escrita por Gabriela Pereira
Beta-Reader: Bella Marçal

Prólogo

Estava escuro e frio. Alguém gritava os nossos nomes. Eu tentava abrir os olhos e falar “Estamos aqui!”, mas o frio acabou com as minhas energias. Olhei para o lado e, não sei como, acabei soltando um grito com o que vi.


Capítulo Um

Cheguei em casa chorando, não acredito no que Jared fez isso comigo. A campainha tocou, abri a porta e dei de cara com a última pessoa que queria ver no mundo. Jared. Droga, tenho que me lembrar de colocar um olho mágico.
- , aquilo que você viu não foi nada.
- Claro que não! Você é o meu namorado e você e aquela loira peito de silicone estavam se “engolindo”. Nada de mais! – falei cinicamente fazendo joinha com a mão, mas pelo jeito o idiota não sacou.
- Que bom que você me entende, amor! Obrigado por me perdoar, linda.
Fiz cara de indignada e fechei a porta na sua cara, mas antes mostrei o belo dedo do meio, ouvindo um “ai”. Espero que tenha arrancado o nariz dele fora.
- , por favor, eu te am--
- SAIA DAQUI! NÃO QUERO TE VER NUNCA MAIS! NUNCA!
Subi para o meu quarto e liguei meu computador.
, minha melhor amiga, já veio falar comigo.

está Online.
diz: E ai ?
diz: E ai ?
diz: Preciso lhe dar uma notícia muito importante *-*
diz: Credo, vindo noticias de você eu tenho medo!
diz: Você vai amar *-* e eu não sou uma maníaca pra você ter medo!
diz: É... Mas chega perto, hoho :X
e foram adicionadas na conversa.
diz: Fala suas malas!
diz: Hi loves of my life.
diz: O negócio é o seguinte, eu consegui quatro passagens para ir ao um cruzeiro *-* não é maravilhoso?
diz: AAH QUE D+ *-* estou dentro!
diz: EU TAMBÉM, AMIGAA VOCE SEMPRE SOUBE QUE FOI O MEU SONHO!! E também tenho que esfriar a cabeça com uns trecos ai.
diz: Por isso que eu te amo *-*
diz: E adivinhem? Classe A babys! EEEEEE vai ser no mesmo dia que terá o show do McFly u.u
, e dizem: EU TE AMO! AAH *-*
diz: Eu sei que vocês me amam, haha
diz: Convencidaa! Espera ai, vai ser amanhã! O.O estou saindo gente bonita, arrumar as malas...
está Offline.
está Offline.
está Offline.
diz: BEIJO PRA VOCES TAMBEM! ¬¬
está Offline.

Capítulo Dois

Chegamos todas juntas e nossa, que navio enorme e l-i-n-d-o!
Entregamos as nossas passagens e entramos indo diretamente aos quartos, que, aliás, ficam juntos que nem o filme Cruzeiro das Loucas.
Éramos vizinhas de quarto e, claro, eu e éramos parceiras de quarto.
Quando entramos, demos um gritinho histérico.
- OH GOD! Esse quarto é do tamanho da minha casa! - gritou olhando com os olhos arregalados.
- Hipérbole rolando geral aqui hein?
Começamos a rir e saímos correndo na direção das camas. Pulamos até cansar e caímos exaustas, rindo que nem umas hienas.
- Estou com fome! – meu estômago concordou e começamos a rir novamente.
- Ok, vou lá ver o que tem de bom, você vem? – perguntei já na porta.
- Vou.
se levantou e fomos andando pelo corredor, até ouvirmos uma discussão. Olhamos para o lado e vimos que eram e discutindo com os outros McGuys e . Todos estavam bêbados e foi andando para a ponta do navio, foi atrás dele.
- Ah deixa eles, depois nós conversamos, vamos . – falou puxando pela manga.
Fomos atrás de e , os avistamos andando meio cambaleantes até que tropeçou e ficou pendurado pra fora do navio. foi ajudá-lo, mas acabou caindo, ficando os dois pendurados.
Eu e nos olhamos e saímos correndo em direção aos garotos.
Peguei pela mão e tentei puxá-lo com toda a minha força, fez o mesmo com . Conseguimos puxá-los de volta, eles nos olharam confusos e dormiram no nosso colo. Começamos a rir da situação. Ficamos lá, acariciando seus cabelos, os vendo dormirem feitos anjinhos.

Capítulo Três

'S P.O.V. ON
Estava com muita dor de cabeça, abri um pouco os olhos e um feixe de luz veio. Coloquei a mão na testa e senti algo mexendo no meu cabelo, olhei para cima e vi dois olhos esverdeados me encarando.
'S P.O.V. OFF

Olhei para baixo e vi que já havia acordado.
- Er, Oie! – falei meio sem graça.
- Quem é você? – seus olhos estavam brilhando.
- Bom, pode se dizer que sou a sua salvadora. Ah, meu nome é , , mas pode me chamar de .
- Prazer , , mas pode me chamar de . Espera aí, salvadora?
- É! De vocês dois – apontei para ele e para que ainda dormia no colo de . Ela mexia em seus cabelos.
- Mas vocês nos salvaram de quê?
- De darem um “mergulho” em alto mar... E ainda por cima bêbados.
fez cara de surpreso.
- Quando isso?
- Há umas duas horas atrás! – fiz cara de indiferente.
- Como conseguiram nos puxar?
- Sou uma menina forte , olhe os meus músculos! – levantei o meu braço que é totalmente magrinho.
começou a gargalhar e eu o acompanhei.
- Está vendo aquela minha amiga, que salvou o ? – apontei para – Ela é a Super Mulher e eu sou a Mulher , somos heroínas, lutando pela paz mundial – fiz paz e amor com os dedos.
- Nossa, é bom saber que existe uma heroína tão linda como você – deu uma piscadinha.
- ARRRRGH!

'S P.O.V. ON
- Eu te salvei e é assim que me retribui? Grrr, devia ter deixado você morrer – fiz cara de bunda.
O lindo, gostoso e maravilhoso havia acabado de vomitar em mim. Nojento.
'S P.O.V. OFF

- Ui, que nojo! Você não vai vomitar em mim também né? – perguntei olhando para que havia se levantado.
- Claro que não – falou me oferecendo a sua mão, a peguei e me levantei. Estava arrumando a minha roupa, quando começou a chorar.
- O que foi, minha fofa? – falei colocando a mão em seu ombro.
- Olhe pra mim, estou nojenta e fedendo a vômito!
- Hey, me desculpa! , não é? – assentiu com a cabeça – Juro que irei recompensá-la.
deu uma risada sapeca e se despediu dos bofes, e claro, fiz o mesmo. Estava me afastando até que puxou-me pela mão e sussurrou em meu ouvido:
- Pode apostar que eu também irei recompensá-la, Srta – beijando minha mão logo em seguida. A voz dele era grossa e rouca, ou seja, muito sexy, fiquei toda arrepiada.
Dei um sorriso sem graça e sai correndo atrás da minha amiga fedida.

- ? ? O que vocês estão fazendo aqui? – Claro que o nosso quarto era “junto”, mas invadir o espaço dos outros sem pedir é crime, mesmo sendo parte do seu quarto... Não é?
- Poxa, quanto amor hein? – falou fazendo uma carinha triste.
- Ah , foi só uma pergunta, nada contra vocês. Só que eu acho que vocês deviam falar com a gente primeiro, antes de invadir o nosso quarto, mas tudo bem, fala amore.
- A salvou a vida do , SIM, O CARINHA DO MCFLY, AAAAAAH! Ela praticamente o mandou parar de beber e tals, e ele depois falou que ela é uma garota fantástica, que se fosse qualquer outra, deixaria ele ficar mais bêbado do que já estava, muito fofo.
Olhei para de boca aberta, ela deu um sorrisinho amarelo.
- E você, ?
- Ah, eu aproveitei pra falar o mesmo para o e sabe o que aconteceu? ELE ME CONVIDOU PARA SAIR COM ELE... Não é demaiiiis?
- Siiiiim, muito legal – respondeu já se empolgando. – E vocês sabem o que aconteceu com a gente? Nós salvamos MESMO o e o . O é muito lindo e...
- ESPERA AÍ, STOP NA PARADA – interrompeu – Salvaram eles de quê?
Acabei sorrindo involuntariamente, me lembrando que foram as mesmas palavras que falou.
Enfim, contamos tudo que tinha para contar e tudo acabou em... Não, não foi em pizza, porque no navio não tinha pizza, acabou é em gritaria e risadas. foi tomar seu banho, já que estava fedida, e eu fiquei no computador que havia ali no quarto. Eu sei, isso é maravilhoso.
e já haviam ido para o seu quarto, logo depois bateram na nossa porta.
Abria-a dando de cara com .
- Wow, ? O que você está fazendo aqui? Quer dizer, como você soube onde nós estamos?
- , nós famosos, conseguimos tudo o que queremos e nesse momento quero a sua amiga, . Ela está?
- Er, claro, está sim, mas ela está no banho, se quiser entrar e esperá-la, tudo bem – falei dando passagem para ele entrar.
- Obrigado, mas irei ao meu dormitório. No entanto, queria que você desse um recado meu para ela.
- Sim, dou-lhe sim.
- Diz a ela que irei passar aqui as oito para levá-la ao baile.
Meu deus, vai pirar com essa notícia.
- Claro, falarei pra ela...
- Ah, antes que eu me esqueça. disse que virá as nove, porque ele está compondo uma música.
E saiu. Fechei a porta, e foi aí que eu me toquei, irei sair com ? Um famoso, da minha banda favorita, McFly?
- AAH, ISSO SÓ PODE SER UM SONHO, ALGUÉM ME BELISQUEEE?
Senti uma dorzinha na bunda e gritei.
- Aii, o que você pensa que está fazendo, ?
estava parada atrás de mim, enrolada numa toalha, fazendo garrinha de siri com os dedos.
- Você não pediu um belisco?
- Eu falei alto? – perguntei arregalando os olhos.
- Sim, bem alto, praticamente gritando.
- Bom, isso não importa agora, o que importa é você tem seis horas para ficar diva e eu sete horas, baby.
- Que isso? Bateu a cabeça foi?
- Que nada, o esteve aqui, e convidou você para sair, ele virá as oito para te buscar para levá-la ao baile chiquérrimo.
- OH GOSH, não brinque com uma coisa dessas, amiga.
- Não estou brincando, e sim, eu sairei também com o , então vamos se arrumar né? Temos que ficar lindas.
- Ai , não tenho nada aqui, e a gente não tem um shopping no meio do mar. Estou ferrada.
- Calma , esse navio tem de tudo, até shopping. Vamos lá.
- Ok, só deixa eu me arrumar.
- Tá bom.

