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Fiction escrita por Gabi e Vivi's

Beta Oficial: Gábi

Recado: Novamente mais uma expansão da fiction I Don't Know, essa é especialmente para todas que gostam do Mikey e ficaram tristes em não ficar mais com ele na história original. E Mais especial ainda para a nossa linda beta Gábi, dia 27/05/07 foi aniversário dela e como presente um tanto atrasado, resolvemos fazer algo pra ela. Parabéns xuxu, nós te amamos muito. Então para entender essa história você tem que ler primeiro I Don't Know.

Fotolog da Fiction

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I Don't Know

Happy Birthday Gerard


Gerard saiu do quarto de Frank e viu encostada na parede. Achou aquilo um tanto estranho e resolveu ir ver se estava tudo bem.
"Aconteceu alguma coisa?" Ele perguntou, se aproximando dela. "Você não parece bem."
"É... acho que nada piora mais hoje." encostou a cabeça na parede e fechou os olhos. "Acabei de terminar com o seu irmão."
"Terminar? Mas como vocês terminaram uma coisa que nem ao menos começou?"
"Gerard... não quero falar disso." abriu os olhos e fitou-o, vendo que ele fazia uma expressão preocupada. "Esquece que eu te disse isso."
Gerard achou melhor não fazer mais nenhuma pergunta sobre o assunto. Sem ao menos esperar, ele a abraçou forte. não entendeu muito bem por que ele fez aquilo, mas retribuiu com a mesma intensidade.
"Eu preciso falar com você..." Ele disse, baixinho, ao pé do ouvido dela.
"Vem, vamos para o meu quarto." o soltou e pegou na mão dele. "Preciso falar com você também."
Chegando no quarto de , ela se jogou na cama e Gerard se sentou ao lado dela. Quando ele a olhou, pôde ver que seus olhos estava cheios de lágrimas.
"Errrrrr... eu nunca consigo consolar ninguém." Gerard entortou a boca, olhando pra cima. "Eu tenho medo de falar algo que piore mais."
"Eu já disse que nada mais pode piorar." sorriu, enxugando as lágrimas.
"Então acho que vou ser obrigado a falar uma coisa que você vai achar que com certeza o seu dia pode piorar."
"Por favor, não faça isso..."
"Me desculpe, mas vou ter que fazer." Gerard segurou na mão dela e a fitou. "Eu fui um idiota com você esse tempo todo, me desculpe."
"Dinho..." Foi a única coisa que ela conseguiu falar antes de começar a chorar novamente.
Gerard a abraçou e disse ao pé do ouvido dela que a amava muito, que a amizade deles significava tudo. o segurou firme e desatou a chorar compulsivamente, mas agora era de felicidade por estar ouvindo aquilo dele. Sentiu que, pela primeira vez na vida, estava conhecendo quem realmente era Gerard Way.

Quando Gerard saiu do quarto, começou a andar de um lado para o outro, aflita com o que tinha acontecido. Sentou e levantou inúmeras vezes da cama. Aonde teriam se enfiado e ?! Pegou o celular e jogou-o longe, sempre que precisava delas, nunca estavam por perto. Resolveu, então, ir procurá-las em algum canto daquele hotel.
"Hey, hey, aonde você vai, nervosa desse jeito?" Ray segurou o braço dela, quando saía do quarto. "Se acalma, vem cá."
"Não me diga que você brigou com o Gerard de novo!" Bob disse.
"Antes fosse" respondeu, totalmente seca.
"O que aconteceu? Seus olhos estão vermelhos e inchados" Ray passou a mão pelo rosto dela. "Andou chorando?"
"Um pouco..."
"Vamos lá, , conta pra gente o que aconteceu. Por que você chorou?" Bob pareceu preocupado. mais uma vez respirou fundo e começou a contar o que tinha acontecido, cedo ou tarde todos ficariam sabendo mesmo...
"Nossa, mas já?" Ray ficou abismado.
"Isso me pareceu ser uma rapidinha" Bob começou a rir.
"Como você é "gozadinho", adora fazer piadinhas quando não deve" Ray deu um tapa na cabeça dele. "Não liga, princesa..."
"Gozadinho" colocou a mão na cabeça e começou a rir.
"Eu não sou todo gozinho! Aliás, que palavra estranha."
"Não é gozinho, e sim gozadinho" Ray corrigiu.
"Se eu não estou enganado, era pra você estar chorando, e não rindo, nesse momento" Bob franziu a testa.
"Como eu vou chorar com você todo gozadinho do meu lado?"
"Cala a boca, Bob, deixa ela rir." Ray passou uma das mãos pelo ombro dela. "Vamos beber um pouco?"
"Acho que to precisando tomar um porre mesmo." concordou, acenando com a cabeça. "Vamos também, gozadinho!"
"Hey, parem de me chamar desse nome estranho" Bob cruzou os braços, fazendo bico. "E que má influência você é, Ray tonto, ensinando as pessoas beber."
"Quem vê pensa que você é de ótima influência." Ray deu de ombros, ignorando-o. "Vamos, , deixa o gozadinho de lado."
"Vocês dois não existem..." balançou a cabeça, enxugando as lágrimas. "Depois, quem tá a fim de sair pra uma baladinha?"
"Opaaaaaaaaaa... é pra já, vamos começar a beber no bar do hotel e terminamos na balada" Bob vibrou, achando aquela idéia interessante.
"Ótimo, vou pegar a minha bolsa e deixar um recado para as meninas encontrarem a gente lá embaixo." mandou uma piscadinha pra eles e correu para o quarto. Ray e Bob se entreolharam e resolveram já ir descendo para o bar.


"Mas aonde será que a se meteu?" entrou no quarto batendo a porta. "Que raiva quando ela some sem dar notícias!"
"Com notícias você quer dizer fofocas, certo?"
"Vai ver se eu to na esquina, ."
"Ui ui, estressadinha" começou a rir.
"Eu ainda estou pasma, o que a viu no Mikey?" se sentou, levando a mão à cabeça. "Olha o Ian, como é perfeito."
"Sou mais o Mikey."
"Fala isso porque é seu irmão."
"Claro. E outra, quem não gostaria de ter um Way na família?" falou com todo orgulho do mundo. "Me desculpe, mas a minha família é o sonho de qualquer garota."
"Cara, eu juro que não vou responder essa" colocou a mão na boca, evitando fazer algum comentário.
"Claro que você não pode falar nada, afinal, está de quatro por um Way."
"Alguém já te disse que você é uma mala sem alça?"
resolveu ignorá-la e foi em direção à sua cama. Reparou que havia um envelope lá em cima, pegou-o e começou a ler em voz alta o que estava escrito.
"A quer que a gente se arrume em meio segundo e encontre ela lá em baixo?" perguntou, não entendendo o bilhete. "É o que está escrito aqui..." amassou o papel e jogou-o no lixo. "Bom, acho melhor a gente se trocar e encontrá-la."
"Será que aconteceu alguma coisa?"
"Acho que vai acontecer, se a gente não for encontrar ela." foi em direção do banheiro. "Então vamos logo, não quero correr risco de vida."
"Estamos correndo perigo de levar uma cabeçada" caiu na risada.
"Isso ou uma coisa bem pior" riu, fechando a porta do banheiro.
olhou para o teto, sem coragem de levantar do sofá para ir se arrumar. Pensou em Ian e naquelas duas tatuagens, se ela não estivesse apaixonada por Gerard ele seria uma ótima opção.


