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Capítulo 1

‘Sabe o que eu tava lembrando?’ perguntou olhando para o chão da sala.
‘O que?’ quis saber.
‘Da . Ela nunca mais ligou.’
‘Ah, eu sabia que isso ia acontecer. No começo a pessoa liga, dá notícias, e depois, esquece uns dos outros.’
‘É, mas a gente não pode culpá-la. Também não ligamos pra ela já faz um bom tempo.’
‘Ah, ... Nós estávamos tão ocupados com o lançamento do primeiro álbum, que não deu tempo de ficar lembrando de ninguém, cara. Não se culpe, também.’
‘Vamos ligar pra ela?’ levantou a cabeça com um sorriso no rosto.
‘Ah... Será?’ perguntou com medo. ‘Já faz um ano e meio que a gente não se vê, né?’ ele sorriu lembrando-se do passado.
‘Pega o telefone, aí!’ pediu, enquanto olhava a agenda.
‘Você fala.’
‘Ok, ok.’ levantou e discou o número, nervoso.
‘Chegamos, para a alegria geral da nação!’ entrou em casa com .
‘Shhh!’ fez gesto para que o amigo ficasse em silêncio.
‘Er... Por favor, a .’ disse com um certo ar de medo. ‘Ah... Tá bom, então, obrigado.’
‘E aí?’
‘Ela saiu.’
‘É... Virou uma fotógrafa profissional, e nunca mais deu notícias.’ entregou um jornal para .
‘As fotos são boas.’ teve que admitir.
‘Não sei por que vocês ainda tentam falar com ela.’ respirou fundo.
‘Ah , é o hábito.’ sorriu sem graça. Ainda sentia algo pela garota.
‘Hábito? Ela falou com a gente nos quatro primeiros meses. Depois, nunca mais ligou. Viemos pra Londres e nunca mais tivemos notícias.’ Ele concluiu.
‘Vai ver ela não conseguiu mais falar com a gente. New Jersey é longe, poxa.’ tentou arrumar uma desculpa.
‘Vai ver ela voltou pra Califónia, procurou por nós, não achou, e ficou com raiva. Por isso nunca mais deu notícias.’ inventou a mais impossível das possibilidades.
‘Acho muito difícil. Quando ela disse que ia embora pra dar um tempo, foi um tempo mesmo. E não um tempinho de alguns meses.’
‘Ela não tem o nosso telefone de Londres, tem?’ perguntou.
‘Eu já deixei com a empregada umas “trocentas” vezes.’ riu.
‘Há quanto tempo?’ perguntou.
‘Ah, faz tempo. Tem uma hora que a gente cansa de ligar. A mulher já até conhecia a minha voz.’
‘Uma carta da Califórnia.’ , que estava vendo as correspondências, falou de repente.
‘Califórnia?’ franziu a testa.
‘Tem uma pra cada um de nós.’
‘Abre logo!’ exclamou.
‘Calma, tô abrindo...’ disse rasgando o envelope.
‘O que é?’ perguntou.
‘Estão nos chamando para...’ franziu a sobrancelha quando leu.
‘Para o que, seu asno?’ bateu na cabeça do amigo.
‘O acampamento de verão.’
‘Acampamento de verão?’ não entendeu.
‘Peraí! É do nosso antigo colégio?’
‘É.’
‘Mas por que isso agora?’ deu os ombros.
‘Aqui tá dizendo que querem fazer um acampamento para alunos antigo da escola.’
‘Antigos? Nem somos tão antigos assim.’ sorriu.
‘Po, já se passou um ano e meio.’
‘E o que mais?’ perguntou.
‘Só diz isso. O acampamento é daqui a uma semana, e se quisermos ir, temos que comunicar a escola. “... quer reencontrar com aquele amigo, que não vê já faz algum tempo? Quem sabe essa não seja a oportunidade.” Cara, me poupe! O que eles ganham com isso?’ fez voz de locutor enquanto lia a carta. Levantou do sofá e jogou o papel na mesa. e se olharam e sorriram.
‘O que acha?’
‘Ah, vamos tirar férias daqui a dois dias.’ levantou e pegou o telefone.
‘O que vocês estão pensando, hein?’ , que analisava tudo da poltrona, perguntou.
‘Vamos a esse acampamento!’ disse feliz.
‘Puffff!’ cuspiu toda a cerveja que estava na boca. ‘O que?!’
‘Vamos, po! Não temos nenhum plano pras férias.’ tentou convencer os amigos.
‘Eu tinha planos para as férias.’ falou como se fosse a pessoa mais importante do mundo.
‘Ah claro. Ficar bêbado e pegar umas fãs.’ bufou e voltou a se sentar.
‘Tem coisa melhor que isso?’ sorriu e fez um toquinho com .
‘Cara, depois que a gente virou uma banda de...’
‘Sucesso?’ tentou terminar a frase de .
‘Não. Quer dizer... Fazemos um pouco de sucesso, mas a maioria das garotas só querem saber de dinheiro, e de uma bunda gostosa.’
‘Hum, eu gosto dessa idéia.’ discordou de .
‘Tá, mas agora vocês não pensam em outra coisa, caras!’ ergueu os braços.
... Já que é famoso... Aproveite.’ disse isso antes de levantar e se dirigir a cozinha.
‘Ok, eu e o vamos, e vocês ficam.’
‘É isso aí!’ disse subindo as escadas atrás de .
‘Hey! Será que vai ter garotas hots lá?!’ gritou e rapidamente apareceu na sala com um sorriso no rosto.
‘Esperem por nós!!!’

Capítulo 2

‘Boa noite, Andie.’ entrou na cozinha de sua casa.
‘Boa Noite, querida.’
‘O que temos hoje? Eu realmente tô com fome!’ a menina se sentou na mesa da cozinha.
‘O que acha de hambúrguer e fritas?’ a cozinheira riu.
‘Você já sabe qual é a minha comida favorita, né Andie?’ sorriu. Adorava um bom fast food.
‘Ah, ligaram pra você novamente.’
‘Ligaram pra mim?’ respirou fundo.
‘Ligaram sim. Deve ser um daqueles meninos. Um deles eu já até conheço a voz, mas dessa vez não foi ele. E fazia tempo que não ligavam.’ Andie foi até a gaveta e pegou um papel. começou a jantar, mas não tirava os olhos da mesa.
‘Você não quer tentar?’ ela se aproximou de e estendeu-lhe um papel com um número anotado.
‘Não.’
‘Mas querida...’
‘Por favor, Andie.’

*Flashback*

‘Alô?’
?!’
‘Quem tá falando?’
‘Como assim, quem tá falando? Sou eu, !’
! Quanto tempo, linda.’
‘É. Eu nunca mais consegui falar com vocês... Nunca param em casa!’
‘Hahahaha. Nós? Você que tá sempre trabalhando, saindo... Mas e aí? Alguma novidade?’
‘Sim. Comprei o CD de vocês! Está ótimo!’
‘Sério? Cara, a gente tava com tanto medo e... Claro !’
‘Que?’
‘Ok, a gente se fala mais tarde, até.’
, espera, eu...’ tentou dizer, mas desligou o telefone. E ela tinha certeza que tinha escutado uma voz feminina. E com certeza não tinha nada a ver com a de .


*End Flashback*

!’
‘Oi!’ a menina acordou dos pensamentos.
‘Tá tudo bem?’
‘Er... Aham.’ A menina se levantou da mesa.
‘Você não vai comer?’
‘Não. Perdi a fome, Die. Desculpa.’ A menina saiu da cozinha.
Andie conhecia muito bem . Ela nunca perdia a fome quando estava comendo hambúrguer e fritas. Algo de errado estava acontecendo.

A menina foi para o quarto, e estava meio perdida em seus pensamentos. Nunca pensou que seria tão difícil ter uma nova vida. Tudo bem que muitas coisas aconteceram nos últimos 18 meses, mas toda vez que Andie falava que haviam ligado de Londres, aquela angústia da saudade sempre a atormentava. Era um sentimento que nem ela sabia explicar direito. Aquele sentimento /, que ela conhecia muito bem.
abriu o guarda roupa e pegou uma caixa que há muito tempo não abria. O que tinha lá? Fotos. Fotos dos melhores momentos da sua vida. Pegou na mão na mão uma foto dela e do . Ela mesma havia fotografado. Estava meio embaçada por esse motivo (apesar de ser fotógrafa profissional, teve que se contorcer), mas podia ver a felicidade deles na fotografia. Ela sorriu ao lembrar daquele dia. Também tinha outras, dela e do , dela e do ... Até do . Mas apenas dele. Tinha enchido tanto o saco da menina, que ela sempre acabava tirando fotos bizarras do amigo.
‘Licença...’
‘Ah, pode entrar, Die.’
‘Esqueci de falar, . Chegou uma carta pra você.’
‘Uma carta?’
‘É. E pelo o que parece é da Califórnia.’
‘Califórnia?’ achou aquilo tudo muito estranho. ‘Eu não tenho nenhum parente lá.’
‘Nem amigos?’
‘Tinha, mas eles se mudaram para a Europa.’ Ela deu os ombros e se levantou da cama. ‘Me deixa ver.’
‘Aqui...’ Andie entregou um envelope para ela.
‘Senta, Die.’ deu espaço para a senhora sentar. Ela fez o que a menina pediu.
‘O que diz?’
‘Hum...’ terminava de ler. ‘Acampamento de verão.’
‘Como? Mas você nem estuda mais.’
‘Estranho, né?’ a garota deu risada. ‘É um acampamento apenas para alunos antigos. Quer dizer... Se estão me mandando uma carta, não são alunos tão antigos...’
‘É verdade.’
“... quer reencontrar com aquele amigo, que não vê já faz algum tempo? Quem sabe essa não seja a oportunidade.” Profundo...’
‘Por que você não vai? Seria uma ótima oportunidade!’ Andie sorriu.
‘Ah, não sei Andie. Tenho tanto trabalho e...’
, você precisa de umas férias. Tá sempre trabalhando.’
‘Eu sei, mas... Nunca gostei muito desses acampamentos. Ainda mais que eu terei que ir sozinha.’
‘Ah, você pode reencontrar com aquele amigo que não vê já faz algum tempo...’ Andie falou o que dizia na carta.
‘Hey! Eu já ouvi isso!’ brincou. ‘Ah, pode ser...’
‘Bom, eu vou dormir, porque já tá tarde. Boa noite, meu bem!’ Andie beijou a testa da menina.
‘Boa noite, Die.’
ficou pensando na possibilidade de ir a aquele acampamento. Quem sabe não se distraia um pouco... E também não era só isso, e ela sabia muito bem. A saudade batia mais forte e uma pergunta a atormentava: Será que eles estariam lá?

Capítulo 3

‘Fériaaaaaaaaaas!’ acordou e percebeu que suas férias estavam começando desde já. Levantou correndo, e foi acordar os outros.

‘Die, eu tenho que trabalhar, é sério!’ dizia, já sentada na mesa do café da manhã.
, você nunca tira férias. O que um acampamento de verão tem de errado?’ a empregada estava sentada na mesa tentando convencer a menina a fazer a viagem.
‘Eu sei, mas já que eu escolhi essa profissão tenho que agüentar as conseqüências.’ Ela tomou um gole de café.
‘Que conseqüências?! Todos têm direito a férias. Até eu tiro férias.’
‘Sim, mas esses dias tão muito apertados pra mim, eu não tô confiante... Tenho muitos modelos e...’
‘Ok. Você é quem sabe.’ Andie interrompeu a frase da menina e se dirigiu à pia. A louça a esperava.

‘AHHHHHHHHHHHHHHHHHH!!’ parou no meio do corredor e deu seu famoso grito. ‘ACOOOORDEM!’ ele batia nas três portas a sua frente, fazendo batuque.
‘Car****!! Que p**** de barulho é esse?’ abriu a porta, e a única coisa que conseguia fazer era xingar .
‘Meu caro , estamos de férias!’ sorriu esperando o amigo vibrar.
‘Será que só tem louco aqui?’ abriu a porta do quarto com a cara mais amassada que massinha. (da onde eu tirei isso? O.o)
! Férias!’
‘Uow!’ sorriu, mas sua expressão de felicidade logo se desfez. ‘E daí?’
‘Como e daí? Você não tá feliz?’
‘Feliz? No meu primeiro dia de férias um louco vem me acordar.’
‘Por que tu sempre faz isso, dude?’ tentava achar uma explicação para a demência do amigo.
‘Porque sim. Agora só falta o .’ se posicionou na porta do quarto do amigo e contou até três. ‘1... 2... 3, e já!’ ele entrou correndo e gritando. ‘AHHHHHHHHHHHHH!!! VIADO, FILHO DA MÃE!’ seu grito agora era pelo balde de água fria que tinha caído na sua cabeça.
‘Que?’ tirou os tampões de ouvido e analisou a situação.
‘O QUE É ISSO?!’ se alterou.
‘Quer saber que é, ?’ levantou e parou na frente do amigo. ‘FÉÉÉÉÉRIAAAAS!’ ele gritou e saiu correndo pela casa, com atrás dele.
‘E eu que sempre achei que o não tinha cérebro.’ disse para , que ria de toda aquela situação.
‘E não tem... Isso não é uma atitude digna de alguém que tenha cérebro! Haushauhsuahsa!’

, eu já disse, esse tipo de trabalho só aparece de vez em quando. Agora, durante esse tempo, você tem que fotografar o que precisa e não o que gosta.’
‘Eu sei, Daiana, mas eu fiz um bom trabalho pro jornal e...’
, você, por enquanto, fotografa modelos.’
‘Fotografo modelos que posam para fotos. Eu gosto de fotos espontâneas, em que as pessoas não sabem que estão sendo fotografadas... Fotos que mostre seu verdadeiro eu.’ A menina tentava explicar para a sua chefe.
‘Só que quem está no comando sou eu. Você, para chegar onde quer, que é fotografar desfiles, fotografar notícias do que está acontecendo pelo mundo, terá que me obedecer primeiro.’
‘Você nunca achou que eu seria capaz, não é mesmo?’ sorriu falsa.
‘Capaz? Você é capaz, por isso tem uma modelo te esperando por trás daquela porta.’
‘Daiana, você podia mudar o meu cargo com o Johnson, ele já concordou, disse que pra ele tanto faz e...’
, não insista.’ Daiana disse séria, e a menina apenas respirou fundo antes de sair da sala.
‘Como queira.’

‘Vocês já ligaram pro colégio?’ mordia um pedaço de pão.
‘Eu não.’ deu os ombros, sentando-se na mesa.
‘O disse que ia ligar e...’ começou, mas foi interrompido por , que fez a pergunta para o próprio amigo assim que o mesmo entrou na cozinha.
, você já ligou dizendo que nós vamos para o acampamento?’
‘Ah, eu ia ligar no dia que recebemos a carta, mas não tinha ninguém.’
‘Claro! Você ligou à noite. Quem em sã consciência trabalha em uma escola à noite?’ disse como se fosse óbvio.
‘Algumas escolas funcionam à noite, para a sua informação, .’ fez careta.
‘Algumas, mas a nossa não funcionava, .’ falou no mesmo tom de voz.
‘Olha, sem discussões, ok? Não ligamos? Vamos ligar agora...’ começou.
‘É... Ainda faltam quatro dias.’
!’ arregalou os olhos.
‘Que?’
‘Você está sentado na cadeira!!’ disse e todos ficaram olhando para ele, como se esperassem uma frase melhor interpretada.
‘Er... As cadeiras, normalmente são feitas para as pessoas se sentarem, .’ tentou explicar.
‘Sim, mas você está molhado.’
‘Ahhh, é isso...’ não ligou, e voltou a comer normalmente.
‘Como assim... É isso?’ imitou a fala do amigo. ‘Pode levantar daí!’
, relaxa!’ fez gestos exagerados com as mãos querendo dizer que o amigo estava estressado.
‘Ééé... Sabe por quê?’ levantou e olhou para os outros dois, que já tinham entendido o recado, e se levantaram também.
‘FÉÉÉÉÉÉRIAAAAS!!’