Voltamos para o quarto às cinco horas. Nossa, precisamos ficar arrumadas em três horas, quer dizer a , porque eu preciso ficar pronta daqui a quatro horas.
vestiu um vestidinho roxo escuro, simples, mas chique.
Ajudei-a se maquiar, colocando bastante blush para realçar suas bochechas e bastante sombra nos olhos, para realçar as cores dos seus olhos , peguei os seus cabelos e fiz um laço com eles, deixando a franja solta no rosto.
estava linda.
- Você está demais , assim vai arrasar o coração do...
Bateram em nossa porta.
- ! Ai meu Deus, é ele !
- Pera aí, que vou atender a porta.
- Oiiie ...
- Oi .
Tentei fechar a porta, mas não adiantou, o folgado entrou sem pedir permissão.
- , me desculpe pelo o que eu fiz, sinto muito. Aquela garota pobre e nojenta me agarrou, você precisa acreditar em mim! Oi , agora não, CALA A BOCA! VOCÊ NÃO ESTÁ VENDO QUE ESTÁ ATRAPALHANDO A NOSSA CONVERSA?
- Hey, cala a boca é você! E pode sair do nosso quarto AGORA! – estava furiosa.
- Amiga, não se irrite por causa desse imbecil, ele já esta de saída, aliás, o que você esta fazendo no navio?
- Eu vim atrás de você , se eu não te amasse...
- Não teria se agarrado com aquela garota, e não vem com conversa de “ela me agarrou”, porque das outras vezes ela também te agarrou, não é?! Deixa de ser otário, e sai do nosso quarto. Já falei que não quero te ver nunca mais.
- Mas ...
- SAI AGORA!
Ele fez uma cara furiosa, e agarrou o meu braço com força.
- Eu venho até aqui pedir desculpas e você fala que NÃO? É ISSO? Então antes terei um beijo seu, e talvez algo a mais, coisas que você nunca permitiu que tivéssemos durante o nosso dois anos de namoro.
- Não, me solta! E eu não tive relações com você, porque eu sabia que iria me arrepender, e sim, estava certa esse tempo todo, você não vale nada Jared, NADA!
- Sua vagabunda!
Ele levantou a sua outra a mão e com ela me deu um tapa, meu rosto começou a queimar.
- AAAAH! – gritei de dor, enquanto ele me dava milhões de tapas na cara.
- PARE! PARE! POR FAVOR, ALGUÉM AJUDE!
Cai no chão chorando, o meu rosto queimava e estava toda dolorida. Olhei para cima, Jared iria me chutar, quando passou pela porta dando-lhe um soco na cara, conseguiu botá-lo para fora do quarto.
- VOCÊ VAI SE ARREPENDER , EU AINDA TEREI VOCÊ E O SEU DINHEIRO!
Comecei a chorar mais e mais, Jared era capaz de tudo quando quisesse algo.
- Calma , eu posso ficar aqui com você, por favor, pare de chorar. – estava com os olhos cheios de lágrimas, segurava um copinho com um líquido dentro, o que eu imagino ser água.
- Não, você tem que ir ao seu encontro, deixa que eu me viro – dei um sorriso, esse movimento doeu, mas não queria que percebesse – E não chore, ok? A sua maquiagem vai ficar toda borrada, vá e se diverte.
- Tá bom meu amor, eu vou. – falou assim que me entregou a água.
Bebi um pouco, mas ainda estava nervosa.
- ? Você esta bem? Aquele cara te machucou muito?
- Não, não, . Estou bem, podem ir. – dei mais um sorriso dolorido. – Ah, .
- Oi – apareceu na porta novamente.
- Fale para que não irei mais, não estou mais com vontade de sair.
- Ah, ok .
e me deram um beijo no rosto e saíram. Assim que eles foram, corri e tranquei a porta.
Sentei-me na cama e comecei a chorar, não aguentava isso, Jared estava infernizando a minha vida, adormeci na minha cama, já exausta.
Acabei acordando com fortes batidas na porta, oh não, é ele.
- ? você está ai?
? O que ele faz aqui?
Abri a porta dando de cara com aqueles olhos hipnotizantes.
- ?
Ele veio na minha direção e me abraçou forte.
- O que fizeram com você? – seus olhos estavam cheios de lágrimas.
- não chore, não aconteceu nada.
- Então você não vai me contar? Porque eu sei que você não quis dar um fora em mim e sim, por outra coisa que o não queria me falar.
Uma lágrima caiu dos meus olhos, então comecei a chorar novamente. Contei tudo para ele desde a traição de Jared até ele me bater na frente de todos.
- Ai , não sei mais o que eu faço para esse cara me deixar em paz, ele me quer e também quer o meu dinheiro. Por mim, dava a minha herança para ele, eu não me importo com dinheiro, sabe. Mas ele me quer também e isso eu nunca vou dar a ele!
me abraçava de lado.
- Calma está tudo bem, o Super está aqui. E enquanto EU estiver aqui, ninguém irá te machucar, eu prometo.
Queria rir do Super , mas estava muito chateada.
Abracei-o de lado, ficamos assim por algumas horas, ou minutos, não sei bem, mas foi ótimo. Ótimo não, perfeito.
- .
- Fala .
- Vá se arrumar, estarei esperando você do lado de fora, ok?
- Mas , eu não quero sair - falei fazendo bico.
deu uma risadinha, passando a língua nos lábios, e que lábios.
- , você VAI sair comigo, tá? Estarei esperando você gata. – falou assim dando uma piscadinha, saindo do quarto.
Só tinha poucos minutos para me arrumar, eu demoro muito, mas está lá fora, ME esperando.
- Ai não tenho muito tempo, tenho que ficar linda! – meu celular toucou, era uma mensagem.

Hey, você já é linda! XD
Ok, eu vou para o meu quarto me arrumar e daqui a 2horas estarei de volta,
Gritarei o seu nome para você saber que sou eu.
Até mais Mulher Maravilha, hehe.
XOXOXO .


Dei um sorriso bobo, doendo um pouco, mas não liguei para a dor, só no que importava era que queria sair comigo. Sim, era só isso que me importava nesse momento.
Fiquei pronta em 1 hora, meu recorde. Estava com um vestido colado azul, na altura da coxa, agora só faltava à maquiagem e o cabelo.
Fiz uma maquiagem leve, mas com bastante gloss e blush. Meus cabelos estavam presos num coque frouxo, com alguns fios soltos.
Olhei para o relógio, 2 horas certinho, havia conseguido me arrumar.
Bateram na porta e gritaram o meu nome, era ele.
Abri a porta com um sorriso, estava deslumbrante como sempre.
Ele estava tomando água e quando me viu se engasgou, comecei a rir da situação.
- Você está bem? – perguntei ainda rindo.
- Er, , você está... Linda! – falou me secando de cima a baixo.
- Obrigada! – falei com um sorriso tímido e com certeza corando um pouco.
deu uma risada baixa e acariciou a minha bochecha.
- Vamos? – perguntou, olhando-me.
- Vamos! – respondi sorrindo mais, se isso é possível.
Fechei o quarto e fomos andando até ele pegar a minha mão. Olhei para ele, que me encarava.
- Onde estamos indo?
- Com medo Srta ? – perguntou arqueando as sobrancelhas.
Ri do seu jeito de falar.
- Sei lá né? Vai que é um famoso maníaco, querendo se aproveitar da sua salvadora – falei rindo um pouco mais.
de repente ficou serio por um tempo.
- Você ficou bravo? Olha se isso que falei, lhe magoou, desculpa! Era só uma brincadeira e...
parou na minha frente, colocando o seu dedo indicador em meus lábios, me calando.
- , você fala demais! – falou rindo, se aproximando mais.
- É?- perguntei olhando seus lábios e pelo o que eu vi os seus olhos não estavam tão longe dos meus.
- Uhum! – sussurrou, logo encostando os nossos lábios.
Não. Eu não posso fazer isso, e se eu for mais uma que ele “pegou”? Ou se o Jared vir essa cena? Ele com certeza iria atrás do .
- , por favor, não! – falei afastando-o de mim.
- Por quê?
- Tenho medo de ter mais uma decepção. – não queria falar para ele que tinha medo de como ele me referia e pelo o que Jared podia fazer com ele, mas mesmo assim, falei a verdade... Uma parte dela pelo menos.
- , não vou te decepcionar e essa será mais uma promessa minha. Sorri sem graça para ele.
 
- Venha, quero lhe mostrar algo.
me puxou pelo caminho todo até que tampou meus olhos, falando que é surpresa. Tropecei algumas vezes, mas sempre me segurava, me guiando, até que senti o vento em meu rosto e o som do mar.
- Pode abrir os olhos – sussurrou em meu ouvido.
Ao abrir os olhos fiquei chocada, estava na frente do navio, o vento batia em meu rosto fazendo alguns fios de cabelo fizessem cócegas em meu rosto.
- , isso é tão... Tão... – estava sem palavras.
- Lindo? – perguntou sorrindo.
- Sim! – fechei a boca, que estava aberta, e dei um sorriso, admirando a vista.
- Que bom! Agora quero que você feche os olhos de novo.
- De novo? – olhei para ele, que fez uma careta. – Tá bom! – senti sua mão em minha cintura, me guiando (lê-se: segurando) enquanto me mandava subir em algo. me abraçou por trás e esticou os meus braços.
- Pronto, pode abrir.
OH GOSH!
- , eu... Eu... Eu estou voando! – falei maravilhada, essa paisagem era perfeita. Estava em cima das grades, na frente do navio, parecia que estava voando em alto mar, junto com . Precisava falar para ele o quanto isso estava sendo perfeito.
- ... COF COF – me engasguei com algo, quase caindo do navio.
- OPA, calma ! O que houve?
- Acho... Que eu engoli... Um inseto – falei tossindo mais.
Assim que parei de tossir começou a rir da minha cara.
- Ah, eu estraguei tudo!- falei emburrada.
- , desculpa por rir! Você não estragou nada, está tudo...
- Perfeito! – completei sorrindo.
- Exatamente.
Virei a minha cabeça para o lado que ouvia a sua voz em meu ouvido. Ele estava muito próximo, levantei o meu braço colocando-o atrás de sua cabeça, puxando ele mais para mim. Suas mãos foram para a minha cintura. Ele já sabia o que eu queria fazer.
Senti seus lábios nos meus e a única coisa que pensei foi: FODA-SE! Foda-se o Jared, foda-se quantas ele pegou! A única coisa que eu queria era ele e os seus lábios, pelo máximo de tempo que conseguiria.
Começamos aprofundar o beijo, até que nós dois nos separamos ofegantes.
- Uau! – não parava de sorrir.
Retribui o seu sorriso, mexendo em seus cabelos.
Sentamo-nos na mesinha de jantar que havia conseguido para a nossa noite.
- Então, você trabalha com o que?
- Ah, eu trabalho com livros, quer dizer, eu sou escritora! Nunca ouviu falar dos meus livros?
fez uma cara de medo.
- Er, na verdade, eu não leio, odeio ler.
- SÉRIO? Nossa, eu também não gostava de ler, mas depois que li uns livros, comecei a gostar e bastante, virando agora uma escritora muito famosa. Mas é claro, quem me conhece são só aquelas pessoas que lêem bastante.
- Legal, e onde você mora?
- Isso você vai ter que descobrir sozinho!
- Ah, então... Qual a sua comida favorita?
- Tente descobrir... Você não é o Super ?
- Você se lembra né? Pois bem, eu sou um Super Herói também assim como você! – Rimos um pouco com a nossa conversa - Mas não leio mentes que nem o Edward Cullen! – fazia cara de emburrado.
- Óint coisinha fofa! O Edward é um vampiro e não um super herói.
- Que seja!
Ri da cara dele, ficava cada vez mais emburrado, parecia uma criançinha querendo algo que não pode.
- Qualquer dia eu te conto tudo bebe! – apertei as suas bochechas.
- Tá bom! Vou cobrar. – deu um sorriso largo.
- , já está tarde, a deve estar preocupada! – falei depois de olhar o seu relógio e ver que já eram 05:00 da manhã. Com ele o tempo passava muito rápido.
- Nossa, vamos então . – falou abraçando-me de lado.

