Cos We Are The Young We’re Alright
Por Bia Judd

Capítulo 1

Tom, Harry, Danny e Dougie haviam acabado de sair de uma apresentação em Manchester, quando avistaram o carro de Tom sozinho e Fletch distante e entretido numa conversa.
- Cambada, pro carro!! – chamou Danny, entrando no carro em seguida.
- Demorô! – exclamaram Harry e Dougie sentando-se no bando de trás.
- Segura aí que lá vamos nós! – festejou Tom, ligando o motor do carro.
Tudo corria bem até que...
- DEVAGAR, DUDE, PELO AMOR DE DEUS!! – berrou Harry vendo que já passavam dos 80 Km/h.
- Não consigo! Não consigo! – reclamava Tom pisando no freio, mas sem sucesso.
- PQP! – exclamou Danny batendo a cabeça no vidro do carro – Pára esse carro!
- OLHA A FRENTEEEEEEE!! – alertou-os Dougie, entrando em desespero. – A VELHINHA, TOM, A VELHINHAAAAAA!!
- FREIA TOM, AGORAAA!! – ordenou Harry aos berros.
- Não dá, essa porcaria resolveu travar! – comunicou ele apavorado tentando fazer com que o freio pegasse.
Danny resolveu abrir a janela e pondo a cabeça pra fora se pôs a gritar:
- SAI DA FRENTE QUE NÓS TAMO SEM FREIOOOOOOO!! Ela ta surda ou o que? – ele entrou em estado de choque pondo a cabeça de volta para dentro do carro, percebendo que a velhinha não se moveu um centímetro se quer.
- Ai meu Deusinho, HELP! – Dougie fazia suas preces – PLEASE SOCORRE ESTES POBRES INDEFESOS!
Danny em um impulso de desespero pôs a cabeça para fora novamente e voltou a gritar:
- ALGUÉM TIRA ELA DA FRENTE, PLEASEEEEE!! O CARRO TA SEM FREIOOOOOO!!
- VOCÊS QUEREM QUE ELA MORRA, É, BANDO DE DESOCUPADOS?! – exaltou-se Dougie – HELP!!
- Eu não quero ver! Eu não quero ver! – Harry, que se encontrava encolhido no banco traseiro, pôs as mãos sobre os olhos, tapando-os.
Um jovem ao ouvir os berros de Danny e Dougie correu em direção à senhora, que se encontrava “petrificada” no meio da rua e a retirou de lá bem a tempo de o carro em que os guris estavam saísse em disparada.
- THANK YOU! – berrou Danny em agradecimento.
O jovem apenas acenou com a mão em direção ao carro.
- Essa foi por pouco! – respirou Danny, aliviado.
- Ô, e como foi! – Harry enxugava o suor que lhe escorria na testa.
- Dude, olha pra frente! – pediu Dougie puxando a manga da blusa de Harry, com os olhos arregalados fitando pelo pára-brisa do carro.
- Oh, não! – exclamou ele fazendo Tom e Danny olharem diretamente para frente.
- FREIAAAAAAAAA!! – berrou Danny – FREIA LOGO TOMMM!!
(Barulho de freio)
Após muito esforço, Tom felizmente conseguiu pisar fundo no freio e para a felicidade de todos, principalmente dos que se encontravam no interior do carro, parou a poucos metros antes de um policial que fazia a ronda na rua.
Com o freio inesperado, Harry e Dougie chocaram-se direto com os bancos do motorista e carona, respectivamente.
- MERDA! – urraram os dois massageando a testa que por sinal se encontrava vermelha.
- PQP, THOMAS FLETCHER! – reprimiu-o Danny, o encarando ferozmente. – Tu ta louco, é, cara?
- O freio não funcionava! – defendeu-se ele. – Não tive culpa.
- UFA! – suspirou Dougie deslizando no banco.
- Calma aí Danny, o pior já passou! – Harry o acalmou. – Agora, passa pra trás Tom, deixa que eu que dirijo agora.
- Ta! – concordou ele, sentando-se no banco traseiro junto com Dougie que lhe deu um pedala.
- EU SOU MUITO JOVEM PRA MORRER, VIU? – disse o anão fazendo bico.
- Sorry, Dougie! – desculpou-se Tom ainda massageando a nuca. – Onde é que nós estamos? – perguntou, fitando todo o lugar ao seu redor.
- Sei lá! – respondeu Harry – Tu é que deveria saber, não acha?
- Quer dizer que nós tamo perdido nesse fim de mundo?! – indagou Dougie olhando pela janela.
- Pelo que parece, yes, dude! – afirmou Harry voltando-se para o amigo.
- EU TE MATO FLETCHER, EU TE MATO!!
Dougie partiu pra cima de Tom, mas Harry e Danny o impediram em meio a um soco que o mesmo ia lançar bem nas fuças do guri.
- Sem briga, Dougie! – falaram os dois.
- O.K. – concordou ele com acara emburrada.
- Agora vamos seguir em frente! – falou Harry, com certa incerteza na voz. – “Sem destino, é claro!” – completou mentalmente.
Muitos quilômetros e horas mais tarde...
Dougie dormia profundamente com a cabeça no ombro de Tom e Danny cochilava com a cabeça encostada no banco do carona. Harry, que tentava não pegar no sono, dirigia cuidadosamente sem tirar as mãos do volante e os olhos da frente e Tom fitava a rua procurando não pensar na possibilidade de estarem perdidos.
- Sério, Harry, onde é que a gente ta? – perguntou como quem não quer nada.
- Não tenho a mínima idéia!
- Faz horas e horas que a gente anda e eu não vejo nada de conhecido.
- Sinto muito em lhe dizer, mas acho que a gente não está mais em Manchester.
- COMO É QUE É?! – exclamaram Dougie e Danny que já haviam acordado e prestavam atenção à conversa de Tom e Harry em silêncio, até então.
- Nós tamo em Manchester sim senhor! – falou Dougie com firmeza, mesmo não tendo certeza do que falava.
- Ah é? Então me diga algo de conhecido aqui! – desafiou Harry.
- Er... – engasgou Dougie.
- Não estamos mais em Manchester, essa é a mais nova realidade.
- Satisfeito?! – indagou Danny fitando Tom com rispidez.
- Não foi culpa minha, ta?! Foi idéia sua fugir do Fletch!
- Imagina. Isso não tem nada a ver...
- Já chega vocês dois! – pediu Harry saindo do carro junto a Dougie.
- Em que fim de mundo nós nos enfiamos? – perguntou Harry fitando o céu com as duas mãos na cintura (N/A: Estilo “Eu pareço um bule?”).
- Bora procurar alguma vaga de hotel antes que passe da meia-noite, porque aí sim a gente vai passar a noite no banco da pracinha. – falou Dougie.
- Simbora, cambada!
Os quatro foram em mais de cinco hotéis e, por incrível que pareça, nenhum tinha vaga. (N/A: Isso é que é ter sorte viu!).
- Pô, véi! Será que num tem nenhum quartinho de hotel pra mó da gente passa a noite? – Danny deu uma de “mané-caipira”.
- Época de Natal é assim mesmo, cara! – exclamou Harry, deixando à mostra uma expressão desapontada no rosto.
- De qualquer maneira, a gente tem que arranjar um lugar pra dormir. – sugeriu Dougie.
- É isso aí!
- E essa lata-velha vai ficar aonde, aqui é?! – indagou Danny indicando o lindo carro azul-bebê de Tom.
- Lata-velha é você, ta?! “Juba de Bombril”! – exclamou Tom, irritado, sentando-se no capô do carro, cruzando as pernas e mostrando como sempre a sua linda, hot, sexy... Ta, vamos parar de encher o saco... A sua famosa covinha.
- UHU! Ai que sexy, benhê! – Zoaram Dougie e Danny, encarando o amigo, que parecia estar numa sessão de fotos.
- O jeito vai ser deixar ele aqui, Tom. – avisou Harry. – Ou você acha que dá pra levá-lo nas costas?!
- Vocês que fiquem, eu vou é me mandar daqui agora! – falou Tom entrando no carro e ligando o motor que, para sua tristeza, não pegou.
- O que houve?! – indagou Dougie, estranhando a expressão no rosto do amigo.
- Essa porcaria pifou! – disse ele, desconsolado dando um murro furioso no capô do carro. – DROGA!! – urrou, massageando o punho.
- Bora! – apressou-os Harry.
Após uma longa caminhada, os quatro amigos pararam em frente ao Edifício Firenze e resolveram então subir e ver se tinha alguma vaga, ou alguma alma caridosa que os deixassem passar a noite em sua casa.
- Vamos sortear um andar e um apartamento. – sugeriu Danny.
- Beleza!
- Que tal o quinto andar, apartamento 503? – perguntou Dougie, meio desinteressado.
- O que estamos esperando? – indagou Harry.
Eles entraram no elevador sem que o vigia do edifício os visse e seguiram direto para o quinto andar.
Chegando ao apartamento escolhido, Harry bateu à porta, e em seguida arqueou a famosa sobrancelha e fitou a porta com uma expressão de: “Que é que é isso?”.
- O que foi, dude, que cara é essa? – quis saber Tom, encarando o amigo.
- São garotas gritando ou eu to louco?
- Xô vê!
Danny encostou o ouvido na porta e afastou-se o mais rápido possível, em seguida berrou, entrando em desespero:
- SÃO FÃS LOUCAS! SÃO SIM!!
- Que nada! – exclamou Harry, fazendo de tudo para não pensar na possibilidade. – Acho que não... SERÁ?!
- Eu só sei de uma coisa, no meu cabelinho ninguém encosta! – falou Danny com firmeza.
- E na minha covinha ninguém mete o dedo! – reforçou Tom fitando a porta.
Dentro do apartamento...
, , e resolveram assistir a um filme de terror, já que era lua cheia e elas não estavam nem um pouco afim de dormir.
- Qual?! – perguntou .
- “A Hora do Pesadelo”. – respondeu , colocando o DVD no aparelho.
- Já vi que hoje eu não vou dormir! – falou .
- Concordo! – exclamaram e .
- Eu vou tirar a pipoca do microondas e pegar a coca-cola. – disse indo para a cozinha e um minuto depois, voltando com duas vasilhas cheias de pipoca e dois litros de coca-cola.
- Shhiu, que já vai começar! – pediu puxando duas almofadas para junto de si e colocando as pernas cruzadas em cima do sofá.
- BELEZA! – concordaram as outras três, fazendo o mesmo.
Já no meio do filme...
Toc, toc, toc.
AAAAAAAAHHHHHHHHHHH...
- Tem alguém batendo! – exclamaram e trêmulas, fitando a porta.
- Quem vai atender? – perguntaram e assustadas, encarando as amigas.
- Eu é que não vou, vai ver é o Jason. – respondeu encarando-as.
- Ou pior, o Chucky... – completou apavorada – e de quebra, a Tiffani.
- É a Bruxa de Blair!!! – berrou dando um salto para o sofá e entrelaçando os joelhos com as mãos – Eu não vou mesmo!
e fizeram o mesmo e ficaram encarando , que havia levantado e estava de pé em frente a elas.
- Alguém levanta e vai atender! – ordenou ela, impaciente.
- Por que você não vai? – implicaram e . – Já que é tão corajosa...
- Que tal a gente apostar na “coincidência”? – sugeriu , impedindo de revidar a implicância das garotas. – Quem sair primeiro vai atender, que tal?
- OK! – concordaram as três formando uma roda junto com .
- “Coincidência”!
- Você perdeu ! – zoaram e contentes.
- Boa sorte amiga! – desejou .
- Ta certo, eu vou. – concordou ela, irritada, caminhando até a porta. – Valeu !
já estava com a mão na maçaneta prestes a abrir a porta, quando ouviu um barulho estranho...
“CLICK”!
- Vo–vo–vocês ouviram? – gaguejaram e , encarando e assustadas.
- O que foi isso?! – berrou em estado de choque. – Ai mamãe, help!
- Calma ! – acalmou-a . – Acho que só deve ter faltado energia... – continuou, levantando e verificando se havia luz. – e faltou mesmo!
- Era só o que nos faltava acontecer! – reclamou , aborrecida.
- Será que dá pra alguém desligar a porcaria da TV? – irritou-se . – O lugar aqui já ta assustador demais, não acham?!
resolveu desligar a TV aproveitando para verificar pelo olho mágico quem estava batendo na porta.
- Não vejo ninguém! – falou ela.
- Eu ainda tento descobrir se você se faz de lesa ou se é. – implicou dando um pedala na amiga – O que você acha ?
- Tenho lá minhas dúvidas! – caçoou ela, sorrindo.
Do outro lado da porta...
- Será que é seguro Harry? – murmurou Danny, apavorado.
- Por que não seria? – perguntou Harry, curioso.
- Quem me garante que não vão sair daí uma multidão de fãs loucas querendo arrancar meus lindos cabelinhos?! – confessou Danny, passando a mão sobre seus cabelos. – Vocês sabem que eu não vivo sem ele!
- Acho que não tem ninguém em casa, – sugeriu Tom fitando Danny que entrou em transe ao pensar na possibilidade de perder seu cabelinho - e concordando com o Danny, quem garante que não vão sair daí fãs loucas querendo meter o dedo na minha covinha?
- Deixem de besteira! – exclamou Harry – De doido, já bastamos nós!
- Tenta mais uma vez, Harry. – aconselhou Dougie. – Esse corredor ta me assustando, dude!
Toc, toc, toc.
- Acho melhor você atender, . – disse encarando-a, e em seguida, fitando a porta.
- Quem-quem-quem é? – perguntou ela, encostando o ouvido na porta para ver se ouvia algo, mas só o que ouviu foi um berro seguido de vozes que pareciam estar discutindo.
- AAAAAAAHHHHHHHHHH! – berrou Danny, levando um susto ao ouvir a voz da garota de repente, e em seguida entrando em desespero, abraçando Dougie.
- Eu to com medo! – exclamou Dougie apavorado, observando todo o lugar ao seu redor, abraçado a Danny.
- É sério, vamos embora daqui, Harry. – tremeu Tom, fitando o corredor escuro. – Esse lugar ta me dando arrepios.
- APOIADO! – berraram Dougie e Danny já em frente ao elevador.
- Shut up, e vocês dois, voltem já pra cá! – ordenou Harry, encarando-os, irritado. – Isso é um corredor, não uma mansão mal-assombrada!
- Mas assusta, – disse Dougie, voltando com Danny pra junto de Harry e Tom. – ainda mais no escuro!
- Hush, já é tarde e não queremos arranjar briga com ninguém a essa hora, não é? – continuou Harry, ainda encarando-os.
