Autora: Lucilene Poynter.
Beta-reader: Annie Brissow.


Introdução:
Sabe quando você conhece uma pessoa há muito tempo e ela se torna mais do que importante pra você, e ninguém entende que o que vocês tem é só uma forte amizade? Pois é, é isso que acontece entre mim e o .

Capítulo I –
- Vamos logo , o já me ligou umas 30 vezes. - batia na porta do meu quarto me apressando. (OBS: coloca para carregar! )
- Calma ai, o coisa chata. – o respondi enquanto eu passava perfume e passava meu gloss, peguei minha mochila que estava com algumas roupas e maquiagens. Abri a porta do meu quarto, sai, fechei a porta novamente e dei de cara com o meu irmão me olhando de braços cruzados e então disse:
- Tá com pressa por que? – e sai andando, desci as escadas, olhei para cima e gritei. - Vamos malinha da minha vida! - me referi a , nosso carinho era enorme um pelo o outro, ele desceu as escadas, pegou as chaves do carro e me olhou:
- Vamos no seu ou no meu carro? - perguntou ele.
- Tanto faz. - eu já sabia que iríamos no carro dele, saímos de casa, entramos no carro, ele ligou o carro e logo saímos da frente da nossa casa, liguei o som, botei o meu CD do ALL TIME LOW, botei na musica “Vegas” (coloque a música para tocar) e então peguei o controle do rádio, aumentei o som, botei o rosto na janela do carro e comecei a cantar como uma doida:
“Tonight we lie awake Remember how the coffee made us shake On those long drives?” eu cantava e fazia caretas ao mesmo tempo e foi ai que o abaixou o som e eu o olhei:
- Qual foi? - fiz cara de triste.
- Ainda bem que você tem uma voz bonita, porque se não já teriam te tacado uma pedra. - ela ria e então me sentei normal novamente e deixei a música rolar.

One more long night
(Mais uma noite longa)
Another seven days
(Outros sete dias)
Heartbeat Racing
(Batidas de coração aceleradas)
The interstate, my home tonight
(O interessado, minha casa esta noite)
For one more long night
(Para mais uma noite longa)
I'm sure as hell the happiest I've ever been
(Sou certo como o inferno do mais feliz que já fui)

We can't hide, we let go
(Nós não podemos esconder, nós deixamos ir)
We've got more than we know
(Temos mais do que sabemos)
My friends are a different breed
(Meus amigos são uma classe diferente)
My friends are...
(Meus amigos são...)


