
Capítulo 5
- Oi, meu amor. Você já chegou? – coçou os olhos e bocejou.
- Mas... Mas... Mas... - começou a chorar. - O que está acontecendo aqui, ?
A questão era: , a ex de , estava deitada na cama com ele e os dois estavam cobertos apenas pelo lençol.
não acreditava no que estava vendo. Era como se um milhão de facas estivessem sendo enfiadas em seu peito, como se um batalhão de fuzilamento nazista a estivesse fuzilando.
Ela estava tonta, não conseguia pensar claramente, sua visão estava embaçada, suas pernas tremendo, até que ela caiu de joelhos no chão, aos prantos.
- Mas por que você está chorando, minha linda? – levantou-se e aproximou-se dela.
- SAI DAQUI! Não se faça de IDIOTA, !! - apontou para a cama. estava sentada, olhando maliciosamente, para os dois. - O QUE ELA ESTÁ FAZENDO AQUI?
- Ela quem? - foi aí que se deu conta do que estava acontecendo. Ele virou-se e viu se levantar da cama e enrolar-se no lençol branco. - Espera, eu posso explicar tudo... Ela... Ela...
- Eu dormi aqui, . - disse calmamente. - Até parece que você não se lembra da noite maravilhosa que nós passamos juntos.
- Como assim? Que noite? - riu. virou-se para , que continuava no chão chorando. - Eu juro que eu não me lembro de nada do que aconteceu! Eu não sei o que ELA está fazendo aqui! - ele abaixou-se e pegou a mão de .
- ME SOLTA! - deu-lhe um empurrão e saiu correndo para a sala. Os dois foram atrás. - Eu... Eu...Como você pôde fazer isso comigo, Jones? COMO? O que aconteceu com o nosso PARA SEMPRE? - estava desorientada, não sabia o que fazer, só ficava dando voltas de um lado para o outro da sala. Suas mãos e pernas tremiam. Havia uma dor aguda em seu peito.
- MAS EU NÃO FIZ NADA! EU JURO!
- Você diz que não fez nada, mas sequer LEMBRA o que aconteceu na noite passada! Seu cafajeste! E a burra aqui crente que voltaria e tudo estaria bem. Fiquei esses dias todos querendo voltar pra você, seu canalha! – as mãos de tremiam muito e ela sentia que suas pernas não iam agüentar muito tempo.
- EU NÃO FIZ NADA! NA-DA! ENTENDEU? – berrou furioso.
- Ah! Pare de mentir, . Você sabe muito bem o que você fez. - dizia essas palavras com ar de indiferença e extremo prazer. - Assuma logo! Essa garota chorando está me irritando!
As palavras de eram como um veneno para , um veneno que a estava matando lentamente. A sensação que ela tinha era que alguém estava arrancando seu coração brutalmente e sem anestesia.
Era uma mistura enorme de sentimentos, raiva, decepção, tristeza, apatia, mas principalmente dor. Doía demais saber que o homem que ela mais amava nesse mundo, a havia traído. E com aquela mulher, a mais desprezível das mulheres.
Então, em um acesso de raiva, ela atravessou a sala e pulou em cima de , apertando seu pescoço, tentando estrangulá-la. As duas estavam no chão.
- EU VOU ACABAR COM VOCÊ, SUA VACA! – apertava mais ainda seu pescoço.
- Me... A... Aju...Da... ... – tentava pedir socorro.
- SUA DESGRAÇADA! COMO VOCÊ OUSA PEDIR AJUDA?
Nessa hora correu para separá-las. já estava mais que roxa, não queria que sua namorada fosse uma assassina, embora ele mesmo quisesse acabar com .
- ME SOLTA, ! NÃO TOCA EM MIM! - ela batia o mais forte que podia em . - EU TE ODEIO! EU TE ODEIO COM TODAS AS FORÇAS QUE EU TENHO! - isso não era verdade e não era fácil dizer que odeia o homem, que na verdade, você ama mais que tudo no mundo.
- , acalme-se. Por favor, vamos conversar. Eu te imploro.
- Não adianta, seu cafajeste! EU TE ODEIO! - gritava o máximo que seus pulmões permitiam. - NUNCA mais olhe na minha cara, entendeu? Eu não quero te ver NUNCA MAIS! NUNCA MAIS!
- Não fala assim, meu amor. - começava a chorar também. - Eu te amo, lembra?
- NÃO ME CHAMA DE "MEU AMOR"! VOCÊ NÃO ME AMA! Quem AMA não faz o que VOCÊ FEZ! Tudo o que você me disse era MENTIRA! TUDO MENTIRA! VOCÊ NUNCA ME AMOU! NUNCA!
- NÃO! EU TE AMO! TE AMO MUITO! MAIS QUE TUDO NESSE MUNDO! EU NUNCA MENTI PRA VOCÊ!
- CALA A BOCA! Eu não quero mais ouvir a sua voz! Eu estou com NOJO de você! NOJO! - deu um soco no peito de . – Vamos, pode RIR! Você conseguiu o que queria! ENGANOU a IDIOTA aqui! FEZ UMA GAROTA BURRA ACREDITAR QUE VOCÊ REALMENTE A AMAVA! Parabéns, tarefa cumprida!
- EU NUNCA ENGANEI VOCÊ!
- EU JÁ TE MANDEI CALAR A BOCA! Aliás, eu não sei o que eu AINDA estou fazendo aqui! - abriu a porta. – Lembre-se de apenas UMA COISA: NUNCA MAIS APAREÇA NA MINHA FRENTE! NEM VOCÊ NEM ESSA VADIA AÍ. - tentou impedí-la, puxando-a pelo braço.
- Por favor, não me deixe. Eu tenho certeza que posso te explicar o que aconteceu. - não podia explicar nada, na verdade, não se lembrava de absolutamente nada. - Eu te amo, você SABE disso. Eu sei que você sabe. Não me deixe. Por favor.
- No momento eu não sei de nada. Alguns minutos atrás, Eu ACHEI que eu soubesse. Agora, eu não sei de mais NADA. – ela o empurrou o mais forte que conseguiu e saiu correndo escada abaixo. tentou segui-la, mas, quando chegou na entrada do prédio, ela havia desaparecido.
estava sentada na calçada da esquina da rua. Desorientada, não sabia o que fazer, o que pensar. Sua cabeça rodava, as lágrimas caíam e suas mãos tremiam. Sentia que seu coração sangrava, doía.
Ficou vários minutos tentando organizar seus pensamentos e assimilar o que acabara de acontecer. Ela precisava de ajuda, precisava de alguém com quem conversar, precisava de alguém para abraçá-la e dizer que tudo ficaria bem. Ela precisava das amigas.
O problema era que todas estavam trabalhando àquela hora, não queria atrapalhá-las. era a única que estava disponível. Levantou-se para correr até a casa de , que era ali perto. Hesitou. Suas pernas bambearam. Ela provavelmente estava com , não queria atrapalhá-los. Mas não tinha outra opção.
Correr ajudou-a a colocar um pouco, muito pouco, de seus pensamentos no lugar. Toda vez que se lembrava da imagem dos dois deitados juntos na cama, suas pernas bambeavam de novo e ela quase caía. Porém, tirou forças não sabe de onde para seguir em frente.