- Em falar nisso, que horas são? – perguntou Danny.
- Sei lá, Danny. – disse Tom. – Que pergunta pra se fazer numa hora dessas.
- Tinha que ser tu, né, leso?! – implicou Dougie.
- Tu quer apanhar, é, Pequeno Polegar? – replicou Danny, em pose de lutador de boxe gingando. – Pode vir, pode vir! – completou, fazendo um gesto chamando Dougie.
- Ta me desafiando, é, Hiena Jones?
- Será que você alcança? – perguntou Danny passando a mão no rosto.
Agora foi a vez de Tom dar as ordens:
- Calados!
- Se mete não, Bolo Fofo, fica na tua, OK? – implicou Danny, levando uma tapa de Dougie em seguida.
- Merda! – exclamou ele, massageando o lado direito do rosto. – Você me paga, seu anão de jardim!
- QUIETOS!
- Mas ele bateu em mim! – choramingou Danny.
- Já chega, Dougie! – disse Harry, sorrindo. – Deixa ele inteiro, pelo menos até alguém resolver abrir esta maldita porta, vai que são quatro gatinhas!
- Ou uma multidão de fãs loucas! – completaram Danny e Tom, fitando a porta.
- OK! – concordou Dougie.
Dentro do apartamento...
- É aí , quem é? – perguntou curiosa.
- Não sei, ninguém responde. – comunicou. – Só o que escuto são vozes discutindo, parecem garotos. Vocês acham que eu devo abrir? – ela quis saber.
- Acho melhor não. – disse encarando-a. – Pergunta novamente, quem sabe dessa vez alguém responde – sugeriu ela.
- Calma aí, vai que é o carinha de “O Massacre da Serra Elétrica”?! – falou .
- Cala a boca ! – pediram as três, sorrindo em seguida.
- Quem-quem são vocês?
- Se abrir a porta, verá melhor! – falou Harry maliciosamente.
- Quem me garante que você não é um tarado? – perguntou fitando a porta.
- Eu garanto. – disse ele, convencendo-a. – Pode confiar!
- Está bem! – concordou , abrindo a porta aos poucos.
- Hello! – cumprimentaram Tom, Harry, Danny e Dougie sorridentes e ao mesmo tempo aliviados porque era apenas uma garota e não uma multidão de fãs loucas.
- Hello!
- Er... Será que a gente pode entrar? – perguntou Tom fitando o corredor escuro, e em seguida, .
- Oh, sorry! – desculpou-se, dando passagem para os garotos entrarem. – Entrem e fiquem à vontade.
- Thank you!
Após ouvirem o barulho da porta fechando, , e , que ainda continuavam sentadas no sofá aterrorizadas, resolveram perguntar a quem batia na porta àquela hora.
- -, quem era? – adiantou-se , não percebendo que não voltava sozinha.
- Quatro garotos, deixei eles entrarem porque além de lá fora ta super escuro, ta fazendo um frio danado. – explicou ela. – Fiz mal?
- De jeito nenhum! – exclamou procurando-os – Mas cadê eles?
- Estamos aqui! – falou Danny apontando para si e para os outros em seguida.
- Ô idiota! – exclamou Harry, dando um pedala no amigo. – Você não percebeu que faltou energia?
- Por que sempre em mim? – indagou Danny, massageando a nuca encarando-o.
- Porque você só fala besteira, pensa besteira...
- Ele não pensa, Harry! – interrompeu Tom, sorrindo e encarando Dougie que prosseguiu.
- As quatro células cerebrais dele não servem pra isso, porque uma já pifou há muito tempo, outra serve só de enfeite e as outras duas só pegam no tranco. – concluiu ele, encarando e Tom que entravam em uma terrível crise de riso, acompanhados de Harry, , e Danny.
- Com licença, – interrompeu , segurando o riso. – será que eu posso perguntar uma coisa?
- Claro, gatinha! – concordou Danny, em tom malicioso.
- Vocês são de onde? – prosseguiu ela, fitando-o e corando em seguida.
- Londres, Inglaterra.
- Ou melhor, daqui né, Tom?! – Harry completou, sorrindo.
- Desculpe, mas vocês estão em Liverpool, Inglaterra. – informou-os .
- Hã? – estranhou Danny.
- Como é que é? Estamos aonde? – perguntaram Tom e Harry entreolhando-se e em seguida fitando , confusos.
- Em Liverpool, por quê? – continuou ela, estranhando a reação dos garotos. – Algum problema?
- PROBLEMA?! PROBLEMA?! – berrou Harry. – Imagina, não tem nenhum problema!
- DOUGIE SEU DESGRAÇADO, EU TE MATO!!!
Tom e Harry correram atrás de Dougie que pulou no sofá ao lado de implorando e abraçando-a assustado:
- Me protege, please! – murmurou. – Eles são loucos!
- Ninguém encosta! – ordenou pondo-se na frente de Dougie que tremia encolhido no sofá.
- Há, há, tem segurança agora, é, Dougie? – provocou Danny.
- Tem sim, por quê? – revidou ela, encarando-o. – Ta incomodado?
- Mas é claro que sim. – protestou Harry. – É culpa deste canalha de a gente estar aqui.
- E podemos saber o porquê? – intrometeu-se , pondo-se ao lado de .
- Claro, porque... – Harry tentou explicar, mas foi interrompido por Tom.
- Sorry, como vocês se chamam?
- Eu me chamo...
“CLICK”!
- Acho que a luz voltou, verifica aí . – pediu .
- Finalmente! – exclamou ela, acendendo a luz da sala.
- Hem, hem! – fez Tom para chamar a atenção das garotas. – Como vocês se chamam mesmo?
- Ah, sorry! Eu me chamo !
- Eu, , prazer!
- Eu, !
- E eu me chamo , e vocês?
- Eu sou Tom!
- Me, Harry!
- I am Danny!
- E eu sou Dougie, prazer em conhecê-las!
- O prazer é todo nosso!
achou muita coincidência os garotos terem o mesmo nome dos integrantes da banda da qual ela e as gurias eram super fãs: McFLY. Por um momento ela pensou:
- “Impossível, o que eles estariam fazendo aqui?”.
Por outro lado, não podia descartar esta possibilidade, então resolveu analisar lentamente cada um dos garotos e ver as semelhanças entre eles e os Mcguys, e...
- , me segura, please! – murmurou , quase sem fôlego, sentando-se no sofá e voltando a encarar Tom, Harry, Danny e Dougie.
- O que houve, ? – perguntou assustada, correndo para a amiga. – Você está bem?
- Eles... Eles são do McFLY!!! – gaguejou ela, ainda chocada com a descoberta.
Os garotos confusos comentaram entre si:
- Será que a está bem? – perguntou Danny fitando-a.
- Espero que sim! – respondeu Harry com ar preocupado.
, notando a expressão confusa no rosto dos garotos, resolveu explicar-lhes, não detalhadamente, é claro, o que estava acontecendo.
- Sorry! Não precisam se preocupar, ela tem esses ataques de repente, ninguém sabe ao certo o que é, suspeitamos que ela esteja enlouquecendo.
- Ahn... Claro! – falou Dougie continuando sem entender nada, assim como os outros três.
- Quem vai acabar ficando louco aqui somos nós. – sussurrou Tom para que só os amigos ouvissem.
- Concordo! – falou Harry – Primeiro ela acha que eu sou um tarado, e agora passa mal sem razão.
- Isso ta muito estranho, guys! – exclamou Dougie. – Não acham?
Os outros três apenas confirmaram com a cabeça.
- What?! Acho que tu não ta bem não garota, não mesmo! – disse , voltando-se dos garotos para . – Isso é praticamente impossível!
- De primeira também achei, mas não é não. – apostou , encarando-as. – E eu sei como provar que eles são os Mcguys.
- Ah é, e como?! – desafiou encarando-a também.
- Fácil! – provocou . – Espere sentada, alteza, é mais seguro!
- Essa eu quero só ver! – duvidaram e , cruzando os braços e pondo-se uma de cada lado de .
levantou-se e foi em direção ao sofá onde os garotos encontravam-se sentados e sentando-se ao lado de Harry, perguntou:
- Vocês têm uma banda, não é?
- Yes... Why? – perguntou ele, estranhando a pergunta.
- Ela se chama McFLY e você é Harry Judd, o baterista, acertei?
- Isso... Isso mesmo! – concordou ele, começando a ficar apavorado, temendo o escândalo que elas fariam caso fossem fãs loucas.
Voltando-se para as garotas comemorou sua vitória e com um ar debochado, falou:
- O que foi que eu disse?! – zombou ela encarando-as.
- OH MY GOD!!! – exclamaram , e jogando-se no sofá e levando as mãos à boca, surpresas.
Tom agilmente encaminhou-se para as três e com um ar preocupado, perguntou:
- Vocês estão bem? Conhecem a gente?
- MELHOR IMPOSSÍVEL!!! – falou , sorridente, recuperando o fôlego.
- COM CERTEZA!!! – concluíram e , encarando-o.
- ELAS SÃO FÃS LOUCAS, CARA, SÃO SIM! – apavorou-se Danny, encarando . – Principalmente a-aquela ali, olha só a cara dela!
- Doidas nós somos, mas loucas não... – explicaram e , rindo.
- Ufa! – suspirou ele, aliviado. – Dessa vez escapamos, guys!
- Voltando ao assunto... – indagou , encarando Harry. – Por que você e o Tom queriam bater no Dougie, Harry?
- É que era pra gente ta em Londres, sabe, – contou ele, soltando fumaça pelos miolos e pela boca ao encarar Dougie. – é que amanhã nós temos ensaio da banda às 16h30min e creio que não vai dar tempo chegar lá na hora.
- E sem contar... – completou Danny, desanimado. – que o Fletch vai acabar com a gente!
- Não entendi o que isso tem haver com o Dougie. – indagou confusa.
- É que a gente resolveu sair escondido do Fletch e o burro do Tom, além de quase ter atropelado uma senhora por um fio, não atropelou um policial, e pra finalizar a gente acabou se perdendo no caminho. – explicou Danny.
-... E o carro do Tom resolveu pifar aqui próximo, por isso batemos na porta de vocês tão tarde, e pra completar, esse “anão de uma figa” cismou de que a gente estava em Londres, mas bem que eu comentei com o Danny e com o Tom que a “paisagem” era diferente, – concluiu Harry. – mas ninguém quis me ouvir.
- UHU! Que história, viu?! – parabenizou , sorrindo junto com as amigas.
- Ah, agora ta explicado! – exclamou .
- E você pensando que eu era um “maníaco sexual”. – disse Harry, encarando-a.
- Sorry! – desculpou-se a garota, corando em seguida.
Dougie, que se encontrava calado até então, resolveu lutar em sua defesa.
- Ei, a culpa não é só minha não... – defendeu-se irritado.
- Ah não, e de quem mais? – revidou Tom, elevando o tom de voz algumas notas, mas em seguida, baixando novamente.
- Não adianta jogar toda a culpa em cima de mim não, Thomas Fletcher! Você é o menos santinho daqui, ta? – prosseguiu Dougie, ainda mais furioso. – Eu apenas sugeri que procurássemos um lugar para passar a noite já que nenhum mecânico trabalha às 23h00min. – continuou ele, encarando Harry. – Vocês aceitaram porque quiseram...
- Ainda tem a cara de pau de admitir. – interrompeu Harry, partindo para cima de Dougie e berrando. – EU VOU TE MATAR, SEU ANÃO DOS INFERNOS!!!
- Não faz isso, fica calmo! – tentou acalmá-lo, segurando-o pela cintura a fim de fazê-lo largar Dougie. – Nós vamos dar um jeito.
- Thank you, ! – agradeceu Dougie, aliviado, respirando fundo e recuperando o fôlego.
- traz um copo de água com açúcar, please! – pediu .
Pouco tempo depois...
-... E eu já tenho uma solução, – refletiu , dando uma de especialista no assunto. – se vocês saírem daqui às 13h00min, mais ou menos, vão chegar lá entre 15h30min e 16h00min, acho que são três a três horas e meia de viagem daqui pra Londres.
- Valeu, ! – agradeceu Danny, agora encarando , que voltava da cozinha com um copo de água com açúcar.
- Thank you, ! – agradeceu , pegando o copo e entregando-o a Harry, que fez cara de quem diz “Se você ta achando que eu vou tomar isso, está muito enganada!”. – Não está envenenada não, pode tomar, garanto que vai se sentir muito melhor.
- Ta certo! – concordou ele com uma cara de poucos amigos.
Ele resolveu tomar um gole, pois a expressão que havia nos rostos de e não era nem um pouco agradável.
- Bleargh! Que porcaria é essa?! – reclamou ele, cuspindo fora e por pouco não acertando . – Sorry, ! Tenho mesmo que tomar isso? – desculpou-se, encarando com desgosto o copo.
- Porcaria nada, isso aí vai te ajudar a acalmar os nervos. – insistiu . – Agora bebe tudo!
- Já vi que não vai adiantar discutir, né? – rendeu-se, tapou o nariz e bebeu fazendo o líquido descer goela abaixo de uma só vez.
- Bom menino! – sorriram e , fazendo Tom, Danny e Dougie zoarem o amigo.
- Cadê o bebê?! – falaram Danny e Dougie, estilo o ‘Diego’ de “A Era do Gelo”. – Olha ele aqui!
- Hush! – sorriu ele.
- Er... Mas há outro problema. – ressaltou Danny.
- Qual?! – todos voltaram os olhares para ele, curiosos.
- Não temos onde passar a noite, – continuou ele. – não há vagas nos hotéis, estão todos lotados devido à época de Natal.
- É mesmo, não me lembrava disso, galera! – exclamou Tom, surpreso. – E agora, o que a gente faz?
- Quanto a isso, não se preocupem, – falou sorridente – vocês podem passar a noite aqui, se quiserem, é claro!
- A noite, a semana, o mês, o ano... – suspirou , quase babando ao encarar Dougie.
- Quer um balde, ? – perguntou , baixinho.
- Deixa de assanhamento, ! – reprimiu , dando-lhe um pedala, fazendo todos, inclusive os garotos, rirem.
- Deixa dessa, gente, a guria tava tão feliz! – sorriu .
- Sério?! – Danny e Tom pareciam não acreditar.
- Hum hum! – concordaram elas.
- Thank you very much!
Divididos em grupos, os garotos sentaram em um dos sofás, enquanto as garotas sentaram no sofá defronte.
Comentários não faltaram!
- A é uma gatinha não é, Harry? – comentou Danny, fitando a garota, abobalhado.