Capítulo Quatro

Ao chegar no quarto, veio correndo na minha direção.
- , onde você estava e... ?
- , eu estava caminhando pelo navio com o – dei um sorriso sem graça.
- Caminhando, sei muito bem que caminhada foi essa... - fez uma cara maliciosa – Bom, eu vou tomar banho, tchau !
- Tchau !
Assim que saiu de nossa visão, me abraçou por trás, distribuindo beijos pelo meu pescoço.
- Quando vamos nos ver novamente?
- Em breve, hoje à noite no seu show – virei e roubei um selinho dele.
- Humm, é mesmo, o show! Hey, se você quiser roubar mais beijos, eu deixo!
- Haha – dei-lhe um beijo demorado.
- Tchau !
- Tchau saiu do meu quarto dando-me mais um beijo.
Fechei a porta com um sorriso idiota no rosto.
- O QUE FOI AQUILO ? Por acaso você esta pegando o ? – estava deitada na minha cama com uma cara sapeca.
- Ai , não enche! – revirei os olhos – Aliás, você não iria tomar banho?
- HAHA, até parece! Fiquei ouvindo e vendo tudo honey, até o beijão que vocês deram e a sua cara de cu apaixonada!
Taquei o travesseiro na sua cabeça.
- Por acaso cu se apaixona? – tentei mudar de assunto
- Não mude de assunto! Você está pegando o ? – Droga, me conhecia muito bem.
Não dava para se livrar dela, tsc tsc.
- Er, eu acho que sim!
- AAAH! Conta tudo! Aonde vocês foram? Ele beija bem?
- Calma! Assim você pode ter um ataque car...
- , querida, eu já estou tendo um ataque! Por favor, me conte o que aconteceu!
- Ai, tá bom! Ele me levou para a proa do navio e...
- Proa? O que é isso? -
Proa é a parte da frente do navio !
Minha amiga era tão tacinha.
- A tá, porque não falou logo?!
- Ok, CONTINUANDO... Ele me levou para aparte da FRENTE do navio e me mandou fechar os olhos, quando vi, nós dois estávamos em cima da grade, parecia que estávamos voando e depois a gente se beijou... – os olhos da brilhavam a cada detalhe que eu lhe falava – E SIM! Ele beija muiiito bem!
estava de boca aberta.
- Que fofo amiga!
- Eu seiii! Foi simplesmente perfeito! Depois ficamos conversando bastante, e ele ficava emburrado porque eu tinha muito segredos, ele ficava muito fofo emburrado! Mas e ai? Rolou algo entre você e o ?
- A gente tá ficando! E eu sei que ele gosta de mim, porque veio uma garota ficar com ele, e ela era bem bonita. Mas ele deu um fora nela, dizendo que estava afim de outra garota! Então ele olhou para mim, e deu uma piscadinha!
- Ai que amor !
Conversamos sobre os nossos bofes até que bateu o sono e fomos dormir.

Capítulo Cinco

Acordei com e pulando em cima da minha cama.
- Vamos dorminhoca, hora de acordar Bela Adormecida! Seu príncipe encantado esta lá fora!
Príncipe encantado?
- Que? Mas... Que horas são?
- 14:00 querida, vai se arrumar pra comer. – estava com uma carinha meio desapontada.
- O que foi minha amorinha azul? – fez uma cara emburrada. – Cadê a ?
- A , nos contou, você é fodona hein? Tá isso eu já sabia, mas até o ? Isso foi uma novidade pra mim, quer dizer, pra nós. – falou apontando para ela e pra .
- Por que você não nos contou? Eu estou muito triste com você !
Ah, então era isso, estava desapontada comigo.
- Oh, meu maracujá podre! Eu iria contar, aliás, eu nem sei se tem algo entre a gente... Mas não iria contar as 05:30 da manhã né meu amorzinho!
- Tá bom, eu te perdôo! Agora vamos comer, estou morta de fome!
- Vou me trocar primeiro. Vai indo e pegam uma mesinha bem legal pra gente.
- Tá bom Xuxuzinho! – me deu um beijo no rosto e saiu.
- Tchau , desculpa pela a minha idiotice. – deu um sorrisinho tímido.
- De você, eu já estou acostumada, honey!
- Heyyy.
- Haha, vai lá com a , eu já vou.
- Tá bom! – falou me dando um beijo, e logo saindo fechando a porta do quarto.
Tomei meu banho, penteei os meus cabelos deixando eles soltos. Coloquei uma blusa soltinha, um short branco e uma sandália.
Sai do meu quarto, fechando a porta atrás de mim. Cheguei ao restaurante, encontrando as meninas numa mesa que ficava de frente para o mar.
acenou pra mim, pensando que já não tinham visto elas... E ele. estava junto com elas, conversando sobre algo muito engraçado, porque elas estavam rindo muito.
- Oi pra vocês! – ia me sentar numa cadeira que tinha ao lado do , mas sentou rápido ali e começou a rir.
- Hey, eu ia sentar ai!
- Não vai mais! Desculpa , mas hoje você não vai almoçar com a gente!
- Mas... Mas... Mas eu estou com fome! Aonde eu vou comer? Esse lugar está cheio!
começou a rir e acompanhou.
- , fala pra elas me deixarem sentar!
- Desculpa ! – fez uma cara sapeca.
- Sabe , anda meio estranho ultimamente. Só quer compor musicas, e eu dei uma espiada e você sabe como são as musicas? – fiz não com a cabeça, não estava entendendo nada – De amor , amor! nunca escreveu assim antes, só coisas pervertidas!
Fiquei pensando no assunto, ate me tocar aonde ele queria chegar.
- Não , você deve estar pirando! O não me ama!
- Se isso não é amor, então eu não sei o que é.
- ...
- Ele me falou que não era pra deixar você almoçar com a gente!
Arqueei as sobrancelhas, surpresa.
- Como é?
- Ele disse que quer almoçar com você!
- Oint , ele é tão fofo! – estava com as mãos juntadas no peito, fazendo uma carinha de bebê. – Se soubesse que o era tão romântico assim...
- Ow, eu sou muito romântico viu? – fez uma carinha triste.
- Ah, eu estou brincando meu lindo! – começou a beijá-lo, começou a se empolgar.
pigarreou e mandou um olhar reprovativo pra , que corou. começou a rir da cara da , que estava morrendo de vergonha.
- E ai galera? Oi gata! – chegou com na nossa mesa, já cumprimentando com um selinho.
- Oi lindo, senta aqui do meu lado. – deu tapinhas no assento da cadeira.
- Oi ! – acenou tímido.
- Oi!
- Pergunta!- levantei o dedinho, enquanto todos se sentavam e não sobrava lugar pra mim na mesa.
- Fala foi o único que prestou atenção em mim.
- Deixa eu ver se entendi direito... – agora todos me olhavam. - O mandou para vocês não me deixarem almoçar aqui, certo? – afirmou com a cabeça. – E falou também que queria almoçar comigo...
- Aonde você quer chegar hein ? – estava confusa.
- Ok, eu vou almoçar com o , mas aonde? Cadê ele?
- Eu acho que você vai descobrir agora! – respondeu com um sorriso no rosto.
Senti um arrepio, ao ouvir a voz de em me ouvido.
- Vamos?
Virei-me para ele, com curiosidade.
- Claro!
segurava a minha mão, enquanto falava sobre a sua banda, como virou um sucesso. Até chegarmos numa mesinha muito fofinha, afastadas dos outros.

Capítulo Seis
<

- Você toca alguma coisa?
- Não, não nasci para tocar instrumentos.
- Ah, fala sério! É a coisa mais fácil do mundo! – estava indignado.
- Talvez seja, porque você toca , a única coisa que toquei na vida foi flauta e bem mal ainda por cima!
começou a gargalhar da minha cara, isso ta virando mania.
- Eu vou te ensinar a tocar depois que eu fazer o meu show!
- Er, ... Quando eu falei em tocar mal, é mal mesmo!
- Tudo tem um jeito.
- Existem exceções!
- Você vai ao meu show hoje?
Nossa como ele é rápido pra mudar de assunto.
- Sempre.
- Fique perto do palco, porque eu tenho uma surpresa para você.
Surpresa? Adoro surpresas.
- Tá bom, , agora tenho mesmo que ir para o quarto e depois vou comprar umas roupas novas.
- Eu te acompanho.
- Humm, que cavalheiro!
deu uma risada pelo nariz.
- Não querer que eu vá junto com você comprar as roupas?
- NÃO! Claro que não, que graça teria? Se você já me visse quase toda produzida?
- Não me importo com a sua aparência !
Havíamos chegado em frente ao meu quarto.
- Então, é isso, depois nós nos vemos!
apoiou a mão na parede, chegando um pouco perto demais, tocando os nossos lábios.
O beijo dele era muito, mais muito bom mesmo.
- Até. – falou andando ate o final do corredor.
Entrei no meu quarto, indo direto tomar um banho quente, isso sempre me relaxava.
Coloquei uma roupa solta e simples. Iria só comprar umas roupas mesmo e já voltaria pro quarto, falando nisso, aonde será que a estava? Mas isso não importava agora, eu tinha que ir pro shopping, comprar roupas para eu ficar linda pro show e pra grande surpresa do .
Demorou muito para escolher as roupas, mas no fim de tudo, acabei escolhendo uma roupa muito linda. Cheguei ao meu quarto, vesti uma tomara que caia preta, com uma saia com flores vermelhas de cintura alta e coloquei meu scarpin preto. Fiz uma maquiagem suave, com bastante gloss sabor melancia e deixei o meu cabelo solto com franjinha de lado. Olhei-me no espelho e estava me sentindo diva, como diz a .
Faltava apenas meia hora para começar o show, peguei a minha bolsa e fui pegar o meu lugar, de preferência, na frente do palco. Até agora eu não tinha visto nenhuma das garotas, estava começando a ficar preocupada.
Havia muitas pessoas ali, amontoadas na frente do palco, às vezes, dava algum esbarrão em alguém, mas como já faltava agora cinco minutos pro show, queria me apressar para chegar na frente do palco.
Começou a vir um monte de fumaça do gelo seco, estava começando o show, bem quando cheguei em frente ao palco, vendo entrar e dar um sorriso para mim que retribui na hora.


Do ya do ya do ya love me?
(Você você você me ama?)
Do you need a little time?
(Você precisa de um pouco de tempo?)
Do ya do ya do ya want me
(Você você você me quer)
To hold you when you cry?
(te abrace quando você chorar?)


Do ya do ya do ya do ya love me?
(Você você você você me ama?)
Don't wanna hear you say maybe
(Não quero ouvir você dizer talvez)
Won't you tell me do you love me
(Você não vai me dizer que me ama?)
'Cause i wanna know
(Porque eu quero saber)


I'm making a list
(Estou fazendo uma lista)
Of Things that I miss
(Das coisas de que eu sinto falta)
Whenever we're far apart
(Quando estamos longe)
The way that you kiss
(A maneira como você beija)
The taste of your lips
(O sabor dos seus lábios)
I'm telling you from the heart
(Estou falando de coração)
Cause baby
(Porque, meu bem)
I just wanna know
(Eu só quero saber)


Do ya do ya do ya love me? (Do Ya love me? Cause I wanna know)
(Você você você me ama?)
Do you feel it in your bones? (Do ya love me? Cause I wanna know)
(Você sente isso nos seus ossos?)
Do ya do ya dream about me (Do ya love me? Cause I wanna know)
(Você você sonha comigo)
Oh, when you're sleeping on your own? (Do ya love me? Cause I wanna know)
(Oh, quando você está dormindo sozinha?)


