspirou e levantou-se para abrir a porta.
-Que é, traidor? – ela perguntou ao olhá-lo segurando uma bandeja com chá.
-Posso entrar?
Ela assentiu e fechou a porta às costas dele, trancando-a novamente em seguida.
-Eu imaginei que a senhorita pudesse não estar sentindo-se muito bem. Por isso trouxe um chá.
, perguntou, ignorando a gentileza:
-Como você pode, Tommy? Eu confiei em você.
Tommy a olhou.
-O que a senhorita quer dizer com isso?
-Ah, então não foi você que me dedurou? – ela perguntou sarcástica. – Então, quem foi, o Neil?
Tommy continuou a olhá-la. Ela finalmente entendeu. “Ah, o Neil, aquele bastardo!”
-Desculpa, Tommy. – ela disse, sentando-se na cama de frente para ele, que permanecia de pé e agora lhe servia uma xícara de chá.
-Não se preocupe, senhorita. É um erro completamente plausível.
Ela bebericou o chá. Estava bom mesmo. “England is growing on me.”
despertou ao tentar mexer sua perna sem sucesso, pois o salto do sapato estava enroscado na colcha da cama. Dormira sem sequer
tirá-los; isso era mau sinal. Olhou ao
redor e reconheceu seu quarto britânico. “MERDA!”
Olhou para o relógio de cabeceira: 1 p.m. Great. Tirou os sapatos e dirigiu-se ao banheiro; precisava de um bom, longo e relaxante banho.
Depois do banho, ela vestiu uma roupa confortável, que não a deixava nem um pouco atraente (mas era assim que ela queria.). Começara a calçar as pantufas, porém lembrou-se em
seguida do olhar pervertido de Jones quando ela a vira naqueles calçados, optando então por um par de chinelos de dedo. Não queria correr o risco de seu tio ter o mesmo fetiche
inconveniente de Danny.
Saiu sorrateiramente de seu quarto, tentando não fazer barulho. Quando chegou ao pé da escada, deparou-se com Tommy, que sustentava um doce sorriso.
-Bom dia, Srta. .
-‘Dia, Tommy. Meus tios estão em casa? – ela perguntou tensa.
-Não, levaram a pequena Srta. Jade a um torneio de pólo, com os Judd. O garoto mais novo deles vai jogar.
-Judd, tipo, Harry?
Tommy sorriu novamente.
-Imaginei que a senhorita o tivesse conhecido.
deu de ombros. Com tanta coisa na cabeça, quem liga para o Harry?
-Estava apenas esperando a senhorita acordar. Seu café da manhã já está providenciado, embora eu creia que a senhorita vá preferir um almoço. Estou de saída, hoje é minha folga.
Ela o olhou assustada.
-Folga? – “Não me deixa, Tommy!”
Ele sorriu para ela.
-Não se preocupe, senhorita. Amanhã estarei de volta. – aproximou-se um pouco dela. – Cuide-se.
Ela assentiu e observou, triste, o homem sair pela ala dos empregados.
“Ótimo, não tenho porcaria nenhuma pra fazer nesse paíszinho de quinta categoria.” Aproximou-se da mesa do café da manhã e pegou uma maçã, lembrando-se de repente de Dougie.
Sorriu involuntariamente. Seria legal tê-lo por perto agora.
Caminhou de volta à escada, mordendo a fruta. Parou, contudo, no segundo degrau, no exato lugar onde seu tio a abordara no dia anterior. Seus pensamentos, então, vagaram até três
anos atrás, quando tudo começara. Sua mente girava por lembranças horríveis; coisas que ela não queria pensar nunca mais. Sacudiu a cabeça, de olhos fechados, tentando livrar-se daquelas
imagens, mas elas simplesmente não iam embora. Sentiu calafrios percorrendo seu corpo e sua boca repentinamente seca. Abriu os olhos procurando desesperadamente por algo mais em que
pensar. E sua primeira visão foi uma garrafa de Blue Label esquecida em cima do console próximo a porta.
Feito um imã, foi atraída para o objeto e tomou um longo gole no gargalo. “God, that felt good.” Na hora em que a bebida desceu queimando sua garganta, ela pode esquecer-se de tudo. Sentiu-se em casa.
Já tinha achado o jeito perfeito de passar o resto do dia.
FLASHBACK ON
-Tá, quem perder vai ter que contornar o The Serpentine no Hyde Park depois das dez. Da noite. – falou Danny, olhando maliciosamente para Dougie.
-To fora dessa! – exclamou Dougie
-O que foi, Dougster? Chicken out? – desafiou Tom Felton.
-Cla...claro que não. – respondeu ele inseguro.
-Então bora! – incentivou Danny.
“É melhor o Harry não cair do cavalo antes do terceiro tempo.” Pensou Dougie aflito.
Os três assistiram à partida, torcendo para que Harry caísse no tempo de sua aposta. Danny apostara que o amigo cairia no segundo tempo, e Felton apostou que a queda ocorreria no
quarto tempo.
Eles observavam o jogo avidamente, quando repararam que um jogador do time adversário aproximava-se perigosamente de Harry. Judd, ao tentar atingir a bola para fazer um gol, foi
derrubado violentamente de seu cavalo. Os meninos vibraram com a pancada. Nada melhor do que ver outros homens apanharem!
-Háháháhá! Ganhei, losers! Ele caiu no segundo tempo! Se fuderam! – Danny comemorava com os braços abertos, ignorando o estado precário de Harry caído no campo. Um dos
juízes até parou o jogo para garantir que o menino fosse socorrido.
Ao cair, Harry sentiu uma dor extremamente forte, chegando a pensar que as costelas haviam se partido. Quando deu por si de novo, atentou para dois homens se aproximando
dele com uma maca. Enquanto tentavam colocá-lo na maca, seu olhar desviou-se para um ponto na arquibancada.
“Ah, não! Eles apostaram de novo? Filhos-da-puta!” Pensou Harry ao ver Danny comemorando sua desgraça.
Os enfermeiros deitaram-no de bruços em cima do banco de reservas e colocaram compressas de gelo sobre suas costelas.
Mesmo sem se levantar, ele alcançou com seus braços longos sua sacola e procurou pelo seu celular. Ainda nenhuma nova mensagem. “Merda!”
FLASHBACK OFF.
-Aqueles filhos da puta! Sabem que eu tenho medo do escuro! E nem pra me dizer que o Harry não tava escalado pro terceiro tempo! E qual é a do Felton com um encontro
pra hoje à noite? Só pra me deixar sozinho nesse antro de criaturas malignas. Tomara que o Laurent não apareça, não tem um Jacob pra me defender. MEDO.
Lembrou-se então que devia provar que realmente cumprira a aposta. Pegou seu iPhone e começou a fazer um vídeo de sua caminhada.
-Tão vendo, otários, to aqui mesmo! – falava ele para o celular.
Após alguns segundos de gravação, porém, viu uma imagem desconhecida formar-se na tela. Caminhou naquela direção sem tirar os olhos do que aparecia no touchscreen, e logo pode
ver que a imagem que se formava era a de um corpo estirado no chão. MEDO!