- Pode até ser, mas eu sou mais a ! – discordou ele, erguendo a sobrancelha ao encarar a garota.
- A é a mais hot. – disse Tom, malicioso. – Não há duvidas!
- Que nada! As três podem até serem gatas, mas perdem para a . – contrariou Dougie, fitando-a. – A ruivinha é demais, dudes!
No sofá em frente...
- O Harry é o baterista mais lindo e hot que eu já vi! – exclamou , levando a mão ao queixo e pondo-se a encará-lo descaradamente.
- O que são os cachinhos do Danny, hein girls? – suspirou com os olhos brilhantes. – E os olhos azuis. Oh my God!
- Aquela “bucha de Bombril”?! – caçoaram as gurias. – Os olhos eu concordo, mas os cachinhos...
- Shhhhhiiiii!
- Sou mais a covinha do Tom, – contrariou . – ainda vejo aquele ali sem nada, entre quatro paredes.
- Só não ganha da carinha de bebê do Dougie. – finalizou , em meio a um suspiro profundo. – Não há quem resista!
- Aquele toco? – perguntou . – Que ele é um gato, oh se é, só precisa crescer, né?
- Pequeno Polegar, ta? – brincou . – Vai tirando o olho grande de cima, viu?
Silêncio.
resolveu quebrar o silêncio entre os grupos.
- Vejo que trouxeram roupas. – falou ela vendo quatro mochilas num canto da sala.
- Oh yes, somos prevenidos! – falou Danny.
- Então é melhor vocês irem tomar um banho, senão não vão dormir a ponto de descansarem para a viagem e para o ensaio. – continuou ela, dando uma de “mamãe-coruja” dos guris.
- Nossa, como você gosta de dar ordens! – brincou Dougie, fazendo careta.
- E sem reclamar! – replicou ela, sorrindo. – Já para o banheiro!
Os quatro encaminharam-se para o banheiro e chegando lá a confusão tomou início.
- Eu vou primeiro! – avisou Tom correndo para dentro do banheiro.
- Não vai não, quem vai sou eu! – disse Harry, puxando-o pela camisa para fora do banheiro.
- Nem um dos dois! – contrariou Dougie, tentando passar por entre as pernas dos dois.
Enquanto os três discutiam quem iria tomar banho primeiro, Danny abriu a mochila e tirou uma toalha, sabonete e uma boxer e entrou no banheiro sem que ninguém percebesse. E quando perceberam, tarde demais.
- Ei, cadê o Danny? – perguntou Harry, procurando-o e em seguida encarando Dougie.
- E eu é que sei? Ele estava do meu lado agora mesmo. – respondeu Dougie.
- Shiiiu! É impressão minha ou vocês também estão ouvindo o barulho de um chuveiro ligado?! – indagou Tom, encarando Harry e Dougie.
Enquanto isso, no banheiro...
“Easy girl, I think we’re alone now
Let’s get the motion in the ocean
So turn off your phone now…”
- É a peste do Jones! – esclareceu Harry, encostando o ouvido na porta. – Aquele infeliz aproveitou que a gente tava distraído e entrou no banheiro.
- Veja o lado bom da coisa... – descontraiu Dougie. – O Danny pensou, é um milagre!
- Cala essa boca, Poynter! – berraram Tom e Harry fitando a porta.
- Ai, ai... – suspirou , encarando as garotas. – Garotos!
- Falando sério, concordo com o Dougie, é um milagre o Jones ter pensado. – observou irônica.
- Pensar, ele pensa, ta? – defendeu , seriíssima. – Só tem dificuldade como qualquer pessoa, principalmente você, né, ? – finalizou ela, em tom de ironia.
- APOIADO! – exclamaram e encarando , que agradeceu o apoio das amigas com um sorriso.
Após o banho...
- Temos outro problema. – comentou .
- Mais um. – admirou-se . – Desembucha de uma vez, .
- Só há dois quartos e quatro camas... Onde eles vão dormir? – concluiu ela, indicando os garotos.
- Simples, - sugeriu , como se fosse óbvio. – cada um deles dorme com uma de nós!
- Depois eu é que sou a assanhada, né? – reclamou .
- Hush, , hush!
- Não se preocupem, não queremos incomodar. – intrometeu-se Tom, dando uma cotovelada de leve em Harry, sussurrou. – “Fala alguma coisa”!
- Ai... – gemeu Harry. – É, a gente se ajeita no sofá e no chão mesmo. – completou ele.
- De maneira alguma! – se aborreceu. – A gente não vai deixar vocês dormirem nesse chão frio e muito menos no sofá.
- Concordo, não queremos que vocês acordem “quebrados” amanhã. – deu apoio à amiga.
- Portanto, vão se vestir. – mandou ao ver que Tom, Harry, Danny e Dougie estavam só de boxer em frente a elas – Deixa que a gente resolve isso, certo?
- Demorô! – falaram eles, encaminhando-se para um dos quartos.
- Essas aí gostam de dar ordens, viu? “Vão tomar banho”, “vão se vestir”, “isso”, “aquilo”. – disse Dougie, afeminando a voz – Assim não dá, dude!
- Cuidado para essa voz não ficar fina pra sempre, viu? – provocou Tom, fechando a porta a suas costas.
- Se já não ficou, né? – zoaram Harry e Danny rindo.
Minutos depois, os quatro guris vestidos apenas de boxer apareceram na sala e pararam em frente às garotas, que se encontravam de baby-doll, sentadas no sofá e se é que é possível fazendo-as quase caírem do sofá e em seguida saltando deste. (Danny: Power Rangers; Dougie: Tartarugas Ninjas; Tom: bolinhas amarelas e Harry: estrelinhas azuis).
- Onde é que eu vou dormir? – perguntou Tom, corando ao tentar encarar , que ainda encontrava-se chocada com a visão.
- Comigo, é claro! – respondeu ela saindo do transe, levando o garoto até seu quarto e puxando-o para debaixo do cobertor.
- Qual o meu rumo? – sussurrou Danny no ouvido de que enrubesceu.
- Se quiser, pode dormir comigo! – respondeu ela, envergonhada.
- Com todo o prazer! – disse ele imediatamente.
- Eu vou dormir com quem? – quis saber Dougie, fazendo carinha de anjo e encarando e em seguida .
- Vem comigo, bebê! – chamou , encarando-o.
- E eu? – perguntou Harry fazendo biquinho.
- Se quiser me acompanhar... – sugeriu , conduzindo-o até o quarto que dividia com , e agora, com Dougie.
- Mas é claro! – concordou ele na mesma hora. – Não precisa chamar duas vezes!
- É pequena, mas acho que dá. – indicou a cama.
- A gente dá um jeito nisso! – atreveu-se Harry erguendo a sobrancelha e fitando-a lentamente dos pés à cabeça, lentamente.
- Nem sonhe com isso! – reprimiu deitando-se, puxando o cobertor e virando de lado dando as costas a Harry.
- Garanto que vou tentar, mas não prometo nada! – brincou ele deitando-se ao lado da garota e beijando-lhe o rosto. – Night!
- Night! – disse ela sorrindo e em seguida retribuiu o beijo.
Na cama ao lado...
- Adorei te conhecer, ruivinha! – Dougie murmurou no ouvido de , que sentiu o corpo todo arrepiar-se.
- Também adorei te conhecer, bebê! – disse ela, corando ao encará-lo diretamente nos olhos. – Sempre te achei um gatinho, e agora que te conheço pessoalmente, UHU, nem é preciso falar!
- Thank you! Er... Já é tarde, acho melhor a gente dormir. – sugeriu ele, dando-lhe um beijo de boa-noite. – Night!
- Hum hum! – concordou ela, beijando-o. – Night!
Enquanto isso, no quarto ao lado...
- Alguém já te disse que você é linda?! – elogiou Danny, deslizando a mão pelos longos cabelos de .
- Você acha?! – disse ela entre dente, morta de vergonha. – Thank you, você também é um gatinho!
- Valeu! – disse ele e passando as costas da mão pelo rosto de , murmurou encarando-a. – Quero te encontrar novamente.
- Eu também quero! – afirmou ela, mostrando um sorriso que em poucos segundos desapareceu. – Pena que vocês já vão embora amanhã.
- Nem me fale, – falou Danny, agora sorrindo, encarando-a com mais firmeza. – mas não fica triste, só me promete que vamos voltar a nos ver logo, logo.
- Claro que prometo, seu bobo! – brincou ela, abrindo novamente um sorriso. – Agora vamos dormir, pois você tem que descansar. – continuou ela, dando-lhe um beijo carinhoso. – Night!
- Night! – falou ele, retribuindo-lhe o beijo.
Na cama em frente...
- Você sabia que é a coisinha mais fofa que eu já vi?! – comentou , encarando Tom.
- Sério?! – admirou-se ele, corando em seguida. – E você sabia que a garota mais linda que eu já conheci?
- Não seja modesto! Você também é lindo! – sussurrou no ouvido de Tom e em seguida beijou-o. – Night!
- Thanks! – agradeceu ele, beijando-a em seguida. – Night!
Todos dormiam tranquilamente, até que...

Capítulo 2

”Um grito em plena madrugada assusta qualquer um, e vindo da sua casa, do quarto ao lado, pior ainda!”
- O que foi isso? – perguntou , assustada, a Harry, que dormia como um anjinho ao seu lado. – Vo-vo-você ouviu?
- Ahm... What?! – murmurou ele, com um olho fechado e o outro aberto. – Não ouvi nada!
- Acordaaaaa, Harry Judd! – berrou ela, impaciente, sacudindo-o a fim de despertá-lo. – Ta acontecendo alguma coisa aqui em casa.
- Calma aí, , eu já acordei! – disse ele, ainda sonolento, afastando o cobertor e sentando-se na cama. – O que foi?
- É no quarto da e da... Ei, o que você está fazendo só de boxer na minha cama? – perguntou , dramática.
- Bem... Achei que você ia gostar, mas pelo visto errei né, princesa? – provocou Harry, passando a mão sobre os cabelos, encarando-a.
- É óbvio que eu gostei! – respondeu , corando ao fitar a boxer do garoto. – Mas voltando ao assunto, bora ver o que ta havendo no quarto das meninas. Espero que não seja nada grave.
- Você é quem manda! – concordou ele, encaminhando-se para o banheiro. – Acorda o Dougie e a , please!
- OK! Acordaaaaa Roooosssssiiiiiiiiii! - berrou novamente, dando um tremendo susto em Harry que abriu uma brecha na porta do banheiro.
- Calma, desse jeito você vai acabar acordando o prédio inteiro! – ofegou ele com a mão no peito, fitando-a.
- Sorry!
Vendo que Harry havia se recuperado do susto e fechado a porta do banheiro, voltou-se para a tentativa de acordar , mas surpreendeu-se ao ver que a amiga já havia acordado.
- O que foi agora? – murmurou ela, ainda de olhos fechados. – O que é que tu quer, Dougie?
- Não é o Dougie, anta. É a nca), lembra, doente? – continuou a garota, impaciente.
- É óbvio! – falou . – O que ta acontecendo, e pra quê esse escândalo todo, hein? – ela quis saber. – Ta me achando com cara de microfone pra ficar gritando, é, garota?
- É isso que eu quero saber. – falou encarando . – Não vejo muita diferença entre tu e um microfone, já que os dois têm a mesma finura. – prosseguiu ela – Mas voltando ao que interessa, eu ouvi um grito de socorro vindo do quarto ao lado. Acho que aconteceu ou ta acontecendo alguma coisa lá.
- Será que é o Jason ou o Chucky? – apavorou-se só de pensar na possibilidade.
- Deixa de ser lesada e acorda logo esse anão. – falou – To começando a ficar preocupada.
- Aff! Bebezinho, acorda! – cochichou no ouvido de Dougie.
- Pô mãe, mais cinco minutinhos! – murmurou ele, sonolento. – Eu não quero ir pra escola não!
- Eu não sou tua mãe não, ô coisa! Sou a , lembra-se?
- Ta ficando velha, hein . – caçoou , sorrindo. – Se cuida, mamãe!
e Harry tentavam segurar o riso quando Dougie sentou-se na cama e, encostando-se na cabeceira, pôs-se a encarar .
- Claro que lembro, ruivinha! O que é que ta acontecendo? – perguntou ele, bocejando.
- A e o Harry ouviram um grito vindo do quarto das garotas. – explicou ela, paciente.
- Oh God! – apavorou-se Dougie. – O que aconteceu com nossos gays, Harry?
- Não sabemos! – exclamaram e Harry. – Vamos indo na frente. Façam o favor de não demorarem muito, OK?
- Está bem! – concordaram Dougie, pondo uma camisa, e , vestindo um baby-doll. (N/A: A safada estava só de calcinha e sutiã, não nos perguntem se o anãozinho foi molestado!)
Chegando no quarto onde , Tom, e Danny dormiam, bateu à porta.
Bam, bam, bam (N/A: Ela praticamente queria derrubar a porta, né?).
- ! ! Ta acontecendo alguma coisa aí? – perguntou ela, ansiosa.
- Tom! Danny! – gritou Harry aproximando o ouvido da porta, procurando ouvir algo estranho no quarto. – Ta tudo bem?
Silêncio.
- Que praga, por que ninguém responde? – impaciente, tentou abrir a porta, mas sem sucesso. – Ta trancada!
- Já sei o que fazer. Para trás, ! – pediu Harry, analisando a porta lentamente. – Não quero que você se machuque.
- Não me diga que o Harry teve mais uma de suas idéias geniais?! – indagou Dougie, saindo do quarto, seguido por . – O que vai lançar dessa vez, um “Kame-hame-ha”?
- Já estava mais do que na hora dos senhores aparecerem. – falou , maliciosa. – O que tanto faziam naquele quarto?!
Harry, que já sabia da resposta do amigo, resolveu interrompê-lo na mesma hora.
- Que mané “Kame-hame-ha” o quê!? Vou arrombar a porta, é o único jeito de entrar. – informou ele, preparando-se para chutar a porta.
- É isso aí, meu garanhão! – exclamou Dougie, sorrindo e dando pulinhos, ou seja, tendo mais um dos seus ataques de canguru. – Vai com tudo, Juddão!!!
“Baque”.
Em seguida, um estrondo e uma cena aterrorizante: Tom encontrava-se encolhido, “de quatro”, num canto do quarto, enquanto o batia com o travesseiro.
- Credo! O que é aquilo, “de quatro”, no chão, com a bunda de fora? – perguntou , fitando o canto do quarto onde Tom estava. – UHU, e que bunda, hein?
