
Acordei cedo e o ainda dormia. Que ótimo! Mais um dia sem ter nada para fazer. Isso já estava me entediando. Mas por incrível que pareça o dia passou rápido e, já na hora de deitar, a Jaciane me liga.
- Oi , desculpa te ligar a essa hora. Como é que você está?
- Oi Jaci. Que nada, pode ligar a qualquer hora. Eu estou bem, e você?
- Bem também, obrigada. Olha só, amanhã você vai ao trabalho?
- Vou sim. Já falei com a Bete e ela vai ficar com o , por quê?
- É que vai ter reunião e o Steve mandou eu ligar para avisar.
- Então tá. Pode deixar que amanhã estarei lá. Obrigada por avisar.
- Não fiz mais do que minha obrigação. Afinal, você é minha chefa.
- Antes sou sua amiga.
- Fico feliz por isso. Bem, vou deixar você descansar. Amanhã às nove, ok? Dá um beijinho no por mim.
- Ok.
- Boa noite .
- Boa noite Jaci.
Desliguei e fui dormir.
No dia seguinte fui ao trabalho, deixando o na casa da minha vizinha e amiga, Bete.
- Bom dia meninas. – falei assim que entrei na empresa.
- Bom dia . – elas responderam. Cheguei ao meu escritório e sentei.
- Bom dia , trouxe para você.
- Obrigada. Era tudo o que eu precisava; café quente, forte e sem açúcar. Amargo do jeito que eu gosto.
- Você não está nos seus melhores dias, né?
- Hoje definitivamente não é um bom dia. Estou um tédio só. – ela riu.
- Espero que seu dia melhore então. Afinal, a vida não é tão mal assim, somos nós quem fazemos ela ser desse jeito.
- Filosofando uma hora dessas, Jaci? Por favor. – falei rindo. – E a vida é má sim. Ela é tão amarga quanto este café.
- Tá bem, não discuto com você. Está na hora da reunião.
- Ok, vamos lá.
Fomos para a sala, mas antes de chegar lá encontrei a Vanessa.
- Já estão na sala? – perguntei a ela.
- Olá, dona , acabaram de chegar.
- Ok. Obrigada.
Entrei na sala de reuniões e sentei. Logo a reunião começou.
- Muito bom dia gente, espero que tenham passado um ótimo fim de ano. E para começar o ano com o pé direito gostaria de anunciar que assinamos um contrato com uma gravadora internacional e que com isso nossa empresa vai gerar muitos investimentos e consequentemente aumentará seus lucros. – o Steve estava todo animado. Não era para menos, estávamos tentando conseguir contrato com algumas gravadoras internacionais há alguns meses. – Mas... – ele voltou a falar depois que o pessoal parou a comemoração. – Precisamos que alguém vá lá para assinar e oficializar o contrato, trazendo assim os papéis para mim. – ele falava todo brincalhão.
Eu nem pensei em perguntar onde era e qual seria a gravadora, eu estava louca para viajar e esfriar minha cabeça, me recompor. Eu estava sufocando aqui. Tinha oportunidade melhor que essa?
- Steve. – não pude evitar falar. Estava ansiosa.
- Sim, ?
- Eu vou.
- Tem certeza? Eu não pensei em você. Na verdade eu pensei, mas achei que você não ia aceitar por causa do .
- Não posso levá-lo?
- Claro que pode, mas...
- Então eu quero.
- Tudo bem. Então é só isso pessoal, muito obrigado por comparecerem. Podem voltar para os seus trabalhos. – todos estavam saindo, mas o Steve permaneceu sentado e me chamou. – , espere! Sente-se.
- Algum problema?
- Só estou feliz por ter se oferecido. Você é nossa melhor funcionária e a pessoa certa para esse trabalho. Assim que surgiu essa oportunidade de ir a Londres, eu pensei logo em você, mas depois desisti achando que você não aceitaria, afinal, seu filho não tem nem um ano de idade.
Quando ele falou pra onde eu iria eu congelei. É, eu definitivamente não tinha começado o ano com o pé direito.
- Espera. Lon... Londres? – eu perguntei gaguejando.
- É sim. – dei um sorriso nervoso para ele.
- Você tá falando de Londres? Na Inglaterra?
- Claro! Esperava o que?
- Eu não sei. Quem sabe talvez Los Angeles, Canadá ou até mesmo o Iraque. Mas Londres? – eu já estava passando de nervosa. Respirei fundo para me controlar e continuei, já com medo de ouvir a resposta. – Posso saber qual o nome da gravadora?
- Super Records.
- Brinca não Steve. Isso é sério.
- Mas eu estou falando sério. – mudei de ideia na mesma hora.
- Pensando bem, acho melhor escolher outra pessoa.
- Desculpe , mas não dá. Sinto muito.
, será que você poderia ser mais idiota? Não poderia ter perguntado onde era primeiro? Antes de abrir essa sua boca enorme? Não, claro que não, eu tinha que falar que iria. Eu e minha mania de me meter e me atravessar na frente dos outros. Muito bem feito . A merda já estava feita, não tinha como voltar atrás, então eu só balancei a cabeça.
- Quando eu viajo?
- Daqui a dois dias. E se prepare, você sabe que essas papeladas demoram um pouco.
- Está me dizendo que eu vou passar mais de uma semana?
- É bom ir preparada. Nunca se sabe se vai ser só uma semana ou se serão duas ou, quem sabe, um mês. – Ok , respira. Você tinha falado pro que poderia ir visitá-lo. Então... Está aí a oportunidade perfeita! Você vai vê-lo, mas só que a trabalho, então ele não vai desconfiar de nada. Desconfiar? Desconfiar de que? OMG! Eu estou querendo enganar a quem? Eu quero muito vê-lo. Como eu sou complicada. tem razão. Eu sou a pessoa mais complicada desse universo. – ? , você está me ouvindo?
- Desculpa Steve, o que estava falando?
- Você está dispensada. Vá para casa para se organizar.
- Ok. Mas... Acabei de chegar. Vou deixar para voltar depois do almoço.
- Você é a melhor , obrigado.
- Você que é um bom chefe. – falei e saí da sala, voltando pro meu escritório.
Acabei trabalhando o dia todo, tinha muito trabalho e eu tinha que adiantar outros. Isso manteve minha cabeça bastante ocupada. Cheguei em casa as 19:30horas, passei na casa da Bete, mas a irmã dela tinha me dito que ela tinha saído. Deduzi que ela tivesse saído pra dar uma volta com o , então fui pra casa. Mas me surpreendi quando abri a porta e dei de cara com a , juntamente com a e a , que estava com o nos braços. Essa eu não entendi.
- O que vocês estão fazendo aqui? Posso saber?
- Não gostou da nossa visita? – perguntou fazendo bico. Eu apenas revirei os olhos para ela.
- Avisei para você não me aparecer aqui antes do dia 5, .
- Desculpa amiga, mas é que me ligaram do trabalho.
- Ok. Eu ia mesmo ligar pra você. Eu tenho uma coisa pra contar.
- Pode falar.
- Depois de amanhã eu... Estou indo pra Londres. Mas não pensem besteira. Eu estou indo a trabalho. Mas eu não fazia ideia que era em Londres, e o pior: não fazia ideia que o destino seria tão cruel comigo para que a gravadora fosse justamente a Super Records. – depois que falei isso, as meninas ficaram apenas me olhando boquiabertas e em seguida abriram um enorme sorriso. Quando eu digo enorme é enorme, daqueles de rasgar a boca.
- Você também vai? – perguntou.
- “Você também vai?” mas o que... Espera! Você vai?
- Uhum. A empresa me encarregou das fotos e a jornalista para as entrevistas é a .
- O QUÊ? ? Desde quando você trabalha pra Fama?
- Desde que eu terminei a faculdade e eles me ligaram com a proposta de emprego. Que eu tinha sido recomendada pela faculdade e pela . E como a falou que eu era amiga dela eles resolveram me mandar também.
- Não brinca. Que demais. E você ?
- Bem, como a ia me abandoar lá, e a você aqui. Eu resolvi vir e ficar com você, mas já que você também vai nada melhor que eu ir também, né?
- ÉÉÉÉÉ! – falamos as quatro juntas e começamos a gritar, até o ficava gritando e rindo. Mas depois, meio que instantaneamente, meu sorriso se desfez e eu sentei no sofá.
- O que foi amiga? Você está pensando nele, né? – a veio se sentar ao meu lado junto com as outras meninas.
- O me falou que ele está péssimo, o que eu vou fazer quando chegar lá? Eu não vou saber o que falar. Como encará-lo.
- , me escuta pelo menos uma vez na sua vida. Vai procurar ele. Tenho certeza que só em ver vocês dois ele já vai melhorar. Isso só você pode resolver, afinal, você quem começou.
- Mas e quando eu voltar ?
- Não vamos pensar no amanhã, devemos pensar é no agora.
- É isso aí . Podemos fazer uma surpresa para eles. Não precisamos avisá-los de que estamos indo. Podemos ligar e pedir o endereço do dizendo que a quer mandar um presente de ano novo.
- Muito boa . Vou ligar agora mesmo.
- Espera aí gente. Ninguém vai querer saber a minha opinião?
- NÃO! – responderam as três juntas e eu me calei. A foi ligar para o , que pelo visto atendeu de imediato.
- Oi meu amor... Também estou com saudades! Escuta, andei conversando com a , ela está querendo mandar um presente pro , para ver se ele melhora, sabe?... É, é bom mesmo... Tem como você me dar o endereço?... Aham... Certo. Muito obrigada meu amor. Te amo demais. Beijo pra ti também. Bye! – desligou o telefone e me mostrou o papel.
- Aqui está. Quando chegarmos lá e nos instalarmos no hotel você vai direto pra casa do , está me ouvindo?
A às vezes me dá medo. Juro. Quanta autoridade, não precisa exagerar.
No dia seguinte comecei a arrumar as minhas malas e as do ; e que malas. Parecia até que eu estava de mudança. E sem falar que nas malas do , mas todo mundo sabe que quando se anda com crianças tem que levar muita coisa, praticamente a casa, junto.
Saímos às duas da madrugada para o aeroporto e resolvemos chamar um táxi, já que não teria ninguém para trazer o carro de volta e eu não queria acordar a Bete.
O vôo foi tranqüilo. O dormiu a maior parte do vôo e eu aproveitei para tentar relaxar também. Estava uma pilha de nervos.
Descemos do avião e fizemos o check-out. Pegamos um táxi e fomos direto para o hotel que já tínhamos reservado. Chegamos por volta das 22:00horas. Depois de jantarmos fomos nos deitar. Acordei 8:00horas e arrumei o , em seguida descemos pra tomar café, e as meninas já estavam nos esperando.
- Bom dia girls.
- Muito bom dia .
- Nossa que animação, .
- Você está brincando? Estamos em Londres, meu bem. Parece até um sonho.
- Falou tudo . – disse.
- Sonho? Para mim tá mais perecendo um pesadelo.
- , por favor. Sem drama. Olha como o está lindinho. Ele combina perfeitamente com essas roupinhas de frio.
- Tá, tá, já chega.
- Pronta para ir?
- Nem um pouco. Posso logo tomar café?
- Rápido.
- Qual é ! – depois de tomarmos café as meninas me desejaram sorte e eu entrei no táxi passando o endereço do ao motorista.
Capítulo 27 – O Reencontro
O carro parou em frente a uma enorme casa branca e o motorista me indicou dizendo que aquela era a casa que eu procurava. Paguei e o agradeci, descendo do carro com o em um braço e a bolsa dele do outro, respirei fundo e caminhei até a porta, fiquei temerosa em tocar a campainha, mas como eu já estava ali não tinha como voltar atrás. Toquei e esperei, logo a porta se abriu e uma mulher que eu reconheci ser a , mãe do , me atender educadamente.
- Pois não?
- Érm... – pigarreei – O... O está? – falei tremendo mais que vara verde. Mas para a minha surpresa ela abriu um doce sorriso pra mim.
- Você é a ?
- Ahn... Sim senhora. – falei baixando a cabeça envergonhada.
- Entre querida. – falou pegando a bolsa do de meu ombro. – E este deve ser o meu neto, estou certa? Ele é a cara do meu . Ele fala muito de vocês. – não pude deixar que algumas lágrimas escapassem dos meus olhos.
- Mil desculpas dona , não queria que nada disso estivesse acontecendo. Eu não imaginava que... – minha voz foi sumindo até que não consegui falar mais nada.
- Calma meu bem. – ela abraçou meus ombros. Sei como você deve estar assustada, mas o que importa é que você está aqui agora. E que tudo vai ficar bem.
- Mas... Eu não vim pra ficar. Só estou a trabalho, são algumas semanas apenas.
- Algumas semanas são tempo suficiente pra mudar toda uma história. Agora vá vê-lo. Ele está lá em cima no quarto, primeira porta a direita. Vá! – ela falou me encorajando. – Eu ficaria com o , mas sei que meu filho está louco pra vê-lo também. – dei um pequeno sorriso pra ela e subi devagar. Quando cheguei a porta que ela me indicou dei duas batidas leves.
- Mãe, eu já falei que quero ficar sozinho. – dei um pequeno sorriso e entrei. Como era bom poder ouvir a voz dele.
- Tem certeza que quer ficar sozinho? Você me parece mal. – falei e na mesma hora ele se virou assustado e me encarou com seus lindos olhos . Meu coração se apertou ao olhar pra ele. Estava mais magro, abatido e, acredite ou não, tinha profundas manchas roxas ao redor dos olhos. Não acredito que eu sou a responsável por ele estar assim. Fui em sua direção e sentei na ponta da sua cama.
* ’s POV on *
Alguém tocou a campainha, mas eu nem me mexi. Estava querendo ficar só, mas minha mãe não me deixava em paz. Se passaram alguns minutos e eu deduzi que só poderia ser visita pra minha mãe, já que não ouvi a porta bater novamente. Se fosse pra mim já teriam ido embora, eu tinha dito pra minha mãe que não queria ver ninguém, nem os guys. Depois de algum tempo ouvi baterem na porta do meu quarto. Com certeza minha mãe estava querendo me tirar do sério. Era muito pedir pra ficar sozinho?
- Mãe, eu já falei que quero ficar sozinho. – falei de costas para a porta e de olhos fechados.
- Tem certeza que quer ficar sozinho? Você me parece mal. – ouvir essa voz foi como acender um vulcão dentro de mim, eu não podia acreditar que era ela, que estava em Londres, que estava aqui na minha casa, no meu quarto. Me virei rapidamente para poder ter a certeza de que não estava enlouquecendo. Ela ficou um tempo me olhando, depois caminhou devagar até se sentar na minha cama, colocando o sentado na mesma.
- Oi . – ela falou olhando para o , que engatinhava na minha direção.
- Papai. – ele falou e eu o peguei no colo, o abraçando forte.
- E aí campeão. Nem acredito que vocês estão aqui. – falei, levantando meus olhos para poder observá-la.
- Eu só vim a trabalho . – ela veio a trabalho, não pra ficar comigo. Aceite isso e aproveite o tempo.
- A trabalho?
- Sim. – ela deu um sorriso. – E adivinha com quem?
- Quem? – ela ficou me olhando sugestiva e com a sobrancelha erguida. – Espera, com a gente?
- Uhum. – ela balançou a cabeça confirmando.
- Mas como? – então lembrei. – A empresa que o Fletch falou... Era a sua? Isso é demais. – com certeza isso era maravilhoso.
- Adivinha quem veio comigo?
- Já sei. A . Vocês são inseparáveis. O já sabe?
- Ainda não. Nem ele nem os outros, afinal, eles merecem também, né?
- A e a também vieram?
- Você acha que elas iam perder essa farra? De jeito nenhum. Mas falando sério, estamos todas a trabalho, menos a . Eu estou encarregada dos papeis, a das fotos e a das entrevistas. A gente pode arrumar um trabalho pra aqui também. O que acha dela servir cafezinho pra gente?
- Nossa , como você é má. – ficamos rindo e conversando mais um pouco, mas depois eu a olhei serio nos olhos. – Muito obrigado por estar aqui. – falei pegando em sua bochecha, ela baixou a cabeça e ficou encarando o , que ainda estava no meu colo e brincava com meu cordão.
- Eu não... – mas antes que ela falasse minha mãe entrou no quarto.
* ’s POV off *
- Oi, com licença. , querida, será que eu posso ficar com meu neto um pouquinho? – eu ia falar com o , mas a interrompeu, entrando no quarto e perguntando se podia ficar com o .
- Por mim tudo bem, mas pergunte se seu filho vai querer larga-lo agora. – falei sorrindo. Ela olhou para o com uma cara muito engraçada. Então ele passou o para os braços dela.
- Ele não estranha, né?
- Não, na verdade, se deixar ele vai com qualquer um.
- Isso é bom, assim a vovó vai poder brincar com você, não é, meu bem? – ela falou rindo para o e saiu do quarto.
Quando ela saiu o quarto foi invadido por um silêncio que, em pouco tempo, começou a incomodar, eu apenas olhava para as minhas mãos e pensava “Caramba, eu estou no quarto de . Quantas vezes eu não sonhei com isso”. O se mexeu e eu voltei a realidade. Resolvi falar o que estava entalado na minha garganta.
- , você está bem? O me falou que... Eu não sabia que você estava tão mal, eu só...
- Shhhh – ele falou pondo o dedo indicador nos meus lábios. – Não fala nada. – ele foi se aproximando de mim e eu não consegui mais me mexer, não tinha mais controle do meu corpo. Meu coração acelerou no momento em que nossos lábios se encostaram. Foi um beijo calmo, cheio de sentimentos, ele expressava toda a saudade que estava sentindo naquele beijo. Sua língua pediu passagem e eu permiti de bom grado, ela brincava com a minha e eu estava completamente anestesiada. Ele nunca havia me beijado daquele jeito, as suas mãos passeavam da minha nuca até meu rosto e então voltava e descia até minha cintura, eu pousei meus braços em seus ombros e segurei em seus cabelos o puxando ainda mais para mim, eu não queria que aquele beijo acabasse. Por mim, eu ficaria ali até morrer, mas tinha que parar aquilo, eu não queria machuca-lo ainda mais, e era o que eu estava fazendo, não era? E ao mesmo tempo eu me machucava também, porque não queria me afastar. Eu devo ser masoquista, só pode. Foi com muito esforço que eu consegui me soltar dele e partir aquele beijo.
- Não , por favor. – falei o empurrando de leve. - Nós não deveríamos ter feito isso.
- Por que não?
- Eu tenho que ir agora. – fui me levantando, mas ele segurou meu braço.
- Por favor não vá.
- , não dá...
- Fica esse tempo aqui.
- Hã?
- Não por mim, fica por minha mãe e pelo . – eu estava ouvindo direito? O que eu digo? O que eu digo?
- ... Não é justo fazer chantagem. Você não imagina como está sendo difícil pra mim, não piora as coisas.
- Não é chantagem . Você não faz ideia do quanto a minha mãe queria conhecê-lo.
- Eu sei. Mas a gente vai se ver todo dia, não preciso necessariamente ficar aqui.
- Precisa sim. Fica, por favor! – ele falou fechando os olhos. – É só o que eu te peço.
- Não faz isso comigo. – falei num fio de voz.
- Por favor. – ele sussurrou.
Mordi meu lábio pensando por um tempo e me lembrei do que a tinha me dito a poucos instantes atrás: “Algumas semanas são tempo suficiente pra se mudar toda uma história”. Mas, se eu ficasse, a partida seria ainda mais difícil. Foi aí que eu me lembrei do que as meninas me falaram a dias atrás “Não vamos pensar no amanhã, devemos pensar é no agora”. Será que eu devia? Olhei mais uma vez pra ele, que estava de cabeça baixa, aquele não era o que eu conhecia. Eu estava triste por ele estar assim; eu o amava muito. Estava tentando enganar a mim mesma, ver se eu contornava o meu coração, mas ele é esperto e não se deixou enganar, até o meu cérebro se tornou seu aliado, me fazendo lembrar frequentemente. Eu não devia, sabia que não devia. Mas eu queria, então respondi.
- Tudo bem, eu fico. – pude vê-lo levantando os olhos e olhar pra mim com os mesmo brilhando, então deu um leve sorriso e respirou aliviado.
- Vou me arrumar e vamos buscar suas coisas no hotel.
- Tudo bem... eu.. vou ver o . – falei apontando pra porta.
Desci as escadas e vi que a estava conversando alguma coisa com o e ele estava rindo, aquele lindo sorriso de oito dentinhos. Ela se virou e me viu admirando ao pé da escada.
- Oi . Ele é muito risonho. Nem entende o que eu falo ainda.
- Ele é risonho sim. Mas eu acho que ele entende o que você fala.
- Sério?
- É. É meio complicado porque todo mundo lá só fala português, mas sempre converso com ele em inglês, minhas amigas também e sem falar que só escutamos musicas internacionais. Acho que se continuar assim ele vai crescer sabendo falar dois idiomas.
- Isso é ótimo. Mostra que você se importa com meu filho e não quer afastá-lo dele.
- Acho que sim.
- Acabei de trocar a fralda dele, não se importa, não é?
- Não. É... .
- Sim querida?
- Érm... o me pediu pra ficar esses dias aqui... Eu... Tem algum problema?
- Mas é claro que não. Isso vai ser maravilhoso.
- Mas eu não quero atrapalhar, nem piorar nada. Esse tempo aqui só vai fazer o se apegar mais ao . E quando eu for embora? Ele me parece tão abatido, não quero que ele fique assim.
- Dê tempo ao tempo. Mas me responda uma coisa: Você ama meu filho?
- Com toda força que existe em mim.
- Então as coisas vão se ajeitar, tudo vai dar certo. Eu acredito nisso.
- Muito obrigada . Você compensa a falta que minha mãe faz.
- Foi muito bom você tocar no assunto de sua mãe. O me disse que não contou pra ela.
- Não, não contei. Ela iria me odiar se soubesse.
- Mas sabe que terá de contar, não é?
- Acho que ainda não é a hora. Eu tenho muito medo sabe.
- Não precisa ter medo, meu bem. Quando ela olhar esse bebê lindo ela vai amolecer o coração, pode ter certeza. Aí vocês sentam e você explica tudo. – não pude deixar de dar um leve sorriso pra ela.
- Tudo bem, vou fazer isso.