"Hey... Ray, chega aqui" Bob chamou-o por cima da mesa. "Aquele ali não é o Mikey?" Ele apontou para um certo ponto, aonde estavam Mikey e uma garota conversando animadamente.
"Caracas, e pelo jeito bem acompanhado" Ray fez sinal de positivo com o dedo. "Bela forma de terminar um relacionamento, nem passaram 24 horas e já esta afogando as mágoas com outra."
"Que cachorro, isso não se faz!"
"Quem vê pensa que você é um príncipe com as mulheres" Ray debochou.
"Ai, caramba, a tá vindo ali!" Bob levou a mão à cabeça. "Ela não pode ver o Mikey já com outra."
"E como nós vamos impedir isso?"
"Sei lá, vamos pular em cima dela."
"Cala a boca, Bob" Ray deu um soco no braço dele e se levantou, indo em direção à .
"Pronto, agora vamos esperar as duas" sorriu.
"Aqui esta quente, né? Que tal a gente esperá-las lá fora?" Ray passou a mão pelo ombro dela, fazendo-a virar-se. "Vamos lá."
"Mas a gente não ir começar a beber aqui?"
"Nahhhh... a gente faz isso lá na boate." Bob chegou com a outra mão no ombro dela. "Vamos esperar a e a lá na recepção."
"Mas eu quero beber" se desvencilhou deles. "Agora."
"Não acho uma boa idéia, princesa" Ray passou a mão na testa, de nervosismo.
"Por que não é uma boa idéia?" Ela não entendeu.
"Eu não to bem" Bob fingiu estar passando mal.
"O que você tem?" passou a mão pelo rosto dele. "Não parece estar passando mal."
"Como você é chata, " Ray bufou. Bob não agüentou segurar a risada e começou a rir.
"O que está acontecendo com vocês dois?" empurrou eles de lado e foi indo em direção ao bar. Parou imediatamente quando viu Mikey sentado.
"É agora que a gente joga ela no chão?" Bob perguntou, erguendo as sobrancelhas. "Porque das duas uma, ou ela vai lá e mata o Way ou então ela vai e mata ele de novo."
"Cala a boca, Bob" Ray deu de ombros, ignorando-o.
ficou paralisada ao ver que tinha uma garota sentada ao lado dele, pareciam estar numa conversa animada. Sentiu suas pernas ficarem fracas, mas ao mesmo tempo um ódio foi invadindo o corpo dela.
"..." Ray colocou a mão no ombro dela. "Vamos sair daqui..."
relutou um pouco, mas resolveu sair dali com Ray. Como era possivel Mikey já estar com outra, não fazendo nem uma hora que eles haviam terminado?! Odiou mentalmente Mikey Way, tudo o que queria no momento era sair e esquecer que um dia chegou a gostar dele.


começou a bater o pé no chão de nervosismo, olhava para o relógio a cada meio segundo e mentalmente xingava as amigas por demorarem tanto.
Ray e Bob estavam na recepção tirando onda de algumas atendentes. Vez ou outra olhavam pra ela, que parecia estar contando e recontando algo antes de sair metralhando todo mundo.
"Olha o jeito da , acho que o primeiro que ela ver na frente mata" Ray falou, tampando a cara com a revista. "Vou ficar bem quieto aqui, não quero ser esse primeiro."
"Eu não vou me atrever a mexer um músculo pra me aproximar dela" Bob ajeitou o cabelo no espelho. "Sou muito jovem pra morrer ainda."
"Pensa pelo lado bom, você iria morrer pelas mãos de uma mulher."
"Pelas mãos de uma mulher eu só quero morrer de prazer, não de raiva." Os dois desataram a rir.
virou-se para olhá-los. Quando eles a viram olhando com uma cara de Serial Killer, disfarçaram e fecharam a cara.
já tinha perdido a paciência, resolveu ir buscar as amigas. Quando se virou bruscamente para subir, viu as duas andando calmamente até o local em que ela estava.
"Pelo amor, né?, vocês duas não sabem o que é pontualidade!" falou, irritada, mostrando o relógio. "Estou plantada aqui há mais de meia hora, puta merda!"
"Me poupe, , não atrasamos mais do que 10 minutos" falou, passando por ela direto. "Anda logo."
"10 minutos? Vocês não sabem olhar no relógio." bufou.
"Eita, porra, dá pra você se acalmar? Ninguém vai morrer por ter atrasado alguns minutos" tentou acalmá-la. não queria mais discussão, foi andando até aonde Bob e Ray estavam e puxou os dois pela manga da blusa para fora do hotel.