- Shiiii! Se a ouvir você falando isso, te mata, garota. – avisou , encarando-a.
- Se ela não matá-lo primeiro, né? – disse , sorrindo.
- Oh my God! É o Tom! – exclamou Harry, correndo para socorrer o amigo que gritava sem parar, apavorado. – , segura a e tira esse maldito travesseiro das mãos dela, antes que ela mate o Tom sufocado!
- EU QUERO A MINHA MÃE! EU QUERO A MINHA MÃE! – choramingava Tom, encolhido no mesmo cantinho, com a cabeça entre os joelhos.
- Certo! Dá uma mãozinha aqui, ! – chamou , tentando fazer largar o travesseiro. – Vamos levá-la para a sala enquanto os garotos tentam acalmar o coitado do Tom.
- Será que ele vai ficar bem, Harry? – indagou Dougie, aproximando-se e agachando-se ao lado do amigo.
- Acho que só foi um susto! – Harry respirou profundamente.
Finalmente e conseguiram levar para a sala, mas um problema inesperado surgiu...
- Dougieeee! Corre aqui, agoraaaa! – berrou , da sala.
Dougie, que estava distraído com o recente assédio que Tom sofreu, levou um tremendo susto e quando foi correr até as garotas, tropeçou no tapete e foi cair que nem uma jaca podre de cara no chão.
- Você quer que eu tenha um infarto, é, garota? – repreendeu-a ele, levantando e massageando o joelho, em seguida, reparou no esforço que as garotas faziam para segurar .
- Vai ficar aí parado, é? – indagou .
- Eu acabei de me estatelar, será que dá pra dar um tempo?
- Não interessa! – retorquiu , soltando um dos braços de . – Dá pra ajudar aqui ou ta difícil? Segura ela e não a soltem por nada desse mundo. – avisou ela.
- Ta! – concordou Dougie, segurando um dos braços de , enquanto segurava o outro.
Enquanto isso, no quarto...
- Tom, dude, você está bem? – preocupou-se Harry, encarando-o.
- Cadê aquela louca? – berrou Tom, procurando . – Deixa ela longe de mim, please!
- Ta na sala com o Dougie e a . – respondeu , aproximando-se dos garotos. – Será que dá pra me explicar o que houve aqui?
- Ela queria me assediar, como eu não deixei e tentei fugir, ela puxou a minha boxer e começou a me bater com o travesseiro e... E... – explicou Tom, soluçando.
- Agora ta tudo bem, fica calmo! – tranqüilizou-o .
- Calmo?! Você quer que eu fique calmo? – disse ele, encarando-a. – Aquela garota devia estar no “Zé Lopes”!
- Ta certo que ela é meio doidinha, mas não fala uma coisa dessas nem de brincadeira, dude! – falou Harry.
AUSHUAHUAHUASHUAHUASHUA...
e Danny, que haviam acabado de acordar com toda aquela barulheira, sentaram-se na cama e entraram numa crise de riso ao ver Tom contando o que tinha acontecido a e a Harry.
- Do que é que vocês estão rindo? – perguntou Tom, encarando-os, fingindo-se irritado. – Não vejo graça alguma!
- É que você ficou uma gracinha assustado! – zoou Danny, tentando segurar o seu riso de hiena para poder falar.
- Ficou com uma cara tão fofa, vermelhinha! – exclamou , apertando suas próprias bochechas e fazendo Danny voltar a rir feito louco.
- Me esquece! – exclamou Tom, corando um pouco e rindo em seguida, acompanhado de Harry e .
Na sala...
- Não, , você não pode ir lá! – impediu .
- Por que, o que foi que eu fiz?! – estranhou ela, esforçando-se para que Dougie e a soltassem.
- HARRYYY!! BIIIIIIIAAAAA! ALGUÉM ACODE AQUI, RÁPIDOOO!! – berrou Dougie, temendo o que poderia acontecer se se soltasse e visse Tom só de boxer outra vez.
Harry, assim como , correu para a sala, preocupado.
- O que aconteceu? – perguntou ele, ofegante.
- A quer agarrar o Tom de novo. – respondeu .
- Não... Eu não tentei... Please... – gaguejou a garota, levando uma das mãos a boca.
- Tentou sim, amiga! – afirmou .
- NÃO DEIXA ELA VIR PRA CÁ, HARRY! – gritou Tom, por uma brecha na porta do quarto. – PLEASE!
- Ta com medo de mulher, é Tom?! – ironizou Danny, passando a mão por cima do ombro dele. – Dude, pára de andar com o Harry!
- Why?
- Ta começando a pegar o jeitinho... – Danny prosseguiu, afeminando a voz e imitando uma bicha agarrando Tom – “Vem cá, amorzinho!”.
- Saí pra lá, seu gay! – afastou-se Tom e em seguida entrando na brincadeira. – Eu não sou o Dougie não, viu?!
- O que é que tem eu? – perguntou Dougie, aproximando-se.
- Teu amante ta tentando me agarrar, – falou Tom. – acho que você está cobrando muito caro pelos seus serviços!
- Douglas Poynter! – berrou Harry, pondo as mãos na cintura e encarando-o. – Que história é essa de amante, hein?
- Será que eu pareço um bule? – caçoou Danny, irritando Harry e fazendo todos rirem.
- Que desgosto! Que desilusão! Que tristeza! – dramatizou Harry, com as costas de uma das mãos sobre a testa e a outra na cintura.
- Hã? – fez Dougie, espantado, levando um susto ao ver a expressão no rosto de Harry: “Sobrancelhas erguidas maliciosamente e um biquinho sedutor”.
- É isso mesmo, querido! Deixa de ser leso, porque pra isso já temos o Jones. – continuou Harry, fazendo Tom e rirem.
- Hello! Eu ainda to aqui, viu? E não sou surdo! – Danny fingiu-se ofendido.
- Sério?! – exclamaram Tom, Harry e Dougie com expressões admiradas.
começa a despertar do transe e pergunta a onde está o seu amado Tom. vai até o quarto e traz o garoto praticamente à força para a sala, com a ajuda de Harry.
- Tom, você está tremendo! – exclamou a garota, surpresa ao reparar que o garoto tremia dos pés à cabeça. – O que foi que eu fiz? – perguntou ela, chorosa.
Tom tentava afastar-se o máximo de , mas o empurrava novamente para perto da garota.
- Er... Você... Tentou... Me... Assediar. – respondeu ele, gaguejando, rendendo-se aos empurrões de e aproximando-se mais de .
- Mil desculpas, Tom! – pediu , com carinha de cachorro sem dono.
- Esquece, agora ta tudo bem!
- Então senta aqui! – falou ela, batendo a mão no sofá convidando-o a sentar-se ao seu lado.
- Tem certeza?! – perguntou ele, sorrindo. – Você não vai me atacar de novo?
- Claro que não. – exclamou ela. – A não ser que você peça. – acrescentou ela, com um sorriso meio malicioso.
- Ta, você venceu! – rendeu-se ele, sentando-se e a abraçando em seguida.
O silêncio tomava conta da sala, até que...
- Pensei que você não ouvia assim como não pensa. – provocou Harry, dando um pedala em Danny.
- Por isso eu sou burro. – retorquiu ele, massageando a nuca. – Estão matando as minhas células cerebrais.
- Toda vez que acertam a cabeça dele, ele perde cinco células cerebrais. – explicou Tom, sorrindo para as garotas.
- “Bater ou não bater, eis a questão!” – tentou filosofar Dougie, pondo a mão abaixo do queixo e fitando o teto.
- Não, please, nãããoo! – Danny fez um alarde daqueles, implorando a ajuda das garotas com olhares suplicantes ao ver Harry e Tom vindo em sua direção com expressões, digamos, não muito agradáveis/travessas.
- BATEERR!!! – gritaram os dois dando pedalas em Danny, que tentava proteger a cabeça com os braços.
- Calma aí, dudes, ele só tem quatro células cerebrais. – lembrou Dougie. – Vão deixar ele mais burro do que já é!
- IMPOSSÍVEL!!! – completaram Tom e Harry, caindo na gargalhada.
- Não sejam maus. – reprimiu-os , sentando-se no chão ao lado de Danny. – Deixem-no em paz pelo menos uma vez.
- É que é difícil. – disse Harry, rindo.
- !!! – berrou , fitando-a. – Será que dá pra vir socorrer o teu bebê?!
- Eu?! – assustou-se ela. – Como é que é?!
- O coitado do Jones ta aqui sendo massacrado e tu aí no maior papo, ou melhor, jogando conversa fora com essa doente. – informou , acariciando os cachinhos do garoto.
- Ei, eu não sou doente. – reclamou , ofendida.
- ... Hush! – falou . – Pelo bem do planeta, fecha essa matraca!
- O que houve, bebê? – perguntou , aproximando-se e agachando-se ao lado de Danny, que encostou a cabeça sobre o busto da garota, que o abraçou carinhosamente.
- Eles me bateram. – respondeu ele, fazendo biquinho e apontando para Harry e Tom.
- Seus monstros! – reprimiu ela. – Não vêem que ele é uma criança indefesa?!
- Sorry! Não sabíamos que crueldade com animais desta espécie era crime. – provocou Dougie, fazendo Harry, Tom, e rirem, deixando e furiosas.
- Não achei a menor graça, Douglas Poynter! – censurou . – Vão procurar o que fazer em vez de ficar azucrinando a vida do Danny, OK?!
- Thank you, ! – agradeceu Danny, abraçando-a e deixando , se é que é possível, mais furiosa.
- Podem ir parando por aí. – disse ela afastando ao máximo Danny e .
- Precisa ficar com ciúme não, viu? – esclareceu . – É carinho de irmão!
- Ta certo! – ignorou-a . – Vou fingir que acredito, satisfeita?!
- Deixa de criancice garota! – aconselhou , se achando a esperta o assunto. – Cresce pra vida!
- Não meta seu nariz onde não foi chamada, . – irritou-se soltando fumaça pelas narinas e pela boca. – Cuida da sua vida e deixa que da minha cuido eu! (N/A: UHU, mandô ver!)
- Calma! Só queria ajudar, é pra isso que servem os amigos, não? – desculpou-se .
- Se quer mesmo ajudar... – continuou . – Fica de boca fechada, assim você não ajuda só a mim, como todo o universo.
- Mal-agradecida! – murmurou , sentando-se no sofá ao lado de Dougie que a consolou.
- Sem violência, gatinha! – Danny tentou acalmar , segurando em sua cintura e afastando-a o máximo possível de . – Você já deve ter desconfiado que não rola nada entre mim e a , só amizade!
- OK, Jones! Pode me largar? – pediu .
, que conversava com Harry, Tom e , resolveu tomar a iniciativa de desculpar-se com , mesmo que não tivesse culpa de absolutamente nada.
- , posso falar contigo um minuto? – perguntou ela.
- Claro!
As duas encaminharam-se a um canto da sala e iniciaram a conversa.
- Você sabe que eu considero o Jones um irmão mesmo antes de conhecê-lo pessoalmente, que eu nunca o roubaria de você, e também que eu jamais ficaria ou namoraria com um garoto do qual uma das minhas melhores amigas ta afim. – esclareceu , encarando-a. – Não sabe?!
- Ta tudo OK! Pode ficar despreocupada, eu só me exaltei um pouco, você sabe como eu sou né, me estresso com qualquer coisa! – desabafou , sorrindo. – Mas também pudera né, aquele abraço não parecia de irmãos...
- Abraço de amigos, ! – interrompeu , encarando-a novamente. – Cai na real, o Danny tinha acabado de levar umas mil tapas e por mais que ele esteja acostumado a apanhar, a criança tava assustada, pô!
- Culpa do teu Harry! – protestou .
Harry, que passava por perto, ao ouvir seu nome, resolveu interromper a conversa das garotas para perguntar o que falavam dele. (N/A: Curioso, ele não? Não é à toa que a curiosidade matou o gato! E que gato hein?!)
- Sorry, eu ouvi meu lindo nome?
- Você devia tomar vergonha na cara e parar de bater no coitado do Danny. – disse , em tom de repreensão. – Desse jeito você vai acabar com as cinco células cerebrais restantes na cabeça dele.
- São quatro...
- Não interessa a quantidade, Harry Judd! – irritou-se ela.
- É mesmo, por que diabos você não bate no Dougie? – indagou uma ainda furiosa.
- Nós também batemos nele, mas não tem graça.
- Why? – quis saber .
- Porque é mais divertido tirar a roupa dele e também, ele não fala tanta besteira como o Danny, entendem?
- Ha, ha! Não achei a mínima graça no seu comentário, Judd! – aproximou-se Danny, passando o braço em volta da cintura de e beijando-lhe a bochecha, comentou. – Mas não posso negar que o corpinho do Dougie é 100% atração sexual!
- Oh yes! – afirmou Harry, juntamente com e , sorrindo.
- Ham, ham! – fez , para chamar a atenção. – Er... Preciso de outra caixa de velas, me acompanha Harry? – perguntou ela para o garoto, que captou imediatamente o “plano”.
- Claro! – concordou ele, seguindo-a e deixando Danny e a sós.
- “O que será que ele ta pensando?” – se perguntou .
- “Quantos tapas será que eu ainda vou levar?” – pensou Danny – Er... Posso te fazer uma pergunta ? – gaguejou ele. – Tem que me responder com toda sinceridade, certo?
- Pode. – concordou ela com um sorriso tímido – OK!
- O... O que você acha de mim?
Apesar de muito tímida, tinha a resposta na ponta da língua:
- Um garoto lindo, simpático, sincero, amigo, meio leso às vezes, mas quem sou eu pra falar, né? – respondeu ela, encarando o chão.
- Valeu! Então... – gaguejou ele, novamente, se aproximado um pouco mais de e pondo a mão por baixo de seus cabelos, acariciando de leve o pescoço da garota. – Promete que não vai ficar chateada se eu fizer uma coisa?
- Prometo, Danny! O que é? – perguntou ela, ansiosa.
- Isso! – disse ele, tomando-a nos braços e beijando-a.
observava a cena de longe.
- Harry! Harry! – murmurou ela, aos pulos, com uma enorme alegria. – Olha que gracinha, eles formam um lindo casal, não é mesmo? – prosseguiu ela, chamando a atenção do garoto.
Harry fez um aceno com a cabeça e em seguida voltou a olhar para os pés.
- Por que essa cara, Harry? – indagou ela, ao perceber que o garoto corava ao encarar os pés. – Ta tudo bem?
- Er... Hum... Deixa eu ver... – tentou ele, nervoso.
- Você gaguejando não é um bom sinal!