- Promete?
- Prometo.
- ? – o vinha descendo as escadas, já pronto e com as chaves do carro nas mãos. – Vamos?
- Pode ir querida, eu fico com o . E voltem a tempo do almoço, está bem? Os meninos disseram que vão vir almoçar aqui hoje.
- Tudo bem mãe, então faz o seguinte, fala pra Judith que vem mais três meninas almoçarem aqui, são as amigas da e namoradas dos guys.
- Claro! Vou mandar a Judith caprichar.
Saímos e voltamos ao hotel.
Capítulo 28 – Almoço em família.
Quando saímos de casa ele foi me mostrando onde eram as casas dos meninos. Disse que nenhum deles estava em casa porque precisaram ir até a gravadora. Eles eram vizinhos e o brincava dizendo que ali era conhecido como McCity. Chegamos ao hotel e fui logo falar com as meninas, deixei o esperando lá no meu quarto. Bati na porta do quarto da e logo ela abriu. As meninas também estavam lá, ótimo.
- ! – ela falou me abraçando.
- E aí? – disse.
- Como foi, como foi, como foi?
- Calma . – eu falei rindo.
- Como ele está? – perguntou.
- Ele está péssimo, mas foi tranquilo.
- Cadê o ? – voltou a perguntar.
- Ficou com a .
- Você ainda vai voltar lá? – perguntou curiosa e com os olhos brilhando. Não sei por que.
- Era justamente sobre isso que eu queria falar com vocês. Na verdade, o me pediu pra passar esse tempo na casa dele, disse que era por causa da , pra ela ficar mais perto do neto.
- E ele ficar perto de você, né? Entendo.
- Isso é sério, .
- Não estou dizendo que não é. – dei língua pra ela.
- Então? Você aceitou, né? – .
- É, eu aceitei.
- ISSO! – comemorou.
- Acho que não preciso perguntar se tem algum problema. Pelo jeito não vai ter problema algum.
- Mas é claro que não amiga. Quem sabe também não vamos pra casa dos nossos namorados.
- Nossa, como vocês são atiradas.
- Não perdemos tempo. O meu é simplesmente perfeito.
- Não precisa contar os detalhes sórdidos .
- Então quer dizer que você veio buscar as suas coisas? – mudou logo de assunto.
- Foi. Mas... também vim fazer um convite pra vocês se juntarem a nós para almoçar lá na casa do . Os seus namorados vão estar lá e eu estava pensando em fazermos uma surpresinha. O que acham?
- Sério? Eu acho perfeito. Meninas? – .
- Não precisa nem perguntar. – .
- Ok, então vamos?
- Espera que eu vou ligar pro táxi.
- Ô tapada, você acha que eu vim de quê?
- O táxi já está lá esperando?
- Nossa, como você é lerda. Parece até alguém que eu conheço.
- Então o quê?
- O está lá no meu quarto. Eu vim com ele de carro.
- Uau! Vamos nessa, senhora .
- Vai se ferrar, .
As meninas desceram e eu voltei pro quarto pra pegar as coisas e chamar o . Elas o cumprimentaram e entraram no carro, o terminou de colocar a bagagem no porta-malas e voltamos para sua casa.
Chegamos na casa dele e ele logo apresentou as meninas a sua mãe. A cumprimentou todas e eu peguei o que, assim que me viu, começou a me chamar. Mas só deu tempo do subir com minhas coisas pro quarto de hóspedes e descer pra pegar o de mim. Ele sentou no enorme tapete da sala, colocando-o entre suas pernas e lhe entregando um monte de revistas e logo a bagunça estava feita.
- Crianças, os meninos estão vindo. – nos avisou. Ficamos em silêncio esperando.
- , é melhor você não estar trancado no quarto, se não nós vamos te arrastar de lá. – o vinha gritando antes de chegar à porta, a abriu um sorriso e foi atendê-los. – Boa tarde tia, cadê o ?
- Bem ali. – ela apontou para o canto da sala onde nós estávamos e na mesma hora gritamos:
- SURPRESA! – nem deu tempo dos meninos se recuperarem, as girls foram correndo agarrar seus respectivos namorados. Eu me levantei e fui cumprimenta-los.
- ! – falou me abraçando.
- Oi dude, como é que está?
- Melhor agora. – falou dando uma piscada para mim. Balancei a cabeça rindo e fui falar com o .
- E aí boy. Você está bem hein! – falei o abraçando.
- Ando malhando muito. – ele falou beijando minha testa.
- Isso tudo é pra ? WOW! – falei tocando a ponta do seu nariz e me virando para encarar o , que estava com um sorriso enorme para mim.
- Oi linda. – falou me abraçando pela cintura e beijando minha bochecha. – Que surpresa boa. O estava precisando.
- Eu sei . – depois do abraço me soltei e o abracei de lado, colocando minha cabeça em seu peito. – É por isso que eu vou passar essas semanas aqui. Ele me pediu e eu aceitei, ele está mais magro. Me pareceu bem mal.
- E estava, mas agora isso vai mudar. Você fez o certo e eu estou orgulhoso de você. Mas espera aí. – ele falou um pouco mais alto pra chamar a atenção de todos. – O que todas vocês estão fazendo aqui?
- Sabe o que é meu amor? É que a , a e eu viemos aqui a trabalho e a está nos acompanhando.
- Ah tá.
- Mas ainda não terminou. Vocês não vão acreditar.
- O quê? Fala logo, eu estou curioso.
- O nosso trabalho é com uma gravadora super famosa. Não sei se vocês conhecem. Já ouviram falar na Super Records?
- Não brinca! Sério?
- É isso aí galera. Vocês vão ter que nos aturar por algumas semaninhas. – falei rindo.
- Isso vai ser perfeito. – disse abraçando a namorada.
- Temos que dar uma festa. – se animou.
- Crianças, por favor. As meninas acabaram de chegar, vocês já vão querer assustá-las? – falou.
- Eu sei tia, mas é por isso mesmo. E não queremos assustar ninguém. – então voltou a falar com o pessoal. – Na minha casa, que tal? Vou providenciar as coisas já. – falou pegando o telefone.
- . – falou num tom autoritário, mas brincalhão ao mesmo tempo. – Comporte-se. Vamos almoçar primeiro. Onde já se viu...
- Qual é tia . As meninas já estão acostumadas com a gente.
- Falou certo agora. Elas estão acostumadas com vocês e não com as festas que vocês dão. E tenho certeza que elas ainda estão muito cansadas da viagem pra se preocuparem com isso agora.
- É amor. Amanhã a gente vê isso, está bem? – falou alisando o cabelo do namorado e ele fez bico, o que fez ela dar um selinho nele.
- Vamos almoçar, então?
Estavam todos na mesa conversando, sem nem pedir a nossa opinião sobre a tal festa. Mas pelo visto a única desfalcada ali era eu, já que cada uma das meninas estava com seus namorados combinando como ela seria.
- Ok gente, vamos almoçar por que eu já estou morrendo de fome. – falou pegando o prato.
Almoçamos e fomos conversar na sala. Não demorou muito e a , irmã do , chegou. Mesmo já a conhecendo, ele nos apresentou, claro, porque ela não nos conhecia, e apresentou a ela o sobrinho. Ela ficou encantada com o , o colocou no colo e foi até a cozinha. Um minuto depois ela me chama.
- Olá , queria conversar com você, pode ser?
- Como vai, ? Claro. Podemos conversar sim.
- Acho que a minha mãe já deve ter falado tudo com você, mas eu queria falar de novo. – fiquei lá esperando, calada. – Muito obrigada por estar aqui. Sinceramente, eu vim pra cá com a mamãe pra ajudar o meu irmão que, como você pôde perceber, está péssimo. Mas eu não estava mais aguentando vê-lo daquele jeito. No começo ele não quis falar nada, ficava fugindo das perguntas que lhe eram feitas, mas eu consegui fazer com que ele desabafasse comigo e fiquei impressionada com a história que ele me contou. Te confesso que fiquei revoltada quando soube, afinal, ele é meu irmão e eu nunca o tinha visto ficar tão mal. Fiquei com ódio do que você tinha feito com ele, mas... Não pude odiá-la por muito tempo. Também sou mulher e, depois de refletir, eu entendi o que você fez. Não queria interferir na vida do e estava tentando protegê-lo, a ele e ao seu filho. Você é muito corajosa , ter um filho e criá-lo sozinha? Te admiro muito por isso. E agora... com essa coisinha linda em meus braços... – ela falou, beijando o topo da cabeça do . – o meu irmão parece bem melhor. – olhou pra mim e me lançou um sorriso doce.
- Eu não sei nem o que te dizer , se obrigada ou desculpa por ter causado tudo isso. Eu sinceramente não imaginei que chegaria a tanto.
- Só fique ciente de uma coisa: Meu irmão te ama, de verdade. Não o abandone de novo, ele precisa de você... E do . – fiquei absorvendo aquelas palavras. precisando de mim? Na moral, eu achei que isso seria uma coisa que nunca ouviria na minha vida. – Agora toma. – me passou o . – Tenho que me arrumar, vou sair com a mamãe.
- Ok. Foi boa a nossa conversa.
- Teremos outras. Até mais, cunhada.
- Tchau cunhada. – respondi rindo. Eu gostei da , não sabia muito dela, só havia visto algumas fotos, por ela ser irmã do , nada além disso. Mas ela é bem legal. Voltei para a sala e as meninas já estavam se preparando pra sair.
- Ei! – falei meio emburrada por elas estarem indo embora sem falarem comigo. – Vocês não iam mesmo falar comigo?
- Calma amorzinho. Acha que iriamos sem nos despedirmos de vocês dois? – disse. – Mas na verdade nem precisa, já que vamos ser vizinhas.
- Como?
- Não é só você que pode ficar aqui e economizar na conta do hotel não, sabia? Afinal, temos namorados. – falou.
- Isso mesmo. Cada uma de nós vai ficar na casa do seu namorado. – falou, beijando o .
- Jura? Que legal, eu acho.
- Claro que é, sua boba. Então? Vamos meninas? Temos que pegar nossas coisas. Até mais . Te amo muito.
- Me too , me too.
- Depois nos falamos. Tchau, tia . – falou cheia de intimidade com a mãe do . Vê se pode.
Capítulo 29 – A Briga!
Já eram 19 horas quando a e a saíram. Eu estava na sala dando mamadeira ao e assistindo TV. O estava tomando banho. Assim que terminei de dar mamadeira, ele arrotou e fui colocá-lo para dormir. A cama do quarto que eu ficaria era de casal, então o dormiria comigo.
- Posso entrar? – olhei para a porta e o estava só com a cabeça para dentro.
- Claro. – respondi.
- Amanhã vou comprar um berço.
- Não precisa. Ele pode dormir aqui comigo, não tem porque se incomodar.
- Não é incomodo nenhum, eu quero fazer isso.
- Não sei não , não quero nenhum paparazzi tirando fotos suas comprando um berço. Se isso acontecer não vai ser nada bom.
- Qual o problema?
- Você pode não se importar, mas eu não quero que ninguém saiba do meu filho, não o quero exposto. Deixe-o fora dessa confusão, por favor.
- Eu realmente não ligo. Mas se faz tanta questão, a mamãe e a podem ir.
- , de verdade, não precisa. Eu só vou ficar aqui algumas semanas, não tem precisão disso. Se eu estivesse no hotel ele teria que dormir comigo de qualquer jeito.
- Acontece que você não está no hotel. E chega de discutir, vamos acabar acordando o . Vem, vamos para a sala.
- Na verdade, eu já vou indo me deitar.
- Mas tão cedo?
- É, vou ler um pouco e depois dormir.
- Ok. – ele falou, se levantando.
- Boa noite, . – eu disse e me aproximei, dando um beijo em sua bochecha.
- Boa noite, . – e sem que eu esperasse ele me deu um selinho rápido e saiu do quarto.
Uma semana havia se passado e eu já havia tido a minha reunião com o Fletch. Iriamos organizar a próxima turnê dos meninos pelo Brasil, e tínhamos que escolher os dias que seriam e os lugares por onde passariam. O Fletch não viu e nem contamos a ele sobre o , eu que quis assim. O tinha feito a sua famosa festa na noite passada, e devo confessar que eles sabem como dar uma festa. Bem, a festa foi na casa do mesmo e, por incrível que pareça, foi uma festa bem tranquila, diga-se de passagem. Acho que foi por causa da , que tinha aparentemente cancelado um compromisso, alegando que queria passar mais tempo com o neto e que assim eu poderia aproveitar bem a festa. Eu acho mesmo é que ela estava querendo impor limites para que a festa não saísse do controle e ficasse muito louca.
Acordei cedo, o tinha dormido com a , e desci as escadas. A casa já estava toda arrumada. Senti um cheiro delicioso vindo da cozinha e fui até lá. A Judith estava preparando o café da manhã.
- Bom dia, Judith.
- Bom dia, senhorita .
- Onde está todo mundo? – perguntei me sentando à mesa.
- Os meninos já foram e a dona e a saíram, o ainda está no quarto e o está dormindo na cama da dona . – ela falou, me passando uma xicara de café quente e eu agradeci.
- O está muito preguiçoso hoje. – comentei enquanto ela me passava um prato com panquecas e eu bebia um pouco do café.
- Com licença, vou pegar o jornal de hoje... – falou se retirando da cozinha e me deixando lá sozinha. Dei uma subida rápida para ver o e o levei até meu quarto, o deitando na minha cama. Nossa, ele devia estar muito cansado mesmo. Claro, o barulho da música estava bastante alto, ele deve ter demorado pra dormir. Voltei pra cozinha a tempo de ver a Judith colocando o jornal sob a mesa. Voltei até meu lugar e sentei, pegando o jornal. Nunca fui de ler jornal, mas eu estava na Inglaterra poxa, eu tinha que ler o jornal. Sei lá por que. Assim que abri tinha uma matéria na primeira pagina. “Os queridinhos da Inglaterra dão mais uma festa.” Esse era o título da matéria. O que me surpreendeu mais ainda foi o conteúdo. “Mas parece que dessa vez ele se comportaram. Será que estão perdendo o jeito? Não, acho que não. Parece que a mamãe estava de olho, mas talvez seja pelo pequeno hospede que está há quase uma semana na casa do mais cobiçado de todo o Reino Unido. Quem será ele? Será que a família aumentou? Não se preocupem queridas fãs, estaremos de olho.” Eu estava literalmente de boca aberta quando terminei de ler aquela matéria e ainda tinha uma foto do nos braços da , na varanda do quarto dela. Droga! Eu não acredito nisso. Não consegui nem comer mais. Fiquei apenas segurando aquele jornal, de cabeça baixa, quando ouvi alguém entrar na cozinha. Era o .
- Bom dia, Judith. Bom dia, . – eu nem reparei que a Judith estava na cozinha.
- Bom dia, . – ela respondeu.
- Bom dia? Eu não vejo por que pode ser um bom dia . – falei jogando o jornal na cara dele. Fiquei só olhando ele abrir o mesmo e começar a ler. Franziu o cenho e olhou pra mim.
- Desculpe, não pensei que aconteceria isso.
- Eu sabia, sabia que não devia ter vindo para cá.
- Não fala isso, por favor. – ele falou me abraçando.
- Me solta .
- Não, não solto. Aqui é onde você deve estar. Isso não tem importância meu amor.
- Não tem importância?
- – ele falou, segurando meu rosto com as duas mãos. – Eu te amo. Acredita em mim. Desde aquela noite em que ficamos eu não fui mais o mesmo. Já se passaram um ano e meio e nada mudou. Eu estou na mesma, nem retrocedendo, nem avançando. Eu simplesmente parei no tempo e no espaço, durante todo esse tempo eu tenho vivido como um robô. E o é só mais uma prova de que devemos ficar juntos.
- Não envolve o meu filho nessa história .
- Nosso filho. Nosso!
- Eu já expliquei pra você. Foi um acidente, eu não fiquei gravida porque quis. Será que eu preciso te lembrar desse detalhe sempre? Será que eu preciso te lembrar que a minha mãe não sabe de nada? Se eu tivesse feito isso de proposito você não acha que eu estaria lá com ela agora? Ou insistindo para que você assumisse? Será que você não se lembra de que eu tentei esconder ele de você? Até vocês resolverem passar aquelas malditas férias no Brasil. Tanto lugar no mundo pra vocês irem e escolheram justamente o Brasil, mais precisamente a minha cidade, a minha casa? Se a minha mãe soubesse , pode acreditar que eu teria levado o pra lá e agora não estaríamos aqui discutindo. Na verdade nós teríamos poupado várias discursões. – a essa altura eu já estava gritando. E pude perceber quando olhei pra porta que tinha uma pequena plateia nos observando sem dizer nada. Os meninos e as meninas tinham voltado, provavelmente tinham visto a matéria no jornal. A mãe e a irmã do também estavam lá e, como eu falei, todos estavam calados. Pelo visto ninguém queria se meter. Mas eu estava cega e fora de mim, tanto que nem me importei e continuei, dessa vez baixando um pouco mais a voz. – Acho que meu maior erro foi permitir que essa gravidez fosse adiante, de não ter tirado enquanto ainda dava tempo. – eu estava com a cabeça tão quente que eu falei sem pensar. E só o que pude sentir foi um estralo e o lado esquerdo do meu rosto queimar com o tapa que recebi do . Olhei pra ele com os olhos arregalados através da camada de lágrimas que se formavam e a minha mão pousada na bochecha. Seu olhos ferviam de fúria.
- Nunca mais repita isso. – sua voz saiu trêmula de ódio. Não consegui impedir que as lágrimas agora saíssem como cachoeiras. Olhei para minha plateia, que parecia horrorizada com o que acabara de presenciar. Os meninos olhavam pro como se não acreditassem no que o amigo tinha acabado de fazer, já as meninas e a olhavam pra mim com pena. Mas eu havia falado um absurdo e não merecia pena. Talvez eu merecesse mais do que aquele tapa. A se mexeu pra vir até mim, mas na mesma hora eu me levantei e passei feito um furacão por todos, correndo em direção as escadas.
- . – a ouvi me chamar.
- Por favor, não. – foi só o que eu falei. Corri pro quarto e me tranquei. Olhei meu filho, que ainda dormia, e encostei-me à porta, escorregando pela mesma até sentar no chão, abracei meus joelhos e chorei.
* ’s POV on *
estava nervosa, então fiquei calado só escutando, mas não pude evitar que o sangue fervesse em minhas veias quando ela falou, mesmo que com outras palavras, que era para ela ter abortado. Ela não podia dizer isso, já estava passando dos limites, então sem pensar dei-lhe um tapa no rosto.
- Nunca mais repita isso. – falei nadando em ódio. Ela saiu correndo e eu tentei seguir seus passos com o olhar, mas pude ver que todos me encaravam. Minha mãe veio até mim e pegou forte no meu braço.
- Você ficou louco? Como pôde bater nela?
- Eu perdi a cabeça. Você ouviu o que ela disse? Ela não podia ter dito aquilo.
- Não, ela não podia. Mas isso não te dá o direito de fazer uma coisa dessas. Você por acaso pensou no ela está passando? No que ela passou? Se não fossem as amigas, ela estaria lidando com tudo isso sozinha . Ela não quis dizer aquilo e você sabe disso. O é a pessoa que ela mais ama nesse mundo, é a coisa mais importante da vida dela. Você não sabe como é colocar um filho no mundo , não é só a dor física, mas também a emocional, ter que carregá-lo por nove meses sem ter a ajuda de ninguém e sem poder contar a ninguém também.
- Ela poderia ter me procurado.
- Mas ela estava assustada, com medo. Não queria prejudicar a sua vida, segundo ela.
- Mas não prejudicaria.
- Ela não sabia disso. E deixe de ser cabeça dura, eu não estou falando com uma criança de três anos, estou falando com um marmanjo de mais de vinte anos de idade. Dê um tempo a ela, filho.
- Ok, mãe. Vou para o meu quarto agora, depois eu falo com ela. – olhei para o pessoal, que estava lá. – Desculpa galera.
- Não peça desculpas a nós, . – falou.
- É isso mesmo brother. Desculpe-se com a . – disse.
- Dessa vez você pisou na bola feio. – me disse e eu baixei a cabeça, indo pro meu quarto.
* ’s POV off *
Capítulo 30 – Cabeça Quente
Eu não acreditava que tinha acabado de levar um tapa do . Mas eu sabia que tinha errado, e feio. Como eu pude agir dessa foram? Olhei para a razão da minha vida, que estava acordando, e vi o grande erro que cometi quando o mesmo olhou para mim e abriu um lindo sorriso, me chamando de mamã. O adorava o , da mesma forma que eu também, se não o amasse com certeza eu teria tirado, mas no momento em que eu soube que estava grávida, depois do choque é claro, eu sabia que minha vida iria mudar completamente, mas ainda assim, foi a coisa mais incrível que me aconteceu. E a cada consulta que ia, a cada batida se seu coraçãozinho que eu ouvia, a cada chute que eu sentia, eu amava ainda mais aquele pedacinho de gente. Eu mereci esse tapa, eu tinha que voltar a realidade. Mas embora eu soubesse que merecia levar mais que um simples tapa na cara, eu ainda não conseguia acreditar. Não conseguia acreditar que havia sido o a fazer isso, , que desde que eu conheci o McFly, passou a ser o meu favorito e a protagonizar todos os meus sonhos. Eu sonhava em ir a Londres e fazer como nas fics. Me tornar amiga deles e tudo o que as fics nos proporciona sonhar, e agora eu estava ali, em Londres, na casa dele, amiga dos Guys e com um filho dele. Mas ao contrario do que eu sempre sonhei, aquilo estava completamente ao contrário, nas fics que eu lia não me pareciam ser tão difíceis as coisas. , ! Volta à realidade! Minha consciência falou e eu pude ver o quão de cabeça quente eu estava. Queria aliviar meu estresse. Então, me levantei e fui dar banho no , dei mingau e troquei de roupa. Resolvi sair para dar uma volta, tinha perdido completamente a fome e, felizmente, não tinha ninguém no corredor nem na sala. O dia estava frio, mas o sol aparecia um pouco. Andei meio sem rumo, estava com a cabeça cheia e não me importei pra onde estava indo. Cheguei a um parquinho onde me sentei no balanço e fiquei conversando com o .