[...]
Passaram-se uns 30 minutos e já tínhamos chego à casa de :
- Po, até que em fim vocês chegaram, eu já estava ficando com sono de tanto esperar. - disse abrindo a porta.
- Briga com a , foi ela quem demorou. - apontou pra mim.
- Só podia ser essa baixinha mesmo. - me deu um abraço forte e começou a fazer cafuné em mim bagunçando meu cabelo todo.
- Para, . - eu ria e então ele parou e disse:
- Aqui só entra gente alta. - ele ria.
- Então o que você faz ai dentro? - perguntei rindo mais ainda, ele me deu um pedala e me deixou entrar, entrei na casa e vi a namorada de sentada no sofá, fui até ela e me sentei ao seu lado.
- Oi, amiga. - falei para .
- Oi, minha linda. – ela me deu um abraço e um beijo no rosto.
- Tudo bom? - perguntei ao solta-la.
- Tudo e você? - perguntou ela.
- Oi, . - disse , não me deixando responder, se levantou, deu um abraço em e se sentou novamente.
- Bom gente, vamos colocar o filme então? – Disse .
- Vamos sim! – respondeu e ao menos tempo, o que fez os dois sorrirem, então colocou o filme e sentou entre eu e abraçando , quando o filme começou...
- Gente, cadê a pipoca? - perguntei e então pausou o filme.
- É mesmo, a pipoca! - tinha se esquecido.
- Vou lá fazer! - eu disse me levantando do sofá e indo em direção a cozinha, peguei uma panela bem grande, joguei manteiga, esquentei, botei o milho e deixei lá, sentei em um banquinho esperando a pipoca ficar pronta, comecei a sentir um cheiro de queimado, me levantei, fui até a panela e a abri pra ver se a pipoca estava queimada, eu tinha esquecido que ela ainda estava pipocando, quando abri a panela...
- Ah, meu Deus! - eu disse alto e chegou na cozinha.
- O que está acontecendo aqui? - ele disse assustados ao ver a cozinha toda cinza de tanta fumaça e a pipoca pipocando para fora da panela.
- Ops! - eu disse e então comecei a rir, desliguei a fogo.
- Só você mesmo! - ria enquanto ia em minha direção, ele pegou a panela, jogou dentro da pia e ligou a água.
-Vamos voltar para a sala, depois eu e você limpamos isso. - disse segurando minha mão e dando um sorriso e eu fiquei meio vermelha.
- Vamos então. - falei sorrindo e voltando para a sala, sentamos no sofá novamente.
- O que aconteceu lá na cozinha? - perguntou .
- Ah amor, a lerda da queimou a pipoca e encheu a cozinha de fumaça! - ria e eu dei um pedala nele, botei o filme para rolar novamente, ficamos uma hora e pouca vendo o filme, até ele acabar.
- Bom gente, vou dormir então. – disse subindo as escadas da casa de .
- Vai lá! - falamos para .
- Bom amor, vou me deitar também. – Disse se levantando e dando um beijo no , o que me fez me sentir desconfortável, não sei porquê.
- Boa noite, !- Disse para mim e eu disse o mesmo, então me olhou e disse:
- Vamos limpar a cozinha?- ele sorriu, fiz cara de sono, levantei do sofá e disse:
- Poxinha, to cheia de sono, limpa você?! - fingi estar com sono e fui em direção da escada, se levantou, correu atrás de mim, me pegou no colo, me botou no ombro dele.
- Nada disso! Eu e você vamos limpar. - ele ria enquanto me levava para a cozinha.
- Me solta! - falei rindo e dando soquinhos no ombro dele, chegamos à cozinha, ele me soltou e disse:
- Você lava a louça que eu limpo o chão! - me deu a esponja de levar a louça.
- Ok! - comecei a lavar a louça até que senti varias pipocas serem jogadas em mim, me virei e vi limpando o chão como se nada tivesse acontecido, peguei o detergente, fui até ele e espirrei na blusa dele, ele me olhou.
- Ah não, tu quer morrer, né? - ele se levantou, me olhou com uma cara maligna e engraçada, abriu a porta da geladeira, pegou catchup e mostarda e atirou em mim e foi ai que começou uma guerrinha na cozinha, riamos muito alto mas ninguém acordou, ficamos algum tempo na cozinha fazendo o guerrinha, depois limpamos a cozinha e saímos de lá.
- Agora estou toda suja. - falei para limpando minhas mãos no rosto dele.
- Reclama não, também estou. - ele ria.
- Vou tomar um banho. - falei subindo as escadas.
- É, eu também. - disse subindo junto comigo, fui até a porta do meu quarto (pois é , eu tinha um quarto na casa do ).
- Boa noite, gatinho envolvente. – brinquei com ele.
- Boa noite, delicinha. - ele mordeu o lábio brincando também.
Entrei no meu quarto, abri minha mochila, peguei minha camisola preta de seda e fui tomar banho, lavei meu cabelo naquela hora da madrugada, sai do banho, botei minha pantufa do bob esponja, penteei o cabelo e sai do quarto, pois eu não estava com sono e tinha que esperar meu cabelo secar, pois eu não ia ligar o secador naquela hora da noite, desci as escadas sem fazer barulho, sai da casa do , fui para o jardim, sentei na grama verdinha e fiquei olhando as estrelas, passaram-se uns 10 minutos e vi se sentar do meu lado.
- Também sem sono? - perguntei sem tirar os olhos das estrelas.
- Totalmente. - respondeu ele já sentado do meu lado e então continuou. - Cara como pode eu e você, a gente se dá muito bem. - ele sorriu e eu também.
- Pois é, nossa amizade é muito forte desde que tínhamos oito anos, né?! - falei o olhando.
- É, se passaram dez anos e parece que fica cada vez mais forte. - Disse sorrindo pra mim, naquele momento eu estava sem graça, e sentindo um negocio meio esquisito no meu peito que eu nunca tinha sentindo na vida.
- É, lembra quando eu tinha dez anos, subi no seu skate e desci ladeira abaixo e me quebrei todinha? - eu comecei a rir e ele também.
- Claro que lembro, nunca vou esquecer, fiquei desesperado! – ria.
- É, você desceu correndo atrás de mim, perguntava se eu tava bem e eu só sabia chorar! - falei já com uma lágrima caindo do rosto de tanto rir.
- Ai eu saquei seu rosto, como... - ele estava secando meu rosto naquele momento - Agora! - ele continuou quando terminou de secar meu rosto, fiquei sem graça, olhei para o chão e disse:
- Vamos entrar, tá ficando frio, vamos ver TV! - levantei e ele também.
- É, vamos! - ele também tava sem graça, entramos na casa, sentamos no sofá, ligamos a TV, botamos em um canal de filmes e eu fui ler sobre o filme:
- Ashley e Josh são amigos há 15 anos, Josh tem uma namorada, mas com o passar do tempo ele percebe que a pessoa que ele realmente ama é a pessoa que ele conhece há 15 anos, Ashley! Ele arruma vários jeitos de dizer o que sente, mas nunca consegue. - li em voz alta o que fez ficar estranho.
- O que houve? – perguntei ao .
- Nada, nada! – ele sorriu e então vimos o filme, deitei minha cabeça no ombro do e fiquei vendo o filme com ele.

on:

Estávamos vendo o filme que se chamava “Mais que amizade”, [n/a- eu inventei isso] e aquele filme me fez pensar muito sobre minha amizade com a , ultimamente eu estava me sentindo estranho ao lado dela, mas não pode ser que eu gosto dela, estou com a há um ano, não era possível eu ter parado de gostar assim do anda da .
Senti deitar sua cabeça no meu ombro e então senti meu coração acelerar, sim, eu estava apaixonado pela minha melhor amiga igual ao filme, “Como eu iria dizer isso a ela?”, “Será que devo contar?” “Ou continuar com a e ver se o que eu sinto pela vai passar?” várias coisas se passaram pela minha cabeça, o filme já estava no final, Josh finalmente tinha conseguido falar o que sentia por Ashley através de uma música e os dois se casaram.
Olhei para , ela estava dormindo como uma princesa, me levantei calmamente, peguei uma coberta, a deitei no sofá, a cobri, deitei no outro sofá e dormi pensando na história do filme e na minha história com .

