o filho do sócio
by Isa e Gabi
Cap. 1
- , você vai se atrasar!
- Já vou mãe, to só colocando o sapato.
- Eu vou te deixar, senão eu vou me atrasar pra minha reunião.
“Ai que saco minha mãe, sempre ameaça me deixar e nunca cumpri.” pensou terminando de calçar o sapato e desceu correndo.
- Já to pronta. – Falou aliviada.
Entrou no carro e foi para a escola, atrasada, como sempre. Também não era para tanto, não agüentava mais acordar cedo, não agüentava mais seu colégio, não agüentava mais ter que estudar, tudo isso era um saco para ela, ainda bem que ela estava no seu ultimo ano no colégio, e que tinha amigas maravilhosas para apóiá-la sempre que ela se enchia com tudo aquilo. Sem contar que ela odiava sua mãe, sempre enchendo seu saco, sempre reclamando, sempre dizendo a ela o que fazer. não via a hora de terminar essa “bosta” de Westminster School e ir para uma faculdade com todas as amigas, pra começar a se divertir de verdade. Como ela veio parar aqui nessa chatice?
Simples! veio para Londres com sua mãe quando ela se separou de seu pai e inventou de abrir uma empresa de Publicidade e Propaganda. Como nada a prendia no Brasil, ela foi com a mãe mesmo, deixando tudo para trás e muito feliz por sinal, ela adorava coisas novas.
A idéia de se mudar a fascinou, conhecer novas pessoas, lugares diferentes e ainda treinar o inglês? Ela se perguntava se tinha coisa melhor... Não, mas poderia ficar melhor, ela poderia sair das asas da mãe dela e morar com as amigas que ela havia conhecido por lá, fazer o que bem quisesse e entendesse de sua vida. Mas tem sempre alguém pra estragar tudo! Pra variar toda a sexta feira ela tinha que ir com a mãe para uma reunião semanal. Sua mãe era totalmente focada no trabalho, não deixava passar uma, tudo dela era trabalho, trabalho e trabalho, e para que ficasse ainda melhor ela queria que fosse igual, queria que ela seguisse o mesmo rumo dela, que ela fosse uma pessoa realizada que nem ela, responsável, madura, queria que ela seguisse com os negócios da família, que fosse uma copia viva dela andando solta por ai. E sim, ela odiava aquele trabalho da mãe dela, na verdade seu sonho mesmo, era ser desenhista; Entrar numa faculdade de arte, se formar, essas coisas... Ela sonhava com aquilo a vida toda, e lá tinham ótimas faculdades, passava a manhã inteira no colégio sem prestar atenção em nada, só desenhando o que vinha pela cabeça. Mas sua mãe já disse que isso não daria futuro, e que blábláblá e que podia esquecer desse sonho, que inventava muita coisa e que ela precisava amadurecer, pensar no futuro. Essas coisas de mães. Ah! Já falei do sócio dela? Não, né? odiava ele também, sua mãe? O odiava até mais do que ela, eles ficavam competindo toda hora um com o outro, nem sabia o porquê, se 50% era dela e 50 % era dele. Então pra quê tanta briga? Ah, e tinha também o filho dele, o , . Preciso dizer que o odiava também? Além de ter que aturar ele todos os dias no colégio, o Sr. queria que seu filho seguisse a mesma carreira dele e ela tinha que aturá-lo nas sextas a noite na reunião. Além de tudo o sonho de seus pais (nossa uma coisa em comum entre os dois) era que e se casassem (isso mesmo que você leu), para o patrimônio se tornar um só, de uma mesma família, mas cá pra nós, só em sonho mesmo já que ele a odeia também. Eles não se suportavam de maneira alguma e seus pais e os funcionários juravam que eles se gostavam, que eram ótimos amigos, mas só mantinham as aparências mesmo.
Cap. 2
ao colégio e entrou correndo na sala. Sr. Colehan já estava no meio da explicação, e ele odeia quando interrompem a aula dele.
- Bom dia, Srta. , como sempre atrasada. – Olhou com cara de poucos amigos. Ela ficou totalmente sem graça, deu um bom dia seco e se sentou. olhou logo para ela com cara de sono.
- Já vi que está estressada. – Sorriu.
- Claro! Hoje é sexta, qualquer pessoa normal sai para se divertir com os amigos, e eu?! Bem, eu faço totalmente o contrario, vou a reuniões de trabalho. – Indagou descontando na coitada. que estava ao lado riu e fez questão de chamar para sair.
- E ai, ? Eu e vamos sair HOJE A NOITE, vamos para minha casa ficar de bobeira, e de lá vamos para qualquer lugar. Quer ir com a gente?
- Ah claro! Vamos sim. – falou animada.
- Ah ótimo, obrigada , olha as amigas que eu tenho, obrigada mesmo por me lembrar das obrigações, valeu! – falou desanimada.
Acabadas as três primeiras aulas. Todos foram para o intervalo. Quem ela encontra?
e companhia, o pior era que as amigas dela adoravam eles. Diziam que era uma ótima pessoa, divertida e que não sabiam o motivo de tanta raiva, mas ela sabia o motivo de tantos amores por ele, os amigos dele, suas amigas eram completamente caídas por aqueles meninos, e admitia, eram mesmo lindos, simpáticos, mas ela achava que tinha gente melhor.
já havia tido até uns rolos com , mas ela não queria muita coisa seria e tinha se distanciado um pouco, a partir daí ficaram só numa amizade incondicional, todo mundo via que eles se gostavam, mas eles teimavam em negar com medo que o sentimento não fosse recíproco ou com medo de se magoarem, de estragar com a amizade.
- Oi meninas! – Os quatro falaram em coro.
- Oi! – As meninas disseram, menos que virou os olhos e indagou um “oi” meio pra baixo.
- Oi sócia... – Essa voz, irritante e debochada que a mocinha irritada tanto odiava.
- Oi, querido sócio! – Debochou também.
Suas amigas sabiam que ela não gostava dele, e sabe o problema? Não eram os amigos, era ele, a menina até gostava dos amigos dele, o único problema era que eles vinham com um brinde, . , por exemplo era super carinhoso com ela e se preocupava com todas. era um palhaço adoravam rir com ele, era super concentrado, super cabeça, mas amava rir com os outros, sabe, ele amava mesmo aqueles garotos, já tinha até se acostumado com eles por perto, desde que tinha se mudado a uns cinco anos atrás, e nunca tinha gostado do , por sinal, mesmo antes de saber que ele era filho do sócio, pra piorar! Só que eles sempre andavam juntos e ela sempre respeitava isso, porém quando ficava estressada sempre descontava em todos. Fora que agora estavam mais próximos, tinham um casalzinho entre eles formado recentemente, e não se desgrudavam por nada nesse mundo, estavam totalmente apaixonados, nada contra. Ela até apoiava, afinal era sua amiga e eles eram fofos juntos, o era totalmente romântico, e além do mais ela não iria trocar de amigos. Não por causa de .
- E ai meninos vão fazer o que hoje? – Falou sentando na mesa da Cantina.
- Nem sei, acho que vamos ensaiar mais tarde. – Disse agarrando por trás que fez cara de apaixonada.
- Eu vou ensaiar e depois tenho a reunião das sextas. – enfatizou o nome sextas. – Logo nas sextas à noite esse jantar com funcionários ou clientes, não sei por que meu pai insiste, se eu vou ser de uma banda mesmo, tem que ser sexta, não podia ser outro dia não? Parece que é de propósito. – Falou irritado. (É isso mesmo odiavam as sextas, tinham uma coisa em comum, não queriam seguir com a carreira da família).
- Sabe , às vezes você fala demais, toda sexta você diz isso, que saco! Pára de gastar saliva! – Disse provocando-o.
- Ai, até parece que você não faz o mesmo. – Rebateu ele.
- Não vejo mal nenhum nessas reuniões.
- Ah garota, vai a merda, eu sei que você odeia isso tanto quanto eu, te conheço muito bem. QUERIDINHA! – Debochou.
- Sai pra lá idiota! Não te dei liberdade... Não agüento mais vo...
- Calma gente, paz! Vamos parando por aqui. – Disse se intrometendo.
- Ai, é que essa menina é tão, tão... ai você sabe que eu odeio ela! - falou desviando a atenção para .
- Ah que bom , pensamos iguais sobre isso. – Disse com cara de desdém.
- Ai, ai esses dois... Ainda vai dar em casamento! – Disse rindo de tudo aquilo.
- Sai pra lá garota, impossível, Deus me livre, pepeô! – Disse se benzendo.
- Impossível mesmo, esses dois acabariam se matando. – Falou entrando na brincadeira.
- E eu to saindo, to saindo, que eu vou atrás da minha gatinha. – Falou saindo animado e indo até a mesa da namorada.
Ficaram todos ali conversando e o sinal tocou. As aulas passaram rapidamente e o dia também, chegando à tal reunião.
- FILHA, TÁ PRONTA? – Grito da mãe de , pra variar.
- To descendo mãe, já cheguei, cheguei. – Falou descendo a escada.
Ligaram o carro e foram rumo a um restaurante chinês.
- Oi Sr. . – Falou fingindo simpatia. - Oi .
- Oi, querida! – Sr. riu e a abraçou. É, ele até gosta um pouco da menina, tirando o interesse.
– Oi, . – Falou o filho do tal, sorrindo falsamente.
- Oi Sra. a senhora está linda. – Disse sorrindo sincero, apesar de não gostar da garota ele era um cavalheiro, tratava Sra. super bem, os dois se adoravam. Às vezes se juntavam e ficavam rindo do jeito que se vestia, se atrasava, do jeito que ela falava sozinha às vezes e de muito mais. A menina odiava isso achava que tinha sido trocada com na maternidade, apesar de não gostar nada do pai dele.
Cap. 3
Passado algum tempo naquele papo chato com os clientes, já tava com a cara de morta só escutando , ele tinha mesmo conquistado os clientes, estava esbanjando sua “simpatia”, que não fazia idéia de onde ele tinha tirado e pensou em fazer algo para se sair melhor.
- Gente, eu vou ao banheiro. – falou se levantando
Passados alguns segundos que tinha ido ao banheiro...
- Senhores, vou ao toilet. – Disse .
foi até o banheiro pegou um dos baldes de limpeza e encheu de água até a metade.
- Uma brincadeirinha dessas não faz mal, só desta vez, vai ser ótima a cara dele.
saiu e esperou sair na porta do banheiro masculino.
- Oi zinho. - falou num tom debochado e jogou um pouco de água no menino.
- Opa, você fez xixi nas calças, que coisa feia, tão grande você!
- Sua ridícula, você vai ver isso não vai ficar assim! O que você pensa que está fazendo? Me dê isso aqui. Vou acabar com você! – Disse mais furioso que nunca.
- Nossa , foi sem querer, só queria rir um pouquinho e dá licença que eu tenho que devolver o balde.
Quando saiu estava indo para a mesa logo em frente.
- meu filho o que é isso? – Perguntou Sr. se levantando. – Isso são modos? – Os clientes olhavam meio sem graça.
- Oi gente voltei. – Falou com a maior “inocência” ao chegar na mesa. – o que é isso você fez xixi nas calças?
- É que eu tava muito apertado, todos os sanitários estavam ocupados sabe. – Tentou se defender.
- Entendo o seu nervosismo querido! – Sra. falou. – Acontece! Sente-se querido.
- Só podia ser minha mãe, a estraga prazeres de sempre! – Pensou
No final da reunião quando já estavam para fechar negocio e já estava sumido há muito tempo foi ao banheiro na tentativa de saber o que ele estava aprontando. Inocentemente, quando saiu do sanitário, quem ela encontrou lá? No banheiro das mulheres, ele mesmo!
- Oi . - Ele tava com um cigarro na mão. – Segura aqui o meu cigarro.
- Oi. - segurou – Você fuma? Não sabia! – Ele tirou um isqueiro e acendeu. Na mesma hora o alarme de incêndio começou a apitar e a mãe de entrou correndo no banheiro preocupada.
- , você está be... FUMANDO! – falou pasma – No banheiro, escondida, isso é vergonhoso, não sabia que você fumava, eu sou totalmente contra cigarros.
- Olha tinha esses daqui também no bolso dela, tia – disse fingindo estar preocupado.
- MACONHA, , maconha, desde quando minha filha? Que vergonha, que horror, que nojo de você minha filha, tudo menos isso. – indagou a Sra. já com lágrimas nos olhos.
- Quero ver você explicar isso agora. – sussurrou no ouvido da menina e saiu. – Vou deixar vocês se resolverem a sós. E tia se acalma, tá? Que vergonha , que vergonha. Nunca imaginei isso de você! – Fechou a porta com cara de decepção e ironia.
Tá legal, tinha pegado pesado com a garota pra uma simples brincadeirinha, a coitada da garota ficou de castigo e os clientes não assinaram NADA. Tudo em vão...
chegou em casa pensando em tudo o que fez. “Acho que peguei pesado dessa vez! É...mais quer saber, quem mandou brincar com fogo? Cada um com os seu problemas.” Se deitou e dormiu.
Cap. 4
Era sábado chuvoso e todos estavam em suas respectivas casas, depois de uma longa sexta-feira.
O telefone de toca:
- ? E ai, fazer o quê hoje?
- Não sei, ! Tava pensando em passar ai pra ensaiarmos...
- É seria uma boa, eu vou ver aqui com os meninos, mas venha pra cá mesmo assim, vou ver se chamo as meninas pra ver... que tal?
- É pode ser, com tanto que eu não veja a cara da ... pode chamar.
- , deixa de ser infantil, dá uma trégua!
- Não mesmo, agora é que ta ficando bom, ela que começou, ela que agüente! Haha... tchau, vou tomar um banho cara!
- Tchau, dude! – e desligam...
(os meninos moram juntos com exceção do )
Na casa de o telefone também toca:
- Alô? ? E ai, como foi lá? Em mais uma de suas reuniões. – falou do outro lado da linha.
- Oi, lindaa! foi horrível, eu aprontei com o idiota do e ele aprontou comigo, eu to de castigo.. e aah é uma longa historia, nem me lembra! Cara que saco!
- Nossa! Então tá certo, eu e as meninas vamos dar uma passadinha na casa dos meninos que eles nos chamaram pra ver o ensaio, mas pelo visto você não vai. A gente vai passar aí antes, pra te fazer companhia tem problema?
- Aah não, não to fazendo nada mesmo... – disse fitando o teto.
- Então ta, tchau! Depois do almoço a gente chega ai!
- Ok, beijos . – e desliga...
Depois do almoço…
- Oi gaatona, chegamos! - chega pulando, literalmente, em .
- Oi! Entrem ai!
- Nossa , não tem mesmo como você da uma fugidinha desse castigo? Só pra ver o ensaio na casa dos garotos? – fala entregando seu casaco pra pendurar no cabide.
- Não, minha mãe me pegou fumando maconha, graças ao ... - falou se enchendo de raiva.
- Nossa, , não sabia que você fumava esse tipo de coisa! – falou assustada.
- E não fumo! O que aprontou isso pra mim...