Começou a correr e, ao aproximar-se mais, viu que o corpo começava mais e mais a parecer-se com alguém de quem ele gostava muito.
-BEANIE! – ele gritou ao cair ajoelhado ao lado dela. Tomou-a nos braços e tirou os cabelos desgrenhados de seu rosto. – BEANIE! Fala comigo!
-Ahn...? Tom...? – respondeu ela fracamente.
Dougie sentiu um peso sobre seus ombros. “O que aquele idiota fez com você?”
-O que aconteceu com você? QUEM fez isso com você?
-Quem?... Ninguém... Eu tava sozinha e triste.... E de repente eu tava feliz... Aí eu fiquei triste de novo... E... E... E... – sua voz foi morrendo aos poucos.
Dougie balançou a cabeça e a pôs no colo, levantando-se.
-Vem, feijãozinho. Vou levar você pra casa. – disse com ternura.
-Pra New York? – ela perguntou esperançosa, de olhos fechados.
-Não exatamente. Mas, se você preferir, eu te levo pra minha casa.
Ela aconchegou-se nos braços dele.
-Eu gostaria disso.
Dougie caminhou com ela para fora do parque, prendendo a respiração devido ao forte cheiro de bebida e droga que emanava da garota.
Capítulo 11
(N/a: Lembre-se, quando o texto estiver em itálico, é POV Danny; em negrito, é POV Dougie; sublinhado, é POV Harry; e em itálico, negrito e sublinhado ao mesmo tempo, é POV Tom.)
-Linda? – ouviu, ao longe, alguém chamá-la carinhosamente.
Suas pálpebras estavam pesadas, mas ela reuniu todas as forças que ainda tinha para abri-las e descobrir quem era aquele ser que a acordava tão gentilmente. Ao ver que era Dougie
quem acariciava uma mecha de seus cabelos sobre sua testa, não foi necessário tanta força quanto antes para mexer os músculos da face e sorrir; o sorriso veio espontaneamente.
Ele sorriu para ela em resposta, visivelmente aliviado.
-Pronto, Beanie. ‘Tá tudo bem agora, to aqui com você.
Ela aconchegou-se na perna dele, sentindo a mão do garoto passar de sua testa para a parte de trás de sua cabeça. Assentiu. Sabia que estava tudo bem.
-O que aconteceu com você? – ele indagou preocupado.
Ela apenas negou com a cabeça, indicando que não queria falar sobre isso agora. Ele concordou:
-Tudo bem, querida, Dougie tá aqui. Eu tenho a tarde toda para esperar.
Espera aí. Tarde?
-Que horas são? – ela perguntou grogue. As palavras saíram quase incompreensíveis, mas Dougie pareceu entendê-las mesmo assim, já que sua resposta foi condizente com a pergunta:
-Duas e meia da tarde.
-De domingo? – ela abriu os olhos novamente a muito custo.
-É sim, querida. Mas volte a dormir. – ele pediu.
Sim, era o que ela queria fazer. A perna dele era tão confortável... Mas sabia que não devia, provavelmente alugara o menino durante todo o tempo em que estava ali. Muitíssimo a
contragosto, forçou-se a sentar no que descobriu ser uma cama e bocejou longamente.
-Onde estou? – ela perguntou quando pode falar.
-No meu quarto. – Dougie respondeu. – Trouxe você pra cá, como prometido.
-Prometido? O que houve, Doug?
Ele sorriu internamente ao ouvi-la chamá-lo pelo apelido. Era bom vê-la diminuir o escudo, para variar.
-Encontrei você caída no Hyde Park ontem. – ele explicou. – Você não estava muito bem, mas não pareceu querer ir pra casa. Então achei melhor trazê-la pra cá, onde você poderia
ficar mais confortável.
-Mas você me achou caída no parque por quê? – ela estava confusa. – O que houve comigo?
Dougie ficou repentinamente sério.
-Eu é que pergunto, Beanie. Que diabos aconteceu ontem? Você estava de moletom e chinelos, largada na grama, cheirando a bebida e... bem... a maconha!
arregalou os olhos. “É, aconteceu mesmo.”
-Ah, Doug, sei lá... É que minha vida não é tão simples assim quanto parece, entende? – então pensou melhor. – Não, acho que você não entenderia...
-Try me. – ele pediu, repetindo a fala de Tom, e ela se lembrou subitamente do garoto. Uma raiva incontrolável subiu sua espinha, e a garota sentiu a cabeça doer.
-Outra hora, Dougie. – fugiu. – Agora o que eu preciso mesmo é de um copo d’água, to morta de sede.
Dougie esboçou um sorriso.
-Claro, eu tenho todo o kit anti-ressaca aqui pra você. Espere um segundo, eu já volto. – ele levantou e plantou-lhe um beijo na testa antes de dizer: Por favor, fique onde está. Eu volto
logo. E nós dois temos muito que conversar.
Ela assentiu e aconchegou-se nas grossas cobertas dele, fechando os olhos mais uma vez. Todos os acontecimentos dos dois dias anteriores voltaram em uma avalanche à sua mente: seu
tio nojento, seus pais incompreensivos, a bebida, a droga, o beijo... Peraí! O beijo? Com tanta coisa em sua cabeça, ela estava mesmo dando importância a Tom Fletcher, um garoto idiota
que ela acabara de conhecer e que já fora tão estúpido com ela?
Sacudiu a cabeça, tentando livrar-se da imagem do garoto, mas só o que conseguiu foi que a dor se intensificasse. E lá estava ela, a covinha idiota piscando para a menina, desafiando-a a
não beijá-la. E o riso sincero de Tom. E suas mãos em suas costas. Aquilo não parecia nada certo, ele não devia ser um idiota como todos os outros. Ele não aparentava ser. E, de repente,
tudo que ela queria era um abraço amigo, mas, surpreendentemente, não foi em London que ela pensou. Foi em Dougie. Desejou ardentemente que o garoto retornasse ao quarto, e, quando
ele o fez, ela estendeu os braços para ele, implorando por um carinho.
Ele sorriu para ela e a abraçou de volta. A menina o apertou com força e sentiu-o sorrir enquanto afagava seu pescoço sobre os cabelos.
-Isso, Beanie. Está tudo bem. Pode chorar à vontade. – ele disse quando grossas lágrimas começaram a cair dos olhos dela. Ela o abraçou com mais força, e ele retribuiu.
Após alguns minutos assim, finalmente o soltou e enxugou o rosto. Ele sorriu novamente e voltou-se para a bandeja que trouxera consigo e
que fora depositada sobre a cama
quando ele a vira chamá-lo.
-Então esse é o kit anti-ressaca de Dougie Poynter. – ele anunciou com orgulho, apontando para um copo grande e cheio de um líquido vermelho-alaranjado que não tinha uma aparência
muito apetitosa. Ao lado do objeto, havia dois comprimidos grandes e um copo com água. A boca dela salivou ao ver o precioso líquido incolor, e Dougie riu.