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Capítulo II
Acordei no sofá, olhei a coberta que estava em mim, sorri, pois sabia que que tinha colocado-a em mim, sentei no sofá e vi deitado desconfortável, com frio, mas com um com um sorriso lindo em seu rosto enquanto dormia, me levantei, o cobri e fui até a cozinha e vi dois bilhetinhos na geladeira:
“Bom dia meu amor, fui para a faculdade, a noite a gente se vê!
Beijos, te amo! .”

E o outro era do :
“Bom dia gente, voltei para casa porque o Caique me ligou falando que iria passar lá!
Abraços, !”

Sorri, abri a geladeira, peguei o suco de caju, fechei a geladeira, peguei um copo, enchi, peguei algumas torradas, sentei na mesinha e fiquei lá comendo, alguns minutos depois...
- Bom dia, !- disse com a cara amassada de sono, mas sorrindo.
- Bom dia! - sorri para ele.
- Cadê todo mundo? – perguntou ele abrindo a geladeira.
- tá na faculdade, foi para casa para ver um amigo dele.
- Ah sim, vai fazer o que hoje? – perguntou .
- Nada! – respondi comendo a última torrada.
- Borá então andar de skate? - perguntou ele.
- Ah, vamos sim! – sorri, me levantei, lavei a mão e fui escovar os dentes, escovei, voltei para perto de .
- Quer saber como foi o final do filme? - perguntou ele.
- Quer sim! - sentei para prestar a atenção.
- Bom, eu, quer dizer, Josh disse para a você, quer dizer, para a Ashley o que sentia por ela em uma música, os dois se casaram e fim! - ele sorriu meio atrapalhado.
- Nossa, você ainda ta com sono, você embolou o inicio da história toda! – eu sorri para ele, fui até ele dei um abraço e disse:
- Bom dia, raio de sol! - eu ri.
- Bom dia, raio de luz! - ele riu.
- É assim que se dá bom dia às pessoas importantes! – falei indo me sentar na sala, ele foi até mim comendo a torrada, se sentou comigo e conversamos um pouco.
- não dá para a gente ir andar de skate hoje. - falei lembrando que tínhamos aula.
- Por que? - perguntou ele triste.
- Temos que ir para a faculdade e estamos atrasados! – falei levantando do sofá e subindo as escadas.
- Ié! - disse ele se lembrando e indo para o quarto dele tomar banho.
Entrei no meu quarto, peguei uma calça jeans escura, uma blusa roxa gola V e meu all star preto surrado, fui tomar banho, me arrumei, penteei o cabelo, fiz um coque mal feito, deixei minha franja jogada de lado, botei meu relógio, peguei a minha bolsa que estava dentro da mochila, passei perfume, me calcei, desci as escadas e esperei , alguns minutos depois ele desce com uma calça preta, uma blusa verde gola V, com o cabelo todo bagunçado.
Nossa, que lindo!” pensei, balancei a cabeça afastando esses pensamentos, pois ele é o namorado da minha amiga.
- Então, vamos? – perguntei me levantando do sofá e sorrindo.
- Vamos! – disse ele chegando perto de mim, saímos de casa, abriu a porta do carro para eu entrar, entrei e ele também, fomos para a faculdade, chegamos lá, saímos do carro, parei para esperar , ele chegou perto de mim e disse:
-O lha aquele idiota que fica te olhando e falando merda para os amigos. – ele mostrou com a cabeça.
- É, eu sei, vou passar ai e ele vai ficar falando, odeio isso! - eu disse e então bufei, colocou o braço envolta da minha cintura e disse:
- Quero ver se ele vai falar agora. - e foi andando comigo, passando pelo idiota e ele disse. - Sempre soube que por trás da frase “Somos só amigos!” tinha alguma coisa. - e ele e os amigos riram, no fundo no fundo eu estava gostando, não sei o que estava acontecendo eu me sentia melhor com e sentia coisas que nunca senti por ninguém será mesmo que eu estava gostando dele? Mas e a , como fica nessa história? Entramos na sala de aula, sentamos juntos, mas logo a professora nos separou.

on:

Chegamos à sala de aula, sentamos juntos, mas a professora separou, então peguei um papel para escrever o que senti para , sei que é ridículo, mas eu não sabia como dizer a ela tudo que eu queria dizer, então fiquei no carro enquanto dirigia pensando em algumas músicas que diziam perfeitamente o que eu sentia por ela e não achei nada que descrevesse o que, naquele momento, eu sentia, mesmo assim comecei a escrever:
“29/08/2010
Não sei como fazer isso, nem sei porque estou fazendo isso mas eu sei porque estou fazendo isso e é porque eu preciso te dizer que eu ter amo! Faz tanto tempo que guardo o que sinto, mas só agora pude perceber que me sinto esquisito do seu lado sou apaixonado por você, e eu pude perceber isso ontem, quando eu e você ficamos olhando as estrelas, foi tão incrível perfeito, sei que tem uma série de coisas que nos impedem de ficar juntos coisa que nos impede de ficar juntos ou talvez duas coisas! 1ª – . 2ª Você não gostar de mim. Mas preciso te dizer, estou apaixonado por você EU TE AMO, LUCILENE FLETCHER! Beijos, .”

Terminei de escrever no pedaço de papel, mas achei tão ridículo que amassei o papel, guardei no meu bolso e comecei a prestar a atenção na aula.