- Mas, se você disser que vai pra casa do , ela não deixa não? – disse empolgada com a idéia.
- É , você sabe como sua mãe é louca por ele... – disse se empolgando.
- Seria ótimo! Vocês são um gênio, mas... eu passo o convite! Não to afim de ver a cara do nem hoje, nem nunca! – Indagou mordendo os lábios, só que de raiva.
- Deixa de ser criança, é melhor que você não se faz de afetada, finge que ficou tudo bem , e pára com isso! Você tá vendo que isso não faz bem pra ninguém, você não vai perder o fim de semana todinho só por causa dele, ou vai? – falou provocativa.
- Éé... pensando beem... até que você tá certa! – disse pulando e indo diretamente ligar pra sua mãe, que pra variar estava no escritório resolvendo umas coisas.
Casa dos meninos...
- Nossa , pegou pesado mesmo com a . – dizia assustado.
- Pesado nada, vai, ela merece! Aquela...aaii – disse dando um soco na própria mão.
- Vocês se odeiam mesmo cara. – disse .
- Que bom que você percebeu , e aah elas chegaram... – disse entrando no porão onde eles conversavam, seguido de , agarrada nele, , e .
- Ooi meninas! Prontas para verem a melhor banda do mundo tocar? - disse olhando para , como ela era linda... elas se acomodaram e eles começaram a tocar...
Terminado o ensaio, todos estavam assistindo TV esparramados na sala...
- E ai, ! Eu tava querendo... sei lá... me desculpar por ontem, afinal fui eu que comecei! – disse se afastando um pouco do movimento da sala e falando com o mesmo.
- Nossa , sei lá, nunca imaginei isso de você... - olhou meio desconfiado.
- É... nem eu, sabe! Mas as meninas me fizeram enxergar que isso não vai nos levar a nada sabe... – disse com o olhar mais sincero que tinha.
- Nossa, estou realmente surpreso , você tá falando serio mesmo? - disse já se conformando com a humilhação da menina de ir pedir desculpas.
- Não! Nossa, você acreditou! Você acha mesmo que eu iria vir até aqui te pedir desculpas ? Hahaha coitado de você se pensa que vai ser assim tão fácil! Assim não tem graça queridinho, e lembre-se ainda tenho que me vingar, afinal eu não estou de castigo a toa... – disse rindo da cara de por ter sido tão inocente.
- Quer dizer que você ta de castigo... aaaanh! Hahaha... – cara de maléfico.
Todos na sala, mas... cadê ?
- Alô? Sra. , acho que você devia saber onde sua filha esta exatamente... na minha casa? Não, não, estamos na casa dos meninos, nos divertindo um pouquinho, e depois eu acho que a gente vai pra algum lugar, a ? Tá aqui com o namorado, se pegando, em um dos quartos, eu liguei pra avisar porque eu sabia que você não ia achar isso muito legal e eu não queria mesmo mentir pra você... sabe! Han? Decepcionada? Que pena, mas a ta mesmo muito saidinha Sra. , rédia curta! É disso que ela precisa...
A noite cada um em sua casa, mas especialmente na casa de ...
- Castigo aumentado, agora nem pra casa de ninguém minha filha, eu fui muito tolerante com você já! E o zinho me garantiu que você tem um namorado sim!
- Mãe, se você prefere acreditar no “zinho” do que em sua filha... tudo bem! Eu to subindo... e obrigada pela confiança em mim! Eu mato o , eu mato ele! – disse subindo e batendo a porta com força.
Na segunda chegou atrasada no colégio e por isso só pegou a partir da segunda aula:
- E ai? Atrasada de novo lindinha? – Perguntou .
- Meu despertador que é uma bosta, meu humor tá zero, não sei mais o que eu faço para me vingar do... Ah, você sabe quem... E vamos mudar de assunto, porque já não basta o meu dia ter começado péssimo. – Falou se sentando desanimada.
- Tadinha da minha amiga. – disse abraçando-a.
O professor entrou e deram inicio as aulas, na terceira aula, todos nem agüentavam mais ficar sentados na macia e deliciosa cadeira para assistirem as aulas, ficava olhando no relógio o tempo inteiro esperando o toque para o intervalo, até que finalmente: Triiiiiiiiiiiin!
- Graças a Deus, tocou para esse maldito intervalo, eu não agüentava mais ter que ficar quase dormindo naquela aula desgraçada, afinal minha vida é a própria desgraça em carne humana, graças a quem? A quem? Ao amado e querido ! Claro que a minha mãe também tem uma grande parcela de culpa por minha vida está uma desgraça... Ela acredita mais nele que em mim. Isso é um absurdo!
- Oi gente! – chega por trás sorridente. – Como foram as aulas?
- Falando no demônio... Ele aparece.
- Já vi que eu sou o seu assunto principal coisa fofa!
- Bem que você queria né?
que estava ao lado ria descontroladamente.
- Qual foi a graça? – disse irritado.
- Convenhamos , sua cara foi a melhor. – Ela continuou rindo do garoto irritado a sua frente.
- Já que você tá sobrando aqui... Por que você não vai embora, atrás da... Como é o nome mesmo? Aquela... Sua namoradinha, do cabelo oxigenado... – Falou séria.
- Stacy! Essa minha namoradinha tem nome. E eu vou sim, muito melhor do que certas companhias. – Ele falou e saiu andando debochado.
Todos já estavam na porta do colégio depois de um dia cansativo de aula.
- Odeio essa professora de química, ela fala demais, sempre as aulas dela são um saco! – reclamava.
- Relaxem! Se quiserem ir, o zinho me chamou para tomar um sorvete com ele. – Falou uma sonhadora.
- Não posso, porque EU tô de CASTIGO, POR CAUSA DE UMA CERTA PESSOA, SABE?! – Disse ironicamente enquanto fingia não estar ouvindo.
Todos seguiram para a sorveteria próxima a escola e foi para casa.
- Chegou cedo hoje! – exclamou com a boca aberta. – Qual foi o milagre?
- Hoje é quinta, aula de artes, logo a primeira lindinha.
- Aah é, tinha me esquecido desse detalhe.
- Você está meio voadora esses dias, . Andou sonhando com o foi? – Perguntou .
- Sempre! – Respondeu rindo.
- Onde estão aquelas outras duas desmioladas?
- Não chegaram ainda.
- A aula de artes foi ótima hoje, mas também foi a única que prestou do dia. Não vejo a hora de sair dessa escola, isso ta me sufocando a cada dia. – dizia desanimada em quanto iam para uma mesa no pátio da escola.
- Calma , esse é o ultimo ano, daqui a alguns meses estaremos longe daqui! – Falou .
- Oi meninas! – chegou à mesa sentando-se ao lado de sua namorada.
- Oi! – Falaram as quatro juntas.
- Cadê o resto dos meninos? – perguntou fingindo desinteresse.
- está ali conversando com uma das amigas da Stacy, a Lucy.
- Eu não perguntei pelo ...eu perguntei por todos! – Retrucou .
- Sei... – Disse uma cínica.
- Hey! Vocês estão sabendo da festa que vai ter amanhã na casa da Julie? – Perguntou chegando à mesa seguido por e .
- NÃO! – Falou uma furiosa.
- Ela acabou de nos convidar, vocês por acaso estão a fim de ir? – Perguntou .
- Essa Julie por acaso não é uma das amiginhas da STACY? – Questionou com cara de nojo – Ah! Tanto faz eu e o não vamos poder ir mesmo. Esqueceram que amanhã é sexta? E também... EU TO DE CASTIGO MESMO, NÉ ?
- Nós vamos! – Respondeu , e na mesma hora.
- E você, ? – Perguntou interessado – Não quer ir?
- Por mim tanto faz...já que não tenho nada melhor pra fazer.
- Ótimo! Tudo certo então para amanhã! – Comemorou .
Pouco depois a namorada de , Stacy, chega por trás do garoto o abraçando. E a cara de fechou na mesma hora.
- Chegou a namorada perfeita! – Reclamou .
- O que você tem contra mim, hein garota? – Retrucou Stacy – Isso é ciúme por não ter um namorado como o !
- Eu mesma não. – Assegurou – Com um namorado desses eu me matava, e cá entre nós você já devia ter feito isso. Estaria fazendo um favor a humanidade.
Stacy desgrudou-se de e partiu para cima de puxando seus cabelos o que fez com que a menina caísse no chão e lá mesmo elas começaram a se esbofetear. estava por cima de Stacy dando-lhes uns belos tapas na cara quando puxou a namorada e levantou-se da mesa e puxou . Depois dessa confusão toda, que fez a escola inteirinha parar só para ver duas loucas desvairadas se matando no meio do pátio, e Stacy foram parar na sala da diretoria e saíram de lá direto para a detenção, o que deixou ainda mais irritada porque além de estar de castigo por tempo indeterminado, por culpa do , agora também por culpa dele ela teria de passar uma hora de sua tarde numa sala, e o que é pior, com a Stacy que ela tanto detestava sabe-se lá porque.
Cap. 5
No outro dia ainda estava de castigo e sua mãe teve que ir com o sócio mais cedo organizar a reunião, por isso deixou encarregado de ir pegar em casa e levá-la ao jantar.
chegou à casa de e buzinou varias vezes, estava mesmo demorando, ligou o som, e ficou cantarolando uma musica calma que passava, olhou pra porta da casa e viu a menina abri-la e... Nossa ela estava linda, ficou ali parado, observando, bobo com o que via, a menina usava um vestido prata, decotado, costas nuas com um perfume que vinha sendo deixado no caminho, salto alto e jóias. Como era um dos jantares mais arrumados ela se produziu mesmo e ficou em pânico observando aquela garota. Ele nunca tinha parado para reparar o quão ela era bonita, mesmo com aquela cara emburrada vindo em sua direção, tanto que ele nem teve vontade de matá-la, pela primeira vez, nem parecia aquela menininha chata e ranzinza que ele sempre conheceu. entrou no carro e viu um sonhador.
- E ai , ta esperando o quê pra ir pra tortura? – falou de saco cheio.
saiu rápido do transe e tocou o carro.
- ... né por nada não mais que caminho é esse? O caminho que a gente tem que seguir é totalmente o contrario, é pra lá. – disse apontando pra parte de trás, ao contrario de onde estava indo.
- Relaxa , só vamos dar uma passadinha rápida na festa da Julie pra nos divertimos um pouquinho, a gente merece, né? – disse animado.
- Aah não , eu já to de castigo por sua causa, e não me venha com mais essa, se sobrar pro meu lado, juro que eu mato você, então eu acho bom você não estar querendo prolongar o meu castigo e nem armar mais do que você já armou, e por sinal, eu ainda não fiz nada pra me vingar...
- Tá, tá bom , eu já sei, prometo que não vou fazer nada, só que essa é a festa do ano, e qualquer coisa iria sobrar até mais pra mim do que pra você, eu prometo que é rapidinho... – interrompeu a garota que virou os olhos e aceitou tudo, dando um credito pra ele.
- Tudo bem , tudo bem... tô te dando credito dessa vez, a idéia não foi tão má.
- Chegamos! – sorriu.
A casa era enorme e a festa estava lotada, desceu do carro e sumiu na multidão com ao encontro da namorada e dos amigos.
- E ai , sua namorada gata e sarada esteve aqui ainda a pouco procurando por você. - disse assim que eles os encontraram, virou os olhos.
- Não sei o que vocês vêem naquela loira falsa, sinceramente. – falou em seguida.
- O quê? Ela é super gata. – se intrometeu. - deu sorte.
- Não vejo nada demais, tem meninas muito melhores. Ontem se não fosse o eu teria matado ela. E cá pra nós, ela é totalmente antipática, combinaram nisso pelo menos. - desatou a falar.
- Ai. – virou os olhos. – vou atrás dela que é melhor do que ficar escutando essa daí.
- Essa daí tem nome viu meu filho? – disse brava.
- você veio! – falou pasma e já pulando no pescoço da amiga.
- Pois é... Cadê a ? E a... ... – tinha acabado de chamar a menina para dançar e estavam indo rumo à pista.
- A você viu, e a tá com o se agarrando ali no canto pra variar!
– Falou apontando para os casais já formados. - E a gente? Vamos dar uma voltinha por ai pra ver os hots do colégio? – disse olhando diretamente pra que não fez uma cara muito agradável.
- Claro , porque não! Haha... - Disse esfregando as mãos com cara de sapeca.
E saíram deixando sentado sozinho tomando coragem para chama-la pra dançar.
- , não é por nada não mais tem dois caras lindíssimos vindo em nossa direção.
– cutucou a amiga e falou discretamente.
- E ai... As mocinhas querem dançar? – Disseram em couro assim que chegaram perto delas.
- Oi, eu sou o... - O loirinho ia falar até que... – Não, essa daqui já esta acompanhada, nós já estamos indo dançar não é, ?! – chegou e interrompeu puxando-a pra pista.
- Mas... – tentou dizer algo, mas já era tarde, já estava na pista com , o que não era nada mal, ela preferia mil vezes o , não só por ser mais legal, mais atraente, mais bonito, mais... tudo!
O loiro desconhecido voltou decepcionado para o seu lugar, enquanto o outro...
- Bem, já que sobrou uma... você gostaria de dançar? – E um enorme sorriso foi aberto por aquele garoto desconhecido, e que sorriso hein? – Sou o Matt.
- Ah claro, sou a , mas pode me chamar de .
Matt não era somente um dos meninos mais bonitos da escola como também um dos mais populares, tinha um cabelo preto, curto, e lindos, lindos olhos verdes.
Conversa vai, conversa vem e não demorou muito para os dois já estarem se agarrando, ali mesmo, no meio da pista.
estava sentado num banquinho de costas pro bar, com alguma bebida na prateleira e com sua namorada de frente para ele, entre suas penas, se beijando. Assim que ele se soltou do beijo, olhou pra pista e viu se agarrando com Matt, ele a beijava com toda a vontade, pegando-a firme com as mãos arranhando suas costas nuas, e a deixando meio sem jeito, meio desequilibrada, ela estava com os braços em volta do pescoço dele, o menino foi descendo uma das mãos, foi descendo e parou na bunda de , que lentamente a subiu, olhou fundo nos olhos do garoto e sorriu sem graça, ficou meio paralisado ali vendo aquilo tudo, ela estava realmente linda, e sentiu uma coisa que jamais tinha sentido em relação à , achou um abuso aquilo que o menino fez, ele mal a conhecia, foi quando foi interrompido dos seus pensamentos por um beijo de sua namorada.
- Vamos conhecer um pouco a casa? – O menino disse com um olhar malicioso.
foi subindo as escadas com ele, na maior inocência, realmente ela não tinha entendido as segundas intenções do garoto.
- Huum, ainda temos um quarto livre, vamos pra lá? – O garoto disse a puxando pra dentro do quarto, sem dar tempo de ela ter qualquer reação contra.
- Ah... - ela ficou meio sem graça... mas, já estava dentro.
O menino começou a beija-la loucamente, começou a tocar nas coxas dela, e ir subindo levemente as mãos, sem nem pensar que ela poderia não estar gostando. E não estava.