, espera!’ Daiana chamou quando a menina estava indo para a outra sala de fotos.
‘Sim.’
‘Essas fotos...’ ela fez uma cara horrorizada.
‘O que têm elas?’
‘Estão... PÉSSIMAS!’ a chefe gritou.
‘É?’ se fez de desentendida.
‘Você nunca tirou fotos tão ruins. O que está acontecendo? Se você quiser desabafar...’ Daiana disse com um certo ar de pena da garota.
‘Ah, sabe...’ sentou-se a frente dela, e deu o seu pior sorriso ‘Eu estudei para ser um boa profissional, e poder ter um emprego digno de alguém que sabe o que quer.’
‘Sim.’ A mulher se mostrou interessada.
‘Por isso eu só tenho que te agradecer. Obrigada, Daiana.’ sorriu, e colocou a mão no peito, como se realmente estivesse comovida.
‘Oh, querida. Não precisa se...’
‘Obrigada por facilitar a minha recusa.’ disse e se levantou. Agora a expressão de seu rosto era séria. Havia decidido: Ninguém mais mandaria na sua vida. Já tinha sofrido muito, no passado, por esse motivo.
‘Mas... Mas e essas fotos?’
‘Isso já não é mais problema meu.’

‘Caras, arrumem as malas! Vamos voltar para a Califórnia durante um mês!’ disse sorrindo ao desligar o telefone.
‘Um mês?!’ arregalou os olhos.
‘Era tudo que eu precisava!’ disse deitando no sofá, e imaginando o que poderia acontecer na viagem. Ou melhor, quem ele iria encontrar.
‘Caras, se não tiver gatas nesse negócio, podem se considerar mortos!’ disse e foi para o quarto.
‘Ihhh! Eu nunca tive tanto medo!’ zoou. ‘Vou arrumar as malas. Daqui a dois dias, saímos de Londres.’
‘Onde vamos ficar quando chegarmos lá?’ perguntou.
‘Ah, esperamos em um hotel. É apenas um dia a mais.’ deu os ombros.

‘DIE! CHEGUEI!’ praticamente gritou quando abriu a porta.
? O que você tá fazendo aqui?’ a empregada entrou na sala com uma vassoura na mão.
‘Eu? Essa é minha casa, não?’ a garota deu uma olhada em volta.
‘Sim, é sua casa, mas a essa hora você devia estar no trabalho e...’
‘Die, vou ao acampamento!’ a interrompeu e sentou-se no sofá.
‘Ah! Não acredito!’ Andie sorriu. Estava feliz que tinha tomado aquela decisão. ‘Você tirou férias?’
‘Não.’ Ela deu os ombros. ‘Pedi demissão.’
‘O QUE?’
‘É. Você mesma tinha dito que eu precisava de férias. Mas aí eu pensei... Daiana nunca me daria férias logo agora, que a empresa está se expandindo mais... E eu tava cansada de fazer o que eu não quero!’
, mas como...’ Andie não sabia o que dizer. ‘Você vai viajar! Vai precisar de dinheiro... E como vai se sustentar? E... Meu Deus!’
‘Calma, Die!’ se levantou e sorriu. ‘Não se preocupe com isso. Tenho um dinheiro guardado no banco. Eu juntei durante alguns anos, caso perdesse o emprego. Tudo bem que o caso é um pouco diferente, mas já me decidi! Vou viajar, e você vai tirar férias!’
‘Ah, sério?’ Die sorriu.
‘Sim, também acho que precisa de umas férias.’ beijou a bochecha dela, pegou o telefone e foi para o quarto.

‘Seu nome já está na lista.’ Uma moça do outro lado da linha tinha dito à .
‘Obrigada... Er... Você pode me dizer quem vai? Se tem alguém que era da minha turma?’
‘Infelizmente não, senhorita . Estou um pouco ocupada, e é muita gente. Mas você verá quando chegar.’
‘Ok, até.’
‘Até.’
desligou o telefone e ficou observando-o como se quisesse fazer mais uma ligação. Não. Ela não teria coragem. Não depois daquilo.

Capítulo 4

‘Nossa! Eu tava com saudade desse lugar!’ respirou o ar de seu antigo bairro.
‘É... Nem parece que passou mais de um ano. Está tudo como deixamos.’ analisava a pequena praça que já tinha sido cenário de várias histórias.
‘Essa praça me traz boas recordações.’ olhava as crianças correndo.
‘Gente, eu tô com uma fome desgraçada!’ , que não quis sair do táxi, gritou.
‘Puta, esse cara é muito chato!’ disse balançando a cabeça.
‘Vamos logo para o hotel, vai!’ deu os ombros e fez careta quando ouviu o amigo fazer sinal para que andassem logo.

‘Die, hoje eu me transformarei.’ entrou na cozinha sorrindo.
‘Hum... depois dessa voz autoritária, fiquei até com medo!’
‘É. Vou voltar a ser um pouco o que eu era. Depois do meu emprego eu me proibi de muitas coisas. E isso não é a minha cara.’
‘Tenho certeza que não.’

?’ chamou baixo, o amigo que analisava a antiga casa de .
‘Ebaaaa!’ uma criança saiu gritando de lá de dentro.
, vamos logo!’ Um homem, que aparentava ser pai da criança, chamou.
??’ engoliu a seco. Não era possível. Pelo o que ele sabia ela não morava mais na Califórnia... E em 18 meses ela seria capaz de se casar, se mudar para sua antiga casa, e ter tido um filho?? Impossível, a criança devia ter uns seis anos de idade.
‘Fica tranqüilo, a criança com certeza não é dela.’
‘Não pode ser . A ... ela voltou para a Califórnia?’
‘Isso eu já não sei.’
‘Mãããe!!’ o menino saiu correndo para dentro da casa.
‘Ufa, não é ela. A criança é muito grande pra isso.’ riu para o amigo, mas aquele sorriso logo se desfez. ‘E se for adotado?’
‘Pronto! Já estou aqui!’ uma mulher saiu de dentro da casa. Não, com certeza não era , apesar de ser muito bonita.
‘Se é adotado eu não sei, mas graças a Deus, a famosa , não é a .’
‘Nossa , você daria um ótimo professor.’ zoou, e eles continuaram a andar.
‘Não... a famosa , que é a mulher que acabou de entrar no carro, não é a nossa , a .’
‘Eu entendi, seu lesado!’ fez careta.
‘Hey !’ pegou no braço do amigo.
‘Que foi?’ ele olhou assustado.
‘Vamos pedir pra ver a casa!’
‘Que? Ver a casa? A casa que não é mais da ?’ franziu a testa.
‘É! Pra relembrar os bons momentos. E da ela continua sendo... só não é da mesma .’
, se toca! Tu acha que vão deixar dois ESTRANHOS entrarem em uma casa pra relembrar os bons momentos?? Pelo amor de Deus!’ continuou a andar. Era muita loucura para a cabeça dele.
‘Ahh, eu queria tentar.’

, você viu onde eu coloquei o meu tênis?’ olhava debaixo da cama do hotel.
‘Caramba ! Não faz nem duas horas que a gente chegou, e você já perdeu o sapato?’
‘Po, eu tirei e coloquei aqui... perto da cama.’ apontou para o local, e ouviu a porta bater. ‘Abre aí, !’
‘Pois não... AH!’ abriu, mas quando viu quem era, logo fechou, novamente.
‘Peraí... Eu vi o que eu vi?’ , que havia olhado rápido, perguntou.
‘Não sei... O que você viu?’ perguntou com medo.
‘O que eu vi, ? O meu tênis no pé de outra pessoa!’
‘Que? Hahahaha! , você acha que existem quantos tênis iguais ao seu, hein?’
‘Dá licença!’ Ele empurrou o amigo que estava na frente da porta.
, acho que esse banho não te fez bem...’ foi atrás dele que tinha saído do quarto.
‘HEY! VOCÊ!’ ele gritou para o camareiro (n/a: não achei palavra melhor xD).
‘Eu?’ ele virou.
‘É! Esse tênis aí é meu!’ apontou para o pé dele.
‘Ah, ficou apertado... mas mesmo assim, obrigado!’ ele tirou e entregou na mão de .
‘Como assim, ficou apertado? O que você estava fazendo com o MEU tênis?’
‘O bonitinho ali me deu como gorjeta.’ Ele apontou para , que fazia gestos exagerados para ele não contar a .
‘Gorjeta? Você deu o meu tênis como gorjeta?’ olhou bravo.
‘Ah , foi a primeira coisa que tinha na minha frente.’
‘Não desse nada!’
‘OU!’ o camareiro exclamou.
‘Fica quietinho que eu tô brigando com o bonitinho ali, ok?’


‘Vamos lá na escola?’ perguntou a , com um sorriso no rosto.
‘O que você quer fazer lá?’
‘Ah, vê se a gente acha algum amigo antigo...’
, nós não temos amigos. E eu sei que você só está atrás de UMA pessoa.’
‘Ah, mas tivemos colegas, po!’
‘E você acha mesmo que a vai estar lá?’
‘Não custa tentar e...’
‘AHÁ! Falei que você só estava atrás dela.’ sorriu vitorioso e fez sua dança ridícula.
...’ olhava estranho.
‘Yeeeh! Eu faleeei...’ ele mexia os braços para frente formando um círculo.
...’
‘Narananaaa!’
‘HEY!’ gritou fazendo as pessoas em volta olharem.
‘Estraga prazeres.’

havia chegado em casa, e tentou não fazer barulho. Fechou a porta devagar e...
‘AHHH!! QUEM É VOCÊ?? PEGA LADRÃOOO!!’ Die, que estava varrendo a sala de jantar, apontou a vassoura para aquele indivíduo, que permanecia de costas.
‘Calma...’ foi se virando aos poucos.
‘OMG! O que você fez?!’ Andie largou a vassoura e levou as mãos à boca.
‘Voltei a ser o que eu era!’ deu uma volta e mostrando seu “novo” cabelo.
‘E desde quando você era algum tipo de arco-íris?’
‘Dieee, acorda! Estamos no século XXI, e esse meu cabelo é um charme.’ Ela sorriu e foi em direção à cozinha.
‘Mas ... Você... se sente bem assim? Com... uma, duas...’ a empregada foi atrás e começou a contar as cores. ‘CINCO cores no cabelo?’
‘Nunca me senti tão bem.’
‘Mas...’
‘Die! Não tenho chefe mala para me encher o saco, não tenho namorado para dizer o que eu devo ou o que eu não devo fazer, e não tenho mãe, que me sustenta, para mandar em mim.’ tomou um gole de suco, que tinha pegado na geladeira.
‘Ok. Não está mais aqui quem falou.’
‘Relaxa...’ deu um beijo no rosto dela, e foi em direção à porta. ‘Ah, acho que você deveria fazer o mesmo, só que em vez de cinco, DEZ!’ disse, e fez com quem Andie fizesse o sinal da cruz.

‘Uhuuum... Uhuuum...’ batia seus dedos, freneticamente, nos joelhos, enquanto esperava , voltar do banheiro.
‘Voltei.’
‘Ah, aleluia!’ levantou da mesa da lanchonete.
‘Dude, acho que eu nunca mijei tanto na minha vida!’
‘Que iiiisso!?’ fez cara de nojo.
‘Sério! O xixi não acabava e...’
!’
‘Hã?’
‘Vamos pra escola, vai!’

‘Ahhh, eu nem acredito que em poucas horas, estarei na Califórnia!’
já estava de frente ao táxi, se despedindo de Die.
‘Fico feliz por você, meu bem.’ A senhora sorriu.
‘Ah Die, vou sentir saudades!’ a abraçou.
‘Eu também, meu amor. Vê se aproveita!’
‘Com certeza! E você vê se encontra um francês bonitão, nessa viagem, hein?’ entrou no carro e fechou a porta.
‘Pode deixar!’

.’ dizia para a secretária.
‘Olha, eu não posso informar nada a vocês.’ Ela disse assinando uns papéis.
‘Então, por que perguntou o nome dela?!’ se irritou.
‘Não achei nada, Jal e...’ uma ruiva entrou na sala. Lembra-se da ruiva? Aquela que arrumava encrenca com tudo e com todos? Essa mesma!
‘Você?’ riu, ao ver que ela estava vestida com um uniforme de última qualidade. ‘Diferente, não?’
‘Ah... O que vocês fazem aqui?’ a menina começou a suar frio.
‘Vamos ao acampamento!’ sorriu. ‘Mas você... Pelo o que estou vendo, não vai...’ a olhou, cínico.
‘Muito pelo contrário.’ Ela sorriu e pôs as mãos na cintura. ‘Irei, como monitora.’
‘Ah é. Percebi que trabalha aqui... pelos seus trajes, sabe?’ caçoou.
‘Pode zoar !’
‘Qual é Jessy? Você sempre foi metida, não falava com ninguém, e quando falava era só pra esnobar!’ abanou as mãos.
‘Bem que você experimentou a metida aqui!’
‘E você não sabe como fiquei com nojo depois daquilo.’
‘Bom, já que vocês são tudo incompetentes...’ começou a dizer para a secretária que estava atrás do balcão.
‘Vocês aqui?’ e chegaram lá também.
‘Ah não! É muito carma!’
‘Jessy?’ segurou a risada, mas não por muito tempo.
‘QUE É? VAI DIZER DE COMO EU DECAÍ DE ESTAR COM ESSE UNIFORME, SENDO UMA RÉLIS SECRETÁRIA, ENQUANTO VOCÊS VIRARAM ASTROS DE ROCK, E AQUELA CAIXA DE LÁPIS DE COR, UMA FOTÓGRAFA MAIS FAMOSA QUE A COCA-COLA?’ ela gritou do nada.
‘Você quem está dizendo.’ se assustou, e ergueu as mãos.
‘É... Nós nem falamos nada disso!’ protestou. ‘Apesar de se verdade.’ ele riu e deu os ombros.
‘Vocês me embrulham o estômago!’ Jessy disse e quando estava saindo parou na frente de . ‘Principalmente você, !’
‘Coitada...’ fingiu ter pena e se aproximou do balcão.
‘Vem cá... O que vocês estão fazendo aqui?’ perguntou olhando para e .
‘Provavelmente o mesmo que voc...’ começou, mas deu uma cotovelada no amigo.
‘O tá com diarréia!’ disse alto.
‘O que?’ fez cara de nojo.
‘Diarréia?’ não estava entendendo nada.
‘É... decidimos parar aqui para ele se sentir em casa enquanto fazia suas necessidades no banheiro, já que o hotel é mais longe e talz... e ele conhece o banheiro da escola.’ explicou.
, você é nojento cara!’ exclamou.
‘Ah qual é? Você não caga, não?’ se irritou, mesmo sabendo que aquilo não era verdade.
‘Que isso?’ a secretária levou as mãos à boca.
‘Você também não caga?’ se virou para ela.
‘Mais respeito comigo!’
‘Então você deve ter uma rolha e...’
‘HEEY!’ gritou. ‘Chega, ok? Se você tá com problemas intestinais, o problema é seu! Não venha ofender os outros!’
‘Vamos vai...’ , que segurava o riso, empurrou o amigo para fora.
?’ olhou para o amigo que estava mais vermelho que um pimentão de tanto que ria. Não emitia som nenhum, apenas se contorcia no sofá da secretaria.