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Finalmente já estava na hora de ir para casa, sai do lugar onde a professora tinha me colocado e fui até que estava com uma carinha triste. - O que foi meu lindo? - perguntei preocupada com ele.
- Acho que vou terminar com a hoje. - disse ele se levantando e saindo da sala de aula comigo.
- Mas por quê? – perguntei o olhando.
- O que eu sinto por ela é amizade e já faz tempo, mas foi preciso que acontecer uma coisa para enxergar isso.
Por um lado tenho que confessar que fiquei feliz, pois na aula fui percebendo que eu estava gostando dele, mas por outro... Pensei na , como iria ficar sabendo que não gostava mais dela? Chegamos na entrada da faculdade e vimos aquela chuva forte caindo.
- , será que você pode me levar na minha casa? Eu ia andando mais com essa chuva... - falei o olhando.
- Claro que posso, aproveito que de lá vou na . - ele disse e logo segurou minha mão para irmos até o carro correndo, ele abriu a porta do carro, entrei e comecei a rir.
- ‘Tá rindo de quê? Doida! – ria da minha cara.
- ‘To rindo porque eu esto lembrando que da última vez que saímos correndo na chuva eu escorreguei na lama e cai e você se jogou na lama para não rirem só de mim. - foi ai que eu percebi que nos momentos bons e ruins sempre estava comigo, sempre ali para me apoiar e me ajudar.
- Ah tá! Cara, aquele dia foi muito legal, mesmo a gente tendo pegado um belo de um resfriado! - ele ria e eu fiquei olhando aquele sorriso lindo que o fazia mais lindo ainda, então ele parou de sorrir, ficou me olhando também e foi se aproximando do meu rosto, nossas respirações estavam quentes de tão perto que uma da outra estavam, faltava muito pouco para a gente se beijar e era o que eu mais queria, mas...
- Vamos? - falei, estragando o clima, então voltou ao seu estado natural e tentou dirigir.
- Ué o carro não ta andando! – disse ele sem entender.
- Ele ainda está desligado, . - comecei a rir.
- Aé, pode crer! – ele ligou o carro e foi me levando para casa, ficamos todo aquele tempo ali calados até chegar à minha casa, parou o carro, eu sai do carro, ele também, entramos na minha casa, procuramos e ele não estava em casa:
- Bom , fica a vontade, vou pro meu quarto tomar um banho. - falei subindo as escadas e indo para o meu quarto, entrei no quarto, peguei um short jeans, uma blusa branca, e meu casaco do mikey, entrei no banheiro, tomei banho.

On

Vi subir as escadas e fiquei pensando no que poderia ter acontecido dentro daquele carro, foi aí que eu tive certeza do que eu queria e o que eu queria era ter ela comigo, levantei do sofá, subi as escadas certo do que iria fazer, abri a porta do quarto da , entrei, sentei na cama dela para esperar ela sair do banho.