De repente do nada vieram vários flashes e, quando eu olhei, vi três paparazzi, que começaram a fazer uma bateria de perguntas.
- Quem é esse garoto?
- Ele é filho de ?
- Como você se chama?
- De onde é?
Eu estava tão perdida em pensamentos que me assustei e saí correndo dali, tentando esconder o rosto do no meu pescoço para que ele não fosse fotografado, estava tão desesperada pra sair dali que só percebi que o tempo tinha mudado quando começou a chover. Droga! Apressei os passos para tirar o da chuva, achei que os paparazzi desistiriam, mas me enganei quando os vi me seguindo e fazendo um monte de perguntas sobre quem eu era, quem era o menino, perguntando sua idade... Não respondi nada, para falar a verdade, nem abrir a boca para mandar eles embora eu podia, eles poderiam notar que eu não sou daqui devido ao sotaque. Agora sei como os famosos se sentem,a e porque alguns deles perdem a cabeça, é um inferno. Comecei a me desesperar, não sabia onde estava e nem para onde estava indo, apenas saí andando pra me livrar dos fotógrafos e tirar meu filho da chuva, que agora caía pesadamente, e ele só olhava para mim assustado.
- Vai ficar tudo bem meu anjo, não se preocupe. A mamãe está aqui. – eu falei e o apertei ainda mais em meus braços, tentando evitar que ele se encharcasse mais. Avistei uma lanchonete do outro lado da rua e corri até lá. Mas antes que eu atravessasse, um carro parou.
- Entra, rápido. – olhei pra ver quem era e me espantei ao ver a no volante, isso mesmo, a ex dele. Mas como eu só a conhecia por fotos e vídeos antigos da banda, achei que ela fosse legal, e pelo menos era uma cara conhecida e acima de tudo eu tinha que tirar o daquela chuva. Então entrei.
- Obrigada, você salvou a nossa vida. – falei sincera para ela. Na mesma hora me dei conta de que ela não me conhecia. Então fiquei com medo de dizer mais alguma coisa.
- Esses paparazzi não dão sossego. Não respeitam nem uma criança na chuva. – ela falou e olhou pra mim. – Então, nunca te vi por aqui, não que Londres seja pequena, mas seu sotaque. Por que estavam atrás de vocês? – gelei. Sério. Não sabia o que responder. Ela tinha despistado os fotógrafos e estava em um posto.
- Eu não sei.
- Estranho. Está indo pra onde?
- Érm... Para... para a casa de um amigo. – falei na hora em que o deu um espirro. Ela rapidamente olhou pra ele.
- Que bebê lindo. – falou olhando diretamente para os olhos dele. Na hora sua expressão mudou para confusa e eu sabia exatamente quem ela estava vendo através do . – Para onde mesmo? – ela falou olhando pra mim, tentando disfarçar. Mas eu tinha que falar, o estava todo molhado e começava a espirrar. Sem falar que estava um frio danado.
- . – falei num sussurro.
- Como?
- Para a casa do . – falei um pouco mais alto. E ela deu uma risada nasal.
- ?
- É. – respondi e ela respirou fundo, voltando a ligar o carro.
- Agora eu entendo o porquê dos paparazzi.
- Hein?
- Esse bebê... Ele é filho do . Não é? – fiquei um tempo sem responder, apenas olhando pela janela, a chuva tinha se transformado numa garoa fina. – Não é? – ela repetiu, parando o carro. Só aí foi que percebi que estávamos em frente de casa.
- É sim. – respondi finalmente, saindo do carro apressada. Me virei pra ela e agradeci. – Obrigada.
- Cuide melhor do seu filho. – ela falou e arrancou com o carro. Fiquei parada na calçada abismada. E eu achando que ela era legal. Quem ela pensa que é pra mandar eu cuidar melhor do meu filho? Eu sou uma boa mãe, não sou? Eu sempre fui. Caminhei até a porta e antes que eu chegasse a varanda a mesma foi aberta.
- Ouvi um carro parando. Onde esteve? – parecia preocupada. Dei um pequeno sorriso para ela e entrei. A estava sentada no sofá, mas assim que nos viu se levantou, vindo em nossa direção.
- Meu Deus do céu, o que houve? querida, onde você foi? Vocês vão pegar um resfriado. – ela falou pegando o .
- Me desculpa ... É que... Eu estava de cabeça quente e resolvi sair pra dar uma volta, daí apareceram uns paparazzi e eu tentei fugir, mas acabei me perdendo já que tinha começado a chover e eu não sabia pra onde estava indo.
- Está tudo bem meu anjo. Mas que carro foi aquele que te trouxe?
- A .
- O quê? – a e a perguntaram em uníssono.
- A própria. Dá pra acreditar? Com tanta gente em Londres e eu encontro logo ela.
- E como foi? – quis saber.
- Bem, ela não disse nada, mas tenho certeza que ela não gostou nadinha.
- É, e principalmente porque foi o quem terminou o namoro.
- Vamos deixar de conversa? , suba e vá tomar um belo banho quente. Deixe que do eu cuido.
- Eu posso dar banho nele. – falei e ela me olhou feio.
- ! Suba! – sorri de leve do jeito autoritário dela falar.
- Tudo bem, estou subindo. – falei erguendo as mãos como quem se rende.
Capítulo 31 – Hospital
Depois de tomar banho, coloquei uma roupa de moletom bem quentinha para não ficar doente e desci. O estava na sala com a avó, que dava sopinha a ele. Ele estava com uma roupinha de moletom azul céu e uma toquinha. Uma gracinha! Olha só, e luvinhas, ele odiava luvinhas. me viu e sorriu pra mim.
- Como você está, querida?
- Melhor agora.
- Acho que vocês precisam conversar.
- Eu sei, mas agora não. Eu sei que errei em falar aquilo e que merecia bem mais do que aquele tapa, mas... Eu só não consigo acreditar que ele realmente o fez, entende?
- Ele errou. E não. Você não merecia nem aquele tapa. Ele não tinha o direito de te bater. E é por isso que eu acho que vocês devem conversar agora. Desde cedo ele está lá no quarto. Eu dei uma boa bronca nele, suas amigas e os meninos também. Mas o que o fez ficar ainda mais arrependido foi ver seu rosto assustado. Eu conheço meu filho.
- Está certo, eu vou lá.
- Mas antes tome essa aspirina e essa xícara de chá quente. – ela apontou pra bandeja que estava em cima do centro da sala.
- Eu estou bem.
- Precaução? Para não se resfriar.
- Ok. Obrigada. – falei indo até lá, bebendo o chá e tomando o comprimido.
Quando cheguei à porta do quarto, fiquei pensando se deveria bater antes de abrir ou entrar logo de uma vez. Optei pela segunda opção e entrei logo. Ele estava só de bermuda deitado na cama olhando para o teto. Quando ouviu a porta sendo aberta ele olhou pra mim e pude ver que seus olhos estavam vermelhos. Ele tinha chorado. Engraçado como eu nunca tinha imaginado chorando. Balancei a cabeça para manter o foco e o vi se levantando de um salto, vindo em minha direção enquanto eu avançava pra ir até a sua cama.
– eu... eu sinto muito. Me perdoa, não sei o que deu em mim para fazer aquilo. – ele falava desesperado.
- Está tudo bem .
- Não. Não está tudo bem.
- Eu também errei, eu mereci aquele tapa, não podia ter falado aquilo.
- Não, não podia. Mas também não justifica o que eu fiz. É só que... do jeito que você falou...
- Shhh. – pus o dedo na boca dele para que se calasse. – Estamos quites agora. Esse assunto morre aqui, está bem? Vamos esquecer.
- Começar do zero?
- É uma boa ideia.
- Eu simplesmente não consigo mais ver a minha vida sem você e o . – eu estava sentada na cama e ele também. Ele estava nervoso e eu olhava dentro dos seus olhos. Meu Deus, como eu o amava, como aqueles olhos mexiam comigo. Não eram quaisquer olhos , eram os dele. No começo eu achava que o motivo daquela paixão toda era por ele ser da banda e ser meu favorito e por ser louca por . Mas logo percebi que não tinha nada a ver. Ele poderia ser pobre, um anônimo vivendo numa cidade qualquer, se meu olhar se cruzasse com o dele tenho certeza que me apaixonaria do mesmo jeito e talvez a nossa vida não fosse assim tão complicada. Eu o queria, muito. Mas ainda tinha medo, afinal, ele não era nenhum anônimo.
- ? – despertei dos meus pensamentos.
- Hm?
- Você ouviu alguma coisa do que eu falei?
- Descule, não. – falei dando um sorriso tímido e ele balançou a cabeça.
- Eu falei: eu morro se perder vocês de novo.
- Não exagera .
- Não é exagero. Eu falo sério. - Ele olhou pra mim e eu olhei pras minhas mãos, não sabia o que dizer. Alguém bateu na porta e entrou. Era a .
- Desculpa interromper, mas a mamãe e eu vamos à casa de uma amiga, ela quer saber se podemos levar o .
Pensei por um tempo e cheguei à conclusão de que não adiantaria escondê-lo por mais tempo, logo ficariam sabendo.
- Claro . – ela me olhou sorrindo.
- Obrigada cunhadinha. Tchau pra vocês. – e saiu.
- Gostei do cunhadinha. – falou. Eu balancei a cabeça rindo e me levantei, mas ele foi mais rápido segurando meu pulso.
- Vai pra onde?
- Pro meu quarto.
- E como a gente fica?
- Não fica . Somos amigos, a única coisa que nos liga é o . Pense que somos como um casal divorciado.
- Mas eu te amo. E o que eu faço com todo esse amor?
- Você parece uma criança falando assim. Eu não sei, tá?
- Por que é que você sempre faz brincadeiras do que eu falo? Principalmente quando falo dos meus sentimentos?
- Pra tentar deixar o clima mais leve... Porque... Eu também te amo, só que... Eu não posso... Eu vou superar isso, eu preciso superar. Você deveria fazer o mesmo.
- Não, você não vai superar, eu não vou superar, nós não queremos superar. – dito isso ele me puxou, eu estava de pé, então desabei na cama dele e ele subiu em cima de mim, me beijou com uma certa urgência e desespero, seu braço direito estava apoiado na cama segurando seu peso, mas o esquerdo estava livre e sua mão começou a passear por todo o meu corpo. Tentei afastá-lo, mas não encontrei em mim o desejo de fazê-lo.
- , por favor, não. – consegui dizer num fio de voz que beirava o desespero, enquanto ele beijava meu pescoço e colo. Subiu os lábios e parou em minha orelha, mordendo de leve o lóbulo.
- Não se faça de forte. Você também quer. – ele falou sussurrando o que me causou um arrepio, ele apertou mais o seu corpo contra o meu e pude sentir o quão excitado ele estava. Eu não tinha mais forças pra lutar e me rendi com um pequeno gemido, apertando seus cabelos, e pude o ouvir sorrir vitorioso. Começou a me beijar com mais intensidade, dando leves mordidas no meu lábio inferior, cravei minhas unhas de leve em sua costas e o senti se contrair, soltando um gemido e colocando sua mão por dentro de minha blusa, chegando ao meu seio, onde começou a massageá-lo, me deixando mais excitada, eu estava ofegante e ele estava gemendo no meu ouvido, começou a levantar minha blusa e tirá-la de uma vez, voltando a me beijar em seguida, quando ouvi a porta da sala batendo e vozes encherem o ambiente. Juntei todas as minhas forças e o empurrei de leve.
- É a galera. Sai .
- Ah, deixa eles pra lá. – e voltou a me beijar.
- Eu disse que não. Eu nem devia estar aqui. – falei vestindo minha blusa. – Vem, desce.
- Não posso ir assim. – ele falou apontando pro amiguinho dele que estava todo animado. Eu dei um sorriso e falei.
- Descarrega no banheiro e desce. – falei abrindo a porta a tempo de ver ele mandar o dedo do meio pra mim e indo em direção ao banheiro.
- Você é muito má. – falou dando um sorriso antes de fechar a porta do banheiro. Eu fechei a porta do quarto e desci.
- Oi gente. – falei e vi que todos estavam lá. Eu tentava não rir da cara do e agir naturalmente.
- . – as meninas vieram me abraçar.
- Como você está? – era a .
- A gente viu o jornal. Sinto muito. – .
- Tudo bem gente, sério. – falei olhando para elas e para os meninos. – Afinal, estamos falando do McFly, não é? – dei um sorriso.
- E... sobre o... ?
- Eu não quero falar sobre isso, . Assunto encerrado, página virada. – ela balançou a cabeça.
- É... ? – me chamou.
- Hã?
- Cadê o ? – nessa hora eu fiz uma força sobrenatural pra não rir.
- No quarto. Ele já vai descer.
- Ok. , eu queria pedir desculpas pelo . Cara, é sério, ele estava de cabeça quente, ele não é assim, o cara nunca fez nada nem parecido com isso. Você sabe, né?
- Eu sei , e já falei que não quero tocar nesse assunto. Porque eu sei que fui amais errada nessa história toda, falei coisas horríveis, eu não acredito que eu disse que era pra eu ter tirado o . Meu Deus! – falei com as mãos no rosto. Eu realmente não queria mais tocar naquele assunto porque eu sabia que ai acabar chorando. Mas eu consegui ser forte e segurar as lágrimas.
- ? Você não está chorando, não né? – chegou perto de mim.
- . Nós sabemos que você ama o , que ele é tudo na sua vida. Então quer, por favor, mudar essa carinha triste? – disse, se aproximando de mim e me abraçando em seguida.
- O que eu não faço por vocês? – falei dando um sorriso sincero. Afinal, eu tinha falado que aquele assunto era página virada.
Rapidamente o clima ficou leve e pouco tempo depois o desceu. Eu o encarei não querendo rir, mas a sua expressão estava um pouco estranha, então deduzi que ele tinha escutado a conversa de alguns minutos atrás. resolveu colocar um filme pra passarmos o tempo. Então adivinhem qual que ele escolheu. Não conseguem? Deixa eu dar uma dica. Todo mundo odeia esse filme. Ainda não? Tudo bem, eu falo. Back To The Future. É, eu sei, odiar é um modo irônico de falar, já que, é claro, todos nós adoramos. Mas antes teve uma pequena discussão entre os meninos. Um queria De volta Para o Futuro, o outro queria Star Wars, o outro queria Tartarugas Ninja e o ultimo estava optando pela série Friends. Eu juro que não sei como foi que conseguimos chegar ao consenso de assistirmos De Volta Para o Futuro, é sério, mas enfim, a Judith nos trouxe a pipoca e as bebidas, chegava a ser torturante ver os guys e as meninas com cervejas e eu com refrigerante. Mas tudo bem, não tem problema, no dia em que eu voltar a beber, vou precisar ser rebocada. Mas me responde mesmo por que eu não bebia mais? Essa nem eu sei. Ficamos todo mundo calado assistindo ao filme e prestando muito atenção. Incrível como os casais não ficaram se agarrando. Bem, no sofá estava eu, , e . No outro sofá, e e no chão e . Eram 18h e 30m quando o telefone tocou, estávamos a 25min. do 2º filme. Como o estava mais perto, ele mesmo atendeu.
- Alô... É o ... Como é?... Onde?... Ok, pode deixar... Não, está tudo bem. – quem será que era? O estava com uma cara. Ele rapidamente olhou pra mim e eu comecei a me preocupar de verdade. A essa altura o filme já estava na pausa e todos prestavam atenção, quando o desligou o telefone e veio até mim segurando minhas mãos.
- O que foi ? – perguntei quase sem voz.
- , calma tá?
- PELO AMOR DE DEUS TOM. – eu gritei. Já sentindo meus olhos marejarem.
- É o . – o baque que meu coração deu parecia que ia parar a qualquer minuto.
- O que tem meu filho?
- Shhh. Eu só vou falar se você se acalmar.
- PORRA fala logo o que aconteceu. – o explodiu, eu olhei pra ele e pude ver que ele estava tão desesperado quando eu.
- Ele está no hospital . A ligou muito nervosa e eu não sei o que acont...
- Onde é o hospital? Quero ver o meu filho AGORA.
- Vem, eu te levo. – ele me deu a mão e eu a peguei.
- E a gente? Eu também quero ir. Quero saber o que tá acontecendo com meu sobrinho. – falou sério.
- Dude, você vai com o .
Estávamos todos em pânico, ninguém sabia o que tinha acontecido. Confesso que não aguentei, a caminho da porta eu fraquejei e então tudo escureceu.
* ’s POV on *
Eu estava a ponto de enlouquecer. O que tinha acontecido com meu filho? E o pior é que nessas horas só vem coisa ruim na cabeça da gente. Estava indo em direção à porta com a e o na minha frente e toda uma procissão atrás da gente, quando de repente a cai desmaiada, foi tão rápido que eu nem sei como aconteceu.
- ! – a gritou e eu corri e a coloquei nos meus braços a levando de volta para o sofá. correu pra pegar álcool.
- amiga, por favor acorda. – falou quase chorando. Já faziam uns cinco minutos que ela estava inconsciente. Eu havia colocado um pano com álcool pra ela cheirar e outro encharcado em sua testa, mas nada. Eu já estava quase morrendo, havia pedido pra que déssemos um tempo pra ela se recuperar, mas ela não estava reagindo. Depois de mais alguns minutos eu decidi que a levaria ao hospital pra ver o que tinha acontecido a ela também, mas foi nessa hora que ouvimos ela dar um gemido e se mexer. Imediatamente a se ajoelhou ao lado dela.
- ? Está me ouvindo?
* ’s POV off *
Não sei por quanto tempo fiquei apagada, mas assim que recuperei a consciência ouvi a Ajinho me chamando.
- Estou te ouvindo sim amiga. – falei baixo.
- Graças a Deus! – disse e colocou uma mão no meu rosto.
- Eu quero ir ao hospital. – falei me sentando.
- Você tem certeza que está bem mesmo para ir? – perguntou. – Eu posso ir no seu lugar, .
- Eu quero ir, já estou bem, sério. – eu disse já me levantando e cambaleando um pouco, o segurou no meu braço pra me dar apoio.
- .
- Eu quero ir, e se ninguém quiser me levar eu vou de táxi. – olhei pro , que balançou a cabeça.
- Vamos. – ele falou.
- Obrigada.
- Então é isso gente, eu levo a e a , o resto vai com o .
O dirigiu apressado, mas o Hospital não ficava tão longe, então chegamos em 20min. Quando entramos encontrei a na recepção.
- ! – gritei e saí correndo ao seu encontro – Onde está meu filho?
- Calma , ele está bem agora. A mamãe foi pegar um café e já volta. – falou me abraçando.
- O que aconteceu? – logo entrou todo mundo correndo pela porta do hospital.
- Nós estávamos na casa da nossa amiga e o estava sentadinho brincando no carrinho, só que depois de um tempo ele começou a chorar e tossir muito, quando fomos ver ele estava queimando em febre e a mamãe correu logo pra cá com ele, foi quando eu telefonei, depois o médico o examinou e disse que ele estava com pneumonia e que já devia fazer alguns dias, só que devido a chuva que ele tomou hoje, ele piorou.
- Oh meu Deus, mas como se ele é tão saudável? Eu sempre tive tanto cuidado com ele, ele quase nunca ficou doente, só alguns resfriados bobos e cólicas, o que é normal em todo bebê. Pode perguntar pra . – eu falava apressada, estava muito nervosa e sentia que podia começar a chorar a qualquer momento.
- Eu sei . Daí nós explicamos ao médico que vocês só estão aqui há uma semana e que vieram do Brasil. Ele disse que pode ter sido a mudança do clima que deixou o assim, já que o Brasil é muito quente e aqui é frio e chuvoso, e sem falar que você veio na época mais fria do ano. Isso acontece.
- E onde é que ele está agora?
- Na incubadora, está em observação e vai ter que passar a noite aqui, amanhã o médico vai examiná-lo e ver se ele pode ser liberado.
- Não tem problema, eu passo a noite aqui com ele. Agora, será que eu posso vê-lo? Você me leva?
- Claro, vem.
Fiquei olhando pro meu filho através do vidro, encostei a testa no mesmo e comecei a chorar em silêncio. Ele era tão frágil.
- Calma cunhada. Ele vai ficar bem. – falou, me abraçando pelo ombro.
- Ele é tão pequenininho e indefeso.
- Eu sei, mas ele é forte, assim como você e o . Ele vai se recuperar. – ela não falou mais nada, ficou apenas me abraçando, depois a veio e assumiu o lugar da .
- Olá querida, como você está?
- Arrasada. A culpa é toda minha de ele estar aqui agora. Deixei que ele levasse chuva, ele só tem 10 meses, o que eu estou pensando, meu Deus?
- A culpa não é sua, meu bem, não se julgue.
- Sabe ... desde que eu cheguei aqui tudo tem dado errado.
- Não fale isso. Você sabe que não é verdade. Vocês trouxeram de volta a alegria do meu filho, e eu nunca fui tão feliz em conhecer o meu neto e minha nora. – dei um leve sorriso.
- Nora?
- Não seja tão dura com ele. – ela falou e mudou de assunto. – Você tem certeza que vai querer ficar aqui?
- Tenho sim, não vou sair de perto dele.
- Então qualquer coisa ligue.
- Ok.
- Tchau meu bem. – ela falou, me dando um beijo na cabeça e saindo.
Fiquei lá sozinha e continuava a olhar o pelo vidro, ele estava dormindo tranquilamente. Uns dez minutos depois eu tinha me sentado e estava de olhos fechados quando sinto alguém sentar do meu lado.
- Eu acredito que ele vai ficar bem, ele é forte, forte como você.
- Obrigada , mas não estou me sentindo nada forte nesse momento. Onde está o pessoal?
- Já foram. Não podia ficar todo mundo aqui, e nem tinha nada o que fazer. Ficaram de passar aqui amanhã. Mamãe e também já foram.
- E você? O que está fazendo aqui ainda?
- Não vou deixar vocês aqui.
- Ele é meu filho . Não precisava ficar.
- Você não o fez sozinha. Ele é meu filho também.
- Quer saber? Minha cabeça está cheia demais e eu não quero e nem estou a fim de discutir com você. – deitei em seu ombro e adormeci.
Capítulo 32 – Será?