-Não, senhora, vai beber o suco antes.
-O que tem nisso aí? – ela perguntou com a voz fraca.
-Nem queira saber. – ele respondeu, oferecendo-lhe o copo.
Ela bebeu sem reclamar, embora a bebida tivesse um gosto insuportável. Quando finalmente terminou, ele pôs os comprimidos na mão dela e, depois que ela os colocou na boca,
entregou-lhe o copo com água. Ela sorveu tudo em largos goles, e Dougie pareceu satisfeito.
-Muito bem, Dona Beanie. Agora a senhorita vai me contar direitinho o que aconteceu.
Pela primeira vez, sorriu ao ouvi-lo chamá-la daquela forma.
-Sabe, Doug, é meio legal quando você me chama assim. Quero dizer, é meio carinhoso, né? Nos EUA, quando alguém via meu sinal, só fazia zoar. Mas você, é como se fosse seu jeito
meio esquisito de falar comigo com carinho.
Dougie sorriu.
-Bem, é isso mesmo. – ele pegou a pequena mão dela dentro da sua, também não tão grande. – Você é minha feijãozinha, que eu vou plantar num algodãozinho pra crescer e ficar bem
forte!
riu novamente.
-Tá, bem, Doug. Mas é legal, é meio que seu jeito particular de me chamar, não é?
-É, sim, Beanie. É um segredinho só nosso. Mas aí, você vai me chamar de que então?
-Hum, não sei. Tira a roupa, vou procurar um sinal em você que pareça com alguma coisa, daí posso te dar um apelido à altura! (N/a: TARADA!!!!)
Dougie riu desconcertado.
-Acho que não tenho nenhum pra te ajudar.
Ela fez biquinho.
-Tudo bem, então. Vou ficar com Doug mesmo. Ou você prefere gnomo, hein, baixinho?
Dougie ficou vermelho.
-Olha quem fala! – falou irritado.
-Pronto. – falou batendo palminhas. – Você é o meu gnominho. E só pra constar, ser mulher pequena é ótimo, até sexy. Já homem
pequeno...
-PAROU A ZUAÇÃO!
Um silêncio instalou-se entre eles, porém, não um daqueles que incomoda. Dougie aparentava estar bem zangado com , mas ela sabia que
era só charme.
Então ela ouviu um barulho vindo de sua barriga. Ela arregalou os olhos assustada olhando para lá. Dougie, contudo, pareceu não perceber.
-Doug?
-Hum?
-Larica...
-Que?
-Fome...
-Quem é você e o que diabos fez com a Beanie? – ele a olhou assustado. (Ô.o)
(N/a: larica é como é conhecida a fome depois de usar maconha.)
Dougie trouxera comida para e perguntara-lhe se queria tomar um banho. A menina aceitou contente a oferta e foi para o banheiro.
Quando saiu de lá, constatou que estava
sozinha no quarto, e deparou-se com uma muda de roupas em cima da cama. Havia um pequeno bilhete sobre ela.
Pode usar essas roupas, melhor do que andar pelada por ai, né?Hahahaha,
que engraçado imaginar você com minhas roupas, Beanie. Minha versão feminina de mim,
só que com peitos gigantes e uma bunda maior ainda. HUUUUM... Eu pegava essa versão
feminina de mim...
XX
Dougie
-Tarado! – falou , rindo, ao terminar de ler o bilhete. Vestiu-se, e assim que terminou, ouviu uma batida na porta.
-Posso entrar? – ouviu Dougie pedir.
-Claro, né? É o seu quarto!
Ele entrou e fechou a porta atrás de si. Apresentava um sorriso doce no rosto.
-Como é que você tá agora?
-Melhor; obrigada por tomar conta de mim, Gnominho.
Dougie: – imagina uma fusão dos dois)...
-No worries, darling. Sempre que precisar... – ele falou dando de ombros, assumindo, porém, uma expressão mais séria. – Pronta pra falar sobre o por que de você estar drogada e
bêbada no parque no meio da noite?
Quando ia responder que ainda não queria falar sobre isso, o telefone de Dougie começou a tocar. (uma musiquinha bem irritante por
sinal.)
-Alô? – Dougie cumprimentou irritado. – Que você quer, Jones?
-Hey, mate. – Danny o saudou meio desconcertado. – Dude. Tipo... A sumiu. A tia dela tá procurando por ela que nem louca, ligou pro
meu celular e pro Harry umas cinqüenta
vezes. Cada.
-A ? Ué. A tá aqui. Dormiu aqui. – ele disse calmo.
-COMO ASSIM A DORMIU AÍ? TODO MUNDO PEGA ELA MENOS EU AGORA? WTF????? – ele falou tão alto que Dougie
não teve dúvidas de que até ouvira.
Olhou para ela de relance, e ela o encarava rindo, provavelmente da asneira de Danny. (o.ô) Ele controlou-se para não rir em resposta e continuou:
-Que pegando o quê, otário!
Silêncio.
-Não tá pegando?
-Não?
Silêncio.
-Ah. Tá. É que a gente tava procurando ela. Então vou avisar pra tia dela que ela tá viva e em paz e longe dos Holligans estupradores de quem ela tinha medo. E você liga pro Tom, por
favor. De acordo com o Harry, ele tá freaking out.
-Por que de acordo com o Harry? E... eu não, avisa você, seu folgado!
Danny bufou.
-De acordo com o Harry porque eu não poderia saber. O Tom não tá falando comigo.
-O Tom não tá falando com você? – arregalou os olhos. – Por quê?
-Longa história. Só faz isso por mim, tá legal? Não quero ter que falar com ele, mas também não quero que ele morra do coração. Alguém ainda tem que escrever as músicas da banda
pra gente não morrer de fome.
-Tá, tá legal, eu ligo pra ele. – Dougie concordou carrancudo e desligou.
Não queria muito o Fletcher perto de naquele momento. Lembrou-se dela chamando pelo nome dele na noite anterior, no auge de seu
estupor. Suas entranhas reviraram. Se o
amigo fosse o culpado por estar naquela situação deplorável, ele ia sofrer as consequências.
Dougie a olhou nervoso.
-Eeehh... Eu meio que... tenho que ligar pro Tom.
fez uma careta.
-Por quê? O que ele se importa?
Dougie balançou a cabeça.
-Eu e você temos mesmo que conversar, mocinha. Mas espere um segundo, eu tenho mesmo que fazer isso. Ele ainda é meu amigo. – bufou em seguida.
-Tá, vai logo. – ela consentiu de má vontade.
Dougie pegou o celular para discar o número, mas, antes que ele pudesse fazê-lo, ouviram uma batida na porta.
-QUE ÉÉÉ???? – Dougie gritou irritado. – To ocupado!
-EU NÃO TE ENSINEI A FALAR ASSIM COMIGO, DOUGIE LEE POYNTER. – presumiu que fosse a mãe de Dougie gritando
feito uma gralha do outro lado da porta.
“Wow, uma gralha que nem minha tia. Acho que elas iam se dar bem.” (N/a Mari: imagina a Sam gritando com o Dougie com a voz da mãe do Howard de The Big Bang Theory. Total imagino
isso!)