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Sai do banho já vestida, prendi meu cabelo e sai do banheiro, olhei para minha cama e vi sentando olhando uma foto minha que estava na cabeceira da cama:
- O que você ta fazendo ai? - parei na frente dele sorrindo.
- Isso! - ele me puxou, o que me fez cair em cima dele e então ele me beijou, fiquei sem reação, eu não sabia o que fazer ou o que falar então ele parou de me beijar e me olhou:
- Você não deve estar entendendo nada, mas eu te amo. - disse e logo eu o beijei novamente, fui levantando a blusa dele até eu tirar ela por completo, ele tirou meu casaco, começou a beijar meu pescoço, se virou para cima de mim, tirou minha blusa, foi descendo seus beijos até minha barriga, fui arranhando suas costas de leve deixando algumas marcas, ele logo foi tirando meu short e jogou do outro lado do quarto, ele subiu seus beijos até minha boca, com as minhas mãos fui abaixando suas calças até tirá-las completamente, eu não tinha ideia do que eu estava fazendo eu só sabia que estava gostando, voltei para cima dele, separei nossos lábios e desci os beijos do pescoço, até a barra de sua boxer, fazendo-o soltar um gemido abafado quando minhas mãos entraram em contato com o seu membro meio ereto, ele tirou meu sutiã, fiquei somente de calcinha, ele passava seus dedos na barra da minha calcinha, me deitou na cama e foi para cima de mim novamente, tirou minha calcinha, eu tirei a boxer dele com os dedos do pé, ele passava as mãos nos meus peitos me fazendo soltar um gemido leve, ele olhou para mim e perguntou:
- Tem certeza? - ele sorria.
- Eu te amo! - foi o que respondi lhe dando a certeza que eu queria aquilo.
- Eu também! - ele respondeu e logo senti uma pressão dentro de mim me fazendo gemer de prazer, puxei o cabelo dele de leve, mordi meus lábios, ele beijava meu pescoço o que me fazia sentir arrepios, ficamos algum tempo nos divertindo até que caímos na realidade:
- , e a ? – perguntei deitada na cama virada para ele.
- Eu vou terminar com ela hoje! - respondeu ele.
- E o que acabou de acontecer, como vai ficar? – perguntei preocupada.
- Vai ficar assim... — respondeu ele.
- Assim como? – perguntei.
- Você logo saberá! - respondeu ele me dando um beijo e se levantando da cama, sorri e continuei deitada, se vestiu, me olhou e disse:
- Logo, logo vou te ligar. – ele me deu outro beijo e saiu do quarto.
- Ok, só não demora a me ligar. - respondi e só escutei a porta se fechando, fiquei ali deitada pensando no que tinha acontecido “Transei com o meu melhor amigo, ele me ama e eu também o amo, como as coisas são...” sorri sozinha, mas logo meu sorriso foi invadido por uma triste muito forte quando me lembrei de : “Eu transei com o namorado da minha amiga!” foi o que eu pensei “Eu disse que o amava!” fiquei um tempo me sentindo culpada mas resolvi me vesti e esperar me ligar, então botei uma camisola, juntei as roupas do chão e me deitei:
- Toc, toc. - alguém bateu na porta.
- Entra! - falei e logo vi meu irmão entrar.
- , preciso falar com você! - Disse ele se sentando na cama.
- Então fala! – me sentei na cama junto dele.
- Eu estou apaixonado pela ! - respondeu ele triste.
- Que? Como assim? - fiquei pasma.
- Eu a conheço faz tanto tempo, né? Ai hoje eu passei na casa dela e falei tudo que sentia por ela, sei que o que fiz foi errado porque ela é namorada do , mas... - ele abaixou a cabeça.
- O que ela te disse? – perguntei.
- Que também estava gostando de mim. - respondeu ele dando um leve sorriso, o que me fez perder o sentimento de culpa.
- Ai, que alivio. – falei.
- Alivio? Por quê? vai ficar triste. - Disse sem me entender.
- Transei com ele! - falei assim, na lata, e me olhou assustado.
- Como assim? Minha irmã transou com o melhor amigo? - ele estava em choque.
- É, ele disse que gostava de mim e ultimamente eu senti umas coisas por ele que nunca senti por ninguém! - falei sorrindo.
- E onde ele está? - perguntou .
- Terminando com a ... – respondi.
- Preciso conversar com ele sobre eu e ! - falou .
- E eu preciso conversar com ela sobre eu e ! - falei com um meio sorriso.
- , vou pegar refrigerante, quer? - já foi se levantando.
- Não, obrigado, vou dormir um pouco. - respondi sorrindo.
- Então ta, bons sonhos! - sorriu ele.
- Vou ter! - respondi sorrindo, assim que me deitei...
- Situations are irrelevant now. She loves the way that I tease – meu celular tocou, olhei para ver quem era e era , atendi.
- Oi ! – falei tentando parar de sorrir.
- Me encontra aqui na pracinha perto da faculdade? - perguntou ele.
- Claro, já estou indo. - respondi já me levantando da cama.
- Ok, te espero, beijos. - respondeu ele.
- Beijos! - desliguei o telefone, peguei uma calça jeans preta, uma blusa rosa e um casaco, fui tomar banho, me vesti, arrumei o cabelo e sai, peguei as chaves do meu carro, celular e abri a porta de casa.
- Onde a senhorita vai? – perguntou fazendo a voz do nosso pai.
- Vou encontrar o ! - respondi e sai de casa, entrei no carro, ainda chovia muito, comecei a dirigir, a pista estava muito molhada o que fazia meu carro ir mais rápido, minha visão estava embaçada, comecei a perceber que eu estava muito rápido, fui tentando abaixar a velocidade, mas eu não estava conseguindo, logo perdi o controle o carro e meu carro saiu da pista, foi aí que vi uma luz branca e tudo ficou preto.

on

- , podemos conversar? – perguntei.
- Devemos! - respondeu me deixando entrar.
- Olha, não quero ficar enrolando, mas não sei como te dizer... - falei a olhando nos olhos.
- Eu preciso te falar uma coisa, . - disse me olhando também.
- Mas eu posso falar primeiro? – perguntei.
- Claro! - respondeu ela.
- Eu amo a , e hoje eu e ela... trasamos! - falei sem graça. - Me desculpa? – perguntei.
- Tudo bem , eu já sabia que você gostava dela! - respondeu , me surpreendendo.
- Sabia?- perguntei -Sim. Quem não sabia? Era só olhar como você a olhava sempre que vocês estavam juntos! - sorriu ela.
- Então, você está chateada comigo? – perguntei.
- Claro que não, até porque eu também preciso te contar uma cosa. - respondeu ela.
- Então diz. – falei.
- se declarou pra mim. E eu pra ele. - ela disse como se fosse um desabafo.
- Serio? – sorri.
- Sim. - respondeu ela.
- Cara, que bom! Então... – falei.
- Então... - repetiu ela.
- Amigos? – estendi a mão.
- Amigos! - ela apertou minha mão sorrindo e eu a puxei para um abraço, esse tinha sido o melhor final de namoro da minha vida, olhei para .
- Vou ter que ir agora. - sorri e fui para a porta.
- Ok, vai lá. - respondeu ela.