O acabou passando quatro dias internado, o médico queria ter certeza de que ele estava 100%. No dia seguinte da sua internação a turma voltou ao hospital, o havia ido pra casa de manhã, depois de muita insistência minha. Quando a turma chegou ele veio junto, o disse que os quatro tinham que estar cedo na gravadora, então as meninas ficaram lá comigo. Durante esses dias eu só saía do hospital por algumas horas, para tomar banho. O levava a ou a para que eu pudesse voltar para casa com ele, mas logo eu estava de volta. me falou que o Fletch perguntava o porquê do estar tão distraído nos ensaios e eu achei incrível o fato dele não saber nada ainda, provavelmente ele não tinha lido o jornal daquele dia. Sabe-se lá Deus como. Talvez o destino estivesse ao meu favor. Quando o recebeu alta eu estava só. Eram cinco horas da manhã e eu não tive alternativa a não ser ligar pro . Era quinta-feira e ele estava de folga.
- Alô. – ele falou com a voz sonolenta depois do quinto toque.
- Te acordei?
- Não, eu já estava levantando. – ele falou um pouco mais esperto e dando um pigarro. – Está tudo bem?
- Hm. Sei. Está tudo bem sim, é que o teve alta e eu queria saber se você vir nos buscar.
- Claro! Já estou chegando aí. – desligou na minha cara, devo dizer. Mas a sua voz estava agitada, com certeza estava ansioso pra ver o filho de volta ao lar. Já eu, estava literalmente acabada. Havia quatro dias que eu praticamente não dormia, apenas cochilava meia hora, uma hora, sentada em uma cadeira. Mas eu não ligava, estava parecendo que eu tinha levado dois murros nos olhos devido às olheiras profundas, mas mesmo assim eu ainda não me importava, era meu filho e só eu tinha obrigação, não ia deixar que ninguém ficasse lá, nem mesmo a .
Peguei o , agradeci ao médico e ele me garantiu que o bebê estava 100% bom. Mas me passou um xarope para qualquer emergência. Fui até a recepção pra pagar a conta, quando a secretária me diz que tudo já foi pago, olhei para o lado e vi o , que estava sentado no sofá. Quando me viu se aproximando, levantou-se correndo e abraçou a mim e ao .
- Oi meu lindo. Como é que você está, campeão? Vamos pra casa? – ele falava com o filho e no mesmo instante ele estendeu os bracinhos e chamou papai. O o colocou no braço já chorando e o abraçou ainda mais. – Nunca mais dê um susto desse no papai, está me ouvindo? Não sei o que seria da minha vida sem você. – olhou pra mim e completou pousando uma mão no meu rosto. – Sem vocês.
Chegamos em casa e todos estavam lá; foi aquela festa. E como o já estava bom, ele também começou a rir e brincar. Devia estar morrendo de saudade daquelas anarquias. Nunca foi tão bom poder olhar pro meu filho e vê-lo sorrindo feliz e saudável de novo.
A veio nos abraçar.
- Que bom que tudo terminou bem. Mas agora... – ela falou e olhou pra mim. – você suba, tome um banho e vá descansar. Deixe que eu cuido do .
- Não, está tudo bem, eu fico com ele.
- Não discuta comigo mocinha. Você vai subir, tomar um bom banho de banheira e dormir. Faz quatro dias que você não dorme, não se preocupe com o .
- Tá. Obrigada.
- Esá com fome?
- Não. Já tomei café. O parou numa Starbucks.
- Certo. Agora vá. – ela falou me empurrando pra escada. Dei apenas um tchauzinho pras meninas e pros guys que estavam lá.
Subi com a , que foi pegar uma roupa pro . Em seguida enchi a banheira com água, colocando alguns sais de banho relaxante e acendendo uns incensos. A água estava quentinha, o que me fez relaxar ainda mais. Eu realmente estava precisando, parecia que eu tinha passado por dentro de um funil. Quando terminei, coloquei um short doll, já que o quarto estava com uma temperatura agradável por causa do aquecedor, e me deitei pronta pra dormir o dia inteiro. Poderia estourar a terceira guerra mundial e eu não estaria nem aí. Mas antes que eu chegasse a inconsciência alguém bate levemente na porta e eu fico calada na esperança de que desista, mas eu não tenho essa sorte toda, então ela a porta é aberta.
- Está acordada ainda?
- Agora eu estou. Pode entrar.
- Só queria saber se precisa de alguma coisa.
- Sim. Dormir.
- Ok. – fui me virar pra falar com ele e dei um pequeno gemido. Caramba, não parecia que eu tinha passado por um funil. Estava mais pra um triturador. – Você está bem? - perguntou.
- Estou sim, só um pouco dolorida. Aquela cadeira acabou comigo.
- Posso te fazer uma massagem?
- Sério?
- É. – ele veio e se sentou perto de mim. – Agora você tem que ficar de bruços. – fiz o que ele pediu e logo senti as suas mãos massagearem minhas costas. Parecia que alguém tinha dado um nó em cada nervo meu. E que mãos eram aquelas, meu Deus?!Não sei por quanto tempo o ficou me dando massagem, só sei que quando eu estava mais relaxada adormeci.
* ’s POV on *
Eu estava massageando perto da sua nuca quando a ouço suspirar, ela com certeza estava exausta. Todos os seus nervos estavam tensos. Fiquei a observando dormir. Parecia um anjo, sua expressão estava calma, serena; ela era linda. Não resisti e fiquei acariciando o seu rosto, depois de um tempo só a observando dei um beijo nela, não um beijo, apenas encostar de lábios. Saí do quarto e desci pra sala, onde passei o resto do dia com meu filho.
* ’s POV off *
Acordei ainda meio sonolenta e sentei na cama sem ter a mínima noção da hora, olhei pro lado e nada do meu filho, voltei meus olhos pro relógio de cima da mesinha ao lado da cama e vi que era 3h e 30m. Caramba, eu dormi umas dezoito horas seguidas. Eu devia estar mesmo cansada. Meu estômago roncou e eu resolvi ir até a cozinha. A casa estava escura, todos deviam estar dormindo.
Quando cheguei ao meu destino, peguei uma tigela, derramando nela um pouco de cereal e leite gelado, estava retirando o leite da geladeira quando eu me virei e quase gritei de susto.
- Shhhh. – ele chegou perto e colocou uma mão na minha boca. – Sou eu.
- Caramba . Está a fim de me matar do coração, é?
- Não achei que você fosse se assustar.
- Imagina! Você vem sem fazer barulho algum, parecendo um fantasma e ainda quer que a pessoa não se assuste?
- Foi mal.
- Cadê o ?
- Dormindo com a mamãe.
- E o que você está fazendo aqui?
- O mesmo que você. Assaltando a cozinha.
- Muito engraçado . – ele deu um pequeno sorriso e explicou.
- É que eu fui até seu quarto pra ver se você ainda estava respirando e vi que você não estava lá, então desci.
- Você anda me olhando enquanto eu durmo, é?
- Algumas vezes. Só pra saber se você estava viva.
- Certo. E aí? Vai comer alguma coisa?
- O mesmo que você. – então fui até o armário e peguei mais uma tigela e preparei outro cereal, entreguei a ele e comemos em silêncio, porém os seus olhos não deixavam os meus. Depois de terminarmos fui lavar as louças que tínhamos sujado.
- Já vai subir? – falei enquanto secava.
- Não estou com sono e você?
- Acho que já dormi demais, vou ler um pouco.
- Posso te fazer companhia?
- Por mim tudo bem, contanto que não atrapalhe a minha leitura. – subi e ele foi junto. Peguei o meu livro que estava na mesinha de cabeceira e comecei a ler. Ele se sentou do meu lado e depois de alguns segundos ele começou a conversar.
- ?
- Está me atrapalhando. – falei sem tirar os olhos do livro.
- Pode, por favor, prestar atenção em mim?
- O que foi? – falei, devolvendo o livro a mesinha e olhando pra ele.
- Você me perdoa?
- Pelo quê?
- Por tudo que tem acontecido. Eu me sinto responsável.
- Tira isso da cabeça , você não tem culpa de nada.
- Então por que você é tão fria comigo? Eu já te disse um milhão de vezes que eu te amo.
- E eu já respondi um milhão de vezes que eu também, mas que não podemos ficar juntos.
- Por que não?
- Ai , você parece criança. Porque... Sei lá. Moramos em lugares diferentes, temos vidas completamente diferentes.
- Eu estaria disposto a mudar minha vida por você.
- Não! Ficou doido? De jeito nenhum. O McFly é tudo para as fãs e pra mim também, sem falar que os meninos me matam se você sair da banda. Ai credo, não consigo nem imaginar o McFly sem um integrante que seja.
- Então vem morar aqui comigo.
- Não posso simplesmente jogar tudo pro alto e mudar a minha vida.
- Você pode sim. – ele falou olhando fundo nos meus olhos e foi se aproximando mais e mais.
Capítulo 33 – Reconciliação
Cara, isso já tá ficando batido. É sempre ele quem toma a iniciativa, mas não desta vez! Eu não aguentava mais essa nossa distância, confesso que aguentei até onde pude. Eu estava querendo enganar a quem? A mim mesma, né? Só pode. Eu o amava, o desejava a cada minuto que olhava pra ele. Então, antes que ele se aproximasse mais, resolvi investir. Como estávamos sentados encostados na cabeceira da cama, eu rapidamente me virei pra ele e passei uma de minhas pernas em sua cintura, sentando em seu colo. Acho que ele não esperava por essa minha reação, pois me olhou assustado. Coloquei minhas mãos em seu rosto e ele deu um leve sorriso, colocando as mãos em minha cintura e me puxando mais para ele. Então o beijei, um beijo urgente e carregado de desejo. Passei dos seus lábios para a sua orelha e sussurrei.
- Acho que eu posso sim. – dei uma leve mordida, o ouvindo dar um pequeno gemido e, sorrindo satisfeita, acrescentei – Eu te amo.
Na mesma hora ele me girou e logo eu estava deitada e ele por cima de mim, não perdi tempo e tirei a sua blusa, cravei minhas unhas nas suas costas e a arranhei, ele estava com a boca no meu pescoço e senti uma leve mordida no mesmo quando fiz isso. O puxei de leve pelo cabelo e colei nossas bocas novamente, enquanto isso fui descendo sua bermuda com os pés. Como eu estava com um conjuntinho de short doll ficou mais fácil pra ele, passeou com suas mãos por toda a extensão do meu corpo e tirou devagar a minha blusa. Sua boca passou da minha para meu pescoço em seguida chegando aos meus seios, começou com beijos, mas em seguida passou a dar leves mordidas e sugadas, massageando o outro com sua mão. Eu estava literalmente no céu. Foi descendo os beijos pela minha barriga e ao redor do meu umbigo, tirou o meu short e começou a beijar por entre minhas coxas, eu estava apenas de calcinha e ele de boxer. Ele começou a brincar com o elástico da minha calcinha e quando ia tira-la com os dentes o puxei pra cima e o beijei novamente, pude senti o quão excitado ele já estava e deu um pequeno sorriso, levando minha mão até seu membro e o massageando por cima da boxer, ele gemeu, um gemido sôfrego, e pousou a testa na minha, olhando fundo nos meus olhos. Troquei as nossas posições e comecei a beijar todo o seu peitoral (e que peitoral), dei leves mordidas ao redor do seu peito (quer deixar um homem excitado? Faça isso!) e ele apertou a minha cintura com um pouco mais de força. Tenho certeza que vou ficar com marcas, mas eu não estou nem aí. Continuei a beija-lo, descendo gradativamente os beijos até o seu umbigo e dando mordiscadas ao seu redor. Cheguei a sua boxer e, tal como ele fez comigo, fiquei brincando com o elástico, percorri o caminho de volta, subindo até chegar a sua boca, mas não o beijei, me esfreguei levemente em seu membro e ele gemeu em reprovação.
- Não faz isso comigo. – ele sussurrou, segurando em meus cabelos e com a respiração falha. Dei um pequeno sorriso e desci novamente, retirando de uma vez a sua boxer, ela já estava me incomodando. Distribui beijinhos na pontinha do seu membro e aos poucos fui intensificando a força do beijo, olhei pra cima e o vi segurando com força os lençóis e com a cabeça jogada pra trás. Ele olhou pra mim quando parei, tinha uma cara de torturada. Eu sorri e voltei minha atenção pro seu amiguinho, decidi parar com a tortura e comecei a masturbá-lo. Comecei com movimentos leves, depois fui intensificando os movimentos, voltei a movimentar devagar enquanto passava a língua pela ponta do seu pênis. Posso dizer que eu realmente queria tortura-lo mais um pouquinho. É, eu sei, eu sou má. E eu adoro isso, adorava ainda mais ouvi-lo sussurrar o meu nome entre os gemidos. Parei e olhei pra cima com um sorriso nos lábios, ele me puxou pra cima e trocou nossas posições, me beijando ferozmente. Senti que ele já pulsava e achei incrível como ele estava se segurando por tanto tempo. Parou de me beijar e falou no meu ouvido.
- Agora é a minha vez. – dito isso desceu uma mão, invadindo minha calcinha e começou massageando meu clitóris com o polegar e penetrando dois dedos em seguida, soltei um gemido alto, mas fui silenciada por seu lábios, ele era preciso com seus movimentos, mas logo seus dedos foram substituídos por sua língua, que fazia movimentos circulares dentro de mim e me levava a loucura. Enquanto sua língua fazia o trabalho, ele continuava a massagear meu clitóris com o polegar e com a outra mão massageava meu seio. Se ele continuasse daquele jeito eu não iria aguentar. Puxei seus cabelos e ele me olhou com os olhos brilhando, o puxei pra cima, colando nossos lábios, impedindo meu grito quando ele me penetrou com vontade. Colou nossas testas e ficou me encarando com um lindo sorriso nos lábios, eu comecei a gemer seu nome segurando em seus cabelos, pedindo pra que ele fosse mais rápido, o que me atendeu prontamente, aumentado a velocidade e a força de suas estocadas. Senti todo o meu corpo formigando e aquela sensação boa de satisfação me preenchendo por completo. O também sentiu porque gozamos juntos e ele desabou em cima de mim, me beijando. Saiu e dentro de mim, se deitando ao meu lado e me puxando pro seu peito.
- Eu te amo, .
- Eu também, . Não queria aceitar o que estava na minha cara, você é a minha vida. Eu vivo você, eu respiro você e eu quero você. Só você.
- Você não faz ideia de como é bom ouvir você falando essas coisas. Esperei tanto tempo que você dissesse isso! – ele estava alisando minhas costas nuas.
- Como vai ser daqui pra frente? – perguntei.
- Bem, simples! Você vem morar aqui comigo. – eu estava ainda um pouco insegura, mas fazer o quê se a vida não nos dá nada de mão beijada.
- Acho que não tem como eu dizer que não quero, não é? – falei levantando minha cabeça e olhando pra ele.
- Não! – ele sorriu e me deu um selinho. Eu ri e suspirei.
- Então eu quero! E quero muito. – disse dando um beijo calmo e suave nele, que me abraçou mais.
- Então você fica. – falou quando nos separamos.
- Não posso já ficar. Tenho que voltar com as meninas. Tenho os papéis pra entregar na empresa e minhas coisas pra arrumar. Não posso simplesmente dizer “vou ficar” e ponto. Não é assim que as coisas funcionam.
- Então eu vou com você.
- Pra onde?
- Pro Brasil oras.
- Você? Vai voltar comigo? Pro Brasil?
- Por que tanta pergunta? A resposta é sim! Pra todas elas.
- Vou ter que falar com o Steve. Ver se tem alguma empresa aqui que ele possa me indicar, sei lá. Se não, vou ter que procurar trabalho.
- Você não vai trabalhar. – ele disse calmo. – Não precisa.
- Não quero depender de você e nem quero passar o dia inteiro enfornada dentro de casa. Vou poder continuar estudando? Quer dizer, eu estava fazendo meu curso lá, né? Mas se bem que eu nem faço mais questão, então esquece que eu falei isso. – disse rindo e bocejei involuntariamente.
- Já com sono? Você já dormiu bastante não acha?
- Você que me deixou assim. – quando eu disse isso ele também bocejou. – Nem dá pra falar você também está com sono.
- Você que me deixou assim. – falou me imitando. – Sabe quanto tempo eu estou de jejum?
- de jejum? Essa é nova.
- Nunca tirei você da cabeça, e as poucas que eu fiquei só conseguia imaginar que era você. Acredita que teve uma vez que eu estava num pub caindo de bêbado e levei uma garota qualquer pro banheiro, só que eu só via você? Daí quando a coisa esquentou e eu abri novamente os meus olhos pude ver que estava delirando e que você não estava ali. , você me enlouquece. nunca broxa, mas naquele dia nem viagra levantava mais. Foi então que resolvi voltar pra casa, rebocado pelo Tom.
- Você broxou? – não me aguentei e caí na gargalhada. É sério, eu chorei de tanto rir.
- Tá, tá. Não precisa humilhar, ok? O que mais eu poderia fazer?
- Eu te amo. – falei beijando seu peito.
- Eu te amo mais. – ele disse e beijou meus cabelos. Ficamos em silêncio e poucos minutos depois senti minhas pálpebras pesando e adormeci.
Acordei às 8:00h e fui tomar banho, mas antes dei um selinho nele, que dormia profundamente na minha cama. Ele se mexeu um pouco e voltou a dormir, abri um sorriso e me arrastei pra fora da cama, teria que fazer o mínimo de barulho possível. Fui até minha bolsa e peguei logo uma pílula do dia seguinte pra tomar (Sou prevenida ué! Nunca se sabe o que pode acontecer quando se está na casa de quem você ama) eu havia comprado no dia em que o foi ao hospital, na verdade foi um dia depois, já que eu fiquei pensando no que quase tinha acontecido naquele dia lá no quarto dele. Resolvi me prevenir, pois sabia que não aguentaria por muito tempo. A camisinha é super segura, mas é bom você se cuidar de outra forma também, eu meio que fiquei com trauma. Da primeira vez, eu tinha transado com ele de camisinha, mas pelo visto não deu muito certo, já que o resultado disso estava dormindo tranquilamente lá no quarto da . Tomei a pílula e fui tomar banho, em seguida vesti uma camiseta que tinha escrito ‘I LOVE THE BEATLES’ com as cores da Inglaterra e um short jeans. Deixei o , que dormia feito pedra na cama, e desci para tomar café. Chegando à cozinha, estava dando papa ao que estava sentado na cadeirinha de bebê que a minha amada cunhada tinha feito questão de comprar.
- Bom dia, filha.
- Bom dia, . Desculpe por tê-la feito passar tanto tempo com ele.
- O que é isso ! Eu adoro ficar com o meu neto.
- Eu sei. Mas ele deve ter dado muito trabalho.
- Não deu nada. E pra falar a verdade só fiquei com ele pra dormir, já que quem passou o dia com ele foi o e os meninos. E sem falar que ele dormiu um pouco à tarde.
- Ok, então.
- E você querida, está mais descansada?
- Estou sim.
- Você me parece bem melhor mesmo. Estava com olheiras terríveis. E sem falar que aquela poltrona do hospital deve ter acabado com suas costas.
- Pra falar a verdade acabou sim, mas o me fez uma massagem. Estou ótima agora.
- Que bom.
- Bom dia, Judith. – cumprimentei quando ela entrou na cozinha.
- Bom dia srta. . Está melhor?
- Estou ótima, na verdade. – falei abrindo um sorriso doce pra ela.
- É impressão minha, ou você está mais feliz do que o normal hoje? – perguntou, mas nem deu tempo de responder. O entrou na cozinha e me abraçou por trás, me beijando na nuca, não pude deixar de sorrir.
- E não era pra estar, mãe? Bom dia a todas. – cumprimentou todas nós. – Nem me acordou, né? Ouvi a porta do quarto batendo e me levantei. – disse me dando um selinho.
- Vocês se acertaram, então? Que maravilha! Vocês não imaginam como eu estou feliz por isso.
- Valeu mãe. A finalmente entendeu que eu a amo e aceitou que ela me ama também. E que devemos ficar juntos, porque aqui é o nosso lugar.
- Que discurso . – eu disse rindo.
- Aqui? Então quer dizer que você vai ficar? Morar aqui?
- Ao que tudo indica sim.
- Meu Deus, que notícia boa. , muito obrigada por tudo meu anjo.
- Mas vou ter que voltar com as meninas. Tenho que entregar os papéis ao Steve e ajeitar minhas coisas e do topher). – dei um suspiro e continuei. – Acho que vou ter que ir falar com a mamãe também. Não posso esconder mais tudo isso dela, ainda mais porque vou sair do Brasil. – falei cabisbaixa e o me abraçou.
- Fica tranquila pequena. Eu vou estar lá com você.
- Isso mesmo querida, nem se preocupe. Tudo vai dar certo. – ela falou pegando minha mão.
- Obrigada. Aos dois. – então fomos tomar café.
Capítulo 34 – Acusação!
À tarde o nos chamou para uma sessão de vídeo game, e é claro que todos estavam lá. Eu e o fomos os últimos a chegar. Quando entramos abraçados, todo mundo parou o que estava fazendo e ficaram no encarando.
- O que significa isso? – perguntou quando abriu a porta.
- Isso o que? – respondi com outra pergunta da forma mais inocente possível.
- Vocês, ué! – .
- Abraçados. – .
- E felizes! – , com um enorme sorriso.
- O que eu perdi? – chegou à sala.
- Esse dois aí, juntos. – se pronunciou.
- Sério? – continuou.
- Gente, por que o espanto? Tem algum problema? – eu disse rindo enquanto me sentava no sofá.
- Problema? De modo algum. Eu só achei que ia ficar velha e não ia ver esse dia chegar.
- Nossa , como você é dramática.
- O importante é que tudo terminou bem. – falou me abraçando e em seguida abraçou o amigo. – Parabéns cara.
- Valeu, . – ele respondeu.
- E eu que achei que o ia dizer que tudo terminou em pizza.
- Nossa , você é fominha hein. – disse dando um pedala no amigo.
Depois de todos os parabéns e boa sorte que recebemos, fomos jogar vídeo game. O pediu pizza e foi buscar as bebidas enquanto eu conversava com as meninas e o massacrava o no jogo.
- Não gente, é sério. Obrigada mesmo. – eu dizia depois que o nos trouxe as bebidas.
- Ah, qual é , só uma cervejinha vai. – falou.