Dougie baixou a cabeça.
-Desculpa, mãe. – ele sussurrou.
-O QUÊÊÊ???
-DESCULPA, MÃE! – ele gritou.
-NÃO GRITA COMIGO!
Ele bufou e olhou constrangido para , que se dobrava, esforçando-se para não rir.
-SEU AMIGO TÁ AQUI!
-Que amigo? – Dougie indagou.
-O TOM!
gelou, e Dougie fez uma careta.
-Cadê ele? – o menino quis saber.
-SUBINDO! – e ouviu-se o som dos saltos dela indo para a direção oposta do quarto.
Dougie correu para e sugeriu:
-Por que você não espera no closet ou algo assim? Prefiro que você não o veja ainda.
Antes, porém, que ela pudesse pensar na oferta, ouviu uma pancada e a porta abriu-se de súbito.
-DUDE!
-Harry, to indo na casa do Dougie pra ver se ele me ajuda a procurar a . Não sei mais o que fazer, cara!
-Mate, relaxa, ela vai aparecer. E por que você tá pirando tanto com isso? Eu hein, até parece que é culpa sua que ela sumiu!
Silêncio.
-É culpa sua? – Harry perguntou curioso.
Tom remexeu-se nervoso.
-Talvez. Em parte. Não sei. É só que a gente brigou e eu queria falar com ela e... E eu to preocupado.
Silêncio.
-Dude, você tá agindo como se gostasse dela. – Harry observou.
De repente, Tom desejou encerrar aquela conversa.
-Ah, mate, não viaja. E como é que tão as suas costas? – esforçou-se para mudar de assunto.
-Sei lá. Igual. Espero que não melhorem tão cedo, a gente tem tempo triplo de matemática amanhã, e eu não tava a fim de ir. Além do mais, tenho duas enfermeiras maravilhosas aqui
comigo.
-Quê?
-A Lindsay, a ruivinha do ano do Danny, e a outra... Bem, é uma amiga dela que ela trouxe ae que eu não sei quem é.
-Ah. Judd pegadooor! – Tom zoou. – Ok, dude, to indo pra casa do Dougie.
-Tá, legal. Me avisa qualquer coisa. Aquela escola vai ficar um tédio de novo se aquela garota for embora.
Tom revirou os olhos e encerrou a chamada no iPhone. Correu para fora do quarto, pegando as chaves do Mini no caminho. Ainda bem que Dougie morava perto.
“Ding-dong” A campainha soou.
Tom bateu o pé impaciente, esperando que o sempre ineficiente mordomo dos Poynter fizesse a gentileza de abrir-lhe a porta. Não foi, contudo, o mordomo quem o atendeu.
-O-oi, Sra. Poynter. – ele a cumprimentou sem graça. – Preciso falar com o Dougie urgente, ele tá aí?
-Tá sim. Vou chamá-lo. DOUGIE! – gritou, virando-se para subir as escadas.
Tom pôs um dedo no ouvido direito, protegendo-o do barulho. “Nossa, tinha esquecido como ela é gasguita!”
Ele ficou parado ao pé da escada, escutando a gritaria entre a Sra. Poynter e Dougie, que estava dentro do quarto. Isso sempre o divertia, e, se ele não estivesse tão preocupado com
, teria tido problemas para não rir da situação na frente da mulher. Naquela hora, contudo, ele só queria que eles acabassem de se matar e
Dougie saísse logo. Precisavam encontrar a
garota.
-Suba. – a Sra. Poynter permitiu, e ele subiu o lance de escadas transpondo os degraus de dois em dois.
Sem sequer bater à porta, escancarou-a de supetão, adentrando o recinto.
-DUDE! – ele exclamou, antes de congelar com a visão que encontrara.
estava lá, parada próxima demais de Dougie, vestindo roupas dele e com uma cara de quem foi atropelada por um caminhão. Dougie
postava-se à frente dela de um modo
protetor, e as entranhas de Tom queimaram de fúria ao ver o modo como pareciam íntimos. Ele estralou o pescoço.
-Eu. Você. Lá fora. Agora. – ordenou para Dougie.
o encarava perplexa, e ele viu as mãos dela se fecharem em torno do pulso de Dougie ao ouvir o que Tom dissera. Outro acesso de raiva
o assomou.
-AGORA, POYNTER!
Dougie o olhou carrancudo e seguiu para fora do quarto sem dizer palavra. Tom lançou um último olhar incrédulo a e seguiu o menino,
fechando a porta atrás de si.
-Que merda está acontecendo aqui? – Tom soava frio.
-Eu que te pergunto. – Dougie rebateu, ainda mais frio.
-Como assim? Dude, a tia dela tá desesperada, todos nós estávamos preocupados! – ele alegou, tentando esconder o real motivo de sua irritação. – E você ficou esse tempo todo aqui
com ela sem dizer nada a ninguém? Ela dormiu aqui?
Dougie assentiu, e Tom ficou repentinamente vermelho de raiva.
-Seu idiota! – ele exclamou, e Dougie retrucou sarcástico:
-Eu sou o idiota? Eu não sei o que você fez a ela, mas ela não está muito feliz com você no momento, sabe? Eu pelo menos cuidei dela. Fiz bem a ela. Faço.
-Cuidar dela? Como assim? – sua preocupação soou mais alto que a raiva.
Dougie suspirou.
-Cara, ela tava horrível. Horrível mesmo. Não horrível tipo Danny e Felton depois da festa. Horrível tipo Lady Di depois do acidente.
-Como assim?
-Drogada e bêbada? Jogada num parque? No meio da noite? Destruída?
Tom sentiu um enorme impulso de voltar ao quarto e abraçá-la, para certificar-se de que estava tudo bem. Conseguiu, contudo, controlar-se, e continuou:
-Mas o que aconteceu, mate?
-De novo, eu é que te pergunto! O que você fez a ela?
-Eu? Eu não fiz nada!
“Cínico.”
-Então por que ela não quer nem ouvir falar de você?
Tom suspirou.
-Porque os retardados do Danny e do Felton armaram uma pra cima de mim! Ciúmes, óbvio, mas eles foram longe demais.
-Ciúmes? De quê? – Dougie parecia confuso.
Tom deu de ombros.
-Não importa mais agora, nunca mais vai acontecer. Não se depender dela. – ele adicionou essa última parte com um muxoxo.
Ele estava realmente triste. Dougie pareceu perceber e aproximou-se do amigo, passando um braço pelos ombros dele.
“Traíra! Ele vai mesmo cair nessa história capenga?” – ela via, indignada, a cena por uma frestinha entre a porta e o batente.
-Bem, alguém tem que avisar pra família dela que ela está bem. – Tom disse cansado.
-Não se preocupe, o Danny já tá fazendo isso.
-O DANNY? Ele ainda teve a cara de pau de ligar pra tia dela?