- Sabe... Vou avisando que não sou muito bom nisso. – desabafou ele entre os dentes, morto de vergonha.
- Pode falar, só não me deixa mais ansiosa do que eu já to, please!
- Pode até ser muito cedo, mas eu... Acho que... Er...
- Fala! – insistiu ela, impaciente.
- Lá vai... Eu acho que to gostando de você. – disse ele, finalmente.
- Você quer dizer que...
- ... Eu to apaixonado por você! – murmurou ela, aproximando sua boca do ouvido da garota.
- Er... – tentou ela, mas não conseguiu falar nada.
Harry, não vendo saída, prosseguiu.
- Você gosta de mim? – perguntou ele, pondo a mão no queixo de , a fim de fazê-la olhá-lo nos olhos.
fica sem voz, sem jeito e sem cor por uns dois minutos. Quando, ainda sem jeito e sem cor, recupera pelo menos a voz.
- Gosto muito! – respondeu ela, timidamente. – E... Eu também to apaixonada por você, só não sabia como lhe dizer. – prosseguiu ela, corando. – Sabe, pela primeira vez eu não tive coragem, ou melhor, não encontrei as palavras certas para dizer que estou apaixonada por alguém. Estranho, né?
- Você ta brincando, né? – exclamou ele, erguendo a sobrancelha. (N/A: Famosa essa daí não?!)
- Mas agora entendo o porquê...
- E será que eu posso saber?
- Porque você é diferente dos outros garotos. – explicou ela, forçando-se a encará-lo, ainda que timidamente. – Você é especial!
- Você acha?
- Hum hum.
- E o que você está esperando para lascar logo um beijo no seu Juddão?! – atreveu-se Harry, puxando para junto de si e beijando-a.
Enquanto isso, Tom e conversavam na varanda do apartamento.
- ! – chamou ele – Posso te dizer uma coisa?
- Claro!
- Sei que é muito cedo pra te dizer isso, mas não ta dando mais pra segurar...
- Desembucha logo, please! – implorou ela, ansiosa.
- Eu... To... Er... Apaixonado por você! – desabafou ele, corando novamente ao tentar encarar .
Em seguida, Tom meio que se parabenizou: “Ufa, consegui. É isso aí Tom, você é o cara! UHU!”.
- Eu também, Tom!
- Ahm... Sério?! – exclamou ele, surpreso.
- Mais é claro! – disse ela, jogando-se nos braços de Tom, beijando-o, mas interrompendo-o por alguns meros segundos, – Meu gordo dos infernos. – ela sorriu, voltando a beijá-lo.
Dougie e conversavam na sala quando ela interrompeu a conversa e olhando diretamente nos olhos do garoto, falou:
- Dougie! – disse ela, mexendo com as mãos nervosas. – Eu queria te dizer uma coisa, posso?
- O que você quiser, minha linda!
- Eu só queria que você soubesse que eu sempre te achei uma gracinha, pra ser mais sincera, o garoto mais lindo, hot, divertido, entre outras tantas qualidades, – desabafou ela. – mas desta vez eu... Não sei o que dizer.
- Tu gosta d’eu? – perguntou Dougie, lançando um olhar safado para .
- Você nem sabe o quanto! – brincou ela. – Esqueci de uma qualidade...
- Qual?
- Cara-de-pau!
- Sou nada! – disse ele, encarando-a. – Não me ache insensível, please! Mas por que perder tempo com palavras, ao invés de praticar logo a ação? – concluiu ele, beijando-a.
Muitas declarações e beijos depois...
- Que horas são, hein? – perguntou , bocejando.
- 04h30min, por quê? – respondeu acariciando os cabelos de Dougie que estava deitado com a cabeça em seu colo.
- O quê?! Todos vocês de volta para as camas, agora! – ordenou , dando um tremendo susto em Dougie, que caiu do sofá direto de bunda no chão. – Lembrem-se que amanhã, ou melhor, hoje, vocês têm uma longa viagem e um ensaio bastante cansativo.
- Velho, esse povo gosta de me dar susto, viu? – disse Dougie, levantando com a ajuda de Harry e massageando o quadril, encarando , e .
- Que foi? – perguntou . – Não tenho culpa se você e a vivem se arrebentando, ta?
- , cala essa boca! – retorquiu . – Pelo menos não sou eu que quando abro a boca só sai besteira.
- Claro, você não é o Danny!
- Não vem botar o guri no meio da conversa não, viu? – retorquiu ela novamente. – A conversa é entre mim e você, não bota quem não tem nada a ver na história.
- Vixe! – rendeu-se . – Ta bom, ta bom!
- Bora, bora! – falou . – Mais tarde vocês vão reclamar que estão com sono e cansados pro ensaio.
- Nem me fale! – exclamaram Tom e Danny, que acabavam de levantar do sofá e encaminhavam-se para o quarto, quando pararam não resistindo a rir do comentário de e Dougie.
- Depois do grito do Tom eu perdi o sono! – falou Dougie.
- Pior fui eu que fui acordado com um berro no pé do ouvido. – recordou-se Harry, encarando , que corou de vergonha.
- Sorry! A culpa foi sua, quem mandou não acordar da primeira vez que eu chamei? – revidou ela.
- PASSA! – ordenou , impaciente, berrando em seguida. – JÁ PRA CAMA!
- Essa daí, além de adorar dar ordens, gosta de gritar também. – cochichou Tom para , que levou a mão a boca a fim de disfarçar o riso.
- E sem reclamar. – murmurou , batendo com uma almofada na cabeça do garoto.
- , olha pra ela! – disse Tom, fazendo biquinho.
- Pára , não vê que ta assustando o guri? – provocou , sorrindo.
- Shut up, !
- NIGHT! – disseram os oito, encaminhando-se cada qual para seu respectivo quarto.

Capítulo 3

Algumas horas mais tarde...
encontrava-se sentada no sofá e Harry deitado com a cabeça em seu colo. Ela pensava na morte da bezerra, quer dizer, na vida e ele sonhava com Green Day.
Em um dos quartos, Tom sentou-se na cama e ao ver que dormia tranquilamente ao seu lado resolveu sair de fininho do quarto para que ela não acordasse. Então foi até a sala e, para seu espanto, encontrou e Harry largados no sofá.
- Good-morning! – cumprimentou ele, bocejando e sentando-se no sofá em frente à .
- O que é que é isso, hein? O Einstein voltou foi? – exclamou ela assustando-se com a aparência de Tom – Quer que eu tenha um ataque cardíaco, é garoto?
- Mais eu não fiz nada! – defendeu-se ele.
- Imagina! – disse ela após recuperar-se do susto – Quem já se viu, uma hora dessas você me aparece só de boxer e com esses fuá. – completou ela – Meu querido, não há quem não se assuste.
- Sorry! – desculpou-se Tom passando a mão sobre os cabelos – Não precisava exagerar tanto, mas cadê o resto do povo?
- Ainda tão dormindo.
- E por que vocês acordaram tão cedo?
- Eu e o Harry não conseguimos dormir, apesar de que ele cochilou um pouco. – respondeu ela, mostrando Harry que dormia profundamente com a cabeça ainda em seu colo.
ainda com os olhos fechados tateou o lado da cama em que Tom deveria estar, mas como não o encontrou, resolveu ir até a sala ver se ele estava lá.
- Hello povo! – disse ela dando um beijo em Tom.
- Hello!
- Aonde tu vai? – perguntou , esfregando a sonolência dos olhos.
- Vou preparar um cafezinho pra gente. – respondeu ao ver Tom bocejar quatro vezes seguidas – Vai ajudar esse daí a ficar de pé pelo menos durante o ensaio. – concluiu ela indo em direção a cozinha e pondo uma chaleira com água no fogo.
, e Tom conversavam até que...
- Quem são vocês? – indagou Harry, abrindo os olhos lentamente e encarando Tom, e com certa estranheza.
- Óia pro doido! – caçoou sorrindo – Tá com amnésia é?
- Ah, são vocês! – reconheceu-os Harry desanimado, voltando a deitar a cabeça no colo de .
- Não, a Família Adams! – ironizou encarando-o e passando a mão sob os cabelos do guri.
- Por quê? – indagou Tom.
- Nada, é que eu sonhei que o Green Day tocava com a gente num show e...
- Você achou que nós éramos eles. – completou ainda com um tom irônico.
- Sei lá, pô, parecia tão real! – suspirou ele fitando o teto.
- Amor I love you, uh! Amor I love you, uh! – cantaram Tom e , fazendo entrar em mais uma de suas crises de riso.
- Deixa dessa! – falou Harry levantando-se – Eu vou tomar banho.
- O.K.!
Danny e apareceram na sala poucos minutos após Harry ter ido tomar banho e entraram na conversa com , e Tom.
- Hello! – cumprimentaram os três.
- Hello! Dormiram bem? – perguntou .
- A praticamente não dormiu, né? – Danny disse como quem não quer nada.
- Dá pra notar tão fácil assim, é? – indagou ela sorrindo ao apalpar o rosto.
- Que nada! Mais você não conseguiu dormir por quê? – quis saber .
- Eu não consegui pegar no sono. Depois que vocês foram dormir eu e o Harry fomos também, mas chegando lá, toda vez que eu fechava os olhos lembrava do grito do Tom e eu fiquei mais desperta do que nunca, não tinha quem me fizesse dormir. – ela prosseguiu já que não houve interrupção – Então eu fiquei aqui no sofá e depois o Harry apareceu e nós ficamos conversando até umas 5h40min, por aí. Pouco depois ele pegou no sono e eu fiquei aqui acordada.
- TÁ-KA-BIXIGA! – exclamou admirada, que havia chegado à sala junto com Dougie naquele mesmo instante – Tu num tá com sono não?
- Só um pouquinho. – concordou ela – Mas eu já tô acostumada a passar noites em claro.
- Sei! – exclamou Danny malicioso – Cadê o Harry?
- Foi tomar banho. – respondeu Tom acariciando os cabelos de .
encontrava-se deitada com a cabeça no colo de Tom, lendo “H.P. e as Relíquias da Morte”. Todos conversavam calmamente até que entra em desespero e levantando-se estilo “the flash” senta no sofá e começa a berrar.
- Buáááááááá, o... Dobby... ele... MORREUUUUUUUU!!!!! – urrou ela encarando e que também fizeram o maior alvoroço. Danny abraçava , enquanto que Tom e Dougie tentavam acalmar e que berravam feito loucas.
- Ai, ai... Como é difícil lidar com gente viciada! – suspirou encarando-as.
- Hã?! Quem?! O que?! – gaguejou Danny pondo as mãos uma de cada lado da cabeça em um gesto de desespero – Elas são viciadas em drogas, é?
- Não, seu leso! Em “Harry Potter”. – informou Dougie sorrindo junto com Tom e dando tapinhas no ombro de Danny.
- Ah tá! – ele respirou fundo e voltou a abraçar em seguida.
Harry apareceu na sala já pronto e sentou-se no sofá ao lado de .
- Pode ir ! – disse , quando a amiga mandou que ela própria fosse tomar banho.
Seguidamente foram , , , Tom, Dougie e Danny.
Todos já se encontravam prontos na sala com as mochilas arrumadas ao lado. Às 12h15min, assim como um sargento verifica se todos os recrutas estão armados e prontos para a guerra, perguntou:
- Já estão todos prontos, né?
- Sim, senhora! – exclamaram os meninos em pose de recruta com uma mão acima do quadril e outra na testa.
, e sorriam ao ver os garotos dando uma de “Tropa de Elite”, ou melhor, “Bofe de Elite”, né? também não resistiu e danou-se a rir ao lado das outras três. Mas os garotos não perderam a pose, apenas começaram a dançar “Ragatanga”.
- Sinceramente... vocês não prestam! – exclamou segurando o riso.
- Concordo! – apoiaram , e .
- Acho melhor a gente ir agora. – sugeriu Tom.
- Mas tu é apressado, viu dude! Ainda são 12h15min, o avião só vai às 13h15min, ou seja, ainda temos uma hora antes de embarcarmos – retorquiu Danny passando o braço por cima do ombro de – portanto, aquieta esse facho!
- É isso aí! Fixa essa bunda gorda aí no sofá! – acrescentou Dougie – E faça o favor de aproveitar bem essa última hora.
- Está bem, Danny Jones e Dougie Poynter, eu me rendo! – falou Tom, sentando-se ao lado de e dando-lhe um selinho.
Papo vai, papo vem, até que a enxurrada de lágrimas, digo as despedidas, de certa forma, tomam início.
- Vocês prometem que vão arranjar tempo para ver nós? – perguntou encarando-os.
- Claro! – respondeu Dougie buscando o apoio de Tom, Harry e Danny, dando-lhe um beijo inesperado.
- Nem que a gente peça emprestada a “capa de invisibilidade” do Harry Potter. – brincou Tom.
- E tem mais, qualquer problema a gente dá um jeito de escapar do Fletch. – apoiou Danny – Não é guys?
- Não há dúvidas!
- Mas e vocês, vão visitar a gente algum dia, não vão? – quis saber Harry, fitando , e e em seguida , que não vendo saída, respondeu:
- Vamos fazer o possível. – disse, mas apressou-se em mudar a resposta ao ver a carinha que Harry, Tom, Danny e Dougie faziam ao encará-la – Claro que sim!
- Aposto que você não vai sentir falta de mim. – sussurrou Tom no ouvido de .
- Claro que vou, baby! – disse ela laçando o pescoço do garoto com os braços e beijando-o – Impossível ficar longe dessa covinha, né?
- Assim você me deixa sem graça, pequena! – falou ele corando.
- Pois pode ir se acostumando, viu? – brincou ela descaradamente – Vai ouvir muito isso. – completou, voltando a beijá-lo.
Dougie e como sempre se encontravam na varando do apartamento.
- Ruivinha, tu vai sentir saudade d’eu? – perguntou ele encarando-a e fazendo “carinha de santo”.
- É óbvio meu Pequeno Polegar! – exclamou ela, apertando as bochechas de Dougie, fazendo todos rirem – Não sei quanto tempo vou conseguir ficar longe desse bebê! – completou beijando-o e em seguida roubando um “Ooooohhhh!” da platéia presente.
- E a minha princesa, vai ficar com saudades do seu príncipe? – indagou Danny encarando fixamente nos olhos.
- Com um príncipe leso desses, até a Angelina Jolie ficaria com inveja de mim. – brincou beijando-o e sorrindo em seguida.
- UHU! Agora chega de despedidas, né galera? – falou encarando-os.
- Concordo com a , vamos nos encontrar quando menos esperarmos! – apoiou Harry.