Chegaram num pub não muito longe dali, não era tão agitado o local. Como estava esperando, queria sair, mas no mesmo momento queria que fosse um lugar tranqüilo, estava precisando beber pra esquecer um pouco de tudo. Estacionou o carro numa vaga que tinha logo à frente e desceu junto com as amigas.
"Vamos dar uma volta, meninas" Ray falou, dando um beijo na cabeça de cada uma. "Qualquer coisa, a gente se encontra aqui na área vip."
"Tudo bem" acenou pra eles. "Aproveitem a noite."
"Vocês também" Bob sorriu para elas e foi andando com Ray até a parte de baixo da boate.
"Então... E nós? Vamos fazer o que?" perguntou olhando para , que parecia estar em outro planeta.
"?” a cutucou. "Acorda."
"Oi?" Ela olhou para as amigas e depois para o bar. "Vamos beber."
"Tá tudo bem com você?" colocou a mão no ombro dela. "O que aconteceu?"
"Tudo ótimo." Ela se levantou e foi em direção ao bar. "E vocês, não vêm?" e se entreolharam sem entender e a acompanharam.
Chegando no bar, sentaram-se em três cadeiras que havia no canto do balcão, pediu uma garrafa de vodca e três copos para o barman.
"Alguém aqui está querendo ficar trêbada ou é impressão minha? perguntou, erguendo as sobrancelhas.
"Só vou me divertir um pouco" respondeu, virando o copo de vodca inteiro na boca. "Algum problema nisso?"
"Uaaaaaaaaaaau..." riu, impressionada. "Problema com isso? Imagina, pode encher a cara."
"E vocês vão ficar me olhando?"
"Claro que não, somos amigas nos momentos sóbrios e mais ainda na bebedeira" pegou outro copo e virou. "Vamos nos divertir."
rolou os olhos, rindo, e tomou o que estava em seu copo. Terminaram a garrafa em poucos minutos, pediram uma outra em seguida e voltaram a beber. O barman ficou assustado com elas, as três ja estavam falando um tanto alto e rindo de quase tudo que acontecia. já estava com a cabeça baixa no balcão de tanto que ria e já até torta na cadeira.
"Eu preciso contar uma coisa pra vocês." Ela pousou o copo no balcão e virou-se para olhar as amigas melhor. "Eu e o Gerard nos beijamos."
"AHHHHHHHHHHHH, SUA CACHORRA" gritou, dando um soco no braço dela. "E nem contou pra gente!"
"Até que enfim, cunhada, dizem que meu irmão beija bem" riu.
"Não deu pra sentir direito, foi uma rapidinha" fez cara triste. "Mas ele me pareceu ser bom de pegada."
"HUHUHHHH" bateu a mão no balcão, rindo. "Gerard Way, bom de pegada!"
"O Frank é mais" comentou. e se entreolharam e desataram a rir. "O que foi? Ele já foi meu namorado, oras."
"Frankzinho pega de jeito?" perguntou, com uma cara um tanto sacana.
"Dá conta do recado e, se você quiser, hora extra também" respondeu, rindo muito. quase engasgou com a bebida quando escutou aquilo.
"Daquele tamanho e consegue tudo isso? Uaaaaaaaaaau" balançou a cabeça, impressionada.
"Mais do que você imagina" deu uma piscadinha pra ela e voltou a beber.
"Acho que estamos bêbadas" tentou se levantar, mas foi meio impossível, sua cabeça estava rodando muito.
"Estamos apenas alegrinhas" falou, pegando outra garrafa de vodca. "E aí, quando vamos dançar?"
se lembrou do que havia acontecido com Mikey, sentiu uma dor no peito e uma vontade absurda de chorar, mas logo em seguida veio a imagem dele no bar do hotel se divertindo com outra, jogou o copo longe, fazendo-o cair do outro lado do balcão.
"O que foi?" a olhou assustada.
"Eu e Mikey terminamos e ele logo foi se consolar com umazinha" Ela respondeu, bebendo o resto da vodca na boca da garrafa mesmo.
"Como?" deu um pulo da cadeira, se aproximando dela. "Ele ja está com outra?"
"Pois é..." começou a rir. "O seu querido irmão sabe se recuperar muito bem."
largou o copo e foi abraçá-la.
"Que filho de uma mãe..." deu um soco no balcão, nervosa.
"Foda-se o Mikey, ele que faça o que quiser da vida" falou, tentando demonstrar que não estava abalada com aquilo. "Que ele e a outra vão para o inferno!"
"Concordo..." a fitou e depois lhe entregou um copo. "Vamos esquecer esses homens."
", sabe aquela vez..." começou a falar "que você acordou e disse que teve um sonho estranho?"
"Que o Gerard estava se declarando pra mim?"
"Esse mesmo..." deixou o copo em cima do balcão e segurou a mão dela. "Naquele dia eu vi ele entrando no quarto na ponta dos pés, parecendo uma bailarina! Ele estava chorando e disse algumas coisas românticas pra você."
"PERAÍÍÍÍÍÍÍÍÍÍÍÍÍÍÍÍÍ..." gritou e levantou a mão, em sinal de stop. "O meu irmão fez uma declaração com ela dormindo?"
respirou fundo e balançou a cabeça, tentando acordar de um sonho, o que ela tinha acabado de falar? Gerard, declaração, dormindo? Não era possível.
"Ele é muito burro..." colocou a mão na cara, nervosa. "Sem contar que frouxo também, como um ser faz uma declaração com a pessoa dormindo?"
"Ele disse que gostava de mim?" parecia não estar acreditando.
"Meu irmão é um asno! Meu Deus, como ele consegue fazer essas coisas?" começou a rir.
"Tinha que ser um Way, acho que é de família isso" mandou um beijo pra , que fez cara de não ter gostado do comentário. "É, , ele disse que gostava de você."
"Mas..." Ela tentou falar alguma coisa, mas não conseguiu.
"E, ..." colocou a mão no ombro dela, fazendo-a se sentar. "Sabe aquela vez que você estava no banho, aí chegamos e começamos a fazer algumas perguntas estranhas pra você?"
abaixou a cabeça e começou a rir.
"O que vocês fizeram?" perguntou, um pouco alterada.
"Acho melhor você beber mais um pouco" passou o copo que estava em sua mão pra ela.
"O QUE VOCÊS FIZERAM?" deu um gole e gritou.
"Calma, flor do dia..." a empurrou. " só buscou o irmão dela pra ouvir tudo o que você disse."
"Sua..." estava bêbada demais pra pensar em alguma palavra para xingá-la. "Eu mato as duas!"
"Por que as duas? Eu não fiz nada!" se defendeu.
"Eu só queria ajudar..." fez bico e olhou pra . "Agora um sabe o que o outro sente."
"Que momento mágico, a gente contando o que uma aprontou com a outra!" riu, bebendo o resto de vodca que tinha no copo de . "Acho que agora estamos quites."
"Eu não acredito que vocês fizeram isso!" balançou a cabeça, rindo. "Já que estamos nesse momento mágico, eu preciso contar uma coisa também."
"Lá vem merda..." falou, pegando uma garrafa de Martine que o barman tinha acabado de deixar em cima do balcão. "Martine é bom."
"O que você fez, ?" resolveu perguntar, mas sentiu medo da resposta.
"Sabe..." pegou o copo da mão de e virou. "Eu também tive uma idéia há um tempo atrás pra te ajudar."
"Pára de enrolar e fala logo o que você fez" foi ficando sem paciência. , pra piorar a situação, entrou em crise de riso.
"Eu fingi ter algo com o Iero pra você ficar com ciúmes e perceber que ainda sente algo por ele" falou e logo em seguida tampou o rosto com as mãos. mordeu o lábio inferior de raiva, olhou pra ela e depois pra , que ainda ria.
"Eu não acredito..." Foi a única coisa que ela conseguiu falar. "Não acredito mesmo..."
"Calma, calma..." colocou o copo no balcão e tentou se levantar. "Esse era o plano, até eles ficarem bêbados àquele dia e ter acontecido o que todo mundo já sabe."
"E você, sabendo disso, ficou quieta, né, ?” deu um beliscão nela e depois olhou pra . "Tá feliz por seu plano ter dado certo?"
"Uia... deu certo?" começou a rir.
"Vocês são levadas demais, uma aprontando com a outra" falou, se apoiando pra não cair. "Ainda bem que eu sai ilesa dessa história toda."
"Você que pensa..." falou, tomando um gole de Martine.
"O que vocês fizeram?" Ela perguntou, agora apoiada em . fingiu não ter escutado nada e começou a cantarolar uma música. ", não se faça de besta!"
"Como você disse, querida, estamos quites" apertou a bochecha dela e desatou a rir.
"Eu vou te estrangular!" partiu pra cima dela e segurou seu pescoço com as duas mãos. "Fala..."
", não tenta matar ela aqui" tentou tirar as mãos da amiga do pescoço de . "Isso aqui tá cheio, se você matar vai ter testemunhas!"
"É, pensa por esse lado, você não quer me matar com alguém vendo!" falou com dificuldade. "Antes eu preciso te contar que mandei o Ian vir te consolar."
"O QUE VOCÊ FEZZZZZZZZZZ?" berrou, fechando mais as mãos em volta do pescoço dela. "EU TE MATOOOOOOOOOO!"
"Pára com isso" puxou pra trás, se desequilibrou por causa do sapato e, quando ia caindo, puxou junto. As duas caíram de bunda no chão.
, ao olhar aquilo, largou o copo e começou a rir descontroladamente. e , que estavam no chão, não agüentaram e começaram a rir delas mesmas.
Algumas pessoas e até mesmo o barman olharam pra elas assustadas, mas ninguém se atreveu a ver o que estava acontecendo. se levantou com todo o cuidado do mundo e foi tentar ajudá-las a se levantar. ainda com raiva da amiga, segurou na mão dela e a puxou, fazendo-a cair por cima delas.
"O que está acontecendo aqui?" Ray perguntou, ao ver as três estiradas no chão, rindo. "Vocês estão se matando?"
"Eu acho que aqui na boate existem cadeiras" Bob falou, cruzando os braços. Olhou para o balcão e viu que havia 3 garrafas de vodca vazias e uma de Martine pela metade. "Puta que pariu, não acredito que vocês beberam tudo isso!"
"Colé, gozadinho, tá duvidando da minha masculinidade?" se sentou e deu um tapa na perna dele. "Eu agüento tudo isso e um pouco mais."
"Gozadinho?" bateu palmas, rindo. "Ai, minha barriga". Ela voltou a se deitar no chão de tanto que ria.
"Vem... vocês estão bêbadas, trêbadas!" Ray puxou pelo braço e a encostou no balcão, Bob ajudou a se levantar e logo em seguida pegaram .
"Não posso deixar as três sozinhas nem por algumas horas!" Ray começou a dar sermão. "Onde já se viu moças assim dando esse trabalho?!"
"Bla, bla, bla, bla..." apoiou a cabeça no balcão e tampou os ouvidos. e ignoraram o que ele estava falando e continuaram a beber o resto da garrafa de Martine.
"Parem vocês duas" Bob arrancou a garrafa da mão delas e entregou para o barman, que ria do outro lado do balcão. "Acho melhor a gente ir embora."
"AAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAH... OLHA ESSA MÚSICA" gritou, se levantando. "VAMOS DANÇARRRRRRRRRRRR!"
"Vocês não conseguem nem ficar em pé, imagina então dançar" Ray riu.
"Vocês ainda não viram nada do que somos capazes" mandou beijo pra eles e puxou e junto. Com toda a dificuldade do mundo e com ajuda de algumas pessoas, elas desceram as escadas e começaram a ir para o centro da pista. As luzes embaçaram um pouco a visão delas, mas aos poucos começaram a entrar no ritmo da música, e lá estavam as três dançando que nem malucas junto com os outros.