- Eerh, tá tudo bom demais, sabe...mas eu acho que estamos indo rápido demais, Matt.
- Nossa gata, pensei que você me queria tanto quanto eu te queria.
- Sabe, eu tô gostando de você e tudo mais... tô gostando mesmo, mas eu acho melhor a gente descer... é que, agora não é o melhor momento. - Disse totalmente sem graça, tinha realmente se tocado no que ele queria com ela ali.- Eu achei que a gente vinha ver a casa, espero que você me entenda. – falou e ficou um tempo em silêncio esperando a reação do garoto, ele era uma ótima companhia, não queria estragar tudo.
- Tudo bem querida, se você quer assim, deixa pra depois, com um tempo. – Ele disse percebendo que a menina estava nervosa. – Não fica assim.
- Você tá chateado? - ela disse colocando os cabelos atrás da orelha.
- Claro que não, eu respeito, afinal acabamos de nos conhecer... - Ele disse a abraçando pelas costas e dando-lhe um beijo no pescoço, o menino parou e analisou as costas nuas dela, tocou-as e desceu as mãos deslizando.
- Errh, vamos descer, logo! – quebrou o clima, e saiu.
- Calma linda, me espera! – Matt veio logo atrás.
foi até o bar pegar algumas bebidas e deixou Matt conversando com os amigos e a esperando. Quando ia voltando já com as bebidas nas mãos, pôde ouvir Matt comentar sobre o tal ocorrido no quarto.
- Nossa, foi ótimo, foi fácil, e eu fiz com ela tudo o que eu quis, sabe? Ela não era muito boa e nem muito experiente, mas o tiozinho aqui mandou bem, ela me elogiou muito, já sei o que fazer quando estiver entediado, já sei pra quem ligar... cara ela é muito gostosa, e muito fácil, eu subi, fiz tudo isso e ela não falou quase nada, outra já teria... você sabe... - Ele inventava coisas e contava para os amigos, algo que nem ao menos tinha acontecido, viu seu mundo cair, se sentiu idiota, ofendida, sem reação, profundamente magoada, como ela pôde ser tão burra? Nunca tinha imaginado isso com ela, já imaginava os comentários por todo o colégio, e não agüentou colocou as bebidas em uma mesa qualquer e saiu correndo e chorando, se sentindo um nada, uma fácil, uma imbecil, uma qualquer, apesar de não ter feito nada, nada de mais. Passou por que se agarrava com e que ficou assustada, tentou ir atrás da amiga mas, já era tarde, não estava mais em canto algum.
encostou-se a uma árvore que tinha na esquina no meio da rua, um pouco distante da casa, onde estava escuro e não havia ninguém, só escutava o som da festa. E desatou a chorar
foi se aproximando dos amigos com sua namorada e olhou pro relógio, se deu conta que ele e estavam atrasadíssimos pro jantar, pra tal reunião.
- Gente, urgente, eu to frito, cadê a ? - Falou passando a mão no cabelo, preocupado.
- Nossa, nem me fale, eu não sei o que aconteceu com ela, ela passou correndo desesperada lá pra fora, acho que estava até chorando, mas eu não consegui encontrar ela de maneira alguma. – disse preocupada.
- Seja o que for acho bem feito, ela tava merecendo. – Stacy disse com um sorriso no rosto. – Aqui se faz, aqui se paga!
- Você é má mesmo hein menina? – Questionou partindo pra cima, mas foi segurada por . – Bem que você mereceu aqueles tapas que a deu em você ontem.
- Faz muito tempo? - disse assustado.
- Não... ela foi por al...- Ia terminando a frase mais já tinha corrido atrás dela e deixando a namorada lá, com cara de cão sem dono.
- Aii, , , cadê você? Cadê você? - procurava pelo jardim falando sozinho no meio da multidão.
Procurou mais um pouco e encontrou encostada numa arvore no final da rua.
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- ... até que enfim te achei. – disse ofegante. – A gente tá atrasa... , você ta chorando? O que aconteceu? – Por mais que eles sempre brigassem, nunca tinha a visto chorar e sentiu um aperto enorme no coração.
- Eu tô bem , eu tô só... volta pra sua festa, por favor! – disse enxugando algumas lagrimas que ainda caiam.
- Não, de jeito nenhum, eu não posso sair e te deixar aqui, assim, sozinha. – ele não queria mesmo a ver naquele estado, não queria vê-la assim, frágil, desde que a conheceu estava acostumado a ver forte e decidida, e agora ele a via ali, péssima, sensível, triste... ele havia até esquecido que também tinha sentimentos, não sabia como agir mais perto dela, com medo de a magoar ainda mais... com medo de qualquer coisa, nunca tinha sido assim, ela estava cada vez se tornando mais especial para ele.
Por impulso se abaixou lentamente, e com todo o cuidado encostou as costas de sua mão no rosto da garota, enxugando suas lagrimas.
- Não fica assim, , por favor! - ele pegou as mãos dela e foi levantando-a. – Vem cá, eu te ajudo. – se apoiou meio desequilibrada em e já de pé ficou bem em frente a ele, muito perto, estava encantada, paralisada, como ele era bonito... Não conseguiu dizer nada, como ela estava gostando de todo aquele cuidado, de todo aquele carinho que agora passava, se sentiu mais leve, se sentiu amada.
- Passou , passou... seja lá o que for... – Ele olhou fundo em seus olhos segurando com as duas mãos em seus ombros. – Você vai ficar bem... Mas, o que foi , você está me deixando preocupado, diga...foi aquele menino, não foi? O tal de Matt, ele te fez alguma coisa? Não foi? Você tava tão... feliz, e agora... Foi ele, não foi?
- Foi , foi! Tá feliz agora? Ele me levou pro quarto, mas eu não quis nada com ele, e agora ele esta lá na festa falando pros amigos dele que me agarrou e fez o que ele bem entendeu comigo, que fácil igual a mim não tem ninguém, que quando ele quiser é só me ligar... ele...- começou a chorar mais e mais. – , foi horrível...
- Ah, mas... esse... como ele pôde fazer isso com você? Mas que cafajeste... que idiota... aah isso não vai ficar assim não! – saiu correndo com muita raiva de volta para a festa. E ficou um tempo vendo tudo aquilo, sem reação, até que se tocou e saiu correndo desesperada.
- , O QUE VOCÊ VAI FAZER?
encontrou Matt, todo engraçadinho conversando com os amigos e rindo, tentando se chegar em outras garotas.
- Ahh, se deu bem por hoje Matt. – um deles falava.
A única coisa que ainda conseguiu ouvir antes de interromper tudo e dar um soco na cara do garoto.
- Seu idiota, o que você pensa que estava fazendo com a ? – dizia partindo pra cima.
- Eu fiz tudo o que eu quis. E ela deixou! – ele dizia cínico.
- Seu... seu... – outro murro.
O outro partiu pra cima e bateu em também, chegou e não pode deixar de entrar em desespero.
- pára, por favor.
- Não se mete, , o meu negocio é aqui com esse canalha.
- PÁREM. - gritava desesperada.
Até que , e chegaram e separaram a briga.
saiu correndo desesperada depois de ver aquilo tudo, tudo era culpa dela, estava com o nariz sangrando, estava tão envergonhada, ela jamais esperava aquela atitude de .
deu por falta de depois de ser separado e de ter se acalmado um pouco, e saiu correndo atrás dela seus amigos foram logo atrás com as meninas, ele se deparou com um carro preto de vidro fume parado no meio da rua, dois caras saíram, agarraram e a empurraram com tudo, a força, pra dentro do carro.
- EI, O QUE É ISSO? SOLTEM ELA. – disse sem pensar e partiu pra cima.
Foi empurrado para dentro do carro também.
Seus amigos chegaram logo atrás, e viram só o carro tocando aceleradamente.
- O que foi isso? – perguntou preocupada.
- Ai eu não acredito que o meu namorado defendeu essazinha na frente de todos e ainda some com ela depois. – Stacy chegou logo depois.
- Levaram o e a gente! E agora? - disse nervosa.
- Quem eram? Quem eram? – Disse confuso.
- Eu não sei, mas boa coisa não deve ser. - Disse .
- Não né? Pra levarem eles assim! O que a gente faz? – falou mais que preocupado.
- Não sabemos dude, não sabemos! Eu vou ligar para os pais deles... vamos lá pra casa dos garotos, se eles permitirem, claro, não tem pais e a gente liga por lá mesmo! - teve essa idéia.
- Claro linda, vamos sim! - disse mais aliviado.
O carro parou num galpão abandonado, dois caras desceram com e que se encontravam desacordados, entraram com eles e os trancaram em um quartinho que o galpão possuía, lá nos fundos, havia um colchão mofado e um garrafão de água, com um copinho de alumínio ao lado, deixaram os dois ali e foram pesquisar quem era o outro ser que eles tinham SEQÜESTRADO além da menina.
Enquanto isso na casa dos meninos...
- Alô! É a mãe da ?
- Aqui é a amiga dela, a - tia... por acaso ela está ai com você?
- Já ia fazer a mesma pergunta, por acaso o está ai com vocês, os dois nunca chegaram ao compromisso que eu marquei com eles.
- Não! Eu vou ver se eu encontro eles! Tchau! - E desligou.
- Gente? Onde será que eles estão? Eu tô com tanto medo, eu não quis mesmo falar nada pra mãe dela sabe? Porque eu ia ter que contar como aconteceu e... sabe! Eles estavam na festa escondidos... como é que será que eles estão? Será que eu to fazendo a coisa certa, gente? - perguntava coisas sem respostas, e começou a chorar. Logo, a abraçou aflito.
No galpão os ladrões tinham descoberto que era filho do sócio da mãe da garota que eles tinham seqüestrado, eles estavam muito satisfeitos, planejavam seqüestrar a filha da dona daquela empresa, muito rica e conhecida por sinal, e agora estavam com o filho de um dos donos também, iam ganhar em dobro.
- Ótimo brother, serviço completo, saiu melhor que encomenda, assim podemos pedir o resgate pelos dois.
- Claro cara, deixa passar um tempo para eles ficarem mais desesperados com o sumiço dos filhos que a gente pede uma boa e apertada quantia em dinheiro... hehe!
Cap. 6
No dia seguinte e acordaram logo cedo, passado o efeito dos calmantes. Como o quartinho não tinha janela estava um pouco escuro ainda e só viam uma flecha de luz que vinha pela porta.
- ? Onde é que a gente está?
- Me desculpe, , mas eu gostaria muito de te responder; se eu soubesse.
- Aii, eu vou te matar, você me prometeu que eu não ia me dar mal por ter ido com você aquela festa, se você não tivesse tido essa brilhante idéia, não estaríamos aqui... raptados! – dizia com muita raiva.
- Ah, , agora você vem colocar a culpa em mim, não é? Só estamos aqui porque você foi se meter com aquele... Aquele carinha lá da festa, se não fosse por ele, tínhamos saído rápido da festa, ido pra reunião e estaríamos agora em casa dormindo que nem anjinhos.
- Mas nada disso teria acontecido se não tivéssemos ido para aquela festa. - falou lembrando do horror da noite anterior.
- Sabe, eu nem sei onde eu estava com a cabeça em ir ajudar você, brigar por sua causa, e mais uma vez por sua causa eu estou aqui, não sei o que aconteceu quando eu vi eles te empurrando, fui lá, e acabei indo junto! – Falou muito aborrecido. – Devia me agradecer... afinal você não está aqui sozinha.
- Não pedi sua companhia, e não pedi para você fazer essas coisas por mim, você fez porque quis!
- Ai, quer saber? Já estamos aqui mesmo, juntos! Não podemos fazer nada, aconteceu, não volta mais. – falou com cara de tédio, se encostando à parede.
Foi só terminarem de falar e viram alguém abrir e fechar a porta rápido, deixando dois pães num pratinho para eles.
- Pode comer os dois, eu não quero, estou um pouco enjoado. – Disse fazendo cara de nojo.
- Eu não sei, eles podem ter colocado alguma coisa. – disse olhando com muita vontade, estava morrendo de fome.
- Acho que não. Muito cedo pra nos matarem.
- Estou morta de fome. - disse pegando um pão. – Não vou resistir.
O pão estava quentinho e traçou os dois, já que não queria.
Na casa de , todos estavam na sala, com exceção de e ela, é claro:
- Tia eu sinto muito mesmo, achei melhor te contar porque desde esse ocorrido não vimos mais eles.
A mãe de já estava em prantos, muito preocupada, pegou o telefone e falou com o pai de que prometeu passar lá para irem juntos até a delegacia.
Já eram duas da tarde e nenhuma noticia dos dois, o dia estava agradável para os padrões londrinos e a cidade estava bastante calma. acordou e olhou pra no outro lado do pequeno quartinho, ele estava dormindo, muito soado, encolhidinho, e não havia comido nada ainda. Ela então resolveu acordá-lo.
- ... Eles já trouxeram o almoço, acho melhor você comer algo, assim você vai adoecer... ?
nem se movia, dormia que nem pedra, mas ele estava muito quente e com frio. logo percebeu que o garoto não estava mesmo, nada normal.
- Ai meu Deus, , vamos lá! Não me invente de adoecer logo agora! - se encheu de preocupação.
- Oi... ? Eu to bem... eu só... to com frio. – falava meio desacordado, se encolhendo mais ainda. – Não se preocupe comigo, eu to bem.
- você não está nada bem... vem cá... Eu to te devendo uma ajuda. – disse sentando-se e colocando a cabeça de apoiada em suas pernas. – Nossa , você ta queimando de febre... Eu tenho que pedir ajuda.
Na mesma hora um dos caras entrou para pegar o prato.
- Moço, moço... ele não está nada bem, está queimando de febre. – disse rápido antes que ele fechasse a porta e saísse.
- Problema o de vocês! – Disse grossamente e saiu.
- Nossa... E agora? O que é que eu vou fazer? Você não pode ficar desse jeito, sua febre tem que baixar. Você pode sei lá!
- Calma, ... Eu não vou morrer!
- ... Por favor... Não me deixe aqui sozinha... – falava meio sem jeito, numa mistura de cansaço e desespero.
- Eu não vou! Nunca me passou pela cabeça isso, se eu sair daqui você sai também, eu não vou te abandonar e... Pára de falar assim, já ta querendo me matar é?
- Não te odeio tanto assim, . – disse sem poder deixar de sorrir e pensar nas ultimas palavras que a poucos dias ela não diria nem morta para o mesmo menino.
ficou ali, ardendo em febre e começou a pensar... Ele também não, sempre achou que odiava com todas as forças, sabe... Ela sabia mesmo tira-lo do serio, mas isso parecia estar mudando, ele não queria mesmo, de maneira alguma que alguma coisa de mal acontecesse com ela, a não ser que... Partisse dele é claro! Mas nada muito cruel. Ele começou a achar tudo isso muito estranho, toda essa aproximação, mas parou de pensar quando começou a acariciar seus cabelos suados.
- Você vai ficar bem, . Eu to aqui e vou cuidar de você! Não vai acontecer nada. – dizia sincera, e assustada, se sentindo meio sozinha, fraca, responsável por ela e por .