Todos afirmaram com a cabeça.
Os oito continuaram a conversa na sala. Harry resolveu dar uma olhada no relógio e alertou os outros, pois já eram 12h50min.
- Come on! Já ta quase na hora. – alertou-os pegando a mochila e chamando o elevador.
- Eu não quero ir! – choramingaram Dougie e Danny.
- Também não queremos! – falaram Tom e Harry, desanimados – Mas não há nada que possamos fazer.
Em resposta os dois apenas cruzaram os braços e fizeram um bico de dar pena.
- Lembra que eu te prometi que iremos nos ver logo logo? – perguntou .
Danny acenou com a cabeça.
- Então pode ir tranqüilo, como o Harry disse, vamos nos encontrar quando menos esperarmos.
- Tá certo! – concordou ele beijando-a.
- Nos acompanham? - perguntou Tom já com a mochila em mãos ao lado de Harry e Danny, abrindo caminho para as garotas entrarem no elevador.
- Let’s go, Dougie! – berrou Harry tentando apressar o amigo – Se a gente perder o avião a culpa vai ser sua, e desta vez não haverá como negar, O.K?
- Apostam quanto que ele tá pegando comida? – perguntou Tom aos amigos.
- Esse daí só vai fechar a boca quando bater as botas! – falou Harry para os garotos.
- Tô indo, tô indo, estressadinho! – zoou Dougie, fazendo biquinho e passando a mão pela barriga de Harry com um olhar safado ao entrar no elevador, seguido de .
- UHU! Dá-lhe, Mrs. Judd! – caçoaram Tom e Danny fazendo , , e caírem na gargalhada.
- Querida, espere chega à noite, não podemos fazer isso em público! – brincou Harry encarando Dougie e pondo a mão em sua boca fingiu dar-lhe um beijo.
Chegando ao térreo...

Capítulo 4

- I LOVE YOU, HARRY!!! – berrou uma.
- DANNY IS ROCK!!! – exclamou outra.
- McFLY!!! – gritaram outras mil, batendo na porta de vidro da entrada do prédio prestes a derrubá-la – McFLY FOREVER!!!
Tom, Danny, Harry e Dougie paralisaram ao ver a multidão que se encontrava à frente.
- Que bando de loucas é esse? – perguntaram Tom e Danny impressionados com a quantidade de garotas que possuíam cartazes, pôsteres, fotos e outras coisas na sua frente.
- São fãs! – respondeu Will, o síndico do prédio cumprimentando as garotas em seguida – Hello, meninas! Estão aqui desde as 09h30min.
- Hello, Will!
- Isso nós sabemos! – exclamou Harry – Podemos parecer com o Danny, mas não se confunda.
- Não começa Harry! – pediu Danny que se encontrava ao seu lado abraçado com .
- Sorry, mas não resisti!
- UAU! – exclamou Dougie de queixo caído – E como descobriram que a gente tava aqui, dude?
- Fã tem cada jeito de descobrir coisas sobrem seus ídolos que vocês nem imaginam. – falou .
- Não tenho a mínima idéia. Recebi um chamado da portaria de que havia uma multidão de fãs da banda McFLY berrando e querendo invadir o prédio, então eu desci para ver o que estava acontecendo e... – explicou Will.
Danny teve que gritar para que os outros o ouvissem, pois com toda a algazarra que as fãs faziam ninguém conseguia ouvir nada.
- OH, MY GOD!!! – berrou ele – A gente vai demorar um tempão para sair daqui!
- Se a gente sair, né? – completaram Tom e Dougie com cara de poucos amigos.
- Não sejam pessimistas! – reprimiu-os .
- Pra tudo tem um jeito! – exclamou – Só precisam ficar calmos.
- Desse jeito nós vamos perder o vôo. – lembrou Harry – Ele sai em menos de 15min.
- Por que vocês não ligam para o Fletch e explicam o que tá acontecendo? – sugeriu .
- Boa idéia! Com certeza ele vai ter uma solução. – completou sorridente.
- O.K. Liga aí, Harry! – falou Tom.
Em algum lugar de Londres...
“... I wanna hold you
My skies are turning black
Feels like are heart attack
And I’d do anything you ask
I wanna hold you bad…”
- Hello, Fletch! – começou Harry – Temos um imprevisto...
- Hello Harry! – falou Fletch interrompendo Harry – O que houve? Que barulho é esse?
- É uma longa história, mas depois eu conto, - continuou ele – o problema é que tem uma multidão de fãs na porta do prédio que a gente tá, não há como ultrapassá-las e ainda sair ileso daqui.
- Onde vocês estão? – insistiu Fletch, mas foi interrompido por Harry – Vou mandar um carro...
- Ah Fletch! Será que não dá pra quebrar o galho da gente, dude? – atreveu-se Harry mesmo sabendo a resposta que receberia.
- Vocês têm como sobreviver sem mim? – brincou ele.
- Ahh... Claro! Libera nós, vai! Please! – implorou Harry.
- Já que o único compromisso de vocês é daqui a um mês... – ele fez surpresa.
- Hum...
- Aproveitem bem essa folga! – concluiu Fletch – Vocês merecem uma folga de vez em quando, né?
- Sério?! – surpreendeu-se Harry encarando o celular, abobalhado – Fletch, você sabia que eu te amo dude?
- Pára com isso Harry, assim vão descobrir nosso relacionamento! – brincou Fletch sorrindo.
- Sorry! – falou Harry entrando em crise de riso.
- Agora eu tenho que desligar, divirtam-se!
- Pode deixar que isso a gente sabe fazer muito bem! – Harry sorriu malicioso e desligou o celular voltando para junto dos outros e encarando-os com uma expressão triste. (N/A: Cara-de-pau!)
- O que foi que ele falou? Deixou ou não a gente ficar aqui? – perguntou Tom, impaciente – Fala logo, dude, não me deixa ansioso!
- Se você deixasse, né? Eu agradeceria muito! – caçoou Harry rindo com a expressão ainda triste.
- Então fala! – agora foi a vez de Dougie ficar impaciente.
- Tá, tá certo! Ele disse que a gente não pode perder esse ensaio por nada desse mundo, e que temos que dar um jeito de chegar em Londres antes das 16h30min. – informou-os ele.
Harry tentava segurar-se para não rir da cara que todos faziam.
- Ah, e ele disse que sente muito, mas não pode fazer nada. – completou ele, desta vez levando a mão direita à boca de modo a segurar o riso.
- Sente muito?! Eu vou matá-lo, aí sim ele vai sentir muito, muito mesmo! – disse Danny, enfurecido.
- Não fala assim, ele não tem culpa do que tá acontecendo. – defendeu Fletch.
- Apoiado, ! – disse – Ele não tem culpa se essas varetas resolveram de uma hora pra outra fazer uma rebelião em nome de McFLY na frente do prédio, O.K.?
- É, esse era o nosso plano! – falou .
- É um milagre, é um milagre! – berrou .
- Por quê?
- A pensou! – continuou ela, levando um pedala de em seguida.
- Por que você me bateu? Indagou .
- Porque você mereceu! – como sempre tinha a resposta na ponta da língua.
- Você vai ver só, bruxa!
- Sou mesmo, participei da Grifinória quando fui pra Hogwarts!
- JÁ CHEGA! – berrou .
- Calma aí, não precisa deixar a gente surda! – retorquiram e .
Enquanto e discutiam e gritava, Dougie matutava silenciosamente, até que...
- Sei... – suspeitou ele, encarando Harry – e por que você disse que amava o Fletch? – continuou a encará-lo e pensou consigo mesmo.
- “Não adianta tentar me enganar, sobrancelhudo, eu já desvendei o seu plano!”
- Eu... porque... ELE DEIXOU A GENTE FICAR AQUI POR MAIS UM MÊS!!!
Danny agiu por instinto lesado...
- What?! – perguntou ele confuso, lutando contra a burrice de suas células cerebrais – O Fletch deixou mesmo a gente ficar?
- Yes, dude, yes! – concordou Harry, desta vez sem bater no amigo. (N/A: INACREDITÁVEL!)
- HARRY, TU É O CARA!!! – gritaram Tom, Danny e Dougie.
Os três se entreolharam por alguns segundos.
- Estão pensando o mesmo que eu? – indagou Dougie com uma expressão travessa.
- Aposto que sim! – concordaram Tom e Danny com a mesma expressão.
- MONTINHO NO HARRY!!! – berraram os três pulando em cima de Harry, que como era de se esperar, foi esmagado.
- Tadinho, se ele sobreviveu, é de aço. – falou sentando-se ao lado das meninas.
desesperada correu em direção ao seu amado após a saída dos guris.
- Você está bem, Harry? – perguntou ela aproximando-se e ajudando Harry a levantar-se.
- Melhor agora! – exclamou ele fitando-a – Será que eu não merco uma recompensa por ter convencido o Fletch?
- Claro que sim! – falou ela beijando-o.
- Sorry, acabando com o clima de romance aí... – interrompeu Dougie – A gente tá quase sem grana aqui, como é que nós vamos alugar um quarto de hotel?
- É mesmo, dude, tamo ficando sem dindin! – falou Danny pondo para fora os bolsos da calça, que por sinal encontravam-se vazios.
- Posso dar uma sugestão? – quis saber .
Harry assentiu com a cabeça.
- Que tal vocês passarem esse mês todinho aqui, com a gente.
- Tu só pode tá brincando, né? – espantou-se Harry franzindo as sobrancelhas ao encará-la.
- Não, eu tô falando sério. – ela respondeu não entendo o porquê do espanto do garoto.
- Não mesmo! – recusou Tom – A gente já deu trabalho demais pra uma noite.
- Deram trabalho?! – ignorou – Era só o que nos faltava, convencer esses cabeças-duras a passarem um mês inteirinho conosco...
- Eu acho que vai ser difícil demais... – completaram e irônicas.
- Ei, o que elas estão planejando, hein?! – Dougie perguntou a Harry, que ergueu a sobrancelha sem entender também a reação das garotas após o comentário de Tom.
Poucos segundos depois, a resposta apareceu.
- Aceitam umas férias com a gente, guys? – perguntou bastante sorridente.
- Mais é claro que sim! – exclamaram os quatro imediatamente, aliviados.
- Minha tia tem uma casa de praia em Barbados, no Caribe. Que tal passarmos o mês inteiro lá? – sugeriu .
- Good idea! – concordou Danny encarando-a.
- Então, o que vocês acham de a gente subir e arrumar as mochilas? – sugeriu indicando o prédio.
- Sempre tem alguém pra estragar a alegria, né? – ironizou – Isso é inacreditável!
- Please, , não começa não! – pediu encarando-a – Não tô a fim de bater em você, mas pelo visto você tá querendo apanhar, né?
- Olha só quem fala - ironizou novamente – tá merecendo uns bons sopapos pra ver se aprende a respeitar os outros.
- Quero ver se você é mulher o suficiente! – desafiou .
e já haviam assistido a muitas discussões entre e , e já sabiam de “có e sapateado” o que iria acontecer depois que o bate-boca entre elas terminasse. Tapas, pontapés, puxões de cabelos entre tantos outros. Então apressou-se a segurar , e segurou , ambas cambaleando a cada impulso que e davam ao tentar soltar-se e se atracarem.
- Parem já com essa discussão, please! – pediu , reprimindo-as – Nós já estamos cansadas de ver vocês duas discutirem por coisas inúteis, O.K?
- É isso aê! – vociferou apoiando o pedido da amiga – Ou vocês param com isso de uma maneira definitiva, ou eu e a teremos que tomar providências severas.
- Então faça o favor de pedir para essa “lambisgóia de uma figa” largar do meu pé. – falou prestes a explodir de raiva.
- Sua vagabunda, desgraçada, só não te esculhambo de “filha duma égua”, porque tua mãe não tem culpa, tá? – provocou irritada o bastante para avançar em cima de , mas resistiu ao impulso.
- Aê, vai ter barraco! – exclamou Dougie urrando em seguida após levar um peteleco surpresa na orelha – Tá, já parei!
- Como é que é?
acostumada a não levar desaforo pra casa partiu pra cima de fazendo com que caísse pra trás direto de bunda no chão.
- Não me digam que vocês vão ficar parados aí deixando elas se esmurrarem?! – perguntou ainda no chão dirigindo-se à platéia, ou melhor, aos garotos.
- É óbvio que não! – apressou-se Tom, saindo do transe e correndo para , conseguiu segurá-la e mantê-la longe de .
O “bafafá” terminou assim: com um olho roxo e com o canto esquerdo da boca cortado, sangrando, ambas devido a um soco inesperado.
- Bora subir antes que essas duas acabem se matando. – sugeriu Tom servindo de apoio para que mantinha o olhar ameaçador, fixo em .
- Concordo! – apoiaram Harry, que ajudava a caminhar até o elevador, e Dougie, que também servia de apoio para , em coro. (N/A: Esse bafafá foi no saguão do hotel, tá?)
Chegando ao apartamento das garotas, Tom e Harry tomaram consciência de que não tinham roupas suficientes, pois quando deixaram o ônibus só haviam posto nas mochilas roupas para um ou dois dias, no máximo.
- Hoje é o dia dos problemas... – ironizou Tom encarando os garotos.
- Qual é dessa vez? – suspirou Danny.
Tom ficou em silêncio por alguns instantes.
- Desembucha de uma vez! – pediu Danny já impaciente.
- Não temos roupas suficientes. – completou Harry já que parecia que o gato havia comido a língua do Tom.
- É mesmo, o Dougie não trouxe a sunguinha rosa dele! – zoou Danny, rindo e encarando o amigo.
- Ha, há... e você não trouxe seu lindo macaquinho. – revidou Dougie.
- DYLAN! DYLAN! – berrou Danny entrando em total desespero – Como eu sou burro, esqueci o guri no ônibus. OH, GOD!!!
- Descobriu a China – Dougie não resistiu e provocou.
- Cala a boca, anão! – retrucou Danny ferozmente.
- Ui, ui! Ai, que meda! – Dougie continuou a provocar.
- Pelo menos ele vai ter um mês de descanso longe de você. – falou Harry, pondo a mão no ombro do amigo em forma de consolo.
- Buááááááááááááááá!!! – berrou Danny pondo a cabeça entre os joelhos e encarando o chão desesperado.
- Não chora não, bebê! – pediu , abraçando-o carinhosamente.
- Eu tenho que aturar isso, é? – perguntou a Tom baixinho.
- Deus, dê-me paciência, please! – pediu o garoto.
