Autora:LanaM | Beta-Reader: Cap. 1:Karina Gondo
Cap. 2 em diante:Thaís Costa


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CAPÍTULO 01.

Harry estava entrando em sua enorme casa. Era muito bonita, toda branca e bastante cara. Com móveis caríssimos e a maioria de vidro. Andou nos cômodos da casa a procurando. Foi em todos os quartos, mas não encontrou nada... Ela não estava ali. , sua namorada, era uma moça muito bela, gentil e estava sempre à disposição de Harry. Era engraçada e um amor de pessoa. O único problema entre eles era a relação dos dois. Eles eram sempre frios um com o outro. Não havia amor de verdade ali, mas um dia já houve. Eles eram muito amigos, mas quando Harry começou no One Direction, a sua mãe decidiu que ele não podia ficar solteiro. Por causa da sua fortuna, todos queriam um pouco. Então a única saída foi a amiga de infância se tornar a nova namorada. Depois de um tempo, eles começaram a “namorar” de verdade, beijos, abraços, noites e noites juntos. Apesar de sempre ficar em casa a não ser quando saía com Lizie, naquela noite ela não estava em nenhum lugar daquela imensa casa. Harry entrou pela segunda vez no seu quarto, aí então reparou na cama e em cima dela que havia uma pequena folha com a linda caligrafia de sua namorada. A data do bilhete era de dois dias anteriores e nele dizia:

"Harry, meu amor, me desculpe por partir assim, sem uma despedida ou algo do tipo, mas se eu não fosse embora dessa casa antes de você chegar, talvez eu não conseguisse. Não é de hoje que quero fazer isso, eu só cansei... De ser infeliz. Adeus, Harry, não me procure, por favor. É melhor assim, para mim e para você.
- "


Harry então amassou aquele bilhete com toda sua força, ele pode sentir uma raiva que nunca havia sentido antes.
Ele estava magoado com . Como ela pôde fazer isso com ele? “Ela não passava de uma ingrata”, pensou ele. Harry pegou a chave do carro e saiu de sua casa indo para o carro. O destino era a antiga casa de , com a esperança de que ela ainda estivesse lá.
Depois de um breve engarrafamento, Harry chegou até a pequena casa. Abriu a porta e pode sentir o quão confortável ela era, apesar de pequena. Entrou na casa e andou pelos cômodos até chegar ao quarto de , porém ela não estava lá. Harry pôde sentir o cheiro de seu perfume, provavelmente ela passou os dois dias ali. Harry saiu da casa e colocou a chave de emergência debaixo do tapete onde a encontrou. Ele estava frustrado. Voltou para casa e foi direto para seu quarto. Aquele maldito quarto lembrava ela, o cheiro dela, o jeito dela. Ele levantou e pegou um pequeno caderno que havia dado a ele para escrever suas músicas, mas que ele nunca havia usado por algum motivo. Sentou novamente na cama e começou a escrever.


***

“Lembro como se fosse ontem, nós dois sendo praticamente obrigados a namorar por nossas famílias. Éramos tão amigos, mas nossas famílias interferiram e acabaram com isso. Eu queria tanto entender o motivo da sua partida, talvez saudades da nossa amizade? Talvez.”
“Eu estou um pouco zangado... ou chateado, não sei ao certo, o que quero entender é o porquê de você ter me deixado. Eu sempre te dei tudo, roupas boas, carros, sapatos, casas... Mas isso não foi o suficiente para você, não foi? Eu não sei o que você quer de mim. Sei que a nossa relação não era a melhor e que o amor que você sentia por mim talvez já tenha passado, mas isso não era um motivo para você me deixar sem nem um tchau ou nem um porquê.”
“Eu nem sei onde você está, nem com quem está. Mas espero que esteja bem porque eu ainda gosto de você, o meu amor pode ter cessado, mas eu ainda me preocupo com você e com o seu bem estar. Depois de seis anos juntos, esses últimos foram mais brigas do que beijos, mais lágrimas do que abraços, mais ódio do que amor. Eu me arrependo um pouco por não te dar o valor que merecia, mas agora já é tarde e eu não posso mais fazer nada... A não ser escrever para você.”


– Harry.
O caderno foi fechado e logo depois jogado no chão. Harry deitou para trás com a garrafa de Whisky na mão, a derramando na colcha branca. Soltou um palavrão, pegou a colcha que tinha na cama e a jogou no chão. Deitou-se de novo na cama e pegou a garrafa, tomando um grande gole e fechando os olhos. Ele estava meio zonzo, olhou para o lado onde tinha uma foto dele e de , abraçados quando eram adolescentes... Quando ainda se amavam. Ele deu um sorriso, um sorriso que ele não dava há muito tempo. Pegou a foto e ficou olhando para ele e para ela. Os traços tão belos dela e tão delicados, sempre foi muito linda. Abraçou a foto com força até o porta-retrato não suportar e quebrar, arranhando um pouco sua barriga. Ele soltou um gemido, mas não largou a foto. Fechou os olhos cansados da viagem e cansados de tudo, então acabou dormindo... Totalmente bêbado. Naquela noite, ele sonhou... Um sonho tão lindo e tão impossível. Ele e , felizes e sorrindo.