Tocou a campainha da casa. Ninguém atendeu. Tocou mais uma vez. foi atender, estava de camisola e um roupão por cima.
- ? O que você está fazendo aqui? - perguntou.
- Eu... Eu... - correu para abraçá-la, ainda estava em prantos.
- Quem é, coração? - gritou do quarto.
- É a , . - ele foi até a sala, estava só de cuecas.
- Mas o que houve? Você está chorando. - disse .
- Amor, acho melhor você nos deixar sozinhas. Creio que a coisa aqui é séria. - disse .
- Tudo bem. Qualquer coisa é só me chamar.
carregou até a sala e sentou-a no sofá.
- Me abraça, por favor. - disse ela, agarrando-se à , assim que ela sentou-se ao seu lado.
- Meu Deus! O que é que está acontecendo? Você está me deixando nervosa!
- É...é... é o . Ele... ele... - não conseguia falar, tropeçava em imensos soluços.
- Nossa! Você está tremendo! - levantou-se do sofá. - Vou pegar um pouco de água com açúcar para você. - respirou bem fundo.
- SEU IRMÃO É O MAIOR CAFAJESTE DO PLANETA! EU ODEIO JONES! – disse atropelando as palavras, havia raiva em sua voz, mas muita tristeza também. ficou assustada, afinal tudo estava bem entre os dois até então.
- Mas o que foi que ele fez, ? - ela entregou-lhe o copo de água com açúcar. - Tem certeza que não é mais um dos seus dramas?
- DRAMA? QUE DRAMA, ! – a garota tremia mais do que antes.
- Então me conte o que aconteceu.
- Eu cheguei em casa e... - seu coração doía ao pronunciar aquelas palavras. - eu achei... o na... – ela engoliu em seco. - cama com a .
- O QUÊ? - arregalou os olhos e voltou a abraçá-la.
- Eles estavam lá, abraçados na cama... e ele ainda teve a cara de pau de dizer que não tinha idéia do que estava acontecendo... Ai ! Foi tão horrível! - não parava de chorar.
- Eu... eu não sei o que te dizer. Não acredito que meu irmão teve coragem de fazer isso... Quer dizer, vocês estavam tão bem juntos.
- Não diz nada... só diz que você vai ficar aqui, comigo... eu preciso de você e das meninas agora...
- Mas é claro! Não me ofenda falando assim! Ao infinito e além, lembra? A nossa promessa.
- Pelo menos NESSA promessa eu sei que posso acreditar...
- Olha, fica aí quietinha. Eu preciso ir falar com o , mas já volto tá?
- Tudo bem. - disse entre soluços.
foi até o quarto e estava deitado na cama assistindo TV. Ela pegou uma calça jeans e uma camiseta no guarda-roupa e jogou em cima dele.
- O que é isso, ?
- Coloca uma roupa! Anda! Rápido, !
- Mas para quê?
- Como para quê? Você vai até o apartamento do retardado do . Alguém precisa saber o que aconteceu por lá. - parou e ficou olhando para ele, desconfiada. - Você, por acaso, não viu nada, não sabe de nada sobre ontem à noite?
- Claro que não! Aliás, do que é que você está falando? Por que a está na NOSSA sala em prantos?
- Simplesmente porque o meu irmão é o ser humano mais retardado e idiota do planeta! Ela pegou ele e a juntos na cama agora de manhã...
- O QUÊ? MAS COMO? Quando eu e o saímos do pub ontem, só ficaram o e o ! Nem sinal de !
- Então, é por isso que você precisa ir até lá. Descobre essa história. Eu vou ficar aqui cuidando dela. Ela está arrasada.
- Eu imagino. Tadinha... Mas o também, hein?
- EU VOU SIMPLESMENTE MATAR O MEU IRMÃO!
- Calma . A gente vai dar um jeito nisso. Agora vai lá ver se ela está bem. Eu vou colocar essa roupa e já vou.
Minutos depois saiu e foi para a casa de , na velocidade de um foguete.
- , eu não sei o que fazer, minha cabeça dói... tudo ao meu redor parece estar girando.
- Você está nervosa, dude. Olha, você não comeu nada a manhã inteira. Quer alguma coisa? Um Nescau?
- Não quero nada, . Só me deixa aqui, deitada no sofá. - ela encolheu-se no sofá e suas lágrimas rolaram pela almofada verde.
- Tudo bem, então. Mas, por favor, pelo menos o Nescau você toma? Não pode ficar com o estômago vazio.
- Ah, tanto faz, dude.
foi até a cozinha, preparou um copo de leite com achocolatado para a amiga e deixou na mesinha ao lado do sofá.
Agora só restava uma coisa a fazer: ligar para as amigas. Foi até seu quarto e tirou o telefone da bolsa. Ligou primeiro para e depois colocou , e na teleconferência.
- Dudes, acionando o CODE RED. A precisa da gente.
- Mas o que aconteceu com a ? - perguntou .
- Não dá para contar tudo por telefone, mas a coisa é séria. Vocês precisam vir pra cá o mais rápido possível.
- Meu Deus! O que poderia ser tão terrível assim? - perguntou .
- Me deixa resumir rapidinho: e brigaram. E brigaram feio, dudes.
- Ahh! Fala sério! Essa é a situação de emergência? Isso é tão sério assim a ponto de acionar o CODE RED da nossa amizade? - disse .
- É sério a partir do momento em que o besta do meu irmão traiu ela. Dudes, não é brincadeira eu preciso de vocês aqui.
- Ai meu Deus! Traiu? Mas como assim? - desesperou-se .
- Eu explico quando vocês chegarem.
- Olha, . Eu estou aqui em casa só editando umas fotos para uma revista, mas eu posso terminar isso depois. Chego aí em uns dez minutos. - disse .
- Eu tenho que terminar uns relatórios gigantescos aqui, mas já estou bem no final. Então passo aí daqui uma hora, ok? - disse .
- Ok, . - respondeu .
- Eu tenho uma reunião para apresentação de projeto daqui a quinze minutos. Assim que terminar, eu corro aí. - disse .
- Eu estou no meu horário de almoço, . E depois posso falar para o meu chefe que preciso fazer algumas pesquisas para um artigo e pedir a tarde de folga. Chego aí junto com a . - disse .
- Tudo bem, então. Eu estou esperando vocês aqui.
Desligou o telefone e foi até a sala ver como estava. Ela ainda estava deitada no sofá e não tinha nem tocado do copo com Nescau. A almofada em que ela apoiava a cabeça estava encharcada de lágrimas.
- Tem certeza que não vai beber?
- Não quero, . Pára de insistir!
- Mas olha, está gelado e com bastante chocolate... Do jeitinho que você gosta! - olhou para o copo na mão de , não havia como resistir por muito mais tempo.
- Tudo bem, tudo bem. - disse pegando o copo.
ficou sentada ao seu lado no sofá e percebeu que a garota queria ficar quieta, então não disse nada, só deu-lhe um forte abraço.
Alguns minutos depois, e tocaram a campainha desesperadamente e entraram correndo na sala.
- O que aconteceu? Pelo amor de Deus, alguém me explica o porquê de um CODE RED! - disse , tropeçando nas palavras de tão rápido que falou.