-Bem, alguém tinha que fazer, não é? – Dougie deu de ombros. – Agora que você já sabe que ela está ok, porque não vai indo...? Sem querer expulsar, mas ela não quer ver você agora,
e acho que é melhor se você respeitar isso.
Tom o olhou choroso.
-Não posso nem dar um oi pra ela?
Dougie o olhou sentido e negou com a cabeça. Tom assentiu e concordou.
-Tudo bem. Mas, Doug... Só me responde uma coisa. Vocês, tipo...
-Se ficamos? – Dougie terminou a frase dele. Tom confirmou com um olhar amargurado. – Não.
Esforçando-se ao máximo para esquecer a cena que vira há pouco e confiar no amigo, Tom assentiu novamente e se virou para ir embora. Dougie, contudo, segurou seu braço e falou-lhe às costas:
-O que quer que você tenha feito a ela, que não se repita, ok?
Tom voltou-se para encará-lo.
-Eu não fiz nada a ela. E, se Danny for nosso amigo de verdade, ele vai te confirmar isso.
Tom virou-se novamente e desceu as escadas cabisbaixo. “Preciso me retratar pra ela. Mesmo que por algo que não fiz” Saiu da casa de Dougie sem se despedir da mãe do guri e entrou no carro, dirigindo sem direção.
Capítulo 13
(N/a: Lembre-se, quando o texto estiver em itálico, é POV Danny; em negrito, é POV Dougie; sublinhado, é POV Harry; e em itálico, negrito e sublinhado ao mesmo tempo, é POV Tom.)
A semana passou sem alterações: em casa,
esforçava-se ao máximo para manter-se longe dos tios. E, em Colfe´s, ela ignorava todos os meninos, menos Dougie e Harry. E assim a sexta-feira chegou arrastando-se.
Uma coisa diferente, contudo, acontecera: conhecera um garoto na aula de física. Seu nome era Joe Jonas, e ele era, além de simpático, uma gracinha. Contara a ela que tinha uma banda
com os irmãos, e ela achou isso o máximo. “How cool is that to have a band?”
Tom entrou no refeitório acompanhado de Harry na hora do almoço. Procurou desesperado por , e a localizou sentada a uma mesa no canto, na companhia de e do engomadinho do Joe Jonas. “As garotas realmente acham aquele anel de castidade cool?”
Harry foi direto para a mesa de sempre sem se importar com Tom.
-Por que ela tá sentada com aquele imbecil? – Dougie perguntou inconformado.
-Dá licença, , posso falar com você? – Tom chegou sutilmente à mesa.
-Não.
-Vai, , se livra desse loser logo. – Joe falou desdenhoso.
Tom o olhou com desdém.
-Cala a boca, Virgem Maria.
-Ei, ele fez uma escolha, tá legal? – o defendeu descaradamente.
Tom a olhou incrédulo.
-Você concorda com isso?
-Achei que já tivesse deixado isso claro pra você.
Ele se lembrou vagamente da primeira longa conversa que tiveram sob a macieira, e do fato de que ela mencionara que o sexo “era brincadeira”. É, talvez ele estivesse bem com a
amizade entre ela e Joe Jonas.
-, por favor, vem comigo, é importante.
Ela olhou para Joe, e ele lhe disse:
-Volta logo, tá?
Tom revirou os olhos e a conduziu para um lugar mais privado com a mão na cintura dela. Ela desvencilhou-se dele rapidamente.
-O que você quer? – ela demonstrava descaso.
-Eu já cansei de tentar explicar pra você que aquela merda de aposta não existia. – ele a olhou profundamente. – Então dessa vez eu vim te chamar pra sair.
-Como?
-Amanhã é o aniversário de 50 anos do pai do Harry. Vai ser uma festa de gala muito bonita, e eu queria muito que você fosse meu date.
o olhou incrédula.
-Tá falando sério?
Ele assentiu esperançoso. Ela deu de ombros e falou:
-Não dá. – e deu-lhe as costas, encaminhando-se para a mesa.
Tom ficou chocado.
-Peraí! Por quê?
Ela respondeu por cima do ombro, sem se dar ao trabalho de virar-se para ele:
-Eu já tenho um date pra essa festa.
Ele ficou estático. “Joe Jonas morre hoje.”
-Não é o Joe Jonas. – Dougie respondeu calmamente a Tom.
-E QUEM É, CARALHO? – Tom perguntou exaltado.
Dougie deu um risinho.
-Você vai ver.
prestava atenção na aula de geografia, e Dougie lhe mandava bilhetes a cada cinco segundos, todos sendo completamente ignorados
pela garota. Depois de muita insistência
do garoto, ela bufou e resolveu abrir um.
I think Danny’s gay! =O
Ela riu e rabiscou: “Me too” antes de devolver o papel a ele. Tudo permaneceu bem calmo, até que se ouviu um irritante “trim-trim” tocar. Quando a guria percebeu que era o seu
Sidekick, ficou muito vermelha, agarrou o celular, e pediu licença ao professor, retirando-se da sala.
-Que é?
-SUA VACA!!!!!!!!!!!!! VOCÊ TEM NOÇÃO DE QUANTO TEMPO EU FIQUEI TE ESPERANDO POR HORAS NAQUELE AEROPORTO NOJENTO?????? E QUE PERDI
A FESTA DO MÊS????? – London gritava irada.
-Ah. Mals aê. Meus tios meio que descobriram que eu tava fugindo e foram atrás de mim...
-SÉRIOOOO???? – London exclamou chocada. – E agora? Você não vai vir pra cá? Eu nunca mais vo te ver? Você vai ficar presa? E a gente vai perder o sweet sixteen da Tasha? Só
porque eu encontrei o vestido perfeeeeeito pra isso?
-É o quê, London? Pirou de vez, foi?
-Aaaaai, amiga, nem te conto! A Tasha Blackwell, aquela gorda, filha do Blackwell, aquele advogado famoso, bom, ela vai comemorar o super sweet sixteen dela no Waldorf-Astoria! E
vai ser o evento de outubro! E, amiga, a gente precisa ir pra isso! – London falava animada, já se esquecendo completamente o bolo que lhe
dera. – E advinha com quem eu vou?
-Warner Davenport IV?
-Ele, amiga!!!!! Ai, to tão animada! Tipo, foi tão perfeito o tempo que eu fiquei com ele no beneficente, se é que você me entende. E ele gostou também, né? Daí ele me chamou pra outra
festa! – disse. – Mas, SUA BRUACA! Você não veio! Te odeio demais!
riu.
-Quer saber, London? Seu eu não fui, vem você. Inverte essa passagem e vem pra cá.
-SÉRIO!?!?!? Posso mesmo? Tipo, seus tios não vão se importar?
-Quem se importa com eles? Quando você pode vir?
-Hihihihi. Semana que vem! Sexta-feira eu to ai! – London respondeu animada.
-Ótimo, você vai me trazer um pouco de diversão.
-Com certeza, amiga! – terminaram a ligação.
-Quem era? Quem era? Quem era? – Dougie perguntava incessantemente, sacudindo pelos ombros enquanto andavam no
corredor.