entrou no avião, e todos os olhares voltaram para ela. Sim, aquela sensação de A estranha, havia voltado. Não era sempre que uma moça, com cinco cores no cabelo, aparecia.
‘Sabe... Vocês deviam olhar cada um para seus narizes.’ disse brava e sentou-se na cadeira perto da janela. A pessoa que ia sentar ao seu lado ainda não havia entrado, mas ela torcia para que não fosse nenhum velho gordo.
‘Licença...’ Um rapaz alto, com cabelos castanhos claros, e de olhos azuis, se aproximou.
‘Oi.’ disse sem jeito, enquanto tirava sua bolsa do banco ao lado.
‘É que esse é meu número e...’ o rapaz começou a se explicar.
‘Não imagina, eu é que estou erraaa...da.’ ela prolongou a palavra ao olhar mais uma vez para ele. Não era só pela beleza que ela estava paralisada.
‘Er... Chace Crawford.’ Ele estendeu a mão.
‘Chace... Chace...’ estreitou os olhos e começou a pensar. ‘CHACE!’
‘Sim.’ ele disse assustado, enquanto todos olhavam. ‘Você?’
‘Não se lembra de mim? !’ ela sorriu.
?’ Chace franziu a sobrancelha, e de repente arregalou os olhos. ‘Não?!’
‘Sim, sou eu!’
‘Nossa! Que saudades, !’ ele a abraçou mesmo sentado.
? Ah, por favor, Chace... , soa melhor.’ ela riu cínica.
‘Ok, ok. Mas e aí? Como anda a vida?’
‘Nossa. Por onde você quer que eu comece?’
‘Primeiro... O que faz, VOCÊ, indo para Califórnia?’
‘Como assim, EU?’
‘Ah, ... seus pais nunca te deixavam chegar em casa depois das 20h00.’
‘Chace, eu acho que já estou bem grandinha, não? E outra, eu não moro mais com eles, ok?’ ergueu o dedo.
‘Ahhh... Peraí! É você a famosa fotógrafa de revistas de modelos?’
‘Sim. Na verdade ERA! Pedi demissão.’ Ela deu os ombros.
‘Você o que?’
‘Ah, isso não vem ao caso, agora. Mas o que você está fazendo indo para a Califórnia?’
‘Bom, eu vou fazer uns negócios no meu antigo colégio. Já fazem 5 anos que eu acabei os estudos, mas eles sempre chamam os alunos mais antigos para algum evento, sabe?’
‘Humm. E o que é dessa vez?’
‘Um acampamento de verão. Na verdade eu vou como monitor, apesar de nunca exercer a minha função. Já é a terceira vez que me chamam.’ Chace riu de si mesmo.
‘Acampamento de verão?’ sorriu.
‘É.’ Ele deu os ombros.
‘Eu vou a um acampamento de verão! Da escola em que eu estudava, mas só faz um ano e meio e...’
‘Mackenzie?’ Chace a interrompeu.
‘Como?’
‘A escola.’
‘Era a minha, mas... sério?’ Ela estampou um sorriso no rosto.
‘Serei seu monitor, ! E trate de me obedecer!’
‘Não acredito! Cara, isso é demais!’
‘É... toma cuidado, porque se você não se comportar, jogo uma lata de tinta amarela na sua cabeça!’ Chace brincou e lembrou da história.
‘Você não seria capaz...’
‘Agora não ia fazer muita diferença, né?’ ele olhou para o cabelo dela.
‘É, mas há alguns anos, feeez!’ cutucou o braço dele.
‘Po, eu adorava te encher o saco! Ainda mais porque você era amiga da minha irmã pirralha!’
‘Chace, eu tinha muito ódio por você!’
‘Eu também. Nem sei como começamos a namorar.’
‘Namorar?’ ela riu. ‘A gente se dava uns pegas de vez em quando.’
‘Poxa, você foi a primeira menina que eu beijei.’
‘Ahh que lindo! Amor de infância!’
‘É sério!’
‘Ok, ok...’ disse e olhou para frente ficando quieta logo depois.
‘Eu não?’
‘Você o que?’
‘Não fui o primeiro?’
‘Foi Chace, você foi o primeiro.’
‘Sabia!’

Capítulo 5

O dia da viagem havia chegado. e Chace haviam se hospedado no mesmo hotel. Não era o mesmo que o de , , e , mas não era longe.
‘Vamos Chace! Está quase na hora.’ disse batendo na porta do quarto do amigo.
‘Já vooou, !’
, ...’ a menina balançou a cabeça negativamente. ‘Já te disse para... para...’ ficou hipnotizada ao ver um Chace de calça jeans e camiseta. Nada demais, mas aquela criatura, além de ser perfeita, era, deliciosamente, cheirosa.
‘Para? O que?’ Ele ficou sem entender nada.
‘Er... Pará! É, pára de me chamar de .’
‘Não gosta?’ ele perguntou enquanto fechava porta.
‘Gosto, mas prefiro .’ Ela sorriu de lado.

‘Alguém viu o meu tênis?’ olhava debaixo das camas.
‘Ah, pergunta pro senhor-dou-tênis-como-gorjeta!’ colocava sua carteira no bolso.
‘Que?’ perguntou.
‘Será que dá para as noivas irem mais rápido???!’ , que esperava na porta, do lado de fora, já estava impaciente.
‘Achei!’ disse fechando a geladeira.
‘Seu tênis estava na geladeira?’ fez uma expressão de nojo.
‘É... acho que sim.’
‘Nossa , essa sua capacidade administrativa me admira!’
‘Espeeerem, só falta um retoque!’ arrumava seu último fio de cabelo.

‘Nananana...’ balançava as pernas no banco de trás do táxi.
‘Estou te sentindo impaciente, não?’ Chace achou sua atitude estranha.
‘Ah, que isso. Quer dizer, estou ansiosa.’ Deu um sorriso tentando disfarçar.
‘Está parecendo uma criança, que nunca foi a um parque, linda.’ Ele piscou.
‘Linda?’
‘Ah, não gosta? Tudo bem eu...’
‘Não! Que isso... UH!’ a menina gritou do nada, e se sacudiu tentando parar com seu nervosismo.
!! Pára com isso, menina.’

‘Qual é ?’ reclamou do banco de trás do táxi.
‘É só um papel de bala, .’
‘E eu tenho cara de lixo?!’
‘Até que olhando de perfil...’ brincou.
‘Ah, não tem um lixinho aí na frente, não?’ , que estava perto da janela da esquerda, tentou ver.
‘Tem sim.’ O taxista disse com um ar de medo.
‘Ih seu moço, aquele ali atrás não tá com nada!’ deu uma cotovelada no braço no motorista.
‘Oww...’ ele tremeu com as mãos no volante.
! Será que dá pra parar de causar?’ já estava perdendo a paciência.
‘Ihhh, tá todo mundo de TPM.’
‘É... tensão-pré-menina das cinco cores.’ disse olhando para o vidro do veículo. Seus pensamentos estavam longe.

‘Então, chegamos, né?’ fez cara de criança feliz.
‘É. Vamos?’ Chace fez um movimento com a cabeça.
‘Antiga escola.’ Ela olhava, ainda de dentro do carro. ‘CHACE!’
‘Hã?!’ ele, que já estava saindo, se assustou e voltou a se sentar em um movimento brusco.
‘Eu preciso de um disfarce!’
‘O QUE?’
‘É, um dirfarce... me empresta uma roupa!’
‘Uma roupa? , você bebeu?’
‘Não Chace, é sério!’ ela olhava para fora disfarçadamente.
, estamos atrasados...’ Chace não deu bola, e saiu do carro.
‘Cara, você não entende!!’ saiu também, e olhou para ele, que estava do outro lado.
‘Você não me explica.’
‘MERDA!’ ela deu um murro na porta do táxi, e chamou a atenção de todos. ‘Er... ai.’ A menina abaixou a cabeça, ela realmente estava descontrolada.
, o que tá acontecendo?’ Chace se aproximou, e falou baixo.
‘Eu tô com medo...’
‘Medo de que?’
‘Nada. Não é nada... Eu sou única, e causo inveja nos outros.’ Ela respirou fundo e começou a andar por toda aquela gente, que estava cansada de ver. Não que conhecesse todos eles, mas impossível de esquecer o rosto daqueles que um dia lhe fizeram mau. Algumas pessoas a olhavam, indignadas. Outras, com medo, porque não conheciam a tal garota. A indignação talvez fosse pelo fato dela ter se tornado alguém de sucesso.
?’ Jessy, a ruiva, a olhou da cabeça aos pés.
‘Querida!’ foi o mais falsa possível. ‘Monitora?’ ela franziu a testa.
‘É, me candidatei a vaga... se prepare .’ Ela mentiu, e anotou algo na prancheta. ‘Você?’
‘Sou monitor, não se preocupe.’ Chace fora simpático.
‘Não, só queria saber seu nome.’
‘Ai, sua vaca, vai pastar!’ foi grossa. Aquele, não estava sendo um de seus melhores dias.
‘Hum.’ A menina fez cara de nojo e saiu.
‘Você mudou bastante, hein?’ Chace riu, com a pequena situação de ciúmes.
‘Oi?’
‘É, antes você só chorava, agora... Manda ver!’
‘Ah Chace, cala a boca.’
‘Olha...’
‘E pra sua informação, eu ainda choro, e muito.’
‘Chora por mim ainda?’
...’
? Quem é esse?’ Chace franziu a testa e olhou para trás para ver o motivo da distração de . Quatro garotos haviam saído de um táxi. O único que já tinha notado a presença de fora , que estava tão paralisado quanto ela. Os dois não faziam movimento, nem emitiam som algum, apenas se observavam de longe.
?!!’ gritou assim que viu a menina. ‘Aeee!’ disse abraçando a garota.
! Que saudades, amor!’ ela o abraçou com força.
‘Quanto tempo, linda!’ disse ainda abraçado a ela.
‘Dá licença!’ cutucou o braço do amigo.
!’
‘E aí, fotógrafa!’ disse a abraçando também. Era um abraço protetor, um abraço de irmão.
‘Senti tanta saudade.’ Ela respirou fundo e o olhou nos olhos. Sentiu falta de alguém, aliás, de dois “alguéns”. Olhou para os lados, mas não encontrou, até que sentiu um cutucão em seu ombro. Virou-se e deu de cara com . Ele a olhava com um brilho nos olhos, que só ele tinha.
‘Tá esperando o que, pra me abraçar?’ foi a única coisa que ele conseguiu dizer, com a voz falha em razão do nervosismo.
‘Amor!’ ela disse envolvendo seus braços em volta do pescoço dele, e ele envolvendo os seus em volta da cintura da menina.
‘Senti tanto a sua falta, pequena.’ disse de olhos fechados.
‘Ah , que saudade da sua voz, do seu abraço, de você me chamar assim...’ sussurrava ainda abraçada com o amigo, podendo sentir aquele perfume que só ele tinha. Não era como o do Chace, mas o do era especial. Eles se largaram e se admiraram, sorrindo.
‘Cara, eu tô sonhando!’ disse com a maior cara de bobo. olhou para o lado do amigo, e lá estava ele, com as mãos no bolso, com um olhar tranqüilo e nervoso ao mesmo tempo, e um sorriso simples nos lábios, simples, e tímido.
‘Oi.’ deu os ombros.
‘Depois de tanto tempo, vocês só vão dizer isso?’ , como sempre estragando os momentos. se aproximou, e pôde sentir sua respiração falhar por alguns instantes. Os dois se encaravam como nunca fizeram, era algo novo, um sentimento novo. envolveu seus braços por cima dos ombros de , e tentou sentir seu cheiro o mais perto possível. Era aquele mesmo perfume doce. Nenhum dos dois disseram mais nada, apenas ficaram ali, aproveitando o momento, e cada um deles podendo sentir seus respectivos batimentos acelerarem.
‘Vamos lá, pessoal, acho que já estão todos aqui!’ saiu da porta da escola a antiga diretora. ‘Por favor, olhem cada um de vocês, seus nomes na lista, para verem em qual dos ônibus vocês vão ficar.’ Ela disse colando um papel amarelo na parede. A muvuca parecia ter dobrado. Agora estavam todos vendo em qual ônibus iam ficar, como nos velhos tempos.
‘Vamos lá gente!’ disse feliz, e começou a empurrar a todos, até mesmo Chace. Os únicos que não se moveram, foram e , mas eles não estavam mais abraçados, agora se olhavam envergonhados, e sorriam.
‘Er... acho que eu vou ver em qual ônibus eu vou ficar...’ disse, e começou a andar devagar.
?’ segurou seu braço e ela olhou em seus olhos.
‘Eu ainda te amo.’ Ele disse aquilo de uma forma tão verdadeira, que a vontade de era dizer a mesma coisa, e pular no pescoço dele, mas ela movia os lábios e não saia uma única palavra.
‘Não precisa dizer nada.’ Ele achou graça. ‘Só para constar.’ Ele piscou e foi procurar seu nome. respirou fundo e deu um sorriso idiota.


Capítulo 6

‘Quem é você, hein?’ disse encarando Chace.
‘Ah, prazer, serei monitor!’ ele foi simpático e estendeu a mão.
‘Hum.’ ergueu a sobrancelha, e virou a cara.
‘Prazer!’ ficou sem jeito, e apertou a mão do rapaz. ‘ .’
‘Chace Crawford.’
‘Esses são , , e .’ foi simpática, e quando disse o nome de o abraçou.
‘O que ele é seu?’ quis saber.
‘Olha lá gente, já tá todo mundo subindo.’ disse apontando para a muvuca lá na frente.
‘Bom, quem vai ficar no ônibus comigo?’ perguntou a todos.
‘Eu vou ficar.’ sorriu.
‘E o resto?’ quis saber.
‘Eu sou do ônibus do .’ disse.
‘E eu?’ olhou para o papel novamente. ‘Eu vou ficar sozinho?’
‘É o que parece.’ disse dando uma olhada. ‘Não fica triste não... logo chega.’ A menina falou e deu um beijo no rosto do amigo.
‘Bom, então vamos, quero aproveitar isso logo!’ disse a caminho de seu ônibus.
‘Eu ainda vou pegar uns papéis lá dentro. Vejo vocês lá.’ Chace disse e se afastou.

‘Nhenhenhe.’ começou a querer imitar Chace.
‘Você tá com ciúmes.’ riu.
‘Você viu o jeito que ele olha pra ela? Que cara ridículo.’
‘Qual é, ? Não se garante, só porque o cara é bonito?’
‘Eu me garanto, agora... me admira você, , achando homens bonitos...’
‘Ah, eu resolvi mudar.’ fingiu uma piscada gay.