Capítulo III-

Sai da casa dela, entrei no carro e fui para a pracinha perto da faculdade e então liguei para e pedi para ela me encontrar aqui, pois eu iria lhe dizer que eu a amava e iria a pedir em namoro, fiquei alguns minutos ali esperando ela chegar até meu celular tocar:
- Alô? - falei sem saber quem era.
- Aqui é do Hospital Royal, é senhor ? - perguntou uma mulher.
- Sim. - falei sem entender porque me ligaram do hospital.
- Você é parente de ? - perguntou a moça.
- Não, sou o amigo dela, por quê? - fiquei preocupado.
- Desculpe então, tenha uma boa tarde. - a mulher disse.
- Não! Espere, o que aconteceu? - eu estava nervoso.
- Só posso dar informações aos familiares dela, desculpe. - e a mulher desligou, guardei meu celular, “O que será que aconteceu?” fui correndo para o meu carro e fui para casa da , chegando lá vi saindo de casa com pressa:
- Calma, o que aconteceu? - perguntei segurando o braço do .
- Me solta cara! – falou desesperado e chorando.
- Me fala o que aconteceu! - falei firme com a voz.
- A bateu o carro e está no hospital, to indo para lá, depois a gente se fala. - logo entrou no carro, eu entrei no meu e o segui até o hospital, corri para entrar com :
- Calma cara! – falei andando rápido junto com ele.
- Calma? Minha irmã mais nova sofreu um acidente de carro, não sei como ela está e você me pede calma? - disse ele muito preocupado e com raiva.
- É, você tem razão, mas deixa que eu falo com a recepcionista. - falei indo em direção a ela.
- Oi, eu sou e aquele é e estamos procurando por . - falei e a mulher foi procurar o registro dela.
- Ah sim, ela está! - Disse a recepcionista.
- Ela está em qual quarto? – perguntei.
- Quarto 801. - respondeu ela.
- Obrigada! - falei e fui até . - Vamos, ela está no quarto 801. - falei correndo com , pegamos o elevador, chegamos ao andar do quarto de e vimos o doutor falando com a enfermeira:
- Oi doutor, sou irmão da . - falou .
- Oi, eu sou o Dr. Claudio, ele também é da família? - ele se referiu a mim.
- É sim. - respondeu .
- Então tudo bem, a senhorita bateu de carro e foi muita sorte ela sobreviver, mas temos um problema. - o Doutor soltou um suspiro.
- O que Doutor? – perguntei.
- Ela está em coma, sinto muito! - quando eu doutor disse isso meu mundo desabou, nada foi pior do que escutar aquilo.
- Doutor... Mas ela vai ficar boa, não vai? Me diz que vai. – falei.
- Não sabemos ainda. - respondeu o Doutor.
- Como assim vocês não sabem? Vocês se formaram em que? Vocês tem que saber. - falei desesperado.
- Rapaz, se acalme, ela está em coma, não posso saber como ela vai ficar, ela precisa acordar. - respondeu o doutor e eu respirei fundo.
- Posso ir vê-la? – perguntei.
- Pode sim. - o Doutor deu espaço para eu entrar no quarto, entrei , fechei a porta e logo vi deitada naquela maca, com os olhos fechados, com varias coisas injetadas nela, senti vontade de chorar ao ver aquilo, fui andando até ela, sentei do lado da cama e fiquei um tempo ali a olhando, ela não se mexia, ela não fazia nada, a única coisa que me dava a certeza que ela estava viva era o aparelho que mostrava que o coração dela batia, peguei na mão dela que estava gelada, fiquei a olhando por minutos.
- Tudo minha culpa. - falei para ela, mesmo sabendo que não iria responder. - Se não fosse por mim, você não estaria aqui. - uma lágrima caiu. - Como pode, você estava tão bem, por que logo você? Por que não fui eu quem bateu o carro? - eu em sentia péssimo.
- ? - disse na porta. - Posso entrar? - perguntou .
- Claro que pode. - falei limpando meu rosto e ainda segurando a mão dela, entrou no quarto, foi para o outro lado da cama, passou a mão no rosto de .
- Maninha, tudo vai ficar bem, eu prometo. - disse ele dando um beijo na testa dela.
- , eu preciso ir para casa pegar roupas para a gente ficar aqui no Hospital, amanhã eu volto, me liga se algo acontecer? - Disse .
- Ligo sim, pode ir, vou ficar aqui com ela. - respondi para , então ele saiu do quarto, me ajeitei no sofá, fiquei olhando ela até que eu dormi.

Capítulo IV -

Já haviam se passado quatro dias desde o acidente de , nesses quatro dias fiquei no hospital direto, comia lá, tomava banho lá, eu só iria sair de lá se ela acordasse.
Acordei com o sol batendo em meu rosto, eu havia sonhado que tinha acordado, olhei para o lado e vi ainda deitada e desacordada, e foi que vi que era só mais um sonho, levantei-me do sofá, fui para o banheiro, escovei os dente e logo voltei para perto de , olhei para ela, segurei sua mão e disse:
- Não sei se você pode me ouvir agora, mas se puder, presta atenção. Se não fosse por minha causa você não estaria aqui, ninguém estaria aqui, mas eu só quero dizer o que naquele dia eu ia te dizer, eu só queria dizer que eu te amo e que eu quero você para mim, só queria que soubesse que nos últimos 10 anos foi você em quem eu mais confiei e quem eu mais amei... - senti o dedo dela se mexer, mas ela ainda dormia. - Só queria que você me escutasse... - abaixei a cabeça e fui em direção a porta porque o doutor queria examinar , cheguei à porta...
- Eu... posso... te... ouvir... - ouvi falando baixo e lentamente, corri até ela e segurei sua mão.
- Meu Deus, você acordou, cara, pensei que tinha te perdido! - falei emocionado.
-É... - disse ela desconfortável me olhando.
- Meu amor, você está bem? – perguntei.
- É... Estou sim, mas... - disse ela tentando se sentar.
- Mas, o que? - perguntei a ajudando a sentar.
- Você pode chamar meu irmão? - perguntou ela totalmente fria, o que me fez ficar confuso.
- Tudo bem, espera um minuto. - fui dar um beijo nela mas ela desviou, então fui chamar o .
- Cara, a acordou! - Falei para e logo ele entrou no quarto.
- , você está bem? - perguntou dando um abraço em .
- É, acho que estou. - disse ela dando um abraço em e então o Doutor entrou:
- Posso examinar ela, meninos?
- Pode, claro! - falou e me puxou para sair do quarto.