"Gerard, Frank e Mikey? O que vocês estão fazendo aqui?" Ray perguntou, surpreso ao vê-los.
"Estamos procurando as meninas..." Gerard respondeu, olhando em volta. "Cadê elas?"
"Estão na pista dançando" Bob apontou para baixo, onde as três pareciam estar matando os outros e não dançando. "Elas estão bêbadas demais."
"Por que vocês deixaram elas beberem desse jeito?!" Frank perguntou, irritado, empurrando Bob.
"Olha, seu nanico, acho melhor você não tentar me bater senão eu posso revidar e ir preso por agredir menores de idade, no seu caso seria de tamanho."
"Estranho você aqui, Mikey Way" Ray falou, coçando o queixo e analisando-o.
"Por que estranho?" Mikey não entendeu.
"Cadê a sua acompanhante?" Bob rolou os olhos em volta.
"Do que vocês estão falando?" Gerard perguntou, franzindo a testa e estranhando aquele interrogatório todo.
"Porque o seu lindo irmão mal tinha terminado com a e correu encher a cara com uma outra" Ray explicou e viu Gerard lançar um olhar de fúria para o irmão.
"EU? VOCÊS ESTÃO LOUCOS?" Mikey alterou a voz.
"Não adianta, Way." Ray deu de ombros. "Nós vimos você com a garota, e aliás, também viu."
"Como você é otário, cara!" Frank seu um soco no braço dele.
"ELA VIU?" Mikey pareceu desesperado e saiu correndo para o andar debaixo, atrás de .
"Essa família..." Bob disse, balançando a cabeça.
Mikey entrou no meio da muvuca e foi se mexendo no ritmo da música até aonde elas estavam, Gerard e Frank optaram pelo outro lado. , e dançavam algo estranho, mexendo as cabeças e os braços, pareciam mais que estavam sendo exorcizadas do que dançando mesmo, até algumas pessoas em volta estavam com medo delas. Mikey se aproximou lentamente de e a puxou pela cintura, ela por sua vez não indentificou quem era. Depois de alguns minutos e algumas luzes naquela direção, ela pôde reconhecê-lo. Logo em seguida o empurrou com força e saiu andando em direção ao banheiro.
, ao ver o que tinha acontecido, tentou achar , mas no meio daquela multidão estava quase impossível. Resolveu então largar ela e ir atrás de .
Ao entrar no banheiro, deu de cara com a amiga encostada na pia de cabeça baixa, não sabia o que fazer. Esperou algumas pessoas que estavam por lá sairem e se aproximou com toda cautela possível.
"Quem avisou pra ele que a gente estava aqui?" enxugou algumas lágrimas e olhou a amiga.
"Não sei, acho que ele deve ter uma bola de cristal" comentou, tentando fazer uma piada em que não achou a mínima graça. "Ok, eu sei não teve graça alguma."
"Eu não quero nunca mais ver ele" choramingou, abraçando .
"Calma, eu vou dar um jeito de fazê-lo ir embora."
"Ele me trocou por uma outra na mesma noite que a gente terminou!"
", não fica pensando nisso" passou as mãos pelas costas dela, tentando consolar a amiga. "Esquece que ele existe, você precisa seguir a sua vida agora."
"Como eu posso fazer isso, se vou ter que conviver com ele até essa turnê acabar?"
"Não vai, se você não quiser" Mikey falou, aparecendo próximo à porta. Algumas meninas se assustaram ao vê-lo entrar e começaram a sair rápido daquele local.
"Erm... isso é um banheiro feminino" tossiu. Mikey ignorou completamente o que ela havia falado e continou parado na porta, olhando diretamente para .
"O que você está fazendo aqui?" levantou a cabeça para olhá-lo.
"Preciso falar com você" Ele foi se aproximando cada vez mais delas.
"Mas isso é um banheiro..." comentou, olhando em volta.
"Não temos mais nada para conversar, Michael" disse, firme, se encostando no ombro de .
"Claro que temos, não podemos terminar tudo desse jeito."
"Ainda estamos no banheiro" tentou chamar atenção deles, mas estava quase impossível. "Quer saber, fiquem o tempo que quiserem aqui, eu vou embora."
"Você não sai daqui!" puxou , firme, e passou as mãos em volta do pescoço dela. "Você é minha amiga e tem que me proteger!"
"Por acaso eu tenho cara de psicopata?" Mikey perguntou, dando mais um passo à frente. "Eu não vou te machucar."
"Sim, você tem" afirmou com um aceno de cabeça e desatou a rir. Mikey cruzou os braços, não achando aquilo nada engraçado. "Bom, vocês precisam conversar, eu vou sair e dar um jeito na vida."
"Vai pegar o Gerard?" provocou. deu de ombros, ignorando-a, mas até que ela tinha lhe dado uma ótima idéia.
"Ele deve estar em alguma mesa ou jogado em algum canto da pista" Mikey gritou.
"NINGUÉM TE PERGUNTOU NADA, PSICOPATA!" berrou, batendo a porta com força.
ficou estática com aquela cena e voltou sua atenção para Mikey.
"Vamos conversar?" Ele fez uma cara de piedade que quase a convenceu.
"Claro que não, some da minha vida!" Ela tentou sair, mas ele a segurou.