***

Longe dali, estava arrumando uma mala, na casa da mãe dela, do lado da mesma. A mãe de chorava e a repreendia em cada ato. Falava o quanto a filha estava sendo tola em deixar um homem rico e lindo para trás. Mas estava decidida, ela não iria voltar atrás, não iria sofrer de novo.
, se na minha época eu tivesse a sorte que você teve... Não seja ingrata com o Harry. – choramingava a Sra. .
– Mãe, me entenda pelo menos uma vez. – respondeu à mãe.
– E você pare de agir como uma adolescente, você não é mais uma. Tem um homem lindo, rico, charmoso... – falou a mãe, se sentando na cama.
– Você esqueceu de infiel, nada presente, mentiroso... Quer mais? Mãe, por favor, não se meta na minha vida. Eu preciso ir. – puxou a mala da cama, fazendo-a ficar em pé.
– Tudo bem... Só tome cuidado. – disse para filha e a abraçou.
– Sempre, mamãe. Até mais. – abriu a porta e foi em direção a porta de entrada.
– Seja feliz. – a mãe quase implorou à filha.
– Eu serei... – foram as palavras de antes de entrar no táxi. Palavras que não passaram de um sussurro. Palavras que estava disposta em concretizá-las.


CAPÍTULO 02.

Os dias se passaram lentamente para Harry. Quase uma semana, mas ele ainda estava do mesmo jeito... Se sentindo vazio. Durante esses seis dias nada havia mudado. Noites e noites com mulheres, mas nada que preenchesse a falta de . Bares cheios de bebidas e lindas moças, algumas tão belas que conseguiram até chamar a atenção de Harry. Mas não duravam muito. A rotina dele já estava na mesma, ir para qualquer lugar, beber até cair de bêbado e dormir com a primeira que visse, mas no final da noite ele sempre escrevia para ela.

Harry balançou a cabeça negativamente quando uma loira com cabelos compridos e um corpo perfeito se ofereceu a ele. olhou torto para o amigo e ficou encarando o rosto cansado do mesmo.

- Harry o que tem de errado com você? Você não me fala nada, já faz uma semana que você vem aqui dorme com a primeira que encontra e cai bêbado logo depois. Cadê a ?

- ... – depois de uma pausa e suspirar fundo ele continuou – Nem eu mesmo sei.

- Como assim? Do que você esta falando? – Perguntou .

- É isso mesmo, ela me deixou, ela foi embora. Agora eu vou para minha casa, me deixa em paz. – Falou já se levantando. o deixou ir, sabia eu ia seria melhor para ele.

Harry entrou no carro e suspirou fundo, deixando a cabeça encostar no volante. Levantou a cabeça e olhou para frente. Onde tinha vários jovens, bebendo, namorando e se drogando na frente da boate. Continuou olhando até ver uma moça muito parecida com atravessar a rua. Esfregou os olhos achando que estava louco, mas não, ela estava lá. A uma rua de distância dele. Saiu do carro correndo tentando acompanhar os passos de moça. E quando chegou perto, o suficiente para puxar seu braço e a virar com força, percebeu que ela não era .

- Mas... O que está acontecendo? – Perguntou a mulher assustada.

- Oh, me desculpe... Eu achei que fosse outra pessoa – Respondeu.

- Ah, tudo bem. Ei, você não é daquela boy band famosa? – Harry demorou a responder.

- Não, não sou. Até mais... – E logo saiu em direção ao seu carro. Indo direto a sua casa.

***


Flashback: 14 anos atrás.

- Mas você nem gosta dela Harry. – falou para seu amigo, tentando convencer ele a não ficar com uma menina que ele nem gostava e nem conhecia direito.

- nós já temos 13 anos, não somos mais duas crianças. E além do mais eu não preciso gostar dela para beijá-la. – Harry respondeu querendo parecer mais maduro possível.

- Ah, então ta...

- , você nunca beijou?
nunca tinha ficado com ninguém
na vida, mas não queria parecer uma idiota na frente de Harry que já havia ficado com muitas meninas da escola onde eles estudavam.

- Harry não seja tolo... É claro que eu já beijei.

- Isso é serio? Porque você nunca falou nada. – Harry falou sentando na grama da escola e se encostando a grande árvore que tinha ali.