Do ya do ya do ya do ya love me? (Do ya love me? Cause I wanna know)
(Você você você você me ama?)
Don't wanna hear you say maybe (Do ya love me? Cause I wanna know)
(Não quero ouvir você dizer talvez)
Won't you tell me, do you love me?
(Você não vai dizer que me ama?)
Cause I wanna know
(Porque eu quero saber)


I'm making a list
(Vou fazer uma lista)
Of things that I miss
(Das coisas de que eu sinto falta)
Whenever we're far apart
(Quando estamos longe)
The way that you kiss
(A maneira como você beija)
The taste of your lips
(O sabor dos seus lábios)
I'm telling you from the heart
(Estou falando do coração)
Cause baby
(Porque, meu bem)
I just wanna know
(Eu só quero saber)


Do ya do ya do ya love me? (Do ya love me? Cause I wanna know)
(Você você você me ama?)
Do you need a little time? (Do ya love me? Cause I wanna know)
(Você precisa de um pouco de tempo?)
Do ya do ya do ya want me (Do ya love me? Cause I wanna know)
(Você você você quer que eu)
To hold you when you cry? (Do ya love me? Cause I wanna know)
(Você quer que eu te abrace quando você chorar?)


Do ya do ya do ya do ya love me? (Do ya love me? Cause I wanna know)
(Você você você você me ama?)
Don't wanna hear you say maybe (Do Ya love me? Cause I wanna know)
(Não quero ouvir você dizer talvez)
Won't you tell me, do you love me?
(Você não vai dizer que me ama?)
Cause I wanna know
(Porque eu quero saber)
Yeah
(Yeah)


I'm making a list
(Vou fazer uma lista)
Of things that I miss
(Das coisas de que eu sinto falta)
Whenever we're far apart
(Quando estamos longe)
The way that you kiss
(A maneira como você beija)
The taste of your lips
(O sabor dos seus lábios)
I'm telling you from the heart
(Estou falando do coração)
Cause baby
(Porque, meu bem)
I just wanna know
(Eu só quero saber)


tocava a musica, olhando para mim, eu sentia uma coisa muito forte dentro de mim, como se essa música fosse especialmente feita para nós dois.


Do ya
(Você)
do ya
(Você)
do ya
(Você)
do ya love me? (Do ya love me? Cause I wanna know)
(Você me ama?)
So tell me do ya love me? (Do ya love me? Cause I wanna know)
(Então me diga, você me ama?)
I know that you love me (Do ya love me? Cause I wanna know)
(Eu sei que você me ama)
Cause I wanna know
(Porque eu quero saber)


So do ya love me? (Do ya love me? Cause I wanna know)
(Então você me ama?)
Don't wanna hear you say maybe (Do ya love me? Cause I wanna know)
(Não quero ouvir você dizer talvez)
Won't you tell me do you love me?
(Você não vai dizer que me ama?)
Whoa
(Whoa)
Do you really love me?
(Você me ama mesmo?)
So tell me
(Então me diga)
Do ya do ya do ya do ya love me
(Você você você você me ama?)
Cause I wanna know
(Porque eu quero saber)
Do ya love me? Cause I wanna know
(Você me ama? Porque eu quero saber)
Do ya love me? Cause I wanna know
(Você me ama? Porque eu quero saber)


Eles tocaram várias músicas, deixando-me cansada de tanto pular e sorrir.
O show terminou e as pessoas começaram a ir para os seus devidos quartos, os garotos já haviam ido embora do palco, mas ainda estava lá, me olhando com uma rosa na mão. Mais a frente havia uma escada que não havia percebido antes e então começou a descer elas, com uma cara de deus grego, segurando a rosa.
- The way that you kiss! The taste of your lips, I’m telling you from the heart…– começou a cantar algumas partes da música, olhando diretamente pra mim.
Não sabia o que fazer, estava estática. chegou perto o suficiente de mim, entregando-me a flor, colocando os seus lábios em meu ouvido.
- Do you love me? – sussurrou em meu ouvido, causando-me arrepios, como sempre.
Ele estava me perguntando se eu o amava, meu Pai? É claro que sim, mas eu não queria falar isso pra ele, afinal, pra quantas mais garotas que ele já não deve ter feito a mesma pergunta?
- ... – fui pega de surpresa quando me beijou com urgência nos lábios, como se esse fosse o nosso ultimo beijo.
ficou me encarando com os olhos brilhando e sorrindo.
- , bom, eu não sei como falar isso, mas... É a primeira vez que me apaixono de verdade por uma garota, digo, por uma mulher... Aquela musica, fui eu que escrevi, pensando em você!
Meus olhos se encheram de lágrimas, não sabia se ele estava mentindo ou não... Mas aquela musica não parecia pra mim, mas para nós dois.
viu que eu não iria responder nada, então completou o que falou antes.
- Eu te amo! Eu sei que é muito cedo para isso, mas quando eu fico com você me sinto melhor, quando eu acordei e vi o seu rosto pela primeira vez, com aquele vento, puxando os seus cabelos para trás... Eu juro que me apaixonei! Ou quando você falou que era uma heroína, a mesma coisa que eu falava, antes de ser famoso... E você é isso para mim, uma heroína, eu não posso viver sem você, se fico longe sinto a sua falta ... – me abraçava enquanto se declarava pra mim, PRA MIM! Juro que se ele não estivesse me abraçando eu já estaria no chão desacordada. – Você é tudo pra mim, eu te amo , eu juro!
- ... – minha voz saiu estranha, pigarreei pra voltar a minha voz natural. – Você não acha que isso é muito, exagerado? Quer dizer, a gente só passou três dias juntos... É impossível alguém se apaixonar em...
- Três dias com você, foi o bastante para eu me apaixonar ! Eu sei quando estou apaixonado, e é o que eu sinto por você agora! Mas primeiro quero lhe fazer uma pergunta... Você, , me ama?
Pergunta errada ! Abaixei a cabeça, aqueles olhos eram muito hipnotizantes.
pegou o meu queixo com delicadeza e o ergueu. Seus olhos estavam cheios de lágrimas.
- Por favor, , me responda! – Sua voz estava mais rouca do que o normal. Ele iria chorar?
Estava sem reação, ele te ama ! Fala que o ama também!
- Eu... Não sei ! – QUE ISSO? O QUE DEU EM MIM?
Olhei desesperada para ele, uma lágrima escorreu pelo seu rosto. Meus olhos na mesma hora ficaram marejados, não conseguia enxergar quase nada.
- , não chore, por favor! – falei passando minha mão em seu rosto.
segurou as minhas mãos e me olhou no fundo nos meus olhos.
- Eu vou para o meu quarto agora, preciso descansar por causa do show.
soltou as minhas mãos e saiu, deixando-me completamente sozinha.
Sentei-me na escada e comecei a chorar. Como eu pude falar não sei pra ele? Tudo o que eu queria era dizer que eu o amava também, mas sempre com medo de ser decepcionada novamente.
Senti alguém sentando do meu lado, achei que fosse as minhas amigas ou ate mesmo o . Olhei para o lado dando de cara com Jared.
- Olhe, eu não sei o que você veio fazer aqui, mas pode ir embora! E se quiser me bater, fique a vontade, é o que eu estou merecendo nesse momento e duvido que vou sentir mais dor do que a que eu estou sentindo agora. – Falei curta e grossa, colocando a mão no peito.
Jared arregalou os olhos.
-, eu vim aqui pedir desculpa... Eu fiquei fora de mim, não queria te bater, não queria lhe falar aquelas coisas, afinal, eu quero muito ser seu amigo! Você me perdoa?
Olhei para os seus olhos escuros, parecendo serem pretos de tão escuros.
Suspirei.
- Tá bom! Eu te perdôo!
- Obrigada ! Hey, eu comprei um presente para você antes da nossa, er, discussão por coisas fúteis. Eu, hum, iria te pedir em casamento. Jared me entregou uma caixinha de jóias estufadinho da cor vermelha. Fiquei curiosa r abri a caixinha dando de cara com uma corrente delicada com diamantes e mais a baixo um pingente em forma de coração com uma pedra da cor topázio azul. Ela é linda, virei-a nas minhas mãos, ela brilhava cada vez que se refletia na luz.
- Ela é muito linda Jared! – falei maravilhada.
- Eu a achei muito bonita também e ela ficará mais bonita em seu pescoço.
- Não! Eu não posso aceitar, esse seria um “pedido” de casamento, dê para outra pessoa!- Jared pegou a corrente, me ignorando, colocando o colar em meu pescoço.
- Olhe no espelho! Sabia que você iria ficar maravilhosa com esse colar.
Olhei-me no espelho, o pingente se destacava em minha pele e realmente ficou muito lindo esse colar em mim.
- , me desculpa ter saído daquele jeito e... Quem é esse cara? – chegou com uma cara de poucos amigos.
- ?
- Eu sou o Jared! O namorado dela e daqui a poucos dias marido.
Olhei indignada pra Jared. Namorada? NOIVA?
- Namorada? Ela não tem namorado... Pera ai! VOCÊ é o Jared? O que bateu nela? Seu desgraçado!
deu um soco na cara do Jared fazendo-o cair no chão.
- Parem! Por favor, ! – falei encostando a mão em seu peito.
- Olhe o pescoço dela! Acabei de pedi-la em casamento e ela aceitou, o pingente é a prova disso!
olhou o meu pescoço, tampei o colar com a mão.
- É verdade então? Você voltou com ele? ELE ?
- Não ! Me deixa explicar!
- São explicações demais ! Espero que você seja feliz com esse... Esse...
- Jared! – Jared deu um sorriso debochado.
- Adeus !
- , não!
Não adiantou chamá-lo, estava sozinha com Jared outra vez.

Capítulo Sete

'S P.O.V. ON
Andei até o meu quarto, entrei chutando a porta e trancando a mesma logo em seguida. Fui ao meu banheiro e me olhei no espelho, lágrimas caiam dos meus olhos, dei um soco na parede. Como ela pode? Depois de tudo que ele fez com ela... Lavei meu rosto, tentando me acalmar. Aquilo não adiantava de nada, fui até a minha cama e deitei, pensando sempre em .
'S P.O.V. OFF

- O que você fez Jared? Achei que tinhas se arrependido e veio pedir a minha amizade! – Estava com tanto ódio, que tremia da cabeça aos pés.
- Você é inocente demais querida! – Jared acariciou o meu rosto.
Tirei a sua mão do meu rosto, estava com nojo dele.
- Você perdeu a “amizade” que você queria fazer comigo! – falei dando-lhe as costas.
Sai dali o mais rápido que pude, vi que uma loja em promoção, então aproveitei para fazer umas compras, para ver se pelo menos relaxava um pouco.
Acabei comprando nada, não conseguia pensar direito, tudo que aconteceu entre e eu. Uma coisa que eu nunca imaginei que algum dia iria acontecer... Ele sentir algo por mim e eu por ele. E esse algo era amor.
Já estava tarde, até demais, para uma garota ficar andando sozinha por um navio, mas não estava a fim de voltar para o quarto e ficar sozinha... Então, por que não andar sozinha pelo navio?
Fui para fora, o mar estava agitado, uma brisa batia em meu rosto, deixando- me a vontade.
Sentei no banquinho e fiquei mais um pouco olhando o horizonte e pensando: Por que eu não disse que o amava? Por que eu acreditei no Jared, sabendo tudo o que ele é capaz de fazer?
Sentia-me estúpida, raios de sol já nasciam no horizonte, olhei para o relógio, oito horas da manhã. Lágrimas vieram aos meus olhos, não aguentava mais ser tão estúpida para os outros. Como eu sou ingênua!
Preciso saber aonde era o quarto do e explicar tudo o que houve para ele.
Sai correndo, a fim de procurar alguma recepcionista.
Sem querer me esbarro em alguém.
- Desculpa, eu... ? ?
- E aê ? – estava completamente bêbado.
- Aonde você andou esse tempo todo ?
- An? - Com certeza estava muito chapada também.
- Er, nada! , você sabe qual é o quarto do ?
- É no ultimo andar, número um... Ou será o três?
- Deixa pra lá! Tchau! – acenei e sai correndo. O que eu estava pensando afinal?
Perguntar para dois bêbados aonde era o quarto de alguém.
Cheguei à recepcionista e perguntei onde ficava o quarto de .
- Não tem ninguém com esse nome, senhorita.
- Como não? da banda McFly!
A recepcionista suspirou.
- Não posso indicar o quarto!
- Olha, por favor, é urgente! Preciso conversar com ele!
- Desculpa querida, mas eu não posso!
Uma lágrima caiu dos meus olhos.
- Tá bom! Obrigada mesmo assim!
Fui caminhando até o meu quarto, olhei para a minha mão e ali estava a rosa que me dera minutos atrás. Entrei no quarto e cortei uma garrafa de água, enchendo-a e coloquei a rosa ali. Deitei na cama e fiquei olhando ela, até meus olhos pesarem e então dormi.