Não, ele não queria mais vê-la chorar, era como se aquela menina de pedra estivesse se tornando de vidro, nem ele mesmo ousaria lhe fazer algum mal... Não naquele momento. Ela parecia uma ótima pessoa, chegou até a lembrar do que Tom dizia, que ela era legal e não via porque implicância... Será que ele tinha razão? “Não, devo estar delirando.” Foi isso que pensou. E adormeceu num sono leve e ao mesmo tempo pesado, só acordou quando o entregou um copo de água e um comprimido contra a febre que um dos homens tinha jogado bruscamente e trancado a porta sem tempo de fuga ou de trocarem uma só palavra.
O dia passou devagar para todos, parecia não ter mais fim. fitava o teto e percebia que não tinha noção de tempo naquele quarto imundo e desconfortável. A policia já tinha iniciado a procura pelos dois e ouvido os depoimentos de seus amigos. A febre de já tinha passado com o remédio e eles estavam querendo fugir dali o mais rápido possível, só não sabiam como, foram interrompidos de seus pensamentos quando um dos ladrões entrou.
- Vamos precisar de vocês dois agora, vou ligar para os pais de vocês e eu quero que sejam muito obedientes e cooperem. – Pegou um celular e discou um numero qualquer. – Sabemos bem quem são vocês, ligarei primeiro para sua mãe queridinha, eu quero que diga somente isso que eu disser: Mãe, eu estou bem, eles querem 60.000 por mim, eles vão informar depois onde fazem à troca... Não fale nada a mais do que isso e não tente gracinha.
E passou o telefone para .
- Mãe? Não se preocupe, eu estou bem...- olhou para o homem que fez cara ameaçadora. – Eles querem 60.000 por mim, eles vão combinar o lugar depois. Mãe? Eu te amo... O ? Esta comi... – Ia terminar de falar mais o homem puxou o telefone desligando-o. Nossa... Eu te amo? poderia contar nos dedos as poucas vezes que falou que amava sua mãe isso. Alguma coisa estava mudando, talvez a situação que ela se encontrava, o medo ou sei lá. Lógico, no fundo ela amava a mãe, mas nunca se permitia transparecer esse sentimento, ela era fechada, as únicas que escutavam, agora (antes não) constantemente ela dizer essas três palavrinhas eram as amigas que pela convivência, a intimidade, a conversa aberta entre elas, ela falava tudo que lhe vinha pela cabeça, até AMOR, uma palavra que ela achava forte, usada somente na ocasião certa, para as pessoas certas e vinda verdadeiramente!
- Sua vez, . – O homem discou o numero e passou para que falou quase as mesmas coisas só que rápido e com muito medo do homem que o olhava com raiva.
- Não pretendemos machucar vocês. Não se preocupem, até que estão bem comportados... Afinal, não teria coragem de machucar um rostinho tão lindo como este. – O homem falou parando na frente de e passando os dedos pelo rosto dela que estava pálido, com medo.
- Hey! – falou o afastando.
- Não se preocupe, AINDA não pretendo fazer nada com ela. – Disse rindo e saindo. começou a chorar e ficar apavorada.
- Minha mãe estava, tão desesperada, sabe ... Eu estou com tanto medo...
- Eii, não fica assim, eles vão dar um jeito de tirar a gente daqui, eu tenho certeza disso, eles são... Nossos pais. – falou levantando o rosto dela com os dedos. – Vai ficar tudo bem, eu sei que vai; A gente vai dar um jeito de sair daqui, você vai ver. – Disse a abraçando, colocando a menina contra seu peito, que chorava ainda mais.
Depois de um tempo assim, já tinha se acalmado um pouco. Ela levantou a cabeça ainda abraçada em e olhou para ele, se perguntando se ela estava mesmo assim com ele, era estranho, mas era bom, não sei se pelo momento, o apoio, só sabia que era ótimo ter a presença dele por perto, ele era até... Legal! Ok, não acreditava que estava pensando nisso ou admitindo o fato, continuou o olhando.
- Eu nem sei como te agradecer por tudo que você tem feito, ... Sabe que... Eu nunca imaginei isso de você, poderia imaginar qualquer pessoa me dando apoio e estando aqui nessas ultimas horas menos você, a um tempo atrás estávamos... Sabe... nos matando.
- As coisas mudam, . – falou olhando fundo em seus olhos. – Por quê? Algum problema em ser eu e não outro? Alguma coisa contra? – Disse num tom de brincadeira, soltando ela e se sentando encostado na parede.
- Nenhuma. – falou e sorrindo se sentou ao seu lado. – Sabe que não é tão ruim ser sua amiga, ? – Disse sorrindo (talvez as meninas estivessem certas). Ele olhou bem praquele sorriso, nunca tinha reparado isso antes, mas esse sorriso era o mais lindo que já tinha visto.
- Foi o que eu imaginei, que estivesse gostando... Você sabe, todos me amam. – Disse rindo.
- Não sei como a gente ainda consegue brincar estando aqui.
- Esquece isso, , vamos somente pensar em coisas boas, e aah, como a gente vai fugir, né?
- Não sei, , se a gente não conseguir talvez as coisas piorem.
- Melhor do que não tentar... Eu acho! – Parou pensativo. – Temos grandes chances de conseguirmos, , são só dois.
- Ah, dois marmanjões maiores do que você três vezes.
- Eii, não precisa elogiar.
Ficaram ali rindo e planejando a fuga que seria para o dia seguinte, a tanto tempo que eles se conheciam e nunca tinham estado assim, rindo juntos.
- , eu tive uma idéia, ele sempre vem com uma arma no bolso e sempre esta aqui de manhã cedo pra nos trazer comida, certo?
- Certo!
- Então... Eu podia ficar atrás da porta pegar a arma do bolso dele e meter na cabeça dele... e com o outro a gente se virava, apontava a arma pegava um pedaço de ferro e feria ele também e saia correndo.
- Não sei não, , me parece meio... Perigoso.
- Nossa, , temos que tentar, pelo visto eles não vão fazer nada de tão mal contra a gente. – Olhou pra ela que parecia nervosa com a idéia. – Confia em mim. – Falou colocando uma de suas mãos em cima da dela.
- Tá, tá certo, podemos tentar... Lembre-se que da ultima vez que confiei em você, viemos parar aqui. – Olhou pra ele com ar de graça.
- Não começa, tá? Assim eu vou mesmo me sentir culpado hein? – Ele disse rindo também.
pegou no sono depois de um tempo e continuou ali pensando na fuga do dia seguinte, quando foi perceber que estava dormindo a deitou com cuidado no cochonete e se deitou ao lado. Virou-se de frente a ela bem de perto e ficou a observando, cada traço, como ela era linda, mesmo desarrumada, mesmo com aparência cansada, olheiras, remela, etc. Percebeu que não queria estar ali com outra pessoa se não ela, e como era bom também ser amigo de , viu ela respirar leve, passou a mão em seus cabelos, com medo que ela acordasse e falou para a menina que dormia no seu mais leve sono:
- Vai dar tudo certo amanhã... Só vamos sair daqui se for juntos.
Percebeu que era melhor descansar porque amanhã eles teriam que correr e muito, o dia seria mesmo muito pesado. Virou de frente e ficou encarando o teto mofado, foi quando escutou um suspiro forte de e sentiu ela colocar inconscientemente a cabeça em seu peito.
No dia seguinte acordou cedo.
- ... Vamos lá... Acorde.
- Hum? – Meio desacordado. – Ah é... Ele ainda não veio nos dar pão, não é?
- Não... Vai logo pra trás da porta. – se levantou rápido e quando foi indo o puxou, ele virou e olhou para ela. – Vai dar tudo certo, . Se Deus quiser.
- Espero que ele queira... – Se virou e fez menção de continuar indo em frente e virou. – Me deseje sorte.
- Boa sorte, . – Se agachou atrás da porta dando um espaço para que quando o seqüestrador abrisse não batesse com a porta nele.
Depois de um tempo de espera a porta se abriu, puxou rápido a arma do homem e deu dois tapas fortes em sua cabeça, o homem caiu fazendo infelizmente o prato que vinha com os pães cair também, fazendo o maior barulho. o puxou para dentro, pegou o celular do homem e guardou no bolso.
- Acho que vamos precisar disso daqui... Vem, , vamos rápido. – Esticou a mão para pegar, ela se levantou pegou em sua mão e saíram do quarto, trancaram a porta com o bandido dentro.
- Se prepare para correr, por favor, dê tudo de si e não fique pra trás. – Falou apertando a mão dela que estava fria e olhando em seus olhos, permaneceu calada só fez que sim com a cabeça. pegou um pedaço de madeira que tinha ao lado da porta do quarto, foi quando escutaram um barulho, correram rápido e se esconderam atrás de um sofá que tinha ali, o outro foi entrando e tentando girar o trinco da porta.
- Cara? Algum problema a... – Uma paulada na cabeça.
- Corre! – puxava pela mão e corria desesperado. Saíram do galpão e se depararam com uma mata enorme a sua frente, o galpão era mesmo totalmente isolado. enxergou o carro dos bandidos, mas... Opa! Estavam sem as chaves. Continuaram correndo, entrando na mata, correram mais, mais, mais e mais... Se distanciaram mesmo, mas ao mesmo tempo dava muito medo de aquela distancia não ser o suficiente, parou um pouco se segurando em uma árvore, estavam ofegantes, tirou o celular do bolso e discou para a policia.
- Alô? Aqui é , eu fui seqüestrado há alguns dias, consegui fugir, estou aqui com , estamos... Não sei bem a localização, estamos no meio de uma mata, onde tem um galpão que passamos esses quase dois dias, precisamos de ajuda. – Desembestou a falar.
- Acho que sabemos mais ou menos onde é, vamos tentar localiza-los melhor, esperem ai.
- Tá! – E desligou.
- Não sei bem se é uma boa idéia ficarmos aqui parados, vamos procurar uma estrada e pedir carona. – falou sentando-se nos pés da árvore.
- Mas ... E se eles estiverem com o carro na estrada só esperando por nós?
- É... Eu não sei bem, mas... Eles devem ter dado falta do celular e devem estar procurando a gente por aqui, pela pista seria mais fácil da policia pegá-los. Acho que eles não vão pra lá.
- Tem razão, mas agora fiquei sem saber o que fazer.
- Parados é que não dá pra ficar. – Se levantou e saiu indo em frente, foi atrás.
Depois de uma longa caminhada encontraram a estrada, já era 13h e ficaram ali, atrás de umas árvores agachados com medo de serem encontrado pelas pessoas erradas. Ficaram um tempo em silêncio, estavam muito cansados.
- Meu sonho agora era um sanduíche de três andares, com bastante queijo.
– tirou aquele silêncio.
- O meu era mesmo um banho; cá pra nós. Estamos precisando. – disse se cheirando, nem precisava, estava mais suada do que nunca.
- É verdade, você está mesmo fedendo. – disse fazendo cara de nojo.
- Como se você também não estivesse. – falou rindo e dando um pedala na cabeça dele.
- Olha... Está vindo um carro! – disse.
- Fica quieta que eu vou olhar se é o deles. - disse se levantando um pouquinho.
Não era o dos bandidos então correu até a pista e ficou acenando pedindo carona, mas o carro não quis se comprometer passou rápido com medo.
Eles voltaram para trás da árvore e depois de um tempinho passou um carrinho vermelho, onde havia uma mulher dirigindo. correu até a pista e ficou acenando desesperado, correu até ele e o carro parou.
- Moça, Por favor nos ajuda. – falou já entrando no carro com .
– Dirige e rápido por favor. A mulher ficou assustada e tocou o carro no mais rápido que podia. Quando tinham se afastado um pouco, a simpática mulher perguntou:
- O que aconteceu, vocês parecem... Cansados. – A mulher falou olhando no retrovisor.
- Ah fomos seqüestrado. – Isa falou mais aliviada. – Fugimos.
- Nossa! - A mulher falou.
Depois de alguns minutos que mais pareciam uma eternidade, e muitas explicações do endereço da casa de , eles chegaram.
- Pronto, estão entregues. – A mulher falou se virando para trás.
- Obrigado(a) moça. – Falaram em coro e desceram.
A mulher gritou um: mas cuidado moçinhos, e saiu com o carro. olhou aliviada para sua casa, nunca pareceu tão feliz em vê-la novamente.
- Vem, , vamos entrar. – Falou indo na frente, a seguiu.
ia abrir a porta mais antes disso parou e olhou para .
- , muito obrigada, valeu confiar em você, é por sua causa que estamos aqui agora. – Falou dando um sorriso e abrindo a porta.
- minha filhinha. – Sua mãe a viu sem acreditar e deu um abração.
- ! Você também. – Abraçou forte . – Não me dêem explicações agora, por favor, devem estar muito cansados, tomem um banho frio primeiro e depois a gente conversa.
- Ok mãe, eu vou ao meu banheiro e vai ao de visitas.
- Mas... Eu to sem roupas aqui. – disse tentado com a idéia.
- Besteira, a empresta uma boxer dela que ela usa para dormir – Sua mãe falou. – Enquanto isso eu vou ligando pro seu pai e ele vem pra cá trazendo uma roupa.
- Ta bom, você venceu! – Falou subindo as escadas.
Tomado banho, seu pai chegou rápido com uma roupa abraçou o filho e ficaram ali falando como foi que conseguiram fugir e comendo sanduíches que a mãe de tinha preparado. A policia chegou ainda na mesma noite avisando que conseguiram pegar apenas um dos bandidos e que o outro tinha fugido. Foi uma semana bastante tensa, mas eles voltaram a suas atividades normais e com um tempo as coisas já estavam ficando bem mais calmas.
Já haviam se passado duas semanas do ocorrido e tinha chagado a tal da reunião.
- Querida, você sabe que eu vou viajar amanhã e só volto em uma semana. – A mãe de falava atentamente.
- Aham. – fez que sim com a cabeça e abriu um sorriso de orelha a orelha, ela estava mais do que feliz, como nunca esteve antes, iria ficar uma semana sozinha em casa longe de sua mãe, longe de seu castigo, podendo fazer o que quisesse, sem responsabilidades e sem reunião na sexta... Não teria como ser melhor, já imaginava a bagunça que iria fazer com todos.
- Então... Nós não estamos muito seguros de deixar vocês sozinhos ainda... – O pai de ia prosseguindo e o sorriso dos dois murchando. – Então... Decidimos que vocês vão ficar juntos lá em casa. Sem brigas, por favor, aproveitem para voltar a serem amigos. – Finalizou.
- É para vocês cuidarem um do outro, pode... sei lá, acontecer qualquer coisa nesse tempo. É uma viagem longa e necessária... A negócios. – Sra. complementava.
Os dois se olharam com um sorriso fraco e pensaram um pouco, melhor do que ficar com os pais? Com certeza!
- Ai que saco! Só pode ser se for assim? – perguntou saindo de seus sonhos de liberdade.
- Nossa decisão é essa, ninguém vai mudar, ou preferem que eu contrate uma babá também? - Sua mãe respondeu.