-Garoto bisbilhoteiro! É uma amiga minha de NY, que vai vir me visitar na próxima semana. – respondeu, rindo da curiosidade do amigo.
-Huuuum, mais uma americana... – Danny, que apareceu do nada, comentava ao ouvi-la.
-Ela não é pro seu bico, Jones – ela o interrompeu. – Ela é muita areia pro seu caminhãozinho.
Danny fez um biquinho decepcionado, e Dougie riu da cara do amigo.
-Que é cara, tá rindo de que? Tá pensando que é você que vai pegar a americana gostosa? – disse Danny emburrado e saiu de perto dos dois sem ouvir a resposta do garoto.
-To mais interessado numa britânica. – disse Dougie olhando marotamente para .
-Você vai chamá-la? – ela perguntou animada.
No instante que ele ia responder, chegou perto dos dois.
-Oi, gente. – disse a guria.
-Maybe later. – respondeu Dougie, olhando para . Logo em seguida saiu de perto das garotas, deixando uma confusa para trás.
-O que foi isso? – perguntou .
-Você vai saber mais tarde. – respondeu , dando tapinhas consoladores no ombro da garota. – Vem, vamo procurar pelo Joe.
-Tá... – disse seguindo-a, ainda sem entender nada.
arrancava pedaços de grama impacientemente, enquanto esperava que as aulas daquele dia terminassem. “Merda de horário livre
duplo que não deixa a gente ir embora pra
casa mais cedo!”
-Falo ou não? Falo ou não? Falo ou não? – Tom se perguntava indeciso. Respirou fundo e levantou-se, saindo de trás da
árvore de onde observava escondido. – Vou falar com ela!
Ao dar, contudo, seu primeiro passo, viu seu “amigo”, Harry Judd, fazer primeiro o que ele tentava tomar coragem para.
-Merda de Judd!
-Hey, ! Howzit going? – perguntou Harry, sentando-se ao lado dela.
-Hey, Harry! Tinha esquecido que você também tinha esse horário livre. – respondeu ela.
“Por que ela sempre esquece de mim?” – pensou ele levantando a sobrancelha e revirando os olhos.
-E ai, preparada pra amanhã?
-Humrum. Pretty much. E antes que você pergunte, eu já arranjei meu vestido verde!
Ele deu uma risada gostosa, imaginando-a deslumbrante em um vestido longo verde. Balançou, então, a cabeça, livrando-se desse pensamento e lembrando-se de Tom. “Merda Harry,
não seja fura-olho. Não vale a pena brigar com amigo por causa de mulher.”
-E, só pra deixar as coisas claras, nós vamos como amigos. – ele falou.
arqueou uma sobrancelha.
-Por que você tá falando isso? – perguntou ela.
“Ok, fudeu. Ela tá interessada em mim?”
“Ele queria que eu falasse que queria mais do que isso? Ele tá interessado em mim?”
Awkward Silence.
-Ãn, por que nós somos amigos? Né? – respondeu Harry, perguntando.
Tentando quebrar o gelo, respondeu sorrindo:
-Não. Não somos amigos, você é meu novo motorista.
“Ufa, acho. Espero não me meter mais em situações embaraçosas como essa...”
-Vo começar a cobrar, ein? – Harry retorquiu com um sorriso.
-Como quiser, milorde. – brincou ela.
Quando saiu do carro de Harry, dirigiu-se à porta, sendo prontamente recebida por Tommy:
-Boa tarde, senhorita. A aula foi boa?
-Sim, Tommy, obrigada. – disse adentrando a casa. Foi direto ao seu quarto, fechando a porta atrás de si.
Ouviu, alguns segundos depois, alguém bater à porta. Foi abri-la rapidamente, pensando que era Tommy.
“Merda!”
-Como vai, sobrinha?
-O que você quer, Avery? – ela perguntou, tentando mascarar seu medo com irritação.
-Saber como você estava; afinal, passamos uma semana sem nos ver. E já faz o que, dois anos desde nosso último encontro?
“Dois anos e doze dias” Pensou ela, mas não diria isso a ele.
permaneceu calada, tentando empurrá-lo para fora do quarto.
-Está com tanta pressa assim? Não sentiu nem um pouquinho minha falta? – falou segurando-a forte pelo braço e a empurrou para cama, deitando-se sobre ela. Beijou seu pescoço,
descendo, em seguida, os beijos para o colo.
Ela tentava de todas as maneiras se soltar, porém era inútil: ele era muito mais forte do que ela.
-Onde está minha tia? – perguntou, tentando fazê-lo parar de beijá-la.
-Saiu, foi comprar um vestido para a patética festa dos Judd... E eu resolvi ficar em casa para lhe esperar. Não tá feliz? – perguntou, voltando a beijá-la.
Aquela tortura continuou. Ele passava suas mãos luxuriosamente pelo corpo dela. As lágrimas se formavam nos olhos de , que lutava para
não deixá-las cair; não lhe daria o
gostinho de vê-la chorando. Parou de debater-se, pois sabia que aquilo o estimulava, e pôs-se a esperar. O que mais poderia fazer?
Depois do que aparentara uma eternidade, ele pareceu entediar-se e sussurrou ameaçadoramente:
-A propósito, está faltando algumas gramas do meu estoque particular. E eu sei que só você usaria. E o preço pelo uso vai sair caro pra você. Depois eu volto pra cobrar. – beijou os
lábios da garota com brutalidade, saindo, então, de cima dela e dirigindo-se para fora do quarto, batendo a porta com força atrás de si.
Capítulo 14
dava os últimos retoques em seu coque estrategicamente desarrumado. As caixinhas nas quais o iPod estava ligado tocavam o refrão
de Outta My Head, de Ashley Simpson.
-Outta my, Outta my, Get outta my head! – cantava animadamente. Aquela música viera a calhar.
-Srta. ? – chamou Tommy, entrando no quarto, enquanto tapava os olhos com uma mão. – A senhorita está decente? Bati à porta, porém
não houve resposta.
riu e baixou a mão de Tommy.
-Desculpe pelo som. Tô decente sim.
-E deslumbrante. – ele completou, olhando para ela. – Desculpe pela minha indiscrição.
Ela riu de novo.
-Tá tudo bem, Tommy. Obrigada. Mas o que foi?
-O senhor Judd a aguarda na sala.
sorriu, desligando o iPod.
-Ótimo, já estou descendo. – Tommy saiu do quarto, deixando a garota se olhar no espelho. Colocou o par de brincos de diamante da Tiffany, a única peça que faltava no figurino, e
admirou seu belo vestido Gucci de um ombro só, feito de seda e na cor verde, como requisitado. – Pronto. Tudo perfeito.
-Harry, querido, está fazendo o que aqui? Não devia estar na festa com seus pais? – perguntou Laura, dando-lhe a mão, para que Harry a beijasse.
-Vim buscar a . Ela é me fará companhia essa noite. – respondeu ele depois de beijar a garra da gralha.
-Mas isso é maravilhoso! Fico feliz em saber que estão se entendendo. – ele pode perceber um tom de ‘ok, quero que vocês fiquem juntos’.