‘Pequenaaaa!’ disse dando um beijo bem forte na bochecha da menina, que fechou os olhos. Eles iam a caminho do ônibus.
‘Ai, ...’ disse envolvendo o braço na cintura dele, e ele por sua vez, colocando o seu sobre o ombro dela.
‘Você não me engana, .’
‘Não te engano?’
‘É... posso saber por que nunca mais ligou, ou nem mesmo retornou?’ ergueu a sobrancelha.
‘Eu... tava muito ocupada.’ A menina disse subindo no ônibus.
‘Lá trás.’ balançou a cabeça mostrando os lugares. Foram andando, e várias pessoas a engoliam com os olhos, parecia que aquele lugar não chegava nunca. ‘Pelo visto te acharam bonita, !’ começou a gritar. ‘Estão todos olhando pra você... só que ela já tem dono, ok?’
.’ abaixou a cabeça assim que sentou perto da janela.
‘Essa gente continua sem ter o que fazer!’ sentou-se bravo com toda aquela situação.
‘Posso saber quem é meu dono?’
‘Até parece que não sabe... claro que sou eu, né?! Seu melhor amigo.’
‘Hum, você ainda é meu melhor amigo?’
‘Ah, é... depois de tanto tempo...’ havia ficado muito sem graça e começou a se explicar olhando para o banco da frente.
, aprende uma coisa...’ ela o interrompeu.
‘Hum?’
‘Não importa o tempo que a gente fique separados, eu sempre vou te colocar em primeiro lugar.’ deu um sorriso meigo. ‘Foi você que sempre me defendeu, você que sempre esteve do meu lado, ok? Eu tava brincando com você...’
‘Brigado pequena, você também sempre vai ser muito importante pra mim.’ disse levantando o braço do banco que tinha entre os dois, fazendo com que se apoiasse em seu peito. ‘Te amo.’ Ele disse beijando a cabeça da menina.

‘Ah, mas é brincadeira, hein!’ se expremia no canto, porque Jordan, um garoto gordo, que comia rosquinhas a toda hora, havia sentado do seu lado.
Qdger usasma?’ ele ofereceu com a boca cheia.
‘Não...’ disse cada vez mais próximo da janela.

‘Tu ainda é gamadão nela?’ perguntou do nada, quando o ônibus já estava em movimento.
‘Hã?’ acordou de seus pensamentos.
‘Na ... tu ainda é gamadão, né?’
‘Gamadão? Da onde tu tirou isso? Eu sou apaixonado é diferente.’
‘Nossa! Super diferente... mas tu já falou com ela?’
! Não faz nem uma hora que chegamos, e eu não fiquei sozinho com ela nem por um instante!’
‘É mesmo... mas e o ? Gosta dela?’ ergueu a sobrancelha. o olhou com cara de ponto de interrogação e não disse nada.

‘Falaaa!’
‘Foi porque eu estava ocupada, !’ cruzou os braços.
‘Não foi, não! Eu te conheço, , não tente me enganar.’ ele cruzou os braços imitando a amiga, que deu a língua, e olhou para frente, mas continuou a encará-la. olhou para o lado disfarçadamente, e ele ergueu a sobrancelha esperando uma resposta.
, pára!’
‘Não... você vai me dizer. Ninguém pára de conversar com os amigos assim do nada... tudo bem que você podia estar ocupada, mas isso não é motivo . Você nem retornava as nossas ligações... eu te fiz alguma coisa que te deixou chateada?’
‘Não, você não fez nada.’ Ela balançou a cabeça negativamente.
‘Foi o ?’ ele perguntou e a amiga respirou fundo. ‘Ele te tratou mal alguma vez?’
‘Não, ele não fez nada, . Eu que sou uma idiota.’
‘Idiotas têm motivos para serem idiotas.’
‘Isso foi idiota.’ riu com a frase medíocre do amigo.
, fala pra mim.’
‘Ai , ninguém me tratou mal, mas teve uma vez que eu liguei pra vocês e o não me recebeu muito bem.’
‘Como assim? Você disse que ninguém te tratou mal.’
‘Sim, mas ele começou a fingir que era outra pessoa no telefone, porque alguém havia entrado no lugar em que ele estava. Ele falava comigo normal, e do nada disse, tá bom então, ! Pelo que me consta meu nome é .’
‘Humm... mas , você tem que entender que a vida de vocês tomaram rumos diferentes.’ ergueu a sobrancelha.
‘Eu sei , mas isso não justifica, ele ter fingido que era um homem pra alguma vagabunda!’ Ela disse com raiva e virou-se pra janela.
‘Ahh, pequena...’ a puxou pelo braço. ‘Relaxa.’ Ele beijou sua cabeça. ‘E o que isso tudo tem a ver comigo? Não... porque o faz a merda e eu fico com saudades suas?’ ele riu.
‘Desculpa amor, mas... eu achei que não devia mais incomodar... Vocês têm a vida de vocês e eu não tenho nada a ver com isso.’
‘Hã?’ ele se afastou e olhou pra ela. ‘Quem foi que disse que ia me colocar sempre em primeiro lugar?’
‘Eu disse, mas não sei se você pensa o mesmo de mim.’
‘Eu não acredito, dona , que a senhora ainda tem dúvidas!’ Ele arregalou os olhos, e a menina deu os ombros, com cara de criança. ‘Depois dessa... me recuso a falar com você até o fim da viagem.’
‘Que?’ o olhou, mas ele fez birra e não respondeu. ‘, poxa, tenta me entender.’
‘Não, duvidando da minha amizade, do meu amor por você!’ ele balançou a cabeça. não conseguia ver se ele estava brincando ou se estava falando a verdade. Será que havia, realmente ficado chateado com ela?
... olha aqui.’ Ela disse e ele não olhou. ‘!’ segurou em seu queixo e virou o rosto do amigo para si, fazendo com que eles ficassem bem próximos. Podiam sentir a respiração um do outro, seus corações dispararam, foi algo inevitável. começou a se aproximar, e pôde sentir seu lábio tocá-la de leve, mas virou o rosto. Não podia fazer aquilo com . Ele tinha acabado de dizer que ainda a amava.


Capítulo 7

‘Ow Jordan!!’ se irritou, e o menino olhou para o lado, assustado.
‘Hã?’
‘Esse croc croc está me irritando, e muito!’ gritava e chamava a atenção de todos.
‘Deswmculpe.’ O menino ainda mastigava suas rosquinhas.
‘Caramba! Ow monitor!’ gritou, e homem que estava em pé, no corredor do ônibus, virou-se.
!’ Chace ergueu a sobrancelha, e sorriu.
‘É, sou eu mesmo... Quero mudar de lugar.’
‘Mudar de lugar?’ Chace se aproximou para ver o que estava acontecendo.
‘É. Olhe só para a minha roupa. Está suja de rosquinhas!’
, deve tomar mais cuidado quando comer algo.’
‘Mas esse é o problema, Chace, eu não estou comendo nada, quem está é o Jordan!’ fazia voz de choro.
‘Jordan, respeite os colegas, né?’
‘Mas eu já ofereci, e ele disse não...’ o menino cruzou os braços e começou a chorar.
‘Não, não, não...’ Chace tentou acalmá-lo. foi arregalando cada vez mais os olhos.
‘AHHHHH! EU OFERECI! MINHA MÃE SEMPRE ME ENSINOU A OFERECER AS COISAS!’ Jordan chorava como criança.
‘Calma Jordan...’ Chace não sabia o que fazer. ‘, vai lá pra frente!’ ele disse, e o garoto foi, já que Jordan se assustava com sua presença.

‘Hrrr!’ o ônibus de e , era o mais calmo, exceto por um barulho. ‘Hrr!’
‘Mas o que...’ abriu um dos olhos, e viu da onde vinha o ronco. ‘Jessy?’
‘Hã?’ , que também tirava um cochilo, despertou.
‘Olha aquilo.’ apontou com a cabeça.
‘Hrrrrrrr!’
‘Jesus!’ levou as mãos a boca. ‘Nem eu ronco assim!’
‘Será que foi porque ela engordou?’ estreitou os olhos. ‘É, dizem que gordura faz a pessoa roncar.’
, meu pai é gordo, e não ronca.’ não acreditou na dedução do amigo.
‘Vem...’ levantou devagar, e foi até o lugar de Jessy. ‘Cara, isso é hilário!’ ele tentava falar baixo. Analisava o rosto da garota. Ela estava com a cabeça caída, e roncava. Aquilo era, literalmente, nojento.

‘Sério, eu pedi demissão!’
‘Ah, qual é ? Ninguém pede demissão para vir a um acampamento de verão!’
, eu não pedi demissão por causa do acampamento. Pedi demissão porque não agüentava mais! Aquilo não era o que eu queria, entende?’
‘Claro. E isso me deixa feliz...’
‘Olha só... ficou feliz por que pedi demissão?’ Ela ergueu a sobrancelha.
‘Não, fiquei feliz por você ter voltado a ser aquela menina de atitude que eu conheci um tempo atrás.’ a olhou nos olhos, e começou a admirá-la com um sorriso nos lábios.
.’ abaixou a cabeça, sem graça.
‘Ok, desculpe.’ voltou a olhar para frente, e ficou quieto. Sorria que nem um abestalhado. Estava feliz. Estava feliz por ter reencontrado , estava feliz por ela ainda o considerar seu melhor amigo, e estava feliz, por ela continuar sendo a menina que sempre foi.


!’ sacudia o braço do amigo.
‘Hã?’ ele acordou assustado.
‘Chegamos.’ foi se levantando.
‘Finalmente.’ fez o mesmo.
‘Finalmente? Você dormiu quase a viagem inteira, !’
‘Dormi nada... só por algum tempinho.’ disse enquanto eles saíam do ônibus.


‘Nossa, isso aqui é lindo!’ dizia olhando para o lugar com vários chalés.
‘É mesmo. Sente...’ fechou os olhos e respirou fundo.
‘Maaaato!’ gritou.
‘Não me mate.’ apareceu por trás, e cruzou os braços.
‘Não, o mato que eu digo é de planta.’ riu. ‘E por que essa cara?’
‘Porque tive que agüentar o Jordan a viagem inteira cuspindo rosquinhas.’
‘E por que não mudou de lugar?’ perguntou.
‘Eu até mudei, mas se eu não voltasse para o lugar, o menino não ia parar de chorar...’ ele revirou os olhos.
‘Ae , arrasando corações másculos!’ bateu nas costas do amigo.
‘Cala a boca.’
‘Tadiiinho.’ abraçou , que mostrou a língua para o amigo.
‘E aí pessoas?’ e se aproximaram. ‘Como foi a viagem?’
‘Tranqüila.’ sorriu e olhou para que fez o mesmo.
‘O que adorou... até criou um caso.’ provocou.
‘Um caso?’ franziu a sobrancelha.
‘HAHAHA! Nossa , como você é espirituoso...’ fingiu uma risada.
‘Tá de caso com quem?’ continuou a provocação.
‘Com o Jordan.’ fez uma cara de sofredora.
‘Jordan? HAUHSAUSHAUSHASA!’ e começaram a gargalhar.
‘Até você ?’
‘Pessoal, prestem atenção!’ Chace disse na frente de todos, e o silêncio foi absoluto. ‘Formem grupos de cinco pessoas, para cada um dos chalés. Meninos, meninas... tanto faz.’
‘Pensei que meninos e meninas ficassem em chalés separados.’ comentou.
‘Acho que vocês já passaram da idade do “isso é proibido”’ Chace deu uma risada cínica, o que não foi do agrado de .
‘Idiota.’
‘Que isso ?!’ deu uma de pai.
‘Bom, já temos o nosso grupo.’ disse olhando para os amigos.
‘Sim! O nosso antigo grupo!’ sorriu.


‘Nem vem !’ pulou na cama de cima da beliche, e empurrou o amigo.
‘Ah, seu descarado maldito!’ o menino disse e quando foi planejar pular na outra, tinha sido mais rápido.
‘Não me chame de descarado maldito, apenas de descarado gostoso!’ ele sorriu, se achando.
‘É bem minha cara dizer isso...’ revirou os olhos, e deitou na cama debaixo de .
‘Vocês são tão crianças. Pra que tudo isso? Essas camas são todas iguais.’ falou, e deitou na de baixo de .
‘Ainda bem que me deixaram a normal.’ disse enquanto abria a mala.
‘Claro, somos cavalheiros.’ piscou, deixando a menina sem graça.
‘Que bom, se não eu ia ficar com medo de assédio.’
‘Hm... se eu fosse você ainda teria medo.’ fez cara de safado e deu um pulo caindo no chão.
‘Ihh, sai dessa.’ não gostou do que ouviu, deixando vermelha.
‘É... anda aprendendo esses olhares com quem, ?’ brincou.
‘Com o ... depois do caso dele com o Jordan, ele aprendeu bastante coisa.’
‘Ah, cala a boca.’ tacou o travesseiro no amigo.
‘Dude...’ olhou para cima, tendo uma visão melhor de . ‘Sai dessa vida bandida.’
‘UHASUHAUHSAHSUAHSA! Vida bandida? Da onde tirou isso?’ perguntou.
‘Sei lá, me veio em mente.’
‘Er...’ se levantou, e todos a olharam. ‘Eu vou tomar banho... e pelo o que eu observei a fechadura está quebrada.’
‘Hmmmm.’ fez um ruído.
‘Não se preocupa, não... eu fico de guarda.’ disse ficando de frente para a porta.
‘Contanto que não entre.’ sorriu, e entrou no banheiro.
‘Isso não é do meu feitio.’ Ele disse dando um olhar conquistador.


‘Caraco , você é muito idiota!’ gritava com o amigo.
‘Hey, olha como fala comigo...’
‘A bola estava na sua cara!’ não se conformava do amigo ter perdido uma jogada tão importante.
‘Nem tava... você estava mais perto do gol.’
‘Quem vê até pensa que vocês jogam muito, né?’ , que apenas assistia, comentou.
‘Não jogamos muito, só jogamos o necessário para se vencer.’
‘Perder você quer dizer. Vocês perderam por 2 gols de diferença.’
‘Sabe o que é pior nisso tudo?’ disse sentando-se ao lado do amigo.
‘Estar no time do ?’ tentou levando um tapa na cabeça.
‘Isso nem tanto... mas o pior é saber que o nosso time perdeu para o time do Jordan.’ fez cara de sofrimento.
‘Nem me lembre.’ não quis comentar.
‘Se “morram”!’ franziu a sobrancelha com a TERRÍVEL notícia.


não era muito ligado em futebol. Não gostava de jogar, muito menos de assistir... achava inútil e extremamente ridículo onze homens correndo atrás de uma única bola, para conseguir fazer com que ela toque na rede. Olhou para o relógio, e viu que faltavam dez minutos para o almoço... decidiu esperar no quarto.

‘She's got a lip ring and 5 colours in her hair...’ cantava enquanto procurava uma roupa dentro da mala. entrou no quarto sem que a garota percebesse. Não deu mais que dois passos depois de vê-la enrolada na toalha e com os cabelos molhados caindo sobre os ombros. Parecia que o tempo havia parado.
‘Everybody wants to know her nam... !’ ela se assustou quando percebeu que alguém a observava.
‘Ah, desculpe... eu... er... não sabia que você estava se trocando e... eu posso esperar lá fora, ou eu saio...’ ele começou falando devagar e depois tropeçando nas palavras.
‘Tudo bem, eu me troco no banheiro. Só pensei que o quarto estaria vazio, mas, sem problemas!’ ela sorriu, fazendo com que ele fizesse o mesmo.
pegou suas roupas, e se dirigiu ao banheiro, fechando a porta atrás de si. O garoto tinha ficado sem reação. Aquele corpo, realmente, havia o deixado paralisado... ela estava de toalha, mas suas pernas não estavam cobertas. Deitou na cama pensando o que poderia estar por baixo daquele pano.