Capítulo Oito

- , acorda!
- Ahn? – Olhei pra cima e vi olhando com um sorriso enorme no rosto.
- Preciso te contar uma coisa! – Ela se sentou na minha cama enquanto eu me ajeitava.
- Mas primeiro, onde você ficou esse tempo todo?
- Isso faz parte do que eu vou lhe contar agora.
- A tá, então conta logo mulher!
- Bom, tinha o show do McFly ontem né? – Afirmei com a cabeça, prestando bastante atenção no que ela falava. – Eu e estávamos passeando pelo navio, ai o falou para eu esperar no quarto dele, mas eu falei que queria ver o show deles, então ele me deixou ir, mas ficar longe do palco... Eu tinha até te visto perdida ali. – Fiz uma cara indignada e deu uma risadinha tímida. – Assim que o show terminou ele saiu correndo na minha direção e me levou para o quarto dele, amiga, quando chegamos lá, ele se ajoelhou e me pediu em namoro! E logo depois de eu aceitar é claro, a gente, er, teve uma noite, como eu posso dizer... – estava toda sem jeito.
- Boa? – Me intrometi, rindo da sua cara envergonha.
- Muito!
Começamos a rir, pois é, me contava tudo, até partes... Tensas.
- E você? O que fez o dia todo? – Perguntou.
- Bom, eu e o almoçamos juntos...
- Tá, isso eu já sei! – se intrometeu, fazendo coisas com a mão exageradamente.
- Me deixa continuar? – perguntei rindo da sua cara.
- Tá bom, mas antes... – se levantou, pegou um chocolate que estava em cima da cama e me ofereceu um, peguei-o na hora... Eu adoro chocolate. – Pronto pode continuar.
- Bom, depois do almoço, fomos conversando até o meu quarto, ele me deu um beijo e depois foi embora. Então eu fui fazer compras pra ir bem bonita no show e o disse que tinha uma surpresa pra mim, então tentei caprichar no visual...
- Eu vi! Você estava diva amiga.
- ! Obrigada, mas... ! – Olhei reprovativa pra ela.
- Que foi? – Perguntou inocentemente. – Ah ta bom! – Ela fez um zíper na boca.
- O show, como você viu, estava muito legal... Quando acabou o veio com uma declaração pra mim, perguntando se eu o amo, com uma rosa na mão. – Os olhos da brilhavam.
- E o que você falou? – Perguntou piscando rapidamente.
- Falei que não sabia e...
- WOW, WOW, WOW! Você o que? , ele é o seu ídolo, você falou que ama esse cara e quando ele se declara você diz que NÃO SABE? – jogava as mãos para o alto.
- Eu fiquei com medo ...
- MEDO? Medo do que? Medo de ele estiver apaixonado por você?
- NÃO! Não é isso, medo de ele estar fingindo, de estar me usando... Para quantas garotas ele já deve ter feito isso?
- Acho que nenhuma !
Pensei um pouco sobre isso.
- Hm, eu acho que sim!
- Ai , como você é burra!
- Tá, me deixa continuar? – perguntei irritada.
- Desculpa.
- Bom, então ele ficou chateado comigo e foi embora, dizendo que estava muito cansado, por causa do show, então assim que ele saiu eu comecei a chorar e me sentei na escadinha, foi aí que senti alguém sentando do meu lado... Achei que fosse o ou você e as garotas, mas então, dou de cara com... Jared.
soltou um gemido de desprezo e frustração.
- ele te machucou? O que ele fez com você?
- Deixe-me continuar , POR FAVOR! – Estava irritada, odiava quando ficavam me interrompendo. - Eu falei para ele me deixar em paz, mas então ele... Ele me pediu desculpas, dizendo que não queria ter feito isso, que tudo que ele quer agora era a minha amizade... Ele me mostrou um presente, que ele disse que era pra me pedir em casamento e disse que eu poderia ficar com ele... – Me lembrei que ainda estava com o colar no meu pescoço, mas o tampava com o lençol, ou seja, ainda não tinha visto o presente de Jared. – Eu disse que não, que quando ele encontrasse uma mulher ideal para ele, daria aquele presente como prova de amor...
- Desculpa te atrapalhar minha flor, mas... O que ele lhe deu?
- Isso! – Tirei o lençol, parecia que a pedrinha azul pesava muito em meu pescoço. abriu a boca maravilhada.
- Uau! Eu... Eu nunca vi uma jóia tão linda como essa... – mexia em meu colar, tirei-o do meu pescoço e entreguei para ela ver melhor.
- Se você quiser, pode ficar com ele...
- Não, isso é seu amiga!
- Não quero nada que venha do Jared.
- Então devia ter devolvido antes.
- E eu ia devolver, mas apareceu de repente e viu eu e Jared conversando... Ele perguntou quem era e Jared se apresentou... viu que era o mesmo Jared que eu havia lhe falado, então ele deu um soco na cara dele, fazendo-o cair no chão... Jared ficou com raiva, então falou que eu era noiva dele... – Lágrimas caiam dos meus olhos, ensopando a minha blusa. – E disse que o colar era a prova disso, tentei explicar que isso era mentira para o , mas ele... Ele...
me envolveu num abraço bem apertado.
- Ai , não fica assim, eu vou falar com ele, pode deixar... Vou explicar que foi um mal entendido...
- ... Eu... Eu... Eu não quero perder o e isso não é loucura de fã, é amor... Eu o amo e não quero deixá-lo ir embora.
deu um sorriso largo pra mim e me abraçou novamente.
E só agora que eu percebi, eu amo o e ele me ama também.
- , eu gostaria de conversar com o , sabe, tentar explicar eu mesma...
- Claro , você que sabe!
- Mas... Tem um problema.
- O que? – perguntou curiosa.
- Aonde é o quarto dele?
fez uma cara pensativa.
- Vou perguntar pro . – Falou tirando do bolso o seu celular. – Oie amor! Tudo sim sabe o que é? Eu queria saber qual é o quarto do ... Aham! Ta bom eu vou te visitar... – deu um sorriso. – Um beijo, ei, te amo viu? É eu sei disso... – E desligou o celular rindo.
- Então... – incentivei.
- O quarto dele é o número um... Boa sorte !
- Obrigada ! - Ia fechar a porta, até que a me chamou novamente.
- O que foi?
- Eu vou com você!- Apareceu ela saindo do quarto e fechando a porta. – Vou aproveitar pra ir ver o .
- Tá bom então! Vamos! – Comecei a puxá-la pela manga da blusa.
- Calma filhinha do céu.

- Aqui é a porta do , . – indicou com a cabeça a porta três. – O quarto do deve ser a próxima do lado direito.
- Ok, tchau !
- Tchau ! – acenou entrando sem bater no quarto do .
Próximo ao lado direito, número um. Fiquei andando até o final do corredor, porque eles não fazem tudo em ordem os números? Olhei para a última porta e lá estava... Quarto número um. Fiquei nervosa só de olhar a porta, será que conseguiria conversar com ele? Não! Eu conseguiria sim! Eu tenho que conseguir.
Bati na porta duas vezes e fiquei esperando, até que ouvi um barulho de chave, destrancando a porta.
estava com a cara inchada, o olho vermelho e o cabelo bagunçado.
Ele arregalou os olhos surpreso.
- ? O que você está fazendo aqui?
- , precisamos conversar! – Falei entrando em seu quarto, fechando a porta atrás de mim. Não interessa o que ele falasse, eu não sairia do seu quarto até lhe explicar tudo.

Capítulo Nove

- O que você veio fazer aqui? – Perguntou-me rudemente. Aquilo foi como um soco no estômago, mas continuei firme.
- Vim explicar tudo para você! – Falei sem olhar em seus olhos.
- Pois saiba que não quero as suas explicações ! Por favor, saia daqui. Antes que eu faça alguma besteira.
Levantei os olhos para o seu rosto, ele havia aberto a porta.
- N-Não. – Minha voz saiu tremula.
bufou.
- Será que você não entende? Você gosta de me ver sofrer? É isso que você quer? Pois saiba que já o conseguiu...
- Não ! Ouve-me! Você tem que ouvir...
- NÃO! – Ele gritou, fazendo-me calar rapidamente.
Todo o meu corpo tremia.
Senti as suas mãos em volta de mim.
- Eu te assustei? – Perguntou em meu ouvido.
Balancei a cabeça afirmando, enquanto sentia o seu coração disparado.
- Ótimo!
Afastei-me dele, o que ele disse?
- O que? Como assim? Você quer que eu fique com medo de você? – Perguntei indignada.
- Sim. Para você não ficar correndo mais atrás de mim, com as suas mentiras!
- Mentiras? tudo o que eu falei para você foi a pura verdade... – Meus olhos estavam cheios de lágrimas novamente. – Menos a parte que eu queria lhe falar... – Minha voz foi sumindo.
- Que eu te amo... – Murmurei pra mim mesma.
Ao falar isso ele parou e ficou me olhando.
- O que? – seus lábios tremiam.
Sentei em sua cama e comecei a chorar.
- Eu sou um monstro! Eu engano á mim mesma, eu te amo , eu não sei por que eu falei que não sabia se o amava... Sou uma idiota!
veio até mim e me abraçou fortemente.
- Você me ama mesmo? – sua voz estava engasgada.
- Sim, eu o amo! – respondi o abraçando também.