- É, ! Explica essa história! - foi aí que as duas viram se levantar do sofá e olharam para ela com aquela típica cara de dó.
- O que houve é que Jones é o ser mais desprezível do universo! - e correram em sua direção e a abraçaram o mais forte que puderam.
- Calma, dude. Respira fundo e depois você conta o que aconteceu. - disse .
- Eu não sei o que fazer, dudes. Minha cabeça ainda está doendo e aquelas imagens horríveis ainda estão na minha cabeça... - jogou-se no sofá novamente e sentou-se de um lado e do outro, no sofá ao lado.
- Mas dude, você tem certeza? Era mesmo a ? E... Eles... Realmente... - não sabia como terminar a frase, ficou com medo de magoar a amiga.
- É claro que sim! Qual outra explicação para ela estar pelada na cama do lado dele? Foi tão... Tão... Horrível. Eu senti uma dor tão grande no peito como eu nunca tinha sentido antes. Parecia que eu ia morrer. - ela abraçou , apoiando a cabeça em seu ombro.
- Ai, dude. Não fica assim. Se ele fez isso, ele não te merece, essa é a verdade. - disse , passando as mãos em seus cabelos. – Sem ofensas, .
- Dude, nós estamos aqui. PARA SEMPRE, entendeu? - disse , juntando-se ao abraço e secando as lágrimas de com as mãos.
- É verdade. Não importa o que o paspalho besta do meu irmão faça. Uma coisa nunca vai mudar. Nossa amizade. Você SEMPRE vai ter a nós. - disse aproximando-se e também juntando-se ao abraço.
Ao mesmo tempo em que tudo isso ocorria na casa de , estava na casa de .
- Dude, o que houve aqui? Você tem alguma explicação lógica do porque de a sua namorada estar na sala da minha casa aos prantos? - perguntou .
- Aos prantos? Na sua casa? - sentou-se na cadeira da mesa da cozinha e colocou a mão no rosto. - Não acredito que eu a fiz chorar! Eu prometi que nunca a magoaria! Eu sou o ser mais burro do planeta! - algumas lágrimas rolaram de seu rosto.
- Só agora que você percebeu isso, ? - nesse instante entrou na cozinha.
- Oi, dude.
- Para você é , por favor. Nada de intimidades com pessoas como você.
- Que estressado.
- Eu posso saber o que você ainda está fazendo aqui? Depois de tudo que você causou, ainda tem a cara de pau de continuar aqui?
- É claro. Estou na casa do cara que eu amo.
- Errado. Você está na casa do cara que não quer nada com você e tem uma namorada que ama ele.
- Não foi o que pareceu noite passada...
- CALA A BOCA, ! - gritou .
- Vocês dois acordaram de mau humor hoje, hein?
- Ah! Cansei dessa discussão ridícula! - gritou . - Sai daqui agora, . Anda, vai embora!
- Você não pode me expulsar! A casa não é sua!
- Não interessa, é do meu melhor amigo. E eu te expulso a hora que eu quiser, vaca. - agarrou pelo braço e a levou até o quarto. - Onde estão suas roupas?
- Em cima da mesa de cabeceira. - as embolou na mão e levou-a até a sala novamente.
- Agora, sinta-se à vontade para ir embora. E faça um favor a todos nós, nos dê a honra de não ficar na sua presença de novo, ok?
- EU NÃO VOU EMBORA!
- AH, VAI SIM! - abriu a porta e empurrou-a para fora. - FIQUE LONGE DOS MEUS AMIGOS, ENTENDEU SUA VADIA? - e fechou a porta.
Voltou para a cozinha e ainda estava sentado na cadeira.
- , antes de qualquer coisa. Fique decente, tome um banho e tire essa cueca fedida.
- Tudo bem, . Só me diz uma coisa?
- O que?
- Ela estava tão mal assim?
- O que você acha? A garota te pegou na cama com outra, como ela poderia estar? - ele não conseguiu dizer mais nada, apenas dirigiu-se para o banheiro.
- Pronto. Eu já estou decente! Agora, me leva para a sua casa.
- O QUÊ?
- Para a sua casa, ué!
- O que você vai fazer lá?
- Como o que? Eu vou lá explicar tudo para a minha namorada! E implorar para ela me perdoar!
- Não mesmo! No estado em que ela está, ou ela te mata ou ela morre se te ver. - pegou as chaves do carro. - Nós vamos para a casa do . O já está lá, nós todos precisamos conversar.
- Mas a está sozinha...
- Você acha que as meninas vão deixá-la sozinha, Jones? Aquelas seis se amam, nunca deixariam uma sozinha num momento desses. Agora, vamos.
Os dois saíram e foram para a casa do .
Enquanto isso as quatro ainda estavam tentando acalmar a amiga.
- Dude, toma esse remédio. Vai te fazer bem, vai te acalmar um pouco.
- Eu só quero me afundar nesse sofá, posso?
- Claro que não! Anda, toma o remédio que a está te dando. - tomou o remédio, mesmo que contra sua vontade. Minutos depois estava dormindo.
- E agora? O que a gente faz? - perguntou .
- Sinceramente? Nem idéia. Eu não sei nem o que dizer para ela... - respondeu .
- Você mandou o lá para a casa do , não é? - quis saber .
- Sim, eles devem estar conversando e se eu bem conheço meu namorado, eles devem estar a caminho da casa do .
e acabaram dormindo na casa de , para impedir que fizesse alguma besteira, coisa que ele sempre faz.
As garotas também dormiram fora de casa, espalhando colchões pela sala de .
No dia seguinte, foi a primeira a acordar. Abriu a janela e havia um tímido sol querendo aparecer. Esfregou os olhos, espreguiçou-se e bocejou. Olhando para o sol novamente, os acontecimentos do dia anterior voltaram à sua mente como um furacão.
Esfregou os olhos de novo, desejando que aquele simples gesto a fizesse acordar de um pesadelo. Nada aconteceu. Olhou em volta e viu suas amigas ainda dormindo nos colchões que estavam no chão. Era tudo verdade e agora era a hora de enfrentá-la.
apareceu na sala, ela saía de seu quarto.
- Bom dia, .
- Não é exatamente um bom dia...
- Hmmm... É... Vamos comer alguma coisa, certo? - nesse intervalo de tempo as outras foram acordando e se levantando, ainda sonolentas.
- Eu quero ir embora. - disse .
- Mas dude, você não quer a nossa companhia? - perguntou .
- Não é isso, . Eu só quero ficar sozinha agora, preciso de um tempo para pensar, colocar minhas idéias no lugar... Eu estou sem carro, alguma de vocês pode me levar para casa?
- Eu te levo, dude. - disse .
- , tem como você dizer para o nosso editor que eu estou doente? Que peguei uma virose lá em Glasgow ou coisa do tipo? Não tenho ânimo para trabalhar hoje...
- Tudo bem, sem problemas.
Já que não havia mais o quê se fazer, tomaram café e foram para seus respectivos empregos. Se é que aquilo foi realmente um café, já que mal tocou em suas torradas e as garotas ficavam apenas olhando-a com cara de pena.
levou até sua casa e deixou instruções para que ela ligasse caso precisasse de alguma coisa.