Of

Eu podia sentir alguém segurando minha mão, até escutar essa pessoa me dizer coisas lindas e depois soltar minha mão, tentei abrir meus olhos para ver quem era, quando abri pude ver um anjo, e de olhos me olhando, mas que logo saiu de perto, eu consegui chamar a atenção desse anjo, mas logo vi que ele não era anjo, eu não o conhecia, ele me ajudou a me sentar na cama e então o pedi para chamar o meu irmão , entrou e me abraçou, mas logo o Doutor disse que ia me examinar:
- , do que você se lembra? - perguntou o doutor.
- De nada, só do meu irmão e da ! – respondi.
- Só deles dois? Tem certeza? - perguntou o Doutor.
- Toda! – respondi.
- Tudo bem, vou ali fora falar com os meninos. - Disse o Doutor se levantando.
- Doutor! - o chamei.
- Diga! - Disse ele.
- Quem é aquele menino que estava aqui? – perguntei.
- Ele é o ! - respondeu o Doutor.
- Pode chamar ele? – perguntei.
- Claro! - o Doutor foi o chamar.

on

- Meninos, tenho boas e más noticias. - Disse o Dr. Lucas.
- Quais? – perguntei.
- A Boa é ela se lembra de duas coisas! - respondeu ele.
- Quais? – perguntei.
- Ela se lembra de você, senhor e de uma tal de , e a má é que ela não se lembra de você, senhor . - quando o doutor disse aquilo senti uma vontade de me atirar da janela, como podia, a garota que eu amo, minha melhor amiga, que conheço há 10 anos, não se lembrar de mim? Senti como se uma parte tivesse morrido junto com as lembranças que ela tinha de mim.
- Mas, Senhor , ela está te chamando.- quando o Doutor disse isso fiquei confuso, pois se ela não estava se lembrando de mim pra quê ela queria me ver? Logo entrei no quarto e fui até ela.

of

Pude ver a porta se abrir, logo soube que era o meu anjo quem estava entrando, ele se aproximou de mim em silêncio, e abaixou a cabeça:
- ... - Falei e ele me olhou assustado.
- Como você sabe que eu sou o ? - perguntou ele.
- O Doutor me disse. – respondi.
- Ah tá, pensei que você tinha se lembrado de mim. - ele falou deixando uma lágrima cair e pude ver que varias gotinhas estavam molhando o meu lençol, levantei o rosto dele, limpei e sorri:
- , sente-se aqui do meu lado? - dei um espaço para ele sentar e ele se sentou.
- , desculpa se não estou falando nada, é que cara... Não consigo acreditar que você se esqueceu de mim! - ele disse e me fez sentir vontade de chorar.
- olho, eu não tenho culpa! Mas te chamei para você me falar o que eu e você tivemos, pois eu escutei tudo que você me falou e pelo visto eu e você tínhamos algo, quer me contar? - falei o olhando nos olhos.
- Bom, eu e você nos conhecemos quando tínhamos 8 anos de idade, viramos melhores amigos, nunca ficávamos separados, e de uns tempos pra cá eu fui percebendo que eu te amava e então no dia do seu acidente eu me declarei para você, você disse que também me amava e quando eu ia te pedir em namoro você sofreu esse acidente, e aqui estamos nós! - falou muito triste e eu não sabia o que dizer, olhei para ele, cheguei mais perto dele e o abracei.
- Me desculpe, , não consigo me lembrar de você, mas sei que você é uma pessoa muito importante na minha vida e se eu pudesse escolher você seria a 1ª pessoa que eu iria querer lembrar! - falei dando um beijo no rosto de e ele saiu do quarto.

Capítulo V – The end

Um mês já havia se passado e eu estava ficando com o amigo de , Caique, mas eu não gostava dele! O que eu mais queria era me lembrar de , mas estava difícil e o que me deixava cada vez mais triste era andar com Caique na faculdade na frente de , pois eu sabia que ele me amava e eu tinha vontade de sumir porque eu queria tanto voltar a amar ele, a conhecer ele...
Me levantei da cama, fui até a cozinha, peguei uma vassoura e fui limpar meu quarto, passei um tempo varrendo e tirando pó, até que eu achei um álbum de fotos que estava escrito “Amigos para sempre” resolvi abrir para ver as fotos, tinha algumas fotos antigas minhas com um menino que eu acredito ser , eu passava as fotos lentamente, rindo de algumas, tentando lembrar de outras e então senti uma enorme vontade de chorar ao ver que a pessoa mais importante da minha vida eu havia esquecido... Botei o álbum em cima da minha cama e fui varrer em baixo dela, varri, varri e varri e então vi um papel saindo de debaixo da cama, me abaixei e o peguei para ver o que era.
“29/08/2010
Não sei como fazer isso, nem sei porque estou fazendo isso mas eu sei porque estou fazendo isso e é porque eu preciso te dizer que eu ter amo! Faz tanto tempo que guardo o que sinto, mas só agora pude perceber que me sinto esquisito do seu lado sou apaixonado por você, e eu pude perceber isso ontem, quando eu e você ficamos olhando as estrelas, foi tão incrível perfeito, sei que tem uma série de coisas que nos impedem de ficar juntos coisa que nos impede de ficar juntos ou talvez duas coisas! 1ª – . 2ª Você não gostar de mim. Mas preciso te dizer, estou apaixonado por você. EU TE AMO, ! Beijos, ).”