Capítulo Dez

- Então... Por quê? Por que você não me disse que me amava? – As suas sobrancelhas estavam juntas, enquanto ele prestava bastante atenção em mim.
- Bom, – Falei meio sem jeito. – Acho que era para me proteger e proteger você também.
- Me proteger? – Perguntou surpreso.
- Bom, Jared está aqui no navio... – assim que falei o nome de Jared vi as suas mãos se fechando. – E eu tenho medo de ele tentar te machucar, ele consegue tudo o que ele quer, não agüentaria te ver sofrendo, machucado... – não conseguia mais falar, só de imaginar o que Jared faria com ...
me abraçou e começou a mexer em meus cabelos.
- Está tudo bem ! Ele não irá me machucar, a única pessoa que pode me machucar é você! – levantei os olhos e fiquei olhando para ele. – Se eu te visse com aquele cara, se eu o pegasse batendo em você... Eu faria uma loucura para poder ter você comigo novamente.
- Eu nunca vou estar com ele, sabes por quê? – perguntei, mas ficou só me olhando. – Porque não é ele que eu amo! – respondi simplesmente, vendo-o abrir um sorriso torto.
- E quem você ama? – perguntou chegando mais perto.
- A pessoa que eu amo... É você, ! – falei selando os nossos lábios.
Nosso beijo foi se intensificando, até eu separar os nossos lábios e nós já estávamos ofegantes. desceu o seu nariz até a minha clavícula, dando pequenos beijos no local, fazendo-me arrepiar. Coloquei as minhas mãos por de baixo de sua camisa, percorrendo toda a extensão da sua barriga definida e pelo seu peito, vendo-o tremer.
agora dava vários chupões em meu pescoço onde com certeza ficaria marcado depois. Ficamos um brincando com o outro até eu sentir a necessidade de ter ele, mais e mais.
Tirei a sua camisa e a calça, deixando-o só de boxer.
- , eu o quero! – falei em seu ouvido, vendo seus cabelos se arrepiarem. –
Eu necessito de você agora!
Ele chegou perto do meu ouvido.
- Eu também, mas tem certeza que é isso que você quer?
- Sim! – respondi, colocando as minhas mãos em seu cabelo.
deu uma mordida no meu lóbulo, fazendo-me gemer baixinho.
Quando vi, minhas roupas estavam no chão, minha calcinha estava no ventilador enquanto o meu sutiã estava por algum lugar do quarto. Pelo jeito a sua boxer já tinha ido parar em algum lugar do quarto também.
parou e ficou olhando-me, aproveitando o momento. Assim como eu também fiquei o olhando.
Ele me penetrou devagar, fazendo-me gemer. Cada vez ele aumentava a velocidade, fazendo cada vez eu gemer mais alto e revirar os olhos de prazer. Arranhava as suas costas com força, fazendo-o gemer junto comigo.
Chegamos ao clímax juntos e senti encostar a sua cabeça em meu ombro.
Nós dois estávamos ofegantes, essa foi a melhor noite da minha vida.
- ... – sussurrei mexendo em seus cabelos.
- Fala .
- Preciso lhe contar algo – olhou-me esperando. Respirei fundo e soltei a verdade. – Eu era virgem! – falei rapidamente e fechei os olhos com força.
Percebi que ele trancou a respiração. Quando chegou ao trinta segundos ele acariciou a minha bochecha.
Abri os olhos e vi ele sorrindo meigamente pra mim.
- Você quis perder a sua virgindade comigo? – perguntou com os olhos brilhando.
- Bom, você é o homem que eu amo, é carinhoso comigo e me ama de verdade também, achei que você deveria me transformar numa mulher. – dei de ombros.
me deu um selinho demorado.
- , você está tremendo. – falei preocupada.
- Você também. – falou olhando-me serio.
saiu da cama só de boxer e olhou pela janela do navio. Ele deu um sorriso e me chamou para ir ver algo.
Sai de lingerie, abraçando-me quando meus pés tocaram o chão gelado e fui até onde ele estava.
Assim que olhei pela janela dei um sorriso maravilhada.
- Está nevando, onde a gente deve estar passando? – perguntei sem tirar os olhos da paisagem.
- Hm, em algum local da América do norte. – ficou pensativo.
- Vou tomar um banho, onde tem uma toalha pra eu usar?
- Tem uma limpa ali no banheiro já.
O banheiro era enorme, parecia que ali estava mais frio que o quarto. Virei-me e fiz cara de pidona.
- ...
- Fala! – se virou e sorriu.
- Ta muito frio aqui e a água deve estar mais fria ainda...
deu um sorriso malicioso e entrou no banheiro comigo. Ele mexeu na temperatura do chuveiro e saiu. Olhei perplexa e puxei-o para mim.
- Que foi? – perguntou rindo.
- Toma banho comigo. – sou totalmente tímida, mas parece que estou bem tarada com esse frio.
riu mais ainda e olhou-me com certo desejo nos olhos. Ele colou os nossos corpos e selou os nossos lábios.
Fomos andando até dentro do chuveiro ligado ainda nos beijando. A temperatura estava muito quente, não de nossos corpos, mas do chuveiro, fazendo o vidro ficar embaçado.
Separei os nossos lábios e comecei a dar pequenas mordidas em seu peito, voltando para os seus lábios.
Suas mãos percorriam cada parte de meu corpo, até parar em minha cintura.
Dei um impulso e coloquei as minhas pernas em volta da sua cintura, fazendo-o chegar mais perto. Tentei tirar a sua boxer, com sucesso. Era a sua vez de tirar as ultimas peças de roupa que havia em mim. Primeiro ele me apoiou na parede fria, fazendo-me tremer.
Começou a tirar a minha calcinha, com sucesso também. Ao chegar no meu sutiã ele perdeu o equilíbrio. escorregou fazendo-me cair em cima dele.
Nos olhamos espantados e começamos a rir da nossa grande burrice.
começou a beijar o meu colo, subindo para o meu pescoço e depois para os meus lábios.
- ... – falei entre os beijos.
- Que foi ? – perguntou olhando-me.
- Estou toda dolorida. – falei colocando a mão na cabeça, onde havia um baita de um galho. Droga, não acredito que bati a cabeça na parede.
- Desculpa, não queria te machucar. – acariciou a minha bochecha.
- Eu disse que estou um pouco machucada, mas isso não vai me impedir de ter você. – dei um beijo em seus lábios, sentindo ele sorrir. Encostei a cabeça em seu peito.
- Eu te amo. – sussurrei contra o seu peito, ouvindo o seu coração acelerar.
- Eu te amo! – sussurrou também, me abraçando.

Capítulo Onze

Acordei meio tonta, que horas eram? Debrucei-me da cama e peguei o meu celular, seis horas da manhã. Surpreendi-me com o horário.
Levantei-me e fui ao banheiro. Escovei os dentes e penteei os cabelos, lavei o rosto, sai do banheiro e encontrei um coberto só por um lençol. Encostei-me na porta e fiquei admirando-o, tudo isso era meu.
Sai do meu transe e fui até a escrivaninha, peguei o papel e deixei um recado para ele, avisando que estaria no meu quarto. Coloquei as minhas roupas e deixei o bilhete no seu lado. Dei um beijo em seu rosto e sai.
Cheguei ao meu quarto, não estava lá, o negócio devia estar muito bom com o .
Entrei no banheiro e tomei um banho morno, aquilo era muito relaxante, parecia que a água fazia massagem nas minhas costas. Sai de lingerie, abrindo o closet para ver se tinha algo útil ali. Acabei colocando um vestido solto embaixo, mas da cintura para cima era coladinho, simples e bonito.
Sentei de costas para a porta e peguei a minha caixinha de jóias, procurando algum brinco. Deparei-me com o colar de Jared, olhei-o com raiva. Levantei as minhas jóias e taquei-o lá, colocando depois um fundo falso por cima. Não queria nunca mais olhar para aquela jóia.
Ouvi a porta se abrir e logo se fechar, não liguei e continuei procurando o brinco.
- , você viu o meu brinco? – perguntei, mas ela não me respondeu.
Meu celular começou a tocar, peguei-o de cima da cama e atendi.
- Oi?
- , como foi o seu dia?
- ? – perguntei assustada.
- Sou eu sim, onde você está?
- No quarto, mas... – Quem estava lá comigo?
- ?
Senti braços fortes pegando-me pela cintura.
Gritei, mas não de divertimento, foi de desespero.
Coloquei o celular no ouvido novamente, mas ele estava mudo.
- Me solta! – dava chutes em seja lá quem fosse.
Ele só riu.
Empurrei-o e girei para ver quem era, já preparada se for algum tarado.
Arregalei os olhos surpresa, o que ele está fazendo aqui?

Capítulo Doze

- ! – coloquei a mão no peito enquanto ele ria da minha cara – Você quase me matou de susto, a deve estar apavorada!
continuava rindo.
- Para de rir, isso não tem graça – fiz cara de emburrada, mas não aguentei e comecei a rir junto com ele.
- Você está muito linda e cheirosa – chegou perto de mim novamente e depositou um beijo no meu pescoço.
Fechei os olhos e dei um sorriso. Ele adorava me provocar.
Puxei a sua cabeça para trás e distribui pequenos chupões em seu pescoço indo diretamente para a sua orelha, dando uma mordidinha no lóbulo. Vi ele se arrepiar e sorri. Pelo jeito, eu não era a única que ficava arrepiada.
- Engraçadinha – riu, como se lesse os meus pensamentos e me abraçou, dando longos suspiros, assim como eu.
Adorava o seu perfume, era doce e ao mesmo tempo forte, um cheiro que me deixa louca. No bom sentido.
- Liga para a , ela deve estar assustada – deu um sorriso torto e se sentou na minha cama.
- Poxa, é mesmo – peguei o celular e liguei para a mesma – !
- ! O que aconteceu? Quem está aí com você? gritava no celular.
Dei uma risada sem graça.
- Era o , ele estava tentando me matar de susto – dei um olhar mortal para ele, que levantou os braços se rendendo.
- Só ele mesmo, é bem a cara dele fazer isso.
- Er, mais tarde quero conversar com você – murmurei.
- Opa, fofocas é comigo mesmo – falou curiosa, fazendo-me rir.
- Beijo – falei desligando o celular.
Virei-me dando de cara com e um violão.
Arqueei as sobrancelhas.
- Eu disse que iria te ensinar – sorriu.
Abri a boca para falar algo, mas nada saiu.
- Senta aqui – deu dois tapinhas na cama ao seu lado.
Sentei e logo ele me passou o violão.
- Pelo menos você sabe ler as notas... – ele olhou pra mim indeciso – Sabe?
Dei um sorriso sem graça e balancei a cabeça negativamente.
suspirou e depois deu um sorriso.
- Não é tão difícil. Vou lhe mostrar que sou um ótimo professor.
Ri do seu comentário.
- Vamos logo com isso então... Professor – sussurrei o mais sexy possível em seu ouvido fazendo-o se arrepiar e logo depois ele sorriu.
- Você adora me torturar não é?
- Muito – dei uma risada maligna, fazendo-o rir.
- Ta bom, vamos começar.