- É amiga. Há quanto tempo que você não bebe? – se pronunciou.
- Essa eu sei. Desde que descobriu que estava grávida. – foi logo falando.
- WOW! Mais de um ano e meio? Isso é tempo demais dude. – me disse.
- O quê? Pois fiquem vocês sabendo que eu não sou nenhuma alcoólatra como vocês não, tá? E eu quero refrigerante. Não é possível que nessa casa não tenha nem refrigerante.
- Claro que tem. – falou.
- Antigamente a bebia até não aguentar mais. Eu tinha que leva-la rebocada de volta pra casa. Teve um dia que ela falou que podia ir sozinha e que não precisava que ninguém a levasse. Deixei ela ir sozinha, mas fiquei de olho, claro. Ela ia parando na casa errada e eu tive que gritar no meio da rua “Casa errada!” então ela foi até a porta da sua casa e quase não conseguiu abrir o portão, quando entrou deixou o portão aberto e eu tive que gritar de novo “Fecha o portão!”. No outro dia ela não lembrava de nada. – a falava e todos se acabavam de rir.
- Cala a boca . – eu disse sem consegui ficar séria. Eu me lembrava de quando ela tinha me dito isso. Tínhamos ido pra uma balada lá no Brasil e voltamos umas 4:00h da madrugada. É sério dude, juro que eu não sei como não caí, eu andava me agarrando pelas paredes e trocando as pernas, foi o dia em que eu mais bebi na vida. Depois daquele dia comecei a moderar nas doses de tequila e nunca misturava mais de duas bebidas. – Você é muito exagerada. Se eu bem me lembro, a pinguça aqui é você. – falei rindo mais ainda. Aquele dia eu realmente tinha me acabado, mas a adorava beber e era eu quem a levava pra casa. Ela voltava sentada do meu lado no banco de trás do táxi rindo até do vento. Contava as piadas mais ridículas e ria pra se acabar, eu revirava os olhos, mas acabava rindo só de olhar pra cara dela.
- Pelo visto, vocês tem muita história pra contar, né?
- Nem. – respondemos juntas. Mas depois começou uma pequena briguinha.
- A é uma bêbada, ela é uma péssima influência.
- Jura? Se eu me lembro bem, foi você quem me ofereceu a minha primeira cerveja quando tínhamos onze anos lá na festa do seu tio. – ela revidou.
- Mentira sua, foi você.
- Ok, já chega! Pra quê tudo isso? – perguntou.
- A culpa é da .
- A culpa é da .
- Tudo bem, parou! Tudo isso porque a não quer beber? Se ela quer refrigerante, ela vai beber refrigerante. Pronto. Ela é a pessoa mais responsável aqui dessa casa e sabe quem vai estar esperando por ela quando chegarmos em casa.
- Nossa , que profundo. – falou.
- É o amor , é o amor.
- Com certeza. – disse rindo e entrando na sala com as pizzas. - O amor deixou você mais gay, .
- Vai se ferrar . – ele respondeu. Eu olhei para as pizzas espantada, eram quatro gigantes, duas de calabresa e duas de mussarela.
- Nossa, pra quê tudo isso? – perguntei.
- Meu amor, eles estão sendo educados comprando só quatro. Geralmente cada um come uma dessas sozinho.
- Não me diga? E você não né, ?
O mandou o dedo do meio pro , que rebateu mandando um beijo pra ele. Comemos as pizzas e depois de jogarmos ficamos conversando. As horas se passaram rápido, então nos despedimos e voltamos para casa.
Mais uma semana tinha se passado e minha vida com o estava, digamos assim, perfeita. Passei a dormir com ele no seu quarto e o se revesava entre o quarto da avó, da tia e o nosso. Em certa noite resolveu nos convidar pra jantar na casa dele. Quando cheguei com o e a (isso é ridículo, todos eles são vizinhos, a precisava mesmo atravessar a rua pra passar lá em casa, pra depois ter que atravessar de novo pra ir pra casa ao lado da que ela tinha acabado de sair?) os guys tinham ido pro estúdio ensaiar, a já estava lá ajudando a com a janta.
- Como é que o diz que vai fazer o jantar e me deixa aqui sozinha?
- Mas você não está sozinha amiga. Estamos aqui. – falei. – E podemos muito bem ajudar.
- Sabe o que eu acho? Eu acho é que eles estão a fim de uma comida brasileira. Por isso o motivo do jantar. – falou.
- Também estou achando. – disse rindo.
- Mas então o que eu posso fazer? – perguntei animada.
- Nada. Você pode ficar aí quietinha com o e nos contar como é que está sendo a vida ao lado do homem que você ama. – disse.
- Nossa. Quanta descrição.
- Sei que você está louca pra contar, então anda, desembucha logo. Muito sexo selvagem?
- Credo ! Como você é inconveniente. – falei rindo, mas nem me importei (sou safada mesmo), eu estava com as minhas melhores amigas. – Demorei muito pra aceitar meus sentimentos, mas agora estou tão feliz que nada pode mudar isso.
- Ai que lindo. – e falaram em uníssono.
- Foi uma boa explicação. Linda, rápida e precisa. Mas agora vamos trabalhar que daqui a pouco aquelas crianças chegam famintas. – disse.
Depois de tudo arrumado, fomos para a sala esperar os nossos homens chegaram e ficamos conversando.
- Ai meninas, eu nem acredito que já vamos embora amanhã. – falou suspirando.
- Também não acredito , já me acostumei aqui. – falou manhosa.
- E eu? Parece que eu já faço parte dessa casa. – completou.
- Nossa gente, quanto drama. Mas realmente... Vocês lembram quando nos conhecemos? Há pouco mais de dois anos, lá no show. E olha onde estamos agora.
- Bons tempos. Mas e você, ? – perguntou.
- Eu o quê?
- Não vai fazer nenhum comentário do tipo: “aaaai, como vou fazer pra ficar longe do meu agora?”
- Érm... Sobre isso...
- O que foi? Fala.
- É que eu... Eu... Vou voltar. Vou vir morar com o .
- O que? – perguntou incrédula.
- Isso... Isso é... Eu definitivamente não sei o que dizer. – falou.
- Ah, qual é, meninas? Vocês mesmas me apoiaram e mandaram eu vir pra cá.
- Eu sei , é só que... Como é que eu vou ficar naquela casa enorme sem você e o ? Vai ser um vaziiiiio. – ela falou fazendo bico. – Ou você vai me tirar de lá? – ela falou de repente.
- Ficou louca? Eu? Te tirar de lá? Amiga menos. E você não vai ficar sozinha, a vai morar lá com você, afinal, ela entrou pra revista também, né? E tem também a .
- Eu?
- Claro! Por que você não monta a sua clínica veterinária lá? Ou se achar melhor pode ir trabalhar na clínica do Anthony, fiquei sabendo que ele está precisando de uma ótima médica por lá.
- E o que aconteceu com a Mandy? – perguntou.
- Se casou e foi embora pra New Jersey.
- Sério amiga? Você quer mesmo que eu vá morar na sua casa?
- Não, eu quero que você vá morar na nossa casa. Aquela casa é tão de vocês três quanto minha.
- Amiga... Eu nem sei o que dizer.
- Pensem assim: Aquela casa é só uma estadia. Ou vocês não querem se casar com os guys? Vocês vão deixa-los passar? – falei cruzando os braços e rindo da cara que as três fizeram. – Valeu por tudo meninas. – falei as abraçando e o sentado no tapete só ficou nos olhando. Quando começamos a ouvir vozes vindo de fora da casa.
- Como assim você vai viajar ? – Fletch perguntou. Tomei um susto e olhei pras meninas.
- O que ele está fazendo aqui? – sussurrei e elas balançaram a cabeça dizendo que não sabiam. A porta foi aberta e logo eles entraram. O veio em minha direção e me deu beijo, eu já tinha pegado o e ele estava no meu braço. Eu estava em pé, perto do sofá.
- Fletch. – o o chamou e ele o olhou curioso. – Quero te apresentar o , meu filho. – falou de forma segura e quando ele falou eu arregalei os olhos pra ele e voltei minha atenção ao Fletch que olhava com espanto pro . É sério, fiquei morrendo de medo da cara que ele fez.
- Por que ninguém me contou nada?
- Não era necessário. – respondeu simplesmente.
- Não era necessário? – ele falou passando as mãos pelos cabelos. – Ela é uma fã , UMA FÃ! Onde é que você estava com a cabeça?
- Ela é minha mulher. Não fale desse jeito com ela.
- Ela é sua mulher? Ela é sua mulher? – repetiu sarcástico. – Como você vai saber se ela não é uma golpista e que quer dar o golpe em você? Eu sou o seu empresário e preciso ficar informado das coisas.
Todos na sala ficaram chocados com a reação do Fletch, ninguém esperava que ele fosse agir daquela forma. Meus olhos arderam com as lágrimas que queriam sair. Me virei e subi as escadas em direção ao quarto do .
* ’s POV on *
Eu ouvi direito o que ele falou? Não, porque... Eu não estou acreditando que ele teve a coragem de falar isso! Olhei pra ela, que já estava com os olhos marejados e a vi subir as escadas. O sangue ferveu dentro de mim, peguei meu empresário pela gola da camisa.
- O que foi que você disse? – falei tentando me controlar. – Repete Fletch, repete que eu não entendi.
- Como você tem coragem de pensar isso dela? – perguntou indignado.
- Você nem sabe o que ela passou. –
- Você é mesmo um idiota Fletch. Nunca pensei que você fosse assim. – disse indo em direção das escadas. – Vou atrás dela.
- Eu vou junto. – falou seguindo o .
- Você diria que éramos golpistas se alguma de nós estivesse grávida também? – falou revoltada.
- Seu arrogante. – e sem esperar deu um tapa na cara do Fletch. – Nunca mais fale da minha amiga desse jeito.
- Me larga . – o soltei e falei furioso.
- Vai embora. Eu não estou com cabeça pra falar com você agora.
- EU SOU O SEU EMPRESÁRIO, TENHO QUE CUIDAR DE VOCÊS!
- SAI DAQUI FLETCH! Ou eu vou fazer besteira.
- Fletch, vai embora. – disse abrindo a porta da sua casa. Ele estava tão furioso quanto eu.
- Só pra você ficar sabendo – eu disse enquanto ele estava na porta. – só fiquei sabendo que era pai há três meses atrás. Ela não queria que eu soubesse e tentou escondê-lo de mim. – olhei pra ele sem poder conter algumas lágrimas que desciam, quando ele olhou para mim vi a sua expressão mudar.
- ... eu...
- Vai embora. Depois conversamos.
Ele se virou e saiu. fechou a porta e veio pra perto de mim, colocou a mão no meu ombro.
- Não liga não cara. Ele vai entender.
- Eu odeio brigar com o Fletch, mas quem ele pensa que é pra chegar falando assim? Eu vou subir e ver como ela está.
* ’s POV off *
Eu estava no quarto, agora pensando seriamente se estava fazendo a coisa certa me mudando pra cá. Sem bater, a porta foi aberta e o entrou, seguido por , que pegou o . sentou ao meu lado e me abraçou.
- Não fica assim pequena. O Fletch Às vezes fala merda mesmo.
- Sabe qual foi o meu maior erro? Foi o dia em que eu resolvi ir ao show de vocês. Se eu não tivesse ido, nós nunca teríamos nos conhecido e nada disso estaria acontecendo.
- Não fala isso nem brincando, ! Não deixe nem que o escute uma coisa dessas, ele ficaria magoado. Você sabe que nós te amamos.
- Parece que o seu empresário não.
- Ele gosta de você sim, e você sabe. Só ficou surpreso com a notícia. E eu não estou defendendo ele, o que ele disse foi horrível e muito errado, mas tudo vai se acertar.
- Eu não quero complicar a vida do , .
- Pode ir parando de falar bobagem, você não atrapalha a vida de ninguém. Se eu bem me lembro, você devolveu a ele a alegria de viver.
Não disse mais nada, apenas deitei no colo dele, que ficou acariciando meus cabelos. Eu estava de olhos fechados ouvindo a brincar com o quando o entrou no quarto.
- Amor! – abri os olhos e vi que seus olhos estavam vermelhos. Me sentei na cama e ele correu em minha direção e me abraçou. – Me desculpa pelo que ele disse.
- Você não teve culpa de nada amor. A culpa é toda minha.
- ! – me repreendeu.
- Amiga, nós vamos descer com o , tá? Vamos esperar vocês para jantar.
- Ok . – olhei dela para , que estava na porta com a mesma aberta esperando a namorada. A porta foi fechada e eu voltei a olhar o dentro dos seus olhos.
- , eu estava pensando...
- O que? – ele me incentivou.
- Acho que não é uma boa ideia vir morar aqui, não daria certo. Eu acabaria complicando a sua vida. Olhe só como o Fletch reagiu.
- Como? NÃO! Eu não vou aceitar isso , de jeito nenhum. Eu já sofri muito por não ter você. Você é minha e eu te amo. Aqui é o lugar onde você deve ficar.
- Mas , eu... – não deu tempo de terminar o que ia falar, fui silenciada por seus lábios, enquanto nos beijávamos pude sentir seu rosto molhado com suas lágrimas. Paramos o beijo e nos olhamos fundo nos olhos.
- Não ouse falar mais sobre isso. – colocou a minha mão em seu peito. – Viu? Ele só bate por você. Vai dar tudo certo meu amor, você verá, amanhã já vai estar tudo resolvido.
- Tem certeza?
- Tenho. E pare de pensar besteira e vamos descer. O pessoal está com fome. – me deu um selinho. – E eu também. – riu.
- Você também. Pare de chorar.
- Chorar? Eu não estou chorando!
- Aham. – falei me levantando e pegando em sua mão. – Vem, vamos descer.
Capítulo 35 – Mãe?
Estávamos quase chegando em casa, faltava menos de uma hora pra aterrissarmos, a despedida no aeroporto foi bem engraçada, quase perdíamos o voo. Quando chegamos em casa, tomamos banho, pedimos pizza, comemos e fomos dormir. Tínhamos chegado de noite e pela manhã eu, e iríamos botar o pé na estrada mais uma vez. Só que dessa vez eu estava ainda mais apreensiva, eu ia ver a mamãe e seria bem difícil encará-la.
- Bom dia, gente.
- Bom dia amiga, já vão?
- Já sim.
- E os papéis?
- O Steve espera mais alguns dias.
- Não quer que eu leve?
- Não precisa, obrigada.
- Tudo bem então. Boa viagem.
- Obrigada.
Faltava pouco mais de meia hora para chegar, eu estava no volante dessa vez. Já que ele tinha passado quatro horas dirigindo.
- Nervosa?
- Está tão na cara assim?
- Está sim. – ele falou rindo um pouco. – Mas não sei por quê.
- E não era pra estar?
- Não. Você não vai estar sozinha. Não se preocupe meu amor, eu estarei com você o tempo todo.
- Obrigada.
- Eu te amo. – ele falou olhando o , que estava na cadeirinha no banco de trás.
- Também te amo. – disse olhando pra estrada.
Minutos depois eu parei o carro em frente a minha antiga casa e na hora me deu um ataque de pânico.
- , eu estou com muito medo, eu não vou conseguir! Vamos embora, por favor! – eu atropelava as palavras.
- Amor, amor, shhhh. Calma. Vai dar tudo certo. Vamos! – ele falou saindo do carro e indo tirar o da cadeirinha. Chegamos à varanda e eu mandei que ele não ficasse na vista. Ele foi para o lado e eu toquei a campainha. Estava tremendo. Minha mãe abriu a porta e ficou me encarando surpresa.
- Filha! – ela falou me puxando e me abraçando.
- Oi mamãe. – eu disse meio insegura, mas aproveitei pra abraça-la, sabia que depois que eu contasse a ela, ela não me abraçaria mais daquele jeito, pra falar a verdade, ela não me abraçaria mais.
- Mas vem, vamos entrar, que surpresa boa. – ela disse me puxando para dentro, mas eu travei na porta e ela me olhou sem entender. – O que foi, filha? Você está bem? – respirei fundo antes de responder.
- Mãe... Eu quero que você conheça duas pessoas. – minha mãe continuou olhando pra mim confusa e eu fiz sinal pro se aproximar.
- Filha? – ela me chamou sem entender nada. – Quem são?
- Mãe, esse é o ... E... O ... Meu filho. – ela arregalou os olhos e seu queixo literalmente caiu.
- Seu filho? Mas que história é essa? Que palhaçada é essa, ?
- Mãe...
- Isso é uma brincadeira de muito mau gosto, sabia? E quem é você? – ela falou olhando pro .
- O mãe, pai do .
- Ele é mudo é?
- Ele não fala português. Podemos entrar ou devo esperar o papai no carro?
- Entrem. – ela falou grosseira.
- Vem amor. – falei em inglês. Ele estava um pouco sem jeito devido a arrogância que minha mãe falava. Ele podia não entender português, mas entendia muito bem as feições e timbre de vozes das pessoas. Sentamos no sofá e o sentou o no seu colo. O olhava desconfiado pra minha mãe e ela apenas ficava calada olhando a cena em sua frente. Reparei que minha mãe passou a encarar o quando o lhe deu o seu celular pra entretê-lo. Mas ela continuava vermelha de raiva.
- Quero a história completa, desde o início. – balancei a cabeça confirmando e comecei.
- Lembra do show do McFly que eu fui com a ?
- AHAHAHA – ela riu irônica. – Ele é um daqueles músicos, né? Agora eu lembro, você tinha um monte de fotos desses machos na parede do seu quarto. – fiquei de cabeça baixa. – No que você estava pensando, hein?
- Mãe, aconteceu foi isso.
- Aconteceu? Por acaso eu te criei assim? É só aparecer qualquer um que você sai dando feito uma vadia? – ela gritou e a confusão já estava armada.
- Mãe! – falei indignada.
- É isso mesmo. É uma vadia sim. Você achava o que? Que ia chegar aqui e eu ia te receber de braços abertos? O que você quer de mim? Me diz! – ela continuou gritando.
- Eu só queria que você me entendesse. Estamos no século XXI mãe. Não paramos no tempo. As coisas mudaram. – eu estava gritando também.
- Mamã. – o me chamou e começou a chorar, ele não gostava de me ver assim.
- Tá tudo bem filho, desculpa a mamãe. Já parei, prometo. – dei um beijinho na cabeça dele e o ficou balançando ele até que se acalmasse.
- Mas não foi assim que eu fui criada, não foi assim que eu te criei. – ela continuou dessa vez falando um pouco mais baixo.
- Quer saber? Eu não me arrependo de nada, absolutamente nada, do que eu fiz. Eu faria tudo de novo se fosse necessário. Eu amo meu o meu filho, ele é a coisa mais preciosa e mais importante que eu tenho. Eu daria minha vida por ele. E o ... Bom, não consigo viver sem ele. – falei passando a mão no rosto dele. – Por isso vim aqui hoje. Vim me despedir de você e do papai. Estou indo embora, vou morar em Londres. Com o pai do meu filho. E não. Eu não vou me casar. Decepcionada? Não é você mesmo que fala que pra termos algum tipo de relação temos que nos casar primeiro? E olhe só pra mim. Eu não me casei, e já tenho um filho. – disse séria.
- Londres? – ela não comentou a minha ironia.
- É! Londres. Vou procurar minha felicidade. – então ela olhou pro e perguntou.
- Qual a idade dele?
- Onze meses. – ela apenas balançou a cabeça. – Cadê o papai? – ela olhou o relógio.
- Já deve estar chegando.
- Posso ir ao meu quarto tomar banho ou quer que eu vá embora?
- Você sabe onde fica. – dizendo isso foi pra cozinha. Assenti pra mim mesma e peguei o do braço de pra que ele fosse pegar as malas no carro, apenas duas bolsas, a do e uma com as roupas do e as minhas. Subimos até meu quarto e quando entramos pude ver que tudo estava do jeito que eu tinha deixado. Olhei pro , que estava olhando admirado pras paredes.
- WOW! Você era fã mesmo. – disse rindo. Todas as paredes eram cobertas com pôsteres e fotos da banda. – O que é isso? – ele falou apontando pra mesinha onde ficava o computador. Tinha um quadro que eu tinha encomendado com uma palheta e uma baqueta nele. – dei um sorriso ao me lembrar de como consegui.
- Foi no primeiro show de vocês aqui no Brasil. Consegui pegar a baqueta, mas briguei com umas três meninas que tentavam pegar a palheta que tinha caído no chão. Consegui pegar também a toalha que você enxugou o suor. – ele me olhou abismado. – Mas é claro que eu lavei. Bem, não no mesmo dia. Passei uma semana sentindo o seu cheiro e lembrando do show, dormia abraçada a ela. Acho que o destino já estava preparando você pra mim. De uma forma louca, mas estava. E eu não era fã. Ainda sou. Agora muito mais, já que o é meu. E só meu.
- Pode ter certeza, todo seu, minha princesa.
- Tá bom, deixa de conversa e vai tomar banho. Falei jogando a toalha pra ele.
- Não vai tomar banho comigo?
- Quem vai ficar com ele? Anda, vai logo.
Acabei que tive que ir tomar banho com ele. Por quê? Fácil. Fui dar banho no e foi inevitável eu não me molhar, então acabou que nós três acabamos tomando banho juntos. Depois fomos trocar de roupa, elas já estavam em cima da cama. Entreguei uma boxer, uma bermuda e uma camiseta ao , troquei o e me troquei. Enquanto fui fazer o mingau do , ele ficou com o no quarto. Subi com o mingau e dei a ele. Ficamos deitados na cama conversando e logo o dormiu.
- Então, como é que foi? Quer dizer... Eu vi a cara dela e a vi gritando, mas... O que ela falou?
- O que eu já esperava querido, nem se preocupa. Esquece isso vai.
- E o seu pai?
- Minha mãe é pior. Meu pai vai entender.
- Então não tem nenhum risco dele me dar um tiro não, né?
- !
- Não. Eu Estou falando sério. Tenho um filho pra criar, uma banda com caras muito chatos que precisam de mim e uma mulher maravilhosa que não pode ficar viúva cedo.
- Nossa, como você é dramático. – ficamos mais um tempo conversando e rindo. Ele estava do lado perto da janela e eu do lado da porta, o estava no meio. Ouvimos uma leve batida na porta do quarto e a mesma ser aberta por meu pai colocando a cabeça pra dentro.