- É que eu não gosto de comentar... – falou se sentando ao seu lado.

- Ah... E quem foi? – perguntou olhando para ela, enquanto a mesma evitava olhar nos olhos dele.

- Quem foi?... Foi o da outra sala – Terminou a frase. era um menino muito bonito, não muito popular, mas sempre teve uma queda por ele. Mas claro que Harry sempre vinha primeiro que ele.

- O , aquele idiota?

- Ei não fale assim dele. Ele é um fofo. – Repreendeu o amigo.

- , eu já vou a Ash está me esperando. – falou se levantando e limpando a calça suja de terra.

- Ah tá bem – estava um pouco triste, ela gostava de verdade do Harry. Então ele foi. E ela ficou lá sentada... sozinha.

- Então ele te trocou? – quase pulou com a voz de atrás dela.

- Não ele não me trocou... Você ouviu nossa conversa?

- Talvez... – Sentou- se ao lado dela. – A parte de “Foi com o que eu perdi meu BV” essa eu escutei. – imediatamente cobriu o rosto com as mãos, morta de vergonha.

- Olha, me desculpa, eu só falei por falar, e além do mais – Tirou as mãos do rosto e olhou nos olhos de – Eu...

não completou a frase, logo os lábios de estavam encostados nos dela. De pouco a pouco foi virando um beijo de verdade. A única coisa que eles não sabiam era que Harry de longe olhava tudo completamente chocado e com o coração totalmente despedaçado. Naquele dia algo mudou em Harry. Naquele dia ele começou a querer algo que ele sempre teve, mas que naquele momento não era mais dele.

/Flashback

Harry sentou-se em sua varanda e apoiou os pés no para-peito. Pegou o caderno em cima da mesinha ao seu lado e pós em seu colo. Pegou a caneta e olhou para o horizonte. Caia uma fina neve em Londres, fazendo o asfalto brilhar e os telhados das casas ficarem alvos. Harry então voltou sua atenção para o caderno e começou a escrever.

***


“As vezes eu acho que estou ficando louco e alucinado. Algo assim. Eu só sei que não estou normal. Para falar a verdade eu estou acabado. Queria logo te mandar esse caderno, mas mandar para onde? Eu nem sei onde você esta.”

“Só Deus sabe o que eu estou sentindo. Essa pausa na banda esta sendo mais longa e chata sem você por aqui. Não acredito que só daqui um ano vou voltar a cantar, e sem você aqui parece uma eternidade. Queria saber se você ainda vai voltar... Se sim, queria saber se você poderia cuidar de mim, que nem sempre fazia quando eu chegava bêbado em casa, ou quando uma menina bonita da escola me dava um fora. Você faria isso por mim? Acho que não”

“Sempre falam que depois da tristeza vem a raiva, mas eu não sei se vou conseguir sentir raiva de você, acho que vou ter mais raiva de mim mesmo por deixa você ir. Eu me preocupo com você de verdade, você sempre será minha amiga apesar de tudo”

-Harry.

***


tocou a capainha do apartamento umas 3 vezes. Suas mãos tremiam de nervosa e seu coração disparava de ansiedade. Tocou a campainha mais uma vez e a porta foi aberta.

- ? – A voz do homem era rouca.

- Posso entrar? Está frio demais aqui fora, ...


CAPÍTULO 03.

O apartamento de não era tão luxuoso e bonito quanto os que o Harry tinha, mas de qualquer forma ele era bem... Aconchegante. Do lado de fora lembra de ter notado que havia uma loja de café em baixo do apartamento, falou até com o atendente que a levou até a porta de entrada. Por dentro o apartamento tinha paredes de um tom de bege e um grande sofá combinando com toda a decoração. pôs as xícaras de porcelanas brancas na mesinha de centro, que pode reparar que era muito bonita. Toda de madeira clara e vidro, combinando com os outros móveis da sala.
- E aí, gostou? – falou se referindo ao apartamento, depois de perceber que o olhava com admiração.
- Sim, é muito bonito. – pegou a xícara sorrindo.
- Meu pai deixou para mim...
- Ah, e como ele esta? Eu ainda lembro muito bem dele. Ele é um bom homem.
- Pois é, ele me deixou esse apartamento aqui quando se foi. – Disse servindo o chá.
- Oh, céus me desculpe. Meus pêsames... Eu não fiquei sabendo. – estava totalmente envergonhada. sentou ao seu lado no sofá alvo.
- É claro que não – Sorriu e o encarou tentando entender o que ele queria dizer com isso. percebendo isso completou. – Você não poderia saber.
- ... Eu não estou te entendendo. – Falou olhando nos olhos escuros do rapaz. Eles tinham um brilho diferente, um brilho que ninguém tinha. Um brilho de felicidade.
- Deixa para lá, depois conversamos sobre isso. eu... Eu ainda toco piano e você?
- Sim, mas porque isso agora?
- Eu quero que toque comigo, por favor. – ele falou se levantando e a puxando com si.
Foram andando até um quarto que tinha no corredor. Ele era da mesma cor da sala, e até parecia uma. Mas no meio dela havia um lindo piano com calda, preto. Ele se sentou no pequeno banco e bateu com a mão ao seu lado a chamando.
- ...
- Canta para mim? – Perguntou ele olhando para ela enquanto ela se sentava.
- Eu não sei.
- Como não, é a sua música. Você sempre a tocava – então ele começou a tocar. E ela conhecia muito bem aquela música. Era uma das músicas da trilha sonora do filme “Um Amor Para Recordar” e amava aquela música, Only Hope era o seu nome. Sempre tocava para Harry, Sempre cantava para ele, sempre assistia o filme com Harry. Ela sempre pensava em Harry.