- Isso! Você conseguiu, ! – me abraçava, distribuindo beijos pelo meu rosto.
Finalmente havia conseguido tocar algo que preste, mas ainda precisava treinar mais.
- Não sou um desastre como pensava – murmurei.
encarou-me e sorriu.
- Você sempre foi perfeita, me abraçou de lado.
Encostei a minha cabeça no seu ombro e sorri.
- Graças a você – sussurrei contra o seu pescoço.
riu e acariciou o meu cabelo.
- Com mais algumas aulas eu acho que você pega o jeito.
- Você acha? – olhei para ele dando um sorriso enorme.
- Claro, você tem um professor lindo, gostoso e muito atencioso para lhe ensinar.
- Exibido – fiz bico enquanto ele ria – Que fome – coloquei a mão na barriga.
- Vamos comer então – levantou e abriu a porta – Damas primeiro.
Arqueei as sobrancelhas.
- Você anda muito cavalheiro pro meu gosto – falei rindo assim que passei pela porta.
- Não era pra ser? – perguntou confuso.
- Claro que sim, mas é que de você – apontei para ele – é meio estranho – dei de ombros.
- Poxa, magoou – fez beicinho.
Não aguentei e apertei as suas bochechas.
- Coisinha linda – dei um selinho, fazendo-o sorrir.
- Vamos – falou me puxando.
Fomos ao mesmo restaurante de sempre, encontrando e rindo e comendo uma macarronada.
- Oie pessoal – cumprimentou e se sentou ao lado do para conversar.
- ! – se levantou da cadeira e me abraçou – Por onde você esteve?
- Eu que pergunto, nunca mais te vi fazendo algo aqui no navio – falei maliciosa.
Ela sorriu e deu uma piscadinha.
- Oie – acenei para ele, que retribuiu e continuou a conversar com o .
- Vocês querem almoçar com a gente? Acabamos de pedir essa macarronada e está uma delícia.
- Se não for incômodo...
- Ótimo! – se sentou na sua cadeira, enquanto eu me sentava ao seu lado. Ela chamou o garçom e pediu duas cervejas.
Peguei um pouco de macarrão e comecei a comer, estava uma delícia.
- Nunca comi um macarrão tão bom como esse – falei usando o guardanapo e dando um gole na minha cerveja.
- Eu já, o meu e é meio óbvio que você não tenha comido um macarrão bom, porque você não sabe cozinhar – chegou de mão dadas com o .
- Obrigada! – falei irônica.
- De nada, fofa – riu e me deu um beijo.
- Você e o ... – fez sinais estranhos com as mãos.
afirmou discretamente com a cabeça e sorriu logo em seguida.
- Vocês já ouviram a nova de hoje? – se sentou animado, junto com que não parava de se mexer de tão animada.
Todos começaram a prestar atenção.
- Parece que organizaram um baile, e é hoje à noite.
- No salão mais lindo do navio – completou abraçando .
- Sabe que eu nunca fui ao um baile? – falou pensativa.
- Claro que já, no da sua prima! – falei rindo.
- Eu não conto aquilo como baile – deu de ombros e riu.
Olhei animada para , que sorriu. Seria incrível ficar com ele no baile, vê-lo de terno e cabelo arrumado.
- Vamos? – perguntei piscando os olhos repetidamente.
ficou pensativo e fez uma careta.
- Vou ter que usar terno e pentear o cabelo para trás?
- Claro que vai! – falei como se fosse óbvio.
- E você vai ter que usar um vestido e ajeitar o cabelo também?
- Claro, seu bobo!
- Então, eu topo – falou sorrindo.
Ri e lhe dei um selinho.
- Sabe que eu nem fazia ideia que vocês estavam juntos? – falou sério.
Ri sem graça e comecei a mexer no meu cabelo, definitivamente, nervosa.
- Nós conversamos ontem e... – estava sentindo o meu rosto ferver.
- Nos acertamos e agora, estamos juntos! – sorriu pra mim.
- Então, estão namorando? – perguntou interessada.
- Estamos! – afirmou, fazendo-me esquecer de como se respirava.
- Estamos? – Sussurrei para ele.
Senti algo no meu dedo e, ao olhá-lo, encontrei algo brilhante e pesado.
Anel? Meu Deus, ele está me pedindo em namoro? Ou já estamos?
Sorri e entrelacei a minha mão com a dele.
Estava isso realmente acontecendo?

Capítulo Treze

- ! Se você não sair desse banheiro agora... – me ameaçava toda hora para sair do banheiro.
- Já sei – falei dando um toque final na maquiagem e abrindo a porta – Você vai dar um chute na minha bunda grande e blá blá blá. O que você acha?
- Você está maravilhosa, ! Quando o te ver assim... – riu e entrou no banheiro para se arrumar.
Olhei-me no espelho e parecia que não era eu ali, naquele vestido tão... Elegante.
Estava com um vestido vermelho tomara que caia colado e mais para o meio da coxa era solto. Havia alguns detalhes em branco que o deixava mais lindo. Prendi o meu cabelo no alto da cabeça, deixando apenas a franja de lado. Passei uma maquiagem um pouco forte e, nos lábios, um tom de pêssego. Coloquei uma sandália prata e pronto, já estava talvez até exagerado demais.
- Falando em ... , preciso te contar uma coisa importante.
- Pode falar amor, estou ouvindo! – falou do banheiro.
Suspirei e sentei-me na cama.
- Eu e o transamos!
- O QUÊ? – apareceu com o vestido pela metade.
Ri e ajudei-a a abaixá-lo.
- Quando isso? – perguntou curiosa.
- Ontem, hoje... – falei sem graça.
- , você deve estar muito feliz! – sorriu e me abraçou.
- Sim. É ele que eu amo, . Agora eu tenho certeza.
- Depois você tem que me contar como isso aconteceu! Agora vou me arrumar.
- Lindo o seu vestido.
- Você acha? – rodou e fez pose de modelo.
Ri e afirmei com a cabeça.
Ele era preso atrás do pescoço, da cor bege, mas por cima do bege caía uma renda detalhada com flores, da cor preta.
me pediu ajuda com a maquiagem e assim que terminei, ouvimos alguém bater na porta e encontramos e , todos os dois bem vestidos e ao lado deles, estava e , com e .
Todos estavam lindos e um pouco engraçados, tenho que admitir. Não é todo o dia que se vê eles, McFLY, de terno e cabelos ajeitados para trás.
- Você está linda! – me abraçou e beijou-me.
- Obrigada – sorri.
Olhei para as garotas e fiz um sinal, discreto, de positivo.
Elas sorriram e fizeram o mesmo, mas abriram um pouco a boca ao olharem o meu vestido.
estava beijando , enquanto ele só sorria como se fosse o homem mais sortudo do mundo. E com certeza era.

Chegamos ao tal salão e, nossa, realmente, era o salão mais lindo que já havia visto na minha vida.
Tinha várias pessoas e se divertiam comendo doces e salgados, conversando e dançando.
- Me dá a honra de uma dança, senhorita? – estendeu a mão pra mim.
Sorri e segurei-a.
- Claro, senhor ! – ri e o acompanhei até o meio do salão.
Começamos a dançar e aquilo estava bom de mais para ser verdade.
A música já havia parado, mas continuávamos juntos, até começar uma musica de tango.
Parei, mas me puxou novamente.
- , eu não sei dançar tango!
- Eu ensino você, é só me deixar guiar.
Meu coração estava acelerado e parecia que iria sair pela boca.
Olhei para as mulheres e elas faziam “pose” quando dançavam. Desculpa, mas nãovi muitas vezes como se dançava tango, achava que era desnecessário, pois agora me ferrei.
Tentei imitá-las, mas saia quase tudo errado. tentava me conduzir, mas não conseguia... Bom, eu avisei a ele.
- Vamos parar, ! – falei assim que pisei pela quinta vez no pé dele.
- Vamos, não aguento mais de dor no meu pé – falou cutucando a minha cintura.
- Ei!
apenas riu pelo nariz e puxando-me pela mão.
Um garçom passou por nós e perguntou se queríamos algo.
- Quer algo, ?
- Não, obrigada.
- Não queremos nada agora, obrigado – sorriu para o garçom e me puxou novamente para fora do salão.
- Onde estamos indo? – perguntei curiosa.
- Já irá ver – riu e olhou-me sorridente.
Suspirei.

Estávamos agora do lado de fora, onde dava para ver as estrelas e o mar calmo.
- Está frio – falei passando as mãos nos meus braços, tentando aquecê-los.
tirou o seu terno e colocou em cima dos meus ombros.
Sorri e coloquei-o.
- Aqui estamos! – falou feliz, se encostando à grade do navio.
Olhei para o local e percebi onde ele havia nos levado, para o lugar onde nos beijamos pela primeira vez.
se sentou de frente para mim na grade e sorriu.
Passei a mão pela grade até chegar às mãos quente de .
- Estamos namorando mesmo? – perguntei tímida.
- Claro, , eu te amo, quando você irá perceber isso? – sorriu e me abraçou de lado.
- Eu também te amo... – fui calada, quando ouvimos um som horrível.
Nossos corpos caíram no chão frio, por causa do impacto. Havíamos batido em algo e não deve ser nada bom.
- . o que houve? – perguntei apavorada.
- Não sei, mas você está bem? – perguntou preocupado.
- Sim! – falei levantando-me junto com ele – Você poderia ter caído do navio!
- Graças a você eu não cai, meu anjo! – sorriu e logo seu sorriso ficou sério.
- O que foi...
Senti seu dedo na minha boca.
- Ouvi alguma coisa... – falou baixo.
Tentei prestar atenção, se ouvia algo.
- Tem pessoas gritando! – falei surpresa.
- Vamos!
pegou a minha mão e saímos correndo em direção aos gritos.

Capítulo Quatorze

- ! ! O que aconteceu? – gritava.
-O navio bateu em algo grande e está afundando ! Temos que encontrar algum barco!
-Afundando? – perguntou espantado.
-Nos vemos no barco, tenho que encontrar a ! – deu uns tapinhas no ombro de e saiu correndo.
-Estamos afundando? Ele tem certeza? – perguntei apavorada.
-Rápido , temos que encontrar um barco!
Saímos correndo novamente, coisa que era difícil com aquele vestido e com as pessoas em sua volta.
-Droga, não tem mais barcos! – olhou-me desesperado.
-Senhor ! Sairá mais barcos daqui a dez minutos. – um homem arrumado e com uma arma no bolso chegou perto de nós.
-Quanto tempo temos?
-Uma hora senhor.
afirmou com a cabeça pensativo.
Puxei-o para um canto.
- preciso ir ao meu quarto, trocar esse vestido, não vou conseguir me movimentar direito!
-Eu vou com você!
E saímos correndo novamente.

- ! – ouvi gritar o meu nome no final do corredor.
- ! – exclamei e corri na sua direção.
-O navio está afundando! se machucou! – chorava.
-Como? – perguntou indo em direção ao nosso quarto.
-Estávamos pegando algumas roupas, mas Jared entrou aqui e...
-Jared? – perguntei assustada.
-Sim, ele queria a sua joia , o mandou ir embora, mas não vimos que ele estava armado e atirou.
Chegamos ao quarto e estava ajoelhado, fazendo um torniquete no braço de , que gemia.
- eu sinto muito! Isso foi tudo culpa minha! – chorava desesperada.
-Está tudo bem .
- , se troca, rápido! – falou pegando algumas roupas e jogando-as para mim.
-Pra que tudo isso? – perguntei assustada.
-Está frio. – respondeu olhando-me intensamente.
Engoli em seco.
Joguei o seu terno para ele e entrei no banheiro.
Enquanto me arrumava, as luzes desligaram e fiquei no escuro por um momento. Minha respiração acelerou, ouvi um barulho horrível mais á baixo. O navio estava afundando rápido demais. As luzes voltaram e eu terminei de me arrumar.
Ao abrir a porta, encontrei só o pegando algumas coisas e colocando no bolso.
-O que você está fazendo? – perguntei espantada.
-Você quer deixar as suas coisas aqui?
Olhei para o quarto bagunçado.
-Não.
-Então pega mais algumas coisas e coloque no bolso do meu terno.
Peguei mais as minhas joias favoritas, sem querer deixei cair a minha caixinha e voou um monte de brincos e colares pelo chão.
-Droga. – sussurrei e me abaixei para pegar algumas.
Percebi algo brilhante de baixo da cama. Estiquei-me e peguei o objeto.
Assim que pude ver o tal objeto, franzi testa. Era o colar de Jared.
Sem ao menos pensar coloquei o colar junto com as outras joias. Que levaria comigo.
-Vamos ! – falei pegando a sua mão e saindo correndo onde estavam todos os passageiros.