- Posso entrar?
- Papai! – corri e o abracei.
- Oi meu amor. Como você está?
- Me perdoa pai? – foi só o que eu falei. Eu amava demais o meu pai nunca quis decepciona-lo.
- Perdoar? Pelo quê? Por me dá um neto? – esbocei um leve sorriso pra ele. – Você está feliz?
- Aham. Muito.
- Então é isso que importa. Você sabe que fez errado, mas não vou brigar com você, nada que eu disser vai mudar o que aconteceu. O que temos que fazer agora é seguir em frente. Não ligue para o que a sua mãe diz, logo ela vai mudar de ideia. – falou simpático me dando um sorriso sincero, amo o sorriso do meu pai. – Agora, me deixe conhecer o meu genro. – falou virando pro que já estava de pé ao meu lado.
- Precisa de tradutor? – perguntei rindo.
- Por favor. – ele me respondeu e começou a falar com ele. – Sei que você não me entende, mas é um prazer enorme em conhecê-lo. Só quero te dizer uma coisa: Tome conta do meu tesouro, viu? Ela é o bem mais precioso que eu tenho. Minha jóia que não tem preço. – ele falava e eu ia traduzindo tudinho pra , que estava rindo.
- Não se preocupe, sua filha está em boas mãos.
- Assim espero. E você, hein mocinha? Conseguiu o que queria, não é? – falou apontando pra uma foto do , que estava na parede, um pôster. Eu ri pra ele.
- Quem diria que o destino seria tão generoso comigo a ponto de me dar de presente o meu maior sonho. – eu sempre falava: “papai, eu vou me casar com o , do McFly, sabia?” eu devia ter uns 14 anos quando falava isso, foi logo quando a banda iniciou, foi incrível a conexão, assim que bati os olhos nele BUM, apaixonei. Com a foi a mesma coisa, viu o , pronto. Ninguém podia nem dizer que ele era feio, ela voava em cima de você.
- É, quem diria. Eu falava aquelas coisas brincando, nunca pensei que realmente pudesse acontecer.
- Agora temos a prova de que sonhos se realizam.
- Mas para que isso aconteça, temos que correr atrás. – falei o abraçando.
- Isso mesmo. Mas agora deixe-me conhece o meu neto. – foi se direcionando até a cama onde dormia um sono tranquilo. – Ele é lindo. – disse encantado.
- Obrigada.
- A sua mãe me falou que você vai embora pra Londres. – disse enquanto beijava a cabecinha dele.
- Vou sim pai. Eu não tenho mais nada pra fazer aqui. O homem que eu amo e pai do meu filho está lá. Demorei a aceitar, mas descobri que lá é o meu lugar, é onde meu coração está, é onde eu quero e devo estar. Pode parecer estranho... Mas... Tem mesmo certeza que eu sou brasileira? Eu me sinto uma inglesa. – falei rindo.
- Meu pequeno botão de rosa desabrochou. Vou sentir saudades. Você tem a minha benção filha, todos vocês. Só quero pedir uma coisinha.
- Pode pedir pai.
- Venham nos visitar.
- Sempre! Isso se a mamãe permitir.
- É claro que ela vai permitir. Ela só ficou surpresa.
- É claro que ficou.
- O que você queria filha? Você conhece a mãe que tem.
- Isso é verdade. Mais uma vez, desculpa tá? Eu não queria decepcioná-lo. Sua filha única. Mas eu estou feliz, realmente muito feliz, e não me arrependo de nada.
- Está tudo bem.
No dia seguinte acordei cedo para voltar para casa.
- Mas você tem mesmo que ir?
- Tenho sim pai.
- Vô. Vô. – o ficava repetindo e papai adorava isso.
- Promete que nos vemos em breve?
- Vá nos visitar lá em Londres.
- Quem sabe um dia. – beijei meu pai, entrei no carro e saí.
Saí triste de casa. Papai tinha sido um amor, mas não a mamãe. Eu sabia que ela explodiria, mas não pensei que ela seria capaz de falar tantas barbaridades. Não me despedi dela, ela tinha ficado trancada no quarto, então eu resolvi sair bem cedinho, antes que o papai saísse para trabalhar. Então, 7:00h já tínhamos pego a estrada novamente.
- Você está bem? – me perguntou depois de algum tempo.
- Não , eu não estou bem. Será que é tão difícil ela aceitar que eu estou feliz?
- Amor, olha a velocidade, vai mais devagar. – ele falou, mas eu nem me importei, continuei falando.
- Sabe, eu fico mal por ela estar assim comigo, mas ela tem que entender que eu cresci e que não estamos mais nos anos 60. – a essa altura eu já estava gritando. – Eu odeio isso, simplesmente não consigo aceitar, o que...
- , CUIDADO! – gritou.
Capítulo 36 – Demissão
Parei o carro bruscamente no acostamento. Foi tudo muito rápido, eu estava distraída gritando quando mudei de faixa e um caminhão veio em nossa direção e começou a buzinar. Graças a Deus eu consegui desviar. Eu ia matar a minha família. Depois de parar, encostei a cabeça no volante e comecei a chorar descontroladamente.
- Ai meu Deus! Me desculpa . – eu falava entre soluços. – Eu ia matar todos nós. – olhei pra ele virado pra trás olhando o para ver se ele estava bem.
- Tudo bem meu amor, vai ficar tudo bem. Acho melhor eu dirigir agora.
- Por que as coisas tem que ser assim? – eu ainda estava chorando agarrada ao volante, eu estava me tremendo toda. – Eu só queria que as coisas dessem certo na minha vida, eu só queria ser feliz. É pedir muito? – o estava abrindo a porta do motorista pra mim.
- Vem amor. – ele me estendeu a mão e eu a peguei saindo do carro. Ele me abraçou. – Pronto, shhh, já passou, foi só um susto.
Ele assumiu a direção e eu fiquei no banco do carona olhando pra ele.
- Obrigada por estar aqui comigo.
- Eu sempre vou estar com você.
Fechei os meus olhos e dormi. Acordei com o me chamando.
- Já chegamos?
- Já sim. Vem, vamos subir. – olhei e já estávamos na garagem do prédio e ele estava com o nos braços.
- ! – a veio correndo me abraçar.
- Oi. – foi a única coisa que eu respondi.
- Você está bem? – ela perguntou.
- Eu quase matei a gente.
- Como é que é a história?
- Não foi nada , foi apenas um susto. Só isso. A mudou de faixa e se assustou com o caminhão. – respondeu.
- Meu Deus. Mas graças a Deus que já está tudo bem. Agora, me conta como foi com a tia.
- Não foi.
- Como assim?
- , você conhece a peça. Ela ficou revoltada e me chamou dos piores nomes. Saí de lá e ela nem saiu do quarto pra se despedir.
- Eu sinto muito amiga, mas dá um tempo pra ela digerir toda essa história. Imagino o choque que ela levou ao ver o e o na sua porta. – ela riu um pouco. – Mas e o tio?
- O papai foi ótimo, ele me entendeu e me mandou ser feliz.
- Ele quis me matar isso sim. – falou e deu uma gargalhada.
- Mentira. Ele só mandou o cuidar bem do seu tesouro mais precioso. – falei fazendo charminho.
- Que lindo. Muito lindo mesmo. Agora me dá esse lindo de titia aqui. – ela falou pegando o de mim, tinha me entregado ele enquanto ia buscar as malas no carro. – E, , o Steve ligou.
- Ok. Vou tomar banho e ir.
- Agora não. Você vai descansar primeiro. Ligue e diga que só vai amanhã. – disse.
- É nada papai? – falei e riu.
- É sim filhinha. Você está cansada da viagem.
- Eu dormi a viagem inteira. – protestei.
- Não discuta comigo. – foi a palavra final dele. Tudo bem, eu podia dormir um pouco mesmo, ainda estava de cabeça quente e um pouco estressada.
Acordei às 6:30h e deixei o dormindo com o . Cheguei à empresa e fui direto pra sala do Steve.
- Bom dia .
- Bom dia Steve. Aqui estão os papéis.
- Obrigado. Você é a melhor. E como foi lá? Foi fácil?
- Na verdade foi. E... Eu queria... Te pedir uma coisa.
- O que? Pode falar.
- Minha demissão.
- COMO? – gritou espantado.
- Desculpa vai. Mas é que eu preciso mesmo, você sabe que eu adoro trabalhar aqui e agradeço a Deus todos os dias por ter me dado um emprego tão maravilhoso, com pessoas maravilhosas e que eu considero minha segunda família. Mas meu tempo aqui já acabou Steve.
- Por quê?
- Estou indo embora. Vou me mudar pra Londres.
- Londres? Então a viagem foi melhor do que eu pensava.
- Na verdade ficou no meio termo, mas... É o que eu quero. Eu quero me arriscar, quero tentar ser feliz.
- Encontrou alguém por lá? É isso?
- Pra ser bem sincera, encontrei sim. E devo dizer que foi você quem me ajudou.
- Eu?
- Claro, foi você quem me mandou pra lá.
- Não diga uma coisa dessas senão eu me arrependo de ter te mandado, por causa disso vou perder minha melhor funcionária.
- Isso ia acontecer mais cedo ou mais tarde. Eu amo o , Steve. E o não pode crescer longe do pai.
- Como assim do pai? Você está falando do , do McFLY?
- É dele mesmo.
- Minha nossa, mas que loucura.
- Pode crer. Mas nem queira saber dessa história.
- Mas , você é insubstituível. Quem eu vou deixar no seu lugar?
- Ninguém é insubstituível. E eu tenho a pessoa certa pra ficar no meu lugar.
- Eu? Mas como assim ?
- Quem melhor pra isso? Eu não consigo pensar em ninguém.
- Eu, sinceramente, estou muito triste por você estar indo embora, mas é uma honra ser escolhida e prometo que não vou te decepcionar. Você e o vão fazer muita falta.
- Não se preocupe Jaci, você vai me visitar. Vou ficar esperando.
- Obrigada.
- E pode ter certeza que nós também vamos sentir muito a sua falta. Nunca vou esquecer o que você fez por nós. – falei e a abracei. – Mas me deixa ir pra minha sala, ainda tenho que organizar uns papéis e deixar tudo nos conformes pra você.
Fui até meu escritório arrumar as minhas coisas e, como eu havia dito, fui organizar papéis e documentos pendentes. Passei o dia inteiro enfornada dentro do escritório, vez ou outra Jaci entrava e perguntava se eu precisava de alguma coisa e eu só respondia que não. Meu ultimo dia de trabalho. Droga, me esqueci de falar com o Steve se lá em Londres tinha alguma empresa para o qual ele pudesse me indicar. Não tem problema, vou pedir pra falar com ele. Então usei o interfone.
- Jaci, me passa pro Steve.
- É pra já.
- Steve?
- Sim, ?
- Eu estava precisando falar com você. Está muito ocupado?
- Não, eu vou aí. – Aqui? Por que eu não posso ir até a sala dele?
- Ok. – então desligou e alguns segundos depois ele entra.
- Estou aqui. O que deseja?
- Tinha me esquecido de te perguntar. Você conhece alguma empresa lá em Londres que você possa me indicar? Se não for pedir demais, claro.
- Não é incomodo nenhum, . Mas... Você quer mudar de ramo?
- Como assim?
- Eu tenho uma empresa sim. Um amigo meu trabalha lá e eu poderia falar com ele, só que é no ramo da moda.
- E o que é que eu vou fazer no ramo da moda? Se eu depender de moda pra sobreviver eu vou morrer de fome. Esquece Steve.
- Não quer nem saber qual a empresa?
- Muito bem. Qual a empresa?
- Louis Vuitton. – meu queixo caiu quando ele falou.
- Sério? Ou você está de brincadeira comigo?
- Seriíssimo meu bem.
- Nossa. É mesmo tentador. Mas... Ai, eu não sei. Bem, vou pensar e qualquer coisa que eu resolver eu te informo, está bem?
- Tá bem. Mais alguma coisa?
- Não chefinho. Pode ir.
Continuei trabalhando e quando dei por mim já eram 19:00h. E olhe que eu só percebi que era tão tarde porque a Jaci foi me chamar.
- , vamos. Já está tarde.
- Ok. Eu nem vi o tempo passar, perdi completamente a noção do tempo.
- Estava pensando na proposta do Steve?
- De trabalhar na Louis Vuitton? Também. Mas minha área não é essa, e não tem nada a ver comigo. Vem, vamos. – peguei a caixa com minhas coisas e saí da sala a fechando e entregando a chave pra Jaci. – Muito bem, de agora em diante essa sala é toda sua. Faça bom proveito dela.
- Obrigada. – fomos andando até o elevador. – Caramba , esqueci minha agenda lá na sala de reuniões, vamos buscar?
- Ok.
Quando entrei na sala as luzes se acenderam e todo mundo gritou: SURPRESA! Fiquei emocionada. Aquilo era pra mim?
- Você é especial , todos nós iremos sentir a sua falta. – Steve falou.
- Desculpa, não deu pra fazer uma despedida melhor, você nos deixou sem tempo. Tivemos que fazer tudo às pressas. – Jaci falou e eu a abracei, já estava chorando.
- Obrigada. – me virei pra todos e falei mais uma vez. – Muito obrigada mesmo gente, vocês não precisavam ter se incomodado com isso, eu nem sei o que dizer.
- Não diga nada, apenas curta. – Brithany, a recepcionista, falou.
E logo a festa ficou animada, com direito a som e tudo. Me senti querida naquele momento. É bom quando você trabalha em uma empresa onde você é a chefe e ninguém te odeia. Geralmente não é assim? Os funcionários odeiam os patrões? Eu não tinha o que reclamar daquele trabalho e realmente me partia o coração ao ter que deixa-lo. Mas era por uma boa causa. Bem, a festa seguiu animada e eu ganhei até alguns presentes e, dá pra acreditar? O também ganhou! Tudo pra guardar de recordação. Eu já estava me preparando pra ir quando uma das funcionárias vem falar comigo.
- , isso é verdade? – ela estava com uma revista nas mãos. Peguei a revista pra ver qual era a matéria da vez. Depois do que aconteceu em Londres eu estranhei a demora de aparecer mais alguma coisa minha e do . Me espantei logo de cara com o título da matéria que dizia: “Bomba! Brasileira fisga coração do mais famoso e desejado da Inglaterra.” Tinha várias fotos também. O com a , a mesma que tinha saído no jornal, umas duas minhas com o , naquele dia dos paparazzi, e duas que eu nem sabia. Uma era do com o nos braços e comigo do lado e a outra era eu com o e o , que estava me abraçando pela cintura e me dando um beijo na testa, eu estava sorrindo, foi uma foto tão natural. Essas duas tinham sido tiradas no aeroporto, mais precisamente no portão de embarque para o Brasil, por isso falaram que eu era brasileira. Comecei a ler o que dizia a matéria. “ , da banda McFLY, parece ter encontrado um novo amor. A banda está no seu auge, mas parece que não só o , como também os outros três integrantes estão amarrados. E quem diria! Todas elas brasileiras. Pelo que podemos ver nas fotos, elas parecem ser bastante amigas. Mas voltando ao nosso querido . Ele parece estar bem apaixonado, trocando beijos, carinhosos e abraços, rindo bastante. E a criança em seus braços? Quem é ela? Fontes nos revelam que o garotinho é sim filho dele. Para comprovar isso estão aí algumas fotos que conseguimos. Ainda não sabemos quem são, nem os seus nomes. Mas estaremos de olho. Aproveitem e apreciem queridas fãs.”
Mesmo já esperando por alguma coisa, eu não conseguia acreditar no que eu estava vendo. Já estava esperando que isso acontecesse mais cedo ou mais tarde, só não esperava que fosse mais cedo. Olhei pra garota que tinha me dado a revista. Provavelmente a internet estaria cheia de perguntas sobre a “garota mistério” e sem falar nas meninas também.
- É sim, Luiza.
- Uau! É por isso que você está indo embora? Vai morar em Londres? Com ele?
- É
- Ai, que lindo! Espero de coração que vocês sejam muito felizes.
- Obrigada.
- , olha essa outra. – essa matéria era menor, mas em compensação, bem pior.
“Brasileira rouba namorado de ”. Fiquei pasma com o titulo da matéria. “Isso mesmo, foi flagrado levando uma fã ao hotel onde a banda estava hospedada, logo depois do show no Brasil, a cerca de um ano e meio atrás. Como descobrimos isso? Os outros integrantes também levaram acompanhantes, mas ela foi a única que passou a noite no hotel. Até aí tudo bem, até fontes descobrirem que essa mesma fã estava hospedada na casa dele em Londres a alguns dias atrás. Então analisamos as fotos e comprovamos ser realmente a mesma fã do dia do show. E pelo que podemos ver, temos um bebê McFLY. Irônico não?! Então, o que acham? É amor, ou será um golpe? Ou apenas uma jogada de marketing e propaganda? Vocês decidem!”
- Meu Deus, que absurdo!
- Não liga pro que essas revistas falam , é só fofoca.
- Pra mim já deu. Estourou minha quota do dia. Estou indo embora pra casa gente. Muito obrigada por tudo que vocês fizeram aqui e por estarem do meu lado todo esse tempo.
- Está bem amiga. Fica bem e boa sorte.
- Valeu Jaci. Tchau gente. – falei mais alto - Mais uma vez obrigada. - Então me despedi de todos com beijos e abraços e muitos desejos de boa sorte. Voltei pra casa e levei as duas revistas pra mostrar pra . Quando cheguei ela estava preparando o jantar e o estava no quarto fazendo o dormir. Segundo a , ele deu banho, mamadeira e agora estava com ele no quarto.
- E aí amiga, como foi lá no trabalho? Falou com o Steve?
- Falei sim. Ele lamentou, claro. Mas foi tudo bem. Coloquei a Jaciane no meu lugar.
- Sério? Ela deve ter ficado muito feliz.
- Ficou sim. E fizeram uma festinha de despedida pra mim também.
- Que bom, você vai fazer muita falta mesmo. – ela falou com a carinha meio triste.
- , para vai! Até parece que não vamos mais nos ver.
- Você sabe que não é isso.
- Ok, mas dá só uma olhada nisso aqui. – falei entregando as duas revistas pra ela. Fiquei esperando enquanto ela lia e arregalava os olhos, fui até a geladeira beber água enquanto isso.
- Eu não acredito nisso. – ela falou.
- Pois é. Nem eu.
- Como isso foi acontecer?
- Amiga, nós estamos falando do McFLY. O que você queria? Eu saí em público com o , isso teria que acontecer mais cedo ou mais tarde.
- Pensando por esse lado, você está certa. Então... Vai jantar agora? – é incrível a capacidade da minha amiga de mudar de assunto rapidamente.
- Vou ver o primeiro. E tomar um banho.
- Tudo bem. Eles estão no quarto do . – balancei a cabeça confirmando e indo até o quarto.
Quando cheguei à porta pude ouvir o conversando com o , então, abri a porta bem devagar pra não ser vista e fiquei ouvindo o seu monólogo. Ele estava de costas com o deitado no berço.
- É, o papai ama muito a mamãe, sabia? E ele está muito contente porque vocês vão morar com ele. Você é a melhor coisa que aconteceu na vida do papai, sei que você foi um acidente e eu nunca pensei que estaria aqui hoje, mas hoje vejo que não consigo mais viver sem nenhum de vocês dois. Amo muito você meu anjo. Você e a mamãe. Nós vamos ser uma família muito feliz, eu prometo! Nunca vou abandonar vocês. Vocês são a minha vida! – ele falava e ao mesmo tempo alisava a bochechinha do que ficava apenas observando o pai bem quietinho e aos poucos foi fechando os olhinhos e em seguida dormiu. Dei um leve sorriso e fui em direção a ele e o abracei por trás depositando um beijo em sua nuca.
- Eu também te amo meu amor. – sussurrei em seu ouvido.
Ele se virou pra mim e nossos lábios se encontraram. Foi um beijo lento e apaixonado.
- Há quanto tempo está me espionando? – falou sorrindo quando nos separamos.
- O suficiente pra ouvir sua conversa com nosso filho.
- Adoro isso.
- O quê?
- Quando você diz “nosso filho”. Soa tão lindo.
- Você é um bobo, isso sim.
- Um bobo apaixonado. – e me deu um selinho, eu estava abraçada a ele. – Como foi o ultimo dia de trabalho?
- Último dia aqui , eu vou querer trabalhar. E antes que isso dê alguma discussão... O meu dia foi bom. E eu vou sentir muitas saudades daqui e de toda a equipe. – falei ainda abraçada a ele. –Agora me deixa ir que eu vou tomar um banho pra jantar.
- Posso ir junto?
- Não! Você não vai me deixar tomar banho, eu te conheço.
- Vou sim. Prometo. – ele falou fazendo bico e uma cara de cachorro pidão.
- Eu sei que vou me arrepender, mas adoro quando você faz essa carinha e esse bico, eu não resisto. Vem, vamos logo.
Enquanto eu procurava um roupa pra nós, ele foi colocar a banheira pra encher e ainda acendeu uns incensos relaxantes. Dito e feito. Demorei pra tomar banho com o me agarrando na banheira e é claro que eu não resisti e acabamos transando ali mesmo, na banheira. Depois de muita enrolação e de finalmente tomar banho, descemos e já estava esperando.
- Custava deixar pra fazer suas pornografias depois da janta? Eu estou morrendo de fome e vocês quando estão transando esquecem que o mundo continua girando. – é super discreta gente. O que eu posso dizer? É minha melhor amiga.
- Ninguém está com a sua boca, . Por que não começou a comer?
- Você sabe que eu não gosto de jantar sozinha.
- Tudo bem . Vamos que eu também estou com fome.
- Claro que está! Quando trans...
- Poupe-me dos seus comentários chulos ! – falei rindo e ficava apenas observando nossa conversa. Já tinha se tornado uma coisa natural conversar com a em inglês, principalmente quando os meninos estavam junto.
- Ok. Não falo mais nada. Mas ...
- Só espero que não fale merda dessa vez. O que é?
- Você vai passar o fim de semana aqui né?
- Por que a pergunta?
- Por nada, eu só não quero que você vá embora logo. Ainda não me acostumei com isso e não queria ter que ficar aqui sozinha enquanto as meninas não chegam.
- Ai amiga, relaxa, vamos passar mais uma semana por aqui.