There's a song that's inside of my soul
It’s the one that I've tried to write over and over again
I'm awake in the infinite cold
But you sing to me over and over and over again

(Existe uma música dentro da minha alma
É aquela que eu tentei escrever uma e outra vez
Estou acordada nesse frio infinito
Mas você canta para mim uma vez, e outra vez e de novo.)


estava estática, ele estava cantando para ela a música que ela cantava para Harry. A música dela e do Harry.

So I lay my head back down
And I lift my hands and pray to be only yours
I pray to be only yours
I know now you're my only hope.

(Então eu abaixo minha cabeça
E eu levanto as minhas mãos e oro para ser só sua
Eu oro para ser só sua
Eu sei que você é minha única esperança.)


Então ele parou de cantar e a beijou. se assustou com o ato, mas não se mexeu. Ela não sabia o que fazer, sua cabeça estava confusa. Ela só pensava em Harry e em mais nada. Ele tentava aprofundar o beijo mas não cooperava. percebendo a situação se afastou e abaixou a cabeça. Sorrindo de canto ele se sentia tão feliz, enquanto ela só se sentia mais confusa.

***


Flashback: 11 anos atrás.

- canta para mim? – Harry pediu se sentando na cama de .
- Vou sair agora Harry, não dá. Quando eu chegar eu canto – Respondeu passando batom.
- Mas... Por favor? – Ela balançou a cabeça – Chata. Com que você vai sair?
- .
- E para onde você vai? Sua mãe sabe disso?
- Harry, eu já disse, eu vou sair com e minha mãe sabe disso. – falou se maquiando no espelho do seu quarto. Ela podia ver o reflexo emburrado de Harry atrás de si, sentado na cama.
- Você ainda esta ficando com ele? Pensei que vocês tinham parado de namorar, e você mesmo disse que não gostava mais dele.
- A gente terminou há um ano, mas agora nós estamos ficando. E você mesmo disse Harry, que não precisa gostar de uma pessoa para beijá-la. – então saiu do quarto deixando Harry com cara de tonto para trás.
Harry sentou no piano de e tocou a musica que ela sempre tocava para ele.
- I know now you're my only hope*- Cantou ele. Harry deu um sorriso e abaixou a cabeça. Ele queria chorar? Ele queria a ? Ele queria matar ? Todas as respostas eram sim. Ele encostou a cabeça no piano e ficou lá pensando.
havia voltado para pegar sua bolsa e escutou o som do seu piano. Reconheceu a voz de Harry. Ela quase desistiu de sair, mas escutou uma buzina de carro; . Então ela se foi com a frase que Harry havia dito na cabeça.
*“Eu sei que você é minha única esperança”

***


- Harry, vai embora – Lizie gritou mais uma fez para Harry. Já fazia 2 dias que Harry ia a sua casa atrás de . Ela ficou a noite toda sem dormir por causa das pedras que Harry jogava em sua janela.
- Lizie, por favor...
- HARRY CHEGA – ela gritou – Eu não sei onde ela esta, e se ela não te contou é porque não quer que você vá atrás dela. Agora vai embora antes que eu chame a polícia e fale que te vi com ervas invadindo meu quintal. E eu juro que eu ainda não dormi nada e posso muito bem fazer isso.
- Mas eu quero ir atrás dela... Pode ligar para a polícia, pode ligar para qualquer um... Para o Papa e até para minha mãe, mas eu não saio daqui até você me falar onde ela está.

***


- Mãe, eu não to bêbado me larga! Eu já tenho 27 anos.
- Harry, entra nesse carro agora. – Anne foi buscar Harry depois de receber um telefonema furioso de Lizie.
- Mas mãe...
- Entra ai agora, olha o seu estado! Esta bêbado e sujo. Entre logo ai. – Harry olhou para mãe e depois para Lizie que estava na porta de sua casa com uma expressão debochada.
- Eu vou voltar – ele disse recebendo algum palavrão de Lizie em troca.