A garota entrou em casa e olhou em volta. Quase tudo ali a fazia lembrar algum momento com . Lágrimas começaram a escorrer de seus olhos e ela se sentiu estúpida, chorando por causa de alguém que não merecia.
- COMO EU TE ODEIO, ! - gritou bem alto - EU TE ODEIO! ODEIO! ODEIO! ODEIO! - continuou gritando e batendo o pé no chão com muita força.
"Preciso de um banho. Preciso me acalmar. Preciso pensar." - disse mentalmente.
Foi para o banheiro e ligou o chuveiro. Encostada na porta do box, podia ver uma camisa de jogada na mesinha de cabeceira. Era, obviamente, xadrez, as que ela mais gostava. (n/a: só uma parte da música será usada aqui.)
When You're GoneI've never felt this way before,
(Eu nunca me senti assim antes)
everything that I do reminds me of you.
(Tudo que eu faço, me lembra você)
And the clothes you left, they lie on the floor.
(E as roupas que você deixou, estão no chão)
And they smell just like you,
(E elas cheiram como você)
I love the things that you do
(Eu amo as coisas que você faz)
Lembrou-se dessa música, desviou o olhar bruscamente e segurou o choro. - "Não vou chorar. Não vou. Ele não merece.” - pensou.
When you walk away I count the steps that you take
(Quando você vai embora, eu conto seus passos)
Do you see how much I need you right now?
(Você não vê o quanto preciso de você agora?)
When you're gone the pieces of my heart are missing you
(Quando você parte, meu coração despedaçado sente saudades)
When you're gone the face I came to know is missing too
(Quando você parte, o rosto que eu cheguei a conhecer se perde também)
When you're gone the words I need to hear
(Quando você parte, as palavras que eu preciso ouvir)
To always get me through the day
(Pra sempre me me fazer superar o dia)
And make it ok
(E fazê-lo ficar bem)
I miss you
(Eu sinto saudades)
A garota correu para debaixo do chuveiro e a única coisa que queria era se afogar.
We were made for each other
(Nós fomos feitos um para o outro)
Out here forever
(Para todo o sempre)
I know we were
(Eu sei que fomos)
A água começou a se misturar com suas lágrimas, que eram incontroláveis e jorravam de seus olhos. Ela foi deixando seu corpo cair, até estar sentada com as pernas junto ao corpo e os braços em volta delas. Seus olhos começavam a arder.
All I ever wanted was for you to know
(Tudo o que eu sempre quis foi que você soubesse)
Everything I do I give my heart and soul
(Tudo o que eu faço me entrego de corpo e alma.)
I can hardly breathe I need to feel you here with me
(Eu mal consigo respirar, eu preciso te sentir ao meu lado)
When you're gone the pieces of my heart are missing you
(Quando você parte, meu coração despedaçado sente saudades)
When you're gone the face I came to know is missing too
(Quando você parte, o rosto que eu cheguei a conhecer se perde também)
When you're gone the words I need to hear
(Quando você parte, as palavras que eu preciso ouvir)
Will always get me through the day
(Vão sempre me me fazer superar o dia)
And make it ok
(E fazê-lo ficar bem)
I miss you
(Eu sinto saudades)
“Espera um pouco. O que é que eu estou fazendo? Que merda é essa? – ela olhou em volta – Olha pra você, ! Deixa de ser babaca, garota! Vai ficar aqui cantando e chorando nesse estado deprimente? Pelo amor de Deus! Se ajeita, mulher!” – pensou, levantou-se e desligou o chuveiro.
Depois do banho, colocou seu pijama favorito e ligou a TV. Não tinha planos nem de colocar a cabeça para fora da janela hoje.
Não havia nada de muito interessante na TV, mas enquanto mudava os canais, ouviu algo familiar. Em algum canal, nem prestou atenção qual, estava passando o clipe de Falling in Love. Tudo bem, essa música sempre fora linda, mas nunca mexera com ela à ponto de fazê-la chorar.
percebeu que não ia conseguir segurar as lágrimas de novo, estas já caíam por livre e espontânea vontade. Queria mudar de canal, mas seus dedos não a obedeciam, era como se estivesse paralisada ali.
“Muda a porcaria do canal, sua besta!” – gritou para si mesma mentalmente, mas mesmo assim ela não conseguia mexer um músculo.
A música acabou e foi só aí que ela conseguiu apertar o botão de desligar. Num movimento quase que involuntário, correu para o quarto, pegou um edredom, voltou à sala e se encolheu no sofá.
As horas foram passando e, devido a falta de notícias, as garotas resolveram passar no apartamento de . Já estava escuro e nenhuma luz estava acesa.
Seu apartamento era no segundo andar e ao começarem a subir as escadas, ouviram um barulho.
- AH NÃO! - gritou .
- É o que eu estou pensando? - perguntou , aflita.
- NÃO ACREDITO! É SIM! - respondeu , gritando.
- ANDA GENTE! CORRE! A GENTE TEM QUE TIRAR ESSA MÚSICA. - disse . - É UMA DAS PIORES BANDAS DE FOSSA!
- Relaxa gente, eu trouxe minha cópia da chave. - disse .
As cinco subiram as escadas enlouquecidas. abriu a porta. Encontraram uma sala totalmente escura e melancólica.
acendeu as luzes e todas se depararam com jogada no sofá. A garota mal reparara que suas amigas haviam entrado no apartamento. Havia uma garrafa de vinho pela metade, uma folha e uma caneta em cima da mesa de centro. A música que tocava era SOS do ABBA.
S.O.S
cantarolava num fio de voz:
Where are those happy days?
(Onde estão aqueles dias felizes?)
They seem so hard to find
(Eles parecem tão difíceis de encontrar)
I tried to reach for you
(Eu tentei te alcançar)
But you have closed your mind
(Mas você fechou sua mente)
Whatever happened to our love
(O que aconteceu com nosso amor?)
I wish I understood
(Eu queria entender)
It used to be so nice
(Costumava ser tão legal)
It used to be so good
(Costumava ser tão bom)
- O que está acontecendo aqui, Dona ? - perguntou .
- Nada, só estou... Cantando...
- Está é se acabando, isso sim! - disse , num tom de repreensão. - , desliga essa merda de música. - inclinou-se para apertar o botão de desligar quando começou o refrão. Mesmo assim, não hesitou e desligou o aparelho de som.
Não adiantou, continuou cantando mesmo sem música:
So when you're near me, darling
(Então quando você está próximo a mim, querido)
Can't you hear me
(Você não pode me ouvir?)
S.O.S.
(S.O.S)
The love you gave me
(Amor que você me deu)
Nothing else can save me
(Nada mais pode me salvar)
S. O. S.
(S.O.S)
When you're gone
(Quando você se vai)
How can I even try to go on?
(Como eu posso até mesmo tentar prosseguir?)
When you're gone
(Quando você se vai)
Though I try how can I carry on?
(Mesmo que eu tente com posso continuar?)
- CHEGA! PÁRA COM ISSO! - disse , super irritada. - Você vai ficar aí de debulhando em lágrimas? Por causa de Jones e aquela piranha?
- Não. Agora que vocês chegaram, eu preciso falar uma coisa. - disse .