“Acho que o Fletcher não ia gostar disso.”
-Srta. . – Tommy anunciou, salvando Harry de continuar ouvindo a voz da gralha. Ele
sorriu de alívio; porém, seu queixo despencou em seguida, ao visualizar descendo
as escadas.
-UAU! – foi tudo conseguiu falar ao recebê-la ao pé da escada.
riu, e ele apressou-se em corrigir-se:
-Desculpe, é que você está encantadora. – disse-lhe, beijando sua mão.
-Você também não está nada mal.
-Vamos? – convidou ele, estendendo-lhe o braço. entrelaçou-se.
-Vejo você mais tarde crianças. – falou Laura radiante.
Harry a conduzia imponentemente até o carro.
-Você está realmente bonito nesse terno. – ela comentou.
-Isso quer dizer que eu não sou bonito sempre? – ele perguntou, abrindo a porta do carro para ela.
-Não, só que você tá mais bonito que o normal. – ela respondeu ao entrar no veículo.
Ele deu a volta no carro rapidamente (N/a: tipo o Edward) e assumiu o banco do motorista, perguntando-lhe:
-Então você não esqueceu isso sobre mim?
-Isso o que?
-Que eu sou lindo.
Ela lhe deu um leve tapa no ombro.
-Se toca, Judd. – disse ela revirando os olhos. – Mas eu ainda não entendi por que tenho que estar de verde.
Ele remexeu-se desconfortável.
-Você vai ver. – bufou.
-Vem comigo. – pediu Harry.
Eles entraram por uma porta lateral do castelo. Sim, do castelo, ele de fato era lorde.
Seguiram por alguns lances de escadas e corredores, parando em frente a uma magnífica porta de carvalho. Ele a abriu e segurou-a, dando passagem para a garota.
-Esse é o meu quarto. – ele falou meio constrangido. – Fica a vontade, só tenho que me trocar. É rapidinho.
-Caraaaaaaamba! Seu quarto é muito gigante! Queria um desses pra mim! – falou impressionada.
Harry a olhou de esguelha.
-Não, você não queria. Acredite. – disse, entrando no quarto de vestir.
Ela sentou-se na cama, analisando a imensidão do quarto. Tudo ali parecia nobre e aristocrático, como se tivesse pertencido a várias gerações da família de Harry. Uma coisa, contudo,
não se encaixava: uma enorme bateria num canto parecia ser a coisa mais moderna ali.
“Bateria? Hum, it keeps getting better and better.”
Alguns minutos depois, ouviu Harry gritar por trás da porta.
-Promete que não vai rir?
-Huuuuum, depende. Por quê?
-Promete que não vai rir? – ele repetiu.
-Tá, prometo! Sai logo!
Ouviu um click da fechadura sendo destrancada e pode ver Harry saindo do outro quarto... DE SAIA!
não conseguiu segurar o riso.
-O que diabos é isso Harry? Por que você tá de saia? – ela falou entre as gargalhadas.
Harry
-Isso não é uma saia, é um kilt! – ele falou orgulhoso. – E raízes escocesas são uma bosta. – ele perdeu a pose em seguida. – Por isso que eu precisava que você viesse de verde: você,
como minha dama, tem que combinar comigo. Esse é o tartan do meu clã, conhecido como Black Watch– ele apontou para o kilt, que era de um padrão verde escuro com azul escuro. (N/a:
http://pt.wikipedia.org/wiki/Kilt - fala sobre kilts.) (N/a Fabi: eu comprei um kilt com o mesmo tartan!!! Hehehehe. E o melhor, é que foi na Escócia! Original!)
-Até que é bonitinho... Mas, tipo... não dá brecha não?
Harry revirou os olhos e levantou o kilt.
-Não, olha, eu uso boxers. – falou revelando as sexys boxers pretas Calvin Klein.
Ouviram, então, uma pancada, e a porta abriu-se de súbito.
-DUDE!
Tom ajeitou a gravata, que o estava sufocando, assim que adentrou o enorme salão de festa do castelo dos pais de Harry. Chegara um pouco cedo, mas não queria
perder o momento em que chegaria. Precisava saber quem era o par dela.
“Talvez Harry saiba que horas ela vem. Vo vê se ele tá lá no quarto dele...” Pensou Tom, já se dirigindo às escadas que levavam à ala dos quartos.
Andou apressado até o quarto de Harry e, como já era de casa, abriu a porta sem pedir licença. Em seguida, porém, desejou não ter feito isso.
-DUDE! – gritou Tom. – ABAIXA ESSA SAIA, SUA FRANGA ASSANHADA!
“Por que eu sempre acho a no quarto dos meus amigos em situações constrangedoras?”
Harry abaixou o kilt, fechando as pernas como uma menina e corando bastante.
-PORRA! Não sabe bater? – Harry esbravejou.
Olhou, então, para ; ela parara de rir e o encarava sério.
-Tudo bem, ? – ele arriscou.
Ela assentiu com a cabeça, sem dizer palavra.
-Então, idiota, veio fazer o que aqui? – Harry indagou irritado.
-É... que... que... você não tava lá em baixo e eu vim te procurar. – mentiu Tom, corando. – E você, , tá fazendo o que aqui?
-Esperando meu par terminar de se vestir. – ela respondeu calmamente.
Tom a olhou petrificado. “Meu mundo caiu!” (N/a MUITO IMPORTANTE!: música na cabeça de Tom Fletcher nesse momento, click no link: http://www.youtube.com/watch?
v=f_2MtwlnLg0)
-Ei, ei, oou... – Harry interrompeu seus devaneios. – Antes que você comece a me chamar de fura-olho ou o caralho, nós viemos como amigos.
-Fura-olho por quê? Nós não temos nada. – disse friamente.
Tom sentiu uma pontada no estômago. Ele viu a garota levantar-se e caminhar até Harry, tomando-lhe o braço que ele não oferecera.
-Venha, meu querido Lorde. Acho que você tem que me mostrar seu castelo.
Tom observou, paralisado, os dois saírem do aposento. Harry o encarava supostamente constrangido.
“FILHO DA PUTA!”
-Então, hum, ... Chegamos. – Dougie disse à garota.
-É, eu percebi.
Awkward Silence.
-Gostariam de beber alguma coisa? – perguntou pomposamente um garçom que se aproximou do casal, segurando uma bandeja repleta de flûtes de champagne.
assentiu delicadamente que sim, e Dougie pegou duas taças, oferecendo uma à garota. Ela aceitou e tomou um gole timidamente. Sorriu
depois.
Depois de 10 minutos silenciosos, Dougie finalmente conseguiu formular uma frase decente para dizer a . Quando tomou coragem para
proferi-la, sentiu um brusco empurrão em seu
ombro, que o fez derramar a bebida em seu terno.
-DUDE! – ele ouviu a voz irritada de Tom. – Você sabia que ela vinha com o Harry e não disse nada?!