rolou os olhos pela boate atrás de Gerard e o viu encostado em uma pilastra, com um copo na mão. Parecia observar as pessoas que dançava na pista. Ela ajeitou o cabelo e respirou fundo, seria agora ou nunca, não podia esperar muito mais tempo, nem ao menos esperar que ele tomasse alguma atitude, queria logo saber o que aconteceria entre os dois. Sua cabeça ainda estava pesada, suas mãos começaram a suar frio e seu corpo pareceu estar se contorcendo todo por dentro. Em passos curtos, foi caminhando até o local onde ele estava, seu coração parecia estar saindo pela boca. Milhares de sentimentos e imagens começaram a surgir em sua cabeça, qual seria a reação dele?
Gerard demorou para assimilar o que ela estava querendo, apenas abriu um sorriso maroto e o beijou. Ele interrompeu o beijo e afastou um pouco o seu rosto do dela.
"O que foi?" Ela perguntou, não entendendo por que ele tinha feito aquilo.
"Não sei..." Ele respondeu, parecendo estar confuso.
"Eu juro que não consigo te entender" passou a mão pelo cabelo e foi se afastando dele. "Pelo menos uma vez na vida dá pra ser um homem ativo?"
Gerard sentiu uma dor no peito acompanhada de raiva pelo o que tinha acabado de ouvir. Não sabia por que tinha feito aquilo, queria ela muito mais do que todas as outras coisas no mundo, teria que agir rápido ou perderia novamente outra oportunidade.
"Espera..." Ele a segurou pelo braço.
"Esperar o que? Eu vim aqui, te agarrei e você simplesmente se afastou."
"..." Ele abaixou a cabeça, não sabendo o que falar. "Eu fiquei surpreso, não estava esperando."
"Gerard, me dá um tempo." tentou se desvencilhar do braço dele, sentiu algumas lágrimas rolarem pelo seu rosto. Ele, percebendo isso, sentiu-se um fracassado e idiota, como ele pôde afastar a garota por quem estava apaixonado?
"Não vou te dar um tempo..." Ele a puxou com força para perto de si, entrelaçou os braços em volta das costas dela e a pressionou contra o seu corpo. sentiu suas pernas ficarem fracas, Gerard sorriu e começou um trilha de beijos pelo rosto dela até chegar a boca. Ela, por sua vez, se deixou levar por cada carícia e beijo, conseguiu sentir o coração dele acelerado. Levou uma das mãos até o cabelo dele e ficou massageando. "Eu te amo..." Ele falou, afastando um pouco os lábios do dela. "Quero você comigo sempre."
abriu um enorme sorriso e voltou a beijá-lo.



Mikey prensou contra a parede do banheiro e não deu espaço para a garota se mexer. tentou relutar um pouco, mas estava bêbada e fraca demais para tentar alguma coisa.
"Você precisa me escutar" Ele segurou o rosto dela com uma das mãos e encostou sua testa na dela. "Uma última vez, eu preciso de outra chance."
"Mikey, você está com outra..." falou, desatando em choro. "A gente mal tinha terminado e você já com a primeira siliconada!"
" , ela é apenas a atendente do local!" Mikey tentou explicar, mas ficava cada vez com mais raiva dele.
"Quem você pensa que eu sou? Uma idiota que acredita em tudo?"
"Não, eu penso que você é a pessoa que eu mais amo nessa vida e que quero sempre ter ao meu lado, e por isso estou aqui agora, me humilhando e pedindo uma segunda chance pra gente."
"Não adianta, não pense que com essas palavras meigas pode me enganar" estava decidida a não aceitar mais aquilo, sua cabeça estava girando. Estava realmente confusa, não sabia o que fazer ou o que falar. Mikey a deixava atortoada, mas e Ian? O que ele causava nela? Aquilo estava ficando fora de controle e ela teria que dar um basta nisso de uma vez por todas.
"Por que você não acredita em mim? O que eu mais queria era te conhecer, passar um tempo com você. Dividir nossas alegrias e nossas tristezas, ter alguém ao lado para amar e ser amado" Mikey encostou ainda mais o seu rosto ao dela e fechou os olhos. "Me deixe mostrar para você que eu estou falando a verdade, me dá uma chance de mostrar o quanto eu te amo e te desejo!"
"Mikey, já é tarde demais para isso. Quando eu mais precisei de você naquele dia, eu não tive você ao meu lado. Você não me protegeu, não me deixou segura. Como eu posso querer ficar ao lado de uma pessoa que não toma partido?"
"Mas aquilo não era nada demais, , uma discusão boba como qualquer outra entre você e meu irmão."
"Boba? O Gerard estava quase me sufocando e você ainda tem a coragem de falar que era boba?" o empurrou com força e andou até o outro lado do banheiro. "Vai embora, curta aquela siliconada e me dexa em paz!"
"TE DEIXAR EM PAZ PRA VOCÊ CORRER PARA O IAN?" Mikey se alterou, perdendo o controle.
"E SE EU FOR? O QUE VOCÊ TEM A VER COM ISSO?!"
"Então confessa de uma vez por todas que você me chutou porque sempre quis ficar com ele" Mikey falou baixinho, se apoiando na beirada da pia. "Você sempre quis ele, pensa que eu não percebo quando vocês dois estão juntos, pelo jeito que você olha pra ele? Como ele te protege e te deseja, como vocês conversam e se olham..."
"Não começa a viajar na maionese" se acalmou e aos poucos foi se aproximando do local onde ele estava. "Quando eu estava com você, só existia uma pessoa na minha cabeça que era você. Nunca houve um momento que eu pensei no Ian" Isso era mentira, mas ela não podia acima de tudo se entregar daquela forma. Porque mesmo perdida com o que estava sentindo, gostava de Mikey.
"Não consigo acreditar em você. Naquela noite, quando nós estavamos quase indo para a cama, você me barrou, disse que não ia conseguir. Naquele momento eu tive a certeza que era por causa do Ian."
"Mikey, por que você quer conversar sobre isso? Vamos terminar da melhor maneira possível" voltou a chorar e a soluçar. "Quero continuar sendo a sua amiga, nada disso teria acontecido se você não tivesse atendido aquele telefonema àquele dia."
"Mas eu atendi por obra do destino e ouvi tudo aquilo que você sentia por mim, e era realmente a mesma coisa que eu estava sentindo por você."
"Não fala essas coisas" levou as mãos à cabeça. Tudo começou a rodar à sua volta e sua mão estava suando frio. "Eu não quero escutar essas coisas, eu já tomei a minha decisão e for não querer mais ter algo com você para preservar a nossa amizade. Eu não posso te ver mais do que como um amigo, isso não seria certo e justo com a gente..." Ela desatou a falar e Mikey apenas ficou em silêncio, escutando tudo atentamente. "Então vamos parar com isso, eu quero esquecer que um dia senti algo por você, esquecer que eu estou confusa demais e um pouco bêbada e devo estar nesse momento falando coisas sem sentido."
"Sim, você está falando coisas sem sentido" Mikey falou, puxando-a pela cintura. "Eu vou fingir que não escutei tudo o que você disse, porque você está fora de si."
"Estou normal, quero que você me solte e não se aproxime desse jeito!"
"Qual jeito? Desse?" Mikey prensou mais o seu corpo contra o dela e ficou com o seu rosto a poucos centímetros do dela. "Por que você não entende de uma vez que eu te amo mais do que aquele Ian?"
"Mikey, me leva pra casa, me tira daqui... não me solta e fica longe de mim!"
"Afinal, você quer que eu te tire daqui ou me afaste de você?" Ele ficou sem entender. Era nítido que ela estava totalmente fora de si, ao pegar em suas mãos sentiu que estavam bem frias. "Você comeu alguma coisa antes de encher a cara?"
"Eu... Acho que estou passando mal" cambaleou um pouco e colocou as mãos na frente do rosto, aos poucos as coisas foram ficando sem foco. A imagem de Mikey se desfez e uma sombra preta surgiu diante dos seus olhos.
Mikey a segurou firme com os dois braços e, tirando forças da onde não tinha, pegou-a no colo. Com o pé, empurrou a porta do banheiro e saiu desesperado com ela no colo.
Ao ver e Gerard em um canto, correu para pedir ajuda. Eles ficaram assustados ao ver naquele estado.
"O QUE VOCÊ FEZ COM ELA, SEU ANIMAL? EU VOU TE MATAR!" partiu pra cima de Mikey, enquanto ele tentava se apoiar na pilastra. "VOCÊ BATEU NELA, SEU IDIOTA?"
"Mas o que aconteceu?" Ray olhou assustado e, ao ver nos braços de Mikey, deu um pulo. "OMG, VOCÊ BATEU NELA?"
"PAREM DE FALAR BESTEIRAS E ME AJUDEM!" Mikey gritou, quase deixando cair. Gerard e Ray o ajudaram e, todos aflitos e desesperados, acharam melhor irem embora.
Chegando no hotel, os cinco conseguiram levar para o seu quarto. Ela ja estava lúcida, mas um pouco tonta; sabia que não podia beber daquele jeito, não era acostumada com álcool sempre fora fraca.