***


Harry entrou na casa da sua mãe resmungando irado. Anne o mandou ir banhar e como ele estava muito sujo, obedeceu. Depois de sair do banho estava mais lúcido. Pegou o caderno dentro do bolso do casaco e começou escrever para ela.

, eu sinto que estou te perdendo pouco a pouco. Eu te machuquei muito e quero voltar atrás, eu quero cuidar de você. O que falta é eu pegar tudo o que já escrevi neste caderno e de dizer.”

“Eu ainda vou descobrir onde você esta, nem que para isso eu tenha que te procurar em cada cidade, em cada país... em cada lugar. Eu vou te achar e quando isso acontecer, eu vou de reconquistar”

“Eu não sabia, mas eu te amo. Sua falta me fez conhecer a saudade e teu jeito me fez conhecer o amor.”

- Harry



CAPÍTULO 04.

- Sente-se – A voz de Anne não estava mais rígida e fria. Estava apenas neutra. Ela estava sentada na varanda do quarto que um dia foi de Harry e que nunca deixaria de ser. A sua frente ela podia ver seu jardim com lindas flores que o jardineiro havia plantado há alguns dias. Harry estava saindo do banheiro, já vestido e limpo. Anne estava com o caderno de Harry em suas mãos. Aquele pequeno caderno vermelho em que nele Harry havia escrito cada palavra que um dia ele ainda iria dizer para sua amada. Harry sentou-se na cadeira branca ao lado da mãe e encarou nervosamente o seu caderno. Harry se perguntava onde Anne o achou e o mais importante, se ela o leu.
- Harry... Eu li algumas páginas desse caderno e estou completamente chocada com o que li. – Falou ela olhando para o filho e pegando em sua mão. – Eu não sabia que você era tão apaixonado assim por . Eu achei que vocês ainda estivessem juntos por mídia e fama, mas o que eu li aqui é totalmente o contrário. Harry isso aqui é amor.
- Mãe, mas o que adianta amor se ela não está aqui, se eu a perdi? De que adianta eu amá-la e ela não me amar mais? Eu perdi minha chance, eu a perdi.
- Não Harry, você acha que a perdeu. sempre te amou e essa decisão dela de ir embora é só para chamar tua atenção, é só para te dar um aviso.
- Não, agora é para valer. – falou ele abaixando sua cabeça. Ele iria chorar? - Não se você não quiser. Harry você a ama? – Harry concordou com a cabeça sussurrando um “muito”- Então vá atrás dela, porque ela ainda te ama.
- Não mãe, olhe isso! – Harry levantou e foi até seu casaco imundo em cima da cama e nele tirou um papel. O papel que havia deixado em sua despedida. Entregou a sua mãe e sentou novamente, afundando na cadeira e colocando suas mãos no rosto. Se escondendo. Ele não estava envergonhado por estar chorando, e sim por sua mãe ter lido todas aquelas coisas melosas vindo dele. Harry havia mudado bastante, na verdade ele apenas seguiu o conselho de seu empresário. Ele lembra muito bem quando ele o disse:

“Harry se você quer ser uma lenda, você terá que mudar muito. Seja mais frio mude completamente”

“Sua simpatia te estraga, Você tem que parar de ser bom com os outros se quiser ser lembrado”

“Você acha que eles querem um cara com o rosto de bebê que nunca tem uma notícia no jornal? Não eles não querem isso, eles querem atenção.”

- Harry querido... Eu sei que eu falei para você ir atrás dela, mas eu acho que já está indo longe de mais – disse Anne depois de ler o bilhete de – Ela mesma pediu para você não ir atrás dela... Dê um tempo a ela.
- E eu vou ficar aqui sem poder fazer nada? Só olhando para o tempo enquanto ele voa? Enquanto eu de pouco e apouco vou perdendo ela? Mamãe eu não posso fazer isso, não posso mesmo. – Falou se levantando.
- Harry... Era isso que eu queria ouvir, não desista do que ama. E agora eu tenho certeza que a ama. – Então Anne saiu do quarto deixando aquelas palavras no ar. Poucas palavras que fizeram uma confusão enorme na cabeça de Harry. Mas naquilo ele havia aprendido uma coisa. O amor ele nunca acaba, se ele acabar é porque nunca existiu, e dentro dele, ele tinha a certeza de que amava .