-Olha o que você fez, seu idiota! – ele exclamou, apontando o terno e ignorando o comentário do amigo. – Desculpa, . Eu vou ali no
banheiro arrumar essa porcaria e já volto. –
falou virando para a garota. Antes, porém, que pudesse sair, sentiu Tom detê-lo segurando seu braço.
-Cara, fala a verdade! Ela tá com o Harry?
-O que você acha, jackass? – Dougie disse irritado, desvencilhando-se de Tom e indo para o banheiro.
“Idiota!”
Tom olhou desconsolado para e indagou-lhe:
-Por favor, me responde, ela falou alguma coisa pra você?
riu e balançou a cabeça.
-Não, Tom, ela não tá com o Harry.
Harry desfilou com pelo salão, orgulhoso de sua acompanhante. Posaram para inúmeras fotos, e conheceu muitas pessoas importantes, incluindo os pais de Harry, o Duque e
a Duquesa de não-sei-que-das-quantas. Era alguma coisa com Ken, Kil, Kolfw... Lorde Judd usava um kilt igual de Harry, e podia-se ver a enorme semelhança entre ele e o filho. “Família de
homens bonitos, essa.”
-Harry?
-Hum?
-Seus pais são duques de que mesmo?
-Por que você nunca lembra nada relacionado a mim?
-Hehehehe, desculpa, vai ver é por que você é tão lindo que eu esqueço as coisas... – ela falou sarcasticamente, deixando bem claro que não era verdade nada do que ela falava “OK,
ele realmente é gato, só não precisa saber disso!”
-Há. Ha. Ha. Duques de Kenilworth – ele respondeu revirando os olhos.
Por onde andavam, atraíam vários olhares, incluindo o de Danny e de Felton, que se aproximaram do par.
-Até você, Harry? Roubando minha garota? – falou Danny teatralmente.
-No dia em que ela for sua garota, eu faço um show usando esse kilt.
-Meio gay, hein, Harry... Os cambitos de fora... – Felton zoou o amigo.
-Ele tem as pernas BEM grossas, com licença. – defendeu o par.
Harry passou o braço pelo ombro dela, beijando sua cabeça, orgulhoso.
-Essa é a MINHA garota! – Harry falou. viu que Tom chegara nessa hora e deu um grande sorriso. “Bem feito!”
“Por que, Deus? Por quê? Meu mundo caiu de novo!”
-E vocês, seus gays? Um é date do outro? – Harry perguntou desdenhosamente.
Danny e Felton se entreolharam, e Felton ponderou:
-Pelo menos não sou eu que estou de saia.
O sorriso de Harry desapareceu.
-Veremos quem é o gay, Judd. Veremos... – falou Danny ameaçadoramente, arrastando Felton para longe.
-É, Judd, veremos. – reafirmou Felton.
Quando os dois saíram, um silêncio constrangedor caiu sobre os três.
-Bela festa, mate. – falou Tom meio desconcertado.
Antes, porém, que Harry pudesse responder, um criado aproximou-se do trio e falou próximo a Harry.
-Com licença, Sr. Judd, mas seu pai precisa do senhor.
Harry virou-se para e fez uma reverência, desculpando-se:
-Logo retornarei, milady. – e retirou-se, deixando Tom e a sós.
Awkward Silence.
Tom passou a mão na nuca, em sinal de embaraço, e perguntou à menina:
-A gente pode conversar?
-Acho melhor não, não aqui.
(N/a: escutem a música Unintended, do Muse, enquanto vocês leem essa cena.)
Nesse momento começou a tocar uma calma música, e ele pediu:
-Ao menos dança comigo?
Ela suspirou e aceitou a mão que ele lhe oferecia. Como poderia dizer não a ele? Tom a guiou até o centro do salão, onde outros casais dançavam. Ele colocou, gentilmente, a outra mão
dela em seu ombro e a segurou firme pela cintura, mantendo o outro braço erguido e sustentando o dela, em posição de valsa. Embora a música não fosse uma, todos os casais no salão
estavam posicionados assim, então eles imitaram.
-Então... É... Assim... Você e o Harry estão, tipo... – Tom perguntou nervoso, mordendo o lábio inferior.
-Engrandecendo a amizade? – ela riu nervosa. – Com certeza.
-Então vocês não estão... Tipo...
-Juntos? – ela sorriu, feliz por ele se importar. – Não.
Tom suspirou aliviado. “Vindo dela eu acredito.”
-Você está... (suspiro) linda. – ele falou bravamente, após alguns instantes.
Ela sentiu seu coração acelerar descompassadamente, mas tentou não transparecer. Apenas deu um sorriso discreto e agradeceu.
-Você também, Tom.
Ele sorriu ao ouvi-la dizer seu nome depois de tanto tempo. Suspirou novamente.
-Sabe, , essa confusão toda, não tem fundamento. Você tá com raiva de mim por uma coisa que não aconteceu, e também que não foi
minha culpa..
assentiu.
-Desculpa, Tom. Eu posso não te conhecer muito bem, mas agora eu vejo que você não faria algo assim.
Ele pressionou um pouco sua cintura.
-Que bom, , por que eu NUNCA te trataria dessa forma. Eu NUNCA faria você sofrer.
Ela sentiu um calafrio percorrer-lhe a espinha ao olhá-lo nos olhos. Sem saber o porquê, sentiu uma confiança infinita em Tom. E extremamente segura em seus braços. Deitou sua cabeça no peito dele e assentiu.
-Eu sei. – sussurrou.
Ele sorriu timidamente e pousou seu queixo sobre a cabeça dela. Não, ele não iria magoá-la. Nunca.
N/a Mari: vou fzr essa n/a um pouco diferente.. xD VOCÊ SABIA QUE... na Geo#FAIL original não-scriptada, o nome da principal era Vicky? VOCÊ SABIA QUE... decidimos o nome da fic antes de sequer saber sobre o que iríamos escrever? VOCÊ SABIA QUE... o nome Geografia #FAIL homenageia erros de Geografia que nos irritam profundamente em fics por aí? eheheheh mais curiosidades sobre a fic na próx n/a ;) aproveitem a att, que eu e a Fabi vamos aproveitar o verão britânico enquanto isso ;) cheers e perguntem mais curiosidades nos comentários ;D bjos, Mari
N/a Fabi: VOCÊ SABIA QUE... eu e a Mari tamo na Escócia? VOCÊ SABIA QUE... cada uma comprou um kilt (o meu é Black Watch e o da Mari é Wallace, igual do William Wallace - coração valente)? VOCE SABIA QUE... a gente vai pra BOLTON nessa quarta(21.07.10)????????? VOCÊ SABIA QUE... quinta a gente vai pra londres (de novo, em menos de 2 meses :DDD)???? ... é, só isso mesmo... proxima att tem mais curiosidade da fic ;) by the way, só não matem a gente não :x a gente só tá se aproveitando das facilidades de intercambista da europa :x beijos e continuem comentando, vocês não sabem como isso deixa a gente feliz :DDDDDD
N/B: Não se esqueçam, galera. Comentem muito.
E qualquer erro: cah.teague@gmail.com/@CarolinaDonahue