- Mãe... Ele é um garoto, vai ser incômodo, não acha?
- Eu confio em ! – Falou olhando pro garoto que sorriu amarelo.
- E você ? Não vai falar nada? Vai aceitar tudo calado? – perguntou.
- Eu vou estar na minha casa, você é quem vai invadir, não tenho nada para falar, se você conseguir tirar essa idéia da cabeça deles, melhor! – Falou meio aborrecido, mas ao mesmo tempo lá no fundo, no fundo mesmo, ele estava feliz.
- Vamos, , não adianta protestar, nossa decisão é irredutível... E também... Não é o fim do mundo, minha casa é grande, possui muitos quartos, é um rapaz respeitador. – Falou Sr. dando um sorriso de quem estivesse fazendo uma oferta tentadora. – Muito pior foi o lugar onde ficaram juntos no mesmo quarto, da ultima vez.
- Ai, ta certo! – Falou virando os olhos. – Amanhã eu chego lá, mas não é motivo para se sentirem tão seguros assim, de que nada vai acontecer com a gente, até parece que ele sabe se defender.
- Não se esqueça de que fui EU quem defendeu você naquela festa e que fui EU quem nos tirou daquele cativeiro. – Disse num tom superior.
- Vamos nos sentir MAIS seguros se vocês estiverem juntos. Não abram a porta para estranhos, não fiquem acordados até mais tarde... – Ficaram dando aqueles avisos do que NÃO podiam fazer durante esse tempo que estariam só, coisa de pais. Até parece que eles iam segui-los...
Cap. 7
No outro dia acordou, se arrumou e botou a ultima roupa que faltava dentro da mala.
- Tudo pronto. – Falou fechando a mala satisfeita. Então ouviu gritos vindo de lá de baixo. Era sua mãe, claro! Que nunca parava de fazer aquelas tais ameaças.
- , ASSIM EU PERCO O MEU VÔO, DESÇA LOGO OU VAI TER QUE IR ANDANDO ATÉ A CASA DE COM UM MONTE DE MALA NA MÃO!
- Vamos? – apareceu na escada já pronta e com suas malas.
As duas entraram no carro e foram para casa de onde iria passar a semana que era para ser a mais feliz da sua vida.
- Filha se comporte! – Sra. gritava vendo a filha seguir , que a ajudava com as malas, ligou o carro e foi embora para o aeroporto.
- Seja bem vinda! – falou abrindo a porta e dando espaço para ela entrar. – Vou te mostrar seu quarto. – Falou puxando e levando-a até o próprio.
- Fica ao lado do meu! – Sorriu satisfeito.
Ele ia saindo, mas voltou quando se lembrou que tinha uma coisa para falar.
- Ah, sim ... Eu tava pensando que, como hoje é sábado, estamos sem pais, nada para fazer... Que tal comemorarmos? – olhou animado. – Fazendo uma festa!
- Huum... Não sei não, ! Me parece... uma otima idéia! – se animou. – Sempre quis fazer uma festa, mas minha mãe... Sabe como é, né? Mas, Parabéns ! Até que enfim botou a cabeça pra funcionar hein? – Falou sorrindo e bagunçando o cabelo dele.
- Sabia que iria gostar. – Falou orgulhoso. – Vamos? – Falou estendendo a mão que pegou ficando ao seu lado.
- Sim, mas... Para onde?
- Ligar para os convidados, vem! – Saiu puxando para a sala.
Chegando lá ele soltou a mão dela e foi até um bloquinho que tinha ao lado do telefone, pegou um lápis e entregou a ela.
- Vamos fazer a lista, ligar para todos, comprar as bebidas, as comidas... Tem que estar tudo perfeito anda logo Isa, ainda temos muita coisa pra fazer! – Falou andando de um lado para o outro, muito pensativo por sinal.
- Calma, , já vi que está muito empolgado! – Falou rindo da cara que ele fazia se sentando à mesa.
Já eram quase oito da noite e tudo já estava pronto, eles estavam muito cansados e muito satisfeitos com o bom trabalho que haviam feito. e já terminavam de se arrumar e os convidados já estavam para chegar. ficou pronta em pouquíssimo tempo, o menor tempo que conseguia fazer, um verdadeiro recorde, porque vocês sabem como são as mulheres quando o assunto é se arrumar. Enquanto descia as escadas, a menina deu de cara com um pasmo, sem reação e totalmente petrificado sentado na sala. Ele a observava descer cada degrau analisando cada detalhe nela. ao perceber aquilo, sem se dar conta deu um leve sorrisinho no canto da boca. Quando de repente a campainha tocou os tirando do pequeno transe.
- Eu abro! – Falou – Devem ser as meninas, elas disseram que iam chegar mais cedo para nos ajudar.
- Oi! – Disseram todas em coro, já entrando sem ao menos serem convidadas, como de costume.
- E ai? Quem chegou até agora? Somos as primeiras? – Perguntou procurando algo com o olhar sob a sala.
- O Tom não chegou ainda, se é isso que você quer saber. – Respondeu .
- A pergunta não foi nesse sentido, mas eu aceito a resposta. – Piscou . – Vou ligar para ele e perguntar se já estão vindo.
Todos foram para a cozinha enquanto ligava para o namorado.
- Quem vocês convidaram para a festa? – Perguntou – Vêm muitos gatinhos?
- Na verdade eu não sei, foi quem convidou o pessoal lá da escola, afinal, a casa é dele. Acho que uma hora dessas todo mundo deve saber da festa e acho que vai aparecer gente que eu nem sei o nome. – Respondeu pegando algumas bebidas da geladeira.
- Que bom! Adoro conhecer gente nova. – Exclamou .
Tiin Doon!
A capainha tocou e saiu correndo para atende-la passando por que vinha no sentido contrário.
- Ei! Posso saber que milagre é esse de você e o estarem se dando bem ultimamente? – perguntou ao chegar na cozinha.
- É, isso com certeza é um milagre, achei que se vocês dois dividissem o mesmo teto por mais de dois minutos, acabariam se matando. – Comentou . – Cheguei a pensar que quando chegássemos aqui encontraríamos os cadáveres no chão da sala.
- Vou fingir que não ouvi esses comentários para o bem da nação. – Recrutou uma irônica levantando o dedo indicador como uma política. – Só estamos tentando fazer com que o ambiente se torne o mais agradável possível durante esta semana já que não tivemos escolha. É uma trégua, mas não pensem vocês que eu esqueci das armações que ele aprontou pra mim não! Ele ainda me paga, é sério.
- Xuxuu! – Gritou quando viu entrar pela cozinha – Que saudades!
- Mas você me viu ontem! – Disse o garoto.
- Tempo suficiente para morrer de saudades do meu namorado. – Falou abraçada ao garoto.
- Êê, mas vocês dois hein! Vou até sair de perto antes que contamine. – Falou saindo da cozinha.
A casa já estava lotada e de pequenos em pequenos intervalos de tempo se enchia cada vez mais. Toda a escola, literalmente, estava lá e também pessoas que ninguém fazia noção de quem eram ou de onde vinham. Tinha gente em todo lugar, até nos corrimões da escada ou até mesmo enfiados em qualquer buraco estratégico que a casa escondia. O som estava alto e tocava algo que não fazia a menor diferença, todos estavam animados, bebendo, dançando, quebrando as coisas ou trocando caricias com algum individuo. estava no bar com sua namorada, e estavam dançando e e estavam azarando algumas meninas enquanto , e estavam em um sofá no canto da sala observando as pessoas em volta sem muito animo.
- Isso é um absurdo, num dia ele fica comigo, no outro me olha como se nada tivesse acontecido e agora ficar ai, dando em cima dessas piranhas. – Indagou furiosa.
- Homem é mesmo tudo igual, - Disse . - Digo isso pelo meu pai, era o único da espécie em quem eu confiava e, no entanto traiu a minha mãe com a secretaria dele. Depois disso eu não confio mais em nenhum deles.
- Dá licença que eu vou dar uma voltinha por ai, ficar aqui que nem uma derrotada ta me cansando! – Falou se levantando. – Alguém vem comigo? Ou preferem ficar aqui se lamentando?
- Eu vou! Você não vem ? – Perguntou já em pé.
- Podem ir meninas, não se preocupem... Eu to tão cansada que prefiro ficar aqui mesmo. – Falou suspirando desanimada.
- Então fique ai, a gente aproveita a festa por você! – Falaram piscando um dos olhos em sinal de ok e saíram se perdendo do meio da multidão que se localizava no meio da sala.
suspirou e deu uma olhadinha na direção em que estava. Ele estava com a namorada que se encontrava arrodiada de amigas, ele ria de alguma coisa que uma delas contava e Stacy se amostrava agarrando-se no braço dele e rindo exageradamente mostrando a todos seu acompanhante como se estivesse com O melhor da festa. Por um breve e rápido momento seus olhares se encontraram, olhou nos olhos dela e desviou rapidamente voltando a se concentrar na conversa, desviou-os também.
- O que tá fazendo aí sozinha?
- Estou tão cansada que... O que VOCÊ está fazendo aqui, Matt?
- Eu vim para a festa como todo mundo, afinal de contas eu fui convidado.
- Era só o que me faltava mesmo, o que eu fiz para você afinal? Eu dou uma festa e você ainda tem a coragem de me aparecer com essa sua cara de pau como se você não tivesse feito nada. Desinfeta! – falou furiosa se levantando e apontando o dedo na cara de Matt.
- Até onde eu sei a festa não é só sua e a casa também! – Recrutou ele.
- Ah, sabia! Tava demorando mesmo. Tinha que ter o dedo do nessa história, tinha. – Falou indignada. – Olha eu to me retirando, antes que eu perca a minha paciência mais do que eu já perdi e pule em cima do seu pescoço!
- Epa! Calma ai, gata. Eu não vou te morder, só quero conversar e acertar as coisas entre a gente. – nada falou, respondeu com o dedo do meio e foi saindo antes dele a puxar pelo braço fazendo ela voltar.
- Me solta seu bruto!
- Não solto até que você fale comigo!
- Eu não tenho nada para falar com você e não eu não vou te desculpar, dá licença do meu braço que ta doendo?! – Falou brava e irônica.
- Acho melhor você soltar a garota. – Surgiu uma nova voz no meio da discursão.
Um garoto alto, forte, moreno dos olhos bem azuis se intrometeu na briga e ficou imóvel na hora, era um dos meninos mais cobiçados no colégio que ela sempre esteve de olho e ao mesmo tempo sabia que não teria chance, afinal ela estudava lá a bastante tempo e ele nunca havia reparado nela e agora ele estava ali, a defendendo sem ao menos a conhecer, estranho, muito estranho.
“Lembrar de agradecer ao Matt por ter criado essa confusão toda.” – Pensou ela.
- Não se mete, garoto. – Resmungou Matt. - A conversa aqui é entre eu e ela!
- Mas pelo que eu estou vendo ela não está afim de conversar com você. – Falou o tal menino “misterioso” puxando para perto de si.
- Eu não me importo se ela quer ou não, ela vai conversar comigo do mesmo jeito.
- O que? Como se atreve? Aprenda a respeitar as mulheres, ela não vai.
- Já chega! Vá embora procurar uma garota mais fácil, porque eu não sou Matt e me esquece, vê se some de vez e desiste de mim, eu sei muito bem o que você quer comigo e isso qualquer uma pode te dar!
- Ok! Tem razão, vou evitar uma briga aqui tem garotas mais velhas, mais maduras, mais bonitas que você, mas quando o seu amiguinho não estiver por perto a gente vai conversar não pense que eu me esqueci dessa humilhação aqui não, viu, fofinha! – Falou furioso dando dois tapinhas leves em seu rosto e saindo.
- Seu idiota! – Gritou o garoto ao lado vendo-o se distanciar e foi insinuando que ia partir para cima, mas o segurou.
- Não! Esquece ele já foi!
- Tudo bem... Você tá legal? – Ele perguntou.
- Ah estou sim! Não foi nada, não se preocupe. Acredite eu já passei por coisas muito piores! – Respirou aliviada.
- Sério? Então você é mais surpreendente do que eu pensei. – Ele falou deixando-a sem graça e um silencio pairou no ar. – Éé... Então... Quer dar uma volta?
- Ah! – Olhou pros lados. – Claro! Mas, vem cá. Me tira uma duvida antes?
- Claro!
- Por que tá falando comigo? – O menino tomou um susto. – Não... É que assim sabe... A gente sempre estudou no mesmo colégio e você NUNCA veio falar comigo e sei lá, eu fiquei curiosa.
- Ah! É que tenho reparado muito em você de uns tempos para cá e... Gostei do que vi, achei você o máximo, uma garota muito interessante, misteriosa na medida certa e muito diferente das outras, você me chamou a atenção de uma forma incrível. – Terminou e olhou-a nos olhos, dá pra imaginar que ela ficou sem graça, mas ao mesmo tempo, sorriu sincera. – E então... Já respondi, vamos? – Ele deu a mão pra ela.
- Ah! Claro, claro, vamos sim! – Ela olhou a mão dele e a segurou com um sorriso natural estampado na cara.
Ele a guiou para o jardim onde o som ficava abafado e o movimento era um pouquinho menor. O silencio entre eles era assustador, eles não tinham muito o que conversar.
- Bom... Meu nome é , prazer! – Ela falou sorrindo e virando-se de frente para ele com a mão estendida.
- Ah claro! Meu nome é Johnny e o prazer é todo meu! – E apertou a mão dela. A noite ia ser realmente longa. Agora ela entendia o porquê de todas as meninas serem caidinhas por ele, ele era respeitador, atencioso, charmoso, bonito, engraçado, passava segurança, pelo menos era o que ela achava, afinal ela mal o conhecia... Ainda! Mas, foi legal ele tinha um bom papo.
Conversaram sobre coisas diversas e já parecia bem tarde, pois muita gente já tinha deixado a casa.
- Entãão... Eu vou indo, mas eu queria o seu telefone, você é muito bacana. – Johnny pegou na mão de e sorriu.
- Ah! já? Você também! É 88888885 me liga mesmo, hein? – Falou ficando sem graça pela mão dele em cima da dela.
- Não se preocupe! Eu vou ligar o mais breve possível. – Anotou o número no celular. – Então... Tchau, até mais! – Ele foi se aproximando e a beijou na bochecha, arrepios, ele era muito atraente. Ele a olhou com cara de interrogação, ainda próximo ao seu rosto, como quem perguntasse se poderia ir mais além. Ela fez que sim com a cabeça e ele beijou a bochecha dela novamente só que com pequenos beijinhos muito leves que foram se aproximando cada vez mais do lugar desejado, beijou o cantinho de sua boca e ela gelou, depois com tudo, ele agarrou as costas dela e a beijou, um beijo MUITO BOM POR SINAL!
Depois ele a soltou e deu um selinho.
– Agora eu tenho que ir. – Foi exatamente o que ele falou e saiu. – E aah! O seu beijo é como eu imaginava, apaixonante. – Virou de costas e seguiu seu caminho.