Capítulo 8

‘Caramba , não come há quantos dias?’ se assustou com a quantidade de comida no prato do amigo.
‘Me deixa...’ o menino disse e sentou na mesa junto com , e .
‘Cadê a ?’ se mostrou curioso.
‘Estava se trocando, quando...’ começou, mas parou de repente.
‘Quando?’
‘Quando eu entrei... mas aí depois vim almoçar, e ela estava no banheiro, não falei com ela... na verdade eu quase não falei... eu...’
‘Calma, . Eu só perguntei onde a estava.’ riu da atitude do amigo.
‘Ah...’ ele coçou a cabeça sem jeito, e olhou para fora da janela, tendo a visão não muito agradável. Pelo menos a ele.

‘Saaaai!’ se sacudia, e pulava descontroladamente, enquanto Chace ria da atitude da menina, e passava a mão em suas pernas. Sim, ele passava as mãos nas pernas dela. Era do joelho pra baixo, mas não havia gostado daquilo.
‘Tiiiira elas, Chace!!’
‘Não dá, ! AUHSUAHSUAHSUAHSA!’
‘Você ri da minha desgraça?’ Ela se coçava.
‘Veeem!’ Ele não pensou duas vezes antes de pegá-la no colo, e ir em direção à piscina.

‘Mas que abusado.’ disse sozinho.
‘O que?’ que estava preocupado em proteger sua comida de , não prestou atenção.
‘Já volto.’ levantou rapidamente e seguiu até à porta.
‘HEY! POSSO COMER A SUA COMIDA?’ gritou, e o amigo fez um sinal de positivo com as mãos.

‘Eu não acredito que fez isso.’ subia a escada da piscina, depois de ter sido jogada por Chace.
‘Pelo menos elas morreram.’
‘Sim, mas me picaram... aquelas idiotas!’ coçava algumas feridas na perna.
‘O que deu em você para pisar em um formigueiro, de propósito?!’
‘Ah, eu... eu pensei que podia impedi-las de sair, saca?’
‘Meu deus.’ Ele balançou a cabeça.
‘Ahhhh, que é?!’ a menina disse e deu um soco no braço dele.
‘Oi.’ havia chegado.
, você não sabe o que aconteceu...’ correu em direção ao amigo.
‘Eu sei.’
‘Sabe?’ ela franziu a testa.
‘Sim, vi da janela.’ Ele deu um sorriso amarelo.
‘Olha só! E nem correu para me ajudar?!’
‘Já tinha alguém bem melhor te ajudando.’ , nessa hora, olhou para Chace com uma profunda raiva nos olhos, e deu as costas.
! Hey...’ foi atrás do amigo.
‘Esquece .’ Ele balançou a cabeça.
o que foi isso?’ se pôs na frente dele, sem entender a situação.
‘Nada... esquece.’ ele sorriu, pensando que havia feito uma besteira.
‘Porque disse aquilo? Alguém melhor me ajudando... não entendi.’
, eu não fui com a cara desse garanhão sexy, valeu?’ Ele piscou e continuou andando.
, por favooor. Qual é a cisma agora?’
‘Não tenho cisma , mas enquanto você podia estar almoçando e rindo com a gente, você estava lá, rindo e pulando com o garanhão.’
‘Em primeiro lugar, eu estava indo almoçar, quando tive a infeliz idéia de pisar em um formigueiro para tampar as formigas. Sim, a idéia foi idiota, mas quando eu vi já tinham várias delas subindo pelas as minhas pernas, e o Chace veio me ajudar.’
‘E ele se aproveitou da situação, passando a mão em você.’
‘Não! olha... não vou discutir com você, beleza?’ disse dando as costas e indo ao quarto, rumo ao segundo banho.
‘O que aconteceu?’ ouviu a última fala de , e quis saber o que estava acontecendo.
‘Nada demais. Só um certo alguém que está me deixando irritado.’ Ele disse e voltou para o refeitório, para ver se ainda tinha algo para comer.
‘O que foi?’ e passaram por e perceberam a expressão de raiva no rosto do amigo.
‘O está com raiva da .’
‘Da ?’ não entendeu.
‘É, ele disse que era de alguém... e disse isso logo depois que ela gritou com ele.’ fez um ar de detetive.
‘Hmm, estranho.’ franziu a testa.
‘Também achei, mas estou indo saber o por quê.’ disse e foi em direção a .
‘Nem é fofoqueiro.’ comentou com o amigo.
‘Que isso...’

, !’ correu atrás do amigo.
‘Fala .’
‘O que houve?’
‘Nada, não houve nada. Está tudo na mais perfeita harmonia.’ Ele foi irônico, e pegou uma maçã.
‘Ahhh não me engana, favelado! Por que vocês brigaram?’ e sentaram-se.
‘Ela fica dando muita bola pra aquele... aquele... ahh!’ ardeu de raiva, mais uma vez.
‘O Chace?’
‘É, ele mesmo. Ele estava lá passando a mão nela.’

‘Passando a mão em você?’ arregalou os olhos e olhou para .
‘Não , ele só passou a mão na minha perna...’
‘COMO SÓ?’ gritou.
‘Do joelho pra baixo...’
‘Ah, sim... e por que?’ não entendeu.

‘Segundo a madame, tinham formigas. E é óbvio que o garanhão sexy se aproveitou disso.’
‘Ahh entendi.’ estreitou os olhos. ‘Mas às vezes ele nem tinha a intenção . Releva.’

‘Releva, ? Relevar o que? Eu não estava fazendo nada demais. Não mesmo.’

‘Vai pedir desculpas?’ quis saber.
‘Não mesmo.’ respirou fundo e saiu do local.

...

, sou eu!’
, estou tomando banho!’ o amigo gritou do chuveiro.
‘Eu seeei, mas eu preciso fazer xixi!’
‘Ihhhh que gaay!’ , que estava deitado ouvindo se iPod, zoou o amigo.
‘Gay o que?
‘Fazer xixi. Fala mijar, logo.’
‘Eu sou educado, diferente de você.’
‘Pronto , pronto.’ abriu a porta e o cheiro de perfume se espalhou pelo quarto. , que estava lendo um livro, perdeu a atenção ao respirar mais uma vez aquele aroma refrescante. Aquele mesmo cheiro, o cheiro de sempre.
‘Ah, valeu.’ entrou correndo.
‘Eu hein.’ secava a cabeça. Estava apenas de bermuda, e sem camisa. não pôde deixar de desviar os olhos das páginas do livro, para aquela escultura tão real. Sentiu seu coração bater mais forte, e preferiu sair dali.
‘Onde vai?’ , que apenas observava a situação, perguntou.
‘Tomar um ar...’ Ela sorriu e saiu pela porta.
‘Se eu fosse cego, ela até me enganaria.’ estreitou os olhos.
‘Do que você tá falando?’ quis saber.
‘Você não reparou?’ ergueu a sobrancelha.
‘O que?’ também havia ficado curioso.
‘VocÊS não repararam?’
‘Não.’ Disseram juntos.
‘Bando de idiotas. , a estava paralisada em você.’
‘Hã?’
‘Você lá... secando o cabelo, e a não tirava os olhos. Po , ela saiu do quarto porque não quer sofrer de novo, com certeza.’
‘Não entendi, .’
‘Ela não quer ter que cair na tentação de novo.’
‘HMMMM! ??? Só tentação!’ gargalhou.
‘Ela ainda gosta de você, .’ continuava sério.
‘Será?’ sentou na cama e se pôs a observar o chão. ‘Eu não sei, . Acho melhor eu ir devagar com a situação.’
‘É, por um lado você está certo, agora, só não vai muito devagar, viu? Porque aquele Chace, pode ser que consiga.’
‘O que? Você acha que...
‘Eu não acho nada, .’ interrompeu. ‘Só tô dizendo que, se você quer a de volta, corre atrás.’
‘Vou falar com ela...’ colocou uma camiseta, e saiu do quarto.
‘Não, espera! CACETE!’ resmungou.
‘Que foi ? Você não disse pra ele ir falar com ela?’ não entendeu o amigo.
‘Sim, mas não sei se fiz certo. Ele tem que ir com calma.’ fez cara de poucos amigos.
‘Banheiro livre.’ saiu pela porta.
‘Caramba! Tem certeza que era só urina?’ perguntou.
‘Não, tinha fezes também...’
‘AHHH QUE NOJO, SEUS IMUNDOS!’ achou aquilo um absurdo.
‘HAUAHSAUSHUAHSAU. Ele que quis saber.’ respondeu, gargalhando.

‘Oi.’ havia encontrado embaixo de uma árvore, pensando.
? Oi.’ Ela sorriu, nervosa.
‘Saiu do quarto com pressa...’
‘Ah, eu queria respirar um pouco. Poder sentir esse cheiro de árvore, sabe?’ ela fechou os olhos podendo sentir cada vez mais perto.
‘É, uma sensação bem agradável.’ falava ao pé do seu ouvido.
‘Uma sensação de... liberdade.’
‘De afeto.’ disse e calmamente beijou o ombro da garota.
‘De carinho...’ ela estremeceu.
‘Amor.’ Suas testas já estavam uma encostada na outra, e suas respirações falhas. abriu os olhos lentamente pedindo a Deus que ele não estivesse ali. , aos poucos foi se aproximando até que seus lábios se tocaram, e um enorme nervoso lhe correu a espinha. Pôde sentir os lábios quentes da menina junto aos seus, como não sentia há um bom tempo. sentiu como se fosse cair. Não tinha mais forçar para nada. Em um ato automático colocou suas mãos na nuca de , como se aquele movimento fosse capaz de salvá-la de algo.
‘Não faz isso comigo...’ ela disse ainda sem se mover, e de olhos fechados.
‘Eu precisava te sentir de novo, linda. Precisava te sentir perto.’
‘Eu não posso, .’ Ela se afastou.
‘Não pode por que?’
... Não dá certo, você sabe que não dá.’ disse ao se levantar.
, a gente pode fazer tudo ser diferente. Estamos mais velhos, as coisas mudaram.’
‘Será ? Eu não posso ter certeza de nada. Eu ainda o vejo como a mesma pessoa. O mesmo garoto pelo qual eu me apaixonei...’ ela sorriu. ‘E o mesmo garoto que me fazia sofrer. Eu não vou me machucar de novo, .’ saiu andando.
‘Espera.’ segurou seu braço. ‘Me deixa tentar. Me deixa te provar que eu mudei, que eu hoje eu sou muito mais do que eu era.’ Ele a olhava nos olhos. Pareciam sinceros. Mas o “parecer” não importava muito naquela hora.
‘Eu... eu não sei.’ Ela deu os ombros.
‘Você quer pensar?’
‘Pensar ... Eu...’ ela abaixou a cabeça.
,’ segurou em seu queixo e a levantou aos poucos. ‘se você não sentisse nada por mim, eu pulava fora. Mas eu sei que você sente, porque se não, esse beijo não teria acontecido, e você não ficaria tão nervosa com a minha presença.’
‘Eu não fico nervosa.’
‘Você está suando frio.’ disse apertando a mão dela.
‘Olha, eu vou ser bem sincera... Eu ainda gosto de você, ok? Gosto sim, e muito! Só que as nossas vidas tomaram rumos diferentes. Você é uma estrela do rock e eu vivo no mundo da fotografia. Você em Londres, e eu em Nova Jersey. Quando nós tentávamos algo, , não dava certo. E não dá certo. Você tinha vergonha de mim. E definitivamente, não dá pra gostar de alguém que sente vergonha de você.’ disse e seus olhos momentaneamente se encheram de lágrimas. ‘Maldito coração.’ Disse de cabeça baixa.
, eu não vou te desmentir, porque sei que errei muito no passado. Mas eu estou aqui, na sua frente, falando que eu ainda amo você. Amo você de um jeito absurdo, cara... de um jeito que eu não consigo explicar. Eu tô aqui falando que se você quiser, as coisas podem ser diferentes. Só depende de você.’ disse dando um beijo na cabeça dela, e indo em direção ao chalé.

Capítulo 9

‘Pára, po!’ tentava se livrar dos “caldos” de , de dentro da piscina.
‘Fooooge!’ gargalhava, enquanto tomava sol do lado de fora.
‘Tu nem pra ajudar, né ?!’ saiu correndo logo após de conseguir sair da piscina. Claro que foi atrás.
‘Cooooorre!’ havia chegado ali, e entrado na brincadeira.
‘Dois idiotas.’ disse olhando para a garota.
‘Nunca vão deixar de ser crianças.’ riu e sentou em uma cadeira ao lado da de .
‘Vai sentar aqui?’ ele a olhou.
‘Tem alguém?’
‘Não, mas...’
‘Então, vou.’ disse séria, e pensou por alguns segundos que , podia estar com vergonha dela, novamente.
‘Não... não é isso.’ Ele percebeu o que havia dito.
‘Isso o que? Não falei nada.’
‘Não, mas eu sei que você pensou... você pensou né?’ ele havia começado a gaguejar. ‘Pensou que eu estava com vergonha de você.’
, isso não importa mais.’ olhava para frente e os óculos escuros cobriam seus olhos.
eu não tenho vergonha de você eu...’ o menino pensou em alguma forma de poder demonstrar aquilo para ela. O local estava cheio, ele podia muito bem gritar que a amava, ali, na frente de todos, mas pensou em algo melhor. Num impulso se levantou, e ficou abaixado perto da garota. ‘Acha mesmo que eu tenho vergonha de você?’ ele sussurrou.
‘Eu não disse nada, .’ A menina continuou olhando para frente, mas não pensou duas vezes antes de virar o rosto dela com as mãos, e beijá-la. Muitas pessoas, ali, olhavam, questionavam, mas não, ele não se importava.
‘Saaaai, dois nããão!’ e haviam voltado, mas agora também estava atrás do amigo.
‘Caldo no...’ parou de gritar assim que viu aquela cena.
‘Ôou.’ fez cara de medo, e olhou para logo em seguida. Ele olhava para e , com uma profundidade nos olhos. Não era raiva. Talvez até fosse. Raiva de si mesmo por estar no lugar errado, na hora errada. Seus olhos estavam vermelhos, e cada vez mais, cheios de lágrimas. Não estava suportando, ainda balançava seu coração. Balançou a cabeça negativamente, e saiu dali o mais depressa que pôde.
‘Pelo menos pararam.’ disse voltando para a piscina.
‘Mas o que...?’ gaguejava.
‘O que foi isso?’ ergueu a sobrancelha. ‘Um beijo.’
‘Sim, mas...’
‘Acho que o não gostou muito.’ se aproximou.
‘O ? Ele estava aqui?’ arregalou os olhos.
‘Ele tinha acabado de chegar.’
‘Merda!’ disse pegando suas coisas, e saindo dali. Precisava resolver seus problemas, com o amigo.