- Que coisa, ? - perguntou . - Você está ficando muito esquisita...
- Não é nada demais, é bem simples até. Eu quero sair. - todas olharam-na com cara de surpresa. - É isso mesmo. Quero sair, me divertir, beber e esquecer tudo o que aconteceu, afinal eu não dependo de ninguém para viver minha vida, certo? E aí, vamos ou não?
- Va... Va... Vamos. - respondeu , gaguejando.
- Ótimo. Preciso tomar um porre hoje, um porre dos bons. Vou trocar de roupa. - ela levantou-se do sofá num pulo. Em exatos cinco segundos, ela parecia outra pessoa, parecia que nada tinha acontecido e que aquela era uma noite completamente normal. saiu da sala e foi para seu quarto trocar de roupa.
- Hmmm... Foi só eu ou vocês também acharam isso muito bizarro? - perguntou .
- Todas nós achamos. - respondeu . - Mas até que é melhor assim. Pensem. Pelo menos, ela vai seguir em frente com a vida dela. Mas antes disso, ela precisa encher a cara, é a lei natural das coisas.
- Credo, dude! - repreendeu . - Também não é assim vai...
- Ah! É assim sim. - disse . - Ainda bem que ela quis nos levar junto, pior seria se ela tivesse ido sozinha. É melhor a gente estar por perto.
- Gente! Olhem isso aqui! - disse , fazendo um gesto para que as garotas se juntassem à ela perto da mesinha de centro. - Ela escreveu um poema para ele. - pegou o papel e começou a lê-lo: (n/a: esse poema é de autoria da autora da fic.)
"How can I get you off my mind, if you are my constant thought?
(Como posso te tirar da minha mente, se você é meu pensamento constante?)
How can I stop loving you, if your name is written in my heart?
(Como posso parar de te amar, se seu nome está escrito em meu coração?)
How can I take you out of my soul, if you are already part of it?
(Como te tirar de minha alma, se você já é parte dela?)
How can I live without you, if you are the air that I breathe?
(Como posso viver sem você, se você é o ar que eu respiro?)
It hurts so much that's impossible to imagine a life far away from you.
(Dói tanto que é impossível imaginar uma vida longe de você)
There's no life far away from you..."
(Não há vida longe de você...)
- É... É... Lindo. - disse .
- Ela escreveu isso para extravasar... É o que ela sempre faz. Escreve o que está se passando dentro do seu coração... - disse . Nesse instante apareceu na sala.
- Pronto! Podemos ir. - ela estava vestindo uma calça jeans, botas de salto alto, e sobretudo preto. Ela viu o papel na mão de . – Ah, isso. Bem, ele não merece nem uma vírgula do que está escrito aí. Acho que eu vou jogar isso fora, é. – Ela pegou a pequena folha da mão da amiga, amassou e jogou no lixo ao lado da escrivaninha. – Vamos?
No carro, tentou ligar para . Queria avisá-lo que ia sair com as garotas e que voltaria tarde para casa. Mas seu celular dava fora de área e caía na caixa postal.
Foram para um Pub e ao entrar viram algo que não deveriam ver naquela noite. . Ele estava sozinho, sentado no balcão e bebendo um copo de Whisky. Como estava de costas, não as viu.
- , você quer ir para outro lugar? - perguntou .
- Não. Por que eu iria? Não é por causa desse imbecil que eu vou deixar de sair com as minhas amigas ou ir aonde eu quero. - ela foi em direção à uma mesa vazia num lugar que julgou ser mais difícil para ele as ver.
não sabia o que fazer. Por um lado tinha o dever de ajudar a amiga, que estava passando por um momento muito difícil. Por outro, era seu irmão que estava sentado ali sozinho. Decidiu que, por enquanto, ficaria com a amiga, mas que assim que pudesse ia falar com o irmão.
parecia ler seus pensamentos quando disse:
- , pode ir lá. Ele é seu irmão e nada vai mudar isso.
- Mas você não ficaria chateada?
- Claro que não. Vai lá, eu não me importo.
levantou-se e foi até o irmão, que levou o maior susto, pois não esperava encontrá-la por lá.
- O que... você está... fazendo... aqui? - disse , com sua típica voz de bêbado.
- Eu vim com as meninas. Não sabia que você estava aqui...
- A veio também? Cadê... hmm... ela? - levantou-se e começou a procurar pelo salão. Quase tropeçou no banco em que estava sentado.
- Ela está sim. Mas nem pense em ir falar com ela.
- EU VOU SIM! - gritou, com a voz mais alterada ainda.
- Vai nada. Pode ir sentando aí. - colocou-o de volta no banco. - Não acha que já bebeu demais, não?
- Demais? Que isso! Tô só começando, irmãzinha!
- , eu vou te levar para casa. Você não está bem.
- Eu estou ótimo. Nem estou bêbado, ó! Quer me ver fazer um quatro? - ele tentou se levantar, mas quase caiu. - Viu? Perfeitamente normal...
- Ah é assim? Vai agir igual criança? Então fica aí, jogado às traças. Idiota. - virou as costas e voltou para a mesa.
- Ele está bem, ? - perguntou .
- O que você acha? Está bêbado né.
- Não é melhor levá-lo para casa? - perguntou .
- Eu tentei, ele não deixou.
- Nós viemos aqui para ficar de babá de ou para nos divertir? Pelo amor de Deus! - disse , irritada.
- Tudo bem, a gente pára de fala nele. - disse .
Nessa hora o garçom chegou com seis copões de cerveja. As horas foram passando e as garotas brincando, rindo e se divertindo. continuava ali, sentado no bar. Às vezes virava e ficava observando-as.
- Meninas, eu vou no banheiro. Já volto. - disse .
Ela foi até os fundos do Pub e entrou no banheiro feminino. Não tinha percebido, mas fora atrás dela e entrara no banheiro feminino também.
- O que você está fazendo aqui? Esse banheiro é feminino!
- Eu sei. Mas eu quero falar com você.
- Mas eu não quero. Então você pode, por favor, voltar para o lugar de onde veio?
- Não. Você VAI me ouvir. - virou-se e tentou chegar até a porta do banheiro. impediu-a. - Você VAI me ouvir.
- NÃO, EU NÃO VOU! - gritou.
- Cala a boca e escuta, ok? - fez cara de tédio, mas percebeu que não tinha outra opção a não ser ouvir as baboseiras de .
- Tudo bem, fala logo.
- , você tem que entender o que aconteceu. Eu não fiz nada. EU JURO! Eu nem sei como ela foi parar na minha cama!
- Conta outra, babaca.
- Ela deve ter me drogado!
- AH NÃO! AÍ JÁ É DEMAIS! VOCÊ NÃO QUER ASSUMIR A RESPONSABILIDADE E VAI JOGAR PARA CIMA DOS OUTROS? QUANTOS ANOS VOCÊ TEM? CINCO? SEJA HOMEM O SUFICIENTE PARA ASSUMIR O QUE VOCÊ FAZ!
- Mas eu não fiz nada!
- Como não fez? ELA ESTAVA LÁ NA SUA CAMA! ABRAÇADA EM VOCÊ!
- Isso não significa nada...