Quando terminei de ler me acabei em choros, eu não me lembrava dele, mas lembrava do que eu sentia por ele e eu já sabia o que fazer, guardei a carta no guardarroupas, desci as escadas, peguei a chave do carro do :
- Onde você vai? - perguntou sem tirar os olhos da namorada .
- Você tem com o que se preocupar. - respondi rindo.
- Como o que? – perguntou ele.
- Com a sua namorada que você está enforcando! - falei mostrando como ele estava abraçando e então continuei: - Vou terminar com o Caique e vou atrás do ! - falei saindo de casa e entrando no carro

on

“Ela vai atrás do ?” pensei, logo larguei e fui ligar para o .
- Cara, se prepara, a está indo aí e ela vai terminar com o Caique. - falei para assim que ele atendeu o telefone.
- Valeu cara, vou arrumar umas coisas aqui, depois a gente se fala. - desligou o telefone, olhei para a e disse:
- Onde a gente parou mesmo? Ah é, lembrei já. - fui para cima de e a beijei, ela parou e me olhou:
- , eu te amo! - ela disse e voltou a me beijar.
- Eu também te amo! – respondi.

of

On

Desliguei o telefone e fui logo preparar umas coisas para , eu ainda não tinha desistido dela e iria fazer de tudo para tê-la, fui à floricultura perto de minha casa, comprei um buquê de flores, comprei quatro sacos cheios de pétalas de rosas e voltei para casa, entrei em casa, guardei o buquê, peguei umas folhas e fui escrevendo “” e uma seta para ela seguir, coloquei uma folha na porta escrita” , entre e siga as setas”, fui fazendo uma trilha de pétalas de rosas até o meu jardim e fui colando as folhas nas paredes, cheguei aos banquinhos que tinham no meu jardim, peguei o buquê e um cartão e mais uma folha com seta para ela seguir, continuei fazendo o caminho de pétalas até chegar à piscina, onde eu tinha colocado um banquinho com o meu violão, me sentei ali e esperei ela chegar.

of

Fui dirigindo até a casa do Caique, já era noite, bati na porta e ele atendeu:
- O que houve, ? – disse ele indo me beijar, mas eu desviei e o beijo foi na bochecha.
- Caique, sobre isso que eu quero falar! - falei meio fria.
- Entra, ! - disse ele me dando um espaço para passar, mas eu recusei.
- Caique, serei rápida, olha não é nada contra você, é que... Não dá mais, eu amo o . - falei e olhei para baixo.
- Mas você nem lembra quem é ele! - disse Caique.
- Mas eu lembro do que eu sinto por ele. - respondi e sai, entrei no carro novamente e fui para a casa do , uns 15 minutos depois eu já estava lá na porta do , olhei para o chão e vi umas pétalas de rosas, olhei para a porta e tinha uma folha falando para eu entrar, isso estava ficando estranho. Abri a porta da casa, tinha outra seta e um caminho de pétalas de rosas, fui seguindo o caminho e as setas que foram me levando até o jardim da casa de , fui em direção a um buquê lindo de flores que tinha um cartão, abri o cartão e li:
“Está disposta a se lembrar de mim? Beijos, eu ri sozinha e continuei a seguir as setas e o caminho de pétalas que me levaram até a piscina onde estava sentado com o violão no colo sorrindo:
- O que é isso tudo? - perguntei toda sem graça e então começou a cantar:

Já faz um tempo que eu me sinto assim
meio confuso com meu sentimento
é tanta coisa aqui dentro de mim
já tomou conta do meu pensamento
Eu nem deveria estar aqui
por mais estranho que isso possa ser
sei que é difícil mais antes de ir
tem uma coisa que eu preciso te dizer, te dizer
De uns tempos pra cá muita coisa mudou
um novo sentimento em mim despertou
Já faz um tempo que eu me sinto assim
meio confuso com meu sentimento
é tanta coisa aqui dentro de mim
já tomou conta do meu pensamento
Eu nem deveria estar aqui
por mais estranho que isso possa ser
sei que é difícil mais antes de ir
tem uma coisa que eu preciso te dizer, te dizer
De uns tempos pra cá muita coisa mudou
um novo sentimento em mim despertou
eu fiquei sem saber e também não entendi
porque meu coração bateu mais forte quando te vi, quando te vi
eu que sempre pensei
que entre a gente era só amizade
eu até assustei
quando vi que era amor de verdade
eu que sempre pensei
que entre a gente era só amizade
eu até assustei
quando vi que era amor de verdade
E não sabia mais como agir
toda vez que encontrava você
era tão difícil ter que fingir
mais tinha tanto medo de te perder
meu sentimento foi quem mudou
ou eu nunca enxerguei esse amor
me diz então o que devo fazer
deixar pra lá ou deixar acontecer, deixar acontecer


Quando terminou de cantar, botou o violão no chão e ficou de pé a única coisa que fiz foi sair correndo e o abraçar:
- Pronta, para se lembrar de mim? - perguntou ele sorrindo.
- Claro! - respondi o olhando.
- Mas se isso demorar? - perguntou ele.
- Acho que tenho todo o tempo do mundo. - então nos beijamos .

The end


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