Capítulo Quinze

-Temos que ser rápidos , o navio não irá agüentar por muito tempo! – falava sem parar.
-Calma . – falava tentando não tropeçar.
Chegamos ao único barco que havia ali e estava quase cheio.
-Entra no barco . – Ele falou me dando a mão para conseguir entrar.
Ao me sentar o guarda não o deixou entrar.
-O que você está fazendo? – falei me levantando.
-Chegou o limite do barco senhorita.
-Mas ele é ! – berrei.
-Sinto muito.
Olhei para desesperada.
-Calma , eu pego o próximo barco e... – olhou para o guarda e depois olhou triste para mim. – Eu te amo.
Comecei a chorar e puxei a sua mão.
-Fica comigo!
-Não posso , é só por pouco tempo, vou arranjar outro barco. Eu juro.
Fechei os olhos e senti os seus lábios quentes na minha testa e algo se encostando ao meu ombro.
-Está frio princesa. – sorriu e afirmou com a cabeça para o guarda que começou a abaixar o barco.
Sentei-me rapidamente e coloquei o terno, percebendo que o cheiro dele ainda estava ali.
Olhei novamente para cima e o encontrei sorrindo para mim.
Senti as lagrimas escorrendo pelo meu rosto e fechei os olhos.
Se olhasse para ele por muito tempo, talvez fizesse uma loucura para ficar ao seu lado novamente.
Pela ultima vez olhei para o seu rosto, encontrando-o sério.
Sussurrei “Eu te amo.” E ele entendeu, mandando-me um aceno e um “Nos vemos em breve.”
Assim que encostamos à água o barco fez um barulho e ficou parado até o guarda pegar os remos.
Muitas pessoas que estavam na água, começaram a tentar subir no bote, mas eram muitas e o barco já estava no seu limite.
-Não façam isso! – o guarda batia com o remo nas que quase viravam o barco, até que uma delas conseguiu entrar, fazendo com que o barco virasse.
Ao sentir a água fria em contato com a minha pele pensei que estava sendo sugada. Era como se enfiassem facas pelo o meu corpo.
Voltei á superfície e avistei o barco virado.
Nadei toda desajeitada até ele e comecei a puxá-lo, pessoas estavam mortas e outras gritavam por ajuda.
Puxei o mais longe possível, mas estava com dificuldade, as minhas pernas estavam duras por conta do frio.
Subi no barco, mas estava escorregadio demais.
- !
Reconhecia essa voz e não fiquei nada feliz com isso.
-Jared?
-Você conseguiu um barco, me deixe virar ele do lado certo, aprendi isso com o meu pai.
Primeiro estranhei a sua atitude, mas no fim acabei concordando.
Jared me deu as instruções e foi para de baixo do barco, enquanto eu peguei a corda que estava amarrada no barco e subi na parte que estava na superfície. Puxei com toda a minha força e senti-o virando.
Cai na água novamente, mas ao voltar encontrei o barco virado, agora, para cima.
Sorri. Jared estava mesmo falando a verdade.
Tentei subir e quando finalmente consegui colocar a metade do meu corpo para dentro do barco, senti algo me acertando, fazendo-me cair de volta na água fria.
Voltei à superfície e a minha cabeça doeu ao fazê-lo.
-JARED! – gritei, vendo-o remar para longe.
Comecei a nadar na sua direção, mas cada vez perdia mais força.
-Não Jared! – minha voz estava rouca e a minha visão estava embaçada. – Jared! Não faz isso, por favor! – ele sorriu e continuou remando.
Finalmente me lembrei que ele havia atirado em . Como sou burra, sempre acreditando nele.
Senti algo fazendo pressão na minha cabeça e logo, percebi que estava de baixo da água fria, engolindo muita água.
Debatia-me para que me soltassem, o meu peito estava em chamas, precisava respirar, mas fui parando, até que fechei os meus olhos e pensei na única coisa que me fez feliz de verdade. , eu te amo.

Capítulo Dezesseis

Abri os olhos de repente e chutei quem quer que estivesse ali.
Deu certo e voltei á superfície. Assim que respirei novamente, olhei para a pessoa e encontrei um homem, que desmaiou.
Comecei a nadar novamente, antes que mais alguém tentasse me matar.
Senti algo pegando o meu braço e virei-me para olhar o que era.
Abri a boca surpresa. Não acreditava no que estava vendo.
-! – minha voz saiu engasgada.
-, não sei onde o está, estou com frio e com medo.
-Calma, va-vamos encontrar algum lugar para ficar, deve estar bem. – segurei com mais força a sua mão e começamos a nadar de novo.

Nadamos por horas e ainda conseguíamos ouvir os gritos. Ficava pensando, assim como , se e haviam conseguido escapar.
Olhei para a minha mão e ela estava branca demais, com um pouco de tom roxo. Estava mesmo congelando.
-, vem rápido! – tentei falar.
-Está muito fr-frio. – ela nem batia mais as pernas, apenas as mãos.
-Temos que sair da água! – falei com urgência.
Avistei algumas madeiras, ainda estava com a corda do barco que Jared me roubara e tive uma ideia.
-Vamos , não desiste! – falei puxando-a. – Segura essas madeiras juntas! – falei e ela o fez.
Enquanto isso passava a corda, não ficaria totalmente preso, por isso iria segurá-la.
-Sobe ! – falei ajudando ela a subir.
Assim que subi, senti o meu corpo pesar e deitei sobre a “jangada” improvisada.
-Está mais frio! – fechou os olhos e começou a chorar. – Não quero morrer agora , não quero que morra! Me diz que isso não está acontecendo!
Meus olhos se encheram de lágrimas e coloquei a mão sobre a sua.
-Nós vamos conseguir, assim como eles também vão.
Ouvimos um barulho que fez a nossa jangada tremer.
Olhamos para frente e lá dava para ver o navio sendo engolido pelo mar e um certo agito perto dele desapareceu.
Havia muitas pessoas ali e o barco não irá voltar a tempo.
-E se ele estiver lá? Nós temos ir ver e ajudá-los . – colocou o braço na água e começou a batê-los.
-! Não! Você sabe que se formos lá eles derrubaram a nossa jangada e todos nós morreremos.
-Mas eu preciso ver se ele está lá... – abracei-a e nós começamos a chorar mais.
A única coisa que podíamos fazer agora era esperar e ouvir os gritos das pessoas se calando sem poder fazer nada e nem ter certeza se um desses gritos era dos nossos amantes.

Capítulo Dezessete

Tudo que poderia fazer era respirar, não conseguia mais falar direito, meu corpo tremia e estava preocupada com e meus amigos.
havia adormecido, às vezes olhava para ela preocupada, mas a garota sempre acordava por causa dos gritos de pessoas que ainda estavam vivas e ficava olhando para onde o nosso navio afundou.
Pensei na minha noite com , nos seus lábios, seu corpo, em como tive sorte de conhecê-lo e azar por perdê-lo tão rapidamente.Uma lágrima escorreu pelo o meu rosto.
Olhei para a água e vi o meu reflexo. Meu rosto estava pálido, meus lábios estavam roxos e os olhos cansados.
Havia contado mais ou menos duas horas que o navio afundou completamente e duas horas e trinta minutos, que estou ensopada.
Consegui virar de barriga pra cima e fiquei ali, olhando as estrelas, as mesmas que achei serem românticas, e que realmente aparentavam ser pra mim e pro , mas isso só me faz lembrar que isso não é um sonho e que agora estou longe dele.

Senti uma luz forte em meu rosto e virei para a sua direção.
Agora não ouvia mais gritos de ajuda, e, sim, outras pessoas gritando, procurando por alguém vivo.
Virei novamente de barriga pra baixo e cutuquei .
-! – balancei-a mais bruscamente.
-Fala . – sua voz estava muito rouca.
-Tem pessoas com barcos, vamos pedir ajuda! – minha voz não estava tão longe igual dela.
apenas balançou a cabeça negativamente e apoiou-a de volta na jangada.
Suspirei e me deitei novamente também, espero que eles venham até nós.


Estava escuro e frio. Alguém gritava os nossos nomes, tentava abrir os olhos e falar “Estamos aqui!”, mas o frio acabou com as minhas energias. Olhei para o lado e não sei como, acabei soltando um grito com o que vi.
estava completamente branca e sem expressão.
-, fala comigo! – falei com a voz rouca.
-, me ajuda. – tossiu e gemeu.
Olhei novamente mais à frente, eles não estavam tão longe e talvez não aguente até que eles cheguem aqui.
Respirei fundo e acariciei o seu cabelo.
-Vou buscar ajuda.
-, você irá morrer! – tentou me segurar, mas não deu tempo.
Assim que senti a água novamente em contato com a minha pele estremeci.
Parecia que estava mais gelada que antes.
Voltei á superfície e tentava sair da jangada.
-NÃO! – a emburrei novamente. – Fica ai, por favor, , prometa que irá ficar!
fungou e afirmou com a cabeça.
Respirei fundo e nadei na direção das luzes.

Havia me enganado o quanto á distancia, eles estavam longe e eu não conseguiria. Fechei os olhos e continuei a nadar com mais força. Precisava conseguir, por .
Olhei mais adiante e encontrei vários corpos boiando e isso me deu enjôo. Cada vez que passava por algum olhava para ver se havia alguém que eu conhecia, acho que se encontrasse ali... Balancei a cabeça e continuei em frente.
Nadei e nadei. A luz parecia cada vez mais distante.
Olhei para o lado e avistei o guarda que estava no meu barco.
Avistei a sua arma e tive uma idéia, cheguei perto dele e a peguei, com certeza isso iria ajudar, e muito.
Percebi que não era uma arma comum e sim um sinalizador, melhor ainda.
Apontei para o céu e atirei, a luz vermelha subiu e um grande brilho vermelho ficou a cima da minha cabeça.
Olhei para onde os homens com as luzes e elas estavam apontadas na minha direção.
Logo estava dentro do barco e vários homens me cobriram com uma coberta de lã.
-Minha amiga... Minha amiga! – falei gaguejando.
-Sua amiga? – um homem se aproximou e prestou atenção em mim.
-Lá. – apontei de onde tinha vindo.
-Tem mais um sobrevivente senhor!
Um homem barbudo olhou para mim e falou com o guarda.
Eles viraram o barco na direção que havia indicado e foram em frente.
Sentei-me e fiquei procurando.
Mais á frente dava pra ver a nossa jangada, mas não havia ninguém ali.
Fiquei procurando-a, até ver um agito vindo na direção do barco.
Arquejei e pedi para que os homens parassem de remar.
-! – peguei a sua mão e tentei puxá-la.
O guarda que havia me escutado ajudou a colocá-la dentro do barco e deu um cobertor igual o meu á ela.
-Agora tudo ficará bem senhoritas. – o guarda sorriu e começou a prestar atenção novamente nas águas escuras.

Continua...

n/a: I don´t wanna miss a thing... Aaah, quem não conhece essa musica? Adoro a banda Aerosmith. Garotas, espero que tenham gostado desse capitulo e muitos estão por vir... Agora sobre a minha mais nova Beta, seja bem-vinda ao A Life so Changed e quero avisar que vai dar bastante coisa pra fazer MUAHAHA... Tadinha, só dou trabalho /sorry. Estou brincando viu, Bella? Haha Beijos meninas. PS: Kami, eu sei que você me ama até chegar no ponto de me chamar de inútil, HAHAHA sua inútil q .

n/b: MUUITO TRABALHO AQUI VIU? haha, mentira gente a Gabi é um amor de pessoa (: .Erros? Me mande um email ou um tweet :)