***


Depois do almoço Harry voltou ao seu quarto e sentou na cama, ficou lá. Apenas pensando, apenas lembrando. Ele se olhou no espelho que tinha a sua frente na parede. Em quem ele havia se transformado? Onde estava aquele Harry simpático que todos amavam? A mídia o destruiu? Provavelmente. Quantas vezes ele traiu , quantas vezes ele a humilhou, quantas vezes ele a usou, e quantas vezes ele a magoou... Incontáveis vezes. Ele era feliz assim? Nem ele mesmo sabia a resposta. Harry foi até a sala e olhou em cima da estante um jornal e uma revista, pegou a revista e começou a ler.

Aparentemente o nosso casal preferido deu um tempo. Harry Styles e eram o casal mais firme e forte. Nunca foram vistos discutido ou até mesmo brigados, Mas esses dias algo muito estranho foi visto na França. Algum paparazzo revelou fotos de em Paris visitando um amigo misterioso. Em quanto Harry foi visto em alguns pubs de Londres acompanhado por algumas garotas desconhecidas.

Harry jogou a revista e a jogou no chão, não queria mais ler aquilo. Então pegou o jornal se preparando para fazer o mesmo. Mas parou quando viu uma foto de entrando na casa de um homem. Um homem que ele conhecia muito bem. A foto estava um pouco embaçada e mal tirada, mas ainda sim Harry pode o reconhecer. Ele nunca se esqueceria daquele rosto. .
Harry jogou o jornal no chão. Ele estava descontrolado. Pegou algo que nem o mesmo reconheceu ser um porta-retratos e o jogou na parede o fazendo cair e se quebrar em pequenos pedaços espalhados por toda a sala. Foi até a porta de entrada e abriu, olhou a rua e saiu, fechando a porta com força. Encontrando sua mãe na calçada da casa com sacolas nas mãos. Ele passou por ela sem dizer nada quase correndo.
- Harry, o quê esta acontecendo? – Anne falou temendo pelo filho. Harry fazia sinais para taxis mais nenhuma parava.
- Mãe, eu só não posso perdê-la – então um táxi parou e Harry se foi, deixando a mãe um pouco preocupada e um pouco orgulhosa.

***


Harry já estava na sua casa arrumando sua mala, ele pegaria o primeiro vôo para Paris. E não voltaria sem ela. Ele não gostava de desde que ele roubou de si, quando eles ainda eram jovens. Mas agora, atualmente Harry passou a odiar ele. Ele lutaria por . Iria a paris e não voltaria sem ela.

***


Depois de uma conversa esclarecedora a sala de entrou em um silêncio sem fim. Até ele se manifestar.
- Então quer dizer que você ainda está com ele? – perguntou aparentemente magoado.
- Não, eu o deixei.
- Com qual motivo?
- Ser feliz... – Ele olhou para ela e sorriu.
- E você acha que aqui será feliz? – Disse.
- Não sei, eu acho que sim.
- Você acha que... Eu posso te fazer feliz? – ela nada respondeu – Eu acho que posso.
- Mas não tem certeza, agora tudo o que eu preciso é de uma certeza.
- Então tenha a certeza que você será feliz, porque, eu farei o possível e o impossível para você ser feliz, mas ser apenas comigo. Comigo e ninguém mais.
não esperou resposta e não tinha uma para dar. Logo ele a beijou compensando os anos que não a via. Os anos que não a tocava. Os anos que sentia a sua falta. E dessa vez correspondeu o beijo. Se entregando, apesar ainda de não ter uma certeza.

***


“Não tenho nada a escrever, apenas que vou te encontrar, te reconquistar e te amar como nunca te amei. Eu espero de verdade que não seja tarde de mais, mas eu vou te trazer de volta, Para Londres, para nossa casa, para mim”
não vai nos separar de novo, eu sei o quanto eu te amo agora, eu sei o quanto eu estou disposto a lutar por você” “Queria apenas te pedir desculpas. Sei que você é uma pessoa boa, sei que você é doidinha, mas quer saber? As melhores pessoas são as doidinhas. E você poderia voltar a ser minha, minha doidinha.”
-Harry


Harry estava no avião e faltava apenas 20 minutos para ele chegar a Paris, seu coração apertava de ansiedade e de esperança. Agora ele sabia onde ela estava. Poucas horas os separavam. Era o que ele achava, que eram apenas horas. Que não havia ninguém para separá-los. Porque ele achava que não se ousaria a tentar. Mas ousaria qualquer coisa por , desde o dia em que ele a viu. E principalmente por que agora ele queria para valer.

CAPÍTULO 05.