Enquanto e Tom controlavam-se para não rir da cara de consolando Danny, que chorava rios de lágrimas lamentando o esquecimento de seu macaquinho de pelúcia, Dougie cuidava do ferimento de e Harry trazia da cozinha um pano com gelo para pôr no olho roxo de , que continuava a olhar com desprezo.
Danny encontrava-se mais calmo, e ainda soluçando sugeriu:
- Liga pro Fletch de novo, Harry.
- Tá! – concordou ele, pegando o celular e discando o número do Fletch – Vou perguntar se ele pode mandar alguém trazer roupas pra gente.
- Ah, e pede pra ele mandar o Dylan, please! – Danny pediu com os olhinhos brilhantes de lágrimas.
- Vou ver o que posso fazer. – disse Harry.
“I wanna hold you...”
- Hello, Harry! Mais algum problema? – Fletch perguntou irônico.
- Yes, precisamos de algumas roupas. – o garoto foi direto ao assunto – Será que você poderia mandá-las? Ah, e manda o Dylan junto. – ao dizer isso, Harry lançou uma piscadela a Danny que sorriu abobalhado.
- Só vou poder mandar se você me disser aonde estão!
- Estamos em Liverpool. – informou Harry – Nos encontramos no aeroporto?
- Combinado! – afirmou Fletch – Quando o motorista chegar no aeroporto mandarei ele informá-lo, certo?
- Beleza, valeu mesmo, Fletch! – o garoto agradeceu sorridente – Não vou mais incomodar você.
- De nada! Vocês pretendem viajar para algum lugar ou vão ficar por aí mesmo? – perguntou ele, curioso.
- Sabe... pera aê – falou Harry encaminhando-se para um dos quartos – , deixa eu vir para um lugar mais silencioso, aqui tá uma guerra da poxa, o Danny e o Dougie tão dançando “Macarena”. Tu precisa ver!
- O.K! – ironizou Fletch, sorrindo – O mais rápido possível!
- Sabe, é que eu e os guys conhecemos garotas super legais.
Harry fez uma pausa, esperando que Fletch comentasse algo, mas como ele não falou nada, prosseguiu.
- E eu acho que tô apaixonado pela , dude! – ele deu um suspiro apaixonado.
- Isso é muito bom, Harry! Espero que ela também goste de você! – parabenizou-o – E com o Tom, Danny e Dougie, tá tudo jóia?
- Melhor impossível! – exclamou Harry, virando-se para ver o que os garotos faziam – Por sinal o Danny e o Dougie ainda estão dançando, só que agora o ritmo mudou, “I like to move it”, que onda! – completou ele, entrando em crise de riso.
- HARRY! HARRY, CADÊ VOCÊ? – berrou , percebendo que ele tinha sumido.
- Vejo que estão lhe chamando, Harry. Suponho que seja a , certo?
- A própria! Tô indo! – disse, voltando-se para a garota.
- Pode ir, depois a gente se fala, e qualquer problema pode me ligar, viu?
- O.K! Goodbye! – despediu-se ele.
- Goodbye, aproveitem bem essa viagem, e dê um abraço nos guys e nas garotas também. Ah, o motorista já saiu daqui faz cinco minutos. – lembrou ele.
- Beleza. Bye! – concluiu desligando.
Voltando ao encontro do grupo, Harry contou que Fletch havia mandado o motorista com as roupas, e que iria encontrá-lo daqui a algumas horas no aeroporto.
- Ah, ele mandou um abraço pra vocês – disse ele aos guys –, e pra vocês também! – completou encarando as meninas.
- Ei, mas você não sabe onde fica o aeroporto, sabe? – lembrou Dougie ofegante.
- Sem problemas! – interrompeu – Basta seguir a avenida em frente ao prédio e na sexta rua dobrar a direita.
- O.K! – ele piscou para a garota em forma de agradecimento.
Vendo a expressão de , Harry lançou uma piscada acompanhada de uma sobrancelha erguida para ela, que retribuiu com um sorriso tímido.
- Agora só nos resta esperar! – suspiraram Tom e Harry sentando-se ao lado de Danny e Dougie, que recuperavam o fôlego gasto nas danças.
Duas horas depois...
- Dude, acho melhor você ir. – apressou-o Dougie – Vai que o motorista já chegou.
- Concordo com o Polegar! – apoiaram Tom e Danny fazendo joinha.
- Vocês planejaram armar um complô agora é? – indagou Harry.
- Não! – responderam os outros três erguendo a sobrancelha esquerda ao mesmo tempo. (N/A: É de enlouquecer qualquer garota, não?!)
- Então pra quê a pressa, o Fletch disse que o motorista iria me avisar quando chegasse ao aeroporto. – ele indagou novamente, desta vez encarando os três.
- Você é quem sabe, só não venha dizer depois que a gente não avisou, tá? – Dougie disse, dando ombros.
- O.K. Eu vou antes que vocês acabem com o que ainda resta da minha paciência. – concordou ele de má vontade.
Ao chegar no aeroporto, Harry decepcionou-se ao ver que já haviam se passado umas duas horas, mais ou menos, desde a ligação feita pro Fletch e o motorista não havia chegado, e muito menos dado algum sinal de vida.
- “Será que aconteceu alguma coisa?” – ele se perguntou tentando resistir a pensar no pior.
Agora, só o que lhe restava era esperar. Sentou-se no banco ao lado de uma senhora que sorriu ao vê-lo, e ficaram conversando por um bom tempo. Se passado três horas e meia, Harry começou a preocupar devido a demora do motorista.
- “O que houve? Por que ele não chega?”
Perguntas como essas não saiam da cabeça de Harry o que o deixava mais aflito ainda. Resolveu então, voltar ao apartamento das garotas e ligar pro Fletch, contar-lhe tudo e quem sabe... resolver o problema.
Chegando a porta de saída do aeroporto, ele parou na calçada e enquanto esperava o sinal abrir, para que pudesse atravessar a rua, sentiu uma mão em seu ombro. Em seguida, ouviu uma voz desconhecida.
- Mrs. Harry Judd? – perguntou um senhor baixo e calvo a Harry
- Yes! – respondeu ele, virando-se – Sou eu mesmo, e você?
- Sou John Stevan, o motorista encarregado de entregar-lhe estas roupas a pedido do Sr. Fletch. – o homem respondeu calmamente, mostrando a Harry uma mala ao seu lado.
Harry suspirou aliviado, e não resistindo perguntou:
- Por que a demora?
- Sorry! – disse John, e em seguida explicando a Harry o que havia acontecido – No caminho pra cá eu peguei um trânsito horrível, o Sr. sabe, época de Natal, as pessoas deixam as compras todas para última hora.
- Pode me chamar de Harry.
- Está bem, Harry.
- Não precisa se preocupar – disse Harry pegando a mala –, só pensei que havia acontecido algo ruim com o Sr., mas o bom é que tá tudo O.K, não é?
- Claro! Agora eu preciso ir, o Sr. Fletch precisa dos meus serviços. Até breve. – despediu-se ele.
- Thank you! – acenou Harry – Good-bye!
John fez um movimento com a cabeça agradecendo, entrou no carro e seguiu em frente. E Harry seguiu seu caminha de volta ao apartamento das garotas.
- Por que demorou tanto, Judd? – indagou Tom ao vê-lo chagar com uma mala gigante.
- O motorista pegou um maldito trânsito. – explicou ele, sentando-se ao lado de que sorriu – Por isso o atraso. Danny e Dougie levem a mala pro quarto, please.
- Por que o Danny não leva sozinho? – perguntou Dougie
- Porque ele não tem capacidade suficiente para levá-la!
- Não começa, Sobrancelhudo, não começa! – falou Danny sorrindo ao encará-lo.
- O.K! O.K, baby! – rendeu-se Harry voltando-se para – Conseguiu falar com a tua tia? O que ela falou? – perguntou ele encarando-a.
- Hum hum! – concordou ela com um sorriso de orelha a orelha – E ela disse que nós podemos ficar lá o tempo que a gente quiser, porque ela só vai utilizar a casa no carnaval.
- Que ótimo! E quando nós vamos?
- Amanhã mesmo! – exclamou – Não queremos perder nenhum segundo, não é?
- Tô contigo gatinha! – Danny sentou-se ao lado de e roubou-lhe um beijo – Barbados, aí vamos nós!
- É isso aê! – exclamaram Tom, Harry, e .
- Ei o Jack Sparrow mora lá, não é? – deu uma de lesa.
- , pela milionésima vez, Jack Sparrow é um personagem. – explicou pacientemente – Enfia tudo isso na tua cabeça, porque se tu perguntar isso mais uma vez...
- Tá O.K!
Enquanto as garotas comemoravam com dois litros de Coca-Cola, os meninos caprichavam na Vodca com Sprite.
- Tom, posso falar rapidinho contigo? – perguntou .
- Claro! – concordou ele encaminhando-se para o canto da sala onde encontrava-se.
- Será que você podia me fazer um favor?
- Yes. What?
- Depois da comemoração tu chama o Harry para ir contigo no borracheiro, pra trocar o pneu do carro, é que eu e as garotas queremos fazer uma festa surpresa pra ele, então a gente organiza tudo enquanto você distrai ele, depois a gente te conta tudo, pode ser?
- Poxa, só faltam três dias! – exclamou Tom, rindo – Mas é claro, pode contar comigo e com o Danny e o Dougie também, viu?
- Valeu mesmo, Tom!
e Tom voltaram à comemoração. Tom fez o que pediu, despediu-se de e dos outros e foi com Harry na borracharia. Um pequeno problema estava a poucos minutos de se formar, pois Tom havia se esquecido de perguntar a onde ficava a tal borracharia, mas agora era tarde demais, então ele resolveu seguir o caminho praticamente sem destino até a borracharia mais próxima. Assim que Harry entrou no carro e viu uma expressão de nervosismo estampada no rosto de Tom, resolveu perguntar ao amigo o que estava acontecendo.
- Tom, tu tá bem cara? Tá acontecendo alguma coisa?
- Eu tô bem sim! – concordou ele sem muita certeza – Nada não, tá tudo O.K. – completou ele erguendo o polegar. (N/A: Vocês devem estar se perguntando: “Como eles foram no carro se ele estava com o pneu furado?” Acreditem se quiser, eles pretendiam chegar até a borracharia, que nem a Mãe Joana sabia onde se localizava, com apenas três pneus. Será que isso vai dar certo?)
- “Vamos tentar por aqui, vai que damos sorte!” – pensou Tom consigo mesmo.
- “Só espero que ele saiba pra onde tá indo, porque se a gente se perder de novo... ai, ai, neguinho vai morrer!” – pensou Harry.
No apartamento...
- Bom, todos sabem que faltam apenas três dias pro níver do Harry – começou – e eu tava pensando em organizar uma festa surpresa, mas para isso eu vou precisar da ajuda de todos vocês, e aí, topam?
- Obviously! – exclamaram os cinco.
- Vai ser massa porque a gente já vai tá em Barbados. – ressaltou Dougie.
- Isso mesmo! – apoiou .
- Er... alguma sugestão? –quis saber encarando-os um por um.
- Que tal convidarmos os guys do Busted? – perguntou Dougie – E o George?
- James Bourne, Charlie Simpsom e Matt Willis?! – indagou .
- Yes! E o George é um amigo nosso, pode também?
- Mais é claro que sim! – exclamou juntamente com .
- Essa parte fica contigo tá, Dougie? – falou .
- Certo!
- Mais alguma sugestão?
- Porque não convidar o Fletch? – perguntou .
- Até que não seria uma má idéia, o que vocês acham? – falou encarando Dougie e Danny.
- Nada mal! – afirmaram eles.
- Quem fica com essa parte?
- Se quiserem?! – ofereceu-se .
- O.K, depois eu te passo o número, mas antes eu preciso te apresentar o cara, né? – sugeriu Dougie.
- Beleza!
- Mais alguma?
- Zerado! – disse Danny.
- Isso não é novidade, Jones! – zoou encarando-o.
- Óia pra ela, óia pra ela! – murmurou ele buscando o apoio de .
- Tu tá convivendo muito com os garotos . – falou – Cuidado na sua vida, viu?
- Isso é uma ameaça? – quis saber encarando-a.
- Entenda como quiser querida! – provocou se medo – Só vou avisando, mexeu com o Jones, mexeu comigo.
- Valeu pela defensiva gata, mas quem deve te defender sou eu. – Danny deu uma de machista.
- Não vem com essa de machão pra cima de mim não, viu? – disse ela aborrecida – Não tô dizendo que você não é macho, só coopera comigo, tá?
- Ahn... O.K, . – ele rendeu-se de má vontade.
- Está bem “bonequinha de porcelana” – interrompeu – Vou deixar seu namoradinho em paz, tá O.K?
- É melhor assim! Se não, você ia ver o que uma “bonequinha de porcelana” é capaz de fazer quando está furiosa! – não resistiu à provocação.
- Calma aí! – falou colocando-se entre as duas – Lembram-se que só faltam três dias pro níver do Juddão e precisamos organizar tudo até lá e...
- Juddão?! – exclamaram Danny e Dougie maliciosamente.
- Ops! Harry! – falou ela corando em seguida, envergonhada.
- Tão cedo e você já conheceu o Juddão. – sorriu Dougie.
- Mas como tu é apressada, viu? – completou Danny também sorrindo.
- Yes, por que a surpresa? – confirmou ela confusa.
- “, eles estão se referindo ao outro Juddão!” – sussurrou ao ouvido da garota.
- Não sejam pervertidos! – reprimiu-os ela, sorrindo também.
- Não deu pra evitar, sorry! – exclamaram eles, agora entrando em crise de riso.
- Vocês não prestam mesmo, né? – indagou forçando-se a para de rir.
“Been having doubts now
For a week or two
She doesn’t love him…”
- Cadê o meu celular? – berrou jogando tudo o que via pela frente.
”... Like she used to do
He’s had his chance
But he’s falled through…”
- ONDE AQUELA PESTE SE ENFIOU, HEIN? – perguntou ela ainda berrando.
- Em mim é que não foi! – exclamaram Danny e .
“... He wants her back
With him tonight...”
- ACHEI! ACHEI! – berrava saindo de um dos quartos e correndo para a sala.
- Onde era que essa peste tava? – irritou-se pegando o celular.
- Dentro da tua bolsa amarela. – respondeu – Quem é?
- Sabia! Thank you, ! – agradeceu ela – É o Tom. Hello, Tom! Aconteceu alguma coisa?
- Hello! O cara já trocou o pneu e o Harry tá impaciente aqui. Será que eu já posso levá-lo de volta?
- Pode sim, já pode voltar!