‘Eu te odeio, , eu te odeio.’ estava sentado, no chão, em frente ao seu chalé. Sua cabeça estava abaixada, e ele falava consigo mesmo. ‘Porque as coisas não podem ser diferentes?’ ele chorava sem parar. ‘Maldita hora que eu vim nessa viagem.’
‘O que queria que fosse diferente?’ tinha sentado ao seu lado. , rapidamente, levantou a cabeça, e a olhou. Seus olhos estavam vermelhos, e seu rosto molhado.
‘O que... você me ouviu falar?’
‘Ouvi.’ Ela balançou a cabeça positivamente e olhou para frente, sem conseguir encará-lo. ‘Eu te odeio, as coisas poderiam ser diferentes, maldita hora que eu vim nessa viagem.’
‘Eu... eu...’
, você é a última pessoa no mundo, que eu faria algum mal, que eu magoaria.’
‘Você magoa, . Você magoa, mesmo que indiretamente...’ ele respirou fundo.
‘E... eu não sei o que fazer, . Quer que eu me afaste?’ disse aquilo com um nó na garganta. Não queria se afastar de . Não podia se afastar dele.
‘Não, lin... . Não quero que você se afaste. A culpa não é sua, é minha. Eu não devia sentir o que eu sinto por você. Eu não devia fazer escândalo ou arrumar confusão quando te vejo com outro cara. Você é minha amiga, só.’ Ele disse aquilo olhando nos olhos dela, e entrou no chalé. Deixando ali, uma sem respostas, apenas com mais dúvidas.
havia voltado para o posto de “garota confusão entre amigos”. Ela não suportava aquela situação, ela queria poder fazer alguma coisa, e estava decidida a isso. Concordava com : maldita hora em que eu vim nessa viagem.

‘Chace...’ havia ido à sala dos monitores.
‘Oi .’ Ele se aproximou da garota.
‘Posso conversar com você, um minuto.’
‘Claro, claro.’ Ele fez que sim com a cabeça. ‘John, já volto.’
‘Vai lá, cara.’
‘Então...’ ele a olhou quando saíram pela porta.
‘Chace, eu preciso mudar de chalé.’
‘Que?’
‘É, não está dando muito certo.’
‘Você brigou com seus antigos amigos?’
‘Não, não é isso... eu só... Chace, eu preciso.’ o olhou profundamente.
‘Oook, mas... eu não garanto nada, , todos os outros chalés estão lotados, e a possibilidade de alguém querer trocar de chalé são mínimas.’
‘Não tem vaga eu qualquer outro?’
‘Não. Todos cheios. Mas se você achar alguém disposto a trocar, é só vir até um de nós, e fazer a transferência.
‘Entendi.’ A menina falou, desanimada.
...’ ele franziu a testa. ‘Algum problema?’
‘Nada de importante.’ Ela sorriu, indo embora. ‘Mas obrigada.’

‘Trocar de chalé?’ apareceu por trás.
‘Ai , que susto.’
‘Desculpe, mas eu... ouvi a conversa.’
‘Sua mãe não disse que ouvir conversa dos outros é errado?’ ela deu um sorriso amarelo.
‘Disse, mas eu nunca fui muito de obedecer a minha mãe.’
‘Hm.’
‘E então?’
‘O que?’ ela se fez de desentendida.
‘Mudar de chalé?’
‘É. , eu nunca devia ter vindo nessa viagem. Eu sabia que ia causar problemas, só não sabia que ainda seriam os mesmos.’ Ela parou e sentou-se em um banco que havia ali perto.
, você não causa problemas. Os problemas são resultado de algo não favorável ao outro, ninguém os causa.’
‘Nossa, profundo você.’
‘É, eu sei.’ Ele sorriu que nem idiota. ‘E mais, fugir deles não irá adiantar.’
‘Eu sei . Mas o que quer que eu faça? Chame o e o para discutir a relação?’
‘Uma boa possibilidade, mas ainda acho melhor falar com eles em separado.’
!’ ela ergueu a sobrancelha.
‘Que foi? , você vai sair do chalé, mas e aí? Vai deixar de falar com a gente? Vai deixar de falar com o , seu melhor amigo? Vai deixar de falar com o , e sofrer infinitamente? Porque está escrito na sua cara que você ainda o ama!’
‘Er... isso é tão nítido?’
‘É , isso é muito nítido. Pensa que eu não vi as olhadas que você deu no , hoje? Só um idiota não percebe que você é gamadona nele.’
‘Sou. Sou gamadona no , e sei que ele não merece meu amor. No entanto, também sei que o gosta de mim, e sofre por isso.’
‘Será?’
‘O que?’
‘Será que ele gosta de você?’
‘Se não gostasse, não sofreria, sempre que me vê com alguém.’
‘Não, ele gosta, eu sei... mas, às vezes eu acho que o que ele sente por você não é paixão, sabe? É amor, amor de irmão mais velho. É um amor protetor, por isso o ciúme.’
, eu não sentiria vontade de beijar meu irmão mais novo, se tivesse no lugar dele.’
‘Mas é isso que eu estou tentando fazer com que você entenda. O pode estar confundindo os sentimentos dele. Ele pode te amar, mas talvez não do jeito certo.’
‘E qual será o jeito certo, ? Quando ele vai descobrir isso?’
‘Talvez se ele conhecesse outra menina, ele... sei lá, te visse como amiga.’
‘Acha que o problema é a falta de garotas?’ não entendeu.
‘Não , esse não é o problema, pode conseguir qualquer garota, você sabe...’
‘Sei...’
‘Mas enquanto ele estiver na cabeça que te ama, e que você é a pessoa certa para ele, nada vai acontecer. Ele impedi a si mesmo de conhecer outras pessoas, vai se isolar.’
‘Isso me deixa pior.’ Ela abaixou a cabeça.
‘Tenta... ajudar, .’
, eu não posso chegar pra ele e dizer, alôôu, vai procurar outra pessoa.’
‘Não diga. Apenas o ajude a encontrar.’
‘Mas ... e se? E se ele realmente gostar de mim? O que eu faço?’
‘Eu não sei, . Se eu estiver muito enganado, ele até pode gostar de você como... mulher, sabe? Mas fala de você com carinho, proteção... não como , que fala com um ar... apaixonado.’
‘Hm.’ sorriu que nem idiota.
‘Babaca.’
‘Hey.’
‘Fica aí, toda toooda!’
‘Poxa , o me ama.’ Ela deu os ombros e fez cara de criança.
‘Eu sei, e eu sei que você também gosta dele, mas eu também sei que nenhum de vocês quer magoar o .’
‘Nossa, você sabe demais.’
‘Eu sei.’
‘Hm. Eu tenho medo... tenho medo de tanta coisa, . Queria ter coragem para enfrentar tudo. Às vezes eu penso... isso não é nada, sabe? Mas é! A minha convivência com o acaba machucando ele e...’
‘E?’
‘E , você sabe... se for comparar e , o nunca me deu a atenção que o me deu. Será que é certo? É certo eu ajudar o encontrar alguém, e tentar ser feliz com o sem causar problemas? Vai parecer que eu... estou usando meu amigo, como... como se ele fosse um problema, E não é nada disso.’
, nada nessa vida é certo.’


Capítulo 10


‘Dia bonito, né?’
‘Hm?’ , que estava sentada na beira da piscina, apenas para molhar os pés, ouviu uma voz ao seu lado. ‘Chace.’ A menina sorriu.
‘Você não parece muito contente.’ Ele sentou ao lado dela.
‘É, eu sei... tenho uma história um tanto complicada.’
‘Se quiser alguém para ouvir essa complicação.’ Chace tentou ser simpático.
‘Você não ia querer saber, Chace.’
‘Poxa , acabou com a minha moral agora.’
‘Já falei para parar de me chamar de . , ... mas , Chace? Acho que já deu, né?’
‘É o costume.’
‘Sim, mas está na hora desse costume mudar, Crawford.’
‘Vou pensar no seu caso.’ Ele estreitou os olhos, e a menina sorriu, sem graça.
O silêncio havia tomado conta no lugar. Não, não havia mais ninguém ali que não fosse os dois. Estava ventando, e as pessoas davam preferência a outras tarefas que não fosse, tomar banho de piscina.
‘Chace...’ começou.
‘Eu.’
‘Er... você não conhece ninguém, mesmo, que queira mudar de dormitório? Um garoto talvez.’
... digo, , isso é complicado. Acho que não tivemos nenhum desentendimento até agora.’
‘Exceto o meu.’ Ela abaixou a cabeça, olhado para aquela água azul.
‘Se eu puder ajudar.’
‘Chace, é tudo tão confuso.’
‘Olha, eu sei que sou burro, maaas, quem sabe eu entenda.’ Ele brincou.
‘Não é isso, bobo... é que, eu sou o problema, entende?’
‘Como?’
‘É Chace. Eu sempre fui o problema, e isso não me agrada.’
, como alguém como você pode ser um problema para quatro homens?’
Chace falou aquilo, e olhou profundamente nos olhos dela.
‘Er... eu... preciso ir.’ se levantou rapidamente. Ela estava com medo. Sim, com medo de seu primeiro amor, com medo das coisas que ele ainda causava nela. Ele tinha dado aquele mesmo olhar. O mesmo olhar do dia em que a beijou, pela primeira vez.
Ela saiu dali o mais depressa que pôde, deixando Chace sem palavras. O que ele havia feito de errado?
‘Oooopa!’ enquanto andava rápido, esbarrou em .
.’ A menina se assustou.
‘O que houve, ? Você parece... assustada.’
‘Eu? Não... que isso.’ Ela disse, mas era esperto o bastante para olhar para a piscina e ver quem estava lá.
‘Crawford?’ ele ergueu a sobrancelha.
‘É... a gente estava colocando a conversa em dia.’
‘Só isso?’ o menino não estava muito crente.
‘Só... estávamos conversando.’
‘Sei.’ ainda falava, desconfiado.
!’
‘Oi.’
‘Não está acontecendo nada.’
‘Ah, ok, ok... acredito em você. Mas se acontecer, o vai ficar sabendo e vai quebrar a cara dele.’
‘Que?’
‘É isso mesmo.’ Eles começaram a andar.
, eu estou bem grandinha, não acha?’
‘Mais ou menos.’ O menino brincou, olhando a altura da garota, que era mais baixa que ele.
‘Há, engraçado.’

‘Faaala .’ se aproximou do amigo, que decidiu não fazer nada, exceto ficar olhando os outros jogarem futebol.
‘E aí, dude?’ ele tentou sorrir.
‘Entra lá, no meu lugar.’
‘Não, não... estou bem aqui.’
, está acontecendo alguma coisa?’ sabia o que estava acontecendo, mas queria ouvir da boca do amigo.
‘Hm? Acontecendo? Não, nada.’
‘É comigo, né? Sobre eu ter beijado a e...’
. Eu não quero falar sobre isso, cara. Eu não quero arrumar problema, onde não têm, ok?’
‘Como não tem problema, ? Você tá aí, todo pra baixo.’
, eu só não quero brigar com você. Eu já briguei com a , e não estou nada bem, por isso.’ Ele disse simplesmente, e saiu dali.
‘Que esse mês passe rápido.’ Foi a única coisa que desejava naquela hora.

...

“Vamos lá molecada do maaal, quero todo mundo na quadra em 10 minutos.”
‘Mas o que é isso?’ , que estava jogando alguma coisa idiota com , prestou atenção no alto-falante.
‘Obaaa, deve ser jooogos!’
‘Jogos? De noite?’
‘É... o Chace comentou algo sobre isso, hoje no almoço.’
‘Não prestei atenção.’ disse recolhendo as cartas.
‘Vamos, vaamos.’
‘Caaalma .’

‘Molecada do mal. Tinha que ser, né?’ conversava com , dentro do chalé, e não gostou de ter ouvido a voz de Chace.
, ... ele só quer divertir o pessoal.’
, ele não tem cara de bozo. E a gente não é criança.’ disse sério.
‘Bom, vamos lá, vai.’

‘O que conta nessa brincadeira é o tempo, portanto vocês terão que ser rápidos.’
‘Ihh, já não gostei.’ dizia desanimado.
‘Qual é, dude?’ , que era de seu time, repreendeu.
‘Tem que correr, cara... mó sono.’
‘Sono, ? Ainda são 9h da noite.’
‘Sim, eu sei, mas estou com sono.’ Ele ergueu a sobrancelha.
‘E mais, você não fez nada o dia inteiro.’ disse e bateu na cabeça de .
‘Esse Chace me irrita.’ disse enquanto ainda ouvia ele explicar a brincadeira.
‘Calma aí, , ele não está fazendo nada demais.’
‘Eu sei, mas ele não devia nem ter nascido.’ e estavam no mesmo time, que era diferente do time de e , que era diferente do time de . A menina podia ter escolhido ficar em qualquer um deles, mas preferiu ficar em um em que não conhecesse ninguém.
‘Bom, então já sabem... corram, achem as pistas, descubram o enigma, e solucionem o crime, é fácil.’
‘É fácil... é fácil...’ imitava.
‘Fácil... vem você jogar.’ , que estava um pouco distante de , também não estava muito satisfeito.
‘Mas não esqueçam, quando der o apito, o time terá que se esconder da equipe adversária. Os espiões de cada equipe saem à procura da outra. Os espiões da equipe amarela saem à procura da equipe azul, a equipe azul à procura da roxa, a roxa da vermelha, a vermelha da verde, a verde da laranja, e a laranja da amarela.
‘Vamos lá, ... animação! Temos que fugir da .’ bateu no braço do amigo, que não fez nada mais do que levantar a sobrancelha.

fazia parte da equipe laranja, e da equipe azul, e e da equipe amarela. Ainda tinha mais três equipes no jogo, que se diferenciavam pelas cores vermelha, verde e roxa.
O objetivo era simples: ir atrás das pistas, descobrir o enigma, e solucionar o crime. Eles teriam que fazer isso no escuro, e cada participante tinha direito a uma lanterna.
O apito foi lançado e todas as equipes correram cada uma para um lado.
‘Anda !’ puxava o amigo que não se sentia muito à vontade andando no escuro.
‘Tô indo, po.’ Ele corria o máximo que podia.

‘Mas que joguinho medíocre.’ corria atrás de , e das outras pessoas de sua equipe.
‘UHUUUL!’ não sabia para onde corria, e nem o porquê, ele apenas corria para se divertir.

‘Aqui, aqui!’ achou uma das pistas que estavam perto da porta de um dos chalés.

‘Esse negócio de achar pistas não me agrada.’ bufava.
‘Larga de ser velho!’ dizia ainda correndo junto com o pessoal.
‘Eu não sou velho... ainda mais que tem poucas garotas no nosso time.’
‘Pelo menos o Jordan não está aqui.’
‘Olhaaaa o !! Com saudades?’
‘Sim. Muitas saudades.’ Ele disse irônico.

‘PIIIIIIIII’
Um apito alto, que ficou tocando por uns dez segundos, avisou que era a hora dos espiões agirem. Dois participantes de cada equipe saíram do seu esconderijo e foram todos a procura.
‘Vem , vamos.’ puxou o amigo, já que os dois tinham sido escolhidos.
‘Tô indo...’ ele disse iluminando o caminho, como se tivesse procurando algo, que não fosse o time azul.’
, ninguém se esconde aí!’ chamou a atenção do amigo que procurava entre as árvores.
‘Como você sabe?’
‘Existem garotas aqui, garotas têm medo de insetos. Jamais fariam isso.’
‘Bem lembrado.’ pensou, e a frase do amigo fazia sentido, mas podia sentir a presença de alguém ali.
‘Vam...’
‘Shhh!’ ele fez sinal de silêncio, e começou a ir mais além.
‘Sou um dos espiões, nem adianta.’ falou quando seu rosto foi iluminado pela lanterna do amigo.
‘Onde está sua equipe, caro espião?’
‘Acha mesmo que eu vou dizer?’
‘Se não quiser que eu e meu ajudante te amarre nessa árvore e te torture até a morte, é bom falar.’ disse, mas logo em seguida começou a rir.
‘Ok, eu me rendo... sabe ali?’ apontou para frente, onde havia alguns lampiões que iluminava o local. No momento em que foi prestar atenção saiu correndo, fazendo com que o amigo o perdesse de vista.
‘Ah, não acredito!’ reclamou. ‘?’ ele chamou, mas o amigo não respondeu. Iluminou por ali, e nada. Sim, ele estava sozinho, no escuro.