- UAU! – respirou fundo, quanta coisa em uma noite só, sonhou sozinha. Isso seria o começo de algo novo? Espera! , quase que ela havia esquecido.
Ela voltou para dentro da festa que agora era habitada apenas pelos mesmos amigos de sempre, estavam todos na sala esparramados no sofá mortos pelo cansaço da farra. Alguns estavam se matando com os olhos, quatro pessoas necessariamente, e , e em especial. Iih, a noite deve ter sido longa para os outros também.
- Oi, , tchau . – Todos se levantaram. – Chegou tarde, estamos de saída, amanhã a gente passa aqui pra ajudar a arrumar a bagunça. – Fecharam à porta.
- Oi, ! Pensei que não iria voltar mais. – Falou esparramado no sofá a olhando. – Você tava com o... Johnny? Não é isso? Eu vi. Que coragem, heein? Ele já pegou todas no colégio, é um galinha, você é só mais uma, to avisando, não se apegue!
- Ah, cala boca, , que da minha vida cuido eu, não enche, tá?! – Falou irritada. – Já estou irritada demais com você! Que história é essa de você convidar o Matt, hein? Ele veio para mim com a boca cheia dizendo que você tinha o convidado quando eu tentei o expulsar da NOSSA festa! , você sabe que eu o odeio! Você passou dos limites. EU TE ODEIO CADA VEZ MAIS SABIA?
- O que? Eu não o convidei de forma alguma! Sua imagem de mim é pior do que eu pensava, mas quer saber, eu não me importo! EU TE ODEIO IGUALMENTE.
Por incrível que pareça aquelas palavras já ouvidas muitas vezes da boca dos dois machucaram demais dessa vez, profundamente.
- Se você não se importa, muito menos eu! VOCÊ É INSUPORTÁVEL.
- Escuta aqui garota, eu estou na minha casa e não sou obrigado a ficar escutando alguém me insultar aqui, procure o seu lugar! – não agüentou, partiu para cima dele furiosa e começou a bater nele, suas mãos leves nem doíam tanto em quando o esforço que ela fazia mas, ele estava com tanta raiva que segurou nos braços dela.
– Já chega! – Ela estava em cima dele. Eles estavam ofegantes e tentavam recuperar as forças. Eles suspiraram se olhando cara a cara, muito próximos, como nunca. Eles nunca tinham ficado tão próximos. O corpo quente do garoto fazia ela se sentir mais quente ainda só que por dentro, uma sensação que ela jamais havia sentido ao mesmo tempo em que sua raiva todinha tinha passado e ele se sentia igual. Eles quase não conseguiam respirar parecia que todo seu corpo estava ligado em alta voltagem. Ficaram um tempo assim, pois era como um imã, não sabiam o que estavam sentindo, só sabiam que era bom.
- Dá licença, eu vou dormir, já que eu não sou bem vinda aqui! – saiu de cima do garoto e subiu as escadas correndo, abriu a porta do quarto e se jogou na cama tentando recuperar o fôlego. Ela tentou ignorar aquilo tudo e dormir, mas não conseguia. “O que foi isso?” - pensava.
permaneceu deitado no sofá sem reação. “O que? Não posso estar apaixonado pela , a gente se odeia, só se trata mal e além disso eu já tenho uma namorada, legal, que me satisfaz quando eu quero e muito bonita por sinal ou posso? Não, não! Isso é normal, ela é uma garota e eu sou um garoto cheio de hormônios e essas coisas acontecem, não é mesmo?! Nossa vou dormir acho que bebi demais!” – Ele pensou levantando-se e subindo para o seu quarto.
Cap. 8
No dia seguinte acordou com o barulho da chuva forte e grossa que caia sobre Londres, desceu as escadas com a cara amassada e usando apenas suas boxers, mas desistiu de ir até a cozinha assim que chegou a sala, pois a bagunça estava enorme, ele iria precisar de reforços. Subindo as escadas, ele se deparou entrando no quarto onde estava hospedada, ele optou por não atrapalhar os sonhos dela já que ela dormia feito pedra. Pegou o celular e discou o número tão conhecido de , e .
TIM DON!
Esse foi o som que atrapalhou seu sono. levantou num susto. Como não conseguiu dormir de novo, resolveu ver o que estava aprontando dessa vez, já que o barulho no andar de baixo estava enorme. Tomou um banho rápido, se arrumou e desceu.
- Huuum, gostei de ver, todo mundo limpando... – Falou ao notar varrendo, levando o lixo para fora, e consertando umas coisinhas.
- Oi, , ainda bem que você chegou – Falou .
- Eita, galera o trabalho tá ficando ótimo, mas... Lá em cima, tão escutando? Meu celular tá tocando, sabe como é né? Foi bom ver vocês.
- Eii mocinha, não fuja não! Tem muito trabalho pra você também. – Falou com um sorriso na cara, mas lembrou-se rápido do acontecimento da noite passada, sentiu sua face arder e ficou meio sem graça, ela o encarou e ele desviou o olhar pousado sobre ela.
TIIN DON!
- EU ATENDO! – Gritou indo em direção a porta.
- AMOOOR! Eu vim fazer companhia pra você MEU lindo! – Stacy chegou toda sorridente dando um selinho em . – Já que eu fiquei sabendo que você ia ter que agüentar alguns dias horríveis na companhia de um CERTO ALGUÉM instalado aqui em sua casa... Fiz essa surpresa pra animar a sua tarde! Gostou?
- Ah claro que sim, naturalmente... Hehe. – Falou e a menina foi logo entrando e se instalando no sofá.
- Oi pessoal! – Falou para os meninos sorrindo e em seguida olhou para e murchou. – Oi pra você também.
- Oi! – Falou sorrindo ironicamente. – Tava demorando né, gente?! Então, QUERIDA vai ficar ai sentada no sofá olhando mesmo ou veio aqui ajudar o seu lindo namoradinho?
- Éé... Se eu for útil em alguma coisa... – Falou Stacy.
- Aah não QUERIDA, não seja por isso. Tem trabalho pra todo mundo aqui. AH! Eu sei um certinho pra você, combina DI-REI-TINHO com a sua cara! É o único que sobrou sabe... Então ou é esse ou é nenhum, mas se você não tiver capacidade o suficiente para fazer, tudo bem... Eu faço, sem problemas, mas como eu percebi você veio aqui realmente para ajudar ele – falou apontando para . – A ter uma tarde incrível... Então vai querer? É pegar ou largar!
- Claro que eu aceito QUERIDA, se você tem capacidade eu também tenho... E em dobro FOFINHA! Então? Qual é o serviço?
- Bom... Já que você insiste... Siga-me né? Fazer o que? – Falou subindo as escadas com Stacy nas costas e os meninos ficaram com cara de duvida sem entender nada.
- ! Vamos subir que é agora que elas vão se matar. – Falou correndo e subindo escada acima junto com os outros.
Lá em cima...
- Bom! Querida é simples. – passou o esfregão, um pano e um balde cheio de água sanitária e uma mistura toda. – Você vai limpar os banheiros!
- Ah! Isso é simples FOFA, onde ficam?
- Simples? Aaah claro! O primeiro fica bem aqui nessa porta! – Falou abrindo-a.
Os olhos de Stacy se arregalaram, o fedor subiu de um jeito que até de Stacy, naquele momento, teve pena. O chão tinha de tudo, afinal era um dos dois banheiros que estavam abertos na casa para o pessoal da festa usar. Tinha de tudo, para começar, o vaso estava entupido, no chão você encontrava vomito, cigarro, cerveja, xixi por todo canto, nas paredes tinha xixi, absorventes pendurados, a própria fossa.
- Boa sorte QUERIDINHA! – falou tocando no ombro de Stacy e sorrindo satisfeita.
- Você me paga, ! Você sabe que me paga!
- Ah não querida, acho que você ainda não entendeu... O trabalho aqui é voluntário. – Falou fechando a porta e saindo.
- Se mataram?! – Chegou preocupado.
- , ainda bem que você chegou, olha o que essazinha tá me dando pra fazer!
- IIh me desculpe Stacy, mas isso eu não posso mudar, afinal foi você quem se ofereceu. – Falou com cara confusa. – Nossa isso tá feio mesmo. Te vejo lá em baixo, tenho muito trabalho pra fazer, tchau! – saiu correndo deixando-a pra trás com esfregão e balde nas mãos.
TIN DON!
- Eita que a casa hoje tá movimentada! – Falou olhando com cara de “Atende?” para .
- Pode deixar, , eu atendo! – Falou rindo da cara do garoto e indo até a porta.
- Pois não? – Disse ela assim que abriu a porta, dando de cara com um cara alto a encarando.
- Você é a certo? – Perguntou gentilmente.
- Sou sim! Por quê?
- Encomenda pra você! – Disse o homem fardado a entregando um buquê de flores nas mãos.
- Ah sim claro! Obrigada. Tchau! – Falou fechando a porta. – Ah... Que liiiindo! É do Johnny! – Ela sorriu derretida lendo o cartão.
- Ah claro! Do Johnny. – Falou virando os olhos.
- É sim, não é lindo? Ele diz que quer me ver de novo e que essas flores foram pela minha companhia ontem à noite e diz aqui que foi inesquecível.
- Huumm... Olha lá a , se deu bem! – Soltou em volta de .
- A tá! Qualquer uma se dá bem com esse cara, é o maior galinha do colégio, mas eu já te avisei sobre isso, . – Indagou que foi ignorado, pois todos estavam em volta de sabendo melhor da história. - EEI CARAS! Eu chamei vocês para me ajudarem com a bagunça, não para ficarem que nem bichas fofocando... Será que eu sou o único que trabalha direito nessa casa?
- Iih! Olha lá o com ciúmes. – Riu do amigo.
- Eu não! Não mesmo... Quem já se viu ter ciúmes dessa daí... – Falou nervoso.
- EEi! Essa daí tem nome seu idiota. – Falou dando um pedala nele e saindo correndo. – Vamos, vamos limpar pessoal, vamos voltar ao trabalho. – Falou ela feliz da vida tornando ao seu posto.
Depois de muito limparem eles já se encontravam largados no meio da sala, seja no sofá, no tapete, na estante... Enfim, estavam exaustos.
- Aai, dude! Tô todo dolorido. – exclamou .
- Pede pra te fazer uma massagem. – Falou com cara de malicia.
- Huhum... Tenho certeza que ela não iria te negar. – Foi a vez de entrar na brincadeira.
- Haha, engraçadinhos. Ela não iria! Ela estava muito estranha comigo ontem. Não sei por quê! – Disse cabisbaixo.
- Pergunta pra , ela sabe! – Falou fitando o teto. – Ela sabe de tudo das meninas. – Olhou para maliciosamente.
- Não, , eu não vou contar para vocês, sem chance!
- Nem se... – Os meninos se levantaram e foram se levantando em direção a ela.
- Nem se... O que? Vocês estão me assustando...
- Nem se a gente fizer... ISSO! – Falou partindo para cima junto com os três. Cócegas, arma mortífera, podem crer!
- Ah! Eu não agüento maaaaaiis! – Disse ela sem fôlego.
- Então conta o que você sabe! – Falou .
- Isso é chantagem barataa. Vocês são mais fortes! – Risadas e mais risadas.
- Aah! Eu conto. – Eles pararam. – Ui! - Suspirou. – começando por você, a te ama e você sabe, a não admite mais não é surpresa para ninguém sobre o que ela sente por você e ... Depois de tudo o que você fez... Você não entende as garotas, certo?
- Certo!
- Mas fez por merecer, você ficou com ela e depois fingiu que nem a conhecia e foi dar em cima de umas pirainhas horríveis aqui na festa e ainda quer que ela corra atrás de você? Sim, porque é isso que você quer. Pronto, falei! E ei pede ai uma pizza, a gente tá com fome!
- E eu mereço! Amor, depois disso que eu acabei de fazer errgh! – Falou Stacy descendo a escada enojada.
- IIH! Chegou... Nem lembrava mais de você. – Disse . – E iiiih! Você merece mesmo é um banho querida, incensou a casa. – Disse colocando a mão no nariz e abanando com a mão.
- Hahaha, engraçada! , você nem vai me defender? Eu nem fiquei aqui com o MEU NAMORADO nem um segundinho. – Falou fazendo bico.
- Ela tem razão... Tá fedendo, maas... Nós todos aqui estamos.
- Não tanto quanto ela, , não tente ser bonzinho.
- Vem, AMOR, não se incomode! Sente-se aqui no meu colo pra ficar bem pertinho de mim.
- Aah! Esse é o MEU namorado lindo! – Falou Stacy se sentando e virou os olhos.
Passado alguns minutos e a pizza já havia chegado, já estava sendo detonada.
estava com um pedaço de pizza na mão e Stacy ainda estava em seu colo. terminava a dela e o clima estava meio pesado, calado, mas só para as três pessoas citadas acima, os outros estavam mais concentrado em suas fatias. acariciava Stacy e olhava para que estava com a cara fechada e procurava não encara-lo.
TIRILINLINLIN...
- É meu celular! – Falou o atendendo. – Alô? Ah oi, JOHNNY! – Olhou para que parou de acariciar Stacy e a olhou assustado.
- Ah claro! A GENTE PODE CONVERSAR BEM DIREITINHO SIM! NUM LUGAR RESERVADO? AAH CLARO, CLARO, ENTENDO! – escutava atentamente e a olhava sem expressão. sorriu vitoriosa.
Cap. 9
A madrugada já chegava com direito a chuva pesada na famosa capital Inglesa, Londres. dormia feito pedra. Já não conseguia nem pregar os olhos. Ela podia ouvir o barulho da chuva grossa e forte que batia em sua janela pesadamente, a árvore que conseguia ver por ela balançava e com a pouca claridade que a janela emitia fazia uma sombra com um desenho assustador. Também podiam-se ouvir barulhos de trovões e raios que iluminavam o céu nas poucas vezes que caiam. Enquanto ficava cada vez mais assustada (em tempos como estes ela corria do seu quarto e ia para o da mãe), dormia tranquilamente, ele adorava o friozinho que aquele tipo de noite fazia, era um sono gostoso e relaxante. Desistindo de tentar dormir , que sentia seu estomago roncar, resolveu descer para fazer um lanchinho. Assim que colocou os pés pra fora do quarto achou que estava tudo muito escuro e resolveu ir acendendo as luzes de todos os cômodos por onde passava até chegar à cozinha. O enorme barulho de um trovão a assustou e ela tropeçou em um dos banquinhos que tinham na cozinha e ele acabou caindo no chão e fazendo um barulho tão grande, para o silencio que estava, que ecoou por toda a casa. “ Droga! Só faltava essa!” pensou. Ela ajeitou o banquinho em seu devido lugar e seguiu até a geladeira de onde tirou uma caixinha de leite e foi até a mesa se sentar.
- Quem está ai? – Falou entrando na cozinha.
- Ahh! – gritou assustada. – Ah, , é você! Que susto!
- ! Huum... Foi mal! Eu acordei com o barulho de alguma coisa caindo aqui em baixo e vim ver o que era né? Nunca se sabe... Podia ser um ladrão – Disse calmamente indo sentar a mesa. - Mas então... O que você está fazendo aqui uma hora dessas? – Perguntou ele como quem ainda estivesse meio desacordado.