- Vamos?
- Você se importa? Digo, você está de férias e tal, mas...
- Não meu amor, é claro que não. Mas... Será que pelo menos podemos dar uma volta no shopping? Comprar alguns presentes pra levarmos...
- Como?
- Todo mundo já sabe sobre nós meu amor, por que não podemos passear? Somos uma família, não somos? Uma família como qualquer outra. Vamos ao parque também. Vai ser divertido. – ele falava animado.
- Ã... Eu não sei... Não acho uma boa ideia.
- Por que não, ? – se intrometeu. – Não vejo problema em vocês saírem, afinal, assim como o falou, vocês são uma família agora.
- Jura? E a revista, hein ? Só vai confirmar o que saiu nela. O que não foi verdade.
- De certa forma foi sim. E nem adianta questionar amiga, você sabe que foi.
- Posso saber do que vocês tanto falam? Eu juro que vou começar a fazer aulas de português. – o falou porque eu estava conversando em português com a tapada e teimosa da minha amiga.
- Nada não meu amor.
- É , não é nada. – disse com um olhar reprovador pra mim.
Capítulo 37 – Mudança de Vida
A semana se passou num piscar de olhos, e sim, nós fomos ao shopping. Eu fiquei meio desconfiada, mas ainda bem que foi tudo tranquilo. Em uma certa noite também fomos ao parque - eu, , e . Posso dizer que o se entupiu de algodão doce e maçã do amor, ele parecia a criança dali, e sem falar que me fez ir em todos os brinquedos, enquanto eu deixava o com a , incluindo até os mais infantis como o carrossel. Meu Deus, eu juro que a qualquer momento eu vou ser presa por estar namorando uma criança. Bem, como eu já havia dito, a semana passou voando e logo tínhamos chegado ao dia da despedida. e Dan tinham chegado na noite anterior.
- Ai amiga, eu vou sentir tanto a sua falta. – falava enquanto dirigia até o aeroporto.
- Eu também. De todas vocês. – falei.
- Promete que vai ligar sempre?! – falou.
- Mas é claro que vou! – respondi.
- Vai vir nos visitar? Quer dizer, ver se não colocamos fogo na sua casa? – Dan.
- Vocês vão cuidar bem dela. E eu quero que vocês vão me visitar primeiro.
Chegamos ao aeroporto e fomos fazer o check-in. Ficamos em silêncio esperando a hora de embarcar, meu coração estava pequenininho, eu ia deixar tudo pra trás, até mesmo minha melhor amiga, minha irmã, que nunca tínhamos nos separado desde os nossos seis anos. Olhei pra que estava com o nos braços, o mesmo dormia tranquilamente no colo da tia e ela chorava baixinho, passei a mão em seu ombro.
- Não chora amiga. Por favor.
- Não vai ser a mesma coisa sem vocês. Nós crescemos juntas, eu vi o nascer e agora...
- Não vamos deixar vocês, vamos vir visitar sempre. E você também vai nos visitar lá.
- Mas é difícil, não é a mesma coisa que eu acordar pela manhã com você me enchendo o saco e eu saindo com o pra passear.
- Eu sei amiga, pra mim também está sendo difícil. Pode ter certeza disso.
“Última chamada para o voo 457 com destino à Londres”. Ouvimos ser anunciado e foi aí que o meu coração se apertou ainda mais quando ouvi fungar.
- Está na hora. – falei com lágrimas nos olhos. Em todo esse tempo e as meninas permaneceram caladas. se levantou, abraçou o mais uma vez e o passou ao , que já estava de pé com as meninas se despedindo delas.
- Tchau . Cuide bem deles.
- Pode acreditar que eu vou. Se cuida, . – falou a abraçando de lado.
- E você se cuide bem, tá? E cuide do meu sobrinho. – ela falou vindo até mim.
- Ok. – a abracei e em seguida abracei as meninas. – Cuidem dela.
- Claro . E nós também vamos sentir muito a sua falta. – falou.
- Pode crer. Nunca vou me esquecer daquele show. De quando nos conhecemos. Vai ficar pra sempre. – Dan disse. – Boa viagem amiga.
- Obrigada. – me abraçou e fomos em direção ao portão de embarque, eu tentava não chorar pra mostrar força. Como eu falei, conheço a desde que nascemos, mas só nos tornamos inseparáveis quando tínhamos uns seis anos. É que a mãe dela tinha se mudado de cidade quando estávamos com um ano e só voltou quando já estávamos com seis. Desde então, nunca mais nos largamos. Estudamos juntas, uma defendia a outra na escola, éramos cúmplices em tudo. Me virei pra olhar pra ela pela última vez antes de embarcar, ela estava chorando de cabeça baixa e s meninas a abraçavam de lado. Então gritei.
- ! – ela levantou os olhos e me encarou. – Do berço ao caixão. – falei mais calma e ela abriu um enorme sorriso pra mim.
- Do berço ao caixão. – ela repetiu. Era o nosso juramento, de sermos amigas por toda a vida, em todo o tempo.
E assim embarquei para a minha nova vida.
Entramos no avião e eu me sentei na poltrona do lado da janela. Guardei as malas de mão no compartimento acima das nossas poltronas, já que o estava com o , e me sentei.
- Quer me dar ele?
- Não, está tudo bem.
Apenas balancei a cabeça e me virei, a encostando na janela. O voo foi calmo e silencioso. Exceto na parte que o chorou porque estava muito inquieto, eu estava com ele no braço pro descansar e tentar dormir um pouco. Mas foi incrível, quando o o pegou no colo e começou a conversar com ele, ele logo se calou e ficou encarando o pai, enquanto ria às vezes. Logo começou a cantar Shine a Light pra ele, que se aconchegou no braço do pai e depois de alguns minutos dormiu.
- ?
- Oi.
- Você está feliz? – me virei pra olhar pra ele.
- Muito. – dei um leve sorriso e depositei um selinho em seus lábios. – Muito mesmo.
- Então por que está assim? É por causa da ?
- Por um lado sim. Somos amigas desde sempre e agora estamos separadas por um oceano. – ri sem humor. – éÉ difícil, ela é minha irmã.
- Ok, mas isso vai passar, afinal de contas, vocês ainda podem se ver, não é como se ela tivesse morrido, nem que vocês não estivessem se falando, são só algumas horas de avião, e você vão poder se falar por telefone, por skype.
- É sim. – dessa vez sorri mais verdadeiro.
- E por outro lado? Você só me falou de um.
- Não é nada, é só insegurança mesmo. O Fletch falando aquelas coisas, a ...
- Mas o quê que a tem a ver com essa história?
- Ela sabe sobre nós, ela sabe sobre o ...
- Mas isso quase todo mundo já sabe, não já saiu nas revistas?
- Mas é que é diferente, no dia em que eu e o tomamos chuva, foi ela que me achou e nos levou de volta pra casa.
- O quê? Por que não me contou?
- Ah, sei lá . Por que contaria? A não ser que vocês ainda estejam... hum... – fiz uma cara pensativa. – isso é motivo pra eu me preocupar?
- Mas é claro que não, meu amor! Ficou louca?
- Então não tem porque eu te contar, certo?
- Certo. – ele falou e me deu um selinho. – Quanto ao resto, não ligue para o que o Fletch fala. Ele gosta muito de você, você sabe. Foi apenas o choque do momento, e eu liguei pros meninos, eles falaram que conversaram com ele, contaram a nossa história, e ele entendeu.
- Tem certeza ? O jeito que ele falou...
- Shhh. Não ponha essas coisas na cabeça. Relaxa, tudo vai dar certo, você vai ver. Afinal, ele é apenas o meu empresário e não meu pai. – ele falou e eu encostei minha cabeça em seu ombro. Fiquei segurando a mãozinha do meu filho, que estava dormindo com a boca aberta. Fiquei olhando pra ele. Tão calmo... Ele se sentia seguro nos braços do pai, e parecia que o também estava adorando aquela sensação. – É lindo, não acha? – ele falou de repente, me acordando dos meus pensamentos.
- O quê? – perguntei sem entender.
- O filho que você me deu. Me sinto tão bem ao ver nós três assim. Pode ter certeza, meu amor, de que eu nunca, jamais, vou deixar vocês. Essa é a nossa família. – ele falou e eu me senti super bem. Meu sonho enfim tinha se tornado realidade!
Capítulo 38 - Primeiros Passinhos
Quando chegamos ao aeroporto os guys estavam nos esperando.
- Oi pequena. – veio me abraçar. – Seja bem-vinda à sua nova vida.
- Obrigada meu amor.
- E aí ! – falou me dando um beijo na bochecha. – Fala cara, você fez falta, sabia? – ele se virou pra abraçar o .
- É dude, como podemos ensaiar sem um baterista? – disse e depois veio falar comigo. – E aí princesa.
- E aí . Então quer dizer que não dá pra ensaiar sem um baterista, é?
- De jeito nenhum.
- Não é isso não amor, o que os meninos querem dizer é que eles não conseguem ensaiar sem mim porque não tem ninguém responsável além de mim na banda pra botar ordem nessa zona. É por isso. – disse e mandou o dedo do meio pro amigo.
- Ah tá. Entendi. – eu respondi rindo.
- Não cara, você já ficou muito tempo com ele, me dá! – escutei o reclamar e me virei pra olhar o que estava acontecendo. Quando chegamos o havia entregue o ao e agora o tava querendo pegá-lo no colo, mas o Fletcher não estava deixando. Era uma cena muito engraçada e todos começamos a rir da cara do . Minha nossa, pareciam até duas crianças.
- Gente, será que ao invés de vocês ficarem brigando pelo meu filho, não seria melhor se fôssemos pra casa? Se não perceberam ainda, estamos no aeroporto. – falei e os meninos ajudaram com as malas. E só pra saber: o é quem levou o . Depois de colocar as malas no carro, entramos e fomos pra minha nova casa. Eu fui na frente com o dirigindo, olhei pro pelo retrovisor e vi que ele estava emburrado.
- O que foi meu lindo? – falei com uma voz manhosa. O estava sentado entre ele e e brincando com o . – , entrega o ao vai. – falei manhosa, o revirou os olhos mas fez o que eu pedi. - Tadinho, até parece que eu estou de visita. Por favor né? Eu vim pra ficar! Vocês vão poder ir ver o lá em casa sempre. – falei e me virei pra frente de novo. me lançou um sorriso que não me passou despercebido. – O que foi?
- Nada. Como se eles precisassem de alguma desculpa pra viverem enfiados lá em casa.
- Mas você não está rindo só por isso, não né? – perguntei.
- É só o modo como você falou lá no aeroporto “para casa” e agora de novo. O jeito como você fala “casa”, “para casa”, nossa casa. Isso é bom.
Não pude deixar de sorrir e ficar um pouco envergonhada. Ele estava certo. O modo como eu falei, como se aquela fosse a minha casa, o que na verdade de agora em diante passaria a ser.
- Por que a e a não vieram?
- Elas voltaram pra casa , mas disseram que no próximo fim de semana elas vêm. – me disse.
- Tá. – respondi simplesmente.
Quando chegamos à casa do . Ok. Quando chegamos em casa, os meninos ajudaram novamente com as malas, as colocando pra dentro e depois disseram que precisavam ir até a gravadora, mas que voltariam. Fui até a cozinha beber água e encontrei um bilhete endereçado a mim. Peguei o papel e comecei a ler.
“Dear
Desculpe por não estar aí para te receber, tive alguns imprevistos e precisei voltar pra casa. Tenho certeza que você irá entender. Ah, e espero que goste do quarto que eu e fizemos para o . Não reclame! Foi um presente de tia e avó, o quarto é ao lado do de vocês. E avise ao que eu fiz algumas mudanças no quarto. Enfim, final de semana estarei aí pra ver vocês e meu lindo neto que estou morrendo de saudades. E só mais um detalhe: vocês dois não se esqueçam de ir ao cartório para ajeitar o registro de nascimento do , certo? Com amor e carinho, ”
É verdade, eu tinha me esquecido completamente que no registro do não tinha o nome do pai e que provavelmente ele também vai querer concertar o nome do , visto que no seu sobrenome não tinha o . Lembrei-me do quarto dele e voltei à sala, onde o brincava com o filho no tapete.
- Amor.
- Oi.
- A sua mãe falou que ela e a fizeram um quarto pro pequeno aí.
- Jura? Então o que estamos esperando? Vamos ver o que aquelas duas aprontaram. – ele falou pondo o no colo e pegando minha mão pra subirmos as escadas. – Qual o quarto?
- Ao lado do seu.
Abrimos a porta e, assim como da primeira vez que vi o quarto do meu filho que minhas amigas fizeram, meu queixo caiu. Entramos praticamente no fundo do mar. Não tem como descrever aquele quarto, as paredes estavam pintadas de um azul mar lindo, tinha também vários peixinhos, recifes, anêmonas. Uma coisa linda! Esse quarto era duas vezes maior do que o que o tinha no Brasil, e olha que o quarto era grande lá.
- WOW! – eu disse encantada. – Lindo!
- Saímos do céu direto pro fundo do oceano. – falou rindo, se referindo ao antigo quarto do filho, estava tão encantado quanto eu.
Os móveis do quarto não eram mais tão de bebezinho já que ele já ia fazer um ano. O berço tinha sido substituído por uma linda caminha com grades de proteção, claro. Cômoda, guarda-roupas, um sofá de quarto e a . É claro que a mandou a pra lá. Ela fez o jurar que ensinaria o a tocar e disse ainda que ele seria um baterista tão bom quanto o pai. Ah tá. O menino não completou nem um ano ainda e já estão determinando o que ele vai fazer. Se bem que eu não via a hora em que ele começaria as aulas de , e ainda por cima tendo o pai como professor.
- Eu adorei, afinal, ele já está virando um rapazinho. – falei e dei um beijo na testa do meu filho que estava admirando o seu quarto novo. – Não é meu anjo? – eu disse e ele começou a ficar inquieto fazendo força pra descer. – Põe ele no chão. – pedi quando vi pra onde o olhava, era uma coleção de carrinhos que estava num canto do quarto. Tinha carros de todos os modelos e tamanhos. Ele fez o que eu pedi, e ao contrário do que eu esperava que o fizesse, que era engatinhar até lá, ele se apoiou com as mãozinhas no chão dando impulso e ficou de pé. Arregalei os olhos.
- Amor, olha! – falou admirado.
- OMG! Pega a câmera , pega! – então ele correu em disparada escada abaixo pra pegar a câmera que estava em uma das malas. – Fica aí filho, não se mexe que o papai vai filmar. – ele só ficou lá, sério, olhando pra mim. Quando o entra de repente no quarto já com a câmera ligada, o se assusta a cai sentado, mas então ele começa a rir e logo fazemos o mesmo. – Vem filho. – eu começo a falar o encorajando a se levantar novamente. – Vem meu lindo, a mamãe tá aqui. – estiquei minhas mãos em sua direção e ele se levantou e começou a dar seus primeiros passinhos. – Isso amorzinho, vem pra mamãe, vem. – eu estava emocionada, olhei pra que tinha um sorriso enorme no rosto e algumas lágrimas teimosas que insistiam em escapar dos seus olhos. – Olha filho, o papai tá chorando. Papai bobão. - corri e peguei a câmera das mãos de e comecei a filmá-lo, não perderia essa cena por nada, e ela ficaria guardada pra sempre. Então o foi e se sentou no chão mais afastado de onde eu estava, mais perto dos carrinhos em que o estava olhando.
- Vem filhote. – o chamou esticando suas mãos e o nosso filho fez o mesmo com seus bracinhos, tentando alcançar os do pai. Eu registrei tudinho, estávamos perto da porta e os carrinhos estavam num canto do quarto bem afastado da porta, mas o não se intimidou com a distância, cambaleou algumas vezes, quase cai duas, mas se manteve firme, e com um passinho após o outro ele chegou ao seu destino, sentou-se no colo do pai que lhe entregou um carrinho, e pra provar que tinha conseguido, deu uma gostosa gargalhada.
Capítulo 39 – Torradas
Depois de algum tempo brincando com o no novo quarto dele, me lembrei do quarto do .
- Amor.
- Hum.
- Vamos ver o nosso quarto? A falou que ela fez umas mudanças nele.
- Ela mexeu no meu quarto? Eu não acredito nisso. Aquele quarto dava perfeitamente pra nós dois.
- Também acho, mas não fique zangado com ela. – falei passando as mãos por seu rosto.
- Ok. Vamos ver a gravidade da situação.
Peguei o , que estava entretido brincando e falando coisas indecifráveis com os carrinhos, e fomos até o quarto dele. Está bem, nosso quarto. Abrimos a porta.
- Bem... – falei analisando todo o quarto. – eu gostei, na verdade, pra mim ele continua do mesmo jeito. Ele já era um quarto de casal.
- Do mesmo jeito? ELE TÁ ARRUMADO! – com essa eu tive que rir.
- Você é incrível, sabia? Mas tenho certeza que você sobrevive com isso.
- , ela mudou todos os móveis.
- Acho que isso é minha culpa, não que eu achasse que ela fosse mudar completamente o quarto, mas é que ela me perguntou qual a minha cor favorita, então eu falei. Não imaginei que ela faria isso tudo. – os móveis estavam todos nas cores preto e branco e como o quarto é grande ela também acrescentou um sofá e colocou uma TV na parede que pelo tamanho devia ser de 57 polegadas. Parecia mais um cinema. Nós não já tínhamos uma sala de vídeo? Pra quê tudo isso? Mas tudo bem, deixa pra lá. Pensei. Continuei a olhar mais alguns detalhes e pude ver além de alguns puffs espalhados pelo quarto, vários quadros pregados na parede com fotos minha e de e várias do e uma maior logo acima da nossa cama, comigo, e nos braços dele. Simplesmente lindo! Voltei minha atenção ao . – Mas me diz aí. Achou ruim? – falei fingindo estar com raiva.
- É pra ser sincero?
- O que você acha?
- Hum. Então... eu acho que... é, dá pro gasto. – ele falou e eu tombei a cabeça para o lado franzindo o cenho. – Ok. Ficou ótimo. Lindo. Adorei o nosso ninho.
- Que bom que gostou. – dei um sorriso e o beijei. – Agora vamos descer que eu estou morrendo de fome e tenho certeza que o também está, daqui a pouco ele começa a resmungar e chorar.
- Tá bem. Eu acho que estou com um pouquinho de fome também. Será que tem alguma coisa na geladeira?
- Só um pouquinho? – eu disse rindo e me dirigindo até as escadas. Estava na metade quando a campainha tocou.
- Papai, papai – começou a chamar o quando ele ia em direção à porta, então ele voltou o pegou no colo voltando pra atender.
- E aí cara. – falou entrando e tirando o dos braços do . – Vem logo aqui com o tio vem, antes que o chato e cabuloso do tio tome você de mim.
- Aproveite enquanto pode meu caro , logo ele vai perceber que o Fletcherzinho aqui é o melhor de todos os tios.
- Vocês parecem duas crianças, sabiam? Eu não falo nada porque sei que o grande aqui é bem melhor que vocês dois juntos.
- Tem certeza que só os dois parecem crianças, ? E você? Parece o que? – falei rindo e ele deu língua pra mim.
- Estou com fome! O que tem pra comer nessa budega aqui?
- , aqui não é a casa da mãe Joana. Você acabou de chegar. – disse.
- Deixa ele, amor. – falei – Eu estava indo ver exatamente isso quando vocês chegaram.
- A tia não deixou nada pronto pra comer. – falou vindo da cozinha.
- Vamos pedir pizza. – disse.
- Dudes, eu adoro vocês. Mas estamos cansados da viagem. E olha só a hora, já passam das 21:00hs.
- Meninos, eu vou ter que concordar com o , estamos mortos. Vou fazer qualquer coisa pra comer enquanto o vai dar banho no . Sorry guys.
- Tudo bem . Amanhã a gente aparece.
- Pode apostar que sim. – eu respondi sorrindo. - Valeu .
- Vambora cambada. – ele chamou os outros.
- Tchau meninos. – eles foram embora e eu fechei a porta, me virando pra falar com . - Por que mesmo vocês não moram mais juntos? Porque, sinceramente, vocês não vivem longe um do outro por muito tempo. – falei rindo.
- Eles não vivem sem mim.
- Aham, claro. Então... Você pode dar banho no enquanto eu preparo o mingau dele e alguma coisa pra gente comer?
- Claro amor. – pegou o do meu braço, me deu um selinho e subiu. Eu fui pra cozinha.
Depois de fazer a mamadeira do , eu subi pra levar até o quarto e pegar o pijama dele, deixando em cima da cama junto com uma fralda e o talco. Desci novamente e fui fazer algumas torradas, já que na geladeira tinha creme de amendoim eu ia também fazer um suco, mas agradeci aos céus por ter refrigerante, já que eu estava cansada demais pra preparar alguma coisa mais elaborada. Algum tempo depois o entra na cozinha com a mamadeira do para lavar. Eu estava de costas arrumando a mesa e ele me abraçou e beijou meu pescoço, logo em seguida apoiando o seu queixo entre meu ombro e meu pescoço.
- Que cheiro delicioso.
- Nem vem, eu ainda nem tomei banho. – eu dei um sorriso sabendo o que ele queria falar. E ele na mesma hora deu uma gargalhada.
- Você é sempre cheirosa meu amor, mas eu estava me referindo ao nosso jantar.
- Eu sei, seu bobo. – eu disse e me virei pra ele dando um selinho. – Eu não fiz nada demais. Só torradas, já temos creme de amendoim e refrigerante. Desculpa amor, mas eu tô cansada pra fazer mais alguma coisa.
- Tudo o que você faz é bom e gostoso. – eu lhe dei mais um selinho e sorri. Quando é que eu ia imaginar que eu estaria aqui cozinhando pra , na cozinha dele. Voltei minha atenção a ele. – E o ?
- Dormiu. Tadinho, estava tão cansadinho, dormiu ainda tomando mingau.
- Mas você o colocou pra arrotar, não foi?
- Coloquei sim. Sou novo no ramo, mas tô aprendendo direitinho.
- Você o colocou onde?
- Deixei na nossa cama.
- Ok. Vamos comer? Depois tomamos banho.
Enquanto comíamos, conversávamos sobre tudo e nada ao mesmo tempo. Ele falou que logo pela manhã teria que ir até a gravadora pra começar a ensaiar, afinal, faltava poucos meses pro início da turnê.