"Eu ainda acho que a culpa foi do Mikey" bufou, se sentando na cama ao lado da amiga.
", por favor" rolou, colocando o travesseiro no rosto.
"Por favor nada, precisamos dar um jeito nessa situação" insistiu, lançando um olhar maligno para Mikey.
"Mas eu nem fiz nada!" Ele deu de ombros, indo até a porta. "Acho melhor a gente sair pra ela descansar."
"Nós ainda temos que terminar aquela conversa, Mikey Way" tirou o travesseiro do rosto e sentou na cama. "Quero colocar tudo em pratos limpos."
"Olha, eu preciso dormir, não sou fofoqueira que nem a , que precisa ficar ouvindo essas conversas" disse, mandando beijo para eles e saindo do quarto. "VOU DORMIR NO SEU QUARTO, MIKEY!"
"Ela me chamou de fofoqueira?" ficou indignada.
"Qual a diferença que isso faz agora? Vamos." Gerard puxou o braço da garota com força e saiu arrastando-a porta afora. Frank, Bob e Ray se entreolharam, meio sem saber o que fazer, e deram meia volta, saindo do quarto e fechando a porta.
Mikey rolou os olhos pelo quarto, não sabendo bem o que fazer. Estava cansado, tanto física quanto emocionalmente. ainda estava deitada e aos poucos tentou se sentar na cama, abaixou a cabeça e apoiou-a nos braços.
"Tudo o que você disse hoje..." Ela começou a falar e percebeu a sombra de Mikey, indicando que ele sentava a seu lado. "Eu juro que se fosse em outro momento da minha vida, eu ia me sentir a pessoa mais feliz do mundo, ter alguém que me ame desse jeito..."
"E por que esse não é o melhor momento?" Mikey perguntou, se aproximando mais dela.
"Porque eu estou perdida, precisando antes de tudo achar e entender o que eu estou sentindo" falou baixinho, tentando segurar o choro. "Eu gosto demais de você, Mikey, mas eu não sei se é aquele gostar de namorar e ter coisas juntas ou se é apenas amizade."
"Eu não quero ser seu amigo..."
"Não complica..." mordeu o lábio superior e virou-se para ele. "Me escuta, a gente não pode ficar junto, agora eu preciso de um tempo."
"Não faz isso comigo" Mikey segurou as mãos dela e fez uma cara totalmente suplicante. "Não me deixe assim, eu não sei como vou fazer pra te esquecer!"
"Mikey, eu estou pedindo, por favor, pra você entender, poxa!" desatou a chorar e logo foi surpreendida com o rosto de Mikey a poucos centímetros do seu. Ela tentou ter alguma reação e empurrá-lo, mas no mesmo momento algo dentro dela gritava para não fazer isso.
Mikey, ao perceber que ela não iria reagir, apenas continuou aproximando o seu rosto e aos poucos fechou os olhos, tentando encontrar os lábios da garota. Envolveram os lábios em um beijo quente e macio, parecendo que aquele era o último beijo entre eles.
tentou relutar um pouco de início, mas sentiu que precisava fazer aquilo. Levou uma das mãos à nuca dele e, com as pontas dos dedos, enrolou alguns fios de cabelo.
Mikey, por sua vez, deslizou as mãos pelas costas da garota. A cada movimento dos rostos, ele subia e descia. De doce e calmo, o beijo passou a ser devorador, Mikey a puxava mais para si e forçava mais seu rosto contra o dela. não estava mais se importando com o que estava acontecendo, apenas aceitava todas as carícias que estava recebendo e correspondia a todas elas. Até o momento em que um flash passou pela sua cabeça, a imagem de Mikey no bar com uma garota, se divertindo. Sem pensar muito, separou os lábios dos deles e correu para a porta.
"Vai embora, não quero te ver nunca mais" Ela disse, tampando o rosto e abrindo a porta.
Mikey ficou parado, ainda na cama, sem saber o que estava acontecendo. Há poucos minutos ele estava sentindo que tinha dado uma chance pra ele, mas agora, por que aquela reação?
Resolveu deixar isso para outro dia, pois a garota estava transtornada e bêbada demais. Não queria apressar as coisas entre eles, mas não se daria por vencido daquela forma. era dele e de mais ninguém, sempre sonhou e desejou tê-la em seus braços - e nenhuma outra pessoa teria isso, a não ser ele.
Abaixou a cabeça e lentamente saiu do quarto. desatou em lágrimas e se atirou na cama chorando muito - o que ela estava fazendo? Por que tudo isso agora? Não era justo, por que de uma vez por todas na sua vida não escolher algo que realmente era importante para a vida e para o seu futuro?