- Harry, cadê tu? – Tom procurava Harry que se encontrava a uns metros de distancia dele – Volta já aqui, nós já vamos voltar!
- Tô indo! – berrou Harry, em resposta.
- Já tamo voltando. – Tom disse antes de desligar o celular – Bye, !
- O que ele queria? – perguntou , assim que desligou o aparelho.
- Nada de mais, só queria saber se já podia voltar, porque o outro doido já tava todo impaciente. – explicou ela.
- Eu já tô acostumada com as crises dele. – falou Dougie afeminando a voz – Também pudera, estamos casados há dois anos, mais ou menos.
As garotas começaram a rir junto a Danny.
Harry e Tom voltaram poucos minutos depois.
- E aí, ele desconfiou de alguma coisa? – perguntou a Tom, disfarçadamente.
- Não que eu tenha percebido – respondeu ele – ,e se desconfiou soube disfarçar muito bem.
- Beleza!
- Já tem alguma idéia pra festa? – ele quis saber.
- Yes. O Dougie ficou de convidar os guys do Busted, a ficou de pegar o número do Fletch com o Dougie pra convidá-lo... creio que só.
- É, já dá pro gasto!
- Você tem mais alguma idéia?
- Os comes e bebes já tão resolvidos?
- Não!
- Então eu e o Danny ficamos com essa parte.
- Certo!
- Danny! – chamou Tom – Vem cá.
- Diz.
- Eu e tu ficamos com o lance dos comes e bebes, viu?
- Beleza! – concordou ele “lambendo os beiços” e rindo em seguida.
- Ô, ! – chamou Danny.
- Eu?! – ela se virou para os guris.
- A gente compra quando os bagúio?
- Se der pra vocês irem ao supermercado hoje, tá ótimo.
- Jóia, bora lá umas 17h30min por aí.
- Tá O.K!
, Danny, Dougie e conversavam na sala, enquanto , Harry, Tom e seguiam em direção ao quarto para organizar logo o que iam levar para a viagem. Harry notou que havia esquecido alguns pertences que estavam no banheiro e que ele precisaria levar, sem falta. (N/A: Aposto que vocês já desconfiam do que seja!)
- SAI LOGO DESSE BANHEIRO, DANNY! – berrou ele, batendo sem parar na porta, fazendo com que Danny solta-se um grito com o susto – Tenho que pegar umas coisas aí.
- Tô saindo apressadinho! – falou Danny, abrindo a porta e saindo enrolado numa toalha – Pra quê toda essa pressa, dude, só vamos viajar amanha, portanto, respira aí, tá?
- Não te interessa! – respondeu Harry, entrando no banheiro e batendo a porta, fazendo, como sempre, e Tom se assustarem.
- Quer quebrar a porta, é? – indagou ela – O que aconteceu, Danny?
- É o seu Juddão. – respondeu ele, enxugando os cabelos com uma toalha menor – A gente só vai viajar amanhã e a “coisa” tá toda apressadinha pra arrumar a mala.
- Contanto que ele deixe a porta, ou melhor, o apartamento inteiro, tudo bem! – concluiu ela, fitando a porta do banheiro, sorrindo.
- Sorry! – desculpou-se Harry, saindo do banheiro com um monte de bagúio nas mãos.
- Esquece! – falou , sorrindo e fazendo joinha pra ele.
- BIIIIIIAAAAAAA, TU VIU O MEU SUTIÃ VERMELHO? – berrou do quarto, se esquecendo que havia garotos na casa – Tenho certeza de que o deixei por aqui.
- Vi não! – respondeu ela, encaminhando-se para o quarto de e escorando-se na porta, provocou – O Tom deve saber, não acha?
- Eu não sei de nada. – antecipou-se o garoto dando um salto da cama, em seguida encarou e ameaçou-a sorrindo; “Você ainda me paga!”, disse ele mexendo apenas os lábios.
- Pode ir passando pra cá, Sr. Fletcher! – falou , estendendo a mão na direção do garoto e encarando-o, desconfiada – Sei que ele é lindo, mas não fica muito bem em você!
- Rá, rá... Tô falando sério! – defendeu-se ele, abrindo sua mochila e mostrando que não havia sutiã algum dentro dela – Eu não peguei nada não, e pra quê eu iria querer um sutiã? – ele quis saber.
- Pra usar na boate “Dancing Days”, você me contou que toda terça e quinta você dança em cima do balcão vestido só de calcinha e sutiã, lembra-se? – brincou Harry subindo em um banco de plástico e se rebolando, fazendo todos rirem, inclusive Tom – UHU!! Hoje é quinta-feira e já tá quase na hora!
Danny estava arrumando sua mochila quando resolveu verificar nas gavetas da cômoda, se não havia esquecido nada, quando avistou um certo sutiã vermelho no meio de suas roupas.
- Ei... de quem é esse sutiã, hein? – perguntou ele, segurando a peça com apenas dois dedos e encarando-a – Acho que é seu, Tom!
- Tá me estranhando é, dude? – Tom resolveu entrar na brincadeira – Vai ver é do Dougie.
- Meu mesmo, não! – exclamou ele e em seguida censurou Harry – Amor, como você pôde deixar suas peças íntimas à mostra, já te disse mil vezes para não fazer isso! Oh, my God! Você não toma jeito mesmo, né?
- MMMF! – Danny e Tom tentaram segurar o riso, mas não houve resultado.
Todos não resistiram e começaram a rir, inclusive Harry e Dougie. Minutos depois, conseguiu controlar o riso e perguntou meio sem jeito:
- É vermelho?
- Yes, why? – indagou Danny, chorando de tanto de rir e parando na porta do quarto de ainda com a peça em mãos, ou melhor, em dois dedos.
- É meu! – exclamou ela envergonhada, puxando rapidamente o sutiã da mão do garoto, entrando no quarto e voltando-se para sua mochila, berrou – THANK YOU, JONES!!
- “É o que dá ser desligada, só vive pagando mico. Ninguém merece!” – resmungou para si, fitando a mochila – “Eu não mereço isso, sinceramente, eu não mereço!”
, concentrada apenas em arrumar a mala, não percebeu que Tom a espiava por uma brecha da porta. Ela só notou quando ele a abraçou por trás, o que a fez sentir um arrepio por todo o corpo, ele a virou de repente fazendo com que seus lábios se encontrassem num beijo de tirar o fôlego.
Já no outro quarto...
arrumava a mala cuidadosamente quando Danny aproximou-se e lhe tascou um beijo, ela interrompeu com a desculpa de que precisava arrumar a mala, mas ele não se deixou intimidar e beijou-a novamente deitando-a no tapete e pondo-se em cima dela.
Alguns minutos mais tarde...
- Eu e o Harry já terminamos de arrumar nossas mochilas – informou-os muito sorridente – e...
-... portanto, vocês não vão se importar se a gente der uma saidinha. – completou Harry encarando-a e em seguida os outros que se encontravam no sofá.
- Imagina! – provocaram e , fazendo cara de anjo fingida – Só não voltem muito tarde, nós vamos sair daqui às 07h40min amanhã, pra aproveitar mais o tempo, sabe? – completou .
- Pode deixar! Quanto a isso não precisam se preocupar. Bye-bye!
- Duvidam quanto que esses dois vão... – Danny ia completar a frase, mas foi interrompido por .
- Nem pense em falar nisso! – exclamou ela, encarando-o, em tom de repreensão.
- O.K., baby! – brincou ele beijando-a.

Capítulo 5

Harry e passearam durante horas pelas ruas de Liverpool, e se divertia a beça mostrando a Harry os monumentos históricos e até mesmo as coisas mais simples que cruzavam seu caminho.
- Você já foi a Londres? – perguntou ele, mostrando interesse.
- Nunca, mas sonho muito em conhecer! – respondeu ela sorrindo.
- Quem sabe quando eu e os guys voltarmos pra lá, você e as garotas não vão junto. – comentou ele encarando-a.
- Pois é né... – suspirou ela – tudo pode acontecer! Primeiro, a banda que eu e as gurias amamos resolve aparecer no nosso apartamento e vão passar as férias conosco, UHU, não me surpreendo mais com o que pode acontecer.
- Humhum! – concordou ele – Já eu queria encontrar alguém muito especial e... encontrei você! – prosseguiu ele.
- Ai que fofo!! – exclamou ela, jogando-se nos braços dele e beijando-o em seguida.
Um bom tempo depois...
- Que tal tomarmos um sorvete? – Harry sugeriu, tentando avistar alguma sorveteria próxima – Alguma sugestão?
- Ótima idéia! – concordou indicando uma do outro lado da rua – Aquela ali ó, é nota dez. Aposto que você vai se amarrar na Gelinho.
- Não duvido nada! – exclamou ele, segurando uma das mãos de , estilo “casal feliz” – Vamos nessa!
Chegando lá...
- O mesmo de sempre, ? – perguntou Jack, um dos funcionários da Gelinho – Um cascão de menta, não é?
- Decorou, hein! Isso mesmo! – concordou ela sorridente.
- E o cavalheiro, o que vai querer?
- Um cascão de chocolate! – respondeu Harry que possuía a mão por cima do ombro de .
- Podem pegar aqui do lado!
- Thank you! – agradeceram os dois encaminhando-se para o lado do balcão.
Já com os sorvetes em mão, Harry muito cavalheiro deixou que escolhesse em qual mesa iriam se sentar, ela escolheu uma que se encontrava mais afastada das outras e a céu aberto.
- Thanks! – agradeceu ela, após Harry ter afastado a cadeira para que ela sentasse. (N/A: Pense no cavalheirismo do garoto!)
- Hummmm... – Harry deu uma de Ana Maria Braga ao colocar a colher com um pouco de sorvete na boca – Tá mesmo uma delícia!
- Não falei que você ia gostar! – ela sorriu – Quer provar do meu?
- Yes, mas não assim – respondeu ele, ao ver pegar um pouco de sorvete na colher e encaminhá-la até sua boca –, assim é mais gostoso! – continuou ele, beijando-a.
Na sua boca, o chocolate e a menta se misturam. Ninguém faz sorvete mais saboroso do que a Gelinho, ninguém beija melhor do que Harry. Depois desse momento solene, naturalmente esperava que Harry, se dissesse alguma coisa, dissesse algo bem de acordo com a seriedade do momento. Por isso, é com espanto que ela ouve:
- Ah, droga! Precisava acontecer isso?
Ela não estava entendendo nada. Será que Harry não gostou do seu beijo? Será que já se arrependeu do convite?
- Ah, droga! – repetiu ele, olhando desapontado para a calça jeans – Olhe só isto aqui!
O alivia de se traduziu em gargalhadas. Não Havia nada de errado com seu jeito de beijar, nem Harry estava arrependido do convite. O seu maior problema agora era o cascão com o sorvete que, com uma cotovelada, ele derrubou sobre a calça. Enquanto o chocolate lhe escorria pelas pernas, ele censurava :
- E você ainda ri!
- E você quer que eu faça o quê? Que eu chore?
Fingindo estar furioso com ela, Harry pergunta:
- Você sabe quem foi a culpada, não sabe? Foi você. Foi o seu beijo que me fez perder o rumo. Quem me desnorteou foi você.
Um casal de meia-idade, na mesa mais próxima, acompanhava fascinado a cena. Ela trazia aos dois, lembranças de uma época em que o gosto de tudo era outro: da comida, do café, do amor, da vida. Um pouco melancólicos antes de entrar na sorveteria, os dois agora sorriem. Deixam as colheres pousadas por um instante dentro das taças e por cima da mesa estendem as mãos um para o outro. Há muito tempo não se sentiam assim. Olhos nos olhos, não vêm Harry saindo para ir ao banheiro passar uma água na calça.
Enquanto isso no apartamento, os outros seis encontravam-se jogados em cada canto da sala. Danny e estavam estirados no sofá; Tom e sentados no tapete, encostados na parede. Dougie e encontravam-se no maior “vuco-vuco” no quarto. E quando ouviram o chamado de Tom se largaram no mesmo instante e pinotaram pra sala.
- Nem acredito que finalmente terminamos! – suspiraram e Tom, exaustos. (N/A: Olha que eles só arrumaram as malas, imagina se fosse o apartamento todo?)
- Que tal darmos uma volta também – sugeriu Danny – assim vocês nos mostram melhor a cidade.
- É mesmo, desde que nós chegamos aqui não tivemos tempo de olhar a paisagem de Liverpool. – completou Dougie.
- Também né, a maneira como a gente chegou explica tudo, não? – falou Danny encarando Tom.
- Que foi?
- Esquece! – falaram os dois.
- O.K. – concordaram , e – Vamos tomar banho e nos trocar.
- Beleza! – disse Tom – Esperamos aqui.
Após o banho, as meninas foram para os quartos se trocarem, e agora era a vez dos guys tomarem um bom banho. (N/A: Vocês não acham que nós íamos todas cheirosinhas e eles uns porcos, né?)
Enquanto isso na sorveteria...
Harry havia voltado do banheiro com uma mancha molhada na calça e resmungando baixinho sentou-se e encarou .
- Viu só o que a senhorita fez?
- What?! – exclamou ela surpresa – Eu não fiz nada!
- Você não, mas seu beijo sim. – revidou ele.
- Não tenho culpa! – disse ela fazendo bico.
- Essa eu vou deixar passar! – falou ele, dando-lhe um selinho.
- Que tal ligarmos para os outros?
- Se você não quer ficar sozinha comigo é só falar, viu? – provocou Harry encarando-a, fingindo estar chateado.
- Não é nada disso, e você sabe muito bem que não é! – retorquiu a garota encarando-o.
- Quem sabe?! – revidou ele – Você já me confundiu com um tarado, lembra-se?
- Tava escuro, tá, bem que você podia ser, não acha?
- Esculacha mais, pô!
- Tá, se você não quer que eles venham, pode falar, não vou ficar chateada, não! – disse ela, cansada daquela discussão.
- O.K., você venceu! – rendeu-se ele, pegando o celular e ligando para Tom.
“Welcome to a new kind of tension
All across the alienation
Where everything isn't meant to be ok
Television dreams of tomorrow
We're not the ones meant to follow
For that's enough to argue”
- Hello, dude!
- Hello, vocês já terminaram com as malas?
- Yes, why?
- Que tal darem uma passada na sorveteria Gelinho?
- Não precisa, cara, não queremos incomodar.
- Não me faça ir buscá-los pelos cabelos!
- Tá, tá certo, tudo bem, a gente já tá indo!
- O.K.! – disse Harry desligando o aparelho em seguida.
- Ei, aonde fica a sorveteria Gelinho? – perguntou Tom a