- É que... Eu tava com fome. – Falou tomando um gole de seu leite e observando o nada, ela estava um pouco envergonhada. – Não consegui dormir.
- Como não conseguiu dormir? Numa noite dessas, com esse friozinho maravilhoso...
- Nossa! Você é louco? Nunca consigo dormir numa noite dessas, é apavorante! – Disse o interrompendo.
- Ahh, saquei! Tem medinho, né? – Disse rindo.
- Não é isso! Ah, cala a boca, !
- To brincando, ! Mas ó, se ficar melhor para você, tem meu quarto, se quiser você pode ir dormir lá comigo, sem problemas! Eu te dou a minha cama e durmo naquele sofázinho que tem lá.
- Ah, , obrigada! Mas você vai ficar todo dolorido!
- Não, , que nada! Você precisa dormir. Nós temos aula amanhã! E além disso eu já estou mais que descansado!
- Tá certo então, ! Já que você faz questão não vou ser contra, longe de mim! Eu preciso mesmo dormir.
- Tudo bem! Vamos subir?
- Vamos! – Falou tomando o ultimo gole de seu leite e se levantando.
- ... Aqui! – Falou passando a mão em volta dos lábios. – Você está com um bigode de leite.
- Ah! Obrigada! – Falou limpando-o e rindo meio sem jeito.
O quarto de estava igual a toda a casa: Escuro, gelado e com um ar sombrio. Assim que entraram ele já foi pegando um lençol e um travesseiro e indo até o pequeno sofazinho que ficava perto da janela.
- ... Tem certeza que você quer mesmo dormir ai? Não me parece muito confortável.
- Ah, não! Relaxa, . To até pegando no sono já! Tá ótimo aqui, eu sou daqueles que consegue dormir em qualquer lugar. Não precisa se incomodar comigo!
E ela obedeceu. Deitou-se e virou para dormir, agora um pouco mais segura. Ela estava realmente com muito sono.
- Ahh... ! Tenho uma pergunta. – Se manifestou .
- Huum... – Falou a garota já quase de olhos fechados.
- É que... Não sei o que me deu para perguntar isso, mas... Então... Como foi lá? Você, o Johnny... Vocês dois e tal...
- Ah, ! Foi legal, o Johnny é ótimo e eu acho que ele gosta mesmo de mim, sabe? Não acho que eu seja uma outra qualquer pra ele, a gente... Tá indo né? Não sei no que vai dar. – Falou levantando a cabeça e fazendo cara de confusa para que a olhava atentamente, apreensivo. Pela primeira vez, sentiu que devia uma explicação a , estranho.
O dia amanheceu bem mais aberto e o radinho relógio que se encontrava na cabeceira ao lado da cama de começou a apitar desesperadamente, fazendo um barulho enorme e despertando duas pessoas muito irritadas, com rostos de zumbi e olheiras enormes.
- Ah que ótimo! Olha para mim... Eu to horrível! – Comentou olhando- se no espelho já vestida para o colégio.
- E quando é que você foi bonita? – Perguntou pegando a mochila logo em seguida.
- Hahaha, muito engraçado!
- Adoro te provocar.
- Você ainda não me viu brava de verdade , cuidado!
- Nossa, agora eu estou morrendo de medo!
- Ah, vamos logo, ! – Pegou a mochila e saiu com em suas costas.
- Engraçado! Nunca mais nós brigamos não é? – Iam caminhando, já que o colégio era perto. – Quer dizer... Não pra valer.
- É, , eu não te odeio mais tanto assim, acho que julguei você errado.
- Huum... Às vezes tenho saudades de brigar com você! – Falou o garoto rindo. - É estranho ser seu amigo, mas é legal.
Então... Eles eram amigos agora? Serio? Desde quando? Ela sorriu involuntariamente com as palavras de . Vai ver era isso, pensou, eles estavam mesmo se gostando, mas de uma forma diferente, que eles nunca tinham se permitido sentir um pelo outro antes. Um afeto estranho, um carinho muito grande até, para alguém que ela odiava até um dia desses! Mas amizade? Com ? Quem imaginaria! Estranho, muito estranho mesmo! E essa confusão de sentimentos era só isso mesmo, eles estavam se dando bem e nada mais, não tem nada de complicado nisso, estavam finalmente se entendendo e pronto, era oficial agora! Amigos!
- Advinha quem é! – Uma mão cobriu os olhos de a fazendo parar de caminhar.
- Éé... pela voz... Johnny?
- Sim, sou EU linda! – Falou Johnny tirando a mão dos olhos da garota. – Oi, .
- Ah, oi. – Foi um oi seco.
- E então, , vem comigo? Eu tava querendo conversar com você agora. E além disso o é grandinho e já sabe o caminho da escola, não é, ? – olhou com uma cara de poucos amigos.
- Pode ir, .
- Não tem mesmo problema, ? – Estranho, sentiu uma pontada de vontade de que não a deixasse ir. “O quê?”
- Não, , vai lá! – “Não , fique!” pensou se sentindo estranho por pensar aquilo. “Como?” – A gente se vê depois!
E foi.
- Então, , eu sei que ainda é cedo demais, mas eu estou gostando mesmo de estar com você e você é muito especial para mim. Eu nem sei se estou sendo precipitado e se você sente o mesmo por mim, mas eu queria muito saber... se... se... Se você não gostaria de ser minha namorada. – Aquilo gerou uma pontada de nervosismo em , ela ficou totalmente surpresa, totalmente sem reação e ela não sabia se devia mesmo aceitar aquilo, não sabia o que fazer. Lhe veio um sentimento de desespero e ela não sabia se isso era mesmo a coisa certa a fazer, só sabia que tinha que pensar rápido.
- Sim... Eu acho que sim. A gente já se conhece a um bom tempo e eu acho que era nisso mesmo que tinha que dar não é? E eu gosto de você... Não é? – falou tudo aquilo mais para ela mesma do que para Johnny, ela estava tentando se convencer de que aquilo era o correto.
- Eu sei, você deve estar muito confusa agora, mas eu quero que você seja a minha garota, sabe, eu não ia perder você... Eu queria muito isso e eu vou tentar ser o melhor namorado do mundo! – Sorriso forçado de , longo sorriso de Johnny. - Então... – Johnny falou agarrando a cintura de . – Você pode ir jantar lá em casa hoje, eu queria apresentar você aos meus pais.
- Ah, não! Você não acha que é muito cedo, não? Eu morro de vergonha, eu não saberia como agir... Eu... Eu nunca namorei sério e nunca fui apresentada aos pais de nenhum garoto, sem chance.
- Ah, vai! Eu vou estar do seu ladinho e minha família vai te adorar é sério, quando eu digo que você é fantástica, você é!
- Aii Johnny... Não sei não...
- Eu não aceito um não como resposta, namorada. – Johnny abriu um sorriso de uma orelha a outra.
- Tá, tuuudo bem! Você venceu! – E saíram caminhando até o colégio. Johnny já foi se amostrando e andando de mãos dadas com que sorria meio envergonhada. “É isso, eu só estou meio envergonhada porque esse é meu primeiro namorado oficial e eu nunca saio andando assim por todo o colégio de mãos dadas com algum garoto.” Eles andaram assim até chegar a sala de e Johnny a deixar na porta dando lhe um beijo e seguindo o seu caminho. A menina foi logo sentando em qualquer cadeira perto das amigas e abrindo o caderno para contar logo as novidades antes que a noticia chegasse aos ouvidos delas e elas ficassem bravas por não terem sido as primeiras a saber.
“Meninas, o Johnny me pediu em namoro! :O” Entregou para que fez uma cara de espanto, mostrou para as outras e rabiscou algo.
“E ai? Você aceitou né? P.S.: que lindo!” entregou o bilhete discretamente enquanto o professor entrava na sala e iniciava o assunto.
“Aceitei... É estranho estar namorando agora! :S”
“Amiga, tive uma idéia! Já que a partir de agora você vai ter pouco tempo para gastar com a gente... Tarde das meninas?”
“Ihh! Uma boa idéia! Aonde?”
“Aonde mais?! No shopping né?”
“Ah claro! Vamos sim, depois da aula a gente almoça lá né?”
“Combinado!”
CAP. 10
O sinal mal tocou e a escola toda já parecia um verdadeiro zoológico, todos fechavam os seus cadernos e desciam as escadas a mais de mil, aliviados pelo termino de mais um dia de aula.
- E ai, amorzão da minha vida! Vamos fazer o que esta tarde? – chegou por trás de agarrando a cintura dela e dando-lhe um leve beijo.
- Amoooor! – se virou dando um abraço apertado nele e mais um beijinho. – Hoje? Nada com você, - riu da expressão assustada do garoto. – Vamos ter uma tarde de meninas no shopping – Falou ela já se animando.
- Aaaah! – fez biquinho. – Tem certeza que você não prefere sair... sei lá, comigo? – falou sorrindo, com os olhinhos brilhando.
- Huum... Tentador! Mas não, amor, é uma tarde só com as meninas e isso não acontece sempre. – Ela falou abraçando ele que estava com biquinho novamente. – Huuum... Mas amanhã...
sorriu e seus olhos voltaram a brilhar.
- Oi, casal! – chegou com os outros garotos logo atrás.
- Ih! Já to indo amor, as meninas estão bem ali me esperando. – falou fechando o celular e beijando com toda a força – Eu vou sentir saudades, mas eu ligo pra você mais tarde. – Ela falou dando uma piscadinha e saindo. – Tchau, garotos!
- E ai caras, vamos fazer o que hoje? – falou sem animo se virando para os amigos. – Ensaiar? Eu estou terminando uma música nova. – Sorriu se animando um pouco.
- Pra onde elas foram? – falou com um olhar confuso.
- Ué, você não sabe? Tarde das meninas uhuu! Vamos, amigas! – falou imitando uma menina.
- Vamos! – falou se animando.
- Err... Eu tava brincando.
- É eu sei, mas assim com esse jeitinho você quase me convenceu. – falou rindo.
- Vamos ensaiar mesmo então, não é? – falou. – Estamos precisando.
- Huum... Na verdade eu estou tendo outras idéias... – falou concentrado com um sorriso malicioso no rosto. Os outros se olharam sorrindo.
- Idéias do , houhouhou... Estamos interessados em saber... – falou maliciosamente.
- Vamos para o shopping também! É isso mesmo que a gente está fazendo pessoal!
Pensem comigo, é brilhante... Vai ser tão legal. E a cara delas... Vai ser uma tarde de amigos e não só das meninas, isso é preconceito. E pensem vamos descobrir o que é que as meninas fazem quando vão ao shopping sozinhas nessa frescura de tarde das meninas. A gente nunca mais saiu pra se divertir assim em grupo, só a gente entre amigos pra zoar... Vai ser o máximo... Imagine a cara delas! – falou balançando as mãos de tão animado que estava. bateu as mãos na testa.
- Nossa, a vai me matar! - Ele falou do banco da frente do táxi que estava levando eles ao shopping.
- , relaxa, cara! Não tem nada a ver, é só uma brincadeirinha. E pense como vai ser legal! – falou sorrindo. – Eu já até aceitei a idéia.
- E também elas não vão nos matar ou coisa assim. Elas vão acabar gostando até... Elas nos adoram! Não pode ser tão ruim assim. – sorriu triunfante tentando convencer o amigo. - Tem coisa melhor? Diversão uhuu!
- Ensaiar também é divertido! – falou pouco convencido.
- Mas a gente pode fazer isso sempre, vamos lá! Vamos fazer alguma coisa diferente, as meninas também se metem bastante na nossa vida, porque a gente não pode se meter na delas? E você sabe... O shopping é publico. E se a gente tivesse pensado o mesmo? Eu nunca mais fui ao shopping. E ai a gente uau!, se encontra por acaso! Elas não iam poder fazer nada. Escolheram um dia ruim, só isso! Você sabe que eu adoro ver aqueles rostinhos raivosos... – falou rindo silenciosamente.
- Eu não tenho nada a ver com isso! – falou dando um sorrisinho de lado.
Enquanto isso, no shopping...
- Chegamos ao SHOOPPIING! Uhu! – falava encantada. – E agora nós temos duas, não só uma, mas duas de nós que está namorando, dá pra acreditar? Nossa, um dia desses a gente se divertia só entre nós, daí a gente olhou e a primeira pessoa já tava se divertindo com garotos, a outra já tava com a primeira paixonite, depois todo mundo tava se divertindo com garotos, daí alguém parou e começou a ficar estranhamente com o , uuhu... Não é por nada , mas o é ótimo, é romântico, é bonito, é estranho haha, e vocês formam um casal lindo! E agora outra de nós já está namorando também, uau! Quem diria... Meninas a gente precisava mesmo de uma tarde só pra gente, vocês sabem, é legal termos os meninos por perto e tudo, mas tem horas que a gente precisa de momentos femininos também, só com a gente, entre amigas pra poder falar tudo na lata! Assim como eles devem precisar de momentos assim também, eu acho.
- É, com certeza! – disse, adorando aquilo. – Eu tava pensando, , que tudo tem seu momento, sabe! E a gente faz tudo juntas... A metade já está namorando agora né? Só ta faltando a gente... Vamos arrumar logo pra não ficar pra trás. – falou rindo e fingindo que procurava alguém especial na multidão.
- Claro, claro! – falou rindo. – E vamos ver se a consegue ficar tão pegajosa quanto o e a , né?
- HÁ HÁ HÁ HÁ HÁ! Daquele jeito? Nem pensar amigas, a tá ai toda calada só rindo porque ela não consegue nem parar de pensar no , qualquer brecha que a gente der, ela vai ligar pra ele e perguntar o que ele tá fazendo e aquele papo todo clichê, sinceramente, eu nunca vi um casal de adolescentes tão apaixonados quanto eles dois, é sério, é um casal perfeito! Eu nunca pensei que o poderia ser daquele jeito e nem a .
- Heey! Eu não sou assim – Todas olharam para ela. – Ta bom, eu sou, mas só um pouquinho!
- Meninas, vamos esquecer um pouco dos nossos rolos e vamos nos divertir, é pra isso que a gente veio, pra ficar longe de meninos, certo? – falou. – Qual é? A gente não pode se concentrar apenas em nossas vidas pessoais, em garotos e blábláblá, tem que ter um tempo só com amigos, tem que saber balancear e não ficar, só de grude todo dia. – falou olhando diretamente para .
- Eii, eu vim aqui para ser criticada? E eu não sou tão assim, eu saiu a maioria do tempo com TODOS os meus amigos e o sempre foi do nosso grupo então ele vai junto. – Falou debochando.
- Eu não to criticando isso é sério, eu acho lindo termos namorados, tá eu não tenho, e acho lindo o amor, e claro, eu daria tudo para ter um namorado que nem o seu, , quem não daria? E eu acho que você da atenção a tudo, o problema é que se todas nós arrumarmos namorados e ficarmos que nem você, nunca vamos ter isso aqui, que nós estamos tendo, um momento só nosso! Entendem?