Na manhã seguinte, não agüentava tanta confusão na sua cabeça... Aproveitou que ainda estava no banho e resolveu sair do quarto. Não queria dar explicações sobre onde estava indo ou o que ia fazer.
Pegou o elevador para descer e nem percebeu que não estava vazio. Só acordou de seus pensamentos quando chamaram seu nome. Sua cabeça nos últimos dias estava pesada, alguns pensamentos e sentimentos estavam mais confusos do que nunca. Ela tentava evitar Mikey, mas fazendo isso dava espaço para Ian se aproximar.
" ?"
"Hã?" Ela disse, virando-se e vendo que Ian estava lá dentro, encostado na parede. "Ah, oi." Sorriu timidamente.
"Tá tudo bem?" Ele perguntou, ao ver que parecia meio desanimada.
"Tá..." Ela disse e Ian a olhou, levantando uma sobrancelha. "Sério."
"Pois não parece..." Ele disse, e foi para perto dos botões do elevador. "Você parece estranha... E o Mikey também." Ian ficou de costas para os botões do elevador e, disfarçadamente, apertou o botão para parar o elevador.
"O que foi isso?!" perguntou, assustada, quando o elevador deu um tranco e parou.
"Ihhhhhh, acho que quebrou!" Ian falou, com seus olhos arregalados.
"E agora?!"
"Agora é esperar..." Ian se encostou na parede de novo e ficou olhando para . "Ótima oportunidade pra gente conversar."
"E se cair?!" perguntou, desesperada. Ian olhou para ela, confuso. "O elevador!! E e se ele cair?!"
"Não vai cair..." Ian falou, com um pequeno sorriso. "Ele só parou."
"Mas... mas... e se eu tiver fobia?"
"Você saberia se tivesse." Ian disse, e foi escorregando com as costas na parede, até que sentou. "Senta e fica calma. Daqui a pouco vão resolver."
"Espero" disse, sentando-se ao lado dele.
Ian, pela primeira vez na vida, se sentiu nervoso perto de uma garota. Se sentia atraído por ela, mesmo não a conhecendo bem, mas sabia que Mikey gostava da garota e ambos estavam tendo um caso. Ele tinha mudado muito e Mikey sabia que isso se devia ao fato de perceber que ele gostava de .
estava tensa. Podia sentir o perfume de Ian e não conseguia acreditar que estava ali, sentada ao lado dele, num elevador enguiçado. E ele era lindo, muito mais do que achava, por isso agora se sentia mais atraída por ele do que nunca. E pensar que ele podia sentir o mesmo a deixava mais nervosa ainda.
"A gente podia conversar, né?" Ian falou, rindo. "Com certeza ajuda a passar o tempo."
"Boa idéia..." se ajeitou e agora estava sentada, virada para ele. "Isso pra mim é estranho..."
"O que?"
"Conversar com você" Ela explicou, e Ian sorriu. "Geralmente fãs não fazem isso."
"Geralmente fãs tentam arrancar minha roupa" Ele falou e fez uma cara assustada.
"Nossa, pode deixar que eu não vou fazer isso." riu e viu Ian fazer beicinho.
"Que injusto, por que não?" Ele cruzou os braços. não sabia o que dizer e nem onde enfiar a cara. Já estava morrendo de vergonha, e a expressão de Ian não ajudava muito.
"Ai, Ian, me mata mesmo de vergonha!" Resolveu ser honesta. Já devia estar vermelha, então não adiantava mais esconder. Ian se arrastou um pouco, chegando mais pra perto de .
"Vergonha de que?" Ele perguntou num tom mais baixo e não conseguia pensar em nada para responder. "Somos bem grandinhos, e acho que está na hora de botar tudo em pratos limpos." Ele falou e fez uma pausa, olhando para . Esperava que ela dissesse algo, mas como isso não aconteceu, continuou. "Eu não sou o tipo de cara que fica dando voltas, prefiro ir direto ao assunto."
"Ham, hum..." Era a única coisa que conseguia fazer.
"Bem, eu estou atraído por você e acho que você já percebeu..." Ian riu de leve. "Acho que todo mundo já percebeu..." Ele falou, pensativo, mais pra ele do que para . "E geralmente eu consigo o que eu quero..." Ele falou e parou de novo, dessa vez mandando para um olhar fulminante. "E..."
"Já percebeu que enquanto você fala e fala, estamos perdendo um tempo precioso?" falou e sorriu para Ian, que abriu um sorriso enorme, se aproximando mais ainda da menina. Ele segurou o rosto de com as duas mãos, puxando devagarzinho para perto do seu. fechou seus olhos, e assim que fez isso, sentiu os lábios de Ian tocando os seus, suavemente.
esqueceu de tudo que estava a incomodando e se entregou ao beijo, que aumentava de intensidade a cada segundo que se passava. Ian agora estava com as mãos na cintura dela, a puxando para mais perto de si.
"E se o elevador voltar a funcionar?" Ela conseguiu perguntar, ainda contra os lábios dele.
"Não tem problema, a gente continua em outro lugar" Ele falou e a beijou com mais intensidade.
"Não falei..." Ela começou a dizer, mas Ian cada vez pressionava mais seus lábios contra os dela. "...com esse sentido... E se abrirem e nos virem aqui?"
"Eu falo que você passou mal e eu tive que fazer um boca a boca..." Ian respondeu, parando de beijá-la. Os dois começaram a rir.
"Sim, e ia todo mundo acreditar." rolou os olhos para ele, que simplesmente abriu um sorriso e ficou encarando-a. "O que foi?"
"Não posso te olhar?" Ele perguntou, ainda sorrindo. ficou vermelha na hora.
"Só não gasta" Ela disse, tentando se sentir menos desconfortável com a situação. Ian colocou uma não no rosto da menina e o puxou para mais perto novamente, tocando suavemente seus lábios nos dela.
"Não vou." Ele falou, com os lábios ainda nos dela. abriu um sorriso tímido.
"Ian... Sabe..." começou a dizer e Ian afastou o rosto, olhando pra ela. "A gente não apertou o alarme..." Ela completou, apontando para o botão.
"Mas você não está gostando de ficar aqui comigo?" Ele fez uma cara de desolado e achou muito fofo. Ela passou uma mão pelos cabelos dele.
"Lógico que estou." Sorriu para ele. "Mas a gente pode continuar em outro lugar que dê menos claustrofobia."
Ian olhou para ela e parecia estar ponderando sobre a opção.
"Ok..." Ele falou e se levantou, indo até os botões. Se posicionou de uma maneira que não pudesse ver o que ele estava fazendo. Discretamente apertou o botão para fazer o elevador voltar a andar.
"Ah, funcionou?" se levantou, alegre, pois o elevador tinha voltado a andar.
"Coisa bizarra." Ian se virou para ela e sorriu. "Você estava indo aonde?"
"Lugar nenhum... Queria esfriar a cabeça" Ela explicou.
"E conseguiu?" Ele sorriu marotamente.
"Pode-se dizer que sim" respondeu e Ian a beijou suavemente.
"Bom, acho melhor a gente subir então..." Ele falou, e apertou o botão do andar que eles estavam. concordou.