‘Aii.’ sentiu alguém pisar do seu pé.
‘Desculpe.’ Ela conhecia aquela voz. Mas não tinha visto essa pessoa no seu time.
‘Chace?’ ela perguntou baixo, para que os outros não ouvissem.
‘Shh... foi o único lugar que achei para me esconder.’
‘Ah, sim, tudo bem.’
‘Você não precisa me dedurar, sou da equipe vermelha.’
‘É, mas se eu disser que te achei, posso ganhar 10 pontos.’
‘Você não faria isso.’
‘Não?’
‘Ok, ok... faria. Mas não faça.’
‘Tudo bem. Eu te perdôo, súdito.’
‘PIIIIIIIII!’
‘Tchau.’ Chace disse e saiu correndo para o lado contrário, tinha que achar sua equipe. ficou observando ele se afastar, e quando olhou para os lados, todos já tinham saído correndo.
‘Ah, não. Eu não acredito que fui idiota a esse ponto.’ Ela comentava sozinha.
O único jeito agora, era andar, andar, e tentar achar a equipe laranja, o que seria um pouco difícil, já que aquele lugar era grande.

‘Po, cadê o ?’ Steve, um dos integrantes da equipe azul perguntou quando viu chegar sozinho.
‘Eu não sei, ele se afastou e eu me perdi dele.’
‘Putz, agora já era, vamos logo, temos um jogo pra ganhar.’ Steve disse e todos os seguiram.

‘Droga!’ andava, e via pessoas de todas as equipes passando, menos da sua, a amarela. ‘Esse me paga!’

‘Que saco! Como eu odeio escuuro, como odeeio!’ também andava sozinha, o que não estava lhe agradando nem um pouco.

‘Nananana...’ tentava achar sua equipe. Estava tranqüilo a ponto de procurá-los enquanto cantava.

‘Ai, merda!’ tropeçou em um tronco, e deu de cara do chão. Na verdade ela só não foi com a cara, porque conseguiu se segurar com os braços. Sua lanterna foi parar em algum lugar que ela não enxergava. Começou a tatear o chão para tentar achar algo, mas nem assim. Até que encontrou alguma coisa, e com certeza não se parecia com uma lanterna. Havia pés, e pernas, pelo menos. Aquilo tinha deixado a garota assustada. Sabia que tinha alguém na frente dela, mas não sabia quem.
‘Quem é?’ ela tentou, mas a pessoa continuava calada. ‘Quem t...’ esse mesmo alguém interrompeu a fala dela com um beijo. Um beijo que ela conhecia muito bem, já tinha provado dele antes. Sabia quem estava ali e não se conformava com o fato de não ter reconhecido, ao menos pela sombra.


Capítulo 11

‘Ahh , sai fora, eu ganhei, e isso basta!’ fazia pose de metido.
‘E eu com isso? Minha equipe chegou em segundo.’
‘Chega!’ havia acabado de sair do banho e não estava agüentando mais aquela briguinha dos dois. esperava o banheiro desocupar, deitado na cama. Estava calado. A porta se abriu rapidamente, e todos os olhos daquele quarto se viraram para .
‘Er... oi.’ Ela levantou a mão sem graça.
‘Aee , terceiro lugar hein?!’ cutucou a amiga com o cotovelo.
‘É, acho que ninguém aqui tem muito do que reclamar.’
‘Não mesmo.’ cruzou seu olhar com o da menina e depois se dirigiu ao banheiro. O que ele quis dizer com aquilo?
‘Se divertiu?’ sorriu maroto.
‘Hã? Ah, sim... muito.’ Ela ergueu a sobrancelha lembrando qual fora o motivo do seu divertimento. Será que estava enganada? parecia diferente quando a beijou, certamente estaria nervoso. ‘Bom, acho que vou tomar banho no chalé dos monitores, já que lá tem mais que um banheiro e um deles, com certeza, deve estar vazio.’
‘Você vai tomar banho no chalé do Chace?’ abriu a porta do banheiro indignado.
‘Nossa hein!’ se assustou com a super audição do amigo.
, cai fora, deixa a tomar banho!’ disse movendo a cabeça.
‘Que?’ franziu a testa.
‘EI! Eu não vou tomar banho aqui, porque até agora o banheiro está ocupado. Mais uma coisa, eu não vou tomar banho no chalé do Chace, vou tomar banho no chalé dos monitores, ok? E se eu fosse lá por causa dele, isso só ME diz respeito.’ pegou algumas peças de roupa e saiu dali, com raiva.
‘Ihhh.’ revirou os olhos, cobriu-se com o lençol, e tentou dormir o mais rápido possível.
POW!
bateu a porta do banheiro com raiva.
‘Não acredito.’ balançou a cabeça e se dirigiu a cama.

?’ Chace abriu a porta do quarto se deparando com a menina.
‘Será que eu podia tomar banho aqui?’
‘Er... pode. Mas, o que houve com o seu banheiro?’
‘Posso?’ ela apontou para dentro do quarto como se quisesse entrar.
‘Claro, desculpe.’ Ele deu licença para a menina.
‘Bom, na verdade não aconteceu nada com o meu banheiro, mas é que eu só quero voltar para meu chalé quando todos lá dentro estiverem dormindo.’
‘Hum, brigas?’
‘Sim. Me tratam como se eu fosse algum tipo de objeto importante, e eu cansei disso.’
‘Entendo... não vou ficar te enchendo o saco com esse assunto.’ Ele sorriu.
‘Obrigada.’
‘Bom, pode ir se quiser, todos já estão dormindo, e o meu banheiro está livre.’ Chace apontou para o banheiro vazio, e dirigiu-se até ele.

‘Mas que droga!’ havia acabado de sair do banheiro, e a única pessoa com quem se deparou acordada, foi .
‘Também acho.’ Ele disse bravo.
‘Quem ele pensa que é, ?’
‘Na verdade eu não sei, mas tenho certeza que se acha melhor do que nós por ser monitor.’
‘Ele é ridículo.’ sentou-se ao lado do amigo, na cama.
‘E eu não sei?’ respirou fundo e o silêncio tomou conta do local. Nenhum dos dois estavam satisfeitos com aquela situação. Podiam ter o mesmo sentimento por , mas ela era, antes de tudo, a amiga que eles achavam que deveriam proteger de tudo e de todos.

‘Chace...’ o chamava, baixo.
‘Oi...’ Ele acordou assustado.
‘Vou indo, tá?’
‘Ah, sim... deixa eu trancar a porta.’ Chace se levantou, meio sonolento, e foi cambaleando até a saída, junto com .
‘Boa noite.’ A menina disse antes de sair.
‘Pra você também, linda.’

abriu a porta do seu chalé bem devagar, para não acordar ninguém. Foi andando até sua cama, e viu e dormindo juntos. Na verdade eles não pareciam ter deitado ali propositalmente. Deviam estar conversando. não dormiria com uma toalha em seu colo, e , certamente, ainda era homem.
?’ ela sentiu uma mão em seu ombro.
! Que susto.’
‘A gente pode conversar lá fora?’ Ele sussurrou.
‘Claro.’ Ela disse, e colocou as roupas que segurava, em cima de uma das camas, e saiu com .

‘Pode falar.’ Os dois estavam sentados em uma mureta, que tinha na parte de fora.
‘O que tá acontecendo, ?’
‘Com o que?’
‘Com você. Você está distante, parece que está fugindo.’
‘Não , não estou fugindo de nada... eu só cansei dessa história toda, sabe?’
, , e ?’
‘É, , e .’ Ela respirou fundo.
‘O ainda te ama?’
‘Ah , eu nem sei mais se o me ama. Ele diz me amar, mas às vezes parece que é só para não perder o costume, saca? E o ... ele merece coisa melhor.’
‘E você ? Você já tentou pensar no que é melhor para você? Você está sempre pensando no que é melhor para eles... merece coisa melhor, e parece não te amar de verdade. Mas o que você, realmente, sente?’ Ele a olhou nos olhos, e desabou a chorar.
‘Eu amo o , , sempre amei.’ Ela soluçava. ‘Mas... mas nessas horas eu não posso pensar só no que é melhor para mim, entende? Minha vida sem o parece não ter sentido, e eu queria pode retribuir o amor que ele sente por mim... mas eu não posso! Seria enganá-lo mais uma vez.’ não sabia o que dizer, apenas a abraçou.
‘Se eu pudesse tirar essa dor de você, , com certeza já teria feito.’ Ele disse beijando sua testa.

Capítulo 12

Aquela semana estava sendo bem conturbada. pouco olhava na cara de e . Talvez fosse vergonha ou medo de ter mais uma recaída. Nada muito certo. Pensou por vários momentos em voltar com , e tentar mais uma conversa com , mas sabia que seria em vão. entenderia, mas ela se sentiria mal em magoar o amigo. Pensou também em ter uma conversa com os dois, cara-a-cara. Sim, era isso que iria fazer.
!’ desceu uma pequena rampa que dava para o campo de futebol.
‘Eu!’ o garoto, que apenas observava o jogo, respondeu.
‘Vem cá!’ ela acenou com as mãos, e o menino, mais do que depressa veio ao seu encontro.
‘Oi... o que aconteceu?’
‘Não aconteceu nada, eu só quero conversar com você.’
‘Tá.’ achou aquilo estranho, por isso só balançou a cabeça e ficou esperando.
‘Não aqui.’ Ela sorriu.
‘Ah, entendi. E quer conversar agora?’
‘Não, agora não... você está vendo o jogo, deixa pra depois do almoço.’
‘Ok, então vou voltar lá e depois...’
‘Eu te chamo.’ sorriu e se afastou.
estava com medo dessa conversa. não falava com ele direito há pelo menos uma semana e agora ela queria conversar? Não era um bom sinal. Não quando se tratava dela.

‘Me laaarga, !’ tentava afundar a cabeça de na piscina com a ajuda de . ‘Socoo...’
‘Ei! Larguem o pobre!’ apareceu.
...’ sorriu sem graça.
‘Ah, nem defende, não! Ele merece.’ puxava o pé de , mas como havia parado, foi surpreendido por um caldo do próprio amigo.
‘AHA! O FEITIÇO SE VIROU CONTRA O FEITICEIRO!’ gritava, animado.
?’ a menina chamou o amigo, que estava no mundo da lua.
‘Oi...’
‘Vem cá.’ Ela se sentou na beira da piscina apenas para molhar os pés. se aproximou, mas não a encarou. Encostou na parede ao lado da menina, e ficou observando os amigos, que, inutilmente, ainda tentavam se afogar.
quero conversar com você.’
‘Comigo?’
‘Sim. Mas não agora, depois do almoço, pode ser?’
‘Como quiser.’ Ele sorriu.
‘AHH, ME AJUDA!’ parecia estar em desvantagem. ‘CÃÃIMBRA!’

A hora do almoço havia chegado, e o coração da menina parecia querer sair pela boca. Olhava para o prato com comida, mas não conseguir pôr uma garfada na boca.
‘Tá tudo bem, ?’ , que estava ao seu lado, perguntou.
‘Sim, tudo bem.’ Ela disfarçou ‘Só não estou com fome.’
‘Não está com fome? Então passa pra cá!’ , sem pedir, pegou o prato da menina e trocou com o seu que já estava vazio.
!! Isso são modos?’ repreendeu.
‘Tudo bem, eu não vou comer, mesmo.’ disse rindo da atitude paternal de .
‘Dude, eu queria saber pra onde vai tanta comida.’ não se conformava com o fato do amigo comer tanto e não engordar.
‘Quer mesmo saber?’ perguntou.
‘NÃO!’ disse bravo.
‘Eu sei pra onde vai...’ disse pensativo. ‘Pra privada ué.’
‘Nossa, então ele deve ter um rombo no lugar do...’
‘CHEGA! PÁRA POR AÍ!’ interrompeu a fala de , sabendo que não viria coisa boa.
‘Será que dá para parar de me zoarem?’
‘Bom, eu vou dar uma volta e... qualquer coisa estou perto do campo de futebol.’ disse ao se levantar, e e logo entenderam o recado.

‘Bom, vou indo.’ disse enfiando o último garfo na boca o mais depressa possível.
‘Mas que pressa é essa?’ se espantou.
‘Preciso ir ao banheiro!’ ele disse, já longe.
‘Coitado... deve ser porque come muito.’ disse, como se estivesse sofrendo.
‘Que?’ se espantou.
‘Deve ser porque come muito?’ ele repetiu.
...’ balançou a cabeça negativamente. ‘Fingi que não escuta.’
‘Vou me retirar.’ se levantou com o prato vazio nas mãos.
‘Também?’ se assustou.
‘Sim, talvez eu esteja com o mesmo problema.’
‘Acho melhor você se cuidar.’ disse para o amigo que já estava com a boca cheia, novamente.