- NÃO SIGNIFICA NADA? NADA? NADA? - foi aumentando seu grito em cada 'nada' - TUDO BEM ENTÃO. VOU LEVAR O JUDE LAW PELADO PARA A MINHA CAMA E FICAR ABRAÇADINHA NELE! E NÃO VAI SIGNIFICAR NADA! NADA! NADA! – ela estava ficando vermelha de tanto gritar.
- Mas aí é diferente...
- DIFERENTE O CACETE, ! É A MESMA COISA! Pensa uma vez na sua vida! Usa seu cérebro! Se fosse eu com outro cara, você ia pensar a mesma coisa!
- É...é... hummm.
- VIU? - , não tendo o que dizer, aproximou-se de e tentou beijá-la. - ME SOLTA! ME SOLTA! ME SOLTA! - começou a bater e dar socos nele. - EU TE ODEIO ! EU TE ODEIO! TE ODEIO! TE ODEIO PRO RESTO DA MINHA VIDA! - e conseguiu se soltar de seus braços.
- Não, você não me ODEIA. Você me AMA e eu te AMO. E por isso, nós deveríamos ficar juntos. Por isso, você deveria me perdoar.
- TE PERDOAR? TE PERDOAR? EU POSSO PERDOAR QUALQUER COISA, , MAS NÃO ME PEÇA PARA PERDOAR UMA TRAIÇÃO! ISSO É DEMAIS PARA A MINHA CABEÇA! QUANTAS VEZES, NESSE TEMPO TODO QUE A GENTE TÁ JUNTO, VOCÊ FEZ BESTEIRA E EU TE PERDOEI? MILHARES DE VEZES. MAS DESSA VEZ, ACABOU, JÁ ERA. NÃO TEM PERDÃO.
- Mas... mas... , eu te amo.
- Se amasse não teria feito o que fez! E agora me dá licença, eu preciso voltar para a minha mesa. - abriu a porta do banheiro e saiu, mas não tinha desistido ainda. Puxou-a pelo braço, no meio do salão, e beijou-a. Foi tudo tão rápido que ela não teve tempo de impedir.
Da mesa, as garotas olhavam com cara de interrogação e espanto. O resto das pessoas, aplaudiu, achando que era um casal feliz que estava expressando seu amor. conseguiu, finalmente, empurrar .
- NUNCA MAIS FAÇA ISSO! ENTENDEU? NUNCA MAIS! SEU... SEU... SEU SAFADO! SEM VERGONHA! CACHORRO! FILHO DA PUTA! - as pessoas olharam espantadas. - E SE VOCÊ PUDER, NUNCA MAIS NEM OLHA PARA MIM! SE ESTIVER NA MESMA CALÇADA QUE EU, ATRAVESSE A RUA. ENTENDEU? - pronunciava aquelas palavras com uma dor agonizante no peito. Estava sem fôlego de tanto gritar.
Só ela sabia o quanto doía dizer tudo aquilo. Porque a verdade era que nunca queria sair de perto de , mas ela não podia aceitar essa cachorrada dele. Era realmente o fim.
- NÃO! EU TE AMO, PORRA! VOCÊ SABE DISSO!
- Eu achei que eu sabia, mas na verdade... eu não sabia era de nada... - pegou sua bolsa e saiu do Pub. As garotas foram atrás.
- , para onde você vai? - perguntou .
- Para casa. Emoções demais para uma noite só. Tenho que dormir, trabalho cedo amanhã. Boa noite vejo vocês de manhã. - entrou dentro do carro e foi embora.
- Mas esse seu irmão, hein ? - disse . - Vai lá dentro dar um jeito nele...
- É, ele passou dos limites hoje. - disse .
O celular de tocou e ela afastou-se um pouco das amigas para falar com .
- Oi, amor.
- Oi, minha linda. Onde você está? Estou escutando muito barulho.
- É que eu estou num Pub com as meninas. A gente veio trazer a para se distrair um pouco. Mas não deu muito certo...
- Ah sim, entendo. Mas por que não deu certo?
- Pergunta para o seu amigo, . É uma longa história, depois eu te conto. Mas por que você ligou?
- É que...eu... hã... preciso falar com você.
- Então fala, ué. Estou escutando.
- Não, tem que ser pessoalmente.
- Nossa, . Você está... me assustando. É sério?
- Não exatamente... depende de como você vê as coisas. - tremeu ao escutar essas palavras, pressentiu que algo estava errado. - A gente pode almoçar junto amanhã?
- Claro, !
- Então, meio-dia no restaurante em frente à redação do jornal. Eu sei que você gosta de almoçar lá...
- Eu adoro aquele restaurante! Te vejo amanhã então, meu amor.
- Te vejo amanhã, linda. Boa noite.
- ? Eu te amo.
- Eu... hã... também... - e desligou o telefone. estava tremendo um pouco e, ela não sabia porquê, mas seu coração estava apertado. Aproximou-se das meninas novamente.
- Então, vamos para casa agora? - perguntou.
- Acho que sim. Não há mais o que fazer aqui. - respondeu .
- Vocês podem ir. Eu tenho que dar um jeito no meu irmão. - disse . - Vão para casa. Eu cuido daquele idiota sozinha.
- Tudo bem, . - disse . - Vamos, meninas. A gente se vê amanhã.
- Nossa sessão de cinema com pipoca e pizza de chocolate lá em casa amanhã, ainda está de pé? - perguntou .
- Claro! Acho que se a gente cancelar, a mata a gente... Não é ela que vai fazer a pizza? - disse .
- É sim. Bom, deixa eu entrar e dar um jeito naquele bêbado lá dentro. - disse . - Até amanhã.
, , e foram embora e entrou de novo no Pub. Viu sentado no mesmo lugar de antes, tinha acabado de virar um copo de Whisky.
- SEU IDIOTA! O QUE VOCÊ PENSA DA VIDA? PELO AMOR DE DEUS, ME DIZ! VOCÊ ACHA O QUÊ? QUE PODE TRAIR A GAROTA E DEPOIS SIMPLESMENTE BEIJA-LÁ NUM PUB NA FRENTE DE TODO MUNDO?
- Mas ... eu... eu precisava fazer alguma coisa... Não podia deixar ela me largar assim.
- A única coisa que você pode fazer agora é ir embora para casa e seguir sua vida. SE vocês voltarem algum dia, não vai ser tão cedo. Ela precisa de tempo. Não força a barra, ok?
- Mas eu não posso não forçar a barra! Preciso dela!
- Cala a boca, . Vem, vou te colocar em um táxi para você ir para casa. - puxou-o pela mão e os dois saíram do Pub.
Ela chamou um táxi e o motorista parou na frente deles.
- Vai para casa e dorme. Amanhã você toma um remédio para essa ressaca. Te ligo quando acordar. - disse e o motorista arrancou com o carro.
No dia seguinte.
- Bom dia! - disse ao entrar na redação do jornal. , e já estavam lá.
- Bom dia. - disseram as três juntas.
- Adivinhem o que eu trouxe? STARBUCKS! - estava com uma bandejinha com quatro cappuccinos. Cada uma pegou o seu.
- Meninas, eu não contei ontem, mas tem uma coisa me preocupando. - disse .
- Conta, . O que foi? - perguntou .