O tempo não era nem frio e nem quente apenas agradável em Paris. Lana estava no quarto do hotel em que estava hospedada penteando seus lindos cabelos. Ela não era uma mulher magra, muito menos alta. Tinha seus defeitos, uns aqui e outros ali, mas ainda sim era uma mulher que qualquer homem ficaria encantado só de conhecer. Ela encarava seu reflexo no espelho a sua frente e pensava se estava fazendo a coisa certa. Se sair de casa foi a coisa certa, se deixar Londres foi a coisa certa. E se deixar Harry foi o certo. Provavelmente não, mas se ela precisasse fazer o errado para ser feliz ela o faria. Depois de beijar – nada calmamente – Daniel ontem, ela o pediu que ele a levasse para o hotel. Não queria que aquilo se aprofundasse. Não queria fazer Daniel sofrer por causa de assuntos dela. Quando Daniel falou que queria fazê-la feliz ela não imaginou que aquilo era uma promessa na hora em que ele disse, mas depois de ver o sorriso que pousava em seu rosto, ela pode perceber que ele queria aquilo de verdade. Não era só por falar. Lana levantou-se e olhou a paisagem de sua janela. Paris era uma cidade completamente bonita. Mas que história de filme idiota que Lana estava vivendo, ela fugindo de um cara e se escondendo atrás de outro na cidade mais romântica que da terra. Sorriu com seu pensamento completamente verdadeiro e doentio. Vestiu um casaco e abriu a porta de seu quarto. Lana foi até o café-da-manhã do hotel e serviu pouca coisa, ela tinha que ir onde Daniel e desfazer tudo que tinha feito, não era justo com ele, muito menos com Harry. Ele iria a esperar em frente a Torre Eiffel , “mas que romântico” se estivessem em outras circunstâncias Lana até acharia.

***


Daniel ajeitava tudo que estava preparando para Lana, um piquenique. Ele admitia que estava sendo um clichê idiota, mas ele não conseguia evitar. Agora Lana estava ali. Nada podia impedi-los. Harry desta vez estava longe e não iria fazer nada. Quando Daniel e Lana começaram a namorar duraram apenas um ano. Harry enchia a cabeça de Lana. Dizendo que Daniel a traia, que ele mentia... Mas que acabou fazendo tudo isso foi ele mesmo. Daniel sempre soube que o namoro de Harry e Lana era apenas um chama para mídia e para ele não ficar sozinho, mas ele sabia também que o Harry se aproveitava disso apesar de não dar valor. Ele só usava Lana. Daniel estava cansado daquilo, quem sempre amou Lana foi ele e não Harry. Ela tinha que ser dele e não de Harry. Tinha que beijar ele não Harry... Lana tinha que o amar e não amar Harry.

Flashback 10 anos atrás:

- Daniel, eu não quero mais, eu acho que vou cair a qualquer momento – falou Lana totalmente bêbada. Daniel estava a embebedando. Vodka pura descia toda hora pela sua garganta, fazendo lacrimejar seus olhos. Lana não era uma menina de beber, não mesmo. Daniel estava a sós com ela, e conseguiu convencê-la a beber um pouco... Ou muito.
- Lana pare de ser fraca deite ai e tome mais – Lana então deitou em sua cama e Daniel deitou ao seu lado a acariciando. Suas pernas, cintura, bunda e busto, estavam sendo explorados pelas mãos nervosas de Daniel.
- O que você esta... – Lana não conseguiu completar e desmaiou no minuto depois. Daniel sorriu. E naquele sorriso não tinha nada de inocência, apenas perversidade e malícia. Daniel fez carinho nas bochechas dela e começou a beijá-las.
- Lana, minha doce Lana. – sussurrou em seu ouvido. Começou acariciando sua barriga e logo depois sua cintura. Daniel estava louco? Essa era única explicação para o que ele estava fazendo. – Você agora será só minha...