Quando os dois saíram do corredor, viram que estava todo mundo lá. Com certeza alguma coisa tinha acontecido, pois ninguém se reunia em corredores de hotel depois da meia noite.
"O que houve?" perguntou, se juntando ao grupo. Todos pararam de falar e olharam para ela e Ian.
Estava aonde? Eu fiquei preocupada!" falou, e viu que corou. Entendeu na hora. Ian andou até e a abraçou por trás.
Todo mundo que estava ali arregalou os olhos e Gerard chegou a tossir, pois tinha engasgado ao ver a cena.
"A gente ficou preso no elevador" Ian explicou, ainda abraçado à , que não sabia aonde enfiar a cara.
"Haaaammm, presos..." abriu um sorriso imenso e piscou para a amiga.
"Mas não acabou a energia, como vocês ficaram presos?" Mikey perguntou estranhando aquela história.
"O elevador pifou do nada" tentou explicar, mas percebeu os olhares aumentarem em cima dos dois. Saiu de perto de Ian e correu segurar o braço de . "Coisa mais estranha, pensei que ia morrer sufocada!"
"Sei o sufocada" Bob desatou a rir junto com os outros.
"Hum" Mikey fechou a cara e fitou Ian como se quisesse pular em cima dele para estrangulá-lo.
"Bom, vamos dormir" Gerard falou, distraindo-os.
" ..." Ian andou até a menina e a puxou de novo. Mikey estava muito calado, somente olhando a movimentação. "A gente não ia terminar?"
"Hein?" Foi a gota d'água para Mikey ter escutado aquilo. Ian falou baixo, mas mesmo assim o rapaz ainda escutou.
"Opa, to ralando, gente." Ray falou se dirigindo até seu quarto.
"Nem quero saber o que você tá ralando." Bob deu de ombros e ignorou a gracinha que Ray disse pra ele antes de entrar no quarto.
Em menos de cinco minutos, todos tinham ido para seus respectivos quartos, inclusive , que conseguiu se desvencilhar de . Agora só restavam ela, Ian e Mikey, e a tensão ali estava muito grande.
"Olha, Mikey..." tentou dizer, mas aparentemente Mikey não queria escutá-la.
"Eu quero que o Ian me fale o que rolou entre vocês..." Ele falou, cortando . A menina olhou desesperada para Ian, que não tirava os olhos de Mikey. Os dois estavam se encarando.
"O que interessa a você?" Ian foi grosso ao responder. Queria que Mikey se tocasse que não queria mais nada com ele e a deixasse em paz. Não era pedir muito, pelo menos na concepção dele. Mas obviamente Mikey não pensava o mesmo.
"Tudo, paspalho." Mikey deu um passo à frente, fazendo dar um passo para trás. "Eu tenho um passado bem recente com ela..."
"Passado, mesmo sendo recente, continua sendo passado." Agora foi a vez de Ian dar um passo à frente. Os dois já estavam muito próximos, se encarando. arregalou os olhos e começou a ficar nervosa. Se aqueles dois começassem a brigar ali, ela não poderia fazer nada. E todos os seus amigos tinham ido dormir.
"E isso dá o direito a ela de faltar com o respeito a mim?" Mikey perguntou e Ian deu uma risadinha.
"Faltar com o respeito? Ela tem o direito de seguir com a vida dela em frente! Não deu certo entre vocês..."
"Ela nem tentou!" Mikey aumentou o tom de voz e apontou para , que deu um pulo de susto.
"Gente..." falou, com a voz fraca. Na verdade, ela estava morrendo de medo dos dois.
"Você já teve a sua chance, Mikey. E perdeu." Ian também levantou a voz. "Supera!!"
"Ian... Mikey..." tentou mais uma vez, mas parecia que ela nem estava lá.
"Superar o que? O fato de que ela nem tentou ficar comigo ou o fato de ela já estar com você?"
"EEEEI!!" deu um grito e finalmente os dois olharam para ela. A menina estava com raiva, nervosa, e eles perceberam pelo jeito que ela os olhava. "Parem de falar de mim como se eu não estivesse aqui, droga!!!"
" ..."
"Fica quieto, Mikey!"
"Olha..."
"Você também, Ian!" cruzou os braços. "Sério, me deixem em paz! Vocês só estão fazendo da minha vida uma coisa complicada! Eu não sei mais o que fazer e nem mais o que pensar!"
"Vem, vamos conversar." Ian segurou na mão dela. Mas saiu de perto dele.
"Não, eu não quero mais conversar com vocês." olhava de um para outro. "Eu quero ficar em paz. Só isso!" completou e entrou no seu quarto rapidamente, batendo a porta.
Ian e Mikey se entreolharam e não disseram mais nenhuma palavra. Não tinha mais por que. Em silêncio, cada um foi para o seu quarto.


A tarde passou muito devagar para . A menina ficou enfiada debaixo das cobertas, sem falar uma palavra. e respeitaram o silêncio dela e também não perguntaram nada. Só quando passavam das 20 horas que elas resolveram dizer alguma coisa.
" , vamos descer pra comer." se sentou na cama da amiga.
"Não estou com fome" Ela disse, virando-se. "Podem ir sem mim."
"Até parece." chegou perto dela. "A gente não faz nada separado."
"Isso pega muito mal, !" riu e até deu uma risada.
"Vocês entenderam." fechou a cara. "Mas vamos, , poxa! A gente só desce, come e depois volta pra cá!"
olhou para as amigas e viu que elas estavam fazendo bico. Aquilo com certeza era bem engraçado.
"Tá bem, tá bem!" Disse, levantando-se da cama e arrumando o cabelo. "Mas tem que ser coisa rápida!"
"A gente promete" disse, e ela e puxaram a amiga para fora.


Quando chegaram ao saguão do hotel, deram de cara com Mikey e Ian. Eles não estavam juntos. Ian estava sentado em um dos sofás, enquanto Mikey lia uns folhetos no balcão. Mas os dois, quando viram que tinha descido, andaram e pararam na frente dela.
e desapareceram do nada, como percebeu, sentindo muita raiva. Ela não queria falar com nenhum dos dois. Ela só queria sumir dali pra sempre e ter sua antiga vida de volta.
"A gente precisa conversar" Disseram ao mesmo tempo. olhou de um para outro e percebeu que ambos pareciam querer uma resposta. Uma resposta que ela com certeza não tinha para dar.


Não esqueçam de comentar, gostariamos de saber o que acharam dessa expansão =]~

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