‘Er... oi.’ disse ao se deparar com e , esperando por ele.
‘Oi .’ sorriu.
‘Quer que eu volte depois? Eu...’
‘Não. Quero falar com os dois, mesmo.’ Ela disse e franziu a sobrancelha.
O silêncio tomou conta do lugar. Nenhum dos três sabia o que dizer realmente, mas sabiam que precisavam ter aquela conversa.
‘Então...’ se pronunciou.
‘Seguinte...’ respirou fundo e começou a falar ‘Eu não agüento mais essa situação. Não agüento não poder falar com vocês como antes, não agüento ter que ver os dois brigando, e não agüento ser tratada como objeto.’
‘A gente não te trata como objeto, .’ deu os ombros.
‘Vocês não fazem de propósito, mas vocês brigam entre si como se estivessem lutando por mim, e me prendem quando eu vou falar com outras pessoas.’
‘Outras pessoas inclui o Chace?’ perguntou.
‘Sim, inclui o Chace, .’
‘Ele só quer se aproveitar de você, !’
‘Se aproveitar de mim, ? Por quê? Por que agora eu sou uma fotógrafa de sucesso ou porque eu tenho cinco cores no cabelo?’
‘Não é nesse sentido.’
‘Em qual sentido, então?’
‘Ele quer se aproveitar porque você é bonita... mas ele não a ama realmente.’
‘Porque eu sou bonita... interessante, porque você nunca me achou bonita, não é mesmo ?’ ela o encarou.
‘Eu sempre te achei linda.’
‘Mas sempre teve vergonha de mim.’
‘E o que isso tem a ver agora? Eu era muito novo, era imaturo!’ se alterou.
‘Tem a ver que você não pode falar nada de ninguém e nem de nada, porque não tem esse direito, . Você nunca foi a melhor pessoa do mundo comigo, não pode falar nada de ninguém.’ engoliu a seco e abaixou a cabeça.
‘Quantas vezes eu tenho que pedir desculpas?’
‘Mais nenhuma, , eu só queria que você me entendesse.’
‘Eu entendo. Não vou mais falar nada de você e do Chace, ok?’
‘Obrigada.’
...’ virou-se para o amigo, que olhava o chão para não ter que encarar a discussão.
‘Eu...’
‘Por que não conseguimos ter a mesma relação de antes?’
‘Eu tento, . Eu juro que eu tento.’ O menino voltou a olhar para o chão e engoliu a seco.
‘Eu te amo tanto.’ Os olhos de se encheram de lágrimas.
‘Não como eu gostaria, pequena. Eu sempre te amei, e você sabe disso, mas para mim...’ ele respirou fundo e fechou os olhos ‘Para mim é uma tortura te ver com o meu melhor amigo.’ Aquelas palavras fizeram travar seus próprios dentes. ainda o considerava seu melhor amigo, e era bom ouvir isso da boca dele. Um sentimento estranho tomou conta de naquele instante. Ele estava com vontade de chorar, de gritar, e seu coração parecia querer sair pela boca. Não, ele não era gay, disso ele tinha certeza, mas poder saber que ainda tinha algum sentimento por ele tinha feito aquela conversa ter valido a pena.
eu...’ abriu a boca sem saber o dizer.
‘Tá tudo bem, ?’ perguntou.
, você não existe, cara!’ levantou-se da pequena mureta em que estava sentado, e abraçou o amigo. ficou um pouco assustado com aquela atitude, mas retribuiu o abraço. Ainda tinha um carinho imenso por , e agora sabia que precisava colocar a amizade deles acima de tudo.
‘Bom...’ secou as mãos suadas de nervoso, em sua roupa.
‘Acho que deu para tirar alguma coisa dessa conversa, né?’ sorriu aliviada.
‘Olha, eu vou ser sincero...’ começou. ‘Eu gosto de você , você é minha amiga, mas eu realmente sinto algo diferente. , você é meu irmão, cara e... e eu não quero que a nossa amizade se destrua por nada. Eu sei que vocês se amam.’ disse aquilo, e automaticamente os outros dois olharam para o chão. ‘Não precisam fugir ou se envergonhar. Todo mundo sabe.’
não...’
‘Deixa eu terminar, .’
‘Tá.’
‘Todo mundo sabe que vocês se amam. E , o errou muito no passado, e eu acho que ele se arrependeu. Ele te ama. Do jeito dele, mas ama. Na verdade eu acho que eu criei esse sentimento por você porque eu não suportava mais ver as pessoas te tratando mal, principalmente as pessoas que você mais gostava... e eu achava que gostando de você podia fazer alguma coisa, podia tornar as coisas diferentes. Mas eu acho que eu me enganei. É, eu não sou melhor do que o , apenas enxerguei as suas qualidades antes dele.’ parou por um instante. ‘Eu só não quero que a nossa amizade se destrua, e também não quero que vocês se afastem por minha causa... é isso, ufa.’ respirou fundo.
se eu não te conhecesse ia achar que tudo que você disse estava escrito no chão.’ segurou no queixo do amigo, o fazendo encará-la.
‘Eu não consigo olhar nos olhos das pessoas, você sabe.’ se pôs a chorar. Parecia ter um nó em sua garganta e ele precisava soltar isso de alguma forma.
‘Você já foi melhor com discursos.’ falou brincando, e abraçou e ao mesmo tempo. Eles precisavam disso. Há muito tempo não conseguiam entender seus próprios sentimentos e com essa conversa, talvez tudo ficasse mais claro.


Capítulo 13


? ?’ chamava o amigo que parecia não dormir há meses.
‘NÃO! SOCORRO! AH... ?’ ele acordou assustado.
‘Nossa hein, que sentimento de culpa. Isso que dá comer a comida dos outros.’
‘Ahh, me acordou para me amolar?’
‘Não, para te avisar que está quase na hora da competição.’
‘Ih, acho que nem vou.’ Ele virou para o outro lado da cama.
‘Tudo bem, não vai comer o lanche que eles oferecem depois.’
‘Então... precisa levar lanterna?’ perguntou ao se levantar.
‘A não ser que você tenha uma super visão de raio laser...’ fazia movimentos bruscos, imitando um super-herói.
‘É, precisa.’ concluiu.
‘Vamos logo.’
‘Calma, só vou calçar o tênis. Pode ir se quiser...’
‘Não mesmo. Para você pegar minha querida waffer? NUNCA!’

‘Cadê aqueles dois?’ olhava em volta para ver se avistava e , mas nada.
‘Devem estar se comendo.’ disse, simplesmente.
‘Ain!’ Jordan que prestava atenção na conversa fez cara de nojo.
querido, não fala essas coisas, se não podem descobrir da gente também.’ fez uma voz de gay.
‘Ah, pode deixar, babe.’
‘EI!’ gritou.
‘Ok, ok, paramos.’ e seguraram o riso. A expressão de Jordan estava cada vez pior, e aquilo se tornava engraçado.
‘Chegamos!’ disse feliz.
‘Nossa hein, a tarde de vocês foi boa!’ ergueu a sobrancelha, rindo.
‘Não imagina o quanto meu caro .’ pôs a mão no peito como se estivesse cansado.
‘Eu até te chamei, mas você disse que com o estava melhor.’
‘Realmente, ... o leva qualquer um a loucura.’
‘SERÁ QUE DÁ PRA PARAR? MEU OUVIDO NÃO É PINICO!’ Jordan gritou histérico. Ele não estava gostando nem um pouco de ouvir aquilo.
‘HAHAHAHAHAHA! Jordan, quer participar da próxima vez?’ não se agüentou.
‘Acho que ele só vai querer se o entrar na brincadeira.’ falou e depois disfarçou quando olhou feio para ele.
‘Faaaala molecaada.’ Chace falou no microfone, e todos pararam para prestar atenção.
‘Ah, pronto.’ ainda achava ridículo o modo como Chace os tratavam como crianças.
‘Seguinte pessoal, o jogo de hoje é mais simples. Vamos dividir vocês em apenas dois grupos. Metade das pessoas, de cada grupo, terá que ficar com os olhos vendados para poder dificultar a corrida de vocês. A outra metade que não vai estar com os olhos vendados ficará de olho em um dos colegas.’
‘Isso é mais simples?’ estava se assustando.
‘É coleguinha.’ sorriu falso, recebendo um olhar desaprovador de .
‘Depois vocês terão que ir atrás do Stuart.’
‘Só falta falar que é o Stuart Little.’ disse baixo.
‘Existem vários Stuarts escondidos pelo nosso acampamento. Metade deles estão vestidos de amarelos e metade deles de vermelho...’
‘Já não tô entendendo mais nada.’ estava começando a se irritar.
‘Stuarts são pequenos ratinhos de plásticos.’
‘Não, de verdade.’ Dessa vez quem havia tirado um sarro fora , que imediatamente, recebeu olhares de espanto dos amigos. ‘Po, vai ser de verdade?’
‘A equipe amarela vai em busca dos Stuats vermelhos, e vice-versa. O objetivo do jogo é enganar a outra equipe com os falsos Stuarts. No começo do jogo todos os Stuarts são verdadeiros, mas se a equipe amarela achar um Stuart vermelho, vai ter que colar o adesivo com o símbolo de “X”, significando que aquele rato passa a ser falso. Portando, não vale mais.
‘Não gostei.’ fez careta.
‘Então é isso, peguem os Stuarts correspondente a cor da sua equipe, e coloque na cesta de uma das pessoas que estará com os olhos fechados. Se achar um Stuart adversário, cole o adesivo e ponha-o no local encontrado. No final, a equipe que tiver mais Stuarts ganha a prova. Vocês terão 30 min. para achar seus filhos, boa sorte!’
‘Filhos? Agora meus filhos são ratos?’ franziu a testa.
‘Ele só tenta nos agradar, , não o trate assim.’ tentou entender o lado de Chace.
‘Nós não somos crianças, .’
‘Mas se lembra o espírito disso aqui? Relembrar os tempos de escola. Tenho certeza que ele também não gosta de nos tratar como criança.’
‘Você!’ uma das monitoras apontou para e a puxou para mais perto.
‘Eu o que?’ perguntou, mas depois disso só sentiu aquela mesma pessoa colocando algo em seus olhos. ‘Ah, não! Vou ficar de olhos fechados?’
‘Sim, sim.’
‘Eu só me f...’
‘FUNICO!’ interrompeu a fala dela, colocando a mão em seu ombro.
‘Quem vai ficar responsável por ela?’ a monitora perguntou.
‘Você!’ ela apontou para .
‘Ok.’
‘Você!’ ela agora havia puxado .
‘Essa mulher aprendeu a falar "você", hoje?’ falava baixo com .
‘Vai ficar com vendas.’ Ela disse e fez com o mesmo que fez com .
‘Só se funica, né ?’ sorriu. Não enxergava nada, mas havia ouvido o resmungo do amigo.
‘Você!’
‘Ah, não vou ficar sem enxergar, não!’ foi logo avisando.
‘Vai ficar responsável por ele.’
‘Ah, menos mau.’
‘Você!’ ela apontou para que tentou fugir, mas foi segurado por , que estava gargalhando daquilo tudo. ‘E você, ficará responsável por ele.’
‘UHAAAAAAAHSUASHAUHSAUHA!’ e desataram a rir. , e ainda não tinham entendido quem era o misterioso “você”, mas pelas risadas não podia ser ninguém menos que...
‘JORDAN! HAHAHAHAHA!’ não conseguia se controlar.
‘Eu devo ter feito streep tease na santa ceia, não é possível.’ se lamentou.

‘PIIIII!’ o apito tinha dado a largada, e todas as equipes começaram a correr. Cada um com seu “responsável”, para que ninguém se machucasse, e também para dificultar a brincadeira.
‘Mas que merda correr com isso nos olhos!’ segurava no ombro de e com a outra mão segurava a cesta.
, aqui!’ a puxou para frente e a menina sentiu algo caindo dentro da sua cesta. ‘Cuidado para não cair.’
‘Oh, claro, cuidado para não deixar o Stuart cair.’ Ela disse, cínica, e voltou a correr.

‘De boa... quem criou essa brincadeira?’ cambaleava seguindo .
‘Não importa, , somos da equipe vermelha, e vamos ganhaaar!’ começou a se animar com aquilo tudo.

‘NÃO CORRE SEU GORDO! NÃO TÁ VENDO QUE EU TÔ DE OLHOS FECHADOS?!’ estava muito irritado com a correria de Jordan, que na opinião dele, corria bastante para alguém obeso.
‘Ah, vem cá!’ Jordan não pensou duas vezes antes de pegar e colocá-lo em seus ombros.
‘AHHHH, SOCOORRO!’
‘Mas o que é isso?’ estava assustada.
‘HAHAHAHAHA, Jordan está carregando !’ gargalhava enquanto corria.
‘Meu Deus!’
‘E EU PERDENDO ESSA, NÃO ACREDITO!’ não se conformava de não ver essa cena.
‘Aqui , aqui!’ tentava colocar um Stuart na cesta do amigo.

‘AI!’ tropeçou em uma das rampas, que havia no meio daquelas árvores... e parecia ter torcido o joelho. ‘Ah, não!’
‘Se machucou?’ se abaixou imediatamente para ajudar a menina, e tirou aquilo dos olhos dela.
‘Não consigo andar. Shh...’
‘Calma. Me dá seus Stuarts.’ pegou os ratinhos que havia na cesta dela e passou para a cesta de . ‘Vem....’
‘Você não pretende jogar comigo no colo, né?’ se perguntou.
‘Não. Posso te deixar aqui, encostada?’
‘Pode. Depois, quando acabar, eu vou até vocês.’ a colocou encostada em uma árvore.
‘Não sai daqui... eu já volto para te buscar.’ Ele disse dando um beijo na testa dela.
‘Ok.’
‘Não saaai!’ disse mais alto, já distante.
‘Merda!’
? O que houve?’ Chace se aproximou ao ver a menina xingar.
‘Ah, eu torci o joelho, mas já estou bem.’
‘Deixa eu te levar para a enfermaria e...’
‘Não precisa Chace, o fará isso, daqui a pouco ele volta.’
‘E por que ele não fez isso agora? O jogo é mais importante?’
‘Porque se me carregasse no escuro ia acabar me machucando mais. Não dá para enxergar nada!’
‘É, realmente...’ Chace viu que o melhor a ser feito era deixar as luzes se acenderem. ‘Posso te fazer companhia?’
‘Claro, só não ligue... uuh, se eu reclamar de dor.’ brincou.
‘Não faça movimentos bruscos, .’ Chace pôs a perna da menina, com cuidado em cima da sua, para que a dor passasse.
‘Ok.’
...’
‘Eu.’
‘Sabe... você estava perdida no outro jogo, né?’
‘Perdida?’
‘É, que você era da equipe laranja e...’
‘Ah, sim, eu me perdi. Mas na verdade depois foi fácil de...’ de repente todas as peças dos quebra-cabeça se juntaram. ‘Crawford... Crawford você...’
‘Sim, eu te beijei, . Eu precisava fazer isso, eu não...’
‘Mas... por que isso?’ não estava entendendo mais nada.
,’ Chace se aproximou do rosto dela. Suas respirações estavam falhas. ‘Eu precisava que você soubesse.’ Ele disse baixo, se aproximando mais. Seus lábios se juntaram, e pôde se lembrar do seu primeiro beijo como se fosse hoje.
?’ a voz de ecoou o lugar.

Continua...

n/a: Uhuuuul, mais um. Ok, não se considere uma vadia, você só deve ter algum tipo de mel. HASHAHUSHUASA. Sem contar que não está comprometida com ninguém, certo?
Booom, espero que tenham gostado da atualização de aniversário do Fanfic Addiction. Olha, foi a maior que eu consegui fazer *o* PARABÉNS PARA O FANFIC, GENTE! Sim, o fanfic addiction me deu a oportunidade de conhecer muitas de vocês, de mostrar as minhas histórias, por isso só tenho a agradecer. Estou muito feliz, sério. Obrigadaaaa a todas por tuuuudo! :D

Agora, mudando de assunto... sou só eu que entro no TWITTER assim que ligo o pc? UHHUHUSHUASA. Sim, Tom Fletcher conseguiu me viciar =O Como ele ousa? Ele acha que só porque é podre de rico, só porque é super charmoso, e carinhoso pode fazer esse tipo de coisa com as fãs? HUASHUAHUSA. Mesmo ele nos chamando de ventiladores, a tentativa dele falar português foi o máximo *-* Quem quiser me seguir no twitter: http://twitter.com/carolisf
Outra coisa... não sei se terá outra atualização antes do show. Mas eu vou no show do dia 28 em SP. Estarei na fila um dia antes, oi. HUSHHUSHUA. Se quiserem falar comigo, ficarei ultra mega feliz. Andem na fila com uma plaquinha “Carolis” que eu grito *o*. E se tudo der certo, esse ano irei com o link do meu twitter nas costas da minha camiseta! Só chamar, gente, eu não mordo!

E uma última coisa... acho que eu nunca falei da minha loja de camiseta para vocês né? Acho que não... então, é isso, eu e minha prima fazemos estampas à mão. Qualquer tipo de estampa em que sejamos capazes de passar para a camiseta. Quem quiser dar uma olhada, e quem sabe encomendar alguma para o show: Clique aqui!
beeeeijos minhas lindas leitoras, e obrigada pelos comentários, leio todos *-*

ATÉ O SHOW! ME PROCUREM, ESTAREI LÁ! (qualquer coisa mandem e-mail)


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