– Abraço em grupo! – falou emocionada. E todas se abraçaram.
– Amo vocês! – Todas falaram.
- Ah, qual é garotas, não vamos ficar aqui nesse lenga, lenga, eu to aqui, nós estamos aqui girls, e vamos nos divertir muito E SEM GAROTOS, nunca mais a gente fez isso, ok? – questionou.
- E além disso nós estamos no... – falou.
- SHOPPING! – Todas falaram alto e fazendo pose.
- E vamos almoçar logo, que eu to morrendo de fome. – disse fazendo todas rirem.
1:30 pm.
- Estou me sentindo um balão! – falou colocando a mão na barriga.
- E quem não está? – falou fazendo pose de lutador de sumo.
- Gente, vamos fazer COMPRAS, estou louca por isso há séculos, vocês sabem eu odeio fazer isso sozinha, a é quem sempre me ajuda, mas hoje eu tenho 3 cabeças para dar opinião. – falou correndo para uma vitrine. – Uau! Quanto tempo eu não venho ao shopping mesmo!
- Vamos lá, vamos entrar, eu quero escolher uma roupa liinda pro meu... – ia falando mas todas olharam com cara feia. – guarda-roupa! – Falou sorrindo e todas riram.
- Sabemos! – falou e depois abriu a boca. – Gente! Emergência!
- O que? – ficou preocupada.
- Droga, eu esqueci! Me desculpem garotas, mas vou ter que falar em um garoto. – sentiu caras feias. – Eu me esqueci completamente, hoje eu tenho um jantar com os pais do Johnny e eu não tenho NADA para vestir, me ajudem!
- HAHA! Falou minha língua – sorriu. – Que tipo de roupa você quer? Ah, que pergunta... É claro que você quer uma que diga eu sou santa e eu gosto mesmo do seu filho, me adotem!
- Han? – perguntou sem entender.
- Qual é, , você é mesmo uma garota? – olhou incrédula. – Ou nós não falamos a mesma língua? Eu quero dizer que você quer uma roupa comportada, me siga! – falou puxando a amiga para um enorme cabide. - Então... Essa, essa, essa, huum e essa. – falou puxando as roupas e dando para segurar. – Anda logo! Vai provar que eu vou procurar os sapatos com a .
- Certo! Vem comigo, ? – disse pedindo piedade.
- Claro, amiga, vamos lá.
Enquanto isso em um grupo de meninos...
- E ai, gente? Como a gente faz pra encontrar elas e ser engraçado? – perguntava animado.
- Nessa parte eu não pensei. – dizia achando aquilo bizarro.
- A gente podia sair andando pelo shopping como quem não quisesse nada, ou então podíamos ficar aqui, sentados na praça de alimentação esperando elas passarem e uau elas iam ficar muito assustadas quando vissem a gente. – dizia.
- Ou... – pensava.
- Já compramos a minha roupa, já fizemos tudo? – perguntava cansada.
- Não, nós podemos fazer muitas coisas ainda. – pensava cansada. – Nossa, eu me esqueci... – saiu correndo desesperada no meio do shopping.
- Han? – perguntou. – Vamos esperar aqui, certo? – foi se sentando num sofá que tinha entre as lojas.
- Meu cartão, meu cartão... – saia correndo no meio do shopping. – Naquela loja de sapatos que eu fui com a , de certeza! Essa, essa loja. – Falou entrando desesperada na loja. – Moça meu cartão, eu esqueci aqui!
- ?
- Sim!
- Aqui o seu cartão, mil desculpas!
- Claro, muito obrigada por guardar ele pra mim! – Ela falou saindo da loja e andando calmamente para encontrar as meninas até que... Alguém chegou a agarrando pelas costas e ela parou de andar assustada.
- Oi, amor! Sentiu saudades? – Uma voz forçada falou em seu ouvido.
- Quê? – Ela se virou e deu de cara com parado de braços abertos e usando o seu melhor sorriso. – O quê? ? – Ela falou rindo e dando um tapinha no braço aberto dele. – Você quer me matar de susto?
- Por que eu mataria? Tava esperando alguém? – Ele falou sorrindo.
- Na,o né? Mas você ta no shopping com as suas ami... O que é que você está fazendo aqui?
- O shopping é público.
- Ah, tá! – Ela falou desconfiada. – Bem, se não se importa eu vou encontrar as meninas, elas devem estar preocupadas, bom shopping! – Falou sorrindo e saindo rápido.
- Eu vou com você, eu tava indo encontrar uns amigos meus que estão para a mesma direção. – Ele sentiu a irritação de e sorriu vitorioso já avistando as meninas de longe com caras confusas.
- ! – já foi se levantando. – O que nós falamos sobre tarde das meninas?
- Eu sei, , eu encontrei o quando estava voltando da loja de sapatos que eu esqueci o meu cartão! – falou esquentada mostrando o cartão em mãos.
- Nossa gente, calma, sou só eu, o ! – Ele falou levantando as mãos. – Olha eles chegaram! – Falou olhando para os garotos que sorriam triunfantes.
- O quê? Não era só você, ? Você trouxe os meninos todos? Esses eram os seus amigos que você tava esperando? – perguntava incrédula.
- !!!!! – interrompeu indo abraçar o namorado.
- Oi, amor!
- O quê? , você prometeu, nada de meninos hoje! E você disse que tinha avisado ao , então... Vocês vieram de propósito, não foi? Só para estragar a nossa maravilhosa tarde! – falou ao ponto de pular em cima deles.
- Ah! É mesmo, , não acredito que você fez isso! – falou incrédula soltando o namorado e indo para o lado de que estava menos irritada que as outras.
- Foi idéia do ! – falava mais incrédulo ainda.
- O shopping é público. – explicava.
- Vamos embora, já que o shopping é publico boa sorte, fiquem o mais longe possível da gente! – falou apontando o dedo na cara de e se virando para ir embora com as garotas nas costas.
- AAh, qual é meninas, foi só uma brincadeirinha, vamos lá ter uma tarde entre amigos! – falava em vão, enquanto elas se afastavam e voltava correndo. Ela deu um selinho surpresa em e saiu correndo atrás das meninas o deixando com cara de confuso.
- ... – dizia indignada.
- Ahh, foi mal gente, é que eu não resisto ao meu zinho, não consigo ficar com raiva dele. – Ela falou cabisbaixa.
- Ah, claro. – falou rindo da amiga – Vocês dois são bizarros, ele te apronta uma dessas e você não consegue dar um tapa ao invés de um beijo?
- Não, bater nele, não dá! Eu só quero encher ele de beijinhos – Falou a amiga fazendo gestos com as mãos. – E foi tão fofo ele colocando a culpa no amigo, aahh!
- Tá bom, tá bom. Tá perdoada, mas chega de meninos por hoje, certo?
- Nossa, isso tá parecendo guerra dos sexos – ria. – Vamos fingir estar com raiva, adoro a cara que eles ficam.
- Hahaha, foi feio isso eles não respeitaram a nossa privacidade. – explicava. – Sabe... O mais interessante é que a só fica calada, não falou nada, ela sempre foi tão esquentadinha e colocava a culpa no por tudo, hoje os dois estavam tão comportados... – Falou olhando a amiga desconfiada.
- Ahh, , o que foi? Pensando no Johnny? – perguntou empolgada.
- Claro! – Mentiu.
- Tá bom, Bela adormecida, acorda! Vamos comprar mais? – perguntou.
- IIh! Pra mim já chega! – respondeu.
- Alguma coisa legal? Gente, dá palpite! – falou sem animo.
- Não sei... – falou pensando. – O que será que os meninos estão fazendo?
- Eu não sei, vamos dar uma trégua e salvar essa tarde, vamos? Eu admito talvez eles tenham salvado ela. – falou tentando convencer as amigas.
- Huum... Talvez, mas a gente devia fazer algo divertido, sabe... E também eles não vão sair dessa assim tão fácil... A gente tem que revidar. – Refletia .
- Huuum... To tendo umas idéias bastante divertidas! – falou sorrindo maliciosamente. – Seria muito divertido pregar algo neles hoje, não é? Tipo ia ser engraçado, vai!
Enquanto andavam, encontraram os meninos na praça de alimentação sentados com cara de taxo.
- IIh olha lá eles.. Parecem estar se divertindo tanto quanto nós. – riu irônica.
- Huum, isso completa todos os meus planos, nós devíamos dar uma condição pra eles, uma condição para perdoarmos eles.
- Heeey! Boa idéia, ! De onde você tira isso? – ria. – Eu tenho certeza que o não iria negar nada pra ficar de bem com a . – Todas riram.
- Não mesmo! – dizia. – Eu tive uma idéia maravilhosa!
- e suas idéias também? Nossa, vocês duas não prestam! – ria apontando pra e .
- Bela idéia a de vocês, hein? Eu falei – estava sem acreditar que estava “com raiva” dele. – Era bem melhor se tivéssemos seguido a minha idéia, ensaiar, mas nããão quantas vezes nós podemos fazer isso, dude. Vai ser engraçado! Eu particularmente não vi nada, NADA, de engraçado naquilo! Mas nãão, eu fui na onda do , vamos seguir as brilhantes idéias dele. – apontava para o amigo fazendo vozinha e todos riam.
- Ahh, dude vai! A é a única que não está com raiva de você! Não precisa ficar assim, até que foi divertido e... O Harry me apoiou! – dizia divertindo-se.
– Elas vão ficar de bem rapidinho, não vivem sem nós. – relaxava na cadeira.
- Uou! Acho que você está certo nisso, ! Olha quem está vindo em nossa direção! – apontava em direção das garotas.
- Eu sempre soube! – soltou e todos riram.
- Hey, guys! – sorria de uma orelha a outra. – Vocês querem fazer as pazes, certo?
- Certo? – fazia charme.
- Então... Nós estamos impondo uma condição, bastante viável por vocês estragarem a nossa tarde! – fazia uma cara feia.
- Tecnicamente, não estragamos não! Cadê, são vocês quem estão aqui pedindo para a gente andar juntos! – respondeu debochando.
- Não estamos não – cortou. – Tá bom, nós estamos, mas eu vejo que o programa de vocês não é lá dos melhores também, né? Meu bem! – Olhou diretamente para .
- Certo, o que nós temos que fazer? – cortou desesperando.
- É bem simples! – explicou. – E divertido é claro...
- Pra gente! – riu com seu próprio comentário.
- Aceitam? – perguntou e a olhou por um momento, entrando no jogo um pouco desconfiado.
- Aceitamos! O que temos que fazer?
- É bem simples meu jovem, a gente pensou: Vamos fazer eles pagarem mico juntos, mas não, ia ser muito sem graça, vocês iam fingir estar fazendo palhaçada juntos, coisas de meninos e tal e isso acabaria sendo divertido pra vocês! – concluiu.
– Bem, de qualquer jeito, vai ser divertido porque estamos entre amigos e de verdade não queremos o mal de vocês, vocês devem estar pensando que queremos! Vamos lá, é só para animar a tarde e pode não parecer, mas a gente ama vocês! – falou fazendo um coração no ar com as mãos.
- Desembucha! – fez cara de desconfiado.
- Nós vamos sortear uns papeizinhos com uma pequena tarefa diferente para cada um, ai fica a critério da sorte de vocês. – Explicou .
- Pensamos em quatro coisas ótimas e não poderíamos deixar de fazer todas, têm sorte, poderíamos mandar cada um fazer todas, mas seria cruel demais! – falou piscou um dos olhos.
- Como somos 4 e vocês também, cada um de vocês vai ser acompanhado por uma menina para ficar de olho se vocês vão cumprir tudo com êxito! – explicou.
- Fala logo, estamos ficando com medo! – disse fazendo careta.
- Essa era a intenção! – exclamou ansiosamente.
- Tá, sem rodeios! – esfregou as mãos ansiosa – Vamos sortear as tarefas, cada um vai puxar seu papel! – Ela falou misturando todos em suas mãos.
- Nós fazemos – falou enquanto isso. – Mas temos uma condição...
- Nós escolhemos qual das meninas vai com a gente fazer esse troço aí – Harry falou olhando diretamente para , que ficou sem graça.
- Aceitamos! – e falaram juntas.
- Que seja! – falou desviando seu olhar do de .
- Peguem seus papeis, vamos! – falou ansiosamente. – Quero ver o que terão que fazer... – E todos eles pegaram.
- “Uh! Te peguei: Lingerie” – disse assim que abriu, lendo o papelzinho em suas mãos. – Não entendi! – Fez cara de confuso.
- “Oi, menina!” É o que tem no meu, dá pra explicar? – pedia.
- E no meu tem: “Escravo pessoal!” – fez cara de confuso.
- “Duas coisas engraçadas e a palavra chave é... SORVETE!” Tá legal, o que é isso? – perguntava enquanto as meninas riam.
- Isso vai ser o máximo! – refletia. – A gente explica, escolham logo quem vai com quem! – ficou tensa.
- Eu vou com a , claro! E espero que ninguém tenha pensado em ir com ela! – falou desconfiado olhando nos olhos de cada um dos McGuys. Ele sentiu alguma mão em sua cabeça e era de cara feia.
- Auunn! – Ele exclamou. – Isso dói.
- Eu escolho... Huuum... Fica difícil... Acho que a mesmo. – falou fazendo teatro e olhando-a com a cara de engraçadinho. “Isso vai ser divertido, é uma chance de fazer as pazes”. Pensou ele. “O quê? Quem ele pensa que é? Depois do que ele fez, ficar comigo e com outra no outro dia e fingir que nada aconteceu, ainda vem com essa cara de safado. Ele é meu amigo, sempre foi e eu adoro ele, mas tá complicado gostar dele de outra forma! Ele parece outra pessoa, ou ele gostou de me fazer de otária ou eu não consigo entender, mas... Por outro lado... Vai ser divertido, é uma chance de faze-lo sofrer um pouquinho, fazer ele ver o que está perdendo...” Pensou ela e os dois sorriram se olhando.
- E bem... Entre a e a , eu escolho a , assim ficamos quites. – “Esse negocio de “Escravo pessoal” gostei!”. Pensou depois do que falou.
- Então, eu fico com a , só sobrou ela mesmo! – encenou um desdém.
- Será um prazer, ! – revidou e os dois sorriram.
- Pronto! Então, podem ir com seus pares. – Bárbara avisou a todos. – Depois que acabarmos, nos encontramos aqui, nesta mesma mesa se possível. – E puxou com ela. – Boa sorte... Meninos! – E riu deixando um assustado ao seu lado.
Continua...
N.A.(by Isa e Gabi): Oi pessoas! Mas uma vez, desculpem a demora. Agora que estamos de férias, num tédio e de cara literalmente para cima, está sobrando mais tempo para dedicarmos a nossa fic ;D Então, as atualizações serão constantes por aqui, já estamos terminando o capítulo onze e como a isabelee algum dia postou um comentário aqui, nesses capítulos nós iremos focar um pouco mais as atenções nos outros personagens também. Nos vemos em breve, estamos indo jogar futebol de sabão agora, torçam pro nosso time ganhar! \o/