***


Harry estava sentado em sua cama. Apesar de está parado, sua mente vagava bem longe. Sua mente estava inquieta, seus pensamentos estavam longe. Ele estava preocupado com Lana. Seus pais haviam viajado por duas semanas para Londres e Daniel estava com Lana, sozinho. Harry então se levantou e pegou as chaves do carro de sua mãe. Passando na sala encontrou sua Anne assistindo a algum filme com sua irmã.
- Aonde você vai? Já esta tarde. – Perguntou sua mãe preocupada, olhando no relógio de pulso as horas – Já é meia noite Harold...
- Vou passar na casa da Lana.
- Esta tudo bem com ela?
- Eu não sei, eu vou ver agora. – Falou saindo da casa.
- Não arrume confusão, Harry. – gritou a mãe para que ele pudesse escutar.
Harry entrou no carro e o ligou colocando uma musica que ele gostava. Foi cantando até o caminho da casa de Lana que não era longe. Em 5 minutos ele já estava na porta da casa dela. Não havia trânsito, por causa do horário, isso fez Harry chegar mais rápido. Ele bateu na porta devagar, mas ninguém veio abrir. Ele bateu novamente, nenhuma resposta. Harry deu a volta na casa e pulou a cerca branca que dividia a área da frente com o quintal. Depois de se machucar um pouco em umas plantas com espinhos que tinha ao lado da cerca, Harry foi andando até ficar embaixo da janela de Lana. Colocou seu pé na janela de baixo e deu impulso para segurar na janela de Lana. Mas ela estava fechada. Então ele foi até o quintal, onde havia a porta dos fundos. Ele bateu nela, mas de novo ninguém foi atendê-lo. Harry se abaixou até o tapete que tinha lá, torcendo para Lana não ter tirado as chaves de emergência. As chaves não estavam ali. Ele olhou em sua volta e percebeu o jarro na janela ao lado a porta. Chegou perto e pegou a chave que estava entre as flores de mel, e em fim consegui abrir a porta.
A casa estava escura, a única luz vinha do andar superior. Harry subiu as escadas e passou por alguns cômodos, mas estava indo direto para o de Lana. Estava tudo silencio, ouvia se apenas respirações pesadas. Harry abriu a porta do quarto rapidamente. E não se passou uma fração de segundo para ele já estivesse em cima de Daniel, dando socos em todo seu rosto. Quando Harry entrou no quarto ele pode ver, Daniel apenas de cueca e cima de Lana a beijando e puxando sua roupa, tentando tira-la. Harry dava socos bem fortes que deixariam marcas. Ele se conteve depois de ouvir um gemido de Lana. Levantou-se e a carregou para fora do quarto, mas antes de sair ele falou:
- Daniel, eu poderia voltar aqui e te bater até você perder totalmente a consciência – Daniel estava ciente de tudo, não estava nem bêbado, estava apenas tonto por causa das pancadas – Mas a Lana é mais importante do que bater em você, até porque, eu ainda vou ter muitas oportunidades para fazer isso.

***


- Harry? – Lana disse se levantando da cama de Harry. Estava morta de dor de cabeça, mas lembrava-se de poucas coisas. Lembrava de ter dormido ao lado de Daniel, mas não se lembrara de como havia parado ali na casa de Harry – Como vim parar aqui?
- Eu fui te buscar ontem... – explicou uma parte da historia para Lana e depois ela se manifestou.
- Eu nem sei o que falar Harold.
***


Depois de algumas semana Daniel foi até a casa de Lana com várias rosas e um sorriso culpado ou mentiroso no rosto. Ele mentiu para ela, dizendo que havia bebido com ela e depois ido embora. Lana não creditou no início, isso não durou muito, Daniel sabia mentir como ninguém. Harry passou uns dias sem falar com Lana, mas não resistiu. Lana nunca soube a verdade por completa.

/Flashback

Lana havia voltado ao seu quarto no hotel, pois tinha esquecido seus documentos. Quando ela estava saindo o telefone do quarto começou a tocar loucamente. Ela então o atendeu.
-Alô?... – Por mais ou menos um minuto ninguém falou nada, mas Lana podia escutar a respiração pesada da pessoa do outro lado da linha. – Alô?
- Númeroerrado!
Uma voz rapidamente respondeu. Lana nem pode entender direito, mal ouvi-la. Deixou o telefone no lugar e saiu para encontrar Daniel.
Sentou-se no táxi que havia pedido. Conversou com o taxista sobre a linda cidade. O taxista tinha um sotaque muito forte e às vezes ele misturava francês com o inglês, algo que não incomodou Lana. Chegando ao seu destino, Lana pagou o táxi e foi a procura de Daniel. O lugar não estava tão vazio, então não seria muito fácil achá-lo. Demorou mais ou menos uns vinte minutos para ela olhar Daniel, com um buquê de rosas brancas e um cesta nas mãos. Sorriu tristemente e foi ao seu encontro. Chegando cada vez mais perto, se sentiu desconfortável , como se tivesse alguém a seguindo, virou-se para checar, mas não havia ninguém. Se achando a pessoa mais neurótica do mundo ela continuou seu caminho. Chegou perto de Daniel e pousou sua mão em seu ombro. Ele virou e abriu um lindo sorriso.
- Lana minha linda! – ele a abraçou com força, beijando seu rosto.
- Daniel... – falou se afastando, mas ele pegou sua mão e continuou em um meio abraço.
- Mas que lindo, o casalzinho romântico tendo um encontro romântico, estou emocionado! – Disse uma voz atrás de Lana. Uma voz que ela conhecia muito bem, que estava causando uma enorme confusão em sua cabeça. Uma voz que ela nunca esqueceu, uma voz que ela amou, uma voz que ela talvez ainda amasse. Pela a expressão no rosto de Daniel, Lana tinha a certeza que era a voz dele. A linda voz de Harry.

Continua...


Tumblr da autora: A dor de te perder

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Thaís c.