- Eu recebi uma ligação muito estranha do ontem...
- Ah! Então foi ele que ligou ontem! - disse .
- Foi. E veio com um papo estranho de que precisava conversar comigo e que era sério...
- Não disse mais nada? - perguntou .
- Não. Mas marcou de almoçar comigo no restaurante aqui em frente hoje. - soltou um suspiro. - Estou preocupada. Ele estava com um jeito muito estranho...
- Não deve ser nada, dude. Você sabe o quão estranho o é. Provavelmente vai querer te contar que comprou um baixo novo. - disse .
- E que dessa vez as luzinhas dele são das cores do arco-íris! - disse . Todas riram.
- E que ele tem pequenas asinhas pra lançar vôo do meio do palco! – disse .
- É, provavelmente deve ser algo do tipo... - disse , com uma voz ainda preocupada.
A manhã passou sem nada de interessante acontecer. teve que ir até o London Eye tirar umas fotos para uma reportagem do próximo mês. e ainda estavam trabalhando com a cobertura do evento de Glasgow e teve que entrevistar um dos membros da Scotland Yard.
Já era meio-dia e todas estavam tirando sua pausa para almoço.
- Bem, vou encontrar o agora. Espero que tudo dê certo... – ela estava meio esquisita, com o olhar para o vazio, realmente preocupada.
- Não se preocupe. - disse sorrindo para ela.
Já era quase fim do expediente e ainda não tinha voltado do almoço. As garotas não estavam preocupadas, acharam que os dois tinham fugido para casa e passado a tarde juntos. Estavam arrumando suas coisas para sair quando viram entrar, cabisbaixa, pela porta da redação.
- E aí? Como foi o dia? - perguntou , animada.
- PÉSSIMO!
- Péssimo? Como péssimo? Você passou o dia todo com o ! - disse .
- MUITO PELO CONTRÁRIO. EU PASSEI O DIA TODO SOZINHA! SO-ZI-NHA.
- Mas como? Vocês não foram almoçar juntos? - perguntou .
- Se você chama aquilo de almoço... FOI A PIOR COISA DA MINHA VIDA! - lágrimas começaram a cair dos olhos de . - ELE TERMINOU COMIGO! TERMINOU! TERMINOU TUDO! JÁ ERA! ACABOU! - agora chorava muito.
- TERMINOU? - perguntaram as três juntas.
- É, terminou.
- Mas por quê? - quis saber .
- Porque ele acha que é muito novo para se prender à uma só pessoa. Ele não quer nada sério no momento!
- Mas vocês são... perfeitos um pro outro!
- Eu sei, . Mas... - soluçava. - ELE QUER É SAIR POR AÍ SE ENBEBEDANDO E PEGANDO DEZ NA MESMA NOITE! - à essa altura já estavam todos olhando assustados para e ela se acabava em lágrimas.
- Ai meu Deus! - disse . - A gente tem um problemão aqui.
- Acho melhor a gente levar ela para casa. Só faltam dez minutos pro fim do expediente e nós já fizemos tudo, acho que podemos ir embora. - disse .
- Podemos sim. Vamos levá-la para casa. - disse . - , liga para a e a . Manda elas irem para a minha casa.
Chegando na casa de , simplesmente sentou-se no sofá e ficou olhando para a parede.
- Dude, como o pôde fazer isso? Como? Não sei quem é pior... se é o seu irmão, ou se é o da . - disse .
- Não acredito que meu irmão tenha feito isso. Quer dizer, como ele pôde ser tão imbecil? - disse .
Combinaram de dormir todas na casa de . Tentaram animar com tudo que podiam, mas nada funcionou. No fundo, a única que entendia o que estava sentindo era . Afinal, dois dias atrás ela passara por coisa pior e ainda não estava totalmente bem, só tentava passar a impressão de que estava.
Todas já estavam dormindo, mas e não conseguiam pregar o olho.
- Dude, eu sei o que deve estar se passando na sua cabeça. Eu ainda estou muito mal por causa do que aconteceu com o ...
- É, agora eu sei por que você ficou tão mal... Não consigo acreditar que eu amo tanto um imbecil igual ao ...
- Eu ando pensando em uma coisa, dude.
- O que, ?
- Ainda não posso te dizer. Não tenho certeza ainda. Mas se der certo, não precisaremos mais nos preocupar com aqueles dois babacas...
- O que poderia ser? Não consigo pensar em nada que tire isso de mim...
- Me dê uma semana e eu resolvo tudo.
Uma semana e meia depois.
- , a gente tem que contar para elas. - disse , baixinho.
- Eu sei, mas estou com medo de como vão reagir.
- Não tem outro jeito. Temos que contar. Afinal, não temos muito tempo...
- Tudo bem, então. Vamos marcar com todo mundo essa noite, lá em casa.
- Isso, eu ligo para elas.
- , . - chamou . As duas viraram-se e olharam de suas mesas. - Reunião lá em casa hoje à noite.
- Para quê? - perguntou .
- Eu e a temos algo para comunicar.
As duas olharam curiosas e até um pouco assustadas, aquilo não podia ser boa coisa.
Mais tarde na casa da .
- Estamos todas aqui. O que vocês têm de tão importante para nos dizer? - perguntou .
- É complicado, mas foi o único jeito que achamos de tentar esquecer tudo o que aconteceu... - disse .
- Vocês estão estranhas. - disse .
- É, não estou entendendo nada. - disse .
- Então vou ser direta. Sem rodeios. - disse . - Lá vai: Eu e a vamos morar em Nova York. - todas olharam com cara de espanto, não acreditavam no que estavam ouvindo.
- Ótima brincadeira, meninas! - disse Nandae começou a rir.
- Não é brincadeira, dude. - disse . - Já está decidido. Nós conseguimos um emprego no NY Post e já está tudo arranjado para morarmos lá.
- QUANDO vocês decidiram tudo isso? - perguntou exaltada. - Vocês não nos contaram nada!
- Estamos contando agora... - respondeu .
- Vocês não podem ir morar em Nova York! Quer dizer, não podem nos deixar aqui! Não podem abandonar Londres! - disse .
- Vai ser difícil, , mas não tem como continuar aqui. - disse .
- NÃO! VOCÊS NÃO VÃO! - disse . - EU SOU A MAIS VELHA AQUI! EU NÃO DEIXO VOCÊS IREM! EU PROÍBO VOCÊS!
- Não tem como você não deixar, . Nós somos maiores, podemos fazer o que quisermos. - disse .
- Nós vamos e não há nada que vocês possam fazer contra isso. - disse .
- Anda, ! Deixa de ser lerdo! - gritou da sala.
- Que estresse, criatura! Calma, elas não vão embarcar sem despedir de você! - respondeu, aparecendo na sala.
Era o dia em que e embarcavam para Nova York. Um dia triste, até mesmo para elas, afinal deixar Londres era a última coisa que queriam fazer. Mas era preciso, não tinha outro jeito.
Nova York nem deve ser tão mal assim. Quer dizer, as pessoas que moram lá acham legal, não é mesmo?
O vôo partia às 07h30min da noite e já eram seis horas. As garotas combinaram de se encontrar para a despedida às seis e meia.
- Até que enfim! Vai casar hoje, é? Está parecendo noiva! - disse .