- E essa é a parte que eu tenho mais medo.
- Do que você está falando?
- Vou passar três meses sem te ver . – eu disse meio triste. Não queria falar sobre nada disso, especialmente por estar muito cansada da viagem, mas aquilo estava realmente me incomodando.
- Você não está pensando que eu...
- ... – olhei em seus olhos e dei um longo suspiro. – Isso já aconteceu antes, foi assim que nos conhecemos.
- Ei. – ele falou se levantando e vindo em minha direção. Baixei minha cabeça e colocou a mão no meu queixo, a levantando para que eu olhasse em seus olhos. – Põe uma coisa nessa sua cabecinha boba. Eu te amo. Você e o são a coisa mais importante de toda a minha vida. Isso nunca mais vai acontecer.
- Você passou muitos anos com a , . E ainda assim aconteceu.
- Acontece que o nosso relacionamento já estava ficando desgastado, e a em todos esses anos não me trouxe nem a metade da felicidade que você e o estão me dando.
- Eu só quero te pedir uma coisa . – falei com os olhos fechados. – Eu estava quietinha no meu canto com meu filho, até você aparecer novamente e bagunçar a minha vida. Agora eu estou aqui com você. Então... Se você resolver me trair... Por favor... Não me deixe saber. Eu não quero me machucar. E se eu souber... Você nunca mais verá a mim e ao . Nunca mais.
- Por favor, meu amor, não fale um absurdo desses. Eu já falei, nada vai acontecer. Eu mudei.
- Ok. Vou confiar em você.
- Obrigado. – falou e me beijou, mas eu não aprofundei o beijo, apenas lhe dei um selinho e fui colocar os pratos na pia.
- Ei! – ele protestou. – Só isso? Não. Vem cá. - E me puxou pra um beijo de verdade. Logo a sua língua pediu passagem e o beijo se intensificou, ele passou as mãos nas minhas costas e me pegou pela cintura, eu agarrei seus cabelos e pulei em seu colo. Eu estava mesmo a fim de provoca-lo, então passei a beijar o seu pescoço e dar leves mordidas no local, quando senti que ele já estava um pouco mais excitado, desci do seu braço e me afastei dele.
- Vou tomar banho. – falei simplesmente.
- E vai me deixar assim? – ele falou de um jeito engraçado e eu ri.
- O tá na nossa cama.
- Eu o ponho na dele.
- Não! Que isso ? Deixa o bichinho dormir. Que tal tomarmos um banho pra dormir?
- Ótima ideia. – falou piscando.
- Piscou por quê? Eu não vou fazer nada. Estou muito cansada.
- Não se preocupe meu amor, eu faço por você. – eu ri e ele me deu um selinho e subiu correndo em seguida pra encher a banheira.
Capitulo 40 - Conversas
- Eu adoro você – ele falava enquanto passava a esponja pelas minhas costas.
- Eu também. – virei meu rosto pra ele e o beijei com vontade e desejo. Nossos corpos estavam em sintonia, parecia que tinham sido feitos um para o outro, eu adorava o seu toque, seu cheiro, eu adorava tudo nele. Ele sabia exatamente onde me tocar pra me deixar maluca, enquanto me beijava suas mãos foram descendo pelo meu pescoço, passeou pelos meus seios e desceu até a minha barriga. Estávamos sentados na banheira e rapidamente me virei ficando de frente pra ele. Minhas mãos passaram a arranhar levemente suas costas lhe provocando arrepios e eu o ouvi gemer baixinho entre nosso beijo, dei um sorriso ainda o beijando e desci minha mão até sua barriga o fazendo comprimi-la um pouco enquanto me beijava mais forte.
- Oh! – ele gemeu um pouco mais alto quando desci minha mão um pouco mais e o apertei de leve. – você é terrível. – ele falou e me empurrou até o outro lado da banheira, me deixando encurralada. – merece ser punida. – falou no meu ouvido e eu entrelacei meus dedos em seus cabelos o puxando para mais perto de mim. Entrelacei minhas pernas na sua cintura e ele me penetrou sem sequer pedir permissão, dei um pequeno gritinho e lancei minha cabeça pra trás deixando meu pescoço à mostra onde ele logo começou a beijar e dar leves mordidas. Chegamos ao clímax juntos, ele olhou pra mim com os olhos brilhando e sorrindo. – eu te amo. – falou e me deu um selinho
- Eu te amo. – respondi também.
Depois do banho, trocamos de roupa e fomos dormir.
- Obrigado por ter entrado na minha vida.
.
- Eu que agradeço .
- Você não imagina como eu estou feliz de ter vocês dois aqui comigo, deitados na minha cama, no meu quarto. Agora nossa cama, nosso quarto.
- Sabe, várias coisas se passaram na minha cabeça naquele dia do show. Uma delas era se eu conseguiria me aproximar de vocês e pedir um autógrafo e pra tirar uma foto. Mas quando cheguei lá, as coisas começaram a meio que dar certo sabe? Começaram a conspirar ao meu favor, encontrei o Lucas, consegui os passes para o backstage, conheci vocês, tive o privilégio de você olhar pra mim, passamos a noite juntos. – eu ia falando e acariciando seus cabelos, ele olhava diretamente nos meus olhos e o estava dormindo entre nós dois. – isso é muito para uma fã. Quantas não queriam estar no meu lugar, no lugar da , e .
- É, mas você foi a escolhida no meio de todas as outras. Quando vi você com a naquela casa de show, senti que tinha que ser você.
- Mentira! – falei rindo. – você viu foi o seu nome na minha camiseta.
- E não se esqueça da tatuagem, ou melhor, das tatuagens. Muita coragem da sua parte tatuar uma na sua panturrilha.
- O amor faz isso. E nem doeu.
- É uma tatuagem enorme, como não doeu? Eu tenho tatuagens também esqueceu?
- Você as fez por diversão, por isso doeu. Eu as fiz por amor.
- Sabe o que eu imagino?
- Não, o que?
- Se você tivesse com outro cara, como seria, você com o meu nome tatuado?
- Se eu tivesse com outro cara, ele saberia que sempre iria existir alguém na frente dele, no meu coração.
- Seria mesmo?
- Claro que sim seu bobo.
- Sei não viu. Quem estaria sempre ao seu lado seria ele, quem transaria com você seria ele.
- Mas eu estaria pensando que era você.
- Você é doente. E louca. Mas eu te amo. Agora vamos mudar de assunto porque eu não gostei do que a minha mente imaginou.
- E ela imaginou o que?
- Você transando com outro cara. E ele te tocando... – eu ri baixinho.
- Foi você quem começou com essa conversa.
- Então agora eu quero encerra-la. Vamos dormir.
- Boa noite meu amor.
- Boa noite pequena.
Acordei cedo e o ainda dormia. Pensei em chama-lo, mas ele estava dormindo tão lindo que resolvi deixar mais um pouco. Eu tinha levado o pro quarto dele de madrugada, afinal, não queria acostumar ele a dormir comigo e ele também tinha que se acostumar a dormir sozinho. Fui até o quarto dele e vi que ele já estava acordado, dei banho nele, fiz minha higiene matinal e desci para preparar o café da manhã. Era 8:00hs da manhã quando cheguei na sala e o telefone toca. Quem será as 8:00hs da manhã? Mas se tratando de um pop star, deve ser o Fletch pra acordar o e lembra-lo do ensaio. Tive medo de atender, mas...
- Alô?
- Fala fresca! – definitivamente não era o Fletch. Suspirei de alívio.
- Oi . Aconteceu alguma coisa? – perguntei preocupada.
- Não posso ligar mais para a minha irmã não é?
- As 5:00hs da madrugada?
- Porra , eu fiquei preocupada. Você ficou de me ligar ontem quando chegasse.
- Oun! Sorry honey. Esqueci completamente. Os meninos estavam nos esperando no aeroporto e depois começou uma discursão, eles terminaram vindo pra cá...
- Tá, tá, tá. Entendi. Te perdoo, embora você mal tenha chegado aí e já está me abandonando.
- , deixa de drama.
- Ok. Parei. Agora me conta como foi a viagem e como está o meu amorzinho.
- A viagem foi tranquila. E o está ótimo, veio implicando com o no carro.
- Muito obrigada pela informação, mas eu me referia ao , e não ao .
- Hum, é? Resolveu chama-lo pelo sobrenome por quê?
- Deixa de frescura .
- Tá. Mas ele tá bem, tá aqui comigo e ele passou a viagem inteira bem quietinho, dormindo no braço do pai. E... pensando bem... tenho uma coisa pra te mostrar.
- Que coisa?
- Hum... não sei se devo...
- Se você continuar com isso, eu juro que vou aí ó pra te bater.
- Ok. Combinado. Atravesse o continente e venha me bater. Vou me sentir um Sr. Madruga quando a D. Florinda vê o Prof. Girafales.
- Tá querendo dizer o quê? Que eu esqueço de tudo quando vejo o ?
- Nããão. Imagina. – falei irônica.
- Eu não sou assim! – ela falou indignada. – Eu sou? – logo ela voltou a perguntar com a voz desconfiada.
- Não sua boba. É por isso que eu te amo sabia? – falei rindo. Ela sempre acreditava nas coisas que eu falava a respeito dela.
- Tudo bem, mas não tente me enrolar. O que tem pra me dizer, mostrar, seja lá o que for?
- Faz o seguinte. Daqui a umas meia hora, vai na sua caixa de e-mail que eu vou mandar um arquivo.
- Ok. Agora o sono tá voltando, vou me deitar só mais uns vinte minutos antes de ter que me aprontar pro trabalho.
- Ok. Manda um beijo meu pras meninas.
- Pode deixar que eu mando. Elas ainda estão dormindo, mas eu passo o recado.
- Valeu. Bye bye.
- Bye. Beijos.
Desliguei o telefone e fui ao notebook mandar o vídeo do andando pra ver. Como sempre, demorou um século pra carregar, enquanto isso fui preparar o café e o mingau do . Depois de tudo pronto e a mesa posta, voltei a sala e vi que o vídeo tinha carregado então o enviei. Eu sabia que a demora seria da baixar o arquivo e assistir pra me ligar novamente.
Depois de ter dado mamadeira ao eu subi e fui acordar o , afinal, ele teria que ir a gravadora. Mas eu resolvi acorda-lo de uma maneira diferente.
- Vai amor, acorda o papai. – eu falava pro que estava sentado ao lado do pai que ainda dormia profundamente. Eu dei um sorriso pra ele e na mesma hora começou a engatinhar até subir nas costas do e começar a dar tapinhas no rosto dele e chamar “papai, papai”. Rapidinho o acordou.
- E aí campeão. – falou esfregando os olhos e abraçando o filho. Olhou pra mim e me deu um doce sorriso. – bom dia minha pequena.
- Bom dia amor. – respondi dando um selinho nele.
- Sabia que é muito bom acordar assim?
- Sério? Assim como? – me fiz de desentendida.
- Abrir os olhos e a primeira coisa que ver, ser você e o sorriso mais lindo do mundo.
- Não tá esquecendo ninguém não? Até porque eu nem te acordei.
- Você sabe que quando eu falo você eu quero falar o também né?
- Você anda muito romântico ultimamente. – eu disse rindo. – vem Mr. Romântico, você precisa se arrumar e tomar café pra ir trabalhar. – falei pegando a sua mão.
- A não.
- Não? Levanta logo preguiçoso que daqui a pouco os guys começam a te ligar. Ou será que o senhor esqueceu que tem ensaio?
- Não esqueci não. Mas por mim eu passaria o dia todinho aqui olhando pra você.
- Muito lindo meu amor, mas eu não vou fugir, pode ficar tranquilo. Agora vamos!
- Tá bem. – falou preguiçoso. – vou tomar banho e desço. – nessa hora o telefone toca.
- Não acredito, você por acaso é vidente? Droga, deve ser o .
- Acho que não.
- Não? E é quem?
- Eu liguei pra hoje mais cedo, na verdade ela me ligou.
- E ela tá ligando de novo pra quê? Espera... deixa eu adivinhar. Você mandou o vídeo do não foi?
- Nossa, eu sou assim tão previsível?
- Nem um pouco. – disse e me deu um selinho indo ao banheiro. Desci quase correndo com o no braço antes que o telefone parasse de tocar.
- Faaala puta minha!
- AAAHHH MEU DEUS! – ela gritou do outro lado da linha. – que coisa mais linda amiga... espera! Como você sabia que era eu? E do quê você me chamou? – ela se fez de indignada. Eu comecei a rir.
- É claro que tinha que ser você meu amor. E mesmo se não fosse, ninguém entenderia o que eu falei. Mas eu sabia que você ia ligar depois de assistir o vídeo.
- Caramba ! O vídeo ficou simplesmente lindo. Como você conseguiu?
- Ele simplesmente se levantou e saiu andando. O correu pra pegar a filmadora. Você viu o chorando?
- Vi sim! Ai amiga, eu tô tão feliz por você, eu falei que ele te amava não falei? E olha agora onde você tá. E ele tá tão besta com o filho que eu nem sei explicar.
- É amiga. Acho que você estava realmente certa. Eu estava sendo teimosa e infantil.
- Sinceramente? Mudando completamente de assunto, eu não acredito que perdi o andando pela primeira vez. – ela falou de repente emburrada.
- Não acredito que você vai ficar brava por isso.
- Caro que não. Afinal, quem melhor de presenciar isso do que o pai? Eu me conformo porque eu vi o nascer, eu que peguei ele e fui te mostrar quando você estava na cama do hospital, eu quem cuidei dele no começo e o vi sorrir pela primeira vez, dei o seu primeiro banho. O perdeu essa fase dele e merece ser recompensado por isso.
- Obrigada.
- Mas vem cá. Você vai trabalhar?
- Isso é um assunto meio delicado, eu ainda não conversei com o , apenas mencionei que queria e precisava trabalhar, mas ele logo falou que não queria e que eu não precisava. Mas eu não quero depender dele. Eu tenho que trabalhar. Já basta eu ter parado com o meu curso de biologia e nem ter tido tempo de começar o meu de turismo. Só tenho publicidade. Mas já trabalhei em lojas e posso muito bem trabalhar de novo. Você lembra que quando a gente era mais nova trabalhamos naquela loja de roupas pra pagar o nosso curso de inglês e design? Ainda tenho isso no currículo, minha experiência com moda. Apesar de nunca ter gostado muito.
- Você consegue qualquer coisa amiga que você queira amiga, pode ter certeza. Mas pra isso você precisa arranjar uma babá pro né?
- Acho que isso vai ser problema, não conheço ninguém por aqui e o provavelmente não vai querer.
- Põe um anuncio.
- Jura? Ah, claro. Eu vou colocar: “precisa-se de uma babá para trabalhar na casa do do McFLY, . Cuidando do filho dele de onze meses.” Pirou ? No mínimo vão aparecer groupeis loucas e peitudas. E que só vão querer dar em cima do meu homem.
- Nossa, você fala “meu homem” de um jeito tão grotesco. Já tentou falar isso pro ? Talvez ele ache sexy.
- Vai se ferrar .
- Ok. Não tá mais aqui quem falou. Mas voltando ao assunto.
... vai ter festa né? – e lá vinha ela. – quer dizer, eu sei que você tá aí, mas é o primeiro aninho dele. Tem que ser comemorado. E eu e as meninas já estamos planejando até a nossa viagem. Vou pedir folga a minha chefe.
- Você não acha que anda tendo folga demais do trabalho não? É sério amiga, a sua chefe deve ter rabo preso com você. E deve ser alguma coisa grande, porque você sempre consegue tudo o que quer. Mas ok. Eu vou ver o que eu faço aqui, eu tô pensando em fazer só um bolo, sabe? Uma pequena comemoração em família. – nessa hora sinto um perfume invadir o lugar e o me abraçar por trás e depositar um beijo em meu pescoço. Me arrepiei.
- A ainda? – fiz que sim com a cabeça.
- É o ?
- Sim, por...
- Quero falar com ele. – mas antes que eu perguntasse mais alguma coisa, ele escutou o que disse e puxou o fone da minha mão.
- ! – reclamei.
- Bom dia . Isso tudo já é saudade?... aham... muito bem lembrado... quando mesmo?... certo, pode deixar... claro, claro... ok, bye. – ele finalizou sorrindo e estendendo o telefone de volta pra mim. Eu olhei indignada pra ele balançando a cabeça negativamente. A me paga.
- O que foi isso?
- Nada não mi amore. Tenho que ir agora já são quase 7:00hs e eu tenho que chegar mais cedo no trabalho hoje. E só pra você saber, ninguém aqui tem rabo preso com ninguém não viu? – ela disse rindo.
- Ok sua louca e retardada. Vai lá. Big Mcbeijo e te lóvu! (n/a: adoro falar assim com minhas amigas)
- Te lóvu também mana.
Desliguei o telefone e me dirigi a cozinha.
- O que vocês conversaram? – perguntei já sabendo a resposta.
- Uma coisa que você deveria ter me dito e não a . – ele falou um pouco sério e eu estreitei os olhos – nós temos e vamos fazer a festa de aniversário do . – suspirei pesadamente enquanto me sentava na cadeira deixando o meu filho brincando na sua cadeirinha de comer.
- ... amor, não precisa. A só está exagerando e...
- Não , ela não está exagerando. É o primeiro ano dele, tem que ser comemorado.
- Ok, a gente comemora, uma pequena reunião de família o que acha? Só você, eu, sua mãe, a e os guys. Vai ser divertido.
- Amor, os dudes também tem irmãs. Temos muitos amigos também. E não teria oportunidade perfeita para apresentar o do que esta. A minha mãe tem amigos, a minha irmã também. Prometo que não vai ser muita gente. Mas também não vai ser só uma reuniãozinha.
- Adianta eu discutir com você?
- Nop! E eu tô louco pra apresentar você e o ao James. – ele falou mais animado. – faz tempo que não o vejo.
- Você tá querendo dizer o Bourne? – eu perguntei um pouco ansiosa. Cara, qual é? Fazer o que se eu adoro ele.
- Já tô pensando em mudar de ideia.
- Ué! Por que? – perguntei confusa.
- Seus olhos brilharam quando eu falei no Jimmy.
- Ataque de ciúmes? – eu comecei a rir e ele fechou a cara. – amor, você ouviu o que acabou de falar? Olha... eu adoro o James e confesso que tô bem ansiosa para conhece-lo mas se você ainda não percebeu, nós temos um filho, eu estou morando com você e é na festa de um ano do nosso filho que eu pretendo conhece-lo. E se eu me lembro ele é seu amigo. E... o mais importante de todos... Eu te amo. Se convenceu agora, ou eu preciso ser mais específica?
- Acho que entendi. E me convenci. Eu confio em você o que eu não confio é nele.
- Então se você confia em mim já está tudo resolvido.
- A mamãe vai adorar saber que vamos fazer a festa do . – eu apenas revirei os olhos.
- Ok, mas vamos comer que você já tá atrasado. É um milagre os meninos não terem ligado ainda.
- Isso não é um bom sinal.
- O que? Que quer dizer? Do que você tá falando? – e como se para responder as minhas perguntas, a porta da frente é aberta e logo os três aparecem na cozinha. Olhei pra que estava rindo.
- Eu avisei. – ele falou e eu ri também.
- Bom dia a todos. – falou assim que adentrou a cozinha.
- Bom dia meninos. – falei.
- A princesinha está mais do que atrasada. – falou se virando de pra mim. - O que foi ? Esqueceu de dar o beijo que faz a Bela adormecida acordar?
- Cala a boca . Eu já tô tomando café.
- MEU MACHO! – entrou gritando. – esqueceu mesmo de mim. Como você pôde?
- O que houve com o ? – perguntei rindo da voz afetada que ele fazia.
- Acordou do lado errado da cama. – respondeu.
- Ou caiu da cama. – eu disse.
- Que nada, hoje ele acordou com o seu lado feminino aflorando. Acho que foi por causa do seu abandono . – disse.
- Que feio . Na frente da não. – falou.
- Ah meu bem, mas ela já devia saber do nosso caso. Ela não é nossa fã? Você também é meu. – falou abraçando o .
- OMG que coisa mais gay. – eu falava me acabando de rir. – por favor, não deixem meu filho ver e ouvir isso. Vai acabar com a masculinidade dele saber como o pai e os tios se comportam.
- Vem tio, você não precisa ver isso. Você é tão macho quanto o tio aqui.
- Muito macho . – falou e recebeu o dedo do meio do amigo.
- É sério , ainda não compreendo como você foi gerado.
- EI! Agora pegou pesado. – reclamou. Eu ficava apenas olhando e rindo. Meu Deus como eles pareciam crianças. – Amor, ajuda.
- Ok. nesse ponto eu tenho que discordar de você. Meu é muito macho. E será que dá pra parar de falar esses assuntos na frente do ? Vocês vão estragar o menino.
- Ele tem que aprender desde cedo.
- DEUS ME LIVRE que meu filho seja safado como vocês e ainda por cima tendo crises de gayzisse. Muito obrigada , mas eu passo.
Depois de todos tomarmos café, o finalmente foi pra gravadora levando aqueles três patetas com ele. Mais tarde a tinha ligado pra saber como tinha sido a viagem, se nós tínhamos gostado dos quartos e pra dizer que o tinha ligado pra ela pra avisar sobre a festa. Ela me falou que a estava super animada, que ela tava louca pra organizar uma festa de criança e ainda mais sendo sobrinho dela. Conversamos mais um pouco e depois fui finalmente desfazer as malas ainda pensando no que a tinha me dito sobre a e a festa. Eu tinha pra mim que não seria apenas uma simples festa. É, essa festa prometia.
Olha o link das minhas fics aqui!!!
I Hate Christmas (Advent Calendar 2011) - PARTE 1
I Hate Christmas? – No More! (Advent Calendar 2012) - PARTE 2
A Surprise of Christmas (Advent Calendar 2012)
Caça aos ovos com McFLY Escrita com minha irmã Samy!!!
It’s Not Wrong Escrita com minha amiga Téh ^^
Trick or Treating. The Dark Side of Sex Especial Halloween
Na Boleia do Caminhão Eu amei escrever essa fic *-*
E como sempre, fiquem a vontade pra me seguirem e me adicionarem. Ok?! Espero vocês!
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