- Se você quiser a gente casa... Hoje. Só que você tem que ser a noiva, não eu. Topa?
- Ai, ! Que hora mais inoportuna para fazer um pedido de casamento! Não dá para ser amanhã? A gente sai para jantar e você compra um anel para mim, tudo bem?
- Você REALMENTE está estressada hoje. Qualquer outro dia e nós estaríamos indo para o cartório agora! - disse com sarcasmo.
- Vamos embora logo, seu lerdo! Eu quero chegar no aeroporto hoje! - abriu a porta e saiu andando, sem esperar . Mas no meio das escadas, levou um susto ao ver algo que não esperava no dia de hoje. – Hã... ? - gaguejou.
- Por que a surpresa, irmãzinha?
- Não, nada. Só não esperava te encontrar aqui.
- Então, o está lá no carro. A gente queria convidar você e o para sair.
- Hmm... É... Então. É que hoje não dá! - disse , ainda gaguejando.
- Por que não dá? Vão fazer o quê?
- Nós vamos... Nós... - apareceu atrás de nas escadas. - Fala para ele aonde a gente vai, . - disse , olhando sugestivamente para o namorado.
- Nós vamos... Nós vamos... Ali. - respondeu .
- Ali onde, seu idiota? - perguntou .
- Ali, só ali. Na padaria, talvez?
- Vocês estão estranhos. O que estão escondendo de mim?
- Nada, . - respondeu .
- Claro que estão, ! Eu te conheço! Você é uma Jones, esqueceu? Você está mentindo.
- Já falei que a gente só vai dar uma volta, Daniel!
- Não vão não. Vocês estão escondendo alguma coisa. Fala logo!
- Tudo bem, então. - respirou fundo e soltou tudo de uma vez só. - A e a estão se mudando para Nova York e embarcam hoje. Pronto, falei.
- O QUÊ? ? ? MUDANDO? NOVA YORK? EMBARQUE? HOJE? COMO ASSIM? - pegou os ombros da irmã e sacudiu-a. - E VOCÊ SÓ ME CONTA ISSO AGORA?
- Eu não podia contar! Elas me pediram para não contar para você nem para o .
- E você decidiu trair seu próprio irmão?
- Claro que não! Deixa de criancice! Elas são minhas melhores amigas e você pisou na bola.
- Eu... Eu... Preciso ir. - disse ao mesmo tempo em que saiu correndo escada abaixo. Ele parecia atormentado, quase tropeçou nos degraus.
- Eu não estou com um bom pressentimento sobre isso, . Droga! Por que ele tinha que aparecer justo hoje?
- Agora já era, amor. E vamos logo, se não a gente não chega à tempo.
Enquanto e pegavam o carro na garagem do prédio, entrou em seu carro desesperado para dar a notícia para .
- , acho que agora as coisas estão ferradas de vez. - estava um pouco desnorteado, não sabia o que fazer.
- O que foi, ? O que aconteceu lá em cima?
- Eu fiquei sabendo da pior coisa do mundo... As meninas, dude... Elas...
- Elas o quê, caramba?
- A e a vão morar em Nova York e embarcam hoje. - colocou a testa no volante do carro e bateu-a três vezes.
- Você quer dizer que elas vão para o outro lado do oceano? - perguntou, espantado. - Mas... Mas... Não pode! Como... Como... Eu vou ficar?
- Como assim, "como você vai ficar"? Foi você que terminou com a !
- É, eu sei, dude. Mas é que... Eu tenho que admitir, eu não imaginei que sentiria falta dela, mas eu sinto. E bastante. Acho que eu não consigo viver sem ela... – disse olhando o vazio pela janela.
- E agora? O que a gente faz?
- Não sei. As duas não querem ver a gente nem pintados de ouro...
- E eu fiquei tão descontrolado quando a me falou que eu nem perguntei que horas era o vôo, nem de onde sai o avião. - soltou um suspiro. - Eu sei do que a gente precisa. Pelo menos do que eu preciso.
- O quê?
- Bebida! - arrancou com o carro e decidiu que pararia na primeira lojinha que vendesse bebidas.
Uns dez minutos depois, eles estavam com o carro estacionado em frente a uma loja de conveniência, sentados no capô do carro e bebendo cerveja.
- Já estava difícil ficar sem vê-la, sem abraçá-la, sem beijá-la... Agora que ela vai para outro país, como vai ser? Quer dizer, eu não sei se consigo agüentar, !
- Sabe, nesses dias que passaram desde que eu terminei com a , eu tenho pensado muito no que eu fiz. E eu acho que não foi nada certo. Acho que eu precisei perdê-la para dar valor e saber o quanto eu gosto dela.
- Elas é que estão certas, viu? Nós somos dois idiotas, babacas, cachorros. Quem em sã consciência faria o que a gente fez?
- Verdade. Pela primeira vez na vida, você disse algo certo, . - os dois ficaram quietos por vários minutos. Até romper o silêncio com um berro.
- NÃO! - olhou-o espantado. - EU NÃO VOU DEIXAR ELA IR EMBORA! NÃO VOU! EU A AMO, . VOU LUTAR POR ELA!
- Mas nós não podemos fazer nada! Estamos de mãos atadas.
- Claro que podemos! Nós podemos ir ao aeroporto e pedir que elas fiquem! É uma idéia brilhante!
- , não é porque dá certo nos filmes que vai dar certo na vida real... As coisas são diferentes.
- EU NÃO ME IMPORTO! EU VOU! - bebeu o último gole de sua cerveja e jogou a garrafa no lixo. - Anda, ! Vai ficar aí parado e deixar a garota que você gosta ir embora ou vai lutar para que ela fique?
- Está certo. Vale à pena tentar. Eu faço o que eu puder para ter a minha pequena de volta. - entrou no carro.
corria como um louco com o carro. Mas não sabia para onde ia, estava confuso. Seus neurônios, que já não funcionavam muito bem, estavam piores que o normal.
- , liga para a .
- Para quê?
- Liga logo e não faz muita pergunta, .
- ? É o . O quer falar com você. - colocou o celular no ouvido dele.
- Oi, maninha. Então, eu preciso de uma informação. Preciso saber em que aeroporto e quando é o vôo das meninas.
- Não dá tempo de você chegar aqui, . Está em cima da hora e eu acabei de chegar com o .
- Não quero saber, porra! Me diz! AGORA! - gritou.
- Está bem, mas eu duvido que você chegue a tempo. Aeroporto Heathrow, terminal 5, portão de embarque 2. É o vôo das sete e meia.
- Valeu. - mal esperou terminar e já desligou o celular.
- E então? Ela disse?
- Disse. Elas estão no Heathrow. Está muito longe daqui. Mas eu dou um jeito. Nós temos que chegar a tempo.
N/A: Há! Não disse que ia mandar uma atualização mega hiper rápido? Então, cá estou eu. Sabe, eu gosto desse capítulo, mas o próximo é MUITO mais legal. Espero qeu tenham gostado e me deixem saber o que vocês acham que vai acontecer a seguir! beijos e queijos! :*
Outras fics da autora:
When Love Calls [McFLY- Em Andamento]
We Belong To each Other [McFLY- Finalizadas]